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Cloud Computing (ou computação em nuvem)
vem sido muito citado em revistas e sites da área
de TI e há uma grande movimentação da indústria
acerca de seu uso. Entusiastas e críticos têm
divulgado constantemente suas ideias sobre essa
nova tecnologia. Ignorá-la é ficar fora de um novo
paradigma que vem se consolidando e sendo
adotado por gigantes da TI. Este artigo apresenta
uma abordagem geral das funcionalidades e
novidades em torno desse conceito, a fim de ajudar
o leitor a saber como investir nessa tecnologia no
cotidiano pessoal e profissional.
José Yoshiriro Ajisaka Ramos
([email protected]): Bacharel em Sistemas de Informação (IESAM)
e mestrando em Ciência da Computação (UFPA). Possui as certificações
internacionais SCJP 6, SCWCD 5, SCBCD 5 e OCUP Fundamental.
Criador e colaborador de alguns projetos open-source da Apache.
org. Desenvolvedor concursado do TJE/PA. Professor de cursos de
graduação em TI nas Faculdades Integradas Ipiranga e na UAB/IFPA e
de cursos de Java na EquilibriumWeb.
Introdução ao
Cloud Computing
Conheça o conceito de Computação em Nuvem (Cloud
Computing), seus benefícios e aplicações e como as
gigantes da TI vêm investindo sério nele.
ste artigo fará uma abordagem geral sobre o estado da
arte da Computação em Nuvem (Cloud Computing).
O objetivo é fazer o leitor perceber a importância desse
conceito, cada vez mais presente em diversos tipos de soluções.
Não se trata de um tutorial ou passo-a-passo de configuração ou
uso de ambiente em nuvem e sim de uma apresentação desse
novo e emergente paradigma. São apresentados o conceito de
computação em nuvem, a origem desse termo, suas características
essenciais seus modelos de implantação e de serviços. Notícias
recentes e importantes são citadas. Uma sucinta descrição de seus
prós e contras é feita, assim como uma breve descrição de algumas
opções para programar para a Nuvem. Finalmente, é apresentada
uma recomendação bibliográfica sobre o tema do artigo.
6
O que é Computação em Nuvem
Computação em Nuvem (ou em Nuvens, como alguns traduzem),
do inglês “Cloud Computing”, não é ainda um conceito 100%
preciso. Há um bem humorado vídeo na internet chamado “What
is Cloud Computing” (criado em 07/05/2008) que mostra, dentre
outros, personalidades como Tim O'Reilly, Dan Farber (editorchefe da CNet) e Matt Mullenweg (co-fundador do Wordpress)
com visões muito diferentes sobre esse conceito. Ocorre que nunca
houve um dia em que alguém parou e disse “agora vamos começar
a usar computação em nuvem”. O que houve foi que se começou
a chamar um conjunto de práticas da TI atual por esse nome. Em
todo caso, a maioria dos conceitos converge para um modelo no
qual os recursos computacionais (processamento, armazenamento e softwares) estão disponíveis em uma rede de computadores e
são acessados remotamente, via internet ou intranet.
Se não há consenso sobre o conceito, sobre os objetivos e características há bem menos divergências. Esse modelo objetiva prover
uma alta disponibilidade de recursos e é composto de cinco características essenciais, quatro modelos de implantação e diferentes
modelos de serviços.
Você anda muito mais nas nuvens do que imagina
Talvez o leitor imagine que “Cloud Computing” seja um modismo
ou então algo com que só os CIOs das empresas devam se preocupar. Nada disso.
Para que o leitor tenha um entendimento mais claro sobre o conceito de Cloud Computing e como ela já está presente em nosso
cotidiano, temos alguns exemplos de aplicações que seguem esse
conceito e que são muito populares mesmo entre pessoas que não
trabalham com TI.
8FCNBJMT Gmail, Hotmail, Yahoo!Mail (figura 1) dentre outros
são exemplos de sistemas na nuvem. O usuário que possui conta
de e-mail em alguma dessas empresas não sabe onde seus e-mails
estão de fato. Estão no Brasil? Nos EUA? Na Europa? Não, estão na
nuvem. Consegue-se acessá-los de qualquer lugar do mundo bastando possuir conexão com a internet. Você não precisa instalar
nada nem fazer atualizações, pois esses sistemas estão na nuvem e
acessíveis com uso de um navegador.
Figura 2. Google Docs, DropBox, Live Document e Amazon Cloud Drive: exemplos
de armazenamento on-line na nuvem.
Vários outros exemplos de uso “popular” de Cloud Computing
poderiam ser citados, tais como: Youtube, Picasa, Redes Socais e
programas antivírus on-line.
E o que o leitor observou em comum nos exemplos citados? Uso
reduzido dos computadores pessoais, certo? Não é seu computador que envia o e-mail quando você usa o Gmail. Não é seu
computador que edita o documento no Live Documents. Não é
em seu computador que está o vídeo que você assiste pelo Youtube (e nem lá fica depois de assistir). O computador pessoal passa
a ser apenas um meio de solicitar e receber os serviços da nuvem.
Quem processa, faz IO, usa memória etc. é o sistema em nuvem
que você acessa via navegador ou outro programa-cliente.
Origem da expressão “Computação em Nuvem”
O termo “Computação em Nuvem” começou a ter maior repercussão em meados de 2008 (embora Google e Amazon tenham
criado serviços dessa natureza em 2006), mas é de origem incerta,
principalmente se considerarmos como ele tem sido implementado. Entretanto, não é raro encontrar referências a um trabalho de
1961, do professor John McCarthy do Instituto de Tecnologia de
Massachusetts (MIT) como sendo o precursor desse conceito. Nesse trabalho foi descrito um modelo de computação oferecido nos
moldes do sistema de distribuição de energia. Isso é parecido com
o que está ocorrendo atualmente, graças a fatores como expansão e
barateamento da banda larga e do aumento da capacidade computacional dos equipamentos atuais. Desde a divulgação do trabalho
do professor MacCarthy, tal conceito ficou como que “hibernando”,
pois a tecnologia da informação só passou a ser capaz de por em
prática tal ideia recentemente. Foi que, em 2006, Eric Schmidt da
Google usou o termo “Cloud Computing” passando a ser considerado por muitos autores como o “pai” desse termo.
Características essenciais
Figura 1. Gmail, Hotmail e Yahoo!Mail: exemplos de uso da nuvem para envio, recebimento e armazenamento de e-mails.
$SJBÎÍP F BSNB[FOBNFOUP POMJOF EF BSRVJWPT Google Docs,
Office Web Apps, Dropbox, Live Documents, Amazon Cloud
Drive (figura 2) dentre, outros também são exemplos de sistemas
na nuvem. Igualmente, o usuário não sabe onde os arquivos estão
verdadeiramente, pois estão na nuvem. Com exceção do Dropbox,
esses sistemas sequer exigem a instalação de algum software no
computador do cliente, pois funcionam por meio do navegador.
Para que exista um ambiente onde seja possível oferecer e usar
computação em nuvem, são necessárias as seguintes características:
"DFTTP Ë SFEF característica básica em todos os conceitos de
nuvem. Sem rede não há como existir ou ingressar na nuvem.
O acesso à rede deve observar a heterogeneidade de hardware e
software.
7
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0OEFNBOETFMGTFSWJDF um consumidor pode, unilateralmente,
provisionar recursos computacionais, como servidor dns, storage,
sgbd, dentre outros, de acordo com sua necessidade, sem a obrigatoriedade de interação humana com o provedor de serviço.
1PPM DPNQBSUJMIBNFOUP
EF SFDVSTPT os recursos computacionais de um provedor de serviços em nuvem são agrupados,
ficando à disposição de múltiplos clientes, com recursos físicos e
virtuais diferentes, realocados de acordo com a demanda de cada
cliente. Quanto à localização, é algo bem diferente de ter um “data
center”, pois o cliente não sabe exatamente onde estão os recursos
que usa. Os recursos normalmente são: processador, memória,
espaço em disco, banda de rede e máquinas virtuais.
3ÈQJEBFMBTUJDJEBEF capacidade de elasticamente alocar recursos
o mais rápido possível. Assim, deve-se rapidamente aumentar os
seus recursos quando necessário e logo após o término voltar ao
estado inicial. O usuário final não tem gerência sobre essas operações. A ideia aqui é evitar recursos ociosos em uma infraestrutura,
disponibilizando mais recursos para que mais precisa. O limite
de aumento de alocação desses recursos pode variar conforme o
contrato entre o cliente e o provedor de serviços em nuvem.
4FSWJÎPNFOTVSBEP automaticamente, sistemas em nuvem devem
controlar e otimizar recursos levando em conta a capacidade de
medir o uso dos recursos, como storage, processamento, banda de
rede e usuários ativos, dentre outros. Recursos usados podem ser
monitorados, controlados e reportados com transparência, tanto
para o provedor quanto para o consumidor dos serviços usados.
Com essa característica aplicada, é possível gerenciar melhor o
pool de recursos e ter condições de oferecer a rápida elasticidade
citada anteriormente. Ainda nesta característica, é ela que permite
a um provedor de serviços clould cobrar por cotas de processamento, banda, armazenamento etc.
Modelos de implantação
Talvez o leitor tenha ouvido falar que clould é sempre gratuita,
pois alguns dos exemplos mais conhecidos são de serviços gratuitos, como o Google Docs e o Delicious. Mas não é bem assim. Os
modelos de implantação de cloud mais citados são:
1SJWBEP as nuvens privadas são aquelas construídas exclusivamente para um único usuário (uma empresa, por exemplo).
Como a infraestrutura utilizada pertence ao usuário, ele possui
total controle sobre como as aplicações são implementadas na
nuvem. Uma nuvem privada é, em geral, construída sobre um
data center privado, assim, uma nuvem privada é como que um
data center configurado com características de provedor de serviços em nuvem. Nesse caso, o data center usado é como uma
“mininuvem”. A infraestrutura da nuvem pode ser gerida por uma
empresa terceirizada.
Nesse modelo, muitas vezes é usada a virtualização de servidores
para evitar que um único servidor físico fique muito tempo ocioso. Isso não significa dizer que fazer virtualização é sinônimo de
ter uma nuvem privada.
1ÞCMJDP as nuvens públicas são aquelas que são mantidas por
terceiros e disponíveis para o público em geral ou grupo de
indústrias. As aplicações de diversos usuários ficam misturadas
8
nos mesmos sistemas de armazenamento. Tal abordagem pode
parecer ineficiente, porém, se a implementação de uma nuvem
pública considera questões fundamentais, como desempenho e
segurança, a existência de outras aplicações sendo executadas na
mesma nuvem permanece transparente tanto para os prestadores
de serviços como para os usuários.
Exemplos desse modelo são as oferecidas pela Amazon, pela Google (alguns serviços deles são pagos) e outros listados na tabela 1.
$PNVOJEBEFPVOVWFNDPNVOJUÈSJB
a infraestrutura de nuvem é compartilhada por diversas organizações e suporta uma comunidade específica que partilha os valores e preocupações (por
exemplo, a missão, os requisitos de segurança, política e considerações de conformidade). Pode ser administrado por organizações
ou por um terceiro e pode existir localmente ou remotamente.
Exemplos desse modelo são como os citados na seção “Você anda
muito mais nas nuvens do que imagina”.
)ÓCSJEPmodelos de implantação onde há composição de duas
ou mais nuvens (privada, comunitária ou pública).
Modelos de serviços
São como as implementações de computação em nuvem. Aqui
também há controvérsias, pois alguns autores consideram como
sendo apenas três – IaaS, PaaS e SaaS – e outros como sendo cinco
– DaaS e CaaS além dos três citados anteriormente. Neste artigo,
serão descritos os cinco.
IaaS – Infraestrutura como serviço (Infrastructure as a Service)
Quando é oferecida ao cliente uma infraestrutura computacional
via nuvem. Essa infraestrutura engloba processamento, armazenamento, rede e outros recursos que permitem ao cliente implantar
e rodar vários tipos de software, inclusive sistemas operacionais.
Exemplos:
"NB[PO&MBTUJD$PNQVUF$MPVE&$
para processamento e
armazenamento. Aqui o cliente “aluga” parte da infraestrutura da
Amazon tendo acesso “root” no sistema operacional. Pode usar
diferentes configurações de hardware e contratar o serviço com
diferentes formas de pagamento e existem opções de plataformas
Linux e Windows. Site: BXTBNB[PODPNFD
4JNQMF4UPSBHF4FSWJDF4
para armazenamento. Aqui o cliente
“aluga” espaço em disco na infraestrutura da Amazon. É possível
acessar as informações via APIs. Site: BXTBNB[PODPNT
Joyent o qual provê uma infraestrutura sob demanda escalável
para rodar web sites aplicações Web de interface ricas. Dentre
seus clientes estão LinkedIn, Gilt Groupe, and Kabam. Site: XXX
KPZFOUDPN
PaaS – Plataforma como Serviço (Plataform as a Service)
Representa um ambiente de mais alto nível para o desenvolvimento de aplicações customizadas. Geralmente são ambientes
que fornecem um conjunto de primitivas para que uma aplicação
tenha uma maior escalabilidade, entretanto impõem um conjunto
de restrições no software que será implementado. PaaS provêm
serviços para desenvolvimento, testes, publicação, hospedagem e
manutenção de aplicações. Exemplos:
8JOEPXT "[VSF plataforma hospedada nos data centers da
própria Microsoft. A plataforma é suportada por um sistema operacional, que é o próprio Azure, e um framework de serviços para
desenvolvedores que podem ser utilizados em aplicações a fim
de obter o potencial da plataforma. Oferece componentes para
execução das aplicações e armazenamento das informações, um
SGBD Relacional baseado no SQL Server, infraestrutura de serviços baseado e hospedado na nuvem que fornece serviços para as
aplicações e um mercado de dados disponível para usuários finais
de desenvolvedores compartilhar, vender e comprar qualquer tipo
de dado, como treinamento, serviços e aplicações. Há APIs em
várias linguagens para seu uso, inclusive em Java (vide tabela 1).
(PPHMF "QQ&OHJOF (ou GAE) plataforma hospedada nos data
centers da própria Google. Permite hospedar e executar aplicações
Web desenvolvidas em Java (qualquer linguagem que compile
para a JVM) e Python. Possui um SGBD não relacional (BigTable)
e suporte, ainda em beta, a MySql e suporte a múltiplas versões
do mesmo sistema. Como finalidade o GAE está para PaaS, mas
como com ele usa-se a infraestrutura da Google, poderia ser citado como exemplo de IaaS também.
SaaS – Software como Serviço (Software as a Service)
Modelo de serviço mais usado pelos usuários domésticos. Representado pelos “sistemas on-line”, como Webmails e alguns dos
exemplos citados na seção “Você anda muito mais nas nuvens
do que imagina”. Sistema de e-commerce também se enquadra
neste modelo. Neste modelo os computadores pessoais são apenas
canais de comunicação entre o sistema que está na nuvem e o
usuário.
SaaS pode se tornar um grande aliado
contra a pirataria
A pirataria de software traz bilhões de dólares de prejuízos por ano.
Só no Brasil, esse prejuízo foi da ordem de US$2,2 bi, segundo o
portal Tiinside. Uma alternativa que parece eficaz e que tem ganhado bastante força no Brasil e no mundo é o SaaS, uma modalidade
altamente flexível, na qual o cliente paga apenas pelo que consumir.
Aqui uma empresa de software pode deixar de criar um software “de
caixa” de fácil cópia para criar um sistema on-line. Assim, fica muito
mais difícil usar o software sem pagar.
E o próprio cliente sai ganhando consumindo Saas, pois um relatório
produzido pela Hurwitz & Associates mostra que o investimento em
aplicações baseadas em SaaS pode ser até 77% menor que as soluções que utilizam infraestrutura de TI do próprio cliente. E, segundo
dados divulgados recentemente pelo instituto de pesquisas Gartner,
a oferta SaaS crescerá em média 29% ao ano em todo mundo, até
2014.
%BB4 o %FTFOWPMWJNFOUP DPNP 4FSWJÎP %FWFMPQNFOU BT B
4FSWJDF
ferramentas compartilhadas, ferramentas de desenvolvimento web-based e serviços baseados em mashup. É uma
aplicação Web que usa conteúdo de mais de uma fonte para criar
um novo serviço completo. Podem possuir códigos de terceiros
que se comunicam através de uma interface pública ou de uma
API. Exemplos: Feeds (RSS ou Atom), Widgets e Blogs.
$BB4o$PNVOJDBÎÍPDPNP4FSWJÎP$PNNVOJDBUJPOBTB4FS
WJDF
bem parecido com SaaS, mas é o conjunto de serviços que
satisfaz a função de comunicações, como a telefonia IP, mensagem
instantânea e videoconferência.
1SPWFEPS
*BB4
-JOHVBHFOT
TVQPSUBEBT
QBSB1BB4
1BHBNFOUP
1BHBNFOUP
QFMPBSNB[FOB
NFOUP
#BODPEF
EBEPT
$BQBDJEBEFT
IJCSJEBT
Windows Azure
NÃO
.Net, Java,
Ruby, Python e
PHP
Paga pelo que
usar
Paga pelo que
usar
Relacional: SQL
Server (SQL
Azure)
SIM
Amazon Web
Services
SIM
Nenhuma
Paga pelo que
usar
Paga pelo que
usar
Relacional:
MySQL
SIM (ferramentas de terceiros)
Paga pelo que
usar para IaaS
e mensal para
PaaS
Relacional:
FathomDB
NÃO
Incluído no
pagamento do
IaaS
NÃO
SIM
Rackspace
SIM
LAMP, .Net
Paga pelo que
usar para IaaS
e mensal para
PaaS
Joyent
SIM
Java, Ruby,
Python e PHP
Mensal para
IaaS
Google
SIM
Python e Java
Paga pelo que
usar
Paga pelo que
usar
Não relacional:
BigTable
Relacional:
NÃO
MySql (beta)
Tabela 1. Comparativo entre principais provedores de serviços em nuvem (fonte: pro.gigaom.com).
9
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A nuvem anda se espalhando ou se dissipando?
Talvez o leitor ainda esteja na dúvida sobre a consolidação da
Cloud Computing como muito mais que um modismo. Seguem
algumas manchetes só dos meses de março e abril de 2011 (até o
fechamento deste edição) relacionadas a essa tecnologia divulgadas
em sites especializados em TI (note o leitor que nomes marcantes
da TI constam em quase todas as notícias):
%BUB
.BODIFUF
'POUF
25/03
Sonda IT se une à VCE para explorar mercado de cloud no País
Computer World
29/03
Cisco compra empresa de software para cloud computing
TI Inside
29/03
Mercado de cloud computing deve crescer 60% ao ano no País
TI Inside
IBM reforça estratégia de outsourcing
29/03
“Segundo a organização, o modelo poderá ainda estabelecer bases para o desenvolvimento de
soluções avançadas de cloud computing”
Computer World
31/03
HP aposta em cloud computing para impulsionar crescimento no Brasil
HP Brasil
Plug into the cloud
Março/Abril
Artigo relatando cases de uso da solução de cloud da Oracle
04/04
O cloud computing chega aos bancos
Oracle Mazagine
TI Inside
04/04
IEEE procura interoperacionalidade no cloud computing
Computer World
05/04
Conferência Gartner Data Center destaca “Cloud” como alternativa para infraestrutura de TI
Gartner Research
06/04
Cloud deve crescer 7 vezes até 2014, diz IDC
INFO On-line
Operadoras estão apenas no início dos serviços em cloud
Teletime
06/04
Dell investe milhões de dólares para abrir 10 centros de armazenamento de dados
“O investimento será feito para expandir o apoio ao cliente e melhorar a aposta no cloud
computing"
Negócios on-line
12/04
Unisys lança guia para projetos cloud
Unisys Corporation
15/04
Dell pretende investir US$ 1 bi. Foco é Cloud Computing
itWeb
08/04
Prós e contras
Esta seção não tem como objetivo fazer o leitor
refletir se deve ou não usar computação em
nuvem e sim quando e onde usar, pois mesmo
já sendo uma realidade consolidada, nem toda
solução pode ser implementada usando-se
recursos em nuvem.
Detalhar todos os prós e contras geraria muita
polêmica e estenderia demais este artigo. Assim, limitar-se-á a enumerar os prós e contras
mais comuns na literatura e ilustrá-los na
figura 3.
1SØT alta escalabilidade e baixo custo; muitas
opções de escolha e agilidade; mudanças e
gerenciamento transparentes; estar na cloud
é sempre estar sob arquitetura de última geração.
$POUSBT menor segurança, menor nível de
controle, menor confiabilidade; imposição
tecnológica (de API, por exemplo).
Figura 3. Prós e contras da computação em nuvem (fonte: zdnet.com/blog/hinchcliffe).
10
Opções de programação para a Nuvem
Conforme citado em outras seções deste artigo, alguns serviços
em nuvem podem ser acessados via APIs.
Das gigantes de TI, a Google é a que oferece maior leque de APIs
para acessos a seus vários serviços. Recentemente ela divulgou
uma tabela de APIs perecida com a tabela periódica dos elementos
que pode ser vista na figura 4. É possível, por exemplo, fazer com
que um usuário se autentique no seu sistema usando sua conta
da Google. A ideia da Google é que você não precisa “reinventar
a roda”, fornecendo várias APIs par usar a nuvem da Google em
seus sistemas. Quer disponibilizar vídeos em seu site? Use a Youtube API. Quer implementar uma “busca” no seu site? Use a API
de buscas da Google.
Figura 4. Tabela “periódica” de APIs para os produtos Google (fonte: code.google.com/intl/pt-BR/more/table).
A documentação de todas as APIs da Google estão disponíveis em code.google.com/intl/pt-BR/apis/gdata.
A documentação da API e outros textos sobre o uso do EC2 da Amazon estão disponíveis em aws.amazon.com/documentation/ec2 e sobre o S3 em aws.amazon.com/documentation/s3.
A Microsoft também disponibiliza a documentação da API para o Azure em msdn.microsoft.com/en-us/library/ff800682.
aspx.
Existem ainda muitas empresas com suporte
te à programação
prog
rogram
rog
ramaçã
ram
açã para nuvem e muitas grandes, como Oracle, IBM e HP. Porém
foram citadas as que mais vêm se destacando no gênero.
Referências
Para Saber Mais
A coluna “Tendências em foco” já apresentou ótimos textos sobre Computação em Nuvem: “Cloud Computing e
os Desenvolvedores” (MundoJ, edição 42) e “SaaS começa
a dar as cartas” (edição 44).
E edição 43 trouxe o artigo “Java no Google App Engine”
ensinando a escrever aplicações Java para o serviço de
Cloud Computing da Google.
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Considerações finais
Este artigo apresentou os conceitos fundamentais da “computação em nuvem”. Várias vezes foram citados nomes de empresas
consideradas gigantes da TI como protagonistas dessa tecnologia.
Aliado aos benefícios citados, espera-se que o leitor que ainda não
havia parado para o estudo desse assunto passe a se interessar
com dedicação e frequência, para não se tornar um profissional
obsoleto. Ignorar o estudo e acompanhamento do crescimento do
uso de Cloud Computing hoje seria como ter ignorado o uso da
JOUFSOFUFNNFBEPTEPTBOPTt
GUJ – Discussões sobre o tema do artigo e
assuntos relacionados
Discuta este artigo com 100 mil outros
desenvolvedores em www.guj.com.br/MundoJ
11
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Introdução ao Cloud Computing