Um clube de gente grande Faça você mesmo A lata dá a luz S abe aquela lata de leite em pó vazia para qual o único destino certo é a lata do lixo da cozinha? Você pode mudar isso e transformá-la em um objeto de decoração: uma linda e diferente luminária. Muito simples de serem feitas, podem ser penduradas em árvores no quintal da sua casa, em suportes para plantas na varanda, ou em alguma parede externa ou interna de sua casa que você deseja destacar. FERRAMENTAS Martelo * prego de aço * alicate MATERIAL NECESSÁRIO * Latas de leite em pó, achocolatados ou leite condensado vazias; arame flexível e água TEMPO GASTO: cerca de 3 horas. 14 PASSO-A-PASSO Separe quantas latas desejar: pode ser de leite em pó, achocolatado ou leite condensado. Separe o arame para fazer as alças das luminárias. Preencha com água o interior das latas e deixe-as no congelador até que a água tenha virado gelo. Perfure as latas aleatoriamente ou formando desenhos. Faça dois furos nas laterais superiores da lata para passar a alça de arame. Com o alicate vire as pontas do arame para que a alça fique firme. Espere o gelo terminar de descongelar e retire toda a água. Coloque uma vela “gorda”, daquelas usadas em castiçais, no interior de cada lata. Pendure-as onde achar mais conveniente. Índice 4 Iniciativa Clube A: 5 Entrevista: 6 Turismo: A capital 7 Seu bolso: Vai um 9 Páginas centrais: Para viver bem Recordar é viver Nair Puertos Govonoski, associada brasileira do vinho dinheiro aí? Bem-vindo ao Clube A 10 Gastronomia: Muito mais que um enroladinho 11 Onde anda você?: “Ora direi ouvir estrelas” 12 Agenda cultural 13 Passatempo: Palavra cruzada 14 Faça você mesmo: Luminária de lata de leite em pó N asce aqui uma bonita história de companheirismo. De um lado você, que certamente já passou dos 40 (talvez até há bastante tempo), que já trabalhou muito e que está no melhor momento para aproveitar o que o mundo oferece de melhor. Do outro lado está Bem Viver. Mais que um guia, mais que um almanaque, a revista Bem Viver é sua parceira. Parceira para deixar você por dentro de notícias interessantes e úteis. Parceira para indicar como aplicar seu dinheiro, parceira para sugerir como aproveitar bem seu tempo livre. As páginas de Bem Viver são exatamente como a fase que você está vivendo: leve, feliz, de alto-astral, de bem com a vida e com atitude. É por isso que turismo, culinária, economia, comportamento e boas lembranças vão rechear o interior da publicação. Neste primeiro número, por exemplo, vamos apresentar para você: a nova parceria entre o Clube A e o Wal Mart da Vila Guilherme; um projeto do Clube A para estimular a memória, dicas de turismo no sul do Brasil, uma explicação bem detalhada sobre os empréstimos para aposentados e pensionistas, a história e as curiosidades do papillote – uma técnica culinária simples e para lá de chique. Além de entrevistas e muita diversão na agenda cultural, Faça Você Mesmo e com os Passatempos. Seja bem-vindo a Bem Viver e boa leitura! Como se associar Para se associar ao Clube A, ligue para (11) 3819-0688 Ramais 200 e 281, (11) 6914-0422, (51) 3328-1476 ou (51) 3328-1554 Ou acesse o site: www.clubea.com.br Um Clube de gente grande Bem Viver é uma publicação do Clube A, editada pela é tutoria de comunicação Redação: Elisa Marconi e Tetê Cruz. Contato: Rua Itápolis, 1326. CEP: 01245-000 - São Paulo - SP Iniciativa Clube A Recordar é viver R ecordações. O que foi bom não pode ser esquecido. Mas para que a memória continue trabalhando com força total é necessário exercitá-la. A memória é um processo pelo qual o cérebro apreende informações do ambiente, armazena e depois recupera. Para a gerontóloga Maria Lúcia M. Beger, que ministra as oficinas de Estímulo à Memória do Clube A, “o envelhecimento é um processo global e a memória faz parte dele. É preciso manter a atividade para que esse declínio não se acentue”. Ou seja, é necessário estimular este processo todo, fazer o cérebro funcionar em sua plenitude, se não acontece exatamente como um músculo que pára de ser usado e, como conseqüência, atrofia. Mas como é que exercícios podem barrar ou, pelo menos, desacelerar este processo? Maria Lúcia responde com satisfação. Baseada no conceito de envelhecer bem, a gerontóloga trabalha e propõe 4 sempre três pilares: controlar doenças; manter a capacidade física e mental; e ter um engajamento com a vida. “Apostar neste método garante a realização destes exercícios para a memória que estamos falando”, explica. Mas como? “De duas maneiras: intelectualmente, com a leitura de jornais, livro, revistas, acesso a internet e socialmente, porque o contato com o grupo produz conversas, trocas e debates”, conta a palestrante do Clube A. E para deixar o leitor com água na boca, Maria Lúcia garante que há ainda técnicas que facilitam a memorização. “Mas essas eu só explico nas oficinas”, provoca. E se você ficou com vontade de participar da oficina Estimulando a Memória, o Clube A deve promover no início do ano que vem uma atividade semelhante à palestra Estimulando a Memória, realizada no dia 1º de julho último, no Shopping Eldorado de São Paulo, parceiro do Clube A. Fique ligado que a Bem Viver vai informando você. Um Clube de gente grande 13 Entrevista Agenda São Paulo Exposição As obras de Francisco Faria podem ser vistas em exposição individual no Instituto Tomie Ohtake. São 46 trabalhos que descrevem os principais momentos de sua carreira, de 1988 a 2005. O artista reinventa paisagens construídas apenas em grafite e papel. Em muitas ocasiões, seus desenhos lembram fotografias e as imagens compõem texturas em preto e branco, trazendo o espectador a um detalhismo só de perto revelado. De terça a domingo, das 11h às 20h. Entrada Franca De 16/09/2005 a 13/11/2005 Instituto Tomie Ohtake Rua Coropés, 88 - Pinheiros Teatro As Mulheres da Minha Vida É uma comédia romântica de Neil Simon com tradução de Domingos de Oliveira. A direção do espetáculo é de Daniel Filho, que pela primeira vez trabalha com Antônio Fagundes, intérprete do personagem central da peça, um escritor de sucesso que vive em constante turbulência na vida íntima. Serviço: quintas e sábados, às 21h; sexta, às 21h30; domingo, às 18h. Preço: R$ 40,00 a R$ 80,00. De 22/07/2005 a 27/11/2005 Teatro Cultura Artística Rua Nestor Pestana, 196 - Centro 12 Porto Alegre Cinema Sal de Prata - Brasil Dirigido por Carlos Gerbase, conta a história de uma economista (Maria Fernanda Cândido) que se vê desafiada a mergulhar no mundo do cinema após a morte do namorado, Veronese (Marcos Breda), um mal-sucedido cineasta que ganha a vida com uma pequena loja de revelações fotográficas e faz curtas eventualmente. Gênero: Romance Classificação: 14 anos Duração: 114 minutos Exposição 5ª Bienal do Mercosul até 04 de dezembro De terça a domingo, das 9h às 21h Entrada Franca Para conhecer os locais de exposição, ligue para (51) 3228-4074, ou acesse “http://www.bienalmercosul.com.br” Atividades realizadas no Clube A Nesta seção, a cada edição, você vai conhecer um associado ou associada do Clube A e vai saber porque eles gostam tanto de participar. N air Puertos Govonoski é aposentada, tem 69 anos e mora em São Paulo, na Vila Bela, bairro da Zona Sul da Capital. Como a senhora conheceu o Clube A? Eu freqüento o Shopping Central Plaza há muitos anos e faço muitas atividades lá. Agora entrou o Clube A e as atividades aumentaram muito e vão aumentar ainda mais. O pessoal do Clube A fez lá uma apresentação e eu gostei. Me inscrevi e participo de quase tudo. O que já mudou na sua vida desde que começou a freqüentar o Clube A? Ah! Muita coisa já mudou e para melhor. Principalmente em relação às atividades. Antes eu fazia só caminhada lá no shopping. Agora eu faço caminhada, exercícios, brincadeiras e oficinas. Aí tem os passeios e yoga, que eu também faço. E parece que agora vai ter até mais coisas. Eu gosto muito e já dá para ver a diferença no corpo e no astral. A gente fica assim mais alegre, né? Do que a senhora mais gosta? Eu gosto de tudo. Freqüento todo dia. Só não vou sábado e domingo porque fico com a minha família. Eu gosto demais dos exercícios e do contato com as outras pessoas. Tem muitas senhoras lá e dá para conversar bastante, trocar idéias e até fazer amizades. Um Clube de gente grande 5 Turismo - Bento Gonçalves Onde anda você A capital brasileira do vinho O cenário é composto de parreirais, que vão até onde a vista alcança. No inverno, o frio é rigoroso. Na primavera, um verde intenso toma conta do lugar. No verão, as parreiras ficam extraordinariamente douradas. Essas maravilhas naturais são referenciais em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, a 125 Km da capital Porto Alegre. Conhecida como a capital brasileira do vinho, recebe aproximadamente 60 mil turistas, que vão até lá a procura de belezas naturais e da produção de vinho local. O Vale dos Vinhedos, situado entre as divisas de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, possui cerca de 81 quilômetros quadrados. O visitante come uva direto da parreira, acompanha a produção de mais de dez vinícolas situadas no vale e, claro, pode degustar o melhor vinho do país. Para obter mais informações sobre pacotes turísticos e hospedagem em Bento Gonçalves, o melhor é entrar em contato com o Serviço de Atenção ao Turista de Porto Alegre pelo telefone 0800-517686. 6 “Ora direi ouvir estrelas” Se a velha seresta já não encontra acolhimento na madrugada, agora é praticada por seus amantes nos tradicionais bailes da saudade. É lá que pessoas de todas as idades se encontram para ouvir grandes e antigos sucessos entoados por um vozeirão que enche o salão. E é lá também o reinado de Francisco Petrônio. Você se lembra dele? Apelidado merecidamente de “A voz de veludo do Brasil”, pelo saudoso Edson Bolinha Curi, Petrônio foi sucesso no rádio e nos programas de TV dos anos 1960 e 1970. Seu estrelato aconteceu quase por acaso. Já aos 37 anos, em 1961, estava em seu táxi quando embarcou um cantor contratado da Tupi. Depois de muita conversa, combinaram que Petrônio faria um teste para cantor na semana seguinte. Resultado? Não só foi aprovado, como foi contratado imediatamente pela emissora pelos próximos dois anos. A partir daí, a carreira de Francisco Petrônio não parou mais. Em 1964, compôs e gravou a canção “Baile da Saudade”. O sucesso foi tão grande que a música virou uma empresa que, até hoje, realiza bailes da saudade por todo o Brasil. E é isso que Petrônio faz nos dias de hoje. Este paulistano de 81 anos leva seresta para saudosistas do país todo. Nos bailes, ele comanda uma banda de quatro integrantes e relembra os sucessos de ontem, seus e dos outros vozeirões do país. Em seu site, o voz de veludo afirma que não vai parar tão cedo: “Sou o único que resgata as músicas inesquecíveis e imortais”. Um Clube de gente grande 11 Gastronomia Muito mais que enroladinho Quem se limita ao uso do papel alumínio como cobertura de fogão ou como invólucro para conservação de alimentos na geladeira, não sabe o que está perdendo. O material é a matériaprima da técnica chamada “papillotes” (lê-se papiótis), moda nas cozinhas modernas de todo o mundo. Termo francês incorporado ao português, papillotes é o nome dado às embalagens hermeticamente fecha- das que preservam aroma, vitaminas e sais minerais dos alimentos, além de auxiliar no processo de preparo do alimento em forno, porque propiciam o cozimento sem ressecar e com menos ou completamente sem a utilização de óleo. A idéia dos papillotes vem de longe. Precisamente desde antes de Jesus Cristo. Arqueólogos descobriram potes de cerâmica romana do século 6 a.C., que eram usados com essa finalidade. Nas ilhas do Pacífico Sul, os nativos usavam folhas de bananeira para embrulhar alimentos. Na França foi desenvolvido e aprimorado o uso do papel manteiga para envolver a comida. Papillotes de queijo branco com salada Ingredientes: Molho 1 colher (sopa) de azeite de oliva 1 colher (sopa) de mostarda 2 colheres (sopa) de mel 2 colheres (sopa) de vinagre 4 colheres (sopa) de nozes picadas sal e pimenta-do-reino preta Papillote 1 queijo branco 2 colheres (sopa) de azeite de oliva 1/2 maço médio de agrião 4 folhas de alface roxa 4 folhas de alface crespa Rendimento: duas porções 10 Modo de Preparo: Corte 2 pedaços de papel alumínio, coloque meio queijo em cada papel e regue-os com o azeite. Feche os quadrados como trouxinhas e coloque-os numa assadeira. Leve ao forno por 15 minutos. Lave as folhas, seque-as e distribua-as em dois pratos. Disponha o queijo. Misture numa tigela o azeite de oliva, a mostarda, o mel, o vinagre, o sal e a pimenta-do-reino. Regue as folhas e salpique as nozes por cima. Seu Bolso Vai um dinheiro aí? U ma ajuda em boa hora para quem precisa de dinheiro urgente. O empréstimo consignado é uma boa opção para os aposentados e pensionistas que precisam de dinheiro. E melhor, a juros mais baixos que o cheque especial ou o empréstimo pessoal. Mas é preciso conhecer bem o que é o empréstimo consignado antes de optar por um. Em maio deste ano, o governo federal finalmente liberou este tipo de empréstimo, que além de ter juros menores que os de mercado, pode ser pago em até 36 meses com desconto direto na folha de pagamento do benefício. Os juros do empréstimo consignado variam entre 1,5% e 2,8%. Só para ter noção da vantagem, compare com os juros do cheque especial – cerca de 8,02%. Mas o melhor é poder contar com o empréstimo consignado para realizar sonhos. Uma viagem, melhorias na casa, um curso, um aparelho eletrônico novinho. Porque conseguir o empréstimo é fácil e, com certeza, você merece! Os cuidados que o aposentado deve tomar ao contratar o empréstimo consignado, segundo o Procon e o Ministério da Previdência Social, são os seguintes: o aposentado ou pensionista deve evitar atravessadores; o empréstimo pode não ser aprovado se o aposentado já tiver outros descontos em seus rendimentos, tais como pensão alimentícia judicial ou imposto de renda; e o empréstimo nunca poderá ultrapassar 30% do valor do benefício. Para obter mais informações sobre o empréstimo consignado, entre em contato com: (11) 4004-3003 – Central de Atendimento Fininvest Um Clube de gente grande 7 Páginas Centrais Carlos Ximenes é presidente do Clube A e tem boas sugestões de como aproveitar o tempo livre Bem-vindo ao Clube A ver, a previdência do Unibanco. E, s pessoas não assoviam além de seu olhar atento aos fenômais!”. Ao se dar conta dismenos do mundo, ele tinha em mãos so, Carlos Ximenes começou estudos que mostravam que a expeca reparar que ao chegar numa fase tativa de vida não parava de crescer mais avançada da vida, ali depois no Brasil. Muito por conta dos avandos 50 anos, as pessoas começavam ços da medicina, nos medicamena perder o encanto pela vida. Era tos e nas vacinas. Assim, restava a como se, ao chegar perto da apopergunta: “O que sentadoria, homens e as pessoas vão fazer mulheres que foram “O aposentado volta a agora com todo esse ativos e cheios de atiperceber que a vida é tempo livre?” Xitude a vida inteira, interessante e como ele menes compreendia simplesmente fossem mesmo é uma pessoa que, certamente, os se apagando. Xiinteressante” aposentados não gosmenes entendeu que tariam de investir o era hora de mudar tempo livre em trabalho ou tarefas essa realidade, porque, ao contrário para ganhar mais dinheiro. Então do que se pensa, é a partir da aposenonde aplicar? tadoria que se conquista o bem mais “E foi assim que, em março de valioso nos dias de hoje: o tempo. 2003, na cidade de Porto Alegre, Estávamos, então, no ano de 2003 nasceu o Clube A. e Carlos Ximenes trabalhava no Pre“ 8 Clube A, Poá-RS: visita a ExpointersFeira Agropecuária. Um lugar criado para o associado finalmente se gratificar por tantos anos de serviços prestados”, conta orgulhoso o agora presidente do Clube A. De 2003 para cá, a iniciativa cresceu e já chegou a São Paulo e, nas duas capitais, os aposentados vão encontrar no Clube A um ponto de lazer e de encontro com pessoas da mesma faixa etária e de ambos os sexos. É um lugar que promove diariamente atividades esportivas, oficinas culturais e artísticas e palestras de conscientização. Mas, mais gostoso que freqüentar as aulas promovidas pelo Clube, como yoga, teatro e artesanato, “é cultivar relacionamentos”, explica Ximenes, “porque é no convívio com o outro, que o aposentado tem tempo para curtir os amigos e colegas, que ele volta a perceber que a vida é interessante e como ele mesmo é uma pessoa interessante”, conta. Aí o aposentado passa a olhar mais para si mesmo, relembrar sonhos antigos que, pelas urgências passadas da vida, foram sendo deixados de lado. Segundo o presidente do Clube A, enquanto a pessoa está trabalhando, passa 8, 12, 16 horas por dia apostando no futuro e, dessa forma, ela vai deixando de realizar seus desejos. O que as pessoas não se dão conta é que aquele tal futuro chega “e chega na forma da aposentadoria, quando a pessoa tem tempo para soprar as cinzas e descobrir que ali embaixo ainda tem muita brasa e ainda tem pique para acender muitas fogueiras”, comemora Ximenes reforçando que o papel do Clube A é exatamente proporcionar essa retomada do prazer de viver; seja no Shopping Eldorado, Central Plaza, ou no Wal Mart, ou em Porto Time de Câmbio do Clube A, Porto Alegre: Jogos Municipais do Idoso de Porto Alegre Alegre. O resultado da iniciativa? Mais de dois mil associados cheios de vontade de viver e, com um sorriso, Carlos Ximenes confessa: “voltando a assoviar por aí!”. Um Clube de gente grande 9