UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO ESPECIALIZAÇÃO EM TREINAMENTO
ESPORTIVO
JANAINA SCAINI DUTRA
ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA NO GRUPO DE IDOSOS
CRICIÚMA, DEZEMBRO DE 2006
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JANAINA SCAINI DUTRA
ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA NO GRUPO DE IDOSOS
Monografia apresentada à Diretoria de PósGraduação da Universidade do Extremo Sul
Catarinense, UNESC, para obtenção do título
de Especialista em Treinamento Esportivo.
Orientadora: Profª. Msc. Elisa Fátima Stradiotto
CRICIÚMA, DEZEMBRO DE 2006
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3
AGRADECIMENTOS
Primeiramente a Deus, pai onipotente, que ilumina meu caminho;
Aos meus pais, que me incentivam e me mostraram o caminho da luta,
sempre me ajudando a não desistir;
Ao meu namorado, pelos momentos em que não pude estar com ele,
A Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (AFASC) pela
colaboração;
As senhoras do grupo de idosos do bairro Santo Antônio pelos momentos
de descontração com os exercícios e por participarem do questionário desta
monografia;
A minha orientadora Professora Elisa Fátima Stradiotto, pela paciência e
que muito tem me ajudado com a orientação desta pesquisa;
Enfim, a todos que não foram citados, o meu muito obrigado!
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RESUMO
O idoso como categoria social, ainda é visto na sociedade brasileira como uma
questão secundária, mas com o aumento da expectativa de vida surge a
preocupação, de como envelhecer com qualidade e os exercícios físicos entram
como aliado nesta batalha por saúde e melhor qualidade de vida, os grupos de
terceira idade são o foco desta pesquisa. O presente estudo diz respeito à atividade
física e qualidade de vida dentro do grupo de terceira idade da Associação Feminina
de Assistência Social de Criciúma (AFASC). Determinou-se então o tema desta
pesquisa: atividade física e qualidade de vida no grupo de idosos, com o proposto
problema: qual a percepção das idosas do grupo de terceira idade da Associação
Feminina de Assistência Social de Criciúma (AFASC) do bairro Santo Antonio, sobre
as atividades físicas propostas nas aulas, se trazem beneficio em sua qualidade de
vida? Defini-se o objetivo geral: verificar a percepção das idosas, alunas do grupo de
terceira idade da AFASC do bairro Santo Antonio, sobre as atividades físicas
propostas nas aulas se trazem beneficio em sua qualidade de vida. Esta pesquisa
denomina-se descritiva e qualitativa, sendo subsidiada por diversos autores como,
Nahas, Abdallah, Okuma, Lakatos, entre outros. Com base no questionário
estruturado aplicado no grupo com intuito de levantar dados conclui-se que a
atividade física dentro do grupo de terceira idade é de grande importância para sua
autonomia e conseqüentemente ajuda a melhorar sua qualidade de vida. Para
melhor entendimento da pesquisa a revisão bibliográfica está distribuída em:
envelhecimento humano, doenças relacionadas aos idosos, qualidade de vida e
atividade física, aspecto social e psicológico do envelhecimento, flexibilidade e o
idoso, trabalho de força e o idoso.
Palavras-chave: Idoso. Atividade física. Qualidade de vida.
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ABSTRACT
The aged one as social category, still is seen in the Brazilian society as a secondary
question, but with the increase of the life expectancy the concern appears, of as to
age with quality and the physical exercises enter as ally in this battle for health and
better quality of life, the groups of third age are the focus of this research. The
present study it inside says respect to the physical activity and quality of life of the
group of third age of the Feminine Association of Social Assistance of Criciúma
(AFASC). The subject of this research was determined then: physical activity and
quality of life in the group of aged, with the considered problem: which the perception
of aged of the group of the third age of the Feminine Association of Social Assistance
of Criciúma (AFASC) of the quarter Antonio Saint, on the physical activities proposals
in the lessons, is brought benefits in its quality of life? I defined the general objective:
to verify the perception of the aged ones, pupils of the group of third age of the
AFASC of the quarter Antonio Saint, on the physical activities proposals in the
lessons if bring benefit in its quality of life. This research is called descriptive and
qualitative, being subsidized for diverse authors as, Nahas, Abdallah, Okuma,
Lakatos, among others. On the basis of the questionnaire structuralized applied in
the group with intention of raising given concludes that the physical activity inside of
the group of third age is of great importance for its autonomy and consequently it
helps to improve its quality of life. For better agreement of the research the
bibliographical revision is distributed in: human aging, illnesses related to the aged
ones, quality of life and physical activity, social and psychological aspect of the aging,
flexibility and the aged one, work of force and the aged one.
Key-words: Aged. Physical activity. Quality of life.
6
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO...............................................................................................................
07
2 REFERENCIAL TEÓRICO...........................................................................................
10
2.1 Envelhecimento Humano.........................................................................................
10
2.2 Doenças Relacionadas aos Idosos...........................................................................
12
2.2.1 Arteriosclerose........................................................................................................
12
2.2.2 Hipertensão..............................................................................................................
13
2.2.3 Diabetes Mellitus..................................................................................................
13
2.2.4 Osteoporose............................................................................................................
14
2.2.5 Artrite.......................................................................................................................
15
2.2.6 Artrose................................................................................................................15
2.2.7 Depressão e ansiedade.................................................................................... 16
2.3 Qualidade de Vida e Atividade Física.................................................................18
2.4 Flexibilidade e o Idoso..............................................................................................
20
2.5 Trabalho de Força e o Idoso..................................................................................
21
3 ASPECTOS SOCIAIS E PSICOLÓGICOS DO ENVELHECIMENTO.......................23
3.1 Aspectos Sociais do Envelhecimento....................................................................
23
3.2 Aspectos Psicológicos do Envelhecimento..........................................................
23
4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS.......................................................................
26
5 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS.....................................................................
29
6 CONCLUSÃO..................................................................................................................
31
REFERÊNCIAS................................................................................................................
33
APÊNDICE – Roteiro de Entrevista............................................................................36
ANEXO – Foto do Grupo de Idosas...........................................................................38
7
1 INTRODUÇÃO
A atividade física e a qualidade de vida tem sido preocupação constante
do ser humano, desde o início de sua existência e, atualmente, constitui um
compromisso pessoal a busca contínua de uma vida saudável, desenvolvida à luz de
um bem-estar indissociável das condições do modo de viver, como: saúde, moradia,
educação, lazer, transporte, liberdade, trabalho, auto-estima, entre outras.
O termo qualidade de vida tem recebido uma variedade de definições ao
longo dos anos, pode-se basear em três princípios fundamentais: capacidade
funcional, nível sócio-econômico e satisfação. Para Ruffino (1992), a qualidade de
vida e atividade física também pode estar relacionada com os seguintes
componentes: capacidade física, estado emocional, interação social, atividade
intelectual, situação econômica e auto-proteção de saúde.
Na realidade, estes conceitos variam de acordo com a visão de cada
indivíduo. Para alguns, ela é considerada como unidimensional, enquanto, para
outros, é conceituada como multidimensional (RUFFINO, 1992).
A atividade física e a qualidade de vida boa ou excelente é aquela que
oferece um mínimo de condições para que os indivíduos possam desenvolver o
máximo de suas potencialidades, vivendo, sentindo ou amando, trabalhando,
produzindo bens ou serviços; fazendo ciência ou artes; vivendo... apenas enfeitando,
ou, simplesmente existindo. Todos são seres vivos que procuram se realizar
(VERAS, 1994). Por outro lado, muitas pessoas procuram associar qualidade de vida
com o fator saúde. Nesse sentido, saúde, independente de qualquer definição
idealista que lhe possa ser atribuída, é produto das condições objetivas de
existência. Resulta das condições de vida biológica, social e cultural e,
particularmente, das relações que os homens estabelecem entre si e com a
natureza, através do trabalho (CORRÊA, 1999).
Um fenômeno que vem acontecendo na maioria das sociedades do
mundo é o envelhecimento populacional. Os idosos representam 9% da população
brasileira de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE,
2006), nas próximas duas décadas, a população idosa do Brasil poderá dobrar,
passando de aproximadamente 15 milhões de pessoas com 60 anos ou mais de
idade para cerca de 30 milhões.
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Nos últimos anos a pesquisa médica demonstrou que uma boa parte das
doenças é causada diretamente pela falta de atividade física, mas já foram criados
certos medicamentos que previnem ou combatem certos tipos de patologias,
prolongando a vida de doentes crônicos. As pessoas ativas têm mais vigor, resistem
mais as doenças, são mais autoconfiantes e menos deprimidas.
O idoso por sua vez enfrenta todas as transformações que a idade
ocasiona, mudanças psicológicas, sociais e físicas. A sociedade já impõe que o
idoso está fora do mercado de trabalho, algumas famílias já os excluem do convívio
familiar, sem contar as mudanças físicas que às vezes podem os deixar debilitados,
certas alterações são: perda de massa óssea, os músculos tendem a diminuir de
volume, a flexibilidade também diminui, sofrem mais de hipertensão, arteriosclerose,
artrite, artrose, osteoporose, entre outros males.
A participação dos idosos em grupos de encontro para a terceira idade e
a pratica de exercícios físicos regulares podem trazem vários benefícios para
obterem uma velhice mais saudável.
Com esta preocupação surgiu o tema: Atividade Física e Qualidade de
Vida no Grupo de idosos.
A presente pesquisa teve como problema: Qual a percepção das idosas
a respeito da importância das atividades físicas propostas no grupo de idosos da
Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (A FASC) do bairro Santo
Antonio para melhoria de sua qualidade de vida?
Sendo assim, tem-se como objetivo geral: Reconhecer a percepção das
alunas do grupo de idosos do bairro Santo Antonio da (AFASC) a respeito da
importância das atividades físicas propostas no grupo se trazem beneficio em sua
qualidade de vida.
Esta pesquisa caracterizou-se como descritiva e qualitativa, sua
fundamentação teórica esta constituída de capítulos e subcapítulos, abordando
assuntos como: envelhecimento humano, doenças relacionadas aos idosos,
qualidade de vida e atividade física, aspecto social e psicológico do envelhecimento,
flexibilidade e o idoso, trabalho de força e o idoso e subsidiado por diversos autores
como, Nahas, Okuma, Abdallah, Lakatos, entre outros. Finalizando a pesquisa com
análise de dados, conclusão, referências, apêndice com o roteiro da entrevista e
anexo com a foto do grupo de idosos.
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Avaliar a qualidade de vida do idoso implica a adoção de múltiplos
critérios de natureza biológica, psicológica e sócio-estrutural, pois vários elementos
são apontados como determinantes ou indicadores de bem-estar na velhice:
longevidade, saúde biológica, saúde mental, satisfação, controle cognitivo,
competência social, produtividade, atividade, eficácia cognitiva, status social, renda,
continuidade de papéis familiares, ocupacionais e continuidade de relações
informais com amigos.
10
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Envelhecimento Humano
O envelhecimento é causado por alterações moleculares e celulares, que
resultam em perdas funcionais progressivas dos órgãos e do organismo como um
todo. Esse declínio se torna perceptível ao final da fase reprodutiva, muito embora
as perdas funcionais do organismo comecem a ocorrer muito antes. O sistema
respiratório e o tecido muscular, por exemplo, começam a decair funcionalmente já a
partir dos 30 anos (HOFFMANN, 2006).
O envelhecimento humano é uma preocupação constante do homem em
todos os tempos, quando se fala em envelhecimento geralmente as pessoas
relacionam essa fase da vida com perdas, doenças, proximidade do fim da vida e
muitas vezes solidão. O envelhecimento humano é definido de diferentes formas,
conforme seja dirigido o fator de atenção, pode ser psicológico, biológico, ambiental,
social, genético e até mesmo cultural.
Quanto
aos
fatores
biológicos
existem
certas
definições:
o
envelhecimento é um processo biológico cujas alterações modificam suas funções.
Porém se envelhecer é inerente a todo ser vivo, no caso do homem esse processo
assume dimensões que ultrapassam o simples ciclo biológico, pois pode acarretar
também conseqüências sociais e psicológicas (OKUMA, 1998).
Segundo Netto (1997) em citação no livro de Mazo et al (2001) diz que o
envelhecimento é um processo natural, dinâmico, progressivo e irreversível, que se
instala em cada indivíduo desde o nascimento e o acompanha por todo o tempo de
vida culminando com a morte.
Carvalho Filho e Papaleu Neto (2000) observam que a maioria dos
gerontologistas define o envelhecimento como a redução da capacidade de
sobreviver. De fato o envelhecimento pode ser conceituado como um processo
dinâmico e progressivo onde a modificações tanto morfológicas, como funcionais,
bioquímicas e psicológicas que determinam progressiva perda da capacidade de
adaptação do indivíduo ao meio ambiente, ocasionando maior vulnerabilidade e
maior incidências de processos patológicos que terminam por levá-lo a morte.
11
Mazo et al (2001) complementam que o envelhecimento biológico é um
processo contínuo durante toda a vida. Com diferenciações de um indivíduo para o
outro, e até diferenciações no mesmo indivíduo quando alguns órgãos envelhecem
mais rápidos que outros.
Para Nusman (1882) que estabeleceu a teoria do desgaste, a morte se dá
porque o tecido desgastado não se regenera eternamente, desgaste é uma forma de
estresse a vulnerabilidade dessa teoria está na quantidade de quantificar o
desgaste. E Rubner (1908) define o envelhecimento como o acúmulo de resíduos do
que poderiam eliminar tais resíduos intoxicariam as células até matá-las
Para Moraes (2004) a teoria mais adequada seria a do sistema
imunológico: a capacidade funcional dos órgãos diminui ou muda com a idade, o que
permite admitir que esta seria uma das principais causas de envelhecimento, seria
equivalente a uma doença auto-imune causada pela perda da especificidade do
reconhecimento das proteínas estranhas, confundindo-se com as naturais do
organismo lembrando o “fogo amigo“.
A velocidade de declínio das funções fisiológicas é exponencial, isto é, a
ocorrência de perdas funcionais é acelerada com o aumento da idade. Assim por
exemplo, num espaço de 10 anos, ocorrem maiores perdas funcionais entre 60 e 70
anos do que entre 50 e 60 anos. Há, portanto, um efeito cumulativo de alterações
funcionais, com degeneração progressiva dos mecanismos que regulam as
respostas celulares e orgânicas frente às agressões externas, levando ao
desequilíbrio do organismo como um todo (HOFFMANN, 2006).
Fatores inerentes ao processo do envelhecimento determinam um limite
na duração de vida de todas as espécies animais.
Hoffmann (2006), nos diz que o conhecimento molecular das alterações
funcionais que ocorrem com o avanço da idade é fundamental para que se possa
compreender o processo do envelhecimento e definir intervenções estratégicas para
aumentar a expectativa de vida e viver a fase da senescência com qualidade. A
ciência que estuda o envelhecimento, sob seus múltiplos aspectos, é chamada
gerontologia (geron = velho).
Embora seja uma fase previsível da vida, o processo de envelhecimento
não é geneticamente programado, como se acreditava antigamente. Não existem
genes que determinam como e quando envelhecer. Há sim, genes variantes cuja
expressão favorece a longevidade ou reduz a duração da vida (SILVESTRE, 2002).
12
2.2 Doenças Relacionadas aos Idosos
De acordo com Sespa (2004), à medida que se envelhece, surgem as
doenças crônico-degenerativas e desenvolvem-se algumas deficiências, esse
processo natural diminui a capacidade funcional de cada sistema. Com o aumento
da expectativa de vida dos idosos torna-se mais freqüente o aparecimento de
doenças que implicam na utilização dos serviços de saúde por tempo prolongado.
Os males que mais acometem os idosos são os que levam a:
•
Imobilidade 5%;
•
Distúrbios de postura 18,8%;
•
Demência 5%;
•
Delírios 6,17%;
•
Depressão 10,1%.
•
Cerca de 75% dos idosos com 70 anos ou mais apresentam pelo
menos três desses problemas ao mesmo tempo.
Em relação às doenças mais comuns no envelhecimento deve-se levar
em conta a maneira pela qual se chegou a velhice, diversos fatores contribuem para
a quantidade e a qualidade dos anos que se vive. Algumas doenças realmente
surgem com o envelhecimento, mas outras aparecem devido a uma má qualidade de
vida.
Para que possamos entender melhor sobre as doenças acometidas em
idosos, relacionamos as mais comuns para fazermos uma breve descrição de cada
uma, assim podemos relacionar e entender melhor a população de nosso estudo.
2.2.1 Arteriosclerose
Segundo Azevedo (1998), é o nome que se dá ao processo de
envelhecimento das grandes e médias artérias do corpo, que se tornam endurecidas
e estreitadas. Consiste no depósito de gordura nas paredes das artérias e é uma
situação que facilita as embolias, as tromboses e os enfartos, isto é, os processos
que levam a má irrigação sanguínea.
Moschcowitz (2000), complementa que a arteriosclerose é um fenômeno
fisiológico conseqüente a ação prolongada da pressão intravascular sobre as
estrutura das paredes dos vasos, sendo secundária a deposição de lipídeos,
13
colágeno e cálcio. Esse processo inicia no berço para adquirir identidade anatomoclínica na idade adulta e na velhice. Com o avanço da idade, falta de atividade física
e os maus hábitos alimentares contribuem para o aumento das chances de o idoso
ter uma velhice cheia de riscos para sua saúde, até mesmo com morte precoce.
2.2.2 Hipertensão
De acordo com Mazo et al (2001), a hipertensão é a elevação da pressão
arterial para números acima dos valores considerados normais, ou seja, sistólica
acima de 140 mm/hg e a diastólica acima de 90 mm/hg.
Segundo Nieman (1999), de acordo com National Heart, Lung and Blood
Institute, quando a hipertensão não é detectada e tratada ela pode: Acarretar
aumento do coração podendo levar a insuficiência cardíaca; Produzir a formação de
pequenas ampolas (aneurismas) nos vasos cerebrais podendo acarretar um
acidente vascular cerebral; Acarretar estreitamento dos vasos sanguíneos dos rins
podendo levar a insuficiência renal; Acarretar um endurecimento mais rápido das
artérias do organismo especialmente do coração, cérebro e rins podendo levar ao
ataque cardíaco, ao acidente vascular cerebral ou a insuficiência renal.
Azevedo (1998), observa que a hipertensão ocorre com cerca de metade
das pessoas idosas. A doença hipertensiva está entre as principais causas de
doenças cérebro vasculares, doenças cardiovasculares e renais, são uma das
principais causas de doença das coronárias (angina no peito e infarto do miocárdio)
e é a principal causa de acidente vascular cerebral hemorrágico ou AVC.
2.2.3 Diabetes Mellitus
Segundo Carvalho Filho e Papaleu Netto (2000), a Diabetes Mellitus é
uma
síndrome
decorrente
de
alterações
metabólicas
caracterizada
pela
hiperglicemia inapropriada, em conseqüência da ausência da ação biológica da
insulina. Este fato ocorre por deficiência de sua secreção ou por sua impossibilidade
de desencadear os eventos resultantes da interação da insulina com seu receptor.
De acordo com Nieman (1999), a diabetes diminui a capacidade do
organismo de queimar o material energético ou glicose que ele retira dos alimentos
para energia. A glicose e transportada pelo sangue para as células do corpo, mas as
14
células necessitam de insulina, que é produzida pelo pâncreas para permitir que a
glicose se mova para o seu interior. Sem insulina, freqüentemente comparada como
a chave que abre a porta, a glicose se acumula no sangue e é eliminada pela urina
por meio, dos rins.
Para Manide e Michel (2001), a diabetes mellitus é um problema de saúde
pública, sua freqüência aumenta com a idade e quase 20% da população idosa com
mais de 65 anos apresenta esta anomalia do metabolismo da glicose. Nas pessoas
em fase de envelhecimento ou idosas, a mais freqüente é a Diabetes Tipo II (85% a
90%) chamada de diabetes gordurosa ou ainda de diabetes da maturidade.
Segundo Niemam (1999), a faixa recomendável dos níveis de glicose
sérica normal deve ser na faixa de 70 a 115 mg/dl e uma glicose anormal seria de
200 mg/dl ou superior a esse valor.
2.2.4 Osteoporose
Para Niemam (1999), a osteoporose algumas vezes é denominada de
“doença do osso frágil”, originado do latim que significa “osso poroso”, os locais
freqüentemente afetados são a coluna vertebral, os quadris e os antebraços.
A deficiência na produção de estrogênio, baixa ingestão de cálcio,
excesso de cafeína, pouca atividade física, tabagismo e alcoolismo, são os principais
fatores que contribuem para a manifestação da osteoporose.
Segundo
Azevedo
(1998),
a
osteoporose
é
o
processo
de
enfraquecimento dos ossos que se inicia por volta dos 40 anos de idade e que se
acentua na terceira idade, devido à diminuição de sua massa, tornando-o mais
susceptível a fraturas, é considerada uma doença silenciosa que progride sem um
sinal visível, até que ocorra uma fratura.
Manide e
Michel
(2001),
complementam
que a
osteoporose
é
caracterizada por uma massa óssea reduzida e alterações na micro-arquitetura
óssea, provocando uma fragilidade extrema do osso e, por conseqüência, um
aumento do risco de fratura. Segundo Nahas (2003), osteoporose é a perda
acelerada de cálcio nos ossos que provoca uma condição de fragilidade,
aumentando os riscos de fratura, é uma condição particularmente importante nas
mulheres, no período da menopausa.
15
Existe uma estimativa que 12% a 20% das pessoas que sofrem fraturas
de quadril morrem de complicações no primeiro ano após a fratura, enquanto 50%
das que sobrevivem necessitam de algum auxílio para executar suas atividades
diárias (NIEMAN, 1999).
2.2.5 Artrite
Para Manide e Michel (2001), a artrite é uma inflamação aguda ou crônica
em uma articulação, caracterizada por dor, inflamação, às vezes vermelhidão, calor
excessivo acompanhado de um mal-estar geral.
Nieman (1999) complementa que a artrite é um termo genérico que inclui
cerca de 100 tipos de doenças reumáticas que são as doenças que afetam as
articulações, os músculos e o tecido conjuntivo, que compõem um suportam várias
estruturas do corpo.
Para Azevedo (1998), a artrite também é um tipo de doença reumática.
Trata-se de um processo de inflamação das articulações que ocorre com freqüência
na terceira idade, podendo atingir uma ou várias articulações e freqüentemente
surge depois de um traumatismo. As conseqüências mais conhecidas são dores
durante o movimento, com limitação na movimentação e inchaço da articulação.
Sua freqüência aumenta paralelamente à idade dos pacientes, afetando
as atividades da vida cotidiana principalmente dos idosos, podendo diminuir
seriamente a autonomia, e como conseqüência à qualidade de vida das pessoas.
2.2.6 Artrose
Para Manide e Michel (2001), a artrose é uma doença articular, de
progressão lenta, caracterizada pela manifestação gradual
de dores
nas
articulações, rigidez e mobilidade limitada. É uma doença generalizada, cuja
freqüência aumenta significativamente com a idade, 85% dos octogenários
apresentam sinais de artrose.
Segundo Azevedo (1998), a artrose é uma forma de doença reumática
mais comum na terceira idade, sendo também conhecida como osteoartrose. Ocorre
praticamente em todas as pessoas com mais de 70 anos, afetando homens e
16
mulheres de forma igual, devido ao processo de degeneração articular que ocorre
com o passar do tempo, a dor e a limitação da movimentação levam a imobilidade.
A artrose cuja freqüência também aumenta significativamente com a
idade produz uma limitação na mobilidade que atrapalha consideravelmente a
qualidade de vida e autonomia dos idosos.
2.2.7 Depressão e ansiedade
A idade avançada traz uma série de transtornos de natureza fisiológica e
psicológica, como: a diminuição do suporte sócio-familiar, a perda do status
ocupacional e econômico, o declínio físico continuado, a maior freqüência de
doenças físicas e a incapacidade pragmática crescente compõem o elenco de
perdas suficientes para um expressivo rebaixamento do humor, bem como o
aparecimento de fenômenos degenerativos ou doenças físicas capazes de produzir
sintomatologia depressiva.
Assim sendo, estes fatores estão associados ao rebaixamento do humor
na idade avançada, eles podem gerar confusão a respeito das características
clínicas da depressão nessa idade.
A conhecida relação entre sintomas depressivos e idade avançada
sempre tem gerado numerosos estudos.
São fatores relevantes nesse processo, antecedentes depressivos,
episódios depressivos na história pregressa do individuo. Há argumentos que
sustentam ser a depressão no idoso, um tipo diferente da depressão de outras
faixas etárias se apóiam nas diferenças de sintomatologia. Nos idosos, por exemplo,
a depressão se apresentaria com sintomas somáticos ou hipocondríacos mais
freqüentes, haveria menos antecedentes familiares de depressão e pior resposta ao
tratamento. Apesar disso, a tendência atual é não estabelecer diferenças marcantes
entre a depressão da idade tardia e a depressão dos adultos mais jovens. De fato, o
que teria de diferente nos idosos seria, não a depressão em si, mas as
circunstâncias existenciais específicas da idade.
Segundo Tomai (1998, p. 37), “na população idosa com patologia clínica
prévia, os sintomas depressivos podem aparecer em 40% dos idosos”.
A depressão nos idosos depende da interação entre fatores ambientais,
constitucionais,
biológicos
e
suporte
social.
Os
eventos
ambientais
são
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representados pelas questões vitais negativas, como por exemplo perdas e
limitações, podem funcionar como desencadeadores da depressão. Os elementos
constitucionais são as propensões genéticas ao desenvolvimento da depressão,
bem como os traços de personalidade de marcante ansiedade. A biologia do
envelhecimento contribui para a eclosão da depressão através das doenças físicas e
a conseqüente incapacitação, inclui-se aqui a chamada Depressão Vascular de
início tardio, conseqüência das alterações da circulação cerebral. A ruptura de
vínculos sociais, perda do espaço ocupacional, a diminuição do rendimento
econômico, o isolamento são elementos do suporte social que favorecem a
depressão.
A incapacidade decorrente da senilidade, por exemplo, é um fator de risco
importante a curto e longo prazo para o desenvolvimento da depressão nos idosos.
O início da incapacidade gera considerável estresse e alterações negativas do estilo
de vida. A imobilidade, a dor, ansiedade, necessidade de hospitalização demorada e
reabilitação intensiva, aumento de eventos vitais negativos (perdas de pessoas,
materiais, sociais, ocupacionais), sensação de perda do controle sobre a própria
vida, baixa auto-estima, desmoralização, restrições das atividades sociais e relações
interpessoais dificultadas são algumas dessas alterações, que podem precipitar o
início da depressão.
Para Tomai (1998), nesse sentido, muitos fatores devem ser considerados
neste processo, como: problemas da Autonomia Funcional podem ser explicados a
partir de fatores individuais, familiares e sociais. Entre os fatores individuais, em
primeiro lugar se encontra o perfil psicológico e mental prévio da pessoa que
envelhece, em seguida vem o nível educacional, as experiências vitais críticas, os
acidentes, as doenças pregressas e atuais, a ocupação pregressa e atual, entre
outros.
Socialmente, está em primeiro lugar, sem dúvida, a contundente influência
restritiva que a sociedade exerce sobre os idosos, limitando suas possibilidades de
atuação, oprimindo-os sob os modelos e padrões do "velho", e restringindo suas
possibilidades de participação. De modo geral, não existe uma velhice típica, padrão,
característica e igual. Existem múltiplas velhices; tantas como sociedades, culturas e
classes sociais.
A Depressão e outros transtornos do humor, incluindo também as
alterações ansiosas, são problemas psicológicos que, em muitíssimos casos, se
18
expressam através de uma ampla variedade de transtornos físicos e funcionais na
senilidade. Os próprios sintomas emocionais depressivos e típicos se constituem
numa das principais queixas dos idosos.
Um dos mais adequados modelos de abordagem da depressão na
terceira idade é o modelo bio-psico-social, o qual, como diz o nome, congrega os
aspectos sociais, psicológicos e orgânicos como ingredientes necessários para
produzir e manter o quadro depressivo. Sobre esse modelo bio-psicosocial,
atualmente muito aceito, a medicina poderia atuar com eficácia num ou dois, ficando
o aspecto social submetido à atuação política, notadamente nessa questão da
terceira idade.
2.3 Qualidade de Vida e Atividade Física
Qualidade de vida pode significar diversos fatores, como as pessoas
vivem, como se sentem, como encaram as desigualdades, a sociedade,
compreende, portanto: saúde, educação, moradia, trabalho, lazer, enfim, boas
condições de vida. Nesta pesquisa abordaremos o tema, qualidade de vida, sob o
foco de que através da atividade física possamos melhorar a qualidade de vida dos
idosos.
Outro estudo conceitual sobre a eficácia da atividade física para influência
da qualidade de vida, especialmente para pessoas idosas, foi desenvolvido por
Stwarte King (1991). Os autores relacionam qualidade de vida e a saúde sob o
domínio funcional e do bem-estar, segundo as percepções subjetivas individuais dos
valores a eles relacionados ao longo dos diferentes estágios da vida.
1) Domínios Funcionais:
♣ Função Física: desempenho aeróbio, força, resistência muscular, entre
outros;
♣ Função Cognitiva: memória, atenção, concentração, entre outros;
♣ Envolvimento com as atividades da vida: execução das atividades
básicas da vida diária, envolvimento social e comunitário, entre outros;
♣ Avaliação de saúde objetiva: dados sobre a saúde.
2) Domínios do bem-estar:
19
♣ Bem-estar corporal: sensações sobre os sintomas e o estado de saúde
corporal, presença de dor, entre outros;
♣ Bem-estar emocional: sentimentos negativos e positivos;
♣ Auto conceito: percepção negativa ou positiva sobre si mesmo;
♣ Percepção global de bem-estar: sentimentos gerais sobre a saúde,
evolução das doenças, entre outros.
Para haver consenso de que a qualidade de vida de pessoas idosas
depende de fatores como a ausência de doenças, envolvimento com a vida e
manutenção das capacidades físicas e mentais.
Segundo Minayo, Hartz e Buss (2000), o termo Qualidade de Vida é noção
eminentemente humana e que tem sido relacionada ao grau de satisfação
encontrada na vida familiar, amorosa, social e ambiental e à própria estética
existencial.
A atividade física influencia de maneira positiva na saúde física e mental
das pessoas, é importante em todos os estágios da vida, desde criança até a
velhice.
Quando realizada com regularidade, é uma das principais bases para a
manutenção da saúde, junto a uma correta alimentação e a um estado emocional
equilibrado.
Segundo Nahas (2003) entende-se por atividade física todas as formas de
movimentação corporal, com gasto energético acima dos níveis de repouso.
A qualidade de vida na velhice tem sido, muitas vezes, associada a
questões de dependência-autonomia. As dependências observadas nos idosos
resultam tanto de alterações biológicas (deficiências ou incapacidade) como de
mudanças nas exigências sociais (desvantagens) e, frequentemente, as últimas
parecem determinar as primeiras. Baltes & Silvenberg (1995) descrevem três tipos
de dependência:
• Estruturada, onde o significado do valor do ser humano é determinado,
em primeiro lugar, pela participação no processo produtivo (na velhice salienta-se a
dependência gerada pela perda do emprego).
• Física, incapacidade funcional individual para realizar atividades de vida
diária.
20
• Comportamental, com freqüência antecedida pela dependência física, é
socialmente induzida independentemente do nível de competência do idoso, o meio
espera incompetência.
É importante distinguir os "efeitos da idade" de patologia. Algumas
pessoas mostram declínio no estado de saúde e nas competências cognitivas
precoces, enquanto outras vivem saudáveis até aos 80 anos e mesmo 90 anos.
Começa a ser aceito que qualquer declínio precoce provavelmente reflete patologia
e não os efeitos da idade, ou seja, a dependência não é um elemento que
caracteriza apenas esta fase da vida.
Para melhorarmos a qualidade de vida de um idoso através da atividade
física, devem ser elaborados atividades que envolvam o aluno, que ele goste e
aprenda os exercícios, para que também possa executá-los sozinho. Por isso devem
ser priorizados movimentos, lentos, amplos e conscientes.
Melhorar a autonomia do idoso através da atividade física é o principal e
grande objetivo. Executar as tarefas de casa sozinho, fazer sua higiene pessoal, ter
força e equilíbrio para caminhar, saltar de um ônibus, descer e subir escadas e até
dançar, atividades que às vezes não conseguem cumprir sozinhos, com a atividade
física regular com certeza iriam melhorar essas dependências e conseqüentemente
melhorariam sua qualidade de vida.
2.4 Flexibilidade e o Idoso
O alongamento e o desenvolvimento da flexibilidade têm sido utilizados
para atingir vários objetivos desde a antiguidade, exemplos comuns do uso da
flexibilidade são encontrados histórica e geograficamente em pinturas e entalhes.
Pode ser usada para melhorar o bem-estar de uma pessoa, com o relaxamento que
proporciona, para prevenir lesões por esforços repetitivos, reduzir tensões
musculares, desenvolver a consciência corporal, ativar a circulação sangüínea,
melhorar a postura, eliminar ou reduzir encurtamentos musculares entre outros.
Conforme
Achour
Junior
(1999),
a
flexibilidade
é
definida
operacionalmente como a amplitude máxima de um movimento voluntário em uma
ou mais articulações sem lesioná-las. Para manter ou desenvolver a flexibilidade,
utiliza-se exercícios de alongamento que de acordo com Nahas (2003), tem como
21
objetivo aumentar a amplitude dos movimentos, possivelmente prevenir câimbras,
contraturas e lesões musculares ou ligamentares.
Em idosos o exercício de flexibilidade e de extrema importância, porque
as articulações são projetadas para o movimento e necessitam ser movimentadas
para se manterem saudáveis. Programas de atividades físicas apropriadamente
planejados e bem conduzidos podem aumentar ou manter a amplitude de
movimento articular em indivíduos de todas as idades, inclusive em idosos.
Dantas et al. (2002) concluiu que 54,1% da perda de flexibilidade no
processo de envelhecimento está relacionada à elasticidade muscular. A ausência
de flexibilidade interfere diretamente na facilidade de realizar AVD (Atividade da Vida
Diária). A partir da sexta década de vida, a valência força diminui drasticamente em
homens e mulheres sendo um dos fatores mais importantes para as capacidades
funcionais (FLECK, KRAEMER, 1999).
Segundo Achour Junior (2004) alguns efeitos fisiológicos decorrem do
envelhecimento. Com o aumento da idade o fornecimento sangüíneo e a capacidade
de reter água diminuem aumentando assim o tempo para recuperação do tecido
conjuntivo após lesão.
2.5 Trabalho de Força e o Idoso
Os músculos são motores do nosso corpo, entretanto com o passar dos
anos ocorre uma significativa diminuição da massa muscular magra, o que resulta na
perda de força, uma das mais evidentes alterações que acontecem com o aumento
da idade e a mudança nas dimensões corporais, tanto no peso como na estatura.
Conforme Nahas (2003), são os músculos do nosso corpo que permitem a
nossa movimentação no ambiente em que vivemos, exercendo força para sustentar
e mover objetos em nossas atividades diárias. Para Manide e Michel (2001) o
sistema locomotor de uma pessoa em fase de envelhecimento transforma-se
progressivamente, os músculos tendem a diminuir de volume, os ligamentos
endurecem, as articulações se anquilosam e o sistema nervoso diminui sua
velocidade de transmissão.
Segundo Westcott e Baechle (2001), existem pelo menos 12 razões para
que o adulto com mais de 50 anos torne o treinamento de força uma parte regular de
22
sua vida, são elas: manutenção da musculatura, manutenção do metabolismo,
ganho de tecido muscular, aumento do padrão metabólico, redução da gordura
corporal, aumento da densidade óssea mineral, melhoria do metabolismo da glicose,
aceleração da passagem de alimentos, redução da pressão arterial, melhoria dos
lipídeos sanguíneos, conservação ou melhoria da saúde da região lombar das
costas e redução da dor artrítica.
Além da perda da força muscular, a habilidade do músculo para exercer
força rapidamente (potência), também diminui com a idade. A potência muscular é
uma habilidade vital e pode servir como um mecanismo protetor na queda, uma das
causas mais freqüentes de lesões nos idosos, além de ser importante para o
desempenho das atividades diárias (WOLINSKY e FITZGERLD apud FLECK e
KRAEMER, 1999).
Recentes estudos têm enfocado os efeitos do treinamento de força no
metabolismo das proteínas musculares. Campbell e colaboradores apud Fleck e
Kraemer (1999), descobriram que o treinamento de força aumenta a retenção de
nitrogênio e a velocidade de síntese de proteínas do corpo todo, isso indica que o
sistema hormonal em indivíduos mais velhos, ainda funciona na medida necessária
para promover algumas adaptações ao treinamento de força.
Nieman (1999), afirma que pessoas idosas que se exercitam com pesos,
recuperam uma boa parte de sua força perdida, o que as capacita para um melhor
desempenho das atividades diárias.
Benedetti e Petroski (1999), destacam que os exercícios de resistência
muscular são importantes para os idosos, pois auxiliam na manutenção da força
muscular e impedem uma intensa atrofia muscular. Através de seus estudos os
autores evidenciam a ocorrência da perda de fibras
glicolíticas com o
envelhecimento e isso acontece provavelmente porque o idoso quase não executa
contração muscular vigorosa contra uma resistência.
23
3 ASPECTOS SOCIAIS E PSICOLÓGICOS DO ENVELHECIMENTO
3.1 Aspectos Sociais do Envelhecimento
A análise da velhice a partir de uma perspectiva social mostra que como
toda situação humana, tem uma dimensão existencial, que modifica a relação
consigo mesmo, com o outro e com o mundo. O idoso sempre existiu em todos os
tempos, em todos os lares, em todas as culturas e sempre vai existir assim como a
descriminação.
Dentro do campo social nas terras do Ocidente, o idoso caminha com
dificuldade enfrentando as dificuldades e o descaso. Simone de Beauvoir comenta
que o mundo fecha os olhos aos velhos, assim como aos jovens delinqüentes, as
crianças abandonadas, aos deficientes todos estigmatizados, nivelados em um
mesmo plano.
Conforme Kane (1987, apud MAZO et al, 2001) o posicionamento social
do idoso tem diversas dimensões para serem avaliados/observados, como as
relações sociais (sua freqüência, contexto e qualidade), as atividades sociais (sua
freqüência, natureza e qualidade) os recursos sociais (incluindo rendimentos,
moradia e condições ambientais) o suporte social (que tipo de ajuda se pode contar,
caso necessário, a sobrecarga e o estresse que recaem sobre a família em geral e
sobre o cuidado em particular quando convivendo e cuidando de idosos fragilizados
e dependentes).
3.2 Aspectos Psicológicos do Envelhecimento
Antigamente, a sociedade via os velhos como sábios, como alguém que
tem lições a ensinar e experiências para transmitir. Porém, atualmente com os
processos acelerados de globalização, o equilíbrio social na velhice se torna mais
difícil, pela aquisição de um sistema de reivindicações e desejos pessoais, ou pela
falta de serviços e atendimento adequados a eles. Estas situações, provocam a
formação de uma barreira de isolamento social, ocasionando pessimismo,
24
passividade, queixas somáticas, baixa estima, a ansiedade, a depressão e a
insônia precursoras comuns de infarto do miocárdio.
Os entusiasmos são menores, a motivação tende a diminuir, é preciso
criar estímulos bem maiores para fazê-lo empreender uma nova ação, para lutar
contra fatores internos e externos que ameaçam a vida.
Por isso, os benefícios ao idoso, ocasionado através da prática regular
de exercícios físicos, transcendem os aspectos fisiológicos e contemplam o ser
humano em sua globalidade: atendem também suas necessidades sociais e
psicológicas. Por esse motivo, a Educação Física possui um papel importante na
vida das pessoas, e a sua prática é um direito a todos.
O envelhecimento populacional constitui uma das maiores conquistas do
presente século. Conforme pesquisas de representações sociais realizadas no Brasil
(DEBERT, 1996; MEDRADO, 1994; SANTOS, 1990), ainda se desvaloriza a
condição de idoso, pois, atribuem valores relacionados com a capacidade para o
trabalho e autonomia funcional, excluindo as mudanças associadas à velhice.
Nesse sentido, Moscovici (1981, p. 181) assinala que a noção de
representação social remete a:
[...] um conjunto de conceitos, afirmações e explicações originadas no
quotidiano, no curso de comunicações interindividuais. Elas são
equivalentes, em nossa sociedade, aos mitos e sistemas de crenças das
sociedades tradicionais; elas podem até mesmo ser vistas como uma versão
contemporânea do senso comum.
As
representações
sociais
são
produzidas
pelas
interações
e
comunicações no interior dos grupos sociais, refletindo a situação dos indivíduos no
que diz respeito aos assuntos que são objeto do seu cotidiano. A função essencial
da representação social, para aqueles que representam, é tornar aquilo que não é
familiar em algo familiar, próximo e prático. São as práticas sociais que determinam
as representações
Apesar do envelhecimento continuar sendo representado na base de
perdas, as pessoas idosas têm muitas capacidades de reserva que ficam sem ser
exploradas. Se as representações sociais do envelhecimento e da velhice em
pessoas idosas forem sustentadas principalmente com base na noção de declínio,
isto teria conseqüências negativas não só para a conduta delas, diante desse
25
processo, mas também para aquelas pessoas que ainda não são idosas. A esse
respeito Baltes & Baltes (1990, p. 4) assinalaram que:
[...] o envelhecimento bem sucedido precisa de uma avaliação sustentada
em uma perspectiva multidimensional, na qual fatores objetivos e subjetivos
sejam considerados dentro de um contexto cultural, que contém demandas
específicas.
Se as representações sociais do envelhecimento e da velhice em pessoas
idosas forem sustentadas principalmente com base na noção de declínio, isto teria
conseqüências negativas não só para a conduta delas, diante desse processo, mas
também para aquelas pessoas que ainda não são idosas.
26
4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Sabemos que a pesquisa é de fundamental importância para construir
novos conhecimentos e aprimorar a teoria, é uma busca aprofundada em
determinada área, também um processo de investigação que requer métodos e
técnicas necessárias à compreensão e transformação da realidade.
Segundo Cervo e Bervian (1996, p. 44), “A pesquisa é uma atividade
voltada para a solução de problemas, através do emprego de processos científicos”.
Asti Vera (1979, apud MARCONI e LAKATOS, 2002, p. 15) ainda citam
que, “[...] o ponto de partida da pesquisa encontra-se no problema que se deverá
definir, examinar, avaliar, analisar criticamente, para depois ser tentada uma
solução”.
Complementando, Ander-Egg (1978, apud MARCONI e LAKATOS, 2002,
p. 15), diz que: “a pesquisa é um procedimento reflexivo sistemático, controlado e
crítico, que permite descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis, em qualquer
campo do conhecimento”.
Entende-se, então, por pesquisa como o procedimento racional e
sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são
levantados.
O propósito desta pesquisa é reconhecer a percepção das alunas do
grupo de idosos da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma
(AFASC) a respeito da importância das atividades físicas, propostas nas aulas, se
lhes acrescenta melhoria em sua qualidade de vida e autonomia. Em anexo
encontra-se uma foto das idosas participantes desta pesquisa.
A abordagem desta pesquisa é qualitativa e descritiva porque irá coletar e
classificar dados para a pesquisa.
Godoy (1995), ressalta a diversidade existente entre os trabalhos
qualitativos e enumera um conjunto de características essenciais capazes de
identificar uma pesquisa desse tipo, a saber: a) O ambienta natural como fonte direta
de dados e o pesquisador como instrumento fundamental; b) O caráter descritivo; c)
O significado que as pessoas dão as coisas e a sua vida como preocupação do
investigador; d) Enfoque indutivo.
27
A expressão “pesquisa qualitativa” assume diferentes significados no
campo das ciências sociais. Compreende um conjunto de diferentes técnicas
interpretativas que visam a descrever e a decodificar os componentes de um sistema
complexo de significados. Tem por objetivo traduzir e expressar o sentido dos
fenômenos do mundo social; trata-se de reduzir a distância entre indicador e
indicado, entre teoria e dados, entre contexto e ação (LAKATOS, 1985).
Nas pesquisas qualitativas há uma predominância de categorizações, de
análises mais dissertativas, de menos cálculos. De qualquer forma, como sempre
haverá explicações sobre fenômenos, cálculos e resultados quantitativos, as
pesquisas têm em si os dois métodos. A classificação é, em alguns casos, sutil, mas
na maioria das vezes se distingue pela predominância de técnicas analíticas
quantitativas ou qualitativas, balizadas pelo próprio fenômeno estudado.
A pesquisa descritiva, segundo Barros (1986), é aquela em que o
pesquisador observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos (variáveis)
sem manipulá-los. Procura descobrir a freqüência com que um fenômeno ocorre,
sua natureza, características, causas, relações e conexões com outros fenômenos.
A teoria que sustenta esta pesquisa é o marxismo porque o conhecimento
deve ser investigado a partir da realidade vivida, analisando a origem e o
desenvolvimento dos fenômenos. Amostra simples intencional de 30 idosas.
A pesquisa foi realizada no grupo de idosos do bairro Santo Antonio onde
as alunas encontram-se no Centro Comunitário do próprio bairro, todas as quintasfeiras sempre no mesmo horário das 14:00 as 17:00 horas, junto à capacitadora.
Encontra-se em um espaço amplo, onde há diversas cadeiras e mesas onde estão
sempre colocadas em círculo para melhor andamento da aula, também existe um
pequeno palco para apresentações, além do aparelho de som e cds que a
capacitadora leva aos encontros há também materiais alternativos para ginástica
como: bolas, elásticos, garrafas plásticas completadas com areia, para serem
efetuados exercícios com pesos, entre outras alternativas.
A Instituição que coordena os grupos de idosos se chama Associação
Feminina de Assistência Social de Criciúma (AFASC), para que os leitores possam
entender e conhecer um pouco do funcionamento da (AFASC) descreveremos os
cargos e as funções de departamento de Clube de Mães e Grupos de Idosos:
Descrição das atividades de cada profissional:
♣ Presidente da (AFASC): Representar o Conselho direto da Associação
28
♣ Coordenadora de Departamento: Coordena todo o trabalho do
departamento e executa projetos dos grupos de idosos e clube de mães.
♣ Capacitadoras dos Grupos de Idosos: São responsáveis pelas
atividades físicas, dinâmicas de grupo, lazer, festas e passeios dos idosos em seus
encontros semanais.
♣ Professora
de
Educação
Física:
Orientar
e
acompanhar
as
capacitadoras na execução de exercícios físicos, dinâmicas de grupo, bem como a
criação de projetos e torneios envolvendo os idosos.
Os sujeitos pesquisados foram às alunas do grupo de idosos do bairro
Santo Antonio, a coleta de dados foi realizada no mês de dezembro de 2005,
quando se encerrou as aulas.
29
5 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS
Foram entrevistadas 30 idosas pertencentes ao grupo de idosos da
AFASC (Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma) do bairro Santo
Antonio. Nas respostas obtidas dentro de um questionário estruturado, cerca de 97%
das idosas afirmaram que repetem os exercícios realizados nos dias de encontro do
grupo, com exceção daquelas que possuem algum tipo de doença que lhes empeça
de realizá-lo.
3%
0%
sim
não
as vezes
97%
Figura 1: Repetem em casa os exercícios realizados nos dias de encontro
Fonte: Dados da pesquisa
Dentro dos encontros semanais realizados 100% das idosas acreditam
que a maior dificuldade encontrada na realização das atividades físicas é sem
dúvida as doenças crônicas que a grande maioria possuem, entre elas estão a
hipertensão e diabetes mellittus.
0%
falta de material
0%
algum tipo de doença
100%
desinteresse do
grupo
Figura 2: Maior dificuldade de realização das atividades físicas
Fonte: Dados da pesquisa
30
As idosas gostam de praticar atividades físicas de todas as formas, e com
vários tipos de materiais – como bolas, balões, bastões, garrafinhas de areia,
elásticos entre outros, acreditam que é de grande importância as atividades físicas
nos dias de encontro, assim como fora do horário, mas queriam que esses encontros
acontecessem mais de uma vez por semana.
Cerca de 97% das idosas entrevistadas afirmaram que melhoraram sua
autonomia com as atividades físicas realizadas no grupo. Conseguem realizar suas
tarefas cotidianas mais facilmente como: lavar a louca, manter sua higiene pessoal,
varrer a casa, descer e subir escadas, caminhar e estender roupa no varal.
3%
0%
sim
não
as vezes
97%
Figura 3: Melhoraram a autonomia com as atividades físicas realizadas no grupo
Fonte: Dados da pesquisa
31
6 CONCLUSÃO
A prática de atividade física em prol de uma evolução no desempenho e
na independência de idosos deve ser acompanhada de uma avaliação criteriosa.
Proporcionar aos indivíduos idosos autonomia nas suas AVD é o propósito
de qualquer programa de atividade física para essa faixa etária. Para tanto, é preciso
o desenvolvimento de diferentes capacidades físicas inerentes a essas atividades.
Dantas (2002) considera que para o idoso obter sua autonomia é
necessário força, flexibilidade e resistência muscular localizada. Em uma situação
prática, para um idoso levantar-se da cama ou de uma cadeira é importante
equilíbrio, força e também mobilidade articular, pois não possuindo uma dessas
valências, provavelmente estará na dependência da ajuda de uma outra pessoa.
Dessa forma, o incentivo para a prática de atividade física pelo idoso deve ser
enfatizada. Heath e Stuart (2002) afirmam que apenas 35% da população acima de
65 anos realizam atividade física regular. Porém, de acordo com Matsudo et al.
(2001), existe uma diminuição do nível de atividade física e da capacidade funcional
com o decorrer dos anos.
Um programa de atividade física para o idoso deve ser, portanto,
precedido de uma avaliação que contemple esses diferentes componentes da
aptidão física (força, flexibilidade e de equilíbrio) tão importantes no cotidiano.
Em síntese, pode-se dizer que o panorama da qualidade de vida e bem
estar dos idosos é muito boa. É necessário, por um lado, prestar particular atenção à
diminuição das competências cognitivas, ao comprometimento das competências
motoras e da autonomia; por outro lado, tem de se pensar, também, na forma de
manter os idosos capazes e independentes ocupados de forma que se sintam
valorizados. O estudo mostra como muitos idosos alcançam um envelhecimento
bem sucedido.
Pode-se constatar com esta pesquisa que as idosas gostam e sentem
necessidade da prática de exercícios físicos, e estes, feitos com regularidade
melhoram sem dúvida sua qualidade de vida. Uma das responsabilidades do
profissional que trabalha com este público é de saber informar sobre os benefícios
que a prática de exercícios físicos podem proporcionar, a beleza estética não é mais
a grande preocupação desta faixa etária, isso porque em sua grande maioria, estão
32
mais preocupados com a manutenção de suas condições básicas de saúde física e
mental, preparando o corpo para uma velhice mais saudável. Saber conduzir as
aulas de maneira correta, sua intensidade, conhecer os exercícios e entender as
dificuldades de seus alunos na execução e participação em suas aulas, são deveres
destes profissionais.
Conclui-se também que a prática de atividades físicas dentro do grupo de
idosos é de suma importância para sua autonomia e conseqüentemente melhoram
sua qualidade de vida, mas que as doenças ainda estão muito presentes como:
hipertensão, diabetes, artrose, artrite, osteoporose, entre outras, o que as vezes lhes
impede de praticar algum tipo de atividade física dentro e fora do grupo de idosos.
Os idosos informaram que gostariam também que esses encontros
acontecessem mais de uma vez por semana, para que tivessem mais tardes de
lazer, descontração e atividades físicas, melhorando ainda mais sua qualidade de
vida. Podemos constatar que o profissional que trabalha com esta faixa etária é
capaz de construir vínculos afetivos, para que os idosos venham a se sentir mais
aceitos e acolhidos, e gentil, firme nas atitudes e sem dúvidas gosta realmente do
que faz, contribuindo na estabilidade de sua saúde física e mental.
Ante o exposto, avaliar as condições de vida do idoso reveste-se de
grande importância científica e social por permitir a implementação de alternativas
válidas de intervenção, tanto em programas gerontogeriátricos, quanto em políticas
sociais gerais, no intuito de promover o bem-estar das pessoas maduras,
particularmente, no nosso contexto, onde os atuais idosos são aqueles que
conseguiram sobreviver às condições adversas.
Essas
situações
determinam
as
implicações
com
relação
às
potencialidades de saúde e de vida do idoso, interferindo no seu processo saúdedoença.
33
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36
APÊNDICE – Roteiro de Entrevista
1) Os exercícios executados nos grupos melhoraram sua autonomia?
Conseguem com maior facilidade cumprir as tarefas do dia-a dia, como:
( ) sim
( ) não
Se respondeu que sim, quais tarefas melhoram:
( ) lavar louça
( ) estender roupa no varal
( ) varrer a casa
( ) caminhar
( ) descer e subir escadas
( ) higiene pessoal
( ) todas
2) Qual a maior dificuldade encontrada para a execução das atividades?
( ) falta de material
( ) desinteresse do grupo
( ) algum tipo de doença
3) Depois que começaram a participar do grupo de idosos e realizar as
atividades físicas se sentiram melhor e com mais vigor?
( ) sim
( ) não
4) As atividades físicas que aprendem nos dias de encontro do grupo também
são realizadas em casa?
( ) sim
( ) não
( ) as vezes
5) O que mais gostam de fazer nos dias de encontro do grupo?
( ) dançar
( ) fazer ginástica
( ) dinâmicas de grupo
( ) jogos de mesa
( ) todos
6) O que e necessário ser feito para melhorar a qualidade de vida dos idosos
pertencentes ao grupo do bairro Sto Antonio?
( ) aumentar o número de atividades físicas
37
( ) necessidade de mais materiais para as atividades
( ) aumentar o número de encontro semanais
( ) passeios, dança e jogos de mesa
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ANEXO – Foto do Grupo de Idosas
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ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA NO GRUPO DE IDOSOS