SES RIO VERDE
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO ESGOTAMENTO
SANITÁRIO DE RIO VERDE, GO
Novembro, 2009
APRESENTAÇÃO
Este ‘Plano de Ampliação e Melhoria do Esgotamento Sanitário de Rio Verde’ objetiva caracterizar as
condições atuais dos serviços e sistemas de esgoto da cidade de Rio Verde e apontar as diretrizes
tecnicoeconômicas para a ampliação e melhoria dos mesmos.
Em síntese, o trabalho abrange:

Caracterização da área de interesse do plano;

Caracterização dos serviços e sistemas atuais;

Projeção demográfica do crescimento da população urbana;

Projeção da geração de esgoto ao longo do período de plano;

Planejamento para ampliação e melhoria dos serviços e sistemas de esgoto;

Projeção da demanda de investimentos para implementação do plano em curto, médio e longo prazos.
O horizonte de plano é o ano 2040; ou seja, alcance de 30 anos, considerando que se dará em 2010 o início de
operação das primeiras novas instalações indicadas para ampliação e melhoria do Sistema de Esgotamento
Sanitário de Rio Verde – SES Rio Verde.
Goiânia, novembro de 2009.
SENHA ENGENHARIA
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
2. CARACTERÍSTICAS DA ÁREA DE ESTUDO
2.1
ASPECTOS HISTÓRICOS E DEMOGRÁFICOS
2.2
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
2.3
ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS
2.4
USO E OCUPAÇÃO DO SOLO
2.5
2.4.1
HIDROGRAFIA URBANA
2.4.2
RODOVIAS
2.4.3
INFRAESTRUTURA URBANA
PLANO DIRETOR URBANÍSTICO
3. SISTEMA DE ESGOTOS EXISTENTE
3.1 REDE COLETORA
3.2 INTERCEPTORES E EMISSÁRIOS
3.3 ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS
3.4 TRATAMENTO
4. TRABALHOS ANTECEDENTES
4.1
GERAL
4.2
PROJETO ESTÁTICA
4.3
PROJETO INTERPLAN
5. ESTUDOS POPULACIONAIS E DEMOGRÁFICOS
5.1 ASPECTOS GERAIS
5.1.1
CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS
5.1.2
CARACTERÍSTICAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE
5.1.3
CARACTERÍSTICAS URBANÍSTICAS RELEVANTES
5.2 UNIDADES ESPACIAIS DE PLANEJAMENTO
5.2.1
ZONAS HOMOGÊNEAS
5.2.2
SETORES DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
5.2.3
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO
5.3 PROJEÇÕES POPULACIONAIS
5.3.1
PRESSUPOSTOS METODOLÓGICOS
5.3.2
CONSOLIDAÇÃO DAS POPULAÇÕES DE SATURAÇÃO
5.3.3
PROJEÇÃO POPULACIONAL
5.4 CONCLUSÕES
6. PROJEÇÃO DA PRODUÇÃO DE ESGOTOS
6.1 PARÂMETROS BÁSICOS
6.1.1
COEFICIENTES DE VARIAÇÃO DE CONSUMO
6.1.2
ÍNDICES DE COBERTURA DO SISTEMA DE ESGOTO
6.1.3
GRANDES CONSUMIDORES / INDÚSTRIAS
6.2 AVALIAÇÃO DO CONSUMO PER-CAPITA DE ÁGUA
6.2.1
CONSUMO PER-CAPITA MEDIDO
6.2.2
PERDAS DE ÁGUA
6.2.3
CONSUMOS PER-CAPITA EFETIVO E TOTAL
6.2.4
CONTRIBUIÇÕES DE INFILTRAÇÃO NA COLETA DE ESGOTO
6.2.5
COEFICIENTE DE RETORNO ESGOTO / ÁGUA
6.3 PROJEÇÃO DA PRODUÇÃO DE ESGOTO
7. AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
7.1
CARACTERIZAÇÃO GERAL DAS BACIAS DE ESGOTAMENTO
7.2
OBRAS PREVISTAS – REDE COLETORA
7.3
OBRAS PREVISTAS – BACIA OESTE
7.4
7.3.1
INTERCEPTORES
7.3.2
ELEVATÓRIAS
7.3.3
TRATAMENTO
OBRAS PREVISTAS – BACIA OESTE
7.4.1
INTERCEPTORES
7.4.2
TRATAMENTO
8. PROJEÇÃO DA NECESSIDADE DE INVESTIMENTOS
8.1
GENERALIDADES
8.2
CUSTOS DAS OBRAS PREVISTAS
8.2.1
CUSTOS UNITÁRIOS PREVISTOS
8.2.2
REDES COLETORAS
8.2.3
ELEVATÓRIAS
8.2.4
INTERCEPTORES
8.2.5
ETE SAPO
8.2.6
ETE LAJE
8.3
CUSTOS TOTAIS
8.4
PLANO DE OBRAS
1
INTRODUÇÃO
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
1
1 I NTRODUÇÃO
fl 1.1
INTRODUÇÃO
O presente ‘Plano de Ampliação e Melhoria do Sistema de Esgoto de Rio Verde’ tem como horizonte de
alcance o ano 2.040 e abrange toda a área urbanizável do território daquele município.
O trabalho tem como objetivo fornecer subsídios tecnicoeconômicos para ampliação e melhoria do SES
Rio Verde, definir as ampliações e melhorias necessárias ao longo do período de plano e estimar a
projeção dos correspondentes investimentos com vistas a promover a universalização da cobertura e a
adequação do serviço prestado, nos termos da Lei do Saneamento – Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de
2007.
O serviço de esgotamento sanitário em Rio Verde é prestado pela SANEAGO - Saneamento de Goiás SA,
empresa de economia mista controlada pelo Governo do Estado.
O Sistema de Esgotamento Sanitário de Rio Verde atende apenas cerca de 60% da população urbana, por
meio de aproximadamente 21.000 ligações e 130 quilômetros de rede coletora.
Os esgotos são escoados para a bacia do córrego Sapo, através de seus tributários (Esbarrancado, Galinha,
Barrinha, Ana Rocha e das Mangueiras). A parte da cidade que drena para o córrego Laje ainda não
possui atendimento.
Compõe também o sistema uma elevatória localizada a cerca de 1 km da área da ETE, que recalca todo o
esgoto coletado atualmente na cidade de Rio Verde para o tratamento preliminar da ETE.
A estação de tratamento se localiza na margem direita do córrego Sapo e atualmente recebe vazão média
de 120 l/s. As unidades de processo são constituídas por tratamento preliminar, lagoas de estabilização
com conjugação do tipo australiano - composta por dois módulos, cada um com uma lagoa anaeróbia,
uma facultativa e duas de maturação. O corpo receptor dos esgotos tratados é o córrego Sapo.
SÍNTESE DO ESGOTAMENTO SANITÁRIO EM RIO VERDE
Sistema Existente (atende a aproximadamente de 60% da população urbana):

Rede Coletora: 130 km de rede coletora e 20.917 ligações;

Interceptores: 20,9 km em diâmetros varando de 150 a 700 mm;
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1 I NTRODUÇÃO
fl 1.2

Elevatórias: EE Rinco e EE Sapo (capacidade para 362 l/s);

Estação de Tratamento de Esgotos Sapo: capacidade para 40 l/s, composta por dois módulos com
uma lagoa anaeróbia, uma lagoa facultativas e duas lagoas de maturação.
Obras propostas (para atender a 90% da população urbana ao longo do período de plano – investimento
total de R$ 193.275.223,05):

Redes e Ligações (R$ 153.403.868,65):
- Rede: 1.099 km;
- Ligações: 39.234 unidades.

Elevatórias (R$ 966.500,00):
- Ampliação: 1 unidade (EE Sapo)
- Implantação: 2 unidades.

Interceptores (R$ 12.982.300,00);

Ampliação da ETE Sapo (R$ 12.477.554,40); e,

Implantação da ETE Laje: (R$ 13.445.000,00).
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2
CARACTERÍSTICAS DA CIDADE
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
2 CARACTERÍSTICAS DA CIDADE
fl. 2.1
2 CARACTERÍSTICAS DA CIDADE
2.1 ASPECTOS HISTÓRICOS E DEMOGRÁFICOS
Rio Verde surgiu a partir de desdobramentos da isenção de pagamento de impostos por 10 anos pela Lei
Provincial nº 11, para criadores de gado bovino e eqüino na região sul de Goiás. Por volta do ano de 1840, José
Rodrigues de Mendonça e sua família transferiram-se de Casa Branca, São Paulo, para terras às margens do rio
São Tomás, a seis léguas de Rio Verde.
Em 25 de agosto de 1846, José Rodrigues doou sete sesmarias de suas terras para o patrimônio da Igreja
Católica e construção de uma capela em louvor a Nossa Senhora das Dores. A partir daí, surgiu o Arraial de
Nossa Senhora das Dores de Rio Verde.
De acordo com a Lei nº 08, de 6 de novembro de 1854, o povoado Dores de Rio Verde foi elevado à categoria
de Vila. Já em 5 de agosto de 1848, a Vila foi elevada à categoria de Distrito de Rio Verde. E em 1982 foi à
condição de cidade com a denominação de Rio Verde, pela Lei Provincial nº 670, de 31 de julho de 1882.
O grande marco de arrancada para o desenvolvimento aconteceu na década de 1970. Com a abertura dos
cerrados à agricultura e a chegada das estradas pavimentadas que ligam o município a Goiânia e Itumbiara, a
agricultura começou a florescer e atraiu produtores do sul e do sudeste do País. Também vieram agricultores
americanos, que fundaram uma colônia. Todos eles trouxeram maquinários, tecnologias, recursos e
experiências que transformaram o município no maior produtor de grãos de Goiás e um dos destaques no País.
Em dez anos (70/80) a população urbana de Rio Verde duplicou, gerando, a partir da década de 80, profundas
e rápidas modificações na estrutura urbana da cidade. Na década de 90 verificou-se certa acomodação das
taxas de crescimento demográfico, revigoradas nos anos recentes. Atualmente, a cidade abriga cerca de 140
mil habitantes.
Hoje o município de Rio Verde é integrado pelos distritos de Rio Verde, Lagoa Bauzinho, Ouroana e
Riverlândia.
2.2 ASPECTOS GEOGRÁFICOS
O Município de Rio Verde está situado no Planalto Central e sua cidade sede na localização:

latitude sul.......................................................................................................... ~ 17º 47’ 52”;
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2 CARACTERÍSTICAS DA CIDADE
fl. 2.2

longitude W. Grw. .............................................................................................. ~ 50º 55’ 40”;

altitude ....................................................................................................................... ~ 748 m.
Ilustração 2.1 – Localização de Rio Verde.
O Município pertence à Mesorregião 05 – Sul
Goiano, a mais rica de Goiás, e à Microrregião
Sudoeste Goiano – Ilustração 2.1.
Os municípios limítrofes a Rio Verde também
pertencem à Mesorregião Sul Goiano. A área
do Município, com 8.388 km², representa 2,47
% de superfície do Estado de Goiás.
Os municípios vizinhos e as áreas de seus
respectivos
territórios
são
indicados
no
Quadro 2.1.
Quadro 2.1 – Municípios Limítrofes e Áreas.
Município
Área (km²)
Aparecida do Rio Doce
602,28
Cachoeira Alta
1.654,34
Caiapônia
8.653,19
Castelândia
Jataí - 03
297,43
7.174,21
Maurilândia
393,79
Montividiu
1.874,61
Paraúna
3.781,22
Quirinópolis
3.780,17
Santa Helena
1.127,85
Santo Antônio da Barra
451,59
Fonte: IBGE.
A cidade localiza-se a 238 km de Goiânia, a 448 km de Brasília, a 346 km de Uberlândia, a 920 km de
Belo Horizonte e a 924 km de São Paulo.
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2 CARACTERÍSTICAS DA CIDADE
fl. 2.3
2.3 ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS
A população residente no município de Rio Verde apresenta as características típicas de regiões
metropolitanas em desenvolvimento, quais sejam: população jovem, heterogeneidade socioeconômica e
participação significativa de migrantes oriundos de pequenas cidades e/ou áreas rurais que se deslocam à
procura de emprego e melhoria da qualidade de vida.
Outra característica marcante refere-se à sua concentração nas áreas urbanas. O Quadro 2.2 demonstra
que no último período intercensitário (1991/2000) a taxa de urbanização manteve sua tendência de
elevação, sendo a população rural inferior à média do estado de Goiás.
Quadro 2.2 – População Residente por Situação de Domicílio, Anos 1991 e 2000.
Ano 1991
Estado e
Ano 2000
População
População.
População.
Urbana
Rural
Total
(hab)
(hab)
(hab)
Goiás
3.247.676
771.227
4.018.903
RMG (1)
1.202.152
57.394
Rio Verde
84.142
12.167
Municípios
População
População
População
Urbana
Rural
Total
(hab)
(hab)
(hab)
80,81
4.396.645
606.583
5.003.228
87,88
1.259.546
95,44
1.635.068
37.521
1.672.589
97,76
96.309
87,36
106.079
10.473
116.552
91,01
Taxa de
Urbaniz.
Taxa de
Urbaniz.
(1) RMG – Região Metropolitana de Goiânia.
Fonte: Censos Demográficos FIBGE, 1991 e 2000.
No recente crescimento do agronegócio brasileiro, a cidade de Rio Verde tem se destacado, por contar
com uma importante cooperativa agrícola (COMIGO) e com importantes unidades industriais que
agregam valor à sua produção agrícola. O município é produtor de arroz, soja, milho, algodão, sorgo,
feijão, girassol e vem se destacando na cultura de tomate. Conta ainda com importante plantel bovino,
avícola e suíno.
O Índice de Desenvolvimento Humano - IDH do município é de 0,807 e o PIB per capita de R$ 19.918,00
por habitante (PNUD, 2006), superiores às médias do estado de Goiás, que são, respectivamente, de 0,800
e R$ 8.992,00.
2.4 USO E OCUPAÇÃO DO SOLO
2.4.1 HIDROGRAFIA URBANA
Os cursos d’água que atravessam o tecido urbano de Rio Verde são os córregos: Chapadinha, da Mata,
Esbarrancado, Galinha, Campestre, da Barrinha e Sapo.
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2 CARACTERÍSTICAS DA CIDADE
fl. 2.4
2.4.2 RODOVIAS
Pela Ilustração 2.2 é possível observar que em Rio Verde interligam-se duas rodovias federais (a BR 060,
que liga Brasília a Jataí, e a BR 452, que liga Rio Verde a Itumbiara) e uma rodovia estadual (GO-174).
Ilustração 2.2 – Principais vias de acesso.
Os elementos de estruturação urbana, constituídos pelas principais vias públicas, são as avenidas
Presidente Vargas (Foto 2.1), Universitária, Eurico Veloso do Carmo, Wolney Costa Martins, Alameda
Barrinha (Foto 2.2), rua Laudelino Bueno e a própria BR-060.
Foto 2.1 – Avenida Presidente Vargas
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Foto 2.2 - Vista Noturna da Alameda Barrinha.
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2 CARACTERÍSTICAS DA CIDADE
fl. 2.5
A cidade conta também com aeroporto dotado de pista com extensão de 1500 m, iluminação, terminal de
passageiros e que mantem voos diários para Belo Horizonte, Uberaba, Uberlândia, Goiânia, Ipatinga,
Montes Claros, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e São José dos Campos.
2.4.3 INFRAESTRUTURA URBANA
Rio Verde conta com redes de água, esgoto, energia elétrica e telecomunicações. Sua malha viária urbana
atualmente ultrapassa 400 quilômetros de extensão, com cerca de quatro milhões de metros quadrados de
asfalto.
Foto 2.3 – Foto aérea de Rio Verde.
Os principais bairros de Rio Verde são:

Zona Oeste: Morada do Sol; Jardim Presidente; Laranjeiras; Universitário; Água Santa; Vila
Verde; Interlagos;

Zona Noroeste: Canaã; Mondale; Betel; Vila Menezes; Santa Luzia; Serpró;

Zona Sudoeste: Campestre; Solar do Agreste; Buriti I e II; Boungainville; Vila Mariana;
Promissão; Santa Cruz I e II; Jardim Floresta; Recanto do Bosque (bairro comercial e de alto
valor econômico, estrategicamente posicionado na margem da GO-060); São Tomás I, II e III;
Serra Dourada;

Zona Sul: Renovação; Vila Amália I e II; Mutirão; Margaridas; Gameleiras I e II; Vila Carolina;
Santo Antônio; Bandeirantes; Jardim Brasília; Jardim Adriana;

Zona Central: Centro; Jardim Marconal; Setor Oeste; Jardim América; Jardim Goiás; Vila
Borges; Vila Moraes; Medeiros; Vila Olinda; Santo André; Santa Bárbara;
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PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE

2 CARACTERÍSTICAS DA CIDADE
fl. 2.6
Zona Leste: Industrial; Vila Maria; Santo Agostinho; Popular; São João; São Joaquim; Dona
Gercina; Maranata; Veneza; Arco-Íris; Pauzanes; Eldorado; Martins; e,

Zona Norte: Dimpe; Céu Azul; Liberdade; Primavera; Maurício Arantes; Dom Miguel; e, Valdeci
Pires.
2.4.3.1
SERVIÇOS DE SAÚDE
O município conta com quatro unidades hospitalares: Hospital Evangélico de Rio Verde, Hospital Santa
Terezinha, Hospital Municipal e Hospital do Câncer. O Hospital Evangélico, conhecido também como
Hospital Presbiteriano Dr. Gordon, em homenagem ao seu fundador, é o único do Sudoeste do Estado a
manter UTI para adultos com oito leitos e uma unidade de hemodinâmica, além de contar com 120 leitos
distribuídos em apartamentos, enfermaria e suítes, maternidade, berçário, centro cirúrgico com quatro
salas, centro obstétrico, clínica de radiologia, laboratório de análises clínicas e patológicas, pronto
atendimento 24 h e corpo clínico com mais de 130 médicos, em variadas especialidades.
2.4.3.2
TELECOMUNICAÇÃO
A cidade conta com cinco emissoras de rádio (quatro FM e uma AM), uma emissora de TV, duas redes de
TV a cabo e uma central da Embratel.
2.4.3.3
ENERGIA ELÉTRICA
O fornecimento de energia elétrica para Rio Verde é realizado através de duas subestações, uma da CELG
e outra de Furnas, e cobre 100% da área urbana. Além destas, Rio Verde conta com o Centro de Operação
Regional que atende todas as subestações dos 26 municípios da região sudoeste.
As principais características da Subestação da Celg em Rio Verde são:

2 transformadores de 25 M.V.A. (138/69,0KV)

1 transformador de 25 M.V.A. (13,8/13,8.0KV)

1 transformador de 33,3 M.V.A. (13,8/13,8.0KV)

1 transformador de 10 M.V.A. (13,8/34,5KV)

7 circuitos alimentadores de 13,8 KV

1 circuito alimentador de 34,5 KV para zona rural
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PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
2.4.3.4
2 CARACTERÍSTICAS DA CIDADE
fl. 2.7
ABASTECIMENTO DE ÁGUA E ESGOTAMENTO SANITÁRIO
A cidade de Rio Verde conta com razoável atendimento por abastecimento de água (91% da população
urbana, segundo o Boletim de Informação da SANEAGO) e baixa cobertura (48%) do esgotamento
sanitário, sendo que o tratamento alcança praticamente 100% do esgoto coletado.
Os mananciais de abastecimento da cidade são os córregos Abóbora e Laje; o corpo receptor dos
efluentes tratados é o córrego Sapo.
2.5 PLANO DIRETOR URBANÍSTICO
O Plano Diretor Urbanístico de Rio Verde, desenvolvido em 2007, constitui o instrumento básico do
processo de Planejamento Municipal, onde são estabelecidas as políticas de organização territorial, de
forma integrada às políticas econômica, social e ambiental do Município, compondo um conjunto de
normas em forma de planos, programas, diretrizes e leis municipais.
Esse Plano Diretor, que regula a totalidade do território do Município, é sustentado pela Lei Municipal nº
5.318 / 07, que trata do Plano Diretor, e a Lei Municipal 5.489 / 08, que regulamenta o Uso e Ocupação
do Solo.
Os objetivos do Plano Diretor Urbanístico de Rio Verde são:

ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus
habitantes;

ordenar o crescimento e implantação de núcleos urbanos, através da distribuição adequada da
população e das atividades de interesse urbano, de forma a evitar e corrigir as distorções do
crescimento da cidade;

incrementar a eficiência econômica da cidade, através da plena utilização da infraestrutura, dos
equipamentos urbanos e serviços públicos comunitários existente, evitando sobrecarga e
ociosidade, reduzindo custos de investimentos operacionais dos setores públicos e privados e,
conseqüentemente, ampliando os benefícios sociais;

estabelecer mecanismos para atuação conjunta dos setores públicos e privados em
empreendimentos do interesse público que promovam transformações urbanísticas na cidade,
especialmente relativas a transporte coletivo, política habitacional, abastecimento d’água,
tratamento de esgoto, destinação final do lixo, políticas de educação e de saúde;
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PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE

2 CARACTERÍSTICAS DA CIDADE
fl. 2.8
distribuir de forma igualitária os custos e benefícios advindos da infraestrutura, equipamentos
urbanos e serviços públicos, de forma a recuperar, para a coletividade, a valorização imobiliária
decorrente dos investimentos públicos;

estabelecer diretrizes para as políticas setoriais de: meio ambiente, patrimônio cultural,
transporte, sistema viário, infraestrutura, habitação, educação, cultura, esporte e lazer, saúde,
assistência social, segurança pública e desenvolvimento econômico;

melhorar a eficiência da estrutura viária, estabelecendo o redesenho da malha viária urbana,
priorizando o transporte de massas, desenvolvendo meios não motorizados e reconhecendo a
importância do deslocamento de pedestres;

instituir prioridades na estrutura viária para o transporte coletivo, assegurando acesso satisfatório
aos núcleos de maior adensamento;

desenvolver e centralizar no Sistema de Planejamento Municipal o cadastro de informações
urbanas;

direcionar a gestão do desenvolvimento urbano de Rio Verde, mediante a coordenação e a
complementaridade das ações das administrações governamentais;

promover através de serviços públicos a melhoria da qualidade de vida da população de forma a
reduzir as desigualdades sociais;

promover a destinação de verbas orçamentárias de forma a resgatar o “déficit” de infraestrutura
urbana, equipamentos comunitários e serviços públicos municipais;

ampliar e agilizar formas de participação da iniciativa privada, em empreendimentos de interesse
público, bem como do cidadão, no processo de construção da cidade;

preservar e proteger o meio ambiente natural dentro do território do município, observadas as
diretrizes da legislação federal, estadual e municipal, priorizando a implantação do Código
Ambiental Municipal, com ênfase no desenvolvimento auto-sustentável;

induzir a estruturação do processo de urbanização de forma compacta e racional, aproveitando a
disponibilidade e o potencial de terrenos dotados de infraestrutura;

racionalizar custos operacionais com transporte, energia e tempo de deslocamento na cidade,
aproximando as pessoas dos locais de trabalho, serviços, comércio, escolas e centros de lazer,
através da melhoria das condições de acessibilidade e de uma política de distribuição espacial
conveniente, das diversas atividades;

promover e consolidar a imagem turística de Rio Verde, dentro da concepção de cidade saudável,
mediante a valorização de seus atributos, a saber:
a. patrimônio cultural consolidado nas ambiências e edificações de valor histórico e
arquitetônico;
b. presença da água na paisagem urbana, promovendo a despoluição das águas dos rios que
cortam o município;
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2 CARACTERÍSTICAS DA CIDADE
fl. 2.9
c. qualidade ambiental dos espaços urbanos, representados pelo desenho e redesenho urbano
planejado, das avenidas e praças, marcos de referência, e interação harmoniosa com o meio
natural.

garantir a qualidade ambiental do espaço construído, através de normatizações que observem e
estabeleçam condições qualitativas quanto a ventilação e iluminação, a permeabilidade do solo,
sua ocupação e ao impacto de vizinhança;

instituir áreas habitacionais de interesse social com regras especiais que possibilitem a integração
das pessoas mais necessitadas aos espaços habitáveis;

estimular a participação da população na defesa e preservação do meio ambiente, como sendo
patrimônio de uso coletivo.
Tendo em vista promover a ocupação racional do território municipal, o Plano Diretor estabeleceu as
seguintes zonas de uso do solo, consideradas para a área urbana:
IZR 1 - Zona Residencial 1: Áreas de abrangência das vias locais, onde se permite as
habitações unifamiliares;
ZR 2 - Zona Residencial 2: Áreas de abrangência das vias locais, onde se permite
predominantemente as habitações unifamiliares, geminadas, seriadas e coletivas;
ZR 3 - Zona Residencial 3: Áreas de abrangência das vias locais, onde se permite
predominantemente as habitações unifamiliares e geminadas;
ZE 1 - Zona Estrutural 1: Áreas de abrangência do Eixo Central, formada pelas quadras
localizadas em ambos os lados desta via, excluindo o trecho da Zona Central, onde se permite
predominantemente as atividades comerciais e de prestação de serviços;
ZE 2 - Zona Estrutural 2: Áreas de abrangência das Vias Coletoras, formada pelas quadras
localizadas em ambos os lados destas vias, bem como a área de abrangência da Alameda 01,
formada pelas quadras localizadas em ambos os lados desta Alameda, excluindo o trecho da
Zona Central, onde se permite predominantemente as atividades comerciais e de prestação de
serviços;
ZE 3 - Zona Estrutural 3: Áreas de abrangência formada pelo perímetro compreendido
entre os limites da Zona Estrutural I e II iniciando pela confluência da via Coletora 18 com a
Coletora 09, seguindo pela mesma até a Coletora 16, daí segue pela Coletora 10 até o Eixo
Central, daí segue até o Trevo de ligação das Rodovias BR452 e BR 060, daí pela Coletora
18 até a confluência da Coletora 09, com exceção da área definida como Zona Verde,
compreendida entre a confluência da Avenida Jerônimo Martins com a Rua Abel Pereira de
Castro, seguindo pela mesma até a Rua Costa Gomes, daí pela Rua Dezesseis até a Rua
Topázio, daí pela Rua 14 até a Rua Carlos Gomes, finalizando na Avenida Jerônimo Martins
com a Rua Abel Pereira de Castro;
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PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
2 CARACTERÍSTICAS DA CIDADE
fl. 2.10
ZC - Zona Central: Área de abrangência das vias definidas como Área Central
(compreendida pelo perímetro interno dos eixos das vias a seguir: Iniciando pela Avenida
Jerônimo Martins com Alameda Barrinha, seguindo por ela, no sentido horário, até a Rua
Coronel Vaiano, pela Rua Senador Martins Borges, pela Rua Maria Ribeiro Carneiro até a
Rua Urcesino Gusmão, pela Rua Raul Seabra Guimarães até a Rua Major Oscar Campos,
seguindo à esquerda até a Rua Ataliba Ribeiro, tomando a Rua Dário Alves de Paiva até a
Rua 12, continuando pela Jerônimo Martins, concluindo no encontro com a Alameda
Barrinha), onde se permite as atividades comerciais e de prestação de serviços;
ZS - Zona de Serviços: Áreas de abrangência da Via Expressa, formada pelas quadras
localizadas em ambos os lados desta via, bem como as áreas de abrangência do trecho
Urbano da BR- 452, formada pelas quadras localizadas em ambos os lados deste trecho, onde
se permite predominantemente as atividades de prestação de serviços;
ZI 1 - Zona Industrial 1: Áreas onde se concentram as indústrias de baixo grau de
degradação ambiental, localizadas entre os limites da Zona de Serviços do trecho da BR-060
(sentido Rio Verde - Goiânia) e BR-452 (sentido Rio Verde – Itumbiara), bem como as
localizadas entre os limites da Zona de Serviço do trecho da BR-060 (sentido Rio Verde –
Goiânia) à esquerda e o limite da Zona de Proteção do Manancial do córrego Chapadinha;
ZI 2 - Zona Industrial 2: Áreas onde se concentram predominantemente as indústrias de
médio grau de degradação ambiental, localizada na área situada ao lado oeste do Ribeirão
Abóbora, com início na interseção da BR-060 com o Anel Viário, seguindo as margens do
Anel Viário, resguardada as áreas de proteção dos mananciais formadores do Ribeirão
Abóbora;
ZMPE – Zona Municipal de Pequenas Empresas: Área destinada à instalação do Setor
Municipal de Pequenas Empresas do Município de Rio Verde, aprovado pelo Decreto
Municipal n. 1.814/2004;
ZV - Zona Verde de preservação e proteção de fundos de vale: Áreas de preservação de
áreas verdes e proteção de fundos de vale. A ocupação será controlada e os usos são aqueles
destinados preferencialmente a atividades comunitárias e de lazer;
ZAR - Zona de Atividades Rurais: Áreas onde se permite predominantemente atividades
rurais. Caracterizam-se por glebas fora do perímetro urbano;
ZEU - Zona de Expansão Urbana: Áreas de expansão do município, para onde se direciona
o crescimento da cidade.
Sobre o serviço de esgotos, o Artigo 70 da Lei 5.318 /07 determina que os imóveis localizados onde já
existe rede de esgoto são obrigados a interligar suas instalações ao sistema de esgotamento sanitário.
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PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
2.5
2 CARACTERÍSTICAS DA CIDADE
fl. 2.11
CARACTERÍSTICAS AMBIENTAIS DA REGIÃO
2.5.1 MEIO FÍSICO
2.5.1.1
CLIMA
O clima da região é o tropical úmido, caracterizado por duas estações bem definidas, a exemplo do que
ocorre em todo o Estado de Goiás:

o período úmido, compreendido entre fins de setembro e meados de abril, com índices pluviométricos
mais elevados ocorrendo entre dezembro e março. Neste período a precipitação média situa-se acima
de 250 mm; e,

o período seco, compreendido entre abril e setembro, em que a precipitação média dos meses menos
chuvosos (junho a agosto) fica abaixo de 10 mm.
Nas estações outono-inverno são registradas as menores temperaturas mínimas que podem variar de 6 °C
à 15 °C. A menor temperatura registrada nos últimos 8 anos foi de 0 °C no dia 18 de Julho de 2000 (Mín.:
0 °C / Máx.: 27 °C).
A umidade relativa do ar apresenta uma variação sazonal significativa, chegando a valores extremamente
baixos no período seco, contribuindo para o estabelecimento de grande amplitude térmica diária, quase
sempre excedendo a 10º C. Tipicamente, apenas no período úmido é que os índices tornam-se
satisfatórios (acima de 60%).
2.5.1.2
RELEVO
O relevo de Rio Verde caracteriza-se, em sua maioria, por apresentar superfície levemente ondulada – na
ordem de 5% de declividade – e com cotas que variam de 600 m a 860 m, destacando-se alguns morros
com cotas mais elevadas. A porção urbana da sede desenvolve-se basicamente entre as cotas 660 e 800 m,
tendo como cota de referência 750 m. Nos divisores das bacias hidrográficas, aparecem chapadões de
topos planos com altitude média de 790 m.
2.5.1.3
SOLOS
Os solos são produtos de interação rocha/relevo/clima, refletindo, desta forma, as principais
características destes elementos. Assim, conhecendo-se o solo, pode-se inferir sobre o material de origem
(rocha-mãe), a forma de relevos, a declividade, o sistema de drenagem, o comportamento hídrico, a
qualidade das águas (superficiais e subterrâneas) e a suscetibilidade aos processos do meio físico.
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PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
2 CARACTERÍSTICAS DA CIDADE
fl. 2.12
As principais unidades de solo que ocorrem no município de Rio Verde podem ser classificadas em
latossolos, tipicamente profundos, bem drenados, bastante porosos, com avançado estágio de
intemperismo e processo intensivo de lixiviação, o que resulta numa baixa reserva de elementos nutritivos
às plantas. São solos pouco susceptíveis aos processos erosivos e geralmente são encontrados em terrenos
de relevo plano a suavemente ondulado.
Na área do município predominam latossolos avermelhados, de textura argilosa e areno-argilosa.
2.5.1.4
RECURSOS HÍDRICOS
Rio Verde situa-se na bacia do rio Paranaíba. É drenado pelos seguintes cursos d´água: Rio Monte
Alegre, Rio Verdinho, Ribeirão Boa Vista, Ribeirão da Laje, Rio do Peixe, Rio Preto e Rio Doce.
A sede do Município está situada no divisor de águas entre as sub-bacias do Ribeirão da Laje e do Rio do
Peixe, contribuintes da margem direita do Rio dos Bois. A parte nordeste da cidade, compreendendo
aproximadamente 20% da área urbana, drena para as nascentes do córrego Chapadinha. Os restantes 80%
da área urbana drenam para o córrego Sapo, corpo receptor de todos os esgotos (tratados) da cidade e
tributário da margem direita do Rio do Peixe, o qual é afluente do Rio dos Bois pela margem direita.
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SENHA ENGENHARIA
3
CARACTERÍSTICAS
DO SISTEMA EXISTENTE
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
3
3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.1
CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
A área urbana atual de Rio Verde abrange duas bacias de esgotamento, denominadas no projeto de
implantação do SES Rio Verde de ‘Sistemas Oeste e Leste’, drenadas respectivamente pelo córrego do
Sapo e o ribeirão da Laje. Dentre estes, apenas o Sistema Oeste já encontra-se parcialmente implantado.
Os indicadores gerais do serviço de esgotamento sanitário de Rio Verde estão apresentados no Quadro
3.1.
Quadro 3.1 - Indicadores Gerais do Serviço de Esgoto em Rio Verde (ano 2009).
Indicador
SES Rio Verde
População Urbana Total (hab)
143.617
População Atendida (hab)
85.794
Quantidade de Ligações (un)
20.917
Extensão de Rede (km)
130
Volume Total de Esgoto Coletado (1.000 m3/ano)
3.692
Percentual de Esgoto Tratado (%)
100
3.1
REDE COLETORA
Rio Verde tem parcialmente seus esgotos coletados pela rede existente na bacia Oeste e escoados através
de coletores principais e interceptores que margeiam os tributários dessa bacia. A parte da cidade que
drena para o ribeirão Laje (Sistema Leste) ainda não dispõe de sistema de esgotamento sanitário.
O SES Rio Verde existente é composto por rede coletora, interceptores e o emissário Sapo, que atinge
uma estação elevatória, cuja linha de recalque vai até a estação de tratamento. A Ilustração 3.1 mostra a
configuração geral do sistema de esgotamento sanitário existente.
A área de atendimento da rede coletora engloba a região central da cidade e seu entorno, onde a densidade
populacional é maior. Estima-se que a extensão total da rede coletora atualmente seja de 130 km, com
diâmetros variando de 150 a 350 mm.
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3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.2
Ilustração 3.1 – Sistema de Esgoto Sanitário Existente.
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PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
3.2
3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.3
INTERCEPTORES E EMISSÁRIO
Os cursos d’água que já contam com interceptores implantados são os córregos Esbarrancado, Galinha,
Barrinha, Ana Rocha, das Mangueiras e Sapo.
Ao final do Interceptor Sapo, a partir da interligação com o interceptor Ana Rocha, o conduto passa a ser
denominado Emissário Sapo.
A seguir, são discriminados os diâmetros e as extensões dos interceptores e emissário existentes em Rio
Verde. Ressalta-se que a SANEAGO não dispõe de cadastro confiável destas unidades e que os dados
aqui apresentados são baseados nas informações dos projetos existentes e da SANEAGO.

Interceptores
W1:

Diâmetro: 150 mm;

Extensão: 784 m.

Diâmetro: 150 mm;

Extensão: 863 m.
W2:
Esbarrancado:

Diâmetro: 150 mm;

Extensão: 1.673 m.
Galinha:

Diâmetros: 150 a 250 mm;

Extensão: 2.433 m.
Barrinha:

Diâmetros: 200 a 300 mm;

Extensão: 2.899 m.
Ana Rocha:

Diâmetros: 200 a 300 mm;

Extensão: 2.415 m.
das Mangueiras:

Extensão: 1.779 m.

Diâmetros: 150 a 500 mm;

Extensão: 6.498 m.
Sapo:
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PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE

3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.4
Emissário Sapo
3.3

Diâmetro: 700 mm;

Extensão: 1.579 m.
ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS
O SES Rio Verde possui apenas duas elevatórias: a pequena Elevatória Rinco, que recalca os esgotos da
indústria Rio Verde Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios e Bebidas - Rinco até a rede coletora,
e a Elevatória Sapo, que recalca os esgotos do Emissário Sapo para a ETE. Os principais dados destas
elevatórias estão apresentados a seguir.
EE Rinco
A Elevatória Rinco se localiza ao fundo da Indústria Rinco e recebe unicamente os efluentes desta. Os
dados básicos dessa elevatória são:

localização...................................................................................................Indústria Rinco;

tipo das bombas ...............................................................................................submersíveis.

gradeamento
inicial .......................................................................................................... grade manual;
no de unidades.................................................................................................................1;
final.............................................................................................................cesta coletora;
no de unidades.................................................................................................................1;

no de conjuntos motobombas..............................................................................1+1 reserva;

linha de recalque
diâmetro .............................................................................................................. 100 mm;
extensão ............................................................................................................. ~ 500 m;
material ....................................................................................................................... FF.
A seguir são apresentadas fotos da Elevatória Rinco.
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Foto 3.1 – EE Rinco.
3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.5
Foto 3.2 – Grade da EE Rinco.
Foto 3.3 – Cesto coletor de detritos da EE Rinco.
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3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.6
EE Sapo
Os esgotos atualmente coletados no SES Rio Verde (bacia Oeste – emissário Sapo) são recalcados para a
ETE Sapo através da Elevatória Córrego do Sapo, ou simplesmente EE Sapo.
Esta elevatória está situada na margem direita do córrego Sapo, a cerca de 1 km à montante da ETE. Os
dados básicos da mesma são:

localização ............................................................................................Vila Santa Cruz II;

recalque para ............................................................................................................. ETE;

ano de início de operação...........................................................................................2001;

tipo de bombas ..............................................................................................submersíveis.

gradeamento
no de unidades ...............................................................2 grades em série (média e fina);

no de conjuntos motobombas .........................................................................2 + 1 reserva;

vazão máxima de projeto ........................................................................................ 362 l/s.

altura geométrica
máxima ............................................................................................................... 16,8 m;
mínima................................................................................................................ 15,2 m.

altura manométrica total máxima .........................................................................24,0 mca.

linha de recalque
diâmetro............................................................................................................ 500 mm;
extensão ............................................................................................................ 1.000 m;
material .................................................................................................... PVC DEFºFº.
O esquema da elevatória EE Sapo é apresentado na Ilustração 3.2, a seguir. Adiante, são apresentadas
fotos desta elevatória.
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3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.7
Ilustração 3.2 – Esquema da EEE Córrego Sapo.
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3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.8
Foto 3.4 – Elevatória Sapo.
Foto 3.5 – Elevatória Sapo – Grades.
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3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.9
Foto 3.6 – Elevatória Sapo – Poço de Sucção.
Foto 3.7 – Elevatória Sapo – Saída do Recalque.
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3.4
3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.10
ESTAÇÃO DE TRATAMENTO
A estação de tratamento dos esgotos de Rio Verde (ETE Sapo) opera desde 2001, tendo sido implantada
de acordo com o projeto elaborado pela empresa Interplan, conforme mostra a Ilustração 3.3.
O processo de tratamento adotado é constituído por:

tratamento preliminar (gradeamento fino e caixa de areia);

tratamento primário (lagoas anaeróbias);

tratamento secundário (lagoas facultativas);

polimento do efluente (lagoas de maturação).
As unidades do tratamento preliminar foram dimensionadas para a vazão máxima de recalque da
Elevatória Sapo, correspondendo a 362 l/s.
Para as demais unidades foi considerada a vazão média afluente à ETE, equivalente a 256 l/s. A
concentração de DBO admitida foi de 231 mg/l. O efluente final é lançado no córrego do Sapo. A Figura
3.1 apresenta uma imagem superior da ETE.
Figura 3.1 – Imagem de satélite da ETE Sapo - SES Rio Verde.
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3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.11
Ilustração 3.3 – Planta Geral da Estação de Tratamento de Esgotos Existente.
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3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.12
CARACTERIZAÇÃO DAS UNIDADES PRINCIPAIS DA ETE (CONFORME O PROJETO)
Grade Fina Manual

largura da grade .................................................................................................................. 0,80 m;

inclinação das barras com a horizontal ......................................................................................60o;

espaçamento entre barras .................................................................................................... 2,5 cm;

altura máxima da lâmina d’água grade limpa....................................................................... 0,76 m;
Grade Fina Mecanizada

largura da grade .................................................................................................................. 0,80 m;

inclinação das barras com a horizontal ......................................................................................60o;

espaçamento entre barras .................................................................................................... 2,5 cm;

altura máxima da lâmina d’água grade limpa....................................................................... 0,76 m;

velocidade máxima entre barras ....................................................................................... 1,76 m/s;

velocidade mínima a montante da grade........................................................................... 0,32 m/s;
Desarenador Manual

no de unidades..............................................................................................................................1;

dimensões................................................................................................................ 2,40 x 12,0 m;
Desarenador Mecanizado

no de unidades..............................................................................................................................1;

capacidade.......................................................................................................................... 362 l/s.
Medidor de Vazão

tipo................................................................................................................................... Parshall;

largura da garganta .............................................................................................................W = 1’.

altura da lâmina e vazão
lâmina máxima prevista...................................................................................................0,47 m;
vazão máxima prevista .................................................................................................... 362 l/s.
relação altura / vazão: ........................................................ Q = 0,691 . H1,522 (unidades métricas)
As fotos 3.8 a 3.13, a seguir, mostram o tratamento preliminar da ETE Córrego do Sapo.
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PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.13
Foto 3.8 – ETE Sapo - Tratamento Preliminar: Vista Geral.
Foto 3.9 – ETE Sapo - Tratamento Preliminar: Gradeamento Médio Manual e Mecanizado.
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3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.14
Foto 3.10 – ETE Sapo - Tratamento Preliminar: Caixa de Areia Mecanizada.
Foto 3.11 – ETE Sapo - Tratamento Preliminar: Caixa de Areia Manual.
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3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.15
Foto 3.12 – ETE Sapo - Tratamento Preliminar: Remoção de Areia.
Foto 3.13 – ETE Sapo - Tratamento Preliminar: Medidor de Vazão.
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3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.16
Lagoas Anaeróbias

no de unidades.................................................................................2 existentes + 1 prevista;

volume útil unitário.............................................................................................. 22.246 m3;

tempo de detenção previsto em projeto....................................................................... 3 dias;

DBO afluente prevista em projeto na remoção de DBO ..........................................231 mg/l;

eficiência prevista em projeto....................................................................................... 60%;

DBO efluente prevista em projeto ............................................................................ 93 mg/l.

dimensões para N.A. normal (prof. de 5,0 m):
SEÇÃO LONGITUDINAL
SEÇÃO TRANSVERSAL
52,1 m
115,3 m
5,0 m
32,1 m
95,3 m
Lagoas Facultativas

no de unidades.................................................................................2 existentes + 1 prevista;

área superficial..................................................................................................... 24.370 m2;

volume útil por lagoa ........................................................................................... 45.636 m3;

tempo de detenção previsto em projeto.....................................................................8,4 dias.

eficiência na remoção de DBO prevista em projeto ..................................................... 65 %;

DBO afluente prevista em projeto ............................................................................93 mg/l;

DBO efluente prevista em projeto ............................................................................32 mg/l;

coliformes no efluente previstos em projeto ....................................... 1,2 x10-5 NMP/100ml;

dimensões da lagoa para o N.A. normal (prof. de 1,7 m).
SEÇÃO LONGITUDINAL
SEÇÃO TRANSVERSAL
77,0 m
316,5 m
1,7 m
69,9 m
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308,5 m
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3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.17
Lagoas de Maturação

no de unidades ...................4 existentes + 2 previstas (2 + 1 módulos de 2 lagoas em série);

área superficial unitária ..................................................................................... 14.479 m2;

volume unitário ................................................................................................. 14.775 m3;

tempo de detenção previsto em projeto .....................................................................4 dias.

eficiência na remoção da DBO prevista em projeto ................................................... 22 %;

DBO afluente prevista em projeto..........................................................................32 mg/l;

DBO efluente prevista em projeto.......................................................................... 25 mg/l.

coliformes no efluente previstos em projeto ..................................... 9,8 x10-2 NMP/100ml;

dimensões da lagoa para o N.A. normal (prof. de 1,5 m).
SEÇÃO LONGITUDINAL
SEÇÃO TRANSVERSAL
130,1 m
136,1 m
1,5 m
71,0 m
77,0 m
As Fotos 3.14 e 3.15 mostram o aspecto geral das lagoas da ETE Sapo.
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3 C ARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXISTENTE
fl. 3.18
Foto 3.14 – ETE Sapo – Lagoas Anaeróbias.
Foto 3.15 – ETE Sapo – Lagoa Anaeróbia e Facultativa.
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4
TRABALHOS ANTECEDENTES
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
4 TRABALHOS ANTECEDENTES
fl. 4.1
4. TRABALHOS ANTECEDENTES
4.1 GERAL
Os únicos estudos já desenvolvidos de interesse para este Plano são:

Projeto de Engenharia do Sistema de Esgotos Sanitários de Rio Verde, elaborado pela empresa
Estática em 1989;

Revisão do Projeto do Sistema de Esgotamento Sanitário da cidade de Rio Verde, elaborado pela
Interplan em 1998.
Nos itens seguintes consta a descrição desses projetos.
4.2
PROJETO ESTÁTICA
Constitui o único projeto de engenharia que abrange todo o sistema de esgotamento sanitário de Rio
Verde e foi elaborado pela empresa Estática Engenharia de Projetos Ltda, objeto do Contrato n° 099/88
firmado entre a SANEAGO e aquela empresa projetista.
DESCRIÇÃO DO SISTEMA ANTIGO
Na época do desenvolvimento desse projeto o sistema de esgotamento então existente em Rio Verde se
restringia à rede coletora da região mais central da cidade. As principais características dessa rede eram:

Material dos coletores: cerâmica não vitrificada

Extensão dos coletores


Diâmetro de 150 mm: 59.260 m

Diâmetro de 200 mm: 1.572 m

Diâmetro de 250 mm:

Diâmetro de 300 mm: 1.607 m
562 m
Número de ligações domiciliares: 7.676 unidades.
O esgotamento se fazia totalmente por gravidade e os efluentes eram lançados in-natura nas águas do
córrego Barrinha, afluente do córrego do Sapo.
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PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
4 TRABALHOS ANTECEDENTES
fl. 4.2
DESCRIÇÃO DO SISTEMA PROJETADO
A área considerada urbanizável ao longo do período de projeto foi dividia em duas bacias, denominadas
Leste (L) e Oeste (W). A bacia Leste foi subdividida em três sub-bacias (L1 a L3) enquanto a bacia Oeste
compreendeu 17 sub-bacias (W1 a W17).
As canalizações principais do sistema de coleta e afastamento, compreendendo interceptores e emissários,
foram denominados coletores-tronco e foram projetados para conduzir os efluentes coletados de cada
bacia para as respectivas estações de tratamento, ou seja, ETE Leste e ETE Oeste.
Foram projetados oito interceptores e um emissário para a bacia Oeste e dois emissários para a bacia
Leste. Todo o sistema foi concebido para escoar por gravidade, com apenas uma estação elevatória na
chegada de cada estação de tratamento.
A ETE Oeste foi projetada com três módulos constituídos por uma lagoa anaeróbia seguida de uma
facultativa aerada. Já a ETE Leste foi projetada com três módulos de uma lagoa anaeróbia seguida de
duas facultativas.
A caracterização do sistema de esgotos projetado para Rio Verde é apresentada a seguir.
Abrangência e Alcance do Plano
A área de projeto contemplou as bacias denominadas Leste e Oeste e o período de plano foi estabelecido
em 20 anos, dividido em duas etapas, sendo a segunda etapa prevista em duas fases de obras, ou seja:

1ª Etapa:


Início de operação em 1991;
2ª Etapa:

Início de operação em 2001;

Implantação das obras da 1ª fase no ano 2000;

Implantação das obras da 2ª fase no ano 2004.
O Quadro 4.1, a seguir, indica as populações total e atendida, previstas no Estudo de Concepção que
fundamentou o Projeto Estática.
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SENHA ENGENHARIA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
Quadro 4.1 - População Total e Atendida
População Total
Cenário
(hab.)
4 TRABALHOS ANTECEDENTES
fl. 4.3
População Atendida
Índice de
(hab.)
Atendimento (%)
Inicial – ano 1991
86.926
76.093
87,7
Final – ano 2010
163.477
152.486
93,2
Vê-se que a previsão de crescimento da população urbana se mostrou bastante acertada.
Vazões de Projeto
As vazões de dimensionamento foram determinadas com base nos parâmetros recomendados pela
NBR597 e na contribuição per capita de esgoto, estimada em 160 l/hab.dia. Para estimar as contribuições
de infiltração foi considerada a taxa de 0,5 l/s.km na rede coletora e de 1,0 l/s.km para os coletorestronco. As vazões industriais foram estimadas com base em informações obtidas nos estabelecimentos de
maior porte então existentes (Agrolactea, Mococa, Figorífico Goiás, Comigo e Matadouro Rio Carnes).
O Quadro 4.2 apresenta as vazões totais de dimensionamento consideradas no Projeto Estática.
Quadro 4.2 - Vazões de Dimensionamento, Projeto Estática.
Vazão (l/s)
Cenário
Média
Máxima
Inicial – ano 1991
262,5
375,3
Final – ano 2010
532,8
758,8
Rede Coletora
Foi estimada a implantação de 328 km de rede coletora, sendo 163 km em etapa imediata, conforme
discrimina o Quadro 4.3, por diãmetro.
Quadro 4.3 – Extensão Total de Rede Coletora Existente e Projetada.
DIAMETRO (mm)
IMPLANTAÇÃO
150
200
250
300
EXISTENTE
59.259,95 1.572,00
562,50 1.607,60
IMEDIATA
158.039,00 3.547,00
846,00
681,00
AMPLIAÇÃO DE1ª ETAPA
64.077,00
2ª ETAPA
36.327,00
APÓS 2ª ETAPA (* )
2.375,00
TOTAL
320.077,95 5.119,00 1.408,50 2.288,60
Q:\Projetos2008\Anápolis\PSAn\PSAn - Água\Volume 1\Edição 0\Relatório\Tomo I
TOTAL
63.002,05
163.113,00
64.077,00
36.327,00
2.375,00
328.894,05
SENHA ENGENHARIA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
4 TRABALHOS ANTECEDENTES
fl. 4.4
Interceptores e Emissários
Os coletores-tronco foram projetados nos fundos de vale formados pelos córregos e seus afluentes: na
bacia Oeste, o córrego do Sapo, e na bacia Leste, o ribeirão Laje.
O sistema projetado para encaminhar os esgotos até a ETE Oeste compunha-se de:

Interceptor W1 – 784 m em DN 150;

Interceptor W3 – 863 m em DN 150;

Interceptor Campestre – 757 m em DN 200;

Interceptor Galinha – 431 m em DN 200 e 614 m em DN 250;

Interceptor Barrinha – 844 m em DN 200, 1.089 m em DN 250 e 966 m em DN 300;

Interceptor Ana Rocha – 344 m em DN 200, 1.921 m em DN 250 e 150 m em DN 300;

Interceptor Caieira – 270 m em DN250, 404 m em DN 200 e 200 m em DN 250;

Interceptor Sapo – 6.498 m com diâmetros variando de 150 a 800 mm; e,

Emissário Sapo – 1.094 m em DN 800.
Já sistema projetado para encaminhar os esgotos até a ETE Leste compunha-se de:

Emissário Leste 1; e,

Emissário Leste 2 – 3.015 m em DN 300.
Estações Elevatórias
Foram previstas duas estações elevatórias para o SES Rio Verde - elevatórias ‘Oeste’ e ‘Leste’.
Ambas foram projetadas com: câmara de chegada com grade e cesto retentor de detritos e extravasor;
poço de sucção com anteparo em concreto para tranqüilizar o fluxo e promover desaeração da massa
líquida; conjuntos motobomba submersíveis; câmara de válvulas; linha de recalque e monovia.
A seguir, são descritas as principais características previstas nos projetos dessas elevatórias.
Elevatória Oeste

Localização: na ETE Oeste

Vazões de projeto:
Ano
Q média (l/s)
Q máx (l/s)
2000
333,8
479,8
2010
454,1
657,5
Q:\Projetos2008\Anápolis\PSAn\PSAn - Água\Volume 1\Edição 0\Relatório\Tomo I
SENHA ENGENHARIA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE

Altura manométrica total: 16,0 mca

Número de bombas
4 TRABALHOS ANTECEDENTES
fl. 4.5
1ª Etapa: 2 + 1
2ª Etapa: 3 + 1

Linha de recalque: 199 m em F°F° DN 800.
Elevatória Leste

Localização: chegada do Emissário Leste 2 à ETE Leste

Vazões de projeto:
Ano
Q média (l/s)
Q máx (l/s)
2000
37,0
47,0
2010
105,8
135,9

Altura manométrica total: 13,9 mca

Número de bombas
1ª Etapa: 1 + 1
2ª Etapa: 2 + 1

Linha de recalque: 62 m em F°F° DN 400.
Estações de Tratamento de Esgotos – ETE’s
ETE Oeste
Essa ETE foi projetada para receber os efluentes de toda a bacia Oeste, que representaria cerca de 85% da
área de projeto. O corpo receptor dos efluentes tratados é córrego do Sapo.
Os esgotos chegariam à área de tratamento através do Emissário Oeste e seriam recalcados, através da
Elevatória Oeste, para a caixa de areia da ETE, de onde seguiriam para as lagoas.
As características de projeto da caixa de areia são:

Vazões:
1ª Etapa:
220 l/s
2ª Etapa:
750 l/s

Grade: espaçamento entre as barras de 2,6 cm e seção das barras de 3/8” x 1”

Células de Desarenação:
Quantidade:
2
Largura:
2,45 m
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SENHA ENGENHARIA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE

Comprimento:
13,0 m
Lâmina máxima:
0,51 m;
Calha Parshall:
4 TRABALHOS ANTECEDENTES
fl. 4.6
W = 2’.
A partir da caixa de areia, o projeto previu que os esgotos seguiriam por uma tubulação em concreto DN
800 até a caixa de divisão de vazão, onde seria repartida igualmente a vazão afluente entre os módulos de
tratamento.
O sistema de lagoas foi projetado com três módulos (2 + 1 em segunda etapa) constituídos por uma lagoa
anaeróbia seguida de lagoa facultativa aerada. As características principais das lagoas projetadas foram:


Dados gerais de dimensionamento:
Vazão média:
479,6 l/s;
Carga orgânica:
7.931 kg DBO/dia
Lagoas Anaeróbias:
Dimensões em planta (na linha média da água): 78,0 m x 151,0 m;
Altura da lâmina líquida:
3,50 m;
Tempo de detenção:
3 dias;
Eficiência prevista na remoção de DBO: 50%;
Carga volumétrica:

66 g/m³;
Lagoas Facultativas Aeradas:
Dimensões em planta (na linha média da água): 152,0 m x 152,0 m;
Altura da lâmina líquida:
3,00 m;
Concentração de DBO do afluente:
96 mg/l;
Eficiência prevista na remoção de DBO: 80%;
Tempo de detenção:
5 dias.
Os aeradores especificados para as lagoas facultativas foram do tipo flutuante e seriam fixados por meio
de cabos de aço inoxidável lastreados em blocos de concreto construídos no fundo das lagoas. Foram
previstos 6 aeradores com potência unitária de 15 cv, para cada lagoa, a operar continuamente (24 h/dia).
ETE Leste
A ETE Leste foi projetada para receber os efluentes de toda a bacia Leste, que representaria cerca de 15%
da área de projeto. O corpo receptor dos efluentes tratados seria o ribeirão da Laje.
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PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
4 TRABALHOS ANTECEDENTES
fl. 4.7
Os esgotos chegarão à área de tratamento através do Emissário Leste 2 e desse serão recalcados, através
da Estação Elevatória Leste, para a caixa de areia da ETE, da qual seguirão para as lagoas.
As características de projeto da caixa de areia são:

Vazões:
1ª Etapa:
69,3 l/s
2 ª Etapa:
152,8 l/s

Grade: espaçamento entre as barras de 2,4 cm e seção das barras de 3/8” x 1”

Células de Desarenação:

Quantidade:
2
Largura:
0,80 m
Comprimento:
8,10 m
Lâmina máxima:
0,32 m
Limpeza:
manual
Calha Parshall:
W = 0,229 m.
O sistema de lagoas foi projetado com três módulos (2 + 1 em segunda etapa) constituídos por uma lagoa
anaeróbia seguida de duas facultativas em série. As características principais das lagoas são:


Dados gerais de dimensionamento:
Vazão média:
105,8 l/s;
Carga orgânica:
1325 kg DBO/dia
Lagoa Anaeróbia:
Dimensões em planta (na linha média da água): 36,0 m x 73,0 m;
Altura da lâmina líquida:
3,50 m
Tempo de detenção:
3 dias
Eficiência prevista na remoção de DBO: 50%
Carga volumétrica:

56 g/m³
Lagoa Facultativa:
Dimensões em planta (na linha média da água): 55,0 m x 166,0 m;
Altura da lâmina líquida:
1,50 m
Tempo de detenção:
9 dias
Eficiência prevista na remoção de DBO: 80%.
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SENHA ENGENHARIA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
4.3
4 TRABALHOS ANTECEDENTES
fl. 4.8
PROJETO INTERPLAN
Em 1998 a empresa Interplan Engenharia desenvolveu a ‘Revisão do Projeto do Sistema de Esgotamento
Sanitário de Rio Verde’, abrangendo apenas as seguintes unidades da bacia Oeste: Emissário Sapo,
Elevatória Oeste / Linha de Recalque e Estação de Tratamento Oeste, conforme se descreve a seguir.
Emissário Sapo
Os principais parâmetros utilizados no dimensionamento deste emissário foram:
− População atendida:
94.802 hab. (90% da pop. de final de plano, ano 2019)
− Consumo per capita efetivo de água:
150 l/hab.dia
− Contribuição per capita de esgoto:
120 l/hab.dia
− Coeficiente de retorno esgoto/água:
0,8
− Coeficiente do dia de maior consumo: K1 = 1,2
− Coeficiente da hora de maior consumo: K2 = 1,5
− Taxas de infiltração:
Redes
MBV –
0,3 l/s.km
PVC –
0,3 l/s.km
Interceptores
1,0 l/s.km
− Lâmina máxima:
Y/D = 75%.
As vazões totais de contribuição consideradas no Projeto Interplan são apresentadas no Quadro 4.4.
Quadro 4.4 – Vazões Totais - Projeto Interplan.
População População
Unidade
Urbana
Atendida
(hab)
(hab)
Vazão Média
(l/s)
Vazão de
Infiltração
(l/s)
Vazão Máxima
(l/s)
Interceptor Sapo Existente
89.116
80.204
11,4
104,6
305,1 (QPV -164)
Interceptor Ana Rocha
10.674
9.607
13,3
9,4
33,4 (QPV -176)
SB-W16
5.546
4.991
6,9
9,2
21,7 (QPV -180)
Interceptor Sapo Projetado
-
-
-
1,6
1,6 (Q I Sapo Projetado)
Total
105.336
94.802
131,6
124,8
361,8
O Emissário Sapo, com início no PV CT 165 do Interceptor Sapo, na margem esquerda do córrego do
Sapo, foi projetado no diâmetro de 700 mm, com 1.066 metros de extensão em tubos de concreto armado
e 28 metros em ferro fundido. Deve receber as contribuições do Interceptor Ana Rocha; depois, atravessa
sob o córrego Sapo e segue pela margem direita deste até a elevatória.
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SENHA ENGENHARIA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
4 TRABALHOS ANTECEDENTES
fl. 4.9
Elevatória Sapo
Os principais parâmetros utilizados no dimensionamento desta elevatória foram:

Diâmetro do coletor de chegada:
700 mm

Cota de chegada do coletor:
775,30 m

Cota do terreno na elevatória:
777,00 m

Cota de lançamento de linha de recalque:
790,00 m

Nível máximo de esgoto na elevatória:
774,80 m

Nível mínimo de esgoto na elevatória:
773,23 m

Nível de fundo da elevatória:
772,76 m

Alturas extremas de recalque:
Hg min =
790,02 – 774,80 = 15,22 m
Hg máx =
790,02 – 773,23 = 16,79 m.
As características definidas em projeto para esta elevatória foram:

Remoção de Sólidos:
Grade grossa inclinada para reter sólidos com dimensão mínima de 50 mm
Limpeza manual

Poço de Sucção:
Altura da faixa de operação de 1,57 m
Forma retangular
Tempo de detenção máximo de 10 minutos

Equipamentos de Recalque:
Motobombas submersíveis.
O Quadro 4.5 apresenta a evolução prevista para as vazões afluentes à EE Sapo, dimensionada para a
vazão máxima horária, ou seja, 362 l/s.
Quadro 4.5 – Vazões de Dimensionamento da Elevatória Sapo, Projeto Interplan.
Cenário
Vazão Min. (l/s)
Vazão Média (l/s) Vazão Máx. Hor. (l/s)
Inicio de Plano (ano 1999)
99,9
128,7
174,9
Meio de Plano (ano 2009)
143,3
189,2
262,5
Final de Plano (ano 2019)
190,6
256,4
361,8
Q:\Projetos2008\Anápolis\PSAn\PSAn - Água\Volume 1\Edição 0\Relatório\Tomo I
SENHA ENGENHARIA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
4 TRABALHOS ANTECEDENTES
fl. 4.10
O conjunto elevatório considerado para efeito de projeto foi:

Marca e modelo:
Flygt CP 3300 HT curva 63-467 rotor de 290 mm

Vazão (AMT = 24 mca):
120,5 l/s

Rendimento:
73,8%

Motor:
Trifásico, potência de 45 kW, 1.745 rpm

Número de conjuntos:
Implantação imediata
2 + 1 un
2ª Etapa (ano 2009)
3 + 1 un
Linha de Recalque
A linha de recalque foi definida segundo as seguintes características:

Extensão:
1.000 m

Diâmetro:
500 mm

Material:
F°F° K7.
Estação de Tratamento de Esgoto ETE Oeste
Essa estação de tratamento foi projetada conforme as seguintes unidades, implantadas conforme as
características descritas no capítulo anterior:

Tratamento Preliminar
Gradeamento Fino (1 mecanizado e 1 manual)
Caixa de Areia (1 mecanizada e 1 manual)
Medidor Parshall
Caixa divisora de vazões

Tratamento Primário
Lagoas anaeróbias

Tratamento Secundário
Lagoas facultativas

Polimento
Lagoas de maturação.
O tratamento preliminar foi dimensionado em função da vazão máxima prevista a ser recalcada pela
Elevatória Sapo, correspondente a 362 l/s. Para as demais unidades foi considerada a vazão média
afluente à ETE, de 256 l/s. A concentração de DBO5 estimada para o afluente foi de 231 mg/l, para final
de plano.
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SENHA ENGENHARIA
6
PROJEÇÃO DA
PRODUÇÃO DE ESGOTOS
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
6
6 PROJEÇÃO DA PRODUÇÃO DE ESGOTOS
fl 6.2
PROJEÇÃO DA PRODUÇÃO DE ESGOTOS
6.1 PARÂMETROS BÁSICOS
Para subsidiar a definição dos parâmetros básicos deste Plano de ampliação e melhoria do Sistema de
Esgotamento Sanitário de Rio Verde, foram consideradas as normas técnicas pertinentes e avaliados os
valores históricos desses parâmetros com base em dados operacionais registrados pela SANEAGO e pelo
SNIS relativos ao abastecimento de água de Rio Verde, no período de 2000 a 2007. Esse estudo é
apresentado a seguir.
6.1.1 COEFICIENTES DE VARIAÇÃO DO CONSUMO DE ÁGUA
Coeficiente de Variação Máxima Diária (K1)
O coeficiente K1 consiste na relação entre o maior consumo diário verificado no período de um ano e o
consumo médio diário neste mesmo período, ou seja:
K1 
maior consumo diário no ano
consumo médio diário no ano
Como não se dispõe dos volumes diários máximos e médios produzidos pelas ETA’s do SAA Rio Verde
(Central e Lages) não é possível determinar os valores históricos de K1. Portanto, indica-se o valor de 1,2
para K1, conforme recomendação da norma PNB-567 da ABNT para o caso de não se dispor de dados
operacionais confiáveis que possam embasar a determinação de tal parâmetro.
Coeficiente de Variação Máxima Horária (K2)
O coeficiente K2 representa a máxima variação entre o consumo médio horário num dia e na hora de
maior consumo de água. Para a análise desta variação seria necessária uma extensa série de dados de
medições de vazões horárias na saída de reservatórios de distribuição, cobrindo o período mínimo de um
ano. A SANEAGO não dispõe de série longa de dados de macromedição quanto ao sistema de
distribuição de Rio Verde. Assim, não é possível avaliar o valor deste coeficiente com base em dados
operacionais.
A PNB-567 recomenda o valor de 1,5 para K2 quando não se dispõe de estudo que possa indicar outro
valor diferente deste, como é o caso de Rio Verde. A literatura técnica relata estudos realizados a respeito
Q:\Projetos2008\Anápolis\PSAn\PSAn - Água\Volume 1\Edição 0\Relatório\Tomo I
SENHA ENGENHARIA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
6 PROJEÇÃO DA PRODUÇÃO DE ESGOTOS
fl 6.3
da variação do consumo horário em diversos sistemas de distribuição de água de cidades brasileiras,
geralmente indicando pouca divergência em relação ao valor recomendado pela norma.
Assim, é indicado que seja adotado o valor de 1,5 para o coeficiente K2, neste caso.
6.1.2 ÍNDICES DE COBERTURA DO SISTEMA DE ESGOTO
O índice de atendimento atual (janeiro/2008) do Sistema de Esgotos Sanitários de Rio Verde é de 49% da
população urbana.
Este Plano tem por objetivo avaliar e expor soluções de engenharia para universalizar a coleta e o
tratamento dos esgotos sanitários. Contudo, sabe-se que muito raramente consegue-se 100% de
atendimento em sistemas de esgotamento sanitário, especialmente em cidades do porte e características de
Rio Verde. Assim, este estudo considerou índice de cobertura do SES Rio Verde de 90%, constante ao
longo do período de plano.
6.1.3 GRANDES CONSUMIDORES / INDÚSTRIAS
Em Rio Verde não existe consumo relevante de água pública por grandes indústrias, já que as que
demandam volume significativo de água no processo de fabricação dispõem de fonte própria tanto para
abastecimento de água quanto para tratamento dos efluentes (Cargill, Perdigão e Comigo). Apenas a
Rinco lança os efluentes na rede coletora do SES Rio Verde.
Portanto, julga-se adequado, para efeito do presente Plano, considerar que os despejos a serem recebidos
dos pequenos estabelecimentos e das indústrias “secas”, constituídos basicamente de esgotos domésticos,
estão incorporados ao per capita estimado para as vazões domésticas.
6.2
AVALIAÇÃO DO CONSUMO PER-CAPITA DE ÁGUA
6.2.1 CONSUMO PER-CAPITA MEDIDO
Com base nos dados operacionais registrados pela SANEAGO quanto ao consumo de água micromedido
em Rio Verde, foi calculado o consumo de água per-capita micromedido (sem as perdas), conforme
mostra o Quadro 6.1, a seguir.
Q:\Projetos2008\Anápolis\PSAn\PSAn - Água\Volume 1\Edição 0\Relatório\Tomo I
SENHA ENGENHARIA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
6 PROJEÇÃO DA PRODUÇÃO DE ESGOTOS
fl 6.4
Conforme já citado, foram utilizados os dados do período de 2002 a dez/2007. Salienta-se que o consumo
de água que é estimado (e não medido) em Rio Verde atualmente corresponde a apenas cerca de 1% do
total distribuído; portanto, sem qualquer reflexo para esta avaliação.
Quadro 6.1 – Consumo de água em Rio Verde no período 2002 a 2007.
Número de
Vol. de Água
Consumo Per-Capita
Economias c/
Consumido
Ano
Micromedido
Hidrômetro
Medido
(l/hab.dia)
(un)
(m³/mês)
2002
28.341
422.192
149,6
2003
30.388
399.833
132,1
2004
31.160
427.433
137,7
2005
31.024
438.600
141,9
2006
32.667
435.808
133,9
2007
37.859
498.183
132,1
Observa-se que o maior consumo de água per-capita micromedido no período analisado foi de 149,6
l/hab.dia enquanto que a média foi de 138 l/hab.dia. Portanto, considera-se, para efeito deste Plano de
ampliação e melhoria do SES Rio Verde, o consumo per-capita micromedido de 140 l/hab.dia.
6.2.2 PERDAS DE ÁGUA
Os dados de produção e micromedição de água registrados pela SANEAGO possibilitam estimar as
perdas totais no sistema, mas não há estudo específico para quantificar as mesmas segundo suas diversas
causas, nem a desejável discriminação destas em perdas ‘físicas’ (ou seja, água produzida pelo sistema,
mas que não chega ao consumidor, perdida em vazamentos, lavagens de unidades e consumo próprio do
sistema, etc) e ‘não-físicas’ (água que é fornecida mas não paga, por problemas de medição nos
hidrômetros, desvios da medição, furtos, etc).
O índice de perdas de água em Rio Verde historicamente tem se situado acima de 30%, conforme pode
ser observado no Quadro 6.2.
Quadro 6.2 – Índice de perdas totais de água em Rio Verde no período 2000 a 2007.
Volume de
Volume de
Índice de
Água
Água
Perdas
Ano
Produzida
Consumida
%
(m³/mês)
(m³/mês)
2003
714.992
408.167
42,9%
2004
680.067
432.683
36,4%
2005
728.533
457.225
37,2%
2006
754.668
464.257
38,5%
2007
860.173
507.457
41,0%
Média
39,2%
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PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
6 PROJEÇÃO DA PRODUÇÃO DE ESGOTOS
fl 6.5
Há necessidade de implementação de um Programa de Redução e Controle de Perdas, que seja
consistente, para reduzir as perdas a um nível aceitável, e, ao mesmo tempo, factível com a realidade da
SANEAGO.
Tal programa deve incluir, especialmente, a reformulação hidráulica imediata do sistema de água
existente, para minimizar a ocorrência de perdas físicas (ao reduzir as pressões na rede e facilitar / agilizar
a realização de manutenções), bem como a indispensável modernização do parque de hidrômetros e
aprimoramento da estrutura comercial da SANEAGO, com isto viabilizando minimizar também as perdas
não físicas.
Nesse contexto, considerando as metas de melhoria e otimização desejáveis para o Sistema de
Abastecimento de Água de Rio Verde, supõe-se o seguinte ritmo de redução das perdas totais de água no
sistema, ao longo do período de plano:
Quadro 6.3 – Redução Esperada do Índice de Perdas no SAA Rio Verde.
ANO
Índice de Perdas
Totais (%)
2010
2020
2030
2040
40,0
36,7
33,3
30,0
Para a discriminação das perdas em físicas e não-físicas, pode-se lançar mão de estudos da SABESP para
a Região Metropolitana de São Paulo – RMSP, especialmente as estimativas publicadas no trabalho
“Programa de Redução de Águas Não-Faturadas” elaborado pela empresa Lyonnaise des Eaux Services
Associes – LYSA, que indicaram índice de perdas totais distribuídos na proporção de 51% para perdas
físicas e 49% de perdas não-físicas.
Em função desses resultados e considerando que a ponderação dos fatores que determinam a ocorrência
de perdas de água em Rio Verde presumivelmente é bem próxima da que corresponde à RMSP, é
razoável supor que, no caso de Rio Verde, a distribuição das perdas entre físicas e não-físicas seja
aproximadamente por igual (ou seja, de 50% para cada tipo – portanto, praticamente a mesma identificada
pela SABESP para a RMSP).
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6 PROJEÇÃO DA PRODUÇÃO DE ESGOTOS
fl 6.6
6.2.3 CONSUMOS PER-CAPITA EFETIVO E TOTAL
O consumo per capita efetivo, que é o parâmetro válido para o dimensionamento do sistema de
esgotamento sanitário (pois representa o volume de água por habitante que efetivamente ‘entra’ na
edificação), multiplicado pelo denominado ‘coeficiente de retorno esgoto / água’ resulta o volume diário
de esgoto, por habitante, que deve ser coletado.
Corresponde ao volume de água per capita que efetivamente chega à residência; ou seja, excluídas as
perdas físicas e, portanto, per capita efetivo = per capita micromedido / 1 – perdas não físicas.
Já o consumo per capita total de água inclui não só as perdas não-físicas, mas também as físicas (per
capita total = per capita micromedido / 1 – perdas totais).
Estima-se que, para início de plano, o consumo per capita efetivo de água em Rio Verde deverá ser da
ordem de:
Consumo per-capita efetivo = 140 / (1 - 0,20) = 175 l/hab.dia.
O consumo per-capita efetivo, que é o parâmetro válido para o dimensionamento do sistema de
esgotamento sanitário (pois representa o volume de água por habitante que efetivamente ‘entra’ na
edificação), multiplicado pelo denominado ‘coeficiente de retorno esgoto / água’ resulta o volume diário
de esgoto, por habitante, que deve ser coletado.
Já o consumo per-capita total de água interessa apenas ao dimensionamento do sistema de água,
porquanto corresponde ao volume total por habitante que o sistema de água deve produzir. No caso de
Rio Verde é estimado para início de plano (ano 2010) em:
Consumo per-capita total = 140 / (1 – 0,4) = 233 l/hab.dia.
Quanto à evolução do consumo per-capita de água ao longo do plano, há de se considerar que são
esperadas apenas pequenas alterações nos fatores que predominantemente determinam variações quanto a
este parâmetro, especialmente com relação ao tipo de ocupação urbana e ao perfil socioeconômico da
população abastecida, conforme se relata nos estudos demográficos, Capítulo 5.
Desta forma, parece razoável admitir que se manterá constante, ao longo do período de projeto, o
consumo per-capita micromedido de água (que não inclui as perdas), do qual decorrem o per-capita
efetivo (que inclui as perdas não-físicas e serve para o dimensionamento do sistema de esgoto) e o perQ:\Projetos2008\Anápolis\PSAn\PSAn - Água\Volume 1\Edição 0\Relatório\Tomo I
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PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
6 PROJEÇÃO DA PRODUÇÃO DE ESGOTOS
fl 6.7
capita total (que inclui todas as perdas e serve para o dimensionamento do sistema de água), conforme
mostra o Quadro 6.5.
Quadro 6.5 – Evolução Prevista do Consumo Per-Capita de Água.
Per-Capita (l/hab.dia)
Ano
Micromed.
Efetivo
Total
2010
2015
2020
2025
2030
2035
2040
140
140
140
140
140
140
140
175
173
171
170
168
166
165
230
227
221
215
210
205
200
Diante dessas projeções considera-se, para efeito deste Plano, que os valores dos consumos per-capita
efetivo e total evoluirão ao longo do período de estudo, segundo a seguinte forma:
- consumo per-capita efetivo: redução de 175 l/hab.dia em 2010, para 165 l/hab.dia em 2040;
- consumo per-capita total: redução de 230 l/hab.dia em 2010, para 200 l/hab.dia em 2040.
Com relação ao aspecto territorial, considera-se que o consumo de água per-capita não variará
espacialmente (ao longo da área urbana), pois sequer há dados para uma avaliação consistente de se e
onde há ou haveria tal variação.
6.2.4 CONTRIBUIÇÕES DE INFILTRAÇÃO NA COLETA DE ESGOTO
Não se dispõe, para Rio Verde, de pesquisas específicas relacionadas à avaliação das vazões de
infiltração. A Norma NBR 9649 da ABNT – Projeto de Redes Coletoras de Esgotos Sanitários salienta
que a taxa de contribuição de infiltração “depende de condições locais, tais como NA do lençol freático,
natureza do subsolo, qualidade da execução da rede, material da tubulação e tipo de junta utilizada” e que
o “valor adotado - entre 0,05 a 1,0 l/s.km - deve ser justificado”.
Com base nos parâmetros usualmente admitidos em projetos de sistemas semelhantes ao de Rio Verde,
considera-se adequado considerar, para o presente caso, o valor de 0,30 l/s.km para a contribuição unitária
de infiltração nas redes coletoras existentes (convencionais, com tubos cerâmicos) e o valor de 0,05
l/s.km para o caso das redes coletoras a implantar (modulares, com tubos de PVC).
Com relação às chamadas ‘contribuições clandestinas’ (NBR 9649), muito significativas no Sistema de
Esgoto Sanitário de Rio Verde, cabe aqui observar que o combate às de águas pluviais, deve se tornar
uma prática sistemática parte da área operacional da SANEAGO, visto que o sistema de esgoto não é e
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PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
6 PROJEÇÃO DA PRODUÇÃO DE ESGOTOS
fl 6.8
nem deve ser dimensionado para receber contribuições pluviais além das denominadas parasitárias,
conforme recomenda a NBR 9648.
6.2.5 COEFICIENTE DE RETORNO ESGOTO / ÁGUA
Não se dispondo de dados específicos para avaliar o valor do coeficiente de retorno, como é o presente
caso, usualmente adota-se o valor deste parâmetro referido em Norma – de 0,8 – o que se propõe para o
Plano de ampliação do SES Rio Verde.
6.3
PROJEÇÃO DA PRODUÇÃO DE ESGOTO
Com base na evolução populacional prevista e os parâmetros básicos de vazão definidos nos itens
anteriores, foram calculadas as contribuições de esgotos sanitários previstas para Rio Verde, ao longo de
todo o período de plano, conforme mostra o Quadro 6.6.
Quadro 6.6 – Evolução Prevista para as Vazões de Esgoto.
População (hab.)
Per-Capita
Atendi
Infiltração
Efetivo
Ano
mento
(l/s)
Total
Atendível
%
(l/s.hab)
Vazão Total (l/s)
2010
90
148.004
133.204
175
39,0
254,8
Máx.
Diária
298,0
2015
90
168.170
151.353
173
40,2
283,2
331,7
477,5
2020
90
186.672
168.005
172
65,9
333,0
386,4
546,6
2025
90
202.376
182.138
170
72,9
359,7
417,0
589,1
2030
90
215.802
194.222
168
79,0
381,8
442,4
624,1
2035
90
228.053
205.248
167
84,3
401,2
464,6
654,7
2040
90
239.184
215.266
165
89,3
418,4
484,2
681,6
Notas: * Efetivo – não inclui as perdas físicas.
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Média
Máx.
Horária
427,5
Coeficiente de Retorno = 0,80.
SENHA ENGENHARIA
7
AMPLIAÇÃO E
MELHORIA DO SISTEMA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.2
7. AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
7.1 CARACTERIZAÇÃO GERAL DAS BACIAS DE ESGOTAMENTO
Conforme já concebido no Projeto Estática (descrito no Capítulo 4 deste relatório), a área considerada
urbanizável em Rio Verde ao longo do período de Plano é divida em dois sistemas e três bacias:

Sistema Oeste: contempla as bacias do córrego do Sapo e do córrego Abóbora (esta por meio de
bombeamento); e,

Sistema Leste: bacia do ribeirão Laje.
A Ilustração 7.1, apresentada a seguir, mostra a delimitação destas bacias.
Na bacia do córrego do Sapo, o sistema de esgoto já está parcialmente implantado, atendendo a cerca de
60% da população urbana, e em funcionamento regular há cerca de 8 anos, incluindo a primeira etapa da
ETE córrego do Sapo, a elevatória, os interceptores e parte das redes coletoras, com as respectivas
ligações.
Na bacia do Abóbora, ainda pouco urbanizada, não existe sistema de esgoto implantado. No âmbito deste
Plano previu-se o atendimento dessa bacia, em etapa futura, por meio da transposição dos esgotos (pela
EE Abóbora) para a bacia do córrego do Sapo.
Já para a bacia Leste, também sem sistema de esgoto implantado, previu-se o atendimento da mesma, em
primeira etapa, através da implantação de rede coletora, interceptores e de uma nova estação de
tratamento de esgotos (ETE Laje).
A seguir são descritas as soluções propostas para atendimento das diversas bacias do SES Rio Verde. Foi
admitida como condição fundamental que o escoamento dever ser prioritariamente por gravidade, mesmo
que isso implique maior número de desapropriações e interferências, bem como, eventualmente, a
utilização de “sifões invertidos” para a transposição de vales.
A Ilustração 7.2, apresentada a seguir, mostra a Concepção Básica indicada para ampliação do Sistema e
o traçado previsto para os interceptores.
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
Ilustração 7.1 – Bacias SES Rio Vede.
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.3
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
Ilustração 7.2- Concepção Básica do Sistema
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.4
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.5
7.2 OBRAS PREVISTAS – REDE COLETORA
LIGAÇÕES PREDIAIS
O número de ligações de esgotos a serem implantadas em Rio Verde ao longo do período de projeto foi
obtido em função da evolução prevista da população atendida e dos indicadores de habitante/domicílio e
economias/ligação (1,10 econ./lig., segundo o Boletim de Informações da SANEAGO). O Quadro 7.1
apresenta a projeção estimada para o número de ligações de esgoto, no período de Plano.
Quadro 7.1 – Número de ligações a serem implantadas.
Ano
2.010
2.015
2.020
2.025
2.030
2.035
2.040
Índice de População
População
Atendimento Atendida
(hab)
(%)
(hab)
148.004
168.170
186.672
202.376
215.802
228.053
239.184
60%
90%
90%
90%
90%
90%
90%
88.803
151.353
168.005
182.138
194.222
205.248
215.266
Taxa de
Ocupação
(hab/dom)
Número de
Número de
Economias de Ligações de
Esgoto (unid) Esgoto (unid)
3,57
3,48
3,38
3,29
3,19
3,10
3,00
24.875
42.898
48.355
53.361
58.022
62.628
67.189
21.683
38.068
43.029
47.579
51.817
56.004
60.151
Quanto ao número de habitantes por domicílio, os dados do IBGE mostram que esse parâmetro regrediu
de 4,01 hab./dom. no ano 1991 para 3,57 hab./dom. no ano 2000. Essa queda retrata um fenômeno
comum a todo o país, principalmente nas regiões em maior desenvolvimento. Diante dessa tendência –
cuja perspectiva mais factível é de se manter por longo prazo – foi considerado, para efeito deste estudo,
que o número de habitantes por economia residencial continuará regredindo ao longo do período de
plano, de forma linear, chegando a 3,00 habitantes por economia no horizonte de plano (ano 2.040).
REDE COLETORA
O projeto de ampliação da rede coletora existente deverá ser elaborado empregando-se o denominado
“Sistema Modular” de coleta, o qual se constitui de rede secundária em PVC DN 100 mm (linha cinza)
lançando em rede principal com diâmetro igual ou superior a 150 mm (linha ocre).
Essa modalidade de rede coletora é construída basicamente no passeio ou rente ao meio-fio, o que
possibilita a adoção de profundidades mínimas inferiores às de rede convencional, evidentemente se
precavendo para que seja permitido receber os esgotos dos domicílios por gravidade, e garanta a proteção
da tubulação contra a ação do tráfego de veículos e outras cargas.
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.6
A extensão de rede coletora foi estimada em consonância com os parâmetros de projetos adotados. O
Quadro 7.2 apresenta a estimativa de extensão da rede coletora a ser implantada no período do Plano,
totalizada a cada 5 anos.
Quadro 7.2 – Extensão de rede coletora a implantar.
Ano
Extensão de Rede a
Implantar (km)
2.010
2.015
2.020
2.025
2.030
2.035
Total
537
141
122
107
99
93
1.099
7.3 OBRAS PREVISTAS – BACIA OESTE
7.3.1
INTERCEPTORES
Os interceptores previstos para serem implantados na bacia Oeste terão seu caminhamento seguindo pelas
ruas e áreas livres dos fundos de vale formados pelos córregos Sapo e seus afluentes. No âmbito deste
Plano, estima-se a necessidade de implantação na bacia Oeste dos seguintes interceptores:
Interceptor Carrequinha

PVC DN 200 x 1.320 m.
Interceptor Campestre

PVC DN 200 x 1.500 m.
Interceptor Promissão

PVC DN 250 x 1.680 m.
Interceptor da Mata

PVC DN 250 x 1.550 m.
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.7
Interceptor Abóbora (etapa futura)

Extensão total: 7.400 m;

PVC DN 150 x 2.450 m;

PVC DN 200 x 4.950 m.
Interceptor das Mangueiras MD (etapa futura)

PVC DN 200 x 5.050 m.
7.3.2
ELEVATÓRIAS
A Elevatória Córrego do Sapo, existente, tem capacidade instalada para recalcar 260 l/s. Com a
implantação de mais um conjunto motobomba (já previsto no projeto desta unidade) a capacidade
instalada passará para 360 l/s, compatível com a vazão prevista neste Plano para esta unidade, em final de
plano.
Para transposição dos esgotos da bacia do córrego Abóbora para a bacia do córrego Sapo deverá ser
implantada a Estação Elevatória EE Abóbora. Esta elevatória, localizada na margem esquerda do córrego
Abóbora à jusante da captação de água, recalcará os esgotos do Interceptor Abóbora até o Interceptor
Mangueiras, e daí por gravidade até a ETE Córrego Sapo. As principais previstas para esta elevatória são:
EEE Abóbora (etapa futura)

2 conjuntos de recalque de deslocamento positivo, sendo um reserva (2 + 1);

Vazão = 10 l/s;

AMT = 70 mca;

Linha de recalque em PVC DEFºFº DN 200 x 2.450 m.
Na área prevista para ocupação urbana existe uma pequena parte da bacia do córrego Sapo que se localiza
a jusante da ETE. Para atendimento desta região deverá ser implantada uma pequena elevatória,
designada EE César Bastos, para recalque até a ETE Sapo. As principais características previstas para esta
elevatória são:
EE César Bastos (etapa futura)

2 conjuntos de recalque de deslocamento positivo, sendo um reserva (1 + 1);

Vazão = 2 l/s;

AMT = 20 mca;

Linha de recalque em PVC DN 75 x 2.800 m.
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7.3.3
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.8
TRATAMENTO
Os esgotos da bacia Oeste do SES Rio Verde já são tratados na ETE do córrego do Sapo, ou ETE Oeste
ou ainda ETE Sapo. O processo de tratamento é constituído por: tratamento preliminar e dois módulos de
lagoas compostos cada um por uma lagoa anaeróbia, uma facultativa e duas de maturação, em série. O
tratamento preliminar foi dimensionado para a vazão máxima de 362 l/s e as lagoas para a vazão média de
170 l/s.
Conforme pode ser visualizado no Quadro 7.3, as vazões afluentes previstas para a ETE Sapo, a partir do
ano 2015, são superiores às vazões de dimensionamento destas unidades. Portanto, novas unidades
deverão ser implantadas por volta do ano 2015, para tratar o excedente de vazão gerada na bacia Oeste em
relação à capacidade das lagoas existentes.
Quadro 7.3 – Vazões previstas para a Bacia Oeste – ETE Córrego do Sapo.
População
Índice de População Per capita Q med
Ano
da Bacia
Atendimento Atendível (l/hab.dia)
(l/s)
Oeste
2010
103.603
60
62.162
175
130,2
2015
117.719
90
105.947
173
199,7
2020
130.670
90
117.603
172
234,3
2025
141.663
90
127.497
170
252,4
2030
151.061
90
135.955
168
267,4
2035
159.637
90
143.673
167
280,5
2040
167.429
90
150.686
165
292,1
Q máx,d
(l/s)
Q max,h
(l/s)
149,1
231,6
269,4
290,0
307,1
322,1
335,3
205,7
327,3
374,5
402,9
426,3
446,8
464,9
REFORMAS E MELHORIA NA ETE EXISTENTE
Para as unidades de tratamento existentes são previstas apenas a substituição dos equipamentos do
tratamento preliminar e a remoção do lodo das lagoas anaeróbias.
Como não se dispõe de dados para quantificar o acúmulo de lodo nessas lagoas, considerou-se a taxa
linear média de acumulação 5,5 cm/ ano, citada por Ricardo Francini (2000) no livro “Gerenciamento de
Lodo de Lagoas de Estabilização Não Mecanizadas”.
Considerando essa taxa de acúmulo de lodo e que cada lagoa apresenta área média de 4.410 m² e
profundidade de 5 metros, tem-se que a cada 10 anos reduz-se o volume útil da lagoa em 11%, ou seja:

Altura da camada de lodo em 10 anos:
5,5 cm/ano x 10 anos = 55 cm;

Volume de lodo :
55 cm x 4.410 m² = 2.425 m³;

Percentual do volume útil:
2.425 m³ / 22.050 m³ = 11%.
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.9
Como em final de plano as lagoas terão 38 anos de funcionamento, prevê-se que a redução do volume útil
nessa época deverá atingir a ordem de 42%. Levando em conta a vazão média afluente prevista para final
de plano, estima-se que o tempo de detenção nas lagoas anaeróbias se reduziria para apenas 1,6 dias.
Diante dessa perspectiva de comprometimento do funcionamento e da eficiência das lagoas anaeróbias,
deverá ser removido o lodo das mesmas – para evitar tempo de detenção muito baixo – quando este
atingir cerca de 20% do volume útil da lagoa.
A remoção do lodo das lagoas deverá ser seqüencial (uma de cada vez) de modo a não prejudicar a
operação normal da ETE.
Esta remoção poderá ser efetuada por meio das seguintes operações:

Isolamento da alimentação de esgoto da lagoa que vai ser limpa, por volta dos primeiros dias do
mês de maio (início da estação seca);

Instalação de bomba submersível no interior da mesma e recalque do líquido para a lagoa
anaeróbia mais próxima;

Após a drenagem de todo o líquido, espera pelo período de aproximadamente 2 meses para a
secagem natural do lodo acumulado, que se tornará fendilhado na superfície;

Construção de rampa de acesso para caminhões e pá carregadeira internamente em um dos cantos
da lagoa;

Limpeza mecânica com pá carregadeira e caminhões basculantes;

Recomposição da rampa da lagoa; e,

Recolocação da lagoa em funcionamento.
No Quadro 7.4 é apresentado um cronograma para a limpeza de cada lagoa anaeróbia, definido com base
nas seguintes estimativas:
Volume de lodo de uma lagoa:
4.365 m³
Volume útil da lagoa:
22.050 m³
Volume líquido da lagoa:
17.685 m³
Vazão da bomba de esvaziamento:
30 l/s = 2.592 m³/dia
Tempo de transferência do líquido:
7 dias
Tempo de secagem do lodo:
Tempo de preparo do acesso interno:
Remoção de lodo:
Número de viagens por dia:
60 dias
7 dias
3 caminhões de 10 m³
30 x 10 m³ = 300 m³/dia
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.10
Assim, tem-se:

Tempo de remoção do lodo:
4.365  300 = 14 dias

Tempo de obras internas na lagoa:
15 dias

Tempo total para a limpeza de uma lagoa anaeróbia:
4 meses.
Quadro 7.4 – Cronograma de limpeza de uma lagoa anaeróbia.
Tempo em dias (total de 4 meses)
Atividade
15 15 15 15 15 15 15 15
Instalação da bomba e transferência
do líquido
Tempo de secagem do lodo
Preparo da rampa de acesso interno
Tempo de remoção de lodo
Recuperação da rampa da lagoa
NOVAS UNIDADES DE TRATAMENTO
Conforme visto, por volta do ano 2015 deverão ser implantadas novas unidades na ETE para o tratamento
dos acréscimos de vazão previstos além do limite de capacidade das lagoas existentes.
Partindo do principio de maior simplicidade operacional e menores custos de implantação e considerando
que, para atender às exigências ambientais, o processo de tratamento deverá remover no mínimo 95% da
DBO e a concentração de coliformes fecais no efluente final deverá ser inferior a 1.000 NMP/100ml,
foram previstas as seguintes unidades de tratamento para a ampliação da ETE Sapo:

grade grossa

grade fina tipo “Step-Screen”

desarenador em tanques quadrados dotados de raspador de fundo

medidor de vazão Parshall

reatores anaeróbios de fluxo ascendente

queimador de biogás

filtros biológicos aerados

decantador secundário

filtros de areia

elevatória de recirculação do efluente

leito de secagem de lodo, e

sistema de desinfecção.
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.11
Este processo de tratamento é bastante eficiente, de baixo custo operacional, ocupa pequena área e tem se
mostrado como uma solução bastante apropriada para o tratamento de esgotos domésticos no nível em
que se deseja no caso.
O processo de tratamento deverá seguir o seguinte fluxo:

O esgoto afluente à ETE passará inicialmente por uma grade de limpeza manual, que removerá o
material de maiores dimensões presente no líquido e por gradeamento fino mecanizado, realizado
através de peneira fina do tipo "step-screen". O material removido será colocado em caçamba
para posterior envio ao aterro sanitário.

Da grade, o esgoto se dirigirá para a caixa de areia, com ponte raspadora e bomba tipo parafuso,
onde a areia sedimentada será removida.

O efluente da caixa de areia passará, a seguir, por um medidor de vazão tipo Parshall indo para o
reator anaeróbio de fluxo ascendente – RAFA, onde, através de reações bioquímicas anaeróbias
ocorrerá a mineralização parcial da matéria orgânica contida no esgoto.

No reator anaeróbio ocorrerá a geração de biogás que será enviado para o queimador de gás.

O lodo sedimentado no fundo do RAFA passará também por processo de mineralização, quando
então será enviado para os leitos de secagem para a sua desidratação.

O efluente líquido do reator anaeróbio será distribuído sobre a superfície do leito filtrante dos
filtros biológicos percoladores aerados.

Do fundo do filtro biológico o líquido se dirigirá para o decantador secundário.

Cerca de 50 % da vazão média do efluente final poderá ser retornada para alimentar o filtro
biológico por ocasião de baixas vazões, através da elevatória de recirculação do efluente.

O efluente dos decantadores, já caracterizado por um líquido límpido, cristalino e com baixa
carga orgânica, ainda será filtrado em filtros rápidos de areia, para complementar a remoção de
DBO.

O efluente dos filtros passará, então, por um sistema de desinfecção por ultravioleta, antes de ser
lançado no córrego do Sapo.
As vazões de dimensionamento das novas unidades foram obtidas pela diferença entre as vazões totais
previstas para a bacia Oeste (Quadro 7.3) e a capacidade da ETE existente (170 l/s), resultando os valores
mostrados no Quadro 7.5, a seguir.
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.12
Quadro 7.5 - Vazões e cargas orgânicas a tratar nas novas unidades da ETE Sapo.
Q máx, h
Q med
Carga Orgânica Conc. Média de DBO
Ano
(l/s)
(l/s)
(kgDBO/dia)
(mg/l)
2010
2015
19,3
28,1
926
260,31
2020
66,5
61,9
1.555
290,84
2025
94,9
79,7
2.089
303,30
2030
118,3
94,5
2.546
311,74
2035
138,8
107,5
2.963
319,05
2040
186,8
119,0
3.342
325,12
O tratamento preliminar será constituído por:

gradeamento grosso e fino, sendo o primeiro por meio de grade de barras metálicas paralelas com
remoção manual de detritos, enquanto que o gradeamento fino será realizado por meio de grade
mecanizada do tipo ‘step screen’, com remoção automática dos detritos;

duas unidades de desarenação; e,

uma unidade de medição de vazão composta por calha Parshall, prevista para também controlar a
velocidade de escoamento, tanto no gradeamento quanto na desarenação.
As características dessas unidades deverão ser:
Grade Grossa de Limpeza Manual
Número de unidades:
1
Abertura entre as barras:
5 cm
Inclinação com a horizontal:
60º
Largura do canal da grade:
1,00 m
Grade Fina Tipo Escada (Step Screen)
Número de unidades:
2
Vazão máxima por grade:
190 l/s
Abertura da malha:
5 mm
Largura do canal:
800 mm
Altura do canal:
1.000 mm
Volume de material removido:
90 g/1000 m³
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.13
Caixa de Areia
O desarenador será do tipo tanque quadrado, com remoção mecanizada da areia através de um raspador
circular de fundo, com as seguintes características:

Velocidade de sedimentação das partículas:
2 cm/s;

Velocidade de escoamento:
0,30 m/s  20%;

Tamanho das partículas removidas:
> 0,2 mm;

Vazão máxima em final de plano:
190 l/s = 16.421 m3/dia

Taxa superficial média:
600 m³/m².dia

Número de desarenadores:
2 unidades;

Diâmetro do raspador:
4,0 m;

Área de cada desarenador:
16 m2

Dimensões em planta de cada desarenador:
4,0 x 4,0 m.
Medidor de vazão
Após o desarenador, deverá ser instalado um medidor de vazão Parshall, construído em fibra de vidro,
com largura da garganta de 0,229 m (W = 9”) e as seguintes dimensões padronizadas:
Dimensão (cm)
W
A
B
C
D
E
F
G
K
N
22,9
88,10
86,40
38,10
57,50
76,20
30,50
45,70
3,81
11,40
Reator Anaeróbio de Fluxo Ascendente – RAFA
No dimensionamento dos reatores anaeróbios foram observados os seguintes parâmetros indicados pelo
PROSAB:
Critério/Parâmetro
Carga hidráulica volumétrica (m³/m³.d)
Faixa de valores, em função da
vazão
Para
Para Qmed Para Qmax
Q pico (*)
< 4,0
< 6,0
<7
Tempo de detenção hidráulica (h)**
6-9
4-6
> 3,5- 4
Velocidade superficial do fluxo (m/h)
0,5- 0,7
0,9- 1,1
< 1,5
Velocidade das aberturas para o decantador (m/h)
< 2,0- 2,3
< 4,0- 4,2
< 5,5- 6,0
Taxas de aplicação superficial no decantador (m/h)
0,6- 0,8
< 1,2
< 1,6
Tempo de detenção hidráulica no decantador (h)
1,5- 2,0
> 1,0
> 0,6
Notas: (*) picos de vazão com duração entre 2 e 4 horas; (**) para temperatura do esgoto na faixa de 20 a 26°C.
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.14
Assim, resultaram as seguintes características para os reatores anaeróbios:

Número de reatores
4

Formato do reator
Retangular

População total atendida
60.000 habitantes

Vazão média afluente
120 l/s

Vazão máxima afluente
190 l/s

Carga orgânica diária
3.340 kg DBO/dia

Tempo de detenção para a vazão média
8 horas

Tempo de detenção para a vazão máxima
5 horas

Volume total dos reatores para Qmed
3.565 m³

Volume total dos reatores para Qmax
3.421 m³

Volume útil adotado para cada reator
1.037 m³

Altura líquida no reator
4,50 m

Altura livre adicional interna
0,50 m

Altura interna total do reator
5,00 m

Área interna do reator
222,2 m²

Comprimento interno do reator
16,50 m

Largura interna
13,40 m

Área de influência de cada tubo de alimentação
2,95 m²

Número de tubos de alimentação
96

DBO afluente ao reator
313 mg/l

DBO efluente do reator
93 mg/l

Eficiência prevista na remoção de DBO
70 %

Velocidade ascendente
0,58 m/h

Volume diário de biogás produzido
410 m³/dia

Volume diário de lodo produzido a 5 %
22,7 m³/dia
Filtro Biológico Percolador
O efluente dos reatores anaeróbios de fluxo ascendente alimentará os filtros biológicos percoladores
aerados que deverão possuir as seguintes características principais:

Número de filtros biológicos
2

Carga orgânica volumétrica
1,2 kg DBO/m³.dia

Carga orgânica afluente a um filtro
500 kg DBO/dia

Volume do material filtrante por unidade
415 m³

Altura do leito filtrante
3,0 m
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.15

Área da superfície filtrante
140 m²

Material filtrante
Brita 4

Formato do filtro
Cilíndrico

Diâmetro interno do filtro
13,32 m (adotado 12 m)

Área superficial
113 m²

Taxa de aplicação hidráulica
47,71 m³/m².dia

Área de ventilação necessária (15 %)
17 m²

DBO afluente ao filtro
94 mg/l

DBO efluente do filtro
47 mg/l

DBO removido
251 kg DBO/dia

Produção de lodo (0,75 % da DBO removida)
188 kg ST/dia.
Decantador Secundário
Para assegurar melhor qualidade do efluente final, considerou-se no dimensionamento do decantador
secundário a taxa de aplicação superficial de 24 m³/m2.dia. Foram previstos dois decantadores para
comportar a vazão média prevista para final de plano, que é de 120 l/s, resultando as seguintes
características previstas para os mesmos:

Área superficial dos decantadores:
Qmed (m³ / dia) 10.695m³ / dia

 445m²
TAS (m³ / m².dia) 24m³ / m².dia

Área de um decantador:
223 m²

Formato:
circular

Diâmetro:
16,65 m (adotado 16,0 m)

Área:
200 m²

Altura média:
3,50 m

Volume útil :
703,4 m³

Tempo de detenção para Qméd:
3,2 horas

Tempo de detenção para Qmáx:
2,1 horas

Taxa de aplicação de sólidos (considerando a concentração de SST no efluente do filtro de 2 g/l)
120l / s.2.000mg / l.86.400
 21.390 kgSST / dia
1.000.000
Taxa de aplicação de sólidos 
21.390kgsst / dia
 48,3 kgSST / m ² xdia
400, 2m ²
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.16
Filtros Rápidos de Areia
Objetivando aumentar a remoção de DBO até o nível mínimo de 95%, o efluente dos decantadores deverá
ser dirigido para filtros rápidos de areia, com baixa altura de camada filtrante, de modo a reter a DBO
particulada ainda existente no efluente dos decantadores.
Taxa de filtração:
120 m³/m².dia
Vazão máxima:
190 l/s
Área filtrante necessária:
136,84 m²
Número de filtros:
4 unidades
Formato:
Quadrangular
Área superficial:
28 m²
Comprimento = largura:
5,20 m
“Free board”:
0,30 m
Lâmina d’água sobre antracito:
1,20 m
Camada de antracito:
0,30 m
Camada de areia:
0,40 m
Camada de pedregulho:
0,30 m
Fundo falso do filtro:
0,40 m
Altura total do filtro:
2,90 m
Desinfecção do Efluente Final
Deverá ser realizada desinfecção por meio da aplicação de luz ultravioleta para a redução da concentração
de microorganismos patogênicos no efluente final, antes de seu lançamento no corpo receptor, de forma a
assegurar o teor de coliformes abaixo de 1000 NMP/100 ml, em atendimento à resolução CONAMA
274/2000.
Elevatória de Lodo
Uma pequena elevatória com 2 bombas submersíveis (1 operando + 1 reserva) para vazão individual de
10 l/s e potência de 3 cv, cada, recalcará o lodo sedimentado nos decantadores para a caixa que recebe o
efluente dos desarenadores, onde, após misturar com o esgoto afluente, esse lodo será estabilizado nos
RAFA’s.
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.17
Elevatória de Recirculação do Efluente
Para evitar que os braços distribuidores dos filtros biológicos percoladores não parem de girar nos
momentos de baixas vazões (madrugada) e também para se controlar eventuais maus odores nos filtros
biológicos, deverão ser instaladas bombas submersíveis no canal efluente dos decantadores secundários
para possibilitar a recirculação do efluente decantado para os filtros biológicos, de forma a controlar a
vazão aspergida nos mesmos.
É prevista a recirculação de até 50 % da vazão média prevista para final de plano. As características dos
conjuntos de recalque deverão ser as seguintes:

Número de bombas:
2 (1+ 1)

Tipo de bombas:
submersíveis

Vazão por bomba:
60 l/s

Potência do motor:
5 cv.
O efluente líquido recirculado deverá retornar para a caixa de alimentação dos filtros biológicos.
Leitos de Secagem de Lodo
O lodo gerado nos reatores anaeróbios, após a estabilização, será descartado e encaminhado para a
desidratação em leitos de secagem dimensionados conforme as seguintes condições:


Produção de lodo devido ao esgoto bruto
Carga de DBO:
3.340 kg DBO/dia
Carga de DQO:
6.180 kg DQO/dia
Produção de sólidos totais:
0,15 kg ST/kg DQO = 927 kg ST/dia
Concentração de sólidos no lodo:
5%
Volume diário de lodo:
18,2 m³
Produção de lodo nos filtros biológicos
DBO afluente aos filtros:
502 kg DBO/dia
DBO efluente dos filtros:
251 kg DBO/dia
DBO removido nos filtros:
251 kg DBO/dia
Sólidos gerados no filtro (75 %):
188 kg ST/dia
Sólidos totais fixos (20 %):
38 kg STF/dia
Sólidos totais voláteis (80 %):
150 kg STV/dia
Baixa de STV no RAFA (60 %) :
90 kg STV/dia
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE

7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.18
Sólidos totais remanescentes (38 + 60):
98 kg ST/dia
Concentração de sólidos no lodo:
5%
Volume diário de lodo gerado nos filtros:
2,0 m³/dia
Produção total de lodo
Produção de lodo a 5 % devido ao esgoto bruto: 18,2 m³/dia

Produção de lodo a 5 % nos filtros:
2,0 m³/dia
Volume total de lodo a 5 %:
20,2 m³/dia.
Leitos de secagem de lodo
Intervalo de descarga, secagem e remoção do lodo:
21 dias
Volume de lodo a ser descarregado:
424 m³
Altura líquida no leito:
0,30 m
Área necessária de leitos:
1.414 m²
Área de cada leito:
40 m² (4 m x 10 m)
Número de leitos de secagem:
35 unidades.
As camadas de preenchimento do leito de secagem serão 4, assim distribuídas:
• Brita ¾ “ a 2” com h mínimo = 20 cm
• Brita ¼ “ a 7/8” com h = 5 cm
• Brita 1/16 “ a 1/4” com h = 7,5 cm
• Areia grossa com h = 5 cm
• Tijolos assentados sobre a areia com h = 5 cm.
O líquido drenado dos leitos de secagem retornará por gravidade para a elevatória de lodo.
Para primeira etapa é prevista a implantação apenas do tratamento preliminar, de 2 reatores anaeróbios, 1
filtro biológico, 1 decantador, 1 módulo de desinfecção UV, das elevatórias de lodo e de recirculação do
efluente e de 25 leitos de secagem.
Nesta etapa inicial, caso eventualmente seja necessária a retirada de funcionamento para manutenção do
filtro ou do decantador – que em primeira etapa não contarão com unidade reserva – o efluente que seria
dirigido àquela unidade deverá ser encaminhado para as lagoas de estabilização já existentes.
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.19
7.4 OBRAS PREVISTAS – BACIA LESTE
7.4.1
INTERCEPTORES
Os interceptores previstos para serem implantados na bacia Leste terão seu caminhamento pelos fundos
de vale formados pelo ribeirão Laje e seus afluentes. No âmbito deste Plano, estima-se a necessidade de
implantação na bacia Leste dos interceptores descritos a segir.
Interceptor Laje

Extensão total: 8.850 m;

PVC DN 200 x 1.200 m;

PVC DN 250 x 2.000 m;

CA classe EA2 DN 500 x 5.650 m.
Interceptor Chapadinha 1

Extensão total: 3.550 m;

PVC DN 200 x 1.300 m;

PVC DN 250 x 1.150 m;

PVC DN 350 x 700 m;

PVC DN 400 x 400 m;
Interceptor Chapadinha 2

Extensão total: 3.220 m;

PVC DN 250 x 1.840 m;

PVC DN 300 x 1.380 m;
Interceptor Setor Industrial (etapa futura)

PVC DN 150 x 5.850 m.
7.4.2
TRATAMENTO
A bacia Leste deverá ter seus esgotos tratados em uma nova estação de tratamento de esgotos. A área
escolhida para vir a abrigar essa ETE se localiza à margem direita do ribeirão Laje, a cerca de 3,5 km a
jusante da malha urbana.
Esse curso d’água será o corpo receptor do efluente tratado, sendo que futuramente o ponto de
lançamento poderá ter que ser a cerca de 2,5 km a jusante da ETE, pois nesse ponto o ribeirão, tendo
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.20
recebido tributários relevantes, apresenta vazão suficiente para promover adequada diluição da carga
orgânica remanescente no efluente, mesmo no futuro, quando as vazões tratadas forem mais elevadas.
Quanto aos usos de suas águas, o corpo receptor se enquadra e permanecerá como de Classe 2, segundo a
classificação da Resolução CONAMA 20/86.
As vazões de dimensionamento desta ETE são apresentadas no Quadro 7.6, a seguir.
Quadro 7.6 – Vazões previstas para a Bacia Leste – ETE Laje.
Ano
2010
2015
2020
2025
2030
2035
2040
População
Índice de População
Urbana atendimento Atendível
44.401
50.451
56.002
60.713
64.741
68.416
71.755
0%
90%
90%
90%
90%
90%
90%
0
45.406
50.401
54.642
58.266
61.574
64.580
Per
Capita
(l/hab.dia)
175
173
172
170
168
167
165
Q med
(l/s)
0,0
89,4
104,4
112,4
119,0
124,9
130,0
Q máx,d
(l/s)
0,0
104,0
120,4
129,6
137,2
143,9
149,8
Q max,h
(l/s)
0,0
147,8
168,5
181,2
191,7
200,9
209,0
A ETE Laje deverá ter a mesmo processo de tratamento definido para as novas unidades da ETE Sapo,
com exceção dos filtros de areia que não serão necessários. Ou seja, a ETE Laje deverá ser composta por:

Grade grossa de limpeza manual

Grade fina do tipo “Step-Screen”

Desarenador com tanques quadrados dotado de raspador de fundo e dispositivo removedor

Medidor de vazão Parshall

Reator anaeróbio de fluxo ascendente

Queimador de biogás

Filtro biológico percolador aerado

Decantador secundário

Elevatória de recirculação do efluente

Leito de secagem de lodo, e

Sistema de desinfecção do efluente.
Como a vazão prevista para esta ETE (130 l/s) é bem próxima à vazão das novas unidades de tratamento
da ETE Sapo (119 l/s), as características das unidades deverão ser padronizadas (as mesmas descritas no
item 7.3.3 deste relatório) com exceção dos filtros biológicos e decantadores que, no caso da ETE Laje,
deverão ser implantados com 2 unidades cada em etapa imediata e mais uma em etapa futura.
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.21
As características previstas para as unidades da ETE Lajes são as seguintes:
Grade Grossa de Limpeza Manual
Número de unidades
1
Abertura entre as barras
5 cm
Inclinação com a horizontal
60º
Largura do canal da grade
1,00 m
Grade Fina Tipo Escada (Step Screen)
Número de unidades
2
Vazão máxima por peneira
190 l/s
Abertura da malha
5 mm
Largura do canal
800 mm
Altura do canal
1.000 mm
Volume de material removido
90 g/1000 m³
Caixa de Areia
Será do tipo tanque quadrado, com remoção mecanizada da areia através de um raspador circular de
fundo, com as seguintes características:

Velocidade de sedimentação das partículas:
2 cm/s;

Velocidade de escoamento:
0,30 m/s  20%;

Tamanho das partículas removidas:
> 0,2 mm;

Vazão máxima em final de plano:
190 l/s = 16.421 m3/dia

Taxa superficial média:
600 m³/m².dia

Número de desarenadores:
2 unidades;

Diâmetro do raspador:
4,0 m;

Área de cada desarenador:
16 m2

Dimensões em planta de cada desarenador:
4,0 x 4,0 m.
Medidor de vazão
Após o desarenador, deverá ser instalado um medidor de vazão Parshall, construído em fibra de vidro,
com largura da garganta de 0,229 m (W = 9”) e as seguintes dimensões padronizadas:
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.22
Dimensão (cm)
W
A
B
C
D
E
F
G
K
N
22,9
88,10
86,40
38,10
57,50
76,20
30,50
45,70
3,81
11,40
Reator anaeróbio de fluxo ascendente – RAFA
Os critérios de dimensionamento dos reatores da ETE Laje foram os mesmos utilizados para dimensionar
a ampliação da ETE Sapo (item 7.3.3). Assim, resultaram as seguintes características para os reatores
anaeróbios:

Número de reatores
4

Formato do reator
Retangular

Volume útil adotado para cada reator
1.037 m³

Altura líquida no reator
4,50 m

Altura livre adicional interna
0,50 m

Altura interna total do reator
5,00 m

Área interna do reator
222,2 m²

Comprimento interno do reator
16,50 m

Largura interna
13,40 m

Área de influência de cada tubo de alimentação
2,95 m²

Número de tubos de alimentação
96

DBO afluente ao reator
313 mg/l

DBO efluente do reator
93 mg/l

Eficiência na remoção de DBO
70 %

Velocidade ascendente
0,58 m/h.
Filtro biológico percolador
O efluente dos reatores anaeróbios de fluxo ascendente alimentará os filtros biológicos percoladores
aerados que deverão possuir as seguintes características principais:

Número de filtros biológicos
3

Carga orgânica volumétrica
1,2 kg DBO/m³.dia

Carga orgânica afluente a um filtro
500 kg DBO/dia

Volume do material filtrante por unidade
415 m³

Altura do leito filtrante
3,0 m

Área da superfície filtrante
78,5 m²
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.23

Material filtrante
Brita 4

Formato do filtro
Cilíndrico

Diâmetro interno do filtro
10 m

Taxa de aplicação hidráulica
47 m³/m².dia

Área de ventilação necessária (15 %)
12 m²

DBO afluente ao filtro
94 mg/l

DBO efluente do filtro
47 mg/l

Produção de lodo (0,75 % da DBO removida)
188 kg ST.
Decantador secundário
Foram previstos três decantadores com as seguintes características previstas:

Número de decantadores:
3

Formato:
circular

Diâmetro:
14,0 m

Área:
154 m²

Altura média:
3,50 m.
Desinfecção do efluente final
Deverá ser utilizada desinfecção através de luz ultravioleta para a redução da concentração de
microorganismos patogênicos no efluente final, antes de seu lançamento no corpo receptor, mantendo o
teor de coliformes abaixo de 1000 NMP/100 ml para atendimento à resolução CONAMA 274/2000.
Elevatória de lodo
Uma pequena elevatória com 2 bombas submersíveis (1 operando + 1 reserva) com vazão individual de
10 l/s e potência individual de 3 cv deverá recalcar o lodo sedimentado nos decantadores para a caixa que
recebe o efluente dos desarenadores, de onde, após mistura com o esgoto afluente, o lodo será
estabilizado nos RAFA’s.
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.24
Elevatória de recirculação do efluente
Para evitar que os braços distribuidores dos filtros biológicos percoladores não parem de girar nos
momentos de baixas vazões (madrugada) e também para se controlar eventuais maus odores nos filtros
biológicos, deverão ser instaladas bombas submersíveis no canal efluente dos decantadores secundários
para possibilitar a recirculação do efluente decantado para os filtros biológicos, de forma a controlar a
vazão aspergida nos mesmos.
É prevista a recirculação de até 50 % da vazão média prevista para final de plano. As características dos
conjuntos de recalque deverão ser as seguintes:

Número de bombas:
2 (1+ 1)

Tipo de bomba:
Submersível

Vazão por bomba:
60 l/s

Potência do motor:
5 cv.
Leitos de secagem de lodo
O lodo descartado dos reatores anaeróbios deverá ser desaguado em leitos de secagem com as seguintes
características:

Intervalo de descarga, secagem e remoção do lodo:
21 dias

Volume de lodo a ser descarregado:
424 m³

Altura líquida no leito:
0,30 m

Área necessária de leitos:
1.414 m²

Área de cada leito:
40 m² (4 m x 10 m)

Número de leitos de secagem:
35 unidades.
As camadas de preenchimento do leito de secagem serão 4, assim distribuídas:
• Brita ¾ “ a 2” com h mínimo = 20 cm
• Brita ¼ “ a 7/8” com h = 5 cm
• Brita 1/16 “ a 1/4” com h = 7,5 cm
• Areia grossa com h = 5 cm
• Tijolos assentados sobre a areia com h = 5 cm.
Prédio de Administração e Controle

Área interna:
80 m²

Número de pavimentos:
1

Compartimentos:
hall, escritório, laboratório, sanitário, estar, copa e almoxarifado.
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES R IO VERDE
7 AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SISTEMA
fl 7.25
Infraestrutura

Acesso:
vias cascalhadas, com largura de 6 m

Água potável:
poço, reservatório metálico elevado de 5m³ e rede em PVC DN < 40

Drenagem pluvial:
em calhas premoldadas ou moldadas in loco

Energia:
alimentação a partir de rede da CELG.
8
PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES RIO VERDE
8 PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS
fl 8.1
8 PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS
8.1
GENERALIDADES
O presente Plano tem por objetivo caracterizar as condições atuais do sistema de esgotamento sanitário da
cidade de Rio Verde, apresentar as soluções de engenharia com vistas à universalização e adequação do
serviço, nos termos da Lei do Saneamento, e estimar os valores dos investimentos necessários para
ampliação e melhoria do sistema.
Neste contexto, o presente capítulo apresenta uma síntese das intervenções físicas propostas, mediante
abordagem econômica, de forma a projetar os investimentos em obras de engenharia dentro do período de
plano – de 30 anos – com horizonte no ano 2040.
8.2
CUSTOS DAS OBRAS PREVISTAS
Neste item apresenta-se a previsão de custos para as obras indicadas com vistas à ampliação e melhoria
dos Sistemas Oeste e Leste, do SES Rio Verde.
8.2.1
CUSTOS UNITÁRIOS PREVISTOS
Os custos de implantação aqui apresentados foram estimados tendo por base orçamentos de unidades
semelhantes, obtidos a partir de projetos executivos, conforme descrito a seguir.
Interceptores
Os custos de implantação de interceptores e linhas de recalque foram estimados com base em preços
orçados pela SANEAGO, compreendendo mão-de-obra, material hidráulico, impostos e BDI, conforme os
valores apresentados no Quadro 8.1, a seguir.
N:\DIAG 09\PLANO SANEAMENTO\RIO VERDE\ESGOT O\RELATÓRIO\08 PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS SES RV.DOC
SENHA ENGENHARIA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES RIO VERDE
8 PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS
fl 8.2
Quadro 8.1 – Custos unitários estimados para interceptores e linhas de recalque.
Diâmetro (mm)
Custo Unitário (R$/m)
PVC
DN 150
DN 200
DN 250
DN 300
DN 350
DN 400
180,00
295,00
315,00
400,00
430,00
500,00
DN 500
600,00
DN 150
DN 200
DN 250
DN 300
DN 400
DN 500
90,00
120,00
185,00
240,00
400,00
550,00
CONCRETO EA2
PVC DEFºFº
Elevatórias
Os custos de implantação das elevatórias foram estimados tendo por base orçamentos de elevatórias de
potências próximas, obtidos a partir de projetos executivos, do que resultou:

potência de 10 cv:
R$ 205.000,00;

potência de 15 cv:
R$ 300.000,00;

potência de 20 cv:
R$ 395.000,00;

potência de 60 cv:
R$ 900.000,00;
Redes
O custo de implantação das redes coletoras foi estimado com base em orçamentos de projetos executivos
aprovados pela SANEAGO, obtendo-se o custo unitário médio de R$ 130,00 / m de rede. Para as ligações
foi considerado o valor médio de R$ 270,00 / un.
N:\DIAG 09\PLANO SANEAMENTO\RIO VERDE\ESGOT O\RELATÓRIO\08 PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS SES RV.DOC
SENHA ENGENHARIA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES RIO VERDE
8.2.2
8 PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS
fl 8.3
REDES COLETORAS
Os custos estimados para ampliação de redes coletoras e de ligações no SES Rio Verde constam no Quadro
8.2.
Quadro 8.2 – Custos de implantação de redes e ligações, SES Rio Verde.
Ano
Número de
Ligações a
Implantar (unid)
Custo das
Ligações (R$)
Extensão de
Redes a
Implantar (km)
Custo das Redes
(R$)
2.010
2.015
2.020
2.025
2.030
2.035
17.151
4.961
4.551
4.238
4.187
4.147
4.630.732,28
1.339.378,93
1.228.703,99
1.144.125,20
1.130.536,42
1.119.629,19
537
141
122
107
99
93
69.861.170,92
18.290.100,82
15.831.614,58
13.848.272,05
12.926.213,17
12.053.391,08
8.2.3
Custo Total
(Redes +
Ligações)
(R$)
74.491.903,20
19.629.479,76
17.060.318,58
14.992.397,25
14.056.749,59
13.173.020,27
ELEVATÓRIAS
Os custos estimados para implantação das elevatórias e respectivas linhas de recalque no SES Rio Verde
constam no Quadro 8.3.
Quadro 8.3 – Custos de implantação de elevatórias e linhas de recalque - SES Rio Verde.
Custo
Unidade
Características
R$
Elevatória Abóbora
Vazão = 10,0 l/s - AMT = 70,0 mca
300.000,00
Linha de recalque AB
PVC DEFºFº DN 200 x 2.450 m
294.000,00
Elevatória César Bastos
Vazão = 2,0 l/s - AMT = 20,0 mca
102.500,00
Linha de recalque
PVC DN 75 x 2.800 m
140.000,00
Elevatória Sapo
Implantação mais um conjunto motobomba
130.000,00
8.2.4
INTERCEPTORES
As obras correspondentes à ampliação dos interceptores são listadas no Quadro 8.4, a seguir.
N:\DIAG 09\PLANO SANEAMENTO\RIO VERDE\ESGOT O\RELATÓRIO\08 PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS SES RV.DOC
SENHA ENGENHARIA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES RIO VERDE
8 PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS
fl 8.4
Quadro 8.4 – Custos de implantação de interceptores, SES Rio Verde.
Interceptor
Carrequinha
Campestre
Promissão
da Mata
Abóbora
Mangueiras MD
Laje
Chapadinha 1
Chapadinha 2
Setor Industrial
DN 150
441.000,00
1.053.000,00
N:\DIAG 09\PLANO SANEAMENTO\RIO VERDE\ESGOT O\RELATÓRIO\08 PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS SES RV.DOC
DN 200
354.000,00
442.500,00
1.460.250,00
1.489.750,00
354.000,00
383.500,00
-
DN 250
529.200,00
488.250,00
630.000,00
362.250,00
579.600,00
-
Custo (R$)
DN 300
552.000,00
-
Total (R$)
DN 350
301.000,00
-
DN 400
172.000,00
-
DN 500
3.390.000,00
-
354.000,00
442.500,00
529.200,00
488.250,00
1.901.250,00
1.489.750,00
4.374.000,00
1.218.750,00
1.131.600,00
1.053.000,00
SENHA ENGENHARIA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES RIO VERDE
8.2.5
8 PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS
fl 8.6
ETE SAPO
REFORMAS E MELHORIA NO TRATAMENTO EXISTENTE
Para as unidades de tratamento existentes são previstas apenas a substituição dos equipamentos do
tratamento preliminar e a remoção do lodo das lagoas anaeróbias.
Estima-se o custo total destas obras de reforma e da troca de equipamentos do tratamento preliminar da
ETE em R$ 543.000,00. Já a remoção do lodo foi estimada em R$ 189.554,40, conforme mostra o Quadro
8.5.
Quadro 8.5 – Custos estimados para remoção de lodo das Lagoas Anaeróbias.
ITEM
1.0
2.0
DESCRIÇÃO
UNID. QUANT
Esgotamento
Bomba para esgotamento (aluguel)
mês
Remoção do Lodo
Escavação mecânica e carga com escavadeira
hidráulica
m³
Escavação manual cavas
m³
Carga mecanizada em caminhão
m³
Transporte e descarga (considerando 5 km)
m³.km
Espalhamento de material em bota fora
proveniente de escavação
m³
Total
1
CUSTO
CUSTO
UNITÁRIO PARCIAL
576,00
288,00
288,00
189.266,40
8.294
437
8.730
43.650
5,84
23,64
2,25
1,76
48.434,04
10.318,86
19.642,50
76.824,00
8.730
3,90
34.047,00
189.554,40
NOVAS UNIDADES DE T RATAMENTO
Para adequar a capacidade e o nível de tratamento dos esgotos da Bacia Oeste, no futuro, foi prevista a
ampliação da ETE Sapo, com a implantação das seguintes unidades: grade grossa, grade fina do tipo
“Step-Screen”, desarenadores em tanques quadrados com raspador de fundo, medidor de vazão Parshall,
reatores anaeróbios de fluxo ascendente, queimador de biogás, filtros biológicos aerados, decantadores
secundários, filtros de areia, elevatória de recirculação do efluente, leitos de secagem de lodo e sistema de
desinfecção do efluente.
Os custos estimados destas unidades constam no Quadro 8.6.
N:\DIAG 09\PLANO SANEAMENTO\RIO VERDE\ESGOT O\RELATÓRIO\08 PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS SES RV.DOC
SENHA ENGENHARIA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES RIO VERDE
8 PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS
fl 8.6
Quadro 8.6 – Custos de implantação das novas unidades de tratamento para a ETE Sapo, SES Rio Verde.
Quantidade
Custo Total (R$)
Unidade
Capacidade
Etapa
Etapa
Inicial
Futura Etapa Inicial Etapa Futura
Grade Grossa
largura = 1,0 m
1
110.000,00
0,00
Grade Fina Tipo Escada
largura = 0,80 m
2
360.000,00
0,00
Caixa de Areia
4,0 x 4,0 m
2
0,00
0,00
Reator Anaeróbio
1.000 m³
2
2
3.500.000,00 3.500.000,00
Filtro Biológico Aerado
diâmetro = 12,0 m
1
1
350.000,00
350.000,00
Decantador Secundário
diâmetro = 16,0 m
1
1
720.000,00
720.000,00
Filtro Rápido de Areia
área = 28 m²
4
0,00
200.000,00
Desinfecção UV
1
1
420.000,00
420.000,00
Elevatória de Lodo
10 l/s
1
105.000,00
0,00
Elevatória de Recirculação
60 l/s - 5cv
1
145.000,00
0,00
Leitos de Secagem
40 m² (4 m x 10 m )
25
10
300.000,00
120.000,00
Total
6.435.000,00 5.310.000,00
8.2.6
ETE LAJE
A ETE Laje terá a mesmo processo de tratamento definido para a ampliação da ETE Sapo, com exceção
dos filtros de areia, que não serão necessários. Os custos estimados para implantação dessa ETE constam
no Quadro 8.3
Quadro 8.7 – Custos de implantação da ETE Laje, SES Rio Verde.
Quantidade
Unidade
Capacidade
Etapa
Etapa
Inicial
Futura
Grade Grossa
largura = 1,0 m
1
Grade Fina Tipo Escada
largura = 0,80 m
2
Caixa de Areia
4,0 x 4,0 m
2
Reator Anaeróbio
Filtro Biológico Aerado
Decantador Secundário
Desinfecção UV
Elevatória de Lodo
Elevatória de Recirculação
Leitos de Secagem
Emissário Final
Infraestrutura e Prédio
N:\DIAG 09\PLANO SANEAMENTO\RIO VERDE\ESGOT O\RELATÓRIO\08 PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS SES RV.DOC
1.000 m³
diâmetro = 10,0 m
diâmetro = 14,0 m
10 l/s
60 l/s - 5cv
40 m² (4 m x 10 m )
2.500 - DN 400
Total
3
2
2
1
1
1
25
1
1
1
1
1
1
10
-
Custo Total (R$)
Etapa Inicial
75.000,00
360.000,00
460.000,00
5.250.000,00
520.000,00
1.200.000,00
420.000,00
105.000,00
145.000,00
300.000,00
1.250.000,00
210.000,00
10.295.000,00
Etapa Futura
0,00
0,00
0,00
1.750.000,00
260.000,00
600.000,00
420.000,00
0,00
0,00
120.000,00
0,00
0,00
3.150.000,00
SENHA ENGENHARIA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES RIO VERDE
8.3
8 PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS
fl 8.6
CUSTOS TOTAIS
O Quadro 8.8 resume a previsão dos custos totais para ampliação e melhoria do SES Rio Verde.
Quadro 8.8 – Custos totais para ampliação e melhoria do SES Rio Verde.
Unidade
1 Redes e Ligações
Redes Coletoras
Ligações
Custo (R$)
153.403.868,65
142.810.762,63
10.593.106,02
2 Bacia Oeste
Interceptor Carequinha
Interceptor Campestre
Interceptor Promissão
Interceptor da Mata
Interceptor Abóbora
Interceptor Mangueiras MD
Elevatória Sapo
Elevatória Abóbora
Elevatória César Bastos
ETE Sapo
18.649.004,40
354.000,00
442.500,00
529.200,00
488.250,00
1.901.250,00
1.489.750,00
130.000,00
594.000,00
242.500,00
12.477.554,40
3 Bacia Leste
Interceptor Laje
Interceptor Chapadinha 1
Interceptor Chapadinha 2
Interceptor Setor Industrial
ETE Laje
21.222.350,00
4.374.000,00
1.218.750,00
1.131.600,00
1.053.000,00
13.445.000,00
Custo Total (R$)
8.4
193.275.223,05
PLANO DE OBRAS
A seguir consta o cronograma físico-financeiro indicativo para a implantação das obras previstas neste
Plano de ampliação e melhoria do Sistema de Esgotamento Sanitário de Rio Verde.
N:\DIAG 09\PLANO SANEAMENTO\RIO VERDE\ESGOT O\RELATÓRIO\08 PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS SES RV.DOC
SENHA ENGENHARIA
PLANO DE AMPLIAÇÃO E MELHORIA DO SES RIO VERDE
8 PROJEÇÃO DA NECESSIDADE DE INVESTIMENTOS
fl 8.9
CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO PARA AMPLIAÇÃO DO SES DE RIO VERDE
Execução das obras
Item
Período
2020-2025
2025-2030
Discriminação dos Serviços Peso (%)
Valor Total (R$)
Rede e Ligações
79,37%
153.403.868,65
Rede Coletora
73,89%
142.810.762,63
69.861.171
18.290.101
15.831.615
13.848.272
12.926.213
12.053.391
Ligações
Bacia Oeste
5,48%
9,65%
10.593.106,02
18.649.004,40
4.630.732
1.339.379
1.228.704
1.144.125
1.130.536
1.119.629
2.1
Interceptor Carrequinha
0,18%
354.000,00
354.000
2.2
Interceptor Campestre
0,23%
442.500,00
442.500
2.3
Interceptor Promissão
0,27%
529.200,00
529.200
2.4
Interceptor da Mata
0,25%
488.250,00
488.250
2.5
Interceptor Abóbora
0,98%
1.901.250,00
1.901.250
2.6
Interceptor Mangueiras MD
0,77%
1.489.750,00
1.489.750
2.7
Elevatória Sapo
0,07%
130.000,00
2.8
Elevatória Abóbora
0,31%
594.000,00
2.9
Elevatória César Bastos
0,13%
242.500,00
1
2
2010-2015
2035-2040
594.000
242.500
7.167.554
ETE Sapo
Bacia Leste
6,46%
10,98%
12.477.554,40
21.222.350,00
3.1
Interceptor Laje
2,26%
4.374.000,00
4.374.000
3.2
Interceptor Chapadinha 1
0,63%
1.218.750,00
1.218.750
3.3
Interceptor Chapadinha 2
0,59%
1.131.600,00
1.131.600
3.4
Interceptor Setor Industrial
0,54%
1.053.000,00
3.5
ETE Laje
Total de Investimentos
6,96%
100,00%
N:\DIAG 09\PLANO SANEAMENTO\RIO VERDE\ESGOT O\RELATÓRIO\08 PROJEÇÃO DE INVESTIMENTOS SES RV.DOC
2030-2035
130.000
2.10
3
13.445.000,00
193.275.223,05
2015-2020
5.310.000
1.053.000
10.295.000
93.325.203
3.150.000
26.927.034
17.060.319
25.582.897
17.206.750
13.173.020
SENHA ENGENHARIA
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Plano de Amliação e Melhoria SES Rio