Programa de Doutoramento Patrimónios de Influência Portuguesa 2ª edição 2012-2016 Centro de Estudos Sociais e Instituto de Investigação Interdisciplinar da Universidade de Coimbra Centro de Investigação em Artes e Comunicação e Cátedra Odebrecht-Capistrano de Abreu da Universidade do Algarve Coordenação Científica: Walter Rossa e Margarida Calafate Ribeiro 0 apresentação A dimensão cultural da influência portuguesa no mundo ultrapassou os limites geopolíticos que o Império teve. O seu espaço geográfico vai de Nagasaki ao Rio da Prata, de Newark a Timor e no tempo, da Reconquista Cristã à integração de Macau na China. Os portugueses foram portanto bem além do Império, o que produziu transculturalidades intensas e difusas, celebradas e ocultas, ostensivas e sensíveis. Transculturalidades que o pós-colonialismo vai fragmentadamente absorvendo, questionando e reformulando a partir de vários lugares. Patrimónios entendem-se assim como construção, herança e pertença no plural e em sentido lato — formas e narrativas; sons que são ruído, fala e música; movimentos que são trabalho, dança e representação; cheiros; memórias; ambientes e atmosferas. Influência, nos diversos âmbitos e patamares da interculturalidade: formal e informal, administrativa ou espiritual, comercial ou migracional, colonial e pós-colonial. Agora na sua segunda edição e tendo obtido as melhores avaliações – internas, externas, bolsas de estudo atribuídas – o PIP tem contado com a colaboração de estudiosos como Eduardo Lourenço, José Mattoso, Thomas DaCosta Kaufmann, Isabel Castro Henriques, Helder Macedo, Ana Paula Tavares, Abdoolkarim Vakil, Diogo Ramada Curto, João Paulo Oliveira e Costa, Fernanda Bicalho, Roberto Vecchi, entre outros. 1 o programa de doutoramento, o III-UC e o CES A Universidade de Coimbra foi durante quase toda a vigência do Império a única universidade portuguesa, o que a coloca num patamar único. Esse facto foi sempre assumido como herança dinamizadora, o que tem vindo a ganhar novo fôlego. São inúmeros os protocolos e ações de cooperação com congéneres e organismos públicos e privados portugueses e estrangeiros, com destaque para os dos países onde a presença portuguesa declaradamente se fez sentir. A UC propõe este programa de doutoramento através IIIUC, unidade orgânica criada com o objetivo expresso de promover o diálogo e investigação transdisciplinares. Do ponto de vista científico a proposta será implementada pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Laboratório Associado [CESLA], e agora a partir da sua segunda edição, em colaboração com a Cátedra Odebrecht-Capistrano de Abreu e o Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve. Em 2012, o CES conta 34 anos de atividade de investigação marcada pela interação entre as ciências sociais e humanas, o diálogo Norte-Sul e por uma reflexão crítica transdisciplinar sobre as mais diversas matérias do social ao político, do historiográfico ao literário. Desde 2004, o CES, em colaboração com as Faculdades de Economia, Letras e Direito tem vindo a oferecer um conjunto alargado de programas de doutoramento. Pautados pela transdisciplinaridade, os programas inserem-se numa estratégia de investigação e de formação de jovens investigadores em perspetivas diversas e capazes de responder aos desafios do século XXI, nas várias áreas das ciências sociais e humanas. O doutoramento em Patrimónios de Influência Portuguesa insere-se nesta política de expansão do CES investigação e à formação uma linha que conjuga os Estudos Culturais e a Arquitetura e o Urbanismo. 2 objetivos Pretende-se que os doutorados do programa tenham formações de base e curriculæ diversificados. É também desejável que haja entre os estudantes um número apreciável de pessoas dos países onde existem patrimónios de influência portuguesa. Patrimónios de influência Portuguesa (2ª Edição) | curso de 3º ciclo 2|11 Para além de objetivos gerais de formação avançada nos métodos de investigação e produção de conhecimento, espera-se que os estudantes desenvolvam capacidades de trabalho em grupo e em rede, criando assim um efeito multiplicador deste âmbito de estudos. Pretende-se ainda que os estudantes fiquem dotados de quadros culturais muito alargados sobre a temática central do curso, bem como sobre a geografia, os recursos, os locais e as narrativas que compõem esse universo cultural. Para isto será fundamental que desenvolvam uma sólida formação teórica sobre as temáticas da memória e da representação. Nesta linha, patrimónios é um conceito e uma bandeira para o desenvolvimento de uma área de integração dos mais diversificados estudos culturais sobre a herança. 3 estrutura curricular A estrutura do programa comum, assente em seminários semestrais de 60 horas e 10 ECTS cada, é a seguinte: 1º ano: 6 seminários semestrais (1º semestre: 3 obrigatórios; 2º semestre: 1 obrigatório e 2 opcionais) 2º ano: 6 seminários semestrais (1º e 2º semestres: 1 obrigatório e 2 opcionais) 3º e 4º anos: dissertação em regime tutorial (prazo máximo de dois anos) Aos alunos que concluam apenas a parte letiva do programa será atribuído um Diploma de Estudos PósGraduados. Este diploma apenas permite o acesso ao ciclo de estudos conducente ao grau de doutor, e não confere ao seu titular a equivalência ao grau de licenciado ou mestre, ou o seu reconhecimento. 4 4.1 plano de estudos unidades curriculares obrigatórias ÁREA CIENTÍFICA DE INVESTIGAÇÃO EM PATRIMÓNIOS IP1 Processos e territórios da expansão colonial portuguesa Walter Rossa | 1º semestre A expansão portuguesa para fora do que será o território natural de Portugal foi iniciada no segundo quartel do século XV e só teve fim em 1974. Esse processo de mais de meio milénio não poderia ter sido contínuo e uniforme, não poderia ter seguido modelos ou padrões, pois as suas dinâmicas (da exploração à colonização), a variedade dos espaços e distâncias e as múltiplas conjuras e conjunturas o impediram. Evitando o guião de uma história da expansão, este seminário visará a interpretação informada das matrizes da evolução espacial dessa expansão e o conhecimento global das características geográficas dos diversos contextos geográficos em questão, potenciando leituras cruzadas e comparativas sobre tudo isso e a cultura do território implícita. Participarão neste seminário alguns especialistas reputados em história da expansão. IP2 Historiografia e ideologias dos patrimónios artísticos e arquitectónicos portugueses ultramarinos Paulo Varela Gomes | 1º semestre O objetivo desta unidade curricular é facultar a quem a frequente o acesso crítico à literatura e às imagens relativas à história da arte e da arquitetura portuguesas ou de influência portuguesa fora da Europa, e aos discursos tecidos à volta deste património pela religião, a política, a intervenção cultural, essencialmente entre o século XIX e a atualidade. Procurar-se-á discutir a historicidade da própria historiografia, a sua permeabilidade à ideologia e a maneira como isso afectou os modos de ver e intervir no património. IP3 Patrimónios da palavra: narrativas, discursos e literatura em Língua Portuguesa Margarida Calafate Ribeiro| 1º semestre Em 1539, João de Barros, o cronista da fundação do império português, escrevia como justificação da sua Gramática que as armas e os padrões que Portugal disseminou por todos os continentes eram coisas materiais que o tempo trataria, mas que a língua portuguesa ficaria como testemunho do encontro. Este seminário visa analisar várias fontes escritas em língua portuguesa relativas aos espaços que Portugal tocou. Terá como teia conceptual central a ideia de reescrita e como espaço conceptual o conceito de cidade como texto (LéviStrauss) ou, palimpsesto de textos, e cobrirá uma temporalidade de análise que vai da cidade como espaço de fundação da ocupação; como espaço colonial; como espaço de resistência e como forjador da nova nação. Patrimónios de influência Portuguesa (2ª Edição) | curso de 3º ciclo 3|11 IP4 Teorias e metodologias de investigação António Sousa Ribeiro | 2º semestre Este seminário tem por objectivo proporcionar um contacto aprofundado com perspectivas teóricas e metodológicas relevantes para as várias áreas de investigação abrangidas pelo programa de doutoramento. Dar-se-á particular realce a uma reflexão sobre teorias da cultura, partindo de conceitos como linguagem, identidade, nação, globalização, interculturalidade, diáspora, memória, tradução, no quadro de uma introdução às teorias pós-coloniais. Ao mesmo tempo, responder-se-á à necessidade de orientação relativamente a aspectos de natureza prática ligados às metodologias de investigação nas ciências sociais, nas humanidades e na arquitetura e urbanismo. IP5 Património: doutrinas, conceitos e processos de patrimonialização Paulo Peixoto | 3º semestre A noção de património não é estática nem unívoca. Isso mesmo pode ser constatado a partir de uma análise das cartas, recomendações e convenções internacionais sobre património. A evolução da noção de património, a emergência de novas categorias patrimoniais, os variados usos sociais que legitimam políticas patrimoniais e a incessante multiplicação de bens classificados, faz sobressair o carácter disputado e conflituoso dos processos de patrimonialização. Estes, envolvendo atores em diferentes escalas territoriais, não deixam de estar inseridos em dinâmicas sociais mais vastas que fazem do campo patrimonial uma arena política onde se disputam hegemonias, ideologias e saberes disciplinares. Mas também consagrações de determinadas visões do passado e, sobretudo, de tendências futuras. IP6 Temas e projeto de dissertação António Sousa Ribeiro e Luísa Trindade | 4º semestre Este seminário visa disponibilizar um espaço de interação e diálogo conducente a um desenvolvimento sólido dos projetos de tese em preparação. Para além da partilha regular de ideias relativamente a esses projetos, serão propostas atividades diversas orientadas para a clarificação de questões conceptuais e de aspetos metodológicos. IP7 Dissertação 1 tutorial | anual, 5º e 6º semestres A sua realização fica dependente da apresentação e discussão perante um júri interno, de um relatório circunstanciado sobre os trabalhos da dissertação em curso. IP8 Dissertação 2 tutorial | anual, 7º e 8º semestres A sua realização fica dependente da apresentação e aprovação em provas públicas da dissertação nos termos da Lei. 4.2 unidades curriculares de oferecidas como opções na ÁREA CIENTÍFICA DE ARQUITETURA E URBANISMO AU2 Antecedentes da cultura espacial e construtiva portuguesa no Mundo Luísa Trindade | 2º semestre Cumprindo a sua posição de finisterra europeia sobre o Atlântico, antes da expansão e diásporas Portugal consubstanciou-se segundo processos de interculturalidade, invasão, colonização e mestiçagem de sinais centro-europeus e mediterrânicos, que ainda hoje são estruturais na sua identidade. A exposição e discussão de alguns desses processos visará informar e estimular uma leitura cruzada entre eles e aqueles que até hoje se lhes seguiram nos espaços e culturas onde a influência portuguesa se fez e faz sentir. AU3 Desconstrução da cidade portuguesa: urbanização e conceito Walter Rossa | 3º semestre Nas últimas décadas cidade portuguesa desenvolveu-se como um conceito disciplinar que, mais do que determinar a existência de uma urbanística (teoria) e urbanismo (praxis) específicos da cultura portuguesa, visa definir a conjugação de uma territorialidade, espacialidade e vivência com matrizes e características Patrimónios de influência Portuguesa (2ª Edição) | curso de 3º ciclo 4|11 identificáveis e únicas. Não há, contudo, um corpus de conhecimento pelo qual se verifique tudo isso, mas sim sobre casos, processos e agentes eventualmente constituintes de algumas invariantes castiças. Confrontando as realidades e a sua construção (urbanização) com a construção historiográfica e disciplinar do conceito, provocaremos a sua desconstrução em colectivo com vista à sua reconstrução por cada um. AU4 Migrações Modernas no espaço ultramarino português Jorge Figueira | 4º semestre A partir dos anos 1950, o espaço colonial português, em África até 1975 e sob administração portuguesa em Macau até 1999, é palco de experiências de construção dos vários matizes da arquitetura moderna, em relação ou em deriva face aos territórios concretos. Sendo um espaço em aberto, a arquitetura moderna é introduzida nas suas veleidades mais brasileiras e lúdicas, ou europeias e programáticas. A “arquitetura tropical” é um dos temas da vanguarda inglesa que se cruza com os destinos da arquitetura portuguesa em África. A partir dos anos 1960, Macau é um terreno fértil para as várias derivas da arquitetura de feição pós-moderna. Pretende-se aferir arquiteturas e arquitetos, obras e projetos, culturas e práticas, que traduzem um itinerário singular da arquitetura contemporânea de origem ou de influência portuguesa num mundo à beira da globalização. AU5 Arte e ciência na construção de patrimónios comuns João Mascarenhas Mateus | 4º semestre Pretende-se fornecer instrumentos para a análise histórica e crítica da evolução das técnicas e dos princípios usados na construção de objetos arquitectónicos no universo de influência portuguesa. Em particular na fase de projeto, na produção de materiais, na execução e nos detalhes arquitectónicos. As técnicas e os materiais usados na criação das construções e das cidades de influência portuguesa são o produto de interpretações próprias das regras de arte europeias, dependeram do nível de erudição dos executantes, da assimilação de processos e materiais locais e das condições culturais e ambientais encontradas nas zonas de colonização. Por esta razão constituem patrimónios comuns que importa conhecer na sua génese e numa óptica de sustentabilidade de conservação e desenvolvimento. A atividade da construção na expansão portuguesa implicou a criação de mecanismos e de redes sociais, económicas e políticas subjacentes à criação de patrimónios arquitectónicos e urbanos de características únicas. A compreensão desta evolução e dos mecanismos de miscigenação permitirão criar uma base de conhecimento indispensável à abordagem de outras unidades curriculares do curso. 4.3 unidades curriculares de oferecidas como opções na ÁREA CIENTÍFICA DE ESTUDOS CULTURAIS EC1 The conflicted subject of Portuguese colonialism Rochelle Pinto | 4º semestre Studies of colonialism have drawn from psychoanalytic theory to cast the colonial subject as always conflicted, both master and slave, ruler and ruled. Does this theory work well enough when we consider the subject of Portuguese colonialism, or, does the fluidity required of the Portuguese colonial subject already disallow a stable location in nation, national history and identity? This course examines print produced by colonial subjects across the nineteenth and twentieth centuries as constitutive of their subjectivity. It selects positions that traverse identities, and sees these as the prototype rather than the exception. How do we read the anthropometric text of the colonial administrator in Mozambique who is a Goan, the letter from a spy on the border between British and Portuguese territory, anxious to produce colonial loyalty through his letters, and the records of a Goan militant in Frelimo, or a migrant returned to Goa, with nostalgia of Africa embedded in personal memory? Can we see subjectivity as a hollowed out space created by print, and can we really see nineteenth century print as performing this significant role? EC2 Da América Portuguesa ao Brasil: território(s) e identidade(s) Renata de Araujo | 3º semestre O Brasil é o mais vasto território autónomo oriundo do processo de expansão portuguesa. A manutenção e consolidação da unidade territorial foi basilar para a afirmação da nação independente. Analisando o processo de construção territorial do Brasil e as imagens que dele se produziu, quer em mapas, quer em textos, a Patrimónios de influência Portuguesa (2ª Edição) | curso de 3º ciclo 5|11 intenção do seminário é questionar o vasto conjunto de alteridades relativas que, nas diferentes conjunturas históricas, se conjugaram para a noção do todo e para os processos identitários. Neste sentido, cabe ver não apenas como a América Portuguesa, e as partes que a enformavam, viam-se a si próprias inseridas no contexto mais vasto do império colonial e, igualmente, como o Brasil se viu e se vê a si próprio como unidade política autónoma, mas culturalmente vinculada à herança colonial. EC3 Processos e representações coloniais Nuno Porto e Sandra Xavier | 4º semestre A expressão expansão colonial portuguesa conota um centro (metropolitano) e uma perspectiva (unilateral) relativamente a processos que são plurais e multilaterais. Estes processos de contacto cultural, político, económico, religioso, ético, etc. são culturalmente criativos, engendrando práticas e representações — novas formulações culturais originadas pelo contacto — que não são subsumíveis a supostas origens prístinas radicadas nas oposições entre nós e outros. Este seminário centra-se nas complexidades de diferentes situações coloniais numa perspectiva comparativa, explorando a articulação e constituição mútua de representações e práticas coloniais através de diferentes linhas de discussão: 1. Exploração etnográfica de diferentes expressões de culturas coloniais. 2. Análise de casos do Pacífico, África e América do Sul e Central. 3. Reflexão crítica sobre noções de tropicalidade, civilidade colonial, e culturas coloniais. 4. Reflexão sobre os propósitos simultaneamente artísticos e científicos, políticos e económicos de diversos relatos e livros de viagem, relatórios de expedições científicas, fotografias de paisagens longínquas. 5. Reflexão sobre as diversas representações da alteridade mediadoras das relações entre colonizadores e povos ou territórios colonizados. Longe de serem exclusivamente construídas pelos colonizadores, estas representações resultam do contacto com culturas e lugares desconhecidos, legitimando as relações politicamente assimétricas que neles se estabelecem. 6. Colonialismo, pós-colonialismo, urbanismo e arquitetura EC4 O trilho dos objetos: redes artísticas no Atlântico Sul no período colonial Maria José Goulão | 3º semestre Neste seminário, pretendemos estudar a transmissão das formas artísticas entre a Europa e a Ibero-América e dentro do espaço colonial ibero-americano, bem como refletir sobre as metodologias, conceitos e problemas dos estudos sobre trocas culturais, partindo do estudo de caso das relações entre a América hispânica e a América portuguesa, no contexto de uma economia-mundo em desenvolvimento. Recorrendo aos tópicos da dispersão, da viagem, da fronteira, da integração e da complementaridade, começaremos por delinear o quadro de fundo que contextualiza e explica a acentuada mobilidade de artífices e de obras. O objectivo último será a caracterização de uma paisagem cultural que teve as suas implicações ao nível artístico, mas que foi de igual modo o resultado de um conjunto de factores económicos, sociais, geopolíticos e religiosos particulares. Serão debatidos alguns aspectos supostamente marginais à essência da obra de arte, como a sua produção e comercialização, o estatuto dos artistas, o imenso dinamismo da burguesia comercial portuguesa (ligado ao peso das redes de cristãos-novos), os fenómenos do gosto e a existência de mercados capazes de escoar essa produção. As relações artísticas entre as duas potências dominantes assumiram formas clandestinas e camufladas, que serão igualmente objecto de estudo e reflexão, atendendo à mobilidade dos homens (a imigração clandestina, a deserção) e à circulação dos objetos (o contrabando, que substitui com vantagem a importação legal). EC5 Cinema, media e cidade nos países africanos de língua portuguesa Mirian Tavares | 2º semestre Qual é a relevância de se compreender, na contemporaneidade, os discursos outros que atravessam o discurso eurocêntrico? De que maneira o discurso da modernidade penetrou, efetivamente, nas culturas nãoeuropeias? Como determinar que o cinema, os media e a cidade são importantes fundadores do discurso da modernidade? Qual a importância, e o uso, que estes traços tiveram no processo de colonização dos países africanos? De que maneira, no caso dos países africanos de língua portuguesa, após a saída dos colonizadores, estes traços foram sendo incorporados? De que maneira o cinema penetrou no discurso autóctone de cada um Patrimónios de influência Portuguesa (2ª Edição) | curso de 3º ciclo 6|11 destes países? Até que ponto a cultura do país fez re-significar o cinema dentro dos seus parâmetros e princípios? Em que medida a miscigenação entre Cinema, Televisão e World Wide Web, pode ser explorada como espaço de manifestação dos discursos alternativos que se constroem às margens dos discursos dominantes? Como construíram os artistas destes países um imaginário próprio a partir da miscigenação entre culturas locais e culturas exógenas? EC6 Novos Brasis em África: História, problemas e perspectivas Miguel Bandeira Jerónimo | 2º semestre Baseado numa organização temática e cronológica, este curso constitui uma análise da transformação histórica do Império colonial Português desde 1822, data da declaração de independência do Brasil. Abordando os principais problemas e debates historiográficos que caracterizam o estudo do chamado novo imperialismo, interrogaremos o caso português numa perspectiva comparada, recorrendo ao estudo dos casos francês, britânico, belga e alemão. Deste modo, este curso constitui uma análise comparativa da constituição, desenvolvimento e desmembramento dos impérios coloniais europeus. Refletindo sobre temas como a construção do Estado colonial e os movimentos de protesto e resistência das comunidades nativas; o papel da escravatura e do trabalho forçado no funcionamento do império colonial; a constituição de relações raciais e a formação das políticas da diferença em contexto colonial; a emergência da ciência e do direito coloniais e o desenvolvimento dos saberes coloniais; os movimentos de população e os padrões de colonização, urbanos e rurais; a emergência das doutrinas da modernização e do desenvolvimento colonial; e, finalmente, o processo e as trajetórias da descolonização, sem esquecer os conflitos armados coloniais; este curso oferece uma abordagem multifacetada do “terceiro império” português, integrando dimensões políticas, económicas e socioculturais e analisando, caso a caso, as especificidades de cada uma das situações coloniais. 4 equipa docente António Sousa Ribeiro [ASR]. É professor catedrático do Grupo de Estudos Germanísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É cocoordenador do Núcleo de Estudos Culturais Comparados do CES e co-coordena o programa de doutoramento em Pós-Colonialismos e Cidadania Global. Ao longo da sua trajetória de docente e investigador, exerceu diversos cargos, incluindo os de presidente do Conselho Científico da Faculdade de Letras (2000-2002) e de presidente do Conselho Científico do CES (2003-2007). Tem publicado extensamente sobre temas de literatura de expressão alemã, literatura comparada, teoria literária, estudos culturais e sociologia da cultura comparada, estudos pós-coloniais, estudos de tradução, estudos sobre temas de violência, cultura e identidades. Tem-se dedicado também à tradução literária (p.ex. Karl Kraus, Os últimos dias da humanidade, Lisboa, Antígona, 2003). João de Mascarenhas Mateus [JMM]. Investigador do CES, Núcleo de Cidades, Culturas e Arquitectura. Engenheiro Civil (IST), MSc Arquitetura na Katholieke Universiteit Leuven, Bélgica onde trabalhou como assistente de investigação (1993-1995). Perito da Direcção de Cultura da Comissão Europeia entre 1993 e 1998 para avaliação de projetos de Conservação e Restauro do Património Cultural. Realizou na Universidade La Sapienza de Roma, Itália a investigação de doutoramento sobre a utilização de técnicas tradicionais de construção na atividade da conservação arquitectónica. Em Roma, projetou e dirigiu os trabalhos de conservação do Instituto Português e do Pontifício Colégio Português. Doutorado em Engenharia Civil pelo IST (2001). "Cultore della materia" na Faculdade de Arquitectura Valle Giulia da Univ. La Sapienza de Roma (2002-2004) e colaborador científico da “Scuola di Specializzazione in Conservazione dei Monumenti” da mesma Universidade, desde 2002. Foi coordenador técnico da candidatura da Baixa Pombalina à Lista do Património Mundial (2003-2006). Investiga na implementação da disciplina da História da Construção em Portugal e na utilização do Cinema na História Urbana. Jorge Figueira [JF]. Arquiteto (Universidade do Porto, 1992), e Doutor em Arquitetura (Universidade de Coimbra, 2009). É Diretor e Professor Auxiliar do Departamento de Arquitetura e docente do Programa de Doutoramento em Arquitetura da FAUP. É investigador do CES. É coordenador do Mestrado de Crítica de Arte e Arquitetura no Colégio das Artes (UC). Foi curador de exposições internacionais — Europa. Arquitectura portuguesa em emissão (Bienal de São Paulo, 2007) e Álvaro Siza. Modern Redux (Tomie Ohtake, São Patrimónios de influência Portuguesa (2ª Edição) | curso de 3º ciclo 7|11 Paulo, 2008). Tem artigos publicados em revistas especializadas nacionais e internacionais e publicou livros, entre os quais, Escola do Porto. Um Mapa Crítico (2002), O Arquitecto Azul (2010) e Reescrever o Pós-Moderno (2011). Luísa Trindade [LT]. Historiadora da Arte (Universidade de Coimbra, 1990) e Doutora em História da Arte (Universidade de Coimbra, 2010). Docente do Departamento de História, Arqueologia e Artes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (desde 1996) e investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. A par da lecionação (1º, 2º e 3º ciclos), tem-se dedicado à investigação em história do urbanismo português de que são exemplo as publicações A Casa urbana em Coimbra. Dos finais da Idade Média aos inícios da Época Moderna, Coimbra, 2002 e Urbanismo na composição de Portugal, Coimbra, 2009. Margarida Calafate Ribeiro (coord.) [MCR]. É investigadora no Centro de Estudos Sociais e responsável pela cátedra Eduardo Lourenço, Universidade de Bolonha; obteve o seu doutoramento em 2001 King’s College, Universidade de Londres. Publicou dois livros de autor Uma História de Regressos: Império, Guerra Colonial e Pós-Colonialismo (2004); África no Feminino: as mulheres portuguesas e a Guerra Colonial (2007); organizou Fantasmas e Fantasias Imperiais no Imaginário Português Contemporâneo (com Ana Paula Ferreira) (2003); Lendo Angola (com Laura Cavalcante Padilha) (2008); Moçambique: das palavras escritas (com Maria Paula Meneses) (2008), Literaturas da Guiné-Bissau – cantando novas da história (Com Odete Costa Semedo) (2011), Literaturas Insulares – Escritas e Leituras de Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe (com Sílvio Renato Jorge) (2011), Atlântico Periférico - Il Postcolonialismo Portoghese e Il Sistema Mondiale (com Roberto Vecchi, Vincenzo Russo) (2008), Antologia da Memória Poética da Guerra Colonial (com Roberto Vecchi) (2011) e tem publicado em revistas e livros especializados. Maria José Goulão [MJG]. Historiadora da Arte (Universidade de Coimbra, 1984) e Doutora em História da Arte (Universidade de Coimbra, 2005). Professora Auxiliar na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Investigadora integrada do CEPESE. A sua área central de investigação é a arte colonial iberoamericana da época moderna, e particularmente as questões relacionadas com a transmissão das formas artísticas através da rede de relações estabelecida no espaço atlântico no período colonial. Foi professora visitante da Universidade do Texas em Austin e da Emory University (Atlanta), e leccionou na Staatliche Akademie der Bildenden Künste Karlsruhe (Karlsruhe) e no programa de Doutoramento em Historia del arte y la arquitectura en Iberoamerica da Universidade Pablo de Olavide (Sevilha). Leccionou ainda na Licenciatura em Arquitetura Paisagista da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e, presentemente, na Licenciatura em História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Autora de diversos artigos e colaborações em obras colectivas. Miguel Bandeira Jerónimo [MBJ] Historiador, doutorado pelo King’s College London (2008) e investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Foi Investigador no Instituto Europeu (Florença, Itália) e Professor Visitante na Universidade de Brown (EUA). Em 2010, publicou Livros Brancos, Almas Negras: A “Missão Civilizadora” do Colonialismo Português, c. 1870-1930 (Lisboa: Imprensa de Ciências Sociais, 2010). O seu segundo livro, A Diplomacia do Imperialismo. Política e Religião na Partilha de África (1820-1890), será publicado em 2012, pelas Edições 70. Ainda em 2012, o volume colectivo O Império Colonial em Questão, coordenado por si, será publicado na mesma editora. Os seus interesses de pesquisa centram-se na História Comparada do Imperialismo e do Colonialismo (séc. XVIII-XX). É corresponsável por dois projetos de investigação, ambos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia: “Portugal is not a Small Country: The End of Portuguese Colonial Empire in a Comparative Perspective c. 1945-1975” e “Constructing an Empire-State: Portuguese Imperialism in a Comparative Perspective c. 1450-1975”. É ainda coeditor da coleção História & Sociedade nas Edições 70. Mirian Tavares [MT] Professora Associada da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve. Coordenadora do CIAC, Centro de Investigação em Artes e Comunicação. É diretora do Curso de Mestrado e vice-diretora do Doutoramento em Comunicação, Cultura e Artes. Com formação académica nas Ciências da Comunicação, Semiótica e Estudos Culturais (doutorou-se em Comunicação e Cultura Contemporâneas, na Universidade Federal da Bahia), tem desenvolvido o seu trabalho de investigação e de Patrimónios de influência Portuguesa (2ª Edição) | curso de 3º ciclo 8|11 produção teórica em domínios relacionados com o cinema, a literatura e outras artes, bem como nas áreas de estética fílmica e artística. Nuno Porto [NP] Antropólogo. Investigador do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIAUC) e Doutorado pela Universidade de Coimbra, tem-se dedicado ao estudo de questões de cultura colonial, explorando as suas vertentes materiais e ideográficas tendo publicado sobre questões de museologia, cultura material, fotografia e arte. Fez trabalho etnográfico em Portugal, Cabo Verde e Angola e, ultimamente, tem estado a coordenar a digitalização do espólio da ex-Diamang, Companhia de Diamantes de Angola, em depósito na Universidade de Coimbra. Atualmente é Director Associado para a Investigação do Museu de Antropologia da Universidade da Colombia Britânica em Vancouver, no Canadá. Paulo Peixoto [PP]. Sociólogo (Universidade de Coimbra, 1994), Mestre em Sociologia (Universidade de Coimbra, 1997) e Doutor em Sociologia (Universidade de Coimbra, 2007). Docente da Universidade de Coimbra, investigador do Centro de Estudos Sociais e da rede Brasil-Portugal de Estudos Urbanos. Tem-se dedicado ao estudo de processos de patrimonialização numa perspectiva comparada, assim como à análise da evolução das categorias patrimoniais e ao estudo das políticas públicas que assentam na retórica patrimonial para desenvolver políticas de gestão urbana. Paulo Varela Gomes [PVG]. Historiador (Universidade Clássica de Lisboa, 1978), Mestre em História da Arte (Universidade Nova de Lisboa, 1988), Doutor em História da Arquitetura (Universidade de Coimbra, 1999). Professor Associado no Departamento de Arquitetura e investigador no Centro de Estudos Sociais (Universidade de Coimbra). Autor de vários livros e artigos sobre história da arquitetura e da arte ibéricas do período primo-moderno e sobre a arquitetura Indo-Portuguesa. Os mais recentes são a colectânea 14,5 Ensaios de História e arquitectura, Coimbra, Almedina, 2007, Expressões do Neoclássico, Vol. XIV da História da Arte Portuguesa, Lisboa e Porto, Fubu Editores, 2011, e Whitewash, Red Stone, a history of church architecture in Goa,, New Delhi, Yoda Press, 2011. Renata de Araujo [RA]. Arquiteta; Mestre em História da Arte, pela Universidade Nova de Lisboa, 1992, com a dissertação As Cidades da Amazónia no século XVIII: Belém, Macapá e Mazagão (Porto: Faup Publicações, 1998), e Doutora em História da Arte, Especialidade de História da Arte Moderna, Arquitetura e Urbanismo, pela Universidade Nova de Lisboa, 2001, com a dissertação A Urbanização do Mato Grosso no século XVIII: Discurso e Método. É Professora do Departamento de Artes e Humanidades, da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve e Professora Convidada da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Nova de Lisboa. Tem desenvolvido pesquisa em especial na área da História do Urbanismo Colonial. Rochelle Pinto [RP]. Assistant Professor at the Department of English, Faculty of Arts, University of Delhi. Sandra Xavier [SX] Sandra Xavier é doutorada em Antropologia do Simbólico e da Cultura, professora auxiliar no Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra e investigadora do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA). Tendo vindo a trabalhar sobre os processos de produção e circulação de imagens de paisagem na arte, na ciência e na arquitetura, nomeadamente em contextos coloniais. Estudou a produção de imagens arqueológicas sobre o Vale do Côa, as imagens produzidas por Luíz Carriço em Missão Botânica – Angola (1927-1937), bem como as imagens de paisagem produzidas num atelier de arquitetura paisagista. Através de uma leitura simultaneamente antropológica e interdisciplinar da arquitetura, tem colaborado com arquitetos e artistas plásticos em projetos de investigação, conferências e publicações. Fez parte da comissão científica dos Colóquios de Outono de 2009, Intersecções: Antropologia e Arquitetura, organizados pela Reitoria da Universidade de Coimbra. Participou do projeto de investigação Hospital – Colónia Rovisco Pais: Antropologia e História em Contexto apoiado pelo Instituto de Investigação Interdisciplinar da Universidade de Coimbra. Do ponto vista metodológico, tem vindo a realçar a importância das estratégias etnográficas nos estudos sobre ciência, arte, arquitetura e urbanismo. Patrimónios de influência Portuguesa (2ª Edição) | curso de 3º ciclo 9|11 Walter Rossa (coord.) [WR]. Arquiteto (Universidade Técnica de Lisboa, 1985), Mestre em História da Arte (Universidade Nova de Lisboa, 1991) e Doutor em Arquitetura (Universidade de Coimbra, 2001). Docente do Departamento de Arquitetura e investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e Titular da Cátedra Odebrecht-Capistrano de Abreu da Universidade do Algarve. Dedica-se à investigação em Teoria e História do Urbanismo, em especial nos domínios da urbanística, da cultura do território e do património do universo português. É o coordenador da plataforma www.hpip.org e tem publicados diversos trabalhos de que aqui se registam como exemplos o livro Cidades Indo-Portuguesas, contribuição para o estudo do urbanismo português no Hindustão Ocidental (1997) e a colectânea A urbe e o traço — uma década de estudos sobre o urbanismo português (2002). Foi o coordenador do volume Ásia da obra Património de Origem Portuguesa no Mundo: arquitetura e urbanismo, editada pela Fundação Calouste Gulbenkian sob a direção de José Mattoso (2010). 5 candidaturas 1ª fase: 1 a 31 de março de 2012 Podem candidatar-se: Podem candidatar-se ao ciclo de estudos conducentes ao grau de doutor: a) Os titulares do grau de mestre ou equivalente legal; b) Os assistentes que tenham sido aprovados em provas de aptidão pedagógica e capacidade científica; c) Os titulares do grau de licenciado, detentores de um currículo escolar ou científico especialmente relevante que seja reconhecido como atestando capacidade para a realização deste ciclo de estudos pelo Conselho Científico do IIIUC; d) Os detentores de um currículo escolar, científico ou profissional que seja reconhecido como atestando capacidade para a realização deste ciclo de estudos pelo Conselho Científico do IIIUC. Nº de vagas: 15 Apresentação: As candidaturas são submetidas online, na página http://www.uc.pt/candidatos da plataforma InforEstudante. Candidaturas enviadas em papel não serão consideradas. Documentos obrigatórios: a) Cópia do Documento de Identificação (BI, CC ou Passaporte) b) Carta de motivação c) Curriculum vitae, no formato EuroPass (http://europass.cedefop.europa.eu/) d) Certidão do curso superior de que é detentor, com as disciplinas discriminadas e indicação das classificações obtidas, no curso e nas disciplinas ou certidão das habilitações no caso dos candidatos ao abrigo da alínea c) (obrigatório, à exceção de alunos e ex-alunos da UC) e) Carga horária e programas do curso que possui f) Cartas de recomendação Só os candidatos aceites têm de entregar os originais em papel dos documentos oficialmente certificados, até ao dia que para tal seja determinado à data da comunicação da aceitação. Critérios de avaliação: A seleção e seriação dos candidatos tem particular atenção aos seguintes elementos: a) Adequação da formação de 1º e 2º ciclo aos requisitos do 3º ciclo em causa; b) Avaliação curricular; c) Carta de motivação; d) Adequação da formação de 1º ciclo e 2º ciclo aos requisitos do 3º ciclo em causa; c) Entrevista (eventual). Propina Anual: €2.500 Patrimónios de influência Portuguesa (2ª Edição) | curso de 3º ciclo 10|11 contactos: Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra http://www.ces.uc.pt/doutoramentos/patrimonios/ Colégio de S. Jerónimo, Apartado 3087 3000-995 Coimbra Portugal telefone: +351-239855570/80; fax: +351-239855589 e-mail: [email protected] Instituto de Investigação Interdisciplinar da Universidade de Coimbra http://www.uc.pt/iii Universidade de Coimbra – Pólo II Casa Costa Alemão 3030-194 COIMBRA PORTUGAL telefone: +351 239 723 895; fax: +351 239 703 394 e-mail: [email protected] horário de atendimento: Segunda a Sexta 09.30h/12h30 e 14.00h/17.00h Patrimónios de influência Portuguesa (2ª Edição) | curso de 3º ciclo 11|11