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JB NEWS
Informativo Nr. 811
Filiado à ABIM sob nr. 007/JV
Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC
Loja Templários da Nova Era nr. 91 (GLSC)
Quintas-feiras às 20h00 - Templo: Obreiros da Paz - Canasvieiras
Florianópolis (SC) 15 de novembro de 2012
Edição desta quinta-feira-feira,
27 páginas em PDF
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Almanaque
Opinião: “Dilema Moral”- Ir. Anatoli Oliynik
Os mortos vivos – Ir. José Maurício Guimarães
Sessões de Instruções – Ir. José Carlos de Araújo
A Proclamação da República - Verbete do Vade-Mécum do Meio-Dia à Meia-Noite
do Ir. João Ivo Girardi
Bloco 6: Destaques JB
Pesquisas e artigos desta edição:
Arquivo próprio - Internet – Colaboradores – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias e www.google.com.br
Os artigos constantes desta edição não refletem a opinião deste informativo, sendo de plena responsabilidade
de seus autores.
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Livros Maçônicos – indicação JB News
O MAGO DA FRANCO-MAÇONARIA - Elias Ashmole (1617-1694) nasceu em Lichfield,
Staffordshire, na Inglaterra. Foi membro-fundador da Royal Society, um Estabelecimento
Superior para promover o Ensino de Experimentos Físico-matemáticos, além de um
misto de homem renascentista e filósofo hermético britânico. Ashmole tinha um amplo
conhecimento e se preocupou em conhecer cada aspecto da história britânica. Foi uma
espécie de curador nacional fundou o primeiro museu público do mundo e possuía uma
coleção pessoal de selos da monarquia inglesa. Seu biógrafo C.H. Josten, já falecido,
acreditava que a grandeza de Ashmole talvez estivesse na tensão entre o homem do
mundo e a alma hermética de um místico espiritual, indiferente aos julgamentos
profanos.
Em O Mago da Franco-Maçonaria, Tobias Churton discorre sobre a vida de Ashmole,
mostrando não somente seu papel fundamental na Franco-Maçonaria e no conhecimento
das ciências modernas, mas também as origens, a infância e a formação daquele que foi
nomeado o arauto de Windsor
Hoje, 15 de novembro de 2012, é o 320º. dia do calendário gregoriano.
Faltam 46 para acabar o ano.
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Para aprofundar-se no conhecimento clique nas palavras sublinhadas.
Eventos Históricos
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1777 - Depois de 16 meses de debate, o Congresso Continental aprova os Artigos da Confederação
na temporária capital localizada em York, na Pensilvânia. Entre outras diretrizes esse artigo
oficializa o nome da Confederação em Os Estados Unidos da América.
1884 - Início da Conferência de Berlim: a repartição das colônias européias na África.
1887 - Emancipação do município de Anápolis, Goiás.
1889 - Proclamação da República brasileira. Rui Barbosa assina o primeiro decreto do governo
provisório.
1895
o Fundação do Clube de Regatas do Flamengo.
o O Papa Leão XIII cria a Diocese do Espírito Santo.
1905 - Inauguração da Avenida Central, atual Avenida Rio Branco no Rio de Janeiro.
1908 - Primeira manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas por intermédio da mediunidade
de Zélio Fernandino de Moraes, no distrito de Neves, em São Gonçalo, no estado do Rio de
Janeiro, fundando então a Umbanda.
1911 - Fundação do Clube 15 de Novembro de Campo Bom, no Rio Grande do Sul.
1913 - Fundação do Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba.
1924 - Fundação do Esporte Clube XV de Novembro de Jaú.
1936 - Mihara (Hiroshima, Japão) recebe estatuto de cidade.
1938 - Fundação do Íbis Sport Club, que é ironicamente chamado de o pior time de futebol do
mundo.
1942 - Segunda Guerra Mundial: fim da Batalha de Guadalcanal.
1945 - Venezuela é admitida como Estado-Membro da ONU.
1982 - São realizadas as primeiras eleições diretas no Brasil desde o golpe de 1964 (exceto para
presidente).
1983
o Inauguração do Estádio Aderbal Ramos da Silva, a "Ressacada", de propriedade do Avaí
Futebol Clube.
o O Estado Federado Turco do Chipre se autoproclama República Turca de Chipre do Norte.
1988
o Yasser Arafat, no exílio, proclama o Estado da Palestina.
o Único lançamento do ônibus espacial soviético Buran.
o Fundada a TV Santa Cruz, afiliada da Rede Globo em Itabuna, na Bahia.
1989 - Realizada, em meio às comemorações dos cem anos da República brasileira, a primeira
eleição presidencial direta em quase trinta anos. O resultado é prorrogado para um segundo turno.
1999
o Fundada a RedeTV!.
o Lançado o site de animais de estimação virtual Neopets.
2001 - Lançamento do video game Xbox.
2008 - Concedida anistia política ao presidente brasileiro João Goulart, o único a morrer em exílio
após ser deposto pelo golpe de 1964.
ncipação política). ia
Feriados e Eventos cíclicos:
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Dia de Nossa Senhora do Rocio - Padroeira do Paraná
Dia do Esporte Amador (Brasil)
Dia Mundial em Memória das Vítimas na Estrada (comemorado anualmente no 3º domingo de
Novembro)
Dia do Joalheiro (Brasil)
Proclamação da República do Brasil - Feriado nacional.
Roma antiga: Festival de Feronia, deusa dos bosques e florestas.
Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa
ncip
Históricos maçônicos do dia:
(Fonte: “o Livro dos Dias” 16ª. edição e arquivo pessoal)
1775:
Publicação do primeiro Calendário Maçônico, em Londres
1815:
Instalada a Loja Comércio e Artes, no Rio de Janeiro, no Rito Adonhiramita.
1876:
Fundação do General Grand Chapter da Ordem da Estrela do Oriente
1906:
Lauro Sodré, Barbosa Lima, Tasso Fragoso, Olva Bilac e outros intelectuais propõem a criação do Dia
da Bandeira.
1952:
Tratado de Amizade entre o Grande Oriente do Brasil; e a Grande Loja de São Paulo.
1964:
Fundado o Grande Oriente do Maranhão, federado ao GOB
1983:
Fundação da Grande Loja de Sergipe.
1979:
Fundação da Loja Ciência e Trabalho nr. 30, de Tubarão, que trabalha no REAA (GOSC)
2000:
Os três Capítulos dos Maçons do Real Arco brasileiros enviam petição ao General Grand Chapter of
Royal Arch Masons International para a fundação de um Grande Capítulo no Brasil para o Rito York
americano, o Rito inglês antigo.
ACADEMIA MAçôNICA DE LETRAS
DE JUIZ DE FORA
Sic itur ad Astra
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DILEMA MORAL
Por Anatoli Oliynik
Os códigos morais, que vão desde as orientações religiosas até as orientações
jurídicas, só funcionam se existir um tribunal interno dentro de cada um. Esse tribunal
interno é a bifurcação da vontade. Se a bifurcação da vontade deixar de existir, a pessoa
automaticamente deixará de ser um ser humano e nenhum código moral irá funcionar.
Um ser humano que não tenha dilemas morais é uma pessoa doente que caiu
fora da espécie, porque não é possível viver sem dilema moral. Apenas os animais
irracionais vivem sem dilema moral algum. O leão, por exemplo, é capaz de devorar os
próprios filhotes recém-nascidos só para acelerar o retorno do cio da leoa devido a
suspensão da amamentação. Para ele não há dilema moral, assim como para os demais
animais irracionais.
Nós, humanos, embora torçamos para não ter nenhum dilema moral na vida, na
realidade acontece o contrário: nós passamos a vida inteira vivendo dilemas morais.
Alguns são completamente insolúveis. Como não sabemos o que fazer, o jeito de lidar
com isso é procurar um código externo que possa dizer o que fazer. Um deles é o
jurídico. O outro é o religioso, ou seja, fazer aquilo que Deus gostaria que fizéssemos.
Esta segunda opção é a solução para qualquer dilema moral, vez que o código jurídico
deveria, obrigatoriamente, derivar da moral religiosa, ou seja, o direito positivo deve
derivar, sempre, do direito natural. Infelizmente não é o que acontece.
Os dilemas morais são de duas naturezas: verdadeiros e falsos. Os dilemas são
verdadeiros quando eles têm uma natureza que se desdobra no tempo. Ao contrário,
são falsos. Por exemplo, um dilema que não é moral: “Quem é mais bonito, o Shrek ou o
Antônio Banderas?” Isso não é um dilema moral porque ninguém tem dúvida quanto a
isso. A escolha surge automaticamente, embora algumas escolhas possam recair no
outro.
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Por outro lado, se a pergunta for “Coloco ou não coloco o meu filho no Colégio
Militar?” A pessoa só vai saber se a decisão foi boa ou não, daqui a vinte anos, ou seja,
no tempo. Portanto, os dilemas morais se caracterizam por se desdobrarem no tempo.
Assim, a pessoa nunca pode ter certeza se tomou a melhor decisão no ato da decisão.
Só o tempo dirá. É por isso que existem códigos morais externos que decidem pela
pessoa quando ela não sabe o que fazer.
Se a pessoa não está feliz com os códigos morais externos, sempre haverá a
orientação maior. Em última análise, façamos aquilo que Deus quer que cada um faça.
Mesmo assim, e independente da escolha, a pessoa não se livrará da dor de enfrentar o
dilema moral, por mais que ela utilize um desses três estratagemas:
1. Fingir que para você não vale esse código, mas outro;
2. Fingir que você não é você;
3. Fazer de conta que não há código moral nenhum.
Pessoa alguma irá obter sucesso com nenhum dos três estratagemas, porque no
fundo, o que resta em última análise é tomar a decisão. Essa decisão será sempre
dolorosa, mas se for feita para o lado do bem, será muito melhor do que fazê-la para o
lado do mal.
Quando estudamos a ética, a moral ou qualquer outra coisa que o valha, não dá
para perder de vista essa visão que acabo de expor, senão corremos o risco de ficar
nessa conversinha mole de “ética disso”, “ética daquilo” etc. Na realidade as pessoas
perderam completamente a idéia e a verdadeira noção de ética para submeterem a ética
a uma espécie de colegiozinho do “politicamente correto”, ou seja, seguir um conjunto de
orientações de uma cartilhazinha elaborada por um bando de psicopatas que se julga
acima do bem e do mal. Perdeu-se completamente a noção de que esse assunto é de
consciência humana.
A noção de que há um dilema moral só pode ser alcançada se a pessoa fugir das
três escapatórias amplamente utilizadas nos tempos atuais: a) fingir que aquele código
não vale para ela; b) fingir que não é com ela; c) fazer de conta que não há código moral
algum. Esses são os três tipos de mentira que as pessoas estão utilizando o tempo todo.
Elas “grudam” nessas três regras escapatórias e criam uma realidade à parte que na
verdade não é realidade nenhuma, mas apenas uma fantasia que as pessoas assumem
como aspectos da realidade.
O problema fundamental que as pessoas têm, é a incapacidade para destruir a
confusão do processo que envolve a noção de realidade e fantasia. Se não for
promovida a distinção entre o que é realidade e o que é fantasia, o problema
permanecerá insolúvel e a única escapatória para livrar-se da dor do dilema moral, será
viver na mentira dos estratagemas ou assumindo o papel do leão.
O sujeito que faz uma coisa ou outra é uma pessoa que caiu já fora da espécie
humana e não tem consciência disso.
Publicado no blog: http://blog.anatolli.com.br
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Os mortos vivos
Ir José Maurício Guimarães
Belo Horizonte - MG
As primeiras Bíblias impressas surgiram na primeira metade do século quinze por
iniciativa de Gutenberg que bolou uma prensa (máquina impressora) de tipos
móveis. Tipos, no sentido das artes gráficas, eram pequenos modelos de letras,
feitos em metal ou madeira, correspondentes aos caracteres; diziam-se móveis,
porque podiam ser arranjados, de cá prá lá, em acordo com as necessidades da
impressão ou do texto. (Não é como hoje, quando topamos por todos os lados com
"tipos móveis", pessoas que não sabem o que querem, nem para onde vão.)
A Bíblia de Gutenberg é o incunábulo (origem ou livro impresso que data dos
primeiros tempos da imprensa) contendo a tradução do latim forjada em Mainz.
Pensando bem, todas as religiões têm um livro: entre os egípcios, o Livro dos
Mortos - uma coletânea de fórmulas, orações e hinos escritos em papiro para
ajudar o morto em sua viagem para o (talvez) melhor dos mundos. Se o morto fosse
analfabeto, estava perdido: sua candidatura ao céu era impugnada por Anúbis.
Noutras religiões – para citarmos apenas alguns desses livros – temos o Bagavad
Gita, o Upanishad e os Vedas no Hinduísmo. No Bramanismo, o Mahabharata; no
Judaísmo, a Torá, Tanakh, o Talmud e o Sefer Yetzirah (que deveria ser estudado
no original, em hebraico, pelos auto-intitulados "cabalistas"). No Islamismo temos
o Corão (Al Corão); no Taoísmo, o Tao-Te-Ching; no Zoroastrismo, o Zend
Avesta. No Cristianismo dá-se um sistema fundamentado no Antigo Testamento
(o Pentateuco atribuído a Moisés, os Livros Históricos, os Sapienciais e
os Proféticos) e no Novo Testamento (os Quatro Evangelhos ditos sinóticos, Atos
dos Apóstolos, as Epístolas e o Apocalipse ou Revelação).
Acrescentem a essa fabulosa biblioteca as elucubrações dos teólogos, pessoas
normais que, após muita leitura e boa dose de sectarismo, tornaram-se
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especialistas sobre natureza de Deus, seus atributos e suas relações com o homem
e o universo. Dizem que ninguém pode chegar a Deus sem a ajuda desses
teólogos. Por exemplo: num livro escrito duzentos anos antes da Bílbia de
Gutenberg por Tomás de Aquino - o Doctor Angelicus - lemos esta pérola da
teologia: "É muito mais grave corromper a fé do que falsificar a moeda. Se, pois, os
falsificadores de moedas e outros malfeitores são condenados à morte pelos
príncipes seculares, com muito mais razão os hereges podem não somente ser
excomungados, mas também em toda justiça serem condenados à morte" (Suma
Teológica II/II 11,3c).
Esse douto Tomás, angélico inclusive, foi mestre na Universidade de Paris durante
o reinado de Luís IX de França, morreu em 1274 e foi canonizado 1323 – São
Tomás de Aquino! Mais admiráveis foram Buda, Sócrates e Jesus que não
deixaram nada por escrito - coube a seus alunos complicarem o simples.
Enfim, tudo são livros: as doutrinas políticas assentam-se em livros: os marxistas
têm uma bíblia chamada "O Capital"; o comunismo chinês rezava pelo "Livro
Vermelho" de Mao a pior; o liberalismo faz suas preces sobre "An Inquiry into the
Nature and Causes of the Wealth of Nations" de Adam Smith. Os partidos políticos
do mundo inteiro fazem suas orações, hinos e fórmulas mágicas sobre um texto
chamado plataforma política - que é muito variável em função da governabilidade e
da grana envolvida. Às vezes o texto sagrado dos políticos se transforma
noutras plataformas: a marítima, por exemplo, ou aquela porção do subsolo que se
encontra sob uma camada de sal situada alguns quilômetros abaixo do leito do mar.
Mas, como nem todos os políticos sabem ler, os textos das plataformas são
publicados em revistinhas com figuras para colorir. Conheço alguns representantes
do povo que já conseguiram colorir as 4 primeiras páginas desses livrecos, o que já
é uma conquista! Plataforma também é o sistema operacional de um computador
(plataforma Windows, plataforma Mac-OS-X, plataforma Linux, GNU, etc...) Tudo
são livros, repito, mas nem tudo são flores. Se entre os egípcios imperava o Livro
dos Mortos, entre os políticos o que está sendo lido e colocado em prática é o
livro dos vivos.
/
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www.zmauricio.blogspot.com
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Sessões de Instruções
Ir.´. José Carlos de Araújo
Loja Pesquisa “Brasil” 45, Londrina - PR
As instruções Maçônicas do Grande Oriente do Paraná (COMAB) podem ser também,
analisadas sob o enfoque de três vertentes: de planejamento administrativo da Loja, das
Sessões Ordinárias Ritualísticas e de alternativas estratégicas para Sessão de
Instrução.
É também obrigação da Loja, dedicar todo empenho à instrução e ao aperfeiçoamento
moral e intelectual dos membros de seu Quadro, realizando Sessões de Instrução sobre
Historia, Legislação Maçônicas, Simbologia e Filosofia Maçônicas, sem prejuízo de
outros temas.
Compete aos Vigilantes instruírem os Maçons de suas respectivas Colunas, ou ainda
por um irmão que o Venerável Mestre indicar, conforme seus conhecimentos maçônicos.
Também, tanto o Aprendiz quanto o Companheiro somente serão colados, nos
respectivos Graus superiores, se tiverem frequentado, no mínimo, uma porcentagem das
Sessões Ordinárias de sua Loja, fazer um mínimo de visitas em outras Lojas, apresentar
trabalhos do respectivo Grau e responder um questionário, submetido pelos irmãos
Venerável Mestre os Vigilantes, Orador e Secretário, além do interstício.
Articuladores maçônicos tem-se manifestado a respeito do Tempo de Estudos. Dentre
os mais recentes consta (Oliveira - 2006), que mencionou:
Conveniente seria a supressão na sequencia da Sessão Simbólica do trabalho de
assuntos administrativos, para a franca permissibilidade do alargamento e do
aprofundamento do ensino e do aprendizado maçônico, e bem poderia isso ser efetivado
por especial e modificadora projeção legislativa.
Em uma determinada Loja, um irmão fez uma pesquisa sobre duração das Sessões no
Grau de Aprendiz, terem cerca de 2 horas, o Tempo de Estudos 20 minutos (17%) e os
assuntos administrativos e ritualístico 01 hora e 40 minutos (83%). Estas médias
resultaram de tempos aferidos por irmãos Maçons da Loja durante 10 Sessões.
As Sessões Ordinárias duram em torno de duas horas, e os períodos de estudos ou de
instrução, quando utilizados, duram de cinco a quinze minutos. Como capacitar em
tempo tão exíguo? Se um irmão apresenta um Trabalho mais elaborado, a insatisfação é
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notória, sob a alegação que vai atrapalhar o andamento da Sessão, “vai atrapalhar o
Ágape” (Coelho 2008).
Cursos sobre Maçonaria estão sendo realizados em Lojas, nas Obediências e nas
Universidades. Nestas, teses sobre maçonologia são defendidas em Cursos de PósGraduação, na Universidade de Campinas, nas federais de Minas Gerais, de Juiz de
Fora, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul.
Toda Loja Maçônica, além do que prevê o Ritual, deve organizar um currículo, dispor de
uma politica pedagógica, fazendo valer a função de escola do conhecimento; Schüler
(2007).
Disciplinas universitárias maçonológicas foram ministradas no Brasil. A primeira delas
consta do GUIA ACADÊMICO 1983, parte V – Estudos Interdisciplinares, da
Universidade de Caxias do Sul. O Dr. Mário Gardelin, Vice-Reitor desta instituição,
lecionou no primeiro semestre daquele ano “A Maçonaria na História do Brasil”.
Também, na Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUC – RS- Porto Alegre)
estavam sendo ministradas disciplinas maçonológica (Benimelli e Alberto, 1991).
Em São Paulo – SP, Torloni (1987) propõe a criação de um Conselho Pedagógico dos
Mestres Maçons para que, uma vez por semana, Mestres deste Conselho ministrem
aulas de um programa previamente elaborado para Aprendizes e Companheiros.
Recentemente foi realizado em Curitiba – PR, o SEMAC 2012, Seminário de Aprendizes
e Companheiros, é apresentado vários trabalhos de diversas Lojas, previamente
estabelecidas uma oportunidade ideal para que os irmãos questionem e deem sua
opinião sobre uma visão prática e aplicada dos ensinamentos da Sublime Ordem.
Lamentavelmente este ano não comparecemos, no SEMAC do ano 2011, a Loja
Renovação Londrinense 141 – Londrina – PR, participaram com um trabalho sobre o
Rito Brasileiro.
As Lojas como Escolas do Conhecimento, devem ter cursos embasados no
aperfeiçoamento moral e intelectual dos Obreiros, estes se constituiriam em um
contingente de formadores de opiniões.
Capacitar os homens a se auto lapidarem, a verdadeira missão Maçônica, não é
simplesmente ensinar os homens sobre moral, politica, sociologia ou qualquer outra
ciência, mas ensinar-lhes antes de tudo a aprender sozinho, ensinar-lhes que eles
precisam aprender a aprender, ou seja, a se auto aprimorar com o objetivo de poderem
ser assentados com perfeição, como pedras bem esquadrejadas e polidas, no edifício
social em construção.
Bibliografia:
Planejamento Estratégico para Reuniões Maçônicas. Editora A Trolha, Londrina 2012.
Constituição do Grande Oriente do Paraná. Confederação Maçônica do Brasil (COMAB),
Curitiba – PR.
Coelho, Gilmar Hiron. O despertar maçônico. O Prumo, Florianópolis, 2008.
Schüler, Ilson Carlos. O projeto politico pedagógico na Maçonaria. 2ª parte. O Prumo,
Florianópolis.
Loja Renovação Londrinense 141 – Londrina – PR
Ir.´. José Carlos de Araújo.
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Texto extraído do Vade-Mécum Maçônico “Do Meio-Dia à
Meia-Noite”. Obra do Ir. João Ivo Girardi, da Loja Obreiros
de Salomão nr. 39 (Blumenau).
Contato: [email protected]
PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA:
1. No dia 15 de Novembro de 1889, foi proclamada a República do Brasil. A partir de 1870, com a
fundação do Clube Republicano, presidido pelo maçom Quintino Bocaiúva, uma das maiores expressões,
intensifica-se a ação política na Ordem pelo movimento. Em seguida o Grão-Mestre Saldanha Marinho
publica um manifesto acelerando o movimento e em setembro passa a circular o jornal: A República. O
movimento foi tomando corpo e a ele se uniram fervorosamente Silva Jardim, Quintino Bocaiúva,
Campos Sales e Rui Barbosa, enquanto o Império estava sustentando uma crise cada dia mais grave sob
o aspecto da questão religiosa, a questão militar e a própria abolição da escravatura. Em 11 de novembro
de 1889, reuniam-se os Irmãos Bocaiúva, Rui e Sólon Ribeiro com Aristides Lobo e Francisco Glicério.
Dão eco a um boato de suposta prisão de Deodoro e Benjamim Constant, o que faz com que o tenentecoronel Silva Teles reúna as tropas em São Cristóvão, mandando-as para o Campo de Santana. Hélio
Silva em sua obra: O Primeiro Século da República conta-nos a sua versão do dia 15 de novembro de
1889: Deodoro propunha-se a depor o Gabinete Ouro Preto. Devido ao seu estado de saúde, só ali, junto
à tropa, é que montou a cavalo. Como era de praxe, ao assumir o comando ergueu o boné e deu o grito de
Viva o Imperador, que segundo testemunhas da época, foi abafado por salvas de artilharia, ordenadas
por Benjamim Constant. O general combalido pela doença, visivelmente abatido, penetra no quartelgeneral e vai ao encontro de Ouro Preto: Vossa Excelência e seus colegas estão demitidos por haverem
perseguidos oficiais do Exército, e revelarem o firme propósito, em que estavam, de abaterem ou
mesmo dissolverem o próprio Exército. E, finalizando a breve alocução, diz ainda: nos pântanos do
Paraguai, muitas vezes atolado, sacrifiquei minha saúde em benefício da Pátria... Nesse ponto, Ouro
Preto, altivo, observa: Maior sacrifício, General, estou fazendo, ouvindo-o falar. Preso sob palavra, todo
o gabinete aos gritos de Viva a República, estava proclamada e extinta a monarquia no Brasil. Assim nos
relata o nosso Irmão Frederico G. Costa este acontecimento: O Decreto N.º1, datado de 15 de
novembro de 1889, instituindo a República, nascida de Golpe Militar, não contra a Monarquia, mas a
favor dos interesses políticos, nos quais a Maçonaria, como Instituição, a nosso ver, pouca ou nenhuma
participação teve, em que pese ter, entre os conspiradores, obreiros dignos de suas Colunas.
2. Maçonaria: O Irmão José Castellani defende a seguinte tese: A Proclamação da República não foi
feita pela Maçonaria e sim pelo Exército. Existiam Clubes Republicanos, que eram na verdade de
inspiração maçônica. Entretanto a maior parte dos militares não era maçom na época. Representavam
uma elite pensante. No livro: História do Grande Oriente do Brasil, Castellani relata assim os primeiros
e agitados anos da República: Implantada a República, Deodoro, assumiria o poder, como chefe do
Governo Provisório, com um ministério totalmente constituído de maçons: Quintino Bocaiúva, na Pasta
dos Transportes; Aristides Lobo, na do Interior; Benjamim Constant, na da Guerra; Rui Barbosa, na da
Fazenda; Campos Salles, na da Justiça; Eduardo Wandenkolk, na da Marinha; e Demétrio Ribeiro, na da
Agricultura. Esses homens foram escolhidos, por representarem - com exceção de Rui, que era chamado
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de republicano do dia 16 - a nata dos republicanos históricos, que, por feliz coincidência, pertenciam ao
Grande Oriente do Brasil, numa época em que a Maçonaria abrigava os melhores homens do país e a
intelectualidade da nação. A 19 de dezembro do mesmo ano de 1889, Deodoro - iniciado na Loja Rocha
Negra (RS), a 20 de dezembro de 1873 - era eleito Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil. Ele só
tomar posse do cargo, todavia, a 24 de março de 1890. Deodoro, na realidade, pouco podia se dedicar ao
Grão-Mestrado, pois o novo regime necessitava de consolidação e não contava com o consenso de seus
artífices, já que, desde os primeiros momentos, havia duas correntes republicanas, com ideias
antagônicas: uma queria uma república democrática representativa, enquanto a outra desejava uma
ditadura sociocrática do tipo comtista, ou seja, de acordo com a doutrina positivista de Comte (e não se
pode esquecer que grandes maçons expoentes do movimento republicano, como Benjamim, Lauro Sodré e
Júlio de Castilhos eram positivistas). Acabaria vencendo a corrente democrática, sustentada por Rui
Barbosa, seu maior expoente e a cuja diligência deve-se a elaboração do projeto de Constituição
Provisória, em decorrência da qual se instalou, a 15 de novembro de 1890, o Congresso Constituinte, que,
a 24 de fevereiro de 1891, aprovava e promulgava a primeira Constituição da República, a qual instituiu o
presidencialismo e o federalismo. Dois dias depois, eram realizadas as eleições indiretas, com duas
chapas concorrentes, ambas compostas por maçons: Deodoro, para presidente, e Eduardo Wandelock,
para vice; e Prudente de Moraes, para presidente, e Floriano Peixoto, para vice. A vitória foi de
Deodoro, por pequena margem, mas, como vice, foi eleito Floriano. Nessa ocasião, o Grande Oriente do
Brasil enviava carta de congratulações ao seu Grão-Mestre, a qual foi respondida a 5 de março. Estava
assim redigida, com o timbre do Gabinete da Presidência da República: As Altas Dignidades do Grande
Oriente do Brazil: S S S A prancha de 2 do corrente mez E V, em que me apresentaes
felicitações pelo cargo de Presidente Constitucional da República dos Estados Unidos do Brazil, com que
me honrou o Congresso Nacional está recebida. Ela assaz penhourou-me, não só por partir de vós Irs
respeitados pelo caracter e pela virtude, que pautam vossos actos pelas lições do Supr Arch do
Univ como também pela confiança que mostraes continuar a depositar em minha pessoa e pelos votos
que fazeis pela minha felicidade. Todavia uma crise, envolvendo o Executivo e o Legislativo, já se
desenvolvia, desde janeiro desse ano, quando o ministério, chefiado pelo antigo líder conservador, barão
de Lucena, mostrou-se impotente para enfrentá-la (daí o grande número de votos dados a Prudente,
contra Deodoro na eleição indireta). Politicamente inábil - embora militar brilhante - Deodoro tinha que
enfrentar um Parlamento hostil e, por parte da imprensa, críticas a que não estava acostumado e que
levariam ao decreto de 23 de dezembro de 1889 - chamado de decreto rolha - que instituia violenta
censura à imprensa. Além disso, muitos dos seus ministros discutiam, como são de hábito num regime
democrático, os seus atos, opondo-se algumas vezes a eles, o que ele não aceitava, por sua formação na
caserna; isso levaria à crise de janeiro de 1891, quando os ministros pediram demissão. Nessa ocasião
foi que, demonstrando sua inabilidade, convocara, para compor o novo ministério, o barão de Lucena,
notório monarquista, o que desagradou a todos os republicanos históricos. Em consequência do difícil
relacionamento, o Congresso viria a ser dissolvido, concretizando o primeiro - de uma longa série atentado à democracia republicana. Ocorreu que, para que Deodoro fosse eleito, houvera uma
verdadeira corrente de ameaças, aos congressistas, veladas, ou claras, de uma reação armada, partidas
tanto do Exército quanto da Marinha. Isso foi o que gerou o ambiente hostil. E Deodoro, não podendo
governar com o Congresso, dissolveu-o a 3 de dezembro de 1891. Com isso perdeu todos os apoios,
inclusive nos meios militares, pois uma ditadura seria uma mancha muito grande para um regime
republicano, que ainda engatinhava e que procurava a sua consolidação. E, quando a 23 de novembro o
almirante Custódio de Mello, a bordo do encouraçado Riachuelo, declarou-se em revolta, em nome da
Armada. Deodoro, isolado, renunciava à presidência, para não desencadear uma guerra civil, entregando
o governo a Floriano, seu substituto constitucional. Obviamente, como uma amostra do povo brasileiro,
os meios maçônicos também reagiram às atitudes de seu Grão-Mestre, na presidência da República. E
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Deodoro, desencantado de tudo, renunciava também ao Grão-Mestrado, em carta de 18 de dezembro de
1891. Esta carta, bastante lacônica, dizia apenas: Saúde Amizade União - Desejando retirar-me à vida
privada renuncio no irmão competente, os cargos que estou de posse - Capital federal, 18 de Dezembro
de 1891. Foi substituido, interinamente, pelo Grão-Mestre Adjunto, ministro Antônio Joaquim de
Macedo Soares, que havia sido eleito a 15 de junho de 1891, para ocupar a vaga deixada pela morte de
Josino do Nascimento e Silva, ocorrida a 18 de abril daquele ano. No plano social, os maçons, diante dos
problemas surgidos com a rápida industrialização do país, principalmente no Estado de São Paulo,
começavam a tratar dos interesses do incipiente operariado industrial, ainda sem organismos
protetores.
3. Embora o tema não seja explorado devidamente nos livros de história, a contribuição da Maçonaria
na formação do País é um fato inquestionável. Dentro da história do Brasil, se há alguma coisa a ser
respeitada e venerada, será certamente a contribuição maçônica, afirmou Rizzardo Da Camino. Para o
autor, foram os maçons de ontem que libertaram o Brasil e o entregram à posteridade com um futuro
tão promissor. Rui Barbosa, autor da primeira Constituição republicana, promulgada em 24 de fevereiro
de 1891, e uma das figuras mais proeminentes da Velha República, foi um maçom atuante. A constituição
que ele redigiu trazia a marca indelével das contribuições maçônicas. Pode-se dizer sem exageros que
foi graças à Maçonaria que a República assumiu o figurino federativo e presidencial que a caracterizou.
A força da Maçonaria no movimento pode ser claramente constatada no fato de o governo provisório
nomeado logo após a proclamação ser composto exclusivamente por maçons. (Cláudio Blanc). (V. Brasil História da Maçonaria, Independência do Brasil, República, Rui Barbosa).
2. Pedreiros-Livres na Presidência: Durante os anos da Primeira República, a Maçonaria foi uma
organização poderosa. Dos 12 primeiros presidentes do Brasil, nove pertenciam à fraternidade. No início
do século XX, o poder da Maçonaria se devia em grande parte ao fato de ela ser uma das instituições
mais organizadas do país na época, com ramificações em todo o território nacional. A extensa malha de
lojas espalhadas pelo Brasil funcionava como uma engrenagem que, uma vez acionada, articulava peças
localizadas desde a capital federal até os rincões mais distantes da República. Em troca de apoio
político aos membros da fraternidade, os irmãos tinham as portas da administração pública abertas
para o que precisassem. Isto não quer dizer que o Brasil era uma república maçônica, diretamente
governada pela organização como alguns acreditavam. O poder da Maçonaria, no entanto, entrou em
declínio após a Revolução de 30, que derrubou o regime oligárquico da Primeira República. Getúlio
Vargas passou a perseguir a fraternidade, que perdeu gradualmente sua força. O Brasil ainda teria um
último presidente maçom, Jânio Quadros, que foi eleito em 1961 e renunciou pouco mais de seis meses
depois de assumir o cargo.
Primeiro Governo Republicano: O governo provisório montado pelo marechal Deodoro da Fonseca logo
depois de proclamar a República, no dia 15 de novembro de 1889, era completamente composta por
maçons. Além do presidente, ele mesmo um pedreiro-livre, o gabinete era formado pelos ministros Rui
Barbosa (Fazenda), Quintino Bocaiúva (Transportes), Demétrio Ribeiro (Agricultura), Aristides Lobo
(Interior), Benjamin Constant (Guerra), Campos Sales (Justiça) e Eduardo Wandenkolk (Marinha), todos
membros da Maçonaria. A partir desse momento, a Maçonaria brasileira se tornou um baluarte do
republicanismo, que passou a ser encarado como um importante passo na marcha rumo ao progresso e a
evolução social do país. (Revista História Viva Nº 71). (V. Abolição da Escravatura, Confederação do
Equador, Deodoro da Fonseca, Independência do Benjamin Constant, Brasil, Proclamação da República,
Questão Religiosa).
14
HINO DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA: 1. O Hino à Proclamação da República do Brasil tem letra
de Medeiros e Albuquerque (1867-1934) e música de Leopoldo Miguez (1850-1902). Publicada no Diário
Oficial de 21 de janeiro de 1890. 2. Letra: I - Seja um pálio de luz desdobrado/Sob a larga ampliação
destes céus/Este canto rebel, que o passado/Vem remir dos mais torpes labéus (desonra)! II - Seja um
hino de glória que fale/De esperança de um novo porvir!/Com visões de triunfos embale/Quem por ele
lutando surgir! III - Liberdade! Liberdade!/Abre as asas sobre nós! IV - Das lutas na tempestade,
/Dá que ouçamos tua voz! V - Do Ipiranga é preciso que o brado/Seja um grito soberbo de fé. /O Brasil
já surgiu libertado/Sobre as púrpuras régias de pé!/ VI - Eia, pois brasileiros avante!/Verdes louros
colhamos louçãos!/Seja o nosso país triunfante, /Livre terra de livres irmãos! (Proclamação da
República).
DEODORO DA FONSECA, Marechal: 1. Nascido a 5 de agosto de 1827, na vila de Anádia (hoje,
Deodoro), na província de Alagoas, e falecido no Rio de Janeiro, a 23 de agosto de 1892. 0 marechal
Manoel Deodoro da Fonseca, além de chefe militar, foi o proclamador da República do Brasil, chefe do
Governo Provisório, primeiro Presidente constitucional e Grão Mestre de Grande Oriente do Brasil.
Pertencia a uma família de militares. Deodoro ingressou na Escola Militar em 1843, tendo pertencido
geração seguinte a de Caxias e Osório. Quando tenente, integrou a tropa destacada para Pernambuco,
por ocasião da Revolução Praieira de 1848. Como capitão, seguiu para o Uruguai, participando dos
episódios que antecederam a Guerra do Paraguai, da qual também participaria e da qual retornaria, em
1870, já como coronel. Em 1874 era promovido a brigadeiro e, em 1884, a marechal-de-campo. Foi um
dos líderes da chamada Questão Militar, de fundamental importância no processo que resultou na queda
do império, embora tenha havido, também, certa contribuição da Questão Religiosa e dos problemas
econômicos causados pela abrupta extinção da escravatura. Na Questão militar, quando comandante de
armas da província do Rio Grande do Sul, Deodoro defendeu a legitimidade da posição de seu
subordinado, coronel Sena Madureira, que criticara, em artigo publicado pela imprensa, a administração
do ministro da Guerra (civil). Sua atitude seria bastante criticada por Silveira Martins, seu adversário,
na Câmara dos Deputados, tendo havido, também, uma denúncia contra ele, sob a acusação de
prevaricação, apresentada ao Supremo Tribunal de Justiça. Antes do julgamento, ele chega ao Rio de
Janeiro e é recebido com as mais amplas manifestações de apoio e com a solidariedade hipotecada pelos
Oficiais do Exército e da Armada, que, para isso, se reuniram, no dia 10 de outubro de 1886, presididos
por Benjamin Constant e pelo almirante Artur Silveira da Mota (barão de Jaceguai), ambos maçons (o
último foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, de 1881 a 1882). Os militares conseguiram, então,
a vitória, com o cancelamento dos atos punitivos e a substituição do ministro. Em julho de 1887, é
fundado o Clube Militar, com Deodoro na presidência e Benjamin Constant na vice-presidência, fato de
grande importância para o desenrolar dos acontecimentos futuros, pois o Clube logo adotou a bandeira
da abolição da escravatura e da república, embora, neste último caso, a influência maior fosse de
Benjamim, já que Deodoro tinha grande respeito pela família imperial. Em outubro de 1887, através de
Deodoro, o Clube enviava, à Princesa Regente, Dna. Isabel, uma mensagem enérgica, solicitando que o
Exército fosse dispensado da tarefa de proceder a captura de escravos fugidos. Após a abolição, o
governo imperial, com a intenção de afastar Deodoro da Corte - e, portanto, dos principais
acontecimentos políticos - nomeou-o para o comando de Mato Grosso, em dezembro de 1888; ele, porém,
rebelou-se quando foi nomeado presidente da província um oficial de patente inferior à sua, o coronel
Cunha Matos, a quem entregou o comando de armas, retornando, em setembro de 1889, ao Rio de
Janeiro, em plena efervescência republicana, acesa pela revolta dos oficiais liderados por Benjamim
Constant. Instado por este, tendo em conta o seu alto prestígio no Exército. Deodoro acabaria
15
desempenhando o papel principal e decisivo na implantação da República, a 15 de novembro de 1889. Já
no dia 10 de novembro, havia sido decidida a queda do império, numa reunião realizada na casa de
Benjamin, com a presença dos republicanos históricos e Maçons paulistas Francisco Glicério e Campos
Salles. O obstáculo, que, nessa altura, era considerado o maior, era a grande afeição de Deodoro ao
imperador; para contornar esse obstáculo, foi necessário o poder de persuasão de Benjamin e de outros
companheiros de farda, que acabaram por convencer o marechal. Ele estava doente e acamado, quando
os principais líderes militares do movimento foram buscá-lo, em sua casa, defronte ao Campo de
Sant’anna (depois, praça da República), para colocá-lo à testa da tropa, em plena madrugada. Sua
mulher, indignada com a verdadeira invasão de sua casa, quis expulsar todos os oficiais, tendo sido,
todavia, convencida de que era necessário que o marechal assumisse o comando, para dar maior força ao
movimento. Não era firme, todavia, a sua intenção de derrubar a monarquia, preferindo que o velho
imperador terminasse os seus dias, para que fosse providenciado, então, um novo regime. Tanto isso é
verdade, que, deposto todo o Conselho de Ministros, presidido pelo Visconde de Ouro Preto, Deodoro,
num rasgo de sua antiga fidelidade a D. Pedro II, não se dispunha a tomar providências para proclamar a
república, tendo declarado, a Ouro Preto, que iria mandar procurar o imperador, em Petrópolis, para
propor-lhe uma nova lista de ministros para o Gabinete. Foi aí que entrou em cena, mais uma vez, o
grande Maçom e articulador do movimento, Benjamin Constant, que alertou Deodoro sobre o perigo que
eles correriam, daí em diante, por sua rebeldia, caso sobrevivesse o governo imperial. Implantada a
república, Deodoro assumiria o poder, como chefe do Governo Provisório, com um ministério
totalmente constituído por maçons, embora nem todos ativos: Aristides Lobo, ministro do Interior;
Quintino Bocaiúva, ministro dos Transportes; Benjamin Constant, ministro da Guerra; Rui Barbosa,
ministro da Fazenda; Campos Salles, ministro da Justiça; Eduardo Wandenkolk, ministro da Marinha; e
Demétrio Ribeiro, ministro da Agricultura. Alguns autores maçônicos tendenciosos, querem fazer crer
que esses homens foram escolhidos devido ao fato de serem maçons, o que não corresponde,
evidentemente, à visão imparcial da história, pois eles foram escolhidos porque representavam a nata
dos chamados republicanos históricos (com exceção de Rui, que, não tendo participado do movimento,
era considerado republicano do dia 16), a qual, por feliz coincidência, se reunia sob a égide da
Instituição Maçônica, numa época em que a Maçonaria abrigava os melhores homens do país e a elite
intelectual da nação. Nos primeiros momentos do novo regime, havia duas correntes republicanas com
ideias antagônicas: uma queria uma república democrática representativa, enquanto que a outra
desejava uma ditadura sociocrática de tipo comunista, ou seja, de acordo com a doutrina de Comte, o
positivismo. Acabou vencendo a corrente democrática, sustentada por Rui, seu maior expoente e a cuja
diligência deve-se a elaboração do projeto de Constituição Provisória. Em decorrência, instalou-se, a 15
de novembro de 1890, o Congresso Constituinte, que, a 24 de fevereiro de 1891, aprovava e promulgava
a primeira Constituição da República, que instituía o presidencialismo e o federalismo. Dois dias depois,
a Assembleia elegeu, para a Presidência da República, por pequena margem sobre Prudente de Moraes, o
Marechal Deodoro, e, para vice-presidência, o Marechal Floriano Peixoto, da chapa da oposição, o qual
derrotou Wandenkolk. A 23 de novembro de 1891, Deodoro renunciou ao cargo, para não provocar uma
guerra civil, diante da revolta da armada liderada pelo almirante Custódio de Melo, em reação ao golpe
do presidente, que, a 3 de novembro, dissolvera a Câmara e o Senado. (...) Foi um maçom ativo desde
que foi Iniciado, a 20 de setembro de 1873, na Loja Rocha Negra, de São Gabriel (RS) , a qual, na
época, era da jurisdição do Grande Oriente do Brasil, do qual seria dissidente, em 1927, para se tomar a
Loja número um da Grande Loja do Rio Grande do Sul. Apesar de suas viagens e remoções devidas à sua
patente militar - por remoção, teve que deixar o quadro da Rocha Negra, em dezembro de 1874 manteve sempre uma apreciável atividade maçônica, pertenceu, provavelmente, à Loja Dois de
Dezembro, do Rio de Janeiro, e foi eleito Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil (13 º), a 19 de
dezembro de 1890, tomando posse a 24 de março de 1891. A 18 de dezembro de 1891, seja vinte e cinco
16
dias depois de renunciar à Presidência da República, Deodoro também renunciou ao cargo de GrãoMestre do Grande Oriente. A República, ele entregou a Floriano, para que este a consolidasse; o Grande
Oriente ele entregou ao Adjunto, conselheiro Joaquim Antônio de Macedo Soares, que assumira o cargo
em 10 de agosto de 1891, depois da morte de Josino do Nascimento Silva Filho. Doente e desencantado
com tudo, veio a falecer oito meses depois. (Almir Silva e Heinz Jakobi). (...) Nesse entremeio, num
bizarro episódio, desafiou para um duelo mortal seu próprio ministro do Exército, irmão de armas e de
compasso, Benjamim Constant. Nove meses depois da Proclamação da República ensaiou um golpe de
Estado tentando dissolver o Congresso. Malograda sua intenção, demitiu-se do cargo, vivendo em
isolamento voluntário e vindo a falecer meses depois.
2. História: Deodoro reforma a Constituição: Decreto nº 79 - 22.09.1890, EVReprodução do
texto que consta na coletânea de Boletins de 1890. Nós, Generalíssimo Manoel Deodoro da Fonseca,
Chefe do Governo Provisório dos Estados Unidos do Brazil, e Sob Gr Mestr Gr Comm da
Ord Maçon no Brazil: Fazemos saber a todas AAug Off, SSubl CCap e MMaç da
nossa jurisdição que o Sap Gr Or, em sessão de 22 de Setembro do corrente anno, resolveu
mandar reimprimir a Const e RReg GGer da Ord incluindo as ultimas resoluções tomadas,
bem como fazendo as alterações precisas, de accordo com a actual forma do Governo do Paiz.
Comentário: Tratava-se de adaptação da Constituição à nova situação política do País, pois era recente
a proclamação da República. (V. Brasil: História do, Proclamação a República).
Manoel Deodoro da Fonseca –
Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil –
De 3/1890 Até 2/1892 Efetivo
A CONSTITUIÇÃO DE 1891- Antecedentes: Uma vez instalado o Regime Republicano, necessária se fez a
promulgação de uma nova Constituição, voltada para os anseios do novo regime.
DECRETO No 1 O Governo Provisório da Republica dos Estados Unidos do Brazil decreta:
Art. 1o - Fica proclamada provisoriamente e decretada como a fórma de governo da nação brazileira a
Republica Federativa. Art. 2o - As provincias do Brazil, reunidas pelo laço da federação, ficam constituindo
os Estados Unidos do Brazil. Art. 3o - Cada um desses Estados, no exercicio de sua legitima soberania,
decretará opportunamente a sua Constituição definitiva, elegendo os seus corpos deliberantes e os seus
governos locaes. Art. 4o - Enquanto, pelos meios regulares, não se proceder á eleição do Congresso
Constituinte do Brazil e bem assim á reeleição das legislaturas de cada um dos Estados, será regida a nação
brazileira pelo Governo Provisório da Republica; e os novos Estados pelos Governos que hajam proclamado
17
ou, na falta destes, por governadores delegados do Governo Provisório. Art. 5o - Os governos dos Estados
federados adotarão com urgencia todas as providencias necessárias para a manutenção da ordem e da
segurança publica, defeza e garantia da liberdade e dos direitos dos cidadãos, quer nacionaes, quer
extrangeiros. Art. 6o - Em qualquer dos Estados, onde a ordem publica for perturbada e onde faltem ao
governo local meios eficazes para reprimir as desordens e assegurar a paz e tranquilidade publicas, efetuará
o Governo Provisório a intervenção necessária para, com o apoio da força publica, assegurar o livre
exercicio dos direitos dos cidadãos e a livre acção das autoridades constituidas. Art. 7o - Sendo a Republica
Federativa Brazileira a forma de governo proclamada, o Governo Provisório não reconhece nem
reconhecerá nenhum governo local contrario á forma republicana, aguardando, como lhe cumpre, o
pronunciamento definitivo do voto da nação livremente expressado pelo sufragio popular. Art. 8o - A força
publica regular, representada pelas tres armas do Exercito e pela Armada nacional onde existam guarnições
ou contingentes nas diversas provincias, continuará subordinada exclusivamente dependente do Governo
Provisório da Republica, podendo os governos locaes, pelos meios ao seu alcance, decretar a organisação de
uma guarda civica destinada ao policiamento do território de cada um dos novos Estados. Art. 9o - Ficam
egualmente subordinadas ao Governo Provisório da Republica todas as repartições civis e militares até aqui
subordinadas ao governo central da nação brazileira. Art. 10 - O território do Município Neutro fica
provisoriamente a administração imediata do Governo Provisório da República e a cidade do Rio de Janeiro
constituida, também, provisoriamente, séde do poder federal. Art. 11- Ficam encarregados da execução deste
decreto, na parte que a cada um pertença, os secretarios de Estado das diversas repartições ou ministerios do
actual Governo provisório. Sala das sessões do Governo Provisório, 15 de Novembro de 1889, 1o da
Republica. (Ass.) Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, chefe do Governo Provisório;S. Lobo; Rui
Barbosa; Q. Bocaiuva; Benjamin Constant; Wandenkolk Corrêa. Nota: Todos que assinam o documento
eram Maçons.
18
Loja “Templários da Nova Era” em Gramado
Possivelmente quando o prezado leitor se acordar neste feriado, os Irmãos e
Cunhadas da Loja “Templários da Nova Era” nr. 91 já estarão longe de
Florianópolis rumando para Gramado no esperado passeio, com retorno
previsto para o final de domingo, dia 18.
As edições do JB News não sofrerão interrupção devendo ser editadas da
Serra Gaúcha.
Agenda das Lojas da Grande Florianópolis (GLSC)
Fonte: Ir. Édio Coan, Assessor Especial de Comunicação da GLSC
LOJAS DA GRANDE FLORIANÓPOLIS JURISDICIONADAS A M:.R:. GRANDE
LOJA DE SANTA CATARINA (Florianópolis, São José, Palhoça e Santo Amaro)
NOVEMBRO/2012
INICIAÇÃO, ELEVAÇÃO, EXALTAÇÃO, PALESTRA, ANIVERSÁRIO E OUTROS
DATA
EVENTO
LOCAL
HORA
SESSÃO MAGNA DE EXALTAÇÃO –
JARDIM ITAGUAÇU/
16/11
20H
LOJA ALFERES TIRADENTES, 20
ABRAÃO
SESSÃO MAGNA DE INICIAÇÃO –
17/11
BARREIROS/SJ
17H
LOJA LAURO MULLER, 7
19
19/11
19/11
21/11
22/11
22/11
22/11
26/11
26/11
28/11
29/11
30/11
30/11
SESSÃO MAGNA DE EXALTAÇÃO –
LOJA PADRE ROMA, 16
SESSÃO MAGNA DE EXALTAÇÃO –
LOJA SOLIDARIEDADE, 28
SESSÃO MAGNA DE ELEVAÇÃO –
LOJA ALDO LINHARES SOBRINHO, 93
SESSÃO MAGNA DE ELEVAÇÃO –
LOJA DELTA DO UNIVERSO, 98
SESSÃO DE ANIVERSÁRIO –
LOJA 14 DE JULHO, 3
SESSÃO DE ANIVERSÁRIO –
LOJA UNIÃO E VERDADE, 53
SESSÃO MAGNA DE EXALTAÇÃO –
LOJA ACÁCIA DA ARTE REAL, 50
SESSÃO DE ANIVERSÁRIO –
LOJA ARY BATALHA, 31
ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES
2012 – LOJA CAVALEIROS DA LUZ, 64
SESSÃO MAGNA DE ELEVAÇÃO –
LOJA UNIÃO E VERDADE, 53
SESSÃO COM PALESTRA –
LOJA ALFERES TIRADENTES, 20
ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES
2012 – LOJA SOLIDARIEDADE, 28
BARREIROS/SJ
20H
MONTE VERDE
20H
JARDIM ITAGUAÇU/
ABRAÃO
20H
JARDIM ATLÂNTICO
20H
MONTE VERDE
20H
ESTREITO
20H
JARDIM ATLÂNTICO
20H
PONTA DE
BAIXO/SJ
20H
MONTE VERDE
20H
ESTREITO
20H
JARDIM ITAGUAÇU/
ABRAÃO
20H
MONTE VERDE
20H
ARLS Jacy Daussen nr. 071 (GOSC)
A Loja Jacy Daussen, através de seu VM Ir. Fúlvio Brasil Rosar Neto,
promoveu na Sessão desta última terça-feira (13) palestra do Irmão
20
Marcelo Galli Santana, que falou sobre “O Despertar da Consciência
e a Transitoriedade do Veículo Biológico”.
Presentes o Grão-Mestre Adjunto do GOSC, Ir. João Paulo Sventinickas,
o Coordenador Financeiro da mesma Potência, Ir. Ivan Borges além de 4
visitantes da Loja Manoel Gomes, incluindo o Ir. Hélio Brasil, exVenerável daquela Oficina. Acompanhe os registros fotográficos. (acesse o
link)
https://picasaweb.google.com/103634428674850958508/LojaJacyDaussen
Palestra131112?authkey=Gv1sRgCIWDmZeNrKjkag#
Baile Beneficente
A ARLS Ordem e Fraternidade 98, está convidando para o Baile
Beneficente que está promovendo em prol da ONG Gente Amiga no dia 12 de
dezembro no Clube 1º. De Junho, cujos convites, ao preço de R$ 15,00,
podem ser adquiridos pelo telefones e e-mails seguintes:
21
Guilherme Ptelzi – 048 8415 6880
Rafael Lopes - (48)3357 5858 (48) 9984 6168
Pelo site da Ong. Gente amiga
Através do e-mail da loja - [email protected]
e-mail do diretor da banda - [email protected]
Em nome da A.´.R.´.L.´.S.´. Ordem e Fraternidade 98, antecipo nossos
agradecimentos e contamos com a presença e apoio do Ir.´. para abrilhantar
este evento.
A nota foi enviada pelo Ir. Guilherme Ptelzi
22
"RADIO SINTONIA 33 E JB NEWS, FORMANDO A REDE CATARINENSE
DE COMUNICAÇÃO DA MAÇONARIA UNIVERSAL, ROMPENDO
A BARREIRA DA DISTÂNCIA ENTRE OS MAÇONS DO MUNDO."
A equipe da Rádio Sintonia 33, em nome da Rede Catarinense de
Comunicação da Maçonaria Universal, agradece aos queridos irmãos da
Loja Justiça e Paz nº 3009, afilhada do Grande Oriente do Brasil SC, o
carinho fraterno com que foi recebida por ocasião da apresentação do Data
Show do Portal de Contatos Online da Maçonaria Universal, no dia
07.11.2012, quarta feira.
Estamos, portanto, satisfeitos e agradecidos, uma vez que decorridos poucos
dias do evento, já podemos sentir o apoio fraterno que temos recebidos
daqueles obreiros, pois uma grande maioria deles, já se cadastrou e estão
fazendo parte do Portal, juntamente com suas empresas."
Veja ag ora o LINK do DATA SHOW que está sendo apresentado nas Lojas,
sobre o Portal de Contatos Online da Maçonaria Universal.
https://docs.google.com/open?id=0B-539z7vGhlhVFF2QU83WEtDQ2M
Rádio Sintonia 33 e JB News. Eles se completam.
Música e informação 24 horas/dia, o ano inteiro.
Rede Catarinense de Comunicação da
Maçonaria Universal. www.radiosintonia33.com.br
23
Évora – Portugal
24
O colosso da Quinta da Regaleira (acervo JB News)
25
15 DE NOVEMBRO
República aos Brasileiros !
Bradavam estudantes, artistas,
Grupos e grupos inteiros,
Comerciantes, jornalistas ,
Todos patriotas, ordeiros !
Mescla de ativistas
Com um propósito sério,
Face ao jugo dos imperialistas,
De ver findar o império
Dos persistentes absolutistas !
Ao povo, então, vitupério !
Ver reinar a improbidade
Corruptível e sem critério
Daquela isolada sociedade
Qual vivia, envolta em mistério !
Premente a necessidade,
Do sonho republicano
Tornar-se, pois, realidade
Fez crescer no cotidiano
A obstinação pela igualdade !
26
Um sentimento ufano
Arvora-se pela democracia !
Marechais Deodoro, Floriano,
Pela liberdade à porfia,
Que, anseio humano !
Cresceu, pois, a confraria
Homens em nobre missão
Bocaiúva, Constant, em sinergia
Junto a Sales, Barbosa, em união
A repudiar a monarquia !
E consagrou-se assim, a nação !
Desse povo ordeiro e varonil
Com a força da fé, da razão,
Fez-se a República do Brasil
Com sua justa, Proclamação !
Ir Adilson Zotovici
ARLS Chequer Nassif-169
São Bernardo do Campo SP.
27
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Informativo nr. 0811