QUESTÕES DE HISTÓRIA NO VESTIBULAR DA UFRGS As questões de História do vestibular da UFRGS, assim como o restante das questões do vestibular, não podem ser previstas. Entretanto, acredito que o estudo dos vestibulares passados, aliado ao estudo do que vem sido produzido no campo da historiografia, aliado a uma observação atenta dos eventos do presente podem nos dar algumas indicações. Para isso, gostaríamos de abordar quatro características que são ao mesmo tempo marcantes, e, portanto, merecem atenção dos vestibulandos. A primeira é que o vestibular da UFRGS prima por cobrir um vasto período histórico, normalmente dos períodos neolítico ou paleolítico ate a História Contemporânea. Segundo, apesar de os fatos atuais ocuparem pouco espaço na prova, de alguma forma as questões de História são influenciados por eles. Terceiro, o vestibular da UFRGS muitas vezes é detalhista, tem perguntas muito específicas de um determinado assunto, e quarto, a UFRGS por vezes utiliza o popularmente chamado “pega-ratão”. Quando dissemos que a prova da UFRGS procura cobrir um vasto período temporal de acontecimentos históricos, é porque, de modo geral nos últimos 16 vestibulares, somente em 4, não ocorreram perguntas do período chamado de “pré-história” ou de história oriental antiga (Fenícia, Israel (Hebreus), Egito, Mesopotâmia). De modo geral, entretanto, raramente ocorreu de haver mais de uma pergunta sobre o assunto. Outro assunto que tem sempre sido contemplado é antigüidade clássica Ocidental (Roma e Grécia), de modo geral uma questão. A Idade Média vi- nha sendo sempre abordada em duas questões, em 2014, entretanto, três questões foram sobre esse período. No que diz respeito a questões de Idade Moderna, de modo geral a UFRGS traz, de modo geral, entre 3 e 4 questões.A quantidade de questões relativas ao período que vai da Revolução Francesa até o início da I Guerra tem recebido pouca atenção nos últimos vestibulares (entre 1 e 3 questões). O período que vai da I Guerra até o início da II Guerra, e que contempla a Primeira Guerra, a crise de 29 e todo período no Nazi-facismo, por sua vez, não tem merecido mais que uma ou duas questões por vestibular. Já o período restante do século XX (que inclui a II Guerra, tão apreciada pelos alunos, mas pouco contemplada pelo vestibular) tem recebido, de modo geral, cerca de 3 questões. Quanto à História do Brasil, a tradição é que as questões se concentrem do período imperial em diante. Os temas referentes ao período colonial geralmente se relacionam as questões econômicas e escravidão. As questões políticas referentes ao período do Segundo Império e período republicano também são uma característica dos vestibulares da UFRGS. Os governos de Vargas, JK e a ditadura militar também são temas recorrentes nas provas da UFRGS. Devemos lembrar que em 2015 comemoramos os 30 anos da redemocratização com a eleição indireta de Tancredo Neves para a presidência da República (que faleceu antes de tomar posse e foi substituído por José Sarney). Quanto à influência dos assuntos atuais sobre as questões escolhidas para a prova, acreditamos que os historiadores que criam as questões são, de alguma forma, influenciados pelos acontecimento atuais e podem refletilos, ainda que indiretamente. Um exemplo é a questão 9 de 2014 que ao tratar da História do jesuítas estabelece a seguinte relação: “Considere as seguintes afirmações sobre a Companhia de Jesus, ordem fundada em 1534, pelo ex-militar espanhol Ignacio de Loyola, e à qual pertence o papa Francisco. “ Outros temas atuais que podem inspirar questões são as revoltas que ocorreram ou estão ocorrendo no oriente médio e norte da África, a crise Rússia-Ucrânia, ou ainda, o surgimento do Estado Islâmico. Pouco provável que o vestibular contemple uma pergunta sobre o fato em si, mas uma questão inspirada nesses movimentos, e que se reporte ao período das independências destes países (ou descolonização da África e da Ásia) não está descartada. Quanto às perguntas muito específicas, que ocorrem por vezes no vestibular da UFRGS, não há dúvidas de que elas funcionam como um recurso para a eliminação de candidatos. Não há muito o que fazer em relação a elas a não ser muita leitura e estudo. Um exemplo a esse respeito é a questão 8 do vestibular de 2010 que exigia que o candidato soubesse que nunca, em solo brasileiro, houve a atuação do tribunal do santo ofício (responsável pela inquisição portuguesa). Finalmente, mas não menos importante, é que o candidato deve estar muito atento a leitura do enunciado e das alternativas do vestibular da UFRGS. O “pega-ratão” é um dos recursos utilizados para a eliminação de candidatos. Um exemplo bastante significativo é uma alternativa em que a conquista do Brasil pela Holanda havia sido realizada através da “Companhia das Índias Orientais”, quando o correto é “Companhia das Índias Ocidentais”. Ou seja, para um bom resultado não é necessário somente muita dedicação e estudo, mas também tranquilidade e atenção!