ANÁLISE DO GÊNERO TEXTUAL REPORTAGEM EM UM LIVRO DIDÁTICO DE
MATEMÁTICA
Thaís Ludmila da Silva Ranieri1
GT3 Educação e Ciências Matemáticas, Naturais e Biológicas
RESUMO: O presente trabalho tem por objetivo apresentar uma análise do trabalho com o
gênero textual reportagem e de suas questões de compreensão textual em um livro didático
de Matemática. Para isso, contamos como aporte teórico as discussões que envolvem a
temática dos gêneros textuais (MARCUSCHI, 2003, 2004; KOCH, 2004; PINTO, 2003) e o
trabalho com os gêneros textuais em sala de aula (ROJO, 2007; SHNEUWLY, DOLZ; 2004).
O corpus é composto por uma proposta de atividade selecionada de uma coleção didática
aprovada pelo PNLD (2008) de Matemática. De modo geral, podemos afirmar, tal como
acontece em grande parte nas aulas de língua, o texto se mostra como pretexto para
aplicação de atividades de fixação.
Palavras- chave: reportagem, gênero textual, livro de matemática.
ABSTRACT: This paper aims to present an analysis of the work with the genre and its story
comprehension questions on a textual textbook Mathematics. For this, we as theoretical
discussions involving the theme of genres (MARCUSCHI, 2003, 2004; KOCH, 2004; PINTO,
2003) and work with genres in the classroom (ROJO, 2007; SHNEUWLY, DOLZ , 2004). The
corpus consists of a proposed activity selected from a collection didactics approved by PNLD
(2008) Math. In general, we can say, as happens largely in the language class, the text is
shown as a pretext for applying fixation activities.
Keywords: reportage, genre, math book
1 Introdução
Até algum tempo atrás, as atividades com textos eram pouco desenvolvidas
nos espaços escolares, ficando restritas às aulas de língua materna. Entretanto,
pesquisas desenvolvidas, dentro da área da Educação, da Linguística e da própria
Educação Matemática, vêm mostrando que os textos - materializados em gêneros
textuais – também podem ser trabalhados nas aulas de Matemática. Assim, os
gêneros textuais passaram a ter um espaço nas aulas de Matemática, como também
Professora Assistente da Unidade Acadêmica de Serra Talhada – Universidade Federal Rural de
Pernambuco. Mestre em Letras com ênfase em Linguística pela Universidade Federal de
Pernambuco e doutoranda pela mesma universidade. Desenvolve pesquisas na área da Linguística
de Texto de base sociocognitiva com enfoque em investigações que tratam de disciplinares
escolares, em especial das áreas de exatas e de ciências naturais.
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nos livros didáticos de Matemática, tal como proposto pelo Plano Nacional do Livro
Didático de Matemática (PNLD, 2008). Posto assim, o trabalho pretende investigar,
através do gênero reportagem, de que forma são trabalhados os gêneros textuais
nos livros didáticos de Matemática. Para isso, volta-se, particularmente, para as
questões de compreensão propostas pelo material didático e busca trazer reflexões
sobre o trabalho com o gênero e a multimodalidade como recurso importante para a
compreensão de gêneros compostos por múltiplas semioses.
2 Referencial Teórico
Concepções basilares: língua e texto
Como pressuposto para todo trabalho em Linguística, faz-se necessário uma
discussão acerca da concepção de língua e, em nosso caso também, da concepção
de texto. As discussões que serão a seguir apresentadas tomam por base as
concepções de língua e de texto tais como propostas pela perspectiva sociocognitiva
de estudos da linguagem
Ao tomar os posicionamentos teóricos expostos por essa área, a visão de
língua adotada considera a sua perspectiva funcionalista, não negando, no entanto,
a sua organização sistêmica. Esse ponto de vista implica uma noção de língua que
não se esgota no código, nem em um sistema de comunicação que privilegia o
aspecto informacional ou ideacional. A língua não é um simples instrumento de
transmissão ou de informação (KOCH, MARCUSCHI, 2006, p. 382). Assim, uma vez
que a noção de língua não será tomada apenas como um sistema, destacamos,
também, as questões referentes aos contextos de uso e de produção bem como os
sujeitos envolvidos no processo interacional. Portanto, adotamos a concepção de
língua tal como concebida por Marcuschi (2004, p. 29), que a vê como um conjunto
de práticas sociais e cognitivas historicamente situadas. Buscamos, também, a visão
de Koch (2003) que tem a língua como uma atividade sociocomunicativa.
Para o grupo de base funcionalista, a língua existe e se realiza enquanto
prática social. Ou ainda, a língua não é só signo, é ação, é trabalho coletivo dos
falantes, não é simplesmente um intermediário entre nosso pensamento e o mundo
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(MORATO, 2004, p. 317). A língua, portanto, deixa de ser apenas um instrumento
para ser entendida como a atuação do sujeito em suas práticas sociais.
Completamos a visão de língua aqui assumida, uma vez que se considera
que a palavra está imbricada na ação não-verbal, na materialidade do contexto e na
manipulação de objetos (MONDADA, 2005, p. 16). Sob essa perspectiva, todo o
entorno envolvido na produção do enunciado deve ser posto em evidência. Por tal
razão, gestos, manipulação de objetos, recursos gráficos, todos esses elementos
devem ser considerados no momento da produção discursiva. Todos os recursos
verbais e não-verbais são orquestrados em uma situação comunicativa. De uma
maneira ou de outra, em nossas interações, trabalhamos de tal forma que
conseguimos compor ambos os códigos – língua e imagem – e ambas as
modalidades – ver e ouvir, gerando, assim, uma unidade semiótica (HOLLY, 2009).
A língua, portanto, abandona o caráter somente formal para ser vista como uma
prática multimodal.
Por sua vez, distante das antigas concepções em que a unidade textual se
mostrava como um produto acabado, a perspectiva sociocognitiva adota um enfoque
em que o texto é tido como produto da ação verbal. Sob essas condições, os textos
vistos como entidades comunicativas verbalmente realizadas e não entidades
linguísticas que possuem um caráter comunicativo adicional (SCHIMDT apud
JUBRAN, 2006).
Essa posição nos conduz a olhar para a unidade textual dentro de situações
concretas de uso da língua, uma vez que somente sob essas condições
conseguimos dar conta das especificidades das interações verbais, tais como o
contexto de produção e de recepção (no caso dos textos escritos); os sujeitos
participantes e elementos que são de outras ordens semióticas (por exemplo, o
gestual, a manipulação de objetos), isto é, todas as questões pertinentes ao
processo da interação verbal. Koch (2003, p. 17) afirma que há lugar, no texto, para
toda uma gama de implícitos, dos mais variados tipos, somente detectáveis quando
se tem, como pano de fundo, o contexto sociocognitivo dos participantes da
interação.
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Refletindo sobre os gêneros textuais
Bastante em discussão hoje, os estudos de gênero, no entanto, são datados
de pelo menos vinte e cinco séculos. As primeiras discussões surgiram na Grécia
Antiga, desenvolvidos dentro da área da Retórica e da Poética, seguindo pela Idade
Média, chegando a Modernidade.
Durante esse tempo, o termo gênero ficou
bastante associado aos estudos literários e diretamente ligado à poesia
(MARCUSCHI, 2003, 2004). Chegou ao século XX, no entanto, precisando de
reformulações. A teoria só atendia aos textos poéticos e pouco contribuía para os
textos em prosa, bem mais presentes e corriqueiros em sociedade. Surgiu, portanto,
a necessidade de outros parâmetros de análise.
Saindo da Literatura, hoje os estudos de gênero fazem parte de outras áreas
das ciências como a Etnografia, a Sociologia, a Antropologia e a Lingüística. Em
Lingüística, adota uma posição bem focada na relação língua – sociedade.
Representa uma área dos estudos lingüísticos com fartas contribuições além de
estar em bastante desenvolvimento. As principais fundamentações teórico-reflexivas
partem principalmente das contribuições vindas de Bakhtin (KOCH, 2004). Como
afirma Pinto (2003, p. 48) (...) Bakhtin concebe os gêneros do discurso como tipos
de enunciados criados dentro dos vários campos da atividade humana.
No Brasil, os estudos sobre gênero ganharam impulso no fim do século
passado. Com resultados não muito satisfatórios e uma prática de ensino de língua
há muito deficitária, necessitava-se de novas sugestões para o ensino de língua.
Esse contexto foi bastante propício para a entrada de teorias que trouxessem
contribuições para combater os efeitos negativos da antiga prática, mas, em
especial, de apresentar propostas novas.
Dessa forma, passou a uma valorização de um ensino que buscasse atender
as necessidades de uso efetivo da língua, deixando de lado o ensino de estruturas
descontextualizado para então trabalhar com textos em sala. Segundo Rojo (2007,
p. 11), (...) passam a ter importância considerável tanto as situações de produção e
de circulação dos textos como a significação que nelas é forjada e, naturalmente,
convoca-se a noção de gêneros (discursivos ou textuais) (...).
Para esse momento, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s)
representam um dos principais divulgadores da Teoria dos Gêneros, sobretudo nos
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espaços escolares. Influenciado pelo grupo de Genebra, a perspectiva adotada
pelos PCN’s vê o gênero como objeto de ensino de língua. (...) o gênero não é mais
um instrumento de comunicação somente, mas é ao mesmo tempo, objeto de ensino
– aprendizagem (SHNEUWLY, DOLZ, 2004). Essa concepção fica bem clara no
próprio documento. Acompanhe,
A noção de gênero refere-se, assim, a famílias de textos que
compartilham características comuns, embora heterogêneas, como
visão geral da ação à qual o texto se articula, tipo de suporte
comunicativo, extensão, grau de literariedade, por exemplo, existindo
em número quase ilimitado. (PCN’s, 1998: p. 22).
A proposta concebida nos Parâmetros busca subsidiar a prática docente, por
isso adota uma definição mais didática. Não é negado, no entanto, que as reflexões
de Bakhtin não contribuam para o trabalho em sala de aula. A teoria desenvolvida
pelo grupo de Genebra abraça a proposta bakhtiniana de classificar os gêneros
discursivos em primários e secundários. Para Shneuwly (2007, p. 30), os gêneros e,
mais particularmente, os gêneros primários são o nível real com o qual a criança é
confrontada nas múltiplas práticas de linguagem. Assim, inicialmente, as crianças
em processo de escolarização teriam um primeiro contato com os gêneros do
cotidiano, os primários, para depois ganharem uma instrumentalização e passarem a
usar os gêneros mais complexos, os secundários, já que um pode se desdobrar em
outro.
Há ainda dentro da Lingüística outras abordagens teóricas para o trabalho
com gêneros. Algumas voltadas mais para os aspectos formais, outras mais
preocupadas com o contexto de produção. A bibliografia é vasta e atende a diversos
interesses e objetivos de trabalho. Entretanto não há como deixar de abordar as
contribuições de Bahktin para os estudos de gêneros. Como afirma Marcuschi
(2004, p. 92), “Bahktin aparece como um bom senso teórico”.
3 Metodologia
A pesquisa de caracteriza por ter um cunho qualitativo e, em vista disso, se
prestará a uma análise crítico - reflexiva, tendo como suporte a teria dos gêneros,
como já discutido.
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Primeiramente, foi feito um levantamento dos gêneros textuais presentes em
coleções de matemática. Para este trabalho, foi selecionada uma amostra do
levantamento feito. Selecionou-se o gênero reportagem por ser um texto autêntico,
não muito característico do domínio da matemática e por existir, dentro da coleção,
um trabalho específico de leitura com o texto selecionado.
Optou – se por uma coleção previamente analisada pelo PNLD (2008), já que,
entre um dos critérios adotados pelo Plano, como já comentado, está presente o
critério da linguagem. De tal modo, o corpus é constituído pela coleção “Tudo é
matemática” que foi aprovada no último PNLD e a amostra constitui-se de um texto
extraído do volume quatro da coleção, referente à 8ª série. Logo, é uma coleção que
já foi devidamente avaliada dentro da perspectiva da Educação Matemática, tendo
sua qualidade comprovada.
4 Análise do gênero reportagem
Desde as primeiras propostas surgidas com o lançamento dos PCN’s e com
os critérios de avaliação do PNLD de Língua Portuguesa, para as quais os textos
deixaram de ser pretexto no ensino de língua, as coleções iniciaram uma verdadeira
corrida em busca de atender as novas exigências didáticas. Como conseqüência
imediata, passou-se a ter uma enxurrada de gêneros textuais pertencentes a
domínios discursivos distintos, especialmente do domínio jornalístico. Até então, os
gêneros literários praticamente dominavam os espaços dos livros didáticos,
seguidos de textos de autoria dos autores das coleções, ou seja, os textos nãoautênticos. Essa mudança passou a ser percebida também dentro de outras áreas
de ensino, em nosso caso particular a área de Matemática.
Vários trabalhos, hoje, convergem quando se afirma a necessidade do
trabalho com textos em aulas que não são de língua, uma vez que os alunos serão
em seus espaços cotidianos bombardeados por textos vindos de diversos campos
das ciências. Assim, passaram a ser valorizadas as atividades de leitura e de escrita
em aulas de Matemática. Dentro desse contexto, passaremos à análise referente ao
texto selecionado.
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Gênero reportagem
O livro, seguindo a proposta do PNLD, traz a reportagem acima para
trabalhar o conteúdo de “Funções”. Logo, no primeiro comando do exercício, é
pedido para que se faça a leitura da reportagem e é dada uma atenção especial
para o gráfico apresentado na reportagem. Leia esta reportagem da Folha de São
Paulo e examine cuidadosamente o seu gráfico (p. 99). Começa a ficar evidente que
há uma preocupação em trazer a reportagem, buscando estabelecer uma
articulação com o conteúdo matemático. Ponto que ficará mais ressaltado ao longo
da análise.
Bem abaixo do texto, segue uma seqüência de perguntas que são guiadas
pelo comando Responda às questões em seu caderno. As perguntas são:
a) Quantas e quais são as partes do foguete?
b) Quanto tempo dura a ignição do Orion?
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c) Qual é a atitude máxima atingida pelo Orion?
d) Em quanto tempo o Orion atinge essa altura máxima?
e) Quanto tempo durou o experimento?
f) Que tipo de curva o foguete descreveu?
g) O que significa velocidade Mach 7,6?
h) Qual é a duração do teste (da ignição do Terrier até o impacto) em minutos e
segundos?
Observando o texto, vemos que se trata de um texto multimodal, ou seja, há
uma intersecção da linguagem verbal com a linguagem não-verbal na construção do
sentido. De uns tempos para cá, os textos verbais passaram ser incrementados por
outras representações, por outras semioses. Essas modificações gráficas passaram
também a mudar o jeito de ler. Deixou-se para trás uma leitura linear para se darmos
espaço a uma leitura que leve em consideração todas as representações, verbais ou
não, em seu processo. Essa articulação se faz extremamente importante para que
aconteça o processo de compreensão. Não há como fazer uma leitura,
desarticulando os elementos verbais dos não-verbais. Entretanto, ao nos determos
nas questões propostas pelo livro, vemos que estão voltadas para a busca de
informações, ou como afirma Marcuschi (2001, p. 17) são as questões objetivas (...)
que indagam sobre conteúdos objetivamente inscritos no texto numa atividade pura
decodificação. A resposta acha-se centrada no texto. Dessa forma, o aluno
praticamente não precisa ler, isto é, compreender o texto para respondê-las. Basta
que ele localize as informações no gráfico para tenha a resposta, restringindo a
leitura para um ponto do texto. Apenas a letra g da série de perguntas elaboradas
conduz o aluno para o texto não-verbal, entretanto sem estabelecer pontos com
outros elementos semióticos. Mais uma vez se restringe à localização de
informações.
São questões mecanizadas em que o aluno é levado a aplicar a
fórmula sem qualquer reflexão anterior, lingüística ou matemática. Fica explícito o
texto como pretexto, nesse caso para o trabalho com matemática. Inegavelmente, o
texto aparece apenas como uma comprovação de que a matemática está em todos
os lugares.
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5 Conclusão
Chega-se à conclusão de que a presença de uma diversidade de gêneros em
livros de matemática deve-se apenas a critérios de exigências, desmerecendo um
longo caminho percorrido por todos que concebem os textos como objetos e
instrumentos de ensino-aprendizagem, independente da disciplina curricular. Vale
salientar que os resultados negativos oriundos de um ensino de cunho estruturalista
desvinculado de uma situação de uso real da língua em que o texto é visto apenas
como meio para ensino de outros conteúdos ultrapassam a disciplina de Língua
Portuguesa, refletindo-se através de vários exames nacionais e estaduais que vêm
mostrando que em disciplinas como a Matemática tem se encontrado problemas
referentes ao processo de compreensão.
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