XIV Encontro Nacional da ABET – 2015 – Campinas GT 2 - Desenvolvimento, Territórios e Trabalho O NOVO MUNDO DO TRABALHO FRENTE AO CONTEXTO DOS PARQUES TECNOLÓGICOS Marcos Roberto Mesquita UFSCar Doutor em Ciências Sociais Neila Conceição Viana da Cunha UFSCar Doutor em Administração William Mathiazzi Graciano UFSCar Graduando em Administração O NOVO MUNDO DO TRABALHO FRENTE AO CONTEXTO DOS PARQUES TECNOLÓGICOS Resumo O artigo busca discutir as transformações ocorridas no mundo do trabalho na última década e busca-se entender como os parques tecnológicos conseguem gerar novos negócios, postos de trabalho e desenvolvimento local. Dentro do parque tecnológico são instalados outros empreendimentos de apoio às empresas como bancos, restaurantes e incubadoras. Atualmente, os parques tecnológicos abrigam empresas nascentes, instaladas em incubadoras de empresas e também empresas consolidadas. O estudo é do tipo exploratório (TRIVIÑOS, 1997) e de caráter qualitativo (MORESI, 2003). Trata-se de um ensaio teórico com base na literatura sobre empreendedorismo e parques tecnológicos. Os resultados mostram que os parques tecnológicos são instrumentos importantes para o desenvolvimento de novos negócios que trazem novos empregos e geram renda para a região onde estão inseridos, apresentando uma nova abordagem para o novo mundo do trabalho. Palavras chaves: Parques Tecnológicos; novo mundo do trabalho; desenvolvimento econômico; emprego e desenvolvimento; Políticas de Ciência e Tecnologia. Abstract The paper discusses the transformations occurred in the labor market over the past decade and seeks to understand how the technology parks can generate new business, jobs and local development. Within the technology park are installed other projects to support companies like banks, restaurants and incubators. Currently, the technology parks are house to startups installed in business incubators as well as consolidated companies. The study is exploratory (TRIVIÑOS, 1997) and qualitative (MORESI, 2003). This is a theoretical essay based on the literature of entrepreneurship and technology parks. The results show that the technology parks are important tools for the development of new businesses that bring new jobs and generate income for the region where they are installed. They represent a new approach to the new world of work. Introdução O artigo busca discutir as transformações ocorridas no mundo do trabalho na última década e busca-se entender como o empreendedorismo estimulado por parques tecnológicos consegue gerar novos negócios, postos de trabalho e desenvolvimento para as localidades que decidem investir em parques tecnológicos. As mudanças no mundo do trabalho ao mesmo tempo que ampliaram as exigências para se ter um emprego levaram também ao crescimento do desemprego, o que torna necessário ações governamentais e não governamentais para diminuir os impactos econômicos e sociais do desemprego. Uma das ações possíveis é o investimento em parques tecnológicos, que ao gerar novos negócios e novas empresas pode diminuir o desemprego, gerando novas oportunidades de emprego e de trabalho, sobretudo para trabalhadores altamente qualificados. E ao mesmo tempo pode-se estimular a economia da localidade onde se instalou um parque tecnológico. 2 - O novo mundo do trabalho O modo de produzir bens e serviços sofreu profunda alteração nas últimas décadas, notadamente a partir da década de 1960 e com maior intensidade na década de 1980, sobretudo com a queda do Muro de Berlim em 1989. Dada estas mudanças, ocorreram em todo o mundo, neste espaço de tempo, processos de "reengenharias" de toda ordem, que alteraram não só a forma de produzir como a de organizar o próprio negócio. Percebe-se assim que o perfil das empresas se alterou, visando tornar-se mais eficiente e eficaz, fato que passou a ser relacionado com a diminuição do tamanho das empresas, o que implicou a redução do número de empregos. Segundo Harvey (1999), Ford apontava que, para reduzir os custos, a produção deveria ser realizada em massa, ou seja, com tecnologia capaz de desenvolver ao máximo a produtividade por operário. Assim, o trabalho também deveria ser especializado, onde cada trabalhador realizaria uma específica e determinada tarefa. E, para que o operário tivesse boa produtividade, deveria ser bem remunerado e ter uma jornada de trabalho menor. Tais princípios foram amplamente difundidos, tornando-se uma das bases da indústria moderna no século XX. Harvey (1999) sustenta, então, que o capital precisava mudar para sobreviver. Precisava deixar de ser apenas “moderno” (fordista), para ser algo mais, algo “pós-moderno”, pós-fordista, ou algo que caminhou na direção do que se denominou acumulação flexível, que vai levar a uma especialização flexível. Vê-se, então, que a especialização flexível se constitui num paradigma alternativo para a produção e é embasada em elementos de produção artesanal estruturados em pequenos lotes, com tecnologia múltipla ancorada em trabalhadores mais qualificados e dotados de capacidade de modificar constantemente o mix da produção com baixos custos de reconversão, em oposição ao paradigma da produção em massa, base do fordismo. Analisando esta situação, Harvey (1999) pondera que se está testemunhando um acontecimento histórico que passou a exigir muito mais em termos de conhecimento, capacidade de decisão, de adaptação dos trabalhadores ao novo movimento de produção e de acumulação. Com todo este panorama em mente, Harvey (1999) sustenta, ainda, que o próprio uso dos termos organizado e desorganizado para caracterizar essa transição, acentua ainda mais a desintegração do que a coerência do capitalismo contemporâneo, evitando, assim, o enfrentamento da possibilidade de uma transição no regime de acumulação. Como a nova realidade pós-moderna da acumulação flexível implica que os operários sejam capazes de realizar tarefas múltiplas, esse (o novo operário) gera a necessidade de transformação também do modelo educacional vigente, em que o novo sistema educacional deve formar os indivíduos para sobreviver neste novo capitalismo. Como destaca Castel (1998), os indivíduos são identificados e distinguidos, até certo ponto, pelo lugar que ocupam no mundo do trabalho. Por tais razões, na carência de empregos, os trabalhadores tendem a perder sua autoestima, chegando em alguns casos a não se sentir mais membros da sociedade. A Terceira Revolução Industrial rompe a relação entre crescimento da produção e ampliação do emprego. “Entre 1960 e 1990, a produção de bens manufaturados de todos os tipos continuou a crescer, mas o número de empregos necessários para criar esse fluxo de produção caiu pela metade” (RIFKIN, 1995, p. 115). Conforme Singer (1996), todas as revoluções industriais causaram acentuado aumento da produtividade do trabalho, e dessa forma, causaram desemprego tecnológico. Mas, a Terceira Revolução Industrial é singular em relação as anteriores, gerando acelerado aumento da produtividade do trabalho tanto na indústria quanto nos outros setores da economia. Como afirma Castel (1998), o reaparecimento de um perfil de trabalhadores sem trabalho faz com que eles ocupem o lugar de supranumerários, de inúteis para o mundo. Castel ainda destaca que o desemprego não é um risco como outros, pois se ele se generalizar, haverá dificuldades no financiamento dos outros riscos (doenças ocupacionais, por exemplo) e na possibilidade de existirem recursos para superar o desemprego. De acordo com Castel (1998), o desemprego é muito grave, pois caso se generalize acabará com as possibilidades de financiamento de outros riscos, e, deste modo, com a possibilidade de cobrir a si mesmo. Nas sociedades capitalistas há a ideia de que desemprego é algo passageiro, caracterizado como um breve período entre dois empregos. Contudo, no período atual nem sempre o desemprego é um período pequeno, visto que há desempregados que permanecem anos sem conseguir um lugar no mercado de trabalho. O que gera um círculo vicioso porque quanto maior o tempo que o indivíduo permanece desempregado mais difícil se torna conseguir um novo posto de trabalho. “A precarização do emprego e o aumento do desemprego são a manifestação de um déficit de lugares ocupáveis na estrutura social” (CASTEL, 1998, p. 325). Castells (1999) também discute a influência da Globalização no mundo do trabalho e por isso argumenta que crescem a importância do papel da informação e do conhecimento nos trabalhos que essas sociedades geram. Assim, aumenta o trabalho que necessita de mais conhecimento e qualificação, ao mesmo tempo que se expande o desemprego, a informalidade e a precarização. Contudo, Castells demonstra que o trabalho deixa de ser visto como elemento fundamental de identificação das pessoas e nascem outras formas de identidade, como as locais, étnicas, de gênero, entre outras. Na visão de Mattoso (1999), o progresso tecnológico ajudou na aceleração das modificações qualitativas do trabalho (mudanças da divisão técnica do trabalho, da organização do trabalho e das qualificações) assim como da distribuição setorial dos postos de trabalho. Portanto, para determinação do nível de emprego é importante a diferença entre o crescimento da produção e o crescimento da produtividade. Para Mattoso (1999), a reconfiguração do mundo do trabalho, sob a influência da mundialização do capital, é percebida como uma desordem do trabalho. Desta forma, Gorz (2003) argumenta que a revolução microeletrônica das últimas décadas acarretou economias de trabalho cada vez maiores, não sendo mais preciso que todos trabalhem em período integral. Portanto, a diminuição do tempo de trabalho por meio de inovações tecnológicas e organizacionais determina uma redução do emprego à medida que é mantida a quantidade de horas trabalhadas por pessoa. Em 2004, Gorz aborda a questão dos efeitos da globalização sobre a força de trabalho. Para ele, a globalização, aliada à intensificação da concorrência em todos os mercados de todos os países levou ao aumento do desemprego, à precarização do trabalho e à deterioração das condições de trabalho (GORZ, 2004). Ianni (1994) argumenta que desde o fim do século XX o mundo do trabalho se tornou global. Ele cria o conceito de fábrica global, que se caracteriza pela transição do Fordismo para o Toyotismo e a busca de vender para o mercado internacional, o que só foi possível com a utilização de recursos informacionais, como a automação e a robótica. As decisões tomadas pelos gestores de empresas transnacionais podem afetar radicalmente as condições de trabalho dos indivíduos, visto que se dá no mundo de trabalho global um processo de piora das condições de trabalho, inclusive com o não acesso dos trabalhadores a certos direitos trabalhistas. Teixeira e Larajeira (2007) discutem o novo tipo de trabalhador exigido pelas empresas: Assim, as exigências por um novo trabalhador, flexível, polivalente e moldado para a competitividade, encontram-se intimamente relacionadas ao processo de globalização da economia e às mudanças dos processos de trabalho e das formas de sua organização e gestão. Vale observar, que esse padrão de acumulação flexível está marcado pela brutal redução dos postos de trabalho tornando o desemprego uma tendência que parece ser irreversível a persistir o atual modelo em que os investimentos geram poucos postos, sobretudo nos setores mais dinâmicos que, por seu turno, substituem sistematicamente a força de trabalho por tecnologia, numa lógica de competitividade e sobrevivência das grandes empresas no âmbito da internacionalização (TEIXEIRA e LARANJEIRA, 2007, p. 7). Antunes e Alves (2004) assinalam que o novo mundo do trabalho vai ser marcado pela expansão do emprego no setor de serviço, tal como se destaca a seguir: É perceptível também, particularmente nas últimas décadas do século XX, uma significativa expansão dos assalariados médios no “setor de serviços”, que inicialmente incorporou parcelas significativas de trabalhadores expulsos do mundo produtivo industrial, como resultado do amplo processo de reestruturação produtiva, das políticas neoliberais e do cenário de desindustrialização e privatização. (p. 338). Além disso, Antunes e Alves (2004) argumentam que o atual mundo do trabalho vem excluindo os jovens do acesso ao emprego, levando este grupo social a ter as maiores taxas de desemprego. Os autores demonstram também que o mundo do trabalho vem excluindo dos empregos os indivíduos com idade superior a 40 anos, além de recusar os trabalhadores herdeiros da cultura fordista de trabalho e em busca dos trabalhadores polivalentes exigidos pelo Toyotismo. Um aspecto importante a ser considerado, é o proposto por Oliveira e Campos. O avanço da tecnologia leva os indivíduos a estabelecerem novas relações de trabalho e entre colegas de trabalho. O trabalho remoto e virtual passa a ser uma realidade para a sociedade contemporânea. Segundo estes autores, O avanço das tecnologias da informação e a presença da convergência midiática vêm causando mudanças significativas na sociedade contemporânea, na medida em que os indivíduos vivem um momento inédito nos processos de interação e relacionamento sociais. Assistimos ao processo por meio do qual a sociedade percebe e se percebe a partir da lógica da mídia, que agora se expande para além dos dispositivos tecnológicos tradicionais (OLIVEIRA e CAMPOS, 2013, p. 42). Os mesmos autores consideram o fenômeno denominado Web 2.0 como uma evidência do processo de midiatização da sociedade e do ambiente empresarial, inaugurando a potencialização dos processos interativos tendo a Internet como plataforma (OLIVEIRA e CAMPOS, 2013). 3 - Os Parques tecnológicos e o mundo do trabalho O parque tecnológico tem relevante papel social, pois estimula o desenvolvimento local, gera trabalho e renda e proporciona maiores oportunidades para grupos que estão excluídos do mercado de trabalho ou mesmo para aqueles que possuem perfil empreendedor. Segundo Cooper (1971) o conceito de parque tecnológico surgiu nos Estados Unidos em Stanford, Califórnia na década de 50. Historicamente os parques tecnológicos surgiram próximos a universidades. O quadro 1 mostra os anos de surgimento de parques tecnológicos em diferentes países do mundo: Quadro 1 - Surgimento dos parques tecnológicos no mundo País Ano de Surgimento Nome do Parque Estados Unidos 1951 Stanford Research Park Reino Unido 1970 Cambridge Science Park França 1972 Sophia Antipolis China 1988 Zhongguancun Science Park 1986 Kanagawa Science Park Japão Fonte: Elaborado pelos autores O parque tecnológico constitui-se numa área física delimitada, convenientemente urbanizada, destinada às empresas intensivas em tecnologia que se estabelecem próximas às universidades, com o objetivo de aproveitarem a capacidade científica e técnica dos pesquisadores e seus laboratórios. Para as universidades, o parque representa a oportunidade de obtenção de financiamento, melhorias, feedback das empresas e um campo de atuação para os pesquisadores (SOLLEIRO, 1993). Dentro do parque tecnológico são instalados outros empreendimentos de apoio às empresas como bancos, restaurantes e incubadoras. Para Bakouros, Mardas e Varsakelis (2002) os parques tecnológicos são importantes instrumentos para o desenvolvimento de ambientes inovadores por colocarem a disposição de diferentes instituições uma infraestrutura técnica, logística e administrativa. Bellavista e Sanz (2009) ressaltam que as instituições que podem obter grande benefício desse ambiente propiciado pelos parques tecnológicos são universidades, empresas inovadoras, startups de base tecnológica, centros tecnológicos e institutos de pesquisa. Segundo análise realizada pela ANPROTEC (2007), o estado de São Paulo possui cinco parques em operação, dois parques em fase de implantação e dez projetos de parques tecnológicos, sendo o estado brasileiro com o maior número de parques no total. As cidades sede dos parques são Campinas, São Carlos e São José dos Campos, municípios conhecidos pelos seus centros de pesquisa avançados e universidades públicas conceituadas. Deste modo, afirma-se que um parque tecnológico pode alavancar a economia de uma cidade ou região, além de proporcionar oportunidades de trabalho e renda para várias pessoas e, ainda, pode acompanhar o desenvolvimento de novas empresas e evitar que certos erros aconteçam. Manella (2009) afirma que os parques tecnológicos se destacam por serem mecanismos que aceleram a inovação e o desenvolvimento regional, além de serem alternativas para a instalação de empresas de base tecnológica. Pode-se assim entender que os parques tecnológicos são formas de atração de investimentos, o que levará a novos negócios e a geração de postos de trabalho. Zammar, Kovaleski e Zanetti (2010) entendem que os parques tecnológicos são ambientes de inovação que são instalados para agregar conhecimento e dinamizar as economias regionais e nacionais, tornando-as competitivas no cenário internacional, além de gerar empregos para mão-de-obra qualificada e consequente uma maior arrecadação de tributos e bem estar social. Segundo MDIC (2015) os parques tecnológicos têm como objetivo fornecer estrutura e estimular as atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação com a finalidade de criar um ambiente de cooperação entre instituições de pesquisa e empresas com o apoio das diferentes esferas do governo, do setor privado e da comunidade local. Em uma esfera global, os parques tecnológicos apresentam diversos formatos, contudo, segundo Spolidoro e Audy (2008, p.49) possuem alguns elementos essenciais: Base Física: é formada pela área utilizada pelo parque, incluindo imóveis, terrenos e infraestruturas. Base de Viabilidade: é formada pelo conjunto de condições que asseguram a viabilidade institucional, política, técnica, ambiental e econômico-financeira do parque. Base Funcional: é formada seu conjunto dos objetivos, filosofias, estratégias e procedimentos operacionais do parque, bem como pela sua Governança (Gestão Operacional e Gestão Estratégica). Baseados nos conceitos introduzidos por Magacho (2010) e Spolidoro e Audy (2008), os parques tecnológicos podem ser classificados conforme quadro 2 abaixo: Quadro 2 – Tipos de Parques Tecnológicos Classificação Descrição Foco Prioritário Oferecer imóveis e infra-estrutura de elevada qualidade Parques Científicos (Science Park) Normalmente são de tamanho e serviços de suporte, no âmbito do parque, a empresas médio, diretamente ligados às intensivas em conhecimento, centros de P&D e universidades e não vinculados instituições de ensino e promover a sinergia das às atividades manufatureiras. entidades residentes e demais atores da inovação no parque e em outros locais. Podem ser de médio ou grande Parques porte, e tem como característica Promover intensa sinergia das empresas intensivas em Tecnológicos a disponibilidade de terras para conhecimento, centros de P&D, instituições de ensino e (Technology Park) venda e aluguel e a produção outros atores da inovação no parque e em outros locais. intensiva. Ampliar as perspectivas dos estudantes da universidade São relacionados com uma ou Parques de mais universidades, promovem Pesquisa (Research pesquisa Park) e desenvolvimento por meio da parceria entre universidade e indústria. e contribuir para que o conhecimento nela gerado seja útil à sociedade, em especial mediante a sua transformação em inovações tecnológicas. Para tanto, oferece condições para uma intensa sinergia da universidade e empresas intensivas em conhecimentos, centro de P&D e outros atores da inovação no parque e em outros locais. Fonte: elaborado pelos autores a partir de Magacho (2010) e Spolidoro e Audy (2008) A Partir da criação das agências de fomento CNPq “Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico” em 1951 e a FINEP “Financiadora de Estudos e Projetos” em 1967, iniciou-se no Brasil a criação de um sistema de pesquisa cientíca. Os primeiros projetos de parques tecnológicos originaram às primeiras incubadoras no Brasil, porém esse movimento cresceu rapidamente no Brasil como alternativa para promoção do desenvolvimento tecnológico, econômico e social. Segundo o levantamento realizado pela ANPROTEC (2013) atualmente existem mais de 400 incubadoras de empresas distribuidas em todo país, que envolvem mais de 6000 empresas a partir de incubadoras, universidades e centros de pesquisa. O crescimento acentuado do número de projetos de parques no país deve-se, essencialmente, a um conjunto de fatores que atuam de forma integrada (ANPROTEC-ABDI, 2007, p. 7) : Fortalecimento da consciência dos atores de governo acerca da importância da inovação para o desenvolvimento sustentável e crescimento econômico do país; Aumento significativo do número de empresas interessadas em se instalar em Parques Tecnológicos - empresas geradas ou graduadas em incubadoras, empresas multinacionais de tecnologia e empresas nacionais determinadas a fortalecer suas unidades de P&D; Experiência bem sucedida de outros países como Espanha, Finlândia, França, Estados Unidos, Coréia, Taiwan, entre outros, que estão investindo de forma consistente neste mecanismo; Necessidade de governos estaduais e municipais identificarem novas estratégias de estimular o crescimento e direcionar o desenvolvimento de suas regiões. Pensando a partir de Touraine pode-se entender que os parques tecnológicos são mecanismos que podem ajudar as sociedades a superar as crises econômicas e sociais e assim criar uma rota de desenvolvimento econômico. Sobre a crise vivenciada pelas diversas economias, tanto de países desenvolvidos quanto de subdesenvolvidos, Touraine (2011) argumenta que ela cria obstáculos à formação de uma nova sociedade, bem como de novos atores econômicos, além de ser uma espécie de ‘pane’ da sociedade capitalista e que coloca em risco o próprio funcionamento da sociedade, além de gerar uma separação entre o mundo econômico e o mundo social. “Uma crise tão grave quanto esta que enfrentamos não pode ser desvinculada da análise das transformações econômicas que introduziram desequilíbrios, enfraquecendo alguns e enriquecendo outros. (TOURAINE, 2011, p. 98). E esta crise do mundo contemporâneo tem como um dos seus efeitos mais cruéis o aumento significativo do desemprego, assim pode-se refletir que incubadoras e parques tecnológicos podem gerar novos negócios, novas empresas, novos empregos e consequentemente diminuir os efeitos da crise econômica em que o Brasil e outros países estão inseridos. Sobre este momento de crise, Touraine ainda afirma que: “Pela primeira vez na história, o mundo da produção, dos bancos e das tecnologias é separado do mundo dos atores. Estes não podem mais, portanto, ser definidos por suas funções ou por seus status na vida econômica.” (TOURAINE, 2011, p. 121). Outro elemento relevante é que pela análise de Touraine a superação da crise pode se dar pela criação de uma nova vida social que estabeleça formas novas de organizar a sociedade, menos voltadas para o lucro e o curto prazo e mais voltadas para mais direitos e a valorização de projetos de longo prazo. Os parques tecnológicos, por exemplo, podem ser um dos mecanismos criados em novos projetos governamentais de longo prazo, que vão criar um novo tipo de vida econômica e social sem que se espere os dias para a catástrofe final. “Não se trata de optar entre o presente e o passado, mas entre uma série de crises e um projeto de construção de novas relações sociais e novas instituições” (TOURAINE, 2011, p. 196). Não se pode deixar de mencionar que os parques tecnológicos são ferramentas fundamentais para o desenvolvimento econômico e social e cabe ao Poder Público, estabelecer mecanismos para a criação, a ampliação e o aperfeiçoamento dos parques. Na discussão sobre parques tecnológicos é interessante pensar que ela pode criar uma outra ordem econômica e social, além de uma lógica de longo prazo, diferente daquela manifestada no mundo atual baseada no curto prazo através do capital financeiro. Para isto, vale se basear na teoria de Touraine (2011), em um recente livro “Após a crise: a decomposição da vida social e o surgimento de atores não sociais”. Touraine argumenta que vivemos um momento histórico em que os atores sociais perdem sua importância em um mundo em que a economia produtiva é suplantada pela economia especulativa, que tem relação com o processo de crise intensificado na Europa e nos EUA a partir de 2008. Ele ainda menciona que há uma separação da economia do restante da sociedade, além da vitória do capital financeiro sobre a economia real. Mas este desdobramento pode fazer surgir atores sociais que possam enfrentar esta crise e criar um projeto de longo prazo. Pode-se dizer que os parques tecnológicos e os empreendedores por elas acompanhados podem ser estes novos atores que podem criar uma outra cultura econômica e um novo projeto de desenvolvimento para a sociedade. Duas interessantes reflexões de Touraine (2011) sobre isto: A situação de crise que no início do século XXI domina a economia mundial, e que em grande medida é devida ao desenvolvimento descontrolado do capitalismo financeiro, é bastante desfavorável ao desabrochar de um novo modelo de sociedade. [...] Neste contexto, a reconstrução social, que deve facilitar a primazia da ação de novos atores, é de fato bloqueada pela crise e pela diminuição massiva dos recursos. A crise em si mesma não facilita a modernização do campo político e social; é o inverso que é verdadeiro (p. 123-124). Para entrar no novo mundo, urge dar vida àqueles atores que, por um lado, determinam a consciência coletiva de ser parte integrante do mesmo momento histórico, e por outro, sublinham a vontade de cada indivíduo de defender sua identidade própria, sua diferença (p. 66). Diante deste contexto, as contribuições dos parques tecnológicos para a construção de um novo mundo do trabalho torna-se um tema importante para ser analisado. 4 - Método O estudo é do tipo exploratório (TRIVIÑOS, 1997) e de caráter qualitativo (MORESI, 2003). Trata-se de um ensaio teórico com base na literatura sobre mundo do trabalho e parques tecnológicos. O estudo exploratório permite ao investigador aumentar sua experiência em torno de determinado problema. O pesquisador parte de uma hipótese e aprofunda seu estudo nos limites de uma realidade específica, buscando antecedentes, maiores conhecimentos para, em seguida, planejar uma pesquisa descritiva ou de tipo experimental (TRIVIÑOS, 1987, p. 109). Segundo Moresi (2003) a pesquisa qualitativa é frequentemente usada quando há necessidade de se analisar dados não numéricos sobre determinado tema. Esse tipo de pesquisa é particularmente usado para determinar o que é realmente útil e importante para a composição de um estudo. É usado também para identificar a extensão total de respostas ou opiniões que existem em um mercado ou uma população. O estudo exploratório teve por finalidade identificar ações que demonstrem as contribuições dos parques tecnológicos para uma nova configuração do mundo do trabalho e consequente desenvolvimento econômico. 5 - Resultados encontrados A partir do panorama apresentado para o novo mundo do trabalho e dos dados apontados pelos relatórios do MCTI, CDT/UnB e ANPROTEC foram estabelecidas algumas comparações e reflexões sobre o papel dos parques tecnológicos na construção de um novo mundo do trabalho. Percebe-se que o cenário de políticas públicas voltadas para a inovação e que incentiva o empreendedorismo torna-se um ambiente favorável para a criação de novos parques tecnológicos, bem como incubadoras de empresas e outras iniciativas voltadas para a geração de novos negócios. Os parques tecnológicos (...) têm demonstrado eficiência na transferência de conhecimento de instituições de ciência e tecnologia para o setor empresarial. São as principais fontes qualificadoras e geradoras de empresas de base tecnológica, que se caracterizam pela forte agregação de tecnologia e inovação nos seus produtos, processos e serviços (MCT&I e CDT, 2013, p.3) Em pesquisa realizada pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico – CDT e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, foi realizado um levantamento do panorama dos parques tecnológicos no Brasil. Do total de 98 iniciativas de parques conhecidas no Brasil, 80 responderam à pesquisa. Os dados estão apresentados na tabela 1. Parques Tecnológicos em números Nº de parques em operação 28 Nº de parques em implantação 28 Projetos de novos parques 24 Nº de empresas instaladas nos parques 939 Empregos gerados por todo o conjunto de parques em operação 32.237 Empregos gerados para a equipe de gestão dos parques 531 Investimento público federal 1,22 bilhões Investimento estadual/municipal 2,43 bilhões Investimento privado 2,11 bilhões Tabela 1 – Panorama de Parques Tecnológicos no Brasil Fonte: MCT&I e CDT (2013, p. 9). Os dados da tabela 2 mostram que o número parques em implantação dobrou o número de parques em operação e mostra a perspectiva de novos parques, considerando os projetos já existentes. Percebe-se, também, um investimento das esferas estaduais e municipais em praticamente o dobro dos investimentos federais. Fato este que demonstra uma visão dos governos estaduais e municipais da importância dos parques tecnológicos como geradores de renda e de novos postos de trabalho. Região Número de Parques Norte 5 Nordeste 7 Centro-Oeste 8 Sudeste 39 Sul 35 80 Total Tabela 2 – Distribuição de Parques por região Fonte: MCT&I e CDT (2014, p. 47) Do total de 80 parques estudados, percebe-se uma concentração de iniciativas nas regiões sul e sudeste. Ao considerar-se que os elementos que dinamizam um parque tecnológico são as universidades e as empresas, entende-se porque o número de parques é maior nas regiões sul e sudeste. Cabe ressaltar que o número de iniciativas nas regiões norte, nordeste e centro-oeste menores é devido a concentração também menor de instituições de ciência e tecnologia e que tais iniciativas estão próximas das grandes universidades destas regiões. As quantidades de iniciativas e de investimentos públicos e privados em parques tecnológicos mostram que estes mecanismos são fundamentais para que o conhecimento das universidades seja absorvido pelo mercado e que estes investimentos realmente têm potencial para a geração de emprego e renda. Na tabela 3, é possível observa que as empresas que compõem o parque empregam um número significativo de mestres e doutores que, normalmente, ficariam nas universidades, desenvolvendo suas pesquisas intramuros. Categoria dos empregos gerados pelas empresas instaladas nos parques doutores mestres especialistas empregados de nível superior empregados de nível médio empregados de nível fundamental Total de empregos gerados pelas empresas instaladas nos parques pesquisados Tabela 3 – Empregos gerados nas empresas instaladas em parques Quantidade 1098 2.950 2364 17.630 5323 544 29.909 Fonte: MCT&I e CDT (2013, p. 9) Os dados da tabela 3 mostram um número predominante de empregos gerados para categoria de nível superior e pós-graduação. Estes dados evidenciam que a mão de obra empregada nestes parques possui competência diferenciada e com potencial para a geração de massa crítica que pode vir a gerar ou contribuir para a geração de novas tecnologias. De acordo com os resultados da pesquisa, uma vez em operação, os recursos alocados pela iniciativa privada são largamente superiores aos investimentos realizados com recursos federais, demonstrando que as empresas estão identificando esses habitats como uma excelente oportunidade para desenvolver soluções inovadoras (MCT&I e CDT, 2013, p.6) As quantidades de iniciativas e de investimentos públicos e privados em parques tecnológicos mostram que estes mecanismos são fundamentais para que o conhecimento das universidades seja absorvido pelo mercado e que estes investimentos realmente têm potencial para a geração de emprego e renda. Empresas que compõem o parque empregam um número significativo de mestres e doutores que, normalmente, ficariam nas universidades, desenvolvendo suas pesquisas intramuros (MCT&I e CDT, 2013, p. 9). O mesmo estudo mostra que as iniciativas existentes dentro dos parques geraram 32.237 empregos, distribuídos entre institutos de pesquisa (1.797), gestão das próprias estruturas (531) e iniciativa privada (29.909). O estudo do MCT&I e CDT (2013) analisou 80 parques tecnológicos, sendo que 84% se encontram nas regiões Sul (34) e Sudeste (33), em diversas fases de desenvolvimento (projeto, implantação e operação). O Nordeste tem quatro em operação e dois em implantação. Já, as regiões Norte e Centro-Oeste possuem juntas, sete parques tecnológicos, porém nenhum destes encontra-se em operação (Figura 2). Figura 2 – Distribuição dos parques tecnológicos no Brasil Fonte: MCT&I e CDT (2013, p. 14 ) Estes resultados mostram que os parques tecnológicos abrem um novo campo de atuação para mestres e doutores que, até então, tinham como principal mercado de atuação a academia. Com o incentivo a criação de parques tecnológicos, aliado a Lei de Inovação (BRASIL, 2004), um novo campo de atuação se abre para o pesquisador e ele pode dar continuidade a sua pesquisa, criar um protótipo e desenvolver um novo negócio. Para o desenvolvimento do projeto, implantação e operação dos parques tecnológicos é necessário um esforço conjunto entre o governo federal, governo municipal, governo estadual e iniciativa privada, contudo a contribuição de cada fonte varia de acordo com a fase de instalação dos parques. Durante a fase de projeto o governo federal investiu 54% do total. No período de implantação, os governos estaduais e municipais se responsabilizaram por aproximadamente 92% dos recursos financeiro. Entretanto, quando os parques tecnológicos entraram em operação, 55% dos recursos são advindos da iniciativa privada. Estes investimentos evidenciam o incentivo dos governos federal e estadual, através de suas políticas de ciência, tecnologia e inovação, para a criação de novos habitats de inovação que vão proporcionar um ambiente diferenciado de trabalho, estimulando a geração de novas tecnologias e estabelecendo uma nova configuração de mercado de trabalho mais especializado e voltado para áreas de alta tecnologia, onde o conhecimento é o capital essencial. Dentre as principais áreas de atuação dos parques tecnológicos em implantação e operação (Figura 3), destacam-se a área de Tecnologia de Informação (36), Setor de Biotecnologia (27) e o Setor de Petróleo e Gás Natural (26). Figura 3 – Principais Áreas de atuação dos Parques Tecnológicos. Fonte: ANPROTEC (2013, p. 22) Dos 29.909 empregos gerados pelas empresas instaladas nos parques, 1.098 são profissionais com Doutorado, 2.950 profissionais com Mestrado, 2.364 profissionais com cursos de especialização e 17.630 possuem nível superior, evidenciando a contratação de profissionais altamente qualificados. Os dados apontam um direcionamento dos investimentos destinados aos parques tecnológicos para áreas consideradas de alta tecnologia. O perfil do profissional que atua nestas áreas possui, em geral, uma competência diferenciada. Pode-se considerar que o incentivo a criação e manutenção de parques tecnológicos abre espaço para um mercado de trabalho que exige uma mão de obra também diferenciada, caracterizada pela criatividade e empreendedorismo. O relatório do MCT&I e CDT (2013, p. 34) enfatiza a necessidade de promover o surgimento de “habitats de inovação em áreas menos desenvolvidas, para explorar suas vantagens competitivas e apoiar setores da economia com maior valor agregado”. Diante disso, editais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) direcionam 30% dos recursos para Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Diante disso, os resultados mostram que os parques tecnológicos são instrumentos importantes para o desenvolvimento de novos negócios que trazem novos empregos e geram renda para a região onde estão inseridos, apresentando uma nova abordagem para o novo mundo do trabalho. 6 - Referências bibliográficas ANPROTEC – Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores. Disponível em <http://www.anprotec.org.br> Acessado em 14/08/2015. ANPROTEC-ABDI. Parques Tecnológicos no Brasil – Estudo, Análise e Proposições. 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