6 [email protected] - Polícia O Estado do Maranhão - São Luís, 3 de outubro de 2012 - quarta-feira SSP reforça operações policiais no estado com 200 viaturas novas Veículos foram entregues ontem pelo Governo do Estado e serão distribuídos entre as polícias Civil e Militar e Corpo de Bombeiros; 122 municípios serão contemplados com os novos carros, que entrarão em operação antes das eleições Fotos/Biné Moraes Saulo Maclean Da editoria de Polícia A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Maranhão recebeu ontem, do Governo do Estado, mais 200 novas viaturas para o reforço das operações das polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros. Os modernos veículos, modelos Pajero Dakar e L-200, segundo o secretário Aluisio Mendes, já serão empregados nos trabalhos de policiamento nas eleições municipais, no domingo (7). A entrega foi feita no Comando Geral da Polícia Militar, no Calhau. "Pelo menos 122 municípios serão contemplados com uma viatura cada. O restante dos veículos permanecerá em São Luís. A entrega desses carros faz parte da primeira etapa de mais um projeto de reaparelhamento do nosso sistema de Segurança Pública. Em novembro, vamos concluir a segunda etapa e, nesse espaço, já estaremos com o edital de um grande concurso público, assinado pela governadora Roseana Sarney", garantiu Mendes. Do total, 120 viaturas serão destinadas à Polícia Militar e distribuídas entre os batalhões da capital e do interior e às Unidades de Segurança Comunitária (USC). A Polícia Civil, por sua vez, receberá 70 veículos, que serão distribuídos entre as superintendências de Polícia Civil da Capital (SPCC), do Interior (SPCI) e de Investigações Criminais (Seic). O Novos veículos entregues ontem pelo Governo do Estado para reforçar a segurança pública Grupo Tático Aéreo (GTA) e o Corpo de Bombeiros receberão quatro viaturas cada. Os recursos investidos para a entrega das novas viaturas, segundo a SSP, circulam na ordem de R$ 23 milhões. "Os recursos são exclusivamente dos cofres estaduais. Todo esse esforço é para que a Segurança Pública do Maranhão esteja entre as mais bem equipadas do Brasil. Está tudo certo para disponibilizarmos 2.500 vagas no próximo concurso, o maior certame já realizado nos últimos 20 anos no estado", acrescentou o secretário. Solenidade - Na solenidade de entrega dos novos veículos, participaram a delegada-geral de Polícia Civil, Maria Cristina Meneses; o comandante-geral da PMMA, coronel Franklin Pacheco, e o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Marcos Paiva. Eles receberam as chaves das viaturas, entre elas quatro modelos Auto-Bombas Tanque (ABT), cada uma com capacidade para mais de 5 mil litros de água. Por volta do meio dia, todos os veículos deixaram o quartel. "Todo esse esforço de investimento é a demonstração de que a Segurança Pública está entre as prioridades do governo. A realização deste concurso, cujo edi- Secretário Aluisio Mendes entrega chave de veículo ao coronel Franklin Pacheco tal deve sair até o fim da semana, nos deixa menos preocupada com a deficiência de efetivo. Teremos cerca de 330 novas vagas para a Polícia Civil, ou seja, novos profissionais que irão contribuir com os trabalhos de investigação policial", disse a delegada-geral, ao lado do comandante-geral da PMMA. "Vamos receber a maior parte das viaturas. Destas 120 unidades móveis, enviaremos 80 para os trabalhos de segurança preventiva no interior, já a partir de amanhã [hoje], período em que antecede as eleições municipais. Sabemos que nesta época os ânimos, por conta dos eventos de Números Mais 4 mil O Governo do Estado está fazendo grandes investimentos na área de Segurança Pública. Em processo de licitação está a inserção do sistema digital de comunicação, em substituição ao modelo analógico, estimado em R$ 8,2 milhões. A aquisição do sistema digital de rádio para as unidades policiais possibilitará uma excelente qualidade na comunicação e uma maior segurança na troca de informações entre as polícias e o Ciops, melhorando o processo de comunicação entre o comando e a guarnição. pistolas ponto 40 e também 3.600 novos coletes foram adquiridos e entregues às instituições e, ainda este mês, mais 2.200 coletes serão distribuídos às tropas. cunho político, ficam acalorados fora da região metropolitana da capital, e a presença de efetivo policial é indispensável", disse Franklin Pacheco. Polícia tenta esclarecer dúvidas sobre grilagem de terras em SL Duas pessoas morrem em acidente de moto na Avenida dos Holandeses Elias Orlando e Júnior do Mojó são submetidos a acareação pela polícia, já que seus depoimentos foram conflitantes sobre a autoria da morte de empresário Marggion Andrade Motociclista tentou ultrapassar um carro e acabou se chocando contra um poste Fotos/Biné Morais O corretor de imóveis Elias Orlando Nunes Filho, de 58 anos, e o ex-vereador do município de Paço do Lumiar, Edson Arouche Júnior, o Júnior do Mojó, de 43 anos, foram submetidos, ontem à tarde, a uma acareação. O procedimento se deu no prédio da Supervisão de Áreas Integradas de Segurança Pública (Saisp), no Turu, segundo a Polícia Civil, para esclarecer informações contraditórias repassadas por eles nos inquéritos nos quais são indiciados por homicídio triplamente qualificado, e crimes de "grilagem de terras". Elias Filho e Júnior do Mojó foram escoltados por policiais da Superintendência de Polícia Civil da capital (SPCC) e ouvidos pelos delegados da comissão investigadora, Joviano Furtado, Pedro Adriano Menezes e Carlos Alberto Damasceno. Em uma sala, os sócios da Imobiliária Territorial ficaram frente a frente, porém, até o fechamento desta edição, ainda não haviam deixado a sede da Saisp. "Ambos prestaram seus depoimentos e surgiram alguns conflitos de informação, que agora pretendemos esclarecê-los", disse Furtado. De acordo com a polícia, o corretor de imóveis e o ex-vereador teriam encomendado a morte do empresário Marggion Lanyere Andrade, de 45 anos, crime ocorrido no dia 14 de outubro de 2011. A vítima foi encontrada com um tiro na nuca e enterrada em uma cova rasa em um terreno de sua propriedade, que havia comprado de Elias Filho e Júnior do Mojó. O crime de homicídio, ainda conforme as investigações, foi motivado devido ao dono do lote ter descoberto que os sócios haviam revendido o imóvel a outras três pessoas. A transação ilegal, portanto, foi descoberta depois que a polícia judiciária prendeu os dois executores do crime, Roubert Sousa dos Santos, o Louro, de 19 Duas pessoas morreram em acidente de moto ocorrido ontem por volta das 13h45, na Avenida dos Holandeses, nas proximidades da farmácia Extrafarma, em São Luís. No local, morreu o estudante Diego Felipe Martins Feitosa, de 21 anos, morador da Rua Professor Mata Roma, no Bairro de Fátima. De acordo com testemunhas, ele estava na garupa de uma moto Honda Fan azul, placa NNE-2754, conduzida por um homem identificado apenas como Joubert, de 27 anos, que tentou fazer uma ultrapassagem a uma caminhonete preta. O condutor do veículo, que sofreu ferimentos graves, morreu no Hospital Djalma Marques, o Socorrão 1, para onde foi levado. Segundo informações da equipe de socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ao ser atingido pelo veículo, o estudante foi lançado contra um poste. O capacete utilizado por Diego Felipe não resistiu ao impacto, deixando a sua cabeça desprotegida. "Esse jovem teve morte praticamente instantânea, dada a força com que ele se chocou com o poste", disse o socorrista do Samu, Manoel Mendes. Ainda de acordo com o Samu, o condutor da moto foi encaminhado para o Hospital Socorrão I com lesões na clavícula e suspeita de hemorragia interna, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na sala de cirurgia. Segundo o recepcionista Válber de Souza, de 27 anos, que comprava uma revista em uma banca próxima ao local do acidente, houve imprudência por parte do condutor da moto. "Ele tentou fazer uma ultrapassagem em um local que não tinha espaço. Acredito que o motorista da Caminhonete não o viu, e acabou manobrando o veículo de uma vez, para a esquerda. O impacto foi muito forte", afirmou. Após o acidente, os cabos Jean e Serejo, integrantes da Companhia de Policiamento de Turismo (CPTUR), efetuaram os primeiros procedimentos. Biné Morais Júnior do Mojó e Elias Orlando Nunes Filho quando chegavam para a acareação na sede da Saisp Mais No dia 24, Elias Filho, por sua vez, diante da descoberta dos crimes de grilagem envolvendo o seu nome, resolveu se entregar à polícia. "O indiciado afirma que só manteve negócios com o ex-vereador durante um período de três meses e que foi induzido ao erro por ele, ao assinar as documentações fraudulentas. O curioso é que ambos atribuem a culpa a uma pessoa que não existe, criada por eles mesmos, e que aparece com o nome de Derizar Silva e Souza", acrescentou o superintendente da SPCC, Sebastião Uchoa. anos, caseiro da vítima, e o primo dele, o ex-presidiário Alex Nascimento de Sousa, de 23 anos, que confessou ter sido o autor do tiro que matou o empresário. Em depoimentos separados, ambos afirmaram terem sido contratados por Elias Filho e Júnior do Mojó para matar Marggion Andrade. O crime ainda teve a participação de um adolescente de 15 anos, que foi apreendido. Três dias após a morte do empresário, Elias Filho chegou a ser preso por determinação da Justiça, mas foi solto menos de 24 horas depois, também por meio de ordem judicial. Depois da soltura do corretor de imóveis, e a conclusão do inquérito, ele e o ex-vereador foram indiciados como mandantes do crime. Foragidos, os sócios foram monitorados e em seus endereços foram apreendidos vasta documentação que, segundo a polícia, confirma não só a participação deles no homicídio como nos crimes de grilagem de terras. Júnior do Mojó foi preso na manhã do dia 6 de setembro, em São Paulo, por agentes da Polícia Federal lotados na Superintendência Regional no Maranhão, ao sair de um hotel, localizado no bairro Jabaquara. O exvereador havia sido monitorado durante 60 dias no estado do Rio de Janeiro, onde estava antes de resolver se mudar para a capital paulista. Uma semana depois, o ex-vereador foi trazido para São Luís. Ele é suspeito de vender até um espaço destinado à construção de uma praça pública a um casal de policiais militares. Corpo de Diego Felipe observado por populares no local do acidente