Geologia no Verão 2001 – Guia de Excursão
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A Geologia no Litoral – Parte II: Da Lagoa de Albufeira a Setúbal
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Geologia no Verão
2002
Guia de Excursão
A Geologia no Litoral
Parte II:
Dà Lagoa de Albufeira a Setúbal
Anabela Cruces, Isabel Lopes,
Maria Conceição Freitas & César Andrade
AGÊNCIA CIÊNCIA VIVA
DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA
Centro de Geologia
FACULDADE DE CIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
Geologia no Verão 2001 – Guia de Excursão
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A Geologia no Litoral – Parte II: Da Lagoa de Albufeira a Setúbal
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Geologia no Verão
2002
Guia de Excursão
A Geologia no Litoral
Parte II:
Da Lagoa de Albufeira a Setúbal
I.
Anabela Cruces1, Isabel Lopes1, Maria Conceição Freitas2, César Andrade2
1
Monitor, Mestre em Geologia Económica e Aplicada
([email protected]; [email protected])
2
Prof. Auxiliar e Investigador, Departamento e Centro de Geologia da
Universidade de Lisboa
([email protected]; [email protected])
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A Geologia no Litoral – Parte II: Da Lagoa de Albufeira a Setúbal
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ÍNDICE
INTRODUÇÃO………………………………..…………..…….………………………….... 2
ITINERÁRIO……….…………………………………………………………..………….... 4
PARAGENS……………………………….………..……….………………….……….… 5
LAGOA DE ALBUFEIRA…………………………….………………….…………....…. 5
PRAIA DAS BICAS / PRAIA DO PENEDO………………………….......…..
10
PRAIA DA
FOZ…………………….………………………….………………………..…….…
15
NOSSA SENHORA DO CABO (CABO ESPICHEL)…………............…….
16
CASTELO DE SESIMBRA……………………………………………….……………. 20
PEDREIRAS (Recursos Minerais)……………………………………..………..
23
ARRÁBIDA…………………………………….…………………….….…………….
24
7.1.
LITORAL………………….………………………………………………...
24
7.2.
SERRA………………….……………………………………………………… 27
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS……….…………..…………………………..……
30
NOTAS………………………………………………………………………………….…... 32
ANEXOS
Anexo I - Tabela Crono-estratigráfica…………………………….………………...
35
Anexo II - Legenda da Carta Geológica de Portugal, folha 38-B (Setúbal) à escala
1:50.000 (IGM, 1994)……..………... 36
Anexo III - Dimensões dos detritos sedimentares………………………... 37
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I.
INTRODUÇÃO
A Península de Setúbal é enquadrada por dois grandes estuários: o do Tejo, a
Norte, e o do Sado, a Sul (Fig. 1A).
O litoral desta Península evidencia acentuada assimetria morfológica, em
virtude dos diferentes regimes de agitação marítima a que está exposto e da
natureza e estrutura do substrato rochoso que o suporta.
Na fachada ocidental, o Cabo Raso, a Norte, e o Espichel, a Sul, limitam um
arco litoral de grande raio de curvatura formando a enseada Caparica - Espichel,
ampla, de contorno plano suave, definida essencialmente em rochas detríticas
brandas. O litoral meridional contrasta pelo vigor do relevo da Serra da Arrábida,
constituída essencialmente por rochas calcárias fortemente dobradas e pela
escassez de praias, que se restringem a pequenas enseadas encastradas na costa
alcantilada (ex: Portinho da Arrábida, Figueirinha).
Cerca de dois terços deste troço costeiro (25km) são constituídos por litoral
de acumulação (anamórfico) formando uma costa baixa, arenosa e contínua até à
Praia das Bicas, enquanto o terço Sul do arco (11km) é rochoso contendo algumas
pequenas praias encastradas, constituíndo essencialmente um litoral de erosão
(catamórfico).
Do ponto vista geológico e geomorfológico esta Península é formada por duas
unidades fundamentais que condicionam a morfologia do litoral: o Sinclinal de
Albufeira e a Cadeia da Arrábida (Fig. 1).
A região axial do sinclinal de Albufeira situa-se a Norte da Lagoa de Albufeira
sendo o seu flanco norte constituído por uma série detrítica e ocasionalmente
carbonatada (sucessão de areolas, siltes e argilas com níveis de calcários
margosos) depositada desde o Miocénico até à actualidade, inclinando para Sul e
cortada pelo Estuário do Tejo (Fig. 1B). Estas rochas podem ser observadas nos
dois terços setentrionais do arco Caparica-Espichel. No flanco Sul afloram
camadas
mais
antigas,
do
Cretácico
à
actualidade,
formando
uma
série
essencialmente carbonatada e detrítica, inclinando para Norte. Na Cadeia da
Arrábida têm maior expressão rochas mais antigas (jurássicas) predominando as
litologias carbonatadas e margosas (Fig. 1B). Estas rochas podem ser observadas
no terço meridional do arco Caparica Espichel e no litoral Sul da Península de
Setúbal.
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A
N
¿
LISBOA
N
Estuário
do Tejo
SETÚBAL
Lagoa de Albufeira
a
ra d
Ser
Arr
d
ábi
a
Es
tuá
rio
do Sado
Cabo Espichel
S
B
0
N
10
20 km
Cabo Espichel
S
Rio Tejo
Lagoa de Albufeira
Cenomaniano e Complexo Vulcânico de Lisboa
Plioquaternário
Paleogénico e Miocénico
Miocénico
Dunas
Cretácico
Figura 1 – A – Enquadramento da Península de Setúbal; B - Corte Geológico da Península de Setúbal (adaptado de Andrade, 1989).
Jurássico
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II.
ITINERÁRIO
N
1
7
2
3
0
5
10
15km
4
Figura 2 – Localização das paragens.
1 – Lagoa de Albufeira
2 – Praia das Bicas / Praia do Penedo
3 – Praia da Foz
4 – Nossa Senhora do Cabo (Cabo Espichel)
5 – Castelo de Sesimbra
6 – Pedreiras (Recursos Minerais)
7 – Arrábida
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III.
PARAGENS
1. LAGOA DE ALBUFEIRA
A laguna de Albufeira situa-se na orla ocidental da Península de Setúbal, no
arco litoral Caparica - Espichel, cerca de 20km a sul de Lisboa.
Ocupa uma superfície de 1,3km2 e apresenta uma geometria alongada, com
o eixo maior oblíquo relativamente à linha de costa, orientado Sudoeste-Nordeste.
É formada por dois corpos lagunares principais ligados por um canal estreito,
sinuoso e pouco profundo: a Lagoa Pequena, mais interior e menos profunda e a
Lagoa Grande, com profundidades máximas de cerca de 15m, constituída por dois
segmentos elípticos, definidos por cúspides arenosas marginais (Fig. 3).
N
0
1 km
Figura 3 – Laguna de Albufeira (extracto da Carta Militar de Portugal nº. 453, à escala
original: 1:25.000 (IGE, 1993)).
A laguna está separada do oceano por uma barreira, contínua ao longo de
1200m, ancorada por ambas as extremidades a um litoral de arribas talhadas em
terrenos
plio-quaternários.
A
barreira
é
formada
por
areias
grosseiras,
remobilizadas e transportadas em permanência pelas ondas do mar. No extremo
norte deste cordão estabeleceu-se uma duna frontal embrionária, colonizada por
vegetação pioneira.
A laguna ocupa a região vestibular da Ribeira da Apostiça, seu afluente
principal. As restantes linhas de água são de menores dimensões e afluem
exclusivamente à margem esquerda. A bacia hidrográfica drenante estende-se por
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NOTAS
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NOTAS
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ANEXO I - Tabela Crono-estratigráfica
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ANEXO II – Legenda da Carta Geológica, folha 38-B (Setúbal),
escala: 1:50.000 (I.G.M., 1994)
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ANEXO III - Dimensões dos detritos sedimentares (adaptado de Friedman &
Sanders, 1978).
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