ANÁLISE DO DESEMPENHO ECONÔMICOFINANCEIRO DE CLUBES BRASILEIROS DE
FUTEBOL
EWERTON ALEX AVELAR - [email protected]
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS - UFMG
THIAGO DE SOUSA SANTOS - [email protected]
UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL - USCS - IMES
LÍVIA MARIA DE PÁDUA RIBEIRO - [email protected]
UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS - UFLA
Resumo:
ESTE ARTIGO APRESENTA OS RESULTADOS DE UMA PESQUISA QUE
VISOU ANALISAR O DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO DE
CLUBES BRASILEIROS DE FUTEBOL ENTRE OS ANOS DE 2010 E 2011.
ESSA PESQUISA, DESCRITIVA E COM ENFOQUE QUANTITATIVO, FOI
DESENVOLVIDA
CCOM
BASE
EM
DADOS
SECUNDÁRIOS
(FINANCEIROS E OPERACIONAIS) DOS PRINCIPAIS CLUBES DE
FUTEBOL BRASILEIROS A PARTIR DO RANKING DA INTERNATIONAL
FEDERATION OF FOOTBALL HISTORY AND STATISTICS (IFFHS). OS
DADOS FORAM ANALISADOS COM BASE NAS SEGUINTES TÉCNICAS:
ESTATÍSTICA DESCRITIVA, TESTE DE KRUSKAL-WALLIS E ANÁLISE
ENVOLTÓRIA DE DADOS (DATA ENVELOPMENT ANALYSIS – DEA). POR
MEIO DOS RESULTADOS DA ANÁLISE DOS INDICADORES
FINANCEIROS EVIDENCIOU-SE UMA
SITUAÇÃO COMPLEXA
GERALMENTE ENFRENTADA PELOS CLUBES BRASILEIROS NO
PERÍODO: RESULTADOS DEFICITÁRIOS, BAIXA LIQUIDEZ E ALTO
NÍVEL DE ENDIVIDAMENTO (ESPECIALMENTE NO LONGO PRAZO).
ALÉM DISSO, SALIENTA-SE A GRANDE DEPENDÊNCIA DE
NEGOCIAÇÕES
NÃO
DIRETAMENTE
RELACIONADAS
AOS
RESULTADOS IMEDIATOS EM CAMPO PARA GARANTIR SUAS
RECEITAS ANUAIS. POR FIM, O MODELO DEA PROPOSTO PARA
AVALIAR A EFICIÊNCIA DOS CLUBES BRASILEIROS APRESENTOU UMA
MÉDIA DE ESCORE DE 0,88 EM AMBOS OS ANOS (2010 E 2011), ASSIM
COMO UM DESVIO-PADRÃO BASTANTE SIMILAR NOS DOIS PERÍODOS.
Palavras-chaves: CLUBES DE FUTEBOL; INDICADORES FINANCEIROS; ANÁLISE
DE EFICIÊNCIA.
Área:
3 - GESTÃO ECONÔMICA
Sub-Área: 3.5 - GESTÃO DE DESEMPENHO DE SISTEMAS DE PRODUÇÃO E
OPERAÇÕES
XXI SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
As Demandas de Infraestrutura Logística para o Crescimento Econômico Brasileiro
Bauru, SP, Brasil, 10 a 12 de novembro de 2014
AN ANALYSIS OF ECONOMIC AND FINANCIAL
PERFORMANCE OF BRAZILIAN FOOTBALL TEAMS
Abstract: THIS PAPER AIMS AT PRESENTING THE RESULTS OF A RESEARCH
THAT ANALYZED THE ECONOMIC AND FINANCIAL PERFORMANCE OF
BRAZILIAN FOOTBALL TEAMS BETWEEN 2010 AND 2011. THIS
DESCRIPTIVE AND QUANTITATIVE STUDY WAS BASED ON FINANCIAL
AND OPERATIONAL DDATA OF THE MAIN BRAZILIAN TEAMS IN
ACCORDING WITH THE INTERNATIONAL FEDERATION OF FOOTBALL
HISTORY AND STATISTICS (IFFHS). THE DATA WERE ANALYZED
THROUGH THE FOLLOWING TECHNIQUES: DESCRIPTIVE STATISTICS,
KRUSKAL-WALLIS’ TEST AND DATA ENVELOPMENT ANALYSIS (DEA).
BASED ON FINANCIAL ANALYSIS, IT WAS VERIFIED A COMPLEX
SITUATION FACED BY BRAZILIAN TEAMS: NEGATIVE FINANCIAL
RESULTS, LOW LIQUITY AND HIGH LEVEL OF DEBT (SPECIALLY ON
THE LONG TERM). MOREOVER, IT WAS OBSERVED THE TEAMS’
DEPENDENCE OF NEGOCIATIONS NO DIRECTLY RELATED TO
PERFORMANCE IN FIELD TO GARANTEE ITS ANNUAL REVENUE. AT
LAST, THE PROPOSED DEA MODEL HAS PRESENTED A MEAN SCORE
OF 0.88 FOR BOTH PERIODS (2010 AND 2011), AND IT ALSO
PRESENTED SIMILAR STANDARD-DEVIATIONS.
Keyword: FOOTBALL TEAMS; FINANCIAL RATIOS; EFFICIENCY
ANALYSIS.
2
XXI SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
As Demandas de Infraestrutura Logística para o Crescimento Econômico Brasileiro
Bauru, SP, Brasil, 10 a 12 de novembro de 2014
1. Introdução
O futebol é um esporte praticado em todo o mundo e se tornou, ao longo das últimas
décadas, um negócio bilionário (PEREIRA et al., 2014; REZENDE et al., 2010). Esse grande
volume de recursos financeiros envolvidos no mercado do futebol leva a uma pressão cada
vez maior sobre os clubes para uma gestão mais profissional, no intuito de obter bons
resultados em campeonatos e também bons resultados financeiros (DANTAS; BOENTE,
2011).
Todavia, apesar dessa realidade enfrentada pelo futebol de maneira geral, no Brasil, há
muitas críticas aos clubes no que tange à gestão usualmente amadora dos seus administradores
(REZENDE et al., 2010). Nesse sentido, Luiz (2007, p. 27) ressalta que, no Brasil, “poucos
são os clubes que dão atenção à administração profissional e a ocupação de cargos,
geralmente, é política ou influenciada pela amizade junto à diretoria”.
O autor supracitado afirma que essa baixa profissionalização da gestão dos clubes
brasileiros leva a resultados pouco eficientes. Dantas e Boente (2011), por sua vez, destacam
que a gestão financeira dos clubes, em especial, merece ser enfocada na análise do
desempenho dos clubes. Salienta-se que técnicas relacionadas à análise financeira,
empregadas geralmente no ambiente empresarial, podem ser amplamente úteis nesse sentido.
A análise financeira permite, a partir da análise de informações financeiras das organizações,
compreender o passado da gestão financeira dessas organizações, assim como subsidiar
decisões futuras para a alocação mais eficiente de recursos (LEE et al., 2012; NICOLETACORNELIA et al., 2012).
Alguns autores, como Macedo e Corrar (2012) e Guerra et al. (2012), contudo,
ressaltam que não apenas informações financeiras devem ser empregadas na análise do
desempenho das organizações, tais como os clubes de futebol. Aqueles últimos autores, por
exemplo, evidenciam a possibilidade de se combinarem indicadores financeiros e
operacionais para a avaliação de eficiência das organizações por meio da análise envoltória de
dados (data envelopment analysis – DEA). Destaca-se que alguns estudos já empregaram tal
análise em organizações relacionadas ao futebol, tais como Alves et al. (2009), Barros et al.
(2010) e Dantas e Boente (2011). Entretanto, como evidenciam esses últimos autores, os
estudos nesse sentido ainda são muito incipientes.
Diante do exposto, este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que visou
analisar o desempenho econômico-financeiro de clubes brasileiros de futebol entre os anos de
2010 e 2011. Para tanto, foram propostos os seguintes objetivos específicos: (a) realizar uma
3
XXI SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
As Demandas de Infraestrutura Logística para o Crescimento Econômico Brasileiro
Bauru, SP, Brasil, 10 a 12 de novembro de 2014
análise financeira de clubes de futebol brasileiros; e (b) estimar um modelo DEA para analisar
a eficiência desses clubes, considerando indicadores financeiros e operacionais.
2. Revisão da literatura
O futebol é um esporte bastante abrangente e que pode ser analisado sob diferentes
perspectivas. Nesse sentido, Silva (2009, p. 9) afirma que o “desporto, e nomeadamente o
futebol, é espetáculo, é investimento, é marketing, é moda, é prática, é ensino, em suma atinge
uma transversalidade tal que não é indiferente a quase nenhuma pessoa em todo o mundo”.
Alves et al. (2009) destacam que o futebol é um esporte muito popular não apenas no Brasil,
mas em todo o mundo.
Sob uma perspectiva mais econômica, Rezende et al. (2010) destacam que o futebol
pode ser compreendido como um negócio que se situa entre a cooperação e a competição
entre times. Tais características do futebol, salientam os referidos autores, deram origem a
dois diferentes tipos de mercados, quais sejam: o de jogadores e os de torcedores. Rezende et
al. (2010) ressaltam que é da ligação entre o torcedor e o seu clube, que surgem todos os
agentes relacionados ao negócio do futebol. A partir desse relacionamento, ressaltam os
referidos autores, surgem todos os demais agentes da cadeia (televisão, patrocinadores etc.).
Ainda segundo os autores supracitados, no futebol podem ser visualizadas várias partes
constituintes que dependem da existência saudável de rivais, sendo que se trata de um
mercado cativo que atrai a mídia (em especial a televisão) e, pelo poder da torcida, dos
jogadores e da própria mídia, capitalizam continuamente tal mercado.
Peachey e Bruening (2011) ressaltam que há pressões para mudança na indústria
esportiva (especialmente no que tange ao futebol). Os autores evidenciam como principais
fontes dessas pressões: as afiliações a federações, as condições econômicas, os agentes
envolvidos no negócio e os torcedores. A despeito dessa pressão especialmente em clubes de
futebol, diversos autores têm destacado a usual gestão amadora dos clubes brasileiros (LUIZ,
2007; REZENDE et al., 2010).
Luiz (2007) ressalta que o amadorismo usual nas decisões relacionadas à gestão de
clubes de futebol no Brasil implica em resultados pouco eficientes dos mesmos. Segundo
Rezende et al. (2010), os gestores dos clubes de futebol necessitam adotar sistemas de
informações adequados que lhes forneçam suporte à tomada de decisão. Dantas e Boente
(2011) destacam que o futebol já deixou de ser uma atividade que envolvia apenas a paixão
dos torcedores pelo clube, e se tornou uma grande indústria de entretenimento, responsável
pela circulação de bilhões de dólares por ano.
4
XXI SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
As Demandas de Infraestrutura Logística para o Crescimento Econômico Brasileiro
Bauru, SP, Brasil, 10 a 12 de novembro de 2014
Conforme Pereira et al. (2004), na indústria esportiva, o futebol se destaca com bilhões
de dólares movimentados por meio das mais diversas atividades, tais como a negociação de
jogadores, a venda de material esportivo, a publicidade e as escolinhas franqueadas. Kase et
al. (2006), por sua vez, destacam que cada vez mais vendas de direitos televisivos e
publicidade têm se tornado as principais fontes de receitas dos clubes de futebol em
detrimento da venda de ingressos a estádios.
Diante da importância do futebol na economia e da competitividade cada vez maior, a
pressão por eficiência, especialmente sobre o aspecto econômico-financeiro, dos agentes
relacionados ao esporte é contínua. Dantas e Boente (2011) destacam que compreender a
dinâmica das finanças dos clubes de futebol é muito importante para a gestão dos mesmos na
atual conjuntura. Luiz (2007) destaca uma série de fatores que tornam a gestão de clubes de
futebol brasileiros sob a perspectiva da gestão financeira bastante complicada, tais como:
elevada folha salarial, altos déficits orçamentários, fuga de investidores estrangeiros, baixa
frequência de torcedores nos estádios e ingerência de redes de televisão.
Salienta-se que uma forma de se analisar o desempenho da gestão financeira dos
clubes de futebol e de outras organizações é por meio das técnicas relacionadas à análise
financeira. Nicoleta-Cornelia et al. (2012) destacam que o principal objetivo da análise
financeira das organizações é traduzir e explicar a realidade da organização de forma a
subsidiar a tomada de decisão de alocação de recursos. Ainda segundo os referidos autores, a
análise financeira pode ser compreendida como uma ciência da interpretação, que se entrelaça
com a Contabilidade.
Lee et al. (2012) ressaltam que a análise financeira interpreta a saúde financeira
passada e a presente de uma organização e estima sua condição futura. De acordo com os
autores supracitados, as demonstrações financeiras das organizações são uma importante fonte
de informações para dar suporte à análise financeira. As principais demonstrações
empregadas na análise financeira usualmente são: o balanço patrimonial, a demonstração do
resultado do exercício e a demonstração dos fluxos de caixa (ROSS et al., 2008).
Silva (2005) destaca que técnicas interessantes de serem empregadas na análise das
demonstrações financeiras são a análise horizontal e a análise vertical. Conforme o referido
autor, a análise vertical demonstra o percentual de cada conta (ou grupos de contas) em
relação a um total. Por sua vez, a análise horizontal das demonstrações financeiras visa
apresentar a evolução percentual de cada conta (ou grupos de contas) ao longo de alguns
5
XXI SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
As Demandas de Infraestrutura Logística para o Crescimento Econômico Brasileiro
Bauru, SP, Brasil, 10 a 12 de novembro de 2014
períodos, o que permite a observação dos acontecimentos passados assim como a avaliação de
tendências futuras (SILVA, 2005).
Outra forma comumente empregada de análise é a realizada por meio de indicadores
financeiros. Segundo Tavares e Silva (2012), o emprego de indicadores financeiros na análise
de organizações já é observado há mais de um século. Salientam os autores que a análise
financeira por meio de indicadores é amplamente empregada no ambiente empresarial e que
tais indicadores são obtidos essencialmente por meio das demonstrações financeiras. Dentre
os principais grupos de indicadores econômico-financeiros usualmente observados na
literatura, podem ser citados: Liquidez, Atividades, Endividamento e Rentabilidade e
Lucratividade. Salienta-se que a terminologia empregada em cada grupo pode se alterar sob as
diferentes perspectivas dos diversos autores. O Quadro 1 apresenta uma compilação (baseada
em vários autores) de indicadores financeiros, enfocando o que foram empregados no estudo
apresentado neste artigo.
Grupo
Liquidez
Rentabilidade
Lucratividade
Indicador (Sigla)
Liquidez Corrente (LC)
Liquidez Geral (LG)
Liquidez Seca (LS)
Retorno sobre o ativo (ROA)
Retorno sobre o patrimônio líquido
(ROE)
Margem líquida (ML)
Margem Bruta (MB)
Margem EBITDA (MEBITDA)
Margem EBIT (MEBIT)
Composição do endividamento (CE)
Fórmula
Ativo circulante ÷ Passivo circulante
(Ativo circulante + Realizável a longo prazo) ÷
(Passivo circulante + Passivo exigível a longo
prazo)
(Ativo circulante – estoques) ÷ Passivo circulante
Lucro líquido ÷ Ativo total
Lucro líquido ÷ Patrimônio líquido
Lucro líquido ÷ Receita líquida
Lucro bruto ÷ Receita líquida
EBITDA ÷ Receita líquida
EBIT ÷ Receita líquida
Passivo circulante ÷ (Passivo circulante + Passivo
exigível a longo prazo)
Passivo circulante + Passivo exigível a longo
prazo) ÷ Ativo total
Relação capital de terceiros e capital
próprio (RCPT)
Imobilização do patrimônio líquido
Patrimônio líquido ÷ Imobilizado
(IPL)
Atividades
Giro do ativo (GA)
Receita líquida ÷ Ativo total
Quadro 1: Compilação de indicadores financeiros
Fonte: Adaptações de Silva (2005), Ross et al. (2008), Faria et al. (2012) e Lee et al. (2012).
Endividamento
Contudo, a análise financeira (com enfoque apenas em informações financeiras) dos
clubes de futebol não aparece adequada para analisar toda a abrangência do desempenho
dessas organizações. Muitos estudos, tais como os de Macedo e Corrar (2012), Guerra et al.
(2012) e Nicoleta-Cornelia et al. (2012) evidenciam esse fato. Segundo esses autores, a
análise financeira deve se basear em informações financeiras e não financeiras. Assim,
6
XXI SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
As Demandas de Infraestrutura Logística para o Crescimento Econômico Brasileiro
Bauru, SP, Brasil, 10 a 12 de novembro de 2014
inclusão de informações operacionais também é muito importante para possibilitar uma
análise abrangente do desempenho organizacional.
Uma forma que veem se destacando nesse sentido, é a análise envoltória de dados
(data envelopment analysis – DEA). Conforme Yang et al. (2012), a DEA é uma técnica de
programação linear que avalia a eficiência de unidades tomadoras de decisão (Decision
Making Units – DMUs). Trata-se de um modelo que cria uma fronteira de eficiência por meio
da resolução de problemas de programação linear, que identifica as melhores DMUs no que se
refere à maximização de seus resultados (outputs), dado seus recursos (inputs)
(VALDMANIS et al., 2008). Esse modelo foi desenvolvido inicialmente por Charnes et al.
(1978) e estendido por Banker et al. (1984).
O uso do modelo DEA na mensuração do desempenho das organizações é
interessante, pois possibilita o emprega simultâneo de dados financeiros e operacionais
(GUERRA et al., 2012). Alguns estudos já têm empregado o modelo DEA para análise do
desempenho de organizações relacionadas ao futebol, tais como Alves et al. (2009), Barros et
al. (2010) e Dantas e Boente (2011). Estes últimos autores, no entanto, destacam que ainda há
poucos desenvolvimentos nesse sentido. Assim, a pesquisa apresentada neste artigo visou
auxiliar no preenchimento dessa lacuna na literatura.
3. Metodologia
A pesquisa apresentada neste estudo pode ser classificada como descritiva e com
enfoque quantitativo segundo a classificação de Malhotra e Birks (2007). A amostra dos
clubes selecionada se consubstanciou nos melhores clubes brasileiros a partir do ranking da
International Federation of Football History and Statistics (IFFHS), quais sejam: Cruzeiro
Esporte Clube (Cruzeiro), Clube Atlético Paranaense (Atlético-PR), Clube Atlético Mineiro
(Atlético-MG), Botafogo de Futebol e Regatas (Botafogo), Clube de Regatas do Flamengo
(Flamengo), Fluminense Football Club (Fluminense), Goiás Esporte Club (Goiás), Grêmio
Foot-Ball Porto Alegrense (Grêmio), Sociedade Esportiva Palmeiras (Palmeiras), Santos
Futebol Clube (Santos), Club de Regatas Vasco da Gama (Vasco), São Paulo Futebol Clube
(São Paulo), Sport Club Internacional (Internacional) e Sport Club Corinthians Paulista
(Corinthians). Tais clubes foram selecionados por estarem entre os 200 melhores clubes de do
mundo na primeira década do século XXI, conforme a referida entidade (IFFHS, 2014).
Os dados empregados na pesquisa foram essencialmente secundários. Os dados
financeiros foram coletados a partir das demonstrações financeiras (especificamente, Balanço
Patrimonial, Demonstração do Resultado do Exercício e Demonstração dos Fluxos de Caixa)
7
XXI SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
As Demandas de Infraestrutura Logística para o Crescimento Econômico Brasileiro
Bauru, SP, Brasil, 10 a 12 de novembro de 2014
disponibilizadas pelos clubes de futebol selecionados na amostra. Após a coleta de dados, os
dados financeiros foram tabulados em uma planilha padrão (uma vez que os planos de contas
não coincidiam entre os clubes) no software Microsoft® Excel (MS-Excel). Os dados
operacionais foram coletados no site Uol Esporte (2014) e se relacionam ao Campeonato
Brasileiro. Selecionou-se tal campeonato, por ser disputado por todos os clubes da amostra,
ser o principal campeonato de futebol do país e se estender por quase todo o ano.
Os dados foram analisados com base nas seguintes técnicas apresentadas por Maroco
(2010), além do modelo DEA: estatística descritiva e teste de Kruskal-Wallis. No que se
relaciona à estatística descritiva, no estudo apresentado neste artigo, ela foi empregada
especialmente a média (como medida de tendência central) para análise dos indicadores,
assim como desvio-padrão (como medida de dispersão) e o coeficiente de variação dos
mesmos. Já o teste de Kruskal-Wallis foi empregado basicamente para se testar diferenças
significativas entre os indicadores financeiros e escores de eficiência de grupos de clubes de
futebol. Para a operacionalização do teste de Kruskal-Wallis, os clubes foram segregados em
dois grupos: Eixo Rio-São Paulo e Eixo Sul-Minas-Goiás. Essa segregação foi baseada nos
extintos Torneio Rio-São Paulo e Copa Sul-Minas.
Por fim, o modelo DEA, já apresentado na seção anterior deste trabalho, foi
empregado de forma a estimar os melhores resultados financeiros dos clubes de futebol
brasileiros, a partir de um dado nível de indicadores operacionais. Para a operacionalização
das técnicas de análise supracitadas, foram empregados os seguintes softwares: Statistical
Package for Social Sciences (SPSS) versão 17.0, MS-Excel 2013 e Sistema Integrado de
Apoio à Decisão (SIAD) (ÂNGULO-MEZA et al., 2005).
4. Apresentação e análise dos resultados
4.1 Análise financeira
Esta subseção apresenta uma análise financeira dos clubes de futebol selecionados
para o estudo. A Tabela 1 apresenta informações estatísticas referentes aos ativos totais e as
receitas dos clubes brasileiros analisados nos anos de 2010 e 2011, respectivamente. Verificase, um aumento de aproximadamente 13,1% da receita média dos clubes entre os dois anos
analisados, e um grande aumento de cerca de 47,1% no valor dos ativos dos mesmos no
mesmo período.
O aumento médio substancial observado no ativo dos clubes se deve ao fato de todos
os clubes analisados apresentarem um aumento no ativo total (o que não ocorreu no caso da
receita), além do fato de que alguns, apresentaram aumentos muito significativos, tais como o
8
XXI SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
As Demandas de Infraestrutura Logística para o Crescimento Econômico Brasileiro
Bauru, SP, Brasil, 10 a 12 de novembro de 2014
Flamengo (aumento de mais de R$ 618 milhões). Ainda de acordo com a Tabela 1, observa-se
uma ampla variação nos valores apresentados pelos clubes da amostra.
Tabela 1: Receitas e ativos dos clubes analisados nos anos de 2010 e 2011
Ano
2010
2011
Receitas*
Ativos*
Receitas*
Ativos*
Média
127.256,69
283.971,15
143.883,08
417.617,19
Desvio padrão
77.025,07
154.769,76
69.851,05
251.710,36
Mínimo
44.700,22
93.159,18
44.041,55
153.744,00
Máximo
327.115,91
672.972,88
290.489,00
976.158,80
*Nota: valores em milhares de R$
Fonte: Dados da pesquisa
No intuito de compreender melhor a receita apresentada pelos clubes, empregaram-se
informações do detalhamento da DRE para se realizar uma análise vertical da mesma.
Constatou-se que, em ambos os anos analisados, as principais fontes de receitas foram
Publicidade/Transmissões de TV e Direitos Econômicos/Cessão Temporária. Ademais, é
importante constatar que houve um aumento dessas duas fontes de receitas entre 2010 e 2011
(indo de aproximadamente 50,0% para 56,0%).
Outras importantes fontes de receita para os clubes foram: Bilheterias e Premiação
(aproximadamente, 14,0% em 2010 e 11,0% em 2011) e Patrocínios e Royalties (cerca de
13,0% em 2010 e 2011). Os resultados indicam que as principais fontes de receitas dos clubes
advêm de suas negociações relacionadas à publicidade e a transmissões televisas assim como
jogadores. O volume de recursos captados diretamente pela apresentação em campo
(bilheterias e premiações) foi apenas a terceira principal fonte de receitas em 2010 e a quinta
principal fonte de receita em 2011.
É importante ressaltar que o teste de Kruskal-Wallis indicou diferenças significativas
entre a receitas provenientes de Direitos Econômicos/Cessão Temporária entre os clubes
relacionados ao eixo Rio-São Paulo e os clubes ligados ao eixo Sul-Minas. Os clubes deste
último grupo apresentaram melhores resultados com essa fonte de receitas em relação à
receita global. Por outro lado, as demais fontes de receitas não apresentaram diferenças
estatisticamente significativas.
Por sua vez, a Tabela 2 apresenta informações referentes aos indicadores médios de
liquidez dos clubes de futebol analisados. Em todos os indicadores, observam-se valores
menores que 1,0, o que indica um maior volume de obrigações em relação aos ativos (em
diferentes horizontes temporais). No que tange à liquidez corrente, verifica-se um aumento
médio entre os dois anos analisados, sendo que o mesmo acontece no caso da liquidez seca.
9
XXI SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
As Demandas de Infraestrutura Logística para o Crescimento Econômico Brasileiro
Bauru, SP, Brasil, 10 a 12 de novembro de 2014
Por outro lado, a liquidez geral dos clubes se reduziu. Com base na Tabela 2, verifica-se uma
ampla variabilidade dos indicadores de liquidez, especialmente em 2010.
Tabela 2: Indicadores de liquidez nos anos de 2010 e 2011
Ano
2010
LC
LG
LS
Média
0,37
0,84
0,26
Desvio padrão
0,29
0,90
0,27
Mínimo
0,03
0,12
0,00
Máximo
0,95
3,45
0,89
Fonte: Dados da pesquisa
LC
0,42
0,32
0,13
1,28
2011
LG
0,60
0,36
0,13
1,31
LS
0,35
0,31
0,00
1,15
A Tabela 3 apresenta informações referentes aos indicadores de lucratividade dos
clubes de futebol selecionados. Primeiramente, é importante destacar o fato de que, com
exceção da margem bruta, todos os indicadores apresentaram resultados negativos em média.
Tal situação evidencia os resultados usualmente pouco satisfatórios dos clubes analisados.
Salienta-se que o teste de Kruskal-Wallis evidenciou diferenças significativas (a menos de
5,0%) entre os clubes do eixo Rio-São Paulo e o eixo Sul-Minas no que tange ao indicador
margem bruta. Os clubes do eixo Rio-São Paulo apresentam resultados usualmente melhores,
ou seja, são mais eficientes no que tange à administração de custos diretos.
Tabela 3: Indicadores de lucratividade nos anos de 2010 e 2011
Ano
2010
ML
MB
MEBTIDA MEBIT
ML
Média
-0,24
0,14
-0,08
-0,13
-0,40
DP
0,30
0,35
0,20
0,24
0,78
Mínimo
-0,95
-0,69
-0,49
-0,69
-2,83
Máximo
0,14
0,98
0,29
0,20
0,04
Fonte: Dados da pesquisa
MB
0,12
0,33
-0,53
0,97
2011
MEBTIDA
-0,05
0,24
-0,68
0,25
MEBIT
-0,11
0,25
-0,68
0,20
Por sua vez, a Tabela 4 apresenta os indicadores de rentabilidade e o indicador giro do
ativo. Verificam-se que o retorno médio sobre o ativo apurado é negativo, devido aos
resultados negativos médios já evidenciados no caso da margem líquida. No caso do indicador
giro do ativo, constatam-se valores bastante inferiores a 1,0. Salienta-se que esse indicador se
reduziu no período. Tal situação pode ser explicada, pelo menos em parte, pelo aumento mais
que proporcional do ativo em relação à receita tal como apresentado na Tabela 1.
Tabela 4: Indicadores de rentabilidade e giro do ativo nos anos de 2010 e 2011
Ano
2010
2011
ROA
ROE
GA
ROA
ROE
Média
-0,14
0,15
0,54
-0,14
-2,48
Desvio padrão
0,21
0,63
0,44
0,28
6,82
Mínimo
-0,62
-1,34
0,14
-0,93
-23,04
Máximo
0,03
1,30
1,90
0,05
0,49
Fonte: Dados da pesquisa
GA
0,44
0,32
0,14
1,23
10
XXI SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
As Demandas de Infraestrutura Logística para o Crescimento Econômico Brasileiro
Bauru, SP, Brasil, 10 a 12 de novembro de 2014
Um achado interessante apresentado na Tabela 4 é o alto valor de ROE negativo
apresentado em 2011 pelo retorno sobre o patrimônio líquido. Esse efeito é observado
especialmente pelo valor extremo apresentado pelo Grêmio. Este clube, apresentou um
patrimônio líquido de apenas R$ 910 mil, mas um prejuízo de mais de R$ 20 milhões.
Por fim, a Tabela 5 apresenta indicadores de estrutura de capital. O indicador de
relação entre capital próprio e de terceiros é superior a 1,0 nos anos de 2010 e 2011. Isso
demonstra que, em média, os clubes apresentaram valores de obrigações superiores ao ativo
disponível. Houve uma queda nesse indicador entre os dois períodos. Esse alto índice de
indicador demonstra uma tendência do endividamento médio dos clubes brasileiros. Salientase que o valor dos indicadores de imobilização do patrimônio líquido é em média negativa
devido a valores negativos de patrimônio líquido apresentados pelos clubes. No que tange à
composição do endividamento, observa-se que a média é bastante baixa (o valor máximo foi
de apenas 0,37 em 2010), indicando que todos os clubes apresentam um volume maior de
dívidas no longo prazo, o que ratifica o baixo indicador de liquidez geral médio apresentado
na Tabela 2.
Tabela 5: Indicadores de endividamento nos anos de 2010 e 2011
Ano
2010
CE
RCPT
IPL
CE
Média
0,18
1,56
-1,11
0,19
Desvio padrão
0,12
1,27
2,62
0,10
Mínimo
0,01
0,24
-7,74
0,03
Máximo
0,37
4,38
1,65
0,33
Fonte: Dados da pesquisa
2011
RCPT
1,46
1,11
0,53
4,50
IPL
-1,46
3,51
-11,03
1,48
4.2 Análise de eficiência
Esta subseção apresenta uma análise da eficiência dos clubes de futebol selecionados
para o estudo a partir do modelo DEA proposto. Tal modelo é apresentado no Quadro 2.
Verifica-se que o modelo proposto visou relacionar indicadores operacionais com indicadores
financeiros de resultado (lucratividade e rentabilidade). Para a estimação do modelo,
empregou-se a abordagem proposta por Banker et al. (1984), com orientação a inputs. Assim,
o modelo considera mais eficientes os clubes que conseguiram obter melhores resultados
financeiros a partir de um dado nível de resultados operacionais.
Inputs
Número de gols marcados
Número de pontos obtidos
Quadro 2: Modelo proposto (BBC orientado a inputs)
Fonte: Dados da pesquisa
Outputs
Margem EBTIDA
ROA
11
XXI SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
As Demandas de Infraestrutura Logística para o Crescimento Econômico Brasileiro
Bauru, SP, Brasil, 10 a 12 de novembro de 2014
A Tabela 6 apresenta os resultados obtidos por meio do modelo proposto apresentado
no Quadro 2. Ressalta-se que o Goiás não foi considerado no ano de 2011, por não ter
participado da Série A do Campeonato Brasileiro. Verifica-se que, em ambos os anos
analisados, a média do escore de eficiência dos clubes foi de 0,88. O desvio-padrão observado
em ambos os anos também foi bastante similar: 0,12 em 2010 e 0,13 em 2011. O valor
mínimo verificado em cada um dos anos também foi bastante próximo nos dois anos: 0,66 e
0,65.
Tabela 6: Indicadores de eficiência dos clubes de futebol analisados nos anos de 2010 e 2011 (modelo BCC
orientado a inputs)
Clube (DMUs)
2010 (a)
2011 (b)
Variação (b – a)
Atlético-MG
1,00
0,92
-0,08
Atlético-PR
1,00
1,00
Botafogo
0,76
0,73
-0,03
Corinthians
0,79
0,94
0,15
Cruzeiro
0,81
1,00
0,19
Flamengo
1,00
0,69
-0,31
Fluminense
0,66
0,65
-0,01
Grêmio
0,70
0,90
0,20
Goiás
1,00
Internacional
0,85
0,72
-0,13
Palmeiras
0,97
1,00
0,03
Santos
0,92
1,00
0,08
São Paulo
0,97
0,85
-0,13
Vasco
0,96
1,00
0,04
Fonte: Dados da pesquisa
A análise da Tabela 6 permite verificar que, em 2010, quatro clubes apresentaram
escores máximos de eficiência (1,00), quais sejam: Atlético-MG, Atlético-PR, Flamengo e
Goiás. Já o menor escore de eficiência foi o apurado pelo Fluminense: 0,66. Em 2011, cinco
clubes apresentaram eficiência máxima (1,00): Atlético-PR, Cruzeiro, Palmeiras, Santos e
Vasco. Novamente, o Fluminense apresentou o pior escore de eficiência: 0,65. Salienta-se que
o teste de Kruskal-Wallis não indicou diferenças estatisticamente significativas entre os
escores de eficiência dos dois grupos: Eixo Rio-São Paulo e Eixo Sul-Minas-Goiás.
Observa-se, que o clube que apresentou o maior escore de eficiência em ambos os
anos foi o Atlético-PR, ou seja, este clube conseguiu maximizar seus resultados financeiros
considerando um dado desempenho operacional no Campeonato Brasileiro dos anos de 2010
e 2011. Ao ser contrastado com o Fluminense em 2010, por exemplo, verifica-se que o clube
paranaense, marcou menos pontos no Brasileiro (60 pontos contra 71 pontos do Fluminense),
assim como menos gols (43 gols contra 62 gols do Fluminense), contudo apresentou
resultados financeiros bem superiores: Margem EBTIDA de 0,29 (contra -0,30 do
Fluminense) e ROA de 0,03 (contra -0,12 do Fluminense).
12
XXI SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
As Demandas de Infraestrutura Logística para o Crescimento Econômico Brasileiro
Bauru, SP, Brasil, 10 a 12 de novembro de 2014
Destaca-se o fato de o Fluminense (campeão brasileiro de 2010) apresentar os piores
escores de eficiência em todos os anos. Uma hipótese para explicar o ocorrido é o fato de o
Fluminense ter sofrido com resultados financeiros pouco satisfatórios em outras competições
(Campeonato Carioca e Copa do Brasil, por exemplo), apesar de um desempenho satisfatório
no Campeonato Brasileiro (foco do estudo). Uma vez que os resultados financeiros são anuais
e não são segregados por torneio, trata-se de uma hipótese plausível.
5. Considerações finais
A partir do estudo apresentado neste artigo, verificou-se que as principais fontes de
receitas foram Publicidade e Transmissões de TV e Direitos Econômicos e Cessão
Temporária, ou seja, relacionadas a negociações dos clubes com outros agentes relacionados à
indústria do futebol e não diretamente ao desempenho em campo dos clubes (tal como se
poderia inferir no caso de receitas com Bilheterias e Premiação).
Em geral, a análise de indicadores financeiros evidenciou a fragilidade financeira dos
clubes brasileiros selecionados: resultados deficitários, baixa liquidez e alto nível de
endividamento (especialmente no longo prazo). Além disso, salienta-se a grande dependência
de negociações não diretamente relacionadas aos resultados imediatos em campo para garantir
suas receitas anuais (tais como negociações com publicidade, televisão e de jogadores).
Por sua vez, o modelo proposto para avaliar a eficiência dos clubes brasileiros
apresentou uma média de escore de 0,88 em ambos os anos (2010 e 2011). Ademais, o
desvio-padrão observado nos dois anos também foi bastante similar, assim como o valor
mínimo verificado. De acordo com o modelo proposto, o clube que apresentou o maior escore
de eficiência em ambos os anos foi o Atlético-PR, ou seja, este clube conseguiu maximizar
seus resultados financeiros considerando um dado desempenho operacional no Campeonato
Brasileiro dos anos de 2010 e 2011.
Referências bibliográficas
ALVES, A. M.; RAMOS, T. G.; SANT’ANNA, A. P. Uma avaliação do desempenho dos times na classificação
do campeonato brasileiro de 2008 através de análise envoltória de dados – DEA. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO
DE PESQUISA OPERACIONAL, 41., 2009, Porto Alegre. Anais eletrônicos... Porto Alegre, 2009.
ÂNGULO-MEZA, L; BIONDI, L.; MELLO, J. C. C. B. S.; GOMES, E. G. ISYDS – Integrate System for
Decision Support: A software package for DEA model. Pesquisa Operacional, v. 25, n. 3, p. 493-503, 2005.
BANKER R. D.; CHARNES, R. F.; COOPER, W. W. Some models for estimating technical and scale
inefficiencies in data envelopment analysis. Management Science, v. 30, p. 1078–1092, 1984.
BARROS, C. P.; ASSAF, A.; SÁ-EARP, F. Brazilian Football League Technical Efficiency: A Simar and
Wilson Approach. Journal of Sports Economics, v. 11, n. 6, p. 641-651, 2010.
13
XXI SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
As Demandas de Infraestrutura Logística para o Crescimento Econômico Brasileiro
Bauru, SP, Brasil, 10 a 12 de novembro de 2014
CHARNES, A.; COOPER, W. W.; RHODES, E. Measuring the efficiency of decision making units. European
Journal of Operational Research, v. 2, n. 6, p. 429-444, 1978.
DANTAS, M. G. S.; BOENTE, D. R. A eficiência financeira e esportiva dos maiores clubes de futebol europeus
utilizando a análise envoltória de dados. Revista de Contabilidade e Organizações, v. 5, n. 13, p. 75-90, 2011.
FARIA, J. A.; AZEVEDO, T. C.; OLIVEIRA, M. S. A utilização da contabilidade como ferramenta de apoio à
gestão nas micro e pequenas empresas do ramo de comércio de material de construção de Feira de Santana/BA.
Revista de Micro e Pequena Empresa, v. 6 n. 2, 89-106, 2012.
GUERRA, M.; SOUZA, A. A.; MOREIRA, D. R. Performance analysis: a study using data envelopment
analysis in 26 Brazilian hospitals. Journal of Health Care Finance, v. 38, n. 4, p. 19-35, 2012.
INTERNATIONAL FEDERATION OF FOOTBALL HISTORY AND STATISTICS – IFFHS. International
Federation
of
Football
History
and
Statistics.
Disponível
em:
<http://www.iffhs.de/?bc83d4d443d1ad5384f02785fdcdc3bfcdc0aec70aeed206>. Acesso em: 12 fev. 2014
KASE, K. et al. Real Madrid – Barcelona: Business strategy V. sports strategy, 2000-2006. 2006. Disponível
em: www.iese.edu/research/pdfs/op-06-12-e.pdf Acesso em: 14 fev. 2014.
LEE, P. T. W.; LIN, C. W.; SHIN, S. H. A comparative study on financial positions of shipping companies in
Taiwan and Korea using entropy and grey relation analysis. Expert Systems with Applications, v. 39, p. 5649–
5657, 2012.
LUIZ, S. M. A miopia do marketing esportivo dos clubes de futebol no Brasil: proposta de um modelo de gestão
de marketing esportivo para os clubes brasileiros. 2007. 338 f. Tese (Doutorado em Administração).
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.
MACEDO, M. A. S.; CORRAR, L. J. Análise comparativa do desempenho contábil-financeiro de empresas com
boas práticas de governança corporativa no Brasil. Contabilidade e Controladoria, v. 4, n. 1, p. 42-61, 2012.
MALHOTRA,N.K.; BIRKS,D.F. Marketing Research: An Applied Approach. 3 ed. Harlow: PrenticeHall, 2007.
MAROCO, J. Análise estatística: com utilização do SPSS. 3. ed. Lisboa: Edições Sílabo, 2010.
NICOLETA-CORNELIA, B. SORINA-GEANINA, M.; MIHAELA, C. D.; RODICA, D Accounting and extraaccounting information - valences in meeting the financial analysis. Procedia – Social and Behavioral Sciences,
v. 62 531-535, 2012.
PEACHEY, J. W.; BRUENING, J. An examination of environmental forces driving change and stakeholder
responses in a Football Championship Subdivision athletic department. Sport Management Review, v. 14, p.
202–219, 2011.
PEREIRA, C. A. et al. A gestão estratégica de clubes de futebol: uma análise da correlação entre performance
esportiva e resultado operacional. In: CONGRESSO USP DE CONTROLADORIA E CONTABILIDADE, 4.
São Paulo. Anais eletrônicos... São Paulo, 2004.
REZENDE, A. J.; DALMÁCIO, F. Z.; PEREIRA, C. A. A gestão de contratos de jogadores de futebol: uma
análise sob a perspectiva da teoria da agência - o caso do Clube Atlético Paranaense. Revista de Contabilidade e
Controladoria, v. 2, n.3, p.95-123, 2010.
ROSS, S. A.; WESTERFIELD, R. W.; JORDAN, B. D. Administração financeira. São Paulo: AMGH, 2008.
SILVA, A. A gestão dos centros de treino dos clubes de futebol. 2009. 144 f. Dissertação (Mestrado em Gestão
Desportiva). Universidade do Porto, Porto, 2009.
14
XXI SIMPÓSIO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
As Demandas de Infraestrutura Logística para o Crescimento Econômico Brasileiro
Bauru, SP, Brasil, 10 a 12 de novembro de 2014
TAVARES, A. L.; SILVA, C. A. T. A análise financeira fundamentalista na previsão de melhores e piores
alternativas de investimento. Revista Universo Contábil, v. 8, n. 1, p. 37-52, 2012.
UOL ESPORTE. Classificação. Disponível em: <http://esporte.uol.com.br/futebol/ campeonatos/brasileiro/
2010/serie-a/classificacao/classificacao.jhtm>. Acesso em: 30 mar. 2014.
VALDMANIS, V. G.; ROSKO, M. D.; MUTTER, R. L. Hospital Quality, Efficiency, and Inputs Slack
Differentials. Health Services Research, v. 43, n. 5, p. 1830-1848, 2008.
YANG, C.; QI, Q.; HU, H. Analysis of hospital technical efficiency in China: Effect of health insurance reform.
China Economic Review, v. 23, p. 865-877, 2012.
15
Download

análise do desempenho econômico