Nono Simpósio de Mecânica Computacional Universidade Federal de São João Del-Rei – MG – ABMEC ANÁLIS E ES TRUTURAL D E UMA CAD EIRA DE RODAS ATRAVÉS DO MÉTODO DE ELEMENTOS FINITOS F.P. Cota1; D. Baldo1; R.F.P. Pereira1; R.C.V. Neto1; D.R. Silva1 ; T.H. Panzera1 1 Departamento de Engenharia M ecânica – UFSJ –, São João Del-Rei, M G CEP: 36307-352 e-mail: [email protected] e-mail: [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected] Resumo. As dificuldades encontradas pelos portadores de deficiência física que necessitam do uso de cadeira de rodas para se locomover são enormes. As cadeiras de rodas são usualmente fabricadas de material metálico, o que torna um problema para o paciente devido às dificuldades de manuseio ocasionado pelo elevado peso. A fim de promover o maior conforto e ergonomia ao paciente, este trabalho apresenta algumas simulações estruturais por elementos finitos com diferentes classes de materiais, principalmente os compósitos laminados, visando uma cadeira de rodas mais leve e resistente. A análise estrutural foi baseada no projeto de uma cadeira de rodas convencional fabricada com tubos metálicos. A espessura da parede dos tubos foi modificada baseando-se no estado de deformação da estrutura, ou seja, de forma a obter o mesmo comportamento mecânico inicial da cadeira. Após a simulação, constatou-se uma significativa diferença de peso entre os diversos materiais utilizados. Cabe ressaltar que, embora o custo dos materiais compósitos de fibra de carbono seja elevado, o seu uso pode ser viabilizado considerando a redução do volume de material utilizado na fabricação das cadeiras de rodas. O peso da cadeira de rodas projetada com a fibra de carbono foi consideravelmente menor do que o peso da cadeira original, o que facilitaria muito o seu manuseio pelos usuários. Palavras chaves: Cadeira de Rodas, Seleção de Materiais, Elementos Finitos. Nono Simpósio de Mecânica Computacional 1 Universidade Federal de São João Del-Rei – MG – ABMEC INTRODUÇÃO Desde sua invenção, segundo historiadores no século XVI, a cadeira de rodas é o meio de locomoção mais prático para pessoas que encontram dificuldade de locomoção. Além da utilidade de locomoção, a cadeira de rodas tem a função de socializar o deficiente. Contudo, na busca exagerada pela redução de custos os fabricantes de cadeira de rodas procuram utilizar materiais e processos mais baratos, esquecendo do conforto, durabilidade, estabilidade e das necessidades dos usuários, gerando um produto de má qualidade, podendo levar a quebra prematura de alguns componentes da cadeira, o que inviabiliza o seu uso. Além da má qualidade, um grande problema causado pelo uso de materiais de baixo valor é o elevado peso do produto, tornando-o mais difícil de ser manuseado e exigindo um maior esforço para locomoção dos usuários. Procurando reverter esse cenário, tem-se utilizado diferentes técnicas de s imulação computacional, como por exemplo, o M étodo de Elementos Finitos, a fim de se alcançar a otimização das mais variadas composições, bem como, a estrutura da cadeira de rodas. A utilização do M étodo dos Elementos Finitos (M EF) na Engenharia de Estruturas tem apresentado excelentes resultados para a análise dos estados de tensões e deformações de sólidos com geometrias variadas, apresentando soluções extremamente satisfatórias. Grande parte dos problemas de engenharia pode ser formulada através dos princípios da M ecânica do Contínuo, que trata a matéria como sendo um contínuo, sem vazios interiores, desconsiderando sua estrutura molecular. Esta analogia permite a definição do ponto geométrico (de volume igual a zero), por um limite matemático. Assim, na M ecânica do Contínuo os princípios da física são escritos sob a forma de equações diferenciais. Os efeitos da constituição interna molecular dos materiais são levados em conta de forma macroscópica através das equações constitutivas do material (Ribeiro, 2004). Ainda segundo Ribeiro (2004), a continuidade das funções de interpolação nas interfaces dos elementos, necessária para a convergência do M EF, depende da ordem das derivadas que aparecem no integrando da formulação variacional. A grande maioria dos problemas requer elementos de continuidade, nos quais as funções de interpolação são infinitamente contínuas no interior dos elementos e apenas contínuas nas interfaces (primeira derivada descontínua). Os principais elementos empregados na análise do M EF são elementos uniaxiais, quadriláteros, triangulares, hexaedros, tetraedros, sendo seu uso determinado pela análise que se deseja realizar. Atualmente existem diversos programas computacionais para análise de peças e componentes pelo método dos elementos finitos. Os programas modernos permitem que o usuário elabore um desenho do componente que se deseja analisar, formule a malha que será utilizada na análise e manipule condições de contorno, sendo todos os cálculos realizados pelo programa que mostra ao usuário os resultados através de animações no desenho e gráficos de tensão e deformação sobre a peça ou componente analisado. Esta facilidade, obtida com a popularização da computação, torna necessário um cuidado ao se aplicar o método, pois a utilização de malhas e elementos inadequados gera resultados mal elaborados, o que coloca em risco o projeto. Por isso, uma análise criteriosa é de extrema importância, sendo necessária uma malha com refinamentos e estrutura ideal para o componente analisado. Este trabalho tem por objetivo realizar a análise estrutural de uma cadeira de rodas comercial, redefinindo novas classes de materiais para construção da mesma, visando assim, a melhoria de sua eficiência, ou seja, buscando uma elevada relação resistência- Nono Simpósio de Mecânica Computacional Universidade Federal de São João Del-Rei – MG – ABMEC densidade (Callister, 2002). A análise estrutural foi realizada através do método de elementos finitos utilizando diferentes classes de materiais tais como: os materiais compósitos, o aço e o alumínio. 2 MATERIAIS E MÉTODOS A seleção da cadeira de rodas utilizada para realização da simulação numérica deste trabalho foi baseada em um modelo simples e comercial, tratando-se de um sistema locomotor de elevado peso e de difícil manuseio (Figura 1). A partir das dimensões originais retiradas desta cadeira de rodas, fabricada em aço SAE 1020, foi criado um modelo CAD (Figura 1b) a fim de submetê-lo a simulações de esforços mecânicos através do método de elementos finitos. Diferentes classes de materiais foram utilizadas focando na obtenção de uma elevada relação resistência / densidade, além de apresentar um comportamento mecânico similar. (a) (b) Figura 1 - (a) Cadeira de referência para o modelo, (b) M odelo CAD gerado em 3D. Para verificar o comportamento mecânico da estrutura da cadeira de rodas, dividiuse o modelo CAD em três componentes estruturais: lateral (a), haste (b) e tesoura (c) (Figura 2). O carregamento estimado foi baseado no peso máximo de uma pessoa de 250 Kg, ou seja, 2500 N. O diagrama de corpo livre do sistema para esta condição foi construído para obter as forças atuantes em cada componente da cadeira de rodas. A partir destes resultados, a simulação estrutural foi realizada em cada uma das 3 peças separadamente. (a) (b) (c) Figura 2 – Componentes estruturais da cadeira de rodas. a) Lateral; b) Haste; c) Tesoura. Nono Simpósio de Mecânica Computacional Universidade Federal de São João Del-Rei – MG – ABMEC A montagem da estrutura da cadeira de rodas está detalhada na Figura 3, onde são utilizadas 2 laterais, 2 tesouras e 4 hastes. Figura 3 – M ontagem da estrutura. A Figura 4 representa o diagrama de corpo livre feito para definir as forças em cada componente. A força de 625N foi determinada pela divisão matemática da carga total (2500 N) pelos 4 pontos de apoio da tesoura. A força F1, que é aplicada na haste, pode ser determinada pelo somatório de momentos no ponto A igual a zero (ΣM A=0). Pelo equilíbrio de forças nos eixos x e y, determina-se F2x e F2y . Analisando a haste, concluise que F3 tem o mesmo módulo e sentido oposto a F1. Figura 4 – Diagrama de corpo livre das peças Tesoura e Haste. Foram utilizadas duas classes de materiais para as simulações (Tabela 1), entre elas: metais e materiais compósitos. Os materiais compósitos exibem alto módulo de elasticidade e resistência à tração, além do baixo peso específico, tornando estes uma opção promissora na substituição de peças e componentes fabricados em aço e/ou alumínio. Nono Simpósio de Mecânica Computacional Universidade Federal de São João Del-Rei – MG – ABMEC Tabela 1 - Propriedades dos materiais utilizados para as simulações (Daniel e Ishai, 2006). Módulo de Limite de Densidade Coeficiente de Material Elasticidade Escoamento [g/cm3] Poisson [GPa] [MPa] Aço SAE 7,85 207 210 0,30 1020 Alumínio 2,70 70 70 0,15 Longitudinal: 142 Longitudinal: 2280 Longitudinal: 0,27 Fibra de 1,78 Transversal: 10,3 Transversal: 57 Transversal: 0,07 carbono Fibra de Longitudinal: 39 Longitudinal: 1080 Longitudinal: 0,28 2,1 vidro Transversal: 8,6 Transversal: 39 Transversal: 0,06 A primeira etapa do trabalho consistiu em simular a cadeira de rodas para os diversos materiais propostos, para verificar o seu comportamento mecânico. Baseado na análise estrutural realizada na primeira etapa verificou-se que o material compósito laminado com fibra de carbono exibiu um comportamento mecânico superior às demais classes. Por este motivo, este material foi utilizado em uma nova simulação a fim de otimizar a geometria dos elementos estruturais, conseqüentemente, reduzindo a massa total da cadeira de rodas. O projeto estrutural da cadeira de rodas foi baseado no critério de Von M ises para os metais e no critério da Tensão M áxima para os materiais compósitos. 3 RES ULTADOS As simulações foram realizadas em todos os materiais selecionados anteriormente, baseado nas propriedades da Tabela 1. Os resultados estão apresentados na Tabela 2 a seguir. Tabela 2 - Resultados obtidos nas simulações. Nono Simpósio de Mecânica Computacional Universidade Federal de São João Del-Rei – MG – ABMEC A partir dos resultados obtidos na análise numérica, construíram-se gráficos para demonstrar o comportamento dos elementos da estrutura do modelo CAD, para cada tipo de material. 4 DIS CUSS ÃO Os resultados numéricos estão apresentados no estado plano de tensões e estado plano de deformações para cada componente fabricado em aço 1020. 4.1 Análise estrutural: tensões A Figura 5 exibe a simulação da haste fabricada em aço 1020. Observa-se que o componente apresenta tensões bem menores que o limite de escoamento do material. A máxima tensão apresentada foi de aproximadamente 6,1x107 N/m2. Figura 5 – Simulação de tensão no componente haste para aço 1020. O gráfico da Figura 6 apresenta a tensão máxima geradas na haste para cada material e o limite de escoamento do mesmo. Os materiais, exceto o alumínio, apresentaram um limite de escoamento superior à tensão máxima gerada. Cabe ressaltar o alto desempenho dos materiais compósitos, principalmente aqueles fabricados com fibra de carbono, que exibiram uma tensão máxima de 6,27 x 107 N/m2 enquanto o material apresenta um limite de escoamento de 2,28 x 109 N/m2. Embora o alumínio apresentar uma tensão máxima superior ao limite de escoamento, este comportamento é possivelmente aceitável visto que, essa tensão foi gerada em uma região onde a peça recebe um pino de encaixe, resultando em um concentrador de tensão. Observa-se que em volta desta região as tensões alcançadas são bem inferiores ao limite de escoamento do material. Nono Simpósio de Mecânica Computacional Universidade Federal de São João Del-Rei – MG – ABMEC Figura 6 – Gráfico comparativo das tensões geradas no componente haste. A Figura 7 mostra o estado de tensão na tesoura para o aço 1020. A tensão de escoamento neste componente é extrapolada em algumas partes da peça, porém, a maior parte da peça exibe tensões inferiores ao limite de escoamento do material. Figura 7 - Simulações de tensão no componente tesoura para aço 1020 A Figura 8 apresenta o gráfico de tensões para a peça tesoura, verificando tensões máximas superiores ao limite de escoamento tanto para o aço 1020 quanto para o alumínio. Os materiais compósitos de fibra de carbono e de fibra de vidro exibiram um limite de escoamento superior as tensões máximas. Verifica-se que o componente tesoura, laminado com fibra de carbono, apresentou um limite de escoamento aproximadamente 335% maior que sua tensão máxima. Nono Simpósio de Mecânica Computacional Universidade Federal de São João Del-Rei – MG – ABMEC Figura 8 – Gráfico comparativo das tensões geradas no componente tesoura. A Figura 9 mostra a tensão na lateral da cadeira fabricada com o aço 1020. Em geral a cadeira apresentou tensões inferiores ao limite de escoamento. Entretanto, a tensão máxima nessa estrutura ocorreu em uma região onde existe um concentrador de tensão, sendo este comportamento apresentado para todos os materiais avaliados. Figura 9 - Simulações de tensão no componente lateral para aço 1020 A Figura 10 mostra o gráfico comparativo da tensão máxima e do limite de escoamento de cada material para a estrutura lateral da cadeira. Nota-se que o limite de escoamento foi excedido em todos os materiais devido à região de concentração de tensão. Porém é possível observar que novamente os materiais compósitos apresentam um comportamento mecânico superior aos materiais metálicos ensaiados. Nono Simpósio de Mecânica Computacional Universidade Federal de São João Del-Rei – MG – ABMEC Figura 10 - Gráfico comparativo das tensões geradas no componente lateral. M esmo com a tensão máxima excedendo o limite de escoamento, podemos dizer que a fibra de carbono atende muito bem as exigências estruturais da lateral, pois a tensão máxima ocorreu em uma região isolada e muito pequena (Figura 11), e que pode ser reforçada facilmente, sem provocar grandes alterações de peso e funcionalidade da peça. Figura 11 - Região de concentração de maior tensão. 4.2 Análise estrutural: deformações A Figura 12 exibe a deformação no componente haste em milímetros. Pode-se observar que a maior deformação ocorre na região de encaixe do pino, o que significa uma região de maior esforço. A deformação nessa região é de aproximadamente 2,54 x 10-4 mm/mm. Nono Simpósio de Mecânica Computacional Universidade Federal de São João Del-Rei – MG – ABMEC Figura 12 - Simulações de deformação do componente haste para aço 1020. O gráfico da Figura 13 mostra a deformação máxima do componente haste para cada material. O compósito fabricado com fibras de vidro apresentou a maior deformação, de aproximadamente 1,33 x 10-3 mm/mm. O material de melhor desempenho, ou seja, menor deformação, foi o aço 1020 exibindo uma deformação máxima de 2,55 x 10-4 mm/mm, seguida da fibra de carbono com uma deformação de 3,45 x 10-4 mm/mm. Figura 13 - Deformações relativas do componente haste. A Figura 14 apresenta o estado de deformação do componente tesoura utilizando as propriedades do aço 1020. O valor da deformação máxima no material foi de 2,7 x 10-3 mm/mm. Para todos os materiais a estrutura teve os seus pontos de máxima deformação nas mesmas regiões. Nono Simpósio de Mecânica Computacional Universidade Federal de São João Del-Rei – MG – ABMEC Figura 14 - Simulações de deformação do componente tesoura para aço 1020. A Figura 15 apresenta a deformação máxima para cada material do componente tesoura. O compósito laminado com fibra de vidro exibiu a maior deformação (1,73 x 10-3 mm/mm), e o aço 1020 a menor deformação de 2,70 x 10-3 mm/mm. Figura 15 - Gráfico comparativo das deformações relativas do componente tesoura. A Figura 16 exibe a distribuição de deformação para a lateral da cadeira de rodas. Observa-se um valor máximo de 1,691 x 10-2 mm/mm. Essa deformação foi máxima em uma região da cadeira onde existe uma concentração de tensão, o mesmo mostrado na Figura 11, o restante da cadeira por sua vez apresenta uma deformação muito baixa como ilustrado abaixo. Nono Simpósio de Mecânica Computacional Universidade Federal de São João Del-Rei – MG – ABMEC Figura 16 - Simulações de deformação do componente lateral usando aço 1020. O gráfico comparativo da Figura 17 mostra a deformação no componente lateral para cada material. Da mesma forma, a fibra de vidro obteve maior deformação, destacando a baixa deformação para os compósitos de fibra de carbono (5,40 x 10-2 mm/mm). Figura 17 - Gráfico comparativo das deformações relativas do componente lateral. Após a análise de deformação das duas classes de materiais, verificou-se que a fibra de carbono exibe um comportamento similar aos materiais metálicos além da baixa densidade específica do material, tornando um forte candidato para substituição dos metais nesta aplicação. 4.3 Análise de desempenho: resistência peso (massa) Baseado no desempenho estrutural construiu-se um gráfico relacionando o peso estimado total da cadeira de rodas para cada material. Como pode ser observado no gráfico da Figura 18, o compósito de fibra de carbono foi o que apresentou menor massa, de 1,30kg; por outro lado, a cadeira de rodas projetada com o aço 1020 apresentou o maior peso, de 5,75kg, aproximadamente 4,4 vezes superior. Nono Simpósio de Mecânica Computacional Universidade Federal de São João Del-Rei – MG – ABMEC Figura 18. Gráfico comparativo de massa da cadeira de rodas para diferentes materiais. 4.4 Otimização da cadeira de rodas Após análise dos resultados numéricos de tensão deformação, pode-se constatar que os compósitos de fibras de carbono exibiram o melhor desempenho estrutural e de massa, portanto, novas simulações foram realizadas a fim de otimizar a geometria/massa da cadeira de rodas em função dos limites e exigências de projeto. A partir das novas simulações foi possível obter uma redução de 70% da espessura da haste. A Figura 19 exibe o estado de tensões na barra otimizada, mostrando que o limite de escoamento não excede em nenhum ponto, confirmando o desempenho estrutural do novo componente. Figura 19 – Tensões da haste otimizada. A Figura 20 exibe o comportamento mecânico do componente tesoura otimizado, alcançando uma redução linear de 50% na espessura das barras, logo, um aumento da tensão máxima de 1,08 x 109 N/m2 para 6,797 x 108 N/m2 . Apesar do aumento considerável, tensão máxima na estrutura otimizada não atingiu o limite de escoamento da fibra de carbono. Nono Simpósio de Mecânica Computacional Universidade Federal de São João Del-Rei – MG – ABMEC Figura 20 - Simulações de tensão no componente tesoura otimizada. Para a lateral da cadeira foi possível reduzir o diâmetro do tubo em até 40%, observando o limite de tensão na região do encaixe do pino. Figura 21 - Simulações de tensão no componente lateral otimizada. As otimizações dimensionais dos componentes da cadeira de rodas proporcionaram uma redução percentual de 30% em massa da estrutura em relação ao projeto original de fibra de carbono, e aproximadamente 85% se comparada com a estrutura original fabricada em aço (Figura 22). Nono Simpósio de Mecânica Computacional Universidade Federal de São João Del-Rei – MG – ABMEC Figura 22 - Comparativo de massa entre a estrutura original e a estrutura otimizada. 5 CONCLUS ÕES Este trabalho permitiu através de um método numérico comparar o comportamento mecânico de uma cadeira de rodas fabricada com diferentes materiais e otimizar as dimensões estruturais visando a redução de peso de seus componentes e conseqüentemente aumentando o seu desempenho final. Dentre as principais conclusões destacam-se: (I) Quando comparado as tensões geradas, os materiais compósitos foram superiores aos materiais metálicos, tendo a fibra de carbono exibindo o melhor desempenho entre eles. (II) A maior deformação obtida em todos os componentes ocorreu quando utilizou-se a fibra de vidro, enquanto que a fibra de carbono apresentou menor deformação. (III) A cadeira de rodas apresentou menor peso com a fibra de carbono, enquanto a estrutura com aço 1020 foi o maior peso entre eles. (IV)O material de melhor desempenho, dentre os escolhidos, foi o compósito fabricado com fibras de carbono, exibindo tensões inferiores ao limite de escoamento, menor deformação e menor peso. (V) O método de elementos finitos somado aos critérios de falha adotados permitiram a otimização dos componentes da estrutura, proporcionando uma redução do peso final da cadeira de rodas de aproximadamente seis vezes o peso inicial. 6 BIBLIOGRAFIA CALLISTER JUNIOR, W. D. Materials science and engineering: an introduction. USA: John Wiley & Sons, 2002. DANIEL, I. M ., ISHAI, O. Engineering mechanics of composites materials. New York: O xford University Press, 2006. RIBEIROS, F. L. B. Introdução ao COPPE/UFRJ, Rio de Janeiro 2004 Método dos M atweb, www.matweb.com, acessado em janeiro de 2010. Elementos Finitos, Nono Simpósio de Mecânica Computacional 7 Universidade Federal de São João Del-Rei – MG – ABMEC DIREITOS AUTORAIS Os autores são os únicos responsáveis pelo conteúdo do material impresso incluído neste trabalho.