MINISTÉRIO DA DEFESA COMANDO DA AERONÁUTICA DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA AEROESPACIAL INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS Plano de Desenvolvimento Institucional 2012 - 2016 © 2011 Instituto Avançados – IEAv de Estudos Qualquer parte desta publicação pode ser reproduzida, desde que citada a fonte. Publicado por: Instituto de Estudos Avançados IEAv Endereço: Trevo Cel. Aviador José Alberto Albano do Amarante, n.01 (antiga Rodovia dos Tamoios, km 5,5) Bairro Putim, CEP 12228-001 São José dos Campos, São Paulo, Brasil Tel. (12) 3947-5360 Tel. (12) 3944-1177 www.ieav.cta.br Informações adicionais sobre o IEAv podem ser obtidos com a Coordenadoria de Comunicação Social – CCS. Tel. (12) 3947-5360. [email protected] Coordenação: Comissão Assessora de Pesquisa e Desenvolvimento do IEAv – CAPD Responsável pela organização: Dr. Angelo Passaro Plano de Desenvolvimento Institucional – Instituto de Estudos Avançados – IEAv. - Período 2012-2016. -- São José dos Campos : IEAv, 2011Bienal 1. Pesquisa e Desenvolvimento. 2. Aerotermodinâmica e Hipersônica. 3. Geointeligência. 4. Lasers, Óptica e Aplicações. 5. Sensores e Atuadores. 6. Tecnologia Nuclear Aplicada. Instituto de Estudos Avançados – IEAv Direção Cel Av Vilson Rosa de Almeida Diretor Ten Cel Av Mauricio Pozzobon Martins Vice-Diretor Ten Cel Av Mauricio Pozzobon Martins Subdiretoria da Administração Dr. Artur da Cunha Menezes Filho Subdiretoria Técnica Chefias de Divisão Dr. André Luiz Ribeiro Brennand Divisão de Fotônica - EFO Dr. Alberto Monteiro dos Santos Divisão de Aerotermodinâmica e Hipersônica - EAH Dr. Antonio Carlos de Jesus Paes Divisão de Física Aplicada - EFA Dr. Osvaldo Catsumi Imamura Divisão de Geointeligência - EGI Dr. Lamartine Nogueira Frutuoso Guimarães Divisão de Energia Nuclear - ENU Dra. Valéria Serrano Faillace O. Leite Divisão de Suporte Tecnológico -EST Contribuíram para a elaboração deste documento: Abel Antonio da Silva Alberto Monteiro dos Santos Alvaro José Damião André Luiz Ribeiro Brennand Angelo Passaro Antonio Carlos de Jesus Paes Antonio Carlos da Cunha Migliano Artur da Cunha Menezes Filho Carla Simone Tafuri Marques Francisco Antonio Braz Filho Francisco Dias Rocamora Junior Germano Woehl Junior José Wilson Néri Lamartine Nogueira Frutuoso Guimarães Luiz Gilberto Barreta Luiz Henrique Claro Marcelo Geraldo Destro Marco Antonio Pizani Domiciano Marcos Antonio Ruggieri Franco Maria Cecília Conceição Évora Maurício Pozzobon Martins Milton Sergio Fernandes de Lima Nicolau André Silveira Rodrigues Monica Maria de Marchi Odair Lelis Gonçalez Osvaldo Catsumi Imamura Paulo Gilberto de Paula Toro Rafael Lemos Paes Rudimar Riva Valeria Serrano Faillace Oliveira Leite Vera Lúcia Othéro de Brito Vilson Rosa de Almeida SUMÁRIO SUMÁRIO............................................................................................................................. 5 PREFÁCIO............................................................................................................................ 7 1 DISPOSIÇÕES PRELIMINARES ...................................................................................... 9 1.1 Finalidade .................................................................................................................... 9 1.2 Conceituação................................................................................................................ 9 1.3 Competência .............................................................................................................. 13 1.4 Âmbito....................................................................................................................... 13 2 DOCUMENTAÇÃO PERTINENTE ................................................................................ 14 3 O INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS ................................................................ 15 3.1 Histórico .................................................................................................................... 15 3.2 Missão........................................................................................................................ 16 3.3 Visão.......................................................................................................................... 16 3.4 Competência Institucional .......................................................................................... 16 3.5 Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento ................................................................ 17 3.6 Infraestrutura Física.................................................................................................... 18 3.7 Cenário de Atuação .................................................................................................... 18 3.8 Alianças Estratégicas.................................................................................................. 20 3.9 Diagnóstico Institucional ............................................................................................ 20 4 DIRETRIZES INTERNAS .............................................................................................. 23 5 O PLANEJAMENTO DE LONGO PRAZO - VISÕES DO INSTITUTO PARA O HORIZONTE DE 2030........................................................................................................ 24 5.1 Área de Aerotermodinâmica e Hipersônica................................................................. 24 5.2 Área de Geointeligência ............................................................................................. 24 5.3 Área de Laser, Óptica e Aplicações ............................................................................ 25 5.4 Área de Sensores e Atuadores..................................................................................... 25 5.5 Área de Tecnologia Nuclear Aplicada ........................................................................ 25 6 METAS PARA O PERÍODO DE 2012 A 2016................................................................. 27 6.1 Área de Aerotermodinâmica e Hipersônica................................................................. 27 6.2 Área de Geointeligência ............................................................................................. 28 6.3 Área de Laser, Óptica e Aplicações ............................................................................ 30 6.4 Área de Sensores e Atuadores..................................................................................... 31 6.5 Área de Tecnologia Nuclear Aplicada ........................................................................ 33 7 METAS ASSOCIADAS AO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO .............................. 35 8 METAS PROPOSTAS PARA OS SETORES DE APOIO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO ............................................................................................................................................ 38 9 CONDIÇÕES PARA O ALCANCE DAS METAS PROPOSTAS .................................... 40 REFERÊNCIAS................................................................................................................... 43 ÍNDICE ............................................................................................................................... 45 PREFÁCIO O Instituto de Estudos Avançados (IEAv) tem contribuído com destaque para os resultados alcançados pelo setor aeroespacial, particularmente no que tange ao desenvolvimento experimental de novas tecnologias e a inovação tecnológica. Essa contribuição é conseqüência da firme crença de que a evolução tecnológica deve amparar o exercício continuado da soberania nacional. O presente Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) tomou como referência importante o último Planejamento Estratégico do Instituto, cuja elaboração foi coordenada pelo então Ten Cel-Av Carlos Fernando Rondina Mateus, que exercia a chefia da Subdiretoria Técnica do IEAv. O PDI mantém seu foco nas Diretrizes Estratégicas ostensivamente emanadas pelos órgãos superiores (por exemplo, a Estratégia Nacional de Defesa) com o objetivo de esclarecer não somente quais as metas a serem alcançadas, mas também quais os recursos necessários, em todos os níveis, para a consecução dessas metas. Inclui-se, nesse contexto, o envolvimento formal do Instituto em atividades de pós-graduação, prevista para o início do ano de 2012. Portanto, este PDI cumpre, implicitamente, o que preconizam as diretrizes superiores e procura contribuir para a divulgação das atividades necessárias para atingir os objetivos maiores da Nação. Página Em Branco 8 9 1 DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 1.1 FINALIDADE O Plano de Desenvolvimento Institucional do IEAv (PDI-IEAv) tem como finalidade: • Apresentar os objetivos estratégicos (metas) da Instituição para os próximos cinco anos, estipulados com base em diretrizes superiores, na missão e visão institucional e em sua capacitação e competências; • Explicitar a capacidade, potencial e necessidades do IEAv em atender às demandas tecnológicas da Força Aérea Brasileira e da sociedade brasileira, e • Fornecer subsídios para direcionar recursos humanos, materiais e financeiros existentes no IEAv, bem como para os esforços de obtenção de novos recursos de qualquer natureza, sempre com foco no alcance das metas estipuladas neste Plano. 1.2 CONCEITUAÇÃO Além dos termos e expressões constantes do glossário das forças armadas (MD 35-G-01) e do glossário da Aeronáutica (MCA 10-4), para efeito deste Plano devem ser consideradas as seguintes conceituações: 1.2.1 CIÊNCIA Conjunto organizado de conhecimentos relativos ao universo, abrangendo seus fenômenos naturais, ambientais e comportamentais. O trabalho na área da ciência não visa, necessariamente, a objetivos práticos, e sua motivação consiste em ampliar o conhecimento humano. 1.2.2 CIÊNCIA E TECNOLOGIA (C&T) Produto das atividades de Pesquisa e Desenvolvimento. O termo também costuma ser utilizado para se referir às atividades de P&D acrescidas de outras atividades correlatas que apóiam, diretamente, as atividades de P&D, como a coleta e a disseminação de informações científicas e tecnológicas, as ações para controle de qualidade, a proteção da propriedade intelectual, a absorção de tecnologia e outros serviços assemelhados. 10 1.2.3 CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO (CT&I) Agrega o conceito de inovação às questões da ciência e tecnologia, sugerindo que os elementos deste trinômio devem ser considerados de maneira indissociável no trato do conhecimento. 1.2.4 DEFESA NACIONAL É o conjunto de medidas e ações do Estado, com ênfase na expressão militar, para a defesa do território, da soberania e dos interesses nacionais contra ameaças preponderantemente externas, potenciais ou manifestas. 1.2.5 DEMONSTRADOR DE CONCEITO Sistema ou subsistema na forma de experimento laboratorial para demonstrar conceitos ou a viabilidade de proposta de um produto. 1.2.6 DESENVOLVIMENTO Uso sistemático de conhecimentos científicos ou tecnológicos, geralmente alcançados por meio de pesquisas, com a finalidade de obter novos produtos ou processos, isto é, bens ou serviços, ou, ainda, para alcançar significativo melhoramento daqueles já existentes. 1.2.7 INDÚSTRIA AEROESPACIAL Conjunto das empresas ou frações de empresas do parque industrial brasileiro que criam produtos ou realizam serviços (exceto intermediação ou comercialização) especificamente destinados à fabricação, ao emprego ou ao apoio direto de aeronaves ou engenhos espaciais e sistemas bélicos. 1.2.8 INDÚSTRIA DE DEFESA 11 Conjunto das empresas ou frações de empresas do parque industrial brasileiro que criam produtos ou realizam serviços (exceto intermediação ou comercialização) especificamente destinados à fabricação, ao emprego ou ao apoio direto de sistemas bélicos. 1.2.9 INOVAÇÃO Introdução de novidade ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo ou social que resulte em novos produtos, processos ou serviços. 1.2.10 INSTITUIÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA (ICT) Órgão ou entidade da administração pública que tenha por missão institucional, dentre outras, executar atividades de pesquisa básica ou aplicada de caráter científico ou tecnológico. 1.2.11 MODELO DE ENGENHARIA Sistema ou subsistema na forma final e com a funcionalidade de um produto, sem estar adequado para ensaios de certificação. 1.2.12 PESQUISA Busca sistematizada de conhecimentos visando a um propósito previamente estabelecido. 1.2.13 PESQUISA APLICADA Desenvolvimento de trabalhos originais de investigação, realizados visando à obtenção de novos conhecimentos orientados para aplicações específicas. 1.2.14 PESQUISA BÁSICA 12 Consiste de trabalhos experimentais ou teóricos que são desenvolvidos para a obtenção de novos conhecimentos fundamentais sobre fenômenos e fatos observáveis, sem ter em vista a aplicação específica. 1.2.15 PESQUISA E DESENVOLVIMENTO (P&D) Trabalho criativo realizado numa base sistemática, a fim de aumentar o arcabouço de conhecimento, incluindo o conhecimento da cultura do homem e da sociedade, e o uso desse estoque de conhecimento para desenvolver novas aplicações. Estas aplicações tem comumente aspectos científicos, ou estão visando a uma determinada tecnologia, e estão sendo executadas por empresas ou por governos. 1.2.16 PROTÓTIPO Sistema ou subsistema na forma final, com a funcionalidade operacionalidade completa de um produto e adequado para ensaios de certificação. e 1.2.17 PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL (PDI) Conjunto de programas, projetos, ações e atividades, inclusive de natureza infraestrutural, material e laboratorial, que levem à melhoria mensurável das condições da instituição, para cumprimento eficiente e eficaz de sua Missão. 1.2.18 SISTEMA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DO INTERESSE DA DEFESA NACIONAL (SISCTID) Conjunto de instituições, procedimentos e ferramentas com o propósito de viabilizar soluções científico-tecnológicas e inovações, para a satisfação das necessidades do País atinentes à Defesa e ao Desenvolvimento Nacionais, conforme definido no documento:Concepção Estratégica – Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional. 1.2.19 TECNOLOGIA Atividade de domínio humano, embasada no conhecimento e no manuseio de um processo e/ou de ferramentas, capaz de acrescentar mudanças aos meios por resultados 13 adicionais à competência natural. Proporciona, dessa forma, evolução constante na capacidade das atividades humanas. 1.2.20 TECNOLOGIA INDUSTRIAL BÁSICA Compreende os sistemas de metrologia, normalização e avaliação da conformidade de processos, produtos ou serviços. 1.2.21 TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA Processo de cessão de direitos sobre invenção, que pode ocorrer por licenciamento para outorga de direito de uso ou exploração de criação ou, simplesmente, por fornecimento de dados e informações a fim de que o recebedor: a) obtenha conhecimentos e técnicas a serem aplicados na produção de bens de consumo ou de insumos em geral e b) obtenha conhecimentos sobre a metodologia do desenvolvimento tecnológico usada, a fim de ter a indispensável autonomia relativamente a modificações, adaptações, melhoramentos do produto ou processo e, mesmo, ser capaz de desenvolver outros produtos ou processos da mesma classe e tecnologia. 1.3 COMPETÊNCIA Compete ao Diretor do IEAv coordenar a elaboração e revisão do Plano de Desenvolvimento Institucional do Instituto e ao Conselho da Direção (CONDIR), presidido pelo Diretor do IEAv, a sua aprovação final. 1.4 ÂMBITO Este Plano se aplica a todos os setores do IEAv. 14 2 DOCUMENTAÇÃO PERTINENTE A elaboração deste Plano e de suas revisões está subordinada aos objetivos, diretrizes e preceitos estabelecidos nos seguintes documentos superiores e norteadores: • Estratégia Nacional de Defesa; • Concepção Estratégica – Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional - MD/MCT 2003; • Método para o Planejamento Institucional da Aeronáutica – DCA 11-1; • Política da Aeronáutica para Pesquisa e Desenvolvimento – DCA 14-2; • Política da Aeronáutica para o Desenvolvimento da Indústria Aeroespacial – DCA 14-3; • Política Militar da Aeronáutica (PMA) – DCA 14-5; • Estratégia Militar da Aeronáutica – DCA 15-1; • Política e Estratégia de Compensação Comercial, Industrial e Tecnológica da Aeronáutica – DCA 360-1; • Plano Estratégico Militar da Aeronáutica (PEMAER) – PCA 11-47; • Missão da Aeronáutica – ICA 11-1; • Plano Setorial do CTA – PCA-11-53; • Plano Estratégico de Pesquisa e Desenvolvimento (PEPD) 2008-2018 – DCA 80-2; • Diretrizes de Tecnologia Aeroespacial – DTA; • Regulamento do IEAv – ROCA 21-77; • Regimento Interno do IEAv – RICA 21-94; • Plano de Ação 2007-2010 do Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT. 15 3 O INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS 3.1 HISTÓRICO Idealizada para a pesquisa e desenvolvimento de vanguarda, a Divisão de Estudos Avançados, do então Instituto de Atividades Espaciais do CTA, foi instituída em 28 de outubro de 1976, para atuar, principalmente, no Programa Autônomo de Tecnologia Nuclear, cujo objetivo era adquirir competência e independência tecnológica na área nuclear. Nascia, assim, o embrião do que viria a ser o Instituto de Estudos Avançados-IEAv. Com o crescimento acelerado da Divisão de Estudos Avançados, fortaleceramse interesses em torná-la um novo instituto do CTA. No dia 2 de junho de 1982 foi assinado o Decreto no 87.247, criando o Instituto de Estudos Avançados. As atividades do IEAv nos seus primeiros vinte anos concentraram-se no desenvolvimento de métodos alternativos de enriquecimento de urânio a laser, no desenvolvimento de processos de medida e avaliação de dados nucleares, enfim, nas diversas tecnologias sensíveis e estratégicas em torno da energia nuclear, atingindo um patamar de desenvolvimento científico reconhecido internacionalmente. Nesse período, o financiamento das pesquisas do IEAv provinha do então Ministério da Aeronáutica e da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), vinculada à Presidência da República. Entretanto, a partir de 1994, houve um decréscimo do interesse governamental pela área nuclear, obrigando o IEAv a profundas transformações. A capacitação na área nuclear foi mantida, porém o Instituto procurou investir também em outras áreas estratégicas de interesse mais imediato do COMAER. Tecnologias e capacitações desenvolvidas anteriormente foram, então, adaptadas ou redirecionadas para outras aplicações, demonstrando o alto nível de adaptação dos pesquisadores do IEAv às tecnologias emergentes. Por exemplo, tecnologias de enriquecimento de urânio a laser para a produção de combustível nuclear passaram a ser aplicadas no processamento de materiais para diversas áreas, como nas indústrias aeronáutica e automotiva, odontologia e dermatologia. Atualmente, o IEAv concentra esforços nas seguintes áreas: Aerotermodinâmica e Hipersônica; Geointeligência; Lasers, Óptica e Aplicações; Sensores e Atuadores e Tecnologia Nuclear Aplicada. Dentre os produtos e tecnologias gerados pelo IEAv nesta sua segunda fase de vida institucional, podem ser citados: giroscópios a fibra óptica, software para processamento de imagens de radar de abertura sintética (SAR), software de planejamento de missão de defesa aérea, software para análise de dispositivos eletromagnéticos, sensor imageador infravermelho termal, túneis de choque hipersônicos, acelerador hipersônico de massa, sistemas micro-eletro-mecânicos (MEMS), etc. Além disso, vale ressaltar que o IEAv contribuiu significativamente para o desenvolvimento da urna eletrônica brasileira, sucesso em praticidade e confiabilidade, demonstradas em inúmeras eleições. 16 O IEAv também colaborou com a Marinha do Brasil no esforço para o desenvolvimento de reatores nucleares de propulsão naval, atuou na especificação do satélite geoestacionário brasileiro, no desenvolvimento de plataformas inerciais para satélites e aeronaves, na avaliação de risco de colisão entre aeronaves na região do Caribe e América do Sul, entre outros projetos. Todas as áreas de estudo do IEAv são do interesse do Ministério da Defesa e do Ministério de Ciência e Tecnologia, evidenciando a vocação do instituto para o desenvolvimento de conceitos e tecnologias de uso aeroespacial. O amplo espectro de atividades e competências atualmente existentes no IEAv lhe confere um perfil de alta adaptabilidade e capacidade para participar do processo nacional de inovação tecnológica, potenciais que devem ser explorados com efetividade para o progresso da sociedade brasileira. Atualmente, as atividades em C&T do IEAv são realizadas em cinco Divisões de pesquisa: Divisão de Aerotermodinâmica e Hipersônica (EAH), Divisão de Física Aplicada (EFA), Divisão de Fotônica (EFO), Divisão de Geointeligência (EGI) e Divisão de Energia Nuclear (ENU). O apoio tecnológico nas áreas de mecânica e eletrônica aos projetos e atividades das Divisões de pesquisa é realizado pela Divisão de Suporte Tecnológico (EST). 3.2 MISSÃO Realizar pesquisa básica e aplicada, bem como desenvolver tecnologias experimentais e estudos avançados que lhe forem atribuídos em decorrência de Planos e Programas estabelecidos pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). 3.3 VISÃO O IEAv será nacional e internacionalmente reconhecido como instituição de excelência em pesquisa, que atua na fronteira do conhecimento de tecnologias avançadas no campo aeroespacial, de forma a atender e a exceder as expectativas da Força Aérea e da sociedade brasileira. 3.4 COMPETÊNCIA INSTITUCIONAL Ao IEAv compete: 17 • Realizar pesquisa básica e desenvolvimento experimental em tecnologias e sistemas aeroespaciais. • Realizar pesquisa básica para a aquisição de novos conhecimentos, com o objetivo de aplicação futura em tecnologias e sistemas aeroespaciais. • Promover a capacitação de recursos humanos, do nível intermediário ao de pós-doutorado, por meio de orientações acadêmicas, de trabalhos de formação e especialização e por meio de cursos de pós-graduação. • Prestar serviços em atividades ligadas à inovação tecnológica. 3.5 ATIVIDADES DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO A Estratégia Nacional de Defesa enuncia claramente como um dos princípios para um projeto forte de defesa e de desenvolvimento, a necessidade de “Independência nacional, alcançada pela capacitação autônoma, inclusive nos estratégicos setores espacial, cibernético e nuclear. Não é independente quem não tem o domínio das tecnologias sensíveis, tanto para a defesa como para o desenvolvimento”. Com esse foco, o IEAv atua nos três setores decisivos para a defesa nacional: o espacial, o cibernético e o nuclear, visando promover o desenvolvimento de pesquisa para o acesso facilitado ao espaço, com a visão de longo prazo voltada para a independência tecnológica e autonomia do país nos setores aeroespacial e nuclear. As principais atividades de pesquisa e desenvolvimento realizadas no IEAv podem ser classificadas em, basicamente, cinco áreas de concentração: • Aerotermodinâmica e Hipersônica (AEH); • Geointeligência (GEO); • Lasers, Óptica e Aplicações (LOA); • Sensores e Atuadores (SEA) e • Tecnologia Nuclear Aplicada (TNA). 18 A apresentação das principais linhas de pesquisa encontra-se no Anexo 1. 3.6 INFRAESTRUTURA FÍSICA O IEAv se situa em São José dos Campos, ocupando uma área de aproximadamente 50 hectares. A área total construída é de aproximadamente 18.400 m2. Cerca de 55% da área construída é dedicada às atividades de pesquisa. Destes, 19 % da área total (3.494 m2) abriga 31 laboratórios de pesquisa. Além de laboratórios de pesquisa, o IEAv conta com quatro laboratórios de apoio, para confecção mecânica, tratamentos térmicos, modelagem de sistemas mecânicos e eletrônica que prestam apoio aos projetos de pesquisa e desenvolvimento, ocupando área aproximada de 1.742 m2 (aproximadamente, 9,5% da área total construída). Os laboratórios do IEAv são apresentados no Anexo 2. Um novo prédio, ocupando uma área de aproximadamente 2.900 m2, está em construção e deverá abrigar a Divisão de Aerotermodinâmica e Hipersônica, que, atualmente, ocupa provisoriamente áreas em prédios de outras Divisões. Porção considerável desse prédio será destinada a laboratórios de pesquisa da Divisão. 3.7 CENÁRIO DE ATUAÇÃO O Instituto de Estudos Avançados (IEAv) é uma Instituição de Ciência e Tecnologia do Ministério da Defesa, subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial do Comando da Aeronáutica. Integrando o SISCTID, ao IEAv se aplicam os direitos e deveres previstos pela Lei 10.973, de 2 de dezembro de 2004 – Lei da Inovação, e pelo Decreto 5.563, de 11 de outubro de 2005, que regulamenta a referida Lei, além dos regulamentos militares e legislação correlata. O IEAv é uma Organização Militar com autonomia administrativa (UG CRED – Unidade Gestora Credora), conforme Portaria no 120/GC3 de 23 de fevereiro de 2011 (DOU n. 39, seção 1, página 8, de 24 de fevereiro de 2011). O cenário de atuação do IEAv, conforme deduzido dos documentos superiores de referência, especificamente no PCA-11-53 e na DCA 80-2, considera os seguintes aspectos principais: 1. O Brasil é reconhecido com importância ascendente no cenário internacional e deverá se consolidar como líder e coordenador estratégico regional. Desta feita, espera-se ampliação de restrições comerciais e de acesso às tecnologias de defesa e de uso aeroespacial. 2. Por outro lado, no ambiente interno, a área de C,T&I concorre com as demais prioridades nacionais, as quais incluem infraestrutura e programas sociais, o que pode fragilizar posicionamento tecnológico de interesse da Defesa. Portanto as instituições de P&D devem estar preparadas para restrições orçamentárias, procurando fomentar redes cooperativas com outras instituições e estabelecer parcerias com o setor 19 produtivo, de maneira a gerar fortalecimento e sustentabilidade das suas ações de P&D. 3. O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) foi inserido como ator responsável pela formulação da política científica e tecnológica e como realizador e provedor do financiamento de atividades. Apesar desta definição, observou-se nos últimos anos uma oscilação no volume e na freqüência com que os recursos financeiros são disponibilizados, como conseqüência das conjunturas política e econômica. Espera-se a manutenção de tal cenário, com acirrada concorrência entre os atores de CT&I por recursos financeiros, cuja necessidade é continuada e crescente. 4. No âmbito do COMAER, prevalece o pensamento de que somente a independência tecnológica pode sustentar o exercício continuado da soberania da nação brasileira, pensamento este refletido nas diretrizes superiores. Dos sete objetivos propostos na DCA 14-5, os três últimos são afetos à área de C&T: “5º Objetivo - Adequação da infraestrutura aeroespacial para atender às necessidades do Poder Aeroespacial; 6º Objetivo - Fortalecimento e aprimoramento da indústria aeroespacial para atender às necessidades do Poder Aeroespacial; e 7º Objetivo - Desenvolvimento Aeroespacial.” do Complexo Científico-Tecnológico Além disso, o objetivo-síntese encontrado na DCA 14-2 propõe: “O alcance da capacidade nacional em pesquisa e desenvolvimento que permita a realização de programas, projetos e atividades voltados para atender à Força Aérea Brasileira, às outras Forças Armadas brasileiras e às demais entidades, públicas ou privadas, do Brasil.” O Plano Plurianual do Governo Federal, PPA 2008-2011, tem entre os seus objetivos: • propiciar o acesso da população brasileira à educação e ao conhecimento em seus diversos níveis e modalidades, com eqüidade e qualidade, e • elevar a competitividade sistêmica da economia, com inovação tecnológica. 20 A PCA-11-53 estabelece os objetivos setoriais do DCTA, em harmonia com o cenário de atuação, os quais também se constituem em objetivos do IEAv. De maneira geral, estes objetivos visam à formação acadêmica, a capacitação de servidores, o estímulo à parceria com a indústria aeroespacial e de defesa, o desenvolvimento de tecnologias, e a realização de pesquisas e estudos, com foco na área aeroespacial. De acordo como o cenário descrito, os objetivos institucionais do IEAv abordados neste documento, assim como sua forma de atuação, estão em consonância com as manifestações expressas nos documentos emitidos pelas instâncias superiores. 3.8 ALIANÇAS ESTRATÉGICAS O IEAv mantém alianças estratégicas para a execução de projetos, sejam eles atribuídos por órgãos superiores, ou propostos pelo próprio Instituto, com foco em sua Missão e em consonância com a Estratégia Nacional de Defesa. Estas alianças visam à obtenção de resultados de interesse social e da Defesa no menor intervalo de tempo possível, a despeito da crescente falta de recursos humanos qualificados, da falta de recursos para manutenção da infraestrutura já existente e da inconstância no financiamento de atividades de C&T. As alianças, que incluem instituições brasileiras de pesquisa, da Defesa e do MCT, instituições de pesquisa do exterior, universidades e empresas, contribuem para o fomento de atividades de P&D de interesse da Defesa em redes de pesquisa. A título de exemplo, no âmbito internacional, o IEAv mantém importante relação com a força aérea americana, na área de hipersônica. No âmbito nacional, o IEAv participa de dois Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia financiados pelo CNPq e pelo sistema de Fundações de Amparo à Pesquisa Estaduais (INCT de Nanodispositivos Semicondutores -DISSE e INCT Fotônica para Comunicações Ópticas - FOTONICOM). No âmbito do próprio COMAER, o IEAv estabeleceu uma importante parceria com dois outros institutos subordinados ao DCTA, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, ITA, e o Instituto de Aeronáutica e Espaço, IAE, para a formação de recursos humanos em nível de mestrado e doutorado strictu sensu. A política de estabelecimento de parcerias para a consecução de objetivos institucionais, da Defesa e do setor aeroespacial continuará sendo um dos suportes fundamentais da estratégia institucional. 3.9 DIAGNÓSTICO INSTITUCIONAL Ao longo dos últimos anos, o Instituto tem se posicionado de maneira firme e consistente para captar recursos externos, em vista da redução gradativa da alocação de recursos oriundos do Comando da Aeronáutica, em decorrência dos sucessivos cortes orçamentários e contingenciamentos. 21 Como instituição técnico-científica voltada para o setor aeroespacial, o IEAv deve estar preparado para desenvolver uma série de atividades de pesquisas, ensaios laboratoriais e para executar projetos estratégicos, bem como para contribuir de maneira significativa na formação e especialização de recursos humanos de alto nível técnicocientífico em áreas estratégicas. Ao longo dos anos, o IEAv passou a ser reconhecido pela excelência dos projetos que desenvolve, pela capacidade dos seus recursos humanos e pelo potencial de sua infraestrutura de pesquisa e desenvolvimento. Contudo, com base em levantamentos realizados nos últimos dois anos junto às Divisões de pesquisa do Instituto, constata-se que esta infraestrutura está em claro processo de degradação, o que tem sido apontado, já por inúmeras vezes, em diversos relatórios de planejamento, propostas orçamentárias, relatórios de gestão, dentre outros. Na prática, essa degradação tem pouco a pouco levado a um descompasso significativo entre “fins” e “meios”, o que faz com que haja uma necessidade crescente de recursos orçamentários não apenas para recuperação e manutenção de laboratórios e equipamentos, mas também para sua modernização, ampliação e revitalização. É importante ressaltar que apenas desta forma será possível transformar a infraestrutura laboratorial do Instituto em uma contrapartida ainda mais efetiva, tanto para suporte aos pleitos junto aos órgãos de fomento, quanto para atender adequadamente a uma demanda crescente por novos projetos junto a empresas. Uma fração da modernização de laboratórios tem sido realizada por meio da captação de recursos em projetos de pesquisa, porém o funcionamento adequado e contínuo dos laboratórios e de seus equipamentos depende de recursos orçamentários, como contrapartida institucional. Da mesma forma que nas Divisões de pesquisa, acentuada degradação é observada na infraestrutura dos laboratórios de mecânica e de eletrônica que prestam apoio aos projetos de pesquisa e desenvolvimento, uma vez que os mesmos contam somente com recursos orçamentários. Com relação principalmente ao Laboratório de Manufatura de Protótipos Mecânicos, que executa grande parte das peças e sistemas mecânicos utilizados nos experimentos/laboratórios de pesquisa, a demanda pela execução de peças mecânicas com dimensões cada vez mais exatas e precisas, com acabamentos mais finos e tolerâncias/incertezas cada vez menores, bem como corte de materiais com durezas cada vez mais elevadas, tem crescido a cada ano, tornando necessária a aquisição dos equipamentos específicos que atendam a estas necessidades/exigências dos projetos para um bom resultado da pesquisa. Deve-se ressaltar, ainda, que um dos diferenciais do recém-aprovado programa de pós-graduação, uma iniciativa que conta com a associação do ITA, IEAv e IAE, está na possibilidade de utilização dos laboratórios de pesquisa como infraestrutura básica, experimental, de diversas disciplinas, contribuindo para a formação de pessoal em um ambiente ativo de pesquisa. No tocante aos recursos humanos, o Instituto está correndo, da mesma forma que outras instituições de pesquisa nacionais, o risco de perda irreparável de capacitação de alto nível, devido ao envelhecimento do seu quadro de pesquisa – a idade média dos pesquisadores do IEAv é 53 anos - e ao aumento de aposentadorias previstas. Considerando o período abrangido por este PDI (2012-2016), o total do efetivo civil em condições de requerer aposentadoria é da ordem de 44% do quadro atual. Portanto, não havendo novas contratações, o quadro de pessoal civil do IEAv estará reduzido praticamente à metade nos próximos cinco anos. Não é difícil fazer previsões sobre o efeito devastador que isto terá sobre os projetos e, 22 principalmente, em atividades de pesquisa, que se caracterizam por ser de mais longa duração! De certa maneira, a dificuldade de agregar pessoal qualificado tem afetado criticamente diversos projetos estratégicos conduzidos pelo IEAv, causando, em alguns casos, paralisação ou encerramento dos mesmos, com a consequente perda de domínio tecnológico A perda de soberania tecnológica, em virtude da redução da disponibilidade de recursos humanos qualificados, tem ocorrido inclusive em áreas nas quais o Brasil se apresenta como um dos poucos países com resultados consolidados e reconhecidos mundialmente. Os processos de gestão interna, em particular no âmbito administrativo, precisam se adequar à nova realidade da Instituição, caracterizada cada vez mais por relações contratuais com empresas, fundações de apoio, órgãos de fomento etc. A entrada em funcionamento, em breve, do Programa de Pós-Graduação, deverá impor novos desafios ditados principalmente pela circulação de pessoal sem vínculo permanente com o IEAv, entre outros. Ajustar as regras de segurança de uma organização militar, por exemplo à rotina de pesquisadores e de alunos de pós-graduação que necessitarão permanecer fora do expediente, constitui-se também num enorme desafio a ser enfrentado. 23 4 DIRETRIZES INTERNAS Além das diretrizes previstas nos documentos superiores, o IEAv deverá observar as seguintes diretrizes no planejamento e execução de suas atividades: • O IEAV priorizará a pesquisa de tecnologias que viabilizem o acesso facilitado à órbita terrestre e o seu controle e vigilância, em consonância com o seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e com os interesses da FAB. • O IEAV continuará a responder a necessidades táticas e estratégicas da FAB, sempre que solicitado, e dentro de suas competências técnicas. • O IEAV intensificará a busca de parcerias nacionais e internacionais e priorizará a execução de projetos em sinergia com outras instituições, visando acelerar o atendimento às demais diretrizes internas. • O IEAV buscará realizar a reestruturação sustentada de seus recursos humanos e de sua infra-estrutura, visando a manter e ampliar o domínio científico e tecnológico, bem como prover o suporte técnico-administrativo demandado pelas diversas atividades. • O IEAV investirá intensamente na transferência de conhecimento, por meio do Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologias Espaciais (PG-CTE), com ênfase nas tecnologias estratégicas para os setores de Defesa e Aeroespacial. • Será incentivada a ampla divulgação das atividades e realizações técnicocientíficas de natureza ostensiva do IEAV, aos públicos interno e externo, visando aumentar o nível de comprometimento interno e a visibilidade externa do instituto. • O atendimento às diretrizes acima se dará sem prejuízo de compromissos já assumidos pelo IEAv. 24 5 O PLANEJAMENTO DE LONGO PRAZO - VISÕES DO INSTITUTO PARA O HORIZONTE DE 2030 Quando da divulgação da Estratégia Nacional de Defesa, na seção "Estruturação das Forças Armadas", previu-se a criação de planos das Forças singulares, consolidados pelo Ministério da Defesa. Esses planos foram elaborados com foco em metas de curto prazo (até 2014), de médio prazo (entre 2015 e 2022) e de longo prazo (entre 2023 e 2030). O IEAv, como unidade de P&D do COMAER, participou na elaboração desse plano, no âmbito do DCTA. Como uma conseqüência imediata, esse envolvimento resultou na elaboração de um plano para o Instituto, com foco nos mesmos horizontes de metas. O presente Plano de Desenvolvimento Institucional é uma primeira revisão desse planejamento, com um período de vigência de cinco anos. Na identificação das metas de pesquisa de curto, médio e longo prazos, foi observado que as atividades desenvolvidas e em desenvolvimento têm, em muitos casos, a característica de empregar recursos humanos e materiais de diferentes Divisões de pesquisa do Instituto. Desta forma, a identificação das metas para 2030 foi realizada originalmente com foco nas áreas de concentração das atividades do Instituto, com a participação de diversos atores da área de C&T da instituição, permitindo uma visão mais ampla do alcance e inter-relação entre as atividades propostas. Respeitadas as áreas de concentração tecnológica nas quais o IEAv atua e as diretrizes constantes nos documentos superiores e norteadores, o IEAv projetou sua visão para o ano de 2030 e a capacidade de atendimento de demandas em termos de produtos tecnológicos. As metas para 2030 também foram revisadas para a elaboração deste PDI, contudo, sofreram poucas alterações. Dessa maneira, as metas para 2030 são elencadas a seguir. 5.1 ÁREA DE AEROTERMODINÂMICA E HIPERSÔNICA A visão de longo prazo para a área de Aerotermodinâmica e Hipersônica pode ser resumida em uma grande meta: 5.1.1 Domínio de tecnologias de sistemas de propulsão hipersônica aspirada a combustão supersônica ou a laser aplicadas a veículos aeroespaciais hipersônicos . 5.2 ÁREA DE GEOINTELIGÊNCIA São três as visões para 2030 no âmbito das atividades da área de Geointeligência: 5.2.1 Domínio do conhecimento para desenvolvimento de tecnologias e metodologias para assistência a sistemas de C4ISR. 5.2.2 Domínio das tecnologias de inteligência de imagens. 25 5.2.3 Domínio das tecnologias de navegação autônoma assistida por imagem e informação geográfica. 5.3 ÁREA DE LASER, ÓPTICA E APLICAÇÕES As visões de longo prazo para a área de laser, óptica e aplicações foram organizadas em três grandes focos: 5.3.1 Capacitação para o desenvolvimento de espelhos e estruturas mais leves para aplicações aeroespaciais e de construção de dispositivos ópticos mais resistentes às radiações. 5.3.2 Domínio do processo de separação de isótopos e de aplicações de isótopos raros em sensores, dispositivos fotônicos e novos materiais. 5.3.3 Domínio de tecnologias de processamento de materiais com laser (soldagem, tratamento de superficies, prototipagem e usinagem) para melhoria de processos de fabricação da indústria aeroespacial. 5.4 ÁREA DE SENSORES E ATUADORES A visão para 2030 engloba o domínio de diferentes tecnologias de sensores e atuadores para aplicações aeroespaciais: 5.4.1 Domínio de tecnologias de sensores e atuadores para aplicação aeroespacial e Defesa. 5.4.2 Domínio de tecnologias de controle de assinatura na faixa de RF até infravermelho. 5.4.3 Domínio de processos para confecção de novos materiais com aplicações em sensores e atuadores aeroespaciais. 5.4.4 Domínio de processos de caracterização de sensores e atuadores com fontes de radiação coerente de alta potência na faixa de RF ao infravermelho. 5.5 ÁREA DE TECNOLOGIA NUCLEAR APLICADA Na área de Tecnologia Nuclear Aplicada as visões para 2030 envolvem as competências e atuações de duas Divisões de pesquisa do IEAv: a de Física Aplicada (EFA) e a de Energia Nuclear (ENU). Estas visões envolvem tecnologias de sistemas nucleares e capacitação nacional para a criação de produtos resistentes à radiação, com qualificação 26 espacial, e o desenvolvimento de novos materiais para o setor aeroespacial utilizando radiações ionizantes: 5.5.1 Domínio das principais tecnologias de sistemas nucleares para geração de potência para uso espacial. 5.5.2 Domínio de processos na investigação dos efeitos das radiações ionizantes em materiais e sistemas aeroespaciais. 27 6 METAS PARA O PERÍODO DE 2012 A 2016 Em todas as áreas de concentração são identificadas metas previstas para os cinco anos de vigência do Plano e prováveis produtos tecnológicos, frutos da pesquisa executada no período. As metas são apresentadas sempre com referência às visões de longo prazo relacionadas na seção anterior. Deve-se ressaltar que o conjunto de metas propostas e a projeção de produtos pressupõem um conjunto de condições ideais, que incluem: • investimentos para a melhoria da infraestrutura existente no Instituto; • a revitalização de laboratórios e equipamentos de pesquisa; • o aumento da área construída para instalação de laboratórios; • recursos para manutenção das atividades dos laboratórios (vida vegetativa); • reposição e ampliação do quadro de pessoal, tanto para as área técnica como para a administrativa em tempo hábil para a realização da transferência de conhecimento para manter a capacitação existente. Com respeito ao planejamento anterior, as metas foram ajustadas em função tanto das suas conclusões, quanto da solicitação de cancelamento de projetos, ocorridas nos últimos dois anos. 6.1 ÁREA DE AEROTERMODINÂMICA E HIPERSÔNICA Esta área de concentração tem suas atividades relacionadas, basicamente, com a Divisão de Aerotermodinâmica e Hipersônica, embora alguns trabalhos sejam executados em colaboração com as Divisões de Física Aplicada e de Fotônica. 6.1.1. Metas de pesquisa previstas até 2016: No planejamento proposto, a decomposição das atividades referentes ao domínio de tecnologias de sistemas de propulsão hipersônica aspirada a combustão supersônica ou a laser aplicadas a veículos aeroespaciais hipersônicos define cinco metas principais para o período de 2012 a 2016. i. Vôo atmosférico de demonstradores de conceito de sistemas de propulsão hipersônica aspirada utilizando combustão supersônica. 28 ii. Vôo atmosférico de demonstradores de tecnologia de sistemas de propulsão hipersônica aspirada utilizando laser. iii. Capacitação para estudos de veículos aeroespaciais hipersônicos. iv. Capacitação em técnicas de medidas em escoamentos hipersônicos. v. Capacitação em simulação computacional para auxílio a projetos e pesquisas em hipersônica. 6.1.2. Produtos tecnológicos previstos (e metas associadas) As atividades realizadas para o alcance das metas propostas no período permitem prever a obtenção dos seguintes produtos: i. Demonstrador de conceito de veículo aeroespacial hipersônico com propulsão a combustão supersônica. (metas i e iii) ii. Demonstrador de conceito de veículo aeroespacial hipersônico com propulsão a laser. (metas ii e iii) iii. Domínio de técnicas de diagnóstico aplicadas a escoamentos reativos. (meta iv). iv. Software para análise/diagnóstico de chamas por espectroscopia de emissão (EFA/EAH). (meta iv) v. Programas computacionais e metodologias aerotermodinâmica e hipersônica. (meta v) para aplicação em 6.2 ÁREA DE GEOINTELIGÊNCIA Basicamente, as atividades na área de Geointeligência são executadas na Divisão de Geointeligência do IEAv. 6.2.1. Metas de pesquisa previstas até 2016: Em relação ao domínio do conhecimento para desenvolvimento de tecnologias e metodologias para assistência a sistemas de C4ISR , as metas previstas são: i. Domínio de métodos e processos de aplicações operacionais e análise de desempenho de sistemas para suporte à tomada de decisões. 29 ii. Capacitação para modelar, simular e avaliar os comportamentos de entidades (pessoas, equipamentos, organizações) e suas interações sistêmicas. Para o domínio de tecnologia de inteligência de imagens estão projetadas os seguintes objetivos para os próximos cinco anos: iii. Domínio de tecnologias de geração, de processamento e de registro de imagens de radar de abertura sintética e hiperespectrais, entre outras. iv. Domínio de tecnologias de tratamento de informação de inteligência de imagens. As metas previstas para o período que contribuirão para, a longo prazo, o domínio da tecnologia de navegação autônoma assistida por imagem e informação geográfica são: v. Domínio de tecnologia de otimização de algoritmos para sistemas embarcados. vi. Domínio de tecnologia para avaliação, tratamento e processamento de imagens e dados geográficos. vii. Domínio de tecnologia de aumentação para navegação autônoma assistida por imagem. 6.2.2 Produtos tecnológicos previstos (e metas associadas) i. Modelos de simulação de cenários com métricas para avaliação de capacidades e componentes táticos. (metas i, ii e iv) ii. Modelo de análise de campanha baseado em histórico e técnicas preditivas de utilidade e efetividade. (meta i) iii.Planejador semi-automático de navegação para veículos aéreos não tripulados – VANT . (metas v, vi, e vii) iv. Ferramentas de Modelagem e Simulação de Cenários Operacionais. (metas i e ii) v. Biblioteca de códigos de Análise Operacional e Otimização de Planejamento e Emprego. (meta ii) vi. Metodologia de avaliação de impacto de tecnologias de interesse em sistemas de C4ISR. (metas i a vii) 30 vii. Metodologia para a determinação de parâmetros para correção atmosférica em sensoriamento remoto e calibração de sensores eletro-ópticos. (meta iii) viii. Metodologias para avaliação, processamento e registro de imagens. (meta iii) ix. Metodologia para caracterização de sistemas sensores radar, hiperespectral etc.). (meta iii) x. Biblioteca de dados espectrais de alvos, do visível ao infravermelho termal. (metas iii, iv e vi) xi. Modelo computacional de navegação aérea autônoma. (metas v, vi e vii) xii. Modelo de análise de risco de navegação aérea. (metas vi e vii) 6.3 ÁREA DE LASER, ÓPTICA E APLICAÇÕES As atividades relacionadas a esta área são, essencialmente, realizadas na Divisão de Fotônica. Colaborações internas ao IEAv para consecução das metas previstas ocorrem com as Divisões de Física Aplicada e de Energia Nuclear. 6.3.1. Metas de pesquisa previstas até 2016: Para atingir o objetivo de longo prazo de capacitação para o desenvolvimento de espelhos e estruturas mais leves para aplicações aeroespaciais e para a construção de dispositivos ópticos mais resistentes às radiações é necessário que a seguinte meta seja alcançada no período: i. Domínio das técnicas de prototipagem e de caracterização de dispositivos ópticos de precisão e mais leves. O domínio do processo de separação de isótopos e de aplicações de isótopos raros em sensores, dispositivos fotônicos e novos materiais prevê as seguintes metas parciais para o período: ii. Estudos de espectroscopia de fotoionização de terras raras. iii. Evaporação via ablação a laser, enquanto o planejamento para o domínio de tecnologias de processamento de materiais com laser visando à melhoria de processos de fabricação da indústria aeroespacial se divide em três grandes metas: 31 iv. Domínio da tecnologia de soldagem de estruturas aeronáuticas. v. Domínio de tecnologias de tratamento e modificação de superfícies em materiais de uso espacial e aeronáutico. vi. Capacitação na área de ensaios e análises de materiais processados por laser. 6.3.2. Produtos tecnológicos previstos (e metas associadas) i. Conjunto de espelhos planos, esféricos e asféricos. (meta i) ii. Componentes estruturais de dispositivos ópticos e seus elementos de fixação, em carbeto de silício e em carbono vítreo, atendendo às especificações de componentes ópticos para serem utilizados na faixa visível do espectro. (meta i) iii. Sistema simples, composto de ao menos um elemento de óptica adaptativa, com sistema de correção de fase. (meta i) iv. Fabricação de um painel de aeronave soldado com laser. (meta iv) v. Fabricação de componentes de motores aeronáuticos texturizados com baixo atrito. (meta v) vi. Fabricação de matrizes e ferramentas de corte de alta durabilidade. (meta v) vii.Fabricação de revestimentos de grafite em rolamentos, ferramentas, componentes de motores, com reduzido atrito e desgaste. (meta v) 6.4 ÁREA DE SENSORES E ATUADORES Esta área de concentração envolve atividades executadas em três Divisões de Pesquisa: Física Aplicada, Fotônica e Geointeligência. As atividades de P&D em geral utilizam a infraestrutura de mais de uma Divisão, caracterizando uma das principais atividades interdisciplinares do Instituto. Os produtos esperados desta área têm aplicações em Defesa, no setor aeroespacial e, também, aplicações de cunho social (energia, petróleo, segurança, medicina, odontologia, dentre outros). 6.4.1. Metas de pesquisa previstas até 2016: 32 Considerando a meta de longo prazo prevista para 2030, são várias as tecnologias exploradas no IEAv para o desenvolvimento de diferentes tipos de sensores de aplicação aeroespacial. As metas previstas para o período são: i. Domínio das técnicas de confecção, processamento e caracterização de nanoestruturas/biomateriais/materiais magnéticos. ii. Domínio de técnicas computacionais para projeto, simulação e otimização de dispositivos e sensores. iii.Domínio da tecnologia de produção de matrizes de sensores de infravermelho. iv. Domínio das técnicas de fabricação e projeto de dispositivos e sensores. v. Desenvolvimento de tecnologias de controle de assinaturas em microondas, RF e infravermelho. vi. Desenvolvimento de sensores a fibras ópticas. vii. Domínio da tecnologia de fabricação e projeto de dispositivos em óptica integrada. viii. Otimização de desempenho de acelerômetros e giroscópios a fibra óptica. 6.4.2. Produtos tecnológicos previstos (e metas associadas) i. Sistemas de software para simulação e otimização de dispositivos sensores semicondutores. (meta ii) ii. Sistema de gerenciamento de clusters heterogêneos e não dedicados para utilização em redes locais de computadores, versão 2. (meta ii) iii. Matrizes de sensores de infravermelho do tipo linha para o SWIR, com até 100 elementos, com “readout”. (meta iii) iv. Matrizes bidimensionais de QWIP, com até 100 elementos e“readout”. (meta iii) v. Metodologia para caracterização e avaliação do desempenho de dispositivos sensores passivos e ativos na faixa de RF, microondas e infra-vermelho. (meta v) vi. Demonstradores de conceito de dispositivos sensores a fibras ópticas microestruturadas. (meta vii) 33 vii. Modelos de engenharia de acelerômetros baseados em tecnologia MEMS (Micro-Electro-Mechanical Systems) ou MOEMS (Micro-Optical-ElectroMechanical Systems). (meta v) viii. Modelos de engenharia de circuitos ópticos integrados aplicáveis a acelerômetros e girômetros a fibra óptica. (meta viii) ix. Modelo de engenharia de girômetro a fibra óptica com desempenho de grau inercial para aplicações táticas e estratégicas. (meta ix) x. Demonstradores de conceito de componentes, sensores e dispositivos fotônicos resistentes aos efeitos da radiação. (meta v, vii e viii) xi. Modelo de engenharia de sensores de temperatura, campos eletromagnéticos, magnetômetros microestruturados. (metas i e v) xii. Modelos de engenharia de filtros de RF com aplicações em satélites, faixa de 40-100 GHz. (metas i e v) xiii. Metodologia de controle de assinatura na faixa de RF, microondas e IR. (metas i e vi) xiv. Blindagens térmicas cerâmicas para RADOME de veículos espaciais. (metas i e vi) xv. Técnica de caracterização das propriedades eletromagnéticas dos materiais liquidos e sólidos na faixa de freqüência DC ao infravermelho. (meta i) xvi. Metodologias de processamento cerâmico para a fabricação de cerâmicas magnéticas aplicáveis em sensores e atuadores magneto-mecânicos e magnetoelétricos. (meta i) 6.5 ÁREA DE TECNOLOGIA NUCLEAR APLICADA . 6.5.1. Metas de pesquisa previstas até 2016: Em termos do objetivo de longo prazo associado ao domínio das principais tecnologias de sistemas nucleares para geração de potência para uso espacial, as atividades do período abrangido por este PDI visam a atingir duas metas principais: i. Domínio da simulação neutrônica de microrreatores nucleares rápidos. 34 ii. Domínio da simulação e de tecnologias de sistemas térmicos para conversão de calor em energia elétrica em microrreatores nucleares rápidos. As atividades realizadas com o objetivo de dominar os processos de investigação dos efeitos das radiações ionizantes em materiais e sistemas aeroespaciais buscam atingir quatro metas principais no período: iii. Capacitação para avaliação dos efeitos da radiação ionizante em componentes eletrônicos e fotônicos para uso aeroespacial. iv. Capacitação para uso da radiação ionizante para funcionalização de nanocarbono utilizado na fabricação de materiais de uso aeroespacial v. Capacitação para simulação computacional da interação da radiação ionizante em sistemas aeroespaciais. vi. Capacitação para a medida de dose de radiação cósmica no interior de aeronaves. 6.5.2. Produtos tecnológicos previstos i. Especificação preliminar de núcleos (combustível, material estrutural e material de controle) para microrreatores nucleares no espaço e em outros ambientes. (meta i) ii. Sistemas de códigos que utilizam métodos estatísticos e determinísticos para análise neutrônica do núcleo operando com bibliotecas de seções de choque atualizadas. (meta i) iii.Protótipo de ciclo Brayton fechado operando com diversos gases de trabalho. (meta ii) iv. Sistema de tubos de calor atuando como fonte fria passiva. (meta ii) v. Ferramentas de software para auxilio ao projeto de sistemas de conversão de energia de microrreator nuclear rápido. (metas i e ii) vi. Processo de qualificação de sistemas aeroespaciais quanto à tolerância à radiação ionizante. (meta iii) vii. Materiais com base em nanocarbono modificado pela radiação ionizante para uso em sistemas aeroespaciais. (meta iv) viii. Sistema de dosimetria da radiação ionizante para uso a bordo de aeronaves. (metas v e vi) 35 7 METAS ASSOCIADAS AO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO O IEAv sempre esteve envolvido na formação de recursos humanos voltados para a pesquisa. Vários pesquisadores do IEAv atuam em programas de pós-graduação de outras instituições (ITA e INPE), ministrando disciplinas e orientando teses de doutorado e dissertações de mestrado. A partir do primeiro semestre de 2012, o Instituto passa, também, a atuar oficialmente na formação de recursos humanos em nível de pós-graduação. É interesse desta Instituição, assim como de muitas outras instituições de pesquisa, buscar transferir o conhecimento produzido para as gerações mais novas. A situação das instituições de pesquisa do País, no que diz respeito aos recursos humanos, é muito preocupante, fato bem conhecido por todos os atores na área de C&T. Um grande número de pesquisadores está em vias de se aposentar, o que poderá gerar uma imensa perda de conhecimento, com grande prejuízo para o País. O IEAv, ciente da responsabilidade de transferir esse conhecimento, atuou intensamente para a criação de uma pós-graduação strictu-sensu, em associação com outras duas instituições do COMAER, subordinadas ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial: o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, ITA, e o Instituto de Aeronáutica e Espaço, IAE. A proposta, submetida pelo ITA à CAPES, na modalidade de Programa de PósGraduação por Associação Parcial de IES apresenta tópicos relacionados diretamente com o conhecimento e tecnologia desenvolvidos no IEAv. O novo curso, na área classificada pela CAPES como “Engenharias III”, que compreende Engenharias Mecânica, de Produção, Aeroespacial, Naval e Oceânica, é denominado Programa de Ciências e Tecnologias Espaciais, PG-CTE. O PG-CTE foi aprovado pela CAPES e classificado com nota 4 (quatro) para os níveis de mestrado e doutorado. O envelhecimento das equipes de pesquisa e a iminente redução dos quadros devido a aposentadoria dos pesquisadores que atuam no setor aeroespacial foram os principais motivadores dessa nova iniciativa. A proposta surgiu com o objetivo de colocar em contato o quadro altamente qualificado que atua no setor aeroespacial em São José dos Campos com o recursos humanos em formação, com objetivo, assim, de formar sucessores. Em suas linhas gerais, o PG-CTE objetiva: - apoiar com maior liberdade as pesquisas de ponta, básica e aplicada, associadas com o setor aeroespacial; - atender às necessidades dos Institutos do DCTA no que tange a novas áreas do conhecimento com caráter intra e multidisciplinar; - ampliar a oferta de vagas de pós-graduação para o setor espacial e - incluir novos docentes e pesquisadores, não apenas dos Institutos que já participam do programa, como também dos outros Institutos do DCTA, nas atividades de Pós Graduação do setor aeroespacial. O PG-CTE apresenta cinco áreas de concentração: Física e Matemática Aplicadas, Química dos Materiais, Propulsão Espacial e Hipersônica, Sensores e Atuadores 36 Espaciais e Sistemas Espaciais, Ensaios e Lançamentos. O quadro a seguir apresenta o detalhamento das respectivas linhas de pesquisa associadas a cada área. Área de concentração Linhas de Pesquisa Física e Matemática Aplicadas Plasmas e Aplicações; Lasers e Aplicações; Matemática Aplicada e Modelagem Computacional; Efeitos da radiação ionizante. Química dos Materiais Eletroquímica e Corrosão; Espectroscopia; Síntese, caracterização e avaliação de materiais e nanomateriais; Materiais Energéticos; Química Teórica. Propulsão Espacial e Hipersônica Aerotermodinâmica e Hipersônica; Adição de Energia por Radiação Eletromagnética; Propulsão Hipersônica ; Técnicas de Diagnóstico em Escoamento Reativo; Propulsão Nuclear Propulsão Aeroespacial Sensores e Atuadores Espaciais Materiais avançados para sensores e metamateriais; Sensores à fibra óptica, a optica-integrada, de infravermelho, magnéticos, magneto-mecânicos; Condicionamento de sinais e técnicas de medição; Nanotecnologia e MEMS; Física de dispositivos semicondutores; 37 Sistemas Espaciais, Ensaios e Lançamentos Ensaios dinâmicos e estáticos; Sistemas elétricos e eletrônicos; Sistemas Mecânicos; Materiais e processos; Navegação e controle; Engenharia de sistemas; Estruturas e Aeroelasticidade Computação Aplicada Aerodinâmica Aplicada Ensaios e lançamentos Confiabilidade e Certificação Do ponto de vista acadêmico, o IEAv seguirá estritamente os regulamentos do ITA relacionados com a Pós-Graduação. No entanto, para fins de financiamento de ações ligadas à pós-graduação, incluindo-se infraestrutura de pesquisa e ensino, o Instituto de Estudos Avançados tem gestão independente, a qual é balizada pelo presente instrumento. Coerente com a missão, visão e valores do IEAv, as metas previstas para o programa de pós-graduação para o período associado a este Plano são: i. Adequar os processos administrativos internos, contribuindo para que o PG-CTE seja um programa de pós-graduação de excelência no setor aeroespacial; ii. Melhorar a infraestrutura para apoio ao PG-CTE, incluindo biblioteca, salas de aula e de alunos e laboratórios de apoio; iii. Fomentar a melhoria do currículo de docentes e pesquisadores, de forma a maximizar a contribuição dos mesmos para o sucesso do programa, em todas as áreas nas quais o Instituto atua; iv. Firmar parcerias com instituições de ensino no País e no exterior, visando ao intercâmbio de professores e alunos. 38 8 METAS PROPOSTAS ADMINISTRATIVO PARA OS SETORES DE APOIO TÉCNICO- Considerando que o sucesso das atividades técnico-científicas está condicionado a um apoio administrativo condizente com o elevado padrão dos recursos humanos, equipamentos e serviços demandados pelo IEAv, é também necessário prever o investimento de longo prazo nos setores que dão suporte para a atividade fim. As atividades técnico-administrativas de apoio à atividade fim concentram-se na Direção do IEAv, seja nas Subdiretorias de Administração e Técnica, ou nas Assessoria e Coordenadorias subordinadas diretamente ao Diretor. Nesse contexto, em uma visão de longo prazo, deve ser considerado o aprimoramento continuado das áreas de recursos humanos, gestão financeira, segurança do trabalho, arquivo, manutenção e infraestrutura (rede de água, eletricidade, telefonia, vias de acesso, edificações, etc.), vigilância, tecnologia da informação, patrimônio, transporte, refeitório, informações em C&T, prevenção de acidentes, acompanhamento de projetos, proteção radiológica, controle interno, inteligência, comunicação social e relações institucionais. Todos os setores dedicados a apoiar as atividades fim devem empenhar-se para a manutenção orgânica da instituição, comprometidos, portanto, com os objetivos institucionais de curto e longo prazo expressos neste documento. O IEAv, dentre seus objetivos técnico-administrativos, almeja que todas as atividades de gestão sejam desenvolvidas com foco nos objetivos institucionais definidos, de acordo com as normas superiores e os preceitos da administração pública, dentro dos critérios de gestão certificada, considerando-se, inclusive, infraestrutura e quantidade de recursos humanos adequada, atendimento ao público interno e externo. A segurança pessoal e patrimonial, a segurança do trabalho e a prevenção de acidentes têm sido foco constante de atenção da área administrativa, porém investimentos são necessários. A revitalização da infraestrutura física, de transporte e de comunicações continuará demandando esforço considerável, haja vista a idade das edificações, a demanda crescente por serviços de transporte, e a dependência das comunicações de telefonia e dados, as quais devem ser necessariamente robustas e confiáveis, para atendimento a todos os setores. O Plano Diretor de Obras do IEAv precisa ser atualizado, com base na visão de futuro para 2030. A área total construída do Instituto é hoje muito inferior ao planejado originalmente. As metas de C&T do IEAv, expressas neste documento, e a demanda prevista de recursos humanos para os próximos cinco anos, exigem novas edificações para instalação de laboratórios e para receber novos contratados e alunos de pós-graduação. O IEAv atua nos três eixos fundamentais para a Defesa e soberania nacional, expressos na Estratégia Nacional de Defesa, desenvolvendo pesquisa em áreas consideradas estratégicas pelo MCT. Considerando o atual cenário nacional e internacional, de ciência, tecnologia e inovação, o IEAv deve investir no aprimoramento dos mecanismos de proteção e gestão do conhecimento. 39 É importante que questões relacionadas à Inteligência façam parte de cultura organizacional, tanto no que se refere à busca quanto à proteção do conhecimento, pois a experiência demonstra que, ao mesmo tempo em que surgem sinais de sucesso em uma organização tecnologicamente estratégica, o recrudescimento das barreiras externas a este desenvolvimento deve ser considerado inevitável, por motivos óbvios. Cabe ao IEAv, com apoio das organizações superiores, estruturar-se adequadamente para identificar e sobrepujar essas dificuldades, sem tolher contudo a iniciativa e a liberdade necessárias à atividade de pesquisa . O IEAv não pode prescindir de uma assessoria jurídica bem estruturada e atuante junto à Direção e aos gerentes de projeto. Ao mesmo tempo em que há uma diversificação de oportunidades de obtenção de recursos e de celebração de parcerias institucionais para o desenvolvimento em C&T, percebe-se a legítima preocupação dos Poderes Executivo e Legislativo, demonstrada por meios de seus representantes, em estabelecer regras para o bom uso dos recursos públicos de forma geral. Esse é o contexto em que vivemos, e cabe às instituições adequarem-se a ele. Dessa maneira, é essencial disponibilizar de profissionais que assessorem juridicamente as decisões, não somente para preservar a administração, mas também para permitir que tais oportunidades de obtenção de recursos sejam aproveitadas no momento adequado. Finalmente, é indiscutível a necessidade de ampliação da atuação da área de Tecnologia de Informação-TI para que os processos institucionais sejam mais ágeis, seja no setor administrativo, incluindo o setor de segurança, seja na gestão dos projetos e atividades de pesquisa, incluindo a divulgação de informação científica. Nesse sentido, há que se investir na infraestrutura de TI para que seja moderna, eficiente, possibilitando tanto a comunicação instantânea interna e externa ao Instituto, quanto a existência de meios de processamento, armazenamento e distribuição de informação adequados. No longo prazo, os setores técnico-administrativos devem manter-se sempre atualizados quanto aos recursos humanos e materiais, visando atender as demandas associadas aos objetivos institucionais. As metas propostas a seguir dizem respeito somente aos próximos cinco anos, mas já evidenciam importantes transformações na instituição. 8.1. Metas até 2016: As metas para o período entre 2012 e 2016 dos setores técnico-administrativos resumem os esforços necessários para o direcionamento de programas e projetos de desenvolvimento institucional desses setores, a fim de atender as expectativas daqueles que atuam nas atividades-fim do IEAv. i.Implantação de sistema de gestão por competências e gestão de conhecimento, promovendo maior eficiência organizacional; 40 ii.Promoção do desenvolvimento do pessoal técnico-administrativo, através de aperfeiçoamento e qualificação, potencializando o crescimento profissional e garantindo elevados padrões de desempenho nas atividades realizadas. iii.Revitalização da infra-estrutura física, de transporte e de comunicações visando fluir o potencial de desenvolvimento do Instituto através de um ambiente seguro e otimizado. iv.Desenvolvimento do acervo bibliográfico do IEAv promovendo apoio informacional e fomento às pesquisas desenvolvidas pelo Instituto. v.Implantação do serviço de assessoria jurídica no IEAv para apoio à Direção e aos projetos. vi.Fortalecimento da imagem institucional perante a sociedade. vii.Desenvolvimento da cultura de proteção ao conhecimento sensível. 9 CONDIÇÕES PARA O ALCANCE DAS METAS PROPOSTAS As metas propostas neste PDI estão em consonância com diretrizes superiores, incluindo demandas tecnológicas apresentadas pela Força Aérea Brasileira. Sua consecução, no entanto, demanda recursos humanos, materiais e financeiros. Além disso, é necessário que estes recursos estejam à disposição, e na quantidade necessária, em momentos adequados para maximizar os resultados positivos. Os recursos identificados a seguir são coerentes com o Diagnóstico Institucional (seção 3.9) apresentado neste documento. Revisões periódicas das metas deverão ser realizadas em função da disponibilidade real de recursos de qualquer natureza. Adequação de infraestrutura de C&T e Ensino Nos últimos dois anos, o COMAER investiu na ampliação da área disponível para laboratórios de pesquisa e na melhoria de laboratórios existentes. Recursos de projetos de pesquisa ou de infraestrutura também foram captados em editais públicos ou via agências de fomento. Contudo, esse investimento ainda é inferior às reais necessidades da Instituição. O alcance das metas propostas exige investimentos para a melhoria da infraestrutura existente no Instituto. • Edificações: conservação e manutenção dos prédios existentes; complementação de prédio em fase de construção e construção de dois novos edifícios e um anexo para abrigar laboratórios de pesquisa das áreas de Aerotermodinâmica e Hipersônica, de Sensores e de Laser, Óptica e Aplicações. 41 • Infraestrutura de apoio: conservação e manutenção das redes elétrica, hidráulica, viária e de comunicações de dados e voz; renovação da frota de veículos; atualização e manutenção dos sistemas de Tecnologia da Informação e de segurança. • Adequação de laboratórios: reformas de laboratórios visando a adequar as instalações para a instalação de novos equipamentos, adequação de redes elétrica e hidráulica. • Aquisição e/ou modernização de equipamentos de pesquisa e de fabricação de produtos mecânicos: aquisição de novos equipamentos, específicos ou multiusuários, não existentes no Instituto, ou atualização de equipamentos visando a substituir equipamentos em fase final de vida. • Aquisição de softwares: melhoria da infraestrutura para simulações computacionais, ferramentas CAD, e outras ferramentas técnicas utilizadas nos projetos e atividades de pesquisa. Deve-se observar que as demandas citadas já consideram o impacto do fortalecimento de Alianças Estratégicas, e, portanto, são consideradas, juntamente com essas Alianças, necessárias para a consecução dos objetivos propostos. Recursos Humanos Não é raro observar o descompasso entre os eixos que caracterizam o investimento financeiro, a necessidade de recursos humanos e a expectativa de resultados. Uma conseqüência imediata é a dificuldade de atingir metas de projetos ou de atender diretrizes emitidas pelos órgãos superiores. Outra conseqüência é a perda de motivação ou do potencial de mobilização de recursos humanos em áreas estratégicas, o que causa uma vulnerabilidade particularmente danosa no desenvolvimento de tecnologias críticas. Para a consecução dos objetivos propostos para o período é necessária a contratação de recursos humanos via concurso público, mas não somente para a reposição de pesquisadores, tecnologistas e técnicos cuja aposentadoria está prevista para este período. Prevê-se também um aumento do número de vagas. Essa ampliação é fundamental para que seja possível a transferência de conhecimento dos pesquisadores que deverão se aposentar no período aos ingressantes e para que não haja interrupção nos projetos em andamento. É estimada uma necessidade total de 195 contratações somente para o quadro de pesquisa, incluindo pesquisadores, tecnologistas, técnicos, mestres e doutores. O setor de apoio tecnológico estima serem necessárias outras 21 vagas, entre tecnologistas, técnicos e assistentes de C&T. Considerado o quadro de técnicos e assistentes de C&T para os 42 setores de apoio administrativo, o número necessário de vagas é de 93, distribuídas entre analistas, tecnologistas, assistentes e técnicos. Deve-se observar que o IEAv investirá na formação de recursos em níveis de mestrado e doutorado em temas totalmente relacionados com os objetivos institucionais. Contudo, os alunos e outros colaboradores não suprem as necessidades de projetos e das linhas de pesquisa, sendo necessária a fixação de recursos humanos via concurso público, para a adequação e recomposição do quadro de pesquisadores e tecnologistas. 43 REFERÊNCIAS ________. Portaria CTA N◦C-50/SDE, de 29 de Dezembro de 2008, PCA 11-53 Plano Setorial do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial. ________. Portaria N◦3/GC3 de 14 de Fevereiro de 2008, PCA 11-47 Plano Estratégico Militar da Aeronáutica 2008-2023 (PEMAER) ________. PORTARIA COMGEP No 82 /5EM, DE 12 DE MAIO DE 2004, ICA 5-1 Confecção, Controle e Numeração de Publicações _________. PORTARIA No 62/GC3, DE 14 DE FEVEREIRO DE 2008, Elaboração de Plano Setorial e Programa de Trabalho MCA 11-1 ________. Portaria N◦3/CTA/IEAv, de 25 de Janeiro de 2007, RICA 21-94 Regimento Interno do Instituto de Estudos Avançados ________. Decreto 6.703 da Presidência da República, de 18 de dezembro de 2008, Estratégia Nacional de Defesa; ________. Portaria N◦714/GC3, de 29 de julho de 2009, Concepção Estratégica – Ciência, Tecnologia e Inovação de Interesse da Defesa Nacional; ________. Portaria N◦714/GC3, de 29 de julho de 2009, DCA 11-1 Método para o Planejamento Institucional da Aeronáutica; ________. Portaria N◦ 663/GC3, de 10 de setembro de 2002, DCA 14-2 Política da Aeronáutica para Pesquisa e Desenvolvimento; ________. Portaria N◦ 664/GC3, de 10 de setembro de 2002, DCA 14-3Política da Aeronáutica para o Desenvolvimento da Indústria Aeroespacial; ________. Portaria N◦ /, de de de , DCA 14-5 Política Militar da Aeronáutica (PMA); ________. Portaria N◦ /, de de de , DCA 15-1 Estratégia Militar da Aeronáutica; ________. Portaria N◦ 1.395/GC3, de 13 de dezembro de 2005, DCA 360-1 Política e Estratégia de Compensação Comercial, Industrial e Tecnológica da Aeronáutica; 44 ________. Portaria N◦ 144/GC3, de 9 de março de 2007, ICA 11-1 Missão da Aeronáutica; ________. Portaria N◦ 97/SDE, de 9 de agosto de 2007, DCA 80-2 Plano Estratégico de Pesquisa e Desenvolvimento (PEPD) 2008-2018; ________. Portaria N◦ 903/GC3, de 5 de dezembro de 2008, ROCA 21-77 Regulamento do IEAv; ________. Portaria CTA N◦ 50/IEAv, de 5 de maio de 2009, RICA 21-94Regimento Interno do IEAv; ________. Portaria N◦ /, de de Tecnologia – MCT. de , Plano de Ação 2007-2010 do Ministério da Ciência e 45 ÍNDICE AEROTERMODINÂMICA HIPERSÔNICA, 24 E Espelhos, 25 Geointeligência, 15, 17, 24, 28 Aerotermodinâmica e Hipersônica (AEH), 15, 17 INDÚSTRIA AEROESPACIAL, 10 C4ISR, 24, 28 INDÚSTRIA DEFESA, 10 ciclo Brayton, 34 INOVAÇÃO, 10, 11, 12 CIÊNCIA, 9, 10, 12 INSTITUIÇÃO CIENTÍFICA TECNOLÓGICA (ICT), 11 CIÊNCIA E TECNOLOGIA (C&T), 9 Inteligência de imagens, 24, 29 CIÊNCIA, TECNOLOGIA INOVAÇÃO (C,T&I), 10 E LASER, ÓPTICA E APLICAÇÕES, 25 controle de assinatura., 25 Lasers, 25 DEFESA NACIONAL, 10, 12 Lasers, Óptica e Aplicações, 15, 17 demandas tecnológicas, 9 Materiais, 25 demonstrador de conceito, 10 materiais., 25 diretrizes, 7, 14, 19, 23, 24 METAS, 27 diretrizes estratégicas, 7 modelo de engenharia, 11 Dispositivos fotônicos, 25 Navegação autônoma, 25, 29 Dispositivos ópticos, 25 neutrônica de microrreatores, 33 dispositivos ópticos de precisão, 30 PESQUISA APLICADA, 11 efeitos da radiação ionizante, 33 PESQUISA BÁSICA, 11 efeitos das radiações ionizantes, 34 PESQUISA e desenvolvimento, 12 empresas, 10, 11 planejamento, 23 E 46 Plano de Desenvolvimento institucional, 12 sistemas para suporte à decisões, 28 política científica e tecnológica, 19 sistemas térmicos, 34 Processamento de materiais, 25 soberania nacional, 7 Prototipagem, 25 Soldagem, 25 protótipo, 12 Tecnologia, 12 radiação coerente., 25 TECNOLOGIA BÁSICA, 13 tomada de INDUSTRIAL recursos financeiros, 19 TECNOLOGIA NUCLEAR APLICADA, 25 recursos humanos, 17, 41 Tecnologia Nuclear Aplicada (TNA), 15, 17 Sensores, 25 Sensores e Atuadores, 15, 17, 25, 31 TRANSFERÊNCIA TECNOLOGIA, 13 sensores e atuadores., 25 tubos de calor, 34 Separação de isótopos, 25 VANT, 29 setor aeroespacial, 7 sistemas nucleares para geração potência para uso espacial., 26, 33 DE de VEÍCULOS AEROESPACIAIS HIPERSÔNICOS, 24, 27, 28 47 Anexo 1 Linhas de Pesquisa do IEAv As linhas de pesquisa estabelecidas do IEAv, organizadas em termos das cinco áreas de concentração da atividades do Instituto, são apresentadas neste anexo. Além destas, também apontamos para uma série de linhas evidenciadas em estudos prospectivos, realizados no Instituto no último ano, como de interesse para a Instituição. A Instituição deverá investir, consistentemente nestas novas linhas ou ainda buscar alianças estratégicas que complementem a capacitação já existente no Instituto para atuar em áreas de interesse estratégico. A. Área de Aerotermodinâmica e Hipersônica Linhas de pesquisa • Aerotermodinâmica de Veículos Aeroespaciais em Velocidades Hipersônicas Desenvolvimento de metodologias experimentais para aplicação em tecnologia aeroespacial. • Propulsão Hipersônica Aspirada a Combustão Supersônica Desenvolvimento de metodologias experimentais aplicadas para veículos aeroespaciais hipersônicos com sistema de propulsão a combustão supersônica. • Propulsão Hipersônica Aspirada a Laser Desenvolvimento de metodologias experimentais aplicadas para veículos aeroespaciais hipersônicos com sistema de propulsão a laser. • Controle de Escoamento aplicado em Veículos Aeroespaciais em Velocidades Hipersônicas Desenvolvimento de metodologias experimentais aplicadas para controle de escoamento em veículos aeroespaciais hipersônicos. • Técnicas de Diagnóstico em Escoamento Reativo Desenvolvimento de métodos de medidas de propriedades de escoamentos em alta velocidade. • Mecânica dos Fluidos Computacional em Escoamento Hipersônico Desenvolvimento e utilização de programas computacionais para o estudo de escoamentos em alta velocidade. B. Área de Geointeligência Linhas de Pesquisa • Geomática 48 Sistemas de navegação automática por satélite, geoprocessamento e fotogrametria digital. • Inteligência com imagens Imagem de radar de abertura sintética, imagem de sensores ópticos, interpretação automática de imagens. • Radiometria e caracterização de sensores eletroópticos Metodologias para viabilizar a utilização de sensores eletroópticos imageadores para a obtenção de informações de propriedades físicas de materiais da superfície terrestre: temperatura, reflectância, transmitância e/ou emissividade. • Sistemas autônomos aeroembarcados Sistemas de navegação com estimação automática de posição baseada em imagens; sistemas de reconhecimento automático de alvos; sistemas de processamento de imagens; sistemas de estereoscopia. • Sistemas imageadores Desenvolvimento e caracterização de sistemas sensores de imageamento e interferométricos. • Capacidades e métricas Pesquisa, desenvolvimento e consolidação de metodologias de avaliação das capacidades de defesa nacionais atuais e futuras. • Comando, controle, comunicação e computação (C4) Estudo e desenvolvimento de arquitetura de sistemas de C4 nos quatro domínios-chaves: físico, da informação, cognitivo e social/organizacional. Aplicação de concepção de sistemas para tratamento de modelos complexos. • Inteligência artificial Problemas computacionais de representação de conhecimento, planejamento automático, classificação de padrões, aprendizagem de máquina, tomada de decisão e percepção de interesse da Defesa. • Pesquisa operacional Modelagem de problemas e de situações voltadas tanto para a formulação de propostas de problemas (PO soft) bem como de uma solução específica (PO hard) que resolvam algumas classes de problemas de interesse da Defesa e da Aeronáutica. • Sistemas de apoio à decisão Desenvolvimento de modelos e ferramentas para manipulação, tratamento e apresentação de informações para suportar as atividades de análise, planejamento e tomada de decisão. Aplicação da metodologia em problemas de consciência situacional e defesa aeroespacial. C. Área de Laser, Óptica e Aplicações Linhas de pesquisa • Processamento de Materiais com Laser Tratamentos de superfície com lasers, ablação a laser, solda a laser usinagem a laser e manufatura aditiva com laser. • Separação Isotópica a Laser 49 Espectroscopia, Espectroscopia a Laser, Espectroscopia de Fotoionização, Evaporação de Metais, Coleta de Íons e de partículas neutras. • Desenvolvimento de Lasers Desenvolvimento de Lasers; Desenvolvimento de Dispositivos de Caracterização e Manipulação de Feixes de Laser, Propagação de Feixes de Laser e Interação de Feixes de Laser com a Matéria. • Óptica Aplicada e não Linear Desenvolvimento de Componentes e Dispositivos Ópticos, Filmes Finos, Metrologia Óptica, Espalhamentos não Lineares. D. Área de Sensores e Atuadores Linhas de pesquisa • Materiais avançados para sensores Desenvolvimento, processamento e caracterização de materiais. • Sensores Pesquisa, desenvolvimento e caracterização de sensores, componentes e sistemas a semicondutores, a materiais cerâmicos e orgânicos, e biossensores. Pesquisa e desenvolvimento de sensores, componentes e sistemas a fibra óptica e óptica integrada, utilizando efeitos lineares e não lineares. • Condicionamento de sinais e técnicas de medição Pesquisa e desenvolvimento de técnicas de processamento de sinais ópticos, elétricos, de RF, microondas e Terahertz. • Nanotecnologia Pesquisa e desenvolvimento de nanoestruturas. • Modelagem computacional de fenômenos físicos e dispositivos Aplicação de técnicas computacionais para o projeto e desenvolvimento de materiais avançados, componentes, sensores e sistemas. • Física de dispositivos semicondutores. Estudo de fenômenos físicos associados ao funcionamento de dispositivos que têm por base semicondutores simples ou compostos, em especial os fenômenos quânticos associados à estruturação desses materiais em camadas, linhas ou ilhas de dimensões nanométricas.. E. Área de Tecnologia Nuclear Aplicada Linhas de pesquisa: • Neutronica, Blindagem e Efeitos da Radiação Ionizante. Cálculos computacionais para projeto conceitual de elementos combustíveis e arranjos de núcleos para microrreatores, cálculos de blindagem das radiações, geração de dados nucleares e análise e medição de efeitos da radiação espacial e a atmosfera terrestre. • Termo-Hidráulica de Reatores e Transferência de Calor. 50 Simulação computacional de micro-usinas nucleares para aplicação espacial e locais de difícil acesso, desenvolvimento de ciclos térmicos (Brayton, Stirling e Rankine) para conversão núcleo-elétrica de microrreatores espaciais, simulação computacional de ciclos térmicos, desenvolvimento de tubos de calor e seus sistemas para rejeição passiva de calor, simulação computacional de sistemas nucleares espaciais (propulsão nuclear espacial), análise de segurança de reatores nucleares, CFD, controle térmico de satélites e utilização de paradigmas de inteligência artificial em aplicações espaciais e nucleares. • Análise e medição de efeitos da radiação espacial e a atmosfera terrestre. Estudo da interação e efeitos da radiação ionizante sobre indivíduos, materiais, componentes, sistemas expostos à radiação nas aplicações aeroespaciais. Além das linhas de pesquisa já estabelecidas, o IEAv identificou outras linhas de interesse, por meio da realização de estudos prospectivos em áreas de interesse da Defesa e do setor aeroespacial, mas para as quais ainda não possui recursos humanos e infraestrutura alocados. O IEAv buscará investir oportunamente para a criação de capacitação nessas novas linhas de pesquisa ou com o estabelecimento de alianças estratégicas com instituições que atuam nessas áreas. A execução continuada de estudos prospectivos pode ser adotada como um dos processos institucionais para a atualização e priorização de atividades do Instituto. 51 Anexo 2 Infraestrutura laboratorial O IEAv conta com 31 laboratórios de pesquisa, sob a coordenação das cinco divisões de pesquisa e 4 laboratório de apoio à pesquisa, sob coordenação da Divisão de Suporte Tecnológico. Neste Anexo é apresentada a lista dos laboratórios, suas áreas de atuação, recursos e área ocupada. Divisão de Física Aplicada (EFA) Sua área de atuação envolve o estudo de fenômenos físicos complexos e a pesquisa e desenvolvimento de sistemas eletromagnéticos, materiais e dispositivos de uso aeroespacial. A Divisão tem sua infraestrutura compartilhada nos seguintes laboratórios: Laboratório de Sistemas Eletromagnéticos (LSE) - espaço físico de 120 m2. O laboratório apóia as atividades de P&D nas áreas de projeto, desenvolvimento e caracterização eletromagnética de sistemas, sob o efeito de radiação não-ionizante. Atualmente, suas infraestruturas vêm apoiando pesquisas de sistemas eletromagnéticos embarcados – circuitos miniaturizados e sensores. Também são estudados os efeitos de um ambiente eletromagnético (E3) sobre equipamentos, sistemas e plataformas. Para isto, as seguintes subáreas do conhecimento são consideradas: compatibilidade eletromagnética (EMC), interferência eletromagnética (EMI), vulnerabilidade eletromagnética (EMV), pulso eletromagnético (EMP), proteção eletrônica, efeitos de descargas elétricas, e danos da radiação eletromagnética em humanos (HERP). Ainda, sem perder o foco na Análise Operacional da Defesa Nacional, também são desenvolvidas atividades para atender objetivos exclusivamente sociais e garantir a melhoria da qualidade de vida do cidadão. São oferecidos estágios no Laboratório para especialistas da área de eletromagnetismo, ministradas palestras sobre os efeitos da radiação eletromagnética em seres vivos e auxílio o poder público em normas e leis de regulamentação ambiental. Laboratório de Materiais Eletromagnéticos (LME) - com área de 40 m2, o laboratório tem como objetivo o apoio ao processamento de materiais para aplicações em sensores. Atualmente, o LME possui infraestrutura para processamento cerâmico e sinterização. O laboratório tem apoiado pesquisas no desenvolvimento de cerâmicas magnéticas, tendo sido obtidos materiais para sensores de corrente, de temperatura e magneto-mecânicos. Laboratório de Engenharia Virtual (LEV) - está instalado em uma área de, aproximadamente, 80 m2. Dentre suas principais atividades podem ser citadas a aplicação de métodos numéricos, de meta-heurísticas e processamento paralelo para solução de problemas complexos em 52 Ciências e Engenharia. As recentes atividades do LEV envolvem o desenvolvimento de softwares para: simulação de plasmas, auxílio ao projeto otimizado de dispositivos e resolução de problemas inversos, simulação de espectros de emissão de moléculas diatômicas, auxílio ao projeto de dispositivos semicondutores nanoestruturados, desenvolvimento de frameworks para implementação de meta-heurísticas, e desenvolvimento de sistema de gerenciamento robusto de clusters heterogêneos e não dedicados, além da realização de simulações computacionais. O sistema de gerenciamento de clusters permite que máquinas com um ou múltiplos núcleos de processamento, executando sistemas operacionais Windows e/ou Linux sejam agregadas dinamicamente a um processamento paralelo. Atualmente, os computadores do LEV permitem a configuração de um cluster que pode atingir até 88 unidades de processamento. Laboratório de Eletromagnetismo Computacional (LEC) - espaço físico de 50 m2 para acomodação de pesquisadores e terminais de acesso aos recursos computacionais, e uma sala de 10 m2. O LEC apóia atividades de P&D nas áreas de projeto e desenvolvimento computacional de dispositivos eletromagnéticos e tem atuado na análise de dispositivos fotônicos e de microondas, tais como: fibras ópticas, guias, cavidades e antenas de microondas. Atualmente, tem-se dado ênfase ao estudo e proposição de novos designs de fibras ópticas microestruturadas e circuitos ópticos a cristal fotônico para aplicações em comunicações ópticas e sensores. Laboratório de Medidas de Radioatividade Ambiental (LMRA) - ocupa uma área de 200 m2 e compreende seis salas onde estão instalados três tipos de sistemas de medidas de espectroscopia nuclear (alfa, gama de alta resolução/baixo fundo e gama de alta eficiência/baixa resolução), com os correspondentes sistemas de aquisição e de análise de dados e laboratórios de radioquímica e de suporte técnico em eletrônica de espectroscopia nuclear. O LMRA apóia atividades e projetos de P&D do IEAv e instituições externas e os serviços de Radioproteção e Salvaguardas do IEAv no desenvolvimento de métodos de medida e execução de análises de amostras radioativas para fins de proteção radiológica, controle de rejeitos radioativos e monitoração ambiental. Este laboratório presta suporte técnico ao Serviço de Proteção Radiológica do IEAv (SPR/IEAv), Serviço de Salvaguardas do IEAv (SSV/IEAv), usuários do Laboratório de Radiação Ionizante do IEAv (LRI/IEAv) e outras organizações externas. Laboratório de Radiação Ionizante (LRI) é uma instalação radiativa que é constituída de dois pavimentos: um no térreo e outro no subsolo, separados por uma camada de solo e concreto de 3,6m de espessura, para servir de blindagem para a radiação. O pavimento térreo é constituído dois blocos contíguos: um grande salão de pé direito alto (8m), que se destina a abrigar o sistema de geração de microondas de alta potência do acelerador linear de elétrons e um bloco de dois pavimentos que abriga a ante-sala de acesso, a sala de controle dos equipamentos de radiação do LRI e o laboratório de elétrica/eletrônica. O pavimento do subsolo, com pé direito de 4m e piso na profundidade de 7m em relação ao solo, destina-se a abrigar o acelerador, os Irradiadores de 60Co, outras fontes de radiação e a área experimental . A área total ocupada pelas instalações do LRI é de aproximadamente 950m2 . O LRI é um laboratório multiusuários e possui a infraestrutura básica para P&D das aplicações tecnológicas da radiação ionizante, em particular, aquelas de interesse do setor aeroespacial, 53 tais como a simulação acelerada de radiação cósmica para testes e estudos dos seus efeitos em componentes semicondutores, processadores, circuitos analógicos/digitais, fibras ópticas, sensores e demais dispositivos eletroópticos para a sua qualificação para uso em satélites e aeronaves. Laboratório de Caracterização de Dispositivos Semicondutores (LCDS) é uma infraestrutura em implantação, ainda não constando do Regimento Interno do IEAv (RICA 21-94 de 2009), ocupando uma área de 84 m2 e destina-se à caracterização elétrica de dispositivos semicondutores. Possuí infraestrutura para caracterização de dispositivos tanto analógicos quanto digitais, operando à temperatura ambiente ou à temperaturas criogênicas. Tem apoiado tanto o estudo de efeitos da radiação ionizante em dispositivos semicondutores, quanto o desenvolvimento de sensores de infravermelho. Divisão de Aerotermodinâmica e Hipersônica (EAH) Realiza pesquisas e desenvolvimento de escoamentos em velocidades hipersônicas, para aplicação ao vôo de veículos aeroespaciais. A Divisão de Aerotermodinâmica e Hipersônica dispõe dos seguintes laboratórios: Laboratório de Técnicas de Diagnóstico de Escoamentos Reativos (LTD) possui uma área total de 190 m2. O laboratório tem por atribuição prestar apoio técnico a projetos e atividades na aplicação e adaptação de técnicas de diagnóstico em experimentos envolvendo escoamentos reativos de altas velocidades. Laboratório de Espectroscopia Molecular (LEM) possui uma área total de 45 m2. O laboratório tem por atribuição a pesquisa e desenvolvimento de técnicas de medições de parâmetros de interesse em escoamentos reativos através da aplicação da Espectroscopia Molecular. Laboratório de Cromatografia e Espectrometria de Massa (LCEM) ocupa uma área total de 45 m2.O laboratório tem por atribuição prestar apoio técnico e realizar serviços especializados para projetos e atividades em análises por cromatografia de gás e espectrometria de massa. Laboratório de Aplicações de Química (LAQ) ocupa uma área total de 45 m2. O laboratório tem por atribuição prestar apoio técnico e realizar serviços especializados para projetos e atividades em análises químicas e aplicações de operações químicas em geral. Laboratório de Aplicações de Tecnologia de Vácuo (LATV) ocupa uma área de 40 m2. O laboratório tem por atribuição prestar apoio técnico e realizar serviços especializados para 54 projetos e atividades na manutenção de equipamentos de vácuo e na montagem de sistemas de vácuo. Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry T. Nagamatsu (LAH) ocupa área de 310 m2. O laboratório tem por atribuição prestar apoio técnico a projetos de sistemas e subsistemas aeroespaciais, às atividades na aplicação e adaptação de técnicas laboratoriais de simulação de vôo de veículos aeroespaciais e em experimentos envolvendo escoamentos reativos de altas velocidades. Divisão de Fotônica (EFO) Realiza pesquisa e desenvolvimento de sistemas laser, sensores a fibra óptica, materiais, componentes, dispositivos e sistemas ópticos e optoeletrônicos, e estudos experimentais em óptica aplicada, separação isotópica e espectroscopia. A Divisão tem sua infraestrutura compartilhada nos seguintes laboratórios: Laboratório de Desenvolvimento de Aplicações de Lasers e Óptica (Dedalo) - espaço físico de 110 m2. Esse laboratório apóia as atividades de P&D nas áreas de processamento de materiais, interação laser-matéria e instrumentação correlacionada. Atualmente, suas infraestruturas vêm apoiando pesquisas de soldagem de ligas aeronáuticas, tratamento de superfícies por estruturação, texturização e deposição de materiais a laser, ablação de sólidos por laser, caracterização de feixes de laser em tempo real e espectroscopia de processos em tempo real. Laboratório de Desenvolvimento de Lasers (LDL) – espaço físico de 110 m2. Esse laboratório apóia as atividades de P&D na área de desenvolvimento de lasers a gás e lasers de corante. Atualmente suas infraestruturas estão apoiando o desenvolvimento de um laser de CO2 de operação contínua de alta potência e de um oscilador laser de CO2 de operação pulsada de alta taxa de repetição. São apoiadas também pesquisas em propulsão laser e de evaporação de metais com laser de CO2. Laboratório de Evaporação e Fotoionização (LEF) – espaço físico de 40 m2. Esse laboratório apóia as atividades de Separação Isotópica por Lasers e Vapor Atômico. Neste laboratório são realizados os desenvolvimentos de geração de jatos de vapor metálico, da fotoionização seletiva e da coleta de material foto-ionizado. O LEF dispõe de infraestrutura adequada para a geração de vapor metálico em vácuo e para a monitoração da interação de feixes de lasers com vapor metálico. Laboratório de Geração de Radiação Laser (LGRL) – espaço físico 120 m2. Esse laboratório apóia as atividades de Separação Isotópica por Lasers e Vapor Atômico. Nesse laboratório são 55 realizados os desenvolvimentos necessários para a obtenção de radiação laser adequada para a fotoionização seletiva de metais. É realizada também pesquisa básica de espectroscopia a laser, espectroscopia de fotoionização e espectroscopia optogalvânica. Laboratório de Filmes Finos (LFF) – espaço físico 40 m2. Este laboratório apóia atividades de P&D do Instituto e de instituições externas no desenvolvimento de componentes e de sistemas ópticos. Neste laboratório são desenvolvidas as atividades necessárias para a confecção de filmes finos metálicos e dielétricos em componentes ópticos. Laboratório de Manufatura de Componentes Ópticos (LMCO) – espaço físico 120 m2. Este laboratório apóia atividades de P&D do Instituto e de instituições externas no desenvolvimento de componentes e de sistemas ópticos. Neste laboratório são desenvolvidas as atividades necessárias para a geração de componentes ópticos a partir de substratos dielétricos, metálicos e cerâmicos. Laboratório de Medição de Superfícies Ópticas (LMSO) – espaço físico de 40 m2. Este laboratório é dedicado à caracterização do acabamento superficial de materiais, de maneira especial em superfícies ópticas. É acreditado pela Rede Brasileira de Calibração (RBC), do INMETRO, sob nº. 178, desde o ano 2001. Presta serviços de calibração de padrões de rugosidade e de planeza, provendo também rastreabilidade através do Sistema de Metrologia Aeroespacial (SISMETRA) à Força Aérea Brasileira. Laboratório de Óptica Integrada (LOI) - espaço físico 90 m2. Este laboratório dispõe de uma sala-Limpa de 35 m2 de classe 10.000 e 100.000; e bancadas de classe 100. Neste laboratório são fabricados e caracterizados chips de óptica integrada e realizadas pesquisa e desenvolvimento de novos materiais para aplicação nos dispositivos de óptica integrada. É equipado com microscópio confocal de varredura a laser para inspeção/controle de qualidade dos componentes de óptica integrada e um sistema de deposição de filmes finos. Laboratório de Optoeletrônica (LOE) - espaço físico 120 m2. Neste laboratório são projetadas e construídas placas de circuitos eletrônicos e realizados testes nos sensores desenvolvidos. É equipado com bancadas de montagens eletrônicas, mesa com isolamento de vibrações para montagens de sistemas ópticos e sistemas para testes e ensaios de vibrações e rotações composto de mesa giratória de um eixo acoplada a uma câmara térmica. Laboratório de Sensores a Fibra Óptica (LSFO) -. espaço Físico 90 m2. Neste laboratório são realizadas pesquisas e desenvolvimento de sensores a fibra óptica. É equipado com dois sistemas de laser para fabricação e caracterização de grades de Bragg, máquinas para emendas de fibras ópticas, analisadores de espectro óptico e sinais eletrônicos, monitores de fibras ópticas OTDR, controladores de precisão de corrente e temperatura para lasers de diodo e mesas com isolamento de vibrações para montagens ópticas. 56 Divisão de Geointeligência (EGI) Realiza pesquisa e desenvolvimento em sensoriamento remoto e sistemas de auxílio à decisão. Laboratório de Comando e Controle (LC2) - está sediado numa área de 114 m2 e distribuído em 3 ambientes: uma sala de modelagem, simulação e engenharia; uma sala de desenvolvimento; e uma sala de reuniões.A instalação possui sistema de segurança física de operação ininterrupta que abrange todos os ambientes. Ao Laboratório de Comando e Controle (LC2) compete executar, no ciclo de vida de sistemas de Comando e Controle (C2), atividades de pesquisa, desenvolvimento de conceitos e engenharia de sistemas de grande porte, tendo como foco o estudo da arquitetura e da dinâmica dos sistemas de C2, envolvendo os domínios físico, da informação, cognitivo e organizacional. Laboratório de Radiometria e Caracterização de Sensores Eletroópticos (LaRaC) – espaço físico de 50 m2. Esse laboratório desenvolve atividades de caracterização de sensores eletroópticos na faixa de 350 nm até 20 µm. Também são realizados estudos do comportamento espectral de alvos e de parâmetros atmosféricos que auxiliem na caracterização de sistemas sensores em campo. Além disso, o laboratório é utilizado no desenvolvimento de projetos da Divisão bem como nas atividades de P&D do Instituto e de instituições externas. Laboratório de geomática (LabGeo) – espaço físico composto por uma sala de 25,2 m2, dividido com o Laboratório de Visão Computacional e Sistemas Embarcados. Este laboratório apóia atividades de P&D nas áreas de projeto e desenvolvimento de Sensoriamento Remoto, abrangendo as áreas de Cartografia propriamente dita, Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS), Sistemas de Informações Geográficas (SIG) e Fotogrametria Digital. Nele são processados dados cartográficos necessários à avaliação de imagens e sensores, armazenadas informações cartográficas para uso em SIG’s e Fotogrametria. Dentre as atividades em andamento no LabGeo destaca-se o Projeto ACIS, cuja finalidade é a validação cartográfica do sensor SAR que equipa as aeronaves R-99. Atividades de SIG, como a análise temporal da ocupação irregular da área de Cachimbo, estão em fase de implementação. Atividades de modelagens 3D, em fase de capacitação de pessoal. Atividades de processamento de dados GNSS estão plenamente desenvolvidas no LabGeo, de forma a suprir as necessidades da EGI e demais divisões. Laboratório de Visão Computacional e Sistemas Embarcados (LAVCSE) – espaço físico composto por uma sala de 25.2 m2, dividido com o Laboratório de Geomática, outra sala de 36.78 m2. Este laboratório apóia atividades de P&D nas áreas de projeto e desenvolvimento de sistemas de visão computacional e processamento de imagens para aplicações em sistemas embarcados e de tempo real. Nele são desenvolvidas e testadas metodologias de navegação autônoma por imagens para Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANTs), além de serem 57 realizados testes em um robô terrestre. Dentre as atividades em andamento no laboratório destacam-se o desenvolvimento de sistemas para: processamento de imagens; reconhecimento de padrões em imagens aéreas e de satélites; modelagem computacional de ambientes para navegação aérea; planejamento automático de rotas e trajetórias de navegação; e navegação aérea autônoma. Programas de desenvolvimento como MatLab, QNX Momentics e ISE, além de programas de testes como simuladores de vôo estão disponíveis no laboratório. O LAVCSE possui rede de alta velocidade, o que proporciona testes dos sistemas desenvolvidos. Atualmente conta com diversos dispositivos eletrônicos e sistemas computacionais embarcáveis como PC-104, PC-104 GPS, PC-104 Frame Grabber, GPS e câmeras. São também oferecidos estágios no laboratório para especialistas das áreas de computação e eletrônica. Divisão de Energia Nuclear (ENU) Realiza pesquisa e desenvolvimento nas áreas de geração de energia elétrica e calor e de aplicações da energia nuclear para o espaço e em locais de difícil acesso. Laboratório de Análise dos Efeitos da Radiação (LAER) - possui espaço físico de 30 metros quadrados e apóia as atividades de pesquisa e desenvolvimento na análise dos efeitos produzidos por radiação espacial em componentes eletrônicos e opto eletrônicos. Atualmente sua infraestrutura auxilia os testes de pré e pós irradiação de componentes eletrônicos utilizando ambiente computacional na análise e aquisição de dados. Além destes, este laboratório auxilia na formação de recursos humanos através do oferecimento de estágios na área de eletrônica básica e aquisição de dados. Laboratório Computacional de Tecnologia Nuclear (LCTN) - possui espaço físico de 31 m2 e apóia as atividades de pesquisa e desenvolvimento do elemento combustível e do núcleo do microrreator rápido para aplicação espacial do projeto TERRA. Possui uma estação de trabalho DELL 7500 com processador dual quad core XEON W5580, para atender as necessidades do projeto. São, ainda, realizadas pesquisas computacionais aplicadas relacionadas com o projeto, tais como: reativação do código de análise de segurança NALAP e sua conversão para executar com gases como fluido de trabalho, disponibilização do sistema CATIA para projeto mecânico do ciclo Brayton e estudos computacionais de viabilidade de uma turbina Tesla para uso em aplicações nucleares espaciais, entre outros. Laboratório de Tubos de Calor Viviane H. T. R. Hirdes (LTC) - ocupando espaço físico de 45 m2, apóia as atividades de pesquisa e desenvolvimento para produção de tubos de calor e seus sistemas a serem utilizados para como sistema passivo de rejeição de calor em uma usina nuclear operando no espaço, o uso de Geradores Termoelétrico a Radiação para aplicações espaciais, e tecnologias com potencial de uso no espaço em sistemas nucleares. Laboratório de Sistemas Térmicos (LST) - apóia as atividades de pesquisa e desenvolvimento de ciclos térmicos para conversão de energia térmica em energia elétrica para aplicações 58 nucleares no espaço, em especial possui uma área nova de 48 m2 para instalação de um ciclo Brayton cuja fonte quente será um forno à gás, utilizará uma turbina aeronáutica para geração de trabalho mecânico e a fonte fria será uma caixa metálica de água que contém um trocador de calor. Neste laboratório trabalha-se ainda com ciclos Stirling e turbinas de Tesla, ou seja, tecnologias com potencial de uso em sistemas nucleares no espaço. Divisão de Suporte Tecnológico (EST) Apoia os projetos de pesquisa e as atividades do Instituto nas áreas de mecânica e eletrônica. Laboratório de Manufatura de Circuitos Impressos (LMCI) – espaço físico 87 m2. Este laboratório apóia projetos de pesquisa e atividades do IEAv e de instituições externas no desenvolvimento, fabricação, montagem e testes de placas de circuitos impressos. Neste laboratório são desenvolvidas as atividades necessárias para a confecção, por fresamento, das placas, bem como as atividades de metalização e montagem das mesmas. Laboratório de Manufatura de Protótipos Mecânicos (LMPM) – espaço físico 1.440 m2. Este laboratório apóia projetos de pesquisa e atividades do IEAv e de instituições externas no desenvolvimento de processos de fabricação de peças e montagem de sistemas mecânicos, bem como no desenvolvimento de processo de soldagem convencional. Neste laboratório são desenvolvidas as atividades necessárias para a fabricação de peças e protótipos mecânicos utilizando máquinas de usinagem convencional e de usinagem por comando numérico (CNC), como também para a montagem de sistemas e dispositivos mecânicos por processos de soldagem convencional. Laboratório de Modelagem de Sistemas Mecânicos (LMSM) – espaço físico 150 m2. Este laboratório apóia atividades de P&D do IEAv e de instituições externas no desenvolvimento de projetos de dispositivos/protótipos mecânicos. Neste laboratório são desenvolvidas as atividades necessárias para a execução de projetos/desenhos de peças e sistemas mecânicos utilizando ferramentas de CAE (computer-aided engineering) e CAD (computer-aided design) no estudo da geometria e especificação de materiais para atendimento aos projetos de pesquisa. Laboratório de Tratamentos Térmicos (LLT) – espaço físico de 65 m2. Este laboratório apóia atividades de P&D do IEAv e de instituições externas no desenvolvimento de processos de tratamento térmico de metais e serviços de soldas especiais como brasagem metal-metal e cerâmica-metal. Neste laboratório são desenvolvidas as atividades necessárias para o desenvolvimentos dos processos de tratamentos térmicos e soldas especiais, utilizando um forno que opera a vácuo ou com atmosfera inerte.