Serviço de Música · Projecto Educativo
Fundação Calouste Gulbenkian
Descobrir a Música na Gulbenkian
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Oficinas
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Apresentação
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Visitas
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Concertos
Serviço de Música · Projecto Educativo
Fundação Calouste Gulbenkian
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Informações
e Reservas
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Cursos
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Outras actividades
Descobrir a Música na Gulbenkian
Temporada 2007-2008
O projecto educativo Descobrir a Música na Gulbenkian tem
como principal objectivo a formação e fidelização de novos
públicos para a música erudita, criando um conjunto de
actividades que promovem o estímulo e o gosto pela audição musical junto do público infanto-juvenil e que envolvem
também o público adulto.
Esse estímulo é promovido quer por momentos de
pura audição, como os Concertos Comentados Orquestra
Gulbenkian e os concertos Ligações amorosas e Tambores
de lata – o lixo musical, quer por actividades pedagógicas
que abrem caminho à descoberta da música e do seu modo
de funcionamento, como as visitas e oficinas e, de uma
forma mais específica e aprofundada para o público adulto,
os cursos livres.
O projecto também assume como caminho essencial a
desenvolver a introdução a outras culturas musicais e às
suas interligações com a música erudita ocidental, nomeadamente o jazz e as músicas do mundo. Esta diversidade
proporciona riqueza e a capacidade de fruir de forma acrescida da multiplicidade musical e cultural que marca a sociedade dos nossos dias.
A elaboração da presente temporada assentou, por conseguinte, nos seguintes aspectos estruturais: a abrangência
de novos públicos com um trabalho específico de sensibilização musical orientado para cada um deles; os Concertos
Comentados Orquestra Gulbenkian como eixo da programação e ponto de partida para a construção das várias oficinas; a abertura a novos horizontes musicais pela aposta
em repertórios das diferentes épocas históricas e pela dinâ4
Apresentação
mica multicultural já referida; o cruzamento mais efectivo
com os currículos escolares no sentido de um enriquecimento mútuo; e a exploração das relações entre o conto e
a música.
Pela primeira vez é lançada uma actividade para crianças
dos 0 aos 3 anos: a visita Os meus primeiros sons. Pretende-se proporcionar experiências que estimulem o despertar
musical destas crianças através da interacção com os pais
que as acompanham e que são os seus principais veículos
de descoberta. Nesta visita, a voz será o instrumento privilegiado para o desenvolvimento do gosto pela música e do
ouvido, fundamental à sua aprendizagem efectiva. Com a
Viagem especial ao mundo do som cumpre-se um dos nossos grandes objectivos: dar acesso à descoberta da música a
um público com necessidades especiais, e para quem a exploração sonora constitui uma via fundamental de crescimento
e desenvolvimento. Esta actividade desenvolve-se em torno
da exploração do Instrumentarium Baschet. Os instrumentos
ou estruturas sonoras Baschet constituem um veículo particularmente eficaz no trabalho com esta faixa de público,
já que são extremamente resistentes e fáceis de manusear
e, embora sendo construídos a partir de materiais como o
plástico, o alumínio e o vidro, funcionam segundo princípios
acústicos e produzem sonoridades muito ricas e estimulantes. Trata-se da primeira vez que o Instrumentarium Baschet
é utilizado em Portugal, fazendo desta viagem especial um
acontecimento pioneiro.
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A visita genérica Viagem ao mundo do som abre-se finalmente este ano ao público familiar, com as sessões aos sábados durante o mês de Maio. Por sua vez, as visitas temáticas
cruzar-se-ão com maior efectividade e abrangência com
os currículos escolares. Iniciando-se a visita no Museu
Gulbenkian ou no Centro de Arte Moderna, começar-se-á
por aprofundar o contexto histórico, cultural e artístico de
cada época, partindo-se em seguida para a exploração do
universo sonoro que lhe é específico.
Também a partir desta temporada vamos proporcionar às
crianças a exploração directa dos instrumentos através da visita Despertar para a música. Elas irão compreender o funcionamento das famílias instrumentais, a forma de produção
sonora dos vários instrumentos e as suas técnicas de execução,
tomando também contacto com conceitos fundamentais como
a intensidade, a altura, o timbre e a pulsação, entre outros.
A visita Como se faz um concerto explica e leva a experimentar o que está para além do aparentemente simples
momento de apresentação de um concerto, dando a conhecer todo o trabalho articulado de equipa e os seus intervenientes, não só os que pisam o palco como aqueles que, atrás
da cena, providenciam para que tudo funcione.
Finalmente surge uma actividade que permite conhecer
verdadeiramente o trabalho de uma orquestra, nomeadamente o da Orquestra Gulbenkian – Encontros orquestrados.
Uma orquestra trabalha e constrói os seus programas como
as crianças aprendem na escola as diversas matérias, através
da repetição e da correcção do erro. No acto de ver e ouvir um
concerto, tudo parece irrepreensível, como se sempre tivesse
sido assim. Mas não o é de forma alguma. Nestes encontros
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Apresentação
as crianças e os jovens vão interagir e dialogar com o líder
da orquestra – o maestro – e com os seus músicos.
A Viagem ao mundo do jazz, os Contos musicais e o
concerto no Anfiteatro ao ar livre pelo grupo de percussão
Drumming – Tambores de lata – o lixo musical – surgem
como actividades que exploram as músicas do Mundo, a sua
história e as suas ligações com a música erudita.
Todas as viagens têm surpresas com momentos musicais
ao vivo. Essas surpresas dão primazia ao principal instrumento de todos – a voz. A Viagem ao Mundo do Jazz também conta com música ao vivo, bem como os Contos musicais, que valorizam o acto de ouvir um conto acompanhado
por música da sua cultura de origem.
Os Concertos Comentados Orquestra Gulbenkian para
jovens e famílias, especialmente pensados para estimular
uma audição activa que segue e desvenda a construção da
obra ao longo da sua execução, contam este ano com programas concebidos para um público infanto-juvenil, a partir
de obras especialmente compostas para crianças e jovens,
como é o caso dos programas A minha mãe ganso de Ravel,
Pedro e o Lobo de Prokofiev e Guia da orquestra para
jovens de Britten, e também com algumas das mais emblemáticas obras de sempre como O Mar de Debussy, Um americano em Paris de Gershwin, Petrouschka de Stravinsky e
a Sonata para dois pianos e percussão de Bartók.
As múltiplas oficinas propostas, quase todas desenvolvendo actividades a partir de obras dos concertos comentados, proporcionam uma experiência que parte da audição para a concretização. Convidam a sentir, a interpretar,
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a exprimir, a improvisar, a tocar e a reinventar a música
através do corpo como expressão dos sentimentos, emoções e impressões que a mesma provoca. Tudo isto através de outras expressões artísticas como a dança, as artes
plásticas, a escrita e a expressão dramática. Destacam-se ainda duas oficinas dedicadas à exploração da obra de
dois compositores que marcaram profundamente a música
do século XX, e com um tratamento especial na presente
Temporada Gulbenkian de Música – Stravinsky e Messiaen –,
celebrando-se em 2008 o centenário do nascimento deste
último. A apresentação de três óperas na temporada principal – Idomeneo de Mozart, A Danação de Fausto de Berlioz
e Evgeny Onegin de Tchaikovsky – dá o mote para uma oficina que as revisita através da dança e da exploração vocal –
A ópera faz a sua dança. Em torno do concerto Tambores
de lata – o lixo musical, surge uma oficina de exploração
musical que vai dar uma nova missão a objectos à partida
inúteis, transformando-os em verdadeiros instrumentos. É
de destacar o projecto especial As Cores da música – um
espectáculo criado por crianças para crianças, resultante
de uma oficina desenvolvida ao longo de todo o ano lectivo
com uma escola de música, que parte do cruzamento entre
as artes plásticas e a música e culmina com a apresentação
de três espectáculos.
Não poderíamos deixar de dar especial destaque à voz e
ao canto num concerto que pretende ao mesmo tempo revelar a enorme capacidade expressiva e dramática da voz lírica
e desvendar a riqueza da música para agrupamento vocal
solista, desde os cantos trovadorescos e do madrigal até
aos nossos dias, numa sequência que parte da grande mul8
Apresentação
tiplicidade de sentimentos e relações humanas – Ligações
amorosas. O concerto Tambores de lata – o lixo musical,
a apresentar no Anfiteatro ao ar livre, explora as sonoridades de um instrumento muito especial que nasceu na ilha de
Trinidad por volta de 1939, resultado da enorme quantidade
de latas residuárias de combustível que se vieram a revelar
instrumentos de grande riqueza acústica.
Os cursos livres expandem-se consideravelmente este ano,
tanto na quantidade de propostas como na abrangência de
temas e cruzamentos que sugerem, dirigindo-se a todo o
público interessado em aprofundar os seus conhecimentos
sobre a música erudita e outras realidades musicais, como o
jazz e as músicas do mundo. Destaca-se o lançamento de um
novo curso de repertório, Código dos Músicos, que introduz
os principais conceitos da escrita e da construção da linguagem musical; a continuação do curso História da música à
velocidade do som; um novo curso em torno da história e da
evolução do jazz – Histórias do jazz; um curso a propósito
das músicas do mundo e dos seus cruzamentos com a música erudita – Viagem pelas músicas do mundo; A canção
na História e as histórias da canção, que traça o percurso
e evolução da canção desde o repertório dos trovadores até
às linguagens vocais mais contemporâneas; e O século de
todas as músicas, em torno da riqueza e diversidade da
música do século XX. Finalmente, salienta-se o curso livre
prático Encontros entre a música e as artes visuais, desenvolvido em colaboração com o sector educativo do Centro de
Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, dirigido a agentes
educativos e outro público interessado, que explora as múltiplas ligações e contágios entre a música e as artes plásticas.•
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Viagem ao mundo do som
Outubro a Junho
Visita genérica
Dos sons da natureza
à orquestra sinfónica
Ponto de encontro
Recepção da sede
Escolas
Outubro a Abril e Junho
10.00 e 11.00 > Quartas
Famílias
Maio
10.00 e 11.00 > Sábados
Duração = 1h30
Concepção e Orientação
Lydia Robertson
Francisco Cardoso
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Visitas
Partindo dos sons da natureza, como o som do vento, o som
da água, o canto dos pássaros, e dos ritmos e pulsações do
nosso corpo e da nossa voz, mas também dos sons que produzimos em interacção com o meio ambiente, vem fazer
uma viagem pelo percurso que a humanidade traçou, desde
a invenção dos primeiros instrumentos, da sua evolução ao
longo da história da música até chegar às grandes famílias
de instrumentos que compõem a orquestra sinfónica. Vem
conhecer os bastidores da música, onde tudo se prepara,
com uma passagem por um ensaio da Orquestra Gulbenkian
ou com a exploração directa de alguns dos seus instrumentos, uma inesperada surpresa musical e outros desafios para
continuares esta aventura no mundo do som.
Viagem especial ao mundo do som
Outubro a Junho
Para crianças e jovens
com necessidades
especiais
Ponto de encontro
Recepção da sede
Uma vez por mês
10.00 > Dias 29/10, 05/11,
10/12, 14/01, 11/02, 10/03,
14/04, 12/05, 16/06
Duração = 1h30
Concepção e Orientação
Lydia Robertson
Apresentamos-te
o Instrumentarium
Baschet: estruturas sonoras inventadas
pelos irmãos Baschet em 1955, construídas a partir de materiais menos usuais nos restantes instrumentos musicais, como o alumínio, o vidro, o plástico, mas funcionando sobre princípios
acústicos, e que pela primeira vez vão
ser usadas no nosso país. Através dos
instrumentos Baschet irás jogar, viajar, descobrir e explorar
o mundo do som a partir de ti próprio, com as tuas características e a tua riqueza.
Estas esculturas sonoras para mexer e interagir, ajudar-te-ão a “ver”, a imaginar e a “sentir” o som. Poderás assim
familiarizar-te com o gesto musical e as várias formas da
produção sonora, fazer música em conjunto e sonhar
com um mundo fluído, aquático, aéreo, que se adapta a ti
e te transporta para outras paragens.
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Viagens temáticas
Mudam-se os tempos, mudam-se as sonoridades. O mundo do som foi-se transformando,
produzindo em cada época novos instrumentos e novas maneiras de fazer música.
Cada viagem é uma aventura distinta, que
parte da imagem da respectiva época, com
uma visita a obras do Museu Gulbenkian ou
do Centro de Arte Moderna, para nos transportar de seguida ao seu universo sonoro e
cultural, dando imagem e som a tantos conhecimentos aprendidos na escola e finalizando
com uma surpresa musical “da época”.
Viagem ao mundo do som
medieval e renascentista
Outubro e Novembro
Música e instrumentos
nas cortes, catedrais,
feiras e mercados
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 e 11.00 > Quintas
Duração = 1h30
Concepção e Orientação
Lydia Robertson
André Barroso
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Visitas
Coros de monges nas grandes catedrais. Trovadores nas cortes dos príncipes. Canções e danças populares nas feiras e
mercados. Os primeiros instrumentos musicais de que derivam todos os que hoje conhecemos. E por fim, a imprensa
musical a permitir que as novas músicas se vão espalhando
por toda a Europa.
Viagem ao mundo do som
barroco e clássico
Dezembro e Janeiro
Das origens da ópera e da
oratória ao nascimento
da orquestra
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 e 11.00 > Quintas
Duração = 1h30
Concepção e Orientação
Lydia Robertson
Carlos Garcia
Cerimónias musicais magníficas nas igrejas. Música de corte
e dança de salão nos palácios da nobreza. A ópera a abrir o
mundo do teatro musical. Os grandes solistas vocais e instrumentais. O nascimento da orquestra. Novas formas musicais: a sonata, o concerto, a sinfonia.
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Viagem ao mundo do som
romântico
Fevereiro e Março
A música à procura
dos sentimentos
e das emoções
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 e 11.00 > Quintas
Duração = 1h30
Concepção e Orientação
Lydia Robertson
Carlos Garcia
A música à procura dos sentimentos e das emoções. As grandes orquestras e as grandes salas de concerto. Os recitais
dos grandes pianistas. A música feita em família. Poesia
e música a cruzarem-se na canção. O triunfo da valsa nos
salões. O despertar dos nacionalismos musicais.
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Visitas
Viagem ao mundo do som
do século XX
Abril e Junho
A vontade de mudar: experiências, rebeldias, desafios, ino-
Novos instrumentos,
novas sonoridades
e novos meios
vações. O cinema e a música. O disco, a rádio e a televisão.
O jazz, o rock e as músicas do mundo. Novos instrumentos
e novas sonoridades. Computadores, sintetizadores e música
electrónica.
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 e 11.00 > Quintas
Duração = 1h30
Concepção e Orientação
Lydia Robertson
Carlos Garcia
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Como se faz um concerto?
Outubro a Abril
e Junho
Uma viagem
pelos bastidores
de um concerto
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 > Sextas
Duração = 1h30
Concepção e Orientação
Verena Wachter Barroso
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Visitas
O que está por detrás do momento mágico de um concerto?
Nem imaginas o tempo, a preparação e a disciplina que isso
representa. Como decorre e o que se faz num ensaio? Vem
conhecer os bastidores e as etapas que precedem a apresentação final de um concerto – e já agora, por que não pisar o
palco e experimentá-las?
Viagem ao mundo do jazz
Outubro a Junho
Histórias, improvisações
e cruzamentos no jazz
Ponto de encontro
Recepção da sede
Uma vez por mês
10.00 > Dias 29/10, 14/11,
10/12, 25/01, 22/02, 03/03,
11/04, 16/05, 20/06
Duração = 1h30
Concepção e Orientação
José Menezes
A história do jazz confunde-se com a própria história do
século XX. O jazz nasce na América, na opressão da escravatura e do racismo, como uma música libertadora, numa
luta pelos direitos humanos e pela igualdade, acabando por
afectar todos os sectores da sociedade norte-americana e
mundial. Como é que o jazz funciona? O que é improvisar?
Tem regras? Porque é que parece que os músicos conversam uns com os outros? Como é que funciona um grupo de
jazz? Como é que os acontecimentos marcantes do séc. XX
influenciaram o jazz e os seus criadores?
Música sem maestro, no jazz a liberdade colectiva nasce
da liberdade individual de cada músico, que é também compositor, em verdadeira democracia. Vem conhecer episódios e
heróis da música a que alguém chamou o “som da surpresa”.
Vem ver e ouvir um quinteto de jazz.
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Os meus primeiros sons
Outubro a Janeiro,
Maio e Junho
Exploração da voz
e das primeiras formas
de produção sonora
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 e 11.00 > Sábados
Duração = 1h
Concepção e Orientação
Lydia Robertson
O
ouvido é dos primeiros órgãos internos que se formam
num futuro bebé. Já no útero materno ouvimos a voz da
nossa mãe. Quando nascemos somos muito sensíveis aos
sons que nos rodeiam. Começamos a descobrir o mundo
sonoro através dos estímulos dos nossos pais, da música que
ouvem ou fazem, das cantigas que nos cantam, das brincadeiras vocais que têm connosco, dos primeiros objectos em
que mexemos e fazemos soar, batendo, atirando... – a nossa
primeira experiência percussiva e musical.
Também começamos a balbuciar e a articular sons, por
vezes mais próximos do cantar do que do falar. O ouvido é
essencial para aprendermos a falar, a comunicar, a sentir o
nosso mundo.
Pais e filhos podem aqui explorar novos caminhos para
descobrirem em conjunto a nossa extraordinária capacidade
de ouvir e de interagir com o som.
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Visitas
Despertar para a música
Novembro, Dezembro, Cordas, sopros, percussão, madeiras, metais – as grandes
Janeiro, Abril e Junho famílias de instrumentos que compõem uma orquestra –
Exploração das famílias
de instrumentos
e respectivas formas
de produção sonora
Ponto de encontro
Recepção da sede
agrupam-se pela forma como estes produzem o som, e pelos
materiais de que são feitos. Transforma-te num verdadeiro
músico e vem experimentar estas famílias de instrumentos
que se podem estender a outros instrumentos do mundo e
conhecer o que é a vibração, a ressonância, a afinação, a intensidade, o timbre e muitas outras características do som.
10.00 > Dias específicos
Duração = 1h30
Concepção e Orientação
Verena Wachter Barroso
Carlos Garcia
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Encontros orquestrados
Novembro, Dezembro, Vamos ter um encontro a sério com a Orquestra Gulbenkian. O trabalho de uma orquestra é um grande trabalho de
Fevereiro e Maio
Encontros com a
Orquestra Gulbenkian
e os seus maestros
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 > Dias específicos
Duração = 1h30
Concepção e Orientação
ão
Francisco Cardoso
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Visitas
equipa, onde todos desempenham um papel fundamental.
Começamos por assistir ao primeiro ensaio para a preparação do programa de um concerto. Como terás oportunidade de ver, também os músicos e as orquestras se enganam e voltam a repetir a mesma passagem musical as vezes
que forem necessárias para esta ficar o mais perfeita possível, à semelhança da forma como aprendemos na escola a
realizar tarefas e resolver problemas.
Mas melhor ainda será ouvir o maestro
responder às tuas curiosidades e
conversar com um dos músicos
da orquestra.
Vem conhecer a Orquestra
de Câmara da Europa
13 a 21 Janeiro
Semana especial
A partir dos concertos da
Orquestra de Câmara da Europa:
13, 16, 20 e 21 Janeiro, 19h
Ponto de encontro
Recepção da sede
Horário misto
Vamos aproveitar a residência da Orquestra de Câmara da
Europa em Lisboa, de 13 a 21 de Janeiro, para organizar
uma semana especial. Esta orquestra vem à Fundação
Gulbenkian participar em quatro concertos consagrados a
Bach, Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert e Brahms, uma
espécie de grande viagem pela forma da Sinfonia.
Assim, será uma semana dedicada a convidados muito
especiais – os músicos e os maestros da Orquestra de Câmara
da Europa.
Ensaios abertos, conversas com os músicos e outras surpresas farão parte do programa a divulgar oportunamente.
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Contos musicais
Janeiro, Fevereiro,
Março e Abril
Contos com música dos
quatro cantos do mundo
Ponto de encontro
Recepção da sede
11.00 e 15.00 > Sábados
12 Janeiro, 9 Fevereiro,
15 Março e 5 Abril
Duração = 1h
Concepção e Orientação
Lua Cheia - teatro para todos
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Visitas
Ouvir histórias é das coisas que mais desenvolve a imaginação, a criatividade e a vontade de ler. Quando lemos é
como se contássemos uma história a nós próprios.
Existem muitas histórias. Algumas são mais próximas do
nosso dia a dia, passadas na nossa própria vida ou na vida da
nossa família, dos nossos amigos, do nosso País, outras são
mais antigas, como histórias de encantar.
Mas há também histórias maravilhosas passadas com
outros povos, com outros costumes, magias e músicas, que
embora venham de muito longe, também podem estar muito
próximas de nós.
Vem ouvir as histórias, os instrumentos e os sons de
outros Continentes. Fazemos as primeiras paragens em
África e na Ásia…
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A minha mãe ganso
e outras histórias para dançar
15 a 27 Outubro
Ravel leva-nos para um mundo encantado: uma fada vela o
Oficina de dança
sono de todos os meninos, povoa-os de histórias, de sonhos
que nos falam de belas raparigas e de monstros, de serpentes e de príncipes enfeitiçados, de florestas encantadas e de
meninos perdidos. Vamos dançar estas histórias do passado,
transportando-as para os nossos dias.
George Gershwin faz-nos viajar até Paris, cidade de tantas
maravilhas, através da sua música Um Americano em Paris –
empolgante e libertadora. Vamos recriar o universo encantado de Ravel e dos contos de Charles Perrault, cozinhá-lo
com pozinhos ritmados de jazz, e ver o que sai do “forno”...
A partir das obras A minha mãe ganso
de Ravel e Um americano em Paris de
Gershwin, Concerto Comentado
Orquestra Gulbenkian,
3 Novembro, 16h (pág. 44)
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 > Segunda a Sábado
Duração = 2h
Concepção e Orientação
Cláudia Nóvoa
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Oficinas
A minha mãe ganso
Histórias para pintar
5 a 17 Novembro
Oficina de artes plásticas
A partir das obras A minha mãe ganso
de Ravel e Um americano em Paris de
Gershwin, Concerto Comentado
Orquestra Gulbenkian,
3 Novembro, 16h (pág. 44)
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 > Segunda a Sábado
Duração = 2h
Concepção e Orientação
Margarida Botelho
Poderá
uma história de gansos transformada em música
voltar a ser palavra outra vez? E sendo palavra, poderá ser
também ilustração?
Nesta oficina iremos descobrir as histórias que a mãe
ganso conta, para as poder ilustrar com traços, manchas e
pontos, em folhas que serão livros. Seremos ilustradores de
música, de ideias que se ouvem nos sons das palavras e dos
instrumentos. Poderemos, assim, construir uma interpretação visual das histórias de uma mãe ganso. No final, guardaremos as nossas ideias ilustradas num livro de artista, para
as podermos contar também à nossa mãe!
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Música para feiticeiros
5 a 17 Novembro
Oficina de exploração
musical a partir do cinema
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 > Segunda a Sábado
Duração = 2h
Concepção e Orientação
Carlos Garcia
30
Oficinas
Vem
desvendar a grande aventura que foi a evolução da
música ocidental a partir de um personagem muito querido
e teu conhecido – o pequeno feiticeiro Harry Potter – e a partir da riqueza da linguagem musical cinematográfica de um
dos grandes compositores de bandas sonoras para filmes –
John Williams.
Sabias que os compositores que escrevem música para
filmes sempre se inspiraram nos grandes compositores da
música erudita e chegam mesmo a utilizar temas musicais
das suas grandes obras?
A música dos filmes do Harry Potter é de uma grande
riqueza de colorido tímbrico e instrumental e abrange vários
géneros musicais e períodos da história da música. E porque
não experimentar criar uma nova banda sonora para uma
das aventuras do pequeno feiticeiro?
Viagens marítimas
26 Novembro
a 8 Dezembro
Oficina de escrita criativa
A partir das obras Quatro interlúdios
marítimos da ópera Peter Grimes de
Britten, e O Mar de Debussy, Concerto
Comentado Orquestra Gulbenkian,
14 Dezembro, 11h (pág. 46)
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 > Segunda a Sábado
Duração = 2h
Concepção e Orientação
Margarida Fonseca Santos
Tendo o mar como tema
de fundo, esta será uma
oficina onde a música e a
escrita se cruzam, se completam,
onde os sons nos levam às palavras e onde a magia do texto
pode ser ilustrada pela música. E quem disse que um rabisco
não nos leva a descobrir uma gota de água salgada? E se vos
dissermos que uma palavra nos pode abrir as portas para
uma descoberta no fundo do mar? Este vai ser um momento
de ligação entre palavras (através de exercícios de escrita
criativa), sons, desenhos e a magia do oceano, navegando
pelas obras de Britten e Debussy.
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Messiaen e o canto
dos pássaros
14 a 26 Janeiro
Oficina de exploração
e improvisação musical
A partir da obra Turangalila - Symphonie
de Messiaen, concerto do ciclo Grandes
Orquestras Mundiais, 29 Janeiro, 21h,
Coliseu dos Recreios. Por ocasião do
centenário do nascimento do compositor
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 > Segunda a Sábado
Duração = 2h
Concepção e Orientação
Etienne Lamaison
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Oficinas
P ara
o compositor Olivier
Messiaen os pássaros são os
mensageiros da cor e da luz, são
os seres que ligam a terra e o céu,
o material e o espiritual. Ao longo
de toda a sua obra, tanto nos contextos
mais trágicos da sua vida, como foi a sua
deportação durante a II Grande Guerra, como nos momentos mais poéticos, Messiaen usou o canto dos pássaros como
matéria sonora, não para evocar um “ambiente” da natureza, mas como elemento musical fresco e vivo, que dá cor e
luz à música.
Quando Messiaen quis criar um canto ao amor e à vida,
como na monumental Turangalila – Symphonie, evocou a
magia do canto dos pássaros, recriando O acordar dos pássaros ou Os pássaros exóticos, tal o seu fascínio por estes
“artistas” que se ignoram como tal.
Vamos ouvir os vários cantos de pássaros que tanto afeiçoaram Messiaen e
perceber como é que ele transformou
estes sons em música, ouvindo ao vivo
as obras que os evocam. Mas vamos
mais longe para sentirmos o “limite”
que separa os simples sons do nosso
quotidiano dos que fazem parte da arte musical.
Só nos falta criar os nossos sons de pássaros e transformarmo-nos em pássaros musicais! Mas, ao contrário dos
verdadeiros pássaros, já não podemos ignorar que somos
artistas.
Concertos com o Diabo
14 a 26 Janeiro
Oficina de arte dramática /
expressão teatral a partir
do mito de Fausto
A partir das obras : Sinfonia Fausto
de Liszt, 11 e 12 Outubro, 21h e 19h;
Cantata Fausto de Schnitke e
A primeira noite de Walpurgis,
op. 60 de Mendelssohn-Bartholdy,
31 Janeiro e 1 Fevereiro, 21h e 19h;
e a ópera A Danação de Fausto
de Berlioz, 25 e 26 Abril, 19h e 21h
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 > Segunda a Sábado
Duração = 2h
Concepção e Orientação
João Mota
O poema Fausto de Goethe suscitou múltiplas obras musicais, tão grandiosas quanto emblemáticas, desde os grandes
compositores românticos como Schumann, Mendelssohn e
Liszt, até aos compositores contemporâneos como Alfred
Schnitke.
Vem conhecer a história trágica e empolgante de doutor
Fausto, um sábio que vende a sua alma ao Diabo para atingir
a juventude eterna e a sabedoria, sacrificando para isso a
vida da sua amada e daqueles que o rodeiam.
Vem conhecer a extraordinária história deste drama em
verso do maior escritor, pensador e filósofo do Romantismo
alemão – Goethe. Escolhe o teu personagem e entra no
mundo da representação e do faz de conta teatral movido
pela carga dramática e emotiva das obras musicais inspiradas pelo Fausto.
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Vem recriar o teu
Pedro e o Lobo
11 a 23 Fevereiro
Uma história em música que nos ensina para sempre os ins-
Oficina de improvisação
musical e cénica
trumentos da orquestra. Pedro é o conjunto das cordas, o
lobo a trompa, o avô o fagote, o gato o clarinete, o pato o
oboé, o passarinho a flauta e os tiros de espingarda dos caçadores são os timbales. A acção vai sendo narrada e ilustrada
pelos personagens musicais que desenvolvem e criam todo o
suspense da história.
Pois bem, vamos reinventar o conto e os seus personagens. Vamos colori-lo com instrumentos diferentes e fazer
os sons da floresta de onde o lobo aparece, o som do lago
onde o pato nada, o som das árvores que sussurram ao vento
e o canto dos pássaros. Vamos pôr os personagens a falar e a
cantar uns com os outros. E se no meio da história surgisse
um lobo mágico, que tivesse o poder de voar e só comesse
ervas e frutos?
A partir da obra Pedro e o Lobo de
Prokofiev, Concertos Comentados
Orquestra Gulbenkian, 29 Fevereiro,
11h e 19h, e 1 Março, 16h (pág. 50)
Ponto de encontro
Recepção da sede
14.00 > Segunda a Sexta
10.00 > Sábado
Duração = 2h
Concepção e Orientação
Madalena Wallenstein
34
Oficinas
Uma casa com unhas
11 a 23 Fevereiro
Oficina de artes plásticas
A partir das obras Baba Yaga, op. 56,
Kikimora, op. 63 e O Lago Encantado,
op. 62 de Anatoli Liadov, Concertos
Comentados Orquestra
Gulbenkian, 29 Fevereiro, 11h
e 19h, e 1 Março, 16h (pág. 50)
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 > Segunda a Sábado
Duração = 2h
Concepção e Orientação
Susana Neves
Nos prefácios das partituras de Baba Yaga
(1904) e Kikimora
(1905), Anatoli Liadov
(1855-1914) cita vários
excertos dos contos de
fadas russos em que se
inspirou. A composição
de O Lago Encantado
(1909), no entanto, ter-lhe-ia sido sugerida pela beleza da paisagem de Polinovka,
onde possuía uma casa de veraneio.
Partindo da audição destes três poemas sinfónicos,
marcados pela qualidade rítmica e o pormenor impressionista, as crianças são convidadas a ver imagens da Rússia
da região montanhosa dos Urais, onde as famílias nómadas
construíam cabanas sobre troncos de árvores para que os
ursos não lhes roubassem a caça, e a geografia assombrosa
da região fazia nascer lendas de seres mágicos que talvez
tenham mesmo existido.
Por fim, aprendem a construir uma pequena biblioteca
de livros animados através dos quais as bruxas encolhem o
nariz com chá de rosas, as deusas eslavas dançam sobre as
suas cabeças de dedal e os lagos assobiam quando querem.
35
Stravinsky, o visionário
25 Fevereiro
a 8 Março
Oficina de exploração
e improvisação musical
Consultar a Temporada Gulbenkian
de Música para os vários concertos
com obras de Stravinsky
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 > Segunda a Sábado
Duração = 2h
Concepção e Orientação
Etienne Lamaison
36
Oficinas
Visões, sonhos, rituais imaginários, energia física: tudo
isto levou Stravinsky a criar
músicas que provocaram
escândalo, chocaram e revoltaram o público da época
que não percebia o que estava a ouvir e não aceitava um
“barulho selvagem” que se queria fazer passar por música.
Isto aconteceu há menos de um século, mas a nossa maneira
de ouvir a música evoluiu muito...
Vem explorar obras deste compositor visionário, como
a A Sagração da Primavera ou a História do Soldado, para
perceberes e sentires como elas foram tão modernas e inovadoras e abriram as portas para uma nova forma de fazer e
pensar a música.
Não fiques atrasado(a) um século e vem já ao encontro
de todo o prazer e da força que Stravinsky nos deixou na
sua obra. Quem sabe se esta descoberta não provocará em ti
visões, sonhos e vontade de compor, e se daqui a um século
outras crianças não partirão à descoberta dos teus sonhos e
das razões que te levaram a comunicá-los através da música,
como fez Stravinsky.
Sons para um dia
de verão
3 a 15 Março
O compositor britânico Frank Bridge escreveu o seu poema
Oficina de improvisação
musical a partir de um
conto criado na escola
sinfónico Verão inspirado em dois poemas de Richard
Jefferies. Inventa também tu um conto na escola a partir
das delícias que esta estação te inspira e vem depois criar
música para ilustrá-lo, num itinerário musical que descreva
os ambientes, as aventuras, as cores e a energia contagiante
desta estação tão desejada.
A partir da obra Verão de Franck
Bridge, Concerto Comentado
Orquestra Gulbenkian,
29 Março, 16h (pág. 52)
Ponto de encontro
Recepção da sede
Horário misto >
Segunda a Sábado
Duração = 2h
Concepção e Orientação
Francisco Cardoso
37
As danças
de Petrouschka
31 Março a 5 Abril
e 14 a 19 Abril
Oficina de dança
A partir da obra Petrouschka de Stravinsky,
Concertos Comentados Orquestra
Gulbenkian, 18 e 19 Abril, 11h e 16h
(pág. 54)
B em-vindo
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 > Segunda a Sábado
Duração = 2h
Concepção e Orientação
Tiago Guedes
38
Oficinas
à companhia de
marionetas dançantes do
Petrouschka. Petrouschka é
a sua estrela principal. Um
bailarino vertiginoso. Dança
sem parar de manhã à noite e
nunca se cansa.
Vem conhecer a família e a
vida de um artista saltimbanco,
que vai de local em local apresentar as suas habilidades e danças.
E se o Petrouschka for como o Pinóquio, uma marioneta
que se transforma num menino de verdade, e tu te transformares numa marioneta? Vamos fazer de marionetas e descobrir as danças que faríamos se fôssemos feitos de madeira,
ou se fossemos bonecos de trapo, ou soldadinhos de chumbo,
ou, melhor ainda, vamos inventar novas coreografias para a
música que Stravinsky criou em torno deste personagem.
As aventuras
de Petrouschka
7 a 19 Abril
Oficina de artes plásticas
e marionetas animadas
A partir da obra Petrouschka de Stravinsky,
Concertos Comentados Orquestra
Gulbenkian, 18 e 19 Abril, 11h e 16h
(pág. 54)
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 > Segunda a Sábado
E
se a marioneta Petrouschka ganhasse vida nas nossas
mãos? Que história russa contaria? Que aventuras teria?
Nesta oficina iremos ser criadores de movimento colorido. Iremos dançar com as mãos, construindo formas animadas ao som da música de Stravinsky. Seremos, assim,
manipuladores de Petrouschka, mas também companheiros
e cúmplices da sua história. Conversando plasticamente com
Petrouschka, poderemos entrar na sua vida e descobrir o seu
caminho, que também será o nosso. Utilizando técnicas de
reciclagem de materiais aliadas a técnicas tradicionais de
construção de formas animadas, iremos recriar o universo
plástico e narrativo desta obra musical.
Duração = 2h
Concepção e Orientação
Margarida Botelho
39
A ópera faz a sua dança
5 a 17 Maio
Oficina de dança
e de exploração vocal
A partir das óperas Idomeneo de Mozart,
12 de Maio, 19h, A Danação de Fausto
de Berlioz, 25 e 26 de Abril, 19h e 21h,
e Evgeny Onegin de Tchaikovsky,
29 e 31 Maio, 20h
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 > Segunda a Sábado
Duração = 2h
Concepção e Orientação
Aldara Bizarro
Catarina Molder
40
Oficinas
Que danças é que a ópera faz? Que danças podemos criar
quando ouvimos as árias de personagens carismáticos como
Fausto, Mefistófeles e Margarida, ou Idomeneo e Idamante,
ou ainda Tatiana e Onegin? Que histórias nos contam estas
personagens? É a história escrita ou a ouvida? Podemos utilizar as histórias de poder, de maldição, de amor e de morte,
do passado, para criar danças da actualidade?
Estas são algumas perguntas para as quais vamos procurar resposta durante esta oficina.
Vamos ainda convidar uma dessas personagens para lhe
oferecer uma dança criada por nós. Uma dança que reconte
a sua história. Em troca, ela irá dizer-nos qual a parte do
corpo em que guarda os sons e o que sente quando os canta
no espaço.
Vamos fazer soar o lixo
5 a 17 Maio
Inspirando-nos nos tambores de lata – steel drumming – que
Oficina de exploração
e improvisação musical
surgem graças à grande criatividade humana e à força da
expressão musical, vamos inventar instrumentos a partir
do lixo para exprimirmos de uma forma diferente as nossas
ideias musicais.
Vamos dar uma nova missão a objectos à partida “inúteis” como sacos de plástico, caixotes de cartão, embalagens
vazias, pedras, paus, pinhas, mas também objectos do nosso
dia-a-dia, como tachos e panelas, copos, tubos, vassouras,
e mesmo baldes de lixo, transformando-os em verdadeiros
instrumentos musicais!
Uma maneira diferente de descobrir a música e de fazer
soar o mundo à nossa volta.
Ponto de encontro
Recepção da sede
10.00 > Segunda a Sábado
Duração = 2h
Concepção e Orientação
António Pedro
41
As cores da música
17, 18 e 19 Julho
Um espectáculo criado por crianças para crianças. Prepa-
Projecto especial
Um espectáculo
criado por crianças
para crianças
rado durante todo o ano, os sons e as imagens serão o fruto
da imaginação dos participantes.
O ponto de partida: as imagens, as matérias plásticas,
provocam sons… A música induz gestos criadores de traços,
pontos, massas, movimentos. Os dois reunidos são muito
mais do que uma ilustração de um pelo outro: um mais um
já não é igual a dois!
Neste projecto especial, os jovens músicos serão criadores, num processo dinâmico de interacção entre a música e
as artes plásticas, apresentando-se como músicos, artistas
plásticos e actores.
Antes de tudo, pensar no que queremos dizer, comunicar
e exprimir. Depois, inventar músicas, tocá-las, encená-las.
Criar esboços, realizar desenhos e instalações. Juntos com
o som e a imagem iremos desenvolver um espectáculo, participando como personagens musicais, mas também como
pintores de cena, cenógrafos e designers de luz.
Um grande desafio que propomos a estas crianças e que
vai marcar profundamente a sua experiência enquanto músicos e contagiar todos aqueles que vão ter a oportunidade
de ver e viver este espectáculo. Um ponto de partida para
mudar e enriquecer o nosso mundo!
Apresentação pública
19.00 > Dias 17 e 18,
Quinta e Sexta
11.00 > Dia 19, Sábado
Concepção e Orientação
Etienne Lamaison
Margarida Botelho
Este projecto marca o início de uma
colaboração mais estreita entre o
Descobrir a Música na Gulbenkian e as
escolas de música. Pretende-se realizar
todos os anos uma parceria com uma
escola de música diferente, de forma a
permitir a rotatividade. Este ano o nosso
parceiro é o Instituto Gregoriano.
42
Oficinas
43
Concerto Comentado
Orquestra Gulbenkian
3 Novembro
Ma mère l’Oye Ravel
Famílias
Um Americano
em Paris Gershwin
Grande Auditório
16.00 > Sábado
Duração = 1h aprox.
Orquestra Gulbenkian
Maestro
David Alan Miller
Comentadora
Catarina Molder
Quando entramos no século XX muitos compositores querem explorar novas sonoridades e novos ambientes musicais
que até então não tinham tido lugar na atmosfera solene da
sala de concertos do século XIX.
Em França, Maurice Ravel interessa-se pelo mundo dos
contos para crianças, tentando acrescentar-lhe uma música
que ajude a reforçar toda a imaginação e toda a magia
das histórias infantis, onde os personagens são príncipes
e princesas, os animais falam, os objectos ganham vida.
E George Gershwin traz consigo para as ruas de Paris os
ritmos loucos do jazz norte-americano, com muita dança,
muita percussão e muitos trompetes e clarinetes.
46
Concertos
Maurice Ravel
Ma mère l’Oye –
A minha mãe ganso
George Gershwin
Um Americano em Paris
47
Concerto Comentado
Orquestra Gulbenkian
14 Dezembro
Jovens
Grande Auditório
11.00 > Sexta
Duração = 1h aprox.
Orquestra Gulbenkian
Maestro
Lawrence Foster
Comentadora
Catarina Molder
48
Concertos
Peter Grimes (Interlúdios)
Britten
La Mer Debussy
O mar foi sempre um tema de inspiração para muitos compositores ao longo de toda a História da Música. Em 1905
o francês Claude Debussy pinta três impressões marítimas
muito fortes: o nascer do sol a reflectir-se sobre as águas;
a agitação intensa das ondas à superfície; e o diálogo entre
o soprar do vento e o bater das vagas. Em 1945 o inglês
Benjamin Britten escreve uma ópera cuja história se passa
numa aldeia à beira-mar e decide separar os vários actos
dessa ópera com quatro peças orquestrais que sugerem a
força da tempestade a fazer rebentar as ondas agitadas do
oceano contra os rochedos da costa.
Benjamin Britten
Four Sea Interludes, da ópera
Peter Grimes, op.33ª - Quatro
interlúdios marítimos
Claude Debussy
La mer - O mar
49
Ligações amorosas
15 e 16 Dezembro
Histórias e emoções
na música vocal
Auditório 2
11.00 > Dia 15, Sábado
Dia 16, Domingo
16.00 > Dia 15, Sábado
Duração = 1h aprox.
Concepção musical
Catarina Molder
Concepção cénica
Fernanda Lapa
50
Concertos
Quatro cantores, quatros personagens, quatro vozes, muitas
ligações.
Um programa dedicado à música para agrupamento
vocal desde Monteverdi até aos nossos dias, passando por
canções, duetos e trios de Schumann, pelas Valsas de Amor
de Brahms, pelo Cabaret e pelo Musical e pelas linguagens
mais contemporâneas, numa sequência cénica traçada a
partir dos múltiplos cambiantes do Amor, que as próprias
obras escolhidas relatam.
Ligações amorosas: sedução, humor, alegria, júbilo,
ciúme, zanga, fúria, lamento e todo o tipo de aventuras e
desventuras, amores e desamores para todos os gostos
e todas as idades.
51
Concerto Comentado
Orquestra Gulbenkian
29 Fevereiro
e 1 Março
Grande Auditório
Jovens
29 Fevereiro
11.00 > Sexta
Pedro e o Lobo Prokofiev
O lago encantado
Kikimora · Baba-Yaga
Liadov
Família
29 Fevereiro
19.00 > Sexta
1 Março
16.00 > Sábado
Duração = 1h30 aprox.
Orquestra Gulbenkian
Maestro
Osvaldo Ferreira
Narrador
Fernando Luís
Desenho ao vivo
Marina Palácio
Comentadora
Catarina Molder
52
Concertos
Também os compositores russos do início do século XX se
interessam muito pelos contos de fadas tradicionais do seu
País. Eram histórias mágicas, passadas todas elas entre os
camponeses do interior da Rússia, muitas vezes no meio
de Invernos gelados, com bruxas e feiticeiros de poderes
sobrenaturais e com finais surpreendentes, como nas lendas
populares muito antigas que Anatoli Liadov põe em música.
Sergei Prokofiev utiliza em Pedro e o Lobo esse mesmo
ambiente das estepes mais profundas da
Rússia para contar a história da coragem
e da inteligência de um menino valente,
mas por outro lado associa a cada um dos
personagens da história um instrumento
musical diferente e dá assim a conhecer
ao público infantil alguns dos principais
instrumentos da orquestra.
Sergei Prokofiev
Pedro e o Lobo, op.67
Anatoli Liadov
O Lago Encantado, op.62
Kikimora, op.63
Baba-Yaga, op.56
53
Concerto Comentado
Orquestra Gulbenkian
29 Março
Famílias
Grande Auditório
16.00 > Sábado
Duração = 1h aprox.
Young Person’s Guide
to the Orchestra Britten
Summer Bridge
Orquestra Gulbenkian
Maestro
Ramón Gamba
Comentador
Alexandre Delgado
Nas décadas de 1920 e 30, Benjamin Britten estuda com
um compositor inglês mais velho, Frank Bridge, que gosta
de descrever por música as suas impressões da Natureza, as
paisagens que o impressionaram ou simplesmente as sensações características de cada estação do ano.
Em 1946 Britten pega numa melodia que tinha sido composta no final do século XVII por Henry Purcell, e sobre essa
melodia vai construindo diversas variações, fazendo ouvir
de forma destacada em cada variação um conjunto diferente
de instrumentos da orquestra. Como ele próprio declara no
título da obra, é um verdadeiro ”guia de viagem” para um
jovem ouvinte que queira conhecer melhor a constituição
da orquestra.
54
Concertos
Benjamin Britten
Young Person’s Guide to the Orchestra,
op.34 – Guia da orquestra para jovens
Frank Bridge
Summer - Verão
55
Concerto Comentado
Orquestra Gulbenkian
18 e 19 Abril
Petrouschka Stravinsky
Grande Auditório
Jovens
18 Abril
11.00 > Sexta
Família
19 Abril
16.00 > Sábado
Duração = 1h aprox.
Orquestra Gulbenkian
Maestro
Lionel Bringuier
Comentador
Alexandre
Delgado
56
Concertos
Num espectáculo de marionetas apresentado numa feira de
aldeia na velha Rússia há três personagens – Petrouschka, a
Bailarina e o Mouro – que de repente ganham vida, à frente
dos espectadores, como se deixassem de ser meros bonecos
articulados. Petrouschka está apaixonado pela bela Bailarina,
mas esta prefere o Mouro, um valentão que a impressiona
com os seus músculos e os seus grandes bigodes. Conseguirá
o pobre Petrouschka, que é pequeno e franzino, conquistar a
sua amada? É este o tema deste bailado que Igor Stravinsky
escreve em 1909/10 sobre um velho conto popular russo.
Igor Stravinsky
Petrouschka
57
Concerto Comentado
Orquestra Gulbenkian
24 Maio
Famílias
Grande Auditório
16.00 > Sábado
Duração = 1h30 aprox.
Orquestra Gulbenkian
Maestro
Lawrence Foster
Piano
Emmanuel Ax
Piano
Yoko Nozaki Ax
Comentador
Rui Vieira Nery
58
Concertos
Sonata para dois Pianos
e Percussão Bartók
Concerto para Piano Nº17,
em Sol Maior Mozart
Duas maneiras de olhar para a sonoridade do piano. No
final do século XVIII, Wolfgang Amadeus Mozart quer mostrar sobretudo como o piano pode cantar uma melodia de
forma tão expressiva como a voz humana e como pode dialogar com os vários instrumentos da orquestra, tanto em peças
lentas e sentimentais como em outras de ritmos mais agitados. Mas a verdade é que o piano produz o som através da
percussão da tecla pelo dedo, que por sua vez faz com que
haja um martelo que percute uma corda. No princípio do
século XX Béla Bartók quer sublinhar bem esse lado percussivo e essencialmente rítmico do instrumento, combinando
duas famílias instrumentais que à partida pareciam quase
incompatíveis: dois pianos com dois grandes conjuntos de
timbales.
Béla Bartók
Sonata para dois Pianos
e Percussão (3º andamento)
Wolfgang Amadeus Mozart
Concerto para Piano Nº17,
em Sol Maior, K.453
(2º e 3º andamentos)
59
Tambores de lata
O lixo musical
30 e 31 Maio
Drumming
Grupo de percussão
Anfiteatro ao ar livre
21.00
Duração = 1h aprox.
Direcção Musical
Miquel Bernat
60
Concertos
Quando os tambores foram proibidos na ilha latino-americana de Trinidad pela administração britânica, no século
XIX, a população negra reinventou o ritmo sob a forma de
canas afinadas que se repercutiam contra o chão – os Tamboo
Bamboo. Quando estes foram interditados, alegadamente
devido a conflitos tribais, surgiram outros recursos a partir
de detritos das latas e dos bidões de combustível usados nas
bases militares da ilha durante a 2ª Guerra Mundial. Conta-se que a sua descoberta em 1939 se deveu a um pequeno
percussionista de 12 anos, criador do primeiro bidão com
notas – Steel Drum. Quando um amigo lhe devolveu uma
lata, este notou que ela vinha amolgada. Com uma pedra,
percutiu-a para a reparar. Só aí percebeu a extraordinária
diversidade de sons que podia obter.
Dotados de um potencial sonoro extraordinário, muito
rico e comunicativo, os tambores de lata unem uma vertente
popular, mais explorada na música ao ar livre com grandes
bandas, a uma vertente erudita, a partir das inúmeras obras
que compositores contemporâneos têm dedicado a estes instrumentos.
61
O código dos músicos
5 e 7 Novembro
1 e 8 Abril
Introdução aos principais
conceitos da escrita
e da linguagem musical
Sala 1
18.30
Curso A > Novembro
Curso B > Abril
2 sessões por curso
Duração = 4h
Orientadora
Cristina Brito da Cruz
64
Cursos livres
Quando
os músicos falam de música usam termos que às
vezes nos causam dúvidas, mas que afinal podem ser muito
simples. Sabias que um som se pode caracterizar pela altura,
pela duração, pela intensidade e pelo timbre? O que são a
melodia e o ritmo? E o que são a harmonia e o contraponto?
Porque é que não é correcto chamar “tema” a uma peça de
música? Há diferença entre orquestra sinfónica e filarmónica? Porque é que os andamentos de uma obra têm nomes
italianos, como Allegro, Andante ou Presto? Afinal, o código
dos músicos, que à distância parece impenetrável, pode ser
fácil de aprender e de utilizar e ajuda-nos a compreender
melhor as obras musicais que mais amamos.
História da música
à velocidade do som
13, 14, 19 e 20
Dezembro
As grandes etapas
da evolução da música
na cultura ocidental
Auditório 2
18.30
4 sessões
Duração = 8h
Orientador
Rui Vieira Nery
A
herança da Grécia clássica e da sinagoga hebraica convergem na Idade Média para construir um universo musical sob a égide da religião cristã e da sua liturgia oficial. No
entanto, depressa o cantochão e a polifonia sacros convivem
com o movimento trovadoresco em toda a Europa ocidental.
O Renascimento traz preocupações de perfeição formal na
composição, ao que o Maneirismo vem acrescentar a procura de uma intensa expressão dramática integrada entre
texto e música. À retórica musical complexa do Barroco
sucedem a harmonia moderna e as grandes formas musicais
do Classicismo. O Romantismo musical descobre o universo
efervescente dos sentimentos e das emoções individuais. Por
último, o século XX traz consigo, sucessivamente, as rupturas do Modernismo, as experiências radicais das vanguardas
do pós-guerra e a emergência final de um Pós-Modernismo
que pretende pôr em causa a lógica da inovação contínua na
expressão musical. Em cada época a música reflecte as grandes preocupações culturais de fundo do seu tempo e acrescenta-lhes os próprios problemas intrínsecos da expressão
artística sonora. Numa corrida contra o tempo este curso
define contextos histórico-culturais e localiza no seu seio as
práticas musicais correspondentes.
65
Viagem pelas músicas do mundo
21, 22, 28 e 29 Janeiro As culturas musicais relacionam-se com os aspectos sociais
O reflexo sonoro
das diferenças culturais
Sala 1
18.30
4 sessões
Duração = 8h
Orientador
João Soeiro de Carvalho
66
Cursos livres
e históricos dos grupos humanos. Quer como factor, quer
enquanto resultado, a música integra a experiência humana
e com ela se podem registar e ler dimensões da consciência
dos grupos, bem como da sua alteridade no contexto global.
Alguns géneros performativos são particularmente reveladores da capacidade da expressão musical enquanto formadores e transmissores da experiência humana. No conjunto das sessões, serão apresentados quatro géneros musicais oriundos de África, América do Sul e Ásia, sublinhando
as dimensões da sua importância para os respectivos grupos
humanos.
Do tempo e do espaço
16 e 23 Fevereiro
12 e 19 Abril
Encontro entre a música
e as artes visuais
Sala 2
18.30
Curso A > Fevereiro
Curso B > Abril
4 sessões por curso
Duração = 8h
Orientadores
Ana Gonçalves
Etienne Lamaison
Este curso livre, organizado em colaboração com o sector
educativo do CAMJAP – Centro de Arte Moderna José de
Azeredo Perdigão, associará a componente teórica à experimentação prática, abordando situações em que a música
e as artes visuais estabelecem pontos de contacto, períodos
e personagens históricos nos quais tal relação se fez sentir
com mais evidência, explorando conceitos tais como “linha
melódica”, “forma musical” ou “paisagem sonora”.
Haverá momentos dedicados à manipulação de materiais
típicos das artes visuais, em simultâneo com a audição de
excertos musicais criteriosamente seleccionados, e momentos
de produção sonora a partir do olhar sobre as artes plásticas.
Tomar consciência do tempo sugerido por uma imagem
e associar-lhe um período musical são alguns dos objectivos
propostos para este curso.
67
A canção na história
e as histórias da canção
5, 6, 12 e 13 Março
A canção profana dos trovadores, primeiro da língua d’oc do
Do Rei Dom Diniz
a Cathy Berberian
sul de França, depois no francês arcaico do norte, em alemão
e em galaico-português, lança as bases da expressão lírica
erudita na Europa. A chanson polifónica do Renascimento,
por vezes amorosa, outras vezes satírica, dá em seguida
lugar à crise de consciência individual e colectiva expressa
pelo madrigal maneirista. A artificialidade requintada da
cantata barroca levará, no período clássico, ao renovar do
interesse pela expressão naturalista de sentimentos e pela
canção popular tradicional. O lied romântico alemão constrói um universo de interacção poético-musical sofisticada
em que, nos finais do século XIX, se fazem também sentir
as pulsões nacionalistas da construção de identidades locais através
da música. O século XX vê coexistir
uma linha de experimentação literária e musical erudita cada vez mais
radical, entrando pelos domínios
da fonologia e da transformação
electro-acústica, com a afirmação
de canções de combate de acentuado teor político-ideológico e com a
emergência de uma canção popular
urbana que se assume como terreno
autónomo de pleno direito. Na viragem para o nosso século todas estas
categorias parecem convergir ao
sabor das regras de um mercado da
cultura de cada vez maior relevância
económica e social.
Auditório 2
18.30
4 sessões
Duração = 8h
Orientador
Rui Vieira Nery
68
Cursos livres
O século de todas as músicas
14, 16, 22 e 23 Abril
A riqueza musical
do século XX
Sala 1
18.30
4 sessões
Duração = 8h
Orientador
Carlos de Pontes Leça
A
história da música erudita ocidental caracteriza-se
essencialmente pela permanente evolução de técnicas e
estéticas. Mas nunca como no século XX essa evolução foi
tão rápida e radical, e simultaneamente tão cheia de contrastes, muitas vezes assumindo, explícita ou implicitamente,
um carácter revolucionário. Porém, essas revoluções provocaram também algumas contra-revoluções. Este curso
proporcionará uma panorâmica da música novecentista,
abundantemente ilustrada com excertos de obras bem representativas de compositores fundamentais desse tempo.
69
Histórias do jazz
6, 7, 13 e 14 Maio
Das canções de trabalho e de luta dos escravos nas planta-
Temas e paixões
que marcaram
um género musical
ções de algodão e dos cânticos religiosos das igrejas negras
protestantes no sul dos Estados Unidos nasce uma nova
música sincopada e sensual que pouco a pouco sai dos campos e se impõe na vida musical das grandes cidades. Das
raízes em Nova Orleães e em Chicago às grandes bandas dos
anos 30, e das revoluções do bebop e do cool; às rupturas
experimentais do free jazz, emerge uma linguagem musical
poderosa, que se afirma com uma energia imparável, tanto
na América do Norte como, a partir da 2ª Guerra Mundial,
no resto do mundo ocidental, em particular na Europa. A
par da sua evolução interna própria o jazz dialoga com a
criação musical erudita de sucessivas gerações de compositores, influencia decisivamente muitas outras tendências da
música popular urbana já desde os anos de 1920 e afirmase hoje como um parceiro relevante na rede das chamadas
Músicas do Mundo. Este curso procura apresentar cada
etapa nesta evolução de mais de um século, e apresentar
os grandes criadores e intérpretes que protagonizaram esse
processo decisivo para todas as músicas do século XX.
Sala 1
18.30
4 sessões
Duração = 8h
Orientador
Pedro Moreira
70
Cursos livres
71
Outros programas educativos
do Serviço de Música
24 e 25 Janeiro
Workshop
Grande Auditório
19.00
Orquestra Gulbenkian
Maestrina
Joana Carneiro
Joana Carneiro
74
Outras actividades
6º Workshop da Orquestra Gulbenkian para Jovens
Compositores Portugueses
Parte
integrante do calendário de actividades da Orquestra Gulbenkian, a 6ª edição do Workshop para Jovens Compositores Portugueses dá continuidade ao plano do Serviço
de Música para a formação de criadores musicais. No
final de uma intensa quinzena de trabalho, dedicada à leitura de obras inéditas de jovens compositores portugueses,
essas mesmas obras são apresentadas e dirigidas, pela primeira vez, nos dois concertos finais, pela maestrina Joana
Carneiro.
Michael Barenboim
Marco Pereira
Ciclo Novos Intérpretes
10 e 11 Dezembro
Auditório 2
19.00
Violino
Michael Barenboim
Programa
Integral das Sonatas e
Partitas para Violino Solo
28 Janeiro
Auditório 2
19.00
Violoncelo
Marco Pereira
Piano
Ofélia Montalván
Em 1717 Bach assume as funções de Mestre de Capela do
Duque de Anhalt-Cöthen, entrando assim numa corte calvinista que não admite música em estilo concertante na liturgia da capela ducal. Dedica-se assim quase exclusivamente a
compor música instrumental para os saraus da corte, desenvolvendo de forma sistemática as potencialidades técnicas e
expressivas de cada família de instrumentos de que ali dispõe. No que toca ao violino interessa-lhe em particular alargar o respectivo potencial solístico sem apoio do baixo contínuo, explorando nas suas seis Suites para o instrumento,
da forma mais inovadora, recursos como o virtuosismo, as
cordas duplas, os acordes ou o contraponto.
Um
Beethoven a abrir as portas ao espírito do primeiro
Romantismo, um Rachmaninov numa sua obra particularmente comovente que é paradigmática do Romantismo final,
uma partitura precoce do jovem Luís de Freitas Branco,
impressionante pela segurança de escrita e marcada pelo
exemplo de César Franck, e um excerto de uma das obras-primas absolutas da música de câmara do século XX – o
Quarteto para o fim do Tempo, de Messiaen – tudo isto às
mãos de um jovem violoncelista português que se estreia na
temporada da Fundação.
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Luísa Tender
22 Abril
Auditório 2
19.00
Piano
Luísa Tender
26 Maio
Auditório 2
19.00
Violino
Otto Michael Pereira
Piano
João Crisóstomo
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Outras actividades
Otto Michael Pereira
João Crisóstomo
Sob o título de Fantasia, a Wanderer de Schubert, de 1822,
esconde na verdade uma forma-sonata com um único andamento e de estrutura interna muito livre, antevendo de certo
modo as soluções formais adoptadas mais tarde pela Sonata
de Liszt. Debussy tem na Suite Bergamasque e na Suite pour le
piano duas obras de peso na definição da sua nova linguagem
harmónica e pianística. E Bach, cuja Chaconne para violino
é transformada por Busoni num cavalo de batalha do virtuosismo pianístico do Romantismo final, é também o modelo
remoto de Chostakovitch nos seus Prelúdios e Fugas de 195051, mesmo longe do Neo-Classicismo sardónico dos primeiros
Prelúdios do autor, compostos um quarto de século antes.
É com Beethoven que se consolida na música europeia o
princípio da escrita de sonatas para violino e piano já com
um elevado grau de interacção de ambos os instrumentos,
sem que nenhum se resuma a uma mera função de acompanhamento do outro. O violino emancipa-se em seguida
definitivamente como protagonista de uma grande parte da
vida concertística do século XIX: Paganini é mesmo o modelo
ideal do virtuose itinerante, numa escola italiana a que se
vão juntando, entre outras, a francesa (Bériot), a espanhola
(Sarasate) ou mais tarde a húngara (Hubay). Com frequência
estas obras recorrem ao património temático das músicas tradicionais populares de vários países, o que sucederá ainda na
época do romeno Enesco (1881-1955), mesmo se essa inspiração popular é nele trabalhada mais no sentido de encontrar
alternativas à norma académica erudita herdada do século
XIX do que no da sua integração na mesma norma.
Átrio do Museu Gulbenkian
11.00 > Domingos
Concertos no Museu Gulbenkian
Dias específicos > Consultar programação
regular do Museu Gulbenkian
Jovens solistas e conjuntos de câmara portugueses apresen-
Consultar o site do Serviço de Música
para prazos e regulamentos
Bolsas de Estudo de Música
tam-se mensalmente numa série que é já uma tradição de há
longos anos, cobrindo um repertório muito vasto, da música
antiga à criação contemporânea, com destaque frequente
para a música portuguesa.
A Fundação Calouste Gulbenkian é desde a sua instituição
a entidade portuguesa que maior número de bolsas concede
para formação musical, no país e no estrangeiro. Muitos dos
profissionais mais prestigiados do circuito musical português foram, assim, bolseiros deste programa, ao longo dos
últimos cinquenta anos. Anualmente são concedidas mais
de duas dezenas de bolsas para frequência de ensino musical
especializado, em diversos países europeus e nos Estados
Unidos, muitas delas conducentes a graus académicos formais (diplomas de performance, mestrados e doutoramentos).
Consultar o site do Serviço de Música
para prazos e regulamentos
Programa de Apoio à Dança
Desde Janeiro de 2006 o Serviço de Música tem em vigor um
novo Programa de Apoio à Dança que, entre outras áreas de
intervenção, concede bolsas de estudo individuais de curta
e longa duração, para a frequência de acções de formação
no domínio da dança no estrangeiro, bem como subsídios a
entidades promotoras dessas acções em Portugal.
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Informações e Reservas
A partir de 1 de Outubro
Visitas · Oficinas
É necessário contactar previamente
o Descobrir a Música na Gulbenkian
através do telefone 21 782 31 10
(Segunda a Sexta, 15h00 – 17h00)
e preencher uma ficha de inscrição
(que será disponibilizada pela nossa equipa)
enviando-a através de e-mail ou de fax para:
[email protected]
Fax.: 21 782 30 12
• Após confirmada a inscrição, os bilhetes
para visitas e oficinas devem ser
pagos até uma semana antes da data de
realização do evento. A partir dessa data
não é garantida a validade da inscrição.
• Os bilhetes pagos devem ser levantados
nas bilheteiras do edifício sede até 30
minutos antes do início do evento.
Ponto de Encontro
Para as visitas e oficinas, o ponto de
encontro é o balcão da recepção do edifício
sede da Fundação Calouste Gulbenkian
Concertos · Cursos Livres
• Os bilhetes para os concertos
e para os cursos livres podem
ser adquiridos nas bilheteiras da
Fundação Calouste Gulbenkian.
• Em dia de concerto as bilheteiras
abrem uma hora antes do início do
mesmo – para os eventos a decorrer
no Anfiteatro ao Ar Livre, o público
deve dirigir-se directamente à
bilheteira do CAMJAP – Centro de Arte
Moderna José Azeredo Perdigão.
• As reservas de bilhetes para os concertos
Número limite de participantes
• Visitas: 30 participantes
• Oficinas:
Dias úteis: 1 turma escolar
Fim-de-semana: 20 participantes
80
Informações e reservas
são aceites apenas para grupos escolares.
Programa sujeito a alterações
Preçário
Visitas · 4 euros
Oficinas · 4 euros
Concertos · 5 euros
(Desconto de 20% na compra
de mais de 20 bilhetes)
Para compra de bilhetes online consulte:
www.musica.gulbenkian.pt
(*) Excepto nos dias 25 de Dezembro,
1 de Janeiro e 1 de Maio.
Informações úteis
Cursos Livres
35 euros · módulo de 4 sessões
20 euros · módulo de 2 sessões
Curso Livre com componente prática
45 euros · módulo de 4 sessões
Bilheteira
• Metro (Linha Azul): S. Sebastião /
Praça de Espanha
• Autocarros: 16, 56, 718, 726, 742, 746
• Estacionamento: Parque
Berna; Parque Valbom
• Acessos para pessoas em cadeiras de rodas
• Multibanco
Tel.: 21 782 37 00
(Segunda a Sexta, 10:00-19:00)
E-mail: [email protected]
Horário de venda ao público:
Segunda a Sexta, das 10h às 19h
Sábados e feriados (*) das 10h às 17.30h.
Recomenda-se a comparência do público
com a necessária antecedência visto
não existirem lugares marcados.
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Ilustrações originais e composições gráficas
Lupa Design
Excepto onde assinalado
p. 5 / Dançarinos cómicos, de Callot (1609)
p. 6-7 / Gravuras retiradas do tratado Syntagma musicum
(1614-20), de Michael Praetorius
p. 8-9 / Imagens retiradas do tratado Theorica musicae
(1492), de Franchino Gaffurio
p. 13 / Estruturas sonoras do Instrumentarium Baschet
http://www.er.uqam.ca/nobel/baschet/index.html
p. 14 / Gravura de Nine Daies Wonder (1600), de William Kemps
p. 15 / Silhueta inspirada em As Bodas de Fígaro, de W. A. Mozart
p. 16 / La Walse (1810), por Gillray
(adaptação de uma caricatura francesa)
p. 17 / Fotografia proveniente dos Moog Archives
p. 21 / Momento de uma oficina do Descobrir a Música
2006-2007 (fotografia de Rodrigo César)
p. 23 / Orquestra de Câmara da Europa
p. 28 / Bailarinos retirados de um dos cartazes do musical
Um Americano em Paris (1951)
p. 29 / Ilustrações de Gustave Doré e Autor desconhecido
para A minha mãe ganso, de Charles Perrault
p. 33 / Cena do filme Fausto (1926), de F. W. Murnau
p. 35 / Silhueta preenchida com ilustração de Ivan Bilibin,
Baba Yaga (1902)
p. 36 / Ilustração de Léon Bakst para o ballet Narcisse (1911)
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p. 38 / Vaslav Nijinsky no papel de Petrouschka
(Ballets Russes, 1911)
p. 39 / Apresentação baseada na personagem tradicional de
Petrouschka, pelo Budapest Puppet Theatre
p. 40 / Silhuetas de Paul Konewka (1864), a partir do Fausto de
Goethe (da esquerda para a direita: Fausto, Mefistófeles,
Margarida) · http://www.goethezeitportal.de/index.php?id=608
p. 66 / Padrões retirados de The Grammar of Ornament,
de Owen Jones (1ª publicação: Londres, 1856)
Reedição: Dorling Kindersley - Nova Iorque, 2001
p. 67 / Gravura retirada de Illustrationsvorlagen = Picture sourcebook
Novum Press, Bruckmann München - Munique, 1985
p. 68 / Ilustração retirada da capa do LP Revolution - An Operatic
First by Madame Cathy Berberian (Fontana MGF-27564)
p. 69 / Compositores, da esquerda para a direita: Ravel,
Rachmaninov, Bartók, Chostakovitch, Rota, Eötvos
p. 71 / Louis Armstrong (New York World-Telegram and the Sun
Newspaper Photograph Collection | Library of Congress) e
Billie Holiday (fotografada por William Paul Gottlieb)
p. 74-76 / Fotografias dos intérpretes cedidas pelo
Departamento de Comunicação do Serviço de Música
Joana Carneiro © Duarte Mexia (p. 72)
Fundação Calouste Gulbenkian
Serviço de Música
Av. de Berna, 45-A
1067-001 Lisboa
Director
Luís Pereira Leal
Tel. 21 782 3000
Fax. 21 782 3041
Directores Adjuntos
Rui Vieira Nery
Miguel Sobral Cid
www.musica.gulbenkian.pt
Consultor
Carlos de Pontes Leça
Projecto Educativo
Catarina Molder Direcção artística
Maria de Assis Coordenação
Catarina Lobo
Maria Manuel Aurélio
Alexandra Ávila
Joaquina Santos
Concepção e design
Lupa Design · [email protected]
Ilustrações e montagens
Lupa Design
Danuta Wojciechowska
Joana Hartmann
Impressão e acabamento
Gráfica Maiadouro
Tiragem
25.000 exemplares
Lisboa · Agosto de 2007
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Visitas
Viagem ao mundo do som • OUTUBRO a ABRIL e JUNHO • Dos sons da natureza à orquestra sinfónica
Viagem ao mundo do som • MAIO • Dos sons da natureza à orquestra sinfónica
Viagem especial ao mundo do som • OUTUBRO a JUNHO • Para crianças e jovens com necessidades especiais
Viagem ao mundo do som medieval e renascentista • OUTUBRO e NOVEMBRO
Os instrumentos e a música que se tocava nas cortes, catedrais, feiras e mercados
Viagem ao mundo do som barroco e clássico • DEZEMBRO e JANEIRO
Das origens da ópera e da oratória ao nascimento da orquestra
Viagem ao mundo do som romântico • FEVEREIRO e MARÇO • A música à procura dos sentimentos e das emoções
Viagem ao mundo do som do século XX • ABRIL e JUNHO • Novos instrumentos, novas sonoridades e novos meios
Como se faz um concerto? • OUTUBRO a ABRIL e JUNHO • Uma viagem pelos bastidores de um concerto
Viagem ao mundo do jazz • OUTUBRO a JUNHO • Histórias, improvisações e cruzamentos no jazz
Os meus primeiros sons • OUTUBRO a JUNHO • Exploração da voz e das primeiras formas de produção sonora
Despertar para a música • NOVEMBRO, DEZEMBRO, JANEIRO, ABRIL e JUNHO
Exploração das várias famílias de instrumentos e das respectivas formas de produção sonora
Encontros orquestrados • Encontros com a Orquestra Gulbenkian e os seus maestros
Vem conhecer a Orquestra de Câmara da Europa* • 13 a 21 JANEIRO • Semana especial
Contos musicais • 12 JANEIRO, 9 FEVEREIRO, 15 MARÇO, 5 ABRIL • Contos com música dos quatro cantos do mundo
Oficinas
A minha mãe ganso e outras histórias para dançar • 15 a 27 OUTUBRO • Oficina de dança
A minha mãe ganso - Histórias para pintar • 5 a 17 NOVEMBRO • Oficina de artes plásticas
Música para feiticeiros • 5 a 17 NOVEMBRO • Oficina de exploração musical a partir do cinema
Viagens marítimas • 26 NOVEMBRO a 8 DEZEMBRO • Oficina de escrita criativa
Messiaen e o canto dos pássaros • 14 a 26 JANEIRO* • Oficina de exploração e improvisação musical
Concertos com o Diabo • 14 a 26 JANEIRO* • Oficina de arte dramática/expressão teatral a partir do mito de Fausto
Vem recriar o teu Pedro e o Lobo • 11 a 23 FEVEREIRO • Oficina de improvisação musical e cénica
Uma casa com unhas • 11 a 23 FEVEREIRO • Oficina de artes plásticas
Stravinsky, o visionário • 25 FEVEREIRO a 8 MARÇO* • Oficina de exploração e improvisação musical
Sons para um dia de verão • 3 a 15 MARÇO* • Oficina de improvisação musical a partir de um conto criado na escola
As danças de Petrouschka • 31 MARÇO a 5 ABRIL e 14 a 19 ABRIL* • Oficina de dança
As aventuras de Petrouschka • 7 a 19 ABRIL • Oficina de artes plásticas e marionetas animadas
A ópera faz a sua dança • 5 a 17 MAIO* • Oficina de dança e de exploração vocal
Vamos fazer soar o lixo • 5 a 17 MAIO • Oficina de exploração e improvisação musical
As cores da música • 17, 18 e 19 JULHO • Projecto especial - Um espectáculo criado por crianças para crianças
0 a 2 3 a 5 6 a 9 10 a 12 13 a 17 Adultos
Cursos livres
Código dos músicos • 5 e 7 NOVEMBRO ou 1 e 8 ABRIL • Alexandre Delgado
Introdução aos principais conceitos da escrita e da linguagem musical
História da música à velocidade do som • 13, 14, 19 e 20 DEZEMBRO • Rui Vieira Nery
As grandes etapas da evolução da música na cultura ocidental
Viagem pelas músicas do mundo • 21, 22, 28 e 29 JANEIRO • João Soeiro de Carvalho
O reflexo sonoro das diferenças culturais
Do tempo e do espaço • 16 e 23 FEVEREIRO ou 12 e 19 ABRIL • Ana Gonçalves e Etienne Lamaison
Encontro entre a música e as artes visuais Em parceria com o sector educativo do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
A canção na história e as histórias da canção • 5, 6, 12 e 13 MARÇO • Rui Vieira Nery
Do Rei Dom Diniz a Cathy Berberian
O século de todas as músicas • 14, 16, 22 e 23 ABRIL • Carlos de Pontes Leça • A riqueza musical do século XX
Histórias do jazz • 6, 7, 13 e 14 MAIO • Pedro Moreira • Temas e paixões que marcaram um género musical
Concertos
Ligações amorosas • 15 e 16 DEZEMBRO • Histórias e emoções na música vocal
Tambores de lata - O lixo musical • 30 e 31 MAIO às 21h • Drumming - Grupo de percussão
Concertos Comentados Orquestra Gulbenkian
Programa: Ravel - A minha mãe ganso | Gershwin - Um americano em Paris
3 NOVEMBRO - 16h • FAMÍLIAS • David Alan Miller: maestro • Catarina Molder: comentadora
Programa: Britten - Quatro interlúdios marítimos da ópera Peter Grimes | Debussy - O Mar
14 DEZEMBRO - 11h • JOVENS • Lawrence Foster: maestro • Catarina Molder: comentadora
Programa: Prokofiev - Pedro e o Lobo | Liadov - O lago encantado, Kikimora e Baba-Yaga
29 FEVEREIRO - 11h • JOVENS • Osvaldo Ferreira: maestro • Catarina Molder: comentadora
Programa: Prokofiev - Pedro e o Lobo | Liadov - O lago encantado, Kikimora e Baba-Yaga
29 FEVEREIRO - 19h, 1 MARÇO - 16h • FAMÍLIAS • Osvaldo Ferreira: maestro • Catarina Molder: comentadora
Programa: Bridge - Verão | Britten - Guia da orquestra para jovens • 29 MARÇO - 16h • FAMÍLIAS
Ramón Gamba: maestro • Alexandre Delgado: comentador
Programa: Stravinsky - Petrouschka • 18 ABRIL- 11h • JOVENS • Lionel Bringuier: maestro • Alexandre Delgado: comentador
Programa: Stravinsky-Petrouschka • 19 ABRIL-16h • FAMÍLIAS • Lionel Bringuier: maestro • Alexandre Delgado: comentador
Programa: Bartók - Sonata para dois pianos e percussão | Mozart - Concerto para piano em sol Maior
24 MAIO - 16h • FAMÍLIA • Lawrence Foster: maestro • Rui Vieira Nery: comentador
*
1 a 2 3 a 5 6 a 9 10 a 12 13 a 17 Adultos
www.musica.gulbenkian.pt
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