Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Relatório e Contas 2014 Contas e Notas Anexas 1 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Relatório e contas 2014 2 Relatório e Contas 2014 Relatório e contas 2014 4 Índice Relatório do Conselho de Administração Sumário Considerações gerais Mercado Atividade florestal Atividade industrial Recursos humanos Atividade financeira Proposta de aplicação de resultados Anexo ao Relatório do Conselho de Administração p.5 p.6 p.10 p.11 p.12 p.13 p.13 p.15 p.16 p.16 Contas e Notas Anexas p.19 Demonstrações da posição financeira Demonstrações dos resultados por naturezas Demonstrações do rendimento integral Demonstrações dos fluxos de caixa Demonstrações das alterações no capital próprio Anexo às demonstrações financeiras p.20 p.22 p.22 p.23 p.24 p.28 Relatório e Parecer do Fiscal Único e Certificação Legal das Contas p.83 Relatório e Parecer do Fiscal Único Certificação Legal das Contas p.84 p.85 Relatório do Conselho de Administração Sumário em 31 de Dezembro de 2014 2014 2013 368.662 379.215 347.941 333.197 Amortizações 30.901 31.041 31.596 33.956 Resultados Operacionais 77.187 96.450 93.666 74.435 Resultados Líquidos 28.073 45.099 42.680 20.402 288.843 323.809 311.946 288.285 Valor Acrescentado 90.140 117.704 113.198 94.901 Investimento 18.888 5.157 2.346 7.591 213 210 205 218 1.000 euros Vendas Líquidas Capital Próprio Empregados do quadro em 31 de Dezembro (*) (*) Não inclui os Orgãos Sociais, nem contratos a termo Relatório e contas 2014 8 2012 2011 Gráficos Vendas de pasta de eucalipto Vendas líquidas (milhares de toneladas) (milhões de euros) 800 400 600 300 400 200 200 100 ano 2010 2011 2012 2013 2014 539 601 619 658 692 ano 2010 2011 2012 329 333 2010 20 Produção de pasta de eucalipto Investimento (milhares de toneladas) (milhões de euros) 800 50 600 35 400 20 200 5 ano 2010 2011 2012 2013 2014 540 599 626 666 687 ano 2013 2014 348 379 369 2011 2012 2013 2014 7,6 2,3 5,2 18,9 Capital próprio Resultados operacionais (milhões de euros) (milhões de euros) 450 120 350 90 250 60 150 30 ano 2010 2011 2012 2013 2014 262 288 312 324 289 ano 2010 2011 2012 2013 2014 101 74 94 96 77 Relatório do Conselho de Administração 9 Relatório e contas 2014 10 Relatório do Conselho de Administração 11 Exercício de 2014 Considerações Gerais Com um enquadramento macroeconómico complexo a Europa teve, em 2014, mais um ano de baixo crescimento com uma economia anémica, a qual mostra mesmo ser incapaz de reagir a mecanismos de exceção, como é o caso de injeção de liquidez por parte do banco central. Cumulativamente com esta situação de debilidade económica, o conflito a leste entre a Ucrânia e a Rússia, bem como a situação na Grécia, criaram um quadro de instabilidade geopolítica nada favorável ao desenvolvimento económico e social. Portugal, membro da comunidade económica e monetária europeia, terminou, no ano em análise, o seu programa de assistência económica e financeira. O país pôde voltar aos mercados financiando-se a taxas de juros competitivas, mas o pequeno aumento da procura interna que se verificou, de imediato provocou um aumento das importações e o consequente desequilíbrio na balança de transações correntes o que demonstra a fragilidade da nossa economia e a precaridade das reformas efetuadas durante o período de resgate. A inflação foi negativa, com Portugal a encerrar o ano nos -0.4% em termos homólogos, facto ao qual não é alheio a queda acentuada dos preços do petróleo que se verificou na última parte do ano. Neste contexto, a indústria de celulose assistiu à chegada ao mercado de mais 4.3 milhões de toneladas de pasta de fibra curta, proveniente de novas capacidades instaladas na América do Sul, bem como os produtores europeus viam em Maio o câmbio euro/dólar atingir máximos do ano o que tornava a situação bem mais complexa e desafiante. No entanto, a diferença de mais de 200 dólares que se chegou a verificar entre os preços da fibra longa e da fibra curta provocou um movimento sustentado de substituição de uma pela outra o que beneficiou, substancialmente, a fibra de eucalipto branqueada, permitindo mesmo registar um crescimento na procura de cerca de 11% em 2014. O equilíbrio que se registou no último quadrimestre entre a oferta e a procura, bem como o enfraquecimento do euro, permitiram uma recuperação do preço e um aumento da competitividade para a indústria europeia em geral e para a Celbi em particular. Fruto de elevados níveis de eficiência que a caracterizam, a Celbi, mais uma vez, estabeleceu em 2014 um novo record de produção, com 686.881 toneladas produzidas, mais 20.424 tons que o registado no ano transato. Num esforço de modernização e de aumento de capacidade foi dada continuidade Relatório e contas 2014 12 aos trabalhos do Projeto C15, bem como se instalou uma nova turbina de condensação a qual irá permitir uma redução na quantidade de energia adquirida ao exterior. As preocupações com a sustentabilidade e com o meio ambiente têm conduzido à implementação de medidas para a redução de consumo de água e emissões de CO2. Mas o ano de 2014 ficou também indiscutivelmente associado ao lançamento de uma larga campanha de segurança no trabalho a qual denominámos “Comportamentos Seguros”. Ações de formação, sensibilização permanente, nova sinalética e novos equipamentos foram alguns dos meios utilizados para consciencializar toda a organização e prestadores de serviços, que a segurança começa no comportamento de cada um de nós. O abastecimento de madeira foi feito com recurso ao mercado nacional, a matas próprias e à importação. O recurso à importação, fundamentalmente da América do Sul, tem um impacto significativo no acréscimo do custo de produção, no entanto as condições climatéricas adversas e aumento dos consumos não permitiram ao mercado nacional satisfazer a procura pelo que o recurso a madeira sul-americana foi imperioso. Registamos como facto relevante o aumento da disponibilidade de madeira certificada, o que no ano em análise aumentou cerca de 15% face a 2013. A preocupação com o desenvolvimento de competências dos nossos colaboradores levou a que se atingissem, em 2014, as 7.700 horas de formação. O programa “Academia Altri” e “Comportamentos Seguros” foram duas das mais destacadas ações que foram levadas a cabo ao longo do ano. Apesar da recuperação que se verificou, quer nos preços, quer no câmbio, no último terço do ano e apesar do “record” registado na quantidade vendida 692.494 toneladas, os resultados económico-financeiros da Celbi sofreram uma diminuição significativa face ao ano de 2013. De facto o total de receitas caiu para cerca dos 380 milhões de euros, menos 3.3% do que o ano anterior e o Resultado Líquido foi de 28.1 milhões de euros, também menos 37.8% que o verificado no ano transato. Como perspetivas para o ano de 2015 registamos a continuação favorável da evolução do preço e a disponibilidade do mercado para absorver os incrementos de produção de pasta de eucalipto. A Celbi irá realizar em Abril a paragem da unidade fabril para manutenção e para a conclusão dos principais trabalhos do projeto C15, perspetivando-se a partir dai um novo patamar na produção diária o qual deverá conduzir ao objetivo de produção de 700 mil toneladas no ano. Mercado O ano de 2014 foi de desafios para a indústria de celulose. Entre 2013 e 2014, 4.3Mtons de celulose de fibra curta chegaram ao mercado com origem na América do sul. Simultaneamente as previsões para a economia mundial, sobretudo para a europeia não eram animadoras o que em conjunto indiciava um ano relativamente difícil. O ano iniciou-se com uma maior disputa pela manutenção ou mesmo crescimento de quotas de vendas nos vários segmentos/mercados com a consequente agressividade Relatório do Conselho de Administração 13 vendas por aplicação final altri Tissue 49% Solúvel 8 % Embalagem 3% Impressão Outros 3 % e escrita 24 % Papéis Especiais 13 % vendas por região altri Europa 77% Outros 8% Ásia 9 % comercial que normalmente lhe está associada. A acrescentar a este cenário, já de si difícil, esteve a t axa de câmbio do Euro/USD que atingiu um pico de USD 1.3953=1€ no dia 8 de Maio e que se manteve desfavorável até ao 4.º trimestre do ano. Ao longo de 2014 foi-se igualmente assistindo a uma procura de fibra longa que em alguns períodos suplantou largamente a oferta atingindo um valor acima dos 935 USD na Europa, alargando a margem para a fibra curta para mais de 200 USD. Desta diferença de preço resultou um movimento lento mas paulatino de substituição de fibra longa por curta por parte dos papeleiros e ao mesmo tempo de fibra curta para longa por parte dos produtores de celulose do norte da Europa e da América do norte. A grande beneficiada deste movimento de substituição foi a fibra de eucalipto branqueada cuja procura cresceu 11% no ano transacto. O mercado mundial de fibras branqueadas para mercado cresceu ele próprio acima de 1M de toneladas. A referir também o encerramento de uma unidade produtiva de celulose de eucalipto na península ibérica que retirou do mercado cerca de 410 mil tons de capacidade de produção de pasta de eucalipto. Todos estes fatores reunidos permitiram uma recuperação assinalável das condições do mercado de fibra curta tendo-se atingido o equilíbrio entre a oferta e a procura no final do 3º trimestre com a correspondente recuperação de preço favorecida pelo enfraquecimento do euro face ao USD. A Celbi maximizou as oportunidades resultantes da recuperação da procura de fibras curtas uma vez que dispõe de pasta produzida a partir do eucalipto globulus reconhecida no mercado como tendo propriedades físico-mecânicas mais vantajosas que a dos seus concorrentes sul americanos. A sua posição geográfica preferencial relativamente ao mercado europeu, aliada a uma fibra de características superiores, permitiram aumentar o volume de vendas em 35 mil toneladas relativamente ao ano anterior. A empresa continuou a privilegiar o mercado europeu como seu mercado natural, mantendo a sua posição equilibrada nos vários segmentos papeleiros. A perspectiva para 2015 é positiva havendo apenas uma nova linha de produção de pasta a chegar ao mercado (1.3Mtons) que deverá equivaler ao crescimento global da procura anual. Não são conhecidos novos projetos “greenfield” no curto-médio prazo, pelo que o mercado deverá manter-se relativamente equilibrado durante o ano. Portugal 6 % Atividade Florestal No ano de 2014 a Celbi foi abastecida por madeira proveniente do mercado nacional, da Galiza e da América do Sul. O presente ano ficou marcado pelas condições meteorológicas adversas que dificultaram a quantidade de madeira disponível no mercado nacional, a qual não foi suficiente para satisfazer as necessidades da fábrica. Esta conjuntura, associada ao aumento de consumo de madeira de eucalipto por outras unidades industriais, levou a um aumento da necessidade de importação. Por outro lado, em resposta a esta situação, as madeiras provenientes das matas geridas pela Altri Florestal sofreram um aumento face ao ano anterior. Do total da madeira recebida em 2014, mais de 50% foi madeira proveniente de florestas com sistemas de certificação acreditados, representando um aumento de 15% face ao ano anterior. Toda a madeira fornecida pela Altri Florestal foi certificada. Relatório e contas 2014 14 Atividade Industrial O ano de 2014 representou mais um marco na atividade da Celbi com a obtenção de um novo recorde anual de produção. A fiabilidade da fábrica atingiu níveis muito acima dos anos anteriores, fruto da politica seguida de aposta na melhoria continua, por eliminação de estrangulamentos e análise das principais áreas de instabilidade e sua eliminação. Verificou-se um novo aumento da eficiência operacional para 92 %, o maior valor de sempre, (90,3 % em 2013) e que culminou na obtenção de novos recordes de produção: - produção anual – 686 881 t (+3,1% do que em 2013) - mensal – 63 322 t (Maio) - média mensal – 2 046,3 t (Setembro) - diário – 2 171,5 t (2 de Outubro) Durante a paragem anual de Fevereiro, a qual decorreu entre os dias 18 de Fevereiro e 2 de Março, deu-se inicio à implantação da primeira fase do projeto C15. Introduziram-se alterações significativas na crivagem de pasta crua, branqueamento, dióxido de cloro e máquina de secagem. Estas modificações permitiram elevar as disponibilidades para patamares próximos dos 98-99%, com especial relevância no branqueamento e na máquina de secagem. No campo da energia, continuou a verificar-se uma tendência de redução do consumo de electricidade. Durante o ano executou-se o projeto de uma nova turbina de condensação, TG6, cujo arranque teve lugar em Novembro, e que em velocidade cruzeiro representará uma redução da electricidade adquirida de cerca de 30 kWh/tpsa. O consumo de gás natural manteve a tendência dos últimos anos apesar de se ter verificado a paragem anual (e o consequente arranque, o que não tinha ocorrido em 2013). A utilização de água manteve a sua tendência descendente, com um valor de 19,6 m3/tpsa (20,3 m3/tpsa em 2013) A qualidade do produto manteve-se num nivel muito bom, não tendo havido qualquer reclamação a referir. Em termos ambientais, não houve nada a referir em relação às emissões líquidas e gasosas, enquanto na produção de resíduos, continuaram a ser desenvolvidos esforços para a sua redução. Recursos Humanos Ao nível da gestão de Pessoal, o ano de 2014 revela a contínua aposta no desenvolvimento dos nossos colaboradores, quer na vertente técnica que na vertente comportamental. Nesta área é de destacar: – o programa de formação de quadros conhecido como “Academia Altri” que iniciamos no final de 2013 com a Porto Business School e abrangendo todos os quadros do Grupo Altri que visa preparar os actuais e futuros líderes do Grupo com as competências necessárias para garantir um crescimento sustentável num mercado cada vez mais global e competitivo – o programa de comportamentos seguros que visa centrar as questões de Relatório do Conselho de Administração 15 segurança na forma como cada colaborador encara a segurança no seu dia a dia sob o lema “a minha segurança depende de mim”, desenvolvendo ações de sensibilização a todos os colaboradores da empresa. Não é por isso de estranhar que o volume total de formação atingisse as 7.678 horas representando um esforço de cerca de 2% do total de horas de trabalho disponível e em média cerca de 33 horas por trabalhador. Por outro lado, registamos uma diminuição dos níveis de absentismo na empresa com a taxa a situar-se nos 3,5% (em 2013 foi de 4,3%). Cerca de 58% do absentismo foi causado por doença e 19%por acidentes de trabalho. Relativamente à sinistralidade regista-se um nível de acidentes com baixa inferior ao dos últimos 2 anos, mas com consequências mais gravosas: o número de dias perdidos por acidentes atingiu 336 dias em 2014, valor superior ao dos últimos anos. Em 2014 concretizamos a passagem do Fundo de Pensões da Celbi do regime de benefício definido para contribuição definida. Com esta alteração, a empresa compromete-se a efectuar uma contribuição mensal para o Fundo de Pensões da Celbi que varia anualmente em função dos resultados (EBITDA) do Grupo. Uma característica do novo regime é a possibilidade de os colaboradores poderem participar no Fundo com uma contribuição própria. De referir que cerca de 80% dos colaboradores decidiram aderir com a sua contribuição, evidenciando a sua preocupação com futuro das suas reformas. Para os colaboradores que aderiram, a empresa contribui adicionalmente com 0,5%. Também este ano, acordamos com os sindicatos a revisão do Acordo de Empresa procurando adaptá-lo à realidade atual que o país atravessa, com especial incidência no trabalho noturno, na remuneração do trabalho suplementar e em dias feriados. Na área administrativa, procedemos à implementação da nova versão do Portal do Empregado em ambiente web, que, agilizando o relacionamento dos colaboradores com os serviços administrativos, permite um acesso mais fidedigno e em tempo útil aos dados para gestão do pessoal. Relatório e contas 2014 16 Atividade Financeira De acordo com o Pulp and Paper Products Council (PPPC) em 2014 a procura total de pastas hardwood cresceu cerca de 3.3%, o que em valores absolutos se cifrou num crescimento de 940 mil toneladas relativamente ao ano anterior. Em termos geográficos constata-se que o consumo da China cresceu de cerca de 5.7%, tendo atingido 8.8 milhões de toneladas, enquanto o consumo na Europa Ocidental registou um crescimento de 1.7%, para 8,8 milhões de toneladas. A evolução dos preços para a pasta branqueada de eucalipto, como já tivemos oportunidade de referir, foi decrescente nos três primeiros trimestres do ano com o índice de referência PIX a registar 767 USD no primeiro trimestre e 728 USD no terceiro, no entanto no terceiro trimestre o efeito cambial EUR/USD já se fazia sentir e o decréscimo em euros, no mesmo período, já só foi de 560 Euros para 549 Euros. No quarto trimestre, face ao trimestre anterior, há já uma recuperação do preço em dólares para 735 USD, e em euros o preço, pelo efeito conjugado com o câmbio, subiu para os 589 Euros. Assim, e apesar de se terem vendido mais 34.537 toneladas de pasta as receitas totais registaram em 2014 um decréscimo de cerca de 12.9 milhões de euros face ao obtido no ano anterior. Por outro lado o custo das vendas apresenta um acréscimo de cerca de 13 milhões de euros, mas este aumento é justificado não pelo agravamento dos custos unitário de produção mas sim pelo aumento da quantidade produzida e pela variação de existências verificada. Aliás a mesma justificação é encontrada para o aumento de cerca de 1.5 milhões de euros que se verifica nos FSE, e também pelo facto de em 2013 não ter ocorrido a paragem anual para manutenção, o que aconteceu em 2014. O EBITDA obtido no exercício foi de 77.2 milhões de euros menos 20% que o obtido no ano anterior e o EBIT foi de 46.3 milhões, também inferior em 19.1 milhões ao obtido em 2013. O aumento verificado nos custos financeiros é resultado da restruturação da dívida em 2014 para fazer face a compromissos, de serviço da dívida, que se verificaram já em 2015. O Resultado Líquido em 2014 foi de 28.1 milhões de euros, menos 17 milhões que o registado no ano transato. Gestão de riscos financeiros Os princípios gerais da gestão de riscos financeiros da empresa encontram-se descritos em detalhe da nota 2 do anexo às demonstrações financeiras. Figueira da Foz, 20 de Março de 2015 Relatório do Conselho de Administração 17 Proposta de Aplicação de Resultados Conforme consta do Balanço e Demonstração de Resultados, o Resultado Líquido do Exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 foi de 28.072.814 Euros. Aquele valor resulta do facto da Empresa ter, nos termos das normas contabilísticas aplicáveis, reconhecido como gasto nas contas do exercício, e pago a titulo de adiantamento, o valor de 628.318 Euros como montante afeto a distribuição de lucros pelos Colaboradores da Empresa. Esta distribuição foi aprovada em Assembleia Geral sob proposta do Conselho de Administração. Em face das considerações anteriores, a proposta de aplicações de resultados é a seguinte: Para Distribuição de Dividendos 20.000.000 Euros Para Resultados Transitados 8.072.814 Euros Leirosa, 20 de Março de 2015 O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Paulo Jorge dos Santos Fernandes (Presidente) João Manuel Matos Borges de Oliveira Pedro Macedo Pinto de Mendonça Domingos José Vieira de Matos Pedro Miguel Matos Borges de Oliveira Agostinho Dolores Ferreira José Antonio Nogueira dos Santos Carlos Alberto Sousa Vanzeller e Silva Anexo ao Relatório do Conselho de Administração 1. N os termos do nº 5 do artº 447º do Código das Sociedades Comerciais e relativamente às pessoas mencionadas nos nºs 1 e 2 do referido artigo: 1.1 Ações detidas em 31 de Dezembro de 2014 Não existiu esta situação 2. Nos termos do nº 4 do artº. 448º do Código das Sociedades Comerciais: 2.1 Titularidade do capital da Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A. à data do encerramento do exercício: Altri-Participaciones y Trading, S.L 15 493 288 Leirosa, 20 de Março de 2015 Relatório e contas 2014 18 c contas e notas anexas Relatório do Conselho de Administração 19 Contas e notas anexas Demonstrações da Posição Financeira em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 (montantes expressos em euros) Ativo Notas 31.12.2014 31.12.2013 Ativos não correntes Ativos biológicos 12 144.777 184.802 Ativos fixos tangíveis 4 271.806.610 283.864.425 Ativos intangíveis 5 139.269 193.032 Propriedades de investimento 6 3.429.182 3.715.319 Investimentos em empresas subsidiárias 7 338.582.619 364.262.500 Investimentos em empresas associadas 8 573.240 - 9 e 13 10.218.845 4.110.512 10 e 13 2.521.897 - Outros ativos não correntes 38 395.982 395.982 Ativos por impostos diferidos 11 925.569 1.965.790 628.737.990 658.692.362 Investimentos disponíveis para venda Outros devedores não correntes Total de ativos não correntes Ativos correntes Inventários 12 35.035.511 38.719.450 Clientes 13, 14 e 30 62.164.378 63.916.760 Outras dívidas de terceiros 13, 15 e 30 3.385.088 3.622.177 16 4.209.125 5.301.754 13 e 30 75.030.458 80.846.711 17 2.093.024 2.480.080 Instrumentos financeiros derivados 13 e 26 - 1.204.184 Caixa e equivalentes de caixa 13 e 18 223.875.563 193.511.995 405.793.147 389.603.111 1.034.531.137 1.048.295.473 Estado e outros entes públicos Empresas do Grupo Outros ativos correntes Total de ativos correntes Total do ativo Relatório e contas 2014 22 Demonstrações da Posição Financeira em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 (montantes expressos em euros) Capital próprio e passivo Notas 31.12.2014 31.12.2013 Capital social 19 77.500.000 77.500.000 Reserva legal 19 16.100.235 16.100.235 Outras reservas 19 167.170.016 185.110.518 28.072.814 45.098.521 288.843.065 323.809.274 Capital próprio Resultado líquido do exercício Total do capital próprio Passivo Passivo não corrente Empréstimos bancários 13 e 20 103.837.500 74.212.500 Outros empréstimos 13 e 20 211.581.537 448.002.751 Outros passivos não correntes 22 22.582.475 25.735.183 Passivos por impostos diferidos 11 54.395 421.231 Provisões 21 780.409 755.621 338.836.316 549.127.286 Total de passivos não correntes Passivo corrente Empréstimos bancários 13 e 20 - 4.324.293 Outros empréstimos 13 e 20 344.966.800 105.084.603 13, 23 e 30 39.022.526 37.971.965 13 e 30 1.438.778 490.875 13, 24 e 30 2.412.805 3.452.013 Estado e outros entes públicos 16 768.664 719.763 Outros passivos correntes 25 16.339.886 16.826.852 13 e 26 1.902.297 6.488.549 406.851.756 175.358.913 745.688.072 724.486.199 1.034.531.137 1.048.295.473 Fornecedores Empresas do Grupo Outras dívidas a terceiros Instrumentos financeiros derivados Total de passivos correntes Total do passivo Total do passivo e capital próprio Contas e Notas Anexas 23 Demonstrações dos Resultados por Naturezas para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 (montantes expressos em euros) Notas 31.12.2014 31.12.2013 Vendas 30 e 31 368.661.805 379.215.474 Prestações de serviços 30 e 31 4.890.120 4.517.642 Outros proveitos 30 e 32 6.258.835 9.000.777 Custo das vendas 12 e 30 (202.807.452) (189.809.420) Fornecimento de serviços externos 29 e 30 (85.914.751) (84.449.864) Custos com o pessoal 28 e 36 (12.678.135) (11.710.822) Amortizações e depreciações 4, 5 e 6 (30.900.864) (31.041.315) Provisões e perdas por imparidade 21 160.731 83.346 Outros custos 33 (1.384.533) (10.398.484) Custos financeiros 34 (27.590.553) (19.368.084) 30 e 34 8.312.172 8.241.341 27.007.375 54.280.591 1.065.439 (9.182.070) 28.072.814 45.098.521 28.072.814 45.098.521 Proveitos financeiros Resultado antes de impostos Impostos sobre o rendimento 11 Resultado depois de impostos Resultado líquido do exercício Resultados por ação Básico 35 1,81 2,91 Diluído 35 1,81 2,91 31.12.2014 31.12.2013 28.072.814 45.098.521 - - - - 1.440.725 9.109.692 520.252 (344.490) 1.960.977 8.765.202 30.033.791 53.863.723 Demonstrações dos Resultados e de Outro Rendimento Integral para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 montantes expressos em euros Notas Resultado líquido do exercício Outro rendimento integral: Itens que não serão reclassificados para o resultado líquido Itens que futuramente podem ser reclassificados para o resultado líquido Variação no justo valor dos derivados de cobertura dos fluxos de caixa Outros Outro rendimento integral do exercício Total do rendimento integral do exercício Relatório e contas 2014 24 19 e 26 Demonstrações dos Fluxos de Caixa para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 (montantes expressos em euros) Notas 2014 2013 Atividades operacionais Recebimentos de clientes 376.874.736 425.393.028 (286.132.319) (279.690.006) Pagamentos ao pessoal (9.580.626) (8.906.744) Outros recebimentos/pagamentos relativos à atividade operacional (3.600.276) (14.728.764) Pagamentos a fornecedores Impostos sobre o rendimento de pessoas coletivas 1.499.093 Fluxos gerados pelas atividades operacionais(1) 79.060.608 (11.912.262) 79.060.608 110.155.252 110.155.252 Atividades de investimento Recebimentos provenientes de: Empréstimos concedidos Investimentos financeiros 18 Juros e proveitos similares Ativos fixos tangíveis Ativos intangíveis Subsídios ao investimento 19.246.585 104.150.000 2.782.550 - 6.826.505 17.109.992 236.715 160.002 - 134.446 3.055.689 32.148.044 - 121.554.440 Pagamentos relativos a: Investimentos financeiros 18 Ativos fixos tangíveis Ativos intangíveis (715.000) (112.019.395) (19.280.675) (4.094.874) (80.060) Fluxos gerados pelas atividades de investimento (2) (20.075.735) - 12.072.309 (116.114.269) 5.440.171 Atividades de financiamento Recebimentos provenientes de: Empréstimos obtidos 162.823.963 162.823.963 95.058.383 95.058.383 Pagamentos respeitantes a: Juros e custos similares (24.844.486) (23.864.014) Empréstimos obtidos (136.500.000) (22.455.577) Dividendos (65.000.000) (226.344.486) Fluxos gerados pelas atividades de financiamento (3) Caixa e seus equivalentes no início do exercício 18 Caixa e seus equivalentes no início do exercício resultantes da fusão 1 Variação de caixa e seus equivalentes: (1)+(2)+(3) Caixa e seus equivalentes no fim do exercício 18 (42.000.000) (88.319.591) (63.520.523) 6.738.792 193.511.995 71.177.780 2.751.174 - 27.612.394 122.334.215 223.875.563 193.511.995 Contas e Notas Anexas 25 Demonstrações das alterações no capital próprio para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 (montantes expressos em euros) Capital social Ações próprias (Valor nominal) Ações próprias (Descontos e prémios) 77.500.000 (33.560) 33.560 Transferência para resultados transitados - - - Distribuição de dividendos - - - - - - Notas Saldo em 1 de Janeiro de 2013 19 Aplicação do resultado de 2012 Total do rendimento integral do exercício Saldo em 31 de Dezembro de 2013 19 77.500.000 (33.560) 33.560 Saldo em 1 de Janeiro de 2014 19 77.500.000 (33.560) 33.560 Transferência para resultados transitados - - - Distribuição de dividendos - - - - - - 77.500.000 (33.560) 33.560 Aplicação do resultado de 2013 Total do rendimento integral do exercício Saldo em 31 de Dezembro de 2014 Relatório e contas 2014 26 19 Outras reservas Reserva legal Reservas de cobertura Outras reservas e resultados transitados Total outras reservas Resultado líquido Total do capital próprio 16.100.235 (10.760.641) 186.426.383 175.655.742 42.679.574 311.945.551 - - 42.679.574 42.679.574 (42.679.574) - - - (42.000.000) (42.000.000) - (42.000.000) - 9.109.692 (344.490) 8.765.202 45.098.521 53.863.723 16.100.235 (1.650.949) 186.761.467 185.110.518 45.098.521 323.809.274 16.100.235 (1.650.949) 186.761.467 185.110.518 45.098.521 323.809.274 - - 45.098.521 45.098.521 (45.098.521) - - - (65.000.000) (65.000.000) - (65.000.000) - 1.440.725 520.252 1.960.977 28.072.814 30.033.791 16.100.235 (210.224) 167.380.240 167.170.016 28.072.814 288.843.065 Contas e Notas Anexas 27 Relatório e contas 2014 28 Contas e Notas Anexas 29 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 (montantes expressos em euros) 1. Nota introdutória A Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A. (“Empresa” ou “Celbi”) foi constituída em 1965, tem a sua sede social na Leirosa, Figueira da Foz e tem como atividade principal a produção e comercialização de pasta de papel. Em Agosto de 2006, na sequência do processo público de alienação pelo antigo acionista, a Altri, SGPS, S.A. (“Altri”), através da sua participada Altri – Participaciones y Trading, S.L. (“Altri SL”) adquiriu 99,96% das ações representativas do capital social da Empresa e de 100% dos respetivos direitos de voto, dado que a Empresa detém 6.712 ações próprias. Pelo que a Empresa se insere num grupo económico liderado pela Altri, SGPS, S.A. (“Grupo Altri”) e cotado na NYSE Euronext Lisbon. No decurso do exercício findo em 31 de Dezembro de 2014, concretizou-se a fusão por incorporação das participadas Altri – Energias Renováveis, SGPS, SA (“Altri Renováveis”), Celbinave - Tráfego e Estiva SGPS, Unipessoal, Lda. (“Celbinave”) e Invescaima - Investimentos e participações SGPS, S.A. (“Invescaima”) (sociedades incorporadas) na Celbi (sociedade incorporante), com produção de efeitos a 1 de Janeiro de 2014. A fusão realizou-se na modalidade presente na alínea a) do nº4 do artigo 97º do Código das Sociedades Comerciais mediante a transferência global do património e consequente extinção das sociedades incorporadas. Relatório e contas 2014 30 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Os ativos e passivos incorporados no âmbito deste processo de fusão foram como se segue: Valor património total incorporado Ativo não corrente Investimentos em empresas subsidiárias (Nota 7) 338.582.619 Investimentos em empresas associadas (Nota 8) 573.240 Investimentos disponíveis para venda (Nota 9) 10.073.844 349.229.703 Ativo corrente Empresas do Grupo 25.538.623 Outras dívidas de terceiros 1.136.469 Caixa e equivalentes de caixa 2.751.174 29.426.266 378.655.969 (I) Passivo corrente Fornecedores 80 Empresas do Grupo 6.408.372 Outras dívidas a terceiros 17 6.408.469 (II) Ativos líquidos incorporados na operação de fusão 372.247.500 (I-II) Valor das participações financeiras nas empresas incorporadas (Nota 7) 364.247.500 Valor líquido de contas a receber e contas a pagar às empresas incorporadas 8.000.000 372.247.500 As demonstrações financeiras da Celbi são apresentadas em Euros em valores arredondados à unidade, sendo esta a divisa utilizada pela Empresa nas suas operações e como tal considerada a moeda funcional. 2. Principais políticas contabilísticas As principais políticas contabilísticas adotadas na preparação das demonstrações financeiras anexas são como segue: 2.1. Bases de apresentação As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa, mantidos de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro, tal como adotadas pela União Europeia, decorrente do disposto no Parágrafo 3 do Artigo 4º do Decreto-Lei n.º 58/2009 de 13 de Julho. Contas e Notas Anexas 31 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Devem entender-se como fazendo parte daquelas normas, as Normas Internacionais de Relato Financeiro (“IFRS” – International Financial Reporting Standards) emitidas pelo International Accounting Standard Board (“IASB”), as Normas Internacionais de Contabilidade (“IAS”), emitidas pelo International Accounting Standards Committee (“IASC”) e respetivas interpretações – IFRIC e SIC, emitidas, respetivamente, pelo International Financial Reporting Interpretation Committee (“IFRIC”) e pelo Standing Interpretation Committee (“SIC”), que tenham sido adotadas pela União Europeia. De ora em diante, o conjunto daquelas normas e interpretações serão designados genericamente por “IFRS”. (I) Adoção de normas e interpretações novas, emendadas ou revistas As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões adotadas (“endorsed”) pela União Europeia tiveram aplicação obrigatória pela primeira vez no exercício findo em 31 de Dezembro de 2014: Aplicável nos exercícios iniciados em ou após Norma Observações 01 – Jan – 14 Esta norma vem estabelecer os requisitos relativos à apresentação de demonstrações financeiras consolidadas por parte da empresa-mãe, substituindo, quanto a estes aspetos, a norma IAS 27 – Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas e a SIC 12 – Consolidação – Entidades com Finalidade Especial. Esta norma introduz ainda novas regras no que diz respeito à definição de controlo e à determinação do perímetro de consolidação. IFRS 11 - Acordos conjuntos 01 – Jan – 14 Esta norma substitui a IAS 31 – Empreendimentos Conjuntos e a SIC 13 – Entidades Controladas Conjuntamente – Contribuições Não Monetárias por Empreendedores e vem eliminar a possibilidade de utilização do método de consolidação proporcional na contabilização de interesses em empreendimentos conjuntos. IFRS 12 – Divulgações sobre participações noutras entidades 01 – Jan – 14 Esta norma vem estabelecer um novo conjunto de divulgações relativas a participações em subsidiárias, acordos conjuntos, associadas e entidades não consolidadas. IAS 27 – Demonstrações financeiras separadas (2011) 01 – Jan – 14 Esta emenda vem restringir o âmbito da aplicação da IAS 27 às demonstrações financeiras separadas. IFRS 10 – Demonstrações financeiras consolidadas IAS 28 – Investimentos em Associadas e Entidades Conjuntamente Controladas (2011) 01 – Jan – 14 Relatório e contas 2014 32 Esta emenda vem garantir a consistência entre a IAS 28 – Investimentos em Associadas e as novas normas adotadas, em particular a IFRS 11 – Acordos Conjuntos. Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Norma Aplicável nos exercícios iniciados em ou após Observações Emenda às normas: IFRS 10 - Demonstrações financeiras consolidadas IFRS 12 - Divulgação sobre participações Outras entidades (Entidades de investimento) 01 – Jan – 14 Esta emenda vem introduzir uma dispensa de consolidação para determinadas entidades que se enquadrem na definição de entidade de investimento. Estabelece ainda as regras de mensuração dos investimentos detidos por essas entidades de investimento. Emenda à norma IAS 32 Compensação entre ativos e passivos financeiros 01 – Jan – 14 Esta emenda vem clarificar determinados aspetos da norma realacionados com a aplicação dos requisitos de compensação entre ativos e passivos financeiros. 01 – Jan – 14 Esta emenda elimina os requisitos de divulgação da quantia recuperável de uma unidade geradora de caixa com good will ou intangíveis com vida útil indefinida alocados nos períodos em que não foi registada qualquer perda por imparidade ou reversão de imparidade. Vem introduzir requisitos adicionais de divulgação para os ativos relativamente aos quais foi registada uma perda por imparidade ou reversão de imparidade e a quantia recuperável dos mesmos tenha sida determinada com base no justo valor. 01 – Jul – 14 Esta emenda vem permitir, em determinadas circunstâncias, a continuação da contabilidade de cobertura quando um derivado designado com o instrumento de cobertura é reformulado. 01-01-2014 Esta interpretação vem estabelecer as condições quanto à tempestividade do reconhecimento de uma responsabilidade relacionada com o pagamento ao Estado de uma contribuição por parte de uma entidade em resultado de determinado evento (por exemplo, a participação num determinado mercado), sem que o pagamento tenha por contrapartida bens ou serviços especificados. Emenda à norma IAS 36 Imparidade (Divulgações sobre a quantia recuperável de ativos não financeiros) Emenda à norma IAS 39 Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração (Reformulação de derivados e continuação da contabilidade de cobertura) IFRIC 21 – Pagamentos ao Estado O efeito nas demonstrações financeiras da Celbi do exercício findo em 31 de Dezembro de 2014, decorrente da adoção das normas, interpretações, emendas e revisões acima referidas, não foi significativo. Contas e Notas Anexas 33 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 (II) Normas, interpretações, emendas e revisões que irão entrar em vigor em exercícios futuros As seguintes normas, interpretações, emendas e revisões, com aplicação obrigatória em exercícios económicos futuros, foram, até à data de aprovação destas demonstrações financeiras, adotadas (“endorsed”) pela União Europeia: Norma Melhoramentos das normas internacionais de relato financeiro (ciclo 2011-2013) Aplicável nos exercícios iniciados em ou após Observações 01 – Jan – 15 Estas melhorias envolvem a clarificação de alguns aspectos relacionados com as normas IFRS1 - Adoção pela Primeira Vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro, IFRS 3 - Concentração de Atividades Empresariais, IFRS 13 - Mensuração ao Justo Valor e IAS 40 - Propriedades de Investimento Estas alterações, apesar de aprovadas (“endorsed”) pela União Europeia, não foram adotadas pela Celbi no exercício findo em 31 de Dezembro de 2014, em virtude da sua aplicação não ser ainda obrigatória. Não são estimados impactos significativos nas demonstrações financeiras decorrentes da adoção das mesmas. As políticas contabilísticas e os critérios de mensuração adoptados pela Empresa em 31 de Dezembro de 2014 são comparáveis com os utilizados na preparação das demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2013. Na preparação das demonstrações financeiras, em conformidade com os IAS/IFRS, o Conselho de Administração da Empresa adoptou certos pressupostos e estimativas que afetam os ativos e passivos reportados, bem como os proveitos e custos incorridos relativos aos períodos reportados. Todas as estimativas e assumpções efetuadas pelo Conselho de Administração foram efetuadas com base no seu melhor conhecimento existente, à data de aprovação das demonstrações financeiras, dos eventos e transações em curso. As demonstrações financeiras anexas foram preparadas para apreciação e aprovação em Assembleia Geral de Acionistas. O Conselho de Administração da Celbi entende que as mesmas serão aprovadas sem alterações. 2.2.Principais critérios valorimétricos Os principais critérios valorimétricos utilizados pela Empresa na preparação das suas demonstrações financeiras são os seguintes: a) Ativos intangíveis Os ativos intangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e das perdas por imparidade acumuladas. Os ativos fixos intangíveis só são reconhecidos se for provável que deles advenham benefícios económicos futuros para a Empresa, sejam controláveis pela Empresa e se possa medir razoavelmente o seu valor. Relatório e contas 2014 34 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 As despesas de investigação incorridas com novos conhecimentos técnicos são reconhecidas na demonstração dos resultados quando incorridas. As despesas de desenvolvimento para as quais a Empresa demonstre capacidade para completar o seu desenvolvimento e iniciar a sua comercialização e/ou uso e relativamente às quais seja provável que o ativo criado venha a gerar benefícios económicos futuros, são capitalizadas. As despesas de desenvolvimento que não cumpram estes critérios são registadas como custo no período em que são incorridas. Os custos internos associados à manutenção e ao desenvolvimento de software são registados como custos na demonstração dos resultados quando incorridos, exceto na situação em que estes custos estejam diretamente associados a projetos para os quais seja provável a geração de benefícios económicos futuros para a Empresa. Nestas situações os custos são capitalizados como ativos intangíveis. As amortizações são calculadas, após o início de utilização dos bens, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado (genericamente 3 a 5 anos). b) Ativos fixos tangíveis Os ativos fixos tangíveis adquiridos até 1 de Janeiro de 2009 (data de transição para as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adotadas pela União Europeia), encontram-se registados ao seu “deemed cost”, o qual corresponde ao custo de aquisição ou ao custo de aquisição reavaliado de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal até àquela data, deduzido das amortizações acumuladas e de perdas por imparidade. Os ativos fixos tangíveis adquiridos após aquela data encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das correspondentes amortizações e das perdas por imparidade acumuladas. As amortizações são calculadas, após os bens estarem em condições de serem utilizados, pelo método das quotas constantes em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens. As taxas de amortização utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada: Anos Terrenos e recursos naturais Edificios e outras construções Equipamento básico Equipamento de transporte 7-50 10-50 3-20 6 Ferramentas e utensílios 5-10 Equipamento administrativo 3-15 Outros ativos fixos tangíveis 3-20 A rubrica “Terrenos e recursos naturais” para além dos terrenos inclui estradas, pavimentações, esgotos, ramal de caminho de ferro, poços e condutas de água. Como os terrenos não são Contas e Notas Anexas 35 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 amortizáveis os anos de amortização dizem respeito exclusivamente às restantes componentes desta rubrica. As despesas de conservação e reparação que não aumentem a vida útil dos ativos nem resultem em benfeitorias ou melhorias significativas nos elementos dos ativos fixos tangíveis são registadas como custo do exercício em que são incorridas. Os ativos fixos tangíveis em curso representam ativos fixos tangíveis ainda em fase de construção, encontrando-se registados ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade. Estes ativos são amortizados a partir do momento em que os ativos subjacentes estejam em condições de serem utilizados. As mais ou menos valias resultantes da venda ou abate de ativos fixos tangíveis são determinadas como a diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação ou abate, sendo registadas na demonstração dos resultados nas rubricas “Outros proveitos” ou “Outros custos”. c) Locações A classificação das locações financeiras ou operacionais é realizada em função da substância dos contratos em causa e não da sua forma. Os contratos de locação são classificados como (i) locações financeiras se através deles forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse ou como (ii) locações operacionais se através deles não forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse. Os ativos adquiridos mediante contratos de locação financeira bem como as correspondentes responsabilidades são contabilizados pelo método financeiro. De acordo com este método, o custo do ativo é registado no ativo fixo tangível, a correspondente responsabilidade é registada no passivo e os juros incluídos no valor das rendas e a amortização do ativo, calculada conforme descrito na Nota 2.2.b), são registados como custos na demonstração dos resultados do período a que respeitam. Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas referentes a bens adquiridos neste regime são reconhecidas como custo na demonstração dos resultados do exercício a que respeitam. d) Subsídios governamentais ou de outras entidades públicas Os subsídios recebidos no âmbito de programas de formação profissional ou subsídios à exploração, são registados na rubrica “Outros proveitos operacionais” da demonstração dos resultados do exercício em que estes programas são realizados, independentemente da data do seu recebimento. Os subsídios atribuídos a fundo perdido para financiamento de ativos fixos tangíveis são registados na demonstração da posição financeira como “Outros passivos correntes” e “Outros passivos não correntes” relativamente às parcelas de curto prazo e de médio e longo prazo respetivamente, e reconhecidos na demonstração dos resultados proporcionalmente às amortizações dos ativos fixos tangíveis subsidiados. Relatório e contas 2014 36 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 e) Imparidade dos ativos fixos tangíveis e dos ativos intangíveis É efetuada uma avaliação de imparidade dos ativos à data de cada balanço e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias que indiquem que o montante pelo qual o ativo se encontra registado possa não ser recuperável. Sempre que o montante pelo qual o ativo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada na demonstração dos resultados na rubrica “Provisões e perdas por imparidade”. A quantia recuperável é a mais alta entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do ativo, numa transação entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados que são esperados que surjam do uso continuado do ativo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada ativo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o ativo pertence. Quando as perdas por imparidade, reconhecidas em exercícios anteriores, deixem de existir, são objeto de reversão. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos resultados na rubrica “Outros proveitos”. Esta reversão da perda por imparidade é efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização ou depreciação) caso a perda por imparidade não se tivesse registado em exercícios anteriores.. f ) Encargos financeiros com empréstimos obtidos Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos são usualmente reconhecidos como custo na demonstração dos resultados de acordo com o princípio da especialização dos exercícios. Nos casos em que são contratados empréstimos com o fim específico de financiar ativos fixos, os juros correspondentes são capitalizados, fazendo parte do custo do ativo. A capitalização destes encargos inicia-se após o início da preparação das atividades de construção, e cessa quando o ativo se encontra pronto para utilização ou caso o projeto seja suspenso. g) Inventários As mercadorias e as matérias-primas, subsidiárias e de consumo são valorizadas ao custo médio de aquisição, deduzido do valor dos descontos de quantidade concedidos pelos fornecedores, o qual é inferior ao respetivo valor de mercado. Os produtos acabados e semi-acabados, os subprodutos e os produtos e trabalhos em curso são valorizados ao custo de produção, que inclui o custo das matérias-primas incorporadas, mão-de-obra e gastos gerais de fabrico, e que é inferior ao valor de mercado. Dentro desta óptica, a madeira cortada em posse da Empresa encontra-se valorizada ao custo de produção, que inclui os custos incorridos com o corte e “rechega” da madeira, assim como a parte proporcional à área cortada dos custos acumulados de estabelecimento, manutenção e gastos administrativos com estes ativos. Contas e Notas Anexas 37 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 A Empresa procede ao registo das correspondentes perdas por imparidade para reduzir, quando aplicável, os inventários ao seu valor realizável líquido ou preço de mercado. A Empresa procede ao registo das correspondentes perdas por imparidade para reduzir, quando aplicável, os inventários ao seu valor realizável líquido ou preço de mercado. h) Ativos biológicos Parte da atividade do Grupo Altri, grupo na qual a Celbi se insere, consiste no cultivo de várias espécies florestais, principalmente eucalipto, as quais são utilizadas como matéria-prima para a produção de pasta de papel. Em 31 de Dezembro de 2014 o Grupo Altri é proprietário de diversas florestas destinadas a esta atividade, as quais se encontram classificadas na rubrica “Ativos biológicos”. Os solos florestais que são propriedade do Grupo estão valorizados de acordo com a política contabilística referida na Nota 2.2 b) e são apresentados na rubrica “Ativos fixos tangíveis” da demonstração consolidada da posição financeira. Dada a inexistência de um mercado ativo em Portugal onde se transaccionem estas espécies florestais e dada a impossibilidade de estimar de forma fiável o valor presente dos fluxos de caixa futuros gerados por esses ativos biológicos, o Conselho de Administração do Grupo Altri optou por registar os ativos biológicos ao seu custo histórico deduzido de perdas por imparidade, o qual inclui todos os encargos incorridos com a sua plantação e desenvolvimento. O custo da madeira é transferido para custos de produção quando a respetiva madeira é cortada e incorporada no produto final de forma proporcional à área cortada nesse exercício face à área total da propriedade na qual foi cortada a madeira, sendo que os cortes de madeira própria são valorizados ao custo específico de cada mata atribuído a cada corte. Apesar de não ser possível estimar de forma fiável o justo valor dos ativos biológicos pelas razões atrás mencionadas, é no entanto convicção do Conselho de Administração da Empresa que o mesmo é superior ao seu valor contabilístico. i) Propriedades de investimento As propriedades de investimento da Empresa correspondem essencialmente a terrenos e edifícios arrendados a outras empresas do Grupo Altri, não destinadas ao uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços, ou para fins administrativos, ou para venda no curso ordinário dos negócios da Empresa. As propriedades de investimento são mensuradas ao custo de aquisição deduzido de amortizações acumuladas e eventuais perdas de imparidade acumuladas. As amortizações são calculadas, após o momento em que o bem se encontra em condições de ser utilizado, de acordo com o método das quotas constantes, em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens, que no caso das propriedades de investimento varia entre 7 e 50 anos. Relatório e contas 2014 38 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 j) Provisões As provisões são reconhecidas quando, e somente quando a Empresa (i) tenha uma obrigação presente (legal ou construtiva) resultante de um evento passado, (ii) seja provável que para a resolução dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e (iii) o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado. As provisões são revistas na data de cada balanço e ajustadas de modo a refletir a melhor estimativa do Conselho de Administração a essa data. As provisões para custos de reestruturação são reconhecidas sempre que exista um plano formal e detalhado de reestruturação e que o mesmo tenha sido comunicado às partes envolvidas. Quando uma provisão é apurada tendo em consideração os fluxos de caixa necessários para liquidar tal obrigação, a mesma é registada pelo valor atual dos mesmos. k) Complementos de reforma A Empresa assegura um complemento de reforma através de um plano de contribuição definida contabilizando como custos do exercício as contribuições que efectua. A contribuição varia anualmente em função dos resultados (EBITDA) do Grupo Altri, atribuindo a cada trabalhador do quadro permanente uma percentagem do seu salário pensionável (remuneração base + isenção de horário + prémio de turno) em função do seu tempo de serviço. l) Instrumentos financeiros (I) Investimentos em subsidiárias Os investimentos em partes de capital de empresas subsidiárias e associadas são mensurados de acordo com o estabelecido na “IAS 27 – Demonstrações Financeiras Consolidadas e Separadas”, ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade. (II) Investimentos Os investimentos detidos pela Empresa são classificados como segue: Investimentos registados ao justo valor através de resultados: esta categoria divide-se em duas subcate- gorias: “Ativos financeiros detidos para negociação” e “Investimentos mensurados ao justo valor através de resultados”. Um ativo financeiro é classificado nesta categoria se for adquirido com o propósito de ser vendido no curto prazo ou a sua performance e estratégia de investimento sejam analisadas e definidas pelo Conselho de Administração com base no justo valor do ativo financeiro. Os instrumentos derivados são também classificados como detidos para negociação, exceto se estiverem afetos a operações de cobertura. Os ativos desta categoria são classificados como ativos correntes no caso de serem detidos para negociação ou se for expectável que se realizem num período inferior a 12 meses da data do balanço; Investimentos detidos até ao vencimento: esta categoria inclui os ativos financeiros, não deriva- dos, com reembolsos fixos ou variáveis, que possuem uma maturidade fixada e cuja intenção do Conselho de Administração é a manutenção dos mesmos até à data do seu vencimento; Investimentos disponíveis para venda: incluem-se aqui os ativos financeiros, não derivados, que são designados como disponíveis para venda ou aqueles que não se enquadrem nas categorias anteriores. Esta categoria é incluída nos ativos não correntes, exceto se o Conselho de Administração tiver a intenção de alienar o investimento num período inferior a 12 meses da data do balanço. Contas e Notas Anexas 39 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Os investimentos são inicialmente registados pelo seu valor de aquisição, que é o justo valor do preço pago incluindo as despesas de transação, no caso dos investimentos detidos até ao vencimento e investimentos disponíveis para venda. Após o reconhecimento inicial, os investimentos mensurados ao justo valor através de resultados e os investimentos disponíveis para venda são reavaliados pelos seus justos valores por referência ao seu valor de mercado à data do balanço, sem qualquer dedução relativa a custos de transação que possam vir a ocorrer até à sua venda. Os investimentos em instrumentos de capital próprio que não sejam cotados e para os quais não seja possível estimar com fiabilidade o seu justo valor, são mantidos ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas por imparidade. Os investimentos detidos até à maturidade são mensurados pelo custo amortizado usando o método da taxa de juro efectiva. Os ganhos ou perdas provenientes de uma alteração no justo valor dos investimentos disponíveis para venda são registados no capital próprio, na rubrica “Reservas de justo valor” incluída na rubrica “Outras reservas” até o investimento ser vendido ou recebido ou até que o justo valor do investimento se situe abaixo do seu custo de aquisição e que tal corresponda a uma perda por imparidade, momento em que a perda acumulada é transferida para a demonstração dos resultados. Todas as compras e vendas destes investimentos são reconhecidas à data da assinatura dos respetivos contratos de compra e venda, independentemente da sua data de liquidação financeira. (III) Dívidas de terceiros As dívidas de clientes, de outros devedores e de outros terceiros são registadas pelo seu valor nominal e apresentadas na demonstração da posição financeira deduzido de eventuais perdas por imparidade reconhecidas na rubrica “Perdas por imparidade acumuladas”, para que os ativos reflictam o seu valor realizável líquido. Estas rubricas, quando correntes, não incluem juros por não se considerar material o impacto do desconto. As perdas por imparidade são registadas na sequência de eventos ocorridos que indiquem, objectivamente e de forma quantificável, que a totalidade ou parte do saldo em dívida não será recebido. Para tal, a Empresa tem em consideração informação de mercado que demonstre que: — a contraparte apresenta dificuldades financeiras significativas; — se verifiquem atrasos significativos nos pagamentos por parte da contraparte; — se torna provável que o devedor vá entrar em liquidação ou reestruturação financeira. As perdas por imparidade reconhecidas correspondem à diferença entre o montante escriturado do saldo a receber e respetivo valor atual dos fluxos de caixa futuros estimados, descontados à taxa de juro efectiva inicial que, nos casos em que se perspetive um recebimento num prazo inferior a um ano, é considerada nula por se considerar imaterial o efeito do desconto. (IV) Empréstimos e contas a pagar não correntes Os empréstimos e as contas a pagar não correntes são registados no passivo pelo seu valor nominal deduzido dos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à emissão desses passivos. Os encargos financeiros são calculados de acordo com a taxa de juro efectiva Relatório e contas 2014 40 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 e contabilizados na demonstração dos resultados do período de acordo com o princípio da especialização dos exercícios. Sempre que existe direito de cumprimento obrigatório de compensar ativos e passivos e o Conselho de Administração pretenda liquidar numa base líquida ou realizar o ativo e liquidar simultaneamente o passivo, os mesmos são compensados, e apresentados na demonstração da posição financeira pelo seu montante líquido. (V) Contas a pagar As contas a pagar, que não vencem juros, são registadas pelo seu valor nominal, que é substancialmente equivalente ao seu justo valor, dado que o efeito do desconto financeiro é considerado imaterial. (VI) Caixa e equivalentes de caixa Os montantes incluídos na rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” correspondem aos valores de caixa, depósitos bancários, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a menos de três meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis sem risco significativo de alteração de valor. Ao nível da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” compreende também os descobertos bancários incluídos na rubrica do passivo corrente “Empréstimos bancários”. (VII) Instrumentos derivados A Empresa utiliza instrumentos derivados na gestão dos seus riscos financeiros como forma de garantir a cobertura desses riscos, não sendo utilizados instrumentos derivados com o objetivo de negociação. Os instrumentos derivados utilizados pela Empresa definidos como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa respeitam a instrumentos de cobertura de taxa de juro de empréstimos obtidos, de taxa de câmbio, bem como de cobertura do preço da pasta de papel. Os indexantes, as convenções de cálculo, as datas de refixação das taxas de juro e os planos de reembolso dos instrumentos de cobertura de taxa de juro são em tudo idênticos às condições estabelecidas para os empréstimos subjacentes contratados, pelo que configuram relações perfeitas de cobertura. Os índices de preços aos quais estão indexados os contratos de futuros de cobertura do preço da pasta de papel, são os mais utilizados pelas empresas do Grupo como referencial do preço de venda da sua pasta de papel. Os critérios utilizados pela Empresa para classificar os instrumentos derivados como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa são os seguintes: — espera-se que a cobertura seja altamente eficaz ao conseguir a compensação de alterações nos fluxos de caixa atribuíveis ao risco coberto; — a eficácia da cobertura pode ser fiavelmente mensurada; — existe adequada documentação sobre a transação a ser coberta no início da cobertura; e — a transação objeto de cobertura é altamente provável. Contas e Notas Anexas 41 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Os instrumentos de cobertura são registados pelo seu justo valor. As alterações de justo valor destes instrumentos são reconhecidas em capitais próprios na rubrica “Reservas de cobertura”, sendo transferidas para resultados no mesmo período em que o instrumento objeto de cobertura afeta resultados. A determinação do justo valor destes instrumentos financeiros é efetuada com recurso a sistemas informáticos de valorização de instrumentos derivados e teve por base a atualização, para a data da demonstração da posição financeira, dos fluxos de caixa futuros do “leg” fixo e do “leg” variável do instrumento derivado. A contabilização de cobertura de instrumentos derivados é descontinuada quando o instrumento se vence ou é vendido. Nas situações em que o instrumento derivado deixe de ser qualificado como instrumento de cobertura, as diferenças de justo valor acumuladas até então, que se encontram registadas em capital próprio na rubrica “Reservas de cobertura”, são transferidas para resultados do período, ou adicionadas ao valor contabilístico do ativo a que as transações objeto de cobertura deram origem, e as reavaliações subsequentes são registadas diretamente nas rubricas da demonstração dos resultados. Quando existam derivados embutidos em outros instrumentos financeiros ou outros contratos, os mesmos são tratados como derivados separados nas situações em que os riscos e características não estejam intimamente relacionados com os contratos de acolhimento e nas situações em que os contratos não sejam apresentados pelo seu justo valor com os ganhos ou perdas não realizadas registadas na demonstração dos resultados. Nos casos em que os instrumentos derivados, embora contratados com o objetivo específico de cobertura de riscos financeiros, não se enquadram nos requisitos acima referidos para classificação como instrumentos de cobertura, as variações do justo valor afetam diretamente a demonstração de resultados, nas rubricas “Proveitos financeiros” e “Custos financeiros”. (VIII) Passivos financeiros e Instrumentos de capital próprio Os passivos financeiros e os instrumentos de capital próprio são classificados de acordo com a substância contratual da transação, independentemente da forma legal que assumem. São considerados instrumentos de capital próprio os que evidenciam um interesse residual nos ativos do Grupo após dedução dos passivos, sendo registados pelo valor recebido, líquido dos custos suportados com a sua emissão. (IX) Ações próprias As ações próprias são contabilizadas pelo seu valor de aquisição como um abatimento ao capital próprio. Os ganhos e perdas inerentes à alienação das ações próprias são registadas na rubrica “Outras reservas”, não afetando o resultado do exercício. (X) Letras descontadas e contas a receber cedidas em factoring A Empresa desreconhece ativos financeiros nas suas demonstrações financeiras, unicamente quando o direito contratual aos fluxos de caixa inerentes a tais ativos já tiver expirado, ou quando o Grupo transfere substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à posse de tais ativos para uma terceira entidade. Se a Empresa retiver substancialmente os riscos e benefícios inerentes à posse de tais ativos, continua a reconhecer nas suas demonstrações Relatório e contas 2014 42 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 financeiras os mesmos, registando no passivo na rubrica “Outros empréstimos” a contrapartida monetária pelos ativos cedidos. Consequentemente, os saldos de clientes titulados por letras descontadas e não vencidas e as contas a receber cedidas em factoring à data de cada demonstração da posição financeira, com excepção das operações de “factoring sem recurso” (e para as quais seja inequívoco que são transferidos os riscos e benefícios inerentes a estas contas a receber) são reconhecidas nas demonstrações financeiras do Grupo até ao momento do seu recebimento. (XI) Ativos classificados como detidos para venda ou em descontinuação Os ativos e os passivos são classificados como detidos para venda ou em descontinuação, quando a sua realização se espera efectivar não pelo uso mas pela venda. A Empresa classifica os ativos e os passivos nesta rubrica quando existe uma elevada probabilidade da venda se realizar e os ativos e passivos estão disponíveis para venda imediata. O Conselho de Administração encontra-se empenhado na venda dos ativos e passivos registados nesta rubrica e é seu entendimento que a mesma se realizará nos próximos doze meses. Os ativos classificados como detidos para venda ou em descontinuação são valorizados ao mais baixo do seu valor contabilístico à data da decisão de venda ou do seu justo valor deduzido dos custos da venda. m) Ativos e passivos contingentes Os passivos contingentes são definidos pela Empresa como (i) obrigações que surjam de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais acontecimentos futuros incertos não totalmente sob o controlo da Empresa ou (ii) obrigações presentes que surjam de acontecimentos passados mas que não são reconhecidas porque não é provável que um fluxo de recursos que afecte benefícios económicos seja necessário para liquidar a obrigação ou a quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente fiabilidade. Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da Empresa, sendo os mesmos objeto de divulgação, a menos que a possibilidade de uma saída de fundos afetando benefícios económicos futuros seja remota, caso este em que não são sequer objeto de divulgação. Os ativos contingentes são possíveis ativos que surgem de acontecimentos passados e cuja existência somente será confirmada pela ocorrência, ou não, de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob o controlo da Empresa. Os ativos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras da Empresa mas unicamente objeto de divulgação quando é provável a existência de benefícios económicos futuros. n) Imposto sobre o rendimento O imposto sobre o rendimento do exercício é calculado com base nos resultados tributáveis da Empresa de acordo com as regras fiscais em vigor e considera a tributação diferida. Contas e Notas Anexas 43 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 A Altri é a sociedade dominante de um grupo de empresas que são tributadas de acordo com o Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (“RETGS”), de acordo com o artigo 69º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas. Os impostos diferidos são calculados com base no método da responsabilidade de balanço e refletem as diferenças temporárias entre o montante dos ativos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respetivos montantes para efeitos de tributação. Os impostos diferidos ativos e passivos são calculados e anualmente avaliados utilizando as taxas de tributação em vigor ou anunciadas para estarem em vigor à data expectável da reversão das diferenças temporárias. Os ativos por impostos diferidos são reconhecidos unicamente quando existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em que existam diferenças temporárias tributáveis que compensem as diferenças temporárias dedutíveis no período da sua reversão. No final de cada período é efetuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a sua utilização futura. Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do exercício, exceto se resultarem de valores registados diretamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma rubrica. o) Rédito e especialização dos exercícios O rédito proveniente da venda de bens apenas é reconhecido na demonstração dos resultados quando (i) são transferidos para o comprador os riscos e vantagens significativos da propriedade dos bens, (ii) não seja mantido um envolvimento continuado de gestão com grau geralmente associado com a posse ou o controlo efectivo dos bens vendidos, (iii) a quantia do rédito pode ser fiavelmente mensurada, (iv) seja provável que os benefícios económicos associados com as transações fluam para a Empresa e (v) os custos incorridos ou a serem incorridos referentes à transação possam ser fiavelmente mensurados. As vendas são reconhecidas líquidas de impostos, descontos e outros custos inerentes à sua concretização, pelo justo valor do montante recebido ou a receber. Os dividendos são reconhecidos como proveitos na demonstração dos resultados do período em que é decidida a sua atribuição. As restantes receitas e despesas são registadas de acordo com o princípio da especialização de exercícios pelo qual estas são reconhecidas à medida que são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e as correspondentes receitas e despesas geradas são registadas nas rubricas de acréscimos e diferimentos incluídas nas rubricas “Outros ativos correntes” e “Outros passivos correntes”. p) Saldos e transações expressos em moeda estrangeira Todos os ativos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para Euros utilizando as taxas de câmbio oficiais vigentes à data da demonstração da posição financeira. Relatório e contas 2014 44 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas de câmbio em vigor na data das transações e as vigentes na data das cobranças, pagamentos ou à data da demonstração da posição financeira, dessas mesmas transações, são registadas como proveitos e custos na demonstração consolidada de resultados do exercício, exceto as relativas a valores não monetários cuja variação de justo valor seja registada diretamente em capital próprio. q) Eventos subsequentes Os eventos ocorridos após a data do balanço que proporcionem provas ou informações adicionais sobre condições que existiam à data do balanço (“adjusting events”) são reflectidos nas demonstrações financeiras. Os eventos após a data do balanço que sejam indicativos de condições que surgiram após a data do balanço (“non adjusting events”), quando materiais, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras. r) Demonstração dos fluxos de caixa A demonstração dos fluxos de caixa é preparada de acordo com a IAS 7, através do método directo. A Empresa classifica na rubrica “Caixa e seus equivalentes” os investimentos com vencimento a menos de três meses e para os quais o risco de alteração de valor é insignificante. A demonstração dos fluxos de caixa encontra-se classificada em atividades operacionais (que englobam os recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, pagamentos a pessoal e outros relacionados com a atividade operacional), de financiamento (que incluem, designadamente, os pagamentos e recebimentos referentes a empréstimos obtidos, contratos de locação financeira e pagamento de dividendos) e de investimento (que incluem, nomeadamente, aquisições e alienações de investimentos em empresas participadas e recebimentos e pagamentos decorrentes da compra e da venda de ativos fixos tangíveis). s) Julgamentos e estimativas Na preparação das demonstrações financeiras anexas foram efetuados juízos de valor e estimativas e utilizados diversos pressupostos que afetaram as quantias relatadas de ativos e passivos, assim como as quantias relatadas de rendimentos e gastos do exercício. As estimativas e os pressupostos subjacentes foram determinados com base no melhor conhecimento existente à data de aprovação das demonstrações financeiras dos eventos e transações em curso, assim como na experiência de eventos passados e/ou correntes. Contudo, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo previsíveis à data de aprovação das demonstrações financeiras, não foram consideradas nessas estimativas. As alterações às estimativas que ocorram posteriormente à data das demonstrações financeiras serão corrigidas de forma prospectiva. Por este motivo e dado o grau de incerteza associado, os resultados reais das transações em questão poderão diferir das correspondentes estimativas. Os principais juízos de valor e estimativas efetuadas na preparação das demonstrações financeiras anexas foram os seguintes: Contas e Notas Anexas 45 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 — Vidas úteis dos ativos tangíveis e intangíveis; — Análise de imparidade de ativos tangíveis e intangíveis; — Registo de provisões e perdas por imparidade; e — Apuramento do justo valor dos instrumentos financeiros derivados. t) Política de gestão de risco A Celbi encontra-se exposto essencialmente ao (i) risco de mercado, (ii) risco de liquidez e (iii) risco de crédito. O principal objetivo da Administração ao nível da gestão de risco é o de reduzir estes riscos a um nível considerado aceitável para o desenvolvimento das atividades da Empresa. As linhas orientadoras da política de gestão de risco são definidas pelo Conselho de Administração da Celbi, o qual determina quais os limites de risco aceitáveis. A concretização operacional da política de gestão de risco é levada a cabo pela Administração e pela Direção da Empresa. a) Risco de mercado Revestem-se de particular importância no âmbito da gestão de risco de mercado o risco de taxa de juro, o risco de taxa de câmbio e o risco da variabilidade nos preços de commodities. A Empresa utiliza instrumentos derivados na gestão dos seus riscos de mercado a que está exposto como forma de garantir a sua cobertura, não sendo utilizados instrumentos derivados com o objetivo de negociação ou especulação. (I) Risco de taxa de juro A exposição da Empresa à taxa de juro decorre essencialmente dos empréstimos de longo prazo que são constituídos na sua maioria por dívida indexada à Euribor. A Celbi utiliza instrumentos derivados ou transações semelhantes para efeitos de cobertura de riscos de taxas de juro consideradas significantes. Três princípios são utilizados na seleção e determinação dos instrumentos de cobertura da taxa de juro: Para cada derivado ou instrumento de cobertura utilizado para protecção do risco associado a um determinado financiamento, existe coincidência entre as datas dos fluxos de juros pagos nos financiamentos objeto de cobertura e as datas de liquidação ao abrigo dos instrumentos de cobertura; Equivalência perfeita entre as taxas base: o indexante utilizado no derivado ou instrumento de cobertura deverá ser o mesmo que o aplicável ao financiamento/transação que está a ser coberta; e Desde o início da transação, o custo máximo do endividamento, resultante da operação de cobertura realizada, é conhecido e limitado, mesmo em cenários de evoluções extremas das taxas de juro de mercado, procurando-se que o nível de taxas daí resultante seja enquadrável no custo de fundos considerado no plano de negócios da Empresa. Uma vez que a totalidade do endividamento da Celbi se encontra indexado a taxas variáveis, são utilizados swaps de taxa de juro, quando tal é considerado necessário, como forma de protecção contra as variações dos fluxos de caixa futuros associados aos pagamentos de juros. Os swaps de taxa de juro contratados têm o efeito económico de converter os respetivos empréstimos associados a taxas variáveis para taxas fixas. Ao abrigo destes contratos a Relatório e contas 2014 46 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Celbi acorda com terceiras partes (Bancos) a troca, em períodos de tempo pré-determinados, da diferença entre o montante de juros calculados à taxa fixa contratada e à taxa variável da altura da refixação, com referência aos respetivos montantes nocionais acordados. As contrapartes dos instrumentos de cobertura estão limitadas a instituições de crédito de elevada qualidade creditícia, sendo política da Empresa privilegiar a contratação destes instrumentos com entidades bancárias que formem parte das suas operações de financiamento. Para efeitos de determinação da contraparte das operações pontuais, a Celbi solicita a apresentação de propostas e preços indicativos a um número representativo de bancos de forma a garantir a adequada competitividade destas operações. Na determinação do justo valor das operações de cobertura, a Celbi utiliza determinados métodos, tais como modelos de avaliação de opções e de atualização de fluxos de caixa futuros, e utiliza determinados pressupostos que são baseados nas condições de taxas de juro de mercado prevalecentes à data da demonstração da posição financeira consolidada. Cotações comparativas de instituições financeiras, para instrumentos específicos ou semelhantes, são utilizados como referencial de avaliação. O Conselho de Administração da Celbi aprova os termos e condições dos financiamentos considerados materiais para a Empresa, analisando para tal a estrutura da dívida, os riscos inerentes e as diferentes opções existentes no mercado, nomeadamente quanto ao tipo de taxa de juro (fixo/variável). O objetivo da Empresa é limitar a volatilidade dos cash-flows e resultados tendo em conta o perfil da sua atividade operacional através da utilização de uma adequada combinação de dívida a taxa fixa e variável. A política da Empresa permite a utilização de derivados de taxa de juro para redução da exposição às variações da Euribor e não para fins especulativos. A maior parte dos instrumentos derivados utilizados pela Empresa na gestão do risco taxa de juro são definidos como instrumentos de cobertura de fluxos de caixa por configurarem relações perfeitas de cobertura. Os indexantes, as convenções de cálculos, as datas de refixação das taxas de juro e os planos de reembolso dos instrumentos de cobertura de taxa de juro são em tudo idênticos às condições estabelecidas para os empréstimos subjacentes contratados. No entanto, existem alguns instrumentos derivados que, embora tenham sido contratados com o objetivo de cobertura do risco da taxa de juro, não se enquadram nos requisitos acima referidos para classificação como instrumentos de cobertura. A análise da sensibilidade dos resultados da Empresa a alterações da taxa de juro encontra-se na Nota 20. (II) Risco de taxa de câmbio A Empresa está exposta ao risco de taxa de câmbio nas transações relativas a vendas de produtos acabados em mercados internacionais em moeda diferente do Euro. Sempre que o Conselho de Administração considere necessário, para reduzir a volatilidade dos seus resultados à variabilidade das taxas de câmbio, a exposição é controlada através de um programa de compra de divisas a prazo (forwards) ou de outros instrumentos derivados de taxa de câmbio. Contas e Notas Anexas 47 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 O Conselho de Administração da Celbi entende que eventuais alterações da taxa de câmbio não terão um efeito significativo sobre as demonstrações financeiras consolidadas. (III) Risco de variabilidade nos preços de commodities Desenvolvendo a sua atividade num setor que transacciona commodities (pasta de papel), a Celbi encontra-se particularmente exposto a variações do seu preço, com os correspondentes impactos nos seus resultados. No entanto, para gerir este risco foram celebrados contratos de cobertura de variação de preços da pasta de papel, pelos montantes e valores considerados adequados às operações previstas, atenuando assim a volatilidade dos seus resultados. O aumento/diminuição de 5% do preço da pasta de papel transaccionada pela Celbi durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 teria implicado um aumento/diminuição dos resultados operacionais de, aproximadamente, 15,3 Milhões de Euros, sem considerar o efeito dos derivados de pasta de papel (Nota 26) e mantendo-se tudo o resto constante. b) Risco de liquidez O principal objetivo da política de gestão de risco de liquidez é garantir que a Empresa tem disponível, a todo o momento, os recursos financeiros necessários para fazer face às suas responsabilidades e prosseguir as estratégias delineadas honrando todos os compromissos assumidos com terceiros, quando se tornam devidos, através de uma adequada gestão da maturidade dos financiamentos. A Empresa prossegue assim uma política activa de refinanciamento pautada: (i) pela manutenção de um nível elevado de recursos livres e imediatamente disponíveis para fazer face a necessidades de curto prazo; e (ii) pelo alongamento ou manutenção da maturidade da dívida de acordo com os cash-flows previstos e a capacidade de alavancagem do seu balanço. A análise de liquidez para instrumentos financeiros é apresentada junto da nota respetiva a cada classe de passivos financeiros. Relatório e contas 2014 48 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 c) Risco de crédito A Empresa está exposta ao risco de crédito no âmbito da sua atividade operacional corrente. Este risco é controlado através de um sistema de recolha de informação financeira e qualitativa, prestada por entidades reconhecidas que fornecem informação de riscos, que permitem avaliar a viabilidade dos clientes no cumprimento das suas obrigações, visando a redução do risco de concessão de crédito. A avaliação do risco de crédito é efetuada numa base regular, tendo em consideração as condições correntes de conjuntura económica e a situação específica do crédito de cada uma das empresas, sendo adoptados procedimentos corretivos sempre que tal se julgue conveniente. O risco de crédito é limitado pela gestão da concentração de riscos e uma rigorosa seleção de contrapartes bem como pela contratação de seguros de crédito junto de instituições especializadas e que cobrem uma parte significativa do crédito concedido em resultado da atividade desenvolvida pela Empresa. Os ajustamentos para contas a receber são calculados tendo em consideração: (i) o perfil de risco do cliente; (ii) o prazo médio de recebimento; e (iii) as condições financeiras do cliente. Os montantes apresentados na demonstração da posição financeira encontram-se líquidos das perdas acumuladas de imparidade para cobranças duvidosas que foram estimadas pela Empresa, estando portanto ao seu justo valor. 3. Alterações de políticas contabilisticas e correções de erros Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 não houve alteração das políticas contabilísticas nem foram corrigidos erros materiais relativos a exercícios anteriores. Contas e Notas Anexas 49 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 4. Ativos fixos tangíveis Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 o movimento ocorrido no valor dos ativos fixos tangíveis, bem como nas respetivas depreciações e perdas por imparidade acumuladas foi o seguinte: 2014 Ativo bruto Terrenos e recursos naturais Edifícios e outras construções Equipamento básico Equipamento de transporte 11.052.575 66.055.134 659.999.893 751.517 Aumentos 230.000 - 4.579.891 - Alienações - - (44.573) - Transferências e abates - - 1.179.478 - 11.282.575 66.055.134 665.714.689 751.517 Terrenos e recursos naturais Edifícios e outras construções Equipamento básico Equipamento de transporte 6.995.854 59.616.772 391.744.961 749.767 Aumentos 315.158 593.956 29.631.734 875 Alienações - - (44.573) - Transferências e abates - - - - 7.311.012 60.210.728 421.332.122 750.642 3.971.563 5.844.406 244.382.567 875 Terrenos e recursos naturais Edifícios e outras construções Equipamento básico Equipamento de transporte 11.027.990 66.055.134 659.117.983 751.517 Aumentos 24.585 - 541.812 - Alienações - - - - Transferências e abates - - 340.098 - 11.052.575 66.055.134 659.999.893 751.517 Terrenos e recursos naturais Edifícios e outras construções Equipamento básico Equipamento de transporte 6.687.199 58.991.953 362.486.419 743.743 Aumentos 308.655 624.819 29.258.542 6.024 Alienações - - - - Transferências e abates - - - - 6.995.854 59.616.772 391.744.961 749.767 4.056.721 6.438.362 268.254.932 1.750 Saldo inicial Saldo final Amortizações acumuladas Saldo inicial Saldo final 2013 Ativo bruto Saldo inicial Saldo final Amortizações acumuladas Saldo inicial Saldo final Relatório e contas 2014 50 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Equipamento administrativo Outros ativos fixos tangíveis Ativos fixos tangíveis em curso Adiantamentos por conta de ativos fixos Total 4.584.837 7.690.992 4.532.561 189.210 754.856.719 49.620 26.190 13.848.733 - 18.734.434 (237.056) (123.859) - - (405.488) - 47.951 (1.233.094) (73.323) (78.988) 4.397.401 7.641.274 17.148.200 115.887 773.106.677 Equipamento administrativo Outros ativos fixos tangíveis Total 4.423.480 7.461.460 470.992.294 80.979 90.560 30.713.262 (237.056) (123.860) (405.489) - - - 4.267.403 7.428.160 501.300.067 129.998 213.114 17.148.200 115.887 271.806.610 Equipamento administrativo Outros ativos fixos tangíveis Ativos fixos tangíveis em curso Adiantamentos por conta de ativos fixos Total 4.525.933 7.745.426 487.511 189.210 749.900.704 59.363 12.000 4.385.148 - 5.022.908 (459) (66.434) - - (66.893) - - (340.098) - - 4.584.837 7.690.992 4.532.561 189.210 754.856.719 Equipamento administrativo Outros ativos fixos tangíveis Total 4.282.029 7.444.428 440.635.771 141.910 83.466 30.423.416 (459) (66.434) (66.893) - - - 4.423.480 7.461.460 470.992.294 161.357 229.532 4.532.561 189.210 Contas e Notas Anexas 51 283.864.425 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 5. Ativos intangíveis Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, o movimento ocorrido no valor dos ativos intangíveis, bem como nas respetivas amortizações e perdas por imparidade acumuladas, foi o seguinte: 2014 Imobilizado bruto Software Outros ativos intangíveis Total 6.968.501 25.600 6.994.101 Aumentos 80.060 - 80.060 Alienações - - - Transferências e abates - - - 7.048.561 25.600 7.074.161 Saldo inicial Saldo final Amortizações acumuladas Saldo inicial Software Outros ativos intangíveis Total 6.775.469 25.600 6.801.069 Aumentos 133.823 Alienações - - - Transferências e abates - - - 6.909.292 25.600 - 6.934.892 Saldo Final 133.823 139.269 139.269 2013 Imobilizado bruto Software Saldo inicial Outros ativos intangíveis Total 6.834.054 25.600 6.859.654 Aumentos 134.447 - 134.447 Alienações - - - Transferências e abates - - - 6.968.501 25.600 6.994.101 Saldo final Amortizações acumuladas Software Outros ativos intangíveis Total 6.286.669 17.066 6.303.735 Aumentos 488.800 8.534 497.334 Alienações - - - Transferências e abates - - - 6.775.469 25.600 - 6.801.069 Saldo inicial Saldo Final 193.032 Relatório e contas 2014 52 193.032 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 6. Propriedades de investimento O montante registado em “Propriedades de investimento” em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 é referente, essencialmente, a terrenos e edifícios arrendados. Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 a Empresa alienou terrenos, instalações e equipamentos de viveiros sitos na propriedade do Furadouro à empresa do grupo, Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda (Nota 30). O Conselho de Administração entende que o justo valor das propriedades investimento é superior ao seu valor líquido contabilístico. Os movimentos da rubrica “Propriedades de investimento” durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 foram como se segue: 2014 Ativo bruto Saldo inicial Aumentos Alienações Transferências Saldo final 9.333.781 73.323 (4.117.521) 5.665 5.295.248 Saldo inicial Aumentos Alienações Transferências Saldo final 5.618.462 53.779 (3.806.175) - 1.866.066 Amortizações acumuladas 3.715.319 3.429.182 2013 Ativo bruto Saldo inicial Aumentos Alienações Transferências Saldo final 9.339.976 - (6.195) - 9.333.781 Saldo inicial Aumentos Alienações Transferências Saldo final 5.497.897 120.565 - - 5.618.462 Amortizações acumuladas 3.842.079 3.715.319 Contas e Notas Anexas 53 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 7. Investimentos em empresas subsidiárias Durante o período findo em 31 de Dezembro de 2014 o movimento nos investimentos em empresas subsidiárias foram como se seque: 31.12.2013 Empresa Eliminadas por fusão (Nota 1) Aumentos Invescaima - Investimentos e participações SGPS, S.A. 364.238.500 (364.238.500) Celbinave - Tráfego e Estiva SGPS, Unipessoal, Lda. 9.000 (9.000) Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda 15.000 Incorporadas por fusão (Nota 1) 715.000 Diminuições 31-12-2014 (730.000) Altri Florestal, S.A. 88.116.056 88.116.056 Caima Indústria de Celulose, S.A. 85.000.000 85.000.000 Caima Energia, S.A. 15.000.000 15.000.000 466.563 466.563 150.000.000 150.000.000 Captaraíz - Unipessoal, Lda. Celtejo - Empresa de Celulose do Tejo, S.A. 364.262.500 715.000 (364.247.500) 338.582.619 (730.000) 338.582.619 No decorrer do exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 a Celbi, no âmbito da reestruturação do grupo Altri, passou por um processo de fusão em que as suas subsidiárias (Invescaima – Investimentos e participações SGPS, S.A. e Celbinave – Tráfego e Estiva SGPS, Unipessoal, Lda.) foram extintas (Nota 1). Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 a Celbi subscreveu e realizou por entradas em dinheiro o aumento de capital da sua subsidiária Viveiros do Furadouro, Lda. no montante de 715.000 Euros. Após esta operação, a empresa Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda. foi alienada pelo montante de 1.465.000 Euros (Notas 30 e 32). Como resultado do processo de fusão e dos aumentos de capital, em 31 de Dezembro de 2014 as empresas subsidiárias eram as seguintes: 31.12.2014 Sede Percentagem de detenção Valor líquido contabilístico Capital próprio Resultado líquido Altri Florestal, S.A. Constância 100% 88.116.056 96.903.249 (3.252.863) Caima Indústria de Celulose, S.A. Constância 100% 85.000.000 37.543.978 3.456.811 Caima Energia, S.A. Constância 100% 15.000.000 9.437.010 1.103.802 Lisboa 100% 466.563 389.233 (1.080) Vila Velha de Ródão 99,83% 150.000.000 118.555.870 10.256.190 Empresa Captaraíz - Unipessoal, Lda. Celtejo - Empresa de Celulose do Tejo, S.A. 338.582.619 Relatório e contas 2014 54 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Em 31 de Dezembro de 2013 as empresas subsidiárias eram as seguintes: 31.12.2013 Sede Percentagem de detenção Valor líquido contabilístico Capital próprio Resultado líquido Invescaima - Investimentos e participações SGPS, S.A. Lisboa 100% 364.238.500 275.907.401 (584.962) Celbinave - Tráfego e Estiva SGPS, Unipessoal, Lda. Figueira da Foz 100% 9.000 496.767 80.343 Óbidos 100% 15.000 698.296 139.035 Empresa Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda. 364.262.500 No decorrer do exercício findo em 31 de Dezembro de 2013 a Celbi subscreveu e realizou por entradas em dinheiro o aumento do capital social da subsidiária Invescaima – Investimentos e participações SGPS, S.A. em 112.000.000 Euros. 8. Investimentos em empresas associadas A empresa associada e a proporção do capital detido, em 31 de Dezembro de 2014, obtida pela fusão da Celbinave - Tráfego e Estiva SGPS, Unipessoal, Lda. (Nota 1), era conforme segue: Sede Valor de balanço Percentagem de detenção Capital próprio Resultado líquido Figueira da Foz 573.240 33% 1.849.742 309.645 Empresa Operfoz - Operador do Porto da Figueira da Foz 9. Investimentos disponíveis para venda Rigor Capital - Produção de Energia, Lda. Outros investimentos 31-12-2014 31-12-2013 10.073.844 - 145.001 4.110.512 10.218.845 4.110.512 O investimento financeiro na Rigor Capital – Produção de Energia, Lda. resultou do processo de fusão referido na Nota 1. É entendimento do Conselho de Administração da Celbi que o valor contabilístico dos investimentos disponíveis para venda, que correspondem a participações financeiras inferiores a 20%, nas quais a Altri não tem influência significativa na gestão e que se encontram registadas ao custo de aquisição, deduzido de perdas por imparidade de acordo com a política contabilística referida na Nota 2.2 l)ii), não difere de forma significativa do seu justo valor, sendo que no caso particular do investimento na Rigor Capital – Produção de Energia, Lda. tal entendimento tem por base uma avaliação com base no método dos cash-flows descontados. Em 31 de Dezembro de 2013 a rubrica “Investimentos disponíveis para venda” corresponde sobretudo a ações cotadas em bolsa as quais estavam registadas ao respetivo valor de mercado no montante de 3.965.712 Euros, as quais foram alienadas no exercício de 2014 (Nota 13). Contas e Notas Anexas 55 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 10. Outros devedores não correntes Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Outros devedores não correntes” era composta como se segue: Outros devedores 31.12.2014 31.12.2013 2.521.897 - 2.521.897 - Em 31 de Dezembro de 2014, a rubrica “Outros devedores” corresponde, integralmente, a uma conta a receber relativa à caução paga no âmbito de um contrato de arrendamento. 11. Impostos correntes e diferidos De acordo com a legislação em vigor, as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), exceto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspeções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa desde 2011 poderão vir ainda ser sujeitas a revisão. A Administração da Empresa entende que as eventuais correções resultantes de revisões/inspeções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações fiscais não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras em 31 de Dezembro de 2014 e 2013. Nos termos do artigo 88º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas a Empresa encontra-se sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado. A Celbi é parte integrante de um grupo de empresas (em que a Altri SGPS, SA é a sociedade dominante) que se encontra abrangido pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (“RETGS”), sendo que cada uma das sociedades abrangidas por este regime regista o imposto sobre o rendimento nas suas contas individuais por contrapartida da rubrica “Empresas do grupo”. Nos casos em que as filiais contribuem com prejuízos é registado, nas contas individuais, o montante de imposto correspondente aos prejuízos que vierem a ser compensados pelos lucros das demais sociedades abrangidas por este regime. De acordo com a legislação em vigor a Celbi utiliza para calculo dos impostos diferidos a uma taxa de 22,5%, sendo que a mesma resulta da soma da taxa aprovada para estar em vigor em 2015 e nos anos seguintes que ascende a 21% para o imposto sobre o rendimento coletivo, da derrama cuja taxa é 1,5% para a Celbi, exceto no que respeita a ativos por impostos diferidos resultantes de prejuízos fiscais reportáveis, situação em que é utilizada uma taxa de 21%. De acordo com a legislação em vigor em Portugal, para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 a taxa base de imposto sobre os rendimentos em vigor foi de 23%. Adicionalmente, de acordo com a legislação em vigor em Portugal, a derrama estadual corresponde à aplicação de uma taxa adicional de 3% sobre a parte do lucro tributável entre 1,5 e 7,5 milhões de Euros, de 5% sobre a parte do lucro tributável entre 7,5 e 35 milhões de Euros e de 7% sobre a parte do lucro tributável superior a 35 milhões de Euros. Os impostos sobre o rendimento reconhecidos na demonstração dos resultados dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 podem ser detalhados como segue: Relatório e contas 2014 56 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 31.12.2014 31.12.2013 Imposto corrente 1.192.255 (9.211.752) Imposto diferido (126.816) 29.682 1.065.439 (9.182.070) A reconciliação do resultado antes de imposto para o imposto do exercício é como segue: Resultado antes de impostos Taxa de imposto (incluindo taxa máxima e derrama) Diferença entre mais e menos valias fiscais e contabilísticas Benefícios fiscais Tributação autónoma Derrama estadual Outros efeitos Imposto sobre o rendimento 31.12.2014 31.12.2013 27.007.375 54.280.591 24,50% 26,50% (6.616.807) (14.384.357) 184.421 (2.897) 8.755.489 7.817.416 (54.029) (30.143) (1.110.157) (2.526.470) (93.478) (55.619) 1.065.439 (9.182.070) A linha “Benefícios fiscais” em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 diz respeito sobretudo à utilização de parte do crédito de imposto atribuído pelo Estado Português no âmbito do incentivo global ao investimento da Celbi no aumento da sua capacidade produtiva (Nota 37). O movimento ocorrido nos ativos e passivos por impostos diferidos nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 foi como segue: 2014 Saldo em 1.1.2014 Ativos por impostos diferidos Passivos por impostos diferidos 1.965.790 421.231 (174.543) - - (47.727) (174.543) (47.727) (9.086) - (856.592) (319.109) 925.569 54.395 Efeitos na demonstração dos resultados: Aumento/(Redução) de provisões não aceites para efeitos fiscais Outros efeitos Total de efeitos na demonstração dos resultados Efeitos em capitais próprios: Justo valor de investimentos disponíveis para venda Justo valor de instrumentos derivados (nota 26) Saldo em 31.12.2014 Contas e Notas Anexas 57 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 2013 Ativos por impostos diferidos Passivos por impostos diferidos 4.907.891 199.857 10.875 - Outros efeitos 3.276 (15.531) Total de efeitos na demonstração dos resultados 14.151 (15.531) 9.086 (82.204) (2.965.338) 319.109 1.965.790 421.231 Saldo em 1.1.2013 Efeitos na demonstração dos resultados: Aumento/(Redução) de provisões não aceites para efeitos fiscais Efeitos em capitais próprios Justo valor de investimentos disponíveis para venda Justo valor de instrumentos derivados (nota 26) Saldo em 31.12.2013 O detalhe dos ativos e passivos por impostos diferidos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, de acordo com as diferenças temporárias que os geraram, é como segue: 31.12.2014 Ativos por impostos diferidos Passivos por impostos diferidos 864.536 - 1.039.079 - - - 9.086 - 57.757 - 914.349 319.109 3.276 54.395 3.276 102.122 925.569 54.395 1.965.790 421.231 Ativos por impostos diferidos Provisões e perdas por imparidade de ativos não aceites fiscalmente Justo valor de investimentos disponíveis para venda Justo valor dos instrumentos derivados Outros 31.12.2013 Passivos por impostos diferidos 12. Inventários e ativos biológicos Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, o montante registado na rubrica “Ativos biológicos” corresponde às florestas e encargos incorridos com as plantações efetuadas pela Empresa, podendo o seu valor ser detalhado como segue: Valor bruto Perdas de imparidade acumuladas em ativos biológicos (Nota 21) Relatório e contas 2014 58 31.12.2014 31.12.2013 144.777 276.464 - (91.662) 144.777 184.802 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, o montante registado na rubrica “Inventários” pode ser detalhado como segue: Matérias-primas. subsidiárias e de consumo Produtos e trabalhos em curso Produtos acabados e intermédios Adiantamentos por conta de compras Perdas de imparidade acumuladas (Nota 21) 31.12.2014 31.12.2013 24.105.364 23.925.555 575.585 301.564 12.332.861 14.462.972 546.701 2.554.359 37.560.511 41.244.450 (2.525.000) (2.525.000) 35.035.511 38.719.450 Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 existiam fora das instalações da Empresa os seguintes inventários: 31.12.2014 31.12.2013 Em portos comunitários 7.367.479 10.935.424 À guarda de terceiros 1.904.698 703.223 9.272.177 11.638.648 Adicionalmente, em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, não existiam à guarda da Empresa, inventários cuja propriedade fosse de terceiros. O custo das vendas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 ascendeu a 202.807.452 Euros e foi apurado como se segue: Matérias primas, subsidiárias e de consumo Produtos acabados e intermédios Produtos e trabalhos em curso Total Saldo inicial 23.925.555 14.462.972 578.028 38.966.555 Compras 201.050.781 - - 201.050.781 - (51.297) - (51.297) (24.105.364) (12.332.861) (720.362) (37.158.587) 200.870.972 2.078.814 (142.334) 202.807.452 Regularização de existências Existências finais Contas e Notas Anexas 59 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 O custo das vendas do exercício findo em 31 de Dezembro de 2013 ascendeu a 189.809.420 Euros e foi apurado como se segue: Matérias primas, subsidiárias e de consumo Produtos acabados e intermédios Produtos e trabalhos em curso Total 18.584.081 11.280.266 707.351 30.571.698 198.204.277 - - 198.204.277 - - - - (23.925.555) (14.462.972) (578.028) (38.966.555) 192.862.803 (3.182.706) 129.323 189.809.420 Saldo inicial Compras Regularização de existências Existências finais 13. Classe de instrumentos financeiros Os instrumentos financeiros, de acordo com as políticas descritas na Nota 2, foram classificados como segue: Ativos financeiros 31.12.2014 Notas Ativos financeiros Investimentos disponíveis para venda Total 10 2.521.897 - 2.521.897 9 - 10.218.645 10.218.645 2.521.897 10.218.645 12.740.542 Ativos não correntes Outros devedores não correntes Investimentos disponíveis para venda Ativos correntes Clientes 14 62.164.378 - 62.164.378 Outras dívidas de terceiros 15 3.385.088 - 3.385.088 Empresas do Grupo 30 75.030.458 - 75.030.458 Caixa e equivalentes de caixa 18 223.875.563 - 223.875.563 366.977.384 10.218.645 377.196.029 31.12.2013 Notas Ativos financeiros Investimentos disponíveis para venda Derivados Total 9 - 4.110.512 - 4.110.512 - 4.110.512 - 4.110.512 Ativos não correntes Investimentos disponíveis para venda Ativos correntes Clientes 14 63.916.760 - - 63.916.760 Outras dívidas de terceiros 15 3.622.177 - - 3.622.177 Empresas do Grupo 30 80.846.711 - - 80.846.711 Instrumentos financeiros derivados 26 - - 1.204.184 1.204.184 Caixa e equivalentes de caixa 18 193.511.995 - - 193.511.995 341.897.643 4.110.512 1.204.184 347.212.339 Relatório e contas 2014 60 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Passivos financeiros 31.12.2014 Notas Passivos financeiros Derivados Total Empréstimos bancários 20 103.837.500 - 103.837.500 Outros empréstimos 20 211.581.537 - 211.581.537 315.419.037 - 315.419.037 Passivos não correntes Passivos correntes Outros empréstimos 20 344.966.800 - 344.966.800 Fornecedores 23 39.022.526 - 39.022.526 Empresas do Grupo 30 1.438.778 - 1.438.778 Outras dívidas a terceiros 24 2.412.805 - 2.412.805 Instrumentos financeiros derivados 26 - 1.902.297 1.902.297 387.840.909 1.902.297 389.743.206 703.259.946 1.902.297 705.162.243 Notas Passivos financeiros Derivados Total Empréstimos bancários 20 74.212.500 - 74.212.500 Outros empréstimos 20 448.002.751 - 448.002.751 522.215.251 - 522.215.251 31.12.2013 Passivos não correntes Passivos correntes - Empréstimos bancários 20 4.324.293 - 4.324.293 Outros empréstimos 20 105.084.603 - 105.084.603 Fornecedores 23 37.971.965 - 37.971.965 Empresas do Grupo 30 490.875 - 490.875 Outras dívidas a terceiros 24 3.452.013 - 3.452.013 Instrumentos financeiros derivados 26 - 6.488.549 6.488.549 151.323.749 6.488.549 157.812.298 673.539.000 6.488.549 680.027.549 Instrumentos financeiros reconhecidos a justo valor O quadro seguinte detalha os instrumentos financeiros que são mensurados a justo valor após o reconhecimento inicial, agrupados em 3 níveis de acordo com a possibilidade de observar no mercado o seu justo valor: Nível 1: o justo valor é determinado com base em preços de mercado ativo; Nível 2: o justo valor é determinado com base em técnicas de avaliação. Os principais inputs dos modelos de avaliação são observáveis no mercado; e Contas e Notas Anexas 61 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Nível 3: o justo valor é determinado com base em modelos de avaliação, cujos principais inputs não são observáveis no mercado. 31.12.2014 31.12.2013 nível 1 nível 2 nível 3 nível 1 nível 2 nível 3 Investimentos disponíveis para venda (Nota 9) - - - 3.965.712 - - Derivados (Nota 26) - - - - 1.204.184 - - 1.902.297 - - 6.488.549 - Ativos financeiros mensurados ao justo valor: Passivos financeiros mensurados a justo valor: Derivados (Nota 26) 14. Clientes Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 esta rubrica tinha a seguinte composição: Clientes, conta corrente Clientes de cobrança duvidosa Perdas de imparidade acumuladas em clientes (Nota 21) 31.12.2014 31.12.2013 62.164.378 63.916.760 44.633 126.693 62.209.011 64.043.453 (44.633) (126.693) 62.164.378 63.916.760 A exposição da Celbi ao risco de crédito é atribuível antes de mais às contas a receber da sua atividade operacional. Os montantes apresentados na demonstração da posição financeira encontram-se líquidos das perdas acumuladas de imparidade para cobranças duvidosas que foram estimadas pelo Empresa, de acordo com a sua experiência e com base na sua avaliação da conjuntura e envolventes económicas. O Conselho de Administração entende que os valores contabilísticos das contas a receber se aproximam do seu justo valor, uma vez que as mesmas não vencem juros e o efeito de desconto é considerado imaterial. Em 31 de Dezembro de 2014 e de 2013, a antiguidade do valor líquido do saldo de clientes pode ser analisada como segue: 31.12.2014 31.12.2013 50.593.213 51.530.070 10.288.278 6.866.415 30-90 dias 775.756 947.699 +90 dias 507.131 4.572.576 11.571.165 12.386.690 62.164.378 63.916.760 Não vencido Vencido mas sem registo de imparidade 0-30 dias Relatório e contas 2014 62 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 A Empresa contratou seguros de crédito para cobrir o risco de incobrabilidade de partes destas contas a receber como segue: 31.12.2014 31.12.2013 Com seguro de crédito 44.104.332 41.518.972 Sem seguro de crédito 18.104.679 22.524.481 62.209.011 64.043.453 Os saldos vencidos com mais de 30 dias, a 31 de Dezembro de 2014 e 2013 dizem respeito essencialmente a saldos com empresas do grupo (Nota 30). A Celbi não cobra quaisquer encargos de juros enquanto os prazos de pagamento definidos (em média 60 dias) estejam a ser respeitados. Findos esses prazos, são cobrados os juros que estiverem definidos contratualmente, e de acordo com a lei em vigor e aplicável a cada situação, o que tenderá a ocorrer só em situações extremas. 15. Outras dívidas de terceiros Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Outras dívidas de terceiros” era composta como se segue: Adiantamentos a fornecedores Outros devedores Perdas de imparidade acumuladas em outras dívidas de terceiros (Nota 21) 31.12.2014 31.12.2013 10.154 10.154 4.033.289 4.282.175 4.043.443 4.292.329 (658.355) (670.152) 3.385.088 3.622.177 Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, a rubrica “Outros devedores” corresponde, principalmente, a contas a receber relativas a imposto sobre o valor acrescentado de países estrangeiros e contas a receber de empresas do Grupo Altri (Nota 30). Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, o montante líquido dos saldos de “Outras dívidas de terceiros” encontra-se na totalidade não vencido. Os devedores que não estão vencidos não apresentam qualquer sinal de imparidade, o valor contabilístico dos ativos líquidos de imparidade é considerado como estando próximo do seu justo valor, sendo imaterial o efeito do seu desconto financeiro. Contas e Notas Anexas 63 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 16. Estado e outros entes públicos Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 estas rubricas do ativo e do passivo tinham a seguinte composição: 31.12.2014 31.12.2013 2.421 - 4.206.704 5.301.754 4.209.125 5.301.754 Retenção na fonte - IRS trabalho dependente (545.784) (496.631) Contribuições para a segurança social (214.454) (201.089) (8.426) (22.043) (768.664) (719.763) Valores devedores Imposto sobre o rendimento Imposto sobre o valor acrescentado Valores credores Outros 17. Outros ativos correntes O detalhe dos “Outros ativos correntes” em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 é como se segue: 31.12.2014 31.12.2013 Rendas e alugueres pagos antecipadamente 763.408 1.128.405 Seguros pagos antecipadamente 453.885 437.907 Proveitos a faturar 665.559 687.426 Outros 210.172 226.342 2.093.024 2.480.080 18. Caixa e equivalentes de caixa Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, o detalhe da rubrica “Caixa e equivalentes de caixa” era como segue: 31.12.2014 31.12.2013 6.998 6.998 Depósitos bancários 223.868.565 193.504.997 Caixa e equivalentes 223.875.563 193.511.995 Caixa Durante o exercício de 2014 os pagamentos relativos a investimentos financeiros correspondem ao aumento de capital na Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda. (Nota 7) e os recebimentos resultam da alienação desta participada pelo montante de 1.465.000 Euros (Notas 7 e 32) e da alienação de investimentos disponíveis para venda (Nota 9). Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2013, os pagamentos relativos a investimentos financeiros resultaram essencialmente do aumento de capital no montante de, aproximadamente, 112.000.000 Euros na subsidiária Invescaima – Investimentos e participações SGPS, S.A. (Nota 7). Relatório e contas 2014 64 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 19. Capital social e reservas Capital Social Em 31 de Dezembro de 2014, o capital social da Empresa encontrava-se totalmente subscrito e realizado e era composto por 15.500.000 ações com o valor nominal de 5 Euros cada ação. Em 31 de Dezembro de 2014, a Altri – Participaciones y Trading, S.L. (Nota 1) detém 99,96% das ações representativas do capital social da Empresa e de 100% dos respetivos direitos de voto. Adicionalmente, em 31 de Dezembro de 2014 a Empresa detém 6.712 ações próprias. Reserva legal A legislação comercial Portuguesa estabelece que pelo menos 5% do resultado líquido anual tem que ser destinado ao reforço da “reserva legal” até que esta represente pelo menos 20% do capital social. Esta reserva não é distribuível, a não ser em caso de liquidação da Empresa, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos, depois de esgotadas todas as outras reservas, e para incorporação no capital. Outras reservas Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Outras reservas” tinha a seguinte composição: Reservas de cobertura Outras reservas e resultados transitados 31.12.2014 31.12.2013 (210.224) (1.650.949) 167.380.240 186.761.467 167.170.016 185.110.518 A rubrica “Reservas de cobertura” diz respeito ao justo valor dos instrumentos financeiros derivados classificados como de cobertura de fluxos de caixa na componente eficaz de cobertura, líquido dos juros corridos e dos respetivos impostos diferidos (Nota 26). Contas e Notas Anexas 65 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 20. Empréstimos bancários e outros empréstimos Em 31 de Dezembro de 2014 e 31 de Dezembro de 2013, o detalhe das rubricas “Empréstimos Bancários” e “Outros empréstimos” é como segue: 2014 Valor nominal Valor contabilístico Corrente Não Corrente Total Corrente Não Corrente Total - 105.000.000 105.000.000 - 103.837.500 103.837.500 - 105.000.000 105.000.000 - 103.837.500 103.837.500 5.000.000 42.500.000 36.282.880 5.000.000 41.282.880 Empréstimos bancários Empréstimos bancários Papel comercial 37.500.000 Empréstimos obrigacionistas 270.000.000 205.000.000 475.000.000 269.405.820 203.525.848 472.931.668 39.278.100 3.055.689 42.333.789 39.278.100 3.055.689 42.333.789 346.778.100 213.055.689 559.833.789 344.966.800 211.581.537 556.548.337 346.778.100 318.055.689 664.833.789 344.966.800 315.419.037 660.385.837 Outros empréstimos Outros empréstimos 2013 Valor nominal Valor contabilístico Corrente Não Corrente Total Corrente Não Corrente Total 4.549.293 75.000.000 79.549.293 4.324.293 74.212.500 78.536.793 4.549.293 75.000.000 79.549.293 4.324.293 74.212.500 78.536.793 83.000.000 66.000.000 149.000.000 82.936.820 65.207.880 148.144.700 - 375.000.000 375.000.000 - 374.162.460 374.162.460 23.272.433 8.632.411 31.904.844 22.147.783 8.632.411 30.780.194 106.272.433 449.632.411 555.904.844 105.084.603 448.002.751 553.087.354 110.821.726 524.632.411 635.454.137 109.408.896 522.215.251 631.624.147 Empréstimos bancários Empréstimos bancários Papel comercial Empréstimos obrigacionistas Outros empréstimos Outros empréstimos As despesas incorridas com a montagem de empréstimos foram deduzidas ao seu valor nominal, encontrando-se estas a ser reconhecidas como juro ao longo do período de vida dos empréstimos (Nota 34). Empréstimos bancários Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 a Celbi contraiu um contrato de mútuo no montante de 30.000.000 Euros o qual vence juros a uma taxa de juro Euribor a três meses acrescida de um spread, e cujo reembolso será feito em 3 prestações anuais e sucessivas, vencendo-se a primeira em 19 de Julho de 2016, pelo que se encontra totalmente classificado como dívida não corrente. Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2013 a Celbi contraiu um contrato de mútuo no montante de 75.000.000 Euros o qual vence juros a uma taxa de juro Euribor a três meses acrescida de um spread, e cujo reembolso será feito em 3 prestações anuais e sucessivas, vencendo-se a primeira em 28 de Junho de 2016, pelo que se encontra totalmente classificado como dívida não corrente. Relatório e contas 2014 66 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Papel Comercial A rubrica “Papel comercial” corresponde a cinco programas de papel comercial. O primeiro programa, com o montante máximo de 12.000.000 Euros, tem um prazo máximo de 3 anos a contar da data de assinatura do contrato, vencendo-se a 19 de Janeiro de 2015, sendo o montante nominal da dívida em 31 de Dezembro de 2014 de 12.000.000 Euros. O segundo programa, com o montante máximo de 30.000.000 Euros, tem um prazo máximo de 3 anos a contar da data de assinatura do contrato, sendo o montante nominal da dívida em 31 de Dezembro de 2014 de 10.000.000 Euros. O terceiro programa, com o montante máximo de 28.000.000 Euros, tem um prazo mínimo de 3 anos a contar da data de assinatura do contrato, sendo o montante nominal da dívida em 31 de Dezembro de 2014 de 5.000.000 Euros. O quarto programa no montante máximo de 20.000.000 Euros, tem um prazo máximo de 3 anos a contar da respetiva data de assinatura, expirando a 3 de Junho de 2015, sendo o montante nominal da dívida em 31 de Dezembro de 2014 de 10.500.000 Euros. Por último, um quinto programa, no montante máximo de 12.500.000 Euros, contratado em 29 de Janeiro de 2014, por um prazo máximo de 4 anos, sendo o montante nominal da dívida em 31 de Dezembro de 2014 de 5.000.000 Euros. Sendo que os montantes totais utilizados em 31 de Dezembro de 2014 ascendiam a 42.500.000 Euros e em 31 de Dezembro de 2013 a 149.000.000 Euros. Em 31 de Dezembro de 2014 o montante de 37.500.000 Euros (83.000.000 Euros em 31 de Dezembro de 2013) está classificado como dívida corrente ou porque será reembolsado nos doze meses seguintes, ou porque de acordo com as condições contratuais em vigor ambas as partes têm o direito a denunciar o contrato desde que comuniquem a sua intenção mediante um pré-aviso de 30 dias relativamente à data indicada para a denúncia. Empréstimos Obrigacionistas A Celbi em Fevereiro de 2007 procedeu à emissão de um empréstimo obrigacionista no montante de 300.000.000 Euros, das quais foram adquiridas pela Celbi, no exercício de 2014, obrigações no valor nominal de 30.000.000 Euros. As obrigações têm o prazo de 8 anos, sendo o seu vencimento em 2015. Em Janeiro e Fevereiro de 2008 emitiu dois empréstimos obrigacionistas no montante de 50.000.000 Euros e 25.000.000 Euros respetivamente, ambos os empréstimos têm o prazo de 10 anos e o seu vencimento em 2018. No primeiro semestre de 2014, a Celbi procedeu à emissão de dois novos empréstimos obrigacionistas. O primeiro emitido em Março de 2014, no montante de 80.000.000 Euros, com um prazo de 5 anos a contar da data da sua assinatura. O segundo emitido em Abril de 2014, no montante de 50.000.000 Euros, sendo o seu vencimento em 2020. Os juros são semestrais e postecipados a partir da data de subscrição, a uma taxa igual à Euribor a 6 meses adicionada de spread. Outros empréstimos (I) Factoring A Celbi tem em vigor contratos de factoring com duas instituições bancárias, com duração inicial de um ano, segundo os quais poderá ceder contas a receber até ao limite de 55.000.000 Euros, os quais são renovados automaticamente por iguais períodos se não forem denunciados por nenhuma das partes com antecedência mínima de 60 dias contratuais. Sobre os valores descontados o Grupo pagará uma taxa de juro de Euribor a 3 meses acrescida de spread, sendo que em 31 de Dezembro de 2014 o montante utilizado ascende a 30.645.689 Euros (23.272.433 Euros em 31 de Dezembro de 2013). Contas e Notas Anexas 67 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 A Celbi considera que os riscos e benefícios associados às contas a receber não foram transmitidos para a entidade com quem realizou este contrato de factoring, facto pelo qual apenas se reconhece as contas a receber cedidas em factoring no momento em que forem liquidadas pelo devedor original, de acordo com a política contabilística descrita na Nota 2.2 l) x). (II) Incentivos ao investimento reembolsáveis Projeto C09 Em Janeiro de 2007 a Celbi e a Altri assinaram um contrato de concessão de incentivos financeiros e fiscais ao abrigo do Decreto-Lei nº. 203/2003, de 10 de Setembro, com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. (AICEP), tendo o Estado Português considerado de interesse nacional (PIN) este projeto de expansão da capacidade produtiva da Celbi. O Projeto de Investimento decorreu entre 1 de Janeiro de 2007 e 30 de Junho de 2010 e o valor contratado é de 320.000.000 Euros sendo que o Estado Português concedeu um incentivo financeiro reembolsável correspondente a 16,5% das despesas elegíveis caso a Celbi cumpra com os objetivos propostos e medidos nos finais dos anos de 2009, 2010, 2013 e 2016 o Estado Português concedeu ainda um Prémio de Realização que correspondeu ao não reembolso de até 80% do montante de incentivo reembolsável. O Estado Português concedeu também um Incentivo Fiscal correspondente a um crédito fiscal em sede de IRC no montante de 12% das aplicações relevantes. O montante total de incentivo reembolsável recebido pela Celbi ascendeu a 51.644.921 Euros. Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2013 a Celbi solicitou à AICEP a antecipação da última medição de grau de cumprimento do projeto dado que no exercício findo em 31 de Dezembro de 2012 a Celbi já cumpria os rácios exigidos para a medição de 2013. A AICEP concordou com a suspensão dos pagamentos, contudo, remeteu a conclusão da atribuição do prémio para o exercício findo de 31 de Dezembro de 2013 dado que existiam requisitos que só poderiam ser avaliados na data da medição. Dado que, com base na performance alcançada com referência a 31 de Dezembro de 2013 encontram-se cumpridos os requisitos necessários à atribuição do prémio de realização no montante de 16.526.400 Euros, a Celbi classificou aquele montante em “Outros passivos não correntes” (Nota 22) e “Outros passivos correntes” (Nota 25) líquido do montante reconhecido diretamente como proveito na demonstração dos resultados (Nota 37) na proporção da parte já amortizada dos ativos fixos tangíveis subsidiados. Em 31 de Dezembro de 2014 a quantia por liquidar relativa a este subsídio ascendia a 8.632.411 Euros e estava classificada como dívida corrente. Projeto C15 Em Janeiro de 2014 a Celbi assinou um novo contrato de concessão de incentivos financeiros e fiscais ao abrigo do Decreto-Lei nº. 203/2003, de 10 de Setembro, com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. (AICEP), tendo o projeto, de modernização e expansão da unidade fabril, sido considerado pelo Estado Português de interesse estratégico e de relevância para a economia nacional. O Projeto de Investimento teve início a 19 de Agosto de 2013, e irá decorrer até 30 de Junho de 2015 e o valor contratado ascende a 30.251.000 Euros, sendo que o Estado português irá conceder um incentivo financeiro reembolsável correspondente a 20% das despesas elegíveis caso a Celbi cumpra com os objetivos propostos e medidos nos finais dos anos de 2016, 2017 e 2019 o Estado Português concederá ainda um Prémio de Realização que corresponderá ao não reembolso de até 75% do montante de Relatório e contas 2014 68 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 incentivo reembolsável. O Estado Português concederá também um Incentivo Fiscal correspondente a um crédito fiscal em sede de IRC no montante máximo de 15% das aplicações relevantes. Até 31 de Dezembro de 2014 a Celbi recebeu o montante de 3.055.689 Euros referente ao incentivo reembolsável o qual se encontra registado no passivo não corrente. Análise de sensibilidade a variações da taxa de juro Nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a sensibilidade da Empresa a alterações no indexante da taxa de juro de mais ou menos um ponto percentual, medida como a variação nos resultados financeiros pode ser analisada como segue, não considerando o efeito de cobertura dos instrumentos financeiros derivados (Nota 26): 31.12.2014 31.12.2013 Juros suportados (Nota 34) 14.250.033 9.802.321 Diminuição de 1 p.p. na taxa de juro aplicada à totalidade do endividamento (6.600.000) (6.300.000) 6.600.000 6.300.000 Aumento de 1 p.p. na taxa de juro aplicada à totalidade do endividamento A análise de sensibilidade acima foi calculada com base na exposição à taxa de juro existente à data de balanço. Para esta análise foi tido como pressuposto base que a estrutura de financiamento médio (ativos e passivos remunerados) se manteve estável ao longo do ano e semelhante à apresentada no final de cada exercício.Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, o prazo de reembolso dos empréstimos bancários e dos outros empréstimos era como segue: 31.12.2014 2015 2016 2017 > 2017 Total - 25.000.000 32.500.000 47.500.000 105.000.000 37.500.000 - - 5.000.000 42.500.000 270.000.000 - - 205.000.000 475.000.000 39.278.100 - 509.281 2.546.408 42.333.789 346.778.100 25.000.000 33.009.281 260.046.408 664.833.789 2014 2015 2016 > 2016 Total 4.549.293 - 25.000.000 50.000.000 79.549.293 83.000.000 36.000.000 30.000.000 - 149.000.000 - 300.000.000 - 75.000.000 375.000.000 Outros empréstimos 23.272.433 8.632.411 - - 31.904.844 Total 110.821.726 344.632.411 55.000.000 125.000.000 635.454.137 Empréstimos bancários Papel comercial Empréstimos obrigacionistas Outros empréstimos Total 31.12.2013 Empréstimos bancários Papel comercial Empréstimos obrigacionistas Contas e Notas Anexas 69 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 21. Provisões e perdas de imparidade O movimento verificado nas provisões e perdas de imparidade durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 pode ser detalhado como se segue: 31.12.2014 Saldo inicial Aumentos Provisões Perdas de imparidade em contas a receber (Notas 14 e 15) Perdas de imparidade em inventários e ativos biológicos (Nota 12) Total 755.621 796.845 2.616.662 4.169.128 24.788 - - 24.788 - (93.857) (91.662) (185.519) 780.409 702.988 2.525.000 4.008.397 Provisões Perdas de imparidade em contas a receber (Notas 14 e 15) Perdas de imparidade em inventários e ativos biológicos (Nota 12) Total 722.106 1.215.284 2.616.662 4.554.052 33.515 - - 33.515 - (418.439) - (418.439) 755.621 796.845 2.616.662 4.169.128 Utilizações/reversões Saldo final 31.12.2013 Saldo inicial Aumentos Utilizações/reversões Saldo final Os aumentos de provisões e de perdas de imparidade líquidas das utilizações/reversões verificados nos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 foram registados por contrapartida da rubrica “Provisões e perdas por imparidade” da demonstração dos resultados (excluído o montante de 301.578 Euros relativo a utilização de provisões durante o exercício de 2013). O valor registado na rubrica “Provisões” em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 corresponde à melhor estimativa da Administração para fazer face à totalidade das perdas a incorrer com riscos gerais da atividade da Empresa. 22. Outros passivos não correntes A rubrica “Outros passivos não correntes” corresponde às parcelas de subsídio ao investimento a reconhecer como proveito no médio e longo prazo (Notas 20, 25 e 37). Relatório e contas 2014 70 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 23. Fornecedores Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, esta rubrica tinha a seguinte composição: A Pagar Fornecedores, conta corrente Fornecedores, faturas em receção e conferência 31.12.2014 0-90 dias 90-180 dias > 180 dias 27.535.235 27.535.235 - - 11.487.291 11.487.291 - - 39.022.526 39.022.526 - - A Pagar Fornecedores, conta corrente Fornecedores, faturas em receção e conferência 31.12.2013 0-90 dias 90-180 dias > 180 dias 28.888.450 28.888.450 - - 9.083.515 9.083.515 - - 37.971.965 37.971.965 - - Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Fornecedores” respeitava a valores a pagar resultantes de aquisições decorrentes do curso normal das atividades da Celbi. O Conselho de Administração entende que o valor contabilístico destas dívidas é aproximado ao seu justo valor. 24. Outras dívidas a terceiros Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Outras dívidas a terceiros” pode ser detalhada como segue: A Pagar Fornecedores de ativos fixos Outras dívidas 31.12.2014 0-90 dias 90-180 dias > 180 dias 959.243 959.243 - - 1.453.562 1.453.562 - - 2.412.805 2.412.805 - - A Pagar 31.12.2013 0-90 dias 90-180 dias > 180 dias Fornecedores de ativos fixos 1.535.919 1.535.919 - - Outras dívidas 1.916.094 1.916.094 - - 3.452.013 3.452.013 - - Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Outras dívidas” corresponde principalmente a imposto sobre o valor acrescentado a pagar ao estrangeiro. Contas e Notas Anexas 71 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 25. Outros passivos correntes Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Outros passivos correntes” pode ser detalhada como segue: 31.12.2014 31.12.2013 Remunerações a liquidar (1.463.313) (1.414.555) Juros a liquidar (3.009.255) (1.928.839) Encargos com energia e gás a liquidar (3.227.977) (3.656.328) Outros encargos a liquidar (5.550.252) (6.724.026) (3.089.089) (3.039.485) - (63.619) (16.339.886) (16.826.852) Encargos a liquidar Proveitos a reconhecer Subsídios ao investimento (Notas 20,22 e 37) Outros proveitos a reconhecer A linha “Outros encargos a liquidar” em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 diz respeito a despesas relacionadas com a atividade operacional já incorridas e ainda não liquidadas. 26. Instrumentos financeiros derivados Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a Celbi tinha em vigor contratos relativos a instrumentos financeiros derivados registados de acordo com o seu justo valor. Na Celbi apenas se utiliza derivados para cobertura de fluxos de caixa associados às operações geradas pela sua atividade. (I) Derivados de taxa de juro Por forma a reduzir a sua exposição à volatilidade das taxas de juro, a Empresa contratou “swaps” de taxa de juro. Estes contratos foram avaliados de acordo com o seu justo valor em 31 de Dezembro de 2014 e 2013, tendo o correspondente montante sido reconhecido na rubrica “Instrumentos financeiros derivados”. Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 encontravam-se estabelecidos contratos de derivados de taxa de juro cujos montantes totais são como segue:: Justo valor Tipo Nocional Maturidade Juro 31.12.2014 31.12.2013 (657.745) (1.816.374) Interest rate swap (a) 25.000.000 08-02-2015 Paga combinação de diversas taxas e recebe Euribor a 6M Interest rate swap (b) 20.000.000 08-08-2014 Paga taxa fixa e recebe Euribor a 6M - (614.399) Interest rate swap (b) 80.000.000 09-02-2015 Paga taxa fixa e recebe Euribor a 6M (1.244.552) (3.573.953) (1.902.297) (6.004.726) Relatório e contas 2014 72 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 (a) Apesar de terem sido contratados com um objetivo de cobertura de risco (e não de especulação), estes contratos não cumprem com todos os requisitos necessários para que se qualifiquem como de cobertura, (Nota 2.2 l) vii)) pelo que a variação do seu justo valor foi registada por contrapartida da demonstração dos resultados (Nota 34). (b) De acordo com as políticas contabilísticas adotadas estes derivados cumprem com os requisitos para serem designados como instrumentos de cobertura de taxa de juro (Nota 2.2 l) vii)). O apuramento do justo valor dos derivados contratados pela Empresa foi efetuado pelas respetivas contrapartes (instituições financeiras com quem foram celebrados tais contratos). O modelo de avaliação destes derivados, utilizado pelas contrapartes, baseia-se no método dos Cash Flows descontados, i.e., utilizando as Par Rates de Swaps, cotadas no mercado interbancário, e disponíveis nas páginas Reuters e/ou Bloomberg, para os prazos relevantes, sendo calculadas as respetivas taxas forwards e fatores de desconto que servem para descontar os cash flows fixos (leg fixo) e os cash flows variáveis (leg variável). O somatório das duas parcelas resulta no Valor Atualizado Líquido dos cash flows futuros ou justo valor dos derivados. (II) Derivados de cobertura de preço da pasta de papel Por forma a reduzir a sua exposição à volatilidade do preço da pasta de papel, a Empresa contratou derivados de cobertura do preço da pasta de papel, os quais foram avaliados de acordo como seu justo valor em 31 de Dezembro de 2013, tendo o correspondente montante sido reconhecido na rubrica “Instrumentos financeiros derivados”. Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 encontravam-se em vigor os seguintes contratos derivados de preço da pasta de papel: Justo valor Quantidade coberta Vencimento 31.12.2014 31.12.2013 1500 ton/mês 31-08-2014 - 375.570 2000 ton/mês 31-03-2014 - (104.260) 2000 ton/mês 30-09-2014 - (379.563) 1000 ton/mês 31-12-2014 - 402.324 1000 ton/mês 31-12-2014 - 426.290 Fair value positivo - 1.204.184 Fair value negativo - (483.823) - 720.361 O preço fixado para os contratos com vencimento em 2014 varia entre os 510 e os 582,5 Euros por tonelada de pasta. Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 terminaram todos os contratos de cobertura de pasta de papel, não ocorrendo celebração de novos contratos por parte da Empresa. O apuramento do justo valor dos derivados, de cobertura do preço da pasta de papel, contratados pela Empresa foi efetuado pelas respetivas contrapartes (instituições financeiras com quem foram celebrados tais contratos). O modelo de avaliação destes derivados, utilizado pelas contrapartes, baseia-se no método dos Cash Flows descontados, i.e., Contas e Notas Anexas 73 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 é calculada a diferença entre a cotação estimada da pasta de papel (PIX) e o preço fixado para os prazos relevantes, que posteriormente é atualizada para a data a que se reporta a avaliação. De acordo com as políticas contabilísticas adotadas, estes derivados de pasta de papel cumprem com os requisitos para serem considerados como instrumentos de cobertura, pelo que a variação do seu justo valor foi registada na rubrica do capital próprio “Reservas de cobertura”. O movimento ocorrido no justo valor dos instrumentos financeiros durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 pode ser detalhado como segue: 2014 Derivados de cobertura de preço da pasta Derivados de taxa de juro Total 720.361 (6.004.726) (5.284.365) (720.361) 2.698.569 1.978.208 - 1.403.860 1.403.860 - (1.902.297) (1.902.297) Derivados de cobertura de preço da pasta Derivados de taxa de juro Derivados de taxa de câmbio Total (8.696.330) (13.417.466) 261.783 (21.852.013) 9.416.691 2.977.448 - 12.394.139 - 4.435.292 (261.783) 4.173.509 720.361 (6.004.726) - (5.284.365) Saldo inicial Variação do justo valor/cessação Efeitos em capitais próprios Efeitos na demonstração de resultados Saldo final 2013 Saldo inicial Variação do justo valor/cessação Efeitos em capitais próprios Efeitos na demonstração de resultados Saldo final Os ganhos e perdas do exercício associados à variação do justo valor, durante o exercício de 2014, dos instrumentos de cobertura na parte não corrida (conforme denominados nos termos do IAS 39), no montante de 1.978.208 Euros (12.394.139 Euros durante o exercício de 2013), foram registados diretamente no capital próprio, líquidos dos correspondentes impostos diferidos, no montante de 537.483 Euros (3.284.447 Euros em 31 de Dezembro de 2013) (Notas 11 e 19). Os ganhos e perdas do exercício associados à variação do justo valor, durante o exercício de 2014, dos instrumentos de cobertura na parte corrida, dos instrumentos que embora tenham sido contratados com o objetivo de cobertura, não cumprem com os requisitos para serem classificados como tal e a parte ineficaz dos instrumentos de cobertura foram registados diretamente na demonstração de resultados do exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 (Nota 34). Relatório e contas 2014 74 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 27. Passivos contingentes e garantias prestadas Em 31 de Dezembro de 2014 e de 2013, os principais passivos contingentes respeitavam a processos fiscais (Nota 38). Em 31 de Dezembro de 2014 e de 2013 as garantias prestadas as quais tinham o seguinte detalhe: AICEP/API (Nota 37) Outros 31.12.2014 31.12.2013 8.428.695 6.289.713 1.311.516 319.838 9.740.211 6.609.551 28. Compromissos financeiros assumidos e não incluídos na demonstração da posição financeira a) Fundo de pensões Em Maio de 2014 após obtenção de todas as aprovações necessárias, a Empresa alterou o plano de pensões de benefício definido para um plano de contribuição definida. Com esta alteração, a Empresa deixou de ter responsabilidades por benefícios futuros relacionadas com o Fundo de Pensões. O valor do Fundo foi repartido pelos participantes de acordo com as responsabilidades por serviços passados à data de 30 de Abril de 2014, tendo a Entidade gestora aberto uma conta individual em nome de cada participante com este crédito inicial. b) Outros compromissos A 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a Celbi tinha assumido compromissos contratuais para aquisição de ativos fixos tangíveis nos montantes de 11.138.375 Euros e 13.320.869 Euros, respetivamente. 29. Locações operacionais Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 foi reconhecido como custo do exercício o montante de, aproximadamente, 962.961 Euros e 511.611 Euros, respetivamente, relativo a rendas pagas a título de contratos de locação operacional. Em 31 de Dezembro de 2014 a Celbi participava, como locatário, em contratos de locação operacional, cujos pagamentos mínimos de locação vencem como segue: 2014 Ano Até 1 ano 137.537 Entre 1 a 5 anos 350.278 Mais de 5 anos 59.107 546.922 Contas e Notas Anexas 75 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Em 31 de Dezembro de 2013 o Celbi participava, como locatário, em contratos de locação operacional, cujos pagamentos mínimos de locação vencem como segue: 2013 Ano Até 1 ano 276.408 Entre 1 a 5 anos 337.866 Mais de 5 anos 59.107 673.381 30. Empresas do grupo e partes relacionadas As participadas do Grupo Altri têm relações entre si que se qualificam como transações com partes relacionadas, as quais foram efetuadas a preços de mercado. Em 31 de Dezembro de 2014, os principais saldos com as empresas do Grupo Altri e partes relacionadas, são como segue: Saldos devedores Saldos credores Clientes c/c Empresas Grupo Outras dívidas de terceiros Fornecedores c/c Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda. 590.400 - 328.986 - - - Altri Florestal, S.A. 510.415 3.775.688 - (2.310.318) (360.895) - Caima Industria de Celulose, S.A. 790.928 - - (1.788.558) - - Caima Energia, S.A. - 4.230.850 - - - - Celtejo - Empresa Celulose do Tejo, S.A. - - - - (132.013) (412.196) Empresa Captaraíz - Unipessoal, Lda. Empresas Outras dívidas Grupo a terceiros 7.955 836 - - - - Altri Participaciones Y Trading S.L. - 2.862.756 - (1.077.540) - - Altri SGPS, S.A. - 64.160.328 - - (945.870) - EDP Produção - Bioeléctrica, S.A. 1.385.073 - - - - - Ramada - Aços e Indústrias, S.A. - - - (14.655) - - 124.305 - - - - - 3.409.076 75.030.458 328.986 (5.191.071) (1.438.778) (412.196) F. Ramada, II Imobiliária, S.A. Relatório e contas 2014 76 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Em 31 de Dezembro de 2013, os principais saldos com as empresas do Grupo Altri e partes relacionadas, são como segue: Saldos devedores Saldos credores Clientes c/c Empresas Grupo Adiantamentos por conta de compras Fornecedores c/c Empresas Grupo 14.519 4.242 - - (918) 832.000 28.709 - - (375) - 58.604.182 - - - 45.537 396.006 1.921.658 (1.093.403) - 790.757 - - (1.788.558) - 3.962.400 - - - (132.013) - - - - - 7.955 836 - - (19.458) - 48.156 - - (334.629) 119.446 163.091 - - - Altri SGPS, S.A. - 21.601.489 - - - Pedro Frutícola, Lda. - - - - (3.482) 1.046.036 - - - - - - - (12.448) - 124.335 - - - - 6.942.985 80.846.711 1.921.658 (2.894.409) (490.875) Empresa Celbinave - Tráfego e Estiva Unipessoal, Lda. Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda. Celulose do Caima SGPS, S.A. Altri Florestal, S.A. Caima Industria de Celulose, S.A. Celtejo - Empresa Celulose do Tejo, S.A. Altri Energias Renováveis, S.A. Captaraíz - Unipessoal, Lda. Invescaima- Inv.Part. SGPS Altri Participaciones Y Trading S.L. EDP Produção - Bioeléctrica, S.A. F. Ramada - Aços e Indústrias, S.A. F. Ramada, II Imobiliária, S.A. Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Empresas do Grupo” inclui os seguintes montantes relativos a empréstimos correntes concedidos a empresas do Grupo: Celulose do Caima, SGPS S.A. Altri SGPS S.A. Caima Energia, S.A. 2014 2013 - 46.200.000 46.100.000 17.000.000 4.000.000 - 50.100.000 63.200.000 A conta a pagar à Altri, Participaciones Y Trading, S.L. resulta das comissões de venda associadas ao Contrato de Agência estabelecido com esta entidade. Os restantes saldos dizem respeito, sobretudo, ao efeito da tributação de acordo com o Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (Nota 11) em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas e juros a receber associados aos empréstimos concedidos. Contas e Notas Anexas 77 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 As principais transações efetuadas no exercício de 2014 com as empresas do grupo Altri e partes relacionadas podem ser resumidas como se segue: Outros proveitos Vendas e prestação de serviços Compras M. primas, subs. Outros F.S.E. Custos / proveitos financeiros Venda de investimentos (120.000) - - - - (317.785) (139) - - - - - - - - - (220.254) - (95.199) (102.682) 14.467.105 3.000 (254.737) (1.465.000) Celtejo - Empresa Celulose do Tejo, S.A. (270.216) (8.420.365) - - (499.267) - Altri Participaciones Y Trading SL (394.693) - 464.774 11.921.674 - - - - - 769.000 (1.354.759) - EDP Produção - Bioeléctrica, S.A. (289.413) (8.904.208) - - - - Ramada - Aços e Indústrias, S.A. - - 105.292 1.275 - - (124.305) - - - - - (1.293.965) (17.427.255) 15.037.171 12.694.949 (2.329.017) (1.782.785) Empresa Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda. Caima Indústria de Celulose S.A. Caima Energia, S.A. Altri Florestal, S.A. Altri SGPS F. Ramada, II Imobiliária, S.A. As principais transações efetuadas no exercício de 2013 com as empresas do grupo Altri e partes relacionadas podem ser resumidas como se segue: Outros proveitos Vendas e prestação de serviços Compras M. primas, subs. Outros F.S.E. Custos / proveitos financeiros (120.000) - - - - Celulose do Caima SGPS, S.A. - - - - (1.283.581) Caima Indústria de Celulose S.A. - (249.889) - - - (73.420) (132.748) 19.035.000 5.784 - Celtejo - Empresa Celulose do Tejo, S.A. - (10.483.350) - - (26.000) Invescaima - Inv.Partic.SGPS, S.A. - - - - (1.943.943) Altri Participaciones Y Trading SL - - 219.136 12.288.023 - Altri SGPS - - - - (872.066) EDP Produção - Bioeléctrica, S.A. (339.273) (8.003.007) - - - Ramada - Aços e Indústrias, S.A. - - 70.905 926 - (124.335) - - - - (657.028) (18.868.994) 19.325.041 12.294.733 (4.125.590) Empresa Viveiros do Furadouro Unipessoal, Lda. Altri Florestal, S.A. F. Ramada, II Imobiliária, S.A. A Celbi adquire madeira à Altri Florestal, S.A.. A Altri, Participaciones Y Trading, S.L. é o agente de vendas de pasta de papel do Grupo Altri, pelo que o montante da coluna “Outros fornecimentos e serviços externos” com esta entidade diz respeito a comissões de venda ao abrigo do contrato de Agência estabelecido com a mesma. Relatório e contas 2014 78 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 31. Vendas e prestações de serviços Geograficamente, a repartição das vendas e prestações de serviços da Empresa por mercado é como segue: 31.12.2014 31.12.2013 Mercado interno 86.380.741 83.745.570 Mercado externo 287.171.184 299.987.546 373.551.925 383.733.116 32. Outros proveitos A rubrica da demonstração dos resultados “Outros proveitos” no exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 pode ser detalhada como se segue: 31.12.2014 31.12.2013 3.103.104 7.229.379 Ganhos obtidos na alienação de ativos fixos 117.998 910 Ganhos obtidos na alienação da Viveiros do Furadouro, Lda. (Nota 7) 735.000 - 2.302.733 1.770.488 6.258.835 9.000.777 Subsídios ao investimento e à exploração (Nota 37) Outros 33. Outros custos A rubrica “Outros custos” no exercício findo em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 pode ser detalhada como se segue: Impostos diretos e taxas Perdas em contratos derivados de commodities (Nota 26) Outros 31.12.2014 31.12.2013 779.793 733.029 - 8.793.869 604.740 871.586 1.384.533 10.398.484 Contas e Notas Anexas 79 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 34. Resultados financeiros Os resultados financeiros dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 podem ser detalhados como segue: 31.12.2014 31.12.2013 (14.250.033) (9.802.321) (824.790) (1.382.443) (12.515.730) (8.183.320) (27.590.553) (19.368.084) Juros obtidos 6.470.926 6.729.995 Diferenças de câmbio favoráveis 1.837.993 906.066 3.253 605.280 8.312.172 8.241.341 Custos financeiros: Juros suportados (Nota 20) Diferenças de câmbio desfavoráveis Outros custos e perdas financeiras Proveitos financeiros: Outros proveitos e ganhos financeiros Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 a rubrica “Outros custos e perdas financeiras” refere-se essencialmente a perdas em instrumentos derivados (Nota 26) custos suportados com a emissão de papel comercial e a comissões relativas a serviços bancários (Nota 20). 35. Resultado por ação 31.12.2014 31.12.2013 Número de ações para efeito de cálculo do resultado líquido básico e diluído 15.500.000 15.500.000 Resultado para efeito do cálculo do resultado por ação líquido e diluído 28.072.814 45.098.521 Básico 1,81 2,91 Diluído 1,81 2,91 Resultado por ação das operações 36. Número de pessoal Durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 o número médio de pessoal ao serviço da Empresa foi de 234 e 233, respetivamente. Relatório e contas 2014 80 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 37. Subsídios e incentivos I) Projeto C09 Em Janeiro de 2007 a Celbi assinou um contrato de concessão de incentivos financeiros e fiscais ao abrigo do Decreto-Lei nº. 203/2003, de 10 de Setembro, com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. (AICEP), tendo o Estado Português considerado de interesse nacional (PIN) este projeto de expansão da capacidade produtiva da Celbi. O Projeto de Investimento decorreu entre 1 de Janeiro de 2007 e 30 de Junho de 2010 e o valor contratado ascendia a 320.000.000 Euros sendo que o Estado Português iria conceder um incentivo financeiro reembolsável correspondente a 16,5% das despesas elegíveis caso a Celbi cumpra com os objetivos propostos e medidos nos finais dos anos de 2009, 2010, 2013 e 2016 o Estado Português concederá ainda um Prémio de Realização que corresponderá ao não reembolso de até 80% do montante de incentivo reembolsável. O Estado Português concederá também um Incentivo Fiscal correspondente a um crédito fiscal em sede de IRC no montante de 12% das aplicações relevantes. Até 31 de Dezembro de 2014 a Celbi recebeu o montante de 51.644.921 Euros referente ao incentivo reembolsável. No exercício findo em 31 de Dezembro de 2013 o prémio de realização encontrava-se totalmente recebido no montante total de 41.316.000 Euros, dos quais e durante o exercício de 2013, foi atribuído o montante de 16.526.400 Euros resultante da medição antecipada para 2012 com o acordo da AICEP (Nota 20). Os subsídios não reembolsáveis foram transferido para as rubricas ”Outros passivos correntes” e “Outros passivos não correntes” (Notas 22 e 25) líquido do montante reconhecido diretamente como proveito na demonstração de resultados (Nota 32) na proporção da parte já amortizada dos ativos fixos tangíveis subsidiados. Contudo, a aferição definitiva dos objetivos do Projeto só ocorrerá na data contratualmente prevista. II) Projeto C15 Em Janeiro de 2014 a Celbi assinou um novo contrato de concessão de incentivos financeiros e fiscais ao abrigo do Decreto-Lei nº. 203/2003, de 10 de Setembro, com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. (AICEP), tendo o projeto, de modernização e expansão da unidade fabril, sido considerado pelo Estado Português de interesse estratégico e de relevância para a economia nacional. O Projeto de Investimento teve início a 19 de Agosto de 2013, e irá decorrer até 30 de Junho de 2015 e o valor contratado ascende a 30.251.000 Euros, sendo que o Estado português irá conceder um incentivo financeiro reembolsável correspondente a 20% das despesas elegíveis caso a Celbi cumpra com os objetivos propostos e medidos nos finais dos anos de 2016, 2017 e 2019 o Estado Português concederá ainda um Prémio de Realização que corresponderá ao não reembolso de até 75% do montante de incentivo reembolsável. O Estado Português atribuiu também um Incentivo Fiscal correspondente a um crédito fiscal em sede de IRC no montante máximo de 15% das aplicações relevantes Em 31 de Dezembro de 2014 e 2013 o detalhe dos subsídios recebidos, mas ainda não reconhecidos como proveito na demonstração de resultados, é como segue: Subsídio associado à expansão de capacidade produtiva (Notas 20, 22 e 25) Outros subsídios ao investimento 31.12.2014 31.12.2013 25.387.260 28.219.214 284.304 555.454 25.671.564 28.774.668 Contas e Notas Anexas 81 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 Os movimentos nos incentivos ao investimento foram como segue: 2014 Incentivos atribuídos e não totalmente reconhecidos 46.111.748 Reconhecimento em resultados anteriores a 2012 (10.107.701) Reconhecimento no resultado 2013 (Nota 32) (7.229.379) Reconhecimento no resultado 2014 (Nota 32) (3.103.104) Saldo em 31 de Dezembro de 2014 25.671.564 III) SIFIDE Durante o exercício de 2013, a Empresa suportou despesas com Investigação e Desenvolvimento (“I&D”), as quais, no seu entendimento, eram suscetíveis de serem elegíveis para efeitos de aproveitamento do Sistema de Incentivos Fiscais em I&D Empresarial II (“SIFIDE II”). Neste sentido, foi emitida a respetiva declaração, por parte da Comissão Certificadora para os Incentivos Fiscais à I&D Empresarial (“Comissão Certificadora”), relativa à recomendação de crédito fiscal, decorrente de atividades de I&D efetuadas naquele exercício, no montante de 334.885 Euros. Por último, atentos os investimentos realizados em 2014 nesta área em particular, a Empresa está igualmente a desenvolver um conjunto de ações que permita apresentar, às entidades competentes, uma candidatura a este benefício fiscal. IV) RFAI No âmbito do Regime Fiscal de Apoio ao Investimento (“RFAI”) a Celbi está a desenvolver um conjunto de ações que permitam preparar a documentação de suporte à utilização deste benefício para as despesas de investimento em ativos afetos à exploração, efetuadas durante o exercício de 2014, de forma a integrar o respetivo processo de documentação fiscal. 38. Processos fiscais Em resultado de uma inspeção ocorrida em 2008, relativa ao exercício de 2006, a empresa recebeu uma notificação da Direção Geral dos Impostos onde se declarava a instauração de um processo de contra-ordenação motivada pela não liquidação do Imposto de Selo em Operações Financeiras com outras empresas do grupo Altri porque os Serviços de Inspeção Tributária entenderam como não provado que os empréstimos concedidos se destinavam a carências de tesouraria. No início de 2012 a empresa recebeu uma nova notificação relativa ao mesmo assunto mas referente ao ano de 2009. A empresa pagou os documentos de cobrança enviados pela Autoridade Tributária e Aduaneira, apresentando em consequência a respetiva impugnação judicial. O saldo da rúbrica do ativo não corrente “Outros ativos não correntes” diz respeito aos montantes por receber relativos às situações atrás descritas. Relatório e contas 2014 82 Anexo às Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2014 39. Informação relativa a matérias ambientais No âmbito do Protocolo de Quioto, a União Europeia comprometeu-se a reduzir a emissão de gases com efeito de estufa. Neste contexto, foi criado o Comércio Europeu de Licenças de Emissão - CELE que constitui o primeiro instrumento de mercado intracomunitário de regulação das emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE) e que é aplicável, entre outras, à indústria de pasta e papel. A aplicação do regime CELE teve o seu início em 2005, tendo decorrido entre 2005 e 2007 o primeiro período, considerado pela Comissão Europeia como experimental e essencialmente de aprendizagem para o período subsequente, 2008-2012 que coincidiu com o período de cumprimento do Protocolo de Quioto. Nos dois primeiros períodos de aplicação do CELE (2005-2007 e 2008-2012), genericamente, as regras base do regime foram a atribuição gratuita de licenças de emissão (LE), a obrigação de monitorização, verificação e comunicação de emissões e a devolução de LE no montante correspondente. A atribuição gratuita teve lugar através dos denominados planos nacionais de atribuição de licenças de emissão, PNALE I e PNALE II, que foram aprovados pela Comissão. No período pós-2012, com a publicação da Diretiva 2009/29/CE, a nova Diretiva CELE, incluída no Pacote Clima Energia, estas regras mudam consideravelmente, verificando-se um alargamento do âmbito com a introdução de novos gases e novos setores, a quantidade total de licenças de emissão determinada a nível comunitário e a atribuição de licenças de emissão com recurso a leilão, mantendo-se marginalmente a atribuição gratuita, feita com recurso a benchmarks definidos a nível comunitário. A 1 de Janeiro de 2013 teve inicio o 3º período de aplicação tendo sido atribuídas à Celbi , a título gratuito, licenças para a emissão de 81.388 toneladas de CO2 para o ano de 2013 e 79. 974 toneladas de CO2 para o ano de 2014. Caso as emissões reais sejam superiores às “Licenças de emissão de CO2” atribuídas, a Empresa terá que adquirir as licenças em falta no mercado. A entrega das “Licenças de emissão de CO2”, correspondente às emissões reais realizadas num exercício, é efetuada no início do ano seguinte, sendo os valores apresentados pelas empresas relativos às emissões reais efetuadas sujeitos a verificação por uma entidade acreditada. Em 31 de Dezembro de 2014 não se encontra registado nas demonstrações financeiras qualquer passivo de caráter ambiental nem é divulgada qualquer contingência ambiental, por ser convicção do Conselho de Administração que não existem, a essa data, obrigações ou contingências provenientes de acontecimentos passados de que resultem encargos material- mente relevantes para a Empresa. 40. Aprovação das demonstrações financeiras As demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração e autorizadas para emissão em 20 de Março de 2015. A sua aprovação final está ainda sujeita a concordância da Assembleia Geral de Acionistas. O Técnico Oficial de Contas O Conselho de Administração Contas e Notas Anexas 83 Relatório e Parecer do Fiscal Único e Certificação Legal das Contas Relatório e Parecer do Fiscal Único Aos Acionistas da Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A. E m conformidade com a legislação em vigor e com o mandato que nos foi confiado, submetemos à vossa apreciação este Relatório e Parecer sobre o Relatório de Gestão e restantes documentos de prestação de contas da Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A. (“Empresa”), relativos ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2014, os quais são da responsabilidade do Conselho de Administração. Ao longo do exercício em apreço, o Conselho Fiscal acompanhou a evolução da atividade da Empresa, a regularidade dos registos contabilísticos, o cumprimento do normativo legal e estatutário em vigor e a eficácia e integridade dos sistemas de gestão de riscos e de controlo interno, tendo efetuado reuniões com a periodicidade e extensão que considerou adequadas e tendo obtido da Administração e dos Serviços da Empresa as informações e esclarecimentos solicitados. independência e execução das funções do Revisor Oficial de Contas da Empresa e apreciou a Certificação Legal das Contas emitida pela Sociedade de Revisores Oficiais de Contas da Empresa, que mereceu o seu acordo. Face ao exposto, e tendo em consideração o assunto mencionado no parágrafo 5 da Certificação Legal das Contas, o Conselho Fiscal é de parecer que o Relatório de Gestão, as Demonstrações Financeiras bem como a proposta de aplicação de resultados estão de acordo com as disposições contabilísticas, legais e estatutárias aplicáveis, pelo que poderão ser aprovadas em Assembleia Geral de Acionistas. Desejamos manifestar ao Conselho de Administração e aos diversos Serviços da Empresa o nosso apreço pela colaboração que nos prestaram. Porto, 20 de Março de 2015 O Conselho Fiscal João da Silva Natária No âmbito das suas atribuições, o Conselho Fiscal examinou a Demonstração da Posição Financeira em 31 de Dezembro de 2014, a Demonstração dos Resultados, do Rendimento Integral, das Alterações no Capital Próprio e dos Fluxos de Caixa para o exercício findo naquela data e o correspondente Anexo. Adicionalmente procedeu à análise do Relatório de Gestão do exercício de 2014 e da proposta de aplicação de resultados nele apresentada, exerceu as suas competências em matéria de supervisão das habilitações, Relatório e contas 2014 86 Presidente do Conselho Fiscal Guilherme Alexandre Dominguez Fernandes Cardoso Ruano Vogal do Conselho Fiscal José Carlos Rodrigues Martins Vogal do Conselho Fiscal Certificação Legal das Contas Introdução 1. Examinámos as demonstrações financeiras anexas da Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A.(“Empresa”), as quais compreendem a Demonstração da Posição Financeira em 31 de Dezembro de 2014 que evidencia um total de 1.034.531.137 Euros e um capital próprio de 288.843.065 Euros, incluindo um resultado líquido de 28.072.814 Euros, as Demonstrações dos Resultados por Naturezas, do Rendimento Integral, das Alterações no Capital Próprio e dos Fluxos de Caixa do exercício findo naquela data e o correspondente Anexo. Responsabilidades 2. É da responsabilidade do Conselho de Administração a preparação de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira da Empresa, o resultado e o rendimento integral das suas operações, as alterações no seu capital próprio e os seus fluxos de caixa, bem como a adoção de políticas e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado. A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião profissional e independente, baseada no nosso exame daquelas demonstrações financeiras. Relatório e Parecer do Fiscal Único e Certificação Legal das Contas 87 Âmbito Ênfase 3. O exame a que procedemos foi efetuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que este seja planeado e executado com o objetivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções materialmente relevantes. Este exame incluiu a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e informações divulgadas nas demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação. Este exame incluiu, igualmente, a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adotadas e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias, a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade das operações e a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras. O nosso exame abrangeu também a verificação da concordância da informação financeira constante do Relatório de Gestão com as demonstrações financeiras. Entendemos que o exame efetuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião. 5. As demonstrações financeiras mencionadas no parágrafo 1 acima, referem-se à atividade da Empresa a nível individual e foram preparadas para aprovação e publicação nos termos da legislação em vigor. Conforme indicado na Nota 2.2 do Anexo, as participações financeiras em subsidiárias e associadas são registadas pelo custo de aquisição deduzido de perdas por imparidade acumuladas. As demonstrações financeiras anexas não incluem o efeito da aplicação do método da equivalência patrimonial, nem da consolidação integral a nível de ativos, passivos, gastos e rendimentos totais. A Empresa encontra-se dispensada de elaborar demonstrações financeiras consolidadas em virtude de ser uma subsidiária e as suas demonstrações financeiras serem incluídas no perímetro de consolidação da Altri, S.G.P.S, S.A., entidade que apresenta demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as IFRS. Na Nota 7 do Anexo às demonstrações financeiras é dada informação adicional sobre as empresas subsidiárias. Relato sobre outros requisitos legais Opinião 4. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras referidas no parágrafo 1 acima apresentam de forma verdadeira e apropriada, para os fins indicados no parágrafo 5 abaixo, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira da Celulose Beira Industrial (Celbi), S.A. em 31 de Dezembro de 2014, bem como o resultado e o rendimento integral das suas operações, as alterações no seu capital próprio e os seus fluxos de caixa no exercício findo naquela data, em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro tal como adotadas pela União Europeia. Relatório e contas 2014 88 6. É também nossa opinião que a informação financeira constante do Relatório de Gestão é concordante com as demonstrações financeiras do exercício. Porto, 25 de Março de 2015 Delloite&Associados, SROC S.A Representada por António Manuel Martins Amaral Relatório e Parecer do Fiscal Único e Certificação Legal das Contas 89 Design Gráfico Ana Biscaia / cbunidesign Fotografias Pedro Agostinho Cruz Fontes Quadraat e Franklin Gothic Book Papel Cartolina clr 250 grs (capa); IOR 100grs (interior) Impressão Fozgráfica Figueira da Foz - Julho 2015