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O Estado do Maranhão - São Luís, 30 de agosto de 2015 - domingo
PF já apreendeu R$ 20 mil
em notas falsas no estado
Apreensões, que já renderam 38 inquéritos policiais, foram feitas em
operações nos últimos 18 meses em São Luís e em 158 municípios
Biné Morais
Leandro Santos
Da equipe de O Estado
Q
uase R$ 20 mil em dinheiro falso foram
apreendidos em um ano
e meio pela Polícia Federal no
Maranhão. As apreensões foram
feitas durante operações realizadas pelo órgão em São Luís e
também em cidades do interior
do estado, onde ocorreu a maioria das ocorrências.
As apreensões foram feitas
pela Superintendência da Polícia Federal em São Luís, que responde pelas atividades realizadas na capital maranhense e por
outros 158 municípios no estado. Nessa quantidade apreendida, não estão incluídos os casos
conduzidos pelas delegacias da
PF nas cidades de Caxias e Imperatriz, que são as responsáveis
pelo desenvolvimento das outras ações no estado.
Dados - Do montante apreendido pela Polícia Federal,
16.470,00 foi no ano passado,
contra R$ 2.141,00 este ano. Essas apreensões geraram 38 inquéritos policiais, sendo 29 no
ano passado e nove este ano,
que estão sendo remetidos para a Justiça. As cédulas preferidas pelos criminosos para a falsificação são as de R$ 20,00,
R$ 50,00 e R$ 100,00, uma vez
que com essas os bandidos obtêm mais lucros, caso eles consigam colocá-las em circulação
no comércio.
No ano passado, por exemplo, das notas apreendidas pela
PF 139 eram de R$ 100,00; 81 de
R$ 20,00; e 12 de R$ 50,00. Além
disso, também foi apreendida
uma nota de U$$ 100,00. Já este
ano, das cédulas apreendidas,
oito foram de R$ 100,00; oito de
R$ 20,00, e 21 de R$ 50,00.
De acordo com o delegado
da PF David Farias de Aragão,
chefe da Delegacia de Repressão
a Crimes Fazendários (Delefaz),
para falsificar as cédulas, os criminosos utilizam impressoras
usadas para copiar as cédulas
verdadeiras. Contudo, a farsa é
descoberta, uma vez que as notas têm diversos elementos de
segurança como marca d’água,
alto-relevo, sinais luminosos,
número de série e entre outros
que dificultam a falsificação das
cédulas.
“Com isso, os criminosos tentam enganar para obter alguma
vantagem. A fé pública é uma
das mais prejudicadas com a situação. Como se trata de um
prejuízo para a economia, o governo cada vez mais investe em
“
Delegado David Farias, da Polícia Federal, examina nota de R$ 100,00 falsa que foi apreendida
segurança para evitar essa situação”, pontuou o delegado.
Cuidados - As notas da segunda família do Real contam com
novos elementos gráficos e de
segurança, capazes de impor
obstáculos mais sólidos às tentativas de falsificação, além de
promover a acessibilidade aos
portadores de deficiência visual, oferecendo mais recursos para o reconhecimento das notas
por essa parcela da população.
A atualização do design do
Real se iniciou em 2010, com o
lançamento das notas de R$
100,00 e R$ 50,00. Em 2012 foi a
vez das cédulas de R$ 20,00 e R$
10,00 e, em 2013, a segunda família ficou mais completa, com
o lançamento das novas notas
de R$ 5,00 e R$ 2,00. As notas da
primeira família continuam valendo e podem ser usadas normalmente, pois aos poucos elas
são substituídas pelas versões
mais recentes.
O delegado recomenda que,
ao receber uma cédula, veja
sempre os principais elementos de segurança. Nas notas da
primeira família verifique a
marca d'água, a imagem latente e o registro coincidente. Verifique também o relevo.
Nas cédulas da segunda família do Real, nas notas de R$
2,00 e R$ 5,00, é importante verificar a marca d'água; o quebra-cabeça; número escondido; as microimpressões; o altorelevo; e os elementos fluorescentes. Já nas notas de R$ 10,00,
R$ 20,00, R$ 50,00 e R$ 100,00,
além desses itens de segurança, também surgem o número
que muda de cor e o fio de segurança.
A falsificação é crime previsto pelo artigo 289 do Código Penal, com pena prevista de três
a 12 anos de prisão. Quem tentar colocar uma cédula falsa em
circulação depois de tomar conhecimento de sua falsidade,
mesmo que a tenha recebido de
boa-fé, pode ser condenado a
uma pena de seis meses a dois
anos de detenção.
Números
R$ 16.470,00
em dinheiro falso foram apreendidos pela Polícia Federal no ano
passado, no Maranhão
R$ 2.141,00
em dinheiro falso foram apreendidos em operações da Polícia Federal
este ano no estado
Mulher é atacada
a golpes de facão
em Santa Rita
A vítima, identificada como Ivone, teria
pego uma quantia em dinheiro do
acusado, que se revoltou e a golpeou
Uma operação conjunta desenvolvida por policiais civis e militares no município de Santa
Rita (distante aproximadamente 80 km de São Luís) resultou
na prisão na sexta-feira, 28, de
um homem acusado de desferir golpes de facão em uma mulher na noite de quinta-feira, 27,
em um bar, no município.
De acordo com as investigações da polícia, o acusado identificado como Domingos do Espírito Santo Colins Licar, de 32
anos, por motivo banal golpeou
uma mulher identificada apenas como Ivone.
O crime contra a mulher
aconteceu quando Domingos
estava em um bar com um amigo no bairro Carema. Ivone
chegou logo em seguida, e os
três passaram consumir bebida alcoólica juntos. Ainda de
acordo com as informações do
registro do plantão de policia
do município, a filha do acusado teria chegado ao bar onde se
encontrava o pai (Domingos) e
teria lhe pedido dinheiro.
Na ocasião, Domingos deu à
filha uma quantia de R$ 50,00,
ficando com R$ 150,00, em um
dos bolsos. Ivone, que estava na
mesa, percebeu.
Logo após, segundo depoimento de testemunhas, a mulher deu um abraço em Domingos, subtraindo por descuido o
valor que ele tinha anteriormente colocado no bolso. O
acusado, revoltado, se armou
de um facão e pediu que a mulher devolvesse o valor subtraído, mas não foi atendido. Foi
então que Domingos desferiu
cinco golpes de facão em Ivone, sendo duas na cabeça e três
nas costa.
A vítima foi socorrida em estado grave e levada para o hospital municipal com quadro clínico que apresentava cuidados
por conta de profundos golpes
na cabeça. Domingos do Espírito Santo foi preso logo em seguida e encaminhado para a
delegacia.
Assassinato na Cohab
Com isso, os
criminosos
tentam enganar
para obter
alguma
vantagem. A fé
pública é uma
das mais
prejudicadas
com a situação.
Como se trata
de um prejuízo
grande para a
economia, o
governo cada
vez mais investe
em segurança
para evitar essa
situação”
Delegado David Farias de
Aragão, chefe da Delegacia de
Repressão a Crimes
Fazendários da Polícia Federal
Divulgação
No fim da manhã de ontem, foi registrado um homicídio na Feira da Cohab, em São Luís. De acordo com
testemunhas, dois homens armados teriam invadido
um estabelecimento comercial e matado uma pessoa
que se encontrava no local. Após o crime, os
bandidos fugiram sem ser identificados. O delito
chamou a atenção das pessoas que se aglomeraram
no local. Até o fechamento desta edição, os
criminosos ainda não tinham sido presos e a vítima
não havia sido identificada.
Geral
Juíza determina retirada
de invasores no Miritiua
Terreno invadido fica ao lado da sede do time do Sampaio Corrêa; cumprimento
de decisão da Justiça estadual deve ocorrer com a “urgência necessária”
De Jesus
A
juíza Ticiany Gedeon
Maciel Palácio determinou no fim da tarde
de sexta-feira, dia 28, a imediata reintegração de posse do terreno no Miritiua, ao lado do
Centro de Treinamento José
Carlos Macieira, sede esportiva do Sampaio Corrêa. A decisão foi favorável ao pedido de
liminar, com antecipação dos
efeitos de tutela, elaborada pela empresa Hispamix Brasil Investimentos LTDA.
Ainda segundo o documento, o cumprimento da decisão
tem como base os dispositivos
dos artigos 927 e 928 do Código de Processo Civil, deve ocorrer “com a urgência necessária”
e com o uso da força policial,
caso assim houver e com prioridade para a “parte da ocupação mais próxima do CT de trei-
Casebres e marcações na área invadida, que fica ao lado do Centro de Treinamento do Sampaio
namento”, já que, de acordo
com a magistrada, a ocupação
“está a impedir o desenvolvimento do trabalho do clube
causando prejuízos econômicos e sociais, com o impedimento, inclusive, do tratamento dos atletas com lesões que
precisam fazer uso do local para o seu restabelecimento”, cita
a decisão.
A decisão cita ainda que o
Saiba mais
Em cumprimento a outra decisão judicial, no dia 13 deste mês, a Polícia
Militar do Maranhão (PM) deflagrou uma operação para retirada dos
moradores do terreno do Miritiua. Inicialmente, a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP) informou - sobre a morte do integrante da invasão Fagner Santos - que o cabo da PM, Marcelo Monteiro dos Santos, disparou um tiro “contra um manifestante que,
infelizmente, veio a óbito”.
No dia 22 deste mês, conforme publicado na edição de O Estado e com
base em informações da Delegacia de Homicídios, foi informado que o
resultado do exame de comparação balística dos cabos Marcelo Monteiro e Janilson Silva dos Santos (também apontado por participação
no óbito do manifestante) deu negativo. Apesar do resultado, ainda
segundo a polícia, os dois policiais continuam como principais suspeitos do crime.
Estado deverá garantir a utilização do espaço, pelo clube,
“o mais rápido possível”. O
posicionamento da magistrada, com base no Processo nº
3547-93.2015.8.10.0058, somente foi tomado após inspeção judicial no local da invasão, realizada na tarde de
sexta-feira, dia 28, para melhor esclarecimento dos fatos.
Antes da inspeção, a própria
magistrada havia, no dia 25
deste mês, anulado de forma
temporária os efeitos de liminar de manutenção de posse,
determinando a manutenção
da ocupação.
Apesar da decisão, pessoas
ainda aproveitam para expandir as suas áreas de invasão
no terreno no Miritiua. O Estado esteve no local, há alguns dias, e constatou um
aumento no número de casas construídas na área. O
clima no local, apesar de
pouco mais de 17 dias após o
fato que vitimou um dos moradores da invasão, ainda é
considerado tenso.
Conforme a decisão da
magistrada e com base no depoimento do presidente do
Sampaio Corrêa, Sérgio Frota,
concedido na sexta-feira, 28, a
área total do terreno é de 20
hectares. Ainda segundo ele, da
área total e por cessão indireta,
pelo menos 6 hectares do terreno pertencem ao clube, com
contrato firmado em 2010.
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