ABNT/CB-CB-02
PROJETO 02:123.03-001
MARÇO:2007
ALVENARIA ESTRUTURAL — BLOCOS CERÂMICOS —PARTE 1: PROJETOS
APRESENTAÇÃO
1) Este 1º Projeto foi elaborado pela CE-02:123.03 - Alvenaria Estrutural - Blocos Cerâmicos do ABNT/CB- 02 - Construção Civil, nas reuniões de:
28/03/2007
25/04/2007
——————————
2) Não tem valor normativo;
3) Tomaram parte na elaboração deste Projeto:
Participante
Representante
NÃO TEM VALOR NORMATIVO
ABNT/CB-CB-02
PROJETO 02:123.03-001
MARÇO:2007
ALVENARIA ESTRUTURAL — BLOCOS CERÂMICOS —PARTE 1: PROJETOS
STRUCTURAL MASONRY — CERAMIC BLOCKS — PART 1: DESIGN
Palavras-chave: Alvenaria estrutural. Bloco Cerâmico. Parede. Edifício. Construção Civil.
Descriptors: Structural masonry. Ceramic block. Walls. Buildings. Civil construction.
Sumário
Prefácio
1
2
3
Escopo
Referências normativas
Termos e definições
Reforço de Graute
Elemento
Elemento de alvenaria não-armado
Elemento de alvenaria armado
Elemento de alvenaria protendido
Parede estrutural
Verga
Enrijecedor
4 Símbolos e termos abreviados
5 Requisitos Gerais
5.1 Requisitos de qualidade da estrutura
5.2 Requisitos de qualidade do projeto
5.3 Documentação do projeto
6 Propriedades da alvenaria e de seus componentes
6.1 Componentes
6.2
6.1.1
Blocos
6.1.2
Argamassa
6.1.3
Graute
6.1.4
Aço
Alvenaria
6.2.1
Propriedades elásticas
6.2.2
Expansão térmica
6.2.3
Expansão por umidade
NÃO TEM VALOR NORMATIVO
1/1
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PROJETO 02:123.03-001
MARÇO:2007
6.2.4
6.3
Fluência
Resistências
6.3.1
Valores de cálculo
6.3.2
Coeficientes de ponderação das resistências
6.3.3
Compressão simples
6.3.4
Compressão na flexão
OPÇÃO DE REDAÇÃO: Todos os prismas devem ser ensaiados de modo que a carga seja aplicada na
direção do esforço que o bloco deve suportar durante seu emprego. (prever figura)
6.3.5
Tração na flexão
6.3.6
Cisalhamento na alvenaria
6.3.7
Aderência
7 Segurança e estados limites
7.1 Critérios de segurança
7.2 Estados limites
7.3 Estados limites últimos (ELU)
7.4 Estados limites de serviço (ELS)
8 Ações
8.1 Disposições gerais
8.2 Ações a considerar
8.3 Ações permanentes
8.3.1
8.3.1.1
Peso específico
8.3.1.2
Elementos construtivos fixos e instalações permanentes
8.3.1.3
Empuxos permanentes
8.3.2
8.4
8.5
8.6
Ações permanentes diretas
Ações permanentes indiretas
8.3.2.1
Imperfeições geométricas (? verificar) locais
8.3.2.2
Imperfeições geométricas (? verificar) globais
Ações variáveis
8.4.1
Cargas acidentais
8.4.2
Ação do vento
Ações excepcionais
Valores das ações
8.6.1
Valores representativos
8.6.2
Valores reduzidos de ações variáveis
8.6.3
Valores de cálculo
NÃO TEM VALOR NORMATIVO
2/3
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MARÇO:2007
8.7
Combinação de ações
8.7.1
Critérios gerais
8.7.2
Combinações últimas
9 Análise estrutural
9.1 Disposições gerais
9.2
9.1.1
Premissas da análise estrutural
9.1.2
Hipóteses básicas
Disposições específicas para os elementos
9.2.1
9.2.1.1
Vão efetivo
9.2.1.2
Seção transversal
9.2.1.3
Carregamento para vigas
9.2.2
Pilares
9.2.2.1
Altura efetiva
9.2.2.2
Seção transversal
9.2.2.3
Carregamento para os pilares
9.2.3
9.3
Vigas
Paredes
9.2.3.1
Altura efetiva
9.2.3.2
Espessura efetiva
9.2.3.3
Comprimento efetivo
9.2.3.4
Seção resistente
Interação dos elementos de alvenaria
9.3.1
Prescrições gerais
9.3.2
Interação para cargas verticais
9.3.2.1
Interação de paredes em cantos e bordas
9.3.2.2
Interação de paredes através de aberturas
9.3.3
Interação para ações horizontais
9.3.3.1
Interação em abas ou flanges
9.3.3.2
Interação de paredes através de aberturas
9.4 Interação entre a alvenaria e estruturas de apoio
10 Limites para dimensões, deslocamentos e fissures
10.1
Dimensões limites
NÃO TEM VALOR NORMATIVO
3/4
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10.1.1
Espessura das juntas horizontais
10.1.2
Esbeltez
10.1.3
Comprimento efetivo de abas em painéis de contraventamento
10.1.4
Furos e aberturas
10.1.4.1
Paredes
10.1.4.2
Juntas de dilatação
10.1.4.3
Juntas de controle
10.2
Deslocamentos limites
11 Dimensionamento
11.1
Disposições gerais
11.2
Dimensionamento da alvenaria à compressão simples
11.2.1
Disposições gerais
11.2.2
Resistência de cálculo em paredes
11.2.3
Resistência de cálculo em pilares
11.3
11.3.1
Dimensionamento da alvenaria sujeita a flexão
Introdução
11.3.2
Seções retangulares com armadura simples
11.3.3
Casos particulares
11.3.3.1
Seções de paredes com abas
11.3.3.2
Seções com armaduras isoladas
11.3.3.3
Vigas-parede
11.4
11.4.1
Dimensionamento da alvenaria sujeita ao cisalhamento
Tensões convencionais de cisalhamento
11.4.2
Verificação da resistência
11.4.3
Armaduras de cisalhamento
11.4.4
Forças concentradas próximas aos apoios
11.5
11.5.1
Dimensionamento da alvenaria sujeita à flexão composta
Introdução
11.5.2
Peças curtas
11.5.3
Peças longas
12 Disposições construtivas e detalhamento
12.1
Cobrimentos
NÃO TEM VALOR NORMATIVO
4/5
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12.2
Armaduras mínimas
12.3
Diâmetro máximo das armaduras
12.4
Espaço entre barras
12.5
Estribos de pilares
12.6
Ancoragem
12.7
Emendas
12.8
Ganchos e dobras
13 Dano acidental e colapso progressivo
13.1
Disposições gerais
13.2
Danos acidentais
13.2.1
Danos diversos
13.2.2
Impactos de veículos e equipamentos
13.2.3
Explosões
13.3
13.3.1
Verificação do colapso progressivo
Disposições gerais
13.3.2
Coeficientes de segurança para a alvenaria
13.3.3
Verificação de pavimentos em concreto armado
Prefácio
A Associação Brasileira de Normas Técnicas ( ABNT ) é o Fórum Nacional de Normalização. As normas
brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros ( ABNT/CB ), dos Organismos de
Normalização Setorial ( ABNT/ONS ) e das Comissões de Estudo Especiais Temporárias ( ABNT/CEET ), são
elaboradas por Comissões de Estudo ( CE ), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo
parte: produtores, consumidores e neutros ( universidades, laboratórios e outros ).
Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta
Nacional entre os associados da ABNT e demais interessados.
1
Escopo
Esta norma fixa os requisitos mínimos exigíveis ao projeto de estruturas de alvenaria de blocos cerâmicos.
Esta norma também se aplica à análise do desempenho estrutural de elementos de alvenaria de blocos cerâmicos
inseridos em outros sistemas estruturais.
Esta norma não inclui requisitos exigíveis para evitar estados limite gerados por ações tais como: sismos,
impactos, explosões e fogo.
2
Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referências datadas,
aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do
referido documento (incluindo emendas).
As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições
para esta Norma Brasileira. Como toda norma está sujeita a revisão, aqueles que realizam acordos com base
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nesta norma devem usar as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das
Normas Brasileiras em vigor em um dado momento.
NBR 13279 Argamassa para assentamento de paredes e revestimento de paredes e tetos – determinação da
resistência à compressão.
NBR 14321 Paredes de alvenaria estrutural - Determinação da resistência ao cisalhamento.
NBR 14322 Paredes de alvenaria estrutural - Verificação da resistência à flexão simples ou à flexo-compressão.
NBR 5706 Coordenação modular da construção.
NBR 5718 Alvenaria modular.
NBR 5729 Princípios fundamentais para a elaboração de projetos coordenados modularmente.
NBR 5799 Ensaio à compressão de corpos de prova cilíndricos de concreto.
NBR 6118 Projeto de estruturas de concreto armado.
NBR 6120 Cargas para o cálculo de estruturas de edificações.
NBR 6123 Forças devidas ao vento em edificações.
NBR 7480 Barras e fios de aço destinados a armaduras para concreto armado.
NBR 8681 Ações e segurança nas estruturas.
NBR 8800 Projeto e execução de estruturas de aço de edifícios.
NBR 8949 Paredes de alvenaria estrutural - Ensaio à compressão simples.
NBR 9062 Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado.
NBR 15270-2 Componentes cerâmicos - Parte 2: Blocos cerâmicos para alvenaria estrutural - Terminologia e
requisitos
NBR 15270-3 Componentes cerâmicos – Parte 3: Blocos cerâmicos para alvenaria estrutural e de vedação –
Métodos de ensaio
3
Termos e definições
Para o propósito deste documento, são adotadas as seguintes definições:
3.1
Componente
Ente que compõe os elementos da estrutura. Os principais são: bloco, junta de argamassa, reforços de graute e
armadura.
3.2
Bloco
Componente básico da alvenaria.
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3.3
Junta de Argamassa
Componente utilizado na ligação entre blocos.
3.4
Reforço de Graute
Componente utilizado para preenchimento de espaços vazios de blocos com a finalidade de solidarizar armaduras
à alvenaria ou aumentar sua capacidade resistente.
3.5
Elemento
Parte da estrutura suficientemente elaborada constituída da reunião de dois ou mais componentes.
3.6
Elemento de alvenaria não-armado
Elemento de alvenaria no qual a armadura é desconsiderada para resistir aos esforços solicitantes.
3.7
Elemento de alvenaria armado
Elemento de alvenaria no qual são utilizadas armaduras passivas que são consideradas para resistência dos
esforços solicitantes.
3.8
Elemento de alvenaria protendido
Elemento de alvenaria no qual são utilizadas armaduras ativas.
3.9
Parede estrutural
Toda parede admitida como participante da estrutura.
3.10
Parede não-estrutural
Toda parede não admitida como participante da estrutura.
3.11
Verga
Elemento estrutural colocado sobre os vãos de aberturas com a finalidade exclusiva de resistir a carregamentos
verticais.
3.12
Contraverga
Elemento estrutural colocado sob os vãos de aberturas.
3.13
Cinta
Elemento estrutural apoiado continuamente na parede, ligado ou não às lajes, vergas ou contravergas.
3.14
Coxim
Elemento estrutural não contínuo, apoiado na parede, para distribuir cargas concentradas.
3.15
Enrijecedor
Elemento vinculado a uma parede estrutural com a finalidade de produzir um enrijecimento na direção
perpendicular ao seu plano.
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3.16
Diafragma
Elemento estrutural laminar admitido como rígido em seu próprio plano.
3.17
Excentricidade
Distância entre o eixo de um elemento estrutural e a resultante de uma determinada ação que sobre ele atue.
3.18
Área bruta
Área de um componente ou elemento considerando-se as suas dimensões externas, desprezando-se a existência
dos vazios.
3.19
Prisma
Corpo de prova obtido pela superposição de blocos unidos por junta de argamassa, grauteados ou não.
3.20
Amarração direta
Padrão de distribuição dos blocos no qual as juntas verticais se defasam de no mínimo 1/3 da altura dos blocos.
3.21
Viga
Elementos que resistem predominantemente à flexão e cujo vão seja maior ou igual a três vezes a altura da seção
transversal
3.22
Pilar
Elementos que resistem predominantemente a cargas de compressão e cuja maior dimensão da seção transversal
não exceda cinco vezes a menor dimensão.
3.23
Parede
Elementos que resistem predominantemente a cargas de compressão e cuja maior dimensão da seção transversal
excede cinco vezes a menor dimensão.
4
Símbolos e termos abreviados
5
Requisitos Gerais
5.1 Requisitos de qualidade da estrutura
Uma estrutura de alvenaria deve ser projetada de modo que:
a) Esteja apta a receber todas as influências ambientais e ações que sobre ela produzam efeitos
significativos tanto na sua construção quanto durante a sua vida útil;
b) Resista a ações excepcionais, como explosões e impactos, sem apresentar danos desproporcionais às
suas causas.
5.2 Requisitos de qualidade do projeto
O projeto de uma estrutura de alvenaria deve ser elaborado adotando-se:
a)
b)
c)
d)
Sistema estrutural adequado à função desejada para a edificação;
Ações compatíveis e representativas;
Dimensionamento e verificação de todos elementos estruturais presentes;
Especificação de materiais apropriados e de acordo com os dimensionamentos efetuados;
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e) Procedimentos de controle para projeto.
5.3 Documentação do projeto
O projeto de estrutura de alvenaria deve ser constituído por desenhos técnicos e especificações. Esses
documentos devem conter todas as informações necessárias à execução da estrutura de acordo com os critérios
adotados, conforme descrito a seguir:
O projeto deve apresentar desenhos técnicos contendo as plantas das fiadas diferenciadas, exceto na altura das
aberturas, e as elevações de todas as paredes. Em casos especiais de elementos longos repetitivos (como muros,
por exemplo), plantas e elevações podem ser representadas parcialmente. Sempre que presentes, devem ser
apresentados: localização dos pontos grauteados e armaduras, detalhes de amarração das paredes e
posicionamento das juntas de controle e de dilatação.
As especificações de projeto devem conter as resistências características dos prismas e dos grautes, as classes
das argamassas, assim como a categoria, classe e bitola dos aços a serem adotados. Também podem ser
apresentados os valores de resistência sugeridos para os blocos, de forma que as resistências de prisma
especificadas sejam atingidas.
6
Propriedades da alvenaria e de seus componentes
Nota: Quando não especificamente mencionado, as resistências se referem sempre à área bruta.
6.1 Componentes
6.1.1
Blocos
A especificação dos blocos deve estar de acordo com a ABNT NBR 15270 - Parte 2.
6.1.2
Argamassa
As argamassas destinadas ao assentamento devem atender os requisitos estabelecidos na ABNT NBR 13281.
Com relação à resistência à compressão deve ser atendido o valor mínimo de 1,5 MPa.
A resistência da argamassa deve ser determinada de acordo com a ABNT NBR 13279.
6.1.3
Graute
Quando especificado o graute, sua influência na resistência da alvenaria deve ser devidamente verificada em
laboratório, nas condições de sua utilização.
A avaliação da influência do graute na compressão deve ser feita mediante o ensaio de compressão de prismas.
Esse elemento deverá ser grauteado e argamassado com os mesmos materiais e da mesma forma a ser
empregada na edificação.
6.1.4
Aço
A especificação do aço deve estar de acordo com a ABNT NBR 7480.
O valor do módulo de deformação do aço deve ser adotado conforme ABNT NBR respectiva (verificar se a norma
7480 já contempla esse valor).
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6.2 Alvenaria
6.2.1
Propriedades elásticas
Os valores das propriedades elásticas da alvenaria podem ser adotados de acordo com a tabela 1.
Tabela 1 — Propriedades de deformação da alvenaria
Propriedade
Módulo de deformação longitudinal
Coeficiente de Poisson
Valor
600 fpk
0,15
Valor máximo
12 GPa
-
Para verificações de ELS recomenda-se reduzir os módulos de deformação em 40%, para considerar de forma
aproximada o efeito da fissuração da alvenaria.
6.2.2
Expansão térmica
Na ausência de dados experimentais, para alvenaria pode-se adotar o coeficiente de dilatação térmica linear igual
-6 o -1
a 6,0x10 C .
6.2.3
Expansão por umidade
Na ausência de dados experimentais, o coeficiente de expansão por umidade da alvenaria pode ser admitido igual
-6
a 300x10 mm/mm.
6.2.4
Fluência
Para efeitos de avaliação aproximada de ELS, a deformação final, com a inclusão da fluência, deve ser
considerada no mínimo igual ao dobro da deformação elástica.
6.3 Resistências
-6 o
Para alvenaria pode-se adotar o coeficiente de dilatação térmica linear igual a 6,0x10
6.3.1
-1
C .
Valores de cálculo
A resistência de cálculo é obtida pela resistência característica dividida pelo coeficiente de ponderação das
resistências.
6.3.2
Coeficientes de ponderação das resistências
Os valores para verificação no ELU estão indicados na tabela 2, e são adequados para obras executadas de
acordo com a NBR ____-Parte 2 (Execução e controle de obras em alvenaria estrutural de blocos cerâmicos).
Tabela 2 — Valores de γm
Combinações
Alvenaria
Graute
Aço
Normais
2,5
2,5
1,15
Especiais ou de construção
2,1
2,1
1,15
Excepcionais
2,1
2,1
1,0
No caso da aderência entre o aço e o graute, ou a argamassa que o envolve, deve ser utilizado o valor γm = 1,5.
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Os limites estabelecidos para os ELS não necessitam de minoração.
6.3.3
Compressão simples
A resistência característica à compressão simples da alvenaria fk deve ser determinada com base no ensaio de
paredes ou ser estimada como 70% da resistência característica de compressão simples de prisma fpk. As
resistências características de paredes ou prismas devem ser determinadas de acordo com a NBR ____-Parte 2
(Execução e controle de obras em alvenaria estrutural de blocos cerâmicos).
6.3.4
Compressão na flexão
Para a compressão na flexão a resistência característica pode ser adotada igual à do prisma, ou seja, ffk = 1,43 fk.
Nota: as condições de obtenção da resistência fk devem ser as mesmas da região comprimida da peça no que diz
respeito à presença de graute e direção da compressão relativa à junta de assentamento.
OPÇÃO DE REDAÇÃO: Todos os prismas devem ser ensaiados de modo que a carga seja aplicada
na direção do esforço que o bloco deve suportar durante seu emprego. (prever figura)
6.3.5
Tração na flexão
No caso de ações temporárias como, por exemplo, a do vento, permite-se a consideração da resistência à tração
da alvenaria sob flexão, segundo os valores característicos definidos na tabela 6.4.
Tabela 3 - Valores característicos da resistência à tração na flexão – ftk (MPa)
Resistência Média de Compressão da Argamassa (MPa)
Direção da tração
1,5 a 3,4
3,5 a 7,0
acima de 7,0
Normal à fiada
0,10
0,20
0,25
Paralela à fiada
0,20
0,40
0,50
(verificar tabela 7 da NBR 13281, para a devida adequação e verificar o arredondamento decimal dos valores
característicos)
6.3.6
Cisalhamento na alvenaria
As resistências características ao cisalhamento não devem ser maiores que os valores apresentados na tabela 6.3
Tabela 4 — Valores característicos da resistência ao cisalhamento – fvk (MPa)
Resistência Média de Compressão da Argamassa (MPa)
Local
Juntas horizontais
Interfaces de paredes com amarração
direta
1,5 a 3,4
3,5 a 7,0
acima de 7,0
0,10 + 0,6 σ ≤ 1,0
0,15 + 0,6 σ ≤ 1,4
0,35 + 0,6 σ ≤ 1,7
0,35
0,35
0,35
Nota: σ é a tensão normal de pré-compressão na junta considerando-se apenas as ações permanentes
ponderadas por coeficiente de segurança igual a 1,00 (ação favorável).
Nota: Quando existirem armaduras de flexão perpendiculares ao plano do cisalhamento e envoltas por graute, a
resistência característica ao cisalhamento pode ser obtida por:
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fvk = 0,35 + 17,5 ρ ≤ 0,7 MPa
na qual:
ρ=
As
é a taxa geométrica de armadura;
bd
As é a área da armadura principal de flexão;
b e d são as dimensões da seção transversal.
6.3.7
Aderência
Os valores da resistência característica de aderência podem ser adotados de acordo com a tabela 6.5.
Tabela 5 — Resistências características de aderência (MPa)
Tipo de aderência
Barras corrugadas
Barras lisas
Entre aço e argamassa
0,10
0,00
Entre aço e graute
2,20
1,50
7
Segurança e estados limites
7.1 Critérios de segurança
Os critérios de segurança nesta norma baseiam-se na ABNT NBR 8681.
7.2 Estados limites
Devem ser considerados os estados limites últimos e os estados limites de serviço.
7.3 Estados limites últimos (ELU)
A segurança deve ser verificada em relação aos seguintes ELU:
a) ELU da perda do equilíbrio da estrutura, admitida como corpo rígido;
b) ELU de esgotamento da capacidade resistente da estrutura, no todo ou em parte;
c) ELU de esgotamento da capacidade resistente da estrutura, no todo ou em parte, considerando os efeitos
de segunda ordem;
d) ELU provocado por solicitações dinâmicas;
e) ELU de colapso progressivo;
f)
Outros ELU que possam ocorrer em casos especiais.
NÃO TEM VALOR NORMATIVO
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7.4 Estados limites de serviço (ELS)
Estados limites de serviço estão relacionados à durabilidade, aparência, conforto do usuário e funcionalidade da
estrutura. Devem ser verificados os ELS relativos a:
a) Danos que comprometam apenas o aspecto estético da construção ou a durabilidade da estrutura;
b) Deformações excessivas que afetem a utilização normal da construção ou seu aspecto estético;
c) Vibração excessiva ou desconfortável.
8
Ações
8.1 Disposições gerais
Aplicam-se as definições e prescrições da ABNT NBR 8681.
8.2 Ações a considerar
Na análise estrutural deve ser considerada a influência de todas as ações que possam produzir efeitos
significativos para a segurança da estrutura, levando-se em conta os possíveis estados limites últimos e os de
serviço.
As ações a serem consideradas classificam-se em:
a) Ações permanentes;
b) Ações variáveis;
c) Ações excepcionais.
8.3 Ações permanentes
São ações que apresentam valores com pequena variação em torno de sua média durante praticamente toda a
vida da estrutura.
8.3.1
8.3.1.1
Ações permanentes diretas
Peso específico
3
Na falta de uma avaliação precisa para o caso considerado pode-se utilizar o valor de 12 kN/m como peso
específico para a alvenaria de blocos cerâmicos vazados, devendo-se acrescentar o peso do graute, quando
existente.
8.3.1.2
Elementos construtivos fixos e instalações permanentes
As massas específicas dos materiais de construção usuais podem ser obtidas na ABNT NBR 6120 (verificar o
disposto na NBR 6120).
As ações devidas às instalações permanentes devem ser consideradas com os valores nominais fornecidos pelo
fabricante.
8.3.1.3
Empuxos permanentes
Consideram-se como permanentes os empuxos que provêm de materiais granulosos ou líquidos não removíveis.
NÃO TEM VALOR NORMATIVO
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MARÇO:2007
Os valores para a massa específica dos materiais granulosos mais comuns podem ser obtidos na ABNT NBR
6120 (verificar o disposto na NBR 6120).
8.3.2
Ações permanentes indiretas
São ações impostas pelas imperfeições geométricas, que podem ser consideradas locais ou globais.
8.3.2.1
Imperfeições geométricas (? verificar) locais
São consideradas quando do dimensionamento dos diversos elementos estruturais.
8.3.2.2
Imperfeições geométricas (? verificar) globais
Para edifícios de andares múltiplos deve ser considerado um desaprumo global, considerado através do ângulo de
desaprumo θa ,em radianos, conforme se apresenta na Figura 1.
Figura 1 — Imperfeições geométricas globais
na qual:
θa =
1
100 H
H é altura total da edificação em metros
(rever a figura para um desenho adaptado à alvenaria, e trocar l por H)
8.4 Ações variáveis
São aquelas que apresentam variação significativa em torno de sua média durante toda a vida da estrutura.
8.4.1
Cargas acidentais
As cargas acidentais são aquelas que atuam sobre a estrutura de edificações em função do seu uso (pessoas,
móveis, materiais diversos, veículos, etc). Seus valores podem ser obtidos na ABNT NBR 6120.
8.4.2
Ação do vento
A força devida ao vento deve ser considerada de acordo com a ABNT NBR 6123.
8.5 Ações excepcionais
Consideram-se como excepcionais as ações decorrentes de explosões, impactos, incêndios, etc.
No caso de ações como explosões e impactos, devem ser atendidas as prescrições do item 13.2, que trata do
dano acidental às estruturas de alvenaria.
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8.6 Valores das ações
8.6.1
Valores representativos
As ações são quantificadas pelos seus valores representativos, que podem ser:
a) Valores característicos Fk, conforme definição da ABNT NBR 8681;
b) Valores convencionais excepcionais, que são os valores arbitrados para ações excepcionais;
c) Valores reduzidos de ações variáveis, em função de combinação de ações, apresentados no item 8.6.2.
8.6.2
Valores reduzidos de ações variáveis
Considerando-se que é muito baixa a probabilidade de que duas ou mais ações variáveis de naturezas diferentes
ocorram com seus valores característicos de maneira simultânea, podem ser definidos para essas ações valores
reduzidos.
Para o caso de verificações de estados limites últimos esses valores serão ψ0Fk (ver item 8.7.2).
Os valores de ψ0 podem ser obtidos na tabela 6 da NBR 8681 Ações e segurança nas estruturas ou do resumo
apresentado na tabela 6 para alguns casos mais comuns.
Tabela 6 — Coeficientes para redução de ações variáveis
Ações
Cargas acidentais em
Edifícios residenciais
0,5
edifícios
Edifícios comerciais
0,7
Biblioteca, arquivos, oficinas e garagens
0,8
Pressão do vento para edificações em geral
0,6
Vento
8.6.3
ψ0
Valores de cálculo
Os valores de cálculo Fd são obtidos através dos valores representativos apresentados no item 8.6.1 multiplicados
por coeficientes de ponderação que podem ser obtidos das tabelas de 1 a 5 da NBR 8681 Ações e segurança nas
estruturas ou do resumo apresentado na tabela 7 para alguns casos mais comuns.
Tabela 7 — Coeficientes de ponderação para combinações normais de ações
Categoria da ação
Permanentes
Tipo de estrutura
Variáveis
Favorável
2
1,35
1,00
2
1,40
1,00
2
1,50
-
2
1,40
-
Carga acidental > 5 kN/m
Carga acidental ≤ 5 kN/m
Carga acidental > 5 kN/m
Carga acidental ≤ 5 kN/m
(verificar os limites de carga acidental)
Efeito
Desfavorável
Quando houver incertezas na avaliação das ações permanentes, os coeficientes de ponderação, no caso de efeito
favorável, devem ser iguais a 0,9.
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8.7 Combinação de ações
8.7.1
Critérios gerais
Para cada tipo de carregamento devem ser consideradas todas as combinações de ações que possam acarretar
os efeitos mais desfavoráveis para o dimensionamento das partes de uma estrutura.
As ações permanentes devem ser sempre consideradas.
As ações variáveis deverão ser consideradas apenas quando produzirem efeitos desfavoráveis para a segurança,
sendo que as ações móveis (? verificar onde está a definição) serão aplicadas em suas posições mais
desfavoráveis.
As ações excepcionais, com exceção das ações provenientes de impactos e explosões, não precisam ser
consideradas.
As ações incluídas em cada combinação devem ser consideradas com seus valores representativos multiplicados
pelos respectivos coeficientes de ponderação.
As combinações de ações são apresentadas pela ABNT NBR 8681, nos seus itens 5.1.3 para as combinações
últimas das ações e 5.1.5 para eventuais combinações de utilização ou serviço.
8.7.2
Combinações últimas
As combinações últimas para carregamentos permanentes e variáveis devem ser obtidas por:
Fd = γgFG,k + γq(FQ1,k + ∑ ψ0jFQj,k)
na qual:
Fd é o valor de cálculo para a combinação última.
γg é o ponderador das ações permanentes (tabela 8.2)
FGk é o valor característico das ações permanentes;
γq é o ponderador das ações variáveis (tabela 8.2)
FQ1,k é o valor característico da ação variável considerada como principal;
ψ0jFQj,k são os valores característicos reduzidos das demais ações variáveis (item 8.6.2, tabela 8.1)
Devem ser consideradas todas as combinações necessárias para que se obtenha o maior valor de Fd, alternandose as ações variáveis consideradas como principal e secundárias.
Para o caso de edifícios residenciais, pode-se adotar por simplicidade a seguinte combinação última de ações:
Fd = 1,3 FV + 1,4 FH
na qual:
FV é a soma das ações verticais permanentes e acidentais;
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FH é a soma das ações horizontais provenientes do desaprumo global e do vento.
9
Análise estrutural
9.1 Disposições gerais
9.1.1
Premissas da análise estrutural
A análise de uma estrutura de alvenaria deve ser realizada considerando-se sempre o equilíbrio de cada um dos
seus elementos e na estrutura como um todo, bem como o caminho descrito pelas ações, sejam verticais ou
horizontais, desde o seu ponto de aplicação até a fundação ou onde se suponha o limite da estrutura de alvenaria.
9.1.2
Hipóteses básicas
A análise das estruturas de alvenaria pode ser realizada considerando-se um comportamento elástico-linear para
os materiais, mesmo para verificação de estados limites últimos, desde que as tensões de compressão atuantes
não ultrapassem metade do valor da resistência característica à compressão fk.
A dispersão de qualquer ação vertical concentrada ou distribuída sobre um trecho de um elemento se dará
segundo uma inclinação de 45°, em relação ao plano horizontal, podendo-se utilizar essa prescrição tanto para a
definição da parte de um elemento que efetivamente trabalha para resistir a uma ação quanto para a parte de um
carregamento que eventualmente atue sobre um elemento.(prever figura neste ponto ou em algum subseqüente)
9.2 Disposições específicas para os elementos
9.2.1
9.2.1.1
Vigas
Vão efetivo
O vão efetivo deve ser tomado como sendo o menor valor entre:
a) Distância entre as faces das paredes adjacentes mais a altura da sua seção transversal;
b) Distância entre os eixos das paredes adjacentes.
9.2.1.2
Seção transversal
Para o cálculo das características geométricas, a seção transversal deve ser considerada com suas dimensões
brutas, desconsiderando-se revestimentos.
9.2.1.3
Carregamento para vigas
O carregamento pode ser considerado de acordo com o princípio geral de dispersão das ações no material
alvenaria que se dá segundo um ângulo de 45°, item 9.1.2, promovendo-se as devidas reduções.(inserir uma
figura)
9.2.2
9.2.2.1
Pilares
Altura efetiva
A altura efetiva de um pilar, em cada uma das direções principais da sua seção transversal, deve ser considerada:
a) a altura do pilar se houver travamentos que restrinjam o deslocamento horizontal ou a rotação das suas
extremidades na direção considerada;
b) o dobro da altura se uma extremidade for livre e se houver travamento que restrinja o deslocamento
horizontal e a rotação na outra extremidade na direção considerada.
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9.2.2.2
Seção transversal
Para o cálculo das características geométricas, a seção transversal deve ser considerada com suas dimensões
brutas, desconsiderando-se revestimentos.
9.2.2.3
Carregamento para os pilares
Eventuais excentricidades nos carregamentos sobre pilares deverão ser sempre consideradas, sendo necessário
nesse caso dimensioná-los como submetidos a uma flexão composta.
9.2.3
Paredes
9.2.3.1
Altura efetiva
A altura efetiva de uma parede deve ser considerada:
a) a altura da parede, se houver travamentos que restrinjam o deslocamento horizontal das suas
extremidades;
b) o dobro da altura, se uma extremidade for livre e se houver travamento que restrinja conjuntamente o
deslocamento horizontal e a rotação na outra extremidade.
9.2.3.2
Espessura efetiva
A espessura efetiva de uma parede sem enrijecedores será a sua espessura real, não se considerando
revestimentos.
A espessura efetiva de uma parede com enrijecedores regularmente espaçados pode ser calculada de acordo
com a expressão:
te = δ t
na qual:
te é a espessura efetiva da parede;
δ é um coeficiente calculado de acordo com a tabela 8 e parâmetros dados pela Figura 2;
t é a espessura real da parede na região entre enrijecedores.
Tabela 8 — Valores do coeficiente δ (interpolar para valores intermediários)
Lenr / tenr
tenr / t = 1
tenr / t = 2
tenr / t = 3
6
1,0
1,4
2,0
8
1,0
1,3
1,7
10
1,0
1,2
1,4
15
1,0
1,1
1,2
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1,0
1,0
1,0
te
t
20 ou mais
Le
Figura 2 — Parâmetros para cálculo da espessura efetiva de paredes
A espessura efetiva não pode ser utilizada para o cálculo da área da seção resistente quando a parede apresentar
enrijecedores.
9.2.3.3
Comprimento efetivo
Para ações distribuídas ao longo de toda a parede, o comprimento efetivo será o comprimento real da parede,
desprezando-se revestimentos e aberturas.
Para o caso de paredes submetidas a ações concentradas ou parcialmente distribuídas, o comprimento efetivo
será tomado sempre na metade da altura da parede, considerando-se o critério de espalhamento a 45° definido
em 9.1.3.
9.2.3.4
Seção resistente
A seção resistente de uma parede será sempre a área bruta, desconsiderando-se os revestimentos.
9.3 Interação dos elementos de alvenaria
9.3.1
Prescrições gerais
A interação de elementos adjacentes somente pode ser considerada quando houver garantia de que forças de
interação possam se desenvolver entre esses elementos e que haja resistência suficiente na interface para
transmiti-las.
Sempre que essas forças não puderem ser avaliadas, deve-se considerar que os elementos trabalham de forma
isolada.
9.3.2
9.3.2.1
Interação para cargas verticais
Interação de paredes em cantos e bordas
Pode-se considerar que existirá a interação quando se tratar de borda ou canto com amarração direta.
Em outras situações de ligação, a interação somente poderá ser considerada se existir comprovação experimental
de sua eficiência.
9.3.2.2
Interação de paredes através de aberturas
As interações de paredes através de aberturas devem ser desconsideradas, a menos que haja comprovação
experimental de sua eficiência.
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Aberturas cuja maior dimensão seja menor que 1/6 do menor valor entre a altura e o comprimento da parede na
qual se inserem poderão ser desconsideradas para efeitos de interação.
9.3.3
9.3.3.1
Interação para ações horizontais
Interação em abas ou flanges
Pode-se considerar que existirá a interação quando se tratar de aba ou flange com amarração direta.
Em outras situações de ligação, a interação somente poderá ser considerada se existir comprovação experimental
de sua eficiência.
O comprimento de cada aba ou flange não poderá exceder o limite apresentado em 10.1.3.
Em nenhuma hipótese poderá haver superposição de abas ou flanges.
As abas ou flanges poderão ser utilizadas tanto para cálculo da rigidez do painel de contraventamento quanto para
o cálculo das tensões normais.
9.3.3.2
Interação de paredes através de aberturas
Na interação de paredes através de aberturas, ou seja, na associação de painéis de contraventamento, é
obrigatória a verificação dos esforços internos ou das tensões resultantes nos elementos de ligação.
Aberturas cuja maior dimensão seja menor que 1/6 do menor valor entre a altura e o comprimento da parede na
qual se inserem poderão ser desconsideradas para efeitos de interação.
9.4 Interação entre a alvenaria e estruturas de apoio
O carregamento resultante para estruturas de apoio deve ser sempre coerente com o esquema estrutural adotado
para o edifício, representando o caminho previsto para as cargas.
São explicitamente proibidas reduções nos valores a serem adotadas como carregamento para estruturas de
apoio sobre pontos discretos baseadas na consideração do assim chamado efeito arco sem que sejam
considerados todos os aspectos envolvidos nesse fenômeno, inclusive a concentração de tensões que se verifica
na alvenaria.
10 Limites para dimensões, deslocamentos e fissures
10.1 Dimensões limites
Devem ser observados os seguintes limites para as dimensões das peças de alvenaria.
10.1.1 Espessura das juntas horizontais
A menos que explicitamente especificado no projeto, a espessura das juntas de assentamento deve ser de 10 mm.
10.1.2 Esbeltez
O índice de esbeltez é a razão entre a altura efetiva e a espessura efetiva:
λ = hef / tef
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A tabela 10 apresenta os valores máximos permitidos para a esbeltez.
Tabela 9 — Valores máximos do índice de esbeltez
Elementos estruturais não-armados
24
Elementos estruturais não-armados em edificações de até 2 pavimentos
30
Elementos estruturais armados
30
Os elementos estruturais armados devem respeitar as armaduras mínimas prescritas no item 12.2.
10.1.3 Comprimento efetivo de abas em painéis de contraventamento
O comprimento efetivo de aba em painéis de contraventamento deve obedecer ao limite bf ≤ 6t (Figura 3).
t
bf t
bf
t
bf
Figura 3 — Comprimento efetivo de abas
10.1.4 Furos e aberturas
10.1.4.1
Paredes
Quando há corte horizontal em uma parede, a região correspondente à projeção vertical desse corte deve ser
considerada não-estrutural (Figura 10.2a).
Cortes verticais definem elementos isolados (Figura 10.2b).
Estrutural
Não-estrutural
Estrutural
(isolada)
Estrutural
(isolada)
Corte
Corte
(a) Horizontal
(b) Vertical
Figura 4 — Cortes em paredes
Elementos de alvenaria estrutural com canalizações embutidas, cuja manutenção possa resultar em cortes, devem
ser considerados de acordo com as prescrições deste item.
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10.1.4.2
Juntas de dilatação
Devem ser previstas juntas de dilatação a cada 25 m da edificação em planta. Esse limite poderá ser alterado
desde que se faça uma avaliação mais precisa dos efeitos da variação de temperatura e retração sobre a
estrutura.
10.1.4.3
Juntas de controle
Deve ser analisada a necessidade da colocação de juntas verticais de controle de fissuração em elementos de
alvenaria com a finalidade de prevenir o aparecimento de fissuras provocadas por: variação de temperatura,
retração, variação brusca de carregamento e variação da altura ou espessura da parede.
Para painéis de alvenaria contidos em um único plano e na ausência de uma avaliação precisa das condições
específicas do painel, devem ser dispostas juntas verticais de controle com espaçamento máximo que não
ultrapasse os limites da tabela 11.
Tabela 10 — Valores máximos de espaçamento entre juntas verticais de controle
Localização do elemento
Limite (m)
Externa
12
Interna
25
10.2 Deslocamentos limites
Os deslocamentos finais (incluindo os efeitos de fissuração, temperatura, retração e fluência) de todos os
elementos não devem ser maiores que L/125 para peças em balanço e L/250 nos demais casos.
Os deslocamentos podem ser parcialmente compensados por contraflechas, desde que elas não sejam maiores
que L/350.
A translação horizontal relativa de pavimentos vizinhos de um edifício, provocada pela ação do vento para
combinação freqüente, não pode ser maior que H/1700 ou Hi/850, sendo H a altura total do edifício e Hi o desnível
entre esses pavimentos.
Sempre que os deslocamentos forem relevantes para o elemento considerado, seus efeitos devem ser
considerados, estabelecendo-se o equilíbrio na configuração deformada.
11 Dimensionamento
11.1 Disposições gerais
Para um elemento de alvenaria em estado limite último a solicitação de cálculo, Sd, deverá ser menor ou no
máximo igual à resistência de cálculo Rd.
O dimensionamento deve ser realizado considerando-se a seção homogênea e com sua área bruta.
No projeto de elementos de alvenaria armada com solicitação normal admitem-se as seguintes hipóteses:
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a) as seções transversais se mantêm planas após deformação;
b) as armaduras aderentes têm a mesma deformação que a alvenaria em seu entorno;
c) a resistência à tração da alvenaria é nula;
d) a distribuição de tensões de compressão na alvenaria pode ser representada por um diagrama retangular
(ver item 11.3);
e) em seções submetidas à compressão simples o máximo encurtamento se limita a -0,2%;
f)
para flexão ou flexo-compressão o máximo encurtamento se limita a -0,3%;
g) o máximo alongamento do aço se limita em 1%.
11.2 Dimensionamento da alvenaria à compressão simples
11.2.1 Disposições gerais
Um elemento de alvenaria será considerado submetido à compressão simples quando a excentricidade do
carregamento for menor que 5% da dimensão do elemento na direção considerada.
11.2.2 Resistência de cálculo em paredes
Quando se tratar de paredes de alvenaria estrutural a resistência de cálculo será obtida através da equação:
Nrd = fd A R
na qual:
Nrd é a normal resistente de cálculo;
fd é a resistência à compressão de cálculo da alvenaria;
A é área da seção resistente;

R = 1 − 

3
λ   é o coeficiente redutor devido à esbeltez da parede.
 
 40  
A contribuição de eventuais armaduras existentes será sempre desconsiderada.
11.2.3 Resistência de cálculo em pilares
Quando se tratar de pilares de alvenaria estrutural a resistência de cálculo será obtida através da equação:
Nrd = 0,9 fd A R
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na qual:
Nrd é a normal resistente de cálculo;
fd é a resistência à compressão de cálculo da alvenaria;
A é área da seção resistente;

R = 1 − 

3
λ   é o coeficiente redutor devido à esbeltez do pilar
 
 40  
A contribuição de eventuais armaduras existentes será sempre desconsiderada.
11.3 Dimensionamento da alvenaria sujeita a flexão
11.3.1 Introdução
O cálculo do momento fletor resistente da seção transversal pode ser feito com o diagrama simplificado indicado
na Figura 5.
Quando a seção transversal está sujeita a força normal de tração, o seu efeito pode ser desprezado se o valor da
tensão atuante de cálculo não supera o limite de 0,10 fd.
fd
Figura 5 — Diagramas de deformação e tensões
11.3.2 Seções retangulares com armadura simples
No caso de uma seção retangular fletida com armadura simples o momento resistente de cálculo é igual a:
Mrd = A s f yd z
na qual o braço de alavanca z é dado por
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A s f yd 

z = d 1 − 0,5
 ≤ 0,95 d
b d f d 

O valor de Mrd não pode ser maior que 0,4f d b d 2
11.3.3 Casos particulares
11.3.3.1
Seções de paredes com abas
O momento resistente de cálculo é igual a:
Mrd = A s f yd z
na qual o braço de alavanca z é dado por
As f yd 

z = d 1 − 0,5
 ≤ 0,95 d
bf d fd 

O valor de Mrd obtido para as seções de paredes com abras não pode ser maior que fd b ftf (d - 0,5tf)
A largura da aba, bf, deve respeitar os limites do item 10.1.3 e não pode ser maior que 1/3 da altura da parede.
A espessura da aba, tf, não deve ser maior que 0,5d.
11.3.3.2
Seções com armaduras isoladas
Em seções com armaduras isoladas, a largura deve ser considerada menor ou igual ao triplo da sua espessura
(Figura 6).
Figura 6 — Largura de seções com armaduras concentradas
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11.3.3.3
Vigas-parede
Quando a razão vão/altura de uma viga for inferior a 3 ela deve ser tratada como uma viga parede. Neste caso, a
resultante de tração deve ser absorvida por armadura longitudinal, calculada com braço de alavanca igual a 2/3 da
altura, não se tomando valor maior que 70% do vão.
11.4 Dimensionamento da alvenaria sujeita ao cisalhamento
11.4.1 Tensões convencionais de cisalhamento
A tensão convencional de cisalhamento é dada por:
τ vd =
Vd
bd
Para peças de alvenaria não-armada, a tensão de cisalhamento é calculada tomando-se a área da seção
transversal em que a força cortante atua.
Em seções com mesas ou flanges, deve-se tomar apenas a área da alma da seção para o cálculo da tensão de
cisalhamento.
11.4.2 Verificação da resistência
A tensão convencional de cálculo não pode superar a resistência de cálculo especificada no item 6.6.3.
No caso de paredes de alvenaria, pode-se dispensar o uso de armaduras de cisalhamento quando não se
ultrapassam as resistências de cálculo correspondentes aos valores característicos indicados na tabela 6.3.
No caso de elementos estruturais submetidos à flexão simples é obrigatório o uso de armaduras de cisalhamento
nas regiões em que a tensão tvd supera a resistência de cálculo estabelecidas em 6.6.3.3, ou seja, quando
tvd ≥ (0,35 + 17,5 r)/gm
Ao se utilizarem armaduras transversais a tensão convencional de cisalhamento deve ser inferior ou no máximo
igual a 0,8 MPa.
tvd ≤ 0,8 MPa
11.4.3 Armaduras de cisalhamento
Para a determinação das armaduras de cisalhamento pode-se descontar a parcela da força cortante absorvida
pela alvenaria, Va, dada por:
Va= fvd b d
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Quando necessária, a armadura de cisalhamento, no caso de estribos paralelos à direção de atuação da forca
cortante, esta pode ser determinada por:
A sw =
( Vd − Va ) s
0,5 f yd d
na qual s é o espaçamento da armadura de cisalhamento
No caso de barra dobrada, com inclinação a em relação ao eixo longitudinal da peça, a armadura de cisalhamento
pode ser calculada por:
A sw =
( Vd − Va ) s
0,5 f yd d (sen α + cos α )
o
O espaçamento das armaduras transversais deve ser tal que cada linha que faça 45 com o eixo da peça, que
representa uma fissura potencial seja cruzada no mínimo por uma barra transversal. Em nenhum caso admite-se
espaçamento maior que 75% da altura útil d ou 30cm, o que for menor.
11.4.4 Forças concentradas próximas aos apoios
No caso de vigas em que a razão entre a distância da face do apoio à carga concentrada principal av é menor que
o dobro da altura útil d, permite-se considerar resistência ao cisalhamento majorada pela razão 2d/av. Não se
admite valor majorado superior a 0,7 MPa.
*
fvk
= fvk
2d
≤ 0,7 MPa
av
Uma carga concentrada é considerada principal quando contribui com pelo menos 70% da força cortante junto ao
apoio.
11.5 Dimensionamento da alvenaria sujeita à flexão composta
11.5.1 Introdução
O presente item fornece recomendações para o dimensionamento de peças de alvenaria submetidas
simultaneamente à compressão e flexão, ou seja, quando a excentricidade do carregamento supera 5% da
dimensão do elemento estrutural na direção considerada.
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11.5.2 Peças curtas
Admite-se como curta a peça que possui esbeltez menor ou no máximo igual a 11. Nesses casos, permite-se o
dimensionamento de acordo com as seguintes aproximações:
a)
Quando a força normal de cálculo Nsd não excede a resistência de cálculo apresentada na expressão a
seguir, apenas é necessária a armadura mínima indicada no item 13.2;
Nrd = f d b ( h − 2 e x )
na qual:
b é a largura da seção
ex é a excentricidade resultante
fd é a resistência de cálculo de compressão na flexão
h é a altura da seção no plano de flexão
A presente aproximação não pode ser aplicada se a excentricidade ex excede 0,5h.
b)
Quando a força normal de cálculo excede o limite do item anterior, a resistência da seção pode ser
estimada pelas seguintes expressões:
Nrd = fd b x + fs1A s1 − fs2 A s2
Mrd = 0,5 f d b x (h − x ) + f s1A s1 ( 0,5 h − d1 ) + f s2 A s2 (0,5 h − d 2 )
nas quais:
As1 é a área de armadura comprimida na face de maior compressão
As2 é a área de armadura próxima à outra face
b é a largura da seção
d1 é a distância do centróide da armadura As1 á face mais comprimida
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d2 é a distância do centróide da armadura As2 á outra face
x é a profundidade da região comprimida
fd é a resistência de cálculo de compressão na flexão
fs1 é a tensão na armadura na face mais comprimida = 0,5 fyd
fs2 é a tensão na armadura na outra face, podendo ser + ou - 0,5 fyd, se estiver tracionada ou comprimida,
respectivamente
h é a altura da seção no plano de flexão
O valor de x deve ser tal que os esforços resistentes de cálculo superem os atuantes.
c)
quando é necessário considerar a peça curta submetida a uma flexão composta oblíqua, pode-se
dimensionar uma seção com armaduras simétricas, mediante a transformação em uma flexão reta composta,
aumentando-se um dos momentos fletores, de acordo com o seguinte:
My
M
p
M'x = M x + j M y para x ≥
p
q
q
ou
My
M
q
M'y = M y + j M x para x ≤
p
p
q
em que:
Mx é o momento fletor em torno do eixo x
My é o momento fletor em torno do eixo y
M’x é o momento fletor efetivo em torno do eixo x
M’y é o momento fletor efetivo em torno do eixo y
p é a dimensão da seção transversal na direção perpendicular ao eixo x
q é a dimensão da seção transversal na direção perpendicular ao eixo y
j é o coeficiente fornecido na tabela 12
Tabela 11 — Valores do coeficiente j
Valor de Nd/(A fk)
j
0
1,00
NÃO TEM VALOR NORMATIVO
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0,1
0,88
0,2
0,77
0,3
0,65
0,4
0,53
0,5
0,42
≥ 0,6
0,30
11.5.3 Peças longas
No caso de peças comprimidas com índice de esbeltez superior a 12, é necessário adicionar os efeitos de
segunda ordem. Na ausência de determinação mais precisa o momento de segunda ordem pode ser aproximado
por:
2
M2 d =
N d (h ef )
2000 t
em que:
Nd é a força normal de cálculo
hef é a altura efetiva da peça comprimida
t é a altura da seção transversal da peça no plano de flexão
12 Disposições construtivas e detalhamento
12.1 Cobrimentos
As barras de armadura horizontais dispostas nas juntas de assentamento devem estar totalmente envolvidas pela
argamassa com um cobrimento mínimo de 15 mm na horizontal.
No caso de armaduras envolvidas por graute, o cobrimento mínimo é de 40mm.
12.2 Armaduras mínimas
Em vigas e paredes de alvenaria armada a área da armadura principal não será menor que 0,10% da área da
seção transversal.
Em pilares de alvenaria armada a área da armadura longitudinal não será menor que 0,30% da área da seção
transversal.
Em vigas de grande importância para as quais se deve evitar a ruptura frágil por cisalhamento, deve-se dispor
armadura transversal de taxa mínima igual a 0,05% da área da seção transversal.
NÃO TEM VALOR NORMATIVO
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12.3 Diâmetro máximo das armaduras
As barras de armadura não devem ter diâmetro superior a 6,3 mm quando localizadas em juntas de assentamento
e 25 mm em qualquer outro caso.
12.4 Espaço entre barras
As barras de armaduras devem estar suficientemente separadas de modo a permitir o correto lançamento e
compactação do graute que as envolve.
A distância livre entre barras adjacentes não deve ser menor que:
a) O diâmetro máximo do agregado mais 5mm
b) 1,5 vezes o diâmetro da armadura
c) 20mm
12.5 Estribos de pilares
Nos pilares armados, devem-se dispor estribos de diâmetro mínimo 5 mm, com espaçamento que não exceda:
a) a menor dimensão do pilar
b) 50 vezes o diâmetro do estribo
c) 20 vezes o diâmetro das barras longitudinais
12.6 Ancoragem
Nos elementos fletidos, excetuando-se as regiões dos apoios das extremidades, toda barra longitudinal deve se
estender além do ponto em que não é mais necessária, pelo menos por uma distância igual ao maior valor entre a
altura efetiva d ou 12 vezes o diâmetro da barra.
A barras de armadura não devem ser interrompidas em zonas tracionadas, a menos que uma das seguintes
condições for atendida:
a) As barras se estendam pelo menos o seu comprimento de ancoragem além do ponto em que não são
mais necessárias.
b) A resistência de cálculo ao cisalhamento na seção onde se interrompe a barra é maior que o dobro da
força cortante de cálculo atuante
c) As barras contínuas na seção de interrupção provêm o dobro da área necessária para resistir ao momento
fletor atuante na seção
Em uma extremidade simplesmente apoiada, cada barra tracionada deve ser ancorada de um dos seguintes
modos:
a) Um comprimento efetivo de ancoragem equivalente a 12F além do centro do apoio, garantindo-se que
nenhuma curva se inicia antes desse ponto.
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b) Um comprimento efetivo de ancoragem equivalente a 12F mais metade da altura útil d, desde que o trecho
curvo não se inicie a uma distância inferior a d/2 da face do apoio.
12.7 Emendas
No máximo duas barras podem estar emendadas em uma mesma seção. Uma segunda emenda deve estar no
mínimo a uma distância de 40 da primeira emenda, sendo o diâmetro da barra emendada.
O comprimento mínimo de uma emenda por traspasse é de 40 , não se adotando valor menor que 15cm no caso
de barras corrugadas e 30cm no caso de barras lisas.
Em nenhum caso a emenda pode ser inferior ao comprimento de ancoragem.
12.8 Ganchos e dobras
Ganchos e dobras devem ter dimensões e formatos tais que não provoquem concentração de tensões no graute
ou na argamassa que as envolve.
O comprimento efetivo de um gancho ou de uma dobra deve ser medido do início da dobra até um ponto situado a
uma distância de 4 vezes o diâmetro da barra além do fim da dobra, e deve ser tomado como o maior entre o
comprimento real e o seguinte:
a) para um gancho, 8 vezes o diâmetro interno, até o limite de 24
o
b) para uma dobra a 90 , 4 vezes o raio interno da dobra, até o limite de 12
Quando uma barra com gancho é utilizada em um apoio, o início do trecho curvo deve estar a uma distância
mínima de 4 sobre o apoio medida a partir de sua face.
13 Dano acidental e colapso progressivo
13.1 Disposições gerais
As prescrições aqui apresentadas têm como objetivos principais:
a) Evitar ou reduzir a probabilidade da ocorrência de danos acidentais em elementos da estrutura;
b) Evitar colapsos progressivos de uma parte significativa da estrutura no caso da ocorrência de danos
acidentais.
Para tanto devem ser verificados pelo menos os casos contidos nos itens subseqüentes e as providências
estabelecidas para cada um deles.
13.2 Danos acidentais
13.2.1 Danos diversos
Elementos estruturais que possam estar sujeitos a quaisquer ações fora do conjunto que normalmente é
considerado para as estruturas de alvenaria devem ser tratados de forma cuidadosa e específica.
Esses elementos devem receber basicamente três tipos de cuidados, que muitas vezes poderão ser superpostos:
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a) proteção contra a atuação das ações excepcionais através de estruturas auxiliares de proteção;
b) reforço com armaduras construtivas que possam aumentar a ductilidade;
c) consideração da possibilidade de ruptura de um elemento, computando-se o efeito dessa ocorrência nos
elementos estruturais da vizinhança.
13.2.2 Impactos de veículos e equipamentos
Precauções especiais devem ser tomadas em relação às paredes e pilares para os quais não seja desprezível a
possibilidade de choques provocados por veículos ou equipamentos que estejam se deslocando junto à estrutura.
Nos casos de elementos que possam ser submetidos a impactos significativos, recomenda-se a adoção de
estruturas auxiliares que possam impedir a possibilidade de ocorrência desses impactos.
Quando estruturas auxiliares que previnam os danos acidentais não puderem ser utilizadas de forma confiável, as
seguintes providências deverão ser tomadas simultaneamente:
a) os elementos sob risco deverão ser reforçados utilizando-se armaduras com uma taxa mínima de 0,2% da
área da seção transversal;
as lajes dos pavimentos e os elementos estruturais da vizinhança devem ser dimensionados e detalhados de
forma que os elementos passíveis de serem danificados possam ser retirados da estrutura, um de cada vez e com
coeficientes de segurança reduzidos, sem que outros elementos do sistema estrutural atinjam um ELU.
13.2.3 Explosões
Paredes e pilares ao lado de ambientes onde seja possível a ocorrência de explosões, por exemplo, cozinhas,
laboratórios, etc, devem ser consideradas passíveis de serem danificados por esses efeitos.
Para esses casos, todos os elementos que estejam no entorno desses ambientes deverão ser desconsiderados
no sistema estrutural, um de cada vez e com coeficientes de segurança reduzidos, sem que outros elementos do
sistema estrutural atinjam um ELU.
13.3 Verificação do colapso progressivo
13.3.1 Disposições gerais
No caso de dano acidental a um elemento estrutural deve-se garantir que sua ruptura não possa levar à ruptura de
parte significativa da estrutura como um todo.
13.3.2 Coeficientes de segurança para a alvenaria
O dimensionamento dos elementos de alvenaria estrutural, quanto ao carregamento produzido pela suposição de
retirada de um elemento danificado, deve ser realizado considerando-se os coeficientes γm igual a 1,25 e γf igual a
1,0.
13.3.3 Verificação de pavimentos em concreto armado
Recomenda-se para todos os casos e exige-se para as regiões onde haja elementos que possam sofrer danos
acidentais, que os pavimentos possam suportar a ausência de elementos de alvenaria que lhes serve de suporte
sendo dimensionados e armados adequadamente para essa finalidade.
Os elementos de suporte serão retirados um de cada vez, e o carregamento poderá ser considerado com γf igual a
1,0.
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alvenaria estrutural — blocos cerâmicos —parte 1: projetos