UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE, UNICENTRO -PR PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA - PPGA PERÍODOS DE INTERFERÊNCIA E CONTROLE QUÍMICO DAS PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA CEBOLA TRANSPLANTADA EM DIFERENTES POPULAÇÕES DISSERTAÇÃO DE MESTRADO JOÃO IGOR DE SOUZA GUARAPUAVA-PR 2014 JOÃO IGOR DE SOUZA PERÍODOS DE INTERFERÊNCIA E CONTROLE QUÍMICO DAS PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA CEBOLA TRANSPLANTADA EM DIFERENTES POPULAÇÕES Dissertação apresentada à Universidade Estadual do Centro-Oeste, como parte das exigências do Programa de Pós-Graduação em Agronomia, área de concentração em Produção Vegetal, para obtenção do título de Mestre. Profa. Dra. Elizabeth Orika Ono Orientadora Prof. Dr. Cleber Daniel de Goes Maciel Co-orientador GUARAPUAVA-PR 2014 Catalogação na Publicação Biblioteca Central da Unicentro, Campus Cedeteg S729p Souza, João Igor de Períodos de interferência e controle químico das plantas daninhas na cultura da cebola transplantada em diferentes populações / João Igor de Souza. – – Guarapuava, 2014 xv, 86 f. : il. ; 28 cm Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual do Centro-Oeste, Programa de Pós-Graduação em Agronomia, área de concentração em Produção Vegetal, 2014 Orientadora: Elizabeth Orika Ono Banca examinadora: Juliano Tadeu Vilela de Resende, Neumarcio Vilanova da Costa, Cleber Daniel de Góes Maciel Bibliografia 1. Agronomia. 2. Produção vegetal. 3. Allium cepa L.. 4. Competição. 5. Arranjo de plantas. 6. Herbicidas. 7. Produtividade. I. Título. II. Programa de Pós-Graduação em Agronomia. CDD 635.25 Aos meus familiares Pelo apoio, dedicação e compreensão Dedico AGRADECIMENTOS Agradeço à Deus, pelo maravilhoso dom da vida; Aos meus amados pais, João de Souza Santos e Lucinea da Silva Souza; Encontrar as palavras para agradecer a “ela” é das tarefas mais difíceis: minha mãe! Ela que nunca mediu esforços para que hoje eu me tornasse Mestre. Não seria capaz, por meio de palavras agradecer, nem tampouco acredito que palavras fossem suficientes. Por todo amor, paciência, sabedoria, incentivo e compreensão dispensados a mim nesses anos todos, toda a minha gratidão ainda seria pouco. Assim mesmo, MUITO OBRIGADO! A minha segunda mãe, Vó Alvarina da Silva Souza, e meu segundo pai Tio Sidney Alves de Souza por estarem comigo em todos os momentos da minha vida, pelo amor, carinho, compreensão e incentivo; A minha querida e amada namorada Jessica Tiemi Hama, por estar sempre ao meu lado e ter me mostrado que o nosso amor pode vencer todas as barreiras e, principalmente, à distância; À Universidade Estadual do Centro-Oeste pela oportunidade de realização do Curso de Pós-graduação em Agronomia; A minha orientadora profa. Dra. Elizabeth Orika Ono e co-orientador prof. Dr. Cleber Daniel de Goes Maciel, os meus sinceros agradecimentos pela excelente e valiosa orientação, dedicação, paciência ao transmitir seus conhecimentos, pela confiança depositada na qual nunca esquecerei e amizade a qual prezo muito. A CAPES e Fundação Araucária pelo auxílio financeiro para realização deste curso; Ao Prof. Dr. Juliano T. V. Resende e aos demais professores que de alguma forma colaboraram para realização deste trabalho. Ao grupo de Olericultura e aos alunos de graduação do curso de Agronomia, Rafael Brandalize, Rafael ‘Zina’, Ricardo Pivatto, Eigi Hiroka, Lucas Noro, muito obrigado por toda ajuda prestada. A todos os meus colegas de turma, em especial: Marcelo, Ronaldo, Evandrei e André. Aos funcionários do Setor de Olericultura, Elias e Ângelo, que com a maior dedicação, ajudaram nos experimentos. Enfim, a todos que direta ou indiretamente ajudaram e participaram de mais esta jornada acadêmica de minha vida. A todos, meus sinceros agradecimentos. SUMÁRIO Lista de Figuras................................................................................................................ Lista de Tabelas................................................................................................................ Resumo ............................................................................................................................. Abstract ............................................................................................................................ i v viii ix 1. Introdução .................................................................................................................... 1 2. Objetivo(s) .................................................................................................................... 2.1. Geral ........................................................................................................................... 2.2. Específico ................................................................................................................... 2 2 2 3. Referencial Teórico ..................................................................................................... 3.1. Características da Cebola e Cultivares........................................................................ 3.2. Exigências Edafoclimáticas ........................................................................................ 3.3. Períodos de Interferência Causados pelas Plantas Daninhas....................................... 3.4. Densidade de Plantio................................................................................................... 3.5. Controle Químico de Plantas Daninhas....................................................................... 3 3 4 7 8 9 4. Referências Bibliográficas ............................................................................................................. 10 5. Capítulo I ..................................................................................................................... Resumo ............................................................................................................................. Abstract ............................................................................................................................ 14 14 15 5.1. Introdução.................................................................................................................. 5.2. Material e Métodos ................................................................................................. 5.2.1 Local do experimento................................................................................................ 5.2.2 Material experimental, instalação e condução.......................................................... 5.3. Resultados e Discussão ............................................................................................. 5.4. Conclusão .................................................................................................................. 5.5. Referências Bibliográficas ....................................................................................... 16 17 17 20 24 46 47 6. Capítulo II .................................................................................................................... Resumo ............................................................................................................................. Abstract ............................................................................................................................ 50 50 51 6.1. Introdução.................................................................................................................. 6.2. Materiais e Métodos ................................................................................................. 6.2.1 Local do experimento................................................................................................ 6.2.2 Material experimental, instalação e condução.......................................................... 6.3. Resultados e Discussão ............................................................................................. 6.4. Conclusão .................................................................................................................. 6.5. Referências Bibliográficas ....................................................................................... 52 53 53 53 56 83 84 7. Considerações Finais.................................................................................................... 86 LISTA DE FIGURAS Figura 1. Representação da área experimental, no setor do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual do Centro-Oeste, Campus CEDETEG, onde foram conduzidos os experimentos em 2012 e 2013 (Safras 1 e 2). Guarapuava/PR, 2014.................................25 Figura 2. Representação ilustrativa das avaliações de pesagens e classificação das cebolas..26 Figura 3. Representação da quantidade de matéria seca da parte aérea e densidade das plantas daninhas monocotiledôneas (A) e eudicotiledôneas (B) determinadas em levantamentos florísticos da safra 1 (2012) na cultura da cebola transplantada.........................................35 Figura 4. Representação da quantidade de matéria seca da parte aérea e densidade das plantas daninhas monocotiledôneas (A) e eudicotiledôneas (B) determinadas em levantamentos florísticos da safra 2 (2013) na cultura da cebola transplantada.........................................36 Figura 5. Produtividade de bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em densidades de 0,6 milhão de plantas ha -1, submetida a períodos de convivência e controle das plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012 (Experimento 1). ..................................43 Figura 6. Produtividade de bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em densidades de 0,8 milhão de plantas ha-1, submetida a períodos de convivência e controle das plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012 (Experimento 1). ..................................44 Figura 7. Produtividade de bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em densidades de 1,0 milhão de plantas ha-1, submetida a períodos de convivência e controle das plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012 (Experimento 1). ..................................45 Figura 8. Produtividade de bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em densidades de 0,6 milhão de plantas ha -1, submetida a períodos de convivência e controle das plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013 (Experimento 2). ..................................46 Figura 9. Produtividade de bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em densidades de 0,8 milhão de plantas ha-1, submetida a períodos de convivência e controle das plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013 (Experimento 2). ..................................47 i Figura 10. Produtividade de bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em densidades de 1,0 milhão de plantas ha-1, submetida a períodos de convivência e controle das plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013 (Experimento 2). ..................................48 Figura 11. Matocompetição da cultura da cebola transplantada aos 14, 28, 56 e 112 DATM, nas densidades populacionais de (a) 0,6 milhão de plantas ha -1; (b) 0,8 milhão de plantas ha -1 e (c) 1,0 milhão de plantas ha -1. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012. (Experimento 1)............49 Figura 12. Matocompetição da cultura da cebola transplantada aos 14, 28, 56, 112 e 168 DATM, nas densidades populacionais de (a) 0,6 milhão de plantas ha -1; (b) 0,8 milhão de plantas ha-1 e (c) 1,0 milhão de plantas ha -1. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013. (Experimento 2)...................................................................................................................................50 Figura 13. Número de bulbos comerciais (classe 3, 3c, 4 e 5) (A) e totais (classe 1, 2, 3, 3c, 4 e 5) (B) de cebola transplantada em densidades de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha -1, de acordo classificação de CEAGESP (2001), em função dos períodos de convivência das plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012. (Experimento 1) ..................................51 Figura 14. Número de bulbos comerciais (classe 3, 3c, 4 e 5) (A) e totais (classe 1, 2, 3, 3c, 4 e 5) (B) de cebola transplantada em densidades de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha -1, de acordo classificação de CEAGESP (2001), em função dos períodos de convivência das plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013. (Experimento 2) ..................................52 Figura 15. Representação ilustrativa da aplicação dos tratamentos na cultura da cebola transplantada durante as safras 2012 e 2013 ............................................................................63 Figura 16. Número de bulbos comerciais (classe 3, 3c, 4 e 5) (A) e totais (classe 1, 2, 3, 3c, 4 e 5) (B) de cebola em densidades de 0,6, 0,800 e 1,0 milhão de plantas ha -1, de acordo com CEAGESP (2001), em função da aplicação de herbicidas latifolicida/graminicida* aos 30/35 DATM. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012. (Experimento 1) .................................................68 Figura 17. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 DAA; Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2012 - Experimento 1) ..............................................69 ii Figura 18. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 15 DAA; Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2012 - Experimento 1) ..............................................70 Figura 19. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 30 DAA; Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2012 - Experimento 1) ..............................................71 Figura 20. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 dias após a primeira aplicação (DA1AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................79 Figura 21. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 10 dias após a primeira aplicação (DA1AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................80 Figura 22. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 15 dias após a primeira aplicação (DA1AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha-1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................81 Figura 23. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 dias após a segunda aplicação (DA2AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................82 Figura 24. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 10 dias após a segunda aplicação (DA2AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 iii milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................83 Figura 25. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 15 dias após a segunda aplicação (DA2AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................84 Figura 26. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 dias após a terceira aplicação (DA3AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................85 Figura 27. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 10 dias após a terceira aplicação (DA3AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................86 Figura 28. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 15 dias após a terceira aplicação (DA3AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................87 Figura 29. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 dias após a terceira aplicação (DA4AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) .........................................................................................................................88 Figura 30. Número de bulbos comerciais (classe 3, 3c, 4 e 5) (A) e totais (classe 1, 2, 3, 3c, 4 e 5) (B) de cebola em densidades de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha -1, de acordo classificação CEAGESP (2001), em função da aplicação sequencial de herbicidas latifolicida/graminicida*. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013. (Experimento 2) .....................89 iv LISTA DE TABELAS Tabela 1. Médias semanais de temperatura (oC, máxima e mínima), umidade relativa do ar (%), precipitação (mm) e insolação (horas) observadas durante os experimentos com cebola transplantadas nas safras 2012 e 2013/2014....................................................................26 Tabela 2. Relação das espécies de plantas daninhas encontradas em levantamento florístico realizado na cultura da cebola transplantada nas safras 2012/1 e 2013/2................................34 Tabela 3. Número total de espécies de plantas daninhas organizadas por Família, encontradas em levantamento florístico realizado na cultura da cebola transplantada nas safras 2012 e 2013.......................................................................................................................................34 Tabela 4. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 1 (2012) aos 14 DATM..........37 Tabela 5. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 1 (2012) aos 28 DATM..........37 Tabela 6. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 1 (2012) aos 56 DATM..........38 Tabela 7. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 1 (2012) aos 28 DATM..........39 Tabela 8. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 14 DATM..........40 Tabela 9. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 28 DATM..........40 Tabela 10. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 56 DATM..........41 Tabela 11. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 112 DATM..........42 Tabela 12. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 168 DATM..........42 Tabela 13. Tratamentos com herbicidas, doses e seus respectivos fracionamentos e épocas de aplicação, realizadas na cultura da cebola transplantada. Safra 2012. .....................................61 v Tabela 14. Tratamentos com herbicidas, doses e seus respectivos fracionamentos e épocas de aplicação, realizadas na cultura da cebola transplantada. Safra 2013 ......................................62 Tabela 15. Controle geral das plantas daninhas dos grupos das eudicotiledôneas e monocotiledôneas aos 15 dias após aplicação (DAA) na cultura da cebola Crioula Mercosul, cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em pós-emergência. Safra 2012 .....................................................................................................64 Tabela 16. Controle geral das plantas daninhas dos grupos das eudicotiledôneas e monocotiledôneas aos 30 dias após aplicação (DAA) na cultura da cebola Crioula Mercosul, cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em pós-emergência. Safra 2012 .....................................................................................................65 Tabela 17. Fitointoxicação na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em pósemergência. Safra 2012 .....................................................................................................66 Tabela 18. Altura (cm) e número de folhas da cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em pós-emergência. Safra 2012 .....................................................................................................66 Tabela 19. Produtividade de bulbos comerciais e totais da cebola cultivar Crioula Mercosul, cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em pós-emergência. Safra 2012 .....................................................................................................67 Tabela 20. Controle de Raphanus raphanistrum na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, aos 15 dias após as quatro aplicações sequenciais de herbicidas latifolicidas em pós-emergência. Safra 2013 .....................................................................................................74 Tabela 21. Controle de Ambrosia elatior na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, aos 15 dias após as quatro aplicações sequenciais de herbicidas latifolicidas em pós-emergência. Safra 2013 ........................................................................................................................75 Tabela 22. Controle de Digitaria horizontalis na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, aos 15 dias após as quatro aplicações sequenciais de herbicidas latifolicidas em pósemergência. Safra 2013. ...........................................................................................................76 Tabela 23. Fitointoxicação na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, aos 15 dias após as quatro aplicações sequenciais de herbicidas latifolicidas em pós-emergência. Safra 2013.77 vi Tabela 24. Altura e número de folhas da cebola cultivar Crioula Mercosul, aos 15 dias após as terceira aplicação sequencial de herbicidas latifolicidas em pós-emergência. Safra 2013 ..77 Tabela 25. Produtividade de bulbos comerciais e totais da cebola cultivar Crioula Mercosul, submetida a aplicação em sequencial de herbicidas em pós-emergência. Safra 2013 .............78 vii RESUMO SOUZA, João Igor de. Períodos de interferência e controle químico das plantas daninhas na cultura da cebola transplantada em diferentes populações. UNICENTRO, 2014. 86f. (Dissertação - Mestrado em Produção Vegetal)*. Guarapuava: 1 O trabalho foi realizado com o objetivo de determinar os períodos críticos de prevenção da interferência das plantas daninhas (PCPI) e épocas de manejo da comunidade infestante na cultura da cebola transplantada em três densidades distintas da cultivar Crioula Mercosul. Três experimentos foram conduzidos em campo no município de Guarapuava/PR, durante as safras de 2012 e 2013, na Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO. Os tratamentos obedeceram ao delineamento experimental de blocos ao acaso. No experimento 1, os tratamentos foram compostos por períodos de convivência das plantas daninhas aos 14, 28, 56, 112 e 168 dias após o transplantio das mudas (DATM), com cinco repetições. Nos experimentos 2 e 3 os tratamentos foram constituídos por aplicações únicas (safra 2012) e em sequenciais (safra 2013) dos herbicidas (latifolicida/graminicida): ioxynil-octanoato/ fenoxaprop-p-ethyl; flumioxazin/ fenoxaprop-p-ethyl; oxadiazon; bentazon/ fenoxaprop-pethyl e duas testemunhas mantidas com e sem infestação, utilizando-se três densidades de plantas de cebola (0,6, 0,8 e 1,0 milhão plantas ha-1). A partir dos modelos ajustados não foi constatada viabilidade no aumento da densidade de transplantio como prática que favoreça a redução da necessidade de manejo de plantas daninhas. A cebola transplantada em agosto de 2012 e julho de 2013 apresentaram PCPI, respectivamente, de 23 aos 76 e 21 aos 120 DATM, quando se objetivou a produtividade de bulbos comerciais, e de 20 aos 55 e 26 aos 112 DATM, para a produtividade de bulbos totais. O controle com uma única aplicação tardia de todos os herbicida latifolicida/graminicida aos 30/35 DATM foi ineficiente para o manejo adequado das plantas daninhas, independentemente da densidade da cultura da cebola, assim como foi insuficiente para garantir a produção adequada de bulbos comerciais e/ou totais na safra 2012. O controle das plantas daninhas por meio da aplicação tardia e em sequencial de herbicidas latifolicidas na safra de 2013, mesmo sendo satisfatória para algumas espécies, não proporcionou a produção adequada de bulbos comerciais e/ou totais de cebola. Palavras-chave: Allium cepa L., competição, arranjo de plantas, herbicidas, produtividade. * Orientadora: Elizabeth Orika Ono - UNICENTRO-PR. viii ABSTRACT SOUZA, João Igor de. Weed interference periods and chemical control in transplanted onion crop with distinct densities. Guarapuava: UNICENTRO, 2014. 86f. (Dissertação Mestrado em Produção Vegetal)*.2 The work was conducted with the objective of determining the critical periods for weed competition with weeds (CPWC) and management periods of weed community in onion crop transplanted in three distinct densities of Mercosul Crioula genotype. Three experiments were carried out in field conditions at Guarapuava County, Paraná State, during 2012 and 2013 agricultural years, at Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO. Treatments were set up in randomized complete blocks experimental design. In experiment 1, treatments were constituted by periods of weed coexistence at 14, 28, 56, 112 and 168 days after seedlings transplant (DAST), with five repetitions. In experiments 2 and 3, treatments were constituted by unique applications (2012 agricultural year) and sequential process (2013 agricultural year) of narrow leaf and broad leaf herbicides: ioxynil-octanoato/ fenoxaprop-pethyl; flumioxazin/ fenoxaprop-p-ethyl; oxadiazon; bentazon/ fenoxaprop-p-ethyl; and two checks maintained with and without infestation, by using three densities of onion plants (0,6, 0,8 and 1,0 million plants ha-1). From adjusted models it was not observed viability in the increase of plantation density as a new practical that may favor the necessity reduction of weeds management. Onion plants transplanted in August, 2012 and July, 2013 presented CPWC, respectively, of 23 to 76 and 21 to the 120 DAST, when it was objectified commercial bulbs yield, and of 20 to 55 and 26 to the 112 DAST, for total bulbs yield. Control with a unique delayed application of narrow leaf and all broad leaf herbicides at 30/35 DAST was inefficient for adequate weeds management, independently of onion crop density, as well as insufficient for guaranteeing adequate production of commercial and/or total onion bulbs in 2012 agricultural year. Weeds control through delayed application and in sequential of broad leaf herbicides in 2013 agricultural year, even being satisfactory for some species, did not provide adequate production of commercial and/or total onion bulbs. Key-words: Allium cepa L., plant arrangement, competition, herbicides, bulb yield. * Adviser: Elizabeth Orika Ono - UNICENTRO-PR. ix 1. INTRODUÇÃO A cebola (Allium cepa L.) é uma espécie de grande importância como condimento na culinária brasileira e uma das espécies cultivadas da mais ampla difusão no mundo. Originária da Ásia Central, foi introduzida no Brasil pelos portugueses no século XVI e, atualmente, cultivada na maioria das regiões brasileiras (BOITEUX; MELO, 2004). A cultura ocupa o terceiro lugar em importância econômica no mundo, sendo o Brasil o 8º maior produtor, participando com cerca de 2% da oferta mundial (COOPERCITRUS, 2012; FAO, 2013). A cebola assume papel de destaque entre as hortaliças produzidas no Brasil, ficando atrás apenas da cultura da batata e do tomate (FILGUEIRA, 2003). Quanto ao valor socioeconômico, apresenta grande importância regional no Brasil, como geradora de empregos e renda na agricultura, uma vez que mais de 60 mil famílias têm a produção de cebola como principal atividade (VILELA et al., 2005; SAEB, 2009). A produção nacional em 2013 foi de 1.4 milhões de toneladas, colhidas em 54.877 mil hectares, e proporcionando produtividade média de 25,5 t ha-1. O Estado do Paraná encontrase como quinto maior produtor, com produtividade média de 22,0 t ha-1 (IBGE, 2013). Existem vários fatores que ocasionam perdas na produção da cultura da cebola, entre eles, destacam-se a interferência das plantas daninhas, independente do sistema de cultivo, caracterizados, principalmente, pela competição. Soares et al. (2003) relataram que as perdas em consequência da competição pelas plantas daninhas são iguais as causadas por insetos e doenças, em função da baixa capacidade competitiva da cebola justificadas por suas características e o ambiente em que é cultivada. Essa característica de baixa competitividade com as plantas daninhas decorre pelo porte baixo e desenvolvimento inicial relativamente lento, assim como sua arquitetura de folhas eretas e cilíndricas, com baixa cobertura da superfície do solo, permitindo a germinação de plantas daninhas em qualquer fase de seu desenvolvimento (GELMINE, 1996). Além de reduções na produção dos bulbos da cebola, as plantas daninhas podem interferir na qualidade dos mesmos, por refletir profundamente na classificação comercial do produto, diminuindo as proporções de bulbos graúdos e médios e, consequentemente, incrementando as proporções de bulbos miúdos e refugos. Durigan et al. (2005) mencionaram que o controle das plantas daninhas na cultura da cebola é, geralmente, efetuado por meio do controle químico mediante uso de herbicidas, considerando-se o ciclo relativamente longo e o pequeno espaçamento entre plantas, o que dificulta a capina manual ou mecanizada. Esse método proporciona melhores resultados na 1 região da linha da cultura, não danificando o sistema radicular e economizando mão de obra. Entretanto, Gelmini (1996) relatou que entre os impedimentos do controle químico de plantas daninhas na cultura da cebola estão, a não utilização da dosagem preconizada, o emprego em épocas inoportunas e a escolha do produto incorreto em função da variedade e infestação. Outro fator de importância em relação ao incremento da produtividade da cultura da cebola constitui o aumento do número de plantas por área (COSTA et al., 2000; MAY et al., 2007; BAIER et al., 2009; HUNGER, 2013). A adequação dessa prática de manejo pode auxiliem na expressão do máximo potencial dos cultivares, forma a combinar características produtivas adequadas ao comércio e maior rentabilidade (MENEZES JUNIOR et al., 2012). Entretanto, na literatura nacional e internacional é não existem informações demonstrando o comportamento competitivo da cultura da cebola em diferentes densidades populacionais, assim como da sua influência em programas de manejo químico das plantas daninhas. Nesse sentido, o trabalho parte da hipótese de que para o sucesso das estratégias de manejo faz-se necessário o melhor conhecimento sobre o período crítico de prevenção da interferência das plantas daninhas para a cultura da cebola, considerando diferentes possibilidades de densidades de transplantio e programas de controle químico. 2. OBJETIVO 2.1. Geral Avaliar os efeitos de períodos de matointerferência da comunidade infestante, assim como de programas de controle químico, sobre o desenvolvimento e produtividade de cebola em diferentes densidades de transplantio, na região de Guarapuava/PR. 2.2. Específicos Determinar durante duas safras o período anterior à interferência (PAI), o período total de prevenção da interferência (PTPI) e o período crítico de prevenção da interferência (PCPI) das plantas daninhas na cultura da cebola “Bainha Periforme”, em três densidades de transplantio, na região de Guarapuava/PR. Avaliar por duas safras a dinâmica da infestação de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada em três densidades populacionais na região de Guarapuava/PR. Avaliar a eficiência e seletividade de programas de controle químico na cultura da cebola transplantada, considerando três níveis de densidades de transplantio. 2 3. REFERENCIAL TEÓRICO 3.1. Características da Cebola e Cultivares A cebola é uma planta herbácea que atinge, aproximadamente, 60 cm de altura e apresenta folhas grandes dispostas alternadamente em duas fileiras ao longo do caule, onde as mesmas são tubulares, ocas, podendo ser cerosas ou não. O caule verdadeiro está localizado abaixo da superfície do solo, sendo este um disco comprimido com formato cônico, situado na base inferior do bulbo, possuindo entrenós muito curtos de onde partem as raízes. As bainhas foliares formam um pseudocaule cuja parte inferior é o próprio bulbo (FILGUEIRA, 2008). A cebola é uma planta bienal, com ciclo biológico completo, constituído por duas etapas, sendo que na primeira ocorre o crescimento vegetativo que compreende o desenvolvimento e o amadurecimento do bulbo e a formação do pendoamento, o qual indica o surgimento indica o início da etapa reprodutiva, que interessa apenas ao produtor de sementes (SOUZA; RESENDE, 2002). Segundo Brewster (1994), o efeito de baixa temperatura no florescimento da cebola é preponderante. Além disso, por se tratar de uma espécie de dia curto para ocorrer o florescimento, requer fotoperíodo menor que o valor crítico da cultivar. Outros fatores, como a altitude e latitude da localidade também condicionam as condições agroclimáticas e determinam a época de plantio para cada cultivar. De modo geral, para germinar as sementes demoram mais do que a maioria das espécies hortícolas. Estudos mostram que na faixa de 5 a 25°C a velocidade de germinação da cebola aumenta com o aumento da temperatura, considerando-se a faixa de 11 a 25°C como ótima, em condições de boa umidade de solo. Após a emergência, há um período de crescimento lento até aproximadamente 75 dias após a semeadura, seguido de crescimento rápido. A fase de desenvolvimento de bulbos ocorre quando a planta para de formar folhas e a taxa de crescimento decresce e as bainhas foliares do bulbo entumescem para formar o tecido de armazenamento, havendo um alongamento da região do pseudocaule. A formação do bulbo ocorre com o predomínio do processo de expansão celular sobre o processo de divisão celular (OLIVEIRA, 2004). A cultivar “Crioula Mercosul”, desenvolvida pela empresa Sementes Hortec Ltda, apresenta ciclo médio/tardio (180 a 200 dias) e caracteriza-se por ser de dias intermediários, com plantas vigorosas e folhas extremamente cerosas. Seus bulbos são “bojudos”, arredondados, de coloração vermelho-pinhão, pesando entre 160 e 180 g. Apresenta alta produtividade, grande uniformidade de bulbos e ótima conservação pós-colheita (COSTA et 3 al., 2002; SEMENTES HORTEC, 2012). Costa et al. (2000), avaliando a adaptação de cultura da cebola em Petrolina/PE, constataram que as cultivares Conquista, Valeouro IPA-11, Franciscana IPA-10, CNPH-6040, Bola P. EMPASC, CNPH-5898 e Crioula Mercosul sobressaíram-se de outras cultivares por apresentarem bulbos comerciais acima de 80% nas classes 3 (50 a 70 mm de diâmetro transversal) e classe 4 (70 a 90 mm de diâmetro transversal), que são os de maior preferência do mercado nacional consumidor. Segundo Resende; Costa (2007), o uso de cultivares não adaptadas à região produtora pode resultar em safras frustrantes em qualidade e produtividade de bulbos comerciais. As cultivares de cebola que apresentam folhagem verde-opaco devido à maior quantidade de ceras (grupo ceroso), como por exemplo, Baia Periforme, Barreiro SMP-lV, Red Creole, Roxa chata, Pira Couto, Pira Dura, Pira Ouro, tendem a proporcionar maior resistência à ação de herbicidas do que aquelas com folhagem verde-brilhante, portadoras de menor quantidade de cerosidade foliar (grupo não ceroso), Granex, Texas Grano, Excel e Bermudas. 3.2. Exigências Edafoclimáticas O fotoperíodo é o fator ambiental mais importante envolvido no crescimento e desenvolvimento de plantas. A cebola é fisiologicamente uma espécie de dias longos para bulbificação que, de modo geral, não bulbifica em dias com duração do fotoperíodo inferior a 10 horas. Sob fotoperíodos muito curtos, as plantas não mostram sinais de bulbificação mesmo após períodos longos de crescimento. Satisfeitas as exigências em fotoperíodo, tem início a formação do bulbo, independentemente do tamanho da planta. O comprimento do dia necessário para iniciar a bulbificação diminui quando a temperatura aumenta, mas nenhuma bulbificação ocorre mesmo em temperaturas altas, se o comprimento do dia for insuficiente as exigências da cultivar (EMBRAPA, 2004). A formação de bulbos está relacionada com à interação entre a temperatura e fotoperíodo. Nessa interação, o fator mais importante é o fotoperíodo, que determina os limites da adaptação das diferentes cultivares. A temperatura deve ser amena ou fria durante o crescimento vegetativo e ligeiramente mais elevado na bulbificação. Clima quente e seco favorecem a perfeita maturação do bulbo e a colheita. O efeito da baixa temperatura no florescimento é preponderante (FILGUEIRA, 2008). Quando as condições climáticas não satisfazem as exigências da cultivar não ocorre bulbificação e ocorre a formação de plantas improdutivas denominadas “charutos de bulbos pequenos” (GALMARINI, 1997). Trata-se de uma espécie que requer número de horas de luz 4 superior ao valor crítico da cultivar (FILGUEIRA, 2008). Caso isso não ocorra as possibilidades de perdas são grandes, devido os bulbos não se desenvolverem, e começarem a surgir “charutos”, com pendão floral aparecendo precocemente (KASSAB, 1994). O comprimento do dia varia com a latitude e, em geral, para cada 5-10° de latitude existe grupo de cultivares adaptadas e adequadas, onde por meio do melhoramento genético tem-se conseguido adaptar cultivares de cebolas provenientes de regiões de latitudes maiores para regiões de menores latitudes. As cultivares do grupo IPA (latitude 9° S) foram obtidas a partir de populações normalmente cultivadas a 23-30°de latitude sul (OLIVEIRA, 2004). As cultivares são adaptadas a locais e épocas onde ocorrem o mínimo de fotoperíodo e temperatura exigidos para a bulbificação; cultivares de ciclo precoce, médio e tardio são plantadas na região Sul; no Sudeste e Centro Oeste são plantadas cebolas "super precoces", precoces e médias; nos demais estados cultivam-se cultivares "super precoces" e precoces. Devido a interação com a temperatura, tamanho e idade da planta, densidade de plantio, fertilização, irrigação, entre outros fatores; a bulbificação e a produção podem variar consideravelmente em uma mesma faixa de fotoperíodo (EMBRAPA, 2004). Espécies olerícolas necessitam de altas disponibilidades de água com frequência para seu bom desenvolvimento (KASSAB, 1994). Assim, a necessidade total da cultura varia de 350 a 650 mm, dependendo das condições climáticas, ciclo da cultivar e sistema de irrigação; a necessidade aumenta de forma proporcional ao crescimento vegetativo das plantas, atingindo o máximo no estádio de bulbificação, sendo reduzida nos estádios de maturação e colheita; chuvas em excesso nas últimas etapas da maturação quando as folhas estão começando a murchar, favorecem o apodrecimento dos bulbos ainda no campo (EMBRAPA, 2007). Solos pobres e rasos e submetidos a constante estresse hídrico, ocasionam formação de bulbos que são bainhas foliares modificadas, recobertas por películas membranosas (catáfilos) que servem como órgãos de reserva, sendo estes bulbos capazes de rebrotar após períodos prolongados de estresse hídrico severo (EMBRAPA, 2004). A cultura adapta-se a solos de textura média com boa drenagem também em solos arenosos, leves, que favoreçam o desenvolvimento do bulbo, com pH 5,5 a 6,5. Solos muitos argilosos e pesados não favorecem o desenvolvimento da cultura, dificultando a formação de bulbos, além de deformá-los, aumentando a produtividade não comercial, assim, a utilização da aração, gradagem e formação de canteiros diminui estes efeitos, favorecendo a formação de bulbos (FILGUEIRA, 2008). A maturidade hortícola da cebola é determinada pelo amolecimento da região inferior do pseudocaule, também conhecido como “pescoço” e pelo tombamento da parte aérea da 5 planta sobre o solo, evento conhecido como “estalo”, resultado da murcha e seca parcial da folhagem, acompanhado de amarelecimento das folhas (EMBRAPA, 2004). Nesse momento, o bulbo pode ser arrancado manualmente com facilidade, mas em solos mais pesados pode ser necessário um afrouxamento, com uso de enxada ou outras ferramentas (EMBRAPA, 2007). Após a colheita realiza-se a cura que consiste em deixar as plantas expostas à ação direta da luz solar no próprio campo, durante dois dias no mínimo e máximo de sete dias, arrumadas de tal maneira que a folhagem proteja os bulbos (PIMENTEL, 1985). Esta prática tem a finalidade de reduzir a turgescência dos bulbos visando melhor conservação. Aconselha-se reduzir a irrigação próxima à colheita, quando feita no campo. A cura ocorre de maneira mais satisfatória quando prevalecem temperaturas de 24°C e umidade relativa variando de 75 a 80%, o que garante o desenvolvimento satisfatório da coloração da casca. Terminada a cura a campo, os bulbos devem ser transferidos para um local sombreado, sem incidência de luz solar direta, com temperatura entre 25 e 30°C e umidade relativa variando entre 70 e 75%, nestas condições, a cura é finalizada após 10 a 15 dias (EMBRAPA, 2004). No que se refere à época de plantio, a cebola é uma cultura influenciada por condições agroclimáticas, que determinam a época de plantio de cada cultivar (SOUZA; RESENDE, 2002). As regiões produtoras de cebola apresentam diversidade quanto às épocas de semeadura e colheita, possibilitando o atendimento da produção interna durante o ano todo. A época de plantio é definida em função da compatibilização das exigências fisiológicas da cultivar, com as condições ambientais e do mercado consumidor (EMBRAPA, 2007). Considera-se ideal para o plantio, os meses de março a junho. Neste período, a cultura se desenvolve durante época de temperaturas mais amenas, especialmente as noturnas e menos chuvosas, favorecendo o desenvolvimento da planta e controle de doenças. Regiões da Bahia e Pernambuco, o plantio pode ser realizado durante o ano todo. Nas regiões com latitudes maiores, como nos estados do Sul do Brasil, os meses de junho a julho são os melhores para a semeadura da cebola, principalmente, em termos de bulbificação. Plantandose nessa época, o crescimento ocorre sob condições adequadas de pluviosidade, de temperatura em elevação e fotoperíodo crescente (EMBRAPA, 2004). As exigências da cebola quanto ao fotoperíodo e temperatura são diferenciadas, nos Estados da Bahia e Pernambuco predominam as cultivares importadas claras precoces e da série IPA; em São Paulo na safra do cedo as cebolas produzidas são as claras precoces e nas semeaduras tardias as baias periformes; em Minas Gerais, Goiás e Brasília predominam cultivares claras precoces e a baia periforme; em Santa Catarina as mais plantadas são as 6 crioulas e baias periformes precoces; no Rio Grande do Sul, as do grupo baia periforme. Desta forma, a oferta de cebola se distribui durante o ano todo (VILELA et al., 2005). Pesquisas têm demonstrado que as melhores cultivares são aquelas obtidas na própria região de produção. O plantio de cultivares não adaptadas à região produtora pode resultar em safras com baixas produtividades, porque cada uma requer condições especiais de fotoperíodo e temperatura para a obtenção das características qualitativas desejáveis, altos rendimentos e boa conservação no armazenamento (JONES; MANN, 1963). 3.3. Períodos de Interferência Causados pelas Plantas Daninhas A cultura da cebola é considerada altamente suscetível à interferência imposta pelas plantas daninhas, em virtude do seu lento crescimento inicial e da disposição ereta e forma cilíndrica de suas folhas, o que proporciona baixa capacidade de sombreamento (SOARES et al., 2003). Um dos fatores mais importantes que afetam o grau de interferência entre plantas daninhas e cultivadas é o período em que disputam os recursos limitados do ambiente comum (PITELLI, 1985). No entanto, a interferência não se estabelece durante todo o ciclo agrícola. Há um período no início do ciclo, após o plantio ou emergência, em que plantas daninhas e cultivadas podem conviver sem que haja prejuízo na produção da cultura. Os estudos sobre a interferência das plantas daninhas em culturas agrícolas visam determinar os períodos e/ou épocas que são críticas na interação cultura - comunidade infestante. Esses períodos foram denominados por Pitelli; Durigan (1984) como Período Anterior à Interferência (PAI), Período Total de Prevenção à Interferência (PTPI) e Período Crítico de Interferência (PCPI). No Brasil, esses estudos são mais restritos às culturas de grande interesse econômico, como por exemplo a soja, o milho, a cana-de-açúcar, entre outras. Há, portanto, uma grande carência de trabalhos científicos dessa natureza, envolvendo culturas como as hortaliças (PITELLI, 1987; ZANATTA et al., 2006). Segundo Silva et al. (2006), o manejo das plantas daninhas em hortaliças se diferencia do utilizado nas grandes culturas, uma vez que as práticas culturais são mais artificiais, envolvendo grande distúrbio no solo, uso de adubações química e orgânica, irrigações frequentes e abundantes, facilitando a ocorrência de elevadas populações de plantas daninhas na área. Ferreira et al. (2002) relataram a sensibilidade da interferência das plantas daninhas, podendo causar reduções na produção de bulbos de cebola de 30, 68 e 94%, quando os períodos de interferência após a emergência forem de quatro, cinco e seis semanas, respectivamente. Já Soares et al. (2003) demonstraram que a convivência com as plantas 7 daninhas durante os primeiros 98 dias reduziu a produtividade da cebola e peso médio de bulbos em 95% e 91%, respectivamente. Desta forma, a competição é um processo que ocorre entre duas ou mais espécies de plantas que se desenvolvem em ambiente comum, onde o efeito do período de convivência mútua será mais ou menos intenso dependendo da época e duração no ciclo da cultura que será concedido e das características da infestação. Cada hortaliça tem o seu período no qual a cultura deve ser mantida livre da presença de plantas daninhas, para que não haja perdas de produção (PITELLI; DURIGAN, 1984). Em relação as épocas e períodos de convivência que são críticos para a cultura da cebola, Soares et al. (2004) mencionam que na literatura são encontrados valores de período anterior a interferência (PAI) entre 7 e 84 dias e de período total de prevenção da interferência (PTPI) entre 14 e 140 dias para cebola de semeadura direta. Para cebola transplantada, os valores variam entre 7 e 60 dias para o PAI e entre 7 e 80 dias para o PTPI. Essa variação deve-se à atuação de fatores que influenciam o grau de interferência da comunidade infestante sobre a cultura. O conhecimento de períodos de interferência pode caracterizar maior ou menor necessidade de controle, ou mesmo o estabelecimento de dosagens residuais mais adequadas dos herbicidas, o que possibilita reduzir a quantidade e frequência das intervenções de controle, o custo de produção e o possível impacto ambiental. 3.4. Densidades de Plantio No território brasileiro a cebola é cultivada na faixa que vai dos estados da região Sul até os da região Nordeste destacando como principais estados produtores Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná (BOEING, 2002). No entanto, a cultura da cebola na maioria das vezes é conduzida de maneira empírica por parte dos produtores que adotam técnicas antigas de cultivo, levando a redução de produtividade e qualidade comercial dos bulbos. Um dos fatores que mais influencia sobre os aspectos produtivos da cultura da cebola é a densidade de plantio (MASCARENHAS, 1993; BAIER et al., 2009). No estado do Paraná a densidade adotada pela grande maioria dos produtores fica entre 440 a 500 mil plantas ha-1, que é considerada baixa e tem sido atribuída como um dos grandes responsáveis pela redução na produtividade (RESENDE et al., 2002; BAIER et al., 2009). Quando se cultiva a cebola com menor espaçamento entre linhas e mesmo espaçamento entre plantas, se consegue aumentar o número de plantas por unidade de área, contribuindo de maneira positiva para o aumento da produtividade comercial e a redução do tamanho médio do bulbo (KANTON et al., 2002). Esse procedimento faz com que a maioria 8 dos bulbos se enquadrem dentro da classe comercial mais aceita pelo consumidor para consumo in natura (classe 3 cheia e 4) (LOPES et al., 2004; BAIER et al., 2009). Entretanto, quando se aumenta a densidade de plantas por unidade de área, consequentemente, se eleva a competição entre plantas pelos recursos como luz, água, CO 2, oxigênio e nutrientes minerais, alterando os padrões de bulbificação das cultivares. O aumento da densidade de plantas é capaz de reduzir o tamanho médio do bulbo podendo influenciar de modo direto sobre a produtividade da cultura quando se adota uma densidade inadequada (MASCARENHAS, 1993). O ideal para os produtores seria o estabelecimento de uma população ótima, que maximize a exploração desses fatores, garantindo a maior produtividade da cultura da cebola. Trabalhos realizados nas condições edafoclimáticas brasileiras demonstraram que o número de plantas por área constitui um fator de suma importância na obtenção de elevada produção (COSTA et al., 2000; BAIER et al., 2009). Nota-se também que existe uma carência de resultados sobre a resposta das principais cultivares de cebola presentes no mercado frente ao aumento da densidade de plantas por hectare. Segundo Brewster (1994), para a obtenção de bulbos de cebola entre 50 e 70 mm de diâmetro transversal a população de plantas deve variar entre 0,5 e 1,0 milhão de plantas ha-1, enquanto que para bulbos maiores o arranjo da população vária de 0,25 e 0,500 milhão de plantas ha-1. Contudo, algumas cultivares de cebola permitem o aumento da densidade de plantio, enquanto em outras, tal procedimento aumenta a produção de bulbos de menor tamanho (FERREIRA, 2000). 3.5. Controle Químico de Plantas Daninhas Existem vários fatores que ocasionam perdas na produção da cultura da cebola, dentre eles destacam-se os efeitos negativos da interferência das plantas daninhas. Conforme Ferreira et al. (2002), a cebola é uma das hortaliças mais sensíveis à interferência das plantas daninhas, podendo ocorrer reduções de 30%, 68% e 94% na produção de bulbos, quando o período da interferência após a emergência for de quatro, cinco e seis semanas, respectivamente. Essa interferência das plantas daninhas na cultura da cebola decorre do porte baixo e desenvolvimento inicial relativamente lento da cultura (GELMINI, 1996). Em função da sua arquitetura, com folhas eretas e cilíndricas, essa cultura apresenta baixa cobertura da superfície do solo, permitindo a germinação das sementes de plantas invasoras em qualquer fase de seu desenvolvimento. Além de reduções na produção de bulbos da cultura da cebola, as plantas daninhas podem interferir na qualidade dos mesmos. 9 Experimentos conduzidos por Soares et al. (2003) demonstraram que a convivência com as plantas daninhas durante os primeiros 98 dias reduziu a produtividade da cebola em 95% e a massa média de bulbos em 91%. Portanto, o controle das plantas daninhas nesta cultura representa extrema importância para a garantia da produtividade. Para o controle das plantas daninhas na cultura da cebola, geralmente, é realizado por meio de controle químico, considerando-se que a cultura apresenta ciclo relativamente longo com pequeno espaçamento entre plantas, que dificulta a capina manual ou mecanizada. O controle químico proporciona melhores resultados na região da linha da cultura, não danifica o sistema radicular e economiza mão de obra, entre outras vantagens. Porém, segundo Gelmini (1996), diversas causas têm impedido a obtenção de resultados mais significativos no controle de plantas daninhas com herbicidas nessa cultura. Entre outras razões, a não utilização da dose preconizada, o emprego em épocas inoportunas e a escolha do produto incorreto em função da variedade e da infestação local, aparecem como as mais importantes. 4. 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A comunidade infestante foi avaliada por meio do levantamento fitossociológico ao final de cada período de convivência, em relação à produtividade e qualidade comercial dos bulbos. A produtividade de bulbos de cebola transplantada foi significativamente afetada pela convivência com infestação das plantas daninhas, chegando a 100% de perdas. A partir dos modelos ajustados não foi constatada viabilidade no aumento da densidade de plantio como prática que favoreça a redução do período necessário para o manejo de plantas daninhas. A cebola transplantada em agosto de 2012 e julho de 2013 apresentaram PCPI, respectivamente, de 23 aos 76 e 21 aos 120 DATM, quando se objetivou a produtividade de bulbos comerciais, e de 20 aos 55 e 26 aos 112 DATM, para a produtividade de bulbos totais. Palavras-chave: Allium cepa L.; competição, arranjo de plantas, produção de bulbos. 14 ABSTRACT SOUZA, João Igor de. Weed interference periods on transplanted onion crop in three distinct densities of Guarapuava/PR country. 2014. 86f. Dissertation (Master in Plant Production), UNICENTRO. The work was conducted with the objective of determining the critical period of weeds interference (CPWI) and the best period for the management of weeds community in crop onion Crioula Mercosul genotype transplanted in distinct plants densities. The experiment was carried out in field conditions in Guarapuava County, Paraná State, during 2012 and 2013 agricultural years, at Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO. Treatments were disposed in randomized complete blocks experimental design, with five repetitions, composed by weeds coexistence periods and weeds control at 14, 28, 56, 112 and 168 days after seedlings transplant (DAST), using 0,6, 0,8 and 1,0 million of plants ha-1. Weeds community was evaluated through phytosociological survey at the end of each coexistence period, in relation to yield and commercial quality of bulbs. Bulbs yield of transplanted onion was significantly affected by weeds coexistence, reaching 100% of losses. From adjusted models, it was not observed viability in increasing plantation density as practical that may favor the necessary reduction of weeds management. Onion plants transplanted in August, 2012 and July, 2013 presented CPWI, respectively, from 23 to 76 and 21 to the 120 DAST, when the objective was commercial bulbs yield, and from 20 to 55 and 26 to 112 DAST, for total bulbs yield. Keywords: Allium cepa L., plant arrangement, competition, bulb yield. 15 5.1. INTRODUÇÃO A cultura da cebola, assim como qualquer outra cultura agrícola, está sujeita a efeitos de fatores bióticos e abióticos, que influenciam sua produção. Um dos principais fatores bióticos que interferem negativamente na produtividade da cebola é a presença de plantas daninhas (SOARES et al., 2003); a falta de controle ou controle inadequado dessa vegetação intensifica o problema da interferência das plantas daninhas na cultura (USMAN et al., 2005). A baixa capacidade de competição da cultura da cebola com a comunidade infestante de plantas daninhas são relatados e enfatizados em diversos trabalhos, especialmente, quando se referem aos primeiros estádios de desenvolvimento da cultura (GARCIA et al., 1994; SOARES et al., 2003; QASEM, 2005) e para isso, a cultura deve ser mantida livre da interferência de plantas daninhas por um período para não ocorrer redução na produtividade. As perdas causadas pela convivência com as plantas daninhas podem ser severas, sendo que a redução da produtividade dos bulbos pode aumentar de acordo com o período de competição e a comunidade infestante. Segundo Zanatta et al. (2006), períodos longos de competição da comunidade infestante com a cultura podem reduzir a produtividade dos bulbos em 100% comparado com a condição sem interferência da mesma. A interferência das plantas daninhas em culturas olerícolas intensifica-se devido às áreas de cultivo passarem por exploração intensiva e da alta frequência de mobilização do solo, além de elevadas taxas de fertilização e pequena restrição hídrica (PITELLI, 1985). Portanto, esse ambiente é favorável à ocorrência de espécies ruderais, que são de rápido crescimento, curto ciclo de desenvolvimento e grande produção de diásporos, aumentando expressivamente o banco de sementes do solo (CARVALHO et al., 2008). A competição das plantas daninhas com as culturas ocorre pelos recursos limitados do meio, como luz, nutrientes, água e espaço (PITELLI, 1985). O resultado dessa competição depende de fatores ligados à cultura (espécie, cultivar e população de plantas), à comunidade infestante (composição específica, densidade e distribuição), ao manejo adotado (tanto para a cultura quanto para as plantas daninhas) e ao período de convivência entre cultura e comunidade infestante (época e duração), sendo todos esses fatores condicionados pelas condições edafoclimáticas do ambiente. Como a época e a duração do período de convivência são os principais fatores que influenciam a relação de interferência entre comunidade infestante e cultura, em estudos de matointerferência considera-se a possibilidade da ocorrência de três períodos: a) período 16 anterior à interferência (PAI), onde após a emergência as plantas daninhas podem conviver com a cultura sem causar prejuízos econômicos; b) período total de prevenção à interferência (PTPI), o qual as práticas de controle se inicia com a emergência das plantas daninhas e cultura e o seu final reflete o momento em que a cultura é capaz de prevenir a interferência das plantas daninhas; e c) o período crítico de prevenção à interferência (PCPI), que se refere ao período final do PAI até o PTPI, em que a presença de plantas daninhas deve ser evitadas com a realização de práticas de controle. Portanto, o conhecimento desses períodos é essencial para estabelecer estratégias de manejo de plantas daninhas e caracterizam-se como determinantes para alcançar alta produtividade em hortaliças (ZANATTA et al., 2006). Soares et al. (2004) mencionaram existir grande variação dos resultados sobre estudos de matointerferência disponíveis na literatura, sendo que para cebola transplantada, esses períodos variam entre 7 e 60 dias para o PAI e entre 7 e 80 dias para o PTPI. Recentemente, Cavalieri (2013) relatou que resultados de pesquisa sobre a interferência de plantas daninhas na cultura da cebola indicam, em média, os períodos críticos de prevenção a interferência (PCPI) como sendo do 21° ao 63° dia e do 27° ao 56° dia do ciclo da cultura para os sistemas de semeadura direta e transplante de mudas, respectivamente. Além disso, entre os aspectos do manejo fitotécnico determinantes à produção comercial de bulbos, que encontra-se diretamente relacionado a interferência das plantas daninhas, destacam-se o estabelecimento da população ideal de plantas por hectare, a cultivar e o sistema de cultivo (BAIER et al., 2009; MENEZES JÚNIOR; VIEIRA NETO, 2012). Diante do exposto, a produtividade e qualidade da cultura da cebola pode ser influenciada pelas plantas daninhas que convivem com a cultura por diferentes períodos durante seu ciclo de desenvolvimento, assim como algumas práticas de manejo cultural como, o arranjo adequado da população de plantas. Assim, objetivou-se com este trabalho, estimar os períodos de convivência e controle da comunidade infestante na cultura da cebola transplantada na região de Guarapuava/PR, utilizando-se três densidades populacionais, durante dois anos agrícolas. 5.2. MATERIAL E MÉTODOS 5.2.1. Local do experimento O trabalho foi dividido em dois experimentos conduzidos a campo nos períodos de agosto a dezembro de 2012 (safra 1) e julho a janeiro de 2013/2014 (safra 2), localizados no Setor de Olericultura (Figura 1), pertencente ao Departamento de Agronomia da Universidade 17 Estadual do Centro-Oeste, Campus CEDETEG/UNICENTRO, sob as coordenadas 23°12'28,8"S de latitude, 53°18'14,7"W de longitude e 1.020 m de altitude. O solo da área experimental é classificado como Latossolo Bruno álico típico (EMBRAPA, 2006), de textura muito argilosa (50% de argila, 20% de areia e 30% de silte), o qual em análise química, em amostras de 0 a 20 cm de profundidade, revelou pH (CaCl2) de 5,7; M.O de 28,2 g dm-3 ; P de 11,1 mg dm-3 ; 0,29; 6,4; 2,6; 0,0 por cmolc dm-3 ; de K, Ca, Mg e Al, respectivamente. Na Figura 1 encontra-se representada a visão geral da área experimental, assim como da disposição dos blocos e as respectivas parcelas, dispostas na área da Universidade estadual do Centro-Oeste, Campus CEDETEG. área total: 336m² Figura 1. Representação da área experimental, no setor do Departamento de Agronomia da Universidade Estadual do Centro-Oeste, Campus CEDETEG, onde foram conduzidos os experimentos em 2012 e 2013 (Safras 1 e 2). Guarapuava/PR, 2014. O clima da região é classificado como Cfb subtropical mesotérmico úmido (KÖPPEN, 1948), com verões frescos, invernos com ocorrência de geadas severas e frequentes, não apresentando estação seca. As temperaturas médias anuais variam de 16ºC a 27ºC e a precipitação média anual em torno de 1500 mm. Os dados climatológicos obtidos na estação meteorológica do Instituto Agronômico do Paraná (IAP), localizada dentro do Campus universitário e, aproximadamente, a 100 m da área experimental, ocorridos durante os períodos experimentais encontram-se descritos na Tabela 1. Para os dados climatológicos, descritos na Tabela 1, é importante ressaltar que apesar de ter ocorrido geadas na safra 1 (2012), assim como de geada e formação de neve na safra 2 (2013) em pelo menos um dia nos meses de julho e agosto, a cebola transplantada não apresentou danos severos de injúrias visuais, assim como ocorrência de morte de plantas. 18 Tabela 1. Médias semanais de temperatura (oC, máxima e mínima), umidade relativa do ar (%), precipitação (mm) e insolação (horas) observadas durante os experimentos com cebola transplantadas nas safras 2012 e 2013/2014. Guarapuava - PR, 2014. Safra 1 (2012) - Temp. Temp. Um Precip. Max(°C) Min(°C) Rel(%) (mm) - Insol Safra 2 Temp. Temp. Um Rel Precip. (hs) (2013/2014*) Max(°C) Min(°C) (%) (mm) 1 a 7_jul 20,9 9,6 76,4 5,8 Insol (hs) 8,1 - - - - - - 8 a 14_jul 20,5 9,0 77,2 0,0 5,9 - - - - - - 15 a 21_jul 19,7 7,9 78,5 57,6 4,8 - - - - - - 22 a 28_jul 13,7 0,7 64,8 55,4 8,1 - - - - - - 29 a 31_jul 24,4 7,0 58,6 0,0 10,1 1 a 7_ago 22,9 10,4 67,2 24,0 6,8 1 a 7_ago 24,3 10,9 59,5 12,0 7,8 8 a 14_ago 24,0 10,9 62,3 3,8 6,6 8 a 14_ago 20,1 7,9 64,4 6,4 5,6 15 a 21_ago 23,3 13,2 64,1 26,0 5,3 15 a 21_ago 18,4 7,4 65,5 0,0 9,0 22 a 28_ago 22,7 11,9 62,4 45,8 3,1 22 a 28_ago 20,0 8,1 71,6 35,4 4,5 29 a 31_ago 22,3 8,3 68,9 34,6 1,2 29 a 31_ago 25,5 8,0 40,4 0,0 8,7 1 a 7_set 26,3 10,8 55,8 0,0 9,0 1 a 7_set 22,5 11,6 72,7 2,2 5,4 8 a 14_set 26,7 13,8 60,6 0,0 9,8 8 a 14_set 27,7 12,5 46,4 0,0 10,0 15 a 21_set 27,1 13,1 61,9 0,0 8,0 15 a 21_set 22,5 11,1 75,4 51,8 3,8 22 a 28_set 19,8 5,5 56,9 2,0 6,7 22 a 28_set 17,5 7,5 68,5 142,0 5,4 29 a 30_set 22,7 10,1 55,2 0,0 9,9 29 a 30_set 20,4 12,6 89,2 15,8 1,1 1 a 7_out 27,5 15,3 64,0 0,0 9,3 1 a 7_out 22,1 12,6 69,6 29,2 7,1 8 a 14_out 23,0 13,9 68,6 13,2 7,2 8 a 14_out 23,8 12,0 61,5 1,4 7,3 15 a 21_out 25,0 12,7 61,1 23,2 7,6 15 a 21_out 24,1 11,4 67,1 17,8 6,2 22 a 28_out 24,2 14,8 79,1 31,2 7,9 22 a 28_out 25,1 15,2 69,4 57,2 5,7 29 a 31_out 31,0 15,9 76,2 0,0 6,8 29 a 31_out 25,7 11,9 57,1 0,0 8,3 1 a 7_nov 25,9 14,5 70,7 3,9 5,2 1 a 7_nov 22,6 14,0 69,5 27,8 5,2 8 a 14_nov 24,6 16,8 76,4 5,2 6,2 8 a 14_nov 26,7 14,0 60,2 17,6 9,2 15 a 21_nov 25,7 12,8 61,6 3,8 6,1 15 a 21_nov 24,8 15,5 76,5 38,4 4,1 22 a 28_nov 26,2 15,7 71,9 195,0 4,2 22 a 28_nov 25,8 15,5 68,5 10,2 8,7 29 a 30_nov 26,1 16,1 73,0 10,4 6,9 29 a 30_nov 24,4 17,1 80,5 28,8 2,6 1 a 7_dez 28,2 17,3 72,1 - - 1 a 7_dez 25,7 15,7 73,4 45,4 5,6 8 a 14_dez 27,8 17,9 78,2 - - 8 a 14_dez 26,1 16,3 78,0 48,8 5,4 15 a 21_dez 28,2 18,5 74,1 - - 15 a 21_dez 26,8 15,5 62,6 45,8 9,9 22 a 28_dez 28,0 18,2 76,6 - - 22 a 28_dez 27,8 17,3 69,6 8,2 7,0 29 a 31_dez 24,7 18,1 86,6 - - 29 a 31_dez 27,5 18,9 81,3 29,2 3,5 - - - - - - 1 a 7_jan* 25,5 18,1 84,7 61,8 2,1 - - - - - - 8 a 14_jan* 26,5 16,5 77,6 140,4 4,7 - - - - - - 15 a 21_jan* 27,3 15,7 67,9 48,2 8,1 - - - - - - 22 a 28_jan* 28,9 18,3 71,6 14,2 7,4 - - - - - - 29 a 31_jan* 30,0 16,3 57,7 4,8 10,6 23,7 12,5 69,1 1059 6,5 Média/Soma 25,4 13,9 67,8 422 6,7 Média/Soma Fonte: Estação Meteorológica IAP/UNICENTRO/CEDETEG. Guarapuava/PR. 19 5.2.2. Material experimental, instalação e condução do experimento As mudas foram obtidas em canteiros utilizados como “sementeiras” e a semeadura da cebola foi realizada a lanço aproximadamente 60 dias antes do transplantio para os canteiros definitivos, utilizando-se 10 g de semente m-2 de semente da cultivar Crioula Mercosul (Sementes Hortec Ltda.), em canteiro levantado com uso de rotoencanteirador e irrigado diariamente por microaspersão. O transplantio foi realizado quando as mudas encontravam-se no estádio de 2 a 3 folhas ou, aproximadamente, 15 cm de altura, mantendo o espaçamento entre linhas em 0,15 cm e variando o espaçamento entre plantas em 0,065, 0,08 e 0,10 m, que respectivamente, constituiu as densidades populacionais 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha-2. As safra 1 e 2 foram transplantadas manualmente em 29/08/2012 e 27/07/2013, respectivamente. Um dia antes do transplantio das mudas foi realizada a adubação de base com o formulado N-P-K (03-16-08), utilizando em torno de 312 e 475 kg ha-1, respectivamente, para as safras 1 e 2. Aos 15 e 35 dias após o transplantio foram realizadas adubações em cobertura, com a mistura de uréia e cloreto de potássio, nas dosagens de 450 e 75 kg ha -1, respectivamente. A irrigação foi efetuada, semanalmente, com sistema de microaspersão, de acordo com a necessidade da cultura. Para o controle de pragas e doenças foram realizadas aplicações de inseticidas e fungicidas, utilizando-se produtos registrados para a cultura no Estado do Paraná, nas suas doses recomendadas. O experimento obedeceu ao delineamento experimental de blocos ao acaso, em esquema fatorial 10 x 3, com cinco repetições. Em ambas as safras, dez tratamentos foram constituídos por períodos de convivência e ausência da convivência da cultura da cebola com a comunidade de plantas daninhas, durante o intervalo de tempo de 14, 28, 56, 112 e 168 dias após o transplantio das mudas (DATM), em três densidades de população de plantas (0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha-2). Na safra 2012, pelas mudas ter sido transplantadas mais tardiamente, a cultura completou o ciclo aos 112 DATM, sendo colhida em novembro de 2012. Nesta etapa, o controle das plantas daninhas foi realizado por meio de capinas manuais, nas entrelinhas e linhas da cultura, considerando o cronograma e a necessidade dos tratamentos. Cada unidade experimental foi constituída por canteiro com parcelas de cinco linhas de plantio com 1,5 m de comprimento por 0,8 m de largura, perfazendo área útil de 1,2 m², uma vez que, 0,1 m das extremidades e as duas linhas externas foram consideradas apenas como bordaduras. 20 As amostragens das infestações foram realizadas utilizando-se estudos fitossociológicos para todas as densidades e épocas de avaliação com auxílio de um quadrado vazado com área útil de 0,25 m2. A comunidade infestante foi avaliada ao final de cada período de convivência com a cultura, sendo coletadas todas as plantas daninhas presentes em cada quadrado. As espécies de plantas daninhas foram identificadas, quantificadas e levadas ao laboratório, onde foram secas em estufa com circulação forçada de ar a 55 - 65 oC, por 96 horas. Após esse procedimento, foi determinada a biomassa seca da parte aérea das plantas daninhas coletadas, utilizando-se balança eletrônica com precisão de 0,01 g. O sistema de classificação adotado como base foi o Angiosperm Phylogeny Group APG II (2003), com auxílio das delimitações das famílias e ordenamento de alguns gêneros, conforme SOUZA; LORENZI (2005). Entretanto, na identificação e quantificação das espécies também foi utilizada literatura específica (KISSMAN; GROTH, 1997, 1999, 2000; LORENZI; SOUZA, 2001; LORENZI, 2006, 2008), além de livros sobre plantas medicinais, ornamentais, dissertações e teses relacionadas ao assunto. Em função dos dados fitossociológicos das comunidades infestantes foram estimadas as variáveis: Frequência (indica a ocorrência das espécies em cada quadrado); Densidade (indica a quantidade de indivíduos de uma mesma espécie em cada quadrado); Abundância (refere-se à concentração das espécies nos diferentes pontos da área total - 3,75 m²); Frequência relativa, Densidade relativa e Abundância relativa (relaciona uma dada espécie a todas as demais encontradas nas áreas); índice de valor de importância (demonstra as espécies que mais ocorrem em cada área), de forma semelhante aos conceitos descritos por Concenço et al. (2013), fundamentados no trabalho de Mueller-Dombois; Ellenberg (1974). Para o cálculo das variáveis foram utilizadas as seguintes fórmulas: Freqüência (Fre) = Nº de parcelas que contém a espécie Nº total de parcelas utilizadas Densidade (Den) = Nº total de indivíduos por espécie Área total coletada Abundância (Abu) = Nº total de indivíduos por espécie Nº total de parcelas contendo a espécie Freqüência Relativa (Frr) = Frequência da espécie x 100 Frequência total de todas as espécies Densidade Relativa (Der) = Densidade da espécie x 100 Densidade total de todas as espécies 21 Abundância Relativa (Abr) = Abundância da espécie x 100 Abundância total de todas as espécies Índice de Valor de Importância (IVI) = Frr + Der + Abr O ponto de colheita foi determinado pelo secamento das folhas baixeiras e “estalo” de cerca de 80% das plantas, conforme metodologia descrita por Baier et al. (2009). Após a colheita, os bulbos de cebola foram mantidos em galpão para o processo de “cura”, onde foram submetidos ao processo de limpeza (toalete), pesagem e classificação percentual, de acordo com o diâmetro transversal (CEAGESP, 2001), em classe 5 (diâmetro maior que 9 cm), classe 4 (diâmetro entre 7 e 9 cm), classe 3 (diâmetro entre 7 e 5 cm), classe 2 (diâmetro entre 5 e 3,5 cm) e refugo (diâmetro menor que 3,5 cm), com auxílio de balança de precisão e um classificador construído para essa finalidade (Figura 2). Figura 2. Representação ilustrativa das avaliações de pesagens e classificação das cebolas. Guarapuava/PR, 2014. Os resultados de produtividade de bulbos comercializáveis (kg ha-1), considerando somente a somatória das classes 3 a 5, e a produtividade de bulbos totais (kg ha-1), determinadas considerando 8000 m-2 de área útil, foram submetidos à análise de variância 22 pelo teste F (p<0,01 e 0,05) e análise de regressão, utilizando o software SigmaPlot 11.0 (2008). A determinação dos períodos anterior à interferência (PAI), de prevenção da interferência (PTPI) e crítico de prevenção da interferência (PCPI) foi realizada estimando-se perdas de 5% em relação ao tratamento que se desenvolveu livre da convivência com as plantas daninhas, considerando-se que esse valor refere-se ao custo do controle químico das plantas daninhas. Para a análise de tendência dos efeitos dos períodos de interferência sobre a produtividade de bulbos comercializáveis e bulbos totais da cultura da cebola, foram realizados estudos de regressão e os modelos matemáticos ajustado foram o Logístico e o de Gompertz, respectivamente, para estimar o PAI (1) e PTPI (2), conforme descrito por Knezevic et al. (2002). Os referidos modelos foram os que melhor explicaram o comportamento biológico do fenômeno avaliado, considerando a significância dos parâmetros, os quadrados médios dos resíduos e os valores de R2 (ALVAREZ; ALVAREZ, 2006). Y = A/(1+ABS(DATM/K)*EXP(B)) (1) Y = A*EXP(-EXP(-(DATM-K)/B)) (2) Onde, Y refere-se a produtividade de bulbos comerciais ou totais, expresso em kg ha-1 ; A refere-se à assíntota máxima em kg ha-1; DATM refere-se aos dias após o transplante das mudas em que a cultura permaneceu livre ou submetida a convivência com a infestação de plantas daninhas; B e K são constantes do modelo 23 5.3. RESULTADOS E DISCUSSÃO O levantamento florístico das plantas daninhas na cultura da cebola transplantada nas safras de 2012 e 2013, realizado em área experimental no município de Guarapuava/PR, totalizou 14.400 e 7.845 indivíduos, respectivamente, representadas por 24 espécies, distribuídas em 13 famílias (Tabela 2). Os resultados apresentados nas Tabelas 2 e 3 indicam que as famílias Asteraceae (8), Poaceae (4) e Euphorbiaceae (2) foram aquelas que registraram o maior número de espécies. Entretanto, é possível observar que praticamente as mesmas espécies ocorreram nas duas safras estudadas, mesmo havendo condições climáticas tão contrastantes, conforme pode ser observado as variações de temperatura e distribuição pluviométrica (Tabela 1). Aos 14, 28, 56 e 112 DATM pode-se observar que, de forma geral, as três espécies que apresentaram os maiores índices de valor de importância (IVI), em ordem decrescente foram: Digitaria horizontalis > Raphanus raphanistrum > Brachiaria plantaginea na safra de 2012 (Tabelas 4 a 7) e R. raphanistrum > D. horizontalis > Ambrosia elatior, na safra de 2013 (Tabelas 8 a 12). Entre outras espécies que também se destacaram por valores elevados nas características Frequência, Densidade e Abundância, assim como o próprio IVI, foram B. plantaginea, B. subalternans e Polygonum convolvulus. Entretanto, com relação a massa seca total da parte aérea das espécies invasoras registradas nas safras de 2012 e 2013 (Figuras 3 e 4), verificou-se a ocorrência de aumento progressivo, sendo que as maiores produções totais foram obtidas pelo conjunto das espécies eudicotiledôneas, onde em todas épocas de avaliação sempre foram superiores as monocotiledôneas (Figuras 11 e 12). Apesar da grande similaridade das espécies infestantes que ocorreram entre as duas safras estudadas, em ambas as condições de infestações apresentaram grande habilidade competitiva, principalmente, para a safra de 2012, uma vez que o acúmulo de massa seca da parte aérea tendeu a aumentar mesmo com a redução de sua população (Figura 3). Segundo Radosevich et al. (1997), a medida que aumenta a população e ocorre o desenvolvimento das plantas daninhas, especialmente daquelas que germinaram e emergiram no início do ciclo da cultura, intensifica-se a competição inter e intraespecífica, de forma que as plantas daninhas de maior estatura tornam-se dominantes, ao passo que as menores são suprimidas, inclusive pela própria cultura, ou morrem. As unidades experimentais em que a cultura da cebola foi mantida por períodos iniciais crescentes na convivência com as plantas daninhas, permitiram calcular o período em que estas podem emergir e infestar a cultura sem que haja perdas na produtividade. Nesse sentido, constatou-se que nas Safras de 2012 e 2103 foram necessários 25 e 21; 21 e 25; 23 e 24 17 DATM (dias após o transplante das mudas) para que a cultura da cebola, respectivamente cultivada em densidades de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha-1, apresentasse perdas significativas de produtividade de bulbos comerciais (Figuras 5, 6, 7, 8, 9 e 10). Esse período corresponde ao período anterior à interferência (PAI), onde o manejo das plantas daninhas deve ser efetivamente realizado antes desse período, para não ocorrer perdas de produtividade. Já para o período total de prevenção da interferência (PTPI), nas safras de 2012 e 2103, foi necessário o controle total da infestação até 67 e 106; 70 e 120; 83 e 134 DATM para que a cultura da cebola, respectivamente, cultivada em densidades de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha -1, conseguisse sobressair em relação às plantas daninhas, não apresentando perdas significativas de bulbos comerciais (Figuras 5, 6, 7, 8, 9 e 10). Quando analisada a produtividade de bulbos totais observou que houve grande similaridade das respostas com as constatadas para os bulbos comerciais, principalmente para os valores de PAI. Entretanto, em ambos os casos não ficou evidenciado tendência de comportamento que pudesse justificar o aumento e/ou redução da densidade de plantio para o favorecimento do manejo de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na região de Guarapuava/PR. Em ambas as safras o aumento da densidade populacional da cebola transplantada proporcionou queda de produtividade de bulbos comerciais, assim como do número de bulbos comerciais (Figuras 13 e 14), independente da convivência ou não com a infestação de plantas daninhas. Esses resultados corroboram com os relatados por Viegas D’Abreu (1996), Stoffella (1996), Rumpel; Felczynski (2000), Cecílio Filho et al. (2006) e Resende; Costa (2006) que encontraram redução na produção de bulbos maiores com o incremento da densidade de plantio. Entretanto, Baier et al. (2009) e Hunger (2013), em trabalhos realizados em Guarapuava/PR, constataram que o aumento da densidade de plantas de cebola por m2 proporcionou maior produtividade, menor massa média de bulbos e maior produção na classificação comercial 3 cheio, caracterizando incremento no resultado econômico da cultura. Assim, para a produtividade de bulbos comerciais, considerando a média dos resultados entre as densidades de plantio estudadas, o período em que as práticas de controle devem ser efetivamente adotadas (PCPI), se caracterizou pelo intervalo entre 23 aos 73 e 21 aos 120 DATM, respectivamente, para as safras 2012 e 2013. Para a produtividade de bulbos totais, a média dos resultados entre as densidades de plantio, o PCPI foi caracterizado como de 20 aos 55 e 26 aos 112 DATM, respectivamente, para as safras 2012 e 2013. É importante ressaltar que na safra de 2012 o plantio foi efetuado tardiamente, o que resultou na antecipação do ciclo da cultura e colheita aos 112 DATM, 25 assim como na safra de 2013, houve a ocorrência de geada, resultando em atraso no desenvolvimento da comunidade infestante. Nesse sentido, nas Figuras 3, 4, 11 e 12, mediante a formação de massa seca da parte aérea e/ou visualização da cobertura da superfície do solo nas unidades experimentais, é possível verificar que o desenvolvimento da comunidade infestante foi mais precoce para a safra 2012, assim como mais tardia na safra 2013. Esses resultados corroboram parcialmente com o posicionamento de Cavalieri (2013), o qual mencionou que os resultados de pesquisa sobre os períodos críticos de prevenção à interferência das plantas daninhas (PCPI) na cultura da cebola transplantada, em média, serem do 27° ao 56° dia do ciclo da cultura. Assim como os de Garcia et al. (1994), em trabalho desenvolvido no Estado do Rio Grande do Sul, que relataram o PTPI de três cultivares de cebola como sendo de 61 a 74 DATM, e por Paller et al. (1971) e Bond; Burston (1996), que registraram valores de PTPI para a cebola transplantada como sendo de 49 a 56 e 21 a 56 DATM, respectivamente. Essa variação de resultados deve-se à atuação de fatores que influenciam o grau de interferência da comunidade infestante sobre a cultura, como as plantas daninhas prevalecentes e as cultivares utilizadas. De forma contrária, em trabalho desenvolvido na região de Jaboticabal/SP, Soares et al. (2003) relataram a ocorrência de PAI de 42 DATM para as cultivares de cebola Mercedes, Granex33, Superex e Serrana. Portanto, o conhecimento regional de períodos de interferência pode caracterizar maior ou menor necessidade de controle, ou mesmo, o estabelecimento de dosagens mais adequadas dos herbicidas e, consequentemente, possibilitaria reduzir a quantidade e frequência das intervenções de controle, o custo de produção e o possível impacto ambiental. 26 Tabela 2. Relação das espécies de plantas daninhas encontradas em levantamento florístico realizado na cultura da cebola transplantada nas safras 2012/1 e 2013/2. Guarapuava/PR, 2014. (Experimentos 1 e 2). Família Amaranthaceae Asteraceae Brassicaceae Commelinaceae Convovulaceae Euphorbiaceae Lamiceae Malvaceae Oxalidaceae Poaceae Polygonaceae Rubiaceae Solanaceae Nome científico Amaranthus sp. Ageratum conyzoides Bidens subalternans Emilia sonchifolia Galinsoga parviflora Ambrosia elatior Gnaphallium spicatum Synedrellopsis grisebachii Taraxacum officinale Raphanus raphanistrum Commelina benghalensis Ipomoea hederifolia Chamaesyce hyrta Euphorbia heterophylla Stachys arvensis Sida rhombifolia Oxalis latifolia Brachiaria plantaginea Digitaria horizontalis Lolium multiflorum Eleusine indica Polygonum convolvulus Richardia brasiliensis Solanum americanum Nome Popular caruru rasteiro/1 mentrasto/1/2 picão-preto/1/2 falsa-serralha/1/2 picão-branco/1/2 ambrosia/1/2 erva-macia/1/2 agriãozinho/1 dente-de-leão/2 nabiça/1/2 trapoeraba/1 corda-de-viola/1/2 erva-de-santa-luzia/1 amendoim-bravo/1/2 orelha-de-urso/1/2 guanxuma/1/2 trevo-azedo/1 capim-marmelada/1/2 capim-colchão/1/2 azevém/1/2 capim-pé-de-galinha/1/2 cipó-de-viado/1/2 poaia-branca/1/2 maria-pretinha/1/2 Tabela 3. Número total de espécies de plantas daninhas organizadas por Família, encontradas em levantamento florístico realizado na cultura da cebola transplantada nas safras 2012 e 2013. Guarapuava/PR, 2014. (Experimentos 1 e 2). Famílias Amaranthaceae Asteraceae Brassicaceae Commelinaceae Convolvulaceae Euphorbiaceae Lamiaceae Malvaceae Oxalidaceae Polygonaceae Poaceae Rubiaceae Solanaceae Total Nº de Espécies Safra 2012 - Experimento 1 Safra 2013 - Experimento 2 14 28 56 112 14 28 56 112 168 DATM* DATM DATM DATM DATM DATM DATM DATM DATM 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 3 6 5 2 4 7 5 4 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 4 3 4 2 3 4 4 4 1 1 1 1 1 1 1 1 1 10 13 17 19 7 11 17 18 13 * DATM = Dias Após o Transplante das Mudas 27 A g de matéria seca/m2 g de matéria seca/m2 140 120 100 80 60 40 20 0 20 40 60 80 100 Dias Após o Transplante das Mudas - DATM 0 120 3500 3500 3000 3000 plantas eudico/m2 plantas mono/m2 0 2500 2000 1500 1000 B 550 500 450 400 350 300 250 200 150 100 50 0 20 40 60 80 100 Dias Após o Transplante das Mudas - DATM 120 2500 2000 1500 1000 500 500 0 0 14 14 28 56 112 Dias Após o Transplante das Mudas - DATM 28 56 Dias Após o Transplante das Mudas - DATM 112 Figura 3. Representação da quantidade de matéria seca da parte aérea e densidade das plantas daninhas monocotiledôneas (A) e eudicotiledôneas (B) determinadas em levantamentos florísticos da safra 1 (2012) na cultura da cebola transplantada. Guarapuava/PR, 2014. 28 A B 25 800 20 g demateria seca/m2 g demateria seca/m2 900 15 10 5 700 600 500 400 300 200 100 0 0 50 100 150 Dias Após o Transplante das Mudas - DATM 0 200 0 50 100 150 Dias Após o Transplante das Mudas - DATM 200 1600 1600 1400 1200 plantas eudico/m2 plantas mono/m2 1400 1000 800 600 400 200 1200 1000 800 600 400 200 0 0 14 28 56 112 168 Dias Após o Transplante das Mudas - DATM 14 28 56 112 168 Dias Após o Transplante das Mudas - DATM Figura 4. Representação da quantidade de matéria seca da parte aérea e densidade das plantas daninhas monocotiledôneas (A) e eudicotiledôneas (B) determinadas em levantamentos florísticos da safra 2 (2013) na cultura da cebola transplantada. Guarapuava/PR, 2014. 29 Tabela 4. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 1 (2012) aos 14 DATM. Guarapuava/PR 2014. N° de N° de quadros indiv. Raphanus raphanistrum Amaranthus sp. Ipomoea hederifolia Polygonum convolvulus Richarida brasiliensis Euphorbia heterophylla Bidens subanlternans Ambrosia elatior Digitaria horizontalis Brachiaria plantaginea 15 13 8 4 11 9 11 12 13 13 Total 109 Espécie Fre Den Abu Frr Der Abr IVI 1396 351 23 9 164 27 44 53 875 329 13,96 3,51 0,23 0,09 1,64 0,27 0,44 0,53 8,75 3,29 3,72 0,94 0,06 0,02 0,44 0,07 0,12 0,14 2,33 0,88 93,1 27,0 2,9 2,3 14,9 3,0 4,0 4,4 67,3 25,3 42,7 10,7 0,7 0,3 5,0 0,8 1,3 1,6 26,8 10,1 42,7 10,7 0,7 0,3 5,0 0,8 1,3 1,6 26,8 10,1 38,1 11,1 1,2 0,9 6,1 1,2 1,6 1,8 27,6 10,4 123,5 32,5 2,6 1,5 16,1 2,9 4,3 5,0 81,1 30,5 3271 32,71 8,72 244,1 100 100 100 300 Tabela 5. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 1 (2012) aos 28 DATM. Guarapuava/PR 2014. N° de N° de quadros indiv. Raphanus raphanistrum Amaranthus sp. Polygonum convolvulus Richarida brasiliensis Euphorbia heterophylla Galinsoga parviflora 15 13 10 9 6 12 Bidens subanlternans Ambrosia elatior Lolium multiflorum Digitaria horizontalis Eleusine indica Brachiaria plantaginea Total Espécie Fre Den Abu Frr Der Abr IVI 1340 342 36 117 22 99 13,40 3,42 0,36 1,17 0,22 0,99 3,57 0,91 0,10 0,31 0,06 0,26 89,3 26,3 3,6 13,0 3,7 8,3 27,8 7,1 0,7 2,4 0,5 2,1 27,8 7,1 0,7 2,4 0,5 2,1 25,1 7,4 1,0 3,7 1,0 2,3 80,7 21,6 2,5 8,5 1,9 6,4 15 9 3 15 10 15 119 50 30 1863 320 479 1,19 0,50 0,30 18,63 3,20 4,79 0,32 0,13 0,08 4,97 0,85 1,28 7,9 5,6 10,0 124,2 32,0 31,9 2,5 1,0 0,6 38,7 6,6 9,9 2,5 1,0 0,6 38,7 6,6 9,9 2,2 1,6 2,8 34,9 9,0 9,0 7,2 3,6 4,1 112,3 22,3 28,9 132 4817 48,17 12,85 355,78 100 100 100 300 30 Tabela 6. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 1 (2012) aos 56 DATM. Guarapuava/PR 2014. N° de N° de quadros indiv. Raphanus raphanistrum Amaranthus sp. Polygonum convolvulus Richarida brasiliensis Euphorbia heterophylla Galinsoga parviflora Bidens subanlternans Ageratum conyzoides Synedrellopsis grisebachii Sida rhombifolia Chamaesyce hyrta Oxalis latifolia Ambrosia elatior Gnaphalium spicatum Digitaria horizontalis Lolium multiflorum Brachiaria plantaginea 15 14 10 8 9 10 14 7 3 6 1 1 6 2 15 8 15 Total 144 Espécie Fre Den Abu Frr Der Abr IVI 869 149 25 58 13 141 71 46 7 8 3 1 7 3 2187 182 660 8,69 1,49 0,25 0,58 0,13 1,41 0,71 0,46 0,07 0,08 0,03 0,01 0,07 0,03 21,87 1,82 6,60 2,32 0,40 0,07 0,15 0,03 0,38 0,19 0,12 0,02 0,02 0,01 0,00 0,02 0,01 5,83 0,49 1,76 57,9 10,6 2,5 7,3 1,4 14,1 5,1 6,6 2,3 1,3 3,0 1,0 1,2 1,5 145,8 22,8 44,0 19,6 3,4 0,6 1,3 0,3 3,2 1,6 1,0 0,2 0,2 0,1 0,0 0,2 0,1 49,4 4,1 14,9 19,6 3,4 0,6 1,3 0,3 3,2 1,6 1,0 0,2 0,2 0,1 0,0 0,2 0,1 49,4 4,1 14,9 17,6 3,2 0,8 2,2 0,4 4,3 1,5 2,0 0,7 0,4 0,9 0,3 0,4 0,5 44,4 6,9 13,4 56,9 10,0 1,9 4,8 1,0 10,7 4,7 4,1 1,0 0,8 1,0 0,3 0,7 0,6 143,1 15,1 43,2 4430 44,3 11,81 328,4 100 100 100 300 31 Tabela 7. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 1 (2012) aos 112 DATM. Guarapuava/PR 2014. N° de N° de quadros indiv. Raphanus raphanistrum Amaranthus sp. Ipomoea hederifolia Richarida brasiliensis Euphorbia heterophylla Galinsoga parviflora Bidens subanlternans Ambrosia elatior Solanum americanum Stachys arvensis Oxalis latifolia Commelina benghalensis Emilia sonchifolia Gnaphalium spicatum Sida rhombifolia Digitaria horizontalis Eleusine indica Lolium multiflorum Brachiaria plantaginea 7 9 10 5 3 14 4 9 2 6 2 1 1 1 5 15 6 1 12 Total 113 Espécie Fre Den Abu Frr Der Abr IVI 34 66 16 14 8 137 9 36 2 46 1 1 1 1 9 1435 20 2 44 0,34 0,66 0,16 0,14 0,08 1,37 0,09 0,36 0,02 0,46 0,01 0,01 0,01 0,01 0,09 14,35 0,2 0,02 0,44 0,09 0,18 0,04 0,04 0,02 0,37 0,02 0,10 0,01 0,12 0,00 0,00 0,00 0,00 0,02 3,83 0,05 0,01 0,12 4,9 7,3 1,6 2,8 2,7 9,8 2,3 4,0 1,0 7,7 0,5 1,0 1,0 1,0 1,8 95,7 3,3 2,0 3,7 1,8 3,5 0,9 0,7 0,4 7,3 0,5 1,9 0,1 2,4 0,1 0,1 0,1 0,1 0,5 76,2 1,1 0,1 2,3 1,8 3,5 0,9 0,7 0,4 7,3 0,5 1,9 0,1 2,4 0,1 0,1 0,1 0,1 0,5 76,2 1,1 0,1 2,3 3,2 4,8 1,0 1,8 1,7 6,4 1,5 2,6 0,6 5,0 0,3 0,6 0,6 0,6 1,2 62,2 2,2 1,3 2,4 6,8 11,8 2,7 3,3 2,6 20,9 2,4 6,4 0,9 9,9 0,4 0,8 0,8 0,8 2,1 214,6 4,3 1,5 7,1 1882 18,82 5,02 153,93 100,0 100 100,0 300,0 32 Tabela 8. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 14 DATM. Guarapuava/PR 2014. N° de N° de quadros indiv. Raphanus raphanistrum Euphorbia heterophylla Ipomoea hederifolia Bidens subalternans Ambrosia elatior Digitaria horizontalis Brachiaria plantaginea 15 2 8 14 4 15 15 Total 73 Espécie Fre Den Abu Frr Der Abr IVI 800 2 7 260 9 295 315 8,0 0,02 0,07 2,6 0,09 2,95 3,15 2,13 0,01 0,02 0,69 0,02 0,79 0,84 53,3 1,0 0,9 18,6 2,3 19,7 21,0 47,4 0,1 0,4 15,4 0,5 17,5 18,7 47,4 0,1 0,4 15,4 0,5 17,5 18,7 45,7 0,9 0,7 15,9 1,9 16,9 18,0 140,5 1,1 1,6 46,7 3,0 51,8 55,3 1688 16,88 4,50 116,7 100,0 100 100 300 Tabela 9. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 28 DATM. Guarapuava/PR 2014. N° de N° de quadros indiv. Raphanus raphanistrum Ipomoea hederifolia 15 1 Polygonum convolvulus Stachys arvensis Ambrosia elatior Gnaphalium spicatum Amaranthus sp. Emilia sonchifolia Bidens subalternans Digitaria horizontalis Lolium multiflorum Brachiaria plantaginea Total Espécie Fre Den Abu Frr Der Abr IVI 690 1 6,90 0,01 1,84 0,00 46,0 1,0 50,7 0,1 50,7 0,1 37,8 0,8 139,3 1,0 10 2 3 1 1 1 15 1 2 1 118 1 8 1 2 1 513 13 7 5 1,18 0,01 0,08 0,01 0,02 0,01 5,13 0,13 0,07 0,05 0,31 0,00 0,02 0,00 0,01 0,00 1,37 0,03 0,02 0,01 11,8 0,5 2,7 1,0 2,0 1,0 34,2 13,0 3,5 5,0 8,7 0,1 0,6 0,1 0,1 0,1 37,7 1,0 0,5 0,4 8,7 0,1 0,6 0,1 0,1 0,1 37,7 1,0 0,5 0,4 9,7 0,4 2,2 0,8 1,6 0,8 28,1 10,7 2,9 4,1 27,1 0,6 3,4 1,0 1,9 1,0 103,6 12,6 3,9 4,8 53 1360 13,6 3,63 121,7 100 100 100 300 33 Tabela 10. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 56 DATM. Guarapuava/PR 2014. N° de N° de quadros indiv. Raphanus raphanistrum Ipomoea hederifolia Polygonum convolvulus Galinsoga parviflora Ambrosia artemisiifolia Gnaphalium spicatum Bidens subalternans Taraxacum officinale Sida rhombifolia Amaranthus sp. Richarida brasiliensis Emilia sonchifolia Ambrosia artemiifolia Digitaria horizontalis Lolium multiflorum Eleusine indica Brachiaria plantaginea 15 3 7 2 15 7 10 3 1 1 2 6 2 14 2 5 8 Total 103 Espécie Fre Den Abu Frr Der Abr IVI 525 5 40 2 462 26 123 5 1 2 5 10 3 345 6 35 95 5,25 0,05 0,40 0,02 4,62 0,26 1,23 0,05 0,01 0,02 0,05 0,10 0,03 3,45 0,06 0,35 0,95 1,40 0,01 0,11 0,01 1,23 0,07 0,33 0,01 0,00 0,01 0,01 0,03 0,01 0,92 0,02 0,09 0,25 35,0 1,7 5,7 1,0 30,8 3,7 12,3 1,7 1,0 2,0 2,5 1,7 1,5 24,6 3,0 7,0 11,9 31,1 0,3 2,4 0,1 27,3 1,5 7,3 0,3 0,1 0,1 0,3 0,6 0,2 20,4 0,4 2,1 5,6 31,1 0,3 2,4 0,1 27,3 1,5 7,3 0,3 0,1 0,1 0,3 0,6 0,2 20,4 0,4 2,1 5,6 23,8 1,1 3,9 0,7 20,9 2,5 8,4 1,1 0,7 1,4 1,7 1,1 1,0 16,8 2,0 4,8 8,1 85,9 1,7 8,6 0,9 75,6 5,6 22,9 1,7 0,8 1,6 2,3 2,3 1,4 57,6 2,8 8,9 19,3 1690 16,9 4,51 147,0 100 100 100 300 34 Tabela 11. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 112 DATM. Guarapuava/PR 2014. N° de N° de quadros indiv. Raphanus raphanistrum Ipomoea hederifolia Polygonum convolvulus Galinsoga parviflora 14 2 9 5 Ambrosia elatior Gnaphalium spicatum Stachys arvensis Euphorbia heterophylla Sida rhombifolia Amaranthus sp. Espécie Fre Den Abu Frr Der Abr IVI 357 2 24 8 3,57 0,02 0,24 0,08 0,95 0,01 0,06 0,02 25,5 1,0 2,7 1,6 17,2 0,1 1,2 0,4 17,2 0,1 1,2 0,4 15,2 0,6 1,6 1,0 49,5 0,8 3,9 1,7 15 3 7 1 2 2 310 5 16 2 3 10 3,1 0,05 0,16 0,02 0,03 0,1 0,83 0,01 0,04 0,01 0,01 0,03 20,7 1,7 2,3 2,0 1,5 5,0 14,9 0,2 0,8 0,1 0,1 0,5 14,9 0,2 0,8 0,1 0,1 0,5 12,3 1,0 1,4 1,2 0,9 3,0 42,1 1,5 2,9 1,4 1,2 3,9 Richarida brasiliensis Solanum americanum Emilia sonchifolia Bidens subalternans Digitaria horizontalis Lolium multiflorum 6 3 3 2 15 6 40 6 3 3 832 24 0,4 0,06 0,03 0,03 8,32 0,24 0,11 0,02 0,01 0,01 2,22 0,06 6,7 2,0 1,0 1,5 55,5 4,0 1,9 0,3 0,1 0,1 40,0 1,2 1,9 0,3 0,1 0,1 40,0 1,2 4,0 1,2 0,6 0,9 33,0 2,4 7,8 1,8 0,9 1,2 113,1 4,7 Eleusine indica Brachiaria plantaginea 10 15 142 291 1,42 2,91 0,38 0,78 14,2 19,4 6,8 14,0 6,8 14,0 8,4 11,5 22,1 39,5 Total 120 2078 20,78 5,54 168,1 100,0 100 100,0 300,0 Tabela 12. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 168 DATM. Guarapuava/PR 2014. N° de N° de quadros indiv. Ipomoea hederifolia Polygonum convolvulus 1 10 Galinsoga parviflora Ambrosia elatior Gnaphalium spicatum Stachys arvensis Amaranthus sp. Richarida brasiliensis Espécie Fre Den Abu Frr Der Abr IVI 1 24 0,01 0,24 0,00 0,06 1,0 2,4 0,1 2,3 0,1 2,3 1,1 2,8 1,3 7,4 6 15 1 7 4 2 14 180 2 12 12 7 0,14 1,80 0,02 0,12 0,12 0,07 0,04 0,48 0,01 0,03 0,03 0,02 2,3 12,0 2,0 1,7 3,0 3,5 1,4 17,5 0,2 1,2 1,2 0,7 1,4 17,5 0,2 1,2 1,2 0,7 2,7 13,8 2,3 2,0 3,4 4,0 5,4 48,8 2,7 4,3 5,8 5,4 Bidens subalternans Digitaria horizontalis Lolium multiflorum Eleusine indica Brachiaria plantaginea 4 15 4 7 15 15 413 13 28 308 0,15 4,13 0,13 0,28 3,08 0,04 1,10 0,03 0,07 0,82 3,8 27,5 3,3 4,0 20,5 1,5 40,1 1,3 2,7 29,9 1,5 40,1 1,3 2,7 29,9 4,3 31,6 3,7 4,6 23,6 7,2 111,9 6,3 10,0 83,5 Total 91 1029 10,29 2,74 87,0 100,0 100 100 300,0 35 PTPI Y = 32787,79*exp(-exp(-(x-26,4760)/13,9025)) R2: 0,99 PAI Y = 32157,70/(1+abs(x/39,7540)/*exp(6,1823)) R2: 0,99 Produtividade Bulbos Comerciais (kg ha-1) 35000 30000 PAI: 25 DATM (A) PTPI: 67 DATM 25000 20000 15000 10000 PCPI: 25-67 DATM 5000 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 Dias Após Transplante das Mudas (DATM) 45000 • PTPI • PAI Produtividade Bulbos Totais (kg ha-1) 40000 35000 Y = 38985,54*exp(-exp(-(x-18,83)/10,83)) R2: 0,99 Y = 38501,28/(1+abs(x/45,3570)/*exp(3,6622)) R2: 0,99 PAI: 21 DATM (B) PTPI: 51 DATM 30000 25000 20000 15000 PCPI: 21-51 DATM 10000 5000 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 Dias Após Transplante das Mudas (DATM) Figura 5. Produtividade de bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em densidades de 0,6 milhão de plantas ha-1, submetida a períodos de convivência e controle das plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012 (Experimento 1). 36 2 PTPI Y = 13830,82*exp(-exp(-(x-32,14)/12,81)) R : 0,99 2 PAI Y = 13939,38/(1+abs(x/37,3960)/*exp(5,0346)) R : 0,99 Produtividade Bulbos Comerciais (kg ha-1) 14000 PAI: 21 DATM (A) PTPI: 70 DATM 12000 10000 8000 6000 4000 2000 PCPI: 21-70 DATM 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 Dias Após Transplante das Mudas (DATM) Produtividade Bulbos Totais (kg ha-1) 35000 30000 25000 • PTPI Y = 28720,75*exp(-exp(-(x-18,63/14,53)) R2: 0,99 • PAI Y = 29147,15/(1+abs(x/47,872)/*exp(2,9557)) R2: 0,99 (B) PTPI: 61 DATM PAI: 15 DATM 20000 15000 10000 PCPI: 15-61 DATM 5000 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 Dias Após Transplante das Mudas (DATM) Figura 6. Produtividade bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em densidade 0,8 milhão de plantas ha-1, submetida a períodos de convivência e controle das plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012 (Experimento 1). 37 9000 PTPI Y = 6947,48*exp(-exp(-(x-37,06)/16,44)) R2: 0,99 Y = 7155,32/(1+abs(x/38,4260)/*exp(5,5467)) R2: 0,99 PAI Produtividade Bulbos Comerciais (kg ha -1) 8000 (A) 7000 PTPI: 83 DATM PAI: 23 DATM 6000 5000 4000 3000 2000 PCPI: 23-83 DATM 1000 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 Dias Após Transplante das Mudas (DATM) Produtividade Bulbos Totais (kg ha-1) 35000 30000 25000 • PTPI Y = 27817,54*exp(-exp(-(x-18,53/12,10)) R2: 0,99 • PAI Y = 31328,32*exp(-exp(-(x/52,72)/-21,90)) R2: 0,99 PAI: 21 DATM (B) PTPI: 54 DATM 20000 15000 10000 PCPI: 21-54 DATM 5000 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 Dias Após Transplante das Mudas (DATM) Figura 7. Produtividade bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em densidade 1,0 milhão de plantas ha-1,, submetida a períodos de convivência e controle das plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012 (Experimento 1). 38 PTPI Y = 63604,33*exp(-exp(-(x-45,43)/20,73)) R2: 0,99 Produtividade Bulbos Comerciais (kg ha -1) 80000 PAI (A) Y = 67947,56/(1+abs(x/48,7197)*exp(4,09)) R2: 0,99 PAI: 21 DATM 70000 PTPI: 106 DATM 60000 50000 40000 30000 20000 PCPI: 21-106 DATM 10000 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 150 160 170 Dias Após Transplante das Mudas (DATM) 80000 Produtividade Bulbos Totais (kg ha-1) 70000 60000 • PTPI Y = 69647,24*exp(-exp(-(x-39,65)/21,64)) R2: 0,99 • PAI Y = 70725,09/(1+abs(x/51,4988)/*exp(3,8856)) R2: 0,99 (B) PTPI: 102 DATM PAI: 25 DATM 50000 40000 30000 20000 PCPI: 25-102 DATM 10000 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 150 160 170 Dias Após Transplante das Mudas (DATM) Figura 8. Produtividade de bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em densidade 0,6 milhão de plantas ha-1, submetida a períodos de convivência e controle das plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013 (Experimento 2). 39 PTPI Y = 33308,09*exp(-exp(-(x-53,73)/23,82)) R2: 0,99 Produtividade Bulbos Comerciais (kg ha -1) 40000 PAI (A) Y = 30956,56/(1+abs(x/54,5271)*exp(3,7532)) R2: 0,99 35000 PTPI: 120 DATM PAI: 25 DATM 30000 25000 20000 15000 10000 PCPI: 25-120 DATM 5000 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 150 160 170 Dias Após Transplante das Mudas (DATM) 50000 Y = 40966,28*exp(-exp(-(x-43,59)/24,83)) R2: 0,99 Y = 30956,56/(1+abs(x/54,5271)*exp(3,7532)) R2: 0,99 Produtividade Bulbos Totais (kg ha-1) 45000 (B) PAI: 25 DATM 40000 PTPI: 114 DATM 35000 30000 25000 20000 15000 10000 PCPI: 25-114 DATM 5000 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 Dias Após Transplante das Mudas (DATM) 130 140 150 160 170 Figura 9. Produtividade bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em densidade 0,8 milhão de plantas ha-1,, submetida a períodos de convivência e controle das plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013 (Experimento 2). 40 PTPI Y = 42056*exp(-exp(-(x-56,23)/30,42)) R2: 0,99 50000 PAI (A) Y = 39617,32/(1+abs(x/46,2919)/*exp(3,0932)) R2: 0,99 Produtividade Bulbos Comerciais (kg ha-1) 45000 PTPI: 134 DATM PAI: 17 DATM 40000 35000 30000 25000 20000 15000 PCPI: 17-134 DATM 10000 5000 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 150 160 170 Dias Após Transplante das Mudas (DATM) 60000 (B) Y = 48452,35*exp(-exp(-(x-44,25)/27,59)) R2: 0,99 Y = 45431,18/(1+abs(x/58,1180)/*exp(4,0822)) Produtividade Bulbos Totais (kg ha-1) 50000 PAI: 29 DATM R2: 0,99 PTPI: 120 DATM 40000 30000 20000 PCPI: 29-120 DATM 10000 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 150 160 170 Dias Após Transplante das Mudas (DATM) Figura 10. Produtividade bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em densidade 1,0 milhão de plantas ha-1, submetida a períodos de convivência e controle das plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013. (Experimento 2) 41 14 DATM a b c a b c a b c a b c 28 DATM 56 DATM 112 DATM Figura 11. Matocompetição da cultura da cebola transplantada aos 14, 28, 56 e 112 DATM, nas densidades populacionais de (a) 0,6 milhão de plantas ha-1 ; (b) 0,8 milhão de plantas ha-1 e (c) 1,0 milhão de plantas ha -1. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012. (Experimento 1) 42 14 DATM a b c a b c a b c a b c a b c 28 DATM 56 DATM 112 DATM 168 DATM Figura 12. Matocompetição da cultura da cebola transplantada aos 14, 28, 56, 112 e 168 DATM, nas densidades populacionais de (a) 0,6 milhão de plantas ha-1; (b) 0,8 milhão de plantas ha-1 e (c) 1,0 milhão de plantas ha -1. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013. (Experimento 2) 43 350000 Número Bulbos Comerciais/ha D1 = 600 mil plt/ha 300000 (A) D2 = 800 mil plt/ha D3 = 1000 mil plt/ha 250000 200000 150000 100000 50000 0 0 14 28 56 Dias de convivência com a infestação - (PAI) (B) 800000 D1 = 600 mil plt/ha D2 = 800 mil plt/ha 700000 Número Bulbos Totais/ha 112 D3 = 1000 mil plt/ha 600000 500000 400000 300000 200000 100000 0 0 14 28 56 Dias de convivência com a infestação - (PAI) 112 Figura 13. Número de bulbos comerciais (classe 3, 3c, 4 e 5) (A) e totais (classe 1, 2, 3, 3c, 4 e 5) (B) de cebola transplantada em densidades de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha-1, de acordo classificação de CEAGESP (2001), em função dos períodos de convivência das plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012. (Experimento 1) 44 400000 (A) D1 = 600 mil plt/ha Número Bulbos Comerciais/ha 350000 D2 = 800 mil plt/ha D3 = 1000 mil plt/ha 300000 250000 200000 150000 100000 50000 0 0 14 28 56 112 168 Dias de convivência com a infestação - (PAI) (B) 600000 Número Bulbos Comerciais/ha D1 = 600 mil plt/ha D2 = 800 mil plt/ha 500000 D3 = 1000 mil plt/ha 400000 300000 200000 100000 0 0 14 28 56 112 168 Dias de convivência com a infestação - (PAI) Figura 14. Número de bulbos comerciais (classe 3, 3c, 4 e 5) (A) e totais (classe 1, 2, 3, 3c, 4 e 5) (B) de cebola transplantada em densidades de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha-1, de acordo classificação de CEAGESP (2001), em função dos períodos de convivência das plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013. (Experimento 2) 45 5.4. CONCLUSÕES A produtividade e qualidade comercial de bulbos da cultivar de cebola Crioula Mercosul foi afetada, chegando até a 100% de perdas, pela convivência pela infestação de plantas daninhas constituída, principalmente, por Raphanus raphanistrum, Digitaria horizontalis, Ambrosia elatior, Brachiaria plantaginea, Bidens subalternans e Polygonum convolvulus, nos anos agrícolas de 2012 e 2013, no município de Guarapuava/PR; A cebola cultivar Crioula Mercosul transplantada em agosto de 2012 e julho de 2013 apresentou, em média, períodos críticos de prevenção da interferência das plantas daninhas (PCPI), respectivamente, de 23 aos 73 e 21 aos 120 DATM, para a produtividade de bulbos comerciais, e 20 aos 55 e 26 aos 112 DATM, para produtividade de bulbos totais. Não foi constatada viabilidade no aumento da densidade de plantas no transplantio da cultivar de cebola Crioula Mercosul como prática de manejo que favoreça a redução do período crítico de prevenção da interferência das plantas daninhas (PCPI), sem prejudicar a produtividade de bulbos comerciais e totais da cultura, no município de Guarapuava/PR. 112 DATM 46 5.5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANGIOSPERM PHYLOGENY GROUP - APG II. An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG II. Botanical Journal of the Linnean Society, n. 141, p. 399-436, 2003. ALVAREZ, V.V.H; ALVAREZ, G.A.M. Comparações de médias ou testes de hipóteses? Contrastes! Boletim Informativo da SBCS, v.31, n.1, p.24-34, 2006. BAIER, J.E.; RESENDE, J.T.V.; GALVÃO, A.G.; BATTISTELLI, G.M.; MACHADO, M.M.; FARIA, M.V. Produtividade e rendimento comercial de bulbos de cebola em função da densidade de cultivo. Ciência e Agrotecnologia, v. 33, n. 2, p. 496-501, 2009. 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O trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar a eficiência e seletividade da cultura da cebola transplantada submetida à aplicação única ou sequencial de herbicidas em pósemergência tardia; assim como, identificar o nível de prejuízo atingido pela adoção de práticas inadequadas e/ou insuficientes de manejo de plantas daninhas. Dois experimentos foram conduzidos a campo na Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO, Guarapuava/PR, em delineamento de blocos ao acaso e fatorial 6 x 3, com cinco repetições. Na safra 2012 o primeiro fator foi representado por aplicações únicas realizadas aos 30/35 dias após o transplante das mudas (DATM) de: ioxynil-octanoato/ fenoxaprop-p-ethyl (250/110 g ha-1); flumioxazin/ fenoxaprop-p-ethyl (140/ 110 g ha-1); oxadiazon/ fenoxapropp-ethyl (1000/110 g ha-1); bentazon/ fenoxaprop-p-ethyl (780/ 110 g ha-1); e duas testemunhas mantidas com e sem infestação, e o segundo fator, as três densidades de plantas de cebola (0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha-1). Na safra 2013, o primeiro fator constituiu de seis tratamentos aplicados em sequência aos 40/55/70/85 DATM com: ioxynil-octanoato (62,5/62,5/62,5 g ha-1); flumioxazin (17,5/35/35/35 g ha-1); oxadiazon (0,25/0,5/0,25/0,5 kg ha-1); bentazon (624/624/1014/1014 g ha-1); e testemunhas com e sem infestação, assim como o segundo fator as três densidades de plantas. O controle com uma única aplicação tardia de herbicida latifolicida/graminicida aos 30/35 DATM foi ineficiente para o manejo adequado das plantas daninhas, independentemente da densidade da cultura da cebola (safra 2012), assim como insuficiente para garantir a produção adequada de bulbos comerciais e/ou totais de cebola na safra 2012. O controle de plantas daninhas utilizando aplicação tardia e sequencial de herbicidas latifolicidas na safra de 2013, mesmo sendo satisfatória para algumas espécies, não proporcionou a produção adequada de bulbos comerciais e/ou totais de cebola. Palavras-chave: Allium cepa L., controle químico, arranjo de planta, produção de bulbos. 50 ABSTRACT SOUZA, João Igor. Response to unique or sequential herbicides application in delayed post-emergence in onion crop transplanted in distinct plants densities. 2014. 86f. Dissertation (Master in Plant Production), UNICENTRO. The work was conducted with the objective of evaluating the efficiency and selectivity of transplanted onion crop submitted to unique or sequential delayed herbicides application in post-emergency condition, as well as to identifying the damage level reached for adopting practical inadequate and/or insufficient for weeds management. Two experiments were carried out in field conditions at Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO, Guarapuava County, Paraná State, by using a randomized complete blocks arranged in factorial scheme 6 x 3, with five repetitions. In 2012 agricultural year, the first factor was represented by unique applications conducted at 30/35 days after seedlings transplant (DAST) of the following herbicides: ioxynil-octanoato/ fenoxaprop-p-ethyl (250/110 g ha-1; flumioxazin/ fenoxaprop-p-ethyl (140/110 g ha-1 ; oxadiazon/ fenoxaprop-p-ethyl (1000/110 g ha-1 ; bentazon/ fenoxaprop-p-ethyl (780/110 g ha-1) and two checks maintained with and without infestation, and as the factor three densities of plants onion plants (0,6, 0,8 and 1,0 million of plants ha-1. In 2013 agricultural year, the first factor was constituted by six treatments applied in sequential at 40/55/70/85 DAST with: ioxynil-octanoato (62.5/62.5/62.5 g ha-1); flumioxazin (17.5/35/35/35 g ha -1); oxadiazon (0.25/0.5/0.25/0.5 kg ha-1); bentazon (624/624/1014/1014 g ha-1) and checks with and without infestation, as well as the second factor was composed by three plants densities. Control characterized by an unique delayed application of narrow leaf and broad leaf herbicides at 30/35 DAST was inefficient for adequate weeds management, independently of onion crop density (2012 agricultural year), as well as insufficient for guaranteeing adequate production of commercial and/or total onion bulbs, in 2012 agricultural year. Weeds control through delayed application and in sequential narrow leaf and broad leaf herbicides in 2013 agricultural year, even being satisfactory for some species, did not provide adequate production of commercial and/or total onion bulbs. Keywords: Allium cepa L.; chemical control; plant arrangement, bulb yield. 51 6.1. INTRODUÇÃO A cebola (Allium cepa L.) pertencente à família das Alliaceae é uma das culturas de importância na produção mundial, sendo responsável por cerca de 78,5 milhões de toneladas (FAO, 2010). É consumida de forma fresca em saladas ou em temperos. No Brasil, é cultivada em 54,8 mil hectares, com produção de 1,4 milhões de tonelada e produtividade média de 25,4 t ha-1 (IBGE, 2013), a qual é considerada baixa em relação a alguns estados e com o potencial produtivo das cultivares. Uma das causas, que pode levar a essa redução da produtividade seria a alta infestação de plantas daninhas, devido ao controle ineficiente. De forma geral, a cultura da cebola apresenta crescimento inicial lento o que à torna pouco competitiva com as plantas daninhas (OLIVEIRA JR. et al., 1995). As plantas daninhas são conhecidas pela sua capacidade competitiva, podendo reduzir o crescimento, a qualidade e a produtividade das culturas e, também, dificultar a realização da colheita. Segundo Ferreira et al. (1999), o lento desenvolvimento da cultura, baixo porte, raízes superficiais e folhas eretas e cilíndricas, onde o solo permanece descoberto, favorece a ocorrência das plantas daninhas. O longo período de crescimento requerido até o fechamento do ciclo da cultura, quando atinge a fase chamada de “estalo”, permite sucessivas reinfestações das plantas daninhas, necessitando atividades consecutivas de controle e manejo (DUNAN et al., 1996). Ghosheh; Al-Shannag (2000) mencionaram que a interferência das plantas daninhas é mais devastadora para a cultura da cebola em comparação ao ataque de pragas como Thrips tabaci. O controle das plantas daninhas é, geralmente, realizado através do controle químico, considerando-se que a cultura da cebola apresenta ciclo relativamente longo e com espaçamento reduzido entre plantas, dificultando a realização de capina manual ou mecânica. No entanto, a utilização de herbicidas mostra-se mais eficiente desde que realizado adequadamente, por evitar danos ao sistema radicular e gastos exagerados com mão-de-obra. Segundo Gelmini (1996), diversas causas têm impedido a obtenção de resultados mais expressivos no controle químico de plantas daninhas nessa cultura. Entre eles, a não utilização da dose recomendada, o emprego em épocas inoportunas e a escolha do produto incorreto em função da variedade e da infestação local, aparecem como as mais importantes. Pesquisas que visem o aumento da eficiência e seletividade de herbicidas podem reduzir este problema. Diferentes trabalhos de pesquisa têm demonstrado resultados promissores de alguns herbicidas como ioxynil-octanoato, flumioxazin, oxadiazon, bentazon e fenoxaprop-p-ethyl, quando usados em doses reduzidas (MASCARENHAS et al., 1980; 52 DEUBER et al., 1983; FERREIRA, 1985; OLIVEIRA JR. et al., 1995; FERREIRA et al., 1999, 2000; GELMINI et al., 2001; GHOSHEH, 2004; DURIGAN et al., 2005). O objetivo desse trabalho foi avaliar a eficiência e seletividade da cultura da cebola transplantada submetida à aplicação única ou sequencial de herbicidas em pós-emergência tardia em três densidades populacionais, assim como identificar o nível de prejuízo atingido pela adoção de práticas inadequadas e/ou insuficientes de manejo de plantas daninhas. 6.2. MATERIAL E MÉTODOS 6.2.1. Local do experimento O trabalho foi realizado em dois experimentos conduzidos a campo nos períodos de agosto a dezembro de 2012 (safra 1) e julho a janeiro de 2013/2014 (safra 2), localizados no Setor de Olericultura, pertencente ao Departamento de Agronomia da Universidade Estadual do Centro-Oeste, Campus CEDETEG/UNICENTRO, sob as coordenadas 23°12'28,8"S de latitude, 53°18'14,7"W de longitude e 1.020 m de altitude. O solo da área experimental é classificado como Latossolo Bruno álico típico (EMBRAPA, 2006), de textura muito argilosa (50% de argila, 20% de areia e 30% de silte), o qual em análise química, em amostras de 0 a 20 cm de profundidade, revelou pH (CaCl2) de 5,7; M.O de 28,2 g dm-3; P de 11,1 mg dm-3 ; 0,29; 6,4; 2,6; 0,0 por cmolc dm-3 ; de K, Ca, Mg, Al, respectivamente. O clima da região é classificado como Cfb subtropical mesotérmico úmido (KÖPPEN, 1948), com verões frescos, invernos com ocorrência de geadas severas e frequentes, não apresentando estação seca. As temperaturas médias anuais variam de 16ºC a 27ºC e a precipitação média anual em torno de 1500 mm. Os dados climatológicos obtidos na estação meteorológica do Instituto Agronômico do Paraná (IAP), localizada dentro do Campus universitário, e aproximadamente a 100 m da área experimental, ocorridos durante os períodos experimentais encontram-se descritos na Tabela 1. 6.2.2. Material experimental, instalação e condução do experimento As mudas foram obtidas em canteiros utilizados como “sementeiras” e a semeadura da cebola foi realizada a lanço, aproximadamente, 60 dias antes do transplantio para os canteiros definitivos, utilizando-se 10 g de semente m-2 da cultivar Crioula Mercosul (Sementes Hortec Ltda.), em canteiro levantado com uso de rotoencanteirador e irrigado diariamente por microaspersão. O transplantio foi realizado quando as mudas encontravam-se no estádio de 3 folhas, ou aproximadamente, 15 cm de altura, mantendo o espaçamento entre linhas em 0,15 cm e variando o espaçamento entre plantas em 0,065, 0,08 e 0,10 m, que respectivamente, 53 constituiu as densidades populacionais de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha-1. As safra 1 e 2 foram transplantadas manualmente em 29/08/2012 e 27/07/2013, respectivamente. Um dia antes do transplantio das mudas foi realizada a adubação de base com o formulado N-P-K (03-16-08), utilizando em torno de 312 e 475 kg ha-1, respectivamente, para as safras 1 e 2. Aos 15 e 35 dias após o transplantio foram realizadas adubações em cobertura, com a mistura de uréia e cloreto de potássio, nas dosagens de 450 e 75 kg ha -1, respectivamente. A irrigação foi efetuada semanalmente por microaspersão, de acordo com a necessidade da cultura. Para o controle de pragas e doenças foram realizadas aplicações de inseticidas e fungicidas, utilizando-se produtos registrados para a cultura no Estado do Paraná, nas doses recomendadas. O delineamento experimental utilizados foi de blocos casualizados, com cinco repetições, em esquema fatorial 6 x 3. Na primeira safra (2012), quatro tratamentos com herbicidas e duas testemunhas (capina e sem capina) foram estudados utilizando aplicações sequenciais únicas de latifolicidas aos 30 DATM e complemento de graminicidas aos 35 DATM, sobre três densidades de populações da cultura da cebola (600, 800 e 1000 mil plantas ha-1), conforme descrito na Tabela 13. Na segunda safra (2013), os mesmos seis tratamentos utilizados na safra 2012 foram utilizados com fracionamento das doses em aplicações sequenciais progressivas de latifolicidas, como pode ser observado na Tabela 14. Desta forma, em ambos os experimentos e/ou safras o primeiro fator foi constituído de seis tratamentos herbicidas e o segundo fator pelas três densidades de populações da cultura da cebola (0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha -1). Tabela 13. Tratamentos com herbicidas, doses e seus respectivos fracionamentos e épocas de aplicação, realizadas na cultura da cebola transplantada. Safra 2012. Guarapuava/PR, 2014. Doses g ou L pc ha-1 Época de Aplicação DATM* Estádio da cultura (n. de folhas) Trat. Herbicidas Doses kg ou g i.a. ha-1 1 2 ioxynil-octanoato/1/ fenoxaprop-p-ethyl/5 flumioxazin/2/ fenoxaprop-p-ethyl 250/110 70/110 1,0/1,0 140/1,0 30/ 35 30/ 35 3/4-5 3/4-5 3 4 oxadiazon/3/ fenoxaprop-p-ethyl bentazon/4 / fenoxaprop-p-ethyl 1,0/110 0,78/110 4,0/1,0 1,3 /1,0 30/ 35 30/ 35 3/4-5 3/4-5 5 testemunha com capinas - - - - 6 testemunha sem capinas - - - - * Dias após transplantio das mudas. /1 Totril®. /2 ; Flumyzin 500®; /3 Ronstar 250 BR®; /4 Basagran 600®; /5 Podium EW®. 54 Tabela 14. Tratamentos com herbicidas, doses e seus respectivos fracionamentos e épocas de aplicação, realizadas na cultura da cebola transplantada. Safra 2013. Guarapuava/PR, 2014. Tratamentos Herbicidas Doses g i.a. ha-1 Doses Comerciais g ou L pc ha-1 g ou L pc ha-1 Época de Aplicação DATM* Doses utilizadas 1 2 3 4 5 ioxynil-octanoato/1 flumioxazin/1 oxadiazon /2 bentazon /1 testemunha com capinas 187,5 122,5 1500 2520 - 0,75 245 6,0 4,2 - 0,25 / 0,25 / 0,25 35 / 70 / 70 / 70 1,0 / 2,0 / 1,0 / 2,0 0,4 / 0,6 / 1,6 / 1,6 - 30/ 45/ 60/3 30/ 45/ 60/ 75/4 30/ 45/ 60/ 75/4 30/ 45/ 60/ 75/4 - 6 testemunha sem capinas - - - - * Dias após transplantio das mudas. /1 em complemento, o fenoxaprop-p-ethyl (110 g i.a./ha ou 1,0 L pc ha-1 de Podium EW®) foi aplicado aos 60 DATM quando a cebola apresentava 6 folhas; /2 não foi utilizado fenoxaprop-p-ethyl aos 60 DATM; /3 plantas de cebola com 4 folhas/ 6 folhas/ 7 folhas; /4 plantas de cebola com 4 folhas / 5 folhas / 6 folhas/ 7 folhas. As unidades experimentais foram constituídas por canteiros, com parcelas de cinco linhas de plantio com 1,5 m de comprimento por 0,8 m de largura e área útil de 1,2 m². Para a aplicação dos herbicidas, realizada em 02/10/2012 (30 DATM) e 07/10/2012 (35 DATM) na safra 2012 e 27/08/2013; 11/09/2013; 26/09/2013 e 11/10/2013 (30/ 45/ 60/ 75 DATM) na safra 2013, foi utilizado um pulverizador costal de CO2, equipado com barra de duas pontas de pulverização TTi 110.015, espaçadas de 0,5 m, em pressão constante de 2,1 kgf cm-2, que proporcionou volume de calda de 200 L ha -1 (Figura 15). As condições climatológicas no momento da aplicação (início e final) foram monitoradas por anemômetro digital, assim como os dados meteorológicos foram coletados na estação experimental do IAP/UNICENTRO/CEDETEG, localizada a aproximadamente a 100 m da área experimental. As aplicações dos herbicidas aos 30/35 DATM na safra 2012 foram realizadas no período entre 9h00m a 11h00m, quando a média da umidade relativa do ar, temperatura e velocidade dos ventos foram, respectivamente, de 51,6%/ 57,1%; 27,1 ºC /25,6 ºC e ventos de 3,9 a 2,6 km h-1. Na safra de 2013, as aplicações dos herbicidas aos 30/ 45/ 60/ 75 DATMs foram realizadas no período entre 11h00m a 12h00m, quando a média da umidade relativa do ar, temperatura e velocidade dos ventos foram em média de, respectivamente, de 65,1%; 22,4ºC e ventos de 1,5 km h-1. 55 Figura 15. Representação ilustrativa da aplicação dos tratamentos na cultura da cebola transplantada durante as safras 2012 e 2013. Guarapuava/PR, 2014. As características avaliadas foram: porcentagem de controle de planta daninha e/ou fitointoxicação da cultura da cebola, realizada por meio de escala de notas visuais (SBCPD, 1995), onde 0% correspondeu à ausência de injúrias e 100% à morte das plantas aos 5, 10, 15 e 30 DAA (dias após a aplicação) na safra 2012 e aos 15 DAA para cada uma das quatro aplicações sequenciais na safra 2013, altura e número de folhas das plantas aos 15 dias após a terceira aplicação sequencial (DA3AP); produtividade (kg ha-1) e classificação de bulbos comerciais e totais (CEAGESP, 2001). Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância (teste F), e suas médias comparadas pelo teste t, a 5% de probabilidade. 6.3. RESULTADOS E DISCUSSÃO No experimento da safra 2012, o controle geral das plantas daninhas do grupo das eudicotiledôneas, representadas por um complexo misto de espécies constituídas, principalmente, por Raphanus raphanistrum, em vários estádios de desenvolvimento, assim como de Amaranthus sp., Polygonum convolvulus, Ambrosia elatior e Richarida brasiliensis observou-se aos 15 e 30 DAA que o houve diferenças significativas em termos de eficiência dos herbicidas , indicando que os melhores resultados ocorreram nas densidades de 0,6 a 0,8 milhão de plantas ha-1 (Tabelas 15 e 16; Figuras 17, 18 e 19). 56 Os resultados sugerem inferir que os herbicidas latifolicidas utilizados, com destaque para o ioxynil-octanoato e o oxadiazon, apresentaram limitada dinâmica de deposição da pulverização nos alvos horizontalizados representados pelas folhas das plantas daninhas eudicotiledôneas, quando aplicados em elevadas densidades de plantas da cultura da cebola. Assim, a disposição verticalizada das folhas da cultura da cebola em alta densidade de plantas, pode ter interceptado em excesso a calda de pulverização dos herbicidas e, consequentemente, influenciando negativamente na morte das plantas daninhas. Oliveira Jr. et al. (1995) também mencionam resultados semelhantes para a mesma dose do ioxyniloctanoato, considerando o controle de espécies de plantas daninhas eudicotiledôneas como apenas deficiente a moderado. Diferentemente do ioxynil-octanoato e oxadiazon, para o controle de espécies monocotiledôneas, representadas, principalmente, por Digitaria horizontalis, assim como por Brachiaria plantaginea e Eleusine indica, o fenoxaprop-p-ethyl não causou diferenças significativas na eficiência dos tratamentos e/ou mesmo entre os arranjos de plantas da cultura da cebola (Tabelas 15 e 16). Este resultado pode ser justificado devido às espécies do grupo das monocotiledôneas também serem alvos com disposição mais verticalizada e, assim, como as folhas de cebola, com elevada capacidade de interceptação das gotas pulverizadas. Além disso, também é importante ressaltar que nenhum tratamento herbicida foi eficiente para garantir o controle satisfatório das plantas daninhas eudicotiledôneas e monocotiledôneas após os 30 DAA, com apenas uma única aplicação no ciclo da cultura. Tabela 15. Controle geral das plantas daninhas dos grupos das eudicotiledôneas e monocotiledôneas aos 15 dias após aplicação (DAA) na cultura da cebola Crioula Mercosul, cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em pós-emergência. Safra 2012. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014. eudicotiledôneas (%) – 15 DAA Trats /1/5 0,8 91,2 cA 96,4 abA 83,2 dB 95,0 bcA 100,0 aA 83,2 cB 87,6 bcB 78,0 dC 88,6 bB 100,0 aA 0,0 eA 0,0 eA ioxynil-octanoato flumioxazin/2/5 oxadiazon/3 bentazon /4/5 teste capinada 93,6 bA 95,0 bA 91,4 bA 95,4 abA 100,0 aA 6 teste sem capina 0,0 cA Fcal H Fcal D Falc H x D CV (%) DMS (0,5%) /1 0,6 1 2 3 4 5 monocotiledôneas (%) - 15 DAA Densidade plantas (milhão de planta ha-1) 1,0 Média 0,6 0,8 Herbicidas 1546,843* 23,389* 3,388* 4,87 4,707 89,3 93,0 84,2 93,0 100,0 97,0 a 97,6 a 97,4 a 95,8 a 100,0 a 0,0 0,0 b - /3 1,0 Média 96,6 a 98,8 a 98,2 a 96,8 a 100,0 a 91,6 c 97,6 ab 96,4 ab 94,6 bc 100,0 a 95,1 98,0 97,3 95,7 100,0 0,0 b 0,0 d 0,0 2027,057* 2,004NS 0,589NS 4,22 4,313 /4 /5 Totril® (1,0 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® ( 140 g pc ha-1); Ronstar 250 BR® (4,0 L pc ha-1); Basagran 600® (1,6 L pc ha-1); Podium EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 35 DATM apenas sobre os tratamentos 1, 2 e 4). - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem entre si pelo teste t a 5% de probabilidade (p 0,05). 57 Tabela 16. Controle geral das plantas daninhas dos grupos das eudicotiledôneas e monocotiledôneas aos 30 dias após aplicação (DAA) na cultura da cebola Crioula Mercosul, cultivada em diferentes densidades e cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em pós-emergência. Safra 2012. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014. eudicotiledôneas (%) - 30 DAA Trats Densidade plantas ( milhão de planta ha-1) Herbicidas /1/5 1 2 3 4 5 ioxynil-octanoato flumioxazin/2/5 oxadiazon /3 bentazon /4/5 teste capinada 6 teste sem capina Fcal H Fcal D Falc H x D CV (%) DMS (0,5%) 0,6 63,0cA 69,0 bcA 71,0 bA 54,0 d AB 100,0 aA 0,0 eA 0,8 1,0 62,6 bcA 50,6 cB média 58,7 0,6 65,6b 0,8 66,0b 1,0 65,6b média 65,7 66,0 bA 63,6 b B 57,0 c A 100,0 aA 58,2 bB 57,0 b C 50,2 c C 100,0 aA 64,4 63,9 53,7 100,0 63,6b 61,0b 61,0 b 100,0a 63,6b 63,4b 62,8b 100,0a 60,6b 64,2b 60,6b 100,0a 62,6 62,9 61,5 100,0 0,0 dA 0,0 - 0,0c 0,0 883,938* 0,345NS 0,336NS 2,396 4,313 0,0c 0,0 - 0,0 dA 687,352* 17,3360* 2,272* 8,40 6,02 /3 /1 monocotiledôneas (%) - 30 DAA /4 /5 Totril® (1,0 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® ( 140 g pc ha-1); Ronstar 250 BR® (4,0 L pc ha-1); Basagran 600® (1,6 L pc ha-1); Podium EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 35 DATM apenas sobre os tratamentos 1, 2 e 4) - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem entre si pelo teste t a 5% de probabilidade (p 0,05). Para os aspectos de fitointoxicação da cultura da cebola, apenas o herbicida oxadiazon apresentou sintomas visuais de danos na parte aérea das plantas, constituídos por manchas cloróticas e pequenas necroses nas folhas, somente identificadas aos 10 DAA (Tabela 17). Os sintomas de fitointoxicação visual identificado para o oxadiazon corroboram com a intensidade e valores descritos por Ghosheh (2004) e Durigan et al. (2005). Todos os demais herbicidas, nas suas respectivas dosagens, foram altamente seletivos para as plantas de cebola cultivar Crioula Mercosul, pois além de não terem apresentado sintomas de danos, também não proporcionaram diferenças expressivas quanto a altura das plantas e número de folhas aos 15 DAA (Tabela 18). Ainda para as características altura e número de folhas da cultura da cebola, o arranjo de 1,0 milhão de plantas ha-1 proporcionou incremento significativo em relação aos demais arranjos de plantas, o que pode ser explicado pelo início de competição intraespecífica. Todos os herbicidas prejudicaram, principalmente, a produção de bulbos comerciais nas densidades populacionais de 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha-1 (Tabela 19). No entanto, apesar dos tratamentos flumioxazin/ fenoxaprop-p-ethyl e bentazon/ fenoxaprop-p-ethyl, aplicados aos 30/35 DATM, também terem causado redução significativa na produção de 58 bulbos totais, ainda assim, esses foram os menos prejudiciais, mesmo não tendo obtido destaque em termos de eficiência de controle sobre o complexo de plantas daninhas. Desta forma, os resultados da safra 2012 evidenciam que a tentativa de controle da infestação com uma única aplicação tardia de herbicida latifolicida/graminicida aos 30/35 DATM foi ineficiente para o manejo satisfatório das plantas daninhas, independentemente da densidade de plantas da cultura da cebola, assim como insuficiente para garantir a produção adequada de bulbos comerciais e/ou totais de cebola. Tabela 17. Fitointoxicação na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em pósemergência. Safra 2012. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014. Trats Fitointoxicação (%) Fitointoxicação (%) Fitointoxicação (%) 5 DAA 10 DAA 15 DAA -1 Densidade plantas ( milhão de planta ha ) Herbicidas /1/5 0,6 0,8 1,0 Méd 0,6 0,8 1,0 Méd 0,6 0,8 1,0 Méd 1 2 3 4 ioxynil-octanoato flumioxazin/2/5 oxadiazon /3 bentazon /4/5 0,0 0,0 9,0 0,0 0,0 0,0 11,0 0,0 0,0 0,0 12,0 0,0 0,0 0,0 10,7 0,0 0,0 0,0 4,6 0,0 0,0 0,0 5,8 0,0 0,0 0,0 6,2 0,0 0,0 0,0 5,5 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 5 teste capinada 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 6 teste sem capina 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 /3 /1 Totril® (1,0 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® ( 140 g pc ha-1); Ronstar 250 BR® (4,0 L pc ha-1); EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 35 DATM apenas sobre os tratamentos 1, 2 e 4) /4 Basagran 600® (1,6 L pc ha-1); 0,0 /5 Podium Tabela 18. Altura (cm) e número de folhas da cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em pós-emergência. Safra 2012. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014. Altura (cm) - 15 DAA Trats /1 Número de Folhas - 15 DAA Densidade plantas ( milhão de planta ha-1) Herbicidas 0,6 0,8 1,0 média 0,6 0,8 1,0 média 1 2 3 4 5 ioxynil-octanoato/1/5 flumioxazin/2/5 oxadiazon /3 bentazon /4/5 teste capinada 30,7 bB 29,1 bB 31,4 abA 31,2 abA 29,6 bAB 31,0 abB 32,8aAB 30,9 abA 33,6aA 27,8 bB 34,7 bA 35,1 bA 32,3 bA 34,1 bA 31,8 bA 32,1 32,3 31,5 33,0 29,7 4,0 b B 4,2 ab B 4,2 ab B 4,0 b B 4,8 a A 4,4 b AB 4,4 b B 4,4 b B 4,2 b B 5,4 a A 4,8 a A 5,4 a A 5,2 a A 5,0 a A 5,0 a A 4,4 4,7 4,6 4,4 5,1 6 teste sem capina Fcal H Fcal D Falc H x D CV (%) DMS (0,5%) 34,9 aB 33,1aB 7,056* 13,562* 1,459* 9,44 3,883 41,0 aA 36,3 - 4,0 b B 4,0 b B 8,059* 16,070* 2,050* 10,67 0,609 4,0 b B 4,0 - /3 /4 /5 Totril® (1,0 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® ( 140 g pc ha-1); Ronstar 250 BR® (4,0 L pc ha-1); Basagran 600® (1,6 L pc ha-1); Podium EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 35 DATM apenas sobre os tratamentos 1, 2 e 4). - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem entre si pelo teste t a 5% de probabilidade (p 0,05). 59 Tabela 19. Produtividade de bulbos comerciais e totais da cebola cultivar Crioula Mercosul, cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em pós-emergência. Safra 2012. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014. Bulbos Comerciais (kg ha-1) Trats Bulbos Totais (kg ha-1) Densidade plantas ( milhão de planta ha-1) Herbicidas /1/5 0,6 0,8 1,0 1 2 3 4 5 ioxynil-octanoato flumioxazin/2/5 oxadiazon /3 bentazon /4/5 teste capinada 537 3888 381 4045 32287 355 3376 0 0 14300 0 0 0 0 8140 6 teste sem capina Fcal H Fcal D Falc H x D CV (%) DMS (0,5%) 0 0 - 0 média 0,6 8437 cA 297 2421 16645 bAB 7888 cA 127 17985 bA 1348 18242 40267 aA 0 - /1 1411 dA 0,8 1,0 média 9691 cd A 8520 c A 19883 bA 13491 bB 8603 dA 7337 cA 13207 cB 13353 bB 27387 aB 26953 aB 8883 16673 7943 14848 31536 2148 e A 138,309* 8,622* 4,865* 25,01 4285,68 1571 - 1153 dA Totril® (1,0 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® ( 140 g pc ha-1); /3 Ronstar 250 BR® (4,0 L pc ha-1); /4 Basagran 600® (1,6 L pc ha-1); /5 Podium EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 35 DATM apenas sobre os tratamentos 1, 2 e 4). - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem entre si pelo teste t a 5% de probabilidade (p 0,05). 60 Número Bulbos Comerciais/ha 350000 D1 = 600 mil plt/ha D2 = 800 mil plt/ha D3 = 1000 mil plt/ha 300000 (A) 250000 200000 150000 100000 50000 0 800000 D1 = 600 mil plt/ha D2 = 800 mil plt/ha D3 = 1000 mil plt/ha Número Bulbos Totais/ha 700000 (B) 600000 500000 400000 300000 200000 100000 0 Figura 16. Número de bulbos comerciais (classe 3, 3c, 4 e 5) (A) e totais (classe 1, 2, 3, 3c, 4 e 5) (B) de cebola em densidades de 0,6, 0,800 e 1,0 milhão de plantas ha-1, de acordo com CEAGESP (2001), em função da aplicação de herbicidas latifolicida/graminicida* aos 30/35 DATM. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012. (Experimento 1) 61 A1 A2 A3 B1 B2 B3 C1 C2 C3 D1 D2 D3 Figura 17. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 DAA; Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha-1. (Safra 2012 - Experimento 1). 62 A1 A2 A3 B1 B2 B3 C1 C2 C3 D1 D2 D3 Figura 18. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 15 DAA; Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato/fenoxaprop-p-ethyl; (B) flumioxazin/fenoxaprop-p-ethyl; (C) oxadiazon/fenoxaprop-p-ethyl; (D) bentazon/fenoxaprop-p-ethyl; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1 ; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2012 - Experimento 1). 63 A1 A2 A3 B1 B2 B3 C1 C2 C3 D1 D2 D3 Figura 19. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 30 DAA; Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato/fenoxaprop-p-ethyl; (B) flumioxazin/fenoxaprop-p-ethyl; (C) oxadiazon/fenoxaprop-p-ethyl; (D) bentazon/fenoxaprop-p-ethyl; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2012 - Experimento 1). 64 Na safra 2013, as espécies eudicotiledôneas que melhor representaram o complexo misto de espécies foram constituídas, principalmente, por Raphanus raphanistrum e Ambrosia elatior, assim como para as monocotiledôneas por Digitaria horizontalis. De forma geral, nesse experimento, semelhantemente ao ocorrido na safra de 2012, observou-se aos 15 dias após as quatro aplicações sequenciais dos herbicidas latifolicidas (DA1AP; DA2AP; DA3AP; DA4AP), que em algumas avaliações houve diferenças significativas em termos de eficiência dos herbicidas para as espécies avaliadas, indicando que os melhores resultados ocorreram nas densidades de 0,6 a 0,8 milhões de plantas ha -1 (Tabelas 20 e 21). Para o controle de R. raphanistrum e A. elatior os resultados indicaram níveis de controle inicialmente excelentes e até satisfatórios na última aplicação sequencial somente para o herbicida ioxynil-octanoato e de apenas controle satisfatório para A. elatior com flumioxazin, após a terceira aplicação sequencial. No entanto, para os herbicidas ioxyniloctanoato e flumioxazin somente foram constatados favorecimento em termos de eficiência para as menores densidades de cebola (Tabela 20 e 21; Figuras 20 a 29) após a segunda aplicação sequencial. O herbicida oxadiazon, também apresentou destaque no controle do R. raphanistrum a partir da segunda aplicação sequencial, onde os níveis de controle se mantiveram apenas próximos aos satisfatórios, assim como para A. elatior, após a quarta aplicação sequencial. É importante ressaltar, que além do atraso no início da entrada das aplicações, com exceção do ioxynil-octanoato, os demais herbicidas latifolicidas foram utilizados na totalidade em doses acima do registrado para a cultura e/ou recomendação para planta daninha em questão, visto que a campo são erros comuns cometidos pelos produtores. Para o controle de D. horizontalis, o herbicida oxadiazon proporcionou controle excelente a partir da primeira a quarta aplicação sequencial (Tabela 22; Figura 29). Para os demais herbicidas latifolicidas, o complemento da aplicação com fenoxaprop-p-ethyl entre a segunda e terceira aplicação sequencial, proporcionou níveis de controle excelentes ( 90%) para todos tratamentos até o final do ciclo da cultura. Todos os herbicidas promoveram leves sintomas de fitointoxicação, caracterizados por amarelecimento e pequenos pontos de necrosamento, principalmente, nas pontas das folhas (Tabela 23). De forma semelhante ao ocorrido na safra 2012 (experimento1), o oxadiazon novamente se destacou pelas maiores intensidade dos sintomas, principalmente, a partir da segunda aplicação sequencial, e não ocorrência de sintomas, após a quarta aplicação. Em avaliação realizada aos 15 DA3P dos herbicidas latifolicidas foi constatado que o oxadiazon e o flumioxazin também foram os que mais reduziram a altura das plantas de cebola, mas não se destacando dos demais herbicidas na redução do número de folhas por planta (Tabela 24). 65 De forma semelhante à safra 2012, todos os herbicidas prejudicaram significativamente a produção dos bulbos comerciais em todas as densidades populacionais de cebola, onde em média, as reduções foram de aproximadamente 68% proporcionada pelas aplicações sequenciais de ioxynil-octanoato e de 88% para os demais latifolicidas (Tabela 25). Para a produção de bulbos totais, para o ioxynil-octanoato as reduções foram em torno de 51% e de 72% para os demais latifolicidas. De forma semelhante a produtividade, o número dos bulbos classificados como comerciais também foram expressivamente reduzidos, ao contratrio da quantidade de bulbos totais (Figura 30). Para a convivência da cultura com a infestação de plantas daninhas em todo o ciclo, a redução de produtividade de bulbos totais foi de 99%. De forma contrária, Ferreira et al. (2000) relataram que a aplicação sequencial de ioxynil-octanoato na dose de 125/250/250 g ha-1 aos 19/34/65 dias após a semeadura (DAS) controlou as espécies daninhas presentes com produção de bulbos semelhantes à testemunha capinada. Novamente, de forma semelhante aos resultados da safra 2012, pode-se observar na safra de 2013 que o controle da infestação de plantas daninhas por meio da aplicação tardia e sequencial de herbicidas latitolicidas, mesmo sendo satisfatória para algumas espécies de plantas daninhas, como foi o caso do ioxynil-octanoato/ fenoxaprop-p-ethyl para as espécies R. raphanistrum, A. elatior e D. horizontalis não proporciona a produção adequada de bulbos comerciais e/ou totais de cebola. Além disso, a associação de efeitos entre doses elevadas e baixa eficiência de controle sobre alvos específicos, também contribuíram para a redução da produtividade e qualidade da cultura. 66 Tabela 20. Controle de Raphanus raphanistrum na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, aos 15 dias após as quatro aplicações sequenciais de herbicidas latifolicidas em pós-emergência. Safra 2013. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014. Trats Herbicidas 1 2 3 4 5 ioxynil-octanoato/1/5 flumioxazin/2/5 oxadiazon /3 bentazon /4/5 teste capinada 6 teste sem capina Fcal H Fcal D Falc H x D CV (%) DMS (0,5%) R. raphanistrum - 15 DA1AP/6 600 mil 800 mil 1000 mil Média plts plts plts 96,8aA 96,8aA 7,2dA 6,2dA 51,0bA 47,0bAB 39,0cA 32,0cB 100,0aA 100,0aA 0,0eA 0,0eA 1735,10* 13,782* 3,102* 8,60 5,05 92,0bA 4,8eA 42,0cA 23,0dC 100,0aA 95,2 6,1 46,7 31,3 100,0 0,0eA 0,0 /8 Trats Herbicidas 1 2 3 4 5 ioxynil-octanoato/1/5 flumioxazin/2/5 oxadiazon /3 bentazon /4/5 teste capinada 6 teste sem capina Fcal H Fcal D Falc H x D CV (%) DMS (0,5%) D R. raphanistrum - 15 DA3AP 600 mil 800 mil 1000 mil Média plts plts plts 91,6bA 88,0bA 86,0bA 55,0dA 56,0dA 50,0dA 77,0cA 74,0cA 73,0cA 60,0dA 51,0dB 54,0dAB 100,0aA 100,0aA 100,0aA 0,0eA 0,0eA 811,82* 4,037* 1,079* 7,77 6,07 0,0eA R. raphanistrum - 15 DA2AP/7 600 mil 800 mil 1000 mil Média plts plts plts 88,0bA 83,0bB 81,2bB 55,0cA 52,0cA 45,0dB 86,2bA 79,0bB 72,0cC 32,2dA 25,0dB 17,6eC 100,0aA 100,0aA 100,0aA 0,0eA 0,0fA 0,0 /9 R. raphanistrum - 15 DA4AP 600 mil 800 mil 1000 mil Média plts plts plts 88,5 53,7 74,7 55,0 100,0 90,6b 69,6d 77,2c 68,0d 100,0a 88,6b 63,6d 72,6c 63,0d 100,0a 88,0b 64,6d 70,6c 58,0e 100,0a 89,1 65,9 73,5 63,0 100,0 0,0 - 0,0e 0,0e 1003,96* 7,148* 1,236* 6,55 5,39 0,0f 0,0 - /3 /1 0,0eA 1760,23* 34,426* 4,434* 6,28 4,47 84,1 50,7 79,1 24,9 100,0 Totril® (0,25/0,25/025 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® (35 / 70 / 70 / 70g pc ha-1); Ronstar 250 BR® (1,0 / 2,0 / 1,0 / 2,0 L pc ha-1); /4 Basagran 600® (0,4 / 0,6 / 1,6 / 1,6 L pc ha-1); /5 Podium EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 60 DATM apenas sobre os tratamentos 1, 2 e 4); /6/7/8/9 avaliações realizadas aos 15 dias da primeira, segunda, terceira e quarta aplicação sequencial do herbicidas latifolicidas/1/2/3/4. - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem entre si pelo teste t a 5% de probabilidade (p 0,05). 67 Tabela 21. Controle de Ambrosia elatior na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, aos 15 dias após as quatro aplicações sequenciais de herbicidas latifolicidas em pós-emergência. Safra 2013. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014. Trats A. elatior - 15 DA1AP/6 600 mil 800 mil 1000 mil plts plts plts Herbicidas /1/5 1 2 3 4 ioxynil-octanoato flumioxazin/2/5 oxadiazon /3 bentazon /4/5 5 teste capinada 6 teste sem capina Fcal H Fcal D Falc H x D CV (%) DMS (0,5%) 88,0bA 85,6bAB 84,2bB 0,0dA 0,0dA 0,0dA 5,8cA 5,0cA 4,0cA 4,4cA 4,2cA 4,4cA 100,0aA 100,0aA 100,0aA 0,0dA 0,0dA 0,0dA 165157,20* 13,26* 31,93* 7,39 3,03 Média 85,9 0,0 4,9 4,3 100,0 0,0 /8 Trats A. elatior - 15 DA3AP 600 mil 800 mil 1000 mil plts plts plts Herbicidas /1/5 1 2 3 4 5 ioxynil-octanoato flumioxazin/2/5 oxadiazon/3 bentazon /4/5 teste capinada 6 teste sem capina Fcal H Fcal D Falc H x D CV (%) DMS (0,5%) 86,6bA 88,6bA 84,6bA 84,0bA 81,6cA 83,0bA 65,0cA 63,0dB 56,0cB 34,6dA 33,2eA 32,0dA 100,0aA 100,0aA 100,0aA 0,0eA 0,0fA 0,0eA 2011,19* 4,48* 1,869* 5,38 4,12 A. elatior - 15 DA2AP/7 600 mil 800 mil 1000 mil Média plts plts plts 85,0bA 82,6bA 80,0bA 70,0cA 61,0cB 58,0cB 51,0dA 45,6dB 39,0dC 17,0eA 12,0eA 14,0eA 100,0aA 100,0aA 100,0aA 0,0fA 0,0 /9 Média 86,6 82,9 61,3 33,3 100,0 0,0 A. elatior - 15 DA4AP 600 mil 800 mil 1000 mil plts plts plts 85,0bA 83,0bA 75,0bB 88,0bA 82,6bA 75,0bB 74,6cA 71,6cA 64,6cB 42,6dA 46,6dA 47,6dA 100,0aA 100,0aA 100,0aA 0,0eA /3 /1 0,0fA 0,0fA 1372,098* 13,546* 2,626* 7,97 8,12 82,5 63,0 45,2 14,3 100,0 0,0eA 0,0eA 746,838* 7,00* 2,66* 8,02 6,38 Média 81,0 81,9 70,3 45,6 100,0 0,0 Totril® (0,25/0,25/025 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® (35 / 70 / 70 / 70g pc ha-1); Ronstar 250 BR® (1,0 / 2,0 / 1,0 / 2,0 L pc ha-1); /4 Basagran 600® (0,4 / 0,6 / 1,6 / 1,6 L pc ha-1); /5 Podium EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 60 DATM apenas sobre os tratamentos 1, 2 e 4); /6/7/8/9 avaliações realizadas aos 15 dias da primeira, segunda, terceira e quarta aplicação sequencial do herbicidas latifolicidas/1/2/3/4. - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem entre si pelo teste t a 5% de probabilidade (p 0,05). 68 Tabela 22. Controle de Digitaria horizontalis na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, aos 15 dias após as quatro aplicações sequenciais de herbicidas latifolicidas em pósemergência. Safra 2013. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014. Trats Herbicidas D. horizontalis - 15 DA1AP/6 600 mil 800 mil 1000 mil Média plts plts plts 1 2 3 4 5 ioxynil-octanoato/1/5 0,0c flumioxazin/2/5 41,0b /3 oxadiazon 98,8a /4/5 bentazon 0,0c teste capinada 100,0a 6 teste sem capina Fcal H Fcal D Falc H x D CV (%) DMS (0,5%) 0,0c 0,0c 46,0b 98,4a 0,6c 100,0a 0,0c 46,0b 98,6a 0,0c 100,0a 0,0 44,3 98,6 0,2 100,0 0,0c 0,0c 8053,86* 1,58NS 1,61NS 5,18 2,65 0,0 /8 Trats Herbicidas D. horizontalis - 15 DA3AP 600 mil 800 mil 1000 mil Média plts plts plts 1 2 3 4 5 ioxynil-octanoato/1/5 54,0b flumioxazin/2/5 94,0a /3 oxadiazon 96,8a /4/5 bentazon 47,0c teste capinada 100,0a 6 teste sem capina Fcal H Fcal D Falc H x D CV (%) DMS (0,5%) 0,0d 50,0c 93,8b 99,8ab 49,0c 100,0a 50,0c 93,6b 98,6ab 47,0c 100,0a 0,0d 0,0d 1029,06* 0,115NS 0,368NS 7,35 6,05 D. horizontalis - 15 DA2AP/7 600 mil 800 mil 1000 mil Média plts plts plts 0,0cA 0,0cA 0,0cA 35,0bC 51,0bB 54,0bA 99,0aA 99,0aA 99,0aA 0,0cA 0,6cA 0,0cA 100,0aA 100,0aA 100,0aA 0,0cA 0,0cA 0,0cA 10426,14* 26,05* 28,29* 4,52 2,33 0,0 /9 D. horizontalis - 15 DA4AP 600 mil 800 mil 1000 mil Média plts plts plts 51,3 93,8 98,4 47,7 100,0 89,0c 97,4ab 94,8b 97,8ab 100,0a 0,0 0,0d /3 /1 0,0 46,7 99,0 0,2 100,0 90,0c 97,0ab 95,8b 97,2ab 100,0a 92,0b 98,2a 97,6a 98,0a 100,0a 0,0d 0,0c 3956,44* 1,903NS 0,448NS 3,03 3,06 90,3 97,5 96,1 97,7 100,0 0,0 Totril® (0,25/0,25/025 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® (35 / 70 / 70 / 70g pc ha-1); Ronstar 250 BR® (1,0 / 2,0 / 1,0 / 2,0 L pc ha-1); /4 Basagran 600® (0,4 / 0,6 / 1,6 / 1,6 L pc ha-1); /5 Podium EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 60 DATM apenas sobre os tratamentos 1, 2 e 4); /6/7/8/9 avaliações realizadas aos 15 dias da primeira, segunda, terceira e quarta aplicação sequencial do herbicidas latifolicidas/1/2/3/4. - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem entre si pelo teste t a 5% de probabilidade (p 0,05). 69 Tabela 23. Fitointoxicação na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, aos 15 dias após as quatro aplicações sequenciais de herbicidas latifolicidas em pós-emergência. Safra 2013. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014. Fitointoxicação (%) 15 DA1AP/6 Trats Fitointoxicação (%) 15 DA2AP/7 Fitointoxicação (%) 15 DA3AP/8 Herbicidas Fitointo xicação (%) 15 /9 DA4AP População de plantas x 1000 (planta ha-1) /1/5 600 800 1000 Méd 600 800 1000 Méd 600 800 1000 Méd Méd 1 2 3 ioxynil-octanoato flumioxazin/2/5 oxadiazon /3 3,0 0,0 3,0 3,0 0,0 3,0 3,0 0,0 3,0 3,0 0,0 3,0 3,0 5,0 8,0 3,0 6,2 8,4 3,0 5,0 8,0 3,0 5,4 8,1 3,0 3,4 6,2 3,0 3,0 6,2 3,0 3,0 5,0 3,0 3,1 5,8 0,0 0,0 0,0 4 5 bentazon /4/5 teste capinada 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 3,4 0,0 3,0 0,0 3,0 0,0 3,1 0,0 3,0 0,0 3,0 0,0 3,0 0,0 3,0 0,0 0,0 0,0 6 teste sem capina 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 Totril® (0,25/0,25/025 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® (35 / 70 / 70 / 70g pc ha-1); /3 Ronstar 250 BR® (1,0 / 2,0 / 1,0 / 2,0 L pc ha-1); /4 Basagran 600® (0,4 / 0,6 / 1,6 / 1,6 L pc ha-1); /5 Podium EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 60 DATM apenas sobre os /6/7/8/9 tratamentos 1, 2 e 4); avaliações realizadas aos 15 dias da primeira, segunda, terceira e quarta aplicação /1 sequencial do herbicidas latifolicidas/1/2/3/4. Tabela 24. Altura e número de folhas da cebola cultivar Crioula Mercosul, aos 15 dias após as terceira aplicação sequencial de herbicidas latifolicidas em pós-emergência. Safra 2013. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014. Trats 1 2 3 4 6 7 Herbicidas 600 mil plts Altura das plantas (cm) 800 mil 1000 mil plts plts ioxynil-octanoato/1/5 47,8bB flumioxazin/2/5 42,7cB oxadiazon /3 42,8cB /4/5 bentazon 49,5abAB teste capinada teste sem capina Fcal H Fcal D Falc H x D CV (%) DMS (0,5%) 45,7bcB 54,9aA 43,7cAB 48,5cA 48,3bcA 51,5abcA 48,7bB 53,6abA Número de Folhas 600 mil plts 800 mil plts 1000 mil plts 6,8aA 7,0aA 6,8aA 6,6aA 6,2cB 6,4bcB 6,6abcA 6,8abA 6,0 6,2 47,5 50,6 5,0bC 5,2bC 5,2bB 5,0bB Média 49,5 45,0 Média 6,2 6,1 52,6aA 53,7aA 53,8abA 53,4 6,8aA 7,0aA 7,0aA 6,9 48,3abA 49,1abA 50,0bcA 8,297* 13,351* 1,520NS 7,71 4,78 49,2 - 4,0cA 4,0bA 4,0dA 112,666* 89,122* 8,326* 6,12 0,456 4,0 - /3 /1 Totril® (0,25/0,25/025 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® (35 / 70 / 70 / 70g pc ha-1); Ronstar 250 BR® (1,0 / 2,0 / 1,0 / 2,0 L pc /4 /5 ha-1); Basagran 600® (0,4 / 0,6 / 1,6 / 1,6 L pc ha-1); Podium EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 60 DATM apenas sobre os tratamentos 1, 2 e 4); - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem entre si pelo teste t a 5% de probabilidade (p 0,05). 70 Tabela 25. Produtividade de bulbos comerciais e totais da cebola cultivar Crioula Mercosul, submetida a aplicação em sequencial de herbicidas em pós-emergência. Safra 2013. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014. Trats Bulbos Comerciais (kg ha-1) 800 mil 1000 mil 600 mil plts Média plts plts Herbicidas /1/5 1 2 3 4 6 ioxynil-octanoato flumioxazin/2/5 oxadiazon /3 bentazon /4/5 teste capinada 19325bA 7811cA 9149cA 4949cA 67067aA 15597bA 2380cdB 4947cAB 6399cA 32120aC 9953bB 2507cB 2900cB 8013bA 40520aB 14959 4232 5665 6454 46569 7 teste sem capina Fcal H Fcal D Falc H x D CV (%) DMS (0,5%) 0dA 0dA 331,349* 43,461* 19,582* 28,14 4609,21 0cA 0 - Bulbos Totais (kg ha-1) 600 mil plts 800 mil plts 1000 mil plts Média 28325bA 25803bAB 22173bB 25434 15797cA 11220cA 12440cA 13152 17536cA 14027cA 14000cA 15188 13481cB 12712cB 19487bA 15227 69256aC 40253aB 47220aA 52243 713dA 520dA 347,471* 27,545* 14,201* 17,98 4604,32 273dA 502 - Totril® (0,25/0,25/025 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® (35 / 70 / 70 / 70g pc ha-1); /3 Ronstar 250 BR® (1,0 / 2,0 / 1,0 / 2,0 L pc /4 /5 ha-1); Basagran 600® (0,4 / 0,6 / 1,6 / 1,6 L pc ha-1); Podium EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 60 DATM apenas sobre os tratamentos 1, 2 e 4); - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem entre si pelo teste t a 5% de probabilidade (p 0,05). /1 71 A1 A2 A3 B1 B2 B3 C1 C2 C3 D1 D2 D3 Figura 20. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 dias após a primeira aplicação (DA1AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1 ; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2). 72 A1 A2 A3 B1 B2 B3 C1 C2 C3 D1 D2 D3 Figura 21. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 10 dias após a primeira aplicação (DA1AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2). 73 A1 A2 A3 B1 B2 B3 C1 C2 C3 D1 D2 D3 Figura 22. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 15 dias após a primeira aplicação (DA1AP); -Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; -Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 mil plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha-1. (Safra 2013 Experimento 2). 74 A1 A2 A3 B1 B2 B3 C1 C2 C3 D1 D2 D3 Figura 23. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 dias após a segunda aplicação (DA2AP); -Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; -Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2). 75 A1 A2 A3 B1 B2 B3 C1 C2 C3 D1 D2 D3 Figura 24. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 10 dias após a segunda aplicação (DA2AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2). 76 A1 A2 A3 B1 B2 B3 C1 C2 C3 D1 D2 D3 Figura 25. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 15 dias após a segunda aplicação (DA2AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 - Experimento 2). 77 A1 A2 A3 B1 B2 B3 C1 C2 C3 D1 D2 D3 Figura 26. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 dias após terceira aplicação (DA3AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato/fenoxaprop-p-ethyl; (B) flumioxazin/fenoxaprop-p-ethyl; (C) oxadiazon/fenoxaprop-p-ethyl; (D) bentazon/fenoxaprop-p-ethyl; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1 ; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha-1. (Safra 2013 - Experimento 2). 78 A1 A2 A3 B1 B2 B3 C1 C2 C3 D1 D2 D3 Figura 27. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 10 dias após terceira aplicação (DA3AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato/fenoxaprop-p-ethyl; (B) flumioxazin/fenoxaprop-p-ethyl; (C) oxadiazon/fenoxaprop-p-ethyl; (D) bentazon/fenoxaprop-p-ethyl; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha-1. (Safra 2013 - Experimento 2). 79 A1 A2 A3 B1 B2 B3 C1 C2 C3 D1 D2 D3 Figura 28. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 15 dias após terceira aplicação (DA3AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato/fenoxaprop-p-ethyl; (B) flumioxazin/fenoxaprop-p-ethyl; (C) oxadiazon/fenoxaprop-p-ethyl; (D) bentazon/fenoxaprop-p-ethyl; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1 ; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 - Experimento 2). 80 A1 A2 A3 B1 B2 B3 C1 C2 C3 D1 D2 D3 Figura 29. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 dias após a quarta aplicação (DA4AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 0,6 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 - Experimento 2). 81 450000 D1 = 600 mil plt/ha D2 = 800 mil plt/ha D3 = 1000 mil plt/ha Número Bulbos Comerciais/ha 400000 350000 (A) 300000 250000 200000 150000 100000 50000 0 600000 Número Bulbos Comerciais/ha D1 = 600 mil plt/ha D2 = 800 mil plt/ha D3 = 1000 mil plt/ha 500000 (B) 400000 300000 200000 100000 0 Figura 30. Número de bulbos comerciais (classe 3, 3c, 4 e 5) (A) e totais (classe 1, 2, 3, 3c, 4 e 5) (B) de cebola em densidades de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha -1, de acordo classificação CEAGESP (2001), em função da aplicação sequencial de herbicidas latifolicida/graminicida*. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013. (Experimento 2) 82 6.4. CONCLUSÕES O controle com uma única aplicação tardia aos 30/35 DATM dos herbicidas ioxyniloctanoato/ fenoxaprop-p-ethyl (250/110 g ha-1); flumioxazin/ fenoxaprop-p-ethyl (140/ 110 g ha-1); oxadiazon (1000 g ha-1); bentazon/ fenoxaprop-p-ethyl (780/ 110 g ha-1) foi ineficiente para o manejo satisfatório da infestação de plantas daninhas, independentemente da densidade de plantas da cultura da cebola, assim como insuficiente para garantir a produção adequada de bulbos comerciais e/ou totais de cebola na safra 2012. O controle da infestação de plantas daninhas utilizando aplicação tardia e sequencial de herbicidas latifolicidas na safra de 2013, mesmo sendo satisfatória para algumas espécies, não proporcionou produção adequada de bulbos comerciais e/ou totais de cebola. As maiores densidades de plantas da cultura da cebola podem limitar a eficiência de herbicidas latifolicidas sobre plantas daninhas eudicotiledôneas, provavelmente pela interceptação da calda de pulverização, e consequentemente, influenciando negativamente na morte das plantas daninhas. 83 6.5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DEUBER, J.; FORNASIER, J.B.; LISBÃO, R.S. Efeito de diferentes herbicidas nas culturas de alho e cebola. Bragantia, v. 42, n. 11, p. 120-129, 1983. DUNAN, C.M.; WESTRA,P.; MOORE,F.; CHAPMAN, P. Modeling the effect of duration of weed competition, weed density and weed competitiveness on seeded irrigated onion. Weed Research, v.36, n. 3, p.259-269, 1996. DURIGAN, J.C.; SILVA, M.R.M.; AZANIA, A.A.P.M. Eficácia e seletividade do herbicida flumioxazin aplicado em pré-emergência na cultura transplantada da cebola. Revista Brasileira de Herbicidas, v.4, n. 3, p. 11-17, 2005. FAO. Agricultural production, primary crops. 2010. Disponível em: <http://www.fao.org> Acesso em: 12 Ago. 2013. FERREIRA, D. F. Sisvar: Sistema de análise de variância. Versão 5.3. Lavras: UFLA, 2010. FERREIRA, J.C. Avaliação de herbicidas aplicados em pré e pós-emergência na cultura da cebola (Allium cepa L.). Planta Daninha, v. 9, n. 1/2, p.97-105, 1985. FERREIRA, L.R.; DURIGAN, J.C.; CHURATA-MASCA, M.G.C. Seletividade de herbicidas para cebola em semeadura direta. Planta Daninha, v. 17, n. 1, p.53-62, 1999. FERREIRA, L.R.; DURIGAN, J.C.; CHURATA-MASCA, M.G.C.; FERREIRA, F.A.; SILVA, A.A. Seletividade e eficácia da aplicação sequencial de oxyfluorfen e de ioxyniloctanoato, em semeadura direta de cebola. Planta Daninha, v. 18, n. 1, p. 39-50, 2000. GELMINI, G.A. Herbicidas: Indicações básicas para a cultura da cebola. Manual CATI, Campinas, n.49, 1996. 17p. GELMINI, G.A.; MATTOS, J.B.; NOVO, M.C.S.S. Avaliação da eficiência do herbicida fenoxaprop-p-ethyl aplicado em pós-emergência na cultura da cebola. 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Bragantia, v. 54, n. 2, p. 335-42, 1995. SILVA, A.C. Programa brasileiro para a melhoria dos padrões comerciais e embalagens de hortigranjeiros: Classificação da cebola (Allium cepa). Impresso CEAGESP, 2001. Disponível em: <www.ceagesp.gov.br/produtor/classific/fc_cebola> Acesso em: Novembro de 2013. SOCIEDADE BRASILEIRA DA CIÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS - SBCPD: Procedimentos para instalação, avaliação e análise de experimentos com herbicidas. Londrina: SBCPD, 1995. 42p. 85 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS Com relação aos dados obtidos sobre os estudos de matointerferência, implantados em agosto de 2012 e julho de 2013, a cultivar de cebola Crioula Mercosul transplantada na região de Guarapuava/PR necessita de início precoce e um longo período de manejo de plantas daninhas. De forma geral, constatou-se que o controle da infestação deverá ser iniciado entre 20 e 26 dias após o transplante das mudas (DATM), assim como a continuidade do manejo deverá ser mantida efetiva até 55 ou 120 DATM, para que não ocorra redução da produtividade de bulbos comerciais e totais. O aumento da densidade de plantio da cebola Crioula Mercosul não foi caracterizado como uma prática viável para a redução do período necessário de manejo de plantas daninhas, visto que o período crítico de prevenção à interferência não foi influenciado por este fator. Uma única aplicação tardia (30/35 DATM) dos herbicidas ioxynil-octanoato/ fenoxaprop-p-ethyl (250/110 g ha-1); flumioxazin/ fenoxaprop-p-ethyl (140/ 110 g ha-1); oxadiazon/ fenoxaprop-p-ethyl (1000/ 110 g ha-1); bentazon/ fenoxaprop-p-ethyl (780/ 110 g ha-1) não apresenta viabilidade no manejo da infestação de plantas daninhas e produtividade de bulbos da cebola Crioula Mercosul, independentemente da densidade de plantas da cultura. O controle da infestação de plantas daninhas através da aplicação tardia e sequencial de herbicidas latifolicidas na safra de 2013, apesar de ter apresentado eficiência satisfatória para algumas espécies, também não proporcionou a produção adequada de bulbos comerciais e/ou totais de cebola. Esse resultado pode ter ocorrido em função do aumento das doses totais de alguns herbicidas, constituindo maior fitointoxicação, mesmo com pouco efeito visual, e/ou também, ter ocorrido a matointerferência inicial associada e a baixo nível de controle de algumas espécies no decorrer do ciclo da cultura. Apesar de ainda ser necessário novos estudos, foi constatado em ambas as safras que as maiores densidades de plantas da cultura da cebola podem limitar a eficiência de herbicidas latifolicidas sobre plantas daninhas eudicotiledôneas. Esse aspecto pode, provavelmente, estar relacionado à característica do modo de ação dos herbicidas em consonância com a interceptação da calda de pulverização pelas folhas da cultura, influenciando negativamente na morte das plantas daninhas. 86