FACULDADE TEOLÓGICA INTEGRADA ROSELY PEREIRA PONTES DE OLIVEIRA Organizadora KARINE JAMILLE ROCHA DE MORAES EDILÚCIA LIRA TURIANO HILGERLY GOMES ALVES APOSTILA DE METODOLOGIA CIENTÍFICA ORIENTAÇÕES SOBRE O TCC RECIFE 2012 A REVOLUÇÃO CIENTÍFICA Admite-se de maneira geral que o século XVII sofreu e realizou uma radicalíssima revolução espiritual de que a ciência moderna é ao mesmo tempo a raiz e o fruto. Essa revolução pode ser descrita, e foi de várias maneiras diferentes. Assim, por exemplo, alguns historiadores viram seu aspecto mais característico na secularização da consciência, seu afastamento de metas transcendentes para objetivos imanentes, ou seja, a substituição da preocupação pelo outro mundo e pela outra vida pela preocupação com esta vida e este mundo. Para outros autores, sua característica mais assinalada foi a descoberta, pela consciência humana, de sua subjetividade essencial e, por conseguinte, a substituição do objetivismo dos medievos; outros ainda creem que o aspecto mais destacado daquela revolução terá sido a mudança de relação entre teoria e práxis, o velho ideal da vita contemplativa cedendo lugar ao da vita activa. Enquanto o homem medieval e o antigo visavam à pura contemplação da natureza e do ser, o moderno deseja a dominação e a subjugação. Tais caracterizações não são de nenhum modo falsas e, certamente, destacam alguns aspectos bastante importantes da revolução espiritual – ou crise – do século XVII, aspectos nos são exemplificados e revelados, por exemplo, por Montaigne, bacon, Descartes ou pela disseminação geral do ceticismo e do livre pensamento. Em minha opinião, no entanto, esses aspectos concomitantes e expressões de um processo mais profundo e mais fundamental, em resultado do qual o homem, como às vezes se diz, perdeu seu lugar no mundo ou, dito talvez mais corretamente, perdeu o próprio mundo em que vivia e sobre o qual pensava, e teve de transformar e substituir não só seus conceitos e atributos fundamentais, mas até mesmo o quadro de referência de seu pensamento. Pode-se dizer, aproximadamente, que essa revolução científica e filosófica – é de fato impossível separar o aspecto filosófico do puramente científico desse processo, pois um e outro se mostram interdependentes e estreitamente unidos – causou a destruição do Cosmos, ou seja, o desaparecimento dos conceitos válidos, filosófica e cientificamente da concepção do mundo como determinava a hierarquia e a estrutura do ser, erguendo-se da terra escura, pesada e imperfeita para a perfeição cada vez mais exaltada das estrelas e das esferas celestes), e a sua substituição por um universo indefinido e até mesmo infinito que é mantido 2 coeso pela identidade de seus componentes e leis fundamentais, e no qual todos esses componentes são colocados no mesmo nível do ser. Isto, por seu turno, implica o abandono, pelo pensamento científico, de todas as considerações baseadas em conceitos de valor, como perfeição, harmonia, significado e objetivo, e, finalmente, a completa desvalorização do ser, o divórcio do mundo do valor e do mundo dos fatos. ARANHA, Maria Lúcia de arruda; MARTINS, Maria helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. 3 ed. Revista. São Paulo: Moderna, 2003. p. 182-183. REFLETINDO SOBRE O TEXTO O texto apresentado refere-se à revolução científica ocorrida em torno do século XVII. Nesse aspecto, observamos uma radical mudança na concepção de ciência e pensamento dos antigos para os modernos. Mediante a leitura do texto, poder-se-á destacar algumas características como sendo próprias do pensamento antigo como também as que representam o pensamento moderno. E, quanto à revolução científica citada, poderíamos admitir que de acordo com o texto gera uma revolução social. Delineie seu pensamento a esse respeito. Todo o conhecimento científico-natural é científico-social. Sendo uma revolução científica que ocorre numa sociedade ela própria revolucionada pela ciência, o paradigma a emergir dela não pode ser apenas um paradigma científico (o paradigma de um conhecimento prudente), tem de ser também um paradigma social( o paradigma de uma vida decente). Boaventura de Souza Santos O professor Máximo Augusto Campos Masson (2004) comenta em seu texto a respeito das relações entre a produção do conhecimento científico e as sociedades em que as ciências modernas foram produzidas sobre a possibilidade de se obter um conhecimento que saísse da esfera da fé e revelação sobrenatural. Foi uma conquista que se aspirou desde os séculos XVI e XVII, mas que se obteve no afã da revolução científica, no século VXIII, no auge do iluminismo e posteriormente, no século XIX quando as ciências se afirmaram como “saber dominante”, pois somente a ciência é que passou a ser a detentora da verdade. A partir da Reforma Protestante houve uma perda contínua da força política das Instituições Religiosas, a despeito das igrejas católicas em alguns países como Itália, Espanha 3 e Portugal terem relutado não foi possível “reverter o deslocamento do papel atribuído ao sagrado como instância de definição da autoridade legítima, seja em assuntos de ordem política, seja em assuntos de ordem ética”. A partir de então, a Igreja como a única conhecedora da verdade, passava agora da esfera pública ao lado do Estado para o âmbito do privado. A fé se tornava um movimento de ordem totalmente pessoal, deixando de ser um dever político. Novos rumos a modernidade explicita como a de considerar somente uma verdade se for logicamente demonstrável. “A legitimidade do pensamento ocidental moderno é auferida pelo espírito crítico” de forma que estabelece que o conhecimento deve ser obtido através de meios racionais; visto a racionalidade moderna compreender que o conhecimento tradicional “é um saber ingênuo que precisa ser analisado, depurado, enfim superado. De maneira que, tanto as doutrinas teológicas como as tradições do senso comum são consideradas ultrapassadas. O conhecimento científico vai além do senso comum, pois esse é um conhecimento limitado, que não vai além, permite-se ater-se a eles e, nada mais. Contrapõe-se, porém, a ciência, quando concebe um saber objetivo, neutro, não permitindo a intervenção de valores morais e outros preconceitos. A ciência parte de um fato observado, e procura racionalizar a experiência delineando a partir de então uma pesquisa científica; numa perspectiva em que as afirmações “se baseiam na dedução e são comprovadas pela experiência sistematicamente controlada”, a ciência prioriza essa percepção dos fatos através da pesquisa. E o que é Pesquisa? Não é a pesquisa “uma atividade voltada para a solução de problemas, através de emprego de processos científicos”? “A pesquisa científica é um conjunto de procedimentos sistemáticos, baseados no raciocínio lógico, que tem por objetivo encontrar soluções para os problemas propostos mediante o emprego de métodos científicos”. A pesquisa pura (básica) tem a finalidade de pura satisfação do desejo de adquirir conhecimentos, sem que haja uma aplicação prática prevista. Já a pesquisa aplicada os conhecimentos adquiridos são utilizados para aplicação prática voltados para a solução de problemas concretos da vida moderna. Os tipos de Pesquisa classificam-se quanto à área da ciência em pesquisa (teórica, metodológica, empírica e prática). Quanto à natureza (trabalho científico original e resumo de assunto). Em relação aos objetivos (pesquisa exploratória, descritiva, e explicativa). Já aos procedimentos (pesquisa de campo e de fonte de papel). Quanto ao objeto (pesquisa 4 bibliográfica, de laboratório e de campo). Na forma de abordagem deve ser (pesquisa quantitativa e qualitativa). MODALIDADES DE PESQUISA . Exploratória: Seu objetivo é a caracterização inicial do problema, sua classificação e de sua definição. Constitui o primeiro estágio de toda pesquisa científica. . Teórica: Tem como objetivo ampliar generalizações, definir leis mais amplas, estruturar sistemas e modelos teóricos, relacionar e enfeixar hipóteses. . Aplicada: Tem como objetivo investigar, comprovar ou rejeitar hipóteses sugeridas pelos modelos teóricos. . Pesquisa de Campo: É a observação dos fatos tal como ocorrem. Não permite isolar e controlar as variáveis, mas perceber e estudar as relações estabelecidas. . Experimental: Objetiva criar condições para interferir no aparecimento ou na modificação dos fatos, para poder explicar o que ocorre com fenômenos correlacionados. Observação: A Pesquisa Experimental: São investigações de pesquisa empírica que têm como principal finalidade testar hipóteses que dizem respeito a relações de causa e efeito. Tem como objetivo verificar hipóteses de pesquisa à procura de generalizações empíricas, pode ser realizada no laboratório e no campo: a pesquisa de laboratório: utilizada para testar hipóteses relacionadas a teorias como a pesquisa de campo: empregada em estudos que visam avaliar ações ou interferências realizadas no âmbito social. É o caso, por exemplo, de estudos que procuram avaliar a eficácia de programas ou de técnicas adotadas para auxiliar indivíduos ou instituições. . Bibliográfica: Recupera o conhecimento científico acumulado sobre um problema. 5 TIPOS DE PESQUISA: QUANTO AOS OBJETIVOS . Pesquisa exploratória - Proporcionar maior familiaridade com o problema - Levantamento bibliográfico ou entrevista - Pesquisa bibliográfica ou estudo de caso É toda pesquisa que busca constatar algo num organismo ou num fenômeno. Ex.: Saber como os peixes respiram . Pesquisa descritiva - Fatos são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados, sem interferência do pesquisador. - Uso de técnicas padronizadas de coleta de dados (questionário e observação sistemática). . Pesquisa explicativa - Identificar fatores determinantes para a ocorrência dos fenômenos; - Ciências naturais – método experimental; ciências sociais – método observacional. TIPOS DE PESQUISA: QUANTO À FORMA DE ABORDAGEM . Pesquisa quantitativa - Traduz em números as opiniões e informações para serem classificadas e analisadas - Utilizam-se técnicas estatísticas . Pesquisa qualitativa - É descritiva - As informações obtidas não podem ser quantificáveis - Os dados obtidos são analisados indutivamente - A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. Observação: métodos quantitativos e qualitativos Os métodos quantitativos e qualitativos apresentam duas formas distintas de se adquirirem novos conhecimentos no tratamento dos dados coletados, sendo a pesquisa 6 qualitativa como “A tentativa de uma compreensão detalhada dos significados e características situacionais apresentadas pelos entrevistados” diverge da quantitativa, pois não faz análises estáticas para observar uma problemática, visto não objetivar “ numerar ou medir unidades ou categorias homogêneas” (RICHARDSON et al., 1999, p. 90). A pesquisa qualitativa é mais direcionada aos aspectos sociais visualizando, normalmente, aos problemas sociopolíticos, econômicos, culturais, educacionais e particularidades que não são quantificáveis. Porém, como afirma Oliveira, (2005, p.39) “A pesquisa qualitativa segue um caminho de investigação mais complexa que se detém em algumas características especiais, como ser uma pesquisa que: 1. Deve manter uma relação direta com o ambiente que está sendo pesquisado. Por exemplo: se o tema for exclusão escolar, faz-se necessário está a par de todo o cotidiano escolar; 2. Dar mais ênfase ao processo da pesquisa mais do que os resultados; 3. Ausência de hipóteses rígidas; 4. Conforme Bogdan e Biklen citados por Ludke (1986, p. 12) “O significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida são focos de atenção especial pelo pesquisador” numa pesquisa qualitativa. A Pesquisa quantitativa divide a realidade em unidades passíveis de mensuração, estudando-as isoladamente. É estática, como uma fotografia, mostra com precisão a frequência, a duração e a intensidade dos fatos concretos observados. Ora, pergunta-se: Há algum problema com esses dados? O problema é que os dados se restringem a um determinado momento, não sendo suficiente, por exemplo, a uma pesquisa na área da educação, visto nem sempre fornecer respostas sobre a lógica do seu processo interno. Porém, “esses dois tipos de abordagem não são excludentes, visto que, na opção por uma pesquisa qualitativa, pode-se recorrer a dados quantitativos para melhor análise do tema em estudo e vice-versa”, e em muitos momentos elas se completam como ‘menciona (OLIVEIRA, 2005 p. 40). E, na abordagem de metodologia, esses métodos de pesquisa devem ser informados se forem utilizados. 7 ESTUDOS . Estudos Transversais: - Descrevem os indivíduos de uma população com relação às suas características pessoais e suas histórias de exposição a fatores causais suspeitos. . Estudo de caso controle: - Seleciona-se um grupo que tem uma característica de interesse e se compara com outro grupo que não possui essa característica. Estudo de Caso É um estudo realizado com grande profundidade objetivando adquirir o maior número de informações sobre uma pessoa ou um pequeno grupo de pessoas. É pertinente atentar para a não permissão de generalizações. Como afirma Almeida (1996, p. 106), o estudo de caso “consiste em coletar e analisar informações sobre um determinado indivíduo, família, grupo ou comunidade, a fim de estudar aspectos variados de sua vida, de acordo com o assunto da pesquisa”. Normalmente, o pesquisador detém-se em analisar fatos evidentes, que são adquiridos em diversas fontes, especialmente os que são vindos das experiências reais, concretas vivenciadas no cotidiano dos seres humanos. Esse tipo de pesquisa requer muito desprendimento de tempo, de atenção, pois será um mergulhar no profundo do objeto da pesquisa. Para determinadas investigações é bem pertinente delinear-se no estudo de caso. É na pesquisa, portanto, que se utilizam diferentes instrumentos para se chegar a uma resposta mais precisa na investigação do problema, sendo que o instrumento ideal deverá ser estipulado pelo pesquisador para se atingir os resultados ideais. A elaboração, portanto, deste trabalho requer um bom planejamento. E, como menciona Severino (1041, p. 129) “O Projeto é o registro deste planejamento”. Ele é um plano de trabalho da pesquisa a ser realizada, visando à definição dos rumos a serem adotados de acordo com a natureza específica do seu estudo, facilitando seu trabalho futuro. 8 PROJETO DE PESQUISA E A ELABORAÇÃO DE MONOGRAFIA - uma ferramenta metodológica A ARTE DE PESQUISAR “Pesquisar é um conjunto de ações propostas para encontrar a solução para um problema, que tem por base procedimentos racionais e sistemáticos. A pesquisa é realizada quando se tem um problema e não se tem informações para solucioná-lo”. (Severino, 1941, p.241) “No desejo de descobrir reside o elemento básico do trabalho do pesquisador. Ele faz uso do método científico, uma série de procedimentos dispostos de forma hierárquica e sequencial, que direcionam e ordenam em etapas o seu trabalho. O método científico cumpre o seguinte roteiro: Observação do fato, formulação do problema, levantamento de hipóteses, experimentação, análise dos resultados e conclusão”. (MAREZWSKI, 1999, p.19) “Investigando algum fenômeno, os cientistas trabalham de maneira organizada, usando um método científico. Veremos, a seguir, como pode se desenvolver um método científico. Para facilitar sua compreensão, tomaremos, como exemplo, o trabalho de Redi. A investigação científica pode começar com a observação de um fato: “vermes” desenvolvemse na carne em decomposição. Como esses vermes surgiram na carne?” Será que eles se originam mesmo da própria carne, como muitos acreditam? Perguntas como essas devem ter sido formuladas por Redi. Ele estava, então, levantando um problema a ser resolvido. “Esses vermes não devem se originar da carne em decomposição, e sim de outros seres vivos”. Com uma ideia semelhante a essa, Redi estava levantando uma hipótese, isto é, uma explicação para o problema. Essa hipótese estaria correta? Redi sabia que ela precisaria ser testada. Então realizou uma experiência, usando frascos abertos e fechados, onde colocou carne em decomposição. Tirou, então, uma conclusão que confirmou a sua hipótese: os “vermes” não se originavam da carne em decomposição, e sim de moscas preexistentes. Se a conclusão não confirmar a hipótese levantada pelo cientista, ele pode formular novas 9 hipóteses e testá-las até confirmar uma delas. Comprovando a validade de sua hipótese, depois de vários experimentos, os cientistas podem ainda estabelecer um princípio ou lei geral para explicar os fatos observados, isto é, eles formulam uma teoria”. (BARROS E PAULINO, 1997, p.8) A característica que marca a diferença entre cientista e leigo é o processo de obtenção e transmissão de conhecimento” (GOLDENBERG, 2000, p.105) Esse conhecimento científico não é adquirido de forma aleatória; mas organizada, crítica, clara submetendo a uma metodologia. Como significa no grego, a palavra méthodos – caminho para chegar a um fim e logia – estudo sistemático, pesquisa. E, através da metodologia científica cumprem-se as etapas na elaboração do Projeto de Pesquisa. ETAPAS NA ELABORAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA 1. ESCOLHA DO TEMA - PROBLEMA O início da pesquisa científica envolve a concepção de um tema de estudo. Sua definição é uma das partes essenciais do projeto, onde ocorre a seleção do objeto de pesquisa indicando uma área de interesse a ser investigada. Investigação tal que será a busca do desvelamento da situação de um determinado conflito à busca de uma solução. A realidade de uma pesquisa científica ocorre a partir de uma problemática sem uma visível informação de solução. De forma que o tema é construído a partir de uma problemática. 1.1 Problema - Tema O problema é o fio condutor de todo trabalho da pesquisa. Para elaborar o projeto, é imprescindível ao pesquisador ter bem nítido o seu objeto de pesquisa, como ele se coloca, como ele está problematizado. Se uma pesquisa tem por objetivo investigar as causas da evasão escolar em determinado bairro, imediatamente a ele procura-se associar um problema prático para solucioná-lo, como o de reduzir a evasão. Sem o objetivo de solucionar problemas práticos, a pesquisa não terá sentido. De forma que o tema deverá ser problematizado. 10 Porém, é pertinente atentar que nem todo problema pode ser considerado fazer parte da categoria de científico; de maneira que se faz necessário observar essas questões com acuidade e, como afirma Kerlinger, (1980, p. 33) observar com discernimento quando um problema é científico é importante atentar, primeiramente, para aquilo que não é. Portanto, “Como fazer para melhorar transportes urbanos?” O que pode ser feito para melhorar a distribuição de renda? “Como aumentar a produtividade no trabalho? Nenhum desses problemas consiste num tratamento científico, especialmente pela forma que estão propostos não possibilitando a investigação científica. 1.2 O que é mesmo um problema científico? Os problemas aceitos como científicos são os que concernem as variáveis que normalmente são possíveis de ser testáveis. Kerlinger aponta exemplos “Em que medida a escolaridade determina a preferência político partidário”? “A desnutrição determina o rebaixamento intelectual?” “Técnicas de dinâmica de grupo facilitam a interação entre os alunos”? É totalmente perceptível que se pode verificar a preferência política-partidária de determinado grupo, bem como seu nível de escolaridade, para depois determinar em que medida essas variáveis estão relacionadas entre si. 1.2.1 Construção de um Problema Científico “Frequentemente, a formulação de um problema é mais essencial que sua solução” Einstein Um problema que faz parte da sociedade brasileira pode não consistir num problema científico. Exemplificando: A ingestão calórica de uma grande parte de brasileiros está numa média de 1500 calorias, quando a ingestão calórica desejada, até mesmo necessária deve ser 2.200. Eis um problema social seríssimo, mas que na proposição demonstrada não se coaduna com a natureza científica. Porém, quando se realiza a pergunta: Por que a ingestão calórica é inferior ao desejado? Em busca da resposta, busca-se, logo em seguida, a gênese do problema, constrói-se o tema – A INGESTÃO CALÓRICA INFERIOR AO DESEJADO NO NORDESTE: Consequência do Capitalismo? Vejamos outro exemplo: 11 O divórcio, um problema que o pesquisador se depara na sociedade da cidade em que está inserido, porém além do problema está numa abordagem generalizada, encontra-se numa roupagem do senso comum. No entanto, ao serem formuladas perguntas ao problema como : O quê? Para quê? Por quê? Onde? Como? Quando? Está-se provocando uma problemática científica e, em seguida, poder-se-á formular o tema. Observe: Saindo do senso comum - O divórcio e se propuser a pesquisar : “Que fatores provocam o divórcio”? Ou “Quais as características da pessoa que se divorcia”? Perguntas como essas, provocativas, servirão de instigadoras do processo. “Como funciona a mente?”, Esse problema não pode ser proposto para pesquisa, porque não está claro a que se refere. Poder-se-ia perguntar assim: “Que mecanismos psicológicos podem ser identificados no processo de memorização”? Numa pesquisa científica, não se concebe referir-se a valores com percepções pessoais, como no caso de pesquisar se os filhos da cidade grande são melhores do que os filhos da cidade pequena. É pertinente, porém, salientar que a abordagem dos valores deve ser numa perspectiva empírica como se porta Durkheim ao voltar-se para as ciências sociais. Formular um problema referindo-se a ‘maus professores’, esse é um termo que indica um valor pessoal fugindo de uma perspectiva científica; o pesquisador, porém, poderá voltarse para uma linha de pesquisa ao referir-se a “professores que seguem práticas autoritárias, que não preparam suas aulas ou adotam critérios arbitrários de avaliação”. Dessa forma, as noções iniciais são canalizadas em outras mais úteis, que se refiram ao âmbito científico. 2. HIPÓTESES Como define Goldenberg, (2000, p. 7) “Hipótese é uma afirmação provisória a respeito de determinado fenômeno em estudo. Uma hipótese é uma suposição duvidosa, algo provável, que poderá ser posteriormente confirmada ou rejeitada”. Esta suposição procura oferecer uma resposta ao problema levantado no tema escolhido. Impreterivelmente, todo procedimento de coleta de dados depende da formulação prévia de uma hipótese. É importante salientar que as hipóteses devem ter referências empíricas. As que envolvem julgamentos de valor não podem ser adequadamente testadas; pois palavras como ‘bom’ ‘mau’ ‘deve’ ‘deveria’ não conduzem à verificação empírica e devem ser evitadas na construção de hipóteses. 12 Exemplificando: ‘Maus alunos não devem ingressar em faculdades de medicina’ essa não é uma hipótese empírica, que pode ser verificada pela observação, no caso seria conveniente elaborar da seguinte maneira ‘Alunos com baixo nível de aproveitamento escolar apresentam maiores dificuldades para o exercício da profissão de médico’. No que se refere à construção de hipóteses, acentua-se que devem ser expressas com termos claros, concisos, sem ambiguidade gramatical e que possibilitem sua verificação empírica, e quanto à pesquisa são de natureza qualitativa, e criativa; não é possível, portanto, determinar regras para a elaboração de hipóteses. Nesse sentido cabe lembrar o que escreveu De Morgan há mais de um século: “Uma hipótese não se obtém por meio de regras, mas graças a essa sagacidade impossível de descrever, precisamente porque quem a possui não segue, ao agir, leis perceptíveis para eles mesmos” (citado por Trujillo Ferrari, 1982, p. 131) 3. TEMA, PROBLEMA, HIPÓTESE - EXEMPLIFICANDO Tema: A INFIDELIDADE É GERADORA DE CONSTANTES DIVÓRCIOS Problema: Na contemporaneidade, o índice de divórcio é alarmante. Hipótese: A infidelidade é geradora de constantes divórcios Tema: A EDUCAÇÃO DA MULHER: a perpetuação da injustiça Problema: A mulher é tratada com submissão pela sociedade. Hipótese: A sociedade patriarcal, representada pela força masculina, exclui as mulheres dos processos decisórios. Tema: AFETIVIDADE E COGNIÇÃO: duas vertentes de uma mesma aula Problema: A maioria dos discentes do 1º ano foram reprovados em Química. Hipótese: A ausência de afetividade entre o docente com o discente, no exercício do processo educacional dificulta a aprendizagem. Existem dois fatores principais que interferem na escolha de um tema para o trabalho de pesquisa e que devem ser levados em consideração nesta escolha. 13 3.1 Fatores Internos . Afetividade em relação a um tema ou alto grau de interesse pessoal. Para se trabalhar uma pesquisa é preciso ter um mínimo de prazer nessa atividade. . Tempo disponível para a realização do trabalho de pesquisa. Temos que levar em consideração a quantidade de atividades que teremos que cumprir para executar o trabalho. . O limite da capacidade do pesquisador em relação ao tema pretendido. É preciso que o pesquisador tenha consciência de sua limitação de conhecimentos para não entrar num assunto fora de sua área. Se minha área é a de ciências humanas, devo me ater aos temas relacionados a esta área. 3.2 Fatores Externos A significação do tema escolhido, sua novidade, sua oportunidade e seus valores acadêmicos e sociais. Na escolha do tema devemos ter cuidado para não executarmos um trabalho que não interessará a ninguém. Que ele tenha importância para sociedade. O limite de tempo disponível para a conclusão do trabalho. Devemos evitar nos enveredar por assuntos que não nos permitirão cumprir o prazo estabelecido para a conclusão do trabalho. Uma dificuldade na escolha do tema é a disponibilidade de material para consulta, pois muitas vezes o tema escolhido é pouco trabalhado por outros autores e não existem fontes secundárias para a consulta. Este problema não impede a realização da pesquisa, mas deve ser levado em consideração para que o tempo institucional não seja ultrapassado. Uma vez estabelecido o tema, o problema e a hipótese vem a justificativa. 4. JUSTIFICATIVA (Por que você quer estudar o tema escolhido? Por que acha esse tema importante?) 14 A justificativa consiste na explicação das razões que sustentam a escolha do trabalho que você está propondo para as práticas educativas. Essas razões podem ser de ordem prática, de ordem educativa, formativa, recreativa, isto é: depende dos objetivos que você quer alcançar. Enfim, quando falamos de justificativa, precisaremos deixar claro o porquê do interesse pelo tema; a relevância do trabalho, ou seja, observar as contribuições que a atividade a ser desenvolvida trará à sociedade. A justificativa, portanto, deve indicar: 1. O estágio de desenvolvimento dos conhecimentos referentes ao tema; 2. As contribuições que a pesquisa pode trazer com vistas a proporcionar respostas aos problemas propostos ou a ampliar as formulações teóricas a esse respeito; 3. A relevância social do problema a ser investigado; 4. A possibilidade de sugerir modificações no âmbito da realidade abarcada pelo tema. Faz-se pertinente a justificativa tanto para o pesquisador como para os que empreenderão algum financiamento para o projeto. Deve-se tomar o cuidado, na elaboração da justificativa, de não se tentar justificar a hipótese levantada, ou seja, tentar responder ou concluir o que vai ser buscado no trabalho de pesquisa. A justificativa exalta a importância do tema a ser estudado, ou justifica a necessidade imperiosa de se levar a efeito tal empreendimento. Vejamos um exemplo de uma justificativa relativo ao seguinte tema: Percepção de professores à inclusão de alunos especiais em uma escola pública do município JUSTIFICATIVA A lei de Diretrizes e Bases da Educação 9394/96 que trata da educação especial, tem como principal objetivo a inserção do indivíduo especial em qualquer ambiente de um dia escolar. A Secretaria de Educação Especial vinculada ao Ministério da Educação (MEC) tem estimulado e oferecido apoio aos projetos de implementação da educação inclusiva, como o objetivo de diagnosticar e obter propostas que podem proporcionar condição que favoreçam a todos que estão inseridos no processo, especialmente, professores, alunos especiais e os não especiais (ARANHA, 2004). 15 Todavia, a bibliografia vem sendo publicada sobre o assunto, bem como o relato de professores e diretores mostram que há muitas dificuldades neste processo. Por isto, este projeto de pesquisa tem por finalidade avaliar a percepção dos professores durante o processo de inclusão de alunos especiais de uma escola pública da cidade x. 5. OBJETIVOS (Para quê?) Uma vez consciente da importância da pesquisa, o aluno cientista avança para as metas a serem alcançadas; são os objetivos que são de natureza interna, ou seja, aqui não interessa se o trabalho vai trazer ou não uma contribuição para a ciência, para a Faculdade, para sociedade; mas o que se quer internamente explicar, resolver ou a que fim se quer chegar com o trabalho. Esses objetivos podem ser resumidos em um único parágrafo, transformando-se em um objetivo geral, ou dividido em objetivos específicos. Quando aparecerem objetivos específicos, estes devem vir em forma de alíneas. Quer seja geral quer seja específico, devem ser escritos numa linguagem sintética, bem objetiva, dando início a cada um deles com o verbo no infinitivo. Segue abaixo uma lista de verbos que podem ser empregados: Analisar, apontar, argumentar, aplicar, associar, avaliar, calcular, categorizar, citar, criar, criticar, comunicar, comparar, classificar, conhecer, correlacionar, detectar, diagramar, documentar, definir, diferenciar, distinguir, descriminar, destacar, desenvolver, demonstrar, derivar, descrever, descobrir, deduzir, enunciar, enumerar, enunciar, escolher, escrever, especificar, esquematizar, estabelecer, examinar, exemplificar, experimentar, expressar, explicar, estruturar, extrapolar, estimar, empregar, formular, identificar, indicar, interpretar, julgar, justificar, lembrar, listar, medir, mostrar, montar, nomear narrar, ordenar, operar, padronizar, produzir, propor, provar, predizer, prever, praticar, questionar, relacionar, relatar, reproduzir, reconhecer, registrar, reordenar, reorganizar, representar, selecionar, subdividir, significar, sintetizar, separar, subdividir, sublinhar, sumariar, solucionar, transformar. Validar, verificar. Observe os exemplos dos objetivos: geral e específico relativos ao tema acima mencionado. Objetivo Geral (define o que se pretende alcançar, possibilitando uma visão abrangente) 16 Avaliar a percepção dos professores no processo de inclusão de alunos especiais em uma escola pública do município x. Objetivos Específicos (aplicação do objetivo geral a situações particulares (RUDIO, 1992, p.47) 1. Verificar quais os cursos de capacitação que os professores fizeram antes do processo de inserção dos alunos especiais; 2. Identificar os ajustes que se fizeram necessários na escola para receber os alunos especiais; 3. Avaliar as facilidades e dificuldades que estão sendo vivenciadas pelos professores após a inclusão dos alunos especiais nesta escola; 4. Averiguar se os equipamentos e materiais pedagógicos específicos foram adquiridos pela escola. 7. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A Fundamentação Teórica refere-se à literatura pertinente ao tema da pesquisa. Esse levantamento bibliográfico deve ser feito com muito critério para que não seja um acréscimo de livros que não possuam um conteúdo adequado ao objeto de pesquisa. Essa abordagem é fundamental, sendo delineada através de uma construção lógica, com ideias bem coordenadas. 8. METODOLOGIA Compreendendo que metodologia é o estudo dos métodos, este é o momento em que se descreve com detalhes os diferentes métodos e técnicas que serão empregados para a realização da pesquisa. É a explicação do tipo de pesquisa, do instrumental utilizado (questionário, entrevista, etc.), o tempo previsto, formas de tabulação quando necessário, todos os caminhos por onde se passará. Que tipo de pesquisa você pretende realizar? Faz-se necessário informar a opção que escolheu, se uma pesquisa de análise teórica, ou empírica com trabalho de campo ou de laboratório; se uma pesquisa teórico-empírica, um estudo de caso, ou então, uma combinação 17 de dois tipos de pesquisa. Acrescenta-se, ainda, mencionar se levantará dados através da pesquisa documental ou pesquisa bibliográfica. 8.1 Delineando a Pesquisa Nas ciências Sociais os resultados das pesquisas dependerão da observação, entrevista, questionário, estudo de caso. 8.1.1 Observação A técnica de observação é uma das mais preciosas ferramentas na coleta de dados no âmbito social. Para que essa técnica seja científica, é necessário que a observação seja controlada e sistematizada. A observação poderá ser dada em diversos níveis, os mais utilizados pelos pesquisadores são: 1- Observador Participante Deve apresentar-se, expor sua intenção, ainda que possa inibir manifestações de grande valia para o estudo (VIANNA, 2001). Entretanto, não deve interferir no ambiente investigado. 2- Observador não Participante Deixando o grupo livre para agir espontaneamente, ele não se apresenta, nem se identifica; escondido atua como um espectador atuante (RICHARDSON et al. 1999). 3- Observador Participante e Ativo Apresenta-se e expõe sua intenção ao grupo observado 8.1.2 Entrevista De grande valor, a entrevista pode ser padronizada ou estruturada; despadronizada e não estruturada. A padronizada segue um roteiro com perguntas selecionadas previamente. As perguntas são fechadas com respostas já descritas selecionadas pelo entrevistador que objetiva compará-las. Enquanto as perguntas despadronizadas são elaboradas durante o decorrer da entrevista, o pesquisador é livre. 8.1.3 Questionário 18 Elaborado com questões abertas e fechadas. Respondidos na sua presença impede de que não sejam devolvidos, porém pode inibir a espontaneidade. A linguagem deve ser adequada ao tipo de população pesquisada. 9. CRONOGRAMA O Cronograma é a previsão de tempo que será gasto na realização do trabalho de acordo com as atividades a serem cumpridas. As atividades e os períodos serão definidos a partir das características da cada pesquisa e dos critérios determinados pelo autor do trabalho. Os períodos podem estar divididos em dias, semanas, quinzenas, meses, bimestres, trimestres etc. 10. RECURSOS Normalmente as monografias, as dissertações e as teses acadêmicas não necessitam que sejam expressos os recursos financeiros. Eles só serão inclusos quando o Projeto for apresentado para uma instituição financiadora de Projetos de Pesquisa. Os recursos financeiros podem está divididos em material Permanente, Material de Consumo e Pessoal, sendo que esta divisão vai ser definida a partir dos critérios de organização da cada um ou das exigências da instituição onde está sendo apresentado o Projeto. 11. REFERÊNCIAS As referências dos documentos, segundo a ABNT (NBR 6023: 2002; NBR 14724: 2002; NBR 6027: 2003; NBR 6028: 2003), consultados para a elaboração do projeto é obrigatório. Nela normalmente constam os documentos e qualquer fonte de informação consultados no Levantamento de Literatura. 12. ANEXOS É uma informação colocada fora do corpo do trabalho e não representa elaboração do autor, ou seja, é algo que foi obtido em outras fontes e apresentado da maneira que estava na fonte original. Ex: mapas, leis, unidades de medida etc. Este item só é incluso caso haja 19 necessidade de juntar ao Projeto algum documento que venha dar algum tipo de esclarecimento ao texto. A inclusão, ou não fica a critério do autor da pesquisa. 13. APÊNDICE É uma informação do mesmo tipo do anexo, porém constitui elaboração do próprio autor do trabalho. Ex.: detalhamento de partes do trabalho, cálculos de índices, fotos produzidas dentro do trabalho pelo autor, questionários elaborados etc. 14. GLOSSÁRIO São palavras de uso restrito ao trabalho de pesquisa ou pouco conhecidas pelo virtual leitor, acompanhadas de definição. Não é um item obrigatório. Sua conclusão fica a critério do autor da pesquisa, caso haja necessidade de explicar termos que possam gerar equívocos de interpretação por parte do leitor. Recomenda-se que seja escrito no rodapé da página em que foi citado. ESTRUTURA BÁSICA DE UM TRABALHO ACADÊMICO – TCC Apresentaremos a seguir, todos os elementos constituintes de uma monografia, lembrando que, sempre o trabalho vai possuir elementos pré-textuais, os textuais e os póstextuais. Para ajudar, ainda existem os elementos de apoio ao texto, como citações, figuras, quadro e tabelas, que servem para dar maior clareza e objetividade ao texto.A estrutura de trabalhos acadêmicos compreende: parte externa e parte interna. 1. ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS Os elementos pré-textuais são capa, folha de rosto, ficha catalográfica (no verso da folha de rosto), folha de aprovação, resumo em língua vernácula, resumo em língua estrangeira e o sumário. Elementos opcionais são a dedicatória, os agradecimentos e a epígrafe, caso queiram utilizá-los deverão ser citados após a folha de aprovação. Na sequência, vamos descrever detalhadamente cada um destes elementos. 1.1 CAPA (Cor azul Royal – letras douradas) Elemento obrigatório, cujas informações devem figurar na seguinte ordem: 20 a) nome da instituição; b) nome do autor; c) Título do trabalho; d) subtítulo se houver; e) número de volumes (havendo mais de um, deve constar em cada capa a especificação do respectivo volume); f) local (cidade) da instituição onde o trabalho deve ser apresentado; Letra da capa: caixa alta, centralizada, tudo em negrito. 21 Modelo: capa Capa dura: letras douradas - cor azul royal FACULDADE DE TEOLOGIA INTEGRADA CURSO DE BACHAREL EM TEOLOGIA Tamanho da fonte 14 ROSELY PEREIRA PONTES DE OLIVEIRA A IMPORTÂNCIA DA ÉTICA NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS Tamanho da fonte 16 Igarassu 2013 Tamanho da fonte 14 22 Modelo: capa Capa dura: letras douradas - cor azul royal FACULDADE DE TEOLOGIA INTEGRADA CURSO DE BACHAREL EM TEOLOGIA ROSELY PEREIRA PONTES DE OLIVEIRA A IMPORTÂNCIA DA ÉTICA NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS IGARASSU 2012 23 6.2 FOLHA DE ROSTO Folha de rosto é a folha que contém os elementos essenciais à identificação do trabalho, ou seja: Autor(es): quando houver mais de um, relacioná-los em ordem alfabética do primeiro nome, começando na primeira linha da folha, fonte 14; Título: claro e preciso, contendo palavras que identifiquem o seu conteúdo e possibilitem a indexação e recuperação da informação, deve ser colocado no meio da folha, negrito, fonte 16; Subtítulo: se houver claramente subordinado ao título principal, precedido de dois pontos (:); Nota indicando a natureza acadêmica do trabalho (grau, área ou disciplina): a unidade de ensino (departamento, curso, setor, escola ou instituto, entre outros), seguida da indicação da turma entre parênteses, e a instituição em que é apresentada – a parte correspondente a esse item deve vir em entrelinhamento menor e estar a uma linha abaixo da última linha do título (ou subtítulo, se houver). Deve ser digitados com alinhamento recuado a 7 cm para direita. Fonte 10 Nome do(s) orientador (es) ou profesor(es) da disciplina: deve estar uma linha abaixo da nota indicativa da natureza acadêmica do trabalho; Deve ser digitados com alinhamento recuado a 7 cm para direita. Fonte 10 Local: cidade onde a instituição se situa, deve ser colocado na penúltima linha da folha de rosto, fonte 14; Data no formato: a que representa o ano, fonte 14. Letra da folha de rosto: caixa alta, centralizada. Veremos agora um modelo de folha de rosto com as especificações acima: 24 Modelo: Folha de rosto GRADUAÇÃO KARINE JAMILLE ROCHA DE MORAES NASCIMENTO A IMPORTÂNCIA DA ÉTICA NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Faculdade de Teologia Integrada no programa de Graduação em Teologia, para obtenção do grau de Bacharel em Teologia. Área de Concentração: Psicologia Pastoral Orientadora: Profª. Ms Rosely Pereira P. de Oliveira IGARASSU 2012 25 Modelo: Folha de rosto PÓS-GRADUAÇÃO KARINE JAMILLE ROCHA DE MORAES NASCIMENTO A QUESTÃO DA AFETIVIDADE NA RELAÇÃO ENSINO-APRENDIZAGEM Trabalho de Monografia apresentado à Faculdade de Teologia Integrada no programa de Pós-Graduação “Lato Sensu” em Psicopedagogia Institucional, para obtenção do grau de Especialista em Psicopedagogia. Área de Concentração: Ensino Orientadora: Profª. Ms Rosely Pereira P. de Oliveira IGARASSU 2012 26 6.3 FICHA CATALOGRÁFICA No verso da folha de rosto deve conter a ficha catalográfica, conforme o Código de Catalogação vigente. Recomenda-se que seja elaborada e impressa após a aprovação do trabalho. A biblioteca é responsável de orientar a ficha catalográfica para todos os alunos da instituição procure a bibliotecária através do email [email protected] Dados necessários para elaboração da ficha catalográfica: Folha de rosto, resumo com as palavras chave, número de páginas, telefone e e-mail para possível contato. 27 Modelo: ficha catalográfica OLIVEIRA, ROSELY PEREIRA PONTES A influência do protestantismo na educação do Colégio Americano Batista em Pernambuco. Rosely Pereira Pontes de Oliveira; Orientador: Dr. Paulo Mendes Pinto, Co-Orientador: Dr. Inácio Reinaldo Strieder. LisboaPT- 2012. 150 f. Dissertação (Mestrado). Faculdade de Ciências Políticas, Lusofonia e Relações Internacionais da Universidade Lusófona de Humanidade e Tecnologia-ULHT. Programa de Pós-graduação em Ciências da ReligiãoÁrea de Concentração: Ensino Religioso Cristão. 1-Educação.2-Ensino religioso.3-Transcendência.4-Diálogo interreligioso 28 6.4 FOLHA DE APROVAÇÃO Elemento obrigatório, colocado logo após a folha de rosto, constituído pelo: a) nome do autor do trabalho, b) título e subtítulo (se houver), c) natureza, objetivo, nome da instituição a que é submetido, área de concentração, e d) data de aprovação, e) nome, titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem. A data de aprovação e assinatura dos membros componentes da banca examinadora são colocados após aprovação do trabalho. 29 Modelo: folha de aprovação KARINE JAMILLE ROCHA DE MORAES NASCIMENTO A IMPORTÂNCIA DA ÉTICA NAS RELAÇOES INTERPESSOAIS. Trabalho de Monografia apresentado à Faculdade de Teologia Integrada no programa de Pós-Graduação “Lato Sensu” em Psicopedagogia Institucional, para obtenção do grau de Especialista em Psicopedagogia. Orientadora: Área de Concentração: Ensino Data de Aprovação: 30 de novembro 2013 Resultado: _____________ BANCA EXAMINADORA Rosely Pereira P. de Oliveira Universidade Lusófona de Humanidades Profª Msa _______________ Jarbas de Araújo Gomes Universidade Federal Rural de Pernambuco Profª Ms _______________ Inácio Reinaldo Strieder Universidade Federal de Pernambuco Profª Dr. _______________ 30 6.5 RESUMO NA LÍNGUA VERNÁCULA– NBR 6028 Elemento obrigatório, constituído de uma sequência de frases concisas e objetivas e não de uma simples enumeração de tópicos. Em trabalhos acadêmicos deve conter cerca de 250 palavras, seguindo logo abaixo, das palavras representativas do conteúdo do trabalho, isto é, palavras-chave e/ou descritores separadas entre si por ponto e finalizadas por ponto (NBR 6028). Ressalta-se o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do documento. A primeira frase deve ser significativa e usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa do singular. Dependendo do tipo de documento, pode ser: crítico, indicativo ou informativo. Em um único parágrafo, modo justificado, sendo que na primeira linha deve estar expresso o assunto tratado. Palavras-chaves: devem-se colocar três palavras que representem o assunto tratado no trabalho, separadas por ponto final. 6.6 RESUMO EM LÍNGUA ESTRANGEIRA Elemento obrigatório, que consiste em uma versão do resumo em vernáculo, em idioma de divulgação internacional (em inglês Abstract, em castelhano Resumen, em francês Résumé). Sem abertura de parágrafo, modo justificado, sendo que na primeira linha deve estar expresso o assunto tratado. 6.7 SUMÁRIO Sumário é a enumeração dos capítulos, seções ou partes do trabalho, na ordem em que aparecem no texto, indicando suas subordinações, bem como as folhas em que se iniciam. Elemento obrigatório, cujas partes são acompanhadas(s) do(s) respectivo(s) número(s) da(s) página(s). É a enumeração das divisões, seções e outras partes de uma publicação, na mesma ordem e grafia que aparece no texto. Os elementos pré-textuais não aparecem no sumário. É o último elemento pré-textual; a palavra sumário é centralizada e digitado com a mesma fonte utilizada para as seções primárias. Havendo mais de um volume, em cada um deve constar o sumário completo do trabalho, conforme a NBR 6027. 31 Em folha distinta, após o resumo em língua estrangeira; Relacionando os títulos dos elementos pós-textuais, sem indicativo de numeração; Relacionando os títulos dos elementos pré-textuais, dos elementos textuais (dos capítulos, das seções ou das partes) e dos elementos pós-textuais com o mesmo padrão gráfico empregado no texto; Cada capítulo, seção ou parte deve apresentar os seguintes dados: indicativo numérico, quando houver; título; número da folha inicial, ligado ao título por uma linha pontilhada. 32 7. ELEMENTOS TEXTUAIS Esta é a parte principal do trabalho monográfico. É o texto do trabalho propriamente dito. Você pode dividi-la em quantos tópicos forem necessários para dar lógica e articulação adequada ao tema que pretende defender. Não existe exatamente uma norma rígida que oriente a construção desta seção, porém, ela deve ter uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. 7.1 INTRODUÇÃO A introdução diz respeito ao próprio conteúdo do trabalho: sua natureza, sua justificativa (o por quê da realização da pesquisa, sua relevância), seus objetivos gerais e específicos e, em alguns casos, também sua metodologia ( o pesquisador irá definir onde e como será realizada a pesquisa. Definirá o tipo de pesquisa – estudo de caso, pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, pesquisa experimental, etc. - , os instrumentos de coletas de dados). A introdução não pode ser dispensada, pois é parte integrante do desenvolvimento do trabalho científico. Na introdução, deve-se anunciar a ideia central do trabalho, delimitando o ponto de vista enfocado em relação ao assunto e à extensão; deverá situar-se o problema ou o tema abordado, no tempo e no espaço. Nesta parte do trabalho, deve ser enfocada a relevância do assunto no sentido de esclarecer seus aspectos obscuros, bem como da contribuição do mesmo para uma melhor compreensão do problema. 33 7.2 DESENVOLVIMENTO Nesta parte, o autor deve preocupar-se em apresentar o trabalho resultante de sua pesquisa. Isto implica uma apresentação clara, lógica e objetiva dos seus resultados, sejam eles negativos ou positivos. Para a apresentação, o autor poderá fazer uso de diversas ferramentas, como estatísticas, tabelas, gráficos e outros, de forma a complementar o texto e amparar as análises discutidas. A apresentação do tema é a parte mais livre do trabalho monográfico, pois é neste momento que o autor pode argumentar sobre o tema e inferir determinadas conclusões. Contudo, lembramos que a argumentação deve ser sólida, bem fundamentada, além de seguir uma sequência lógica e coerente. 7.3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 34 A conclusão deve limitar-se a um posicionamento sintetizado da argumentação desenvolvida no corpo do trabalho. Lembramos que a conclusão deve estar toda fundamentada na pesquisa. Ela deve ser breve, podendo incluir recomendações ou sugestões para outras pesquisas na área. A conclusão deve apresentar as respostas aos objetivos estabelecidos para o trabalho. 8. ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS 8.1 REFERÊNCIAS A referência é “o conjunto de elementos que permitem a identificação, no todo ou em parte, de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de material” (ABNT apud SILVA; ALMEIDA; FISCHER, 1998, p. 51). Elemento obrigatório, que consiste em um conjunto padronizado de elementos descritivos retirados de um documento, que permite sua identificação individual, conforme a NBR 6023, mesmo mencionados em notas de rodapé. A referência deve ser exata, precisa e completa, para que possa atingir seu objetivo. Neste sentido, ela se divide em elementos essenciais, indispensáveis à identificação de publicações mencionadas em qualquer trabalho, e de elementos complementares, que permitem caracterizar melhor as publicações referenciadas no mesmo. As referências devem ser colocadas em ordem alfabética dentro das normas técnicas especificadas. Em território brasileiro utiliza-se a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para normatizar as referências apontadas durante o trabalho. É importante ressaltar que cada tipo de material possui o seu próprio modelo de apresentação. Exemplo: PINKER, Steven. Como a mente funciona. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. O sobrenome do autor, em maiúsculas, vem na frente do nome, mas separado por vírgula; O título do livro deve ser colocado em negrito; 35 Segunda edição; Local da publicação; Editora; Ano da edição. Abaixo veremos uns modelos de referências de acordo com cada obra: 8.1.1 Revistas (CONSIDERADOS NO TODO) ARQUIVOS BRASILEIROS DE PSICOLOGIA. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1949. (CONSIDERADOS EM PARTE) TÍTULO DA REVISTA. Título do fascículo, suplemento ou número especial. Local: órgão responsável, número do volume, número do fascículo, data. Número total de páginas do fascículo, suplemento ou número/edição especial. Nota indicativa do tipo de fascículo. VEJA. Guia da copa. São Paulo: Abril, v. 31, n. 23, 1998. 154 p. Especial. 8.1.2 Livro (COM UM AUTOR) LEITE, Eduardo de O. A monografia jurídica. 2. ed. Porto Alegre: Fabris, 1987. (COM DOIS OU TRÊS AUTORES) LEME, M. A. de T.; MARTINS, M. S.; SOUZA, M. I. F. Normas de referenciação e descrição bibliográfica para o Sistema Embrapa de Informação. Brasília: Embrapa, 1996. (COM MAIS DE TRÊS AUTORES) SÁ, E. S. et al. Manual de normalização de trabalhos técnicos, científicos e culturais. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1996. 36 8.1.3 Livro traduzido SENNERT, R. A cultura do novo capitalismo. Tradução de Clóvis Marques. Rio de Janeiro: Record, 2006. 8.1.4 Jornais (CONSIDERADOS NO TODO) TÍTULO DO JORNAL. Local da publicação: Entidade responsável, Data. FOLHA DE SÃO PAULO. São Paulo: RBS, 05 de jun. 2001. (CONSIDERADOS EM PARTE) TÍTULO DO JORNAL. Título do fascículo, suplemento ou número especial. Local: órgão responsável, número do volume, número do fascículo, data. Número total de páginas do fascículo, suplemento ou número/edição especial. Nota indicativa do tipo de fascículo. FOLHA DE SÃO PAULO. Aonde vai a nossa água. São Paulo: Folha de São Paulo, n. 747, 24 abr. 1989, 14 p. Caderno Quero Mais. 8.1.5 Artigos em revistas (COM AUTOR) AUTOR do artigo. Título do artigo. Título da revista, Local da publicação, número do volume, número do fascículo, página inicial-final do artigo, data. ALMEIDA, C.; MONTEIRO, M. Descrição de duas novas espécies (Homóptera). Revista Brasileira de Zoologia, Curitiba, v. 9, n. 1/2, p.55-62, mar./jun. 1992. (SEM AUTOR) TÍTULO do artigo. Título da revista. Título do fascículo, suplemento. Local da publicação: Órgão responsável, volume, fascículo, página inicial e final, data. 37 METODOLOGIA do índice nacional de preços ao consumidor – INPC. Revista Brasileira de Estatística. Rio de Janeiro: IBGE, v. 41, n. 162, p. 323-330, abr./jun. 1980. 8.1.6 Bíblia BÍBLIA. Língua. Título. Tradução ou versão. Edição. Local: Editora, ano. (EXEMPLO DA BÍBLIA CONSIDERADA NO TODO): BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Trad. João Ferreira de Almeida. 34 ed. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1982. (EXEMPLO DA BÍBLIA CONSIDERADA EM PARTES): BÍBLIA, N. T. João. Português. Bíblia Sagrada. Reed. Versão de Antônio Pereira de Figueiredo. São Paulo: Ed. Das Américas, 1950. Cap. 12, vers. 12. 8.1.7 Referências eletrônicas AUTORIA. Título. Referência completa (se publicado). Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: data (dia, mês, ano). Atenção, o mês é abreviado pelas três primeiras letras, exceto “maio”, que não se abrevia. (EXEMPLO SEM AUTOR): ECONOMIANET. Fisiocracia: a concepção natural de excedente. Disponível em: http://www.economiabr.net/economia/1_hpe3.html>>. Acesso em: 17 abr. 2005. (EXEMPLO COM AUTOR): ASHLEY, Patrícia A. Gestão ecocêntrica e consumo responsável: desafios para a responsabilidade social corporativa. Disponível em: http://www.nd.edu/~isbee/papers/ashley. doc> Acesso em: 15 dez. 2007. 8.2 GLOSSÁRIO Glossário é a relação, em ordem alfabética, de palavras ou expressões de uso restrito ou de sentido obscuro, acompanhadas das respectivas definições, com o objetivo de esclarecer o leitor sobre o significado dos termos empregados no trabalho. 8.3 ANEXOS 38 Texto(s) ou documento(s) não elaborado pelo autor. Elemento opcional. São identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos. Exemplo: ANEXO A - Representação gráfica de contagem de células inflamatórias presentes nas caudas em regeneração - Grupo de controle I (Temperatura ...) ANEXO B - Representação gráfica de contagem de células inflamatórias presentes nas caudas em regeneração - Grupo de controle II (Temperatura ... ) 39 40 41 42 REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002. ______. NBR 6027: informação e documentação: sumário: apresentação.Rio de Janeiro, 2003. ______. NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. Rio de Janeiro, 2003. ______. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002. ______. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro, 2002. ______. NBR 15287: informação e documentação: projeto de pesquisa: apresentação. Rio de Janeiro, 2005. AZEVEDO, I. B. de. O prazer da produção científica. 5.ed. Piracicaba:Unimep, 1997. GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas em pesquisa social. São Paulo: Atlas, 1999. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Atlas, 1993. 43