INFORMAÇÃO PRIVILEGIADA
ACTIVIDADE E RESULTADOS DO GRUPO BANCO ESPÍRITO SANTO 3º TRIMESTRE 2010
(Informação financeira não auditada elaborada de acordo com os IFRS conforme adoptados na União Europeia)
(Bloomberg: BES PL; Reuters: BES.LS)
Lisboa, 2 de Novembro 2010
‰
O Grupo BES alcançou, em 30/09/10, um resultado de 405,4 milhões de euros (crescimento de 12,4% em termos
homólogos), que traduz uma rendibilidade dos capitais próprios anualizada de 9,1% (ano de 2009: 10,0%; 8,8%
excluindo resultados extraordinários).
‰
Os resultados da área internacional confirmam, mais uma vez, o sucesso da estratégia de internacionalização. O
produto bancário comercial desta área aumentou 46,2% e a contribuição para o resultado consolidado foi de 41%
(Jun,10: 34%; Set,09: 35%).
‰
O crédito a clientes cresceu 6,5% (Jun,10:+9,7%), com um forte contributo da área internacional (+14,3%), sendo o
crédito a empresas a componente mais dinâmica (+8,9%, ou seja, um acréscimo de 3,1 mil milhões de euros).
‰
Os depósitos de clientes alcançaram o significativo crescimento de 22,6%; no entanto, a redução da dívida titulada
colocada junto de clientes internacionais (devido ao agravamento do risco soberano), designadamente sob a forma
de certificados de depósitos, fez com que os recursos de clientes com reflexo no balanço apresentem uma redução
de 2,3%.
‰
O produto bancário comercial, impulsionado pelo desempenho da área internacional, teve uma evolução positiva
(+2%) em contraste com os trimestres anteriores (1ºTrim,10: -8,3%; 1ºSem, 10: -6,1%).
‰
O crescimento dos custos operativos (+10,3%) reflecte a concretização do programa de expansão internacional (os
custos desta área registaram um aumento de 36,3%). A relação entre os custos operativos e o produto bancário,
apesar de registar um agravamento, não obstou a que o indicador de eficiência Cost to Income (com mercados) se
mantivesse abaixo dos 50%.
‰
O
esforço
de
provisionamento
para
crédito
situou-se
em
65
pontos
base
(Set,09: 1,03%; base comparável: 0,92%). O saldo de provisões em balanço para fazer face ao risco do crédito
concedido a clientes passou para 3,27% (Set,09: 2,91%).
‰
O rácio de sinistralidade do crédito vencido há mais de 90 dias situou-se em 1,90% (Set,09: 1,56%), sendo a
correspondente cobertura por provisões de 172,5% (Set,09: 186,4%).
‰
A liquidez do Grupo BES tem evoluído no sentido de um menor recurso ao financiamento do BCE: em 30 de
Setembro de 2010, as tomadas líquidas junto do BCE totalizavam 4,3 mil milhões de euros, uma redução de 1,7 mil
milhões de euros em relação a Junho de 2010 (6,0 mil milhões de euros). O Grupo BES mantém em carteira 13,5 mil
milhões de euros utilizáveis para o mercado de repos, dos quais 9 mil milhões de euros elegíveis para redesconto
junto do BCE.
‰
O rácio de solvabilidade é de 11,0%, com o Tier I a situar-se em 8,3%.
‰
As principais posições accionistas da carteira de Activos Disponíveis para Venda têm associado um ganho
potencial de 383 milhões de euros (Jun,10: 163 milhões de euros).
‰
Em 23 de Julho foram divulgados os resultados dos stress tests realizados nos países da União Europeia, sob a
coordenação do CEBS, com a cooperação do Banco Central Europeu e a participação directa das autoridades de
supervisão nacionais. A ESPÍRITO SANTO FINANCIAL GROUP e o BANCO ESPÍRITO SANTO apresentaram
resultados que confirmaram a solidez das duas instituições quando sujeitas a cenários adversos.
Comunicação Social
Paulo Padrão [email protected] (+ 351 21 3501713)
Paulo Vaz Tomé [email protected]
Investidores e Analistas
Elsa Santana Ramalho [email protected] (+ 351 21 359 7390)
BANCO ESPÍRITO SANTO, S.A.
Sociedade Aberta
Sede: Av. da Liberdade, n.º 195, 1250 – 142 Lisboa
Nº de Mat. na Conservatória Registo Comercial Lisboa e de Pessoa Colectiva 500 852 367
Capital Social: 3 499 999 998.00 euros
ÍNDICE
Página:
1. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO ............................................................................................................................. 3
2. RESULTADOS.................................................................................................................................................................................. 4
2.1. Resultado Financeiro............................................................................................................................................................. 7
2.2. Serviços a Clientes................................................................................................................................................................. 9
2.3. Resultados de Operações Financeiras e Diversos .................................................................................................... 10
2.4. Custos Operativos ................................................................................................................................................................ 11
2.5. Provisões..................................................................................................................................................................................12
2.6. Rendibilidade ..........................................................................................................................................................................13
3. ACTIVIDADE................................................................................................................................................................................... 14
3.1. Evolução Geral....................................................................................................................................................................... 14
3.2. Principais Áreas de Negócio (Segmentos Operacionais)........................................................................................ 16
4. SOLIDEZ FINANCEIRA E OUTROS INDICADORES.............................................................................................................. 33
4.1 Qualidade do Crédito ........................................................................................................................................................... 33
4.2 Liquidez, Solvabilidade e Solidez Financeira ..............................................................................................................34
4.3. Produtividade e Eficiência................................................................................................................................................. 39
4.4. Indicadores de Referência do Banco de Portugal.....................................................................................................40
5. OUTROS ASPECTOS E ACONTECIMENTOS SUBSEQUENTES...................................................................................... 41
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
2
1. ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO
Não obstante o impacto inicial positivo da divulgação dos resultados dos stress tests ao sector bancário
europeu, o terceiro trimestre de 2010 voltou a ficar marcado pelas preocupações com o risco soberano na
periferia da Zona Euro, sobretudo em função das dificuldades do sector financeiro da Irlanda e do seu
contágio às contas públicas desta economia. O spread dos títulos da dívida pública irlandesa a 10 anos face
ao benchmark alemão subiu de 291 para 430 pontos base entre Julho e Setembro (máximo de 449 pontos
base em Setembro). Nos casos português e grego, o mesmo spread elevou-se, em igual período, de 301 para
402 pontos base e de 771 para 817 pontos base, respectivamente (embora com máximos respectivos de 426
e 952 pontos base, observados em Setembro). Em contraste com o resto da periferia, os spreads soberanos
de Espanha registaram um estreitamento no conjunto do terceiro trimestre, com o diferencial face ao
benchmark alemão a 10 anos a descer de 201 para 184 pontos base. Perante a persistência de riscos no
financiamento do mercado a estas economias, o BCE prolongou a provisão ilimitada de liquidez nos leilões a
3 meses. Observou-se, no entanto, um recuo na procura de recursos do BCE por parte do conjunto das
instituições financeiras da Zona Euro, reflectindo uma tímida abertura do mercado monetário. A Euribor a 3
meses subiu, assim, de 0,767% para 0,892%.
Nos EUA, as expectativas de crescimento nominal tendencialmente moderado e de reforço da política de
quantitative easing por parte da Reserva Federal contribuíram para a descida da yield dos Treasuries a 10
anos em 40 pontos base, para 2,512%. A yield dos títulos da dívida pública alemã a 10 anos caiu 30 pontos
base, para 2,278%. Neste contexto, o euro registou uma apreciação de 11,1% face ao dólar, para EUR/USD
1,36 (tendência que se prolongou pelo início do quarto trimestre, para valores acima de EUR/USD 1,40). O
cenário de recuperação da actividade económica global com uma inflação contida contribuiu para a
valorização dos principais índices accionistas. Entre Julho e Setembro, os índices DAX, CAC40 e IBEX
valorizaram-se, respectivamente 4,42%, 7,91% e 13,51%. Nos EUA, os índices Dow Jones, Nasdaq e S&P500
ganharam 10,37%, 12,3% e 10,72% no trimestre, respectivamente. No Brasil, o índice Bovespa valorizou-se
13,94%.
A economia portuguesa registou um crescimento acima do esperado nos primeiros nove meses do ano
(próximo de 1,5% em termos homólogos), beneficiando, em particular, do dinamismo das exportações
(crescimento nominal homólogo de cerca de 14% no trimestre até Agosto). No entanto, o menor dinamismo
da procura interna no terceiro trimestre terá contribuído para um abrandamento do crescimento na
segunda metade do ano. O PSI-20 valorizou-se 6,25% entre Julho e Setembro.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
3
2. RESULTADOS
O Grupo BES concluiu o terceiro trimestre do corrente exercício com um resultado de 405,4 milhões de
euros, aumentando 12,4% quando comparado com o período homólogo do ano anterior (p.h.a.a.) e
representativo de uma Rendibilidade dos Capitais Próprios (ROE) anualizada de 9,1%.
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS
milhões de euros
Variáveis
Variação
até
até
Set, 09 Set, 10 absoluta relativa
Resultado Financeiro
950.5
892.6
- 57.9
-6.1%
+
Serviços a Clientes
517.3
605.1
87.8
17.0%
=
Produto Bancário Comercial
1 467.8 1 497.7
29.9
2.0%
+
Resultados de Operações Financeiras e Diversos
251.9
12.1
5.0%
=
Produto Bancário
1 707.6 1 749.6
42.0
2.5%
-
Custos Operativos
774.4
853.9
79.5
10.3%
=
Resultado Bruto
933.2
895.7
- 37.5
-4.0%
-
Provisões líquidas de Reposições
462.7
350.8
- 111.9
-24.2%
para Crédito
378.3
258.1
- 120.2
-31.8%
para Títulos
37.5
37.2
- 0.3
-0.9%
Outras Provisões
46.9
55.5
8.6
18.4%
470.5
544.9
74.4
15.8%
78.1
54.7
- 23.4
-30.0%
392.4
490.2
97.8
24.9%
31.6
84.8
53.2
...
360.8
405.4
44.6
12.4%
=
Resultado antes de Impostos e Minoritários
-
Impostos
=
Resultado após Impostos
-
Interesses Minoritários
=
Resultado do Exercício
239.8
O produto bancário comercial, sustentado pela performance da área internacional e pela progressão dos
serviços a clientes, aumentou 2% o que representa uma recuperação relativamente à retracção verificada
durante a primeira metade do ano onde se tinha registado uma redução de 6,1%.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
4
Considerando a geração de resultados do terceiro trimestre, que totalizou 123,2 milhões de euros,
salientamos os seguintes aspectos fundamentais:
•
Contribuição do desempenho da área internacional na recuperação do resultado financeiro e do
comissionamento;
•
Custos operativos mantidos ligeiramente abaixo do registo do segundo trimestre;
•
Esforço de provisionamento do crédito (0,63%) do mesmo nível ao verificado no primeiro semestre
(0,65%).
Actividade Internacional
O desenvolvimento da estratégia internacional tem evoluído como programado, conduzindo à consolidação
e ao aumento do contributo desta área para os resultados do Grupo.
Neste contexto foram concretizadas no decorrer do terceiro trimestre um conjunto de acordos e parcerias
com vista ao reforço da presença em países estratégicos, a saber:
(i)
a BES ÁFRICA, SGPS (filial a 100% do BES) celebrou um acordo para a aquisição directa de uma
participação de 25,1% no capital social do Moza Banco, uma instituição bancária moçambicana;
(ii)
a ESAF- Espírito Santo Activos Financieros (filial espanhola detida em 92,5% pelo BES) celebrou um
contrato com o Banco Pastor (Espanha), de compra da totalidade do capital social da Gespastor,
SGIIC uma sociedade gestora de investimento colectivo e a Companhia de Seguros Tranquilidade,
sociedade irmã do BES, adquiriu 50% e o controle de gestão da Pastor Vida;
(iii) o Banco Espírito Santo, o Banco do Brasil e o Banco Bradesco (Brasil) assinaram um memorando de
entendimento que visa a definição de uma estratégia comum de desenvolvimento no continente
africano através da BES Africa.
O resultado das unidades internacionais totalizou 166,2 milhões de euros que corresponde a um aumento
de 30,9% (52,1% numa base comparável caso se ajuste o resultado do BES Angola, a Setembro de 2009, de
acordo com o actual nível de participação do Grupo). Para esta performance contribuiu o crescimento de
46,2% do produto bancário comercial assente no comportamento do resultado financeiro (+50,5%) e do
comissionamento (+35,8%), conjugado com um menor esforço de provisionamento.
As unidades de negócio internacionais apresentam, na sua quase totalidade, resultados positivos com
destaque para o contributo do Reino Unido e Angola. A recuperação operada em Espanha conjugada com o
desempenho do BES Angola e da actividade no Brasil fez com que o contributo do triangulo estratégico
tivesse ultrapassado os 100 milhões de euros, representativo de 61% do total internacional e traduzindo um
crescimento de 38%.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
5
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS
Actividade Doméstica e Actividade Internacional
milhões de euros
Actividade Doméstica
Variáveis
até
Set, 09
até
Set, 10
Actividade Internacional
Variação
até
Set, 09
até
Set, 10
Variação
Resultado Financeiro
685.2
493.5
-28.0%
265.3
399.1
50.5%
+
Serviços a Clientes
410.6
460.2
12.1%
106.7
144.9
35.8%
=
Produto Bancário Comercial
1 095.8
953.7
-13.0%
372.0
544.0
46.2%
+
Resultados de Oper. Financeiras e Diversos
162.4
222.9
37.3%
77.4
29.0
-62.5%
=
Produto Bancário
1 258.2 1 176.6
-6.5%
449.4
573.0
27.5%
-
Custos Operativos
626.9
652.9
4.2%
147.5
201.0
36.3%
=
Resultado Bruto
631.3
523.7
-17.0%
301.9
372.0
23.2%
-
Provisões líquidas de Reposições
341.4
284.9
-16.6%
121.3
65.9
-45.7%
para Crédito
261.8
195.8
-25.2%
116.5
62.3
-46.5%
para Títulos
37.6
37.6
0.1%
- 0.1
- 0.4
...
Outras Provisões
42.0
51.5
22.5%
4.9
4.0
-17.7%
289.9
238.8
-17.6%
180.6
306.1
69.4%
53.9
2.4
….
24.2
52.3
….
236.0
236.4
0.2%
156.4
253.8
62.3%
2.1
- 2.8
...
29.5
87.6
...
233.9
239.2
2.3%
126.9
166.2
30.9%
=
Res. antes de Impostos e Minoritários
-
Impostos
=
Resultado após Impostos
-
Interesses Minoritários
=
Resultado do Exercício
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
6
ACTIVIDADE INTERNACIONAL
Contributo de 41% para o Resultado Consolidado
(milhões de euros)
2.1. Resultado Financeiro
A actividade de intermediação, na sequência da crise, tem-se desenvolvido no ano de 2010 sob condições
adversas provocadas pela incapacidade de aceder aos mercados financeiros internacionais devido ao
aumento do risco soberano. No último trimestre acentuou-se o clima de desconfiança dos mercados que
passaram a exigir, desde a criação da Zona Euro, prémios históricos a Portugal. Em consequência, o sector
financeiro passou a utilizar com maior intensidade os mecanismos de cedência de liquidez do BCE ao
mesmo tempo que se passou a dinamizar a captação de poupanças sob a forma de depósitos.
Neste contexto, o resultado financeiro até Setembro atingiu 892,6 milhões de euros, representativos de um
decréscimo de 6,1% em termos homólogos, mas em recuperação face aos trimestres anteriores (até Mar,10:
-19,5%; até Jun,10:-16,0%). Esta redução foi consequência de uma queda na margem de 24 pontos base
(-129,7 milhões de euros) não compensada pelo aumento do volume de actividade (+71,8 milhões de euros).
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
7
RESULTADO E MARGEM FINANCEIRA
milhões de euros
até Set,09
Variáveis
até Set,10
Capitais Tx Média Proveitos
(%)
Médios
/ Custos
Capitais
Médios
Tx Média Proveitos
(%)
/ Custos
ACTIVOS FINANCEIROS
67 017
4.56
2 284
72 130
3.97
2 142
Crédito a Clientes
48 260
4.79
1 728
51 842
3.78
1 465
Outros Aplicações
18 757
3.96
556
20 288
4.46
677
353
-
-
328
-
-
67 370
4.54
2 284
72 458
3.95
2 142
PASSIVOS FINANCEIROS
67 370
2.65
1 334
72 458
2.31
1 249
Depósitos
Outros Passivos
24 556
42 814
2.06
2.98
379
955
26 219
46 239
1.64
2.68
321
928
-
-
-
-
-
-
67 370
2.65
1 334
72 458
2.30
1 249
RESULTADO / MARGEM
1.89
950
1.65
893
Euribor 3 M - média do período
1.40
APLICAÇÕES DIFERENCIAIS
ACTIVOS FINANCEIROS E DIFERENCIAIS
RECURSOS DIFERENCIAIS
PASSIVOS FINANCEIROS E DIFERENCIAIS
0.74
A redução da margem financeira em 24 pontos base (de 1,89% para 1,65%) deve-se ao facto de se ter
registado uma quebra (-59 pontos base) na taxa média dos activos financeiros (de 4,54% para 3,95%) de
maior amplitude do que a verificada nos passivos (-35 pb), de 2,65% para 2,30%. Sublinha-se o facto de a
taxa média de mercado de referência (Euribor 3 meses) se ter reduzido 66 pb face ao p.h.a.a. (até Set,10:
0,74%; até Set,09: 1,40%), redução acima da verificada nos passivos, o que traduz uma melhoria expressiva
nas condições negociais praticadas em favor dos clientes aportadores de recursos.
Numa perspectiva de evolução trimestral a recuperação do resultado financeiro, que vinha ocorrendo desde
o primeiro trimestre, consolidou-se.
RESULTADO E MARGEM FINANCEIRA TRIMESTRAL
milhões de euros
1º trimestre de 2010
Variáveis
Capitais
Médios
Tx
Média
(%)
2º trimestre de 2010
Proveitos
/ Custos
Capitais
Médios
Tx
Média
(%)
3º trimestre de 2010
Proveitos
/ Custos
Capitais
Médios
Tx
Média
(%)
Proveitos
/ Custos
ACTIVOS FINANCEIROS
72 974
3.72
669
72 703
4.07
738
72 145
4.04
788
PASSIVOS FINANCEIROS
72 974
2.31
415
72 703
2.46
445
72 145
2.14
442
1.41
254
1.61
293
1.90
346
RESULTADO / MARGEM
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
8
Com efeito, e após o mínimo atingido no quarto trimestre de 2009 (250 milhões de euros), ocorreu uma
recuperação no primeiro trimestre (254 milhões de euros), confirmada no segundo trimestre (293 milhões
de euros) e no terceiro trimestre (346 milhões de euros). Para a recuperação do último trimestre foi decisiva
a área internacional e, em menor grau, o acesso às linhas de financiamento do BCE e a carteira de
obrigações.
O resultado financeiro internacional acumulado passou de uma representatividade de 28% (até Set,09) para
45% do total consolidado em Setembro de 2010.
2.2. Serviços a Clientes
O comissionamento atingiu 605,1 milhões de euros, correspondente a um aumento de 17,0% em termos
homólogos. Esta evolução continua a trajectória de crescimento já evidenciada no exercício de 2009
(+12,8%) e nos trimestres precedentes, suportada na adopção de uma política de adequação dos produtos e
serviços disponibilizados às necessidades dos clientes, com elevação dos padrões de qualidade e constante
inovação.
SERVIÇOS A CLIENTES
milhões de euros
Variação
até
Set, 09
até
Set, 10
absoluta
Cobrança de Valores
21.2
17.0
-4.2
-19.8%
Operações sobre Títulos
34.7
36.1
1.4
3.9%
Garantias Prestadas
52.3
63.8
11.5
21.9%
64.7
62.5
-2.2
-3.4%
120.6
158.1
37.5
31.0%
37.4
76.4
39.0
104.2%
73.3
75.9
2.6
3.6%
Cartões
25.5
29.2
3.7
14.7%
Bancasseguros
44.1
43.5
-0.6
-1.3%
Outros Serviços
43.5
42.6
-0.9
-1.9%
517.3
605.1
87.8
17.0%
Tipo de Comissões
Gestão de Meios de Pagamento
Comissões sobre Empréstimos e similares
(1)
Créditos Documentários
Gestão de activos
(2)
Total
(1)
Inclui comissões sobre empréstimos, project finance , financiamentos externos e factoring
(2)
Inclui fundos de investimento e gestão de carteiras
relativa
De entre os serviços que evidenciam maiores dinamismos salientamos:
- os ligados ao comércio externo, beneficiando da estratégia de apoio à internacionalização das empresas
portuguesas, destacando-se as comissões de créditos documentários os quais mais do que duplicaram;
- as garantias prestadas, designadamente da área de empresas e relacionadas com a colocação de papel
comercial, com um incremento de quase 22%;
- o crescimento de 31% das comissões sobre empréstimos;
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
9
- a gestão de activos que, pese embora o menor dinamismo nesta modalidade de captação de poupança,
observou uma melhoria de 3,6% no comissionamento;
- os cartões que têm progredido favoravelmente neste exercício, registando um aumento de 14,7% nas
comissões com eles relacionadas.
Por outro lado, mantém-se o decréscimo nos serviços como as cobranças de valores e gestão de meios de
pagamento e evolução moderada na bancasseguros e operações sobre títulos.
2.3. Resultados de Operações Financeiras e Diversos
Os resultados de mercados e diversos atingiram os 251,9 milhões de euros, valor que compara com 239,8
milhões de euros em igual período do ano anterior.
RESULTADOS DE OPERAÇÕES FINANCEIRAS E DIVERSOS
milhões de euros
até
Set, 09
até
Set, 10
280.3
240.9
-39.4
Taxa de Juro, Crédito e Cambial
Taxa de Juro
Crédito
Cambial e Outros
118.1
232.4
-66.5
-47.8
106.2
7.9
30.7
67.6
-11.9
-224.5
97.2
115.4
Acções
Negociação
Dividendos
162.2
94.5
67.7
134.7
58.3
76.4
-27.5
-36.2
8.7
-40.5
11.0
51.5
239.8
251.9
12.1
Tipo de Resultados
RESULTADOS DE OPERAÇÕES FINANCEIRAS
OUTROS RESULTADOS
Total
Variação
absoluta
O ano de 2010 tem-se caracterizado por uma diminuição da liquidez nos mercados financeiros e por uma
elevada incerteza. Esta situação deve-se à preocupação dos investidores com as contas públicas dos
Estados da Zona Euro que originou um alargamento significativo dos spreads do crédito da dívida pública e
das instituições financeiras dos países da periferia da Europa. Esta crise de crédito teve como consequência
uma desvalorização do Euro contra várias moedas tais como o Dólar americano e o Real brasileiro até ao
final do primeiro semestre, e um movimento de sentido inverso no terceiro trimestre.
Mesmo neste ambiente o Grupo BES manteve, ao longo dos três trimestres decorridos, uma contribuição
positiva da área de mercados, registando lucros no primeiro trimestre de 109,8 milhões de euros, no
segundo de 95,9 milhões de euros e no terceiro trimestre de 46,2 milhões de euros. A avaliação dos
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
10
resultados por tipos de risco revela que todas as áreas registaram lucros destacando-se, em especial, a
negociação de acções com resultados de 58,3 milhões de euros e a área cambial com 67,6 milhões de euros.
2.4. Custos Operativos
A evolução dos custos de funcionamento (aumento de 10,3% em termos homólogos) continua a ser
determinada pela actividade da área internacional (+36,3%), quer devido à diversificação do negócio nas
geografias onde o Grupo já opera, como à entrada em novos países. Os custos da área doméstica
cresceram 4,2%.
CUSTOS OPERATIVOS
milhões de euros
Natureza
até
até
Set, 09 Set, 10
Variação
absoluta
relativa
Custos com Pessoal
417.6
454.3
36.7
8.8%
Gastos Gerais Administrativos
291.2
323.8
32.6
11.2%
65.6
75.8
10.2
15.5%
Total
774.4
853.9
79.5
10.3%
Actividade Doméstica
626.9
652.9
26.0
4.2%
Actividade Internacional
147.5
201.0
53.5
36.3%
Amortizações
Os custos com pessoal registaram um aumento de 8,8%, sendo de referir o impacto do reforço das equipas
da área internacional em 144 novos colaboradores, aos quais há que adicionar os efectivos (404) do Aman
Bank, cuja entrada no perímetro de consolidação se verificou no 2º trimestre de 2010. Na componente
doméstica estes custos registaram um aumento de 1,5%, reflexo das medidas de contenção e
racionalização dos meios humanos utilizados.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
11
CUSTOS COM PESSOAL
milhões de euros
Natureza
até
Set, 09
Vencimentos e Encargos associados
Benefícios pós emprego
Total
Actividade Doméstica
Actividade Internacional
até
Set, 10
Variação
absoluta
relativa
352.1
388.3
36.2
10.3%
65.5
66.0
0.5
0.7%
417.6
454.3
36.7
8.8%
334.7
339.6
4.9
1.5%
82.9
114.7
31.8
38.2%
A evolução dos gastos gerais administrativos continua a ser influenciada pela progressão do consumo de
bens e serviços das unidades no exterior (+33,6%), enquanto que os custos domésticos registaram um
agravamento de 6,3%, em grande parte devido a serviços também de suporte ao desenvolvimento da
actividade internacional, de entre os quais se destacam os gastos com consultoria e as deslocações.
O investimento informático constitui um instrumento incontornável na operacionalização da estratégia de
internacionalização e de melhoria da eficiência e produtividade no Grupo, implicando, inevitavelmente, um
acréscimo de custos com serviços prestados por entidades externas especializadas e com amortizações.
2.5. Provisões
As provisões para crédito foram reforçadas em 258,1 milhões de euros, sendo a redução face ao período
homólogo do ano anterior parcialmente justificada pelo reforço adicional de 40 milhões de euros então
realizado por força da deterioração da situação económica. A carga de provisionamento nos primeiros nove
meses do exercício corrente situou-se em 0,65% (valor idêntico ao registado no final do 1º semestre) e o
rácio de cobertura do crédito total (Provisões para Crédito / Crédito a Clientes) passou a ser de 3,27%
(Dez,09: 3,07%).
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
12
Evolução da Carga de Provisões para Crédito e do Rácio “Provisões para Crédito / Crédito a Clientes” (%)
1.14
2.33
2.35
2.35
0.67
0.51
0.57
2.38
2.52
0.80
2.81
(1)
2.91
0.85
3.07
3.12
3.27
(1)
0.76
0.71
0.63
0.62
0.61
1.ºT08 2.ºT08 3.ºT08 4.ºT08 1.ºT09 2.ºT09 3.ºT09 4.ºT09 1.ºT10
Carga de provisões
3.15
2.ºT10
3.ºT10
Rácio "Provisões para crédito / Crédito a clientes"
(1) Excluindo reforços adicionais
A dotação de provisões para títulos, na sequência da observância de indícios de imparidade em alguns
emitentes de dívida titulada, atingiu 37,2 milhões de euros.
O reforço de provisões para riscos e encargos diversos, cujo montante ascendeu a 55,5 milhões de euros,
visa a cobertura de contingências diversas inerentes à normal actividade do Grupo e à cobertura da
desvalorização de certos activos, nomeadamente, de imóveis recebidos em dação por recuperações de
crédito que justificam cerca de metade do reforço.
2.6. Rendibilidade
O resultado apurado até ao final de Setembro traduz uma rendibilidade dos capitais próprios médios (ROE)
anualizada de 9,1% que compara com 8,8% do ano de 2009 (excluindo os resultados extraordinários). Esta
melhoria na rendibilidade assume especial significado no contexto económico e financeiro que tem
marcado o corrente exercício e se tivermos em consideração que, em 2010, se faz sentir o efeito full year do
aumento de capital realizado em Abril de 2009.
A rendibilidade dos activos (ROA) foi de 0,65% o que evidencia uma recuperação face à rendibilidade
conseguida no exercício anterior (0,59%).
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
13
RENDIBILIDADE
%
Indicadores
Rendibilidade dos Capitais Próprios (ROE)
Rendibilidade dos Activos (ROA)
(1)
até
Set, 09
Ano 2009
(1)
até
Set, 10
Reportado
sem Resultad.
Extraordinários
9.4
10.0
8.8
9.1
0.62
0.66
0.59
0.65
(1)
Cálculo com base no resultado apurado até Setembro anualizado
Em 30 de Setembro de 2010, a cotação de fecho da acção BES era de € 3,395, valor que traduz uma
capitalização bolsista de 3961 milhões de euros, continuando a ser a instituição financeira nacional com
maior capitalização no NYSE Euronext Lisbon.
Apesar da desvalorização operada na cotação das acções BES (em 31/Dez/2009 era de €4,57), em linha com
a evolução do índice PSI20 e com a evolução das cotações dos bancos portugueses, a maior parte dos
analistas mantêm uma recomendação de compra/manutenção do título BES com um preço alvo médio
superior à cotação de fecho do trimestre.
Refira-se ainda que entre o final de Maio (momento em que a cotação apresentou o valor mais baixo do
ano) e Setembro o desempenho do título do BES foi o melhor entre os principais bancos portugueses com
uma valorização de 7,9%.
3. ACTIVIDADE
3.1. Evolução Geral
Os activos totais ascenderam a cerca de 104,8 mil milhões de euros em Setembro de 2010, valor semelhante
ao registado no período homólogo do ano anterior.
A actividade de captação de recursos no mercado de capitais internacional continuou a evoluir com
grandes limitações, decorrentes da quebra de confiança dos investidores, tendo-se assistido à redução das
carteiras de dívida titulada colocada em clientes institucionais.
No entanto não podemos deixar de salientar o comportamento dos depósitos (+22,6%), cujo evolução
reflecte o aumento da procura de produtos bancários tradicionais, tanto por particulares como por
empresas. O comportamento positivo da poupança captada sob a forma de depósitos não foi suficiente
para compensar a redução do valor dos certificados de depósito e das obrigações colocadas em clientes
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
14
internacionais, influenciados pelo agravamento do risco soberano, fazendo com que os recursos de clientes
de balanço apresentem uma redução de 2,3%, em termos homólogos (-5,5% em Jun,10).
Neste contexto o rácio de transformação total evoluiu para 130%, reflexo do crescimento do crédito líquido
de balanço (mais 3,4 mil milhões de euros) em relação à redução observado nos recursos de balanço (menos
0,9 mil milhões de euros). Considerando apenas a poupança sob a forma de depósitos assinala-se a
progressão francamente positiva do rácio de transformação Core de 195% para 171%.
A preferência dos clientes por depósitos influenciou a evolução da desintermediação que sofreu uma
redução de 7,8%., fazendo com que os recursos totais de clientes atingissem 56,9 mil milhões de euros.
PRINCIPAIS VARIÁVEIS DA ACTIVIDADE
milhões de euros
30 de Setembro
2009
2010
Variáveis
Activos Totais (1)
Activo
Crédito a Clientes
(incluindo securitizado)
Crédito a Particulares
- Habitação
- Outro Crédito a Particulares
Crédito a Empresas
Recursos Totais de Clientes
(A+B)
Recursos de Clientes de Balanço
(A)
Variação
105 149
104 762
-0.4%
80 718
82 137
1.8%
52 537
55 930
6.5%
17 374
17 651
1.6%
14 604
14 894
2.0%
2 770
2 757
-0.5%
35 163
38 279
8.9%
59 364
56 934
-4.1%
40 104
39 171
-2.3%
- Depósitos
- Obrigações e Outros Títulos colocados
em Clientes (2)
24 416
29 923
22.6%
15 688
9 248
-41.0%
Recursos de Desintermediação (B)
19 260
17 763
-7.8%
195%
119%
171%
130%
-24
11
Rácios de Transformação
(1)
Crédito a Clientes
(3)
/ Depósitos
Crédito a Clientes
(3)
/ Recursos de Clientes
p.p.
p.p.
A ctivo Líquido + A ctividade A sset M anagement + Outra Desintermediação P assiva + Crédito Securitizado não co nso lidado
(2) Inclui
recurso s asso ciado s às o peraçõ es de titularização co nso lidadas
(3) Crédito
a Clientes liquido em balanço
O crédito a clientes, incluindo o securitizado, registou um crescimento homólogo de 6,5% com realce para o
crédito concedido a empresas, o qual, ao aumentar 8,9%, continua a apresentar-se como o segmento mais
relevante da carteira de crédito. A liderança do Grupo no apoio ao tecido empresarial nacional resulta de
uma abordagem baseada na visão integrada das necessidades dos clientes, na adopção de um sólido e
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
15
consolidado modelo de negócio e na aposta nos sectores exportadores mais dinâmicos ou nos sectores com
potencial de internacionalização.
O crédito a particulares (habitação e outras finalidades) apresenta um crescimento mais modesto como
consequência de uma redução da procura interna.
Actividade Internacional
O crédito a clientes das unidades operacionais no exterior experimentou um aumento de 14,3%, enquanto
que os recursos registam uma quebra de 29,6% devido à redução da carteira de certificados de depósitos, o
que justifica também a diminuição dos activos totais.
ACTIVIDADE DAS UNIDADES OPERACIONAIS DOMÉSTICAS E NO EXTERIOR
milhões de euros
Variáveis
(1)
Actividade Doméstica
30/Set/09
Actividade Internacional
30/Set/10 Variação
30/Set/09
30/Set/10
Variação
74 748
76 749
2.7%
30 401
28 013
-7.9%
Crédito a Clientes (incluindo securitizado)
42 562
44 527
4.6%
9 975
11 403
14.3%
Recursos Totais de Clientes
40 939
43 969
7.4%
18 425
12 965
-29.6%
151
138
65
108
Activos Totais
Rácio de Transformação (%)(2)
-13
p.p.
(1)
Activo Líquido + Actividade Asset Management + Outra Desintermediação Passiva + Crédito Securitizado não consolidado
(2)
Crédito a Clientes liquido em balanço / Recursos de Clientes de balanço
43
p.p.
3.2. Principais Áreas de Negócio (Segmentos Operacionais)
Caracterização Geral do Grupo
O Grupo BES desenvolve a sua actividade suportada em propostas de valor direccionadas para a satisfação
das necessidades dos clientes particulares, empresas e institucionais, com o centro de decisão e principal
mercado em Portugal.
As ligações históricas com África e com a América do Sul, nomeadamente com Angola e com o Brasil, a
internacionalização das empresas nacionais, a crescente interdependência das economias e as importantes
comunidades de cidadãos portugueses estabelecidas em vários continentes, têm constituído a base para a
expansão da estrutura internacional do Grupo, promovendo a adequada prestação de serviços a essas
comunidades, com reflexos positivos na actividade e resultados.
No acompanhamento do desempenho por áreas de negócio são considerados os seguintes Segmentos
Operacionais:
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
16
•
Banca Comercial Nacional (inclui os subsegmentos de Retalho, Empresas e Institucionais e Private
Banking)
•
Banca Comercial Internacional
•
Banca de Investimento
•
Gestão de Activos
•
Mercados e Participações Estratégicas
•
Centro Corporativo
Cada segmento engloba as estruturas directamente dedicadas, bem como as unidades do Grupo com cuja
actividade mais se identifica. A monitorização individual de cada unidade operacional (encarada numa
óptica de centro de investimento) é complementada, a nível da Comissão Executiva, pela definição de
estratégias e planos comerciais para cada Segmento Operacional.
Complementarmente é utilizada uma segunda segmentação da actividade e resultados baseada em
critérios geográficos, individualizando a performance das unidades localizadas em Portugal (Área
Doméstica) e das localizadas no exterior (Área Internacional).
3.2.1 Retalho
Este segmento engloba a actividade com clientes particulares e pequenos negócios, com destaque para o
crédito à habitação e ao consumo, o financiamento à actividade dos pequenos negócios, os depósitos, os
PPR e outros produtos de seguros para particulares, a gestão de contas e de meios de pagamento e os
serviços de colocação de fundos de investimento, de compra e venda de títulos e de custódia.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
17
Banca de Retalho
milhões de euros
Variáveis
Crédito a Clientes (bruto)
Set,09
Set,10
Var %
17 820
17 959
0.8
Recursos de Clientes de Balanço
8 314
9 397
13.0
Produto Bancário Comercial
436.0
435.7
-0.1
19.3
21.1
9.3
Produto Bancário
455.3
456.8
0.3
Custos Operativos
311.3
320.9
3.1
25.1
32.0
27.2
118.8
104.0
-12.5
68.4%
70.2%
1.9
Res. Operações Financeiras e Diversos
Provisões
Resultado antes de Impostos
Cost to Income
pp
Este segmento de actividade está assente numa rede de balcões que atingiu no final de Setembro de 2010
um total de 722 unidades em Portugal (incluindo 38 postos avançados resultantes de parcerias com agentes
de seguros ao abrigo do programa Assurfinance).
Apesar dos reduzidos níveis da Euribor e da elevada competitividade nas taxas praticadas na captação de
novos depósitos tem sido possível assegurar a manutenção do produto bancário face ao período homólogo,
fruto das políticas de cross-selling desenvolvidas e do crescimento da actividade. Nos primeiros nove meses
do ano registou-se um novo acréscimo de produtividade comercial, que se traduziu num aumento de 4% do
número de vendas face ao período homólogo. Foram captados 89 mil novos clientes, fruto da articulação
entre a rede de balcões e os principais canais de captação de clientes, em particular os programas Cross-
Segment, Assurfinance e os restantes programas de captação em parceria com promotores externos. A
captação total, incluindo as unidades internacionais, ascendeu a 96 mil clientes desde o início do ano.
Para a actividade do Retalho importa destacar as seguintes dimensões de actuação:
- Elevado enfoque na captação de recursos, expresso no crescimento homólogo de 11,0% dos recursos
totais, para o que contribuiu um importante aumento da procura de recursos de balanço, que
registaram um crescimento homólogo de 13,0%. Para o apoio ao crescimento dos recursos foram
lançadas diversas iniciativas, entre as quais se podem destacar diversas campanhas de captação de
depósitos de longo prazo suportadas em campanhas de comunicação que incluem a participação de
Cristiano Ronaldo, bem como o contínuo lançamento de produtos inovadores, entre os quais se destaca
um fundo de investimento de médio prazo com rendimento e capital garantidos e que inclui, para as
subscrições de maior montante, a oferta imediata de iPads (produto que ainda não teve o seu
lançamento oficial em Portugal).
- Elevada selectividade no crescimento do crédito, que se traduziu no aumento homólogo da carteira em
0,8%. Após uma importante dinâmica observada no início de 2010 (em particular no primeiro trimestre)
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
18
tem-se registado uma progressiva diminuição da procura de crédito (tanto no crédito à habitação como
no crédito ao consumo). Os clientes afluentes, com menor grau de risco, asseguraram 47% da produção
de crédito à habitação.
- Aumento sustentado do cross-selling, apoiado por um fluxo contínuo de lançamento de produtos e
serviços inovadores. A este título importa realçar, por um lado, a campanha Vantagem Família BES,
através da qual se atribuiu aos agregados familiares que se juntassem ao BES (nomeadamente através
de domiciliação de salários ou de despesas periódicas) vales de desconto em supermercados, reduções
nos spreads de crédito à habitação e descontos em apólices de seguros e, por outro lado, o lançamento
de um seguro de acidentes pessoais (“BES dia-a-dia”). Este seguro, inovador tanto ao nível das
coberturas abrangidas como ao nível do sistema de indemnização registava, até ao final de Setembro,
um total de 9300 apólices colocadas.
O programa Assurfinance manteve um contributo central para o desempenho comercial do Retalho através
da captação de 14 mil novos clientes.
Na área dos Canais Directos continua a verificar-se a tendência de reforço da sua utilização. O número de
aderentes do Internet banking de particulares – BESnet – atingiu um milhão e setenta e dois mil clientes em
Setembro de 2010, um crescimento de 6,0% face ao período homólogo. Simultaneamente, ocorreu um
aumento da utilização, com o número de utilizadores frequentes a crescer 7%, sendo que o número total de
acessos atingiu os 21,6 milhões de
log-ins. Esta área continua a potenciar as capacidades comerciais do
seu dispositivo, em estreita interligação com a função de Servicing, disponibilizando interactividade com os
clientes
(click-to-call e click-to-chat) com produtos adequados e exclusivos para os canais Internet e
telefone. O total de vendas atingiu os 117 mil produtos, com destaque para os produtos de poupança que
superaram os 1133 milhões de euros.
No início do ano a concretização do lançamento de um novo site do BES teve como objectivo potenciar a
exposição da sua oferta financeira, facilitar a procura de informação através de uma pesquisa inteligente
(Google Search Appliance) e facilitar a navegação no seio dos conteúdos através de menus organizados por
perfil de utilizador (segmento) e categoria de produto. Até ao final do terceiro trimestre as visitas ao site
ultrapassaram os 44,8 milhões de acessos.
Na actividade desenvolvida pelo BEST – Banco Electrónico de Serviço Total destaca-se o lançamento do
novo site logo no início do ano. Trata-se de um dos sites financeiros mais inovadores a nível mundial e que
permitiu o desenvolvimento do conceito Smart Banking. Já no final do primeiro semestre este conceito
ganhou uma nova dimensão com a disponibilização de um inovador depósito a prazo cujos juros são
creditados ao cliente na data de início e não na data de vencimento conforme era tradicional. A oferta na
actividade de trading online de títulos foi significativamente melhorada através da actualização e
renovação da plataforma de trading, onde se destaca a disponibilização de uma inovadora ferramenta de
Quick Trade, a par da disponibilização do motor para a negociação de ETFs através da Morningstar assim
como o reforço das funcionalidades da plataforma de mobile banking.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
19
Até Setembro de 2010, e não obstante um enquadramento geral de taxas de juro em níveis historicamente
baixos, registou-se um aumento global de 13% no volume de depósitos de clientes, enquanto que o crédito
líquido em balanço cresceu 43%, variação esta concentrada principalmente no crédito colaterizado. Na área
de actividade mais relacionada com os mercados financeiros registou-se igualmente um crescimento nas
subscrições dos fundos de investimento com maior componente ligada aos mercados obrigacionistas,
escolhidos dentro da ampla oferta de cerca de dois mil fundos de investimento disponibilizados pelo BEST.
A área de actividade de Wholesale e Internacional registou um crescimento de 31% nos activos sob custódia
o que, conjugado com o crescimento nos activos de outros clientes sob custódia, permitiu atingir um valor
total de 1,6 mil milhões de euros no final do 3º trimestre de 2010. O resultado líquido até Setembro atingiu
os 4,1 milhões de euros.
O Banco Espírito Santo dos Açores prosseguiu a sua estratégia tendo como objectivo o aumento da quota
de mercado e a captação de novos clientes.
Ao nível da actividade, e em relação a Setembro de 2009, sublinha-se a evolução registada tanto nos
depósitos de clientes (+5,3%) como no crédito concedido a clientes (+9,1%), com destaque para o crédito à
habitação que registou um crescimento de 7,4%.
O activo líquido situou-se em 543,5 milhões de euros o que representa uma redução de 10,3%, em termos
homólogos. Não obstante o crescimento de 9,9% do produto bancário, o acréscimo nas provisões para
crédito levou a uma quebra do resultado líquido que se situou em cerca de 1 milhão de euros.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
20
3.2.2 Empresas e Institucionais
Esta área de negócio engloba a actividade com as grandes e médias empresas e o negócio com os clientes
institucionais e municipais, com destaque para o crédito de curto, médio e longo prazo, o leasing, o
factoring, bem como os depósitos, as garantias prestadas, os serviços de custódia, os créditos
documentários e a gestão de meios de pagamento.
O Grupo BES detém uma importante presença no segmento de Empresas e Institucionais, fruto do seu
tradicional papel no apoio ao desenvolvimento do tecido empresarial nacional, focalizado nas empresas de
bom risco, com cariz inovador e nas empresas com vocação internacional.
Banca de Empresas e Institucionais
milhões de euros
Variáveis
Crédito a Clientes (bruto)
Set,09
Set,10
Var %
19 878
21 078
6.0
Recursos de Clientes de Balanço
8 001
11 399
42.5
Produto Bancário Comercial
366.4
326.2
-11.0
12.6
13.9
11.0
379.0
340.1
-10.3
44.9
47.7
6.2
Provisões
165.3
89.5
-45.9
Resultado antes de Impostos
168.7
202.9
20.3
11.8%
14.0%
2.2
Res. Operações Financeiras e Diversos
Produto Bancário
Custos Operativos
Cost to Income
pp
Esta área de negócio totalizou 202,9 milhões de euros de resultados antes de impostos, o que corresponde a
um crescimento homólogo de 20,3%, decorrente de um esforço de provisionamento significativamente
inferior aos níveis observados no período homólogo de 2009 (-45,9%), em resultado de diversas medidas
postas em prática no domínio da gestão do risco. Nesse contexto, no início de 2010 procedeu-se a um
redesenho do modelo e procedimentos de articulação entre as áreas comerciais, as estruturas de
acompanhamento das empresas em situação de maior dificuldade e as equipas de recuperação.
As políticas de reciprocidade entre a concessão de crédito e a captação de recursos, permitiram assegurar
um crescimento muito expressivo dos recursos de clientes de balanço face ao período homólogo: +42,5%. O
crédito a clientes aumentou 6,0% em linha com o continuado apoio à dinamização da actividade do tecido
empresarial nacional. Esta dinâmica comercial, aliada a uma política rigorosa de gestão das condições
praticadas nas linhas de crédito (tanto ao nível dos spreads contratados, como ao nível das práticas de
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
21
descontos comerciais no comissionamento) permitiu limitar os impactos das baixas taxas de juro na
evolução do produto bancário.
Mantendo um forte enfoque nas políticas de apoio ao tecido empresarial nacional, o Grupo confirmou a
liderança ao nível da concessão de crédito às PMEs ao abrigo do importante programa das Linhas de
Crédito PME Investe, com uma quota de 19% do total de crédito analisado pelas sociedades de garantia
mútua. Desde o início do programa PME Investe, foram aprovados mais de 2 mil milhões de euros em
crédito a PMEs nacionais.
No âmbito do apoio ao desenvolvimento do tecido empresarial nacional, importa igualmente destacar a
realização de um ciclo de seminários temáticos para as PME Líder, em parceria com o IAPMEI. Este ciclo de
seminários, intitulado “Liderar para o Futuro”, tem como objectivo aprofundar conceitos de gestão
fundamentais em áreas chave para o desenvolvimento empresarial. O seminário de abertura decorreu no
dia 1 de Julho, no Europarque em Santa Maria da Feira, com o tema “Desafios para a economia mundial em
2010 - como preparar o futuro” tendo contado com a presença de mais de 1000 empresários. Em Setembro
e início de Outubro realizaram-se mais dois seminários, um no Porto sobre Liderança e Motivação, e outro
em Braga sobre Inovação e Qualidade, que contaram com a presença de mais de 700 empresários. Em
Novembro, Leiria irá acolher o próximo seminário dedicado ao Marketing e Vendas.
O dinamismo da equipa de gestores de Negócio Internacional da Unidade “Internacional Premium”,
continua a contribuir para o sucesso do apoio, tanto à internacionalização das empresas portuguesas e
estrangeiras radicadas em Portugal, como em termos de geração e concretização de leads de negócio,
proporcionando uma articulação eficaz entre as áreas comerciais domésticas e as diversas estruturas
internacionais do Grupo, incluindo a nova operação internacional na Líbia (Aman Bank).
Ao nível do mercado ibérico, a articulação entre a rede doméstica e a rede em território espanhol tem
permitido assegurar uma acção comercial de captação e desenvolvimento de negócio: do universo
potencial de 2040 empresas ibéricas de bom risco, cerca de 51% são clientes do Grupo.
Tendo presente a actual situação económica do país, o “BES Express Bill” têm-se revelado uma fonte de
liquidez importante para suprir as dificuldades de tesouraria das empresas e um instrumento gerador de
confiança nas transacções comerciais entre empresas por via da garantia de pagamentos realizada pelo
BES. Esta solução, que permite a gestão dos pagamentos das empresas assegurando o cumprimento dos
prazos de pagamento e a possibilidade de antecipação de fundos, tem registado crescentes níveis de
adesão: mais de 2200 empresas aderentes e mais de 900 milhões de euros de linhas aprovadas.
Esta dinâmica de inovação na abordagem comercial e na oferta de produtos competitivos e adaptados à
necessidade dos clientes permitiram um importante crescimento da captação de clientes: nas Médias e nas
Grandes Empresas o número de novos clientes captados cresceu 37% face ao período homólogo.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
22
Acrescem importantes iniciativas de diversificação de comissões geradas nas operações de trade finance
(que cresceram 42% face a 2009), na colocação de produtos de Bancasseguros (com um expressivo
crescimento do ritmo de comissionamento: +36%) e nas comissões associadas ao Renting (+14% face ao
período homólogo).
Na área dos Canais Directos, o Internet Banking para empresas – BESnetwork –, registou um crescimento
de 12,5% face ao período homólogo, alcançando os 88 mil utilizadores. O número de acessos atingiu os 9,1
milhões de log-ins.
3.2.3. Private Banking
Esta área de negócio engloba a actividade com clientes private integrando todos os produtos do activo e de
captação de recursos a eles associados, nomeadamente, os depósitos, a gestão discricionária, os serviços
de custódia, de compra e venda de títulos e os produtos de seguros.
Private Banking
milhões de euros
Variáveis
Set,09
Set,10
Var %
Crédito a Clientes (bruto)
1 008
1 008
0.0
Recursos de Clientes de Balanço
1 129
1 085
-4.0
24.0
26.9
12.3
5.5
4.5
-17.5
Produto Bancário
29.5
31.4
6.7
Custos Operativos
17.0
16.0
-5.8
Provisões
-1.0
2.2
….
Resultado antes de Impostos
13.4
13.2
-1.7
67.6%
51.0%
-0.1
Produto Bancário Comercial
Res. Operações Financeiras e Diversos
Cost to Income
pp
Neste segmento onde o Grupo BES detém uma importante quota de mercado, o ano de 2010 têm-se
caracterizado pela consolidação das alterações introduzidas ao longo de 2009 no modelo de abordagem
comercial a este segmento, que incluíram a definição de subsegmentos de clientes, a estruturação de
propostas de valor distintivas para cada subsegmento e o redesenho da presença geográfica das estruturas
comerciais private com impacto na redução dos custos.
Até ao final de Setembro, os activos totais sob gestão e custódia atingiram os 7,7 mil milhões de euros, um
crescimento homólogo de 4,7%, que resulta de um crescimento da actividade acompanhado de um
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
23
importante grau de diversificação, o que tem permitido assegurar evoluções muito positivas do produto
bancário (variação homóloga de +6,7%). Esta evolução assenta, igualmente, num conjunto de medidas com
vista ao reforço dos níveis de equipamento dos clientes, bem como na aposta no aumento da base de
clientes. O título ilustrativo, o comissionamento associado ao equipamento dos clientes registou um
crescimento de 42% face ao período homólogo.
3.2.4. Banca Comercial Internacional
Integra as unidades de negócio localizadas no exterior entre as quais se destacam o Banco Espírito Santo
Angola e as Sucursais do BES em Espanha, Londres, Nova Iorque e Cabo Verde e mais recentemente o
Aman Bank.
Banca Comercial Internacional
milhões de euros
Variáveis
Set,09
Set,10
Var %
Crédito a Clientes (bruto)
10 632
10 965
3.1
Recursos de Clientes de Balanço
14 468
9 579
-33.8
297.1
411.7
38.5
40.7
12.3
-69.7
Produto Bancário
337.8
424.0
25.5
Custos Operativos
115.2
138.5
20.2
Provisões
100.1
51.2
-48.8
Resultado antes de Impostos
122.6
234.3
91.2
34.1%
32.7%
0.0
Produto Bancário Comercial
Res. Operações Financeiras e Diversos
Cost to Income
pp
Este segmento tem vindo a evidenciar um desempenho francamente positivo atingindo um aumento de
38,5% no produto bancário comercial e um crescimento de 91,2% do resultado antes de impostos o qual se
situou em 234,3 milhões de euros.
Os recursos de clientes tiveram um decréscimo de 33,8% devido ao declínio na colocação dos certificados de
depósito no mercado internacional em resultado da redução dos ratings da dívida soberana e do sistema
bancário.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
24
O Banco Espírito Santo Angola (BESA), perto de completar uma década de presença no mercado angolano,
continua a afirmar-se de forma sustentada, como uma das instituições que apresentam melhores índices
de rentabilidade e eficiência, mantendo a sua dinâmica de crescimento.
Do ponto de vista da actividade (i) consolidou-se a mudança de Lisboa para Luanda de toda a infraestrutura informática; (ii) registou-se o arranque dos canais directos, nomeadamente da operacionalidade
do internet banking (BESAnet), na componente de transaccionalidade; e (iii) iniciou-se a comercialização de
cartões de crédito próprios, no âmbito do alargamento do leque de produtos e serviços colocados à
disposição dos clientes, tendo lançado em Junho uma colecção que denominou “BESA Collection”, que inclui
cartões destinados a clientes particulares afluentes e clientes empresas.
Ainda neste período foi concretizada uma nova campanha institucional, veiculada em diversos meios de
comunicação e baseada no significado da palavra “RIQUEZA”, associada ao desenvolvimento financeiro, ao
apoio social, cultural e ambiental, através de um conjunto de iniciativas realizadas em Angola e no exterior.
Desde a sua fundação, o BESA tem sido reconhecido por prémios atribuídos por prestigiadas instituições
internacionais, tendo sido distinguido no decurso deste ano com: (i) “Best Banking Group in Angola 2010 ” –
prémio atribuído pela World Finance, que pela terceira vez consecutiva distingue o BESA, (ii) “Best Banking
Group in Subaharian Africa 2010 ” – distinção outorgada pela World Finance, (iii) Banco Oficial do Planeta
Terra UNESCO – distinção atribuída pela UNESCO, válida nos próximos dez anos, em que será um dos
parceiros principais na implementação de acções de divulgação e promoção de mensagens sobre a
sustentabilidade; (iv) “Best Trade Finance in Angola 2010 ” – distinção da Global Finance e (v) “Best Bank
Award 2010 ” – prémio concedido pela Global Finance, pelo terceiro ano consecutivo.
Na área de gestão de activos, dispõe-se de (i) uma sociedade gestora de fundos de investimento produtos –
BESAACTIF - que gere um fundo de investimento imobiliário fechado (e tem um segundo em processo de
autorização por parte das entidades competentes) e de (ii) uma sociedade gestora de fundos de pensões BESAACTIF Pensões - que iniciou a comercialização do primeiro fundo de pensões aberto de contribuição
definida em 1 de Fevereiro de 2010 – o fundo BESA Opções de Reforma.
Adicionalmente, e também dentro da estratégia de diversificação de produtos, a operativa de produtos de
leasing aguarda a autorização do Banco Central de Angola que emitirá a necessária regulamentação
especifica.
Em 30 de Setembro de 2010, o activo líquido ascendia a 5,2 mil milhões de euros, representando um
acréscimo de 32% quando comparado com o do período homólogo. Os recursos de clientes atingiram 1,9 mil
milhões de euros (aumento de 19% em termos homólogos), enquanto que o crédito concedido a clientes se
situou em 2,6 mil milhões de euros correspondendo a um acréscimo de 57%. O produto bancário ascendeu a
235 milhões de euros, que compara com 144 milhões de euros do período homólogo anterior (+63%), para o
que contribuiu, fundamentalmente, o aumento do resultado financeiro (+160%). Apesar do crescimento dos
custos operativos (+27%), directamente relacionado com o aumento da actividade e com a transferência
para Luanda da plataforma informática, os níveis de eficiência continuam a apresentar-se elevados, com o
Cost to Income a situar-se em 21%, que compara com 27% do período homólogo de 2009. O resultado dos
primeiros nove meses deste ano ascendeu a 176,9 milhões de euros.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
25
Durante este período, a Sucursal em Espanha manteve uma evolução positiva, apesar da situação
económica do país, sendo de assinalar os seguintes aspectos: (i) aumento significativo dos negócios,
especialmente do negócio internacional (+165% em termos homólogos), com o volume de recursos de
clientes (de balanço e desintermediação) a registar um incremento de 3%; (ii) crescimento importante do
número de clientes (+11%), fruto do trabalho comercial desenvolvido; (iii) reforço da gestão prudente do
risco de crédito, com aumento das provisões para dívidas incobráveis. Apesar do contexto de incerteza
sobre a situação económica e do seu impacto sobre o risco foi possível manter o custo do provisionamento
em cerca de 94 pontos base (em termos anualizados).
As margens comerciais aumentaram significativamente, compensando, em parte, o desaparecimento do
efeito positivo que a descida das taxas de juros teve sobre os resultados em 2009. A forte concorrência na
captação de recursos tem exercido uma forte pressão sobre as margens do passivo, encarecendo o
financiamento.
Em relação à força de vendas deu-se continuidade ao processo iniciado em 2009, com destaque para os
reforços comerciais nas áreas da banca patrimonial e de empresas e para as recentes contratações na área
da banca privada. O resultado apurado situou-se em 2,8 milhões de euros,
A actividade da Sucursal de Londres centra-se no negócio de banca de wholesale no mercado europeu.
Como unidade de crédito especializado, a Sucursal tem tido uma actuação de enorme selectividade
baseada numa política conservadora na monitorização e gestão de risco. Nas actuais condições
desfavoráveis dos mercados financeiros tem-se assistido à redução do volume de captação de recursos,
principalmente após o downgrade do rating da dívida soberana ocorrido em Abril. Tendo em conta as
adversidades referidas realce para o crescimento do resultado líquido no período (+65% em termos
homólogos) para o qual contribuiu a redução do nível de provisionamento.
No decorrer dos primeiros nove meses deste exercício o Espirito Santo Bank continuou a desenvolver a sua
actividade em conformidade com o plano estratégico, reduzindo a exposição no crédito imobiliário e
promovendo os negócios associados ao comércio internacional. Continuou ainda a aprofundar o
comissionamento relacionado com produtos de asset management em estreita articulação com a broker
dealer. No entanto, os graves problemas sentidos no mercado imobiliário nos EUA tiveram impacto na
performance do banco, levando ao aumento significativo das provisões para crédito. O crédito a clientes
decresceu 7,0% (em USD) em relação ao final do exercício de 2009, reflexo da orientação para segmentos de
melhor risco e maior potencial de negócio. Os depósitos de clientes atingiram os 487 milhões de dólares
(dos quais 34% são depósitos à ordem) e os activos sob gestão situaram-se em 1136 milhões de dólares
(crescimento de 7,2% em relação a Dezembro de 2009).
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
26
A Sucursal de Nova Iorque concentra a sua actividade na banca de wholesale, maioritariamente nos EUA e
Brasil. As restrições e dificuldades no acesso à liquidez no mercado no passado recente, traduziram-se num
impacto negativo na colocação dos programas de certificados de depósito e de papel comercial. A
conjuntura desfavorável dos mercados promove a prudência no desenvolvimento da actividade, com ênfase
na monitorização e gestão do risco. Mesmo neste cenário a Sucursal registou um crescimento homólogo de
97% do produto bancário.
A actividade desenvolvida pelo Aman Bank (Líbia) foi fundamentalmente centrada nos seguintes vectores:
(i) forte desenvolvimento da actividade comercial através do reforço de competências especificas nesta
área e da colocação em prática de um ambicioso plano comercial; (ii) continuação da implementação de um
vasto conjunto de medidas tendentes à minimização do risco operacional, em linha com o reforço de
metodologias internacionalmente reconhecidas em matéria de Compliance (KYC e AML), avaliação de risco,
recuperação de crédito, operações e contabilidade; e (iii) exploração das sinergias decorrentes da
integração de serviços com o Grupo BES, designadamente ao nível da actividade de trade finance (créditos
documentários de importação, garantias e remessas) e banca transaccional (cartões de crédito, ATM e
POS). O banco dispõe de 23 balcões localizados, fundamentalmente, em Tripoli e na zona litoral do país aos
que se somam 7 balcões móveis.
O Banque Espírito Santo et de la Vénétie (França) conseguiu minorar o impacto negativo do efeito
conjugado das baixas taxas de juro e dos elevados custos de refinanciamento com o bom desempenho da
actividade comercial no seu conjunto, com o aumento das margens de crédito e com as receitas
provenientes de comissões derivadas, em parte, de novas linhas de negócio.
O produto bancário apresentou um acréscimo de 22,1%, em termos homólogos e os custos gerais sofreram
um aumento de 8,6% no mesmo período, com o rácio Cost to Income a evoluir para um valor de 55,9%. O
resultado bruto de exploração elevou-se a 15,6 milhões de euros superior em 39,2% ao de 2009.
O Banco Espírito Santo do Oriente (Macau) registou uma diminuição de 9% (dados em moeda local) no
crédito concedido a clientes, comparativamente ao período homólogo do ano anterior. O sector do
turismo/entretenimento continua a contribuir de forma significativa para o crescimento da economia da
Região Administrativa Especial de Macau, apresentando a mesma um crescimento homólogo do PIB
superior a 30%, no primeiro semestre de 2010.
Não obstante, o banco tem continuado a adoptar uma grande selectividade na escolha de activos e de
grande rigor na concessão de crédito, não se verificando, até ao momento, qualquer imparidade na sua
carteira de crédito.
A orientação prioritária definida, para o corrente exercício, de implementação de uma política de funding
dinâmica, consubstanciada na captação de depósitos de clientes na região da Ásia - Pacífico constitui um
dos eixos estratégicos de actuação. Neste contexto e apesar da instabilidade dos mercados financeiros, o
banco apresentou, ao longo do terceiro trimestre de 2010, uma evolução muito positiva na captação de
27
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
recursos de clientes, verificando-se um aumento considerável dos mesmos (31% face a igual período de
2009 e em moeda local).
A actividade da Sucursal de Cabo Verde centra-se na banca de empresas, no investimento conjunto de
iniciativas públicas e/ou privadas para o desenvolvimento de infra-estruturas (portos, estradas,
electricidade e água) e no sector do turismo onde se salientam as empresas com interesses económicos em
Cabo Verde. Para o período em análise, de realçar a evolução positiva da captação de recursos, com os
depósitos a crescerem 235% a par da redução carteira de crédito (-20%), já prevista no plano de
reembolsos.
Em Julho de 2010, e na sequência do despacho do Ministério das Finanças que autorizou a constituição de
uma nova instituição de crédito na modalidade de banco, foram inauguradas as instalações do Banco
Espírito Santo Cabo Verde.
3.2.5. Banca de Investimento
Esta área de negócio inclui, para além da actividade bancária tradicional (crédito e depósitos), os serviços
de consultoria de project finance, fusões e aquisições, reestruturação e consolidação de passivos,
preparação e colocação pública ou privada de emissões de acções, obrigações e outros instrumentos de
dívida e de capital, serviços de corretagem e demais serviços de banca de investimento.
Banca de Investimento
milhões de euros
Variáveis
Set,09
Set,10
Var %
Crédito a Clientes (bruto)
1 882
2 341
24.4
Recursos de Clientes de Balanço
1 597
1 464
-8.3
Produto Bancário Comercial
123.5
174.4
41.2
37.4
21.7
-41.9
160.9
196.2
21.9
Custos Operativos
75.1
95.4
27.0
Provisões
37.6
31.6
-16.0
Resultado antes de Impostos
48.1
69.2
43.8
46.7%
48.6%
0.0
Res. Operações Financeiras e Diversos
Produto Bancário
Cost to Income
pp
Apesar do contexto muito adverso a actividade da banca de investimento manteve a tendência positiva
verificada durante a primeira metade do ano fruto do enfoque na crescente internacionalização, na aposta
no crescimento das actividades de assessoria e intermediação e na rotação do portfolio de crédito. O
produto bancário ascendeu a 196,2 milhões de euros, o que representou um crescimento de 21,9% face a
igual período de 2009 e o produto bancário comercial, no montante de 174,4 milhões de euros, registou um
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
28
desempenho ainda mais significativo, com um acréscimo de 41,2%, em termos homólogos. A actividade
internacional representava 68% no produto bancário no final do período em análise. O resultado antes de
impostos, no montante de 69,2 milhões de euros, representa um crescimento de 43,8% face a igual período
de 2009.
Em relação às Fusões e Aquisições e no eixo Portugal - Brasil, são de destacar as seguintes transacções: (i)
assessoria ao Grupo Portugal Telecom na venda da sua participação no Grupo Vivo (7,5 mil milhões de
euros) e no estabelecimento de uma parceria estratégica com os accionistas do Grupo Oi (investimento
total de 8,4 mil milhões de reais que corresponderão a uma participação da Portugal Telecom de 22,4%); (ii)
assessoria à Suma, subsidiária do Grupo
Mota - Engil, na aquisição de uma participação de 50% no grupo
de gestão ambiental Geovision. Em Espanha salienta-se: (iii) assessoria ao Grupo Alpiq na aquisição, ao
Grupo Gas Natural, de uma central de ciclo combinado de 400 MW (EV de 200 milhões de euros), (iv)
assessoria ao fundo de infra-estruturas da Goldman Sachs Infrastructure Partners na aquisição de 80% da
Endesa Gas (800 milhões de euros), (v) assessoria à EDP na aquisição da participação de 29,4% na Naturgás
(EV de 600 milhões de euros); (vi) assessoria à ESAF na aquisição da Gespastor . As operações concretizadas
em Espanha estão ainda pendentes de aprovação por parte das entidades reguladoras.
Na área de Project Finance concretizaram-se várias operações, sendo de destacar a actuação nas seguintes
transacções: (i) Terminal de Contentores de Buenaventura – Joint Bookrunner e Syndication Agent no
financiamento no montante de 160 milhões de dólares para a construção de um porto de contentores
localizado em Buenaventura, Colômbia; (ii) Women’s College Hospital - Joint Lead Arranger e Modeling
Agent no financiamento no montante de 226,9 milhões de dólares canadianos para a construção e
manutenção de um Hospital em Toronto, Canadá; (iii) Renewable Power International Iberian Hydros –
Mandated Lead Arranger no financiamento no montante de 48,4 milhões de euros destinado à
reestruturação de facilidades de crédito de um portfolio de três mini - hídricas (PCH) em exploração, com
uma capacidade total de 21,3MW, e ao financiamento do projecto de aumento da capacidade de
armazenamento da PCH Teixo; (iv) Aeroporto de Pulkovo – Mandated Lead Arranger no financiamento no
montante de 200 milhões de euros para a aquisição e desenvolvimento da concessão do Aeroporto de
Pulkovo, em S. Petersburgo, na Rússia, por parte da Fraport, VTB Capital and Copelouzos; (v) Egyptian
Refining Company – Mandated Lead Arranger no financiamento de 472,5 milhões de dólares para a
extensão e melhoria de uma refinaria no Cairo; (vi) Assessoria à Tecneira na apresentação de proposta no
leilão para a venda de energia eléctrica de três parques eólicos, totalizando 70 MW de capacidade instalada,
promovido pela ANEEL, no Brasil; (vii) Interligação Elétrica do Madeira - emissão de Standby Letter of Credit
a favor do BNDES, no montante de 56 milhões de reais, para garantir parte do empréstimo ponte de 400
milhões de reais do projecto da Linha de Transmissão de
2350 Km que interligará as centrais
hidroeléctricas do rio Madeira, no Brasil; (viii) Assessoria à CME na apresentação de proposta no leilão de
concessão promovido pela ANEEL para a construção e operação de uma linha de transmissão de 100 Km no
Estado do Ceará, Brasil.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
29
No que se refere a Acquisition Finance e Outros Financiamentos salienta-se a actuação em Espanha, como
Mandated Lead Arranger numa operação de financiamento, no montante de
42 milhões de euros, à
Ibersuizas para aquisição do Grupo Multiasistencia. Na Polónia destaca-se a actuação como Mandated
Lead Arranger na operação de financiamento à Pahoa Investments Sp. Z.O.O. no montante de 210 milhões
de zlotys para a aquisição da editora polaca Wydawnictwa Szkolne i Pedagogiczne.
No Mercado de Capitais – Renda Variável, destaca-se a actuação (i) no Brasil, como Co-manager na oferta
de acções da Petrobrás, a maior operação de mercado de capitais jamais realizada a nível mundial, no
montante de 114,8 mil milhões de reais e na oferta de acções do Banco do Brasil, no montante de 8,8 mil
milhões de reais; e (ii) em Portugal, como Coordenador Global do aumento de capital da Reditus no
montante de 10,4 milhões de euros.
No de Mercado de Capitais – Renda Fixa, é de salientar a actuação no Brasil como Joint Lead na emissão de
notas pela Unidas S.A., uma das maiores companhia de aluguer de veículos e frotas do país no montante de
108 milhões de reais e como Co-manager nas emissões de subordinated bonds do Banco Bradesco, no valor
de 1,1 mil milhões de dólares, e do Banco Mercantil do Brasil no valor de 200 milhões de dólares, assim como
na emissão de obrigações do Banco Panamericano no montante de 300 milhões de dólares.
Na Corretagem, num contexto de recuperação moderada dos volumes transaccionados no mercado ibérico
(32% em Portugal e 16% em Espanha, face aos primeiros 9 meses de 2009), manteve-se a liderança do
mercado de corretagem em Portugal, com uma quota de mercado de 11,8%, e consolidou-se o segundo
lugar na Bolsa de Madrid, onde se alcançou uma quota de mercado de 9%. No Brasil, a BES Securities subiu
seis posições no ranking da BM&FBovespa face a 2009, atingindo o 28º lugar. Na Polónia, e através do
desenvolvimento da base de clientes, continuou a reforçar-se a posição nesta área, com uma quota de
mercado que ronda os 2,5%.
Na área de Private Equity, destaca-se (i) o investimento no Grupo JST Transformateurs, empresa francesa
de fabrico de transformadores eléctricos e (ii) os desinvestimentos na Neumáticos Andrés, líder ibérico na
distribuição grossista de pneus, e na One Direct, empresa francesa líder na venda à distância de produtos
de telecomunicações, proporcionando uma mais valia conjunta de 8,7 milhões de euros e taxas de
rentabilidade de 31% e 26%, respectivamente.
No Brasil, prosseguem a bom ritmo as actividades relativas ao levantamento do fundo 2bCapital.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
30
Durante o período em análise, o BES Investimento recebeu as seguintes distinções e alcançou as posições
nos seguintes rankings:
•
“Best Investment Bank in Portugal ” - Euromoney 2010 Awards for Excellence;
•
“Best Bank for Debt Capital Markets in Portugal ” - Euromoney Real Estate Awards 2010;
•
“Best Bank for M&A Advisory in Portugal ” - Euromoney Real Estate Awards 2010;
•
“Best Bank for Equity Finance in Portugal ” - Euromoney Real Estate Awards 2010; e
•
#1 Bookrunner e #4 Mandated Lead Arranger nos rankings da Dealogic relativos ao terceiro
trimestre de 2010, para financiamentos na América Latina.
3.2.6. Gestão de Activos
Este segmento agrega toda a actividade de gestão de activos desenvolvida, fundamentalmente, pela
Espírito Santo Activos Financeiros (ESAF) em território nacional e no estrangeiro (Espanha, Brasil, Angola,
Luxemburgo e Reino Unido). A oferta de produtos abrange todo o tipo de fundos – mobiliários, imobiliários e
de pensões – para além da prestação de serviços de gestão discricionária e de carteiras.
Gestão de Activos
milhões de euros
Variáveis
Activos sob Gestão
Set,09
Set,10
Var %
20 927
19 452
-7.0
Produto Bancário
38.2
43.1
12.8
Custos Operativos
17.0
18.8
10.9
Provisões
-0.1
0.0
60.0
Resultado antes de Impostos
21.3
24.3
14.1
34.5%
43.6%
0.1
Cost to Income
pp
No final de Setembro de 2010, o volume global de activos sob gestão (inclui asset management e outra
desintermediação passiva) atingiu cerca de 19,5 mil milhões de euros, reflectindo uma redução de 7,0%, em
termos homólogos. A evolução da actividade saldou-se por um crescimento de 14,1% do resultado antes de
impostos que atingiu 24,3 milhões de euros, suportado num aumento de 12,8% do produto bancário.
De destacar o forte crescimento da actividade dos fundos de investimento imobiliário, nomeadamente do
fundo de investimento imobiliário aberto Gespatrimónio Rendimento com um aumento de 7% e do fundo de
investimento imobiliário aberto ES Logística com um crescimento de 42%, em termos homólogos.
Após o sucesso obtido com o lançamento do fundo Espírito Santo Rendimento Fixo III, a ESAF obteve
autorização para os fundos Espírito Santo Rendimento IV e Espírito Santo Rendimento V, fundos especiais
de investimento aberto.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
31
Na actividade internacional é de registar a assinatura do acordo com o Banco Pastor para a aquisição de
uma sociedade gestora de activos em Espanha. Esta operação está sujeita a um conjunto de condições
suspensivas e resolutivas, usuais nestes acordos, entre as quais se encontra a obtenção dos
consentimentos, autorizações ou não oposições por parte das autoridades competentes.
3.2.7. Mercados e Participações Estratégicas
Este segmento engloba a actividade de gestão financeira global do Grupo, que abrange a tomada e
cedência de fundos nos mercados financeiros, bem como o investimento e gestão de risco de instrumentos
de crédito, taxa de juro, cambial e acções, quer de natureza estratégica quer relacionados com a actividade
corrente da área de mercados. Considera-se ainda a actividade com investidores institucionais não
residentes e os efeitos inerentes a decisões de ordem estratégica com impacto transversal a todo o Grupo.
Mercados e Participações Estratégicas
milhões de euros
Variáveis
Produto Bancário
Set,09
Set,10
Var %
306.8
257.9
-15.9
35.2
35.0
-0.4
Provisões
135.6
144.3
6.5
Resultado antes de Impostos
136.1
78.6
-42.3
Custos Operativos
Não obstante, o clima que caracterizou os mercados neste período foi possível alcançar resultados
positivos, embora em quebra face a Setembro de 2009; a descida de 15,9% do produto bancário e o
aumento de 6,5% do reforço de provisões conduziu a uma descida de 42,3% do resultado antes de impostos.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
32
4. SOLIDEZ FINANCEIRA E OUTROS INDICADORES
4.1 Qualidade do Crédito
Os níveis de sinistralidade apresentam um agravamento em consequência da actual fase do ciclo
económico caracterizado por uma estagnação em 2008, passando para uma forte recessão no ano de 2009,
seguida de uma retoma em 2010, insuficiente para fazer inverter a tendência na evolução do crédito
vencido.
QUALIDADE DO CRÉDITO A CLIENTES
Set, 09 Dez,09 Set, 10
Variação
Dez,09 / Set,10
absoluta
DADOS DE BASE
relativa
(milhões de euros)
Crédito a Clientes (bruto)
Crédito Vencido
Crédito Vencido > 90 dias
Crédito com Incumprimento (B.Portugal)
Provisões para Crédito
(a)
49 032
50 531
52 757
2 226
4.4%
894.4
764.8
893.5
810.6
1093.4
1000.1
199.9
189.5
22.4%
23.4%
1 091.9 1 148.0
1 405.6
257.6
22.4%
1 425.7 1 552.3
1 725.3
173.0
11.1%
INDICADORES (%)
Crédito Vencido / Crédito a Clientes (bruto)
Crédito Vencido > 90 dias / Crédito a Clientes (bruto)
(a)
1.82
1.56
1.77
1.60
2.07
1.90
0.30
0.30
p.p.
p.p.
Crédito com Incumprimento / Crédito a Clientes (bruto)
Provisões para Crédito / Crédito Vencido
2.23
2.27
2.66
0.39
p.p.
159.4
173.7
157.8
-15.9
p.p.
Provisões para Crédito / Crédito Vencido > 90 dias
Provisões para Crédito / Crédito com Incumprimento
186.4
130.6
191.5
135.2
172.5
122.7
-19.0
-12.5
Provisões para Crédito / Crédito a Clientes
2.91
3.07
3.27
0.20
Carga de Provisões para Crédito
Carga Líquida de Recuperações de Créditos Abatidos ao Activo
1.03
0.99
1.07
1.03
0.65
0.61
-0.42
-0.42
(a)
p.p.
p.p.
p.p.
p.p.
p.p.
De acordo com a definição constante da Carta Circular nº 99/2003/DSB do Banco de Portugal
A análise dos dados relativos ao final do mês de Setembro permite extrair e destacar os seguintes aspectos:
(i) Cobertura do crédito (vencido e total) – em linha com a trajectória dos períodos anteriores, as provisões
para crédito passaram a representar 3,27% do crédito total a clientes (Set, 09: 2,91%; Dez, 09: 3,07%; Jun,
10: 3,15%);
(ii) Sinistralidade e cobertura – o crédito vencido há mais de 90 dias representa 1,90% do crédito a clientes,
com a respectiva cobertura a manter-se bem acima do saldo de crédito vencido, atingindo 172,5%;
(iii) Custo do Risco – a carga de provisões para crédito situou-se em 0,65% (ano de 2009: 0,86%, excluindo os
reforços adicionais), o que representa um esforço idêntico ao experimentado até Junho.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
33
A evolução da sinistralidade, considerando a finalidade do crédito, assinala um ligeiro agravamento no que
se refere ao crédito à habitação, sendo o crédito a particulares para outros fins o que regista um maior
crescimento e o rácio mais elevado.
SINISTRALIDADE POR TIPO DE CRÉDITO
Finalidade
CRÉDITO TOTAL
Set, 09
Dez,09
Set, 10
Variação
Dez,09 / Set,10
(p.p.)
1.82%
1.77%
2.07%
0.30
1.28%
1.31%
1.47%
0.16
- Habitação
0.71%
0.75%
0.84%
0.09
- Outros Fins
3.58%
3.55%
4.14%
0.59
2.04%
1.95%
2.30%
0.35
Particulares
Empresas
Os rácios de sinistralidade do Grupo comparam favoravelmente com o total nacional que aponta para uma
sinistralidade de 4,0% nas empresas (Set,09: 3,5%), de 1,6% na habitação (Set,09: 1,5%) e de 7,8% no outro
crédito a particulares (Set,09: 6,4%), de acordo com os últimos dados estatísticos publicados pelo Banco de
Portugal (Agosto de 2010).
4.2 Liquidez, Solvabilidade e Solidez Financeira
4.2.1 Liquidez
Durante o terceiro trimestre de 2010, os mercados continuaram a evidenciar uma grande desconfiança face
ao risco soberano dos países periféricos da Europa, em especial, Portugal, Espanha e Irlanda na expectativa
de um destes países ter necessidade de recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) à semelhança do
que aconteceu com a Grécia em Maio. Neste contexto, o acesso às operações de redesconto do Banco
Central Europeu (BCE) continuou a ser fundamental nestes países para colmatar a ausência de liquidez
verificada.
Apesar deste clima bastante adverso, a gestão de liquidez efectuada permitiu reduzir o Gap de Liquidez em
cerca de mil milhões de euros o que evidencia a elevada disciplina de gestão da liquidez que tem sido
efectuada pelo Grupo ao longo dos últimos anos, assente na diversificação das fontes de financiamento,
mesmo nas condições adversas de mercado como as que se têm verificado nos últimos tempos.
Adicionalmente, verificou-se uma elevada dinâmica dos depósitos captados junto de clientes que quase
compensaram o decréscimo verificado na colocação de instrumentos de dívida de curto prazo.
Durante o trimestre, a posição líquida devedora junto do BCE reduziu de 6,0 mil milhões de euros no final do
trimestre anterior para 4,3 mil milhões de euros no final de Setembro.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
34
Adicionalmente e com o objectivo de reforço da sua carteira de activos elegíveis junto dos Bancos Centrais
ou no mercado de Repos, foram estruturadas duas transacções de Obrigações Hipotecárias nos montantes
de 1250 milhões de euros e 750 milhões de euros, com maturidade de sete anos e que corresponde a um
montante de liquidez equivalente de 1,8 mil milhões de euros, considerando o nível de haircut regulamentar.
No global, a carteira de activos elegíveis para operações de redesconto ascendia, no final de Setembro, a
13,5 mil milhões de euros (liquidez equivalente), dos quais 9 mil milhões de euros (liquidez equivalente)
elegíveis no BCE.
Relativamente à divida de médio e longo prazo a reembolsar futuramente, verifica-se que até final do ano
não existirão reembolsos significativos. Relativamente a 2011, do montante total de 4,5 mil milhões de
euros de reembolsos a ocorrer ao longo do ano, vencer-se-ão no primeiro trimestre:
(i) 1,25 mil milhões de euros de obrigações hipotecárias que na eventualidade da inexistência de
mercado, serão utilizados para reforçar a pool de colaterais junto do BCE e
(ii) mil milhões de dólares de obrigações permutáveis indexadas às acções ordinárias do Banco
Bradesco, instrumento que tem provado ter uma boa aceitação junto dos investidores mesmo em
condições de mercado adversas.
4.2.2 Solvabilidade
Os rácios de capital do Grupo BES são determinados de acordo com o quadro regulamentar de Basileia II,
tendo o Banco de Portugal autorizado a utilização, a partir do primeiro trimestre de 2009, da abordagem
das notações internas (IRB) para o risco de crédito e da abordagem TSA para o risco operacional. A
abordagem das notações internas (IRB) implica a utilização de estimativas próprias para as probabilidades
de incumprimento bem como a estimação de perdas dado o incumprimento e factores de conversão para
os segmentos de retalho (abordagem IRB Advanced). Para os restantes segmentos a mesma autorização
permite a utilização de estimativas próprias para as probabilidades de incumprimento (abordagem IRB
Foundation). De referir que o BES é, até ao momento, o único banco português certificado em IRB.
4.2.3 Recomendações de Basileia III
Em meados de Setembro último, o Comité de Supervisão Bancária de Basileia tomou um conjunto de
decisões relativas ao funcionamento do sistema financeiro mundial que se materializaram num conjunto de
recomendações que passaram a ser conhecidas como Basileia III.
Os bancos deverão dispor de um período transitório (de 1 de Janeiro de 2013 até 1 de Janeiro de 2019) para
cumprir com as regras aprovadas que pretendem garantir uma maior solidez das instituições e prevenir
novas crises financeiras no futuro.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
35
As regras de Basileia III apontam para o seguinte enquadramento regulamentar a atingir em Janeiro de
2019 de forma gradual a partir de 2013:
• rácio mínimo de Core Tier I de 7%, composto por 4,5% de valor base e um adicional de 2,5% de
conservation buffer;
• rácio mínimo de Tier I de 8,5% (6,0% de valor base mais 2,5% de conservation buffer);
• rácio total de 10,5%;
• introdução de um buffer anti-ciclo entre 0% e 2,5% de elementos Core Tier I em condições a designar
pelas autoridades regulamentares;
• fixação de períodos transitórios para absorção das deduções a elementos de capital não elegíveis
segundo BIS III e para as novas deduções à base de capital;
• estabelecimento de rácios de Alavancagem e de Liquidez de Curto e de Médio/Longo Prazo em
condições ainda a definir no futuro.
O Grupo acompanha muito de perto a evolução do futuro enquadramento regulamentar que terá que ser
aprovado pela Comissão Europeia e pelo Parlamento Europeu, bem como os trabalhos que vêm sendo
desenvolvidos no sentido de apurar as regras finais que suportarão os novos rácios prudenciais
regulamentares. Neste contexto, desenvolve já trabalhos internos, suportados na informação disponível, no
sentido de apurar os impactos e delinear a estratégia a implementar para ultrapassar com sucesso mais
este desafio.
4.2.4 Solidez Financeira - Rácios de Capital
A informação relevante sobre os activos de risco, fundos próprios e rácios de capital de acordo com
abordagem BIS IRB II é apresentada em detalhe no quadro seguinte para as datas de Setembro de 2010,
Dezembro de 2009 e Setembro de 2009:
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
36
ACTIVOS DE RISCO E CAPITAIS ELEGÍVEIS
milhões de euros
Set, 09
Dez, 09
Set, 10
(1)
62 034
65 097
67 210
Risco Operacional
55 176
3 712
3 146
57 426
4 003
3 668
59 642
3 900
3 668
Fundos Próprios Totais (B)
7 536
7 256
7 396
5 450
5 074
376
5 405
5 232
173
5 589
5 303
286
(11%)
(11%)
(11%)
2 086
1 851
1 807
Rácio Core Tier I (D/A)
8.2%
8.0%
7.9%
Rácio Tier I (C/A)
8.8%
8.3%
8.3%
12.1%
11.2%
11.0%
Activos de Risco Equivalentes (A)
Banking Book
Trading Book
Fundos Próprios de Base ( C)
- Core Tier I
(D)
- Outros Elementos
(Acções Preferenciais/Fundos Próprios de Base)
Fundos Próprios Complementares e Deduções
Rácio de Solvabilidade (B/A)
(1) Dados provisórios
Os activos ponderados pelo risco totalizaram 67,2 mil milhões de euros (crescimento de 3,2% face a Dez, 09)
sendo 59,6 mil milhões de euros relacionados com o risco de crédito e contraparte, que representam 88,7%
do total.
Durante o corrente exercício, os fundos próprios de base (Tier I) aumentaram 184 milhões de euros devido,
fundamentalmente, à incorporação dos resultados gerados no 1º semestre
(153 milhões de euros) e à
redução das participações inferiores a 10% em instituições financeiras (os excedentes são dedutíveis ao Tier
I em 50%).
O aumento do Tier I conjugado com a evolução dos activos de risco fez com que o rácio Tier I se situasse
em 8,3%, valor idêntico ao apurado em Dez,09. O rácio Core Tier I era de 7,9% e o rácio de solvabilidade de
11,0%.
Em finais de Julho foram divulgados os resultados dos stress tests realizados nos países da União Europeia,
sob a coordenação do CEBS, com a cooperação do Banco Central Europeu e a participação directa das
autoridades nacionais de cada um dos países da União Europeia. De acordo com o Banco de Portugal, o
objectivo dos testes consistia em avaliar a resistência de um conjunto representativo de bancos do sistema
bancário português quando sujeitos a um cenário adverso extremo, mas plausível. Os resultados obtidos
pelas instituições portuguesas, mais uma vez de acordo com o Banco de Portugal, indicam que resistem a
uma severa materialização adicional de riscos, a nível global e nacional apresentando níveis de
solvabilidade adequados, medidos pelo rácio Tier I.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
37
Tanto a ESPÍRITO SANTO FINANCIAL GROUP como o BANCO ESPÍRITO SANTO apresentaram resultados
que confirmaram a solidez das duas instituições quando sujeitas a cenários adversos. No caso do BES,
partindo de um rácio Tier I de 8,3% em 31 de Dezembro de 2009, foram estimados os seguintes valores para
o rácio Tier I em 31 de Dezembro de 2011: (i) cenário de referência: 9,3% (ii) cenário adverso: 8,0% e (iii)
cenário após choque adicional de risco soberano: 7,5%.
Na sequência da redução de dois níveis da notação da dívida soberana do Estado Português, concretizada
em 13 de Julho, a Moody’s reviu em baixo a classificação de oito bancos portugueses, entre os quais o BES,
que viu o seu rating de longo prazo e depósitos evoluir de A1/Prime-1 para A2/ Prime -1, com outlook
negativo.
Em 21 de Julho de 2010, enquadrada numa acção de revisão de ratings dos bancos portugueses, a agência
Fitch anunciou a revisão em baixa do rating do BES de A+ para A, com outlook negativo.
Valorização das Principais Exposições Accionistas
A valorização das principais exposições accionistas da carteira de “Activos disponíveis para venda” traduz
ganhos potenciais no montante de 383,4 milhões de euros.
ACTIVOS DISPONÍVEIS PARA VENDA
Principais Exposições em Acções
milhões de euros
Ganhos e Perdas Potenciais
Activos
(valores brutos)
Jun, 10
Set, 10
Banco Bradesco
185.1
291.5
EDP - Energias de Portugal
-74.7
-55.8
46.5
141.2
6.0
6.5
162.9
383.4
Portugal Telecom
B. Marocaine Com. Exterieur
Comparativamente ao final do primeiro semestre de 2010, é de realçar a melhoria nas posições
referenciadas, nomeadamente, nos títulos do Banco Bradesco (Brasil) e da Portugal Telecom que
apresentam, no final de Setembro, uma mais valia potencial de 291,5 milhões de euros e de 141,2 milhões de
euros, respectivamente, e que explica o aumento de 135% nestes ganhos potenciais.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
38
Como decorre do actual enquadramento prudencial, as perdas potenciais são deduzidas aos fundos
próprios de base (Core Tier I) ajustadas pelos activos por impostos diferidos, enquanto que os ganhos
potenciais em títulos de capital são elegíveis como Tier II em apenas 45% do respectivo valor bruto.
4.3. Produtividade e Eficiência
As melhorias conseguidas na produtividade e eficiência ao longo dos últimos exercícios são resultado da
simplificação de processos, da centralização de operativas em estruturas altamente especializadas, da
fusão e integração de actividades e dos investimentos em novas tecnologias. Pese embora os referidos
progressos, a expansão da actividade internacional do Grupo, condicionou um melhor comportamento dos
indicadores de produtividade e eficiência.
Consequentemente, o Cost-to-Income (com mercados) aumentou 3,4 p.p. para 48,8% mantendo-se, todavia,
consistentemente abaixo dos 50%.
O indicador “Custos Operativos/Activo Líquido Médio” apresenta-se em linha com o valor do final do
exercício de 2009 e os activos por empregados registaram um decréscimo de 2,6% face ao período
homólogo (em base comparável, ou seja, não considerando o efeito da consolidação do Aman Bank em
Setembro de 2010, o valor dos activos por empregado teria registado um crescimento de 1,3%).
INDICADORES DE PRODUTIVIDADE E EFICIÊNCIA
Indicadores
Set, 09
Dez, 09
Set, 10
Variação
Set,09/ Set,10
Cost to Income
(com mercados)
45.4%
43.1%
48.8%
3.4
p.p.
Cost to Income
(sem mercados)
52.8%
55.0%
57.0%
4.2
p.p.
1.33%
1.36%
1.36%
0.03
p.p.
Custos Operativos / Activo Líquido médio
Activos(1) por Empregado (eur '000)
(1)
11 276
11 381
10 985
-2.6%
A ctivo Líquido + A ctividade A sset M anagement + Outra Desintermediação P assiva + Crédito Securitizado não co nso lidado
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
39
4.4. Indicadores de Referência do Banco de Portugal
O quadro seguinte sistematiza os indicadores de referência instituídos através da Instrução
n.º 16/2004
do Banco de Portugal para o final do terceiro trimestre de 2010, em comparação com os evidenciados no
período homólogo do ano anterior.
INDICADORES DE REFERÊNCIA DO BANCO DE PORTUGAL
%
Indicadores
Set, 09
Set, 10
SOLVABILIDADE ( e)
Fundos Próprios / Activos de Risco
Fundos Próprios de Base/ Activos de Risco
12.1
11.0
8.8
8.3
2.2
2.7
-0.7
-0.6
11.5
10.8
2.9
2.8
0.8
0.9
45.4
48.8
24.5
26.0
QUALIDADE DO CRÉDITO
Crédito com Incumprimento (a) / Crédito Total
Crédito com Incumprimento, liquido
(b)
/ Crédito Total, líquido
(b)
RENDIBILIDADE
Resultado antes de Impostos e de Interesses Minoritários / Capitais Próprios médios( c)
Produto Bancário
(d)
/Activo Líquido médio
Resultado antes de Impostos e de Interesses Minoritários / Activo Líquido médio
EFICIÊNCIA
Custos de Funcionamento
(d)
+ Amortizações / Produto Bancário
Custos com Pessoal / Produto Bancário
(d)
(d)
(a)
De acordo com a definição constante da Carta Circular nº 99/2003/DSB do Banco de Portugal
(b)
Crédito líquido de provisões para crédito vencido e para crédito de cobrança duvidosa
( c)
Incluem Interesses Minoritários médios
( d)
De acordo com a definição constante da Instrução nº16/2004 do Banco de Portugal
( e)
Setembro de 2010 (dados provisórios)
Os indicadores que integram esta grelha de referência reflectem a evolução anteriormente enunciada: (i) os
rácios de solvabilidade estão conformes os níveis mínimos recomendados pelo Banco de Portugal; (ii) os
indicadores de qualidade de crédito registam um agravamento destacando-se, porém, a circunstância de as
provisões em balanço ultrapassarem o crédito com incumprimento; (iii) os indicadores de rendibilidade
apresentam-se inferiores aos valores do período homólogo do ano anterior devido ao efeito full year do
aumento de capital de 2009 e à redução do resultado financeiro; e (iv) os níveis de eficiência reduziram-se
devido à diminuição do produto bancário doméstico e ao esforço de internacionalização.
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
40
5. OUTROS ASPECTOS E ACONTECIMENTOS SUBSEQUENTES
• Em 6 de Agosto o Banco Espírito Santo informou o mercado que a sua subsidiária em Espanha ESAF Espírito Santo Activos Financieros tinha celebrado um contrato com o Banco Pastor (Espanha), de
compra da totalidade do capital social da Gespastor SGIIC uma sociedade gestora de investimento
colectivo, pelo montante de 25,750 milhões de euros. Esta operação será acompanhada de um acordo de
comercialização exclusiva com o Banco Pastor, por um prazo inicial de sete anos e integra-se na
estratégia de crescimento da actividade de gestão de activos do Grupo BES que com esta aquisição
passará a gerir, em Espanha, mais de 2800 milhões de euros.
• Em 9 de Agosto o Banco Espírito Santo, o Banco do Brasil e o Banco Bradesco (Brasil) assinaram um
memorando de entendimento que visa a definição de uma estratégia comum de desenvolvimento no
continente africano. Numa primeira fase esta parceria vai consubstanciar-se na abertura do capital da
BES África – holding do Grupo BES para as participações em entidades financeiras em África – às duas
instituições bancárias referenciadas. A BES África será o veículo de coordenação dos futuros
investimentos dos três grupos bancários no continente africano, envolvendo a aquisição de
participações em bancos e/ou o estabelecimento de operações próprias dos accionistas. Esta parceria
irá potenciar as sinergias que resultam da crescente aposta que as empresas portuguesas e brasileiras
vêm fazendo em África e consubstancia a complementaridade entre Portugal e o Brasil na abordagem
ao mercado africano.
•
Em 26 de Outubro o Banco Espírito Santo, através da BES África, SGPS, celebrou um acordo para a
aquisição directa de uma participação de 25,1% do capital social actual do Moza Banco (uma instituição
bancária moçambicana que detém cerca de 54 milhões de US dólares em activos e possui dois balcões
em Maputo e 53 trabalhadores), pelo preço de 7,1 milhões de euros, com a realização simultânea de um
aumento de capital perfazendo um investimento total de cerca de 8,1 milhões de euros.
A concretização desta operação está sujeita a um conjunto de condições suspensivas, usuais neste
género de acordos.
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
41
BANCO ESPÍRITO SANTO, S.A..A.
BALANÇO CONSOLIDADO EM 30 DE SETEMBRO DE 2010
Set.09
Dez, 09
Set.10
(eur '000)
(eur '000)
(eur '000)
ACTIVO
Caixa e disponibilidades em bancos centrais
Disponibilidades em outras instituições de crédito
Activos financeiros detidos para negociação
Outros activos financeiros ao justo valor através de resultados
Activos financeiros disponíveis para venda
Aplicações em instituições de crédito
Crédito a clientes
(Provisões)
Investimentos detidos até à maturidade
Activos com acordo de recompra
Derivados de cobertura
Activos não correntes detidos para venda
Propriedades de investimento
Outros activos tangíveis
Activos intangíveis
Investimentos em associadas e filiais excluídas da consolidação
Activos por impostos correntes
Activos por impostos diferidos
Outros activos
TOTAL DO ACTIVO
1 271
667
3 855
2 122
7 778
7 700
47 606
413
752
883
099
837
869
400
2 192
610
4 459
1 002
8 531
7 997
48 978
317
574
484
301
600
807
847
4
1
11
2
51
847
555
300
617
642
595
031
228
363
284
883
031
768
693
(1 425 713)
(1 552 307)
(1 725 274)
2 568 476
384 860
481 702
669 533
121 511
774 644
57 115
87 787
4 568 713
2 541 829
455 115
407 585
658 773
137 885
793 815
20 929
187 871
3 320 468
2 605 875
524 044
635 918
792 392
152 843
868 029
29 267
219 793
3 719 023
80 717 594
82 297 200
82 137 434
PASSIVO
Recursos de Bancos Centrais
(dos quais, do Sistema Europeu de Bancos Centrais)
Passivos financeiros detidos para negociação
Outros passivos financeiros ao justo valor através de resultados
Recursos de outras instituições de crédito
Recursos de clientes e outros empréstimos
Responsabilidades representadas por títulos
Passivos financeiros associados a activos transferidos
Derivados de cobertura
Passivos não correntes detidos para venda
Provisões
Passivos por impostos correntes
Passivos por impostos diferidos
Instrumentos representativos de capital
Outros passivos subordinados
Outros passivos
TOTAL DO PASSIVO
3 318 941
3 817 643
6 653 664
(1 071 215)
(2 005 438)
(4 506 647)
1 627 603
7 658 409
24 416 263
31 571 396
286 090
63 451
148 504
74 761
87 773
2 702 234
2 147 290
1 561 143
6 895 720
25 446 450
33 101 099
253 148
21 609
179 851
133 616
79 216
2 639 071
1 229 751
2 274 516
6 215 381
29 922 753
25 642 620
213 973
43 150
192 439
84 457
94 374
2 311 219
1 225 917
74 102 715
75 358 317
74 874 463
3 500 000
1 085 978
( 25 793)
600 000
227 258
675 246
360 797
191 393
3 500 000
1 085 399
( 25 083)
600 000
300 833
672 063
522 114
283 557
3 500 000
1 085 398
( 24 967)
600 000
292 222
992 977
405 441
411 900
6 614 879
6 938 883
7 262 971
80 717 594
82 297 200
82 137 434
CAPITAL
Capital
Prémios de emissão
Outros instrumentos de capital
Acções próprias
Acções preferenciais
Reservas de reavaliação
Outras reservas e resultados transitados
Resultado do exercício
Dividendos antecipados
Interesses minoritários
TOTAL DO CAPITAL
TOTAL DO PASSIVO + CAPITAL
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
42
BANCO ESPÍRITO SANTO, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS CONSOLIDADOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2010
Set.09
Set.10
(eur '000)
(eur '000)
Juros e rendimentos similares
2 983 726
2 784 680
Juros e encargos similares
2 033 270
1 892 124
950 456
892 556
67 703
76 416
568 696
659 427
74 997
85 747
Margem financeira
Rendimentos de instrumentos de capital
Rendimentos de serviços e comissões
Encargos com serviços e comissões
( 3 921)
( 98 727)
Resultados de activos financeiros disponíveis para venda
85 118
219 617
Resultados de reavaliação cambial
11 473
58 524
Resultados de activos e passivos avaliados ao justo valor através de resultados
Resultados de alienação de outros activos
Outros resultados de exploração
( 18 212)
( 1 377)
100 593
( 242)
1 686 909
1 720 447
Custos com pessoal
417 644
454 315
Gastos gerais administrativos
291 196
323 824
Amortizações do exercício
65 524
75 806
Provisões líquidas de reposições e anulações
21 760
27 475
Produto da actividade
378 301
258 145
Imparidade de outros activos financeiros líquida de reversões e recuperações
36 731
39 311
Imparidade de outros activos líquida de reversões e recuperações
25 922
25 914
-
-
20 565
29 162
470 396
544 819
97 460
60 209
Imparidade do crédito líquida de reversões e recuperações
Diferenças de consolidação negativas
Resultados de associadas e empreendimentos conjuntos (equivalência patrimonial)
Resultado antes de impostos e de interesses minoritários
Impostos
Correntes
Diferidos
Resultado após impostos e antes de interesses minoritários
do qual: Resultado após impostos de operações descontinuadas
Interesses minoritários
Resultado consolidado do exercício
Apresentação dos Resultados do 3º Trimestre de 2010
Lisboa, 2 de Novembro de 2010
( 19 435)
392 371
( 5 586)
490 196
( 6 736)
( 5 991)
31 574
84 755
360 797
405 441
43
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