Coral da terceira idade da ACM de Sorocaba
Hamilton de Oliveira Santos, Universidade de Sorocaba, [email protected]
Resumo: O presente trabalho traz um relato de experiência de um projeto de extensão da Universidade de
Sorocaba, por meio do curso de Licenciatura em Música, que vem sendo realizado na ACM de Sorocaba. O
objetivo principal do projeto é promover a educação musical a um público formado por homens e mulheres da
terceira idade por meio da expressão vocal. O projeto está voltado ao estudo do desenvolvimento, preparação e
exercícios vocais, no intuito de melhorar o desempenho antes e depois do ensaio de um coral da terceira idade. O
trabalho justifica-se por trazer uma experiência de educação musical em um ambiente de educação não-formal e
por apontar como questões centrais o processo didático-pedagógico, o trabalho de cuidados com a voz dos
cantores do coral e a reflexão dessa prática na vida social das pessoas envolvidas.
Palavras-chave: Coral. terceira idade. voz.
Introdução
O trabalho com pessoas da terceira idade tem sido um tema muito debatido nos
dias de hoje em razão do aumento da expectativa do tempo de vida. Nessa faixa etária,
algumas atividades são de extrema importância para uma vida mais saudável. Dentre as
atividades realizadas com esse grupo está a música cantada, que tem como objetivo, além de
prevenir a saúde vocal do aparelho fonador, desenvolver a criatividade e a livre expressão,
como é o caso da prática coral.
A atividade com o coral da terceira idade tem dado resultados satisfatórios no que
diz respeito à saúde, ao bem-estar social e emocional dos integrantes. Uma das principais
melhorias obtidas é o cuidado com a voz antes e depois dos ensaios periódicos que envolvem
seu aquecimento desaquecimento. Trata-se de procedimentos que ajudam para um melhor
rendimento vocal dos cantores antes de começar o ensaio propriamente dito e tem como
objetivo preservar a saúde do aparelho fonador.
A voz é primordial para a expressividade, a comunicação, a interação, a
socialização e a qualidade de vida das pessoas. Em um coral da terceira idade, uma voz
saudável, aquecida corretamente, obterá o efeito desejado no que diz respeito à afinação,
emissão de ar, boa dicção vocal, além de outros benefícios que vão ajudar no ensaio das
músicas sem prejudicar as pregas vocais. Hoje em dia, pouco se sabe a respeito de como os
idosos cuidam da voz ou de como a percebem. O processo de envelhecimento humano
implica em transformações estruturais e funcionais que afetam a qualidade da voz, daí a
importância de um bom aquecimento e desaquecimento vocal.
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A voz, o canto e a terceira idade.
Com o avanço da idade, ocorre, gradativamente, uma calcificação e ossificação
das cartilagens laríngeas reduzindo a sua mobilidade, ao mesmo tempo em que ocorre atrofia
dos músculos laríngeos. A voz passa a apresentar características como tremor ou
instabilidade, alterações na afinação, tessitura57 restrita, ataque vocal suave ou aspirado,
ressonância com predomínio laringofaríngeo58, dentre outras. O aquecimento vocal é
importante para preparar o coro para a coordenação e resistência que o corpo precisará para o
canto. Com a musculatura preparada, o cantor sentirá um maior controle sobre a voz.
Segundo Behlau e Pontes (1995), é possível retardar o processo de
envelhecimento vocal ou atenuar o impacto deste na qualidade da voz do idoso. Os idosos que
possuem demanda vocal intensa como, por exemplo, aqueles que integram um coral,
necessitam desenvolver a atenção e a percepção sobre a própria voz e os cuidados de saúde
vocal a fim de possibilitar a busca precoce de orientação e apoio especializado para o
aprimoramento vocal, bem como de prevenir ou retardar o impacto negativo das alterações
vocais decorrentes do processo de envelhecimento.
A educação vocal se realiza, basicamente, em três níveis: controle de fluxo aéreo
(exercícios respiratórios), vocalizações (exercícios específicos com vogais) e técnica
vocal propriamente dita – canto (impostação e articulação). A voz cantada e sua
produção em grupo estabelecem um processo de ensino/aprendizagem dos
procedimentos vocais com alto grau de rendimento, pois na convivência com vários
modelos vocais é possível desenvolver técnicas de propriocepção e imitação
altamente eficazes para uma produção de música coral de qualidade. (FUCCI
AMATO, 2007, p. 84)
Segundo Costa e Andrada e Silva (1998), o aquecimento vocal corresponde à
realização de uma série de exercícios respiratórios e vocais, cuja finalidade é aquecer a
musculatura das pregas vocais antes de uma atividade mais intensa para evitar sobrecarga, o
uso inadequado ou um quadro de fadiga vocal. O objetivo do aquecimento vocal é preservar a
saúde do aparelho fonador.
De acordo com Maria Ignez de Lima Pedroso (1997), o professor de canto é o
profissional que possui conhecimentos relativos à arte. Ele estuda e ensina técnicas vocais
específicas para a voz cantada com o objetivo de treinar o aluno para adquirir espontaneidade,
57
58
Conjunto de notas que o cantor consegue articular com qualidade e sem esforço.
Disfonia, rouquidão, pigarro, tosse seca, ardência e irritação na garganta.
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serenidade, maleabilidade, aprimorando toda sua sonoridade vocal. É necessário que tenha
pelo menos conhecimentos básicos de fisiologia da voz para que não utilize técnicas que
possam ser prejudiciais ou inadequadas sob esse ponto de vista.
Técnicas vocais e seus procedimentos fonoaudiológicos
Muito se tem falado a respeito de técnicas vocais para coral, no entanto, quando se
trata de terceira idade alguns cuidados são imprescindíveis para a saúde vocal de cada cantor:
Jamais cante quando não estiver em boas condições gerais de saúde, pois cantar é
um ato de esforço e de enorme gasto energético. Uma boa saúde geral auxilia a
produção da voz, cantada ou falada. São raros os indivíduos doentes que mantêm
boa emissão vocal. (BEHLAU; REHDER, 2009, p. 39).
O aquecimento vocal prepara e auxilia principalmente os cantores para uma
correta emissão do ar proporcionando um melhor desempenho na hora de emitir um som sem
prejudicar as pregas vocais. Os exercícios respiratórios contribuem para que haja uma melhor
resistência da musculatura vocal facilitando a emissão das notas com mais fluidez. Além
disso, a massagem em torno do pescoço, rosto e couro cabeludo ajudam a relaxar a
musculatura e a eliminar uma possível tensão que venha prejudicar as pregas vocais. A
higiene vocal visa reduzir ou eliminar abusos vocais e fornecer informações e técnicas que
auxiliam no uso adequado da voz.
Beber água e comer maçã são benefícios importantes no que diz respeito ao
cuidado com a voz. A água hidrata o organismo, inclusive as pregas vocais, fazendo-as vibrar
com mais facilidade, diminuindo o esforço. Já a maçã possui propriedades adstringentes que
ajudam na limpeza da boca e da faringe, melhorando a ressonância da voz. A mastigação da
maçã também auxilia na musculatura em torno da boca que resulta na melhor articulação das
palavras.
Segundo Mello (1988), através das técnicas respiratórias, é possível assegurar um
fluxo contínuo de inspiração e expiração, auxiliar na redução de tensões laríngeas e evitar o
fechamento da glote antes da iniciação da fonação, com isso consegue-se um maior controle
do aumento de volume de ar. As técnicas de ressonância auxiliam na modulação vocal,
modificando os formantes59 da voz de acordo com as cavidades de ressonância utilizadas,
fundamentais para a voz cantada. A técnica de projeção vocal auxilia no desenvolvimento de
um maior alcance da voz, de acordo com a necessidade do indivíduo em ambientes diversos.
59
Freqüências naturais de ressonância do trato vocal.
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Segundo Cooper (1991), murmurar com os lábios fechados é tão natural quanto
respirar. A vibração indica como a voz deve ser externada e que tom o indivíduo deve utilizar.
De acordo com Behlau e Pontes (1995) a técnica do bocejo/suspiro é utilizada para reduzir os
ataques vocais bruscos, auxiliar na projeção vocal e propiciar um ajuste motor mais
equilibrado das estruturas do aparelho fonador. A execução de escalas musicais induz o
alongamento e encurtamento das pregas vocais, sendo eficaz no trabalho das fendas
fusiformes60.
Rammage (1997) diz que as técnicas de diferentes expressões faciais visam à
liberação de tensão na região facial. O autor atribui a utilização do registro de cabeça,
descansando o registro de peito à técnica de vocalizes de sons graves para sons agudos e viceversa.
Costa e Silva (1998) pontuam que a técnica de desaquecimento vocal visa à
quebra do padrão da voz cantada com pitch61 mais elevado e com loudness62 muito forte para
a voz com o seu pitch e loudness habituais.
A contribuição da fonoaudióloga Dra. Mara Behlau foi de suma importância para
o desenvolvimento do presente artigo. Através de uma entrevista em seu consultório, na
cidade de São Paulo, ela relata a experiência e a vivência com o trabalho vocal,
principalmente com pessoas da terceira idade, colaborando para uma melhor fundamentação
deste trabalho.
Entrevista
Ao responder as perguntas realizadas pelo autor, a doutora esclarece que a voz
envelhece de modo paralelo a todas as outras funções do corpo, embora, às vezes, são
observadas pessoas que não estão tão ágeis do ponto de vista físico, mas tem uma voz melhor
ou vice-versa.
Na terceira idade, o canto coral é uma excelente atividade, sob todos os pontos de
vista. A satisfação ao cantar e o investir em alguma coisa que é criativo e ao mesmo tempo
prazeroso permitem um melhor desempenho e uma melhora na saúde vocal do cantor. Do
ponto de vista da saúde, o canto é um exercício programado, repetitivo, bem orientado, bem
organizado, e faz com que os músculos adquiram uma funcionalidade melhor e, por
60
Espaço entre as pregas vocais em forma de fuso.
Altura de uma nota musical.
62
Intensidade sonora.
61
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consequência, reduz o impacto da voz alterada. O canto trabalha na funcionalidade vocal e
não reverte o processo de envelhecimento, mas a manifestação deste processo.
Segundo Behlau (2012), na terceira idade, a voz do homem fica um pouco mais
“fina” (aguda), enquanto a voz da mulher fica um pouco mais “grossa” (grave). O
aquecimento vocal no idoso tem uma importância significativa, pois calibra a mente para o
canto, melhora a emissão da voz e faz com que haja uma melhor articulação vocal.
A fonoaudióloga pontuou ainda a falta de livros específicos que falem sobre o
canto coral na terceira idade, o que justifica a importância de um estudo mais aprimorado
sobre a voz cantada nessa faixa etária.
Além do canto coral, o teatro também é uma ótima opção para o idoso, pois a
interpretação de um personagem diminui a timidez e facilita o relaxamento da musculatura,
que vai ajudar para um melhor desempenho. Outro dado importante apontado pela
fonoaudióloga na entrevista é o fato de que quando uma voz é treinada na idade jovem e ao
longo da idade adulta, esta provavelmente demora mais tempo para envelhecer e terá mais
chances de se manter inteira.
Relato de experiência
A ACM – Associação Cristã de Moços (YMCA) – é uma instituição ecumênica
não sectária de educação integral, assistência social e filantrópica sem fins lucrativos, fundada
em Londres - Inglaterra em 06 de Junho de 1844 por George William. Tem como objetivo a
formação da personalidade do ser humano tanto espiritual, intelectual e física, preparando
assim o indivíduo para ser útil à sociedade, cooperando com sua cidade, país e com o mundo.
Sua missão é colocar em prática os princípios cristãos através de atividades esportivas, sociais
e espirituais que formem um corpo, uma mente e um espírito sadio.
O Coral da ACM de Sorocaba existe há mais de 10 anos e é muito conhecido no
cenário musical da cidade. O coral conta hoje com 22 integrantes, sendo 10 sopranos, 10
contraltos e 02 tenores que cantam juntos desde sua formação. A regência e direção musical
do coral estão nas mãos do autor deste trabalho desde o ano de 2009.
No primeiro contato com os coralistas, foi possível perceber a dificuldade na
emissão das notas bem articuladas e com técnica que propiciasse uma correta emissão de voz.
A partir daí puderam ser propostos exercícios e técnicas vocais para auxiliar na postura e
saúde vocal do coral.
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Através do questionário (tabela 1), elaborado por Mara Behlau e Maria Inês
Rehder para identificação de possíveis problemas de voz do cantor respondido pelos
coralistas, pode-se perceber como eles avaliaram a própria voz e se o resultado dos exercícios
de respiração, relaxamento e vocalize executados nesse tempo alterou para melhor ou pior o
rendimento vocal do coral.
Tabela 1 - Questionário de Avaliação da Voz
SIM
NÃO
Você acha que sua voz é rouca ou alguém já comentou que sua voz é rouca?
30%
70%
Você fica rouco por mais de dois dias sem motivo aparente?
38%
62%
Sua voz fica rouca após os ensaios e apresentações?
0%
100%
Você tem ou já teve algum problema de voz diagnosticado?
7%
93%
Sua voz piorou depois que você começou a cantar?
0%
100%
Ultimamente você tem demorado mais tempo para aquecer sua voz?
7%
93%
Durante o canto sua voz quebra ou some?
46%
54%
Você desafina ou perde o controle da emissão?
53%
47%
Você sente dificuldade no pianíssimo ou no fortíssimo?
7%
93%
Você sente que sua voz é fraca ou forte demais para o canto coral?
0%
100%
Você tem dificuldade para atingir as notas agudas ou graves?
38%
62%
Você sente alguma instabilidade vocal ao cantar?
61%
39%
Quando você canta percebe que sai "ar" na voz?
0%
100%
Falta ar para você terminar as frases musicais?
53%
47%
Quando você canta suas veias ou músculos do pescoço saltam?
30%
70%
Você canta em diversos naipes ou mudou de naipe recentemente?
15%
85%
Você procura cantar mais forte que os demais componentes do coral?
15%
85%
7%
93%
Você dubla certos trechos da música que não consegue cantar?
15%
85%
Você tem algum desses sintomas na laringe: coceira, ardor, dor, sensação de
garganta seca, sensação de queimação, sensação de aperto ou bola na
garganta?
Você pigarreia constantemente?
38%
62%
30%
70%
Você apresenta quadros alérgicos nas vias respiratórias?
7%
93%
Você tem resfriados, gripes, tonsilites, faringites ou laringites freqüentes?
7%
93%
30%
70%
Você consegue controlar sua emissão cantada no coral?
100%
0%
Seu coral costuma interpretar diversos estilos musicais?
100%
0%
69%
31%
23%
67%
Você sente dor de cabeça ou na região do pescoço quando canta?
Você tem dificuldades digestivas, azia ou refluxo gastro- esofágico?
Além do coral, você canta habitualmente em outras situações ou utiliza a voz
falada em demasia?
Você canta durante muitas horas seguidas?
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Você fuma ou ingere bebidas alcoólicas frequentemente?
Você se automedica quando tem problemas de voz?
0%
100%
38%
62%
Com base nas respostas dadas pelos coralistas através do questionário acima,
começamos a trabalhar com mais atenção no aquecimento e desaquecimento vocal, nos
exercícios que envolvem o controle de ar nos pulmões, no relaxamento da musculatura em
torno do pescoço e na prevenção da saúde do aparelho fonador. Com isso foram trabalhados
os exercícios de respiração, relaxamento e vocalize baseados nas técnicas escritas pelos
autores citados no presente artigo.
Através dos trabalhos realizados, percebeu-se que 100% dos coralistas obtiveram
uma melhora significativa no que diz respeito ao conforto em cantar após os exercícios de
aquecimento e relaxamento muscular e técnicas de vocalize utilizadas nesse período.
Sobre os exercícios que envolvem dança e movimento somados à canção a
aprovação foi da maioria, pois facilita, segundo uma das coralistas, a coordenação motora e a
memorização das músicas.
Em suma, o resultado apresentou uma melhora significativa no que diz respeito ao
cuidado com a voz, afinação, coordenação motora e na saúde vocal do aparelho fonador.
Procedimentos
O trabalho com os coralistas começou a ser executado em 2009. Inicialmente
houve um reconhecimento de como eles cantavam e cuidavam da voz. Desde então, foram
propostos exercícios e atividades com o intuito de melhorar a respiração e a afinação,
contribuindo para um melhor rendimento nas apresentações.
Em 2012, começamos a utilizar as técnicas de vocalize de sons graves para sons
agudos e vice-versa. Os exercícios de desaquecimento vocal também foram bastante
utilizados de acordo com Costa e Silva (1998), visto que, após a prática da atividade coral era
necessário um exercício para que a voz voltasse ao padrão normal da fala.
Atualmente são feitos exercícios de relaxamento corporal, respiração, massagem
em torno do pescoço e face, vocalize com lábios fechados e abertos, escalas ascendentes e
descendentes, postura corporal e exercícios rítmicos.
O coral da ACM mantém uma rotina de exercícios de respiração e vocalize
semanais segundo orientações dos diversos autores utilizados no presente artigo com o
objetivo de contribuir para um correto aquecimento e desaquecimento da voz, além de manter
a saúde do aparelho fonador.
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Considerações finais
Através de exercícios vocais propostos pelos diversos autores citados nesse artigo,
pôde-se observar que as músicas cantadas durante os ensaios e apresentações fluíram com
mais facilidade, contribuindo para uma melhora significativa na qualidade vocal dos
integrantes.
A abertura de duas ou mais vozes63, o cantar de memória e a postura corporal
foram algumas das dificuldades encontradas durante os ensaios do coral, bem como uma
prática contínua de aquecimento e desaquecimento fora dos ensaios. Além disso, alguns
cantores manifestaram dificuldades em aspectos relacionados à projeção vocal, apoio
respiratório e a coordenação pneumofônica64.
O repertório escolhido também contribuiu para que houvesse um melhor empenho
e prazer na hora de cantar, pois aborda canções que remetem a uma recordação alegre e
saudosista dos integrantes do coral, assim, as músicas fluíram com mais facilidade
diminuindo a preocupação inicial de aprender uma letra que não tivesse sentido para eles. O
repertório incluía boleros, canções da jovem-guarda, músicas italianas, Ludwig van
Beethoven, canções da MPB, músicas natalinas, entre outras.
O trabalho com o coral da terceira idade da ACM de Sorocaba, nesses três anos,
foi para o autor, uma atividade muito prazerosa e recompensadora, pois possibilitou a ele
notar a felicidade de cada integrante ao perceber sua importância dentro do grupo, respeitando
os limites e a individualidade de cada um.
Enfim, os benefícios vocais foram claramente notados por todos os envolvidos na
preparação e no desenvolvimento do coral e pela sociedade local.
Referências bibliográficas:
BELHAU, Mara. Entrevista concedida a Hamilton de Oliveira Santos e Patrícia dos
Santos Andrade Marchi. CEV-Centro de Estudos da Voz. São Paulo. 23 de abril de 2012.
Entrevista.
63
64
Duas ou mais melodias sobrepostas.
Controle de saída de ar durante a fonação. 218 | P á g i n a
BEHLAU, Mara; PONTES, Paulo. O Desenvolvimento Ontogenético da Voz: Do
Nascimento à Senescência. In: BEHLAU, Mara; PONTES, Paulo. Avaliação e Tratamento
das Disfonias. São Paulo: Lovise, 1995. p. 39-52.
BEHLAU, Mara; REHDER, Inês. Higiene vocal para o canto coral. 2. ed. Rio de Janeiro:
Editora Revinter, 2009.
COOPER, Morton. Vencendo com a sua voz; tradução Ibraim Salum Barchin... et al. São
Paulo, Editora Manole, 1991.
COSTA, H. O & ANDRADA e SILVA, M.A. Voz cantada - evolução, avaliação e terapia
fonoaudiológica. São Paulo: Lovise 1998.
FUCCI AMATO, Rita de Cássia. O canto coral como prática sócio-cultural e educativomusical. Opus, Goiânia, v. 13, n. 1, p. 75-96, jun. 2007.
MELLO, Edmée Brandi de Souza. Educação da Voz Falada. Rio de Janeiro: Livraria
Atheneu, 1988.
PEDROSO, Maria Ignez de Lima. Técnicas vocais para os profissionais da voz. São Paulo:
CEFAC, Monografia de conclusão do curso de especialização em voz, 1997.
RAMMAGE, Linda A . Vocalizing with Ease: A Self-Improvement Guide. Pacific Voice
Clinic, WP4. In:PEDROSO, Maria Ignez de Lima. Técnicas vocais para os profissionais da
voz. São Paulo: CEFAC, Monografia de conclusão do curso de especialização em voz, 1997.
219 | P á g i n a
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