1 Revista da APM Dezembro de 2006 2 Revista da APM Dezembro de 2006 Nicolau D’Amico Filho Roberto Lotfi Jr. APRESENTAÇÃO Boa Notícia e Boas Festas Fechamos o ano com notícias alvissareiras. Nesta edição, a última de Publicação da Associação Paulista de Medicina Edição nº 574 – Dezembro de 2006 2006, informamos que o Senado aprovou no dia 6 de dezembro o projeto tão sonhado por todos nós. O que regulamenta a profissão médica. Há quatro anos que o assunto tramita na Casa de Lei do país. Agora, ele segue para a Câmara Federal. Diretores da APM, que o analisaram, informam que o projeto representa um avanço significativo, como disse nosso companheiro vice-presidente, Florisval Meinão. A outra boa notícia é dirigida aos companheiros do Interior, já que a partir do próximo ano estaremos desenvolvendo um projeto com o objetiessa área uma nova revista e ações via Internet. Diretores Responsáveis Nicolau D’Amico Filho Roberto Lotfi Junior Esta edição mostra ainda a nova correlação de forças do Congresso Nacional, que recebe a partir de 2007 os 513 deputados eleitos, dos quais 54, um pouco mais de 10%, são médicos. Desejamos a todos os associados e companheiros médicos votos de Boas Festas e uma boa leitura! Editor Responsável Ulisses de Souza – MTb 11.459–SP Nicolau D’Amico Filho e Roberto Lotfi Jr. Diretores de Comunicação Editora Luciana Oncken – MTb 46.219–SP Repórteres Adriana Reis Carla Nogueira Leandro de Godoi Ricardo Balego Editor de Arte Leandro Deltrejo Projeto e Produção Gráfica Cubo Editorial e Notícias [email protected] Fotos: Osmar Bustos Revisora: Thais Oncken Secretaria: Rosenaide da Silva Assistente de Comunicação: Fernanda de Oliveira CONTEÚDO 3 Apresentação 16 Política Médica 4 Editorial 20 Associativismo 6 Política Médica 26 Cultura 8 CAPA Saúde Pública Portal da APM www.apm.org.br 32 Cultura 34 Cultura e Medicina 38 Radar Médico Comercialização Departamento de Captação e Marketing da APM Fones: (11) 3188-4200/3188-4300 Fax: (11) 3188-4293 Periodicidade: mensal Tiragem: 30 mil exemplares Circulação: Estado de São Paulo (Inclui Suplemento Cultural) 3 39 Medicina Acadêmica 40 Produtos & Serviços Greve de residentes chegou às ruas de São Paulo 14 Política Médica 41 Literatura 42 Por Dentro do SUS 44 Classificados Revista da APM REDAÇÃO Av. Brigadeiro Luís Antônio, 278 Cep 01318-901 – São Paulo – SP Fones: (11) 3188-4200/3188-4300 Fax: (11) 3188-4279 E-mail: [email protected] Dezembro de 2006 vo de melhorar a comunicação entre as regionais, disponibilizando para Jorge Carlos Machado Curi PRESIDENTE DA APM EDITORIAL Dezembro de 2006 Eleições, Saúde, Sonhos e Natal Revista da APM 4 Mais uma eleição se foi e o presidente Lula exercerá o segundo mandato com um novo Congresso Nacional. Agora com a Câmara dos Deputados bem renovada, e o Senado nem tanto. Quatro anos se foram desde a primeira eleição do presidente e cabe uma reflexão. Será que o País avançou? Muito pouco, como atestam os números de crescimento mundial. Em termos de desenvolvimento, o Brasil tem um índice pífio. Deverá ficar apenas à frente do Haiti na América Latina. Na saúde, educação, segurança, assistência social, enfim, em toda a área social, os resultados seguem ruins. A situação seria pior não fossem alguns avanços de gestão na saúde frutos da persistência de colegas abnegados. É notório o grave déficit de financiamento e o sucateamento da rede hospitalar pública. Também é injustificável a falta de valorização dos profissionais da saúde, que nem ao menos contam com um plano de cargo de carreira e salários decente. Recebem honorários aviltantes, o que reduz, ou até zera, a chance de atualização e treinamento adequados. Não bastasse, enfrentamos a proliferação irresponsável de faculdades de medicina, além da ameaça de importação incoerente de médicos cubanos e bolivianos sem revalidação. Outro problema que deve ser encarado com rigor é a questão dos médicos falsos. Lógico que as deficiências da saúde são, também, reflexos do que acontece em outras áreas. Certamente não será apenas um programa essencialmente assistencialista, como o Bolsa Família, que mudará o Brasil e o fará crescer. É obrigação respaldar os cidadãos em situação difícil. Contudo, isso não pode servir a esconder nossa imensa carência de postura na gestão pública. Pagamos impostos de primeiro mundo e temos serviços e atenção ao social bem ao estilo do subdesenvolvimento. Quiçá o futuro Congresso seja muito mais ético, menos preocupado com reeleições e salários, para não dizer outras coisas. E que realmente transforme em leis as repetidas promessas de campanha. Para ser justo, registro que, neste primeiro ano de gestão na APM, tivemos com a saúde do Estado e particularmente do município de São Paulo um início de parceria. Julgamos que foi extremamente promissora, principalmente no que diz respeito à atualização médica em urgência e emergência. Há, logicamente, ainda muito a fazer, mas estamos otimistas com essa interface. Quem sabe poderemos colaborar, e muito, para que nossos colegas se reciclem em todas as especialidades, segundo as diretrizes da AMB e, ao menos, vejam-se valorizados com um PCCS digno. Podemos e devemos sonhar com isso. Quem sabe ainda, como nos disse recentemente o dr. Antônio Carlos Lopes, secretário executivo da Comissão Nacional de Residência Médica, o Ministério da Educação entenda finalmente a necessidade de frear a abertura indiscriminada das faculdades de medicina. E faça um estudo coerente sobre esse grave problema. Sonhar é bom e necessário. Por isso, destaco o recente movimento dos médicos residentes pela revisão do valor das bolsas. Com o objetivo de abrir um canal de discussão sobre seus problemas, foram à luta, conversaram com gestores e legisladores. Fizeram greve, subiram em palanques e, pasmem, em tempo recorde conseguiram aprovar uma lei que garante o aumento de suas bolsas e a possibilidade de rever outras questões importantes. Bom, quem sabe conseguiremos regulamentar a Emenda 29, melhorando o financiamento à saúde. Quem sabe viabilizaremos uma regulamentação de efetivo respeito a pacientes e prestadores na saúde suplementar, além de implantar a CBHPM. São muitas coisas a sonhar, lógico. Mas principalmente devemos crer na organização de um movimento médico sólido, com grande participação. Assim certamente seremos ouvidos nos ministérios, secretarias, por legisladores e gestores para colocar a saúde no patamar que merece. Sonho que se sonha junto é realidade. Um Feliz Natal e um Excelente 2007 a todos. DIRETORIA ELEITA - DIRETORIA 2005-2008 Presidente: Jorge Carlos Machado Curi 1º Vice-presidente: Florisval Meinão 2º Vice-presidente: Paulo De Conti 3º Vice-presidente: Donaldo Cerci Da Cunha 4º Vice-presidente: Luís Fernando Peixe Secretário Geral: Ruy Y. Tanigawa 1º Secretário: Renato Françoso Filho DIRETORES Administrativo: Akira Ishida; Administrativo Adjunto: Roberto de Mello; 1o Patrimônio e Finanças: Lacildes Rovella Júnior; 2o Patrimônio e Finanças: Murilo Rezende Melo; Científico: Alvaro Nagib Atallah; Científico Adjunto: Joaquim Edson Vieira; Defesa Profissional: Tomás Patrício SmithHoward; Defesa Profissional Adjunto: Jarbas Simas; Comunicações: Nicolau D´Amico Filho; Comunicações Adjunto: Roberto Lotfi Júnior; Marketing: Ronaldo Perches Queiroz; Marketing Adjunto: Clóvis Francisco Constantino; Eventos: Hélio Alves de Souza Lima; Eventos Adjunto: Frederico Carbone Filho; Tecnologia da Informação: Renato Azevedo Júnior; Tecnologia da Associação Paulista de Medicina Filiada à Associação Médica Brasileira SEDE SOCIAL: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 278 – CEP 01318-901 São Paulo – SP – Fones: (011) 3188-4200/3188-4300 Informação Adjunto: Antonio Ismar Marçal Menezes; Previdência e Mutualismo: Alfredo de Freitas Santos Filho; Previdência e Mutualismo Adjunto: Maria das Graças Souto; Social: Nelson Álvares Cruz Filho; Social Adjunto: Paulo Cezar Mariani; Ações Comunitárias: Yvonne Capuano; Ações Comunitárias Adjunto: Mara Edwirges Rocha Gândara; Cultural: Ivan de Melo Araújo; Cultural Adjunto: Guido Arturo Palomba; Serviços Gerais: Paulo Tadeu Falanghe; Serviços Gerais Adjunto: Cristião Fernando Rosas; Economia Médica: Caio Fabio Camara Figliuolo; Economia Médica Adjunto: Helder de Rizzo da Matta; 1o Diretor Distrital São Caetano do Sul: Delcides Zucon; 2o Diretor Distrital Santos: Percio Ramon Birilo Becker Benitez; 3o Diretor Distrital São José dos Campos: Silvana Maria Figueiredo Morandini; 4o Diretor Distrital Sorocaba: Wilson Olegário Campagnone; 5o Diretor Distrital Campinas: João Luiz Kobel; 6o Diretor Distrital Ribeirão Preto: João Carlos Sanches Anéas; 7o Diretor Distrital Botucatu: Noé Luiz Mendes de Marchi; 8o Diretor Distrital São José do Rio Preto: Pedro Teixeira Neto; 9o Diretor Distrital Araçatuba: Margarete de Assis Lemos; 10o Diretor Distrital Presidente Prudente: Enio Luiz Tenório Perrone; 11o Diretor Distrital Assis: Carlos Chadi; 12 o Diretor Distrital São Carlos: Luís Eduardo Andreossi; 13o Diretor Distrital Barretos: Marco Antônio Teixeira Corrêa; 14o Diretor Distrital Piracicaba: Antonio Amauri Groppo CONSELHO FISCAL Titulares: Antonio Diniz Torres, Braulio de Souza Lessa, Carlos Alberto Monte Gobbo, José Carlos Lorenzato, Tarcísio Eloy Pessoa de Barros Filho. Suplentes: Krikor Boyaciyan, Nelson Hamerschlak, Reinaldo Antonio Monteiro Barbosa, João Sampaio de Almeida Prado. 5 Revista da APM Dezembro de 2006 POLÍTICAMÉDICA Regulamentação da Medicina é aprovada no Senado Texto segue agora para apreciação da Câmara dos Deputados RICARDO BALEGO Dezembro de 2006 A Revista da APM 6 regulamentação da profissão médica, uma das grandes demandas da saúde brasileira, começa a ser definida após a aprovação na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, em 6 de dezembro, do projeto de Lei substitutivo 268/2002 – que tramita no lugar do PL 25/2002. Segundo a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), relatora do projeto, os trabalhos buscaram “uma proposta que atendesse aos interesses de todas as áreas para contemplar, em primeiro lugar, os usuários da saúde, preservando sua integridade física, psicológica e moral”. Seu empenho na condução do PLS foi destacado pelas entidades envolvidas e pelos próprios senadores. Inicialmente, a matéria substitutiva baseou-se em dois projetos que já tramitavam no Congresso Nacional e tratavam do tema: o PL 268/02, de autoria de Benício Sampaio, e o PL 25/02, cujo autor foi Geraldo Althoff, ambos exsenadores. Para se chegar ao texto final, foram necessárias audiências públicas e diversas reuniões entre as várias categorias da saúde. “O projeto ficou excelente para todos os lados”, afirmou o diretor da APM e vice-presidente do CFM, Clóvis Francisco Constantino. A regulamentação da profissão médica e suas atribuições têm sido objeto de discussão entre profissionais da saúde há pelo menos quatro anos. Nesse tempo, sofreu diversas alterações, entre elas, a recente supressão do conceito de Ato Médico pela relatora Lúcia Vânia, sob a alegação de que o termo interferia nas outras profissões de saúde. De acordo com o texto aprovado, são privativas do médico atividades como: definição do diagnóstico e da prescrição terapêutica, indicação e execução de intervenção cirúrgica, entubação traqueal, administração de sedação profunda e de anestesia geral, realização de perícias médicas e exames médicolegais e atestação de condições de saúde e de óbito. “De um modo geral, consideramos um avanço significativo esse entendimento e esse acordo para se poder regulamentar a profissão médica sem grandes atritos com os demais profissionais”, disse o vice-presidente da APM, Florisval Meinão. Segundo o projeto, ainda, é permitido aos profissionais de outras categorias administrar centros de saúde. Por outro lado, a direção e chefia de serviços médicos em estabelecimentos continuam inerentes somente aos médicos, assim como a coordenação e ensino de disciplinas nos cursos de graduação em medicina. Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, ocasião em que foi aprovado por unanimidade pelos seus 21 componentes. Como é um projeto substitutivo, no entanto, precisou passar por nova apreciação pelos senadores em turno suplementar, uma semana depois. O texto substitutivo também havia sido anteriormente apresentado pela senadora Lúcia Vânia ao ministro da Saúde, Agenor Alvarez, que se predispôs a recomendar o PLS em sua tramitação. “O ministro se mostrou surpreso e agradecido com o texto”, atestou a senadora. A matéria já foi encaminhada pelo presidente da CAS, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-CE), à Mesa Diretora do Senado, que deverá enviar a proposta para apreciação da Câmara dos Deputados – possivelmente na Comissão de Seguridade Social e Família. Unanimidade No dia 29 de novembro, o PLS 268/2002 já havia sido analisado pela Florival Meinão, “avanço significativo” 7 Revista da APM Dezembro de 2006 Dezembro de 2006 SAÚDEPÚBLICA Revista da APM 8 Residentes em greve Jovens médicos organizam movimento por melhores condições de trabalho ADRIANA REIS LUCIANA ONCKEN à população as dificuldades por que reajuste da bolsa, para que cobrisse passam diariamente. minimamente o acúmulo da inflação do Na lista de reclamações estavam o A população, o governo e as entidades médicas ouviram, em novembro, em alto e bom som, o desabafo dos médicos residentes. Preocupados com a qualidade do atendimento nos hospitais e insatisfeitos com o valor da bolsa que recebem – que não era reajustada desde 2002 – e com a carga horária sobrecarregada, eles decidiram parar. Iniciaram uma greve que foi aderida pela maior parte dos 17 mil médicos residentes, no Brasil inteiro. Foram às ruas para expor período (53,7%) e a garantia de que não Paralisação permitiu a divulgação de reivindicações a categoria, seja de 30%, como cogita o governo”, descreveu o texto. Além do baixo valor da bolsa e da ameaça de corte de vagas, o movimento também pedia melhores condições de trabalho e aprendizado. Segundo denúncia feita durante os protestos, muitos residentes trabalham mais de cem horas por semana e chegam a ficar até 48 horas seguidas sem descansar. São comuns ainda casos em que exercem a atividade sem ção profissional e coloca em risco a haverá corte de vagas. de 60 horas semanais. Fora o desconto qualidade do atendimento prestado. O movimento em São Paulo foi en- do INSS, o residente recebe R$ 6 por cerrado em 16 de novembro, após au- hora trabalhada – quantia semelhante diência com o governador Cláudio à que se paga a auxiliares de enferma- Desde agosto, as entidades represen- Lembo, que se comprometeu a não gem. Na prática, porém, os residentes tativas dos médicos residentes vinham diminuir as vagas. Outra importante trabalham mais de 60 horas semanais. ameaçando uma greve geral, iniciada em vitória foi a aprovação na Câmara Fe- Muitos dão plantões em outros hospi- 1º de novembro. O Estado de São Pau- deral, no dia 28, do projeto de lei que tais, ampliando bastante sua jornada. lo, que conta com aproximadamente 6,5 concede aumento de 30% no valor das A questão salarial, entretanto, não é o mil médicos residentes, aderiu ao mo- bolsas, abaixo do que pediam, mas con- maior problema. É possível conseguir vimento no dia 8, com uma passeata siderado um avanço. um aumento, seja de 50%, como pede até a Secretaria Estadual de Saúde. Passeatas A principal conquista, no entanto, foi fazer com que a sociedade conhecesse a difícil realidade do médico residente. As passeatas pelas ruas de São Paulo e de outras cidades e a ampla cobertura da mídia fizeram com que a população se interasse dos problemas e pudesse se posicionar. O jornal Folha de S.Paulo, por exemplo, publicou um editorial em 14 de novembro, defendendo os grevistas. “As reivindicações dos médicos residentes, em greve desde 1º de novembro, são justas. Exigem um reajuste de 54% no valor da bolsa, que é hoje de cerca de R$ 1.500 para uma jornada Falta de reajuste da bolsa é uma das principais reivindicações do movimento Dezembro de 2006 supervisão, o que prejudica a forma- 9 Revista da APM Residentes concentram-se no Hospital das Clínicas, em São Paulo SAÚDEPÚBLICA Ato Público, na Praça daSé, no centro de São Paulo “Tentamos uma reunião com o secretário Luiz Roberto Barradas Barata, mas ele nos enviou um reDezembro de 2006 presentante sem gerência para debater essas questões”, conta Helena composto pelo presidente da casa (Ro- mente uma audiência com Barradas, drigo Garcia - PFL), pelo líder do go- também sem sucesso. verno (Edson Aparecido - PSDB) e Mas, se por um lado os médicos gre- pelos líderes de todas as 12 bancadas: vistas encontraram resistência por par- PC do B, PDT, PFL, PL, PMDB, PP, te de algumas autoridades, à medida que PPS, PSB, PSDB, PT, PTB e PV. Os o movimento crescia, conquistava es- médicos puderam expor os principais paço para se fazer ouvir. Uma das pri- pontos da greve, com ênfase na adequa- No dia seguinte, aproximadamente meiras respostas positivas ocorreu no ção do Orçamento de 2007, para que a mil médicos residentes e estudantes dia 13 de novembro, quando uma co- Secretaria Estadual da Saúde possa pa- de medicina reuniram-se no vão li- missão dos médicos residentes foi re- gar as bolsas com o novo valor sem re- vre do Masp, para um novo protesto. cebida pelo Colégio de Líderes da duzir o número de vagas. Eles foram em passeata até a sede da Assembléia Legislativa de São Paulo, Lemos Petta, presidente da Ameresp, a Associação dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo. 10 Revista da APM Secretaria de Saúde, pedindo nova- Entusiasmados por essa vitória, eles marcaram presença nas ruas novamente, no dia seguinte, com um ato na Praça da Sé. Vestidos com o jaleco branco e carregando faixas com dizeres que reforçavam suas bandeiras de luta (“reajuste de 53,7% sem corte de bolsas” e “por melhores condições de trabalho, aprendizado e vida”), os grevistas chamaram a atenção de motoristas e pedestres. Palavras de ordem marcaram os discursos das lideranças. Outro avanço importante foi o encontro que representantes dos médicos residentes tiveram com o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PC do B), no Pavilhão de Autoridades Grevistas usam “nariz de palhaço” para chamar a atenção da população do Aeroporto de Congonhas, no dia 10. Durante 30 minutos, o deputado ouviu grupo de discussão permanente para as reivindicações e, por fim, se com- debater essas questões. A decisão de interromper a greve foi Também estiveram presentes nesta após a audiência com o governador projeto de lei 7.561/2006, que deter- reunião o presidente da Academia de Cláudio Lembo. O secretário Barradas mina o reajuste da bolsa em 30%. A Medicina de São Paulo, Luiz Fernando também esteve presente, além dos de- reunião surtiu efeito. No fim de novem- Franco, o presidente do Cremesp, putados estaduais Fausto Figueira (PT), bro, o PL foi aprovado, garantindo o Desiré Carlos Callegari, o presidente Luis Carlos Gondim (PPS) e Waldir aumento das bolsas já a partir de janei- da Associação Brasileira de Educação Agnello (do PTB e presidente da Co- ro de 2007 (passará dos atuais R$ 1.460 Médica, Milton de Arruda Martins, missão de Saúde e Higiene da Assem- para R$ 1.916,45). além dos conselheiros do Cremesp, bléia Legislativa). “Tenho o dever de registrar a nossa Eurípedes Balsanufo Carvalho, Luiz Na oportunidade, Lembo declarou satisfação de fazer esse trabalho pelo Alberto Bacheschi e Maria do Patrocínio publicamente que não haverá redu- fato de [os médicos residentes] serem Tenório Nunes. ção no número de bolsas para 2007, pessoas que têm demonstrado, ao lon- Os participantes foram unânimes em fato que foi considerado suficiente go desse processo, maturidade ímpar, reconhecer que a situação dos médi- para encerrar a greve e, assim, evitar própria dos bons profissionais”, discur- cos residentes é complicada e aponta- o desgaste e os prejuízos à popula- sou o relator do projeto, deputado ram, entre outros problemas, a carga ção. No entanto, os médicos residen- Arlindo Chinaglia (PT-SP). horária excessiva, que não permitia ao tes irão se manter em vigilância para profissional dedicar-se ao estudo, ne- garantir que os compromissos assu- cessário nessa fase de formação. Eles midos sejam cumpridos e para conti- Diante de tamanha mobilização, as admitiram que a greve é uma decisão nuar lutando para melhorar as entidades médicas decidiram sentar à extrema, mas que, naquele caso, tinha condições de trabalho, ampliando, mesa com representantes dos residen- de ser tomada e manifestaram o apoio desta forma, a qualidade no atendi- tes. Na noite do dia 14, reuniram-se no das entidades. mento à saúde da população. Entidades médicas Cremesp para conversar sobre a greve. O presidente da APM, Jorge Machado Curi, participou do encontro e se posicionou a favor do movimento. “Acredito que a pauta de reivindicações de vocês é interessante, em termos gerais. O aumento do valor da bolsa é justo”, afirmou Curi. O presidente da APM ponderou sobre o momento político que o país vive. “Estamos numa transição, porque haverá mudança de gestão. E todos sabemos que essa mudança de governo é sempre delicada”, disse. Curi aconselhou os médicos residentes a evitar o desgaste do movimento, que naturalmente é gerado por uma greve. E sugeriu que se organizasse um Entidades reúnem-se com representantes dos residentes 11 Revista da APM prometeu a encaminhar para votação o Dezembro de 2006 tomada no dia 16 de novembro, logo SAÚDEPÚBLICA Dezembro de 2006 Pesquisa aponta extensa jornada Revista da APM 12 Dados preliminares de uma pesqui- Perguntados sobre qual a carga ho- sa que está sendo feita pela Ameresp rária máxima que cumpriram em indicam que a jornada média de tra- uma semana, alguns chegaram a res- balho dos médicos é de 72 horas por ponder 93 horas. semana. Por meio do site da associa- Outro dado interessante refere-se ção, os médicos foram convidados a à supervisão, que é obrigatória em responder um questionário. O resul- tempo integral: em 45% da carga tado mostra que 53% excedem 60 horária, o médico não-residente não horas semanais, ultrapassando o má- estava presente. A pesquisa foi res- ximo determinado por lei; 54% dis- pondida por 136 médicos residentes seram que têm jornada além do que de 32 hospitais, no período entre seria justificável pelo aprendizado. agosto e outubro de 2006. Hospitais que tiveram paralisação dos médicos residentes em São Paulo: • Hospital das Clínicas de São Paulo - USP (969 residentes) • Unifesp/Escola Paulista de Medicina (552) • HC - USP Ribeirão Preto (523) • Santa Casa de São Paulo (486) • Unicamp (472) • UNESP Botucatu (331) • Hospital do Servidor Público Estadual (314) • Faculdade de Medicina de São Conheça algumas das reivindicações dos médicos residentes: - Fiscalização efetiva do cumprimen- - Reformulação da composição da to de carga horária máxima de 60 ho- Comissão Nacional de Residência ras semanais, 30 dias de férias anuais, Médica, incluindo representantes descanso semanal mínimo de 24 ho- dos Secretários de Saúde, estudantes ras, 10% a 20% de atividades teóricas, e população; supervisão, moradia e alimentação; - Consolidar as Comissões Estadu- - Estabelecer máximo de 24 ho- ais de Residência Médica como parte ras de trabalho continuado (folga integrante da estrutura administrativa pós-plantão); do MEC/CNRM; - Espaço nacional para construção - Paridade de representação dos re- de diretrizes políticas para especia- sidentes nas Comissões de Residên- lização médica com foco nas neces- cia Médica (COREME); sidades de saúde; - Mesa permanente de negociação do valor da bolsa entre residentes e fontes financiadoras da residência médica; - Políticas que visem qualificar e valorizar a preceptoria; - Incorporar, no financiamento da - Liberação de atividades da residência para participação em espaços de representação dos residentes; - Fóruns de Avaliação da residência médica (nacional, estadual e local) que incluam avaliação de residentes, programas e instituições. residência médica, financiamento para os programas e para as instituições; Fonte: Ameresp e ADERE (Ação pela Democratização da Residência Médica) José do Rio Preto (250) • Santa Marcelina (225) • Ipiranga (132) • Hospital e Maternidade Celso Pierro - PUC Campinas (126) • Heliópolis (125) • Faculdade de Medicina de Marília (108) • Mário Gatti - Campinas (74) • Universidade Santo Amaro UNISA (72) • Tatuapé (67) • Emílio Ribas (64) • Mandaqui (60) • Dante Pazzaneze (57) • Universidade de Taubaté (57) • Ermelino Matarazzo (48) • Campo Limpo (40) • Clínica Raskin - Campinas (12) • Cândido Ferreira - Campinas (5) Total: 5.361 (mais de 80% dos médicos residentes do Estado) Fonte: blog da greve dos médicos residentes: http://greveresidentes.blogspot.com/ 13 Revista da APM Dezembro de 2006 Dezembro de 2006 POLÍTICAMÉDICA Revista da APM 14 Representantes de entidades médicas e de residentes, em reunião na sede da APM Conselho Científico debate residência médica LUCIANA ONCKEN A médica, ajustar carga horária. estruturada hoje, não está focada nas re- Para a presidente da Ameresp, a ais necessidades da formação do médi- Residência Médica, do jeito que está co. “É preciso olhar para a estrutura de residência médica foi um dos gestão e avaliação”, destaca. temas abordados em reunião Quanto ao número de vagas, Hele- do Conselho Científico da APM, reali- na disse que o movimento teve de se zada no dia 1º de dezembro. Na oca- contentar com a manutenção do atu- sião, os participantes aproveitaram para al, diante da ameaça de redução. fazer um balanço do movimento dos Acrescentou que é necessário mais residentes, que incluiu uma greve, no vagas, já que 40% dos médicos for- mês de novembro (ver matéria de capa), mados ficam fora do programa. pelo aumento da bolsa e melhores condições de trabalho e educação. A presidente da Associação dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo (Ameresp), Helena Petta, fez uma análise positiva da greve e deixou claro que o movimento não parou porque, segundo disse, há necessidade de melhorar as condições da residência Em seguida, a presidente da Comis“A questão da bolsa foi um desencadeador do movimento, mas ainda precisamos de melhores condições de trabalho e aprendizado. Muitas vezes o residente não tem condições de exercer atividades”, ponderou Helena Petta são Estadual de Residência Médica de São Paulo, Ana Zöllner, falou sobre a visão atual da Comissão. Ela traçou a situação atual do sistema e suas falhas, como falta de vistoria nos programas e falta de transparência, além da questão da carga horária dos programas e da divisão entre atividades. Ana Zöllner, da Comissão Estadual Jorge Curi, presidente da APM Desiré Callegari, presidente do Cremesp Já o diretor administrativo da APM, médicos residentes serviu também para são Nacional de Residência Médica, Akira Ishida, destacou o papel de An- mostrar que “quando os médicos que- Antônio Carlos Lopes, alertou para o tônio Carlos Lopes na Comissão Naci- rem, eles podem”. total descaso com a residência médi- onal de Residência Médica. Dezembro de 2006 O secretário executivo da Comis- ca no País. “Não podemos permitir que residentes sejam mão-de-obra barata”, disparou. Revista da APM 15 Cid Carvalhaes, do Sindicato dos Médicos Antônio Carlos Lopes, da Comissão Nacional Akira Ishida alertou para a ne- O presidente da Academia de Medi- cessidade de vistoria e capacita- cina de São Paulo, Luiz Fernando Pi- ção. E fez um questionamento: “é nheiro Franco, disse que a entidade apóia necessário dar residência médica a causa dos residentes, e também se pro- a todos os médicos, será que te- põe a dar continuidade às discussões. mos condições para isso?”. O presidente da APM, Jorge Carlos Machado Curi, disse que a entidade fez questão de discutir o tema em sua O presidente do Conselho Regional de reunião de Conselho Científico, por Medicina do Estado de São Paulo (Cre- considerá-lo de extrema importância mesp), Desiré Callegari, afirmou que a para o futuro da profissão. Quanto ao discussão merece ser aprofundada e movimento, em sua opinião, a greve deve-se manter um debate contínuo. foi muito bem direcionada e os resi- Para o presidente do Sindicato dos dentes do Estado souberam o momen- Médicos de São Paulo (Simesp), Cid to certo de parar. Célio Carvalhaes, o movimento dos Luiz Fernando, daAcademia de Medicina Revista da APM 16 A Saúde e o novo Congresso Mudanças no Congresso renovam as esperanças com relação às demandas da categoria médica e da saúde no país RICARDO BALEGO C om a troca de boa parte dos de- entidades médicas e de defesa da saúde por exemplo, a predominância de par- nacional, por sua vez, já vêm se mobi- lamentares formados, empresários e lizando a fim de se certificar que esses profissionais liberais na nova composi- direitos sejam garantidos. ção em relação ao último período, inici- putados federais e de muitos se- Das 513 cadeiras de deputados fede- ado em 2002. nadores, promovida a partir das rais colocadas à disposição no pleito, “A redução da bancada de trabalha- eleições de outubro último, o ano de 269 continuarão com seus atuais ocu- dores e o aumento das bancadas de 2007 iniciará com as esperanças reno- pantes, o que representa um índice de empresários e profissionais liberais, por vadas no que diz respeito às questões reeleição de 52,43%. Outros 244 de- exemplo, abrem espaço para novas ten- nacionais conduzidas a partir do Con- putados voltarão ou ocuparão pela pri- tativas de propostas em bases neolibe- gresso Nacional, em Brasília. meira vez o cargo. No Senado, foram rais, como a flexibilização da legislação Com relação à área da saúde, a ex- sete os reeleitos, das 27 cadeiras colo- trabalhista, entre outras”, analisa o di- pectativa não é diferente. Demandas cadas à disposição – um terço da Casa. retor do Departamento Intersindical de bastante conhecidas por parte da popu- Apesar dos próximos deputados toma- Assessoria Parlamentar (Diap), Antô- lação e da categoria médica permane- rem posse somente em 1º de fevereiro cem tramitando nas duas Casas – Câmara de 2007, já é possível verificar mudan- O Diap, órgão que faz o mapeamento dos Deputados e Senado Federal. As ças no perfil da Câmara. Aumentou, do Congresso Nacional há mais de duas nio Augusto de Queiroz. Foto: Osmar Bustos Dezembro de 2006 POLÍTICAMÉDICA décadas, verificou que 265 dos deputa- próxima composição da Câmara se as- creditam a reeleição da maioria e a dos eleitos declararam-se profissionais semelhará à dos parlamentos de países ausência de novos nomes às mudan- liberais, ao passo que 121 se registra- mais desenvolvidos. ças na lei eleitoral, em que pesaram fatores como a redução dos gastos de ram como empresários. Em 2002, es- Entra e sai campanha e a proibição de materiais respectivamente. O terceiro maior gru- Cerca de 433 dos 513 deputados fe- de propaganda. Na prática, isso teria po de deputados é constituído pelos as- derais em fim de mandato tentaram se reafirmado os nomes já conhecidos salariados incluindo reeleger, ou seja, 84,40% pretendiam pelo eleitorado. trabalhadores da iniciativa privada e do manter suas cadeiras. Destes, foram Quanto aos novatos, dos 244 novos setor público, com 88 integrantes. reeleitos 269. Índice semelhante foi escolhidos, 46 já exerceram o cargo de Dentro da categoria dos profissionais visto somente em 1990, quando deputado federal em legislaturas ante- liberais, 54 são médicos, atrás somente 51,35% dos candidatos garantiram mais riores à 2002. dos advogados (87) e à frente dos enge- um mandato. urbanos, nheiros (47), economistas (20), admi- Uma ressalva importante é que, até a Institutos de pesquisa como o Diap data da posse, há a possibilidade de mui- nistradores (15) e jornalistas (10). Mais instrução Com relação ao perfil socioeconômi- Dezembro de 2006 ses números foram cerca de 200 e 100, 17 co dos novos eleitos, há predominân- Revista da APM cia dos que têm graduação superior, idade entre 30 e 60 anos, e alguma experiência política em cargo público. Esta será a Câmara dos Deputados mais instruída, levando-se em conta todos os níveis de escolaridade. Em 2002, cerca de 385 dos 513 deputados eleitos disseram possuir diploma de curso superior. Neste ano, são 413 deputados formados neste nível. Dos restantes, 37 não terminaram a faculdade, 51 têm o ensino médio e 12 possuem apenas o ensino fundamental concluído. “A conformação ideológica da nova Câmara, a julgar pela formação e fonte de renda, tende a ser menos social-democrata e mais liberal, o que aumenta a pressão por reformas”, prevê Queiroz, que também é analista político. Em termos de grau de instrução, a Fonte: DIAP - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar POLÍTICAMÉDICA tos deputados eleitos serem indicados a “A Câmara dos Deputados que saúde nacional, fecha o exercício de cargos no governo ou outras funções, emergiu das urnas em outubro de 2006 2006 com 190 componentes, dos quais abrindo, com isso, espaço para que seus não sofreu grande mudança do ponto 34 são médicos. suplentes assumam em seus lugares. de vista partidário em relação às ban- A renovação da Câmara, no entanto, Do ponto de vista partidário, no en- cadas atuais. Não houve alteração deve promover sensíveis mudanças na tanto, a renovação de quase 48% da substancial da correlação de forças, composição do grupo. A legislatura que Câmara não significou grandes mudan- tendo por parâmetro o pleito de se inicia em fevereiro de 2007 terá, in- ças. Nesse aspecto, destacaram-se ape- 2002”, confirma o diretor do Diap, dependente de formação de frentes ou nas partidos menores como o PV, que Antônio Augusto de Queiroz. outros grupos setoriais, 54 médicos atu- passou de cinco para 13 parlamentares, o PSC, que saltou de um para nove deputados, e o PPS, que ganhou mais Bancada médica O número é maior que a legislatura A Frente Parlamentar da Saúde, bancada formada em prol dos assuntos da anterior, que terminará com 52 médicos, dos quais 33 foram reeleitos. Dezembro de 2006 sete cadeiras além das atuais 15. ando como deputados federais. Revista da APM 18 Fonte: DIAP - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar Agenda os que tratam da regulamen- já que os trabalhos vêm tendo boa lho Federal de Medicina (CFM) e tação da profissão médica (PLS 268/ repercussão. “A expectativa para a Associação Médica Brasileira 02), financiamento do SUS (EC 29) e entrega da Agenda é das melhores (AMB), a Comissão de Assuntos consolidação da CBHPM no sistema possíveis, pois está havendo uma re- Políticos das entidades preparou a de saúde suplementar (PL 3466/04), ceptividade muito grande por parte Agenda Parlamentar da Saúde Res- entre muitos outros. Mas também fa- de toda a classe médica. Isso é im- ponsável, composta pelos 84 Proje- zem parte da relação projetos que a portante porque toda a categoria do tos de Lei considerados prioritários classe médica considera parcialmen- país vai ter que participar, já que a para a saúde nacional. te favorável – estes passíveis de mu- comissão é só um canal para viabi- Reunidas em uma publicação, as danças – e outros, ainda, que têm lizar isso”, destaca Jurandir Mar- propostas serão apresentadas ofici- parecer desfavorável do movimento condes Ribas Filho, um dos almente ao Congresso entre final de médico, como os PLs 7354/06 e representantes da AMB no grupo. janeiro e início de fevereiro de 6435/05, que tratam dos Atos Quí- A Comissão de Assuntos Políti- 2007, mês em que tomam posse os mico e Farmacêutico, respectivamen- cos é formada ainda por Pedro Pa- novos representantes. te, e que foram aprovados para blo Chacel e Neuman Figueiredo de tramitação conjunta recentemente Macedo, pelo CFM, e Luc Louis pela mesa diretora da Câmara. Maurice Weckx e José Luiz Dan- “Durante a elaboração da Agenda a gente já trabalhava no Congresso. Ao passo que identificávamos os projetos que precisavam de alguma intervenção, já eram marcadas au- As previsões da comissão são positivas, tas Mestrinho, pela AMB. Foto: Camila Kaseker diências com deputados e senadores, procurando propor redações dos textos e explicando por que alguns projetos têm determinadas dificuldades”, explica Alceu José Peixoto Pimentel, um dos representantes do CFM na comissão. De fato, foram realizadas cerca de 30 audiências com parlamentares durante 2006, sempre com resultados positivos. “Todos os parlamentares, de todos os partidos, nos atenderam muito bem e nunca nos foi recusada uma solicitação de audiência”, confirma Pimentel. Encabeçam a lista de Projetos da Comissão de Assuntos Políticos, em reunião na sede da AMB 19 Revista da APM Formada por membros do Conse- Dezembro de 2006 COMISSÃO ENTREGARÁ AGENDA PARLAMENTAR ASSOCIATIVISMO Dezembro de 2006 Mesa diretora de um dos módulos debatidos em Itapeva (SP) Revista da APM 20 APM discute papel do associativismo Em Itupeva, representantes da APM de todo o Estado se reúnem para debater o futuro da instituição LUCIANA ONCKEN F médicos paulistas. senvolvimento da entidade ao longo O primeiro palestrante, ainda na noi- dos anos. Em seguida, o vice-presidente te de sexta-feira, dia 24, foi o presiden- Florisval Meinão, comandou um deba- oram três dias de imersão no te da APM, Jorge Carlos Machado te. Meinão lançou algumas questões mundo associativo. Representan- Curi, que apresentou a história e o de- para a plenária: tes da Associação Paulista de Medicina (APM) de todo o Estado se reuniram, entre os dias 24 e 26 de novembro, em Itupeva, para discutir os rumos da entidade nos próximos anos e traçar metas em todas as áreas de atuação. A abertura do I Encontro APM foi realizada pelo 1º Secretário da APM, Renato Françoso, organizador do evento, que falou sobre a importância de se reunir em prol do associativismo, visando oferecer o melhor para os Representantes do Interior e da Capital assistem a uma das palestras médicos desses países não precisem revalidar seus diplomas quando atuarem em qualquer dos três. A diretoria da APM reunida aprovou uma moção de repúdio ao acordo. Outro ponto importante destacado pelo vice-presidente do CFM foi a votação do substituto (268/06) da senadora Lúcia Vânia ao projeto de lei do Ato Médico, que deve entrar na pauta nesta quarta-feira, 29 de novembro. “O projeto ficou excelente para todos os será votado na Comissão de Assuntos - Qual é o papel que a APM deve ter todo o País. A APM dita normas e con- junto aos serviços públicos e privados ceitos. Trata-se de uma instituição extre- Durante o encontro, falou-se muito de saúde? mamente reconhecida e de grande sobre a importância de incrementar o prestígio”, completou. uso do Selo Médico, sobre a participa- - Qual o papel que a APM deve desenvolver junto ao legislativo? Sociais do Senado. Na ocasião, Constantino chamou ção da APM nos Conselhos Municipais - A atividade médica deve estar en- atenção para algumas questões impor- de Saúde, sobre a idéia de levar os pro- quadrada como relação de consumo e tantes para os médicos e o andamento gramas culturais e sociais e os eventos ser submetida ao Código de Defesa do delas. Ele mostrou preocupação com a científicos às regionais, sobre propos- Consumidor? intenção do Ministério das Relações tas para agregar novos sócios, princi- - Como se pode melhorar o relacio- Exteriores do Brasil em assinar um palmente os jovens, sobre a assistência namento entre as regionais da APM e a acordo com Cuba e Bolívia para que jurídica, sobre a descaracterização da APM Estadual? - Como a APM trabalha os avanços científicos? As respostas foram dadas ao final do evento, que foi divido em cinco módulos, em que foram apresentados os departamentos da APM Estadual, como eles atuam, e o que podem oferecer para as regionais. O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Clóvis Constantino, também falou aos presentes. Em seu discurso, elogiou a atuação da APM. “Não é fácil agregar 26 mil médicos numa só instituição, quando sua participação a ela é facultativa”, destacou. “Tenho percebido a importância da APM em Mesa que dirigiu o módulo 2º Dezembro de 2006 lados”, explicou. O projeto substituto 21 Revista da APM Jorge Curi, presidente da APM: “é fundamental levar este conhecimento a todos” ASSOCIATIVISMO balhar a conscientização do médico sobre as nossas ações”, destacou o diretor administrativo da APM, Akira Ishida. Participação Os presidentes de regionais participaram ativamente do I Encontro APM, entre 24 e 26 de novembro, em Itupeva. Ali, registraram as suas dúvidas e tiraram muitas delas, colocaram a sua opinião sobre a entidade e como ela devia agir, conheceram melhor a insti- Dezembro de 2006 Mesa diretora do módulo 3º, no Encontro de Atibaia Revista da APM 22 tuição para a qual se dedicam. O presidente da APM Santos, por relação médico-paciente como relação dantes e residentes de várias institui- exemplo, propôs que todos trabalhem de consumo, sobre o relacionamento da ções, como uma forma de aproximar para agregar o maior número de “cole- APM com as sociedades de especiali- os jovens do sistema associativo. gas” possível, principalmente os mais dades e associações de hospitais, pro- “Nós temos um papel muito impor- novos. Esta preocupação da entidade pondo uma aproximação maior, a tante, que é defender a nossa classe, e nós em trazer o jovem médico para o siste- criação de um comitê de Bioética, a estamos fazendo isso. Nós temos sim uma ma associativo ficou bastante evidente. criação de comitê de Residentes e um resposta quando nos perguntam o que a E deve ser uma das linhas de trabalho comitê de Acadêmicos, reunindo estu- APM faz pelo médico. Precisamos tra- daqui para frente, sem esquecer os mé- Coordenadores e participantes do 1º Encontro sobre Associativismo Todas as propostas foram estudadas por um grupo de trabalho que, ao final de cada módulo, se reunia para estabelecer quais propostas seriam apresentadas na plenária final. O coordenador dos trabalhos, Renato Françoso, primeiro secretário, ressaltou a importância de quebrar paradigmas e passar a ver a APM como uma só entidade. “Estamos aqui para descobrir como vamos nos engajar por decisões sobre as políticas de saúde. vamos nos posicionar”, ressaltou. Estas foram só algumas das várias participações, e todas válidas, para se co- Uma outra colocação interessante foi De Araraquara, Marco Antônio Cae- do presidente de Limeira, que queria tano, também considera essencial esta atu- saber como fazer com que a APM, nas ação da APM no Conselho Municipal de O presidente da APM, Jorge Carlos pequenas cidades, seja viável. Uma ex- Saúde e a aproximação da APM com to- Machado Curi, considerou o encontro periência bastante valorizada, na oca- das as sociedades de especialidades. muito positivo. “É fundamental levar nhecer melhor a complexidade da APM em todo o Estado. sião, foi a apresentada pelo presidente Antônio Haddad Dib, de Piracicaba, este conhecimento a todos, fazer com da APM Avaré, José Carlos de Arruda ao lado de outros representantes de ou- que se conheça melhor a instituição. É Campos. O médico vai de consultório tras regiões, propôs a “interiorização” um trabalho de integração extremamen- em consultório apresentar a APM e con- dos programas científicos, culturais e te importante entre todas as regiões do vencer seus colegas a se associar. Até sociais da APM Estadual. Estado”, analisou. agora, ele garante ter conseguido 100% de adesão. Sua atitude faz até mesmo lembrar o trabalho do idealizador da APM, Alberto Nupieri que, em 1930, fez a mesma peregrinação para convencer os médicos da época a fundar a Associação Paulista de Medicina (APM). Carlos Amorim, da APM Matão, trouxe a experiência de sua cidade. Lá 90% dos médicos são associados. Há uma parceria com a Unimed local que viabiliza a associação à entidade. Além disso, sua forte atuação no Conselho Municipal de Saúde de Matão é reconhecida pelos colegas locais, que sabem a importância de participar das Mesa que dirigiu o módulo 5º, no encontro “Construindo o Futuro” Dezembro de 2006 dicos com formação mais avançada. esta associação daqui para frente, como 23 Revista da APM Nicolau D´Amico Filho, diretor de Comunicação, fala sobre “planos para integrar APM e regionais” Dezembro de 2006 Anúncio Institucional de natal Revista da APM 24 pag. dupla Dezembro de 2006 Revista da APM 25 Anúncio Institucional de natal pag. dupla Dezembro de 2006 CULTURA Foto: Luis Doroneto Respeitável público! Revista da APM 26 Arte circense se reformula e atrai novas gerações de artistas e de público ADRIANA REIS S intomas: desânimo, falta de ape- Respeitável público! no entanto, continuam lá: a capacidade É com imenso prazer que um núme- de deixar a platéia boquiaberta em ma- ro cada vez maior de artistas orgulho- labarismos surpreendentes e a de pro- samente apresenta as maravilhas do vocar uma explosão de risos com as circo. Basta andar pelas ruas de São piadas e caretas dos artistas. Paulo ou folhear os cadernos culturais Mas, os palhaços se transformaram. de revistas e jornais para perceber que Nada de truques manjados, torneiri- a arte circense vem ganhando novos nha no canto dos olhos para simular o adeptos e conquistando público. choro que molha a platéia. Até o figu- tite para se alimentar, vontade Engana-se quem pensa que circo é rino mudou. Os sapatos imensos, os de ficar em casa, jogado num sofá, de- programa para criança. A arte circense suspensórios e as calças largas deram pois de um dia inteiro de trabalho. praticada hoje está completamente re- lugar a uma roupa mais enxuta – mas novada. No picadeiro, montado sob a ainda colorida – que permite a mobi- lona colorida, não se encontram mais lidade. Palhaço não faz apenas palha- Remédio: doses intensas de risadas, animais, como no passado. Circo hoje çada nos circos atuais. Também faz que promoverão o bem-estar imediato é sinônimo de criatividade e, principal- malabarismos, como provam os artis- do corpo e da mente, provocando rela- mente, desenvoltura corporal. Equilí- tas do circo Zanni. Ou improvisam, xamento e aliviando possíveis sintomas brio, agilidade e uma boa dose de com avançadas técnicas de clown e de estresse. ousadia geram espetáculos animados mímica, como mostram os atores do para crianças, jovens, adultos e idosos. Jogando no Quintal. Tudo sem deixar Duas de suas características básicas, a essência do circo: aflorar a alegria Diagnóstico: queda aguda no lado criança de encarar a vida. Centro de tratamento: o circo mais próximo de sua casa. Foto: Luis Doroneto pretende romper com o pensamento estigmatizado de que circo seja um mero entretenimento superficial. Para isso, inova não apenas nas atrações – com a inserção dos bonecos – mas também no cenário, que traz imagens feitas em grafite, com figuras humanas caricatas ou estapafúrdias, como definem. As marchinhas características dos espetáculos circenses também se renovaram. No Stapafúrdyo, a trilha sonora, composta por André Abujamra, é Participantes do espetáculo “Stapafúrdyo” Brasil, criado em julho e mantido pelos tem influência nos ritmos brasileiros. curtir ou reviver a infância. grupos Parlapatões e Pia Fraus. Depois A platéia sente a adrenalina em núme- de lotar as apresentações do espetáculo ros de impacto como saltos acrobáti- intitulado Stapafúrdyo, o Circo Roda Bra- cos, paradistas, cama-elástica, lira, Um fato que não pode ser ignorado é sil partiu para Bauru, no interior de São faixas e quadrante. Segundo seus inte- que o circo tem chamado a atenção de Paulo, seguindo sua essência mambembe. grantes, o Circo Roda Brasil foi criado uma nova geração de atores. São ado- A base do Circo Roda Brasil é a jun- para responder aos anseios de artistas lescentes e jovens que se seduzem por ção de teatro, circo e teatro de bonecos. que sempre sonharam em seguir pelas este tipo de arte e resolvem viver dessa Com lona de 32 metros de diâmetro e estradas levando às cidades brasileiras arte. Diferentemente do que ocorria capacidade para 700 pessoas, o projeto suas variadas linguagens cênicas. Novatos do circo antigamente, quando as trupes percorriam o país, em condições muitas vezes precárias, os grupos de hoje se organiTambém se especializam com formação em teatro. Muitos têm, além da indiscutível habilidade, um diploma de ensino superior, normalmente nos cursos de artes e teatro. Para se manter e garantir a viabilidade financeira de seus projetos, as companhias circenses atualmente se reúnem em cooperativas. Em outras palavras, um grupo especializado em acrobacias se une a uma dupla de palhaços que convida um grupo de músicos e, juntos, eles montam um espetáculo único. Foi assim com o projeto Circo Roda Circo Roda Brasil tem capacidade para 700 pessoas Foto: Luis Doroneto zam e buscam recursos para se manter. 27 Revista da APM em seu público, estimular a fantasia, Dezembro de 2006 tocada ao vivo pela banda Trombada e CULTURA equilibra na corda bamba, segurando a Revista da APM No entanto, se por um lado o circo se um número tradicional do espetáculo. profissionalizou, por outro ainda há es- As crianças acompanham a tudo com as paço para a improvisação. Essa é a pala- palmas, devorando pacotes de pipoca. vra que define o espetáculo Jogando no Quintal, apresentado em São Paulo. mente nos tipos de espetáculo. Há apre- Com cenário ambientado em um es- sentações para todos os gostos e bolsos. tádio de futebol, a apresentação con- Prova disso foi a passagem pelo Brasil, siste num desafio: o público dá o tema O apresentador coloca-se no centro entre agosto e outubro, do Cirque du e cada um dos dois grupos cria a ence- do picadeiro e pede a atenção do públi- Soleil, uma trupe de origem canadense nação, com tempo determinado. Aque- co. A música dá o clima de suspense no que faz turnê mundial. Todas as sessões le que for mais criativo marca o ponto, ar. Ele anuncia: “vocês verão agora a do show Saltimbanco ficaram lotadas, ou melhor, o gol, segundo a votação da figura mais assustadora, mais horripi- apesar de o ingresso custar entre R$ 100 própria platéia. Ao final, o grupo que lante, mais espantosa de todos os tem- e R$ 250. Quem pagou e assistiu não se tiver maior pontuação é o vencedor da pos. Que rufem os tambores. Vejam com arrependeu. Dividido em 12 atos, o noite. Mas a competição é o que menos seus próprios olhos aquela que assusta espetáculo contou a história do garoto importa ali. A brincadeira está na su- gerações. A única, a inacreditável... que vê as transformações da metrópole peração de cada artista, que usa as téc- Monga”. Ao anúncio da figura, a pla- onde vive, por meio de malabarismo, nicas do clown e a arte do improviso téia solta uma longa gargalhada. Segu- trapézio, palhaços, corda bamba e dan- para inventar, na hora, cada espetáculo. rando uma jaula improvisada, entra em ça. Uma produção que impressiona por O Jogando no Quintal surgiu há qua- cena o ator com uma exagerada peruca, seu jogo de luzes e cores, além do ta- tro anos. Os amigos César Gouvêa e fazendo o papel de homem-macaco. lento dos artistas que integram o gru- Márcio Ballas decidiram unir suas duas Suas caretas e expressões são tão engra- po. É a arte do circo renovada e levada paixões, palhaço e improvisação, e cri- çadas que nem as crianças se assustam. a sério, com profissionalismo. aram esse jogo que, inicialmente, era É nesse clima que o circo Zanni apresenta suas atrações. Há um quê de nostálgico no espetáculo, a começar pela bilheteria, que lembra modelos de antigamente, e pelo bilheteiro que se posiciona na entrada, devidamente vestido com uma farda colorida, para pegar os tíquetes e dar as boas-vindas. De novidade, o circo Zanni traz uma banda, com instrumentos como teclado, guitarra, baixo e sax. Todos os músicos são trajados e maquiados como palhaços e alguns deles até arriscam números de malabarismo com bastão. A clássica figura da bailarina que se Espetáculo “Jogando no Quintal” Foto: Divulgação Dezembro de 2006 Como nos velhos tempos 28 sombrinha, também está lá, revivendo A diversidade está presente não so- Monga, do circo Zanni Improviso Foto: Divulgação dava a impressão de algo que não foi pensado e organizado com antecedência. Hoje, a improvisação virou ferramenta fundamental para nossa vida pessoal e profissional. Quando você acorda, não dá para saber tudo o que vai acontecer durante o dia. Precisamos de jogo de cintura”, defende. César e tantos outros artistas do circo atual levam o trabalho a sério, mas não deixam de se divertir. Com seu traba- uma apresentação para ver o quanto a sar. Na propaganda boca-a-boca, o pú- platéia se diverte, especialmente pela blico começou a aparecer. agilidade com que a equipe cria, a partir “Não esperava que fosse crescer tanto. Nosso objetivo, no início, era pes- de temas tão estranhos e inusitados como “emplasto”, por exemplo. quisar a linguagem do palhaço e da Aos 34 anos de idade (dez como pa- improvisação. Queria fazer algo que eu lhaço), ex-integrante dos Doutores da tivesse condições de viabilizar, inclu- Alegria e formado pela Escola de Artes sive financeiramente. Mas as pessoas Dramáticas da USP, César comemora gostavam tanto que o projeto ganhou a boa fase da arte circense. consistência”, lembra César. “Vejo mais do que uma revaloriza- Novos artistas juntaram-se ao grupo e ção do circo. É uma verdadeira onda o projeto ficou maior. “Acho que o pú- de humor. Acho que o ser humano an- blico via que era algo autêntico e verda- dava carente de humor”, diz. O mesmo deiro e por isso gostava”, acrescenta. ocorre com o improviso. “Há cinco Mas não foi apenas isso. Basta assistir a anos, falar em improvisar era ruim, nimo e a cura para o mau humor, sem deixar de provar deste antídoto. “Aceitamos correr o risco de nos divertir. Dizemos sim para a vida e sim para o outro”, diz César. E se há um efeito colateral para esse tratamento é a possibilidade de sair do espetáculo com o abdômen levemente dolorido. De tanto rir. SERVIÇO Circo Roda Brasil: (11) 3061-9799 Jogando no Quintal: (11) 3672-1553 Circo Zanni: (11) 4612-1433 e 9141-6606 Dezembro de 2006 apresentado no quintal da casa de Cé- lho, eles levam o remédio para o desâ- 29 Revista da APM Márcio Ballas, um dos criadores do “Jogando no Quintal” CULTURA ONDE APRENDER A ARTE DO CIRCO EM SÃO PAULO Dezembro de 2006 Academia Brasileira de Circo Avenida Francisco Matarazzo, 2030 (com viaduto Pompéia) São Paulo (SP) Tel.: (11) 3803.9322 ou 3801.9012 www.academiadecirco.com.br Revista da APM 30 Academia Competition Unidade Oscar Freire: Rua Oscar Freire, 2066 Cerqueira César – São Paulo (SP) Tel.: (11) 3061-0647 Unidade Paulista: Rua Cincinato Braga, 520 Bela Vista – São Paulo (SP) Circo Roda Brasil (Parlapatões e Pia Fraus) tem apoio da Competition Tel.: (11) 3171-2777 www.competition.com.br A Essencial Av. Caramuru, 1516 Ribeirão Preto (SP) Fones: (16) 6232506/ 6208192/ 91037333 Diretor: Johnny Martins www.aessencial.com.br Cefac – Centro de Formação Profissional em Artes Circenses Direção: Alex Marinho e Rodrigo Matheus www.escoladecirco.com.br Circo Escola Picadeiro Tel.: (11) 3078 0944 Coordenador: José Wilson Leite www.picadeirocirco.com.br Circuito de Interação de Redes Sociais – CIRCUS Oficinas livres de Circo-Teatro Rua André Perine, 1229 Bairro Sta Cecília - Assis (SP) CEP: 19806-271 Fone - 18 33232645 www.circus.org.br Escola de Circo Cia. do Circo Rua Luis Vicentin Sobrinho, 225. Barão Geraldo – Campinas (SP) Tel.: (19) 3289 1934 www.ciadocirco.hpg.ig.com.br Escola Livre de Teatro de Santo André Núcleo de Montagem Circense Praça Rui Barbosa s/n - Santa Teresinha Cep: 09210-620 - Santo André (SP) Tel.: (11) 4996.2164 Coordenador: Antônio Rogério Toscano. Professor: Marcelo Milan www.santoandre.sp.gov.br [email protected] Circo Escola Centro Cultural Nogueira Prefeitura Municipal de Diadema Rua Marcos Azevedo, 240 Vila Nogueira CEP: 09942-230 – Diadema (SP) Tel.: (11) 4071-9300 www.diadema.sp.gov.br Escola na Praça Beco do Projeto Aprendiz das Letras – Ong. Cidade Escola Aprendiz Rua Belmiro Braga, s/n esquina com Rua Inácio Pereira da Rocha Vila Madalena – São Paulo (SP) www.aprendiz.com.br Circo Escola Grajaú Rua Ezequiel Lopes Cardoso, 333 Parque Grajaú CEP: 04843-610 – São Paulo (SP) Tel.: (11)5924-3888 Contato: Sueli e Carminha Monitores: Diogenes de Souza Pereira e Anderson de Moraes Andrade [email protected] Espaço Cia. Circo de Trapo Avenida Renata, 163, Chácara Belenzinho. São Paulo (SP) Tels.: (11) 6783-2442 - 9969-3145 - 9505-4014 Coordenação: Marco Ponce www.circodetrapo.com.br Galpão do Circo Rua Girassol, 323 Vila Madalena – São Paulo (SP) Tel.: (11) 3812 1676 Coordenador: Alex Marinho www.galpaodocirco.com.br Galpão Raso da Catarina Rua Harmonia, 921 – Vila Madalena – São Paulo (SP) Tel.: (11) 30314946 Alessandro Azevedo www.rasodacatarina.com.br Circo Escola Enturmando Vila Penteado Av. Padre Orlando Garcia da Silveira, sem número Vila Penteado - São Paulo (SP) Tel: 11 3981-0988 Instituto Criança Cidadã Al. Olga, 422 – 138 Barra Funda – São Paulo (SP) Tel.: (11) 3661 6227 Coordenador: Elaine Fiori www.iccsp.org.br Circo Escola Cidade Seródio Av. Quinze de Janeiro, 07 Guarulhos (SP) Tel.: (11) 6467-0077 Projeto Âncora Estrada Municipal do Espigão, 1239 Jardim Rebelato Cotia (SP) Tel.: (11) 4612 2576 Nau de Ícaros Rua Guaipá, 1380 Vila Leopoldina - São Paulo (SP) Tel.: (11) 3836-3708 Coordenação: Marco Vettore www.naudeicaros.com.br Secretaria de Esportes e Lazer - Circo Escola Rua Cap Antônio Correia Barbosa, 2233 Piracicaba (SP) CEP:13400-900 Tel.: (19) 34031267 [email protected] 31 Revista da APM Dezembro de 2006 CULTURA O sonho do cuspidor de fogo ULISSES DE SOUZA Dezembro de 2006 E 9h às 22h. No fim do expediente, leva para a família de R$ 30,00 a R$ 40,00, auferidos “em dia bem trabalhado”. m trinta segundos, ele solta três labaredas de fogo. O picadeiro Para soltar as labaredas, Jefferson é rude, asfalto puro. Não há lona e nem consome diariamente dois litros de arquibancadas. É um cruzamento qual- querosene, dos quais, diz, 40 ml vão quer, de bom movimento, em cidades para dentro do organismo. Ele bebe de médias e grandes. dois a três litros de leite por dia para evitar a intoxicação. Motoristas e passageiros dos carros Revista da APM 32 se espantam ao ver aquelas línguas de “Quem abre a janela e dá uns troca- fogo, que saem em baforadas da boca dos são motoristas de carros populares. de mais um artista anônimo, que insis- Os de Kombi são os que mais ajudam. te em manter, para sobreviver, uma arte Os de carros importados e caminhone- em decadência. tes não chegam a abrir as janelas, talvez para não sentir o cheiro de Jefferson Luiz Soares, 30 anos, pas- querosene”, diz Jefferson, que deu esta sou 16 anos da sua vida sob a lona de entrevista em um cruzamento da cida- um circo. Começou como pisteiro, de de Presidente Prudente (SP), onde equilibrou-se sobre cavalos e deixou estava há dois meses. o picadeiro cuspindo fogo. Seu último emprego foi em 1998, no circo Orlando Orffei. Há seis anos como artista errante, sem domicílio, Jefferson informou que estava de partida para mais uma aven- Ao deixar o circo, na cidade de Bo- tura: desta vez para o Nordeste. “Sin- tucatu, teve como companhia uma bai- to muita tristeza, saudade mesmo, dos larina da Companhia Orffei, que, tempos de circo, da lona, do picadei- quando não estava no palco, trabalhava ro; mas isso está acabando”, diz ao como bilheteira. revelar o seu sonho: trabalhar no Cirque du Soleil. Vieram os filhos. Hoje são três, um Foto: Ferreira Nascimento com 4 anos, outro com três e o caçula “Minhas labaredas atingem 1 metro com nove meses. Eles e a mãe ficam e 40 centímetros, enquanto as do cara hospedados em hotéis populares, en- do Soleil atingem dois metros. Mas um quanto Jefferson sai para trabalhar, das dia chego lá!”, diz Jefferson. 33 Revista da APM Dezembro de 2006 CULTURAEMEDICINA indicação: o sorriso. Quanto maior a dose aplicada, maior o benefício gerado. No Brasil, os pioneiros na utilização das técnicas que unem arte dramática e atividades circenses na abordagem a pacientes foram os Doutores da Alegria, trupe criada em 1991, em São Paulo. A partir dessa semente foram gerados diversos outros grupos em todo o país, e um deles é o Projeto Sorrir é Dezembro de 2006 Viver, iniciativa de alunos da Faculda- Revista da APM 34 de de Medicina do ABC (FMABC), lo- SORRIR calizada em Santo André. Concebida em 2001, a idéia foi colocada em prática efetivamente em mar- é o melhor remédio Projeto idealizado e tocado por alunos de medicina utiliza técnicas circenses e de teatro para alegrar pacientes ço de 2005. A inspiração veio do próprio Doutores da Alegria e dos trabalhos do médico americano Hunter “Patch” Adams (veja Box). Segundo o atual coordenador do projeto e aluno do 3º ano do curso, André Valente Lage, “a estrutura de ensino RICARDO BALEGO Q havia um remédio que já vinha sendo que as faculdades propõem se esquece administrado há tempos na raça huma- de que a medicina é uma arte e não na sem apresentar qualquer contra- uma transação de negócios em que se uando o nacionalmente conhecido palhaço Arrelia, pseu- dônimo do artista circense Waldemar Seyssel, nos deixou em 2005, o sentimento era estranhamente diferente. Como chorar pela morte daquele que usou boa parte dos seus 99 anos fazendo os outros rirem? A pergunta estava lançada e, mais do que isso, a dica estava dada. Na área médica, o recado também já havia sido entendido anos antes por alguns profissionais, a fim de combater os efeitos que acompanhavam a condição enferma dos pacientes, muitas vezes debilitados e desanimados. Para isso, Alunos da Faculdade de Medicina do ABC e suas atividades “circenses” dos acadêmicos de medicina não combinava com a arte dramática. No entanto, o suporte necessário acabou sendo encontrado na Escola Municipal de Iniciação Artística (EMIA), quando 14 alunos fizeram um curso de seis meses de formação em clown – ou palhaço –, aprendendo técnicas circenses, de arte lúdica, trabalho com máscaras e adquirindo uma base artística como postura de trabalho. Atualmente, a equipe é composta por o 5º ano de medicina. As atividades são voluntárias, sem fins lucrativos. Exispreza a parte técnica e racional ao in- fazer e tiveram um choque nesta expe- te o apoio institucional da disciplina de vés dos valores e da relação médico- riência”, recorda. Pediatria da faculdade e de alguns pro- A partir daí, o grupo foi em busca do fessores. “Financeiramente, o projeto embasamento artístico de que precisa- é sustentado pelos próprios acadêmi- Juliana Bueno, do 5º ano de medicina, va. Muitos atores do Grande ABC fo- cos, apesar de estarmos procurando concorda e credita seu ingresso no proje- ram procurados, mas se recusavam a patrocínio”, revela seu coordenador. to por acrescentar diferentes formas de ajudar alegando que a “racionalidade” paciente. Isso forma cada vez mais médicos insatisfeitos”. A rotina dos alunos inclui atividades se relacionar com as pessoas. “Como na profissão de médico a relação é 99% com o tratamento de todas as pessoas envolvidas, dou muito valor ao trabalho que está sendo feito”, diz a aluna. Medicina “de nariz” O coordenador André Lage lembra que, no início, de posse dos dados que mostravam o potencial da terapia do riso e da humanização na mudança do ambiente hospitalar, o grupo decidiu “colocar narizes” e atuar no Hospital Estadual Mário Covas. Mas os primeiros contatos com os doentes revelaram a necessidade de um preparo maior. “Ao se depararem com uma criança no leito não conseguiram tirar nenhum sorriso, não sabiam o que Projeto inclui atividades lúdicas Dezembro de 2006 33 estudantes, que cursam entre o 2º e 35 Revista da APM Participantes do projeto visitam principalmente crianças internadas CULTURAEMEDICINA terças-feiras), às áreas de Geriatria, UTI, enfermaria e PS pediátricos do Hospital Municipal de São Caetano do Sul (às quartas e quintas) e nos ambulatórios da própria FMABC, onde mais de 500 pessoas circulam diariamente. A maioria dos trabalhos começa após o período letivo dos estudantes, às 18h, durando cerca de duas horas. O grupo vem negociando com a administração, ainda, a atuação no setor geriátrico do hospital universitário, tarefa que não será difícil, já que as atividades vêm ganhando cada vez mais a admiração dos docentes e demais acadêmicos. de atendimento quatro dias por sema- instituições e proporcionar a felicida- “Como médicos e palhaços, acredita- na, além dos ensaios, reuniões com o de não só para pacientes, mas enfermei- mos na associação do tratamento empí- grupo e com psicólogos semanalmente ros, médicos e todos que trabalham para rico com o subjetivo. O sorriso é muito – que realizam visitas conjuntas –, en- a manutenção do local, em difíceis es- mais que um remédio, é o desejo de con- 36 tre outras atividades. tados físicos e emocionais”. tinuar a viver”, testemunha André Lage, “O Sorrir é Viver me fez concluir que Atualmente são realizadas apresenta- futuro médico que, juntamente com seus Revista da APM Dezembro de 2006 Estudantes do 2º ao 5º ano participam do “Sorrir é Viver” a medicina vai muito além do diagnós- ções e visitas regulares à Casa de Apoio colegas, já enxerga a profissão por um tico e simples tratamento de uma en- às Crianças com Câncer da FMABC (às ângulo mais humano. fermidade, pautando-se principalmente na relação do paciente consigo mesmo e o ajudando a enfrentar o medo que a doença causa”, reconhece Bruno Schuindt, acadêmico do 3º ano. “Perceber que o ‘nariz’ consegue tirar pacientes do leito, fazer pessoas idosas que não se alimentavam passarem a comer e tranqüilizar mães aflitas, são alguns dos nossos feitos diários ao proporcionar a fantasia e o sorriso nos corredores”, completa Lage. Trabalho dobrado Conciliar a rotina acadêmica com as atividades do projeto não tem desanimado os estudantes. A recompensa, para eles, vem na “capacidade de amenizar o clima hostil de hospitais e Alunos não desanimam e conciliam rotina acadêmica com atividades circenses Inspiração também veio de Adams e filme decidiu tornar-se médico. jeto “Sorrir é Viver”. O filme que conta a sua história, medicina, continuou empenhando-se distribuído no Brasil sob o título nas ciências médicas, ao mesmo tem- “Patch Adams – O amor é contagi- po em que se aprofundava nos estudos oso”, também já havia inspirado os das relações entre médicos e pacientes alunos no início do projeto. “Nossa e os efeitos terapêuticos da felicidade. vontade aumentou quando tivemos Na década de 1970, fundou o Gesun- contato com o Patch Adams em dheit! Institute, casa de saúde que abri- 2005. Ele nos chamou a atenção a gava estudantes, parentes e pacientes partir do filme estrelado pelo [ator] Além das práticas diárias, questi- internados, onde eram aplicadas e en- Robin Williams, onde a relação onamentos e ensinamentos que o sinadas suas pouco usuais técnicas. Atu- médico-paciente era tão importan- aprendizado médico confere a seus almente, Adams também percorre o te quanto a parte técnica”, lembra alunos, os integrantes do “Sorrir é mundo levando sua alegria na mala: o coordenador do projeto, André Viver” também tiveram grande ins- Camboja, Peru, Tibete, Argentina, Chi- Valente Lage. 37 piração no trabalho realizado há na, Itália e Rússia foram alguns dos lo- décadas por um pioneiro do riso. cais já visitados. Hunter “Patch” Adams “Amigos, é importante que vocês entendam que a medicina é um O exemplo veio do norte-ameri- Em 2005, o médico esteve no Brasil exercício constante de compai- cano Hunter “Patch” Adams que, para uma série de palestras. E foi a par- xão” foi um dos conselhos que o após ter sido internado em uma clí- tir de uma dessas visitas, no Hospital pioneiro médico deixou aos futu- nica psiquiátrica em virtude de uma Municipal de São Bernardo do Campo, ros e atuais profissionais brasilei- depressão profunda, aos 16 anos, que os estudantes de medicina da FMABC ros naquela ocasião. Revista da APM cia, inclusive na própria faculdade de Dezembro de 2006 Apesar de enfrentar muita resistên- resolveram tocar efetivamente o pro- RADARMÉDICO APM estreita relações com o setor público municipal Jorge Curi é recebido na prefeitura de São Paulo informalmente, temas ligados à saúde e exemplo do que tem ocorrido na área propostas na área para o ano de 2007. de trauma, com o Curso de Urgências e A principal delas foi a continuidade Emergências. A idéia é estender o pro- da parceria entre a entidade e a prefeitu- grama para outras áreas. Na opinião da ra na realização dos Cursos de Urgênci- secretária, é preciso investir em recur- as e Emergências Médicas, promovidos sos humanos. com sucesso na rede pública de saúde Dezembro de 2006 paulistana no ano de 2006. “Os encontros foram muito produtivos. Mais uma vez, colocamos à dispo- O presidente da Associação Paulista de No dia 7, a visita foi à secretária de sição todo o trabalho que vem sendo Medicina, Jorge Carlos Machado Curi, Saúde do Município de São Paulo, realizado em São Paulo pela APM. O esteve reunido com prefeito da cidade de Maria Aparecida Orsini. Ocasião em prefeito e a secretária mostraram-se São Paulo, Gilberto Kassab, no dia 5 de que foi discutido como a APM pode bastante sensíveis ao prosseguimento dezembro, com o intuito de discutir, atuar em parceria com a prefeitura, a das ações”, afirmou Jorge Curi. 38 Revista da APM Curso de Urgência e Emergência é levado a outros Estados O Curso de Urgências e Emergências Paulista de Medicina (APM), lançado Médicas, promovido pela Associação no final de 2004, tem capacitado médi- Foto: Juriti - Arquivo pessoal cos em todo o Brasil. De caráter teórico-prático, com ênfase na parte prática, o curso oferece aos profissionais a possibilidade de treinamento intensivo, num conjunto de atividades de imersão, com carga horária de 20 horas, divididas em dois dias. Em outubro, por exemplo, o curso foi levado ao município de Juriti, no Pará. Ainda durante todo este ano, o curso foi realizado em vários hospitais da rede municipal de saúde de São Paulo, numa parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, capacitando centenas de Curso capacita médicos em todo país médicos do sistema público. APM faz reunião com médicos da Clinicard Em razão da transferência da carteira de usuários da Clinicard Assistência Médica para a Blue Life, os prestadores médicos credenciados à primeira operadora estiveram reunidos, no dia 4 de dezembro, com o vice-presidente da entidade, Florisval Meinão. O objetivo do encontro foi solicitar apoio da entidade para criar um canal de negociação entre as partes, com o objetivo de buscar uma solução frente à eventual inadimplência sobre o pagamento dos serviços prestados. A APM comprometeu-se a apoiar os profissionais médicos, vítimas dessa situação, e procurar as operadoras para uma solução consensual. (CA) MEDICINAACADÊMICA e, mais tarde, mudou-se para o município de Santo Anastácio. Graduou-se em Medicina (1972) pela PUC-Sorocaba. Cursou a Residência Médica (19731974) e exerceu o cargo de preceptor (1975-1976) no Hospital das Clínicas. Concluiu o Mestrado (1980) em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela FMUSP com o tema “Inquérito Soroepidemiológico sobre Malária em Escolares de Marabá, Pará”. Em 1983, ria: correlação clínico-bioquímico histopatológica”. Em 1991, obteve a Livre-Docência na FMUSP. Foi chefe do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias em duas gestões. Marcos Boulos é casado e tem três filhos. O presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), Jorge Carlos Ma- Faculdade de Medicina da Boulos nasceu em São Paulo. Nos pri- chado Curi, compareceu à cerimônia Universidade de São Paulo meiros anos de vida, morou na Capital de posse. (FMUSP) tem novo diretor, o professor Marcos Boulos, 61 anos, que tomou posse em cerimônia realizada no dia 5 de dezembro, no Teatro da FMUSP. Ex-diretor clínico do Hospital das Clínicas-FMUSP e ex-diretor do Instituto de Medicina Tropical (IMT), Boulos é professor titular do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMUSP desde 1999. Infectologista com experiência em malária, infecção hospitalar, HIV, leishmaniose e hepatite, o novo diretor da FMUSP é assessor técnico do Ministério da Saúde e atua como consultor da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Filho de libanês e brasileira, Marcos Jorge Curi, presidente da APM, prestigiou a posse de Marcos Boulos Dezembro de 2006 “Comprometimento hepático na malá- 39 Revista da APM Marcos Boulos é novo diretor da FMUSP A terminou o Doutorado com o trabalho: 40 Revista da APM Dezembro de 2006 Produtos&Serviços LITERATURA O Atlas vem com o objetivo de colocar ao alcance dos estudantes uma apresentação clara, concisa e atraente das bases patológicas das doenças humanas mais comuns, representadas por meio de ilustrações e esquemas didáticos. Sempre que necessário, as imagens elaboradas pelo artista-médico Frank H. Netter são reunidas a fotografias de aspectos macro e microscópicos, proporcionando aos leitores a compreensão das relações estrutura-função e das bases patológicas das doenças humanas. Dados comparativos sobre processos patológicos semelhantes são resumidos em tabelas que complementam o texto. A obra está dividida em 13 capítulos. Entre eles, Padrões Gerais de Reação, Sistema Cardiovascular, Sistema Respiratório, Doenças do Sistema Reprodutor Masculino etc. Autores: L. Maximilian Buja, MD e Gerhard R. F. Krueger, MD, PhD. Formato: 21 x 28, 529 páginas. Editora: Artmed. Contato: (11) 3665.1100 ou www.artmed.com.br Atualidades em Nefrologia 9 O livro é o maior desta série iniciada em 1988. Conta com 64 capítulos, 133 autores e é fruto do trabalho do Departamento Clínico da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Segundo o prefácio da obra, “apesar de a nefrologia ter sido confundida em vários momentos da sua história como especialidade ligada a procedimentos, a SBN, por meio de iniciativas como esta, reafirma sua posição de ´filha predileta da Clínica Médica` e sua ligação atávica à integridade dos cuidados médicos dispensados à população”. Em oito seções, diversos temas importantes ligados ao assunto são abordados: Ensino da Nefro em Escolas Médicas Brasileiras, Células-Tronco, Síndrome Hepatorrenal, Atualização em Amiloidose, Transplantes, entre outros. Autor: Incor. Formato: 18 x 27cm, 498 páginas. Editora: Sarvier. Contato: (11) 5571.3439 ou [email protected] Os livros estão disponíveis na Biblioteca que funciona no 5º andar do prédio da APM de segunda a sexta das 8h30 às 20h. Dezembro de 2006 O livro é fruto de mais de 32 anos de trabalhos clínicos no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Israelita Albert Einstein, experiências que aliaram uma equipe multiprofissional de qualidade e eficiência à tecnologia. O lançamento é a terceira revisão da obra. A primeira foi publicada em 1994 e a segunda, em 1998. Ampliada e atualizada (até março de 2006), traz dois volumes, somando mais de 3000 páginas, divididas em mais de 200 capítulos abrangentes, com diagramação leve e ilustrações, que fornecem diretrizes de conduta relativas aos pacientes graves e às delicadas situações enfrentadas pelos profissionais da área. O autor é médicofundador e diretor emérito do Centro de Terapia Intensiva, além de vice-presidente da Prática Médica da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. Autor: Elias Knobel. Formato: 21 x 28cm, páginas 3.000 (2 volumes). Editora: Atheneu. Contato: (11) 3665.1100 ou www.atheneu.com.br Atlas de Patologia Humana de Netter 41 Revista da APM Condutas no Paciente Grave PORDENTRODOSUS por Luiz Antonio Nunes IV - Pacto pela saúde 2006 Dezembro de 2006 Do financiamento para investimentos Revista da APM 42 São eixos prioritários para aplicação de recursos de investimentos: • Estímulo à Regionalização; • Investimentos para a Atenção Básica. e) Programação pactuada e integrada da atenção em saúde - PPI A nova proposta de PPI permite maior autonomia dos gestores na definição de suas prioridades e nos parâmetros. Permanece na PPI a explicitação dos pactos de referência entre municípios, determinando a parcela de recursos destinados à própria população e à população referenciada. f) Regulação da atenção à saúde e regulação assistencial Estabeleceram-se como princípios norteadores do processo de regulação: • Cada prestador responde apenas a um gestor; • A regulação dos prestadores de serviços deve ser preferencialmente do município, conforme desenho da rede de assistência pactuado na CIB, observado o Termo de Compromisso de Gestão do Pacto e os seguintes princípios: 1) Da descentralização, municipalização e comando único; 2) Da busca da escala adequada e da qualidade; 3) Considerar a complexidade da rede de serviços locais; 4) Considerar a efetiva capacidade de regulação; 5) Considerar o desenho da rede estadual da assistência; 6) A primazia do interesse e da satisfação do usuário do SUS. • A regulação das referências intermunicipais é responsabilidade do gestor estadual, expressa na coordenação do processo de construção da PPI da atenção em saúde, do processo de regionalização, do desenho das redes; • A operação dos complexos reguladores, no que se refere à referência intermunicipal, deve ser pactuada na CIB. Conforme explicitado pelas diretrizes, a regulação dos prestadores não tem um modelo único para o país. Cada CIB poderá definir o modelo que melhor se adapte à realidade do estado e municípios envolvidos. A regulação assistencial não é prerrogativa de uma esfera de governo, exclusivamente. Porém, vale destacar nessa premissa, o papel fundamental das Secretarias Estaduais na garantia do acesso do cidadão, notadamente, nas referências intermunicipais. Foram estabelecidas metas para este Pacto, que devem ser alcançadas no prazo de um ano: 1) Contratualização de todos os prestadores de serviços; 2) Colocação de todos os leitos e serviços ambulatoriais contratualizados sob regulação; 3) Extinção do pagamento dos serviços dos profissionais médicos por meio do código 7. Responsabilidades São definidas as responsabilidades sanitárias e atribuições do município, do Distrito Federal, dos Estados e da União. A Gestão do SUS é construída de forma solidária e cooperada, com apoio mútuo por meio de compromissos assumidos nas CIBs e CITs. a) gerais da gestão do SUS – devem ser exercidas pelos três entes federativos. As responsabilidades a seguir são específicas dos estados: b) na regionalização c) do planejamento e programação d) da regulação, controle, avaliação e auditoria e) na gestão do trabalho f) na educação em saúde g) na participação e controle social Implantação e monitoramento dos pactos pela vida e de gestão a) Implantação: A implantação dos Pactos pela Vida e de Gestão enseja uma revisão normativa em varias áreas, que serão regulamentadas em portarias específicas, pactuadas na CIT. O Termo de Compromisso de Gestão Federal, Estadual, do DF e Municipal fica definido como o documento de formalização deste Pacto nas suas dimensões pela vida e de gestão. Este documento contém as metas e objetivos do Pacto pela Vida, as responsabilidades e as atribuições de cada gestor, e os indicadores de monitoramento. A assinatura do Termo de Compromisso de Gestão substitui o atual processo de habilitação, conforme detalhamento em portaria específica. Fica extinto o processo de habilitação para Estados e Municípios, conforme estabelecido na NOB SUS 01/-96 e na NOAS SUS 01/2002. Ficam mantidas, até a assinatura do Termo de Compromisso de Gestão constante destas diretrizes, as mesmas prerrogativas e responsabilidades dos municípios e estados que estão habilitados em Gestão Plena do Sistema, conforme estabelecidos nas normas operacionais citadas. b) Processo de monitoramento: Deve ser estabelecido um processo permanente de monitoramento dos cronogramas pactuados nas situações onde o município e estado não tenham condições de assumir plenamente suas responsabilidades no momento de assinatura do termo de Responsabilidade. Portaria GM/MS 699 de, 30 de março de 2006 Esta portaria regulamenta a implementação das Diretrizes Operacionais dos Pactos pela Vida e de Gestão e seus desdobramentos para o processo de gestão do SUS, bem como a transição e o monitoramento dos Pactos, unificando os processos de pactuação e metas. 43 Revista da APM Dezembro de 2006 CLASSIFICADOS AVISO: Quando não consta, o prefixo do telefone é 11. SALAS – HORÁRIOS –PERÍODOS CONSULTÓRIOS – CONJUNTOS ALUGAM-SE Casa, av. Pacaembu, 981. 230m2 c/ 4 vagas. Vários ambientes. Excelente p/ clínica. R$ 5.700,00. Plantão no local. Fones (19) 9771-7747 e 3893-7394 Casa, Litoral Norte, cond. fechado. Morada da Praia, Boracéia. Rod. Rio-Santos Km 193. Temporadas e finais de semana. Fones 8338-9075 e 4748-2944 (dr. Abel) Chácara p/ fim de semana em Serra Negra, SP, c/ piscina, lago, galpão p/ churrasco, trilha, p/ 10 a 17 pessoas. Fone 3082-1727 (Eliete) Período manhã/tarde, consultório mobiliado c/ toda IE, situado à av. 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Fones 3253-8712 e 3284-0437 Consultórios, período ou mensal c/ toda IE, fone, fax, secretária e serviços. Centro médico Oswaldo Cruz. Pça. Amadeu Amaral, 47. Fone 3262-4430 (Daniela) Horários em salas mobiliadas c/ secr., estacion. p/ clientes, atendimento a convênios por meio da clínica. [email protected] Fones 3064-4552, 3060-8244 e 3088-4545 Período em consultório médico na área de ginecologia, obstetrícia mobiliado, c/ toda IE, região da Vl. Olímpia. Fones 3846-9022, 3846-5246 (Rosana) Salas ou 1/2 período, clínica médica atrás Shop. Ibirapuera (casa térrea) c/ ar, PABX, polimed, alvarás vigilância, sala p/ peq. cirurgia, estac. Fones 5543-4369 e 9982-2543 (dr. Olivério) Salas cj. coml. c/ 2 wc individuais, mobiliário, ar cond. novos. 2 gar p/ profissionais, estac. ao lado. 2 quadras do metrô Paraíso. R. Apeninos, 664 cjs. 53/54. Fone 3285-3757 Sala ou períodos p/ médicos, cons. Vl. Olímpia. Casa bem localizada, recém formada. Imperdível. Fone 3841-9624 (Ivone) Sala em clínica p/ psiquiatra ou psicologia no Jardim Paulista. Fone 3884-4896 (Rose ou Sônia) Sala p/ consultório c/ toda infra-estrutura. Al. dos Jurupis, 452 cj. 32. Fone 5051-0799 (Valkiria) IMÓVEIS ALUGAM-SE Sala ou períodos p/ profissionais da saúde em clínica na Vila Mariana. Fones 5579-9493 e 5572-8420 Sala, p/ médicos ou psicólogos, período ou integral, c/ toda IE, em rua tranqüila em Moema. Fone 5044-7147 (Ana Paula) Casa. Imediações do Hospital São Paulo, R. Napoleão de Barros. Já adaptado p/ clínica ou consultórios. Fone 3338-1825 Vila Mariana. Sala p/ período. R. Sena Madureira, 80. Prox. metrô Vl. Mariana. Ótimo ambiente e estacionamento para dez carros. Fone 5083-6881 Sala p/ cons. c/ sala de exame anexa, ponto de internet, em clínica montada, área nobre, Av. República do Líbano. Fones 3885-9900 e 8383-7979 Sala mobiliada c/ banh. em andar superior p/ prof. da saúde. Clínica montada no Brooklin. Período de 4s semanais, R$ 300,00/mês. 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