Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Relatório e Contas 2014
Contas e Notas Anexas 1
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Relatório e contas 2014 2
Relatório e Contas 2014
Relatório e contas 2014 4
Índice
Relatório do Conselho de Administração
Sumário
Considerações gerais
Mercado
Atividade florestal
Atividade industrial
Recursos humanos
Atividade financeira
Proposta de aplicação de resultados
Anexo ao Relatório do Conselho de Administração
p.5
p.6
p.10
p.11
p.12
p.13
p.13
p.15
p.16
p.16
Contas e Notas Anexas
p.19
Demonstrações da posição financeira
Demonstrações dos resultados por naturezas
Demonstrações do rendimento integral
Demonstrações dos fluxos de caixa
Demonstrações das alterações no capital próprio
Anexo às demonstrações financeiras
p.20
p.22
p.22
p.23
p.24
p.28
Relatório e Parecer do Fiscal Único e Certificação Legal das Contas
p.83
Relatório e Parecer do Fiscal Único
Certificação Legal das Contas
p.84
p.85
Relatório do Conselho de Administração
Sumário
em 31 de Dezembro de 2014
2014
2013
368.662
379.215
347.941
333.197
Amortizações
30.901
31.041
31.596
33.956
Resultados Operacionais
77.187
96.450
93.666
74.435
Resultados Líquidos
28.073
45.099
42.680
20.402
288.843
323.809
311.946
288.285
Valor Acrescentado
90.140
117.704
113.198
94.901
Investimento
18.888
5.157
2.346
7.591
213
210
205
218
1.000 euros
Vendas Líquidas
Capital Próprio
Empregados do quadro
em 31 de Dezembro (*)
(*) Não inclui os Orgãos Sociais, nem contratos
a termo
Relatório e contas 2014 8
2012
2011
Gráficos
Vendas de pasta de eucalipto
Vendas líquidas
(milhares de toneladas)
(milhões de euros)
800
400
600
300
400
200
200
100
ano
2010
2011
2012
2013
2014
539
601
619
658
692
ano
2010
2011
2012
329
333
2010
20
Produção de pasta de eucalipto
Investimento
(milhares de toneladas)
(milhões de euros)
800
50
600
35
400
20
200
5
ano
2010
2011
2012
2013
2014
540
599
626
666
687
ano
2013
2014
348
379
369
2011
2012
2013
2014
7,6
2,3
5,2
18,9
Capital próprio
Resultados operacionais
(milhões de euros)
(milhões de euros)
450
120
350
90
250
60
150
30
ano
2010
2011
2012
2013
2014
262
288
312
324
289
ano
2010
2011
2012
2013
2014
101
74
94
96
77
Relatório do Conselho de Administração 9
Relatório e contas 2014 10
Relatório do Conselho de Administração 11
Exercício de 2014
Considerações Gerais
Com um enquadramento macroeconómico complexo a Europa teve, em 2014, mais
um ano de baixo crescimento com uma economia anémica, a qual mostra mesmo ser
incapaz de reagir a mecanismos de exceção, como é o caso de injeção de liquidez por
parte do banco central. Cumulativamente com esta situação de debilidade económica,
o conflito a leste entre a Ucrânia e a Rússia, bem como a situação na Grécia, criaram
um quadro de instabilidade geopolítica nada favorável ao desenvolvimento económico
e social.
Portugal, membro da comunidade económica e monetária europeia, terminou, no
ano em análise, o seu programa de assistência económica e financeira. O país pôde
voltar aos mercados financiando-se a taxas de juros competitivas, mas o pequeno
aumento da procura interna que se verificou, de imediato provocou um aumento das
importações e o consequente desequilíbrio na balança de transações correntes o que
demonstra a fragilidade da nossa economia e a precaridade das reformas efetuadas
durante o período de resgate.
A inflação foi negativa, com Portugal a encerrar o ano nos -0.4% em termos
homólogos, facto ao qual não é alheio a queda acentuada dos preços do petróleo que
se verificou na última parte do ano.
Neste contexto, a indústria de celulose assistiu à chegada ao mercado de mais 4.3
milhões de toneladas de pasta de fibra curta, proveniente de novas capacidades
instaladas na América do Sul, bem como os produtores europeus viam em Maio o
câmbio euro/dólar atingir máximos do ano o que tornava a situação bem mais
complexa e desafiante.
No entanto, a diferença de mais de 200 dólares que se chegou a verificar entre os
preços da fibra longa e da fibra curta provocou um movimento sustentado de
substituição de uma pela outra o que beneficiou, substancialmente, a fibra de eucalipto
branqueada, permitindo mesmo registar um crescimento na procura de cerca de
11% em 2014.
O equilíbrio que se registou no último quadrimestre entre a oferta e a procura,
bem como o enfraquecimento do euro, permitiram uma recuperação do preço e um
aumento da competitividade para a indústria europeia em geral e para a Celbi em
particular.
Fruto de elevados níveis de eficiência que a caracterizam, a Celbi, mais uma vez,
estabeleceu em 2014 um novo record de produção, com 686.881 toneladas produzidas,
mais 20.424 tons que o registado no ano transato.
Num esforço de modernização e de aumento de capacidade foi dada continuidade
Relatório e contas 2014 12
aos trabalhos do Projeto C15, bem como se instalou uma nova turbina de condensação
a qual irá permitir uma redução na quantidade de energia adquirida ao exterior.
As preocupações com a sustentabilidade e com o meio ambiente têm conduzido
à implementação de medidas para a redução de consumo de água e emissões de CO2.
Mas o ano de 2014 ficou também indiscutivelmente associado ao lançamento de uma
larga campanha de segurança no trabalho a qual denominámos “Comportamentos
Seguros”. Ações de formação, sensibilização permanente, nova sinalética e novos
equipamentos foram alguns dos meios utilizados para consciencializar toda a
organização e prestadores de serviços, que a segurança começa no comportamento
de cada um de nós.
O abastecimento de madeira foi feito com recurso ao mercado nacional, a matas
próprias e à importação. O recurso à importação, fundamentalmente da América do
Sul, tem um impacto significativo no acréscimo do custo de produção, no entanto as
condições climatéricas adversas e aumento dos consumos não permitiram ao
mercado nacional satisfazer a procura pelo que o recurso a madeira sul-americana
foi imperioso.
Registamos como facto relevante o aumento da disponibilidade de madeira
certificada, o que no ano em análise aumentou cerca de 15% face a 2013.
A preocupação com o desenvolvimento de competências dos nossos colaboradores
levou a que se atingissem, em 2014, as 7.700 horas de formação. O programa
“Academia Altri” e “Comportamentos Seguros” foram duas das mais destacadas
ações que foram levadas a cabo ao longo do ano.
Apesar da recuperação que se verificou, quer nos preços, quer no câmbio, no último
terço do ano e apesar do “record” registado na quantidade vendida 692.494 toneladas,
os resultados económico-financeiros da Celbi sofreram uma diminuição significativa
face ao ano de 2013.
De facto o total de receitas caiu para cerca dos 380 milhões de euros, menos 3.3%
do que o ano anterior e o Resultado Líquido foi de 28.1 milhões de euros, também
menos 37.8% que o verificado no ano transato.
Como perspetivas para o ano de 2015 registamos a continuação favorável da
evolução do preço e a disponibilidade do mercado para absorver os incrementos de
produção de pasta de eucalipto.
A Celbi irá realizar em Abril a paragem da unidade fabril para manutenção e para
a conclusão dos principais trabalhos do projeto C15, perspetivando-se a partir dai
um novo patamar na produção diária o qual deverá conduzir ao objetivo de produção
de 700 mil toneladas no ano.
Mercado
O ano de 2014 foi de desafios para a indústria de celulose. Entre 2013 e 2014,
4.3Mtons de celulose de fibra curta chegaram ao mercado com origem na América
do sul. Simultaneamente as previsões para a economia mundial, sobretudo para a
europeia não eram animadoras o que em conjunto indiciava um ano relativamente
difícil.
O ano iniciou-se com uma maior disputa pela manutenção ou mesmo crescimento
de quotas de vendas nos vários segmentos/mercados com a consequente agressividade
Relatório do Conselho de Administração 13
vendas por aplicação final
altri
Tissue 49%
Solúvel 8 %
Embalagem 3%
Impressão
Outros 3 %
e escrita 24 %
Papéis Especiais 13 %
vendas por região
altri
Europa 77%
Outros 8%
Ásia 9 %
comercial que normalmente lhe está associada. A acrescentar a este cenário, já de si
difícil, esteve a t axa de câmbio do Euro/USD que atingiu um pico de
USD 1.3953=1€ no dia 8 de Maio e que se manteve desfavorável até ao 4.º trimestre
do ano. Ao longo de 2014 foi-se igualmente assistindo a uma procura de fibra longa
que em alguns períodos suplantou largamente a oferta atingindo um valor acima dos
935 USD na Europa, alargando a margem para a fibra curta para mais de 200 USD.
Desta diferença de preço resultou um movimento lento mas paulatino de substituição
de fibra longa por curta por parte dos papeleiros e ao mesmo tempo de fibra curta
para longa por parte dos produtores de celulose do norte da Europa e da América do
norte. A grande beneficiada deste movimento de substituição foi a fibra de eucalipto
branqueada cuja procura cresceu 11% no ano transacto. O mercado mundial de
fibras branqueadas para mercado cresceu ele próprio acima de 1M de toneladas. A
referir também o encerramento de uma unidade produtiva de celulose de eucalipto
na península ibérica que retirou do mercado cerca de 410 mil tons de capacidade
de produção de pasta de eucalipto. Todos estes fatores reunidos permitiram uma
recuperação assinalável das condições do mercado de fibra curta tendo-se atingido
o equilíbrio entre a oferta e a procura no final do 3º trimestre com a correspondente
recuperação de preço favorecida pelo enfraquecimento do euro face ao USD.
A Celbi maximizou as oportunidades resultantes da recuperação da procura de
fibras curtas uma vez que dispõe de pasta produzida a partir do eucalipto globulus
reconhecida no mercado como tendo propriedades físico-mecânicas mais vantajosas
que a dos seus concorrentes sul americanos.
A sua posição geográfica preferencial relativamente ao mercado europeu, aliada
a uma fibra de características superiores, permitiram aumentar o volume de vendas
em 35 mil toneladas relativamente ao ano anterior. A empresa continuou a privilegiar
o mercado europeu como seu mercado natural, mantendo a sua posição equilibrada
nos vários segmentos papeleiros.
A perspectiva para 2015 é positiva havendo apenas uma nova linha de produção
de pasta a chegar ao mercado (1.3Mtons) que deverá equivaler ao crescimento global
da procura anual. Não são conhecidos novos projetos “greenfield” no curto-médio
prazo, pelo que o mercado deverá manter-se relativamente equilibrado durante o ano.
Portugal 6 %
Atividade Florestal
No ano de 2014 a Celbi foi abastecida por madeira proveniente do mercado
nacional, da Galiza e da América do Sul. O presente ano ficou marcado pelas condições
meteorológicas adversas que dificultaram a quantidade de madeira disponível no
mercado nacional, a qual não foi suficiente para satisfazer as necessidades da fábrica.
Esta conjuntura, associada ao aumento de consumo de madeira de eucalipto por
outras unidades industriais, levou a um aumento da necessidade de importação. Por
outro lado, em resposta a esta situação, as madeiras provenientes das matas geridas
pela Altri Florestal sofreram um aumento face ao ano anterior.
Do total da madeira recebida em 2014, mais de 50% foi madeira proveniente de
florestas com sistemas de certificação acreditados, representando um aumento de
15% face ao ano anterior. Toda a madeira fornecida pela Altri Florestal foi certificada.
Relatório e contas 2014 14
Atividade Industrial
O ano de 2014 representou mais um marco na atividade da Celbi com a obtenção
de um novo recorde anual de produção.
A fiabilidade da fábrica atingiu níveis muito acima dos anos anteriores, fruto da
politica seguida de aposta na melhoria continua, por eliminação de estrangulamentos
e análise das principais áreas de instabilidade e sua eliminação.
Verificou-se um novo aumento da eficiência operacional para 92 %, o maior valor
de sempre, (90,3 % em 2013) e que culminou na obtenção de novos recordes de
produção:
- produção anual – 686 881 t (+3,1% do que em 2013)
- mensal – 63 322 t (Maio)
- média mensal – 2 046,3 t (Setembro)
- diário – 2 171,5 t (2 de Outubro)
Durante a paragem anual de Fevereiro, a qual decorreu entre os dias 18 de Fevereiro
e 2 de Março, deu-se inicio à implantação da primeira fase do projeto C15.
Introduziram-se alterações significativas na crivagem de pasta crua, branqueamento,
dióxido de cloro e máquina de secagem.
Estas modificações permitiram elevar as disponibilidades para patamares próximos
dos 98-99%, com especial relevância no branqueamento e na máquina de secagem.
No campo da energia, continuou a verificar-se uma tendência de redução do
consumo de electricidade.
Durante o ano executou-se o projeto de uma nova turbina de condensação, TG6,
cujo arranque teve lugar em Novembro, e que em velocidade cruzeiro representará
uma redução da electricidade adquirida de cerca de 30 kWh/tpsa.
O consumo de gás natural manteve a tendência dos últimos anos apesar de se ter
verificado a paragem anual (e o consequente arranque, o que não tinha ocorrido em 2013).
A utilização de água manteve a sua tendência descendente, com um valor de 19,6
m3/tpsa (20,3 m3/tpsa em 2013)
A qualidade do produto manteve-se num nivel muito bom, não tendo havido
qualquer reclamação a referir.
Em termos ambientais, não houve nada a referir em relação às emissões líquidas
e gasosas, enquanto na produção de resíduos, continuaram a ser desenvolvidos
esforços para a sua redução.
Recursos Humanos
Ao nível da gestão de Pessoal, o ano de 2014 revela a contínua aposta no
desenvolvimento dos nossos colaboradores, quer na vertente técnica que na vertente
comportamental. Nesta área é de destacar:
– o programa de formação de quadros conhecido como “Academia Altri” que
iniciamos no final de 2013 com a Porto Business School e abrangendo todos os
quadros do Grupo Altri que visa preparar os actuais e futuros líderes do Grupo com
as competências necessárias para garantir um crescimento sustentável num mercado
cada vez mais global e competitivo
– o programa de comportamentos seguros que visa centrar as questões de
Relatório do Conselho de Administração 15
segurança na forma como cada colaborador encara a segurança no seu dia a dia sob
o lema “a minha segurança depende de mim”, desenvolvendo ações de sensibilização
a todos os colaboradores da empresa.
Não é por isso de estranhar que o volume total de formação atingisse as 7.678
horas representando um esforço de cerca de 2% do total de horas de trabalho
disponível e em média cerca de 33 horas por trabalhador.
Por outro lado, registamos uma diminuição dos níveis de absentismo na empresa
com a taxa a situar-se nos 3,5% (em 2013 foi de 4,3%). Cerca de 58% do absentismo
foi causado por doença e 19%por acidentes de trabalho.
Relativamente à sinistralidade regista-se um nível de acidentes com baixa inferior
ao dos últimos 2 anos, mas com consequências mais gravosas: o número de dias
perdidos por acidentes atingiu 336 dias em 2014, valor superior ao dos últimos anos.
Em 2014 concretizamos a passagem do Fundo de Pensões da Celbi do regime de
benefício definido para contribuição definida. Com esta alteração, a empresa
compromete-se a efectuar uma contribuição mensal para o Fundo de Pensões da
Celbi que varia anualmente em função dos resultados (EBITDA) do Grupo.
Uma característica do novo regime é a possibilidade de os colaboradores poderem
participar no Fundo com uma contribuição própria. De referir que cerca de 80% dos
colaboradores decidiram aderir com a sua contribuição, evidenciando a sua
preocupação com futuro das suas reformas. Para os colaboradores que aderiram, a
empresa contribui adicionalmente com 0,5%.
Também este ano, acordamos com os sindicatos a revisão do Acordo de Empresa
procurando adaptá-lo à realidade atual que o país atravessa, com especial incidência
no trabalho noturno, na remuneração do trabalho suplementar e em dias feriados.
Na área administrativa, procedemos à implementação da nova versão do Portal do
Empregado em ambiente web, que, agilizando o relacionamento dos colaboradores
com os serviços administrativos, permite um acesso mais fidedigno e em tempo útil
aos dados para gestão do pessoal.
Relatório e contas 2014 16
Atividade Financeira
De acordo com o Pulp and Paper Products Council (PPPC) em 2014 a procura total
de pastas hardwood cresceu cerca de 3.3%, o que em valores absolutos se cifrou num
crescimento de 940 mil toneladas relativamente ao ano anterior.
Em termos geográficos constata-se que o consumo da China cresceu de cerca de
5.7%, tendo atingido 8.8 milhões de toneladas, enquanto o consumo na Europa
Ocidental registou um crescimento de 1.7%, para 8,8 milhões de toneladas.
A evolução dos preços para a pasta branqueada de eucalipto, como já tivemos
oportunidade de referir, foi decrescente nos três primeiros trimestres do ano com o
índice de referência PIX a registar 767 USD no primeiro trimestre e 728 USD no
terceiro, no entanto no terceiro trimestre o efeito cambial EUR/USD já se fazia sentir
e o decréscimo em euros, no mesmo período, já só foi de 560 Euros para 549 Euros.
No quarto trimestre, face ao trimestre anterior, há já uma recuperação do preço em
dólares para 735 USD, e em euros o preço, pelo efeito conjugado com o câmbio,
subiu para os 589 Euros.
Assim, e apesar de se terem vendido mais 34.537 toneladas de pasta as receitas
totais registaram em 2014 um decréscimo de cerca de 12.9 milhões de euros face ao
obtido no ano anterior.
Por outro lado o custo das vendas apresenta um acréscimo de cerca de 13 milhões
de euros, mas este aumento é justificado não pelo agravamento dos custos unitário
de produção mas sim pelo aumento da quantidade produzida e pela variação de
existências verificada. Aliás a mesma justificação é encontrada para o aumento de
cerca de 1.5 milhões de euros que se verifica nos FSE, e também pelo facto de em
2013 não ter ocorrido a paragem anual para manutenção, o que aconteceu em 2014.
O EBITDA obtido no exercício foi de 77.2 milhões de euros menos 20% que o
obtido no ano anterior e o EBIT foi de 46.3 milhões, também inferior em 19.1 milhões
ao obtido em 2013.
O aumento verificado nos custos financeiros é resultado da restruturação da dívida
em 2014 para fazer face a compromissos, de serviço da dívida, que se verificaram já
em 2015.
O Resultado Líquido em 2014 foi de 28.1 milhões de euros, menos 17 milhões que
o registado no ano transato.
Gestão de riscos financeiros
Os princípios gerais da gestão de riscos financeiros da empresa encontram-se
descritos em detalhe da nota 2 do anexo às demonstrações financeiras.
Figueira da Foz, 20 de Março de 2015
Relatório do Conselho de Administração 17
Proposta de Aplicação de Resultados
Conforme consta do Balanço e Demonstração de Resultados, o Resultado Líquido
do Exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 foi de 28.072.814 Euros. Aquele valor
resulta do facto da Empresa ter, nos termos das normas contabilísticas aplicáveis,
reconhecido como gasto nas contas do exercício, e pago a titulo de adiantamento,
o valor de 628.318 Euros como montante afeto a distribuição de lucros pelos
Colaboradores da Empresa. Esta distribuição foi aprovada em Assembleia Geral
sob proposta do Conselho de Administração.
Em face das considerações anteriores, a proposta de aplicações de resultados é
a seguinte:
Para Distribuição de Dividendos 20.000.000 Euros
Para Resultados Transitados
8.072.814 Euros
Leirosa, 20 de Março de 2015
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Paulo Jorge dos Santos Fernandes (Presidente)
João Manuel Matos Borges de Oliveira
Pedro Macedo Pinto de Mendonça
Domingos José Vieira de Matos
Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira
Agostinho Dolores Ferreira
José Antonio Nogueira dos Santos
Carlos Alberto Sousa Vanzeller e Silva
Anexo ao Relatório do Conselho
de Administração
1. N os termos do nº 5 do artº 447º do Código das Sociedades Comerciais e
relativamente às pessoas mencionadas nos nºs 1 e 2 do referido artigo:
1.1 Ações detidas em 31 de Dezembro de 2014 Não existiu esta situação
2. Nos termos do nº 4 do artº. 448º do Código das Sociedades Comerciais:
2.1 Titularidade do capital da Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A. à data do
encerramento do exercício:
Altri-Participaciones y Trading, S.L 15 493 288
Leirosa, 20 de Março de 2015
Relatório e contas 2014 18
c
contas e notas anexas
Relatório do Conselho de Administração 19
Contas e notas anexas
Demonstrações da Posição Financeira
em 31 de Dezembro de 2014 e 2013
(montantes expressos em euros)
Ativo
Notas
31.12.2014
31.12.2013
Ativos não correntes
Ativos biológicos
12
144.777
184.802
Ativos fixos tangíveis
4
271.806.610
283.864.425
Ativos intangíveis
5
139.269
193.032
Propriedades de investimento
6
3.429.182
3.715.319
Investimentos em empresas subsidiárias
7
338.582.619
364.262.500
Investimentos em empresas associadas
8
573.240
-
9 e 13
10.218.845
4.110.512
10 e 13
2.521.897
-
Outros ativos não correntes
38
395.982
395.982
Ativos por impostos diferidos
11
925.569
1.965.790
628.737.990
658.692.362
Investimentos disponíveis para venda
Outros devedores não correntes
Total de ativos não correntes
Ativos correntes
Inventários
12
35.035.511
38.719.450
Clientes
13, 14 e 30
62.164.378
63.916.760
Outras dívidas de terceiros
13, 15 e 30
3.385.088
3.622.177
16
4.209.125
5.301.754
13 e 30
75.030.458
80.846.711
17
2.093.024
2.480.080
Instrumentos financeiros derivados
13 e 26
-
1.204.184
Caixa e equivalentes de caixa
13 e 18
223.875.563
193.511.995
405.793.147
389.603.111
1.034.531.137
1.048.295.473
Estado e outros entes públicos
Empresas do Grupo
Outros ativos correntes
Total de ativos correntes
Total do ativo
Relatório e contas 2014 22
Demonstrações da Posição Financeira
em 31 de Dezembro de 2014 e 2013
(montantes expressos em euros)
Capital próprio e passivo
Notas
31.12.2014
31.12.2013
Capital social
19
77.500.000
77.500.000
Reserva legal
19
16.100.235
16.100.235
Outras reservas
19
167.170.016
185.110.518
28.072.814
45.098.521
288.843.065
323.809.274
Capital próprio
Resultado líquido do exercício
Total do capital próprio
Passivo
Passivo não corrente
Empréstimos bancários
13 e 20
103.837.500
74.212.500
Outros empréstimos
13 e 20
211.581.537
448.002.751
Outros passivos não correntes
22
22.582.475
25.735.183
Passivos por impostos diferidos
11
54.395
421.231
Provisões
21
780.409
755.621
338.836.316
549.127.286
Total de passivos não correntes
Passivo corrente
Empréstimos bancários
13 e 20
-
4.324.293
Outros empréstimos
13 e 20
344.966.800
105.084.603
13, 23 e 30
39.022.526
37.971.965
13 e 30
1.438.778
490.875
13, 24 e 30
2.412.805
3.452.013
Estado e outros entes públicos
16
768.664
719.763
Outros passivos correntes
25
16.339.886
16.826.852
13 e 26
1.902.297
6.488.549
406.851.756
175.358.913
745.688.072
724.486.199
1.034.531.137
1.048.295.473
Fornecedores
Empresas do Grupo
Outras dívidas a terceiros
Instrumentos financeiros derivados
Total de passivos correntes
Total do passivo
Total do passivo e capital próprio
Contas e Notas Anexas 23
Demonstrações dos Resultados por Naturezas
para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013
(montantes expressos em euros)
Notas
31.12.2014
31.12.2013
Vendas
30 e 31
368.661.805
379.215.474
Prestações de serviços
30 e 31
4.890.120
4.517.642
Outros proveitos
30 e 32
6.258.835
9.000.777
Custo das vendas
12 e 30
(202.807.452)
(189.809.420)
Fornecimento de serviços externos
29 e 30
(85.914.751)
(84.449.864)
Custos com o pessoal
28 e 36
(12.678.135)
(11.710.822)
Amortizações e depreciações
4, 5 e 6
(30.900.864)
(31.041.315)
Provisões e perdas por imparidade
21
160.731
83.346
Outros custos
33
(1.384.533)
(10.398.484)
Custos financeiros
34
(27.590.553)
(19.368.084)
30 e 34
8.312.172
8.241.341
27.007.375
54.280.591
1.065.439
(9.182.070)
28.072.814
45.098.521
28.072.814
45.098.521
Proveitos financeiros
Resultado antes de impostos
Impostos sobre o rendimento
11
Resultado depois de impostos
Resultado líquido do exercício
Resultados por ação
Básico
35
1,81
2,91
Diluído
35
1,81
2,91
31.12.2014
31.12.2013
28.072.814
45.098.521
-
-
-
-
1.440.725
9.109.692
520.252
(344.490)
1.960.977
8.765.202
30.033.791
53.863.723
Demonstrações dos Resultados e de Outro Rendimento Integral
para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013
montantes expressos em euros
Notas
Resultado líquido do exercício
Outro rendimento integral:
Itens que não serão reclassificados para o resultado líquido
Itens que futuramente podem ser reclassificados para o resultado líquido
Variação no justo valor dos derivados de cobertura dos fluxos de caixa
Outros
Outro rendimento integral do exercício
Total do rendimento integral do exercício
Relatório e contas 2014 24
19 e 26
Demonstrações dos Fluxos de Caixa
para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013
(montantes expressos em euros)
Notas
2014
2013
Atividades operacionais
Recebimentos de clientes
376.874.736
425.393.028
(286.132.319)
(279.690.006)
Pagamentos ao pessoal
(9.580.626)
(8.906.744)
Outros recebimentos/pagamentos relativos à atividade
operacional
(3.600.276)
(14.728.764)
Pagamentos a fornecedores
Impostos sobre o rendimento de pessoas coletivas
1.499.093
Fluxos gerados pelas atividades operacionais(1)
79.060.608
(11.912.262)
79.060.608
110.155.252
110.155.252
Atividades de investimento
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos concedidos
Investimentos financeiros
18
Juros e proveitos similares
Ativos fixos tangíveis
Ativos intangíveis
Subsídios ao investimento
19.246.585
104.150.000
2.782.550
-
6.826.505
17.109.992
236.715
160.002
-
134.446
3.055.689
32.148.044
-
121.554.440
Pagamentos relativos a:
Investimentos financeiros
18
Ativos fixos tangíveis
Ativos intangíveis
(715.000)
(112.019.395)
(19.280.675)
(4.094.874)
(80.060)
Fluxos gerados pelas atividades de investimento (2)
(20.075.735)
-
12.072.309
(116.114.269)
5.440.171
Atividades de financiamento
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos
162.823.963
162.823.963
95.058.383
95.058.383
Pagamentos respeitantes a:
Juros e custos similares
(24.844.486)
(23.864.014)
Empréstimos obtidos
(136.500.000)
(22.455.577)
Dividendos
(65.000.000) (226.344.486)
Fluxos gerados pelas atividades de financiamento (3)
Caixa e seus equivalentes no início do exercício
18
Caixa e seus equivalentes no início do exercício resultantes da
fusão
1
Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3)
Caixa e seus equivalentes no fim do exercício
18
(42.000.000)
(88.319.591)
(63.520.523)
6.738.792
193.511.995
71.177.780
2.751.174
-
27.612.394
122.334.215
223.875.563
193.511.995
Contas e Notas Anexas 25
Demonstrações das alterações no capital próprio
para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013
(montantes expressos em euros)
Capital social
Ações próprias
(Valor
nominal)
Ações próprias
(Descontos
e prémios)
77.500.000
(33.560)
33.560
Transferência para
resultados transitados
-
-
-
Distribuição de dividendos
-
-
-
-
-
-
Notas
Saldo em 1 de Janeiro de 2013
19
Aplicação do resultado de 2012
Total do rendimento integral do exercício
Saldo em 31 de Dezembro de 2013
19
77.500.000
(33.560)
33.560
Saldo em 1 de Janeiro de 2014
19
77.500.000
(33.560)
33.560
Transferência para
resultados transitados
-
-
-
Distribuição de dividendos
-
-
-
-
-
-
77.500.000
(33.560)
33.560
Aplicação do resultado de 2013
Total do rendimento integral do exercício
Saldo em 31 de Dezembro de 2014
Relatório e contas 2014 26
19
Outras reservas
Reserva
legal
Reservas de
cobertura
Outras reservas e
resultados
transitados
Total outras
reservas
Resultado
líquido
Total do capital próprio
16.100.235
(10.760.641)
186.426.383
175.655.742
42.679.574
311.945.551
-
-
42.679.574
42.679.574
(42.679.574)
-
-
-
(42.000.000)
(42.000.000)
-
(42.000.000)
-
9.109.692
(344.490)
8.765.202
45.098.521
53.863.723
16.100.235
(1.650.949)
186.761.467
185.110.518
45.098.521
323.809.274
16.100.235
(1.650.949)
186.761.467
185.110.518
45.098.521
323.809.274
-
-
45.098.521
45.098.521
(45.098.521)
-
-
-
(65.000.000)
(65.000.000)
-
(65.000.000)
-
1.440.725
520.252
1.960.977
28.072.814
30.033.791
16.100.235
(210.224)
167.380.240
167.170.016
28.072.814
288.843.065
Contas e Notas Anexas 27
Relatório e contas 2014 28
Contas e Notas Anexas 29
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Anexo
às Demonstrações
Financeiras
em 31 de Dezembro de 2014
(montantes expressos em euros)
1. Nota introdutória
A Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A. (“Empresa” ou “Celbi”) foi constituída em 1965, tem
a sua sede social na Leirosa, Figueira da Foz e tem como atividade principal a produção e
comercialização de pasta de papel.
Em Agosto de 2006, na sequência do processo público de alienação pelo antigo acionista,
a Altri, SGPS, S.A. (“Altri”), através da sua participada Altri – Participaciones y Trading, S.L.
(“Altri SL”) adquiriu 99,96% das ações representativas do capital social da Empresa e de
100% dos respetivos direitos de voto, dado que a Empresa detém 6.712 ações próprias. Pelo
que a Empresa se insere num grupo económico liderado pela Altri, SGPS, S.A. (“Grupo Altri”)
e cotado na NYSE Euronext Lisbon.
No decurso do exercício findo em 31 de Dezembro de 2014, concretizou-se a fusão por
incorporação das participadas Altri – Energias Renováveis, SGPS, SA (“Altri Renováveis”),
Celbinave - Tráfego e Estiva SGPS, Unipessoal, Lda. (“Celbinave”) e Invescaima - Investimentos e participações SGPS, S.A. (“Invescaima”) (sociedades incorporadas) na Celbi (sociedade
incorporante), com produção de efeitos a 1 de Janeiro de 2014.
A fusão realizou-se na modalidade presente na alínea a) do nº4 do artigo 97º do Código
das Sociedades Comerciais mediante a transferência global do património e consequente
extinção das sociedades incorporadas.
Relatório e contas 2014 30
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Os ativos e passivos incorporados no âmbito deste processo de fusão foram como se segue:
Valor património
total
incorporado
Ativo não corrente
Investimentos em empresas subsidiárias (Nota 7)
338.582.619
Investimentos em empresas associadas (Nota 8)
573.240
Investimentos disponíveis para venda (Nota 9)
10.073.844
349.229.703
Ativo corrente
Empresas do Grupo
25.538.623
Outras dívidas de terceiros
1.136.469
Caixa e equivalentes de caixa
2.751.174
29.426.266
378.655.969 (I)
Passivo corrente
Fornecedores
80
Empresas do Grupo
6.408.372
Outras dívidas a terceiros
17
6.408.469 (II)
Ativos líquidos incorporados na operação de fusão
372.247.500 (I-II)
Valor das participações financeiras nas empresas incorporadas (Nota 7)
364.247.500
Valor líquido de contas a receber e contas a pagar às empresas incorporadas
8.000.000
372.247.500
As demonstrações financeiras da Celbi são apresentadas em Euros em valores arredondados à unidade, sendo esta a divisa utilizada pela Empresa nas suas operações e como tal
considerada a moeda funcional.
2. Principais políticas contabilísticas
As principais políticas contabilísticas adotadas na preparação das demonstrações financeiras
anexas são como segue:
2.1. Bases de apresentação
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das
operações a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com
as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adotadas pela União Europeia, decorrente do disposto no Parágrafo 3 do Artigo 4º do Decreto-Lei n.º 58/2009 de 13 de Julho.
Contas e Notas Anexas 31
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Devem entender-se como fazendo parte daquelas normas, as Normas Internacionais de Relato
Financeiro (“IFRS” – International Financial Reporting Standards) emitidas pelo International
Accounting Standard Board (“IASB”), as Normas Internacionais de Contabilidade (“IAS”), emitidas pelo International Accounting Standards Committee (“IASC”) e respetivas interpretações
– IFRIC e SIC, emitidas, respetivamente, pelo International Financial Reporting Interpretation
Committee (“IFRIC”) e pelo Standing Interpretation Committee (“SIC”), que tenham sido adotadas pela União Europeia. De ora em diante, o conjunto daquelas normas e interpretações
serão designados genericamente por “IFRS”.
(I) Adoção de normas e interpretações novas, emendadas ou revistas
As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões adotadas (“endorsed”) pela União
Europeia tiveram aplicação obrigatória pela primeira vez no exercício findo em 31 de Dezembro
de 2014:
Aplicável nos
exercícios
iniciados em ou
após
Norma
Observações
01 – Jan – 14
Esta norma vem estabelecer os requisitos relativos à apresentação de demonstrações financeiras consolidadas por parte da empresa-mãe,
substituindo, quanto a estes aspetos, a norma
IAS 27 – Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas e a SIC 12 – Consolidação –
Entidades com Finalidade Especial. Esta norma
introduz ainda novas regras no que diz respeito
à definição de controlo e à determinação do
perímetro de consolidação.
IFRS 11 - Acordos conjuntos
01 – Jan – 14
Esta norma substitui a IAS 31 – Empreendimentos Conjuntos e a SIC 13 – Entidades Controladas
Conjuntamente – Contribuições Não Monetárias
por Empreendedores e vem eliminar a possibilidade de utilização do método de consolidação
proporcional na contabilização de interesses em
empreendimentos conjuntos.
IFRS 12 – Divulgações sobre
participações noutras entidades
01 – Jan – 14
Esta norma vem estabelecer um novo conjunto
de divulgações relativas a participações em
subsidiárias, acordos conjuntos, associadas e
entidades não consolidadas.
IAS 27 – Demonstrações financeiras
separadas (2011)
01 – Jan – 14
Esta emenda vem restringir o âmbito da aplicação da IAS 27 às demonstrações financeiras
separadas.
IFRS 10 – Demonstrações
financeiras consolidadas
IAS 28 – Investimentos em Associadas
e Entidades Conjuntamente
Controladas (2011)
01 – Jan – 14
Relatório e contas 2014 32
Esta emenda vem garantir a consistência entre a
IAS 28 – Investimentos em Associadas e as novas
normas adotadas, em particular a IFRS 11 – Acordos Conjuntos.
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Norma
Aplicável nos
exercícios
iniciados em ou
após
Observações
Emenda às normas:
IFRS 10 - Demonstrações financeiras
consolidadas
IFRS 12 - Divulgação sobre
participações
Outras entidades
(Entidades de investimento)
01 – Jan – 14
Esta emenda vem introduzir uma dispensa de
consolidação para determinadas entidades
que se enquadrem na definição de entidade de
investimento. Estabelece ainda as regras de
mensuração dos investimentos detidos por essas
entidades de investimento.
Emenda à norma IAS 32 Compensação entre ativos e passivos
financeiros
01 – Jan – 14
Esta emenda vem clarificar determinados aspetos
da norma realacionados com a aplicação dos requisitos de compensação entre ativos e passivos
financeiros.
01 – Jan – 14
Esta emenda elimina os requisitos de divulgação
da quantia recuperável de uma unidade geradora
de caixa com good will ou intangíveis com vida
útil indefinida alocados nos períodos em que
não foi registada qualquer perda por imparidade ou reversão de imparidade. Vem introduzir
requisitos adicionais de divulgação para os ativos
relativamente aos quais foi registada uma perda
por imparidade ou reversão de imparidade e
a quantia recuperável dos mesmos tenha sida
determinada com base no justo valor.
01 – Jul – 14
Esta emenda vem permitir, em determinadas circunstâncias, a continuação da contabilidade de
cobertura quando um derivado designado com o
instrumento de cobertura é reformulado.
01-01-2014
Esta interpretação vem estabelecer as condições
quanto à tempestividade do reconhecimento de
uma responsabilidade relacionada com o pagamento ao Estado de uma contribuição por parte
de uma entidade em resultado de determinado
evento (por exemplo, a participação num determinado mercado), sem que o pagamento tenha
por contrapartida bens ou serviços especificados.
Emenda à norma IAS 36 Imparidade
(Divulgações sobre a quantia
recuperável de ativos não
financeiros)
Emenda à norma IAS 39 Instrumentos Financeiros:
Reconhecimento e Mensuração
(Reformulação de derivados e
continuação da contabilidade de
cobertura)
IFRIC 21 – Pagamentos ao Estado
O efeito nas demonstrações financeiras da Celbi do exercício findo em 31 de Dezembro de
2014, decorrente da adoção das normas, interpretações, emendas e revisões acima referidas,
não foi significativo.
Contas e Notas Anexas 33
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
(II) Normas, interpretações, emendas e revisões que irão entrar em vigor em exercícios
futuros
As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões, com aplicação obrigatória em exercícios económicos futuros, foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras,
adotadas (“endorsed”) pela União Europeia:
Norma
Melhoramentos das
normas internacionais
de relato financeiro
(ciclo 2011-2013)
Aplicável
nos exercícios
iniciados em ou
após
Observações
01 – Jan – 15
Estas melhorias envolvem a clarificação
de alguns aspectos relacionados com as
normas IFRS1 - Adoção pela Primeira
Vez das Normas Internacionais de
Relato Financeiro, IFRS 3 - Concentração de Atividades Empresariais, IFRS
13 - Mensuração ao Justo Valor e IAS 40
- Propriedades de Investimento
Estas alterações, apesar de aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia, não foram adotadas pela Celbi no exercício findo em 31 de Dezembro de 2014, em virtude da sua aplicação
não ser ainda obrigatória. Não são estimados impactos significativos nas demonstrações
financeiras decorrentes da adoção das mesmas.
As políticas contabilísticas e os critérios de mensuração adoptados pela Empresa em 31
de Dezembro de 2014 são comparáveis com os utilizados na preparação das demonstrações
financeiras em 31 de Dezembro de 2013.
Na preparação das demonstrações financeiras, em conformidade com os IAS/IFRS, o Conselho de Administração da Empresa adoptou certos pressupostos e estimativas que afetam os
ativos e passivos reportados, bem como os proveitos e custos incorridos relativos aos períodos
reportados. Todas as estimativas e assumpções efetuadas pelo Conselho de Administração
foram efetuadas com base no seu melhor conhecimento existente, à data de aprovação das
demonstrações financeiras, dos eventos e transações em curso.
As demonstrações financeiras anexas foram preparadas para apreciação e aprovação
em Assembleia Geral de Acionistas. O Conselho de Administração da Celbi entende que as
mesmas serão aprovadas sem alterações.
2.2.Principais critérios valorimétricos
Os principais critérios valorimétricos utilizados pela Empresa na preparação das suas demonstrações financeiras são os seguintes:
a) Ativos intangíveis
Os ativos intangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas. Os ativos fixos intangíveis só são reconhecidos
se for provável que deles advenham benefícios económicos futuros para a Empresa, sejam
controláveis pela Empresa e se possa medir razoavelmente o seu valor.
Relatório e contas 2014 34
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
As despesas de investigação incorridas com novos conhecimentos técnicos são reconhecidas
na demonstração dos resultados quando incorridas.
As despesas de desenvolvimento para as quais a Empresa demonstre capacidade para completar o seu desenvolvimento e iniciar a sua comercialização e/ou uso e relativamente às quais
seja provável que o ativo criado venha a gerar benefícios económicos futuros, são capitalizadas.
As despesas de desenvolvimento que não cumpram estes critérios são registadas como custo
no período em que são incorridas.
Os custos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de software são registados
como custos na demonstração dos resultados quando incorridos, exceto na situação em que
estes custos estejam diretamente associados a projetos para os quais seja provável a geração
de benefícios económicos futuros para a Empresa. Nestas situações os custos são capitalizados
como ativos intangíveis.
As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas
constantes em conformidade com o período de vida útil estimado (genericamente 3 a 5 anos).
b) Ativos fixos tangíveis
Os ativos fixos tangíveis adquiridos até 1 de Janeiro de 2009 (data de transição para as Normas
Internacionais de Relato Financeiro tal como adotadas pela União Europeia), encontram-se
registados ao seu “deemed cost”, o qual corresponde ao custo de aquisição ou ao custo de
aquisição reavaliado de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal até àquela data, deduzido das amortizações acumuladas e de perdas por imparidade.
Os ativos fixos tangíveis adquiridos após aquela data encontram-se registados ao custo de
aquisição, deduzido das correspondentes amortizações e das perdas por imparidade acumuladas.
As amortizações são calculadas, após os bens estarem em condições de serem utilizados,
pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado para
cada grupo de bens.
As taxas de amortização utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada:
Anos
Terrenos e recursos naturais
Edificios e outras construções
Equipamento básico
Equipamento de transporte
7-50
10-50
3-20
6
Ferramentas e utensílios
5-10
Equipamento administrativo
3-15
Outros ativos fixos tangíveis
3-20
A rubrica “Terrenos e recursos naturais” para além dos terrenos inclui estradas, pavimentações, esgotos, ramal de caminho de ferro, poços e condutas de água. Como os terrenos não são
Contas e Notas Anexas 35
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
amortizáveis os anos de amortização dizem respeito exclusivamente às restantes componentes
desta rubrica.
As despesas de conservação e reparação que não aumentem a vida útil dos ativos nem
resultem em benfeitorias ou melhorias significativas nos elementos dos ativos fixos tangíveis
são registadas como custo do exercício em que são incorridas.
Os ativos fixos tangíveis em curso representam ativos fixos tangíveis ainda em fase de construção, encontrando-se registados ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por
imparidade. Estes ativos são amortizados a partir do momento em que os ativos subjacentes
estejam em condições de serem utilizados.
As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate de ativos fixos tangíveis são determinadas como a diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de
alienação ou abate, sendo registadas na demonstração dos resultados nas rubricas “Outros
proveitos” ou “Outros custos”.
c) Locações
A classificação das locações financeiras ou operacionais é realizada em função da substância
dos contratos em causa e não da sua forma.
Os contratos de locação são classificados como (i) locações financeiras se através deles
forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse ou como
(ii) locações operacionais se através deles não forem transferidos substancialmente todos os
riscos e vantagens inerentes à posse.
Os ativos adquiridos mediante contratos de locação financeira bem como as correspondentes
responsabilidades são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o
custo do ativo é registado no ativo fixo tangível, a correspondente responsabilidade é registada
no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do ativo, calculada conforme descrito na Nota 2.2.b), são registados como custos na demonstração dos resultados do
período a que respeitam.
Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas referentes a bens adquiridos neste regime são reconhecidas como custo na demonstração dos resultados do exercício
a que respeitam.
d) Subsídios governamentais ou de outras entidades públicas
Os subsídios recebidos no âmbito de programas de formação profissional ou subsídios à
exploração, são registados na rubrica “Outros proveitos operacionais” da demonstração dos
resultados do exercício em que estes programas são realizados, independentemente da data
do seu recebimento.
Os subsídios atribuídos a fundo perdido para financiamento de ativos fixos tangíveis são
registados na demonstração da posição financeira como “Outros passivos correntes” e “Outros
passivos não correntes” relativamente às parcelas de curto prazo e de médio e longo prazo
respetivamente, e reconhecidos na demonstração dos resultados proporcionalmente às amortizações dos ativos fixos tangíveis subsidiados.
Relatório e contas 2014 36
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
e) Imparidade dos ativos fixos tangíveis e dos ativos intangíveis
É efetuada uma avaliação de imparidade dos ativos à data de cada balanço e sempre que seja
identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiquem que o montante pelo
qual o ativo se encontra registado possa não ser recuperável.
Sempre que o montante pelo qual o ativo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada na demonstração dos resultados
na rubrica “Provisões e perdas por imparidade”.
A quantia recuperável é a mais alta entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço
de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do ativo, numa transação entre
entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados
que surjam do uso continuado do ativo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia
recuperável é estimada para cada ativo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para
a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o ativo pertence.
Quando as perdas por imparidade, reconhecidas em exercícios anteriores, deixem de existir,
são objeto de reversão. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração
dos resultados na rubrica “Outros proveitos”. Esta reversão da perda por imparidade é efetuada
até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização ou depreciação) caso
a perda por imparidade não se tivesse registado em exercícios anteriores..
f ) Encargos financeiros com empréstimos obtidos
Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são usualmente reconhecidos
como custo na demonstração dos resultados de acordo com o princípio da especialização dos
exercícios.
Nos casos em que são contratados empréstimos com o fim específico de financiar ativos fixos,
os juros correspondentes são capitalizados, fazendo parte do custo do ativo. A capitalização
destes encargos inicia-se após o início da preparação das atividades de construção, e cessa
quando o ativo se encontra pronto para utilização ou caso o projeto seja suspenso.
g) Inventários
As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e de consumo são valorizadas ao custo médio
de aquisição, deduzido do valor dos descontos de quantidade concedidos pelos fornecedores,
o qual é inferior ao respetivo valor de mercado.
Os produtos acabados e semi-acabados, os subprodutos e os produtos e trabalhos em curso
são valorizados ao custo de produção, que inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mão-de-obra e gastos gerais de fabrico, e que é inferior ao valor de mercado. Dentro desta óptica, a
madeira cortada em posse da Empresa encontra-se valorizada ao custo de produção, que inclui
os custos incorridos com o corte e “rechega” da madeira, assim como a parte proporcional à
área cortada dos custos acumulados de estabelecimento, manutenção e gastos administrativos
com estes ativos.
Contas e Notas Anexas 37
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
A Empresa procede ao registo das correspondentes perdas por imparidade para reduzir,
quando aplicável, os inventários ao seu valor realizável líquido ou preço de mercado.
A Empresa procede ao registo das correspondentes perdas por imparidade para reduzir,
quando aplicável, os inventários ao seu valor realizável líquido ou preço de mercado.
h) Ativos biológicos
Parte da atividade do Grupo Altri, grupo na qual a Celbi se insere, consiste no cultivo de várias
espécies florestais, principalmente eucalipto, as quais são utilizadas como matéria-prima para
a produção de pasta de papel. Em 31 de Dezembro de 2014 o Grupo Altri é proprietário de
diversas florestas destinadas a esta atividade, as quais se encontram classificadas na rubrica
“Ativos biológicos”. Os solos florestais que são propriedade do Grupo estão valorizados de
acordo com a política contabilística referida na Nota 2.2 b) e são apresentados na rubrica
“Ativos fixos tangíveis” da demonstração consolidada da posição financeira.
Dada a inexistência de um mercado ativo em Portugal onde se transaccionem estas espécies
florestais e dada a impossibilidade de estimar de forma fiável o valor presente dos fluxos de caixa
futuros gerados por esses ativos biológicos, o Conselho de Administração do Grupo Altri optou
por registar os ativos biológicos ao seu custo histórico deduzido de perdas por imparidade, o
qual inclui todos os encargos incorridos com a sua plantação e desenvolvimento.
O custo da madeira é transferido para custos de produção quando a respetiva madeira é
cortada e incorporada no produto final de forma proporcional à área cortada nesse exercício
face à área total da propriedade na qual foi cortada a madeira, sendo que os cortes de madeira
própria são valorizados ao custo específico de cada mata atribuído a cada corte.
Apesar de não ser possível estimar de forma fiável o justo valor dos ativos biológicos pelas
razões atrás mencionadas, é no entanto convicção do Conselho de Administração da Empresa
que o mesmo é superior ao seu valor contabilístico.
i) Propriedades de investimento
As propriedades de investimento da Empresa correspondem essencialmente a terrenos e
edifícios arrendados a outras empresas do Grupo Altri, não destinadas ao uso na produção
ou fornecimento de bens ou serviços, ou para fins administrativos, ou para venda no curso
ordinário dos negócios da Empresa.
As propriedades de investimento são mensuradas ao custo de aquisição deduzido de amortizações acumuladas e eventuais perdas de imparidade acumuladas.
As amortizações são calculadas, após o momento em que o bem se encontra em condições de
ser utilizado, de acordo com o método das quotas constantes, em conformidade com o período
de vida útil estimado para cada grupo de bens, que no caso das propriedades de investimento
varia entre 7 e 50 anos.
Relatório e contas 2014 38
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
j) Provisões
As provisões são reconhecidas quando, e somente quando a Empresa (i) tenha uma obrigação
presente (legal ou construtiva) resultante de um evento passado, (ii) seja provável que para a
resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e (iii) o montante da obrigação possa
ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada balanço e ajustadas
de modo a refletir a melhor estimativa do Conselho de Administração a essa data.
As provisões para custos de reestruturação são reconhecidas sempre que exista um plano
formal e detalhado de reestruturação e que o mesmo tenha sido comunicado às partes envolvidas.
Quando uma provisão é apurada tendo em consideração os fluxos de caixa necessários para
liquidar tal obrigação, a mesma é registada pelo valor atual dos mesmos.
k) Complementos de reforma
A Empresa assegura um complemento de reforma através de um plano de contribuição definida
contabilizando como custos do exercício as contribuições que efectua. A contribuição varia
anualmente em função dos resultados (EBITDA) do Grupo Altri, atribuindo a cada trabalhador
do quadro permanente uma percentagem do seu salário pensionável (remuneração base +
isenção de horário + prémio de turno) em função do seu tempo de serviço.
l) Instrumentos financeiros
(I) Investimentos em subsidiárias
Os investimentos em partes de capital de empresas subsidiárias e associadas são mensurados de acordo com o estabelecido na “IAS 27 – Demonstrações Financeiras Consolidadas e
Separadas”, ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade.
(II) Investimentos
Os investimentos detidos pela Empresa são classificados como segue:
Investimentos registados ao justo valor através de resultados: esta categoria divide-se em duas subcate-
gorias: “Ativos financeiros detidos para negociação” e “Investimentos mensurados ao justo valor
através de resultados”. Um ativo financeiro é classificado nesta categoria se for adquirido com
o propósito de ser vendido no curto prazo ou a sua performance e estratégia de investimento
sejam analisadas e definidas pelo Conselho de Administração com base no justo valor do ativo
financeiro. Os instrumentos derivados são também classificados como detidos para negociação,
exceto se estiverem afetos a operações de cobertura. Os ativos desta categoria são classificados
como ativos correntes no caso de serem detidos para negociação ou se for expectável que se
realizem num período inferior a 12 meses da data do balanço;
Investimentos detidos até ao vencimento: esta categoria inclui os ativos financeiros, não deriva-
dos, com reembolsos fixos ou variáveis, que possuem uma maturidade fixada e cuja intenção
do Conselho de Administração é a manutenção dos mesmos até à data do seu vencimento;
Investimentos disponíveis para venda: incluem-se aqui os ativos financeiros, não derivados, que são
designados como disponíveis para venda ou aqueles que não se enquadrem nas categorias anteriores. Esta categoria é incluída nos ativos não correntes, exceto se o Conselho de Administração
tiver a intenção de alienar o investimento num período inferior a 12 meses da data do balanço.
Contas e Notas Anexas 39
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Os investimentos são inicialmente registados pelo seu valor de aquisição, que é o justo valor do
preço pago incluindo as despesas de transação, no caso dos investimentos detidos até ao vencimento e investimentos disponíveis para venda.
Após o reconhecimento inicial, os investimentos mensurados ao justo valor através de resultados
e os investimentos disponíveis para venda são reavaliados pelos seus justos valores por referência
ao seu valor de mercado à data do balanço, sem qualquer dedução relativa a custos de transação
que possam vir a ocorrer até à sua venda. Os investimentos em instrumentos de capital próprio que
não sejam cotados e para os quais não seja possível estimar com fiabilidade o seu justo valor, são
mantidos ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade. Os investimentos
detidos até à maturidade são mensurados pelo custo amortizado usando o método da taxa de
juro efectiva.
Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor dos investimentos disponíveis
para venda são registados no capital próprio, na rubrica “Reservas de justo valor” incluída na
rubrica “Outras reservas” até o investimento ser vendido ou recebido ou até que o justo valor do
investimento se situe abaixo do seu custo de aquisição e que tal corresponda a uma perda por imparidade, momento em que a perda acumulada é transferida para a demonstração dos resultados.
Todas as compras e vendas destes investimentos são reconhecidas à data da assinatura dos
respetivos contratos de compra e venda, independentemente da sua data de liquidação financeira.
(III) Dívidas de terceiros
As dívidas de clientes, de outros devedores e de outros terceiros são registadas pelo seu
valor nominal e apresentadas na demonstração da posição financeira deduzido de eventuais
perdas por imparidade reconhecidas na rubrica “Perdas por imparidade acumuladas”, para
que os ativos reflictam o seu valor realizável líquido. Estas rubricas, quando correntes, não
incluem juros por não se considerar material o impacto do desconto.
As perdas por imparidade são registadas na sequência de eventos ocorridos que indiquem, objectivamente e de forma quantificável, que a totalidade ou parte do saldo em dívida
não será recebido. Para tal, a Empresa tem em consideração informação de mercado que
demonstre que:
— a contraparte apresenta dificuldades financeiras significativas;
— se verifiquem atrasos significativos nos pagamentos por parte da contraparte;
— se torna provável que o devedor vá entrar em liquidação ou reestruturação financeira.
As perdas por imparidade reconhecidas correspondem à diferença entre o montante escriturado do saldo a receber e respetivo valor atual dos fluxos de caixa futuros estimados, descontados
à taxa de juro efectiva inicial que, nos casos em que se perspetive um recebimento num prazo
inferior a um ano, é considerada nula por se considerar imaterial o efeito do desconto.
(IV) Empréstimos e contas a pagar não correntes
Os empréstimos e as contas a pagar não correntes são registados no passivo pelo seu
valor nominal deduzido dos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à emissão
desses passivos. Os encargos financeiros são calculados de acordo com a taxa de juro efectiva
Relatório e contas 2014 40
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
e contabilizados na demonstração dos resultados do período de acordo com o princípio da
especialização dos exercícios.
Sempre que existe direito de cumprimento obrigatório de compensar ativos e passivos e o
Conselho de Administração pretenda liquidar numa base líquida ou realizar o ativo e liquidar
simultaneamente o passivo, os mesmos são compensados, e apresentados na demonstração
da posição financeira pelo seu montante líquido.
(V) Contas a pagar
As contas a pagar, que não vencem juros, são registadas pelo seu valor nominal, que é
substancialmente equivalente ao seu justo valor, dado que o efeito do desconto financeiro é
considerado imaterial.
(VI) Caixa e equivalentes de caixa
Os montantes incluídos na rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” correspondem aos valores
de caixa, depósitos bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis
a menos de três meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis sem risco significativo
de alteração de valor.
Ao nível da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica “Caixa e equivalentes de caixa”
compreende também os descobertos bancários incluídos na rubrica do passivo corrente
“Empréstimos bancários”.
(VII) Instrumentos derivados
A Empresa utiliza instrumentos derivados na gestão dos seus riscos financeiros como forma de garantir a cobertura desses riscos, não sendo utilizados instrumentos derivados com
o objetivo de negociação.
Os instrumentos derivados utilizados pela Empresa definidos como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa respeitam a instrumentos de cobertura de taxa de juro de empréstimos
obtidos, de taxa de câmbio, bem como de cobertura do preço da pasta de papel. Os indexantes,
as convenções de cálculo, as datas de refixação das taxas de juro e os planos de reembolso dos
instrumentos de cobertura de taxa de juro são em tudo idênticos às condições estabelecidas
para os empréstimos subjacentes contratados, pelo que configuram relações perfeitas de cobertura. Os índices de preços aos quais estão indexados os contratos de futuros de cobertura
do preço da pasta de papel, são os mais utilizados pelas empresas do Grupo como referencial
do preço de venda da sua pasta de papel.
Os critérios utilizados pela Empresa para classificar os instrumentos derivados como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa são os seguintes:
— espera-se que a cobertura seja altamente eficaz ao conseguir a compensação de alterações nos fluxos de caixa atribuíveis ao risco coberto;
— a eficácia da cobertura pode ser fiavelmente mensurada;
— existe adequada documentação sobre a transação a ser coberta no início da cobertura; e
— a transação objeto de cobertura é altamente provável.
Contas e Notas Anexas 41
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Os instrumentos de cobertura são registados pelo seu justo valor. As alterações de justo
valor destes instrumentos são reconhecidas em capitais próprios na rubrica “Reservas de cobertura”, sendo transferidas para resultados no mesmo período em que o instrumento objeto
de cobertura afeta resultados.
A determinação do justo valor destes instrumentos financeiros é efetuada com recurso a
sistemas informáticos de valorização de instrumentos derivados e teve por base a atualização,
para a data da demonstração da posição financeira, dos fluxos de caixa futuros do “leg” fixo
e do “leg” variável do instrumento derivado.
A contabilização de cobertura de instrumentos derivados é descontinuada quando o
instrumento se vence ou é vendido. Nas situações em que o instrumento derivado deixe de
ser qualificado como instrumento de cobertura, as diferenças de justo valor acumuladas até
então, que se encontram registadas em capital próprio na rubrica “Reservas de cobertura”,
são transferidas para resultados do período, ou adicionadas ao valor contabilístico do ativo
a que as transações objeto de cobertura deram origem, e as reavaliações subsequentes são
registadas diretamente nas rubricas da demonstração dos resultados.
Quando existam derivados embutidos em outros instrumentos financeiros ou outros contratos, os mesmos são tratados como derivados separados nas situações em que os riscos e
características não estejam intimamente relacionados com os contratos de acolhimento e nas
situações em que os contratos não sejam apresentados pelo seu justo valor com os ganhos
ou perdas não realizadas registadas na demonstração dos resultados.
Nos casos em que os instrumentos derivados, embora contratados com o objetivo específico de cobertura de riscos financeiros, não se enquadram nos requisitos acima referidos para
classificação como instrumentos de cobertura, as variações do justo valor afetam diretamente
a demonstração de resultados, nas rubricas “Proveitos financeiros” e “Custos financeiros”.
(VIII) Passivos financeiros e Instrumentos de capital próprio
Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados de acordo
com a substância contratual da transação, independentemente da forma legal que assumem.
São considerados instrumentos de capital próprio os que evidenciam um interesse residual
nos ativos do Grupo após dedução dos passivos, sendo registados pelo valor recebido, líquido
dos custos suportados com a sua emissão.
(IX) Ações próprias
As ações próprias são contabilizadas pelo seu valor de aquisição como um abatimento ao
capital próprio. Os ganhos e perdas inerentes à alienação das ações próprias são registadas
na rubrica “Outras reservas”, não afetando o resultado do exercício.
(X) Letras descontadas e contas a receber cedidas em factoring
A Empresa desreconhece ativos financeiros nas suas demonstrações financeiras, unicamente quando o direito contratual aos fluxos de caixa inerentes a tais ativos já tiver expirado,
ou quando o Grupo transfere substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à posse
de tais ativos para uma terceira entidade. Se a Empresa retiver substancialmente os riscos e
benefícios inerentes à posse de tais ativos, continua a reconhecer nas suas demonstrações
Relatório e contas 2014 42
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
financeiras os mesmos, registando no passivo na rubrica “Outros empréstimos” a contrapartida
monetária pelos ativos cedidos.
Consequentemente, os saldos de clientes titulados por letras descontadas e não vencidas e
as contas a receber cedidas em factoring à data de cada demonstração da posição financeira,
com excepção das operações de “factoring sem recurso” (e para as quais seja inequívoco que
são transferidos os riscos e benefícios inerentes a estas contas a receber) são reconhecidas
nas demonstrações financeiras do Grupo até ao momento do seu recebimento.
(XI) Ativos classificados como detidos para venda ou em descontinuação
Os ativos e os passivos são classificados como detidos para venda ou em descontinuação,
quando a sua realização se espera efectivar não pelo uso mas pela venda. A Empresa classifica
os ativos e os passivos nesta rubrica quando existe uma elevada probabilidade da venda se
realizar e os ativos e passivos estão disponíveis para venda imediata. O Conselho de Administração encontra-se empenhado na venda dos ativos e passivos registados nesta rubrica e é
seu entendimento que a mesma se realizará nos próximos doze meses.
Os ativos classificados como detidos para venda ou em descontinuação são valorizados
ao mais baixo do seu valor contabilístico à data da decisão de venda ou do seu justo valor
deduzido dos custos da venda.
m) Ativos e passivos contingentes
Os passivos contingentes são definidos pela Empresa como (i) obrigações que surjam de
acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não,
de um ou mais acontecimentos futuros incertos não totalmente sob o controlo da Empresa
ou (ii) obrigações presentes que surjam de acontecimentos passados mas que não são reconhecidas porque não é provável que um fluxo de recursos que afecte benefícios económicos
seja necessário para liquidar a obrigação ou a quantia da obrigação não pode ser mensurada
com suficiente fiabilidade.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da Empresa, sendo os mesmos objeto de divulgação, a menos que a possibilidade de uma saída
de fundos afetando benefícios económicos futuros seja remota, caso este em que não são
sequer objeto de divulgação.
Os ativos contingentes são possíveis ativos que surgem de acontecimentos passados e cuja
existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros
incertos não totalmente sob o controlo da Empresa.
Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da Empresa
mas unicamente objeto de divulgação quando é provável a existência de benefícios económicos futuros.
n) Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis da
Empresa de acordo com as regras fiscais em vigor e considera a tributação diferida.
Contas e Notas Anexas 43
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
A Altri é a sociedade dominante de um grupo de empresas que são tributadas de acordo
com o Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (“RETGS”), de acordo com o
artigo 69º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas.
Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade de balanço e refletem as diferenças temporárias entre o montante dos ativos e passivos para efeitos
de reporte contabilístico e os respetivos montantes para efeitos de tributação. Os impostos
diferidos ativos e passivos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de
tributação em vigor ou anunciadas para estarem em vigor à data expectável da reversão das
diferenças temporárias.
Os ativos por impostos diferidos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em
que existam diferenças temporárias tributáveis que compensem as diferenças temporárias
dedutíveis no período da sua reversão. No final de cada período é efetuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a sua
utilização futura.
Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do exercício, exceto se resultarem de valores registados diretamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido
é também registado na mesma rubrica.
o) Rédito e especialização dos exercícios
O rédito proveniente da venda de bens apenas é reconhecido na demonstração dos resultados
quando (i) são transferidos para o comprador os riscos e vantagens significativos da propriedade
dos bens, (ii) não seja mantido um envolvimento continuado de gestão com grau geralmente
associado com a posse ou o controlo efectivo dos bens vendidos, (iii) a quantia do rédito pode
ser fiavelmente mensurada, (iv) seja provável que os benefícios económicos associados com
as transações fluam para a Empresa e (v) os custos incorridos ou a serem incorridos referentes à transação possam ser fiavelmente mensurados. As vendas são reconhecidas líquidas
de impostos, descontos e outros custos inerentes à sua concretização, pelo justo valor do
montante recebido ou a receber.
Os dividendos são reconhecidos como proveitos na demonstração dos resultados do período
em que é decidida a sua atribuição.
As restantes receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização
de exercícios pelo qual estas são reconhecidas à medida que são geradas, independentemente
do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos
e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de
acréscimos e diferimentos incluídas nas rubricas “Outros ativos correntes” e “Outros passivos
correntes”.
p) Saldos e transações expressos em moeda estrangeira
Todos os ativos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros
utilizando as taxas de câmbio oficiais vigentes à data da demonstração da posição financeira.
Relatório e contas 2014 44
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre
as taxas de câmbio em vigor na data das transações e as vigentes na data das cobranças,
pagamentos ou à data da demonstração da posição financeira, dessas mesmas transações,
são registadas como proveitos e custos na demonstração consolidada de resultados do exercício, exceto as relativas a valores não monetários cuja variação de justo valor seja registada
diretamente em capital próprio.
q) Eventos subsequentes
Os eventos ocorridos após a data do balanço que proporcionem provas ou informações adicionais sobre condições que existiam à data do balanço (“adjusting events”) são reflectidos
nas demonstrações financeiras. Os eventos após a data do balanço que sejam indicativos de
condições que surgiram após a data do balanço (“non adjusting events”), quando materiais,
são divulgados no anexo às demonstrações financeiras.
r) Demonstração dos fluxos de caixa
A demonstração dos fluxos de caixa é preparada de acordo com a IAS 7, através do método
directo. A Empresa classifica na rubrica “Caixa e seus equivalentes” os investimentos com
vencimento a menos de três meses e para os quais o risco de alteração de valor é insignificante.
A demonstração dos fluxos de caixa encontra-se classificada em atividades operacionais
(que englobam os recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, pagamentos a
pessoal e outros relacionados com a atividade operacional), de financiamento (que incluem,
designadamente, os pagamentos e recebimentos referentes a empréstimos obtidos, contratos
de locação financeira e pagamento de dividendos) e de investimento (que incluem, nomeadamente, aquisições e alienações de investimentos em empresas participadas e recebimentos
e pagamentos decorrentes da compra e da venda de ativos fixos tangíveis).
s) Julgamentos e estimativas
Na preparação das demonstrações financeiras anexas foram efetuados juízos de valor e estimativas e utilizados diversos pressupostos que afetaram as quantias relatadas de ativos e
passivos, assim como as quantias relatadas de rendimentos e gastos do exercício.
As estimativas e os pressupostos subjacentes foram determinados com base no melhor
conhecimento existente à data de aprovação das demonstrações financeiras dos eventos e
transações em curso, assim como na experiência de eventos passados e/ou correntes. Contudo, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo previsíveis à data
de aprovação das demonstrações financeiras, não foram consideradas nessas estimativas. As
alterações às estimativas que ocorram posteriormente à data das demonstrações financeiras
serão corrigidas de forma prospectiva. Por este motivo e dado o grau de incerteza associado, os
resultados reais das transações em questão poderão diferir das correspondentes estimativas.
Os principais juízos de valor e estimativas efetuadas na preparação das demonstrações
financeiras anexas foram os seguintes:
Contas e Notas Anexas 45
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
— Vidas úteis dos ativos tangíveis e intangíveis;
— Análise de imparidade de ativos tangíveis e intangíveis;
— Registo de provisões e perdas por imparidade; e
— Apuramento do justo valor dos instrumentos financeiros derivados.
t) Política de gestão de risco
A Celbi encontra-se exposto essencialmente ao (i) risco de mercado, (ii) risco de liquidez
e (iii) risco de crédito. O principal objetivo da Administração ao nível da gestão de risco é o
de reduzir estes riscos a um nível considerado aceitável para o desenvolvimento das atividades da Empresa. As linhas orientadoras da política de gestão de risco são definidas pelo
Conselho de Administração da Celbi, o qual determina quais os limites de risco aceitáveis. A
concretização operacional da política de gestão de risco é levada a cabo pela Administração
e pela Direção da Empresa.
a) Risco de mercado
Revestem-se de particular importância no âmbito da gestão de risco de mercado o risco de
taxa de juro, o risco de taxa de câmbio e o risco da variabilidade nos preços de commodities.
A Empresa utiliza instrumentos derivados na gestão dos seus riscos de mercado a que está
exposto como forma de garantir a sua cobertura, não sendo utilizados instrumentos derivados
com o objetivo de negociação ou especulação.
(I) Risco de taxa de juro
A exposição da Empresa à taxa de juro decorre essencialmente dos empréstimos de longo
prazo que são constituídos na sua maioria por dívida indexada à Euribor.
A Celbi utiliza instrumentos derivados ou transações semelhantes para efeitos de cobertura
de riscos de taxas de juro consideradas significantes. Três princípios são utilizados na seleção
e determinação dos instrumentos de cobertura da taxa de juro:
Para cada derivado ou instrumento de cobertura utilizado para protecção do risco associado a
um determinado financiamento, existe coincidência entre as datas dos fluxos de juros pagos nos
financiamentos objeto de cobertura e as datas de liquidação ao abrigo dos instrumentos de cobertura;
Equivalência perfeita entre as taxas base: o indexante utilizado no derivado ou instrumento
de cobertura deverá ser o mesmo que o aplicável ao financiamento/transação que está a ser
coberta; e
Desde o início da transação, o custo máximo do endividamento, resultante da operação de
cobertura realizada, é conhecido e limitado, mesmo em cenários de evoluções extremas das
taxas de juro de mercado, procurando-se que o nível de taxas daí resultante seja enquadrável
no custo de fundos considerado no plano de negócios da Empresa.
Uma vez que a totalidade do endividamento da Celbi se encontra indexado a taxas variáveis, são utilizados swaps de taxa de juro, quando tal é considerado necessário, como forma
de protecção contra as variações dos fluxos de caixa futuros associados aos pagamentos de
juros. Os swaps de taxa de juro contratados têm o efeito económico de converter os respetivos empréstimos associados a taxas variáveis para taxas fixas. Ao abrigo destes contratos a
Relatório e contas 2014 46
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Celbi acorda com terceiras partes (Bancos) a troca, em períodos de tempo pré-determinados,
da diferença entre o montante de juros calculados à taxa fixa contratada e à taxa variável da
altura da refixação, com referência aos respetivos montantes nocionais acordados.
As contrapartes dos instrumentos de cobertura estão limitadas a instituições de crédito
de elevada qualidade creditícia, sendo política da Empresa privilegiar a contratação destes
instrumentos com entidades bancárias que formem parte das suas operações de financiamento. Para efeitos de determinação da contraparte das operações pontuais, a Celbi solicita
a apresentação de propostas e preços indicativos a um número representativo de bancos de
forma a garantir a adequada competitividade destas operações.
Na determinação do justo valor das operações de cobertura, a Celbi utiliza determinados
métodos, tais como modelos de avaliação de opções e de atualização de fluxos de caixa futuros, e utiliza determinados pressupostos que são baseados nas condições de taxas de juro de
mercado prevalecentes à data da demonstração da posição financeira consolidada. Cotações
comparativas de instituições financeiras, para instrumentos específicos ou semelhantes, são
utilizados como referencial de avaliação.
O Conselho de Administração da Celbi aprova os termos e condições dos financiamentos
considerados materiais para a Empresa, analisando para tal a estrutura da dívida, os riscos
inerentes e as diferentes opções existentes no mercado, nomeadamente quanto ao tipo de
taxa de juro (fixo/variável).
O objetivo da Empresa é limitar a volatilidade dos cash-flows e resultados tendo em conta
o perfil da sua atividade operacional através da utilização de uma adequada combinação de
dívida a taxa fixa e variável. A política da Empresa permite a utilização de derivados de taxa
de juro para redução da exposição às variações da Euribor e não para fins especulativos.
A maior parte dos instrumentos derivados utilizados pela Empresa na gestão do risco taxa
de juro são definidos como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa por configurarem relações perfeitas de cobertura. Os indexantes, as convenções de cálculos, as datas de refixação
das taxas de juro e os planos de reembolso dos instrumentos de cobertura de taxa de juro são
em tudo idênticos às condições estabelecidas para os empréstimos subjacentes contratados.
No entanto, existem alguns instrumentos derivados que, embora tenham sido contratados
com o objetivo de cobertura do risco da taxa de juro, não se enquadram nos requisitos acima
referidos para classificação como instrumentos de cobertura.
A análise da sensibilidade dos resultados da Empresa a alterações da taxa de juro encontra-se na Nota 20.
(II) Risco de taxa de câmbio
A Empresa está exposta ao risco de taxa de câmbio nas transações relativas a vendas de
produtos acabados em mercados internacionais em moeda diferente do Euro.
Sempre que o Conselho de Administração considere necessário, para reduzir a volatilidade
dos seus resultados à variabilidade das taxas de câmbio, a exposição é controlada através de
um programa de compra de divisas a prazo (forwards) ou de outros instrumentos derivados
de taxa de câmbio.
Contas e Notas Anexas 47
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
O Conselho de Administração da Celbi entende que eventuais alterações da taxa de câmbio
não terão um efeito significativo sobre as demonstrações financeiras consolidadas.
(III) Risco de variabilidade nos preços de commodities
Desenvolvendo a sua atividade num setor que transacciona commodities (pasta de papel), a
Celbi encontra-se particularmente exposto a variações do seu preço, com os correspondentes
impactos nos seus resultados. No entanto, para gerir este risco foram celebrados contratos de
cobertura de variação de preços da pasta de papel, pelos montantes e valores considerados
adequados às operações previstas, atenuando assim a volatilidade dos seus resultados.
O aumento/diminuição de 5% do preço da pasta de papel transaccionada pela Celbi durante
o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 teria implicado um aumento/diminuição dos
resultados operacionais de, aproximadamente, 15,3 Milhões de Euros, sem considerar o efeito
dos derivados de pasta de papel (Nota 26) e mantendo-se tudo o resto constante.
b) Risco de liquidez
O principal objetivo da política de gestão de risco de liquidez é garantir que a Empresa tem
disponível, a todo o momento, os recursos financeiros necessários para fazer face às suas
responsabilidades e prosseguir as estratégias delineadas honrando todos os compromissos
assumidos com terceiros, quando se tornam devidos, através de uma adequada gestão da
maturidade dos financiamentos.
A Empresa prossegue assim uma política activa de refinanciamento pautada: (i) pela manutenção de um nível elevado de recursos livres e imediatamente disponíveis para fazer face
a necessidades de curto prazo; e (ii) pelo alongamento ou manutenção da maturidade da
dívida de acordo com os cash-flows previstos e a capacidade de alavancagem do seu balanço.
A análise de liquidez para instrumentos financeiros é apresentada junto da nota respetiva
a cada classe de passivos financeiros.
Relatório e contas 2014 48
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
c) Risco de crédito
A Empresa está exposta ao risco de crédito no âmbito da sua atividade operacional corrente.
Este risco é controlado através de um sistema de recolha de informação financeira e qualitativa, prestada por entidades reconhecidas que fornecem informação de riscos, que permitem
avaliar a viabilidade dos clientes no cumprimento das suas obrigações, visando a redução do
risco de concessão de crédito.
A avaliação do risco de crédito é efetuada numa base regular, tendo em consideração as
condições correntes de conjuntura económica e a situação específica do crédito de cada uma
das empresas, sendo adoptados procedimentos corretivos sempre que tal se julgue conveniente.
O risco de crédito é limitado pela gestão da concentração de riscos e uma rigorosa seleção de contrapartes bem como pela contratação de seguros de crédito junto de instituições
especializadas e que cobrem uma parte significativa do crédito concedido em resultado da
atividade desenvolvida pela Empresa.
Os ajustamentos para contas a receber são calculados tendo em consideração: (i) o perfil
de risco do cliente; (ii) o prazo médio de recebimento; e (iii) as condições financeiras do cliente.
Os montantes apresentados na demonstração da posição financeira encontram-se líquidos
das perdas acumuladas de imparidade para cobranças duvidosas que foram estimadas pela
Empresa, estando portanto ao seu justo valor.
3. Alterações de políticas contabilisticas e correções de erros
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 não houve alteração das políticas
contabilísticas nem foram corrigidos erros materiais relativos a exercícios anteriores.
Contas e Notas Anexas 49
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
4. Ativos fixos tangíveis
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 o movimento ocorrido no valor dos ativos fixos
tangíveis, bem como nas respetivas depreciações e perdas por imparidade acumuladas foi o seguinte:
2014
Ativo bruto
Terrenos e
recursos naturais
Edifícios e outras
construções
Equipamento básico
Equipamento
de transporte
11.052.575
66.055.134
659.999.893
751.517
Aumentos
230.000
-
4.579.891
-
Alienações
-
-
(44.573)
-
Transferências e abates
-
-
1.179.478
-
11.282.575
66.055.134
665.714.689
751.517
Terrenos
e recursos naturais
Edifícios e outras
construções
Equipamento básico
Equipamento
de transporte
6.995.854
59.616.772
391.744.961
749.767
Aumentos
315.158
593.956
29.631.734
875
Alienações
-
-
(44.573)
-
Transferências e abates
-
-
-
-
7.311.012
60.210.728
421.332.122
750.642
3.971.563
5.844.406
244.382.567
875
Terrenos e
recursos naturais
Edifícios e outras
construções
Equipamento básico
Equipamento
de transporte
11.027.990
66.055.134
659.117.983
751.517
Aumentos
24.585
-
541.812
-
Alienações
-
-
-
-
Transferências e abates
-
-
340.098
-
11.052.575
66.055.134
659.999.893
751.517
Terrenos
e recursos naturais
Edifícios e outras
construções
Equipamento básico
Equipamento
de transporte
6.687.199
58.991.953
362.486.419
743.743
Aumentos
308.655
624.819
29.258.542
6.024
Alienações
-
-
-
-
Transferências e abates
-
-
-
-
6.995.854
59.616.772
391.744.961
749.767
4.056.721
6.438.362
268.254.932
1.750
Saldo inicial
Saldo final
Amortizações acumuladas
Saldo inicial
Saldo final
2013
Ativo bruto
Saldo inicial
Saldo final
Amortizações acumuladas
Saldo inicial
Saldo final
Relatório e contas 2014 50
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Equipamento
administrativo
Outros ativos
fixos tangíveis
Ativos fixos
tangíveis em curso
Adiantamentos por conta
de ativos fixos
Total
4.584.837
7.690.992
4.532.561
189.210
754.856.719
49.620
26.190
13.848.733
-
18.734.434
(237.056)
(123.859)
-
-
(405.488)
-
47.951
(1.233.094)
(73.323)
(78.988)
4.397.401
7.641.274
17.148.200
115.887
773.106.677
Equipamento
administrativo
Outros ativos
fixos tangíveis
Total
4.423.480
7.461.460
470.992.294
80.979
90.560
30.713.262
(237.056)
(123.860)
(405.489)
-
-
-
4.267.403
7.428.160
501.300.067
129.998
213.114
17.148.200
115.887
271.806.610
Equipamento
administrativo
Outros ativos
fixos tangíveis
Ativos fixos
tangíveis em curso
Adiantamentos por conta
de ativos fixos
Total
4.525.933
7.745.426
487.511
189.210
749.900.704
59.363
12.000
4.385.148
-
5.022.908
(459)
(66.434)
-
-
(66.893)
-
-
(340.098)
-
-
4.584.837
7.690.992
4.532.561
189.210
754.856.719
Equipamento
administrativo
Outros ativos
fixos tangíveis
Total
4.282.029
7.444.428
440.635.771
141.910
83.466
30.423.416
(459)
(66.434)
(66.893)
-
-
-
4.423.480
7.461.460
470.992.294
161.357
229.532
4.532.561
189.210
Contas e Notas Anexas 51
283.864.425
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
5. Ativos intangíveis
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, o movimento ocorrido no valor dos ativos intangíveis, bem como nas respetivas amortizações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte:
2014
Imobilizado bruto
Software
Outros ativos intangíveis
Total
6.968.501
25.600
6.994.101
Aumentos
80.060
-
80.060
Alienações
-
-
-
Transferências e abates
-
-
-
7.048.561
25.600
7.074.161
Saldo inicial
Saldo final
Amortizações acumuladas
Saldo inicial
Software
Outros ativos intangíveis
Total
6.775.469
25.600
6.801.069
Aumentos
133.823
Alienações
-
-
-
Transferências e abates
-
-
-
6.909.292
25.600
-
6.934.892
Saldo Final
133.823
139.269
139.269
2013
Imobilizado bruto
Software
Saldo inicial
Outros ativos intangíveis
Total
6.834.054
25.600
6.859.654
Aumentos
134.447
-
134.447
Alienações
-
-
-
Transferências e abates
-
-
-
6.968.501
25.600
6.994.101
Saldo final
Amortizações acumuladas
Software
Outros ativos intangíveis
Total
6.286.669
17.066
6.303.735
Aumentos
488.800
8.534
497.334
Alienações
-
-
-
Transferências e abates
-
-
-
6.775.469
25.600
-
6.801.069
Saldo inicial
Saldo Final
193.032
Relatório e contas 2014 52
193.032
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
6. Propriedades de investimento
O montante registado em “Propriedades de investimento” em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 é referente, essencialmente, a terrenos e edifícios arrendados.
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 a Empresa alienou terrenos, instalações e equipamentos
de viveiros sitos na propriedade do Furadouro à empresa do grupo, Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda (Nota 30).
O Conselho de Administração entende que o justo valor das propriedades investimento é superior ao seu valor
líquido contabilístico.
Os movimentos da rubrica “Propriedades de investimento” durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de
2014 e 2013 foram como se segue:
2014
Ativo bruto
Saldo inicial
Aumentos
Alienações
Transferências
Saldo final
9.333.781
73.323
(4.117.521)
5.665
5.295.248
Saldo inicial
Aumentos
Alienações
Transferências
Saldo final
5.618.462
53.779
(3.806.175)
-
1.866.066
Amortizações acumuladas
3.715.319
3.429.182
2013
Ativo bruto
Saldo inicial
Aumentos
Alienações
Transferências
Saldo final
9.339.976
-
(6.195)
-
9.333.781
Saldo inicial
Aumentos
Alienações
Transferências
Saldo final
5.497.897
120.565
-
-
5.618.462
Amortizações acumuladas
3.842.079
3.715.319
Contas e Notas Anexas 53
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
7. Investimentos em empresas subsidiárias
Durante o período findo em 31 de Dezembro de 2014 o movimento nos investimentos em empresas subsidiárias
foram como se seque:
31.12.2013
Empresa
Eliminadas
por fusão
(Nota 1)
Aumentos
Invescaima - Investimentos
e participações SGPS, S.A.
364.238.500
(364.238.500)
Celbinave - Tráfego e Estiva
SGPS, Unipessoal, Lda.
9.000
(9.000)
Viveiros do Furadouro
Unipessoal, Lda
15.000
Incorporadas
por fusão
(Nota 1)
715.000
Diminuições
31-12-2014
(730.000)
Altri Florestal, S.A.
88.116.056
88.116.056
Caima Indústria de Celulose,
S.A.
85.000.000
85.000.000
Caima Energia, S.A.
15.000.000
15.000.000
466.563
466.563
150.000.000
150.000.000
Captaraíz - Unipessoal, Lda.
Celtejo - Empresa de
Celulose do Tejo, S.A.
364.262.500
715.000
(364.247.500)
338.582.619
(730.000)
338.582.619
No decorrer do exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 a Celbi, no âmbito da reestruturação do grupo Altri,
passou por um processo de fusão em que as suas subsidiárias (Invescaima – Investimentos e participações SGPS,
S.A. e Celbinave – Tráfego e Estiva SGPS, Unipessoal, Lda.) foram extintas (Nota 1).
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 a Celbi subscreveu e realizou por entradas em dinheiro o
aumento de capital da sua subsidiária Viveiros do Furadouro, Lda. no montante de 715.000 Euros. Após esta operação,
a empresa Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda. foi alienada pelo montante de 1.465.000 Euros (Notas 30 e 32).
Como resultado do processo de fusão e dos aumentos de capital, em 31 de Dezembro de 2014 as empresas
subsidiárias eram as seguintes:
31.12.2014
Sede
Percentagem
de detenção
Valor líquido
contabilístico
Capital próprio
Resultado
líquido
Altri Florestal, S.A.
Constância
100%
88.116.056
96.903.249
(3.252.863)
Caima Indústria de Celulose,
S.A.
Constância
100%
85.000.000
37.543.978
3.456.811
Caima Energia, S.A.
Constância
100%
15.000.000
9.437.010
1.103.802
Lisboa
100%
466.563
389.233
(1.080)
Vila Velha de
Ródão
99,83%
150.000.000
118.555.870
10.256.190
Empresa
Captaraíz - Unipessoal, Lda.
Celtejo - Empresa de Celulose
do Tejo, S.A.
338.582.619
Relatório e contas 2014 54
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Em 31 de Dezembro de 2013 as empresas subsidiárias eram as seguintes:
31.12.2013
Sede
Percentagem
de detenção
Valor líquido
contabilístico
Capital próprio
Resultado
líquido
Invescaima - Investimentos
e participações SGPS, S.A.
Lisboa
100%
364.238.500
275.907.401
(584.962)
Celbinave - Tráfego e Estiva
SGPS, Unipessoal, Lda.
Figueira da Foz
100%
9.000
496.767
80.343
Óbidos
100%
15.000
698.296
139.035
Empresa
Viveiros do Furadouro
Unipessoal, Lda.
364.262.500
No decorrer do exercício findo em 31 de Dezembro de 2013 a Celbi subscreveu e realizou por entradas em dinheiro
o aumento do capital social da subsidiária Invescaima – Investimentos e participações SGPS, S.A. em 112.000.000
Euros.
8. Investimentos em empresas associadas
A empresa associada e a proporção do capital detido, em 31 de Dezembro de 2014, obtida pela fusão da Celbinave
- Tráfego e Estiva SGPS, Unipessoal, Lda. (Nota 1), era conforme segue:
Sede
Valor
de balanço
Percentagem
de detenção
Capital próprio
Resultado líquido
Figueira da Foz
573.240
33%
1.849.742
309.645
Empresa
Operfoz - Operador do
Porto da Figueira da Foz
9. Investimentos disponíveis para venda
Rigor Capital - Produção de Energia, Lda.
Outros investimentos
31-12-2014
31-12-2013
10.073.844
-
145.001
4.110.512
10.218.845
4.110.512
O investimento financeiro na Rigor Capital – Produção de Energia, Lda. resultou do processo de fusão referido na Nota 1.
É entendimento do Conselho de Administração da Celbi que o valor contabilístico dos investimentos disponíveis
para venda, que correspondem a participações financeiras inferiores a 20%, nas quais a Altri não tem influência
significativa na gestão e que se encontram registadas ao custo de aquisição, deduzido de perdas por imparidade
de acordo com a política contabilística referida na Nota 2.2 l)ii), não difere de forma significativa do seu justo valor,
sendo que no caso particular do investimento na Rigor Capital – Produção de Energia, Lda. tal entendimento tem
por base uma avaliação com base no método dos cash-flows descontados.
Em 31 de Dezembro de 2013 a rubrica “Investimentos disponíveis para venda” corresponde sobretudo a ações
cotadas em bolsa as quais estavam registadas ao respetivo valor de mercado no montante de 3.965.712 Euros, as
quais foram alienadas no exercício de 2014 (Nota 13).
Contas e Notas Anexas 55
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
10. Outros devedores não correntes
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Outros devedores não correntes” era composta
como se segue:
Outros devedores
31.12.2014
31.12.2013
2.521.897
-
2.521.897
-
Em 31 de Dezembro de 2014, a rubrica “Outros devedores” corresponde, integralmente, a uma conta a receber
relativa à caução paga no âmbito de um contrato de arrendamento.
11. Impostos correntes e diferidos
De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), exceto quando tenham
havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspeções, reclamações ou
impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alongados ou suspensos. Deste
modo, as declarações fiscais da Empresa desde 2011 poderão vir ainda ser sujeitas a revisão.
A Administração da Empresa entende que as eventuais correções resultantes de revisões/inspeções por parte
das autoridades fiscais àquelas declarações fiscais não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras
em 31 de Dezembro de 2014 e 2013.
Nos termos do artigo 88º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas a Empresa encontra-se
sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado.
A Celbi é parte integrante de um grupo de empresas (em que a Altri SGPS, SA é a sociedade dominante) que se
encontra abrangido pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (“RETGS”), sendo que cada uma
das sociedades abrangidas por este regime regista o imposto sobre o rendimento nas suas contas individuais por
contrapartida da rubrica “Empresas do grupo”. Nos casos em que as filiais contribuem com prejuízos é registado,
nas contas individuais, o montante de imposto correspondente aos prejuízos que vierem a ser compensados pelos
lucros das demais sociedades abrangidas por este regime.
De acordo com a legislação em vigor a Celbi utiliza para calculo dos impostos diferidos a uma taxa de 22,5%, sendo
que a mesma resulta da soma da taxa aprovada para estar em vigor em 2015 e nos anos seguintes que ascende a
21% para o imposto sobre o rendimento coletivo, da derrama cuja taxa é 1,5% para a Celbi, exceto no que respeita a
ativos por impostos diferidos resultantes de prejuízos fiscais reportáveis, situação em que é utilizada uma taxa de 21%.
De acordo com a legislação em vigor em Portugal, para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 a taxa base
de imposto sobre os rendimentos em vigor foi de 23%.
Adicionalmente, de acordo com a legislação em vigor em Portugal, a derrama estadual corresponde à aplicação de
uma taxa adicional de 3% sobre a parte do lucro tributável entre 1,5 e 7,5 milhões de Euros, de 5% sobre a parte do
lucro tributável entre 7,5 e 35 milhões de Euros e de 7% sobre a parte do lucro tributável superior a 35 milhões de Euros.
Os impostos sobre o rendimento reconhecidos na demonstração dos resultados dos exercícios findos em 31 de
Dezembro de 2014 e 2013 podem ser detalhados como segue:
Relatório e contas 2014 56
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
31.12.2014
31.12.2013
Imposto corrente
1.192.255
(9.211.752)
Imposto diferido
(126.816)
29.682
1.065.439
(9.182.070)
A reconciliação do resultado antes de imposto para o imposto do exercício é como segue:
Resultado antes de impostos
Taxa de imposto (incluindo taxa máxima e derrama)
Diferença entre mais e menos valias fiscais e contabilísticas
Benefícios fiscais
Tributação autónoma
Derrama estadual
Outros efeitos
Imposto sobre o rendimento
31.12.2014
31.12.2013
27.007.375
54.280.591
24,50%
26,50%
(6.616.807)
(14.384.357)
184.421
(2.897)
8.755.489
7.817.416
(54.029)
(30.143)
(1.110.157)
(2.526.470)
(93.478)
(55.619)
1.065.439
(9.182.070)
A linha “Benefícios fiscais” em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 diz respeito sobretudo à utilização de parte do
crédito de imposto atribuído pelo Estado Português no âmbito do incentivo global ao investimento da Celbi no aumento
da sua capacidade produtiva (Nota 37).
O movimento ocorrido nos ativos e passivos por impostos diferidos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de
2014 e 2013 foi como segue:
2014
Saldo em 1.1.2014
Ativos por impostos
diferidos
Passivos por
impostos diferidos
1.965.790
421.231
(174.543)
-
-
(47.727)
(174.543)
(47.727)
(9.086)
-
(856.592)
(319.109)
925.569
54.395
Efeitos na demonstração dos resultados:
Aumento/(Redução) de provisões não aceites para efeitos fiscais
Outros efeitos
Total de efeitos na demonstração dos resultados
Efeitos em capitais próprios:
Justo valor de investimentos disponíveis para venda
Justo valor de instrumentos derivados (nota 26)
Saldo em 31.12.2014
Contas e Notas Anexas 57
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
2013
Ativos por impostos
diferidos
Passivos por
impostos diferidos
4.907.891
199.857
10.875
-
Outros efeitos
3.276
(15.531)
Total de efeitos na demonstração dos resultados
14.151
(15.531)
9.086
(82.204)
(2.965.338)
319.109
1.965.790
421.231
Saldo em 1.1.2013
Efeitos na demonstração dos resultados:
Aumento/(Redução) de provisões não aceites para efeitos fiscais
Efeitos em capitais próprios
Justo valor de investimentos disponíveis para venda
Justo valor de instrumentos derivados (nota 26)
Saldo em 31.12.2013
O detalhe dos ativos e passivos por impostos diferidos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, de acordo com as
diferenças temporárias que os geraram, é como segue:
31.12.2014
Ativos por
impostos diferidos
Passivos por
impostos diferidos
864.536
-
1.039.079
-
-
-
9.086
-
57.757
-
914.349
319.109
3.276
54.395
3.276
102.122
925.569
54.395
1.965.790
421.231
Ativos por
impostos diferidos
Provisões e perdas por imparidade
de ativos não aceites fiscalmente
Justo valor de investimentos
disponíveis para venda
Justo valor dos instrumentos derivados
Outros
31.12.2013
Passivos por
impostos diferidos
12. Inventários e ativos biológicos
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, o montante registado na rubrica “Ativos biológicos” corresponde às florestas
e encargos incorridos com as plantações efetuadas pela Empresa, podendo o seu valor ser detalhado como segue:
Valor bruto
Perdas de imparidade acumuladas em ativos biológicos (Nota 21)
Relatório e contas 2014 58
31.12.2014
31.12.2013
144.777
276.464
-
(91.662)
144.777
184.802
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, o montante registado na rubrica “Inventários” pode ser detalhado como segue:
Matérias-primas. subsidiárias e de consumo
Produtos e trabalhos em curso
Produtos acabados e intermédios
Adiantamentos por conta de compras
Perdas de imparidade acumuladas (Nota 21)
31.12.2014
31.12.2013
24.105.364
23.925.555
575.585
301.564
12.332.861
14.462.972
546.701
2.554.359
37.560.511
41.244.450
(2.525.000)
(2.525.000)
35.035.511
38.719.450
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 existiam fora das instalações da Empresa os seguintes inventários:
31.12.2014
31.12.2013
Em portos comunitários
7.367.479
10.935.424
À guarda de terceiros
1.904.698
703.223
9.272.177
11.638.648
Adicionalmente, em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, não existiam à guarda da Empresa, inventários cuja propriedade fosse de terceiros.
O custo das vendas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 ascendeu a 202.807.452 Euros e foi apurado
como se segue:
Matérias primas,
subsidiárias
e de consumo
Produtos acabados
e intermédios
Produtos
e trabalhos em curso
Total
Saldo inicial
23.925.555
14.462.972
578.028
38.966.555
Compras
201.050.781
-
-
201.050.781
-
(51.297)
-
(51.297)
(24.105.364)
(12.332.861)
(720.362)
(37.158.587)
200.870.972
2.078.814
(142.334)
202.807.452
Regularização de existências
Existências finais
Contas e Notas Anexas 59
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
O custo das vendas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2013 ascendeu a 189.809.420 Euros e foi apurado
como se segue:
Matérias primas,
subsidiárias e de consumo
Produtos acabados
e intermédios
Produtos
e trabalhos em curso
Total
18.584.081
11.280.266
707.351
30.571.698
198.204.277
-
-
198.204.277
-
-
-
-
(23.925.555)
(14.462.972)
(578.028)
(38.966.555)
192.862.803
(3.182.706)
129.323
189.809.420
Saldo inicial
Compras
Regularização de existências
Existências finais
13. Classe de instrumentos financeiros
Os instrumentos financeiros, de acordo com as políticas descritas na Nota 2, foram classificados como segue:
Ativos financeiros
31.12.2014
Notas
Ativos
financeiros
Investimentos
disponíveis para venda
Total
10
2.521.897
-
2.521.897
9
-
10.218.645
10.218.645
2.521.897
10.218.645
12.740.542
Ativos não correntes
Outros devedores não correntes
Investimentos disponíveis para venda
Ativos correntes
Clientes
14
62.164.378
-
62.164.378
Outras dívidas de terceiros
15
3.385.088
-
3.385.088
Empresas do Grupo
30
75.030.458
-
75.030.458
Caixa e equivalentes de caixa
18
223.875.563
-
223.875.563
366.977.384
10.218.645
377.196.029
31.12.2013
Notas
Ativos
financeiros
Investimentos
disponíveis
para venda
Derivados
Total
9
-
4.110.512
-
4.110.512
-
4.110.512
-
4.110.512
Ativos não correntes
Investimentos disponíveis para venda
Ativos correntes
Clientes
14
63.916.760
-
-
63.916.760
Outras dívidas de terceiros
15
3.622.177
-
-
3.622.177
Empresas do Grupo
30
80.846.711
-
-
80.846.711
Instrumentos financeiros derivados
26
-
-
1.204.184
1.204.184
Caixa e equivalentes de caixa
18
193.511.995
-
-
193.511.995
341.897.643
4.110.512
1.204.184
347.212.339
Relatório e contas 2014 60
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Passivos financeiros
31.12.2014
Notas
Passivos
financeiros
Derivados
Total
Empréstimos bancários
20
103.837.500
-
103.837.500
Outros empréstimos
20
211.581.537
-
211.581.537
315.419.037
-
315.419.037
Passivos não correntes
Passivos correntes
Outros empréstimos
20
344.966.800
-
344.966.800
Fornecedores
23
39.022.526
-
39.022.526
Empresas do Grupo
30
1.438.778
-
1.438.778
Outras dívidas a terceiros
24
2.412.805
-
2.412.805
Instrumentos financeiros derivados
26
-
1.902.297
1.902.297
387.840.909
1.902.297
389.743.206
703.259.946
1.902.297
705.162.243
Notas
Passivos
financeiros
Derivados
Total
Empréstimos bancários
20
74.212.500
-
74.212.500
Outros empréstimos
20
448.002.751
-
448.002.751
522.215.251
-
522.215.251
31.12.2013
Passivos não correntes
Passivos correntes
-
Empréstimos bancários
20
4.324.293
-
4.324.293
Outros empréstimos
20
105.084.603
-
105.084.603
Fornecedores
23
37.971.965
-
37.971.965
Empresas do Grupo
30
490.875
-
490.875
Outras dívidas a terceiros
24
3.452.013
-
3.452.013
Instrumentos financeiros derivados
26
-
6.488.549
6.488.549
151.323.749
6.488.549
157.812.298
673.539.000
6.488.549
680.027.549
Instrumentos financeiros reconhecidos a justo valor
O quadro seguinte detalha os instrumentos financeiros que são mensurados a justo valor após o reconhecimento
inicial, agrupados em 3 níveis de acordo com a possibilidade de observar no mercado o seu justo valor:
Nível 1: o justo valor é determinado com base em preços de mercado ativo;
Nível 2: o justo valor é determinado com base em técnicas de avaliação. Os principais inputs dos modelos de avaliação
são observáveis no mercado; e
Contas e Notas Anexas 61
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Nível 3: o justo valor é determinado com base em modelos de avaliação, cujos principais inputs não são observáveis
no mercado.
31.12.2014
31.12.2013
nível 1
nível 2
nível 3
nível 1
nível 2
nível 3
Investimentos disponíveis para venda (Nota 9)
-
-
-
3.965.712
-
-
Derivados (Nota 26)
-
-
-
-
1.204.184
-
-
1.902.297
-
-
6.488.549
-
Ativos financeiros mensurados ao justo valor:
Passivos financeiros mensurados a justo valor:
Derivados (Nota 26)
14. Clientes
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 esta rubrica tinha a seguinte composição:
Clientes, conta corrente
Clientes de cobrança duvidosa
Perdas de imparidade acumuladas em clientes (Nota 21)
31.12.2014
31.12.2013
62.164.378
63.916.760
44.633
126.693
62.209.011
64.043.453
(44.633)
(126.693)
62.164.378
63.916.760
A exposição da Celbi ao risco de crédito é atribuível antes de mais às contas a receber da sua atividade operacional.
Os montantes apresentados na demonstração da posição financeira encontram-se líquidos das perdas acumuladas
de imparidade para cobranças duvidosas que foram estimadas pelo Empresa, de acordo com a sua experiência e
com base na sua avaliação da conjuntura e envolventes económicas. O Conselho de Administração entende que os
valores contabilísticos das contas a receber se aproximam do seu justo valor, uma vez que as mesmas não vencem
juros e o efeito de desconto é considerado imaterial.
Em 31 de Dezembro de 2014 e de 2013, a antiguidade do valor líquido do saldo de clientes pode ser analisada
como segue:
31.12.2014
31.12.2013
50.593.213
51.530.070
10.288.278
6.866.415
30-90 dias
775.756
947.699
+90 dias
507.131
4.572.576
11.571.165
12.386.690
62.164.378
63.916.760
Não vencido
Vencido mas sem registo de imparidade
0-30 dias
Relatório e contas 2014 62
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
A Empresa contratou seguros de crédito para cobrir o risco de incobrabilidade de partes destas contas a receber
como segue:
31.12.2014
31.12.2013
Com seguro de crédito
44.104.332
41.518.972
Sem seguro de crédito
18.104.679
22.524.481
62.209.011
64.043.453
Os saldos vencidos com mais de 30 dias, a 31 de Dezembro de 2014 e 2013 dizem respeito essencialmente a
saldos com empresas do grupo (Nota 30).
A Celbi não cobra quaisquer encargos de juros enquanto os prazos de pagamento definidos (em média 60 dias)
estejam a ser respeitados. Findos esses prazos, são cobrados os juros que estiverem definidos contratualmente, e
de acordo com a lei em vigor e aplicável a cada situação, o que tenderá a ocorrer só em situações extremas.
15. Outras dívidas de terceiros
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Outras dívidas de terceiros” era composta
como se segue:
Adiantamentos a fornecedores
Outros devedores
Perdas de imparidade acumuladas em outras dívidas de terceiros (Nota 21)
31.12.2014
31.12.2013
10.154
10.154
4.033.289
4.282.175
4.043.443
4.292.329
(658.355)
(670.152)
3.385.088
3.622.177
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, a rubrica “Outros devedores” corresponde, principalmente, a contas a
receber relativas a imposto sobre o valor acrescentado de países estrangeiros e contas a receber de empresas do
Grupo Altri (Nota 30).
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, o montante líquido dos saldos de “Outras dívidas de terceiros” encontra-se
na totalidade não vencido.
Os devedores que não estão vencidos não apresentam qualquer sinal de imparidade, o valor contabilístico dos
ativos líquidos de imparidade é considerado como estando próximo do seu justo valor, sendo imaterial o efeito do
seu desconto financeiro.
Contas e Notas Anexas 63
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
16. Estado e outros entes públicos
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 estas rubricas do ativo e do passivo tinham a seguinte composição:
31.12.2014
31.12.2013
2.421
-
4.206.704
5.301.754
4.209.125
5.301.754
Retenção na fonte - IRS trabalho dependente
(545.784)
(496.631)
Contribuições para a segurança social
(214.454)
(201.089)
(8.426)
(22.043)
(768.664)
(719.763)
Valores devedores
Imposto sobre o rendimento
Imposto sobre o valor acrescentado
Valores credores
Outros
17. Outros ativos correntes
O detalhe dos “Outros ativos correntes” em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 é como se segue:
31.12.2014
31.12.2013
Rendas e alugueres pagos antecipadamente
763.408
1.128.405
Seguros pagos antecipadamente
453.885
437.907
Proveitos a faturar
665.559
687.426
Outros
210.172
226.342
2.093.024
2.480.080
18. Caixa e equivalentes de caixa
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, o detalhe da rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” era como segue:
31.12.2014
31.12.2013
6.998
6.998
Depósitos bancários
223.868.565
193.504.997
Caixa e equivalentes
223.875.563
193.511.995
Caixa
Durante o exercício de 2014 os pagamentos relativos a investimentos financeiros correspondem ao aumento de
capital na Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda. (Nota 7) e os recebimentos resultam da alienação desta participada
pelo montante de 1.465.000 Euros (Notas 7 e 32) e da alienação de investimentos disponíveis para venda (Nota 9).
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2013, os pagamentos relativos a investimentos financeiros resultaram essencialmente do aumento de capital no montante de, aproximadamente, 112.000.000 Euros na subsidiária
Invescaima – Investimentos e participações SGPS, S.A. (Nota 7).
Relatório e contas 2014 64
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
19. Capital social e reservas
Capital Social
Em 31 de Dezembro de 2014, o capital social da Empresa encontrava-se totalmente subscrito e realizado e era composto por 15.500.000 ações com o valor nominal de 5 Euros cada ação.
Em 31 de Dezembro de 2014, a Altri – Participaciones y Trading, S.L. (Nota 1) detém 99,96% das ações representativas do capital social da Empresa e de 100% dos respetivos direitos de voto.
Adicionalmente, em 31 de Dezembro de 2014 a Empresa detém 6.712 ações próprias.
Reserva legal
A legislação comercial Portuguesa estabelece que pelo menos 5% do resultado líquido anual tem que ser destinado ao
reforço da “reserva legal” até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é distribuível,
a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas
todas as outras reservas, e para incorporação no capital.
Outras reservas
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Outras reservas” tinha a seguinte composição:
Reservas de cobertura
Outras reservas e resultados transitados
31.12.2014
31.12.2013
(210.224)
(1.650.949)
167.380.240
186.761.467
167.170.016
185.110.518
A rubrica “Reservas de cobertura” diz respeito ao justo valor dos instrumentos financeiros derivados classificados
como de cobertura de fluxos de caixa na componente eficaz de cobertura, líquido dos juros corridos e dos respetivos
impostos diferidos (Nota 26).
Contas e Notas Anexas 65
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
20. Empréstimos bancários e outros empréstimos
Em 31 de Dezembro de 2014 e 31 de Dezembro de 2013, o detalhe das rubricas “Empréstimos Bancários” e “Outros
empréstimos” é como segue:
2014
Valor nominal
Valor contabilístico
Corrente
Não Corrente
Total
Corrente
Não Corrente
Total
-
105.000.000
105.000.000
-
103.837.500
103.837.500
-
105.000.000
105.000.000
-
103.837.500
103.837.500
5.000.000
42.500.000
36.282.880
5.000.000
41.282.880
Empréstimos bancários
Empréstimos bancários
Papel comercial
37.500.000
Empréstimos obrigacionistas
270.000.000
205.000.000
475.000.000
269.405.820
203.525.848
472.931.668
39.278.100
3.055.689
42.333.789
39.278.100
3.055.689
42.333.789
346.778.100
213.055.689
559.833.789
344.966.800
211.581.537
556.548.337
346.778.100
318.055.689
664.833.789
344.966.800
315.419.037
660.385.837
Outros empréstimos
Outros empréstimos
2013
Valor nominal
Valor contabilístico
Corrente
Não Corrente
Total
Corrente
Não Corrente
Total
4.549.293
75.000.000
79.549.293
4.324.293
74.212.500
78.536.793
4.549.293
75.000.000
79.549.293
4.324.293
74.212.500
78.536.793
83.000.000
66.000.000
149.000.000
82.936.820
65.207.880
148.144.700
-
375.000.000
375.000.000
-
374.162.460
374.162.460
23.272.433
8.632.411
31.904.844
22.147.783
8.632.411
30.780.194
106.272.433
449.632.411
555.904.844
105.084.603
448.002.751
553.087.354
110.821.726
524.632.411
635.454.137
109.408.896
522.215.251
631.624.147
Empréstimos bancários
Empréstimos bancários
Papel comercial
Empréstimos obrigacionistas
Outros empréstimos
Outros empréstimos
As despesas incorridas com a montagem de empréstimos foram deduzidas ao seu valor nominal, encontrando-se
estas a ser reconhecidas como juro ao longo do período de vida dos empréstimos (Nota 34).
Empréstimos bancários
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 a Celbi contraiu um contrato de mútuo no montante de
30.000.000 Euros o qual vence juros a uma taxa de juro Euribor a três meses acrescida de um spread, e cujo reembolso será feito em 3 prestações anuais e sucessivas, vencendo-se a primeira em 19 de Julho de 2016, pelo que se
encontra totalmente classificado como dívida não corrente.
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2013 a Celbi contraiu um contrato de mútuo no montante de
75.000.000 Euros o qual vence juros a uma taxa de juro Euribor a três meses acrescida de um spread, e cujo reembolso será feito em 3 prestações anuais e sucessivas, vencendo-se a primeira em 28 de Junho de 2016, pelo que se
encontra totalmente classificado como dívida não corrente.
Relatório e contas 2014 66
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Papel Comercial
A rubrica “Papel comercial” corresponde a cinco programas de papel comercial. O primeiro
programa, com o montante máximo de 12.000.000 Euros, tem um prazo máximo de 3 anos
a contar da data de assinatura do contrato, vencendo-se a 19 de Janeiro de 2015, sendo o
montante nominal da dívida em 31 de Dezembro de 2014 de 12.000.000 Euros. O segundo
programa, com o montante máximo de 30.000.000 Euros, tem um prazo máximo de 3 anos
a contar da data de assinatura do contrato, sendo o montante nominal da dívida em 31 de
Dezembro de 2014 de 10.000.000 Euros. O terceiro programa, com o montante máximo de
28.000.000 Euros, tem um prazo mínimo de 3 anos a contar da data de assinatura do contrato,
sendo o montante nominal da dívida em 31 de Dezembro de 2014 de 5.000.000 Euros. O
quarto programa no montante máximo de 20.000.000 Euros, tem um prazo máximo de 3 anos
a contar da respetiva data de assinatura, expirando a 3 de Junho de 2015, sendo o montante
nominal da dívida em 31 de Dezembro de 2014 de 10.500.000 Euros. Por último, um quinto
programa, no montante máximo de 12.500.000 Euros, contratado em 29 de Janeiro de 2014,
por um prazo máximo de 4 anos, sendo o montante nominal da dívida em 31 de Dezembro de
2014 de 5.000.000 Euros. Sendo que os montantes totais utilizados em 31 de Dezembro de
2014 ascendiam a 42.500.000 Euros e em 31 de Dezembro de 2013 a 149.000.000 Euros.
Em 31 de Dezembro de 2014 o montante de 37.500.000 Euros (83.000.000 Euros em 31 de
Dezembro de 2013) está classificado como dívida corrente ou porque será reembolsado nos
doze meses seguintes, ou porque de acordo com as condições contratuais em vigor ambas as
partes têm o direito a denunciar o contrato desde que comuniquem a sua intenção mediante
um pré-aviso de 30 dias relativamente à data indicada para a denúncia.
Empréstimos Obrigacionistas
A Celbi em Fevereiro de 2007 procedeu à emissão de um empréstimo obrigacionista no montante de 300.000.000 Euros, das quais foram adquiridas pela Celbi, no exercício de 2014,
obrigações no valor nominal de 30.000.000 Euros. As obrigações têm o prazo de 8 anos,
sendo o seu vencimento em 2015. Em Janeiro e Fevereiro de 2008 emitiu dois empréstimos
obrigacionistas no montante de 50.000.000 Euros e 25.000.000 Euros respetivamente, ambos
os empréstimos têm o prazo de 10 anos e o seu vencimento em 2018. No primeiro semestre
de 2014, a Celbi procedeu à emissão de dois novos empréstimos obrigacionistas. O primeiro
emitido em Março de 2014, no montante de 80.000.000 Euros, com um prazo de 5 anos
a contar da data da sua assinatura. O segundo emitido em Abril de 2014, no montante de
50.000.000 Euros, sendo o seu vencimento em 2020. Os juros são semestrais e postecipados
a partir da data de subscrição, a uma taxa igual à Euribor a 6 meses adicionada de spread.
Outros empréstimos
(I) Factoring
A Celbi tem em vigor contratos de factoring com duas instituições bancárias, com duração
inicial de um ano, segundo os quais poderá ceder contas a receber até ao limite de 55.000.000
Euros, os quais são renovados automaticamente por iguais períodos se não forem denunciados
por nenhuma das partes com antecedência mínima de 60 dias contratuais. Sobre os valores
descontados o Grupo pagará uma taxa de juro de Euribor a 3 meses acrescida de spread,
sendo que em 31 de Dezembro de 2014 o montante utilizado ascende a 30.645.689 Euros
(23.272.433 Euros em 31 de Dezembro de 2013).
Contas e Notas Anexas 67
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
A Celbi considera que os riscos e benefícios associados às contas a receber não foram transmitidos para a entidade com quem realizou este contrato de factoring, facto pelo qual apenas
se reconhece as contas a receber cedidas em factoring no momento em que forem liquidadas
pelo devedor original, de acordo com a política contabilística descrita na Nota 2.2 l) x).
(II) Incentivos ao investimento reembolsáveis
Projeto C09
Em Janeiro de 2007 a Celbi e a Altri assinaram um contrato de concessão de incentivos
financeiros e fiscais ao abrigo do Decreto-Lei nº. 203/2003, de 10 de Setembro, com a Agência
para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. (AICEP), tendo o Estado Português
considerado de interesse nacional (PIN) este projeto de expansão da capacidade produtiva da
Celbi. O Projeto de Investimento decorreu entre 1 de Janeiro de 2007 e 30 de Junho de 2010
e o valor contratado é de 320.000.000 Euros sendo que o Estado Português concedeu um
incentivo financeiro reembolsável correspondente a 16,5% das despesas elegíveis caso a Celbi
cumpra com os objetivos propostos e medidos nos finais dos anos de 2009, 2010, 2013 e
2016 o Estado Português concedeu ainda um Prémio de Realização que correspondeu ao não
reembolso de até 80% do montante de incentivo reembolsável. O Estado Português concedeu
também um Incentivo Fiscal correspondente a um crédito fiscal em sede de IRC no montante
de 12% das aplicações relevantes. O montante total de incentivo reembolsável recebido pela
Celbi ascendeu a 51.644.921 Euros. Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2013
a Celbi solicitou à AICEP a antecipação da última medição de grau de cumprimento do projeto
dado que no exercício findo em 31 de Dezembro de 2012 a Celbi já cumpria os rácios exigidos
para a medição de 2013. A AICEP concordou com a suspensão dos pagamentos, contudo,
remeteu a conclusão da atribuição do prémio para o exercício findo de 31 de Dezembro
de 2013 dado que existiam requisitos que só poderiam ser avaliados na data da medição.
Dado que, com base na performance alcançada com referência a 31 de Dezembro de 2013
encontram-se cumpridos os requisitos necessários à atribuição do prémio de realização no
montante de 16.526.400 Euros, a Celbi classificou aquele montante em “Outros passivos não
correntes” (Nota 22) e “Outros passivos correntes” (Nota 25) líquido do montante reconhecido
diretamente como proveito na demonstração dos resultados (Nota 37) na proporção da parte
já amortizada dos ativos fixos tangíveis subsidiados. Em 31 de Dezembro de 2014 a quantia
por liquidar relativa a este subsídio ascendia a 8.632.411 Euros e estava classificada como
dívida corrente.
Projeto C15
Em Janeiro de 2014 a Celbi assinou um novo contrato de concessão de incentivos financeiros
e fiscais ao abrigo do Decreto-Lei nº. 203/2003, de 10 de Setembro, com a Agência para o
Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. (AICEP), tendo o projeto, de modernização
e expansão da unidade fabril, sido considerado pelo Estado Português de interesse estratégico
e de relevância para a economia nacional. O Projeto de Investimento teve início a 19 de Agosto
de 2013, e irá decorrer até 30 de Junho de 2015 e o valor contratado ascende a 30.251.000
Euros, sendo que o Estado português irá conceder um incentivo financeiro reembolsável correspondente a 20% das despesas elegíveis caso a Celbi cumpra com os objetivos propostos
e medidos nos finais dos anos de 2016, 2017 e 2019 o Estado Português concederá ainda
um Prémio de Realização que corresponderá ao não reembolso de até 75% do montante de
Relatório e contas 2014 68
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
incentivo reembolsável. O Estado Português concederá também um Incentivo Fiscal correspondente a um crédito
fiscal em sede de IRC no montante máximo de 15% das aplicações relevantes. Até 31 de Dezembro de 2014 a Celbi
recebeu o montante de 3.055.689 Euros referente ao incentivo reembolsável o qual se encontra registado no passivo
não corrente.
Análise de sensibilidade a variações da taxa de juro
Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a sensibilidade da Empresa a alterações no indexante da
taxa de juro de mais ou menos um ponto percentual, medida como a variação nos resultados financeiros pode ser
analisada como segue, não considerando o efeito de cobertura dos instrumentos financeiros derivados (Nota 26):
31.12.2014
31.12.2013
Juros suportados (Nota 34)
14.250.033
9.802.321
Diminuição de 1 p.p. na taxa de juro aplicada à totalidade do endividamento
(6.600.000)
(6.300.000)
6.600.000
6.300.000
Aumento de 1 p.p. na taxa de juro aplicada à totalidade do endividamento
A análise de sensibilidade acima foi calculada com base na exposição à taxa de juro existente à data de balanço.
Para esta análise foi tido como pressuposto base que a estrutura de financiamento médio (ativos e passivos remunerados) se manteve estável ao longo do ano e semelhante à apresentada no final de cada exercício.Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, o prazo de reembolso dos empréstimos bancários e dos outros empréstimos era como segue:
31.12.2014
2015
2016
2017
> 2017
Total
-
25.000.000
32.500.000
47.500.000
105.000.000
37.500.000
-
-
5.000.000
42.500.000
270.000.000
-
-
205.000.000
475.000.000
39.278.100
-
509.281
2.546.408
42.333.789
346.778.100
25.000.000
33.009.281
260.046.408
664.833.789
2014
2015
2016
> 2016
Total
4.549.293
-
25.000.000
50.000.000
79.549.293
83.000.000
36.000.000
30.000.000
-
149.000.000
-
300.000.000
-
75.000.000
375.000.000
Outros empréstimos
23.272.433
8.632.411
-
-
31.904.844
Total
110.821.726
344.632.411
55.000.000
125.000.000
635.454.137
Empréstimos bancários
Papel comercial
Empréstimos obrigacionistas
Outros empréstimos
Total
31.12.2013
Empréstimos bancários
Papel comercial
Empréstimos obrigacionistas
Contas e Notas Anexas 69
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
21. Provisões e perdas de imparidade
O movimento verificado nas provisões e perdas de imparidade durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de
2014 e 2013 pode ser detalhado como se segue:
31.12.2014
Saldo inicial
Aumentos
Provisões
Perdas de
imparidade em
contas a receber
(Notas 14 e 15)
Perdas de imparidade
em inventários
e ativos biológicos
(Nota 12)
Total
755.621
796.845
2.616.662
4.169.128
24.788
-
-
24.788
-
(93.857)
(91.662)
(185.519)
780.409
702.988
2.525.000
4.008.397
Provisões
Perdas de
imparidade em
contas a receber
(Notas 14 e 15)
Perdas de imparidade
em inventários
e ativos biológicos
(Nota 12)
Total
722.106
1.215.284
2.616.662
4.554.052
33.515
-
-
33.515
-
(418.439)
-
(418.439)
755.621
796.845
2.616.662
4.169.128
Utilizações/reversões
Saldo final
31.12.2013
Saldo inicial
Aumentos
Utilizações/reversões
Saldo final
Os aumentos de provisões e de perdas de imparidade líquidas das utilizações/reversões verificados nos exercícios
findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 foram registados por contrapartida da rubrica “Provisões e perdas por
imparidade” da demonstração dos resultados (excluído o montante de 301.578 Euros relativo a utilização de provisões
durante o exercício de 2013).
O valor registado na rubrica “Provisões” em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 corresponde à melhor estimativa da
Administração para fazer face à totalidade das perdas a incorrer com riscos gerais da atividade da Empresa.
22. Outros passivos não correntes
A rubrica “Outros passivos não correntes” corresponde às parcelas de subsídio ao investimento a reconhecer como
proveito no médio e longo prazo (Notas 20, 25 e 37).
Relatório e contas 2014 70
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
23. Fornecedores
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tinha a seguinte composição:
A Pagar
Fornecedores, conta corrente
Fornecedores, faturas em receção e conferência
31.12.2014
0-90 dias
90-180 dias
> 180 dias
27.535.235
27.535.235
-
-
11.487.291
11.487.291
-
-
39.022.526
39.022.526
-
-
A Pagar
Fornecedores, conta corrente
Fornecedores, faturas em receção e conferência
31.12.2013
0-90 dias
90-180 dias
> 180 dias
28.888.450
28.888.450
-
-
9.083.515
9.083.515
-
-
37.971.965
37.971.965
-
-
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Fornecedores” respeitava a valores a pagar resultantes de aquisições decorrentes do curso normal das atividades da Celbi.
O Conselho de Administração entende que o valor contabilístico destas dívidas é aproximado ao seu justo valor.
24. Outras dívidas a terceiros
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Outras dívidas a terceiros” pode ser detalhada como segue:
A Pagar
Fornecedores de ativos fixos
Outras dívidas
31.12.2014
0-90 dias
90-180 dias
> 180 dias
959.243
959.243
-
-
1.453.562
1.453.562
-
-
2.412.805
2.412.805
-
-
A Pagar
31.12.2013
0-90 dias
90-180 dias
> 180 dias
Fornecedores de ativos fixos
1.535.919
1.535.919
-
-
Outras dívidas
1.916.094
1.916.094
-
-
3.452.013
3.452.013
-
-
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Outras dívidas” corresponde principalmente a imposto sobre o
valor acrescentado a pagar ao estrangeiro.
Contas e Notas Anexas 71
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
25. Outros passivos correntes
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Outros passivos correntes” pode ser detalhada como segue:
31.12.2014
31.12.2013
Remunerações a liquidar
(1.463.313)
(1.414.555)
Juros a liquidar
(3.009.255)
(1.928.839)
Encargos com energia e gás a liquidar
(3.227.977)
(3.656.328)
Outros encargos a liquidar
(5.550.252)
(6.724.026)
(3.089.089)
(3.039.485)
-
(63.619)
(16.339.886)
(16.826.852)
Encargos a liquidar
Proveitos a reconhecer
Subsídios ao investimento (Notas 20,22 e 37)
Outros proveitos a reconhecer
A linha “Outros encargos a liquidar” em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 diz respeito a despesas relacionadas
com a atividade operacional já incorridas e ainda não liquidadas.
26. Instrumentos financeiros derivados
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a Celbi tinha em vigor contratos relativos a instrumentos financeiros derivados
registados de acordo com o seu justo valor.
Na Celbi apenas se utiliza derivados para cobertura de fluxos de caixa associados às operações geradas pela sua
atividade.
(I) Derivados de taxa de juro
Por forma a reduzir a sua exposição à volatilidade das taxas de juro, a Empresa contratou “swaps” de taxa de
juro. Estes contratos foram avaliados de acordo com o seu justo valor em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, tendo o
correspondente montante sido reconhecido na rubrica “Instrumentos financeiros derivados”.
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 encontravam-se estabelecidos contratos de derivados de taxa de juro cujos
montantes totais são como segue::
Justo valor
Tipo
Nocional
Maturidade
Juro
31.12.2014
31.12.2013
(657.745)
(1.816.374)
Interest rate swap (a)
25.000.000
08-02-2015
Paga combinação de diversas taxas
e recebe Euribor a 6M
Interest rate swap (b)
20.000.000
08-08-2014
Paga taxa fixa e recebe Euribor a 6M
-
(614.399)
Interest rate swap (b)
80.000.000
09-02-2015
Paga taxa fixa e recebe Euribor a 6M
(1.244.552)
(3.573.953)
(1.902.297)
(6.004.726)
Relatório e contas 2014 72
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
(a) Apesar de terem sido contratados com um objetivo de cobertura de risco (e não de especulação), estes contratos não cumprem com todos os requisitos necessários para que se qualifiquem como de cobertura, (Nota 2.2 l)
vii)) pelo que a variação do seu justo valor foi registada por contrapartida da demonstração dos resultados (Nota 34).
(b) De acordo com as políticas contabilísticas adotadas estes derivados cumprem com os requisitos para serem
designados como instrumentos de cobertura de taxa de juro (Nota 2.2 l) vii)).
O apuramento do justo valor dos derivados contratados pela Empresa foi efetuado pelas respetivas contrapartes
(instituições financeiras com quem foram celebrados tais contratos). O modelo de avaliação destes derivados, utilizado pelas contrapartes, baseia-se no método dos Cash Flows descontados, i.e., utilizando as Par Rates de Swaps,
cotadas no mercado interbancário, e disponíveis nas páginas Reuters e/ou Bloomberg, para os prazos relevantes,
sendo calculadas as respetivas taxas forwards e fatores de desconto que servem para descontar os cash flows fixos
(leg fixo) e os cash flows variáveis (leg variável). O somatório das duas parcelas resulta no Valor Atualizado Líquido
dos cash flows futuros ou justo valor dos derivados.
(II) Derivados de cobertura de preço da pasta de papel
Por forma a reduzir a sua exposição à volatilidade do preço da pasta de papel, a Empresa contratou derivados de
cobertura do preço da pasta de papel, os quais foram avaliados de acordo como seu justo valor em 31 de Dezembro
de 2013, tendo o correspondente montante sido reconhecido na rubrica “Instrumentos financeiros derivados”.
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 encontravam-se em vigor os seguintes contratos derivados de preço da
pasta de papel:
Justo valor
Quantidade coberta
Vencimento
31.12.2014
31.12.2013
1500 ton/mês
31-08-2014
-
375.570
2000 ton/mês
31-03-2014
-
(104.260)
2000 ton/mês
30-09-2014
-
(379.563)
1000 ton/mês
31-12-2014
-
402.324
1000 ton/mês
31-12-2014
-
426.290
Fair value positivo
-
1.204.184
Fair value negativo
-
(483.823)
-
720.361
O preço fixado para os contratos com vencimento em 2014 varia entre os 510 e os 582,5 Euros por tonelada de pasta.
Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 terminaram todos os contratos de cobertura de pasta de
papel, não ocorrendo celebração de novos contratos por parte da Empresa.
O apuramento do justo valor dos derivados, de cobertura do preço da pasta de papel, contratados pela Empresa foi
efetuado pelas respetivas contrapartes (instituições financeiras com quem foram celebrados tais contratos). O modelo
de avaliação destes derivados, utilizado pelas contrapartes, baseia-se no método dos Cash Flows descontados, i.e.,
Contas e Notas Anexas 73
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
é calculada a diferença entre a cotação estimada da pasta de papel (PIX) e o preço fixado para os prazos relevantes,
que posteriormente é atualizada para a data a que se reporta a avaliação.
De acordo com as políticas contabilísticas adotadas, estes derivados de pasta de papel cumprem com os requisitos
para serem considerados como instrumentos de cobertura, pelo que a variação do seu justo valor foi registada na
rubrica do capital próprio “Reservas de cobertura”.
O movimento ocorrido no justo valor dos instrumentos financeiros durante os exercícios findos em 31 de Dezembro
de 2014 e 2013 pode ser detalhado como segue:
2014
Derivados
de cobertura de
preço da pasta
Derivados
de taxa de juro
Total
720.361
(6.004.726)
(5.284.365)
(720.361)
2.698.569
1.978.208
-
1.403.860
1.403.860
-
(1.902.297)
(1.902.297)
Derivados
de cobertura
de preço da pasta
Derivados
de taxa de juro
Derivados
de taxa
de câmbio
Total
(8.696.330)
(13.417.466)
261.783
(21.852.013)
9.416.691
2.977.448
-
12.394.139
-
4.435.292
(261.783)
4.173.509
720.361
(6.004.726)
-
(5.284.365)
Saldo inicial
Variação do justo valor/cessação
Efeitos em capitais próprios
Efeitos na demonstração de resultados
Saldo final
2013
Saldo inicial
Variação do justo valor/cessação
Efeitos em capitais próprios
Efeitos na demonstração de resultados
Saldo final
Os ganhos e perdas do exercício associados à variação do justo valor, durante o exercício de 2014, dos instrumentos de cobertura na parte não corrida (conforme denominados nos termos do IAS 39), no montante de 1.978.208
Euros (12.394.139 Euros durante o exercício de 2013), foram registados diretamente no capital próprio, líquidos
dos correspondentes impostos diferidos, no montante de 537.483 Euros (3.284.447 Euros em 31 de Dezembro de
2013) (Notas 11 e 19).
Os ganhos e perdas do exercício associados à variação do justo valor, durante o exercício de 2014, dos instrumentos
de cobertura na parte corrida, dos instrumentos que embora tenham sido contratados com o objetivo de cobertura, não
cumprem com os requisitos para serem classificados como tal e a parte ineficaz dos instrumentos de cobertura foram
registados diretamente na demonstração de resultados do exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 (Nota 34).
Relatório e contas 2014 74
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
27. Passivos contingentes e garantias prestadas
Em 31 de Dezembro de 2014 e de 2013, os principais passivos contingentes respeitavam a processos fiscais (Nota
38). Em 31 de Dezembro de 2014 e de 2013 as garantias prestadas as quais tinham o seguinte detalhe:
AICEP/API (Nota 37)
Outros
31.12.2014
31.12.2013
8.428.695
6.289.713
1.311.516
319.838
9.740.211
6.609.551
28. Compromissos financeiros assumidos
e não incluídos na demonstração da posição financeira
a) Fundo de pensões
Em Maio de 2014 após obtenção de todas as aprovações necessárias, a Empresa alterou o plano de pensões de
benefício definido para um plano de contribuição definida.
Com esta alteração, a Empresa deixou de ter responsabilidades por benefícios futuros relacionadas com o Fundo de
Pensões.
O valor do Fundo foi repartido pelos participantes de acordo com as responsabilidades por serviços passados à
data de 30 de Abril de 2014, tendo a Entidade gestora aberto uma conta individual em nome de cada participante
com este crédito inicial.
b) Outros compromissos
A 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a Celbi tinha assumido compromissos contratuais para aquisição de ativos fixos
tangíveis nos montantes de 11.138.375 Euros e 13.320.869 Euros, respetivamente.
29. Locações operacionais
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 foi reconhecido como custo do exercício o montante
de, aproximadamente, 962.961 Euros e 511.611 Euros, respetivamente, relativo a rendas pagas a título de contratos
de locação operacional.
Em 31 de Dezembro de 2014 a Celbi participava, como locatário, em contratos de locação operacional, cujos
pagamentos mínimos de locação vencem como segue:
2014
Ano
Até 1 ano
137.537
Entre 1 a 5 anos
350.278
Mais de 5 anos
59.107
546.922
Contas e Notas Anexas 75
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Em 31 de Dezembro de 2013 o Celbi participava, como locatário, em contratos de locação operacional, cujos
pagamentos mínimos de locação vencem como segue:
2013
Ano
Até 1 ano
276.408
Entre 1 a 5 anos
337.866
Mais de 5 anos
59.107
673.381
30. Empresas do grupo e partes relacionadas
As participadas do Grupo Altri têm relações entre si que se qualificam como transações com partes relacionadas, as
quais foram efetuadas a preços de mercado.
Em 31 de Dezembro de 2014, os principais saldos com as empresas do Grupo Altri e partes relacionadas, são
como segue:
Saldos devedores
Saldos credores
Clientes c/c
Empresas
Grupo
Outras dívidas
de terceiros
Fornecedores
c/c
Viveiros do Furadouro
Unipessoal, Lda.
590.400
-
328.986
-
-
-
Altri Florestal, S.A.
510.415
3.775.688
-
(2.310.318)
(360.895)
-
Caima Industria de Celulose,
S.A.
790.928
-
-
(1.788.558)
-
-
Caima Energia, S.A.
-
4.230.850
-
-
-
-
Celtejo - Empresa Celulose
do Tejo, S.A.
-
-
-
-
(132.013)
(412.196)
Empresa
Captaraíz - Unipessoal, Lda.
Empresas Outras dívidas
Grupo
a terceiros
7.955
836
-
-
-
-
Altri Participaciones Y
Trading S.L.
-
2.862.756
-
(1.077.540)
-
-
Altri SGPS, S.A.
-
64.160.328
-
-
(945.870)
-
EDP Produção - Bioeléctrica,
S.A.
1.385.073
-
-
-
-
-
Ramada - Aços e Indústrias,
S.A.
-
-
-
(14.655)
-
-
124.305
-
-
-
-
-
3.409.076
75.030.458
328.986
(5.191.071)
(1.438.778)
(412.196)
F. Ramada, II Imobiliária,
S.A.
Relatório e contas 2014 76
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Em 31 de Dezembro de 2013, os principais saldos com as empresas do Grupo Altri e partes relacionadas, são
como segue:
Saldos devedores
Saldos credores
Clientes c/c
Empresas
Grupo
Adiantamentos
por conta
de compras
Fornecedores
c/c
Empresas
Grupo
14.519
4.242
-
-
(918)
832.000
28.709
-
-
(375)
-
58.604.182
-
-
-
45.537
396.006
1.921.658
(1.093.403)
-
790.757
-
-
(1.788.558)
-
3.962.400
-
-
-
(132.013)
-
-
-
-
-
7.955
836
-
-
(19.458)
-
48.156
-
-
(334.629)
119.446
163.091
-
-
-
Altri SGPS, S.A.
-
21.601.489
-
-
-
Pedro Frutícola, Lda.
-
-
-
-
(3.482)
1.046.036
-
-
-
-
-
-
-
(12.448)
-
124.335
-
-
-
-
6.942.985
80.846.711
1.921.658
(2.894.409)
(490.875)
Empresa
Celbinave - Tráfego e Estiva Unipessoal, Lda.
Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda.
Celulose do Caima SGPS, S.A.
Altri Florestal, S.A.
Caima Industria de Celulose, S.A.
Celtejo - Empresa Celulose do Tejo, S.A.
Altri Energias Renováveis, S.A.
Captaraíz - Unipessoal, Lda.
Invescaima- Inv.Part. SGPS
Altri Participaciones Y Trading S.L.
EDP Produção - Bioeléctrica, S.A.
F. Ramada - Aços e Indústrias, S.A.
F. Ramada, II Imobiliária, S.A.
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Empresas do Grupo” inclui os seguintes montantes relativos a
empréstimos correntes concedidos a empresas do Grupo:
Celulose do Caima, SGPS S.A.
Altri SGPS S.A.
Caima Energia, S.A.
2014
2013
-
46.200.000
46.100.000
17.000.000
4.000.000
-
50.100.000
63.200.000
A conta a pagar à Altri, Participaciones Y Trading, S.L. resulta das comissões de venda associadas ao Contrato de
Agência estabelecido com esta entidade.
Os restantes saldos dizem respeito, sobretudo, ao efeito da tributação de acordo com o Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (Nota 11) em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas e juros a
receber associados aos empréstimos concedidos.
Contas e Notas Anexas 77
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
As principais transações efetuadas no exercício de 2014 com as empresas do grupo Altri e partes relacionadas
podem ser resumidas como se segue:
Outros
proveitos
Vendas
e prestação
de serviços
Compras
M. primas,
subs.
Outros
F.S.E.
Custos /
proveitos
financeiros
Venda
de
investimentos
(120.000)
-
-
-
-
(317.785)
(139)
-
-
-
-
-
-
-
-
-
(220.254)
-
(95.199)
(102.682)
14.467.105
3.000
(254.737)
(1.465.000)
Celtejo - Empresa Celulose do Tejo,
S.A.
(270.216)
(8.420.365)
-
-
(499.267)
-
Altri Participaciones Y Trading SL
(394.693)
-
464.774
11.921.674
-
-
-
-
-
769.000
(1.354.759)
-
EDP Produção - Bioeléctrica, S.A.
(289.413)
(8.904.208)
-
-
-
-
Ramada - Aços e Indústrias, S.A.
-
-
105.292
1.275
-
-
(124.305)
-
-
-
-
-
(1.293.965)
(17.427.255)
15.037.171
12.694.949
(2.329.017)
(1.782.785)
Empresa
Viveiros do Furadouro Unipessoal,
Lda.
Caima Indústria de Celulose S.A.
Caima Energia, S.A.
Altri Florestal, S.A.
Altri SGPS
F. Ramada, II Imobiliária, S.A.
As principais transações efetuadas no exercício de 2013 com as empresas do grupo Altri e partes relacionadas
podem ser resumidas como se segue:
Outros
proveitos
Vendas
e prestação
de serviços
Compras
M. primas,
subs.
Outros
F.S.E.
Custos / proveitos
financeiros
(120.000)
-
-
-
-
Celulose do Caima SGPS, S.A.
-
-
-
-
(1.283.581)
Caima Indústria de Celulose S.A.
-
(249.889)
-
-
-
(73.420)
(132.748)
19.035.000
5.784
-
Celtejo - Empresa Celulose do Tejo, S.A.
-
(10.483.350)
-
-
(26.000)
Invescaima - Inv.Partic.SGPS, S.A.
-
-
-
-
(1.943.943)
Altri Participaciones Y Trading SL
-
-
219.136
12.288.023
-
Altri SGPS
-
-
-
-
(872.066)
EDP Produção - Bioeléctrica, S.A.
(339.273)
(8.003.007)
-
-
-
Ramada - Aços e Indústrias, S.A.
-
-
70.905
926
-
(124.335)
-
-
-
-
(657.028)
(18.868.994)
19.325.041
12.294.733
(4.125.590)
Empresa
Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda.
Altri Florestal, S.A.
F. Ramada, II Imobiliária, S.A.
A Celbi adquire madeira à Altri Florestal, S.A.. A Altri, Participaciones Y Trading, S.L. é o agente de vendas de pasta
de papel do Grupo Altri, pelo que o montante da coluna “Outros fornecimentos e serviços externos” com esta entidade
diz respeito a comissões de venda ao abrigo do contrato de Agência estabelecido com a mesma.
Relatório e contas 2014 78
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
31. Vendas e prestações de serviços
Geograficamente, a repartição das vendas e prestações de serviços da Empresa por mercado
é como segue:
31.12.2014
31.12.2013
Mercado interno
86.380.741
83.745.570
Mercado externo
287.171.184
299.987.546
373.551.925
383.733.116
32. Outros proveitos
A rubrica da demonstração dos resultados “Outros proveitos” no exercício findo em 31 de
Dezembro de 2014 e 2013 pode ser detalhada como se segue:
31.12.2014
31.12.2013
3.103.104
7.229.379
Ganhos obtidos na alienação de ativos fixos
117.998
910
Ganhos obtidos na alienação da Viveiros do Furadouro,
Lda. (Nota 7)
735.000
-
2.302.733
1.770.488
6.258.835
9.000.777
Subsídios ao investimento e à exploração (Nota 37)
Outros
33. Outros custos
A rubrica “Outros custos” no exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 pode ser
detalhada como se segue:
Impostos diretos e taxas
Perdas em contratos derivados de commodities (Nota 26)
Outros
31.12.2014
31.12.2013
779.793
733.029
-
8.793.869
604.740
871.586
1.384.533
10.398.484
Contas e Notas Anexas 79
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
34. Resultados financeiros
Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 podem
ser detalhados como segue:
31.12.2014
31.12.2013
(14.250.033)
(9.802.321)
(824.790)
(1.382.443)
(12.515.730)
(8.183.320)
(27.590.553)
(19.368.084)
Juros obtidos
6.470.926
6.729.995
Diferenças de câmbio favoráveis
1.837.993
906.066
3.253
605.280
8.312.172
8.241.341
Custos financeiros:
Juros suportados (Nota 20)
Diferenças de câmbio desfavoráveis
Outros custos e perdas financeiras
Proveitos financeiros:
Outros proveitos e ganhos financeiros
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Outros custos e perdas financeiras” refere-se essencialmente a perdas em instrumentos derivados (Nota 26) custos suportados com a
emissão de papel comercial e a comissões relativas a serviços bancários (Nota 20).
35. Resultado por ação
31.12.2014
31.12.2013
Número de ações para efeito de cálculo do resultado
líquido básico e diluído
15.500.000
15.500.000
Resultado para efeito do cálculo do resultado por ação
líquido e diluído
28.072.814
45.098.521
Básico
1,81
2,91
Diluído
1,81
2,91
Resultado por ação das operações
36. Número de pessoal
Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 o número médio de pessoal
ao serviço da Empresa foi de 234 e 233, respetivamente.
Relatório e contas 2014 80
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
37. Subsídios e incentivos
I) Projeto C09
Em Janeiro de 2007 a Celbi assinou um contrato de concessão de incentivos financeiros
e fiscais ao abrigo do Decreto-Lei nº. 203/2003, de 10 de Setembro, com a Agência para o
Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. (AICEP), tendo o Estado Português considerado de interesse nacional (PIN) este projeto de expansão da capacidade produtiva da Celbi.
O Projeto de Investimento decorreu entre 1 de Janeiro de 2007 e 30 de Junho de 2010 e o
valor contratado ascendia a 320.000.000 Euros sendo que o Estado Português iria conceder
um incentivo financeiro reembolsável correspondente a 16,5% das despesas elegíveis caso a
Celbi cumpra com os objetivos propostos e medidos nos finais dos anos de 2009, 2010, 2013
e 2016 o Estado Português concederá ainda um Prémio de Realização que corresponderá
ao não reembolso de até 80% do montante de incentivo reembolsável. O Estado Português
concederá também um Incentivo Fiscal correspondente a um crédito fiscal em sede de IRC no
montante de 12% das aplicações relevantes. Até 31 de Dezembro de 2014 a Celbi recebeu o
montante de 51.644.921 Euros referente ao incentivo reembolsável. No exercício findo em 31
de Dezembro de 2013 o prémio de realização encontrava-se totalmente recebido no montante
total de 41.316.000 Euros, dos quais e durante o exercício de 2013, foi atribuído o montante
de 16.526.400 Euros resultante da medição antecipada para 2012 com o acordo da AICEP
(Nota 20). Os subsídios não reembolsáveis foram transferido para as rubricas ”Outros passivos
correntes” e “Outros passivos não correntes” (Notas 22 e 25) líquido do montante reconhecido
diretamente como proveito na demonstração de resultados (Nota 32) na proporção da parte já
amortizada dos ativos fixos tangíveis subsidiados. Contudo, a aferição definitiva dos objetivos
do Projeto só ocorrerá na data contratualmente prevista.
II) Projeto C15
Em Janeiro de 2014 a Celbi assinou um novo contrato de concessão de incentivos financeiros
e fiscais ao abrigo do Decreto-Lei nº. 203/2003, de 10 de Setembro, com a Agência para o
Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. (AICEP), tendo o projeto, de modernização
e expansão da unidade fabril, sido considerado pelo Estado Português de interesse estratégico
e de relevância para a economia nacional. O Projeto de Investimento teve início a 19 de Agosto
de 2013, e irá decorrer até 30 de Junho de 2015 e o valor contratado ascende a 30.251.000
Euros, sendo que o Estado português irá conceder um incentivo financeiro reembolsável correspondente a 20% das despesas elegíveis caso a Celbi cumpra com os objetivos propostos e
medidos nos finais dos anos de 2016, 2017 e 2019 o Estado Português concederá ainda um
Prémio de Realização que corresponderá ao não reembolso de até 75% do montante de incentivo reembolsável. O Estado Português atribuiu também um Incentivo Fiscal correspondente
a um crédito fiscal em sede de IRC no montante máximo de 15% das aplicações relevantes
Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 o detalhe dos subsídios recebidos, mas ainda não
reconhecidos como proveito na demonstração de resultados, é como segue:
Subsídio associado à expansão de capacidade produtiva
(Notas 20, 22 e 25)
Outros subsídios ao investimento
31.12.2014
31.12.2013
25.387.260
28.219.214
284.304
555.454
25.671.564
28.774.668
Contas e Notas Anexas 81
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
Os movimentos nos incentivos ao investimento foram como segue:
2014
Incentivos atribuídos e não totalmente reconhecidos
46.111.748
Reconhecimento em resultados anteriores a 2012
(10.107.701)
Reconhecimento no resultado 2013 (Nota 32)
(7.229.379)
Reconhecimento no resultado 2014 (Nota 32)
(3.103.104)
Saldo em 31 de Dezembro de 2014
25.671.564
III) SIFIDE
Durante o exercício de 2013, a Empresa suportou despesas com Investigação e Desenvolvimento (“I&D”), as quais, no seu entendimento, eram suscetíveis de serem elegíveis para
efeitos de aproveitamento do Sistema de Incentivos Fiscais em I&D Empresarial II (“SIFIDE II”).
Neste sentido, foi emitida a respetiva declaração, por parte da Comissão Certificadora para os
Incentivos Fiscais à I&D Empresarial (“Comissão Certificadora”), relativa à recomendação de crédito
fiscal, decorrente de atividades de I&D efetuadas naquele exercício, no montante de 334.885 Euros.
Por último, atentos os investimentos realizados em 2014 nesta área em particular, a
Empresa está igualmente a desenvolver um conjunto de ações que permita apresentar, às
entidades competentes, uma candidatura a este benefício fiscal.
IV) RFAI
No âmbito do Regime Fiscal de Apoio ao Investimento (“RFAI”) a Celbi está a desenvolver
um conjunto de ações que permitam preparar a documentação de suporte à utilização deste
benefício para as despesas de investimento em ativos afetos à exploração, efetuadas durante
o exercício de 2014, de forma a integrar o respetivo processo de documentação fiscal.
38. Processos fiscais
Em resultado de uma inspeção ocorrida em 2008, relativa ao exercício de 2006, a empresa
recebeu uma notificação da Direção Geral dos Impostos onde se declarava a instauração
de um processo de contra-ordenação motivada pela não liquidação do Imposto de Selo em
Operações Financeiras com outras empresas do grupo Altri porque os Serviços de Inspeção
Tributária entenderam como não provado que os empréstimos concedidos se destinavam a
carências de tesouraria. No início de 2012 a empresa recebeu uma nova notificação relativa
ao mesmo assunto mas referente ao ano de 2009. A empresa pagou os documentos de cobrança enviados pela Autoridade Tributária e Aduaneira, apresentando em consequência a
respetiva impugnação judicial.
O saldo da rúbrica do ativo não corrente “Outros ativos não correntes” diz respeito aos
montantes por receber relativos às situações atrás descritas.
Relatório e contas 2014 82
Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014
39. Informação relativa a matérias ambientais
No âmbito do Protocolo de Quioto, a União Europeia comprometeu-se a reduzir a emissão de
gases com efeito de estufa. Neste contexto, foi criado o Comércio Europeu de Licenças de
Emissão - CELE que constitui o primeiro instrumento de mercado intracomunitário de regulação das emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE) e que é aplicável, entre outras, à
indústria de pasta e papel.
A aplicação do regime CELE teve o seu início em 2005, tendo decorrido entre 2005 e 2007
o primeiro período, considerado pela Comissão Europeia como experimental e essencialmente
de aprendizagem para o período subsequente, 2008-2012 que coincidiu com o período de
cumprimento do Protocolo de Quioto.
Nos dois primeiros períodos de aplicação do CELE (2005-2007 e 2008-2012), genericamente,
as regras base do regime foram a atribuição gratuita de licenças de emissão (LE), a obrigação
de monitorização, verificação e comunicação de emissões e a devolução de LE no montante
correspondente. A atribuição gratuita teve lugar através dos denominados planos nacionais de
atribuição de licenças de emissão, PNALE I e PNALE II, que foram aprovados pela Comissão.
No período pós-2012, com a publicação da Diretiva 2009/29/CE, a nova Diretiva CELE,
incluída no Pacote Clima Energia, estas regras mudam consideravelmente, verificando-se um
alargamento do âmbito com a introdução de novos gases e novos setores, a quantidade total
de licenças de emissão determinada a nível comunitário e a atribuição de licenças de emissão
com recurso a leilão, mantendo-se marginalmente a atribuição gratuita, feita com recurso a
benchmarks definidos a nível comunitário. A 1 de Janeiro de 2013 teve inicio o 3º período de
aplicação tendo sido atribuídas à Celbi , a título gratuito, licenças para a emissão de 81.388
toneladas de CO2 para o ano de 2013 e 79. 974 toneladas de CO2 para o ano de 2014.
Caso as emissões reais sejam superiores às “Licenças de emissão de CO2” atribuídas,
a Empresa terá que adquirir as licenças em falta no mercado. A entrega das “Licenças de
emissão de CO2”, correspondente às emissões reais realizadas num exercício, é efetuada no
início do ano seguinte, sendo os valores apresentados pelas empresas relativos às emissões
reais efetuadas sujeitos a verificação por uma entidade acreditada.
Em 31 de Dezembro de 2014 não se encontra registado nas demonstrações financeiras
qualquer passivo de caráter ambiental nem é divulgada qualquer contingência ambiental,
por ser convicção do Conselho de Administração que não existem, a essa data, obrigações ou
contingências provenientes de acontecimentos passados de que resultem encargos material-
mente relevantes para a Empresa.
40. Aprovação das demonstrações financeiras
As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas
para emissão em 20 de Março de 2015. A sua aprovação final está ainda sujeita a concordância
da Assembleia Geral de Acionistas.
O Técnico Oficial de Contas
O Conselho de Administração
Contas e Notas Anexas 83
Relatório e Parecer do Fiscal Único
e Certificação Legal das Contas
Relatório e Parecer do Fiscal Único
Aos Acionistas
da Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A.
E
m conformidade com a legislação em vigor
e com o mandato que nos foi confiado,
submetemos à vossa apreciação este Relatório e
Parecer sobre o Relatório de Gestão e restantes
documentos de prestação de contas da Celulose
Beira Industrial (Celbi), S.A. (“Empresa”),
relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro
de 2014, os quais são da responsabilidade do
Conselho de Administração.
Ao longo do exercício em apreço, o Conselho
Fiscal acompanhou a evolução da atividade
da Empresa, a regularidade dos registos
contabilísticos, o cumprimento do normativo
legal e estatutário em vigor e a eficácia e
integridade dos sistemas de gestão de riscos e
de controlo interno, tendo efetuado reuniões
com a periodicidade e extensão que considerou
adequadas e tendo obtido da Administração
e dos Serviços da Empresa as informações e
esclarecimentos solicitados.
independência e execução das funções do
Revisor Oficial de Contas da Empresa e apreciou
a Certificação Legal das Contas emitida pela
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas da
Empresa, que mereceu o seu acordo.
Face ao exposto, e tendo em consideração
o assunto mencionado no parágrafo 5 da
Certificação Legal das Contas, o Conselho
Fiscal é de parecer que o Relatório de Gestão, as
Demonstrações Financeiras bem como a proposta
de aplicação de resultados estão de acordo com as
disposições contabilísticas, legais e estatutárias
aplicáveis, pelo que poderão ser aprovadas em
Assembleia Geral de Acionistas.
Desejamos manifestar ao Conselho de
Administração e aos diversos Serviços da
Empresa o nosso apreço pela colaboração que nos
prestaram.
Porto, 20 de Março de 2015
O Conselho Fiscal
João da Silva Natária
No âmbito das suas atribuições, o Conselho Fiscal
examinou a Demonstração da Posição Financeira
em 31 de Dezembro de 2014, a Demonstração
dos Resultados, do Rendimento Integral, das
Alterações no Capital Próprio e dos Fluxos de
Caixa para o exercício findo naquela data e o
correspondente Anexo. Adicionalmente procedeu
à análise do Relatório de Gestão do exercício de
2014 e da proposta de aplicação de resultados
nele apresentada, exerceu as suas competências
em matéria de supervisão das habilitações,
Relatório e contas 2014 86
Presidente do Conselho Fiscal
Guilherme Alexandre Dominguez Fernandes Cardoso Ruano
Vogal do Conselho Fiscal
José Carlos Rodrigues Martins
Vogal do Conselho Fiscal
Certificação Legal das Contas
Introdução
1. Examinámos as demonstrações financeiras
anexas da Celulose Beira Industrial (Celbi),
S.A.(“Empresa”), as quais compreendem a
Demonstração da Posição Financeira em 31 de
Dezembro de 2014 que evidencia um total de
1.034.531.137 Euros e um capital próprio de
288.843.065 Euros, incluindo um resultado
líquido de 28.072.814 Euros, as Demonstrações
dos Resultados por Naturezas, do Rendimento
Integral, das Alterações no Capital Próprio e dos
Fluxos de Caixa do exercício findo naquela data e o
correspondente Anexo.
Responsabilidades
2. É da responsabilidade do Conselho de
Administração a preparação de demonstrações
financeiras que apresentem de forma verdadeira
e apropriada a posição financeira da Empresa,
o resultado e o rendimento integral das suas
operações, as alterações no seu capital próprio
e os seus fluxos de caixa, bem como a adoção de
políticas e critérios contabilísticos adequados
e a manutenção de um sistema de controlo
interno apropriado. A nossa responsabilidade
consiste em expressar uma opinião profissional e
independente, baseada no nosso exame daquelas
demonstrações financeiras.
Relatório e Parecer do Fiscal Único e Certificação Legal das Contas 87
Âmbito
Ênfase
3. O exame a que procedemos foi efetuado de
acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes
de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores
Oficiais de Contas, as quais exigem que este
seja planeado e executado com o objetivo de
obter um grau de segurança aceitável sobre se
as demonstrações financeiras estão isentas de
distorções materialmente relevantes. Este exame
incluiu a verificação, numa base de amostragem,
do suporte das quantias e informações divulgadas
nas demonstrações financeiras e a avaliação
das estimativas, baseadas em juízos e critérios
definidos pelo Conselho de Administração,
utilizadas na sua preparação. Este exame incluiu,
igualmente, a apreciação sobre se são adequadas
as políticas contabilísticas adotadas e a sua
divulgação, tendo em conta as circunstâncias,
a verificação da aplicabilidade do princípio da
continuidade das operações e a apreciação sobre
se é adequada, em termos globais, a apresentação
das demonstrações financeiras. O nosso exame
abrangeu também a verificação da concordância
da informação financeira constante do Relatório
de Gestão com as demonstrações financeiras.
Entendemos que o exame efetuado proporciona
uma base aceitável para a expressão da nossa
opinião.
5. As demonstrações financeiras mencionadas
no parágrafo 1 acima, referem-se à atividade da
Empresa a nível individual e foram preparadas
para aprovação e publicação nos termos da
legislação em vigor. Conforme indicado na
Nota 2.2 do Anexo, as participações financeiras
em subsidiárias e associadas são registadas
pelo custo de aquisição deduzido de perdas por
imparidade acumuladas. As demonstrações
financeiras anexas não incluem o efeito da
aplicação do método da equivalência patrimonial,
nem da consolidação integral a nível de ativos,
passivos, gastos e rendimentos totais.
A Empresa encontra-se dispensada de elaborar
demonstrações financeiras consolidadas
em virtude de ser uma subsidiária e as suas
demonstrações financeiras serem incluídas no
perímetro de consolidação da
Altri, S.G.P.S, S.A., entidade que apresenta
demonstrações financeiras consolidadas de
acordo com as IFRS. Na Nota 7 do Anexo às
demonstrações financeiras é dada informação
adicional sobre as empresas subsidiárias.
Relato sobre outros
requisitos legais
Opinião
4. Em nossa opinião, as demonstrações
financeiras referidas no parágrafo 1 acima
apresentam de forma verdadeira e apropriada,
para os fins indicados no parágrafo 5 abaixo, em
todos os aspectos materialmente relevantes, a
posição financeira da Celulose Beira Industrial
(Celbi), S.A. em 31 de Dezembro de 2014, bem
como o resultado e o rendimento integral das
suas operações, as alterações no seu capital
próprio e os seus fluxos de caixa no exercício findo
naquela data, em conformidade com as Normas
Internacionais de Relato Financeiro tal como
adotadas pela União Europeia.
Relatório e contas 2014 88
6. É também nossa opinião que a informação
financeira constante do Relatório de Gestão é
concordante com as demonstrações financeiras do
exercício.
Porto, 25 de Março de 2015
Delloite&Associados, SROC S.A
Representada por António Manuel Martins Amaral
Relatório e Parecer do Fiscal Único e Certificação Legal das Contas 89
Design Gráfico Ana Biscaia / cbunidesign Fotografias Pedro Agostinho Cruz
Fontes Quadraat e Franklin Gothic Book
Papel Cartolina clr 250 grs (capa); IOR 100grs (interior) Impressão Fozgráfica Figueira da Foz - Julho 2015
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RELATÓRIO E CONTAS 2014