XVIII ENANGRAD Cuiabá, Mato Grosso, 01 a 03 de agosto de 2007. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DO ADMINISTRADOR: COM A PALAVRA OS EGRESSOS ALINE WITTE MARIA JOSÉ CARVALHO DE SOUZA DOMINGUES AMÉLIA SILVEIRA XVIII ENANGRAD Cuiabá, Mato Grosso, 01 a 03 de agosto de 2007. RESUMO A profissão de Administrador, como tantas outras, influenciada pelas inúmeras mudanças econômicas e sociais da nossa era, vem evoluindo. Atualmente, o profissional de administração deve dispor de conhecimentos adequados às novas necessidades da sociedade e de um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico e competitivo. Com esta visão o estudo voltou-se para os alunos egressos do curso de Administração da Universidade Regional de Blumenau (FURB), formados nos anos de 2003 e 2004, a fim de analisar as competências e habilidades adquiridas para o exercício da profissão de administrador. A pesquisa foi descritiva, com método quantitativo, do tipo levantamento ou survey. Utilizou como instrumento de coleta de dados o questionário estruturado, não disfarçado. Como principal resultado verificou que há equilíbrio entre a contribuição do curso estudado para o desenvolvimento das habilidades e competências e o conhecimento adquirido pelos alunos, sendo que as mesmas se relacionam com os quatro pilares: aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser. Palavras-Chave: Competências e habilidades. Curso de Administração. Alunos egressos. ABSTRACT The profession of Administrator, as much as others influenced for many economic and social changes of our age, has been evolving. Currently, the administration professional must make use of adequate knowledge to new needs of society and a work market more dynamic and competitive. With this vision this study turned toward the students egress in the Administration course on Universidade Regional de Blumenau (FURB), graduated in 2003 and 2004, in order to analyze the competences and abilities acquired for the activity of administrator profession. The research was descriptive, with quantitative method, of survey. A structuralized, not masked questionnaire was used as data collection instrument. As main result it was verified that there is a balance between the contribution of attended course for the development of abilities and competences and the knowledge acquired by students, once that both of them are related to the four pillars: to learn to learn, to learn to make, to learn to live together and to learn to be. Key-Words: Competences and abilities. Administration Courses. Egress Students. XVIII ENANGRAD Cuiabá, Mato Grosso, 01 a 03 de agosto de 2007. 1 INTRODUÇÃO A pouco mais de 50 anos os profissionais de administração passavam a fazer parte da história do Brasil. Ao longo deste período, inúmeras mudanças sociais, marcadas pelo processo de desenvolvimento e, mais recentemente pela globalização, mudaram o cenário econômico mundial. Esta mudança ou evolução do “mundo empresarial” vem interferindo fortemente na profissão de administrador, que, igualmente, precisou evoluir. Assim, novas habilidades e competências passaram a ser requeridos destes profissionais. Andrade e Amboni (2002) destacam que a profissão de administrador ganhou mais importância em 1965, após sua regulamentação, o que segundo os autores, fez com que a procura pela formação profissional nesta área se intensificasse. Cabe destacar que a profissão de administrador foi criada em 09 de setembro de 1965, pela Lei 4.769, e regulamentada pelo Decreto 61.934, de 22 de dezembro de 1967 (ANDRADE, 2006). A história da administração no Brasil é ainda recente. Para melhor entendimento foi dividida em três ciclos, marcados pelos seguintes acontecimentos: 1º Ciclo - o surgimento e o reconhecimento da profissão de Administrador; 2º Ciclo - a Resolução Nº. 2/93 – Currículo Mínimo; e 3º Ciclo - a melhoria da qualidade e avaliação. (ANDRADE E AMBONI, 2002). Nesta trajetória, ao longo da evolução da administração no Brasil, o currículo vem merecendo atenção, assim como a qualidade do ensino e avaliação institucional e do ensino superior. Quanto ao curriculo, mais especificamente, este vem sendo analisado, atualizado e reformulado, periódicamente. Este processo é importante, uma vez que procura alinhar e redimensionar o que é ministrado nas disciplinas dos cursos de administração, às tendências dos novos tempos e diferentes paradigmas. Para tanto, o estudo mais sistemático das competências e habilidades do administrador tem sido uma preocupação constante. No atual cenário econômico mundial, onde as empresas buscam a todo o momento diferenciar-se, modernizar-se, o papel do administrador igualmente evoluiu. Esta empresa requer, cada vez mais, profissionais dotados de certas habilidades e competências que os tornem capazes de promover o desenvolvimento organizacional, neste cenário competitivo e global. Com o advento da Lei 9.394 de 1996, houve o entendimento que “a educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e a prática social”, e ainda, quanto à educação superior, que esta deverá “formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para inserção em setores profissionais”. (MEC, 2006). No que se refere, mais específicamente, à formação superior dos administradores, acreditase que as competências e habilidades são parte integrante desta formação de diplomados com aptidão para exercerem suas profissões, de modo que atendam às necessidades dos diferentes tipos de organizações e da sociedade como um todo. Em Blumenau, Santa Catarina, Brasil, a situação não difere do restante do país. O interesse pelo estudo das competências e habilidades também se aplicam a esta realidade local. Entretanto, raros foram os estudos voltados para esta temática. Assim, a situação dos egressos dos cursos de administração, quanto às competëncias e habilidades requeridas no exercicio da profissão, frente às constantes mudanças do mercado de trabalho, merece atenção. Com este entendimento, cabe levantar a seguinte questão norteadora da pesquisa: Até que ponto há adequação entre o ensino das competências e habilidades e o que requer o mercado de trabalho, segundo os egressos do curso de administração? Com este questionamento, o objetivo geral da pesquisa volta-se para: XVIII ENANGRAD Cuiabá, Mato Grosso, 01 a 03 de agosto de 2007. Analisar as competências e habilidades desenvolvidas nos alunos egressos de curso de graduação em administração, em relação ao que é requerido pelo mercado de trabalho. Os objetivos específicos buscam: a) caracterizar os alunos egressos quanto ao sexo, idade, estado civil, e local de residência; b) identificar as competências e habilidades ensinadas aos alunos egressos no curso de graduação em administração e o que consideram relevante para o desempenho profissional; c) verificar a contribuição do curso de graduação em administração para o desenvolvimento pessoal e profissional dos alunos egressos, considerando o conjunto de fatores que compõem os quatro pilares da educação propostos por Delors (2000). A escolha deste tema justifica-se por sua constante atualidade. Cada vez se torna mais essencial acompanhar a relação existente entre o que é requerido pelo mercado de trabalho e o que é ensinado quanto às competências e habilidades para o profissional administrador. Assim, no âmbito teórico, este estudo pode contribuir com resultados que venham a se somar ao conhecimento do tema. A justificativa prática se respalda no fato de que a realização deste estudo pode fornecer resultados que venham nortear adequações ao curso de graduação em administração pesquisado, quanto ao ensino das competências e habilidades. A possibilidade de melhor adequação do curso de graduação em administração ao mercado de trabalho e à sociedade poderão aumentar o desempenho profissional e pessoal dos alunos. Ainda, este estudo possibilita uma avaliação do que está sendo ensinado e do que está sendo praticado, dentro da ótica de adequação permanente. 2 COMPETÊNCIAS E HABILIDADES O conceito de competência foi proposto de forma estruturada pela primeira vez em 1973, por David McClelland, desde então vem sendo amplamente discutido ao longo dos anos. (DUTRA, 2004, p. 22) Para Barnard (1979) o desempenho das organizações é influenciado mais fortemente pelas variações do ambiente externo. Assim o executivo, deve acima de tudo canilizar os esforços de suas ações para obter um sistema cooperativo. “As funções executivas essenciais (...) devem, em primeiro lugar, prover o sistema de comunicação; em segundo, promover a garantia de esforços essenciais e em terceiro, formular e definir o propósito”. (BARNARD, 1979, p. 215) Ainda segundo o autor, a considerar que os elementos da organização são interligados e dependem um dos outros, as funções do executivo não diferem muito uma da outra e consistem basicamente em : manutençoes das comunicacções na organização, assuguramento de serviços essenciais dos indivíduos e formulação de propósitos e objetivos. Quanto as funções Barnard (1979, p. 228) conclui que “estas funções são elementos de um todo orgânico. É sua combinação num sistema de trabalho que constitui uma organização”. Um dos trabalhos mais conhecidos e considerado um clássico para a teoria da administração sobre as habilidades do administrador é o trabalho de Katz. Ele descreve três tipos de habilitações básicas: a técnica, a humana e a conceitual. Antes de descrever as três habilitações, Katz (2000) estabelece dois pressupostos quanto às atividades do administrador que são: “(a) dirige as atividades de outras pessoas e (b) assume a responsabilidade de atingir determinados objetivos por meio da soma de esforços” (KATZ, 1986, p. 61). Estas atitudes são o reflexo da habilidade conceitual do administrador; a maneira que ele entende e se manifesta em relação ao caminho que a empresa deve seguir, considerando os objetivos e políticas da XVIII ENANGRAD Cuiabá, Mato Grosso, 01 a 03 de agosto de 2007. empresa e os interesses dos acionistas e dos empregados. Henry Mintzberg tem contribuído para a literatura na área de administração. Em 1975 escreveu sobre as funções do administrador e conduziu seu artigo em forma de uma crítica a restrita descrição de que as funções do administrador se resumiam a planejar, organizar coordenar e controlar, conforme sugerido por Fayol em 1916. Em suas pesquisas contatou que muitas das tarefas, descritas como funções do administrador por outros autores, como citado anteriormente, as funções descritas por Fayol não passam de mitos. Mintzberg (1986) resume os resultados de suas pesquisas descrevendo em dez papéis o trabalho do executivo. A tarefa do executivo pode ser descrita em termos dos vários “papéis” ou conjuntos organizados de condutas identificadas com uma posição. Minha descrição compreende dez papéis. A autoridade formal dá origem a três papéis interpessoais, que originam três papéis informacionais. Esses dois grupos de papéis capacitam o executivo a desempenhar os quatro papéis decisionais. (Mintzberg, 1986, p. 19 grifo do autor). Finalmente, com os resultados de seus estudos Mintzberg (1986) concluiu que os papéis são ligados e dependentes, ou seja um não se desenvolve sem um outro, mas que de fato, alguns executivos podem dar mais ou menos atenção a um ou outro papel. Mintzberg (1986) conclui ainda que na área de vendas, destaca-se mais o desempenho de papéis interpessoais pos parte dos executivos, no setor de produção identificou-se mais atenção aos papéis decisoriais; e nos executivos do setor pessoal, identificou-se uma dedicação maior aos papéis informacionais. O Conselho Federal de Administração realizou nos últimos anos algumas pesquisas, de âmbito nacional, sobre o perfil do profissional de Administração, sua formação e o mercado de trabalho. Em pesquisa realizada nos anos de 1994 e 1995 foram identificadas as habilidades mais procuradas pelo mercado de trabalho, que foram as seguintes: a) responsabilidade; b) liderança; c) iniciativa; d) capacidade de trabalhar em equipe; e) tomada de decisão e f) criatividade. (CFA, 2006). Em 1996, Jacques Delors, apresentou algumas teses que abrangeram do ensino básico ao superior, voltadas, basicamente, ao desenvolvimento humano. Delors (2000, p. 9) dá “ênfase especial ao papel dos professores como agentes de mudanças e formadores do caráter e do espírito das novas gerações, tendo em vista a necessidade de se evitar os preconceitos étnicos e o totalitarismo”. Afirma que cabe a educação “fornecer de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permita navegar através dele” (DELORS, 2000, p. 89). O autor complementa afirmando que não basta apenas que o indivíduo acumule uma determinada quantidade de conhecimento como se este lhe fosse suficiente pelo resto da vida. O autor afirma que para evoluir e se adaptar a um mundo de constantes mudanças é necessário aproveitar todas as oportunidades de somar conhecimento, aprofundar-se, atualizar-se. Neste contexto, Delors (2000, p. 89 grifo do autor) sugere que a educação seja organizada acerca de “quatro aprendizagens fundamentais”, chamadas de pilares pelo autor, e que segundo ele serão de algum modo para cada indivíduo, os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, isto é adquirir os instrumentos da compreensão; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente; aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas; finalmente aprender a ser, via essencial que integra as três precedentes. XVIII ENANGRAD Cuiabá, Mato Grosso, 01 a 03 de agosto de 2007. Competência foi definida por Fleury e Fleury (2000, p. 21) como “um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos, habilidades, que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo”. Para estes autores, há uma série de conhecimentos, assim como funções, que se desenvolvem por meio da educação formal e continuada, assim como da experiência social e da experiência profissional, de forma indissociável. No Quadro 1 os tipos de conhecimento, as funções e as formas de desenvolvimento são apresentados como parte do processo de desenvolvimento das competências. Tipos Funções Entendimento, interpretação Conhecimento teórico Como desenvolver Educação formal e continuada Conhecimento sobre os procedimentos Saber como proceder Educação formal e experiência profissional Conhecimento empírico Saber como fazer Experiência profissional Conhecimento social Saber como comportar Experiência social e profissional Conhecimento cognitivo Saber como lidar com a informação, saber como aprender. Educação formal e continuada, e experiência social e profissional. Quadro 3 – Processo de desenvolvimento de competências Fonte: Adaptado de: FLEURY, Afonso Carlos Correa; FLEURY, Maria Tereza Leme. Estratégias empresariais e formação de competências: um quebra-cabeça caleidoscópio da indústria brasileira. São Paulo : Atlas, 2000. 169p, il. Para Perrenoud (2000, p. 19) a competência pode ser definida como “a aptidão para enfrentar uma família de situações análogas, mobilizando de forma correta, rápida, pertinente e criativa, múltiplos recursos cognitivos, saberes, capacidades, micro competências, informações, valores, atitudes, esquemas de percepção, de avaliação e de raciocínio”. Gomes (2003) afirma quanto aos conceitos de Fleury e Fleury (2000) e Perrenoud (2000) que, apesar de que há aparentemente um divergência terminológica, ambos operam com o mesmo conceito. Quase sempre a palavra competência vem acompanhada da palavra habilidade. Para Gomes (2003, p. 31) a palavra habilidade diferentemente da palavra competência, tem um sentido relativamente estável. As habilidades estão associadas ao saber fazer: capacidade física ou mental, que indica a capacidade adquirida. Assim, para o autor, “compreender fenômenos, relacionar informações, analisar situações-problema, sintetizar, julgar, correlacionar e manipular são exemplos de habilidades”. As habilidades referem-se a um saber aprender, saber fazer, saber proceder. Ainda para Gomes (2003, p. 31) “assim entendidas, várias habilidades articuladas e direcionadas à ação solucionadora, em uma determinada situação, constituem uma competência”. XVIII ENANGRAD Cuiabá, Mato Grosso, 01 a 03 de agosto de 2007. Outra contribuição importante para definição de competências e habilidades do administrador foi apresentada na Resolução n. 1, de 2 de fevereiro de 2004, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Administração, Bacharelado, e dá outras providências (MEC, 2006). As competências e habilidades são contempladas no Artigo 4º, sendo que se volta para: I - reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar estrategicamente, introduzir modificações no processo produtivo, atuar preventivamente, transferir e generalizar conhecimentos e exercer, em diferentes graus de complexidade, o processo da tomada de decisão; II - desenvolver expressão e comunicação compatíveis com o exercício profissional, inclusive nos processos de negociação e nas comunicações interpessoais ou intergrupais; III - refletir e atuar criticamente sobre a esfera da produção, compreendendo sua posição e função na estrutura produtiva sob seu controle e gerenciamento; IV - desenvolver raciocínio lógico, crítico e analítico para operar com valores e formulações matemáticas presentes nas relações formais e causais entre fenômenos produtivos, administrativos e de controle, bem assim expressando-se de modo crítico e criativo diante dos diferentes contextos organizacionais e sociais; V - ter iniciativa, criatividade, determinação, vontade política e administrativa, vontade de aprender, abertura às mudanças e consciência da qualidade e das implicações éticas do seu exercício profissional; VI - desenvolver capacidade de transferir conhecimentos da vida e da experiência cotidianas para o ambiente de trabalho e do seu campo de atuação profissional, em diferentes modelos organizacionais, revelando-se profissional adaptável; VII - desenvolver capacidade para elaborar, implementar e consolidar projetos em organizações; e VIII - desenvolver capacidade para realizar consultoria em gestão e administração, pareceres e perícias administrativas, gerenciais, organizacionais, estratégicos e operacionais. (BRASIL, 2004) Sant’Anna, Moraes e Kilimnik (2005) desenvolveram um estudo baseados na afirmação de que em nenhuma outra época da história das organizações as pessoas com suas competências e talentos foram tão valorizadas como atualmente. De várias competências estudadas pelos autores cinco foram percebidas pelos pesquisados como mais requeridas foram: a) capacidade de gerar resulatdos efetivos; b) capacidade de se comprometer com os objetivos da organização; c) capacidade de trabalhar em equipes; d) capacidade de relacionamento interpessoal; e e) capacidade de comunicação. Em síntese, Sant’anna, Moraes e Kilimnik (2005) concluem afirmando que de fato, as organizações tem demandado um amplo leque de competências dos profissionais, e que apesar de haver movimentos a favor da criação de um ambiente organizacional moderno, que propicie o desenvolvimento e aplicação das competências requeridas, ainda percebe-se a existência de um lacuna entre a situação atual e a modernidade organizacional. O quadro 1 apresenta uma síntese do proposto por estes autores para as competências e habilidades no âmbito da administração. XVIII ENANGRAD Cuiabá, Mato Grosso, 01 a 03 de agosto de 2007. Delors 2000 Sant'anna 2005 Fleury 2000 X X Diretrizes 2004 CFA 1995 Mintzberg 1986 X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Quadro 1 – Sumário teórico de habilidades e competências Fonte: Os autores. Katz 1986 Alocador de recursos Aprender novos conceito e tecnologias Assumir responsabilidade Atuar preventivamente, Autocontrole emocional Capacidade de discernimento Capacidade de gerar resultados Capacidade de gerenciamento; Capacidade de lidar com mudanças e situações novas Capacidade de tomar decisões Capacidade de trabalhar em equipe Capacidade de transferir conhecimentos Comprometimento com a empresa Conviver em sociedade Criar de manter uma rede de relacionamentos Criatividade Delegar Equacionar soluções Ética Expressar-se e comunicar-se bem Formular projetos e objetivos: Gerir conflitos (incertezas, situações ambíguas) Habilidade técnica Iniciativa Inovar Liderança Negociar Pensar estrategicamente, (empresa como um todo) Reconhecer problemas, Representar a organização Senso crítico Ser empreendedor Ter determinação Ter raciocínio lógico, crítico e analítico Ter vontade política e administrativa Barnard 1979 Habilidades e Competências / Referência X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X XVIII ENANGRAD Cuiabá, Mato Grosso, 01 a 03 de agosto de 2007. 3 MÉTODO DE PESQUISA Esta pesquisa caracteriza-se como descritiva, com método quantitativo, e de levantamento ou survey. Foi realizada junto aos alunos egressos do curso de Administração da Universidade Regional de Blumenau (FURB), formados nos anos de 2003 e 2004. Justifica-se a escolha desta Universidade por ser a pioneira no ensino de Administração no interior do estado, ser a mais tradicional entre as cinco instituições da cidade, e ser ainda a que forma o maior número de administradores da cidade de Blumenau. O total de egressos do curso de Administração, no período de 2003 e 2004, foi de 365 egressos. Destes, os formados no ano de 2003 foram 256. Os formados em 2004 totalizaram 159. Utilizando a fórmula de Barbetta (2003), para o ano de 2003 a amostra foi de 136 egressos. Para o ano de 2004 a foi de 114 egressos. Assim, definiu-se como amostra um total de 250 egressos. Esta amostra foi escolhida aleatoriamente, sendo estratificada, proporcional. Nesta pesquisa o erro amostral tolerável foi de 5%. Assim, E = 0,05. O questionário foi estruturado, com a maioria das questões fechadas, sendo utilizada uma escala do tipo Likert, para possibilitar maior grau de liberdade aos respondentes, sendo que estes não devem apenas concordar ou discordar das afirmações, mas atribuir a estas afirmações seu grau de concordância ou discordância. (MATTAR, 1996). Nesta pesquisa optou-se por uma escala de 1 a 5, onde 1 representa o menor peso e 5 representa o maior peso para a questão. As questões do questionário, no que se referem ao estudo das competências e habilidades, buscaram medir: a) o grau de contribuição do curso de graduação em administração para o desenvolvimento das habilidades e competências do aluno egresso; b) em que grau o curso de graduação em administração contribuiu para melhoria da vida profissional do aluno egresso; c) o grau de importância que cada uma das competências e habilidades apresentam para o desempenho profissional dos alunos egressos, nos dias atuais. O procedimento de coleta de dados teve como ponto inicial o suporte a Divisão de Registros da FURB, que forneceu uma listagem com nomes, telefones e endereços eletrônicos (e-mail) dos egressos dos anos de 2003 e 2004. Buscando agilizar o envio e o retorno dos questionários, optou-se por utilizar o correio eletrônico como forma de envio. Entretanto, como muitos e-mails fornecidos na listagem da instituição estavam desatualizados, foram feitos contatos telefônicos com grande parte dos egressos para obter seus e-mails atualizados. Houve, assim, posteriormente, novo envio dos questionários. Antes, porém, de enviar o questionário, este foi validado por meio do teste Alpha de Cronbach, por meio do software estatístico LHStat versão 1.3.4, com o objetivo de verificar a confiabilidade do instrumento de pesquisa. Para tal realizou-se um pré-teste com alunos do 9º semestre do curso de administração de empresas da FURB, no mês de junho de 2006. Somente após testado e, devidamente corrigido no que foi aponado pelos alunos que realizaram o pré-teste, este foi enviado aos egressos na primeira semana do mês de julho de 2006. As respostas foram recebidas até o dia 31 de julho. E, na medida que retornavam, foram sendo considerados para tabulação dos dados. Após a aplicação do questionário os dados foram digitados para análise no software estatístico LHStat versão 1.3.4. Para análise das questões relativas ao perfil pessoal foi utilizada a técnica estatística de distribuição de freqüências. Para as questões que se referem a características que o curso de administração possibilita desenvolver, as que de fato desenvolveu nos egressos e ainda as características XVIII ENANGRAD Cuiabá, Mato Grosso, 01 a 03 de agosto de 2007. consideradas mais importantes ao administrador na opinião dos pesquisados, também foram analisadas no LHStat 1.3.4, pela técnica estatística de Análise Fatorial, utilizando nível de significância de 0,05. 3.1 Limitações da pesquisa Todo método tem limitações, segundo Vergara (2000, p. 59) “é saudável anteciparse as criticas que o leitor poderá fazer ao trabalho, explicitando quais as limitações que o método escolhido oferece, mas que ainda assim o justificam como o mais adequado aos propósitos da investigação”. Nesta pesquisa específicamente, identificou-se dois fatores como possíveis limitantes. O primeiro, deve-se ao fato de que serão pesquisados egressos de apenas uma instituição, e o segundo de que o período de estudo é relativamente curto. Com relação a amostra, de uma população de 206 egressos de 2003 e 159 egressos de 004, obteve-se 60 respostas do ano de 2003, as quais representam 44,12% da amostra e 64 respostas do ano de 2004, os quais representam 56,14% da amostra. Assim,houve perda amostral. 4 O CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DA UNIVERSIDADE REGIONAL DE BLUMENAU (FURB) Conforme dados do Conselho Regional de Administração (CRA-SC), em 2005, no ano de 1965 foram implantados os primeiros cursos de Administração no Estado de Santa Catarina,na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC/ESAG), ambos na cidade de Florianópolis. (CRA-SC, 2005). Em Blumenau, a história do ensino de administração está vinculada à própria evolução da Universidade Regional de Blumenau, pioneira na oferta do curso na cidade e primeira instituição a oferecer o curso no interior do Estado. Segundo Mantovani (1994) o curso de Administração da FURB teve sua aprovação pelo Conselho Estadual de Educação (CEE) no ano de l971, e pelo Conselho Federal de Educação (CFE) no ano de 1975. Ainda segundo o autor os primeiros bacharéis em Administração da FURB formaram-se em 1972. Entretanto, como o curso ainda não havia sido reconhecido, a colação de grau destes formandos deu-se quatro anos mais tarde, em 1976, juntamente com as turmas que concluíram o curso nos três anos seguintes. Durante muitos anos, a FURB foi a única instituição a oferecer o curso de graduação em Administração, na cidade e na região do Vale do Itajaí. Atualmente, seguindo igualmente a situação nacional, o ensino de Administração tem se propagado em Blumenau. Atualmente é oferecido por cinco instituições na cidade. 4.1 Os egressos do curso de administração Os egressos do curso de Administração da FURB, no período 2003 e 2004 apresentam como perfil as seguintes características: há um equilíbrio entre o número de homens e mulheres, havendo uma pequena maioria masculina. São jovens, sendo que a grande maioria tem entre 20 e 30 anos. Quanto ao estado civil são a maioria solteiros, neste caso o fato de serem relativamente jovens também contribui para este resultado. Observou-se ainda quanto a este objetivo que mais de 70% dos egressos residem na mesma ciadade da instituição pesquisada. XVIII ENANGRAD Cuiabá, Mato Grosso, 01 a 03 de agosto de 2007. Tendo por base as 17 habilidades e competências estudadas e apresentadas no Quadro 1, os egressos foram inquiridos sobre estas questões. A forma de resposta dos egressos foi a classificação das questões por meio uma escala de cinco pontos, onde 1 representava “nenhuma influência no desenvolvimento" e 5 representava “muita influência no desenvolvimento”. Esta questão foi analisada pela Análise Fatorial. Para que se pudesse entender de forma mais clara as 17 habilidades e competências apresentadas, estas foram inicialmente agrupadas em quatro fatores que demonstram a relação entre as variáveis (habilidades e competências). Desta forma, puderam ser mais facilmente analisadas e compreendidas. A tabela 1 mostra o encontrado. Tabela 1 – Contribuição do curso de administração quanto às competências e habilidades Variáveis Capac. de aprender s/ novos conceitos e tecnologias Capac. de assumir responsabilidades Capac. de lidar com mudanças e situações novas Conhecimento técnico em administração Visão estratégica das organizações Capac. de alocar recursos humanos e finan. Capac./habilidade em tomar decisões Idéis e atitudes empreendedoras Habilidade de comunicação Comprometimento com a empresa Atitudes e comportamentos éticos Habilidade p/ gerir conflitos, trabalho em ambiente de incerteza 4 Capacidade de trabalhar em equipe 5 Habilidade de relacionamento com pessoas 6 Criatividade 9 Iniciativa 16 Liderança Fonte: Dados da pesquisa 1 2 3 8 10 11 12 17 7 13 14 15 Fator 1 0,854 0,753 0,644 Fator 2 Fator 3 Fator 4 0,413 0,579 0,664 0,548 0,662 0,538 0,604 0,934 0,584 0,593 0,498 0,799 0,577 0,602 Como se pode observar na tabela 1, o agrupamento das características formou quatro dimensões. Cada fator representa uma dimensão e cada dimensão está relacionada a um dos quatro pilares da educação descritos por Delors (2000), sendo: a) Dimensão 1 – Aprender a aprender: este pilar se refere ao prazer de compreender, de conhecer e descobrir; b) Dimensão 2 – Aprender a fazer: este pilar está muito mais ligado a questão da formação profissional, e está fortemente ligado ao primeiro pilar; c) Dimensão 3 – Aprender a ser: este pilar se refere a compreensão do mundo onde vivemos e a maneira como nos comportamos em relação a responsabilidade, ética e justiça; e d) Dimensão 4 – Aprender a viver juntos: muito mais do que dividir o mesmo espaço, ou conviver na sociedade, este pilar se refere ao “desenvolvimento da compreensão do outro e a percepção das interdependências”. O teste de variância não indicou diferença significativa entre os fatores, ou seja, há um equilíbrio na contribuição do curso para cada fator. As variáveis com cargas mais elevadas estão mais fortemente relacionadas, ou descrevem melhor o fator onde estão agrupadas. XVIII ENANGRAD Cuiabá, Mato Grosso, 01 a 03 de agosto de 2007. Na dimensão 1, que representa a dimensão aprender a aprender, a variável que possui maior carga (0,854) é aprender sobre novos conceitos e tecnologias. Na dimensão 2 – aprender a fazer, é a variável capacidade de alocar recursos humanos e financeiros (0,664). Na dimensão 3 – aprender a ser, a variável que mais explica este fator é atitudes e comportamentos éticos (0,934). Na dimensão 4 – aprender a viver juntos, a variável com maior carga (0,799) é a criatividade. Também com relação à percepção dos egressos quanto à adequação do currículo à sua realidade profissional pode-se observar que, a maioria considera muito boa (54%). Entretanto, deve-se considerar também que 40% de egressos que consideram regular a adequação do currículo. Gráfico 1 – Adequação do currículo à realidade profissional dos egressos Fonte: dados da pesquisa Conforme se observa ainda no gráfico 1, 3,23% consideraram o curso “excelente”, e 1,61% consideraram ruim e nenhum dos respondentes considerou a opção “péssima”. De maneira mais ampla os egressos foram questionados também se há adequação do curso ao mercado de trabalho. Os resultados demonstram que na opinião dos egressos, não há total adequação. 84,68% responderam sim, mas não totalmente; seguidos por 11,29% que acreditam que há total adequação e 4,03% que acreditam que não há adequação do curso ao mercado de trabalho. Andrade e Amboni (2002, p. 22 grifo do autor), afirmam quanto ao perfil do egresso de Administração, que ele deve “estar no âmbito do perfil brasileiro, refletindo as características regionais, a potencialidade das IES e suas escolhas estratégicas”. Os autores completam afirmando que “perfil a ser definido não deverá compreender só o como fazer, mas o porquê fazer. Nesse caso a autonomia do trabalhador e sua participação no processo são enfatizadas”. “Assim, para consolidar tal perfil, os cursos de graduação em Administração deverão desenvolver competências e habilidades” (ANDRADE, AMBONI 2002, p. 25). Acredita-se que o curso de administração deve possibilitar o desenvolvimento de habilidades e competências que o permitam ao egresso desempenhar sua profissão de administradores, na área que escolherem. Nesta questão 76,61% declararam que sim, mas não totalmente; 21,97% declararam que sim e 1,61% declararam que não houve contribuição significativa do curso. XVIII ENANGRAD Cuiabá, Mato Grosso, 01 a 03 de agosto de 2007. 4.2 Habilidades e competências desenvolvidas em razão do curso de Administração Observa-se na Tabela 2 que, na visão dos egressos, as habilidades e competências foram desenvolvidas durante o curso, e praticamente na mesma proporção. As variáveis foram analisadas tomando-se como base os pilares descritos por Delours (2000). As variáveis com cargas mais elevadas estão mais fortemente relacionadas, ou descrevem melhor o fator onde estão agrupadas. Na dimensão 1, que representa a dimensão aprender a aprender, a variável que possui maior significância (0,639) é aprender sobre novos conceitos e tecnologias. Na dimensão 2 – aprender a fazer, é a variável habilidade para gerir conflitos e trabalhar em ambientes de incerteza (0,777). N dimensão 3 – aprender a ser, a variável que mais explica este fator é atitudes e comportamentos éticos (0,855). Na dimensão 4 – aprender a viver juntos, a variável com maior carga (0,701) é a capacidade de se relacionar com as pessoas. Tabela 2 – Habilidades e competências desenvolvidas em razão do curso Variáveis Fator 1 Fator 2 1 Ampliou a capac. de aprender s/ novos conceitos 0,639 3 Ampliou a capac. de lidar com mudanças e sit. novas 0,319 8 Transmitiu conhecimento técnico em administração 0,502 10 Transmitiu conhecimento p/ ter visão estratégica 0,517 11 Ampliou a capac. de alocar recursos humanos e financ. 0,433 7 Ampliou a habilidade de comunicação 0,394 15 Desenvolveu hab. p/ gerir conflitos, trabalhar em 0,777 ambiente de incerteza 16 Desenvolveu liderança 0,748 17 Desenvolveu idéis e atitudes empreendedoras 0,659 12 Ampliou a capac./habilidade em tomar decisões 0,620 13 Desenvolveu senso de comprometimento c/ a emp. 14 Desenvolveu atitudes e comportamentos éticos 2 Ampliou a capac. de assumir responsabilidades 4 Ampliou a capac. de trabalhar em equipe 5 Ampliou a capac. de relacionamento com pessoas 6 Ampliou a criatividade 9 Estimulou a tomar mais iniciativa Fator 3 Fator 4 0,831 0,855 0,477 0,641 0,701 0,397 0,502 Fonte: Dados da pesquisa 4.3 Habilidades e competências fundamentais à profissão de administrador Questionados sobre habilidades e competências necessárias aos administradores os egressos analisaram as 17 características fundamentais ao desempenho da profissão, segundo a literatura da área e apresentada no Quadro 1, anteriormente. Diferentemente dos itens anteriores onde as análises resultaram no agrupamento de características conforme as tabelas 1 e 2 formando dimensões, os resultados das respostas dos egressos a esta questão não possibilitou agrupamentos. XVIII ENANGRAD Cuiabá, Mato Grosso, 01 a 03 de agosto de 2007. Tabela 3– Habilidades e competências necessárias aos Administradores 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Variáveis Capac. de aprender s/ novos conceitos e tecnologias Capac. de assumir responsabilidades Capac. de lidar com mudanças e situações novas Capacidade de trabalhar em equipe Habilidade de relacionamento com pessoas Criatividade Habilidade de comunicação Conhecimento técnico em administração Iniciativa Transmitiu conhecimento p/ bter visão estratégica Ampliou a capac. de alocar recursos humanos e financ. Capac./habilidade em tomar decisões Comprometimento com a empresa Atitudes e comportamentos éticos Habilidade p/ gerir conflitos, trabalhar em ambiente de incerteza Liderança Idéias e atitudes empreendedoras Fator 1 0,280 0,347 0,326 0,247 0,243 0,363 0,257 0,275 0,311 0,279 0,203 0,405 0,519 0,528 0,296 0,198 0,311 Fonte: Dados da pesquisa. Este resultado deve-se ao fato de que de modo geral, os egressos atribuíram elevado grau de importância a todas as características. Neste caso, não havendo variações nas respostas, não houve a possibilidade de agrupamento. Esta situação é explicada por Garver (2003) que afirma que no caso de importância discriminada, os respondentes tendem a atribuir um alto grau de importância a todos os atributos pesquisados. 5 CONCLUSÃO Preocupando-se com a adequação da formação superior em administração e as necessidades da sociedade moderna, esta pesquisa teve como seu principal objetivo conhecer as habilidades e competências desenvolvidas e requeridas segundo os egressos do curso de Administração da Universidade Regional de Blumenau, nos anos de 2003 e 2004. Pode-se observar que houve o agrupamento das 17 variáveis em 4 dimensões (fatores) os quais se relacionam com os quatro pilares da educação apresentados por Delors (2000), que são aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser, onde cada uma das dimensões representa um pilar. Os resultados demonstram que há um equilíbrio com relação a contribuição do curso para o desenvolvimento de cada fator, não possibilitando o desenvolvimento significativos de nenhuma das dimensões mais ou menos que outra. Ainda quanto a este aspecto, pela simples freqüência das respostas quanto a variável ‘desenvolveu atitudes e comportamentos éticos’, que esta teve a maior concentração de respostas como ‘indiferente’ ou ‘pouca influência no desenvolvimento’. Entretanto, como pode-se observar na análise das características consideradas importantes ao profissional de administração, a maioria absoluta considera ‘importante’ ou ‘muito importante’ a característica ‘atitudes e comportamentos éticos’. A mesma situação observou-se quanto a variável XVIII ENANGRAD Cuiabá, Mato Grosso, 01 a 03 de agosto de 2007. ‘aumentou a criatividade’, onde os egressos indicaram pouca possibilidade de desenvolvimento em consequência do curso mas teve grande importância atríbuida para o exercicio da administração. Os egressos consideraram de grande importância cada uma das características apresentadas, sendo que atribuíram elevado grau de importância a todas elas. Neste caso, não havendo variações nas respostas, não houve a possibilidade de agrupamento em fatores distintos. De fato, as 17 características apresentadas aos egressos foram as mais citadas, ou as consideradas mais importantes pelos autores utilizados na fundamentação teórico-empírica e no quadro síntese apresentado. Assim, faz bastante sentido que um elevado grau de importância tenha sido atribuído a elas. Ainda quanto à contribuição do curso para o desenvimento das 17 características elencadas nos egressos observou-se que algumas variáveis mudaram de dimensão. Mesmo assim não houve descaracterização das dimensões, sendo que as mesmas se relacionam com os quatro pilares: aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser. REFERÊNCIAS ANDRADE, Rui Otávio Bernardes de. História e perspectivas dos cursos de administração no Brasil. Disponível em: <http://www.cfa.org.br> Acesso em: 02 fev. 2006. ANDRADE, Rui Otávio Bernardes de; AMBONI, Nério. Projeto pedagógico para cursos de administração. São Paulo : Makron Books, 2002. 159p. BARBETTA, Pedro Alberto. Estatística aplicada às ciências sociais. 5.ed. rev. Florianópolis : Ed. da UFSC, 2003. 340p, il. (Didática). BARNARD, Chester I. As funções do executivo. São Paulo : Atlas, 1979. 322p. CONSELHO FEDERAL DE ADMINISTRACAO. Perfil do administrador e mercado de trabalho: pesquisa nacional. 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