De Coração
019
ABRIL 2010 AnoV
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QUANDO A CONFIGURAÇÃO DE UM ESPAÇO É UM DESAFIO
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A vontade de um povo
E D I TO R I A L
De Coração
EDITORIAL 03
Os trágicos acontecimentos que assolaram a Madeira, para além da
solidariedade que é devida, devem servir de exemplo pelo inconformismo
e capacidade de reacção demonstrada pelos madeirenses.
Uma catástrofe natural e inesperada é uma daquelas situações que
tem todos os ingredientes para despertar o sentimento de amargura e
compaixão de si próprio, que tantas vezes nos leva a apatia da questão:
“Porquê a mim?”
Mas, em vez disso, têm sido dados exemplos de uma moral inabalável,
uma resistência que não esmorece, face ao enorme esforço de
mobilização conjunta.
Raras vezes, assistimos a uma união de tal forma sincera que todos
– entidades públicas, particulares, voluntários e cidadãos anónimos
– ignoram os habituais formalismos burocráticos que imperam em
qualquer operação do género, para deitar mãos à obra face a uma
gigantesca empreitada de reconstrução.
E a julgar pelo ritmo a que os trabalhos se têm desenvolvido, não
há-de demorar muito para que a ilha recupere a beleza que lhe era
reconhecida.
Por muito que a impotência para prevenir um acontecimento destes,
assim como a sua raridade e impacto, lhe confiram um dimensão
suficientemente trágica para que se pudesse esperar uma reacção
contrária, o Fado do desgraçadinho não se aplica neste contexto.
Invariavelmente, nas reportagens que são transmitidas pelos noticiários
sobre o assunto, os madeirenses estão mobilizados e concentrados na
missão de ultrapassar o que aconteceu, fazendo melhor do que o que
existia até então.
É para todos nós uma lição de inconformismo perante o pior dos
cenários e um recordar da capacidade que, ao longo da história, o povo
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
Presidente do Conselho de Administração da Matobra
EDITORIAL
português, sempre soube demonstrar de resistência às adversidades.
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FICHA TÉCNICA
Entidade proprietária | Matobra - materiais de construção
e decoração, S.A.
Coordenação | Marta Rio Torto
Textos | Claúdio Domingos e Marta Rio Torto
Rua Luís Ramos | Adémia Apartado 3021-901 Coimbra | Portugal | Tel.: 239 433 777 | Fa: 239 433 769 | [email protected]
Fotografia | Danilo Pavone
Paginação e Projecto gráfico | Alexandre Saraiva
Tiragem | 2000 exemplares
Periodicidade | Trimestral
Impressão | FIG - Fotocomposição e Indústrias Gráficas,
S.A. Rua Adriano Lucas 3020 Coimbra
Isenta de registo no I.E.S. mediante decreto regulamentar
8/99 de 9/06 art. 12º nº 1 a)
Índice
3 Editorial
7 Entrevista De coração | Albino Cleto
16 Com assinatura Matobra
16 | Forma e Função
18 | Quando a configuração de um espaço é um desafio
22 | Para viver a dois
26 Ideias e soluções
26 | O aspirador que não se mede aos palmos
27 | O Caça-Fissuras, da Fila
28 | Excelentes escolhas aos melhores preços
29 | “Limpar Portugal” também passou pela Matobra
31 Entrevista |Joaquim Rosa
38 Estilus
38 | Mesa reservada
41 | Pavimentos em madeira
44 | Ambiente Silestone - Entre a natureza e a tecnologia
46 Entrevista | Carlos Duarte, Miguel São Bento e
Armando Conceição
54 Galeria Matobra
54 | W + W - Fórmula revolucionária para espaços pequenos
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ENTREVISTA 07
ENTREVISTA DE CORAÇÃO
D. Albino Cleto, bispo de Coimbra
Depois de nove anos como bispo de Coimbra…
Albino Cleto aguarda chegada do seu sucessor
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
D. Albino Cleto celebrou, em Março, 75 anos, a idade canónica para pedir a resignação.
Num momento em que aguarda a nomeação do seu sucessor, em entrevista à De
Coração, o bispo de Coimbra fez o balanço dos nove anos em que tem administrado
a diocese, lamentando não ter conseguido dinamizar mais a pastoral universitária,
mas alegrando-se, por outro lado, pelos bons resultados conseguidos com a maior
co-responsabilização dos leigos nas paróquias, despertando a sua generosidade e um
maior envolvimento nas actividades desenvolvidas.
Ao longo deste tempo, teve a oportunidade – desejada por muitos, mas reservada a
um número igualmente restrito – de conviver com a Irmã Lúcia, no Carmelo de Santa
Teresa, de quem recorda a alegria, a curiosidade sobre a vida da Igreja e a simplicidade
no convívio com as outras Irmãs.
Posteriormente, teve a seu cargo o início do processo de beatificação da Vidente de
Fátima e apesar da atenção mediática gerada pelo tema, abraçou com entusiasmo e
serenidade esta missão.
Embora a análise de documentos e testemunhos que tem vindo a ser efectuada neste
âmbito esteja ainda longe do fim, perante a anunciada vinda do Papa Bento XVI a
Portugal, D. Albino vê um sinal de confiança, com o reforço da credibilidade da aparição
e actualidade da mensagem de Fátima.
08 ENTREVISTA
Quando surgiu o desejo de ser padre?
Surgiu num quadro de vida próprio da
minha terra – Manteigas – onde a dimensão
religiosa era acentuada.
Nasci no seio de uma família crente e
aconteceu que tinha um irmão mais velho
que desejava ser padre. A psicologia explica
que o irmão mais novo gosta muito de
imitar o mais velho…
Daí que, por todas estas circunstâncias
ambientais e particularmente familiares,
desde miúdo, quando me faziam a pergunta
clássica: “Que queres ser quando fores
grande?” Eu respondia: “Quero ser padre,
como o meu mano.”
O meu irmão veio a mudar de ideias, não
foi padre, casou, teve filhos e eu entrei para
o Seminário com doze anos e tive a alegria,
que considero a maior felicidade, de vir a ser
padre doze anos depois.
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
Onde fez o Seminário e que recordações
tem desse tempo?
Os primeiros três anos foram em Santarém.
Nessa altura, tinha muitas saudades da
família e custava-me muito quando as
férias terminavam e tinha de regressar.
Mas, pouco a pouco, fui-me entusiasmando
“Um católico, se está a sofrer,
deve viver estas situações de
crise com esperança e humildade, aceitando o amparo dos
outros. Se não está em sofrimento, tem a obrigação de
abrir os olhos para apoiar os
seus irmãos na Fé.”
com o ambiente, com os colegas de
curso e mais tarde, já em Lisboa, mais
concretamente em Almada, as saudades
da família desapareceram e aumentou o
desejo de atingir a minha meta, embora,
naturalmente, com as dificuldades e dúvidas
próprias da juventude. Foi um tempo que
recordo com muita saudade.
Foi ordenado padre em Agosto de 59.
Ainda se recorda da primeira missa que
presidiu?
Sim, tinha 24 anos e foi em Manteigas.
Tenho dela fotografias e saudades das
pessoas que me acompanharam no altar e
na assistência. Foi uma festa bonita.
Enquanto padre, qual foi a primeira
diocese em que esteve?
Tendo-me ordenado em Lisboa, pertencia
ao clero de Lisboa e colocou-me o então
Patriarca Gonçalo Cerejeira, num lugar
que para mim foi também entusiasmante
– o Seminário de Almada, por onde tinha
passado como aluno. Aí, estive dezanove
anos, como formador e professor, dos
quais guardo as melhores recordações.
Fui depois nomeado, pelo cardeal D.
António Ribeiro, prior na paróquia da
Estrela, em Lisboa, onde estive quatro anos,
até ele próprio me ter comunicado que iria
ser seu bispo auxiliar.
Foi um acréscimo de responsabilidade
muito significativo…
Evidentemente e de confiança.
Quando soube fiquei emocionado e sentime muito pequenino. Estive 5 anos como
bispo auxiliar de Lisboa, até que o cardeal
Ribeiro me informou que deveria vir para
Coimbra, o que foi uma grande surpresa
para mim.
Como é que surgiu essa reviravolta?
De certo modo, esperava-a. Não para
Coimbra, mas para bispo responsável por
uma diocese, porque é normal que um
bispo auxiliar, após ter estado alguns anos
nessas funções, seja chamado para lhe ser
dada essa responsabilidade.
Mas não esperava que fosse Coimbra, até
porque, na ocasião, D. João Alves tinha 71
anos e estava de perfeita saúde, daí a minha
surpresa. Mas vim a saber depois, que era
sua vontade preparar-me para vir a ser seu
sucessor.
ENTREVISTA 09
Foi nomeado bispo coadjutor de
Coimbra em Outubro de 1997 e, em
2001, sucedeu a D. João Alves, após este
ter pedido a resignação. Nessa altura,
que objectivos elegeu como os grandes
desafios para esta diocese?
Quando cheguei a Coimbra, o meu grande
objectivo foi o de colaborar intimamente
com o bispo, de quem eu ia ser simples
coadjutor, não me pertencia ter objectivos
próprios. Após ter sucedido a D. João
Alves, formalizei como objectivo preparar a
diocese para o futuro, reforçando junto das
comunidades a consciência da sua vitalidade
própria, isto é, preparando um laicado não
só para ser consciente da Fé, como para ser
co-responsável nos trabalhos das respectivas
paróquias, nomeadamente em movimentos
como a catequese, o escutismo, entre
outros.
Um segundo objectivo era o de continuar
a preparar o povo de Deus para mais
vocações de consagração. Vou vendo
também alguns resultados, pois embora
não tenha aumentado o número de padres
de modo significativo, o gráfico é levemente
ascendente, o que é motivo de alegria.
Defini ainda como meta, ter em Coimbra,
cidade de estudantes, um dinamismo da
Igreja bem preparado para a juventude
escolar, sobretudo do Ensino Universitário.
Estamos a trabalhar nesse sentido mas,
dada a mobilidade dos estudantes do Ensino
Superior, quer no final do curso, já que,
muitos acabam por sair de Coimbra, quer
durante os seus estudos, pois uma grande
parte não passa aqui os fins de semana,
altura em que a Igreja organiza as suas
actividades, esse trabalho não tem sido tão
bem sucedido como gostaríamos.
Também trazia o objectivo de animar a
Igreja para dar resposta às carências sociais
que se têm acentuado, nomeadamente
com o desemprego. Aí, temos uma Cáritas
dinâmica e generosidade grande dos
diocesanos de Coimbra, como se vê pela
recolha de ofertas.
A questão do desemprego, que referiu,
prende-se com o fecho de dezenas de
empresas na região. Tem sentido que há
mais pedidos de ajuda?
Sim, nomeadamente através da Cáritas e
daquilo que as Paróquias e os Centros Sociais
Paroquiais nos vão transmitindo, sobretudo
a pobreza discreta, envergonhada, isto é,
pessoas que estão desempregadas, em
sofrimento, mas só passado algum tempo
têm a coragem de pedir ajuda.
Daí que uma das nossas preocupações seja,
precisamente, a detecção de novas situações
de pobreza.
Concretamente, de que forma é que
essa preocupação se pode traduzir em
apoio?
Através dos Centros Sociais Paroquiais,
nomeadamente com o acolhimento aos
seus filhos em creches, jardins-de-infância,
centros de ocupação dos tempos livres, ou
mesmo através de algumas escolas católicas.
Estamos também a acentuar a existência
de famílias, a que chamamos da Pastoral
Familiar, que estão atentas a esses problemas
para que, discretamente, possam dar algum
apoio a famílias que estão a viver situações
de necessidade.
Mas também estamos muito conscientes
do problema do despovoamento da região
nordeste da diocese, nomeadamente
concelhos como Pampilhosa da Serra, Góis,
“Estamos a responder a uma
Igreja que prepara o futuro
na linha da qualidade da Fé,
mais do que na quantidade da
prática.”
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
Fiquei agradecido a Deus, ao Papa, ao
cardeal Ribeiro e a D. João Alves.
10 ENTREVISTA
Arganil, Castanheira de Pêra…
É importante apoiar as populações
residentes, que são as últimas, porque se
nalgumas terras ainda podemos esperar
algum futuro, na maior parte das aldeias
destes concelhos essa esperança já não
existe. Por isso, a minha obrigação é a de
procurar formas de acompanhar as pessoas,
todas elas idosas, que aí continuam a residir
e que precisam de cuidados médicos,
de animação numa altura de Natal ou
de Páscoa, para que não vivam as Festas
em tristeza dizendo: “Antigamente, mas
agora…”.
Como é que um católico deve encarar a
crise que vivemos?
Pode haver várias reacções… Nalguns casos,
que felizmente não são os mais frequentes,
verificam-se crises de Fé, mas muitos, nessa
situação, pelo contrário, recorrem a Deus
e sentem de modo particular o amor e a
presença de outros irmãos na Fé.
É sobretudo quando entra em idade
avançada ou está doente que um católico
sente que a sua Fé o meteu numa Igreja que
lhe dá apoio na doença, se é mãe de família
lhe toma conta dos miúdos que ficam na
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
“A Igreja não é só uma comunidade para rezar, é uma comunidade para viver e a dimensão
cultural e familiar que a Igreja
oferece aos jovens continua a
atraí-los.”
creche, etc. Portanto, um católico, se está
a sofrer, deve viver estas situações de crise
com esperança e humildade, aceitando o
amparo dos outros.
Se não está em sofrimento, então tem a
obrigação de abrir os olhos para apoiar os
seus irmãos na Fé.
É bispo há 27 anos. Que diferenças
encontra entre ser bispo em Portugal
em 1983 e em 2010?
Bom, distingamos diferenças estruturais e
situacionais.
Quando estive como bispo auxiliar, em
Lisboa, a situação era muito mais fácil, tinha
por cima o cardeal patriarca, de modo que,
não pousavam nas minhas costas as grandes
decisões. Eu colaborava, sugeria, realizava,
com toda a iniciativa que me era dada, mas
com uma grande liberdade.
Quando vim para Coimbra, como bispo
coadjutor, senti isso também.
Já como bispo diocesano, naturalmente,
sinto uma responsabilidade maior de
assumir as decisões.
No que diz respeito à situação geral da
Igreja, a diferença é muito considerável.
Em 82, tínhamos ainda uma população
sentimentalmente,
tradicionalmente
e
culturalmente cristã e praticante. Daí
que, estávamos sobretudo focalizados em
responder ao ritmo habitual da prática de
Fé: na catequese, nos crismas, na celebração
das missas, nas Festas…
A pouco e pouco, fomos sendo cada vez
mais europeus. E se nos invadem bens
da Europa de toda a ordem, também o
arejamento cultural chegou e com ele o
respeito pela Igreja.
Nomeadamente, na comunicação social,
existe maior respeito pela organização
cultural e religiosa que é a Igreja Católica, do
que o que havia em 82, em que as críticas e
as ironias eram maiores.
Em contrapartida, diminuiu a atitude de Fé.
Daí que, actualmente, a nossa grande
preocupação seja preparar o Futuro,
apoiando pequenas comunidades que já
conhecem uma redução maior de crianças
na catequese e de fiéis na missa, mas, por
outro lado, também maior consciência
e convicção entre os que mantêm a sua
prática.
Estamos perante uma Igreja que prepara o
futuro na linha da qualidade da Fé, mais do
que na quantidade da prática.
ENTREVISTA 11
Quando lhes são colocadas questões de
profundidade e se pede coerência na
prática, aí verificamos que eles são jovens e
portanto, de comportamento irregular.
No caso da vida sacerdotal, como cativar
os jovens para essa escolha?
É comum, pensar-se que são atraídos
com rebuçados, com facilidades. Mas
não é verdade, os jovens atraem-se com
convicção coerente e por isso, quando lhes é
apresentada uma proposta de generosidade
e de sacrifício, respondem menos, mas os
que respondem são seguros. Isto verificase pela Europa fora, onde lado a lado há
dioceses com Seminários vazios e outras
com Seminários quase cheios. E isto porque,
neste último caso, diz-se claramente aos
jovens que entrem com liberdade, mas se
entram é para uma vida coerente, de oração
e de estudo.
Temos um teste que nos confirma isto, que
é a ida para missões em África e no Brasil.
E está a aumentar esse número, gente que
abdica das suas férias, que tem de arranjar
o dinheiro para pagar o avião, mas que
consagra esse tempo a trabalhar junto dos
pobres. E fá-lo porque isso é exigente.
Desde 2001 que administra a diocese de
Coimbra, quando faz um balanço deste
percurso de que é que se orgulha mais?
Não me devo orgulhar de nada, mas alegrome com algumas dimensões, uma delas
a boa relação com as pessoas da diocese,
sublinho o clero. Não é que seja difícil um
bispo relacionar-se bem com o seu clero,
mas há sempre dificuldades... Os padres
são pessoas, que têm as suas tendências, os
seus costumes e sinto que o clero me estima
e colabora comigo.
O mesmo direi das comunidades paroquiais
de leigos. Sinto que, quando apareço,
sou bem recebido, com uma estima que é
sincera.
Alegro-me também por ter podido trabalhar
com saúde e isso devo a Deus e a médicos,
porque também tive alguns problemas de
saúde. Os profissionais de saúde trouxeramme sempre “nas palminhas das mãos”,
quase em discussão de quem haveria de ser
o médico a tratar do bispo, o que é motivo
de satisfação para mim.
Ainda na área que me é mais próxima,
alegro-me por ver que, embora longe
de conseguirmos o que queríamos, fui
colaborando com os padres, no sentido
“Escrevi ao Papa, dando conta
da minha consciência de que
estou numa idade em que seria
melhor entregar a diocese a um
bispo meu sucessor.
Agora devo aguardar (…) e
continuar a orientar a diocese
como se nada houvesse”
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
Como é que se consegue atrair mais os
jovens para a Igreja?
Primeiramente, arredando a impressão
de que a Igreja perdeu os jovens. O que
eu verifico é que outras organizações,
nomeadamente culturais e políticas, dizem
que perderam os jovens. A Escola tem-nos
lá, porque são obrigados a ir.
A juventude de hoje é mais independente,
não é tão gregária, embora goste de viver em
grupo. Mas quando temos uma actividade
que toma linguagem dos jovens, mesmo
para lhes falar de temas sérios, como sejam
o apoio a causas sociais, o questionamento
sobre os fundamentos da vida e do Futuro,
nós enchemos salas.
Ainda há pouco tempo, estive de visita
ao concelho de Ansião e confrontei-me
com o Anfiteatro da Escola Profissional do
Avelar lotado, com 210 jovens. O mesmo
aconteceu, recentemente, no Festival da
Canção Religiosa.
Evidentemente, que podem dizer que não
são as causas profundas da Igreja. Mas a
Igreja não é só uma comunidade para rezar,
é uma comunidade para viver e a dimensão
cultural e familiar que a Igreja oferece aos
jovens continua a atraí-los.
12 ENTREVISTA
de preparar as comunidades para que
mantenham a sua vitalidade, com uma
maior co-responsabilidade dos leigos.
E há alguma coisa que lamente?
Sim, a resposta insuficiente à Pastoral do
Ensino Superior e a problemas de ordem
demográfica e de acentuada pobreza na
cidade.
Mas alegra-me também ver que a nossa
Cáritas continua a desenvolver um bom
trabalho nesse âmbito, que é reconhecido
e respeitado.
Fez 75 anos no dia 3 de Março, a idade
canónica para pedir a resignação. Como
é que vive este momento?
Com muita serenidade, mais até do que eu
receava. Fiz o que devia, escrevi ao Papa,
dando conta da minha consciência de que
estou numa idade em que seria melhor
entregar a diocese a um bispo meu sucessor.
Agora devo aguardar que venha uma
resposta, que poderá chegar daqui a uma
semana, um mês ou meia dúzia de meses,
mas devo continuar a orientar a diocese
como se nada houvesse. Porque se começo
a ter a psicose de que estou no fim e a
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
“Vi sempre [a Irmã Lúcia] como
uma pessoa humilde, de grande simplicidade no convívio. O
facto de ter sido a Vidente, se
não se soubesse, não se adivinhava.”
arrumar as malas, é a diocese quem sofre.
O que é que espera do seu sucessor?
Que faça o que for melhor, que corrija as
minhas falhas e que continue os aspectos
positivos que eu e os padres e leigos
responsáveis felizmente mantemos.
Teve a seu cargo o início do processo
de beatificação da Irmã Lúcia. Como
é que lidou com a atenção mediática,
com uma certa pressão social e também
com a própria responsabilidade de
ter em mãos um assunto de tamanha
importância?
Com
alegria
e
com
a
consciência
da
responsabilidade.
Mas devo dizer que me admirei com a
atenção que a sua morte despertou na
comunicação social. É sinal que é um assunto
com interesse para muitos portugueses.
Fiquei grato ao Papa pela dispensa dos
dois anos para a abertura do processo e
neste momento, a minha preocupação é
a de pressionar os organismos que estão
a funcionar para o efeito, sobretudo a
comissão histórica, para que não arrastem
os procedimentos.
Qual é a função dessa comissão?
Fazer o levantamento sistemático de todos
os escritos que saíram da mão da Irmã Lúcia.
São muitos, porque ela guardava tudo,
quer o que recebia (cartas, por exemplo)
e aí temos obrigação de discrição, como
também o que escrevia. Ela deixou milhares
de escritos, que têm de ser inventariados,
pois esses elementos são importantes para
que se possam extrair conclusões.
Brevemente, vai ser constituído o Tribunal
de Audição, para receber depoimentos orais
de quem entender que tem algo a dizer
sobre este assunto.
Teve a oportunidade de conviver com a
Irmã Lúcia, no Carmelo de Santa Teresa.
Como é que a recorda?
Recordo, com agradável memória, algumas
marcas do seu temperamento. A saber:
uma grande curiosidade em ter informação
sobre a vida da Igreja, a diocese de Coimbra
e particularmente sobre o Papa, fosse ele
quem fosse. Ela gostava de saber notícias
sobre a saúde e as actividades do Santo
Padre, o que é que ele ia dizendo...
Recordo também o seu humor. Por vezes,
comentava informações que lhe eram
ENTREVISTA 13
Era uma pessoa alegre?
Muito alegre! Ria-se, contava graças, várias
historietas…
Sentia-se nela o peso de ser a Vidente
de Fátima?
Nos anos em que privei com ela, vi-a sempre
como uma pessoa humilde, de grande
simplicidade no convívio com as outras
Irmãs e isso era para mim edificante. O facto
de ter sido a Vidente, se não se soubesse,
não se adivinhava.
Como é que vê a visita do Papa Bento
XVI a Portugal, em Maio?
Vejo-a com muita alegria e Fé. Alegria
porque sabendo já que o Santo Padre
estava convidado para vir, acreditava que
era sincero quando dizia: “Veremos, um dia
irei”, mas não esperava que fosse tão cedo.
Isso alegra-me e confirma-me que ele gosta
de Portugal, pois já cá esteve anteriormente.
Aliás, curiosamente, nas duas vezes em
que estive com ele a sós, referiu-me que
conhecia Coimbra e perguntou-me pela
Universidade e pelos estudantes.
Mas voltando à sua pergunta, vejo também
este acontecimento com Fé, porque não
é o primeiro Papa que visita Fátima, pelo
contrário, é o Papa que o faz à semelhança
de todos os seus antecessores. Assim o fez
Paulo VI, o Papa João XXIII esteve em Fátima
pouco tempo antes de ser Papa (lembro-me
de o ver como Cardeal, viveu poucos anos
como Papa), João Paulo I tinha visitado
Fátima (viveu só um mês como Papa) e João
Paulo II três vezes veio a Fátima e agora o
Papa seguinte.
Isso para mim significa que Fátima merece
o nosso respeito e da parte de todos os
crentes, credibilidade na aparição e na
mensagem.
E poderá vir a ser uma vantagem para o
processo de beatificação da Irmã Lúcia?
Sem dúvida, assim o espero.
É importante que a visita do Papa seja
um sinal de confirmação da nossa Fé em
Deus e em Jesus Cristo e não apenas um
acontecimento histórico de alegria e de
peregrinação jubilosa.
[email protected]
“É importante que a visita do
Papa seja um sinal de confirmação da nossa Fé em Deus e
em Jesus Cristo e não apenas
um acontecimento histórico
de alegria e de peregrinação
jubilosa.”
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
dadas com pequenas frases engraçadas,
sobretudo quando elas diziam respeito ao
Terceiro Segredo e lhe chegava notícia de
que havia mais coisas que não eram ditas e
ela afirmava: “Ah! Então que mas venham
dizer, porque eu não as sei e tenho muito
gosto em conhecê-las!”
Intencionalmente, nunca falei com ela sobre
Fátima.
Com a idade e a surdez foi-se recolhendo
mais à sua cela, até à hora da sua morte,
que eu pude acompanhar. Naquela tarde de
Domingo, no fim das minhas actividades, fui
lá para a visitar e quando cheguei, disseramme: “Venha depressa porque ela está nos
últimos minutos.” E estava...
14 ENTREVISTA
De perfil…
Uma referência?
O cardeal D. António Ribeiro com quem vivi, que muito estimei e muito me
estimava.
A música que não se cansa de ouvir?
Rachmaninov.
O filme que o marcou?
“Fugiu um condenado à morte” de Robert Bresson.
Um livro?
“A Nova Paróquia” do Padre Alphouse, editado este ano.
Um objecto de que não se separa?
A minha cruz peitoral e o meu anel de bispo.
Quando tem tempo gosta de…?
Folhear livros de arte e em viagens de avião, fazer palavras cruzadas.
O prato a que não resiste?
Um prato da minha terra – feijocas com enchido.
Uma bebida?
Vinho branco fresco, no Verão.
Destino de férias?
Serra da Estrela.
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
Uma qualidade de que se orgulhe e um defeito que não possa negar?
Fidelidade aos amigos, como qualidade. Como defeito, atraso nas respostas, tive
um colaborador que me dizia: “O sr. tarda, mas cumpre” e definiu-me bem.
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16 COM ASSINATURA MATOBRA
Forma e Função
Nesta casa vivem quatro pessoas - um casal com duas filhas - pelo que, a cozinha é um
espaço usado diariamente, para a preparação das refeições da família.
Quando a proprietária recorreu aos serviços da equipa da Matobra, estava na fase de
arrumações que precede a mudança de casa, pelo que, estava especialmente alerta para
a grande quantidade de louças, utensílios, talheres e copos que necessitava de armazenar.
A capacidade de arrumação do mobiliário escolhido era, por isso, uma preocupação
fundamental na concepção do projecto.
Para garantir que o espaço destinado a esta função seria suficiente, a parede principal foi
totalmente reservada para um painel de móveis que a cobrem inteiramente.
Embora neste caso estejamos perante uma divisão bastante luminosa, com uma grande
janela virada a Sul, a deixar passar a luz natural, para evitar que esta opção torne o espaço
visualmente mais fechado, com este tipo de soluções é preferível escolher linhas depuradas
e tons claros.
As frentes do mobiliário, em vidro leitoso, vão ao encontro desta orientação.
A zona de trabalho foi criada numa ilha que concentra duas funções principais: a lavagem
da louça e a confecção das refeições, com alguma arrumação de suporte por baixo.
Esta opção aumenta a funcionalidade destes dois processos, permitindo-lhe chegar a tudo
o que precisa com mais facilidade.
Tem também a vantagem adicional de poupar as bancas e o chão da cozinha aos pingos de
quando lava os alimentos no lava-louça para depois os levar até ao fogão ou, pelo contrário,
quando transporta alguns utensílios do fogão para o lava-louça.
Para criar contraste com o branco e tornar a divisão mais colorida, a ilha é lacada a vermelho.
Por fim e a pensar nas refeições do dia-a-dia, foi colocada uma mesa com lugar para os
quatro membros da família.
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
[email protected]
| Colunas Vidro Marta da Lube
| Ilha da Santos Modelo Kanto Plus Bordeaux
| Tampo em Silestone Branco Norte
| Electrodomésticos Miele (excepto Chaminé e placa da SMEG)
| Mesa Cris Branco Compact da Tafesa
| Cadeiras Tina da Softline
| Lava Louça underbuilt série Box da Rodi
| Misturadora Minta da Grohe
| Pavimento Porcelânico 60x60 referência Arg Prata da Revigres
| Revestimento Light Branco Mate rectificada da Novagres
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
COM ASSINATURA MATOBRA 17
18 COM ASSINATURA MATOBRA
Quando a configuração de um espaço é um desafio
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
O projecto concebido para este escritório integra-se numa
casa de família, com crianças pequenas, o que é o mesmo que
dizer que silêncio e tranquilidade não são dados adquiridos.
Daí que, fazer esta divisão no sótão, por ser uma zona
naturalmente mais tranquila e reservada, era a opção mais
sensata para que o espaço pudesse realmente permitir a sua
função de trabalho.
No entanto, conseguir tornar este local, simultaneamente
funcional e confortável, não era um objectivo fácil, dada a
configuração problemática da divisão. Aliás, a dificuldade
desta tarefa, era o motivo pelo qual este espaço tinha sido o
último a merecer a atenção da dona da casa.
Apesar de ter uma boa área, cerca de 20m2, embora com
variações nas diferentes zonas, o pé-direito era demasiado
baixo para que se pudesse circular com facilidade – com
pouco mais de um metro na parede principal. Acresce
que o centro da divisão, precisamente onde o tecto tinha
maior altura, era atravessado por dois pilares que não havia
qualquer hipótese de remover.
A solução encontrada passou por aproveitar as zonas
mais esconsas para arrumação de livros. Os móveis foram
desenhados para o espaço, com medidas que se adaptam
ao declive do tecto. Dado o desconforto que representaria
a posição necessária para a limpeza de uma estante aberta,
optou-se por mobiliário com portas de vidro, que protege os
objectos no seu interior do pó.
A madeira escolhida foi ao encontro do gosto pessoal da
proprietária – cerejeira escurecida no exterior e natural no
interior - e foi também usada para forrar os dois pilares que,
deste modo, se integram melhor na restante composição.
Como forma de realçar visualmente as paredes, atribuindolhes um maior destaque e iludindo uma maior altura, foram
revestidas a papel.
A escolha deste material insere-se na tendência clássica da
proprietária e obedece a uma regra que, para este tipo de
espaços, é fundamental: tons claros, que tornam a divisão
mais luminosa.
A prever os diferentes usos desta divisão, foram criadas duas
áreas: uma zona de trabalho com uma secretária integrada
no mobiliário – uma opção que ocupa menos espaço do que
uma peça autónoma – e outra, de descanso, com um sofá
que convida à leitura ou a uma sessão de cinema em casa.
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De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
A solução proposta pela equipa da Matobra
COM ASSINATURA MATOBRA 19
Antes da intervenção
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22 COM ASSINATURA MATOBRA
Para viver a dois
O gosto clássico e a opção pelas tonalidades bege deste casal orientaram
o projecto de decoração concebido para este quarto.
A cor começou por ser dada no papel que forra as duas paredes principais
da divisão, criando contraste com o branco original e tornando o espaço
mais acolhedor.
O sommier é forrado no mesmo tecido escolhido para a cabeceira da cama:
um modelo capitoné, replicado na banqueta aos pés da cama.
Com este tipo de opção, já de si muito marcada, a colcha deve ser
mais sóbria, para que a composição final não resulte excessivamente
ornamentada. Daí que se tenha optado por um modelo simples, com cores
que se integram suavemente na paleta eleita.
O mesmo conceito presidiu à escolha das mesas-de-cabeceira, com linhas
estilizadas.
Os candeeiros de mesa são mais altos do que o habitual, ajustando-se,
desta forma, à altura da cabeceira de cama.
Este espaço tem a particularidade de incluir uma lareira, o que não é
comum num quarto, mas ajuda a criar um ambiente mais confortável e
acolhedor.
O cadeirão colocado em frente, com o descanso de pés, permite tirar maior
partido desta valência, convidando a relaxar enquanto se aprecia o crepitar
do fogo.
Uma cómoda que a proprietária já possuía e uma pequena estante
completam o mobiliário.
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
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COM ASSINATURA MATOBRA 23
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
O banco forrado a tecido é também uma arca, permitindo a
arrumação de peças mais volumosas como cobertores e almofadas
extra.
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Sinta o calor da cerâmica!
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NATUREZA E CERÂMICA
NUMA SIMBIOSE PERFEITA.
Graças à sua nova tecnologia de impressão digital, a CINCA, conseguiu juntar num só produto a beleza
única da natureza e as vantagens da cerâmica.
Criou uma nova colecção de madeiras, das mais utilizadas nas decorações de interior.
Esta tendência actual para os produtos naturais tais como as madeiras, confere aos espaços um
caloroso conforto. Mas as madeiras têm os seus limites de aplicação e durabilidade.
A CINCA, ao produzir os seus produtos em porcelanato plena massa, ultrapassa todos os limites.
Não necessita de tratamento preventivo, resiste à humidade, não se deforma, é resistente ao gelo e de
fácil limpeza.
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CORES: CARVALHO, CARVALHO BRANCO, WENGUÉ e ZEBRANO - Formato 16x99 cm - rectificado.
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Showroom Porto
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T: 227.476.489
F: 226.062.502
2ª a Sábado
das 9:30h - 13:00h | 14:00h - 18:30h
26 IDEIAS E SOLUÇÕES
O aspirador que não se mede aos palmos
Um novo conceito de aspirador surge
pelas mãos da Electrolux, para que o
essencial esteja sempre à sua mão. O
ergorapido é um mini aspirador portátil,
sem fios, sem saco e que está sempre
pronto para uma limpeza instantânea
até nos locais mais difíceis. Com uma
tecnologia e qualidade Sueca, aspira poeiras,
tem uma potência de 9.6V, oito baterias/
MiMH, autonomia de 20 m e um tempo de
recarga de 16 h, características que fazem
dele mais do que um simples mini aspirador.
Podendo
de
das
ser
mão
divisões
usado
como
ou
completo,
e
especificidades
aspirador
dependendo
do
lixo,
o
ergorapido tem tudo para desaparecer com
o lixo invisível que se esconde lá por casa.
Pode ser utilizado com e sem cabo e está disponível
em Laranja, Prateado, Preto e Violeta, para dar mais
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
cor à sua limpeza.
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IDEIAS E SOLUÇÕES 27
O Caça-Fissuras, da Fila
O Fila Salvaterrazza aparece no mercado
como um produto revolucionário no
combate aos problemas acumulados em
pavimentos exteriores, especificamente
em micro fissuras que podem ir até 1mm
de espessura. Pode ser usado em todas
as superfícies absorventes, como o barro,
o cimento, o grés ou pedra natural, sem
alterar as suas características originais.
É um novo conceito que mudou o
modo de ultrapassar os problemas de
infiltrações porque, não só protege
como
impermeabiliza
e
solidifica,
evitado a acumulação da água e o
aparecimento de ervas daninhas. Não
deixa qualquer película na superfície
do piso e permite a sua transpiração e
evaporação da humidade acumulada
no seu interior. E as vantagens de
Salvaterrazza não ficam por aqui: basta
apenas um tratamento para resolver
definitivamente o problema e a sua
eficácia
é
facilmente
comprovada,
porque o chão está pronto a ser pisado
após a aplicação, apenas no espaço de
24 horas. O produto está disponível
na Matobra, para tornar fácil o que
pensava ser difícil.
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
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28 IDEIAS E SOLUÇÕES
Excelentes escolhas aos melhores preços
O Mercado Popular pode ser considerado o Outlet
da Matobra, mas isso só reforça a ideia que, naquele
espaço, pode encontrar oportunidades únicas em
produtos de qualidade superior e a um preço imbatível.
Neste número, a “De Coração” propõe três escolhas
para a renovação da sua casa com as melhores marcas
ao seu serviço e sem pesar muito na carteira, a crise
assim o obriga.
[email protected]
Os Puxadores da Tupai
podem ter as mais diversas
utilidades no mobiliário
de quarto ou de casa
de banho. Em aço inox,
simples ou latão polido
ficará surpreendida com a
diferença que um simples
acessório pode fazer pelo
bom gosto do seu interior.
A série Polo marca a beleza
da simplicidade pelos traços
tão leves e distintos do
lavatório, bidé e sanita.
Um conjunto comercializado
pela Roca que combina com
todos os ambientes e estilos,
sendo uma das propostas mais
versáteis da marca Zoom.
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
Ainda a Roca, coloca ao
seu dispor as Torneiras
Victoria para lavatório
e bidé. Linhas originais,
ergonómicas e funcionais
que lhe trazem o conforto
e prazer quando abre uma
simples torneira.
IDEIAS E SOLUÇÕES 29
“Limpar Portugal” também passou pela Matobra
A Matobra juntou-se à iniciativa “Limpar Portugal”, que
contou com cerca de trinta colaboradores vestidos e sujos a
rigor para que as consciências sejam abaladas e o tratamento
dos lixos seja uma prioridade para as nossas gerações.
Três veículos, dois pesados e outro com pá carregadora, permitiram
que a freguesia de Eiras ficasse mais limpa e mais saudável.
Os voluntários foram destacados para intervir numa das seis
lixeiras identificadas na sua área de actuação, mais propriamente
no alto de Ponte de Eiras, onde foram recolhidas algumas
dezenas de toneladas de lixo, o que sensibilizou os presentes.
António Leitão, administrador da empresa participante no evento,
destaca “a importância de se sensibilizar as populações e empresas
para o dever de tratar o lixo e de não o abandonar para que os
nossos filhos e o planeta não continuem a pagar a factura dessa
irresponsabilidade.” O Presidente da Junta de Freguesia de Eiras
visitou o local e agradeceu a colaboração com esta iniciativa, que
visou a co-responsabilidade de todos nós, no exercício deste dever
para que tenhamos, no futuro, o direito a um planeta melhor.
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
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ENTREVISTA 31
“Habito os meus prédios”
Joaquim Rosa mima Coimbra e Lisboa com uma construção virada para as
famílias, para que os clientes se sintam em casa, numa casa pensada para ser dele.
Responsável por um grupo de cinco empresas, não evidencia grandes diferenças no
estilo e na qualidade das obras entre as duas cidades, mas destaca o gosto especial
por Coimbra, pela sua hospitalidade e espírito familiar. Aos sessenta e cinco anos
tem uma vida construída e um futuro sólido, com alicerces no bom gosto e na
qualidade em tudo o que faz. Para ele é indispensável existirem habitações cada
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
vez mais baratas, assim o peso fiscal seja cada vez mais… leve.
32 ENTREVISTA
Antes de ser construtor já pensava em vir a sê-lo?
A minha vida profissional começou do zero, lembro-me que depois do casamento fiquei com
oitenta escudos no bolso. Mas estive no negócio dos azeites, onde cheguei a ser o maior
armazenista do país e já antes disso tinha sido motorista de longo curso, numa empresa
de Coimbra. Mais tarde fui proprietário e geri restaurantes, pastelarias e um armazém de
mercearias.
O que o motivou a entrar no ramo da construção civil?
As experiências profissionais anteriores permitiram-me alguma liquidez, o que me possibilitou
a compra de terrenos, o que na década de setenta era um negócio muito rentável para
quem pudesse investir, hoje comprávamos por cinco e, amanhã vendia-se por seis ou sete.
Comecei a adquirir conhecimentos no ramo e a estabelecer excelentes relações, pelo que fui
desafiado e resolvi apostar no meu próprio negócio, deixando todas as outras actividades,
e iniciando a minha função de construtor, em Lisboa.
Em termos de mercado, desde o inicio da empresa até à realidade de hoje, o que
se passou?
São diferenças enormes, antigamente vendíamos os apartamentos só com o projecto, hoje
só se vendem quando estão totalmente acabados e não é liquido que sejam vendidos,
é uma realidade inquestionável para todos os construtores em qualquer mercado do
país. Nos últimos anos assistimos a uma queda bastante acentuada no sector, devido ao
contexto económico que o país atravessa. Mas também me lembro da crise de 1981, em
que existiram grandes dificuldades.
Quais as diferenças que destaca entre a crise de 1981 e a que hoje vivemos?
Sinceramente, hoje não tenho uma visão tão pessimista desta crise como a que tive na de
1981. Obviamente que são realidades diferentes, era uma crise logo após o 25 de Abril,
existiram inúmeras retaliações e muita gente de valor viu-se obrigada a deixar o país com
receio, assim como muitas empresas de construção faliram num contexto em que não
existia grande iniciativa no mercado para que as coisas melhorassem. Temos de ver que
aquela situação não era só uma crise económica, era resultante da vertente política e social
num tempo em que existia claramente um atraso em relação aos outros países europeus.
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
Numa obra em construção, que aspectos observamos a “olho nu” que reflictam a
qualidade do construtor?
A qualidade da construção tem a sua essência no início da obra, mais precisamente na
sua estrutura. Lembro-me de quando vim para Coimbra e, na altura, construía-se só com
pré-esforçado e eu já construía com lajes maciças, posso dizer que esta obra na Quinta da
Portela cumpre bem mais do que as medidas de segurança no que diz respeito a pilares, a
ENTREVISTA 33
ferro e a lajes maciças, e depois ainda faço uma soleira a completar o prédio. Devo dizer que
durmo descansado porque os prédios que construo, no caso de existir um tremor de terra,
ou caíam para o lado ou se enterravam inteiros, nunca se desmoronavam.
Sente que os clientes estão informados sobre a qualidade das obras?
Sim, tenho a experiência de que muitos clientes visitam os prédios na sua fase de construção
e já apresentam bastantes conhecimentos sobre a qualidade dos materiais. Eu escolho
sempre produtos de primeira e instruo os empreiteiros com quem trabalho a colocarem o
factor qualidade sempre em primeiro lugar. Não é por caso que nos faltam apenas vender
sete apartamentos num conjunto de vinte e seis, na Quinta da Portela, o que, numa
realidade de baixa procura, é sinal de que a qualidade é superior.
É um homem que tem construído nas cidades de Coimbra e Lisboa. Existem
diferenças entre elas ou obedecem todas a um mesmo estilo?
Não noto grandes diferenças, mesmo nos preços, que se equilibram consoante as zonas
das duas cidades. Já tive uma experiência, em Poiares, onde construímos cerca de oitenta
apartamentos, mas considero que foi desvantajosa. Apesar de ser uma área fora da cidade,
os custos de mão-de-obra eram os mesmos, os materiais de primeira qualidade, com
acabamentos e uma estrutura condizentes com o nome que temos no mercado, e o certo
é que se traduziu num mau negocio para nós, porque os preços de venda mal chegaram
para os custos.
Qual o local onde mais gosta de construir?
Pela envolvência e pelo sentimento que desenvolvi ao longo dos anos que estou aqui, prefiro
construir em Coimbra, porque é uma cidade muito familiar e hospitaleira, que oferece uma
qualidade de vida superior a quem quer residir nela. Hoje já não me sinto bem em Lisboa,
por exemplo.
Segundo a sua opinião, a legislação existente assegura uma construção de
qualidade em Portugal?
A lei serve para fazer exigências mas quem assegura a qualidade na construção é o próprio
construtor, não tenhamos ilusões. Mas sou muito renitente em relação a muitas coisas,
dever-se-ia apostar numa fiscalização mais exigente e apertada para que o peso fiscal não
pudessem e devessem ser mais baratos do que são, porque só em impostos, quando a obra
é finalizada, já estão mais de 40% dos custos. Se essa incidência diminuísse para cerca de,
por exemplo, 12 %, valor que considero aceitável, as pessoas lucrariam com isso, e até o
próprio estado porque o mercado iria dinamizar-se e possibilitar a aposta na exportação, por
exemplo. Nesse contexto, a fiscalização teria de ser muito mais eficaz e quem não cumprisse
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
fosse tão agressivo para as empresas construtoras, isso possibilitaria que os apartamentos
34 ENTREVISTA
com as suas obrigações teria de responder com os bens pessoais e haveria sempre maneira
de se responsabilizarem. Apoiaria uma medida dessas.
A cidade de Coimbra também tem mais encanto na hora de construir?
Aquilo que posso afirmar é que existe construção de qualidade, tanto em Coimbra como
em Lisboa, mas existe aqui algo de especial, é uma cidade que acarinha quem vive nela,
nem parece uma cidade, mais parece uma aldeia mimosa, toda a gente se conhece e se
cumprimenta, isso não acontece em Lisboa.
Que características pensa que deve ter um construtor civil que se inicia nesta
actividade?
A principal característica é ter capacidade económica para iniciar a actividade, com um
conhecimento aprofundado da causa, e depois tem de ser uma pessoa muito dinâmica
para que esteja sempre actualizado com o mercado e sempre disponível para as evoluções
constantes das empresas e do próprio sector.
Acredita no mercado da reconstrução?
Confesso que nos moldes actuais não estou muito interessado na renovação, é um mercado
que apresenta muitas exigências e complexidades, as autarquias não deixam que se tirem
as fachadas originais e muito antigas, mas temos de ser razoáveis e práticos, muitas delas
foram construídas com cal e barro, ou com madeira, sem quaisquer lajes e isso, em termos
objectivos, é impossível reconstruir. Sou a favor de se conservar e de se manter o estilo
arquitectónico mas com a possibilidade de se construir de novo, porque, na maior parte dos
casos, é o trabalho a fazer, sei de algumas situações em Lisboa, onde já aconteceu estar-se
a reconstruir e as paredes caírem.
Mas a degradação dos centros das nossas cidades não obriga à aposta neste
mercado? …
É difícil fazer regra porque cada caso é um caso, mas reforço a ideia que o melhor que
podia acontecer a muitas cidades era deitar abaixo e construir de novo. Depois existe outro
aspecto que tem de ser ponderado, os custos são bem maiores no mercado da reconstrução
e podem não se justificar e até afectar a imagem do construtor, daí a importância de existir
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
um equilíbrio entre o estado e as empresas.
Uma obra que gostaria de construir?
Tenho um especial fascínio por construir casas grandes, se eu tivesse algum poder autárquico
proibia as construções demasiado divididas e pequenas.
Uma obra que tenha orgulho de ter construído?
ENTREVISTA 35
Todas me enchem de orgulho, porque damos o melhor em cada uma delas. Quando inicio
a construção de um prédio de raiz, penso sempre que é para eu viver nele e aí idealizo e
valorizo os acabamentos e os aspectos da segurança. Um automóvel pode circular cinco ou
seis anos e depois troca-se, mas um apartamento pode dar para os bisnetos e tetranetos.
Estamos a falar de um investimento para varias vidas, é importante pensar-se nas famílias
quando se constrói uma habitação, posso dizer que fico mesmo a viver nos prédios que
faço.
Enquanto empresário tem algum sonho por construir?
O meu sonho de empresário pode estar a chegar ao fim, de maneira que estou a delegar
responsabilidades nos meus filhos, porque a saúde também tem de ser valorizada e tem de
haver tempo para descansar. Mas o “bichinho” de construir nunca se perde.
Gosta do que faz ou gostaria de ter tido outra actividade?
Gosto do que faço e sempre gostei do que fiz, independentemente da actividade que exercia, quer como armazenista de mercearias e de azeites, quer como gestor e proprietário de
restaurante e pastelaria. Levo a sério tudo em que me envolvo e sinto que tenho alguma
facilidade em compreender a organização das empresas e dos mercados, é com este espírito
que estou há muitos anos na construção e tem sido uma experiência riquíssima.
O que sente quando vê uma obra terminada?
Quando se faz o que se gosta com primor e com carinho, acaba por se sentir um enorme
orgulho em ver a obra feita. É fundamental que o cliente sinta e perceba que eu não estou
aqui só para ganhar dinheiro, mas também para conseguir que as pessoas sejam mais felizes debaixo do tecto que lhes vendo, essa filosofia é muito importante e é com isso que se
ganha respeito e seriedade no mercado.
Que lugar conquistou nesta actividade?
Sinto que tenho um nome respeitado nas cidades de Coimbra e Lisboa, sou uma pessoa
simples e seria, não sou vaidoso, mas sinto orgulho naquilo que faço.
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
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36 ENTREVISTA
Breves
Livros ou Jornais?
Jornais.
Um cantor?
Marco Paulo e Tony Carreira.
Um vinho?
Monte Velho.
Uma refeição?
Cozido à Portuguesa.
Um local de eleição para construir?
Coimbra.
Uma viagem que não esquece?
À Madeira.
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
Uma noticia que gostaria de ouvir amanhã?
Que consegui vender os apartamentos que restam.
Liberte o espaço de banho.
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Moderna, original e acessível são as palavras que definem a nova série Kapa. Agora, vai ver que quebrar
a rotina do seu espaço de banho não custa nada.
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38 ESTILUS
Mesa reservada
É um dos investimentos chave na
decoração de uma casa e, por isso
mesmo, uma das escolhas a que
habitualmente se dedica maior cuidado.
Seja para as refeições do dia-a-dia ou
para os momentos de celebração, a
escolha de uma mesa implica a análise
cuidada do tamanho da divisão, do
número de pessoas que precisaremos
de sentar e claro, do design certo para a
casa a que se destina.
Redonda, quadrada ou rectangular?
Em vidro, madeira ou PVC? Étnica,
minimalista, clássica ou barroca?
Descubra o seu estilo com as propostas
que a equipa de decoração da Matobra
seleccionou para si.
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
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De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
ESTILUS 39
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SHAMAL
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ESTILUS 41
Pavimentos em madeira
Novas soluções, o mesmo toque quente
É um best-seller nos pavimentos. O ambiente acolhedor que proporciona e as suas
características de beleza e facilidade na manutenção asseguram a fidelidade de muitos, que
insistem em ver na madeira a melhor opção para o chão de sua casa.
A pensar nos fãs deste material, a equipa de decoração da Matobra seleccionou duas
propostas que se distinguem de outras escolhas disponíveis no mercado.
A primeira é marcada pela dimensão superior de cada tábua e ampla selecção de tonalidades.
A segunda foi pensada para os que lamentam não poder manter esta opção na cozinha e
casa de banho. Não é madeira, mas para quem vê, é difícil perceber a diferença…
Quick Step
Tábuas de dimensão XL e cores inéditas
A colecção Largo, da Quick Step, apresenta uma selecção de tábuas extra longas e amplas,
com 2 metros de comprimento e 20,5 cm de largura.
A dimensão superior de cada tábua cria uma composição que confere maior profundidade
às suas divisões, acentuando visualmente a sua área.
Esta série distingue-se também por uma selecção ampla de tábuas, com 60 variantes
diferentes por padrão, evitando as repetições.
A Quick Step propõe ainda as colecções Eligna e Perspective, que permitem escolher,
respectivamente, entre uma opção sem juntas, que confere um efeito mais austero, ou com
juntas em “v”, que cria maior dimensão de perspectiva.
Em ambas as séries está disponível uma grande variedade de cores, desde as selecções
mais clássicas, até às mais inesperadas, como as tonalidades de branco wengé passionata e
soalho pinho branco escovado.
AquaStep
Um pavimento flutuante laminado 100% resistente à água.
Quando se fala em pavimentos laminados, os receios mais comuns são as infiltrações, a
condensação e a humidade.
Estas são questões para as quais Aquastep assegura total fiabilidade, destacando-se como
o criador e primeiro produtor de pavimentos laminados à prova de água.
Ao contrário dos laminados tradicionais, o pavimento Aquastep pode ser limpo com água
e sabão sem qualquer risco de inchamento do material. As vantagens na limpeza são claras
e por ser impermeável, o pavimento é completamente resistente a fungos, mofo e bolor.
Estas características tornam este material perfeito para cozinhas, casas de banho, lavandarias,
entradas, corredores e adegas.
É indicado para uso doméstico intensivo e comercial em geral, como ginásios, restaurantes,
lojas, escritórios e spa's, onde os tradicionais laminados são desaconselhados.
A aparência do material também não foi descurada - Aquastep dispõe de uma completa
gama de decors de madeira com diferentes acabamentos e rodapés iguais.
Não é madeira, mas para quem observa, podia realmente ser…
Face aos pavimentos laminados tradicionais,
a absorção de som de Aquastep é 30%
superior. A garantia de 20 anos para uso
doméstico, assegura a resistência à agua,
descoloração, manchas e desgaste da
camada de superfície, nomeadamente face
a grandes impactos e à queda de objectos.
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
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44 ESTILUS
Ambiente Silestone - Entre a Natureza e a Tecnologia
A Matobra criou um espaço para demonstrar a beleza da pedra natural
com a mais avançada tecnologia e isto, trocado por miúdos, é… Silestone,
um conceito que nos massaja os sentidos e que activa a vontade de criar.
É um material que consegue reinventar o próprio espaço graças à sua versatilidade
em qualquer ambiente arquitectónico e que nos dá uma oportunidade com
infinitas possibilidades estéticas.
[email protected]
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
Para o chão optou-se pela série Kensho,
que também está presente na parede,
juntamente com o Energy, o Negro e o
Branco, da Silestone.
Os sanitários Milano, da Hatria e as torneiras
Fusion, da Fantini contribuem para o equilíbrio
do branco e do aço inox que mais enriquecem
o reflexo da pedra natural trabalhada.
ESTILUS 45
A Banheira Vythos, da Roca envolve-se
numa harmonia proporcionada pela forra
preta, em Silestone.
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
O Lavatório Negro, da Silestone foi idealizado
pelos Mármores Valentim de Azevedo e a Cabine
de Duche PR200 Minimal, pela Italbox.
46 ENTREVISTA
As relações comerciais constroem-se com ética
Carlos Duarte, Miguel São Bento e Armando Conceição são três rostos visíveis que
defendem a causa Italbox a uma só voz. A empresa de Águeda tem percorrido um
caminho de assinalar no fabrico de cabines de banho e tem sido um dos catálogos
mais folheados pelos clientes do país. Desenvolvimento, funcionalidade e inovação
são matérias-primas trabalhadas para que o duche seja cada vez mais um prazer,
tal como a conversa e a visita que a “De Coração” presenciou às instalações do
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
maior produtor nacional neste sector de mercado.
ENTREVISTA 47
Qual é a especialidade da Italbox?
Não
Somos especialistas no fabrico de cabines
portugueses…
não acontecia há cinco anos atrás e seria
de duche e protecções de banho e todos
Existem alguns e não os subestimamos, até
um erro tentar fazê-lo porque adquirimos
os
porque existe uma excelente relação, mas o
a qualidade, a capacidade de produção e a
que sentimos é que a concorrência vem das
imagem, de uma forma sustentada.
produtos
do
nosso
catálogo
são
desenvolvidos e produzidos internamente.
existem
muitos
fabricantes
de catálogo, com as melhores marcas. Isso
Enquanto
empresários,
porque
é essa. Temos uma dimensão menor em
Este é um mercado algo intimista, onde
apostaram nesta área de mercado?
relação aos nossos concorrentes estrangeiros,
o duche é considerado um ritual. De que
Porque verificámos que a oferta existente,
mas em termos de produção, no mercado
forma a Italbox explora esse mundo de
de fabrico nacional, se resumia a modelos
nacional, não existe comparação. Uma das
sensações?
económicos
que
grandes vantagens de sermos um fabricante
Depois de lerem o nosso catálogo as pessoas
começámos a fabricar três ou quatro
muito
simples,
pelo
é que dominamos todo o processo e não
ficam com as mais diversas ideias de como
modelos e importávamos os restantes.
nos limitamos ao que está no catálogo, já
tirar o melhor partido do duche e ficam
Fomos conquistando alguma dimensão,
que temos a capacidade de nos adaptar
claramente ansiosas para experimentar
à qual respondemos com especialização
a realidades diferentes. Temos algumas
essas sensações, no fundo, as pessoas
nas áreas mais sensíveis: desenvolvimento,
experiências na área da restauração, por
podem-se libertar durante o duche se a
produção e comercial. Esta estratégia
exemplo, onde temos conseguido satisfazer
qualidade do produto o permitir e é isso que
possibilitou-nos o lançamento de produtos
os clientes através de características de
tentamos alcançar tecnicamente. É evidente
novos, com investigação e desenvolvimento
espaço e de materiais diferentes e isso tem
que o trabalho de imagem, de fotografia,
exclusivamente nossos. Nós conseguimos
sido uma mais valia. De facto, construímos
de marketing do produto, que foi entregue
crescer através da conquista de quota do
um percurso e uma qualidade no mercado
a partir de certa altura a profissionais, tem
mercado aos nossos concorrentes, que são
que, por exemplo, nos permitiu vender
a sua importância e isso é nítido a quem
os grandes fabricantes europeus, as marcas
à Matobra, onde o grau de exigência é
folheia o nosso catálogo.
italianas, espanholas e algumas alemãs.
enorme, e podermos concorrer, em termos
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
grandes empresas estrangeiras, a realidade
48 ENTREVISTA
E nesta área a opinião feminina é
onde o vapor está sempre em contacto
design que pretende e que consegue. É fácil
importante…
e onde nos sentimos mais confortáveis e
no mercado comprar uma cabine da moda e
É essencial, mas aconselhamos sempre
libertos. É um fenómeno recente porque
fazer-lhe alguns ajustes para tirar proveito do
os nossos clientes a não olhar só para a
estamos a falar da optimização do espaço,
design, nós não o fazemos, inclusivamente,
estética, mas também a estar atento à parte
também como um dos factores mais
todas as peças das nossas cabines são
técnica, porque uma cabine de banho, para
importantes. Em muitos apartamentos só
desenvolvidas por nós. Claro que, com
além de ser uma peça bonita, tem de ser
existe um espaço de 80x80 para tomar
esta atitude, também já aconteceu termos
um espaço confortável, que cumpra a sua
banho e, nesses casos, as cabines não dão
alguns dissabores e custos relevantes, mas
função de duche e que não deixe passar
hipóteses a outro tipo de produtos. Também
o que se ganha por dominar o processo por
a água e, muitas vezes, os clientes só se
em termos de limpeza, o resguardo permite
completo é muito mais vantajoso do que
lembram disso quando já efectuaram
uma poupança de tempo e de trabalho e
os riscos que se correm. E se existir algum
a
duvidosos.
essas são vantagens importantes. Uma das
problema depois da compra, o cliente sabe
É um produto para utilizar diariamente, pelo
nossas motivações é precisamente a de
que nunca fica com o problema por resolver,
que, o nosso objectivo é tentar equilibrar
potenciar melhores produtos em espaços
se for responsabilidade da fábrica tiramos
sempre as duas vertentes - funcionalidade
cada vez mais pequenos. Hoje, apesar das
a peça e colocamos uma nova, se não for
e beleza.
casas serem mais pequenas do que há uns
ajudamos a resolver o problema. Posso-
anos atrás, existem mais casas de banho por
vos garantir que das poucas reclamações
habitação e isso favorece este tipo de opção.
que temos, cerca de 85% são por erros
compra
de
produtos
Em termos técnicos, de que sensações
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
se podem tirar partido numa cabine?
de montagem e, por isso, fomentamos a
Quanto mais qualidade a cabine tiver, mais
O que têm de diferente as cabines da
formação aos colaboradores dos nossos
conforto vai trazer, se reparar a tendência é a
Italbox, quais as suas mais valias?
clientes, porque estamos a falar de um
de se utilizar o menos possível a banheira, é
A nossa máxima é não copiar, nas cabines
produto muito técnico, é preciso conhecer
muito mais simples e prático tomar o duche
de banho a base é a mesma e a partir daí
as suas especificidades. Sejamos objectivos,
numa cabine, pela envolvência do ambiente,
qualquer fabricante dá-lhe a qualidade e o
a exigência estética obriga ao mínimo de
ENTREVISTA 49
utilização de alumínio e isso faz com que
as nossas vantagens sejam mais na área
pensamos em comprar uma cabine?
haja o mínimo de afinação possível, pelo
comercial do que em dar exclusividade.
Primeiro, ter a noção do espaço livre que
que o processo de montagem tem que ser
Já no mercado externo, optamos por
tem na casa de banho e, segundo, tentar
perfeito.
uma filosofia diferente e entregamos a
aliar a funcionalidade da peça à estética e
exclusividade a empresas sedimentadas e
pensar que vai comprar um produto para
É uma marca que já passou fronteiras,
que nos garantem representatividade em
utilizar diariamente. Depois é importante a
existe o objectivo de crescer no mercado
Espanha, Cabo Verde e Angola e isso faz
escolha de um fabricante europeu porque
externo?
com que a Italbox já seja um bom argumento
a assistência técnica é mais eficaz, pela
A nossa quota directa para o mercado
de venda nos mercados internacionais,
proximidade e pelo conhecimento.
externo não se tem reflectido muito nas
bem patente nos sectores da restauração e
nossas contas, porque apesar de ir muito
hotelaria. Depois temos a vantagem de nos
De alguma forma, o combustível da
material para o exterior ele é facturado a
adaptarmos a normas e regras exteriores,
Italbox é a água. A empresa preocupa-
clientes nacionais, mas está claramente
o que nos dá um grau de exigência maior
se com a economia da água?
em crescimento e existe esse forcing da
na produção dos nossos produtos porque,
A
nossa parte porque o mercado nacional
no mercado nacional, a certificação não é
propriamente de nós, é um assunto mais
está em crise e como não conhecemos a
muito clara consoante as normas europeias.
indicado para os fabricantes das torneiras.
fundo os mercados emergentes, temos
Nós sabemos que fazemos bem mas
O nosso trabalho nesse campo é o de
efectuado
que
também temos o papel de exigir que exista
garantir que os nossos resguardos cumpram
permitiu, por exemplo, estarmos bem
uma normalização igual para todos e uma
a sua função, não deixando a água sair,
representados no mercado angolano. A
credibilidade maior no sector, porque nós
embora a sensação que tenho é a de que as
nível interno a nossa política é a de não
já estamos preparados e ganharíamos com
pessoas têm mais preocupação em adquirir
dar exclusividade, temos clientes que nos
isso.
um produto simples, prático e económico.
parcerias,
o
compram menos do que outros, mas foram
eles que nos permitiram crescer, daí que
da
água
não
depende
Quem sabe até se não chegamos a um
O que devemos ter em conta quando
tempo em que se toma banho a vapor, mas
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
algumas
poupança
50 ENTREVISTA
isto é tudo uma questão de consciência,
O prefixo ital tem alguma coisa a ver
sentir-nos satisfeitos e temos sempre de
todos nós podemos facilmente poupar mais
com o mercado transalpino?
ir definindo outras metas para atingir.
água a tomar banho.
Quando começámos nestas andanças era o
É de salientar que também existe uma
produto italiano que dominava os mercados
preocupação de cariz social para que as
A população ocidental está mais sujeita
pelo seu design e qualidade, daí que não foi
pessoas que aqui trabalham se sintam num
aos efeitos do envelhecimento e o acto
um termo totalmente ingénuo, porque nos
ambiente profissional e familiar ao mesmo
de tomar banho coloca-se como um
podia trazer algumas vantagens comerciais.
tempo.
problema para as famílias. O que está a
Ainda hoje há clientes que nos associam
fazer a Italbox, nesse campo?
ao mercado transalpino, mas somos uma
E que meta pretendem conquistar?
Temos essa preocupação, aliás, vai-se
marca certificada totalmente portuguesa e
Aumentar a quota de exportação, embora
constatar no próximo catálogo, já que
temos muito orgulho nisso. A italbox tem
não tenhamos o objectivo de ir concorrer
todos os produtos têm essa preocupação
licenciamento industrial e cumpre todas as
e
da mobilidade. Por exemplo, as cabines
normas ambientais que são exigidas a todos
pretendemos ganhar o nosso espaço nos
convencionais têm o perfil no chão para
os tipos de produtos com que trabalhamos,.
PALOP e nos países do Magreb, porque
que as portas possam correr e os produtos
Não há um único produto que não seja
no centro da Europa estão os grandes
novos que estamos a desenvolver já visam
devidamente
fabricantes e não é fácil entrar.
não obrigar a ter essa calha, para que não
reciclagem e isso é muito importante.
reencaminhado
para
a
ganhar
mercado
na
Europa,
mas
exista um obstáculo à entrada de alguém de
cadeira de rodas. A tendência que existe é a
Enquanto empresários na Italbox, do
de se substituírem as banheiras pelas bases
que sentem mais orgulho?
porque são mais práticas e devemos fazê-las
Sermos reconhecidos como a empresa
cada vez mais seguras para o bem de todos
de maior expressão no que concerne ao
nós.
fabrico deste tipo de produtos. No entanto,
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
em termos empresariais nunca podemos
[email protected]
Breves
ENTREVISTA 51
Vender Cabines ou desfrutar delas?
Vender.
Local para tomar banho numa cabine Italbox?
Burj Al Arab, no Dubai.
Um vinho que recomendaria?
Touriga Chã.
Uma ementa?
Cozido à Portuguesa.
Um livro?
O Papalagui e o Monge que vendeu o seu Ferrari.
Uma voz?
Xutos & Pontapés e Diolinda.
Um golo?
O do Carlos Manuel contra a Alemanha para o
apuramento de 86.
A quem gostariam de vender uma cabine?
Sandra Bullok e Barak Obama.
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
Uma frase feita?
Difícil é pensar simples.
FASSALUSA lda | Zona industrial de São Mamede lote 1 e 2 | 2945-036 São Mamede ( Batanha ) | tel. 244 709 200 - Fax 244 704 020
www.fassabortolo.pt - [email protected]
SISTEMA DE PAVIMENTOS
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54 GALERIA MATOBRA
W+W
Fórmula Revolucionária para Espaços Pequenos
A Roca volta a surpreender com um produto que sintetiza, num só elemento, as
funções de lavatório e sanita.
Na série W+W, iniciais de washbasin (lavatório) e watercloset (sanita), as parcelas
design e sustentabilidade são somadas em nome de um resultado de poupança de
água, mas também de espaço na sua casa de banho.
Graças a um sistema inovador, a água utilizada no lavatório é filtrada e reutilizada
na descarga do autoclismo, assegurando, desta forma, um novo uso à água gasta,
com uma diminuição até 25% no consumo.
Para garantir que cada descarga é feita com água limpa, os resíduos maiores
são filtrados e apenas o líquido passa directamente para um pequeno tanque de
tratamento, onde é purificado, evitando a presença de bactérias e maus cheiros.
E graças ao seu formato compacto, W+W é adaptável a qualquer espaço. As
suas dimensões reduzem-se a 77 centímetros de largura, 84 de altura e 50 de
profundidade.
Como todas as boas ideias, o resultado tem tanto de surpreendente, como de
óbvio, quase parece estranho não ter sido sempre assim…
[email protected]
À luz do mesmo conceito de sustentabilidade,
a torneira Single Pro, utilizada no lavatório,
incorpora um cartucho progressivo que
permite controlar o caudal da água.
Tem também a vantagem de se abrir
directamente na posição de frio, evitando o
De Coração |1ºTRIMESTRE 2010
aquecimento quando ele não é necessário e
desta forma, reduzindo as emissões de CO2.
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quando a configuração de um espaço é um desafio