FACULDADE SETE DE SETEMBRO – FASETE CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM LETRAS HABILITAÇÃO EM LÍNGUA PORTUGUESA E INGLESA GRACIENE VICENTE DE SOUZA FERREIRA A INFLUÊNCIA DA LITERATURA INFANTIL NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DO ALUNO COM SURDEZ NA ESCOLA MUNICIPAL VEREADOR JOÃO BOSCO PAULO AFONSO-BA DEZEMBRO/2010 GRACIENE VICENTE DE SOUZA FERREIRA A INFLUÊNCIA DA LITERATURA INFANTIL NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DO ALUNO COM SURDEZ NA ESCOLA MUNICIPAL VEREADOR JOÃO BOSCO Monografia apresentada ao curso de Licenciatura em Letras com habilitação em Português e Inglês da Faculdade Sete de Setembro- FASETE, como requisito, para avaliação conclusiva. Sob orientação da professora Rita Rejane Soares Melo. PAULO AFONSO-BA DEZEMBRO/2010 GRACIENE VICENTE DE SOUZA FERREIRA Monografia apresentada ao corpo docente da Faculdade Sete de Setembro FASETE, como requisito para conclusão do curso de Graduação em Letras com habilitação em Português e Inglês, tendo banca examinadora os professores abaixo relacionados: _____________________________________________________ Profº. Rita Rejane Soares Melo, Especialista (orientador). ______________________________________________________ ______________________________________________________ PAULO AFONSO – BA DEZEMBRO – 2010 DEDICATÓRIA Dedico esta monografia a minha mãe Cecília (in memóriam), a minha madrinha Rangel, a minha família, meus amigos e a todas as pessoas que colaboraram para a realização deste trabalho. AGRADECIMENTOS Agradeço ao Deus eterno, por ter me dado sabedoria e força nesta jornada, pois tudo o que sou e tudo o que tenho é graças a Ele. Ao meu esposo e minhas queridas filhas pela paciência e pelo carinho de todos os momentos. A minha querida mãe Cecília (in memóriam) e meu pai Graciliano (in memoriam) e demais familiares. A minha grande madrinha Rangel que me incentivou a fazer esse curso e não deixou que eu desistisse nos momentos difíceis da minha vida. A todos os professores e funcionários da instituição. A minha turma por esses quatro anos de convivência, principalmente as minhas queridas colegas Marivânia, Fabricia, Thaiz, Camila, Carmilândia, Valdirene, Rosemeire, Luciana, Ana Paula, Lúcia. E Ezilva. Agradeço a minha orientadora e professor Rita Rejane, pela dedicação. Um agradecimento muito especial aos meus irmãos Paulo Rangel e Telma Rangel, a quem eu me espelhei pelas suas conquistas e hoje concluo a minha. Quando eu aceito a língua de outra pessoa, eu aceito a pessoa... Quando eu rejeito a língua, eu rejeito a pessoa, porque a língua é parte de nós mesmos... Quando eu aceito a língua de sinais, eu aceito o surdo, e é importante ter sempre em mente que o surdo tem o direito de ser surdo. Terje Basilier RESUMO Esta pesquisa teve como objeto de estudo a influência da literatura infantil na aprendizagem do aluno com surdez na escola regular, desde que haja professores capacitado em libras, para que exista uma comunicação e compreensão, com isso os alunos tenham um desenvolvimento intelectual, com a proposta metodologia para inseri-los, no contexto de leitura, através da utilização da Libras,possibilitam o educando conhecer e se encantar pela leitura, descobrindo diversas culturas do mundo e em várias situações, tanto no âmbito familiar como no escolar. Para desenvolver esta pesquisa, Constatou-se, a partir deste estudo, que os alunos com surdez compõem um grupo que necessitam de alguns recursos didáticos e adaptações curriculares, para que possam participar ativamente do processo de ensino-aprendizagem. Apesar dos esforços realizados para a capacitação dos professores, a realidade aponta lacunas e graves problemas no sistema de educação para os alunos com surdez. Palavras–Chave: Literatura Infantil- Surdez – Escola Regular ABSTRACT This research had as its object of study the influence of children's literature in the learning of students with deafness in regular school, where there are trained teachers in Libras, so that there is communication and understanding, with that student has an intellectual development, with the proposed methodology to place the students in the deaf, context of reading, through the use of Libras, allow the student to know and be charmed for reading, discovering different cultures of the world and various situations, both within the family as school. To develop this research, was found to from this study, the students compose a deaf group in need of some teaching resources and curricular adaptations, so they can participate actively in the process of teaching and learning. Despite efforts for the empowerment of teachers, reality shows serious gaps and problems in the system education for students with deafness. Key words: Deafness, Children's Literature - Regular School ABREVIATURAS E SIGLAS FENEIS: Associação Nacional de Educação e Integração dos Surdos LIBRAS: Língua Brasileira de Sinais MEC: Ministério da Educação INES: Instituto Nacional de Educacional de Surdos LDB: Lei de Diretrizes e Base IBGE: Instituto Brasileiro Geográfico de Estatística dB: Decibel ULBRA: Universidade Luterana Brasileira SUMÁRIO INTRODUÇÃO ................................................................................................. 11 1 – CONCEITOS E TIPOS DE SURDEZ .......................................................... 15 1.1. A SURDEZ................................................................................................. 15 1.1LIBRAS, UM SISTEMA DE COMUNICAÇÃO .............................................. 18 2 - A ESCOLA E A INCLUSÃO ...................................................................... 23 2.1 PROCESSOS INCLUSIVOS DA CRIANÇA SURDA NA ESCOLA REGULAR ........................................................................................................ 23 3 - A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA INFANTIL NO PROCESSO APRENDIZAGEM ........................................................................................... 28 3.1HISTÓRICO E CONCEITO.......................................................................... 28 3.2 A CONTRIBUIÇÃO DA LITERATURA INFANTIL E O PROCESSO DA LEITURA E ESCRITA DO SURDO .................................................................. 32 3.3 A IMPORTÂNCIA DA LIGUAGEM VISUAL NO DOMÍNIO DA LEITURA E ESCRITA DO SURDO ..................................................................................... 35 4 - PRODUÇÕES LITERÁRIAS PARA SURDOS ........................................... 37 4.1. ADAPTAÇÕES DAS FÁBULAS ................................................................ 40 5 – PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS................................................... 43 6 – A LITERATURA INFANTIL NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DO ALUNO SURDO NA REDE REGULAR NA ESCOLA JOÃO BOSCO ............ 44 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................. 50 APÊNDICES .................................................................................................... 52 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................ 55 11 INTRODUÇÃO Percebe-se que um dos maiores problemas que as pessoas com necessidades especiais enfrentam, nos dias de hoje, é estudar em escolas regulares, sem ter o apoio para uma melhor qualidade de ensino-aprendizagem. Geralmente o ensino vem limitado e é assistencialista. Como um todo, as escolas querem que estes alunos especiais se adaptem a elas e na perspectiva da inclusão, o que deveria ocorrer, seria o contrário. Parte do princípio de que todas as diferenças humanas são normais e de que a aprendizagem deve, portanto, ajustar-se às necessidades de cada criança, ao invés de cada criança se adaptar aos supostos princípios quanto ao ritmo e à natureza do processo educativo. (DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, 1994) Inspirada na experiência norte-americana, a história da educação especial iniciou-se no Brasil, no século XIX, através de modelos assistencialistas e segregativos, ligados a movimentos particulares e beneficentes no atendimento às deficiências, que até hoje detém muito poder sobre as famílias e a opinião pública brasileira. Porém na década de 80 e início é que o mundo da educação tomou conhecimento de um novo caminho para uma escola de qualidade para todas as pessoas com deficiência e/ou com outros tipos de condições atípicas, no sentido de inclusão requer mudanças na perspectiva pela qual a educação deve ser entendida. (MANTOAN, 2005 p. 25) Precisamos entender que um modelo ou prática que funcione em uma sala, necessariamente não servirá em outra. Com isso é que devemos mudar a didática para atingirmos os objetivos em sala de aula. Desta forma o professor estará diante das diversidades encontradas entre os alunos. Uma escola capaz de oferecer condições de aprender, na convivência com as diferenças e que valoriza o que consegue entender do mundo e de si mesma, está pronta para incluir. Para que o aprendizado seja completo e significativo é importante possibilitar a coleta de informações por meio dos sentidos. 12 (...) Lembrando que se torna necessário criar um ambiente que privilegia a convivência e a interação com diversos meios de acesso à leitura, à escrita e aos conteúdos escolares em geral. (SÁ, CAMPOS &SILVA, 2007). A inclusão de um aluno surdo deve acontecer desde a educação infantil até o nível superior, garantindo desde cedo a utilizar recurso que necessitem para melhor compreensão e superar as barreiras do silêncio e usufrua de seus direitos educacionais. O professor necessita conhecer e usar a língua de sinais, no ambiente educacional, estimulando e desafiando o pensamento a explorarem suas capacidades em todos os sentidos, como também ensinar a língua portuguesa como sua 2ª língua, havendo assim uma instrução com duas línguas. A libras uma língua percebida pelos olhos, apresenta algumas peculiaridades que são normalmente pouco reconhecidas pelos profissionais, e se tornou reconhecida como língua no Brasil, no dia 24 de abril de 2002 pelo presidente da República Fernando Henrique Cardoso,Lei nº10.436, no art.1º parágrafo único. (...) entende-se como Língua Brasileira de Sinais, a forma de comunicação e expressão em que o sistema lingüístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos oriundos de comunidades de pessoas surdas no Brasil. Observa-se que as crianças surdas, devido às dificuldades acarretadas pelas questões de linguagem, encontram-se defasadas no que diz respeito à escolaridade sem o adequado desenvolvimento e com um conhecimento aquém do desejado para sua vida. Vendo as dificuldades auditivas de alguns alunos em compreender textos e conteúdos, resolvemos pesquisar quais os benefícios que trariam o trabalho com a literatura infantil através de contos e fábulas onde pudesse envolver os alunos surdos e os ouvintes em dramatização destes contos, os diálogos e encenações com as mãos (libras) para que os alunos com dificuldades auditivas possam entender e se socializar na turma com os demais. 13 Segundo Nely Coelho (2000), a literatura infantil é, antes de tudo, literatura, ou melhor, é arte fenômeno de criatividade que representa o mundo, o homem, a vida, através da palavra. Fundem os sonhos e a vida prática, o imaginário e o real, o ideal e possíveis realizações. Para Quadros (2000, p.6) acrescentar que o processo de alfabetização de surdos tem duas chaves preciosas. O relato de estórias e produção de literatura infantil em sinais (não sistema de comunicação artificiais, português sinalizando, ou qualquer outra que não seja libras). Recuperar a reprodução literária da comunidade surda é urgente para tornar eficaz o processo de alfabetização. Observa-se que a maior dificuldade entre ouvintes e surdo é a comunicação, pois os mesmo utilizam a libras e ai não existe o diálogo entre professor e aluno com surdez e aluno com surdez e aluno ouvinte. Verificou-se que poderia trabalhar com este grupo a literatura infantil através de contos ou fábulas já conhecidas por eles, onde temos materiais riquíssimos e através de expressão corporal e da língua de sinais eles pudessem se integrar com os demais, estimulando seu lado criativo, imaginário... e que os ouvintes percebessem que não é tão complicado como aparenta, derrubando assim as barreiras do silêncio. Percebe-se, que no decorrer desta pesquisa as dificuldades que os alunos com surdez atravessam para serem incluídos na rede regular de ensino se por medo do desconhecido, pelo preconceito, o diferente, seus comportamentos as incertezas de como obter o desenvolvimento escolar e principalmente a falta de capacitação dos professores que irão atendê-los. Quando se opta pela inclusão do aluno com surdez na escola regular, esta precisa ser feita com muito cuidado, que visem garantir sua possibilidade de acesso aos conhecimentos que estão trabalhando, além do respeito, suas condições lingüísticas e por seu modo peculiar de funcionamento. Isto não é fácil de alcançar, mas vários aspectos não são contemplados. 14 Portanto, esta pesquisa visa detectar como a literatura infantil é trabalhada com os alunos com surdez na escola regular, como ela pode influenciar na sua aprendizagem. Como também quais as dificuldades encontradas pelas professoras em utilizarem a língua de sinais. No primeiro capítulo, apresentaremos um breve histórico sobre a surdez e a Libras para melhor entendimento do processo ensino aprendizagem do aluno com surdez. Já no segundo capítulo, vamos explora o problema da escola e a inclusão como tratá-la. No terceiro, falaremos sobre a literatura infantil a importância e contribuições que ela vem a oferecer à aprendizagem do aluno surdo, como a compreensão do texto, como também dificuldade de integração entre os membros da sala. O quarto mostrará a adaptação feita da literatura infantil dos clássicos para o dia a dia do aluno, podendo o mesmo viver a própria história. No quinto apresentaremos a análise da pesquisa de campo na escola Municipal Vereador João Bosco Ribeiro, trabalhando com a literatura infantil. 15 1 - CONCEITO E TIPO SE SURDEZ 1. 1. A SURDEZ A surdez, de acordo com Russo e Santos (1989), pode ser definida por um déficit sensorial e sugere a redução ou ausência da capacidade para ouvir determinados sons, devido a fatores que afetam as orelhas externa, média e/ou interna. Percebe-se, então, que o indivíduo está impossibilitado e tem a dificuldade de ouvir. Tente imaginar como é a vida de uma criança surda, seria como se ela estivesse num país que não falasse o mesmo idioma. Esta comunicação seria bem difícil entre as pessoas. A surdez deve ser reconhecida como apenas mais um aspecto das infinitas possibilidades da diversidade humana, pois ser Surdo não é melhor ou pior do que ser ouvinte é apenas diferente. Eu nasci Surdo e, como só se perde aquilo que se tem, nunca perdi a audição, pois nunca a tive. “Eu tenho direito de viver assim e o mundo tem o dever de aceitar minha diferença” (PIMENTA, 2001, p. 24) As perdas auditivas podem ser classificadas de acordo com o local da lesão, o grau da perda auditiva, época em que ocorreu e a origem. Segundo Bess e Humes (1998), as perdas auditivas determinam diminuição da capacidade auditiva em diferentes graus de intensidade, podendo ser de caráter transitório ou definitivo e estacionário ou progressivo. Temos assim surdez congênita, aquelas que ocorreram antes ou durante o nascimento e adquiridas, as que aconteceram após o nascimento. Quanto à etiologia, elas se dividem em três grupos, segundo Fernandes, J.C(1995). As Pré-natais, quando hereditários,como é provocada por fatores doenças na gestação (rubéola, congênitos e toxoplasmose, 16 citomegalovírus) e a mãe exposta a medicamento que provocam a perda auditiva. As Peri-natais, quando e provocada em partos prematuros,falta de oxigênio no cérebro pós-nascimento e traumas de parto causado por fórceps. As Pós-natais, causada por doenças adquiridas pelo individuo ao longo da vida, como meningite, caxumba e sarampo. Alguns medicamentos tóxicos usados pelo individuo com o avanço da idade e em acidentes. Ainda segundo o autor, é através do aparelho audiômetro que se mede a sensibilidade auditiva de um individuo. Este nível de intensidade sonora é medido em decibel (dB). O grau de surdez no ouvido normal é de 0 a 15 dB. Já nas pessoas que possuem perdas comprometedoras, podemos classificar com:. A leve de 16 a 40 dB, onde o individuo apresenta a dificuldade em ouvir o som do tic tac do relógio e até o cochicho. Nesta fase nem se dão conta que ouvem menos e tende a aumentar a voz. A moderada de 41 a 55 dB neste grau o individuo tem dificuldade para ouvir uma voz fraca até o canto do pássaro. A severa de 71 a 90 dB o individuo A acentuada de 56 a 70 dB, neste grau o individuo tem dificuldades de ouvir um a conversa norma. Tem dificuldade para ouvir o telefone tocando ou o ruído da máquina de escrever no escritório. A Profunda acima de 91 dB, o individuo não ouvi o ruído de caminhões, de discotecas, de serra elétrica, o ruído do avião. Segundo Sacks (2002), as pessoas com surdez profunda não demonstram nenhuma inclinação inata para falar. Falar é uma habilidade que tem que ser ensinada a elas e constitui um trabalho sistemático de anos que, na maioria 17 das vezes, é ineficaz. Por outro lado, essas pessoas demonstram uma inclinação acentuada para a língua de sinais que, sendo uma língua visual, lhes é totalmente acessível. É através da língua de sinais que o aluno com surdez profunda se comunica, pois visualizam o que lhe é mais fácil, como também amplia seu vocabulário e desenvolvimento escolar. Existem problemas de expressar seus desejos e sentimentos no seu dia-a-dia, mas com o apoio do professor ele poderá superá-lo. A surdez pode ocorrer em um ouvido que é unilateral ou nos dois bilaterais. No Brasil, estima-se que existam cerca de 15 milhões de pessoas com algum tipo de perda auditiva. No censo de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 3,3% da população responderam ter algum problema auditivo. Aproximadamente 1% declarou ser incapaz de ouvir. Em 1998, havia 293.403 alunos, distribuídos das seguintes formas 58% com problemas mentais; 13,8%, com deficiencia multiplas; 12% , com problemas de audição; 3,1% de visão; 4,5 com problemas físicos; 2,4%, de conduta. Apenas 0,3% com altas habilidades ou eram superdotados e 5,9% recebiam “ outro tipo de atendimento” (Sinopse Estatistica da Educação Basica/Censo Escolar 1998, do MEC/INEP). 18 1.2 LIBRAS - UM MEIO DE COMUNICAÇÃO No século XVII, surge a língua de sinais e a sua utilização no processo de ensino. O abade L’EEpée foi um dos grande responsáveis por esse avanço.Ele reuniu surdos dos arredores de Paris e criou a primeira escola pública para surdos e também a precursora no uso da língua de sinais.Por ter resultado positivo,essa metodologia se expandiu por toda Europa e depois o mundo. No Brasil, o personagem principal desta história dos surdos foi o francês Eduar Huest, que nasceu em 1822 e aos 12 anos ficou surdo. Sua família pertencia à nobreza daquele país. Eduar se formou professor e emigrou para o Brasil em 1855, apoiado por D. Pedro II, fundou ,no dia 26 de setembro de 1857, o Imperial Instituto de Surdos-Mudos, hoje chamado de Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). Começou alfabetizando sete crianças no método do abade L’EEpée.Essa foi a primeira escola a aplicar a língua de sinais na metodologia. A língua de sinais começou a ser investigada na década de 80(Ferreira-Brito, 1986) e a aquisição dessa língua, nos anos 90(Karnopp, 1994, Quadros, 1995) 19 A língua de sinais foi reconhecida por meio legal de comunicação e expressão e outros recursos a ela associada, no dia 24 de abril de 2002 pelo Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, na Lei 10.436. Espera-se que o reconhecimento seja visto pelos profissionais e familiares, como respostas aos anseios, provido de um mundo melhor para os surdos, que eles tenham o direito de expressar seus anseios e suas emoções e sejam capazes de se comunicar. É através desta língua que o surdo pode expor seus sentimentos e vontades, que o ouvinte possa entendê-lo havendo assim um diálogo que o mesmo tanto anseia,portando sua vida seja igual a qualquer pessoa. De acordo com a Lei nº. 10.436, de abril de 2002. No art.1º parágrafo único. (...) entende-se como Língua Brasileira de Sinais-LIBRAS, a forma de comunicação e expressão em que o sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos oriundos de comunidade de pessoas surdas no Brasil. Devido a tantas dificuldades, especialistas buscam meios de levar educação aos portadores de necessidades especiais incluídos em escolas com especialista apto para trabalhar com eles, preparando para a vida. As línguas de sinais apresentam uma organização neural semelhante à língua oral, ou seja, que esta se organiza no cérebro da mesma maneira que a língua falada. A língua de sinais apresenta, por ser uma língua, um período critico precoce para sua aquisição, considerando-se que a forma de comunicação natural é aquela para o qual o sujeito está mais bem preparado, levando em conta a noção de conforto estabelecido diante de qualquer tipo de aquisição na tenra idade. As expressões faciais são marcas não-manuais que podem apresentar funções gramaticais tornando-se obrigatório. Nesse caso, menciono como exemplos às construções com foco, às construções relativas e condicionais (Quadros, 1999). 20 Essa maneira de conversar com as mãos acompanhadas de expressões corporais, quando um surdo se comunicar às vezes chama atenção de muitos ouvintes. A falta de audição leva o surdo a buscar caminhos para desenvolver suas necessidades lingüísticas. É na LIBRAS que ele encontra suporte para a sua comunicação e entendimento no seu convívio escolar e social. Esta língua tem status das línguas orais, possui organizações internas e suas próprias regras em seu contexto lingüístico sendo estudada cientificamente em várias partes do mundo. Ela não é universal, pois diferencia de região para região, cada país possui a sua resultante da sua cultura e seu grupo social. Nos centros urbanos a língua de sinais é usada pela comunidade surda. É a língua materna dos surdos. A língua de sinais realmente foi considerada como sendo agramatical ilógica,derivada e baseada na língua falada (Massone,1990).Entretanto os trabalhos lingüísticos, que se iniciaram com Stokoe (1960),demonstram através de evidência lingüísticas significativas, que a língua de sinais é uma língua completa com características morfológicas sintáticas, semânticas e pragmáticas.Como relatam Johnson e Erting (1989),toda língua de sinais é uma língua bem desenvolvida e autônoma na sua estrutura. Não só nossa língua portuguesa como outras, a LIBRAS também possuem regras que permitem facilitar o entendimento do aluno surdo, como também o professor, que segue a estrutura da língua, que é regida por uma gramática. Interpretes professores de libras e outros conhecedores e estudiosos percebem a importância que se dá a LIBRAS, pois ela é uma língua igual a tantas e exige que seja estudada como matéria em currículos escolares, por isso está em aberto esta disciplina em curso que seja referente ao pedagógico, como também profissionais que tenha como pacientes pessoas com problema de surdez. Propostas educacionais começaram a surgir e se estruturar a partir do Decreto nº 5.626, de dezembro de 2005, que regulamenta a lei de LIBRAS, onde prevê 21 a organização de turmas bilíngues, que é constituído por alunos surdos e ouvintes onde as duas línguas, libras e língua portuguesa são usadas na sala de aula. Lembrando que o português será sempre sua segunda língua. Estes alunos em escolas especiais estavam sendo segregados e excluídos, pois não tinham contato com os ouvintes de forma natural e crescia mais o preconceito do diferente. Neste pensamento de incluí-los, muitos alunos não tiveram tanto êxito na rede regular de ensino devido aos profissionais não estarem preparados. A inclusão não é feita desta forma, é preciso fazer uma avaliação no movimento político cultural e educacional, visando apontar soluções para vencer estes desafios. A LIBRAS é certamente o principal meio de comunicação dos surdos, contudo o uso da mesma nas salas de aula regulares e especiais de forma correta facilitaria muito o problema de evasão dos mesmos. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96) também estabelece, em seu capítulo V, Art. 58, que a educação dos “alunos com necessidades especiais” deve acontecer “preferencialmente na rede regular de ensino” e prevê o apoio especializado nas escolas regulares para atender às peculiaridades desses alunos. No entanto, reconhece o direito à classe ou serviço especial nos casos em que as necessidades específicas dos alunos os impedem de usufruir dos recursos da classe comum ou nos casos de fracasso escolar regular. O professor que trabalha com os alunos com surdez deve ser qualificado para realizar um bom atendimento, ensinar e enriquecer os conteúdos curriculares, propiciando recursos visuais, melhorando a facilidade na compreensão do assunto, criar ambientes de aprendizagem para conteúdos mais complexos. Ser criativo e dinâmico na elaboração das atividades. Levando o aluno com surdez ter um bom empenho escolar como no convívio entre os demais ouvintes. Quando este docente não é habilitado em LIBRAS, ele tem que ter em sala um interprete para facilitar a compreensão deste aluno com surdez. É ser tamanha importância que ele participe dos planejamentos escolares com o professor e toda a área pedagógica. 22 É de suma importância que o aluno com surdez entre na escola o mais cedo possível e tenha os primeiros contatos com a LIBRA, para depois aprender o português na sua estrutura, no entanto não é o que acontece. Muitos têm o português com a primeira língua, sentem muita dificuldade, apenas só copiam, pensando ele que está aprendendo e não é isso que acontece. 23 2. A ESCOLA E A INCLUSÃO 2.1 PROCESSO INCLUSIVO DA CRIANÇA SURDA NAS ESCOLAS BRASILEIRAS Nos últimos anos, com a abertura da escola para todos, sem que as escolas sejam preparadas para receberem os alunos de todas as classes sociais, com necessidades especiais ou não, muito pouco mudou em relação ao aluno diferenciado, seja ele, pobre, surdo, cadeirante, negro. Ainda hoje, a política pedagógica é feita em cima do aluno padrão, os que não estão enquadrados, são rotulados e encaminhados para serviços especializados como instituições, clínicas psicológicas, fonoaudiológicas e até clínicas psiquiátricas. Com a Lei de Diretrizes e Base da Educação (LDB nº 9394/1996) estabelece que os sistemas de ensino devam assegurar, principalmente, professores especializados ou devidamente capacitados que possam atuar como qualquer pessoa especial em sala de aula. Mas não é isso que acontece, a falta de professores com estes requisitos ainda é muito escasso, pois as leis começam a cobrar dos gestores agora. Se os pais não tiverem conhecimento da mesma não poderão exigir dos governantes e gestores. Conforme Souza e Goes (1999, p.164) a ideia de escola para todos começa a ser concretizada com a abertura de suas portas para receber os excluídos mantendo-se, porém, em essências, as mesmas e precárias condições oferecidas aos que já estavam supostamente incluídos. De fato, mesmo estes últimos não vêem atendidas nas necessidades educativas mais elementares, problema esse que tem sido já exaustivamente apontando na discussão de nossa realidade educacional. Não é diferente com o aluno com surdez, que precisa de um professor que conheça a libras para compreender e entender o conteúdo da sala de aula, 24 pois o acesso a língua de sinais é artificial da escrita nos primeiros anos da escolarização da criança surda que, às vezes, torna-se repetitiva e reprodutora. Esta artificialização leva ao desenvolvimento de excelentes copistas, sem a capacidade de ler e compreender um texto. A libra antes de tudo tem que ser um meio de comunicação entre os ouvintes e surdos, sua primeira língua e que o aluno possa entender e compreender o que se fala ou vice versa. É de tamanha importância que a língua de sinais seja a primeira língua do surdo, pois é através dela que ele poderá estruturar o seu português com as regras que a libras exerce sobre a segunda língua. Vejamos, na libras o verbo fica no infinitivo, sem haver a conjugação do verbos.Por isso é tão importante que o professor tenha o conhecimento da língua de sinais, onde ele em todo momento estará traduzindo a libras para o português. Para Karnopp (2005)a denuncia com relação à escola de surdos, que nem sempre a língua de sinais é aceita pela escola no processo de leitura, de tradução e de construção de sentidos dos textos, predominam o enfoque da leitura e escrita do texto em português, ficando a língua de sinais como um simples suporte, “uma ferramenta a serviço da língua majoritária” (p.66) Quando um professor se depara com um aluno com surdez na sua sala, devese levar em conta que o seu canal de recepção e emissão de informações é efetuado através de imagens e de movimentos espaciais e que a Língua de Sinais é a modalidade lingüística que atende essa peculiaridade na comunicação dos surdos. Como também, tem que se rever os conteúdos de forma como passá-lo adaptando às necessidades desses alunos, se torna uma das principais barreiras dos profissionais no sistema regular de ensino em recebê-lo.Para Glat (1995), a presença mesmo que seja de dois ou três alunos na mesma classe se torna uma sobre carga para o professor, que não tem de fato a menor condição de dedicar a esses alunos a atenção especial que necessitam. 25 Segundo Goes e Souza (1999, p166) Os professores frustram-se, preocupamse, acomodam-se ou resistem de várias formas. Em relação a eles, os meios de comunicação como jornal e televisão são bastante atentos, mas alternam os ângulos de análise: ora denunciam os baixos salários e a falta de recursos materiais para o trabalho na escola; ora focalizam o despreparo e a incompetência dos professores, sem, no entanto, estabelecer entre eles e os condicionantes mais fortes da realidade educacional a menor relação. De qualquer modo, não tocam no ponto crucial, a saber, não se aprofunda a discussão sobre os elementos ideológicos constitutivos seja da elaboração, de tempos em tempos, de novos planos e/ou políticas educacionais, sejam de seus sucessivos fracassos ao longo da história. O desafio de se planejar um ensino que atenda tanto os alunos ouvintes como os alunos surdos em uma mesma classe, não é tarefa fácil. Pois deve se considerar que nessa classe existam duas línguas distintas: a língua portuguesa (língua oficial do Brasil de modalidade oral-auditiva) e a língua brasileira de sinais (língua natural dos surdos brasileiros de modalidade visogestual). Principalmente se o professor não tiver o apoio do órgão competente. Além da dificuldade de se fazer entender, o aluno também enfrenta problemas com os materiais didáticos que não são adaptados, poucas escolas recebem estes materiais, pois o MEC tem investido em distribuição gratuita, mas poucos sabem trabalhar com eles ou até mesmo utilizarem os recursos que são oferecidos. Quando também os diretores não distribuem o material aos alunos e professores, que servem apenas para consulta. Na literatura infantil poucos autores transcrevem as fabulas para as crianças surda, como novas histórias em libras.Pois os surdos buscam entender através do visual.Diante do difícil acesso de materiais,alguns professores buscam fazer materiais que facilitem a comunicação para ambos, com recurso do próprio bolso. Cabe ao professor buscar informações, conhecer e explorar esses tipos de recursos e muitas vezes, quando não existir na escola, cobrar de órgãos 26 responsáveis à aquisição desses materiais justificando a sua importância como ferramenta que irá viabilizar a integração entre os alunos diferentes concretizando uma inclusão onde o aluno surdo se sentirá atendido de forma singular e ao mesmo tempo aceito dentro de um todo. Bem que “Brotas (2007, p.43) afirma que:” A Criatividade e boa vontade dos professores, embora importante, podem não ser suficiente para que o aluno com deficiência se desenvolva como poderia. “ A literatura infantil vem contribuir para a inclusão do educando Surdo, respeitando sua diferença de forma prazerosa onde todos possam usufruir dos novos conhecimentos oferecidos de maneira lúdica ampliando o universo cultural de ambos representantes da cultura ouvinte e da cultura surda. Um exemplo disso seria a iniciativa da Editora Arara Azul, com o projeto Coleção Clássicos da Literatura em CD-ROOM em LIBRAS. Onde o português produzido nos textos literários bilíngües, ou seja, textos em português e com interpretação em Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS seja uma grande ferramenta na integração dos alunos surdos e ouvintes em sala de aula onde se estará promovendo o acesso à língua tanto de um como de outro favorecendo o conhecimento, o respeito e a aceitação dos alunos surdos (sua cultura, sua língua, seu modo de ser, sentir, agir e pensar) pelos alunos ouvintes e dos ouvintes pelos surdos. Muitos alunos não só com surdez, mas que tenha qualquer deficiência passa por um processo de ser incluído, pois não são todos que conseguem superar as barreiras que os separam dos demais. Muitos se acham diferentes outros utiliza da sua deficiência para tirar proveito, outro se acha no direito de um tratamento diferenciado por ter uma deficiência no intelecto, outros a própria família os tratam como coitadinhos e vão até o extremo com este papel. Mas existem aqueles que lutam por seu espaço com uma pessoa igual a tantos outros, mostrando que são capazes de superar esse déficit. Servindo até de superação para muitos que se lamentam diante de pequenos problemas. A entrada de um aluno com alguma deficiência na escola é uma grande mudança no contexto escola começando no Projeto Político Pedagógico. As 27 adaptações do prédio escolar, banheiros adaptados, carteiras adaptadas, salas mais amplas com boa iluminação, sinalizações em Braille e libras, rampas, como também oferecer curso de capacitação para os funcionários da instituição. Segundo Bautista (1997, p.362): “A escola deve oferecer ao aluno surdo a possibilidade de se desenvolver no ambiente natural em que vai viver toda sua vida razão pela qual é preferido não desintegrar desde o início do dito ambiente natural o qual motivará e potencializará o desenvolvimento das capacidades necessárias para que se sinta seguro, valorizado por si próprio e pelos demais autônomo e util. As situações difíceis e alternativas podem auxiliar na compreensão dos desafios do processo inclusivo, das pessoas com necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino, podem se extrair inúmeras experiências vividas pelos profissionais aumentando, portanto na adesão da proposta inclusiva destes alunos. Crescendo assim tanto na comunidade escolar como para a vida. 28 3. A IMPORTÃNCIA DA LITERATURA NO PROCESSO APRENDIZAGEM 3.1 HISTÓRICO E CONCEITO DA LITERATURA INFANTIL A literatura infantil apareceu no século XVII, época em que as mudanças na estrutura da sociedade desencadearam repercussões no âmbito artístico, que persistem até os dias atuais. Ela tem características próprias, pois decorre da ascensão de família burguesa do novo status concedido à infância da sociedade e da realização da escola. Sua emergência, deve-se, antes de tudo, à sua associação com a pedagogia, já que as histórias eram elaboradas para se converter em instrumento dela. As primeiras obras publicadas visando ao público infantil surgiram no mercado no século XVIII, quando em 1697, Charles Perrault publicou os célebres contos da mamãe gansa. As fábulas de La Fontaine do século XVII e de Fénelon de 1917 que foram englobadas como história infantil. A literatura infantil se expande pela Europa até a Inglaterra, um país de grande potência comercial. Com o aperfeiçoamento da Tipografia, no século XVIII, expande-se a produção de livros. No Brasil, a Literatura Infantil teve início com a implantação da Imprensa Régia em 1808, foi publicados livros para crianças como a tradução de As aventuras pasmosas do Barão de Munkausem e a coleção de José Saturnino da Costa Pereira, Leitura para meninos, contendo uma coleção de histórias morais, no entanto estas obras eram insuficientes para caracterizar uma produção literária brasileira regular para a infância. Com a urbanização que se deu no fim do século XIX, se tornara propício o aparecimento da Literatura Infantil Brasileira. Em 1905, surgia a publicação da revista infantil O Tico-Tico. No início do século XX, a literatura começa a se impor diante os certos tipos de modelos sociais e busca fazer campanhas pela instituição, pela alfabetização e 29 pela escola por uma literatura nacionalizada. Surgem os cuidados com as carências de materiais adequadas para as crianças brasileiras, sendo assim intelectuais, jornalistas e professores começaram a produzir livros infantis para as escolas. Toda a manifestação artística feita com a palavra recebe o nome de Literatura. Esta palavra designa textos que buscam expressar o belo e o humano, através das palavras. Embora se tenha amplos significados. Deve-se diferenciar o seu emprego genérico de seu sentido artístico, criativo. É fundamental para a formação de qualquer criança ouvir muitas histórias. Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor e ter um caminho absolutamente infinito de descobertas e de compreensão do mundo. Em 1921, Monteiro Lobato publica Narizinho Arrebitado (seguindo livros de leitura para escola primária) numa linguagem que despertava o interesse das crianças. A partir de então, Lobato investe na literatura para crianças. Através dos personagens Dona Benta, Tia Nastácia, Pedrinho, Narizinho, Emilia. Cunha (1988, p. 20) destaca que com Monteiro Lobato é que tem início a verdadeira literatura infantil brasileira. Com uma obra diversificada quanto a gêneros e à orientação.Que retratava a sociedade brasileira da época as questões nacionais. Com isso, surgem novos escritores entre 1920 a 1945 publicando novos volumes como, José Lins do Rego, Luis Jardim, Lúcio Cardoso, Graciliano Ramos, Cecília Meireles (livros didáticos) Murilo Araújo e outros. A palavra Literatura vem do latim que significa “letras” e possivelmente uma tradução do grego grammatikee. Em latim, literatura significa uma instrução ou um conjunto de saberes ou habilidade de escrever e ler bem, e se relacionar com as artes da gramática, da retórica e da poética. A Literatura pode ser definida também, como a arte de criar e recriar textos, de compor ou estudar escritos artísticos, o exercício da eloquência e da poesia, o conjunto de produções literárias de um país ou de uma época, a carreira das letras. 30 A literatura constrói e aperfeiçoa o educativo, como também busca saber quais as obras que melhor cumprem o papel e permitem vínculos diretos entre a literatura e a atuação do professor. A leitura e análise político-sociológica das obras literárias permitem ao professor orientar e dialogar com os alunos. Propondo identificar, ler e refletir sobre as obras literárias. Ela está totalmente entrelaçada com a educação, em especial para as crianças. Pois é de fundamental importância no desempenho pleno, lingüístico, intelectual e social. A Literatura é imprescindível para a expressão verbal, o lúdico, imaginação e abstração. Cademartori explicita que “O papel da literatura nos primeiros anos é fundamental, para que se processe uma relação ativa entre falante e língua”. (2006, p.74). A literatura infantil na sala de aula é um dos principais recursos que possibilita o desenvolvimento imaginário e a ludicidade para estimular a afetividade e o cognitivo nas crianças. É na escola que ela abre um mundo de alternativas para a criança e tem a função formativa. Desta forma, é necessário que o professor tenha conhecimento básico para trabalhar a literatura com os alunos que possibilite a construção e desenvolvimento da sua maturidade. Conforme Kraercher (1998 p.75). Literatura é a arte e arte se utiliza da palavra como meio de expressão para, de algum modo dar sentido à nossa existência. Se nós, na nossa prática quotidiana, deixarmos um espaço para que esta forma de manifestação artística nos conquiste, seremos com certeza, mais plenos de sentido, mais enriquecidos e mais felizes. Na comunidade surda, tem como característica a produção de histórias espontânea, bem como contos e piadas que passam de geração em geração relatadas por contadores de histórias em encontros informais, normalmente em associações de surdos. Infelizmente, nunca houve a preocupação de registrar. A literatura em sinais precisa fazer parte do progresso de alfabetização de crianças surdas, a produção em sinais artísticos não obteve atenção merecida na educação dos surdos, uma vez que a própria língua de sinais não é uma língua usada em sala de aula pelos professores. Desta forma, estão se reproduzindo iletrados em sinais. Sendo assim, recuperar a produção literária 31 da comunidade surda é um aspecto emergente para tornar eficaz o processo de alfabetização. O que os alunos produzem hoje espontaneamente, pode se transformar em fonte de inspiração amanhã. (Quadros, 2006) É de grande interesse que o aluno surdo utilize livros paradidáticos com bastantes imagens, pois é através da visão que ele consegue fazer a leitura e compreendê-lo, fortalecendo e desenvolvendo alguns aspectos da expressão da arte e da literatura surda. Apesar de muitos materiais especiais, o educando precisa de um professor ou interprete em libras para fortalecer este empenho, pois sozinho ele não é capaz de ser um leitor visual e interpretar o que se ler. O livro pode incentivá-lo a encontrar significados e ultrapassar a relação afetiva e seu imaginário. 32 3.2 A CONTRIBUIÇÃO DA LITERATURA INFANTIL E O PROCESSO DE LEITURA E ESCRITA NA INCLUSÃO DO SURDO Vendo as dificuldades dos alunos com surdez em compreender alguns textos e conteúdos, foi pesquisado quais os benefícios que trariam trabalhando com a literatura infantil, através de contos e fábulas que pudesse envolver aos alunos surdos e os ouvintes em dramatização destes contos, os diálogos e a encenação com as mãos (libras) para que os alunos com surdez possam entender e se socializar na turma com os demais. Pois o surdo utiliza a visão para obter informações, a união da mídia e da literatura criando condições para que haja um fortalecimento da identidade, cultura e de conhecimento da surdez. Eles precisam desenvolvem aprendizagem através da leitura e da experiência visual, porém sozinhas não têm poder de se formar como leitoras e de serem também leitores visuais, necessitam do livro, de textos e de imagens para que possam desenvolver sua capacidade visual e de leitura Hoje é possível levar alguns contos clássicos e modernos as crianças e jovens com surdez, com filmes produzidos por grupos de surdos e de interpretes que encenam em libras essas historias, possibilitando as crianças e aos jovens com surdez entender e se encantar pela leitura. Mas muitas comunidades surdas ficam a margem destes recursos de apoio. Às vezes estes nem existem perante a sociedade, pois não estão em escolas e não possui uma instituição ou entidade que os acolham em trabalhos pedagógicos. Estudiosos como Williams e Mclean (1997) dizem que, crianças surdas habituadas com leituras de livros de historias em língua de sinais não apresentam comportamentos verbais como imitação ou simples descrição das figuras da história; pelo contrário, realizam comentários espontâneos e perguntas que demonstram respostas emocionais e intelectuais às idéias e sentimentos expressos nos livros. Os autores citam ainda que estas crianças quando vão ler ou contar uma historia, brincam de professor e repetem os 33 comportamentos de interação social nas atividades realizadas pelos docentes ou pais surdos. Não só as crianças surdas, mas também as ouvintes ,quando são levadas a aprender com a imaginação ou o faz-de-conta, ela superam a expectativa nada melhor com aprender brincado. Com o surdo não é diferente, Quando as crianças com surdez começam a se integrar com os demais colegas através da língua de sinais nas dramatizações desenvolve a leitura e a escrita, através do processo natural e bem mais fácil. Ela começa a construir os conceitos, estimulado pelo lúdico nos contos, na imaginação sem limite, nos desenhos onde se possa fazer uma analise mais profunda de como ela percebe o mundo em sua volta e se expressar livremente. Nota-se que após uma contação de história o professor proporciona situações de contextualização, mediante a linguagem seja ela em libras ou português, que a criança representa diferentes pessoas, animais ou personagens. Nestas interações observamos a capacidade que a criança possui de aprender com o outro, vivenciando o desejo de compartilhar, de ser aceita e estabelecer uma relação respeitando suas diferenças. Segundo Nely Coelho (2000), a literatura infantil é, antes de tudo, literatura, ou melhor, é arte: fenômeno de criatividade que representa o mundo, o homem, a vida, através da palavra. Funde os sonhos e a vida prática: o imaginário e o real; os ideais e sua possível e impossível realização As histórias infantis são capazes de traduzir experiências que fazem parte da vida da criança, como também os anseios, desejos e aprendizagens. As personagens e conflitos contidos nas historias infantis desempenham papéis importantes no imaginário e no equilíbrio das crianças. Os contos de fadas despertam a curiosidade e a imaginação. Através das imagens visuais os alunos começam a entender, compreender e diferenciar cada cena, cada expressão do que os personagens, o que se passa em cada momento na história. Ainda na parte da linguagem, o aluno associa à escrita e a língua de 34 sinais em que o sinal pertence, e poderá utilizá-lo na construção do seu próprio diálogo nas encenações que irá dramatizar. Para Rottenberg(2001), a criança com deficiência auditiva profunda passam pela mesma etapa que as ouvintes no processo de aquisição de escrita e leitura, ou seja, apresentam representações simbólicas, desenhos,rabiscos, reconhecimento dos formatos das letras para enfim chegar à forma convencional. Percebe-se, então, que não é tão diferente assim alfabetizar uma criança surda ou uma ouvinte. O professor precisa incentivá-lo em atividades com leitura prazerosas e que o aluno venha a participar com desafios, iniciativas, criatividades, dramatizações,musicalidade e recontando a história com materiais concretos, criado assim hábitos para a leitura .Muitos alunos criam um pavor, quando se fala em leitura, mas isto vem das poucas iniciativas dos professores e pais.Geralmente muitas escolas põem a culpa no aluno que não sabem ler e por isso não incentivam. O aluno com surdez se encanta com as historia sinalizadas, como também os ouvintes. A cada conto há um desfecho que muitas vezes, eles querem mudar por não gostar do personagem, dando assim a sua criticidade e desenvolvendo o lado do que é certo e errado. Sabem distinguir o bem do mal. Através das dramatizações todos querem ser ou o herói, o príncipe para os meninos e as meninas são as princesas. 35 3.3 A IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM VISUAL NO DOMÍNIO DA LEITURA E ESCRITA DO SURDO Não só os alunos com surdez, como qualquer outro é de grande importância a leitura de imagem e texto na compreensão de uma história.É comum em livros de criança, ilustrado dirigir claramente o olhar do leitor, levando-o a percorrer a imagem num sentido dado. Segundo Poslaniec (2002): A seqüência de imagens proposta no livro ilustrado conta freqüentemente uma história cheira de “brancos” entre cada imagem, que o texto de um lado e o leitor cooperando, de outro, vão preencher. Mas a história que as imagens contam não é exatamente aquela que conta o texto. Tudo se passa como se existissem dois narradores, um responsável pelo texto, outro pelas imagens. Este dois narradores devem encontrar um modus vivendi que se traduzirá seja pela submissão de um ou outro (uma forma de redundância ou de insistência), Seja por uma forma de afrontamento (o texto não conta nada do que contam as imagens, ou inverso: o que produz um segundo nível de leitura), seja por uma divisão da narrativa: as novas informações são trazidas sucessivamente pelo texto e pelas imagens. E esta cooperação tem um papel sobre o explícito, sobre o implícito e a economia da narração. O explicito é o diz o texto e/ou mostra a imagem; o implícito são os “brancos,”, mas também o que está sugerido pela polissemia da linguagem. O texto escrito e a ilustração apresentam contribuições especificas para a leitura integral da história, que tem a função no conjunto do texto e imagem. O texto escrito é importante para nomear os personagens, os ambientes, os objetos. Através da imagem, o conto constrói e estabelece uma relação com o leitor que viaja no mundo simbólico e imaginário. Quando uma criança com surdez vê uma imagem no livro literário, começa a criação de dialogo da sua forma de entender a história, antes mesmo de ser contada em libras. Ao longo deste espaço de tempo o ambiente da contação da 36 história envolve o aluno que vai explorando através da visão, da encenação em libras, das vestes que lançam o encantamento do conto. Segundo Sklar e Quadros (2002, p.49) há uma diferença entre a experiência visual de um criança surdo e experiência visual de uma criança ouvinte. A experiência é visual desde o ponto de vista físico (encontros, as festas, as estórias, as casas, os equipamentos...) até o ponto de vista mental (a língua, os sonhos, os pensamentos, as idéias...). Como conseqüência é possível dizer que a cultura é visual. As produções lingüísticas, artísticas, científicas e as relações sociais são visuais. Para o surdo os olhos tem o poder de se expressar, de estabelecer uma comunicação, mesmo que ele não exija especialmente o uso das mãos. Por que os surdos têm mais facilidade em aprender com os contos sinalizados devido ao seu canal de recepção e emissão de informações é efetuado através de imagens e de movimentos espaciais. Os sujeitos surdos, com a sua ausência de audição e do som, percebem o mundo através de seus olhos, tudo o que ocorre ao redor dele: deste os latidos de um cachorro – que é demonstrado por meio dos movimentos de sua boca e da sua expressão corpóreo-facial bruta _ até de uma bomba estourando, que é obvia aos olhos de um sujeito surdo pelas alterações ocorridas no ambiente, como os objetos que caem abruptamente e a fumaça que surge (STROBEL, 2008, p.39). A pedagogia visual é um dos métodos utilizados para os alunos com surdez, como também poderá ser usados nos que enxergam, porém pronunciam e não descobrem o significado, já o surdo na sua maior parte sinaliza, além de saber o que expressam e são capazes de conceituar. 37 4. PRODUÇÃO LITERÁRIA PARA OS SURDOS Sabemos que a produção literária para as pessoas com surdez é pouco conhecida, pouco produzida e reproduzida para a libras no Brasil. As adaptações feitas surdo, como na alguns contos e histórias,levam para a vida cotidiana do história de Cinderela Surda ( HESSEL; ROSA; KARNOPP,2003) que utiliza em vez do sapatinho uma luva, já que os protagonistas da história são surdo: o príncipe e Cinderela.Existem ainda as lendas de cada região.Que são muito importantes para a vivência, interagindo nas comunidades, pois os mais velhos costumam contar para assustar as crianças, com o curupira nas floresta de cidadezinha de interior que as pessoas se sentam, à noite em volta de fogueiras.É também uma forma de se socializar com todos e participar da conversa. A literatura surda é a produção de texto literário em sinais, que entende a língua a surdez, como a presença de algo e não como a falta, levando o surdo a representar a leitura de outras formas. Há também o registro de Sign Writing que não são usadas no dia a dia do surdo, mas no contexto das histórias, facilitando a compreensão devida aos desenhos por ela utilizados é visto na maioria das obras literárias. Alguns materiais cedidos pelo MEC são de excelente qualidade para trabalhar nesta área de literatura que são as histórias e lendas sinalizadas, tanto em CD como DVD. Alguns estudiosos percebem a dificuldade de se conseguir este tipo de material, então revolvem através de grupos, se dedicarem ao trabalho de produzir as fábulas em língua de sinais para melhor compreensão. Como foi o caso do grupo da ULBRA coordenado pela professora Lodenir Karnopp e da desenhista Carolina Hessel que fizeram a primeira publicação do livro da Cinderela Surda (2003),logo mais a Rapunzel Surda (2003) e O patinho Surdo (2005) junto com Adão e Eva (2005). 38 Quando está histórias em libras surgem, os autores estão dando novas oportunidades aos alunos com surdez, de ter as mesmas experiências que nossos pais, avôs e outros que nos transmitiram através das narrativas quando pequenos. É um caminho que aproxima as pessoas mais velhas com os novos, percebendo que eles também possuem um imaginário comum a todos, seja em qualquer época. Quando adotamos um livro é bom folhear junto à criança, que neste momento ela poderá apontar os personagens, lugares, objetos e outros elementos composto no texto da história e suas adaptações em sinais. A criança precisa concentrar seu olhar no que o leitor estiver narrando, pois o olhar recebe os sinais acrescidos de expressões corporais que dão vida e narrativa gestual. (...) Ler e escrever sinais de Libras, e empregar esta escrita como ferramenta para registro e aperfeiçoamento de sua criança, na idade de alfabetização e para o início da edificação da história de sua produção cultural e literária em sua própria língua natural. (Capovilla e Raphael, 2001.p.57) À medida que as crianças vão tendo contato com os livros infantis, elas sofrem um processo do mundo real e o imaginário. Os livros de imagem, sem textos ou com textos breves, centrados em uma situação sugestiva e atraente para o olhar e a mente infantil dá Início a aprendizagem da leitura. Os textos breves que interagem com os desenhos e de fácil compreensão começam a estabelecer relações de identidade entre a situação representada no livro pelas imagens e o mundo concreto. Requer do aluno que apresente o livro lido aos seus colegas, expondo sua opinião, sua avaliação, a recomendação, ou não, de sua leitura, sugerir a dramatização e o desenho sobre a história, possibilita o incentivo à leitura, o fundamental é que seja um procedimento adequado de leitura de livros e que levem o aluno a descobrir a leitura como prazer. Segundo Cox (1995, p.228) Sempre que olhamos uma cena, recebemos uma imagem dela através da retina, mas rapidamente interpretamos a cena e 39 reconhecemos seus objetos como “uma cadeira”, “uma pessoa” etc. Como vimos, porém, nossa tendência “natural” de descrever a cena nesses termos freqüentemente prejudica nossa capacidade de desenha-lá; para fazê-lo de modo realista, precisamos ver a cena como uma configuração bidimensional de formas e linhas. Assim como a interpretação dos textos com a língua de sinais, o surdo também desenvolve a compreensão através das gravuras, onde o leitor busca compreender cada ato que lhes oferecem. A partir da expressão facial, dos símbolos, das paisagens e momentos que ocorrem cada ato, o autor busca ser o mais claro possível, busca levar o leitor até a história fazendo com que ele tenha uma visão do que acontecer ou está a acontecendo. É muito gratificante quando uma criança surda se sente feliz por entender um a história. Algumas editoras estão cada vez mais interessadas com a divulgação da literatura infantil para as crianças e jovens surdos com a Editora Arara Azul, que vem trabalhando com afinco no sentido de firmar essa posição junto à Secretaria de Educação Especial do MEC/SEEP. Distribuímos gratuitamente dois mil CD-ROM de 10 títulos de Clássicos da literatura em libras/português, estando entre eles as adaptações de Pinóquio e Aladim para o público infantojuvenil. 40 4.1 ADAPTAÇÔES DAS FÁBULAS Vimos que algumas fábulas foram adaptadas em libras para que o aluno com surdez pudesse entender e compreender, fazendo uma releitura do clássico literário apresentando o texto bilíngüe, ou seja, na língua de sinais e na língua portuguesa, com ilustrações com Sing. Writing. Fato interessante se dá que a Cinderela Surda (KARNOPP, 2003) a protagonista deixa cair a luva e não o sapatinho de cristal. Para o surdo as luvas significam manifestações políticas e sociais. Luvas remetem às mãos, que apontam os sinais e a língua dos surdos. Na fábula adaptada o príncipe e Cinderela são surdos e aprenderam a língua de sinais francesa quando pequenos A necessidade de explicar que Cinderela aprendeu a Língua de Sinais com a comunidade de surdos. Podem despertar no aluno com surdez, uma aproximação ao seu cotidiano e a identidade surda, compartilhar as histórias de vida, ou seja, se nasceu surdo, quando entrou em contato com outros surdos. 41 Em Rapunzel Surda (KARNOPP, 2003), ela nasceu surda e foi roubada pela bruxa, que com o passar do tempo percebeu que a menina era surda, pois não falava só apontava para as coisas quando queria algo. Esta história faz referência aos estudos de aquisição de linguagem que salientam que crianças surdas, expostas à língua de sinais, adquirem de forma espontânea tal língua. Pois Rapunzel não tinha contato com ninguém. Não existem usuários da língua até que ela encontre o príncipe e tenha assim contato com a língua visualgestual. Naquele ambiente, ela utilizava alguns gestos ou apontava para o que queria. . Outra história muito interessante é “Tibi e Joca – uma história de dois mundos” (BISOL 2001), que narra a história de um menino surdo em uma família com pais ouvintes que começam a usar a língua de sinais. O texto explora o visual 42 (o desenho) e, além da história registrada na língua portuguesa, há um bonecotradutor que sinaliza a palavra-chave que vai dando seqüencialidade à história. A literatura surda proporciona, principalmente, às escolas, um material baseado na cultura das pessoas surdas, apresenta toda a complexidade exposta registrada na ficção e o imaginário dessa comunidade, envolvendo surdos e tradutores, no registro das histórias em sinais. Reconhecem como suas identidades e suas formas de narrar às histórias, de suas formas de existência, de suas formas de ler. Vejamos alguns livros adaptados 43 6. PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS. A metodologia utlizada nessa monografia foi primeiramente a pesquisa bibliográfica para aprofundar teoricamente o tema pesquisado. Conforme Prestes (2002, p.24) “ A pesquisa bibliográfica é aquela que se efetiva tentando resolver um problema ou adquirir conhecimento a partir do emprego predominante de informações provenientes de material gráfico, sonoro ou informatizado”.Contudo estes conhecimentos veio a contribuir com o tema que foi abordado,feito também uma pesquisa de campo,com questionário significativos para os dados que foram analisados no decorrer da pesquisa. Estes questionários são ferramentas de investigação qualitativa,que colabora em esclarecer os dados qualitativos coletados.segundo Lakatos e Marconi(1991) consiste em uma série ordenada de perguntas que podem ser qualificadas como abertas(livre ou não ilimitado), fechadas ou dicotômicas(limitadas ou de alternativas fixas) e de múltipla escolha(perguntas fechadas com mais de duas alternativas fixas)Foram feitas perguntas fechadas realizadas na escola Municipal Vereador João Bosco Ribeiro, que possui matriculados sete alunos com surdez.Que foram, posteriormente, usadas para melhoria no ensino dos alunos com surdez. Visando atingir um público exclusivo que são os alunos com surdez,que sentem grandes dificuldades em se comunicar com as pessoas da escola.Com isso,buscamos investigar o que está sendo feito para melhorar esta convivência dos surdos e ouvintes,com a literatura infantil no contexto escolar.Utilizando a dramatização, encenação entre os alunos ouvintes e os alunos com surdez. Mostraremos agora as análises dos resulatado da pesquisa de campo realizada na escola Municipal Vereador João Bosco Ribeiro pertencente à rede municipal de ensino de Paulo Afonso, Bahia. 44 7.A LITERATURA INFANTIL NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DO ALUNO SURDO NA REDE REGULAR NA ESCOLA JOÃO BOSCO. A Escola Municipal Vereador João Bosco Ribeitro pertence à rede municipal de ensino,funciona nos turnos matutino, vespertino e noturno,com doze salas, uma secretaria que funciona com sala de direção, uma biblioteca, uma sala de recurso multifuncional, três banheiros, dois depósitos, uma cantina, um pátio. Tem seu quadro de recursos humanos formado por: uma diretora, duas vicediretoras, três coordenadoras, oito auxiliares de limpeza, três merendeiras, uma secretária, três auxiliares de secretaria, trinta professores. A escola tem um total de 994 alunos, sendo 68 que apresentam deficiências diversas e sete alunos com surdez. O funcionamento da escola é de 7:00 às11:00,das 13:00 às 17:00 e das 18:00 às 21:30. A escola Municipal Vereador João Bosco Ribeiro, está localizada na Rua dos Navegantes, s/n, no centro, na cidade de Paulo Afonso. No seu Projeto Político Pedagógico a escola vem buscando melhorar sua qualidade do ensino e desenvolvimento pleno do aluno, que vem saindo do modelo tradicional para uma educação mais inovadora, contando com a participação da comunidade escolar e dos pais dos alunos, podendo assim incluir outros alunos, independente da deficiência que possua. Para que isso aconteça é feito um trabalho com toda escola que se comprometa com o processo de execução do Projeto Político Pedagógico, com a participação dos alunos, professores, gestores, funcionários, pais e incluindo a comunidade. , estando numa fase de redimensionamento do projeto com propostas de novas mudanças a partir do próprio ano letivo. Durante do mês de novembro de 2010, foi realizada uma pesquisa com uma professora que tem dois alunos com surdez, no turno matutino e vespertino. Através do questionário fechado que foi aplicada a docente, num total de quatorze perguntas em relação à inclusão e a influência da literatura infantil no aprendizado do aluno com surdez na rede regular, além do questionário foi 45 observado em sala à forma com que a professora se relacionava com os alunos, se existia a comunicação entre eles, seja em português ou em libras. Entre os colegas de classe havia uma socialização da libras entre os diálogos e se os alunos com surdez conseguem ter um bom desempenho escolar e aprendem iguais como os alunos ouvintes. . Percebe-se que dos trintas professores da escola, apenas oito possuem o curso de libras, há uma capacitação oferecida pela prefeitura, que só podem participar os professores concursados. São cedidas de duas a três vagas para cada escola, muitas não podem fazer, por não possuírem substitutas para justificar sua ausência pelo curso. Apesar da capacitação os professores muitos não querem trabalhar com estes alunos com surdez. Dos dados colhidos, percebeu-se que a professora está de acordo com a inclusão do aluno com surdez na escola regular, salientando que são feitos trabalhos na escola relacionada aos alunos com deficiência, que eles sejam acolhidos e aceitos por todos com os mesmos direitos e deveres, que possam aprender no mesmo ambiente escolar vencendo os desafios do preconceito. De acordo com a Declaração de Salamanca apud Mantoan (2005, p.25) [...] todas as escolas deveriam acomodar todas as crianças, independente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocional, lingüística ou outras. Deveriam incluir todas as crianças de ruas e que trabalham, crianças de origem remota ou de população nômades, crianças pertencentes a minoria lingüística,étnicas,ou culturais e crianças de outros grupos em desvantagens ou marginalizadas.As escolas têm que encontrar a maneira de educar com êxito todas as crianças, inclusive as que têm deficiências graves. Em análise, quanto aos alunos surdos que chegam às escolas e as professoras não tem o conhecimento da sua deficiência, de como trabalhar com eles, começam então as dificuldades tanto do educador como do educando, ter um aluno especial e não está capacitada para atendê-lo é complicado, desgastante e sobre tudo o professor se acha incapaz. Dependendo do professor o aluno 46 pode desenvolver seu potencial ou desistir. Quando é uma docente que se empenha em ver o aluno atingir seus objetivos, ela procura meios para solucionar os problemas que lhe afetam. Esta professora que foi entrevista não tinha o curso, mas sempre teve curiosidade e bem desenrolada, buscar na internet como trabalhar com a libras e quais os materiais que poderia utilizar nas aulas, foi fazendo estas intervenções que consegui alfabetizar. Procurou ajuda com suas coordenadoras é logo surgiu o curso de libras pela prefeitura e ela foi uma das sorteadas, já que vinha se preparando e com uma aluna com surdez em sala nada mais justo. Hoje possui o curso libras e agora concluiu mais um curso de Braille. Não usa apenas a libras em sala de aula e procura passar para meus alunos a importância de aprender mais uma língua, como também poder participar da vida de uma criança que possui uma linguagem diferente da sua. Ao aluno com surdez procura dá mais liberdade em se expressar sempre usando a libras, para que percebam que é sua primeira língua, sendo o português em segundo plano. Nas explicações procura sempre meios de ilustrar com cartazes com figuras para que os surdos tenham melhor compreensão, explorando seu campo visual. Silva (1998, p.160) afirma. Bons professores preparam as aulas de modo a proporcionar aos alunos um conjunto de assuntos diferentes e uma variedade de contexto de aprendizagem. Também procura oferecer materiais didáticos o mais variados possível. A língua de sinais é de grande importância, pois facilita a comunicação entre os alunos e colegas da escola, quando não sabem o que significa pede para repetir o sinal ou procuram nos materiais da sala de recurso. Sempre que há apresentações, os alunos surdos se empenham em participar. Quantos aos ouvintes sempre buscam ajudar aos surdos quando não entende o assunto e alguns da sua maneira, às vezes em gestos ou em mímica conseguem e comunicar. Antes os educando riam quando eles sinalizavam, mas um trabalho feito em classe, mostrando às diversas formas de comunicação a turma melhorou e começaram a aprender entre eles a libras.Com água ,banheiro, amigo, lápis.palavras usadas no contexto escolar. 47 De acordo com o segundo Art. 3° decreto 9.626 da Constituição Federal: A Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e nos cursos de fonoaudióloga, de instituições de ensino público e privadas, do sistema federal do ensino e dos sistemas de ensino dos Estados do Distrito Federal e dos Municípios. Aparentemente a escola estaria preparada na parte física da instituição, mas na parte acadêmica, precisa melhora no setor de material didático, pois os livros que já se encontram em algumas escolas adaptados em libras com o apoio de CD,no qual o professor poderia tirar algumas dúvidas não chegou à escola. Quando se faz o censo escolar é para que estes materiais atendam aos alunos com surdez e ai vão para escolas que não existem surdos e os materiais às vezes servem de recortes, já que são inúteis aos demais, outras escolas guardam durante dois anos para poder devolver devido ao tempo que se adota o livro. Quanto aos materiais para a contação de história nas aulas de literatura infantil não há, apenas na sala de recurso quando são feitos os atendimentos individuais. Quando acontecem a aula de literatura a professora faz adaptações da libras no contexto da história, passando as frases de português para a Libras, onde numa frase extensa ela utiliza apenas três a quatro palavras.Vejamos algumas: Então os sinais serão, lobo - correr -floresta - chegar- primeiro -casa –vovó 48 Percebe-se que a capacitação ainda está sendo feita pela prefeitura, com a mesma exigência de serem professores do quadro dos funcionários concursados, sem a participação dos contratados, pois a prefeitura alega que capacitar um professor e mais tarde ele sairia e o curso não é seria aplicado aos alunos da casa. De maneira até mais didática, voltada para a atuação do professor em sala de aula, a instrutora do curso buscou aprimorar dada fez mais, pois os professores estavam dando aula em libras, contaram e dramatizaram histórias infantis, sinalizaram músicas e ainda eram assistidas com a presença de alunos com surdez já adultos. O curso é realizado pela parte da manhã e a tarde uma vez por semana. De acordo com Paulon, Freitas & Pinho (2005, p.22) É imprescindível, portanto, investir na criação de uma política de formação continuada para profissionais da educação. A partir dessa seria possível a abertura de espaço de reflexão e escuta sistemática entre grupos interdisciplinares e interinstitucional, disposto a acompanhar, sustentar e interagir com o corpo docente. Observou-se que o papel da literatura infantil no processo de aprendizagem do aluno com surdez, o professor utiliza de todos os meios para que haja a compreensão da história. São usadas como imagem: fantoches de feltro, de papel com o palito de churrasco, gravuras em cartolina pintadas, há também a dramatização com os personagens caracterizados, painel com cenário. A professora explica através da libras e o português para os alunos, explorando seus conhecimentos quanto ao texto, fazendo perguntadas sobre o cenário, os personagens, a história, o que mais chamou atenção, qual a parte que ele mais gostou,pede para fazer um desenho retratando a história,discuti sobre os personagens bons e os maus. Que lição a história nos dá. E por fim os alunos encenam a história, seja dramatizando caracterizado ou com os fantoches, mas para o surdo que utiliza as mãos para sinalizar a professora utiliza as figuras no palito e ele vai sinalizando em Libras e ela falando para os alunos ouvintes. Às vezes, os alunos ouvintes fazem intervenções quanto ao sinal, pois não entende pela rapidez do surdo, pois sempre estão atentos para aprender os 49 sinais que ao término da aula eles ficam fazendo como o aluno com surdez os sinais, na hora dos desenhos dão opiniões. Eles interagem muito bem. A professora explora tudo que está visível para o surdo, como para os demais alunos ouvintes. Através da interdisciplinaridade, seja nas formas geométricas existentes nas figuras do cenário como na quantidade de personagens, busca instigar até o próprio sentimento que a história causa ao leitor, cada personagem explora um lado bom e o mal de toda história. . 50 8.CONSIDERAÇÕES FINAIS Na pesquisa realizada, percebemos que o processo de aprendizagem dos alunos com surdez nas classes de ensino regular apresenta alguns obstáculos que precisam ser revisto. Pois não basta colocá-los em sala de aula e deixá-los a mercês de um problema, como se inclui sem um professor capacitado em libras.Muitas escolas matriculam estes alunos por que são ameaçados por pais, que já conhecem o direito de seu filho de ser incluído,mas sabem que não estão preparados para recebê-los. Muitos alunos com surdez são ignorados pela escola por não terem a libras ou não usarem, pelo fato de que a maioria dos alunos da classe são ouvintes, muitos não compreendem os conteúdos das matérias. Os materiais didáticos são poucos e as professoras precisam pesquisa e adaptar a seu modo e devido às dificuldades do aluno. Sabemos que tudo isso acaba influenciando, para que os alunos desistam de estudar, já que as escolas não oferecem suporte para suas necessidades. O que o aluno com surdez deve ter paralelamente ao ensino regular é o apoio especializado como suporte. .As mudanças vivenciadas, nos últimos tempos fazem-nos repensar nossos valores e atitudes. Estamos mesmo acreditando nas possibilidades aqui apresentadas como meio de dinamizar a prática e de promover uma educação para o surdo com esperanças nas mudanças, no olhar diferente de quem quer ser reconhecido como gente, com um ser que precisa de apoio educacional e pedagógico. Fica claro, que há uma grande barreira que precisamos quebrar em relação ao aluno surdo, a linguagem, que só vai deixar de existir quando se conscientizarem que a libras tem que ser inserida no currículo escolar e a partir das séries iniciais,assim como ,inglês, espanhol. 51 No entanto, a pesquisa procurou investigar e refletir sobre as relações entre os surdos e a literatura infantil na escola, abortando a leitura na formação das crianças surdas como leitoras, através de textos literários essencialmente por meio da libras, facilitando o aprendizado e despertando o gosto pela leitura.Ela desperta o imaginário, a fantasia colaborando com a criticidade e preparando para a vida do educando, além de transmitir saber a conhecimento. Portanto, o aluno precisa ser mais assistido como um contexto nas dificuldades, o eu, o professor, a escola e a comunidade. Entendendo que o sucesso do sistema educacional depende de um bom do projeto político pedagógico que atenda a todos que estão incluídos na escola de formas clara e objetivas, desenvolvendo suas capacidades e potencialidades, com vista ao exercício de sua cidadania. Que essa pesquisa possa abrir caminhos para uma verdadeira inclusão destes alunos, seja como professor, como coordenador, como gestor e se conscientize que é possível incluir. Este trabalho contribuiu com resultados positivos, tendo em vista o esforço feito pela escola em que seus alunos compreendam e dominem a líbras, através das histórias infantis, estimulando com projetos de leitura e com atendimento diferenciado. Para novas pesquisas fica em aberto a possibilidade de observação com os alunos com surdez adultos, em que os mesmos possam através destas dramatizações com a libras,incentivar outros alunos surdos em diversas escolas através dos projetos,facilitando assim o processo de ensino aprendizagem das crianças especiais, levando em consideração a inclusão na escolas. . 52 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARANHA, M. S. F. Saberes e práticas da inclusão: Desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos cegos e de alunos com baixa visão. Brasília: MEC/SEESP, 2005. BISOL, C. Tibi e Joca – uma história de dois mundos. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2001. BRASIL. Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial. Adaptações Curriculares para o Ensino Fundamental. MEC/SEESP, 1997. BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – nº 4.024. MEC, 1961. BRASIL. Ministério da Educação. 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