UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE RONDONÓPOLIS INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E TECNOLÓGICAS Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola MELÃO RENDILHADO EM AMBIENTE PROTEGIDO SUBMETIDO À DOSES DE NITROGÊNIO E POTÁSSIO EM RONDONÓPOLIS-MT MATHEUS DE CARVALHO SILVA RONDONÓPOLIS - MT 2012 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE RONDONÓPOLIS INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E TECNOLÓGICAS Programa de Pós-graduação em Engenharia Agrícola MELÃO RENDILHADO EM AMBIENTE PROTEGIDO SUBMETIDO À DOSES DE NITROGÊNIO E POTÁSSIO EM RONDONÓPOLIS-MT MATHEUS DE CARVALHO SILVA Biólogo Orientador: Prof. Dr. Tonny José Araújo da Silva Co-orientador: Prof.ª Dr.ª Edna Maria Bonfim-Silva Dissertação apresentada à Universidade Federal de Mato Grosso, Campus de Universitário de Rondonópolis, como parte das exigências para obtenção do título de Mestre em Engenharia Agrícola, área de concentração: Engenharia de Sistemas Agrícolas. RONDONÓPOLIS - MT 2012 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE RONDONÓPOLIS INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E TECNOLÓGICAS Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola CERTIFICADO DE APROVAÇÃO Título: MELÃO RENDILHADO EM AMBIENTE PROTEGIDO SUBMETIDO À DOSES DE NITROGÊNIO E POTÁSSIO EM RONDONÓPOLIS-MT Autor: MATHEUS DE CARVALHO SILVA Orientador: Dr. TONNY JOSÉ ARAÚJO DA SILVA Aprovada em 11 de dezembro de 2012. Comissão Examinadora: ____________________________ ____________________________ Dr. Tonny José Araújo da Silva Dr.ª Regina Célia de Matos Pires (UFMT) (Orientador) (IAC) (Membro Externo) ____________________________ Dr.ª Edna Maria Bonfim-Silva (ICAT/UFMT) (Co-orientadora) Aos meus pais, João Carlos Ferreira e Neuza de Carvalho, aos meus irmãos, Fabiana de Carvalho e Arquiminio Bonfim Neto, aos meus tios, Geraldo Ferreira e Maria das Graças, pessoas especiais na minha vida, que sempre apoiaram as minhas decisões e acreditaram no meu sucesso. DEDICO A Roseli Nogueira Cellos, por sua amizade, apoio e carinho todos estes anos de convivência. OFEREÇO AGRADECIMENTOS A Deus, pelo seu imenso amor, e a Jesus Cristo, meu intercessor, por ter me libertado na cruz do calvário e enviado o consolador, o espírito da verdade. Graças Te dou Senhor. Ao meu orientador, Prof. Dr. Tonny José Araújo da Silva, por sua dedicação, apoio, paciência e amizade em todas as etapas para obtenção desse título. Minha sincera admiração. A minha co-orientadora, Prof.ª Dr.ª Edna Maria Bonfim-Silva, por sua incansável dedicação e atenção, amizade e confiança em mim depositada. Meu sincero respeito. Aos professores Dr. Marcio Koetz, Dr.ª Analy Castilho, Dr. Carlos Canepple e Dr. Carlos Triveño, do programa de Pós-Graduação, pelo conhecimento transmitido que muito colaborou para minha formação profissional. A Universidade Federal de Mato Grosso/Campus Universitário de Rondonópolis e ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola pela oportunidade oferecida. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), pela concessão da bolsa de estudo; Aos colegas de mestrado Débora Matos, Tânia Santos, Claudia Santos, Rebeca Porto, Norman Cordova e Eliane Fagundes, e em especial a Anny Keli Cândido, Willian Souza e Marcella Vilarinho, pela amizade e auxílio na condução dos experimentos, e a Alessana F. Schlichting e Lorraine Farias, pela grande amizade, compreensão, pelas inúmeras ajudas principalmente nos momentos de socorro, e momentos de alegria proporcionados nessa jornada. A Alessana F. Schlichting pela amizade, apoio e orientação, que me proporcionou crescimento pessoal e profissional. Aos alunos do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS) pelo apoio, em especial a Jackelinne Valéria, Marcel Thomas, Simone Ferreira, Eduardo Souto, Juliana Rodrigues, Antonio Tasso e Bruna Kroth, pela ajuda indispensável nas avaliações do meu experimento. A Marcio de Paiva, Patrícia Santos, Marina Santos, Nelson Santos, Marcos Fernandes, André Schroeder, Romoaldo e Alice, pela amizade e por acreditarem nessa conquista junto comigo. A Prof.ª Dr.ª Simoni Loverde-Oliveira, pela oportunidade dada na iniciação científica, orientação e por sua grande amizade. Minha sincera consideração. Aos técnicos Elias Franca e Aguinaldo Claudio pela disponibilidade em dar o suporte necessário nos laboratórios de Solos e Hidráulica. A todos que torceram, acreditaram e contribuíram de forma direta ou indireta para a realização desse trabalho. Meus sinceros agradecimentos. MELÃO RENDILHADO EM AMBIENTE PROTEGIDO SUBMETIDO À DOSES DE NITROGÊNIO E POTÁSSIO EM RONDONÓPOLIS-MT RESUMO - Objetivou-se pelo presente estudo, avaliar o crescimento, produtividade, qualidade e a eficiência no uso da água do melão rendilhado sob os efeitos das doses de nitrogênio e potássio. O experimento foi realizado em casa de vegetação na Universidade Federal de Mato Grosso/Campus Universitário de Rondonópolis no período de abril a julho de 2012. O solo utilizado foi proveniente da camada arável (0-20 cm) de um LATOSSOLO Vermelho distrófico, coletado em uma área de cerrado nativo. O delineamento experimental foi em blocos casualizados. Cada parcela foi representada por um vaso plástico com 15 dm3 de solo. Os tratamentos constituíram de cinco doses de nitrogênio (0, 40, 80, 120 e 160 mg dm-3 ) e cinco doses de potássio (0, 80, 160, 240 e 320 mg dm-3) em esquema fatorial 5x5, resultando em 25 tratamentos com 4 repetições, totalizando 100 parcelas experimentais. As variáveis quantitativas foram: diâmetro de caule, número de folhas, índice SPAD, área foliar, massa seca da parte aérea. O volume consumido de água também foi avaliando além das variáveis qualitativas: produção por planta, circunferência longitudinal e transversal do fruto, formato do fruto, espessura da polpa, acidez titulável total, sólidos solúveis total e índice de maturação. A eficiência do uso da água também foi calculada. Para os tratamentos estatísticos foi utilizado o programa SISVAR, com análises de variância e regressão até 5% de probabilidade. Na análise dos resultados verificou-se que no crescimento e desenvolvimento da planta de melão a interação das doses de 320 mg dm-3 de potássio e 160 mg dm-3 de nitrogênio, proporcionaram os melhores resultados e a combinação de doses que proporcionaram maior produção de massa fresca de fruto para cada litro de água utilizado de 120 mg dm-3 de nitrogênio com 160 mg dm-3 de potássio e 160 mg dm-3 de nitrogênio com 160 mg dm-3 de potássio. Palavras-chave: Cucumis melo L., nutrição mineral, cultivo protegido, qualidade de frutos. MUSKMELON CULTIVATION UNDER PROTECTED ENVIRONMENT SUBMITTED TO DOSES OF NITROGEN AND POTASSIUM AT RONDONOPOLIS-MT ABSTRACT - The objective of the present study was to evaluate the growth, yield, quality and water use efficiency of muskmelon under the effects of nitrogen and potassium. The experiment was conducted in a greenhouse at the Federal University of Mato Grosso / University Campus Rondonópolis from April to July 2012. The soil used was from the topsoil (0-20 cm) of an Oxisol collected in an area of native vegetation. The experimental design was randomized blocks. Each plot was represented by a plastic pot with 15 dm 3 of soil. Treatments consisted of five levels of nitrogen (0, 40, 80, 120 and 160 mg dm-3) and five doses of potassium (0, 80, 160, 240 and 320 mg dm -3) in 5x5 factorial design, resulting in 25 treatments with 4 replicates, totaling 100 plots. Quantitative variables were: stem diameter, number of leaves, SPAD index, leaf area, shoot dry weight. The volume of water consumed was also evaluating addition of qualitative variables: plant production, longitudinal and transverse circumference of the fruit, fruit shape, flesh thickness, titratable acidity, soluble solids and total maturation index. The of water use efficiency was also calculated. For treatments statistical program was used SISVAR with analysis of variance and regression to 5% probability. In analyzing the results it was found that the growth and development of the plant of melon interaction doses of 320 mg dm-3 of potassium and 160 mg dm-3 of nitrogen, provided the best combination of doses results and provided the highest production fresh fruit for each liter of water used was 120N 160K and 160N 160K. Keywords: Cucumis melo L., mineral nutrition, protected cultivation, fruit quality. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................... 11 2 REVISÃO DE LITERATURA ............................................................................... 13 2.1 Aspectos gerais da cultura ............................................................................ 13 2.2 Importância socioeconômica ......................................................................... 14 2.3 Taxonomia, morfologia e exigência climática ................................................ 15 2.4 Nutrição do meloeiro ..................................................................................... 17 2.4.1 Nitrogênio na planta ................................................................................ 18 2.4.2 Potássio na planta .................................................................................. 21 2.5 Características quantitativas e qualitativas do meloeiro................................. 24 2.5.1 Características relacionadas ao desenvolvimento vegetativo do meloeiro .. 24 2.5.2 Características relacionadas à produtividade de frutos comerciais ......... 25 2.5.3 Características relacionadas à qualidade do fruto................................... 26 3 MATERIAL E MÉTODOS .................................................................................... 27 3.1 Caracterização do local do experimento ........................................................ 27 3.2 Solo utilizado no experimento........................................................................ 27 3.3 Tratamento e delineamento experimental...................................................... 28 3.4 Cultura, semeadura e adubação do melão .................................................... 29 3.5 Condução do experimento ............................................................................ 31 3.6 Curva de retenção de água no solo ............................................................... 34 3.7 Variáveis analisadas ..................................................................................... 39 3.8 Análise estatística ......................................................................................... 43 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................................... 44 4.1Variáveis de desenvolvimento da cultura........................................................ 44 4.1.1 Diâmetro do caule................................................................................... 44 4.1.2 Números de folhas.................................................................................. 50 4.1.3 Leitura SPAD .......................................................................................... 51 4.1.4 Área foliar ............................................................................................... 58 4.1.5 Massa seca da parte aérea .................................................................... 63 4.2 Volume consumido de água .......................................................................... 64 4.3 Componentes de produção e aspectos qualitativos do fruto .......................... 67 4.3.1 Produção por planta ............................................................................... 67 4.3.2 Circunferência longitudinal e transversal do fruto.................................... 70 4.3.3 Formato do fruto ..................................................................................... 74 4.3.4 Espessura da polpa do fruto ................................................................... 75 4.3.5 Teor de sólidos solúveis totais (°Brix) .................................................... 77 4.3.6 Acidez titulável total ................................................................................ 80 4.3.7 Índice de maturação .............................................................................. 82 4.4 Eficiência no uso da água ............................................................................. 84 5 CONCLUSÕES ................................................................................................ 87 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................ 88 11 1 INTRODUÇÃO O melão (Cucumis melo L.) é uma das frutas frescas mais exportadas pelo Brasil na atualidade, com 101,7 mil toneladas exportado em 2011, gerando uma receita de US$ 78,6 milhões, foi a terceira principal fruta da pauta brasileira no intervalo (IBRAF, 2012). Além de promover a diversificação das atividades agrícolas, essa cultura tem papel socioeconômico de grande relevância nas regiões produtoras, contribuindo de forma significativa para a mudança do quadro social daqueles que tem na agricultura sua fonte de renda, tendo a fruticultura irrigada uma alternativa para inserção, principalmente do pequeno produtor, no cenário agrícola. Atualmente, os melões nobres têm ganhado destaque no mercado de forma competitiva. O melão rendilhado apresenta alto potencial comercial e com boa lucratividade, e dentre os tipos de melões nobres que vem crescendo em volume exportado, tem-se o cantaloupe, sendo uma variedade que necessita de maiores cuidados para se produzir, sobretudo devido a não existência de resultados de pesquisa na região Centro-Oeste para este tipo de melão. Sua preferência se dá pela aparência que inclui o formato, a coloração da casca e da polpa e a presença de rendilhamento e a qualidade da polpa é influenciada principalmente pelo teor de açúcares, aroma, textura, firmeza e coloração. Com a crescente demanda por melões rendilhados, o cultivo tem sido realizado, principalmente, em ambiente protegido, devido à maior segurança na produção e colheitas programadas, o que tem reduzido perdas de produto, consequentemente, aumenta a qualidade dos frutos produzidos e à rentabilidade, vantagens não observadas quando o cultivo é realizado em campo. Ainda, o cultivo em ambiente protegido possibilita semear o melão em várias épocas, proporcionando mais de uma colheita por ano, atingindo altos níveis de produtividade (1.800 - 3.000 frutos/1.000 m2 de casa de vegetação) (BRANDÃO e VASCONCELLOS, 1998). Mesmo com toda a importância do meloeiro para o país, a produtividade dessa cultura é muito variável entre os produtores e, na 12 maioria das vezes, baixa em relação ao potencial produtivo da cultura. Isso mostra que há necessidade de pesquisas para definir as melhores tecnologias de adubação, de irrigação e de manejo da cultura, capazes de aumentar a produtividade e a qualidade dos frutos, fazendo com que o produto seja mais competitivo nos mercados nacional e internacional. Dentre os nutrientes de maior importância para o bom desenvolvimento da cultura estão o nitrogênio e o potássio. Esses nutrientes quando em quantidades adequadas, proporcionam o bom desenvolvimento da cultura, resultando em frutos de excelente qualidade comercial. Por outro lado, quando aplicados sem a recomendação adequada, ou seja, aplicando quantidade menor ou maior que a necessária, podem causar distúrbios fisiológicos na planta, afetando a produção. A recomendação de adubação potássica e nitrogenada é bem diversificada na literatura, no entanto a quantidade sugerida varia bastante conforme as condições edafoclimáticas do local, as características genotípicas da cultura, as formas e frequências de aplicação do fertilizante. A falta de racionalização dos fertilizantes pela maioria dos produtores, além de aumentar o custo de produção, diminui o rendimento e a qualidade dos frutos e pode promover a contaminação do meio ambiente. O cultivo do melão necessita de tecnologias adequadas para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de frutos. Embora seja uma cultura bem estudada, no âmbito regional nada tem sido desenvolvido em termo de pesquisas científica, considerando aspectos de fertilidade, sobretudo as relações solo-água-planta, para determinar o manejo racional da adubação. Devido à importância da adubação, objetivou-se pelo presente estudo avaliar o crescimento, produtividade, qualidade do fruto e a eficiência no uso da água do melão rendilhado sob os efeitos das doses de nitrogênio e potássio. 13 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Aspectos gerais da cultura O melão (Cucumis melo L.) pertence à família das cucurbitáceas, é uma cultura de clima tropical, tendo, provavelmente, o seu centro de origem primário a África Tropical. Foi introduzido, posteriormente, na Ásia Tropical, e estabelecendo-se como centro secundário na Índia, Irã, Sul da antiga União Soviética e China (WHITAKER e DAVIS, 1962). No Brasil, a cultura do melão foi implantada comercialmente no ano de 1960. Até então quase todo o mercado nacional era abastecido por frutos importados, principalmente do Chile e da Espanha. Neste período as principais áreas produtoras se encontravam nos estados do Rio Grande do Sul e de São Paulo. Por causa de fatores climáticos, a produtividade e a qualidade do produto eram muito limitadas (ARAÚJO e VILELA, 2003). As principais variedades de melão produzidas comercialmente pertencem a dois grupos: C. melo var. inodorus Naud. e C. melo var. reticulatus Naud., que correspondem, respectivamente, aos melões inodoros dos tipos Amarelo, Pele-de-Sapo e Honeydew e aos melões aromáticos dos tipos Cantaloupe e Gália. Os primeiros apresentam frutos de casca lisa ou levemente enrugada, coloração amarela, branca ou verde-escura. Os outros possuem frutos de superfície rendilhada, verrugosa ou escamosa, polpa com aroma característico, podendo ser de coloração alaranjada, salmão ou verde (MENEZES et al., 2000). O melão rendilhado, hortaliça largamente cultivada no Japão, teve seu primeiro cultivo comercial no Brasil em 1986, pela Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC), com sementes importadas do Japão (RIZZO, 2004). Os Estados do Paraná e São Paulo têm produzido esse melão com sucesso (ROSELATO, 1997; ALVES, 2000). Apresentam vantagens comerciais em relação aos outros tipos, tais como: preferência pelo consumidor, boa cotação comercial e cultivo em pequenas áreas com boa lucratividade (RIZZO, 2004). As produtividades de melão rendilhado sob ambiente 14 protegido são bastante variáveis, observando-se produtividades de 25 a 60 t ha-1 (RIZZO, 1999). Seu consumo está também relacionado ao maior teor de sólidos solúveis, um dos componentes responsáveis pelo sabor, e ao aspecto visual, que o diferencia dos outros tipos de melões existentes no mercado. Sua qualidade nutricional também tem contribuído favoravelmente para seu consumo, pois é reconhecido por ser boa fonte de betacaroteno (LESTER, 1997). O teor de sólido solúveis é usado como índice de classificação de melões de acordo com seu grau de doçura, sendo menor de 9 oBrix, considerado não comercializáveis, de 9o a 12o, comercializáveis e acima de 12o, melão extra, havendo mercado para frutos de 0,8 a 2,0 kg fruto -1 (GORGATTI NETO et al., 1994). A qualidade em frutos de melão envolve atributos relacionados à precocidade, concentração de colheita, aparência, qualidade da polpa e armazenamento (MC CREIGHT et al., 1993). A aparência inclui: formato, coloração da casca e da polpa e presença ou não de rendilhamento. A qualidade da polpa é influenciada pelo teor de açúcares, aroma, textura, firmeza e coloração. O cultivo do melão em ambiente protegido eleva não somente a produção, mas também a qualidade dos frutos, pois o tutoramento na vertical facilita os tratos culturais, o controle fitossanitário, simplifica a colheita e evita danos às plantas, proporcionando maior ventilação, principalmente, durante o florescimento, o que favorece a polinização natural e a artificial, além de possibilitar aumento na densidade de plantas, podendo beneficiar a produtividade (SGANZERLA, 1990). 2.2 Importância socioeconômica O melão é uma das espécies olerícolas de maior expressão econômica e social na região Nordeste do Brasil, responsável pela maior parte da produção do país, sendo Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e 15 Pernambuco os estados que contribiram com 91,55% da produção nacional na safra de 2011. No mesmo ano a área colhida de melão foi de 19.695 ha, atingindo uma produção de 499.330 toneladas de frutos, sendo o estado do Rio Grande do Norte responsável pela produção de 258.938 toneladas, ou seja, 51,86% da produção nacional, alcançando uma produtividade de 31,1 t ha -1 , sendo a média nacional de 25,4 t ha -1 (IBGE, 2012). O estado de Mato Grosso produziu 841 toneladas de melão em uma área de 63 ha no ano de 2011, representando 0,17% da produção nacional e 73,4% da produção de melão do Centro-Oeste. Em 2009 a área colhida equivaleu a 17 ha com produtividade de 10 t ha-1. A cultura do melão no Estado registra crescimento significativo em área plantada e produtividade, com crescimento de 270,6 e 33,5% em área plantada e produtividade, respectivamente entre o ano de 2009 e 2011 (IBGE, 2012). Por ser uma cultura que apresenta alto valor agregado num período de tempo relativamente curto, em média de 70 dias, esta cultura tem atraído desde pequenos produtores a grandes empresas, expandido a cada ano a área plantada. Em 2010 houve um aumento de 7,47% da área planta e 18,73% na produção em relação ao ano de 2009 (IBGE, 2012). Tendo em vista o aumento da área cultivada, o rendimento de frutos por unidade de área, e o desenvolvimento de novos materiais genéticos, têm demandado melhoria das práticas de manejo do solo, da água e dos fertilizantes, além das práticas relacionadas com o controle fitossanitário e, ainda, com a proteção do meio ambiente e da saúde do produtor e do consumidor (CRISOSTÓMO et al., 2002). Os principais mercados de exportação são os países da Europa, com destaque para Alemanha, Espanha, França, Itália e Holanda, Mercosul (Argentina e Uruguai) e com menor participação Estados Unidos (ARAÚJO, 2006). 2.3 Taxonomia, morfologia e exigência climática O meloeiro é uma planta anual, herbácea, rasteira de haste sarmentosa que apresenta sistema radicular com crescimento abundante 16 nos primeiros 0,3 m de profundidade do solo. Suas folhas são de tamanho e forma bastante variados. Quanto à presença de flores, as plantas podem ser monóicas, ginóicas ou, na sua maioria andromonóicas (presença de flores masculinas e hermafroditas). Os frutos são bastante variados, tanto com relação ao tamanho, que podem ser de 0,1 a até vários quilogramas, como ao formato, podendo ser achatado, redondo ou cilíndrico (ALBUQUERQUE JÚNIOR, 2003). A planta adapta-se melhor aos climas quentes e secos, requerendo irrigação para suprir sua demanda hídrica. Em temperaturas abaixo de 13°C o crescimento da planta é reduzido, enquanto que temperaturas entre 20 e 30°C são favoráveis ao desenvolvimento e à produtividade da cultura (SILVA et al., 2000). Portanto, regiões de alta luminosidade, baixos índices pluviométricos durante a maior parte do ano, baixa umidade relativa e altas temperaturas permitem produzir melão quase o ano inteiro com frutos de qualidade superior (FILGUEIRA, 2000; GURGEL et al., 2000). Quanto ao solo, o meloeiro se adapta bem à maioria dos solos, embora seja recomendado não se plantar em áreas que foram cultivadas com cucurbitáceas, devido ao risco de propagação de doenças. Os solos devem ser ricos em matéria orgânica, profundos, de textura média e com pH na faixa de 6,4 a 7,2. Deve ser preparado de forma a permitir boa drenagem e bom desenvolvimento radicular (ANJOS et al., 2003). As espécies oleráceas extraem do solo e exportam, em suas partes comerciáveis, maiores quantidades de nutrientes, por hectare, em relação a outras culturas. Isso ocorre em razão de suas exigências peculiares e, principalmente, da sua maior capacidade de produção. Conforme Silva et al. (2000), o nitrogênio e o potássio são os elementos extraídos em maiores quantidades pelo meloeiro, participando com mais de 80% do total de nutrientes extraídos (38 e 45%, respectivamente). A taxa de absorção de nutrientes pelo meloeiro é mais rápida após o início do florescimento, estendendo-se até a fase inicial da colheita. A duração da intensidade luminosa é outro fator decisivo no cultivo do meloeiro. A redução da intensidade luminosa ou o encurtamento do período 17 de iluminação, ambos têm influência negativa no crescimento da planta determinando uma menor área foliar. Contudo, dias longos tem influência positiva no desenvolvimento da folhagem e na emissão de flores masculinas (CRISÓSTOMO et al., 2002). A umidade relativa do ar pode afetar a evapotranspiração e, como decorrência, causar mudanças na condutância estomática, afetando as interações com a fotossíntese, a produção de matéria seca e o índice de área foliar, sendo considerada ótima na faixa de 65 a 75%, durante a fase de crescimento vegetativo (JOLLIET, 1994). A necessidade hídrica da cultura varia de 300 a 550 mm por ciclo, dependendo das condições climáticas, ciclo da cultivar e sistema de irrigação (MAROUELLI et al., 2003). O excesso de umidade do solo causado por chuvas ou manejo inadequado da irrigação favorece a proliferação e a disseminação de doenças na cultura que afetam a qualidade dos frutos. Os melões produzidos tanto sob excesso quanto sob déficit de água são de qualidade inferior, geralmente com baixo teor de sólidos solúveis, devido à queda de folhas causada por doenças (SILVA et al., 2003). 2.4 Nutrição do meloeiro Os nutrientes minerais desempenham diversas funções nas plantas, determinando ou influenciando diversos processos metabólicos e fisiológicos. Em áreas onde existe desequilíbrio de nutrientes a produção fica comprometida sendo acentuado ainda mais pelos cultivos sucessivos e adubações pesadas. Portanto, a adubação equilibrada é o caminho para a utilização eficiente de fertilizantes e obtenção de rendimentos máximos de melão, em bases sustentáveis (FARIA et al., 1994). Segundo Prata (1999), os estudos de fertilidade dos solos e uso das práticas de adubação devem se fundamentar nas necessidades nutricionais de cada cultura, evidenciadas por meio de curvas de absorção de nutrientes e de acúmulo de biomassa, durante o crescimento da planta. Com tais estudos é possível determinar o período de maior demanda de nutrientes minerais essenciais, associados à produção de biomassa, obtendo 18 informações seguras sobre épocas mais adequadas de aplicação e quantidades requeridas de fertilizantes. Canato et al. (2001), estudando híbridos de melão rendilhado, verificaram que os teores de nutrientes na parte aérea da planta apresentavam a seguinte sequência: Ca > K > N > Mg > P > S > Fe > Mn > Zn > Cu. Nos frutos, a seqüência foi: K > N > Ca -P > Mg > S > Fe > Zn > Mn > Cu. Observa-se que o nitrogênio e o potássio fazem parte dos nutrientes mais exigidos e devem ser aplicados de forma e quantidade adequadas e na época correta. Embora o nitrogênio seja apontado como o nutriente mais importante para aumentar as produções das plantas, o potássio apresenta maior relevância em estabilizá-la, além de exercer efeito na qualidade (POTASH AND PHOSPHATE INSTITUTE OF CANADA, 1990). Frizzone et al. (2005), estudando o cultivo do meloeiro em ambiente protegido, ressaltam a necessidade do uso de tecnologias que possibilitem a obtenção de altas produtividades economicamente viáveis, e que atendam aos padrões exigidos pelo mercado para amenizar o efeito de fatores limitantes ao desenvolvimento das culturas, atendendo aos conceitos de produtividade e de qualidade, elementos decisivos para a produção agrícola contemporânea. 2.4.1 Nitrogênio na planta O nitrogênio é considerado um dos nutrientes que causam maior impacto no desenvolvimento e produtividade, promovendo também aumento nos índices de qualidade dos produtos agrícolas. Segundo Lopes (1989), o nitrogênio é um nutriente essencial para a vida vegetal, pois constitui a estrutura do protoplasma da célula, da molécula da clorofila, dos aminoácidos, das proteínas e de várias vitaminas, além de influenciar as reações metabólicas da planta. Além de promover modificações morfo-fisiológicas nas plantas, com possibilidade de alterar o número, o peso e a qualidade dos frutos, sendo essencial para a síntese de 19 aminoácidos, clorofila, alcalóides, ácidos nucléicos, hormônios, enzimas e vitaminas (MARSCHNER, 1995), também é constituinte de bases nitrogenadas e participa de processos como absorção iônica, fotossíntese, respiração, multiplicação e diferenciação celular (EPSTEIN e BLOOM, 2006). A absorção pelas plantas superiores acontece principalmente nas formas de amônio (NH4+) e nitrato (NO3-), sendo que a preferência na absorção entre NH4+ ou NO3- depende do estádio da planta, do ambiente e é acompanhada por variações no pH da solução do solo. Quando ácida, inibe a absorção do NH4+ e favorece a de NO3- enquanto que em pH neutro/alcalino, é observado o contrário, possivelmente devido a efeitos competitivos do H+ e OH- bombeados para fora da célula através do mecanismo associado à atividade de ATPases de membranas no processo de absorção ativa de cátions e ânions (MARSCHNER, 1995). Assim, a absorção de NO3- estimula a absorção de cátions, enquanto que a absorção de NH4+ pode restringi-la. No início do ciclo da cultura devem-se usar formas amoniacais ou amídicas, como o MAP e a uréia, que são transformadas em amônio no solo e são melhor aproveitadas pelas plantas jovens. Com o início do florescimento, as formas nítricas são mais prontamente absorvidas e translocadas para a parte aérea da planta. Assim, considerando os aspectos custos, lixiviação e volatilização, é recomendável que a partir do máximo desenvolvimento vegetativo ou do início da floração haja um balanço entre as formas nítrica e amídica ou amoniacal, podendo-se aplicar uma combinação de 30 a 65% do N na forma nítrica e o restante na forma amídica (uréia), que é o fertilizante de menor custo por unidade de nitrogênio (ANDRADE, 2006). Segundo Havlin et al. (2005) a taxa de absorção de NO3- é usualmente alta, causando aumento no pH da rizosfera, devido ao aumento na excreção pelas raízes de ânions HCO3-, OH- e ânions orgânicos e também aumento da absorção dos cátions Ca+2, Mg+2 e K+. A absorção de 20 NH4+ , ao contrário, diminui o pH da rizosfera porque reduz a absorção de Ca+2, Mg+2 e K+ e aumenta a dos ânions H2PO4-, SO4-2 e Cl-. Isso ocorre devido à exsudação de H+ pelas raízes para manter a eletroneutralidade ou o balanço de cargas da planta. Assim, a acidificação é um dos fatores que podem afetar a disponibilidade de ambas as formas de nitrogênio no solo e a atividade biológica na rizosfera. Por ser um nutriente com elevado dinamismo no sistema solo-planta, o manejo adequado do nitrogênio é conhecido como um dos mais difíceis (SANTOS et al., 2003); sendo necessário que este nutriente seja fornecido à planta em locais e épocas adequadas. Segundo Papadopoulos (1999), o parcelamento durante o ciclo das culturas e sua aplicação diretamente na zona efetiva do sistema radicular pode aumentar à eficiência de utilização. O teor de nitrogênio total não indica a disponibilidade de nitrogênio para as plantas, mas potencialmente se constitui a fonte de nitrogênio que por meio dos processos de mineração fornecerá o nitrogênio assimilável pelas plantas, quando não é feita a adubação mineral nitrogenada (FROTA, 1972). A disponibilidade de nitrogênio para as plantas depende da taxa de mineralização da matéria orgânica, que depende da quantidade de nitrogênio imobilizado disponível na mesma, da temperatura, da umidade, do pH e da aeração do solo, das perdas por lixiviação e da relação cabono/nitrogênio do material. A dose de um nutriente pode prejudicar o desenvolvimento radicular, diminuir a resistência das plantas a períodos secos, aumentar os problemas relacionados com salinidade e danos ao ambiente (PRADO, 2008), atrasar o florescimento e a maturação dos frutos e predispor as plantas ao ataque de doenças (AQUINO et al., 1993). No que diz respeito à carência de nitrogênio, é comum ocorrer o fenômeno conhecido como antólise, no qual o nutriente transloca-se das partes mais velhas para as formações mais jovens (brotos e radicelas). Nessa condição, segundo Holanda et al., (2008), as plantas apresentam folhas descoloridas, frutos pequenos, com baixo teor de açúcares e maturação retardada. Portanto, a adubação equilibrada é a chave para a 21 utilização eficiente de fertilizantes e obtenção de rendimentos máximos de melão, em bases sustentáveis (SILVA, 2002). A importância que o nitrogênio exerce sobre a qualidade dos frutos é devida, provavelmente, ao seu controle na fisiologia do fruto. Bhelle e Wilcox (1986) verificaram que os frutos de melão das plantas que não receberam nitrogênio tinham a polpa mole, eram deformados, de cor amarelo-clara, fracamente reticulados, ao passo que os frutos das plantas que receberam nitrogênio tinham a polpa consistente, o formato arredondado, ou ligeiramente oval, a cor verde-mosqueada com amarelo-claro e eram bastantes reticulados. A resposta do meloeiro ao nitrogênio depende da dose aplicada, sendo comum haver indicações de doses de nitrogênio variando de 75 a 200 kg ha-1 (BRANTLEY e WARREN, 1961; BUZETTI et al., 1993; PINTO et al., 1995; FARIA et al., 2000). Quase sempre, aumentam dose de N até determinado limite haverá acréscimos na massa média e no tamanho dos frutos. Sousa et al. (2005), quando testou quatro doses de nitrogênio (100, 160, 220 e 280 kg ha-1) e quatro de potássio (100, 190, 280, 370 kg ha -1), com a cv. Eldorado 300 observou que houve aumento no peso médio dos frutos e conseqüente aumento na produtividade, até a dose de 220 kg ha-1. Negreiros e Medeiros (2005), estimam que o meloeiro requer na adubação cerca de 80 - 120 kg ha-1 de N, 150 - 300 kg ha-1 de P2O5 e 150 200 kg ha-1 de K2O para uma produtividade ao redor de 30 t ha-1. Dessa forma, verifica-se que o rendimento na produtividade depende do suprimento de nutrientes e conforme a dose utilizada a produção é variável, e essas diferenças ocorrem também porque os estudos são realizados com cultivares, condições edafoclimáticas e manejo diferentes. 2.4.2 Potássio na planta O potássio é absorvido pelas raízes na forma de íon K +, sendo esse processo essencialmente ativo. De todos os nutrientes requeridos para o 22 crescimento das plantas, os efeitos de potássio são mais pronunciados no aprimoramento da qualidade produtiva das culturas (KANO, 2002). Ele está presente na planta, na forma iônica, não tendo função estrutural. Atua como ativador enzimático e participa de processos como abertura e fechamento de estômatos, fotossíntese, transporte de carboidratos e respiração (MALAVOLTA et al., 1989). Além disso, o potássio desempenha funções na planta como: controle da turgidez do tecido, ativação de muitas enzimas envolvidas na respiração e fotossíntese, abertura e fechamento de estômatos, transporte de carboidratos, transpiração, resistência à geada, seca, salinidade e doenças, resistência ao acamamento e manutenção da qualidade dos produtos (MALAVOLTA, 1980; MENGEL e KIRKBY, 1987; MARSCHNER, 1995). De todos os nutrientes requeridos para o crescimento das plantas, os efeitos de potássio são os mais pronunciados, no aprimoramento da qualidade produtiva das culturas. Prabhakar et al. (1985) verificaram que o aumento na produtividade do melão, obtida com a adição de potássio, ocorreu devido ao aumento no peso médio dos frutos, em virtude do papel do potássio na translocação de carboidratos. A sacarose, embora ausente em frutos imaturos, tornou-se o maior constituinte dos carboidratos no fruto maduro. As mudanças no teor de sólidos solúveis totais, durante o amadurecimento do fruto, correlacionaram-se positivamente com o pH, aminoácidos, sódio e potássio. Embora muitos dos processos pelos quais a nutrição potássica influencia a qualidade da cultura não sejam completamente compreendidos, tem-se verificado que ele promove estímulos de síntese de carboidrato, aumenta a espessura da casca, o tamanho e a acidez dos frutos, conferindo melhor qualidade física e melhor aparência ao produto, podendo estar relacionado com o sabor dos frutos e com a maior tolerância da cultura ao ataque de certas doenças e pragas, além de aumentar a resistência do fruto ao transporte e ao armazenamento (PRETY, 1982; FERREIRA e PEDROSA, 1982; ALVES, 2000). 23 Grande parte do potássio total (mais de 75%) está na forma solúvel, portanto a sua redistribuição é bastante fácil no floema. Sob condições de baixo suprimento de K+ pelo meio, o nutriente é redistribuído das folhas mais velhas para as mais novas, e para as regiões em crescimento, razão pela qual os sintomas de sua deficiência aparecem primeiro nas folhas mais velhas (FAQUIN, 1994). Zanini (1991) verificou de maneira geral que os locais com maiores concentrações de K+ coincidiram com os locais de maiores valores de umidade, evidenciando seu deslocamento por fluxo de massa. Segundo Malavolta (1980), a distribuição de potássio no solo correlacionou-se com a distribuição de água no solo, indicando que se pode ter elevado controle da localização desse íon no solo em função da fertirrigação e da irrigação. Segundo Bar-Yosef (1999), o potássio é o nutriente mais extraído pelo meloeiro (385 kg ha-1) mantendo-se sua necessidade depois que os frutos alcançam tamanho normal, até completar a maturação, para só então conseguir boa qualidade. Este nutriente tem papel relevante no rendimento do melão, mas o excesso pode causar desenvolvimento vegetativo de pouco vigor, frutos de menor peso médio e maturação prematura, diminuindo a assimilação de fósforo (HARIPRAKASA e SRINIVAS, 1990; PINTO et al., 1995). Sousa et al. (2005), testando doses de nitrogênio (100, 160, 220 e 280 kg ha-1) e potássio (100, 190, 280, 370 kg ha -1), com a cultivar de melão cantaloupe Eldorado 300, observaram efeito desses nutrientes e a interação entre eles no peso médio dos frutos, influenciado diretamente na produtividade com a maior produtividade 48,13 t ha-1 obtida com as doses de 100 kg ha-1 de N e 370 kg ha-1 de K2O, verificou-se também tendência na redução da produtividade comercial com a aplicação de doses de nitrogênio acima de 220 kg ha-1. Por outro lado, Coelho et al. (2001) quando testaram quatro níveis de nitrogênio (0, 60, 120 e 180 kg ha-1) e potássio (130, 200, 270 e 340 kg ha -1) aplicados em fertirrigação na cultura do meloeiro, não observaram efeito das doses de potássio na produtividade. Da mesma forma Silva Júnior (2004) 24 trabalhando com diferentes doses de nitrogênio (83, 119 e 156 kg ha-1) e potássio (190, 271 e 352 kg ha-1), com a variedade de melão pele de sapo, também não observou efeito significativo para as doses de potássio e da interação entre nitrogênio e potássio na produtividade. Segundo Faria (1990), as sugestões de doses de nutrientes na cultura do melão são muito variáveis, sendo mais usados, em média, 76 kg ha -1 de N, 145 kg ha-1 de P2O5 e 90 kg ha-1 de K2O. As pesquisas com utilização do potássio na avaliação da produtividade e qualidade do fruto do melão têm revelado que a quantidade desse mineral a ser utilizada é bastante variada (FERNANDES et al., 2003; COELHO et al., 2001). O que mais influencia é o tipo de solo, o mercado consumidor e as cultivares, regulando, dessa forma, a recomendação da adubação potássica, por isso a importância do referente trabalho na região Sul do Estado de Mato Grosso, onde trabalhos deste tipos ainda não foram desenvolvidos. 2.5 Características quantitativas e qualitativas do meloeiro 2.5.1 Características relacionadas ao desenvolvimento vegetativo do meloeiro A análise de crescimento se baseia fundamentalmente na possibilidade de cerca de 90%, em média, da matéria seca acumulada pelas plantas ao longo do seu crescimento, resultar da atividade fotossintética e o restante, da absorção de nutrientes minerais do solo. Como o crescimento é avaliado por meio de variações em tamanho de algum aspecto da planta, geralmente morfológico, em função do acúmulo de material resultante da fotossíntese líquida, esta passa a ser o aspecto fisiológico de maior importância para a análise de crescimento (BENINCASA, 1988). De acordo com Kvet et al. (1977) os elementos básicos para análise de crescimento de um vegetal, são a área foliar e a massa seca total ou de parte da planta. A primeira permite estimar a eficiência das folhas na captação de energia solar 25 necessária para as reações químicas comuns nos vegetais superiores, na produção de assimilados e na influencia sobre o crescimento e desenvolvimento da planta, enquanto a segunda quantifica o aumento de material acumulado na formação de um órgão ou de toda planta. A área foliar de uma planta depende do número e do tamanho das folhas e do tempo de permanência destas na planta. Na avaliação do crescimento de comunidades vegetais emprega-se a área de terreno disponível às plantas como base para expressar a área foliar. A área foliar por unidade de área de terreno define o índice de área foliar (IAF), que representa sua capacidade em explorar o espaço disponível (MONTEIRO et al., 2005). Ainda segundo Monteiro et al. (2005), a variação temporal da área foliar em uma cultura agrícola depende, dentre outros fatores, das condições edafoclimáticas, da cultivar e da densidade populacional. Geralmente, a área foliar aumenta até um máximo, decrescendo, em função da senescência das folhas. A fotossíntese depende do IAF, por conseguinte, quanto mais rápido a cultura atingir o IAF ideal, mais tempo a área foliar permanece ativa e maior será sua produtividade biológica. A avaliação durante todo o ciclo da cultura auxilia na modelagem do crescimento e do desenvolvimento da planta e, em consequência, na produção e na produtividade da cultura (TERUEL, 1995). Queiroga et al. (2008a), estudando a produtividade e qualidade de frutos de meloeiro com variação no número de frutos e de folhas por planta, verificaram que como aumento destes atributos houve incremento linear na área foliar, tanto em plantas com um fruto quanto em plantas com dois frutos. 2.5.2 Características relacionadas à produtividade de frutos comerciais Gorgatti Neto et al. (1994) e Nunes et al. (2005) constataram que o tamanho e o peso do fruto são características determinantes para sua comercialização, tendo aceitação no mercado frutos com até dois quilos. 26 Segundo Gurgel (2000) o mercado externo prefere os de menor tamanho que possam ser consumidos de uma só vez, enquanto os frutos de maior tamanho são comercializados internamente, em supermercados e feiras livres. Purquério et al. (2003), em estudo sobre o efeito da concentração de nitrogênio na solução nutritiva e do número de frutos por planta sobre a produção do meloeiro, verificaram que o fator número de frutos por planta influenciou, significativamente, a produção comercial por planta. Verificaram também que plantas com frutos de maior peso, porém em menor número, não apresentaram produtividade superior àquelas com frutos menores e em maior número. Queiroga et al. (2008a), constataram que a espessura de polpa foi maior em frutos advindos de plantas com menor número de frutos e com maior número de folhas. 2.5.3 Características relacionadas à qualidade do fruto Chitarra e Chitarra (1990), determinaram que os índices químicos mais utilizados na determinação do ponto de maturação dos frutos são pH, acidez titulável e sólidos solúveis totais. Afirmam ainda que o índice de maturação (SS/AT) é uma das melhores formas de avaliar o sabor dos frutos, dando uma boa idéia do equilíbrio entre essas duas variáveis. Em melão, o fruto pode ser considerado adequado para o consumo quando a relação entre SS/AT é superior a 25:1 e quando a acidez é igual ou menor que 0,5 % (CRUESS, 1973). Segundo Miranda et al. (2005), o amadurecimento é indicado pelo conteúdo de sólidos solúveis, que exibe correlação positiva com o conteúdo de açúcares e dá idéia da doçura da fruta, atributo sensorial mais importante para o consumidor. Para Gorgatti Neto et al. (1994), os frutos com oBrix inferior a 9 não são comercializáveis; de 9 a 12 oBrix são comercializáveis e acima de 12 ºBrix são considerados melões extras. Melões com menos de 9% são considerados não comercializáveis porque os sólidos solúveis não aumentam após a colheita (MENEZES et al., 2000). Para Santos Junior, (2002), entretanto os valores mínimos de sólidos solúveis estão entre 8 e 10%. 27 3 MATERIAL E MÉTODOS 3.1 Caracterização do local do experimento O experimento foi conduzido em casa de vegetação, na Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Universitário de Rondonópolis, localizada na latitude 16º27’54.98”S, longitude 54º34’41.75”O e a 230 metros de altitude. A temperatura média anual na região é de 25,6 ºC e precipitação pluviométrica na ordem de 1400 a 1500 mm anuais. Pela classificação climática de Köppen, o clima da região é do tipo Aw, com inverno seco. A casa de vegetação onde o experimento foi conduzido possui estrutura metálica, coberta com filme de polietileno e com sistema de resfriamento adiabático (Figura 1). FIGURA 1. Casa de vegetação na Universidade Federal de Mato Grosso/Campus Universitário de Rondonópolis, onde foi conduzido o experimento. 3.2 Solo utilizado no experimento Amostras de LATOSSOLO Vermelho distrófico (EMBRAPA, 2009) foram coletadas em área de cerrado nativo na Universidade Federal de Mato Grosso/Campus Universitário de Rondonópolis, na camada de 0-20 cm de 28 profundidade e peneirado em malha de 2 mm para análises químicas e granulométricas (EMBRAPA, 1997) e 4 mm para preenchimento dos vasos (Figuras 2A e B). As características químicas e granulométricas estão descritas na Tabela 1. Figura 2. Coleta de solo em área de cerrado nativo. Peneiramento do solo em malha de 4 mm (A). Preenchimento dos vasos com 15 dm 3 de solo peneirado (B). Tabela 1. Análises químicas e granulométricas de amostra de LATOSSOLO Vermelho distrófico coletado na camada de 0-20 cm. pH CaCl2 4,0 Ca Mg Al H CTC M.O. ---------------cmolc dm ---------------- -3 -3 0,2 0,1 0,9 2,8 4,356 g dm 12,8 P K Zn Cu Fe Mn B S -3 V -----------------------------mg dm ---------------------------- % 1,1 8,9 22 0,8 0,4 161 14,8 0,2 6,8 3.3 Tratamentos e delineamento experimental Os Tratamentos constituiram da combinação de cinco doses de nitrogênio e cinco doses de potássio em esquema fatorial 5x5. As doses de nitrogênio (0, 40, 80, 120 e 160 mg dm-3 ) e potássio (0, 80, 160, 240 e 320 mg dm-3) foram combinadas, resultando em 25 tratamentos com 4 repetições. Em cada bloco havia 25 parcelas que ocupavam uma área de 29 12,5 m2, com área individual de 0,5 m2 para cada parcela, e espaçamento de 1,0 x 0,5 m. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, totalizando 100 parcelas divididas em quatro blocos. Cada parcela foi representada por um vaso plástico com 15 dm3 de solo. 3.4 Cultura, semeadura e adubação do melão A cultura utilizada foi a do melão do tipo cantaloupe, híbrido Rafael, da Feltrin Sementes, o qual possui uma boa aceitação no mercado. Este tipo de melão possui a casca rendilhada, polpa de coloração salmão e exala odor agradável quando maduro. Esse híbrido caracteriza-se por apresentar frutos redondos e peso comercial de 2,0 a 2,5 kg. Possui um ciclo de 60-70 dias, frutificação uniforme e tem bom grau de doçura, além de apresentar boa conservação pós-colheita e relativa tolerância às doenças fúngicas e viróticas. Realizou-se a calagem, com base na análise química do solo, 30 dias que antecederam ao plantio, visando elevar a saturação por bases para 80% (RAIJ et al., 1986). A umidade do solo no período de incubação do calcário foi mantida pelo método gravimétrico com 60% de água disponível na capacidade de campo. O calcário utilizado foi o dolomítico (PRNT 80,3%) na quantidade de 38,7 g vaso-1. A adubação de semeadura constitui-se de 200 mg dm-3 de fósforo na forma de super fosfato simples (16,67g) e o potássio foi aplicado nas doses referente ao tratamento de cada parcela experimental em dose única na forma de cloreto de potássio sendo 2,07; 4,14; 6,21 e 8,27 g, correspondente aos tratamentos de 80, 160, 240 e 320 mg dm -3 de potássio, respectivamente (Figuras 3A e B) . A adubação nitrogenada foi parcelada em três aplicações aos 15, 30 e 45 DAE. Cada parcela recebeu a dose de nitrogênio conforme o tratamento adotado e a fonte utilizada foi a uréia (Figura 4A e B). Os micros nutrientes foram aplicados conforme recomendação de Sousa e Lobato (2002). 30 O plantio foi realizado por meio de semeadura direta nos vasos no dia 21 de abril de 2012 semeando-se cinco sementes por vaso e a germinação ocorreu quatro dias após a semeadura (Figuras 5A e B). FIGURA 3. Adubação fosfatada e potássica de semeadura. Incorporação dos adubos nas unidades experimentais (B). (A). FIGURA 4. Parcelamento da adubação nitrogenada. Pesagem da uréia referente aos tratamentos: 40, 80, 120 e 160 mg dm -3 de nitrogênio (A). Diluição da uréia em água para aplicação em cobertura (B). 31 FIGURA 5. Semeadura de cinco sementes de melão cantaloupe por unidade experimental (A) e Germinação das plântulas de melão (B) 3.5 Condução do experimento O sistema de condução foi do tipo espaldeira vertical. Foram instaladas ripas de madeira no sentido vertical na estrutura de metal da casa de vegetação com dois fios de arame liso na horizontal, o primeiro disposto a 0,50 m acima da borda do vaso e o segundo arame a 1,10 m acima do primeiro (Figuras 6A e B). Os ramos laterais entre o primeiro e o segundo arame foram mantidos para florescimento e frutificação. A desbrota foi feita nos ramos originados fora do intervalo entre 10º e 18º internódio. Quando a haste principal ultrapassou o segundo fio de arame à poda apical foi realizada. Foi deixado um fruto por planta e as brotações laterais com fruto, realizou-se a poda após a primeira folha posterior ao fruto. Para sustentação dos frutos, redes plásticas penduradas nos fios de arame do sistema de condução foram utilizadas (Figuras 6C e D). 32 B C D FIGURA 6. Sistema de condução do tipo espaldeira vertical (A e B) e sustentação do fruto de melão cantaloupe com rede de nylon (C e D). Aos 12 dias após a emergência (DAE) foi realizado o desbaste deixando três plantas por vaso e aos 20 DAE ocorreu o segundo desbaste ficando somente uma planta por vaso. A polinização foi manual, coletando-se flores masculina e levando-as em contato direto com as flores femininas e hermafroditas. Esse processo iniciou-se com o surgimento das primeiras flores femininas e hermafroditas que ocorreram aproximadamente aos 40 DAE (Figuras 7A e B). Após a fixação dos frutos, raleios foram efetuados sempre que necessário para deixar um fruto por planta. 33 FIGURA 7. Flor masculina (A) e flor feminina (B) da planta de melão cantaloupe. Para o controle de pragas e doenças, adotou-se o manejo preventivo e de controle com inseticidas e fungicidas sistêmicos (Tabela 2). Após as podas dos ramos com frutos aplicava-se calda bordalesa. A colheita teve início no dia 5 de julho de 2012 (70 DAE) e estendeuse até o dia 6 de agosto de 2012. O momento da colheita foi determinado quando o ponto de abscisão do pendúnculo apresentava rachadura em todo o seu perímetro (Figura 8). Os frutos colhidos foram conservados sob refrigeração a 5 ºC por uma semana, para simular o tempo de prateleira nas frutarias, e após esse período foram analisadas. FIGURA 8. Rachadura no ponto de abscisão do pendúnculo de frutos de melão, aos 72 DAE (07/07/2012) no tratamento 0 e 80 mg dm -3 de nitrogênio e potássio, respectivamente, da esquerda para direita. 34 TABELA 2. Pulverizações realizadas durante a condução do experimento para o controle de pragas e doenças. Data Produtos Dosagem Observações 01/05/2012 Decis 25 EC 1,0 ml 1 L-1 de água Inseticida 05/05/2012 Evidence 700 WG 1,5 g 1 L-1 de água Inseticida 07/05/2012 Evidence 700 WG 1,5 g 1 L-1 de água Inseticida 09/05/2012 Evidence 700 WG 1,5 g 1 L-1 de água Inseticida 09/05/2012 Vertimec 1,0 ml 1 L-1 de água Inseticida 12/05/2012 Evidence 700 WG 1,5 g 1 L-1 de água Inseticida 12/05/2012 Vertimec 1,0 ml 1 L-1 de água Inseticida 17/05/2012 Evidence 700 WG 1,5 g 1 L-1 de água Inseticida 17/05/2012 Vertimec 1,0 ml 1 L-1 de água Inseticida 17/05/2012 Decis 25 EC 1,0 ml 1 L-1 de água Inseticida 22/05/2012 Kumulus 6,0 g 1 L-1 de água Fungicida 22/05/2012 Manzate 2,0 g 1 L-1 de água Fungicida 22/05/2012 Priori Extra 2,0 ml 1 L-1 de água Fungicida 11/06/2012 Recop 3,0 g 1 L-1 de água Fungicida 12/06/2012 Kumulus 6,0 g 1 L-1 de água Fungicida 12/06/2012 Manzate 2,0 g 1 L-1 de água Fungicida 30/06/2012 Evidence 700 WG 1,5 g 1 L-1 de água Inseticida 30/06/2012 Vertimec 1,0 ml 1 L-1 de água Inseticida 30/06/2012 Decis 25 EC 6,0 ml 1 L-1 de água Inseticida 3.6 Curva de retenção de água no solo e irrigação Para determinação da curva de retenção de água no solo, amostras indeformadas de solo foram retiradas das unidades experimentais e inicialmente saturadas para após serem analisadas. Nos pontos de 0,01 35 kPa; 0,29 kPa; 0,49 kPa; 0,98 kPa, foram analisadas pelo funil de placa porosa (funil de Haines). Para as tensões de 1,4 kPa; 4,9 kPa e 19,61 kPa foram levadas a mesa de tensão e para a determinação do ponto de murcha (1.470,99 kPa) e capacidade de campo (10 kPa) as amostras foram analisadas no extrator de Richards (LIBARDI, 2005) no Laboratório de Hidráulica do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental da UFMT/Campus Universitário de Rondonópolis. A capacidade de campo de 10 kPa foi utilizada conforme indicação de Bernardo (2006). Com os dados de umidade do solo associados às suas respectivas tensões, obteve-se o ajuste da curva de retenção de água no solo (Figura 9) com o auxílio do software Soil Water Retention Curves (SWRC, versão 3.0), desenvolvido por Dourado Neto et al. (2000), que descreve a variação da umidade do solo em função da tensão (Equação 1). (1) Em que: - umidade do solo (cm3 cm3) - umidade residual (cm3 cm3) - umidade de saturação (kPa) - potencial mátrico (kPa) - parâmetros do modelo 36 FIGURA 9. Curva de retenção de água no solo prevista pelo modelo de van Genuchten, os pontos de 0,01; 0,29; 0,49; 0,98; 1,47; 4,9; 10; 19,61 e 1.470,99 kPa. Um sensor Irrigas®, com medidas de 4 cm de comprimento por 1,5 cm de largura e 1 cm de altura, foi instado em cada parcela experimental na profundidade de 15 cm (Figura 10), sendo que a parcela experimental (vaso) tinha 30 cm de profundidade. As leituras foram realizadas diariamente pela manhã e o momento de irrigar foi definido quando o sensor Irrigas® sinalizava “aberto”, indicando que a tensão atingiu 25 kPa. Dessa forma, realizava-se a irrigação manual aplicando um volume de 800 ml de água por vaso, conforme equação de Van Genuchten utilizada. FIGURA 10. Instalação do Irrigas® nas unidades experimentais, antes da semeadura. 37 Em cada parcela experimental foi instalado um piezômetro para monitorar se o volume de água utilizado na irrigação não ultrapassava a capacidade máxima de retenção de água no solo, além de auxiliar na drenagem do excesso de água, caso fosse necessário. O piezômetro era verificado todos os dias 12 horas após a irrigação e durante todo o período de condução do experimento não foi observado em nenhum momento a drenagem de água nas unidades experimentais. No período da tarde observava-se o grau de turgimento da planta com a finalidade de avaliar se o volume de água aplicado era suficiente para planta manter-se túrgida durante o dia e nesta avaliação foi verificado que o volume de água era suficiente para a planta manter-se túrgida durante todo o dia. Até 30 DAE todos os tratamentos foram irrigados sem o manejo dos sensores Irrigas®, pois a profundidade de instalação dos mesmos neste período não atingia a zona efetiva do sistema radicular do melão, de forma a garantir a germinação, emergência e estabelecimento das plantas. Após esse período iniciou-se a aplicação do volume de água somente quando o sensor Irrigas® sinalizava “aberto”. No interior da casa de vegetação foi instalado um termohigrômetro para o monitoramento de temperatura (Figura 11) e umidade relativa do ar (Figura 12) durante o período experimental, realizando-se leitura diária, aproximadamente às 15 h. 38 45 40 Temperatura (oC) 35 30 25 20 Temp. Mín. 15 Temp. Máx. Temp. Média 10 5 0 Data FIGURA 11. Temperatura de casa de vegetação no período experimental de 21/04 a 26/07/2012. Umidade Relativa do Ar (%) 120 100 80 Umidade Mín. 60 Umidade Máx. Umidade Média 40 20 0 Data FIGURA 12. Umidade relativa na casa de vegetação do ar no período experimental de 21/04 a 26/07/2012. 39 3.7 Variáveis analisadas As variáveis quantitativas: diâmetro de caule, número de folhas, leitura SPAD (Soil Plant Analysis Development), área foliar, massa seca da parte aérea, foram analisadas, juntamente com as variáveis qualitativas do fruto: produção por planta, circunferência longitudinal e transversal, formato do fruto, espessura da polpa, sólidos solúveis total, acidez titulável total e índice de maturação. Além destes fatores também foram avaliados a volume consumido de água e a eficiência do uso da água. Para as análises estatística das variáveis qualitativas dos frutos do meloeiro, os tratamentos que possuíam a combinação com 0 mg dm-3 de potássio (0N 0K, 40N 0K, 80N 0K, 120N 0K e 160N 0K) foi excluído por que as plantas, referentes a essas parcelas experimentais, não terem produzido frutos. A área foliar foi obtida na segunda avaliação (25 DAE) por meio das medidas do comprimento e largura da folha em cm conforme descrita por Cardoso (2002) (Figuras 13A e B). Esta metodologia baseia-se na relação entre a área do retângulo fornecido pelas medidas de comprimento e largura com a área da folha determinada por equipamento apropriado (LAI 3100). Assim, obteve-se um fator de correção de forma segundo a Equação (2): AF = AR x 0,9364 (2) onde, AF: área da folha AR: área do retângulo (cm2) Foi realizado medidas de comprimento e largura de todas as folhas do meloeiro em todas as parcelas experimentais, obtendo dessa forma o valor de área média de uma folha para cada tratamento. Assim, nas demais 40 avaliações, a área foliar total da parcela foi estimada multiplicando-se o número de folhas pela área foliar média encontrada aos 25 DAE. FIGURA 13. Tomada de medida de comprimento (A) e largura (B) da folha do meloeiro para determinação da área foliar. Para o diâmetro do caule um paquímetro padrão foi utilizado e as medidas foram tomadas logo abaixo das folhas cotiledonares e para a medida do índice relativo de clorofila na folha adotou-se o equipamento Minolta Chlorophyll meter SPAD-502, onde realizou-se uma leitura por folha em cinco folhas do terço médio localizadas na haste principal do meloeiro, obtendo uma média do valor do índice SPAD por planta (Figuras 14A e B). Todas as medições de desenvolvimento e índice SPAD das plantas foram tomadas aos 12, 25 (crescimento inicial), 33, 39, 46, 53 (floração de polinização e frutificação), 60 e 74 (maturação) DAE. FIGURA 14. Tomada de medida do diâmetro do caule com paquímetro padrão (A) e medida do índice SPAD com o clorofilômetro Minolta SPAD-502 (B). 41 Para avaliar a produtividade total, realizou-se a pesagem individual dos frutos em balança digital com precisão de 0,1 g e a seguir prosseguiu-se classificação dos frutos comerciais, com rendilhamento em toda a casca e em volta do pendúnculo e com peso superior a 0,550 kg, conforme Filgueiras et al. (2000). O desempenho produtivo da planta foi determinado pela produção em kg planta-1. Todos os frutos foram analisados tomando as medidas da circunferência longitudinal e transversal para determinação do formato do fruto, com auxílio de uma trena metálica estreita e flexível. Todas as partes do fruto (casca, polpa e sementes com mucilagem) foram pesadas (Figuras 15A e B). O fruto foi divido em três partes iguais para análises químicas e para medida da espessura da polpa com auxílio do paquímetro (Figura 16) com a finalidade de verificar a relação entre as estruturas do fruto com os tratamentos aplicados. FIGURA 15. Separação da sementes de melão com mucilagem (A) e pesagem das sementes com mucilagem (B). 42 FIGURA 16. Medida da espessura da polpa de melão, realizada com três repetições para cada fruto. A qualidade dos frutos foi avaliada pelo teor de sólidos solúvel total (SST) por meio da retirada de amostras da polpa dos frutos, com a utilização de refratômetro, obtendo-se os valores em ºBrix (COELHO et al., 2003) (Figura 17). A acidez titulável total (ATT) foi obtida pela adição de água destilada ao extrato de 20 mL da polpa até completar 50 mL e adicionado duas gotas de solução de fenolftaleína a 2 g L -1 e titulada com solução de NaOH 0,1 N, padronizada com solução de biftalato de potássio 0,1 N, sendo os resultados expressos em porcentagem por volume de ácido cítrico (IAL, 2005) . O índice de maturação foi obtido pela relação entre sólidos solúveis total e acidez titulável total (SST/ATT). FIGURA 17. Determinação do teor de sólidos solúvel total, no fruto do meloeiro, com refratômetro portátil que expressa os valores em °Brix. 43 A eficiência do uso de água, em função da produtividade, foi determinada pela Equação (3), conforme proposto por Doorenbos e Kassan (1994): (3) EUA - eficiência do uso da água, Kg L-1; Y - produtividade, Kg planta-1; CA - consumo de água, L planta-1. 3.8 Análise estatística Os resultados das analises foram submetidos a análise de variância e regressão com equações eleitas com base na significância do teste F até 5% de probabilidade, no maior valor do coeficiente de determinação (R2). Todas as análises estatísticas foram realizadas com o auxílio do aplicativo SISVAR (FERREIRA, 2008). 44 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1 Variáveis de desenvolvimento da cultura 4.1.1 Diâmetro do caule Na avaliação do diâmetro do caule (DC), observou-se a interação entre doses de nitrogênio e potássio, sendo as doses desses minerais que contribuíram para essa variável foram de 0, 80 e 160 mg dm-3 de potássio e 120 e 160 mg dm-3 de nitrogênio, exceto na avaliação aos 53 DAE, onde a dose de 160 mg dm-3 de potássio não promoveu variação do diâmetro do caule (Figuras 18, 19, 20, 21, 22 e 23). Para o diâmetro do caule avaliado aos 53 DAE houve ajuste ao modelo quadrático de regressão para a dose potássio de 80 mg dm-3 no desdobramento de doses de nitrogênio, com valor máximo de 15,27 mm do diâmetro do caule com a respectiva dose de nitrogênio de 81,25 mg dm-3, proporcionando um incremento de 18,01% quando comparado com a testemunha (0 mg dm-3 de nitrogênio), e na comparação da maior dose (160 mg dm-3 de nitrogênio) houve um decréscimo de 14,34% na medida do diâmetro do caule do meloeiro. Quando avaliado o tratamento controle de (0 mg dm-3 de potássio), houve ajuste ao modelo linear de regressão com decréscimo de medida do diâmetro do caule em 18,01% proporcionado pelo aumento da dose de nitrogênio com amplitude de 2,04 mm do tratamento controle para o uso da maior dose de nitrogênio (Figura 18) . Diâmetro do Caule (mm) 45 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 DC0K = 13,366 - 0,012694*N R² = 0,4495 DC80K = 12,939643 + 0,057362**N - 0,000353**N2 R² = 0,7496 0 40 80 Nitrogênio (mg 120 160 dm-3) FIGURA 18. Diâmetro do caule aos 53 DAE em função dos níveis de nitrogênio nas doses de 0 e 80 mg dm-3 de potássio. * e **: Significativos a 5 e a 1% de probabilidade, respectivamente. Silva Júnior (2008) estudando melão tipo cantaloupe, híbrido Dom Luiz, em dois tipos de solo, registraram que o diâmetro do caule das plantas de meloeiro avaliado aos 53 dias após a semeadura em solo arenoso, aumentou com o incremento das concentrações de nitrogênio até atingir um ponto de máximo, entretanto quando se aumentou as concentrações de potássio, o diâmetro do caule aumentou de forma linear. Dessa forma, a combinação de concentrações dos nutrientes estudados que resulta no maior diâmetro do caule é 100 e 468 mg L-1, respectivamente de nitrogênio e potássio na solução do solo, cujo valor é de 6,66 mm. Na avaliação do diâmetro do caule das plantas do meloeiro aos 31 dias após a semeadura em solo argiloso, Silva Júnior (2008) verificaram efeito de interações das concentrações de nitrogênio e potássio na solução do solo e cresceu, tanto com o incremento do nitrogênio quanto com o incremento do potássio disponível na solução do solo. O efeito para os dois fatores foi quadrático, entretanto devido às interações a função assume um valor máximo de 8,58 mm para a combinação de 0 mg L -1 de nitrogênio em fertirrigação e manutenção de 84 mg L-1 de potássio na solução do solo. 46 No estudo de Monteiro et al. (2008), os valores de diâmetro do caule das plantas observados aos 29 dias após o transplantio, variaram de 5,8 a 8,2 mm, enquanto que no estudo de Dias (2004), os valores médios observados aos 34 dias após o transplantio variaram entre 7,0 e 9,0 mm. Na avaliação do diâmetro do caule em função das doses de potássio aos 53 DAE, houve efeito apenas de interação para as doses de nitrogênio de 120 e 160 mg dm-3, alçando valores máximos de diâmetro do caule de 14,91 e 14,15 mm para as respectivas doses (Figura 19). Monteiro (2007) encontrou aos 43 dias após o transplantio, diâmetros do caule do meloeiro variando de 9,4 a 11,0 mm e D’Albuquerque Júnior (2003) na avaliação aos 39 dias após o transplantio registrou valores próximo a 12,0 mm. 16 Diâmetro do Caule (mm) 15 14 13 12 11 10 DC120N= 11,313929 + 0,045105***K - 0,000116***K2 R² = 0,7160 9 8 7 DC160N= 11,9875 + 0,009031***K R² = 0,7225 6 5 0 80 160 Potássio (mg 240 320 dm-3) FIGURA 19. Diâmetro do caule da planta de melão aos 53 DAE em função dos níveis de potássio nas doses de 120 e 160 mg dm -3 de nitrogênio. *** Significativo a 0,1% de probabilidade. Desdobrando as doses de nitrogênio na avaliação do diâmetro do caule aos 60 DAE, obteve-se efeito de interação para as doses de 0, 80 e 160 mg dm-3 de potássio, tendo o ponto de máxima para as duas últimas doses, valores de 15,65 e 15,68 mm para as respectivas doses de nitrogênio de 87,16 e 86,90 mg dm-3, mesmo havendo diferença de concentração de 47 potássio no solo, as medidas do diâmetro do caule foram similares. Para a testemunha o diâmetro do caule diminuiu quando houve aumento da dose de nitrogênio, assumindo uma função linear decrescente (Figura 20). . Diâmetro do Caule (mm) 19 17 15 13 DC0K= 14,48 - 0,019875***N R² = 0,693 11 9 DC80K = 12,905357 + 0,063107**N - 0,000362**N2 R² = 0,8414 7 DC160K = 13,693929 + 0,04571*N - 0,000263*N2 R² = 0,3876 5 0 40 80 Nitrogênio (mg 120 160 dm-3) FIGURA 20. Diâmetro do caule aos 60 DAE em função dos níveis de nitrogênio nas doses de 0, 80 e 160 mg dm-3 de potássio. *, **, *** Significativos a 5, 1 e 0,1% de probabilidade, respectivamente. O diâmetro do caule avaliado aos 60 DAE, apresentou efeito da interação das doses de nitrogênio e potássio com ajuste a modelo quadrático de regressão, para o desdobramento de doses de potássio dentro da dose de 120 mg dm-3 de nitrogênio, a maior medida alcançada foi de 16,51 mm com combinação de 192,06 mg dm-3 de potássio. Para a dose de nitrogênio de 160 mg dm-3 com 230,71 mg dm-3 de potássio o valor máximo do diâmetro do caule foi de 14,74 mm (Figura 21). Dias et al. (2010) estudando o melão rendilhado em sistema hidropônico constataram que o diâmetro do caule diferiu significativamente entre os níveis de salinidade da solução nutritiva apenas nas leituras aos 35 e 50 dias após o transplantio, com efeito da condutividade elétrica da solução nutritiva sobre o diâmetro do caule de natureza quadrática. Diâmetro do Caule (mm) 48 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 DC120N= 11,563571 + 0,051473***K - 0,000134***K2 R² = 0,8376 DC160N = 11,33 + 0,029531*K - 0,000064*K2 R² = 0,8575 0 80 160 Potássio (mg 240 320 dm-3) FIGURA 21. Diâmetro do caule aos 60 DAE em função dos níveis de potássio nas doses de 120 e 160 mg dm-3 de nitrogênio. * e *** Significativos a 5 e 0,1% de probabilidade, respectivamente. Aos 74 DAE as doses de 80 e 160 mg dm -3 de potássio distinguiram do ponto de máxima na avaliação aos 60 DAE e as combinações de doses de nitrogênio que proporcionaram as maiores medidas foram 88,20 e 96,34 mg dm-3, alcançando valores de 16,5 e 15,85 mm de diâmetro de caule, respectivamente. Sem o efeito do potássio (0 mg dm -3) as medidas do diâmetro do caule decresceram com o aumento da concentração de nitrogênio no solo (Figura 22). Dias (2004) e Dias et al. (2006), estudando o efeito da salinidade produzida pela adição de fertilizantes em solo arenoso, verificaram que em todas as épocas de avaliação, o diâmetro do caule diminuiu linearmente, exceto aos 34 dias após o transplantio, quando houve efeito quadrático, do menor nível de salinidade para o maior nível, o que sugere que o aumento da concentração dos fertilizantes na solução do solo teve efeito negativo sobre esta variável. Os valores médios observados aos 55 dias após o transplantio variaram de aproximadamente 8,0 até próximo de 11,0 mm. 49 Diâmetro do Caule (mm) 17 15 13 11 DC0K = 15,4925 - 0,025188***N R² = 0,7917 9 DC80K = 12,594643 + 0,088549***N - 0,000502**N2 R² = 0,9735 7 DC 160K= 12,237857 + 0,074951**N - 0,000389*N2 R² = 0,8258 5 0 40 80 120 Nitrogênio (mg 160 dm-3) FIGURA 22. Diâmetro do caule aos 74 DAE em função dos níveis de nitrogênio nas doses de 0, 80 e 160 mg dm-3 de potássio. *, ** e *** Significativos a 5, 1 e 0,1% de probabilidade, respectivamente. As doses de nitrogênio de 120 e 160 mg dm-3 ajustara-se a modelos quadráticos e lineares de regressão, respectivamente, aos 74 DAE e as medidas do diâmetro do caule decresceu quando a dose de potássio foi superior a 191,68 mg dm-3 utilizando dose de nitrogênio de 120 mg dm-3 (Figura 23). 17 Diâmetro do Caule (mm) 16 15 14 13 12 DC120N = 12,185 + 0,043703**K - 0,000114**K2 R² = 0,7327 11 10 9 DC160N = 12,1375 + 0,013109***K R² = 0,8685 8 7 0 80 160 Potássio (mg 240 320 dm-3) FIGURA 23. Diâmetro do caule aos 74 DAE em função dos níveis de potássio nas doses de 120 e 160 mg dm-3 de nitrogênio. ** e *** Significativos a 1 e 0,1% de probabilidade, respectivamente. 50 Marschner (1995) e Malavolta et al. (1997) afirmam que o potássio é um dos nutrientes responsáveis pela atividade cambial e pela diferenciação dos tecidos condutores do caule, associado à deposição de lignina e suberina que garantirão a resistência e sustentação da planta pelo caule. 4.1.2 Número de folhas O parcelamento da adubação nitrogenada foi finalizado aos 45 DAE, por este motivo na avaliação do número de folhas foi considerada apenas as avaliações aos 53, 60 e 74 DAE, com efeito significativo pelo teste de F apenas na avaliação correspondente aos 60 DAE. Verifica-se que o número de folhas (NF) do meloeiro aos 60 DAE não foi influenciado pelo potássio, porém houve diferença significativa entre as doses de nitrogênio, onde nota-se um aumento do número de folhas com a elevação dos teores de nitrogênio com valor máximo de 67,16 folhas para a dose de nitrogênio de 145,15 mg dm-3, decrescendo a partir dessa dose (Figura 24). Número de Folhas (planta -1) 70 65 60 55 50 45 NF = 33,684286 + 0,461286**N - 0,001589*N2 R² = 0,9540 40 35 30 0 40 80 120 160 -3 Nitrogênio (mg dm ) FIGURA 24. Número de folhas aos 60 DAE em função das doses de nitrogênio. * e ** Significativos a 5 e 1% de probabilidade, respectivamente. 51 Silva Júnior (2008) avaliando o número de folhas das plantas do meloeiro aos 66 dias após a semeadura, observando efeito significativo somente do nitrogênio para essa variável, descrevendo que a obtenção do maior número de folhas depende apenas da adição de nitrogênio na solução do solo, que corresponde a 180 mg L-1 para um número de aproximadamente 34 folhas. Quando Silva Júnior et al. (2010) avaliaram o número de folhas emitidas aos 31 dias após a semeadura, observaram que aumentou de forma quadrática quando se incrementaram as concentrações de nitrogênio e potássio; entretanto, devido aos efeitos das interações ocorridas entre os fatores estudados, o número máximo de folhas estimado foi de 93,28 folhas, quando se utilizaram os níveis máximos de nitrogênio e potássio, ou seja, 336 e 84 mg L-1, respectivamente. Sob influencia de doses de nitrogênio, o número de folhas de melão catalupensis no estudo feito por Queiroga et al. (2008b) apresentou-se de forma quadrática de acordo com modelo estatítico, com ganho máximo de folhas na dose aplicada de 337,26 kg ha-1. 4.1.3 Leitura SPAD Nas avaliações realizadas da leitura SPAD, houve interação de doses de nitrogênio e potássio, e as plantas com sintoma de deficiência de nitrogênio (0 e 40 mg dm-3) apresentaram clorose a partir dos 30 DAE, primeiramente nas folhas mais velhas (Figuras 25A e B; e 26A e B), sendo a intensidade inversamente influenciada pelas doses maiores de nitrogênio (Figura 27A e B). Correlações significativas entre a intensidade da cor verde com a concentração de nitrogênio nas folhas têm sido encontradas por diversos autores (CHAPMAN e BARRETO, 1997; GUIMARÃES et al., 1999; SEXTON e CARROLL, 2002; BONFIM-SILVA, 2005; AMARANTE et al., 2008), pois grande parte do nitrogênio contido nas folhas participa da síntese e da estrutura das moléculas de clorofila (TAIZ e ZEIGER, 2004). 52 FIGURA 25. Sintomas de deficiência de nitrogênio no tratamento 0N 320K. Clorose aos 46 DAE (A) e aos 53 DAE (B) nas folhas do melão Cataloupe. FIGURA 26. Sintomas de deficiência de nitrogênio e potássio no tratamento 0N 80K aos 53 DAE (A) e sintomas de deficiência de potássio no tratamento 120N 0K aos 53 DAE (B), nas folhas do melão cantaloupe. FIGURA 27. Ausência de sintomas de deficiência de nitrogênio e potássio. Tratamento 160N 240K aos 53 DAE (A) e tratamento 160N 320K aos 53 DAE (B). 53 Avaliando a leitura SPAD na folha em função das doses de nitrogênio aos 53 DAE, obteve-se, na ausência de aplicação de potássio (0 mg dm3 ) e para dose de potássio de 160 mg dm-3, função quadrática com ponto de máxima encontrado de 52, 94 e 57,20 de leitura SPAD para as respectivas doses de potássio nas combinações de 86,06 e 132,23 mg dm-3 de nitrogênio, respectivamente. Para as demais doses de potássio respondeu de forma similar e a função assume valores crescentes de unidades SPAD na medida em que se aumenta a dose de nitrogênio com valor máximo encontrado para o uso de 160 mg dm -3 de nitrogênio de: 63,61; 64,79 e 58,34 unidades SPAD para as referentes doses de potássio: 80, 240 e 320 mg dm-3, respectivamente (Figura 28). 70 65 Leitura SPAD 60 55 50 45 40 35 30 0 40 80 120 Nitrogênio (mg 160 dm-3) 2 SPAD0K = 41,77 + 0,259563**N - 0,001508**N R² = 0,9205; SPAD80K= 38,535 + 0,156688***N R² = 0,9764 2 SPAD160K= 38,223571+ 0,286946***N - 0,001085*N R² = 0,9734 SPAD240K = 39,51 + 0,158***N R² = 0,9915 SPAD320K= 40,7 + 0,11025***N R² = 0,9665 FIGURA 28. Leitura SPAD aos 53 DAE em função dos níveis de nitrogênio nas doses de 0, 80, 160, 240 e 320 mg dm -3 de potássio. *, ** e *** Significativos a 5, 1 e 0,1% de probabilidade, respectivamente. 54 Yamaki (2005) verificou que os valores da leitura SPAD aos 58 dias após a semeadura se ajustaram a uma regressão quadrática, onde os valores decresceram até o penúltimo tratamento, que correspondia a diferentes concentrações da solução nutritiva recomendada, para o melão rendilhado. A solução mais concentrada, que correspondia ao dobro da concentração recomendada, conseqüentemente, mostrou um maior valor de leitura (aproximadamente 56) o que justifica às maiores quantidades de nitrogênio, nutriente que correlaciona com o teor de clorofila da planta. Pôrto et al. (2011) estudando a cultura da abobrinha sob efeito de doses de nitrogênio, observaram que a leitura SPAD na avaliação aos 44 dias após a semeadura respondeu de forma positiva com o aumento das doses de nitrogênio até atingir 311,78 kg ha -1 registrando em unidade SPAD o valor 55,67. A leitura SPAD, no desdobramento de doses de potássio aos 53 DAE, revelou-se de forma quadrática para a dose de nitrogênio de 160 mg dm-3 e o valor máximo de unidade SPAD foi 62,46 na combinação da dose de potássio de 206,28 mg dm-3 (Figura 29). 70 Leitura SPAD 65 60 55 50 SPAD160N = 46,377143 + 0,155946***K - 0,000378**K2 R² = 0,6718 45 40 0 80 160 240 320 Potássio (mg dm-3) FIGURA 29. Variação da leitura SPAD aos 53 DAE em função dos níveis de potássio na dose de 160 mg dm -3 de nitrogênio. ** e *** Significativos a 1 e 0,1% de probabilidade, respectivamente. 55 Fernandes e Grassi Filho (2003) avaliando duas doses de nitrogênio (60 e 90 kg ha-1) e quatro de potássio (40, 70, 100 e 130 kg ha -1) na cultura do melão rendilhado, relataram que não houve diferença significativa entre as doses de nitrogênio e potássio com relação ao teor de clorofila das folhas do meloeiro. Estes resultados discordam de Valenzuela e Sanchaez (1994) que encontraram aumento no teor de clorofila do meloeiro, com doses de 100 e 240 kg ha-1 de nitrogênio e com 150 e 300 kg ha-1 de potássio. Observa-se pela interação nitrogênio e potássio que a elevação da dose de nitrogênio dentro de cada dose de potássio na avaliação aos 60 DAE elevou a leitura SPAD, assumindo funções lineares crescentes, exceto para a dose de potássio de 80 mg dm-3 que promove o decréscimo na leitura SPAD quando a dose de nitrogênio é superior a 120,08 mg dm -3 (Figura 30). 60 55 Leitura SPAD 50 45 40 35 30 25 20 0 40 80 120 Nitrogênio (mg 160 dm-3) 2 SPAD80K = 27,437143 + 0,42533***N - 0,001771**N R² = 0,9449 SPAD160K = 36,07 + 0,135063***N R² = 0,8657 SPAD240K= 33,27 + 0,170125***N R² = 0,9018 SPAD320K = 33,025 + 0,148938***N R² = 0,9482 FIGURA 30. Leitura SPAD aos 60 DAE em função dos níveis de nitrogênio nas doses de 80, 160, 240 e 320 mg dm-3 de potássio. ** e *** Significativos a 1 e 0,1% de probabilidade, respectivamente. 56 Esses resultados corroboram os alcançados por outros autores para as culturas da abóbora (SWIADER e MOORE, 2002), algodão (NEVES et al., 2005), batata (GIL et al., 2002;), Capim-Braquiária (BONFIM-SILVA e MONTEIRO, 2010), feijoeiro comum (SILVEIRA et al., 2003), melão (AZIA e STEWART, 2001), tomate (GUIMARÃES et al., 1999; FERREIRA et al., 2006), trigo (ORMOND et al., 2012), nos quais foram constatados aumentos nos teores de clorofila total e/ ou, valores de leituras SPAD nas folhas das plantas com incremento na dose de nitrogênio aplicada. A equação obtida pela análise de regressão aos 60 DAE para avaliar o efeito do nitrogênio na variação da leitura SPAD para cada dose de potássio, assume, nessa avaliação, uma função linear crescente para a dose de nitrogênio de 160 mg dm-3, sendo a única dose significativa (Figura 31). 60 Leitura SPAD 55 50 45 40 SPAD160N= 43,36 + 0,050531***K R² = 0,7563 35 30 0 80 160 Potâssio (mg 240 320 dm-3) FIGURA 31. Leitura SPAD aos 60 DAE em função dos níveis de potássio na dose de 160 mg dm-3 de nitrogênio. *** Significativo a 0,1% de probabilidade. Aos 74 DAE os valores em unidade SPAD decresceram em relação as avaliações anteriores em função dos frutos, que já formados, servem como dreno dos fotoassimilados e minerais contidos na parte vegetativa do meloeiro, indicando que essa não é a fase recomendada para o diagnóstico do estado nutricional do meloeiro. Nessa fase só houve efeito, no 57 desdobramento, para as doses de 80, 240 e 320 mg dm -3 de potássio e a leitura SPAD cresceu a medida que aumentou a dose de nitrogênio no solo com valores máximos registrado no uso da maior dose de nitrogênio de: 31,69; 36,02; 41,77, respectivamente (Figura 32). 45 SPAD80K = 17,18 + 0,090688*N R² = 0,3827 40 Leitura SPAD 35 30 25 20 15 SPAD240K= 11,235 + 0,154875**N R² = 0,9175 10 SPAD320K = 7,285 + 0,21553***N R² = 0,9433 5 0 0 40 80 Nitrogênio (mg 120 160 dm-3) FIGURA 32. Leitura SPAD aos 74 DAE em função dos níveis de nitrogênio nas doses de 80, 240 e 320 mg dm-3 de potássio. * e *** Significativos a 5 e 0,1% de probabilidade, respectivamente. Observa-se que sem aplicação de potássio (0 mg dm-3) a leitura SPAD obteve a maior medida (Figura 33), devido ao provável efeito de concentração da clorofila na folha, proporcionada pela área foliar que teve a menor medida na ausência da adubação potássica. Na medida em que se aumentava o teor de potássio no solo, na avaliação aos 74 DAE, a leitura SPAD diminuía, ajustando-se a uma equação linear de regressão, isso possivelmente se deve ao efeito da diluição do nitrogênio na folha, uma vez que o potássio promoveu aumento da área foliar do meloeiro no presente estudo. 58 35 Leitura SPAD 30 SPAD0N = 24,75 - 0,0551215*K R² = 0,5390 25 20 15 10 5 0 80 160 240 320 Potássio (mg dm-3) FIGURA 33. Variação da leitura SPAD aos 74 DAE em função dos níveis de potássio na dose de 0 mg dm-3 de nitrogênio. * Significativos a 5% probabilidade. As folhas do meloeiro que não receberam adubação nitrogenada e as que receberam a dose de nitrogênio de 40 mg dm-3 apresentaram folhas amareladas (clorose) a partir dos 30 DAE e as plantas que receberam as demais doses de nitrogênio (80, 120 e 160 mg dm -3) apresentavam coloração verde, sem clorose, indicando que a intensidade da clorose ou do verde, avaliada em determinado período do estádio de crescimento da planta, pode ser ferramenta na diagnose do estado nutricional de nitrogênio da planta. A clorose das folhas do meloeiro é o sintoma clássico e de relativamente fácil percepção da deficiência de nitrogênio. Além da clorose, em caso de deficiência de nitrogênio há a formação de folhas pequenas, retardamento do crescimento e decréscimo no número e peso dos frutos formados (BELFORT et al., 1986; NERSON et al., 1987). 4.1.4 Área foliar Com efeito isolado para as doses dos nutrientes estudados, verificase que a área foliar (AF) observada aos 60 DAE apresentou-se de forma quadrática para as doses de nitrogênio com valor máximo de área foliar 59 (10.691,66 cm2) no uso da dose de nitrogênio de 128,35 mg dm-3 (Figura 34). Para o potássio os valores da área foliar são crescentes com o aumento do teor desse nutriente no solo, com incremento de 41,41% em comparação a testemunha (7.354,29 cm2) e a maior dose (10.399,97 cm2) (Figura 35). Área Foliar (cm2 planta-1) 12000 10000 8000 6000 4000 AF = 5293,818743 + 84,10794***N - 0,327638*N2 R² = 0,9274 2000 0 0 40 80 120 Nitrogênio (mg 160 dm-3) FIGURA 34. Área Foliar aos 60 DAE em função das doses de nitrogênio. *** e * Significativos a 0,1 e 5% de probabilidade, respectivamente. Área Foliar (cm2 planta-1) 12000 10000 8000 6000 4000 AF = 7354,2915 + 9,517731**K R² = 0,8013 2000 0 0 80 160 Potássio (mg 240 320 dm-3) FIGURA 35. Área Foliar aos 60 DAE em função das doses de potássio. *** e * Significativos a 0,1 e 5% de probabilidade, respectivamente. 60 Oliveira et al. (2008) ao avaliarem o índice de área foliar do meloeiro Gália com doses de nitrogênio e potássio, observou que até os 50 dias após a semeadura os tratamentos pouco influenciaram o índice de área foliar, a partir dessa fase da cultura o efeito foi mais significativo, com o maior valor obtido usando-se a dose de 126 e 322 kg ha-1 de nitrogênio e potássio, respectivamente, que correspondeu na avaliação aos 64 dias após a semeadura. Esse resultado se deve pela maior cobertura do solo devido ao máximo desenvolvimento da cultura. Resultado semelhante foi verificado por Silva et al. (2005) que ao avaliarem a área foliar do meloeiro Bônus nº2 aos 18 e 24 dias após o plantio, observaram que não houve diferença entre os tratamentos e aos 31 dias após o plantio a maior área foliar encontrada foi de 3.100 cm2 para o tratamento com emissor de cápsula porosa com fertirrigação. Sousa et al. (2005) realizaram experimento com o objetivo de estudar quatro doses de nitrogênio e potássio sendo elas: 100; 160; 220 e 280 kg ha-1 de nitrogênio e 100; 190; 280 e 370 kg ha-1 de potássio, nas formas de uréia e cloreto de potássio, respectivamente, tendo resposta para a área foliar apenas com aplicação de nitrogênio. O índice mais elevado de área foliar (12.017,40 cm2 planta-1) foi registrado com a aplicação de 100 kg ha -1 de nitrogênio. No presente estudo foi constato e registrado o efeito das doses de nitrogênio e potássio na área foliar do melão, como demonstra nas figuras 36 e 37. 61 FIGURA 36. Folhas do meloeiro aos 69 DAE submetido a doses de nitrogênio: 0N 0K (A), 40N 0K (B), 80N 0K (C), 120N 0K (D), 160N 0K (E) e folhas do terço médio dos respectivos tratamentos (F), demonstrando o efeito destas doses de nitrogênio na cultura. 62 FIGURA 37. Folhas do meloeiro aos 69 DAE submetido a doses de potássio. 0N 0K (A), 0N 80K (B), 0N 160K (C), 0N 240K (D), 0N 320K (E) e folhas do terço médio dos respectivos tratamentos (F), demonstrando o efeito destas doses de potássio na cultura. 63 4.1.5 Massa seca da parte aérea A massa seca da parte área foi influenciada significamente pelas doses de nitrogênio com relação linear com o aumento do teor do nutriente no solo. A falta de nitrogênio proporcionou diminuição no acúmulo de fitomassa seca, isso se deu provavelmente pela baixa capacidade fotossintética proporcionada pela ausência desse nutriente, havendo uma diferença, em ganho de matéria seca, de 101,56% da maior para a menor dose de nitrogênio (Figura 38). A alta capacidade fotossintética da planta proporciona maior produção de fotoassimilados, que pode ocasionar maior produtividade do meloeiro, sendo a parte vegetal a fonte e o fruto o dreno. Portanto, o nitrogênio proporciona incremento na massa vegetativa da planta em termos de área foliar, até determinado limite e, conseqüentemente, pode proporcionar maior produção de assimilados que são destinados aos frutos, promovendo o crescimento desses de acordo com o potencial genético de Massa Seca Parte Aérea (g planta-1) cada cultivar (QUEIROGA et al., 2007). 85 75 65 55 MSPA = 42,2035 + 0,267846***N R² = 0,9282 45 35 0 40 80 120 160 Nitrogênio (mg dm-3) FIGURA 38. Massa seca da parte área do meloeiro em função das doses de nitrogênio. *** Significativo a 0,1% de probabilidade. 64 Sousa et al. (2005) encontraram resultados que diferem desse experimento, provavelmente pelo fato de analisar de forma conjunta a massa seca da parte aérea e raiz . Ao avaliarem doses de nitrogênio e potássio aplicado via fertirrigação no meloeiro Eldorado 300 em Neossolos Quartzarênicos em experimento a campo, verificaram que a massa seca (parte aérea e raiz) do meloeiro foi significativamente influenciada pelas doses de nitrogênio e potássio e pela interação. O maior acúmulo de massa seca pelo meloeiro (93 g planta-1) foi obtido com a aplicação de 100 kg ha -1 de nitrogênio e 190 kg ha-1 de potássio. Para Purqueiro et al. (2003) o fator concentração de nitrogênio não exerceu, isoladamente, efeito significativo sobre a massa seca de folhas aos 58 e 114 dias após o transplantio, somente o número de frutos por planta, justificado pela alta densidade de plantio utilizada, e para Coelho et al. (2001) os níveis de potássio não influenciaram a produção de matéria seca da parte aérea e somente o nitrogênio contribuiu para o estudo dessa variável. 4.2 Volume consumido de água Nesta variável não houve efeito da interação entre as doses de nitrogênio e potássio, por isso estudando o efeito isolado do potássio no volume acumulado de água (VAA) pelo meloeiro até os 70 DAE, observa-se que o consumo de água foi gradual com a adição de potássio no solo com limite para a dose de 246,89 mg dm -3, obtendo volume máximo de 35,78 litros (Figura 39). Maior área foliar e metéria seca favorecidas por adubação proporcionam em condições de disponibilidade hídrica adequada maior consumo de água. Para Monteiro et. aI. (2008), na melhor das condições estudadas, para produzir 1 kg de melão, são necessários 142 litros de água. Já Silva et al. (2004) registraram o consumo total acumulado de 101 litros de água para plantas fertilizadas até 80 dias após o transplantio no meloeiro Bônus nº 2. 65 Volume Acumulado de Água (L planta-1) 37 35 33 31 29 VAA = 26,456429 + 0,075549***K - 0,000153***K2 R² = 0,9684 27 25 0 80 160 240 320 Potássio (mg dm-3) FIGURA 39. Volume consumido de água até os 70 DAE em função das doses de potássio. *** Significativo a 0,1% de probabilidade. Quando o nutriente avaliado foi o nitrogênio, sua influência no consumo de água foi de forma linear crescente (Figura 40), mas o consumo máximo de água (35,56 litros) verificado para o uso da maior dose de nitrogênio não diferiu do ponto de máxima alcançado pelo uso do potássio (Figura 39). O nitrogênio é o elemento que mais contribui no desenvolvimento da parte vegetativa da planta, contribuindo de forma significativa para o aumento a área foliar do melão, com conseqüente aumento da matéria seca da parte aérea (Figura 38) e volume acumulado de água (Figura 40). Volume Consumido de Água (L planta-1) 66 37 35 33 31 29 VAA = 29,7539 + 0,036321***N R² = 0,9744 27 25 0 40 80 120 160 Nitrogênio (mg dm-3) FIGURA 40. Volume de água consumido até os 70 DAE em função das doses de nitrogênio. *** Significativo a 0,1% de probabilidade. Buzzeti et al. (1993), estudando a influência da adubação nitrogenada na eficiência do uso da água no melão Valenciano Amarelo, encontraram, na melhor das condições, que seria necessário a aplicação de 83 litros de água para produção de 1 kg de melão. Como comparativo, para produzir 1 kg de matéria seca de capim Tanzânia (Panicun maximum L.) e 1 kg de arroz (Oriza sativa L.) com casca, são necessários, em média, 387,4 (SORIA, 2002) e 2000 (EMBRAPA, 2005) litros de água, respectivamente. Em muitos locais, a quantidade de água oferecida aos produtores que utilizam a prática da irrigação é escassa e limitada durante o calendário anual; desse modo, a adoção de culturas mais eficientes no uso da água e de ciclo curto como a cultura do melão são práticas extremamente desejáveis, além do alto retorno econômico que esta cultura propicia. 67 4.3 - Componentes da produção e aspectos qualitativos do fruto 4.3.1 - Produção por planta A massa de frutos observada foi influenciada tanto pelas doses de nitrogênio quanto pelas doses de potássio, com aumento da produtividade de forma linear proporcionado pelos acréscimos dos teores no solo dos nutrientes estudados (Figura 41). A dose máxima de nitrogênio elevou a produtividade em 54,65% quando comparado à testemunha, confirmando a importância desse nutriente na produtividade do meloeiro, que alcançou produtividade de 1,541 (3,08 kg m2) e 1,387 ( 2,77 kg m2) kg planta-1 para o uso da maior dose de nitrogênio e potássio (Figura 42 e 43), respectivamente, podendo-se deduzir que a adubação nitrogenada é mais eficiente em termos produtivos do que a adubação potássica, especialmente em dosagens iguais as utilizadas nesse experimento. Andriolo et al. (2005) no cultivo do melão do tipo cantaloupe híbrido Torreon em sistema hidropônico com duas plantas m2 e dois frutos planta-1 alcançaram produtividade máxima de 6,59 kg m2 com concentração de nitrato e de potássio em solução nutritiva estimada em 19,5 e 9,0 mmol L -1, respectivamente, o que equivale a 273 mg L -1 de nitrogênio e 351 mg L-1 de potássio. Pelos resultados encontrados por esses autores sugere-se que o uso de doses maiores de nitrogênio e potássio alcançaria maiores produtividades para o melão cantaloupe híbrido Rafael. Fernandes et al. (2003) cultivando um híbrido de melão tipo Orange Flesh em casa de vegetação na cidade de Uberaba-MG atingiu uma produtividade de 4,55 kg m2 para o melhor tratamento. Foi, porém, inferior àquela obtida em cultivo protegido na Espanha, entre 8 e 9 kg m2 (SEGURA et al., 2001). 68 FIGURA 41. Efeito isolado do potássio na massa de frutos de melão, nos tratamentos 0N 0K, 0N 80K, 0N 160K, 0N 240K e 0N 320K. Araújo (1999) relatou existir uma tendência no mercado interno de consumir frutos com peso próximo de um quilograma e que na Europa existe essa mesma preferência, com exceção da Espanha que tem preferência por frutos maiores. Os frutos de dimensões intermediárias são os preferidos, pois podem ser consumidos de uma só vez. Dusi (1992) descreveu que o mercado interno valoriza frutos maiores (de 1 a 2 Kg) enquanto o mercado de exportação prefere frutos menores (de 0,5 a 1 Kg). Em relação ao efeito de nitrogênio no peso médio de frutos do meloeiro, autores como Srinivas e Prabhakar (1984), Prabhakar et al. (1985), Faria et al. (1994) e Queiroga et al. (2007) destacam que o nitrogênio exerce efeito benéfico no peso médio de frutos do meloeiro. Faria et al. (2000) verificaram, ao testarem as doses de 0, 80, 130 e 180 kg ha-1 de nitrogênio, aumento de peso de frutos de meloeiro com a elevação das doses de nitrogênio mas com menor densidade de plantas. 69 Produtividade (kg Planta-1) 1,7 1,5 1,3 1,1 0,9 PP = 0,996583 + 0,003404***N R² = 0,9305 0,7 0,5 0 40 80 Nitrogênio (mg 120 160 dm-3) FIGURA 42. Produtividade em função das doses de nitrogênio. *** Significativo a 0,1% de probabilidade. O aumento do peso médio de frutos do meloeiro com a elevação das doses de potássio pode estar relacionado com a função do potássio na translocação dos carboidratos para os frutos, elevando seu peso (PRABHAKAR et al., 1985; FARIAS, 1990; KATAYAMA, 1993). Bardiviesso et al. (2009) ao estudarem o mesmo híbrido utilizado nesse experimento encontraram a máxima produtividade estimada em 45.712 kg ha -1 de frutos, obtida com a dose de potássio de 136,75 kg ha-1, com frutos com massa média de 1,563 Kg. Silva Júnior (2008) e Soares (2001) notaram respostas lineares da produtividade do melão cantaloupe quando fertirrigado com doses crescentes de potássio. Frizzone et al. (2005), estudando o meloeiro rendilhado, ressaltaram o comportamento quadrático dessa variável com o aumento das doses de potássio. Já Coelho et al. (2001) não constataram efeitos significativos de doses crescentes do nutriente no meloeiro plantado. 70 Produtividade (kg Planta-1) 1,7 1,5 1,3 1,1 0,9 PP = 1,071427 + 0,000987**K R² = 0,7282 0,7 0,5 80 160 240 320 Potássio (mg dm-3) FIGURA 43. Produtividade em função das doses de potássio. ** Significativo a 1% de probabilidade. 4.3.2 - Circunferência longitudinal e transversal do fruto De acordo com as figuras 44, 45, 46 e 47, percebe-se que as dimensões dos frutos provenientes deste híbrido são influenciadas pelas doses de nitrogênio e potássio utilizadas nesse experimento, sem efeito de interação entre os nutrientes. Os frutos do meloeiro em cultivo sob efeito do nitrogênio apresentou maior média da circunferência longitudinal (45,71 cm) e transversal (45,28 cm) no uso da maior dose de nitrogênio (Figura 44 e 45), indicando a necessidade de doses maiores para melhor definir a resposta quanto as circunferências do melão utilizado nesse estudo. A adubação nitrogenada promoveu aumento em medida da circunferência longitudinal e transversal com amplitude de 5,66 e 6,74 cm respectivamente, quando comparado a medida dos frutos em que as parcelas experimentais não receberam adubação, promovendo um ganho de 0,545 Kg. Purqueiro e Cecílio Filho (2005) verificaram que o aumento da concentração de nitrogênio na solução nutritiva promoveu reduções nos diâmetros longitudinal e transversal dos frutos para o híbrido Bônus nº2. Queiroga et al, (2007) obtiveram resposta quadrática quanto ao diâmetro longitudinal e transversal com os melões aromáticos Fleuron e 71 Torreon para o uso do nitrogênio em doses de 0, 90, 180, 360 e 540 kg ha-1, estimando-se a máxima resposta para os diâmetros longitudinal e transversal de 15,24 e 13,32 cm com aplicação de 365,90 e 384,25 Kg ha -1 de nitrogênio. Circunferência Longitudinal (cm) 46 45 44 43 42 41 CL = 40,045 + 0,035396***N R² = 0,8967 40 39 0 40 80 120 Nitrogênio (mg 160 dm-3) FIGURA 44. Circunferência longitudinal do fruto em função das doses de nitrogênio, no melão. *** Significativo a 0,1% de probabilidade. Circunferência Transversal (cm) 46 45 44 43 42 41 40 CT = 38,535 + 0,042125***N R² = 0,9606 39 38 0 40 80 Nitrogênio (mg 120 160 dm-3) FIGURA 45. Circunferência transversal do fruto em função das doses de nitrogênio, no melão. *** Significativo a 0,1% de probabilidade. 72 Para os frutos os quais foram analisados sob influência do potássio, os resultados para a circunferência longitudinal ajustaram-se ao modelo quadrático de regressão com acréscimo em medidas no valor máximo da circunferência de 44,15 cm que correspondeu a dose de potássio de 249,07 mg dm-3, decrescendo em valor a partir dessa dose (Figura 46). Quanto à circunferência transversal do fruto, a função foi linear crescente, com o valor máximo observado de 43,10 cm (Figura 47). Essas medidas influenciam no formato do fruto e quando o diâmetro longitudinal supera o transversal dão origem a frutos oblongos (LOPES, 1982) e quando contrários frutos achatados. Essas características são consideradas importantes na comercialização, pois definem o mercado de destino. O mercado externo opta por frutos de menor tamanho e que possam ser consumidos de uma só vez, ao contrario dos frutos que são comercializados no mercado interno (ARAUJO NETO et al., 2003). Soares (2001) estudando o comportamento do melão variedade cantalupensis Naud, híbrido Don Carlos submetido a doses de potássio em ambiente protegido não verificou efeito de interação para essa variável, com dose máxima utilizada de 210 kg ha-1. No trabalho de Fernandes e Grassi Filho (2003) com melão rendilhado, não foram constatados efeitos das doses de nitrogênio e potássio sobre o diâmetro longitudinal e transversal dos frutos, no entanto, as doses utilizadas pelos autores (60 e 90 kg ha-1 de nitrogênio e 40, 70, 100 e 130 kg ha-1 de potássio) talvez não atenderam as necessidades da cultura. 73 Circunferência Longitudinal (cm) 45 44 43 42 CL = 36,646667 + 0,060275*K - 0,000121*K2 R² = 0,9996 41 40 80 160 240 320 Potássio (mg dm-3) Circunferência Transversal (cm) FIGURA 46. Circunferência longitudinal do fruto em função das doses de potássio, no melão. * Significativo a 5% de probabilidade. 43,5 43 42,5 42 41,5 41 CT = 39,916667 + 0,009942*K R² = 0,6634 40,5 40 39,5 80 160 Potássio (mg 240 320 dm-3) FIGURA 47. Circunferência transversal do fruto em função das doses de potássio. * Significativo a 5% de probabilidade. 74 4.3.3 - Formato do fruto Observando-se o índice de formato do fruto (IFF), verificou-se influência isolada do nitrogênio com produção de frutos em formatos esféricos ou aproximadamente esféricos, ou seja, com comprimento das circunferências longitudinais e transversais dos frutos semelhantes entre si, sendo a razão entre eles próximos a 1,0 (Figura 48). Lopes (1982) classifica os frutos de acordo com seu índice de formato, em que frutos com formato esféricos possuem IFF = 1 e oblongos IFF = 1,1 a 1,7, porém este autor não relata sobre IFF<1,0, o que resulta em formato de fruto mais achatado. Araújo (2000) e Ferreira (2001) afirmam que essa característica é um fator inerente à genética, sendo os fatores ambientais menos marcantes. O índice de formato de fruto, em melão, é importante atributo para classificação e padronização, podendo determinar a aceitação e valorização do produto para determinados tipos de mercado e para a definição da embalagem e do arranjo dos frutos no seu interior (Purqueiro e Cecílio Filho, 2005). Paduan et al. (2007), ao avaliarem a qualidade de frutos de melão produzidos em ambiente protegido, verificaram que frutos dos tipos Valenciano e Pele-de-Sapo apresentaram formato mais alongado (IFF= 1,31 e 1,39, respectivamente), diferindo de frutos dos tipos Net Gália, Orange e Caipira, cujos valores de IFF obtidos situaram-se entre 1,05 e 1,11, considerados esféricos pelos autores. Padua et al. (2003) afirmam que todos os formatos são aceitos pelo mercado contudo, os de formato esférico são os mais adequados na disposição em embalagens e no transporte. 75 Índice de Formato de Fruto (IFF) 1,05 1,04 IFF = 1,03911 - 0,00019*N R² = 0,6425 1,03 1,02 1,01 1 0 40 80 120 160 Nitrogênio (mg dm-3) FIGURA 48. Índice de formato do fruto em função das doses de nitrogênio. * Significativo a 5% de probabilidade. 4.3.4 Espessura da polpa do fruto Quanto a espessura da polpa (EP) do melão, não foi detectada interação significativa entre as doses de nitrogênio e potássio, e para o efeito isolado dos nutrientes estudados, os maiores valores numéricos para EP se deu pelo uso do nitrogênio, com espessura de 31,83 mm para dose de 160 mg dm-3 e testemunha com média de 25,57 mm, obtendo um incremento de 23,46% (Figura 49). Os valores médios de EP para as doses de nitrogênio de 40, 80 e 120 mg dm-3 foram de 27,14, 28,70 e 30,27 mm, respectivamente. Costa e Pinto (1977) asseguram que o fruto ideal deve ter a polpa espessa e cavidade interna pequena, atributos que conferem ao fruto melhor resistência ao transporte e maior durabilidade pós-colheita. A maior espessura da polpa é desejável, pois aumenta o peso e a parte comestível, melhorando a qualidade do fruto. Queiroga et al (2007) também encontraram resposta linear na espessura da polpa para o melões do grupo Cantalupensis com o aumento crescente na dose de nitrogênio em casa de vegetação, passando de 33,69 (controle) para 39,63 mm (540 kg ha-1). 76 Coelho et al. (2003) e Hecktkeuer et al. (1995) obtiveram o valor de 30,9 mm para o melão híbrido Trusty e 35,8 mm para o melão amarelo, respectivamente, com adubação nitrogenada. Espessura da Polpa (mm) 34 32 30 28 26 24 EP = 25,573333 + 0,039104***N R² = 0,9163 22 20 0 40 80 Nitrogênio (mg 120 160 dm-3) FIGURA 49. Espessura da polpa do fruto em função das doses de nitrogênio. *** Significativo a 0,1% de probabilidade. O ponto de máxima proporcionado pelo potássio foi estimado em 30,70 mm para dose de potássio de 240 mg dm -3 (Figura 50). A diferença entre o valor máximo da espessura da polpa proporcionada pelo nitrogênio e pelo potássio foi de 1,13 mm, valor pouco significativo. Folegatti et al. (2004) e Silva Junior et al. (2010) observaram que o potássio influenciou nas medidas da espessura da polpa do meloeiro. O primeiro autor registrou que a espessura da polpa diminui para as doses 0 ou 12 g planta-1 e aumenta com os valores de doses intermediários (6 ou 12 g planta-1). Para o segundo autor a equação ajustou-se ao modelo quadrático de regressão com ponto de mínimo observado. Para o solo argiloso, Monteiro (2007) encontrou espessura de polpa variando de 37 a 39 mm, enquanto Vásquez (2003) observou os valores mínimo e máximo de espessura da polpa com 28 e 38 mm, respectivamente 77 e para Soares (2001) os maiores valores médios de espessura da polpa variaram de 31 a 33 mm. Espessura da Polpa (mm) 32 30 28 EP = 18,711667 + 0,099637**K - 0,000207**K2 R² = 0,9988 26 24 80 160 Potássio (mg 240 320 dm-3) FIGURA 50. Espessura da polpa do fruto em função das doses de potássio. ** Significativo a 1% de probabilidade. 4.3.5 Teor de sólidos solúveis totais (°Brix) Os efeitos dos níveis de nitrogênio e de potássio estudados sobre o teor de sólidos solúveis totais (SST) se deram de forma isolada, ou seja, sem efeitos das interações, entretanto com efeito linear e quadrático para o nitrogênio e potássio, respectivamente (Figuras 51e 52). Observou-se resposta linear crescente para SST na medida em que se aumentava as doses de nitrogênio, obtendo-se acréscimo estimado de 1,86 °Brix entre o controle e a dose máxima de nitrogênio aplicada (Figura 51), sugerindo que doses maiores de nitrogênio poderiam elevar o teor de sólidos solúveis totais do melão estudado. Resultado similar foi encontrado por Queiroga et al. (2007) ao estudarem a produção de dois híbridos de melão, um do tipo Cantaloupe e o outro do tipo Charentais, os quais responderam de forma linear com maior média (9,99 °Brix) na dose de nitrogênio de 540 kg ha-1. 78 Para Nascimento Neto (2011) o efeito do nitrogênio foi quadrático para o melão amarelo, avaliando três doses de nitrogênio (60; 120; e 240 Kg ha-1 de nitrogênio) e Faria et al. (2000) observaram diferenças significativas no teor de SST do fruto do meloeiro somente na ausência de nitrogênio quando avaliaram as doses de 0, 80, 130 e 180 kg ha -1. Diversos autores (BUZETTI et al., 1993; PINTO et al., 1995; DASGAN et al.,1999; PURQUEIRO e CECÍLIO FILHO, 2005; QUEIROGA et al., 2011) relatam que o nitrogênio não influenciou de forma significativa essa variável, resultados que divergem dos verificados no presente estudo, onde as doses de nitrogênio influenciaram no °Brix do melão cataloupe híbrido Rafael. 10 9 ºBrix 8 °Brix= 7,506 + 0,011563***N R² = 0,9433 7 6 5 0 40 80 120 160 Nitrogênio (mg dm-3) FIGURA 51. °Brix do fruto de melão em função das doses de nitrogênio. *** Significativo a 0,1% de probabilidade. Pode-se observar que o máximo valor de sólidos solúveis totais de 9,73 °Brix com aplicação de 263,44 mg dm-3 de potássio (Figura 48). A influência do potássio no solo sobre o teor de sólidos solúveis tem sido discutida por diversos autores e Srinivas e Prabhakar (1984) mencionam a importância desse nutriente no °Brix dos frutos do meloeiro. Nascimento Neto (2011) verificou que o excesso de potássio no solo aplicado via fertirrigação diminuiu o teor de sólidos solúveis dos frutos de melão amarelo 79 híbrido Gold Mine, pela regressão estimou-se o máximo valor de SST de 11 °Brix com uma dose de potássio de 253,88 kg ha-1, resultados que concordam com Nerson et al. (1997). Para DeBuchananne e Taber (1986), Pinto et al. (1995), Sousa e Sousa (1996), Soares, (2001), Coelho et al. (2001), Fernandes e Grassi Filho (2003), Frizzone et al. (2005) e Viana et al. (2007) o potássio não influenciou o teor de sólidos solúveis totais dos frutos de melão. Segundo Hubbard et al. (1990), o acúmulo de açúcares é fortemente dependente da área foliar, afirmativa confirmada por Monteiro e Mexia (1988), Welles e Buitelaar (1988), Gusmão, (2001) e Vilella Júnior (2001), os quais afirmam que o teor de sólidos solúveis do fruto é favorecido por maior relação área foliar por fruto. 10 9 ºBrix 8 7 °Brix = 2,238333 + 0,056904***K - 0,000108***K2 R² = 0,9892 6 5 80 160 Potássio (mg 240 320 dm-3) FIGURA 52. °Brix do fruto de melão em função das doses de potássio. *** Significativo a 0,1% de probabilidade. O valor máximo alcançado com uso da maior dose de nitrogênio (9,36º Brix) e o ponto de máxima (9,73º Brix) proporcionado pelo potássio atingiu valores aproximados e estão acima do mínimo exigido pelos importadores, que é de 9,0% (BLEINROTH, 1994; KADER, 2002). Muitos países adotam os valores do conteúdo de sólidos solúveis totais como uma referência de mercado para aceitabilidade, com variação mínima de 8 a 10 80 °Brix, entretanto, se este caráter for analisado isoladamente como atributo de qualidade, poderá ser falho (MENEZES, 1996). Rizzo e Braz (2001) observaram a existência de variabilidade entre genótipos de meloeiro com relação ao SST e acidez titulável, em que Bônus n° 2, Nero e Sunrise, não diferiram entre si, no entanto, foram superiores a Aragon e Hales Best Jumbo nestas características. Essa variação de resposta entre genótipos pode estar associada a diferentes ambientes de cultivo, principalmente em termos de temperatura e irradiância, e práticas de manejo de plantas que alteram a distribuição de assimilados entre fonte e dreno e influenciam a acumulação de açúcares no fruto do meloeiro. Vieira (1984) cita que a qualidade dos melões está altamente correlacionada como o conteúdo de açúcares, por isso um fruto realmente bom deve apresentar um sabor característico, que é função dos compostos orgânicos, produzidos durante o amadurecimento. 4.3.6 Acidez titulável total Verifica-se que não houve interação para os fatores estudados e os resultados mostra significância, de forma isolada, na avaliação da acidez titulável total (ATT), respondendo de forma quadrática tanto para as doses de nitrogênio como para as doses de potássio, com ponto de mínimo estimado em 0,24 e 0,25% para as respectivas doses de nitrogênio de 33 mg dm-3 e 121,67 mg dm-3 de potássio e o valor máximo registrado foi no uso das maiores doses dos nutrientes estudados e correspondem a 0,34 e 0,37% (Figuras 53 e 54). Não foi encontrada na literatura consultada a faixa adequada para acidez dos melões do grupo reticulatus. Porém, para melões em geral, de acordo com Mendlinger e Pastenak (1992) as quantidades de ácido cítrico variam de 0,05 a 0,35%. As médias de acidez titulável total encontradas no presente experimento, situaram-se dentro do limite anteriormente apresentado e foram superiores aos valores encontrados por Santos et al. (2011), para genótipos de melão amarelo, que normalmente possuem sabor 81 e aroma considerados inferiores aos melões do grupo reticulatus, para a maioria das pessoas. Menezes (1996) afirma que o teor de ácidos orgânicos apresenta pouca contribuição para o sabor e aroma do melão, uma vez que a variação nos níveis de acidez titulável, durante sua maturação, tem pouco significado prático em função da baixa concentração dos mesmos. Acidez Titulável Total (%) 0,4 0,35 0,3 0,25 0,2 0,15 ATT = 0,249595 - 0,000396nsN + 0,000006*N2 R² = 0,9961 0,1 0,05 0 0 40 80 120 Nitrogênio (mg 160 dm-3) FIGURA 53. Acidez titulável total do fruto em função das doses de nitrogênio. ns e * Não significativo e significativo a 0,1% de probabilidade, respectivamente. 0,35 Acidez Titutável Total (%) 0,3 0,25 0,2 0,15 ATT = 0,2995 - 0,00073nsK + 0,000003*K2 R² = 0,9335 0,1 0,05 0 80 160 Potássio (mg 240 320 dm-3) FIGURA 54. Acidez titulável total do fruto em função das doses de potássio. ns e * Não significativo e significativo a 0,1% de probabilidade, respectivamente. 82 No presente estudo foi obtido resultado distinto ao encontrado por Coelho et al. (2003) e Queiroga et al. (2007) quanto à ATT, ambos trabalhos registraram aumento linear dessa variável com incremento da dose de nitrogênio. Purqueiro e Cecílio Filho (2005) relatam que esse tipo de resposta pode ser atribuído ao aumento na atividade metabólica da planta promovido pelo nitrogênio, retardando a senescência da planta, com reflexos no grau de amadurecimento dos frutos. Com relação aos resultados das análises químicas dos frutos do meloeiro, Fernandes e Grassi Filho (2003), Pinto et al. (1995) e Randhawa e Singh (1970) não observaram efeito significativo para ATT no uso de nitrogênio e potássio. 4.3.7 Índice de maturação A maturação dos frutos é expressa mais precisamente quando se obtém o índice de maturação (IM), o qual relaciona a acidez titulável com o teor de sólidos solúveis nos frutos. Essa relação tende a aumentar durante a maturação. A análise de regressão revelou efeito de interação entre as doses estudadas de nitrogênio e potássio. O índice de maturação é uma relação usada para avaliar tanto o estado de maturação quanto a palatabilidade dos frutos (Pinto et al., 1997). Analisando o comportamento dessa variável somente sob efeito de doses de nitrogênio, observa-se que o índice de maturação reduz com o aumento da dose de nitrogênio, assumindo uma função linear decrescente (Figura 55), evidenciando que o nitrogênio promoveu proporcionalmente mais ATT que SST, visto que esse índice é a razão SST/ATT. Estudando a cultura do melão submetido a doses de nitrogênio, Queiroga et al. (2007) observaram o mesmo comportamento, com valores decrescentes do índice de maturação com o aumento as doses de nitrogênio. Segundo Villanueva et al. (2004) no meloeiro, as modificações no sabor são devidas a alterações nos compostos aromáticos, ácidos orgânicos e açúcares solúveis. 83 35 Índice de Maturação 30 25 20 15 IM0K = 31,76 - 0,080**N R² = 0,5482 10 5 0 0 40 80 120 160 Nitrogênio (mg dm-3) FIGURA 55. Índice de maturação do fruto em função das doses de nitrogênio. ** Significativo a 1% de probabilidade. Estudando o desdobramento de doses de potássio em cada nível de doses de nitrogênio, observa-se efeito significativo para as doses de nitrogênio de 40, 120 e 160 mg dm-3, comportando-se de forma quadrática (Figura 56) . 45 Índice de Maturação 40 35 30 25 IM40N = - 6,4025 + 0,465819***K - 0,00111***K2 R² = 0,9261 20 IM120N = 5,363333 + 0,300512**K - 0,000693**K2 R² = 0,9786 15 10 IM160N = - 10,704167 + 0,401506***K - 0,000863***K2 R² = 0,9716 5 0 80 160 240 320 Potássio (mg dm-3) FIGURA 56. Índice de maturação do fruto em função das doses de potássio. ** e ***, Significativo a 1 e 0,1% de probabilidade. 84 4.4 Eficiência no uso da água Avaliou-se a eficiência do uso da água (EUA) somente para os melões classificados como frutos comercias, que correspondeu aos tratamentos com a combinação das doses de nitrogênio de 120 e 160 mg dm-3 (Figura 57A e B), as demais doses de nitrogênio proporcionaram o peso mínimo necessário (> 0,5 kg) mas o grau de rendilhamento não atendeu a exigência mercadológica (Figura 58A e B). FIGURA 57. Frutos de melão cantaloupe Híbrido Rafael aos 69 DAE. 160N 160K (A) e 120N 160K (B). FIGURA 58. Grau de rendilhamento de frutos de melão cantaloupe híbrido Rafael aos 69 DAE para os tratamentos 80N 0K (A) e 80N 160K (B). 85 A EUA refere-se a um parâmetro de rendimento total da colheita por unidade de água utilizada e o maior objetivo das pesquisas nesta área está em conseguir altos valores da EUA, mantendo-se altas produtividades (BUZZETI et al., 1993). Observa-se que as parcelas experimentais que receberam as doses 120N 160K e 160N 160K foram as mais eficientes no uso da água, produzindo 40 g de massa fresca de fruto para cada litro de água utilizado na irrigação. Isso mostra que nas melhores combinações estudadas de doses de nitrogênio e potássio necessitou de 25 litros de água para se produzir 1 kg de melão cantaloupe híbrido Rafael (Figura 59). De acordo com Lopes (1989) a pratica da adubação aumenta a EUA. 0,045 0,040 EUA (Kg L-1) 0,035 0,030 0,040 0,040 0,038 0,035 0,035 0,035 0,032 0,028 0,025 0,020 0,015 0,010 0,005 0,000 Tratamento FIGURA 59. Valores médios da EUA (kg L-1) em função dos tratamentos que produziram frutos comerciais. Para Monteiro et al. (2008) as doses de nitrogênio não influenciaram a EUA, variando de 49,5 a 58,3 kg ha-1 mm-1. O maior valor de EUA (70,4 kg ha-1 mm-1) foi observado na dose de nitrogênio 150 kg ha-1, obtido para uma lâmina de água de 232,7 mm. Isto mostra que, na melhor das condições estudadas, para se produzir 1 kg de melão, foram necessários 142 litros de água. Buzzeti et al. (1993), estudando a influência da adubação nitrogenada e potássica na EUA em dois cultivares de melão, verificou que as maiores 86 médias da EUA foram 11,5 g/m2/mm e 12,2 g/m2/mm, respectivamente para o melão Valenciano Amarelo e Eldorado 300 nas respectivas combinações de doses 2,5 e 2,5 g cova-1 e 2,5 e 5,0 g cova-1 de nitrogênio e potássio. Para a maior EUA seria necessário a aplicação de 82 litros de água para produzir 1 kg de melão. Silva et al. (2004) registraram o maior consumo acumulado de 101 litros para o tratamento monitorado por tensiômetros com uso de fertilizante, seguido do tratamento monitorado por tensiômetros sem fertilizante com 74 litros e por fim o emissor poroso sem fertilizante com consumo de 45 litros, sendo este último provocado pelo menor crescimento verificado pela área foliar, em resposta da falta de aeração ocorrida no sistema radicular, além da deficiência de nutrientes. Para aqueles irrigados via tensiômetros a diferença de consumo entre os fertilizados e os não fertilizados foi de 27 litros a mais para os fertilizados, porém, houve um incremento de produção de frutos superior a 50%. Sousa et al. (2000), para as condições estudadas, obtiveram a máxima EUA (231,67 kg ha-1 mm-1) superior ao encontrado por Ritschel et al. (1994) (198,2 kg ha-1 mm-1) sob condições semelhantes, o que se atribui à diferença de produtividade obtida entre os respectivos trabalhos. 87 5 CONCLUSÕES No crescimento e desenvolvimento da planta de melão a interação das doses de 320 mg dm-3 de potássio e 160 mg dm-3 de nitrogênio, proporciona os melhores resultados. Para as variáveis mais relevantes para comercialização, as doses de nitrogênio (160 mg dm-3) e potássio (320 mg dm-3) isoladamente, apresentam os melhores resultados de produtividade, espessura da polpa e ºBrix. A combinação de doses que proporcionaram maior produção de massa fresca de fruto para cada litro de água utilizado foi de 120 mg dm-3 de nitrogênio com 160 mg dm-3 de potássio e 160 mg dm-3 de nitrogênio com 160 mg dm-3 de potássio. 88 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALBUQUERQUE JÚNIOR, B. S. 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