A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos 1. Resumo A utilização da tecnologia de identificação por Rádio - Frequência (RFID) começou na década de 40, mas a grande exposição da tecnologia como solução para automação na captura de dados desenvolveu-se no final dos anos noventa, com a criação da ideia de um padrão único para esta tecnologia, o EPC (Eletronic Product Code). O presente trabalho tem como objectivo uma análise à tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão de referência EPC. São analisados os aspectos técnicos e definições, bem como exemplos práticos de aplicação. 1. Abstract The use of the technology of identification for radio frequency (RFID) is dated of the decade of 40, but the great exposition of the technology as solution for automation in the capture of data it developed in the end of the Nineties, with the creation of the idea of an only standard for this technology, the EPC (Eletronic Produtc Code). The present work has as objective to show the general vision of the technology of RFID in the standard EPC. It had been analyzed technique aspects and definitions and are analyzed some practical examples. 2. Introdução Especialistas em tecnologias de informação acreditam que o uso de etiquetas inteligentes que usam a tecnologia de RFID (Radio Frequency Identification) se vai estender a todos os produtos que qualquer consumidor vier a comprar. Acredita-se que esses pequenos chips revolucionarão por completo toda a cadeia de abastecimento das empresas. Colocando uma etiqueta em qualquer peça ou embalagem, o objecto passará informações sempre que receber um sinal de rádio de um sensor RFID. Assim, conseguir-se-ão ganhos em eficiência e novos horizontes de serviço por toda a cadeia de abastecimento. A identificação por RFID já está presente em inúmeras situações do nosso quotidiano. Esta tecnologia é usada em centenas de aplicações nomeadamente vigiar edifícios, entradas e saídas, prevenir roubos de automóveis e de mercadorias, automatizar estacionamentos, controlar portões de aeroporto ou despachos de bagagens. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 1 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos O EPC (Electronic Product Code) é a aplicação empresarial da tecnologia de RFID nas cadeias de abastecimento. Com o EPC, cada item tem o seu próprio número individual codificado numa etiqueta de Rádio – Frequência. Os leitores fazem a captura dessa identificação e são capazes de indicar onde está o item e em que condições, pela comunicação com bancos de dados remotos pela Internet, obedecendo naturalmente a regras de segurança que protegem esses dados. A adopção do EPC representa uma mudança positiva no conceito de identificação e troca de informações dentro da cadeia de abastecimento. Além de agregar rapidez às transacções comerciais e armazenar uma maior quantidade de dados do produto, a tecnologia permite ainda, aumentar a integração de toda a cadeia logística pelo controlo e rastreio de todas as operações, conseguido pela identificação automática e visibilidade total de todos os produtos na cadeia de abastecimento. O presente trabalho irá estudar a tecnologia de identificação de produtos por Rádio – Frequência (RFID) mostrando as características e modo de funcionamento desta e do EPC (Electronic Product Code). Para atingir o objectivo deste trabalho a divisão dos capítulos é a seguinte: Capítulo 3: O funcionamento da tecnologia de Identificação por Rádio – Frequência: mostra todo aspecto técnico da tecnologia de RFID, mostrando as diferentes frequências de operação e funcionalidades que cada uma delas oferece. Capitulo 4: Vantagens e Desvantagens do uso da tecnologia de Identificação por Rádio – Frequência. Capítulo 5: Análise comparativa: identificação de produtos por Códigos de Barras vs. Identificação de produtos por Rádio – Frequência. Capítulo 6: O EPC: estuda a organização do padrão EPC, detalhando toda a arquitectura desenhada para a rede de informações que irá sustentar e distribuir a informação dentro da cadeia logística. Capitulo 7: Exemplo de aplicação da tecnologia de identificação de produtos por Rádio – Frequência numa empresa de refrigerantes. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 2 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos Capítulo 8: A utilização do padrão EPC pelo mundo: exemplos reais de empresas mundialmente conhecidas que já usam a tecnologia de RFIF no padrão EPC. Capítulo 9: Desafios para a implementação de um sistema de RFID no padrão EPC Capitulo 10: Gestão de Armazéns: Sistemas que usam a tecnologia de Identificação por Rádio-Frequência: levantamento de modelos de negócio de empresas que implementam soluções de gestão de armazéns e que tiram partido da tecnologia RFID. 3. O Funcionamento da tecnologia de Identificação de produtos por Rádio – Frequência RFID é a abreviatura de Radio Frequency Identification (Identificação por Rádio – Frequência), ao contrário do uso do feixe de luz utilizado no sistema de Código de Barras, esta tecnologia utiliza ondas electromagnéticas (sinais de rádio) para transmitir / capturar dados armazenados num microchip. Na década de 80, o Massachusetts Institute of Techonology (MIT), juntamente com outros centros de pesquisa, iniciou o estudo de uma arquitectura que utilizasse os recursos das tecnologias baseadas em Rádio – Frequência para servirem de modelo de referência ao desenvolvimento de novas aplicações de rastreio e localização de produtos. Desse estudo, surgiu o EPC (Electronic Product Code). O EPC definiu uma arquitectura de identificação de produtos que utilizava os recursos proporcionados pelos sinais de Rádio – Frequência, tecnologia chamada posteriormente RFID (Radio Frequency Identification). A necessidade de conseguir captar informações acerca de produtos que estivessem em movimento motivou a utilização de Rádio – Frequência nos processos produtivos. Além disso, existia a necessidade de identificar produtos em condições e processos que impediam o uso do Código de Barras. A tecnologia por Rádio – Frequência facilita o controlo do fluxo de produtos por toda a cadeia de abastecimento de uma empresa, permitindo o seu seguimento desde a produção propriamente dita ao ponto final da distribuição. Esta tecnologia usa etiquetas inteligentes, tags electrónicas com um microchip instalado, que são colocadas no produto. A partir daí, esse produto é “controlado” por ondas de Rádio – Frequência e Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 3 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos comunica com os sistemas de informação das empresas, entre eles, Sistemas ERP (Entreprise Resource Planning), CRM (Costumer Relationship Manangement) e/ou SCM (Supply Chain Management). Estes sistemas conseguem localizar em tempo real todos os produtos, conhecer as quantidades armazenadas, informações de preço, prazos de validade, lotes, datas de fabrico e muitas outras informações. Basicamente, um sistema de RFID é formado por três componentes: antena, tag e leitor. A figura que se segue mostra resumidamente o funcionamento de um sistema deste tipo. Figura 1 – Modo de funcionamento de um sistema de RFID Resumidamente: 1. O leitor é conectado à antena e é gerado o sinal de Rádio – Frequência (RF) 2. A tag entra na área de cobertura do sinal gerado pelo leitor 3. O sinal de RF, faz com que a tag receba energia e accione os seus circuitos 4. A tag transmite o seu ID e dados 5. O leitor captura os dados 6. O leitor envia os dados ao computador 7. O computador determina a acção O processo acima detalhado resume a funcionalidade do sistema de RFID, mas é de notar que, para que todo este processo funcione adequadamente existem vários factores que têm que ser validados a fim de garantir que todos os passos acima referidos acontecem correctamente. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 4 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos De seguida é feita uma descrição mais pormenorizada dos principais constituintes de um sistema de identificação por RF. A antena é o elemento do sistema de RFID responsável pela propagação do sinal de RF gerado pelo leitor. Uma antena é uma componente importante do sistema de RFID, pois garante a comunicação sem fios entre o chip e o leitor. Num sistema de RFID, as antenas são a parte mais complicada da arquitectura do sistema. Para comunicações de curto alcance as antenas podem ser integradas no leitor. Para comunicações de longo alcance é necessário que a antena seja externa e ligada a alguma distância do leitor via cabo coaxial protegido independentemente. Assim consegue-se a garantia da não interferência no sinal. As antenas são fabricadas em diversos tamanhos e formatos, possuindo configurações e características distintas, cada uma para determinado tipo de aplicação. A tag é o elemento de identificação do sistema de RFID. A tag recebe inúmeras denominações tais como: etiqueta inteligente, transponder ou outras, mas tag é o nome mais comum para este componente. Estas tags podem ser colocadas em diversos itens e contêm pelo menos duas partes: um circuito integrado de armazenamento e processamento de informação, modelando um sinal de Rádio - Frequência (RF) e uma antena para receber e transmitir o sinal. É de notar que uma tag RFID pode ser lida automaticamente a vários metros de distância e não precisa de estar na linha de visão do leitor. Existem sistemas de RFID passivos e activos sendo que a principal diferença entre eles está na tag. Sistemas activos possuem tags com bateria interna (componente esta que aumenta o custo e as dimensões das tags) e permitem processos de escrita e leitura), já as tags para sistemas passivos não possuem bateria, o que reduz custos e dimensões e são do tipo só leitura (read only). Para as aplicações de logística onde um dos principais objectivos do uso de RFID é a tentativa de substituição dos códigos de barras, o sistema que mais é aplicado é o sistema passivo. Por fim, os leitores são os elementos de interface entre as tags e os sistemas. Os leitores são equipamentos de transmissão e recepção de sinais de Rádio - Frequência que controlam a comunicação com as tags, enviando comandos e captando as respostas devolvidas pelas tags depois de cada comando ter sido enviado. Os leitores podem ler através de diversos tipos de materiais, nomeadamente papel, cimento, plástico, madeira ou vidro. Os leitores, também conhecidos como scanners, existem em diferentes Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 5 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos designs, sendo possíveis de adaptar consoante a aplicação. Podem ser telemóveis, dispositivos de mão que digitalizam objectos como paletes, ou contentores, etc. Um leitor tem a capacidade de comunicar com chip sem ter uma linha directa de visão. Os dispositivos de leitura podem interagir com diferentes objectos ao mesmo tempo, estão preparados para executar diferentes leituras no mesmo instante de tempo. Um leitor consegue captar entre 120 a 400 sinais por segundo e são diferenciados pela sua capacidade de armazenamento e processamento, frequências e tipos de antenas. São os elementos com maior valor do sistema, sendo que a correcta escolha do leitor será factor decisivo para o sucesso da implantação do sistema de RFID. A frequência de um sinal é a grandeza que indica a velocidade de repetição de um fenómeno periódico. Para transmissões de rádio, a frequência é uma das grandezas mais relevantes, pois é através dela que é possível estudar o comportamento dos sistemas em relação ao ambiente no qual o sistema será instalado. Cada um dos componentes de um sistema de RFID varia de acordo com a faixa de frequência definida para a solução do sistema, sendo que actualmente as aplicações para RFID operam principalmente nas seguintes faixas de frequências: LF, HF e UHF. Cada uma destas faixas de frequência possui comportamento e características diferentes, sendo que para cada aplicação de RFID deve ser avaliada qual a melhor faixa de frequência para a necessidade. Além disso, o espectro de frequência é um meio físico limitado, no qual vários sistemas têm que coexistir sem que ocorram interferências entre sistemas que ocupem a mesma faixa de frequência. A figura 2 mostra resumidamente o espectro de frequências disponível para utilização de mercado. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 Figura 2 – Localização das frequências de RFID no espectro electromagnético. 6 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos Os sistemas de RFID estão delimitados na sua grande maioria a três faixas de frequências: - LF (Low Frequency) – Faixa de operação de 125 kHz até 134 KHz. São denominados sistemas baixa frequência. Principais características: baixa taxa de transferência de dados (leva até 100 ms para a leitura de um tag de 16 caracteres), leitura de apenas uma tag de cada vez, só existe com sistema de alimentação passivo, pequenas distâncias de leitura (máximo de 30 cm), não sofre absorção pelos líquidos, baixo desempenho próximo de metais, leitores de baixo custo e tags de alto custo, tags de tamanho elevado. Aplicações: Identificação de gado, controle de acessos, identificação de atletas. - HF (High Frequency) – Faixa de operação de 13,56 Mhz. São denominados sistemas de alta frequência. Principais características: boa taxa de transferência de dados (leva até 20 ms para a leitura de uma tag de 16 caracteres), leitura de múltiplos tags numa só vez (40 tags por segundo), só existe com sistema de alimentação passivo, médias distâncias de leitura (máximo de 1 metro), não sofre absorção pelos líquidos, baixo desempenho próximo de metais, leitores de alto custo e tags com custo médio, tags de várias dimensões, tags com várias funcionalidades de memória (password, criptografia), possui padrões estabelecidos como o ISO 15636 e EPC (Electronic Product Code). Aplicações: Controlo de acessos, identificação de itens, chaves de ignição de veículos, controlo de alimentos e identificação de pacientes. - UHF (Ultra Frequency) – Faixa de operação de 860 MHz até 960 MHz. São denominados sistemas de UHF. Principais características: distância de leitura até 10 metros (para tags passivos) e 100 metros (para tags activas), protocolo de anti-colisão, até 1000 tags/segundo, absorção de energia pelos líquidos, alta taxa de transferência de dados, bom desempenho perto de metais, tags de menor tamanho. Aplicações: Controlo da cadeia logística, controlo de falsificação, identificação de veículos, identificação de ferramentas, Padrão mundial EPC. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 7 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos 4. Vantagens e Desvantagens do uso da tecnologia de Identificação de produtos por Rádio – Frequência Como vantagens da tecnologia RFID podem destacar-se: a capacidade de armazenamento, leitura e envio dos dados para etiquetas activas; a detecção sem necessidade de aproximação ao leitor para reconhecimento dos dados; a durabilidade das etiquetas com possibilidade de reutilização; a redução de materiais e produtos em stock; a contagem automática dos níveis de stock, facilitando os sistemas de gestão de inventário das empresas; a precisão das informações armazenadas e velocidade de expedição; a fácil localização de produtos; a melhoria no reabastecimento com eliminação de produtos em falta e para aqueles que já passaram o prazo de validade; a prevenção de roubos e falsificação de mercadorias e produtos. Como desvantagens apresentam-se os seguintes aspectos: custo elevado da tecnologia de RFID em relação aos sistemas de Códigos de Barras, além do microchip anexado ao produto, ainda há todo o custo associado a antenas, leitores e sistemas de comunicação; a necessidade de padronização de frequências utilizadas de forma a que os produtos possam ser lidos por toda a industria e de forma uniforme; a invasão de privacidade dos consumidores, devido à completa monitorização das etiquetas colocadas nos produtos (para esses casos existem técnicas de alto custo que, quando o consumidor sai fisicamente de uma loja, a funcionalidade do RFID é automaticamente bloqueada); o seu uso em materiais metálicos e condutores interfere com o alcance de transmissão das antenas, pois a operação é baseada em campos magnéticos e o metal pode interferir negativamente no desempenho. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 8 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos 5. Análise comparativa: Identificação de produtos por Código de Barras vs. Identificação de produtos por Rádio – Frequência O uso de tecnologias de RFID revolucionou o modo de identificação de objectos. Esta “nova” tecnologia apresenta inúmeras vantagens relativamente à identificação de produtos por Código de Barras, mas também inclui alguns inconvenientes. De seguida é feita uma análise comparativa entre os dois métodos. Começando pela capacidade de armazenar informação, com a tecnologia de RFID existem tags que têm até dezenas de kbytes de memória, o que corresponde à possibilidade de armazenar centenas de caracteres. Esta característica faz com que pelo uso de tecnologias de RFID se consigam organizar bases de dados com maiores e mais detalhadas descrições dos produtos. É também importante referir que a tecnologia de RFID permite a escrita de informação e permite a actualização de informações em tempo real. Se se pensar em velocidade de leitura, a tecnologia de RFID volta a ser claramente superior. Em termos de leitura, refere-se antes de mais que para a identificação por códigos de barras é importante a direcção e posição do objecto, enquanto que para a identificação por Rádio – Frequência esse aspecto é completamente irrelevante. Além disso, nem a sujidade ou degradação dos objectos nem o não contacto físico interfere com a perfeita identificação dos objectos quando se usa tecnologia de RFID. Como já foi visto esta foi uma das razões que motivou o aparecimento da tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência. No entanto, usando um sistema de RFID quando existirem problemas de leituras, não há forma de extrair a informação nele referida, enquanto que com o uso de Código de Barras é possível fazer a leitura dos dígitos. É de notar que enquanto que a identificação de produtos por Código de barras pode ser facilmente copiável, o mesmo não acontece com a identificação por Rádio – Frequência (não são possíveis copias não autorizadas). Por fim, relativamente a custos de implementação, a tecnologia de RFID comportam custos claramente superiores. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 9 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos 6. Electronic Product Code (EPC) 6.1. O EPC A criação do Auto ID Center em 2000 foi o primeiro passo para a estruturação da maior revolução na identificação de produtos na cadeia logística desde que surgiu o código de barras em 1970. O Auto ID Center foi criado por fabricantes de tecnologia, pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets nos Estados Unidos) e por grandes usuários (empresas de bens de consumo, governo, exército e distribuição). Deste centro de pesquisas foram realizados diversos estudos com as principais tecnologias disponíveis no momento, foram avaliados aspectos técnicos e comerciais e foram levantadas as principais necessidades e recursos pertinentes à identificação de produtos. Depois de dois anos de estudos e esforços, foi definido que o padrão que será utilizado nas operações logísticas de todo o mundo será o EPC – Eletronic Product Code ou Código Electrónico de Produto. Em 2002 a GS1 junta-se ao grupo do Auto ID Center para dar origem ao órgão que hoje controla toda implementação da Rede EPC e toda a padronização dos sistemas de RFID/EPC - A EPC Global - organização subsidiária da GS1 que trata da Rede EPC. De seguida, será feita uma descrição sumária da organização GS1 e da EPC Global. 6.2. Sistema GS1 GS1 é uma organização global dedicada ao desenvolvimento e implementação de normas internacionais e soluções, que contribuem para ganhos de eficiência e visibilidade nas cadeias de valor em todos os sectores de actividade (Fonte: GS1 Portugal). O Sistema GS1 é um conjunto de normas integradas abertas e globais, reconhecidas internacionalmente, para a gestão eficiente das cadeias de valor multi-sectoriais, baseada numa identificação única e inequívoca de produtos, unidades de expedição, activos, localizações e serviços, que agiliza todos os processos comerciais, incluindo o comércio electrónico e o rastreio de produtos. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 10 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos Existe a GS1 Portugal - CODIPOR – Associação Portuguesa de Identificação e Codificação de Produtos, fundada em 1985. A GS1 Portugal - CODIPOR é a representante em Portugal da GS1, é uma Organização privada, sem fins lucrativos, formada por pessoas ligadas à indústria, à distribuição e à prestação de serviços. A GS1 Portugal-CODIPOR é multi-sectorial e tem por objecto a gestão a nível nacional do Sistema GS1, bem como o acompanhamento, investigação, estudo, formação, implementação e desenvolvimento de outros sistemas que conduzam à normalização e simplificação de procedimentos no âmbito da Indústria, Comércio e Serviços. A GS1 oferece um portfolio de produtos, soluções e serviços para a melhoria da eficiência e da visibilidade das cadeias de valor, baseado na gestão das Normas do Sistema GS1, sistema de normas de adesão voluntária mais utilizado nas cadeias de valor em todo o mundo, que consiste no conjunto de Normas as quais, com recurso às tecnologias de ponta, possibilitam uma linguagem global nos negócios (ver figura 3). Figura 3 – Portfolio de Produtos e Soluções GS1 Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 11 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos De seguida, são apresentados alguns exemplos de empresas que seguem as normas do sistema de GS1. Figura 4 – Exemplos de empresas que seguem as normas GS As 3 tabelas que se seguem, referem algumas das vantagens do uso do Sistema GS1 para as várias entidades envolvidas. Entre elas: utilizadores do sistema propriamente ditos, parceiros comerciais e, por fim, vantagens do uso do sistema de GS1 para os clientes finais (Fonte: GS1 EPC Global 2008). Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 12 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos Vantagens do uso do Sistema GS1 para os seus utilizadores funcionais, parceiros e clientes finais: Vantagens do uso do Sistema GS1 para os parceiros comerciais Vantagens do uso do Sistema GS1 para os seus utilizadores funcionais Maior eficiência na gestão de inventário Possibilidade de criação de sistemas de controlo interno, através da codificação das unidades de expedição Conhecimento imediato dos stocks de todos os produtos com as vantagens decorrentes da utilização de inventário permanente Melhoria na gestão de encomendas, programação de vendas, controlo de promoções e recepção/expedição de mercadorias, entre outros Melhoria na gestão de espaço de armazenagem Aumento da disponibilidade e rapidez do produto no mercado Aumento da qualidade de apresentação da mercadoria por menor manuseamento dos produtos Criação de um fluxo de informação, do distribuidor ao produtor, que permite obter dados reais sobre o mercado a partir do ponto de venda Eliminação da "quebra" e tempo decorrente de erros de etiquetagem, digitação do preço, entre outros Melhoria na planificação das encomendas como consequência da melhoria do controlo e de acordo com as necessidades do retalhista Diminuição dos gastos em rotinas administrativas de intercâmbio de documentos, como encomendas, facturas, entre outras Melhoria do controlo e visibilidade da cadeia de valor e consequente redução de custos pelo aumento da eficiência Resposta às exigências legais e regulamentares Melhoria das relações entre os parceiros comerciais Melhoria da programação de entregas e eliminação dos erros através da utilização de EDI. Diminuição dos gastos com as rotinas administrativas de intercâmbio de documentos (encomendas, facturas, recibos, etc.) entre fornecedores e clientes Racionalização das operações administrativas devido à utilização de uma linguagem comum nas relações entre parceiros comerciais Vantagens do uso do Sistema GS1 para os clientes finais Mix de produtos afinado às necessidades reais e tendências de consumo Aumento da disponibilidade dos produtos Aumento da precisão da informação sobre os produtos (preços, promoções, datas de produção, datas de validade, entre outra) Recepção de um talão de caixa das compras efectuadas, pormenorizado, no qual aparecem as designações de todos os produtos e respectivos preço Eliminação dos erros de digitação do preço Diminuição do tempo de espera no pagamento, uma vez que o sistema acelera a passagem dos clientes pela caixa de saída Redução da contrafacção de produtos Melhoria do serviço ao cliente Facilidade de gestão financeira em virtude de se trabalhar com números mais rigorosos e precisos Melhoria nos serviços prestados aos clientes devido a um atendimento mais rápido, com menor índice de erro e pela entrega de um talão de caixa claro, exaustivo e discriminado Aumento das vendas através da melhoria da disponibilidade e da rapidez do produto no mercado Melhoria no controlo, visibilidade e eficiência da cadeia de valor Aumento da competitividade e rentabilidade Melhoria das comerciais Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 relações entre os parceiros 13 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos 6.3. EPC Global (Electronic Product Code) O EPC Global é uma entidade sem fins lucrativos, resulta de uma joint venture entre a EAN (Electronic Article Numbering Association) e a UCC (Uniform Code Council), tem como missão desenvolver e viabilizar a utilização dos padrões EPC na cadeia de abastecimento, desenvolvendo regras de aplicação da tecnologia. Figura 5 - Formato EPC – Código Electrónico de produtos. Permite codificar até 268 milhões de empresas, 16 milhões de produtos por empresa e 68 biliões de números de série por produto. O EPC Global é o novo conjunto de normas globais do sistema GS1, que combina a tecnologia de RFID com as infra-estruturas de redes de comunicação existentes e com o EPC TM – Electronic Product Code (Código Electrónico de Produto), para identificar e localizar de forma imediata e automática qualquer item ao longo das cadeias de valor. O EPCTM é um Numero de Serie Global Único que identifica inequivocamente e individualmente cada item, unidade de expedição, unidade logística ou activos, permitindo pesquisas sobre os seus movimentos ao longo da cadeia de valor. Fonte: GS1 EPC Global 2008 Por outras palavras, o EPC Global através da EPCTM Network permite a integração do EPC TM , da RFID e das tecnologias da Internet para alcançar a visibilidade em tempo real dos itens na cadeia de valor. A sigla EPC TM significa Código Electrónico de Produto que não é nada mais que um código numérico ou alfanumérico GS1 que, ao invés de se fazer transportar num Código de Barras GS1, passa a fazê-lo numa etiqueta inteligente ou RFID Tag. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 14 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos A principal diferença entre o Código de Barras GS1 e a etiqueta inteligente EPC TM reside no facto dos Códigos de Barras identificarem apenas grupos de itens (GTN), enquanto que a etiqueta EPC TM para alem de identificar os grupos de itens, contém um Numero de Serie Único para cada item. O GS1 EPC Global maximiza o potencial da tecnologia de RFID através da existência de Normas Globais que asseguram a interoperacionalidade. Fonte: GS1 EPC Global 2008 Figura 6 – Explicação GTIN Fonte: GS1 EPC Global 2008 Em termos mais gerais, a EPC Global espera que num futuro próximo, com a expansão da tecnologia RFID, todas as empresas sigam standards de modo a possibilitar o máximo de compatibilidade e facilidade de interacção entre estas. Para tal, criou determinadas “regras” que, de entre outras, impõem formatos aos dados que se inserem nos chips das tags. Para tal, a EPC Global, disponibiliza vários serviços aos seus subscritores por ingressarem naquela que é intitulada de EPC Global Network & trade, ou seja, o conjunto de todas as empresas que seguem os standards EPC. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 15 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos 6.4. Estrutura do padrão EPC O padrão EPC não define apenas a interface entre tags e leitores, mas sim toda uma nova estrutura de comunicação entre a cadeia logística mundial e a tecnologia de RFID, toda a conversão do sistema de código de barras GS1 (antigo Sistema EAN.UCC) para EPC e todos os ajustes da tecnologia para a criação de um padrão único. Durante a definição do padrão EPC existiam duas tecnologias que apresentavam resultados muito satisfatórios para as necessidades levantadas pelo Auto ID center. A primeira delas foi denominada como EPC Classe 0 baseada na tecnologia de RFID da empresa Matrics (hoje Symbol). A segunda era o EPC Classe 1 baseada na tecnologia de RFID da empresa Alien Technology. Como cada uma destas tecnologias vantagens e desvantagens, a solução mais rápida para colocar o padrão em vigor foi a divisão do padrão em classes. Além das classes existiam outros componentes que formavam o que é conhecido de Rede EPC. Foi desenhada toda uma estrutura de comunicação que irá levar e disponibilizar esta informação para cada elo da cadeia e todas as trocas de informações serão feitas de forma imediata e simultânea. 6.5. Classes do padrão EPC Conforme foi descrito, duas tecnologias estavam a ser comercializadas e respondiam às necessidades do mercado, cada uma com as suas limitações, quando ocorreu a criação da EPCglobal. Estas duas tecnologias eram o EPC Classe 0 e o EPC Classe 1. Os primeiros projectos com RFID UHF foram realizados com estas tecnologias, sendo que uma das principias causas da criação da estrutura de Classes foi devido a estas iniciativas precisarem de ser atendidas dentro de um padrão, daí a necessidade de criação de um padrão único. A divisão das classes foi feita de acordo com as funcionalidades estipuladas, o protocolo de comunicação utilizado e forma de alimentação das tags. A figura 7 mostra todas as classes criadas pela EPCglobal. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 16 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos Figura 7 – Classes EPC criadss pela EPC Global Fonte EPC GS1 Brasil 6.5.1. EPC Classe 0 Padrão de RFID UHF desenvolvido pela empresa Matrics (hoje Symbol). Utiliza tags apenas de leitura. As tags já vêm programadas com um número único de fábrica e este não pode ser alterado. Possuem alta performance de leitura com capacidade até 1000 tags por segundo, também apresenta grandes distâncias de leitura até 10 metros. Com capacidade até 64 bits tinha na incapacidade de gravação a sua pior deficiência. 6.5.2. EPC Classe 1 Padrão de RFID UHF desenvolvido pela empresa Alien Technology. Aproveitou a nomenclatura da concorrente para lançar o EPC Classe 1. Este protocolo possui performance inferior ao Classe 0 (capacidade de leitura de 300 tags por segundo e distância de leitura até 8 metros), mas com uma vantagem significativa, era possível gravar a informação na tag em campo. Esta gravação só podia ser feita uma vez, mas já permitia que o cliente informasse o que seria gravado na tag. A capacidade de memória de uma tag EPC Classe 1 pode chegar até 96 bits. A grande maioria dos projectos-piloto utilizou o EPC Classe 1 como padrão escolhido. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 17 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos 6.5.3. EPC Classe 1 GEN2 A criação de um padrão tem como principal objectivo unificar os desenvolvimentos para resolver problemas de incompatibilidade entre fabricantes e desta forma, conseguir reduzir custos e aumentar a escala de produção. A utilização de dois padrões, EPC Classe 0 e EPC Classe 1, não iria proporcionar as vantagens de uma padronização nem atenderia completamente às necessidades levantadas pela EPCglobal. O padrão Classe 0 tinha a melhor performance de leitura só que não permitia a gravação. Já o Classe 1 permitia gravação de dados, mas tinha uma performance inferior ao Classe 0. Além destas limitações as necessidades da cadeia logística eram: - para alguns casos, leitura superior a 10 metros - pouca interferência entre leitores - maior densidade de tags (mais de 1500 tags por segundo) - padrão único para todo o mundo - capacidade de escrita e leitura tantas vezes quanto as necessárias. Com estes dados foi criado o padrão que hoje domina todo o mercado de RFID para novos produtos e que será o padrão utilizado para a implementação da rede EPC, o padrão EPC Classe 1 Geração 2 ou simplesmente GEN2. As principais características deste padrão são: - distância de leitura até 10 metros - operação em ambientes com vários leitores próximos - densidade de tags até 1600 tags por segundo - padrão mundial e compatível com todos os fabricantes - leitura e gravação - capacidade de memória da tag até 400 bits. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 18 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos Desde a finalização do padrão em Setembro de 2005 todos os esforços e investimentos das empresas de tecnologia estão focados no padrão GEN2. Todos os projectos já implementados com Classe 1 e Classe 0 deverão ser gradualmente substituídos por equipamentos GEN2. 6.6. A Rede EPC A criação da EPCglobal tinha como objectivo não apenas definir um padrão de comunicação entre leitores e tags, mas também criar uma nova rede de comunicação que agregasse valor à cadeia logística criando assim algo que irá revolucionar a troca de informações dentro da cadeia de abastecimento (assim como ocorreu anteriormente com o código de barras). O conceito da Rede EPC tem como modelo a estrutura da Internet para fornecer informações sobre cada produto numa rede mundial de acesso público, com troca de informações entre parceiros que melhorarem o controlo de material em inventário, as reposições nas lojas, as movimentações logísticas, processos de manutenção, ajustes na produção entre outras vantagens. A implementação física da Rede EPC ainda está a ser planeada, mas já tem todos os processos e componentes definidos para facilitar a finalização do plano e implementação final. Com a definição da Rede EPC pronta é possível analisar o funcionamento da rede através do estudo da sua estrutura (figura 8 e 9). Todo o processo começa na produção do produto e acaba na chegada ao consumidor final. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 19 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos Figura 8 – Rede EPC (Fonte GS1 Brasil, 2008) Figura 9 – Rede EPC (Fonte GS1 Brasil, 2008 Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 20 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos A ideia da Rede EPC é que todos os produtos fabricados possuam além do código do produto GTIN - Número Global de Item Comercial (como no código de barras do Sistema GS1 - antigo Sistema EAN.UCC), possuam também um número de série para identificação individual do item. Então, deixarão de ser produzidos “x itens do produto A”, mas sim “os seguintes produtos do modelo A: produto x1, x2, x3” Desta forma, o rastreio de qualquer item será total. Com o produto produzido e seu EPC gerado e gravado na tag, ele irá passar dentro da unidade de produção, sendo monitorizado por leitores de RFID espalhados por todo o processo (desde a saída da produção até à armazenagem dentro da fabrica). Toda a interface entre leitores de RFID e os sistemas de controlo de stock, produção e facturação (WMS, MES e ERP) será feito através do EPC ALE Filtering &Collection (EPC Middleware). Todos os itens produzidos terão o seu EPC gravado num servidor de informações sobre o produto. Este servidor será o repositório local de informações sobre os produtos produzidos naquela unidade. Este servidor recebe o nome de EPC-IS. Através do EPCIS toda a unidade poderá saber quais os produtos que foram produzidos, em que parte do processo se encontra e quais os produtos que estão prontos para sair. Quando o distribuidor fizer um pedido ao fabricante, além dos processos de EDI normais, com a rede EPC, receberá via EPC-IS do fabricante, a lista de EPCs que lhe estão a ser enviados. Neste momento o EPC-IS do distribuidor recebe a carga de EPCs e mal os produtos cheguem, os leitores de RFID instalados nas docas de entrada confirmarão se todos os itens recebidos são os que foram previamente enviados electronicamente. Se por algum motivo uma das cargas recebidas não estiver indicada dentro dos arquivos recebidos, com um leitor móvel, um operador vai até a carga incorrecta, identifica o EPC do mesmo e via servidor ONS (servidor conectado à internet), a origem daquele EPC (com todas as informações de rastreio que na situação clássica demoraria horas a levantar). Os componentes que formarão esta rede de informações são as chaves para o funcionamento desta nova estrutura. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 21 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos A tabela que se segue tem uma descrição sumária dos componentes da Rede EPC. Fonte: GS1 Brasil, 2005 Número EPC Identificador Global e Único, que serve como um ponteiro para realizar consultas sobre um objecto que ele identifica. É usado para aceder aos dados da rede EPC. Acomoda as informações do GTIN (Identificador Global de Item Comercial), que identifica os produtos no sistema GS1 Etiqueta EPC (tag) Portador de dados do EPC que comunica com o leitor por RF. É constituída por um chip (com o seu numero de identificação gravado) e por um transmissor ligado a uma antena Leitor de Rádio – Frequência (RF) Emite ondas electromagnéticas que accionam a tag RFID, fazendo que consigam transmitir de volta a informação armazenada no chip. Dispositivo que descodifica, verifica e armazena dados e que comunica com o computador. EPC Middleware ou Savant™ Actua como “sistema nervoso da rede”, recebe o código pelo leitor, pergunta ao ONS onde é que pode enecontrar determinada informação sobre determinado produto e vai buscar os dados à rede (conforme o que foi definido pelo ONS. ONS (Object Name Service) Bastante semelhante ao Serviço de Nome de Domínio (DNS) da internet. O serviço ONS traduz números EPC para endereços da Internet. O que faz com que as consultas baseadas em números EPC sejam remetidas para os bancos de dados que têm as informações solicitadas. EPC – IS (EPC Information Service) Sistema de informação que mantém todos os dados EPC com regras de acesso, de autorização e de autenticação. O PML - Physical Markup Language é o vocabulário definido em XML, que permite a consulta e a acesso a dados relativos aos números EPC. 6.4. Modelo Clássico vs. Modelo que utiliza Rede EPC A figura que se segue ilustra a comparação entre o fluxo físico e de informação usando o modelo clássico e o novo modelo que utiliza a Rede EPC. Fluxo FÍSICO e de INFORMAÇÃO caminham Fluxo FÍSICO e de INFORMAÇÃO caminham independentemente e podem estar integrados sincronizados, RFID e Internet actuam como tecnologias Soluções baseadas em Códigos de Barra Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 impulsonadoras 22 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos 7. Exemplo de aplicação da tecnologia de identificação de produtos por Rádio – Frequência numa empresa de Refrigerantes É de notar que pela informação que disponho, os últimos pontos ainda são utópicos pelo que não conheço nenhum exemplo de aplicação deles no mundo actual. No entanto, a tecnologia tem estas funcionalidades e é certo que, mais cedo ou mais tarde, também estes pontos estarão presentes no nosso dia-a-dia. O exemplo que se segue mostra o percurso de determinadas latas de refrigerantes, desde que são produzidas em fábrica, passando pelo seu transporte até ao centro de distribuição, a sua posterior chegada às lojas, a casa do cliente, aos pontos de reciclagem e novamente à fabrica que lhe deu origem. 1. A fábrica adiciona a cada uma de suas latas, na linha de produção, uma tag de identificação por Rádio - Frequência. A identificação contém o Número Global do item Comercial (GTIN) e informações como: número do lote, número de série, data de validade, etc. Essas informações são armazenadas num chip com uma pequena antena de rádio. 2. A identificação permite que cada lata seja contada e armazenada de forma completamente automática. As latas são guardadas em caixas, também identificadas, que, por sua vez, são empilhadas em paletes controladas pelo mesmo sistema. 3. Assim que as paletes passam pela porta da área de fabrico, um leitor de Rádio Frequência, localizado em cima do portão do sector de embarque de mercadorias, detecta as identificações das latas por meio de ondas de rádio. 4. As tags enviam um sinal para o computador que regista os dados de cada lata que sai da fábrica. As paletes são carregadas em camiões e enviadas para os centros de distribuição. 5. Assim que chegam ao destino, um leitor de Rádio - Frequência, à entrada do sector de desembarque de mercadorias, identifica os produtos (sem a necessidade de abrir as caixas ou verificar seu interior). As caixas são Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 23 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos automaticamente separadas e transportadas para camiões que as levarão até o destino especificado no sistema. 6. Ao chegar ao supermercado, que possui um leitor de Rádio - Frequência, as caixas são contabilizadas, e o stock é analisado automaticamente, de maneira segura, sem erros e custos adicionais. 7. As gôndolas do supermercado estão preparadas para interagir com o sistema. Elas identificam as latas que ficam expostas ao consumidor e controlam a saída da mercadoria, “informando” o responsável pelo stock da necessidade de reposição. Assim, existe uma noção exacta da necessidade de abrir uma nova solicitação de compras, e o supermercado não precisa de manter stock de segurança. 8. O consumidor não precisará de perder tempo em filas. Ao passar pela porta do supermercado, um leitor regista a compra sem necessidade de abrir os sacos e o pagamento será feito automaticamente no cartão de crédito do consumidor. 9. Em casa, o frigorífico regista as compras que “chegaram”, actualiza os dados e a quantidade de produtos e programa a próxima compra de refrigerantes quando o stock atingir o limite estipulado pelo proprietário. 10. A reciclagem das latas também é feita utilizando a identificação por RFID. O leitor de Rádio - Frequência verifica o tipo de produto e separa-o por categorias, eliminando o sistema manual e agilizando o processo. As latas podem, então, ser reencaminhadas para a fábrica para reaproveitamento. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 24 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos 8. A utilização do padrão EPC pelo mundo Conhecida a tecnologia de identificação por Rádio – Frequência e o EPC e as suas principais características e funcionalidades é necessário entender como o “mundo” está realmente a utilizar esta tecnologia. Apesar de todas as implicações para que seja viável a implementação de uma rede EPC, é notório que as grandes empresas consideram este investimento fundamental e estão a investir cada vez mais na implantação de sistemas de RFID no padrão EPC. O caso mais conhecido é o do maior retalhista do mundo- Wal-Mart, que obrigou os seus 100 maiores fornecedores a aplicarem tags EPC Classe 1 ou Classe 0 ao nível da palete e da caixa mestre. Pouco tempo depois, esta lista de fornecedores estendeu-se a 400 e na actualidade, a maioria dos seus fornecedores de média / grande dimensão já “aderiram” a este novo sistema de identificação automática de produtos. A receber os produtos dos seus maiores fornecedores com tags o Wal-mart, utiliza leitores de RFID tanto dentro de suas lojas como nos centros de distribuição. Para os centros de distribuição, a recepção das paletes é feita pela leitura das unidades identificadas e é dada a entrada destas no centro de distribuição. Quando estes itens são enviados para as lojas do Wal-Mart, a saída destes produtos também é controlado por RFID. Para os fornecedores que já aderiram à implementação das tags, o Wal-Mart já implementa a ideia da “prateleira inteligente”, sistema que tem como objectivo informar o retalhista dos níveis de stock das prateleiras. Desta forma, consegue-se optimizar a reposição de produtos e o controlo total dos níveis de inventário. A Gillette, empresa do grupo Procter &Gamble, fornece um dos seus produtos mais vendidos com uma tag RFID ao retalhista Wal-Mart. As gôndolas deste produto nas lojas Wal-Mart possuem vários leitores de RFID, configurados de forma a que a funcionalidade de “prateleira inteligente” já seja uma realidade. Quando os produtos são postos na prateleira, são contabilizados como disponíveis para o consumidor. À medida que os produtos vão sendo retirados pelos clientes, o sistema Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 25 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos de controlo de stock é automaticamente actualizado e informado da alteração de stock. Antes de acabarem os produtos da prateleira, um repositor de produtos já vem a caminho com a quantidade necessária para a reposição do produto. Além da Gillette, outros fornecedores estão a aderir a esta nova forma de gerir o negócio. No inicio de 2005 o Wal-Mart encomendou um estudo sobre os ganhos adquiridos pelo uso de RFID para o controlo de inventário. Foi constatado que em comparação com o processo padrão com código de barras, a implementação de RFID reduziu em 16% as perdas por falta de stock nas lojas (se o produto não estivesse disponível, não podia ser vendido). Outra iniciativa que está a revolucionar o mercado de RFID no padrão EPC é a ideia da loja do futuro do Metro Group. O Metro Group é o maior retalhista alemão e definiu como objectivo a criação da loja do futuro. Esta loja utiliza as tecnologias mais avançadas do mundo, no que se refere ao retalho: carrinhos de compra com visores LCD, propagandas online nas gôndolas de produtos, todos os produtos identificados com RFID, caixas que operam tanto com RFID como com código de barras. Mas sem dúvida nenhuma, o grande objectivo seria a implementação da tecnologia de RFID de identificação produto a produto para todos os itens comercializados pela empresa. Os estudos desenvolvidos pelo Metro fornecem dados de como uma implementação de RFID de sucesso precisa de alterações nos processos e investimentos em tecnologia. Por exemplo, para a utilização da confirmação automática das compras com RFID, todos os carrinhos de compra da loja são de plástico (para evitar as interferências do metal com a comunicação entre a tag e leitor). Outro exemplo, a Unilever fez um estudo da tecnologia de RFID com o padrão EPC para o controlo de paletes dentro da operação interna do movimento de paletes de sabão em pó. O projecto abrangia duas unidades da Unilever, a fábrica onde era produzido o produto e o centro de distribuição para onde os produtos seriam enviados. As paletes recebiam Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 26 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos uma tag e eram controladas durante todas as operações de movimento dentro das unidades, sendo que todas as informações alimentavam em tempo real o WMS (Warehouse Management System) da Unilever. Este projecto trazia uma solução inovadora: a instalação de leitores de RFID em empilhadoras. Todo o movimento de paletes era controlado automaticamente sem interferência do operador. Além disso, todas as operações de transferência e movimento de materiais eram realizadas no momento em que a empilhadora carregava a palete. Um último exemplo é relativo à HP, empresa que implementou na sua linha de produção de impressoras a jacto de tinta, a identificação das impressoras com RFID. Este projecto teve inicio em 2004. Actualmente todas as impressoras de jacto de tinta são identificadas com tags de RFID. Esta tag é encapsulada na forma de etiqueta e além de permitir a identificação por Rádio – Frequência”, possibilita a identificação visual do produto, com número de série e código de barras impressos. Este projecto foi pioneiro no mundo para a codificação de produtos que respeitasse as normas da GS1 e também foi pioneiro na adopção do GEN2. Desde o início do projecto a codificação das tags foi feita respeitando a estrutura do padrão GEN2. As tags sãoaplicadas nas impressoras no inicio da linha de produção e durante todo o processo de fabrico da impressora são gravadas para a tag várias informações como número de série e dados de produção. Além do processo de fabrico, as movimentações de armazém e expedição dos produtos são também controladas por tags RFID. Os projectos com o padrão EPC estão a aumentar, mas ainda são necessárias justificações pertinentes para implementações de sistemas RFID com dimensões que atendam às exigências do padrão e forneçam simultaneamente, resultados satisfatórios que consigam acrescentar valor a toda a cadeia de abastecimento. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 27 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos 9. Desafios para a implementação de um sistema de RFID no padrão EPC O mais importante para se iniciar um projecto de RFID com o padrão EPC (para atender às necessidades levantadas pelo EPCGlobal) é ter como premissa que esta não será uma implementação simples e pura de uma nova tecnologia e sim um conjunto de alterações que deverão ser feitas para que se atinja o sucesso da implementação. As chaves para o sucesso da implementação de um projecto de RFID no padrão EPC são nomeadamente, admitir mudanças profundas dos processos actuais, fazer um projecto – piloto com os produtos certos, perceber que o tempo de retorno do investimento feito poderá ser longo e procurar aproveitar todas as novas potencialidades do novo sistema para criar novas dinâmicas dentro da empresa. 10. Gestão de Armazéns: Sistemas que usam a tecnologia de Identificação por Rádio – Frequência Também em Portugal, as palavras de ordem são diminuir custos, contornar erros operacionais, reduzir stocks e estimular a criatividade. A crise que se faz sentir no sector dos combustíveis afecta principalmente a área da logística, afectando armazenistas e transportadores. Apostar em recentes tecnologias de gestão de armazém é uma das armas de arremesso ao dispor destes elementos. De seguida, é feita uma análise de que soluções estão actualmente disponíveis no mercado, com principal enfoque para aquelas que usam RFID, e quais os modelos de negócio a elas associado. O mercado é rico em soluções de software e hardware de gestão de armazéns, entre elas: Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 28 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos Empresa 1: OpenSoft Redução de custos e erros, desde o planeamento à consolidação de cargas, passando pela garantia de rastreio total, mesmo nas mais difíceis condições de operação. Assim como, o relacionamento electrónico com fornecedores e clientes, controlo rigoroso de stocks e localizações, optimização e monitorização de operações, controlo e gestão de cais, e integração com processos produtivos e sistemas de gestão corporativa, como SAP R/3. O Opensoft O2P integra um conjunto de boas práticas e tecnologias que asseguram a melhoria da eficiência. A redução de custos e dos erros de operação, são as palavras de ordem. O investimento varia em função da configuração, volume operacional e complexidade das operações. Esse investimento subdivide-se ainda na infra-estrutura de sistema, que abrange não só a rede de rádio - frequência, como também os equipamentos portáteis e de impressão/codificação RFID, o licenciamento de software e os serviços de reengenharia de processo e apoio à implementação. Um armazém que processe 4.000 paletes completas por dia (in/out) e realize 1.000 paletes de picking, exige um investimento que pode variar entre 30 e 150 mil euros”, Fonte: Entrevista ao Director da OpenSoft, revista Hipersuper Empresa 2: WPMS ISRetail Disponibiliza um sistema de gestão de armazém no regime ASP (prestador de serviço de aplicações). É a cereja no topo de bolo da fabricante de software. “Neste formato não há lugar à implementação da aplicação no sistema informático do cliente. A ISRetail disponibiliza o software e o cliente acede remotamente, pagando um valor mensal de acordo com a utilização que faz. A ausência de investimento inicial na aquisição de licenças, no projecto de implementação e hardware, é o grande atractivo desta solução. O WPMS, nome que baptizou a oferta da ISRetail, permite ainda fazer instalações simples ou mais arrojadas e utiliza as últimas tecnologias para a captura de dados e para comunicar com os diversos operadores que participam na operação logística. A aplicação disponibiliza comunicação via terminais móveis de rádio frequência e dispõe um módulo de gestão automática de tarefas e recursos, indicado para operações Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 29 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos de média e grande dimensão, nas quais é necessário comunicar e coordenar o trabalho de um vasto número de operadores. É dotada ainda de uma solução de execução por voz e de RFID. Esta última, permite receber e expedir através da leitura de etiquetas. Entre as vantagens, destacam-se a redução dos tempos de execução das tarefas e a quase nula intervenção de operadores. O WPMS para a gestão de um armazém de média dimensão custa entre 50 a 80 mil euros. Fonte: Entrevista a Vítor Dias, Director de Marketing e Projectos da ISRetail, revista Hipersuper Empresa 3: Logistema WarePack Pro é um sistema avançado de gestão de armazém concebido pela Logistema. É compatível com (quase) todos os equipamentos de leitura óptica, como sejam, leitores RFID, impressoras, balanças, transportadores automáticos, carrosséis, entre outros. A grande vantagem reside na possibilidade de escolher os equipamentos mais indicados para cada caso, já que a plataforma de comunicação do software interage com vários standards e normas de equipamento. Hugo Duarte, responsável pela área de sistemas de informação da Logistema, destaca a simplicidade de utilização e a robustez do sistema. WarePack Pro apresenta uma “plataforma estável, flexível, eficaz e escalável, capaz de se adaptar rapidamente às necessidades emergentes do dia-a-dia”. Agilizar processos através de mecanismos de controlo e automatização de tarefas, leitura óptica/RFID para diminuir erros e aumentar a produtividade dos operadores, resolução online dos problemas no armazém, inventário permanente, planeamento de operações de recepção, picking, optimização de percursos, melhoria no controlo de stocks e consequente redução do nível de inventário, constituem as principais melhorias que o sistema disponibiliza. Fonte: Entrevista ao Director da Logistema, Ricardo Jorge Gomes Félix, revista Hipersuper. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 30 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos 11. Conclusões A utilização da tecnologia de RFID é uma realidade que será vivida por todos os intervenientes da cadeia de distribuição de quaisquer empresas, e com a definição do padrão EPC GEN2 como padrão global para estas operações, a adopção desta tecnologia torna-se praticamente uma exigência do mercado para os próximos anos. Desta forma, serão cada vez mais necessárias soluções que atendam as necessidades actuais, bem como uma reavaliação dos processos actuais para que a adopção da tecnologia seja feita de forma consistente e não traga incertezas e mitos sobre a eficiência desta tecnologia. O custo da tecnologia está a descer, mas ainda é uma tecnologia que possui um custo elevado, principalmente quando comparada com a identificação de produtos por códigos de barra. Outro factor que funcionará como catalisador da tecnologia será a adopção por parte dos fabricantes e a exigência de utilização por parte dos distribuidores e retalhistas do padrão EPC GEN2. Assim como ocorreu com o código de barras é de extrema importância para a tecnologia, que um padrão único mundial seja adoptado para que custos de desenvolvimento de tecnologia caiam e para que a abrangência das soluções opere de forma global. Para que esta adopção ocorra, deve ser feito um trabalho de divulgação da importância do padrão para a revolução da gestão das cadeias de abastecimento, como os eventos realizados pela GS1. A GS1 tem feito um grande esforço para que a indústria e distribuidores vejam a importância da filiação ao órgão para que o padrão EPC possa ser cada vez mais difundido. Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 31 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos 12. Referências Bibliográficas RFID – Radio Frequency Identification, Steven Shepard, McGraw-Hill, 2005 Global RFID – The Value of the EPCglobal Network for Supply Chain Management, Schuster, Edmund W., Allen, Stuart J., Brock, David L. Springer Verlag, 2007 Website da GS1 - http://www.gs1.org/productssolutions/epcglobal Website da GS1Portugal - http://www.gs1pt.org Website da GS1 Brasil - http://gs1brasil.wordpress.com/category/epc/ Website da EPC Global - http://www.epcglobalinc.org/home DiscoverRFID: Supplying you a better life: http://www.discoverrfid.org Artigo Kalid Nafal - http://www.guialog.com.br/Y599.htm Website de Luiz Freire - http://www.luizfreire.com/producao/logistica/rfid.php Website Centro Gestor de Inovação- http://www.cgimoveis.com.br/logistica/epc-umanovidade-na-logistica-dos-transportes Hipersuper, o jornal de negócios para profissionais da distribuição e produção: http://www.hipersuper.pt Website da Wal-Mart - http://walmartstores.com/Suppliers/271.aspx Website da ISRetail - http://www.isretail.eu/sucesso.php Website da OpenSoft - http://www.opensoft.pt/content/pt/clientes/clientes.html Website da Logistema - http://www.logistema.pt Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 32 A tecnologia de identificação de objectos por Rádio – Frequência, utilizando o padrão EPC Dispositivos e Redes de Sistemas Logísticos Índice 1. Resumo ............................................................................................................................................ 1 1. Abstract ........................................................................................................................................... 1 2. Introdução ....................................................................................................................................... 1 3. O Funcionamento da tecnologia de Identificação de produtos por Rádio – Frequência ................. 3 4. Vantagens e Desvantagens do uso da tecnologia de Identificação de produtos por Rádio – Frequência .................................................................................................................................................... 8 5. Análise comparativa: Identificação de produtos por Código de Barras vs. Identificação de produtos por Rádio – Frequência.................................................................................................................. 9 6. Electronic Product Code (EPC) ..................................................................................................... 10 6.1. O EPC ....................................................................................................................................... 10 6.2. Sistema GS1 .............................................................................................................................. 10 6.3. EPC Global (Electronic Product Code)..................................................................................... 14 6.4. Estrutura do padrão EPC........................................................................................................... 16 6.5. Classes do padrão EPC ............................................................................................................. 16 6.5.1. EPC Classe 0 .................................................................................................................... 17 6.5.2. EPC Classe 1 .................................................................................................................... 17 6.5.3. EPC Classe 1 GEN2 ......................................................................................................... 18 6.6. A Rede EPC .............................................................................................................................. 19 6.4. Modelo Clássico vs. Modelo que utiliza Rede EPC ....................................................................... 22 7. Exemplo de aplicação da tecnologia de identificação de produtos por Rádio – Frequência numa empresa de Refrigerantes ........................................................................................................................... 23 8. A utilização do padrão EPC pelo mundo....................................................................................... 25 9. Desafios para a implementação de um sistema de RFID no padrão EPC ..................................... 28 10. Gestão de Armazéns: Sistemas que usam a tecnologia de Identificação por Rádio – Frequência 28 11. Conclusões .................................................................................................................................... 31 12. Referências Bibliográficas ............................................................................................................ 32 Cátia Filipa Rosa Henriques, 55779 33