De Coração 019 ABRIL 2010 AnoV PUBLICIDADE QUANDO A CONFIGURAÇÃO DE UM ESPAÇO É UM DESAFIO MERCADO POPULAR: EXCELENTES ESCOLHAS AOS MELHORES PREÇOS PAVIMENTOS EM MADEIRA W+W: FÓRMULA REVOLUCIONÁRIA PARA ESPAÇOS PEQUENOS PUBLICIDADE � � � � � � � � � � � ��������� ���������� ������ �� �������� ������� ���������� ������� ��������� �������� �� ����� ���� ���� ���� � ���� ���� ���� ��� ���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������� ����������������������������������������������� ��������������� A vontade de um povo E D I TO R I A L De Coração EDITORIAL 03 Os trágicos acontecimentos que assolaram a Madeira, para além da solidariedade que é devida, devem servir de exemplo pelo inconformismo e capacidade de reacção demonstrada pelos madeirenses. Uma catástrofe natural e inesperada é uma daquelas situações que tem todos os ingredientes para despertar o sentimento de amargura e compaixão de si próprio, que tantas vezes nos leva a apatia da questão: “Porquê a mim?” Mas, em vez disso, têm sido dados exemplos de uma moral inabalável, uma resistência que não esmorece, face ao enorme esforço de mobilização conjunta. Raras vezes, assistimos a uma união de tal forma sincera que todos – entidades públicas, particulares, voluntários e cidadãos anónimos – ignoram os habituais formalismos burocráticos que imperam em qualquer operação do género, para deitar mãos à obra face a uma gigantesca empreitada de reconstrução. E a julgar pelo ritmo a que os trabalhos se têm desenvolvido, não há-de demorar muito para que a ilha recupere a beleza que lhe era reconhecida. Por muito que a impotência para prevenir um acontecimento destes, assim como a sua raridade e impacto, lhe confiram um dimensão suficientemente trágica para que se pudesse esperar uma reacção contrária, o Fado do desgraçadinho não se aplica neste contexto. Invariavelmente, nas reportagens que são transmitidas pelos noticiários sobre o assunto, os madeirenses estão mobilizados e concentrados na missão de ultrapassar o que aconteceu, fazendo melhor do que o que existia até então. É para todos nós uma lição de inconformismo perante o pior dos cenários e um recordar da capacidade que, ao longo da história, o povo De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 Presidente do Conselho de Administração da Matobra EDITORIAL português, sempre soube demonstrar de resistência às adversidades. PUBLICIDADE FICHA TÉCNICA Entidade proprietária | Matobra - materiais de construção e decoração, S.A. Coordenação | Marta Rio Torto Textos | Claúdio Domingos e Marta Rio Torto Rua Luís Ramos | Adémia Apartado 3021-901 Coimbra | Portugal | Tel.: 239 433 777 | Fa: 239 433 769 | [email protected] Fotografia | Danilo Pavone Paginação e Projecto gráfico | Alexandre Saraiva Tiragem | 2000 exemplares Periodicidade | Trimestral Impressão | FIG - Fotocomposição e Indústrias Gráficas, S.A. Rua Adriano Lucas 3020 Coimbra Isenta de registo no I.E.S. mediante decreto regulamentar 8/99 de 9/06 art. 12º nº 1 a) Índice 3 Editorial 7 Entrevista De coração | Albino Cleto 16 Com assinatura Matobra 16 | Forma e Função 18 | Quando a configuração de um espaço é um desafio 22 | Para viver a dois 26 Ideias e soluções 26 | O aspirador que não se mede aos palmos 27 | O Caça-Fissuras, da Fila 28 | Excelentes escolhas aos melhores preços 29 | “Limpar Portugal” também passou pela Matobra 31 Entrevista |Joaquim Rosa 38 Estilus 38 | Mesa reservada 41 | Pavimentos em madeira 44 | Ambiente Silestone - Entre a natureza e a tecnologia 46 Entrevista | Carlos Duarte, Miguel São Bento e Armando Conceição 54 Galeria Matobra 54 | W + W - Fórmula revolucionária para espaços pequenos CONCEPT WALL-FLOOR www.pavigres.com PUBLICIDADE PAVIGRÉS CERÂMICAS, S.A. | APARTADO 42 - EC ANADIA | 3781-909 ANADIA | TEL. 231 510 650 | FAX 231 504 143 | [email protected] ENTREVISTA 07 ENTREVISTA DE CORAÇÃO D. Albino Cleto, bispo de Coimbra Depois de nove anos como bispo de Coimbra… Albino Cleto aguarda chegada do seu sucessor De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 D. Albino Cleto celebrou, em Março, 75 anos, a idade canónica para pedir a resignação. Num momento em que aguarda a nomeação do seu sucessor, em entrevista à De Coração, o bispo de Coimbra fez o balanço dos nove anos em que tem administrado a diocese, lamentando não ter conseguido dinamizar mais a pastoral universitária, mas alegrando-se, por outro lado, pelos bons resultados conseguidos com a maior co-responsabilização dos leigos nas paróquias, despertando a sua generosidade e um maior envolvimento nas actividades desenvolvidas. Ao longo deste tempo, teve a oportunidade – desejada por muitos, mas reservada a um número igualmente restrito – de conviver com a Irmã Lúcia, no Carmelo de Santa Teresa, de quem recorda a alegria, a curiosidade sobre a vida da Igreja e a simplicidade no convívio com as outras Irmãs. Posteriormente, teve a seu cargo o início do processo de beatificação da Vidente de Fátima e apesar da atenção mediática gerada pelo tema, abraçou com entusiasmo e serenidade esta missão. Embora a análise de documentos e testemunhos que tem vindo a ser efectuada neste âmbito esteja ainda longe do fim, perante a anunciada vinda do Papa Bento XVI a Portugal, D. Albino vê um sinal de confiança, com o reforço da credibilidade da aparição e actualidade da mensagem de Fátima. 08 ENTREVISTA Quando surgiu o desejo de ser padre? Surgiu num quadro de vida próprio da minha terra – Manteigas – onde a dimensão religiosa era acentuada. Nasci no seio de uma família crente e aconteceu que tinha um irmão mais velho que desejava ser padre. A psicologia explica que o irmão mais novo gosta muito de imitar o mais velho… Daí que, por todas estas circunstâncias ambientais e particularmente familiares, desde miúdo, quando me faziam a pergunta clássica: “Que queres ser quando fores grande?” Eu respondia: “Quero ser padre, como o meu mano.” O meu irmão veio a mudar de ideias, não foi padre, casou, teve filhos e eu entrei para o Seminário com doze anos e tive a alegria, que considero a maior felicidade, de vir a ser padre doze anos depois. De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 Onde fez o Seminário e que recordações tem desse tempo? Os primeiros três anos foram em Santarém. Nessa altura, tinha muitas saudades da família e custava-me muito quando as férias terminavam e tinha de regressar. Mas, pouco a pouco, fui-me entusiasmando “Um católico, se está a sofrer, deve viver estas situações de crise com esperança e humildade, aceitando o amparo dos outros. Se não está em sofrimento, tem a obrigação de abrir os olhos para apoiar os seus irmãos na Fé.” com o ambiente, com os colegas de curso e mais tarde, já em Lisboa, mais concretamente em Almada, as saudades da família desapareceram e aumentou o desejo de atingir a minha meta, embora, naturalmente, com as dificuldades e dúvidas próprias da juventude. Foi um tempo que recordo com muita saudade. Foi ordenado padre em Agosto de 59. Ainda se recorda da primeira missa que presidiu? Sim, tinha 24 anos e foi em Manteigas. Tenho dela fotografias e saudades das pessoas que me acompanharam no altar e na assistência. Foi uma festa bonita. Enquanto padre, qual foi a primeira diocese em que esteve? Tendo-me ordenado em Lisboa, pertencia ao clero de Lisboa e colocou-me o então Patriarca Gonçalo Cerejeira, num lugar que para mim foi também entusiasmante – o Seminário de Almada, por onde tinha passado como aluno. Aí, estive dezanove anos, como formador e professor, dos quais guardo as melhores recordações. Fui depois nomeado, pelo cardeal D. António Ribeiro, prior na paróquia da Estrela, em Lisboa, onde estive quatro anos, até ele próprio me ter comunicado que iria ser seu bispo auxiliar. Foi um acréscimo de responsabilidade muito significativo… Evidentemente e de confiança. Quando soube fiquei emocionado e sentime muito pequenino. Estive 5 anos como bispo auxiliar de Lisboa, até que o cardeal Ribeiro me informou que deveria vir para Coimbra, o que foi uma grande surpresa para mim. Como é que surgiu essa reviravolta? De certo modo, esperava-a. Não para Coimbra, mas para bispo responsável por uma diocese, porque é normal que um bispo auxiliar, após ter estado alguns anos nessas funções, seja chamado para lhe ser dada essa responsabilidade. Mas não esperava que fosse Coimbra, até porque, na ocasião, D. João Alves tinha 71 anos e estava de perfeita saúde, daí a minha surpresa. Mas vim a saber depois, que era sua vontade preparar-me para vir a ser seu sucessor. ENTREVISTA 09 Foi nomeado bispo coadjutor de Coimbra em Outubro de 1997 e, em 2001, sucedeu a D. João Alves, após este ter pedido a resignação. Nessa altura, que objectivos elegeu como os grandes desafios para esta diocese? Quando cheguei a Coimbra, o meu grande objectivo foi o de colaborar intimamente com o bispo, de quem eu ia ser simples coadjutor, não me pertencia ter objectivos próprios. Após ter sucedido a D. João Alves, formalizei como objectivo preparar a diocese para o futuro, reforçando junto das comunidades a consciência da sua vitalidade própria, isto é, preparando um laicado não só para ser consciente da Fé, como para ser co-responsável nos trabalhos das respectivas paróquias, nomeadamente em movimentos como a catequese, o escutismo, entre outros. Um segundo objectivo era o de continuar a preparar o povo de Deus para mais vocações de consagração. Vou vendo também alguns resultados, pois embora não tenha aumentado o número de padres de modo significativo, o gráfico é levemente ascendente, o que é motivo de alegria. Defini ainda como meta, ter em Coimbra, cidade de estudantes, um dinamismo da Igreja bem preparado para a juventude escolar, sobretudo do Ensino Universitário. Estamos a trabalhar nesse sentido mas, dada a mobilidade dos estudantes do Ensino Superior, quer no final do curso, já que, muitos acabam por sair de Coimbra, quer durante os seus estudos, pois uma grande parte não passa aqui os fins de semana, altura em que a Igreja organiza as suas actividades, esse trabalho não tem sido tão bem sucedido como gostaríamos. Também trazia o objectivo de animar a Igreja para dar resposta às carências sociais que se têm acentuado, nomeadamente com o desemprego. Aí, temos uma Cáritas dinâmica e generosidade grande dos diocesanos de Coimbra, como se vê pela recolha de ofertas. A questão do desemprego, que referiu, prende-se com o fecho de dezenas de empresas na região. Tem sentido que há mais pedidos de ajuda? Sim, nomeadamente através da Cáritas e daquilo que as Paróquias e os Centros Sociais Paroquiais nos vão transmitindo, sobretudo a pobreza discreta, envergonhada, isto é, pessoas que estão desempregadas, em sofrimento, mas só passado algum tempo têm a coragem de pedir ajuda. Daí que uma das nossas preocupações seja, precisamente, a detecção de novas situações de pobreza. Concretamente, de que forma é que essa preocupação se pode traduzir em apoio? Através dos Centros Sociais Paroquiais, nomeadamente com o acolhimento aos seus filhos em creches, jardins-de-infância, centros de ocupação dos tempos livres, ou mesmo através de algumas escolas católicas. Estamos também a acentuar a existência de famílias, a que chamamos da Pastoral Familiar, que estão atentas a esses problemas para que, discretamente, possam dar algum apoio a famílias que estão a viver situações de necessidade. Mas também estamos muito conscientes do problema do despovoamento da região nordeste da diocese, nomeadamente concelhos como Pampilhosa da Serra, Góis, “Estamos a responder a uma Igreja que prepara o futuro na linha da qualidade da Fé, mais do que na quantidade da prática.” De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 Fiquei agradecido a Deus, ao Papa, ao cardeal Ribeiro e a D. João Alves. 10 ENTREVISTA Arganil, Castanheira de Pêra… É importante apoiar as populações residentes, que são as últimas, porque se nalgumas terras ainda podemos esperar algum futuro, na maior parte das aldeias destes concelhos essa esperança já não existe. Por isso, a minha obrigação é a de procurar formas de acompanhar as pessoas, todas elas idosas, que aí continuam a residir e que precisam de cuidados médicos, de animação numa altura de Natal ou de Páscoa, para que não vivam as Festas em tristeza dizendo: “Antigamente, mas agora…”. Como é que um católico deve encarar a crise que vivemos? Pode haver várias reacções… Nalguns casos, que felizmente não são os mais frequentes, verificam-se crises de Fé, mas muitos, nessa situação, pelo contrário, recorrem a Deus e sentem de modo particular o amor e a presença de outros irmãos na Fé. É sobretudo quando entra em idade avançada ou está doente que um católico sente que a sua Fé o meteu numa Igreja que lhe dá apoio na doença, se é mãe de família lhe toma conta dos miúdos que ficam na De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 “A Igreja não é só uma comunidade para rezar, é uma comunidade para viver e a dimensão cultural e familiar que a Igreja oferece aos jovens continua a atraí-los.” creche, etc. Portanto, um católico, se está a sofrer, deve viver estas situações de crise com esperança e humildade, aceitando o amparo dos outros. Se não está em sofrimento, então tem a obrigação de abrir os olhos para apoiar os seus irmãos na Fé. É bispo há 27 anos. Que diferenças encontra entre ser bispo em Portugal em 1983 e em 2010? Bom, distingamos diferenças estruturais e situacionais. Quando estive como bispo auxiliar, em Lisboa, a situação era muito mais fácil, tinha por cima o cardeal patriarca, de modo que, não pousavam nas minhas costas as grandes decisões. Eu colaborava, sugeria, realizava, com toda a iniciativa que me era dada, mas com uma grande liberdade. Quando vim para Coimbra, como bispo coadjutor, senti isso também. Já como bispo diocesano, naturalmente, sinto uma responsabilidade maior de assumir as decisões. No que diz respeito à situação geral da Igreja, a diferença é muito considerável. Em 82, tínhamos ainda uma população sentimentalmente, tradicionalmente e culturalmente cristã e praticante. Daí que, estávamos sobretudo focalizados em responder ao ritmo habitual da prática de Fé: na catequese, nos crismas, na celebração das missas, nas Festas… A pouco e pouco, fomos sendo cada vez mais europeus. E se nos invadem bens da Europa de toda a ordem, também o arejamento cultural chegou e com ele o respeito pela Igreja. Nomeadamente, na comunicação social, existe maior respeito pela organização cultural e religiosa que é a Igreja Católica, do que o que havia em 82, em que as críticas e as ironias eram maiores. Em contrapartida, diminuiu a atitude de Fé. Daí que, actualmente, a nossa grande preocupação seja preparar o Futuro, apoiando pequenas comunidades que já conhecem uma redução maior de crianças na catequese e de fiéis na missa, mas, por outro lado, também maior consciência e convicção entre os que mantêm a sua prática. Estamos perante uma Igreja que prepara o futuro na linha da qualidade da Fé, mais do que na quantidade da prática. ENTREVISTA 11 Quando lhes são colocadas questões de profundidade e se pede coerência na prática, aí verificamos que eles são jovens e portanto, de comportamento irregular. No caso da vida sacerdotal, como cativar os jovens para essa escolha? É comum, pensar-se que são atraídos com rebuçados, com facilidades. Mas não é verdade, os jovens atraem-se com convicção coerente e por isso, quando lhes é apresentada uma proposta de generosidade e de sacrifício, respondem menos, mas os que respondem são seguros. Isto verificase pela Europa fora, onde lado a lado há dioceses com Seminários vazios e outras com Seminários quase cheios. E isto porque, neste último caso, diz-se claramente aos jovens que entrem com liberdade, mas se entram é para uma vida coerente, de oração e de estudo. Temos um teste que nos confirma isto, que é a ida para missões em África e no Brasil. E está a aumentar esse número, gente que abdica das suas férias, que tem de arranjar o dinheiro para pagar o avião, mas que consagra esse tempo a trabalhar junto dos pobres. E fá-lo porque isso é exigente. Desde 2001 que administra a diocese de Coimbra, quando faz um balanço deste percurso de que é que se orgulha mais? Não me devo orgulhar de nada, mas alegrome com algumas dimensões, uma delas a boa relação com as pessoas da diocese, sublinho o clero. Não é que seja difícil um bispo relacionar-se bem com o seu clero, mas há sempre dificuldades... Os padres são pessoas, que têm as suas tendências, os seus costumes e sinto que o clero me estima e colabora comigo. O mesmo direi das comunidades paroquiais de leigos. Sinto que, quando apareço, sou bem recebido, com uma estima que é sincera. Alegro-me também por ter podido trabalhar com saúde e isso devo a Deus e a médicos, porque também tive alguns problemas de saúde. Os profissionais de saúde trouxeramme sempre “nas palminhas das mãos”, quase em discussão de quem haveria de ser o médico a tratar do bispo, o que é motivo de satisfação para mim. Ainda na área que me é mais próxima, alegro-me por ver que, embora longe de conseguirmos o que queríamos, fui colaborando com os padres, no sentido “Escrevi ao Papa, dando conta da minha consciência de que estou numa idade em que seria melhor entregar a diocese a um bispo meu sucessor. Agora devo aguardar (…) e continuar a orientar a diocese como se nada houvesse” De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 Como é que se consegue atrair mais os jovens para a Igreja? Primeiramente, arredando a impressão de que a Igreja perdeu os jovens. O que eu verifico é que outras organizações, nomeadamente culturais e políticas, dizem que perderam os jovens. A Escola tem-nos lá, porque são obrigados a ir. A juventude de hoje é mais independente, não é tão gregária, embora goste de viver em grupo. Mas quando temos uma actividade que toma linguagem dos jovens, mesmo para lhes falar de temas sérios, como sejam o apoio a causas sociais, o questionamento sobre os fundamentos da vida e do Futuro, nós enchemos salas. Ainda há pouco tempo, estive de visita ao concelho de Ansião e confrontei-me com o Anfiteatro da Escola Profissional do Avelar lotado, com 210 jovens. O mesmo aconteceu, recentemente, no Festival da Canção Religiosa. Evidentemente, que podem dizer que não são as causas profundas da Igreja. Mas a Igreja não é só uma comunidade para rezar, é uma comunidade para viver e a dimensão cultural e familiar que a Igreja oferece aos jovens continua a atraí-los. 12 ENTREVISTA de preparar as comunidades para que mantenham a sua vitalidade, com uma maior co-responsabilidade dos leigos. E há alguma coisa que lamente? Sim, a resposta insuficiente à Pastoral do Ensino Superior e a problemas de ordem demográfica e de acentuada pobreza na cidade. Mas alegra-me também ver que a nossa Cáritas continua a desenvolver um bom trabalho nesse âmbito, que é reconhecido e respeitado. Fez 75 anos no dia 3 de Março, a idade canónica para pedir a resignação. Como é que vive este momento? Com muita serenidade, mais até do que eu receava. Fiz o que devia, escrevi ao Papa, dando conta da minha consciência de que estou numa idade em que seria melhor entregar a diocese a um bispo meu sucessor. Agora devo aguardar que venha uma resposta, que poderá chegar daqui a uma semana, um mês ou meia dúzia de meses, mas devo continuar a orientar a diocese como se nada houvesse. Porque se começo a ter a psicose de que estou no fim e a De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 “Vi sempre [a Irmã Lúcia] como uma pessoa humilde, de grande simplicidade no convívio. O facto de ter sido a Vidente, se não se soubesse, não se adivinhava.” arrumar as malas, é a diocese quem sofre. O que é que espera do seu sucessor? Que faça o que for melhor, que corrija as minhas falhas e que continue os aspectos positivos que eu e os padres e leigos responsáveis felizmente mantemos. Teve a seu cargo o início do processo de beatificação da Irmã Lúcia. Como é que lidou com a atenção mediática, com uma certa pressão social e também com a própria responsabilidade de ter em mãos um assunto de tamanha importância? Com alegria e com a consciência da responsabilidade. Mas devo dizer que me admirei com a atenção que a sua morte despertou na comunicação social. É sinal que é um assunto com interesse para muitos portugueses. Fiquei grato ao Papa pela dispensa dos dois anos para a abertura do processo e neste momento, a minha preocupação é a de pressionar os organismos que estão a funcionar para o efeito, sobretudo a comissão histórica, para que não arrastem os procedimentos. Qual é a função dessa comissão? Fazer o levantamento sistemático de todos os escritos que saíram da mão da Irmã Lúcia. São muitos, porque ela guardava tudo, quer o que recebia (cartas, por exemplo) e aí temos obrigação de discrição, como também o que escrevia. Ela deixou milhares de escritos, que têm de ser inventariados, pois esses elementos são importantes para que se possam extrair conclusões. Brevemente, vai ser constituído o Tribunal de Audição, para receber depoimentos orais de quem entender que tem algo a dizer sobre este assunto. Teve a oportunidade de conviver com a Irmã Lúcia, no Carmelo de Santa Teresa. Como é que a recorda? Recordo, com agradável memória, algumas marcas do seu temperamento. A saber: uma grande curiosidade em ter informação sobre a vida da Igreja, a diocese de Coimbra e particularmente sobre o Papa, fosse ele quem fosse. Ela gostava de saber notícias sobre a saúde e as actividades do Santo Padre, o que é que ele ia dizendo... Recordo também o seu humor. Por vezes, comentava informações que lhe eram ENTREVISTA 13 Era uma pessoa alegre? Muito alegre! Ria-se, contava graças, várias historietas… Sentia-se nela o peso de ser a Vidente de Fátima? Nos anos em que privei com ela, vi-a sempre como uma pessoa humilde, de grande simplicidade no convívio com as outras Irmãs e isso era para mim edificante. O facto de ter sido a Vidente, se não se soubesse, não se adivinhava. Como é que vê a visita do Papa Bento XVI a Portugal, em Maio? Vejo-a com muita alegria e Fé. Alegria porque sabendo já que o Santo Padre estava convidado para vir, acreditava que era sincero quando dizia: “Veremos, um dia irei”, mas não esperava que fosse tão cedo. Isso alegra-me e confirma-me que ele gosta de Portugal, pois já cá esteve anteriormente. Aliás, curiosamente, nas duas vezes em que estive com ele a sós, referiu-me que conhecia Coimbra e perguntou-me pela Universidade e pelos estudantes. Mas voltando à sua pergunta, vejo também este acontecimento com Fé, porque não é o primeiro Papa que visita Fátima, pelo contrário, é o Papa que o faz à semelhança de todos os seus antecessores. Assim o fez Paulo VI, o Papa João XXIII esteve em Fátima pouco tempo antes de ser Papa (lembro-me de o ver como Cardeal, viveu poucos anos como Papa), João Paulo I tinha visitado Fátima (viveu só um mês como Papa) e João Paulo II três vezes veio a Fátima e agora o Papa seguinte. Isso para mim significa que Fátima merece o nosso respeito e da parte de todos os crentes, credibilidade na aparição e na mensagem. E poderá vir a ser uma vantagem para o processo de beatificação da Irmã Lúcia? Sem dúvida, assim o espero. É importante que a visita do Papa seja um sinal de confirmação da nossa Fé em Deus e em Jesus Cristo e não apenas um acontecimento histórico de alegria e de peregrinação jubilosa. [email protected] “É importante que a visita do Papa seja um sinal de confirmação da nossa Fé em Deus e em Jesus Cristo e não apenas um acontecimento histórico de alegria e de peregrinação jubilosa.” De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 dadas com pequenas frases engraçadas, sobretudo quando elas diziam respeito ao Terceiro Segredo e lhe chegava notícia de que havia mais coisas que não eram ditas e ela afirmava: “Ah! Então que mas venham dizer, porque eu não as sei e tenho muito gosto em conhecê-las!” Intencionalmente, nunca falei com ela sobre Fátima. Com a idade e a surdez foi-se recolhendo mais à sua cela, até à hora da sua morte, que eu pude acompanhar. Naquela tarde de Domingo, no fim das minhas actividades, fui lá para a visitar e quando cheguei, disseramme: “Venha depressa porque ela está nos últimos minutos.” E estava... 14 ENTREVISTA De perfil… Uma referência? O cardeal D. António Ribeiro com quem vivi, que muito estimei e muito me estimava. A música que não se cansa de ouvir? Rachmaninov. O filme que o marcou? “Fugiu um condenado à morte” de Robert Bresson. Um livro? “A Nova Paróquia” do Padre Alphouse, editado este ano. Um objecto de que não se separa? A minha cruz peitoral e o meu anel de bispo. Quando tem tempo gosta de…? Folhear livros de arte e em viagens de avião, fazer palavras cruzadas. O prato a que não resiste? Um prato da minha terra – feijocas com enchido. Uma bebida? Vinho branco fresco, no Verão. Destino de férias? Serra da Estrela. De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 Uma qualidade de que se orgulhe e um defeito que não possa negar? Fidelidade aos amigos, como qualidade. Como defeito, atraso nas respostas, tive um colaborador que me dizia: “O sr. tarda, mas cumpre” e definiu-me bem. 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Quando a proprietária recorreu aos serviços da equipa da Matobra, estava na fase de arrumações que precede a mudança de casa, pelo que, estava especialmente alerta para a grande quantidade de louças, utensílios, talheres e copos que necessitava de armazenar. A capacidade de arrumação do mobiliário escolhido era, por isso, uma preocupação fundamental na concepção do projecto. Para garantir que o espaço destinado a esta função seria suficiente, a parede principal foi totalmente reservada para um painel de móveis que a cobrem inteiramente. Embora neste caso estejamos perante uma divisão bastante luminosa, com uma grande janela virada a Sul, a deixar passar a luz natural, para evitar que esta opção torne o espaço visualmente mais fechado, com este tipo de soluções é preferível escolher linhas depuradas e tons claros. As frentes do mobiliário, em vidro leitoso, vão ao encontro desta orientação. A zona de trabalho foi criada numa ilha que concentra duas funções principais: a lavagem da louça e a confecção das refeições, com alguma arrumação de suporte por baixo. Esta opção aumenta a funcionalidade destes dois processos, permitindo-lhe chegar a tudo o que precisa com mais facilidade. Tem também a vantagem adicional de poupar as bancas e o chão da cozinha aos pingos de quando lava os alimentos no lava-louça para depois os levar até ao fogão ou, pelo contrário, quando transporta alguns utensílios do fogão para o lava-louça. Para criar contraste com o branco e tornar a divisão mais colorida, a ilha é lacada a vermelho. Por fim e a pensar nas refeições do dia-a-dia, foi colocada uma mesa com lugar para os quatro membros da família. De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 [email protected] | Colunas Vidro Marta da Lube | Ilha da Santos Modelo Kanto Plus Bordeaux | Tampo em Silestone Branco Norte | Electrodomésticos Miele (excepto Chaminé e placa da SMEG) | Mesa Cris Branco Compact da Tafesa | Cadeiras Tina da Softline | Lava Louça underbuilt série Box da Rodi | Misturadora Minta da Grohe | Pavimento Porcelânico 60x60 referência Arg Prata da Revigres | Revestimento Light Branco Mate rectificada da Novagres De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 COM ASSINATURA MATOBRA 17 18 COM ASSINATURA MATOBRA Quando a configuração de um espaço é um desafio De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 O projecto concebido para este escritório integra-se numa casa de família, com crianças pequenas, o que é o mesmo que dizer que silêncio e tranquilidade não são dados adquiridos. Daí que, fazer esta divisão no sótão, por ser uma zona naturalmente mais tranquila e reservada, era a opção mais sensata para que o espaço pudesse realmente permitir a sua função de trabalho. No entanto, conseguir tornar este local, simultaneamente funcional e confortável, não era um objectivo fácil, dada a configuração problemática da divisão. Aliás, a dificuldade desta tarefa, era o motivo pelo qual este espaço tinha sido o último a merecer a atenção da dona da casa. Apesar de ter uma boa área, cerca de 20m2, embora com variações nas diferentes zonas, o pé-direito era demasiado baixo para que se pudesse circular com facilidade – com pouco mais de um metro na parede principal. Acresce que o centro da divisão, precisamente onde o tecto tinha maior altura, era atravessado por dois pilares que não havia qualquer hipótese de remover. A solução encontrada passou por aproveitar as zonas mais esconsas para arrumação de livros. Os móveis foram desenhados para o espaço, com medidas que se adaptam ao declive do tecto. Dado o desconforto que representaria a posição necessária para a limpeza de uma estante aberta, optou-se por mobiliário com portas de vidro, que protege os objectos no seu interior do pó. A madeira escolhida foi ao encontro do gosto pessoal da proprietária – cerejeira escurecida no exterior e natural no interior - e foi também usada para forrar os dois pilares que, deste modo, se integram melhor na restante composição. Como forma de realçar visualmente as paredes, atribuindolhes um maior destaque e iludindo uma maior altura, foram revestidas a papel. A escolha deste material insere-se na tendência clássica da proprietária e obedece a uma regra que, para este tipo de espaços, é fundamental: tons claros, que tornam a divisão mais luminosa. A prever os diferentes usos desta divisão, foram criadas duas áreas: uma zona de trabalho com uma secretária integrada no mobiliário – uma opção que ocupa menos espaço do que uma peça autónoma – e outra, de descanso, com um sofá que convida à leitura ou a uma sessão de cinema em casa. [email protected] De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 A solução proposta pela equipa da Matobra COM ASSINATURA MATOBRA 19 Antes da intervenção PUBLICIDADE PUBLICIDADE 22 COM ASSINATURA MATOBRA Para viver a dois O gosto clássico e a opção pelas tonalidades bege deste casal orientaram o projecto de decoração concebido para este quarto. A cor começou por ser dada no papel que forra as duas paredes principais da divisão, criando contraste com o branco original e tornando o espaço mais acolhedor. O sommier é forrado no mesmo tecido escolhido para a cabeceira da cama: um modelo capitoné, replicado na banqueta aos pés da cama. Com este tipo de opção, já de si muito marcada, a colcha deve ser mais sóbria, para que a composição final não resulte excessivamente ornamentada. Daí que se tenha optado por um modelo simples, com cores que se integram suavemente na paleta eleita. O mesmo conceito presidiu à escolha das mesas-de-cabeceira, com linhas estilizadas. Os candeeiros de mesa são mais altos do que o habitual, ajustando-se, desta forma, à altura da cabeceira de cama. Este espaço tem a particularidade de incluir uma lareira, o que não é comum num quarto, mas ajuda a criar um ambiente mais confortável e acolhedor. O cadeirão colocado em frente, com o descanso de pés, permite tirar maior partido desta valência, convidando a relaxar enquanto se aprecia o crepitar do fogo. Uma cómoda que a proprietária já possuía e uma pequena estante completam o mobiliário. De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 [email protected] COM ASSINATURA MATOBRA 23 De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 O banco forrado a tecido é também uma arca, permitindo a arrumação de peças mais volumosas como cobertores e almofadas extra. PUBLICIDADE Sinta o calor da cerâmica! PUBLICIDADE NATUREZA E CERÂMICA NUMA SIMBIOSE PERFEITA. Graças à sua nova tecnologia de impressão digital, a CINCA, conseguiu juntar num só produto a beleza única da natureza e as vantagens da cerâmica. Criou uma nova colecção de madeiras, das mais utilizadas nas decorações de interior. Esta tendência actual para os produtos naturais tais como as madeiras, confere aos espaços um caloroso conforto. Mas as madeiras têm os seus limites de aplicação e durabilidade. A CINCA, ao produzir os seus produtos em porcelanato plena massa, ultrapassa todos os limites. Não necessita de tratamento preventivo, resiste à humidade, não se deforma, é resistente ao gelo e de fácil limpeza. SÉRIE IMAGINE CORES: CARVALHO, CARVALHO BRANCO, WENGUÉ e ZEBRANO - Formato 16x99 cm - rectificado. www.cinca.pt Pavimentos e Revestimentos Cerâmicos Serviços Comerciais Portugal Rua Principal, 39 - Apartado 12 P-4509-908 Fiães VFR T: 227.476.404 F: 227.476.490 [email protected] Showroom Lisboa Rua Abranches Ferrão, 3B P-1600-296 Lisboa T: 217.210.620 F: 217.210.629 2ª a 6ª das 9:00h - 12:30h | 14:00h - 18:30h Showroom Porto Edifício Mota Galiza Rua Calouste Gulbenkian,161 P-4050-145 Porto T: 227.476.489 F: 226.062.502 2ª a Sábado das 9:30h - 13:00h | 14:00h - 18:30h 26 IDEIAS E SOLUÇÕES O aspirador que não se mede aos palmos Um novo conceito de aspirador surge pelas mãos da Electrolux, para que o essencial esteja sempre à sua mão. O ergorapido é um mini aspirador portátil, sem fios, sem saco e que está sempre pronto para uma limpeza instantânea até nos locais mais difíceis. Com uma tecnologia e qualidade Sueca, aspira poeiras, tem uma potência de 9.6V, oito baterias/ MiMH, autonomia de 20 m e um tempo de recarga de 16 h, características que fazem dele mais do que um simples mini aspirador. Podendo de das ser mão divisões usado como ou completo, e especificidades aspirador dependendo do lixo, o ergorapido tem tudo para desaparecer com o lixo invisível que se esconde lá por casa. Pode ser utilizado com e sem cabo e está disponível em Laranja, Prateado, Preto e Violeta, para dar mais De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 cor à sua limpeza. [email protected] IDEIAS E SOLUÇÕES 27 O Caça-Fissuras, da Fila O Fila Salvaterrazza aparece no mercado como um produto revolucionário no combate aos problemas acumulados em pavimentos exteriores, especificamente em micro fissuras que podem ir até 1mm de espessura. Pode ser usado em todas as superfícies absorventes, como o barro, o cimento, o grés ou pedra natural, sem alterar as suas características originais. É um novo conceito que mudou o modo de ultrapassar os problemas de infiltrações porque, não só protege como impermeabiliza e solidifica, evitado a acumulação da água e o aparecimento de ervas daninhas. Não deixa qualquer película na superfície do piso e permite a sua transpiração e evaporação da humidade acumulada no seu interior. E as vantagens de Salvaterrazza não ficam por aqui: basta apenas um tratamento para resolver definitivamente o problema e a sua eficácia é facilmente comprovada, porque o chão está pronto a ser pisado após a aplicação, apenas no espaço de 24 horas. O produto está disponível na Matobra, para tornar fácil o que pensava ser difícil. De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 [email protected] 28 IDEIAS E SOLUÇÕES Excelentes escolhas aos melhores preços O Mercado Popular pode ser considerado o Outlet da Matobra, mas isso só reforça a ideia que, naquele espaço, pode encontrar oportunidades únicas em produtos de qualidade superior e a um preço imbatível. Neste número, a “De Coração” propõe três escolhas para a renovação da sua casa com as melhores marcas ao seu serviço e sem pesar muito na carteira, a crise assim o obriga. [email protected] Os Puxadores da Tupai podem ter as mais diversas utilidades no mobiliário de quarto ou de casa de banho. Em aço inox, simples ou latão polido ficará surpreendida com a diferença que um simples acessório pode fazer pelo bom gosto do seu interior. A série Polo marca a beleza da simplicidade pelos traços tão leves e distintos do lavatório, bidé e sanita. Um conjunto comercializado pela Roca que combina com todos os ambientes e estilos, sendo uma das propostas mais versáteis da marca Zoom. De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 Ainda a Roca, coloca ao seu dispor as Torneiras Victoria para lavatório e bidé. Linhas originais, ergonómicas e funcionais que lhe trazem o conforto e prazer quando abre uma simples torneira. IDEIAS E SOLUÇÕES 29 “Limpar Portugal” também passou pela Matobra A Matobra juntou-se à iniciativa “Limpar Portugal”, que contou com cerca de trinta colaboradores vestidos e sujos a rigor para que as consciências sejam abaladas e o tratamento dos lixos seja uma prioridade para as nossas gerações. Três veículos, dois pesados e outro com pá carregadora, permitiram que a freguesia de Eiras ficasse mais limpa e mais saudável. Os voluntários foram destacados para intervir numa das seis lixeiras identificadas na sua área de actuação, mais propriamente no alto de Ponte de Eiras, onde foram recolhidas algumas dezenas de toneladas de lixo, o que sensibilizou os presentes. António Leitão, administrador da empresa participante no evento, destaca “a importância de se sensibilizar as populações e empresas para o dever de tratar o lixo e de não o abandonar para que os nossos filhos e o planeta não continuem a pagar a factura dessa irresponsabilidade.” O Presidente da Junta de Freguesia de Eiras visitou o local e agradeceu a colaboração com esta iniciativa, que visou a co-responsabilidade de todos nós, no exercício deste dever para que tenhamos, no futuro, o direito a um planeta melhor. De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 [email protected] PUBLICIDADE ENTREVISTA 31 “Habito os meus prédios” Joaquim Rosa mima Coimbra e Lisboa com uma construção virada para as famílias, para que os clientes se sintam em casa, numa casa pensada para ser dele. Responsável por um grupo de cinco empresas, não evidencia grandes diferenças no estilo e na qualidade das obras entre as duas cidades, mas destaca o gosto especial por Coimbra, pela sua hospitalidade e espírito familiar. Aos sessenta e cinco anos tem uma vida construída e um futuro sólido, com alicerces no bom gosto e na qualidade em tudo o que faz. Para ele é indispensável existirem habitações cada De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 vez mais baratas, assim o peso fiscal seja cada vez mais… leve. 32 ENTREVISTA Antes de ser construtor já pensava em vir a sê-lo? A minha vida profissional começou do zero, lembro-me que depois do casamento fiquei com oitenta escudos no bolso. Mas estive no negócio dos azeites, onde cheguei a ser o maior armazenista do país e já antes disso tinha sido motorista de longo curso, numa empresa de Coimbra. Mais tarde fui proprietário e geri restaurantes, pastelarias e um armazém de mercearias. O que o motivou a entrar no ramo da construção civil? As experiências profissionais anteriores permitiram-me alguma liquidez, o que me possibilitou a compra de terrenos, o que na década de setenta era um negócio muito rentável para quem pudesse investir, hoje comprávamos por cinco e, amanhã vendia-se por seis ou sete. Comecei a adquirir conhecimentos no ramo e a estabelecer excelentes relações, pelo que fui desafiado e resolvi apostar no meu próprio negócio, deixando todas as outras actividades, e iniciando a minha função de construtor, em Lisboa. Em termos de mercado, desde o inicio da empresa até à realidade de hoje, o que se passou? São diferenças enormes, antigamente vendíamos os apartamentos só com o projecto, hoje só se vendem quando estão totalmente acabados e não é liquido que sejam vendidos, é uma realidade inquestionável para todos os construtores em qualquer mercado do país. Nos últimos anos assistimos a uma queda bastante acentuada no sector, devido ao contexto económico que o país atravessa. Mas também me lembro da crise de 1981, em que existiram grandes dificuldades. Quais as diferenças que destaca entre a crise de 1981 e a que hoje vivemos? Sinceramente, hoje não tenho uma visão tão pessimista desta crise como a que tive na de 1981. Obviamente que são realidades diferentes, era uma crise logo após o 25 de Abril, existiram inúmeras retaliações e muita gente de valor viu-se obrigada a deixar o país com receio, assim como muitas empresas de construção faliram num contexto em que não existia grande iniciativa no mercado para que as coisas melhorassem. Temos de ver que aquela situação não era só uma crise económica, era resultante da vertente política e social num tempo em que existia claramente um atraso em relação aos outros países europeus. De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 Numa obra em construção, que aspectos observamos a “olho nu” que reflictam a qualidade do construtor? A qualidade da construção tem a sua essência no início da obra, mais precisamente na sua estrutura. Lembro-me de quando vim para Coimbra e, na altura, construía-se só com pré-esforçado e eu já construía com lajes maciças, posso dizer que esta obra na Quinta da Portela cumpre bem mais do que as medidas de segurança no que diz respeito a pilares, a ENTREVISTA 33 ferro e a lajes maciças, e depois ainda faço uma soleira a completar o prédio. Devo dizer que durmo descansado porque os prédios que construo, no caso de existir um tremor de terra, ou caíam para o lado ou se enterravam inteiros, nunca se desmoronavam. Sente que os clientes estão informados sobre a qualidade das obras? Sim, tenho a experiência de que muitos clientes visitam os prédios na sua fase de construção e já apresentam bastantes conhecimentos sobre a qualidade dos materiais. Eu escolho sempre produtos de primeira e instruo os empreiteiros com quem trabalho a colocarem o factor qualidade sempre em primeiro lugar. Não é por caso que nos faltam apenas vender sete apartamentos num conjunto de vinte e seis, na Quinta da Portela, o que, numa realidade de baixa procura, é sinal de que a qualidade é superior. É um homem que tem construído nas cidades de Coimbra e Lisboa. Existem diferenças entre elas ou obedecem todas a um mesmo estilo? Não noto grandes diferenças, mesmo nos preços, que se equilibram consoante as zonas das duas cidades. Já tive uma experiência, em Poiares, onde construímos cerca de oitenta apartamentos, mas considero que foi desvantajosa. Apesar de ser uma área fora da cidade, os custos de mão-de-obra eram os mesmos, os materiais de primeira qualidade, com acabamentos e uma estrutura condizentes com o nome que temos no mercado, e o certo é que se traduziu num mau negocio para nós, porque os preços de venda mal chegaram para os custos. Qual o local onde mais gosta de construir? Pela envolvência e pelo sentimento que desenvolvi ao longo dos anos que estou aqui, prefiro construir em Coimbra, porque é uma cidade muito familiar e hospitaleira, que oferece uma qualidade de vida superior a quem quer residir nela. Hoje já não me sinto bem em Lisboa, por exemplo. Segundo a sua opinião, a legislação existente assegura uma construção de qualidade em Portugal? A lei serve para fazer exigências mas quem assegura a qualidade na construção é o próprio construtor, não tenhamos ilusões. Mas sou muito renitente em relação a muitas coisas, dever-se-ia apostar numa fiscalização mais exigente e apertada para que o peso fiscal não pudessem e devessem ser mais baratos do que são, porque só em impostos, quando a obra é finalizada, já estão mais de 40% dos custos. Se essa incidência diminuísse para cerca de, por exemplo, 12 %, valor que considero aceitável, as pessoas lucrariam com isso, e até o próprio estado porque o mercado iria dinamizar-se e possibilitar a aposta na exportação, por exemplo. Nesse contexto, a fiscalização teria de ser muito mais eficaz e quem não cumprisse De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 fosse tão agressivo para as empresas construtoras, isso possibilitaria que os apartamentos 34 ENTREVISTA com as suas obrigações teria de responder com os bens pessoais e haveria sempre maneira de se responsabilizarem. Apoiaria uma medida dessas. A cidade de Coimbra também tem mais encanto na hora de construir? Aquilo que posso afirmar é que existe construção de qualidade, tanto em Coimbra como em Lisboa, mas existe aqui algo de especial, é uma cidade que acarinha quem vive nela, nem parece uma cidade, mais parece uma aldeia mimosa, toda a gente se conhece e se cumprimenta, isso não acontece em Lisboa. Que características pensa que deve ter um construtor civil que se inicia nesta actividade? A principal característica é ter capacidade económica para iniciar a actividade, com um conhecimento aprofundado da causa, e depois tem de ser uma pessoa muito dinâmica para que esteja sempre actualizado com o mercado e sempre disponível para as evoluções constantes das empresas e do próprio sector. Acredita no mercado da reconstrução? Confesso que nos moldes actuais não estou muito interessado na renovação, é um mercado que apresenta muitas exigências e complexidades, as autarquias não deixam que se tirem as fachadas originais e muito antigas, mas temos de ser razoáveis e práticos, muitas delas foram construídas com cal e barro, ou com madeira, sem quaisquer lajes e isso, em termos objectivos, é impossível reconstruir. Sou a favor de se conservar e de se manter o estilo arquitectónico mas com a possibilidade de se construir de novo, porque, na maior parte dos casos, é o trabalho a fazer, sei de algumas situações em Lisboa, onde já aconteceu estar-se a reconstruir e as paredes caírem. Mas a degradação dos centros das nossas cidades não obriga à aposta neste mercado? … É difícil fazer regra porque cada caso é um caso, mas reforço a ideia que o melhor que podia acontecer a muitas cidades era deitar abaixo e construir de novo. Depois existe outro aspecto que tem de ser ponderado, os custos são bem maiores no mercado da reconstrução e podem não se justificar e até afectar a imagem do construtor, daí a importância de existir De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 um equilíbrio entre o estado e as empresas. Uma obra que gostaria de construir? Tenho um especial fascínio por construir casas grandes, se eu tivesse algum poder autárquico proibia as construções demasiado divididas e pequenas. Uma obra que tenha orgulho de ter construído? ENTREVISTA 35 Todas me enchem de orgulho, porque damos o melhor em cada uma delas. Quando inicio a construção de um prédio de raiz, penso sempre que é para eu viver nele e aí idealizo e valorizo os acabamentos e os aspectos da segurança. Um automóvel pode circular cinco ou seis anos e depois troca-se, mas um apartamento pode dar para os bisnetos e tetranetos. Estamos a falar de um investimento para varias vidas, é importante pensar-se nas famílias quando se constrói uma habitação, posso dizer que fico mesmo a viver nos prédios que faço. Enquanto empresário tem algum sonho por construir? O meu sonho de empresário pode estar a chegar ao fim, de maneira que estou a delegar responsabilidades nos meus filhos, porque a saúde também tem de ser valorizada e tem de haver tempo para descansar. Mas o “bichinho” de construir nunca se perde. Gosta do que faz ou gostaria de ter tido outra actividade? Gosto do que faço e sempre gostei do que fiz, independentemente da actividade que exercia, quer como armazenista de mercearias e de azeites, quer como gestor e proprietário de restaurante e pastelaria. Levo a sério tudo em que me envolvo e sinto que tenho alguma facilidade em compreender a organização das empresas e dos mercados, é com este espírito que estou há muitos anos na construção e tem sido uma experiência riquíssima. O que sente quando vê uma obra terminada? Quando se faz o que se gosta com primor e com carinho, acaba por se sentir um enorme orgulho em ver a obra feita. É fundamental que o cliente sinta e perceba que eu não estou aqui só para ganhar dinheiro, mas também para conseguir que as pessoas sejam mais felizes debaixo do tecto que lhes vendo, essa filosofia é muito importante e é com isso que se ganha respeito e seriedade no mercado. Que lugar conquistou nesta actividade? Sinto que tenho um nome respeitado nas cidades de Coimbra e Lisboa, sou uma pessoa simples e seria, não sou vaidoso, mas sinto orgulho naquilo que faço. De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 [email protected] 36 ENTREVISTA Breves Livros ou Jornais? Jornais. Um cantor? Marco Paulo e Tony Carreira. Um vinho? Monte Velho. Uma refeição? Cozido à Portuguesa. Um local de eleição para construir? Coimbra. Uma viagem que não esquece? À Madeira. De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 Uma noticia que gostaria de ouvir amanhã? Que consegui vender os apartamentos que restam. Liberte o espaço de banho. PUBLICIDADE fCsf!b!spujob/ Moderna, original e acessível são as palavras que definem a nova série Kapa. Agora, vai ver que quebrar a rotina do seu espaço de banho não custa nada. Conjunto de louça sanitária a partir de E220 + IVA. Móvel Easy a partir de E311 + IVA. www.sanitana.com 38 ESTILUS Mesa reservada É um dos investimentos chave na decoração de uma casa e, por isso mesmo, uma das escolhas a que habitualmente se dedica maior cuidado. Seja para as refeições do dia-a-dia ou para os momentos de celebração, a escolha de uma mesa implica a análise cuidada do tamanho da divisão, do número de pessoas que precisaremos de sentar e claro, do design certo para a casa a que se destina. Redonda, quadrada ou rectangular? Em vidro, madeira ou PVC? Étnica, minimalista, clássica ou barroca? Descubra o seu estilo com as propostas que a equipa de decoração da Matobra seleccionou para si. De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 [email protected] De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 ESTILUS 39 PUBLICIDADE SHAMAL ��������������������������������������������������������������������������������� ������������������������������������������������������������������������������ � ������������������������������������ �������������� ESTILUS 41 Pavimentos em madeira Novas soluções, o mesmo toque quente É um best-seller nos pavimentos. O ambiente acolhedor que proporciona e as suas características de beleza e facilidade na manutenção asseguram a fidelidade de muitos, que insistem em ver na madeira a melhor opção para o chão de sua casa. A pensar nos fãs deste material, a equipa de decoração da Matobra seleccionou duas propostas que se distinguem de outras escolhas disponíveis no mercado. A primeira é marcada pela dimensão superior de cada tábua e ampla selecção de tonalidades. A segunda foi pensada para os que lamentam não poder manter esta opção na cozinha e casa de banho. Não é madeira, mas para quem vê, é difícil perceber a diferença… Quick Step Tábuas de dimensão XL e cores inéditas A colecção Largo, da Quick Step, apresenta uma selecção de tábuas extra longas e amplas, com 2 metros de comprimento e 20,5 cm de largura. A dimensão superior de cada tábua cria uma composição que confere maior profundidade às suas divisões, acentuando visualmente a sua área. Esta série distingue-se também por uma selecção ampla de tábuas, com 60 variantes diferentes por padrão, evitando as repetições. A Quick Step propõe ainda as colecções Eligna e Perspective, que permitem escolher, respectivamente, entre uma opção sem juntas, que confere um efeito mais austero, ou com juntas em “v”, que cria maior dimensão de perspectiva. Em ambas as séries está disponível uma grande variedade de cores, desde as selecções mais clássicas, até às mais inesperadas, como as tonalidades de branco wengé passionata e soalho pinho branco escovado. AquaStep Um pavimento flutuante laminado 100% resistente à água. Quando se fala em pavimentos laminados, os receios mais comuns são as infiltrações, a condensação e a humidade. Estas são questões para as quais Aquastep assegura total fiabilidade, destacando-se como o criador e primeiro produtor de pavimentos laminados à prova de água. Ao contrário dos laminados tradicionais, o pavimento Aquastep pode ser limpo com água e sabão sem qualquer risco de inchamento do material. As vantagens na limpeza são claras e por ser impermeável, o pavimento é completamente resistente a fungos, mofo e bolor. Estas características tornam este material perfeito para cozinhas, casas de banho, lavandarias, entradas, corredores e adegas. É indicado para uso doméstico intensivo e comercial em geral, como ginásios, restaurantes, lojas, escritórios e spa's, onde os tradicionais laminados são desaconselhados. A aparência do material também não foi descurada - Aquastep dispõe de uma completa gama de decors de madeira com diferentes acabamentos e rodapés iguais. Não é madeira, mas para quem observa, podia realmente ser… Face aos pavimentos laminados tradicionais, a absorção de som de Aquastep é 30% superior. A garantia de 20 anos para uso doméstico, assegura a resistência à agua, descoloração, manchas e desgaste da camada de superfície, nomeadamente face a grandes impactos e à queda de objectos. De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 [email protected] PUBLICIDADE PUBLICIDADE 44 ESTILUS Ambiente Silestone - Entre a Natureza e a Tecnologia A Matobra criou um espaço para demonstrar a beleza da pedra natural com a mais avançada tecnologia e isto, trocado por miúdos, é… Silestone, um conceito que nos massaja os sentidos e que activa a vontade de criar. É um material que consegue reinventar o próprio espaço graças à sua versatilidade em qualquer ambiente arquitectónico e que nos dá uma oportunidade com infinitas possibilidades estéticas. [email protected] De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 Para o chão optou-se pela série Kensho, que também está presente na parede, juntamente com o Energy, o Negro e o Branco, da Silestone. Os sanitários Milano, da Hatria e as torneiras Fusion, da Fantini contribuem para o equilíbrio do branco e do aço inox que mais enriquecem o reflexo da pedra natural trabalhada. ESTILUS 45 A Banheira Vythos, da Roca envolve-se numa harmonia proporcionada pela forra preta, em Silestone. De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 O Lavatório Negro, da Silestone foi idealizado pelos Mármores Valentim de Azevedo e a Cabine de Duche PR200 Minimal, pela Italbox. 46 ENTREVISTA As relações comerciais constroem-se com ética Carlos Duarte, Miguel São Bento e Armando Conceição são três rostos visíveis que defendem a causa Italbox a uma só voz. A empresa de Águeda tem percorrido um caminho de assinalar no fabrico de cabines de banho e tem sido um dos catálogos mais folheados pelos clientes do país. Desenvolvimento, funcionalidade e inovação são matérias-primas trabalhadas para que o duche seja cada vez mais um prazer, tal como a conversa e a visita que a “De Coração” presenciou às instalações do De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 maior produtor nacional neste sector de mercado. ENTREVISTA 47 Qual é a especialidade da Italbox? Não Somos especialistas no fabrico de cabines portugueses… não acontecia há cinco anos atrás e seria de duche e protecções de banho e todos Existem alguns e não os subestimamos, até um erro tentar fazê-lo porque adquirimos os porque existe uma excelente relação, mas o a qualidade, a capacidade de produção e a que sentimos é que a concorrência vem das imagem, de uma forma sustentada. produtos do nosso catálogo são desenvolvidos e produzidos internamente. existem muitos fabricantes de catálogo, com as melhores marcas. Isso Enquanto empresários, porque é essa. Temos uma dimensão menor em Este é um mercado algo intimista, onde apostaram nesta área de mercado? relação aos nossos concorrentes estrangeiros, o duche é considerado um ritual. De que Porque verificámos que a oferta existente, mas em termos de produção, no mercado forma a Italbox explora esse mundo de de fabrico nacional, se resumia a modelos nacional, não existe comparação. Uma das sensações? económicos que grandes vantagens de sermos um fabricante Depois de lerem o nosso catálogo as pessoas começámos a fabricar três ou quatro muito simples, pelo é que dominamos todo o processo e não ficam com as mais diversas ideias de como modelos e importávamos os restantes. nos limitamos ao que está no catálogo, já tirar o melhor partido do duche e ficam Fomos conquistando alguma dimensão, que temos a capacidade de nos adaptar claramente ansiosas para experimentar à qual respondemos com especialização a realidades diferentes. Temos algumas essas sensações, no fundo, as pessoas nas áreas mais sensíveis: desenvolvimento, experiências na área da restauração, por podem-se libertar durante o duche se a produção e comercial. Esta estratégia exemplo, onde temos conseguido satisfazer qualidade do produto o permitir e é isso que possibilitou-nos o lançamento de produtos os clientes através de características de tentamos alcançar tecnicamente. É evidente novos, com investigação e desenvolvimento espaço e de materiais diferentes e isso tem que o trabalho de imagem, de fotografia, exclusivamente nossos. Nós conseguimos sido uma mais valia. De facto, construímos de marketing do produto, que foi entregue crescer através da conquista de quota do um percurso e uma qualidade no mercado a partir de certa altura a profissionais, tem mercado aos nossos concorrentes, que são que, por exemplo, nos permitiu vender a sua importância e isso é nítido a quem os grandes fabricantes europeus, as marcas à Matobra, onde o grau de exigência é folheia o nosso catálogo. italianas, espanholas e algumas alemãs. enorme, e podermos concorrer, em termos De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 grandes empresas estrangeiras, a realidade 48 ENTREVISTA E nesta área a opinião feminina é onde o vapor está sempre em contacto design que pretende e que consegue. É fácil importante… e onde nos sentimos mais confortáveis e no mercado comprar uma cabine da moda e É essencial, mas aconselhamos sempre libertos. É um fenómeno recente porque fazer-lhe alguns ajustes para tirar proveito do os nossos clientes a não olhar só para a estamos a falar da optimização do espaço, design, nós não o fazemos, inclusivamente, estética, mas também a estar atento à parte também como um dos factores mais todas as peças das nossas cabines são técnica, porque uma cabine de banho, para importantes. Em muitos apartamentos só desenvolvidas por nós. Claro que, com além de ser uma peça bonita, tem de ser existe um espaço de 80x80 para tomar esta atitude, também já aconteceu termos um espaço confortável, que cumpra a sua banho e, nesses casos, as cabines não dão alguns dissabores e custos relevantes, mas função de duche e que não deixe passar hipóteses a outro tipo de produtos. Também o que se ganha por dominar o processo por a água e, muitas vezes, os clientes só se em termos de limpeza, o resguardo permite completo é muito mais vantajoso do que lembram disso quando já efectuaram uma poupança de tempo e de trabalho e os riscos que se correm. E se existir algum a duvidosos. essas são vantagens importantes. Uma das problema depois da compra, o cliente sabe É um produto para utilizar diariamente, pelo nossas motivações é precisamente a de que nunca fica com o problema por resolver, que, o nosso objectivo é tentar equilibrar potenciar melhores produtos em espaços se for responsabilidade da fábrica tiramos sempre as duas vertentes - funcionalidade cada vez mais pequenos. Hoje, apesar das a peça e colocamos uma nova, se não for e beleza. casas serem mais pequenas do que há uns ajudamos a resolver o problema. Posso- anos atrás, existem mais casas de banho por vos garantir que das poucas reclamações habitação e isso favorece este tipo de opção. que temos, cerca de 85% são por erros compra de produtos Em termos técnicos, de que sensações De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 se podem tirar partido numa cabine? de montagem e, por isso, fomentamos a Quanto mais qualidade a cabine tiver, mais O que têm de diferente as cabines da formação aos colaboradores dos nossos conforto vai trazer, se reparar a tendência é a Italbox, quais as suas mais valias? clientes, porque estamos a falar de um de se utilizar o menos possível a banheira, é A nossa máxima é não copiar, nas cabines produto muito técnico, é preciso conhecer muito mais simples e prático tomar o duche de banho a base é a mesma e a partir daí as suas especificidades. Sejamos objectivos, numa cabine, pela envolvência do ambiente, qualquer fabricante dá-lhe a qualidade e o a exigência estética obriga ao mínimo de ENTREVISTA 49 utilização de alumínio e isso faz com que as nossas vantagens sejam mais na área pensamos em comprar uma cabine? haja o mínimo de afinação possível, pelo comercial do que em dar exclusividade. Primeiro, ter a noção do espaço livre que que o processo de montagem tem que ser Já no mercado externo, optamos por tem na casa de banho e, segundo, tentar perfeito. uma filosofia diferente e entregamos a aliar a funcionalidade da peça à estética e exclusividade a empresas sedimentadas e pensar que vai comprar um produto para É uma marca que já passou fronteiras, que nos garantem representatividade em utilizar diariamente. Depois é importante a existe o objectivo de crescer no mercado Espanha, Cabo Verde e Angola e isso faz escolha de um fabricante europeu porque externo? com que a Italbox já seja um bom argumento a assistência técnica é mais eficaz, pela A nossa quota directa para o mercado de venda nos mercados internacionais, proximidade e pelo conhecimento. externo não se tem reflectido muito nas bem patente nos sectores da restauração e nossas contas, porque apesar de ir muito hotelaria. Depois temos a vantagem de nos De alguma forma, o combustível da material para o exterior ele é facturado a adaptarmos a normas e regras exteriores, Italbox é a água. A empresa preocupa- clientes nacionais, mas está claramente o que nos dá um grau de exigência maior se com a economia da água? em crescimento e existe esse forcing da na produção dos nossos produtos porque, A nossa parte porque o mercado nacional no mercado nacional, a certificação não é propriamente de nós, é um assunto mais está em crise e como não conhecemos a muito clara consoante as normas europeias. indicado para os fabricantes das torneiras. fundo os mercados emergentes, temos Nós sabemos que fazemos bem mas O nosso trabalho nesse campo é o de efectuado que também temos o papel de exigir que exista garantir que os nossos resguardos cumpram permitiu, por exemplo, estarmos bem uma normalização igual para todos e uma a sua função, não deixando a água sair, representados no mercado angolano. A credibilidade maior no sector, porque nós embora a sensação que tenho é a de que as nível interno a nossa política é a de não já estamos preparados e ganharíamos com pessoas têm mais preocupação em adquirir dar exclusividade, temos clientes que nos isso. um produto simples, prático e económico. parcerias, o compram menos do que outros, mas foram eles que nos permitiram crescer, daí que da água não depende Quem sabe até se não chegamos a um O que devemos ter em conta quando tempo em que se toma banho a vapor, mas De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 algumas poupança 50 ENTREVISTA isto é tudo uma questão de consciência, O prefixo ital tem alguma coisa a ver sentir-nos satisfeitos e temos sempre de todos nós podemos facilmente poupar mais com o mercado transalpino? ir definindo outras metas para atingir. água a tomar banho. Quando começámos nestas andanças era o É de salientar que também existe uma produto italiano que dominava os mercados preocupação de cariz social para que as A população ocidental está mais sujeita pelo seu design e qualidade, daí que não foi pessoas que aqui trabalham se sintam num aos efeitos do envelhecimento e o acto um termo totalmente ingénuo, porque nos ambiente profissional e familiar ao mesmo de tomar banho coloca-se como um podia trazer algumas vantagens comerciais. tempo. problema para as famílias. O que está a Ainda hoje há clientes que nos associam fazer a Italbox, nesse campo? ao mercado transalpino, mas somos uma E que meta pretendem conquistar? Temos essa preocupação, aliás, vai-se marca certificada totalmente portuguesa e Aumentar a quota de exportação, embora constatar no próximo catálogo, já que temos muito orgulho nisso. A italbox tem não tenhamos o objectivo de ir concorrer todos os produtos têm essa preocupação licenciamento industrial e cumpre todas as e da mobilidade. Por exemplo, as cabines normas ambientais que são exigidas a todos pretendemos ganhar o nosso espaço nos convencionais têm o perfil no chão para os tipos de produtos com que trabalhamos,. PALOP e nos países do Magreb, porque que as portas possam correr e os produtos Não há um único produto que não seja no centro da Europa estão os grandes novos que estamos a desenvolver já visam devidamente fabricantes e não é fácil entrar. não obrigar a ter essa calha, para que não reciclagem e isso é muito importante. reencaminhado para a ganhar mercado na Europa, mas exista um obstáculo à entrada de alguém de cadeira de rodas. A tendência que existe é a Enquanto empresários na Italbox, do de se substituírem as banheiras pelas bases que sentem mais orgulho? porque são mais práticas e devemos fazê-las Sermos reconhecidos como a empresa cada vez mais seguras para o bem de todos de maior expressão no que concerne ao nós. fabrico deste tipo de produtos. No entanto, De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 em termos empresariais nunca podemos [email protected] Breves ENTREVISTA 51 Vender Cabines ou desfrutar delas? Vender. Local para tomar banho numa cabine Italbox? Burj Al Arab, no Dubai. Um vinho que recomendaria? Touriga Chã. Uma ementa? Cozido à Portuguesa. Um livro? O Papalagui e o Monge que vendeu o seu Ferrari. Uma voz? Xutos & Pontapés e Diolinda. Um golo? O do Carlos Manuel contra a Alemanha para o apuramento de 86. A quem gostariam de vender uma cabine? Sandra Bullok e Barak Obama. De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 Uma frase feita? Difícil é pensar simples. FASSALUSA lda | Zona industrial de São Mamede lote 1 e 2 | 2945-036 São Mamede ( Batanha ) | tel. 244 709 200 - Fax 244 704 020 www.fassabortolo.pt - [email protected] SISTEMA DE PAVIMENTOS PUBLICIDADE PUBLICIDADE 54 GALERIA MATOBRA W+W Fórmula Revolucionária para Espaços Pequenos A Roca volta a surpreender com um produto que sintetiza, num só elemento, as funções de lavatório e sanita. Na série W+W, iniciais de washbasin (lavatório) e watercloset (sanita), as parcelas design e sustentabilidade são somadas em nome de um resultado de poupança de água, mas também de espaço na sua casa de banho. Graças a um sistema inovador, a água utilizada no lavatório é filtrada e reutilizada na descarga do autoclismo, assegurando, desta forma, um novo uso à água gasta, com uma diminuição até 25% no consumo. Para garantir que cada descarga é feita com água limpa, os resíduos maiores são filtrados e apenas o líquido passa directamente para um pequeno tanque de tratamento, onde é purificado, evitando a presença de bactérias e maus cheiros. E graças ao seu formato compacto, W+W é adaptável a qualquer espaço. As suas dimensões reduzem-se a 77 centímetros de largura, 84 de altura e 50 de profundidade. Como todas as boas ideias, o resultado tem tanto de surpreendente, como de óbvio, quase parece estranho não ter sido sempre assim… [email protected] À luz do mesmo conceito de sustentabilidade, a torneira Single Pro, utilizada no lavatório, incorpora um cartucho progressivo que permite controlar o caudal da água. Tem também a vantagem de se abrir directamente na posição de frio, evitando o De Coração |1ºTRIMESTRE 2010 aquecimento quando ele não é necessário e desta forma, reduzindo as emissões de CO2. PUBLICIDADE PUBLICIDADE