Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas Informações Trimestrais - ITR do Terceiro Trimestre de 2014 e Relatório sobre a Revisão de Informações Trimestrais Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes SONAE SIERRA BRASIL S.A. E CONTROLADAS BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 30 DE SETEMBRO DE 2014 E 31 DE DEZEMBRO 2013 (Em milhares de reais - R$) ATIVO CIRCULANTE Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber, líquidas Impostos a recuperar Despesas antecipadas Outros créditos Total do ativo circulante NÃO CIRCULANTE Aplicações financeiras vinculadas Contas a receber, líquidas Impostos a recuperar Empréstimos aos condomínios Partes relacionadas Imposto de renda e contribuição social diferidos Depósitos judiciais Outros créditos Investimentos Propriedades para investimento Imobilizado Intangível Total do ativo não circulante Nota explicativa 4 5 6 5 29 5 6 7 23 22 16 5 8 10 9 11 Controladora 30/09/14 31/12/13 Consolidado 30/09/14 31/12/13 199.948 141 35 200.124 282.783 20 15 282.818 356.498 34.862 11.460 72 9.672 412.564 424.431 40.196 9.979 29 6.954 481.589 15.582 2.156 2.435.997 2.453.735 10.219 20.129 26 2.094 2.285.448 2.317.916 7.513 17.852 15.582 20.584 2.659 11.519 7.242 34.246 4.057.525 3.966 4.610 4.183.298 6.124 14.059 10.219 9.436 5.036 11.253 3.950 33.375 3.946.171 3.163 5.662 4.048.448 PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO CIRCULANTE Empréstimos e financiamentos Debêntures Fornecedores nacionais Impostos a recolher Pessoal, encargos, benefícios sociais e prêmios Estrutura técnica Dividendos a pagar Rendimentos a distribuir Contas a pagar - compra de ativo Outras obrigações Total do passivo circulante NÃO CIRCULANTE Empréstimos e financiamentos Debêntures Contas a pagar - compra de ativo Estrutura técnica Imposto de renda e contribuição social diferidos Provisão para riscos cíveis, tributários, trabalhistas e previdenciários Provisão para remuneração variável Total do passivo não circulante PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital social Reservas de capital Reservas de lucros Lucros acumulados Patrimônio líquido atribuível a proprietários da controladora Participações não controladoras Total do patrimônio líquido TOTAL DO ATIVO 2.653.859 2.600.734 4.595.862 4.530.037 TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO Nota explicativa 12 13 17 15 18 14 12 13 14 15 22 16 27 Controladora 30/09/14 Consolidado 31/12/13 30/09/14 31/12/13 9.281 15 18 222 9.536 14.903 57 8 34.772 231 49.971 75.112 9.281 19.212 6.762 11.264 7.093 5.099 17.169 8.569 159.561 61.168 14.903 49.812 6.482 10.520 8.340 34.772 5.167 21.186 12.125 224.475 330.711 2.156 332.867 318.085 2.067 320.152 510.555 330.711 9.785 496.817 7.830 1.641 1.357.339 510.495 318.085 10.654 17.044 475.343 7.913 1.469 1.341.003 1.397.866 80.115 752.630 80.845 2.311.456 2.311.456 997.866 80.115 1.152.630 2.230.611 2.230.611 1.397.866 80.115 752.630 80.845 2.311.456 767.506 3.078.962 997.866 80.115 1.152.630 2.230.611 733.948 2.964.559 2.653.859 2.600.734 4.595.862 4.530.037 18 As notas explicativas são parte integrante das informações contábeis intermediárias. 3 SONAE SIERRA BRASIL S.A. E CONTROLADAS DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO PARA OS PERÍODOS DE TRÊS E NOVE MESES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2014 E DE 2013 (Em milhares de reais - R$, exceto o lucro líquido por ação) Nota explicativa Controladora Período de Período de 01/01 a 01/07 a 30/09/14 30/09/13 Período de 01/07 a 30/09/14 Período de 01/01 a 30/09/13 Período de 01/07 a 30/09/14 Consolidado Período de Período de 01/01 a 01/07 a 30/09/14 30/09/13 Período de 01/01 a 30/09/13 RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA DE ALUGUÉIS, SERVIÇOS E OUTRAS 19 - - - - 80.651 232.100 67.032 197.458 CUSTO DOS ALUGUÉIS E DOS SERVIÇOS PRESTADOS 20 - - - - (19.383) (56.315) (14.587) (40.429) - - - - 61.268 175.785 52.445 157.029 LUCRO BRUTO RECEITAS (DESPESAS) OPERACIONAIS Gerais e administrativas Tributárias Equivalência patrimonial Variação do valor justo de propriedades para investimento Outras receitas operacionais, líquidas Total das receitas (despesas) operacionais, líquidas 20 8 10 LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO RESULTADO FINANCEIRO, LÍQUIDO 21 LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Correntes Diferidos Total LUCRO LÍQUIDO DO PERÍODO 22 22 (498) 27.009 2 26.513 (1.716) (183) 94.549 (1) 92.649 (205) (5) 20.769 20.559 (1.485) (182) 162.533 160.866 (6.337) (285) 769 1.193 (4.660) (19.001) (1.766) 3.531 68.184 3.014 53.962 (7.504) (132) 775 1.063 (5.798) (17.127) (1.562) 5.204 190.209 4.585 181.309 26.513 92.649 20.559 160.866 56.608 229.747 46.647 338.338 (2.693) (11.779) (1.075) (12.222) (41.218) (5.549) (19.217) 23.820 80.870 19.484 44.386 188.529 41.098 319.121 (8.906) 151.960 1 (25) 79 (611) (7.138) (339) (19.472) (23.852) (6.701) (2.667) (20.252) (47.611) 1 (25) 79 (611) (7.477) (43.324) (9.368) (67.863) 36.909 145.205 31.730 251.258 23.821 13.088 80.845 64.360 19.563 12.167 151.349 99.909 0,31 1,06 0,26 1,98 23.821 80.845 19.563 151.349 LUCRO ATRIBUÍVEL A Proprietários da controladora Participações não controladoras LUCRO LÍQUIDO BÁSICO E DILUÍDO POR AÇÃO - R$ 0,31 1,06 0,26 1,98 As notas explicativas são parte integrante das informações contábeis intermediárias. 4 SONAE SIERRA BRASIL S.A. E CONTROLADAS DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE PARA OS PERÍODOS DE TRÊS E NOVE MESES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2014 E DE 2013 (Em milhares de reais - R$) Período de 01/07 a 30/09/14 LUCRO LÍQUIDO DO PERÍODO Outros resultados abrangentes TOTAL DO RESULTADO ABRANGENTE Controladora Período de Período de 01/01 a 01/07 a 30/09/14 30/09/13 Período de 01/01 a 30/09/13 Período de 01/07 a 30/09/14 Consolidado Período de Período de 01/01 a 01/07 a 30/09/14 30/09/13 Período de 01/01 a 30/09/13 23.821 80.845 112.479 131.786 36.909 145.205 31.730 251.258 - - - - - - - - 23.821 80.845 112.479 131.786 36.909 145.205 31.730 251.258 23.821 13.088 80.845 64.360 19.563 12.167 151.349 99.909 LUCRO ATRIBUÍVEL A Proprietários da controladora Participações não controladoras As notas explicativas são parte integrante das informações contábeis intermediárias. 5 SONAE SIERRA BRASIL S.A. E CONTROLADAS DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (CONTROLADORA E CONSOLIDADO) PARA OS PERÍODOS DE NOVE MESES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2014 E DE 2013 (Em milhares de reais - R$) Reservas de capital Gastos com Ágio na emissão de subscrição ações de ações Capital social SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2012 Lucro líquido do período Dividendos destinados à operação do Fundo de Investimento Imobiliário Shopping Parque D. Pedro e Fundo de Investimento Parque D. Pedro Shopping Center 997.866 (16.083) Reservas de lucros Reserva de Reserva retenção Lucros a legal de lucros realizar Total do patrimônio Lucros líquido da acumulados controladora Participações não controladoras Total do patrimônio líquido consolidado 96.198 30.293 895.094 88.334 - 2.091.702 585.540 2.677.242 99.909 251.258 (35.147) (35.147) - - - - - - 151.349 151.349 - - - - - - - - SALDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2013 997.866 (16.083) 96.198 30.293 895.094 88.334 131.786 2.223.488 649.648 2.893.353 SALDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 997.866 (16.083) 96.198 41.591 1.003.814 107.225 - 2.230.611 733.948 2.964.559 - - 80.845 80.845 64.360 145.205 - - - - - Lucro líquido do período Aumento de capital Dividendos destinados à operação do Fundo de Investimento Imobiliário Shopping Parque D. Pedro e Fundo de Investimento Parque D. Pedro Shopping Center SALDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2014 - - - - 400.000 - - - - - - - - - - - 96.198 41.591 603.814 107.225 80.845 2.311.456 1.397.866 (16.083) (400.000) (30.802) 767.506 (30.802) 3.078.962 As notas explicativas são parte integrante das informações contábeis intermediárias. 6 SONAE SIERRA BRASIL S.A. E CONTROLADAS DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS PERÍODOS DE NOVE MESES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2014 E DE 2013 (Em milhares de reais - R$) Controladora 30/09/14 30/09/13 FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS Lucro líquido do período Ajustes para reconciliar o lucro líquido do período com o caixa líquido gerado pelas (utilizado nas) atividades operacionais: Depreciações e amortizações Valor residual do ativo imobilizado baixado Perda (ganho) em operação de derivativo, líquida Receita de aluguel a faturar Provisão para créditos de liquidação duvidosa Reversão para riscos cíveis, tributários, trabalhistas e previdenciários Atualização monetária sobre provisão para riscos cíveis, tributários, trabalhistas e previdenciários Provisão para remuneração variável Imposto de renda e contribuição social diferidos Imposto de renda e contribuição social Encargos financeiros sobre empréstimos, financiamentos, debêntures e compra de ativo Variação do valor justo de propriedades para investimento Equivalência patrimonial Consolidado 30/09/14 30/09/13 80.845 151.349 145.205 251.258 874 89 26 30.941 (94.549) (232) 72 611 26.072 (162.533) 1.868 303 874 (4.045) 4.827 (169) 494 1.741 23.852 19.472 75.284 (68.184) (3.531) 1.736 304 (232) (2.451) 2.650 (2.040) 446 1.448 47.611 20.252 51.810 (190.209) (5.204) (5.484) (20) (62) - (4.561) (20) (72) 2 759 (11.148) (6.844) (43) (266) (6.010) 329 (2.898) (3.983) (31) (503) 96 (42) 10 (9) 12.619 (24.811) (12.192) 5 5 549 11.247 (21.141) (9.894) (33.566) (9.958) (825) (8.506) (408) (3.557) 117.619 (54.663) (9.234) 53.722 8.065 (11.504) 480 (4.384) (32) (8.791) 154.223 (51.006) (68.534) 34.683 Caixa líquido utilizado nas atividades de investimento (58.600) 2.600 (56.000) (3.500) (3.500) (1.389) (40.204) (1.804) (118) 2.660 (40.855) (1.562) (297.760) (3.579) (634) 2.000 (301.535) FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO Captação de empréstimos e financiamentos Empréstimos e financiamentos pagos - principal Pagamento de contas a pagar - compra de ativo Rendimentos distribuídos dos fundos imobiliários - minoritários Dividendos pagos Partes relacionadas Caixa líquido gerado pelas (utilizado nas) atividades de financiamento (34.772) 20.129 (14.643) (26.748) (19.390) (46.138) 23.995 (25.455) (13.698) (30.870) (34.772) (80.800) 156.251 (28.184) (13.698) (35.426) (26.748) 52.195 REDUÇÃO LÍQUIDA DO SALDO DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (82.835) (59.532) (67.933) (214.657) CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA No fim do período No início do período 199.948 282.783 276.709 336.241 356.498 424.431 467.319 681.976 REDUÇÃO LÍQUIDA DO SALDO DE CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA (82.835) (59.532) (67.933) (214.657) (Aumento) redução dos ativos operacionais: Contas a receber Empréstimos aos condomínios Impostos a recuperar Despesas antecipadas Depósitos judiciais Outros Aumento (redução) dos passivos operacionais: Fornecedores nacionais Impostos a recolher Pessoal, encargos, benefícios sociais e prêmios Estrutura técnica Pagamento de contingências Outras obrigações Caixa gerado pelas atividades operacionais Juros pagos Imposto de renda e contribuição social pagos Caixa líquido gerado pelas (utilizado nas) atividades operacionais FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTO Aplicações financeiras vinculadas Aquisição ou construção de propriedades para investimento Aquisição de imobilizado Aumento de intangível Aumento de capital em controladas Dividendos recebidos As notas explicativas são parte integrante das informações contábeis intermediárias. 7 SONAE SIERRA BRASIL S.A. E CONTROLADAS DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO PARA OS PERÍODOS DE NOVE MESES FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2014 E DE 2013 (Em milhares de reais - R$) Controladora 30/09/14 30/09/13 RECEITAS Receita de aluguéis e serviços Outras receitas Variação do valor justo de propriedades para investimento Receitas relativas à construção de propriedades para investimento e imobilizado Provisão para créditos de liquidação duvidosa SERVIÇOS E MATERIAIS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS Custo dos aluguéis e serviços prestados Materiais, energia, serviços de terceiros e outros VALOR ADICIONADO BRUTO DEPRECIAÇÕES E AMORTIZAÇÕES VALOR ADICIONADO LÍQUIDO GERADO PELA COMPANHIA VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA Resultado de equivalência patrimonial Receitas financeiras VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO Pessoal: Remuneração direta Benefícios Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS Impostos, taxas e contribuições: Federais Municipais Remuneração de capitais de terceiros: Despesas financeiras Aluguéis Remuneração de capitais próprios: Lucros retidos do período Participações não controladoras Total - Consolidado 30/09/14 30/09/13 - 264.424 3.305 68.184 45.092 (4.827) 376.178 221.304 3.360 190.209 320.954 (2.650) 733.177 (1.400) (1.400) (1.251) (1.251) (49.577) (53.563) (103.140) (27.049) (317.110) (344.159) (1.400) (1.251) 273.038 389.018 (1.400) (1.251) (1.868) (1.736) 271.170 387.282 94.549 19.790 114.339 162.533 17.454 179.987 3.531 35.738 39.269 5.204 33.366 38.570 112.939 178.736 310.439 425.852 262 3 265 189 189 20.007 1.776 1.145 22.928 17.280 1.555 1.023 19.858 260 260 838 838 61.796 1.306 63.102 86.332 1.901 88.233 31.569 31.569 26.360 26.360 76.956 2.248 79.204 64.344 2.159 66.503 80.845 80.845 151.349 151.349 80.845 64.360 145.205 151.349 99.909 251.258 112.939 178.736 310.439 425.852 As notas explicativas são parte integrante das informações contábeis intermediárias. 8 SONAE SIERRA BRASIL S.A. E CONTROLADAS NOTAS EXPLICATIVAS ÀS INFORMAÇÕES CONTÁBEIS INTERMEDIÁRIAS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS PARA O PERÍODO DE NOVE MESES FINDO EM 30 DE SETEMBRO DE 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$, exceto quando de outra forma indicado) 1. CONTEXTO OPERACIONAL A Sonae Sierra Brasil S.A. (“Companhia”), com sede localizada na Avenida Doutor Cardoso de Melo, 1.184 - 13º andar, na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, foi constituída em 18 de junho de 2003 com os seguintes principais objetivos: (a) a realização de planejamento, desenvolvimento, implantação e investimentos na área imobiliária, nomeadamente em shopping centers e atividades correlatas, como empreendedora, incorporadora, construtora, locadora e assessora; (b) a exploração e a gestão de imóveis próprios e/ou de terceiros e de estabelecimentos comerciais e a prestação de serviços conexos em operações imobiliárias de imóveis próprios e/ou de terceiros; e (c) a participação em outras companhias empresárias e/ou em fundos de investimentos imobiliários, podendo as atividades aqui descritas serem exercidas diretamente ou por meio de controladas e coligadas. A Companhia negocia suas ações na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo BM&FBOVESPA S.A., sob a sigla “SSBR3”. Sua controladora é a Sierra Brazil 1 BV, localizada no Reino dos Países Baixos. Seus acionistas controladores finais são a Sonae Sierra SGPS S.A., localizada em Portugal, e o Sr. Alexander Otto e suas empresas afiliadas localizadas na Alemanha. As controladas diretas e indiretas da Companhia, incluídas nas informações contábeis intermediárias consolidadas, são as seguintes: a) Sierra Investimentos Brasil Ltda. (“Sierra Investimentos”) - tem como principais objetivos: (i) a realização de planejamento, desenvolvimento, implantação e investimentos na área imobiliária, nomeadamente em shopping centers, e atividades correlatas, como empreendedora, incorporadora, construtora, locadora e assessora; (ii) a exploração e a gestão de imóveis próprios e de estabelecimentos comerciais e a prestação de serviços conexos; e (iii) a participação em outras empresas. Em 30 de setembro de 2014, a empresa é controladora da Pátio Boavista Shopping Ltda. (“Pátio Boavista”), Pátio Campinas Shopping Ltda. (“Pátio Campinas”), Pátio São Bernardo Shopping Ltda. (“Pátio São Bernardo”), Pátio Sertório Shopping Ltda. (“Pátio Sertório”), Pátio Uberlândia Shopping Ltda. (“Pátio Uberlândia”), Pátio Londrina Empreendimento e Participações Ltda. (“Pátio Londrina”), Pátio São Paulo Shopping Ltda. (“Pátio São Paulo”), Pátio Goiânia Shopping Ltda. (“Pátio Goiânia”), Fundo de Investimento Imobiliário Shopping Parque D. Pedro (“Fundo de Investimento Imobiliário I”) e Fundo de Investimento Imobiliário Parque D. Pedro Shopping Center (“Fundo de Investimento Imobiliário II”). (i) Fundo de Investimento Imobiliário I - tem por objetivo realizar investimentos imobiliários de longo prazo, objetivando, fundamentalmente, auferir receitas por meio de locação e arrendamento de imóveis integrantes do seu patrimônio imobiliário. Em 30 de setembro de 2014, o Fundo de Investimento Imobiliário I detém domínio fiduciário correspondente a 85% da fração ideal representativa do Shopping Parque D. Pedro. 9 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas (ii) Fundo de Investimento Imobiliário II - tem por objetivo realizar investimentos imobiliários de longo prazo, objetivando, fundamentalmente, auferir receitas por meio de locação e arrendamento de imóveis integrantes do seu patrimônio imobiliário. Constituído em 30 de junho de 2009 mediante a cisão parcial das operações do Fundo de Investimento Imobiliário I, o Fundo de Investimento Imobiliário II detém 15% da fração ideal representativa do Shopping Parque D. Pedro. (iii) Pátio Boavista, Pátio Campinas, Pátio São Bernardo, Pátio Sertório, Pátio Uberlândia, Pátio Londrina, Pátio São Paulo e Pátio Goiânia - têm como principal objetivo a realização de investimentos na área imobiliária, nomeadamente em shopping centers, e atividades correlatas. b) Unishopping Consultoria Imobiliária - tem por objetivo a prestação de serviços de planejamento, instalação, desenvolvimento e administração de shopping centers, arrendamento, exploração e administração de áreas para estacionamento de veículos, administração de imóveis e serviços conexos. A Unishopping Consultoria é responsável por administrar as propriedades do Grupo e de terceiros e comercializar lojas de empreendimentos que o Grupo administra. Em 30 de setembro de 2014 e de 2013 e 31 de dezembro de 2013, as controladas e coligadas da Companhia possuíam as seguintes participações em shopping centers: Empreendedor Fundos de Investimento Imobiliário I Fundos de Investimento Imobiliário II Pátio Penha Shopping Ltda. (i) Pátio Londrina Empreendimentos e Participações Ltda. Pátio São Bernardo Shopping Ltda. Pátio Boavista Shopping Ltda. Pátio Boavista Shopping Ltda. (i) Pátio Campinas Shopping Ltda. Sierra Enplanta Ltda. (i) Pátio Uberlândia Shopping Ltda. Pátio Sertório Shopping Ltda. Pátio Uberlândia Shopping Ltda. Pátio Londrina Empreendimentos e Participações Ltda. Pátio Goiânia Shopping Ltda. Campo Limpo Empreendimentos e Participações Ltda. (i) Shopping center Fração ideal - % 30/09/14 31/12/13 30/09/13 Shopping Parque D. Pedro Shopping Parque D. Pedro Shopping Plaza Sul 85,00 15,00 - 85,00 15,00 - 85,00 15,00 30,00 Shopping Plaza Sul Shopping Plaza Sul Shopping Center Metrópole Boavista Shopping Boavista Shopping Franca Shopping Franca Shopping Shopping Manauara Uberlândia Shopping 30,00 30,00 100,00 100,00 76,92 100,00 100,00 30,00 30,00 100,00 100,00 76,92 100,00 100,00 30,00 100,00 100,00 76,92 100,00 100,00 Boulevard Londrina (ii) Passeio das Águas Shopping (iii) 88,64 100,00 88,64 100,00 84,48 100,00 20,00 20,00 20,00 Shopping Campo Limpo Essas empresas controladas foram incorporadas e/ou cindidas em 2 de novembro de 2013, de modo que as frações ideais detidas por elas foram transferidas, conforme demonstrado abaixo: Shopping Plaza Sul - fração ideal transferida da Pátio Penha Shopping Ltda. para a Pátio Londrina Empreendimentos e Participações Ltda; Boavista Shopping - fração ideal transferida da Pátio Boavista Shopping Ltda. para a Pátio Campinas Shopping Ltda; (ii) Franca Shopping - fração ideal transferida da Sierra Enplanta Ltda. para a Pátio Uberlândia Shopping Ltda. 10 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas (iii) Inaugurado em 3 de maio de 2013. (iv) Inaugurado em 30 de outubro de 2013. 2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS 2.1. Declaração de conformidade As informações contábeis intermediárias da Companhia compreendem: As informações contábeis intermediárias consolidadas elaboradas e apresentadas de acordo com o pronunciamento técnico CPC 21 (R1) - Demonstração Intermediária e com a norma internacional IAS 34 - “Interim Financial Reporting”, emitida pelo “International Accounting Standards Board - IASB”, de forma condizente com as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM, aplicáveis à elaboração das informações contábeis intermediárias. As informações contábeis intermediárias individuais da Companhia elaboradas e apresentadas de acordo com o pronunciamento técnico CPC 21 (R1), de forma condizente com as normas expedidas pela CVM, aplicáveis à elaboração das informações contábeis intermediárias. As práticas contábeis adotadas no Brasil compreendem aquelas incluídas na legislação societária brasileira e os pronunciamentos, as orientações e as interpretações técnicos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovados pela CVM. As informações contábeis intermediárias individuais apresentam a avaliação dos investimentos em controladas e coligadas pelo método de equivalência patrimonial, de acordo com a legislação societária brasileira vigente. Dessa forma, essas informações contábeis intermediárias individuais não são consideradas como estando conforme as “International Financial Reporting Standards - IFRSs”, que exigem a avaliação desses investimentos nas demonstrações separadas da controladora pelo seu valor justo ou pelo custo. Como não existe diferença entre o patrimônio líquido consolidado e o resultado consolidado atribuíveis aos acionistas da controladora, constantes nas informações contábeis intermediárias consolidadas preparadas de acordo com as IFRSs e as práticas contábeis adotadas no Brasil, e o patrimônio líquido e o resultado da controladora, constantes nas informações contábeis intermediárias individuais preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, a Companhia optou por apresentar essas informações contábeis intermediárias individuais e consolidadas em um único conjunto, lado a lado. 2.2. Base de elaboração As informações contábeis intermediárias fundamentaram-se no custo histórico como base de valor e ajustadas para refletir o valor justo de propriedades para investimentos e de determinados instrumentos financeiros contra o resultado do período. O custo histórico geralmente é baseado no valor justo das contraprestações pagas em troca de ativos. 11 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas As principais práticas contábeis adotadas pela Companhia na preparação dessas informações contábeis intermediárias, individuais e consolidadas, são consistentes com aquelas divulgadas nas demonstrações financeiras para o exercício findo em 31 de dezembro de 2013 e, portanto, devem ser analisadas em conjunto. 2.3. Novas normas, alterações e interpretações As normas, alterações e interpretações existentes com a adoção inicial de 1º de janeiro de 2014 não tiveram nenhum efeito relevante sobre os valores reportados para o período corrente e exercício anterior. Mais detalhes sobre estas normas estão divulgados nas demonstrações financeiras para o exercício findo em 31 de dezembro de 2013. 3. PRINCIPAIS ESTIMATIVAS E JULGAMENTOS CONTÁBEIS CRÍTICOS Na aplicação das políticas contábeis da Companhia e de suas controladas, a Administração deve fazer julgamentos e elaborar estimativas a respeito dos valores contábeis dos ativos e passivos que não são facilmente obtidos de outras fontes. As estimativas e as respectivas premissas estão baseadas na experiência histórica e em outros fatores considerados relevantes. Os resultados efetivos podem diferir dessas estimativas. As estimativas e premissas subjacentes são revisadas continuamente. Os efeitos decorrentes das revisões feitas às estimativas contábeis são reconhecidos no período em que as estimativas são revistas. A seguir, descrevemos os principais julgamentos e estimativas contábeis que a Administração da Companhia e de suas controladas entende como relevantes na elaboração das informações contábeis intermediárias individuais e consolidadas: a) Valor das propriedades para investimento: o valor justo das propriedades para investimento é determinado mediante a avaliação semestral do fluxo de caixa a valor presente de cada propriedade por especialistas externos. A Administração da Companhia e de suas controladas usa o seu julgamento para escolher o método e definir as premissas que se baseiam, principalmente, nas condições de mercado existentes. b) Provisão para riscos cíveis, tributários, trabalhistas e previdenciários: a provisão para riscos cíveis, tributários, trabalhistas e previdenciários é constituída para as causas cujas probabilidades de perda são avaliadas como prováveis pelos assessores legais e pela Administração da Companhia e de suas controladas, considerando a natureza dos processos e a experiência dos assessores legais e da Administração da Companhia em causas semelhantes. Os assuntos classificados como obrigações legais encontram-se provisionados, independentemente do desfecho esperado de causas que os questionem. c) Projeções preparadas para a realização do saldo de imposto de renda e contribuição social diferidos: a Companhia, com base em análises relativas às projeções operacionais plurianuais, reconhece, quando aplicável, contabilmente créditos tributários relativos ao prejuízo fiscal e à base negativa de contribuição social de exercícios anteriores, bem como sobre as diferenças temporárias. 12 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas d) A manutenção dos créditos fiscais de prejuízos fiscais, imposto de renda e base negativa de contribuição social diferidos está suportada em projeções financeiras preparadas pela Administração da Companhia e revisadas periodicamente, para os próximos dez anos, que visam determinar a recuperação dos saldos de prejuízos fiscais, base negativa de contribuição social e diferenças temporárias. 4. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA Controladora Consolidado 30/09/14 31/12/13 30/09/14 31/12/13 Caixa Bancos conta movimento Aplicações financeiras (*) Total 2 132 199.814 199.948 2 60 282.721 282.783 19 2.098 354.381 356.498 75 1.561 422.795 424.431 (*) Em 30 de setembro de 2014, as aplicações financeiras são de liquidez imediata, remuneradas pela taxa média ponderada de 102,6% do Certificado de Depósito Interbancário - CDI (102,9% em 31 de dezembro de 2013). 5. CONTAS A RECEBER, LÍQUIDAS E OUTROS CRÉDITOS Contas a receber Consolidado 30/09/14 31/12/13 Aluguéis Cessões de direitos a receber (a) Total do contas a receber faturado Receitas de aluguel a faturar (b) Total do contas a receber faturado e a faturar Provisão para créditos de liquidação duvidosa Total 50.388 16 50.404 17.852 68.256 (15.542) 52.714 49.613 1.298 50.911 14.059 64.970 (10.715) 54.255 Circulante Não circulante (34.862) 17.852 (40.196) 14.059 (a) Representam os valores a receber pela cessão do direito de utilização dos pontos comerciais nos shopping centers, também conhecidos por “estrutura técnica”. (b) Representam o efeito das receitas de aluguéis a faturar, reconhecidas de forma linear de acordo com o prazo dos contratos. 13 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas O saldo consolidado de contas a receber faturado em 30 de setembro de 2014 e em 31 de dezembro de 2013, por período de vencimento, está apresentado a seguir: Consolidado 30/09/14 31/12/13 A vencer Vencidos: Até 30 dias Entre 31 e 60 dias Entre 61 e 90 dias Entre 91 e 180 dias Há mais de 180 dias Subtotal Total 32.868 39.013 2.503 1.738 1.045 2.396 9.854 17.536 50.404 2.067 978 903 2.423 5.527 11.898 50.911 Provisão para créditos de liquidação duvidosa A movimentação da provisão para créditos de liquidação duvidosa para os períodos de nove meses findos em 30 de setembro de 2014 e de 2013 é como segue: Consolidado Saldo em 31 de dezembro de 2013 Constituições no período, líquidas Saldo em 30 de setembro de 2014 (10.715) (4.827) (15.542) Saldo em 31 de dezembro de 2012 Constituições no período, líquidas Saldo em 30 de setembro de 2013 (9.344) (2.650) (11.994) Outros créditos O saldo de “outros créditos” em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013 está composto como segue: Consolidado 30/09/14 31/12/13 14 Valores a receber do Banco Ourinvest S.A. (a) Contrato de mútuo com lojistas (b) Valores a receber de condomínios Valores a receber da operação de estacionamento Férias, 13º salário e outros adiantamentos a funcionários Outros Total 833 7.876 6.174 1.315 242 474 16.914 833 3.117 3.846 1.315 98 1.695 10.904 Circulante Não circulante (9.672) 7.242 (6.954) 3.950 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas (a) Em 30 de setembro de 2014, a controlada Sierra Investimentos tem a receber do Banco Ourinvest S.A. o montante de R$833 decorrente de compromisso firmado no dia 29 de outubro de 2009 (vide nota explicativa nº 29). (b) Refere-se a contratos de mútuo entre as controladas da Companhia e os lojistas dos shoppings. Sobre esses contratos incidem encargos financeiros correspondentes à variação anual do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado - IPCA ou 103% da variação do CDI. O prazo máximo de recebimento é de até 60 parcelas mensais. 6. IMPOSTOS A RECUPERAR Controladora Consolidado 30/09/14 31/12/13 30/09/14 31/12/13 Imposto de Renda Retido na Fonte - IRRF Contribuição social a recuperar - Lei nº 10.833/03 Outros Total 15.582 132 9 15.723 10.219 11 9 10.239 25.824 923 295 27.042 19.521 369 308 20.198 Circulante Não circulante (141) 15.582 (20) 10.219 (11.460) 15.582 (9.979) 10.219 Os impostos a recuperar foram gerados a partir das operações da Companhia e de suas controladas e não dependem de decisões judiciais ou administrativas para a sua realização. 7. EMPRÉSTIMOS AOS CONDOMÍNIOS Representam valores adiantados aos condomínios dos shopping centers para cobrir deficiências de caixa, notadamente decorrentes de inadimplência. Os valores serão recuperados à medida que houver o recebimento das parcelas condominiais e conforme a disponibilidade de caixa dos condomínios. Empresa controlada Pátio São Bernardo Pátio Sertório Pátio Uberlândia Pátio Londrina Pátio Goiânia Total Condomínio Condomínio Shopping Center Plaza Sul Condomínio Manauara Shopping Condomínio Uberlândia Shopping Condomínio Boulevard Londrina Shopping Condomínio Passeio das Águas Shopping Consolidado 30/09/14 31/12/13 867 256 4.985 6.892 7.584 20.584 933 341 2.712 3.561 1.889 9.436 Esses empréstimos são considerados como transações com partes relacionadas (vide nota explicativa nº 23). Os valores adiantados vêm sendo recebidos de acordo com a disponibilidade de caixa dos condomínios, e a Administração não prevê problemas com a realização desses valores. Os saldos são corrigidos pelo equivalente a 100% do Certificado de Depósito Interbancário - CDI. 15 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas 8. INVESTIMENTOS a) Investimentos em controladas (controladora) 30 de setembro de 2014 Quantidade de cotas possuídas Controladas: Sierra Investimentos Brasil Ltda. 1.078.862.171 Unishopping Consultoria Imobiliária Ltda. (*) 12.663.326 Total 31 de dezembro de 2013 Controladas: Sierra Investimentos Brasil Ltda. Unishopping Consultoria Imobiliária Ltda. (*) Total (*) Quantidade de cotas possuídas Capital social participação -% Lucro líquido Resultado da do equivalência Saldo do período patrimonial investimento Passivo Patrimônio líquido 100,00 2.431.041 15.208 2.415.833 140 92.455 92.455 2.415.833 100,00 12.299 27.507 20.164 2.435.997 37.183 37.323 2.094 94.549 2.094 94.549 20.164 2.435.997 Capital social participação -% Ativo 32.464 2.463.505 Ativo Passivo Patrimônio líquido Receita Receita Lucro líquido Resultado da do equivalência Saldo do exercício patrimonial investimento 1.020.262.171 100,00 2.282.538 17.762 2.264.776 230 230.221 230.221 2.264.776 12.663.326 100,00 32.996 2.315.534 12.324 30.086 20.672 2.285.448 17.950 18.180 9.829 240.050 9.829 240.050 20.672 2.285.448 Em 2 de novembro de 2013, a Unishopping Administradora foi incorporada na Unishopping Consultoria, que passou a ser controlada direta da Companhia. b) Investimento em coligada (consolidado) (i) Participação societária na Campo Limpo Empreendimentos e Participações Ltda. Consolidado 30/09/14 31/12/13 Balanço patrimonial Quantidade de cotas possuídas pela Sierra Investimentos Participação no capital social da investida - % Saldo do investimento 9.435.400 20,00 34.246 9.435.400 20,00 33.375 Consolidado 30/09/14 30/09/13 Resultado Resultado de equivalência patrimonial do período 3.531 5.204 (ii) Informações financeiras da Campo Limpo Empreendimentos e Participações Ltda. Consolidado 30/09/14 31/12/13 Balanço patrimonial Ativo circulante Ativo não circulante Passivo circulante Passivo não circulante Patrimônio líquido 4.363 230.263 2.172 61.226 171.228 6.230 220.475 2.557 57.272 166.876 Consolidado 30/09/14 30/09/13 Resultado Receita operacional líquida de aluguéis e outras Lucro líquido e resultado abrangente do período 16 15.876 17.653 10.497 22.146 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas (iii) Mutações dos investimentos para os períodos de nove meses findos em 30 de setembro de 2014 e de 2013 Controladora Saldos em 31 de dezembro de 2013 Aumento de capital (*) Equivalência patrimonial Dividendos recebidos Saldos em 30 de setembro de 2014 2.285.448 58.600 94.549 (2.600) 2.435.997 Controladora Saldos em 31 de dezembro de 2012 Aumento de capital Equivalência patrimonial Dividendos recebidos Saldos em 30 de setembro de 2013 2.094.168 3.500 162.533 2.260.201 Consolidado 33.375 3.531 (2.660) 34.246 Consolidado 28.530 5.204 (2.000) 31.734 (*) Refere-se a aumentos de capital realizados em subsidiárias com o objetivo de financiar o capital de giro, bem como parte do custo de construção dos empreendimentos inaugurados em 2013. c) Participação de não controladoras (i) Participação societária dos cotistas não controladores dos Fundos de Investimento Imobiliário I e II Consolidado Fundo de Investimento Fundo de Investimento Imobiliário I Imobiliário II 30/09/14 30/09/14 Balanço patrimonial Participação no capital social detido pelo não controlador (%) Patrimônio líquido atribuído aos não controladores 40,00 49,90 531.931 235.575 Consolidado Fundo de Investimento Fundo de Investimento Imobiliário I Imobiliário II 30/09/14 30/09/14 Resultado Lucro do período atribuído aos não controladores Dividendos pagos a não controladores 44.719 19.641 21.961 8.909 17 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas (ii) Informações financeiras dos Fundos de Investimento Imobiliário I e II Fundo de Investimento Fundo de Investimento Imobiliário I Imobiliário II 30/09/14 30/09/14 Balanço patrimonial Ativo circulante Ativo não circulante Passivo circulante Patrimônio líquido 27.734 1.314.537 12.443 1.329.828 9.006 468.865 6.736 471.135 Fundo de Investimento Fundo de Investimento Imobiliário I Imobiliário II 30/09/14 30/09/14 Resultado Receita operacional líquida de aluguéis e outras Lucro líquido e resultado abrangente do período 9. 13.510 111.799 39.018 Custo 30/09/14 Consolidado Depreciação Valor acumulada residual IMOBILIZADO Taxa anual de depreciação - % Instalações Móveis e utensílios Máquinas e equipamentos Equipamentos de informática Veículos Outros Subtotal Imobilizado em andamento Adiantamentos a fornecedores Total 18 76.047 10 10 10 20 20 20 - 2.762 932 679 2.729 2.947 78 10.127 551 128 10.806 (2.754) (621) (392) (2.069) (950) (54) (6.840) (6.840) 8 311 287 660 1.997 24 3.287 551 128 3.996 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas Taxa anual de depreciação - % Instalações Móveis e utensílios Máquinas e equipamentos Equipamentos de informática Veículos Outros Subtotal Adiantamentos a fornecedores Total 10 10 10 20 20 20 Custo 31/12/13 Consolidado Depreciação Valor acumulada residual 2.747 930 674 2.541 2.659 54 9.605 4 9.609 - (2.747) (566) (348) (1.863) (873) (49) (6.446) (6.446) 364 326 678 1.786 5 3.159 4 3.163 Movimentação do ativo imobilizado em operação para os períodos de nove meses findos em 30 de setembro de 2014 e de 2013 Saldos em 31 de dezembro de 2013 Transferências de adiantamentos a fornecedores Adições Baixas, líquidas Depreciação Saldos em 30 de setembro de 2014 Instalações - 364 326 15 (7) 8 2 (55) 311 5 (44) 287 Móveis e utensílios Saldos em 31 de dezembro de 2012 Transferências de adiantamentos a fornecedores Adições Baixas, líquidas Depreciação Saldos em 30 de setembro de 2013 Consolidado Máquinas e Equipamentos equipamentos de informática Móveis e utensílios Máquinas e equipamentos Veículos Outros 678 1.786 5 3.159 48 140 (206) 660 155 740 (303) (381) 1.997 24 (5) 24 249 880 (303) (698) 3.287 Consolidado Equipamentos de informática Veículos Outros Total Total 440 378 866 1.506 2 3.192 6 (63) 383 10 (48) 340 94 (214) 746 691 724 (304) (602) 2.015 4 (5) 1 805 724 (304) (932) 3.485 Movimentação do ativo imobilizado em andamento e adiantamentos a fornecedores para os períodos de nove meses findos em 30 de setembro de 2014 e de 2013 Consolidado Imobilizado em Adiantamentos andamento a fornecedores Saldos em 31 de dezembro de 2013 Adições Transferências para os ativos imobilizado em operação Saldos em 30 de setembro de 2014 551 551 4 373 (249) 128 Total 4 924 (249) 679 19 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas Imobilizado em andamento Saldos em 31 de dezembro de 2012 Adições Transferências para o ativo imobilizado em operação Transferência para o ativo intangível Saldos em 30 de setembro de 2013 Consolidado Adiantamentos a fornecedores 2.339 (1.716) 623 Total 303 516 (805) 14 303 2.855 (805) (1.716) 637 10. PROPRIEDADES PARA INVESTIMENTO De acordo com o pronunciamento técnico CPC 28 (IAS 40) - Propriedade para Investimento, as propriedades mantidas para auferir aluguel e/ou valorização de capital podem ser registradas como propriedades para investimento. A Administração da Companhia decidiu adotar o método de valor justo para melhor refletir o seu negócio. Consolidado 30/09/14 31/12/13 Propriedades para investimento em operação Propriedades para investimento em construção Terrenos Total 3.986.066 3.879.411 29.767 25.068 41.692 41.692 4.057.525 3.946.171 Movimentação para os períodos de nove meses findos em 30 de setembro de 2014 e de 2013 Propriedades em operação Saldos em 31 de dezembro de 2013 Adições Variação do valor justo das propriedades Saldos em 30 de setembro de 2014 Consolidado Propriedades em construção Terrenos 3.879.411 38.471 25.068 4.699 41.692 - 3.946.171 43.170 68.184 3.986.066 29.767 41.692 68.184 4.057.525 Consolidado Propriedades Propriedades em operação em construção Saldos em 31 de dezembro de 2012 Adições Baixa - transação de permuta do Boulevard Londrina Shopping Transferências Variação do valor justo das propriedades Saldos em 30 de setembro de 2013 20 Total Total 2.724.327 35.475 523.768 281.266 3.248.095 316.741 (29.910) 339.773 190.209 3.259.874 (339.773) 465.261 (29.910) 190.209 3.725.135 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas A propriedade de parte do imóvel que integra o empreendimento Shopping Boavista está pendente de registro no Cartório de Registro de Imóvel. O valor total desse imóvel, contabilizado como propriedades para investimento em 30 de setembro de 2014, é de R$68.242 (R$64.655 em 31 de dezembro de 2013). Metodologia para determinação do valor justo O valor justo de cada propriedade para investimento em operação foi determinado através de avaliação reportada à data, efetuada por uma entidade especializada e independente (Cushman & Wakefield). A avaliação dessas propriedades para investimento é preparada de acordo com os “Practice Statements” do “RICS Appraisal and Valuation Manual” publicado pelo “The Royal Institution of Chartered Surveyors” (“Red Book”), sediado na Inglaterra. A metodologia adotada para determinar o valor de mercado (valor justo) das propriedades para investimento em operação envolve a elaboração de premissas relacionadas a projeções de ganhos e perdas para dez anos de cada shopping, adicionadas ao valor residual, que corresponde a uma perpetuidade calculada com base nos ganhos líquidos do 11º ano e uma taxa de rentabilidade de mercado (“exit yield” ou “cap rate”). Para o cálculo da perpetuidade foi considerada uma taxa de crescimento real de 0,0%. Essas projeções são descontadas para a data-base da avaliação a uma taxa de desconto de mercado. As projeções não são previsões do futuro, mas apenas refletem a melhor estimativa do avaliador quanto à atual visão do mercado relativamente às receitas e aos custos futuros de cada propriedade. A taxa de rentabilidade e a taxa de desconto são definidas de acordo com o mercado de investimento local e institucional, sendo a razoabilidade do valor de mercado obtida de acordo com a metodologia anteriormente mencionada, igualmente testada também em termos da taxa de rentabilidade inicial, obtida com o rendimento líquido estimado para o primeiro ano das projeções. Na avaliação das propriedades para investimento, foram igualmente tomadas em conta algumas premissas em relação a shopping centers inaugurados recentemente, nos quais não foram consideradas despesas de investimento eventualmente ainda devidas, em virtude de esses montantes já estarem devidamente contemplados nas informações contábeis intermediárias. A periodicidade de avaliação a valor justo das propriedades para investimento é semestral. As premissas utilizadas em 30 de junho de 2014 e em 31 de dezembro de 2013 para a avaliação do valor justo anteriormente mencionada estão descritas a seguir: 30/06/14 31/12/13 Dez anos “discount rate” Mínima Máxima Dez anos “exit yield” Mínima Máxima Dez anos “discount rate” Mínima Máxima Dez anos “exit yield” Mínima Máxima 12,25% 7,75% 12,25% 7,75% 14,00% 9,50% 14,00% 9,50% 21 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas 11. INTANGÍVEL Taxa anual de amortização - % Software Amortização acumulada (*) Total 20 Consolidado 30/09/14 31/12/13 7.915 (3.305) 4.610 7.797 (2.135) 5.662 (*) No período de nove meses findo em 30 de setembro de 2014, a despesa de amortização do custo de aquisição dos softwares no montante de R$1.170 (R$804 em 30 de setembro de 2013) foi registrada na rubrica “Despesas gerais e administrativas”, na demonstração do resultado. Mutação do intangível para os períodos de nove meses findos em 30 de setembro de 2014 e de 2013 Consolidado Total, Custo Amortização líquido Saldos em 31 de dezembro de 2013 Adições Saldos em 30 de setembro de 2014 7.797 118 7.915 (2.135) 5.662 (1.170) (1.052) (3.305) 4.610 Saldos em 31 de dezembro de 2012 Adições Transferência de imobilizado em andamento (*) Saldos em 30 de setembro de 2013 4.643 634 1.716 6.993 (1.058) (804) (1.862) 3.585 (170) 1.716 5.131 (*) Vide nota explicativa n° 9. 12. EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS Empréstimo nacional Banco do Amazonas S.A. - BASA (a) Banco Itaú BBA S.A. (b) Banco Itaú BBA S.A. (c) Banco Bradesco S.A. (d) Banco Bradesco S.A. (e) Banco Itaú BBA S.A. (f) Banco Santander S.A. (g) Total Circulante Não circulante 22 Consolidado Vencimento final 30/09/14 31/12/13 10/12/20 21/10/15 17/10/16 27/10/25 26/10/25 10/05/18 22/06/23 106.754 4.820 10.227 121.595 68.660 39.581 234.030 585.667 119.546 8.152 14.019 117.778 72.784 42.654 196.730 571.663 (75.112) (61.168) 510.555 510.495 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas (a) Em 17 de dezembro de 2008, a controlada Pátio Sertório captou empréstimo de R$90.315 do Banco do Amazonas S.A. - BASA para financiamento das obras de construção do Shopping Manauara. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2009, foram captadas novas parcelas, totalizando R$21.985. Os empréstimos foram captados por uma taxa fixa de 10% ao ano, com a possibilidade de um desconto de 15% nessa taxa, caso o pagamento seja efetuado pontualmente na data do vencimento, e possuem carência de 48 meses, período em que foram pagos apenas 50% dos juros incorridos. O saldo remanescente de juros provisionados está sendo pago após o período de carência com as parcelas do principal. Como garantia pelo empréstimo foi apresentado imóvel do Shopping Manauara. A Companhia e a controlada Sierra Investimentos foram avalistas dessa operação. (b) Em 16 de novembro de 2010, a controlada Sierra Investimentos captou R$20.000 do Banco Itaú BBA S.A. para capital de giro. A Companhia foi a avalista da operação. Como garantias, foram apresentados: (i) imóvel do Shopping Metrópole; e (ii) cessão fiduciária dos recebíveis líquidos do Shopping Metrópole. Esse empréstimo possuiu período de carência de nove meses para o pagamento da primeira parcela do principal. A taxa de juros contratada é equivalente a CDI mais 1,66% ao ano. (c) Em 16 de novembro de 2010, a controlada Pátio Boavista captou R$27.000 do Banco Itaú BBA S.A. para capital de giro. A Companhia foi a avalista da operação. Como garantias, foram apresentados: (i) imóvel do Shopping Metrópole; e (ii) cessão fiduciária dos recebíveis líquidos do Shopping Metrópole. Esse empréstimo possuiu período de carência de nove meses para o pagamento da primeira parcela do principal. A taxa de juros contratada é equivalente a CDI mais 1,78% ao ano. (d) Nos meses de junho de 2011 a maio de 2014, a controlada Pátio Londrina captou o total da linha de financiamento aprovada de R$120.027, do Banco Bradesco S.A., para as obras de construção do Shopping Londrina. O prazo de contrato é de 15 anos, com período de carência de dois anos para a parcela de principal. Após esse prazo, o saldo devedor será pago em até 144 parcelas mensais e sucessivas. O imóvel do Shopping Londrina é a garantia dada pelo empréstimo. A Companhia é fiadora dessa operação. A taxa de juros contratada é equivalente a Taxa Referencial (“TR”) mais 9,7% ao ano. (e) Nos meses de agosto de 2010 a fevereiro de 2012, a controlada Pátio Uberlândia captou R$77.152 do Banco Bradesco S.A. para financiamento das obras de construção do Shopping Uberlândia. O prazo de contrato é de 15 anos, com período de carência de dois anos para a parcela de principal. Após esse prazo, o saldo devedor está sendo pago em até 156 parcelas mensais e sucessivas. O imóvel do Shopping Uberlândia é garantia dada pelo empréstimo. A Companhia é fiadora dessa operação. A taxa de juros contratada é equivalente a TR mais 9,7% ao ano. (f) Em 29 de junho de 2011, a controlada Pátio Boavista captou R$52.651 do Banco Itaú BBA S.A. para financiamento das obras de expansão do Shopping Metrópole. O prazo de contrato é de 7 anos, com período de carência de 12 meses para a parcela de principal. Após esse prazo, o saldo devedor está sendo pago em até 72 parcelas mensais e sucessivas. A Companhia foi a avalista da operação. Como garantias, foram apresentados: (i) imóvel do Shopping Metrópole; e (ii) cessão fiduciária dos recebíveis líquidos do Shopping Metrópole. A taxa de juros contratada é equivalente a TR mais 9,3% ao ano. 23 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas (g) Nos meses de março de 2012 a maio de 2014, a controlada Pátio Goiânia captou o total da linha de financiamento aprovada de R$200.000, do Banco Santander S.A., para as obras de construção do Passeio das Águas Shopping. O prazo de contrato é de 12 anos, com período de carência de 24 meses para a parcela de principal. Após esse prazo, o saldo devedor será pago em até 106 parcelas mensais e sucessivas. O imóvel do Passeio das Águas Shopping é garantia dada pelo empréstimo. A Companhia é fiadora dessa operação. A taxa de juros contratada é equivalente a TR mais 9,7% ao ano. Em 30 de setembro de 2014, o valor total dos imóveis dados em garantia aos bancos pelos empréstimos e financiamentos é de R$2.002.036 e o valor dos recebíveis líquidos dado em garantia pela Pátio Boavista é de R$2.905 Cláusulas contratuais (“covenants”) Os contratos de empréstimos contratados pela Companhia e por suas controladas, descritos anteriormente, não preveem a manutenção de índices financeiros para endividamento, cobertura de despesas com juros, etc. Mutação dos empréstimos e financiamentos para os períodos de nove meses findos em 30 de setembro de 2014 e de 2013 Consolidado Saldo em 31 de dezembro de 2013 Novas captações Pagamentos - principal Pagamentos - juros Encargos financeiros apropriados no resultado Saldo em 30 de setembro de 2014 571.663 23.995 (25.455) (26.977) 42.441 585.667 Saldo em 31 de dezembro de 2012 Novas captações Pagamentos - principal Pagamentos - juros Encargos financeiros capitalizados em propriedades para investimento em construção Encargos financeiros apropriados no resultado Saldo em 30 de setembro de 2013 429.328 156.251 (28.184) (28.409) 11.154 23.383 563.523 A composição do saldo classificado como não circulante em 30 de setembro de 2014, por ano de vencimento, é demonstrada a seguir: A partir de 1º de outubro de 2015 2016 2017 2018 2019 2020 - 2026 Total 24 18.089 69.157 65.066 65.066 65.066 228.111 510.555 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas 13. DEBÊNTURES Debêntures Títulos - 1ª série Títulos - 2ª série Perda com derivativos em contabilização de (“hedge”) de valor justo Total Circulante Não circulante Controladora e Consolidado Vencimento final 30/09/14 31/12/13 15/02/17 15/02/19 95.589 242.268 97.542 233.618 2.135 339.992 1.828 332.988 (9.281) (14.903) 330.711 318.085 Em 15 de fevereiro de 2012, a Companhia emitiu 30.000 debêntures, não conversíveis em ações, em duas séries, com valor unitário de R$10 cada uma, totalizando R$300.000. Após o procedimento de coleta de intenções de investimento (“bookbuilding”) realizado em 2 de março de 2012, que definiu os juros remuneratórios das debêntures, a alocação das séries ficou disposta conforme a seguir: 1ª série: 9.550 debêntures, totalizando R$95.500, a uma taxa anual variável equivalente a CDI + 0,96%, com prazo de vencimento final de cinco anos. A remuneração será paga semestralmente. 2ª série: 20.450 debêntures, totalizando R$204.500, a uma taxa anual variável equivalente a Índice de Preços ao Consumidor Ampliado - IPCA + 6,25%, com prazo de vencimento final de sete anos. A remuneração será paga anualmente. Conforme mencionado na nota explicativa nº 25.3, em 22 de agosto de 2013, a Companhia efetuou a contratação de um instrumento derivativo de proteção (“swap”), com valor nocional de R$54.500, visando à troca de índices variáveis atrelado à remuneração da 2ª série das debêntures. Na referida operação, a Companhia trocou o IPCA mais 6,25% ao ano pela variação do CDI mais 1,24% ao ano. O prazo do contrato de “swap” é de seis anos e tem como vencimento o dia 15 de fevereiro de 2019. Esse vencimento é o mesmo do título protegido. Essa operação tem como objetivo adequar a composição do endividamento da Companhia, com a troca dos juros variável IPCA para a taxa CDI. Embora ambas as taxas sejam variáveis, o CDI reflete atualmente o principal índice de remuneração dos ativos financeiros da Companhia e, por isso, traz um melhor equilíbrio na gestão de instrumentos financeiros. A movimentação das debêntures, registradas no passivo circulante e não circulante, é como segue: 25 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas Controladora e Consolidado Saldo em 31 de dezembro de 2013 Custo de captação amortizado Encargos financeiros apropriados ao resultado Juros pagos Perda em operação de derivativo, líquida Saldo em 30 de setembro de 2014 332.988 832 30.109 (24.811) 874 339.992 Saldo em 31 de dezembro de 2012 Custo de captação amortizado Encargos financeiros apropriados ao resultado Juros pagos Saldo em 30 de setembro de 2013 318.052 833 25.238 (21.141) 322.982 O cronograma de amortização das debêntures, classificado no passivo não circulante, é como segue: Principal Custo a e juros amortizar A partir de 1º de outubro de 2015 2016 (amortização de 50% da 1ª série) 2017 (amortização de 50% da 1ª série) 2018 (amortização de 50% da 2ª série) 2019 (amortização de 50% da 2ª série) Total 47.750 47.750 119.064 119.064 333.628 Total (278) (278) (1.111) 46.639 (745) 47.005 (671) 118.393 (112) 118.952 (2.917) 330.711 Cláusulas restritivas contratuais (“covenants”) A Companhia possui cláusulas restritivas contratuais na escritura de emissão das debêntures que são relacionadas, principalmente, com índices financeiros, como “Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization - EBITDA”, dívida líquida e despesa financeira líquida. A seguir, estão demonstrados os índices requeridos: Índice requerido contratualmente Dívida líquida/EBITDA EBITDA/despesa financeira líquida Igual ou inferior a 3,5 Igual ou superior a 1,75 Em 30 de setembro de 2014, a Companhia acredita que está adimplente com todas as cláusulas restritivas. 26 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas 14. CONTAS A PAGAR - COMPRA DE ATIVO Consolidado 30/09/14 31/12/13 Aquisição de participação em shopping center (*) Circulante Não circulante 17.169 31.840 (17.169) - (21.186) 10.654 (*) O saldo a pagar refere-se à operação de permuta de ativos com torna de participação do Shopping Center Penha para aquisição de participação no Shopping Plaza Sul. Essas contas a pagar estão sendo liquidadas em 42 parcelas iguais e consecutivas de R$1.522, atualizadas pelo CDI. Em 30 de setembro de 2014, permanecem 10 parcelas em aberto. A movimentação das contas a pagar - compra de ativo é como segue: Consolidado Saldo em 31 de dezembro de 2013 Pagamentos do principal Encargos financeiros pagos Encargos financeiros apropriados ao resultado Saldo em 30 de setembro de 2014 31.840 (13.698) (2.875) 1.902 17.169 Saldo em 31 de dezembro de 2012 Pagamentos do principal Encargos financeiros pagos Encargos financeiros apropriados ao resultado Encargos financeiros capitalizados em propriedades para investimento em construção Baixa- transação de permuta do Boulevard Londrina Shopping Saldo em 30 de setembro de 2013 78.410 (13.698) (1.456) 2.355 607 (29.910) 36.308 15. ESTRUTURA TÉCNICA - CONSOLIDADO Controlada Pátio Boavista Pátio Sertório Pátio Uberlândia Pátio Londrina Pátio Goiânia Fundo de Investimento Imobiliário I Pátio Campinas Fundo de Investimento Imobiliário II Total Circulante Não circulante Shopping Boavista Shopping Shopping Manauara Uberlândia Shopping Boulevard Londrina Passeio das Águas Parque D. Pedro Boavista Parque D. Pedro Consolidado 30/09/14 31/12/13 987 902 2.960 5.133 6.127 447 112 210 16.878 2.962 2.007 5.021 6.839 7.270 1.092 193 25.384 (7.093) 9.785 (8.340) 17.044 27 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas Refere-se aos contratos de cessão de direitos de utilização do espaço imobiliário, devidos pelos lojistas a partir da assinatura do contrato de aluguel dos pontos comerciais. Principalmente no lançamento de novos empreendimentos, em expansões ou quando alguma loja é retornada, os novos lojistas pagam pelo direito de utilização dos pontos comerciais nos shopping centers. Esses valores são negociados com base no valor de mercado desses pontos. Esses valores são faturados de acordo com o prazo previsto em contrato, em até 60 meses, e são reconhecidos de forma linear no resultado do período de acordo com o prazo contratual. 16. PROVISÃO PARA RISCOS CÍVEIS, TRIBUTÁRIOS, TRABALHISTAS E PREVIDENCIÁRIOS A Companhia e suas controladas são partes em processos judiciais, perante diferentes tribunais e instâncias, de natureza cível, tributária, trabalhista e previdenciária. A Administração da Companhia, com base na opinião de seus assessores legais, constituiu provisão para aquelas causas cujo desfecho desfavorável é avaliado como provável. A composição dos riscos provisionados é como segue: Controladora Consolidado 30/09/14 31/12/13 30/09/14 31/12/13 Trabalhistas e previdenciários (a) Tributários (b) Cíveis (c) Total 2.156 2.156 2.067 2.067 3.108 3.897 825 7.830 3.477 3.754 682 7.913 A movimentação da provisão para riscos cíveis, tributários, trabalhistas e previdenciários para o consolidado nos períodos de nove meses findos em 30 de setembro de 2014 e de 2013 é como segue: Consolidado Trabalhistas e previdenciárias (a) Tributárias (b) Cíveis (c) Total 28 Saldos em 31 de dezembro de 2013 Constituição Atualização monetária Pagamentos Reversão Saldos em 30 de setembro de 2014 3.477 605 255 (395) (834) 3.108 3.754 143 3.897 Saldos em 31 de dezembro de 2012 Constituição Atualização monetária Pagamentos Reversão Saldos em 30 de setembro de 2013 4.191 536 251 (1.606) 3.372 3.597 116 3.713 682 122 96 (13) (62) 825 7.913 727 494 (408) (896) 7.830 1.651 9.439 23 559 79 446 (32) (32) (993) (2.599) 728 7.684 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas (a) Trabalhistas e previdenciários Em 30 de setembro de 2014 a Companhia e suas controladas mantêm provisão de R$981 (R$1.210 em 31 de dezembro de 2013) para os processos trabalhistas cujos riscos foram avaliados com probabilidade de perda provável pelos assessores legais. Para os riscos previdenciários, a Companhia mantém a provisão de R$2.127 em 30 de setembro de 2014 (R$2.267 em 31 de dezembro de 2013) de acordo com a recomendação de seus assessores legais externos, que estimam que a probabilidade de perda, em eventual demanda, é provável. (b) Tributários IRRF, CIDE, CPMF e CADE A Companhia busca suspender a exigibilidade de IRRF, Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE e Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira CPMF em pagamentos ao exterior. Os valores de tais processos correspondem ao total de R$3.487 (R$3.344 em 31 de dezembro de 2013), que estão depositados em juízo e provisionados, tendo em vista que a chance de perda de tais processos é avaliada como provável. Os processos referentes a CIDE e IRRF foram julgados de forma desfavorável à Companhia em segunda instância e atualmente aguardam julgamento de recurso especial. O processo da CPMF sobre pagamentos ao exterior foi julgado de forma desfavorável à controlada Sierra Investimentos em caráter definitivo. Essa decisão não representará nenhum desembolso para a Companhia, tendo em vista que as custas judiciais já foram pagas e não há condenação a honorários de sucumbência por se tratar de mandado de segurança. Atualmente, a controlada Sierra Investimentos aguarda a conversão em renda do depósito judicial, no montante de R$1.331, para extinção do crédito tributário. Adicionalmente, a controlada Sierra Investimentos mantém registrada provisão para risco e depósito judicial no montante de R$410 em 30 de setembro de 2014 e em 31 de dezembro de 2013 correspondente à multa administrativa aplicada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE. Em 31 de dezembro de 2012, esse processo já havia sido transitado em julgado. Atualmente, a controlada Sierra Investimentos aguarda o levantamento dos referidos depósitos judiciais pelo CADE para liquidação da multa citada, sem impacto no resultado. (c) Cíveis As controladas da Companhia figuram como parte em diversas ações judiciais, decorrentes das atividades comerciais regulares, como rés, destacando-se as ações de cunho indenizatório, rescisão contratual, renovatórias e revisionais de aluguéis das lojas e dos shopping centers. Como autora, as controladas da Companhia figuram em ações que tratam, em sua maioria, de despejos (falta de pagamento e infrações contratuais), execuções e cobranças, de um modo geral. 29 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas Riscos de perda possível A Companhia e suas controladas estão envolvidas em outros processos tributários, cíveis, trabalhistas e previdenciários surgidos no curso normal dos seus negócios, envolvendo risco de perda avaliado como possível. O montante desses processos, em 30 de setembro de 2014, é de R$48.143 (R$70.695 em 31 de dezembro de 2013). Os principais processos estão descritos a seguir: a) A controlada Pátio Sertório promove ação contra a empreiteira responsável pela construção do Manauara Shopping. Trata-se de ação de rescisão contratual cumulada com indenização por danos materiais e morais, objetivando o recebimento de indenização por inexecução e vícios na construção do empreendimento. Em conexão com o referido processo ativo, a controlada Pátio Sertório é parte passiva de um processo movido pela mesma empresa, que tem por objetivo o recebimento de honorários pela execução da obra desse empreendimento. Atualmente é aguardado julgamento em primeira instância. b) A controlada Pátio Londrina é parte em um procedimento arbitral movido contra a empreiteira responsável pela construção do Boulevard Londrina Shopping com o objetivo de ver rescindido o contrato e apurar indenização por danos morais e materiais pelo não cumprimento do cronograma da obra e, consequentemente, pelo atraso na inauguração do empreendimento; do outro lado, a empreiteira requer indenização por danos morais, materiais e lucros cessantes. No dia 25 de fevereiro de 2014, foi proferida a sentença final no referido procedimento arbitral. Em síntese, o Tribunal acolheu parcialmente os pedidos feitos de parte a parte e autorizou expressamente a compensação de valores ao final do procedimento. Nesse ponto, apesar de a sentença não fixar o montante final de algumas condenações, que serão liquidadas em breve por meio de procedimento especifico, a Companhia acredita que ao final poderá haver um encontro de valores do qual não resultará a obrigação de pagamento em quantia relevante por parte da Companhia. Atualmente, a controlada Pátio Londrina aguarda a liquidação da sentença para apurar os valores dependentes de liquidação e o cálculo da condenação em despesas e honorários. Depósitos judiciais A composição dos depósitos judiciais é como segue: Controladora Consolidado 30/09/14 31/12/13 30/09/14 31/12/13 Trabalhistas e previdenciários Tributários Cíveis Total 30 2.156 2.156 2.094 2.094 221 3.897 7.401 11.519 454 3.782 7.017 11.253 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas 17. IMPOSTOS A RECOLHER Consolidado 30/09/14 31/12/13 IRPJ e CSLL a recolher IRRF COFINS a recolher PIS a recolher ISS a recolher Outros Total 4.491 1.452 428 109 282 6.762 2.745 1.355 1.355 304 523 200 6.482 18. PATRIMÔNIO LÍQUIDO - CONTROLADORA 18.1. Capital social Em 30 de setembro de 2014, o capital social subscrito e integralizado da Companhia é de R$1.397.866 (R$997.866 em 31 de dezembro de 2013), dividido em 76.423.831 ações ordinárias, sem valor nominal. De acordo com o Estatuto Social, a Companhia está autorizada a aumentar seu capital social, independentemente de reforma estatutária, até o limite de R$1.500.000, mediante deliberação do Conselho de Administração, que fixará, em cada caso, a quantidade de ações a serem emitidas, o preço de emissão e as condições de subscrição e integralização. A composição dos principais acionistas da Companhia em 30 de setembro de 2014 é como segue: Nome Sierra Brazil 1 BV Deutsche Bank Outros (“free float”) Total Percentual 66,65% 9,79% 23,56% 100,00% Quantidade de ações 50.933.104 7.485.646 18.005.081 76.423.831 Em 4 de junho de 2014, o Conselho de Administração aprovou o aumento de capital, sem a emissão de novas ações, mediante a utilização de parte da reserva de retenção de lucros no valor de R$400.000. 18.2. Reservas de capital Reserva de ágio na subscrição de ações Em 30 de setembro de 2014, a Companhia possui um saldo de R$94.198 correspondente a reserva de ágio, a qual representa o valor excedente pago pelos acionistas na emissão de ações. Esse valor será mantido na rubrica “Reservas de capital” até sua capitalização e capitalizado na proporção representativa do capital de cada acionista. 31 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas Gastos com emissão de ações Em 2 de fevereiro de 2011, a Companhia completou a oferta pública inicial de ações, e os custos relacionados com a emissão das ações, no montante de R$16.083, líquido de impostos, foram classificados como redução da reserva de capital. Esses gastos estão compostos basicamente por comissões, honorários advocatícios e de auditoria, taxas de registro, impressões, publicações e outras despesas. 18.3. Reserva legal De acordo com o previsto no artigo 193 da Lei nº 6.404/76, 5% do lucro líquido do exercício deverá ser utilizado para constituição de reserva legal que não pode exceder 20% do capital social. Em 30 de setembro de 2014, a Companhia mantém o montante de R$41.591 a título de reserva legal. 18.4. Reserva de lucros a realizar No exercício em que o montante do dividendo obrigatório, calculado nos termos do Estatuto Social da Companhia, ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício, a Assembleia Geral poderá, por proposta dos órgãos de Administração, destinar o excesso à constituição de reserva de lucros a realizar. Considera-se realizada a parcela do lucro líquido do exercício que exceder o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial. Em 30 de setembro de 2014, a Companhia possui o montante de R$107.225 referente à reserva de lucros a realizar. 18.5. Reserva de retenção de lucros A reserva de retenção de lucros tem como objetivo principal atender aos planos de investimentos previstos em orçamento de capital para expansão, modernização e manutenção dos shopping centers. Em 30 de setembro de 2014, a Companhia possui o montante de R$603.814 referente à reserva de retenção de lucros. 18.6. Dividendos Conforme o Estatuto Social, os acionistas têm direito a dividendo mínimo obrigatório de 25% do lucro líquido, ajustado conforme disposto na Lei das Sociedades por Ações. Em 15 de maio de 2014 foram pagos os dividendos mínimos obrigatórios referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2013, no montante de R$34.772. 18.7. Lucro por ação Em conformidade com a IAS 33, equivalente ao pronunciamento técnico CPC 41 - Lucro por Ação, a tabela a seguir reconcilia o lucro líquido com os montantes usados para calcular o lucro básico por ação. 32 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas A Companhia não possui dívida conversível em ações nem opções de compra de ações concedidas. Portanto, não há efeitos diluidores sobre o lucro básico por ação demonstrado abaixo: Controladora e Consolidado 01/07 a 01/01 a 01/07 a 01/01 a 30/09/14 30/09/14 30/09/13 30/09/13 Lucro líquido do período atribuível aos proprietários da Companhia Média ponderada das ações ordinárias em circulação (mil ações) Lucro básico e diluído por ação - R$ 23.821 80.845 19.563 151.349 76.424 0,31 76.424 1,06 76.424 0,26 76.424 1,98 19. RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA DE ALUGUÉIS, SERVIÇOS E OUTRAS 01/07 a 30/09/14 Receita operacional bruta: Aluguel Receita de serviços Receita de estacionamento Estrutura técnica Outras receitas Total Deduções: Impostos sobre aluguéis e serviços Descontos e abatimentos Total Receita operacional líquida de aluguel, serviços e outras Consolidado 01/01 a 01/07 a 30/09/14 30/09/13 01/01 a 30/09/13 71.207 6.554 8.387 5.278 1.409 92.835 209.200 18.076 23.636 13.512 3.305 267.729 60.258 4.965 6.913 3.846 895 76.877 172.600 14.405 20.010 14.289 3.360 224.664 (4.726) (7.458) (12.184) (13.718) (21.911) (35.629) (5.006) (4.839) (9.845) (14.937) (12.269) (27.206) 80.651 232.100 67.032 197.458 33 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas 20. CUSTOS E DESPESAS POR NATUREZA 01/07 a 30/09/14 Depreciações e amortizações Pessoal Serviços de terceiros Custo de ocupação (lojas vagas) Custos de acordos contratuais com lojistas Constituição da provisão para créditos de liquidação duvidosa Aluguel Outros Total Classificadas como: Custo dos aluguéis e dos serviços prestados Despesas gerais e administrativas Controladora 01/01 a 01/07 a 30/09/14 30/09/13 01/01 a 30/09/13 01/07 a 30/09/14 Consolidado 01/01 a 01/07 a 30/09/14 30/09/13 01/01 a 30/09/13 189 212 - 317 1.162 - 60 94 - 234 1.034 - 591 9.377 1.936 5.667 1.868 27.221 6.358 17.228 594 7.837 4.141 3.479 1.736 23.729 8.818 8.785 - - - - 2.709 8.000 1.813 3.737 97 498 237 1.716 51 205 217 1.485 1.155 797 3.488 25.720 4.827 2.248 7.566 75.316 1.136 820 2.271 22.091 2.650 2.159 5.942 57.556 498 1.716 205 1.485 19.383 6.337 56.315 19.001 14.587 7.504 40.429 17.127 21. RESULTADO FINANCEIRO, LÍQUIDO 01/07 a 30/09/14 Receitas financeiras: Juros de aplicações financeiras Juros ativos Variações monetárias e cambiais Outras Despesas financeiras: Juros de empréstimos e financiamentos Juros sobre debêntures Juros sobre contas a pagar compra de ativo Perda em operação de derivativo, líquida Variações monetárias e cambiais Outras Total - líquido 34 5.538 Controladora 01/01 a 01/07 a 30/09/14 30/09/13 01/01 a 30/09/13 01/07 a 30/09/14 Consolidado 01/01 a 01/07 a 30/09/14 30/09/13 01/01 a 30/09/13 705 6.243 17.602 294 2.201 20.097 6.304 59 6.363 17.298 156 17.454 9.958 838 65 1.180 12.041 29.816 2.372 178 3.372 35.738 10.726 817 11.543 30.988 2.378 33.366 (8.442) (30.941) (7.184) (26.071) (14.710) (8.442) (42.441) (30.941) (8.586) (7.184) (23.383) (26.071) (820) (2.355) (471) (23) (8.936) (2.693) (874) (61) (31.876) (11.779) - - (552) (1.902) - - (471) (1) (87) (24.263) (12.222) (874) (3) (795) (76.956) (41.218) (254) (7.438) (1.075) (289) (26.360) (8.906) (502) (17.092) (5.549) (774) (52.583) (19.217) Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas 22. IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL a) Despesa de imposto de renda e contribuição social Controladora 01/01 a 01/07 a 30/09/14 30/09/13 01/07 a 30/09/14 Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social Alíquota vigente Expectativa de despesa de imposto de renda e contribuição social, de acordo com a alíquota vigente Efeito do imposto de renda e da contribuição social sobre as diferenças permanentes: Equivalência patrimonial Outras diferenças permanentes Efeito do imposto de renda e da contribuição social sobre diferenças temporárias e prejuízos fiscais: Diferenças temporárias Prejuízos fiscais de base negativa de contribuição social Efeito da tributação das controladas cuja tributação é feita com base no lucro presumido Efeito da tributação diferenciada dos Fundos de Investimento Imobiliário I e II (*) Despesa de imposto de renda e contribuição social às alíquotas efetivas Alíquota efetiva - % (*) 01/01 a 30/09/13 01/07 a 30/09/14 Consolidado 01/01 a 01/07 a 30/09/14 30/09/13 01/01 a 30/09/13 23.820 34% 80.870 34% 19.484 34% 151.960 34% 44.386 34% 188.529 34% 41.098 34% 319.121 34% (8.099) (27.496) (6.625) (51.666) (15.091) (64.100) (13.973) (108.501) 9.183 - 32.147 - 7.061 - 55.261 - 261 (86) 1.200 (268) 263 (74) 1.769 (729) (706) 5.690 (10.090) (525) (4.463) - - - - - (1.083) (4.676) (357) (4.206) (431) - - - - - 2.771 6.765 373 1.124 - - - - 5.099 23.169 5.274 37.247 1 - (25) - (7.477) 17 (43.324) 23 (9.368) 23 (67.863) 21 79 - (611) - Os Fundos de Investimento Imobiliário I e II têm isenção de tributação. b) Imposto de renda e contribuição social diferidos A Companhia, com base em análises relativas às projeções operacionais plurianuais, reconheceu contabilmente créditos tributários relativos ao prejuízo fiscal e à base negativa de contribuição social de exercícios anteriores, bem como sobre as diferenças temporárias. A manutenção dos créditos fiscais de prejuízos fiscais, imposto de renda e base negativa de contribuição social diferidos está suportada em projeções financeiras preparadas pela Administração da Companhia e revisadas periodicamente, para os próximos dez anos, que visam determinar a recuperação dos saldos de prejuízos fiscais, base negativa de contribuição social e diferenças intertemporais. O imposto de renda e a contribuição social diferidos são compostos como segue: Consolidado 30/09/14 31/12/13 Prejuízo fiscal e base negativa de contribuição social Provisão para riscos cíveis, tributários, trabalhistas e previdenciários Provisão para créditos de liquidação duvidosa Outras provisões temporárias, líquidas Variação do valor justo de propriedades para investimento Total do imposto de renda e da contribuição social - diferidos 19.176 8.249 1.548 2.012 (499) (516.395) (494.158) 1.767 2.174 (9) (482.488) (470.307) No ativo não circulante No passivo não circulante 2.659 (496.817) 5.036 (475.343) 35 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas Os saldos de créditos, no total de R$24.509 (Consolidado), em 30 de setembro de 2014, deverão ser realizados no período de até sete anos, como demonstrado a seguir: Ano Consolidado 2015 2016 2017 2018 2019-2021 Total 268 1.707 2.963 19.571 24.509 Em 30 de setembro de 2014, a Companhia e suas controladas possuem R$36.774 de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social sobre os quais não foram constituídos imposto de renda e contribuição social diferidos, pois a expectativa de realização não é provável, com base em estudos e projeções internas. 23. PARTES RELACIONADAS No curso dos negócios da Companhia, os acionistas controladores, as controladas, a coligada e os condomínios civis (empresas ligadas) realizam transações comerciais e financeiras entre si. Essas transações comerciais incluem principalmente a administração de shopping centers (encargos comuns e fundo de promoção). Os saldos patrimoniais e as transações entre partes relacionadas em 30 de setembro de 2014 e em 31 de dezembro de 2013 são os seguintes: Balanço patrimonial Ativo circulanteEmpresas ligadas: Condomínio Shopping Center Penha Condomínio Civil Center Shopping São Bernardo Condomínio Tivoli Shopping Center Condomínio Shopping Center Plaza Sul Condomínio Franca Shopping Center Condomínio Parque Dom Pedro Shopping Total (*) Ativo não circulante: Empresa controladaPátio Uberlândia Empresas ligadas: Condomínio Manauara Shopping Boulevard Londrina Shopping Passeio das Águas Shopping Condomínio Shopping Center Plaza Sul Condomínio Uberlândia Shopping Total 36 Controladora Finalidade 30/09/14 31/12/13 Consolidado 30/09/14 31/12/13 (a) - - 112 110 (a) (a) (a) (a) (a) - - 147 73 176 50 389 947 420 64 143 58 633 1.428 (d) - 20.129 - - (b) (b) (b) (b) (b) - 20.129 256 6.892 7.584 867 4.985 20.584 341 3.561 1.889 933 2.712 9.436 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas Balanço patrimonial Passivo circulanteEmpresa ligadaParque D. Pedro I BV SARL Total Resultado Receita financeiraEmpresas controladaPátio Uberlândia Total Resultado Receita operacionalEmpresas ligadas: Condomínio Shopping Center Penha Condomínio Civil Center Shopping São Bernardo Condomínio Tivoli Shopping Center Condomínio Franca Shopping Center Condomínio Boavista Shopping Condomínio Shopping Center Plaza Sul Condomínio Parque Dom Pedro Shopping Condomínio Campo Limpo Shopping Condomínio Manauara Shopping Condomínio Uberlândia Shopping Boulevard Londrina Shopping Passeio das Águas Shopping Total Receita financeiraEmpresas ligadas: Condomínio Manauara Shopping Boulevard Londrina Shopping Passeio das Águas Shopping Condomínio Uberlândia Shopping Total Controladora Finalidade 30/09/14 31/12/13 (c) - - Consolidado 30/09/14 31/12/13 2.338 2.338 2.330 2.330 Controladora 01/07 a 01/01 a 01/07 a 01/01 a Finalidade 30/09/14 30/09/14 30/09/13 30/09/13 (d) 294 294 294 294 - - Consolidado 01/07 a 01/01 a 01/07 a Finalidade 30/09/14 30/09/14 30/09/13 01/01 a 30/09/13 (a) 349 1.030 336 975 (a) (a) (a) (a) (a) 268 155 117 241 421 813 450 348 709 1.259 251 142 106 226 418 766 422 327 673 1.197 (a) (a) (a) (a) (a) (a) 804 233 480 331 267 459 4.125 2.396 694 1.429 977 953 1.360 12.418 733 225 465 318 70 3.290 2.160 658 1.378 946 140 9.642 (b) (b) (b) (b) 7 196 195 125 523 23 426 438 294 1.181 52 45 97 57 103 160 (*) Incluído no saldo de contas a receber, líquidas, e outros créditos. 37 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas (a) Refere-se a receitas dos serviços decorrentes da administração dos encargos comuns e do fundo de promoção dos referidos condomínios. Essas receitas estão registradas na rubrica “Receita de serviços”, conforme divulgado na nota explicativa nº 19. Durante o período de nove meses findo em 30 de setembro de 2014 esses serviços foram prestados pela Unishopping Consultoria, empresa que incorporou a Unishopping Administradora Ltda. que prestava esse tipo de serviços até a data de incorporação, em 02 de novembro de 2013. (b) Refere-se aos empréstimos a condomínios descritos na nota explicativa nº 7. (c) Rendimentos a distribuir dos Fundos de Investimento Imobiliário I e II. A empresa ligada Parque D. Pedro I BV SARL possui 27,6% e 15,9%, respectivamente, das cotas dos referidos Fundos. Esse saldo está classificado na rubrica “Rendimentos a distribuir”. (d) Refere-se a operação de mútuo entre a Companhia e sua controlada Pátio Uberlândia, para aquisição do terreno para a expansão do Franca Shopping; o valor da operação é de R$19.550, pago em parcela única em 20 de fevereiro de 2014. A atualização do saldo foi calculada pela variação de 103% do CDI até a data da liquidação. 24. INFORMAÇÕES POR SEGMENTO As informações por segmento são utilizadas pela Alta Administração da Companhia para a tomada de decisões de alocação de recursos e avaliação de desempenho. Os ativos e passivos por segmento não estão sendo apresentados, uma vez que não são objeto de análise para tomada de decisão estratégica por parte da Alta Administração. Portanto, os segmentos reportáveis da Companhia de acordo com a IFRS 8 e o pronunciamento técnico CPC 22 - Informações por Segmento, são os seguintes: a) Desenvolvimento e gerenciamento Referem-se à prestação de serviços de administração de bens e imóveis para os lojistas e proprietários de shopping centers, serviços de corretagem e desenvolvimento de projeto de um novo shopping center. b) Investimento Refere-se à locação de espaço a lojistas e outros espaços comerciais, como “stands” de venda, locação de espaços comerciais para publicidade e promoção, exploração de estacionamento e taxa de cessão de direitos de utilização de espaço imobiliário (estrutura técnica). (i) Ativo por segmento Consolidado - 30/09/14 Desenvolvimento e gerenciamento Investimento Ativo 38 32.466 4.563.396 Total 4.595.862 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas Consolidado - 31/12/13 Desenvolvimento e gerenciamento Investimento Ativo 32.996 4.497.041 Total 4.530.037 (ii) Resultado por segmento Consolidado - 01/07 a 30/09/14 Desenvolvimento Eliminação e gerenciamento Investimento intersegmentos Receita bruta 12.640 86.281 Deduções: Impostos e contribuições Descontos e abatimentos Total (1.784) (1.784) (2.942) (7.458) (10.400) 10.856 75.881 (6.086) 80.651 (10.062) (21.744) 6.086 (25.720) Receita operacional líquida Custos e despesas administrativas e gerais Resultado operacional ajustado 794 54.137 (6.086) Total - - Consolidado - 01/01 a 30/09/14 Desenvolvimento Eliminação e gerenciamento Investimento intersegmentos Receita bruta 37.182 249.653 Deduções: Impostos e contribuições Descontos e abatimentos Total (5.245) (5.245) (8.473) (21.911) (30.384) 31.937 219.269 (28.635) (65.787) 3.302 153.482 Receita operacional líquida Custos e despesas administrativas e gerais Resultado operacional ajustado 92.835 (4.726) (7.458) (12.184) 54.931 Total (19.106) 267.729 - (13.718) (21.911) (35.629) (19.106) 232.100 19.106 - Consolidado - 01/07 a 30/09/13 Desenvolvimento Eliminação e gerenciamento Investimento intersegmentos 156.784 Total Receita bruta 11.307 72.127 Deduções: Impostos e contribuições Descontos e abatimentos Total (1.615) (1.615) (3.391) (4.839) (8.230) 9.692 63.897 (6.557) 67.032 (9.846) (18.802) 6.557 (22.091) Receita operacional líquida Custos e despesas administrativas e gerais Resultado operacional ajustado (154) 45.095 (6.557) (75.316) - - 76.877 (5.006) (4.839) (9.845) 44.941 39 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas Consolidado - 01/01 a 30/09/13 Desenvolvimento Eliminação e gerenciamento Investimento intersegmentos Receita bruta 33.113 210.474 Deduções: Impostos e contribuições Descontos e abatimentos Total (4.719) (4.719) (10.218) (12.269) (22.487) 28.394 187.987 (18.923) 197.458 (27.674) (48.805) 18.923 (57.556) Receita operacional líquida Custos e despesas administrativas e gerais Resultado operacional ajustado 720 139.182 (18.923) Total - - 224.664 (14.937) (12.269) (27.206) 139.902 25. INSTRUMENTOS FINANCEIROS A Companhia e suas controladas contratam operações financeiras envolvendo instrumentos financeiros, todos registrados em contas patrimoniais, que se destinam a atender às suas necessidades operacionais e financeiras. A administração e gestão desses instrumentos financeiros são realizadas por meio de políticas, definição de estratégias e estabelecimento de sistemas de controle, devidamente monitorados pela Administração da Companhia e de suas controladas, visando maximizar a rentabilidade do negócio para o acionista, bem como estabelecer o equilíbrio entre capital de terceiros e capital próprio. Os principais instrumentos financeiros da Companhia e de suas controladas estão representados por: a) Caixa e equivalentes de caixa: estão classificados como empréstimos e recebíveis e estão contabilizados pelos valores contratuais, os quais equivalem ao valor de mercado. b) Contas a receber: são classificadas como empréstimos e recebíveis e estão contabilizadas pelos valores contratuais, os quais equivalem ao valor de mercado. c) Fornecedores, empréstimos e financiamentos: são classificados como outros passivos financeiros. d) Debêntures: parte é classificada como outros passivos financeiros e parte é classificada como valor justo pelo resultado. Os valores contábeis e de mercado dos instrumentos financeiros da Companhia e de suas controladas em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013 são como segue: 40 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas Na controladora Natureza Ativo: Caixa e equivalentes de caixa Depósitos judiciais Partes relacionadas Passivo: Debêntures Debêntures Fornecedores nacionais Instrumento financeiro derivativo (*) Classificação 30/09/14 Hierarquia do valor Valor justo Contábil justo Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis Nível 2 Outros passivos financeiros Valor justo pelo resultado Outros passivos financeiros Valor justo pelo resultado Nível 2 31/12/13 Valor Contábil justo 199.948 199.948 282.783 282.783 Nível 2 2.156 2.156 2.094 2.094 Nível 2 - - 20.129 20.129 278.872 274.998 273.125 266.906 Nível 2 58.985 58.985 58.035 58.035 Nível 2 15 15 57 57 Nível 2 2.135 2.135 1.828 1.828 (*) Inserido na rubrica “Debêntures” no passivo da Companhia. No consolidado Natureza Ativo: Caixa e equivalentes de caixa Contas a receber Aplicações financeiras vinculadas Empréstimos aos condomínios Depósitos judiciais Passivo: Empréstimos e financiamentos Classificação Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis Outros passivos financeiros Debêntures Outros passivos financeiros Debêntures Valor justo pelo resultado Fornecedores nacionais Outros passivos financeiros Instrumento financeiro derivativo (*) Valor justo pelo resultado Outros passivos Contas a pagar - compra de ativo financeiros 30/09/14 31/12/13 Hierarquia do valor Valor Valor justo Contábil justo Contábil justo Nível 2 356.498 356.498 424.431 424.431 Nível 2 52.714 52.714 54.255 54.255 Nível 2 7.513 7.513 6.124 6.124 Nível 2 20.584 20.584 9.436 9.436 Nível 2 11.519 11.519 11.253 11.253 Nível 2 585.667 585.667 571.663 571.663 Nível 2 278.872 274.998 273.125 266.906 Nível 2 58.985 58.985 58.035 58.035 Nível 2 19.212 19.212 49.812 49.812 Nível 2 2.135 2.135 1.828 1.828 Nível 2 17.169 17.169 31.840 31.840 41 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas (*) Inserido na rubrica “Debêntures” no passivo da Companhia. A mensuração dos instrumentos financeiros está agrupada em níveis de 1 a 3, com base no grau em que seu valor justo é cotado: Nível 1 - preços cotados nos mercados ativos para ativos e passivos idênticos. Nível 2 - outras técnicas para as quais todos os dados que tenham efeito significativo sobre o valor justo registrado sejam observáveis, direta ou indiretamente. Nível 3 - técnicas que usam dados que tenham efeito significativo no valor justo registrado que não sejam baseados em dados observáveis no mercado. 25.1. Risco de crédito A base de clientes da Companhia é bastante pulverizada. Por meio de controles internos, a Companhia monitora permanentemente o nível de suas contas a receber, o que limita o risco de contas inadimplentes. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída em montante considerado suficiente pela Administração para cobrir as prováveis perdas na realização das contas a receber, considerando o seguinte critério: provisão de 100% para os saldos de clientes com dívidas vencidas há mais de 120 dias. O risco de crédito relacionado ao caixa e equivalentes de caixa é limitado porque as contrapartes são representadas por bancos com alto “rating” de crédito, avaliado por agências internacionais de classificação de riscos. 25.2. Risco de variação de preço As receitas da Companhia são substancialmente decorrentes de aluguéis de lojistas dos shopping centers. Em geral, os contratos de aluguel são atualizados conforme a variação anual do IPCA, conforme estabelecido nos contratos de aluguel. A Administração monitora esses riscos como forma de minimizar os impactos em seus negócios. 25.3. Risco de taxa de juros Decorre da parcela da dívida contratada com juros atrelados ao CDI, à TR e ao IPCA e envolve o risco de as despesas financeiras aumentarem por um movimento desfavorável nas taxas. A Companhia contratou instrumentos financeiros derivativos não especulativos (“swap”) visando à troca de índices variáveis atrelada à remuneração da 2ª série das debêntures, conforme demonstrado a seguir: Tipo de instrumento Data de início “Swap” 22/08/13 Data de Nocional vencimento R$ (mil) 15/02/19 54.500 Taxa ativa Taxa passiva IPCA + 6,25% a.a. CDI + 1,24% a.a. Valor justo Ponta ativa Ponta passiva 61.889 64.024 R$ (mil) (2.135) A referida operação de “swap” foi designada pela Companhia como uma operação de “hedge accounting” de valor justo. O valor justo das debêntures, que é objeto da operação de “swap”, totaliza um ganho acumulado de R$1.414. 42 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas 25.4. Risco de câmbio Os instrumentos financeiros de contas a receber de clientes e a pagar a fornecedores são estabelecidos em reais e não estão sujeitos a exposições cambiais. 25.5. Gestão do risco de capital A Companhia e suas controladas administram seu capital para assegurar que as empresas possam continuar com suas atividades normais, ao mesmo tempo em que maximizam o retorno a todas as partes interessadas ou envolvidas em suas operações, por meio da otimização do saldo das dívidas e do patrimônio. A estrutura de capital da Companhia e de suas controladas é formada pelo endividamento líquido (empréstimos e debêntures detalhados nas notas explicativas nº 12 e nº 13, deduzidos pelo caixa e equivalentes de caixa) e pelo patrimônio líquido da Companhia (que inclui capital emitido e reservas, conforme apresentado na nota explicativa nº 18). Índice de endividamento O índice de endividamento em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013 é como segue: Consolidado 30/09/14 31/12/13 Dívida (a) Caixa e equivalentes de caixa 923.524 (356.498) Dívida líquida (caixa líquido) 567.026 Patrimônio líquido atribuível a proprietários da controladora (b) 2.311.456 Índice de endividamento líquido 24,53% 902.823 (424.431) 478.392 2.230.611 21,45% (a) A dívida é definida como empréstimos, financiamentos e debêntures de curto e longo prazos, conforme detalhado nas notas explicativas nº 12 e nº 13. Exclui saldos devedores ou credores das operações com instrumentos derivativos. (b) O patrimônio líquido inclui todo o capital e as reservas da Companhia, gerenciados como capital. 25.6. Gestão do risco de liquidez A Companhia e suas controladas gerenciam o risco de liquidez mantendo adequadas reservas e linhas de crédito para captação de empréstimos que julguem adequados, através do monitoramento contínuo dos fluxos de caixa previstos e reais, e pela combinação dos perfis de vencimento dos ativos e passivos financeiros. 43 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas Tabelas do risco de liquidez e juros A tabela a seguir mostra em detalhes o prazo de vencimento contratual restante dos passivos bancários da Companhia e de suas controladas e os prazos de amortização contratuais. As tabelas foram elaboradas de acordo com os fluxos de caixa não descontados dos passivos financeiros, com base na data mais próxima em que a Companhia e suas controladas devem quitar as respectivas obrigações. As tabelas incluem os fluxos de caixa dos juros (incorridos e a incorrer) e do principal. À medida que os fluxos de juros são pós-fixados, o valor não descontado foi obtido com base nas curvas de juros no encerramento do exercício. O vencimento contratual baseia-se na data mais recente em que a Companhia e suas controladas devem quitar as respectivas obrigações. 30 de setembro de 2014 Empréstimos e financiamentos Debêntures Taxa de juros efetiva média ponderada - % Menos de um mês De um a três meses De três meses a um ano De um a cinco anos Mais de cinco anos Total 10,16 12,02 10.063 - 20.014 - 88.944 29.975 389.675 456.910 290.577 - 799.273 486.885 Análise de sensibilidade suplementar sobre instrumentos financeiros, conforme a Instrução CVM nº 475/08 Considerando o instrumento financeiro mencionado anteriormente, a Companhia desenvolveu uma análise de sensibilidade, conforme determinado pela Instrução CVM nº 475/08, que requer que sejam apresentados mais dois cenários com deterioração de 25% e 50% da variável de risco considerado. Esses cenários poderão gerar impactos nos resultados e/ou nos fluxos de caixa futuros da Companhia e de suas controladas, conforme descrito a seguir: Cenário-base: manutenção nos níveis de juros nos mesmos níveis observados em 30 de setembro de 2014. Cenário adverso: deterioração de 25% no fator de risco principal do instrumento financeiro em relação ao nível verificado em 30 de setembro de 2014. Cenário remoto: deterioração de 50% no fator de risco principal do instrumento financeiro em relação ao nível verificado em 30 de setembro de 2014. Premissas Como descrito anteriormente, a Companhia entende que está exposta principalmente ao risco de variação do CDI, da TR e do IPCA, que é base para atualização de parte substancial das aplicações financeiras e dos empréstimos e financiamentos. Nesse sentido, a seguir estão demonstrados os índices e as taxas utilizados nos cálculos de análise de sensibilidade: 44 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas Cenário-base Premissas Deterioração da taxa do CDI: Aplicações financeiras Empréstimos, financiamentos e debêntures e instrumentos financeiros derivativos “swap” Cenário Cenário adverso remoto 11,61% 8,71% 5,81% 11,61% 14,51% 17,42% Deterioração da TREmpréstimos e financiamentos 1,24% 1,55% 1,86% Deterioração do IPCADebêntures Instrumentos financeiros derivativos “swap” 6,30% 6,30% 7,88% 4,73% 9,45% 3,15% Análise da Administração Fator de risco Instrumento financeiro Risco Consolidado Cenário- Cenário Cenário -base (*) adverso remoto Aplicações financeiras Taxa de juros Redução da taxa do CDI 41.144 30.858 20.575 Empréstimos e financiamentos Taxa de juros Aumento da taxa do CDI 1.747 2.184 2.620 Empréstimos e financiamentos Taxa de juros Aumento da TR 5.752 7.190 2.620 Debêntures Taxa de juros Aumento da taxa do CDI 11.088 13.859 16.631 Debêntures Índice de inflação Aumento do IPCA 12.884 16.104 19.325 Instrumentos financeiros derivativos “swap” Índice de inflação e taxa de juros Aumento da taxa do CDI e redução do IPCA 3.395 6.069 8.743 (*) O cenário-base apresentado pela Companhia está composto pelos juros estimados para o período de 12 meses. A Administração da Companhia entende que os riscos de mercado originados dos demais instrumentos financeiros não são relevantes. 45 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas 26. COBERTURA DE SEGUROS Em 30 de setembro de 2014, a cobertura de seguros é como segue: Modalidade Importância segurada - R$ Responsabilidade civil (operações de shopping center) Compreensivo de incêndio comum Lucros cessantes Vendaval/fumaça 265.888 1.841.434 233.959 127.456 27. REMUNERAÇÃO DOS ADMINISTRADORES Os gastos com remuneração dos administradores durante os períodos de nove meses findos em 30 de setembro de 2014 e de 2013 são os seguintes: Consolidado 30/09/14 30/09/13 Salários e encargos Remuneração variável Benefícios Total 2.300 1.741 261 4.302 2.725 1.448 249 4.422 Esses valores estão registrados na rubrica “Custo dos aluguéis e dos serviços prestados”, no resultado do período. Os montantes referentes à remuneração do pessoal-chave da Administração são representados por benefícios de curto e longo prazos, correspondentes substancialmente a honorários de diretoria e participação no resultado (incluindo bônus por desempenho). Não há benefícios pós-emprego nem remuneração baseada em ações. Em 30 de setembro de 2014, o saldo da rubrica “Provisão para remuneração variável”, no montante de R$1.641 (R$1.469 em 31 de dezembro de 2013), classificado no passivo não circulante, inclui somente remuneração variável (bônus por desempenho) dos diretores da Companhia. Adicionalmente, de acordo com a Assembleia Geral Ordinária de 29 de abril de 2014, o limite da remuneração global dos Conselheiros e Diretores para o exercício de 2014 é de R$10.000. 46 Sonae Sierra Brasil S.A. e Controladas 28. INFORMAÇÕES SUPLEMENTARES DOS FLUXOS DE CAIXA A Companhia realizou as seguintes transações que não envolvem caixa e equivalentes de caixa: Consolidado 30/09/14 30/09/13 Juros capitalizados nas propriedades para investimento em construção, (vide nota explicativa nº 10) Aumento do saldo de fornecedores relacionado às propriedades para investimento em construção (vide nota explicativa nº 10) Transferência de imobilizado em andamento e adiantamento a fornecedores para imobilizado e intangível (vide nota explicativa nº 9) - 11.761 2.966 7.220 249 2.521 29. COMPROMISSOS Com o advento da Lei nº 12.024, de 27 de agosto de 2009, que determina o tratamento fiscal aplicável aos rendimentos auferidos por fundos de investimento imobiliário, o administrador do Fundo de Investimento Imobiliário I, Banco Ourinvest S.A., deixou de reter o IRRF sobre os rendimentos distribuídos a determinado cotista sediado no Brasil. Considerando que o conteúdo e o alcance dessa Lei foram objeto de consulta na Receita Federal iniciada pelo Banco Ourinvest S.A., a controlada Sierra Investimentos comprometeu-se, através de um acordo com o referido banco, datado de 29 de outubro de 2009, a constituir uma aplicação financeira custodiada, a fim de fazer face a uma eventual exigibilidade do tributo não retido. Nessa mesma data foi firmado um acordo entre o Parque D. Pedro 1 BV SARL (sociedade luxemburguesa pertencente ao mesmo grupo econômico da Companhia) e a Sierra Investimentos, por meio do qual o Parque D. Pedro 1 BV SARL se compromete a compensar a Sierra Investimentos por todo e qualquer risco associado à não retenção do referido imposto pelo Banco Ourinvest S.A. Em 13 de maio de 2010, a União interpôs recurso de apelação contra a sentença da Justiça Federal de primeira instância. No dia 11 de junho de 2010, o Banco Ourinvest S.A. apresentou suas contrarrazões e atualmente aguarda o julgamento de segunda instância. Em 30 de setembro de 2014, a controlada Sierra Investimentos possui R$833 a receber do Banco Ourinvest S.A. a título do compromisso firmado no dia 29 de outubro de 2009. Esse recebível está registrado na rubrica “Outros créditos”, no ativo não circulante (vide nota explicativa nº 5). Adicionalmente, a controlada Sierra Investimentos possui um saldo, em 30 de setembro de 2014, de R$7.513 (R$6.124 em 31 de dezembro de 2013) em aplicações financeiras vinculadas no ativo não circulante. 30. APROVAÇÃO DAS INFORMAÇÕES CONTÁBEIS INTERMEDIÁRIAS A conclusão da elaboração das informações contábeis intermediárias foi aprovada pela Diretoria em 3 de novembro de 2014. 2014-1504 47