DIRETORIA DE PLANEJAMENTO SUPERINTENDÊNCIA DE MEIO AMBIENTE RELATÓRIO SEMESTRAL DE GESTÃO AMBIENTAL FERROVIA DE INTEGRAÇÃO OESTE-LESTE – FIOL Período: Janeiro a junho de 2015 IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR E EQUIPE TÉCNICA Superintendente de Meio Ambiente da VALEC: Paula Durante Tagliari Gerente de Meio Ambiente da VALEC: Ivana Marson MEIO BIÓTICO EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO 2. PROTEÇÃO DA FLORA Empresa / CNPJ 2.1 Resgate da Flora 2.2 Minimização do Desmatamento 2.3 Plantios Compensatórios e Paisagísticos Profissional / Registro Maia Melo Engenharia Ltda CNPJ: 08.156.424/0001-51 01F Evolução Engenharia e Tecnologia Ltda CNPJ: 06.880.037/0001-38 Bióloga Larissa Grazielle Leal Santana ART: 5-16141/2014 CRBio: 62.268/05-RS CTF: 3796058 Concremat Engenharia e Tecnologia S/A 02F CNPJ N° 33.146.648/0001-20 Biólogo Marcelo Antônio Belisário Lopes ART: 5-14582/13 CRBio: 60466/05-D CTF: 2636050 Supervisora Fioleste 03F CNPJ 13.485.570/0001-60 Biólogo Douglas da Paixão Silva Bomfim ART: 5-13586/13 CRBio: 77.223/08-D CTF: 5598237 ACOMPANHAMENTO Vanessa Tunholi Eng. Florestal (CREA 16996/D-DF) 3 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO Empresa / CNPJ Consórcio Falcão Bauer - Ceppla 04F Argeplan CNPJ: 13.204.485/0001-87 Profissional / Registro Eng. Florestal Mabel de Oliveira Santos ART: BA75535 CREA: BA2013.240040 VETEC ENGENHARIA LTDA CNPJ: 52.635.422/0001-37 FOCCO TECNOLOGIA E ENGENHARIA LTDA Bióloga Andreia Clarinda Carmo Leite CNPJ: 04.888.858/0001-95 05F CRBio: 77.755/08-D DIEFRA ENGENHARIA E CONSULTORIA CTF: 5779163 LTDA CNPJ: 17.579.459/0001-94 05A Supervisora Strata-LBR-Direção CNPJ: 13.533.212/0001-86 Biólogo Adriano Jaskulski ART: 5-22207/14 CRBio: 080945/05-RS CTF: 5338760 Eng. Agrônomo Alexsandro de Arruda Monteiro CTF: 6322199 ACOMPANHAMENTO 4 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO Empresa / CNPJ Profissional / Registro ACOMPANHAMENTO Bióloga Camila de Oliveira Rotoli CRBio: 57.293/05-RS Consórcio Urbaniza – Setepla – Engecorps CTF: 3749939 06F CNPJ: 13.164.589/0001-05 Eng. Ambiental Disley Prates dos Santos CREA: BA2014.154441 CTF: 6150280 3. PROTEÇÃO DA FAUNA 07F 3.1 Salvamento de Fauna Biólogo Arthur Guimarães Costa STE - Serviços Técnicos de Engenharia S.A. CRBio: 80251 CNPJ: 88.849.773/0001-98 CTF: 2716003 Maia Melo Engenharia Ltda CNPJ: 08.156.424/0001-51 01F Evolução Engenharia e Tecnologia Ltda CNPJ: 06.880.037/0001-38 Bióloga Larissa Grazielle Leal Santana ART: 5-16141/2014 CRBio: 62.268/05-RS CTF: 3796058 Concremat Engenharia e Tecnologia S/A 02F CNPJ N° 33.146.648/0001-20 Biólogo Marcelo Antônio Belisário Lopes ART: 5-14582/13 CRBio: 60466/05-D CTF: 2636050 Supervisora Fioleste 03F CNPJ 13.485.570/0001-60 Biólogo Douglas da Paixão Silva Bomfim ART: 5-13586/13 CRBio: 77.223/08-D CTF: 5598237 Natália Angarten Bióloga (CRBio 098955/04-D) 5 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO Empresa / CNPJ Consórcio Falcão Bauer - Ceppla 04F Argeplan CNPJ: 13.204.485/0001-87 Profissional / Registro Bióloga Glássia Helena Públio Ribeiro Viana ART: 5-12971/12 CRBio: 77675/05-D CTF: 5311635 VETEC ENGENHARIA LTDA CNPJ: 52.635.422/0001-37 FOCCO TECNOLOGIA E ENGENHARIA LTDA Bióloga Andreia Clarinda Carmo Leite CNPJ: 04.888.858/0001-95 05F CRBio: 77.755/08-D DIEFRA ENGENHARIA E CONSULTORIA CTF: 5779163 LTDA CNPJ: 17.579.459/0001-94 05A Supervisora Strata-LBR-Direção CNPJ: 13.533.212/0001-86 Comsórcio Urbaniza – Setepla – 06F Engecorps CNPJ: 13.164.589/0001-05 Biólogo Adriano Jaskulski ART: 5-22207/14 CRBio: 080945/05-RS CTF: 5338760 Bióloga Camila de Oliveira Rotoli ART: 5-14616/13 CRBio: 57.293/05-RS CTF: 3749939 ACOMPANHAMENTO 6 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO Empresa / CNPJ Profissional / Registro ACOMPANHAMENTO Biólogo Arthur Guimarães Costa STE - Serviços Técnicos de Engenharia S.A. ART: 5-14912/13 07F CNPJ: 88.849.773/0001-98 CRBio: 80251 CTF: 2716003 Maia Melo Engenharia Ltda CNPJ: 08.156.424/0001-51 01F Evolução Engenharia e Tecnologia Ltda CNPJ: 06.880.037/0001-38 02F 3.2 Passagem de Fauna 03F Bióloga Larissa Grazielle Leal Santana ART: 5-16141/2014 CRBio: 62.268/05-RS CTF: 3796058 Concremat Engenharia e Tecnologia S/A CNPJ N° 33.146.648/0001-20 Biólogo Marcelo Antônio Belisário Lopes ART: 5-14582/13 CRBio: 60466/05-D CTF: 2636050 Supervisora Fioleste CNPJ 13.485.570/0001-60 Biólogo Douglas da Paixão Silva Bomfim ART: 5-13586/13 CRBio: 77.223/08-D CTF: 5598237 Consórcio Falcão Bauer - Ceppla 04F Argeplan CNPJ: 13.204.485/0001-87 Bióloga Glássia Helena Públio Ribeiro Viana ART: 5-12971/12 CRBio: 77675/05-D CTF: 5311635 Natália Angarten Bióloga (CRBio 098955/04-D) 7 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO Empresa / CNPJ Profissional / Registro VETEC ENGENHARIA LTDA CNPJ: 52.635.422/0001-37 FOCCO TECNOLOGIA E ENGENHARIA LTDA Bióloga Andreia Clarinda Carmo Leite CNPJ: 04.888.858/0001-95 05F CRBio: 77.755/08-D DIEFRA ENGENHARIA E CONSULTORIA CTF: 5779163 LTDA CNPJ: 17.579.459/0001-94 Supervisora Strata-LBR-Direção 05A CNPJ: 13.533.212/0001-86 Biólogo Adriano Jaskulski ART: 5-22207/14 CRBio: 080945/05-RS CTF: 5338760 Comsórcio Urbaniza – Setepla – 06F Engecorps CNPJ: 13.164.589/0001-05 Bióloga Camila de Oliveira Rotoli ART: 5-14616/13 CRBio: 57.293/05-RS CTF: 3749939 Biólogo Arthur Guimarães Costa STE - Serviços Técnicos de Engenharia S.A. ART: 5-14912/13 07F CNPJ: 88.849.773/0001-98 CRBio: 80251 CTF: 2716003 ACOMPANHAMENTO 8 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO Empresa / CNPJ 3.3 Monitoramento de Fauna 1a 7F OIKOS – Pesquisa Aplicada Ltda. CNPJ: 28.232.346/0001-35 Profissional / Registro José Fernando Pacheco (Coordenador) ART: 10341/14 CRBio: 12947/2 CTF:222829 ACOMPANHAMENTO Natália Angarten Bióloga (CRBio 098955/04-D) 9 MEIO FÍSICO EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO 4. RECUPERAÇÃO DE PASSIVOS AMBIENTAIS Empresa / CNPJ Profissional / Registro Maia Melo Engenharia Ltda CNPJ: 08.156.424/0001-51 01F Evolução Engenharia e Tecnologia Ltda CNPJ: 06.880.037/0001-38 Eng.ª Ambiental Hanna Izaura Da Silva Correia CTF: 5889904 Concremat Engenharia e Tecnologia S/A 02F CNPJ N° 33.146.648/0001-20 Biólogo Marcelo Antônio Belisário Lopes ART: 5-14582/13 CRBio: 60466/05-D CTF: 2636050 4.1 Recuperação de Áreas Degradadas Supervisora Fioleste 03F CNPJ 13.485.570/0001-60 Biólogo Douglas da Paixão Silva Bomfim ART: 5-13586/13 CRBio: 77.223/08-D CTF: 5598237 Consórcio Falcão Bauer - Ceppla 04F Argeplan CNPJ: 13.204.485/0001-87 Bióloga Glássia Helena Públio Ribeiro Viana ART: 5-12971/12 CRBio: 77675/05-D CTF: 5311635 ACOMPANHAMENTO Rodrigo Vasconcelos Eng. Ambiental (CREA 13008/D-DF) 10 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO Empresa / CNPJ Profissional / Registro VETEC ENGENHARIA LTDA CNPJ: 52.635.422/0001-37 FOCCO TECNOLOGIA E ENGENHARIA LTDA Bióloga Andreia Clarinda Carmo Leite CNPJ: 04.888.858/0001-95 05F CRBio: 77.755/08-D DIEFRA ENGENHARIA E CONSULTORIA CTF: 5779163 LTDA CNPJ: 17.579.459/0001-94 05A Supervisora Strata-LBR-Direção CNPJ: 13.533.212/0001-86 Biólogo Adriano Jaskulski ART: 5-22207/14 CRBio: 080945/05-RS CTF: 5338760 Eng. Agrônomo Alexsandro de Arruda Monteiro CREA/BA: 32968/D CTF:6322199 Bióloga Camila de Oliveira Rotoli ART: 5-14616/13 Consórcio Urbaniza – Setepla – Engecorps CRBio: 57.293/05-RS CNPJ: 13.164.589/0001-05 Empresa 06F CTF: 3749939 Construtora: Constran Engenharia S.A Eng.º Ambiental Disley Prates dos Santos CNPJ: 61.156.568/0038-82 CREA: BA2014.154441 CTF: 6150280 ACOMPANHAMENTO 11 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO Empresa / CNPJ Profissional / Registro ACOMPANHAMENTO Biólogo Arthur Guimarães Costa STE - Serviços Técnicos de Engenharia S.A. ART: 5-14912/13 07F CNPJ: 88.849.773/0001-98 CRBio: 80251 CTF: 2716003 01F 02F 5. GERENCIAMENTO DE OBRAS 03F 04F 5.1 Controle e Monitoramento de Processos Erosivos Biólogo Laercio Vespucci CTF: 5693651 OIKOS – Pesquisa Aplicada Ltda 05F CNPJ: 28.232.346/0001-34 Eng. Agrônomo Winicius M. de Assis Pereira CTF: 09860406650 05A Geólogo Luiz G. Bezerra CTF: 6187112 06F 5.2 Controle e Monitoramento da Qualidade da Água Eng. Agrônomo Eduardo Rocha CTF: 323129 07F Eng. Florestal Rafael Rezende CTF: 4868799 Maia Melo Engenharia Ltda CNPJ: 08.156.424/0001-51 01F Evolução Engenharia e Tecnologia Ltda CNPJ: 06.880.037/0001-38 Eng.ª Ambiental Hanna Izaura Da Silva Correia CTF: 5889904 Marcello Anastácio Geólogo (CREA 46495/D-PE) Rodrigo Vasconcelos Eng. Ambiental (CREA 13008/D-DF) 12 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO Empresa / CNPJ Profissional / Registro Concremat Engenharia e Tecnologia S/A 02F CNPJ N° 33.146.648/0001-20 Biólogo Marcelo Antônio Belisário Lopes ART: 5-14582/13 CRBio: 60466/05-D CTF: 2636050 Supervisora Fioleste 03F CNPJ 13.485.570/0001-60 Biólogo Douglas da Paixão Silva Bomfim ART: 5-13586/13 CRBio: 77.223/08-D CTF: 5598237 Consórcio Falcão Bauer - Ceppla 04F Argeplan CNPJ: 13.204.485/0001-87 Bióloga Glássia Helena Públio Ribeiro Viana ART: 5-12971/12 CRBio: 77675/05-D CTF: 5311635 VETEC ENGENHARIA LTDA CNPJ: 52.635.422/0001-37 FOCCO TECNOLOGIA E ENGENHARIA LTDA Bióloga Andreia Clarinda Carmo Leite CNPJ: 04.888.858/0001-95 05F CRBio: 77.755/08-D DIEFRA ENGENHARIA E CONSULTORIA CTF: 5779163 LTDA CNPJ: 17.579.459/0001-94 ACOMPANHAMENTO 13 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO Empresa / CNPJ 05A Supervisora Strata-LBR-Direção CNPJ: 13.533.212/0001-86 Profissional / Registro ACOMPANHAMENTO Biólogo Adriano Jaskulski ART: 5-22207/14 CRBio: 080945/05-RS CTF: 5338760 Eng. Agrônomo Alexsandro de Arruda Monteiro CREA/BA: 32968/D CTF:6322199 Bióloga Camila de Oliveira Rotoli ART: 5-14616/13 Consórcio Urbaniza – Setepla – Engecorps CRBio: 57.293/05-RS CNPJ: 13.164.589/0001-05 Empresa 06F CTF: 3749939 Construtora: Constran Engenharia S.A Eng.º Ambiental Disley Prates dos Santos CNPJ: 61.156.568/0038-82 CREA: BA2014.154441 CTF: 6150280 Biólogo Arthur Guimarães Costa STE - Serviços Técnicos de Engenharia S.A. ART: 5-14912/13 07F CNPJ: 88.849.773/0001-98 CRBio: 80251 CTF: 2716003 5.3 Gerenciamento de Resíduos e Efluentes 01F CTP- Consórcio Trail/Pavotec CNPJ: 19.686.431/0001-81 Eng.º Raphael da Costa Souza CREA/RJ: 2007133870 02F Galvão/OAS CNPJ: 01.340.937/0006-83 Eng.ª Laudicéa Brigida Dutra Braz CREA/MG: 35952/D Ana Carla Alves Eng. Ambiental (CREA PE-045644) 14 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA 5.4 Controle e Monitoramento de Emissões Atmosféricas LOTE EXECUÇÃO Empresa / CNPJ Torc/Ivai/Cavan 03F CNPJ: 17.216.052/0001-00 Profissional / Registro Eng.ª Vanderlucia Ribeiro Gonçalves CREA/TO: 180522 Andrade Gutierrez/Barbosa 04F Mello/Serveng CNPJ: 12.933.540/0001-07 Téc. Ambiental Leandro Dias CREA: 12634/TD-GO 05F Pavotec-Trail CNPJ: 19730.656/0001-98 Bióloga Gilsa das Chagas Sousa CRBio: 57472/04-D 05A Sanches Tripoloni/Loctec/Sobrenco CNPJ: 13.239.282/0001-26 Biólogo Wilton dos Santos Gonçalves CRBio: 85.074/08-D 06F Constran CNPJ: 61.156.568/0038-82 Biólogo Luan Mendonça de Pádua CRBio: 087442/04-D 07F Consórcio Oeste Leste Barreiras CNPJ: 12.818.095/0001-34 Eng.º André Marlon Domingos CREA: 15.143/D-GO 01F CTP- Consórcio Trail/Pavotec CNPJ: 19.686.431/0001-81 Eng.º Raphael da Costa Souza CREA/RJ: 2007133870 02F Galvão/OAS CNPJ: 01.340.937/0006-83 Eng.ª Laudicéa Brigida Dutra Braz CREA/MG: 35952/D 03F Torc/Ivai/Cavan CNPJ: 17.216.052/0001-00 Eng.ª Vanderlucia Ribeiro Gonçalves CREA/TO: 180522 Andrade Gutierrez/Barbosa 04F Mello/Serveng CNPJ: 12.933.540/0001-07 Téc. Ambiental Leandro Dias CREA: 12634/TD-GO 05F Pavotec-Trail CNPJ: 19730.656/0001-98 Bióloga Gilsa das Chagas Sousa CRBio: 57472/04-D 05A Sanches Tripoloni/Loctec/Sobrenco CNPJ: 13.239.282/0001-26 Biólogo Wilton dos Santos Gonçalves CRBio: 85.074/08-D ACOMPANHAMENTO Ana Carla Alves Eng. Ambiental (CREA PE-045644) 15 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO 06F Constran CNPJ: 61.156.568/0038-82 Profissional / Registro Biólogo Luan Mendonça de Pádua CRBio: 087442/04-D 07F Consórcio Oeste Leste Barreiras CNPJ: 12.818.095/0001-34 Eng.º André Marlon Domingos CREA: 15.143/D-GO 01F CTP- Consórcio Trail/Pavotec CNPJ: 19.686.431/0001-81 Eng.º Raphael da Costa Souza CREA/RJ: 2007133870 02F Galvão/OAS CNPJ: 01.340.937/0006-83 Eng.ª Laudicéa Brigida Dutra Braz CREA/MG: 35952/D 03F Torc/Ivai/Cavan CNPJ: 17.216.052/0001-00 Eng.ª Vanderlucia Ribeiro Gonçalves CREA/TO: 180522 Empresa / CNPJ 5.5 Controle e Monitoramento de Ruídos 5.6 Controle e Monitoramento de Vibrações Andrade Gutierrez/Barbosa 04F Mello/Serveng CNPJ: 12.933.540/0001-07 Téc. Ambiental Leandro Dias CREA: 12634/TD-GO 05F Pavotec-Trail CNPJ: 19730.656/0001-98 Bióloga Gilsa das Chagas Sousa CRBio: 57472/04-D 05A Sanches Tripoloni/Loctec/Sobrenco CNPJ: 13.239.282/0001-26 Biólogo Wilton dos Santos Gonçalves CRBio: 85.074/08-D 06F Constran CNPJ: 61.156.568/0038-82 Biólogo Luan Mendonça de Pádua CRBio: 087442/04-D 07F Consórcio Oeste Leste Barreiras CNPJ: 12.818.095/0001-34 Eng.º André Marlon Domingos CREA: 15.143/D-GO CTP- Consórcio Trail/Pavotec 01F CNPJ: 19.686.431/0001-81 Eng.º de Minas Neri Lucio Gonzaga CREA: 200314354-8 Eng.º Raphael da Costa Souza CREA/RJ: 2007133870 ACOMPANHAMENTO Ana Carla Alves Eng. Ambiental (CREA PE-045644) Ana Carla Alves Eng. Ambiental (CREA PE-045644) 16 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO Empresa / CNPJ 5.7 Proteção de Mananciais Contra Cargas Perigosas Profissional / Registro Galvão/OAS 02F CNPJ: 01.340.937/0006-83 Eng.ª Laudicéa Brigida Dutra Braz CREA/MG: 35952/D Eng.º de Minas Ricardo Pontes CREA: 2152D-GO Torc/Ivai/Cavan 03F CNPJ: 17.216.052/0001-00 Eng.ª Vanderlucia Ribeiro Gonçalves CREA/TO: 180522 Eng.º de Minas Morgan John Watkins CREA: 060018073 Andrade Gutierrez/Barbosa 04F Mello/Serveng CNPJ: 12.933.540/0001-07 Téc. Ambiental Leandro Dias CREA: 12634/TD-GO Eng.º de Minas Osmar Portella Filho CREA/PB: 8178-D 01F 02F 03F VALEC - Engenharia, Construções e 04F Ferrovias S.A. 05F CNPJ: 42.150.664/0001-87 05A 06F 07F VALEC - Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. CNPJ: 42.150.664/0001-87 SUPERINTENDÊNCIA DE MEIO AMBIENTE ACOMPANHAMENTO Ana Carla Alves Eng. Ambiental (CREA PE-045644) 17 MEIO SOCIOECONÔMICO EQUIPE 6. TREINAMENTO, SEGURANÇA E SAÚDE DA MÃO DE OBRA PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO Empresa / CNPJ Maia Melo Engenharia Ltda. CNPJ: 08.156.424/0001-51 Evolução Engenharia e 01F Tecnologia Ltda. CNPJ: 06.880.037/0001-38 02F Galvão Engenharia S/A CNPJ: 01.340.937/0006-83 Profissional / Registro Mônica Matias da Silva CTF: 6165203 ACOMPANHAMENTO Galvão Engenharia S/A Nº 5017996 CONSÓRCIO TORC/IVAIN/CAVAN CONSÓRCIO TORC/IVAIN/CAVAN 03F 12.855.725/0001-40 Nº: 5239937 - Consórcio Andrade Gutierrez / Barbosa Mello Serveng 04F CNPJ: 12.933.540/0001-07 Alexandre Antonio Marques Braga CTF: 5172210 Consórcio ConstrutorPAVOTEC/TRAIL 05F CNPJ: 19.730.656/0001-98 Eduardo Godinho Freire CONSÓRCIO LOCTEC-SANCHES 05A TRIPOLONI-SOBRENCO CNPJ: 13.239.282/0001-26 Jofre Marcílio Pereira Alves CONSTRAN – CONSTRUÇÕES E 06F COMÉRCIO S/A – CNPJ 61.156.568/0038-82 Luan Mendonça de Pádua – Biólogo CTF: 5674025 Renan Barbosa Geógrafo (CREA 19924/D-DF) 18 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE 07F EXECUÇÃO Empresa / CNPJ Consórcio Oeste Leste Barreiras CNPJ: 12.818.095/0001-34 STE - Serviços Técnicos de Engenharia S.A. CNPJ: 88.849.773/0001-98 Profissional / Registro Arthur Guimarães Costa CRBio 80251 CTF: 2716003 André Marlon Domingos CTF: 4440538 ACOMPANHAMENTO 7. EDUCAÇÃO AMBIENTAL 01F 02F 03F - 04F OIKOS – Pesquisa Aplicada Ltda. 05F CNPJ: 28.232.346/0001-34 Lúcia Regina Moreira Oliveira ART: IN01135197 Renan Barbosa Geógrafo (CREA 19924/D-DF) Lúcia Regina Moreira Oliveira ART: IN01135197 Renan Barbosa Geógrafo (CREA 19924/D-DF) 05A 06F 8. COMUNICAÇÃO SOCIAL 07F 01F 02F 03F OIKOS – Pesquisa Aplicada Ltda. 04F CNPJ: 28.232.346/0001-34 05F 05A 19 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO Empresa / CNPJ Profissional / Registro ACOMPANHAMENTO 06F 9. APOIO A COMUNIDADES FRÁGEIS 07F 01F 02F 03F - 04F OIKOS – Pesquisa Aplicada Ltda. CNPJ: 28.232.346/0001-35 05F Lúcia Regina Moreira Oliveira ART: IN01135198 05A VALEC - Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. CNPJ: 42.150.664/0001-87 SUPERINTENDÊNCIA DE DESAPROPRIAÇÃO 06F 07F 10. DESAPROPRIAÇÕES E INDENIZAÇÕES 01F 02F 03F - 04F Alta Engenharia de Consultoria LTDA - Contrato 008/2010 05F CNPJ: 01.415.130/0001-58 05A 06F 07F Giselle Alves Marques Engenheira Agrônoma CREA-DF: 17723/D Valdeylson Alves da Silva Gerente Geral de Desapropriação CREA-PI: 3343/D 20 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO 13. MELHORIA DE ACESSOS E TRAVESSIAS URBANAS 11. PROSPECÇÃO E SALVAMENTO ARQUEOLÓGICO Empresa / CNPJ Profissional / Registro ACOMPANHAMENTO 01F 02F UFRB – Universidade Federal do 03F Recôncavo da Bahia CNPJ: 07.777.800/0001-62 04F UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia CNPJ: 07.777.800/0001-62 05F Consórcio Arqueologia LesteOeste 05A CNPJ: 03.373.635/0001-22 Consórcio Arqueologia LesteOeste CNPJ: 03.373.635/0001-22 Glauco Cintra de Oliveira Gerente de Arqueologia Interino CREA-SP: 5063288340 06F 07F 01F 02F 03F 04F OIKOS – Pesquisa Aplicada Ltda. 05F CNPJ: 28.232.346/0001-35 05A 06F 07F Lúcia Regina Moreira Oliveira ART: IN01135198 Rodrigo Vasconcelos Eng. Ambiental (CREA 13008/D-DF) 21 FISCALIZAÇÃO EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO Empresa / CNPJ 01F 02F 03F 12. SUPERVISÃO AMBIENTAL 12.2 Plano de Fiscalização 04F VALEC - Engenharia, Construções e 05F Ferrovias S.A. CNPJ: 42.150.664/0001-87 05A Profissional / Registro ACOMPANHAMENTO Eng. Agrônomo Áian Valverde CREA: 158250/D-MG Biólogo Rodrigo Imai CRBio: 79939/01-D Eng. Civil Marçalo Scarante CREA: 58152/D-BA VALEC - Engenharia, Construções e Ferrovias S.A. CNPJ: 42.150.664/0001-87 SUPERINTENDÊNCIA DE MEIO AMBIENTE 06F 07F 01F 02F 03F 12.3 Monitoramento Ambiental 04F OIKOS – Pesquisa Aplicada Ltda CNPJ: 28.232.346/0001-34 05F 05A 06F Biólogo Rodrigo Imai CRBio: 79939/01-D Eng. Agrônomo Eduardo Rocha CTF: 323129 Biólogo Laercio Vespucci CTF: 5693651 Eng. Agrônomo Winicius M. de Assis Pereira CTF: 09860406650 Geólogo Luiz G. Bezerra CTF: 6187112 Marcello Anastácio Geólogo (CREA 46495/D-PE) Rodrigo Imai Biólogo (CRBio 79939/01-D) Áian Valverde Eng. Agrônomo (CREA 158250/D-MG) Marçalo Scarante 22 EQUIPE PROGRAMA SUBPROGRAMA LOTE EXECUÇÃO Empresa / CNPJ 07F Profissional / Registro Eng. Florestal Rafael Rezende CTF: 4868799 ACOMPANHAMENTO Eng. Civil (CREA 58152/D-BA) 23 Sumário 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 27 2 PROGRAMA DE PROTEÇÃO DA FLORA .......................................................................................... 28 3 2.1 Subprograma de resgate, monitoramento de flora e produção de mudas em viveiros ...... 28 2.2 Subprograma de Minimização do Desmatamento ............................................................... 33 2.3 Subprograma de Plantios Compensatórios e Paisagísticos ................................................... 36 PROGRAMA DE PROTEÇÃO DA FAUNA ......................................................................................... 39 3.1 Subprograma de Salvamento da Fauna ................................................................................ 39 3.2 Subprograma de Passagem de Fauna ................................................................................... 43 3.3 Subprograma de Monitoramento de Fauna ......................................................................... 45 4 PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO DE PASSIVOS AMBIENTAIS (INCLUSO SUBPROGRAMA DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS) ............................................................................................. 49 5 6 7 4.1 Introdução ............................................................................................................................. 49 4.2 Resumo das Atividades Desenvolvidas ................................................................................. 50 4.3 Evolução das Atividades, seus Resultados e Avaliação ......................................................... 51 4.4 Justificativa (em caso de execução parcial ou não execução do programa) ........................ 52 4.5 Anexos ................................................................................................................................... 52 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE OBRAS............................................................................... 53 5.1 Subprograma de Controle e Monitoramento de Processos Erosivos ................................... 53 5.2 Subprograma de Controle e Monitoramento da Qualidade da Água ................................... 61 5.3 Subprograma de Gerenciamento de Resíduos e Efluentes................................................... 65 5.4 Subprograma de Controle e Monitoramento de Emissões Atmosféricas ............................ 71 5.5 Subprograma de Controle e Monitoramento de Ruídos ...................................................... 76 5.6 Subprograma de Controle e Monitoramento de Vibrações ................................................. 80 5.7 Subprograma de Proteção de Mananciais Contra Cargas Perigosas .................................... 83 PROGRAMA DE TREINAMENTO, SEGURANÇA E SAÚDE DA MÃO DE OBRA ................................. 84 6.1 Resumo das atividades desenvolvidas .................................................................................. 84 6.2 Análise e resultados obtidos ................................................................................................. 84 6.3 Justificativa pela não execução parcial do programa ........................................................... 86 6.4 Anexos ................................................................................................................................... 86 PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL ...................................................................................... 87 7.1 Resumo das atividades desenvolvidas .................................................................................. 87 7.2 Justificativa pela não execução parcial do programa ........................................................... 88 24 7.3 Cronograma de atividades previstas para o próximo semestre ........................................... 89 7.4 Anexos ................................................................................................................................... 89 8 PROGRAMA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL ....................................................................................... 90 8.1 Resumo das atividades desenvolvidas .................................................................................. 90 8.2 Justificativa pela não execução parcial do programa ........................................................... 91 8.3 Cronograma de atividades previstas para o próximo semestre ........................................... 92 8.4 Anexos ................................................................................................................................... 92 9 APOIO A COMUNIDADES FRÁGEIS ................................................................................................ 93 9.1 Tratativas com a FUNAI ......................................................................................................... 93 9.2 Tratativas com a FCP ............................................................................................................. 93 9.3 Anexos ................................................................................................................................... 94 10 PROGRAMA DE DESAPROPRIAÇÕES E INDENIZAÇÕES ............................................................. 95 11 PROGRAMA DE PROSPECÇÃO E SALVAMENTO ARQUEOLÓGICO ............................................. 96 11.1 Monitoramento Arqueológico .............................................................................................. 96 11.2 Programa de Educação Patrimonial, Prospecção e Salvamento Paleontológico .................. 96 12 PROGRAMA DE SUPERVISÃO AMBIENTAL ................................................................................ 99 12.1 Introdução ............................................................................................................................. 99 12.2 Plano de Fiscalização ............................................................................................................. 99 12.3 Monitoramento Ambiental ................................................................................................. 101 12.4 Conclusões........................................................................................................................... 108 12.5 Registro Fotográfico ............................................................................................................ 109 12.6 Anexos ................................................................................................................................. 112 13 PROGRAMA DE MELHORIA DOS ACESSOS E TRAVESSIAS URBANAS ...................................... 113 13.1 Introdução ........................................................................................................................... 113 13.2 Evolução das Atividades, seus Resultados e Avaliação ....................................................... 113 13.3 Justificativa (em caso de execução parcial ou não execução do programa) ...................... 115 13.4 Cronograma de Atividades .................................................................................................. 115 13.5 Anexo................................................................................................................................... 116 25 Índice de Ilustrações Figura 1 - Quantidade de sementes (kg) coletadas em cada lote da FIOL, entre janeiro e junho de 2015....................................................................................................................................................... 29 Figura 2 - Quantidade de espécies coletadas em cada lote da FIOL entre janeiro e junho de 2015. ... 30 Figura 3 - Quantidade total de árvores matrizes por lote. .................................................................... 30 Figura 4 - Quantidade de mudas produzidas por espécie entre janeiro e junho de 2015 nos viveiros da FIOL........................................................................................................................................................ 31 Figura 5 - Quantidade de indivíduos transplantados em cada lote da FIOL. ........................................ 32 Figura 6 - Percentual de material lenhoso gerado nos lotes de construção da FIOL entre janeiro e junho de 2015. ...................................................................................................................................... 34 Figura 7 - Percentual de plantios compensatórios e paisagísticos em cada lote. ................................. 37 Figura 8 - Quantidade de mudas plantadas. ......................................................................................... 37 Figura 9 - Área plantada (ha) em cada lote da FIOL. ............................................................................. 38 Figura 10 - Resgate de Fauna nos Lotes 1 a 7 da FIOL entre os meses de janeiro e junho de 2015..... 40 Figura 11 - Dados de resgate por lote na FIOL entre os meses de janeiro e junho de 2015. ............... 41 Figura 12 - Riqueza de espécies encontrada nas campanhas de monitoramento de fauna nos lotes 1F, 2F, 3F e 4F. ............................................................................................................................................ 46 Figura 13 - Riqueza de espécies encontradas nas campanhas de monitoramento de fauna nos lotes 5F, 6F e 7F. ............................................................................................................................................ 47 Figura 14 – Quantitativo de passivos levantados na FIOL..................................................................... 52 Figura 15 – Análises de água realizadas na FIOL. .................................................................................. 63 Figura 16 - Massa de resíduos gerados na FIOL. ................................................................................... 68 Figura 17 - Volume de efluentes sanitários gerados na FIOL. ............................................................... 69 Figura 18 - Volume de efluentes oleosos gerados na FIOL. .................................................................. 69 Figura 19 - Índice de Fumaça Preta – Escala Ringelmann. .................................................................... 72 Figura 20 - Monitoramento de Fumaça Preta - Escala Ringelmann nos lotes da FIOL. ........................ 74 Figura 21 - Situação do Monitoramento de Ruídos nos lotes da FIOL. ................................................. 77 Figura 22 - Situação do monitoramento de vibrações na FIOL. ............................................................ 81 Figura 23 – Número médio de trabalhadores ao longo do semestre. .................................................. 85 Figura 24 – Média de trabalhadores acidentados ao longo do semestre. ............................................ 86 Figura 25 – Ações educativas para comunidades lindeiras. .................................................................. 88 Figura 26 – Reuniões de comunicação social para comunidades lindeiras. ......................................... 91 Figura 27 - Ocorrências ambientais sanadas na FIOL no Semestre 2015.1. Dados oriundos das Planilhas de Ocorrências Ambientais da FIOL (mês de referência junho/2015)................................. 105 Figura 28 – Distribuição das ocorrências de sinalização na FIOL. ....................................................... 115 26 Índice de Tabelas Tabela 1 - Riqueza de espécies dos grupos faunísticos amostrados no monitoramento da fauna, sexta campanha, executado nos lotes 1F, 2F, 3F e 4F.................................................................................... 46 Tabela 2 - Riqueza de espécies dos grupos faunísticos amostrados no monitoramento da fauna, terceira campanha, executado nos lotes 5F, 6F, 7F ............................................................................. 47 Tabela 3 - Dados gerais de ocorrências relacionadas aos processos erosivos, comparativos entre o semestre atual (janeiro/2015 a junho/2015) e o semestre anterior (julho/2014 a dezembro/2014), descriminando ocorrências apontadas pelo IBAMA. As tipologias consideradas foram (a) Áreas Degradadas; (b) Desmobilização; (c) Erosão/Assoreamento; (d) Plantios e Revestimento Vegetal; (e) Sistema de Drenagem e; (f) Supressão Vegetal. ................................................................................... 54 Tabela 4 - Exemplos de ocorrências relacionadas a processos erosivos resolvidos durante a vigência deste relatório. Dados retirados das POA. ............................................................................................ 56 Tabela 5 - Cronograma de atividades previstas para o segundo semestre de 2015. ........................... 89 Tabela 6 - Cronograma de atividades previstas para o segundo semestre de 2015. ........................... 92 Tabela 7 - Monitoramento Arqueológico realizado por Lote de construção........................................ 96 Tabela 8 - Realização de prospecção de material fóssil por Lote de construção.................................. 97 Tabela 9 - Ações da SUAMB frente às questões ambientais............................................................... 100 Tabela 10 - Resumo dos dados do esquema de implantação da FIOL para os semestres 2014.2 (mês de referência dezembro/2014) e 2015.1 (mês de referência junho/2015). ....................................... 102 Tabela 11 - Situação atual dos serviços de desmatamento, terraplenagem e drenagem executados na FIOL. As obras no Lote 05A se referem unicamente a instalação de OAE (ponte sobre o Rio São Francisco), por isso não foram representadas neste relatório. .......................................................... 102 Tabela 12 - Dados gerais de ocorrências ambientais na FIOL acumulados desde o semestre anterior (julho/2014 a dezembro/2014) até o semestre atual (janeiro/2015 a junho/2015), descriminando ocorrências apontadas pelo IBAMA. ................................................................................................... 104 Tabela 13 - Tipologias utilizadas no monitoramento das ocorrências ambientais da FIOL. Os programas informados na tabela se referem aos principais programas relacionados à tipologia, embora todos os programas estejam ligados às ocorrências. ............................................................ 105 Tabela 14 - Exemplos de ocorrências relacionadas a processos erosivos resolvidos durante a vigência deste relatório. Dados retirados das POA. .......................................................................................... 109 Tabela 15 - Cronograma de Execução do Programa de Melhoria dos Acessos e Travessias Urbanas 116 27 1 INTRODUÇÃO O presente relatório apresenta informações referentes à execução dos Programas e Subprogramas do Plano Básico Ambiental (PBA) durante a instalação da Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL), no período de janeiro a junho de 2015. Os programas ambientais foram executados de acordo com as metodologias apresentadas no PBA Revisado, aprovado pelo IBAMA durante o processo de Retificação da Licença de Instalação nº 750/2010. Apresenta-se um novo formato de relatório semestral, visando a melhor compreensão dos resultados obtidos nas campanhas. A discussão e análise dos dados estão apresentadas no corpo do relatório. Os registros fotográficos, imagens de satélite e tabelas com dados brutos estão em anexo, assim como as Anotações de Responsabilidade Técnica da equipe responsável pela execução. Dessa forma, será mais fácil comparar dados de diferentes períodos, possibilitando uma análise mais profunda dos aspectos ambientais da obra. Informamos ainda que os Programas para o Patrimônio Espeleológico, bem como seus anexos, encontram-se em pasta própria. Ressalta-se que no período de janeiro a junho de 2015 houve a diminuição das atividades construtivas nos lotes ou até mesmo a quase paralisação total em alguns deles, o que refletiu nos dados levantados em campo, como por exemplo, o quantitativo de resíduos e efluentes gerados, o número de veículos e máquinas movidos a óleo Diesel monitorados com relação a fumaça preta e o quantitativo de passivos e áreas degradadas recuperadas. 28 2 2.1 PROGRAMA DE PROTEÇÃO DA FLORA Subprograma de resgate, monitoramento de flora e produção de mudas em viveiros 2.1.1 Introdução O objetivo desta etapa é salvar espécies de bromeliáceas, orquidáceas e cactáceas e minimizar os impactos sobre a flora local, realizando o resgate de sementes e materiais vegetativos para produção de mudas de espécies de interesse biológico, econômico, cultural e o censo das espécies protegidas que serão suprimidas, garantindo a manutenção de parte da diversidade genética da flora afetada nas áreas de interferência das obras de implantação da ferrovia e suas áreas de apoio. 2.1.2 Resumo das Atividades Desenvolvidas Controle de coleta de sementes e de material vegetativo: Nº Espécies de sementes coletadas: 70 Nº de Espécies de Material Vegetativo coletadas: 0 Quantidade de sementes coletadas no semestre: 357,3kg Acompanhamento de Marcação de Matrizes: Quantidade de matrizes marcadas no semestre e acumulado: 204 matrizes no semestre e 1487 matrizes acumuladas desde o início das obras. Espécies transplantadas: Quantidade de transplantes e número de espécies transplantadas no semestre: 5.223 transplantes de 13 espécies. Monitoramento das espécies transplantadas: Taxa de mortalidade média: 46,45% 29 Quantidade de mudas plantadas em campo e nº de espécies: 137.066 mudas de 25 espécies. Censo das espécies protegidas suprimidas: Quantidade de espécies protegidas encontradas: 0 espécies. 2.1.3 Evolução das atividades, seus resultados e avaliação Neste período foram resgatadas na FIOL 357,3kg de sementes (Figura 1). O lote 5F, inserido na transição entre os biomas Caatinga e Cerrado, resgatou a maior quantidade de sementes (160,5kg). Por ser uma região de transição entre diferentes biomas, os ecótonos são conhecidos pela sua elevada diversidade florística, o que pode justificar a quantidade de sementes coletadas pelo lote 5. O lote 1 resgatou 105,7 kg de sementes. Por estar totalmente inserido no Bioma Mata Atlântica, conhecido pela sua elevada riqueza de espécies, entre janeiro e junho de 2015 o lote 1 coletou sementes de 40 espécies vegetais. Ao todo, na FIOL, foram coletadas sementes de 70 espécies neste semestre (Figura 2). Lote 6; 6,8 Lote 7; 9,6 Lote 5a; 4,7 Lote 1; 105,7 Lote 5; 160,5 Lote 2; 19,6 Lote 3; 1,3 Lote 4; 49,1 Figura 1 - Quantidade de sementes (kg) coletadas em cada lote da FIOL, entre janeiro e junho de 2015. 30 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Lote 1 Lote 2 Lote 3 Lote 4 Lote 5 Lote 5a Lote 6 Lote 7 Figura 2 - Quantidade de espécies coletadas em cada lote da FIOL entre janeiro e junho de 2015. A FIOL conta com 1487 árvores matrizes (Figura 3), marcadas desde o início das obras até junho de 2015. Isso demonstra elevada diversidade genética do germoplasma coletado. 7 52 6 31 5a 49 5 112 4 276 3 185 2 238 1 552 0 100 200 300 400 500 600 Figura 3 - Quantidade total de árvores matrizes por lote. Visando o atendimento das condicionantes da ASV 489/2010, foram produzidas na FIOL neste semestre 137.066 mudas de 25 espécies distintas (Figura 4). A espécie Enterolobium contortisiliquum teve o maior número de mudas produzidas (27 mil), no 31 viveiro contratado pelo lote 4 da FIOL. Neste período as mudas foram produzidas pelos lotes 2, 4 e 5A. 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 Figura 4 - Quantidade de mudas produzidas por espécie entre janeiro e junho de 2015 nos viveiros da FIOL. Entre janeiro e junho de 2015, foram realizados na FIOL resgates de 5.223 indivíduos de 14 espécies das famílias bromeliaceae, cactaceae e orquidaceae, que foram interceptadas pelas obras (Figura 5). Os transplantes ocorreram nos lotes 1, 5, 6 e 7. O maior número de transplantes ocorreu no lote 6, que transplantou 3.433 indivíduos de 4 espécies. 32 Lote 7; 332 Lote 1; 1423 Lote 5; 35 Lote 6; 3433 Figura 5 - Quantidade de indivíduos transplantados em cada lote da FIOL. Os cactos, bromélias e/ou orquídeas transplantados foram monitorados neste período, onde se verificou a quantidade de sobreviventes, a presença de novas raízes e folhas e a presença de animais utilizando essas plantas como abrigo. A taxa de mortalidade média para a FIOL foi de 46,45%. A prolongada seca da Caatinga e do Cerrado, biomas predominantes na faixa de domínio da FIOL, faz com que a taxa de mortalidade dos indivíduos transplantados se mantenha elevada. 2.1.4 Justificativa (em caso de execução parcial ou não execução do programa) Não foram suprimidas espécies protegidas no presente período, o que justifica a não execução do censo. Estão sendo consideradas espécies protegidas aquelas presentes na portaria 443 de 17/12/2014, que lista as espécies ameaçadas de extinção e, portanto, protegidas de modo integral. 2.1.5 Anexos I. Planilhas de dados brutos de Resgate de Flora II. Registro Fotográfico III. Imagens de Satélite 33 2.2 Subprograma de Minimização do Desmatamento 2.2.1 Introdução O objetivo é estabelecer as diretrizes técnicas para a supressão da vegetação que é realizada pelas construtoras das obras ferroviárias de responsabilidade da VALEC, fornecendo subsídios para minimizar os impactos inerentes ao desmatamento para implantação do empreendimento. 2.2.2 Resumo das Atividades Desenvolvidas Área Preservada na Atividade de Supressão em Faixa de Domínio (desde o início das obras): Quantidade de área preservada em hectares: 2.911,826 ha Quantidade de área suprimida em hectares: 1.970,841 ha Área Preservada na Atividade de Supressão em Área de Preservação Permanente: Quantidade de área preservada em hectares: 129,091 ha Quantidade de área suprimida em hectares: 52,243 ha Controle de Cubagem de Material Lenhoso: Volumetria semestral: 7715,5353 m³ Aproveitamento Madeireiro: Volume aproveitado na obra: 25,5m³ Volume doado: 0m³ / 0m³ Volume de outras destinações: 0m³ 2.2.3 Evolução das atividades, seus resultados e avaliação Entre janeiro e junho de 2015 foram realizadas 8 atividades de treinamento para a equipe de supressão em toda a FIOL. As atividades ocorreram nos lotes 1, 5A e 6, abordando diversas temáticas, incluindo o uso correto de EPI’s, integração de meio ambiente e afugentamento e resgate de fauna durante a supressão (Anexo I). Até o presente momento, já foram desmatados cerca de 2.023,084 hectares nos lotes 1 a 7 da FIOL. Cerca de 3.040,92 hectares foram preservados ao longo da faixa de domínio, conforme tabela em anexo (Anexo I). 34 Todo o material lenhoso oriundo da supressão vegetal para implantação da ferrovia realizada entre janeiro e junho de 2015 foi cubado, totalizando 7715,54 m³. Do total, 25,5m³ foram aproveitados para confecção de silo para abastecimento de betoneira, de baias para disposição de material de construção e para construção de rampa para lavagem de caminhão (Anexo II - Fotos nº 1.2.97, 1.2.102 e 1.2.103). O restante do material lenhoso (7690,04 m³) foi armazenado para ser, posteriormente, doado aos moradores lindeiros. Parte desse material vem sendo furtado, levando a VALEC e contratadas a registrarem Boletins de Ocorrência em delegacias de polícia civil ou federal. De acordo com Figura 6, 40,2% do material lenhoso gerado na FIOL entre janeiro e junho de 2015 é oriundo do lote 1, na Mata Atlântica. Os lotes 6 e 7 juntos foram responsáveis por 48,2% do material lenhoso gerado neste período. Já os lotes 4 e 5A apresentaram os menores percentuais de material lenhoso, respectivamente, 2,31% 1,17%. Isso ocorreu porque o lote 4 já finalizou a supressão vegetal para implantação da ferrovia, restando apenas a necessidade de suprimir pequenas áreas para instalação de estradas vicinais. Já o lote 5A tem baixa necessidade de desmatamento, por ter como objetivo a instalação da ponte sobre o Rio São Francisco. Lote 7 25% Lote 1 40% Lote 6 23% Lote 5A 1% Lote 5 8% Lote 4 3% Figura 6 - Percentual de material lenhoso gerado nos lotes de construção da FIOL entre janeiro e junho de 2015. 35 2.2.4 Justificativa (em caso de execução parcial ou não execução do programa) Os dados das áreas preservadas, dentro e fora de APP, não foram avaliados de forma padronizada, já que foram coletados de duas formas diferentes: Nos lotes 2F a 7F considerou-se apenas a área atacada, no lote 1F considerou-se toda a área da faixa de domínio do lote. No próximo relatório esses dados serão apresentados de forma mais precisa. Da mesma forma, a quantidade de pessoas treinadas para supressão foi quantificada de duas maneiras diferentes, ora como número de pessoas, ora como homem/hora. Com relação aos dados de cubagem do lote 7 (Anexo I), trata-se do material lenhoso gerado desde o início das obras. Para obter o valor semestral, foi subtraído o volume de madeira gerado no período anterior (junho a dezembro de 2014) e adicionado o volume de material lenhoso furtado no presente período (291,71m³). O procedimento para doação de material lenhoso está sendo finalizado, com auxílio da assessoria jurídica da VALEC, e será implementado em breve. 2.2.5 Anexos I. Planilhas de dados brutos de desmatamento; II. Registro Fotográfico; III. Imagens de Satélite. 36 2.3 Subprograma de Plantios Compensatórios e Paisagísticos 2.3.1 Introdução O objetivo desta etapa é atender a Resolução CONAMA 369/2006 e o Decreto nº 5975/06, garantindo a produção de mudas e os plantios necessários para a revegetação das áreas desmatadas pelas obras e para compensar o corte de espécies protegidas. Os plantios paisagísticos deverão ser realizados com o objetivo de mitigar ruídos ou intrusão visual e poderão ser executados com espécies nativas ou exóticas. Os plantios compensatórios deverão ser executados necessariamente com espécies nativas da região, e serão realizados com o objetivo de compensar a supressão vegetal na faixa de domínio e em APPs. 2.3.2 Resumo das Atividades Desenvolvidas 2.3.2.1 Plantios compensatórios: Quantidade de área plantada (em hectares e nº de áreas plantadas) em APP na faixa de domínio: 14,694ha, 42 áreas Quantidade de área plantada fora de APP na faixa de domínio: 17,283ha, 25 áreas Quantidade de mudas plantadas: 47.187 mudas 2.3.2.2 Plantios paisagísticos: Quantidade de área plantada (em hectares e nº de áreas plantadas): 76,859ha, 135 áreas plantadas. Quantidade de mudas plantadas no semestre: 123.531 mudas 2.3.3 Evolução das atividades, seus resultados e avaliação Entre janeiro e junho de 2015 houve plantios nos lotes 2, 3 e 4 da FIOL. Conforme Figura 7, percentualmente o lote 2 foi o que destinou mais mudas para os 37 plantios paisagísticos (79,7%) e o lote 3, para os plantios compensatórios (99,1%). Considerando a FIOL como um todo, 72,36% das mudas foram plantadas para fins paisagísticos e 27,64%, compensatórios. 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Lote 2 Plantio paisagistico Lote 3 Lote 4 Plantio compensatório Figura 7 - Percentual de plantios compensatórios e paisagísticos em cada lote. Ao todo na FIOL foram plantadas 170.718 mudas entre janeiro e junho de 2015. O lote 2 foi responsável pelo plantio de 81,72% do total de mudas (Figura 8). 120000 100000 80000 60000 40000 20000 0 Lote 2 Lote 3 Plantio paisagistico Plantio compensatório Figura 8 - Quantidade de mudas plantadas. Lote 4 38 Entre janeiro e junho de 2015, 109,073 hectares foram plantados na FIOL. O lote 2 foi responsável pelo plantio de 72,62ha e o lote 4, por 36,20 ha (Figura 9). Lote 4 Lote 3 Lote 2 0 10 20 30 Plantio paisagistico 40 50 60 70 80 Plantio compensatório Figura 9 - Área plantada (ha) em cada lote da FIOL. As atividades de manutenções dos plantios, tais como capina e irrigação, vêm sendo realizada com frequência (Anexo I). 2.3.4 Justificativa (em caso de execução parcial ou não execução do programa) Os plantios serão monitorados na próxima estação chuvosa, apresentando a taxa de mortalidade das mudas plantadas. As espécies utilizadas em cada plantio foram parcialmente apresentadas, conforme tabela do Anexo I. No próximo período será apresentada a lista completa das quantidades das espécies utilizadas em cada plantio. 2.3.5 Anexos I. a) Planilhas de Plantio Compensatório; b) Planilhas de Plantio Paisagístico. II. Registro Fotográfico de Plantio Compensatório. III. Imagens de Satélite de Plantio Compensatório. 39 3 3.1 PROGRAMA DE PROTEÇÃO DA FAUNA Subprograma de Salvamento da Fauna 3.1.1 Introdução O objetivo desse subprograma é o resgate e a soltura imediata, quando possível, de espécimes da fauna silvestre encontrados em situação de risco nas frentes de serviço e o monitoramento do atropelamento da fauna terrestre, assim como a adoção de medidas que visem evitar e/ou mitigar os atropelamentos. O presente relatório refere-se aos resultados obtidos nos meses de janeiro a junho de 2015, nos Lotes 1 a 7 da FIOL. 3.1.2 Resumo das Atividades Desenvolvidas As atividades de salvamento de fauna foram executadas em conformidade com a legislação ambiental vigente e com os programas ambientais aprovados pelo IBAMA. No período foram realizados o acompanhamento sistemático de frentes de supressão, atendimentos a chamados eventuais, resgates, afugentamentos, avistamentos, registros de atropelamentos de animais e implantação de medidas mitigadoras adequadas para a redução ou eliminação da mortalidade de animais por atropelamento. A equipe de meio ambiente responsável pelo resgate de fauna e autorizada pela ACCTBio n°282/2013 acompanhou todas as atividades de supressão vegetal (derrubada, destocamento, enleiramento e limpeza) a fim de resgatar todo e qualquer espécime da fauna silvestre encontrados em situação de risco nas frentes de serviço. Os animais avistados foram afugentados ou ainda, capturados, identificados e acondicionados para, posteriormente serem soltos em áreas com as mesmas características ambientais das de origem. Os dados de atropelamentos foram obtidos por meio de monitoramentos nos quais os espécimes encontrados foram registrados e identificados. Com base nestes 40 dados, são apontados os locais com maior ocorrência e tomadas as medidas necessárias de mitigação de atropelamentos de animais. 3.1.3 Evolução das atividades, seus resultados e avaliação Ao longo de toda a extensão da ferrovia, entre os meses de janeiro e junho, foi realizado o resgate de 2317 animais, dos quais 45% pertencem ao grupo Herpetofauna e 40% ao grupo de Invertebrados Terrestres. Com menor representatividade, 13% dos animais resgatados são peixes e 2% são aves e mamíferos (Figura 10). O resgate inferior de mamíferos e aves é esperado e está relacionado ao afugentamento natural desses animais devido a movimentação e barulho produzido pelas máquinas. 2% 13% 45% Herpetofauna Invertebrados Ictiofauna 40% Mastofauna e Avifauna Figura 10 - Resgate de Fauna nos Lotes 1 a 7 da FIOL entre os meses de janeiro e junho de 2015. De todos os resgates de fauna, 85% (1955) foi realizado somente no lote 1F, localizado em região de Mata Atlântica e caracterizado pela presença de bromélias que abrigam uma grande diversidade de animais. Nos lotes 2F e 5FA o número de resgates representou 12% (290) e 2% (37) do total, respectivamente. O resgate de animais nos outros lotes representou menos de 1% (Figura 11). Não houve necessidade de encaminhamento de animais a tratamento clínico uma vez que nenhum animal ferido foi encontrado. 41 12% 2% 1% 85% 1F 2F 5FA 7F Figura 11 - Dados de resgate por lote na FIOL entre os meses de janeiro e junho de 2015. O número de resgates foi inferior ao registrado no relatório referente ao período de julho a dezembro de 2014, no qual foram resgatados e soltos aproximadamente 10 mil animais. O número discrepante de capturas e solturas está relacionado com a paralisação de obras em trechos da ferrovia e com isso, a diminuição nas atividades de supressão de vegetação, bem como com a conclusão de atividades de desmatamento em alguns lotes. Foram registrados ainda 145 avistamentos e 15 afugentamentos conforme descrito na Ficha de Salvamento de Fauna em anexo. Com relação ao número de animais atropelados, houve um aumento (29) em relação ao período anterior de análise (4). Entretanto, medidas mitigadoras, descritas na Planilha Dados Complementares de Salvamento de fauna em anexo, estão sendo tomadas para a redução das ocorrências de atropelamento. Os animais atropelados, todos encontrados sem vida, pertencem em sua maioria ao grupo Herpetofauna (19), seguido por mamíferos (6) e aves (4). 3.1.4 Justificativa (em caso de execução parcial ou não execução do programa) O acompanhamento, as atividades de resgate e afugentamento, bem como o monitoramento de atropelamentos ocorreram conforme o previsto, entretanto, houve paralisação de obras e conclusão de atividades de desmatamentos o que influenciaram no menor número de capturas e solturas ao longo da Ferrovia. 3.1.5 Anexos I. Dados Brutos; 42 a) Fichas de campo de Salvamento, Afugentamento e Avistamento b) Fichas de campo de Atropelamentos c) Fichas de campo de Registro de Atividades d) Dados Complementares de Salvamento de Fauna II. III. Arquivo Imagens de Satélite contendo; a) Imagem de satélite de Salvamento (Resgate e Soltura) b) Imagem de satélite de Afugentamento c) Imagem de satélite de Avistamento ART do profissional responsável (Anexo Geral II). 43 3.2 Subprograma de Passagem de Fauna 3.2.1 Introdução O objetivo deste subprograma é o monitoramento da instalação de passagens de fauna durante as obras e o monitoramento da utilização destas após a conclusão do trecho em que se encontram, de forma a propor eventuais adequações de alocação, inclusão de novas passagens ou adaptações de OACs e OAEs. O presente relatório refere-se aos resultados obtidos nos meses de janeiro a junho de 2015, nos Lote 1 a 7 da FIOL. 3.2.2 Resumo das Atividades Desenvolvidas No período referente a este relatório foi dada continuidade às instalações e monitoramento das construções de passagens de fauna previstas no Plano Básico Ambiental e na LI 750/2010 nos lotes 1F a 7F, além da avaliação contínua, em campo, de possibilidades de melhoria de alocação dessas passagens. 3.2.3 Evolução das atividades, seus resultados e avaliação Ao longo de toda a ferrovia está prevista a instalação de 39 passagens inferiores de fauna. Até o momento foram executadas oito, das quais três foram construídas durante o período de abrangência deste relatório. Neste semestre, uma passagem foi executada no lote 1F, totalizando duas PIFs construídas das 10 previstas para o lote, todas alocadas em área de Mata Atlântica. A passagem projetada para o km 1442+936 foi realocada para o km 1449+530. No lote 2F nenhuma nova passagem foi executada neste período permanecendo até então com três PIFs construídas. A passagem projetada para o km 1342+920 foi realocada para o km 1361+580, uma vez que não há suporte no aterro para a sua instalação e os bueiros mais próximos encontram-se em áreas onde não há fragmentos florestais. O projeto de realocação foi encaminhado ao IBAMA. As únicas passagens previstas para os lotes 3F e 4F, e que apresentavam avançado estágio de instalação no período referente ao relatório anterior, foram executadas. Já no lote 5F, nenhuma PIF foi construída até o momento. O lote 5FA refere-se à ponte sobre o Rio São Francisco e não apresenta qualquer passagem prevista. 44 No lote 6F, apenas uma passagem das 6 projetadas está em fase execução no km 705+912. O trecho 736+800 a 750+000, onde será alocada uma PIF, encontra-se em fase de supressão de vegetação e os outros quatro trechos aguardam avanço da obra. Com relação ao lote 7F, somente uma passagem no km 554+570 foi executada. 3.2.4 Justificativa (em caso de execução parcial ou não execução do programa) As passagens de fauna estão sendo construídas conforme o previsto de acordo com o avanço das obras em cada um dos lotes. 3.2.5 Anexos I. Ficha de Campo – Passagens. 45 3.3 Subprograma de Monitoramento de Fauna 3.3.1 Introdução Este subprograma tem por objetivo geral monitorar os impactos decorrentes da implantação da Ferrovia Oeste Leste, em curso no estado da Bahia (trechos Ilhéus– Caetité e Serra do Ramalho–São Desidério) sobre a comunidade faunística adjacente. E possui como objetivos específicos a identificação das alterações nos efetivos populacionais e nos padrões de uso do espaço por parte de grupos taxonômicos selecionados e a elaboração de sugestões de medidas mitigadoras adicionais às já propostas. 3.3.2 Resumo das Atividades Desenvolvidas: Foram objeto do subprograma 9 fragmentos florestais para a fauna terrestre (mastofauna terrestre, mastofauna voadora, herpetofauna e avifauna) – 6 referentes aos lotes 1F a 4F e 3 relativos aos lotes 5F a 7F – e 57 estações de coleta para a ictiofauna – 34 referentes aos lotes 1F a 4F e 23 relativos aos lotes 5F a 7F. Não foi realizado o monitoramento de invertebrados aquáticos por não ser o período ótimo, conforme parecer constante da Nota Técnica N° 32/2012 – COTRA/CGTMO/DILIC/IBAMA. 3.3.3 Evolução das atividades, seus resultados e avaliação: Foram acrescentadas na sexta campanha realizada nos lotes 1F a 4F sete espécies de morcegos e um mamífero de médio porte; 7 espécies de aves; 1 espécie de réptil; porém, nenhuma nova espécie de peixe. A riqueza da mastofauna foi de 66 espécies, sendo 19 espécies de pequenos mamíferos, 32 espécies de morcegos e 15 espécies mamíferos de médio e grande porte. A riqueza da avifauna atingiu 320 espécies, distribuídas em 58 famílias taxonômicas. A riqueza da herpetofauna foi de 93 espécies, sendo 57 espécies de anfíbios, 12 de serpentes, 21 de lagartos, uma anfisbena e dois crocodilianos. Por fim, no quesito riqueza, a ictiofauna reuniu registros de 43 espécies na sexta campanha. Nas áreas de amostragem nos lotes 1F a 4F, esta foi a campanha com a maior riqueza de espécies, dentre os mamíferos; a segunda mais rica para o grupo da Herpetofauna; a terceira mais rica dentre as aves e apenas a penúltima em riqueza com relação à ictiofauna. 46 Tabela 1 - Riqueza de espécies dos grupos faunísticos amostrados no monitoramento da fauna, sexta campanha, executado nos lotes 1F, 2F, 3F e 4F. GRUPO FAUNÍSTICO NOVOS REGISTROS % CRESCIMENTO RIQUEZA NESTA CAMPANHA % DO TOTAL RIQUEZA EM 6 CAMPANHAS MASTOFAUNA 8 12,1 66 55,9 118 AVIFAUNA 7 2,2 320 73,7 434 HERPETOFAUNA 1 1,1 93 54,4 171 ICTIOFAUNA 0 0,0 43 68,3 63 Figura 12 - Riqueza de espécies encontrada nas campanhas de monitoramento de fauna nos lotes 1F, 2F, 3F e 4F. Foram acrescentadas na terceira campanha realizada nos lotes 5F a 7F uma espécie de morcego dentre os mamíferos; 14 espécies de aves; 5 espécies da herpetofauna; 20 novas ocorrências dentre os peixes. A riqueza da mastofauna foi de 21 espécies, sendo dois marsupiais, um pequeno roedor, sete espécies de morcegos e 11 espécies de médios e grandes mamíferos. A riqueza da avifauna atingiu 220 espécies. A riqueza da herpetofauna foi de 42 espécies, sendo 22 espécies de anfíbios e 20 de répteis. Por fim, no quesito riqueza, a ictiofauna reuniu registros de 67 espécies na terceira campanha. Nas áreas de amostragem nos lotes 5F a 7F, esta foi a campanha com a maior riqueza de espécies, dentre as aves; a segunda mais rica para os grupos da Mastofauna e Herpetofauna; a última em riqueza com relação à 47 ictiofauna; ainda que perto de 70% das espécies de peixes do total consolidado tenha sido detectado. Tabela 2 - Riqueza de espécies dos grupos faunísticos amostrados no monitoramento da fauna, terceira campanha, executado nos lotes 5F, 6F, 7F GRUPO FAUNÍSTICO NOVOS REGISTROS % CRESCIMENTO RIQUEZA NESTA CAMPANHA % DO TOTAL RIQUEZA EM 3 CAMPANHAS MASTOFAUNA 1 4,8 21 36,2 58 AVIFAUNA 14 6,4 220 82,7 266 HERPETOFAUNA 5 5,6 42 45,2 93 ICTIOFAUNA 20 29,9 67 69,1 97 Figura 13 - Riqueza de espécies encontradas nas campanhas de monitoramento de fauna nos lotes 5F, 6F e 7F. 3.3.4 Justificativa (em caso de execução parcial ou não execução do programa) O Subprograma de Monitoramento de Fauna foi plenamente executado nos dois segmentos presentes. Por correspondência com o histórico de localização das obras, foi efetuada a sexta campanha (período chuvoso) nas áreas de amostragem abrangidas pelos lotes 1F a 4F (Ilhéus–Caetité), entre os dias 24 de fevereiro e 16 de abril de 2015 e a terceira campanha (período chuvoso) nas áreas abrangidas pelos 48 lotes 5F a 7F (Serra do Ramalho–São Desidério), entre os dias 24 de fevereiro e 05 de abril de 2015. 3.3.5 Anexos I. Lotes 1F a 4F 1. Apresentação 2. Mastofauna 3. Herpetofauna 4. Aves 5. Ictiofauna 6. Carta Imagem – Fauna Terrestre 7. Carta Imagem – Fauna Aquática II. Lotes 5F a 7F 1. Apresentação 2. Mastofauna 3. Herpetofauna 4. Aves 5. Ictiofauna 6. Carta Imagem – Fauna Terrestre 7. Carta Imagem – Fauna Aquática 49 4 4.1 PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO DE PASSIVOS AMBIENTAIS (INCLUSO SUBPROGRAMA DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS) Introdução Este Programa visa estabelecer as ações a serem realizadas para a recuperação de Passivos Ambientais (levantamento anual), bem como para a recuperação de áreas degradadas (levantamento mensal) cujas características sofreram alterações em consequência das obras de implantação ferroviária (acessos temporários à faixa de domínio, áreas e estruturas de apoio). Para o cadastramento dos passivos ambientais pré-existentes devem ser considerados os efeitos negativos nos meios físico e biótico (flora) presentes na área da futura faixa de domínio e adjacências antes do início das obras, com o objetivo de mapear e cadastrar ocorrências já existentes que possam vir a ser herdadas no momento da desapropriação, ou mesmo aquelas que possam apresentar algum futuro risco à faixa de domínio ou plataforma na fase de operação. Anualmente deverá ocorrer uma atualização dos passivos ambientais por meio de um novo levantamento, o qual contempla a atualização do status dos passivos pré-existentes, além de cadastramento de novos passivos ambientais da construção, caracterizando-os através de elementos que subsidiem a orientação e especificação de ações e técnicas que deverão ser executadas com a finalidade de recuperar ou eliminar os mesmos. As áreas degradadas pelas atividades de construção deverão ter seu projeto de recuperação composto por reconhecimento da geometria e das condições das drenagens naturais e construídas; identificação da vegetação quanto ao reconhecimento das espécies nativas; obtenção de sementes e mudas. Cumpre ressaltar que, são consideradas áreas degradadas para este subprograma de recuperação de áreas degradadas, apenas aquelas cuja recuperação é de maior complexidade e necessitam da elaboração de um projeto específico, a exemplo de PRAD - Plano de Recuperação de Área Degradada. 50 4.2 Resumo das Atividades Desenvolvidas Lote 01F Cadastrados 16 passivos ao total, sendo 4 pré-existentes. Deste total, 1 passivo se encontra recuperado e nenhum passivo se encontra em recuperação; Cadastrada 1 área degradada ao total, sendo nenhuma área degradada recuperada e nenhuma área degradada em recuperação. Está localizada na Faixa de Domínio. Lote 02F Cadastrados 117 passivos ao total, sendo 4 pré-existentes. Deste total, nenhum passivo se encontra recuperado e 117 passivos se encontram em recuperação; Não foi cadastrada área degradada. Lote 03F Cadastrados 38 passivos ao total, sendo 38 pré-existentes. Deste total, 20 passivos se encontram recuperados e nenhum passivo se encontra em recuperação; Não foi cadastrada área degradada. Lote 04F Cadastrados 245 passivos ao total, sendo 245 pré-existentes. Deste total, 203 passivos se encontram recuperados e 37 passivos se encontram em recuperação; Não foi cadastrada área degradada. Lote 05F Cadastrados 127 passivos ao total, sendo 127 pré-existentes. Deste total, nenhum passivo se encontra recuperado e 56 passivos se encontram em recuperação; Cadastradas 19 áreas degradadas ao total, sendo nenhuma área degradada recuperada e nenhuma área degradada em recuperação. Dessas, 05 estão na Faixa de Domínio. Lote 05FA Cadastrados 05 passivos ao total, sendo 05 pré-existentes. Ainda não se iniciou a recuperação dos passivos cadastrados, pois as áreas estão sendo utilizadas pela obra; Não foi cadastrada área degradada. 51 Lote 06F Cadastrados 115 passivos ao total, sendo 115 pré-existentes. Deste total, nenhum passivo se encontra recuperado e 4 passivos se encontram em recuperação; Não foi cadastrada área degradada. Lote 07F 4.3 Cadastrados 138 passivos ao total, sendo 138 pré-existentes. Deste total, 16 passivos se encontram recuperados e 122 passivos se encontram em recuperação; Não foi cadastrada área degradada. Evolução das Atividades, seus Resultados e Avaliação Os passivos recuperados na FIOL representam aproximadamente 30% do total de registros, ou 240 pontos. Os passivos em recuperação perfizeram 42%, ou 336 pontos, e simbolizam aqueles que ainda se encontram em fase de obras ou onde as obras estão paralisadas. Há de se ressaltar que a grande maioria desses pontos já está estabilizada devido à execução de ao menos um método de recuperação, estando esperando o advento da próxima estação chuvosa para a execução do revestimento vegetal e plantio de mudas. Do total, 28% dos passivos se encontram não recuperados. Este valor se deu basicamente pelos pontos se encontrarem em fase de terraplanagem inicial e outros serviços preliminares, ou seja, os passivos são corrigidos com o avanço da obra. De maneira geral, na FIOL, considerando que o quantitativo de passivos recuperados e em recuperação representa aproximadamente 72% dos passivos levantados, pode-se afirmar que a evolução dos resultados obtidos com as obras e serviços de recuperação efetuados está ocorrendo de maneira eficiente e eficaz. Ressalta-se que em alguns lotes não é possível avaliar as medidas adotadas, pois as mesmas ainda estão em andamento, ou seja, não foram concluídas, portanto fica inviável um apontamento dos resultados no momento. 52 850 800 750 700 650 600 550 500 450 400 350 300 250 200 150 100 50 0 01F 02F 03F 04F 05F 05FA 06F 07F TOTAL DE PASSIVOS PASSIVOS RECUPERADOS PASSIVOS EM RECUPERAÇÃO PASSIVOS NÃO RECUPERADOS FIOL Figura 14 – Quantitativo de passivos levantados na FIOL. 4.4 Justificativa (em caso de execução parcial ou não execução do programa) Nos lotes 05FA e 06F não houve desmobilização de canteiros, estradas de serviço e outras situações passíveis de ações deste programa de recuperação de passivos e subprograma de recuperação de áreas degradadas. No lote 07F ainda não houve desmobilização de canteiros e estradas de serviço, sendo que geralmente os passivos ambientais estão sendo corrigidos com o avanço da obra. Ainda, o levantamento de áreas degradadas está planejado para ser realizado após a implantação das cercas limitando a faixa de domínio, nos segmentos mais avançados da obra no Lote 07F. 4.5 I. II. Anexos Planilha de Cadastro; ART dos profissionais responsáveis (Anexo Geral II). 53 5 5.1 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE OBRAS Subprograma de Controle e Monitoramento de Processos Erosivos O Subprograma de Controle e Monitoramento de Processos Erosivos tem o intuito de garantir as condições ambientais dos terrenos expostos, que sofram alterações no relevo ou no sistema natural de drenagem ao longo da Faixa de Domínio (FD) e das áreas que foram utilizadas durante a realização da construção da ferrovia, além de fiscalizar as atividades que promovem estas alterações. O mesmo tem por objetivo estabelecer e padronizar os projetos das obras preventivas e corretivas destinadas a promover o controle da água superficial e profunda, visando evitar os processos erosivos que podem ocorrer a partir da operação da ferrovia, bem como estabelecer as rotinas de ações destinadas a evitar problemas de estabilidade de encostas e maciços, enfocando as áreas de taludes de contenção e aterros, as áreas de extração de materiais de construção e bota-fora, áreas de canteiros de obras e de caminhos de serviço. 5.1.1 Evolução das atividades, seus resultados e avaliação O monitoramento que vem sendo realizado demonstra que ainda existem ocorrências sendo abertas e que alguns trechos ainda não alcançaram estabilidade. Isto é mais evidente no Lote 1, onde embora todos os pontos identificados pelo IBAMA tenham sido sanados foi necessária a resolução de muitos outros, totalizando 183 (cento e oitenta e três) ocorrências resolvidas, conforme a Tabela 3 (resumo dos dados de ocorrências relacionadas aos processos erosivos identificadas pelo IBAMA), que compara dados de todas as ocorrências que podem desencadear ou agravar processos erosivos registradas no semestre atual e no semestre anterior. Além destes dados foi incluído na planilha o total de ocorrências sanadas, independentemente de terem sido identificadas pelo IBAMA. 54 Tabela 3 - Dados gerais de ocorrências relacionadas aos processos erosivos, comparativos entre o semestre atual (janeiro/2015 a junho/2015) e o semestre anterior (julho/2014 a dezembro/2014), descriminando ocorrências apontadas pelo IBAMA. As tipologias consideradas foram (a) Áreas Degradadas; (b) Desmobilização; (c) Erosão/Assoreamento; (d) Plantios e Revestimento Vegetal; (e) Sistema de Drenagem e; (f) Supressão Vegetal. SEMESTRE ANTERIOR (2014.2) PONTOS GERAIS SANADOS PONTOS IBAMA PONTOS IBAMA SANADOS SEMESTRE ATUAL (2015.1) PONTOS GERAIS SANADOS LOTE 1F 78 10 6 8 183 14 1 3 115 8 1 0 34 4 0 1 28 2 0 0 72 0 0 0 6 0 0 0 78 0 18 0 LOTE 7F 0 23 0 FIOL 210 0 LOTE 6F LOTE 7F 1 0 LOTE 5A LOTE 6F 6 2 LOTE 5F LOTE 5A 0 3 LOTE 4F LOTE 5F 31 5 LOTE 3F LOTE 4F 8 10 LOTE 2F LOTE 3F 9 PONTOS IBAMA SANADOS LOTE 1F LOTE 2F 77 PONTOS IBAMA 0 FIOL 12 539 28 20 Estes dados indicam que o número de ocorrências resolvidas (ver ANEXO I) no trecho em obras dobrou, configurando uma melhora significativa na eficiência do monitoramento e das ações direcionadas pela VALEC no sentido de prevenir a instalação de processos erosivos, monitorar as áreas susceptíveis ao desenvolvimento destes processos e a conformação daqueles que não puderam ser evitados. Quanto aos pontos levantados pelo IBAMA (ver ANEXO II), os dados indicam que cerca de 70% foram resolvidos e as ações necessárias para o saneamento dos 30% restantes já haviam iniciado quando da elaboração deste relatório. Estes valores podem ser entendidos como resultado da dinâmica da obra, na qual ainda ocorre a abertura de novos eventos (monitoramento), caracterizando a não estabilização total dos lotes. Por outro lado, o aumento de 5% no número de 55 ocorrências sanadas reafirma o esforço dispensado para o acompanhamento contínuo e resolução dos problemas registrados. Se comparados os lotes, pode-se concluir que o que apresenta o melhor quadro é o Lote 07F, com aumento de 23% no número de ocorrências sanadas em relação ao semestre 2014.2. Em contrapartida, os lotes que apresentam pior quadro são os lotes 01F e 02F pois, embora já tenham sanado a maior parte das ocorrências sinalizadas pelo IBAMA, apresentam muitos registros de processos erosivos. As obras no Lote 5A se resumem à instalação de ponte, não cabendo compara-lo com os demais. 5.1.2 Conclusões Atualmente o maior gargalo para as construtoras, no tocante à minimização, contenção e redução do agravamento de processos erosivos é a dificuldade em conjugar o processo construtivo de terraplenagem com a de instalação de sistemas de drenagem, provisórios ou permanentes. Neste quesito a VALEC vem trabalhando constantemente no sentido de garantir o cumprimento do PBA e monitorar eventuais incompatibilidades entre o recomendado no documento e o executado na obra (ver Programa de Supervisão Ambiental). Isto tornou-se possível a partir da realização de treinamentos do pessoal de campo e acompanhamento do avanço da obra em consonância com as medidas recomendadas para a prevenção e regularização de processos erosivos (padronização dos projetos para obras preventivas/corretivas de controle da água superficial e profunda; otimização nas rotinas de estabilização de encostas e maciços; e recuperação de áreas de extração de materiais de construção, bota-foras, canteiros de obras e caminhos de serviço). Outro gargalo importante nos primeiros seis meses de 2015 foi a desmobilização das construtoras. Houve uma redução no quadro de empregados e, consequentemente, uma queda no avanço físico da obra, bem como nas frentes de manutenção. Importante frisar que é prioridade da VALEC, diante do cenário de diminuição do ritmo das obras, garantir a manutenção dos serviços já concluídos e execução do PBA. Desta forma serão direcionados os esforços necessários ao monitoramento e intervenção para sanar passivos já existentes e evitar surgimento de novos, enquanto a estabilização dos trechos não for alcançada totalmente. 56 Apesar dos dados e fatos elencados, pode-se afirmar que houve uma melhora significativa no cenário do primeiro semestre de 2015 em relação ao segundo semestre de 2014, apesar dos altos índices pluviométricos registrados desde o fim do ano passado e os primeiros meses deste ano, o que contribuiu para o aparecimento de novos processos erosivos. A evolução registrada nos dados apresentados neste relatório representa, entre outros aspectos, o esforço de todos os envolvidos no processo construtivo da ferrovia no sentido de minimizar os focos de processos erosivos nas frentes de obra. 5.1.3 Registro Fotográfico Na Tabela 4 foram incluídos exemplos de ocorrências relacionadas a processos erosivos sanados durante a vigência deste relatório. Para maior detalhamento encaminhamos, juntamente ao corrente relatório, dados atualizados (mês de referência Junho/2015) das Planilhas de Ocorrências Ambientais, sendo que o total de ocorrências sanadas pode ser verificado no ANEXO I, ao passo que as ocorrências registradas pelo IBAMA encontram-se no ANEXO II. Tipo Áreas Degradadas 299/2014 COD 400/2014 Tabela 4 - Exemplos de ocorrências relacionadas a processos erosivos resolvidos durante a vigência deste relatório. Dados retirados das POA. Lote 01F Desmobilização Lote 01F Registro (0%) Validação (100%) 57 326/2014 Erosão Assoreamento 446/2014 Sistemas de Drenagem 1057/2014 Supressão Vegetal 2712/2015 Tipo Erosão Assoreamento 2724/2014 COD Sistema de Drenagem Lote 01F Lote 01F Lote 01F Lote 02F Lote 02F Registro (0%) Validação (100%) 58 2317/2014 2351/2015 Erosão Assoreamento Sistemas de Drenagem Sistemas de Drenagem 3388/2014 Sistema de Drenagem 2788/2014 Tipo 3456/2014 COD Lote 03F Lote 04F Lote 04F Lote 05A Desmobilização Lote 05F Registro (0%) Validação (100%) Tipo 3401/2014 Erosão Assoreamento Áreas Degradadas Lote 05F Lote 06F Desmobilização 2968/2015 Lote 06F Sistema de Drenagem 2036/2014 1029/2015 COD 2295/2015 59 Erosão Assoreamento Lote 06F Lote 07F Registro (0%) Validação (100%) 60 1735/2015 COD Tipo Registro (0%) Validação (100%) Desmobilização Lote 07F 5.1.4 Anexos I. II. Processos Erosivos e Ocorrências Correlatas Sanadas (registro completo) Processos Erosivos e Ocorrências Correlatas (pontos levantados pelo IBAMA) 61 5.2 Subprograma de Controle e Monitoramento da Qualidade da Água 5.2.1 Introdução Este programa tem como objetivo minimizar os riscos ambientais aos recursos hídricos tais quais alterações na qualidade da água ou na vazão dos cursos hídricos interceptados pela FIOL. O presente relatório apresenta os resultados do monitoramento da qualidade da qualidade da água realizado no período de Janeiro a Junho/2015. 5.2.2 Métodos e Equipamentos 5.2.2.1 Método A coleta de amostras de água foi realizada de acordo com a norma técnica ABNT NBR 9898 - Preservação e técnicas de amostragem de efluentes líquidos e corpos receptores. A avaliação da qualidade da água dos cursos d’água foi realizada com base nos limites estabelecidos pela Resolução CONAMA n° 357, de 17 de março de 2005. 5.2.2.2 Equipamentos Phmetro, condutivímetro, oxímetro, turbidímetro, termômetros. Frascos, caixas de isopor, gelo. 5.2.3 Resumo das Atividades Desenvolvidas Coleta de amostras de água a montante e jusante de 47 pontos. 652 análises laboratoriais das amostras de água. Caracterização dos pontos de coleta. Registro Fotográfico. 5.2.4 Evolução das Atividades, seus Resultados e Avaliação Lote 1F: As coletas foram realizadas em 10 pontos. Uma vez que em cada ponto foram analisados 15 parâmetros, totalizaram-se 150 análises no lote. 62 Do total de 150 análises, 55 apresentaram valores em conformidade com a Resolução CONAMA n° 357, de 17 de março de 2005, 25 apresentaram valores em desconformidade com a referida norma e 70 não possuem valores de referência normatizados. Lote 2F: As coletas foram realizadas em 12 pontos. Uma vez que em cada ponto foram analisados 13 parâmetros, totalizaram-se 156 análises no lote. Do total de 156 análises, 76 apresentaram valores em conformidade com a Resolução CONAMA n° 357, de 17 de março de 2005, 20 apresentaram valores em desconformidade com a referida norma e 60 não possuem valores de referência normatizados. Lote 3F: As coletas foram realizadas em 10 pontos. Uma vez que em cada ponto foram analisados 14 parâmetros, totalizaram-se 140 análises no lote. Do total de 140 análises, 90 apresentaram valores em conformidade com a Resolução CONAMA n° 357, de 17 de março de 2005, nenhuma apresentou valores em desconformidade com a referida norma e 50 não possuem valores de referência normatizados. Lote 4F: As coletas foram realizadas em 08 pontos. Uma vez que em cada ponto foram analisados 14 parâmetros, totalizaram-se 112 análises no lote. Do total de 112 análises, 72 apresentaram valores em conformidade com a Resolução CONAMA n° 357, de 17 de março de 2005, nenhuma apresentou valores em desconformidade com a referida norma e 40 não possuem valores de referência normatizados. Lote 5FA: Não houve resultado (vide Justificativa). Lote 6F: As coletas foram realizadas em 03 pontos. Uma vez que em cada ponto foram analisados 14 parâmetros, totalizaram-se 42 análises no lote. Do total de 42 análises, 25 apresentaram valores em conformidade com a Resolução CONAMA n° 357, de 17 de março de 2005, 02 apresentaram valores em desconformidade com a referida norma e 15 não possuem valores de referência normatizados. Lote 7F: As coletas foram realizadas em 04 pontos. Uma vez que em cada ponto foram analisados 13 parâmetros, totalizaram-se 52 análises no lote. Do total de 52 análises, 26 apresentaram valores em conformidade com a Resolução CONAMA n° 357, de 17 de março de 2005, 02 apresentaram valores em 63 desconformidade com a referida norma e 24 não possuem valores de referência normatizados. FIOL: A partir dos dados individuais dos lotes, pode-se afirmar que do total de 652 análises realizadas, apenas 49 resultaram em valores desconformes com a Resolução CONAMA n° 357/2005, o que representa 7,52% (Figura 15). 700 600 500 400 300 200 100 0 01F 02F 03F 04F TOTAL DE ANÁLISES 05F 05FA 06F 07F FIOL ANÁLISES DESCONFORMES Figura 15 – Análises de água realizadas na FIOL. Dentre os 49 valores em desconformidade com a Resolução CONAMA nº 357/2005, destaca-se que 22 representam alterações no parâmetro Fósforo Total, 10 no Oxigênio Dissolvido e 9 na Demanda Bioquímica de Oxigênio. A grande quantidade de análises desconformes em relação ao Fósforo Total pode ser explicada pela ocorrência de chuvas precedentes às coletas, haja vista que neste período o carreamento de partículas do solo e de fertilizantes químicos utilizados na adubação das culturas agrícolas para dentro dos cursos d’água é intensificado. Apresenta-se, no Anexo II, uma análise descritiva dos resultados, com foco nos parâmetros desconformes identificados em cada ponto de coleta. 5.2.5 Justificativa (em caso de execução parcial ou não execução do programa) No lote 5FA, até o momento, não houve atividade de obras no leito do Rio São Francisco, ou seja, as obras de instalação da ferrovia não causaram efeito/alteração sobre os parâmetros físico, químico e biológico do referido rio. Dessa forma, a 64 supervisão deste lote não fez outras análises da água, somente o marco zero (30/10/2013), cujo relatório foi enviado na época ao IBAMA. 5.2.6 Anexos I. II. III. IV. V. VI. VII. Planilhas de Dados Brutos; Análise Descritiva dos Resultados; Registro Fotográfico; Mapa de localização dos pontos monitorados; Normas e Resoluções; Laudos; ART dos profissionais responsáveis (Anexo Geral II). 65 5.3 Subprograma de Gerenciamento de Resíduos e Efluentes O Subprograma de Controle e Monitoramento de Resíduos e Efluentes estabelece os procedimentos que serão observados durante o manuseio e destinação final dos resíduos e efluentes líquidos gerados nas obras de construção da ferrovia, apresentando diretrizes para a redução, coleta, tratamento e disposição final desses resíduos e efluentes, segundo as normas aplicáveis. O presente relatório apresenta os resultados do gerenciamento de resíduos e efluentes realizado nas instalações e frentes de obras no período de janeiro a junho de 2015. 5.3.1 Método Para o gerenciamento de resíduos sólidos foram adotadas as normas da ABNT pertinentes, tais como NBR 10.004, NBR 11.174, NBR 12.235, NBR 7.500, NBR 12.808, NBR 12.809 e NBR 12.810. Enquanto que, para o gerenciamento de efluentes foram adotadas as normas NBR 7.229, NBR 13.969 e NBR 14.605. 5.3.2 Evolução das Atividades, seus Resultados e Avaliação Lote 1F: No período foram gerados 74.920 kg de resíduos sólidos; desse total, 44.810 kg foram encaminhados para a reciclagem, representando 59,8%. O restante foi encaminhado para Aterro Municipal. Quanto aos efluentes, foi gerado um volume de 479,6 m3, oriundos dos banheiros químicos e das Estações de Tratamento de Esgoto dos canteiros. Os efluentes dos banheiros químicos e o lodo das ETEs dos canteiros foram recolhidos pela empresa contratada Loksan e encaminhados para a Estação de Tratamento da Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. - Embasa de Jequié-BA. A geração de efluentes oleosos foi de 5,05 m 3, que foi transportado e encaminhado para ETE industrial pela empresa especializada Lwart Lubrificantes Ltda. 66 Lote 2F: No período foram gerados 23.617 kg de resíduos sólidos; desse total, 1.667 kg foram encaminhados para a cooperativa de reciclagem COOPERJE, representando 7,05%. O restante foi encaminhado para Aterro Municipal. Quanto aos efluentes, foi gerado um volume de 200 m3, oriundos dos banheiros químicos e das Estações de Tratamento de Esgoto dos canteiros. Os efluentes dos banheiros químicos e o lodo das ETEs dos canteiros foram recolhidos pela empresa contratada Loksan e encaminhados para a Estação de Tratamento da Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. - Embasa de Jequié-BA. A geração de efluentes oleosos foi de 4 m3, que foi transportado e encaminhado para ETE industrial pela empresa especializada Lwart Lubrificantes Ltda. Lote 3F: No período foram gerados 34.688 kg de resíduos sólidos, que foram encaminhados para as cooperativas Comar e Acelor Mital. Em relação aos efluentes, foi gerado um volume de 395,78 m3, oriundos dos banheiros químicos e das Estações de Tratamento de Esgoto dos canteiros. Esses foram recolhidos pela empresa Estevão Meirelles Azevedo Transporte ME e encaminhados para Estação de Tratamento de Esgoto de Jequié. A geração de efluentes oleosos foi de 14 m3, que foi transportado e encaminhado para ETE industrial pela empresa especializada Lubrasil. Lote 4F: No período foram gerados 104.124,5 kg de resíduos sólidos, que foram encaminhados, de acordo com a tipologia, para o Aterro controlado de Brumado, a cooperativa de reciclagem Comar, a Ivomax Serviços Ambientais (lâmpadas), Tol Terra Remanso (Metais), Retec Tecnologia (Resíduos de Serviço de Saúde). Quanto aos efluentes, foi declarada a geração apenas dos meses de maio e junho, que foi de 117 m3. Esse volume foi encaminhado para a Estação de Tratamento de Esgoto de Jequié. A geração de efluentes oleosos foi de 8,2 m3, que foi transportado e encaminhado para ETE industrial pela empresa especializada Lubrasil. Lote 5F: No período foram gerados 5.380 kg de resíduos sólidos, que foram encaminhados para a cooperativa WL – Comércio de Materiais Recicláveis Ltda. Quanto aos efluentes, foi gerado um volume de 21 m 3, oriundos dos banheiros químicos. Esses foram recolhidos pela empresa Loksan e encaminhados para Estação de Tratamento da EMBASA de Guanambi-BA. 67 A geração de efluentes oleosos foi de 6,05 m3, que foi transportado e encaminhado para ETE industrial pela empresa especializada Lubrasil. Lote 5FA: No período foram gerados 2.216 kg de resíduos sólidos, que foram encaminhados para a cooperativa Oeste Ecologia. Em relação aos efluentes, foi gerado um volume de 4,1 m3, oriundos dos banheiros químicos. Esses foram recolhidos pela empresa Point Ltda. e encaminhados para o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Santa Maria da Vitória – BA. Lote 6F: No período foram gerados 5.180 kg de resíduos sólidos, que foram encaminhados, conforme a tipologia, para a empresa Reciclagem Corrente e Depósito Municipal de Resíduos. Quanto aos efluentes, foi gerado um volume de 1,6 m 3, oriundos dos banheiros químicos. Que foram recolhidos pela empresa Point Ltda. e encaminhados para o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Santa Maria da Vitória – BA. A geração de efluentes oleosos foi de 0,5 m3, que, devido à pouca quantidade, foi armazenado em tanques do caminhão comboio para posterior destinação. Lote 7F: No período foram gerados 9.691 kg de resíduos sólidos, que foram transportados pela empresa Mix Soluções Ambientais e encaminhados, conforme a tipologia, para o Aterro Municipal de São Desidério, JR Pneus e Serviços Ltda., Ferro Velho Vila Nova. Quanto aos efluentes, foi gerado um volume de 8,74 m3, oriundos dos banheiros químicos. Que foram recolhidos pela empresa Point Ltda. e encaminhados para o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Santa Maria da Vitória – BA. Nesse lote, a geração de resíduos de serviço de saúde foi de 0,1 kg, que foi transportado pela empresa Mix Soluções Ambientais Ltda. e encaminhado para Hospital Municipal de São Desidério, o qual tem convênio com a construtora apara recebimento de resíduos de serviço de saúde. FIOL: A partir dos dados individuais dos lotes, resulta que a FIOL gerou, no período, 259.186,5 kg de resíduos sólidos (Figura 16), que foram destinados, conforme a classificação (Resíduos Classe I, Resíduos Classe II A, Resíduos Classe II B), para aterros municipais, cooperativas de reciclagem, reutilização na obra, empresas de reciclagem de pneus inservíveis, etc. 68 300.000 259.186,5 Resíduos Gerados (kg) 250.000 200.000 150.000 104.124,50 100.000 74.920 26.617 31.058 50.000 5.380 2.216 5.180 9.691 5F 5FA 6F 7F 0 1F 2F 3F 4F Total FIOL Lotes Figura 16 - Massa de resíduos gerados na FIOL. Quanto aos Resíduos Sólidos do Serviço de Saúde (RSS), foi gerado apenas 0,1 kg no lote 7F, que foi transportado pela empresa Mix Soluções Ambientais Ltda. e encaminhado para Hospital Municipal de São Desidério, o qual tem convênio com a construtora para recebimento desse tipo de resíduos. O lote 4F gerou 0,5 kg, que foi encaminhado para a empresa especializada Retec – Tecnologia. Foi gerado um volume de 1.227,82 m3 de efluentes em toda FIOL (Figura 17), proveniente dos banheiros químicos e das Estações de Tratamento de Esgoto dos canteiros. A fração de efluentes oriunda dos banheiros químicos foi coletada e transportada por empresas especializadas e encaminhadas para as Estações de Tratamento de Esgoto local. 69 Efluentes Sanitários (m3) 1400 1227,82 1200 1000 800 600 479,6 395,78 400 200 117 200 21 4,1 1,6 8,74 5F 5FA 6F 7F 0 1F 2F 3F 4F Total FIOL Lotes Figura 17 - Volume de efluentes sanitários gerados na FIOL. Também foi gerado um volume de 37,8 m3 de efluentes oleosos, oriundos da manutenção e lavagem dos veículos e máquinas (Figura 18). Esse efluente foi encaminhado por empresas especializadas em transporte de efluentes oleosos para as Estações de Tratamento de Efluentes Industriais. Antes, porém, esses efluentes passaram pela Caixa Separadora Água/Óleo. Esses resultados podem ser verificados no Anexo 5.3 – I – Dados brutos de Resíduos e Efluentes. 37,8 40 Efluentes Oleosos (m3) 35 30 25 20 14 15 8,2 10 5,05 5 4 6,05 0 0,5 0 5FA 6F 7F 0 1F 2F 3F 4F 5F Total FIOL Lotes Figura 18 - Volume de efluentes oleosos gerados na FIOL. 70 Os restos inertes da lavagem dos misturadores de concreto (caminhões betoneiras) foram, em todos os lotes, recolhidos e incorporados à obra (corpo de aterro ou bota-fora). A partir da análise desses resultados, conclui-se que mesmo tendo uma baixa quantidade de resíduos e efluentes gerados, os mesmos foram destinados conforme especifica as legislações vigentes assim como as normas e parâmetros dispostos pelo Plano Básico Ambiental – PBA. 5.3.3 Justificativa (em caso de execução parcial ou não execução do programa) Nesse semestre houve paralisação ou diminuição das atividades construtivas dos lotes, gerando pequenas quantidade de resíduos e efluentes. Em alguns lotes, espera-se acumular uma certa quantidade de resíduos/efluentes, a fim de atingir volume apreciável para justificar uma coleta, a exemplo dos recicláveis e dos efluentes oleosos. 5.3.4 Anexos I. Planilha de dados brutos de Resíduos e Efluentes; a) Planilha: Gerenciamento de Efluentes; b) Planilha: Gerenciamento de Resíduos; c) Planilha: Resumo do Quantitativo de Resíduos e Efluentes Gerados. II. Registro Fotográfico; III. Normas; IV. Manifestos de Transporte de Efluentes; V. Comprovante de Descarga de Efluentes; VI. Manifestos de Transporte de Efluentes Oleosos; VII. Comprovante de Destinação de Efluentes Oleosos; VIII. Manifestos de Transporte de Resíduos Sólidos; IX. Comprovante de Destinação de Resíduos Sólidos; X. Manifestos de Transporte de Resíduos Sólidos Recicláveis; XI. Comprovante de Destinação de Resíduos Sólidos Recicláveis; XII. Licenças, outorgas e autorizações. 71 5.4 Subprograma de Controle e Monitoramento de Emissões Atmosféricas O objetivo deste Programa é o de monitorar e controlar as emissões de gases e poeira e, consequentemente, reduzir seu impacto sobre as comunidades lindeiras e trabalhadores. O presente relatório apresenta os resultados do monitoramento da fumaça preta proveniente da frota de veículos e máquinas movidos a diesel realizadas no período de janeiro a junho de 2015. Também são informadas as medidas de controle aplicadas para reduzir as emissões de material particulado geradas nas atividades de implantação/operação da ferrovia. 5.4.1 Resumo das Atividades Desenvolvidas Verificação das emissões de fumaça preta dos veículos movidos a óleo Diesel. Controle da emissão de materiais particulados pelas atividades construtivas. 5.4.2 Equipamentos e Métodos para o Monitoramento de Fumaça Preta Para a realização do monitoramento das emissões de fumaça preta foi aplicado método estabelecido pela norma ABNT NBR 6016:1986 – Gás de escapamento de motor Diesel - Avaliação de teor de fuligem com a escala de Ringelmann. A Escala de Ringelmann (Figura 19) consiste na comparação visual de um disco de papel que contém uma escala colimétrica, de branco a preto, com a pluma da fuligem emitida na extremidade do tudo de escape. 72 Figura 19 - Índice de Fumaça Preta – Escala Ringelmann. O art. 1° da Portaria n° 100 de 14 de julho de 1980, do Ministério de Estado do Interior, estabelece que a emissão de fumaça por veículos movidos a óleo diesel, em qualquer regime de trabalho, não poderá exceder ao padrão n° 2 (40%), na Escala Ringelmann, quando testados em localidade situada até 500 (quinhentos) metros acima do nível do mar, e ao padrão n° 3 (60%), na mesma escala, para localidade situada acima daquela altitude. 5.4.3 Evolução das Atividades, seus Resultados e Avaliação Lote 1F: Nesse lote a altitude varia de 10 a 250 m, portanto o limite da ER é de 40%. As medições foram realizadas em 135 veículos. Nenhum apresentou emissões de fumaça preta acima dos padrões estabelecidos pela Portaria n° 100 de 14 de julho de 1980, do Ministério de Estado do Interior. Lote 2F: Nesse lote a altitude varia de 160 a 420 m, portanto o limite da ER é de 40%. Foram realizadas 179 medições em veículos e máquinas. Nenhum apresentou emissões de fumaça preta acima dos padrões estabelecidos pela Portaria n° 100 de 14 de julho de 1980, do Ministério de Estado do Interior. Lote 3F: Nesse lote a altitude varia de 230 a 360 m, portanto o limite da ER é de 40%. Foram realizadas 59 medições em veículos e máquinas. Seis apresentaram emissões de fumaça preta acima dos padrões estabelecidos pela Portaria n° 100 de 14 de julho de 1980, do Ministério de Estado do Interior. Para esses veículos/máquinas, foram adotadas medidas corretivas, tais como: manutenção dos veículos para troca de filtro e revisão do motor. 73 Lote 4F: Nesse lote a altitude varia de 340 a 880 m, abrangendo, portanto, duas faixas de limite: até 500 m, o limite ER é de 40%; acima de 500 m, o limite ER é de 60%. Foram realizadas 1032 medições em veículos e máquinas. Nenhum apresentou emissões de fumaça preta acima dos padrões estabelecidos pela Portaria n° 100 de 14 de julho de 1980, do Ministério de Estado do Interior. Lote 5F: Nesse lote a altitude varia de 430 a 920 m, abrangendo, portanto, duas faixas de limite: até 500 m, o limite ER é de 40%; acima de 500 m, o limite ER é de 60%. Foram realizadas 19 medições em veículos e máquinas. Nenhum apresentou emissões de fumaça preta acima dos padrões estabelecidos pela Portaria n° 100 de 14 de julho de 1980, do Ministério de Estado do Interior. Lote 5AF: Nesse lote a altitude está em torno de 430 m, portanto o limite da ER é de 40%. Foram realizadas 20 medições em veículos e máquinas. Nenhum apresentou emissões de fumaça preta acima dos padrões estabelecidos pela Portaria n° 100 de 14 de julho de 1980, do Ministério de Estado do Interior. Lote 6F: Nesse lote a altitude varia de 430 a 600 m, abrangendo, portanto, duas faixas de limite: até 500 m, o limite ER é de 40%; acima de 500 m, o limite ER é de 60%. Foram realizadas 27 medições em veículos e máquinas. Nenhum apresentou emissões de fumaça preta acima dos padrões estabelecidos pela Portaria n° 100 de 14 de julho de 1980, do Ministério de Estado do Interior. Lote 7F: Nesse lote a altitude varia de 600 a 730 m, portanto o limite da ER é de 40%. Foram realizadas 14 medições em veículos e máquinas. Nenhum apresentou emissões de fumaça preta acima dos padrões estabelecidos pela Portaria n° 100 de 14 de julho de 1980, do Ministério de Estado do Interior. FIOL: Em todos os lotes, para controlar a poluição devido ao material particulado, as poeiras, foram adotadas as seguintes medidas: Umectação das vias e frente de obras com caminhão-pipa Diminuição da carga de explosivos Manutenção de veículos e máquinas Apesar do Subprograma de Monitoramento e Controle de Emissões Atmosféricas ser semestral, todo mês, na FIOL, são realizadas inspeções veiculares. No semestre janeiro-junho/2015 foram realizadas 1.486 medições em veículos e máquinas movidos com motor Diesel. Desse total, apenas seis obtiveram resultados acima do determinado pela Portaria nº 100, do Ministério de Estado do Interior para a 74 altitude de medição, representando 0,4% (ver Figura 20 e Anexo 5.4 – I – Dados Brutos). Esse pequeno índice de reprovação é resultado de medidas preventivas, tais como: Manutenção de veículos e máquinas Acoplamento de catalisadores nos escapamentos dos maquinários Utilização de Diesel S-10 ou S-500 Adição de Arla-32* no veículo utilizado * Arla 32 é um composto químico que é injetado no sistema de escapamento dos caminhões. O uso reduz pela metade a poluição. Esse aditivo transforma os óxidos de nitrogênio em nitrogênio e água. “Produtos completamente inofensivos, contrariamente aos óxidos de nitrogênio que são muito agressivos ao meio ambiente”. 1600 1485 Veiculos e/ou Máquinas 1400 1200 1032 1000 800 Aprovado 600 Reprovado 400 200 179 135 0 0 59 6 0 19 0 20 0 27 0 14 0 5F 5FA 6F 7F 6 0 1F 2F 3F 4F Total FIOL Lotes Figura 20 - Monitoramento de Fumaça Preta - Escala Ringelmann nos lotes da FIOL. No período, foi registrada uma reclamação por parte da comunidade Boa Vista, do lote 5FA, a respeito da poeira levantada pelo trânsito de veículos em decorrência das obras da ferrovia. Registrou-se, também, nessa mesma comunidade, oito sugestões de melhoramento das ruas que servem de vias de acesso para os veículos que estão a serviço da ferrovia, tendo em vista a suspensão de poeira. As fichas de ouvidoria estão no Anexo Geral I. 75 5.4.4 Justificativa (em caso de execução parcial ou não execução do programa) Nesse semestre houve paralisação ou diminuição das atividades construtivas dos lotes, refletindo na quantidade de veículos e máquinas utilizados, consequentemente na quantidade de equipamentos monitorados. No lote 5F, as atividades estavam paralisadas entre os meses de março a junho. Já no lote 5FA, no mês de junho, não foi feito o monitoramento de fumaça preta, pois não houve movimentação de máquinas e veículos. Situação semelhante ocorre no lote 6F, onde devido à crescente desmobilização da obra, o lote está utilizando apenas um caminhão pipa que realiza a umectação de um talude de aterro semeado com algumas espécies de brachiarias e leguminosas. No lote 7F nos meses de março a junho não houve atividades construtivas nos pontos indicados pelo PBA para monitoramento. 5.4.5 Anexos I. Planilhas de dados brutos de Monitoramento e Controle; II. Registro Fotográfico; III. Normas; IV. Fichas de ouvidoria (Anexo Geral I). 76 5.5 Subprograma de Controle e Monitoramento de Ruídos Este subprograma tem como objetivo orientar as ações que devem ser realizadas para controlar a emissão de ruídos durante a implantação da ferrovia e, desta forma, reduzir ao máximo os efeitos negativos sobre os moradores rurais, as comunidades lindeiras e sobre a fauna. O presente relatório apresenta os resultados das medições de ruídos realizadas em áreas habitadas próximas à ferrovia no período de janeiro a junho de 2015. 5.5.1 Resumo das Atividades Desenvolvidas 108 medições de Nível de Ruído Ambiente (Lra) 108 medições de Nível de Pressão Sonora Equivalente (LAeq) Ações de controle de poluição sonora 5.5.2 Método Para a realização das medições foi aplicado método estabelecido pela norma ABNT NBR 10.151:2000 – Acústica – Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade – Procedimento. As campanhas desse subprograma são bimestrais. O tempo das medições foi determinado com base no “Procedimento para Medição de Níveis de Ruído em Sistemas Lineares de Transporte” aprovado em 19 de maio de 2009, pela CETESB. 5.5.3 Evolução das Atividades, seus Resultados e Avaliação A malha amostral do monitoramento de ruídos nos sete lotes de obras (Anexo 5.5 – IV – Malha Amostral) compreendeu áreas residenciais, urbanas, rurais e fragmentos florestais. Considerou-se a presença de pontos receptores sensíveis próximos aos canteiros de obra, centrais de concreto e frentes de trabalho. Em toda FIOL, foram realizadas 108 medições em pontos considerados sensíveis. Primeiramente, realizou-se a medição do Nível de Ruído Ambiente (Lra), 77 em horário em que não havia atividades oriundas da construção da ferrovia. Logo após, quando do início das atividades da obra, mediu-se o Nível de Pressão Sonora Equivalente (LAeq). Do total de medições, 22 apresentaram níveis de ruídos corrigido (Lc) acima do Nível de Critério de Avaliação (NCA assumido) para ambientes externos, o que corresponde a 20,6% do total de medições (Ver Figura 21 e Anexo 5.5 – I – Dados Brutos). 120 108 Pontos de ruídos 100 80 60 Adequado 39 40 Inadequado 24 20 20 2 6 8 4 22 17 10 0 0 0 0 0 0 5F 5FA 6F 0 0 1F 2F 3F 4F 7F Total Lotes Figura 21 - Situação do Monitoramento de Ruídos nos lotes da FIOL. Dentre as medidas adotadas para mitigar esse impacto, cita-se: manutenção dos veículos e máquinas, manutenção das vias de acesso para diminuir o barulho causado pelo trânsito de veículos e restrição ao trabalho noturno. No período, não foi registrada reclamação da comunidade por motivo de poluição sonora, o que pode ser verificado nas Fichas de Ouvidoria (Anexo Geral I). Com relação às imagens georreferenciadas do subprograma em tela, as quais a Nota Técnica 02001.000466/2015-15 COTRA/IBAMA, de 23 de março de 2015, solicitou padronização, informa-se que nesse IX Relatório Semestral, as imagens foram padronizadas de acordo com a referida nota, porém, só a partir do bimestre maio/junho de 2015. Lote 1F: realizou as medições bimestralmente (janeiro, março e maio) conforme a ABNT NBR 10151:2000, nos pontos indicados no PBA. No semestre, das 24 medições realizadas, duas excederam o limite estabelecido na norma, representando apenas 8,3% do total de medições. A principal causa desse excesso foi o tráfego de 78 veículos nas vias de acesso e a atividade com o britador. Foi recomendado a manutenção das vias de acesso e a realização das atividades em período diurno. Lote 2F: Apesar das campanhas de monitoramento de ruídos serem bimestrais, esse lote realizou as medições nos meses de janeiro, maio e junho, pois nos meses de março e abril, as atividades estavam paralisadas. As medições foram realizadas conforme a metodologia adotada, nos pontos indicados no PBA. No semestre, das 39 medições realizadas, seis excederam o limite estabelecido na norma, representando 15,46% do total de medições. A principal causa desse excesso foi a preparação de concreto usinado e o trânsito de veículos pesados. Foi recomendado a manutenção das vias de acesso e a realização das atividades apenas em período diurno. Lote 3F: Devido à paralisação de algumas atividades construtivas no semestre em questão, as campanhas de monitoramento de ruídos foram realizadas apenas nos meses de fevereiro e abril, nos pontos considerados sensíveis a esse impacto. As medições foram conforme a metodologia adotada, nos pontos indicados no PBA. No semestre, das oito medições realizadas, quatro excederam o limite estabelecido na norma, representando 50% do total de medições. As principais causas desses excessos foram o trânsito de veículos, o compressor e pessoas trabalhando. Foi recomendado a manutenção das máquinas, manutenção das vias de acesso e a realização das atividades em período diurno. Lote 4F: realizou as medições bimestralmente (fevereiro, abril e junho) conforme a metodologia adotada, nos pontos indicados no PBA. No semestre, das 20 medições realizadas, dez excederam o limite estabelecido na norma, representando apenas 50% do total de medições. A principal causa desse excesso foi o tráfego de veículos nas vias de acesso e a atividade com o britador. Foi recomendado a manutenção das máquinas, manutenção das vias de acesso e a realização das atividades em período diurno. Lote 5F: Nesse lote as obras ficaram paralisadas durante o semestre nos pontos indicados no PBA. Lote 6F: Nesse lote as obras ficaram paralisadas durante o semestre nos pontos indicados no PBA. Lote 7F: Realizou as medições nos meses de janeiro, fevereiro, março conforme a metodologia adotada, nos pontos indicados no PBA. No semestre, das 17 medições realizadas, nenhuma excedeu o limite estabelecido na norma. 79 5.5.4 Justificativa (em caso de execução parcial ou não execução do programa) Nesse semestre houve paralisação ou diminuição das atividades construtivas dos lotes. Nos lotes onde houve paralisação das abras, não se justificou proceder com o monitoramento de ruídos, uma vez que o monitoramento que é realizado, é dos ruídos oriundos das atividades. É o caso dos lotes 5F e 6F, onde não houve atividades nos pontos previstos no PBA para monitoramento. No lote 5FA, não há pontos de monitoramento para ruídos previsto no PBA, pois a comunidade mais próxima (Povoado da Boa Vista) fica a 1,72 km da obra. Caso haja reclamação por parte desses moradores, pontos de monitoramento poderão ser inclusos. 5.5.5 Anexos I. Planilha de dados brutos de Medição dos Níveis de Ruídos; II. Fichas: Descrição dos pontos de medição; III. Equipamentos utilizados; IV. Malha Amostral do Monitoramento de Ruídos. V. Normas; VI. Cópias dos Certificados de Calibração; VII. Fichas de Ouvidoria (Anexo Geral I) 80 5.6 Subprograma de Controle e Monitoramento de Vibrações Este subprograma tem como objetivo orientar as ações que devem ser realizadas para controlar a emissão de vibrações durante a implantação da ferrovia e, desta forma, reduzir ao máximo os efeitos negativos sobre os moradores rurais, as comunidades lindeiras. O presente relatório apresenta os resultados das medições de vibrações realizadas em áreas habitadas próximas à ferrovia no período de janeiro a junho de 2015. 5.6.1 Resumo das Atividades Desenvolvidas Monitoramento dos níveis de vibrações em 47 pontos. Controle dos níveis de vibrações que ultrapassaram os limites estabelecidos na norma. 5.6.2 Método Para a medição de vibrações, foram utilizadas como metodologia a NBR 9653 Guia para avaliação dos efeitos provocados pelo uso de explosivos nas minerações em áreas urbanas – Procedimento, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), e a Norma Reguladora de Mineração – NRM 016 - Operações com Explosivos e Acessórios, do Departamento Nacional de Produção Mineral. Essa norma estabelece no item 16.4.14 que “O monitoramento de vibrações no solo e do ruído no ar decorrentes detonações devem ser realizados nas obras civis próximas ao local de detonação e manter-se dentro dos seguintes limites máximos:” “a) Velocidade de vibração da partícula: 15 mm/s (quinze milímetros por segundo) – componente vertical e b) Sobrepressão sonora: 134 dB (A) (cento e trinta e quatro decibéis).” 81 As medições ocorrem conforme as frentes de detonações estão próximas a comunidades e/ou outras áreas sensíveis. O aparelho utilizado para esse monitoramento é o sismógrafo de engenharia. 5.6.3 Evolução das Atividades, seus Resultados e Avaliação Em toda FIOL, foram realizadas 47 medições em pontos considerados sensíveis, tendo em vista a comunidade lindeira (Ver Anexo 5.6 - III – Malha Amostral). Quatro medições apresentaram resultados inadequados comparando-os com os limites de referência estabelecidos pela Norma Reguladora de Mineração – NRM 016 (ver Figura 22 e Anexo 5.6 – I – Dados Brutos). Para esses resultados adotou-se, como medida corretiva, a diminuição da carga máxima por espera. 50 43 Quant. de pontos monitorados 45 40 37 35 30 25 Adequado 20 Inadequado 15 10 4 5 3 0 4 2 0 1 0 0 1F 2F 3F 4F Total FIOL Lotes Figura 22 - Situação do monitoramento de vibrações na FIOL. Lote 1F: Houve 41 pontos de detonação, todos foram monitorados conforme a metodologia adotada. Quatro medições apresentaram resultados acima dos limites estabelecidos na NRM 016. Adotou-se, como medida corretiva, a diminuição da carga máxima por espera. Lote 2F: Houve três pontos de detonação, todos foram monitorados conforme a metodologia adotada. Nenhuma medição apresentou resultado acima dos limites estabelecidos na NRM 016. 82 Lote 3F: Houve dois pontos de detonação, ambos foram monitorados conforme a metodologia adotada. Nenhuma medição apresentou resultado acima dos limites estabelecidos na NRM 016. Lote 4F: Houve apenas um ponto detonação, que foi monitorado conforme metodologia adotada. Essa medição não apresentou resultado acima dos limites estabelecidos na NRM 016. Quanto aos registros de reclamações sobre detonações: No lote 1F, nesse semestre, foram registradas três reclamações referente a danos estruturais em construções devido as detonações (ver Relatório de Ouvidoria do lote 1F – Anexo Geral I). Já no lote 2F, no mesmo período, foram registradas 15 reclamações referente a danos estruturais em construções devido as detonações, das quais duas já foram atendidas e 13 estão em andamento (ver Relatório de Ouvidoria do lote 2F– Anexo Geral I). Nos lotes 3F, 4F e 5F não houve registro de reclamações. Nos demais lotes, não houve detonações. 5.6.4 Justificativa (em caso de execução parcial ou não execução do programa) Nesse semestre houve paralisação ou diminuição das atividades construtivas dos lotes, assim como das atividades de desmonte de rochas. Nos lotes onde houve paralisação das obras, não se justificou proceder com o monitoramento de vibrações, uma vez que o monitoramento que é realizado, é das vibrações oriundas de detonação de rochas. É o caso do lote 6F, onde as atividades estavam paralisadas no período. No Lote 5FA não o consórcio construtor não efetua desmonte de rochas e não faz utilização de explosivos. Já no lote 7F, não houve frentes de detonação no período. 5.6.5 Anexos I. Planilha de dados brutos de Medição dos Níveis de Vibrações II. Fichas: Descrição dos pontos de medição III. Malha Amostral do Monitoramento de Vibração IV. Equipamentos utilizados V. Normas VI. Cópias dos certificados de calibração VII. Fichas de Ouvidoria (Anexo Geral I) 83 5.7 Subprograma de Proteção de Mananciais Contra Cargas Perigosas Este subprograma indica as soluções que devem ser detalhadas para minimizar potenciais contingências derivadas de acidentes com cargas perigosas nos trechos em que há possibilidade de contaminação de reservatórios e mananciais de multiuso, inclusive para o abastecimento d’água. Diferente da fase de operação da ferrovia, em que muitas vezes há transporte de produtos perigosos, como combustíveis, na fase de instalação da ferrovia, o transporte se restringe ao trânsito de veículos e máquinas pelas estradas de acesso e vicinais, com insumos para a obra. Os riscos associados à contaminação dos reservatórios e mananciais nessa fase estão relacionados ao transporte de efluentes gerados nas frentes de serviços, aos combustíveis e lubrificantes para reabastecimento das máquinas no trecho. Além disso, há o transporte de material explosivo, utilizado nas detonações de rochas. A VALEC dispõe de Planos de Respostas a Emergências simplificados e individualizados por lote (Anexo 5.7), elaborados em atendimento as determinações do Ministério do Trabalho e Emprego, NR 18 e NR 20. Destaca-se, ainda, que cada lote possui equipe de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT e são realizados, nesses lotes, treinamentos de situação de emergência. 84 6 PROGRAMA DE TREINAMENTO, SEGURANÇA E SAÚDE DA MÃO DE OBRA O objetivo deste programa é desenvolver uma série de ações voltadas ao treinamento da mão de obra, de forma a garantir que todos os trabalhadores sejam capacitados para exercerem suas funções. O programa também visa o estabelecimento de critérios para a contratação de funcionários e condições que garantam riscos mínimos à saúde e à segurança dos trabalhadores da Ferrovia de Integração Oeste Leste (FIOL). Neste documento serão descritas as atividades relacionadas ao cumprimento dos objetivos do programa, realizadas nos lotes 1 a 7, durante o período de janeiro a junho de 2015. 6.1 Resumo das atividades desenvolvidas 6.2 Contração de empregados; Realização de treinamentos para os trabalhadores; Reuniões do Comitê de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente; Realização de exames admissionais, periódicos e demissionais; Fornecimento de assistência médica aos trabalhadores no caso de acidentes e doenças; Fornecimento de boas condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho; Fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual - EPIs. Análise e resultados obtidos Durante o período de janeiro a junho de 2015, houve uma média mensal de 3306 trabalhadores contratados para as obras da FIOL, conforme mostra o gráfico abaixo, que também apresenta a média de trabalhadores no decorrer do semestre por lote. 85 Número médio de trabalhadores ao longo do semestre 3306 3500 3000 2500 2000 1500 1205 772 1000 499 500 192 89 90 177 282 lote 5A lote 6 lote 7 0 lote 1 lote 2 lote 3 lote 4 lote 5 TOTAL Figura 23 – Número médio de trabalhadores ao longo do semestre. Ao longo do período, em média, 65% dos contratados eram da própria região do empreendimento. A prioridade de contratação da mão de obra local segue orientação do PBA e significa elevação da renda nos municípios interceptados pela ferrovia. Foram realizados diversos treinamentos, dos quais participaram 4300 empregados a cada mês, em média. Cabe informar que esse valor excede a média mensal de contratados, já que o mesmo trabalhador pode ser capacitado mais de uma vez. 44% dos treinamentos foram relacionados à Integração e 56% aos Diálogos Diários de Segurança/Módulos de treinamento. Aconteceram 32 reuniões do Comitê de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente que trataram sobre diversos temas e resultaram em uma série de recomendações. 77 casos de acidentes foram registrados, ou seja, ocorreram em média 13 acidentes por mês. Portanto, o percentual médio de trabalhadores acidentados foi de 0,4%, ao longo dos meses de janeiro a junho. 86 3500 Média de trabalhadores acidentados ao longo do semestre 3306 3000 2500 2000 1500 1000 500 13 0 Nº médio de acidentados Nº médio de contratados Figura 24 – Média de trabalhadores acidentados ao longo do semestre. Foram proporcionadas boas condições sanitárias, de alimentação e de conforto nos locais de trabalho. Os funcionários tiveram acesso a EPIs, exames de saúde e à assistência médica nos momentos em que foi necessária. 6.3 Justificativa pela não execução parcial do programa Em virtude da paralisação das obras em alguns lotes e da redução no ritmo de atividades em outros, reuniões do comitê, treinamentos e respectivos registros ficaram aquém do esperado, no entanto foram suficientes, considerando o quadro reduzido de funcionários. 6.4 Anexos I. Planilha de dados brutos; II. Registro Fotográfico dos treinamentos, fornecimento de boas condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho e fornecimento de EPIs; III. Cópias das listas de presença dos treinamentos e atas (amostras); 87 7 PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Este programa visa à criação de um canal de comunicação contínuo entre o empreendedor e a sociedade, especialmente a população afetada diretamente pelo empreendimento e os trabalhadores envolvidos nas obras de instalação da ferrovia, no sentido de coibir ações predatórias sobre a fauna e a flora, evitar o lançamento de resíduos em locais inadequados e outras atitudes nocivas ao meio ambiente. Neste documento serão descritas as atividades relacionadas ao cumprimento do programa, incluindo o Subprograma de Prevenção Contra Queimadas, realizadas no período de janeiro a junho de 2015. 7.1 Resumo das atividades desenvolvidas Para subsidiar as atividades de educação ambiental foi adotado o diagnóstico socioambiental participativo realizado em 2014. Foram elaborados materiais educativos. 6000 exemplares desses materiais foram impressos, de acordo com a seguinte proporção: 1000 Cartilhas do Colaborador para o público interno e 5000 folders sobre Prevenção contra Queimadas para os públicos interno e externo. A distribuição do material impresso e o uso de instrumentos audiovisuais (vídeos sobre Proteção à Fauna, Desmatamento e Queimadas) ocorreu em atividades com trabalhadores dos 08 Lotes em construção e com pessoas de 34 comunidades lindeiras. Além disso, o site disponibilizou todos esses materiais a qualquer interessado. Portanto, ocorreram 35 ações educativas no período: 08 dirigidas aos trabalhadores dos Lotes de 01F a 07F e 27 voltadas a 34 comunidades próximas à FIOL, incluindo o assentamento Cruzeiro do Sul (regularizado junto ao INCRA), em atendimento ao Relatório de Vistoria nº 7/2015 – COTRA/CGTMO/DILIC/IBAMA. Ao todo as ações abrangeram 1180 pessoas. Embora estivessem previstas 29 ações para o público externo, 2 delas não ocorreram em função de justificativas apresentadas no item 7.2. 88 Ações educativas para comunidades lindeiras 30 29 27 25 20 15 10 5 0 Nº de ações previstas Nº de ações realizadas Figura 25 – Ações educativas para comunidades lindeiras. Cabe acrescentar que na sede da VALEC, em Brasília, os funcionários tiveram acesso a 2 eventos que abordaram a temática ambiental: ciclo de palestras em comemoração ao dia mundial do meio ambiente (8 de junho de 2015) e curso sobre operações ferroviárias (de 30 de junho a 2 de julho de 2015). As atividades e materiais mencionados neste relatório encontram-se em anexo (ver item 7.4.). 7.2 Justificativa pela não execução parcial do programa No início do ano foi elaborado um cronograma para as atividades dos Programas de Educação Ambiental e de Comunicação Social (anexo III). No entanto, em função de datas comemorativas e do calendário letivo na Bahia, houve adiamento de algumas atividades. Na comunidade do Bonga (lote 1, dia 12/02/2015), a ação educativa, que seria realizada logo após a atividade de comunicação social, não ocorreu em virtude do desinteresse manifestado pela comunidade. Estava agendada uma reunião com a comunidade de Curral Velho, no Município Caetité - Lote 05, para o dia 16/04/2015 na Associação de Moradores Curral Velho, mas foi cancelada na véspera em função do falecimento de um Bispo da região. 89 7.3 Cronograma de atividades previstas para o próximo semestre Tabela 5 - Cronograma de atividades previstas para o segundo semestre de 2015. Atividades para mês / ano Agosto 1 2 3 4 Setembro 1 2 3 4 Atividade 1 – Elaboração do Diagnóstico Participativo do Curso de Curta Duração em Educação Ambiental. Atividade 4 – Elaboração de Relatório, em agosto de 2015. Atividade 2 - Elaboração de Apostila para o Curso de Curta Duração em Educação Ambiental Atividade 4 – Elaboração de Relatório, em setembro de 2015 Atividade 1 - Palestra de Educação Ambiental para os Trabalhadores dos Lotes de 01F a 07F. Atividade 2 - Palestra de Educação Ambiental para comunidades lindeiras. Atividade 2 – Cursos de curta duração - Formar agentes multiplicadores em Educação Ambiental. Atividade 4 – Elaboração de Relatório, em outubro de 2015. 7.4 I. II. III. IV. V. VI. Anexos Planilha de Dados Brutos das atividades desenvolvidas; Registro Fotográfico; Calendário semestral; Materiais educativos; Relatórios descritivos das atividades presenciais; Eventos que abordaram a temática ambiental na VALEC sede. Outubro 1 2 3 4 90 8 PROGRAMA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL O objetivo geral deste programa é orientar as ações de divulgação sobre o empreendimento, garantindo às comunidades afetadas/envolvidas o acesso às informações sobre a importância da ferrovia no contexto regional e nacional, os principais impactos e as ações e planos ambientais que serão implantados. O programa também objetiva propiciar o atendimento de dúvidas, reclamações e sugestões das comunidades afetadas. Neste documento serão descritas as atividades relacionadas ao cumprimento do programa, realizadas no período de janeiro a junho de 2015. 8.1 Resumo das atividades desenvolvidas Para subsidiar as atividades de comunicação realizadas neste semestre, foi atualizado o banco de dados sobre o público alvo do programa (anexo IV). No semestre passado foi elaborado um folder abordando a construção da ferrovia e os programas ambientais implantados. Neste semestre, 5000 exemplares desse material foram impressos. O folder foi distribuído para 36 comunidades lindeiras durante reuniões (abordadas adiante). Esse mesmo material foi distribuído também em outras 72 comunidades no decorrer de diálogos com lindeiros, no âmbito das atividades do Sistema de Comunicação Contínuo. Além disso, o site disponibilizou a qualquer interessado não apenas o folder supracitado, mas também outros materiais produzidos em função do licenciamento ambiental da FIOL. Cabe observar que o site está em fase de reestruturação, que deve ser concluída nos próximos meses. Como informado no relatório anterior, as campanhas de comunicação deste semestre priorizaram comunidades rurais situadas na área de influência direta da ferrovia. Ocorreram 36 contatos prévios com lideranças comunitárias para agendamento das reuniões de divulgação do empreendimento. 28 reuniões foram realizadas para um público total de 820 pessoas, abrangendo 35 comunidades. 91 Apenas uma reunião prevista não ocorreu em virtude de justificativa apresentada no item 8.2. Reuniões de comunicação social para comunidades lindeiras 35 29 28 Nº de reuniões previstas Nº de reuniões realizadas 30 25 20 15 10 5 0 Figura 26 – Reuniões de comunicação social para comunidades lindeiras. Foram feitos 84 registros no serviço de ouvidoria, dos quais 36,3% já foram solucionados (anexo I). O restante está em vias de solução. Os registros encontramse nos anexos gerais. As atividades e materiais mencionados neste relatório encontram-se em anexo (ver item 8.4.). 8.2 Justificativa pela não execução parcial do programa No início do ano foi elaborado um cronograma para as atividades dos Programas de Educação Ambiental e de Comunicação Social (anexo III). No entanto, em função de datas comemorativas e do calendário letivo na Bahia houve adiamento de algumas atividades. Estava agendada uma reunião com a comunidade de Curral Velho, no Município de Caetité, Lote 05, para o dia 16/04/2015, mas na véspera o encontro foi cancelado pela própria comunidade em função do falecimento de um bispo da região. Com obras desaceleradas ou em muitos momentos paralisadas, os lotes 6 e 7 não realizaram ouvidoria neste semestre. 92 8.3 Cronograma de atividades previstas para o próximo semestre Tabela 6 - Cronograma de atividades previstas para o segundo semestre de 2015. Agosto Setembro Outubro Atividades para mês / ano 1 2 3 4 1 2 Atividade 1 – Sistema de Comunicação Contínuo - divulgação do empreendimento para moradores próximos da faixa de domínio da ferrovia. Atividade 4 – Elaboração de Relatório, em agosto de 2015. Atividade 4 – Elaboração de Relatório, em setembro de 2015 Atividade 2 - Reuniões de divulgação do empreendimento para comunidades lindeiras e sindicatos. Atividade 4 – Elaboração de Relatório, em outubro de 2015. 8.4 I. II. III. IV. V. VI. Anexos Planilha de Dados Brutos das atividades desenvolvidas; Registro Fotográfico; Calendário semestral; Banco de dados; Materiais de divulgação; Relatório descritivo das atividades presenciais. 3 4 1 2 3 4 93 9 APOIO A COMUNIDADES FRÁGEIS O apoio às Comunidades Frágeis – Comunidades Quilombolas, em Bom Jesus da Lapa/BA e Comunidade Indígena Pankaru, em Serra do Ramalho/BA – encontrase em tratativas com a Fundação Cultural Palmares (FCP) e com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), respectivamente. 9.1 Tratativas com a FUNAI Em reunião realizada no dia 08 de agosto de 2014 com representantes da FUNAI, a VALEC se comprometeu a enviar ao órgão indigenista um apêndice ao Estudo do Componente Indígena (ECI) – Pankaru. O produto foi enviado no dia 27 de fevereiro de 2015, anexado ao Ofício nº 639/2015/SUAMB (anexo I), sanando as lacunas do ECI. Por meio desse Ofício a VALEC informou que aguarda a FUNAI agendar a apresentação do estudo e respectivo apêndice à comunidade Pankaru. No dia 2 de abril de 2015, por meio do Ofício nº 1029/2015/SUAMB (anexo II), a VALEC reiterou disponibilidade para apresentar os produtos mencionados, destacando que em 3 de novembro deste ano encerrará o contrato com a empresa de consultoria responsável pelo material a ser apresentado. Em 11 de junho de 2015, durante nova reunião, VALEC e FUNAI concordaram em realizar no mês de julho a apresentação supracitada. Na ocasião o órgão indigenista se comprometeu a verificar a disponibilidade de dias dos índios Pankaru para o encontro. 9.2 Tratativas com a FCP No dia 18 de março de 2015, foi protocolado junto à FCP o Plano Básico Ambiental Quilombola, anexado ao Ofício nº 875/2015/SUAMB (anexo III), em cumprimento à terceira obrigação do empreendedor elencada no Termo de Compromisso firmado por VALEC e a referida fundação. Por meio do ofício citado, a VALEC manifestou disponibilidade para participar da consulta pública voltada aos quilombolas de Araçá/Volta e Bebedouro, que será agendada pela FCP, conforme prevê o Termo mencionado. Em 15 de junho de 2015, por meio do Ofício nº 1786/2015/SUAMB (anexo IV), a VALEC reiterou disponibilidade para participar da consulta pública prevista, 94 destacando que em 3 de novembro deste ano encerrará o contrato com a empresa de consultoria responsável pelo material que será apresentado durante a consulta. 9.3 Anexos I. Ofício nº 639/2015/SUAMB; II. Ofício nº 1029/2015/SUAMB; III. Ofício nº 875/2015/SUAMB; IV. Ofício nº 1786/2015/SUAMB. 95 10 PROGRAMA DE DESAPROPRIAÇÕES E INDENIZAÇÕES Este programa tem por objetivo garantir a regularização da ocupação da faixa de domínio da ferrovia de Integração Oeste Leste – FIOL e a manutenção ou melhoria das condições econômico-sociais dos expropriados, por meio da aplicação das normas técnicas e legais pertinentes e do pagamento de justos valores de indenizações. No período de janeiro a junho de 2015 as principais ações desenvolvidas foram em conjunto com o INCRA no Assentamento Dom Hélder, localizado na cidade de Ilhéus-BA (Lote 01F), cuja principal atividade econômica é a exploração coletiva de cacau. Ainda em conjunto com o INCRA, ao longo dos últimos meses, foram realizadas tratativas no sentido de definir os procedimentos necessários para a indenização dos colonos e ocupantes das áreas que a ferrovia interceptará na região de Serra do Ramalho (Lote 06F). No Lote 06F foi executado um estudo específico na área periférica da cidade de São Félix do Coribe. O trabalho de desapropriação neste segmento está sendo tratado de forma diferenciada tendo em vista as características do segmento. As atividades relativas à avaliação dos imóveis foram finalizadas, os processos encontram-se na fase de análise para posterior aprovação pela coordenação e comissão de desapropriação. Mais detalhes podem ser observados no relatório semestral de desapropriação organizado pela VALEC/SUDES - ANEXO_DESAPROPRIAÇÃO. 96 11 PROGRAMA DE PROSPECÇÃO E SALVAMENTO ARQUEOLÓGICO O presente programa contempla as ações referentes ao levantamento, salvamento e monitoramento arqueológico da Ferrovia de Integração Oeste Leste, cujo projeto foi aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). 11.1 Monitoramento Arqueológico O Monitoramento Arqueológico foi realizado, conforme apresentado na Tabela 7. Tabela 7 - Monitoramento Arqueológico realizado por Lote de construção LOTE DATA TRECHO 01F Jan/15 km 1384+515 ao km 1430+000 01F Fev/15 km 1430+000 ao km 1452+800 FONTE: Relatórios Superintendência de Desapropriação e Arqueologia da VALEC – SUDES/VALEC Mais detalhes podem ser observados no ANEXO_ARQUEOLOGIA. 11.2 Programa de Educação Patrimonial, Prospecção e Salvamento Paleontológico O objetivo do Programa é realizar Prospecção e Salvamento de Fósseis e Educação Patrimonial na área de influência da FIOL. Trata-se de um Termo de Cooperação entre a VALEC e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB. A prospecção de material fóssil foi realizada ao longo da ferrovia de Integração Oeste Leste, nos seguintes períodos e municípios, conforme apresentado na Tabela 8. 97 Tabela 8 - Realização de prospecção de material fóssil por Lote de construção LOTE PERÍODO 01F MUNICÍPIOS Barra do Rocha 23 a 28 de fevereiro de 2015 02F Jequié 01F Barra do Rocha 23 e 28 de março de 2015 02F Jequié 05F 23 e 27 de março de 2015 Guanambi 05F 23 e 27 de abril de 2015 Guanambi 25 e 26 de março de 2015 Bom Jesus da Lapa 05FA 23 e 27 de abril de 2015 Bom Jesus da Lapa 06F 23 e 27 de abril de 2015 Santa Maria da Vitória 07F 23 e 27 de abril de 2015 São Desidério 05F 08 e 12 de junho de 2015 Guanambi 05FA 08 e 12 de junho de 2015 Bom Jesus da Lapa 06F 08 e 12 de junho de 2015 Santa Maria da Vitória 07F 08 e 12 de junho de 2015 São Desidério 05F 05FA FONTE: Relatórios Superintendência de Desapropriação e Arqueologia da VALEC – SUDES/VALEC Material Fóssil Resgatado Foi realizado o resgate de cerca de 3.000 espécimes fósseis, sendo 362 catalogados por meio de lotes de fragmentos ou espécimes identificados, até o momento, nos dois sítios paleontológicos do Município de Guanambi – BA. Localidades fossilíferas no Lote 05 Lagoa das Abelhas, Estaca 916+750 A localidade Lagoa das Abelhas fica nas imediações da estaca 916+750 do Lote 05 - coordenadas 14°9'32.88"S/42°46'22.96"O, no município de Guanambi-BA. 98 Fazenda Lagoa do Rancho, Estaca 901+980 A localidade Lagoa do Rancho fica nas imediações da estaca 901+980 do Lote 05 - coordenadas 14°7'42,00"S/42°53'7,67"O, no município de Guanambi-BA. Fazenda Varginha, 12km da estaca 879+700 A Fazenda Varginha localiza-se cerca de 12 km distante da estaca 879+700, sob coordenadas 13°55'48.45"S/ 42°57'11.77"O, no município de Matina, BA. No entanto, no Relatório de Paleontologia do Consórcio Arqueologia Oeste-Leste, foi apontado que esta localidade estava no município de Palmas do Monte Alto. Devido ao fato destas localidades fossilíferas estarem fora da área de influência da FIOL, o resgate do material fóssil, conforme previsto no Plano de Trabalho do Termo de Cooperação entre UFRB e VALEC, não será realizado, de acordo com as orientações da Superintendência de Desapropriação e Arqueologia da VALEC Engenharia, Construções e Ferrovias, S.A. Prospecção por sítios fossilíferos no Lote 05 Além do trabalho de resgate do material fóssil nos pontos já conhecidos no Lote 05, também foram iniciados os trabalhos de prospecção por novos pontos fossilíferos em várias estacas das obras. Mais detalhes podem ser observados no ANEXO_ARQUEOLOGIA. 99 12 PROGRAMA DE SUPERVISÃO AMBIENTAL 12.1 Introdução O objetivo do programa é monitorar o atendimento dos critérios, condições e obrigações de caráter ambiental aos quais estão submetidas as empresas contratadas para construção e supervisão de obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (EF 334 – FIOL), a fim de promover o controle de potenciais impactos previamente identificados no EIA. Este programa está embasado nos dados da supervisão ambiental dos lotes 01 a 07 do empreendimento, relatados quinzenalmente e consolidados em relatórios mensais, além do controle de licenças específicas (federais, municipais e estaduais) e análise do planejamento de obra (Diagramas Unifilares). Os dados aqui apresentados referem-se ao período de janeiro a junho de 2015. 12.2 Plano de Fiscalização Assim como no 8° Relatório Semestral, correspondente ao segundo semestre de 2014, a VALEC continua investido no aperfeiçoamento do seu processo de fiscalização no sentido de aumentar o controle ambiental da instalação e operação dos empreendimentos para assegurar o uso contínuo de métodos adequados de construção, o respeito ao meio ambiente e aos compromissos ambientais. Isto é fundamental para permitir que a empresa construa ferrovias com qualidade técnica e ambiental, além de cumprir seu papel social. Neste contexto está inserido o Plano de Fiscalização, que tem o objetivo de acompanhar o cumprimento dos compromissos ambientais relativos à FIOL, permitindo a análise dos principais problemas ambientais relacionados com a implantação do empreendimento. Os técnicos da SUAMB mantêm vistorias periódicas (que incluem fiscalização in loco e reuniões técnicas), atuando nas áreas específicas do conhecimento (flora, fauna, recursos hídricos, etc.), em todos os lotes em obras, focando nos resultados por meio das seguintes atividades: 100 a) Monitoramento e gestão dos aspectos ambientais da obra; b) Orientação aos responsáveis pela realização dos projetos, obras, supervisão técnica e fiscalização; c) Participação na solução de problemas de qualquer natureza que afetem os recursos ambientais e que possam prejudicar o bom andamento da obra e os objetivos do empreendimento; d) Verificação das autorizações legais para a execução da obra (licenças ambientais, concessões para extração de materiais de construção, atendimento das legislações de proteção cultural e social, condições sanitárias do ambiente do trabalho, etc.) e outros instrumentos previstos na legislação vigente; e) Verificação do cumprimento das diretrizes ambientais estabelecidas no conjunto de Subprogramas Ambientais, Normas Ambientais da VALEC, Licenças emitidas pelo IBAMA e compromissos de caráter ambiental assumidos pela VALEC; f) Elaboração de relatórios internos e quadros de acompanhamento; g) Cálculo de indicadores de desempenho interno. A partir de ações como as exemplificadas na Tabela 9 são originados documentos técnicos e administrativos (relatórios, procedimentos, normas técnicas, notificações, requerimentos de sanção contratual, etc.) que tem aumentado consideravelmente o grau de padronização procedimental e sucesso na atuação das contratadas no tangente à resolução dos problemas ambientais que eventualmente são desencadeados. Tabela 9 - Ações da SUAMB frente às questões ambientais. Ação da SUAMB Visita Técnica de acompanhamento da execução do Programa de Gerenciamento de Obras do Plano Básico Ambiental, mais especificamente do Subprograma de Controle e Monitoramento da Qualidade de Água (Memorando 073/2015). Minicurso de aplicação do PBA para o monitoramento de ruídos pela Eng. Ana Carla Alves da Silva/SUAMB. O minicurso contou com a participação de responsáveis pelo programa de monitoramento de ruídos dos lotes 1F e 2F, os quais puderam tirar suas dúvidas quanto à execução do programa. Vistoria das instalações de tratamento de efluentes e de armazenamento de resíduos sólidos dos Canteiros Administrativos e Industriais. Acompanhamento da vistoria realizada por servidores do IBAMA e participação em reuniões a cada final de trecho com todas as entidades envolvidas em cada lote: construtora, supervisora, gerenciadora, VALEC e IBAMA, com o intuito de Lote Data / Período 1F e 2F 1F e 2F 26 a 30/01/2015 1F e 2F 1F a 3F e Pátio de Ilhéus 06 a 10/04/2015 101 Ação da SUAMB manutenção da LI e emissão de licença para o trecho posterior ao rio Almada e Pátio de Ilhéus. Treinamento de Execução do PBA para as construtoras, supervisoras e gerenciadoras ambientais Elaboração / Treinamento – Novo modelo dos relatórios de execução do PBA Acompanhamento de Campanha de Comunicação Social e Educação Ambiental Acompanhamento de atividade de prospecção espeleológica e topografia de estruturas cársticas na área onde será constituída Unidade de Proteção Espeleológica Lote Data / Período 5F a 7F 03 a 06/02/2015 FIOL 12 a 14/05/2015 1F 09 a 13/02/2015 6F 19 a 23/01/2015 12.3 Monitoramento Ambiental O Plano de Fiscalização alterou diversos processos e procedimentos do gerenciamento ambiental da VALEC, além de inserir uma nova forma de monitoramento, o SIOCA (Sistema de Informações de Ocorrências Ambientais): um sistema computacional integrado, elaborado em conjunto com a Superintendência de Tecnologia da Informação. O SIOCA tem se mostrado eficiente em seu objetivo de facilitar a gestão do processo de fiscalização / gerenciamento ambiental da obra, uma vez que garante uma base de dados unificada e segura, capaz de sobreviver a mudanças de gestão, de tecnologia e/ou de equipe técnica. Além disso, padroniza o registro dos dados e permite o acesso dos envolvidos em qualquer localização geográfica, desde que tenham acesso à internet, além de permitir a comunicação entre estes atores por meio de uma única plataforma, simplificando o acompanhamento e controle das atividades. Como o SIOCA ainda se encontra em fase de implantação, o monitoramento das ocorrências ambientais da FIOL (bem como o carregamento do sistema) é feito com auxílio de fichas de campo que contém informações sobre a localização, natureza, data de registro e resolução, fotos e descrição das ocorrências existentes. Estas fichas são denominadas Planilhas de Ocorrências Ambientais (POA) e são atualizadas diariamente pelo pessoal de campo, responsável pelo monitoramento ambiental do empreendimento. 102 12.3.1 Evolução das Atividades e Seus Resultados 12.3.1.1 Acompanhamento do Avanço Físico da Obra São apresentadas na Tabela 10 as informações sobre o esquema de implantação do empreendimento entre os semestres 2014.2 (mês de referência dezembro / 2014) e 2015.1 (mês de referência junho / 2015), com vistas a possibilitar uma análise sobre a evolução da obra no período abrangido por este relatório. Cerca de 42% das obras encontram-se concluídas, o que representa um aumento de 6% no avanço físico do semestre atual em relação ao semestre anterior. Tais dados foram extraídos após a análise dos Diagramas Unifilares de cada lote (ANEXO I). Tabela 10 - Resumo dos dados do esquema de implantação da FIOL para os semestres 2014.2 (mês de referência dezembro/2014) e 2015.1 (mês de referência junho/2015). Evolução FIOL Infraestrutura Superestrutura Obras de Arte Especial Evolução Global 2014.2 2015.1 40,12 % 31,15 % 31,87 % 36,42 % 46,75 % 34,65 % 39,19 % 42,23 % Os serviços de desmatamento, terraplenagem e drenagem encontram-se mais avançados na FIOL 1 (lotes 01F a 04F), trecho inicialmente licenciado pelo IBAMA, ao passo que na FIOL 2 (trecho entre os lotes 05F e 07F) as obras ainda se encontram em seu estágio inicial, com uma média de apenas 25% dos serviços de desmatamento concluídos (Tabela 11). Os serviços de drenagem e terraplenagem também se encontram em estágio inicial, dado que apenas o Lote 07F iniciou a terraplenagem no trecho (ANEXO I). Tabela 11 - Situação atual dos serviços de desmatamento, terraplenagem e drenagem executados na FIOL. As obras no Lote 05A se referem unicamente a instalação de OAE (ponte sobre o Rio São Francisco), por isso não foram representadas neste relatório. Trecho 2015.1 DESMATAMENTO (%) TERRAPLENAGEM (%) DRENAGEM (%) Lote 1F 44,09 11,81 10,24 Lote 2F 97,03 79,21 6,93 Lote 3F 100,00 84,62 69,23 Lote 4F 100,00 62,36 43,82 Lote 5F 38,55 0,00 0,60 103 Trecho 2015.1 DESMATAMENTO (%) TERRAPLENAGEM (%) DRENAGEM (%) Lote 6F 9,76 0,00 0,00 Lote 7F 28,57 13,66 0,00 12.3.1.2 Acompanhamento do atendimento aos licenciamentos estaduais, municipais e condicionantes específicas das licenças e autorizações federais As condicionantes das licenças estaduais e municipais existentes encontram-se em pleno cumprimento. Todas as licenças de canteiros e demais instalações de apoio encontram-se vigentes e aquelas com prazo de vencimento próximo já tiveram sua renovação solicitada, conforme ANEXO II. A Licença de Instalação – LI da FIOL nº 750/2010 refere-se aos Lotes 01F a 07F, foi emitida em 30/11/2010 e possui validade até 30/11/2015 (5 anos). Sua renovação será solicitada em 30/07/2015. A FIOL ainda possui 5 (cinco) Autorizações Ambientais, sendo 2 (duas) relacionadas à flora (AAP – Autorização de Abertura de Picada e ASV – Autorização de Supressão da Vegetação), e 3 (três) relacionadas à Fauna, a saber ACCTBio – Autorização de Captura, Coleta e Transporte de Material Biológico, descritas a seguir e pormenorizadas no ANEXO III: AAP 385/2009: Válida para o trecho compreendido entre Figueirópolis – TO e Ilhéus – BA (Lotes 01F a 11F). Solicitada renovação em 14/11/2014. Documento emitido em 20/03/2015 com validade até 20/03/2017. ASV 489/2010: Refere-se aos Lotes 01F a 07F. Emitida em 30/11/2010 com validade até 30/11/2015 (5 anos). Renovação será solicitada em 30/07/2015. ACCT 55/2012 (monitoramento de fauna): Refere-se aos Lotes 01F a 07F. Solicitada renovação em 05/01/2015. Documento emitido em 26/01/2015 com validade até 26/01/2018. ACCT 282/2013 (resgate/salvamento de fauna): Refere-se aos Lotes 01F a 07F. Documento emitido em 01/07/2013 com validade até 01/07/2015. A solicitação de renovação, realizada no dia 16/04/2015, encontra-se em análise. ACCT 469/2014 (resgate/salvamento/monitoramento de fauna cavernícola): Refere-se às cavidades naturais subterrâneas do Lote 06F. Documento emitido em 21/05/2014 com validade até 21/05/2018. Renovação será solicitada em 21/03/2018. 104 12.3.1.3 Monitoramento das Ocorrências Ambientais Como citado no item 12.3, o SIOCA (Sistema de Ocorrências Ambientais) ainda se encontra em fase de implantação. Por este motivo a transição para o sistema está sendo feita por meio da importação dos dados presente em fichas de campo já utilizadas, denominadas POA (Planilhas de Ocorrências Ambientais), para o ambiente online. Os dados apresentados na Tabela 12 se referem ao resumo das ocorrências identificadas pelo IBAMA, comparando o semestre atual (2015.1) com o semestre anterior (2014.2). Além destes dados foi incluído na planilha o total de ocorrências sanadas, independentemente de terem sido identificadas pelo IBAMA. Tabela 12 - Dados gerais de ocorrências ambientais na FIOL acumulados desde o semestre anterior (julho/2014 a dezembro/2014) até o semestre atual (janeiro/2015 a junho/2015), descriminando ocorrências apontadas pelo IBAMA. SEMESTRE ANTERIOR (2014.2) PONTOS GERAIS SANADOS 141 121 43 18 83 2 17 8 433 PONTOS IBAMA LOTE 1F 12 LOTE 2F 9 LOTE 3F 1 LOTE 4F 1 LOTE 5F 0 LOTE 5A 0 LOTE 6F 0 LOTE 7F 0 FIOL 23 PONTOS IBAMA SANADOS SEMESTRE ATUAL (2015.1) PONTOS GERAIS SANADOS 8 296 3 168 0 108 1 74 0 197 0 15 0 124 0 68 12 1050 PONTOS IBAMA LOTE 1F 14 LOTE 2F 10 LOTE 3F 4 LOTE 4F 2 LOTE 5F 0 LOTE 5A 0 LOTE 6F 0 LOTE 7F 0 FIOL 30 PONTOS IBAMA SANADOS 10 5 3 2 0 0 0 0 20 Os dados acima indicam que o número de ocorrências resolvidas no trecho em obras dobrou, mostrando uma melhora significativa na eficiência do monitoramento e das ações direcionadas pela VALEC para manter a qualidade ambiental do empreendimento. Quanto aos pontos levantados pelo IBAMA, os dados indicam que 105 cerca de 70% deles foram resolvidos, ao passo que as ações necessárias para o saneamento dos 30% restantes já haviam iniciado quando da elaboração deste relatório. Os dados das POA são segmentados em registros de ocorrências por tipologia (Tabela 13), com os quais foi possível elaborar a Figura 27, que representa o monitoramento ambiental realizado até junho/2015 no trecho em obras da FIOL. Tabela 13 - Tipologias utilizadas no monitoramento das ocorrências ambientais da FIOL. Os programas informados na tabela se referem aos principais programas relacionados à tipologia, embora todos os programas estejam ligados às ocorrências. TIPOLOGIA Áreas Degradadas Contaminação e Poluição Danos ao Patrimônio Espeleológico Desmobilização Erosão/Assoreamento Faixa de Domínio PROGRAMA SUPERVISÃO AMBIENTAL RESÍDUOS E EFLUENTES PATRIMÔNIO ESPELEOLÓGICO SUPERVISÃO AMBIENTAL PROCESSOS EROSIVOS SUPERVISÃO AMBIENTAL TIPOLOGIA Impactos à Fauna Silvestre Plantios e Revestimento Vegetal Licenças/Outorgas Saúde e Segurança no Trabalho Sistema de Drenagem Supressão Vegetal PROGRAMA PROTEÇÃO À FAUNA PROTEÇÃO À FLORA SUPERVISÃO AMBIENTAL SAÚDE DA MÃO DE OBRA PROCESSOS EROSIVOS PROTEÇÃO À FLORA Figura 27 - Ocorrências ambientais sanadas na FIOL no Semestre 2015.1. Dados oriundos das Planilhas de Ocorrências Ambientais da FIOL (mês de referência junho/2015). 106 De maneira geral os tipos de ocorrência mais frequentes no empreendimento são “Contaminação e Poluição” e “Erosão/Assoreamento”, que juntos representam cerca de 60% do total de ocorrências sanadas no período. O saneamento das ocorrências representadas pelos dados está ligado a ações como proteção de taludes, instalação de sistemas de drenagem provisórios e definitivos, limpeza das áreas em consonância com o planejamento dos serviços de terraplenagem, otimização do gerenciamento de resíduos, efluentes, óleos e outros contaminantes, que são continuamente monitorados e inseridos no dia-a-dia das obras em todos os lotes construtivos. No Lote 01F houve paralisação das frentes de construção, levando à redução cerca de 75% no quantitativo de ocorrências ambientais registradas em relação ao semestre anterior (uma vez que a menor quantidade de frentes de obras acarreta naturalmente na diminuição dos impactos ambientais). Entretanto, a manutenção de ações corretivas possibilitou a conformação e encerramento das ocorrências ambientais em número maior que no semestre anterior (ver ANEXO IV). No Lote 02F, também com diminuição do ritmo de obras, as atividades ficaram restritas às obras de execução do Túnel de Jequié e obras complementares do trecho já executado. Houve uma diminuição da ordem de 60% no número de ocorrências ambientais registradas no primeiro semestre de 2015 em relação ao segundo semestre de 2014. Tal fato se deve tanto à diminuição de frentes de serviço (ver ANEXO I) quanto ao próprio estágio de desenvolvimento em que se encontram as obras, uma vez que a maior parte do trecho atacado no lote encontra-se em vias de conclusão (ver ANEXO IV). No segundo semestre de 2014 as obras no Lote 03F foram concentradas em atividades de terraplenagem, recuperação de caminhos de serviço, lançamento de sublastro e conclusões de drenagens definitivas. Nos meses de novembro e dezembro de 2014 choveu acima da média registrada nos últimos anos para a região, contribuindo para o desenvolvimento de processos erosivos até os três primeiros meses de 2015. Com a estiagem foram conformados grande parte dos processos erosivos existentes, ocasionando uma redução do número total de ocorrências, uma vez que essa tipologia é a principal ocorrência ambiental registrada (ver ANEXO IV). Houve uma aceleração nos serviços de terraplenagem, conclusão de OAC e abertura de calhas para drenagens definitivas em alguns pontos do Lote 04F no 107 segundo semestre de 2014, contribuindo para o desenvolvimento de processos erosivos no início do período chuvoso. Com índices pluviométricos acima dos esperados para a região, houve aumento significativo de erosões. Já no início do primeiro semestre de 2015, ainda com bastante chuva, foram iniciados os reparos dos pontos registrados. Com a redução das atividades, o consórcio construtor direcionou esforços para os plantios compensatórios e lançamento de lastro, sublastro e dormentes para posterior instalação de trilhos (ver ANEXO I). No final do primeiro semestre de 2015 foram feitos reparos e conclusões de drenagens definitivas, possibilitando a redução do número de ocorrências do tipo erosão/assoreamento (ver ANEXO IV). No segundo semestre de 2014 as atividades no Lote 05F priorizaram terraplenagem, instalação de OAC e supressão vegetal para sondagem, abertura de caminhos de serviço e locação de cercas, principalmente na região de planície. As precipitações pluviométricas acima do esperado se mantiveram até o mês de abril de 2015, aumentando o número dos processos erosivos. No final do primeiro semestre de 2015 a construtora diminuiu a intensidade das atividades, trabalhando basicamente na manutenção dos aterros, OAC, canteiros, abertura do caminho de serviço na região de Brejinho dos Ametistas e na adequação de processos erosivos, principalmente em taludes de aterro (ver ANEXO I). De acordo com as normais climatológicas referentes ao período de 1961 a 1990 o período crítico chuvoso se inicia no mês de outubro. As atividades construtivas no Lote 05A se limitam à construção da ponte sobre o rio São Francisco. No segundo semestre de 2014 foi registrado baixo índice de chuvas, gerando um baixo nível de calado do rio e fazendo com que nesse período as obras se baseassem na instalação dos canteiros de obra e atividades de supressão de parte do Encontro 1 (porção oeste da ponte), no município de Serra do Ramalho. Atividades de supressão vegetal foram realizadas sem o aparecimento de processos erosivos. No primeiro semestre de 2015 o índice pluviométrico na bacia do São Francisco permaneceu abaixo da média e as atividades do consórcio construtor se destacaram no restante da supressão vegetal até a margem do rio e na construção dos Pilares 1 a 29. Destaca-se o controle do consórcio construtor na margem do rio, onde será instalado um porto e enrocamento para evitar o aparecimento de erosões, além da futura supressão vegetal do Encontro 2, município de Bom Jesus da Lapa, 108 que também demandará atenção quanto ao aparecimento de processos erosivos perante a ausência de cobertura vegetal no solo (ver ANEXO IV). No segundo semestre de 2014 as obras no Lote 06F se concentraram em atividades de caminho de serviço, terraplanagem e supressão vegetal. O nível de chuvas foi intenso entre outubro e dezembro, aumentando substancialmente a quantidade de processos erosivos em taludes de aterro e corte onde ainda não haviam sido instaladas as drenagens. As condições de relevo acentuado e grande número de talvegues contribuem para a ocorrência de processos erosivos. No início do primeiro semestre de 2015 as atividades da construtora se concentraram na realização de cortes e aterros. Com a diminuição substancial das atividades ao longo dos meses subsequentes, foram priorizados serviços como correção dos processos erosivos e construção de OAC permanentes (ver ANEXO I), contribuindo para a diminuição do número de ocorrências (ver ANEXO IV). No segundo semestre de 2014 o Lote 07F encontrava-se em início de obras (supressão vegetal, limpeza de faixa de domínio e abertura de caminhos de serviço para realização de sondagens) que se concentravam na APP do Rio das Fêmeas. Nesta região se concentrou a maior parte das ocorrências registradas no semestre. Já no primeiro semestre de 2015 o consórcio construtor concentrou as atividades em terraplenagem, supressão vegetal e instalação de OAC (ver ANEXO I), além da correção de parte dos processos erosivos identificados. As ocorrências registradas pelo IBAMA durante as vistorias podem ser encontradas no ANEXO V. 12.4 Conclusões O Plano de Fiscalização da VALEC tem se mostrado uma ferramenta eficiente para a monitoramento e manutenção da qualidade ambiental da obra, bem como na garantia de execução do PBA. As Planilhas de Ocorrências Ambientais continuam sendo utilizadas até a transição completa dos dados para o sistema online de monitoramento de ocorrências, o SIOCA. As licenças locais (canteiros de obra e demais instalações de apoio) (ANEXO II), bem como as licenças expedidas por entes públicos federais (LI, AAP, ASV e ACCTMB) (ANEXO III), continuam vigentes no período de abrangência deste relatório. 109 As condicionantes das licenças emitidas em todas as esferas do poder público encontram-se em pleno atendimento. O monitoramento ambiental executado pela VALEC permite traçar os principais problemas ocorrentes em cada trecho, favorecendo o planejamento e o direcionamento de ações para prevenção e remediação de ocorrências ambientais. Para todo o empreendimento, dada a diminuição das atividades construtivas, existe o risco de aumento nas ocorrências do tipo “Erosão/Assoreamento”. Neste cenário a VALEC trabalha para garantir a manutenção das obras já concluídas, por meio do planejamento e execução das atividades necessárias à prevenção contra o desenvolvimento de processos erosivos. Acrescenta-se que, com o monitoramento ambiental realizado na FIOL a VALEC mantém a busca pela diminuição dos problemas registrados (Tabela 9), utilizando-se de treinamentos e ações conjuntas com os profissionais de campo das empresas de Supervisão, Construção e Gerenciamento Ambiental realizadas ao longo da obra. A aplicação do PBA tem se mostrado suficiente para garantir a prevenção ou, quando necessária, a conformação da maioria dos problemas previstos. No 10° Relatório Semestral será possível continuar com as comparações e análises que os dados gerados por este monitoramento têm permitido. 12.5 Registro Fotográfico Na Tabela 14 foram incluídos exemplos de ocorrências ambientais resolvidas durante a vigência deste relatório. Maior detalhamento pode ser encontrado nos anexos IV e V deste relatório. COD Tipo 80/2014 Tabela 14 - Exemplos de ocorrências relacionadas a processos erosivos resolvidos durante a vigência deste relatório. Dados retirados das POA. Contaminação e Poluição Lote 01F Registro (0%) Validação (100%) 110 2925/2014 Saúde e Segurança no Trabalho 2870/2015 Erosão Assoreamento 1870/2015 Contaminação e Poluição 2348/2014 Tipo Saúde e segurança no trabalho 2761/2014 COD Saúde e segurança no trabalho Lote 02F Lote 02F Lote 03F Lote 03F Lote 04F Registro (0%) Validação (100%) 111 2819/2014 Saúde e Segurança no Trabalho 3457/2014 Contaminação e Poluição 1986/2014 Saúde e Segurança no Trabalho 1799/2015 Tipo Contaminação e Poluição 1792/2015 COD Contaminação e Poluição Lote 05F Lote 05A Lote 06F Lote 06F Lote 07F Registro (0%) Validação (100%) COD Tipo 2567/2014 112 Saúde e Segurança no Trabalho Registro (0%) Validação (100%) Lote 07F 12.6 Anexos I. II. III. IV. V. Avanço Físico da Obra (Diagramas Unifilares) Controle de licenças estaduais e municipais Acompanhamento de licenças e autorizações federais Ocorrências Ambientais Sanadas (registro completo) Ocorrências Ambientais (pontos levantados pelo IBAMA) 113 13 PROGRAMA DE MELHORIA DOS ACESSOS E TRAVESSIAS URBANAS 13.1 Introdução Este Programa visa reduzir os impactos referentes à segregação urbana decorrente da construção da Ferrovia de Integração Oeste Leste. Nele são definidas as ações e dispositivos de acessibilidade que devem ser implantados durante a execução das obras e, posteriormente, durante a operação da ferrovia, de modo a garantir a mobilidade de veículos e pedestres reduzindo os transtornos ao tráfego e os riscos de acidentes. 13.2 Evolução das Atividades, seus Resultados e Avaliação O acompanhamento da execução deste programa verificou os seguintes aspectos: Execução das obras em relação ao estabelecido no Programa e a promoção de eventuais correções/adequação; Condições físicas dos dispositivos de sinalização (vertical e horizontal) e questões de segurança; Conformidade no que diz respeito aos procedimentos relacionados com a programação das obras. O acompanhamento deste programa é feito pela equipe de supervisores ambientais da ferrovia que acompanha a execução dos programas ambientais de acordo com o andamento das obras, elaborando relatórios semanais. Na planilha de acompanhamento dos pontos de travessias urbanas ou acessos interceptados pela FIOL (vide Anexo), foram registrados 86 pontos. O Lote 04F se destaca com a maior quantidade de pontos (26) em relação aos demais lotes, seguido dos Lotes 02F, 01F e 03F que apresentam, respectivamente, 18, 16 e 10 pontos. Os Lotes 05F, 06F e 07F possuem uma menor quantidade de pontos registrados, respectivamente, 6, 8 e 2 pontos. Como medida, encontra-se em andamento a elaboração de projetos executivos de remanejamento das interferências nas vicinais na FIOL, cujo um dos cuidados é a 114 sinalização. O Lote 04F, que conforme já mencionado apresentou o maior número de ocorrências de sinalização, é o que se encontra mais adiantado na elaboração dos referidos projetos, a exemplo da planta 80-DES-0800G-14-8030-SIN apresentada no Anexo II. Segue uma breve descrição dos pontos levantados na campanha: LOTE 01F – 6 pontos se encontram em trechos de obras não iniciadas. Desses 6 pontos, 3 representam cruzamentos com rodovias e os demais, estradas vicinais. 2 pontos indicam sinalizações ausentes. 3 pontos indicam sinalizações insuficientes. Em outros 5 pontos há sinalizações satisfatórias. LOTE 02F – Em 7 pontos faltam sinalizações, sendo que em alguns deles também faltam redutores de velocidade. Em 10 pontos há sinalizações insuficientes ou deficientes. Em 1 ponto há sinalização adequada, porém sem dispositivo de redução de velocidade. LOTE 03F – 5 pontos representam ausência de sinalização. Em 5 pontos há sinalização insuficientes ou deficientes. 3 pontos apresentam sinalizações adequadas. Cabe ressaltar que 3 pontos se enquadram em duas categorias acima, de forma que se totalizam 10 pontos. LOTE 04F – 4 pontos representam ausência de sinalização. Em 17 pontos há sinalização insuficientes ou deficientes. 5 pontos apresentam sinalizações adequadas. LOTE 05F – 2 pontos com obras apresentam sinalizações adequadas. Os outros 4 pontos não possuem obra, pois estão dentro do trecho de impedimento do IBAMA. Nesses pontos a implantação de placas de sinalização não foi realizada. LOTE 06F – A totalidade dos pontos registrados (8) se localizam em trecho sem obras e com sinalização ausente até o presente momento. LOTE 07F – A totalidade dos pontos registrados (2) se localizam em trecho sem obras e com sinalização ausente até o presente momento. Nos Lotes 01F a 04F, trechos que as obras se encontram em estágio mais avançado, predominam ocorrências de sinalização insuficiente ou deficiente (35), em detrimento da ocorrência de falta completa de sinalização (24) (Figura 28). Isso demonstra que, de maneira geral, os lotes possuem sinalização, necessitando apenas de um reforço no emprego das mesmas. Para tanto, mensalmente, essas ocorrências são encaminhadas pela SUAMB para as construtoras, no intuito de que sejam 115 sanadas e, em paralelo, é realizado pela gerenciadora ambiental um acompanhamento mensal da instalação dos dispositivos de acesso e melhoria das travessias urbanas. Cumpre ressaltar que, a maioria dos pontos da FIOL com sinalização ausente se localiza em trechos sem obras, especialmente nos Lotes 05F, 06F e 07F (Figura 28). Isto posto infere-se a pequena gravidade desses casos. 80 70 60 50 40 30 20 10 0 1F 2F 3F 4F 1F a 4F 5F 6F 7F 5F a 7F FIOL TOTAL DE OCORRÊNCIAS SINALIZAÇÃO AUSENTE SINALIZAÇÃO DEFICIENTE OU INSUFICIENTE Figura 28 – Distribuição das ocorrências de sinalização na FIOL. 13.3 Justificativa (em caso de execução parcial ou não execução do programa) Observa-se que vários pontos de acessos e travessias urbanas, contemplados no programa, localizam-se em trechos da ferrovia em que as obras ainda não foram iniciadas, pois a maioria das obras definitivas de melhoria de Acessos e Travessias Urbanas só poderá ser executada quando as obras da ferrovia estiverem sendo concluídas. No entanto, a sinalização atual deverá ser reforçada pelas construtoras nos pontos indicados. 13.4 Cronograma de Atividades O cronograma de execução deste Programa apresentado a seguir está diretamente relacionado com o cronograma de instalação da ferrovia, principalmente com as obras de terraplanagem e obras de arte especiais – OAE. 116 Tabela 15 - Cronograma de Execução do Programa de Melhoria dos Acessos e Travessias Urbanas PERIODICIDADE ATIVIDADES 1 - Acompanhamento da instalação dos dispositivos de acesso e melhoria das travessias urbanas. Fase de Instalação Mensal Fase de Operação SITUAÇÃO ATUAL - O acompanhamento da instalação dos dispositivos previstos nesse programa é realizado juntamente com o monitoramento/supervisão ambiental das obras. 2 - Campanha de Sensibilização dos usuários. Semestral Semestral A sensibilização dos usuários na fase de execução das obras tem ocorrido no âmbito do Programa de Comunicação Social, e embora tenha sido prevista semestralmente, tem ocorrido de forma continua e também durante as reuniões com as comunidades residentes próximas à faixa de domínio da ferrovia. Ver o Relatório de Comunicação Social. 3 - Verificação de Eficiência dos dispositivos instalados. - Semestral (Será realizada na fase de operação) 4 - Verificação de Eficiência das melhorias executadas. - Mensal (Será realizada na fase de operação) 13.5 Anexo I. II. Planilha de Acompanhamento dos pontos de travessias urbanas ou acessos interceptados pela Ferrovia de Integração Oeste Leste Planta 80-DES-0800G-14-8030-SIN