Radar de Notícias – Segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Arquivo com as principais notícias do meio político, publicadas na imprensa
Diário Catarinense
Informe Político
GOIANOS
Ênio Branco (à direita, na foto), presidente da SC Parcerias, deva ter
deixado boa impressão em Goiás, onde presidiu a Celg, estatal de
energia elétrica. Na posse, um grupo de ex-colegas veio prestigiá-lo. Na
sexta-feira, foi a vez do vice-governador goiano José Elinton de
Figueiredo Júnior (DEM), que acumula a presidência da estatal. Além de
visitar o velho amigo, o vice-governador veio falar de propostas de
parcerias e participações na Celesc.
Caneta do Sul
O vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) tem tudo para ser o
“governador do Sul” na gestão Colombo. O peemedebista tem atendido
a prefeitos e deputados da região, que é sua base eleitoral, e anotado
com carinho os pedidos que vêm de lá. Resta saber se vão sair do bloco
de notas.
Muita estrela, pouca constelação
O PT catarinense chegou à campanha eleitoral comemorando uma
inédita unidade interna. As principais lideranças da sigla se uniram
antecipadamente em nome dos projetos estadual e nacional. José
Fritsch tornou-se presidente estadual quase sem disputa. Dois anos
antes, Luci Choinacki teve que derrotar Carlito Merss e Claudio Vignatti.
A era das divisões voltou com o fracasso do projeto eleitoral no Estado.
As feridas das derrotas de Ideli Salvatti ao governo e de Vignatti ao Senado continuam bem vivas e apareceram
na formação da lista dos nomes do PT catarinense para cargos federais – por maior que fosse o tato de Fritsch
no comando das negociações.
Nesse caso específico, chama a atenção o comportamento das duas principais lideranças petistas com cargo no
Estado. Ideli, ministra da Pesca, e Carlito, prefeito de Joinville, ainda não afinaram o discurso depois das
eleições. No centro do desconforto, a constatação de que governar a maior cidade do Estado mais atrapalhou do
que ajudou. Foi em Joinville que Raimundo Colombo fez 68% dos votos e garantiu a vitória em primeiro turno.
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Ideli cortou as asas da primeira-dama Marinete Merss (PT), que queria assumir a Superintendência Estadual da
Pesca. Em retaliação, os Merss trabalharam contra nomes indicados pela ministra para outras vagas. Candidata
derrotada a deputada federal, a mulher do prefeito de Joinville agora sonha com Brasília.
Diz já ter recebido convites para cargos de segundo escalão na Secretaria Nacional de Diretos Humanos e no
Ministério das Comunicações. Se emplacar, é por fora da lista que Fritsch levou a Brasília no final da semana.
Demista
Não há critério político, eleitoral ou geografia das urnas que não garanta a secretaria regional de Blumenau ao
DEM. O partido tem o prefeito, reeleito em primeiro turno, João Paulo Kleinübing, e elegeu dois deputados
estaduais na região (Jean Kuhlmann e Ismael dos Santos). O nome mais cotado, até agora, é o do vereador
Marcelo Schrubbe, que foi candidato a deputado federal e fez 17,2 mil votos na cidade.
Da algibeira
No encontro entre o governador Colombo e o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), e
parte da futura bancada federal, os presentes puderam relembrar um pouco o estilo do deputado federal eleito
Esperidião Amin (PP). Bastou Maia dizer “bonita casa, esta”, para que Amin, ex-inquilino do local, sacasse uma
de suas velhas histórias.
Disse que uma frase parecida foi dita sobre a casa em 1966, na reunião de criação da Arena em Santa Catarina.
O autor era o ex-governador Irineu Bornhausen, da UDN, em tom de provocação ao então governador Ivo
Silveira, do PSD. Bornhausen construiu a casa em 1955, sob fortes críticas da oposição, liderada por Silveira. A
resposta de Silveira teria sido bem-humorada.
– Governador, nunca imaginei que viria morar aqui.
Diálogo
Com menos de uma semana no cargo, o presidente da Celesc, Antônio Gavazzoni (DEM), começa a projetar o
seu estilo de gestão. Convocou, para amanhã, uma reunião com integrantes da Intercel, que reúne sindicatos
catarinenses de eletricitários. Promete uma conversa franca, de pelo menos duas horas.
– Quero ouvir tudo o que os sindicatos têm a dizer, mas também tenho muita coisa pra falar – adianta.
Aguarda na linha
Basta que o governo estadual regulamente para que uma ideia interessante possa sair do papel. Está em vigor a
lei estadual que cria o cadastro para bloqueio de recebimento de ligações de telemarketing, nos moldes da que
existe no Estado de São Paulo.
Cabe ao governo, agora, viabilizar a ideia.
Assina aqui?
Virou moda a ideia de ir atrás das assinaturas dos 13 prefeitos da Grande Florianópolis como forma de respaldar
a indicação para a secretaria regional. Primeiro, foi o ex-secretário Valter Gallina (PMDB), que saiu para
concorrer à Assembleia, perdeu e está louco para voltar. Agora, é a vez da atual secretária, Adeliana Dal Pont
(PMDB), usar o mesmo expediente para tentar ficar no cargo. Pela quantidade de assinaturas que andam
alardeando, o número de cidades na regional cresceu.
Ou tem prefeito assinando duas vezes.
Para depois...
Na primeira visita oficial a Lages, na sexta-feira, o governador Raimundo Colombo ouviu do prefeito Renato
Nunes de Oliveira, o Renatinho (PP), um pedido de R$ 24 milhões para obras na cidade. Os projetos serão
repassados pela prefeitura. No encontro, Colombo ressaltou os 120 dias de corte de gastos determinado por ele.
Depois desse prazo, os pedidos dos municípios vão começar a ter verbas liberadas. Muito prefeito vai ouvir essa
conversa.
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ADENDO
- É hoje o encontro entre o governador Raimundo Colombo (DEM) e a ministra da Pesca, Ideli Salvatti (PT). A
reunião será às 16h, no Centro Administrativo.
- A Defesa Civil estadual coordena a ajuda do governo catarinense para os municípios atingidos pelas cheias no
Rio. Um caminhão seguiu no sábado para Petrópolis com água, colchões, travesseiros, sabonetes, escovas de
dente e creme dental.
- Valdir Cobalchini (PMDB), da Infraestrutura, e Paulo Meller, do Deinfra, se encontram hoje com o
superintendente e do Dnit, João José dos Santos. A conversa é a mesma que tiveram com o Dnit em Brasília: a
situação das obras federais no Estado.
"O mais dramático nesses e em tantos outros casos é a repetição. Sugere inércia e uma irresponsabilidade
insuportável."
MARINA SILVA ,senadora do PV-AC, relacionando os estragos pelas enchentes de São Paulo e Rio de janeiro
com os dos ocorridos em Santa Catarina, em 2008.
Moacir Pereira
O abraço dos afogados
A ministra da Aquicultura e Pesca, Ideli Salvatti, terá hoje o primeiro encontro com o governador Raimundo
Colombo, às 16h, no Centro Administrativo. Vai solicitar mais agilidade da Fatma na liberação das licenças
ambientais para a concessão de títulos federais aos maricultores que atuam no litoral catarinense. Há 800
pedidos já processados entre os mais de 2 mil que dependem desta atividade econômica.
A ex-senadora vai sugerir a criação de uma Secretaria Estadual de Aquicultura e Pesca, para tratar da política do
setor e atuar mais integrada com o governo federal. Hoje, o setor é atendido por um departamento da Secretaria
da Agricultura e por uma área da Epagri.
Durante o dia, a ministra terá reuniões com os setores organizados com vínculos no setor pesqueiro e um
almoço com as bancadas federal e estadual.
O PT do Oeste queixa-se do esvaziamento político que já sofre no governo Dilma. Ficou sem o Ministério da
Pesca, com a saída de Altemir Gregolin. Ele batalha, agora, para assumir a presidência da Conab Nacional.
Perdeu a Superintendência Estadual da Pesca com a substituição de Cezar Luiz Cerutti, experiente funcionário
do Banco do Brasil de Chapecó, que cedeu o lugar ao engenheiro agrônomo Horst Doering, coordenador da
campanha de Ideli ao governo estadual.
DISPUTAS
A arquiteta Márcia Regina Sartori Damo, que atuava como secretária de Políticas e Desenvolvimento Regional
do Ministério da Integração Nacional, foi demitida do cargo pelo ministro Fernando Bezerra, sem direito a aviso
prévio. Já está de volta a Chapecó. É considerada uma profissional competente, com especializações em
desenvolvimento urbano. O Oeste não tem, além disso, a garantia da nomeação do deputado Cláudio Vignatti,
maior liderança regional, para a presidência da Eletrosul.
Ele conta, agora, com o respaldo do PT, que colocou seu nome como prioridade para a presidência da estatal.
Nos bastidores, há informações de que a ministra Ideli Salvatti quer a manutenção do atual presidente, Eurides
Mescolotto, seu ex-marido e aliado histórico dentro do partido. Em Brasília, há notícias de que se depender do
ministro de Minas e Energia, senador Edison Lobão, do PMDB, toda a diretoria iria permanecer, incluindo a volta
do ex-governador Paulo Afonso Vieira. O bom desempenho econômico-financeiro da estatal é o argumento de
Lobão.
O PT está diante de outro dilema: a situação de Florianópolis. Tem proposta do prefeito Dário Berger para selar
uma nova aliança visando às eleições municipais. Mas seu futuro é imprevisível. Os petistas não têm dúvidas de
que Berger terá o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Mas há três alternativas: 1. Dário Berger
seria cassado, mas recorreria ao Supremo, permanecendo no cargo. Ficaria vulnerável e fragilizado, mas não
perderia a prefeitura. O PT fica fora do governo. 2. Dário seria cassado, mas o vice João Batista Nunes, do PR,
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assumiria seu lugar. Neste caso, o PT tem interesse em selar uma coligação com o PR e montar uma chapa
alternativa para a prefeitura. 3. Dário Berger teria garantia de um cargo federal, renunciaria à prefeitura, João
Batista assumiria e o PT juntar-se-ia a ele.
A presença do vereador Márcio de Souza, licenciado do PT, no governo Dário, como secretário de Turismo, não
indica uma nova coligação já, embora isto não esteja descartado. Os líderes PT da Capital consideram que Dário
Berger está desgastado e preferem montar um projeto alternativo com o PC do B, o PDT e o PSB do prefeito de
São José, Djalma Berger, este sim aliado desde o início de seu governo.
O próprio Dário Berger não sinalizou um projeto novo com o PT durante a conversa reservada com o governador
Raimundo Colombo.
Mas há muita especulação de que o DEM seria expelido do governo. Neste caso, Berger faria oposição a
Colombo para se unir com o PT da Capital. No cenário atual, pelo resultado eleitoral, o abraço dos afogados.
* O catarinense Américo Tunes assumiu interinamente a presidência do Ibama Nacional. A ministra Ideli Salvatti
pediu sua permanência à ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira. Articulado, Tunes tem trânsito em Brasília
e pode ser o novo titular.
Cacau Menezes
Água
Santa Catarina está presente no auxílio às vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro. A Casan,
através de seu presidente, Dalírio Beber, disponibilizou, para a Defesa Civil, 60 mil garrafas de água 500 ml e
mais 150 mil copos de 200 ml. A doação deve seguir hoje (segunda-feira) para o seu destino. Pelo menos isso.
TOQUES
- PLANETA – Vice-presidente do Grupo RBS em SC, Eduardo Smith ciceroneou sexta-feira, no Planeta
Atlântida, o secretário de Cultura, Esporte e Turismo de SC, Cesar Souza Junior.
Política
PODER DA CANETA
Alto número de medidas provisórias desafia Dilma
Usadas pelos presidentes desde Sarney, MPs atingiram o topo durante os dois mandatos de Lula
Na tentativa de aplacar os estragos provocados pelas catástrofes no Estado do Rio, a presidente Dilma Rousseff
(PT) recorreu, na quarta-feira, pela primeira vez aos atalhos e facilidades garantidos por uma velha conhecida do
Planalto: a medida provisória (MP). O problema é que, nos últimos governos, a prática de fazer uso da caneta
presidencial para criar leis instantâneas serviu muito mais para atropelar o Congresso do que para resolver
casos de urgência.
Lula deixou Brasília no dia 1º carregando junto com os milhares de cartas e presentes que colecionou ao longo
de oito anos o troféu de campeão no uso de MPs. O padrinho político de Dilma criou 414 leis por meio do
dispositivo. Nos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os decretos presidenciais foram
utilizados 334 vezes, 19% menos do que na Era Lula.
Enquanto nos primeiros quatro anos de Lula foram publicadas 239 medidas provisórias, na etapa final o número
caiu para 175. Surpreso com a retração no segundo mandato, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido
Vacarezza (PT-SP), atribuiu ao acaso a redução das MPs.
– Não houve nenhuma orientação do ex-presidente para que se diminuísse o uso deste expediente. Inclusive,
em meio à crise internacional e ao período eleitoral, houve a necessidade de intensificar as edições para
conduzir o governo – conta.
Oposição reclama de procedimento
Críticos do mecanismo reclamam que a volúpia do Planalto pelas MPs, a pretexto de resolver assuntos de
caráter urgente e relevante, engessa o Congresso e confere excessiva força ao Executivo. Acomodado com a
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subserviência do Congresso, Lula não se constrangeu em transformar muitas MPs em espécie de “cabide
legislativo”.
Em julho do ano passado, em um mesmo canetaço, Lula alterou o limite de endividamento dos municípios-sedes
da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016, tratou sobre imóveis da extinta Rede Ferroviária Federal, arbitrou
sobre dívidas patrimoniais da União e transferiu a posse de imóveis do governo federal para a Companhia Docas
do Rio de Janeiro.
– O Parlamento se submete, passivamente. Se adotássemos a prática de devolver as medidas provisórias
inconstitucionais, mandaríamos de volta mais de 80% delas – calcula o senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
Apesar das reclamações, parlamentares aproveitam os atalhos percorridos pelas MPs no Legislativo para
enxertar projetos batizados de “árvores de Natal”. No início de 2010, por exemplo, deputados da oposição
pegaram carona no projeto do senador Paulo Paim (PT) que reajustava o salário dos aposentados para tentar
extinguir o fator previdenciário. Diante do risco de comprometer a Previdência, Lula se viu obrigado a vetar a
emenda.
Para o deputado federal Ibsen Pinheiro (PMDB), as distorções do atual sistema político, “que obrigam o
Executivo a construir uma maioria a cada votação”, estimulam o governo federal a legislar por meio de MPs.
Na avaliação do parlamentar peemedebista, somente uma reforma política poderia garantir ao governo uma
maioria capaz de se impor em plenário. Como a reforma está distante, resta saber qual será a posição da
presidente Dilma no ranking das MPs.
"O parlamento se submete passivamente. Se adotássemos a prática de devolver as MPs inconstitucionais,
mandaríamos de volta mais de 80% delas."
ALVARO DIAS
Senador pelo PSDB do Paraná
"Não há nada de autoritário nesta prática. É um instrumento regulamentado, legítimo e perfeitamente válido."
MARCUS FIGUEIREDO
Cientista político
O que são MPs
- As medidas provisórias são um dispositivo legal que o governo federal utiliza para estabelecer ações com
eficácia imediata. Segundo a Constituição, é um instrumento disponível para resolver questões de caráter
urgente e relevante.
- Ao assinar uma medida provisória, o presidente da República cria uma lei, que entra em vigor assim que é
publicada no Diário Oficial da União, mas cuja vigência deverá, ainda, passar por votação no Congresso.
Mudança na regra
- Ao longo dos oito anos de Fernando Henrique Carodoso, foram publicadas 334 MPs, média de 3,47 por mês.
- Os números só não são maiores porque, até setembro de 2001, não havia a proibição de se reeditar uma
MP. Além disso, antes das mudanças das regras, o texto poderia ser alterado a cada reedição.
- A medida provisória que criou o Plano Real, por exemplo, foi reeditada 43 vezes. Nas publicações, seu
conteúdo sofreu diversas alterações.
- Considerando-se os 15 meses em que governou sob a legislação alterada, a média mensal de medidas
provisórias publicadas na gestão de FHC subiria para 6,8/mês. No governo de Lula, a média foi de 4,3
medidas provisórias por mês.
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PODER DA CANETA
Mecanismo divide os estudiosos
A cultura do Palácio do Planalto de recorrer às medidas provisórias para conduzir o dia a dia do governo divide a
opinião de especialistas de diferentes áreas.
A cientista política Maria do Socorro de Souza Braga, professora da Universidade de São Carlos, acredita que a
edição de medidas provisórias tem relação direta com o equilíbrio das forças políticas.
No primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, lembra Maria do Socorro, a concentração de ministérios nas
mãos de petistas causou dificuldades ao Planalto nas votações no Congresso.
Os aliados não se sentiam contemplados com cargos suficientes na Esplanada a ponto de apoiar o governo Lula
em votações eleitoralmente desgastantes. Para ela, esse é um dos motivos que levaram o governo a se envolver
em suspeitas de compra de apoio no Parlamento.
– Quando Lula passou a dividir o poder com os aliados teve força no Congresso e diminuiu o uso das medidas
provisórias.
Professor de Direito Constitucional da Universidade de Fortaleza, Alcimor Rocha Neto considera que a aplicação
do dispositivo “se transformou em abuso”. Especialista em MPs, o jurista cobra um controle mais rígido dos
parlamentarews sobre a efetiva “pertinência e urgência” das medidas editadas.
– Já que os parlamentares não o fazem, a tendência é que Judiciário passe a atuar mais nesse vácuo político,
coibindo MPs com manifesta inconstitucionalidade – afirma.
Nos EUA, não há o dispositivo
Para o cientista político Marcus Figueiredo, não há distorção no uso disseminado do expediente.
– Não há nada de autoritário nesta prática – acredita.
O especialista explica que, ao editar uma medida provisória, o presidente da República não atua fora das regras
legais.
É um instrumento regulamentado por lei, legítimo e perfeitamente válido – defende o professor do Instituto
Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro.
Radicado no país há 17 meses, o cientista político canadense Mathieu Turgeon, da Universidade de Brasília
(UnB), destaca que as MPs conferem ao Brasil um sistema político em que o presidente é mais forte do que o
dos Estados Unidos.
Segundo ele, o presidente americano é mais dependente do Congresso na hora de implementar políticas
públicas.
– Na América, tudo tem de passar pelas casas do Congresso antes de ser implementado – observa o professor
Turgeon.
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APARATO
A segurança de Dilma Rousseff
Distante pouco mais de 2 mil quilômetros da cidade da qual Dilma Rousseff comanda o país, a capital gaúcha se
tornou sede de um grupo de elite encarregado de zelar pela integridade do ex-marido, da filha, do genro e do
neto da presidente.
O trabalho envolve levantamento de pontos críticos e sensíveis nas proximidades de cada local que Dilma e os
familiares frequentam.
Comandada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a equipe reúne Exército, Aeronáutica e Polícia
Militar. Eles coletam informações, monitoram situações, previnem incidentes e fazem a segurança.
Vizinhos de apartamento de Dilma e da filha dela, Paula, não passam despercebidos. O trabalho é sutil para
evitar constrangimentos, mas todos são identificados e têm informações básicas submetidas à análise.
Foi assim que a Polícia Federal detectou uma situação de risco no prédio de Dilma durante a campanha. Um
morador usuário de crack teria delatado um traficante para o qual teria repassado mercadorias como pagamento
de droga. Ao sair da prisão, o criminoso quis se vingar, invadiu o prédio e foi contido por funcionários do edifício.
Dilma não estava no local, que teve a segurança reforçada.
Esquema semelhante de segurança foi mantido pelo GSI em Florianópolis, cidade onde mora Lurian da Silva,
filha do ex-presidente Lula.
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APARATO
Alvorada em obras
Dilma Rousseff espera a conclusão de reparos no Palácio da Alvorada para se mudar. Por isso, ela fica na
Granja do Torto até a segunda quinzena de fevereiro.
Ao ser eleita, ela avisou que moraria no Alvorada com a mãe, Dilma Jane, e a tia, Arilda. A exemplo do Torto, o
Alvorada terá um quarto reservado para a filha Paula, o genro Rafael Covolo e o neto Gabriel.
Desde 15 de novembro, Dilma mora no Torto. Antecessores de Dilma, Lula e Fernando Henrique afirmaram que
o local era um dos mais agradáveis de Brasília, pois combina beleza natural com arquitetura simples e
acolhedora.
CAMPANHA 2010
Doações eleitorais na Bahia serão apuradas
A Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia vai investigar doações da UTC Engenharia, detentora de duas
concessões da União para exploração de petróleo, a candidatos em 2010. A campanha do governador reeleito,
Jaques Wagner (PT), foi a que mais recebeu (R$ 2,4 milhões). A lei proíbe doações de "concessionário ou
permissionário de serviço público".
SUCESSÃO NA CÂMARA
PC do B dá apoio para o petista Marco Maia
O PC do B formalizou apoio à candidatura do deputado Marco Maia (foto) à presidência da Câmara. A iniciativa
fragiliza o projeto de Aldo Rebelo (SP), do PC do B, de concorrer, mais uma vez, ao cargo. O PP também já
divulgou apoio ao petista e o PR fecha, amanhã, com Maia em um jantar organizado, em Brasília, pelo deputado
Valdemar Costa Neto.
FORO PRIVILEGIADO
Processo de delegado vai para o Supremo
A Justiça Federal enviou ao STF a ação penal contra o delegado da PF Protógenes Queiroz, condenado a 3
anos e 11 meses de prisão por violação de sigilo funcional e fraude processual na Operação Satiagraha. A
decisão foi porque Protógenes foi eleito deputado federal (PC do B), cargo que lhe dá foro privilegiado em
processos no Judiciário.
AÇÃO DO DEM
Ministro Peluso vai analisar caso Battisti
O ministro Gilmar Mendes, do STF, vai analisar a ação do DEM que contesta parecer da Advocacia Geral da
União que orientou o ex-presidente Lula no caso do italiano Cesare Battisti. Com base no parecer, Lula negou a
extradição. O presidente do STF, Cezar Peluso, mandou a ação a Mendes, já que ele é o relator do pedido de
extradição feito pela Itália.
A Notícia
Canal Aberto
AÉCIO NEVES EM SANTA CATARINA
Quem já está agendando uma visita ao Estado é o senador diplomado Aécio Neves (PSDB-MG). Se não for
nesta semana, será na próxima, antes de tomar posse no Congresso, em 1º de fevereiro. O mineiro cumprirá
duas agendas distintas: inicialmente contatando com os tucanos, desde o futuro colega Paulo Bauer, até o exgovernador Leonel Pavan, passando pelos deputados estaduais e federais e alguns prefeitos.
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Como o ex-governador de SP José Serra emite claros sinais de que pretende buscar uma terceira candidatura
presidencial, em 2014, a maioria das lideranças do PSDB catarinense não quer tomar partido. Só que pelo
menos um tucano já aderiu antecipadamente ao projeto de Aécio. Trata-se do deputado federal diplomado
Jorginho Mello.
O ex-presidente da Assembleia inclusive já fechou com o candidato do mineiro à liderança do PSDB na Câmara,
em alinhamento automático, à luz do dia. A segunda parte dos compromissos estará voltada para uma visita ao
governador Raimundo Colombo e ao vice Eduardo Moreira. Também previstas conversas informais com LHS e
Jorge Bornhausen, convergindo para o plano nacional, na oposição a ser praticada ao governo de Dilma
Rousseff.
Reflexão
Depois de oito longe do Palácio Residencial, Esperidião Amin apareceu no encontro patrocinado por Colombo
com o deputado Marco Maia. No dia seguinte, o ex-governador já começava a formular: “O atual governo está
fazendo o que a oposição faria se tivesse ganho a eleição”. Amin relaciona algumas iniciativas para atestar seu
raciocínio. “Suspensão do Pró-emprego, leia-se, Aldo Hey Neto; críticas à intermediação na liberação de créditos
tributários; despartidarização da Segurança Pública, com a nomeação de promotor de Justiça; visita ao São
Lucas; promessa de gestão mais técnica na Celesc; e solicitação de auditoria no contrato do CIC”. Para Amin,
“levar o governo às 36 SDRs”, como disse Colombo, é a reedição do governo itinerante de 2001 e a crítica mais
sutil à descentralização.
INTEGRAÇÃO INTERESTADUAL
José Eliton (E) ficou impressionando com os novos objetivos da SC
Parcerias, de promover formação de PPPs. O vice disse a Enio
Branco (D) que iria levar o modelo para a Goiás Parcerias, em
processo de implantação no Estado.
Propostas
Quem também será recebido hoje pelo governador é o prefeito
Ronério Heiderscheidt (Palhoça), em seu primeiro contato oficial
com Colombo. Em discussão, a implantação do Sistema de
Transporte Marítimo na região metropolitana, bem como o projeto
do Centro de Inteligência para a Defesa Civil.
INVESTIDURA
Guilherme Zigelli, observado pelo presidente da Assembleia,
Gelson Merísio (D), no momento em que assinava o termo de
posse para um novo mandato no Sebrae de SC.
Civilidade
Novas políticas e ações estratégicas para melhor desenvolver o setor pesqueiro catarinense serão a pauta da
ministra Ideli Salvatti, na primeira visita oficial ao Estado, prevista para hoje. Pela manhã, Ideli se reúne com os
diversos segmentos envolvidos na cadeia produtiva. “Vamos conversar com pescadores, maricultores e
piscicultores, empresários e pesquisadores”, assinalou a ministra. Já à tarde, no Centro Administrativo, terá
audiência com o governador, a quem pedirá agilidade na liberação das licenças ambientais para a produção de
pescado e buscará apoio para o desenvolvimento do setor em SC.
Naturalidade
No fim da audiência, Raimundo Colombo (DEM) e Ideli Salvatti (PT), que se enfrentaram nas urnas de outubro,
na disputa pelo governo do Estado, vão conceder uma entrevista coletiva à imprensa. Considerando que o
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Palácio Residencial foi aberto na quinta-feira para receber o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS),
candidato à reeleição com o apoio dos liberais catarinenses, o encontro de Colombo e Ideli não surpreende mais.
Vale lembrar que a deputada federal diplomada Luci Choinacki acompanhou Maia no encontro.
-------------------------------------------------------------------------------O presidente da SC Parcerias, Enio Andrade Branco, recebeu em seu gabinete, na sexta-feira, o vice-governador
de Goiás, José Eliton, escolhido pelo governador Marconi Perillo para presidir a CELG, empresa de energia
elétrica do Estado, já presidida por Branco. Amigos dos tempos de Goiânia, os dois conversaram sobre os
destinos daquela estatal. Ainda sobrou tempo para Enio Branco destacar o papel que o governador Colombo
espera da SCPar, futuro nome da SC Parcerias.
Recado
“Só seria bom combinar com os peemedebistas”. A observação partiu de um integrante do PMDB, fundador do
MDB, em 1966. A manifestação tem relação com as articulações do deputado federal Mauro Mariani, voltadas
para o PT, considerando a eleição de Joinville, em 2012. Boa parcela do partido, na cidade, gostaria é que
Mariani subisse a Serra Dona Francisca, em direção a Rio Negrinho.
DISPOSIÇÃO
Raimundo Colombo comentou com Esperidião Amin que pretende reativar o Conselho dos Ex-governadores,
para auxiliá-lo na missão de governar SC.
RISCO
Se Colombo não acertar a mão na composição das secretarias regionais no Oeste, é muito grande a
possibilidade de o PMDB fechar com o PT em vários municípios, em 2012, a começar por Chapecó, com Cláudio
Vignatti.
POSIÇÃO
Enquanto Neuto de Conto não abre mão da SDR de São Miguel do Oeste, Valdir Colatto, de Chapecó.
BRONCA
Para o exdeputado Andrônico Pereira, o PMDB de SC tem que cobrar cargos, obras e posições legislativas no
governo não de Colombo, mas de LHS, idealizador da tríplice. “Ele é o único responsável”.
CONCEITO
Para o presidente do BID no Brasil, Fernando Carrilo- Flores, o Estado e o Deinfra são “referências nacionais” na
execução de projetos e aplicação de recursos. Ele visitará Florianópolis até junho.
Política
ALUGUEL DE CARROS
Joinvilenses e os carros da Câmara
A decisão da Câmara de Joinville de alugar, mais uma vez neste ano, 18 carros para os vereadores está
repercutindo na cidade. O edital prevê até R$ 302,2 mil em gastos ao final de 11 meses. A empresa vencedora
da licitação deve ser conhecida no dia 24 deste mês. Os veículos serão entregues no dia 1º de fevereiro. Confira
nesta página algumas das opiniões que os leitores enviaram para o AN.com.br sobre o aluguel dos carrosA
Câmara deve, sim, ter carros à disposição, mas, no máximo, cinco carros. O custo dos outros 13 deveria ser
revertido em patrolas e rolo-compressores para aplainar as ruas que aguardam pavimentação, melhorando a
vida dos moradores dessas áreas.
Jorge Barsch, Joinville
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O senhor Odir (Odir Nunes) deveria dar exemplo sendo presidente da Casa, pois a escola vem de cima. Vai me
dizer que não tem veículo para vir trabalhar todos os dias e precisa de carro de luxo pago com dinheiro do povo!
Arnaldo Júnior, Joinville
Os senhores vereadores deveriam ser tratados iguais a todos os trabalhadores que vão ao trabalho de ônibus ou
com seu próprio carro.
Claudete Righetto, Joinville
Vamos pegar a lista de vereadores de Joinville e não votar mais neles.
Rafael Schmidt, Joinville
Um carro é essencial, principalmente se o vereador quer realmente fiscalizar e criar projetos. Não pode só ficar
numa sala trancado, tem que ir para as ruas.
Cesar Luiz Florencio, Joinville
Para que serve a verba de gabinete? Acreditava que seria para cobrir estas despesas.
André Cardoso, Joinville
Vergonhoso. Porém, mais vergonhoso para nós é que ninguém vai protestar ou faz uma ação contra isso.
Gonçalo Leite, Joinville
A Câmara, para atender à necessidade de trabalho, pode dispor de dois ou três veículos (somente a serviço) e
para a administração (idem). Agora, alugar 18 carros? A quem interessa este contrato?
Victor Izquierdo, Joinville
Eles não precisam de veículo pago novamente pela população. Já ganham um salário alto. O pobre tem que
andar de ônibus que, por sinal, teve aumento.
Aline Nunes, Joinville
Eu também quero um carro, aliás, todos queremos. Obs: os vereadores têm que justificar qualquer viagem, saída
a trabalho, tudo, e fazer relatórios dessas viagens. Qual benfeitoria eles estão trazendo para a cidade?
Gilberto Luiz Luiz, Joinville
Por que nossos vereadores não pagam esse absurdo que é a passagem de ônibus para passear pela cidade?
Giovani da Luz, Joinville
Realmente, a cada dia é uma decepção com os nossos políticos. Não bastasse os nossos representantes em
Brasília aprovarem um aumento absurdo, agora mais essa regalia aos vereadores de Joinville: aluguel de carro.
Fico revoltado com todo esse despropósito. Imaginem o que daria para fazer em melhorias para nossa cidade
com R$ 300 mil. Educação, saúde...
Rudi Hardt, Joinville
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Quem paga esta conta? Somos nós, trabalhadores. Além de ter de pagar os salários altos aos vereadores, ainda
temos que pagar carro para eles andarem sabe Deus onde! Absurdo.
José Antônio da Silva, Joinville
Até poderiam usar se fossem políticos mais produtivos, mais ativos. O pior de tudo é que o dinheiro do povo é
gasto com inutilidades como esta. Nas próximas eleições, seria bom fazer uso do voto consciente.
Bruno Shiguemoto, Joinville
Acho um absurdo alugar carro para políticos ficarem passeando pela cidade e, além disso, levar o carro para
casa. Pra que isso? Qual o problema de deixar na Câmara? Por que tanta regalia?
Uesley Lucas Gozdecki, Joinville
Todo o vereador é funcionário como qualquer outro cidadão. Por isso, tem que se deslocar até o serviço como
todo brasileiro: ou de condução própria ou de ônibus.
Fabiano dos Passos, Joinville
A Câmara deveria comprar seis carros simples para viagens pela cidade e três completos para viagens para fora
da cidade. Para uso do carro, fazer um controle de agendamento prévio, comprovando o destino, distância
percorrida e tempo de viagem. Para o combustível, só restituir o valor se tiver nota.
Rodrigo Vieira, Joinville
Os vereadores que estão aceitando os carros deveriam ter vergonha. Será que eles não ganham o suficiente
para ir de condução própria? Os eleitores terão que ficar de olho nessas pessoas.
Nivaldo Schmucker Silveira, Joinville
Por acaso nossos ilustres vereadores fazem relatórios do uso dos carros? Explicam qual a finalidade, o que isto
resultou?
Elmor Jucy de Oliveira Oliveira, Niterói
Acho que os vereadores não têm que ter carro alugado. Eles já têm um ótimo salário para fazer o seu trabalho e
acho também que poucos são fiscalizadores como deveriam ser para cuidar do dinheiro público.
Zita Antoniazzi, Joinville
Se antes já usaram o carro para jogar futebol, agora mesmo vai virar uma bagunça.
Bento Machado, Joinville
Se os carros fossem usados pelos próprios vereadores, tudo bem. Porém, é comum ver outras pessoas usando
os carros que ainda se dizem assessores.
Edson Ludvig Van, Joinville
Acho que cada um deveria usar seu próprio veículo. Normal, eles têm um cargo eletivo, com salário, como um
cidadão comum.
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Márcia Costa, Joinville
Acho um absurdo. O dinheiro do aluguel poderia ser usado para as famílias deslocarem seus doentes quando for
preciso.
Claudia Claudia Mara Fagundes, Joinville
Considerando que um vereador é um funcionário público como outro qualquer, acho que eles trabalham pouco e
ganhan muito. Por isso, deveriam andar com seus carros particulares ou de ônibus como faz qualquer servidor.
Eu nunca vi um vereador visitando o meu bairro (Adhemar Garcia) para saber das necessidades dos moradores.
Francisco Pereira Soares, Joinville
É uma vergonha, dinheiro público jogado no lixo. Vereador tem que legislar e, para isso, não há necessidade de
veículo. E falta dinheiro para saúde, educação e segurança.
Urias Rodrigues, Joinville
Creio que eles recebem o suficiente para fazer tudo com seu próprio veículo. Se acharem oneroso para seu
bolso, poderiam fazer tudo de ônibus. Se a população é incentivada a andar de ônibus para diminuir o número de
veículos nas ruas, por que os vereadores não podem andar de ônibus? Além do mais, os vereadores já recebem
um sálario acima da média de muitas famílias na cidade.
Deu em AN
Reportagem do dia 7 mostrou a assinatura do edital que abriu licitação para aluguel de 18 veículos.
Colunas
Exxtra
Por Ivan Lopes da Silva
Segunda quente na política
A semana inicia como acabou a anterior. Os focos de incêndio que perduram no Governo do Estado, na questão
da divisão dos cargos entre PMDB, PSDB e DEM, parecem difícil de serem abafados. Está segunda-feira será
pródiga em reuniões partidárias, na tentativa de, pelos menos, não deixar as chamas se alastrarem para outras
áreas que parecem estar imunes ao rastilho desse fogo. Para acalmar os ânimos, as canetas das nomeações
foram engavetadas. Porém, o gesto é de questionável eficácia, porque na verdade sobraram poucas cadeiras
disponíveis para quem ainda sonha raspar um cargo do fundo tacho.
Para concordar com a sabedoria popular que diz, “farinha pouca meu pirão primeiro”, peemedebistas e tucanos
não engoliram a nomeação da servidora Maria Dilma Koerich, filiadaao PP. Foi “descoberta” no Diário Oficial,
que tem sido o jornal mais lido nas últimas semanas. Ela figura como secretária-geral da Junta Comercial do
Estado. O órgão é presidido por Antônio Carlos Zimmerman, do PMDB. O secretário da Casa Civil, Antônio
Ceron (DEM) procurou justificar a derrapagem alegando tratar-se de uma servidora que tem 38 anos de carreira.
Prometeu, no entanto, que a nomeação é interina para uma função que não pode ficar descoberta.
A provável “razão” de Ceron não é o bastante para amenizar a situação. Ponderado, mas firme nas decisões, o
governador Raimundo Colombo (DEM) foi preservado dos embates diretos nas disputa da miudeza de cargos
que ainda estão disponíveis. No entanto, não dispensa a sua retaguarda política. Recorreu ao seu antigo guru e
o mais recente em sua trajetória política. O governador foi se aconselhar com o ex-senador Jorge Bornhausen
(DEM) e com o ex-governador Luiz Henrique (PMDB). É com os “conselhos” das duas raposas políticas que
Colombo deve ter passando o domingo mais tranqüilo.
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Na verdade, a pelea vai se dar mesmo longe do Centro Administrativo. A disputa intestina entre os três partidos
que formaram a tríplice aliança será para ocupar os cargos de secretário e secretário adjunto das 36 Secretarias
de Desenvolvimento Regional. Além destes 72 cargos, cerca de outros 350 também serão disputados a tapa, no
melhor dos cenários.
A cota do PMDB é de 16 secretarias, somadas com as de Joinville e Criciúma. A primeira é da cota do senador
eleito Luiz Henrique e a outra do vice-governador, Eduardo Pinho Moreira.
A de Florianópolis, com “status” de “secretaria central”, também é foco de disputas internas do PMDB. A
secretaria tem tudo para ficar com o partido, mas a questão é quem irá indicar o titular. O prefeito de
Florianópolis, Dário Berger (PMDB), insiste em reconduzir Valter Gallina, que fez feio nas urnas ao disputar uma
cadeira para a Assembleia Legislativa. O deputado estadual Renato Hinnig, único “sobrevivente” dos candidatos
que disputaram o pleito na região, não aceita o nome de Gallina e até afirmou, que se for o caso, troca o
Legislativo pelo cargo de secretário.
Para ajudar nesta queda de braço, o deputado Edison Andrino, que não logrou êxito para renovar o mandato,
mas deve assumir na condição de suplente, também, faz coro com os argumentos de Hinnig. E quem pensa que
a briga será feroz, apenas nas chamadas “grandes” regionais, espere para ver o barulho vindo das menores.
Paulo Alceu
Problemas à vista
A meta do governo é acumular R$ 1 bilhão para dar início as obras e investimentos prioritários. Para isso várias
ações estão sendo tomadas, entre elas a “venda” do empréstimo consignado para um banco específico. Ou seja,
a instituição que assumir a conta “paga” uma determinada quantia para o governo, que aplica esses recursos em
ações e programas para o Estado. O governo já estava contando com essa verba em caixa a caminho do R$ 1
bilhão, mas parece que não será possível. Por quê? O Banco Central está semana manifestou-se a respeito do
que é considerado um verdadeiro leilão. Ou seja, proibiu cláusula de exclusividade dos empréstimos
consignados. Tempos atrás o Tribunal de Contas do Estado também se manifestou contrário a “venda” de contas
a instituições financeiras. Foi referente ao município de Morro da Fumaça. Vetou uma negociação com a Caixa
Econômica Federal de um convênio visando empréstimos pessoais a servidores públicos municipais com
consignação em folha. O argumento foi de que a Prefeitura ou Câmara não pode atuar como agente
intermediário desempenhando tarefas de entreposto bancário. Ou seja, o mesmo que o governo do Estado está
propondo. O TCE de repente se manifestará contrário. Ou só vale para município? Claro que não.
Com certeza
Os deputados federais e estaduais que estão fazendo parte do colegiado do governo Raimundo Colombo deixam
as secretarias no final do mês. Não estão desistindo. Ocorre que assumirão seus mandatos parlamentares e logo
em seguida retornam. Até porque como deputados ganham muito mais do que como secretários. Todos,
certamente, vão manter o salário de parlamentar. Mas esta operação de sai e volta significa gasto para os cofres
públicos. Assumem e ganham por isso e quando estiverem saindo para dar lugar ao suplente é ele que receberá
por estar assumindo, além do salário. Pois é, dinheiro público pelo visto não tem mãe...
Solicitação
No encontro do governador Raimundo Colombo com o prefeito Renato Nunes, sexta-feira passada em Lages,
um dos pedidos do prefeito foi a complementação dos salários dos médicos dos hospitais do município. Colombo
falou que o repasse do SUS estava defasado. Ao mesmo tempo se comprometeu a analisar os números na
busca de uma solução lembrando que não pode apenas um dos lados ser o responsável tem que envolver
município, Estado e Governo Federal.
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Unidos
O governador Colombo solicitou a participação de todos numa espécie de rede solidária no auxílio às vítimas das
chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro. Quer o envolvimento de todo o governo como forma também de
agradecer a ajuda que o Estado sempre recebeu quando em situação semelhante. A Casan, por exemplo, por
determinação do presidente Dalírio Beber enviou para a Defesa Civil, 150 mil copos de água de 200 ml e mais 60
mil garrafas de 500 ml que serão transportados hoje para o Rio de Janeiro.
Cotado
É bem possível que o atual secretário do Meio Ambiente do governo Dário Berger, José Carlos Rauen, seja
indicado para uma das diretorias da Casan, de onde é originário. Berger gostaria que continuasse no colegiado,
mas não descarta a saída de Rauen pensando numa reforma administrativa com mais participação do PT.
Problema interno
Nesta segunda-feira as bancadas federal e estadual do PMDB voltam a se reunir. Desta vez querem uma
conversa com o vice-governador Eduardo Moreira e o presidente da sigla, João Mattos. Há focos de insatisfação.
O comentário é de que os deputados não foram devidamente atendidos.
Negociação
O Banco do Brasil conta hoje com praticamente 70% dos empréstimos consignados referentes a servidores
estaduais. Está em conversas com o governo, que pretende concentrar em uma instituição financeira essa
atividade, desde que receba uma contrapartida visando alcançar uma reserva de R$ 1 bilhão até março. Caso o
BB não atenda os interesses do governo a tendência é negociar com a Caixa Econômica Federal, embora esteja
aberto para todos os bancos. Mas o governo tende para uma instituição pública. E não quer perder tempo. Resta
saber como vai superar o obstáculo imposto pelo Banco Central impedindo exclusividade.
Prioridade
Um dos temas que ocupará espaço assim que os deputados federais retornarem as atividades legislativas será a
proposta que estabelece um piso nacional para os policiais militares, civis e bombeiros militares. Como é uma
emenda à Constituição terá que ser aprovada em segundo turno de votação. O grande obstáculo é que os
governos estaduais afirmam quer não tem como assumir o compromisso de honrar o piso, pois isso vai significar
um aporte substancial na folha de pagamento. Há governadores que consideram que esse projeto fere o
princípio federativo, pois se trata de uma intromissão no orçamento dos Estados. O tema é explosivo.
De repente
Não vai ser nenhuma novidade se o deputado tucano Gilmar Knaesel disputar as eleições para a prefeitura de
Pomerode em 2012. Não descarta essa possibilidade lembrando que sempre foi muito bem votado na cidade
não baixando de 60 mil votos.
Em alta
“Nesse processo ganha o cidadão com mais eficiência, facilidade e transparência nas ações de seus
candidatos”, observou Frederico Biehl, um dos responsáveis pela ferramenta utilizada por parlamentares que
tomarão posse em fevereiro. Ou seja, permitiu a reeleição desses políticos catarinense, além de Tocantins e do
Rio Grande do Norte. É tecnologia catarinense a serviço da inteligência política produzindo fidelização.
Detalhes
O secretário da Infraestrutura Valdir Cobalchini quer saber a realidade das obras federais no Estado. Junto com
o presidente do Deinfra, Paulo Meller, reúne-se hoje com o superintendente do Denit a fim de conhecer também
os projetos das BRs 470 e 280. Realmente é vergonhoso. No Rio Grande do Sul a duplicação BR 101 está
praticamente concluída, enquanto que aqui vários trechos parados. Claro que aqui é maior, mas mereceria mais
atenção.
E a Vida Segue
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Em que pé estão as obras da Arena de Florianópolis, no Norte da Ilha? Investimento previsto de R$ 20 milhões.
Começou, mas pelo visto estão paradas. Mais dinheiro público desrespeitado? Responsabilidade da Regional.
Parlamentares que saem em janeiro planejam carreira fora do Senado
A maioria dos senadores que esvaziam seus gabinetes no Senado Federal até 31 de janeiro continuará atuando
na política, ainda que não tenha mais mandato. São parlamentares que tentaram a reeleição, mas não
venceram, ou se candidataram a outros cargos, como a senadora Marina Silva (PV-AC), que concorreu à
Presidência da República, ou, ainda, não se candidataram a nenhum cargo eletivo.
De Santa Catarina o quadro já está definido. O suplente do senador Raimundo Colombo (DEM), Casildo
Maldaner (foto), do PMDB assumiu a vaga no dia 1º de fevereiro. Também com mandatos até o fim de janeiro,
Ideli Salvatti (PT) foi nomeada ministra da Pesca e Aqüicultura. Já Neuto De Conto (PMDB) deve assumir um
cargo no Governo do Estado. Possivelmente a diretoria hoje ocupada por Maldaner.
Concorreram ao Senado, mas não se elegeram os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM), Marco Maciel (DEMPE), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Heráclito Fortes (DEM-PI), Mão Santa (PSC-PI), Efraim Morais (DEM-PB),
Fátima Cleide (PT-RO), Jefferson Praia (PDT-AM) e Papaléo Paes (PSDB-AP). Também se candidatou ao
Senado e não foi eleito o senador Romeu Tuma (PTB-SP), falecido no final de outubro, que não pôde fazer
campanha devido ao seu estado de saúde.
Efraim Morais (DEM-PB) assumirá em 1º de fevereiro a Secretaria de Infraestrutura da Paraíba. Já o senador
Tasso Jereissati (PSDB-CE) voltará às atividades empresariais nas áreas de shopping center, comunicação e
bebidas no Ceará. Segundo a assessoria do senador, Tasso também se dedicará, com José Serra e Fernando
Henrique Cardoso, à elaboração do novo programa do PSDB.
Outros senadores continuarão no Congresso, mas na Câmara: o senador Almeida Lima (PMDB-SE) foi eleito
deputado federal por Sergipe; Eduardo Azeredo (PSDB-MG) por Minas Gerais; e Sérgio Guerra (PSDB-PE), por
Pernambuco. Também se candidataram à Câmara dos Deputados, mas não se elegeram, os senadores Adelmir
Santana (DEM-DF), Leomar Quintanilha (PMDB-TO) e Serys Slhessarenko (PT-MT).
Flávio Arns (PSDB-PR) virou vice- governador do Paraná; e Patrícia Saboya (PDT-CE) foi eleita deputada
estadual no Ceará.
Indefinição
Segundo a assessoria do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), ele ainda está muito envolvido com as atividades
da 1ª Secretaria do Senado e não pensou sobre o que fará a partir de fevereiro. Depois de cerca de 30 anos
atuando na política, a assessoria garantiu que o senador não pretende mudar.
O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) também não tomou nenhuma decisão sobre a atividade que desempenhará
a partir de fevereiro. Como faz parte do quadro de carreira diplomática, ele poderá voltar ao Itamaraty. O senador
também poderá assumir cargo em governo estadual.
O senador Mão Santa (PSC-PI) disse que vai continuar na vida política. Porém, só deve tomar uma decisão a
partir de fevereiro. A senadora Fátima Cleide (PT-RO) também não decidiu o que fará quando terminar seu
mandato.
Renúncias e licenças
Com mandatos até 2015, renunciaram para assumir governos estaduais os senadores Tião Viana (PT-AC), que
assume o governo do Acre; Renato Casagrande (PSB-ES), do Espírito Santo; Marconi Perillo (PSDB-GO), eleito
governador de Goiás, Rosalba Ciarlini (DEM-RN), eleita governadora do Rio Grande do Norte; e Raimundo
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Colombo (DEM-SC), governador de Santa Catarina. Em seus lugares assumiram os suplentes Aníbal Diniz (PTAC), Ana Rita (PT-ES), Cyro Miranda (PSDB) e Garibaldi Alves (PMDB-RN).
Assim como os colegas acima, dois outros senadores deixaram os cargos rumo ao Executivo: Edison Lobão,
reeleito senador, assumiu o Ministério de Minas e Energia. No senado, assim que tomar posse no novo mandato
para o qual foi eleito, será substituído por Lobão Filho, seu primeiro suplente. O senador Garibaldi Alves Filho
também virou ministro, na pasta da Previdência. Seu suplente é Paulo Davim.
Alguns senadores chegam ao fim de mandato no Senado sem garantir vagas aos cargos a que concorreram fora
de Brasília: José Nery (PSOL-PA) tentou, mas não conseguiu, eleger-se deputado estadual no Pará. Hélio Costa
(PMDB-MG) perdeu as eleições ao governo de Minas Gerais para Antonio Anastasia, e Osmar Dias (PDT-PR) foi
derrotado por Beto Richa nas eleições para o governo do Paraná.
Não se candidataram
Augusto Botelho (RR), que está sem partido, não se candidatou a nenhum cargo. Em discurso no Plenário em
setembro do ano passado, o parlamentar por Roraima anunciou sua desfiliação do PT em razão de o partido não
permitir sua candidatura à reeleição ao Senado.
Sérgio Zambiasi (PTB-RS) não quis se candidatar a nenhum cargo eletivo e vai voltar a exercer a atividade de
radialista. A militância política do senador, segundo a assessoria, será feita por meio de seu programa no rádio,
voltado às necessidades dos menos favorecidos. Já o senador Gilberto Goellner (DEM-MT) pretende voltar a se
dedicar à atividade empresarial.
Também não se candidataram a cargo eletivo os senadores João Tenório (PSDB-AL), Antonio Carlos Junior
(DEM-BA), Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), Gerson Camata (PMDB-ES), Mauro Fecury (PMDB-MA), Valter
Pereira (PMDB-MS), Roberto Cavalcanti (PRB-PB).
Folha de São Paulo
Painel
Resistência de batina
Líder da pregação pelo boicote a Dilma Rousseff na campanha presidencial, o bispo de Guarulhos, dom Luiz
Gonzaga Bergonzini, encampa nova mobilização que repercutirá na esfera política. Ele recolhe nas paróquias
sob sua jurisdição assinaturas para um projeto de iniciativa popular que visa eliminar a permissão legal ao aborto
nos casos de estupro e risco à vida da mãe. O movimento já conta com o respaldo de oito dioceses e foi
referendado em reunião da Regional Sul-1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que abrange as
principais cidades de São Paulo.
-------------------------------------------------------------------------------Largada O primeiro passo é a coleta de 300 mil adesões a um documento que será protocolado na Assembleia
Legislativa propondo alteração na Constituição Estadual. Após isso, a intenção é levar o tema ao Congresso.
Lobby Os líderes da mobilização apresentarão o texto ao governador Geraldo Alckmin. "É um tema que precisa
voltar à pauta diante da perspectiva de o novo governo colocar em prática o PNDH-3 (terceira versão do Plano
Nacional de Direitos Humanos)", diz Hermes Nery, coordenador do grupo.
Curto e grosso Miriam Belchior (Planejamento) foi a última entre os ministros a fazer uma apresentação formal
na reunião do governo, na sexta. Dilma Rousseff avisou que, por isso, seu tempo seria curto. Paulo Bernardo
(Comunicações) tascou: "Viu só, Miriam! Já está sendo alvo do contingenciamento".
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Calendário Na reunião, a ministra Iriny Lopes sugeriu que as comemorações do Dia da Mulher, em 8 de março,
fossem turbinadas no primeiro ano de Dilma Rousseff no posto. A presidente gostou da ideia. Como a data cai
em meio ao Carnaval, as festividades serão ou antecipadas, ou postergadas, para garantir visibilidade aos atos.
Em rede Dilma Rousseff reunirá até amanhã o grupo de ministros envolvidos nas operações para conter os
danos da tragédia provocada pelas chuvas no Rio.
A ver Nos bastidores, não faltam parlamentares defendo a criação de CPI para fazer um raio-X da ocupação
irregular do solo no país.
De bom tamanho Do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre o fato de o PT controlar 60% dos cargos do
Executivo e o PMDB, 14%: "Depois os fisiológicos somos nós. Não falei que o periquito come o milho e o
papagaio leva a fama?".
A conferir 1 O conselheiro João Rezende costura com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, sua
indicação ao posto máximo da Anatel. O atual presidente, Ronaldo Sardenberg, foi mantido pelo presidente Lula
até novembro deste ano, mas um decreto da presidente Dilma poderia tirá-lo do cargo a qualquer momento.
A conferir 2 Rezende é amigo de Paulo Bernardo e foi chefe de gabinete dele quando esteve no Ministério do
Planejamento.
Corpo fechado Diante das cotoveladas trocadas com o PMDB, um petista comentou sobre Alexandre Padilha,
ex-coordenador político do governo, hoje na Saúde. "Lula pode até estar com dificuldade de desencarnar da
política. Já o Padilha desencarnou rapidinho."
Território O grupo Jangadeiro, que tem Tasso Jereissati (PSDB-CE) como sócio, vai inaugurar uma TV em
Sobral, berço político dos irmãos Ciro e Cid Gomes, hoje adversários do tucano. Tasso deixa o Senado dia 31.
-------------------------------------------------------------------------------com LETÍCIA SANDER e FABIO ZAMBELI
tiroteio
"A extensão da farra dos passaportes mostra que, na ânsia de garantir benesses a todos os herdeiros, não ficou
de fora nenhuma das próximas gerações do "filho do Brasil"."
DO SECRETÁRIO-GERAL DO PSDB-SP, CÉSAR GONTIJO, sobre os documentos diplomáticos concedidos a
oito integrantes da família do ex-presidente.
contraponto
Espera pra ver
O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), almoçava quarta-feira passada com o ministro Edison Lobão
(Minas e Energia) no restaurante Francisco, em Brasília, quando um petista foi ao encontro dos dois.
Sabedor das relações conturbadas de Calheiros com o então líder do PT, Aloizio Mercadante (SP) -hoje ministro, o petista puxou o assunto da chegada de Marta Suplicy (PT-SP) ao Senado e da perspectiva de ela se tornar
vice-presidente da Casa. E provocou:
-É Renan, você vai sentir saudade do Mercadante!
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Diário Catarinense