Nº 36 Ano 6 Agosto/Setembro/Outubro 2009
sOLUçÕEs BR – Nº 36 – Ano 6 – Agosto/setembro/Outubro 2009
MINERAçãO
Jazidas de
bons negócios
NOVOs pARcEIROs
produtos químicos
para o celeiro do Brasil
BR AVIATION
Expansão internacional
P A
L
A V
R
A
B
R
O Brasil já está se recuperando do impacto da crise financeira internacional, deflagrada no final do ano passado. O Índice de Confiança do Consumidor da Fundação Getúlio Vargas voltou a subir no mês de setembro,
alcançando o maior nível desde maio de 2008; a inadimplência com cheques
voltou ao nível pré-crise, segundo a Serasa; o juro no empréstimo pessoal
é o menor desde 2004, de acordo com o Procon; o Ministério do Trabalho
está calculando que fecharemos 2009 com a criação de 1,1 milhão de novos
empregos e a estimativa de crescimento do PIB brasileiro em 2010 foi elevada
em níveis significativos.
É neste cenário que a Petrobras Distribuidora vem superando desafios e
realizando novas conquistas: continuamos a crescer e consolidamos nossa
liderança em praticamente todos os segmentos.
Nesse período, reforçamos nossa atuação junto a importantes clientes,
como o caso das grandes mineradoras. Elas estão expandindo sua produção
apoiadas em soluções oferecidas pela BR para o abastecimento de combustíveis e para a geração de energia. Também vamos cada vez mais fundo na
área offshore, onde conquistamos novos clientes a partir da intensificação das
atividades exploratórias com as descobertas do Pré-sal.
Ampliamos igualmente nossa rede de parceiros comerciais na área de
produtos químicos – em especial no segmento de aviação – a fim de viabilizar
a entrega de nossos produtos e serviços em todos os pontos do Brasil. Com
a mesma busca pela excelência, continuamos fiéis ao nosso compromisso de
antecipar a evolução do setor de asfalto, através da qualificação contínua de
nossos profissionais.
Além de nossos negócios, estamos comprometidos com o acesso da população à produção cultural brasileira, por meio de ações como o Programa BR
de Cultura e o Cinema BR em Movimento, que, nesta edição, traz um vídeo
sobre a questão da violência e da exploração sexual de crianças e adolescentes.
Também é com orgulho que festejamos os cinco anos da integração da
Liquigás aos nossos negócios. Nesse período, ela inovou e cresceu rumo à
liderança no segmento de gás liquefeito de petróleo (GLP), consolidando um
market share de 22,5%. Hoje são 35 milhões de consumidores, atendidos por
uma infraestrutura completa formada por 21 unidades industriais de engarrafamento, 19 depósitos de armazenamento e uma rede de aproximadamente
quatro mil revendedores.
Diante disso só podemos desejar: que venham novos desafios!
Foto Geraldo Falcão
Novos tempos,
novos desafios
José Lima de Andrade Neto
Presidente da Petrobras D istribuidora
Entrevista
alex messias
3 sem licensa para acomodação
..................................................................
Corporativo
8 No rumo certo
..................................................................
Reportagem de Capa
10 Uma mina de bons negócios
..................................................................
Novos Clientes
..................................................................
Marketing de Relacionamento
Energia
29 Geração renovada
..................................................................
Grandes consumidores
31 Linha direta
..................................................................
Patrocínio Esportivo
Produtos Químicos
36 expansão no agronegócio
38 Convite à excelência
..................................................................
Aviação
40 além da fronteira
43 Brasil adentro
..................................................................
Qualificação
46 Caminho pavimentado
..................................................................
Lubrificantes
48 parceria azeitada
..................................................................
Sumário
Sistema Petrobras
Luiz Claudio Caseira Sanches
DIRETOR FINANCEIRO
Nestor Cuñat Cerveró
DIRETOR DE OPERAÇÕES E LOGÍSTICA
José Zonis
Alex Messias
Antônio Carlos Alves Caldeira
Edson Chil
Érica Saião Caputo
Francelino da Silva Paes
Gilce Oliveira de Sant’Anna
Hévila Aparecida Arbex
Luis Marcelo Freitas
Marco Antonio de Oliveira do Couto
Sandra Braga Nery
GERENTE DE COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES INSTITUCIONAIS
Sylvia Sampaio Lopo
GERENTE DE IMPRENSA E RECURSOS INFORMATIVOS
Marcelo Siqueira Campos
EDITORA
CiNCo aNos
de iNteGRaÇÃo
Foto Banco de imagens Petrobras
DIRETOR DA REDE DE POSTOS DE SERVIÇO
CONSELHO EDITORIAL
32 emoções na quadra
..................................................................
Beatriz Cardoso
PRODUTORA
Fernanda Conde Novaes
REPORTAGEM
Diogo Ferreira Gomes e Victor Dawes Abramo
REVISÃO
50
..................................................................
Rede de Postos
55 presença em dose dupla
..................................................................
Patrocínio Cultural
57 o espetáculo já começou
..................................................................
Responsabilidade Social
59 Coisa de cinema
..................................................................
Opinião
61 energia e emissões: desafios para o transporte do futuro
..................................................................
Cenários
..................................................................
2
José Lima de Andrade Neto
Andurte de Barros Duarte Filho
..................................................................
64 sucesso planejado
P etrobras d istribuidora s.a.
DIRETOR DE MERCADO CONSUMIDOR
20 Na rota capixaba
25 tecnologia e responsabilidade ambiental
BR em Boa Companhia
da
PRESIDENTE
18 Combustível para operações offshore
62 Novo marco regulatório
P ublicação
Mariflor Rocha
PROJETO GRÁFICO
Marcelo Pires Santana / Paula Barrene de Artagão
DIAGRAMAÇÃO
Trama Criações de Arte
PRODUÇÃO GRÁFICA
Sérgio Murilo Silva Gomes
FOTOS
Agência Pedra Viva, Arquivo BR e
Banco de Imagens Petrobras
FOTO DE CAPA
Flavia Valsani
Produzida Por Trama Criações de arTe LTda.
TIRAGEM
9 mil exemplares
ENTREVISTA
Sem licença para
acomodação
ALEX MESSIAS
Foto Beatriz Cardoso
Gerente de Marketing de Transporte
O novo titular da
Gerência de Marketing
de Transporte (GMTR)
da Petrobras Distribuidora,
Alex Messias, acredita
que seu principal desafio
será antecipar-se às
tendências do mercado,
não só descobrindo
novos nichos de atuação,
mas também refinando
os processos de fidelização
de frotas e alavancando
as vendas de especialidades
para o segmento marítimo
3
ENTREVISTA
A
lém do seu carro-chefe, o
Controle Total de Frotas (CTF
BR), maior e mais completo
programa de fidelização que se tem
notícia, a GMTR continuará trabalhando na ampliação do seu portfólio de serviços, incluídos aí o Projeto Embarcador e o Lubrax System.
No segmento marítimo, a intenção
é ampliar a atuação nos terminais
aquaviários com ênfase nos segmentos offshore e pesqueiro, sem esquecer da navegação de longo curso e
de cabotagem.
Soluções BR – Qual o maior desafio da GMTR?
Alex Messias – Posso destacar
três grandes desafios. O primeiro é
refinar e integrar ainda mais o Controle Total de Frotas (CTF) à atividade
diária da BR, um programa de fidelização que, até onde se sabe, é o
maior e mais completo do mundo. O
segundo desafio é na área marítima,
para atender à demanda crescente
por produtos e serviços já existentes
e que, em médio e longo prazo, poderão ser amplamente majorados na
exploração do pré-sal. Finalmente,
teremos de nos estruturar, em todo o
país para, a partir de 2012, atender à
obrigatoriedade em todas as regiões
metropolitanas do uso do óleo diesel
S-50, além do diesel S10 (10 ppm –
partículas por milhão – de enxofre)
que deverá estar disponível em todo
o território nacional para atender à
nova geração de veículos médios e
pesados (ônibus e caminhões).
Soluções BR – Como o CTF BR
pode ser melhor dimensionado?
Alex Messias – Antes de mais
nada, os sistemas da CTF precisam
de uma maior integração com os sistemas informatizados da própria BR.
Compatibilizar esses sistemas para
que eles possam se “falar” – sem fa-
4
lhas de comunicação – é fundamental. Atualmente temos pequenas lacunas entre as duas plataformas que
precisam ser eliminadas. Já estamos
trabalhando no tratamento dessas
pendências com vistas a resolvê-las
dentro do próximo mês. O CTF é o
nosso carro-chefe, um sucesso sem
precedentes, mesmo quando olhamos mais além das fronteiras, para
serviços similares em outras partes
do mundo. Nossos números falam
por si. Hoje temos nada menos do
que 2.710 frotas contratadas, o que
representa o monitoramento de mais
de 140 mil veículos e um abastecimento de 120 mil m³ de combustí-
“o CTF alcançou
a marca de 702
postos de revenda e
1.200 pontos de
abastecimento
em todo o país”
veis por mês, passando pelo sistema.
No mês de setembro, por exemplo, o
CTF alcançou a marca de 702 postos
de revenda e 1.200 pontos de abastecimento credenciados em todo o
país. Estudos recentes mostram que
a utilização do monitoramento remoto de frotas reduz em até 30% o
consumo de combustível, o que faz
uma diferença enorme nos resultados das transportadoras.
Soluções BR – Se é um sucesso
tão grande, por que precisa ser aperfeiçoado?
Alex Messias – Na verdade não
chega a ser uma mudança estrutural,
mas sim a adoção de uma atitude de
marketing mais agressiva, para agre-
gar novos clientes (que tenham volume e perfil para ser atendido pelo
CTF) e ampliar nossos serviços. Percebemos que o CTF entrou numa espécie de zona de conforto, e isso não
nos agrada. Mesmo sendo um marco no segmento, é preciso continuar
crescendo e atendendo melhor. Afinal, essa é a forma de atuar de todo
o Sistema Petrobras, está em nosso
DNA. A manutenção da liderança
é um desafio que nos leva sempre
à frente, sempre em busca do melhor desempenho, da excelência em
nossos serviços. A liderança não nos
dá licença para acomodação. Precisamos seguir sempre em busca de
novas tecnologias e da otimização
de nossos métodos operacionais. E
é isso que estamos fazendo.
Soluções BR – Por que a implementação do novo diesel S-10 demanda
uma estruturação tão grande?
Alex Messias – Em primeiro lugar, precisamos entender bem como
esse processo se dará. De acordo
com regulamentação do Ministério
dos Transportes, todos os veí­culos
de transporte (caminhões e ônibus
de médio porte a pesados) fabricados a partir de 2012 serão obrigados a utilizar o diesel S10, mais limpo, menos poluente, por ter apenas
10 partículas por milhão (ppm) de
enxofre. Atualmente, o diesel metropolitano (S500) vem sendo substituído gradativamente pelo diesel
S50. O diesel interior (S1800) teve
uma redução no seu teor de enxofre no início deste ano, passando de
2.000 ppm de enxofre para 1.800
ppm e será inteiramente substituído pelo diesel S500 até 2014. Na
verdade, o S50 já vem sendo introduzido gradativamente nas regiões
metropolitanas desde 2008, devido
ao acordo fechado entre a Agência
Nacional de Petróleo, Gás Natural e
Foto Rogério Reis
Devido ao enorme potencial do transporte marítimo e fluvial no país, este segmento é estratégico para a BR, que é a única distribuidora presente em todo o território nacional
Biocombustíveis (ANP), o Ministério
Público, a Petrobras e a Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O que
estamos vivendo é um novo paradigma nesse mercado, indo além da
qualidade do produto: a preocupação com a emissão que o produto
produz. Precisamos nos preocupar
com o que foi estabelecido pelo Ministério dos Transportes. E a BR, assim como todo o Sistema Petrobras,
tem a missão de atuar de forma social e ambientalmente responsável;
logo, vamos trabalhar para estarmos – como sempre estivemos – rigorosamente dentro da lei.
Soluções BR – Como a BR vai se
preparar para abastecer todo o mercado?
Alex Messias – Vamos acompanhar com muita atenção, passo a
passo, todas as fases da implantação desses novos combustíveis. Volto
a dizer: temos que atender à determinação dos entes fiscalizadores e
garantir que o processo obedeça
às rigorosas normas de segurança e
qualidade estabelecidas pelo Sistema Petrobras. Portanto, temos uma
enorme tarefa pela frente, porque
teremos de fazer esse acompanhamento em todo o país, o que certamente exigirá uma estrutura ao mesmo tempo flexível e eficiente.
Soluções BR – O que há de tão
desafiante no segmento marítimo?
Alex Messias – O extenso litoral
brasileiro e a vasta rede hidroviária
do país oferecem enorme potencial
para utilização econômica do transporte marítimo e fluvial. Mais de 350
milhões de toneladas são transportadas anualmente por esse modal
no país, equivalente a 11,72% do
movimento de carga registrado no
país. Entretanto, esse meio de transporte ainda não é totalmente explo-
rado em razão dos investimentos
iniciais exigidos e, principalmente,
por ser um meio de transporte considerado “lento”. Com a recente privatização do sistema de navegação
de cabotagem no país, espera-se
maior volume de investimentos no
setor. Já são 24 empresas autorizadas a operar pela Agência Nacional
de Transportes Aquaviários (Antaq)
e esse número deve crescer ainda
mais. A frota geral de cabotagem
já chega a quase duas centenas de
embarcações. Os portos com maior
frequência são Santos, Rio de Janeiro, São Sebastião, Paranaguá,
Tubarão, Rio Grande, Salvador,
Fortaleza, Vitória e Recife (Suape). A
evolução da movimentação de contêineres nos portos brasileiros mostra que a navegação de cabotagem
vem passando por um incremento
constante. De acordo com o Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), só
5
ENTREVISTA
nos últimos cinco anos, o aumento
foi de 350%.
Com relação às hidrovias, duas estão especialmente impulsionando o
transporte fluvial no interior do Brasil e com os países vizinhos do Sul
e Sudeste: as hidrovias do ParanáParaguai e do Tietê-Paraná, esta última também chamada “Hidrovia do
Mercosul”.
Soluções BR – Sendo assim, há um
enorme potencial para desenvolver
as vendas neste segmento, certo?
Alex Messias – Atender a esse
segmento é não só responsabilidade
da BR, já que somos a distribuidora
líder de mercado e a única a estar
presente em todo o território nacional, como também nossa obrigação. De fato, a criação da Secretaria
Especial da Aquicultura e Pesca do
governo federal em 2003 – e que recentemente ganhou status de ministério – visava dar um novo impulso
e mais competitividade à atividade.
Para isso, foram criados instrumentos como a Subvenção Econômica
ao Preço do Óleo Diesel e o Programa Nacional de Financiamento da
Ampliação e Modernização da Frota
Pesqueira Nacional (Profrota).
Alguns números do Ministério da
Pesca dão uma dimensão do quanto
esse mercado é promissor e de sua
relevância para nossa economia:
a frota pesqueira marinha e estuarina que opera no litoral brasileiro,
tanto na zona costeira quanto na
pesca oceânica, está estimada em
torno de 30 mil embarcações, 10%
das quais, consideradas de médio e
grande porte, e conhecidas como
frota industrial. Essa frota considerada industrial, com tripulação média
de 10 pescadores por embarcação,
emprega em torno de 30 mil pescadores, ressaltando-se que o parque
industrial, conforme mencionado
6
anteriormente é composto por cerca de 300 empresas relacionadas à
captura e ao processamento.
O Brasil é hoje apenas o 27º produ­
tor mundial de pescados, atrás de
países como Chile, Peru e Argentina.
Nosso consumo anual de pescado é
de 6 kg/habitante/ano e, segundo a
Food and Agriculture Organization
(FAO), os produtos pesqueiros devem ter um consumo mínimo de 12
kg/habitante/ano graças às suas
excelentes qualidades nutricionais.
O setor é ainda responsável pela ge­
ração de aproximadamente 800 mil
empregos diretos. A BR, como fornecedora de insumos e também de serviços, pode ajudar a alavancar significativamente a economia da pesca.
Soluções BR – Como será a relação com a Petrobras?
Alex Messias – No segmento de
combustíveis, a Petrobras, nossa
controladora, atua basicamente no
atendimento a navios de longo curso. Portanto, será fundamental o diálogo com ela. Há toda uma gama de
embarcações que podemos atender
e que atualmente estão na mão de
traders e agenciadores. A BR pode,
e vai ocupar esse espaço. Já no
ramo de lubrificantes marítimos, a
BR é líder de mercado, com forte
presença em todos os segmentos.
Nosso grande trunfo é o contrato de
licenciamento com a BP Marine, garantindo tecnologia de ponta para
a linha Marbrax, que está aprovada
nos principais fabricantes mundiais
de motores marítimos. Trata-se de
um baita diferencial tecnológico.
Soluções BR – O que já vem sendo
feito?
Alex Messias – Estamos tentando
melhorar os segmentos que já atendemos. Cabe à nossa Gerência de
Vendas de Produtos Marítimos (GV-
MAR) coordenar a comercialização
de lubrificantes para todo o segmento marítimo e de combustíveis
para a navegação de apoio e também para as empresas que atuam
na exploração de petróleo offshore.
Hoje a GVMAR tem como principais clientes a Transpetro (Petrobras
Transportes S/A), a Marinha do Brasil e a própria BP Marine. Estamos
ampliando nossa estrutura de armazenagem e entrando com operação
no Depósito de Produtos Marítimos
de Macaé (Demac), que irá reforçar
e otimizar o atendimento das demandas de lubrificantes para plataformas e embarcações de apoio
que atuam na Bacia de Campos.
Soluções BR – Por falar em Bacia
de Campos, como a BR encara o
desafio de atender à demanda que
inevitavelmente irá surgir com a exploração da camada de pré-sal?
Alex Messias – Vale lembrar que
a navegação de apoio marítimo é
realizada por embarcações especializadas, em apoio às atividades de
exploração e produção de petróleo
no mar. Para a realização dessa atividade, basicamente contratada pela
Petrobras, são investidos anualmente
cerca de US$ 450 milhões. As empresas brasileiras de navegação que
operam nesse segmento são responsáveis por cerca de 15% desse
montante. A frota de supply (apoio à
atividade offshore) é de uma centena
de navios, enquanto o número de
rebocadores e empurradores é três
vezes maior.
O atendimento às demandas que
irão surgir com a exploração do
pré-sal será um desafio abissal, tanto em termos do volume de diesel e
lubrificantes, como também com relação à logística que será necessária para suprir as necessidades das
plataformas e embarcações. Não
Foto Geraldo Falcão
podemos esquecer que alguns pontos de exploração estarão localizados a mais de 300 km da costa. No
entanto, essa é uma situação que
será enfrentada apenas no médio e
longo prazos (em cerca de 8 ou 10
anos) e por isso a BR, assim como
todos os outros atores envolvidos,
terá tempo de se preparar bem para
enfrentá-la com eficiência e responsabilidade.
Soluções BR – Mudando de foco,
no que consiste o Projeto Embarcador?
Alex Messias – O Projeto Embarcador foi originalmente desenvolvido
para fornecer combustível e prestar
serviços a um dos mais importantes
setores da economia nacional: a
indústria de papel e celulose. O
Embarcador possibilita a criação de
uma infraestrutura própria de abastecimento de combustível para os
veículos de transportadores de ma­
deira. As indústrias necessitam trans­
portar as madeiras até as fábricas
para processamento. A BR instala
na fábrica um tanque de arma­
zenamento de óleo e um ponto de
abastecimento dotado de CTF BR.
O Embarcador reduz substancialmente os custos das empresas, pois
além do controle de combustível
dispensa a manutenção de pequenos tanques de armazenagem.
Com um consumo mais elevado, as
companhias conseguem negocia­
ções mais vantajosas e a BR ganha
na fidelização. Além disso, veículos
que estiverem longe do ponto de
abastecimento são atendidos por
caminhões-comboio.
Entre os clientes dessa solução estão
a Votorantim, a Aracruz, a Suzano, a
Cenibra (Celulose Nipo-Brasileira) e
a Veracel (associação entre a Aracruz e a Stora Enso), os principais
players desse mercado. Para se ter
Atuar regionalmente para atender as demandas dos clientes locais, em qualquer ponto do país, é a estratégia
da GMTR para manter a liderança na área de transporte
uma ideia da importância desse setor
para a economia brasileira, dados
da Associação Brasileira de Celulose e Papel dão conta de que o Brasil
já é o quarto maior produtor mundial de celulose e o 11º de papel,
gerando mais de 100 mil empregos
diretos e outros 500 mil indiretos e
divisas de quase US$ 6 bilhões em
exportações.
liderança nacional, precisamos atuar
regionalmente de forma orquestrada, de maneira a sempre atender às
demandas dos clientes locais, seja
onde for e com as ferramentas adequadas a obtermos as melhores negociações. É uma oportunidade de
consolidar nossa liderança na área
de serviços e ganhar clientes onde
for possível.
Soluções BR – O Embarcador
atende a grandes clientes, mas, por
outro lado, a GMTR tem no seu foco
um segmento muito capilarizado co­
mo é o de transporte. Como garantir
a liderança nesse mercado?
Alex Messias – O segmento de
transporte não se organiza da mesma
forma que o industrial. É um mercado
bem mais competitivo. Não tem gran­
de concentração e está ao sabor da
mudança dos ventos da economia
e sujeito a todas as dificuldades logísticas que existem no Brasil. É o
marketing do corpo a corpo, porque
concorremos com todo o tipo de
companhia distribuidora e não pode­
mos baixar a guarda.
Soluções BR – Que palavras finais
você gostaria de deixar para os parceiros e clientes?
Alex Messias – A GMTR vai buscar não só a conquista de novos
clientes e mercados, mas também
procurará consolidar e melhorar a
relação com os atuais. Distribuição
é basicamente logística, ponto de
venda e volume. Você deve ter condições de oferecer a quantidade
de produto que o cliente precisa,
no lo­cal exigido e com a melhor
e mais econômica solução. Mas
apenas isso não basta. Hoje em
dia é preciso agregar valor à venda, oferecendo serviços sob medida para cada necessidade e, por
último, mas não menos importante, manter a relação de parceria e
confiança que já é tradicional entre
a BR e seus clientes.
Soluções BR – Qual será a estratégia nesse caso?
Alex Messias – Para mantermos a
7
CORPORATIVO
No rumo CERTO
José Lima de Andrade Neto assume a presidência da Petrobras Distribuidora comprometendo-se a
Foto Agência Petrobras de Notícias
aprimorar o modelo de gestão que tem levado a Companhia a atingir êxito crescente nos resultados
O presidente da BR, José Lima Neto, ao lado de José Eduardo Dutra, recebe os cumprimentos do ministro Edison Lobão e do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli
A
estratégia que tem assegurado à Petrobras Distribuidora seguir adiante na
liderança do setor de combustíveis,
tendo como marcas registradas a
excelência e a inovação nos produtos e serviços que disponibiliza
para o mercado será reforçada.
Esta é a promessa do engenheiro químico José Lima de Andrade
Neto, de 53 anos, que assumiu a
presidência da Companhia no dia
20 de agosto.
8
José Eduardo Dutra entregou
o comando ao novo executivo,
em solenidade realizada na sede
da Companhia, no Rio de Janeiro, com a presença do ministro
de Minas e Energia, Edison Lobão, do presidente da Petrobras,
José Sérgio Gabrielli, diretores da
Petrobras, da BR e de outras empresas do Sistema Petrobras, além
de dirigentes de órgão públicos,
sindicatos e empresas ligadas ao
setor de energia.
José Lima de Andrade Neto
afirmou que a gestão que se inicia
tem a meta de continuar alcançando êxito nos resultados e tornar a
Companhia ainda mais forte.
Ele agradeceu a todos os que o
apoiaram e ofereceram oportunidades de crescimento ao longo de
sua carreira, citando o presidente
da Petrobras, a ministra-chefe da
Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro de Minas e Energia e o expresidente da BR. Destacou ainda
ter tido a honra e a felicidade de
trabalhar com todos eles. Após assinar o termo de posse, Lima recebeu o crachá da BR das mãos de
José Sérgio Gabrielli.
Agregando forças
O ministro Edison Lobão agradeceu o apoio recebido enquanto
Lima Neto esteve à frente da Secretaria de Petróleo, Gás Natural
e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia. “Ele
sempre demonstrou uma capacidade muito grande de agregar forças para desempenhar suas tarefas
com o mais alto espírito público e
a maior competência. Dentro da
Petrobras não foi diferente, e certamente esse perfil extraordinário
será mantido enquanto estiver à
frente da Petrobras Distribuidora”,
destacou.
Gabrielli ressaltou a importância da BR nos resultados operacionais e financeiros do Sistema
Petrobras e elogiou o desempenho
de José Eduardo Dutra à frente da
Companhia. Também ressaltou a
capacidade de negociação e o per­
fil agregador de Lima Neto, res-
ponsáveis por seu sucesso na área
de Novos Negócios da Petrobras
e na condução do complexo setor
petroquímico.
Dutra agradeceu o empenho
de todos os funcionários da BR e
elogiou seu sucessor, dizendo que
deixava o cargo absolutamente
tranquilo. “Este é, sem dúvida,
um momento de certa tristeza por
deixar para trás tantas amizades
fortalecidas ao longo do trabalho.
Mas também é um momento de
grande conforto, pelo privilégio
de passar o bastão para uma pessoa do gabarito de Lima Neto e
saber que trabalhará sempre para
elevar ainda mais o nome da BR”,
afirmou.
novos diretores
O Conselho de Administração
da Petrobras Distribuidora nomeou, no dia 21 de setembro, José
Zonis para a diretoria de Operações e Logística, em substituição a
Edimilson Dato Sant’Anna; e Luiz
Claudio Caseira Sanches para
a diretoria da Rede de Postos de
Serviço, no lugar de Edimario Oliveira Machado.
Desde 2006, José Zonis era
titular da Gerência de Negócios
de Energia (GNE). Formado em
Engenharia de Produção pela
Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ) e mestre em Finanças pela PUC-Rio, ele é do
quadro técnico do Sistema Petrobras desde 1983. Já ocupou os
cargos de diretor superintendente
da TBG – Gasoduto Bolívia-Brasil
e da Gaspetro (Petrobras Gás
S/A), além da gerência geral de
Marketing e Comercialização de
Gás da Petrobras.
O engenheiro civil Luiz Claudio Sanches, formado pela UFRJ,
com cursos de pós-graduação em
Gestão de Negócios Internacionais (IBMEC) e Gestão Executiva,
ingressou no Sistema Petrobras em
1980. Desde 2006 ocupava o cargo de gerente geral de Abastecimento (Inter-TEC/AB) da Gerência
Executiva Internacional de Suporte
Técnico aos Negócios. No período de 2000 a 2002, Sanches foi
diretor da subsidiária da BR constituída na negociação de troca de
ativos entre a Petrobras e a Repsol
YPF Brasil.
Três décadas na Companhia
O novo presidente da BR tem uma extensa folha de serviços
prestados ao Sistema Petrobras
A indicação de José Lima de
Andrade Neto para a presidência
da Petrobras Distribuidora foi aprovada pelo Conselho de Administração da Companhia em 14 de
agosto. Secretário de Petróleo, Gás
Natural e Combustíveis Renováveis
do Ministério de Minas e Energia
desde abril de 2008, Lima Neto é
funcionário de carreira da Petrobras
desde 1978.
Em 31 anos de Petrobras, ocupou vários cargos de gerência, entre
os quais os de Novos Negócios e de
Recursos Humanos, além de presidente da Petroquisa – subsidiária
que administra as participações do
Sistema Petrobras no segmento petroquímico. Teve a oportunidade de
conduzir projetos de grande relevância como o Complexo Petroquímico
do Rio de Janeiro (Comperj), a Petro-
química de Paulínia (São Paulo) e a
Petroquímica Suape (Pernambuco).
Formado em Engenharia Química pela Universidade Federal de
Sergipe e mestre em Engenharia de
Petróleo pela Colorado School of
Mines (EUA), Lima Neto foi professor e coordenador dos programas
de formação e desenvolvimento
de engenheiros da Universidade
Petrobras.
9
REpoRTAGEm dE CApA
Uma miNa
de BoNs NeGÓCios
As principais mineradoras do país implantam novos projetos e ampliam a produção mineral brasileira
com o apoio da Petrobras Distribuidora, que garante o fornecimento de combustíveis em distintos pontos
do Brasil, além de disponibilizar soluções energéticas para assegurar a produtividade das minas
M
ineração é – e sempre foi
– uma atividade tradicional no Brasil, que desde o
descobrimento tem no extrativismo
– principalmente mineral – uma das
atividades básicas de sua economia.
Um dos fatores que acelerou a ocupação territorial do Brasil – inclusive
nos tempos modernos –, a mineração é, ao lado da indústria petrolífera, uma das principais fontes geradoras de riqueza do país.
a proximidade entre mineração de
ouro, ferro, bauxita, nióbio, manganês, cobre, estanho, alumínio,
entre outros recursos minerais, e
10
a prospecção de petróleo e gás,
vai mais além do fato de todas
essas riquezas estarem escondidas no nosso subsolo. estende-se
também à própria cadeia produtiva dos dois setores da economia,
uma vez que cada um deles consome – e intensivamente – insumos
gerados pelo outro.
assim como a indústria de petróleo
demanda, cada vez mais, equipamentos feitos com materiais de origem mineral – aço, titânio, novas
ligas etc. – para ir cada vez mais
fundo nas suas atividades exploratórias, as mineradoras precisam de
energia para manter e ampliar suas
operações e a capacidade produtiva de suas minas – a céu aberto e
as subterrâneas.
portanto, nada mais natural que a
maior distribuidora de combustíveis
do Brasil, a petrobras distribuidora,
seja uma das parceiras estratégicas
das grandes mineradoras do país,
como os grupos vale, anglo american, Yamana, alcoa e votorantim,
entre outros. essas empresas vêm
utilizando não somente os derivados de petróleo da BR para manter
funcionando o “motor” dessa atividade econômica como também as
Foto silvio simões
soluções energéticas que a companhia disponibiliza.
Hoje, a Gerência de Grandes Consumidores tem em seu portfólio
de clientes empresas nacionais e
estrangeiras que respondem pela
maior parte do piB mineral (produto interno bruto do setor de mineração), que foi de Us$ 84 bilhões
em 2008 (excluindo a produção de
petróleo e gás) – cerca de 11% superior ao do ano anterior e 5,25%
do piB do Brasil,que alcançou Us$
1,57 trilhão.
por meio de suas gerências regionais de consumidores, que atendem
aos clientes nos quatro cantos do
país, a BR tem garantido a energia
necessária para a produção de minérios como ferro, alumínio (bauxita), cobre, caulim e manganês, en-
tre outros, que responderam no ano
passado por 52% do saldo total do
comércio exterior do país, que foi de
Us$ 25 bilhões (não contabilizando
o saldo do setor de petróleo e gás).
gRAndeS negócioS
Nada menos que 585 mil toneladas de combustíveis é o volume
previsto em apenas um dos contratos mais recentes fechados pela
Gerência Regional de Consumidor
do Centro-oeste (GRCCo), que
até setembro havia comercializado
um total de 200.000 toneladas de
óleo combustível, 43 milhões de
litros de diesel e 900 mil litros de
lubrificantes exclusivamente para
seus clientes do setor mineral.
a importância dessa parceria ficou clara na solenidade realizada na
sede da mineradora, em são paulo,
na qual o presidente da anglo american Brasil, Walter de simoni e o gerente executivo de Grandes Consumidores da BR, antonio Carlos alves
Caldeira, assinaram o contrato, na
presença de gerentes e profissionais
envolvidos nessa negociação das
duas companhias.
o “volumoso” contrato, com
duração de 48 meses, foi fechado com a anglo american Brasil –
metais pesados (aaBmp) – que terá
todas as cinco unidades operacionais da empresa no país – Barro
alto, Niquelândia, Catalão, ouvidor (todas em Goiás) e Cubatão
(sp) – abastecidas pela BR. a parceria comercial prevê o suprimento
de meio milhão de toneladas de
óleo combustível , para processos
11
Walter de simone, presidente da anglo american Brasil, e o GGC, antonio Carlos Carlos alves Caldeira
industriais, e 48 milhões de litros
de óleo diesel, para máquinas,
equipamentos e frotas.
“É necessário destacar a importância de termos fontes seguras de
energia para as nossas operações,
principalmente a partir de 2011”, sublinhou o presidente da anglo american Brasil. “É fundamental termos
o fornecimento seguro dos principais
insumos, como é o caso do óleo combustível e diesel, recursos energéticos
necessários para a nossa produção
de ferro-níquel. então, nada melhor
do que ter como parceira uma empresa confiável, de grande porte, e
que também pensa a longo prazo,
como nós”, destacou o executivo.
o gerente executivo de Grandes
Consumidores (GGC), antonio Carlos alves Caldeira, observou que a
ampliação da parceria com a anglo
american, que já era cliente da petrobras distribuidora, reforça ainda
mais a participação da Companhia
no setor de mineração. “temos negócios com empresas de praticamente todos os ramos da mineração. Nossa expertise e infraestrutura
para garantir o fornecimento desses
insumos nos colocam em uma posição privilegiada no mercado”, observa Caldeira.
12
a anglo american, ao lado da
vale, Rio tinto e BHp Billiton, é uma
das gigantes do minério de ferro no
mundo. No Brasil, onde é uma das
principais produtoras de ferro, níquel
e nióbio, a empresa se estrutura para
ampliar a produção movida a combustíveis da BR. por isso mesmo, a
assinatura do novo contrato, além
de promover o estreitamento da relação comercial, proporcionando
ganhos de custo de produção em
escala para ambas as empresas, assegura um impacto socioeconômico
positivo na região.
deMAndAS AtendidAS
maior projeto da anglo american
nos últimos anos, a planta de níquel
de Barro alto, na região central de
Goiás, que vai produzir anualmente
cerca de 36 mil toneladas de ferroníquel, ao longo de 26 anos, já teve
em torno de 70% do total de atividades finalizadas – em setembro já
havia completado 99% da engenharia e 48% da construção. isso indica que o empreendimento, com um
investimento total de Us$ 1,8 bilhão,
vai entrar em operação em 2011,
dentro do cronograma.
diante dessa demanda anunciada, a anglo american viu que seria
necessário negociar, desde agora,
volumes maiores de óleo combustível e diesel. “a proposta da BR
atendeu a todas as nossas necessidades”, afirmou Luiz alberto Roselli
de souza, gerente de Compras da
anglo american Brasil, lembrando
que a BR abastece a usina de Niquelândia desde o início das operações, em 1982.
ele acrescenta ainda que a parceria com a petrobras, umas das
10 empresas do mundo que mais
se valorizaram e a oitava maior em
valor de mercado, é a garantia de
fornecimento contínuo de produtos.
“a nossa expectativa era ter
um grande fornecedor, que tivesse
condições de estabelecer um plano de contingência para assegurar
o abastecimento – como é o caso
da petrobras, que tem diversas refinarias e bases de distribuição de
combustível próximas às unidades
da anglo american”, destacou.
além do fornecimento de combustível, a Companhia também vai
cuidar da gestão de estoques, da
operação e manutenção das plantas de óleo combustível nas unidades industriais de Niquelândia (na
divisa de Goiás com minas Gerais,
onde está a sede da subsidiária
Codemin) e Barro alto. “isso significa que reduziremos nossos custos
de manutenção e inventário, pois
até agora éramos responsáveis por
essa gestão”, observa o gerente.
Foto antonio Larghi
Foto antonio Larghi
REpoRTAGEm dE CApA
Luiz alberto roselli de souza
Foto net.i
Projeto Barro alto incrementa ainda mais os negócios da Petrobras distribuidora no setor de mineração, que movimentou, até setembro, um total de 200.000 toneladas
de óleo combustível, 43 milhões de litros de diesel e 900 mil litros de lubrificantes somente na região Centro-oeste
No início de 2010, a BR vai dar
a partida na construção dos tanques de armazenagem na planta de
Barro alto, onde, antecipando-se às
demandas, já instalou um posto de
abastecimento de óleo diesel para
a frota da anglo american. o posto
terá o serviço de Controle total de
frotas (Ctf BR), sistema que identifica os veículos a serem abastecidos, a quantidade de combustível
utilizada, bem como o consumo de
cada veículo, seja em horas trabalhadas por litro de diesel ou em quilômetros por litro.
outro diferencial do acordo,
que está alinhado com as diretrizes
ambientais e de sustentabilidade da
anglo american, é o fato de a BR
dispor de um aditivo que reduz a
emissão de poluentes para a atmosfera, o add Cleaner. “o histórico da
petrobras no Brasil é muito parecido
com o que pensamos e adotamos
como premissas: preocupação e
responsabilidade de não causar danos ao meio ambiente, gestão de
pessoas, geração de empregos, entre outros aspectos”, diz Luiz alberto
Roselli de souza.
assim como a BR, a anglo american avalia todas as oportunidades
de negócios com seus parceiros.
“somos clientes também na área
de químicos: a BR é a nossa maior
fornecedora de amônia. e eu vejo
que existem outras possibilidades,
como o gás natural. se essa fonte
energética se tornar viável, em termos de logística – lembrando que
nossas operações estão no Centrooeste – é uma oportunidade de
ampliarmos nossa matriz energética”, conclui o gerente.
a possibilidade de renovação de
contrato também está nos planos
das duas empresas. “esse contrato está sendo assinado com toda a
área de metais pesados: ou seja, já
está cobrindo toda a nossa produção de níquel, nióbio e fosfatados
(fertilizantes). sem dúvida, eu acho
que é uma experiência que pode
ser repetida”, afirmou o presidente
da aaBmp, Walter de simoni.
o Rico centRo-oeSte
para se ter uma ideia da importância do setor de mineração nos
negócios da Gerência Regional
de Consumidor do Centro-oeste
(GRCCo) nos últimos seis meses
basta ver os números. “ele foi responsável por 12,4% das nossas
vendas totais, com um volume médio mensal de 22.400 metros cúbicos de produtos da BR”, destaca o
gerente regional Luiz maurício Leal
vega, que, na sua área geográfica
de atuação, atende, além da anglo
american, a votorantim, a Yamana
e a sama, entre outros.
13
Fotos Divulgação/Votorantim
Com mais de duas décadas de
bom relacionamento comercial, a
Votorantim Metais é outra cliente
da BR, que abastece as subsidiárias
Votorantim Metais Níquel, sediada
também em Niquelândia; a Votorantim Metais Zinco, com sede em Paracatu (MG) e a Companhia Brasileira
de Alumínio (CBA), segunda maior
produtora brasileira de alumínio, há
54 anos em atividades no país.
“Na planta da Votorantim Metais Níquel (VMN), que possui um
alto consumo de óleo combustível
2A – cerca de 120 mil toneladas
por ano –, instalamos uma base
para atender à unidade e cuidamos
da gestão de todo o estoque do
cliente”, destaca Luiz Maurício Leal
Vega, acrescentando que é possível
ampliar a gama de serviços oferecidos, acrescentando, entre outros,
o CTF BR.
Fundada em 1957, a mineradora explora uma mina desde 1981,
dispondo de uma planta industrial
com capacidade de processamento de 2,2 milhões de toneladas por
A Votorantim consome 120 mil ton de combustível
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Foto Arquivo BR
REPORTAGEM DE CAPA
Jackson Motta e Luiz Maurício, em Barro Alto
ano, tendo produzido em 2008 um
total de 23 mil toneladas de níquel
contido no carbonato. O minério
é processado nas quatro usinas
de secagem e moagem (com uma
capacidade total de 290 t/h), que
consomem óleo combustível 2A e
coque de petróleo. Além do óleo
combustível, a mineradora consome diesel e lubrificantes.
Maior produtora de zinco das
Américas e entre as dez maiores
produtoras mundiais, a Votorantim Metais Zinco (VMZ) tem minas
nas cidades de Vazante e Paracatu
(Morro Agudo), além de duas unidades industriais, em Três Marias e
em Juiz de Fora, todas em Minas
Gerais. Juntas, elas consomem mais
de 24.000 t de óleo combustível, 5
milhões de litros de diesel e 300 mil
litros de lubrificantes por ano.
A unidade de Vazante, a maior
jazida brasileira de minério e zinco,
em operação desde 1969 e capacidade de processamento de 160
mil t/ano de zinco contido (metal),
produziu 138.514 toneladas em
2008. Já a planta de Paracatu, onde
a mina de Morro Agudo iniciou as
operações em 1988 (exploração comercial – venda de concentrado),
produz concentrado de chumbo e
cerca de 37 mil toneladas/ano de
zinco, fabricados a partir de minério
de zinco sulfetado.
Em três Marias, pioneira na
implantação do processo eletrolítico para a metalurgia do zinco no
Brasil, possui capacidade produtiva
anual de 180 mil toneladas de zinco enquanto na unidade de Juiz de
Fora a produção anual é de 98 mil
toneladas.
Luiz Maurício lembra ainda que
outra empresa do grupo Votorantim, a Companhia Brasileira de Alumínio, que produz cerca de 475 mil
toneladas/ano de alumínio primário, também está no portfólio da BR.
A empresa possui a maior planta
verticalizada do mundo: no mesmo
local, realiza desde o processamento da bauxita até a fabricação de
produtos (lingotes, tarugos, vergalhões, placas, bobinas, chapas, folhas, perfis, telhas e cabos).
Da cor do ouro
Outra cliente do portfólio da
GRCCO é o Grupo Yamana, que
iniciou operação no Brasil em 2003,
quando adquiriu uma mina de ouro
da brasileira Vale (outra cliente BR).
A mineradora possui contratos de
diesel e lubrificantes com a Petrobras Distribuidora nos três locais
onde atua, explorando diferentes
minérios. Segundo Luiz Maurício, o
consumo médio do grupo na área
de abrangência da gerência regional vem crescendo este ano.
Na cidade de Alto Horizonte
(GO), a subsidiária Mineração Ma­
racá Ind. e Com. tem uma capacidade de beneficiamento de 16
milhões de t/ano de cobre. Já em
Mato Grosso, nas cidades de Vila
Bela da Santíssima Trindade e Nova
Lacerda, o negócio da Yamana é
ouro. A subsidiária Serra da Borda
Mineração e Metalurgia S/A tem
plantas com capacidade de beneficiar 750 t/h de circuito de britagem
e 1.300 t/h de lixiviação.
Norte e Nordeste:
mercados em expansão
A capilaridade da BR, que tem
operações e bases distribuídas por
todo o país, é o principal diferencial
observado pelas mineradoras que
atuam em regiões mais inóspitas
como o Norte – na região amazônica brasileira – e também no Nor-
Foto Divulgação/Alcoa
“Todas essas unidades possuem
ainda o sistema CTF BR instalado
para monitorar os abastecimentos
dos veículos e auxiliar na gestão da
frota”, pontua Luiz Maurício. No seu
relacionamento com a BR, em todo
o Brasil, o consumo médio total de
diesel do grupo vem crescendo e já
atingiu o volume mensal de mais de
3 milhões de litros.
Também é abastecida pela BR
uma das três maiores produtoras
de fibra de crisotila (amianto crisotila) do mundo, a Sama S.A. Minerações Associadas. A empresa,
criada em 1939 e que descobriu
a sua grande mina em 1962, está
em operação desde 1963, no município de Minaçu – que nasceu em
função da atividade mineral. “São
décadas de parceria com a Petrobras e a BR”, afirma o gerente regional.
A empresa, que tirou o Brasil da
dependência do amianto e está posicionada entre as maiores produtoras de amianto do mundo, extrai
e beneficia o amianto crisotila da
mina a céu aberto, utilizando tecnologia própria que assegura a produtividade e a qualidade, sem comprometer o meio ambiente. Com
capacidade para processar 295 mil t
de fibra de crisotila/ano – o suficiente para abastecer todo o mercado nacional e exportar para mais
de 20 países – a unidade consume
mais de 1 milhão de litros de produtos da BR, por mês.
No projeto da Alcoa, em Juruti, além de geração de energia a BR tem duas tancagens para atender a demanda local
deste, que vem crescendo em taxas
superiores à média nacional.
A Gerência Regional de Consumidor do Norte (GRCNO) tem em
seu portfólio diversas empresas do
setor de mineração, de diferentes
segmentos de exploração mineral,
como é o caso da Mineração Taboca, em Manaus (AM), que explora
cassiterita (minério de estanho) na
região, consumindo em torno de
um milhão de litros de diesel.
Outra parceira comercial é a
Mineração Rio do Norte (MRN),
que explora uma mina de bauxita
(minério de alumínio) na região de
Oriximiná (PA), tendo um consumo
médio de 10 mil toneladas de combustível (70% de óleo combustível
e 30% de diesel), atendida pela
base da BR na área, denominada
Baeri. A MRN, cliente da Companhia há duas décadas, é uma das
maiores produtoras de bauxita do
mundo, exportada (minério bruto) diretamente do local, ou segue
para Belém, onde é beneficiada
para produção de alumina e, depois, alumínio.
Soluções integradas
A capacidade da Petrobras Distribuidora em atender clientes de porte,
com alta demanda energética, foi
decisiva para participar de um novo
e arrojado projeto da Alcoa, principal produtora e gerenciadora mundial de usinas de alumínio primário,
alumínio industrializado e alumina.
A mineradora deu início à exploração de uma mina de bauxita em
Juruti (PA), na divisa com o estado
do Amazonas, cuja produção inicial
atingirá 2,6 milhões de toneladas
métricas por ano – estando contudo
estruturada e preparada para produzir até 12 milhões de t/ano do
minério.
A dimensão do projeto pode ser
medida pela solenidade de inauguração, em 15 de setembro, que reuniu o ministro de Minas e Energia,
Edison Lobão, o presidente da Alcoa
América Latina e Caribe, Franklin L.
Feder, o presidente do Conselho de
Administração da Alcoa Mundial, o
brasileiro Alain Belda, a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa – que
entregou pessoalmente a licença
de operação da mina de Juruti –, e
diversas autoridades e convidados,
além de gerentes regionais e profissionais da Petrobras Distribuidora.
Nesse megaempreendimento,
que consumiu R$ 3,5 bilhões em
investimentos, a Petrobras Distribuidora responde não somente
pelo suprimento de combustíveis,
15
Energia assegurada
A inauguração foi feita no Terminal Portuário de Juruti, onde a BR receberá o produto e armazenará parte dele em uma das duas unidades
de tancagem instaladas pela Companhia para atender à demanda do
Foto Arquivo BR
através da Gerência de Grandes
Consumidores (GGC), como também pelo fornecimento de energia,
por parte da Gerência de Negócios
de Energia (GNE). “É um projeto
enorme e audacioso, no qual a BR
atuou de forma diferenciada, analisando o empreendimento para
propor, mais do que produtos e
serviços, soluções integradas para
as demandas energéticas da Alcoa no local”, destaca Marco Antonio de Oliveira Villela, titular da
GRCNO.
O terminal portuário de Juruti,
com capacidade para navios de 75
mil toneladas, fica à margem do rio
Amazonas, a cerca de 60 quilômetros das instalações industriais da
mina. O transporte de produtos e
minérios é feito por uma ferrovia de
aproximadamente 50 quilômetros
de extensão. Foram adquiridas duas
locomotivas diesel-elétricas, com
3.300 HP de potência bruta e 3 mil
HP de potência de tração, para conduzir os 40 vagões, cada um com
capacidade de 80 toneladas.
Foto Arquivo BR
REPORTAGEM DE CAPA
Villela: a BR está atuando de forma diferenciada
“Crescemos junto com os clientes”, afirma Duff
porto, da GNE e da ferrovia, que
transportará o produto até a mina,
a cerca de 50 quilômetros do porto.
Nesse local está a outra unidade de
tancagem da BR, para abastecer diretamente todos os equipamentos e
veículos utilizados na lavra da mina.
O consumo inicial previsto é de seis
mil toneladas de combustível.
Para fazer frente às operações
locais, a BR solicitou e foi autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a estabelecer-se
como Produtora Independente de
Energia Elétrica, mediante a exploração de duas térmicas em Juruti,
em parceria com a Alcoa. A UTE
Alcoa Beneficiamento tem potência
de 9,8 MW e opera com óleo diesel
e óleo combustível, enquanto que a
UTE Alcoa Porto (5,6 MW) usa apenas óleo diesel.
A Alcoa é responsável pela construção civil enquanto os equipamentos, a montagem eletromecânica e o
comissionamento são de responsabilidade da BR, que vai ainda operar
e manter as térmicas por cinco anos,
quando então serão transferidas
para a mineradora. Com uma reserva de cerca de 700 milhões de toneladas métricas, Juruti possui um dos
maiores depósitos de bauxita de alta
qualidade do mundo, necessários
para atender à crescente demanda
do mercado mundial.
Foto Divulgação/Alcoa
Escoamento da produção de minério é feito pelo terminal portuário de Juruti, onde a BR recebe seus produtos
16
Crescendo com o mercado
O projeto Juruti possibilitou também a expansão de outro empreendimento no qual a Alcoa tem participação juntamente com a Alcan e
BHP Billiton, a Alumar – Consórcio
de Alumínio do Maranhão, em São
Luís (MA), atendida pela Gerência
Regional de Consumidor do Nordeste (GRCNE) da BR. A ampliação,
iniciada em 2006, consumiu investimentos da ordem de R$ 4,9 bilhões.
“Trata-se de um projeto integrado de grande peso, pois a Alumar
processa a bauxita, beneficiando o
minério para produzir alumina e,
posteriormente, o alumínio”, explica
o gerente da GRCNE, Carlos Eduardo Duff da Motta Pereira. Com mais
matéria-prima para a refinaria, a
Foto Divulgação/Alcoa
BR fornece energia e combustíveis para o projeto da Alcoa em Juruti (PA), que tem capacidade para produzir até 12 milhões de toneladas de minério por ano
expectativa da BR é que o consumo
médio mensal de 12 mil toneladas
de óleo combustível passe para 20
mil toneladas nos próximos meses.
A planta industrial da Alumar recebeu em outubro as primeiras 43
mil toneladas do minério da mina
de Juruti-PA, que foi transportada
em navio cargueiro até a capital
maranhense, percorrendo 1,6 mil
quilômetros em 80 horas. Lá, da
bauxita é extraída a alumina, que,
por meio do processo de redução, é
transformada em alumínio. Com a
reforma, a capacidade de produção
de alumina da Alumar saltou de 1,5
para 3,5 milhões de toneladas por
ano – o maior projeto de expansão
de uma refinaria de alumina já realizado no mundo.
“Como as empresas de mineração são clientes tradicionais, na
medida em que eles se expandem,
nós crescemos junto”, observa Duff,
lembrando de outros empreendimentos que também estão crescendo e demandando mais produtos e
serviços BR. É o caso de duas coligadas da Vale (uma megacliente da
Petrobras Distribuidora, que já foi
objeto de matéria na revista Soluções BR), a Alunorte e Albras. Elas
estão sediadas em Barcarena (PA),
reconhecido como importante polo
industrial, onde é feita a industrialização, beneficiamento e exportação de caulim, alumina e alumínio,
entre outros itens.
Cada empresa responde por
uma etapa do beneficiamento da
bauxita: a Alunorte produz a alumina, que é transformada em alumínio
pela Albras. A Alunorte, que passou
por sua terceira obra de ampliação, hoje tem capacidade de produzir 6,26 milhões de toneladas de
alumina por ano – o que a coloca
como a empresa capaz de responder por 7% da produção mundial
de alumina. Já a Albras, em 2008
produziu cerca de 460 mil toneladas de alumínio primário.
“A BR possui a Bavic (Base de
Vila do Conde) para suprir a de-
manda das duas plantas”, explica
Duff, acrescentando que novos
empreendimentos na região devem dobrar a produção mineral
em 2013 e 2014. “O consumo
atual está em torno de 55 mil toneladas de óleo combustível, mas
com a expectativa de chegar a 110
mil toneladas”, destaca o gerente
regional de Consumidor do Nordeste. “Na realidade, há inúmeros
novos projetos nos demais estados
da Região Nordeste, o que nos dá
a perspectiva de um forte crescimento na região, abastecido pela
BR, que tem aprimorado continuamente sua logística e bases para
atender à demanda desses clientes
de grande porte – e consumo alto”,
conclui Duff.
CONTATOS BR
Luiz Maurício Leal Vega
[email protected] – (61) 3429-7103
Carlos Eduardo Duff da Motta Pereira
[email protected] – (71) 3340-2700
Marco Antonio de Oliveira Villela
[email protected] – (92) 3621-3730
17
NOVOS CLIENTES
Combustível para operações
offshore
A brasileira OGX vai prosseguir em suas atividades exploratórias nas bacias de Campos
e Santos abastecida com combustíveis da Petrobras Distribuidora
O
aquecimento da indústria
de petróleo e gás no Brasil
vem proporcionando múl­
tiplas oportunidades de parcerias. É
o que comprova a maior distribuidora do país, que lidera o mercado de
combustíveis em terra firme e agora
avança em águas profundas.
Em setembro, a Petrobras Distribuidora, através da Gerência de
Vendas para o Segmento Marítimo,
da Gerência de Grandes Consumidores, fechou mais um importante
a
OGX
encontrou
e Santos. A previsão é de um consumo de 100 metros cúbicos por
dia de combustível. Temos portanto
um contrato de pelo menos 100
mil metros cúbicos ao longo de três
anos”, detalha o diretor de Desenvolvimento da Produção da OGX,
Reinaldo Belotti.
“É um volume considerável para
um primeiro contrato. E temos uma
perspectiva de crescimento bem
grande”, pondera o executivo,
acres­centando que na medida em
petróleo
no
bloco
BM-C-43, no sul da Bacia de Campos, onde
é
operadora,
com
contrato de fornecimento de combustíveis para uma operadora offshore a OGX – maior companhia
privada brasileira em número de
áreas marítimas – que iniciou sua
campanha exploratória no início do
segundo semestre.
A mais jovem petroleira brasileira planeja ir mais fundo abastecida
com combustíveis da BR. “Temos
sete embarcações de apoio dando
suporte às quatro sondas contratadas pela OGX para desenvolver
atividades nas bacias de Campos
18
100%
de
participação
que a empresa for obtendo sucesso, essas atividades vão ser
mais intensas e o consumo deve
aumentar, o que não deverá demorar muito, uma vez que a OGX
encontrou petróleo no bloco BMC-43, no sul da Bacia de Campos, onde ela é operadora, com
100% de participação. Também
foram encontrados indícios de
petróleo no bloco BM-S-29, na
Bacia de Santos, operado pela
Maersk, mas que tem 65% de participação da OGX.
O melhor fornecedor
Belotti observa que na fase exploratória, o maior consumo será
de combustível. Mas nada impede
que a parceria seja ampliada na
fase de produção, uma vez que a
BR fornece diversos tipos de produtos químicos para as operações
offshore. “Sempre que houver demanda de produtos que a BR fornece, vamos consultá-los”, afirma
o diretor da OGX, lembrando que
outras empresas do grupo são
clientes da Companhia. “Trabalhei
cinco anos na BR e sei a seriedade com que a Companhia atua no
mercado”, garante Belotti, afirmando que a OGX procura sempre empresas de ponta para o fornecimento de produtos e serviços
de que necessita.
Embora não haja cláusula específica de renovação, Belotti
acredita que isso poderá ocorrer,
uma vez que é natural manter o
fornecedor que oferece produtos
de melhor qualidade. “Com este
contrato, a Petrobras Distribuidora
amplia ainda mais seus negócios
no segmento offshore, onde já tem
uma respeitável carteira de clientes,
para os quais fornece combustíveis
e lubrificantes”, destaca o gerente
de Vendas para o Segmento Marítimo, Kleber Lins.
Foto Divulgação/OGX
A mais jovem petroleira brasileira
planeja ir mais fundo em suas
atividades exploratórias
abastecida com combustíveis da BR
19
MARKETING DE RELACIONAMENTO
NA Rota
capixab
Tartarugas marinhas do Projeto Tamar, visita à Estação Fazenda
Alegre, um dos grandes projetos de exploração de petróleo da
Petrobras no Espírito Santo, e um giro de reconhecimento no Terminal
Norte Capixaba foram os ingredientes de sucesso de mais uma
Fotos Banco de Imagens Petrobras
ação de relacionamento da BR
20
ba
T
ecnologia de ponta, responsabilidade socioambiental, desafios vencidos, entre outros
pontos, estiveram na pauta do dia
de mais uma iniciativa da Gerência
de Grandes Consumidores que, em
agosto passado, levou um grupo de
executivos de empresas clientes da
Petrobras Distribuidora para uma
visita às unidades do Sistema Petrobras no Espírito Santo.
A programação foi realizada de
acordo com as ações de marketing de relacionamento previstas no
Plano Mercadológico da Gerência
de Grandes Consumidores (GGC)
para 2009. Clientes da Gerência
Regional de Consumidor do Sul
(GRCSUL) foram conhecer de perto alguns dos principais empreendimentos do Sistema Petrobras no
Espírito Santo, além de ser também
uma das mais importantes e reconhecidas iniciativas para a preservação de tartarugas marinhas em todo
o planeta – o Projeto Tamar.
Compromisso ambiental
A preservação do meio ambiente
é questão prioritária para o Sistema
Petrobras, que implementa, apoia e
dá suporte a uma série de iniciativas
em todo o país. Para sensibilizar os
parceiros quanto à importância da
preservação da tartaruga marinha,
a programação foi aberta com uma
visita a uma das unidades do Projeto Tamar.
Com mais de 8 milhões de filhotes protegidos e liberados ao mar em
2007, o projeto foi criado oficialmente em 1980 e ganhou o patrocínio da Petrobras três anos depois.
Desde então, o Tamar e a Petrobras
vêm mantendo uma das mais fortes
e significativas parcerias preservacionistas de que se tem notícia.
Os convidados visitaram uma
área do município de São Mateus,
21
MARKETING DE RELACIONAMENTO
no norte do litoral capixaba, onde
está a Base de Guriri, que há 21
anos monitora 50 km de praias,
acompanhando uma média de
150 desovas por temporada, além
de realizar pesquisas científicas e
projetos de educação ambiental.
O centro de visitantes da base oferece ainda exposição de banners e
réplicas de tartarugas, exibição de
vídeos e ainda três tanques de crescimento com três diferentes espécies
de tartarugas marinhas.
Alta tecnologia
Depois de pernoitar em São Mateus, o grupo foi conhecer de perto
a Estação Fazenda Alegre (EFAL).
O Campo de Fazenda Alegre, no
município de Jaguaré, é responsável por cerca de 60% do petróleo
onshore (em terra) de todo o Espírito
Santo, o segundo maior estado produtor brasileiro, atrás apenas do Rio
de Janeiro.
Com 5 km², o campo possui
cerca de 60 poços em produção. A
maior parte do petróleo é escoada
por dutos para a Estação Fazenda
Alegre. Localizada na área central
do campo, a EFAL tem capacidade
para coletar, tratar e transferir (por
meio de oleoduto) todo o petróleo
produzido para o Terminal Norte Capixaba, distante cerca de 14,8 km.
Toda a infraestrutura instalada
e a tecnologia utilizada para man­
ter as atividades no campo – maior
produtor terrestre capixaba – impressionaram os visitantes. Eles
quiseram saber com detalhes como
funcionam os sistemas de automação e de gerenciamento do processo de produção de óleo e gás.
Da EFAL, a comitiva seguiu para
o Terminal Norte Capixaba (TNC),
unidade operada pela Transpetro
(Petrobras Transporte S/A). Construído na foz do rio Doce, em Linha-
22
Projeto Tamar é uma das iniciativas de âmbito nacional apoiadas pela Petrobras na área ambiental
res, o TNC dispõe de cinco tanques
com capacidade para armazenar
100 mil barris cada um, facilitando
a programação dos embarques do
óleo extraído nos campos terrestres
e a chegada dos navios que levarão
o produto até as refinarias do Sistema Petrobras.
Investimento em pesquisa
No TNC se faz a separação do
óleo naftênico (específico para a
produção de lubrificantes) dos demais tipos. Navios-tanques levam o
óleo para a fábrica de lubrificantes
da Petrobras em Fortaleza (Lubnor)
e para a Refinaria Landulpho Alves
(RLAM), em Mataripe (BA).
O TCN e a Estação Fazenda
Alegre, entre os diversos empreendimentos implantados nesta região,
alavancaram as pesquisas e os investimentos em óleo pesado, viabilizando o tratamento e a logística
de distribuição do óleo produzido
nos campos terrestres do Espírito
Santo.
No último dia da visitação, os
convidados foram conhecer as instalações da Petrobras no Porto de
Vitória e o Porto BR (Bunker) responsável pelo suprimento de produtos
químicos, óleos, combustíveis, lubrificantes, fluidos especiais e serviços
offshore para as unidades de Exploração e Produção da Petrobras no
estado.
A programação encerrou-se com
uma visita à Coordenação de Pesquisas da Universidade Federal do
Espírito Santo (Copes/Ufes) e o
Labpetros, unidade de pesquisa
mantida pela mesma instituição com
o apoio da Petrobras. A iniciativa
teve o objetivo de mostrar a amplitude do apoio às pesquisas e estudos
realizados por instituições brasileiras
consideradas parceiras estratégicas
pela Petrobras e pela BR.
Orgulho de ser brasileira
Os visitantes ficaram impressionados com a grandiosidade das
operações da Petrobras e tiveram
uma impressão muito positiva.
“Foi um grande prazer poder conhecer um pouco desta empresa,
considerada a oitava maior do
mundo. Foi muito interessante
saber como funcionam as unidades de Estação Fazenda Alegre e
o Terminal Norte Capixaba, presenciar a extração do petróleo,
acompanhar todas as etapas do
processo, os cuidados ambientais
e de segurança necessários para
o bom desempenho da operação”, conta, entusiasmado, Regis
Eduardo Kraemer, diretor de Suprimentos da Trafo Equipamentos
Elétricos.
Ele frisou que o Projeto Tamar
é um orgulho para todos os brasileiros e deveria ser um exemplo a
ser seguido. Parabenizou o Sistema Petrobras pelo apoio à pesquisa e desenvolvimento, depois de
assistir a uma apresentação dos
projetos em andamento e novos
investimentos na universidade.
“Gostaria de agradecer a oportunidade de ter realizado a visita.
Foram três dias de muita integração e troca de conhecimentos
entre nós, e principalmente um
privilégio conhecer uma empresa
top no seu segmento.”
Outro que não poupou elogios foi Humberto Jorge Sackl,
proprietário da Viação Nossa Senhora da Glória, de Blumenau,
Santa Catarina. “A visita foi muito
proveitosa, pois tivemos uma visão não somente de como a Petrobras atua no campo social e
ambiental, mas também de como
o Brasil está avançado cada vez
mais na exploração do seu petróleo. O programa foi bem elaborado e a dedicação da equipe da
BR foi total. Aguardamos novas
oportunidades”, disse o empresário catarinense.
O Campo de Fazenda Alegre,
no município de Jaguaré,
é responsável por cerca de 60%
do petróleo onshore (em terra)
de todo o Espírito Santo
23
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Foto Arquivo BR
Comitiva diversificada
Representantes de empresas de diversos segmentos, que são parceiras comerciais da BR, durante a visita às instalações da Petrobras no Norte Capixaba
O grupo de visitantes reflete a
diversidade de segmentos atendidos pela BR. A área de transporte
de passageiros estava representada por Fernando de Oliveira
Vieira, da Expresso Caxiense, de
Caxias do Sul (RS); Marco Aurélio Zang, da Viação Leopoldinense Ltda, que atua na Zona da
Mata (MG); Hellene Vardamaratos e Stamatula Zwetsch, ambas
da Viação Teresópolis Cavalhada, de Porto Alegre (RS); e por
Eder Schere Teles e Igor Henrique Wingert, da Viação Feitoria,
de São Leopoldo (RS).
Da área de transporte de car­
ga foram convidados Eloi Fernando Basso, da Transporta­dora
BLZ, empresa de Bento Gonçalves que atua em todos os estados da Região Sul do país, e
Vilmar José Rui, da catarinense
24
Cooperativa dos Transportadores do Vale (Cootravale), presente em oito estados brasileiros e que atende a uma grande
diversidade de segmentos, com
ênfase no transporte de alimentos perecíveis.
Dentre os clientes do setor de
energia, participou desta ação
Regis Eduardo Kraemer, da Trafo Equipamentos Elétricos, especializada em soluções integradas
para o mercado de transmissão
e distribuição de energia, no
fornecimento de subestações em
regime turn-key e na fabricação
de transformadores. Com sede
em Gravataí (RS), a Trafo tem a
Petrobras entre seus principais
parceiros comerciais.
O setor de alimentação também esteve muito bem representado por Rogério Muniz, da BRF
Brazil Foods S/A, a companhia
gigante resultante da fusão entre
a Perdigão e a Sadia, ocorrida
em maio último. A nova empresa nasceu como a décima maior
produtora de alimentos das
Américas, segunda maior indústria alimentícia do Brasil e maior
produtora e exportadora mundial
de carnes processadas. E é uma
tradicional cliente da Petrobras
Distribuidora.
Por fim, o segmento de autopeças foi representado na visitação por Luciano Mendes Pfeifer,
representante da Divisão Victor
Reinz da Dana Indústrias Ltda,
referência em fabricação de produtos e sistemas de valor agregado para fabricantes de veículos automotivos e comerciais,
presente no mercado brasileiro
desde os anos 1950.
Fotos Banco de Imagens Petrobras
MARKETING DE RELACIONAMENTO
Tecnologia e
responsabilidade
ambiental
Gerência de Grandes Consumidores da Petrobras Distribuidora leva clientes para uma visita
à rica província petrolífera de Urucu, de onde sai parte do gás natural produzido no país
A
paisagem encanta e assusta
quem chega despreparado
em um dos polos de produção de petróleo e gás natural da
Petrobras no Brasil: ao invés de um
oceano azul, o que se vê em Urucu
é uma planta industrial em meio ao
verdadeiro “mar” de floresta. Afinal,
estamos falando da maior província
petrolífera da Amazônia.
São poucos os que conhecem
a enorme infraestrutura implanta-
da pela Petrobras naquela região
para viabilizar a produção petrolífera, desde a extração ao transporte de gás natural e refino de petróleo, aliando tecnologia de ponta à
responsabilidade ambiental.
Foi o que comprovou o grupo
de clientes levados pela BR entre
os dias 20 e 23 de setembro para
uma visita especial à província, no
estado do Amazonas, onde a Petrobras atua há mais de duas déca-
das, utilizando as mais sofisticadas
tecnologias de exploração e produção de petróleo e gás dentro das
mais rígidas medidas de segurança
e proteção ambiental.
Da cidade para a selva
Convidados da GRCCO (Gerência Regional de Consumidor do
Centro-Oeste) e da GRCSP (Gerência Regional de Consumidor de São
Paulo) ficaram maravilhados com o
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MARKETING DE RELACIONAMENTO
Os clientes da Petrobras Distribuidora se estusiasmaram com as operações da Petrobras na selva amazônica
trabalho realizado pelas empresas
do Sistema Petrobras na região.
Do Mato Grosso, Elusmar Maggi Scheffer, diretor do Grupo Bom
Futuro, e Luis Fernando Alves, gerente de suprimentos do Grupo
Maggi, ambas com sede em Cuiabá, integraram a comitiva, juntamente com Airton Dall-Agnol, da
Transportadora Rodogrande, de
Campo Grande (MS). Goiás esteve
representado por Eliseu Marques,
dono da Emisul Transportes, Benedito Carlos Pinheiro, gerente de
Suprimentos da Goiasa Goiatuba
Álcool, além de Indiara Ferreira e
Miguel Jacinto Lopes, diretores da
HP Transportadora, todas elas sediadas na capital, Goiânia. Arlei
Rodrigues Borges, dono da Rodoborges Transportes, de Uberaba
(MG), foi o único cliente mineiro a
participar desta ação.
Claudio Coelho Adamuccio,
diretor do Grupo G-10, de Maringá (PR) foi o convidado do
26
Sul. Entre os clientes paulistas,
estiveram presentes três representantes da Votorantim Metais São
Paulo: o gerente-geral Francisco
Carlos de Freitas, o consultor André Luis Betanho, e o gerente de
comercialização, Pedro Roberto
Franklin. Paulo Sergio Mendes,
diretor do Grupo Vip São Paulo
e André Stosito Mendes, assistente de diretoria do Grupo Expandir, ambos da Grande São Paulo,
também foram conhecer a grandiosidade desta indústria na selva
amazônica.
Amazônia REDESCOBERTA
A Base de Urucu, situada no
interior da floresta, a cerca de
650 km a sudoeste de Manaus, foi
o ponto de partida desta verdadeira expedição. Os visitantes acompanharam passo a passo todo
o processo de produção de Urucu,
que gera mais de 50 mil barris de
petróleo e 10,36 mil m³ de gás por
dia, volume que faz do Amazonas
um importante produtor nacional.
O grupo ficou surpreso em
saber que o petróleo de Urucu é
de alta qualidade, sendo o mais
leve entre os óleos processados
nas refinarias do país. Características que resultam em seu aproveitamento especialmente para a
produção de gasolina, nafta petroquímica, óleo diesel e GLP (gás
de cozinha), cujo processamento
supera 1,5 mil toneladas diárias.
Atualmente essa produção de GLP
de Urucu abastece os estados do
Pará, Amazonas, Rondônia, Maranhão, Tocantins, Acre, Amapá e
ainda parte do Nordeste.
Mas o que mais impressionou
a comitiva foram os cuidados tomados para produzir petróleo nesse verdadeiro santuário ecológico,
considerado um dos mais complexos ecossistemas do planeta. Também conheceram as tecnologias
limpas desenvolvidas pela própria
Companhia para garantir maior
segurança e total controle operacional da unidade.
Polo de Arara
Ao percorrerem a área industrial
da unidade, que está em operação
desde 1988, os visitantes puderam
comprovar a complexidade desta
operação em plena floresta, por
onde se estende 740 km de dutos,
dos quais 600 km são terrestres e
140 km ficam submersos. Eles escoam a produção dos poços até
o Polo de Arara, onde é realizado
o processamento do petróleo, gás
natural e GLP.
Sempre acompanhados de um
rigoroso controle de segurança, o
petróleo e o GLP seguem depois
por 285 km de dutos até o Terminal de Solimões, localizado no
rio Solimões, próximo à cidade de
Coari, e operado pela Transpetro.
Nesse terminal, o óleo e o GLP são
embarcados em navios petroleiros
(para óleo) e navios butaneiros ou
propaneiros (para gás), seguindo
para a Refinaria Isaac Sabbá, em
Manaus, e para outros pontos das
regiões Norte e Nordeste do país.
A comitiva teve a oportunidade
ainda de conhecer o viveiro mantido pela Petrobras, com cerca de
86 mil mudas de espécies nativas
da região Amazônica, criado especialmente para a recomposição da
cobertura florestal após a perfuração dos poços, pois a Companhia
mantém apenas uma pequena área
limpa para os equipamentos de
produção de petróleo e gás natural. Além disso, todo o resíduo
orgânico gerado em Urucu é desti-
nado ao Parque de Resíduos, sendo
processado e transformado em
com­posto para ser usado no reflorestamento.
Refinaria pioneira
De volta a Manaus, os convidados receberam todas as informações relacionadas à refinaria, uma
das mais antigas do país: iniciou
suas operações em 1956 como
Companhia de Petróleo da Amazônia, quando a região sentia os
efeitos da decadência da borracha.
A Petrobras assumiu o seu controle em 1971, quando passou a
denominá-la Refinaria de Manaus
(Reman), rebatizando-a em 1997
com o nome do empresário pioneiro criador desta unidade industrial,
Isaac Sabbá.
Com uma área de 9,8 km², a
unidade às margens do rio Negro
produz GLP, nafta petroquímica, gasolina, querosene de aviação, óleo
diesel, óleos combustíveis, óleo leve
para turbina elétrica, óleo para
geração de energia e asfalto. Tem
capacidade instalada para processar 46 mil barris/dia e gera por ano
mais de R$ 500 milhões em impostos para o estado do Amazonas.
Satisfação e orgulho
Em uma região de dimensões
e distâncias grandiosas, os convidados perceberam que também é
necessário uma grande infraestrutura para que a indústria petrolífera
mantenha suas atividades.
O diretor da empresa mineira
Rodoborges, Arlei Rodrigues Bor-
A alta tecnologia e os cuidados ambientais foram alguns dos aspectos que chamaram a atenção do grupo que visitou as instalações da Petrobras em Urucu
27
MARKETING DE RELACIONAMENTO
ges, não tinha ideia da complexidade de toda a operação desta
indústria, desde a exploração ao
refino e distribuição dos derivados
de petróleo. “Fiquei admirado não
só pelos investimentos em estrutura e tecnologia de última geração,
como também pela preocupação
com a preservação do meio ambiente, utilizando-se de meios alternativos que não causam danos
à natureza. Com dutos que percorrem quilômetros dentro dos rios
para evitar o desmatamento com
construção de estradas”, afirmou.
Com filiais em outros estados, a
Rodoborges atua no segmento de
granéis sólidos e tem parceria comercial com a Petrobras Distribuidora, que abastece a frota própria
da empresa, composta por veículos
com idade média de 2,5 anos.
O gerente-geral da Votorantim
Metais, Francisco Carlos de Freitas,
também ficou impressionado com
a visita. “Nunca tinha visto uma
área de exploração como essa, no
meio da floresta. Foi uma oportunidade incrível de ver de perto todo
o trabalho cuidadoso de controle
ambiental e segurança desenvolvido pela Petrobras para preservar o
ecossistema”, destacou, afirmando
que visitas como estas servem não
somente para estreitar ainda mais
o relacionamento entre a distribuidora e seus clientes, mas também
mostrar um pouco da maior companhia do Brasil.
Projeto Peixe-boi
O projeto peixe-boi, considerado emblemático entre os ambientalistas, está a caminho de completar três décadas graças ao apoio da Petrobras
Para fechar a programação, a
BR levou seus convidados para
conhecer as instalações do Projeto Peixe-boi, trabalho desenvolvido desde 1980 pelo Instituto
Nacional de Pesquisas Amazônicas (INPA), com apoio do Sistema
Petrobras.
O principal objetivo desta iniciativa é avaliar a situação destes
animais e promover ações para
a conservação das duas espécies de peixe-boi que existem no
28
país – o peixe-boi marinho e o
amazônico –, ambas classificadas como vulneráveis, beirando
a extinção. O Projeto Peixe-boi
resgata, reabilita e reintroduz os
animais no seu hábitat natural.
Elementos importantes desta estratégia são a reprodução em
cativeiro, com a reintrodução de
animais, que hoje são monitorados diariamente pela equipe
técnica do projeto através da radiotelemetria.
Em 1990, o projeto recebeu
o status de Centro Nacional de
Conservação e Manejo de Sirênios, unidade descentralizada do
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama). Em 1998, foi
promovido a Centro Nacional de
Pesquisa, Conservação e Manejo
de Mamíferos Aquáticos, sempre
atuando em parceria com a Fundação Mamíferos Marinhos na
execução do Projeto Peixe-boi.
ENERGIA
Geração
renovada
Petrobras Distribuidora moderniza os sistemas de recebimento e estocagem de combustíveis
da mais moderna usina geradora de energia do País, a Usina Tubarão, reinaugurada em
Fotos Divulgação/Celpe
agosto, que abastece todo o arquipélago de Fernando de Noronha
A Usina de Tubarão tem capacidade de geração de 4.972 kW, suficiente para abastecer o arquipélago de Fernando de Noronha
29
ENERGIA
O
arquipélago de fernando
de Noronha, verdadeiro
santuário ecológico brasileiro e uma das mais belas paisagens da costa brasileira, está com
energia renovada. a Companhia
energética de pernambuco (Celpe)
inaugurou, no dia 19 de agosto,
na vila do trinta, em fernando de
Noronha, a mais moderna usina
geradora de energia elétrica do
Brasil.
Com capacidade de geração de
4.650 kW – três vezes o necessário
para atender à população local –,
a Usina tubarão foi projetada para
utilizar tecnologia de ponta em equipamentos, segurança e preservação
do meio ambiente. Completamente
automatizada, a termelétrica exigiu
investimentos da ordem de R$ 10
milhões e é, atualmente, a unidade que possui o melhor sistema de
detecção e prevenção a incêndios e
menor impacto ambiental do Brasil.
fornecedora exclusiva de combustível para a Ute, a petrobras distribuidora também participou desse
esforço de modernização, remodelando todo o sistema de recebimento e estocagem de diesel da unidade. a Usina tubarão conta com uma
área com capacidade para receber
229 mil litros de diesel, distribuída
em 7 tanques de 30 mil litros e mais
um com 19 mil litros.
o sistema dispõe ainda de uma
centrífuga para as partículas líquidas do óleo; circuito fechado de televisão com transmissão em tempo
real para os técnicos da termelétrica
e também do Recife, cinco grupos
geradores (dois com potência de
1.286kW, dois com 900 kW e um
com 600kW), atenuadores de ruído,
duas moto-bombas de combate a
incêndios, entre outras tecnologias.
ao todo, cerca de 1.200 consumidores serão beneficiados na ilha,
30
abastecimento seguro: a área tem sete tanques de armazenamento de 30 mil litros e um de 19 mil litros
além de grande número de turistas.
iniciadas em fevereiro de 2008, as
obras tiveram mais de um ano e
meio de duração, uma vez que foi
necessário superar alguns desafios
logísticos, entre os quais o transporte
marítimo dos materiais e máquinas,
além do translado dos trabalhadores da construção civil, levados da
capital pernambucana, Recife, até a
ilha fernando de Noronha.
BiodieSel
para minimizar o impacto ao
meio ambiente, hoje a termelétrica
utiliza como parte de seu combustível
o biodiesel com 4% de óleo vegetal
fornecido pela petrobras distribuidora. “Nossas máquinas estão preparadas para rodar usando até o B20,
e em parceria com a Cummins estamos em negociação com a BR para
colocarmos em operação a mistura
de 20% de biodiesel e 80% de derivados de petróleo, o que ajudará a
reduzir a emissão de Co2”, explica
o gerente do departamento de en-
genharia e manutenção do sistema
elétrico, aldo formiga.
Na nova Usina tubarão nenhum
equipamento é manuseado mecanicamente. o sistema de abastecimento
dos geradores é feito à distância, e a
troca do óleo lubrificante foi automatizada. a manipulação de óleo também foi eliminada do funcionamento
da usina, e os novos transformadores
trabalham a seco, sem necessidade
de óleo isolante, o que elimina riscos
de contaminação do solo.
entre as tecnologias de prevenção e segurança, a nova usina apresenta maior sensibilidade no monitoramento de todo o processo
de geração, consumo de combustível, acesso, prevenção e combate a incêndios, como o que aconteceu em junho de 2007, quando
os geradores de energia elétrica
foram destruídos.
CONTATO BR
Gilvan de Sa Barreto Jr.
[email protected] – (81) 3418-5641
LUZ GaRaNtida
Com 2,93 milhões de clientes,
a Companhia energética de pernambuco (Celpe) distribui energia
elétrica para os 184 municípios de
pernambuco e para a cidade de pedras de fogo, na paraíba.
também é responsável pela geração e distribuição de energia elétrica no arquipélago de fernando
de Noronha, que em 2007 ficou no
escuro por mais de 15 horas depois
de um incêndio que destruiu todas
as células de geração de energia.
totalmente remodelada e abastecida pela BR, a moderna unidade
industrial de geração de energia
elétrica não vai mais deixar no escuro os ilhéus de fernando de Noronha, um dos nossos patrimônios
naturais.
GRANdES CoNSumIdoRES
LiNHa diReta
Foto arquivo ntC
Visita à NTC&Logística reforça a parceria com empresas do setor de transpor tes
tayguara Helou, roberto Jorge rodrigues, Francisco Pelucio, antonio Carlos Caldeira, Flávio Benatti e andré Ferreira e roberto mira Jr na sede da ntC&Logistica
D
entro da política de estreitamento das relações com
grandes consumidores, no
dia 4 de agosto o gerente regional de Consumidor de são paulo
(GRCsp), Roberto Jorge Rodrigues,
acompanhou o gerente executivo
de Grandes Consumidores, antonio Carlos alves Caldeira, na visita à sede da associação Nacional
do transporte de Cargas e Logística (NtC&Logística), em vila maria,
são paulo.
os executivos da petrobras distribuidora se reuniram com os presidentes da NtC, flávio Benatti, e do
sindicato das empresas de transporte do estado de são paulo (setcesp), francisco pelucio. No encontro, Caldeira falou sobre os projetos
da Companhia para atender cada
vez melhor os grandes consumidores, a expansão da malha de postos
de abastecimento e o desenvolvimento de combustíveis e lubrificantes de última geração, capazes de
aumentar a vida útil dos motores a
diesel, além de reduzir os níveis de
emissão de poluentes. a NtC & Logística apresentou seu novo projeto,
cujo objetivo é realizar por meio de
eventos regionalizados uma maior
integração com seus associados e
empresários do segmento de transporte de carga do país e com a BR.
Com a finalidade de promover
debates entre palestrantes e convidados e apresentar temas importantes para atualização de informações
e idéias para o segmento, a NtC
& Logística e o setCesp criaram a
tRC tv, cuja transmissão é realizada através do site das entidades.
Apoio A novAS lideRAnçAS
os representantes da BR também
estiveram com andré ferreira, coordenador nacional da ComJovem,
comissão formada em fevereiro de
2008 pela NtC&Logística, em são
paulo, com o objetivo de promover
a integração e capacitação dos jovens empresários e executivos, despertando-os para futuras lideranças
no setor de transporte de cargas e
logística.
o vice-coordenador da ComJovem nacional, tayguara Helou, e o
coordenador da regional de são paulo, Roberto mira Junior, também participaram do encontro, em conjunto
com o gerente executivo de Grandes
Consumidores da BR. “todas as entidades e empresas que atuam neste
setor devem dar sua contribuição
para promover a geração de novas
lideranças”, afirmou tayguara.
a visita foi acompanhada ainda pelo diretor da NtC&Logística,
antônio Luiz Leite, o assessor da
presidência, marcelo marques da
Rocha, o superintendente de Comunicações e Novos projetos, dimas
Barbosa araújo, e a supervisora de
Comunicações, elisete Balarini. Novos encontros já estão na programação da BR, sempre com o intuito
de estabelecer um canal de comunicação cada vez mais forte entre a
Companhia e seus parceiros.
CONTATO BR
Roberto Jorge de Souza Leão Rodrigues
[email protected] – (11) 3116-5170
31
PATROCÍNIO ESPORTIVO
Emoções
NA QUADRA
a
Fotos Arquivo BR
Clientes da BR participam da 5 Etapa do Citibank Masters Tour de tênis, na quadra e na torcida
O GVCRIP Marcos Vieira (de pé, camisa azul) foi um dos escolhidos para entregar um dos troféus aos finalistas: a dupla vice-campeã Roberto Jabali e Mauro Menezes,
e os campões desta etapa, Nelson Aerts e Marcio Carlsson (ajoelhados, da esquerda para a direita)
P
ara reforçar seus laços com os
parceiros comerciais, a Gerência de Grandes Consumidores (GGC) da BR levou quatro convidados para a final da 5ª
etapa do Citibank Masters Tour,
único circuito de seniores do Brasil, que tem a Petrobras como uma
das empresas patrocinadoras.
Os tenistas Nelson Aerts e Marcio Carlsson sagraram-se cam-
32
peões dessa etapa, realizada em
Ribeirão Preto (SP), no dia 13 de
setembro, no Tennis Country Club,
espaço tradicional do esporte em
São Paulo.
A iniciativa da Companhia teve
um gosto especial para alguns parceiros, que “literalmente” entraram
na quadra. O diretor da Viação
Ramazini, Irione Ramazini, o gerente administrativo da Happening
Transportadora Ltda., Luis Carlos
Marquezini e o gerente de suprimentos da Bioenergética Vale do
Paracatu/Bevap, Antonio Angelote,
disputaram partidas, com grande
disposição. Na plateia, outro convidado da GGC, o empresário Roque Felício Neto, diretor executivo
da Rápido D’Oeste Ltda., incentivou os companheiros que suavam
as camisas na quadra.
Os tenistas-empresários Irione Ramazini, Luis Carlos Marquezini e Antonio Angelote: parceria campeã com a BR, dentro e fora das quadras esportivas
Parceria vitoriosa
Mesmo não subindo ao pódio,
Ramazini comemorou a parceria
com a Petrobras Distribuidora.
“Achei excelente a iniciativa da BR
em promover esse campeonato,
principalmente porque eu adoro
jogar tênis”, explicou o executivo
da empresa que tem uma frota
de 130 veículos – entre ônibus,
micro-ônibus, vans e veículos de
apoio – e um consumo de quase
170 mil litros de óleo diesel por
mês. “Foi muito bom ter a oportunidade de estar perto dos mestres
do tênis”, conclui Ramazini.
Antonio Angelote, da Bevap,
empresa que atua na produção de
etanol, também elogiou a ação e o
patrocínio a essa modalidade esportiva. “O apoio da Petrobras é
muito importante, pois faz com que
o torneio melhore a cada ano. Iniciativas como essa nos aproximam
ainda mais da BR.”
Na reta final
Na partida final, a dupla Nelson Aerts e Marcio Carlsson derrotou Roberto Jábali e Mauro Menezes, vencendo por 2x1 sets. Com
esse título, o gaúcho Aerts se tornou o maior campeão do circuito,
com dois títulos em duas etapas
realizadas. Em 2008, ele venceu
essa etapa, tendo como parceiro
o argentino Patrício Arnold. Já Roberto Jábali, tenista da cidade que
contava com a torcida local para
conquistar o primeiro troféu da
temporada em casa, conquistou
outra vez o vice-campeonato.
O Citibank Masters Tour está
em sua sétima edição. A temporada 2009 já teve etapas em Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Rio
de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).
A etapa final será realizada no
Clube Med de Angra dos Reis, em
novembro.
Representando a BR estiveram
presentes o gerente de Vendas a
Consumidores de Ribeirão Preto,
Marcos Antonio Vieira, que entregou um dos troféus aos vencedores, e os profissionais Euripedes
Kuhl e Sergio Roquette.
O AMOR FILIAL EM CENA
A Gerência de Vendas a Consumidores de Ribeirão Preto levou dez clientes para assistir em
setembro ao espetáculo “Lucio
80-30”, um dos selecionados
pelo Programa BR de Cultura
2009/2010. A peça reúne o veterano comediante Lucio Mauro
e seus três filhos: Lucio Mauro
Filho, responsável pelo texto e
direção do espetáculo, e os ir-
mãos Alexandre Barbalho e Luly
Barbalho.
Uma das convidadas foi a
gerente de Suprimentos da Cia
de Bebidas Ipiranga, distribuidor Coca-Cola, Solange Maria
de Gouveia, que se emocionou
junto com o público ao assistir a
montagem, que celebra o amor
filial e presta uma homenagem
ao ofício de ator.
33
pATRoCíNIo ESpoRTIVo
fÓRmULa tRUCk CHeGa À aRGeNtiNa
a mais Competitiva CateGoRia do espoRte motoR BRasiLeiRo Leva a maRCa
e a QUaLidade de ComBUstÍveis e LUBRifiCaNtes petRoBRas Cada veZ mais LoNGe
Paixão que une
a presidente da fórmula truck,
t
Neusa Navarro félix, ficou muito
entusiasmada com toda a reper
repercussão da primeira prova da categoria realizada no exterior. “É um
momento muito especial para todos nós. os argentinos são apaixonados por automobilismo e se interessaram demais por nosso evento.
Garanto que teremos que voltar
muitas vezes aqui”, assegurou.
a vitória do paulista felipe
Giaffone foi o quarto triunfo do piloto da volkswagen na temporada da
fórmula truck 2009. em segundo
lugar chegou outro piloto da equipe, valmir Benavides, seguido de
Geraldo piquet, da mercedesBenz, Renato martins, também da
volkswagen, e fabiano Brito, da
volvo.
Com a vitória na prova histórica, Giaffone chega aos 138 pontos
na classificação do campeonato e
mantém-se na segunda posição.
a liderança continua nas mãos de
Benavides, que soma 151 pontos.
o terceiro colocado é Roberval andrade, com 101.
Truck kids
iniciativa que conta com total
apoio da BR e se destaca na temporada, o projeto truck kids teve
início na etapa de Goiânia, onde
foram sorteadas 40 crianças de
quatro escolas municipais e estaduais para irem aos
trei
treinos
nos de sábado da
fórmula truck.
todas
t
t
levaram
leva
ram um acompa
panhante,
nhante, ganharam
lanche e tiveram a
oportunidade de conhecer os pilotos e assistir os treinos.
No final, o momento mais esperado: monitoradas por pilotos
oficiais da categoria, elas andaram
nos minicaminhões e ganharam
um kit contendo camiseta, balas e
bonés. todas também receberam
orientações sobre as leis de trânsito. depois de Goiânia, o truck
kids voltou à pista nas etapas de
são paulo e Londrina.
acumulando vitórias no campo
social, o truck kids ganhou homenagem em são vicente, no litoral paulista, onde a pista junto à
orla foi fechada e as crianças que
levaram 1 kg de alimento, como
donativo a comunidades carentes,
participaram da festa e andaram
nos minicaminhões.
CONTATOS BR
Cláudio Menezes
[email protected] – (21) 3876-4617
Nilson Francisco
[email protected] – (21) 3876-3286
Foto agência Petrobras de notícias
principal laboratório de testes
para combustíveis e lubrificantes
petrobras de última geração, a fórmula truck ultrapassou os limites
do Brasil e levou toda a emoção
desta categoria do automobilismo
brasileiro para Buenos aires.
a capital portenha foi o palco
da primeira prova fora do país da
f-truck: a sétima etapa da temporada de 2009 foi disputada no dia
20 de setembro e atraiu milhares
de aficionados, entre argentinos e
brasileiros.
a petrobras distribuidora, fornecedora exclusiva de combustíveis e
lubrificantes da categoria desde
1996 – quando o campeonato
de fórmula truck foi homologado
pela Confederação Brasileira de
automobilismo (CBa) –, mais uma
vez disponibilizou para todas as
equipes o que há de mais moderno em lubrificantes para motores
de elevada potência.
aNtoNio CaRLos aLves CaLdeiRa é o titular da Gerência de Grandes Consumidores, que tem como objetivo ser
líder na comercialização de combustíveis e lubrificantes no mercado. a unidade destaca-se pela excelência na qualidade
de produtos e serviços a clientes. a gerência tem como compromisso se antecipar às mudanças no perfil energético
brasileiro e assegurar, de forma sustentável, um retorno adequado aos investimentos. ([email protected])
34
PRODUTOS QUÍMICOS
Expansão no
agronegócio
BR fecha contratos com revendedores de óleo para pulverização agrícola (OPPA) no
U
m dos setores da econo­mia
que mais cresce no país e
que segundo as previsões
dos principais analistas econômicos deve manter elevadas taxas de
crescimento nos próximos anos, o
agronegócio vem sendo tratado
como prioridade pela Petrobras Distribuidora.
Antecipando-se à elevação da
demanda por tais produtos e decidida a expandir sua rede de credenciadas no campo, no dia 7 de
outubro a Companhia, através da
GQUIF (Gerência de Química Fina
e Agronegócios) da GPQ, agregou
dois novos parceiros à rede de revendedores: a Cenze Transportes e
Comércio de Combustíveis e Derivados Ltda., que atuará de forma
exclusiva no Mato Grosso do Sul,
e a MT Grãos, que atuará no Mato
Grosso e Rondônia.
É uma região que, segundo o
último Levantamento Sistemático da
Produção Agrícola (LSPA) divulgado
pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), alcançou a posição de maior produtora de grãos do
país, ultrapassando o Paraná, que
agora ocupa o segundo lugar no
ranking nacional.
Parceiros estratégicos
Sediada em Campo Grande
(MT), a Cenze hoje é considerada
a maior e mais bem estruturada
36
Foto Alexandre Loureiro
Centro-Oeste para for talecer sua presença no principal celeiro agrícola do país
Equipe da Gerência de Química Fina e Agronegócios e representantes da Cenze e da MT Grão formalizam a
parceria que amplia ainda mais a a atuação da BR no campo
empresa do ramo de TRR (Transportador e Revendedor Retalhista)
do estado do Mato Grosso do Sul,
levando óleo diesel e lubrificantes
a pecuaristas, agropecuaristas,
frotistas, transportadoras, usinas e
empresas de engenharia.
Já a MT Grãos, com sede em
Nova Mutum, a 250 quilômetros
da capital, atua há mais de 20
anos na comercialização de grãos
e venda de fertilizantes em todo o
estado de Mato Grosso. Por isso
mesmo, a assinatura dos contratos
com esses parceiros estratégicos é
um passo importante para fortalecer a atuação da BR nesse celeiro
agrícola.
Para Wellington Luis Cenze, diretor-proprietário da empresa que
leva o nome da família, o acordo
vem ao encontro dos planos do
grupo econômico. Hoje a Cenze
distribui um volume significativo de
óleo diesel e lubrificantes em diversas
propriedades rurais e para distintos
segmentos de empresas urbanas de
Mato Grosso do Sul.
“Esse contrato representa uma
nova área de atuação, um novo
desafio a ser vencido. Algo que
pretendíamos fazer a bastante
tempo”, afirma o executivo. “Com
essa parceria vamos entrar definitivamente na área de insumos agrícolas, para atender aos empreen-
Foto Bruno Veiga
dimentos ligados ao agronegócio
com a garantia de qualidade que
a marca petrobras vai nos proporcionar.”
da mesma forma, patrick Lunardi , diretor da mt Grãos, destacou
a assinatura do contrato com a BR
como uma oportunidade muito importante para a empresa alcançar
suas metas de expansão. “a qualidade do produto BR certamente vai
agregar valor a nosso trabalho. vai
ser bom para nós e também para
a petrobras distribuidora, que vai
contar com nossa rede de distribuição já montada para elevar suas
vendas na região Centro-oeste”,
assegurou.
AtendiMento MAiS ágil
de acordo com Cassiano vieira
de Campos filho, gerente de Química fina e agronegócios, da Gerência de produtos Químicos, o objetivo é atender com maior rapidez
e cada vez mais longe um mercado
que está em franca expansão na região Centro-oeste do país. “a escolha desses dois novos revendedores
no ms, mt e Ro, que já contam
com redes de distribuição bem estruturadas, faz parte de nossa estra-
os produtos Br tem ampla utilização na agricultura, contribuindo para assegurar as safras agrícolas
tégia de fortalecer nossa marca em
toda a região”, explica o gerente.
ele destaca que com esses dois
novos parceiros a empresa vai intensificar as ações de marketing
para, em um primeiro momento,
elevar as vendas de oppa (Óleo
para pulverização agrícola), pro-
duto muito importante para a proteção da cultura da soja, que é o
forte da região. “Num segundo
momento vamos usar a mesma estratégia para alavancar as vendas
de outros produtos também ligados ao agronegócio, como fertilizantes.”
os óleos agrícolas são utilizados como inseticida, fungicida ou
adjuvantes em diversas lavouras
(entre elas a de soja, que é o forte da região Centro-oeste e das
duas empresas contratadas).
a petrobras distribuidora oferece dois tipos de óleos agrícolas,
intensamente utilizados na agricultura. o oppa, componente principal na formulação dos principais
óleos minerais agrícolas comer-
cializados no mercado nacional,
é usado no combate ao mal-desigatoka amarela, doença que
ataca as plantações afetando a
produção e qualidade das frutas.
e o oppa-BR-eC é usado no controle de cochonilhas de carapaça
na cultura de citros, eliminando-as
por asfixia. além da ação direta
do óleo, seu efeito adjuvante melhora a eficácia dos inseticidas de
contato.
Foto arquivo Br
ÓLeos pRotetoRes
Br desenvolveu o oPPa para o setor agrícola
37
PRODUTOS QUÍMICOS
Convite À
excelência
A Refinaria Presidente Bernardes (RPBC) recebe representantes de empresas de tintas
Foto Wilson Santos
e vernizes de São Paulo em ação de relacionamento realizada pela GQTAB
Representantes de empresas frabricantes de tintas e vernizes associadas ao Sitivesp conheceram de perto o processo de refino na RPBC, em Cubatão (SP)
C
om o objetivo de aumentar a proximidade com o
cliente e mostrar a excelência das atividades do Sistema Petrobras para fornecer ao mercado
o que há de melhor em produtos
e serviços, a Gerência de Quí­
micos para Tintas, Adesivos e Borrachas (GQTAB) da BR convidou
empresas associadas ao Sindi­cato
da Indústria de Tintas e Vernizes
38
do Estado de São Paulo (Sitivesp)
para visitar a Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC),
na Baixada Santista, litoral paulista.
Representantes do Sitivesp e de
dez empresas associadas tiveram
a oportunidade de ver de perto o
processo produtivo e saber como
é o sistema de certificação de qua­
lida­de e de distribuição dos solventes
(tolueno, xileno e hexa­no), insumo
fundamental para a indústria de tintas e vernizes.
“O nosso objetivo é estreitar a
parceria institucional com o Sitivesp
e reforçar as relações comerciais
com as empresas do setor de tintas
e vernizes, pois a BR tem um papel
preponderante como fornecedor de
solventes para esta indústria”, explicou Mario Richa de Sá Barreto, da
Gerência de Químicos para tintas,
adesivos e Borrachas (GQtaB).
tudo SoBRe SolventeS
além de visitar a área industrial da refinaria, os convidados
foram conhecer o Centro de Controle integrado (CCi) da RpBC, responsável pelo controle das operações da refinaria dentro dos mais
altos padrões de segurança.
a comitiva ainda assistiu uma
apresentação sobre a produção de
solventes, qualidade dos produtos e
dados estatísticos de produção, feita
pelo engenheiro de processamento
ian koscialkoeski fiore, da Gerência
setorial de otimização de processos.
a Gerência setorial de Relacionamento com o Cliente coordenou a visita de dirigentes
do sitivesp e representantes das
empresas anjo Química, Brasilux, Brazilian Color, Briltintas,
maxirubber, Nova vulcão, Renner
sayerlack, tec screen, tupahue e
indutil.
destacou a importância desta
ação para estreitar o relacionamento dos fornecedores de matérias-primas com os fabricantes
de tintas.
“temos certeza de que esse
encontro veio aproximar ainda
mais a BR com os associados do
sitivesp, contribuindo em muito
para o desenvolvimento do setor
de tintas”, afirmou o coordenador
do sindicato.
ApRoxiMAção conSolidAdA
o coordenador do departamento de matérias-primas do sitivesp, sérgio Luiz Conti Borgianni
CONTATO BR
Mario Richa
[email protected] – (19) 3735-6738
doW CoRNiNG HomeNaGeia BR
petRoBRas distRiBUidoRa É eLeita a meLHoR foRNeCedoRa
de soLveNtes peLa paRCeiRa de NeGÓCios, QUe distiNGUe Com Um
pRêmio os seUs top sUppLieRs
Líder mundial no mercado de
silicones e derivados para limpeza automotiva e cliente de longa
data da petrobras distribuidora,
a dow Corning encerrou o primeiro semestre homenageando
empresas fornecedoras pelos
bons serviços prestados. em
reconhecimento às parcerias
que contribuem para o sucesso
dos seus negócios, a dow Corning instituiu prêmios de melhor
transportador, melhor logística
e melhor fornecedor de solventes, categoria na qual a BR foi a
grande vencedora.
“esta é uma premiação que visa
identificar nossos Top suppliers. É
uma ocasião em que reconhecemos os fornecedores de produtos e serviços de alto impacto
para nossos negócios”, afirmou
vinicius Goes, executivo da dow
Corning no Brasil. “avaliamos
a atuação de cada fornecedor
de acordo com alguns critérios
internos, como proatividade na
resolução dos problemas, flexibilização de preços e prazos de
entrega, assim como o desempenho do produto ou serviço
adquirido”, explica.
o prêmio foi recebido pelo
gerente de Química fina e
agronegócios, Cassiano vieira
de Campos filho, que represen-
tou a BR na solenidade promovida no final de julho em são
paulo.
a dow Corning tem um consumo expressivo de produtos da
linha eco da BR, com encomendas da ordem de cerca de 60
toneladas por mês do solbrax
eco 255/285, além de utilizar
em larga escala os solventes
tolueno e Xileno. os representantes da dow Corning do Brasil deixaram claro que a BR é
reconhecida não só como fornecedora de produtos de alta
qualidade, mas como uma parceira de negócios em diferentes
segmentos do mercado.
LUis maRCeLo fReitas é o titular da Gerência de produtos Químicos, cujo objetivo é distribuir e comercializar produtos
químicos, insumos e serviços para a indústria química, petroquímica e de petróleo. a gerência está apta a desenvolver, fabricar ou
buscar fontes alternativas de suprimento, quando isto se mostrar necessário. a GpQ tem como compromisso observar os melhores
prazos de atendimento e especificações para os clientes, com níveis adequados de rentabilidade. ([email protected])
39
AVIAção
aLÉm da
fRoNte
BR Aviation conquista novos clientes internacionais e bate recorde de vendas de combustível
40
eiRa
41
Foto/Montagem a partir de imagem cedida pela Br
AVIAÇÃO
A
BR Aviation vem ampliando suas rotas de negócios,
indo além das fronteiras. As
turbulências econômicas internacionais não desestabilizaram o voo
da companhia em busca de novos
mercados. A BR Aviation chegou a
novos aeroportos regionais, estabeleceu seguidos recordes no volume
de combustível comercializado e
conquistou mais clientes.
Apesar dos prognósticos negativos, devido à retração da economia
mundial, a BR Aviation conquistou
novos parceiros de peso como a israelense Elal, a Mexicana Aviación,
tes regiões do país, e ainda em três
países vizinhos sul-americanos, a
BR Aviation já conta com toda a
confiança de grandes companhias
aéreas como American Airlines, Air
France, Lufthansa, TAP, United Airlines, Continental Airlines, Alitalia, Air
Canada, Aeroméxico e Aerolíneas
Argentinas.
Recordes sucessivos
Este “voo de brigadeiro” é confirmado pelas vendas da BR Aviation
nos seis segmentos em que atua –
regional, nacional e internacional,
executivo, militar e revendedores.
a BR Aviation JÁ conquistou companhias
como
A merican
Airlines,
Continental
Airlines, tap, United Airlines, Lufthansa, Air
Canada, alitália e Aerolíneas Argentinas
Depois dos bons resultados obtidos
no ano passado, com recorde de
vendas em janeiro, as expectativas
da Companhia eram altamente positivas.
Com o tempo nublado na economia, o primeiro trimestre de 2009
não repetiu o desempenho do mesmo período do ano anterior. No entanto, no 1º semestre deste ano, a BR
Aviation atingiu um recorde histórico
CONTATOS BR
Camila Igrejas
[email protected] – (21) 3876 -4006
Cláudio Dissenha Portes
[email protected] – (21) 3876-4593
Foto Arquivo BR
a Korean Air e a peruana Taca e a
Mac Air Jet S/A. E a partir de dezembro deste ano o portfólio da
companhia passará a exibir também o nome da americana U.S.
Airways – o que mostra que a BR
Aviation é sinônimo de qualidade
pelos céus afora.
Presente em cerca de cem aeroportos localizados tanto em grandes centros como nas mais distan-
com a comercialização de 290 mil
metros cúbicos de combustível aeronáutico – querosene de aviação (Jet
A-1), querosene de aviação aditivado (BR Jet Plus) e gasolina de aviação (Avgas).
“É um grande volume. Certamente não alcançaríamos tal resultado se não fosse a excelência de
nossos serviços e produtos”, comemora Carlos Fortunato de Campos
Fest, que exerceu a função de gerente de Marketing de Companhias
Aéreas até o final de setembro,
quando foi designado para o cargo
de assistente na Diretoria de Mercado Consumidor.
Fest acrescenta ainda que a BR
Aviation disputa mercado com as
mais renomadas companhias com
atuação mundial.
Qualidade, pontualidade e confiabilidade são atributos da BR Aviation reconhecidos por nada menos
que 49 companhias aéreas. Maior
rede de distribuição de produtos
de aviação do Brasil, a BR Aviation
também está presente em 11 aeroportos no Chile, três no Paraguai e
um no Uruguai, levando tecnologia,
modernidade e inovação para atender as exigências do mercado.
BR aviation está presente
em 11 AEROPORTOS
NO cHILE
42
Fotos Arquivo BR
AVIAÇÃO
A marca BR Aviation já se tornou um diferencial de qualidade nos aeroportos de todo o país, nos quais a Companhia disponibiliza produtos e serviços com tecnologia e qualidade
Brasil
adentro
Presente em cerca de 100 aeroportos e sempre apta a realizar operações especiais para
abastecer a aviação civil e a Força Aérea, a BR Aviation mostra que a capilaridade da
Petrobras Distribuidora se estende a todos os segmentos em que atua
43
AVIAÇÃO
E
m terra, no mar e no ar, os
combustíveis da Petrobras Dis­­
tribuidora movem os mais
variados veículos sobre rodas,
embarcações de todos os tipos e
portes, e aeronaves civis e militares. Desta forma, a Companhia
consagra-se como a maior distribuidora de derivados de petróleo
do país e grande integradora nacional. Maior prova disso é a sua
presença nos cerca de 100 aeroportos espalhados de Norte a Sul
e de Leste a Oeste do Brasil.
A BR vende mensalmente cerca
de 280 milhões de litros de querosene de aviação (Jet-A1) e outros
3 milhões de litros de gasolina e
aviação (AVGAS), o que representa nada menos que 58,9%
de um mercado consumidor de
440 milhões de Jet-A1por mês.
Sempre pronta para novas deco-
lagens, a empresa busca ampliar
esta participação: em setembro a
BR Aviation forneceu 290 milhões
de litros de Jet A-1 (66% do total consumido no país), recorde
de vendas, tendo em vista a crise
mundial.
A marca do diferencial
Aliada aos produtos de alta
qualidade, a BR Aviation procura disponibilizar um serviço diferenciado para o mercado, em
qualquer aeroporto onde esteja presente. E faz isso de forma
contínua graças a uma equipe
altamente treinada: a força de
trabalho que atua no segmento
de produtos de aviação que levam a marca BR Aviation soma
hoje mais de 1.300 profissionais,
entre funcionários próprios e de
revendedores.
Em julho a BR Aviation bateu recorde de vendas ao fornecer 290 milhões de litros de Jet A-1
44
Graças a uma frota de 380
unidades abastecedoras de aeronaves a marca verde-amarela
é vista da janelinha de aeronaves
em todos os pontos do país.
Rede de excelência
Sempre buscando garantir voos
mais altos para os mais de três mil
clientes de seu portfólio, a BR Aviation vem estendendo seus serviços
tanto para os grandes centros urbanos, onde opera nos principais
aeroportos, como também em regiões mais distantes, como São
Gabriel da Cachoeira, Tefé e Tabatinga, municípios ribeirinhos do
estado do Amazonas, e Altamira, a
cidade que cresceu às margens da
Transamazônica.
E vai além, ampliando a rede
BR Aviation Center, que hoje tem
presença de destaque em três aeroportos paulistas – Guarulhos, Congonhas, Sorocaba – e ainda em
Cuiabá (MT), Brasília (DF), Uberlândia (MG) e Jacarepaguá (RJ).
Não é a toa que a BR Aviation
hoje detém nada menos que 80%
do mercado regional, abastece 51%
das companhias aéreas estrangeiras e 75% dos aviões e helicópteros
militares. Sem falar nos contratos de
abastecimento exclusivo no Brasil
com empresas aéreas como a Gol,
Trip, Taf, Passaredo, OceanAir, além
das estrangeiras Air France, American Airlines, Alitalia, Continental e
Avianca – não esquecendo dezenas
de companhias menores.
“O nosso maior desafio é manter um padrão de excelência na
distribuição, onde quer que atuemos”, afirma Francelino Paes,
gerente executivo de Produtos de
Aviação (GPA), que comanda a
grande tripulação da BR Aviation.
Um plano de voo que todos pretendem cumprir.
QUaLidade em todos os LoCais
tecnologia, modernidade e
inovação são as características
principais da BR aviation, que
está constantemente desenvolvendo produtos e serviços para
atender e, por vezes, superar as
exigências do mercado. o mix
de seus produtos é composto
por querosene de aviação (Jet
a-1), querosene de aviação
aditivado (BR Jet plus) e gasolina de aviação (avgas).
a BR aviation preza pela
qualidade e pela segurança em
tudo que faz, desde seus produtos e serviços até as relações
com os funcionários, a comunidade e o meio ambiente. trabalha dentro dos mais exigentes
padrões nacionais e internacionais de procedimentos de
manuseio de produtos e especificações de instalações de equipamentos.
maPa de PresenÇa FÍsiCa
Gerências de aeroporto
revendas
fRaNCeLiNo da siLva paes é o titular da Gerência de produtos de aviação (Gpa), cuja missão é distribuir produtos de
aviação petrobras, atuando nos serviços de abastecimento de aeronaves e atividades correlatas. a unidade tem como objetivo
garantir a satisfação dos consumidores, com competitividade, rentabilidade e responsabilidade social. ([email protected])
45
QUALIFICAÇÃO
CAMINHO
PAVIMENTADO
Alguns dos principais atores do segmento de asfalto vão implementar um programa
Foto Agência Petrobras de Notícias
nacional de qualificação de mão de obra para promover melhorias no setor
O diretor Paulo Roberto Costa (ao centro), assina o protocolo de intenções do Programa de Capacitação e Técnica Profissionalizante em Pavimentação Asfáltica
A
poiar iniciativas que têm
por objetivo a qualificação
de capital humano, em todos os segmentos nos quais a Petrobras e a BR atuam, já se tornou uma
prática reconhecida entre parceiros,
clientes e o mercado em geral.
Este compromisso foi reforçado no dia 10 de agosto, quando
a Petrobras firmou um protocolo
de intenções para desenvolver e
implementar o Programa de Capacitação e Técnica Profissionalizante em Pavimentação Asfáltica,
em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transporte (DNIT), a Associação
Brasileira das Empresas Distribuidoras de Asfaltos (Abeda), a Associação Nacional das Empresas
46
de Obras Rodoviárias (Aneor) e
a Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos
(Abimaq).
O memorando foi assinado pelo
diretor de Abastecimento da Companhia, Paulo Roberto Costa, o
diretor geral do DNIT, Luiz Antônio
Pagot, pelos presidentes da Abeda,
Eder Gomes Vianna, e da Aneor,
José Alberto Pereira Ribeiro, e pelo
diretor tesoureiro da Abimaq, Walter Luiz Lapietra. Participaram ainda
da cerimônia, realizada na sede da
Petrobras no Rio de Janeiro (RJ), o
gerente executivo de Marketing e
Comercialização da Petrobras, José
Raimundo Brandão Pereira, e Eunice
Muniz Teixeira de Freitas, da Abeda,
entre outras autoridades.
Esforço conjunto
De acordo com Edson Chil, gerente executivo de Comercialização
de Asfalto (GCA) da Petrobras Distribuidora, a Companhia participa de
várias ações similares, buscando a
qualificação contínua dos profissionais que atuam em asfalto, além de
apoiar iniciativas que visam ampliar
as pesquisas neste segmento.
“Um bom exemplo é o Centro de
Excelência em Asfalto (Ceasf), criado em 2000, e que hoje tem diversos núcleos regionais. Há ainda o
programa Asfalto na Universidade,
criado para possibilitar o aprimoramento dos futuros engenheiros civis,
qualificando-os para a execução de
projetos e obras de pavimentação
asfáltica”, pontua Chil, que ocupa
Foto Banco de Imagens Petrobras
a vice–presidência da Abeda, que
criou esta iniciativa em parceria
com a Petrobras.
O Programa de Capacitação e
Qualificação Técnica Profissionalizante em Pavimentação Asfáltica representa uma combinação de esforços de toda a cadeia produtiva para
promover cursos de capacitação
da mão de obra em pavimentação
asfáltica em todos os níveis, e nos
quatro cantos do país.
A insuficiência de cursos de capacitação profissional é grande e
contribui para a escassez de mão
de obra especializada no setor, afetando a qualidade final de todo o
processo de pavimentação. É bom
lembrar que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), federal,
destinou volumes recordes de investimentos às obras de infraestrutura
rodoviária, ampliando ainda mais
a demanda de recursos humanos
capacitados para a execução destes
empreendimentos.
Com esta iniciativa, o Sistema
Petrobras vai incrementar a integração da cadeia produtiva e a melhoria da qualidade da mão de obra.
Esta ação resultará em vários benefícios, pois implicará no uso das melhores práticas de Segurança, Meio
Ambiente e Saúde (SMS) durante a
O objetivo do programa é aprimorar o padrão de qualidade final de todo o processo de pavimentação
aplicação do pavimento asfáltico.
Há também ganhos de imagem,
com a associação da marca Petrobras com tecnologia e geração de
conhecimento, além de reforçar o
compromisso social, tendo em vista que a formação e a atualização
profissional são fatores importantes
para garantia de renda e empregabilidade dos cidadãos. “É este
conjunto de ações que vai propiciar
ao mercado profissionais cada vez
qualificados para atuar neste segmento”, conclui Edson Chil.
Produção descentralizada
A Gerência de Comercialização
de Asfalto tem uma equipe técnica
dando total suporte aos seus clientes, desenvolvendo novos produtos
e fabricando emulsões asfálticas
em nove unidades de produção
distribuídas estrategicamente por
quatro regiões brasileiras: no Norte
, a Fasflis (São Luís/MA); no Nordeste, a Fasfcam (Camaçari/BA)
e a Fasffor (Fortaleza/ CE); no Sul,
por meio da Fasfnoas (Canoas/RS)
e da Fasfpar (Ponta Grossa/PR) e no
Sudeste, onde tem o maior número de unidades – a Fasfbet (Betim/
MG), Fasfduc (Duque de Caxias/
RJ), FasfSP (Diadema/SP) e Fasfvap
(São José dos Campos/SP).
EDSON CHIL é o titular da Gerência de Comercialização de Asfaltos, cuja missão é administrar a venda de asfaltos e
emulsões, agregando serviços aos produtos, de forma competitiva e rentável. A unidade procura se entrosar com as
demais áreas para o sucesso do negócio, orientada pelo mercado e com foco no cliente. ([email protected])
47
LUBRIFICANTES
Parceria
AZEITADA
Produção e vendas de lubrificantes batem novo recorde graças ao trabalho conjunto das
equipes da Gerência Industrial (GEI) e das áreas comerciais da Petrobras Distribuidora
A
Petrobras Distribuidora bateu em julho um novo recorde na produção e vendas de lubrificantes: foram 30,8
mil m³, 6% a mais que a marca
anterior, registrada em junho. Esse
número é resultado da parceria entre a Gerência Industrial (GEI) e as
áreas comerciais da BR, que atuam em fina sintonia para ampliar
a participação da Companhia no
mercado.
da BR. “As áreas comerciais, com
sua elevada capacidade técnica,
conseguem traduzir muito bem as
demandas de cada cliente para a
GEI buscar as soluções mais adequadas.”
O gerente executivo destaca
que o empenho de todos os que
integram a GEI tem um peso decisivo. “A equipe é altamente motivada. Todos sabem da importância
de se trabalhar em conjunto para
alcançarmos os nossos objetivos.
Nossa atividade exige perfeita coordenação”, frisou.
um trabalho intenso de suas áreas
comerciais houve um expressivo
avanço da linha Lubrax no mercado. Hoje, a BR é líder isolada, com
23,3% do mercado total”, comemora o executivo.
Para se ter uma ideia do sucesso de alguns produtos da linha,
dos mais de 30 mil m³ comercializados em julho, cerca 55% estão
concentrados em sete itens: Lubrax
Top Turbo; Lubrax MD-400; Lubrax SJ; Lubrax Extra Turbo; Lubrax
Industrial SH-AD; Lubrax Industrial
OB e Lubrax Tecno.
“Os 45% restantes estão distribuídos entre os mais de cem produtos que fabricamos em Duque
de Caxias (RJ)”, diz Celso. Atualmente, o portfólio tem, ao todo,
109 produtos, que se multiplicam
em mais de 700 itens, considerando os diversos graus de viscosidade e apresentações em diferentes
embalagens.
Importante conquista
Novos desafios
Celso lembra que, em passado recente, ao contrário do que
acontecia com a grande maioria
dos produtos e serviços disponibilizados pela BR, a Companhia não
tinha a liderança no mercado brasileiro de lubrificantes. “A partir de
Como “as áreas comerciais
querem mais recordes”, nas palavras do executivo, o Plano Corporativo Estratégico para Lubrificantes (PCEL), recém-aprovado
pela diretoria, prevê investimentos expressivos tanto na capaci-
ATUALMENTE, O PORTFÓLIO TEM, AO TODO, 109
produtos, que se multiplica m em m ais de
700 itens, considerando os diversos graus
de viscosidade e diferentes embal agens
“Buscamos aprofundar o conhecimento sobre as necessidades
dos nossos clientes, que nos são
colocadas pelas áreas comerciais.
Sabemos que não há um cliente igual ao outro e trabalhamos
sempre para atender as especificidades de cada um”, afirma Celso
Pinho, titular da GEI.
Esse diferencial, segundo ele, é
resultado da estreita cooperação
entre a GEI e a força de vendas
48
Foto Arquivo BR
A fábrica da GEI em Duque de Caixas, no Grande Rio, onde são produzidos os mais de 100 produtos do portfólio da BR, terá sua capacidade ampliada
dade produtiva da fábrica quanto
na ampliação da força de vendas. “O mercado sinaliza constante aumento. A GEI precisa se
manter preparada para dar conta
deste crescimento.” A ampliação
da capacidade de produção vem
em boa hora, já que a integração
dos ativos da Alvo, formado após
a aquisição da Ipiranga, trouxe
para a empresa um aumento imediato de demanda pelos produtos
Lubrax.
Outro desafio vem do recente
lançamento do Plano Integrado
de Marketing (PIM) da diretoria
da Rede de Postos de Serviços
(DRPS). “Ele nos trouxe, principalmente, desafios logísticos, pois
precisamos entregar nossos produtos no mais longínquo posto da
Companhia que tiver aderido ao
Programa”, explica Celso.
Como exemplo do constante
esforço para ampliar ainda mais
a participação no mercado, o titular da GEI cita o Lubrax Turbo
Vigoros, que reforça o portfólio
da linha Lubrax: “Ele vem para suprir as necessidades dos motores
diesel com alta quilometragem,
garantindo a redução do consumo de óleo, maior controle da
formação de depósitos e redução
da formação de fuligem – o que
ajuda a evitar a perda de potência do motor”, conclui Celso.
Produtos por segmento
• Automotivos – 38
• Aviação – 3
• Ferroviários – 3
• Graxas – 21
• Industriais – 25
• Marítimos – 13
• Linha Syntesis – 6
CONTATO BR
Celso Pinho
[email protected] – (21) 2677-3250
49
SISTEMA PETROBRAS
cinco anos de
integr
Adquirida pela BR em 2004, a Liquigás, subsidiária de distribuição de
Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) cresce sem parar rumo à liderança,
respaldada na melhoria contínua de seus produtos e serviços,
atendimento diferenciado e gestão transparente de seus negócios
50
Fotos Banco de Imagens Petrobras
ração
C
om 21 unidades industriais de
engarrafamento, 19 depósitos
de armazenamento e uma re­
de com cerca de quatro mil revendedores, a Liquigás Distribuidora completa cinco anos de integração ao
Sistema Petrobras, com performance
de campeã.
Com mais de 35 milhões con­
sumi­dores, além de clientes comer­
ciais e industriais abastecidos a
granel em quase todos os estados
brasileiros, a empresa conquistou um
market share de 22,4%. De acordo
com os dados da Agência Nacional
de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente ao primeiro
semestre de 2009, a Liquigás está
na segunda posição no ranking nacional, sendo a líder no mercado de
botijões de gás de 13 kg.
Atingir a liderança do mercado
total de GLP (botijões e granel) até
2012 é a meta da Liquigás, segundo Antonio Rubens Silva Silvino,
presidente da Companhia, que fala
da estratégia adotada para garantir
este desempenho. “Os resul­tados
obtidos são decorrentes da integração da expertise do negócio de
engarrafamento,distribuiçãoecomer­
cialização de gás liquefeito de petróleo (GLP) da empresa adquirida do
antigo acionista com o modelo de
gestão, governança e melhores práticas da Petrobras e BR, aliado ao
comprometimento da força de trabalho”, afirma o executivo.
Ele explica que a empresa definiu
um plano de negócios, com metas
e orçamento anual, estabelecendo
as bases para este crescimento e
observando que a busca pela excelência em todos os processos é fator
fundamental para alcançar bons resultados.
Investimentos garantidos
Para alcançar seus objetivos,
a Liquigás está realizando investimentos da ordem de R$ 724 milhões até 2013 e implantando uma
série de projetos em diversas áreas. Como parte das estratégias da
Companhia, destaca-se a implantação de um sistema de governança
corporativa; a adoção de padrões
de excelência em todas as áreas;
a modernização de centros operativos (unidades de engarrafamento
e distribuição de GLP); o desenvolvimento de novos produtos e a implantação de novas ferramentas de
tecnologia da informação.
Os investimentos também foram
direcionados para a aquisição de
51
SISTEMA PETROBRAS
no­vos botijões e equipamentos
de segurança; o aumento na eficiência na área de logística; o
reforço da parceria com os revendedores; a melhoria na qualidade do atendimento aos clientes
da área Granel e a valoriza­ção
da força de trabalho, entre outras
ações.
Todas essas iniciativas têm assegurado bons resultados para a
Liquigás, inclusive com o reconhecimento público demonstrado por
várias premiações recebidas recentemente pela empresa. Em 2008,
ela foi eleita a Melhor Empresa do
Setor de Petróleo e Gás, pelo jornal
Gazeta Mercantil, e a sétima melhor da área de energia do Brasil
pelo anuário Melhores e Maiores
da revista Exame.
No mesmo ano, ficou em décimo lugar no setor de Petróleo e
Gás no Guia Valor 1000 Maiores
Empresas, do jornal Valor Econômico, e recebeu o troféu Masterinstal e a Medalha de Prata no
Prêmio Paulista de Excelência da
Gestão (Ipeg). O primeiro semestre de 2009 também contabiliza a
conquista do Troféu Transparência
2009 e a tripla certificação da unidade operacional de Capuava, em
Mauá (SP). (vide box)
A força do capital humano
O alto comprometimento dos
colaboradores é outro aspecto fundamental para a obtenção de bons
resultados. Alinhada à cultura organizacional das empresas do Sistema Petrobras, a Liquigás investe
fortemente em políticas internas de
segurança, qualidade de vida, benefícios e em mecanismos de reco-
UM Modelo de Excelência
O Centro Operativo da Liquigás em Capuava é a primeira unidade da Companhia a
receber certificação no Sistema
de Gestão Integrada ISO 9001,
ISO 14001 e OHSAS 1800.
Um marco para a Companhia
e para o setor nacional de GLP
(Gás Liquefeito de Petróleo), a
tripla certificação do Centro Ope­
rativo da Liquigás em Capuava –
localizado em Mauá, no Grande
ABC paulista –, pela organização
internacional ABS Quality Evaluations consagra a unidade como
modelo corporativo de excelência.
É a primeira unidade da empre­sa
a se adequar às três normas
abran­gidas pelo Sistema de
Gestão Integrada (SGI) – a ISO
9001 (qualidade), ISO 14001
(meio ambiente) e OHSAS
18001 (segurança e saúde ocupacional). Ela servirá de modelo
corporativo e de excelência de
gestão para as demais unidades
de engarrafamento e distribuição
de GLP da Liquigás no Brasil, as
quais, pouco a pouco, também
52
passarão pelo processo de implantação do SGI.
“Essa certificação nos dá um diferencial competitivo fundamental
dentro do setor e demonstra nosso
comprometimento em atender aos
requisitos de nossos clientes, colaboradores e comunidade em geral
com qualidade, responsabilidade, segurança e respeito ao meio
ambiente”, afirma o presidente da
Liquigás, Antonio Rubens Silva Silvino.
Ele ressalta ainda que as adequações às normas do SGI garantem o alinhamento das práticas
corporativas da Liquigás às do Sistema Petrobras. O processo de certificação foi realizado em 11 meses,
tempo considerado recorde para
certificações.
Resultados imediatos
Os padrões de trabalho implantados durante o processo de certificação trouxeram melhorias significativas ao Centro Operativo (CO):
aumento da eficiência em função
da padronização dos processos,
reduções de custos de produção,
de retrabalho e dos acidentes e incidentes de trabalho.
Abastecido pela Recap (Refinaria Capuava da Petrobras),o CO
Capuava engarrafa, comercializa
e distribui GLP para fins industriais,
residenciais e comerciais, dispondo
de uma infraestrutura de armazenamento composta por 12 tanques de
60 toneladas e outros três tanques
para 120 toneladas.
A unidade tem capacidade diária para envasar 31 mil botijões
de 13 kg/8 kg para uso doméstico, 1.200 vasilhames de 20 kg
e cerca de 500 cilindros de 45
kg, além de embalagens de 90
kg de GLP para uso industrial e
comercial, carregando também
caminhões-tanque, que abastecem grandes clientes que consomem o GLP a granel. Ela abastece ainda os depósitos da Liquigás
em Santos e em Guarulhos, que
atendem aos consumidores de
toda a Baixada Santista, Grande
ABC e algumas cidades do interior de São Paulo.
nhecimento e recompensa para os
colaboradores.
Ainda na área de recursos humanos, outro destaque é a redução
do índice de acidentes de trabalho.
A Taxa de Frequência de Acidentados com Afastamento (TFCA) da
Liquigás, que era de 15 nesses cinco anos, passou a ser de somente
1,2 (média bem abaixo da indústria
mundial do setor, que é de quatro).
O resultado das boas práticas de
gestão ficou evidenciado na última
pesquisa de clima da companhia, na
qual o Índice de Satisfação do Empregado foi de 74%, bem superior ao de
2006 (60%) e acima do aferido em
2007 (71%). Já o Índice de Comprometimento tem se mantido próximo
dos 100% – na pesquisa de 2008, a
Liquigás registrou o índice de 97%.
A parceria com as revendas é
outra importante ação para que a
Liquigás alcance seus objetivos. A
empresa vem capacitando os revendedores e suas equipes por meio
de treinamento, manuais e diversas
ações de marketing.
“Realizamos convenções com os
revendedores em vários estados do
país, nas quais apresentamos nossa
missão, visão e valores, bem como
boas práticas de gestão. O objetivo
é incentivá-los a desenvolver um trabalho de qualidade e com foco no
consumidor final em seus respectivos
mercados, assegurando a credibilidade da marca junto ao consumidor
final”, conta Antonio Rubens.
Novos produtos e serviços
Entre as iniciativas que vêm reforçando a posição da Liquigás
no mercado de GLP, destaca-se o
desenvolvimento e lançamento de
produtos inovadores, entre eles o
botijão de 8 quilos de GLP (P-8), o
botijão de 5 e 10 quilos em nova
embalagem, a ser lançado em bre-
Os presidentes da Petrobras, Sérgio Grabrielli, da Liquigás, Antonio Rubens Silvino, e da BR, José Lima de
Andrade Neto, mostram nova embalagem do botijão de GLP
ve, e o sistema FLEXGAS – mistura
de GLP com gás atmosférico, que
pode ser utilizado nos mesmos equipamentos industriais de queima de
gás natural. Outra novidade que já
faz sucesso é a recente implantação
do sistema de medição individualizada de consumo de GLP a granel
em condomínios residenciais e comerciais.
“Todas essas inovações vêm
contribuindo para o estabelecimento de bases sólidas que garantam
o crescimento da Companhia”, observa o executivo, ao destacar que
a Liquigás ampliou suas vendas em
mais de 100 mil toneladas no período de cinco anos, batendo sucessivos recordes de venda.
A construção da nova unidade
de engarrafamento e distribuição
de GLP em Duque de Caxias, no
Rio de Janeiro, terceiro maior mercado nacional de GLP, local das
sedes da Petrobras e da Petrobras
Distribuidora também vai assegurar
sua liderança. A nova unidade deverá ser inaugurada ainda este ano
e irá gerar cerca de 90 empregos
diretos e mais de mil indiretos.
A construção desta unidade é a
principal ação prevista no chamado
“Projeto Rio”, que contempla também a abertura de novas revendas
e o atendimento a novos clientes no
segmento a granel, visando o crescimento do market share no estado.
Para isso, a empresa conta também
com o patrocínio ao Botafogo de
Futebol e Regatas.
“Este é mais um passo para a Liquigás se consolidar no Rio de Janeiro. Hoje, temos 12,7% do mercado e
nossa meta é ampliar o market share
para 21%”, conclui o presidente da
Companhia.
CONTATOS LIQUIGÁS
Ana Paula Vieira Fernandes
[email protected] – (11) 3703 -2774
Hosana Gomes
[email protected] – (11) 3703 -2505
53
SISTEMA PETROBRAS
Transparência reconhecida
Entrega do Troféu Transparência reuniu representantes das empresas que mais se destacaram por suas atuação ética
Mais importante premiação
da classe contábil, o Troféu Transparência 2009 é um reconhecimento da atuação responsável e
ética da Liquigás na conduta de
seus negócios em um mercado
altamente competitivo.
Visto pelo mercado como um
certificado de idoneidade das
empresas vencedoras, o Troféu
Transparência 2009 vem coroar
uma trajetória de sucesso da Liquigás, empresa de distribuição
de Gás Liquefeito de Petróleo
(GLP), subsidiária da Petrobras
Distribuidora.
“Para a Liquigás, receber o
Troféu Transparência é uma importante sinalização ao mercado de como a Companhia atua
em seus negócios, com ética e
responsabilidade, contribuindo
para um setor de GLP cada vez
54
mais desenvolvido”, afirma o diretor Financeiro e de Serviços,
Paulo Cesar Chaves Furlanetto.
ética nos negócios
A Liquigás foi uma das vencedoras na categoria Empresas
Fechadas da décima terceira
edição deste prêmio, criado pela
Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração
e Contabilidade (Anefac). A
iniciativa tem ainda a parceria
com a Fundação Instituto de
Pesquisas Contábeis, Atuariais e
Financeiras (Fipecafi) e a Serasa Experian, o maior banco de
dados da América Latina sobre
consumidores, empresas e grupos econômicos.
As três organizações são reconhecidas no país por seus esforços no sentido de promover e
incentivar a adoção de valores
éticos na conduta dos negócios.
O Prêmio Transparência Anefac-Fipecafi-Serasa Experian tem
por objetivo incentivar a transparência corporativa no mercado,
através do fornecimento de informações claras e de qualidade.
Os organizadores analisam com
rigor as práticas de transparência nas informações contábeis,
no que diz respeito à qualidade
do relatório da administração e
consistência com os dados divulgados, dentre outros fatores.
Também são avaliadas aspectos
relevantes, como fluxo de caixa,
demonstração do valor adicionado, Ebtida e valor econômico
agregado, que influenciam no
resultado final da premiação. A
entrega do prêmio foi feita no dia
24 de setembro, em São Paulo.
REDE DE POSTOS
Presença
em dose dupla
Foto Arquivo BR
BR e Liquigás são destaques em evento que mostrou novidades do setor de combustíveis e conveniência
Parceiros, clientes e visitantes da Expo Postos 2009 degustaram alguns dos produtos que são oferecidos na rede de conveniência BR Mania
R
esponsável pela maior rede
de postos de serviço e lojas
de conveniência do país, a
Petrobras Distribuidora participou
mais uma vez da Expo Postos &
Conveniência, o maior evento do
mercado de distribuição e revenda
de combustíveis e lojas de conveniência da América Latina. A Liquigás,
subsidiária da BR na distribuição
de gás liquefeito de petróleo (GLP),
também participou, fazendo uma
grande estreia na feira.
Realizada entre 16 e 18 de setembro no Expo Center Norte, em
São Paulo, a Expo Postos & Conveniência reuniu proprietários e gerentes de postos de serviços e lojas
de conveniência, revendedores e
executivos de distribuidoras, que le-
varam o que há de mais moderno
no setor.
O Cartão Petrobras, a linha Lubrax, a gasolina Petrobras Podium
e o Programa De Olho no Combustível – com nova identidade visual – foram alguns dos produtos e
serviços divulgados no estande da
BR. Quem visitou o local teve ainda a oportunidade de saborear os
55
REDE DE POSTOS
produtos da área de food service
da BR Mania.
“A Expo Postos & Conveniên­cia
já se transformou em um marco,
uma referência no setor. Além
de sua importância para os negócios, com divulgação de novidades para o segmento, é uma
ótima oportunidade de nos aproximarmos de nossos parceiros revendedores e franqueados, que
contribuem para o sucesso da
Petrobras Distribuidora no mercado”, afirmou Fernando Alves
Jorge Junior, então gerente de
Marketing da Rede de Postos da
Petrobras Distribuidora.
Sinergia fortalecida
necimento e suprimento de gás a
granel para uso em lojas de conveniência, restaurantes, lanchonetes
e aquecimento de água em geral.
A Expo Postos & Conveniência,
que recebeu mais de 20 mil visitantes, contou com a participação
de cerca de 100 empresas líderes
do mercado nos setores de produtos, serviços e equipamentos
para postos; serviços automotivos;
Gás Natural Veicular; food service;
produtos, serviços e equipamentos
para conveniência; tecnologia e informática; e parceiros em soluções
de negócios. Paralelamente à feira, foi realizado o V Fórum Internacional de Postos de Serviços, Equipamentos, Lojas de Conveniência e
Food Service.
CONTATO BR
César Augusto Barbosa
[email protected] – (21) 3876-8034
Foto Sirlei Cunha
A presença da BR foi reforçada
com a participação de sua subsidiária de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), a Liquigás Distribuidora. “Nossa presença no evento
amplia e fortalece a sinergia com
os agentes do mercado”, analisa
Antonio Rubens Silva Silvino, presidente da Liquigás.
“Nosso objetivo é mostrar aos
participantes as vantagens da utilização do gás liquefeito de petróleo
nos postos, lojas de conveniência e
restaurantes, em condições de custo operacional mais barato para o
revendedor do que outras fontes de
energia como eletricidade, gás natural ou óleo diesel, além de outras
aplicações para o produto e inovações que a Liquigás vem desenvolvendo”, disse o presidente.
Em seu estande, a Liquigás destacou as principais utilizações do
GLP nos postos de serviço, entre
elas o uso de gaiolas (nas localidades em que a legislação permite)
para armazenamento de botijões
comercializados nestes estabelecimentos, e, principalmente, o for-
A Liquigás também esteve na Expo Postos para apresentar as vantagens da utilização do GLP nos postos e lojas de conveniência
56
PATROCÍNIO CULTURAL
O espetáculo
já começou
Petrobras Distribuidora dá a partida no Programa BR de Cultura, selecionando 43 peças
Foto Alexandre Brum
teatrais que percorrerão cerca de 85 cidades nos 27 estados do Brasil
Resultado da seleção pública do Programa BR de Cultura 2009/2010 já se tornou um espetáculo a parte, pela dimensão desta ação que se estende a todo o Brasil
C
om a filosofia de “levar a
arte onde o povo está”,
Programa BR de Cultura
2009/2010 seleciona 43 peças
teatrais dos 384 projetos inscritos
nesta nova edição. Até dezembro
de 2010, estes espetáculos percorrerão cerca de 85 municípios nos
27 estados do país.
O resultado da Seleção Pública foi apresentado em solenidade
comandada pelo novo presidente
da BR, José de Andrade Lima Neto.
Também participaram diretores da
Companhia, representantes do Sistema Petrobras, do Ministério da
Cultura (MinC), da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da
República (Secom), além de artistas e
membros dos grupos contemplados.
Integrante do Programa Petrobras Cultural, o programa, para o
qual foram destinados este ano R$
12 milhões, tem também o objetivo
de promover o intercâmbio cultural
entre os estados e dar maior transparência à política de patrocínios
culturais executada pela BR.
“Com o Programa BR de Cultura temos por objetivo a democratização do acesso a espetáculos teatrais de qualidade, uma vez que
estas peças circularão por todo o
Brasil”, reforça a gerente de Patrocínio da Petrobras Distribuidora,
Alena Aló.
Ela afirma que, por meio desta
iniciativa, a Petrobras Distribuidora
reafirma seu compromisso com o
incentivo à cultura: “Trata-se do papel natural de toda empresa cida­
dã”, frisa. Alena Aló lembra ainda
57
pATRoCíNIo CulTuRAl
Foto nana de morais
que, além de ser o primeiro plano
de patrocínio cultural com seleção
pública voltada unicamente para a
circulação de peças teatrais, o Programa Br de Cultura também contempla projetos de continuidade,
como o Cinema Br em Movimento
e o Dançando para não Dançar.
coMiSSão de notáveiS
CONTATO BR
Alena Aló
[email protected] – (21) 3876-4419
Foto Guga melgar
as atrizes marieta severo e andréia Beltrão, na
comédia “as Centenárias”, uma das peças que foi
selecionada pelo Programa Br de Cultura.
inicialmente, os projetos foram
analisados pela Comissão de seleção Companhia, que levou em conta quesitos como mérito, relevância
artística, currículos dos profissionais
envolvidos, viabilidade de execução, praças propostas e resultados
obtidos em temporadas anteriores.
a comissão contou com dois representantes do sistema petrobras e
quatro consultores externos, todos
de reconhecida competência no
meio artístico: antonio pitanga, paulo de moraes, oscar José e Carlos
Gregório.
após a análise inicial, na etapa
intermediária foi avaliado o enquadramento de cada projeto às exigências da Lei Rouanet. para agilizar esse processo, o minC e a BR
assinaram um acordo de Cooperação técnica, com adoção de procedimentos conjuntos para a execução do programa. a última fase da
seleção foi feita pelo Conselho BR
de Cultura, presidido pelo então gerente executivo de Comunicação da
Companhia, paulo otto von sperling (atual ouvidor da petrobras) e
composto por representantes da
secretaria de Comunicação da presidência da República, do ministério
da Cultura e do sistema petrobras.
a lista completa dos projetos
contemplados está disponível no
portal BR (www.br.com.br).
“Lúcio 80-30”, projeto de Lucio mauro Filho, no qual ele dirige e contracena com o pai, o comediante Lucio mauro, que comemora 80 anos de vida e 60 de carreira
58
RESPONSABILIDADE SOCIAL
Coisa de
cinema
O Cinema BR em Movimento chega à décima edição com 13 mil sessões gratuitas do
melhor do cinema nacional para dois milhões de pessoas em todo o país
Q
uando o assunto é Cinema BR em Movimento, a
tela é grande e os números maiores ainda. Com o patrocínio da Petrobras Distribuidora desde a estreia em 2000, o programa
chega este ano à décima edição e
faz história como o maior circuito
de exibição não comercial da América Latina.
Já foram mais de 13 mil sessões gratuitas do melhor do cinema
nacional e mais de 1,7 milhões de
expectadores de todos os cantos do
país. Mil cidades já estiveram no
roteiro e o programa já capacitou
mais de 550 agentes culturais. Isso
tudo sem contar a edição de 2009,
iniciada no dia 3 de agosto em Manaus (AM), e que, com certeza, vai
ampliar ainda mais estes números.
Isso porque durante os cinco meses
de duração do projeto, serão feitas
mil exibições em nada menos que
200 cidades em todo o país.
Programação eclética
Como o público da edição atual
passará de cem mil pessoas, a seleção de filmes deve agradar a todas
59
as idades, e por isso inclui desde a
animação infantil Cine Gibi 3, até a
comédia romântica Romance, com
Letícia sabatella e Wagner moura.
o grande sucesso de bilheteria
meu nome não é Johnny, com selton
mello, também está na programação do circuito, que não esqueceu
dos curtas como vida maria, de márcio Ramos, e documentários como
três irmãos de sangue, de Ângela
patrícia Reiniger, sobre os irmãos Betinho, Henfil e Chico mário.
as sessões acontecem perto de
instalações da BR, da petrobras e
da transpetro e em associações comunitárias, agremiações e sedes de
projetos sociais, além de logradouros públicos em geral.
ReSponSABilidAde cultuRAl
os filmes obedecem a um critério de qualidade técnica e artística,
Fotos mPC associados
RESpoNSAbIlIdAdE SoCIAl
até o final da programação, acredita-se que mais de dois milhões de pessoas terão assistido às sessões gratuitas
sendo que o tema sempre tem relevância na geração de reflexões. “a
contribuição cultural e intelectual
que o projeto proporciona está totalmente alinhada à política de responsabilidade social da BR”, afirma
alena aló, gerente de patrocínio da
petrobras distribuidora.
alena explica que o objetivo é
reconhecer a cultura e o audiovisual nacionais como ferramentas
para a educação e a transformação social: “este é um dos patrocínios de maior relevância da petrobras distribuidora, pois contribui
para revigorar os filmes nacionais
e fomentar a produção audiovisual
brasileira”, resume.
CONTATO BR
Alena Aló
[email protected] – (21) 3876-4419
Um miNUtiNHo QUe faZ a difeReNÇa
Na QUaLidade de empResa amiGa da CRiaNÇa, a petRoBRas distRiBUidoRa iNCLUi vÍdeo soBRe a
eXpLoRaÇÃo de CRiaNÇas e adoLesCeNtes aNtes de Cada sessÃo do CiNema BR em movimeNto
a petrobras distribuidora, que
pelo quinto ano consecutivo mantém o selo de empresa amiga da
Criança, faz jus a esse reconhecimento da fundação abrinq desde 2004 e lança mais uma ação
contra a exploração sexual de
crianças e adolescentes.
trata-se de um vídeo de 57
segundos, mostrado antes de todas as sessões. Com o título esconderijo, procura conscientizar a
plateia sobre o drama da exploração sexual infantil e exaltar a importância de denunciar qualquer
caso desse tipo ao disque 100
– serviço que o Governo federal
promove e que o sistema petrobras apoia dentro do siga Bem
60
Criança, programa que conta
com o apoio dos caminhoneiros
no combate à violência contra a
criança e o adolescente e que valeu, em 2004, o prêmio top social
advB ao trabalho da petrobras e
da petrobras distribuidora.
de maio de 2003 a abril de
2009, o disque 100 recebeu
mais de 2 milhões de ligações e
encaminhou aos órgãos competentes cerca de 95 mil denúncias
vindas de todo o país. a polícia
Rodoviária federal já identificou
241 rotas do tráfico de crianças,
jovens ou adolescentes e mulheres para fins de exploração sexual
no Brasil.
OPINIÃO
Energia e emissões:
O
modal rodoviário domina a matriz do transporte
brasileiro, com participação de mais de 60%. Em um país
continental como o Brasil, o transporte rodoviário tem seu papel de
importância no cenário da logística
nacional para transpor as distâncias
e, principalmente, para garantir, na
última milha, a distribuição correta
dos produtos e o abastecimento das
cidades e dos centros de produção.
O caminhão, ator principal da
intrincada operação de transporte
de cargas, é um equipamento em
franca evolução. Desde o gasogênio, utilizado pelas empresas de
transportes no anos 40 para suprir
a falta de combustíveis devido à Segunda Grande Guerra, até os veículos elétricos, que hoje já aparecem no cenário como alternativas e
projetos em andamento, a energia
que move o transporte de cargas
no Brasil sempre foi um desafio.
O diesel, principal combustível
do transporte rodoviário na atualidade, fonte de energia fóssil nãorenovável, ainda é motivo de preocupação em nosso país, devido
ao alto índice de enxofre em sua
composição.
Mas, empresas, montadoras e
fornecedores de combustíveis têm
realizado trabalhos, estudos e projetos para melhorar este cenário. O
biodiesel apareceu como uma alternativa para o combustível fóssil.
Renovável, com índices de emissão
menores e mais ecológico, o diesel
obtido a partir de fontes vegetais
tem gerado renda para a agricultu-
ra familiar, melhoria de desempenho nos veículos e economia para
as empresas.
Além disso, as empresas de
transportes têm se esforçado para
criar maneiras de economizar energia em suas operações, otimizando
o uso dos caminhões, treinando
seus motoristas e adotando políticas ambientais, como a medição
da emissão de gases poluentes.
Com todas essas iniciativas, as
transportadoras entraram no Século XXI preocupadas com o aquecimento global e com o meio ambiente. Hoje, as empresas gastam
menos combustível, utilizam energia renovável, monitoram os motores a diesel de suas frotas para
mantê-los sempre regulados e,
principalmente, conscientizam seus
colaboradores para este problema
mundial.
Além do biodiesel, que já é uma
realidade no Brasil, o estudo de
outras matrizes energéticas para a
aplicação no transporte de cargas
é uma realidade. Uma montadora
apresentou este ano o protótipo,
ainda em fase de pesquisas, de
um caminhão elétrico. Totalmente
isento de emissões gasosas e independente de combustíveis fósseis,
o caminhão elétrico pode ser uma
alternativa para o futuro do transporte de cargas.
O GNV e o etanol também são
fontes de energia estudadas para o
transporte de cargas e representam,
também, um futuro recente pra o
setor, mais limpo, mais eficiente e
menos danoso ao meio ambiente.
Foto Arquivo pessoal
desafios para o transporte do futuro
Francisco Pelucio
Estas iniciativas, aliadas a empreendimentos como o Programa
Despoluir, da Confederação Nacional do Transporte, que oferece gratuitamente às empresas a medição
das emissões de seus veículos e dá
orientações para a manutenção dos
motores, representam a preocupação do setor com o emprego de,
cada vez mais, energias limpas e
eficientes.
Este é o rumo que o setor de
transporte de cargas tem seguido
para um futuro melhor e mais sustentável para todos. A Petrobras, associada mantenedora do Setcesp, é
um dos parceiros mais importantes
dessa luta, sempre apresentando
estudos e projetos de grande importância para o segmento.
Este é o desafio: a energia para
um Brasil mais integrado.
Francisco Pelucio
Presidente do Setcesp (Sindicato das Empresas
de Transportes de Carga de São Paulo e Região)
61
CENÁRIOS
NOVO
MARCO REGULATÓRIO
Com o Brasil em um patamar inédito no cenário mundial da indústria petrolífera, o país repensa
a legislação que rege as atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural
A
descoberta da província petrolífera do pré-sal, que se
estende da Bacia de Santos
até o sul da Bacia do Espírito Santo, abrangendo a Bacia de Campos,
que produz hoje 80% do petróleo
nacional, é um marco na indústria
mundial.
Não somente pelo fato de, até
agora, as três únicas descobertas
já estimadas – Tupi (5 a 8 bilhões
de barris), Iara: (3 a 4 bilhões de
barris) e Parque das Baleias (1,5 a
2 bilhões de barris) – praticamente
dobrarem as reservas brasileiras,
hoje de 14 bilhões de barris, mas
Natural e Biocombustíveis (ANP), assim como o Conselho Nacional de
Política Energética (CNPE).
Mobilizando todos os órgãos
representados no CNPE, essas propostas foram discutidas e elaboradas
por um grupo de trabalho que reuniu, entre outros, o então secretário
de Petróleo e Gás do Ministério de
Minas e Energia, hoje presidente da
Petrobras Distribuidora, José Lima
de Andrade Neto; o secretário de
Política Econômica do Ministério da
Fazenda, Nelson Barbosa, e o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tomalsquim.
um fundo social possibilitará utiliz ar as
riquez as advindas do pré-sal no combate à
pobreza e a melhoria da educação e da saúde
também pelo alto índice de sucesso
exploratório. Dos 31 poços perfurados pela Petrobras nessa província
até setembro, a taxa de sucesso foi
de 87%, sendo que na Bacia de
Santos, onde foram perfurados 13
poços, essa taxa foi de 100%.
Todos esses fatores levaram o governo a solicitar estudos de mudanças no marco regulatório brasileiro,
que está apoiado na chamada Lei do
Petróleo (Lei 9.478, de 6 de agosto
de 1997), por meio da qual foi criada
a Agência Nacional de Petróleo, Gás
62
O presidente da Petrobras, José
Sérgio Gabrielli, destacou o papel
do atual presidente da BR na elaboração do novo modelo, afirmando
que Lima Neto soube “ouvir, conduzir e convencer” as partes envolvidas
no processo. “O novo marco vai mudar a trajetória do setor de petróleo
no país”, afirmou o executivo.
Mudanças estruturais
Menos de dois anos após a confirmação da primeira grande descoberta – o campo de Tupi, na Bacia
de Santos, em outubro de 2007 –,
o CNPE apresentou quatro projetos
que estabelecem novas regras para
a exploração do pré-sal e de áreas
estratégicas que venham a ser licitadas no futuro. Esses projetos, que
estão sendo debatidos no Congresso Nacional, onde já receberam
mais de 800 emendas, inserem importantes mudanças na legislação
atual, primeiro por instituir o sistema
de partilha no lugar de concessão
(em vigor desde a promulgação da
Lei do Petróleo). No sistema vigente
(que continua em vigor para áreas
fora do pré-sal ou que não são consideradas estratégicas), a União detém o monopólio do hidrocarboneto
existente no subsolo. Mas por meio
de licitações públicas pode conceder áreas a terceiros, que passarão a
deter a propriedade do petróleo encontrado e que for extraído. Em troca, além do bônus de assinatura no
leilão, os concessionários pagarão
royalties e participações especiais
relativas ao que for produzido.
O novo marco institui a partilha,
por meio do qual a União poderá
contratar diretamente a Petrobras
para produzir no pré-sal ou, por meio
da ANP, licitar empresas para participar dos contratos de partilha, em troca de um percentual de petróleo (óleo
bruto) para o governo. Ganhará a
empresa que oferecer a maior contrapartida em óleo. A Petrobras será a
operadora de todos os blocos do pré-
Foto Banco de imagens Petrobras
sal, com uma participação mínima
de 30%, que poderá ser ampliada
caso a empresa deseje participar das
licitações dos 70% restantes.
a empresa vencedora empreenderá por sua conta e risco todas as
operações exploratórias e, em caso
de sucesso, será reembolsada em
óleo pelos investimentos exploratórios e de desenvolvimento da produção, dentro dos limites preestabelecidos por período. o excedente
(óleo bruto) será repartido de acordo com o que foi estabelecido no
contrato de partilha.
também está sendo proposta a
criação de uma nova empresa pública (que já está sendo chamada de
petro-sal), a qual vai representar a
União nos consórcios e comitês operacionais que deverão ser criados
para gerir os contratos de partilha.
esse comitê, que será integrado por
representantes das partes envolvidas
no contrato, terá entre suas atribuições a tarefa de monitorar custos,
analisar e aprovar os investimentos.
o principal objetivo do governo ao
criar a nova empresa é diminuir a
assimetria de informações entre a
União e as empresas de petróleo
por meio da atuação e acompanhamento direto de todas as atividades
na área de e&p, em especial o custo
de produção do óleo.
por último, o novo marco cria um
novo fundo social, que terá como
principal objetivo direcionar as riquezas advindas do pré-sal para ações
prioritárias: combate à pobreza, melhoria da qualidade da educação e
da saúde, inovação científica e tecnológica, entre outros. as principais
fontes de recursos desse fundo serão
o percentual oferecido à União na
licitação, assim como o bônus de
assinatura de contratos e os royalties
decorrentes dos contratos de partilha
de produção.
dados importantes sobre as características do pré-sal e comportamento deste tipo de reservatório vem sendo
obtidos pelo FPso Cidade de são Vicente, que está realizando o teste de Longa duração (tLd) de tupi
os NúmeRos da pRovÍNCia do pRÉ-saL

área total – 149.000 km²

áreas concedidas – 41.772 km²
(28%), sendo que, desse total,
a petrobras detém 35.739 km²
(24%).

área ainda sem concessão –
107.228 km² (72%).

os reservatórios estão situados
entre 5.000 e 7.000 metros abaixo do nível do mar – mais de
2.000 metros de profundidade e
outros 3 a 4 mil metros de subsolo, incluindo uma camada de sal
que, em certas áreas, tem mais
de 2 mil metros de espessura.

poços perfurados pela petrobras
– 31, com uma taxa de sucesso
exploratório de 87%, sendo que
13 foram perfurados na Bacia de
santos, com 100% de sucesso.
63
Foto Arquivo pessoal
BR EM BOA COMPANHIA
Sucesso
planejado
O
Grupo Petrovila vem percorrendo uma trajetória
singular, mostrando que o
sucesso da empresa não é gratuito
e possui alguns ingredientes encontrados nas melhores histórias de
empresas bem-sucedidas do país.
Entre eles, os princípios de austeridade, confiabilidade e credibilidade defendidos pelo seu fundador,
Wagner Carvalho Villanuêva. Pesa
ainda nesse sucesso outro fator:
não existe empresa que cresça sem
planejamento.
Em um mercado competitivo,
não basta ser arrojado. Na medida em que a empresa evolui,
aumenta a necessidade de um
bom planejamento. Também é
importante a escolha de parceiros
como a Petrobras Distribuidora,
que caminha junto com a Petrovila desde 1984.
A Petrovila escolheu a parceria
com a BR porque procura o melhor, agregando experiência e técnica apurada, com profissionais
conectados com o mercado, que
nos escutam e entendem nossas
necessidades. Uma companhia
distribuidora deve ser criativa. E o
portfólio da BR diz muito sobre o
que podemos esperar em termos
de resultado, preços competitivos, confiança. Essa é a chave de
uma boa parceria: o bom relacionamento com o cliente. Esse é o
segredo também para um projeto
bem-sucedido.
64
A BR é nossa parceira comercial nos postos de abastecimento
de combustíveis, além de fornecer
óleo diesel e óleo BPF para a Petrovila Combustíveis Ltda.
Como industrializador e envasador de sistemas-solventes, a Petrovila Química Ltda. adquire diversos produtos da BR, entre os quais
aguarrás mineral desodorizada,
querosene desodorizado, tolueno,
xileno, a Linha Solbrax Eco e hexano. É a nossa maior fornecedora
de solventes respondendo por 80%
dos hidrocarbonetos alifáticos e
70% dos hidrocarbonetos aromáticos comercializados pela empresa. Com a preocupação crescente
com os aspectos ambientais e o
desenvolvimento sustentável, cresce cada vez mais, e de forma irreversível, a nossa parceria com a
BR, que dispõe de soluções como
o Solbrax Eco e Solbrax Neo Mix.
Essa parceria é importante em
função da sinergia e complementaridade das duas empresas, da
evolução da relação entre cliente
e fornecedor, servindo como ponto de sustentação para uma eficiente estratégia de crescimento,
apoiada sempre na qualidade e
numa relação favorável de benefícios x custos, principalmente em
um mercado que exige a substituição de solventes que causam
impactos ao meio ambiente e à
saúde por soluções mais amigáveis e mais seguras.
José Henrique Hermont
Os solventes vêm sofrendo modificações acompanhando a tendência mundial de redução de VOC
(Compostos Orgânicos Voláteis).
Mas o custo continua sendo o grande vilão, servindo de argumento para
as indústrias deixarem de investir em
produtos mais amigáveis. Portanto,
o maior desafio do setor de solventes é aliar custo e desempenho em
soluções menos agressivas ao meio
ambiente.
Mesmo diante de tais desafios,
as nossas expectativas são boas.
Com o crescimento de 1,9% do
Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, acreditamos que
o Brasil possa crescer em torno
de 1% este ano e chegar a 4% em
2010. Pretendemos aumentar nossas vendas em 15% até o final do
ano e com a implantação de uma
nova unidade fabril em 2010, prevemos um aumento real de 50%
da produção.
O grupo Petrovila, em conjunto
com a BR, tem como missão desenvolver periodicamente novas
maneiras de criar, implementar, comunicar e agregar valor aos nossos
clientes e segmentos, através da
qualificação permanente de nossos
profissionais na gestão do negócio,
de pesquisas, de parcerias estratégicas e do comprometimento com
resultados.
José Henrique D. Hermont
Gerente Industrial da Petrovila
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nº36 - ago/set/out - Petrobras Distribuidora