Serviço de Música · Projecto Educativo Fundação Calouste Gulbenkian Descobrir a Música na Gulbenkian Página 26 Oficinas Página 8 Apresentação Página 11 Visitas Página 44 Concertos Serviço de Música · Projecto Educativo Fundação Calouste Gulbenkian Página 78 Informações e Reservas Página 62 Cursos Página 72 Outras actividades Descobrir a Música na Gulbenkian Temporada 2007-2008 O projecto educativo Descobrir a Música na Gulbenkian tem como principal objectivo a formação e fidelização de novos públicos para a música erudita, criando um conjunto de actividades que promovem o estímulo e o gosto pela audição musical junto do público infanto-juvenil e que envolvem também o público adulto. Esse estímulo é promovido quer por momentos de pura audição, como os Concertos Comentados Orquestra Gulbenkian e os concertos Ligações amorosas e Tambores de lata – o lixo musical, quer por actividades pedagógicas que abrem caminho à descoberta da música e do seu modo de funcionamento, como as visitas e oficinas e, de uma forma mais específica e aprofundada para o público adulto, os cursos livres. O projecto também assume como caminho essencial a desenvolver a introdução a outras culturas musicais e às suas interligações com a música erudita ocidental, nomeadamente o jazz e as músicas do mundo. Esta diversidade proporciona riqueza e a capacidade de fruir de forma acrescida da multiplicidade musical e cultural que marca a sociedade dos nossos dias. A elaboração da presente temporada assentou, por conseguinte, nos seguintes aspectos estruturais: a abrangência de novos públicos com um trabalho específico de sensibilização musical orientado para cada um deles; os Concertos Comentados Orquestra Gulbenkian como eixo da programação e ponto de partida para a construção das várias oficinas; a abertura a novos horizontes musicais pela aposta em repertórios das diferentes épocas históricas e pela dinâ4 Apresentação mica multicultural já referida; o cruzamento mais efectivo com os currículos escolares no sentido de um enriquecimento mútuo; e a exploração das relações entre o conto e a música. Pela primeira vez é lançada uma actividade para crianças dos 0 aos 3 anos: a visita Os meus primeiros sons. Pretende-se proporcionar experiências que estimulem o despertar musical destas crianças através da interacção com os pais que as acompanham e que são os seus principais veículos de descoberta. Nesta visita, a voz será o instrumento privilegiado para o desenvolvimento do gosto pela música e do ouvido, fundamental à sua aprendizagem efectiva. Com a Viagem especial ao mundo do som cumpre-se um dos nossos grandes objectivos: dar acesso à descoberta da música a um público com necessidades especiais, e para quem a exploração sonora constitui uma via fundamental de crescimento e desenvolvimento. Esta actividade desenvolve-se em torno da exploração do Instrumentarium Baschet. Os instrumentos ou estruturas sonoras Baschet constituem um veículo particularmente eficaz no trabalho com esta faixa de público, já que são extremamente resistentes e fáceis de manusear e, embora sendo construídos a partir de materiais como o plástico, o alumínio e o vidro, funcionam segundo princípios acústicos e produzem sonoridades muito ricas e estimulantes. Trata-se da primeira vez que o Instrumentarium Baschet é utilizado em Portugal, fazendo desta viagem especial um acontecimento pioneiro. 5 A visita genérica Viagem ao mundo do som abre-se finalmente este ano ao público familiar, com as sessões aos sábados durante o mês de Maio. Por sua vez, as visitas temáticas cruzar-se-ão com maior efectividade e abrangência com os currículos escolares. Iniciando-se a visita no Museu Gulbenkian ou no Centro de Arte Moderna, começar-se-á por aprofundar o contexto histórico, cultural e artístico de cada época, partindo-se em seguida para a exploração do universo sonoro que lhe é específico. Também a partir desta temporada vamos proporcionar às crianças a exploração directa dos instrumentos através da visita Despertar para a música. Elas irão compreender o funcionamento das famílias instrumentais, a forma de produção sonora dos vários instrumentos e as suas técnicas de execução, tomando também contacto com conceitos fundamentais como a intensidade, a altura, o timbre e a pulsação, entre outros. A visita Como se faz um concerto explica e leva a experimentar o que está para além do aparentemente simples momento de apresentação de um concerto, dando a conhecer todo o trabalho articulado de equipa e os seus intervenientes, não só os que pisam o palco como aqueles que, atrás da cena, providenciam para que tudo funcione. Finalmente surge uma actividade que permite conhecer verdadeiramente o trabalho de uma orquestra, nomeadamente o da Orquestra Gulbenkian – Encontros orquestrados. Uma orquestra trabalha e constrói os seus programas como as crianças aprendem na escola as diversas matérias, através da repetição e da correcção do erro. No acto de ver e ouvir um concerto, tudo parece irrepreensível, como se sempre tivesse sido assim. Mas não o é de forma alguma. Nestes encontros 6 Apresentação as crianças e os jovens vão interagir e dialogar com o líder da orquestra – o maestro – e com os seus músicos. A Viagem ao mundo do jazz, os Contos musicais e o concerto no Anfiteatro ao ar livre pelo grupo de percussão Drumming – Tambores de lata – o lixo musical – surgem como actividades que exploram as músicas do Mundo, a sua história e as suas ligações com a música erudita. Todas as viagens têm surpresas com momentos musicais ao vivo. Essas surpresas dão primazia ao principal instrumento de todos – a voz. A Viagem ao Mundo do Jazz também conta com música ao vivo, bem como os Contos musicais, que valorizam o acto de ouvir um conto acompanhado por música da sua cultura de origem. Os Concertos Comentados Orquestra Gulbenkian para jovens e famílias, especialmente pensados para estimular uma audição activa que segue e desvenda a construção da obra ao longo da sua execução, contam este ano com programas concebidos para um público infanto-juvenil, a partir de obras especialmente compostas para crianças e jovens, como é o caso dos programas A minha mãe ganso de Ravel, Pedro e o Lobo de Prokofiev e Guia da orquestra para jovens de Britten, e também com algumas das mais emblemáticas obras de sempre como O Mar de Debussy, Um americano em Paris de Gershwin, Petrouschka de Stravinsky e a Sonata para dois pianos e percussão de Bartók. As múltiplas oficinas propostas, quase todas desenvolvendo actividades a partir de obras dos concertos comentados, proporcionam uma experiência que parte da audição para a concretização. Convidam a sentir, a interpretar, 7 a exprimir, a improvisar, a tocar e a reinventar a música através do corpo como expressão dos sentimentos, emoções e impressões que a mesma provoca. Tudo isto através de outras expressões artísticas como a dança, as artes plásticas, a escrita e a expressão dramática. Destacam-se ainda duas oficinas dedicadas à exploração da obra de dois compositores que marcaram profundamente a música do século XX, e com um tratamento especial na presente Temporada Gulbenkian de Música – Stravinsky e Messiaen –, celebrando-se em 2008 o centenário do nascimento deste último. A apresentação de três óperas na temporada principal – Idomeneo de Mozart, A Danação de Fausto de Berlioz e Evgeny Onegin de Tchaikovsky – dá o mote para uma oficina que as revisita através da dança e da exploração vocal – A ópera faz a sua dança. Em torno do concerto Tambores de lata – o lixo musical, surge uma oficina de exploração musical que vai dar uma nova missão a objectos à partida inúteis, transformando-os em verdadeiros instrumentos. É de destacar o projecto especial As Cores da música – um espectáculo criado por crianças para crianças, resultante de uma oficina desenvolvida ao longo de todo o ano lectivo com uma escola de música, que parte do cruzamento entre as artes plásticas e a música e culmina com a apresentação de três espectáculos. Não poderíamos deixar de dar especial destaque à voz e ao canto num concerto que pretende ao mesmo tempo revelar a enorme capacidade expressiva e dramática da voz lírica e desvendar a riqueza da música para agrupamento vocal solista, desde os cantos trovadorescos e do madrigal até aos nossos dias, numa sequência que parte da grande mul8 Apresentação tiplicidade de sentimentos e relações humanas – Ligações amorosas. O concerto Tambores de lata – o lixo musical, a apresentar no Anfiteatro ao ar livre, explora as sonoridades de um instrumento muito especial que nasceu na ilha de Trinidad por volta de 1939, resultado da enorme quantidade de latas residuárias de combustível que se vieram a revelar instrumentos de grande riqueza acústica. Os cursos livres expandem-se consideravelmente este ano, tanto na quantidade de propostas como na abrangência de temas e cruzamentos que sugerem, dirigindo-se a todo o público interessado em aprofundar os seus conhecimentos sobre a música erudita e outras realidades musicais, como o jazz e as músicas do mundo. Destaca-se o lançamento de um novo curso de repertório, Código dos Músicos, que introduz os principais conceitos da escrita e da construção da linguagem musical; a continuação do curso História da música à velocidade do som; um novo curso em torno da história e da evolução do jazz – Histórias do jazz; um curso a propósito das músicas do mundo e dos seus cruzamentos com a música erudita – Viagem pelas músicas do mundo; A canção na História e as histórias da canção, que traça o percurso e evolução da canção desde o repertório dos trovadores até às linguagens vocais mais contemporâneas; e O século de todas as músicas, em torno da riqueza e diversidade da música do século XX. Finalmente, salienta-se o curso livre prático Encontros entre a música e as artes visuais, desenvolvido em colaboração com o sector educativo do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, dirigido a agentes educativos e outro público interessado, que explora as múltiplas ligações e contágios entre a música e as artes plásticas.• 9 Viagem ao mundo do som Outubro a Junho Visita genérica Dos sons da natureza à orquestra sinfónica Ponto de encontro Recepção da sede Escolas Outubro a Abril e Junho 10.00 e 11.00 > Quartas Famílias Maio 10.00 e 11.00 > Sábados Duração = 1h30 Concepção e Orientação Lydia Robertson Francisco Cardoso 12 Visitas Partindo dos sons da natureza, como o som do vento, o som da água, o canto dos pássaros, e dos ritmos e pulsações do nosso corpo e da nossa voz, mas também dos sons que produzimos em interacção com o meio ambiente, vem fazer uma viagem pelo percurso que a humanidade traçou, desde a invenção dos primeiros instrumentos, da sua evolução ao longo da história da música até chegar às grandes famílias de instrumentos que compõem a orquestra sinfónica. Vem conhecer os bastidores da música, onde tudo se prepara, com uma passagem por um ensaio da Orquestra Gulbenkian ou com a exploração directa de alguns dos seus instrumentos, uma inesperada surpresa musical e outros desafios para continuares esta aventura no mundo do som. Viagem especial ao mundo do som Outubro a Junho Para crianças e jovens com necessidades especiais Ponto de encontro Recepção da sede Uma vez por mês 10.00 > Dias 29/10, 05/11, 10/12, 14/01, 11/02, 10/03, 14/04, 12/05, 16/06 Duração = 1h30 Concepção e Orientação Lydia Robertson Apresentamos-te o Instrumentarium Baschet: estruturas sonoras inventadas pelos irmãos Baschet em 1955, construídas a partir de materiais menos usuais nos restantes instrumentos musicais, como o alumínio, o vidro, o plástico, mas funcionando sobre princípios acústicos, e que pela primeira vez vão ser usadas no nosso país. Através dos instrumentos Baschet irás jogar, viajar, descobrir e explorar o mundo do som a partir de ti próprio, com as tuas características e a tua riqueza. Estas esculturas sonoras para mexer e interagir, ajudar-te-ão a “ver”, a imaginar e a “sentir” o som. Poderás assim familiarizar-te com o gesto musical e as várias formas da produção sonora, fazer música em conjunto e sonhar com um mundo fluído, aquático, aéreo, que se adapta a ti e te transporta para outras paragens. 13 Viagens temáticas Mudam-se os tempos, mudam-se as sonoridades. O mundo do som foi-se transformando, produzindo em cada época novos instrumentos e novas maneiras de fazer música. Cada viagem é uma aventura distinta, que parte da imagem da respectiva época, com uma visita a obras do Museu Gulbenkian ou do Centro de Arte Moderna, para nos transportar de seguida ao seu universo sonoro e cultural, dando imagem e som a tantos conhecimentos aprendidos na escola e finalizando com uma surpresa musical “da época”. Viagem ao mundo do som medieval e renascentista Outubro e Novembro Música e instrumentos nas cortes, catedrais, feiras e mercados Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 e 11.00 > Quintas Duração = 1h30 Concepção e Orientação Lydia Robertson André Barroso 14 Visitas Coros de monges nas grandes catedrais. Trovadores nas cortes dos príncipes. Canções e danças populares nas feiras e mercados. Os primeiros instrumentos musicais de que derivam todos os que hoje conhecemos. E por fim, a imprensa musical a permitir que as novas músicas se vão espalhando por toda a Europa. Viagem ao mundo do som barroco e clássico Dezembro e Janeiro Das origens da ópera e da oratória ao nascimento da orquestra Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 e 11.00 > Quintas Duração = 1h30 Concepção e Orientação Lydia Robertson Carlos Garcia Cerimónias musicais magníficas nas igrejas. Música de corte e dança de salão nos palácios da nobreza. A ópera a abrir o mundo do teatro musical. Os grandes solistas vocais e instrumentais. O nascimento da orquestra. Novas formas musicais: a sonata, o concerto, a sinfonia. 15 Viagem ao mundo do som romântico Fevereiro e Março A música à procura dos sentimentos e das emoções Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 e 11.00 > Quintas Duração = 1h30 Concepção e Orientação Lydia Robertson Carlos Garcia A música à procura dos sentimentos e das emoções. As grandes orquestras e as grandes salas de concerto. Os recitais dos grandes pianistas. A música feita em família. Poesia e música a cruzarem-se na canção. O triunfo da valsa nos salões. O despertar dos nacionalismos musicais. 16 Visitas Viagem ao mundo do som do século XX Abril e Junho A vontade de mudar: experiências, rebeldias, desafios, ino- Novos instrumentos, novas sonoridades e novos meios vações. O cinema e a música. O disco, a rádio e a televisão. O jazz, o rock e as músicas do mundo. Novos instrumentos e novas sonoridades. Computadores, sintetizadores e música electrónica. Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 e 11.00 > Quintas Duração = 1h30 Concepção e Orientação Lydia Robertson Carlos Garcia 17 Como se faz um concerto? Outubro a Abril e Junho Uma viagem pelos bastidores de um concerto Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 > Sextas Duração = 1h30 Concepção e Orientação Verena Wachter Barroso 18 Visitas O que está por detrás do momento mágico de um concerto? Nem imaginas o tempo, a preparação e a disciplina que isso representa. Como decorre e o que se faz num ensaio? Vem conhecer os bastidores e as etapas que precedem a apresentação final de um concerto – e já agora, por que não pisar o palco e experimentá-las? Viagem ao mundo do jazz Outubro a Junho Histórias, improvisações e cruzamentos no jazz Ponto de encontro Recepção da sede Uma vez por mês 10.00 > Dias 29/10, 14/11, 10/12, 25/01, 22/02, 03/03, 11/04, 16/05, 20/06 Duração = 1h30 Concepção e Orientação José Menezes A história do jazz confunde-se com a própria história do século XX. O jazz nasce na América, na opressão da escravatura e do racismo, como uma música libertadora, numa luta pelos direitos humanos e pela igualdade, acabando por afectar todos os sectores da sociedade norte-americana e mundial. Como é que o jazz funciona? O que é improvisar? Tem regras? Porque é que parece que os músicos conversam uns com os outros? Como é que funciona um grupo de jazz? Como é que os acontecimentos marcantes do séc. XX influenciaram o jazz e os seus criadores? Música sem maestro, no jazz a liberdade colectiva nasce da liberdade individual de cada músico, que é também compositor, em verdadeira democracia. Vem conhecer episódios e heróis da música a que alguém chamou o “som da surpresa”. Vem ver e ouvir um quinteto de jazz. 19 Os meus primeiros sons Outubro a Janeiro, Maio e Junho Exploração da voz e das primeiras formas de produção sonora Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 e 11.00 > Sábados Duração = 1h Concepção e Orientação Lydia Robertson O ouvido é dos primeiros órgãos internos que se formam num futuro bebé. Já no útero materno ouvimos a voz da nossa mãe. Quando nascemos somos muito sensíveis aos sons que nos rodeiam. Começamos a descobrir o mundo sonoro através dos estímulos dos nossos pais, da música que ouvem ou fazem, das cantigas que nos cantam, das brincadeiras vocais que têm connosco, dos primeiros objectos em que mexemos e fazemos soar, batendo, atirando... – a nossa primeira experiência percussiva e musical. Também começamos a balbuciar e a articular sons, por vezes mais próximos do cantar do que do falar. O ouvido é essencial para aprendermos a falar, a comunicar, a sentir o nosso mundo. Pais e filhos podem aqui explorar novos caminhos para descobrirem em conjunto a nossa extraordinária capacidade de ouvir e de interagir com o som. 20 Visitas Despertar para a música Novembro, Dezembro, Cordas, sopros, percussão, madeiras, metais – as grandes Janeiro, Abril e Junho famílias de instrumentos que compõem uma orquestra – Exploração das famílias de instrumentos e respectivas formas de produção sonora Ponto de encontro Recepção da sede agrupam-se pela forma como estes produzem o som, e pelos materiais de que são feitos. Transforma-te num verdadeiro músico e vem experimentar estas famílias de instrumentos que se podem estender a outros instrumentos do mundo e conhecer o que é a vibração, a ressonância, a afinação, a intensidade, o timbre e muitas outras características do som. 10.00 > Dias específicos Duração = 1h30 Concepção e Orientação Verena Wachter Barroso Carlos Garcia 21 Encontros orquestrados Novembro, Dezembro, Vamos ter um encontro a sério com a Orquestra Gulbenkian. O trabalho de uma orquestra é um grande trabalho de Fevereiro e Maio Encontros com a Orquestra Gulbenkian e os seus maestros Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 > Dias específicos Duração = 1h30 Concepção e Orientação ão Francisco Cardoso 22 Visitas equipa, onde todos desempenham um papel fundamental. Começamos por assistir ao primeiro ensaio para a preparação do programa de um concerto. Como terás oportunidade de ver, também os músicos e as orquestras se enganam e voltam a repetir a mesma passagem musical as vezes que forem necessárias para esta ficar o mais perfeita possível, à semelhança da forma como aprendemos na escola a realizar tarefas e resolver problemas. Mas melhor ainda será ouvir o maestro responder às tuas curiosidades e conversar com um dos músicos da orquestra. Vem conhecer a Orquestra de Câmara da Europa 13 a 21 Janeiro Semana especial A partir dos concertos da Orquestra de Câmara da Europa: 13, 16, 20 e 21 Janeiro, 19h Ponto de encontro Recepção da sede Horário misto Vamos aproveitar a residência da Orquestra de Câmara da Europa em Lisboa, de 13 a 21 de Janeiro, para organizar uma semana especial. Esta orquestra vem à Fundação Gulbenkian participar em quatro concertos consagrados a Bach, Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert e Brahms, uma espécie de grande viagem pela forma da Sinfonia. Assim, será uma semana dedicada a convidados muito especiais – os músicos e os maestros da Orquestra de Câmara da Europa. Ensaios abertos, conversas com os músicos e outras surpresas farão parte do programa a divulgar oportunamente. 23 Contos musicais Janeiro, Fevereiro, Março e Abril Contos com música dos quatro cantos do mundo Ponto de encontro Recepção da sede 11.00 e 15.00 > Sábados 12 Janeiro, 9 Fevereiro, 15 Março e 5 Abril Duração = 1h Concepção e Orientação Lua Cheia - teatro para todos 24 Visitas Ouvir histórias é das coisas que mais desenvolve a imaginação, a criatividade e a vontade de ler. Quando lemos é como se contássemos uma história a nós próprios. Existem muitas histórias. Algumas são mais próximas do nosso dia a dia, passadas na nossa própria vida ou na vida da nossa família, dos nossos amigos, do nosso País, outras são mais antigas, como histórias de encantar. Mas há também histórias maravilhosas passadas com outros povos, com outros costumes, magias e músicas, que embora venham de muito longe, também podem estar muito próximas de nós. Vem ouvir as histórias, os instrumentos e os sons de outros Continentes. Fazemos as primeiras paragens em África e na Ásia… 25 A minha mãe ganso e outras histórias para dançar 15 a 27 Outubro Ravel leva-nos para um mundo encantado: uma fada vela o Oficina de dança sono de todos os meninos, povoa-os de histórias, de sonhos que nos falam de belas raparigas e de monstros, de serpentes e de príncipes enfeitiçados, de florestas encantadas e de meninos perdidos. Vamos dançar estas histórias do passado, transportando-as para os nossos dias. George Gershwin faz-nos viajar até Paris, cidade de tantas maravilhas, através da sua música Um Americano em Paris – empolgante e libertadora. Vamos recriar o universo encantado de Ravel e dos contos de Charles Perrault, cozinhá-lo com pozinhos ritmados de jazz, e ver o que sai do “forno”... A partir das obras A minha mãe ganso de Ravel e Um americano em Paris de Gershwin, Concerto Comentado Orquestra Gulbenkian, 3 Novembro, 16h (pág. 44) Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 > Segunda a Sábado Duração = 2h Concepção e Orientação Cláudia Nóvoa 28 Oficinas A minha mãe ganso Histórias para pintar 5 a 17 Novembro Oficina de artes plásticas A partir das obras A minha mãe ganso de Ravel e Um americano em Paris de Gershwin, Concerto Comentado Orquestra Gulbenkian, 3 Novembro, 16h (pág. 44) Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 > Segunda a Sábado Duração = 2h Concepção e Orientação Margarida Botelho Poderá uma história de gansos transformada em música voltar a ser palavra outra vez? E sendo palavra, poderá ser também ilustração? Nesta oficina iremos descobrir as histórias que a mãe ganso conta, para as poder ilustrar com traços, manchas e pontos, em folhas que serão livros. Seremos ilustradores de música, de ideias que se ouvem nos sons das palavras e dos instrumentos. Poderemos, assim, construir uma interpretação visual das histórias de uma mãe ganso. No final, guardaremos as nossas ideias ilustradas num livro de artista, para as podermos contar também à nossa mãe! 29 Música para feiticeiros 5 a 17 Novembro Oficina de exploração musical a partir do cinema Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 > Segunda a Sábado Duração = 2h Concepção e Orientação Carlos Garcia 30 Oficinas Vem desvendar a grande aventura que foi a evolução da música ocidental a partir de um personagem muito querido e teu conhecido – o pequeno feiticeiro Harry Potter – e a partir da riqueza da linguagem musical cinematográfica de um dos grandes compositores de bandas sonoras para filmes – John Williams. Sabias que os compositores que escrevem música para filmes sempre se inspiraram nos grandes compositores da música erudita e chegam mesmo a utilizar temas musicais das suas grandes obras? A música dos filmes do Harry Potter é de uma grande riqueza de colorido tímbrico e instrumental e abrange vários géneros musicais e períodos da história da música. E porque não experimentar criar uma nova banda sonora para uma das aventuras do pequeno feiticeiro? Viagens marítimas 26 Novembro a 8 Dezembro Oficina de escrita criativa A partir das obras Quatro interlúdios marítimos da ópera Peter Grimes de Britten, e O Mar de Debussy, Concerto Comentado Orquestra Gulbenkian, 14 Dezembro, 11h (pág. 46) Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 > Segunda a Sábado Duração = 2h Concepção e Orientação Margarida Fonseca Santos Tendo o mar como tema de fundo, esta será uma oficina onde a música e a escrita se cruzam, se completam, onde os sons nos levam às palavras e onde a magia do texto pode ser ilustrada pela música. E quem disse que um rabisco não nos leva a descobrir uma gota de água salgada? E se vos dissermos que uma palavra nos pode abrir as portas para uma descoberta no fundo do mar? Este vai ser um momento de ligação entre palavras (através de exercícios de escrita criativa), sons, desenhos e a magia do oceano, navegando pelas obras de Britten e Debussy. 31 Messiaen e o canto dos pássaros 14 a 26 Janeiro Oficina de exploração e improvisação musical A partir da obra Turangalila - Symphonie de Messiaen, concerto do ciclo Grandes Orquestras Mundiais, 29 Janeiro, 21h, Coliseu dos Recreios. Por ocasião do centenário do nascimento do compositor Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 > Segunda a Sábado Duração = 2h Concepção e Orientação Etienne Lamaison 32 Oficinas P ara o compositor Olivier Messiaen os pássaros são os mensageiros da cor e da luz, são os seres que ligam a terra e o céu, o material e o espiritual. Ao longo de toda a sua obra, tanto nos contextos mais trágicos da sua vida, como foi a sua deportação durante a II Grande Guerra, como nos momentos mais poéticos, Messiaen usou o canto dos pássaros como matéria sonora, não para evocar um “ambiente” da natureza, mas como elemento musical fresco e vivo, que dá cor e luz à música. Quando Messiaen quis criar um canto ao amor e à vida, como na monumental Turangalila – Symphonie, evocou a magia do canto dos pássaros, recriando O acordar dos pássaros ou Os pássaros exóticos, tal o seu fascínio por estes “artistas” que se ignoram como tal. Vamos ouvir os vários cantos de pássaros que tanto afeiçoaram Messiaen e perceber como é que ele transformou estes sons em música, ouvindo ao vivo as obras que os evocam. Mas vamos mais longe para sentirmos o “limite” que separa os simples sons do nosso quotidiano dos que fazem parte da arte musical. Só nos falta criar os nossos sons de pássaros e transformarmo-nos em pássaros musicais! Mas, ao contrário dos verdadeiros pássaros, já não podemos ignorar que somos artistas. Concertos com o Diabo 14 a 26 Janeiro Oficina de arte dramática / expressão teatral a partir do mito de Fausto A partir das obras : Sinfonia Fausto de Liszt, 11 e 12 Outubro, 21h e 19h; Cantata Fausto de Schnitke e A primeira noite de Walpurgis, op. 60 de Mendelssohn-Bartholdy, 31 Janeiro e 1 Fevereiro, 21h e 19h; e a ópera A Danação de Fausto de Berlioz, 25 e 26 Abril, 19h e 21h Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 > Segunda a Sábado Duração = 2h Concepção e Orientação João Mota O poema Fausto de Goethe suscitou múltiplas obras musicais, tão grandiosas quanto emblemáticas, desde os grandes compositores românticos como Schumann, Mendelssohn e Liszt, até aos compositores contemporâneos como Alfred Schnitke. Vem conhecer a história trágica e empolgante de doutor Fausto, um sábio que vende a sua alma ao Diabo para atingir a juventude eterna e a sabedoria, sacrificando para isso a vida da sua amada e daqueles que o rodeiam. Vem conhecer a extraordinária história deste drama em verso do maior escritor, pensador e filósofo do Romantismo alemão – Goethe. Escolhe o teu personagem e entra no mundo da representação e do faz de conta teatral movido pela carga dramática e emotiva das obras musicais inspiradas pelo Fausto. 33 Vem recriar o teu Pedro e o Lobo 11 a 23 Fevereiro Uma história em música que nos ensina para sempre os ins- Oficina de improvisação musical e cénica trumentos da orquestra. Pedro é o conjunto das cordas, o lobo a trompa, o avô o fagote, o gato o clarinete, o pato o oboé, o passarinho a flauta e os tiros de espingarda dos caçadores são os timbales. A acção vai sendo narrada e ilustrada pelos personagens musicais que desenvolvem e criam todo o suspense da história. Pois bem, vamos reinventar o conto e os seus personagens. Vamos colori-lo com instrumentos diferentes e fazer os sons da floresta de onde o lobo aparece, o som do lago onde o pato nada, o som das árvores que sussurram ao vento e o canto dos pássaros. Vamos pôr os personagens a falar e a cantar uns com os outros. E se no meio da história surgisse um lobo mágico, que tivesse o poder de voar e só comesse ervas e frutos? A partir da obra Pedro e o Lobo de Prokofiev, Concertos Comentados Orquestra Gulbenkian, 29 Fevereiro, 11h e 19h, e 1 Março, 16h (pág. 50) Ponto de encontro Recepção da sede 14.00 > Segunda a Sexta 10.00 > Sábado Duração = 2h Concepção e Orientação Madalena Wallenstein 34 Oficinas Uma casa com unhas 11 a 23 Fevereiro Oficina de artes plásticas A partir das obras Baba Yaga, op. 56, Kikimora, op. 63 e O Lago Encantado, op. 62 de Anatoli Liadov, Concertos Comentados Orquestra Gulbenkian, 29 Fevereiro, 11h e 19h, e 1 Março, 16h (pág. 50) Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 > Segunda a Sábado Duração = 2h Concepção e Orientação Susana Neves Nos prefácios das partituras de Baba Yaga (1904) e Kikimora (1905), Anatoli Liadov (1855-1914) cita vários excertos dos contos de fadas russos em que se inspirou. A composição de O Lago Encantado (1909), no entanto, ter-lhe-ia sido sugerida pela beleza da paisagem de Polinovka, onde possuía uma casa de veraneio. Partindo da audição destes três poemas sinfónicos, marcados pela qualidade rítmica e o pormenor impressionista, as crianças são convidadas a ver imagens da Rússia da região montanhosa dos Urais, onde as famílias nómadas construíam cabanas sobre troncos de árvores para que os ursos não lhes roubassem a caça, e a geografia assombrosa da região fazia nascer lendas de seres mágicos que talvez tenham mesmo existido. Por fim, aprendem a construir uma pequena biblioteca de livros animados através dos quais as bruxas encolhem o nariz com chá de rosas, as deusas eslavas dançam sobre as suas cabeças de dedal e os lagos assobiam quando querem. 35 Stravinsky, o visionário 25 Fevereiro a 8 Março Oficina de exploração e improvisação musical Consultar a Temporada Gulbenkian de Música para os vários concertos com obras de Stravinsky Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 > Segunda a Sábado Duração = 2h Concepção e Orientação Etienne Lamaison 36 Oficinas Visões, sonhos, rituais imaginários, energia física: tudo isto levou Stravinsky a criar músicas que provocaram escândalo, chocaram e revoltaram o público da época que não percebia o que estava a ouvir e não aceitava um “barulho selvagem” que se queria fazer passar por música. Isto aconteceu há menos de um século, mas a nossa maneira de ouvir a música evoluiu muito... Vem explorar obras deste compositor visionário, como a A Sagração da Primavera ou a História do Soldado, para perceberes e sentires como elas foram tão modernas e inovadoras e abriram as portas para uma nova forma de fazer e pensar a música. Não fiques atrasado(a) um século e vem já ao encontro de todo o prazer e da força que Stravinsky nos deixou na sua obra. Quem sabe se esta descoberta não provocará em ti visões, sonhos e vontade de compor, e se daqui a um século outras crianças não partirão à descoberta dos teus sonhos e das razões que te levaram a comunicá-los através da música, como fez Stravinsky. Sons para um dia de verão 3 a 15 Março O compositor britânico Frank Bridge escreveu o seu poema Oficina de improvisação musical a partir de um conto criado na escola sinfónico Verão inspirado em dois poemas de Richard Jefferies. Inventa também tu um conto na escola a partir das delícias que esta estação te inspira e vem depois criar música para ilustrá-lo, num itinerário musical que descreva os ambientes, as aventuras, as cores e a energia contagiante desta estação tão desejada. A partir da obra Verão de Franck Bridge, Concerto Comentado Orquestra Gulbenkian, 29 Março, 16h (pág. 52) Ponto de encontro Recepção da sede Horário misto > Segunda a Sábado Duração = 2h Concepção e Orientação Francisco Cardoso 37 As danças de Petrouschka 31 Março a 5 Abril e 14 a 19 Abril Oficina de dança A partir da obra Petrouschka de Stravinsky, Concertos Comentados Orquestra Gulbenkian, 18 e 19 Abril, 11h e 16h (pág. 54) B em-vindo Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 > Segunda a Sábado Duração = 2h Concepção e Orientação Tiago Guedes 38 Oficinas à companhia de marionetas dançantes do Petrouschka. Petrouschka é a sua estrela principal. Um bailarino vertiginoso. Dança sem parar de manhã à noite e nunca se cansa. Vem conhecer a família e a vida de um artista saltimbanco, que vai de local em local apresentar as suas habilidades e danças. E se o Petrouschka for como o Pinóquio, uma marioneta que se transforma num menino de verdade, e tu te transformares numa marioneta? Vamos fazer de marionetas e descobrir as danças que faríamos se fôssemos feitos de madeira, ou se fossemos bonecos de trapo, ou soldadinhos de chumbo, ou, melhor ainda, vamos inventar novas coreografias para a música que Stravinsky criou em torno deste personagem. As aventuras de Petrouschka 7 a 19 Abril Oficina de artes plásticas e marionetas animadas A partir da obra Petrouschka de Stravinsky, Concertos Comentados Orquestra Gulbenkian, 18 e 19 Abril, 11h e 16h (pág. 54) Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 > Segunda a Sábado E se a marioneta Petrouschka ganhasse vida nas nossas mãos? Que história russa contaria? Que aventuras teria? Nesta oficina iremos ser criadores de movimento colorido. Iremos dançar com as mãos, construindo formas animadas ao som da música de Stravinsky. Seremos, assim, manipuladores de Petrouschka, mas também companheiros e cúmplices da sua história. Conversando plasticamente com Petrouschka, poderemos entrar na sua vida e descobrir o seu caminho, que também será o nosso. Utilizando técnicas de reciclagem de materiais aliadas a técnicas tradicionais de construção de formas animadas, iremos recriar o universo plástico e narrativo desta obra musical. Duração = 2h Concepção e Orientação Margarida Botelho 39 A ópera faz a sua dança 5 a 17 Maio Oficina de dança e de exploração vocal A partir das óperas Idomeneo de Mozart, 12 de Maio, 19h, A Danação de Fausto de Berlioz, 25 e 26 de Abril, 19h e 21h, e Evgeny Onegin de Tchaikovsky, 29 e 31 Maio, 20h Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 > Segunda a Sábado Duração = 2h Concepção e Orientação Aldara Bizarro Catarina Molder 40 Oficinas Que danças é que a ópera faz? Que danças podemos criar quando ouvimos as árias de personagens carismáticos como Fausto, Mefistófeles e Margarida, ou Idomeneo e Idamante, ou ainda Tatiana e Onegin? Que histórias nos contam estas personagens? É a história escrita ou a ouvida? Podemos utilizar as histórias de poder, de maldição, de amor e de morte, do passado, para criar danças da actualidade? Estas são algumas perguntas para as quais vamos procurar resposta durante esta oficina. Vamos ainda convidar uma dessas personagens para lhe oferecer uma dança criada por nós. Uma dança que reconte a sua história. Em troca, ela irá dizer-nos qual a parte do corpo em que guarda os sons e o que sente quando os canta no espaço. Vamos fazer soar o lixo 5 a 17 Maio Inspirando-nos nos tambores de lata – steel drumming – que Oficina de exploração e improvisação musical surgem graças à grande criatividade humana e à força da expressão musical, vamos inventar instrumentos a partir do lixo para exprimirmos de uma forma diferente as nossas ideias musicais. Vamos dar uma nova missão a objectos à partida “inúteis” como sacos de plástico, caixotes de cartão, embalagens vazias, pedras, paus, pinhas, mas também objectos do nosso dia-a-dia, como tachos e panelas, copos, tubos, vassouras, e mesmo baldes de lixo, transformando-os em verdadeiros instrumentos musicais! Uma maneira diferente de descobrir a música e de fazer soar o mundo à nossa volta. Ponto de encontro Recepção da sede 10.00 > Segunda a Sábado Duração = 2h Concepção e Orientação António Pedro 41 As cores da música 17, 18 e 19 Julho Um espectáculo criado por crianças para crianças. Prepa- Projecto especial Um espectáculo criado por crianças para crianças rado durante todo o ano, os sons e as imagens serão o fruto da imaginação dos participantes. O ponto de partida: as imagens, as matérias plásticas, provocam sons… A música induz gestos criadores de traços, pontos, massas, movimentos. Os dois reunidos são muito mais do que uma ilustração de um pelo outro: um mais um já não é igual a dois! Neste projecto especial, os jovens músicos serão criadores, num processo dinâmico de interacção entre a música e as artes plásticas, apresentando-se como músicos, artistas plásticos e actores. Antes de tudo, pensar no que queremos dizer, comunicar e exprimir. Depois, inventar músicas, tocá-las, encená-las. Criar esboços, realizar desenhos e instalações. Juntos com o som e a imagem iremos desenvolver um espectáculo, participando como personagens musicais, mas também como pintores de cena, cenógrafos e designers de luz. Um grande desafio que propomos a estas crianças e que vai marcar profundamente a sua experiência enquanto músicos e contagiar todos aqueles que vão ter a oportunidade de ver e viver este espectáculo. Um ponto de partida para mudar e enriquecer o nosso mundo! Apresentação pública 19.00 > Dias 17 e 18, Quinta e Sexta 11.00 > Dia 19, Sábado Concepção e Orientação Etienne Lamaison Margarida Botelho Este projecto marca o início de uma colaboração mais estreita entre o Descobrir a Música na Gulbenkian e as escolas de música. Pretende-se realizar todos os anos uma parceria com uma escola de música diferente, de forma a permitir a rotatividade. Este ano o nosso parceiro é o Instituto Gregoriano. 42 Oficinas 43 Concerto Comentado Orquestra Gulbenkian 3 Novembro Ma mère l’Oye Ravel Famílias Um Americano em Paris Gershwin Grande Auditório 16.00 > Sábado Duração = 1h aprox. Orquestra Gulbenkian Maestro David Alan Miller Comentadora Catarina Molder Quando entramos no século XX muitos compositores querem explorar novas sonoridades e novos ambientes musicais que até então não tinham tido lugar na atmosfera solene da sala de concertos do século XIX. Em França, Maurice Ravel interessa-se pelo mundo dos contos para crianças, tentando acrescentar-lhe uma música que ajude a reforçar toda a imaginação e toda a magia das histórias infantis, onde os personagens são príncipes e princesas, os animais falam, os objectos ganham vida. E George Gershwin traz consigo para as ruas de Paris os ritmos loucos do jazz norte-americano, com muita dança, muita percussão e muitos trompetes e clarinetes. 46 Concertos Maurice Ravel Ma mère l’Oye – A minha mãe ganso George Gershwin Um Americano em Paris 47 Concerto Comentado Orquestra Gulbenkian 14 Dezembro Jovens Grande Auditório 11.00 > Sexta Duração = 1h aprox. Orquestra Gulbenkian Maestro Lawrence Foster Comentadora Catarina Molder 48 Concertos Peter Grimes (Interlúdios) Britten La Mer Debussy O mar foi sempre um tema de inspiração para muitos compositores ao longo de toda a História da Música. Em 1905 o francês Claude Debussy pinta três impressões marítimas muito fortes: o nascer do sol a reflectir-se sobre as águas; a agitação intensa das ondas à superfície; e o diálogo entre o soprar do vento e o bater das vagas. Em 1945 o inglês Benjamin Britten escreve uma ópera cuja história se passa numa aldeia à beira-mar e decide separar os vários actos dessa ópera com quatro peças orquestrais que sugerem a força da tempestade a fazer rebentar as ondas agitadas do oceano contra os rochedos da costa. Benjamin Britten Four Sea Interludes, da ópera Peter Grimes, op.33ª - Quatro interlúdios marítimos Claude Debussy La mer - O mar 49 Ligações amorosas 15 e 16 Dezembro Histórias e emoções na música vocal Auditório 2 11.00 > Dia 15, Sábado Dia 16, Domingo 16.00 > Dia 15, Sábado Duração = 1h aprox. Concepção musical Catarina Molder Concepção cénica Fernanda Lapa 50 Concertos Quatro cantores, quatros personagens, quatro vozes, muitas ligações. Um programa dedicado à música para agrupamento vocal desde Monteverdi até aos nossos dias, passando por canções, duetos e trios de Schumann, pelas Valsas de Amor de Brahms, pelo Cabaret e pelo Musical e pelas linguagens mais contemporâneas, numa sequência cénica traçada a partir dos múltiplos cambiantes do Amor, que as próprias obras escolhidas relatam. Ligações amorosas: sedução, humor, alegria, júbilo, ciúme, zanga, fúria, lamento e todo o tipo de aventuras e desventuras, amores e desamores para todos os gostos e todas as idades. 51 Concerto Comentado Orquestra Gulbenkian 29 Fevereiro e 1 Março Grande Auditório Jovens 29 Fevereiro 11.00 > Sexta Pedro e o Lobo Prokofiev O lago encantado Kikimora · Baba-Yaga Liadov Família 29 Fevereiro 19.00 > Sexta 1 Março 16.00 > Sábado Duração = 1h30 aprox. Orquestra Gulbenkian Maestro Osvaldo Ferreira Narrador Fernando Luís Desenho ao vivo Marina Palácio Comentadora Catarina Molder 52 Concertos Também os compositores russos do início do século XX se interessam muito pelos contos de fadas tradicionais do seu País. Eram histórias mágicas, passadas todas elas entre os camponeses do interior da Rússia, muitas vezes no meio de Invernos gelados, com bruxas e feiticeiros de poderes sobrenaturais e com finais surpreendentes, como nas lendas populares muito antigas que Anatoli Liadov põe em música. Sergei Prokofiev utiliza em Pedro e o Lobo esse mesmo ambiente das estepes mais profundas da Rússia para contar a história da coragem e da inteligência de um menino valente, mas por outro lado associa a cada um dos personagens da história um instrumento musical diferente e dá assim a conhecer ao público infantil alguns dos principais instrumentos da orquestra. Sergei Prokofiev Pedro e o Lobo, op.67 Anatoli Liadov O Lago Encantado, op.62 Kikimora, op.63 Baba-Yaga, op.56 53 Concerto Comentado Orquestra Gulbenkian 29 Março Famílias Grande Auditório 16.00 > Sábado Duração = 1h aprox. Young Person’s Guide to the Orchestra Britten Summer Bridge Orquestra Gulbenkian Maestro Ramón Gamba Comentador Alexandre Delgado Nas décadas de 1920 e 30, Benjamin Britten estuda com um compositor inglês mais velho, Frank Bridge, que gosta de descrever por música as suas impressões da Natureza, as paisagens que o impressionaram ou simplesmente as sensações características de cada estação do ano. Em 1946 Britten pega numa melodia que tinha sido composta no final do século XVII por Henry Purcell, e sobre essa melodia vai construindo diversas variações, fazendo ouvir de forma destacada em cada variação um conjunto diferente de instrumentos da orquestra. Como ele próprio declara no título da obra, é um verdadeiro ”guia de viagem” para um jovem ouvinte que queira conhecer melhor a constituição da orquestra. 54 Concertos Benjamin Britten Young Person’s Guide to the Orchestra, op.34 – Guia da orquestra para jovens Frank Bridge Summer - Verão 55 Concerto Comentado Orquestra Gulbenkian 18 e 19 Abril Petrouschka Stravinsky Grande Auditório Jovens 18 Abril 11.00 > Sexta Família 19 Abril 16.00 > Sábado Duração = 1h aprox. Orquestra Gulbenkian Maestro Lionel Bringuier Comentador Alexandre Delgado 56 Concertos Num espectáculo de marionetas apresentado numa feira de aldeia na velha Rússia há três personagens – Petrouschka, a Bailarina e o Mouro – que de repente ganham vida, à frente dos espectadores, como se deixassem de ser meros bonecos articulados. Petrouschka está apaixonado pela bela Bailarina, mas esta prefere o Mouro, um valentão que a impressiona com os seus músculos e os seus grandes bigodes. Conseguirá o pobre Petrouschka, que é pequeno e franzino, conquistar a sua amada? É este o tema deste bailado que Igor Stravinsky escreve em 1909/10 sobre um velho conto popular russo. Igor Stravinsky Petrouschka 57 Concerto Comentado Orquestra Gulbenkian 24 Maio Famílias Grande Auditório 16.00 > Sábado Duração = 1h30 aprox. Orquestra Gulbenkian Maestro Lawrence Foster Piano Emmanuel Ax Piano Yoko Nozaki Ax Comentador Rui Vieira Nery 58 Concertos Sonata para dois Pianos e Percussão Bartók Concerto para Piano Nº17, em Sol Maior Mozart Duas maneiras de olhar para a sonoridade do piano. No final do século XVIII, Wolfgang Amadeus Mozart quer mostrar sobretudo como o piano pode cantar uma melodia de forma tão expressiva como a voz humana e como pode dialogar com os vários instrumentos da orquestra, tanto em peças lentas e sentimentais como em outras de ritmos mais agitados. Mas a verdade é que o piano produz o som através da percussão da tecla pelo dedo, que por sua vez faz com que haja um martelo que percute uma corda. No princípio do século XX Béla Bartók quer sublinhar bem esse lado percussivo e essencialmente rítmico do instrumento, combinando duas famílias instrumentais que à partida pareciam quase incompatíveis: dois pianos com dois grandes conjuntos de timbales. Béla Bartók Sonata para dois Pianos e Percussão (3º andamento) Wolfgang Amadeus Mozart Concerto para Piano Nº17, em Sol Maior, K.453 (2º e 3º andamentos) 59 Tambores de lata O lixo musical 30 e 31 Maio Drumming Grupo de percussão Anfiteatro ao ar livre 21.00 Duração = 1h aprox. Direcção Musical Miquel Bernat 60 Concertos Quando os tambores foram proibidos na ilha latino-americana de Trinidad pela administração britânica, no século XIX, a população negra reinventou o ritmo sob a forma de canas afinadas que se repercutiam contra o chão – os Tamboo Bamboo. Quando estes foram interditados, alegadamente devido a conflitos tribais, surgiram outros recursos a partir de detritos das latas e dos bidões de combustível usados nas bases militares da ilha durante a 2ª Guerra Mundial. Conta-se que a sua descoberta em 1939 se deveu a um pequeno percussionista de 12 anos, criador do primeiro bidão com notas – Steel Drum. Quando um amigo lhe devolveu uma lata, este notou que ela vinha amolgada. Com uma pedra, percutiu-a para a reparar. Só aí percebeu a extraordinária diversidade de sons que podia obter. Dotados de um potencial sonoro extraordinário, muito rico e comunicativo, os tambores de lata unem uma vertente popular, mais explorada na música ao ar livre com grandes bandas, a uma vertente erudita, a partir das inúmeras obras que compositores contemporâneos têm dedicado a estes instrumentos. 61 O código dos músicos 5 e 7 Novembro 1 e 8 Abril Introdução aos principais conceitos da escrita e da linguagem musical Sala 1 18.30 Curso A > Novembro Curso B > Abril 2 sessões por curso Duração = 4h Orientadora Cristina Brito da Cruz 64 Cursos livres Quando os músicos falam de música usam termos que às vezes nos causam dúvidas, mas que afinal podem ser muito simples. Sabias que um som se pode caracterizar pela altura, pela duração, pela intensidade e pelo timbre? O que são a melodia e o ritmo? E o que são a harmonia e o contraponto? Porque é que não é correcto chamar “tema” a uma peça de música? Há diferença entre orquestra sinfónica e filarmónica? Porque é que os andamentos de uma obra têm nomes italianos, como Allegro, Andante ou Presto? Afinal, o código dos músicos, que à distância parece impenetrável, pode ser fácil de aprender e de utilizar e ajuda-nos a compreender melhor as obras musicais que mais amamos. História da música à velocidade do som 13, 14, 19 e 20 Dezembro As grandes etapas da evolução da música na cultura ocidental Auditório 2 18.30 4 sessões Duração = 8h Orientador Rui Vieira Nery A herança da Grécia clássica e da sinagoga hebraica convergem na Idade Média para construir um universo musical sob a égide da religião cristã e da sua liturgia oficial. No entanto, depressa o cantochão e a polifonia sacros convivem com o movimento trovadoresco em toda a Europa ocidental. O Renascimento traz preocupações de perfeição formal na composição, ao que o Maneirismo vem acrescentar a procura de uma intensa expressão dramática integrada entre texto e música. À retórica musical complexa do Barroco sucedem a harmonia moderna e as grandes formas musicais do Classicismo. O Romantismo musical descobre o universo efervescente dos sentimentos e das emoções individuais. Por último, o século XX traz consigo, sucessivamente, as rupturas do Modernismo, as experiências radicais das vanguardas do pós-guerra e a emergência final de um Pós-Modernismo que pretende pôr em causa a lógica da inovação contínua na expressão musical. Em cada época a música reflecte as grandes preocupações culturais de fundo do seu tempo e acrescenta-lhes os próprios problemas intrínsecos da expressão artística sonora. Numa corrida contra o tempo este curso define contextos histórico-culturais e localiza no seu seio as práticas musicais correspondentes. 65 Viagem pelas músicas do mundo 21, 22, 28 e 29 Janeiro As culturas musicais relacionam-se com os aspectos sociais O reflexo sonoro das diferenças culturais Sala 1 18.30 4 sessões Duração = 8h Orientador João Soeiro de Carvalho 66 Cursos livres e históricos dos grupos humanos. Quer como factor, quer enquanto resultado, a música integra a experiência humana e com ela se podem registar e ler dimensões da consciência dos grupos, bem como da sua alteridade no contexto global. Alguns géneros performativos são particularmente reveladores da capacidade da expressão musical enquanto formadores e transmissores da experiência humana. No conjunto das sessões, serão apresentados quatro géneros musicais oriundos de África, América do Sul e Ásia, sublinhando as dimensões da sua importância para os respectivos grupos humanos. Do tempo e do espaço 16 e 23 Fevereiro 12 e 19 Abril Encontro entre a música e as artes visuais Sala 2 18.30 Curso A > Fevereiro Curso B > Abril 4 sessões por curso Duração = 8h Orientadores Ana Gonçalves Etienne Lamaison Este curso livre, organizado em colaboração com o sector educativo do CAMJAP – Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, associará a componente teórica à experimentação prática, abordando situações em que a música e as artes visuais estabelecem pontos de contacto, períodos e personagens históricos nos quais tal relação se fez sentir com mais evidência, explorando conceitos tais como “linha melódica”, “forma musical” ou “paisagem sonora”. Haverá momentos dedicados à manipulação de materiais típicos das artes visuais, em simultâneo com a audição de excertos musicais criteriosamente seleccionados, e momentos de produção sonora a partir do olhar sobre as artes plásticas. Tomar consciência do tempo sugerido por uma imagem e associar-lhe um período musical são alguns dos objectivos propostos para este curso. 67 A canção na história e as histórias da canção 5, 6, 12 e 13 Março A canção profana dos trovadores, primeiro da língua d’oc do Do Rei Dom Diniz a Cathy Berberian sul de França, depois no francês arcaico do norte, em alemão e em galaico-português, lança as bases da expressão lírica erudita na Europa. A chanson polifónica do Renascimento, por vezes amorosa, outras vezes satírica, dá em seguida lugar à crise de consciência individual e colectiva expressa pelo madrigal maneirista. A artificialidade requintada da cantata barroca levará, no período clássico, ao renovar do interesse pela expressão naturalista de sentimentos e pela canção popular tradicional. O lied romântico alemão constrói um universo de interacção poético-musical sofisticada em que, nos finais do século XIX, se fazem também sentir as pulsões nacionalistas da construção de identidades locais através da música. O século XX vê coexistir uma linha de experimentação literária e musical erudita cada vez mais radical, entrando pelos domínios da fonologia e da transformação electro-acústica, com a afirmação de canções de combate de acentuado teor político-ideológico e com a emergência de uma canção popular urbana que se assume como terreno autónomo de pleno direito. Na viragem para o nosso século todas estas categorias parecem convergir ao sabor das regras de um mercado da cultura de cada vez maior relevância económica e social. Auditório 2 18.30 4 sessões Duração = 8h Orientador Rui Vieira Nery 68 Cursos livres O século de todas as músicas 14, 16, 22 e 23 Abril A riqueza musical do século XX Sala 1 18.30 4 sessões Duração = 8h Orientador Carlos de Pontes Leça A história da música erudita ocidental caracteriza-se essencialmente pela permanente evolução de técnicas e estéticas. Mas nunca como no século XX essa evolução foi tão rápida e radical, e simultaneamente tão cheia de contrastes, muitas vezes assumindo, explícita ou implicitamente, um carácter revolucionário. Porém, essas revoluções provocaram também algumas contra-revoluções. Este curso proporcionará uma panorâmica da música novecentista, abundantemente ilustrada com excertos de obras bem representativas de compositores fundamentais desse tempo. 69 Histórias do jazz 6, 7, 13 e 14 Maio Das canções de trabalho e de luta dos escravos nas planta- Temas e paixões que marcaram um género musical ções de algodão e dos cânticos religiosos das igrejas negras protestantes no sul dos Estados Unidos nasce uma nova música sincopada e sensual que pouco a pouco sai dos campos e se impõe na vida musical das grandes cidades. Das raízes em Nova Orleães e em Chicago às grandes bandas dos anos 30, e das revoluções do bebop e do cool; às rupturas experimentais do free jazz, emerge uma linguagem musical poderosa, que se afirma com uma energia imparável, tanto na América do Norte como, a partir da 2ª Guerra Mundial, no resto do mundo ocidental, em particular na Europa. A par da sua evolução interna própria o jazz dialoga com a criação musical erudita de sucessivas gerações de compositores, influencia decisivamente muitas outras tendências da música popular urbana já desde os anos de 1920 e afirmase hoje como um parceiro relevante na rede das chamadas Músicas do Mundo. Este curso procura apresentar cada etapa nesta evolução de mais de um século, e apresentar os grandes criadores e intérpretes que protagonizaram esse processo decisivo para todas as músicas do século XX. Sala 1 18.30 4 sessões Duração = 8h Orientador Pedro Moreira 70 Cursos livres 71 Outros programas educativos do Serviço de Música 24 e 25 Janeiro Workshop Grande Auditório 19.00 Orquestra Gulbenkian Maestrina Joana Carneiro Joana Carneiro 74 Outras actividades 6º Workshop da Orquestra Gulbenkian para Jovens Compositores Portugueses Parte integrante do calendário de actividades da Orquestra Gulbenkian, a 6ª edição do Workshop para Jovens Compositores Portugueses dá continuidade ao plano do Serviço de Música para a formação de criadores musicais. No final de uma intensa quinzena de trabalho, dedicada à leitura de obras inéditas de jovens compositores portugueses, essas mesmas obras são apresentadas e dirigidas, pela primeira vez, nos dois concertos finais, pela maestrina Joana Carneiro. Michael Barenboim Marco Pereira Ciclo Novos Intérpretes 10 e 11 Dezembro Auditório 2 19.00 Violino Michael Barenboim Programa Integral das Sonatas e Partitas para Violino Solo 28 Janeiro Auditório 2 19.00 Violoncelo Marco Pereira Piano Ofélia Montalván Em 1717 Bach assume as funções de Mestre de Capela do Duque de Anhalt-Cöthen, entrando assim numa corte calvinista que não admite música em estilo concertante na liturgia da capela ducal. Dedica-se assim quase exclusivamente a compor música instrumental para os saraus da corte, desenvolvendo de forma sistemática as potencialidades técnicas e expressivas de cada família de instrumentos de que ali dispõe. No que toca ao violino interessa-lhe em particular alargar o respectivo potencial solístico sem apoio do baixo contínuo, explorando nas suas seis Suites para o instrumento, da forma mais inovadora, recursos como o virtuosismo, as cordas duplas, os acordes ou o contraponto. Um Beethoven a abrir as portas ao espírito do primeiro Romantismo, um Rachmaninov numa sua obra particularmente comovente que é paradigmática do Romantismo final, uma partitura precoce do jovem Luís de Freitas Branco, impressionante pela segurança de escrita e marcada pelo exemplo de César Franck, e um excerto de uma das obras-primas absolutas da música de câmara do século XX – o Quarteto para o fim do Tempo, de Messiaen – tudo isto às mãos de um jovem violoncelista português que se estreia na temporada da Fundação. 75 Luísa Tender 22 Abril Auditório 2 19.00 Piano Luísa Tender 26 Maio Auditório 2 19.00 Violino Otto Michael Pereira Piano João Crisóstomo 76 Outras actividades Otto Michael Pereira João Crisóstomo Sob o título de Fantasia, a Wanderer de Schubert, de 1822, esconde na verdade uma forma-sonata com um único andamento e de estrutura interna muito livre, antevendo de certo modo as soluções formais adoptadas mais tarde pela Sonata de Liszt. Debussy tem na Suite Bergamasque e na Suite pour le piano duas obras de peso na definição da sua nova linguagem harmónica e pianística. E Bach, cuja Chaconne para violino é transformada por Busoni num cavalo de batalha do virtuosismo pianístico do Romantismo final, é também o modelo remoto de Chostakovitch nos seus Prelúdios e Fugas de 195051, mesmo longe do Neo-Classicismo sardónico dos primeiros Prelúdios do autor, compostos um quarto de século antes. É com Beethoven que se consolida na música europeia o princípio da escrita de sonatas para violino e piano já com um elevado grau de interacção de ambos os instrumentos, sem que nenhum se resuma a uma mera função de acompanhamento do outro. O violino emancipa-se em seguida definitivamente como protagonista de uma grande parte da vida concertística do século XIX: Paganini é mesmo o modelo ideal do virtuose itinerante, numa escola italiana a que se vão juntando, entre outras, a francesa (Bériot), a espanhola (Sarasate) ou mais tarde a húngara (Hubay). Com frequência estas obras recorrem ao património temático das músicas tradicionais populares de vários países, o que sucederá ainda na época do romeno Enesco (1881-1955), mesmo se essa inspiração popular é nele trabalhada mais no sentido de encontrar alternativas à norma académica erudita herdada do século XIX do que no da sua integração na mesma norma. Átrio do Museu Gulbenkian 11.00 > Domingos Concertos no Museu Gulbenkian Dias específicos > Consultar programação regular do Museu Gulbenkian Jovens solistas e conjuntos de câmara portugueses apresen- Consultar o site do Serviço de Música para prazos e regulamentos Bolsas de Estudo de Música tam-se mensalmente numa série que é já uma tradição de há longos anos, cobrindo um repertório muito vasto, da música antiga à criação contemporânea, com destaque frequente para a música portuguesa. A Fundação Calouste Gulbenkian é desde a sua instituição a entidade portuguesa que maior número de bolsas concede para formação musical, no país e no estrangeiro. Muitos dos profissionais mais prestigiados do circuito musical português foram, assim, bolseiros deste programa, ao longo dos últimos cinquenta anos. Anualmente são concedidas mais de duas dezenas de bolsas para frequência de ensino musical especializado, em diversos países europeus e nos Estados Unidos, muitas delas conducentes a graus académicos formais (diplomas de performance, mestrados e doutoramentos). Consultar o site do Serviço de Música para prazos e regulamentos Programa de Apoio à Dança Desde Janeiro de 2006 o Serviço de Música tem em vigor um novo Programa de Apoio à Dança que, entre outras áreas de intervenção, concede bolsas de estudo individuais de curta e longa duração, para a frequência de acções de formação no domínio da dança no estrangeiro, bem como subsídios a entidades promotoras dessas acções em Portugal. 77 Informações e Reservas A partir de 1 de Outubro Visitas · Oficinas É necessário contactar previamente o Descobrir a Música na Gulbenkian através do telefone 21 782 31 10 (Segunda a Sexta, 15h00 – 17h00) e preencher uma ficha de inscrição (que será disponibilizada pela nossa equipa) enviando-a através de e-mail ou de fax para: [email protected] Fax.: 21 782 30 12 • Após confirmada a inscrição, os bilhetes para visitas e oficinas devem ser pagos até uma semana antes da data de realização do evento. A partir dessa data não é garantida a validade da inscrição. • Os bilhetes pagos devem ser levantados nas bilheteiras do edifício sede até 30 minutos antes do início do evento. Ponto de Encontro Para as visitas e oficinas, o ponto de encontro é o balcão da recepção do edifício sede da Fundação Calouste Gulbenkian Concertos · Cursos Livres • Os bilhetes para os concertos e para os cursos livres podem ser adquiridos nas bilheteiras da Fundação Calouste Gulbenkian. • Em dia de concerto as bilheteiras abrem uma hora antes do início do mesmo – para os eventos a decorrer no Anfiteatro ao Ar Livre, o público deve dirigir-se directamente à bilheteira do CAMJAP – Centro de Arte Moderna José Azeredo Perdigão. • As reservas de bilhetes para os concertos Número limite de participantes • Visitas: 30 participantes • Oficinas: Dias úteis: 1 turma escolar Fim-de-semana: 20 participantes 80 Informações e reservas são aceites apenas para grupos escolares. Programa sujeito a alterações Preçário Visitas · 4 euros Oficinas · 4 euros Concertos · 5 euros (Desconto de 20% na compra de mais de 20 bilhetes) Para compra de bilhetes online consulte: www.musica.gulbenkian.pt (*) Excepto nos dias 25 de Dezembro, 1 de Janeiro e 1 de Maio. Informações úteis Cursos Livres 35 euros · módulo de 4 sessões 20 euros · módulo de 2 sessões Curso Livre com componente prática 45 euros · módulo de 4 sessões Bilheteira • Metro (Linha Azul): S. Sebastião / Praça de Espanha • Autocarros: 16, 56, 718, 726, 742, 746 • Estacionamento: Parque Berna; Parque Valbom • Acessos para pessoas em cadeiras de rodas • Multibanco Tel.: 21 782 37 00 (Segunda a Sexta, 10:00-19:00) E-mail: [email protected] Horário de venda ao público: Segunda a Sexta, das 10h às 19h Sábados e feriados (*) das 10h às 17.30h. Recomenda-se a comparência do público com a necessária antecedência visto não existirem lugares marcados. 81 Ilustrações originais e composições gráficas Lupa Design Excepto onde assinalado p. 5 / Dançarinos cómicos, de Callot (1609) p. 6-7 / Gravuras retiradas do tratado Syntagma musicum (1614-20), de Michael Praetorius p. 8-9 / Imagens retiradas do tratado Theorica musicae (1492), de Franchino Gaffurio p. 13 / Estruturas sonoras do Instrumentarium Baschet http://www.er.uqam.ca/nobel/baschet/index.html p. 14 / Gravura de Nine Daies Wonder (1600), de William Kemps p. 15 / Silhueta inspirada em As Bodas de Fígaro, de W. A. Mozart p. 16 / La Walse (1810), por Gillray (adaptação de uma caricatura francesa) p. 17 / Fotografia proveniente dos Moog Archives p. 21 / Momento de uma oficina do Descobrir a Música 2006-2007 (fotografia de Rodrigo César) p. 23 / Orquestra de Câmara da Europa p. 28 / Bailarinos retirados de um dos cartazes do musical Um Americano em Paris (1951) p. 29 / Ilustrações de Gustave Doré e Autor desconhecido para A minha mãe ganso, de Charles Perrault p. 33 / Cena do filme Fausto (1926), de F. W. Murnau p. 35 / Silhueta preenchida com ilustração de Ivan Bilibin, Baba Yaga (1902) p. 36 / Ilustração de Léon Bakst para o ballet Narcisse (1911) 82 p. 38 / Vaslav Nijinsky no papel de Petrouschka (Ballets Russes, 1911) p. 39 / Apresentação baseada na personagem tradicional de Petrouschka, pelo Budapest Puppet Theatre p. 40 / Silhuetas de Paul Konewka (1864), a partir do Fausto de Goethe (da esquerda para a direita: Fausto, Mefistófeles, Margarida) · http://www.goethezeitportal.de/index.php?id=608 p. 66 / Padrões retirados de The Grammar of Ornament, de Owen Jones (1ª publicação: Londres, 1856) Reedição: Dorling Kindersley - Nova Iorque, 2001 p. 67 / Gravura retirada de Illustrationsvorlagen = Picture sourcebook Novum Press, Bruckmann München - Munique, 1985 p. 68 / Ilustração retirada da capa do LP Revolution - An Operatic First by Madame Cathy Berberian (Fontana MGF-27564) p. 69 / Compositores, da esquerda para a direita: Ravel, Rachmaninov, Bartók, Chostakovitch, Rota, Eötvos p. 71 / Louis Armstrong (New York World-Telegram and the Sun Newspaper Photograph Collection | Library of Congress) e Billie Holiday (fotografada por William Paul Gottlieb) p. 74-76 / Fotografias dos intérpretes cedidas pelo Departamento de Comunicação do Serviço de Música Joana Carneiro © Duarte Mexia (p. 72) Fundação Calouste Gulbenkian Serviço de Música Av. de Berna, 45-A 1067-001 Lisboa Director Luís Pereira Leal Tel. 21 782 3000 Fax. 21 782 3041 Directores Adjuntos Rui Vieira Nery Miguel Sobral Cid www.musica.gulbenkian.pt Consultor Carlos de Pontes Leça Projecto Educativo Catarina Molder Direcção artística Maria de Assis Coordenação Catarina Lobo Maria Manuel Aurélio Alexandra Ávila Joaquina Santos Concepção e design Lupa Design · [email protected] Ilustrações e montagens Lupa Design Danuta Wojciechowska Joana Hartmann Impressão e acabamento Gráfica Maiadouro Tiragem 25.000 exemplares Lisboa · Agosto de 2007 83 Visitas Viagem ao mundo do som • OUTUBRO a ABRIL e JUNHO • Dos sons da natureza à orquestra sinfónica Viagem ao mundo do som • MAIO • Dos sons da natureza à orquestra sinfónica Viagem especial ao mundo do som • OUTUBRO a JUNHO • Para crianças e jovens com necessidades especiais Viagem ao mundo do som medieval e renascentista • OUTUBRO e NOVEMBRO Os instrumentos e a música que se tocava nas cortes, catedrais, feiras e mercados Viagem ao mundo do som barroco e clássico • DEZEMBRO e JANEIRO Das origens da ópera e da oratória ao nascimento da orquestra Viagem ao mundo do som romântico • FEVEREIRO e MARÇO • A música à procura dos sentimentos e das emoções Viagem ao mundo do som do século XX • ABRIL e JUNHO • Novos instrumentos, novas sonoridades e novos meios Como se faz um concerto? • OUTUBRO a ABRIL e JUNHO • Uma viagem pelos bastidores de um concerto Viagem ao mundo do jazz • OUTUBRO a JUNHO • Histórias, improvisações e cruzamentos no jazz Os meus primeiros sons • OUTUBRO a JUNHO • Exploração da voz e das primeiras formas de produção sonora Despertar para a música • NOVEMBRO, DEZEMBRO, JANEIRO, ABRIL e JUNHO Exploração das várias famílias de instrumentos e das respectivas formas de produção sonora Encontros orquestrados • Encontros com a Orquestra Gulbenkian e os seus maestros Vem conhecer a Orquestra de Câmara da Europa* • 13 a 21 JANEIRO • Semana especial Contos musicais • 12 JANEIRO, 9 FEVEREIRO, 15 MARÇO, 5 ABRIL • Contos com música dos quatro cantos do mundo Oficinas A minha mãe ganso e outras histórias para dançar • 15 a 27 OUTUBRO • Oficina de dança A minha mãe ganso - Histórias para pintar • 5 a 17 NOVEMBRO • Oficina de artes plásticas Música para feiticeiros • 5 a 17 NOVEMBRO • Oficina de exploração musical a partir do cinema Viagens marítimas • 26 NOVEMBRO a 8 DEZEMBRO • Oficina de escrita criativa Messiaen e o canto dos pássaros • 14 a 26 JANEIRO* • Oficina de exploração e improvisação musical Concertos com o Diabo • 14 a 26 JANEIRO* • Oficina de arte dramática/expressão teatral a partir do mito de Fausto Vem recriar o teu Pedro e o Lobo • 11 a 23 FEVEREIRO • Oficina de improvisação musical e cénica Uma casa com unhas • 11 a 23 FEVEREIRO • Oficina de artes plásticas Stravinsky, o visionário • 25 FEVEREIRO a 8 MARÇO* • Oficina de exploração e improvisação musical Sons para um dia de verão • 3 a 15 MARÇO* • Oficina de improvisação musical a partir de um conto criado na escola As danças de Petrouschka • 31 MARÇO a 5 ABRIL e 14 a 19 ABRIL* • Oficina de dança As aventuras de Petrouschka • 7 a 19 ABRIL • Oficina de artes plásticas e marionetas animadas A ópera faz a sua dança • 5 a 17 MAIO* • Oficina de dança e de exploração vocal Vamos fazer soar o lixo • 5 a 17 MAIO • Oficina de exploração e improvisação musical As cores da música • 17, 18 e 19 JULHO • Projecto especial - Um espectáculo criado por crianças para crianças 0 a 2 3 a 5 6 a 9 10 a 12 13 a 17 Adultos Cursos livres Código dos músicos • 5 e 7 NOVEMBRO ou 1 e 8 ABRIL • Alexandre Delgado Introdução aos principais conceitos da escrita e da linguagem musical História da música à velocidade do som • 13, 14, 19 e 20 DEZEMBRO • Rui Vieira Nery As grandes etapas da evolução da música na cultura ocidental Viagem pelas músicas do mundo • 21, 22, 28 e 29 JANEIRO • João Soeiro de Carvalho O reflexo sonoro das diferenças culturais Do tempo e do espaço • 16 e 23 FEVEREIRO ou 12 e 19 ABRIL • Ana Gonçalves e Etienne Lamaison Encontro entre a música e as artes visuais Em parceria com o sector educativo do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão A canção na história e as histórias da canção • 5, 6, 12 e 13 MARÇO • Rui Vieira Nery Do Rei Dom Diniz a Cathy Berberian O século de todas as músicas • 14, 16, 22 e 23 ABRIL • Carlos de Pontes Leça • A riqueza musical do século XX Histórias do jazz • 6, 7, 13 e 14 MAIO • Pedro Moreira • Temas e paixões que marcaram um género musical Concertos Ligações amorosas • 15 e 16 DEZEMBRO • Histórias e emoções na música vocal Tambores de lata - O lixo musical • 30 e 31 MAIO às 21h • Drumming - Grupo de percussão Concertos Comentados Orquestra Gulbenkian Programa: Ravel - A minha mãe ganso | Gershwin - Um americano em Paris 3 NOVEMBRO - 16h • FAMÍLIAS • David Alan Miller: maestro • Catarina Molder: comentadora Programa: Britten - Quatro interlúdios marítimos da ópera Peter Grimes | Debussy - O Mar 14 DEZEMBRO - 11h • JOVENS • Lawrence Foster: maestro • Catarina Molder: comentadora Programa: Prokofiev - Pedro e o Lobo | Liadov - O lago encantado, Kikimora e Baba-Yaga 29 FEVEREIRO - 11h • JOVENS • Osvaldo Ferreira: maestro • Catarina Molder: comentadora Programa: Prokofiev - Pedro e o Lobo | Liadov - O lago encantado, Kikimora e Baba-Yaga 29 FEVEREIRO - 19h, 1 MARÇO - 16h • FAMÍLIAS • Osvaldo Ferreira: maestro • Catarina Molder: comentadora Programa: Bridge - Verão | Britten - Guia da orquestra para jovens • 29 MARÇO - 16h • FAMÍLIAS Ramón Gamba: maestro • Alexandre Delgado: comentador Programa: Stravinsky - Petrouschka • 18 ABRIL- 11h • JOVENS • Lionel Bringuier: maestro • Alexandre Delgado: comentador Programa: Stravinsky-Petrouschka • 19 ABRIL-16h • FAMÍLIAS • Lionel Bringuier: maestro • Alexandre Delgado: comentador Programa: Bartók - Sonata para dois pianos e percussão | Mozart - Concerto para piano em sol Maior 24 MAIO - 16h • FAMÍLIA • Lawrence Foster: maestro • Rui Vieira Nery: comentador * 1 a 2 3 a 5 6 a 9 10 a 12 13 a 17 Adultos www.musica.gulbenkian.pt