Frecuencia
COMUNICAÇÃO SEM FIO NA AMÉRICA LATINA
Edição em português
Ano 8 - Nº 61 - Outubro 2004
Latinoamérica
www.frecuenciaonline.com
GIGANTES DISPUTAM
LIDERANÇA EM DADOS
Indústria debate o futuro
da comunicação sem fio
na América Latina
União faz a
FORÇA
AMÉRICA CENTRAL:
SERVIÇOS À PROVA
DE FURACÃO
FRECUENCIA Nº 61
EDITORIAL
Outubro 2004
www.frecuenciaonline.com
MATRIZ
ITP Editorial
475 Biltmore Way, Suite 308
Coral Gables, FL 33134-5756
O momento é agora
DIRETORA EDITORIAL
Graça Sermoud
[email protected]
EDITORA EXECUTIVA
Ana Paula Lobo
[email protected]
EDITORA ASSISTENTE
Clara Persand
[email protected]
CORRESPONDENTES
Argentina - Elías Tarradellas
Ecuador - Jaime Yumiseva
Perú - Marco Villacorta
CIRCULAÇÃO
Carmen Burgos
[email protected]
WEBMASTER
Danilo Bilbao
[email protected]
TRADUTORA
Ana Cristina Gonçalves
ADMINISTRAÇÃO & FINANÇAS
Carmen Luz Yumiseva
ESCRITÓRIOS REGIONAIS
ITP EDITORIAL – BRASIL
Avenida Cidade Jardim, 400 – 20 Andar
São Paulo, SP – CEP: 01454-000
Tel: 55-11-3818-0848
Fax: 55-11-3818-0899
ITP EDITORIAL – REGIÃO ANDINA
Av. Eloy Alfaro 3822 y Gaspar de Villaroel
Quito – Ecuador
Tel: 593-22-422-568
Fax: 593-22-424-871
REDAÇÃO FRECUENCIA/ BRASIL
Av. Ibirapuera, 2907 / conj: 121
Moema - São Paulo – CEP: 04029-200
Telefones: 55-11-5053-9828 / 9829
FAX: 55-11-5053-9838
Impressão
Henel Indústrias Gráficas Ltda.
www.henel.com.br
Edição de Arte e Diagramação
Pedro R Costa
[email protected]
FRECUENCIA LATINOAMÉRICA circula dez vezes
no ano e é distribuída às empresas e executivos
do mercado de telecomunicações sem fio.
Assinatura anual: Latinoamérica, EUA e Canadá:
US$ 75. Europa e Ásia: US$ 95. Direitos
Reservados. É proibida a reprodução do conteúdo
desta publicação sem prévia autorização da
direção. As opiniões contidas na revista
Frecuencia Latinoamérica refletem a posição dos
autores e não necessariamente a da ITP Editorial.
Considerado sempre um bloco emergente no cenário
econômico, em função das instabilidades que marcam a
região, a América Latina tem uma oportunidade
singular de assumir um papel-chave no mercado mundial
de mobilidade. Basta apenas que os países deixem de
lado as rivalidades circunstanciais e passem a atuar,
de fato, como um continente.
Essa é uma das principais conclusões da mesa-redonda
patrocinada pela Frecuencia Latinoamérica com um seleto time de
executivos da região e principal reportagem dessa edição. O debate
deixou claro que, no caso específico da comunicação sem fio, a AL está
num estágio equivalente a de qualquer outra região do mundo. Com
uma vantagem: as operadoras móveis estão investindo em infraestruturas modernas e condizentes à rápida evolução da tecnologia.
Mais do que isso, afirmam os executivos. Os latino-americanos são
adaptáveis às mudanças, consumistas por natureza e criativos por
necessidade. Adoram novidades e, se tiverem ofertas de serviços
adequadas à realidade de cada camada social, vão aderir sem qualquer
tipo de preconceito. É fato que há muitos senões nesse caminho rumo a
um papel mais importante na comunidade mundial móvel.
Padronização, interoperabilidade e escala são itens
considerados cruciais e estão na arena dos fornecedores.
O consumidor quer desfrutar do melhor da tecnologia, sem
se importar com o meio utilizado. Essa é uma prática a ser
apreendida pelo mercado fabricante. Até porque, decretam
os executivos, os serviços convergentes são o futuro e essa é
uma realidade irreversível.
O ponto crucial em torno da mobilidade está na comunhão de
Graça Sermoud
esforços entre provedores de tecnologia, sociedade, governo e
órgãos reguladores para evitar divisões que atrasem o fomento de
aplicações direcionadas à mobilidade na região. Afirmar que a
comunicação sem fio rompeu fronteiras já é um lugar comum, mas
a verdade é que o mundo se consolida e, nesse processo, somente
os fortes terão voz ativa. À margem do desenvolvimento
tecnológico nos últimos anos, a América Latina tem na mobilidade
a chance de conquistar um status precioso. É agora ou nunca.
Ana Paula Lobo
Equipe editorial
PUBLICIDAD
América Latina, EUA e Europa
GERENTE de
MARKETING & PUBLICIDADE
Sara Astoul
475 Biltmore Way, Suite 308
Coral Gables, Fl 33134-5756
tel: 305-567-2492
[email protected]
EUA Oeste
Jordan Sylvester
1715 Mtn. Ridge CT NE
Albuquerque, NM 87112
Tel: 505-480-5109
[email protected]
Argentina
Edgardo Muchnik
Defensa 649 - 4º “D”
C1065 - Capital Federal Buenos Aires
tel: 15-4182-2565
[email protected]
Ásia
Ben Sanosi
interAct Group
10 Anson Road
No. 11-17 International Plaza
Singapore 079903
Tel/Fax: +65 68770418
[email protected]
Brasil
Avenida Cidade Jardim, 400
20 Andar - CEP: 01454-000
São Paulo, SP
Tel: 55-11-3818-0848
Fax: 55-11-3818-0899
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
DIRETORA & EDITORA-CHEFE
Ana María Yumiseva
[email protected]
3
Í N D I C E
14
06
NOTÍCIAS DOS PAÍSES
12
PERFIL
Em entrevista exclusiva à Frecuencia Latinoamérica, Carlos
Carnevali, diretor da Cisco para a América do Sul, revela que tem
a intenção de construir uma única unidade, sem sotaques e sem
fronteiras na região.
ESPECIAL
Centro das
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
– JULHO/
AGOSTO
ATENÇÕES
4
Frecuencia Latinoamérica reuniu um seleto time de
executivos para discutir o presente e o futuro da
mobilidade na região. O debate deixou claro que a AL
está bem próxima de conquistar um papel crucial no
contexto mundial da tecnologia. Basta apenas que haja
uma coesão maior de ações entre os países do continente.
Na arena dos fornecedores, temas como padronização e
interoperabilidade também são considerados essenciais
para agilizar os negócios Wireless
22
ARTIGO
O mercado peruano de telefonia móvel vive dias de grande
expectativa. O governo autorizou a participação de uma quarta
competidora para evitar o domínio da Telefónica Móviles.
24
TECNOLOGIA
As rixas entre padrões tecnológicos do mundo móvel ganham novas
cores à medida que as atenções do segmento se concentram nas
iniciativas para ampliar o tráfego de dados. A competição alimenta
a rivalidade entre os ambientes Brew, Java e .Net.
29
MERCADO
O governo da Venezuela decide investir numa operadora estatal e
investidores demonstram apreensão com os rumos do setor no País.
34
OPINIÃO
No mundo atual, as economias dependem cada vez mais do bom
uso do conhecimento tecnológico para a consolidação dos projetos
sociais baseados no intercâmbio de informação.
ENVIE SUAS OPINIÕES E COMENTÁRIOS PARA [email protected]
NOTÍCIAS
BRASIL
Setor financeiro
aposta em mobilidade
Celulares
substituem
telefones fixos
Estudo da consultoria Frost &
Sullivan confirma que o setor financeiro
brasileiro é o que mais consome
serviços de telecom e TI no País. Em
2003, este segmento investiu cerca de
US$ 1,6 bilhão na área, sendo US$
908 milhões exclusivamente em
serviços de telecom. No geral, os
bancos representam 90% dessa fatia,
seguidos pelas seguradoras (9%) e pelo
mercado de capitais (1%).
Até 2009, o instituto prevê que o
mercado financeiro mantenha um ritmo
crescente de investimentos em
A Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílio (Pnad), de 2003,
divulgada pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), órgão
governamental responsável pelas
pesquisas oficiais no Brasil, revela um
dado significativo: o celular passou a
ser uma alternativa ao telefone fixo
nas camadas mais pobres do País.
De acordo com a pesquisa, a
proporção de residências que têm apenas
o terminal celular aumentou 31,3% entre
2002 e 2003, passando de 8,8% para
11,2%. O estudo aponta que o preço
elevado para a manutenção de uma linha
fixa, as facilidades oferecidas pelas
operadoras móveis para a aquisição de
terminais e a possibilidade de controlar os
gastos com ligações em função dos
serviços pré-pagos são fatores que
influenciaram o resultado obtido.
Embora as estimativas de mercado
afirmem que o Brasil ultrapassará, ainda
este ano, a marca de 60 milhões de
aparelhos móveis comercializados, a
exclusão à comunicação permanece
grande no País. A pesquisa do IBGE
revela que, apesar do crescimento de
casas com telefones – 19,8%, em 1993,
para 62%, em 2003 – ainda existem
18,6 milhões de residências sem
qualquer telefone, ou 67,5 milhões de
brasileiros sem o direito à comunicação.
tecnologia, somando US$ 2,3 bilhões,
com um aumento médio anual de 5,5%.
Os serviços de telecom especificamente
devem representar US$ 1,3 bilhão no
mesmo ano.
O estudo constata ainda
expectativas interessantes para as
soluções ligadas à mobilidade,
especialmente entre as seguradoras,
que devem ampliar a freqüência na
adoção de WLANs (redes locais sem fio)
e da transmissão de dados por celular
para ganhar agilidade e reduzir custos
das operações.
Telecom Americas será
realizado em Salvador
O maior evento regional de telecomunicações,
promovido pela União Internacional de
Telecomunicações (UIT), retorna ao Brasil, onde foi
realizado pela última vez em 2000, no Rio de
Janeiro. Desta vez, o evento está marcado para
2005 e acontecerá em Salvador, na Bahia. Em
2002, a UIT tentou promover o Telecom Americas na Argentina, mas a crise
econômica determinou o cancelamento da iniciativa. Como não realiza um
debate de porte na região latino-americana desde 2000, a UIT decidiu
promover o encontro do ano que vem no Brasil. Os detalhes da organização
ainda não foram revelados pela entidade mundial.
CHILE
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
Subtel faz nova licitação para WLL
6
Atendendo solicitação dos provedores de serviços, a
Subsecretaria de Telecomunicações iniciou, em 1º de
outubro, uma nova licitação para concessões de serviço
público telefônico local sem fio baseado em WLL (Wireless
Local Loop). Será a segunda concorrência realizada pelo
órgão regulador para uso da tecnologia no País.
A Subtel decidiu manter os critérios empregados no
primeiro processo de concorrência, efetuada em 2001,
pelos quais, por exemplo, nenhuma empresa foi autorizada
a acumular mais de 100 MHz na banda.
A Secretaria prevê assinar uma concessão nacional
e 12 regionais. O preço mínimo da licença foi fixado em
US$ 500 mil. As empresas interessadas poderão
adquirir o edital de licitação no órgão regulador entre
18 e 30 de novembro. As propostas serão abertas no
dia 15 de dezembro.
NOTÍCIAS
Restrição de uso de
bandas irrita setor
Uma decisão polêmica promete
mobilizar os provedores
argentinos. A Secretaria de
Comunicações (Secom) proibiu,
para qualquer tipo de serviço, a
utilização das bandas livres 2,4
GHz e 5,8 GHz na Capital Federal,
na grande Buenos Aires, nas
capitais das províncias, em Mar del
Plata (centro de veraneio localizado a 400 quilômetros
da capital), na cidade portuária de Bahía Blanca e em
Rosário (segunda cidade do País).
Sobre essas freqüências foi registrado o maior crescimento
de ISPs de banda larga no interior do País. A banda é utilizada
pelas operadoras tradicionais e pelos principais provedores
para oferecer conectividade via hotspots em espaços fechados
e públicos das áreas metropolitanas.
A Secretaria de Comunicações considerou que a
adoção das freqüências para telefonia deve ser proibida
porque o uso compartilhado não garante disponibilidade
nem qualidade na prestação de serviços. Os provedores
reclamam da decisão e alegam que ela não esclarece se a
proibição é direcionada apenas para a oferta de serviços
de telefonia para as cidades com maior densidade
populacional, ou também envolve qualquer outro tipo de
prestação de serviço, entre eles, a banda larga sem fio.
COLÔMBIA
Jovens buscam cybercafés
Dados preliminares de uma pesquisa nacional realizada pelo
Centro de Investigações de Telecomunicações (Cintel) para
análise do setor, que será apresentada durante o congresso
Andicom, sediado em Cartagena, revelam que em 13 cidades
(que representam 60% da população urbana do País), somente
13% dos colombianos estão conectados à Internet.
A pesquisa revela que a maior parte dos internautas
acessa à Internet de casa ou a partir de cybercafés, locais
que cobram uma tarifa por tempo de navegação. De acordo
com o estudo, os internautas acessam a Internet no mínimo
de duas a três vezes por semana. Os serviços mais utilizados
incluem correio eletrônico, estudo e chats. O estudo da
Cintel revela ainda que são os jovens, com idade variando
entre 18 e 25 anos, que mais procuram os cybercafés.
AMÉRICA CENTRAL
Fonet aposta em VoIP
A Fonet, provedora norte-americana de serviço VoIP,
pretende aumentar em 40% o faturamento da operação
mexicana, em 2005. No próximo ano, a carrier também
planeja consolidar presença na região com a abertura de
escritórios em países como Honduras, Venezuela,
Colômbia e República Dominicana. No México, a Fonet
iniciou, em janeiro, uma operação com a adesão de
quatro sócios locais, através dos quais foi autorizada a
oferecer o serviço no País.
A partir de outubro, a provedora planeja buscar mais
sócios para expandir o produto em todo o território. A
intenção é se associar com companhias mexicanas de
telecomunicações, provedores de serviço Internet e
operadoras de televisão a cabo, que acabaram de obter
autorização para oferecer serviços de voz, mas também
postularam uma licença para oferecer serviços de
forma independente. O serviço só estará disponível para
clientes com conexões banda larga.
Em abril, a Fonet planeja expandir a oferta do serviço
para os usuários residenciais, tanto nos Estados Unidos
como no México, já que hoje, a carteira de clientes é
formada na maior parte por empresas corporativas.
Centennial investe
em planos modulares
Para ampliar a carteira de clientes, a operadora
Centennial Dominicana decididiu formular pacotes
ajustados, de acordo com a necessidade do assinante.
A carrier lançou, em nível nacional, um produto batizado
de “Planeje do seu tamanho, monte como quiser”, com o
objetivo de oferecer aos usuários a possibilidade de
definir o melhor formato de plano de serviço móvel.
A nova proposta da Centennial Dominicana é
baseada em planos modulares. A gerente de
Comunicação e Publicidade da operadora, Bárbara
Bogaert, revela que a partir do produto, os clientes
podem adequar os módulos, que contam com minutos,
horários, preços e destinos, aos seus orçamentos e
estilo de uso da comunicação móvel.
“Não haverá planos semelhantes. Essa é uma
inovação. Cada cliente desenhará o seu produto”,
complementa a executiva. Para incentivar a adesão dos
assinantes, Bárbara Bogaert revela que os preços por
minuto dos módulos do “Planeje do seu tamanho” sempre
serão inferiores ao tarifado nos serviços tradicionais.
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
ARGENTINA
7
NOTÍCIAS
AMÉRICA LATINA
Comsat constrói infovia
latino-americana
Cofetel exige regras
claras para serviço de
secretária eletrônica
Ana Paula Lobo
Depois de inúmeras reclamações dos assinantes,
o órgão regulador mexicano decidiu que, a partir de
2005, todas as operadoras de telefonia fixa e móvel
do País terão que remodelar a oferta do produto de
mensagens de voz. A intenção da Cofetel é tornar
transparente a relação entre cliente e usuário, com
relação a custo e serviço prestado.
De acordo com as determinações da Cofetel,
as operadoras terão de informar aos usuários, desde
o momento em que discarem um telefone fixo ou
móvel, que eles têm a alternativa de usar ou não a
secretária eletrônica da operadora. E como há uma
cobrança pela mensagem armazenada, o usuário
terá que decidir se quer ou não pagar pelo serviço.
O Cofetel decidiu mudar a regra do jogo depois
da intervenção da Procuradoria Federal do
Consumidor (Profeco), que recebeu uma série de
denúncias dos usuários reclamando da falta de
informações e da cobrança indevida pela ativação
do serviço de secretária eletrônica em linhas fixas e
móveis, sem qualquer tipo de autorização formal.
O órgão regulador mexicano espera que as novas
medidas possam trazer maior transparência e
ampliar a concorrência entre as operadoras.
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
Ser a principal fornecedora panregional
de serviços e soluções é a razão central das
aquisições realizadas pela Comsat na
América Latina. Em entrevista à Frecuencia
Latinoamérica, George Kappaz, CEO (Chief
Executive Officer) da Comsat International,
diz que a temporada de compras não está encerrada.
“Se houver uma empresa que atenda ao nosso objetivo de ser o
maior fornecedor de serviços na região, vamos tentar incorporá-la.
Agora, essa aquisição levará em conta o nosso interesse de atuar no
mercado corporativo. O usuário residencial não está, pelo menos nesse
momento, nos nossos planos”, revela o executivo.
Em maio, a Comsat adquiriu a Convergence Communications (CCI),
empresa com sede na Flórida, o que incluiu a aquisição da Gbnet
Corporation, fornecedora de soluções de banda larga, Internet e de dados
para a América Central, República Dominicana e México. De acordo com
Kappaz, a compra foi estratégica, uma vez que ela amplia, na região, a
oferta de capacidade de soluções terrestres, Wireless e de satélite. “Passamos
a ser um fornecedor completo na América Central”, salienta o CEO.
8
MÉXICO
PLANEJAMENTO
No Brasil, depois de muitas idas e vindas, a empresa também
finalizou a aquisição – em valores não revelados – da Vicom, provedora
de serviços de satélite e circuitos de fibra óptica em áreas
metropolitanas, e que fazia parte do grupo de TV a cabo Net, que teve
parte do capital adquirido pela gigante mexicana, Telmex. “Com a
Vicom criamos um portfólio único de produtos para o mercado
corporativo brasileiro e para os nossos clientes panregionais”, destaca
o CEO da Comsat International.
Hoje a Comsat possui a maior rede própria latino-americana,
composta por pontos terrestres e satelitais instalados no Brasil,
Argentina, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador,
Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Venezuela e
Estados Unidos. A provedora também atua por meio de links terrestres
e satelitais na Bolívia, Chile, Equador e Uruguai.
Com o foco de atuação no mercado corporativo, a Comsat não
hesita em afirmar que empresas como a AT&T, que recentemente
reformulou sua atuação na região, e a mexicana Telmex despontam
como suas principais concorrentes. Apesar disso, o executivo da
companhia assegura que não há planos de investir em telefonia móvel.
“Como não estamos no mercado residencial, também não há
necessidade de entrarmos no mundo celular. Construímos a maior
infovia da região latino-americana para atender o usuário
empresarial”, finaliza George Kappaz.
Aquém da expectativa
De acordo com a Associação Mexicana de
Internet (Amipci), pouco menos de 15 milhões de
habitantes têm acesso à Internet. A entidade previu
que, para o próximo ano, serão mais de 17 milhões
de pessoas que estarão conectadas à “superrodovia” de informação. Em uma pesquisa realizada
com 7.639 pessoas – 33% radicadas no Distrito
Federal, 14% no estado do México, 7% em Jalisco
e o resto em outras regiões – foi demonstrado que
53% dos usuários são homens, 47% são mulheres.
Desse universo, 47% têm entre 13 e 24 anos,
seguidos por pessoas entre 25 e 45 anos (42%) e
de mais de 45 anos de idade (11%).
Cabe mencionar que, de acordo com a
Secretaria de Comunicações e Transportes (SCT),
o número de telefones fixos e móveis passou de
5,4 milhões de linhas no ano de 2000 para 26,4
milhões em 2001. No final de 2004, a cifra
deverá chegar aos 53,3 milhões.
TRANSPORTE SUA REDE DE
BANDA LARGA SEM FIO PARA O FUTURO!
A tecnologia sem fio do futuro ultrapassa barreiras para alcançar um desempenho jamais atingido.
Essas soluções são baseadas em tecnologoias mais rápidas, mais confiáveis, mais seguras e oferecem
o melhor retorno do investimento. O sistema de Banda Larga sem fio - Canopy da Motorola oferece o
que há de mais avançado no mercado em tecnologia de conectividade de alta-velocidade, na faixa de
freqüência de 5,7 GHz. Extensão e expansão de redes sem fio mais rentáveis, com qualidade e
segurança. Instalação mais rápida e mais simples. O mundo de conectividade de banda larga sem fio
está no caminho do futuro. A Motorola está conduzindo esse caminho.
Para mais informação sobre como o sistema de banda larga sem fio Canopy da Motorola pode ajudar
vencer seus desafios, visite-nos: www.motorola.canopywireless.com/br
ou ligue 00 XX 1 800 795 1530 (ligação gratuita)
NOTÍCIAS
COLÔMBIA
ETB vai às compras
Telefonia IP: um
tema em debate
realizou o primeiro fórum público de Voz
sobre IP, com o qual deu o primeiro
passo para iniciar o processo de
regulamentação da tecnologia no país.
Participaram 180 representantes do
setor. Segundo María Paula Duque, viceministra de Comunicações, graças ao
fórum foi possível determinar que a
regulamentação atual das
telecomunicações ficou desatualizada
face às novas tecnologias e que, na hora
de propor normas, não se deve colocar
freios no desenvolvimento tecnológico
do setor nem impedir que os provedores
de tecnologia ofereçam plataformas
com base em tecnologia IP.
Os participantes debateram as
obrigações econômicas das operadoras
emergentes de VoIP, o que incluiria
compensações para as operadoras
tradicionais de longa distância. Dentro
das propostas, sobressaiu-se a
formulada pela Empresa de
Telecomunicações de Bogotá (ETB), que
sugeriu uma reforma regulatória para
que haja interconexão direta com as
operadoras de valor agregado. Desta
forma, as empresas de serviços de
VoIP poderiam retirar seu tráfego
internacional das operadoras que
tenham licença de longa distância.
A ETB disse que, para tanto, é
necessário regulamentar um novo
número de identificação para as
operadoras de VoIP.
A TeleGeography, instituição
que registra o tráfego de chamadas
por sistemas tradicionais e de IP,
indica que durante 1998 foram
transportados 150 milhões de
minutos através de redes IP. Em
2002, esta cifra chegou a 18
bilhões e, em 2003, passou dos 24
bilhões de minutos. Já a IDC disse
que as vendas de switches
chegaram a US$ 581 milhões em
2002 e que as projeções de vendas
para 2007 alcançam a cifra de
US$ 5,075 bilhões.
O presidente da Empresa de
Telecomunicações de Bogotá (ETB),
Rafael Orduz, confirmou o interesse
de adquirir os ativos da EDT,
operadora em processo de liquidação.
A intenção da carrier é comprar
ações da Barranquilla
Telecomunicaciones S.A. (Batelsa),
empresa mista de caráter nacional
constituída pelo Governo para
gerenciar o passivo da EDT (Empresa
Distrital de Telecomunicaciones).
Segundo a superintendente de
Serviços Públicos do País, Eva Maria
Tobán, a Batelsa foi a melhor
iniciativa para solucionar a questão
da falência da EDT, uma vez que
através dela será possível maximizar
os recursos para criar um fundo de
pensão e cumprir os pagamentos aos
credores da operadora. A partir da
Batelsa, complementa a executiva,
também poderá acontecer o leilão
dos ativos da operadora.
A Baltesa assinou um contrato
de infra-estrutura com a EDT e
pagou antecipadamente o
arrendamento no valor de 42
bilhões de pesos, o equivalente
aos recursos de que a extinta
empresa necessitava para pagar
aos 526 funcionários.
AMÉRICA LATINA
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
Telefónica Services sela acordo com Singapore Telecom
10
A Telefónica International Wholesale Services e a
Singapore Telecom celebraram um acordo pelo qual a gigante
espanhola fornecerá para a carrier conexões em seus circuitos
localizados em Nova Iorque. O acordo permitirá a Singapore
Telecom criar redes virtuais em toda a América Latina,
aumentando assim sua cobertura geográfica.
A iniciativa representa a conversão da linha de negócios
do Grupo em provedor de referência para a Europa e a
América Latina. Inicialmente, a Singapore Telecom
contratará serviços de Frame Relay e ATM para redes
virtuais com terminação nos países onde a Telefónica
Wholesale tem infra-estrutura implementada. Mais adiante,
o acordo prevê aumentar o número de conexões,
incorporando também os serviços IP MPLS.
A Singapore Telecom, operadora internacional de
telecomunicações, possui participações em operadoras na
Austrália, Filipinas, Indonésia e Tailândia. A primeira
operadora móvel da Índia, através da sua filial Bharti Group,
está conectada à rede da Telefónica Wholesale em Londres,
de onde distribui serviços de dados por toda a Europa.
NÃO PERCA O
25 a 28
de Outubro
O diário oficial da Futurecom
Reserve seu espaço
Posições Premium
limitadas
Frecuencia
Latinoamérica
PERFIL
Grande
FAMÍLIA
Nos últimos 11 anos a carreira profissional do engenheiro eletrônico
Carlos Carnevali tem se confundido com a história da Cisco Systems,
fabricante norte-americana que nasceu, cresceu e conquistou, num
curto espaço de tempo, um lugar entre os líderes do setor de
tecnologia. Nessa trajetória, Carnevali foi o timoneiro da fabricante
na América do Sul. Dono de um estilo arrojado de atuar e fiel a
origem italiana, em entrevista exclusiva à Frecuencia Latinoamérica,
o executivo antecipa o que planeja para 2005: construir uma única
unidade, sem sotaques e sem fronteiras, na AL
Ana Paula Lobo
Especialistas afirmam que a Cisco considera as tecnologias
Wi-Fi e WiMAX como concorrentes às desenvolvidas pela fabricante. É essa a principal razão de a Cisco não estar entre os
integrantes do WiMAX Fórum?
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
Mobilidade é uma estratégia significativa, mas para nós
ela é uma solução, uma aplicação. Há um grande envolvimento
nosso com a comunicação sem fio. No Chile, por exemplo,
uma das maiores vinícolas do País, a Concho y Toro, adotou
uma solução Wireless em toda a extensão da área de produção. A missão da Cisco na mobilidade é assegurar que as
informações trafeguem e com segurança em rede.
12
segurança requisitadas pelos usuários. Esses são itens
cruciais na estratégia da Cisco. O que transforma o negócio
é a aplicação. Mobilidade é um componente importante,
mas não é o único. Ela não deve ser vista como a pedra
filosofal. A inteligência está na integração da solução de
redes. Está acima da questão infra-estrutura. Não interessa se essa integração acontece via WiMAX, Wireless, fio de
cobre ou que mais possa vir a ser utilizado, mas o meio não
é único, nem excludente.
O senhor não respondeu sobre a ausência da fabricante no WiMAX
Forum. A Cisco está fora do movimento porque considera a tecnologia WiMAX concorrente?
No último ano, o senhor dividiu o comando da unidade brasileira
com os negócios na América do Sul. Agora, nomeou Rafael
Steinhauser para a presidência da subsidiária nacional, e assume,
em tempo integral, o comando dos negócios na região. Quais as
razões para essa mudança de estratégia?
A palavra concorrente é muito forte. WiMAX, na minha
visão pessoal, é mais uma tecnologia que a Cisco incorpora
nos seus produtos para permitir a comunicação sem fio.
Haverá aplicações para WiMAX, como haverá também para
outras soluções, sejam elas quais forem. O mais importante é cuidar que as aplicações mantenham a integridade e a
O mercado brasileiro está muito maduro e pronto para
usufruir o melhor que a tecnologia Cisco pode oferecer para
ajudar na busca incessante das corporações por maior produtividade e rentabilidade. Passo a atuar no Brasil como um
parceiro estratégico da gestão de negócios. No último ano,
criei uma equipe que é capaz de vender, implementar, insta-
PERFIL
mente pequeno, se comparado a outros da região. Mas há
um grande esforço do governo e das empresas privadas de
inovarem em tecnologia. Na Colômbia, o potencial é grande.
Se as ações em prol da estabilidade política forem mantidas,
as oportunidades de negócios ressurgem.
O senhor diria que a América Latina perdeu espaço para outros
países emergentes em investimentos dedicados à tecnologia?
Infelizmente sim. Mas como sou um otimista por natureza, diria que é possível reverter o processo, principalmente
em relação à Índia e demais países ligados ao desenvolvimento de software. O latino-americano tem um dom que poucos
no mundo têm: criatividade. Competência para lidar com dificuldades não nos falta. Essa é uma característica própria de
quem enfrenta tantas mudanças e ciclos nas áreas política,
econômica e social. Um dos meus desafios pessoais é formar
profissionais de alta qualidade na região. No Brasil, a iniciativa batizada de Cisco Academy já capacitou mais de 7.500 especialistas.
Vamos levar o modelo para todos os
países da região. Inovação tecnológica não está no hardware, mas no
software e na inteligência.
“Meu sonho é fazer com que a
região da América do Sul
funcione como uma única
subsidiária. Uma grande família,
sem sotaques e sem fronteiras,
capaz de trocar as melhores
experiências para crescer”
Quais são os países aos quais o senhor dedicará maior atenção?
Brasil e Chile caminham de forma segura. O Chile impressiona. Sem dúvida nenhuma é a “Suíça” latino-americana.
Há estabilidade financeira e de negócios. No Brasil, os rumos
também são bons. As empresas voltaram a investir e é o maior
mercado da região. A Argentina tem um futuro interessante,
apesar de ainda ser cedo para afirmar que a crise acabou. Há
muito por fazer naquele País. E o IP, que é uma das maiores
fontes de receita da Cisco, cresce de forma significativa. Respondendo de forma mais objetiva a pergunta, diria que dois
países me atraem muito: Peru e Colômbia. O Peru é uma
excelente oportunidade, mesmo sendo um mercado relativa-
Há onze anos, cada vez que vou
a uma reunião com o John Chambers (CEO e fundador da
Cisco), ele me questiona: “Carlos, e agora?” Nos últimos
tempos, tive dificuldades para responder. Mas agora não.
Fui direto ao ponto. Meu sonho é trabalhar para que a
região que comando atue como uma grande família. Sei
que há dificuldades a serem superadas. São culturas diferentes, mas uma família, no dia-a-dia, também não é assim? Trocar as melhores práticas e experiências de cada
País é um desafio que me imponho.
O senhor pode ser considerado uma exceção à regra no mundo dos
executivos. São 11 anos à frente de uma única empresa. Qual é o
segredo dessa estabilidade?
Sou movido a superar limites e a Cisco foi e ainda é um
desafio na minha vida. Talvez essa seja a razão de estar na
empresa há tanto tempo. É claro que também tenho cumprido as metas estabelecidas, mas fomentar uma empresa desde a origem é uma experiência significativa no ponto de vista
profissional e pessoal. Quero muito mais do que já fiz.
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
lar, manter e cuidar das redes.
Quero agora levar essa experiência para os países sob a minha responsabilidade. Vale
lembrar que a Cisco divide a América Latina. Comando da
Colômbia para baixo. A Venezuela já integra a área das Américas e Caribe. Uma das minhas missões será aperfeiçoar o modelo de vendas indiretas nesses países. Montar uma rede de
parceiros e aglutinar esforços em torno dos produtos da Cisco.
A Cisco inicia um novo ano fiscal (julho de
2004/ julho 2005). No último, a região cresceu 37%, enquanto nas demais áreas, a
média ficou em 16%. Gostaria de saber
qual é a meta estabelecida para a área?
13
ESPECIAL
Ana Paula Lobo e Graça Sermoud
Centro das
Na mobilidade, a América Latina não é coadjuvante. Ao contrário,
é peça-chave para o futuro do Wireless e é onde os players
reconhecem muitas oportunidades de negócios e de crescimento.
Essa é uma das constatações da mesa-redonda patrocinada pela
Frecuencia Latinoamérica, que reuniu um seleto time de
executivos responsáveis pelos negócios na região.
O debate deixou claro que a AL está bem próxima de conquistar
um papel crucial na discussão sobre o uso da tecnologia sem fio
no mundo. Basta apenas que haja uma coesão maior das ações
entre os países. Na arena dos fornecedores, temas como
padronização e interoperabilidade também foram considerados
essenciais para agilizar os negócios Wireless
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
Participaram da mesa-redonda, da esquerda para a direita, Thomas Labart, diretor
de Marketing de Aplicações Móveis da Alcatel, Cyro Diehl, vice-Presidente de canais
da Oracle, Joeval Martins, diretor da Área Canopy da Motorola, Ronaldo Miranda,
diretor de Marketing da Intel, Luiz Antonio Oliveira, Presidente da RFS Brasil,
Roberto Freire, gerente de Soluções Móveis da Lucent e Yuri Sanches,
diretor de Redes Móveis para o Mercosul da Siemens.
14
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
ESPECIAL
ATENÇÕES
ESPECIAL
CYRO DIEHL, ORACLE – A infra-estrutura que os provedores móveis fornecem está um passo adiante
em relação às aplicações. Na verdade, acho que
demandamos acesso remoto mais que Wireless. Percebo que o desenvolvimento e a disponibilidade
de aplicativos para acesso remoto e Wireless ainda
são incipientes. Dentro do que é possível, estou
satisfeito com a performance e com a capacidade
da infra-estrutura estabelecida. Minha frustração
está em não ter todos os aplicativos que gostaria
em um dispositivo móvel. Faltam aplicações práticas, e essa sensação é frustrante.
FRECUENCIA – O que é mobilidade hoje na região? Como o
mercado absorve o modelo de negócios relativos à comunicação móvel? Qual é o mercado consumidor existente?
ROBERTO FREIRE, LUCENT TECHNOLOGIES – Numa região marcada pela diversidade, fazer um retrato é
difícil, mas é fato que as operadoras ainda buscam oferecer voz com baixo custo. São relevantes
os investimentos nesse segmento e essa característica ainda é muito marcante. Com relação aos serviços de dados, diria que o crescimento é pequeno, mas gradual, porque as operadoras estão em
pleno processo de definição de tecnologia. É hora
de migrar e de apostar no futuro. Essa mudança
vai gerar uma corrida entre as operadoras interessadas em fomentar novos negócios sejam quais forem às tecnologias escolhidas.
FRECUENCIA – Como determinar quais aplicações serão fundamentais para o usuário na mobilidade?
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
FREIRE – O que leva um cliente a adotar uma solução são as facilidades que ela oferece. Isso vale para
os ambientes corporativo e residencial. Ela tem que
agregar valor e simplificar a vida das pessoas. No
caso da mobilidade, uma das características de sucesso é poder replicar os aplicativos do escritório
em qualquer outro ecossistema. É uma vantagem
que começa a atrair a atenção do usuário.
16
LUIZ OLIVEIRA, DA RFS BRASIL – A pressão de mercado
é que vai determinar este movimento. O cliente sabe
o que quer porque há competição. Na verdade, a
América Latina virou um laboratório dos grandes laboratórios. Esse papel levanta uma questão ainda sem
resposta: o usuário quer trocar um sistema de tarifação, no qual ele é taxado por geografia e por tempo,
por algo diferente? O assinante não quer mais saber
de roaming pago, de tarifa diferenciada por distância etc. E sabe por que isso acontece? Porque a tecnologia ensinou a teoria dos sabores. Os nossos filhos
utilizam computadores e fazem ligação interurbana
de graça. Eles usam sistemas disponíveis na Internet
de forma gratuita. A questão crucial é: quem vai pagar essa conta? É líquido e certo que alguém vai assumir esse custo. Por isso digo que somos como um
grande laboratório internacional. Somos o penúltimo
mercado presente no mundo. Depois de nós, só tem
a África. E o mundo acabou.
"A mobilidade é
uma ferramenta
crucial de
inclusão, mas ela
não pode estar
ligada apenas a
uma iniciativa da
indústria.
Todos os setores
produtivos têm de
participar. Sem
isso, não haverá
redução da
exclusão digital
e social"
Roberto Freire, Lucent
Techonologies
’’
JOEVAL MARTINS, MOTOROLA – O usuário busca um
momento mágico. Na nossa reunião estou conectado via Wireless, a uma velocidade de 230 Kbps,
o que me deixa satisfeito. O que tem de ser levado
em conta é o jargão: “quer pagar quanto?” Gosto
de comparar o momento atual com a nossa experiência com o telefone celular analógico. Hoje ele é
jurássico, mas já foi algo intangível. Há dez anos,
cheguei a vender um terminal por US$ 10 mil.
Vieram outras tecnologias como o TDMA, CDMA e
GSM. Como o tempo não pára, as mudanças ocorreram, mas as tecnologias ficaram sem costuras.
Não importa onde estejamos, se no trabalho, em
casa ou em qualquer lugar, o importante é que a
tecnologia funcione sem costura.
RONALDO MIRANDA, INTEL – Concordo com esta visão,
mas não podemos deixar passar que há uma grande
dificuldade em fazer esta costura. Sou um usuário
de tecnologia e tenho dificuldades óbvias para costurar serviços. Passei dois dias num hospital em São
Paulo e não pude me conectar porque os sistemas
não se falavam. É preciso derrubar uma rede para
entrar em outra. E na maior parte das vezes que isso
acontece, não funciona. Tinha todas as ferramentas
disponíveis, mas não tinha infra-estrutura e acesso.
As redes não se comunicam e fiquei sem o serviço.
THOMAS LABART, ALCATEL – claramente o mercado
está tentando se consolidar na área de aplicativos
para compensar essa demanda e aproveitar o crescimento de usuários. O desafio é a convergência
de serviços e de aplicativos, independentemente
da tecnologia de acesso utilizada. É preciso que
esta convergência seja amigável para o usuário,
tendo ou não experiência em tecnologia.
Messaging
2 0 0 4
20th - 21st October 2004
Pestana Rio Atlântica - Rio de Janeiro, Brazil
CHILE • ARGENTINA • PERU • BOLIVIA • PARAGUAY • BRAZIL
Strategies to Create and Commercialize
Messaging Services, & Revenue Maximization
Focused on
arket
M
e
n
o
C
n
Souther
9
9
International Presentation
✔ Analyzing the Current Southern Cone
Messaging Market
✔ Market Trends in the SMS Commercialization
✔ New Generation of Messaging Services
✔ Pricing Strategies & Stimulate SMS-MMS uptake
✔ Case Study on Successful Transition from
SMS to MMS
✔ Developing & Creating Innovative Content to
Revenue Optimization
✔ Generating Revenue thought MMS-SMS TV
ENTEL PCS, CHILE
OI, BRAZIL
TELECOM PERSONAL, PARAGUAY
MOVICOM BELLSOUTH, ARGENTINA
TELEFÓNICA MÓVILES, PERU
TIM BRASIL, BRAZIL
TELEFONICA MÓVIL DE CHILE, CHILE
TELECEL BOLÍVIA, BOLIVIA
TELEFÓNICA UNIFÓN, ARGENTINA
4 Discussion Panels
Analysing the Current Southern
Cone Messaging Market
Contact Us Today!
Phone: 55 11 3017 6888 - Fax: 55 11 30
Pho
017
7 6 91 9
E--mail:: telleco
om@ib
bcbra
asil.ccom.br
Website
te:: www.ib
w. bcbrasiil.co
om.b
br/m
messsaging
gbr
Organized by:
Case Studies
Part of:
Managing Technical Challenges to
Messaging Services Implementation
Media Partners:
ESPECIAL
FRECUENCIA – A colocação do Luiz Oliveira de que
somos um “laboratório dos laboratórios” é extremamente interessante. A AL é realmente uma área chave
para os negócios ligados à mobilidade?
MARTINS, DA MOTOROLA – É claro que ainda há
muito por fazer. Mas se conseguirmos aplicativos e
dispositivos que permitam enxergar essa “costura”
de infra-estruturas, teremos em pouco tempo, na
mobilidade, a mesma facilidade que hoje encontramos na tecnologia DSL fixa, que é absolutamente
amigável. Tenho convicção de que a mobilidade
chegará no mais alto nível de amizade entre homem e máquina. Os ícones estão cada vez mais
simples e é fácil navegar na telefonia móvel.
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
YURI SANCHES, SIEMENS – É interessante o fenômeno que estamos presenciando na região. Essa
explosão móvel está muito acima de qualquer plano de crescimento. E sabe por quê? A mobilidade
é própria do ser humano. Quero falar com você e
não com a sua casa. Quero falar com você, onde
você estiver. O que presenciamos é uma junção de
vários fatores. O primeiro é o da comunicação,
natural ao ser humano. Segundo, a competição.
Ela é muito saudável, não apenas para as operadoras, mas para os mercados de tecnologia de celulares, de acesso Wireless, entre outros.
18
OLIVEIRA, RFS BRASIL – A Argentina é um exemplo
perfeito para esse retrato do mercado. O que aconteceu lá foi efeito da competição. Em setembro
do ano passado não sabíamos o que iria acontecer naquele País. Estava tudo parado. Então desembarca um furacão mexicano chamado Telmex
e faz com que o mercado de telecom tome um
rumo fora de qualquer planejamento. Os investimentos dos mexicanos fizeram com que os demais concorrentes antecipassem aportes para não
perder posições. A competição fez o usuário descobrir os sabores e empurrou o setor para frente.
Uma idéia disso é a própria discussão regulatória.
Quem determina as regras é o mercado. O usuário exige portabilidade, não admite pagar roaming,
não quer fronteiras. Então, discutem-se modelos
para atender essas reivindicações.
FRECUENCIA – Quais modelos estão disponíveis para
atender o consumidor de hoje?
DIEHL – Como usuário não sei dizer porque não
tenho condições de acessar minha caixa postal
quando estou em outro País, usando qualquer uma
das tecnologias existentes no mercado. Não quero
parecer pessimista. Não acesso minha caixa postal, mas consigo falar, receber e executar chamadas. Isso é uma inovação. Mas se qualquer pessoa
tenta me localizar numa emergência, não tenho
ferramentas para ser informado imediatamente por
meio da telefonia celular convencional.
“A infra-estrutura
está um passo
adiante em relação
às aplicações.
Faltam aplicativos
práticos na
comunicação
móvel. E essa
sensação é
frustrante"
’’
Cyro Diehl, Oracle
“A mobilidade é
própria do ser
humano. Quero
falar com você e
não com a sua
casa. A explosão
móvel é resultado
dessa constatação.
Ela é irreversível"
Yuri Sanches, Siemens
OLIVEIRA – Se uma provedora oferecer a você acesso a caixa postal em qualquer outro País, você não
troca de operador imediatamente?
DIEHL, ORACLE – É claro. Fizemos isso na Oracle.
Compramos o serviço de uma provedora (Nextel)
que nos permite falar na Argentina, no Peru e no
Brasil via rádio. É um conforto e um meio de comunicação mais ágil.
MIRANDA, INTEL – o grande problema hoje é que para
acessar serviços de ponta temos que andar com vários dispositivos, como notebook, celular e Nextel.
MARTINS, MOTOROLA – precisamos olhar para o passado, para viver o presente e visualizar o futuro.
Temos que carregar um monte de dispositivos, mas
amanhã não será mais assim. Vivemos uma era de
transformação digital. Quando, há algum tempo,
consegui falar com o meu TDMA no México, foi
uma sensação maravilhosa. Hoje tenho roaming
GSM e Nextel. Falta ainda buscar um dispositivo
que reúna todas as facilidades, mas as ações em
busca disso estão andando. É só lembrarmos que
as operadoras móveis começam a oferecer o PTT
(Push to Talk ou aperte para falar). Isso significa
que a Nextel vai morrer? É claro que não. Os usuários vão ganhar mais facilidade e competidores.
SANCHES – o PTT será uma facilidade de conexão
rápida e não terá interesse apenas para o mercado
corporativo. Ele será uma aplicação revolucionária que
vai mudar o conceito de mobilidade. O Ronaldo citou
uma questão importante, que gostaria retomar. Ele,
que é um executivo que lida com tecnologia, não
conseguiu usá-la num hospital. Esse é um problema
evidente de padronização e de escala. Temos vários
padrões que não vão se falar. É uma preocupação
ESPECIAL
que cabe a nós divulgar e assumir nossa responsabilidade. A comunicação na infra-estrutura tem que
ser transparente para o usuário.
as operadoras começavam a migrar para o GSM ou
CDMA, mas comprando infra-estruturas com preços inferiores aos que foram pagos pelas operadoras européias. Na América Latina, a infra-estrutura Wireless chega a um custo bem menor do que
no resto do mundo. Aliás, esse processo também
acontece na China. É uma vantagem. As tecnologias chegaram mais maduras na região e estão aptas para atender melhor a demanda do mercado.
FRECUENCIA – Estamos falando de mobilidade numa
região onde as instabilidades econômicas, políticas e
sociais acontecem e a grande massa usuária tem baixo
poder aquisitivo. Até que ponto a mobilidade pode vir a
representar, de fato, um salto qualitativo no processo
da inclusão digital e social?
OLIVEIRA, RFS – Quem não acreditar que Wireless é
ferramenta de inclusão e desenvolvimento de novos
negócios na região estará cometendo um erro. Um
exemplo: o mercado mexicano, que é o segundo
maior da AL, tem a pior densidade da região. É um
tremendo mercado para se trabalhar. O Brasil, em
agosto, atingiu a quinta posição mundial em população celular (57 milhões) e ainda é a 29ª posição
de teledensidade mundial. Na região, com exceção
do Chile, todos os outros países têm patamares de
teledensidade inferiores a 25%. No primeiro mundo, essa média é de 50%. É matemático. O desenvolvimento virá pela inclusão e pela mobilidade.
FRECUENCIA – O que determinará de fato essa pressão
por novos serviços?
LABART, ALCATEL – Há quatro anos tínhamos um
mercado Wireless de TDMA. Na Europa, na mesma época, houve o movimento de investimentos
bilionários em direção à Terceira Geração. Na AL,
DIEHL – Concordo plenamente que o acesso à mobilidade foi mais barato. Mas é bom frisar que ao
falarmos de inclusão, estamos lembrando, infelizmente, de uma população que ainda ficará um
bom tempo sem acesso aos serviços. O preço pesa
e muito no interior de uma cidade brasileira, colombiana ou equatoriana, onde há questões mais
essenciais para serem resolvidas.
"Vivemos uma
era de
transformação
digital. Hoje,
temos que
carregar vários
dispositivos, mas
amanhã não será
mais assim. É
esse momento
mágico que o
assinante busca"
Joeval Martins,
Motorola
’’
SANCHES – Precisamos ressaltar que a tecnologia
está caminhando na direção dessa classe excluída. Nos países onde houve um aumento do consumo da telefonia celular, ele aconteceu porque o
sistema pré-pago trouxe novos clientes, que estavam excluídos da comunicação. Não tinham linha
fixa e agora têm celulares e são os responsáveis
pelos números fortes do setor. Rentabilidade é um
outro fator. A verdade é que há competição, e grande, entre as operadoras e provedores para atender
esse público. Sou da Siemens e sei que se não
fizermos um excelente trabalho, na próxima licitação a operadora que comprou conosco buscará
outro fornecedor. Essa é a máxima do mercado.
MIRANDA – Concordo. Mas não podemos perder o
olhar crítico. Tem muita gente sem falar e sem acesso
à comunicação na América Latina. E nesse ponto é
que a indústria tem que trabalhar em conjunto.
OLIVEIRA – As ansiedades de uma criança, seja ela
brasileira, colombiana, venezuelana ou Argentina,
serão as mesmas, sendo ela do interior ou de uma
cidade grande e de maior poder aquisitivo. As pressões vão vir dessa geração, que exigirá a inclusão
sócio-tecnológica. E ela só virá pela mobilidade.
Pela comunicação sem fio.
FREIRE – Há ainda muita área para ser coberta,
com toda certeza. É preciso haver uma mobiliza-
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
MIRANDA, INTEL – Mobilidade não é só celular. Sem
dúvida vamos evoluir para a convergência. IP e mobilidade são o futuro, são as ferramentas que transformarão a tecnologia num instrumento de inclusão social e digital. Levar banda larga para regiões
remotas, independente da tecnologia adotada, a
um custo acessível, permitirá que os países da região tenham a chance de reduzir o número de excluídos. Inclusão passa por Wireless porque colocar fibra e cabo é impensável na economia de hoje.
Só que não temos idéia de que dispositivos estamos falando quando assumimos que a convergência virá. A Intel tem sido uma defensora do WiMAX, mas se não houver a padronização, não adiantará nada. Tecnologias em excesso, que não se
falam, são improdutivas e não trazem resultados.
19
ESPECIAL
ção que não é só da indústria. Exige maior presença de todos os setores de desenvolvimento. Sem
isso, não haverá inclusão.
FRECUENCIA – A constatação de que a mobilidade é o
caminho já ficou clara neste debate. Mas como tornar
teoria em prática num momento em que se vê a consolidação do mercado?
MIRANDA – Há de se ressaltar que o movimento
que estamos vivendo é de uma cobertura geográfica de voz. Na Europa, tudo está coberto.
SANCHES – Discordo. Há saltos tecnológicos importantes sendo dados. A defasagem em relação
ao primeiro mundo nos trouxe a vantagem de implementar infra-estruturas preparadas e mais
ágeis. As redes GSM são GPRS e estão preparadas para o EDGE. Isso é o que há de mais moderno na 2,5 G. Na Europa, as operadoras tiveram
que mudar infra-estrutura. Aqui não. E não apenas no GSM. No CDMA, o movimento é semelhante. Vivemos um momento significativo. Há
tecnologia de ponta em uso.
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
OLIVEIRA – Exatamente. Nos Estados Unidos, ainda temos que pedir para uma operadora nos dar
roaming. Aqui na América Latina, isso é automático. É um salto tecnológico significativo. As nossas
redes estão mais atualizadas.
20
MARTINS – Peço licença para retomar a dois temas: padronização e escala. A indústria tem que
estar à frente desse movimento. Fizemos um teste
em Sobral, a 500 Km de Fortaleza, capital do Ceará, no nordeste brasileiro. Com equipamentos sem
fio, montamos uma intranet na prefeitura da cidade. Levamos serviços de inclusão social e digital.
Replicamos esse serviço em Morenos, uma cidade
a 140 Km de Buenos Aires, na Argentina, e vamos
ampliar a iniciativa para outros países. O desafio é
identificar a modelagem ideal de negócios para
todos os envolvidos. Volto a Sobral, no interior do
Brasil. As operadoras tradicionais, mesmo com os
planos de meta de qualidade, não atendem bem a
essa população. Preço é importante, mas é sensível a escala e padronização. Se houver quem compre, haverá regulamentação e muitos fabricantes
vão se movimentar para atender essa demanda.
Inclusão digital e social depende de um movimento da indústria, sim, mas tem que haver apoio. O
dono da empresa que representamos quer vender
serviços e ganhar dinheiro. Para isso é preciso haver regulamentação e padronização.
“Passei dois dias
num hospital em
São Paulo e não
pude me conectar
porque os
sistemas não se
falavam. É
preciso derrubar
uma rede para
entrar em outra"
’’
"Os serviços
convergentes são
o futuro. Wireless
é a tecnologia
que mais cresce e
a região tem de
aproveitar. Há
potencial e
necessidade de
investir"
Thomas Labart, Alcatel
MIRANDA – Regulamentação é fundamental. Se um
pequeno provedor tiver a chance de prestar serviços nas cidades onde não há o interesse dos grandes, poderemos fomentar novos negócios com tecnologias sem fio. Quando começamos a falar sobre
Wi-Fi e WiMAX, as operadoras não queriam conversar. Hoje tentam entender como é possível usálas em complemento às suas infra-estruturas.
OLIVEIRA – Os reguladores estão esperando o que
vai acontecer. No caso de voz sobre IP, por exemplo, é o que ocorre. É um movimento inexorável.
Os operadores de telefonia fixa vão ficar quietos
vendo esse movimento? Duvido. Wi-Fi é assim também. Quantos hotspots foram implementados sem
qualquer tipo de preocupação do regulatório, mas
que agora começam a atrair a atenção?
FRECUENCIA – O órgão regulador norte-americano (FCC)
já revela uma preocupação clara com o excesso de
provedores e com a poluição do espectro...
OLIVEIRA – Retorno ao tema voz sobre IP. O que
fez o FCC? Disse que voz sobre IP não é um serviço de telecomunicações e isentou-se. Mas agora
há um debate grande em torno da tecnologia. Há
um movimento regulatório novo no mundo. Na
Europa, há uma decisão de criar uma política para
os 29 países da comunidade. Isso significa o quê?
Que haverá três modelos: o americano, o europeu
e o latino-americano. Há alguns anos, o Brasil seguia o modelo norte-americano. Hoje, não é assim.
Peguemos a TV Digital. Já houve a decisão, concordemos ou não, de que haverá um padrão brasileiro mundial na disputa pela tecnologia.
FRECUENCIA – Qual é o papel que cabe à América
Latina nesse cenário de blocos fortes que se desenha?
Como lidar com a falta de coesão da região?
SANCHES – Pode parecer estranho, mas estamos
no topo, principalmente no que se refere ao GSM,
porque toda a rede montada na tecnologia é GPRS/
EDGE. Há condições de oferecermos serviços e
ESPECIAL
SANCHES – Os reguladores terão um papel fundamental para disseminar a mobilidade como ferramenta de inclusão na região. Mas a voz ainda é a
grande aplicação das operadoras e permanecerá
assim por um longo tempo. Serviços de dados são
o futuro e crescerão de acordo com os desejos do
consumidor. As operadoras sabem do papel que
cabe ao mundo de dados na sua receita e investem muito para atualizar as infra-estruturas.
aplicações de última geração à frente de muitos
países. Muitas aplicações e serviços desenvolvidos na região já são exportados. Com relação a
atuarmos em bloco, o mercado determina isso. A
Telmex exige uma ação integrada. Assim como toda
e qualquer outra operadora que tem planos na
região. Manaus não é fábrica mundial da Siemens
sem motivos. A AL é vista pela corporação como o
único mercado com chances de crescer. Teledensidade é a maior prova disso. Qualquer US$ 10
que se baixe na composição final do preço significa a inserção de milhares de novos assinantes.
Que fique claro: indústria, governo, municípios,
Estados e regulatório terão que sentar à mesa e
encontrar saídas conjuntas.
FRECUENCIA – Temas significativos foram debatidos
nessa mesa-redonda e o que percebemos é que há
muito para discutir em outras rodadas, mas agora, é o
momento de entrarmos nas considerações finais...
MARTINS – No mundo banda larga sem fio há
uma grande movimentação. No broadband, há
um movimento importante da indústria para alimentar e atender os que podemos chamar de
“sem acesso rápido” de forma eficiente, mais
barata e democrática. Todos os fornecedores presentes desenvolvem tecnologia de alta qualidade
e sofrem pressão das operadoras para reduzir
custos. É um exercício diário. Teremos um novo
boom quando diminuirmos o tempo de inclusão,
de implantação e o preço de acesso. Essa combinação será fundamental para acelerar o processo de inclusão social e digital.
DIEHL – Regulatório como um bloco é crítico para
o sucesso na região. Sem isso haverá muito debate e pouca ação. Usuários esperam aplicações
para atender suas necessidades. Temos muito
trabalho pela frente. É óbvio que mobilidade é o
presente e é o futuro.
"A AL virou um
laboratório dos
grandes
laboratórios. O
cliente sabe o
que quer porque
há competição. O
assinante não
quer mais saber
de tarifa
diferenciada por
distância. A
questão crucial
é: quem vai
pagar essa
conta? Alguém
vai assumir esse
custo"
’’
RFS Brasil
LABART – Os serviços convergentes são o futuro.
Acreditamos muito no potencial da AL para fomentar os aplicativos móveis. Wireless é a tecnologia que mais cresce e o momento da região é
significativo. Há potencial, há vontade e há necessidade de investir. Que os gestores da região
saibam aproveitar esse bom momento.
MIRANDA – O latino-americano tem uma característica importante, que é adotar novas tecnologias
de forma muito mais rápida que outros países.
Estar aqui foi importante, porque percebi uma
unidade em torno de dois temas fundamentais
para a mobilidade deixar de ser vista como uma
promessa: padronização e interoperabilidade. Tecnologia é o que menos importa. Todas têm espaço. O que vale é a oferta de serviços.
OLIVEIRA – as divergências culturais do povo latino são um retrato da região, mas há pontos
comuns interessantes: somos consumistas por
natureza e adaptáveis às mudanças, apesar de
todas as instabilidades. Acredito que teremos
que celebrar um casamento entre provedores
de tecnologia, sociedade, governo e órgãos reguladores. Gostemos ou não, o mundo está se
organizando por blocos. E teremos que ser um
bloco forte e unido. É a chance de ganharmos
presença mundial.
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
MIRANDA – Exatamente. Temos que encontrar fórmulas que fomentem o desenvolvimento de pequenos players, que tenham como prioridade prestar
serviços em cidades de menor porte. Só que as
regras têm de ser claras para que depois não haja
o abandono das áreas do interior em detrimento
de cidades maiores.
FREIRE – O futuro é o IP. É a tecnologia que irá
aparar todas as arestas existentes atualmente na
questão de padronização. Com relação à AL, sempre falamos de nossas dificuldades, mas temos
qualidades importantes a serem destacadas. Na
Lucent, o centro de desenvolvimento nacional conquistou respeito mundial. Vocação para sermos
fortes, principalmente em aplicações, existe. O
importante é incentivar.
21
ARTIGO
Locomotiva de
O setor móvel
peruano possui cerca
de 4 milhões de
aparelhos celulares
contra 1,9 milhão de
linhas fixas em serviço,
com projeção de
acentuar o crescimento
nos próximos anos
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
Paul Troncoso
22
Nos últimos anos, o mercado peruano de telefonia móvel apresenta um grau
de desenvolvimento mais ágil e eficiente
do que o da telefonia fixa. Em junho de
2004, existiam 3,4 milhões de telefones
móveis, em comparação a 1,9 milhão de
linhas fixas em serviço. E sem dúvida nenhuma, essa tendência ficará ainda mais
acentuada, nos próximos anos.
Mais de seis meses já se passaram
desde o anúncio formal da aquisição da
BellSouth pela Telefónica Móviles (08
de março). Só que, até agora, a venda
não foi ratificada pelo Ministério dos
Transportes e Comunicações do Peru
(MTC). No entanto, na prática, já é real
a supremacia da Telefónica Móviles
(TM), com 75% do mercado, deixando
a TIM com 20% e a Nextel com 5%.
É relevante mencionar que o mercado móvel peruano contava, em junho
de 2004, com uma densidade telefônica de 12,4%, muito baixa para os padrões mundiais. Isso representa uma
oportunidade excelente para motivar as
operadoras móveis estabelecidas e às
que ainda possam enxergar novos mer-
NEGÓCIOS
cados que busquem investir no País.
Tanto a Telefónica Móviles quanto a TIM
têm orientado seus objetivos para as classes C e D da população, desenvolvendo planos específicos para incrementar
a modalidade pré-paga.
EQUIVALÊNCIA
No Peru, a modalidade pré-paga com 78,6% de participação e 2,6 milhões de linhas - continua na liderança,
em relação ao pós-pago. A Nextel, que
desde o início baseou a estratégia de crescimento no setor corporativo, já direciona
o alvo para o setor de microempresas.
Outro fator importante, que ajudará a
rança, entretenimento, informação e
negócios. De igual relevância é o fato
de o MTC do Peru ter concedido, no
final de julho, à Pro-Inversión, autorização para buscar uma nova concessionária para a quarta banda de telefonia móvel do País, contribuindo para o
fortalecimento da concorrência.
O aspecto tarifário é uma variável
positiva tão incisiva no rápido crescimento do mercado de telefonia móvel,
que, em alguns segmentos, tem sido
substituto perfeito da telefonia fixa. Em
julho, o órgão regulador exigiu uma redução da tarifa fixo-móvel.
A evolução para a terceira geração
de celulares representará a mudança
conceitual do uso do telefone móvel com
o surgimento dos serviços de valor agregado
em variados segmentos da economia
promover maior crescimento do mercado
móvel, é a evolução tecnológica,ou seja,
a implementação da terceira geração de
celulares (3G). Nesse sentido, a Telefónica Móviles e a TIM têm apostado na
adoção dessa nova plataforma.
A estratégia possibilitará o uso dos
telefones móveis para vários serviços de
valor agregado, como vídeo, MP3, jogos eletrônicos, e outros, além de voz.
Com isso, estaremos a um passo da mudança conceitual do uso do telefone
móvel, que permitirá seu uso em todo
tipo de transações: pagamentos, segu-
Uma melhor alternativa, porém,
seria migrar o atual modelo de tarifas
supervisionadas da telefonia móvel para
o de tarifas reguladas (semelhante ao
da telefonia fixa), no qual, a Osiptel,
além de estabelecer um teto para a taxa
de interconexão, poderia também fixar
um patamar igual de tarifa para todas
as operadoras móveis.
Paul Troncosoo é consultor-associado
especialista em telecomunicações e
docente universitário
[email protected]
TECNOLOGIA
Cabo de
GUERRA
O crescimento da oferta de serviços de dados
na América Latina alimenta a rivalidade entre
os ambientes Brew, Java e .Net. Fabricantes,
operadores e desenvolvedores de aplicativos
formulam estratégias para criar soluções que
despertem o interesse do assinante
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
Augusto Goes
24
As rixas entre padrões tecnológicos
do mundo móvel ganham novas cores à
medida em as atenções do segmento se
concentram nas iniciativas para ampliar
o tráfego de dados, em busca de uma
maior rentabilidade por usuário. Nesse
front, dois tradicionais blocos oponentes disputam terreno, cada qual com sua
arma: o GSM avança utilizando o ambiente aberto Java; já o CDMA voltou a ser
reforçado por sua desenvolvedora – a
Qualcomm – através da solução proprietária Brew. A grande novidade é que um
terceiro player afiou as garras e começa
a mostrar a cara: a Microsoft, com a estratégia .Net combinada ao XML.
Na América Latina, as operações
CDMA, apesar de enfrentarem a forte
expansão do GSM na região, ganharam
em agilidade através do uso do Brew. A
solução, lançada pela Qualcomm há
pouco mais de três anos, traz consigo
um modelo de negócios eficiente na repartição das receitas entre operadoras,
desenvolvedores de aplicativos e, é claro, a própria Qualcomm. A estratégia
vingou: até o início de setembro, 16
“Aplicações GpsOne
como gerenciamento de
frotas têm grande
potencial de expansão na
América Latina”
José Luciano do Vale, gerente de
Produto e Negócios da
Qualcomm no Brasil
operadoras em 14 países latino-americanos já haviam adotado o Brew.
Maior usuária da tecnologia CDMA da
região, com mais de 23 milhões de clientes, a Vivo foi a também a primeira da AL
a lançar a tecnologia, em março de 2003.
Em agosto, a base de clientes da solução
superou os 600 mil. Até o final do ano, a
TECNOLOGIA
nas dois meses após ter lançado comercialmente a plataforma – a operadora já registrava mais de 18 mil downloads de aplicativos Brew (40% jogos). De acordo com
Adrián Velasco, diretor de transporte e conteúdo da Iusacell, o número de downloads
vem crescendo 25% a cada semana.
CAMPO NEUTRO
A solução de downloads da Qualcomm
também encontrou considerável receptividade entre os desenvolvedores de aplicativos da região. Um dos mais ativos é o
brasileiro Wiz Technologies, cujos produtos para o ambiente Brew estão disponíveis não só na Vivo, como em outras 15
operadoras de 12 países das Américas.
“O Brew assegura integridade da informação e o benefício da
escala, já que um aplicativo roda da mesma forma independentemente do modelo e do fabricante
do aparelho”, elogia
Sérgio Carpenter,
sócio-fundador da
Wiz. Paralelamente,
a empresa acertou há poucas semanas a
comercialização do game Pênalti em Java
para a operadora GSM espanhola Vodafone. “Se o modelo de negócios apresentado compensa, não importa a tecnologia”, esclarece Carpenter.
O próximo passo da Qualcomm é levar o modelo Brew para o cobiçado setor corporativo. Nesse aspecto, a desenvolvedora tende a utilizar o padrão
CDMA EV-DO, que permite transmissão
de dados em até 2,4 Mbps como chamariz para promover serviços como videoconferência. Soluções de localização como o GpsOne - já em fase de testes pela Vivo – também podem encontrar no Brew uma ferramenta estável
para integração de recursos. “Aplicações
GpsOne como gerenciamento de frotas
têm grande potencial de expansão na
América Latina”, aposta o gerente de
Produto e Negócios da Qualcomm no
Brasil, José Luciano do Vale.
Ao contrário do que ocorreu com o
Brew/CDMA, o bloco GSM presenciou
maior dispersão de iniciativas, com cada
uma das grandes operadoras mundiais
organizando um sistema próprio de
Estudos de mercado indicam que, em
2008, cerca de 5 milhões de usuários de
celular no mundo farão 35 milhões de
downloads apenas de músicas nos
handsets, o que deverá gerar uma
receita de US$ 1,1 bilhão para as
operadoras móveis.
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
operadora planeja atingir a marca de 1
milhão de assinantes. Os números são significativos e a própria Vivo não tem dúvidas em creditar ao uso dos aplicativos Brew
– cerca de 160, até o momento - parte do
salto de 110,9% registrado na receita de
dados entre o segundo trimestre de 2003
e o mesmo período de 2004. No primeiro
semestre deste ano, os serviços de dados
foram responsáveis por mais de 4% das
receitas líquidas da operadora. O percentual, apesar de ainda distante dos 7,5%
da média internacional, é o dobro do registrado, no ano anterior, pela operadora.
Bem mais recente, o case Brew da
mexicana Iusacell, apesar da crise financeira que a empresa atravessa, também é
promissor. Em meados de setembro – ape-
25
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
TECNOLOGIA
26
downloads. Também houve menor uniformidade no desenvolvimento de aplicativos, sendo necessária maior customização de software, de acordo com o modelo e a marca do handset. Já a remuneração de cada parte tende a ser negociada caso a caso entre operadores e desenvolvedores. Tomadas pelo bloco CDMA
como grandes desvantagens, essas características foram contrabalançadas pela utilização do J2ME – versão para dispositivos móveis da linguagem Java, desenvolvida pela Sun Microsystems – como denominador comum das operadoras GSM.
Ao evitar o pagamento de royalties
pela por sua utilização, uma realidade
no Brew, e permitir uma maior pluralida-
do o assunto é transformar o padrão em
modelo bem azeitado de receitas. No
Brasil, em fevereiro deste ano, as operadoras Oi e TIM começaram a reverter
esse quadro ao lançarem serviços de download de jogos e outros aplicativos Java.
A Oi utiliza a plataforma de provisionamento inteligente 4thpass Content Delivery System, da Motorola, e atualmente
disponibiliza mais de 30 jogos, em mais
de uma dezena de aparelhos. Já a TIM,
lançou 18 jogos Java organizados em
nove segmentos diferentes.
Correndo por fora, a Microsoft atua
em vários fronts na tentativa de expandir sua presença no mundo Wireless. Na área de plataforma de apli-
de de forças engajadas em seu desenvolvimento, o J2ME acabou sendo alimentado pela imensa comunidade de desenvolvedores Java ao redor do mundo, calculada em mais de quatro milhões. Pegando carona também na força do GSM,
a linguagem deverá estar presente, até o
final do ano, em mais de 150 milhões de
handsets – 30% do total mundial – segundo estimativas do Zelos Group. A própria Qualcomm destacou em várias ocasiões reconhecer o potencial do Java ao
compatibilizar o Brew para o download
de aplicativos J2ME.
Se a maior parte das operadoras GSM
da América Latina comercializa aparelhos
compatíveis com Java/J2ME, muitas delas caminham ainda timidamente quan-
cativos, em 2002, a gigante lançou o
.Net Mobile, concorrente do Java no
mercado de Pocket PCs e SmartPhones. Prometendo aos desenvolvedores
maior produtividade, melhor performance de execução e custos mais baixos que o Java, o .Net Mobile depende, entretanto, do sucesso da Microsoft na área de sistemas operacionais
para celulares para obter maior destaque no mundo móvel e, em particular, junto às operadoras GSM.
Nesse aspecto, em agosto, a gigante
de software marcou um tento na América Latina ao lançar em parceria do Motorola e com a TIM Brasil, o SmartPhone MPx220 com Windows Mobile Second
Edition. O aparelho é o primeiro na re-
gião a embutir o sistema operacional da
Microsoft, que pretende reproduzir no
ambiente móvel as principais características do Windows nos PCs. O SmartPhone MPx220 preserva todos os procedimentos de segurança para Internet
Banking e traz uma versão compacta do
Internet Explorer, sincronizando ainda
seus dados com o PC ou servidor corporativo do usuário via ar.
FRENTE AMPLA
"Estamos negociando o lançamento,
nos próximos meses, do MPx220 na
Entel PCS Chile, TIM Peru e Telecom
Personal Argentina. Depois, vamos lança-lo em todas as operadoras interessadas na região", revelou o diretor de Produtos do setor de Celulares da Motorola
do Brasil, Marcelo Guimarães. O executivo acrescenta que está acertado, pela
própria TIM Brasil, o lançamento de
uma versão do aparelho para EDGE, no
segundo trimestre de 2005.
Presente ao lançamento mundial do
MPx220 – ocorrido no Brasil - o vicepresidente mundial de dispositivos móveis e do segmento de comunicações da
Microsoft Corporation, Pieter Knook,
deixou claro que a empresa está apostando suas fichas nessa guerra e terá
condições de “roubar” mercados dos
demais concorrentes. Uma das apostas
é a disseminação de centros de desenvolvimento de profissionais na tecnologia .Net e XML na região.
A chegada do Microsoft Mobile à
América Latina pode atrapalhar possíveis planos na região do rival Symbian,
sistema operacional móvel desenvolvido, a partir de 1998, por um consórcio
de fabricantes liderados pela Nokia
(hoje com 47,9% de participação acionária). Curiosamente, a Motorola, uma
das sócias-fundadoras da empreitada,
vendeu os 19% de participação que
possuía no Symbian para Nokia e Ipsion
em 2003 e, desde então, reforça a
aliança com a Microsoft.
PEDIDO DE ASSINATURA
Desejo receber a revista Frecuencia Latinoamérica gratuitamente* SIM NÃO
Você pode também fazer a assinatura por Internet no endereço www.frecuenciaonline.com ou via FAX: 305-448-5067
NOVA
RENOVAÇÃO
TROCA DE ENDEREÇO
NOME/SOBRENOME: ________________________________________________________________________
CARGO/FUNÇÃO: ___________________________________________________________________________
NOME DA EMPRESA/ORGANIZAÇÃO: ______________________________________________________________
ENDEREÇO: ______________________________________________________________________________
CIDADE: _________________________________________________________________________________
ESTADO/CÓDIGO POSTAL (CEP): ________________________________________________________________
PAÍS: ___________________________________________________________________________________
TEL(S): _________________________________________________________________________________
E-MAIL: _________________________________________________________________________________
PÁGINA NA INTERNET: www. _________________________________________________________________
DESEJA RECEBER O BOLETIM/SERVIÇO DE NOTÍCIAS ELETRÔNICO GRATUITAMENTE? SIM NÃO DATA: ____________________
ASSINATURA: ________________________________________________
CARO LEITOR:
A RENOVAÇÃO DE SUA ASSINATURA NÃO É AUTOMÁTICA. POR FAVOR, PREENCHA O CUPOM A CADA SEIS MESES PARA CONTINUAR RECEBENDO A REVISTA
FRECUENCIA LATINOAMÉRICA REGULARMENTE. POR FAVOR, RESPONDA A TODAS AS PERGUNTAS SEM EXCEÇÃO (CUPONS INCOMPLETOS NÃO SERÃO PROCESSADOS).
I. QUAL DAS SEGUINTES
CATEGORIAS MELHOR REPRESENTA
A EMPRESA OU ORGANIZAÇÃO
ONDE VOCÊ TRABALHA?
a. EMPRESA DE
TELECOMUNICAÇÕES
(ESPECIFIQUE)
Provedor de telefonia fixa
Provedor de serviços de
telefonia de longa distância
Serviços Internet
Outra
b. OPERADORA/ FORNECEDOR
DE SERVIÇOS SEM FIO
(ESPECIFIQUE)
Serviços sem fio digitais
Serviços sem fio analógicos
Serviços de localização
Seriços de trunking
Transmissão e banda
larga sem fio
Internet móvel
Serviços de telefonia WLL
c. OPERADORA DE OUTRO TIPO
DE SERVIÇO SEM FIO
Serviços de satélite
Cabo ou TV
Outro
d. FABRICANTE/REPRESENTANTE
DE FÁBRICA REVENDEDOR/
DISTRIBUIDOR (ESPECIFIQUE)
Antenas e torres
Acessórios celulares
Dispositivos sem fio
(PDAs, telefones, etc.)
Automatização
Baterias/sistemas UPS
Centrais privadas (PABX)
Centrais rurais
Cabos
Instrumentos de testes, medição
Radiodifusão
Telefonia pública (externa)
Outra
e. INTEGRADOR DE SISTEMAS,
SERVIÇOS DE SOFTWARE
(ESPECIFIQUE)
OSS/CRM
Faturação, pré-pago, pós-pago
IT sem fio
Rastreamento, localização,
mapeamento
Desenvolvimento de aplicações
Consultoria de engenharia
Construtoras, empresas de
engenharia, manutenção
Bancos, finanças,
investidores de capital
f. USUÁRIO CORPORATIVO
PRIVADO
PÚBLICO
Serviços de gás, eletricidade e água
Empresas de Internet (dotcom)
Militar/polícia/bombeiros
Empresa florestal
Empresa petrolífera
Empresa de transporte
Entidade governamental nacional/
regional/municipal
g. TELEMARKETING, CALL CENTERS
h. IMPRENSA E EDITORAS
i. DOCÊNCIA E PESQUISA
j. ASSOCIAÇÃO/ORGANIZAÇÃO
DA INDÚSTRIA DE
TELECOMUNICAÇÕES
k. OUTRA (ESPECIFIQUE)
II. QUAL DAS SEGUINTES
CATEGORIAS MELHOR
DESCREVE SUAS FUNÇÕES?
(MARQUE APENAS UMA OPÇÃO)
Presidente, vice-presidente,
diretor, gerente geral, proprietário
Gerente administrativo, consultor
Gerente financeiro,
contador, controlador
Gerente de marketing,
relações públicas
Gerente de engenharia, supervisor
de serviços, técnico, manutenção
Gerente de planejamento
e produção
Gerente de sistemas de
informação, computação e
telecomunicações
Gerente de vendas,
gerente comercial
Gerente de compras e abastecimento
Pesquisador, desenvolvedor, docente
Gerente operacional
Funcionário público
Outro (especifique)
III. QUANTAS PESSOAS TRABALHAM
EM SUA EMPRESA?
Menos de 100
100 - 1,000
1,000 - 5,000
5,000 - 10,000
10,000 - 50,000
IV. QUAL PAPEL VOCÊ EXERCE
NA AQUISIÇÃO DE PRODUTOS E
SERVIÇOS PARA SUA EMPRESA?
Decisão final
Aprovação financeira
Recomendação financeira
Nenhuma
Outro (especifique)
V. QUAL O MONTANTE ESTIMADO DE
INVESTIMENTOS EM PRODUTOS E
SERVIÇOS DE SUA EMPRESA?
Até US$ 50.000
US$ 50.000 - US$ 100.000
US$ 100.000 - US$ 500.000
US$ 500.000 - US$ 1.000.000
US$ 1.000.000 - US$ 10.000.000
Mais de US$ 10.000.000
nenhum dos anteriores
pierda más tiempo
y promocione
8 anos deNocompromisso
com
a América Latina
su compañía en el número de
Frecuencia
Latinoamérica
Cobertura única e analítica da
indústria de comunicação sem fio e de TI.
MERCADO
Estatal ameaça
CONCORRÊNCIA
CONTROLE TOTAL
Investidores do setor demonstram
preocupação com a decisão do governo
Chávez de criar a CVG Telecom
so que a abertura aconteceria de forma
“ampla e ordenada, procurando (textualmente) um ambiente de concorrência livre e leal”. O mesmo documento indica
ainda que a prioridade será motivar “o
surgimento de novos atores e promover a
expansão e a distribuição dos capitais no
setor”. Ao Estado caberia a função de
atuar “especificamente de forma vigilante para inibir práticas que distorçam a dinâmica de um mercado saudável”.
A criação da CVG Telecom nega todos os princípios estabelecidos até agora, e este é um ponto que mexe significativamente com os demais atores do
mercado, que já admitem um possível
conflito de interesses, uma que o Estado - convertido em um concorrente por
meio da operadora estatal - também atuará como regulador, através da Conatel.
O presidente da Câmara de Empresas de Serviços de Telecomunicações (Casetel), Ricardo
Baquero, engrossa o coro dos
que alertam para uma eventual
concorrência irregular com a iniciativa privada. “Pagamos 5%
do faturamento bruto como imposto especial. E essa empresa
do governo, irá pagar esse imposto?”, questiona.
Baquero destaca ainda a necessidade de deixar claro que,
em um mercado maduro, as
condições para a concorrência devem
ser iguais para todos. Sem regras claras, adverte o executivo, poderá acontecer uma desconfiança dos investidores em relação ao setor, que apesar de todas as instabilidades, têm recebido aportes significativos. A área
mantém crescimento sustentado há
14 anos, e no primeiro semestre deste ano, registrou alta de 16%.
A CVG Telecom garante estar
preparada para oferecer, já
no primeiro semestre de 2005,
o serviço de transporte global
de sinais de voz, imagem,
dados e celular móvel
A CVG Telecomunicações será a razão social da mais nova empresa estatal,
constituída pela Corporación Venezolana de Guayana (CVG) e sua filial
elétrica Edelca. O capital social da operadora ficará em torno dos US$ 5
milhões, sendo que a CVG deterá 60% e a Edelca, os 40% restantes.
A administração da empresa estará sob o comando de uma junta diretora,
que deverá ser presidida por Hipólito Izquierdo, atual coordenador do
projeto. A CVG Telecom irá oferecer serviços de dados, telefonia básica,
celular, TV a cabo, entre outros. Os planos são de que a nova operadora
comece a operar ainda no primeiro semestre do ano que vem.
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
A oficialização do que será a empresa de telecomunicações da Venezuela desagradou analistas legais e econômicos que estudam a abertura das
telecomunicações no País. As discussões privilegiavam a participação da iniciativa privada no processo, cabendo
ao Estado, o papel de regulador. A decisão do presidente Chávez de criar uma
estatal coloca o governo como personagem atuante no processo.
A neutralidade do Governo, inclusive, foi defendida por disposições publicadas pela Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel), órgão regulador do País. Nelas, a entidade sugere
que o “Estado utilize diversos instrumentos destinados a estabelecer as bases da
atividade das telecomunicações, com o
objetivo de modernizar o setor, promover o investimento e oferecer regras claras e confiáveis que permitam o desenvolvimento da atividade”.
De acordo com o estudo da Conatel,
ficaria estabelecida nas linhas do proces-
29
MERCADO
FÚRIA “QUASE”
Os danos foram
avassaladores mas, na
medida do possível, o serviço
de telefonia móvel suportou
os estragos provocados pelos
furacões Charles, Frances e
Ivan na região do Caribe
e Estados Unidos
sob controle
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
Ana Paula Lobo e Clara Persand
30
Furacões não são novidade na América Central e no Caribe nessa época do
ano. Mas, em 2004, eles vieram com
uma força avassaladora e causaram estragos devastadores. Ainda assim, as operadoras de serviços móveis conseguiram,
dentro do possível, criar planos de emergência que atenderam às necessidades
dos usuários, avalia Marc Einstein, analista da Pyramid Research para a região.
“Os países mais atingidos foram a Costa Rica, a Jamaica e as ilhas inglesas.
Houve uma queda na oferta do serviço,
que foi provocada também pela falta de
luz”, detalha o analista. Na opinião de
Einstein, as operadoras móveis dos países mais atingidos estruturaram equipes
de engenheiros que souberam atuar de
forma pró-ativa diante dos estragos provocados pela natureza.
O momento atual é o de tentar reparar os danos. Só que os estragos ainda
são evidentes e há usuários com problemas de acesso ao serviço de comunicação móvel, principalmente na região
oeste da Costa Rica, onde aproximada-
mente 40 mil assinantes estão com uma
oferta precária por causa da queda das
torres das Estações Radiobase (ERB),
revela o analista da Pyramid.
PRONTIDÃO
Nos Estados Unidos, os furacões
Charles, Frances e Ivan atingiram a península
a da Flórida e os Estados do
Alabama, Geórgia, Louisiana, Mississipi
e Carolina do Norte, provocando danos
às redes de comunicação fixas e móveis.
Ainda assim, em muitos locais, o serviço
celular foi o único meio de comunicação
disponível. Operadoras como Cingular
Wireless, Nextel, Verizon Wireless e Sprint
PCS traçaram planos emergenciais de
atendimento à população.
Um dos pontos-chave da estratégia
foi a utilização de células portáteis sobre
rodas e em caminhões com células solares. Essa solução foi adotada pela
Cingular, que mobilizou 35 estações
radiobase portáteis. A Verizon também
adotou as células portáteis e disponibilizou cerca de 200 geradores de energia para permitir o funcionamento da infraestrutura nos locais sem eletricidade.
Nos locais mais atingidos as operadoras móveis e fixas tiveram que aguardar a
autorização dos órgãos de emergência para
atuar na recuperação da infra-estrutura
abalada pelos furacões. Nessas áreas, as
empresas abriram pontos de atendimento, nos quais os moradores podiam acessar
serviços de forma gratuita.
Ao mesmo tempo, as operadoras cederam celulares e infra-estrutura portátil
para a Cruz Vermelha e a Guarda Nacional, que trabalharam no auxílio e resgate
dos moradores das áreas mais atingidas.
Informações oficiais das operadoras móveis revelam que, apesar dos estragos, as
redes foram afetadas em até 15% e a recuperação do serviço aconteceu de forma
ágil e eficiente, mesmo nos lugares onde
a eletricidade também sofreu danos.
A telefonia fixa sofreu prejuízos maiores. A BellSouth, por exemplo, informou
que pelo menos 37 mil linhas telefônicas
precisavam de reparos após a passagem
do furacão Ivan, o primeiro da série. Como
várias pontes e estradas permanecem em
péssimas condições na região da Flórida,
a operadora encontra um grau de dificuldade maior para efetivar os reparos
necessários para restabelecer o serviço.
Nesses locais, foi criado um programa de
atendimento ao cliente, oferecendo o
reenvio de chamadas, caixa de mensagens
e armazenamento das chamadas recebidas e não completadas, gratuitamente,
por um período de 30 dias.
In
t
sc o
F
O
gr p rip O R
pe EE
at er c
ui ad ió
ra
ta o n
g
r
pa es ra to
ra / tu rs
O Ins ita
pe c p
ra riç ara
do ão
re
s
8th Annual Event
The Americas Mobile
Meeting Place
•
•
•
•
•
For further information about the this event and to book your place
please visit www.gsmconferences.com/gsmamericas
or telephone +44 (0) 20 7017 5506 or +55 11 3017 6888 alternatively
please email [email protected]
Organised by:
Part of:
telecoms
group
Official Publications and Online Partners:
Part of the:
Endorsed by:
MERCADO
Potencial
DE USO
Possibilidades de utilização do CDMA
450 Mhz animam operadoras e fornecedores
participantes do CDMA Américas 2004
Clara Persand
Qual o futuro do CDMA na América
Latina? Esse foi o principal tema discutido durante o CDMA Américas, evento
organizado pelo CDG (CDMA Development Group), que reuniu os principais
fornecedores da tecnologia e aconteceu
entre os dias 28 e 30 de setembro, em
Miami Beach, Flórida (EUA). Com uma
assistência menor que em sua última
edição, o encontro foi marcado, de um
lado, pelas questões regulatórias e, de
outro, pelo potencial de utilização do
CDMA 450 MHz na região.
Este último tema, aliás, tem chamado
a atenção de desenvolvedores e fornecedores da tecnologia. De acordo com eles,
as possibilidades de negócios envolvendo
a nova freqüência são bastante grandes, já
que se trata de uma banda ainda pouco
utilizada e que, na prática, oferece cobertura maior do que outras tecnologias.
É certo que a freqüência ainda não
está habilitada na América Latina, mas o
assunto tem sido tema de discussões do
CDG com diversos governos da região. O
objetivo é claro: apresentar os benefícios
da utilização da freqüência e, na mesma
medida, conseguir a outorga de licenças
para as carriers interessadas em operá-la.
“Vemos duas aplicações para o CDMA
450MHz: uma é contribuir com o serviço
universal de telefonia para as zonas rurais. A segunda aplicação é oferecer
Internet universal com DSL, incluindo o
uso em áreas urbanas, porque existem
pessoas nas cidades que não têm serviço
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
EM EXPANSÃO
32
A norte-americana TechnoCom quer conquistar o mercado latinoamericano. Já com um pé na Venezuela, a companhia aposta na utilização do
CDMA para serviços de rastreamento, proposta já colocada em prática por
meio da plataforma Veolocation, também efetiva em GSM, EDGE e GPS.
A Veolocation permite rastrear veículos por meio de GPS (Global
Positioning System), controlar pedidos e distribuir ou localizar veículos em
caso de furto. A plataforma foi recentemente vendida para a venezuelana
Telcel, que oferece a aplicação aos seus clientes corporativos. O vicepresidente de Marketing da TechnoCom, Brian McNiff, afirmou que há planos
de oferecer suas soluções em países como Colômbia, Equador e Peru.
PENDÊNCIAS
Apesar do ânimo com as
possibilidades de utilização de
novas soluções e tecnologias, os
participantes do CDMA Américas
encontraram tempo para antigos, e
persistentes, problemas. As
questões regulatórias voltaram à
tona: a América Latina continua
marcada como um mercado onde
as regras precisam ser mais claras.
O consenso entre os participantes
é de que ainda falta segurança por
parte dos entes reguladores, que
insistem em mudar
constantemente as regras do jogo,
criando incertezas para os
investidores. O conceito de
convergência também foi criticado.
Para boa parte dos participantes,
o tema atende unicamente ao
interesse das operadoras. Por isso,
a convergência avança nos
mercados em que sua difusão é
conveniente e estaciona em outros.
telefônico”, explica Gordon Davidson,
gerente diretor de vendas de sistemas
CDMA para as Américas da Ericsson.
A nova freqüência é vista como alternativa de recuperação de território para a
telefonia tradicional. Tanto os fabricantes
quanto o CDG concordam que as operadoras fixas podem explorar o CDMA 450MHz
para reconquistar os usuários que perderam para as operadoras móveis e conseguir
também novos assinantes. Há testes em
andamento no Brasil, Peru e Argentina. No
Brasil, os pilotos estão à cargo da Anatel,
enquanto nos outros dois países eles vêm
sendo realizados por cooperativas de telefonia fixa. Há ainda outras iniciativas: a
Telecom Argentina (fixa) está prestes a iniciar testes e há registro de que alguns governos criaram fundos sociais para financiar a instalação do CDMA 450MHz.
EVENTOS
NOVEMBRO
OUTUBRO
DEZEMBRO
2005
MARÇO
JUNHO
ín d i c e d e a n u n c i a n t e s
Próxima Edição
COMPANHIA
PÁGINA
WEB
APLICAÇÕES MÓVEIS - cada vez mais as
NOKIA
Capa 2
www.nokia.com
TEKELEC
Página 5
www.tekelec.com
MOTOROLA
Página 9
www.canopywireless.com/br
FUTURECOM NEWS DAILY
Página 11
www.frecuenciaonline.com
FRECUENCIA ONLINE
Página 17
www.frecuenciaonline.com
TELEXPO
Página 23
www.telexpo.com.br
FRECUENCIA LATINOAMÉRICA
Página 28
www.frecuenciaonline.com
na América Latina. No Brasil, por exemplo,
as operadoras baseadas na tecnologia
conquistam mais assinantes. Para ganhar
velocidade e performance, as carriers
migram do GPRS para o EDGE. Novos
serviços despontam e a concorrência
acirra com o CDMA.
GSM AMERICAS
Página 31
www.gsmconferences.com
AMÉRICA CENTRAL - Num momento de novas
CSG SYSTEMS
Capa 3
www.csgsystems.com
ZTE
Capa 4
www.zte.com.cn
operadoras investem no segmento de
dados para ampliar a rentabilidade dos
negócios. Frecuencia Latinoamérica
apresenta as principais tendências
desse setor e os lançamentos previstos
para o próximo ano.
TECNOLOGIA - o mundo GSM mostra a força
definições na área de telecom, a região atrai
a atenção de investidores e aumenta a
oferta de serviços de comunicação sem fio.
FRECUENCIA – JULIO/AGOSTO
OUTUBRO 20042004
JANEIRO
OPINIÃO
Tecnologia e desenvolvimento
FRECUENCIA – OUTUBRO 2004
Ernestro Piedras
34
Nos últimos anos, tem se chamado os
efeitos das tecnologias de informação e
comunicação contemporâneas, assim
como as suas aplicações, de Nova Economia, Sociedade de Informação e, mais recentemente, Economia Baseada em Conhecimento (EBC). Claro que
este assunto é mais que
retórico e vai além de uma redução terminológica.
Em setembro, o Fórum
Anual do Programa de Pesquisa em Telecomunicações do
CIDE (www.telecom.cide.com)
dedicou-se ao tema “México
rumo a uma Economia do Conhecimento: O Papel Estratégico das Tecnologias de Informação”, onde se reuniram acadêmicos, membros do governo,
congressistas, consultores e indústria.
De acordo com os resultados apresentados, as economias dependem cada vez
mais do conhecimento tecnológico e das
habilidades de usá-lo em sua força de trabalho para tirar proveito das tecnologias, já
que são centrais para uma dinâmica econômica e social baseada no intercâmbio
de informação e na comunicação. O uso
de novas tecnologias contribui para reduzir a desigualdade de oportunidades, melhorar as condições sanitárias e educativas,
assegurando um nível mínimo de qualidade de vida e um desenvolvimento sustentável para a maior parte das pessoas.
Segundo este conceito, o conhecimento é considerado um insumo ou fator de
produção, como a terra, o capital e o trabalho. Uma economia baseada no conhecimento se apóia efetivamente na capacidade de gerar, armazenar, recuperar, processar e transmitir informações, funções potencialmente aplicáveis a todas as ativida-
SUSTENTÁVEL
No mundo atual, as economias dependem
cada vez mais do bom uso do conhecimento
tecnológico para a consolidação dos projetos
sociais baseados no intercâmbio de informação
des humanas. Tudo isso explica porque as economias mais
avançadas são aquelas que
usam as tecnologias e conteúdos de forma intensiva, como
se pode ver no exemplo canadense (veja quadro abaixo).
Se por um lado a capacidade dos países para aproveitar a EBC oferece uma oportunidade histórica para o desenvolvimento, por outro representa também um risco de que a brecha de desenvolvimento em relação a outros países se amplie ainda mais do que
ocorreu em revoluções tecnológicas anteriores, que não se puderam aproveitar.
Está claro que poucos países em desenvolvimento conseguiram se dedicar a
indústrias intensivas em conhecimento,
como as de software e microeletrônica.
Países de industrialização recente – como
a Coréia, Singapura e Taiwan – já alcançaram um nível tecnológico semelhante
ao dos países avançados e podem ser enquadrados na categoria de industrializados. Tais países “bem-sucedidos” conseguiram atrair investimentos e gerar produção de tecnologias avançadas.
Hoje, eles se caracterizam por apresentar algumas das condições necessárias
em termos de infra-estrutura e capacitação
para ingressarem na economia do conhecimento. Assim, a importância das TICs
(Tecnologia da Informação e conhecimento) para o desenvolvimento está associada
a seu potencial de estimular a inovação e
a competitividade em praticamente todos
os setores da atividade.
Ernesto Piedras é diretor geral da unidade
de conhecimento da Telecommunications
Business Consulting ([email protected])
PERCENTUAL DE CRESCIMENTO TOTAL DA PRODUÇÃO DERIVADO DO CAPITAL DAS TICS, CANADÁ
(SETOR DE NEGÓCIOS, CÁLCULO PADRONIZADO POR PREÇOS)
França
1990 - 1995
Austrália
1995 - 2000
Reino Unido
Canadá
Fonte: Elaborado por Richard Simpson,
The Sources of Economic Growth in
OECD Countries, OECD, 2003
Alemanha Ocid.
Itália
Estados Unidos
Japão
0
5
10
15
20
25
Porcentagem do crescimento total da produção
30
35
www.csgsystems.com
Download

Capas 04 01 BR.indd - Frecuencia Latinoamérica