Revista Científica Fazer. ISSN: 2318-289X. V.1, N.3.2014. www.faers.com.br/revista_fazer/edicao/3 MODELAGEM DE UM CONVERSOR PUSH-PULL COM ENTRADA EM CORRENTE Humberto de Pellegrini1 Luciano Moraes Neto2 RESUMO: O presente artigo tem por objetivo analisar e propor a modelagem de um conversor CC-CC elevador de tensão na topologia Push-Pull com entrada em corrente. O conversor Push-Pull com entrada em corrente é uma das topologias mais utilizadas para elevar tensões CC fornecidas por baterias ou painéis fotovoltaicos, e elevar para tensões aptas a suprir as necessidades de entrada dos inversores CC-CA. A escolha desta topologia deve-se a facilidade em obter o controle, e principalmente pelo fato da utilização de um transformador, tornando assim o conversor isolado. O conversor push-pull também é comumente chamado de BOOST modificado ou BOOST isolado. PALAVRAS-CHAVE: Conversor CC-CC, Modelagem, Tensões. ABSTRACT: This article aims to analyze and propose the modeling of a DC-DC voltage converter lift the push-pull topology with current input. The push-pull converter with input current is one of the most commonly used topologies to raise DC voltages supplied by batteries or solar panels, and pull able to meet the needs of the inverter input dc-ac voltages. The choice of this topology is due to the ease in gain control, and particularly because the use of a transformer, thus making the isolated converter. The pushpull converter is also commonly called modified or BOOST BOOST isolated. KEYWORDS: DC-DC Converter, Modeling, Voltages. 1 Coordenador e professor do Curso de Tecnologia em Eletrônica Industrial da FAE/RS., Formado em Engenharia Elétrica(UPF), Especialista em Gestão Empresarial(URI), Especialista em Eletrônica Industrial (FURB), Mestrando em Eletrônica Industrial(FURB). 2Professor do Curso de Tecnologia em Eletrônica Industrial da FAE/RS., Formado em Engenharia Elétrica(UPF), Especialista em Eletrônica Industrial (FURB), Mestrando em Eletrônica Industrial(FURB). 89 Revista Científica Fazer. ISSN: 2318-289X. V.1, N.3.2014. www.faers.com.br/revista_fazer/edicao/3 INTRODUÇÃO Este trabalho propõe a modelagem de um conversor CC-CC elevador de tensão na topologia Push-Pull com entrada em corrente. O conversor Push-Pull com entrada em corrente é uma das topologias mais utilizadas para elevar tensões CC fornecidas por baterias ou painéis fotovoltaicos, e elevar para tensões aptas a suprir as necessidades de entrada dos inversores CCCA. A escolha desta topologia deve-se a facilidade em obter o controle, e principalmente pelo fato da utilização de um transformador, tornando assim o conversor isolado. O conversor push-pull também é comumente chamado de BOOST modificado ou BOOST isolado. Inicialmente, são apresentadas as etapas de operação e principais formas de onda do circuito, onde foram adotadas como características iniciais de entrada dois painéis fotovoltaicos de 17 Vcc cada um e a saída do conversor de 200 Vcc, com potência de 217 Watts. Para o modelamento do conversor foi utilizado o método matemático de espaço de estados, sendo este um dos métodos de controle moderno. Neste artigo é apresentado o conversor push-pull alimentado em corrente, assim como tópicos de etapas de operação, especificações para projeto e dimensionamento do indutor de entrada, capacitor de saída e carga. 1.1 Etapas de operação O circuito do conversor push-pull alimentado em corrente é apresentado na figura 1, onde seu funcionamento é composto de quatro etapas[4]. Figura 1 - Conversor Push-Pull alimentado em corrente 90 Revista Científica Fazer. ISSN: 2318-289X. V.1, N.3.2014. www.faers.com.br/revista_fazer/edicao/3 Na primeira etapa de operação[4], apresentada na figura 2, as chaves S1 e S2 encontram-se ligadas, fazendo com que a energia seja armazenada no indutor. Nesta etapa é considerado que o capacitor de saída (Co) esteja carregado, e com isso fornecerá energia para carga (Ro). Figura 2 - Conversor Push-Pull alimentado em corrente - 1ª Etapa de operação Na segunda etapa de operação[4], conforme apresenta a figura 3, é mantida a chave S1 ligada e a chave S2 é desligada, onde nesta condição é transferida a energia armazenada no primário para o secundário do transformador, carregando o capacitor e alimentando a carga. Figura 3 - Conversor Push-Pull alimentado em corrente - 2ª Etapa de operação Na terceira etapa de operação, a chave S2 volta a ficar ligada, e com isso torna a carregar novamente a energia no indutor. Nesta etapa quem fornece energia para a carga é o capacitor. A terceira etapa é semelhante à primeira, cuja qual é apresentada na figura 2. Na quarta etapa de operação[4], apresentada na figura 4, a chave S2 é mantida ligada e a chave S1 é desligada. Esta etapa é semelhante à segunda etapa onde a energia armazenada 91 Revista Científica Fazer. ISSN: 2318-289X. V.1, N.3.2014. www.faers.com.br/revista_fazer/edicao/3 no primário do transformador é transferida para o secundário, alimentando então a carga e carregando o capacitor. Figura 4 - Conversor Push-Pull alimentado em corrente - 4ª Etapa de operação 1.2 Formas de onda Nesta seção são apresentadas as formas de onda do conversor push-pull alimentado em corrente. As principais formas de onda do conversor[2] (sinais de comando das chaves (“a” e “b”), corrente no indutor de entrada (“c”), corrente nas chaves S1 e S2 (“d” e “e”), e a corrente nos diodos de saída (“f”)) são apresentadas na figura 5. 92 Revista Científica Fazer. ISSN: 2318-289X. V.1, N.3.2014. www.faers.com.br/revista_fazer/edicao/3 Figura 5 - Conversor Push-Pull alimentado em corrente - Formas de Onda 93 Revista Científica Fazer. ISSN: 2318-289X. V.1, N.3.2014. www.faers.com.br/revista_fazer/edicao/3 1.3 Modelagem do conversor em espaço de estados Efetuando analise das etapas de operação, é visto que o funcionamento do conversor se reduz a duas etapas, ou seja, primeira e a segunda etapa, cujas quais serão utilizadas para a modelagem. O equacionamento será representado na forma descrita pelas equações[1] (1.1) e (1.2), onde as componentes das equações são matrizes. i X = A ⋅ X + B ⋅U (1.1) Y = E ⋅ X + F ⋅U (1.2) Como o conversor possui duas etapas, será adotada a modelagem pela média[1], cujas equações (1.3) a (1.6) são utilizadas para obtenção das médias das matrizes. A = D ⋅ A1 + (1 − D ) ⋅ A2 (1.3) B = D ⋅ B1 + (1 − D ) ⋅ B2 (1.4) E = D ⋅ E1 + (1 − D ) ⋅ E2 (1.5) F = D ⋅ F1 + (1 − D ) ⋅ F2 (1.6) Depois de efetuada o modelo pela média, é aplicado o modelo de pequenos sinais, introduzindo uma pequena perturbação para obter as funções de transferências do sistema[1]. Para a modelagem do conversor será considerada a resistência série do indutor, a resistência série equivalente do capacitor e a queda te tensão nos diodos. 1.3.1 Primeira etapa de modelagem Para esta etapa da modelagem, é considerada a primeira etapa de operação do conversor, onde as duas chaves (S1 e S2) encontram-se ligadas. 94 Revista Científica Fazer. ISSN: 2318-289X. V.1, N.3.2014. www.faers.com.br/revista_fazer/edicao/3 O circuito equivalente[14] correspondente a esta etapa de modelagem é apresentado na figura 6. Figura 6 - Conversor Push-Pull alimentado em corrente - 1ª Etapa de Modelagem Para uma melhor simplicidade e visualização das equações, são adotadas algumas definições[14] que são apresentadas nas equações (1.7) e (1.8). vL = L ⋅ iC = C ⋅ diL dt dvC dt i = L ⋅ iL (1.7) i = C ⋅ vC (1.8) Equacionando a malha de entrada e a malha de saída chegam-se as equações (1.9) e (1.10) chamadas de equações de estado. i iL = − RL i vC = − L ⋅ iL + 1 ⋅E L (1.9) 1 ⋅v (Ro + RSE ) ⋅ Co C (1.10) As variáveis adotadas como saídas foram a corrente no indutor de entrada e a tensão no resistor de carga, cujas quais são dadas pelas equações (1.11) e (1.12). 95 Revista Científica Fazer. ISSN: 2318-289X. V.1, N.3.2014. www.faers.com.br/revista_fazer/edicao/3 iL = iL vo = (1.11) Ro Ro + RSE ⋅ vC (1.12) Passando as equações (1.9) a (1.12) obtidas para a forma matricial tem-se: i i L i v C RL − = L 0 iL ⋅ 1 vC − (Ro + RSE ) ⋅ C o X 0 i 1 0 iL = Ro v 0 o Ro + RSE Y iL ⋅ v C X 0 E ⋅ 0 vD B1 A1 X U 0 0 E + 0 0 ⋅ v D E1 1.3.2 1 + L 0 F1 U Segunda etapa de modelagem Nesta etapa de modelagem é considerada a segunda etapa de operação do conversor, onde uma chave encontra-se ligada (S1) e a outra chave desligada (S2). O circuito equivalente[14] referente a esta etapa é apresentado na figura 7, onde os componentes do secundário são referidos ao primário. A tabela 2 apresenta a transformação das grandezas[2]. Figura 7 - Conversor Push-Pull alimentado em corrente - 2ª Etapa de Modelagem 96 Revista Científica Fazer. ISSN: 2318-289X. V.1, N.3.2014. www.faers.com.br/revista_fazer/edicao/3 Tabela 1 - Conversor Push-Pull alimentado em corrente - Transformação de grandezas do secundário referindo-se ao primário Grandeza Relação de transformação Capacitância Transformação K = N1 C o1 = C o ⋅ K 2 Carga Ro1 = Tensão na carga vo1 = Resistência série equivalente do capacitor N2 RSE 1 = Queda de tensão nos diodos vd 1 = Taxa de variação da tensão no capacitor vC 1 = Ro K2 vo K RSE K2 vd K vC K Equacionando o circuito e com as devidas transformações, chegam-se as equações (1.13) e (1.14). i iL = − K 2 ⋅ RL ⋅ (RSE + Ro ) + RSE ⋅ Ro ⋅ iL K 2 ⋅ L ⋅ (RSE + Ro ) Ro 1 2 − ⋅ vC + ⋅ E − ⋅v K ⋅ L ⋅ (RSE + Ro ) L K ⋅L D i vC = Ro 1 ⋅ iL − ⋅v K ⋅ C o ⋅ (RSE + Ro ) C o ⋅ (RSE + Ro ) C (1.13) (1.14) 97 Revista Científica Fazer. ISSN: 2318-289X. V.1, N.3.2014. www.faers.com.br/revista_fazer/edicao/3 As variáveis de saídas adotadas são as mesmas da primeira etapa, sendo a corrente no indutor expressa pela equação (1.11) e a tensão no resistor de carga apresentada pela equação (1.15). vo = RSE ⋅ Ro K ⋅ (RSE + Ro ) ⋅ iL + Ro RSE + Ro ⋅ vC (1.15) Passando as equações (1.13) a (1.15) para a forma matricial tem-se: i iL i vC 2 − K ⋅ RL ⋅ (RSE + Ro ) + RSE ⋅ Ro K 2 ⋅ L ⋅ (RSE + Ro ) = Ro K ⋅ Co ⋅ (RSE + Ro ) K ⋅ L ⋅ (RSE + Ro ) iL ⋅ v 1 C − C o ⋅ (RSE + Ro ) X Ro − i X 1 2 E − +L K ⋅ L ⋅ 0 0 vD B2 A2 U 1 0 iL iL = ⋅ ⋅ R R R SE o o v v K ⋅ (R + R ) R + R C o SE o SE o X Y E2 1.3.3 0 0 E + 0 0 ⋅ v D F2 U Modelagem pela média Através da utilização das equações (1.3) a (1.6), se obtém as matrizes médias para o modelo do conversor. Efetuando os devidos cálculos tem-se: (R + R ) ⋅ K 2 ⋅ R + R ⋅ R ⋅ (1 − D ) Ro ⋅ (D − 1) o L SE o − SE 2 K ⋅ L ⋅ ( R + R ) K ⋅ L ⋅ ( R + R ) SE o SE o A= R ⋅ ( D − 1) 1 o − − K ⋅ C o ⋅ (RSE + Ro ) C o ⋅ (RSE + Ro ) 98 Revista Científica Fazer. ISSN: 2318-289X. V.1, N.3.2014. www.faers.com.br/revista_fazer/edicao/3 1 B = L 0 2(D − 1) K ⋅L 0 1 0 E = RSE ⋅ Ro ⋅ (1 − D ) Ro K ⋅ (R + R ) R + R SE o SE o 0 0 F = 0 0 1.3.4 Modelagem de pequenos sinais Neste passo de modelagem, é introduzida uma pequena perturbação, e separado as componentes médias das componentes alternadas, onde as equações (1.16) e (1.17) representam o sistema[1]. i x = A ⋅ X + B ⋅ U + A ⋅ x + (A1 − A2 ) ⋅ X + (B1 − B2 ) ⋅ U d (1.16) y = E ⋅ X + F ⋅ U + E ⋅ x + (E1 − E2 ) ⋅ X + (F1 − F2 ) ⋅ U d (1.17) Retirando as componentes médias das equações (1.16) e (1.17), fica-se apenas com as componentes alternadas apresentadas nas expressões (1.18) e (1.19), cujas quais se utiliza para obter as funções de transferências[1]. i ∼ ∼ ∼ x = A ⋅ x + (A1 − A2 ) ⋅ X + (B1 − B2 ) ⋅ U d (1.18) 99 Revista Científica Fazer. ISSN: 2318-289X. V.1, N.3.2014. www.faers.com.br/revista_fazer/edicao/3 ∼ ∼ ∼ y = E ⋅ x + (E1 − E2 ) ⋅ X + (F1 − F2 ) ⋅ U d (1.19) As variáveis de regime permanente[1] são calculadas através das expressões (1.20) e (1.21). X = −A−1 ⋅ B ⋅ U (1.20) Y = E −1 ⋅ X + F ⋅ U (1.21) Calculando as variáveis de regime permanente através das expressões (1.20) e (1.21) tem-se: K ⋅ (RSE + Ro ) ⋅ [K ⋅ E + 2 ⋅ (D − 1) ⋅ vD ] K 2 ⋅ R ⋅ (R + R ) + R ⋅ [R ⋅ (1 − D ) + R ⋅ (D − 1)2 ] L SE o o SE o X = R D R R K E D v ⋅ ( − 1) ⋅ ( + ) ⋅ [ ⋅ + 2 ⋅ ( − 1) ⋅ ] SE o D − K 2 ⋅ R ⋅ (R + R ) + R ⋅ [R ⋅ (1 − D ) + R ⋅ (D − 1)2 ] L SE o o SE o K ⋅ (RSE + Ro ) ⋅ [K ⋅ E − 2 ⋅ (D − 1) ⋅ vD ] K 2 ⋅ R ⋅ (R + R ) + R ⋅ [R ⋅ (1 − D ) + R ⋅ (D − 1)2 ] L SE o o SE o Y = R ⋅ ( D − 1) ⋅ ( R + R ) ⋅ [ K ⋅ E + 2 ⋅ ( D − 1) ⋅ v ] SE o D − K 2 ⋅ R ⋅ (R + R ) + R ⋅ [R ⋅ (1 − D ) + R ⋅ (D − 1)2 ] L SE o o SE o Efetuando os cálculos para obtenção das componentes alternadas através das expressões (1.18) e (1.19) chega-se a: 100 Revista Científica Fazer. ISSN: 2318-289X. V.1, N.3.2014. www.faers.com.br/revista_fazer/edicao/3 i ∼ iL i ∼ v C (R + R ) ⋅ K 2 ⋅ R + R ⋅ R ⋅ (1 − D ) ∼ Ro ⋅ (D − 1) o L SE o − SE i 2 ⋅ ⋅ ( + ) K L R R K ⋅ L ⋅ ( R + R ) SE o ⋅ L SE o = ∼ Ro ⋅ (1 − D ) 1 − v K ⋅ Co ⋅ (RSE + Ro ) Co ⋅ (RSE + Ro ) C ∼ A i ∼ + x x E ⋅ Ro ⋅ [RSE + Ro ⋅ (1 − D )] + 2 ⋅ K ⋅ RL ⋅ vD ⋅ (RSE + Ro ) L ⋅ [K 2 ⋅ R ⋅ (R + R ) + R ⋅ R ⋅ (1 − D ) + R2 ⋅ (D − 1)2 ] ∼ L SE o SE o o ⋅d 2 (1 ) − K ⋅ E ⋅ R + ⋅ R ⋅ v ⋅ − D o o D C ⋅ [K 2 ⋅ R ⋅ (R + R ) + R ⋅ R ⋅ (1 − D ) + R2 ⋅ (D − 1)2 ] o L SE o SE o o (A1 −A2 )⋅X +(B1 −B2 )⋅U ∼ ∼ 1 0 i iL L = ⋅ (1 ) R ⋅ R ⋅ − D R ∼ o o SE ∼ K ⋅ (R + R ) R + R v vo SE o SE o C ∼ E + ∼ x y ∼ 0 ⋅d R ⋅ R ⋅ [ − K ⋅ E + 2 ⋅ v ⋅ (1 − D )] SE o D K 2 ⋅ R ⋅ (R + R ) + R ⋅ [R ⋅ (1 − D ) + R ⋅ (D − 1)2 ] L SE o o SE o (E1 −E2 )⋅X +(F1 −F2 )⋅U 1.3.5 Funções de transferência Para obter as funções de transferência não será considerada a resistência série equivalente do capacitor, a resistência série do indutor e a queda de tensão dos diodos. Utilizando a expressão (1.22), chegam-se as funções de transferência do sistema[1]. F (S ) = E ⋅ [S ⋅ I − A]−1 ⋅ [(A1 − A2 ) ⋅ X + (B1 − B2 ) ⋅ U ] + (E1 − E2 ) ⋅ X (1.22) 101 Revista Científica Fazer. ISSN: 2318-289X. V.1, N.3.2014. www.faers.com.br/revista_fazer/edicao/3 Efetuando os cálculos, chega-se a matriz contendo as funções de transferências: K 2 ⋅ E ⋅ (C o ⋅ Ro ⋅ S + 2) − (D − 1) ⋅ (Co ⋅ L ⋅ Ro ⋅ K 2 ⋅ S 2 + L ⋅ K 2 ⋅ S + Ro (D − 1)2 ) F (S ) = E ⋅ K ⋅ (−L ⋅ K 2 ⋅ S + Ro ⋅ (D − 1)2 ) 2 2 2 2 2 (D − 1) ⋅ (Co ⋅ L ⋅ Ro ⋅ K ⋅ S + L ⋅ K ⋅ S + Ro (D − 1) ) Onde as funções de transferências correspondentes[2] são apresentadas nas expressões (1.23) e (1.24). Gid = iL (S ) Gvod = d (S ) =− vo (S ) d (S ) = K 2 ⋅ E ⋅ (C o ⋅ Ro ⋅ S + 2) (D − 1) ⋅ (Co ⋅ L ⋅ Ro ⋅ K 2 ⋅ S 2 + L ⋅ K 2 ⋅ S + Ro (D − 1)2 ) E ⋅ K ⋅ (−L ⋅ K 2 ⋅ S + Ro ⋅ (D − 1)2 ) (D − 1)2 ⋅ (Co ⋅ L ⋅ Ro ⋅ K 2 ⋅ S 2 + L ⋅ K 2 ⋅ S + Ro (D − 1)2 ) (1.23) (1.24) 102 Revista Científica Fazer. ISSN: 2318-289X. V.1, N.3.2014. www.faers.com.br/revista_fazer/edicao/3 CONCLUSÃO O desenvolvimento analítico realizado reforçou as claras características do conversor push-pull com entrada em corrente, sendo elas a facilidade em controlar, o isolamento galvânico e a estabilidade fornecida. Em muitos aspectos do desenvolvimento podemos criar uma analogia com o conversor BOOST, pois o conversor push-pull com entrada em corrente mostrou que se comporta como um conversor elevador isolado ou mais comumente referido como BOOST modificado ou BOOST isolado. Pode-se afirmar que em controle moderno, a modelagem por espaço de estados facilita a obtenção das funções de transferências típicas para realizar o controle do conversor. Acredita-se muito na eficiência do conversor push-pull com entrada em corrente, pois através das características citadas, mostra-se que é uma topologia atual e de grande utilidade no meio acadêmico e industrial. 103 Revista Científica Fazer. ISSN: 2318-289X. 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