1 ESCOLA ESTADUAL DOM CARLOS EDUARDO ENSINO FUNDAMENTAL PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO REALEZA 2008 2 INDICE PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO Apresentação ................................................................................................ Objetivos ....................................................................................................... Identificação ................................................................................................. Descrição Situacional .................................................................................... Fundamentação Teórica e Operacional ......................................................... Referências ................................................................................................... 03 03 04 05 08 19 ANEXOS PLANO DE AÇÃO DA ESCOLA ............................................................. 21 3 APRESENTAÇÃO Este Projeto Político Pedagógico tem como princípios garantir o direito de igualdade e de acesso ao conhecimento científico, proporcionando a formação global e integral do educando para que seja apto para interagir na sociedade, sendo agente modificador da sua realidade. Deve levar em consideração os propósitos, as perspectivas, os valores da escola e interesses concretos da nossa comunidade escolar e garantir a liberdade para construção de uma escola cidadã. Não deixando de avaliar todos os setores da escola para garantir o êxito do projeto. (Avaliação Emancipatória) Neste Projeto Político Pedagógico a Escola dá mais um passo na formação, organização e luta para a construção de um mundo melhor, baseado em estudo, garra e proposição. Nele significamos coletivamente a nós mesmos, professores, direção, equipe pedagógica, funcionários e alunos. Nossas práticas, bem como afirmamos e redefinimos identidades, aprendemos a nunca desistirmos dos sonhos e nunca perdermos a esperança, principalmente em períodos de crises educacionais, sociais e políticas. Este Projeto nos sinaliza que, devemos olhar criticamente para a função da escola que temos e a que sonhamos, de seu papel na luta para a transformação, refletir as condições de trabalho e a necessária construção coletiva da organização do trabalho educativo. É o local por excelência do aprendizado e da convivência humana entre sujeitos que estabelecem relações de horizontalidade e de igualdade. Pensamos o Projeto Político Pedagógico como norteador de um ensino aprendizagem voltado para a Escola Pública e como construtor de seres humanos transformadores de uma sociedade digna e cidadã. A elaboração do projeto aconteceu através de reuniões e debates coletivos, entre a comunidade escolar, pais, professores, alunos, equipe pedagógica, direção, funcionários e APMF. Foram utilizados recursos diversos como: grupo de estudos em vários momentos, preenchimento de questionários por parte de pais e alunos, para coleta de sugestões quanto ao processo ensinoaprendizagem. Houve uma participação significativa por parte de todos os envolvidos e muita preocupação no sentindo da responsabilidade na elaboração do Projeto, visando urgente modificação no ensino e, conseqüentemente, na educação. OBJETIVOS • Promover alterações necessárias no contexto escolar, conquistando um melhor espaço para a socialização, reflexão coletiva, que assegure o direito de aprender a decidir e agir. 4 • Garantir condições para o desenvolvimento das capacidades e aprendizagens dos conteúdos necessários, oferecendo instrumentos de compreensão da realidade, favorecendo a compreensão do aluno como centro do processo educativo, valorizando o saber. • Transformar a realidade atual pondo em prática seus conhecimentos sociais, culturais, políticos e éticos como meta real. IDENTIFICAÇÃO A Esc. Est. Dom Carlos Eduardo - Ensino Fundamental, Código 00013, está situada a Rua Sargento Ramiro da Silva, 3685, com sede própria tendo como estrutura física 8.015 m2 de área total e 2.523 m2 de área construída, localizada na zona urbana do município de Realeza, Código 2160 e mantida pelo Governo do Estado do Paraná, Código 02, ficando à aproximadamente 70 km de distância do Núcleo Regional de Educação de Francisco Beltrão, Código 12. Teve seu início de funcionamento em 27 de Fevereiro de 1965 com a autorização da Campanha Nacional de Educandários Gratuítos. Em 24 de Setembro de 1965, pelo Decreto nº 19.544, passou a pertencer a rede estadual de ensino, com a denominação de Ginásio Estadual de Realeza. Em 11 de Dezembro de 1978, pelo Decreto 5.967, passou a denominar-se Escola Estadual Dom Carlos Eduardo - Ensino de 1º Grau em homenagem a Dom Carlos Eduardo Sabóia de Mello, famoso personagem da vida social e religiosa do Sudoeste paranaense e primeiro Bispo da Diocese de Palmas a qual pertencemos. Seu reconhecimento de curso deu-se pela resolução nº 242/82 em 12.02.1982. Hoje é denominada Escola Estadual Dom Carlos Eduardo - Ensino Fundamental conforme resolução nº 3.120/98 de 11.09.1998. Regimento Escolar aprovado sob Parecer nº 154/2000 de 06/12/2000 e pelo Ato Administrativo nº 256/2000. Oferta curso na modalidade de ensino fundamental de 5ª a 8ª série com 24 turmas distribuídas em 2 turnos, matutino e vespertino, perfazendo um total de 677 alunos, 13 funcionários e 32 professores, 02 professores pedagogos, 01 diretora, 01 Sala de Recurso e 02 Salas de Apoio, 12 salas de aula, ala administrativa com 9 salas e 2 banheiros, 24 banheiros para alunos no saguão, cozinha, biblioteca, sala de vídeo, laboratório de ciências, ginásio de esportes coberto com sala de materiais e 2 banheiros, 3 quadras de esportes abertas e um campo de futebol. Todos os espaços acima descritos serão otimizados. A população atendida é heterogênea, sendo do centro da cidade, periferia e zona rural apresentando característica sócio-econômica média/baixa, prevalecendo a classe pobre. A maioria dos nossos educandos são filhos de domésticas, trabalhadores rurais, operários de pequenas indústrias e desempregados. Estas características são importantes para conhecer a realidade dos nossos alunos e encaminhar as atividades pedagógicas tendo como base a prática social. 5 DESCRIÇÃO SITUACIONAL A construção do Projeto Pedagógico desta escola envolve a participação coletiva de toda a comunidade escolar, na discussão, na argumentação e na escrita da identidade da mesma, norteada pela Lei nº 9.394/96 - Diretrizes e Bases da Educação Nacional para o Ensino Fundamental e Deliberação 014/99 do Conselho Estadual de Educação. No momento atual a sociedade precisa de seres humanos pensantes que usam a inteligência visando a construção de um mundo menos corrupto, menos agressivo onde a vida passe a ser regida pela dignidade, sensibilidade e respeito mútuo. De acordo com a socialização, os cidadãos(ãs) com sua capacidade de transformar a realidade atual deverão ser capazes de intervir criticamente no meio em que vivem, pondo em prática seus conhecimentos sociais, culturais, políticos e éticos tendo como meta uma real transformação e valorização social. Destaca-se a necessidade de adaptação das instalações físicas para atender alunos com necessidades educacionais especiais, bem como um refeitório para atendimento à alimentação dos alunos durante o recreio. Há funcionamento normal nas salas de aula, setor administrativo, banheiros, ginásio de esportes e pátio de recreação. Apesar da reforma pela qual a escola está sendo beneficiada, ainda há algumas dependências como o ginásio de esportes com sério problema de infiltração de água impedindo o uso do mesmo em dias chuvosos, portanto evidencia-se a necessidade de verbas para reforma deste e pavimentação do pátio, estas devem ser provenientes do estado. Destaca-se ainda a necessidade de uma sala específica para a hora-atividade dos professores, bem como, há urgência de uma reforma na cozinha da escola, visto que a mesma encontra-se em condições precárias. O estabelecimento de ensino necessita de adaptações e melhorias em determinadas repartições físicas, bem como no trabalho pedagógico, visando garantir mais qualidade no ensino. A falta de uma sala para o almoxarifado está causando transtornos nas demais salas da ala administrativa. A nossa escola possui salas de aula com boa ventilação e iluminação satisfatória, quantidade suficiente de banheiros, biblioteca com acervo bibliográfico insuficiente, laboratório de ciências com deficiência de instrumentos e materiais de trabalho. Possui recursos didáticos diversificados: TVs, vídeos, computadores, aparelhos de som, DVDs, data show. Em relação ao pedagógico, sentimos dificuldades em efetuar um trabalho eficiente devido às múltiplas situações que enfrentamos: alunos sem pré-requisitos para as 5 as séries, exemplo, sem domínio de leitura, escrita e cálculos; sem limites disciplinares; carência afetiva; gravíssimas dificuldades financeiras e estruturais, desinteresses familiares; falta de perspectiva de vida. Nossos professores são profissionais especializados, com graduação e pós-graduação, são pessoas comprometidas e preocupadas com a qualidade do ensino aprendizagem. Apesar das enormes dificuldades em trabalhar com esses alunos, estamos convictos que fazemos o 6 melhor possível. A nossa sociedade, em linhas gerais, não foge da realidade brasileira, apresentando-se bastante desigual, com problemas financeiros, desajustes, desemprego, falta de segurança pública. Refletindo em especial, em nossos adolescentes, a desesperança e a falta de perspectiva de um futuro melhor. Com relação a escola, a sociedade se mostra participativa, tanto nos debates como em decisões a serem tomadas para melhoria da qualidade de ensino, prestando serviços valiosos a comunidade escolar. Os alunos representantes de turma são escolhidos de forma democrática pelos colegas e professores regentes através de eleição. Os mesmos representam a turma em reuniões, conselho de classe e também são colaboradores diretos entre colegas, professores e equipe pedagógica. Ao avaliarmos o Projeto Político Pedagógico, percebemos que ocorreram avanços em conhecimento teórico por parte dos professores, funcionários, direção e equipe pedagógica, advindos da necessidade de leituras científicas que sinalizaram caminhos para entender a verdadeira função do PPP e a construção do mesmo. Avaliamos positivamente a participação e colaboração dos pais e alunos, com suas sugestões, idéias, críticas comprometendo-se a trabalhar de forma coletiva, acreditando na possibilidade de transformação social. O mesmo é flexível, sujeito a modificações em momentos em que houver necessidade. A avaliação escolar é realizada através de reuniões, envolvendo todos os setores da escola, alunos, professores, funcionários, equipe pedagógica, equipe administrativa e APMF, com o objetivo de avaliar os trabalhos da escola. Partindo desta realidade propomos metas para melhorar a qualidade do ensino-aprendizagem. Diante desta situação, apresentamos alto índice de reprovação. No ano de 2005 os resultados foram preocupantes: • Nas 5as séries de 223 alunos, 188 foram aprovados e 35 foram reprovados; • Nas 6 as séries de 200 alunos, 159 aprovados e 41 foram reprovados; • Nas 7 as séries de 159 alunos, 123 aprovados e 36 foram reprovados; • Nas 8 as séries de 118 alunos, 110 aprovados e 8 foram reprovados. No ano de 2005 não houve casos de evasão, pois na medida em que aconteciam, a escola solicitava auxílio dos pais dos alunos, do Conselho Escolar e Conselho Tutelar, para traçar metas na busca de soluções. Na parte administrativa e de serviços gerais é urgente à formação continuada dos profissionais da área, bem como dos professores e equipe pedagógica. A escola oportuniza trabalhos com projetos integrados nos quais há participação coletiva de todos os professores, funcionários, equipe pedagógica, direção e alunos. Estabelece-se um dia por mês, no primeiro horário onde todos param para participar da leitura. Os textos são preparados pelos professores de cada disciplina. As passeatas culturais e sociais são realizadas pelas ruas da cidade, bosques e 7 caminhódromo, com temas definidos (pela paz, qualidade de vida, meio ambiente, protestos, violência e drogas). As viagens de estudos são realizadas de acordo com o conteúdo trabalhado (todas as séries), locais como: museus, laboratórios de anatomia e zoologia, Jardim Botânico, litoral e serras. Concursos de poesias com produções feitas pelos alunos e declamações em horário cultural. As atividades esportivas e artísticas acontecem através de jogos inter-séries, caminhadas, xadrez, danças folclóricas, teatros, pinturas de painéis, palestras informativas (saúde, sexualidade, cidadania). Exposição e simpósios de trabalhos produzidos em sala de aula: painéis, produções escritas, cartazes, faixas decorativas, painel fotográfico fixando temas estudados. Feiras culturais envolvendo todas as disciplinas através de maquetes, inventos de máquinas, planetários (sala de astronomia), preservação do meio ambiente (labirinto), matemática com representações de desenhos geométricos em jogos de espelhos e outros. Quanto à APMF e Conselho Escolar existe colaboração dos mesmos com relação ao trabalho pedagógico, em reuniões, sugestões de trabalho e acompanhamento de trabalho escolar. O Conselho de Classe funciona em três etapas: 1) Pré-Conselho: trabalho realizado pela equipe pedagógica em sala de aula, juntamente com os alunos; Os alunos avaliam o trabalho de cada disciplina e cada professor através de um diálogo entre os mesmos e a equipe pedagógica que em seguida registra as respostas obtidas sobre o relacionamento do trabalho do professor x aluno, aluno x professor e ensinoaprendizagem em fichas específicas; Nesta mesma os alunos apresentam propostas de mudanças para a turma, ressaltando pontos positivos e negativos das mesmas. 2) Conselho: Com base nas fichas obtidas no Pré-Conselho pelos alunos, faz-se a leitura das mesmas e em seguida ocorre um debate entre os participantes do Conselho (professores, equipe pedagógica, direção, funcionários) de modo a tomar decisões e novos encaminhamentos para o próximo período. 3) Pós-Conselho: Na primeira fase do pós-conselho a equipe pedagógica realiza um novo trabalho em cada turma de comunicar aos alunos as propostas elaboradas com base do PréConselho e no Conselho; Após esta fase ocorrem reuniões em pequenos grupos com os alunos que apresentam maiores problemas de aprendizagem e indisciplina. Finalmente os pais são chamados para trabalhar em conjunto com a escola para obter melhores resultados. A formação continuada dos professores e funcionários acontece quando convocados pela SEED (encontros locais e regionais; seminários). A Hora Atividade funciona no estabelecimento de ensino conforme horário estabelecido pela escola, onde os professores realizam atividades de sala de aula, programação de visitas de estudo, atendimento aos pais e troca de experiências. Há acompanhamento da equipe pedagógica com sugestões de atividades e discussões sobre assuntos contemporâneos, verificação e acompanhamento da aprendizagem, no sentido de auxiliar os professores quanto a metodologias 8 do trabalho. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E OPERACIONAL A comunidade escolar como um todo está sentindo a necessidade de promover alterações profundas no processo de formação humana a qual deverá ser aberta aos envolvidos no processo educacional, social e democrático, onde o cidadão seja participativo, criativo, crítico e responsável, sujeito histórico, capaz de reinventar a autonomia do ser humano na construção da democracia e justiça social. Diante disso, pretendemos a educação como parte de um processo de desenvolvimento, que não se esgote só na aprendizagem cognitiva e instrumental, mas que envolva as aprendizagens sociais tão necessárias quanto as primeiras, tendo como objetivo dar condições para que o educando desenvolva suas capacidades intelectuais, assim promoveremos atividades como: − passeatas culturais e sociais; − palestras; − projeto Educação e Cidadania; − viagens de estudos; − hora de leitura coletiva na escola (temas direcionados a cada disciplina) − salas temáticas de modo a dar suporte as disciplinas, com materiais necessários a cada uma, onde são os estudantes que trocarão de sala de acordo com o horário de cada aula; − participação da escola na Olimpíada Brasileira de Matemática e Astronomia. É preciso que tenhamos uma escola de qualidade, que assegure o direito ao desenvolvimento da capacidade de pensar, indagar, de duvidar, de experimentar hipóteses de ação e de aprender a decidir e agir. “A escola é uma instituição cujo papel consiste na socialização e no saber sistematizado. (SAVIANE, 1992, p. 22). A escola deve estar comprometida tanto na teoria como na prática, atendendo aos interesses e anseios coletivos sobre problemas da educação. Queremos resgatar o valor da Escola Pública, como uma escola de qualidade feita para todos, independente das diferenças sócio-econômicas étnicas e culturais. Para isso faremos uma reflexão com pais e professores, através de palestras com profissionais experientes em educação e/ou em outras áreas. A garantia da escola pública para todos significa dar acesso àqueles que a ela se reportam. A cultura escolar deve permitir que os educandos tenham um transcurso contínuo e progressivo com apresentação de resultados efetivos de aprendizagem. A atenção à diversidade deve ser o eixo norteador da inclusão educacional. Portanto, garantir o acesso e permanência na escola, com uso de tecnologias avançadas utilizando metodologias diversificadas, envolvendo a comunidade escolar. Oportunizar aulas de reforço, de treinamento esportivo, abrir a escola nos 9 finais de semana para o desenvolvimento de atividades diferenciadas, evitando a evasão e a desistência. A educação deve fazer parte do conhecimento global, entre família, escola e sociedade, partindo do cotidiano (senso comum) para o conhecimento científico, respeitando as etnias, religiões, costumes locais e regionais. Para isso é imprescindível a permanência do aluno na escola, atendendo com eficiência as diversidades. Todo o processo de educação escolar, por ser intencional e sistemático implica a elaboração e realização de um programa de experiências pedagógicas a serem vivenciadas em sala de aula e na escola. Para isso as metodologias serão diversificadas e atuais. Entendemos currículo escolar como elemento constitutivo da organização dos conteúdos elaborados, sendo uma construção social do conhecimento. É a síntese dos elementos culturais e espirituais (refere-se aos conhecimentos, aos saberes, às instituições, as vivências artísticas, pode ser cotidiano ou elaborado) que compõe uma proposta política educativa pensada e impulsionada por diversos grupos sociais, onde o educando tem a oportunidade de tomar parte do processo de conhecimento. É também um conjunto de experiências organizadas pela escola, onde a mesma se responsabiliza e disponibiliza aos alunos, com o objetivo que os mesmos dominem os conhecimentos historicamente produzidos. Constitui-se na matéria prima do trabalho docente. O currículo possui flexibilidade e abertura, uma vez que os temas podem ser priorizados e contextualizados de acordo com as diferentes realidades. A organização curricular é composta por disciplinas que se complementam e serão reforçadas com os projetos definidos pelo coletivo da escola. O ato de conhecimento, além de psicológico, é basicamente histórico e social. A atividade cognitiva é uma atividade de sujeitos concretos socialmente constituídos na e pela atividade prática. O conhecimento é a compreensão inteligível da realidade que o sujeito humano adquire através de sua confrontação com essa mesma realidade, deve ser um modo de existir e de ver o mundo por parte de cada cidadão. O mesmo só será significativo se incorporado pela compreensão, exercitação e utilização criativa. “O conhecimento tem que ser tal que o sujeito se transforme, e com isto seja capaz de transformar a realidade. O mesmo só tem sentido quando possibilita o compreender, o usufruir ou o transformar a realidade”. (VASCONCELLOS, 1999, p. 34) O conhecimento científico propicia um comprometimento envolvendo a participação crítica do educando, para que se torne um ser atuante na sociedade e no meio em que vive, que este conhecimento adquirido venha a dar suporte a sua realização pessoal, profissional e social tendo a percepção que é um entre muitos e para tanto precisa relacionar-se de forma harmoniosa com os outros seres. Sendo assim a escola partirá das práticas sociais e priorizará os conhecimentos científicos. A formação básica constitui referência realimentadora de todo o processo formativo. Precisamos criar condições que garantam para todos o desenvolvimento de capacidades e aprendizagem de conteúdos necessários, a vida em sociedade, oferecendo instrumento de 10 compreensão da realidade também favorecendo a participação do aluno como centro do processo educativo em relações sociais e políticas diversificadas, cada vez mais amplas oportunizando o conhecimento de mundo, promovendo os valores da liberdade, da autonomia moral, intelectual, social, religiosa e econômica, as quais se tornarão competências necessárias para uma vida de qualidade com cidadania. A medida básica a ser considerada é um processo de construção de conhecimentos, valorizando o saber, o conhecimento como essencial acesso permanente na dimensão da qualificação dos docentes e discentes, no enfrentamento, na formação cultural e humana para os desafios da vida contemporânea. “O povo precisa da escola para ter acesso ao saber erudito, ao saber sistematizado e em conseqüência, para expressar de forma elaborada os conteúdos da cultura popular que correspondem aos seus interesses” (SAVIANE, 1992, p. 84). É preciso garantir um avanço na formação intelectual, para toda a comunidade escola, partindo da valorização do conhecimento não sistematizado em conhecimento sistematizado, para que entenda a sociedade e seja agente transformador da mesma. Por meio do intercâmbio do saber constrói-se o conhecimento mútuo. Proporcionaremos momentos de discussão e estudos que envolvam todos os segmentos da escola. É necessário que os educadores, bem como funcionários, APMF e representantes de turmas tenham acesso permanente aos novos conhecimentos nas diferentes áreas (Plano de Formação Continuada). Que haja garantia e espaço para que todos na escola passem a narrar suas experiências e suas trajetórias quanto à prática pedagógica. Para que isso aconteça a escola incentivará a participação em cursos oferecidos pela SEED, município, estudos de textos durante a hora atividade. Diante desta realidade a mesma propõe dias para: • Planejamentos; conselhos de classe, conforme calendário. • Troca de experiências, entre professores, equipe pedagógica, direção e funcionários, em momentos oportunizados pela hora atividade. • Grupos de estudo, mensal, para professores(as) e demais funcionários durante o período letivo. • Grupo de estudos para pedagogos, quinzenais. • Hora atividade. • Cursos de capacitação e aperfeiçoamento: promovidos ou não pela mantenedora (eventos). Diferenciar sem discriminar exige construir uma democracia que permita não só as manifestações plurais, mas que possibilite e garanta os meios para seu desenvolvimento, fazendo que a diversidade não equivale a desigualdade. Agir com responsabilidade como seres humanos críticos imbuídos de uma ética e vontade de agir em prol da justiça, da solidariedade e de um espírito de coletividade. Para que isso aconteça, agiremos com responsabilidade, com consciência de que as diferenças são importantes. Utilizaremos para tanto, recursos como: vídeos, textos abordando temas atuais sobre a discriminação, palestras e diálogo constante entre os envolvidos 11 com a escola. A proposta de educação inclusiva aplica-se a todos e não apenas aos alunos com necessidades especiais, com isso, almeja-se a construção de uma sociedade comprometida com as minorias que valorizem a diversidade humana, capaz de reconhecer as diferenças e promover a aprendizagem. A educação especial é uma modalidade da educação escolar que assegura um conjunto de recursos, apoios e serviços educacionais especiais, organizados para apoiar, complementar, suplementar e em alguns casos substituir os serviços educacionais comuns de modo a garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos que apresentam necessidades educacionais especiais, sempre que necessário faremos as adaptações curriculares e desenvolveremos metodologias e dinâmicas que propicie a inclusão de todos sem prejuízo à aprendizagem. A Educação Especial refere-se às crianças e adolescentes cujas necessidades decorrem de suas dificuldades para aprender. Essas dificuldades educacionais especiais são definidas pelos problemas de desenvolvimento da aprendizagem apresentadas pelo aluno, em caráter temporário ou permanente bem como pelos recursos e apoios que a escola poderá proporcionar, objetivando a remoção das barreiras para a aprendizagem, e compreendem: I – Dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades curriculares; II – Condutas típicas de síndromes, quadros psicológicos e neurológicos, buscando melhorar essa realidade. A escola ofertará serviços e apoios especializados visando ao atendimento de alunos com dificuldades educacionais especiais nas áreas das deficiências em aprendizagens, condutas típicas de quadros neurológicos e psicológicos. Compreende: - Sala de recursos. - Sala de apoio. A coordenação pedagógica dará o apoio necessário para o bom funcionamento destes recursos pedagógicos. Avaliar um aluno com dificuldades é criar a base de como incluí-lo dentro do círculo da aprendizagem, o diagnóstico permite a decisão de direcionar ou redirecionar aquilo ou aquele que está precisando de ajuda. A avaliação para identificação das necessidades educacionais especiais é realizada no contexto escolar contando com a participação do professor e da equipe técnico-pedagógica da escola, de modo processual e contínuo com o objetivo de avaliar os conhecimentos prévios, as de aquisição da aprendizagem. Esse processo avaliativo ajuda o professor a investigar e acompanhar o desenvolvimento tanto do processo de ensino quanto de aprendizagem, refletindo sobre sua prática pedagógica e reformulando-a quando necessário. Os conteúdos são meios para que os alunos desenvolvam as capacidades que lhes permitam produzir bens culturais, sociais e econômicos e deles usufruir. Conforme a LDB em seu 12 Art. 32 Incisos I a IV temos que no Ensino Fundamental, desenvolver a capacidade de aprender a partir do domínio da leitura, da escrita e do cálculo; A compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores, sobre os quais se baseia a sociedade; O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem objetiva a aquisição de conhecimentos, habilidades e a formação de atitudes e valores; o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se acenta a vida social. Entendemos que o conhecimento deve ser construído pelo sujeito na sua relação com os outros e com o mundo. Compreendendo também que o conteúdo que o professor apresenta precisa ser trabalhado, refletido, reelaborado pelo aluno para se constituir em conhecimento dele. Deverão ser selecionados de maneira a possibilitar os conhecimentos imprescindíveis para propiciar aos alunos a compreensão das condições para uma vida plena. Organizar de forma dinâmica os conteúdos significativos, compreendendo a liberdade de pensamento, capacidade argumentativa, o gosto e o reconhecimento da importância de compreensão do mundo, propiciando ferramentas teóricas e práticas, interpretando e lendo a realidade, mostrando a necessidade de participar dos movimentos sociais e políticos. Para garantir a seleção dos conteúdos necessários será observado as DCE´s, o PCC e os Planos de Trabalho Docentes que serão acompanhados pela equipe pedagógica da escola. Cabe ao educador mediar, despertar e acompanhar o interesse dos educandos pelo conhecimento, ajudando-o a tomar consciência das necessidades postas pelo social, colaborando na articulação e discernimento delas como objeto de conhecimento, necessitando ter presente a importância dos conteúdos, objetivos, critérios, instrumentos e metodologias. A Metodologia é concebida como um conjunto de métodos e técnicas de aprendizagem. É um instrumental teórico-prático que permite o conhecimento o mais real possível e a prática mais segura e clara, possibilitando assim o saber e o fazer a um só tempo e encarados como uma realidade total, assumindo um caráter político que lhe é inerente. A metodologia deve ser voltada na construção do conhecimento dos alunos em relação ao objeto de estudo. A participação, a pesquisa, as experiências, o diálogo, e a observação devem superar a aquisição mecânica do conhecimento. O professor deve recorrer a materiais diversificados, que fazem o aluno sentir-se inserido no mundo a sua volta. Problematizar a realidade, resultando assim um desafio a inteligência de professores e alunos, decorrendo dela um processo de busca de soluções, que envolvam desde consulta de livros didáticos, manuseio de dados bastante simples até a testagem de hipóteses e elaboração de sínteses. A metodologia deve ser acompanhada de muito preparo, pesquisa e tempo, para que as dinâmicas sejam ricas e criativas bem como os conteúdos atualizados. Permitir, vivenciar e valorizar as manifestações populares, despertando interesse pela leitura e pesquisa com objetivo de desenvolver a autonomia intelectual, bem como a participação coletiva nos processos de estudo, trabalho e gestão da escola, num sentido de representação e participação efetiva de todos compreendendo as relações de interdependência entre as culturas sem qualificar nenhuma como superior. Para isso serão organizados exposições de trabalhos dos alunos, simpósios, palestras, danças, jogos e músicas. 13 O uso da informática possibilita a interação e a produção de conhecimento no espaço e no tempo, possibilitando diferentes formas de comunicação produzindo ou recebendo informações, criando ambientes de aprendizagem que fazem surgir novas formas de pensar e aprender. É necessário portanto uma cuidadosa reflexão por parte de todos que compõem a comunidade escolar, para que a tecnologia possa de fato contribuir para a formação de indivíduos, competentes, críticos, conscientes e preparados para a realidade em que vivem. O uso de tecnologias na escola está vinculado a uma concepção de ser humano e mundo de educação e seu papel na sociedade moderna. Dentro da informática, queremos favorecer a aprendizagem cooperativa, permitindo a colaboração e a interação entre alunos no processo de construção do conhecimento, em virtude da possibilidade de compartilhar dados pesquisados, hipóteses conceituais, explicações formuladas, textos produzidos utilizando um mesmo programa ou via rede (Internet, Correio Eletrônico). Para isso utilizaremos o Laboratório do Paraná Digital. A avaliação de aprendizagem ou conhecimento é uma situação do aprender como ação consciente, reflexiva e crítica que se destina à promoção do aluno oferecendo-lhe condições de pensar, de se ver, de optar e auto realizar-se. É um processo participativo, auto reflexivo, crítico e emancipador bem como versátil, diagnóstico, contínua e coerente com o processo de ensino aprendizagem. “Uma avaliação contínua e cumulativa significa o acompanhamento da construção do conhecimento em sua evolução e complementariedade, exigindo alterações qualitativas nas formas de registro e tomadas de decisão sobre aprovação” (HOFFMAN, 2004, p. 73) A avaliação deve ser instrumento para o conhecimento da realidade escolar, buscando compreender as causas dos problemas de aprendizagem e a busca de soluções oferecendo subsídios para as ações do educador. A sua eficácia depende da clareza do diagnóstico e a mudança de atitudes de professores e alunos para a solução dos problemas detectados, garantindo o respeito às diferenças culturais, pois elas se manifestam de forma individual, coletiva, bem como a cultura regional e local. Os instrumentos de avaliação devem também contemplar as justificativas orais, uma vez que estas revelam aspectos que muitas vezes não ficam evidentes nas avaliações escritas. É consenso que para avaliar esse aluno, fruto das crescentes transformações que ocorrem no mundo incorporem-se outros métodos para avaliar a bagagem que ele vai agregando no decorrer da caminhada. A avaliação, na nossa escola, será contínua, permanente e cumulativa com a finalidade de acompanhar e aperfeiçoar o processo de aprendizagem dos alunos, bem como diagnosticar seus resultados e atribuir-lhes valor expresso em notas de 0 (zero) a 10 (dez). A nota do trimestre será resultante da somatória dos valores atribuídos em cada instrumento de avaliação, sendo valores cumulativos em várias aferições, em seqüência e ordenação de conteúdos, considerando as especificidades de cada disciplina. O rendimento mínimo exigido para aprovação será trimestral com média 6,0 (seis vírgula 14 zero) por disciplina. Instrumentos e técnicas de avaliação que serão utilizadas pela escola: • testes de aproveitamento; • trabalhos de criação individual e/ou em grupo; • pesquisas; • debates e entrevistas; • auto avaliação com critérios estabelecidos; • tarefas específicas; • observações espontâneas e/ou dirigidas, observando a capacidade crítica e de elaboração pessoal de cada aluno; • hetero avaliação havendo contudo a necessidade de uma comunicação clara, concisa e objetiva na orientação dos trabalhos escolares; • Decisões coletivas; • Relatórios avaliativos; • Observação compartilhada – diálogo. • A resultado da aprendizagem será comunicada aos pais através de reuniões, boletins, visitas, bilhetes informativos, telefonemas. Plano de avaliação interna e sistemática de 5ª a 8ª séries. A avaliação escolar é considerada um instrumento de estímulo e promoção da aprendizagem, colocada a serviço do avanço com qualidade do processo de escolarização, deve incidir, sobre a escola aplicando-se ao rendimento dos alunos, ao desempenho dos professores, do corpo técnico dos funcionários, às condições de sua organização e funcionamento, às relações entre a escola e comunidade. Avaliação Institucional: “processo que busca avaliar a instituição de forma global, ou seja, contemplando os vários elementos que a constituem em função da sua finalidade. Através de instrumentos que permitam a manifestação das suas características próprias (identidade), e que também a localizem dentro da globalidade do sistema, sem deixar de articular identidade e globalidade com o contexto social.” (Caderno de Apoio – Avaliação Institucional da Educação Básica no Paraná – Processo de AutoAvaliação escola, p. 3, SEED, 2003/2006) A Avaliação Institucional é flexível, portanto, reformulada quando necessário, para que esteja sempre atualizada, será realizada através de reuniões internas, questionamentos, estabelecendo o perfil da escola, sendo uma forma qualitativa servindo de parâmetro para resolução de problemas, identificando as necessidades de inovações, tendo a coletiva participação dos Professores, Direção, Equipe Pedagógica, Conselho Escolar, APMF, alunos, e funcionários, os quais farão um acompanhamento e avaliação do desenvolvimento da Proposta Pedagógica, através de ação e decisão compartilhada. O Projeto Político Pedagógico é entendido e avaliado por nós, professores, equipe pedagógica, direção, funcionários e comunidade escolar, como uma reflexão do nosso cotidiano, conseqüência de uma ação intencional com compromisso definido coletivamente, na busca de delinear a própria identidade, pois construí-lo, executá-lo e avaliá-lo é tarefa de toda a comunidade 15 escolar. Será avaliado durante a execução do mesmo e no final do ano letivo ou semestre, em reuniões coletivas envolvendo todos os setores da escola, através de releitura, reflexão das ações ocorridas durante o ano, indicando pontos positivos ou negativos do trabalho pedagógico. A hora atividade é um momento de estudo individual e/ou coletivo, visando a formação continuada, troca de experiências e planejamento das aulas objetivando resultados produtivos para o ensino aprendizagem. A hora atividade de nossa escola procurará respeitar o calendário estabelecido pela SEED. Estaremos oferecendo apoio pedagógico aos professores sempre que possível, disponibilizando textos para leitura e formação continuada. O Conselho de Classe é um instrumento de transformação da cultura escolar sobre avaliação. Como órgão colegiado é de natureza consultiva em assuntos didático-pedagógicos, com atuação escrita e restrita a cada turma do estabelecimento de Ensino. É o momento e o espaço de uma avaliação diagnóstica da ação pedagógica-educativa da escola, bem como forma de controle da realização da Proposta Pedagógica, é inserido no processo como etapa dinamizadora do mesmo, sendo uma avaliação coletiva do trabalho pedagógico para tomada de decisões relativas aos encaminhamentos necessários tendo em vista os resultados obtidos e a superação dos problemas diagnosticados. Trata-se de uma discussão aberta onde o poder do professor é compartilhado com os colegas, direção, equipe pedagógica, funcionários, alunos e demais participantes do conselho, estabelecendo critérios comuns com vista a uma unidade de procedimentos visando uma melhoria contínua do ensino aprendizagem. O Conselho de Classe funcionará em três etapas, conforme descrito no marco situacional, e dentro do possível buscaremos novos procedimentos. Os estudos de recuperação para os casos de baixo rendimento serão paralelos ao período letivo conforme Art. 24, inciso V, alínea “e”, da Lei 9394/96, objetivando sempre a incorporação dos conhecimentos. Os estudos paralelos de recuperação consistem em momentos planejados e articulados ao andamento dos estudos no cotidiano da sala de aula. Propondo aos alunos permanentemente gradativos desafios e tarefas articuladas e complementares às etapas anteriores, visando sempre o maior entendimento e a maior riqueza dos seus argumentos. O trabalho pedagógico em relação à recuperação paralela será organizado para o coletivo, mas a partir de múltiplos indicadores individuais. O professor fará retomada do conteúdo de maneira diferenciada e aprofundada; Promoverá debates entre os alunos para verificar onde apresentam ainda maiores dificuldades; Atividades em grupos: escritas, jogos e oralidade; Atividades individuais: trabalhos extra-classe e atividades escritas, sendo que todas essas atividades serão avaliadas. A escola informará a comunidade sobre as inovações ocorridas, promovendo contínua interação entre a comunidade escolar, através de reuniões periódicas, com os pais em grandes e pequenos grupos, boletins informativos trimestrais, convocação aos pais e demais informações através de bilhetes. 16 A comunidade escolar é compreendida como o conjunto dos profissionais da educação atuantes no estabelecimento de ensino, alunos devidamente matriculados e freqüentando regularmente, pais/responsáveis pelos alunos. Ao(A) Diretor(a) compete a responsabilidade máxima em relação a preservação do caráter educativo da instituição escolar. Tem a função específica de dirigir um projeto educativo politicamente comprometido com a transformação social da escola e da comunidade. Para tanto, exige a capacidade de saber ouvir, alinhavar idéias, questionar, interferir, traduzir posições e sintetizar uma política de ação com o propósito de coordenar efetivamente o processo educativo. Cabe também ao(a) diretor(a) destinar de forma adequada os recursos vindos tanto da esfera Federal como Estadual de acordo com as normas já estabelecidas pelos mesmos. O mesmo será eleito pela comunidade escolar obedecendo as normas pré-estabelecidas pela SEED. Na escola, a construção da democracia busca novas relações internas (família, política/social, aluno/professor) onde há interferência da linguagem culta e dos meios de comunicação e a vivência social. Assim se propõe objetivos, ações e suas formas de provimento. O(a) Pedagogo(a) é aquele(a) que possibilita o acesso à cultura, organizando o processo de formação cultural. É o que domina sistemática e intencionalmente as formas de organização dos processos (procedimentos, formas e métodos) de formação cultural que se dá no interior da escola. Professor(a) Pedagogo(a) tem como função atuar num trabalho reflexivo, coletivo, permanente, que exige participação, construção, superação e diálogo. Cabe ao(a) pedagogo(a) ser capaz de estabelecer a relação entre a filosofia e o senso comum (entre o pensamento dos especialistas e de todos os leigos), fazer do seu trabalho um fórum permanente de debate e avaliação do sentido do processo educacional que se desenvolve, bem como fomentar a organização de espaços na escola, para o debate, para organizar o trabalho pedagógico, propostas, projetos, planejamentos, definindo em conjunto horários, a rotina, metodologias, reuniões específicas, o currículo, avaliação e relação com a comunidade. Tarifismo e substituições de professores não é função do professor pedagogo. A Associação de Pais Mestres e Funcionários (APMF) é uma organização de caráter privado, tem grande importância na contribuição para a melhoria da qualidade de ensino. É escolhida e eleita em assembléia organizada pela Direção da escola, com toda a comunidade escolar, professores, pais, funcionários e alunos. Seu objetivo é colaborar na assistência ao educando, no aprimoramento do ensino e na integração família, escola, comunidade. Atuará participando das reuniões administrativas e pedagógicas quando solicitados pela escola, para juntos discutir e decidir assuntos relacionados ao ensino aprendizagem, bem como sobre o andamento geral da escola. O Grêmio Estudantil tem por finalidade colaborar, congregar o corpo discente da escola defendendo os interesses individuais e coletivos dos alunos. Promovendo a cooperação entre professores, funcionários e alunos no que diz respeito ao trabalho escolar buscando sempre seu aprimoramento. O(A) representante de turma de alunos é escolhido em eleição pelos colegas da turma 17 sendo coordenados pelo professor regente da mesma, conforme normas pré-estabelecidas pela escola e Conselho Escolar. Sua função é ser um elo de ligação entre a turma, professor, Direção e Equipe Pedagógica visando melhorar as atividades escolares e o ensino-aprendizagem O Conselho Escolar é um órgão colegiado de natureza deliberativa, consultiva e fiscal, que tem como principal atribuição o acompanhamento do projeto pedagógico a ser desenvolvido pela escola. É um fórum permanente de debates, de articulação entre os vários setores da escola, tendo em vista o atendimento das necessidades comuns e os encaminhamentos necessários a solução de problemas administrativos-pedagógicos que possam interferir no funcionamento da mesma. As ações desenvolvidas pelo Conselho Escolar serão direcionadas na aprovação e acompanhamento do Projeto Político Pedagógico do Estabelecimento. O calendário escolar é um sistema elaborado para recensear de modo racional os dias, as semanas, os meses de início e encerramento das atividades letivas, bem como as horas de trabalho estabelecidas pelo órgão competente para o cumprimento das 800 (oitocentas) horas letivas. REFERÊNCIAS CADERNO DE DEBATES. A escola como território de luta. APP Sindicato. HOFFMAN, Jussara. Avaliar para promover. Ed. 6ª, p. 73. Mediação, 2004. MELLO, Guiomar Namo de. Educação e Supervisão – O trabalho coletivo na escola. LDB, 9394/96. Normas, Critérios e Resoluções Estaduais. SAVIANI, Dermeval. Educação: do senso comum a consciência filosófica. Ed. Cortez, 10ª ed, 1991. Pedagogia Histórico Crítica. Cortez, 3ª ed., p. 84, 1992. VASCONCELLOS, Celso. Construção do Conhecimento. Ed. 8ª, p. 34, 1999. CADERNO DE APOIO. Avaliação Institucional da Educação Básica no Paraná. Processo de Auto-Avaliação escola. SEED, p. 3, 2003/2006 18 PLANO DE AÇÃO DA ESCOLA A escola proporcionará aos educando atividades diferenciadas durante o ano letivo, visando um melhor aprofundamento dos conteúdos, onde o conhecimento seja incorporado de forma mais eficiente, bem como proporcionar a todos os alunos, oportunidade de conhecimento, quais, só serão possíveis quando ofertados pela escola. Atividades a serem realizadas: • Feiras culturais a cada dois anos (referência em 2007); • Exposições de trabalhos dos alunos e simpósios; • Atividades esportivas e culturais; • Concurso de poesias a cada dois anos (referência em 2008); • Viagens de estudo; • Passeatas culturais e sociais; • Hora de leitura coletiva na escola (temas direcionados a cada disciplina); • Palestras (informativas e complementares aos conteúdos); • Comemorações: Páscoa, Natal, Dia dos Pais, Dia das Mães; • Projeto Educação e Cidadania (para alunos carentes); • Salas temáticas (de modo a dar suporte às disciplinas com os materiais necessários a cada uma, onde são os estudantes que trocarão de sala de acordo com o horário de cada aula. Aulas ministradas em sistema de rodízio); • Integração através do esporte, com treinamentos de voleibol e basquetebol, futebol, clube de xadrez; • Laboratório de: Informática, onde os computadores são utilizados na prática por todos os alunos e professores de todas as disciplinas; • Laboratório de Ciências, montado e equipado para a prática de atividades relacionadas à disciplina; • Escola aberta a comunidade em finais de semana para proporcionar a integração entre as famílias dos estudantes e a escola onde os professores regentes desenvolverão atividades de lazer como jogos, brincadeiras, palestras e outros; • Projeto Família na Escola: coordenado pelos professores regentes envolvendo atividades diversas com alunos e pais em período noturno, com seções cinema (temas atuais e educativos) acompanhados de lanche (pipoca); • Dança e ginástica – proporcionado aos alunos pela professora de Educação Física Beatriz Tazoniero através de atividades já determinadas em projeto, durante as horas-atividades no espaço de sua academia de ginástica; • Ginástica Laboral – desenvolvido duas vezes por semana com atividades de alongamento, no horário das 7:15h às 7:30h, para professores, alunos e comunidade escolar; • Participação da escola: nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática e Astronomia. 19 PROPOSTA PEDAGÓGICA 20 ARTES INTRODUÇÃO: O ensino de artes deve levar em consideração, os valores artísticos, estéticos e contextualizados. Pretende-se que os alunos possam criar formas singulares de pensamento, aprender e expandir suas potencialidades criativas. Nossos alunos são de classe heterogênea, a maioria com dificuldade na aprendizagem, sendo moradores do centro da cidade, periferia e zona rural com características sócio-econômicas média/baixa, prevalecendo a classe pobre. São filhos de: domésticas, trabalhadores rurais, operários de pequenas indústrias e desempregados. A educação inclusiva será aplicada a todos e não apenas aos alunos com necessidades especiais almejando-se a construção de uma sociedade comprometida com as minorias. A cultura afro-brasileira na disciplina de Artes, busca valorizar a cultura do povo negro na perspectiva de elevar a auto-estima e compreensão de todas as etnias, na esperança de afirmação de uma sociedade multi-cultural e pluriética. Através da Educação Fiscal, poderão ser informados os mecanismos de constituição do estado, quais tornarão os cidadãos cientes da importância da sua contribuição, fazendo com que o pagamento de tributos, seja entendido e visto como instrumento para o bem comum, sensibilizando os educandos para a função social dos tributos. Os conteúdos deverão ser inseridos nas atividades de ensino- aprendizagem como um valor a ser incorporado. Os mesmos serão pesquisados através de jornais, revistas, Internet e outros textos complementares. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA: Artes, tem que ser vista como área de conhecimento e não meramente um meio para o destaque de dons inatos. O ensino da arte tem o objetivo de se preocupar com o desenvolvimento do sujeito frente a uma sociedade construída historicamente e em constante transformação. Criar é transformar e nesse processo o sujeito também recria. Arte, é criação e manifestação do poder criador do homem, por meio de suas criações, o 21 sujeito amplia e enriquece a realidade tornando-se capaz de refletir, de interpretar, e de se posicionar diante do objeto de estudo. Na educação, o ensino de Arte amplia o repertório cultural do aluno a partir dos conhecimentos estético, artístico e contextualizado, aproximando-o do universo cultural da humanidade nas suas diversas representações. Nessa proposta, pretende-se que os alunos possam criar formas singulares de pensamentos, aprender e expandir suas potencialidades criativas. O Conhecimento Estético: está relacionado à apreensão do objeto artístico em seus aspectos sensíveis e cognitivos. •O Conhecimento Artístico: está relacionado com o fazer e o processo criativo. Considera-se desde o imaginário, a elaboração e a formalização do objeto artístico até o contato com o público. •O Conhecimento Contextualizado: envolve o contexto histórico (político, econômico e sociocultural) dos objetos artísticos e contribui para a compreensão de seus conteúdos explícitos e implícitos, possibilitando um aprofundamento na investigação desse objeto. Em arte, a prática pedagógica contemplará as artes visuais; a dança , a música e o teatro; tendo uma organização semelhante entre os níveis e modalidades da Educação Básica adotado com referência as relações estabelecidas entre a arte e a sociedade. Do ponto de vista antropológico é possível considerar que toda produção artística e cultural é um modo pelo qual os sujeitos entendem e marcam a sua existência no mundo. Para o Ensino Fundamental as formas de relação da arte com a sociedade serão tratadas numa dimensão ampliada, enfatizando a associação da arte com a cultura e da arte com a linguagem. OBJETIVOS GERAIS: -Desenvolver o sentido social do aluno, apreciação dos produtos de expressão e de tecnologia, de outras civilizações como manifestações diferentes a que está habituada. -Favorecer o desenvolvimento da percepção da observação, da imaginação e da sensibilidade do aluno, valorizando aspectos históricos e culturais em que 22 estão inseridos. -Perceber a arte em sua globalidade, onde o cognitivo, o sensível , o perceptível e o reflexivo atuam e interagem com as mesmas propriedades , possibilitando assim o desenvolvimento de um leitor de mundo mais critico e eficiente em seus posicionamentos, um novo agente de produção cultural. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: A disciplina de arte no Ensino Fundamental contempla: artes visuais, dança, música e teatro e os conteúdos estruturantes selecionados por essa disciplina vem constituir a base para a prática pedagógica. Tais conteúdos, como basilares na organização da disciplina de Arte, não podem ser vistos como elementos limitadores ou segmentados, pois todos eles: elementos contextualizadores apresentam uma unidade interdependente, além de permitir uma correspondência entre as linguagens. De cada um dos conteúdos estruturantes pode-se destacar os seguintes aspectos a serem observados nas artes visuais, na dança, na música e no teatro. Elementos Básicos das Linguagens Artísticas Esse conteúdo estruturante estará presente em todas as linguagens artísticas, desdobrando-se em conteúdo específicos em cada uma delas. O conhecimento dos elementos básicos das linguagens, tomados pelo professor com conteúdos de arte, permitirá ao aluno a leitura e a interpretação das produções/manifestações, a elaboração de trabalhos artísticos e o estabelecimento de relações entre esses conhecimentos e o seu dia a dia. 5ª SÉRIE Conteúdos Estruturantes: •Conteúdos Específicos. Elementos Básicos da Linguagem das Artes Visuais - Produções/manifestações artísticas: 23 •Arte indígena – pintura corporal, cultura afro, tinturas naturais; •Ponto; •Linha – posição, traço, forma (limitação do espaço visual – bi-tridimensional, compreendendo ponto, linha, figura e fundo, semelhanças, contrastes e simetria); •Plano – dimensão; •Textura – concreta (orgânica); •Gráfica (geométrica); •Obras de arte (leitura); •Cores – luz, pigmento, cores primárias/secundárias, cores quentes/frias; •Recorte e colagem; •Quadriculado; •Leitura e releitura de imagens; •Luz e sombra; •Descrição de imagens (objetiva e subjetiva); •Dimensões; •Volume; •Profundidade; •Simetria e assimetria; •Proporções; Elementos básicos da linguagem da dança e movimento: •Arte indígena – pintura corporal, cultura afro; Elementos básicos da linguagem da música - Produções/manifestações artísticas: •Ritmo; Elementos Básicos da linguagem do teatro - Produções/manifestações artísticas: •Teatro de sombras; •Iniciação ao teatro – expressão corporal; •Máscaras – expressões fisionômicas; 24 Elementos contextualizadores: •Pré-história; •Idade Antiga (Egito); •Antiguidade Clássica: Grécia, Roma, Arte Bizantina. 6ª SÉRIE Conteúdos Estruturantes: •Conteúdos Específicos. Elementos Básicos da Linguagem das Artes Visuais - Produções/manifestações artísticas: •Cultura afro: tecelagem. •Formas (livres, geométricas); •Módulos (ritmo, posição, ordem, decoração, origame); •Disco cromático: harmonia, cores primárias, secundárias e terciárias, quentes e frias; •Escala cromática (policromia, monocromia, isocromia); •Recorte e colagem; •Obras de arte (leitura); •Times de futebol (hinos, ilustrações, logomarcas, designers); •Barroco; •Rococó; Elementos básicos da linguagem da dança e movimento: •Folclore – danças; Elementos básicos da linguagem da música - Produções/manifestações artísticas: •Intensidade e altura do som (graves/agudos, duração/densidade); •Folclore – músicas; Elementos contextualizadores: •Idade Antiga (Egito); 25 •Idade Média (Arte Romântica, vitrais, Arte Gótica, Mosaicos); •Idade Moderna (Renascimento – pintura, arquitetura e escultura); •Cultura afro: arte no Brasil Colonial (escravos); •Folclore – lendas. •Pieter Bruegel – ditos populares. 7ª SÉRIE Conteúdos Estruturantes: •Conteúdos Específicos. Elementos Básicos da Linguagem das Artes Visuais - Produções/manifestações artísticas: •Artes – visuais; •Desenho (figurativo, geométrico, abstrato); •Ponto; •Traço; •Linha (organização do espaço – centralizado/lateral); •Desenho de observação e de memória; •Papel decorativo; •Século XX (Abstracionismo sensível/informal – geométrico/formal); •Leitura de imagens (recursos expressivos – elementos básicos: linha, cor, volume, superfície); •Cultura Afro – estamparia; •Recursos compositivos (elementos secundários: ritmo, equilíbrio, profundidade); •Elementos vivenciais: templo (história), espaço (tema e motivo); •Histórias em quadrinhos; •Gravuras (xilogravura, litogravura, buril, talho doce); •Tramas e texturas; •Mídia; •Gingle; •Artistas Brasileiros: leitura de imagens; 26 Elementos básicos da linguagem da dança e movimento: •Festas populares nacionais: danças; Elementos básicos da linguagem da música - Produções/manifestações artísticas: •Ópera; •Festas populares nacionais: músicas; •Música - intensidade e altura do som (graves/agudos) – MPB, samba, sertanejo; •Artes - musicais; Elementos Básicos da linguagem do teatro - Produções/manifestações artísticas: •Gêneros (drama, comédia, tragédia); •Artes – cênicas. Elementos contextualizadores: •Idade Contemporânea (Romantismo – 1850, Realismo, Impressionismo - 1874); •Iluminismo; •O que é a arte (alfabetização estética); 8ª SÉRIE Conteúdos Estruturantes: •Conteúdos Específicos. Elementos Básicos da Linguagem das Artes Visuais - Produções/manifestações artísticas: •Estilos: nas artes; •Cultura Afro – escultura em argila; •Estética: natural e digital; •Natureza: morta/viva; •Fractais; •Texturas; •Forma e contorno; •Origame arquitetônico; 27 •Esculturas em papel; •Ciclos da Arte e da Vida; •Cores; •Semiologia; •Pesanka (ovos decorados); •Artes Gráficas; •Artistas Brasileiros e Paranaenses; •Arte Objeto; •Fotografia; •Composição (simetria e assimetria). Elementos básicos da linguagem da música - Produções/manifestações artísticas: •Estilos: na música; Elementos Básicos da linguagem do teatro - Produções/manifestações artísticas: •Artes populares: rua, palco, circo; Elementos contextualizadores: •Século XX (Futuralismo, Cubismo, Concretismo, Grafismo, Dadaísmo, Surrealismo); •Semana da Arte Moderna; •Cultura Oriental; METODOLOGIA: No ensino de Artes o enfoque cultural deve apresentar-se ao aluno como um espaço no qual se reflete e se discute a realidade, sendo a prática social o ponto de partida para as problematizações. Deve propiciar aos alunos leitura sobre os signos existentes, na cultura de massa para se discutir de que formas a industria cultural interfere e censura as produções/manifestações culturais com as quais os sujeitos identificam-se. O ensino desta disciplina tem como princípio a compreensão da arte como linguagem. Sendo, o estudo da geração, da organização e da interpretação de 28 signos verbais e não verbais. Ela é uma área de conhecimento que interage nas diferentes instâncias intelectuais, culturais, políticas e econômicas, pois os sujeitos são construções histórias que influem e são influenciados, pelo pensar, fazer e fruir a arte. Deve tomar uma dimensão de aprofundamento na exploração das linguagem artísticas, no relacionamento dos conceitos, e elementos comuns presentes nas diversas manifestações culturais. O professor poderá explicitar através das manifestações/produções artísticas, elementos que identificam determinadas sociedades e de que forma se deu artisticamente a estilização de seus pensamentos e ações. As quatro linguagens artísticas tem um desenvolvimento histórico diferenciado e ingressa na escola em momentos diferentes. São artes visuais, dança, música e teatro. Nas artes visuais será explorado as visualidades em forma bidimensional, tridimensional e virtual. Na dança o principal elemento básico a ser estudado é o movimento, uma vez que reflete esteticamente a realidade vivida, através do improviso e composição com os alunos abordando questões a cerca das relações entre o movimento e os conceitos a respeito do corpo e da dança. Na linguagem musical, a que se priorizar a escuta consciente dos sons percebidos. Na linguagem teatral poderão ser explorados as possibilidades de improvisação e composição no teatro com as personagens, com o espaço da cena e com o desenvolvimento de temáticas que partam tanto de textos literários ou dramáticos clássicos, quanto de narrativas orais e cotidianas. Os saberes específicos em Arte objetivam viabilizar a integração desses, as manifestações e produções artístico-culturais, entendendo os alunos como sujeitos que constroem e são construídos historicamente, entendendo-se como parte de um sistema formador/transformador da cultura e da sociedade. CRITÉRIOS DA AVALIAÇÃO: A avaliação em arte deverá levar em conta as relações estabelecidas pelo aluno entre os conhecimentos de arte e sua realidade, evidenciadas tanto no processo quanto na produção e coletiva desenvolvidas a partir dos saberes. É 29 preciso que o professor tenha conhecimento da linguagem artística em questão, bem como da relação entre o criador e o que foi criado, busca propiciar aprendizagens socialmente significativas para o aluno. A sistematização da avaliação se dará, na observação e registro dos caminhos percorridos acompanhando os pelo aluno avanços em e seu processo dificuldades de aprendizagem, percebidos em suas criações/produções. A avaliação exige acima de tudo, que se defina aonde se quer chegar, que se estabeleçam os critérios, para em seguida escolherem seus procedimentos, inclusive aqueles referentes a seleção dos instrumentos que serão utilizados no processo de ensino e de aprendizagem. RECUPERAÇÃO PARALELA: O professor fará a retomada de conteúdo de maneira diferenciada e aprofundada. Promoverá debates entre alunos, atividades em grupos, escrita, jogos e oralidade, atividades individuais e trabalho extra-classe avaliando o crescimento do aluno. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: •Diretrizes Curriculares do Ensino Fundamental da SEED, 2006; •Lei de Diretrizes e Bases 9394/96. •Projeto Político Pedagógico da Escola; 30 PROPOSTA PEDAGÓGICA CIÊNCIAS INTRODUÇÃO: Ao se pensar em ciência como construção humana, falível e intencional, numa perspectiva histórica, é fundamental considerar a evolução do pensamento do ser humano, pois é a partir dele que a história da ciência se constrói. O ensino de ciências, na atualidade, tem o desafio de oportunizar a todos os alunos, por meio dos conteúdos, noções e conceitos que propiciam uma leitura crítica de fatos e fenômenos relacionados a vida, a diversidade cultural, social e da produção científica. Nesta perspectiva, a disciplina de ciências favorecerá a compreensão das inter-relações e transformações manifestadas no meio (local, regional, global), bem como, instigará reflexões e a busca de soluções a respeito das tensões contemporâneas, como por exemplo, a preservação do meio ambiente x necessidades oriundas da produção industrial, a ética x produção científica. 31 A ciência tem como princípio a compreensão de conceitos científicos, associados a energia, matéria, transformação, espaço, expansão, tempo, equilíbrio e vida para a construção dos conhecimentos que lhe permitem compreender o mundo e atuar como indivíduo ativo, crítico, responsável, solidário e capaz de posicionar-se frente às situações de seu tempo. A nossa proposta atenderá alunos de classe heterogênea, na sua maioria que apresentam grandes problemas de aprendizagem, são provenientes do centro da cidade, periferia e zona rural, apresentando características sócioeconômicas mantendo-se em torno de, até um salário mínimo. A inclusão deverá adaptar-se as particularidades de todos os alunos, não deixando ninguém fora do sistema escolar, é indispensável que os professores da disciplina aprendam a conhecer e respeitar ritmos e estilos de aprendizagem variados e a utilizar estratégias diferenciadas de ensino e avaliação, em função das limitações apresentadas por alguns alunos. A cultura afro brasileira e africana busca valorizar devidamente a história e cultura do povo negro na perspectiva de elevar a auto-estima e a compreensão de todas as etnias. Através da Educação Fiscal, poderão ser informados os mecanismos de constituição do estado, quais tornarão os cidadãos cientes da importância da sua contribuição, fazendo com que o pagamento de tributos, seja entendido e visto como instrumento para o bem comum, sensibilizando os educandos para a função social dos tributos. Os conteúdos deverão ser inseridos nas atividades de ensino- aprendizagem como um valor a ser incorporado. Os mesmos serão pesquisados através de jornais, revistas, Internet e outros textos complementares. O currículo de Ciências no Ensino Fundamental é formado por um conjunto de ciências que se somam historicamente numa mesma disciplina escolar para compreender os fenômenos naturais nessa etapa da escolarização. Os conhecimentos físicos, químicos e biológicos são contemplados na disciplina com vistas à compreensão das diferenças e inter-relações entre essas ciências de referência que compõem a área de ciências, ditas naturais, no processo pedagógico. 32 De forma geral, os fenômenos naturais são tratados na disciplina sob os seguintes focos: - conhecimentos físicos – a partir dos conhecimentos científicos em relação aos diversos fenômenos naturais e biológicos, com abordagem de conteúdos como: movimento, som, luz, eletricidade, magnetismo, calor e ondas, entre outros; - conhecimentos químicos – contemplas as noções e conceitos científicos sobre materiais e substâncias, sua constituição, propriedades e transformações, necessárias para compreender os processos básicos da Química; - conhecimentos biológicos – orientam progressivamente na interpretação e compreensão dos processos biológicos e contribuem para o entendimento dos ambientes da manutenção da vida. As ciências de referência orientam a definição dos conteúdos significativos na formação dos alunos porque oportunizam o estudo da vida, do ambiente, co corpo humano, do universo, da tecnologia, da matéria e da energia, e outros. Também fornecem subsídios para a compreensão crítica e histórica do mundo natural (conteúdos da ciência), do mundo construído (tecnologia) e da prática social (sociedade). Os Conteúdos Estruturantes propostos nestas diretrizes são entendidos como saberes fundamentais, capazes de organizar teoricamente os campos de estudo da disciplina, essenciais para compreender seu objeto de estudo e suas áreas afins. São conteúdos estruturantes da disciplina de Ciências para o Ensino Fundamental: - Corpo humano e saúde; - Ambiente; - Matéria e energia; e - Tecnologia. Esses conteúdos estruturantes foram definidos tendo em vista as relações entre os campos de estudo, tradicionalmente tratados ao longo do ensino de Ciências, e a sua relevância no processo de escolarização atual. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA: A ciência está presente desde que o homem começou a se interessar pelos 33 fenômenos à sua volta, isto a aproximadamente 10.000 anos. A descoberta do fogo foi o marco da história da humanidade, a partir daí, o homem assumiu outras condutas frente a seu meio, tornando-se um observador mais atento da natureza como: a observação do céu e os ciclos vitais dos animais, plantas como o objetivo de tirar proveito para sua subsistência, com isso, aperfeiçoaram suas técnicas para fabricar novos instrumentos, aprenderam a armazenar o excesso de suas produções, desenvolveram noções de cálculo para a construção de novos espaços para armazenamento de produção e criaram calendários a partir dos movimentos celestes. Enfim, formularam crenças e valores, ponto de partida para o aparecimento de uma ciência racional, a filosofia. A ciência é uma construção humana, tem suas aplicações, é falível, intencional e está diretamente relacionada com o avanço da tecnologia e com as relações sociais. Um dos momentos da história da ciência foi o período do iluminismo que além da filosofia é um movimento artístico literário e político. A ciência torna-se, então, cada vez mais independente das religiões, com isso, o pensamento científico adquire importância considerável no resgate do conhecimento. A disciplina de ciências foi inserida no currículo a partir da reforma Francisco Campos, através do Decreto 19.890/31, com isso o Estado passou a organizar o Sistema de Educação Nacional, propondo o ensino de ciências físicas e naturais. Os conteúdos programáticos propostos para a disciplina englobavam o estudo do ar e da terra. A lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 4.024/61 ampliou o espaço da disciplina de Ciências Físicas e Naturais que passou a ser denominada Iniciação a Ciência, estendendo a sua obrigatoriedade, a disciplina tinha função de preparar o cidadão para pensar lógica e criticamente tomar decisões com base em informações e dados. O Currículo Básico para a escola pública do Estado do Paraná foi implantado no início dos anos 90 e propôs a integração dos conteúdos a partir de três eixos norteadores: noções de astronomia, transformação e interação da Matéria, energia e saúde: melhoria da qualidade de vida. Nesta perspectiva, o currículo de ciências permitirá aos alunos estabelecer relações entre o mundo 34 natural (conteúdo da ciência), o mundo construído pelo homem (tecnologia) e seu cotidiano (sociedade). Mesmo com o avanço pedagógico em articular os conteúdos em eixos norteadores e apresentá-los em todas as séries do Ensino Fundamental, a proposta ficou limitada, uma vez que na sua implementação não apresentou subsídios teórico-metodológico suficientes para o trabalho com esses conteúdos de forma aticulada. O ensino de Ciências no Currículo Básico, perdeu força, como documento orientador da disciplina, principalmente a partir da promulgação da Lei nº 9.394/96 que estabeleceu as Diretrizes e Bases para a Educação Nacional. A partir de 1996, mediante políticas públicas federais, o ensino de Ciências teve seu objeto de estudo redirecionado e o esvaziamento de seus conteúdos clássicos, tendo em vista a publicação e ampla distribuição dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental – Ciências Naturais (PCNs) e Temas Transversais, hoje denominados de Temas Sociais contemporâneos, na prática, os professores de Ciências assumiram muitos desses temas em detrimento dos conteúdos específicos historicamente constituídos. A forma instrumental com que a tecnologia foi tratada, nos PCNs – Ciências Naturais, deixou de analisar seus aspectos sociais, políticos e econômicos. A questão ambiental foi tratada numa concepção científica, desconsiderando seus fundamentos sociais, econômicos, políticos e ideológicos, bem como houve o esvaziamento da concepção da ciência como histórica e suas relações com a sociedade. Ao analisar a educação e o currículo de Ciências, em cada momento histórico, percebeu-se que o seu desenvolvimento seguiu uma trajetória de acordo com os interesses políticos, econômicos e sociais de cada período, determinando assim, a mudança de foco do processo de ensino e de aprendizagem, escola e educação, contribuindo para a formação, em diferentes épocas, de novos cientistas, de cidadãos pensando lógica e criticamente, de mãode-obra qualificada para o mercado de trabalho e, de cidadãos críticos, participativos e transformadores. A partir de 2003, iniciou-se um novo período na história da educação paranaense. Isso se deve ao processo de reformulação da política educacional do 35 Estado. Além de instituir o currículo escolar como eixo fundante da escola, essa proposta busca suscitar no professor a reflexão sobre a própria prática, fomentando a formação continuada de forma a oportunizar a todos os professores a fundamentação teórico-prática essencial ao desempenho das suas funções. OBJETIVO GERAL Refletir, contextualizar e articular os conteúdos específicos propiciando uma análise crítica sobre a relação entre a ciência, a tecnologia e a sociedade, considerando os aspectos sociais, políticos econômicos e éticos. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: •Corpo Humano e Saúde; •Ambiente; •Matéria e Energia; •Tecnologia. 5ª SÉRIE CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: CORPO HUMANO E SAÚDE – AMBIENTE – MATÉRIA E ENERGIA – TECNOLOGIA: •Inter-relações entre os seres vivos e o ambiente: •População: taxas, densidade demográfica e fatores que influenciam; •Comunidade: transferência de matéria e energia (ciclos biogeoquímicos, telas e cadeias alimentares); •Fotossíntese: importância do processo de produção e armazenamento de energia química (glicose); •Seres vivos – Seres vivos; •Seres vivos – ambiente; •Biosfera e nicho ecológico; •Divisões da Biosfera: biociclos terrestres, marinho e de água doce; •Telas e cadeias alimentares: produtores, consumidores e decompositores; •Solo no ecossistema: •Tecnologia utilizada para preparar o solo para o cultivo; •Composição do solo; •Agentes de transformação do solo: água, ar, seres vivos; •Utilidades do solo; •Adubação: orgânica e inorgânica; •Processos que contribuem para o empobrecimento do solo; •Combate a erosão: tipos de erosão; •Mata ciliar; 36 •Contaminação e poluição do solo: prevenção, tratamento, agentes...; •Condições para manter a fertilidade do solo; •Saneamento básico; •Doenças relacionadas a falta de saneamento básico; •Camadas da terra •Água no ecossistema: •Estados Físicos da água; Mudanças de estado físico da água; •Forças de atração e repulsão entre as partículas da água; •Pressão e temperatura; •Densidade; •Pressão exercida pelos líquidos; •Água como recurso energético. •Composição da água; •Potencial de hidrogênio (Ph); •Salinidade; •Água como solvente universal; •Ciclo da água; •Disponibilidade da água na natureza; •Água e os seres vivos; •Contaminação da água: doenças – preservação e tratamento Equilíbrio Ecológico. •Ar no ecossistema: •Existência do ar; •Ausência do ar; •Atmosfera: camadas; •Propriedades: compressibilidade, expansão, exercer pressão; •Movimentos do ar: formação e tipos dos ventos, brisa terrestre e marítima, velocidade e direção dos ventos. •Pressão atmosférica: aparelhos, umidade; •Meteorologia e previsão do tempo; •Ar como recurso energético; •Tecnologia aeroespacial e aeronáutica (instrumentos construídos para estudar os astros); •Composição do ar: oxigênio (H2) e gás carbônico (CO2) – fotossíntese, respiração e combustão; •Outros elementos presentes no ar; •Gases nobres: suas proprieda-des e aplicações. •O ar e os seres vivos; •Contaminação: doenças causadas por bactérias e vírus, prevenção e tratamento; •Poluição do ar: agentes causadores, medidas para diminuir a poluição e suas causas e conseqüências. •Segurança no trânsito: •Prevenção de acidentes. •Astronomia e Astronáutica: •Sol: fonte de luz e calor; 37 •Movimento da Terra e suas conseqüências; •Inclinação do eixo da Terra em relação no plano da órbita; •Sistema Solar: posição da Terra e dos demais planetas; •A Lua como satélite natural da Terra. 6ª SÉRIE CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: CORPO HUMANO E SAÚDE – AMBIENTE – MATÉRIA E ENERGIA – TECNOLOGIA: •Biodiversidade – características básicas dos seres. •Temperatura; •Calor; •Diferenças entre os conceitos de calor e temperatura; •Equilíbrio térmico; •Isolamento térmico; •Metabolismo – transformação da matéria e da energia: fotossíntese, respiração, fermentação, decomposição, combustão. •Características básicas que diferenciam os seres vivos dos não-vivos; •Adaptações e controle da temperatura corporal nos organismos; •Níveis de organização dos seres vivos – Organização celular: •Equipamentos para observação e descrição de célula; •Conceitos básicos: colóides, osmose, difusão, substâncias orgânicas e inorgânicas. •Aspectos morfo-fisiológicos básicos das células; •Células animais e vegetais; •Aspectos morfo-fisiológicos básicos dos tecidos animais e vegetais; •Conceitos básicos: biosfera, ecossistema, comunidade, população, indivíduo; •Biodiversidade – classificação e adaptação morfo-fisiológicas: •Capacidade; •Fototropismo; •Geotropismo; •Movimento e locomoção: referencial, impulso, velocidade e aceleração. •Osmose; •Absorção; •Fotossíntese; •Respiração; •Transpiração; •Gutação; •Fermentação; •Decomposição; •Modos de agrupar os seres vivos; •Critérios de classificação; •Cinco reinos dos seres vivos; •Biosfera: adaptações dos seres vivos nos ambientes terrestres e aquáticos; •Biotecnologia da utilização industrial de microorganismos e vegetais;; •Vegetais: raiz, caule, folha, flor, fruto e semente; 38 •Vegetais: reprodução e hereditariedade – polinização, fecundação, formação do fruto e semente, disseminação; •Animais: digestão, respiração, circulação, coordenação, relação com o ambiente, reprodução e hereditariedade. •Doenças, infecção, intoxicações e defesas do organismo: •Diagnóstico: exames clínicos por imagens; •Tratamento radioterapia; •Intoxicações por agentes físicos: elementos radioativos, pilhas, baterias, dentre outros. •Imunização artificial: soros, vacinas, medicamentos; •Diagnóstico: exames clínicos; •Tratamento: quimioterapia; •Intoxicações por agentes químicos: agrotóxicos, inseticidas e metais pesados, dentre outros. •Doenças causadas por animais: parasitoses, zoonoses e verminoses; •Doenças causadas por microrganismos: parasitoses, infecções bacterianas, viroses, protozooses e micoses; •Intoxicações causadas por plantas tóxicas. •Diagnósticos: exames clínicos; •Prevenção e tratamento: alopatia, homeopatia, fitoterapia, dentre outros; •Efeitos das intoxicações causadas por agentes físicos e químicos no organismo; •Sistema imunológico: imunidade, barreira mecânica, glóbulos brancos (fagocitose), anticorpos. •Segurança no trânsito: •Prevenção de acidentes. 7ª SÉRIE CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: CORPO HUMANO E SAÚDE – AMBIENTE – MATÉRIA E ENERGIA – TECNOLOGIA: •Segurança no trânsito: •Teor alcoólico das bebidas e suas conseqüências no trânsito; •Acidentes de trânsito relacionados ao uso de drogas; •Tempo de reação e reflexão comparado entre um organismo que não ingeriu drogas e um embriagado; •Prevenção de acidentes; •Efeitos do álcool e outras drogas no organismo. •Corpo humano como um todo integrado: •Organização celular: - Aspectos morfo-fisiológicos das células, divisão celular (mitose – células somáticas) – câncer, (meiose – gamatgênese) – anomalias cromossômicas; - Conceitos básicos: sistemas, órgãos, tecidos, células, organelas, moléculas, átomos. •Sistema digestório: 39 •Disfunções do sistema digestório: prevenção; •Aspectos preventivos da obesidade, da anorexia e da bulimia, dentre outros; •Nutrição: necessidades nutricionais, hábitos alimentares; •Alimentos diet e light; •Ação química da digestão: transformação dos alimentos, aproveitamento dos nutrientes; •Reações químicas; •Transformação energética; •Eliminação de resíduos; •Ação mecânica da digestão: mastigação, deglutição, movimentos peristálticos; •Efeitos das intoxicações causadas por agentes e físicos e químicos no organismo; •Sistema cardiovascular: •Disfunções do sistema cardiovascular: prevenção; •Aspectos preventivos do Acidente Vascular Cerebral (ACV), do enfarte, da hipertensão e da arteriosclerose, dentre outros; Sistema respiratório; •Defesa do organismo; •Doação de sangue e órgãos e suas tecnologias; •Transporte de nutrientes; •Pressão arterial; •Inspiração e expiração; •Emodiálise; •Sistema imunológico: imunidade, barreira mecânica, glóbulos brancos (fagocitose), anticorpos; •Sistema respiratório: •Odores, sabores e texturas; •Substâncias tóxicas de uso agrícola: agrotóxicos, fertilizantes, inseticidas, dentre outas. •Disfunções do sistema respiratório: prevenção; •Aspectos preventivos do enfisema pulmonar, da asma e da bronquite, dentre outros; •Sistema genital feminino: •Sistema Genital feminino; •Disfunções do sistema genital feminino: prevenção; •Sistema genital masculino: •Disfunções do sistema genital masculino: prevenção; •Métodos anticoncepcionais – tipos, ação no organismo, eficácia, acesso, causas e conseqüências do uso; •Reprodução – hereditariedade: •Causas e conseqüências da gravidez precoce – prevenção; •Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS): prevenção; •Tecnologia de reprodução in vitro; •Inseminação artificial: tecnologias associadas ao diagnóstico e tratamento das DSTs – AIDS; 40 •Tecnologias envolvidas na manipulação genética; •Manipulação genética: clonagem e células tronco; •Tecnologias associadas ao aconselhamento genético como forma de prevenção à má formação genética; •Sistema Sensorial: •Visão, audição, gustação, olfato e tato; •Portadores de Necessidades Educacionais Especiais: deficiência congênita e adquirida (causas, conseqüências e prevenção); •Reflexos sonoros: eco, poluição sonora; •Objetos e aparelhos aplicados para corrigir deficiências dos órgãos dos sentidos; •Doenças causadas por microorganismos: animais, micoses, parasitoses. •Sistema Urinário: •Disfunções do sistema urinário: prevenção; •Aspectos preventivos da nefrite, da cistile e da infecção urinário dentre outros; •Sistema Endócrino: •Glândulas: exócrinas, endócrinas e mistas; •Disfunções do sistema endócrino: prevenção; •Sistema Nervoso: •Central, periférico e autônomo; •Disfunções do sistema nervoso: prevenção; •Efeito das drogas (lícitas e ilícitas) no sistema nervoso: Prevenção ao uso de drogas; •Sistema Esquelético: •Disfunções do sistema esquelético. •Sistema Muscular: •Disfunções do sistema muscular. •Correções e prevenção de lesões ósseas e musculares:traumatismos, fraturas, lesões. •Tecnologias: •Próteses, aparelhos, instrumentos, quimeoterapia, radioterapia e outros meios utilizados para tratar, previnir, diagnosticar, corrigir problemas relacionados aos sistemas: sensorial, nervoso, endócrino, locomotor (esquelético e muscular), genital, digestório, respiratório, cardiovascular e urinário. 8ª SÉRIE CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: CORPO HUMANO E SAÚDE – AMBIENTE – MATÉRIA E ENERGIA – TECNOLOGIA: •Segurança no trânsito •Movimentos; •Velocidade; •Aceleração; •Resistência do ar; •Aerodinâmica; 41 •Equipamentos de segurança nos meios de transporte; •Relação entre força, massa e aceleração; •Máquinas simples. •Corpo humano como um todo integrado: •Propagação retilínea da luz e a formação de sombras; •Propagação do som no ar; •Velocidade do som; •Reflexos sonoros; •Qualidade do som; •Substâncias químicas de uso industrial e doméstico; •Espelhos; •Poluição visual; •Fibras ópticas; •Reações químicas; •Equações químicas; •Ácidos e bases: identificação, nomenclatura e aplicações; Ph de diversos produtos e substâncias; •Óxidos e sais; •Substâncias tóxicas de uso industrial: soda cáustica, cal e ácido sulfúrico; •Substâncias tóxicas de uso agrícola: agrotóxicos, fertilizantes e inseticidas; •Substâncias tóxicas de uso doméstico: detergentes, sabões, ceras, solventes, lustra-móveis, tintas e colas, dentre outras; •Astronomia e Astronáutica: •Composição química da Terra e do Sol; •Medidas de tempo – instrumentos construídos pelo homem para marcar os dias no tempo e no espaço; •Desenvolvimento da Astronáutica e suas aplicações; •Utilização de satélites na meteorologia; •O ser humano no espaço. METODOLOGIA O encaminhamento metodológico deve ocorrer por meio de uma metodologia crítica e histórica, de modo a considerar a articulação entre os conhecimentos físicos, químicos e biológicos. Para que estas práticas escolares se efetivem, os partícipes no processo pedagógico deverão compartilhar a concepção de ciência como construção humana, cujos conhecimentos científicos são passíveis de alteração ao longo da história da humanidade e marcados por intensas relações de poder. O estudo dos conteúdos estruturantes propostos implica uma articulação com os conhecimentos de outras ciências para explicar os inúmeros fenômenos naturais que ocorrem no mundo. A química, a Física, a Biologia, a Geociência, a 42 Astronomia e outras áreas do contribuem significativamente para esse fim. As atividades práticas tem o seu conceito ampliado quando entendidas como qualquer ato pedagógico em que os alunos se envolvam diretamente, tais como: - no uso do computador; - na leitura, análise e interpretação de dados, gráficos, imagens, gravuras, tabelas e esquemas; - na resolução de problemas; - na elaboração de modelos; - nos estudos de caso e de problemas sociais; - em pesquisas bibliográficas, entrevistas. Para que práticas pedagógicas se concretizem não podemos nos deter a um único método, mas, utilizarmos algumas possibilidades, tais como: a observação; o trabalho de campo; os jogos de simulação e desempenho de papéis; visitas à indústrias; fazendas; museus; projetos individuais e em grupos; redação de cartas para autoridades; palestrantes convidados; fóruns, debates, seminários, conversação dirigida. Outras atividades que estimulam os educandos ao trabalho coletivo são as que envolvam música, desenho, poesia, livros de literatura, jogos didáticos, dramatizações, histórias em quadrinhos, painéis, murais, exposições e feiras. Para o desenvolvimento das atividades, os professores poderão utilizar os mais variados recursos pedagógicos: slides, fitas VHS, DVD´s, CD´s, CD ROM´s educativos e softwares livres, dentre outros. CRITÉRIOS DA AVALIAÇÃO: A avaliação se dará ao longo do processo e de aprendizagem, possibilitando ao professor, por meio de uma interação diária com os alunos, contribuições importantes para verificar em que medida os alunos se apropriam dos conteúdos específicos tratados nesse processo. É necessário que o processo avaliativo ocorra de forma sistemática e a partir de critérios estabelecidos pelo professor, relativamente: - aos acontecimentos acumulados pelos alunos e à prática social deles; - ao confronto entre esses conhecimentos e os conteúdos específicos; 43 - às relações e interações estabelecidas em seu progresso cognitivo, no cotidiano escolar e fora dele; Para que haja coerência no processo avaliativo, o professor deverá observar alguns aspectos como: - a série em que a turma se encontra; - o nível cognitivo dos alunos; - as diferentes formas de apropriação dos conteúdos específicos; e - o planejamento das ações pedagógicas. O professor deverá utilizar instrumentos avaliativos diversificados para que os alunos possam expressar os avanços na aprendizagem, a medida em que interpretam, produzem, discutem, relacionam, refletem, analisam, justificam, se posicionam e argumentam, defendendo o próprio ponto de vista. A reestruturação do processo educativo se dará com base em uma autoavaliação, que orientará a continuidade da prática pedagógica ou seu redimensionamento, realizando intervenções coerentes com os objetivos previamente propostos para o ensino da disciplina. A avaliação ocorre ao longo do ano letivo, não está centralizada em um única atividade ou método avaliativo e considera os alunos sujeitos históricos do processo pedagógico. RECUPERAÇÃO PARALELA: Após a efetivação de cada tema e verificados os objetivos não atingidos, será propiciado novas oportunidades para que todos os estudantes se apropriem do conteúdo, tornando-a um processo paralelo e contínuo. Para que isso ocorra, utilizaremos métodos, técnicas diferenciadas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: •Diretrizes Curriculares de Ciências para o Ens. Fundamental – SEED. •Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9394/96. •Projeto Político Pedagógico da Escola, 2006; 44 PROPOSTA PEDAGÓGICA EDUCAÇÃO FÍSICA INTRODUÇÃO: A proposta curricular da disciplina de Educação Física tem como realidade vigente trabalhar com os alunos das camadas sociais desfavorecidas, filhos de assalariados, com idade entre 10 e 14 anos. Nosso propósito enquanto educadores é buscar através do conhecimento a formação de verdadeiros cidadãos aptos a conquistar o seu lugar na sociedade de forma digna e crítica. Com o resgate de sua autonomia cabe ao professor reconhecer as maneiras de como o capitalismo dita as formas de pensar e agir sobre o corpo influenciando a crítica construtiva voltada à diversidade que deve ser o eixo 45 norteador da inclusão educacional e resgate da historicidade do mesmo. A garantia do acesso e permanência na escola com apropriação e valorização do conhecimento contribuirá para que o cidadão seja agente transformador da sociedade. Na cultura afro devemos valorizar devidamente a história e a cultura do povo negro na perspectiva de afirmação de uma sociedade multicultural e pluriétnica. Através da Educação Fiscal, poderão ser informados os mecanismos de constituição do estado, os quais tornarão os cidadãos cientes da importância da sua contribuição, fazendo com que o pagamento de tributos, seja entendido e visto como instrumento para o bem comum, sensibilizando os educandos para a função social dos tributos. Os conteúdos deverão ser inseridos nas atividades de ensino- aprendizagem como um valor a ser incorporado. Os mesmos serão pesquisados através de jornais, revistas, Internet e outros textos complementares. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA: Desde o início dos tempos, a vida humana em sociedade vem se desenvolvendo pelas relações homem-natureza e homem-homem. A Educação Física contempla a enorme riqueza das manifestações culturais produzidas na formação humana. Esta disciplina tem avançado para preocupações pautadas por disciplinas variadas que permitem o entendimento do corpo em muito de sua complexidade, ou seja, permite uma abordagem biológica, antropológica, sociológica, psicológica, filosófica e política das práticas corporais, justamente por sua constituição interdisciplinar. A Educação Física é parte geral do projeto de escolarização e como tal deve estar articulada ao Projeto Político Pedagógico da Escola. Se a atuação do professor é na quadra ou em outros lugares do ambiente escolar, seu compromisso é com a escola, com o projeto de escolarização até instituído, sempre em favor da formação humana. A compreensão da Educação Física significa entender que esta área do conhecimento é parte integrante de uma totalidade composta por interações que se estabelecem na materialidade das relações sociais, políticas, econômicas e 46 culturais dos povos. Assim, o papel da disciplina ser o de transcender aquilo que se apresenta como senso comum, desmistificando formas já arraigadas e equivocadas sobre o entendimento das diversas práticas e manifestações corporais. Desse modo prioriza-se a construção do conhecimento sistematizado como oportunidade ímpar de reelaboracão de idéias e práticas que, por meio de ações pedagógicas intensifiquem a compreensão do aluno sobre a gama de conhecimentos e suas implicações para a vida. A diversidade cultural serve como exemplo em termos corporais com o intuito de que os alunos respeitem as diferenças e se posicionem com autonomia realizando opções nos conhecimentos realizados pelo professor. OBJETIVO GERAL: •Promover a construção histórica do ser humano e de sua materialidade corporal constituindo atividades comunicativas com significados e sentidos diferentes desenvolvidas através das práticas corporais buscando a modificação das relações sociais com o propósito e compromisso de firmar uma Educação Transformadora. 5ª SÉRIE - Conteúdos estruturantes: •Conteúdos específicos. – Manifestações esportivas: •Origem dos diferentes esportes e suas mudanças na história; •Possibilidade dos esportes como atividade corporal. – Manifestações ginásticas: •Origem da ginástica e sua manifestação no tempo; •Práticas ginásticas; •Cultura do circo. – Brincadeiras, brinquedos e jogos: •Construção coletiva de jogos e brincadeiras; •Brincadeiras cantadas, rodas e cirandas. 47 – Manifestações estético-corporais na dança e no teatro: •Expressão corporal com e sem materiais; •Diferentes tipos de danças; •Estudo das práticas corporais da cultura negra em diferentes momentos hitóricos. 6ª SÉRIE - Conteúdos estruturantes: •Conteúdos específicos. – Manifestações esportivas: •Princípios básicos dos esportes, táticas e regras básicas; •Fundamentos básicos dos esportes. – Manifestações ginásticas: •Diferentes tipos de ginásticas; •Práticas ginásticas; •Cultura do circo. – Brincadeiras, brinquedos e jogos: •Diferentes manifestações e tipos de jogos; •Oficina de construção de brinquedos; •Brinquedos e brincadeiras da cultura africana e sua ressignificação nas práticas corporais afro-brasileiras. – Manifestações estético-corporais na dança e no teatro: •Danças tradicionais e folclóricas; •Danças e suas manifestações corporais afro-brasileiras; •Mímica, imitação e representação; •Estudo das práticas corporais da cultura negra em diferentes momentos históricos. 7ª SÉRIE - Conteúdos estruturantes: 48 •Conteúdos específicos. – Manifestações esportivas: •Elementos básicos constitutivos dos esportes; •O sentido da competição esportiva; •Jogos praticados no Brasil pelos afro-decendentes e africanos numa perspectiva histórica. – Manifestações ginásticas: •Práticas ginásticas; •Cultura do circo; •Cultura de rua. – Brincadeiras, brinquedos e jogos: •Jogos e brincadeiras com e sem materiais; – Manifestações estético-corporais na dança e no teatro: •A dança e o teatro como possibilidade de manifestação corporal; •Estudo das práticas corporais da cultura negra em diferentes momentos hitóricos. 8ª SÉRIE - Conteúdos estruturantes: •Conteúdos específicos. – Manifestações esportivas: •Esporte como fenômeno de massa; •Práticas esportivas e táticas. •Jogos praticados no Brasil pelos afro-decendentes e africanos numa perspectiva histórica. – Manifestações ginásticas: •Cultura do circo: malabares e acrobacias. – Brincadeiras, brinquedos e jogos: •Diferença entre jogo e esporte. 49 – Manifestações estético-corporais na dança e no teatro: •A dança e o teatro como possibilidade de manifestação corporal; •Desenvolvimento de formas culturais rítmico-expressivas; •Estudo das práticas corporais da cultura negra em diferentes momentos hitóricos. •Danças e suas manifestações corporais afro-brasileiras; METODOLOGIA: A metodologia é um instrumental teórico prático que permite o conhecimento o mais real possível e a prática mais segura e clara. Deve estar voltada para a construção do conhecimento dos alunos em relação ao objeto de estudo. O professor deve recorrer a materiais diversificados, que fazem o aluno sentir-se inserido no mundo a sua volta. Problematizar a realidade, buscando soluções que envolvam a consulta de livros didáticos, testagem de hipóteses e elaboração de sínteses. A metodologia deve ser acompanhada de muito preparo, pesquisa e tempo, para que as dinâmicas sejam ricas e criativas, bem como os conteúdos atualizados. CRITÉRIOS DA AVALIAÇÃO: Na avaliação diagnóstica, tanto o professor quanto os alunos poderão identificar as necessidades existentes para planejar e propor encaminhamentos que visem a superação das dificuldades constatadas. Será um processo contínuo, permanente e cumulativo, onde o professor organizará e reorganizará o seu trabalho conforme a necessidade, visando as diversas manifestações corporais evidenciadas nas formas da ginástica, do esporte, dos jogos, das danças e das lutas, possibilitando assim que os alunos reflitam e se posicionem criticamente com o intuito de construir uma suposta relação consigo, com o outro e com o mundo, através de trabalhos orais, escritos, em grupo, individuais e de observação. RECUPERAÇÃO PARALELA: A recuperação paralela na disciplina de Educação Física será realizada 50 após observar o não domínio dos conteúdos. As atividades serão retomadas de forma diversificada tanto na prática como na teoria, objetivando sempre a efetiva aprendizagem. A recuperação paralela deve estar vinculada ao PPP da escola com critérios definidos a fim de diminuir as desigualdades sociais na construção de um cidadão pleno que contribuirá para uma sociedade justa e mais humanizada. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: •Cadernos Temáticos; •Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental. SEED, 2006. •Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9394/96; •Projeto Político Pedagógico da Escola. 51 PROPOSTA PEDAGÓGICA ENSINO RELIGIOSO INTRODUÇÃO: A partir do objeto de estudo do ensino religioso pode se compreender que esta disciplina escolar, numa perspectiva pedagógica, busca superar os limites impostos por um sistema gerador de uma sociedade capitalista – classista – racista – individualista – machista, através do entendimento com a base cultural sobre o sagrado nas suas mais diferentes formas de manifestação e atuação, promovendo um espaço de reflexão na sala de aula de modo a envolver a todos. Esta proposta estará contemplando a diversidade, pois destina-se a atender alunos advindos dos mais diferentes grupos sociais, econômicos, culturais e religiosos, visto que a escola, além de sua clientela urbana recebe educandos dos bairros e dos mais diferentes pontos do interior do município com saberes e necessidades específicas. Para propiciar o desenvolvimento global e harmônico de todos, integrandoos ao meio para tornarem-se sujeitos de sua história e com sabedoria, interagir na construção da história do mundo, garantindo a cada um e a todos o pleno desenvolvimento de suas necessidades de transcender para viver em plenitude cada momento sabendo-se parte de um todo. Pelo trabalho do diferente, buscar vida em abundância para todos promovendo o respeito ao direito do outro. Daremos ênfase a inclusão, embora com grandes dificuldades, não somente aos portadores de necessidades especiais, como também à diversidade sócio-cultural, promovendo diferentes práticas pedagógicas que favoreçam a todos. Contemplará também, esta proposta, a inclusão da cultura afro-brasileira, propiciando: -Estudo sobre a influência das celebrações religiosas das tradições afros na cultura do Brasil. 52 -Pesquisa acerca das religiões africanas presentes no Brasil; -Estudo dos orixás. Através da Educação Fiscal, poderão ser informados os mecanismos de constituição do estado, quais tornarão os cidadãos cientes da importância da sua contribuição, fazendo com que o pagamento de tributos, seja entendido e visto como instrumento para o bem comum, sensibilizando os educandos para a função social dos tributos. Os conteúdos deverão ser inseridos nas atividades de ensino- aprendizagem como um valor a ser incorporado. Os mesmos serão pesquisados através de jornais, revistas, Internet e outros textos complementares. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA: O Ensino Religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da Formação Básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das Escolas Públicas de Educação Básica, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedada qualquer forma de proselitismo. A disciplina do Ensino Religioso tem por base a diversidade expressa nas diferentes expressões religiosas, garantindo a liberdade de crença e expressão . Tendo como foco o sagrado em suas diferentes manifestações, a disciplina pretende contribuir para o reconhecimento e respeito às diferentes expressões religiosas advindas da elaboração cultural dos povos, bem como possibilitar o acesso às diferentes fontes da cultura sobre o fenômeno religioso, colaborando com a formação da pessoa. O Ensino Religioso permitirá que os educandos possam refletir e entender como os grupos sociais se constituem culturalmente e como se relacionam com o sagrado, para compreender suas trajetórias, suas manifestações no espaço escolar, estabelecendo relações entre culturas, espaços e diferenças, para que no entendimento destes elementos o educando possa elaborar o seu saber marcado pela religiosidade. O Ensino Religioso subsidiará os educandos na compreensão de conceitos básicos no campo religioso e na forma como a sociedade sobre inferências das tradições religiosas ou mesmo da afirmação ou negação do sagrado. 53 OBJETIVOS GERAIS: -Propiciar aos educandos a oportunidade de identificação, de entendimento, de conhecimento, de aprendizagem em relação às diferentes manifestações religiosas presentes na sociedade de tal forma que tenham a amplitude da própria cultura em que se insere. -Analisar e compreender o Sagrado como o cerne da experiência que perpassa as diferentes culturas expressas tanto nas religiões mais sedimentadas, como em outras manifestações mais recentes. -Explicitar a experiência que perpassa as diferentes culturas expressas tanto nas religiões mais sedimentadas, como em outras manifestações mais recentes. -Compreender os processos de explicação para os acontecimentos que ultrapassam as leis da natureza, do físico e são atribuídas às manifestações do Sagrado. -Contribuir para o desenvolvimento integral do educando; tendo em vista a aquisição de conhecimento, habilidades e a formação de atitudes e valores, realçando o respeito e o convivo com o diferente. -Fomentar o respeito as diversas manifestações religiosas, ampliando e valorizando o Universo Cultural dos alunos, trabalhando o princípio Transcendente/Imanente. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: 5ª SÉRIE Paisagem Religiosa •Textos orais e escritos Sagrados: -Ensinamentos sagrados transmitidos de forma oral e escrita pelas diferentes culturas religiosas; -Leitura oral e escrita (cantos, narrativas, poemas, orações). Exemplos: Vedas, Hinduismo, Escrituras Bahá´ís – Fé Bahá´I – Tradições orais africanas, AfroBrasileiras e Ameríndias, Alcorão – Islamismo; •Organizações Religiosas: -As organizações religiosas SAGRADO: Símbolo •Lugares Sagrados: -Caracterização dos lugares e templos sagrados: lugares de peregrinação , de reverência, de culto, de identidade, principais práticas de expressão do Sagrado nestes locais. -Lugares na natureza: rios, lagos, montanhas, grutas, cachoeiras; -Lugares construídos: templos, cidades sagradas; Texto Sagrado •Respeito à Diversidade Religiosa: -O Ensino Religioso na Escola Pública; -Orientações legais; -Objetivos; -Principais diferenças entre as aulas de Religião e o Ensino Religioso como disciplina escolar. -Instrumentos legais que visam assegurar a liberdade religiosa; -Declaração Universal dos Direitos Humanos e Constituição Brasileira: respeito à liberdade 54 compõem os sistemas religiosos organizados institucionalmente. Serão tratadas como conteúdos, destacando-se as suas principais características de organização, estrutura e dinâmica social dos sistemas religiosos que expressam as diferentes formas de compreensão e de relações com o Sagrado. -Fundadores e/ou líderes religiosos; -Estruturas hierárquicas; -Exemplos de Organizações religiosas mundiais e regionais: Budismo (Sidarta Gautama), Confucionismo (Confúcio), Espiritismo (Allan Kardec), Taoísmo (Lao Tse). religiosa; -Direito a professar fé e liberdade de opinião e expressão; -Direito a liberdade de reunião e associações pacíficas; -Direitos humanos e sua vinculação com o Sagrado. 6ª SÉRIE Paisagem Religiosa •Festas Religiosas: -São os eventos organizados pelos diferentes grupos religiosos, com objetivos diversos: confraternização, rememoração dos símbolos, períodos ou datas importantes; -Peregrinações, festas familiares, festas nos templos, datas comemorativas. -Exemplos: Festa do Dente Sagrado (Budismo), Ramada (Islâmica), Kuarup (Indígena), Festa de Iemanjá (Afrobrasileira), Pessach (Judaísmo); •Vida e Morte: -As respostas elaboradas para a vida além da morte nas diversas tradiçõesmanifestações religiosas e sua relação com o Sagrado. -O sentido da vida nas tradições-manifestações religiosas; -Reencarnação; SAGRADO: Símbolo •Ritos: -São práticas celebrativas das tradições-manifestações religiosas, formadas por um conjunto de rituais. Podem ser compreendidas como a recapitulação de um acontecimento sagrado anterior, é imitação, serve à memória e à preservação da identidade de diferentes tradições-manifestações religiosas e também pode remeter à possibilidades futuras a partir de transformações presentes. -Ritos de passagem; -Mortuários; -Propiciatórios; -Outros; -Exemplos: Dança (Xire) – Candomblé, Kiki (Kaingang – ritual fúnebre), Via sacra, Festejo indígena de colheita. Texto Sagrado •Universo simbólico religioso: -Os significados simbólicos dos gestos, sons, formas, cores e textos: -Nos ritos; -Nos mitos; -No cotidiano. -Exemplos: Arquitetura Religiosa, Mantras, Parâmetros, Objetos. 55 -Ressurreição – ação de voltar a vida. -Além Morte; -Ancestralidade – vida dos antepassados – espíritos dos antepassados se tornam presentes; -Outras interpretações. METODOLOGIA Partindo da abordagem de manifestações religiosas, ou expressões do Sagrado desconhecidas ou pouco conhecidas dos alunos, para posteriormente inserir os conteúdos que tratam de manifestações religiosas mais comuns, que já fazem parte do universo cultural da comunidade, considerando-se os valores e experiências dos alunos. A linguagem a ser utilizada é a pedagógica e não a religiosa, referente a cada expressão do sagrado adequada ao universo escolar inviabilizando que se faça juízo desta ou daquela prática religiosa. Em relação aos conteúdos, o professor estabelecerá uma relação pedagógica com os conhecimentos que compõem o universo sagrado, das manifestações religiosas como construção histórico-social, agregando-se ao patrimônio cultural da humanidade. As reflexões e análises se darão por meio do tratamento dos conteúdos, destacando-se os aspectos científicos do universo cultural do sagrado e da diversidade sócio-cultural que compõe o universo das diferentes culturas, nas quais se firmam as suas expressões coletivas. CRITÉRIOS DA AVALIAÇÃO: Por ser de caráter facultativo, ela não constitui objeto de reprovação, bem como não terá registro de notas ou conceitos na documentação escolar, todavia, serão ministradas práticas avaliativas que permitam acompanhar o processo de apropriação de conhecimento pelo aluno e pela classe, tendo como parâmetro os conteúdos tratados e os objetivos. 56 O ato de avaliar deve permitir a toda comunidade escolar que identifiquem os progressos obtidos na disciplina. Seguirá inserida em: -Auto-avaliação do educando e do professor; -Avaliação do educando pelo professor; -Hetero-avaliação. Técnicas e procedimentos a serem utilizados: -Comunicação oral e escrita; -Observação dirigida e espontânea de vivências; -Participação em trabalhos; -Exposição de produções; -Pesquisas; -Reflexão e interpretação de textos; -Testes dos conteúdos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: •Diretrizes Curriculares do Ensino Religioso para o Ensino Fundamental – Versão Preliminar, julho/2006. •Projeto Político Pedagógico da Escola. 57 PROPOSTA PEDAGÓGICA GEOGRAFIA INTRODUÇÃO: Esta escola trabalha com uma multiplicidade de alunos oriundos de várias classes sócio-econômicas e culturais, alunos sem pré-requisito para 5ª série, sem domínio de leitura e escrita, sem limites disciplinares, carência afetiva, desinteresses familiares, falta de perspectiva de vida, dificuldade de convivência em grupos. Contando também com alunos do meio urbano e rural. Apesar de a escola não estar preparada com espaço físico e humano adequado, recebe alunos com necessidades especiais e procura atendê-los adequadamente de forma a incluí-los. A disciplina de geografia como ciência social de inter-relações tem por objetivo trabalhar as diferenças, na tentativa de construir uma sociedade mais justa e fraterna com o objetivo de desenvolver a ética, a criticidade e torná-los cidadãos capazes de estarem inseridos na sociedade com pleno sentimento de mudanças e sensibilidade de convivência. A cultura afro brasileira e africana busca valorizar devidamente a história e cultura do povo negro na perspectiva de elevar a auto-estima e a compreensão de todas as etnias. Através da Educação Fiscal, poderão ser informados os mecanismos de constituição do estado, quais tornarão os cidadãos cientes da importância da sua contribuição, fazendo com que o pagamento de tributos, seja entendido e visto como instrumento para o bem comum, sensibilizando os educandos para a função social dos tributos. Os conteúdos deverão ser inseridos nas atividades de ensino- aprendizagem como um valor a ser incorporado. Os mesmos serão pesquisados através de jornais, revistas, Internet e outros textos complementares. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA: 58 A geografia é uma ciência que busca pesquisar, analisar, compreender as relações homem-natureza, procurando modifica-la para sua sobrevivência e influenciando nas relações políticas e econômicas. Na antiguidade clássica, estudos descritivos ampliaram os conhecimentos geográficos, porém na idade média, com contestações da Igreja, afirmando que muitos conhecimentos, não eram verdades, estes foram abandonados. A partir do século XV, com o desenvolvimento do comércio e das grandes navegações, a geografia volta a ser evidenciada devido á necessidade do homem de se expandir para outros espaços. A partir do século XIX, na Europa com a sistematização do conhecimento geográfico, surgiram escolas nacionais de pensamento geográfico, destacando-se a alemã e a francesa. Na escola alemã destacou-se os percussores Humboldt, Ritter e Ratzel, enquanto que na escola francesa destacou-se Vidal de La Blache. No Brasil consolidou-se a partir da década de 1930, as pesquisas enfocavam compreensão e a descrição do ambiente físico nacional, servindo aos interesses políticos do Estado, perpetuando-se por boa parte do século XX, caracterizando-se, na escola, pelo caráter decorativo, enciclopedista, focado na descrição do espaço, na formação e fortalecimento do nacionalismo, sendo muito significativo na consolidação do Estado Nacional Brasileiro. Neste período ficou sendo conhecido como geografia tradicional. Nos anos 60, o ensino da geografia passou por modificações na organização curricular, devido às necessidades de melhorar a qualificação profissional, a qual foi instituída através da lei 5692/71 (lei de diretrizes e base da Educação Nacional), que envolvia ás ciências humanas, a qual denominava-se Estudos Sociais, que no 1º grau envolveria história e geografia, sendo meramente ilustrativa e superficial. Nos anos 80 é que desmembrou-se a disciplina em história e geografia. No Estado do Paraná, não ocorreu o desmembramento imediato da disciplina de Estudos Sociais, isto só ocorreu após a resolução nº 06 de 1986 do Conselho Federal de Educação. Durante a segunda guerra mundial ocorreu uma renovação do pensamento geográfico, surgindo a geografia crítica. Através de organizações como a AGB Associações de Geógrafos Brasileiros, em Fortaleza, discutida através da 59 publicação do livro de Ives Lacoste, no qual afirmava que a geografia servia antes de mais nada para fazer a guerra. Pensamento este, que deu novas interpretações aos conceitos geográficos e interpretações aos conceitos geográficos e ao objeto de estudo da geografia, enfocando as questões econômicas, políticas e sociais. No Paraná, na década de 80, a Secretaria de Estado da Educação publicou o Currículo Básico para a Escola Pública do Paraná, o qual repensava os fundamentos teóricos e os conteúdos básicos das disciplinas da pré-escola á 8ª série. Neste contexto, a geografia crítica passa por transformações com avanços e retrocessos em função do contexto histórico e organização política. Na década de 90 ocorreu a produção e aprovação da nova Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB 9394/96), bem como a construção dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais). Entre as mudanças destacam-se os conteúdos de ensino vinculados as discussões ambientais e multinacionais, onde ocorre a presença de um resgate a aprofundamento das discussões sobre esses assuntos que ganharam forças tanto com as transformações políticas quanto com os avanços nos sistemas técnicos de comunicação e informações que possibilitam a ampliação do mercado mundial. Estas diretrizes curriculares repensam a prática pedagógica dos professores com o objetivo de estimular as reflexões a respeito da geografia e do seu ensino problematizando e compreendendo o espaço geográfico no atual período histórico. OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA: Desenvolver no educando o espírito de pesquisa destacando a compreensão da natureza a partir das transformações decorrentes do avanço das tecnologias, dos conflitos econômicos, sociais e políticos e distinguir o natural do humanizado com consciência crítica e participativa e, dentro de suas possibilidades empenhar-se em democratizá-las. 5ª SÉRIE Conteúdos estruturantes: 60 •Conteúdos específicos A dimensão Econômica da Produção do/no Espaço •Os setores da economia; •Sistemas de produção industrial; •Consumo e consumismo; •Sistemas de circulação de mercadoria, pessoas, capitais e informações. Geopolítica: •Acontecimentos atuais; •Território local e global em diferentes escalas; •Paraná: localização; Marco situacional. A dimensão Socioambiental: •As Eras Geológicas; •Os movimentos da terra no Universo e suas influências; •Rochas e minerais; •O ambiente urbano e rural; •Classificação, fenômenos atmosféricos e mudanças climáticas; •Impactos ambientais; •Aspectos físicos do Paraná; •Relações homem x natureza. A dinâmica Cultural Demográfica: •Êxodo Rural 6ª SÉRIE Conteúdos estruturantes: •Conteúdos específicos A dimensão econômica da produção do/no espaço: •Estado, nação e território – Regionalização; •Sistemas de produção industrial; •Agroindústria; 61 •Economia e desigualdades sociais; •Construção e desenvolvimento de diferentes espaços com base a economia local; •A contribuição do negro na construção da nação brasileira; Geopolítica: •Recursos energéticos •Movimentos sociais A dimensão sócio-ambiental: •O ambiente urbano e rural; •Sistemas de energia; •Ocupação de áreas irregulares; •Desigualdade social e problemas ambientais; •Interdependência entre homem e natureza; •Rios e bacias hidrográficas brasileiras; •Formação vegetal do Brasil – Desmatamento; •Ocupação e organização do espaço paranaense – Biopirataria; A dinâmica Cultural Demográfica: •O êxodo rural; •Urbanização e favelização; •Fatores e tipos de migrações e imigrações e suas influências no espaço geográfico – cultura afro-brasileira; •Movimentos migratórios do Paraná; •Estrutura etária; •A população brasileira: miscigenação de povos; •Análise de dados do IBGE sobre a composição da população brasileira por cor, renda e escolaridade no país. 7ª SÉRIE Conteúdos estruturantes: •Conteúdos específicos 62 A dimensão econômica da produção do/no espaço: •Sistemas de circulação de mercadorias, pessoas, capitais e informações; •Sistemas de produção Industrial; •Globalização; •A inserção do Paraná na globalização; •Acordos e Blocos Econômicos; •Economia e desigualdades sócias mundiais e no Paraná; •Dependência tecnológica; •Sul – subdesenvolvimento. Geopolítica: •Diferentes tipos de regionalizações do muno e suas diversas paisagens naturais; •Desigualdades dos paises Norte e Sul; •Conflitos Mundiais; •Órgãos internacionais; •Neoliberalismo; •Narcotráfico. A dimensão sócio-ambiental: •As Eras geológicas; •A teoria da Deriva Continental e placas tectônicas; •Ocupação de áreas irregulares; •Desigualdades sociais e problemas ambientais; •Interdependência entre homem e natureza; •Impactos ambientais. A dinâmica Cultural Demográfica: •Fatores e tipos de migração e imigração e suas influencias no Espaço Geográfico (inclui cultura afro-brasileira); •Histórias das migrações mundiais; •Formações e conflitos étnico-religioso; •Estudo de como o continente africano se configurou espacialmente: as redivisões territoriais; •Localização no mapa e pesquisas sobre a atualidade de alguns países; 63 •Discussões a respeito de práticas de segregação racial. 8ª SÉRIE Conteúdos estruturantes: •Conteúdos específicos A dimensão econômica da produção do/no espaço: •Globalização; •Sistemas de produção industrial; •Acordos e Blocos Econômicos; Geopolítica: •Cidades globais; •Guerra Fria; •Conflitos mundiais; •Políticas Ambientais; •Órgãos internacionais; •Neoliberalismo; •Biopirataria; •Meio ambiente e Desenvolvimento; •Terrorismo; •Narcotráfico. Dimensão socioambiental: •Movimentos sócio-ambientais; •Desmatamento; •Chuvas ácidas; •Efeito estufa; •Impactos ambientais; •Desigualdade social e problemas ambientais; •Problemas ambientais do Paraná. A dinâmica cultural demográfica: •Urbanização e favelização; 64 •História das migrações mundiais; •Formações e conflitos étnico-religiosos e raciais (inclui a cultura afro-brasileira); •Consumo e consumismo; •Identidade nacional; •Localização no mapa e pesquisas sobre a atualidade de alguns países (como vive, população, idioma, economia, cultura, história, religião e outros aspectos); •Norte – desenvolvido. METODOLOGIA: A geografia é uma ciência que estuda o espaço natural e humano, observa e analisa as transformações do espaço geográfico, bem como as inter-relações homem/natureza. O processo ensino aprendizagem deve ser abordado em diferentes escalas espaciais, partindo do local, para o regional, o nacional ao global, facilitando o entendimento e a compreensão do conteúdo abordado para que este perceba as transformações que ocorrem a nível global e interfere no seu dia a dia. Cabe a geografia como uma ciência social direcionar o educando a ser crítico, construtivo, atuante, visando uma sociedade mais igualitária e justa para todos. Espera-se que os educandos de 5ª série do ensino fundamental, ampliem suas noções espaciais cabendo ao professor abordar conhecimentos necessários para a compreensão das inter-relações entre as paisagens naturais e artificiais, aprofundando os conceitos de lugar e paisagens com observações na natureza, utilizando imagens, fotografias, textos, bem como promover uma abordagem cartográfica, usando-a para conhecer melhor as diferentes escalas geográficas. O aluno poderá com maior profundidade e propriedade, na 6ª série analisar os fatos citados na escala nacional (Brasil), relacionando-os com a escala mundial. Neste momento, o professor promove reflexões em torno dos conceitos construídos, e descobrindo as especialidades naturais/sociais nas relações geopolíticas, econômicas globalizadas. Quando estiver compreendido as especificidades do território nacional, na 7ª e 8ª série, o educando ampliará e aprofundará suas reflexões espaciais com relação aos continentes, poder político e econômico, relações naturais e sociais, a 65 globalização, formação de Blocos Econômicos e diferentes regionalizações em escala global. Neste momento nada impede que o professor faça algumas relações entre os conteúdos, podendo retornar ao espaço local permitindo maior compreensão sobre o tema em estudo. O professor de geografia deve conhecer e respeitar a Lei 10.639/03 a qual torna obrigatório abordar temas que envolvam os conteúdos relacionados a história e cultura afro-brasileira e africana. Pode ser trabalhado nas diferentes séries através de mapas, textos, imagens, fotos, files, teatros que contenham diversos conhecimentos sobre: a população brasileira, miscigenação, distribuição espacial dos afro-descendentes no Brasil e no mundo, a contribuição do negro na construção da nação brasileira, o movimento do povo africano no tempo e no espaço, relação do trabalho e renda, colonização da África pelos europeus, estudo de como o continente Africano se configurou espacialmente e práticas de segregação racial. CRITÉRIOS DA AVALIÇÃO: O processo de avaliação deve ser de modo a contemplar várias formas dentre elas: global, diagnóstica, contínua, diversificada e estando de acordo com a proposta pedagógica da escola e as diferentes práticas como: leitura, interpretação de textos geográficos; leitura e interpretação de fotos e imagens e principalmente diferentes tipos de mapas; pesquisas bibliográficas; apresentação oral e escrita de pesquisas; testes/provas escritas; produção de textos e organização dos conteúdos trabalhados. RECUPERAÇÃO PARALELA: A Recuperação Paralela deve acontecer paralela ao processo ensino pedagógico é imediata. É incumbência do professor, observar as dificuldades apresentadas pelos alunos, rever a metodologia de ensino e sempre que necessário diversificá-la, tendo em vista a apropriação ativa e crítica do conhecimento científico. Em Geografia deve-se considerar os conceitos socioespaciais, relações de poder, de espaço, de tempo e de sociedade-natureza para compreender o espaço nas diversas escalas geográficas. 66 O estudo e reflexão são fundamentais para uma ação pedagógica comprometida com o social em prol da formação de cidadãos participativos e atuantes na sociedade. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS •Diretrizes Curriculares de Geografia para Ensino Fundamental – Versão Preliminar; Julho2006. •Inserção de Cultura de História e Cultura Afro-Brasileira nos Currículos Escolares. •Projeto Político Pedagógico da Escola. PROPOSTA PEDAGÓGICA HISTÓRIA 67 INTRODUÇÃO: Com essa Proposta Curricular, estaremos atendendo alunos na faixa etária dos 10 a 14 anos, oriundos da zona urbana e rural de diversas classes sociais, sendo a grande maioria de baixo poder aquisitivo. Apresentando as seguintes dificuldades: carência afetiva, graves problemas financeiros, desinteresses familiares e falta de perspectiva de vida. A disciplina oportunizará o direito de igualdade de acesso ao conhecimento científico, proporcionando a formação global e integral do educando, para que seja apto a interagir na sociedade, capaz de modificar a realidade. A proposta de educação inclusiva aplica-se a todos, e não apenas aos alunos com necessidades especiais, com isso almeja-se a construção de uma sociedade comprometida com as minorias que valorizem a diversidade humana, capaz de reconhecer as diferenças e promover a aprendizagem. Reconhecendo que existe grande dificuldade para se trabalhar a inclusão, visto que: não temos estrutura física adequada e pessoas especializadas para auxiliar aluno e professor regente (intérpretes). Trabalharemos a cultura afro-brasileira, visando construir um novo olhar sobre a história nacional e regional ressaltando a contribuição dos africanos e afro-descendentes na Constituição da nação brasileira, desmistificando visões equivocadas como: A do negro visto como escravo, a da África como um continente primitivo, a de que o negro foi escravizado porque era dócil, menos rebelde que os indígenas e a da democracia racial. Através da Educação Fiscal, poderão ser informados os mecanismos de constituição do estado, quais tornarão os cidadãos cientes da importância da sua contribuição, fazendo com que o pagamento de tributos, seja entendido e visto como instrumento para o bem comum, sensibilizando os educandos para a função social dos tributos. Os conteúdos deverão ser inseridos nas atividades de ensino- aprendizagem como um valor a ser incorporado. Os mesmos serão pesquisados através de jornais, revistas, Internet e outros textos complementares. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA: 68 A história tem como objeto de estudo as ações e as relações humanas que são praticadas no tempo, tendo ou não consciência das ações definidas como estrutura sócio históricos que estão na forma de agir, de pensar ou de raciocinar, de representar, de imaginar de instituir e de se relacionar social, cultural e politicamente. Através da investigação históricas de relações humanas internas e externas. Deve-se considerar também como objeto de estudos, as relações dos seres humanos com os fenômenos naturais tais como as condições geográficas, físicas e biológicas de uma determinada época e local, os quais também se conformam a partir das ações humanas. As ações humanas produzem relações e são as novas relações que constróem novas ações humanas. A investigação histórica pode detectar causalidade externas voltada para descobertas de relações humanas e causalidade internas que buscam compreender/interpretar os sentidos que os sujeitos atribuem as suas ações. Com produção do conhecimento histórico, com métodos específicos baseado na explicação dos fatos. Com finalidade de expressar o processo de produção de conhecimento humano voltado para interpretação de pensamento histórico, para a compreensão deste conhecimento de historiografia possui diferentes formas de explicar as investigações e as experiências dos sujeitos. A proposta curricular propõem –se a estabelecer articulações entre abordagens teórico –metodológicas distintas, resguardadas as diferenças e até a oposição entre elas, por entender que esse é um caminho possível para o ensino de História resultando desta articulação a idéia de consciência histórica . A mesma é uma condição da existência do pensamento humano, inerente à condição humana em toda a sua diversidade. A partir da apropriação do conceito de consciência histórica busca-se analisar as implicações das opções teórico metodológicas para o ensino da História na formação dos sujeitos, contribuindo para uma consciência histórico crítica dos alunos. OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA: Compreender e interpretar para as determinações fundamentais que são: sociais, institucionais e culturais. Conhecendo e comparando as diferenças 69 sociais e culturais da sociedade e sua própria história, despertando o senso crítico construtivo das idéias práticas e representações onde influenciam as normas e os costumes. Procurando analisar a diversificação de documentos, como imagens, canções, objetos arqueológicos, entre outras na construção do conhecimento histórico, permitindo relações interdisciplinares com outras áreas do conhecimento. OBJETIVOS GERAIS: 5ª Série: -Compreender a formação e organização das primeiras civilizações com sua cultura, religião, economia e política, incluindo a ocupação do território brasileiro pelos diversos aborígenes com sua cultura até a chegada do branco europeu na América. 6ª Série: -Conhecer o processo de colonização até a independência do Brasil, comparando simultaneamente aos acontecimentos na África, Europa e a Ásia, com a formação de colônias e a ampliação dos territórios pelos europeus bem como, a formação do território paranaense e a miscigenação dos povos nas colônias. 7ª Série: -Despertar o senso crítico construtivo das idéias referentes a nacionalidade na frança Estados Unidos e Brasil. E a formação da sociedade envolvendo a América, África, Europa e Ásia, com enfoque a Emancipação Política do Paraná. 8ª Série -Analisar a união e o desmembramento de países na Ásia, Europa e África, observando a cultura, a economia, a religião na formação social da história na Construção de uma sociedade democrática capitalista com a formação de blocos econômicos (globalização), na atualidade. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: São saberes, conhecimentos construídos historicamente e considerados fundamentais para a compressão do objeto e organização dos campos de estudos de uma disciplina escolar. 70 5ª SÉRIE DAS ORIGENS DO HOMEM AO SÉCULO XVI – DIFERENTES TRAJETÓRIAS, DIFERENTES CULTURAS CONTEÚDO ESTRUTURANTE DIMENSÕES POLÍTICA ECONÔMICO-SOCIAL CULTURAL Conteúdos Específicos Conteúdos Complementares Produção do conhecimento histórico A humanidade e a História O historiador e a produção do conhecimento histórico; De onde viemos, quem somos, como sabemos? Tempo, temporalidade; Fontes, documentos; Patrimônio material e imaterial; Pesquisa. Articulação da História com outras áreas do conhecimento. Arqueologia, antropologia, paleontologia, geografia, geologia, sociologia, etnologia e outras. Arqueologia no Brasil i.Lagoa Santa: Luzia (MG); Serra da Capivara (PI); Sambaquis (PR). Povos indígenas no Brasil e no Paraná Ameríndios do território brasileiro; Kaingang, Guarani, Xetá e Xokleng. Surgimento, desenvolvimento da humanidade e grandes migrações Teorias do surgimento do homem na América; Mitos e lendas da origem do homem; Desconstrução do conceito de Pré-história; Povos ágrafos, memória e história oral. As primeiras civilizações na América Olmecas, Mochicas, Tiwanacus, Maias, Incas e Astecas; Ameríndios da América do norte. As primeiras civilizações na África, Europa e Ásia. Egito, Núbia, Gana e Mali.* Hebreus, gregos e romanos.* * Observação: não se trata aqui, de “esgotar” a história destas civilizações, mas sim, levantar alguns aspectos como religiosidade, organização social. A chegada dos europeus na América Península ibérica nos séculos XIV e XV: cultura, (des) encontros entre culturas; sociedade e política. Resistência e dominação. Reconquista do território; -Escravização. Religiões, judaísmo, cristianismo e islamismo.. Comércio (África, Ásia, América e Europa). -catequização. Formação da sociedade brasileira e americana Os reinos e sociedades africanas e os contatos América Portuguesa com a Europa. América Espanhola Songai, Benin, Ifé, Congo, Monomotapa (Zimbabwe) e América franco-inglesa outros. Organização político-administrativa (capitanias hereditárias, -Comércio; sesmarias). -Organização política-administrativa; Manifestações culturais (sagrada e profana). -Manifestações culturais; Organização social (família patriarcal e escravismo). -Organização social; Escravização de indígenas e africanos. -Uso de tecnologias: engenho de açúcar, a batea, Economia (pau-brasil, cana-de-açúcar e minérios). construção civil... Diáspora Africana 6ª SÉRIE DAS CONTESTAÇÕES A ORDEM COLONIAL AO PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DO BRASIL – SÉCULO XVII AO XIX CONTEÚDO ESTRUTURANTE DIMENSÕES 71 POLÍTICA ECONÔMICO-SOCIAL CULTURAL Conteúdos Específicos Expansão e consolidação do território Missões; Bandeiras; Invasões estrangeiras. Colonização do território “paranaense” Economia; Organização social; Manifestações culturais; Organização política-administrativa Movimentos de contestação Quilombos (BR e PR); Irmandades: manifestações religiosas-sincretismo. Revoltas Nativistas e Nacionalistas: 46)Inconfidência mineira; 47)Conjuração baiana; 48)Revolta da cachaça; 49)Revolta do maneta; 50)Guerra dos mascates. Chegada da família real ao Brasil De Colônia à Reino Unido; Missões artístico-científicas; Biblioteca Nacional; Banco do Brasil; Urbanização na capital; Imprensa régia. O processo de Independência do Brasil Governo de D. Pedro I; Constituição outorgada de 1824; Unidade territorial; Manutenção da estrutura social; Confederação do Equador; Província Cisplatina; Haitianismo; Revoltas regionais: Malês, Sabinada, Balaiada, Cabanagem, Farroupilha. Conteúdos Complementares Consolidação dos estados nacionais europeus e Reforma Pombalina Reforma e contra-reforma. Independência das treze colônias Inglesas da América do Norte Diáspora africana. Revolução Francesa Comuna de Paris. Invasão napoleônica na Península Ibérica. O processo de independência das Amér Haiti; Colônias espanholas. 7ª SÉRIE PENSANDO A NACIONALIDADE: DO SÉCULO XIX AO XX – A CONSTITUIÇÃO DO IDEÁRIO DE NAÇÃO NO BRASIL. CONTEÚDO ESTRUTURANTE DIMENSÕES POLÍTICA ECONÔMICO-SOCIAL CULTURAL Conteúdos Específicos A construção da Nação. Governo de D. Pedro II; Criação do IHGB; Lei de Terras, Lei Euzébio de Queiroz – 1850; Início da imigração européia; Definição do território; Movimentos Abolicionista e emancipacionista. Emancipação política do Paraná (1853) Economia; Organização social; Manifestações culturais; Organização política-administrativa; Conteúdos Complementares Revolução Industrial e relações de trabalho (XIX e XX). Luddismo; Socialismo; Anarquismo. Relacionar: Taylorismo, Fordismo, Toyolismo. 72 Migrações: internas (escravizados, libertos e homens livres pobres) e externas (europeus). Os povos indígenas e a política de terras. A Guerra do Paraguai e/ou a Guerra da Tríplice Aliança. O processo de abolição da escravidão. Colonização da África e da Ásia Legislação; Resistência e negociação; Discursos: Guerra Civil e Imperialismo estadunidense. 86)Abolição; 87)Imigração – senador Vergueiro Branqueamento e miscigenação (Oliveira Vianna, Nina Rodrigues, Euclides Carnaval na América Latina: entrudo, murga e da Cunha, Sílvio Romero, no Brasil, Sarmiento na candomblé. Argentina). Os primeiros anos da República. Questão Agrária na América Latina. Idéias positivistas; Revolução Mexicana. Imigração asiática; Oligarquia, coronelismo e clientelismo; Movimentos de contestação: campo e cidade; Movimentos messiânicos; Primeira Guerra Mundial. Revolta da vacina e urbanização do Rio de Janeiro; Movimento operário: anarquismo e comunismo; Paraná: Revolução Russa. 96)Guerra do Contestado; 97)Greve de 1917 – Curitiba; 98)Paranismo: movimento regionalista – Romário Martins, Zaco Paraná, Langue de Morretes, João Turim. 8ª SÉRIE REPENSANDO A NACIONALIDADE BRASILEIRA: DO SÉCULO XX AO XXI – ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA CONTEMPORANEIDADE CONTEÚDO ESTRUTURANTE DIMENSÕES POLÍTICA ECONÔMICO-SOCIAL CULTURAL Conteúdos Específicos A semana de 22 e o repensar da nacionalidade Economia; Organização social; Organização político-administrativa; Manifestações culturais; Coluna Prestes. A “Revolução” de 30 e o Período Vargas (1930 e 1945) Leis trabalhistas; Voto feminino; Ordem e disciplina no trabalho; Mídia e divulgação do regime; Criação do SPHAN, IBGE; Futebol e carnaval; Contestação à ordem; Integralismo; Participação do Brasil na II Guerra Mundial. Populismo no Brasil e na América Latina. Cárdenas – México; Perón – Argentina; Vargas, JK, Jânio Quadros e João Goulart – Brasil. Construção do Paraná Moderno: Conteúdos Complementares Crise de 29. Ascensão dos regimes totalitários na Europa. Movimentos populares na América Latina. Segunda Guerra Mundial. Colonização da África e da Ásia Guerra Civil e Imperialismo estadunidense. Carnaval na América Latina: entrudo, murga e candomblé. Guerra Fria 73 Governos de 118)Manoel Ribas, Moyses Lupion, Bento Munhoz da Rocha Netto e Ney Braga. Frentes de colonização do Estado, criação da estrutura administrativa. 120)Copel, Banestado, Sanepar, Codepar. Movimentos culturais. Movimentos sociais no campo e na cidade. 123)Ex.: Revolta dos colonos década de 50 – Sudoeste. Os xetá. O Regime Militar no Paraná e no Brasil Guerra Fria e os Regimes Militares na América Repressão e censura, uso ideológico dos meios de Latina. comunicação; Política de boa vizinhança; O uso ideológico do futebol na década de 70; Revolução Cubana; 127)O tricampeonato mundial; 11 de setembro no Chile e a deposição de Salvador 128)A criação da liga nacional (campeonato brasileiro). Allende; Cinema Novo; Censura aos meios de comunicação; Teatro; O uso ideológico do futebol na década de 70; Itaipu, Sete Quedas e a questão da terra. A copa da Argentina – 1978. Movimentos de contestação no Brasil: Resistência armada; Tropicalismo; Jovem Guarda; Novo sindicalismo; Movimento Estudantil. Movimentos de contestação no mundo: Maio de 58 – França; Movimento Negro; Movimento Hippie; Movimento Homossexual; Movimento Feminista; Movimento Punk; Movimento Ambiental. Paraná no contexto atual Redemocratização: Fim da bipolarização mundial: Constituição de 1988; Desintegração do bloco socialista; Movimentos populares rurais e urbanos: MST (Movimento Neoliberalismo; dos Sem Terra), MNLM (Movimento Nacional de Luta pela Globalização; Moradia), CUT (Central Única dos Trabalhadores), Marcha 11 de setembro nos EUA Zumbi dos Palmares e outros. Mercosul; África e América Latina no contexto atual. Alca. O Brasil no contexto atual: •A comemoração dos “500 anos do Brasil” análise e reflexão. METODOLOGIA Metodologia voltada para a construção do conhecimento, onde o educando vai comparar, pesquisar, observar e através de experiência e sentir-se inserido no mundo a sua volta. Para isso, vamos disponibilizar os seguintes recursos: •Textos de vários autores, além do livro didático; •Vídeos; •Revistas; •Livros; •Internet; •Músicas; •Poesias; 74 •Maquetes; •Seminários. Tendo assim, um aluno mais crítico, capaz de compreender o conhecimento histórico e sua produção valorizando o passado para compreender o presente podendo a mesmo adquirir autonomia na busca do conhecimento além dos conteúdos apresentados, tendo uma dimensão cultural, econômica e social das sociedades em questão. CRITÉRIOS DA AVALIAÇÃO: Avaliação é a ação consciente, reflexiva e crítica, proporcionando ao aluno condições de pensar, de ver, de optar e auto realizar-se. É um processo diagnóstico que pode ser repensado continuamente. Deve ser um instrumento de mudanças de atitudes de problemas detectados, garantindo respeito as diferenças culturais, pois elas se manifestam de forma individual, coletiva, bem como cultural, regional e local. Poderá ser avaliado oralmente os aspectos que muitas vezes não ficam evidentes nas avaliações escritas. A avaliação será contínua, permanente e cumulativa com a finalidade de acompanhar e aperfeiçoar o processo de aprendizagem dos alunos, bem como diagnosticar seus resultados e atribuir-lhes um valor de zero a dez. O rendimento será trimestral com média de seis vírgula zero. Instrumentos e técnicas de avaliação: •Testes de aproveitamento; •Trabalho de criação individual ou em grupo (produção de texto, periódicos, poesias, cartazes e outros); •Pesquisas; •Debates, entrevistas, seminários; •Auto-avaliação com critérios estabelecidos; •Tarefas específicas; •Relatórios avaliativos. Ela é flexível, portanto, reformulada quando necessário para que esteja sempre atualizada. 75 RECUPERAÇÃO PARALELA: A recuperação paralela será feita após detectada a não aprendizagem dos conteúdos pelo aluno, através de trabalhos e avaliações para que o mesmo se aproprie dos conteúdos trabalhados. No final do trabalho, na disciplina de história, os alunos deverão ser capazes de identificar processos históricos, reconhecer criticamente as relações de poder neles existentes. REFERÊNCIAS BIBLIOLGRÁFICAS: •Diretrizes Curriculares de História para o Ensino Fundamental. SEED. •Projeto Político Pedagógico; PROPOSTA PEDAGÓGICA LÍNGUA PORTUGUESA INTRODUÇÃO: Nesta Proposta procura-se aprofundar o ensino de Língua Portuguesa atendendo alunos de 10 a 16 anos, provenientes do meio rural e urbano, buscando, através da linguagem, a interação com o outro proporcionando e 76 promovendo atividades que possibilitem ao aluno tornar-se um falante mais ativo e competente, capaz de compreender os discursos dos outros e organizar-se de forma clara, coesa e coerente. Toda reflexão sobre a língua só tem sentido em experiências reais de uso de língua materna, abrangendo textos escritos e falados interagindo na linguagem verbal com outras linguagens. Nessa concepção da língua, o texto é visto numa interação dialógica onde se constroem o são construídos, manifestando uma comunicação lingüística. As práticas da linguagem enquanto fenômeno de uma interlocução viva, potencializa todas as áreas do agir humano numa perspectiva interdisciplinar. O ensino da língua na busca de desenvolver a prática da oralidade, da escrita e da leitura, deve ter a sala de aula como o espaço de apropriação do conhecimento, de promoção do diálogo entre as diferenças ressaltando as necessidades de conhecer a potencialidade e a individualidade do aluno, como ser social capaz de progredir e superar suas limitações. Trabalhamos a cultura afro-brasileira buscando valorizar a história e cultura do povo negro, na perspectiva de elevar a auto-estima e compreensão de todas as etnias, valorizando uma sociedade multicultural. A inclusão será aplicada a todos e não apenas aos alunos com necessidades especiais, almejando uma sociedade comprometida com as melhorias que valorizem a diversidade humana. Através da Educação Fiscal, poderão ser informados os mecanismos de constituição do estado, quais tornarão os cidadãos cientes da importância da sua contribuição, fazendo com que o pagamento de tributos, seja entendido e visto como instrumento para o bem comum, sensibilizando os educandos para a função social dos tributos. Os conteúdos deverão ser inseridos nas atividades de ensino- aprendizagem como um valor a ser incorporado. Os mesmos serão pesquisados através de jornais, revistas, Internet e outros textos complementares. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA: A língua portuguesa passou a integrar o currículo escolar brasileiro, somente nas últimas décadas do século XIX, depois de muito ter se organizado o 77 sistema de ensino. Em 1967 iniciou-se o processo de democratização de ensino. O aumento do número de vagas e a eliminação dos exames de admissão trouxeram para a escola um número significativo de falantes com diferentes variedades do português, muito distante do modelo cultivado pela escola. Essa questão provocou um profundo choque entre modelos e valores escolares e a realidade dos falantes. Os estudos lingüísticas centradas no texto e a interação social das práticas discursivas, e as novas concepções sobre a aquisição da língua materna chegaram ao Brasil em meados da década de 70, porém só tomaram corpo, efetivamente, a parte dos anos 80 com contribuição, do círculo de Baktin. Segundo Baktin a língua configura um espaço de interação entre sujeitos que se constituem através da interação. OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA: •Prática da Leitura: •Prática da Oralidade: •Prática da Escrita: CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: O objeto de estudo da disciplina é a língua e o conteúdo estruturante da língua portuguesa e literatura é o discurso, concebido como prática social, desdobrando-se em três partes: Oralidade, Leitura e Escrita. Pratica da Oralidade: É uma pratica social interativa, parte da informalidade para a formalidade, em situações de uso diversos. É preciso desenvolver a sensibilidade de saber ouvir o outro, o que favorece, inclusive a convivência social. Pratica da leitura: A leitura precisa ser vista na escola, como uma pratica consistente do leitor perante a realidade. A leitura deve ser vista em função de uma concepção interacionista de linguagem segundo a qual busca-se formar leitores no âmbito escolar, permitindo que o aluno perceba seu papel na interação com o texto, uma vez que este carrega ideologias, mas somente a partir da visão de mundo de 78 quem o lê. Pratica da escrita: A escrita deve ser pensada e trabalhada em uma perspectiva discursiva que aborda o texto como unidade potencializadora de sentidos, através da pratica textual. O aluno precisa antes de tudo compreender os mecanismos de funcionamento de um texto, que são diversos da oralidade. E depois de internalizar essas diferenças, pode amadurecer na produção de textos cuja intenção é provocar uma ação no mundo. Pensar a pratica da escrita é ter em mente que tanto o professor quanto o aluno necessitam planejar o que será produzido, em seguida escrever a primeira versão sobre a proposta apresentada e finalmente, revisar, reestruturar e reescrever este texto. Análise Lingüística: O objetivo dessa proposta é formar usuários competentes da língua que, através da fala, escrita e leitura, exercitem a linguagem de forma consistente e flexível, adaptando-se a diferente situações de uso, utilizando assim três tipos básicos de gramática: gramática normativa, descritiva e internalizada. A gramática normativa considera a língua como uma serie de regras que devem ser seguidas e obedecidas. Atribuindo-lhe a representação mais culta da língua. A gramática descritiva se detém à descrição das variantes lingüísticas a partir do seu uso pelos falantes. A gramática internalizada é o conjunto de regras que é dominado pelo falante tanto em nível fonético, como sintático e semântico, possibilitando o entendimento entre os falantes de uma mesma língua. OBJETIVOS GERAIS: Prática da Leitura - Oportunizar a reflexão dos textos lidos, escritos, falados ou ouvidos intuindo de forma contextualizada, as características de cada gênero e tipo de texto, assim como os elementos gramaticais empregados na organização do discurso ou texto. Prática da Oralidade – Empregar a língua oral, sabendo adequá-la a cada contexto e interlocutor, descobrindo as intenções dos discursos do cotidiano 79 posicionando-se diante dos mesmos, proporcionando ampliação das possibilidades da comunicação e expressão. Prática da Escrita – Desenvolver as habilidades de uso da língua escrita, em situações discursivas realizadas por práticas textuais considerando seus interlocutores, seus objetivos, num contexto de produção, leitura, permitindo o registro de conhecimentos científicos, culturais, históricos e as manifestações artísticas da linguagem. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: •Prática da leitura; •Prática da Oralidade; •Prática da Escrita; •Análise lingüística. 5ª SÉRIE Prática da Leitura •Textos relacionados ao imaginário e infantil: conto maravilhoso, lenda, fábula, comunicação humana, linguagens e afro-decendência; •Leitura de história em quadrinhos, cartoons, painéis, anedotas, cartões, gírias, poemas, anúncios, cantigas, bilhetes, recados, certidão de nascimento, jornalístico, contos, lendas e fábulas; Prática da Oralidade: •Leitura enfática dos textos; •Diálogos; •Histórias em quadrinhos; •Dramatização; •Relato pessoal; •Depoimentos; •Declamação de poesias. Prática da Escrita: •Produção de textos: cartão-postal, carta pessoal, email, diálogo, história em 80 quadrinhos, narrativo (relatos pessoais, depoimentos), descritivo. •Interferências africanas e indígenas na língua portuguesa. Análise lingüística: •Variedades lingüística (formalidade e informalidade); •Substantivo; •Adjetivo; •Locução adjetiva; •Flexão dos substantivos e adjetivos; •Artigos (flexão e classificação); •Numeral; •Classificação dos pronomes; •Coesão e coerência textual; •Letra – fonema – dígrafo; •Sílaba tônica e átona (classificações e acentuações); •Verbos (flexões – modos – tempos – modelos de conjugação verbal); •Advérbio (valores e aspectos semânticos). 6ª SÉRIE Prática da Leitura •Leitura de textos do cotidiano: cartoons, charges, guia de cinema, quadrinhos, anúncios publicitários, gráficos, certidão de nascimento, textos jornalísticos, lendas, contos e fábulas. •Textos relacionados: - Com heróis do cinema, da mitologia e dos quadrinhos; - Diferença humana (raciais e sociais); - Viagens; - A leitura, a poesia e o poeta. •Leitura, compreensão e interpretação de textos. Prática da Oralidade: •Exercícios para desenvolver pontuação, entonação e ênfase; •Leitura de textos diversos (literários, jornalísticos, humorísticos); 81 •Declamação e dramatização; •Relatos e depoimentos; •Contação de histórias; •Apresentação de trabalhos. Prática da Escrita: •Produção de textos: - Narrativos – contos e relatos; - Descritivos; - Poesias; - De opinião. Análise lingüística: •Grau dos substantivos e dos adjetivos; •Verbos; •Acentuação; •Ortografia; •Conectivos; •Morfossintaxe; •Tipos de sujeito; •Concordância verbal; •Verbos de ligação; •Predicativo do sujeito; •Parônimo; •Preposição; •Transitividade verbal; •Pronomes na função de complementos verbais; •Semântica; •Coerência e coesão; •Tipos de predicados; •Adjunto adnominal; •Adjunto adverbial. 82 7ª SÉRIE Prática da Leitura •Leitura de textos relacionados: ao humor, à adolescência, ao consumismo; às questões ecológicas e aos valores humanos (discriminação social e racial, entre outros); •Leitura de charges, cartuns, quadrinhos, anúncios, embalagens, poesias, cartas, livros de literatura, periódicos, lendas, contos e fábulas; •Leitura, compreensão e interpretação de textos. Prática da Oralidade: •Exercícios para desenvolver pontuação, entonação e ênfase; •Contação de anedotas e casos engraçados; •Declamação e debates com os temas trabalhados em aula; •Apresentação de trabalhos; •Depoimentos; •Discurso oral. Prática da Escrita: •Produção de: - Textos teatrais; - Crônicas; - Textos publicitários; - Entrevistas; - Textos de opinião. Análise lingüística: •Sujeito; •Vozes verbais e agente da passiva; •Denotação e conotação; •Trema e acento diferencial; •Predicativo; •Modo imperativo do verbo; •Figuras de linguagem; 83 •Emprego da palavra “porque”; •Conectivos; •Complemento nominal; •Aposto e vocativo; •Pontuação; •Conjunção; •Período simples e composto; •Ambigüidade; •Coerência e coesão. 8ª SÉRIE Prática da Leitura •Textos relacionados à juventude: críticos e textos científicos; •Picerações; •Poesia; •Textos relacionados ao amor; •Folhetos; •Cartum; •Notícias; •Músicas; •Contos; •Folclore; •Danças. Prática da Oralidade: •Contação de histórias; •Declamação de poesias; •Leitura de imagens; •Notícias; •Cartum; •Leitura enfática de textos; 84 •Painel; •Palavras e textos de origem africana e indígena; •Depoimentos; •Debates; •Discurso oral; •Seminário; •Dramatização. Prática da Escrita: •Produção de textos: - Conto; - Argumentativo; - Dissertativo; - Crônica; - Literários (crônicas, contos, poesias); - Textos de imprensa; - Textos de divulgação científica. Análise lingüística: •Pronomes demonstrativos e relativos em relação ao tempo e espaço; •Orações subordinadas adjetivas; •Orações subordinadas substantivas; •Problemas gramaticais e semânticos relacionados aos substantivos e adjetivos; •Versificação; •Estrutura e formação de palavras; •Concordância nominal e verbal; •Exercícios de linguagem; •Regência verbal e nominal; •Crase; •Colocação pronominal. METODOLOGIA: É um instrumental teórico-prático que permite o conhecimento o mais real possível e a prática mais segura e clara, diferenciada, pois se considera que a língua só existe em situações de interação e através das práticas discursivas. As 85 metodologias precisam ser problematizadas a partir da pesquisa, reflexão, discernimento e comprometimento de cada profissional. Na prática da oralidade é preciso partir da informalidade para a formalidade, em situações de uso diversas; precisam ser desenvolvidas em sala de aula atividades que favoreçam o desenvolvimento das habilidades de falar e ouvir, como: •Apresentação de temas variados: histórias de família, da comunidade, um filme, um livro e/ou outros; •Depoimentos sobre situações significativas vivenciadas pelo próprio aluno ou pessoas de seu convívio; •Uso do discurso oral para emitir opiniões, justificar ou defender opções tomadas, colher e dar informações, fazer e dar entrevistas, apresentar resumos, expor programações, dar avisos, fazer convites; •Confronto entre os mesmos níveis de registros de forma a constatar as similaridades e diferenças entre as modalidades oral e escrita; •Relato de acontecimentos, mantendo-se a unidade temática; •Debates, seminários, júris-simulados e outras atividades que possibilitem o desenvolvimento da argumentação; •Análise de entrevistas televisivas ou radiofônicas a partir de gravações para serem ouvidas, transcritas e analisadas, observando-se as pausas, hesitações, truncamentos, mudanças de construção textual, descontinuidade do discurso, grau de formalidade e comparação com outros textos; Na prática da leitura, a mesma precisa ser vista na escola, como uma prática consistente do leitor perante a realidade, o texto deve ser entendido como um veículo de intervenção no mundo, ao mesmo tempo em que está articulado ao modo de produção social. Algumas estratégias podem favorecer, na escola, o envolvimento com a leitura, como: cercar os alunos de livros que possam ser folhados, selecionados e levados para casa; proporcionar um ambiente iluminado e atrativo; organizar exposições de livros; ler trechos de obras e expô-los em cartazes; produzir, com os alunos, um quadro de avisos sobre o prazer de ler, ilustrado com seus temas preferidos, leitura oral, desde poemas até historias prediletas; o professor pode comentar com os alunos o que está lendo e vice-versa; trazer convidados para ler 86 e comentar sua história de leitura com a classe; produzir coletivamente peças de teatro e dramatizações sobre textos lidos; discutir, antes da leitura, o título e as ilustrações da história; encontrar músicas apropriadas para o momento da leitura; criar momentos em que alunos exponham suas idéias, opiniões e experiências de leitura e questionário, trabalhos puramente escritos e cansativos; organizar um clube do livro para que os alunos se reunião para a realização de leitura extra classe; escolher o autor do mês ou do trimestre e trabalhar a leitura de suas obras. A prática da escrita deve ser pensada e trabalhada em uma perspectiva discurssiva que aborda o texto como unidade potencializadora de sentidos através da prática textual. Pensar a prática da escrita é ter em mente que tanto o professor quanto o aluno necessitam planejar o que será produzido, em seguida escrever a primeira versão sobre a proposta apresentada e finalmente, revisar, reestruturar e reescrever este texto. A prática da produção de texto pode ser trabalhada, dentre outros, relatos (histórias de vida); bilhetes, cartazes, cartas, avisos (textos pragmáticos); poemas, contos e crônicas (textos literários); notícias, editoriais, cartas de leitor e entrevistas (textos de imprensa); relatórios, resumos de artigos, de verbetes, de enciclopédia (textos de divulgação científica). Assim, essa prática orientará não apenas a produção de textos significativos, como incentivará a prática da leitura. A análise lingüística, nesta proposta, visa formar usuários competentes da língua que, através da fala, escrita e leitura, exercitem a linguagem de forma consistente e flexível, adaptando-se a diferentes situações de uso. Procura simplificar a definição de gramática a partir da noção de conjunto de regras: as regras que devem ser seguidas; as que são seguidas; e as regras que o falante domina. A gramática normativa considera a língua como uma série de regras que devem ser seguidas e obedecidas. É a representação mais culta da língua. A gramática descritiva é o conjunto de regras que devem ser seguidas, se atém a descrição das variantes lingüísticas a partir de seu uso pelos falantes, dando preferência para a manifestação oral da língua. A gramática internalizada é o conjunto de regras que é dominada pelo falante, tanto em nível fonético como sintático e semântico, possibilitando o 87 entendimento entre os falantes de uma mesma língua. Cabe ao professor planejar e desenvolver atividades que possibilitem aos alunos a reflexão do seu próprio texto, tais como atividades de revisão, de reestruturação ou refacção do texto, de análise coletiva de um texto selecionado e sobre outros textos, de diversos gêneros, que circulam no contexto escolar e extra-escolar. O estudo do texto e da sua organização sintático-semântica permite ao professor a exploração das categorias gramaticais conforme cada texto em análise. CRITÉRIOS DA AVALIAÇÃO: A avaliação será contínua, priorizando a qualidade e o processo de aprendizagem, utilizando a observação diária e instrumentos variados selecionados de acordo com cada conteúdo e objetivo. A avaliação formativa é o melhor caminha para garantir a aprendizagem de todos os alunos, dando ênfase ao aprender, sendo ela contínua e diagnóstica, apontando as dificuldade, possibilitando assim que a intervenção pedagógica aconteça a todo tempo. A oralidade será avaliada considerando-se a participação do aluno nos diálogos, relatos e discussões. Quanto a leitura, propor aos alunos questões abertas, discussões, debates e outras atividades, que lhe permitam avaliar as estratégias que eles empregaram no decorrer da leitura. Em relação a escrita, os alunos precisam ser avaliados em uma prática reflexiva e contextualizada, que possibilite a eles a compreensão desses elementos no interior do texto, pois nele a língua se manifesta em todos os seus aspectos, discursivo, textuais, ortográficos e gramaticais. RECUPERAÇÃO PARALELA: A Recuperação Paralela, como o próprio nome afirma, deve ocorrer paralelamente ao ensino, ou seja, sempre que o professor observar que não houve apreensão efetiva do conteúdo, este deve ser retomado por meio de outras metodologias, para possibilitar ao aluno a aquisição da aprendizagem, evitando assim a exclusão e o fracasso escolar. 88 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: •BRASIL, Ministério da Educação. Parecer do Conselho Nacional de Educação e as Diretrizes Curriculares para a Educação das Relações Étnicas – Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana. Brasília, 2004. •PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Currículo Básico para a escola do Paraná. 3ª Ed. Curitiba, 1997. •PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares da Rede Pública de Educação Básica do Estado do Paraná. Curitiba, 2006. •Projeto Político Pedagógico da Escola. PROPOSTA PEDAGÓGICA MATEMÁTICA INTRODUÇÃO: A população atendida é heterogênea, sendo do centro da cidade, bairros e zona rural, apresentando características sócio-econômica média/baixa, prevalecendo a classe pobre. A maioria dos nossos educandos são filhos de operários de pequenas empresas, trabalhadores rurais e desempregados. A finalidade da escola é sociabilizar os educando visando a melhoria da qualidade de vida sócio-cultural, tornando-os cidadãos participativos, críticos, capazes de intervir no meio em que estão inseridos. A proposta de educação inclusiva aplica-se a todos, e não apenas aos alunos com necessidades especiais, com isso almeja-se a construção de uma sociedade comprometida com as minorias que valorizem a diversidade humana, capaz de reconhecer as diferenças e promover a aprendizagem. Na cultura afro devemos valorizar devidamente a história e a cultura do povo negro na perspectiva de afirmação de uma sociedade multicultural e pluriétnica. Através da Educação Fiscal, poderão ser informados os mecanismos de constituição do estado, quais tornarão os cidadãos cientes da importância da sua 89 contribuição, fazendo com que o pagamento de tributos, seja entendido e visto como instrumento para o bem comum, sensibilizando os educandos para a função social dos tributos. Os conteúdos deverão ser inseridos nas atividades de ensino- aprendizagem como um valor a ser incorporado. Os mesmos serão pesquisados através de jornais, revistas, Internet e outros textos complementares. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA: O nascimento da Matemática ocorreu por volta de 2000 A/C na Babilônia, mas somente nos séculos VI e V A/C na Grécia é que emergiu como ciência, sendo registrados regras, princípios lógicos e exatidão de resultados. No Brasil, na metade do séc. XVI, com a instalação dos colégios católicos é que a matemática viria a ser introduzida como disciplina, nos currículos da escola brasileira. Do final do séc. XVI ao início do XIX a matemática escolar demarcava os programas de ensino da época, por ser a ciência que daria a base de conhecimento para solucionar os problemas de ordem prática. Do final do séc. XIX e início do XX instala-se um novo cenário sócio político-econômico e neste contexto, os matemáticos que até então eram vistos como pesquisadores, passavam a ser também professores. Sendo assim as disciplinas que abordavam conteúdos matemáticos foram unificados, explorando seu caráter didático e pedagógico. Essas idéias foram implementadas no Brasil pelo movimento da Escola Nova, orientado por uma concepção Empírica–Ativista. Esta tendência contribuiu para a unificação de matemática em disciplina, além de orientar a formulação das diretrizes metodológicas do ensino da Matemática. Sua proposta básica era o desenvolvimento da criatividade e das potencialidades e interesses individuais. Na tendência formalista clássica a finalidade da matemática era o desenvolvimento do pensamento lógico dedutivo. Na tendência formalista moderna houve a reformulação e modernização do currículo escolar. Esta tendência possua uma abordagem internalista. A tendência tecnicista visava a preparação de o Indivíduo para ser útil e servir ao sistema, cujo método era a memorização de princípios e fórmulas, o desenvolvimento e as habilidades de manipulação de algoritmos e expressões algébricas e de resolução de problemas. Os conteúdos eram organizados por 90 especialistas. Na tendência construtivista o conhecimento matemático resulta de ações interativas e reflexivas por parte dos estudantes. Outra tendência, a socio-etnocultural valorizava aspectos sócio cultural tendo com base teórica e prática a etnomatemática, sendo um saber prático relativo não universal e dinâmico produzido histórico culturalmente. Já na tendência histórico crítica o saber é construído historicamente para atender as necessidades sociais e teóricas tornando-os capazes de estabelecer relações, justificar, analisar, discutir e criar. Após a implantação da LDBEN 9394/96 o objetivo é adequar o ensino brasileiro às transformações do mundo do trabalho, fruto da globalização econômica e das concepções do mercado. A matemática como ciência integrante da sociedade, sempre envolvidas nos processos de evolução, ocupa um importante papel na formação do cidadão consciente de suas limitações e potencialidades. A educação matemática envolve falar na busca de transformações, possibilitando aos estudantes realizar análises, discussões, conjecturas, apropriação de conceitos e formulações de idéias contribuindo para o desenvolvimento e minimização dos problemas reais da sociedade. Portanto, o conhecimento matemático visa levar o estudante a criticar questões sociais, políticas, econômicas e históricas, descrevendo e interpretando fenômenos matemáticos e de outras áreas de conhecimento, construindo desta forma valores e atitudes de natureza diversa visando a formação integral do ser humano. Cabe aos professores tomar o cuidado para não se perder o caráter científico da disciplina, indo além do senso comum, possibilitando ao estudante ser um conhecedor do objeto matemático construído historicamente. A matemática tem a função de transformar o homem levando-o a sua emancipação social, vislumbrando a diminuição das desigualdades sociais e criando uma sociedade mais justa. OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA: •Fazer com que o estudante compreenda e se aproprie da própria matemática concebida como um conjunto de resultados, métodos, procedimentos e 91 algoritmos. •Possibilitar uma visão histórica em que os conceitos foram apresentados, discutidos, construídos e reconstruídos, influenciando na formação do pensamento humano e na produção de sua existência por meio das idéias e das tecnologias. •Contribuir para a formação de indivíduos capazes de interpretar o meio em que vivem, re-elaborar conceitos, bem como, formar a base para a progressão de seus estudos. •Contribuir para que o estudante tenha condições de constatar regularidade matemática, generalizações e apropriação de linguagem adequada para descrever e interpretar fenômenos ligados a matemática e outras áreas do conhecimento, sendo possível o mesmo criticar questões sociais, políticas, econômicos, históricos, dando estrutura para propiciar transformações sociais. 5ª SÉRIE - Conteúdos estruturantes: •Conteúdos específicos. - Números, operações e álgebras: •Sistema de numeração decimal e não decimal; •Números naturais e suas representações; •Conjuntos numéricos (naturais e fracionários); •As seis operações e suas inversas (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação); •Transformações de números fracionários (na forma de razão/quociente) em números decimais; •Adição, subtração, multiplicação e divisão de frações por meio de equivalência; - Medidas: •Organização do sistema métrico decimal e do sistema monetário; •Transformação de unidades de medidas de massa, capacidade, comprimento e tempo; •Perímetro, área, volume, unidades correspondentes e aplicações na resolução 92 de problemas algébrico; •Capacidade e volume e suas relações. - Geometria: •Elementos de geometria euclidiana e noções de geometria não-euclidiana; •Classificação e nomenclatura dos sólidos geométricos e figuras planas; •Construções e representações no espaço e no plano; •Planificação de sólidos geométricos; •Padrões entre bases, faces e arestas de pirâmides e prismas; •Desenho geométrico com uso de régua e compasso; •Ângulos, polígonos e circunferências; •Noções de geometria espacial; - Tratamento de informação: •Leitura, interpretação e representação de dados, por meio de tabelas, lista, diagramas, quadros e gráficos. 6ª SÉRIE - Conteúdos estruturantes: •Conteúdos específicos. - Números, operações e álgebras: •Conjuntos numéricos (racionais, inteiros, racionais); •As seis operações e suas inversas (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação); •Transformações de números fracionários em números decimais; •Juros e porcentagens nos seus diferentes processos de cálculo (razão, proporção e frações e decimais); •Noções de variável e incógnita e a possibilidade de cálculo a partir da substituição de letras por valores numéricos; •Noções e proporcionalidade: fração, razão, proporção, semelhança e diferença; •Grandezas diretamente e inversamente proporcionais; •Equação, inequação e sistema de equação do primeiro grau; 93 •Ângulos; •Expressão numérica. - Medidas: •Perímetro, área, volume, unidades correspondentes e aplicações na resolução de problemas algébricos; •Transformações de unidades de medidas de massa, capacidade, comprimento e tempo. - Geometria: •Elementos da geometria euclidiana e noções de geometria não-euclidiana; •Ângulos, polígonos e circunferências; •Classificação de triângulos; •Representação cartesiana e confecção de gráficos; •Interpretação geométrica de equação, inequações e sistema de equações. - Tratamento de informação: •Coleta, organização e descrição de dados. •Leitura, interpretação e representação de dados, por meio de tabelas, lista, diagramas, quadros e gráficos; 7ª SÉRIE - Conteúdos estruturantes: •Conteúdos específicos. - Números, operações e álgebra: •Conjuntos numéricos (naturais, racionais, reais, inteiros e irracionais); •As seis operações e suas inversas (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação); •Transformação de números fracionários (na forma de razão/quociente) em números decimais; •Juros e porcentagens nos seus diferentes processos de cálculo (razão, proporção, frações e decimais); •Noções de variável e incógnita e a possibilidade de cálculo a partir da substituição de letras por valor numérico; 94 •Noções de proporcionalidade (fração, razão, proporção, semelhança e diferença); •Equações, inequações e sistemas de equações de primeiro grau; •Polinômios e os casos notáveis; •Produtos notáveis; •Ângulos; •Fatoração; •Cálculo do número de diagonais de um polígono; •Expressões numéricas. - Geometria: •Elementos de geometria euclidiana e noções de geometria não-euclidiana; •Construções e representações no espaço e no plano; •Condições de paralelismo e perpendicularidade; •Definição e construção do baricentro, ortocentro, incentro e circuncentro; •Desenho geométrico com uso de régua e compasso; •Classificação de poliedros e corpos redondos, polígonos e círculos; •Ângulos, polígonos e circunferência; •Representação cartesiana e confecção de gráficos; •Interpretação geométrica de equações, inequações e sistemas de equações; •Representação geométrica de produtos notáveis; •Circulo e cilindro; •Noções de geometria espacial. - Medidas: •Perímetro, área, volume, unidades correspondentes e aplicações na resolução de problemas algébricos; •Ângulos e arcos, unidades, fracionamento e cálculo; •Congruência e semelhança de figuras planas – Teorema de Talles. - Tratamento de informação: •Coleta, organização e descrição de dados; •Leitura, interpretação e representação de dados, por meio de tabelas, lista, diagramas, quadros e gráficos; 95 •Noções de probabilidade; •Médias, moda e mediana. •Análise dos dados do IBGE sobre a composição da população brasileira e por cor, renda, escolaridade no país e no município; 8ª SÉRIE - Conteúdos estruturantes: •Conteúdos específicos. - Números, operações e álgebra: •Equações, inequações e sistemas de equações de primeiro e segundo grau; •Ângulos; •Funções; •Trigonometria no triângulo retângulo; - Geometria: •Elementos de geometria euclidiana e noções de geometria não-euclidiana; •Construções e representações no espaço e no plano; •Padrões entre bases, faces e arestas da pirâmide e prismas; •Definição e construção do baricentro, ortocentro, incentro e circuncentro; •Desenho geométrico com uso de régua e compasso; •Ângulos, polígonos e circunferência; •Representação cartesiana e confecção de gráficos; •Estudos e polígonos encontrados a partir de prismas e pirâmides; •Construção de polígonos inscritos em circunferências; •Circulo e cilindro; •Noções de geometria espacial. - Medidas: •Perímetro, área, volume, unidades correspondentes e aplicações na resolução de problemas algébricos; •Capacidade e volume em suas relações; 96 •Ângulos e arcos, unidades, fracionamento e cálculo; •Congruência e semelhança de figuras planas – Teorema de Talles; •Triângulo retângulo – relações métricas e Teorema de Pitágoras; •Triângulos quaisquer; •Poliedros regulares e suas relações métricas. - Tratamento de informação: •Coleta, organização e descrição de dados; •Leitura, interpretação e representação de dados, por meio de tabelas, lista, diagramas, quadros e gráficos; •Gráficos de barras, colunas, linhas poligonais, setores de curvas e histogramas. •Análise dos dados do IBGE sobre a composição da população brasileira e por cor, renda, escolaridade no país e no município; METODOLOGIA DA DISCIPLINA: Os procedimentos metodológicos devem propiciar a apropriação de conhecimentos matemáticos que expressem articulações entre os conteúdos específicos do mesmo conteúdo estruturante e entre conteúdos específicos de conteúdos estruturantes diferentes, de forma que suas significações sejam reforçadas, refinadas e intercomunicadas. Algumas propostas metodológicas para o ensino da matemática são: a Resolução de Problemas, a modelagem matemática, o uso de Medidas Tecnológicas, a Etnomatemática e a história da matemática, as quais serão alencadas a seguir: Resolução de Problemas: aplicar conhecimentos previamente adquiridos em novas situações, tendo condições de buscar várias alternativas que almejam a solução, visando o levantamento de hipóteses e posteriores testes, possibilitando desta forma, aos estudantes, a compreensão dos argumentos matemáticos e ajudando a vê-los como um conhecimento presente no processo de ensino e de aprendizagem Etnomatemática: visa reconhecer e registrar questões de relevância social que produzem conhecimento científico, levando-se em consideração que não existe um único saber, mas vários saberes distintos, cada qual com sua 97 importância valorizando a história dos indivíduos e suas relações de produção e trabalho bem como com respeito a suas manifestações e raízes culturais como arte e religião, incluindo também análise de pesquisas relacionadas ao negro no mercado de trabalho no país. Modelagem Matemática: consiste na arte de transformar problemas reais com os problemas matemáticos e resolvê-los; um ambiente de aprendizagem onde os alunos são instigados a indagar e/ou investigar, contribuindo assim para a elaboração de análise críticas e para a compreensão de mundo. Mídias Tecnológicas: são recursos tecnológicos, o software, a televisão, as calculadoras, os aplicativos da Internet, os quais auxiliam na visualização, generalização e representação do fazer matemático de uma maneira possível de manipulação, enfatizando a experimentação, a construção, a interação, o trabalho coletivo, a dinâmica e o confronto entre teoria e prática, inserindo assim formas diferenciadas de ensinar e aprender, valorizando o processo de produção de conhecimento. História da Matemática: trata-se de estudar as descobertas da matemática vinculada aos fatos sociais, políticos, históricos, filosóficos que influenciavam o pensamento e o avanço científico de cada época, levando o indivíduo a entender como o conhecimento matemático é construído historicamente, reconhecendo a matemática como um campo do conhecimento em construção e pensar em um ensino que possibilite a construção em conjunto professores e alunos da ciência matemática. RECUPERAÇÃO PARALELA: Dado o conteúdo e detectadas as dificuldades, a recuperação deve ser imediata (paralela), com a retomada diversificada, possibilitando ao aluno novas oportunidades para apropriar-se do conhecimento e efetivando o objetivo. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO: A avaliação tem um papel de mediação no processo de ensino aprendizagem, ou seja, ensino, aprendizagem e avaliação devem ser considerados como integrantes de um mesmo sistema. Cabe ao professor considerar no contexto das práticas de avaliação 98 encaminhamentos como: a observação, a intervenção, a revisão de noções e subjetividades, isto é, buscar diversos métodos avaliativos como formas escritas, orais e de demonstração, incluindo o uso de materiais manipulados, computador e/ou calculadora. Uma prática avaliativa em educação matemática, precisa de interpretação e a discussão dando significado ao conteúdo trabalhado, a compreensão por parte do aluno. E para que isso aconteça é fundamental o diálogo entre professor e aluno na tomada de decisões, nas questões relativas aos critérios utilizados para avaliar. A avaliação deve ser uma orientação para o professor na condução de sua prática docente e jamais para reprovar. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: •Diretrizes Curriculares Estaduais para o Ensino Fundamental, 2006; •Projeto Político Pedagógico da Escola; •PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. Departamento de Ensino de Primeiro Grau. Currículo básico para a escola pública do Paraná. Curitiba, 1990. PROPOSTA PEDAGÓGICA 99 INGLÊS INTRODUÇÃO: De acordo com o objetivo da Língua Inglesa, a nossa proposta é oportunizar o desenvolvimento do aluno tanto no âmbito social, emocional, psicológico e cultural, apresentando novas culturas, novos costumes, conhecer o diferente para respeitá-lo. Nossas turmas são heterogêneas, compostas por filhos de agricultores, diaristas, domésticas, comerciantes, desempregados e bóias-frias, a maioria apresenta grande dificuldade de aprendizagem. A escola busca trabalhar as diversidades e as deficiências dentro das condições existentes, auxiliando-os, buscando na inclusão uma perspectiva com resultados positivos, mesmo que diferente de um aluno para outro. Na cultura afro devemos valorizar devidamente a história e a cultura do povo negro na perspectiva de afirmação de uma sociedade multicultural e pluriétnica. Através da Educação Fiscal, poderão ser informados os mecanismos de constituição do estado, quais tornarão os cidadãos cientes da importância da sua contribuição, fazendo com que o pagamento de tributos, seja entendido e visto como instrumento para o bem comum, sensibilizando os educandos para a função social dos tributos. Os conteúdos deverão ser inseridos nas atividades de ensino- aprendizagem como um valor a ser incorporado. Os mesmos serão pesquisados através de jornais, revistas, Internet e outros textos complementares. APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA: Ao dar inicio a tarefa de aprender uma nova língua, o que representa ao mesmo tempo um desafio e um estímulo, convém familiarizar-se com o processo de aprendizagem em questão e descobrir como isso poderá afetá-lo. Aprender demanda tempo, visto que a Língua Inglesa faz parte de um 100 sistema complexo de sons, palavras, gramática e maneira de comunicar diferentes significados. Ao estudar uma língua estrangeira, temos por objetivo principalmente adquirir a habilidade de comunicação nessa língua. A essência desta comunicação consiste em enviar e receber mensagens eficazmente, fato que merece ser levado em conta se desejam aprender esta nova língua estrangeira com rapidez e eficácia. Para tanto, propõe-se fazer da aula de língua estrangeira um espaço para que o aluno reconheça e compreenda a diversidade de lingüística e cultural, oportunizando-o a engajar-se discursivamente e a perceber possibilidades de construção de significados em relação ao mundo que vive. Isso quer dizer que o aluno poderá compreender que os significados são sociais e historicamente construídos e, portanto, possíveis de transformação na pratica social. Historicamente, o enfoque dado a leitura dentro do processo de ensinoaprendizagem de língua estrangeira tem variado de acordo com a corrente metodológica em voga. Os manuais didáticos alem das listas de palavras e explicações gramaticais, apresentavam exercícios de tradução de língua materna para estrangeira e vice-versa. Esses exercícios eram compostos por frases a serviços dos tópicos gramaticais de cada visão. As propostas educativas no ensino de línguas, já oferece uma abordagem comunicativa, mas as atividades, em geral, ainda exploram a estrutura gramatical fora de qualquer contexto. Ou seja, a gramática é vista como algo desvinculados das situações de contato inter-pessoal e dos textos disponíveis na vida real (livros, revistas, Internet, canções). O Estudo de forma contextualizada é o melhor caminho porque oferece novas informações e idéias, revela elementos da cultura e amplia o vocabulário dos alunos. Em outras palavras, a educação deve estar inserida no mundo. Apesar de toda a tendência mundial caminhar para um ensino em que a língua é vista como poderoso instrumento para as relações entre as pessoas e entre as nações, ainda insiste-se na priorização no plano as habilidades orais. Não há a menor duvida de que a leitura é um dos componentes mais relevantes no ensino de uma LEM. Além disso a leitura é a maior fonte de 101 exposição ao idioma em contextos como o nosso, onde há pouco contato com falantes nativos. Centrar o ensino de inglês no desenvolvimento da habilidade de leitura é ignorar que aprender uma língua faz parte da formação geral do indivíduo como cidadão do mundo e que entender o outro e como o outro interage auxilia-nos relações interpessoais. OBJETIVOS GERAIS: O ensino de Língua Estrangeira Moderna espera que o aluno: •Seja capaz de usar a língua em situação de comunicação oral e escrita; •Vivencie, na aula de LE, formas de participação que lhe possibilite estabelecer relações entre ações individuais e coletivas; •Compreenda que os significados são sociais e historicamente construídos e, portanto, passíveis de transformação na pratica social; •Tenha maior consciência sobre o papel das línguas na sociedade; •Reconheça e compreenda a diversidade lingüística e cultural, bem como seus benefícios para o desenvolvimento cultural do país; •Respeito á diversidade (cultural, identitária, lingüística) oportunizando-o a engajar-se discursivamente e a perceber possibilidades de construção de significados em relação ao mundo em que vive. 5ª SÉRIE Conteúdos estruturantes: •Conteúdos específicos. What´s your name? •Apresentação de pessoas; •Perguntar e dizer nomes; •Falar sobre a família; •Pronomes pessoais, demonstratives e possessives; •Verbo to be. 102 What´s your favourite animal? •To be (afirmativo, negativo e interrogativo); •Pronome demonstrativo (this, that); •Artigos indefinidos (a, an); What are your favorite colors? •Cores; •To be simple present (plural); •Substantivos (singular e plural); •Respostas curtas. I love my body. •Partes do corpo; •To be (singular e plural); •Adjetivos; •Artigo (the); •Pronome interrogativo (how); •Pronomes pessoais (I, you, he, she, it, we, you, they); •Respostas curtas. What do you play? •Brinquedos, jogos e instrumentos musicais; •Verbos (to play, to like); •Presente simples (afirmativo / negativo / interrogativo); •Preposições (in, on, at, with); •Conjunções (or, and); •Pronome interrogativo (where). How many pets do you have? •Brinquedos; •Números até 10; 103 •Verbo to have (present simples); •Perguntas contáveis (how many). What´s your address? •Números de telefone; •Números de 1 a 10; •Idade e tempo; •Interrogações (how many, what time, how old). Do you eat good food? •Alimentos e bebidas; •Verbos: to eat, to drink; •Pronomes demonstrativos (these, those). 6ª SÉRIE Conteúdos estruturantes: •Conteúdos específicos. Nice to meet you! •Cumprimentos; •Apresentações; •Verbo to be (simple present); •Pronomes pessoais; •Pronomes possessivos; •Respostas curtas. What´s the date today? •Datas; •Dias; •Dias da semana; •Feriados; 104 •Uso dos porquês: Why / because; •Preposições: in, on; •Palavras interrogativas: when, what; •Números ordinais; •Presente simples (verbos comuns). What are you like? •Descrever pessoas; •Adjetivos; •Palavras interrogatives: who, what; •Uso de: and / or / but; •Artigos indefinidos: a, an; •Artigos definidos: the; The clothes I wear. •Roupas; •O tempo; •Substantivos: singular e plural; •To be – presente continuo; •Palavras interrogatives: what, when; Let´s go to school! •Objetos escolares; •Lugares da escola; •Verbo haver: there to be; •Preposições: behind, between, nexto, far from, in front of; •Questões contáveis: how many; •Substantivos: simples e plural. Do you live in a house or in an apartment? •Casa (partes); 105 •Preposições: inside, outside, in, on; •Pronomes interrogativos: where, how many, which; What do you do every day? •Atividades diárias; •Tempo; •Respostas curtas; •Pronomes interrogativos: who, when, where, what, how; •Simple present (outros verbos). What do you like to do? •Adjetivos; •Gostos e preferências; •Cartas; •Simple present; •Some, any, either em frases. 7ª SÉRIE Conteúdos estruturantes: •Conteúdos específicos. Who do you look like? •Descrição de alguém; •Falar sobre alguém; •Presente simples; •Adjetivos; •Caso genitivo; •Preposições; •Partes do corpo. What are they doing? 106 •Falar sobre o que alguém está fazendo; •Presente simples e contínuo; •Atividades diárias; •Advérbios (always, usually, never...). What can you do? •Falar sobre habilidades; •O que fazer ou não fazer; •Verb can; •Caso genitivo; •Pronome interrogativo (whose); •Possessivo pronome. What´s you job? •Ocupações e atividades relacionadas; •Nomes contáveis e incontáveis (many, few, much, little); •Enfermidades e dores. Do you know where the post office is? •Perguntar e dar informações; •Lugares, direção; •Uso dos verbos (may, can). Let´s go shopping! •Falar sobre planos futuros; •Férias, passeios; •Comparativo; •Superlativo; •Verbos (may, can); •Perguntar e responder (ida ao shopping). 107 What will you do on your next vocation? •Falar sobre temperatura e tempo; •Falar sobre futuro; •Verb futuro (will); •Atividades de férias. What´s the weather like? •Future with to be + going to; •Planos futuros; •Uso de roupas. 8ª SÉRIE Conteúdos estruturantes: •Conteúdos específicos. Talking about feelings. •Verbos no presente simples e futuro; •Pronomes pessoais e reflexivos; •Adjetivos e palavras que concordem ou discordem (too=affirmative, either=negative); •Relembrar acontecimento. Where were you born? •Onde nasceu, datas e países (nacionalidade); •Passado simples, passado contínuo. Where did you go on your last vocation? •Atividades, textos sobre passado simples (did); •Questões que apresentam a forma afirmativa e negativa na mesma frase (question tags); •Preposições e verbo no presente (ing); 108 •Adjetivo e uso de enowgh. Do you remember your first day at school? •Passado simples (sentimentos, escola, colegas); •Expressões (desculpe-me, suponho); •Frases condicionais no futuro (would); •Uso do If; •Entrevista. Have you ever seenthis film? •Conversa; •Presente perfeito; •Verbos frasais; •Uso de (just, never, always, yet). Have you ever written to an advere column? •Escrever cartas; •Tomar decisões; •Presente perfeito; •Passado perfeito; •Presente perfeito continuo. Do you think I mutt try again? •Reclamações; •Uso de verbos modais (must, can, coud, may); Christmas is for children. •Gerúndio; •Expressões; •Frases relativas. 109 METODOLOGIA: Na metodologia da Língua Inglesa é importante trabalhar a partir de temas diferentes as questões sociais emergentes numa atitude problematizadora daquele que lê e que se envolve com o texto. Na aula de Língua Inglesa, fazer discussões orais, sobre sua compreensão, bem como produzir textos orais, escritos ou visuais, a partir de um texto lido, encorajando-os a ter uma postura crítica frente aos textos. Faz-se necessário trabalhar com textos que apresentem um grande número de palavras diferentes, principalmente para turmas iniciantes. A pesquisa de palavras no dicionário pode auxiliar esta conscientização, na medida em que os alunos percebam os possíveis sentidos apresentados para tais palavras. O texto deve ser trabalhado em seu contexto social de produção e dele selecionar itens gramaticais que indiquem a estruturação da língua, explorando com seus alunos os diversos tipos de textos, valorizando o conhecimento de mundo e as experiências dos alunos, formulando hipóteses com eles, estabelecendo situações que os ajudem a não apenas construir expectativas, mas desenvolver seus próprios sentidos, conscientes dos diferentes contextos que os perpassam. O aluno deverá conhecer e entender a cultura do outro para ter um bom desempenho ao usar a língua, numa abordagem intelectual. Para tanto, será preciso utilizar o material didático disponível na prática pedagógica, livro didático, dicionários, livros paradidáticos, vídeos, DVDs, fitas de áudio, CD roons, Internet. CRITÉRIOS DA AVALIAÇÃO: A avaliação se constitui num instrumento facilitador na busca de orientações e intervenções pedagógicas, subsidiando discussões a cerca das dificuldades e avanços dos alunos sujeitos, a partir de suas produções, sendo a base para o planejamento das avaliações ao longo do processo. Caberá ao professor observar a participação ativa dos alunos, nas diferentes formas; entre os alunos e o professor; entre os alunos da turma; na interação dos alunos com o material didático; nas conversas em língua materna e na língua inglesa. RECUPERAÇÃO PARALELA: 110 Caso haja necessidade de recuperação paralela, esta acontecerá mediante nova explicação do conteúdo feito pelo professor, juntamente com a revisão das atividades. Exercícios e atividades diferenciadas das anteriores darão nova oportunidade de aprendizado aos alunos que não obtiveram êxito durante o processo de ensino aprendizagem. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: •Diretrizes Curriculares da L. E. •Projeto Político Pedagógico da Escola. APROVAÇÃO Aprovado pelo Conselho Escolar de acordo com a Ata nº 01 de 12/02/2007.