PROJETO CAMPUS GAMA
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA – UNB
EQUIPE
Marta Adriana Bustos Romero
Caio Frederico e Silva
Éderson Oliveira Teixeira
Lorena Mileib Burgos
Marianna Gomes
Martha Battaglin Ramos
Moira Nunes Costa Neves
Abril/ 2010
1/70
Planejamento de expansão dos Campus da UnB
Expansão UNB
APRESENTAÇÃO DO PROJETO URBANÍSTICO
Gama
2/70
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
RAII
Administrador : Cícero Neildo
Furtado
Data de Aniversário: 20 de
Janeiro
Idade: 20 anos
Padroeiro da Cidade: São
Sebastião
População: 148.000 mil
Habitantes
Área Geográfica:
Distância até Brasília: 31,2 Km
Cidades Vizinhas: Santa Maria,
Novo Gama, Valparaíso.
Clima: Tropical de Altitude
(CWB)
Localização do Campus no Gama
Dados gerais
UnB Gama.:
480 vagas por ano.
Cursos:
Bacharelado em ciências exatas e
tecnologia
Engenharias de Energias
Engenharia de Sistemas Digitais
Engenharia de Software
Engenharia Automotiva
3/70
Terreno - Campus UnB-Gama
4/70
Localização
PDL – Plano Diretor
Local do Gama
Mapa – Ordenamento Territorial
AUR – Área Urbana com Restrição
APM – Área de Proteção de Manancial
ARF – Área com Restrição Físico-ambiental
ARR – Área Rural Remanescente
Malha Urbana Existente
Complexo de Educação Cultura Esportes e Lazer*
ETE – Estação de Tratamento de Esgoto
* O Art. 57 do PDL do Gama diz que no Complexo de
Educação, Cultura, Esporte e Lazer, os lotes
corresponderão à categoria de restrição R3, vedado o
uso residencial (R3 : permitido uso coletivo,
atendendo residência, comércio e indústria).
5/70
PDL – Plano Diretor
Local do Gama
Mapa – Coeficiente de Aproveitamento
9,0
8,0
6,0
4,0
3,0
2,0
1,61
1,5
1,0
0,2
6/70
Critérios urbanos
- Taxa de permeabilidade mínima:
30%.
Restrição ambiental
- Art. 57 – serão preservados os
campos de murundus existentes.
Restrições
- Afastamento das divisas voltadas
para logradouros públicos.
- Afastamento em fachadas com
aberturas para aeração e
iluminação
- Será permitida a construção de
marquises sobre a área pública.
- Evitar a criação de grandes áreas
de estacionamento público: mínimo
uma vaga para cada 25m².
Murundus
• Tipo de microrrelevo em forma de pequenas
elevações, geralmente arredondados, com altura
entre 0,1 a 1,5 m e diâmetro de até 20 m.
• Temporariamente inundável nas partes mais
baixas durante o período chuvoso.
• Formado
em
solos
hidromórficos com
deficiência em drenagem, contendo comumente
no perfil concreções ferruginosas.
• É comum a presença do lençol freático à
superfície ou próximo a superfície, devido a
existência de uma camada de material
impermeável, que junto com a baixa declividade,
impede ou torna deficiente a drenagem nas áreas
de murundus.
• Apresenta grande importância ecológica por
controlar o fluxo de água, a deposição de
nutrientes, a conservação de água de superfície e
a biodiversidade. *
* Lei n° 8.830 de 21 de janeiro de 2008
7/70
Fotos do terreno
Vista 1 - Sudeste. 11/11/2009.
Vista 2 - Nordeste. 11/11/2009.
8/70
Vista 3 - Nordeste. 11/11/2009.
Vista 4 - Sudoeste. 11/11/2009.
Medições
Medição 01 – 20/11/2009 – 10:30hs
CONDICIONANTES BIOCLIMÁTICOS
Céu: aproximadamente 50% nublado.
9/70
MEDIÇÃO 1 (+3,00m)
Decibelímetro: 65 dB
Anemômetro: ventos do leste
Velocidade máxima: 6 m/s
Velocidade mínima: 3 m/s
Velocidade predominante: 4,2 m/s
MEDIÇÃO 2 (à nível do solo)
Decibelímetro: 58 dB
Anemômetro: ventos do leste
Velocidade máxima: 5 m/s
Velocidade mínima: 2,1 m/s
Velocidade predominante: 3,6 m/s
3
2
1
MEDIÇÃO 3 (à nível do solo)
Decibelímetro: 70,5
Anemômetro: ventos do leste
Velocidade máxima: 4,8 m/s
Velocidade mínima: 2 m/s
Velocidade predominante: 3,3 m/s
VENTOS PREDOMINANTES
10/70
PRINCÍPIOS ADOTADOS NO PLANO
DIRETOR DO CAMPUS UnB – GAMA
A visão do Plano Diretor do Campus UnB-Gama segue a linha de pensamento
das principais universidades do mundo, partindo da premissa de que a
Universidade deve ser um exemplo de desenvolvimento sustentável, equilibrando
o ambiente de campus com a conservação dos recursos naturais e patrimônio.
Planejamento em longo prazo
Formulação de uma estrutura de planejamento capaz de permitir a evolução do
campus, equilibrando a necessidade de crescimento futuro com preservação de uma
paisagem verde e serena.
Locais de ensino e pesquisa integrados
As unidades acadêmicas e instalações de ensino devem estar integradas aos
laboratórios de pesquisa, porém, a implantação dos laboratórios foi pensada de
forma que as variáveis climáticas favoreçam a não interferência dos ruídos
originados pelos equipamentos e máquinas nas unidades acadêmicas.
Vida no campus
Fornecimento de instalações adequadas e espaços de encontro convidativos.
Oferecer moradia para estudantes de graduação e pós-graduação, professores e
visitantes, separadas umas das outras e próximas das unidades acadêmicas.
Acessibilidade entre as unidades acadêmicas.
11/70
Integração com a comunidade
Manter o campus da universidade como um local ideal para as atividades acadêmicas e de
melhoria da qualidade de vida da comunidade, oferecendo equipamentos e atividades ao
público externo.
Campus amigo do pedestre
A circulação interna no campus é feita exclusivamente a pé ou por meio de ciclovias, sendo
que a circulação de veículos e os estacionamentos devem permanecer na perimetral do
campus.
Os passeios e calçadas devem ser acessíveis e bem implantados.
A forma compacta do campus permite que o pedestre chegue a qualquer ponto em no
máximo 15 minutos de caminhada.
Uma paisagem de importância vital
Preservação do campo de murundus.
Introdução de uma pista de Cooper nos limites da área preservada, reforçando assim a
experiência do verde e garantindo a preservação do local.
Criação de uma cobertura parque como área de convívio.
Um campus sustentável
Harmonizar as edificações já previstas com a proposta de ocupação.
Incentivar um campus de baixa emissão de carbono.
Conceber edifícios verdes.
Aproveitamento das águas pluviais e sistemas de reuso.
Gestão de resíduos e compostagem.
Implantação de sistemas energéticos alternativos.
Infra estrutura urbana verde.
12/70
ESTUDO DO FLUXOGRAMA E DIAGRAMA DE GANTT
Foram utilizadas as
ferramentas metodológicas
de projeto: Fluxograma e
Diagrama de Gantt visando
compreender o fluxo de
funções e usuários do
campus, bem como evitar
aproximações indesejáveis.
13/70
ESTUDOS INICIAIS
ESTUDOS INICIAIS
14/70
PROPOSTA 1
15/70
ESTUDOS – 2ª ETAPA
16/70
ANTEPROJETO
URBANÍSTICO
17/70
18/70
19/70
20/70
21/70
22/70
23/70
24/70
25/70
COBERTURA PARQUE
26/70
INFRAESTRUTURA
Canteiro Pluvial
Corte esquemático
Planta Baixa
27/70
VERDE
Biovaleta
INFRAESTRUTURA
VERDE
Perspectiva
28/70
TALUDES E
INFRAESTRUTURA VERDE
29/70
LIGAÇÕES ENTRE
EDIFICAÇÕES
30/70
22,65°C
Desempenho Ambiental
Foram simuladas as principais áreas do
campus. Os parâmetros analisados nas
simulações são: temperatura do ar (ºC),
fator de visão do céu (%), umidade (%) e
ventilação (m/s).
27,46°C
Temperatura (°C) às 9:00
3
2
1
Umidade (%) às 9:00
Nas simulações de temperatura e umidade,
percebe-se que a área central possui
valores mais elevados de temperatura e
valores menores de umidade, indicando que
é necessária a adoção de diretrizes que
melhorem o conforto térmico do lugar, tais
como arborização, pavimentos menos
absorventes e mais permeáveis, mantendo
assim um alto índice de umidade e menor
índice de temperatura do ar.
39,69%
A área central não é representada
realisticamente uma vez que há uma grande
praça coberta que agrega o ambiente e traz
conforto para essa região, assim como a
grande cobertura parque e uma garantia de
vegetação e de temperaturas menores.
Simulações Envi-met
31/70
65,42%
0,33%
Desempenho Ambiental
A parte periférica exige uma melhor integração com
o ambiente do entorno e por isso foram pensados
espaços expansivos, destacados em cor magenta.
Os espaços entre os blocos podem ser
considerados
como
espaços
acolhedores,
permitindo melhor convivência, representado pelos
tons amarelos e laranjas.
0,93%
Fator de Visão do Céu (%)
Velocidade dos ventos (m/s) às 9:00
0,21m/s
E a terceira tipologia proposta de espaço, considera
um ambiente mais íntimo, caracterizado pela
intensa vegetação e pelo auto-sombreamento das
edificações, representada nas pequenas áreas
ilustradas no gráfico de simulação pelos tons frios
(verde e azuis).
Vento predominante leste : campus é ventilado por
um fluxo médio de 1m/s neste horário (tons
amarelos e verdes).
As áreas azuis são consideradas como região de
sombra de vento, que devem ser minimizadas,
incentivando o uso de pavimentos térreos mais
vazados, grandes aberturas ou até mesmo uso de
pilotis, favorecendo assim, a ventilação cruzada no
espaço livre do campi.
Do Partido Do Projeto
1,91m/s
32/70
Desempenho Ambiental
33/70
Desempenho Ambiental
34/70
PARTIDO
INÍCIO
SIGNIFICADO
DO PROJETO
35/70
Perspectiva aérea do campus
O campus sustentável projeta-se compacto para minimizar os custos de
implantação e enriquecer as cenas criadas pelas construções, respeitando
o entorno. A valorização dos vazios fomenta, uma melhora na qualidade de
vida da população, com esses elementos cria-se o espaço seguro que
permite a integração e coesão social e, com isso, democratiza os
lugares, assegurando, ao mesmo tempo, a persistência do sítio e a
conservação do lugar e, com eles, a preservação da memória e da cultura
em uma adequada interpretação da ideologia da Universidade de Brasilia.
36/70
Do Partido Do Projeto
Para a realização do projeto
houve a necessidade de
incorporar estratégias que
contribuíssem
para
melhorar a percepção de
organização do espaço.
A metade da área destinada
para o Campus é uma área
de
murundus,
com
necessidade rigorosa de
preservação.
Na metade restante dois
edifícios acadêmicos já
implantados
com
propriedades
espaciais
predominantes criam limites
e
permeabilidade
ao
mesmo tempo, reforçando a
percepção
espacial
do
conjunto.
Do Partido Do Início
37/70
O conceito chave da ocupação
proposta é a permeabilidade, social
e ambiental. A primeira é dada pelos
conceitos
humanizadores
e
a
segunda pela forma de ocupação do
solo prevista (10,64%, menos então
que a máxima permitida de 50%).
A drenagem sustentável tem a finalidade fazer uma
integração com o sistema de drenagem convencional,
diminuindo os impactos ambientais do mesmo e aumentando
as áreas permeáveis.
Também para manter o máximo de
permeabilidade recomendamos, de
modo correlacionado com o caimento
natural do terreno, o uso da
pavimentação
permeável
nos
estacionamentos e vias, dentro do
que
denominamos
Plano
de
Drenagem para o campus:
1.- biovaletas conectadas ao sistema
de calçadas;
2.- canteiros pluviais e
3.- jardins de chuva
Localizados estrategicamente em
pontos de retenção de água.
O uso dos tipos de infra-estrutura verde também impede
que, o desnível natural do terreno conduza as águas para
o campo de murundus, uma vez que este processo de
encharcamento do campo deve ser evitado.
Do Partido Do Início
38/70
Formatos diferenciados de percursos podem incentivar permanência ou
contemplação e configurar pátios internos e conjunto de entradas
similares. Fronteiras permeáveis podem estabelecer relação mais direta
com o sitio.
A vivacidade urbana é incentivada por diversidade de usos ao abrigo do
verde, contribuindo para a sustentabilidade social. A diversidade de
usuários ajuda a sustentar atividades de lazer, comerciais e de serviços e
inclui a diversidade social.
39/70
Do Partido Do Início
O plano diretor de urbanização
estrutura e estabelece hierarquia
entre os espaços edificados e
também entre estes e o
sistema maior de espaços
coletivos para assim garantir
uma melhor distribuição da
acessibilidade e garantir o
senso de urbanidade no
projeto.
Quer dizer, vai além do simples
provimento de espaços coletivos
e áreas verdes requeridos pela
legislação:
por
meio
da
sensibilidade
ao
ambiente
construído e natural existente,
recursos espaciais específicos
aliados a parâmetros para a
sustentabilidade social podem
contribuir para a percepção de
um sentido de lugar, para a
vivacidade urbana e para a
diminuição da segregação social
e da dificuldade de locomoção.
Do Partido Do Início
40/70
As estratégias relativas à
acessibilidade do espaço
do
campus
procuram
propostas que cuidem da
orientação dos usuários
em
relação
aos
ambientes criados, da
relação entre cheios e
vazios (massa edificada e
áreas livres), da posição
dos volumes edificados, da
capacidade térmica dos
materiais
constituintes
desses espaços urbanos,
assim como do papel das
áreas verdes.
O Campus deverá ir
criando forma a partir de
diferentes
fases
de
implantação, de curto,
médio e de longo prazo,
com caráter de autosuficiência
em
suas
funções
básicas.
Do Partido Do Início
41/70
Perspectiva aérea do Campus
As estratégias visando o
fortalecimento
das
relações
comunitárias,
através da interação social
têm por objetivo, a partir de
novos usos e atividades
produtivas e de novas
formas de interação com o
entorno, a criação de um
campus sustentável, com
participação
comunitária,
ênfase
na
integração,
variedade e organização
espacial.
Com isso, as relações
sociais comunitárias ficam
equilibradas
e,
criam
sentido de pertença, ao
mesmo tempo que criam
expectativas
de
desenvolvimento
comunitário.
Do Partido Do Significado
42/70
43/70
O partido contempla as necessidades sociais e psicológicas de uma
diversidade de usuários, entre elas:
- vivacidade urbana,
- diferentes graus de privacidade e envolvimento comunitário,
- legibilidade,
Do
- identidade,
- senso de proteção,
- variedade e
- expressividade sensorial.
Partido Do Significado
O campus do Gama integra as edificações com passeios e
paisagismo produtivo como também por meio das infra-estruturas
verdes, eliminando os problema de edifícios isolados entre si por
extensas áreas ajardinadas geralmente sem nenhuma utilização, deixa
visível o ciclo da água e projeta os indutores do total aproveitamento
das águas urbanas.
44/70
Do Partido Do Significado
O projeto inclui proposições
que trazem incentivos à
inovação;
abertura à experimentação (de
novos
materiais,
novas
tecnologias,
novas
formas
organizacionais);
inclusão dos custos ambientais e
sociais nos orçamentos dos
projetos de infra-estrutura;
indução de novos hábitos de
moradia, transporte e consumo.
Do Partido Do Significado
45/70
O partido urbanístico do
campus estabelece o uso de
amplas áreas com vegetação
–
forração,
arbustiva
e
arbórea. Para seguir esta
premissa,
os
espaços
arborizados,
usam
vegetação nativa do cerrado,
por representarem espécies
típicas,
tem
melhor
desempenho ambiental quanto
às características climáticas
da região, caracterizando uma
paisagem mais sustentável
ambientalmente.
Ficam privilegiados os usos de
espécies com geometria de
copas grandes quando as
mesmas acompanham o
sistema de calçadas e
protegem as fachadas que
recebem maior insolação,
principalmente no horário da
tarde.
Do Partido Do Significado
46/70
Criação de uma plataforma
comum
de
desenvolvimento
de
espaços
abertos,
combinando
as
necessidades
ambientais
com o uso e solicitações
para sua satisfação.
Levando a ter lugar nos
espaços assim criados de
diferentes atividades e
interações, outorgando vida
a esses lugares, uma vez
que a maneira de o homem
se relacionar com o meio
ambiente tem muito a ver
com as formas topográficas
e o grau de visibilidade nas
paisagens onde instala seu
habitat.
Do Partido Do Significado
47/70
Desde as avenidas e ruas dois
acessos para o campus da
UnB
Gama
foram
equacionados. O primeiro a
ser construído é o acesso
norte. O segundo a ser
construído é o acesso oeste,
que passa a ser caracterizado
como principal, por localizar-se
no eixo central do campus e é
voltado para a DF-480. Cada
acesso é controlado por
guarita de 400m².
Entrada Norte
O acesso de carros é
perimetral no campus. Essa
forma de circulação prioriza os
caminhos de pedestres e
ciclovias, evitando que os
veículos entrem em contato
com a dinâmica interna da
universidade. As vias e os
estacionamentos
correspondem a 37.661m²,
resultando em 12,55% da
ocupação do campus.
Do Partido Do Significado
48/70
Entrada Oeste
Um dos princípios do Plano Diretor é a mobilidade sustentável e por
isso incentiva-se o uso da bicicleta como meio de transporte. Para
tanto se propõe uma ciclovia de aproximadamente 2 km, que
oferece acesso a todos os edifícios do campus.
49/70
Do Partido Do Significado
Buscando
a
integração
da
comunidade do Gama com a
universidade, quiosques e o Centro
Olímpico, fornecem os recursos
espaciais específicos que, aliados a
parâmetros de sustentabilidade
social,
auxiliam
também
na
percepção de um sentido de lugar
e na criação do sentido de
pertença.
Elementos
esses,
imprescindíveis para a vivacidade
urbana, diminuição da segregação
social e a dificuldade de locomoção.
Assim, o Centro Olímpico, está
localizado
estrategicamente
próximo a DF-480, possui uma
projeção de 1.570 m² destinada a
apoio e vestiário e no restante do
espaço propõe-se a implantação de
quadras esportivas, piscinas e área
para
atletismo.
Os
cinco
quiosques de apoio (225m² cada)
estão distribuídos em pontos
centrais de confluência de pessoas
e,
oferecem
serviços
de
alimentação
aos
alunos,
professores,
funcionários
e
visitantes.
Do Partido Do Significado
50/70
Visando
salientar
a
importância das conexões
hierárquicas
entre
parâmetros de um mesmo
nível bem como de
diferentes níveis criou-se
um eixo principal, que
posiciona
a
administração
e
o
conjunto formado pela
biblioteca e centro cultural
ao longo do mesmo.
Entre esses dois núcleos
estruturais são propostas
duas
praças
de
convívio,
lugar
de
aglomeração,
reunião,
ponto
focal
e
de
permanência.
Do Partido Do Projeto
51/70
Centro de convivência funciona
como o coração do campus, e
as
atividades
e
ambientes
acadêmicos se organizam ao seu
redor.
Suas atividades se desenvolvem
sob uma ampla coberturaparque, tipo de cobertura verde
que permite o uso como um
parque urbano em sua superfície,
desempenhando duplo papel,
parque urbano e cobertura verde.
A cobertura parque estende-se
como um manto verde de
abrigo das atividades, que em
uma configuração integradora,
tornam legível o ambiente criado.
As
fronteiras
aparecem
permeáveis a partir das galerias,
os terraços e as escadas abertas
de acesso, aliadas a estruturas
formais que geram um alto grau
de conformação dos espaços
resultantes
de
edificações
organizadas ao redor de um eixo
estruturador de percursos.
Do Partido Do Projeto
52/70
Assim sendo, a cobertura-parque é definida como uma estrutura
que associa o uso da vegetação comum em coberturas-verdes
(gramíneas e arbustos) às características de urbanização de uma
praça ou parque (mobiliário e passeios).
Esta cobertura aproveita os movimentos de terra
encontrados no terreno para oferecer às pessoas um acesso a
uma área de convívio na parte superior e um uso na parte inferior.
53/70
Perspectiva da Infra estrutura da cobertura-parque
Do Partido Do Projeto
A disposição dos edifícios
acompanha as curvas de
nível,
favorecendo
a
drenagem natural das águas
e diminuindo os movimentos
de terra e os impactos
ambientais.
Perspectiva aérea do campus
A proposta também valoriza
o acesso à luz natural e a
ventilação
leste
(predominante), fazendo com
que os ventos sempre atinjam
as fachadas dos edifícios,
evitando assim as ilhas de
calor e criando sempre um
ambiente
agradável
de
permanência
(interno
e
externo).
Do Partido Do Projeto
54/70
O desenho proposto em
linhas
construídas
leste/oeste,
lembrando
quarteirões
curtos,
continuamente
interrompidos por vias,
espaçadas por jardins e
caminhos sombreados
cria uma trama com
interseções continuas é
uma riquíssima semireticula, carregada de
complexidade estrutural.
Observação dos eixos principais
Propicia a criação de
laços e vida nas áreas de
convívio, assim como as
interseções evitam que o
sistema
pareça
rigidamente disposto e
ameace a sobrevivência
das relações sociais.
Do Partido Do Projeto
55/70
Também se procurou implantar os
edifícios de modo que as fachadas
tenham a melhor orientação
(quando esta disposição não é
possível, recomenda-se o uso de
tipos de vegetação que amenize o
aquecimento
provocado
pela
exposição à radiação solar direta).
Imagens ilustrativas da sombra projetada pelos beirais
Todas as edificações propostas
apresentam beirais largos e
passagens cobertas, sem, no
entanto, diminuir a luz natural
existente, barrando com a largura
proposta, somente a radiação solar
incidente.
Esses parâmetros estimulam a
diversidade de usos e de usuários
bem como a exploração de
estímulos
sensoriais
proporcionados por contraste de
vistas, efeitos da luz natural e
artificial, cores e qualidades
táteis dos materiais.
Do Partido Do Projeto
56/70
É incentivado o uso de
gabaritos
diferenciados,
configurando
um
espaço
urbanizado com superfície mais
rugosa. A diversidade de alturas
entre as edificações, permite o
acesso da luz natural e garante
um melhor comportamento dos
ventos no espaço do campus.
Diferença de gabarito entre os prédios
Estas técnicas passivas de
climatização, podem também
evitar, a necessidade de outros
recursos
tecnológicos
que
implicariam em custos muitas
vezes elevados, ou mesmo
trabalhar de forma complementar
a estes de modo a viabilizar seu
uso de maneira eficiente e
responder
efetivamente
aos
requerimentos do entorno.
Do Partido Do Projeto
57/70
Quanto à distribuição de
atividades no campus o
projeto
destinou
três
projeções
ao
uso
acadêmico, compostas na
sua maioria, por salas de aula
e
postos
administrativos
avançados.
Perspectiva do campus à partir da DF-480
58/70
Essas projeções ficam na
linha de comunicação mais
direta com a cidade do
Gama, apresentando assim
uma fachada de ensino para
a comunidade, invitando a
entrar ao Campus ladeado
por essas edificações. Ao
mesmo tempo, criam a
moldura
apropriada
para
conter
o
restante
das
atividades
do
programa
educacional.
Os edifícios propostos somam
17.310 m², sendo que os dois
edifícios,
já
implantados,
possuem
dois
pavimentos
(10.200 m²) e o edifício
previsto, três pavimentos (7.110
m²), mantendo assim a cota de
coroamento
adotada
para
deixar a silhueta destacada.
Perspectiva dos laboratórios e edifício misto
Propõem-se também quatro
projeções de uso misto, que
englobam ensino, pesquisa e
extensão, somando 22.020 m²
distribuídos
em
três
pavimentos.
Próximos dessas projeções, ao
leste, estão duas projeções
correspondentes
as
edificações dos laboratórios
de
pesquisa,
que
correspondem a 5.400 m² e
três pavimentos.
Do Partido Do Projeto
59/70
Localizados no centro da
ocupação e ao abrigo da
cobertura parque estão a
biblioteca e o centro de
cultura e convenções,
que possuem 15.200 m²
divididos
em
quatro
pavimentos.
Perspectiva do R.U. e Centro de Convivência
Perto a esse complexo, e
arrematando
o
fechamento leste, têm-se
o restaurante universitário,
que possui 7.560 m²
correspondentes
ao
subsolo e mais dois
pavimentos.
Abertos, amigavelmente
por meio de rampas e
caminhos sombreados, ao
ingresso dos usuários.
Do Partido Do Projeto
60/70
Próximo do restaurante e no
fechamento leste/noroeste do
campus estão os alojamentos
estudantis de quatro pavimentos
(pilotis mais três) com 4.320 m². A
área destinada à moradia fica assim
próxima
também
da
guarita,
favorecendo
a
segurança
e
habitabilidade do espaço.
Perspectiva do moradia estudantil
Seguindo o eixo central e no
arremate da perspectiva que
estrutura
os
passeios
e
deslocamentos
do
campus,
encontra-se a administração, com
7.060 m².
Esta possui seis pavimentos, de
padrão escalonado para acomodar
a parte em pilotis e a construída, em
uma suave acomodação ao terreno
existente.
Apresenta, pelo seu lado oeste,
uma larga cobertura que enfrenta
a praça cívica e fornece,
adequadamente, sombra para os
usuários nas atividades que ai se
realizem.
Do Partido Do Projeto
61/70
Vista da Direção
No lado sul do campus, de frente
para a preservada passagem de
murundus, a prefeitura, de dois
pavimentos, com 3600m². Para
ela
propomos,
dadas
as
características
de
seu
funcionamento, abertura para a
área de circulação de carros e
estacionamento.
Perspectiva do Parque Tecnológico
Em esse mesmo alinhamento
sul e fechando a parte
acadêmica
do
campus
propomos um a área para
parque tecnológico, visto que a
proposta do futuro campus é
incentivar a pesquisa e ensino
na área da tecnologia. Sendo
assim, propõe-se uma projeção
de três pavimentos distribuídos
em 5.700 m², com a função
principal de abrigar empresas de
fomento.
Do Partido Do Projeto
62/70
Acompanhando a mesma
tipologia dos alojamentos
estudantis,
de
quatro
pavimentos (pilotis mais
três) têm-se, em 7.080 m²,
as
residências
dos
professores, no extremo
mais próximo da cidade
do Gama, depois do Centro
Olímpico e fornecendo o
limite do campus.
Perspectiva das Residências dos professores
Essa proximidade com a
cidade do Gama, fornecerá
a necessária integração do
ambiente de residência com
o
contacto,
regulação,
intercâmbio e comunicação
da cidade é, sobretudo, dos
modos
de organização
urbana,
Do Partido Do Projeto
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A ciclovia bidirecional
proposta
para
a
integração modal do
campus tem 3,0m de
largura e percorre e
acessa todos os espaços.
Costura os caminhos e cria
o ambiente sustentável
com a proposta projetual
capaz de estimular o uso
(sadio)
dos
espaços
públicos.
Perspectiva da ciclovia
A inclinação máxima da
ciclovia é de 4% no sentido
do tráfego e de 2%
perpendicular ao sentido
do mesmo, estimulando
assim a drenagem natural.
Como material usado para
a pavimentação tem-se
placas
pré-moldas
de
concreto na cor vermelha.
Do Partido Do Projeto
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Vista de estacionamentos e vias internas
Propõe-se o uso de revestimentos permeáveis
dentro do campus. Para as vias propõe-se o
asfalto permeável, que é de um asfalto
modificado com incorporação de borracha moída
de pneus, proporcionando uma alternativa para
preservação
ambiental
e
melhoria
das
propriedades e do desempenho do revestimento
asfáltico.
Para os estacionamentos aconselha-se o uso
pavimento intertravado com blocos prémoldados de concreto, para possibilitar a
infiltração das águas pluviais no solo e o
cobograma.
São propostos dois tipos de calçadas: as que
ligam os edifícios entre si e entre as que
comunicam as áreas de convivência e
estacionamentos (tipo 1) e as que circundam as
edificações (tipo 2).
Perspectiva da calçada
Em ambos os tipos de calçada o pavimento utilizado são
placas pré-moldadas de concreto e dependendo dos taludes
do terreno são propostas caneletas de escoamento para
auxiliar na drenagem das águas pluviais, as biovaletas,
canteiros pluviais e os jardins de chuva.
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As calçadas do tipo 1 variam de 3m a 5m, com
exceção do eixo central, que é de 10m,
priorizando o fluxo de pedestres e uma
caminhada agradável.
As do tipo 2 são calçadas funcionais e possuem
1m de largura.
Do Partido Do Projeto
Como
recurso
de
organização
formal
e
espacial,
uma
sucessão
ininterrupta de caminhos,
estrutura o fluxo de pedestres
de
todo
o
campus
e
estabelece percurso máximo
15 minutos.
Perspectiva aérea do campus
Assim o movimento fica
preservado ambientalmente,
com sombras e visuais
diferenciadas, de acordo as
espécies
vegetais
incorporadas, dotando-o de
familiaridade,
equivalendo
também a um ritmo de
sensações próprias, fruto da
organização padronizada de
elementos.
Do Partido Do Projeto
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PERSPECTIVA GERAL DO CAMPUS
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www.lasus.unb.br
EQUIPE
Marta Adriana Bustos Romero
Caio Frederico e Silva
Éderson Oliveira Teixeira
Lorena Mileib Burgos
Marianna Gomes
Martha Battaglin Ramos
Moira Nunes Costa Neves
Abril/ 2010
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UnB_GamaCBIC - Prof. Dra. Marta Romero