UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE, UNICENTRO -PR
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA - PPGA
PERÍODOS DE INTERFERÊNCIA E CONTROLE QUÍMICO DAS
PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA CEBOLA
TRANSPLANTADA EM DIFERENTES POPULAÇÕES
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
JOÃO IGOR DE SOUZA
GUARAPUAVA-PR
2014
JOÃO IGOR DE SOUZA
PERÍODOS DE INTERFERÊNCIA E CONTROLE QUÍMICO DAS
PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA CEBOLA
TRANSPLANTADA EM DIFERENTES POPULAÇÕES
Dissertação apresentada à Universidade
Estadual do Centro-Oeste, como parte das
exigências do Programa de Pós-Graduação em
Agronomia, área de concentração em
Produção Vegetal, para obtenção do título de
Mestre.
Profa. Dra. Elizabeth Orika Ono
Orientadora
Prof. Dr. Cleber Daniel de Goes Maciel
Co-orientador
GUARAPUAVA-PR
2014
Catalogação na Publicação
Biblioteca Central da Unicentro, Campus Cedeteg
S729p
Souza, João Igor de
Períodos de interferência e controle químico das plantas daninhas na
cultura da cebola transplantada em diferentes populações / João Igor de
Souza. – – Guarapuava, 2014
xv, 86 f. : il. ; 28 cm
Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual do Centro-Oeste,
Programa de Pós-Graduação em Agronomia, área de concentração em
Produção Vegetal, 2014
Orientadora: Elizabeth Orika Ono
Banca examinadora: Juliano Tadeu Vilela de Resende, Neumarcio
Vilanova da Costa, Cleber Daniel de Góes Maciel
Bibliografia
1. Agronomia. 2. Produção vegetal. 3. Allium cepa L.. 4. Competição. 5.
Arranjo de plantas. 6. Herbicidas. 7. Produtividade. I. Título. II. Programa de
Pós-Graduação em Agronomia.
CDD 635.25
Aos meus familiares
Pelo apoio, dedicação e compreensão
Dedico
AGRADECIMENTOS
Agradeço à Deus, pelo maravilhoso dom da vida;
Aos meus amados pais, João de Souza Santos e Lucinea da Silva Souza;
Encontrar as palavras para agradecer a “ela” é das tarefas mais difíceis: minha mãe!
Ela que nunca mediu esforços para que hoje eu me tornasse Mestre. Não seria capaz, por meio
de palavras agradecer, nem tampouco acredito que palavras fossem suficientes. Por todo
amor, paciência, sabedoria, incentivo e compreensão dispensados a mim nesses anos todos,
toda a minha gratidão ainda seria pouco. Assim mesmo, MUITO OBRIGADO!
A minha segunda mãe, Vó Alvarina da Silva Souza, e meu segundo pai Tio Sidney Alves de
Souza por estarem comigo em todos os momentos da minha vida, pelo amor, carinho,
compreensão e incentivo;
A minha querida e amada namorada Jessica Tiemi Hama, por estar sempre ao meu lado e ter
me mostrado que o nosso amor pode vencer todas as barreiras e, principalmente, à distância;
À Universidade Estadual do Centro-Oeste pela oportunidade de realização do Curso de
Pós-graduação em Agronomia;
A minha orientadora profa. Dra. Elizabeth Orika Ono e co-orientador prof. Dr. Cleber Daniel
de Goes Maciel, os meus sinceros agradecimentos pela excelente e valiosa orientação,
dedicação, paciência ao transmitir seus conhecimentos, pela confiança depositada na qual
nunca esquecerei e amizade a qual prezo muito.
A CAPES e Fundação Araucária pelo auxílio financeiro para realização deste curso;
Ao Prof. Dr. Juliano T. V. Resende e aos demais professores que de alguma forma
colaboraram para realização deste trabalho.
Ao grupo de Olericultura e aos alunos de graduação do curso de Agronomia, Rafael
Brandalize, Rafael ‘Zina’, Ricardo Pivatto, Eigi Hiroka, Lucas Noro, muito obrigado por toda
ajuda prestada.
A todos os meus colegas de turma, em especial: Marcelo, Ronaldo, Evandrei e André.
Aos funcionários do Setor de Olericultura, Elias e Ângelo, que com a maior dedicação,
ajudaram nos experimentos.
Enfim, a todos que direta ou indiretamente ajudaram e participaram de mais esta jornada
acadêmica de minha vida.
A todos, meus sinceros agradecimentos.
SUMÁRIO
Lista de Figuras................................................................................................................
Lista de Tabelas................................................................................................................
Resumo .............................................................................................................................
Abstract ............................................................................................................................
i
v
viii
ix
1. Introdução ....................................................................................................................
1
2. Objetivo(s) ....................................................................................................................
2.1. Geral ...........................................................................................................................
2.2. Específico ...................................................................................................................
2
2
2
3. Referencial Teórico .....................................................................................................
3.1. Características da Cebola e Cultivares........................................................................
3.2. Exigências Edafoclimáticas ........................................................................................
3.3. Períodos de Interferência Causados pelas Plantas Daninhas.......................................
3.4. Densidade de Plantio...................................................................................................
3.5. Controle Químico de Plantas Daninhas.......................................................................
3
3
4
7
8
9
4. Referências Bibliográficas .............................................................................................................
10
5. Capítulo I .....................................................................................................................
Resumo .............................................................................................................................
Abstract ............................................................................................................................
14
14
15
5.1. Introdução..................................................................................................................
5.2. Material e Métodos .................................................................................................
5.2.1 Local do experimento................................................................................................
5.2.2 Material experimental, instalação e condução..........................................................
5.3. Resultados e Discussão .............................................................................................
5.4. Conclusão ..................................................................................................................
5.5. Referências Bibliográficas .......................................................................................
16
17
17
20
24
46
47
6. Capítulo II ....................................................................................................................
Resumo .............................................................................................................................
Abstract ............................................................................................................................
50
50
51
6.1. Introdução..................................................................................................................
6.2. Materiais e Métodos .................................................................................................
6.2.1 Local do experimento................................................................................................
6.2.2 Material experimental, instalação e condução..........................................................
6.3. Resultados e Discussão .............................................................................................
6.4. Conclusão ..................................................................................................................
6.5. Referências Bibliográficas .......................................................................................
52
53
53
53
56
83
84
7. Considerações Finais....................................................................................................
86
LISTA DE FIGURAS
Figura 1. Representação da área experimental, no setor do Departamento de Agronomia da
Universidade Estadual do Centro-Oeste, Campus CEDETEG, onde foram conduzidos os
experimentos em 2012 e 2013 (Safras 1 e 2). Guarapuava/PR, 2014.................................25
Figura 2. Representação ilustrativa das avaliações de pesagens e classificação das cebolas..26
Figura 3. Representação da quantidade de matéria seca da parte aérea e densidade das plantas
daninhas monocotiledôneas (A) e eudicotiledôneas (B) determinadas em levantamentos
florísticos da safra 1 (2012) na cultura da cebola transplantada.........................................35
Figura 4. Representação da quantidade de matéria seca da parte aérea e densidade das plantas
daninhas monocotiledôneas (A) e eudicotiledôneas (B) determinadas em levantamentos
florísticos da safra 2 (2013) na cultura da cebola transplantada.........................................36
Figura 5. Produtividade de bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em
densidades de 0,6 milhão de plantas ha -1, submetida a períodos de convivência e controle das
plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012 (Experimento 1). ..................................43
Figura 6. Produtividade de bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em
densidades de 0,8 milhão de plantas ha-1, submetida a períodos de convivência e controle das
plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012 (Experimento 1). ..................................44
Figura 7. Produtividade de bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em
densidades de 1,0 milhão de plantas ha-1, submetida a períodos de convivência e controle das
plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012 (Experimento 1). ..................................45
Figura 8. Produtividade de bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em
densidades de 0,6 milhão de plantas ha -1, submetida a períodos de convivência e controle das
plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013 (Experimento 2). ..................................46
Figura 9. Produtividade de bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em
densidades de 0,8 milhão de plantas ha-1, submetida a períodos de convivência e controle das
plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013 (Experimento 2). ..................................47
i
Figura 10. Produtividade de bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em
densidades de 1,0 milhão de plantas ha-1, submetida a períodos de convivência e controle das
plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013 (Experimento 2). ..................................48
Figura 11. Matocompetição da cultura da cebola transplantada aos 14, 28, 56 e 112 DATM,
nas densidades populacionais de (a) 0,6 milhão de plantas ha -1; (b) 0,8 milhão de plantas ha -1
e (c) 1,0 milhão de plantas ha -1. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012. (Experimento 1)............49
Figura 12. Matocompetição da cultura da cebola transplantada aos 14, 28, 56, 112 e 168
DATM, nas densidades populacionais de (a) 0,6 milhão de plantas ha -1; (b) 0,8 milhão de
plantas ha-1 e (c) 1,0 milhão de plantas ha -1. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013. (Experimento
2)...................................................................................................................................50
Figura 13. Número de bulbos comerciais (classe 3, 3c, 4 e 5) (A) e totais (classe 1, 2, 3, 3c, 4
e 5) (B) de cebola transplantada em densidades de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha -1, de
acordo classificação de CEAGESP (2001), em função dos períodos de convivência das
plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012. (Experimento 1) ..................................51
Figura 14. Número de bulbos comerciais (classe 3, 3c, 4 e 5) (A) e totais (classe 1, 2, 3, 3c, 4
e 5) (B) de cebola transplantada em densidades de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha -1, de
acordo classificação de CEAGESP (2001), em função dos períodos de convivência das
plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013. (Experimento 2) ..................................52
Figura 15. Representação ilustrativa da aplicação dos tratamentos na cultura da cebola
transplantada durante as safras 2012 e 2013 ............................................................................63
Figura 16. Número de bulbos comerciais (classe 3, 3c, 4 e 5) (A) e totais (classe 1, 2, 3, 3c, 4
e 5) (B) de cebola em densidades de 0,6, 0,800 e 1,0 milhão de plantas ha -1, de acordo com
CEAGESP (2001), em função da aplicação de herbicidas latifolicida/graminicida* aos 30/35
DATM. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012. (Experimento 1) .................................................68
Figura 17. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 DAA; Herbicidas: (A)
ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e
D1) 0,6 milhão de plantas ha -1; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e
D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2012 - Experimento 1) ..............................................69
ii
Figura 18. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 15 DAA; Herbicidas: (A)
ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e
D1) 0,6 milhão de plantas ha -1; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e
D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2012 - Experimento 1) ..............................................70
Figura 19. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 30 DAA; Herbicidas: (A)
ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e
D1) 0,6 milhão de plantas ha -1; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e
D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2012 - Experimento 1) ..............................................71
Figura 20. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 dias após a primeira
aplicação (DA1AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D)
bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8
milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................79
Figura 21. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 10 dias após a primeira
aplicação (DA1AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D)
bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8
milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................80
Figura 22. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 15 dias após a primeira
aplicação (DA1AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D)
bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8
milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha-1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................81
Figura 23. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 dias após a segunda
aplicação (DA2AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D)
bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8
milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................82
Figura 24. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 10 dias após a segunda
aplicação (DA2AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D)
bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8
iii
milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................83
Figura 25. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 15 dias após a segunda
aplicação (DA2AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D)
bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8
milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................84
Figura 26. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 dias após a terceira
aplicação (DA3AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D)
bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8
milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................85
Figura 27. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 10 dias após a terceira
aplicação (DA3AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D)
bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8
milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................86
Figura 28. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 15 dias após a terceira
aplicação (DA3AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D)
bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8
milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) ......................................................................................................................87
Figura 29. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 dias após a terceira
aplicação (DA4AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D)
bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8
milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2) .........................................................................................................................88
Figura 30. Número de bulbos comerciais (classe 3, 3c, 4 e 5) (A) e totais (classe 1, 2, 3, 3c, 4
e 5) (B) de cebola em densidades de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha -1, de acordo
classificação CEAGESP (2001), em função da aplicação sequencial de herbicidas
latifolicida/graminicida*. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013. (Experimento 2) .....................89
iv
LISTA DE TABELAS
Tabela 1. Médias semanais de temperatura (oC, máxima e mínima), umidade relativa do ar
(%), precipitação (mm) e insolação (horas) observadas durante os experimentos com cebola
transplantadas nas safras 2012 e 2013/2014....................................................................26
Tabela 2. Relação das espécies de plantas daninhas encontradas em levantamento florístico
realizado na cultura da cebola transplantada nas safras 2012/1 e 2013/2................................34
Tabela 3. Número total de espécies de plantas daninhas organizadas por Família, encontradas
em levantamento florístico realizado na cultura da cebola transplantada nas safras 2012 e
2013.......................................................................................................................................34
Tabela 4. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 1 (2012) aos 14 DATM..........37
Tabela 5. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 1 (2012) aos 28 DATM..........37
Tabela 6. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 1 (2012) aos 56 DATM..........38
Tabela 7. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 1 (2012) aos 28 DATM..........39
Tabela 8. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 14 DATM..........40
Tabela 9. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 28 DATM..........40
Tabela 10. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 56 DATM..........41
Tabela 11. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 112 DATM..........42
Tabela 12. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 168 DATM..........42
Tabela 13. Tratamentos com herbicidas, doses e seus respectivos fracionamentos e épocas de
aplicação, realizadas na cultura da cebola transplantada. Safra 2012. .....................................61
v
Tabela 14. Tratamentos com herbicidas, doses e seus respectivos fracionamentos e épocas de
aplicação, realizadas na cultura da cebola transplantada. Safra 2013 ......................................62
Tabela 15. Controle geral das plantas daninhas dos grupos das eudicotiledôneas e
monocotiledôneas aos 15 dias após aplicação (DAA) na cultura da cebola Crioula Mercosul,
cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em
pós-emergência. Safra 2012 .....................................................................................................64
Tabela 16. Controle geral das plantas daninhas dos grupos das eudicotiledôneas e
monocotiledôneas aos 30 dias após aplicação (DAA) na cultura da cebola Crioula Mercosul,
cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em
pós-emergência. Safra 2012 .....................................................................................................65
Tabela 17. Fitointoxicação na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, cultivada em
diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em pósemergência. Safra 2012 .....................................................................................................66
Tabela 18. Altura (cm) e número de folhas da cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul,
cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em
pós-emergência. Safra 2012 .....................................................................................................66
Tabela 19. Produtividade de bulbos comerciais e totais da cebola cultivar Crioula Mercosul,
cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em
pós-emergência. Safra 2012 .....................................................................................................67
Tabela 20. Controle de Raphanus raphanistrum na cultura da cebola cultivar Crioula
Mercosul, aos 15 dias após as quatro aplicações sequenciais de herbicidas latifolicidas em
pós-emergência. Safra 2013 .....................................................................................................74
Tabela 21. Controle de Ambrosia elatior na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, aos
15 dias após as quatro aplicações sequenciais de herbicidas latifolicidas em pós-emergência.
Safra 2013 ........................................................................................................................75
Tabela 22. Controle de Digitaria horizontalis na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul,
aos 15 dias após as quatro aplicações sequenciais de herbicidas latifolicidas em pósemergência. Safra 2013. ...........................................................................................................76
Tabela 23. Fitointoxicação na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, aos 15 dias após
as quatro aplicações sequenciais de herbicidas latifolicidas em pós-emergência. Safra 2013.77
vi
Tabela 24. Altura e número de folhas da cebola cultivar Crioula Mercosul, aos 15 dias após
as terceira aplicação sequencial de herbicidas latifolicidas em pós-emergência. Safra 2013 ..77
Tabela 25. Produtividade de bulbos comerciais e totais da cebola cultivar Crioula Mercosul,
submetida a aplicação em sequencial de herbicidas em pós-emergência. Safra 2013 .............78
vii
RESUMO
SOUZA, João Igor de. Períodos de interferência e controle químico das plantas daninhas
na
cultura
da
cebola
transplantada
em
diferentes
populações.
UNICENTRO, 2014. 86f. (Dissertação - Mestrado em Produção Vegetal)*.
Guarapuava:
1
O trabalho foi realizado com o objetivo de determinar os períodos críticos de prevenção da
interferência das plantas daninhas (PCPI) e épocas de manejo da comunidade infestante na
cultura da cebola transplantada em três densidades distintas da cultivar Crioula Mercosul.
Três experimentos foram conduzidos em campo no município de Guarapuava/PR, durante as
safras de 2012 e 2013, na Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO. Os
tratamentos obedeceram ao delineamento experimental de blocos ao acaso. No experimento 1,
os tratamentos foram compostos por períodos de convivência das plantas daninhas aos 14, 28,
56, 112 e 168 dias após o transplantio das mudas (DATM), com cinco repetições. Nos
experimentos 2 e 3 os tratamentos foram constituídos por aplicações únicas (safra 2012) e em
sequenciais (safra 2013) dos herbicidas (latifolicida/graminicida): ioxynil-octanoato/
fenoxaprop-p-ethyl; flumioxazin/ fenoxaprop-p-ethyl; oxadiazon; bentazon/ fenoxaprop-pethyl e duas testemunhas mantidas com e sem infestação, utilizando-se três densidades de
plantas de cebola (0,6, 0,8 e 1,0 milhão plantas ha-1). A partir dos modelos ajustados não foi
constatada viabilidade no aumento da densidade de transplantio como prática que favoreça a
redução da necessidade de manejo de plantas daninhas. A cebola transplantada em agosto de
2012 e julho de 2013 apresentaram PCPI, respectivamente, de 23 aos 76 e 21 aos 120 DATM,
quando se objetivou a produtividade de bulbos comerciais, e de 20 aos 55 e 26 aos 112
DATM, para a produtividade de bulbos totais. O controle com uma única aplicação tardia de
todos os herbicida latifolicida/graminicida aos 30/35 DATM foi ineficiente para o manejo
adequado das plantas daninhas, independentemente da densidade da cultura da cebola, assim
como foi insuficiente para garantir a produção adequada de bulbos comerciais e/ou totais na
safra 2012. O controle das plantas daninhas por meio da aplicação tardia e em sequencial de
herbicidas latifolicidas na safra de 2013, mesmo sendo satisfatória para algumas espécies, não
proporcionou a produção adequada de bulbos comerciais e/ou totais de cebola.
Palavras-chave: Allium cepa L., competição, arranjo de plantas, herbicidas, produtividade.
* Orientadora: Elizabeth Orika Ono - UNICENTRO-PR.
viii
ABSTRACT
SOUZA, João Igor de. Weed interference periods and chemical control in transplanted
onion crop with distinct densities. Guarapuava: UNICENTRO, 2014. 86f. (Dissertação Mestrado em Produção Vegetal)*.2
The work was conducted with the objective of determining the critical periods for weed
competition with weeds (CPWC) and management periods of weed community in onion crop
transplanted in three distinct densities of Mercosul Crioula genotype. Three experiments were
carried out in field conditions at Guarapuava County, Paraná State, during 2012 and 2013
agricultural years, at Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO. Treatments
were set up in randomized complete blocks experimental design. In experiment 1, treatments
were constituted by periods of weed coexistence at 14, 28, 56, 112 and 168 days after
seedlings transplant (DAST), with five repetitions. In experiments 2 and 3, treatments were
constituted by unique applications (2012 agricultural year) and sequential process (2013
agricultural year) of narrow leaf and broad leaf herbicides: ioxynil-octanoato/ fenoxaprop-pethyl; flumioxazin/ fenoxaprop-p-ethyl; oxadiazon; bentazon/ fenoxaprop-p-ethyl; and two
checks maintained with and without infestation, by using three densities of onion plants (0,6,
0,8 and 1,0 million plants ha-1). From adjusted models it was not observed viability in the
increase of plantation density as a new practical that may favor the necessity reduction of
weeds management. Onion plants transplanted in August, 2012 and July, 2013 presented
CPWC, respectively, of 23 to 76 and 21 to the 120 DAST, when it was objectified
commercial bulbs yield, and of 20 to 55 and 26 to the 112 DAST, for total bulbs yield.
Control with a unique delayed application of narrow leaf and all broad leaf herbicides at
30/35 DAST was inefficient for adequate weeds management, independently of onion crop
density, as well as insufficient for guaranteeing adequate production of commercial and/or
total onion bulbs in 2012 agricultural year. Weeds control through delayed application and in
sequential of broad leaf herbicides in 2013 agricultural year, even being satisfactory for some
species, did not provide adequate production of commercial and/or total onion bulbs.
Key-words: Allium cepa L., plant arrangement, competition, herbicides, bulb yield.
* Adviser: Elizabeth Orika Ono - UNICENTRO-PR.
ix
1. INTRODUÇÃO
A cebola (Allium cepa L.) é uma espécie de grande importância como condimento na
culinária brasileira e uma das espécies cultivadas da mais ampla difusão no mundo. Originária
da Ásia Central, foi introduzida no Brasil pelos portugueses no século XVI e, atualmente,
cultivada na maioria das regiões brasileiras (BOITEUX; MELO, 2004).
A cultura ocupa o terceiro lugar em importância econômica no mundo, sendo o Brasil
o 8º maior produtor, participando com cerca de 2% da oferta mundial (COOPERCITRUS,
2012; FAO, 2013). A cebola assume papel de destaque entre as hortaliças produzidas no
Brasil, ficando atrás apenas da cultura da batata e do tomate (FILGUEIRA, 2003). Quanto ao
valor socioeconômico, apresenta grande importância regional no Brasil, como geradora de
empregos e renda na agricultura, uma vez que mais de 60 mil famílias têm a produção de
cebola como principal atividade (VILELA et al., 2005; SAEB, 2009).
A produção nacional em 2013 foi de 1.4 milhões de toneladas, colhidas em 54.877 mil
hectares, e proporcionando produtividade média de 25,5 t ha-1. O Estado do Paraná encontrase como quinto maior produtor, com produtividade média de 22,0 t ha-1 (IBGE, 2013).
Existem vários fatores que ocasionam perdas na produção da cultura da cebola, entre
eles, destacam-se a interferência das plantas daninhas, independente do sistema de cultivo,
caracterizados, principalmente, pela competição. Soares et al. (2003) relataram que as perdas
em consequência da competição pelas plantas daninhas são iguais as causadas por insetos e
doenças, em função da baixa capacidade competitiva da cebola justificadas por suas
características e o ambiente em que é cultivada. Essa característica de baixa competitividade
com as plantas daninhas decorre pelo porte baixo e desenvolvimento inicial relativamente
lento, assim como sua arquitetura de folhas eretas e cilíndricas, com baixa cobertura da
superfície do solo, permitindo a germinação de plantas daninhas em qualquer fase de seu
desenvolvimento (GELMINE, 1996). Além de reduções na produção dos bulbos da cebola, as
plantas daninhas podem interferir na qualidade dos mesmos, por refletir profundamente na
classificação comercial do produto, diminuindo as proporções de bulbos graúdos e médios e,
consequentemente, incrementando as proporções de bulbos miúdos e refugos.
Durigan et al. (2005) mencionaram que o controle das plantas daninhas na cultura da
cebola é, geralmente, efetuado por meio do controle químico mediante uso de herbicidas,
considerando-se o ciclo relativamente longo e o pequeno espaçamento entre plantas, o que
dificulta a capina manual ou mecanizada. Esse método proporciona melhores resultados na
1
região da linha da cultura, não danificando o sistema radicular e economizando mão de obra.
Entretanto, Gelmini (1996) relatou que entre os impedimentos do controle químico de plantas
daninhas na cultura da cebola estão, a não utilização da dosagem preconizada, o emprego em
épocas inoportunas e a escolha do produto incorreto em função da variedade e infestação.
Outro fator de importância em relação ao incremento da produtividade da cultura da
cebola constitui o aumento do número de plantas por área (COSTA et al., 2000; MAY et al.,
2007; BAIER et al., 2009; HUNGER, 2013). A adequação dessa prática de manejo pode
auxiliem na expressão do máximo potencial dos cultivares, forma a combinar características
produtivas adequadas ao comércio e maior rentabilidade (MENEZES JUNIOR et al., 2012).
Entretanto, na literatura nacional e internacional é não existem informações demonstrando o
comportamento competitivo da cultura da cebola em diferentes densidades populacionais,
assim como da sua influência em programas de manejo químico das plantas daninhas.
Nesse sentido, o trabalho parte da hipótese de que para o sucesso das estratégias de
manejo faz-se necessário o melhor conhecimento sobre o período crítico de prevenção da
interferência das plantas daninhas para a cultura da cebola, considerando diferentes
possibilidades de densidades de transplantio e programas de controle químico.
2. OBJETIVO
2.1. Geral
Avaliar os efeitos de períodos de matointerferência da comunidade infestante, assim
como de programas de controle químico, sobre o desenvolvimento e produtividade de cebola
em diferentes densidades de transplantio, na região de Guarapuava/PR.
2.2. Específicos
Determinar durante duas safras o período anterior à interferência (PAI), o período total
de prevenção da interferência (PTPI) e o período crítico de prevenção da interferência (PCPI)
das plantas daninhas na cultura da cebola “Bainha Periforme”, em três densidades de
transplantio, na região de Guarapuava/PR.
Avaliar por duas safras a dinâmica da infestação de plantas daninhas na cultura da
cebola transplantada em três densidades populacionais na região de Guarapuava/PR.
Avaliar a eficiência e seletividade de programas de controle químico na cultura da
cebola transplantada, considerando três níveis de densidades de transplantio.
2
3. REFERENCIAL TEÓRICO
3.1. Características da Cebola e Cultivares
A cebola é uma planta herbácea que atinge, aproximadamente, 60 cm de altura e
apresenta folhas grandes dispostas alternadamente em duas fileiras ao longo do caule, onde as
mesmas são tubulares, ocas, podendo ser cerosas ou não. O caule verdadeiro está localizado
abaixo da superfície do solo, sendo este um disco comprimido com formato cônico, situado na
base inferior do bulbo, possuindo entrenós muito curtos de onde partem as raízes. As bainhas
foliares formam um pseudocaule cuja parte inferior é o próprio bulbo (FILGUEIRA, 2008).
A cebola é uma planta bienal, com ciclo biológico completo, constituído por duas
etapas, sendo que na primeira ocorre o crescimento vegetativo que compreende o
desenvolvimento e o amadurecimento do bulbo e a formação do pendoamento, o qual indica o
surgimento indica o início da etapa reprodutiva, que interessa apenas ao produtor de sementes
(SOUZA; RESENDE, 2002). Segundo Brewster (1994), o efeito de baixa temperatura no
florescimento da cebola é preponderante. Além disso, por se tratar de uma espécie de dia
curto para ocorrer o florescimento, requer fotoperíodo menor que o valor crítico da cultivar.
Outros fatores, como a altitude e latitude da localidade também condicionam as condições
agroclimáticas e determinam a época de plantio para cada cultivar.
De modo geral, para germinar as sementes demoram mais do que a maioria das
espécies hortícolas. Estudos mostram que na faixa de 5 a 25°C a velocidade de germinação da
cebola aumenta com o aumento da temperatura, considerando-se a faixa de 11 a 25°C como
ótima, em condições de boa umidade de solo. Após a emergência, há um período de
crescimento lento até aproximadamente 75 dias após a semeadura, seguido de crescimento
rápido. A fase de desenvolvimento de bulbos ocorre quando a planta para de formar folhas e a
taxa de crescimento decresce e as bainhas foliares do bulbo entumescem para formar o tecido
de armazenamento, havendo um alongamento da região do pseudocaule. A formação do bulbo
ocorre com o predomínio do processo de expansão celular sobre o processo de divisão celular
(OLIVEIRA, 2004).
A cultivar “Crioula Mercosul”, desenvolvida pela empresa Sementes Hortec Ltda,
apresenta ciclo médio/tardio (180 a 200 dias) e caracteriza-se por ser de dias intermediários,
com plantas vigorosas e folhas extremamente cerosas. Seus bulbos são “bojudos”,
arredondados, de coloração vermelho-pinhão, pesando entre 160 e 180 g. Apresenta alta
produtividade, grande uniformidade de bulbos e ótima conservação pós-colheita (COSTA et
3
al., 2002; SEMENTES HORTEC, 2012). Costa et al. (2000), avaliando a adaptação de cultura
da cebola em Petrolina/PE, constataram que as cultivares Conquista, Valeouro IPA-11,
Franciscana IPA-10, CNPH-6040, Bola P. EMPASC, CNPH-5898 e Crioula Mercosul
sobressaíram-se de outras cultivares por apresentarem bulbos comerciais acima de 80% nas
classes 3 (50 a 70 mm de diâmetro transversal) e classe 4 (70 a 90 mm de diâmetro
transversal), que são os de maior preferência do mercado nacional consumidor.
Segundo Resende; Costa (2007), o uso de cultivares não adaptadas à região produtora
pode resultar em safras frustrantes em qualidade e produtividade de bulbos comerciais. As
cultivares de cebola que apresentam folhagem verde-opaco devido à maior quantidade de
ceras (grupo ceroso), como por exemplo, Baia Periforme, Barreiro SMP-lV, Red Creole,
Roxa chata, Pira Couto, Pira Dura, Pira Ouro, tendem a proporcionar maior resistência à ação
de herbicidas do que aquelas com folhagem verde-brilhante, portadoras de menor quantidade
de cerosidade foliar (grupo não ceroso), Granex, Texas Grano, Excel e Bermudas.
3.2. Exigências Edafoclimáticas
O fotoperíodo é o fator ambiental mais importante envolvido no crescimento e
desenvolvimento de plantas. A cebola é fisiologicamente uma espécie de dias longos para
bulbificação que, de modo geral, não bulbifica em dias com duração do fotoperíodo inferior a
10 horas. Sob fotoperíodos muito curtos, as plantas não mostram sinais de bulbificação
mesmo após períodos longos de crescimento. Satisfeitas as exigências em fotoperíodo, tem
início a formação do bulbo, independentemente do tamanho da planta. O comprimento do dia
necessário para iniciar a bulbificação diminui quando a temperatura aumenta, mas nenhuma
bulbificação ocorre mesmo em temperaturas altas, se o comprimento do dia for insuficiente as
exigências da cultivar (EMBRAPA, 2004).
A formação de bulbos está relacionada com à interação entre a temperatura e
fotoperíodo. Nessa interação, o fator mais importante é o fotoperíodo, que determina os
limites da adaptação das diferentes cultivares. A temperatura deve ser amena ou fria durante o
crescimento vegetativo e ligeiramente mais elevado na bulbificação. Clima quente e seco
favorecem a perfeita maturação do bulbo e a colheita. O efeito da baixa temperatura no
florescimento é preponderante (FILGUEIRA, 2008).
Quando as condições climáticas não satisfazem as exigências da cultivar não ocorre
bulbificação e ocorre a formação de plantas improdutivas denominadas “charutos de bulbos
pequenos” (GALMARINI, 1997). Trata-se de uma espécie que requer número de horas de luz
4
superior ao valor crítico da cultivar (FILGUEIRA, 2008). Caso isso não ocorra as
possibilidades de perdas são grandes, devido os bulbos não se desenvolverem, e começarem a
surgir “charutos”, com pendão floral aparecendo precocemente (KASSAB, 1994).
O comprimento do dia varia com a latitude e, em geral, para cada 5-10° de latitude
existe grupo de cultivares adaptadas e adequadas, onde por meio do melhoramento genético
tem-se conseguido adaptar cultivares de cebolas provenientes de regiões de latitudes maiores
para regiões de menores latitudes. As cultivares do grupo IPA (latitude 9° S) foram obtidas a
partir de populações normalmente cultivadas a 23-30°de latitude sul (OLIVEIRA, 2004).
As cultivares são adaptadas a locais e épocas onde ocorrem o mínimo de fotoperíodo e
temperatura exigidos para a bulbificação; cultivares de ciclo precoce, médio e tardio são
plantadas na região Sul; no Sudeste e Centro Oeste são plantadas cebolas "super precoces",
precoces e médias; nos demais estados cultivam-se cultivares "super precoces" e precoces.
Devido a interação com a temperatura, tamanho e idade da planta, densidade de plantio,
fertilização, irrigação, entre outros fatores; a bulbificação e a produção podem variar
consideravelmente em uma mesma faixa de fotoperíodo (EMBRAPA, 2004).
Espécies olerícolas necessitam de altas disponibilidades de água com frequência para
seu bom desenvolvimento (KASSAB, 1994). Assim, a necessidade total da cultura varia de
350 a 650 mm, dependendo das condições climáticas, ciclo da cultivar e sistema de irrigação;
a necessidade aumenta de forma proporcional ao crescimento vegetativo das plantas,
atingindo o máximo no estádio de bulbificação, sendo reduzida nos estádios de maturação e
colheita; chuvas em excesso nas últimas etapas da maturação quando as folhas estão
começando a murchar, favorecem o apodrecimento dos bulbos ainda no campo (EMBRAPA,
2007). Solos pobres e rasos e submetidos a constante estresse hídrico, ocasionam formação de
bulbos que são bainhas foliares modificadas, recobertas por películas membranosas (catáfilos)
que servem como órgãos de reserva, sendo estes bulbos capazes de rebrotar após períodos
prolongados de estresse hídrico severo (EMBRAPA, 2004).
A cultura adapta-se a solos de textura média com boa drenagem também em solos
arenosos, leves, que favoreçam o desenvolvimento do bulbo, com pH 5,5 a 6,5. Solos muitos
argilosos e pesados não favorecem o desenvolvimento da cultura, dificultando a formação de
bulbos, além de deformá-los, aumentando a produtividade não comercial, assim, a utilização
da aração, gradagem e formação de canteiros diminui estes efeitos, favorecendo a formação
de bulbos (FILGUEIRA, 2008).
A maturidade hortícola da cebola é determinada pelo amolecimento da região inferior
do pseudocaule, também conhecido como “pescoço” e pelo tombamento da parte aérea da
5
planta sobre o solo, evento conhecido como “estalo”, resultado da murcha e seca parcial da
folhagem, acompanhado de amarelecimento das folhas (EMBRAPA, 2004). Nesse momento,
o bulbo pode ser arrancado manualmente com facilidade, mas em solos mais pesados pode ser
necessário um afrouxamento, com uso de enxada ou outras ferramentas (EMBRAPA, 2007).
Após a colheita realiza-se a cura que consiste em deixar as plantas expostas à ação
direta da luz solar no próprio campo, durante dois dias no mínimo e máximo de sete dias,
arrumadas de tal maneira que a folhagem proteja os bulbos (PIMENTEL, 1985). Esta prática
tem a finalidade de reduzir a turgescência dos bulbos visando melhor conservação.
Aconselha-se reduzir a irrigação próxima à colheita, quando feita no campo. A cura ocorre de
maneira mais satisfatória quando prevalecem temperaturas de 24°C e umidade relativa
variando de 75 a 80%, o que garante o desenvolvimento satisfatório da coloração da casca.
Terminada a cura a campo, os bulbos devem ser transferidos para um local sombreado, sem
incidência de luz solar direta, com temperatura entre 25 e 30°C e umidade relativa variando
entre 70 e 75%, nestas condições, a cura é finalizada após 10 a 15 dias (EMBRAPA, 2004).
No que se refere à época de plantio, a cebola é uma cultura influenciada por condições
agroclimáticas, que determinam a época de plantio de cada cultivar (SOUZA; RESENDE,
2002). As regiões produtoras de cebola apresentam diversidade quanto às épocas de
semeadura e colheita, possibilitando o atendimento da produção interna durante o ano todo. A
época de plantio é definida em função da compatibilização das exigências fisiológicas da
cultivar, com as condições ambientais e do mercado consumidor (EMBRAPA, 2007).
Considera-se ideal para o plantio, os meses de março a junho. Neste período, a cultura
se desenvolve durante época de temperaturas mais amenas, especialmente as noturnas e
menos chuvosas, favorecendo o desenvolvimento da planta e controle de doenças. Regiões da
Bahia e Pernambuco, o plantio pode ser realizado durante o ano todo. Nas regiões com
latitudes maiores, como nos estados do Sul do Brasil, os meses de junho a julho são os
melhores para a semeadura da cebola, principalmente, em termos de bulbificação. Plantandose nessa época, o crescimento ocorre sob condições adequadas de pluviosidade, de
temperatura em elevação e fotoperíodo crescente (EMBRAPA, 2004).
As exigências da cebola quanto ao fotoperíodo e temperatura são diferenciadas, nos
Estados da Bahia e Pernambuco predominam as cultivares importadas claras precoces e da
série IPA; em São Paulo na safra do cedo as cebolas produzidas são as claras precoces e nas
semeaduras tardias as baias periformes; em Minas Gerais, Goiás e Brasília predominam
cultivares claras precoces e a baia periforme; em Santa Catarina as mais plantadas são as
6
crioulas e baias periformes precoces; no Rio Grande do Sul, as do grupo baia periforme.
Desta forma, a oferta de cebola se distribui durante o ano todo (VILELA et al., 2005).
Pesquisas têm demonstrado que as melhores cultivares são aquelas obtidas na própria
região de produção. O plantio de cultivares não adaptadas à região produtora pode resultar em
safras com baixas produtividades, porque cada uma requer condições especiais de fotoperíodo
e temperatura para a obtenção das características qualitativas desejáveis, altos rendimentos e
boa conservação no armazenamento (JONES; MANN, 1963).
3.3. Períodos de Interferência Causados pelas Plantas Daninhas
A cultura da cebola é considerada altamente suscetível à interferência imposta pelas
plantas daninhas, em virtude do seu lento crescimento inicial e da disposição ereta e forma
cilíndrica de suas folhas, o que proporciona baixa capacidade de sombreamento (SOARES et
al., 2003). Um dos fatores mais importantes que afetam o grau de interferência entre plantas
daninhas e cultivadas é o período em que disputam os recursos limitados do ambiente comum
(PITELLI, 1985). No entanto, a interferência não se estabelece durante todo o ciclo agrícola.
Há um período no início do ciclo, após o plantio ou emergência, em que plantas daninhas e
cultivadas podem conviver sem que haja prejuízo na produção da cultura.
Os estudos sobre a interferência das plantas daninhas em culturas agrícolas visam
determinar os períodos e/ou épocas que são críticas na interação cultura - comunidade
infestante. Esses períodos foram denominados por Pitelli; Durigan (1984) como Período
Anterior à Interferência (PAI), Período Total de Prevenção à Interferência (PTPI) e Período
Crítico de Interferência (PCPI). No Brasil, esses estudos são mais restritos às culturas de
grande interesse econômico, como por exemplo a soja, o milho, a cana-de-açúcar, entre
outras. Há, portanto, uma grande carência de trabalhos científicos dessa natureza, envolvendo
culturas como as hortaliças (PITELLI, 1987; ZANATTA et al., 2006). Segundo Silva et al.
(2006), o manejo das plantas daninhas em hortaliças se diferencia do utilizado nas grandes
culturas, uma vez que as práticas culturais são mais artificiais, envolvendo grande distúrbio
no solo, uso de adubações química e orgânica, irrigações frequentes e abundantes, facilitando
a ocorrência de elevadas populações de plantas daninhas na área.
Ferreira et al. (2002) relataram a sensibilidade da interferência das plantas daninhas,
podendo causar reduções na produção de bulbos de cebola de 30, 68 e 94%, quando os
períodos de interferência após a emergência forem de quatro, cinco e seis semanas,
respectivamente. Já Soares et al. (2003) demonstraram que a convivência com as plantas
7
daninhas durante os primeiros 98 dias reduziu a produtividade da cebola e peso médio de
bulbos em 95% e 91%, respectivamente. Desta forma, a competição é um processo que ocorre
entre duas ou mais espécies de plantas que se desenvolvem em ambiente comum, onde o
efeito do período de convivência mútua será mais ou menos intenso dependendo da época e
duração no ciclo da cultura que será concedido e das características da infestação. Cada
hortaliça tem o seu período no qual a cultura deve ser mantida livre da presença de plantas
daninhas, para que não haja perdas de produção (PITELLI; DURIGAN, 1984).
Em relação as épocas e períodos de convivência que são críticos para a cultura da
cebola, Soares et al. (2004) mencionam que na literatura são encontrados valores de período
anterior a interferência (PAI) entre 7 e 84 dias e de período total de prevenção da interferência
(PTPI) entre 14 e 140 dias para cebola de semeadura direta. Para cebola transplantada, os
valores variam entre 7 e 60 dias para o PAI e entre 7 e 80 dias para o PTPI. Essa variação
deve-se à atuação de fatores que influenciam o grau de interferência da comunidade infestante
sobre a cultura. O conhecimento de períodos de interferência pode caracterizar maior ou
menor necessidade de controle, ou mesmo o estabelecimento de dosagens residuais mais
adequadas dos herbicidas, o que possibilita reduzir a quantidade e frequência das intervenções
de controle, o custo de produção e o possível impacto ambiental.
3.4. Densidades de Plantio
No território brasileiro a cebola é cultivada na faixa que vai dos estados da região Sul
até os da região Nordeste destacando como principais estados produtores Santa Catarina, Rio
Grande do Sul, São Paulo, Paraná (BOEING, 2002). No entanto, a cultura da cebola na
maioria das vezes é conduzida de maneira empírica por parte dos produtores que adotam
técnicas antigas de cultivo, levando a redução de produtividade e qualidade comercial dos
bulbos. Um dos fatores que mais influencia sobre os aspectos produtivos da cultura da cebola
é a densidade de plantio (MASCARENHAS, 1993; BAIER et al., 2009). No estado do Paraná
a densidade adotada pela grande maioria dos produtores fica entre 440 a 500 mil plantas ha-1,
que é considerada baixa e tem sido atribuída como um dos grandes responsáveis pela redução
na produtividade (RESENDE et al., 2002; BAIER et al., 2009).
Quando se cultiva a cebola com menor espaçamento entre linhas e mesmo
espaçamento entre plantas, se consegue aumentar o número de plantas por unidade de área,
contribuindo de maneira positiva para o aumento da produtividade comercial e a redução do
tamanho médio do bulbo (KANTON et al., 2002). Esse procedimento faz com que a maioria
8
dos bulbos se enquadrem dentro da classe comercial mais aceita pelo consumidor para
consumo in natura (classe 3 cheia e 4) (LOPES et al., 2004; BAIER et al., 2009).
Entretanto, quando se aumenta a densidade de plantas por unidade de área,
consequentemente, se eleva a competição entre plantas pelos recursos como luz, água, CO 2,
oxigênio e nutrientes minerais, alterando os padrões de bulbificação das cultivares. O
aumento da densidade de plantas é capaz de reduzir o tamanho médio do bulbo podendo
influenciar de modo direto sobre a produtividade da cultura quando se adota uma densidade
inadequada (MASCARENHAS, 1993). O ideal para os produtores seria o estabelecimento de
uma população ótima, que maximize a exploração desses fatores, garantindo a maior
produtividade da cultura da cebola.
Trabalhos realizados nas condições edafoclimáticas brasileiras demonstraram que o
número de plantas por área constitui um fator de suma importância na obtenção de elevada
produção (COSTA et al., 2000; BAIER et al., 2009). Nota-se também que existe uma carência
de resultados sobre a resposta das principais cultivares de cebola presentes no mercado frente
ao aumento da densidade de plantas por hectare. Segundo Brewster (1994), para a obtenção
de bulbos de cebola entre 50 e 70 mm de diâmetro transversal a população de plantas deve
variar entre 0,5 e 1,0 milhão de plantas ha-1, enquanto que para bulbos maiores o arranjo da
população vária de 0,25 e 0,500 milhão de plantas ha-1. Contudo, algumas cultivares de cebola
permitem o aumento da densidade de plantio, enquanto em outras, tal procedimento aumenta
a produção de bulbos de menor tamanho (FERREIRA, 2000).
3.5. Controle Químico de Plantas Daninhas
Existem vários fatores que ocasionam perdas na produção da cultura da cebola, dentre
eles destacam-se os efeitos negativos da interferência das plantas daninhas. Conforme Ferreira
et al. (2002), a cebola é uma das hortaliças mais sensíveis à interferência das plantas daninhas,
podendo ocorrer reduções de 30%, 68% e 94% na produção de bulbos, quando o período da
interferência após a emergência for de quatro, cinco e seis semanas, respectivamente. Essa
interferência das plantas daninhas na cultura da cebola decorre do porte baixo e
desenvolvimento inicial relativamente lento da cultura (GELMINI, 1996). Em função da sua
arquitetura, com folhas eretas e cilíndricas, essa cultura apresenta baixa cobertura da
superfície do solo, permitindo a germinação das sementes de plantas invasoras em qualquer
fase de seu desenvolvimento. Além de reduções na produção de bulbos da cultura da cebola,
as plantas daninhas podem interferir na qualidade dos mesmos.
9
Experimentos conduzidos por Soares et al. (2003) demonstraram que a convivência
com as plantas daninhas durante os primeiros 98 dias reduziu a produtividade da cebola em
95% e a massa média de bulbos em 91%. Portanto, o controle das plantas daninhas nesta
cultura representa extrema importância para a garantia da produtividade.
Para o controle das plantas daninhas na cultura da cebola, geralmente, é realizado por
meio de controle químico, considerando-se que a cultura apresenta ciclo relativamente longo
com pequeno espaçamento entre plantas, que dificulta a capina manual ou mecanizada. O
controle químico proporciona melhores resultados na região da linha da cultura, não danifica
o sistema radicular e economiza mão de obra, entre outras vantagens. Porém, segundo
Gelmini (1996), diversas causas têm impedido a obtenção de resultados mais significativos no
controle de plantas daninhas com herbicidas nessa cultura. Entre outras razões, a não
utilização da dose preconizada, o emprego em épocas inoportunas e a escolha do produto
incorreto em função da variedade e da infestação local, aparecem como as mais importantes.
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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13
5. CAPÍTULO 1
RESUMO
SOUZA, João Igor de. Períodos de interferência de plantas daninhas na cultura da cebola
transplantada em diferentes populações na região de Guarapuava/PR. 2014. 86f.
Dissertação (Mestrado em Produção Vegetal), UNICENTRO.
O trabalho foi realizado com o objetivo de determinar os períodos críticos de prevenção da
interferência das plantas daninhas (PCPI) na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul,
transplantada em diferentes densidades. O experimento foi conduzido a campo no município
de Guarapuava/PR, durante as safras de 2012 e 2013, na Universidade Estadual do CentroOeste - UNICENTRO. Os tratamentos obedeceram ao delineamento experimental de blocos
ao acaso com cinco repetições, constituídos por períodos de convivência e controle das
plantas daninhas aos 14, 28, 56, 112 e 168 dias após o transplantio das mudas (DATM),
utilizando 0,6, 0,80 e 1,0 milhão de plantas ha-1. A comunidade infestante foi avaliada por
meio do levantamento fitossociológico ao final de cada período de convivência, em relação à
produtividade e qualidade comercial dos bulbos. A produtividade de bulbos de cebola
transplantada foi significativamente afetada pela convivência com infestação das plantas
daninhas, chegando a 100% de perdas. A partir dos modelos ajustados não foi constatada
viabilidade no aumento da densidade de plantio como prática que favoreça a redução do
período necessário para o manejo de plantas daninhas. A cebola transplantada em agosto de
2012 e julho de 2013 apresentaram PCPI, respectivamente, de 23 aos 76 e 21 aos 120 DATM,
quando se objetivou a produtividade de bulbos comerciais, e de 20 aos 55 e 26 aos 112
DATM, para a produtividade de bulbos totais.
Palavras-chave: Allium cepa L.; competição, arranjo de plantas, produção de bulbos.
14
ABSTRACT
SOUZA, João Igor de. Weed interference periods on transplanted onion crop in three
distinct densities of Guarapuava/PR country. 2014. 86f. Dissertation (Master in Plant
Production), UNICENTRO.
The work was conducted with the objective of determining the critical period of weeds
interference (CPWI) and the best period for the management of weeds community in crop
onion Crioula Mercosul genotype transplanted in distinct plants densities. The experiment
was carried out in field conditions in Guarapuava County, Paraná State, during 2012 and 2013
agricultural years, at Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO. Treatments
were disposed in randomized complete blocks experimental design, with five repetitions,
composed by weeds coexistence periods and weeds control at 14, 28, 56, 112 and 168 days
after seedlings transplant (DAST), using 0,6, 0,8 and 1,0 million of plants ha-1. Weeds
community was evaluated through phytosociological survey at the end of each coexistence
period, in relation to yield and commercial quality of bulbs. Bulbs yield of transplanted onion
was significantly affected by weeds coexistence, reaching 100% of losses. From adjusted
models, it was not observed viability in increasing plantation density as practical that may
favor the necessary reduction of weeds management. Onion plants transplanted in August,
2012 and July, 2013 presented CPWI, respectively, from 23 to 76 and 21 to the 120 DAST,
when the objective was commercial bulbs yield, and from 20 to 55 and 26 to 112 DAST, for
total bulbs yield.
Keywords: Allium cepa L., plant arrangement, competition, bulb yield.
15
5.1. INTRODUÇÃO
A cultura da cebola, assim como qualquer outra cultura agrícola, está sujeita a efeitos
de fatores bióticos e abióticos, que influenciam sua produção. Um dos principais fatores
bióticos que interferem negativamente na produtividade da cebola é a presença de plantas
daninhas (SOARES et al., 2003); a falta de controle ou controle inadequado dessa vegetação
intensifica o problema da interferência das plantas daninhas na cultura (USMAN et al., 2005).
A baixa capacidade de competição da cultura da cebola com a comunidade infestante
de plantas daninhas são relatados e enfatizados em diversos trabalhos, especialmente, quando
se referem aos primeiros estádios de desenvolvimento da cultura (GARCIA et al., 1994;
SOARES et al., 2003; QASEM, 2005) e para isso, a cultura deve ser mantida livre da
interferência de plantas daninhas por um período para não ocorrer redução na produtividade.
As perdas causadas pela convivência com as plantas daninhas podem ser severas, sendo que a
redução da produtividade dos bulbos pode aumentar de acordo com o período de competição
e a comunidade infestante. Segundo Zanatta et al. (2006), períodos longos de competição da
comunidade infestante com a cultura podem reduzir a produtividade dos bulbos em 100%
comparado com a condição sem interferência da mesma.
A interferência das plantas daninhas em culturas olerícolas intensifica-se devido às
áreas de cultivo passarem por exploração intensiva e da alta frequência de mobilização do
solo, além de elevadas taxas de fertilização e pequena restrição hídrica (PITELLI, 1985).
Portanto, esse ambiente é favorável à ocorrência de espécies ruderais, que são de rápido
crescimento, curto ciclo de desenvolvimento e grande produção de diásporos, aumentando
expressivamente o banco de sementes do solo (CARVALHO et al., 2008).
A competição das plantas daninhas com as culturas ocorre pelos recursos limitados do
meio, como luz, nutrientes, água e espaço (PITELLI, 1985). O resultado dessa competição
depende de fatores ligados à cultura (espécie, cultivar e população de plantas), à comunidade
infestante (composição específica, densidade e distribuição), ao manejo adotado (tanto para a
cultura quanto para as plantas daninhas) e ao período de convivência entre cultura e
comunidade infestante (época e duração), sendo todos esses fatores condicionados pelas
condições edafoclimáticas do ambiente.
Como a época e a duração do período de convivência são os principais fatores que
influenciam a relação de interferência entre comunidade infestante e cultura, em estudos de
matointerferência considera-se a possibilidade da ocorrência de três períodos: a) período
16
anterior à interferência (PAI), onde após a emergência as plantas daninhas podem conviver
com a cultura sem causar prejuízos econômicos; b) período total de prevenção à interferência
(PTPI), o qual as práticas de controle se inicia com a emergência das plantas daninhas e
cultura e o seu final reflete o momento em que a cultura é capaz de prevenir a interferência
das plantas daninhas; e c) o período crítico de prevenção à interferência (PCPI), que se refere
ao período final do PAI até o PTPI, em que a presença de plantas daninhas deve ser evitadas
com a realização de práticas de controle. Portanto, o conhecimento desses períodos é essencial
para estabelecer estratégias de manejo de plantas daninhas e caracterizam-se como
determinantes para alcançar alta produtividade em hortaliças (ZANATTA et al., 2006).
Soares et al. (2004) mencionaram existir grande variação dos resultados sobre estudos
de matointerferência disponíveis na literatura, sendo que para cebola transplantada, esses
períodos variam entre 7 e 60 dias para o PAI e entre 7 e 80 dias para o PTPI. Recentemente,
Cavalieri (2013) relatou que resultados de pesquisa sobre a interferência de plantas daninhas
na cultura da cebola indicam, em média, os períodos críticos de prevenção a interferência
(PCPI) como sendo do 21° ao 63° dia e do 27° ao 56° dia do ciclo da cultura para os sistemas
de semeadura direta e transplante de mudas, respectivamente.
Além disso, entre os aspectos do manejo fitotécnico determinantes à produção
comercial de bulbos, que encontra-se diretamente relacionado a interferência das plantas
daninhas, destacam-se o estabelecimento da população ideal de plantas por hectare, a cultivar
e o sistema de cultivo (BAIER et al., 2009; MENEZES JÚNIOR; VIEIRA NETO, 2012).
Diante do exposto, a produtividade e qualidade da cultura da cebola pode ser
influenciada pelas plantas daninhas que convivem com a cultura por diferentes períodos
durante seu ciclo de desenvolvimento, assim como algumas práticas de manejo cultural como,
o arranjo adequado da população de plantas. Assim, objetivou-se com este trabalho, estimar
os períodos de convivência e controle da comunidade infestante na cultura da cebola
transplantada na região de Guarapuava/PR, utilizando-se três densidades populacionais,
durante dois anos agrícolas.
5.2. MATERIAL E MÉTODOS
5.2.1. Local do experimento
O trabalho foi dividido em dois experimentos conduzidos a campo nos períodos de
agosto a dezembro de 2012 (safra 1) e julho a janeiro de 2013/2014 (safra 2), localizados no
Setor de Olericultura (Figura 1), pertencente ao Departamento de Agronomia da Universidade
17
Estadual do Centro-Oeste, Campus CEDETEG/UNICENTRO, sob as coordenadas
23°12'28,8"S de latitude, 53°18'14,7"W de longitude e 1.020 m de altitude.
O solo da área experimental é classificado como Latossolo Bruno álico típico
(EMBRAPA, 2006), de textura muito argilosa (50% de argila, 20% de areia e 30% de silte), o
qual em análise química, em amostras de 0 a 20 cm de profundidade, revelou pH (CaCl2) de
5,7; M.O de 28,2 g dm-3 ; P de 11,1 mg dm-3 ; 0,29; 6,4; 2,6; 0,0 por cmolc dm-3 ; de K, Ca, Mg
e Al, respectivamente.
Na Figura 1 encontra-se representada a visão geral da área experimental, assim como
da disposição dos blocos e as respectivas parcelas, dispostas na área da Universidade estadual
do Centro-Oeste, Campus CEDETEG.
área total:
336m²
Figura 1. Representação da área experimental, no setor do Departamento de Agronomia da
Universidade Estadual do Centro-Oeste, Campus CEDETEG, onde foram
conduzidos os experimentos em 2012 e 2013 (Safras 1 e 2). Guarapuava/PR, 2014.
O clima da região é classificado como Cfb subtropical mesotérmico úmido (KÖPPEN,
1948), com verões frescos, invernos com ocorrência de geadas severas e frequentes, não
apresentando estação seca. As temperaturas médias anuais variam de 16ºC a 27ºC e a
precipitação média anual em torno de 1500 mm. Os dados climatológicos obtidos na estação
meteorológica do Instituto Agronômico do Paraná (IAP), localizada dentro do Campus
universitário e, aproximadamente, a 100 m da área experimental, ocorridos durante os
períodos experimentais encontram-se descritos na Tabela 1.
Para os dados climatológicos, descritos na Tabela 1, é importante ressaltar que apesar
de ter ocorrido geadas na safra 1 (2012), assim como de geada e formação de neve na safra 2
(2013) em pelo menos um dia nos meses de julho e agosto, a cebola transplantada não
apresentou danos severos de injúrias visuais, assim como ocorrência de morte de plantas.
18
Tabela 1. Médias semanais de temperatura (oC, máxima e mínima), umidade relativa do ar
(%), precipitação (mm) e insolação (horas) observadas durante os experimentos
com cebola transplantadas nas safras 2012 e 2013/2014. Guarapuava - PR, 2014.
Safra 1
(2012)
-
Temp. Temp. Um Precip.
Max(°C) Min(°C) Rel(%) (mm)
-
Insol
Safra 2
Temp. Temp. Um Rel Precip.
(hs) (2013/2014*) Max(°C) Min(°C) (%)
(mm)
1 a 7_jul
20,9
9,6
76,4
5,8
Insol
(hs)
8,1
-
-
-
-
-
-
8 a 14_jul
20,5
9,0
77,2
0,0
5,9
-
-
-
-
-
-
15 a 21_jul
19,7
7,9
78,5
57,6
4,8
-
-
-
-
-
-
22 a 28_jul
13,7
0,7
64,8
55,4
8,1
-
-
-
-
-
-
29 a 31_jul
24,4
7,0
58,6
0,0
10,1
1 a 7_ago
22,9
10,4
67,2
24,0
6,8
1 a 7_ago
24,3
10,9
59,5
12,0
7,8
8 a 14_ago
24,0
10,9
62,3
3,8
6,6
8 a 14_ago
20,1
7,9
64,4
6,4
5,6
15 a 21_ago
23,3
13,2
64,1
26,0
5,3
15 a 21_ago
18,4
7,4
65,5
0,0
9,0
22 a 28_ago
22,7
11,9
62,4
45,8
3,1
22 a 28_ago
20,0
8,1
71,6
35,4
4,5
29 a 31_ago
22,3
8,3
68,9
34,6
1,2
29 a 31_ago
25,5
8,0
40,4
0,0
8,7
1 a 7_set
26,3
10,8
55,8
0,0
9,0
1 a 7_set
22,5
11,6
72,7
2,2
5,4
8 a 14_set
26,7
13,8
60,6
0,0
9,8
8 a 14_set
27,7
12,5
46,4
0,0
10,0
15 a 21_set
27,1
13,1
61,9
0,0
8,0
15 a 21_set
22,5
11,1
75,4
51,8
3,8
22 a 28_set
19,8
5,5
56,9
2,0
6,7
22 a 28_set
17,5
7,5
68,5
142,0
5,4
29 a 30_set
22,7
10,1
55,2
0,0
9,9
29 a 30_set
20,4
12,6
89,2
15,8
1,1
1 a 7_out
27,5
15,3
64,0
0,0
9,3
1 a 7_out
22,1
12,6
69,6
29,2
7,1
8 a 14_out
23,0
13,9
68,6
13,2
7,2
8 a 14_out
23,8
12,0
61,5
1,4
7,3
15 a 21_out
25,0
12,7
61,1
23,2
7,6
15 a 21_out
24,1
11,4
67,1
17,8
6,2
22 a 28_out
24,2
14,8
79,1
31,2
7,9
22 a 28_out
25,1
15,2
69,4
57,2
5,7
29 a 31_out
31,0
15,9
76,2
0,0
6,8
29 a 31_out
25,7
11,9
57,1
0,0
8,3
1 a 7_nov
25,9
14,5
70,7
3,9
5,2
1 a 7_nov
22,6
14,0
69,5
27,8
5,2
8 a 14_nov
24,6
16,8
76,4
5,2
6,2
8 a 14_nov
26,7
14,0
60,2
17,6
9,2
15 a 21_nov
25,7
12,8
61,6
3,8
6,1
15 a 21_nov
24,8
15,5
76,5
38,4
4,1
22 a 28_nov
26,2
15,7
71,9
195,0
4,2
22 a 28_nov
25,8
15,5
68,5
10,2
8,7
29 a 30_nov
26,1
16,1
73,0
10,4
6,9
29 a 30_nov
24,4
17,1
80,5
28,8
2,6
1 a 7_dez
28,2
17,3
72,1
-
-
1 a 7_dez
25,7
15,7
73,4
45,4
5,6
8 a 14_dez
27,8
17,9
78,2
-
-
8 a 14_dez
26,1
16,3
78,0
48,8
5,4
15 a 21_dez
28,2
18,5
74,1
-
-
15 a 21_dez
26,8
15,5
62,6
45,8
9,9
22 a 28_dez
28,0
18,2
76,6
-
-
22 a 28_dez
27,8
17,3
69,6
8,2
7,0
29 a 31_dez
24,7
18,1
86,6
-
-
29 a 31_dez
27,5
18,9
81,3
29,2
3,5
-
-
-
-
-
-
1 a 7_jan*
25,5
18,1
84,7
61,8
2,1
-
-
-
-
-
-
8 a 14_jan*
26,5
16,5
77,6
140,4
4,7
-
-
-
-
-
-
15 a 21_jan*
27,3
15,7
67,9
48,2
8,1
-
-
-
-
-
-
22 a 28_jan*
28,9
18,3
71,6
14,2
7,4
-
-
-
-
-
-
29 a 31_jan*
30,0
16,3
57,7
4,8
10,6
23,7
12,5
69,1
1059
6,5
Média/Soma
25,4
13,9
67,8
422
6,7
Média/Soma
Fonte: Estação Meteorológica IAP/UNICENTRO/CEDETEG. Guarapuava/PR.
19
5.2.2. Material experimental, instalação e condução do experimento
As mudas foram obtidas em canteiros utilizados como “sementeiras” e a semeadura da
cebola foi realizada a lanço aproximadamente 60 dias antes do transplantio para os canteiros
definitivos, utilizando-se 10 g de semente m-2 de semente da cultivar Crioula Mercosul
(Sementes Hortec Ltda.), em canteiro levantado com uso de rotoencanteirador e irrigado
diariamente por microaspersão. O transplantio foi realizado quando as mudas encontravam-se
no estádio de 2 a 3 folhas ou, aproximadamente, 15 cm de altura, mantendo o espaçamento
entre linhas em 0,15 cm e variando o espaçamento entre plantas em 0,065, 0,08 e 0,10 m, que
respectivamente, constituiu as densidades populacionais 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha-2.
As safra 1 e 2 foram transplantadas manualmente em 29/08/2012 e 27/07/2013,
respectivamente.
Um dia antes do transplantio das mudas foi realizada a adubação de base com o
formulado N-P-K (03-16-08), utilizando em torno de 312 e 475 kg ha-1, respectivamente, para
as safras 1 e 2. Aos 15 e 35 dias após o transplantio foram realizadas adubações em cobertura,
com a mistura de uréia e cloreto de potássio, nas dosagens de 450 e 75 kg ha -1,
respectivamente. A irrigação foi efetuada, semanalmente, com sistema de microaspersão, de
acordo com a necessidade da cultura. Para o controle de pragas e doenças foram realizadas
aplicações de inseticidas e fungicidas, utilizando-se produtos registrados para a cultura no
Estado do Paraná, nas suas doses recomendadas.
O experimento obedeceu ao delineamento experimental de blocos ao acaso, em
esquema fatorial 10 x 3, com cinco repetições. Em ambas as safras, dez tratamentos foram
constituídos por períodos de convivência e ausência da convivência da cultura da cebola com
a comunidade de plantas daninhas, durante o intervalo de tempo de 14, 28, 56, 112 e 168 dias
após o transplantio das mudas (DATM), em três densidades de população de plantas (0,6, 0,8
e 1,0 milhão de plantas ha-2). Na safra 2012, pelas mudas ter sido transplantadas mais
tardiamente, a cultura completou o ciclo aos 112 DATM, sendo colhida em novembro de
2012. Nesta etapa, o controle das plantas daninhas foi realizado por meio de capinas manuais,
nas entrelinhas e linhas da cultura, considerando o cronograma e a necessidade dos
tratamentos. Cada unidade experimental foi constituída por canteiro com parcelas de cinco
linhas de plantio com 1,5 m de comprimento por 0,8 m de largura, perfazendo área útil de 1,2
m², uma vez que, 0,1 m das extremidades e as duas linhas externas foram consideradas apenas
como bordaduras.
20
As
amostragens
das
infestações
foram
realizadas
utilizando-se
estudos
fitossociológicos para todas as densidades e épocas de avaliação com auxílio de um quadrado
vazado com área útil de 0,25 m2. A comunidade infestante foi avaliada ao final de cada
período de convivência com a cultura, sendo coletadas todas as plantas daninhas presentes em
cada quadrado. As espécies de plantas daninhas foram identificadas, quantificadas e levadas
ao laboratório, onde foram secas em estufa com circulação forçada de ar a 55 - 65 oC, por 96
horas. Após esse procedimento, foi determinada a biomassa seca da parte aérea das plantas
daninhas coletadas, utilizando-se balança eletrônica com precisão de 0,01 g.
O sistema de classificação adotado como base foi o Angiosperm Phylogeny Group APG II (2003), com auxílio das delimitações das famílias e ordenamento de alguns gêneros,
conforme SOUZA; LORENZI (2005). Entretanto, na identificação e quantificação das
espécies também foi utilizada literatura específica (KISSMAN; GROTH, 1997, 1999, 2000;
LORENZI; SOUZA, 2001; LORENZI, 2006, 2008), além de livros sobre plantas medicinais,
ornamentais, dissertações e teses relacionadas ao assunto.
Em função dos dados fitossociológicos das comunidades infestantes foram estimadas
as variáveis: Frequência (indica a ocorrência das espécies em cada quadrado); Densidade
(indica a quantidade de indivíduos de uma mesma espécie em cada quadrado); Abundância
(refere-se à concentração das espécies nos diferentes pontos da área total - 3,75 m²);
Frequência relativa, Densidade relativa e Abundância relativa (relaciona uma dada espécie a
todas as demais encontradas nas áreas); índice de valor de importância (demonstra as espécies
que mais ocorrem em cada área), de forma semelhante aos conceitos descritos por Concenço
et al. (2013), fundamentados no trabalho de Mueller-Dombois; Ellenberg (1974).
Para o cálculo das variáveis foram utilizadas as seguintes fórmulas:
Freqüência (Fre) = Nº de parcelas que contém a espécie
Nº total de parcelas utilizadas
Densidade (Den) = Nº total de indivíduos por espécie
Área total coletada
Abundância (Abu) = Nº total de indivíduos por espécie
Nº total de parcelas contendo a espécie
Freqüência Relativa (Frr) =
Frequência da espécie x 100
Frequência total de todas as espécies
Densidade Relativa (Der) =
Densidade da espécie x 100
Densidade total de todas as espécies
21
Abundância Relativa (Abr) =
Abundância da espécie x 100
Abundância total de todas as espécies
Índice de Valor de Importância (IVI) = Frr + Der + Abr
O ponto de colheita foi determinado pelo secamento das folhas baixeiras e “estalo” de
cerca de 80% das plantas, conforme metodologia descrita por Baier et al. (2009). Após a
colheita, os bulbos de cebola foram mantidos em galpão para o processo de “cura”, onde
foram submetidos ao processo de limpeza (toalete), pesagem e classificação percentual, de
acordo com o diâmetro transversal (CEAGESP, 2001), em classe 5 (diâmetro maior que 9
cm), classe 4 (diâmetro entre 7 e 9 cm), classe 3 (diâmetro entre 7 e 5 cm), classe 2 (diâmetro
entre 5 e 3,5 cm) e refugo (diâmetro menor que 3,5 cm), com auxílio de balança de precisão e
um classificador construído para essa finalidade (Figura 2).
Figura 2. Representação ilustrativa das avaliações de pesagens e classificação das cebolas.
Guarapuava/PR, 2014.
Os resultados de produtividade de bulbos comercializáveis (kg ha-1), considerando
somente a somatória das classes 3 a 5, e a produtividade de bulbos totais (kg ha-1),
determinadas considerando 8000 m-2 de área útil, foram submetidos à análise de variância
22
pelo teste F (p<0,01 e 0,05) e análise de regressão, utilizando o software SigmaPlot 11.0
(2008). A determinação dos períodos anterior à interferência (PAI), de prevenção da
interferência (PTPI) e crítico de prevenção da interferência (PCPI) foi realizada estimando-se
perdas de 5% em relação ao tratamento que se desenvolveu livre da convivência com as
plantas daninhas, considerando-se que esse valor refere-se ao custo do controle químico das
plantas daninhas.
Para a análise de tendência dos efeitos dos períodos de interferência sobre a
produtividade de bulbos comercializáveis e bulbos totais da cultura da cebola, foram
realizados estudos de regressão e os modelos matemáticos ajustado foram o Logístico e o de
Gompertz, respectivamente, para estimar o PAI (1) e PTPI (2), conforme descrito por
Knezevic et al. (2002). Os referidos modelos foram os que melhor explicaram o
comportamento biológico do fenômeno avaliado, considerando a significância dos
parâmetros, os quadrados médios dos resíduos e os valores de R2 (ALVAREZ; ALVAREZ,
2006).
Y = A/(1+ABS(DATM/K)*EXP(B))
(1)
Y = A*EXP(-EXP(-(DATM-K)/B))
(2)
Onde,
Y refere-se a produtividade de bulbos comerciais ou totais, expresso em kg ha-1 ;
A refere-se à assíntota máxima em kg ha-1;
DATM refere-se aos dias após o transplante das mudas em que a cultura permaneceu livre ou
submetida a convivência com a infestação de plantas daninhas;
B e K são constantes do modelo
23
5.3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
O levantamento florístico das plantas daninhas na cultura da cebola transplantada nas
safras de 2012 e 2013, realizado em área experimental no município de Guarapuava/PR,
totalizou 14.400 e 7.845 indivíduos, respectivamente, representadas por 24 espécies,
distribuídas em 13 famílias (Tabela 2). Os resultados apresentados nas Tabelas 2 e 3 indicam
que as famílias Asteraceae (8), Poaceae (4) e Euphorbiaceae (2) foram aquelas que
registraram o maior número de espécies. Entretanto, é possível observar que praticamente as
mesmas espécies ocorreram nas duas safras estudadas, mesmo havendo condições climáticas
tão contrastantes, conforme pode ser observado as variações de temperatura e distribuição
pluviométrica (Tabela 1).
Aos 14, 28, 56 e 112 DATM pode-se observar que, de forma geral, as três espécies
que apresentaram os maiores índices de valor de importância (IVI), em ordem decrescente
foram: Digitaria horizontalis > Raphanus raphanistrum > Brachiaria plantaginea na safra de
2012 (Tabelas 4 a 7) e R. raphanistrum > D. horizontalis > Ambrosia elatior, na safra de
2013 (Tabelas 8 a 12). Entre outras espécies que também se destacaram por valores elevados
nas características Frequência, Densidade e Abundância, assim como o próprio IVI, foram B.
plantaginea, B. subalternans e Polygonum convolvulus. Entretanto, com relação a massa seca
total da parte aérea das espécies invasoras registradas nas safras de 2012 e 2013 (Figuras 3 e
4), verificou-se a ocorrência de aumento progressivo, sendo que as maiores produções totais
foram obtidas pelo conjunto das espécies eudicotiledôneas, onde em todas épocas de
avaliação sempre foram superiores as monocotiledôneas (Figuras 11 e 12).
Apesar da grande similaridade das espécies infestantes que ocorreram entre as duas
safras estudadas, em ambas as condições de infestações apresentaram grande habilidade
competitiva, principalmente, para a safra de 2012, uma vez que o acúmulo de massa seca da
parte aérea tendeu a aumentar mesmo com a redução de sua população (Figura 3). Segundo
Radosevich et al. (1997), a medida que aumenta a população e ocorre o desenvolvimento das
plantas daninhas, especialmente daquelas que germinaram e emergiram no início do ciclo da
cultura, intensifica-se a competição inter e intraespecífica, de forma que as plantas daninhas
de maior estatura tornam-se dominantes, ao passo que as menores são suprimidas, inclusive
pela própria cultura, ou morrem.
As unidades experimentais em que a cultura da cebola foi mantida por períodos
iniciais crescentes na convivência com as plantas daninhas, permitiram calcular o período em
que estas podem emergir e infestar a cultura sem que haja perdas na produtividade. Nesse
sentido, constatou-se que nas Safras de 2012 e 2103 foram necessários 25 e 21; 21 e 25; 23 e
24
17 DATM (dias após o transplante das mudas) para que a cultura da cebola, respectivamente
cultivada em densidades de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha-1, apresentasse perdas
significativas de produtividade de bulbos comerciais (Figuras 5, 6, 7, 8, 9 e 10). Esse período
corresponde ao período anterior à interferência (PAI), onde o manejo das plantas daninhas
deve ser efetivamente realizado antes desse período, para não ocorrer perdas de
produtividade. Já para o período total de prevenção da interferência (PTPI), nas safras de
2012 e 2103, foi necessário o controle total da infestação até 67 e 106; 70 e 120; 83 e 134
DATM para que a cultura da cebola, respectivamente, cultivada em densidades de 0,6, 0,8 e
1,0 milhão de plantas ha -1, conseguisse sobressair em relação às plantas daninhas, não
apresentando perdas significativas de bulbos comerciais (Figuras 5, 6, 7, 8, 9 e 10).
Quando analisada a produtividade de bulbos totais observou que houve grande
similaridade das respostas com as constatadas para os bulbos comerciais, principalmente para
os valores de PAI. Entretanto, em ambos os casos não ficou evidenciado tendência de
comportamento que pudesse justificar o aumento e/ou redução da densidade de plantio para o
favorecimento do manejo de plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na região de
Guarapuava/PR. Em ambas as safras o aumento da densidade populacional da cebola
transplantada proporcionou queda de produtividade de bulbos comerciais, assim como do
número de bulbos comerciais (Figuras 13 e 14), independente da convivência ou não com a
infestação de plantas daninhas. Esses resultados corroboram com os relatados por Viegas
D’Abreu (1996), Stoffella (1996), Rumpel; Felczynski (2000), Cecílio Filho et al. (2006) e
Resende; Costa (2006) que encontraram redução na produção de bulbos maiores com o
incremento da densidade de plantio. Entretanto, Baier et al. (2009) e Hunger (2013), em
trabalhos realizados em Guarapuava/PR, constataram que o aumento da densidade de plantas
de cebola por m2 proporcionou maior produtividade, menor massa média de bulbos e maior
produção na classificação comercial 3 cheio, caracterizando incremento no resultado
econômico da cultura.
Assim, para a produtividade de bulbos comerciais, considerando a média dos
resultados entre as densidades de plantio estudadas, o período em que as práticas de controle
devem ser efetivamente adotadas (PCPI), se caracterizou pelo intervalo entre 23 aos 73 e 21
aos 120 DATM, respectivamente, para as safras 2012 e 2013.
Para a produtividade de bulbos totais, a média dos resultados entre as densidades de
plantio, o PCPI foi caracterizado como de 20 aos 55 e 26 aos 112 DATM, respectivamente,
para as safras 2012 e 2013. É importante ressaltar que na safra de 2012 o plantio foi efetuado
tardiamente, o que resultou na antecipação do ciclo da cultura e colheita aos 112 DATM,
25
assim como na safra de 2013, houve a ocorrência de geada, resultando em atraso no
desenvolvimento da comunidade infestante. Nesse sentido, nas Figuras 3, 4, 11 e 12, mediante
a formação de massa seca da parte aérea e/ou visualização da cobertura da superfície do solo
nas unidades experimentais, é possível verificar que o desenvolvimento da comunidade
infestante foi mais precoce para a safra 2012, assim como mais tardia na safra 2013. Esses
resultados corroboram parcialmente com o posicionamento de Cavalieri (2013), o qual
mencionou que os resultados de pesquisa sobre os períodos críticos de prevenção à
interferência das plantas daninhas (PCPI) na cultura da cebola transplantada, em média, serem
do 27° ao 56° dia do ciclo da cultura. Assim como os de Garcia et al. (1994), em trabalho
desenvolvido no Estado do Rio Grande do Sul, que relataram o PTPI de três cultivares de
cebola como sendo de 61 a 74 DATM, e por Paller et al. (1971) e Bond; Burston (1996), que
registraram valores de PTPI para a cebola transplantada como sendo de 49 a 56 e 21 a 56
DATM, respectivamente.
Essa variação de resultados deve-se à atuação de fatores que influenciam o grau de
interferência da comunidade infestante sobre a cultura, como as plantas daninhas
prevalecentes e as cultivares utilizadas. De forma contrária, em trabalho desenvolvido na
região de Jaboticabal/SP, Soares et al. (2003) relataram a ocorrência de PAI de 42 DATM
para as cultivares de cebola Mercedes, Granex33, Superex e Serrana.
Portanto, o conhecimento regional de períodos de interferência pode caracterizar
maior ou menor necessidade de controle, ou mesmo, o estabelecimento de dosagens mais
adequadas dos herbicidas e, consequentemente, possibilitaria reduzir a quantidade e
frequência das intervenções de controle, o custo de produção e o possível impacto ambiental.
26
Tabela 2. Relação das espécies de plantas daninhas encontradas em levantamento florístico
realizado na cultura da cebola transplantada nas safras 2012/1 e 2013/2.
Guarapuava/PR, 2014. (Experimentos 1 e 2).
Família
Amaranthaceae
Asteraceae
Brassicaceae
Commelinaceae
Convovulaceae
Euphorbiaceae
Lamiceae
Malvaceae
Oxalidaceae
Poaceae
Polygonaceae
Rubiaceae
Solanaceae
Nome científico
Amaranthus sp.
Ageratum conyzoides
Bidens subalternans
Emilia sonchifolia
Galinsoga parviflora
Ambrosia elatior
Gnaphallium spicatum
Synedrellopsis grisebachii
Taraxacum officinale
Raphanus raphanistrum
Commelina benghalensis
Ipomoea hederifolia
Chamaesyce hyrta
Euphorbia heterophylla
Stachys arvensis
Sida rhombifolia
Oxalis latifolia
Brachiaria plantaginea
Digitaria horizontalis
Lolium multiflorum
Eleusine indica
Polygonum convolvulus
Richardia brasiliensis
Solanum americanum
Nome Popular
caruru rasteiro/1
mentrasto/1/2
picão-preto/1/2
falsa-serralha/1/2
picão-branco/1/2
ambrosia/1/2
erva-macia/1/2
agriãozinho/1
dente-de-leão/2
nabiça/1/2
trapoeraba/1
corda-de-viola/1/2
erva-de-santa-luzia/1
amendoim-bravo/1/2
orelha-de-urso/1/2
guanxuma/1/2
trevo-azedo/1
capim-marmelada/1/2
capim-colchão/1/2
azevém/1/2
capim-pé-de-galinha/1/2
cipó-de-viado/1/2
poaia-branca/1/2
maria-pretinha/1/2
Tabela 3. Número total de espécies de plantas daninhas organizadas por Família, encontradas
em levantamento florístico realizado na cultura da cebola transplantada nas safras
2012 e 2013. Guarapuava/PR, 2014. (Experimentos 1 e 2).
Famílias
Amaranthaceae
Asteraceae
Brassicaceae
Commelinaceae
Convolvulaceae
Euphorbiaceae
Lamiaceae
Malvaceae
Oxalidaceae
Polygonaceae
Poaceae
Rubiaceae
Solanaceae
Total
Nº de Espécies
Safra 2012 - Experimento 1
Safra 2013 - Experimento 2
14
28
56
112
14
28
56
112
168
DATM* DATM DATM DATM DATM DATM DATM DATM DATM
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
3
6
5
2
4
7
5
4
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
2
4
3
4
2
3
4
4
4
1
1
1
1
1
1
1
1
1
10
13
17
19
7
11
17
18
13
* DATM = Dias Após o Transplante das Mudas
27
A
g de matéria seca/m2
g de matéria seca/m2
140
120
100
80
60
40
20
0
20
40
60
80
100
Dias Após o Transplante das Mudas - DATM
0
120
3500
3500
3000
3000
plantas eudico/m2
plantas mono/m2
0
2500
2000
1500
1000
B
550
500
450
400
350
300
250
200
150
100
50
0
20
40
60
80
100
Dias Após o Transplante das Mudas - DATM
120
2500
2000
1500
1000
500
500
0
0
14
14
28
56
112
Dias Após o Transplante das Mudas - DATM
28
56
Dias Após o Transplante das Mudas - DATM
112
Figura 3. Representação da quantidade de matéria seca da parte aérea e densidade das plantas
daninhas monocotiledôneas (A) e eudicotiledôneas (B) determinadas em
levantamentos florísticos da safra 1 (2012) na cultura da cebola transplantada.
Guarapuava/PR, 2014.
28
A
B
25
800
20
g demateria seca/m2
g demateria seca/m2
900
15
10
5
700
600
500
400
300
200
100
0
0
50
100
150
Dias Após o Transplante das Mudas - DATM
0
200
0
50
100
150
Dias Após o Transplante das Mudas - DATM
200
1600
1600
1400
1200
plantas eudico/m2
plantas mono/m2
1400
1000
800
600
400
200
1200
1000
800
600
400
200
0
0
14
28
56
112
168
Dias Após o Transplante das Mudas - DATM
14
28
56
112
168
Dias Após o Transplante das Mudas - DATM
Figura 4. Representação da quantidade de matéria seca da parte aérea e densidade das plantas
daninhas monocotiledôneas (A) e eudicotiledôneas (B) determinadas em
levantamentos florísticos da safra 2 (2013) na cultura da cebola transplantada.
Guarapuava/PR, 2014.
29
Tabela 4. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 1 (2012) aos 14
DATM. Guarapuava/PR 2014.
N° de
N° de
quadros
indiv.
Raphanus raphanistrum
Amaranthus sp.
Ipomoea hederifolia
Polygonum convolvulus
Richarida brasiliensis
Euphorbia heterophylla
Bidens subanlternans
Ambrosia elatior
Digitaria horizontalis
Brachiaria plantaginea
15
13
8
4
11
9
11
12
13
13
Total
109
Espécie
Fre
Den
Abu
Frr
Der
Abr
IVI
1396
351
23
9
164
27
44
53
875
329
13,96
3,51
0,23
0,09
1,64
0,27
0,44
0,53
8,75
3,29
3,72
0,94
0,06
0,02
0,44
0,07
0,12
0,14
2,33
0,88
93,1
27,0
2,9
2,3
14,9
3,0
4,0
4,4
67,3
25,3
42,7
10,7
0,7
0,3
5,0
0,8
1,3
1,6
26,8
10,1
42,7
10,7
0,7
0,3
5,0
0,8
1,3
1,6
26,8
10,1
38,1
11,1
1,2
0,9
6,1
1,2
1,6
1,8
27,6
10,4
123,5
32,5
2,6
1,5
16,1
2,9
4,3
5,0
81,1
30,5
3271
32,71
8,72
244,1
100
100
100
300
Tabela 5. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 1 (2012) aos 28
DATM. Guarapuava/PR 2014.
N° de
N° de
quadros
indiv.
Raphanus raphanistrum
Amaranthus sp.
Polygonum convolvulus
Richarida brasiliensis
Euphorbia heterophylla
Galinsoga parviflora
15
13
10
9
6
12
Bidens subanlternans
Ambrosia elatior
Lolium multiflorum
Digitaria horizontalis
Eleusine indica
Brachiaria plantaginea
Total
Espécie
Fre
Den
Abu
Frr
Der
Abr
IVI
1340
342
36
117
22
99
13,40
3,42
0,36
1,17
0,22
0,99
3,57
0,91
0,10
0,31
0,06
0,26
89,3
26,3
3,6
13,0
3,7
8,3
27,8
7,1
0,7
2,4
0,5
2,1
27,8
7,1
0,7
2,4
0,5
2,1
25,1
7,4
1,0
3,7
1,0
2,3
80,7
21,6
2,5
8,5
1,9
6,4
15
9
3
15
10
15
119
50
30
1863
320
479
1,19
0,50
0,30
18,63
3,20
4,79
0,32
0,13
0,08
4,97
0,85
1,28
7,9
5,6
10,0
124,2
32,0
31,9
2,5
1,0
0,6
38,7
6,6
9,9
2,5
1,0
0,6
38,7
6,6
9,9
2,2
1,6
2,8
34,9
9,0
9,0
7,2
3,6
4,1
112,3
22,3
28,9
132
4817
48,17
12,85
355,78
100
100
100
300
30
Tabela 6. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 1 (2012) aos 56
DATM. Guarapuava/PR 2014.
N° de
N° de
quadros
indiv.
Raphanus raphanistrum
Amaranthus sp.
Polygonum convolvulus
Richarida brasiliensis
Euphorbia heterophylla
Galinsoga parviflora
Bidens subanlternans
Ageratum conyzoides
Synedrellopsis grisebachii
Sida rhombifolia
Chamaesyce hyrta
Oxalis latifolia
Ambrosia elatior
Gnaphalium spicatum
Digitaria horizontalis
Lolium multiflorum
Brachiaria plantaginea
15
14
10
8
9
10
14
7
3
6
1
1
6
2
15
8
15
Total
144
Espécie
Fre
Den
Abu
Frr
Der
Abr
IVI
869
149
25
58
13
141
71
46
7
8
3
1
7
3
2187
182
660
8,69
1,49
0,25
0,58
0,13
1,41
0,71
0,46
0,07
0,08
0,03
0,01
0,07
0,03
21,87
1,82
6,60
2,32
0,40
0,07
0,15
0,03
0,38
0,19
0,12
0,02
0,02
0,01
0,00
0,02
0,01
5,83
0,49
1,76
57,9
10,6
2,5
7,3
1,4
14,1
5,1
6,6
2,3
1,3
3,0
1,0
1,2
1,5
145,8
22,8
44,0
19,6
3,4
0,6
1,3
0,3
3,2
1,6
1,0
0,2
0,2
0,1
0,0
0,2
0,1
49,4
4,1
14,9
19,6
3,4
0,6
1,3
0,3
3,2
1,6
1,0
0,2
0,2
0,1
0,0
0,2
0,1
49,4
4,1
14,9
17,6
3,2
0,8
2,2
0,4
4,3
1,5
2,0
0,7
0,4
0,9
0,3
0,4
0,5
44,4
6,9
13,4
56,9
10,0
1,9
4,8
1,0
10,7
4,7
4,1
1,0
0,8
1,0
0,3
0,7
0,6
143,1
15,1
43,2
4430
44,3
11,81
328,4
100
100
100
300
31
Tabela 7. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 1 (2012) aos 112
DATM. Guarapuava/PR 2014.
N° de
N° de
quadros
indiv.
Raphanus raphanistrum
Amaranthus sp.
Ipomoea hederifolia
Richarida brasiliensis
Euphorbia heterophylla
Galinsoga parviflora
Bidens subanlternans
Ambrosia elatior
Solanum americanum
Stachys arvensis
Oxalis latifolia
Commelina benghalensis
Emilia sonchifolia
Gnaphalium spicatum
Sida rhombifolia
Digitaria horizontalis
Eleusine indica
Lolium multiflorum
Brachiaria plantaginea
7
9
10
5
3
14
4
9
2
6
2
1
1
1
5
15
6
1
12
Total
113
Espécie
Fre
Den
Abu
Frr
Der
Abr
IVI
34
66
16
14
8
137
9
36
2
46
1
1
1
1
9
1435
20
2
44
0,34
0,66
0,16
0,14
0,08
1,37
0,09
0,36
0,02
0,46
0,01
0,01
0,01
0,01
0,09
14,35
0,2
0,02
0,44
0,09
0,18
0,04
0,04
0,02
0,37
0,02
0,10
0,01
0,12
0,00
0,00
0,00
0,00
0,02
3,83
0,05
0,01
0,12
4,9
7,3
1,6
2,8
2,7
9,8
2,3
4,0
1,0
7,7
0,5
1,0
1,0
1,0
1,8
95,7
3,3
2,0
3,7
1,8
3,5
0,9
0,7
0,4
7,3
0,5
1,9
0,1
2,4
0,1
0,1
0,1
0,1
0,5
76,2
1,1
0,1
2,3
1,8
3,5
0,9
0,7
0,4
7,3
0,5
1,9
0,1
2,4
0,1
0,1
0,1
0,1
0,5
76,2
1,1
0,1
2,3
3,2
4,8
1,0
1,8
1,7
6,4
1,5
2,6
0,6
5,0
0,3
0,6
0,6
0,6
1,2
62,2
2,2
1,3
2,4
6,8
11,8
2,7
3,3
2,6
20,9
2,4
6,4
0,9
9,9
0,4
0,8
0,8
0,8
2,1
214,6
4,3
1,5
7,1
1882
18,82
5,02
153,93
100,0
100
100,0
300,0
32
Tabela 8. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 14
DATM. Guarapuava/PR 2014.
N° de
N° de
quadros
indiv.
Raphanus raphanistrum
Euphorbia heterophylla
Ipomoea hederifolia
Bidens subalternans
Ambrosia elatior
Digitaria horizontalis
Brachiaria plantaginea
15
2
8
14
4
15
15
Total
73
Espécie
Fre
Den
Abu
Frr
Der
Abr
IVI
800
2
7
260
9
295
315
8,0
0,02
0,07
2,6
0,09
2,95
3,15
2,13
0,01
0,02
0,69
0,02
0,79
0,84
53,3
1,0
0,9
18,6
2,3
19,7
21,0
47,4
0,1
0,4
15,4
0,5
17,5
18,7
47,4
0,1
0,4
15,4
0,5
17,5
18,7
45,7
0,9
0,7
15,9
1,9
16,9
18,0
140,5
1,1
1,6
46,7
3,0
51,8
55,3
1688
16,88
4,50
116,7
100,0
100
100
300
Tabela 9. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 28
DATM. Guarapuava/PR 2014.
N° de
N° de
quadros
indiv.
Raphanus raphanistrum
Ipomoea hederifolia
15
1
Polygonum convolvulus
Stachys arvensis
Ambrosia elatior
Gnaphalium spicatum
Amaranthus sp.
Emilia sonchifolia
Bidens subalternans
Digitaria horizontalis
Lolium multiflorum
Brachiaria plantaginea
Total
Espécie
Fre
Den
Abu
Frr
Der
Abr
IVI
690
1
6,90
0,01
1,84
0,00
46,0
1,0
50,7
0,1
50,7
0,1
37,8
0,8
139,3
1,0
10
2
3
1
1
1
15
1
2
1
118
1
8
1
2
1
513
13
7
5
1,18
0,01
0,08
0,01
0,02
0,01
5,13
0,13
0,07
0,05
0,31
0,00
0,02
0,00
0,01
0,00
1,37
0,03
0,02
0,01
11,8
0,5
2,7
1,0
2,0
1,0
34,2
13,0
3,5
5,0
8,7
0,1
0,6
0,1
0,1
0,1
37,7
1,0
0,5
0,4
8,7
0,1
0,6
0,1
0,1
0,1
37,7
1,0
0,5
0,4
9,7
0,4
2,2
0,8
1,6
0,8
28,1
10,7
2,9
4,1
27,1
0,6
3,4
1,0
1,9
1,0
103,6
12,6
3,9
4,8
53
1360
13,6
3,63
121,7
100
100
100
300
33
Tabela 10. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 56
DATM. Guarapuava/PR 2014.
N° de
N° de
quadros
indiv.
Raphanus raphanistrum
Ipomoea hederifolia
Polygonum convolvulus
Galinsoga parviflora
Ambrosia artemisiifolia
Gnaphalium spicatum
Bidens subalternans
Taraxacum officinale
Sida rhombifolia
Amaranthus sp.
Richarida brasiliensis
Emilia sonchifolia
Ambrosia artemiifolia
Digitaria horizontalis
Lolium multiflorum
Eleusine indica
Brachiaria plantaginea
15
3
7
2
15
7
10
3
1
1
2
6
2
14
2
5
8
Total
103
Espécie
Fre
Den
Abu
Frr
Der
Abr
IVI
525
5
40
2
462
26
123
5
1
2
5
10
3
345
6
35
95
5,25
0,05
0,40
0,02
4,62
0,26
1,23
0,05
0,01
0,02
0,05
0,10
0,03
3,45
0,06
0,35
0,95
1,40
0,01
0,11
0,01
1,23
0,07
0,33
0,01
0,00
0,01
0,01
0,03
0,01
0,92
0,02
0,09
0,25
35,0
1,7
5,7
1,0
30,8
3,7
12,3
1,7
1,0
2,0
2,5
1,7
1,5
24,6
3,0
7,0
11,9
31,1
0,3
2,4
0,1
27,3
1,5
7,3
0,3
0,1
0,1
0,3
0,6
0,2
20,4
0,4
2,1
5,6
31,1
0,3
2,4
0,1
27,3
1,5
7,3
0,3
0,1
0,1
0,3
0,6
0,2
20,4
0,4
2,1
5,6
23,8
1,1
3,9
0,7
20,9
2,5
8,4
1,1
0,7
1,4
1,7
1,1
1,0
16,8
2,0
4,8
8,1
85,9
1,7
8,6
0,9
75,6
5,6
22,9
1,7
0,8
1,6
2,3
2,3
1,4
57,6
2,8
8,9
19,3
1690
16,9
4,51
147,0
100
100
100
300
34
Tabela 11. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 112
DATM. Guarapuava/PR 2014.
N° de
N° de
quadros
indiv.
Raphanus raphanistrum
Ipomoea hederifolia
Polygonum convolvulus
Galinsoga parviflora
14
2
9
5
Ambrosia elatior
Gnaphalium spicatum
Stachys arvensis
Euphorbia heterophylla
Sida rhombifolia
Amaranthus sp.
Espécie
Fre
Den
Abu
Frr
Der
Abr
IVI
357
2
24
8
3,57
0,02
0,24
0,08
0,95
0,01
0,06
0,02
25,5
1,0
2,7
1,6
17,2
0,1
1,2
0,4
17,2
0,1
1,2
0,4
15,2
0,6
1,6
1,0
49,5
0,8
3,9
1,7
15
3
7
1
2
2
310
5
16
2
3
10
3,1
0,05
0,16
0,02
0,03
0,1
0,83
0,01
0,04
0,01
0,01
0,03
20,7
1,7
2,3
2,0
1,5
5,0
14,9
0,2
0,8
0,1
0,1
0,5
14,9
0,2
0,8
0,1
0,1
0,5
12,3
1,0
1,4
1,2
0,9
3,0
42,1
1,5
2,9
1,4
1,2
3,9
Richarida brasiliensis
Solanum americanum
Emilia sonchifolia
Bidens subalternans
Digitaria horizontalis
Lolium multiflorum
6
3
3
2
15
6
40
6
3
3
832
24
0,4
0,06
0,03
0,03
8,32
0,24
0,11
0,02
0,01
0,01
2,22
0,06
6,7
2,0
1,0
1,5
55,5
4,0
1,9
0,3
0,1
0,1
40,0
1,2
1,9
0,3
0,1
0,1
40,0
1,2
4,0
1,2
0,6
0,9
33,0
2,4
7,8
1,8
0,9
1,2
113,1
4,7
Eleusine indica
Brachiaria plantaginea
10
15
142
291
1,42
2,91
0,38
0,78
14,2
19,4
6,8
14,0
6,8
14,0
8,4
11,5
22,1
39,5
Total
120
2078
20,78
5,54
168,1
100,0
100
100,0
300,0
Tabela 12. Organização geral das espécies encontradas no levantamento fitossociológico de
plantas daninhas na cultura da cebola transplantada na Safra 2 (2013) aos 168
DATM. Guarapuava/PR 2014.
N° de
N° de
quadros
indiv.
Ipomoea hederifolia
Polygonum convolvulus
1
10
Galinsoga parviflora
Ambrosia elatior
Gnaphalium spicatum
Stachys arvensis
Amaranthus sp.
Richarida brasiliensis
Espécie
Fre
Den
Abu
Frr
Der
Abr
IVI
1
24
0,01
0,24
0,00
0,06
1,0
2,4
0,1
2,3
0,1
2,3
1,1
2,8
1,3
7,4
6
15
1
7
4
2
14
180
2
12
12
7
0,14
1,80
0,02
0,12
0,12
0,07
0,04
0,48
0,01
0,03
0,03
0,02
2,3
12,0
2,0
1,7
3,0
3,5
1,4
17,5
0,2
1,2
1,2
0,7
1,4
17,5
0,2
1,2
1,2
0,7
2,7
13,8
2,3
2,0
3,4
4,0
5,4
48,8
2,7
4,3
5,8
5,4
Bidens subalternans
Digitaria horizontalis
Lolium multiflorum
Eleusine indica
Brachiaria plantaginea
4
15
4
7
15
15
413
13
28
308
0,15
4,13
0,13
0,28
3,08
0,04
1,10
0,03
0,07
0,82
3,8
27,5
3,3
4,0
20,5
1,5
40,1
1,3
2,7
29,9
1,5
40,1
1,3
2,7
29,9
4,3
31,6
3,7
4,6
23,6
7,2
111,9
6,3
10,0
83,5
Total
91
1029
10,29
2,74
87,0
100,0
100
100
300,0
35
PTPI Y = 32787,79*exp(-exp(-(x-26,4760)/13,9025)) R2: 0,99
PAI Y = 32157,70/(1+abs(x/39,7540)/*exp(6,1823)) R2: 0,99
Produtividade Bulbos Comerciais (kg ha-1)
35000
30000
PAI: 25 DATM
(A)
PTPI: 67 DATM
25000
20000
15000
10000
PCPI: 25-67 DATM
5000
0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
Dias Após Transplante das Mudas (DATM)
45000
• PTPI
• PAI
Produtividade Bulbos Totais (kg ha-1)
40000
35000
Y = 38985,54*exp(-exp(-(x-18,83)/10,83)) R2: 0,99
Y = 38501,28/(1+abs(x/45,3570)/*exp(3,6622)) R2: 0,99
PAI: 21 DATM
(B)
PTPI: 51 DATM
30000
25000
20000
15000
PCPI: 21-51 DATM
10000
5000
0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
Dias Após Transplante das Mudas (DATM)
Figura 5. Produtividade de bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em
densidades de 0,6 milhão de plantas ha-1, submetida a períodos de convivência e controle das
plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012 (Experimento 1).
36
2
PTPI Y = 13830,82*exp(-exp(-(x-32,14)/12,81)) R : 0,99
2
PAI Y = 13939,38/(1+abs(x/37,3960)/*exp(5,0346)) R : 0,99
Produtividade Bulbos Comerciais (kg ha-1)
14000
PAI: 21 DATM
(A)
PTPI: 70 DATM
12000
10000
8000
6000
4000
2000
PCPI: 21-70 DATM
0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
Dias Após Transplante das Mudas (DATM)
Produtividade Bulbos Totais (kg ha-1)
35000
30000
25000
• PTPI
Y = 28720,75*exp(-exp(-(x-18,63/14,53)) R2: 0,99
• PAI
Y = 29147,15/(1+abs(x/47,872)/*exp(2,9557)) R2: 0,99
(B)
PTPI: 61 DATM
PAI: 15 DATM
20000
15000
10000
PCPI: 15-61 DATM
5000
0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
Dias Após Transplante das Mudas (DATM)
Figura 6. Produtividade bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em
densidade 0,8 milhão de plantas ha-1, submetida a períodos de convivência e controle das
plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012 (Experimento 1).
37
9000
PTPI Y = 6947,48*exp(-exp(-(x-37,06)/16,44)) R2: 0,99
Y = 7155,32/(1+abs(x/38,4260)/*exp(5,5467)) R2: 0,99
PAI
Produtividade Bulbos Comerciais (kg ha -1)
8000
(A)
7000
PTPI: 83 DATM
PAI: 23 DATM
6000
5000
4000
3000
2000
PCPI: 23-83 DATM
1000
0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
Dias Após Transplante das Mudas (DATM)
Produtividade Bulbos Totais (kg ha-1)
35000
30000
25000
• PTPI
Y = 27817,54*exp(-exp(-(x-18,53/12,10)) R2: 0,99
• PAI
Y = 31328,32*exp(-exp(-(x/52,72)/-21,90)) R2: 0,99
PAI: 21 DATM
(B)
PTPI: 54 DATM
20000
15000
10000
PCPI: 21-54 DATM
5000
0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
Dias Após Transplante das Mudas (DATM)
Figura 7. Produtividade bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em
densidade 1,0 milhão de plantas ha-1,, submetida a períodos de convivência e controle das
plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012 (Experimento 1).
38
PTPI Y = 63604,33*exp(-exp(-(x-45,43)/20,73)) R2: 0,99
Produtividade Bulbos Comerciais (kg ha -1)
80000
PAI
(A)
Y = 67947,56/(1+abs(x/48,7197)*exp(4,09)) R2: 0,99
PAI: 21 DATM
70000
PTPI: 106 DATM
60000
50000
40000
30000
20000
PCPI: 21-106 DATM
10000
0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
130
140
150
160
170
Dias Após Transplante das Mudas (DATM)
80000
Produtividade Bulbos Totais (kg ha-1)
70000
60000
• PTPI
Y = 69647,24*exp(-exp(-(x-39,65)/21,64)) R2: 0,99
• PAI
Y = 70725,09/(1+abs(x/51,4988)/*exp(3,8856)) R2: 0,99
(B)
PTPI: 102 DATM
PAI: 25 DATM
50000
40000
30000
20000
PCPI: 25-102 DATM
10000
0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
130
140
150
160
170
Dias Após Transplante das Mudas (DATM)
Figura 8. Produtividade de bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em
densidade 0,6 milhão de plantas ha-1, submetida a períodos de convivência e controle das
plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013 (Experimento 2).
39
PTPI Y = 33308,09*exp(-exp(-(x-53,73)/23,82)) R2: 0,99
Produtividade Bulbos Comerciais (kg ha -1)
40000
PAI
(A)
Y = 30956,56/(1+abs(x/54,5271)*exp(3,7532)) R2: 0,99
35000
PTPI: 120 DATM
PAI: 25 DATM
30000
25000
20000
15000
10000
PCPI: 25-120 DATM
5000
0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
130
140 150
160
170
Dias Após Transplante das Mudas (DATM)
50000
Y = 40966,28*exp(-exp(-(x-43,59)/24,83)) R2: 0,99
Y = 30956,56/(1+abs(x/54,5271)*exp(3,7532)) R2: 0,99
Produtividade Bulbos Totais (kg ha-1)
45000
(B)
PAI: 25 DATM
40000
PTPI: 114 DATM
35000
30000
25000
20000
15000
10000
PCPI: 25-114 DATM
5000
0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90 100 110 120
Dias Após Transplante das Mudas (DATM)
130
140
150
160
170
Figura 9. Produtividade bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em
densidade 0,8 milhão de plantas ha-1,, submetida a períodos de convivência e controle das
plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013 (Experimento 2).
40
PTPI Y = 42056*exp(-exp(-(x-56,23)/30,42)) R2: 0,99
50000
PAI
(A)
Y = 39617,32/(1+abs(x/46,2919)/*exp(3,0932)) R2: 0,99
Produtividade Bulbos Comerciais (kg ha-1)
45000
PTPI: 134 DATM
PAI: 17 DATM
40000
35000
30000
25000
20000
15000
PCPI: 17-134 DATM
10000
5000
0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
130
140
150
160
170
Dias Após Transplante das Mudas (DATM)
60000
(B)
Y = 48452,35*exp(-exp(-(x-44,25)/27,59)) R2: 0,99
Y = 45431,18/(1+abs(x/58,1180)/*exp(4,0822))
Produtividade Bulbos Totais (kg ha-1)
50000
PAI: 29 DATM
R2:
0,99
PTPI: 120 DATM
40000
30000
20000
PCPI: 29-120 DATM
10000
0
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
130
140
150
160
170
Dias Após Transplante das Mudas (DATM)
Figura 10. Produtividade bulbos comerciais (A) e totais (B) de cebola transplantada em
densidade 1,0 milhão de plantas ha-1, submetida a períodos de convivência e controle das
plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013. (Experimento 2)
41
14 DATM
a
b
c
a
b
c
a
b
c
a
b
c
28 DATM
56 DATM
112 DATM
Figura 11. Matocompetição da cultura da cebola transplantada aos 14, 28, 56 e 112
DATM, nas densidades populacionais de (a) 0,6 milhão de plantas ha-1 ; (b) 0,8 milhão de
plantas ha-1 e (c) 1,0 milhão de plantas ha -1. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012.
(Experimento 1)
42
14 DATM
a
b
c
a
b
c
a
b
c
a
b
c
a
b
c
28 DATM
56 DATM
112 DATM
168 DATM
Figura 12. Matocompetição da cultura da cebola transplantada aos 14, 28, 56, 112 e 168
DATM, nas densidades populacionais de (a) 0,6 milhão de plantas ha-1; (b) 0,8 milhão de
plantas ha-1 e (c) 1,0 milhão de plantas ha -1. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013.
(Experimento 2)
43
350000
Número Bulbos Comerciais/ha
D1 = 600 mil plt/ha
300000
(A)
D2 = 800 mil plt/ha
D3 = 1000 mil plt/ha
250000
200000
150000
100000
50000
0
0
14
28
56
Dias de convivência com a infestação - (PAI)
(B)
800000
D1 = 600 mil plt/ha
D2 = 800 mil plt/ha
700000
Número Bulbos Totais/ha
112
D3 = 1000 mil plt/ha
600000
500000
400000
300000
200000
100000
0
0
14
28
56
Dias de convivência com a infestação - (PAI)
112
Figura 13. Número de bulbos comerciais (classe 3, 3c, 4 e 5) (A) e totais (classe 1, 2, 3, 3c, 4
e 5) (B) de cebola transplantada em densidades de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha-1, de
acordo classificação de CEAGESP (2001), em função dos períodos de convivência das
plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012. (Experimento 1)
44
400000
(A)
D1 = 600 mil plt/ha
Número Bulbos Comerciais/ha
350000
D2 = 800 mil plt/ha
D3 = 1000 mil plt/ha
300000
250000
200000
150000
100000
50000
0
0
14
28
56
112
168
Dias de convivência com a infestação - (PAI)
(B)
600000
Número Bulbos Comerciais/ha
D1 = 600 mil plt/ha
D2 = 800 mil plt/ha
500000
D3 = 1000 mil plt/ha
400000
300000
200000
100000
0
0
14
28
56
112
168
Dias de convivência com a infestação - (PAI)
Figura 14. Número de bulbos comerciais (classe 3, 3c, 4 e 5) (A) e totais (classe 1, 2, 3, 3c, 4
e 5) (B) de cebola transplantada em densidades de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha-1, de
acordo classificação de CEAGESP (2001), em função dos períodos de convivência das
plantas daninhas. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013. (Experimento 2)
45
5.4. CONCLUSÕES
A produtividade e qualidade comercial de bulbos da cultivar de cebola Crioula
Mercosul foi afetada, chegando até a 100% de perdas, pela convivência pela infestação de
plantas daninhas constituída, principalmente, por Raphanus raphanistrum, Digitaria
horizontalis, Ambrosia elatior, Brachiaria plantaginea, Bidens subalternans e Polygonum
convolvulus, nos anos agrícolas de 2012 e 2013, no município de Guarapuava/PR;
A cebola cultivar Crioula Mercosul transplantada em agosto de 2012 e julho de 2013
apresentou, em média, períodos críticos de prevenção da interferência das plantas daninhas
(PCPI), respectivamente, de 23 aos 73 e 21 aos 120 DATM, para a produtividade de bulbos
comerciais, e 20 aos 55 e 26 aos 112 DATM, para produtividade de bulbos totais.
Não foi constatada viabilidade no aumento da densidade de plantas no transplantio
da cultivar de cebola Crioula Mercosul como prática de manejo que favoreça a redução do
período crítico de prevenção da interferência das plantas daninhas (PCPI), sem prejudicar a
produtividade de bulbos comerciais e totais da cultura, no município de Guarapuava/PR.
112 DATM
46
5.5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANGIOSPERM PHYLOGENY GROUP - APG II. An update of the Angiosperm Phylogeny
Group classification for the orders and families of flowering plants: APG II. Botanical
Journal of the Linnean Society, n. 141, p. 399-436, 2003.
ALVAREZ, V.V.H; ALVAREZ, G.A.M. Comparações de médias ou testes de hipóteses?
Contrastes! Boletim Informativo da SBCS, v.31, n.1, p.24-34, 2006.
BAIER, J.E.; RESENDE, J.T.V.; GALVÃO, A.G.; BATTISTELLI, G.M.; MACHADO,
M.M.; FARIA, M.V. Produtividade e rendimento comercial de bulbos de cebola em função da
densidade de cultivo. Ciência e Agrotecnologia, v. 33, n. 2, p. 496-501, 2009.
BOND, W.; BURSTON, S. Timing the removal of weeds from drilled salad onions to prevent
crop losses. Crop Protection, v.15, n.2, p.205-211, 1996.
CARVALHO, L. B.; PITELLI, R. A.; CECÍLIO FILHO, A. B.; BIANCO, S.; GUZZO, C. D.
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transplantada. Acta Scientiarum. Agronomy, v. 30, n. 3, p. 325-331, 2008.
CAVALIERI, S.D. Árvore do conhecimento cebola: Plantas daninhas - matointerferência.
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COMPANHIA DE ENTREPOSTOS E ARMAZÉNS GERAIS DO ESTADO DE SÃO
PAULO – CEAGESP. Programa Brasileiro para a melhoria dos padrões comerciais e
embalagens de hortigranjeiros. São Paulo, 2001.
CECÍLIO FILHO, A. B.; MAY, A.; PÔRTO, D. R. Q.; STEIN, R. C.; VARGAS, P. F.
produtividade e qualidade de bulbos de duas cultivares de cebola em função da população de
plantas, em semeadura direta. Caatinga, v.19, n.2, p.146-152, 2006.
CONCENÇO, G.; CECCON, G.; SEREIA, R.C.; CORREIA, I.V.T.; GALON, L.
Phytosociological surveys: tools for weed science. Planta Daninha, v.31, n.2, p.469-482,
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Brasileiro de Classificação de Solos. 2 ed. Rio de Janeiro, Embrapa Solos, 2006. 306p.
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47
KISSMANN, K. G.; GROTH, D. Plantas infestantes e nocivas: Tomo II, 2.ed. São Paulo:
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49
6. CAPÍTULO 2
RESUMO
SOUZA, João Igor. Resposta à aplicação única ou sequencial em pós-emergência tardia
de herbicidas na cultura da cebola transplantada em diferentes arranjos de plantas.
2014. 86f. Dissertação (Mestrado em Produção Vegetal), UNICENTRO.
O trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar a eficiência e seletividade da cultura da
cebola transplantada submetida à aplicação única ou sequencial de herbicidas em pósemergência tardia; assim como, identificar o nível de prejuízo atingido pela adoção de
práticas inadequadas e/ou insuficientes de manejo de plantas daninhas. Dois experimentos
foram conduzidos a campo na Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO,
Guarapuava/PR, em delineamento de blocos ao acaso e fatorial 6 x 3, com cinco repetições.
Na safra 2012 o primeiro fator foi representado por aplicações únicas realizadas aos 30/35
dias após o transplante das mudas (DATM) de: ioxynil-octanoato/ fenoxaprop-p-ethyl
(250/110 g ha-1); flumioxazin/ fenoxaprop-p-ethyl (140/ 110 g ha-1); oxadiazon/ fenoxapropp-ethyl (1000/110 g ha-1); bentazon/ fenoxaprop-p-ethyl (780/ 110 g ha-1); e duas testemunhas
mantidas com e sem infestação, e o segundo fator, as três densidades de plantas de cebola
(0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha-1). Na safra 2013, o primeiro fator constituiu de seis
tratamentos aplicados em sequência aos 40/55/70/85 DATM com: ioxynil-octanoato
(62,5/62,5/62,5 g ha-1); flumioxazin (17,5/35/35/35 g ha-1); oxadiazon (0,25/0,5/0,25/0,5 kg
ha-1); bentazon (624/624/1014/1014 g ha-1); e testemunhas com e sem infestação, assim como
o segundo fator as três densidades de plantas. O controle com uma única aplicação tardia de
herbicida latifolicida/graminicida aos 30/35 DATM foi ineficiente para o manejo adequado
das plantas daninhas, independentemente da densidade da cultura da cebola (safra 2012),
assim como insuficiente para garantir a produção adequada de bulbos comerciais e/ou totais
de cebola na safra 2012. O controle de plantas daninhas utilizando aplicação tardia e
sequencial de herbicidas latifolicidas na safra de 2013, mesmo sendo satisfatória para algumas
espécies, não proporcionou a produção adequada de bulbos comerciais e/ou totais de cebola.
Palavras-chave: Allium cepa L., controle químico, arranjo de planta, produção de bulbos.
50
ABSTRACT
SOUZA, João Igor. Response to unique or sequential herbicides application in delayed
post-emergence in onion crop transplanted in distinct plants densities. 2014. 86f.
Dissertation (Master in Plant Production), UNICENTRO.
The work was conducted with the objective of evaluating the efficiency and selectivity of
transplanted onion crop submitted to unique or sequential delayed herbicides application in
post-emergency condition, as well as to identifying the damage level reached for adopting
practical inadequate and/or insufficient for weeds management. Two experiments were
carried out in field conditions at Universidade Estadual do Centro-Oeste - UNICENTRO,
Guarapuava County, Paraná State, by using a randomized complete blocks arranged in
factorial scheme 6 x 3, with five repetitions. In 2012 agricultural year, the first factor was
represented by unique applications conducted at 30/35 days after seedlings transplant (DAST)
of the following herbicides: ioxynil-octanoato/ fenoxaprop-p-ethyl (250/110 g ha-1;
flumioxazin/ fenoxaprop-p-ethyl (140/110 g ha-1 ; oxadiazon/ fenoxaprop-p-ethyl (1000/110 g
ha-1 ; bentazon/ fenoxaprop-p-ethyl (780/110 g ha-1) and two checks maintained with and
without infestation, and as the factor three densities of plants onion plants (0,6, 0,8 and 1,0
million of plants ha-1. In 2013 agricultural year, the first factor was constituted by six
treatments applied in sequential at 40/55/70/85 DAST with: ioxynil-octanoato (62.5/62.5/62.5
g ha-1); flumioxazin (17.5/35/35/35 g ha -1); oxadiazon (0.25/0.5/0.25/0.5 kg ha-1); bentazon
(624/624/1014/1014 g ha-1) and checks with and without infestation, as well as the second
factor was composed by three plants densities. Control characterized by an unique delayed
application of narrow leaf and broad leaf herbicides at 30/35 DAST was inefficient for
adequate weeds management, independently of onion crop density (2012 agricultural year), as
well as insufficient for guaranteeing adequate production of commercial and/or total onion
bulbs, in 2012 agricultural year. Weeds control through delayed application and in sequential
narrow leaf and broad leaf herbicides in 2013 agricultural year, even being satisfactory for
some species, did not provide adequate production of commercial and/or total onion bulbs.
Keywords: Allium cepa L.; chemical control; plant arrangement, bulb yield.
51
6.1. INTRODUÇÃO
A cebola (Allium cepa L.) pertencente à família das Alliaceae é uma das culturas de
importância na produção mundial, sendo responsável por cerca de 78,5 milhões de toneladas
(FAO, 2010). É consumida de forma fresca em saladas ou em temperos. No Brasil, é
cultivada em 54,8 mil hectares, com produção de 1,4 milhões de tonelada e produtividade
média de 25,4 t ha-1 (IBGE, 2013), a qual é considerada baixa em relação a alguns estados e
com o potencial produtivo das cultivares. Uma das causas, que pode levar a essa redução da
produtividade seria a alta infestação de plantas daninhas, devido ao controle ineficiente.
De forma geral, a cultura da cebola apresenta crescimento inicial lento o que à torna
pouco competitiva com as plantas daninhas (OLIVEIRA JR. et al., 1995). As plantas daninhas
são conhecidas pela sua capacidade competitiva, podendo reduzir o crescimento, a qualidade
e a produtividade das culturas e, também, dificultar a realização da colheita. Segundo Ferreira
et al. (1999), o lento desenvolvimento da cultura, baixo porte, raízes superficiais e folhas
eretas e cilíndricas, onde o solo permanece descoberto, favorece a ocorrência das plantas
daninhas. O longo período de crescimento requerido até o fechamento do ciclo da cultura,
quando atinge a fase chamada de “estalo”, permite sucessivas reinfestações das plantas
daninhas, necessitando atividades consecutivas de controle e manejo (DUNAN et al., 1996).
Ghosheh; Al-Shannag (2000) mencionaram que a interferência das plantas daninhas é mais
devastadora para a cultura da cebola em comparação ao ataque de pragas como Thrips tabaci.
O controle das plantas daninhas é, geralmente, realizado através do controle químico,
considerando-se que a cultura da cebola apresenta ciclo relativamente longo e com
espaçamento reduzido entre plantas, dificultando a realização de capina manual ou mecânica.
No entanto, a utilização de herbicidas mostra-se mais eficiente desde que realizado
adequadamente, por evitar danos ao sistema radicular e gastos exagerados com mão-de-obra.
Segundo Gelmini (1996), diversas causas têm impedido a obtenção de resultados mais
expressivos no controle químico de plantas daninhas nessa cultura. Entre eles, a não utilização
da dose recomendada, o emprego em épocas inoportunas e a escolha do produto incorreto em
função da variedade e da infestação local, aparecem como as mais importantes.
Pesquisas que visem o aumento da eficiência e seletividade de herbicidas podem
reduzir este problema. Diferentes trabalhos de pesquisa têm demonstrado resultados
promissores de alguns herbicidas como ioxynil-octanoato, flumioxazin, oxadiazon, bentazon e
fenoxaprop-p-ethyl, quando usados em doses reduzidas (MASCARENHAS et al., 1980;
52
DEUBER et al., 1983; FERREIRA, 1985; OLIVEIRA JR. et al., 1995; FERREIRA et al.,
1999, 2000; GELMINI et al., 2001; GHOSHEH, 2004; DURIGAN et al., 2005).
O objetivo desse trabalho foi avaliar a eficiência e seletividade da cultura da cebola
transplantada submetida à aplicação única ou sequencial de herbicidas em pós-emergência
tardia em três densidades populacionais, assim como identificar o nível de prejuízo atingido
pela adoção de práticas inadequadas e/ou insuficientes de manejo de plantas daninhas.
6.2. MATERIAL E MÉTODOS
6.2.1. Local do experimento
O trabalho foi realizado em dois experimentos conduzidos a campo nos períodos de
agosto a dezembro de 2012 (safra 1) e julho a janeiro de 2013/2014 (safra 2), localizados no
Setor de Olericultura, pertencente ao Departamento de Agronomia da Universidade Estadual
do Centro-Oeste, Campus CEDETEG/UNICENTRO, sob as coordenadas 23°12'28,8"S de
latitude, 53°18'14,7"W de longitude e 1.020 m de altitude.
O solo da área experimental é classificado como Latossolo Bruno álico típico
(EMBRAPA, 2006), de textura muito argilosa (50% de argila, 20% de areia e 30% de silte), o
qual em análise química, em amostras de 0 a 20 cm de profundidade, revelou pH (CaCl2) de
5,7; M.O de 28,2 g dm-3; P de 11,1 mg dm-3 ; 0,29; 6,4; 2,6; 0,0 por cmolc dm-3 ; de K, Ca, Mg,
Al, respectivamente. O clima da região é classificado como Cfb subtropical mesotérmico
úmido (KÖPPEN, 1948), com verões frescos, invernos com ocorrência de geadas severas e
frequentes, não apresentando estação seca. As temperaturas médias anuais variam de 16ºC a
27ºC e a precipitação média anual em torno de 1500 mm. Os dados climatológicos obtidos na
estação meteorológica do Instituto Agronômico do Paraná (IAP), localizada dentro do
Campus universitário, e aproximadamente a 100 m da área experimental, ocorridos durante os
períodos experimentais encontram-se descritos na Tabela 1.
6.2.2. Material experimental, instalação e condução do experimento
As mudas foram obtidas em canteiros utilizados como “sementeiras” e a semeadura da
cebola foi realizada a lanço, aproximadamente, 60 dias antes do transplantio para os canteiros
definitivos, utilizando-se 10 g de semente m-2 da cultivar Crioula Mercosul (Sementes Hortec
Ltda.), em canteiro levantado com uso de rotoencanteirador e irrigado diariamente por
microaspersão. O transplantio foi realizado quando as mudas encontravam-se no estádio de 3
folhas, ou aproximadamente, 15 cm de altura, mantendo o espaçamento entre linhas em 0,15
cm e variando o espaçamento entre plantas em 0,065, 0,08 e 0,10 m, que respectivamente,
53
constituiu as densidades populacionais de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha-1. As safra 1 e 2
foram transplantadas manualmente em 29/08/2012 e 27/07/2013, respectivamente.
Um dia antes do transplantio das mudas foi realizada a adubação de base com o
formulado N-P-K (03-16-08), utilizando em torno de 312 e 475 kg ha-1, respectivamente, para
as safras 1 e 2. Aos 15 e 35 dias após o transplantio foram realizadas adubações em cobertura,
com a mistura de uréia e cloreto de potássio, nas dosagens de 450 e 75 kg ha -1,
respectivamente.
A irrigação foi efetuada semanalmente por microaspersão, de acordo com a
necessidade da cultura. Para o controle de pragas e doenças foram realizadas aplicações de
inseticidas e fungicidas, utilizando-se produtos registrados para a cultura no Estado do Paraná,
nas doses recomendadas.
O delineamento experimental utilizados foi de blocos casualizados, com cinco
repetições, em esquema fatorial 6 x 3. Na primeira safra (2012), quatro tratamentos com
herbicidas e duas testemunhas (capina e sem capina) foram estudados utilizando aplicações
sequenciais únicas de latifolicidas aos 30 DATM e complemento de graminicidas aos 35
DATM, sobre três densidades de populações da cultura da cebola (600, 800 e 1000 mil
plantas ha-1), conforme descrito na Tabela 13. Na segunda safra (2013), os mesmos seis
tratamentos utilizados na safra 2012 foram utilizados com fracionamento das doses em
aplicações sequenciais progressivas de latifolicidas, como pode ser observado na Tabela 14.
Desta forma, em ambos os experimentos e/ou safras o primeiro fator foi constituído de seis
tratamentos herbicidas e o segundo fator pelas três densidades de populações da cultura da
cebola (0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha -1).
Tabela 13. Tratamentos com herbicidas, doses e seus respectivos fracionamentos e épocas de
aplicação, realizadas na cultura da cebola transplantada. Safra 2012. Guarapuava/PR, 2014.
Doses g
ou L pc
ha-1
Época de
Aplicação
DATM*
Estádio da
cultura
(n. de folhas)
Trat.
Herbicidas
Doses kg ou
g i.a. ha-1
1
2
ioxynil-octanoato/1/ fenoxaprop-p-ethyl/5
flumioxazin/2/ fenoxaprop-p-ethyl
250/110
70/110
1,0/1,0
140/1,0
30/ 35
30/ 35
3/4-5
3/4-5
3
4
oxadiazon/3/ fenoxaprop-p-ethyl
bentazon/4 / fenoxaprop-p-ethyl
1,0/110
0,78/110
4,0/1,0
1,3 /1,0
30/ 35
30/ 35
3/4-5
3/4-5
5
testemunha com capinas
-
-
-
-
6
testemunha sem capinas
-
-
-
-
* Dias após transplantio das mudas.
/1
Totril®. /2 ; Flumyzin 500®; /3 Ronstar 250 BR®; /4 Basagran 600®; /5 Podium EW®.
54
Tabela 14. Tratamentos com herbicidas, doses e seus respectivos fracionamentos e épocas de
aplicação, realizadas na cultura da cebola transplantada. Safra 2013. Guarapuava/PR, 2014.
Tratamentos
Herbicidas
Doses
g i.a. ha-1
Doses
Comerciais
g ou L pc ha-1
g ou L pc ha-1
Época de
Aplicação
DATM*
Doses utilizadas
1
2
3
4
5
ioxynil-octanoato/1
flumioxazin/1
oxadiazon /2
bentazon /1
testemunha com capinas
187,5
122,5
1500
2520
-
0,75
245
6,0
4,2
-
0,25 / 0,25 / 0,25
35 / 70 / 70 / 70
1,0 / 2,0 / 1,0 / 2,0
0,4 / 0,6 / 1,6 / 1,6
-
30/ 45/ 60/3
30/ 45/ 60/ 75/4
30/ 45/ 60/ 75/4
30/ 45/ 60/ 75/4
-
6
testemunha sem capinas
-
-
-
-
* Dias após transplantio das mudas. /1 em complemento, o fenoxaprop-p-ethyl (110 g i.a./ha ou 1,0 L pc ha-1 de Podium
EW®) foi aplicado aos 60 DATM quando a cebola apresentava 6 folhas; /2 não foi utilizado fenoxaprop-p-ethyl aos 60
DATM; /3 plantas de cebola com 4 folhas/ 6 folhas/ 7 folhas; /4 plantas de cebola com 4 folhas / 5 folhas / 6 folhas/ 7 folhas.
As unidades experimentais foram constituídas por canteiros, com parcelas de cinco
linhas de plantio com 1,5 m de comprimento por 0,8 m de largura e área útil de 1,2 m².
Para a aplicação dos herbicidas, realizada em 02/10/2012 (30 DATM) e 07/10/2012
(35 DATM) na safra 2012 e 27/08/2013; 11/09/2013; 26/09/2013 e 11/10/2013 (30/ 45/ 60/
75 DATM) na safra 2013, foi utilizado um pulverizador costal de CO2, equipado com barra de
duas pontas de pulverização TTi 110.015, espaçadas de 0,5 m, em pressão constante de 2,1
kgf cm-2, que proporcionou volume de calda de 200 L ha -1 (Figura 15). As condições
climatológicas no momento da aplicação (início e final) foram monitoradas por anemômetro
digital, assim como os dados meteorológicos foram coletados na estação experimental do
IAP/UNICENTRO/CEDETEG, localizada a aproximadamente a 100 m da área experimental.
As aplicações dos herbicidas aos 30/35 DATM na safra 2012 foram realizadas no
período entre 9h00m a 11h00m, quando a média da umidade relativa do ar, temperatura e
velocidade dos ventos foram, respectivamente, de 51,6%/ 57,1%; 27,1 ºC /25,6 ºC e ventos de
3,9 a 2,6 km h-1. Na safra de 2013, as aplicações dos herbicidas aos 30/ 45/ 60/ 75 DATMs
foram realizadas no período entre 11h00m a 12h00m, quando a média da umidade relativa do
ar, temperatura e velocidade dos ventos foram em média de, respectivamente, de 65,1%;
22,4ºC e ventos de 1,5 km h-1.
55
Figura 15. Representação ilustrativa da aplicação dos tratamentos na cultura da cebola
transplantada durante as safras 2012 e 2013. Guarapuava/PR, 2014.
As características avaliadas foram: porcentagem de controle de planta daninha e/ou
fitointoxicação da cultura da cebola, realizada por meio de escala de notas visuais (SBCPD,
1995), onde 0% correspondeu à ausência de injúrias e 100% à morte das plantas aos 5, 10, 15
e 30 DAA (dias após a aplicação) na safra 2012 e aos 15 DAA para cada uma das quatro
aplicações sequenciais na safra 2013, altura e número de folhas das plantas aos 15 dias após a
terceira aplicação sequencial (DA3AP); produtividade (kg ha-1) e classificação de bulbos
comerciais e totais (CEAGESP, 2001).
Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância (teste F), e suas médias
comparadas pelo teste t, a 5% de probabilidade.
6.3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
No experimento da safra 2012, o controle geral das plantas daninhas do grupo das
eudicotiledôneas, representadas por um complexo misto de espécies constituídas,
principalmente, por Raphanus raphanistrum, em vários estádios de desenvolvimento, assim
como de Amaranthus sp., Polygonum convolvulus, Ambrosia elatior e Richarida brasiliensis
observou-se aos 15 e 30 DAA que o houve diferenças significativas em termos de eficiência
dos herbicidas , indicando que os melhores resultados ocorreram nas densidades de 0,6 a 0,8
milhão de plantas ha-1 (Tabelas 15 e 16; Figuras 17, 18 e 19).
56
Os resultados sugerem inferir que os herbicidas latifolicidas utilizados, com destaque
para o ioxynil-octanoato e o oxadiazon, apresentaram limitada dinâmica de deposição da
pulverização nos alvos horizontalizados representados pelas folhas das plantas daninhas
eudicotiledôneas, quando aplicados em elevadas densidades de plantas da cultura da cebola.
Assim, a disposição verticalizada das folhas da cultura da cebola em alta densidade de
plantas, pode ter interceptado em excesso a calda de pulverização dos herbicidas e,
consequentemente, influenciando negativamente na morte das plantas daninhas. Oliveira Jr. et
al. (1995) também mencionam resultados semelhantes para a mesma dose do ioxyniloctanoato, considerando o controle de espécies de plantas daninhas eudicotiledôneas como
apenas deficiente a moderado.
Diferentemente do ioxynil-octanoato e oxadiazon, para o controle de espécies
monocotiledôneas, representadas, principalmente, por Digitaria horizontalis, assim como por
Brachiaria plantaginea e Eleusine indica, o fenoxaprop-p-ethyl não causou diferenças
significativas na eficiência dos tratamentos e/ou mesmo entre os arranjos de plantas da cultura
da cebola (Tabelas 15 e 16). Este resultado pode ser justificado devido às espécies do grupo
das monocotiledôneas também serem alvos com disposição mais verticalizada e, assim, como
as folhas de cebola, com elevada capacidade de interceptação das gotas pulverizadas. Além
disso, também é importante ressaltar que nenhum tratamento herbicida foi eficiente para
garantir o controle satisfatório das plantas daninhas eudicotiledôneas e monocotiledôneas
após os 30 DAA, com apenas uma única aplicação no ciclo da cultura.
Tabela 15. Controle geral das plantas daninhas dos grupos das eudicotiledôneas e
monocotiledôneas aos 15 dias após aplicação (DAA) na cultura da cebola Crioula Mercosul,
cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em
pós-emergência. Safra 2012. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014.
eudicotiledôneas (%) – 15 DAA
Trats
/1/5
0,8
91,2 cA
96,4 abA
83,2 dB
95,0 bcA
100,0 aA
83,2 cB
87,6 bcB
78,0 dC
88,6 bB
100,0 aA
0,0 eA
0,0 eA
ioxynil-octanoato
flumioxazin/2/5
oxadiazon/3
bentazon /4/5
teste capinada
93,6 bA
95,0 bA
91,4 bA
95,4 abA
100,0 aA
6
teste sem capina
0,0 cA
Fcal H
Fcal D
Falc H x D
CV (%)
DMS (0,5%)
/1
0,6
1
2
3
4
5
monocotiledôneas (%) - 15 DAA
Densidade plantas (milhão de planta ha-1)
1,0
Média
0,6
0,8
Herbicidas
1546,843*
23,389*
3,388*
4,87
4,707
89,3
93,0
84,2
93,0
100,0
97,0 a
97,6 a
97,4 a
95,8 a
100,0 a
0,0
0,0 b
-
/3
1,0
Média
96,6 a
98,8 a
98,2 a
96,8 a
100,0 a
91,6 c
97,6 ab
96,4 ab
94,6 bc
100,0 a
95,1
98,0
97,3
95,7
100,0
0,0 b
0,0 d
0,0
2027,057*
2,004NS
0,589NS
4,22
4,313
/4
/5
Totril® (1,0 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® ( 140 g pc ha-1); Ronstar 250 BR® (4,0 L pc ha-1); Basagran 600® (1,6 L pc ha-1); Podium
EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 35 DATM apenas sobre os tratamentos 1, 2 e 4). - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem
entre si pelo teste t a 5% de probabilidade (p 0,05).
57
Tabela 16. Controle geral das plantas daninhas dos grupos das eudicotiledôneas e
monocotiledôneas aos 30 dias após aplicação (DAA) na cultura da cebola Crioula Mercosul,
cultivada em diferentes densidades e cultivada em diferentes densidades e submetida à
aplicação tardia e única de herbicidas em pós-emergência. Safra 2012. Guarapuava/PR.
Campus CEDETEG, 2014.
eudicotiledôneas (%) - 30 DAA
Trats
Densidade plantas ( milhão de planta ha-1)
Herbicidas
/1/5
1
2
3
4
5
ioxynil-octanoato
flumioxazin/2/5
oxadiazon /3
bentazon /4/5
teste capinada
6
teste sem capina
Fcal H
Fcal D
Falc H x D
CV (%)
DMS (0,5%)
0,6
63,0cA
69,0 bcA
71,0 bA
54,0 d AB
100,0 aA
0,0 eA
0,8
1,0
62,6 bcA 50,6 cB
média
58,7
0,6
65,6b
0,8
66,0b
1,0
65,6b
média
65,7
66,0 bA
63,6 b B
57,0 c A
100,0 aA
58,2 bB
57,0 b C
50,2 c C
100,0 aA
64,4
63,9
53,7
100,0
63,6b
61,0b
61,0 b
100,0a
63,6b
63,4b
62,8b
100,0a
60,6b
64,2b
60,6b
100,0a
62,6
62,9
61,5
100,0
0,0 dA
0,0
-
0,0c
0,0
883,938*
0,345NS
0,336NS
2,396
4,313
0,0c
0,0
-
0,0 dA
687,352*
17,3360*
2,272*
8,40
6,02
/3
/1
monocotiledôneas (%) - 30 DAA
/4
/5
Totril® (1,0 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® ( 140 g pc ha-1); Ronstar 250 BR® (4,0 L pc ha-1); Basagran 600® (1,6 L pc ha-1); Podium
EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 35 DATM apenas sobre os tratamentos 1, 2 e 4) - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem
entre si pelo teste t a 5% de probabilidade (p 0,05).
Para os aspectos de fitointoxicação da cultura da cebola, apenas o herbicida oxadiazon
apresentou sintomas visuais de danos na parte aérea das plantas, constituídos por manchas
cloróticas e pequenas necroses nas folhas, somente identificadas aos 10 DAA (Tabela 17).
Os sintomas de fitointoxicação visual identificado para o oxadiazon corroboram com a
intensidade e valores descritos por Ghosheh (2004) e Durigan et al. (2005). Todos os demais
herbicidas, nas suas respectivas dosagens, foram altamente seletivos para as plantas de cebola
cultivar Crioula Mercosul, pois além de não terem apresentado sintomas de danos, também
não proporcionaram diferenças expressivas quanto a altura das plantas e número de folhas aos
15 DAA (Tabela 18). Ainda para as características altura e número de folhas da cultura da
cebola, o arranjo de 1,0 milhão de plantas ha-1 proporcionou incremento significativo em
relação aos demais arranjos de plantas, o que pode ser explicado pelo início de competição
intraespecífica.
Todos os herbicidas prejudicaram, principalmente, a produção de bulbos comerciais
nas densidades populacionais de 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha-1 (Tabela 19). No entanto,
apesar dos tratamentos flumioxazin/ fenoxaprop-p-ethyl e bentazon/ fenoxaprop-p-ethyl,
aplicados aos 30/35 DATM, também terem causado redução significativa na produção de
58
bulbos totais, ainda assim, esses foram os menos prejudiciais, mesmo não tendo obtido
destaque em termos de eficiência de controle sobre o complexo de plantas daninhas.
Desta forma, os resultados da safra 2012 evidenciam que a tentativa de controle da
infestação com uma única aplicação tardia de herbicida latifolicida/graminicida aos 30/35
DATM foi ineficiente para o manejo satisfatório das plantas daninhas, independentemente da
densidade de plantas da cultura da cebola, assim como insuficiente para garantir a produção
adequada de bulbos comerciais e/ou totais de cebola.
Tabela 17. Fitointoxicação na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, cultivada em
diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em pósemergência. Safra 2012. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014.
Trats
Fitointoxicação (%)
Fitointoxicação (%)
Fitointoxicação (%)
5 DAA
10 DAA
15 DAA
-1
Densidade plantas ( milhão de planta ha )
Herbicidas
/1/5
0,6
0,8
1,0
Méd
0,6
0,8
1,0
Méd
0,6
0,8
1,0
Méd
1
2
3
4
ioxynil-octanoato
flumioxazin/2/5
oxadiazon /3
bentazon /4/5
0,0
0,0
9,0
0,0
0,0
0,0
11,0
0,0
0,0
0,0
12,0
0,0
0,0
0,0
10,7
0,0
0,0
0,0
4,6
0,0
0,0
0,0
5,8
0,0
0,0
0,0
6,2
0,0
0,0
0,0
5,5
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
5
teste capinada
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
6
teste sem capina
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
/3
/1
Totril® (1,0 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® ( 140 g pc ha-1); Ronstar 250 BR® (4,0 L pc ha-1);
EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 35 DATM apenas sobre os tratamentos 1, 2 e 4)
/4
Basagran 600® (1,6 L pc ha-1);
0,0
/5
Podium
Tabela 18. Altura (cm) e número de folhas da cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul,
cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em
pós-emergência. Safra 2012. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014.
Altura (cm) - 15 DAA
Trats
/1
Número de Folhas - 15 DAA
Densidade plantas ( milhão de planta ha-1)
Herbicidas
0,6
0,8
1,0
média
0,6
0,8
1,0
média
1
2
3
4
5
ioxynil-octanoato/1/5
flumioxazin/2/5
oxadiazon /3
bentazon /4/5
teste capinada
30,7 bB
29,1 bB
31,4 abA
31,2 abA
29,6 bAB
31,0 abB
32,8aAB
30,9 abA
33,6aA
27,8 bB
34,7 bA
35,1 bA
32,3 bA
34,1 bA
31,8 bA
32,1
32,3
31,5
33,0
29,7
4,0 b B
4,2 ab B
4,2 ab B
4,0 b B
4,8 a A
4,4 b AB
4,4 b B
4,4 b B
4,2 b B
5,4 a A
4,8 a A
5,4 a A
5,2 a A
5,0 a A
5,0 a A
4,4
4,7
4,6
4,4
5,1
6
teste sem capina
Fcal H
Fcal D
Falc H x D
CV (%)
DMS (0,5%)
34,9 aB
33,1aB
7,056*
13,562*
1,459*
9,44
3,883
41,0 aA
36,3
-
4,0 b B
4,0 b B
8,059*
16,070*
2,050*
10,67
0,609
4,0 b B
4,0
-
/3
/4
/5
Totril® (1,0 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® ( 140 g pc ha-1); Ronstar 250 BR® (4,0 L pc ha-1); Basagran 600® (1,6 L pc ha-1); Podium
EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 35 DATM apenas sobre os tratamentos 1, 2 e 4). - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem
entre si pelo teste t a 5% de probabilidade (p 0,05).
59
Tabela 19. Produtividade de bulbos comerciais e totais da cebola cultivar Crioula Mercosul,
cultivada em diferentes densidades e submetida à aplicação tardia e única de herbicidas em
pós-emergência. Safra 2012. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014.
Bulbos Comerciais (kg ha-1)
Trats
Bulbos Totais (kg ha-1)
Densidade plantas ( milhão de planta ha-1)
Herbicidas
/1/5
0,6
0,8
1,0
1
2
3
4
5
ioxynil-octanoato
flumioxazin/2/5
oxadiazon /3
bentazon /4/5
teste capinada
537
3888
381
4045
32287
355
3376
0
0
14300
0
0
0
0
8140
6
teste sem capina
Fcal H
Fcal D
Falc H x D
CV (%)
DMS (0,5%)
0
0
-
0
média
0,6
8437 cA
297
2421 16645 bAB
7888 cA
127
17985 bA
1348
18242 40267 aA
0
-
/1
1411 dA
0,8
1,0
média
9691 cd A 8520 c A
19883 bA 13491 bB
8603 dA 7337 cA
13207 cB 13353 bB
27387 aB 26953 aB
8883
16673
7943
14848
31536
2148 e A
138,309*
8,622*
4,865*
25,01
4285,68
1571
-
1153 dA
Totril® (1,0 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® ( 140 g pc ha-1); /3 Ronstar 250 BR® (4,0 L pc ha-1); /4 Basagran 600® (1,6 L pc ha-1); /5 Podium EW®
(1,0 L pc ha-1 aplicado aos 35 DATM apenas sobre os tratamentos 1, 2 e 4). - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem entre si
pelo teste t a 5% de probabilidade (p 0,05).
60
Número Bulbos Comerciais/ha
350000
D1 = 600 mil plt/ha
D2 = 800 mil plt/ha
D3 = 1000 mil plt/ha
300000
(A)
250000
200000
150000
100000
50000
0
800000
D1 = 600 mil plt/ha
D2 = 800 mil plt/ha
D3 = 1000 mil plt/ha
Número Bulbos Totais/ha
700000
(B)
600000
500000
400000
300000
200000
100000
0
Figura 16. Número de bulbos comerciais (classe 3, 3c, 4 e 5) (A) e totais (classe 1, 2, 3, 3c, 4
e 5) (B) de cebola em densidades de 0,6, 0,800 e 1,0 milhão de plantas ha-1, de acordo com
CEAGESP (2001), em função da aplicação de herbicidas latifolicida/graminicida* aos 30/35
DATM. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2012. (Experimento 1)
61
A1
A2
A3
B1
B2
B3
C1
C2
C3
D1
D2
D3
Figura 17. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 DAA; Herbicidas:
(A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon; (D) bentazon; Densidades: (A1,
B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1;
(A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha-1. (Safra 2012 - Experimento 1).
62
A1
A2
A3
B1
B2
B3
C1
C2
C3
D1
D2
D3
Figura 18. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 15 DAA; Herbicidas:
(A) ioxynil-octanoato/fenoxaprop-p-ethyl; (B) flumioxazin/fenoxaprop-p-ethyl; (C)
oxadiazon/fenoxaprop-p-ethyl; (D) bentazon/fenoxaprop-p-ethyl; Densidades: (A1, B1,
C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1 ; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1 ; (A3,
B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2012 - Experimento 1).
63
A1
A2
A3
B1
B2
B3
C1
C2
C3
D1
D2
D3
Figura 19. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 30 DAA; Herbicidas:
(A) ioxynil-octanoato/fenoxaprop-p-ethyl; (B) flumioxazin/fenoxaprop-p-ethyl; (C)
oxadiazon/fenoxaprop-p-ethyl; (D) bentazon/fenoxaprop-p-ethyl; Densidades: (A1, B1,
C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1; (A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3,
B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2012 - Experimento 1).
64
Na safra 2013, as espécies eudicotiledôneas que melhor representaram o complexo
misto de espécies foram constituídas, principalmente, por Raphanus raphanistrum e Ambrosia
elatior, assim como para as monocotiledôneas por Digitaria horizontalis. De forma geral,
nesse experimento, semelhantemente ao ocorrido na safra de 2012, observou-se aos 15 dias
após as quatro aplicações sequenciais dos herbicidas latifolicidas (DA1AP; DA2AP; DA3AP;
DA4AP), que em algumas avaliações houve diferenças significativas em termos de eficiência
dos herbicidas para as espécies avaliadas, indicando que os melhores resultados ocorreram
nas densidades de 0,6 a 0,8 milhões de plantas ha -1 (Tabelas 20 e 21).
Para o controle de R. raphanistrum e A. elatior os resultados indicaram níveis de
controle inicialmente excelentes e até satisfatórios na última aplicação sequencial somente
para o herbicida ioxynil-octanoato e de apenas controle satisfatório para A. elatior com
flumioxazin, após a terceira aplicação sequencial. No entanto, para os herbicidas ioxyniloctanoato e flumioxazin somente foram constatados favorecimento em termos de eficiência
para as menores densidades de cebola (Tabela 20 e 21; Figuras 20 a 29) após a segunda
aplicação sequencial. O herbicida oxadiazon, também apresentou destaque no controle do R.
raphanistrum a partir da segunda aplicação sequencial, onde os níveis de controle se
mantiveram apenas próximos aos satisfatórios, assim como para A. elatior, após a quarta
aplicação sequencial. É importante ressaltar, que além do atraso no início da entrada das
aplicações, com exceção do ioxynil-octanoato, os demais herbicidas latifolicidas foram
utilizados na totalidade em doses acima do registrado para a cultura e/ou recomendação para
planta daninha em questão, visto que a campo são erros comuns cometidos pelos produtores.
Para o controle de D. horizontalis, o herbicida oxadiazon proporcionou controle
excelente a partir da primeira a quarta aplicação sequencial (Tabela 22; Figura 29). Para os
demais herbicidas latifolicidas, o complemento da aplicação com fenoxaprop-p-ethyl entre a
segunda e terceira aplicação sequencial, proporcionou níveis de controle excelentes ( 90%)
para todos tratamentos até o final do ciclo da cultura.
Todos os herbicidas promoveram leves sintomas de fitointoxicação, caracterizados por
amarelecimento e pequenos pontos de necrosamento, principalmente, nas pontas das folhas
(Tabela 23). De forma semelhante ao ocorrido na safra 2012 (experimento1), o oxadiazon
novamente se destacou pelas maiores intensidade dos sintomas, principalmente, a partir da
segunda aplicação sequencial, e não ocorrência de sintomas, após a quarta aplicação. Em
avaliação realizada aos 15 DA3P dos herbicidas latifolicidas foi constatado que o oxadiazon e
o flumioxazin também foram os que mais reduziram a altura das plantas de cebola, mas não
se destacando dos demais herbicidas na redução do número de folhas por planta (Tabela 24).
65
De
forma
semelhante
à
safra
2012,
todos
os
herbicidas
prejudicaram
significativamente a produção dos bulbos comerciais em todas as densidades populacionais de
cebola, onde em média, as reduções foram de aproximadamente 68% proporcionada pelas
aplicações sequenciais de ioxynil-octanoato e de 88% para os demais latifolicidas (Tabela 25).
Para a produção de bulbos totais, para o ioxynil-octanoato as reduções foram em torno de
51% e de 72% para os demais latifolicidas. De forma semelhante a produtividade, o número
dos bulbos classificados como comerciais também foram expressivamente reduzidos, ao
contratrio da quantidade de bulbos totais (Figura 30). Para a convivência da cultura com a
infestação de plantas daninhas em todo o ciclo, a redução de produtividade de bulbos totais
foi de 99%. De forma contrária, Ferreira et al. (2000) relataram que a aplicação sequencial de
ioxynil-octanoato na dose de 125/250/250 g ha-1 aos 19/34/65 dias após a semeadura (DAS)
controlou as espécies daninhas presentes com produção de bulbos semelhantes à testemunha
capinada.
Novamente, de forma semelhante aos resultados da safra 2012, pode-se observar na
safra de 2013 que o controle da infestação de plantas daninhas por meio da aplicação tardia e
sequencial de herbicidas latitolicidas, mesmo sendo satisfatória para algumas espécies de
plantas daninhas, como foi o caso do ioxynil-octanoato/ fenoxaprop-p-ethyl para as espécies
R. raphanistrum, A. elatior e D. horizontalis não proporciona a produção adequada de bulbos
comerciais e/ou totais de cebola. Além disso, a associação de efeitos entre doses elevadas e
baixa eficiência de controle sobre alvos específicos, também contribuíram para a redução da
produtividade e qualidade da cultura.
66
Tabela 20. Controle de Raphanus raphanistrum na cultura da cebola cultivar Crioula
Mercosul, aos 15 dias após as quatro aplicações sequenciais de herbicidas latifolicidas em
pós-emergência. Safra 2013. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014.
Trats
Herbicidas
1
2
3
4
5
ioxynil-octanoato/1/5
flumioxazin/2/5
oxadiazon /3
bentazon /4/5
teste capinada
6
teste sem capina
Fcal H
Fcal D
Falc H x D
CV (%)
DMS (0,5%)
R. raphanistrum - 15 DA1AP/6
600 mil
800 mil
1000 mil
Média
plts
plts
plts
96,8aA 96,8aA
7,2dA
6,2dA
51,0bA 47,0bAB
39,0cA 32,0cB
100,0aA 100,0aA
0,0eA
0,0eA
1735,10*
13,782*
3,102*
8,60
5,05
92,0bA
4,8eA
42,0cA
23,0dC
100,0aA
95,2
6,1
46,7
31,3
100,0
0,0eA
0,0
/8
Trats
Herbicidas
1
2
3
4
5
ioxynil-octanoato/1/5
flumioxazin/2/5
oxadiazon /3
bentazon /4/5
teste capinada
6
teste sem capina
Fcal H
Fcal D
Falc H x D
CV (%)
DMS (0,5%) D
R. raphanistrum - 15 DA3AP
600 mil
800 mil
1000 mil
Média
plts
plts
plts
91,6bA 88,0bA 86,0bA
55,0dA 56,0dA 50,0dA
77,0cA 74,0cA 73,0cA
60,0dA 51,0dB 54,0dAB
100,0aA 100,0aA 100,0aA
0,0eA
0,0eA
811,82*
4,037*
1,079*
7,77
6,07
0,0eA
R. raphanistrum - 15 DA2AP/7
600 mil
800 mil 1000 mil
Média
plts
plts
plts
88,0bA 83,0bB 81,2bB
55,0cA 52,0cA 45,0dB
86,2bA 79,0bB 72,0cC
32,2dA 25,0dB 17,6eC
100,0aA 100,0aA 100,0aA
0,0eA
0,0fA
0,0
/9
R. raphanistrum - 15 DA4AP
600 mil
800 mil 1000 mil
Média
plts
plts
plts
88,5
53,7
74,7
55,0
100,0
90,6b
69,6d
77,2c
68,0d
100,0a
88,6b
63,6d
72,6c
63,0d
100,0a
88,0b
64,6d
70,6c
58,0e
100,0a
89,1
65,9
73,5
63,0
100,0
0,0
-
0,0e
0,0e
1003,96*
7,148*
1,236*
6,55
5,39
0,0f
0,0
-
/3
/1
0,0eA
1760,23*
34,426*
4,434*
6,28
4,47
84,1
50,7
79,1
24,9
100,0
Totril® (0,25/0,25/025 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® (35 / 70 / 70 / 70g pc ha-1); Ronstar 250 BR® (1,0 / 2,0 / 1,0 / 2,0 L pc
ha-1); /4 Basagran 600® (0,4 / 0,6 / 1,6 / 1,6 L pc ha-1); /5 Podium EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 60 DATM apenas sobre os
tratamentos 1, 2 e 4); /6/7/8/9 avaliações realizadas aos 15 dias da primeira, segunda, terceira e quarta aplicação
sequencial do herbicidas latifolicidas/1/2/3/4. - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem entre si pelo teste t
a 5% de probabilidade (p 0,05).
67
Tabela 21. Controle de Ambrosia elatior na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, aos
15 dias após as quatro aplicações sequenciais de herbicidas latifolicidas em pós-emergência.
Safra 2013. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014.
Trats
A. elatior - 15 DA1AP/6
600 mil
800 mil
1000 mil
plts
plts
plts
Herbicidas
/1/5
1
2
3
4
ioxynil-octanoato
flumioxazin/2/5
oxadiazon /3
bentazon /4/5
5
teste capinada
6
teste sem capina
Fcal H
Fcal D
Falc H x D
CV (%)
DMS (0,5%)
88,0bA 85,6bAB 84,2bB
0,0dA
0,0dA
0,0dA
5,8cA
5,0cA
4,0cA
4,4cA
4,2cA
4,4cA
100,0aA 100,0aA 100,0aA
0,0dA
0,0dA
0,0dA
165157,20*
13,26*
31,93*
7,39
3,03
Média
85,9
0,0
4,9
4,3
100,0
0,0
/8
Trats
A. elatior - 15 DA3AP
600 mil
800 mil 1000 mil
plts
plts
plts
Herbicidas
/1/5
1
2
3
4
5
ioxynil-octanoato
flumioxazin/2/5
oxadiazon/3
bentazon /4/5
teste capinada
6
teste sem capina
Fcal H
Fcal D
Falc H x D
CV (%)
DMS (0,5%)
86,6bA 88,6bA 84,6bA
84,0bA 81,6cA 83,0bA
65,0cA 63,0dB 56,0cB
34,6dA 33,2eA 32,0dA
100,0aA 100,0aA 100,0aA
0,0eA
0,0fA
0,0eA
2011,19*
4,48*
1,869*
5,38
4,12
A. elatior - 15 DA2AP/7
600 mil
800 mil 1000 mil
Média
plts
plts
plts
85,0bA 82,6bA 80,0bA
70,0cA 61,0cB 58,0cB
51,0dA 45,6dB 39,0dC
17,0eA 12,0eA 14,0eA
100,0aA 100,0aA 100,0aA
0,0fA
0,0
/9
Média
86,6
82,9
61,3
33,3
100,0
0,0
A. elatior - 15 DA4AP
600 mil
800 mil 1000 mil
plts
plts
plts
85,0bA 83,0bA 75,0bB
88,0bA 82,6bA 75,0bB
74,6cA 71,6cA 64,6cB
42,6dA 46,6dA 47,6dA
100,0aA 100,0aA 100,0aA
0,0eA
/3
/1
0,0fA
0,0fA
1372,098*
13,546*
2,626*
7,97
8,12
82,5
63,0
45,2
14,3
100,0
0,0eA
0,0eA
746,838*
7,00*
2,66*
8,02
6,38
Média
81,0
81,9
70,3
45,6
100,0
0,0
Totril® (0,25/0,25/025 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® (35 / 70 / 70 / 70g pc ha-1); Ronstar 250 BR® (1,0 / 2,0 / 1,0 / 2,0 L pc
ha-1); /4 Basagran 600® (0,4 / 0,6 / 1,6 / 1,6 L pc ha-1); /5 Podium EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 60 DATM apenas sobre os
tratamentos 1, 2 e 4); /6/7/8/9 avaliações realizadas aos 15 dias da primeira, segunda, terceira e quarta aplicação
sequencial do herbicidas latifolicidas/1/2/3/4. - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem entre si pelo teste t
a 5% de probabilidade (p 0,05).
68
Tabela 22. Controle de Digitaria horizontalis na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul,
aos 15 dias após as quatro aplicações sequenciais de herbicidas latifolicidas em pósemergência. Safra 2013. Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014.
Trats
Herbicidas
D. horizontalis - 15 DA1AP/6
600 mil
800 mil 1000 mil
Média
plts
plts
plts
1
2
3
4
5
ioxynil-octanoato/1/5 0,0c
flumioxazin/2/5
41,0b
/3
oxadiazon
98,8a
/4/5
bentazon
0,0c
teste capinada
100,0a
6
teste sem capina
Fcal H
Fcal D
Falc H x D
CV (%)
DMS (0,5%)
0,0c
0,0c
46,0b
98,4a
0,6c
100,0a
0,0c
46,0b
98,6a
0,0c
100,0a
0,0
44,3
98,6
0,2
100,0
0,0c
0,0c
8053,86*
1,58NS
1,61NS
5,18
2,65
0,0
/8
Trats
Herbicidas
D. horizontalis - 15 DA3AP
600 mil
800 mil 1000 mil
Média
plts
plts
plts
1
2
3
4
5
ioxynil-octanoato/1/5 54,0b
flumioxazin/2/5
94,0a
/3
oxadiazon
96,8a
/4/5
bentazon
47,0c
teste capinada
100,0a
6
teste sem capina
Fcal H
Fcal D
Falc H x D
CV (%)
DMS (0,5%)
0,0d
50,0c
93,8b
99,8ab
49,0c
100,0a
50,0c
93,6b
98,6ab
47,0c
100,0a
0,0d
0,0d
1029,06*
0,115NS
0,368NS
7,35
6,05
D. horizontalis - 15 DA2AP/7
600 mil
800 mil 1000 mil
Média
plts
plts
plts
0,0cA
0,0cA
0,0cA
35,0bC 51,0bB 54,0bA
99,0aA 99,0aA 99,0aA
0,0cA
0,6cA
0,0cA
100,0aA 100,0aA 100,0aA
0,0cA
0,0cA
0,0cA
10426,14*
26,05*
28,29*
4,52
2,33
0,0
/9
D. horizontalis - 15 DA4AP
600 mil
800 mil 1000 mil
Média
plts
plts
plts
51,3
93,8
98,4
47,7
100,0
89,0c
97,4ab
94,8b
97,8ab
100,0a
0,0
0,0d
/3
/1
0,0
46,7
99,0
0,2
100,0
90,0c
97,0ab
95,8b
97,2ab
100,0a
92,0b
98,2a
97,6a
98,0a
100,0a
0,0d
0,0c
3956,44*
1,903NS
0,448NS
3,03
3,06
90,3
97,5
96,1
97,7
100,0
0,0
Totril® (0,25/0,25/025 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® (35 / 70 / 70 / 70g pc ha-1); Ronstar 250 BR® (1,0 / 2,0 / 1,0 / 2,0 L pc
ha-1); /4 Basagran 600® (0,4 / 0,6 / 1,6 / 1,6 L pc ha-1); /5 Podium EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 60 DATM apenas sobre os
tratamentos 1, 2 e 4); /6/7/8/9 avaliações realizadas aos 15 dias da primeira, segunda, terceira e quarta aplicação
sequencial do herbicidas latifolicidas/1/2/3/4. - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem entre si pelo teste t
a 5% de probabilidade (p 0,05).
69
Tabela 23. Fitointoxicação na cultura da cebola cultivar Crioula Mercosul, aos 15 dias após
as quatro aplicações sequenciais de herbicidas latifolicidas em pós-emergência. Safra 2013.
Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014.
Fitointoxicação (%)
15 DA1AP/6
Trats
Fitointoxicação (%)
15 DA2AP/7
Fitointoxicação (%)
15 DA3AP/8
Herbicidas
Fitointo
xicação
(%) 15
/9
DA4AP
População de plantas x 1000 (planta ha-1)
/1/5
600
800
1000 Méd
600
800
1000 Méd
600
800
1000 Méd
Méd
1
2
3
ioxynil-octanoato
flumioxazin/2/5
oxadiazon /3
3,0
0,0
3,0
3,0
0,0
3,0
3,0
0,0
3,0
3,0
0,0
3,0
3,0
5,0
8,0
3,0
6,2
8,4
3,0
5,0
8,0
3,0
5,4
8,1
3,0
3,4
6,2
3,0
3,0
6,2
3,0
3,0
5,0
3,0
3,1
5,8
0,0
0,0
0,0
4
5
bentazon /4/5
teste capinada
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
3,4
0,0
3,0
0,0
3,0
0,0
3,1
0,0
3,0
0,0
3,0
0,0
3,0
0,0
3,0
0,0
0,0
0,0
6
teste sem capina
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
0,0
Totril® (0,25/0,25/025 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® (35 / 70 / 70 / 70g pc ha-1); /3 Ronstar 250 BR® (1,0 / 2,0 / 1,0 / 2,0 L pc
ha-1); /4 Basagran 600® (0,4 / 0,6 / 1,6 / 1,6 L pc ha-1); /5 Podium EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 60 DATM apenas sobre os
/6/7/8/9
tratamentos 1, 2 e 4);
avaliações realizadas aos 15 dias da primeira, segunda, terceira e quarta aplicação
/1
sequencial do herbicidas latifolicidas/1/2/3/4.
Tabela 24. Altura e número de folhas da cebola cultivar Crioula Mercosul, aos 15 dias após
as terceira aplicação sequencial de herbicidas latifolicidas em pós-emergência. Safra 2013.
Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014.
Trats
1
2
3
4
6
7
Herbicidas
600 mil
plts
Altura das plantas (cm)
800 mil
1000 mil
plts
plts
ioxynil-octanoato/1/5 47,8bB
flumioxazin/2/5
42,7cB
oxadiazon /3
42,8cB
/4/5
bentazon
49,5abAB
teste capinada
teste sem capina
Fcal H
Fcal D
Falc H x D
CV (%)
DMS (0,5%)
45,7bcB 54,9aA
43,7cAB 48,5cA
48,3bcA 51,5abcA
48,7bB 53,6abA
Número de Folhas
600 mil
plts
800 mil
plts
1000 mil
plts
6,8aA
7,0aA
6,8aA
6,6aA
6,2cB
6,4bcB
6,6abcA
6,8abA
6,0
6,2
47,5
50,6
5,0bC
5,2bC
5,2bB
5,0bB
Média
49,5
45,0
Média
6,2
6,1
52,6aA
53,7aA
53,8abA
53,4
6,8aA
7,0aA
7,0aA
6,9
48,3abA
49,1abA 50,0bcA
8,297*
13,351*
1,520NS
7,71
4,78
49,2
-
4,0cA
4,0bA
4,0dA
112,666*
89,122*
8,326*
6,12
0,456
4,0
-
/3
/1
Totril® (0,25/0,25/025 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® (35 / 70 / 70 / 70g pc ha-1); Ronstar 250 BR® (1,0 / 2,0 / 1,0 / 2,0 L pc
/4
/5
ha-1); Basagran 600® (0,4 / 0,6 / 1,6 / 1,6 L pc ha-1); Podium EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 60 DATM apenas sobre os
tratamentos 1, 2 e 4); - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem entre si pelo teste t a 5% de probabilidade (p
0,05).
70
Tabela 25. Produtividade de bulbos comerciais e totais da cebola cultivar Crioula Mercosul,
submetida a aplicação em sequencial de herbicidas em pós-emergência. Safra 2013.
Guarapuava/PR. Campus CEDETEG, 2014.
Trats
Bulbos Comerciais (kg ha-1)
800 mil 1000 mil
600 mil plts
Média
plts
plts
Herbicidas
/1/5
1
2
3
4
6
ioxynil-octanoato
flumioxazin/2/5
oxadiazon /3
bentazon /4/5
teste capinada
19325bA
7811cA
9149cA
4949cA
67067aA
15597bA
2380cdB
4947cAB
6399cA
32120aC
9953bB
2507cB
2900cB
8013bA
40520aB
14959
4232
5665
6454
46569
7
teste sem capina
Fcal H
Fcal D
Falc H x D
CV (%)
DMS (0,5%)
0dA
0dA
331,349*
43,461*
19,582*
28,14
4609,21
0cA
0
-
Bulbos Totais (kg ha-1)
600 mil
plts
800 mil plts
1000 mil
plts
Média
28325bA 25803bAB 22173bB 25434
15797cA 11220cA 12440cA 13152
17536cA 14027cA 14000cA 15188
13481cB 12712cB 19487bA 15227
69256aC 40253aB 47220aA 52243
713dA
520dA
347,471*
27,545*
14,201*
17,98
4604,32
273dA
502
-
Totril® (0,25/0,25/025 L pc ha-1); /2 Flumyzin 500® (35 / 70 / 70 / 70g pc ha-1); /3 Ronstar 250 BR® (1,0 / 2,0 / 1,0 / 2,0 L pc
/4
/5
ha-1); Basagran 600® (0,4 / 0,6 / 1,6 / 1,6 L pc ha-1); Podium EW® (1,0 L pc ha-1 aplicado aos 60 DATM apenas sobre os
tratamentos 1, 2 e 4); - Médias seguidas na linha pela mesma letra não diferem entre si pelo teste t a 5% de probabilidade (p
0,05).
/1
71
A1
A2
A3
B1
B2
B3
C1
C2
C3
D1
D2
D3
Figura 20. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 dias após a primeira
aplicação (DA1AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon;
(D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1 ; (A2, B2, C2 e
D2) 0,8 milhão de plantas ha-1 ; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2).
72
A1
A2
A3
B1
B2
B3
C1
C2
C3
D1
D2
D3
Figura 21. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 10 dias após a primeira
aplicação (DA1AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon;
(D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1 ; (A2, B2, C2 e
D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2).
73
A1
A2
A3
B1
B2
B3
C1
C2
C3
D1
D2
D3
Figura 22. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 15 dias após a primeira
aplicação (DA1AP); -Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon;
(D) bentazon; -Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1 ; (A2, B2, C2 e
D2) 0,8 mil plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha-1. (Safra 2013 Experimento 2).
74
A1
A2
A3
B1
B2
B3
C1
C2
C3
D1
D2
D3
Figura 23. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 dias após a segunda
aplicação (DA2AP); -Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon;
(D) bentazon; -Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1; (A2, B2, C2 e
D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2).
75
A1
A2
A3
B1
B2
B3
C1
C2
C3
D1
D2
D3
Figura 24. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 10 dias após a segunda
aplicação (DA2AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon;
(D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1; (A2, B2, C2 e
D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013 Experimento 2).
76
A1
A2
A3
B1
B2
B3
C1
C2
C3
D1
D2
D3
Figura 25. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 15 dias após a segunda
aplicação (DA2AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon;
(D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1; (A2, B2, C2 e
D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013
- Experimento 2).
77
A1
A2
A3
B1
B2
B3
C1
C2
C3
D1
D2
D3
Figura 26. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 dias após terceira
aplicação (DA3AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato/fenoxaprop-p-ethyl; (B)
flumioxazin/fenoxaprop-p-ethyl;
(C)
oxadiazon/fenoxaprop-p-ethyl;
(D)
bentazon/fenoxaprop-p-ethyl; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1;
(A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1 ; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha-1.
(Safra 2013 - Experimento 2).
78
A1
A2
A3
B1
B2
B3
C1
C2
C3
D1
D2
D3
Figura 27. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 10 dias após terceira
aplicação (DA3AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato/fenoxaprop-p-ethyl; (B)
flumioxazin/fenoxaprop-p-ethyl;
(C)
oxadiazon/fenoxaprop-p-ethyl;
(D)
bentazon/fenoxaprop-p-ethyl; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1;
(A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha-1.
(Safra 2013 - Experimento 2).
79
A1
A2
A3
B1
B2
B3
C1
C2
C3
D1
D2
D3
Figura 28. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 15 dias após terceira
aplicação (DA3AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato/fenoxaprop-p-ethyl; (B)
flumioxazin/fenoxaprop-p-ethyl;
(C)
oxadiazon/fenoxaprop-p-ethyl;
(D)
bentazon/fenoxaprop-p-ethyl; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha -1;
(A2, B2, C2 e D2) 0,8 milhão de plantas ha-1 ; (A3, B3, C3 e D3) 1,0 milhão de plantas ha -1.
(Safra 2013 - Experimento 2).
80
A1
A2
A3
B1
B2
B3
C1
C2
C3
D1
D2
D3
Figura 29. Controle de plantas daninhas na cultura da cebola aos 5 dias após a quarta
aplicação (DA4AP); Herbicidas: (A) ioxynil-octanoato; (B) flumioxazin; (C) oxadiazon;
(D) bentazon; Densidades: (A1, B1, C1 e D1) 0,6 milhão de plantas ha-1 ; (A2, B2, C2 e
D2) 0,8 milhão de plantas ha-1; (A3, B3, C3 e D3) 0,6 milhão de plantas ha -1. (Safra 2013
- Experimento 2).
81
450000
D1 = 600 mil plt/ha
D2 = 800 mil plt/ha
D3 = 1000 mil plt/ha
Número Bulbos Comerciais/ha
400000
350000
(A)
300000
250000
200000
150000
100000
50000
0
600000
Número Bulbos Comerciais/ha
D1 = 600 mil plt/ha
D2 = 800 mil plt/ha
D3 = 1000 mil plt/ha
500000
(B)
400000
300000
200000
100000
0
Figura 30. Número de bulbos comerciais (classe 3, 3c, 4 e 5) (A) e totais (classe 1, 2, 3, 3c, 4
e 5) (B) de cebola em densidades de 0,6, 0,8 e 1,0 milhão de plantas ha -1, de acordo
classificação CEAGESP (2001), em função da aplicação sequencial de herbicidas
latifolicida/graminicida*. Guarapuava/PR, 2014. Safra 2013. (Experimento 2)
82
6.4. CONCLUSÕES
O controle com uma única aplicação tardia aos 30/35 DATM dos herbicidas ioxyniloctanoato/ fenoxaprop-p-ethyl (250/110 g ha-1); flumioxazin/ fenoxaprop-p-ethyl (140/ 110 g
ha-1); oxadiazon (1000 g ha-1); bentazon/ fenoxaprop-p-ethyl (780/ 110 g ha-1) foi ineficiente
para o manejo satisfatório da infestação de plantas daninhas, independentemente da densidade
de plantas da cultura da cebola, assim como insuficiente para garantir a produção adequada de
bulbos comerciais e/ou totais de cebola na safra 2012.
O controle da infestação de plantas daninhas utilizando aplicação tardia e sequencial
de herbicidas latifolicidas na safra de 2013, mesmo sendo satisfatória para algumas espécies,
não proporcionou produção adequada de bulbos comerciais e/ou totais de cebola.
As maiores densidades de plantas da cultura da cebola podem limitar a eficiência de
herbicidas latifolicidas sobre plantas daninhas eudicotiledôneas, provavelmente pela
interceptação da calda de pulverização, e consequentemente, influenciando negativamente na
morte das plantas daninhas.
83
6.5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Disponível
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84
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Procedimentos para instalação, avaliação e análise de experimentos com herbicidas.
Londrina: SBCPD, 1995. 42p.
85
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com relação aos dados obtidos sobre os estudos de matointerferência, implantados em
agosto de 2012 e julho de 2013, a cultivar de cebola Crioula Mercosul transplantada na região
de Guarapuava/PR necessita de início precoce e um longo período de manejo de plantas
daninhas. De forma geral, constatou-se que o controle da infestação deverá ser iniciado entre
20 e 26 dias após o transplante das mudas (DATM), assim como a continuidade do manejo
deverá ser mantida efetiva até 55 ou 120 DATM, para que não ocorra redução da
produtividade de bulbos comerciais e totais.
O aumento da densidade de plantio da cebola Crioula Mercosul não foi caracterizado
como uma prática viável para a redução do período necessário de manejo de plantas daninhas,
visto que o período crítico de prevenção à interferência não foi influenciado por este fator.
Uma única aplicação tardia (30/35 DATM) dos herbicidas ioxynil-octanoato/
fenoxaprop-p-ethyl (250/110 g ha-1); flumioxazin/ fenoxaprop-p-ethyl (140/ 110 g ha-1);
oxadiazon/ fenoxaprop-p-ethyl (1000/ 110 g ha-1); bentazon/ fenoxaprop-p-ethyl (780/ 110 g
ha-1) não apresenta viabilidade no manejo da infestação de plantas daninhas e produtividade
de bulbos da cebola Crioula Mercosul, independentemente da densidade de plantas da cultura.
O controle da infestação de plantas daninhas através da aplicação tardia e sequencial
de herbicidas latifolicidas na safra de 2013, apesar de ter apresentado eficiência satisfatória
para algumas espécies, também não proporcionou a produção adequada de bulbos comerciais
e/ou totais de cebola. Esse resultado pode ter ocorrido em função do aumento das doses totais
de alguns herbicidas, constituindo maior fitointoxicação, mesmo com pouco efeito visual,
e/ou também, ter ocorrido a matointerferência inicial associada e a baixo nível de controle de
algumas espécies no decorrer do ciclo da cultura.
Apesar de ainda ser necessário novos estudos, foi constatado em ambas as safras que
as maiores densidades de plantas da cultura da cebola podem limitar a eficiência de herbicidas
latifolicidas sobre plantas daninhas eudicotiledôneas. Esse aspecto pode, provavelmente, estar
relacionado à característica do modo de ação dos herbicidas em consonância com a
interceptação da calda de pulverização pelas folhas da cultura, influenciando negativamente
na morte das plantas daninhas.
86
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