Geonotícias Como grandes varejistas olham o Brasil. . . . . . . . . 3 SHOPPING CENTERS Cresce mercado de shopping centers na Informativo setorial de shopping centers Manauara Shopping: Exemplo da inovação Produzido pela área de Geonegócios do IBOPE Inteligência América Latina . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 que se interioriza . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 Nº 3 I Maio 2013 38 cidades brasileiras devem receber seu primeiro shopping center em 2013 VEJA DADOS SOBRE A ASCENSÃO DO SETOR NAS PÁGINAS 4 E 5 www.ibope.com Edição 01 Geonoticiasbk.indd 1 17/05/2013 14:28:54 PANORAMA Cresce segmento de outlets Nos próximos anos o Brasil deverá ganhar muitos shopping centers no formato outlet. A Premium Outlets Brasil pretende inaugurar 12 unidades até 2019. A consultoria imobiliária Jones Lang La Salle, em parceria com diferentes construtoras, quer abrir outros nove até 2016. A General Shopping planeja mais sete até 2014. Ainda este ano, deverão ser inaugurados o Premium Outlet Rio, o Premium Outlet Salvador, além do Casa Outlet, em Cotia, no estado de São Paulo, especializado em decoração. Na rodovia Castelo Branco, em São Paulo, dois outlets estão sendo construídos com apenas 15 km de distância entre eles: o Catarina Fashion Shopping, da JHSF e o Castelo Premium Outlets, da BRMalls, em parceria com a Simon Property Group. No Brasil, o primeiro outlet a se aproximar do novo conceito foi o Premium São Paulo, inaugurado em 2009 na rodovia dos Bandeirantes, no município de Itupeva, região de Campinas. Em seguida, surgiu o Premium Brasília, no município de Alexânia, em Goiás, ambos pertencem à General Shopping. O formato de outlets começou a ser desenhado na década de 30, quando algumas empresas norte americanas passaram a vender produtos com defeitos ou excedentes aos funcionários. Esse modelo perdurou até 1974, quando o primeiro outlet foi inaugurado na cidade de Reading, na Pensilvânia, EUA. Hoje há 400 empreendimentos distribuídos na América do Norte, Europa e Ásia, somando mais de 20 mil lojas. O conceito mudou e deixou de ser o de ponta de estoque para produtos exclusivos, produtos de primeira linha, mas com descontos muito significativos que vão de 30% a 70%. Os outlets geralmente são construídos em regiões periféricas e saídas de grandes cidades para permitir o acesso de consumidores de muitas cidades. A construção, com especificações técnicas mais simples, sai pela metade do preço. As lojas, com administração centralizada, são dos próprios fabricantes ou varejistas não-franqueados. O DESAFIO DA PESQUISA PARA OUTLET Pelas suas peculiaridades, significativamente diferentes do shopping center convencional, a pesquisa de potencial para outlet exige um cuidado redobrado. O risco do outlet se transformar em um elefante branco perdido na estrada é grande. O risco de canibalização dos shoppings regionais também é grande. O IBOPE Inteligência desenvolveu um modelo próprio, acompanhando o melhor da tecnologia internacional de pesquisa para outlets. O modelo permite simular o mercado ampliado que é próprio dos outlets e prever com segurança as vendas futuras do empreendimento. Em resumo, o sucesso de um outlet depende do seu correto planejamento e o IBOPE pode dar suporte decisivo nesta etapa do negócio. q Planejadores internacionais entram no mercado brasileiro: LaSBA abre escritório em São Paulo A LaSBA, uma das principais consultorias na área de shopping centers da Espanha, acaba de abrir seu escritório na cidade de São Paulo. Fundada em 2001 por Arcadio Gil, a empresa está sediada em Madri, na Espanha e tem sucursal em Portugal. A empresa se propõe a oferecer suporte a investidores em todas as fases de um projeto de shopping center: estudos setoriais, investimento, promoção, marketing, comercialização e gestão. Eduardo Gutierrez, gerente de desenvolvimento de negócios no Brasil da LaSBA Internacional, explica que a principal ferramenta da empresa é a Consultoria Projeto Integral, ou AIP, do espanhol Asesoramento Integral al Projeto, Eduardo Gutierrez, gerente de desenvolvimento de negócios da LaSBA no Brasil que abrange desde estudos sobre a viabilidade de implantação de um shopping até assessoria quando estiver em funcionamento, para que se torne um negócio cada vez mais lucrativo. O executivo observa que o mercado de shopping centers no Brasil vem crescendo de forma contínua e que ainda há espaço para a abertura de muitos novos empreendimentos. “Esta realidade deve ser usada por todos os empresários que veem uma oportunidade neste mercado rentável de investimento e a LaSBA Internacional se orgulha de poder ajudá-los, com sua experiência, a realizar seus projetos com sucesso”, afirma Eduardo Gutierrez. q 2 Edição 01 Geonoticiasbk.indd 2 17/05/2013 14:29:00 PANORAMA Investir no Brasil é um bom negócio para o varejo? Grandes varejistas estrangeiros estão desembarcando no Brasil, mas com um pé atrás. Se o país atrai investimentos pelo potencial de consumo, grande população urbana, risco político e financeiro reduzido, por outro lado assusta com a alta carga tributária e as dificuldades de infraestrutura. Dois grandes problemas que afastam varejistas do Brasil são a enorme dificuldade da gestão tributária e a complexidade da burocracia brasileira. Um estudo feito pela consultoria britânica EC Harris, do Grupo Arcadis, coloca o Brasil como a 28ª opção para investimentos de varejistas, em um total de 40 países com potencial de crescimento. Entre os mercados emergentes, o Brasil perde para Chile (13º), Coréia do Sul (14º), Uruguai (19º), China (20º), África do Sul (22º), Turquia (23º) e México (24º). A pesquisa considerou cinco pontos: infraestrutura, qualidade da cadeia de suprimentos, acesso a terrenos e imóveis, marcos legais e ambiente para se negociar. O irônico dessa situação é que outra pesquisa do grupo AT Kearney coloca o Brasil no primeiro lugar do mundo em atratividade para investimentos em varejo. Mas fica em 28º lugar no momento da decisão. A diferença é a dificuldade de operar no emaranhado de leis tributárias e nas dificuldades logísticas do país. Poucos varejistas de grande porte têm anunciado investimentos no Brasil nos últimos anos, com exceção das marcas de luxo, que não operam em grande escala. Ainda continuam fora do mercado nacional grandes redes internacionais, como Tesco, Ikea, Home Depot, Gap, H&M, El Corte Inglés e Victoria’s Secret. Algumas dessas redes, como H&M e Home Depot, chegaram a estudar a entrada no país no ano passado, mas os planos não avançaram. Segunda maior varejista de vestuário do mundo, a sueca H&M ampliou seu plano de abertura de lojas para este ano. Com 2.818 pontos de venda em 48 países, a companhia planejava inaugurar 325 lojas em 2013; agora serão 350. A varejista, que concorre diretamente com a espanhola Zara, do grupo Inditex, no modelo “fast fashion”, acaba de entrar na América Latina com uma loja em Santiago, no Chile, mas excluiu o mercado brasileiro da sua rota de expansão no curto prazo. As iniciativas no Brasil são ainda modestas considerando o porte e a atratividade do mercado. É o caso, por exemplo, da norte americana de vestuário GAP que pretende ampliar sua atuação no Brasil, mas já avisou que aqui os preços de seus produtos serão maiores do que os praticados nos Estados Unidos para cobrir os altos custos de importação. Hoje a empresa tem cinco canais de venda no Brasil pelas operações duty free, três delas no aeroporto de Guarulhos, no estado de São Paulo, e outras duas no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Agora, animada com eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, a empresa pretende atingir um público maior com uma loja própria na cidade de São Paulo. Poucos varejistas têm a ousadia da Charanga, marca de vestuário infanto-juvenil espanhola, que pretende ampliar a rede de lojas que hoje tem no Brasil de cinco para 40 unidades até o final do ano. A empresa tem produção própria e 230 lojas espalhadas pela Espanha, Portugal, Emirados Árabes Unidos, Irlanda, Chipre, Marrocos e Venezuela. Para Marcos Hirai, sócio-diretor da BG&H Real State, crescer no Brasil é estratégico para muitas empresas de fora e este movimento deve ser impulsionado pelo grande número de shopping centers em construção no país. Apesar dos pesares, investir no Brasil ainda é um bom negócio para o varejo internacional. q 3 Edição 01 Geonoticiasbk.indd 3 17/05/2013 14:29:00 VISÃO SETORIAL Economia favorece expansão e diversificação geográfica Se todos os 64 lançamentos de shopping centers anunciados para este ano forem confirmados, 2013 vai bater com folga o recorde do ano passado, quando foram inaugurados 28 empreendimentos. Além do salto em quantidade, também se desenha uma capilarização dos empreendimentos: 38 cidades brasileiras terão seu primeiro shopping center. Márcia Sola, diretora de unidade de Geonegócios do IBOPE Inteligência, atribui essa expansão a uma combinação de fatores: “Tivemos um ciclo positivo de economia, com crescimento real de renda familiar, popularização de linhas de crédito destinadas à habitação e boom imobiliário nas grandes cidades, que levou investidores e público consumidor para outras localidades”. A viabilidade de um shopping center depende, entre outros fatores, da densidade demográfica, da facilidade de acesso e da qualificação do consumidor. Traduzindo em números, é desejável que a cidade tenha mais de 300 mil habitantes, acesso de carro ao shopping em até quinze minutos e público pertencente à classe C1 ou superior, isto é, com salário acima de dois mil reais. “Construir um shopping em uma grande cidade depende de todas essas variáveis e da força da concorrência de outros shoppings já instalados. Por isso muitos empreendedores estão procurando oportunidades em mercados mais desatendidos, especialmente em cidades onde podem encontrar áreas disponíveis a preços mais competitivos e sem concorrentes”, explica Márcia. 4 Edição 01 Geonoticiasbk.indd 4 17/05/2013 14:29:00 Em 2012, do total de R$ 4,4 trilhões do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a quantia de R$ 2,74 trilhões foi o resultado do consumo das famílias, que destinaram 19,4% para gastar em produtos normalmente comercializados em shopping centers . Márcia Sola argumenta que o varejo é uma alavanca econômica e os shoppings, com a recente diversificação geográfica, estão contribuindo de duas formas para o crescimento socioeconômico do país: ao gerar empregos formais e tributos, impactando de maneira positiva as cidades onde se instalam. “Cada locador paga um valor proporcional ao seu faturamento, o que é controlado pela administração do shopping, inibindo eventuais tentativas de evasão fiscal”. A expansão do setor de shopping centers está atraindo novos formatos, diferentes do shopping tradicional, com pelo menos 4 mil metros quadrados de área locável, administração centralizada e venda dirigida ao consumidor final. O Brasil começa a despertar o interesse dos shoppings em formato outlets, que reúnem principalmente lojas de fabricantes e oferecem descontos significativos (Veja reportagem na página 2). “Muitos shoppings estão se especializando para atender com exclusividade um público mais luxuoso ou mais popular. Outra tendência são os centros de convivência e serviços, que reúnem algumas lojas variadas e serviços, como lavanderia e cabeleireiros, têm estacionamento e administração centralizada, nos mesmos moldes do shopping convencional, mas com dimensão menor”- conta Márcia. Em todos os casos o setor de shopping está sendo impul- sionado pela economia dos últimos anos que tem privilegiado o consumo. Como os padrões brasileiros de consumo em shopping centers ainda são relativamente baixos, o setor deve experimentar ainda vários anos de crescimento expressivo. q 85% DOS INTERNAUTAS FREQUENTAM SHOPPING CENTERS As compras pela web avançam, mas as presenciais ainda predominam. Uma pesquisa feita pelo painel online Conectaí, plataforma web do IBOPE Inteligência, mostra que 85% dos internautas frequentam shopping centers, 10% deles todos os dias. Outros 20% vão ao shopping uma vez por semana e 31% pelo menos uma vez por mês. O frequentador assíduo tem perfil econômico mais elevado e é mais velho do que a média. Por outro lado, aqueles que não frequentam shopping são, em geral, pessoas de perfil econômico baixo. A maior frequência aos shoppings foi constatada na região nordeste, com 17% dos internautas. Nas demais regiões ocorrem oscilações entre 5% e 9%. Os internautas preferem compras presenciais em todos os segmentos, por exemplo, roupas (96%), eletrodomésticos (88%) e eletrônicos (84%). Os dados fazem parte do perfil dos integrantes do painel Conectaí e foram atualizados entre fevereiro e março de 2013 junto a 6.244 internautas. 5 Edição 01 Geonoticiasbk.indd 5 17/05/2013 14:29:02 TENDÊNCIAS INTERNACIONAIS Shopping centers crescem aceleradamente na América Latina O crescimento de novos shopping centers na América Latina tem sido recorde a cada ano. Um exemplo disso é o crescimento de 60% no número de profissionais que foram ao congresso RECon Latin America do ICSC (International Council of Shopping Centers), realizado este ano no Chile. Embora o Brasil seja o país com o maior número de novos shoppings, outros países têm crescimento proporcional maior do que o crescimento brasileiro. Peru, México, Chile e Colômbia são exemplos de países com mercados vigorosos neste setor. A estrela do ano é a Colômbia com mais de 50 novos centros comerciais previstos para o biênio 2013-2014. Não por acaso, o próximo congresso RECon Latin America em 2014 será realizado em Medellín, na Colômbia e espera-se mais de mil participantes. Apesar dos varejistas internacionais e investidores reconhecerem o Brasil como o mercado de maior volume, o Brasil está perdendo terreno para o Chile, o Peru e a Colômbia. Essa tendência foi observada por Juliana Piai e Fabio Caldas, ambos analistas de pesquisa na área de shopping do IBOPE Inteligência, que estiveram no RECon Latin America 2013. Segundo Fabio Caldas, a percepção é de que a entrada comercial no Brasil é dificultada por fatores como estrutura tributária, burocracia, logística e tantos outros fatores agrupados no que se convencionou chamar de “custo Brasil”. Os varejistas ficam especialmente assustados ao saber que o comércio está sujeito a 27 legislações tributárias diferentes de cada estado da federação. Os analistas de pesquisa do IBOPE Inteligência também observaram tendência de mudanças na configuração dos shopping centers. Se antes eram dimensionados para isolar o cliente, que ficava sem saber como estava o clima e que horas eram, agora a ideia é fazer o shopping interagir com o local onde está inserido. Novos shoppings estão privilegiando espaços ao ar livre, na tentativa de reproduzir o clima das antigas praças públicas, onde as pessoas costumavam se encontrar. Fabio lembra que nisso alguns países são favorecidos pelo clima. “No Peru, por exemplo, prevalece o tempo nublado e fresco. Parque Arauco, no Chile, segue tendência de usar espaços abertos que interagem com a cidade. No Brasil, onde o clima é muito instável, esta interação com o ambiente precisa ser bem resolvida pela arquitetura.” Para Juliana Piai todos os detalhes precisam ser pensados para que a experiência do consumidor dentro do shopping seja positiva. “O cliente precisa se sentir seguro, bem atendido, em um ambiente agradável, para que tenha satisfação em estar ali, estenda a permanência e tenha vontade de voltar mais vezes. Essa necessidade foi bastante reforçada no encontro”. q 6 Edição 01 Geonoticiasbk.indd 6 17/05/2013 14:29:03 CASO Manauara Shopping: um exemplo da inovação que se interioriza Ao completar seu terceiro aniversário, o Manauara Shopping, em Manaus, construído e administrado pela Sonae Sierra Brasil, é um exemplo vivo do sucesso de shoppings bem conceitualizados e que optaram por áreas anteriormente parcialmente desatendidas. O sucesso é claro, pois no seu terceiro ano de vida, o empreendimento fechou 2012 com 99,7% de ocupação, crescimento de 19,2% nas vendas em comparação ao ano anterior e 13,2 milhões de visitantes. O IBOPE Inteligência participou dessa trajetória de sucesso desde o início. Começou com uma avaliação de Manaus em seus aspectos econômicos e demográficos. Depois disso, a Sonae Sierra Brasil identificou três localidades potenciais para a instalação do shopping. Foi então realizada uma nova pesquisa com metodologia exclusiva pelo IPDM (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento de Mercado) e incorporada pelo IBOPE Inteligência. Com base nesta análise, a Sonae Sierra Brasil optou pelo bairro Adrianópolis para erguer o empreendimento. “Antes de decidir por um novo empreendimento, a Sonae Sierra Brasil faz um criterioso estudo de mercado para avaliar o potencial da região. A pesquisa realizada apontou Manaus como uma cidade em franca expansão, com uma economia forte e diversificada”, lembra Claudia Malavolta, gerente de comunicação corporativa da Sonae Sierra Brasil. Menos de um ano após o shopping ser inaugurado, mais duas pesquisas foram realizadas pelo IBOPE Inteligência. Uma sobre o perfil, a satisfação e as expectativas dos clientes, e outra com consumidores em geral, moradores da cidade, para avaliar a penetração do Manauara Shopping e sua posição frente aos concorrentes. Esses dados são atualizados anualmente e servem para nortear a tomada de decisões da administração do shopping. Ao desenvolver o Manauara Shopping a Sonae Sierra Brasil foi fiel a uma de suas melhores características: trazer arquitetura avançada e tecnologia de ponta, mas respeitando e valorizando a cultura local. Foi o que aconteceu em Manaus. A empresa buscou inspiração na fauna, flora e cultura da Amazônia para a arquitetura do shopping. “O encontro das águas dos rios Negro e Solimões, uma das maiores atrações turísticas de Manaus, inspirou o logotipo. Desenhos que identificam o artesanato das tribos indígenas da região serviram de modelo para a composição do grafismo aplicado na fachada e nos pisos”, diz Claudia Malavolta. Para a decoração, também foram escolhidos artesãos e artistas plásticos locais. A Fundação Almerinda Malaquias (FAM), compos- Manauara Shopping Shopping: impactos socioeconômicos positivos em Manaus ta por 120 artesãos, fez quatro esculturas em restos de madeira, que estão dispostas nos quatro andares do shopping. Outras cinco esculturas foram confeccionadas pelo artista Van Pereira, que também criou escorregadores em forma de cobra na área de lazer. Os artistas Zeca Nazaré e Turenco Beça criaram os móbiles gigantes instalados nas entradas. Já as luminárias da praça de alimentação foram feitas pela comunidade Baniwa, do Rio Negro, com fibras de arumã trançadas. Ao mesmo tempo em que valorizou a cultura local, o Manauara Shopping investiu em tecnologia. Conta com automação e supervisão predial de última geração e um sistema inovador implantado no estacionamento de 2.750 vagas, que ajuda o visitante a localizar rapidamente as vagas disponíveis. Hoje o Manauara Shopping tem 46,8 mil metros quadrados de ABL (Área Bruta Locável), 231 operações, sendo 13 âncoras e 175 satélites, e 10 salas de cinema. “O shopping trouxe para Manaus 52 lojas de marcas que não tinham representação na cidade, como Adidas, Centauro Esportes, Calvin Klein, Capodarte, Montblanc, PB Kids, Polishop, VR Mens Wear, Vivara, entre outras”, diz a gerente de comunicação corporativa da Sonae Sierra Brasil. O acesso ao comércio de alto nível foi apenas um dos impactos positivos provocados pelo Manauara Shopping. Segundo Claudia Malavolta, o shopping gerou três mil empregos diretos, construiu duas novas ruas de acesso que beneficiaram o sistema viário local e realizou uma série de ações para contribuir com a comunidade local, como a construção de trilhas no Parque Estadual Sumaúma, doação de barracas de comercialização na Praia do Tupé, de biblioteca itinerante ao Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas e de mudas para o Horto Municipal e Horto Florestal. Para preservar o meio ambiente, o shopping também criou a sua própria estação de tratamento de efluentes. q 7 Edição 01 Geonoticiasbk.indd 7 17/05/2013 14:29:03 8 Edição 01 Geonoticiasbk.indd 8 17/05/2013 14:29:04