PROJETO CAMPUS GAMA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA – UNB EQUIPE Marta Adriana Bustos Romero Caio Frederico e Silva Éderson Oliveira Teixeira Lorena Mileib Burgos Marianna Gomes Martha Battaglin Ramos Moira Nunes Costa Neves Abril/ 2010 1/70 Planejamento de expansão dos Campus da UnB Expansão UNB APRESENTAÇÃO DO PROJETO URBANÍSTICO Gama 2/70 o o o o o o o o o o RAII Administrador : Cícero Neildo Furtado Data de Aniversário: 20 de Janeiro Idade: 20 anos Padroeiro da Cidade: São Sebastião População: 148.000 mil Habitantes Área Geográfica: Distância até Brasília: 31,2 Km Cidades Vizinhas: Santa Maria, Novo Gama, Valparaíso. Clima: Tropical de Altitude (CWB) Localização do Campus no Gama Dados gerais UnB Gama.: 480 vagas por ano. Cursos: Bacharelado em ciências exatas e tecnologia Engenharias de Energias Engenharia de Sistemas Digitais Engenharia de Software Engenharia Automotiva 3/70 Terreno - Campus UnB-Gama 4/70 Localização PDL – Plano Diretor Local do Gama Mapa – Ordenamento Territorial AUR – Área Urbana com Restrição APM – Área de Proteção de Manancial ARF – Área com Restrição Físico-ambiental ARR – Área Rural Remanescente Malha Urbana Existente Complexo de Educação Cultura Esportes e Lazer* ETE – Estação de Tratamento de Esgoto * O Art. 57 do PDL do Gama diz que no Complexo de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, os lotes corresponderão à categoria de restrição R3, vedado o uso residencial (R3 : permitido uso coletivo, atendendo residência, comércio e indústria). 5/70 PDL – Plano Diretor Local do Gama Mapa – Coeficiente de Aproveitamento 9,0 8,0 6,0 4,0 3,0 2,0 1,61 1,5 1,0 0,2 6/70 Critérios urbanos - Taxa de permeabilidade mínima: 30%. Restrição ambiental - Art. 57 – serão preservados os campos de murundus existentes. Restrições - Afastamento das divisas voltadas para logradouros públicos. - Afastamento em fachadas com aberturas para aeração e iluminação - Será permitida a construção de marquises sobre a área pública. - Evitar a criação de grandes áreas de estacionamento público: mínimo uma vaga para cada 25m². Murundus • Tipo de microrrelevo em forma de pequenas elevações, geralmente arredondados, com altura entre 0,1 a 1,5 m e diâmetro de até 20 m. • Temporariamente inundável nas partes mais baixas durante o período chuvoso. • Formado em solos hidromórficos com deficiência em drenagem, contendo comumente no perfil concreções ferruginosas. • É comum a presença do lençol freático à superfície ou próximo a superfície, devido a existência de uma camada de material impermeável, que junto com a baixa declividade, impede ou torna deficiente a drenagem nas áreas de murundus. • Apresenta grande importância ecológica por controlar o fluxo de água, a deposição de nutrientes, a conservação de água de superfície e a biodiversidade. * * Lei n° 8.830 de 21 de janeiro de 2008 7/70 Fotos do terreno Vista 1 - Sudeste. 11/11/2009. Vista 2 - Nordeste. 11/11/2009. 8/70 Vista 3 - Nordeste. 11/11/2009. Vista 4 - Sudoeste. 11/11/2009. Medições Medição 01 – 20/11/2009 – 10:30hs CONDICIONANTES BIOCLIMÁTICOS Céu: aproximadamente 50% nublado. 9/70 MEDIÇÃO 1 (+3,00m) Decibelímetro: 65 dB Anemômetro: ventos do leste Velocidade máxima: 6 m/s Velocidade mínima: 3 m/s Velocidade predominante: 4,2 m/s MEDIÇÃO 2 (à nível do solo) Decibelímetro: 58 dB Anemômetro: ventos do leste Velocidade máxima: 5 m/s Velocidade mínima: 2,1 m/s Velocidade predominante: 3,6 m/s 3 2 1 MEDIÇÃO 3 (à nível do solo) Decibelímetro: 70,5 Anemômetro: ventos do leste Velocidade máxima: 4,8 m/s Velocidade mínima: 2 m/s Velocidade predominante: 3,3 m/s VENTOS PREDOMINANTES 10/70 PRINCÍPIOS ADOTADOS NO PLANO DIRETOR DO CAMPUS UnB – GAMA A visão do Plano Diretor do Campus UnB-Gama segue a linha de pensamento das principais universidades do mundo, partindo da premissa de que a Universidade deve ser um exemplo de desenvolvimento sustentável, equilibrando o ambiente de campus com a conservação dos recursos naturais e patrimônio. Planejamento em longo prazo Formulação de uma estrutura de planejamento capaz de permitir a evolução do campus, equilibrando a necessidade de crescimento futuro com preservação de uma paisagem verde e serena. Locais de ensino e pesquisa integrados As unidades acadêmicas e instalações de ensino devem estar integradas aos laboratórios de pesquisa, porém, a implantação dos laboratórios foi pensada de forma que as variáveis climáticas favoreçam a não interferência dos ruídos originados pelos equipamentos e máquinas nas unidades acadêmicas. Vida no campus Fornecimento de instalações adequadas e espaços de encontro convidativos. Oferecer moradia para estudantes de graduação e pós-graduação, professores e visitantes, separadas umas das outras e próximas das unidades acadêmicas. Acessibilidade entre as unidades acadêmicas. 11/70 Integração com a comunidade Manter o campus da universidade como um local ideal para as atividades acadêmicas e de melhoria da qualidade de vida da comunidade, oferecendo equipamentos e atividades ao público externo. Campus amigo do pedestre A circulação interna no campus é feita exclusivamente a pé ou por meio de ciclovias, sendo que a circulação de veículos e os estacionamentos devem permanecer na perimetral do campus. Os passeios e calçadas devem ser acessíveis e bem implantados. A forma compacta do campus permite que o pedestre chegue a qualquer ponto em no máximo 15 minutos de caminhada. Uma paisagem de importância vital Preservação do campo de murundus. Introdução de uma pista de Cooper nos limites da área preservada, reforçando assim a experiência do verde e garantindo a preservação do local. Criação de uma cobertura parque como área de convívio. Um campus sustentável Harmonizar as edificações já previstas com a proposta de ocupação. Incentivar um campus de baixa emissão de carbono. Conceber edifícios verdes. Aproveitamento das águas pluviais e sistemas de reuso. Gestão de resíduos e compostagem. Implantação de sistemas energéticos alternativos. Infra estrutura urbana verde. 12/70 ESTUDO DO FLUXOGRAMA E DIAGRAMA DE GANTT Foram utilizadas as ferramentas metodológicas de projeto: Fluxograma e Diagrama de Gantt visando compreender o fluxo de funções e usuários do campus, bem como evitar aproximações indesejáveis. 13/70 ESTUDOS INICIAIS ESTUDOS INICIAIS 14/70 PROPOSTA 1 15/70 ESTUDOS – 2ª ETAPA 16/70 ANTEPROJETO URBANÍSTICO 17/70 18/70 19/70 20/70 21/70 22/70 23/70 24/70 25/70 COBERTURA PARQUE 26/70 INFRAESTRUTURA Canteiro Pluvial Corte esquemático Planta Baixa 27/70 VERDE Biovaleta INFRAESTRUTURA VERDE Perspectiva 28/70 TALUDES E INFRAESTRUTURA VERDE 29/70 LIGAÇÕES ENTRE EDIFICAÇÕES 30/70 22,65°C Desempenho Ambiental Foram simuladas as principais áreas do campus. Os parâmetros analisados nas simulações são: temperatura do ar (ºC), fator de visão do céu (%), umidade (%) e ventilação (m/s). 27,46°C Temperatura (°C) às 9:00 3 2 1 Umidade (%) às 9:00 Nas simulações de temperatura e umidade, percebe-se que a área central possui valores mais elevados de temperatura e valores menores de umidade, indicando que é necessária a adoção de diretrizes que melhorem o conforto térmico do lugar, tais como arborização, pavimentos menos absorventes e mais permeáveis, mantendo assim um alto índice de umidade e menor índice de temperatura do ar. 39,69% A área central não é representada realisticamente uma vez que há uma grande praça coberta que agrega o ambiente e traz conforto para essa região, assim como a grande cobertura parque e uma garantia de vegetação e de temperaturas menores. Simulações Envi-met 31/70 65,42% 0,33% Desempenho Ambiental A parte periférica exige uma melhor integração com o ambiente do entorno e por isso foram pensados espaços expansivos, destacados em cor magenta. Os espaços entre os blocos podem ser considerados como espaços acolhedores, permitindo melhor convivência, representado pelos tons amarelos e laranjas. 0,93% Fator de Visão do Céu (%) Velocidade dos ventos (m/s) às 9:00 0,21m/s E a terceira tipologia proposta de espaço, considera um ambiente mais íntimo, caracterizado pela intensa vegetação e pelo auto-sombreamento das edificações, representada nas pequenas áreas ilustradas no gráfico de simulação pelos tons frios (verde e azuis). Vento predominante leste : campus é ventilado por um fluxo médio de 1m/s neste horário (tons amarelos e verdes). As áreas azuis são consideradas como região de sombra de vento, que devem ser minimizadas, incentivando o uso de pavimentos térreos mais vazados, grandes aberturas ou até mesmo uso de pilotis, favorecendo assim, a ventilação cruzada no espaço livre do campi. Do Partido Do Projeto 1,91m/s 32/70 Desempenho Ambiental 33/70 Desempenho Ambiental 34/70 PARTIDO INÍCIO SIGNIFICADO DO PROJETO 35/70 Perspectiva aérea do campus O campus sustentável projeta-se compacto para minimizar os custos de implantação e enriquecer as cenas criadas pelas construções, respeitando o entorno. A valorização dos vazios fomenta, uma melhora na qualidade de vida da população, com esses elementos cria-se o espaço seguro que permite a integração e coesão social e, com isso, democratiza os lugares, assegurando, ao mesmo tempo, a persistência do sítio e a conservação do lugar e, com eles, a preservação da memória e da cultura em uma adequada interpretação da ideologia da Universidade de Brasilia. 36/70 Do Partido Do Projeto Para a realização do projeto houve a necessidade de incorporar estratégias que contribuíssem para melhorar a percepção de organização do espaço. A metade da área destinada para o Campus é uma área de murundus, com necessidade rigorosa de preservação. Na metade restante dois edifícios acadêmicos já implantados com propriedades espaciais predominantes criam limites e permeabilidade ao mesmo tempo, reforçando a percepção espacial do conjunto. Do Partido Do Início 37/70 O conceito chave da ocupação proposta é a permeabilidade, social e ambiental. A primeira é dada pelos conceitos humanizadores e a segunda pela forma de ocupação do solo prevista (10,64%, menos então que a máxima permitida de 50%). A drenagem sustentável tem a finalidade fazer uma integração com o sistema de drenagem convencional, diminuindo os impactos ambientais do mesmo e aumentando as áreas permeáveis. Também para manter o máximo de permeabilidade recomendamos, de modo correlacionado com o caimento natural do terreno, o uso da pavimentação permeável nos estacionamentos e vias, dentro do que denominamos Plano de Drenagem para o campus: 1.- biovaletas conectadas ao sistema de calçadas; 2.- canteiros pluviais e 3.- jardins de chuva Localizados estrategicamente em pontos de retenção de água. O uso dos tipos de infra-estrutura verde também impede que, o desnível natural do terreno conduza as águas para o campo de murundus, uma vez que este processo de encharcamento do campo deve ser evitado. Do Partido Do Início 38/70 Formatos diferenciados de percursos podem incentivar permanência ou contemplação e configurar pátios internos e conjunto de entradas similares. Fronteiras permeáveis podem estabelecer relação mais direta com o sitio. A vivacidade urbana é incentivada por diversidade de usos ao abrigo do verde, contribuindo para a sustentabilidade social. A diversidade de usuários ajuda a sustentar atividades de lazer, comerciais e de serviços e inclui a diversidade social. 39/70 Do Partido Do Início O plano diretor de urbanização estrutura e estabelece hierarquia entre os espaços edificados e também entre estes e o sistema maior de espaços coletivos para assim garantir uma melhor distribuição da acessibilidade e garantir o senso de urbanidade no projeto. Quer dizer, vai além do simples provimento de espaços coletivos e áreas verdes requeridos pela legislação: por meio da sensibilidade ao ambiente construído e natural existente, recursos espaciais específicos aliados a parâmetros para a sustentabilidade social podem contribuir para a percepção de um sentido de lugar, para a vivacidade urbana e para a diminuição da segregação social e da dificuldade de locomoção. Do Partido Do Início 40/70 As estratégias relativas à acessibilidade do espaço do campus procuram propostas que cuidem da orientação dos usuários em relação aos ambientes criados, da relação entre cheios e vazios (massa edificada e áreas livres), da posição dos volumes edificados, da capacidade térmica dos materiais constituintes desses espaços urbanos, assim como do papel das áreas verdes. O Campus deverá ir criando forma a partir de diferentes fases de implantação, de curto, médio e de longo prazo, com caráter de autosuficiência em suas funções básicas. Do Partido Do Início 41/70 Perspectiva aérea do Campus As estratégias visando o fortalecimento das relações comunitárias, através da interação social têm por objetivo, a partir de novos usos e atividades produtivas e de novas formas de interação com o entorno, a criação de um campus sustentável, com participação comunitária, ênfase na integração, variedade e organização espacial. Com isso, as relações sociais comunitárias ficam equilibradas e, criam sentido de pertença, ao mesmo tempo que criam expectativas de desenvolvimento comunitário. Do Partido Do Significado 42/70 43/70 O partido contempla as necessidades sociais e psicológicas de uma diversidade de usuários, entre elas: - vivacidade urbana, - diferentes graus de privacidade e envolvimento comunitário, - legibilidade, Do - identidade, - senso de proteção, - variedade e - expressividade sensorial. Partido Do Significado O campus do Gama integra as edificações com passeios e paisagismo produtivo como também por meio das infra-estruturas verdes, eliminando os problema de edifícios isolados entre si por extensas áreas ajardinadas geralmente sem nenhuma utilização, deixa visível o ciclo da água e projeta os indutores do total aproveitamento das águas urbanas. 44/70 Do Partido Do Significado O projeto inclui proposições que trazem incentivos à inovação; abertura à experimentação (de novos materiais, novas tecnologias, novas formas organizacionais); inclusão dos custos ambientais e sociais nos orçamentos dos projetos de infra-estrutura; indução de novos hábitos de moradia, transporte e consumo. Do Partido Do Significado 45/70 O partido urbanístico do campus estabelece o uso de amplas áreas com vegetação – forração, arbustiva e arbórea. Para seguir esta premissa, os espaços arborizados, usam vegetação nativa do cerrado, por representarem espécies típicas, tem melhor desempenho ambiental quanto às características climáticas da região, caracterizando uma paisagem mais sustentável ambientalmente. Ficam privilegiados os usos de espécies com geometria de copas grandes quando as mesmas acompanham o sistema de calçadas e protegem as fachadas que recebem maior insolação, principalmente no horário da tarde. Do Partido Do Significado 46/70 Criação de uma plataforma comum de desenvolvimento de espaços abertos, combinando as necessidades ambientais com o uso e solicitações para sua satisfação. Levando a ter lugar nos espaços assim criados de diferentes atividades e interações, outorgando vida a esses lugares, uma vez que a maneira de o homem se relacionar com o meio ambiente tem muito a ver com as formas topográficas e o grau de visibilidade nas paisagens onde instala seu habitat. Do Partido Do Significado 47/70 Desde as avenidas e ruas dois acessos para o campus da UnB Gama foram equacionados. O primeiro a ser construído é o acesso norte. O segundo a ser construído é o acesso oeste, que passa a ser caracterizado como principal, por localizar-se no eixo central do campus e é voltado para a DF-480. Cada acesso é controlado por guarita de 400m². Entrada Norte O acesso de carros é perimetral no campus. Essa forma de circulação prioriza os caminhos de pedestres e ciclovias, evitando que os veículos entrem em contato com a dinâmica interna da universidade. As vias e os estacionamentos correspondem a 37.661m², resultando em 12,55% da ocupação do campus. Do Partido Do Significado 48/70 Entrada Oeste Um dos princípios do Plano Diretor é a mobilidade sustentável e por isso incentiva-se o uso da bicicleta como meio de transporte. Para tanto se propõe uma ciclovia de aproximadamente 2 km, que oferece acesso a todos os edifícios do campus. 49/70 Do Partido Do Significado Buscando a integração da comunidade do Gama com a universidade, quiosques e o Centro Olímpico, fornecem os recursos espaciais específicos que, aliados a parâmetros de sustentabilidade social, auxiliam também na percepção de um sentido de lugar e na criação do sentido de pertença. Elementos esses, imprescindíveis para a vivacidade urbana, diminuição da segregação social e a dificuldade de locomoção. Assim, o Centro Olímpico, está localizado estrategicamente próximo a DF-480, possui uma projeção de 1.570 m² destinada a apoio e vestiário e no restante do espaço propõe-se a implantação de quadras esportivas, piscinas e área para atletismo. Os cinco quiosques de apoio (225m² cada) estão distribuídos em pontos centrais de confluência de pessoas e, oferecem serviços de alimentação aos alunos, professores, funcionários e visitantes. Do Partido Do Significado 50/70 Visando salientar a importância das conexões hierárquicas entre parâmetros de um mesmo nível bem como de diferentes níveis criou-se um eixo principal, que posiciona a administração e o conjunto formado pela biblioteca e centro cultural ao longo do mesmo. Entre esses dois núcleos estruturais são propostas duas praças de convívio, lugar de aglomeração, reunião, ponto focal e de permanência. Do Partido Do Projeto 51/70 Centro de convivência funciona como o coração do campus, e as atividades e ambientes acadêmicos se organizam ao seu redor. Suas atividades se desenvolvem sob uma ampla coberturaparque, tipo de cobertura verde que permite o uso como um parque urbano em sua superfície, desempenhando duplo papel, parque urbano e cobertura verde. A cobertura parque estende-se como um manto verde de abrigo das atividades, que em uma configuração integradora, tornam legível o ambiente criado. As fronteiras aparecem permeáveis a partir das galerias, os terraços e as escadas abertas de acesso, aliadas a estruturas formais que geram um alto grau de conformação dos espaços resultantes de edificações organizadas ao redor de um eixo estruturador de percursos. Do Partido Do Projeto 52/70 Assim sendo, a cobertura-parque é definida como uma estrutura que associa o uso da vegetação comum em coberturas-verdes (gramíneas e arbustos) às características de urbanização de uma praça ou parque (mobiliário e passeios). Esta cobertura aproveita os movimentos de terra encontrados no terreno para oferecer às pessoas um acesso a uma área de convívio na parte superior e um uso na parte inferior. 53/70 Perspectiva da Infra estrutura da cobertura-parque Do Partido Do Projeto A disposição dos edifícios acompanha as curvas de nível, favorecendo a drenagem natural das águas e diminuindo os movimentos de terra e os impactos ambientais. Perspectiva aérea do campus A proposta também valoriza o acesso à luz natural e a ventilação leste (predominante), fazendo com que os ventos sempre atinjam as fachadas dos edifícios, evitando assim as ilhas de calor e criando sempre um ambiente agradável de permanência (interno e externo). Do Partido Do Projeto 54/70 O desenho proposto em linhas construídas leste/oeste, lembrando quarteirões curtos, continuamente interrompidos por vias, espaçadas por jardins e caminhos sombreados cria uma trama com interseções continuas é uma riquíssima semireticula, carregada de complexidade estrutural. Observação dos eixos principais Propicia a criação de laços e vida nas áreas de convívio, assim como as interseções evitam que o sistema pareça rigidamente disposto e ameace a sobrevivência das relações sociais. Do Partido Do Projeto 55/70 Também se procurou implantar os edifícios de modo que as fachadas tenham a melhor orientação (quando esta disposição não é possível, recomenda-se o uso de tipos de vegetação que amenize o aquecimento provocado pela exposição à radiação solar direta). Imagens ilustrativas da sombra projetada pelos beirais Todas as edificações propostas apresentam beirais largos e passagens cobertas, sem, no entanto, diminuir a luz natural existente, barrando com a largura proposta, somente a radiação solar incidente. Esses parâmetros estimulam a diversidade de usos e de usuários bem como a exploração de estímulos sensoriais proporcionados por contraste de vistas, efeitos da luz natural e artificial, cores e qualidades táteis dos materiais. Do Partido Do Projeto 56/70 É incentivado o uso de gabaritos diferenciados, configurando um espaço urbanizado com superfície mais rugosa. A diversidade de alturas entre as edificações, permite o acesso da luz natural e garante um melhor comportamento dos ventos no espaço do campus. Diferença de gabarito entre os prédios Estas técnicas passivas de climatização, podem também evitar, a necessidade de outros recursos tecnológicos que implicariam em custos muitas vezes elevados, ou mesmo trabalhar de forma complementar a estes de modo a viabilizar seu uso de maneira eficiente e responder efetivamente aos requerimentos do entorno. Do Partido Do Projeto 57/70 Quanto à distribuição de atividades no campus o projeto destinou três projeções ao uso acadêmico, compostas na sua maioria, por salas de aula e postos administrativos avançados. Perspectiva do campus à partir da DF-480 58/70 Essas projeções ficam na linha de comunicação mais direta com a cidade do Gama, apresentando assim uma fachada de ensino para a comunidade, invitando a entrar ao Campus ladeado por essas edificações. Ao mesmo tempo, criam a moldura apropriada para conter o restante das atividades do programa educacional. Os edifícios propostos somam 17.310 m², sendo que os dois edifícios, já implantados, possuem dois pavimentos (10.200 m²) e o edifício previsto, três pavimentos (7.110 m²), mantendo assim a cota de coroamento adotada para deixar a silhueta destacada. Perspectiva dos laboratórios e edifício misto Propõem-se também quatro projeções de uso misto, que englobam ensino, pesquisa e extensão, somando 22.020 m² distribuídos em três pavimentos. Próximos dessas projeções, ao leste, estão duas projeções correspondentes as edificações dos laboratórios de pesquisa, que correspondem a 5.400 m² e três pavimentos. Do Partido Do Projeto 59/70 Localizados no centro da ocupação e ao abrigo da cobertura parque estão a biblioteca e o centro de cultura e convenções, que possuem 15.200 m² divididos em quatro pavimentos. Perspectiva do R.U. e Centro de Convivência Perto a esse complexo, e arrematando o fechamento leste, têm-se o restaurante universitário, que possui 7.560 m² correspondentes ao subsolo e mais dois pavimentos. Abertos, amigavelmente por meio de rampas e caminhos sombreados, ao ingresso dos usuários. Do Partido Do Projeto 60/70 Próximo do restaurante e no fechamento leste/noroeste do campus estão os alojamentos estudantis de quatro pavimentos (pilotis mais três) com 4.320 m². A área destinada à moradia fica assim próxima também da guarita, favorecendo a segurança e habitabilidade do espaço. Perspectiva do moradia estudantil Seguindo o eixo central e no arremate da perspectiva que estrutura os passeios e deslocamentos do campus, encontra-se a administração, com 7.060 m². Esta possui seis pavimentos, de padrão escalonado para acomodar a parte em pilotis e a construída, em uma suave acomodação ao terreno existente. Apresenta, pelo seu lado oeste, uma larga cobertura que enfrenta a praça cívica e fornece, adequadamente, sombra para os usuários nas atividades que ai se realizem. Do Partido Do Projeto 61/70 Vista da Direção No lado sul do campus, de frente para a preservada passagem de murundus, a prefeitura, de dois pavimentos, com 3600m². Para ela propomos, dadas as características de seu funcionamento, abertura para a área de circulação de carros e estacionamento. Perspectiva do Parque Tecnológico Em esse mesmo alinhamento sul e fechando a parte acadêmica do campus propomos um a área para parque tecnológico, visto que a proposta do futuro campus é incentivar a pesquisa e ensino na área da tecnologia. Sendo assim, propõe-se uma projeção de três pavimentos distribuídos em 5.700 m², com a função principal de abrigar empresas de fomento. Do Partido Do Projeto 62/70 Acompanhando a mesma tipologia dos alojamentos estudantis, de quatro pavimentos (pilotis mais três) têm-se, em 7.080 m², as residências dos professores, no extremo mais próximo da cidade do Gama, depois do Centro Olímpico e fornecendo o limite do campus. Perspectiva das Residências dos professores Essa proximidade com a cidade do Gama, fornecerá a necessária integração do ambiente de residência com o contacto, regulação, intercâmbio e comunicação da cidade é, sobretudo, dos modos de organização urbana, Do Partido Do Projeto 63/70 A ciclovia bidirecional proposta para a integração modal do campus tem 3,0m de largura e percorre e acessa todos os espaços. Costura os caminhos e cria o ambiente sustentável com a proposta projetual capaz de estimular o uso (sadio) dos espaços públicos. Perspectiva da ciclovia A inclinação máxima da ciclovia é de 4% no sentido do tráfego e de 2% perpendicular ao sentido do mesmo, estimulando assim a drenagem natural. Como material usado para a pavimentação tem-se placas pré-moldas de concreto na cor vermelha. Do Partido Do Projeto 64/70 Vista de estacionamentos e vias internas Propõe-se o uso de revestimentos permeáveis dentro do campus. Para as vias propõe-se o asfalto permeável, que é de um asfalto modificado com incorporação de borracha moída de pneus, proporcionando uma alternativa para preservação ambiental e melhoria das propriedades e do desempenho do revestimento asfáltico. Para os estacionamentos aconselha-se o uso pavimento intertravado com blocos prémoldados de concreto, para possibilitar a infiltração das águas pluviais no solo e o cobograma. São propostos dois tipos de calçadas: as que ligam os edifícios entre si e entre as que comunicam as áreas de convivência e estacionamentos (tipo 1) e as que circundam as edificações (tipo 2). Perspectiva da calçada Em ambos os tipos de calçada o pavimento utilizado são placas pré-moldadas de concreto e dependendo dos taludes do terreno são propostas caneletas de escoamento para auxiliar na drenagem das águas pluviais, as biovaletas, canteiros pluviais e os jardins de chuva. 65/70 As calçadas do tipo 1 variam de 3m a 5m, com exceção do eixo central, que é de 10m, priorizando o fluxo de pedestres e uma caminhada agradável. As do tipo 2 são calçadas funcionais e possuem 1m de largura. Do Partido Do Projeto Como recurso de organização formal e espacial, uma sucessão ininterrupta de caminhos, estrutura o fluxo de pedestres de todo o campus e estabelece percurso máximo 15 minutos. Perspectiva aérea do campus Assim o movimento fica preservado ambientalmente, com sombras e visuais diferenciadas, de acordo as espécies vegetais incorporadas, dotando-o de familiaridade, equivalendo também a um ritmo de sensações próprias, fruto da organização padronizada de elementos. Do Partido Do Projeto 66/70 67/70 68/70 PERSPECTIVA GERAL DO CAMPUS 69/70 www.lasus.unb.br EQUIPE Marta Adriana Bustos Romero Caio Frederico e Silva Éderson Oliveira Teixeira Lorena Mileib Burgos Marianna Gomes Martha Battaglin Ramos Moira Nunes Costa Neves Abril/ 2010 70/70