ASSOCIAÇÃO
DOS MORADORES DO
QUEBRA-COCO
10 Anos
PRESENÇA E PARTICIPAÇÃO
Quebra Coco – Jardim Guanabara
Nosso Bairro - Nossas Ruas
Sonho e Literatura
ASSOCIAÇÃO
DOS MORADORES DO
QUEBRA-COCO
Jardim Guanabara - Ilha do Governador - Rio de Janeiro - RJ
Fundada em 02/10/1997 - Publicação D.O. 04/11/1998
CNPJ 02.460.059/0001-98
www.amorqc.com.br - e-mail: [email protected]
Caros associados e moradores:
Nada melhor que o 10º aniversário da
fundação de nossa Associação para
agradecer aos senhores o apoio recebido
durante todo esse tempo. Apesar das
turbulências dos dias atuais, o Quebra Coco é
reconhecidamente um excelente local de
moradia, graças à sua presença e
participação, que desde o início prestigia e
estimula a luta desta Diretoria nas
reivindicações para melhoria de nossa
qualidade de vida.
Parabéns e obrigado a todos vocês que
fazem do Quebra Coco o melhor recanto da
Ilha do Governador. Nesse breve relato
nossa homenagem a vocês e ao Quebra Coco,
valorizando o passado, presente e futuro...
Jairo Chrispim
Presidente da Amorqc
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Uma ação louvável e necessária
Em um dos bairros centrais de Paris, transversal ao bulevar
Raspail, importante homem público francês que dá nome a
essa elegante via da cidade, encontra-se a rua ChercheMidi, que se pode traduzir como rua Que Procura o Sul, rua
Voltada para o Sul. Em Saint-Preux, vilarejo medieval na
Suíça em que o portal de entrada data de 1234, há a rua do Perde Tempo, a rua da
Ninhada do Lobo.
Bem mais jovens que os europeus, já tivemos aqui a rua do Hospício, a rua da Polé,
dos Latoeiros, dos Ourives e do Piolho, todas referidas no conto de Machado de
Assis, “Pai contra Mãe”, de 1906. Atualmente, são as ruas Buenos Aires, Senhor dos
Passos, Gonçalves Dias, Miguel Couto e a rua da Carioca, respectivamente.
Essas, como tantas outras ruas, tiveram as denominações originais, em geral
prosaicas e eficientes, substituídas por nomes de origem variada. Ganhou-se com
isso a reverência a situações memoráveis ou personalidades públicas que devem
(nem todas) ser lembradas em suas idéias e seus atos; perdeu-se, em
contrapartida, certo sabor do tempo em que os nomes das ruas ligavam-se
diretamente às atividades das pessoas, aos caminhos determinantes no cotidiano.
A idéia do prefeito Sr. Marcos Tamoyo de nomear (Decreto nº 575, de 20/09/1976)
as ruas de uma nova área ocupada pela urbanização com títulos de obras literárias
é uma forma de manter viva na grande cidade parte desse espírito, que muito
possibilita de proximidade entre as pessoas, reconhecimento do indivíduo e
cordialidade nas relações humanas.
Ao darmos como endereço rua Primeiros Sonhos, rua Grão de Areia, Fantoches, A
Bagaceira, Fogo Morto, Serenata, somos como os antigos moradores da cidade,
marcando os lugares por onde passavam com os nomes das coisas que ali existiam,
ou dos outros caminhos a que conduziam. Andamos sobre poesia e prosa de
autores de quem por vezes nem nos lembramos e que despertam nossa
curiosidade. Rua Galo Branco? Que galo branco é esse? De quem era o galo branco?
A idéia desta Associação de Moradores – AMORQC – de fazer um trabalho de
recuperação da memória do local e referência sobre as obras e os autores que dão
nome às ruas em que moramos, mais do que louvável, é absolutamente necessária
a um tempo em que a memória mostra-se curta e volátil, e a humanidade se perde
na quase nenhuma poesia e pouca ficção que vão habitando as cidades e as
pessoas.
O Quebra-Coco, lugar aprazível em que a garotada de vida mais livre e natural de
algum tempo atrás, vinha caçar passarinho, pescar lambari e deliciar-se com os
coquinhos-de-catarro abundantes, conseguiu preservar, no ato do prefeito e na
ação de seus moradores, a força de sua origem.
Nilma Lacerda, moradora da rua Fantoches, é escritora,
Autora de Manual de Tapeçaria, As fatias do Mundo,Pena de Ganso,
Estrela de Rabo e outras histórias doidas, dentre outras obras.
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Cybelle de Ipanema
Uma homenagem
Nossa Associação nasceu, e tem mantido seus objetivos, para a
defesa dos interesses e da qualidade de vida dos moradores dessa
porção do Jardim Guanabara, um dos cerca de 200 bairros da Cidade do
Rio de Janeiro (que se confunde com o próprio município).
Os que comungam dos mesmos ideais e, com suas atividades,
procuram valorizar o Brasil – o Rio de Janeiro – a Ilha do Governador – o
Jardim Guanabara – o Quebra-Coco – podem ser entendidos como “dos
nossos”.
Cybelle de Ipanema que, por formação universitária, se dedica,
de longa data, aos estudos de História e Geografia, tem dado divulgação
aos aspectos da terra e da ocupação da Ilha do Governador, desde seu
estrato indígena aos tempos de integração ao complexo
carioca/fluminense. Seu livro História da Ilha do Governador traça uma
visão panorâmica, enfocando setores econômicos, políticos e sociais que
procuram explicar a atualidade.
A par de muitos artigos em jornais, não só locais, desde os anos
1960, e de outros trabalhos e atuação, mantém viva sua ligação com
esta Ilha.
A Geografia insulana está por igual, retratada no “Indicador da
Ilha do Governador–I” - (litoral, relevo e hidrografia), apoiado em
levantamentos bibliográfico e cartográfico dos séculos XVIII a XX.
Como historiadora, integra numerosas entidades nacionais e
internacionais. No magistério, dos três graus de ensino, conviveu com
muitos estudantes. Gosta de lembrar sua experiência no Colégio
Estadual Prefeito Mendes de Morais, onde foi responsável (1963) por um
trabalho interdisciplinar e abrangente sobre a Ilha do Governador.
É Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de
Janeiro e 1ª Secretária do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro,
conferencista e participante de Congressos, Simpósios e afins. Moradora
da Ilha há mais de 40 anos, tem acompanhado as mudanças aqui
ocorridas, como em qualquer parte do mundo.
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AMORQC - 10 Anos
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Presença e Participação
1997 - 2007
Nosso Bairro - Nossas Ruas
Sonho e literatura
Realização
Associação dos Moradores do Quebra-Coco
Projeto Gráfico: José Cardoso - Paulo Mynssen
Pesquisa Literária: Paulo Cesar Lacerda
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AMORQC - 10 Anos
Presença e Participação
1997 - 2007
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Participaram da Diretoria nesses 10 anos
?
Presidência, Vice-Presidência, Diretoria Financeira,
Secretárias:
Jairo Chrispim, Hugo Paulo, Carlos Eduardo, Paulo Cesar Lacerda,
Sônia, Maria Helena, Paulo Gomes, Paulo César Vianna, Marco
Antônio, Patrícia, Ana Cristina.
?
Conselho Deliberativo:
José Cardoso, Luiz Carlos, Ademir, Cecília, Karlus Boente, Sebastião,
Ivan, Fábio, Osmar.
?
Conselho Fiscal:
Rair, Paulo Mynssen, Luiz Augusto, Décio, Paulo Lopes, Helvécio
Ugatti
(in memoriam)
, Renato, Ivan.
?
Assessoria Jurídica:
Ana Cristina, Renato Pinho
Colaboradores:
Ângela Rosa, José Richard, Paulo Portela, Cyomara Altieri, Mário
Moutinho, Mário Bitencourt
(in memoriam).
Parceiros:
MM. Organização Contábil Ltda.,
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Como Tudo Começou ....
ASSOCIAÇÃO
DOS MORADORES DO
QUEBRA-COCO
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Nosso Bairro e Nossas Ruas
Nós moramos no Quebra-Coco, sub-bairro do Jardim Guanabara. Como
colocou o jornal “Mirante da Ilha”, em sua edição de 23/10/2003, “Um
Mundo à parte no Jardim Guanabara”. Um local acolhedor, com ruas
tranqüilas e arborizadas, a vista para a Baía de Guanabara, longe do
barulho do trânsito e do burburinho do comércio, mas, ao mesmo tempo,
próximo de ambos. Temos o sossego para o descanso reparador diário, mas
podemos procurar o agito na Praça do Grego, na Praia da Bica, etc., se
assim o desejarmos.
O Jardim Guanabara até algum tempo atrás era conhecido apenas como
um bairro caro para morar. Com muitas e belas mansões e por ter um Clube
dito de elite. Recentemente ele virou notícia em todos os jornais e
despertou ainda mais o interesse de muita gente e da especulação
imobiliária, quando a Prefeitura do Rio divulgou estudo recém-concluído
sobre condições de vida na cidade. “O bairro desbancou toda a Zona Sul em
esperança de vida e deixou para trás Ipanema, Lagoa, Humaitá, Jardim
Botânico, Copacabana e Barra da Tijuca” (Jornal O Globo de 21/12/2003 –
Economia – pag. 50) por ter sido classificado como o 3º bairro no “ranking”
do IDH no Rio de Janeiro, que leva em conta expectativa de vida, renda e
educação. “O Jardim Guanabara é uma ilha dentro da Ilha. Com cerca de 30
mil moradores tem excelentes indicadores sociais – 99% de população
alfabetizada, 111% (sic) de freqüência escolar e expectativa de vida
comparável à japonesa. (Jornal O Globo mesma data)”. Estamos de
parabéns por morarmos aqui e devemos lutar para preservar nossa
Qualidade de Vida, mantendo nossa flora e fauna, mantendo longe a
poluição quer ambiental, sonora ou visual e, principalmente, procurando
não permitir a instalação da especulação imobiliária, que está ávida por
transformar residências uni-familiares em prédios multi-familiares.
Mas... Você se lembra porque escolheu ou resolveu vir morar aqui, no
Quebra-Coco? Você sabe quando o bairro foi criado e o porquê? Reconhece
o que significa o nome de sua rua, além da informação de (Literatura
Brasileira), abaixo do nome de cada nome?
Nós pretendemos, a partir do próximo nº e nos posteriores falarmos um
pouco mais sobre o significado do nome de cada uma de nossas ruas. A
obra literária, seu autor, etc. Não pretendemos seguir alguma ordem, esta
será aleatória, a medida em que formos obtendo as informações
necessárias. Será um trabalho simples, mas informativo. Esperamos,
dessa forma, estar contribuindo para um maior conhecimento do local em
que moramos.
Até lá.
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - I
Fantoches
Literatura Brasileira – Contos de Érico Veríssimo (1932).
ÉRICO VERÍSSIMO LOPES (Cruz Alta-RS 1905 – Porto Alegre-RS 1975).
Romancista brasileiro publicou alguns de seus primeiros escritos nos
suplementos literários do “Correio do Povo” e do “Diário de Notícias”. Em
1930 fixou-se em Porto Alegre, onde trabalhou como diretor, redator,
ilustrador e paginador da Revista o Globo e eventualmente compunha
poemas e haicais para preencher os espaços vazios da revista. Foi
conselheiro literário da Editora Globo até 1943, quando viajou para os
Estados Unidos e tornou-se professor de Português e Literatura
Brasileira na Universidade de Berkeley, na Califórnia.
Em 1932 publicou a série de contos “Fantoches”, seu primeiro livro de
contos, e em 1933 publicou seu romance de estréia “Clarissa”. Daí em
diante, não mais cessou de obter receptividade junto ao público, o que
levou seus editores a arriscar tiragens maiores, como a de “Olhai os
Lírios do Campo” (1938), que somou 62.000 exemplares. As obras “Gato
Preto em Campo de Neve” (1941) e “A Volta do Gato Preto” (1945) foram
resultado de duas viagens que fez aos EUA.
Substituiu Alceu Amoroso Lima como diretor do Departamento de
Assuntos Culturais de União Pan-Americana, órgão da OEA, de 1953 a
1956. Recebeu prêmios por “Música ao Longe” (1935) e “Caminhos
Cruzados” (1935). A tentativa de recriação genealógica e social da
história do Rio Grande do Sul atingiu seu ponto culminante na trilogia O
Tempo e o Vento: “O Continente” (1949), “O Retrato” (1951) e “O
Arquipélago” (1962).
Escreveu, ainda: romances “Um Lugar ao Sol” (1936), “Saga” (1940), “O
Resto é Silêncio” (1943); narrativas didáticas “Aventura de Tibicuera”
(1937) e “A Viagem à Aurora do Mundo” (1939); novela “A Noite” (1954)
e vários textos de literatura infantil, entre os quais “O Urso com Música
na Barriga” (1937).
Em 1965 foi lançado seu romance “O Senhor Embaixador”, contendo
sete haicais e em 1967 recebeu o prêmio de “Intelectual do Ano”,
concedido pela União Brasileira dos Escritores.
Fontes de consulta: Enciclop. Larousse Cultural e site Itaú Cultural.
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - II
Agostinho dos Santos
Cantor Brasileiro
AGOSTINHO DOS SANTOS - (S. Paulo- SP 1932 – Paris-França 1973)
O nome de Agostinho dos Santos foi uma expressão de âmbito nacional e
internacional, dentro do maravilhoso mundo do entretenimento musical.
Poucos artistas brasileiros alcançaram tão rapidamente o destaque, a
projeção e o renome de Agostinho dos Santos.
Iniciou sua carreira em 1951. Atuou no rádio e na TV, em boates, cinema,
shows e era um dos artistas mais procurados, recebendo incessantemente
propostas dos promotores de espetáculos. Em 1956 gravou um LP com
canções de Tom Jobim e Dolores Duran, entre elas “Estrada do Sol”, um de
seus maiores êxitos. Foi intérprete da trilha sonora do filme “Orfeu do
Carnaval” (1959) de Marcel Camus, destacando-se, sobretudo, em “Manhã
de Carnaval” de Vinícius de Morais e Luiz Bonfá e “A Felicidade” de Tom Jobim
e Vinícius de Morais.
Cantor revelação de 1956 (prêmio de “O Globo”), em pouco tempo atingiu a
culminância do estrelato, num campo de atividade tão cheio de competição e
concorrência, onde somente o verdadeiro valor artístico conseguia vingar.
Sua carreira foi marcada por sucessivas vitórias.
Campeão de vendagem de discos foi o introdutor, entre nós, do estilo que um
jornalista batizou de “derrapante”. Com efeito, os falsetes de Agostinho,
primorosamente emitidos, nos davam a perfeita idéia de derrapagem,
guardadas as devidas proporções (derrapagem musical é claro...). Sua
grande capacidade de improvisação aliada ao timbre de voz cheio e quente
dominava inteiramente toda sua fabulosa tessitura vocal, como um
consumado mestre. Possuidor de uma voz personalíssima era considerado
por Johnny Mathis como “o melhor cantor do mundo”.
Versátil sem ser vulgar, sensível sem ser piegas, Agostinho, de joga-dor de
futebol a cantor enveredou pelas diretrizes diversas tomadas pela nossa
música popular. Do samba-canção ao bolero, da balada à bossa-nova (onde
deixou sua mensagem no Carnegie Hall), Agostinho não foi outro senão
Agostinho, cuja firmeza era apoiada na sua marcante personalidade.
Lamentavelmente desapareceu de maneira brutal num acidente de avião
perto de Orly, na França, no dia 12 de julho de 1973, deixando, aos 41 anos
de idade, uma enorme lacuna na música popular brasileira.
Fontes de consulta: Enciclop. Larousse Cultural e Contra-capas de LPs RGE e Polydor
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Nosso Bairro e Nossas Ruas – III
Galo Branco
Literatura Brasileira– Crônicas de Augusto Frederico Schmidt (1948)
AUGUSTO FREDERICO SCHMIDT – (Rio de Janeiro 1906 – 1965).
Poeta, ensaísta e cronista brasileiro estudou no Rio de Janeiro e em
Lausanne (Suíça) e no começo da década de 1920 trabalhou como
balconista na Livraria Garnier, no Rio de Janeiro. Nos anos seguintes foi
caixeiro viajante da Casa Carlos V. Pinto, fabricante de aguardente e álcool.
De 1924 a 1926 esteve em São Paulo, onde participou do movimento
modernista, e sua divisão entre o interesse pelo moderno e o apego ao
passado produziu uma figura polêmica, odiada por muitos e adorada por
outros tantos, que sabiam compreender sua complexidade.
Em 1928 publicou os volumes de versos “Canto do Brasileiro Augusto
Frederico Schmidt” e, no ano seguinte, “Cantos do Liberto Augusto
Frederico Schmidt”. Em 1931 comprou a Livraria Católica, do poeta e crítico
literário Jackson de Figueiredo e transformou-a na Livraria Schmidt
Editora. Como editor foi responsável pelo lançamento de alguns dos
maiores escritores contemporâneos (Graciliano Ramos, Jorge Amado,
Raquel de Queirós). Empregou seu talento também na atividade
jornalística e o seu trabalho como cronista, nos jornais A Tarde, Correio da
Manhã e O Globo, está registrado em “Antologia de Prosa”, em que
enriquece passagens corriqueiras do cotidiano do Rio de Janeiro com o
mesmo tom lírico que marcou seus poemas.
Sua obra poética caracteriza-se, a partir de 1930, pelo romantismo lírico e
pela nostalgia. Cultivou temas de meditação metafísica e religiosa, como o
amor, a solidão, o destino do homem e o temor a Deus. Dentre suas obras
encontramos: “Navio Perdido” (1929); “Pássaro Cego” (1930); “Canto da
Noite” (1934); “Estrela Solitária” (1940); “Mar Desconhecido” (1942);
“Fonte Invisível” (1949); “Mensagem aos Poetas Novos” (1950); “Aurora
Lívida” (1958) e “Babilônia” (1959). Toda essa produção foi reunida em:
“Poesias Escolhidas” (1946) e “Poesias Completas” (1956).
Em prosa, publicou dois volumes de crônicas: “Galo Branco” (1948) e “As
Florestas” (1959), além de um relato de viagem, “Paisagens e Seres”.
Entre 1956 e 1966 foi representante do Brasil na Operação Pan-Americana,
foi delegado do Brasil na ONU e embaixador na Comunidade Econômica
Européia.
Fontes de consulta: Enciclop. Larousse Cultural e site Itaú Cultural.
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - IV
Joracy Camargo
Teatrólogo
JORACY SCHAFFLOR CAMARGO – (Rio de Janeiro 1898 - id. 1973).
Dramaturgo brasileiro, jornalista, cronista, professor e teatrólogo. Consagrou-se
no Brasil e no exterior com a peça “Deus lhe Pague” (1932).
Graduou-se em Ciências Jurídicas e Comerciais pelo Instituto Comercial do Rio
de Janeiro. Iniciou sua vida pública em 1916 como funcionário das Obras Novas
contra as Secas, no interior de Pernambuco. Exerceu cargos públicos até 1930,
quando passou a dedicar-se exclusivamente ao jornalismo. Em 1919 ingressa na
redação de “O Imparcial”, do qual se afastou em 1920 para colaborar com João
do Rio na fundação de “A Pátria”. Como redator desse jornal, passou a interessarse pelas letras teatrais. Foi empresário e dirigiu, entre outros, o teatro Lírico e o
teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. Como jornalista, colaborou nos
periódicos cariocas “A Manhã”, “O Imparcial” e “A Pátria”. Escreveu alguns
roteiros para o cinema: “Anastácio” (1939), “Vinte e Quatro Horas de Sonho”
(1941) e a versão Argentina de “Deus lhe Pague” (1948).
Em 1931 escreveu a primeira comédia para o ator Procópio Ferreira, intitulada “O
Bobo do Rei”, considerada como o início do teatro social no Brasil e recebeu o
prêmio de teatro da Academia Brasileira de Letras.
Em 1941 organizou uma companhia de comédias com a qual percorreu as
principais cidades do país. Sempre lutou pela educação do povo. A imprensa e o
teatro eram para ele os meios eficientes de comunicação.
Eleito em 17/08/1967 para a cadeira nº 32, na sucessão de Viriato Correia, foi
recebido em 16/10/67 pelo acadêmico Adonias Filho.
Como delegado do Brasil de 1935 a 1966 participou dos congressos
internacionais de autores e compositores, realizados em diversos países. Em
1967 participou da Conferência Diplomática de Estocolmo para a revisão da
Convenção de Berna para a Propriedade Intelectual. Foi presidente e vicepresidente de diversas instituições e sociedades ligadas as artes e foi membro
efetivo da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, da qual recebeu a Medalha
de Ouro de Melhor Autor.
É vasta a produção deixada por Joracy Camargo. Além de revistas teatrais,
comédias e dramas, escreveu livros de literatura infantil, peças históricas para o
rádio, os argumentos dos filmes “A Voz do Carnaval” (1933), “Vinte e Quatro
Horas de Sonho” (1941) e colaborou no roteiro de “Vendaval Maravilhoso”, sobre
a vida de Castro Alves (1950). Escreveu ainda as letras das canções “Favela”,
“Guacira” e do choro “Quem é”.
Fontes de consulta: Enciclopédia Larousse Cultural e Site da Academia Brasileira de Letras
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - V
Espumas
Literatura Brasileira – Versos de Amadeu Amaral (1917).
AMADEU ATALIBA AMARAL ARRUDA LEITE PENTEADO (Capivari - SP 1875 – São Paulo - SP 1929).
Folclorista, dialectólogo, poeta e ensaísta brasileiro deu grande contribuição aos
estudos folclóricos e a dialectologia. Suas obras “O Dialeto Caipira” (1920) e
“Tradições Populares” (1948) são consideradas de importância capital, pois pela
primeira vez estudava-se, com orientação científica, um dos mais característicos
falares nacionais, o caipira paulista da área do vale do rio Paraíba.
Estuda em Capivari e muda-se para a capital a fim de trabalhar e continuar os
estudos. Emprega-se como menino de recados. Em 1891 seu pai muda-se com a
família para S. Paulo e funda o jornal Lavoura e Comércio, onde Amadeu Amaral
vai trabalhar. Mais tarde ele funda com José Máximo Pereira Lima a “Revista
Literária”, que teve curta duração.
Em 1892 começa a trabalhar no Correio Paulistano. Foi secretário da Comissão
Diretora do Partido Republicano Paulista e em 1905 presta concurso para a
Repartição de Polícia sendo nomeado para Oficial de Gabinete do Chefe de
Polícia. Em 1907 muda-se para São Carlos, dedica-se ao magistério, exerce a
Diretoria do Colégio Sancarlense e o cargo de Redator do “Correio de São Carlos”.
Em 1908 funda em São Carlos a Vila Hansen, para assistência aos hansenianos e
idealiza um jornal infantil “O Pequeno Polegar”, que não chega a se concretizar.
Em 1909, com a instalação da Academia Paulista de Letras, Amadeu vai ocupar a
cadeira número 33 e em 1919 é eleito para a Academia Brasileira de Letras, na
vaga de Olavo Bilac, falecido em 1918.
Em 1917 funda a Revista do Brasil, juntamente com Monteiro Lobato e outros
intelectuais, e publica seu terceiro livro de versos “Espumas”.
Em 1923 muda-se para o Rio de Janeiro, trabalha na “Gazeta de Notícias” e em
1925 trabalha no Serviço de Imposto de Renda. Mais tarde demite-se do
emprego e retorna a São Paulo, onde reassume as funções de redator do Estado
de São Paulo e inicia a publicação de seus artigos e ensaios sobre o folclore
brasileiro e paulista, depois reunidas em livro póstumo por Paulo Duarte
(Tradições Populares), com o mesmo título da coluna no jornal. Suas outras
obras são: Poesias: “Urzes” (1900), “Névoa” (1910), “Espumas” (1917),
“Letras Floridas” (1920), ”A Lâmpada Antiga” (1924). Novelas: “A Pulseira de
Ferro” (1920); Conferências: “Um Soneto de Bilac” (1920), “Cuidar da Infância”
(1921), “Dante” (1921), “As Promessas do Escotismo” (1929); Ensaio de Crítica
Literária: “O Elogio da Mediocridade” (1924).
Fontes de consulta: Enciclopédia Larousse Cultural e
Sites Academia Brasileira de Letras e Jangada Brasil
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - VI
Primeiros Sonhos
Literatura Brasileira -poemas de Raimundo Correia (1879)
Raimundo da Mota Azevedo Correia (Maranhão 1859 -Paris 1911)
Magistrado, professor, diplomata e poeta, nasceu em 13/05/1859, a bordo do
navio brasileiro São Luís, ancorado na baía de Mogúncia, no Maranhão, faleceu
em Paris, França, em 13/09/1911.
Vindo a família para a Corte, o pequeno Raimundo foi matriculado no Internato
do Colégio Nacional, hoje Pedro 11, onde concluiu os estudos preparatórios em
1876. No ano seguinte, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo. Ali
encontrou um grupo de rapazes entre os quais estavam Raul Pompéia, Teófilo
Dias, Eduardo Prado, Afonso Celso, Augusto de Lima, Valentino Magalhães,
Silva Jardim, todos destinados a ser grandes figuras das letras, de jornalismo e
da política.
No tempo de estudante, Raimundo Correia colaborou em jornais e revistas.
Estreou na literatura com o volume de poesias "Primeiros Sonhos" (1879), de
inspiração romântica. Como parnasiano, publicou as "Sinfonias" (1883), onde
so encontra o conhecido soneto da língua portuguesa, "As pombas"; "Versos
Versões" (1887) e "Aleluias" (1891). Quase mais nada escreveu depois
limitando-se a fazer, quando residiu em Lisboa, coletâneas de seus poemas
editada sob o título de "Poesias" (1898). Foi um dos fundadores da Academia
Brasileira de Letras.
Recém-formado, veio para o Rio, sendo nomeado promotor de justiça em São
João da Barra e, em fins de 1884, era juiz municipal e de órfãos e ausentes em
Vassouras. Lá, começou a publicar poesias e prosa no jornal "O Vassourense no
qual colaboravam Olavo Bilac, Coelho Neto, Alberto de Oliveira, Lúcio de
Mendonça, Valentim Magalhães, Luís Murat, e outros. Em 1889 foi nomeado
secretário da presidência da província do Rio de Janeiro. Após a proclamação d
República, foi preso. Sendo notórias as suas convicções republicanas, foi solto
logo a seguir, e nomeado juiz de direito em São Gonçalo de Sapucaí, no sul de
Minas.
Foi diretor da Secretaria de Finanças de Ouro Preto, foi professor de: Faculdade
de Direito, foi secretário da Legação do Brasil em Portugal, onde edita suas
Poesias, em quatro edições sucessivas e aumentadas (1898, 1906, 1910,
1916). Com a supressão do cargo de secretário, o poeta volta a ser juiz de
direit, e em 1899 era diretor e professor no Ginásio Fluminense de Petrópolis.
Em 1900, voltou para o Rio de Janeiro, como juiz de vara cível. Por motivo de
saúde, partiu para Paris em busca de tratamento e ali veio a falecer.
Fontes de consulta: Enciclopédia Larousse Cultural e Site da Academia Brasileira de Letras
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - VII
Banzo
Literatura Brasileira – Romance de Coelho Neto (1913).
Henrique Maximiano Coelho Neto (Caxias - MA 1864 – Rio de Janeiro - RJ 1934).
Professor, poeta, romancista, contista, crítico, teatrólogo, memorialista
e jornalista, foi também político, se elegendo deputado federal pelo
Maranhão, no início da República e um dos fundadores da Academia
Brasileira de Letras.
Estudou no Externato do Colégio Pedro II. Depois estudou Medicina, mas
logo desistiu e mais tarde matriculou-se na Faculdade de Direito de São
Paulo, onde se entregou ardentemente às idéias abolicionistas e
republicanas, sendo companheiro assíduo de José do Patrocínio.
Em 1885 deu por concluído os estudos jurídicos e transferiu-se para o
Rio, fazendo parte do grupo de Olavo Bilac, Luís Murat, Guimarães
Passos e Paula Ney. Ingressou na “Gazeta da Tarde” e mais tarde passou
para a “Cidade do Rio”. Por essa época começou a publicar seus trabalhos
literários.
Sua obra é muito extensa. Cultivou praticamente todos os gêneros
literários: romances, contos, crônicas, memórias, conferências, teatro e
crítica. Tido como um dos maiores prosadores brasileiros, foi no romance
e no conto que o escritor encontrou seus principais meios de expressão,
sendo inclusive o escritor mais lido do Brasil. O caráter brasileiro de sua
prosa, rica de tipos e costumes nacionais, é fator que lhe confere cunho
bastante pessoal.
O processo criativo do autor se individual ganhando maior autenticidade
nos romances autobiográficos, em que a reminiscência tem papel
preponderante. “A Capital Federal” (1893), “A Conquista” (1899),
“Mano” (1924) e “Fogo-fátuo” (1930) são livros dotados de grande poder
de evocação. Sua maior preocupação como romancista era o homem
comum, seu destino no mundo e sua realização numa sociedade cruel e
corrompida. Dentre suas obras encontramos ainda: “Sertão” (1896),
“Inverno em Flor” (1897), “A Tormenta” (1901), “Turbilhão” (1906), “O
Jardim das Oliveiras” (1908), “Banzo” (1913), “Rei Negro” (1914).
Deixou também seis volumes de teatro.
Fontes de consulta: Enciclopédia Larousse Cultural e Site da Academia Brasileira de Letras
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - VIII
Repouso
Literatura Brasileira – Romance de Cornélio Pena (1948)
CORNÉLIO DE OLIVEIRA PENA (Petrópolis - RJ 1896 – Rio de Janeiro - RJ 1958)
Cornélio Pena, romancista brasileiro, iniciou-se na vida artística como
pintor e desenhista, chegando mesmo a realizar algumas exposições em
1923 e 1927. Em 1929 ele abandona a pintura e passa a dedicar-se à
ficção.
Vários foram os termos utilizados ao longo do tempo (romance
psicológico, introspectivo, intimista, introvertido, interiorista...) para
tentar conceituar a sua obra inclassificável. Todos esses termos que
acenam para o privilégio da subjetividade foram forjados, talvez, com o
objetivo de contrapor esse escritor à literatura regionalista e social que
imperava quando ele estreou. Trata-se, entretanto, justamente, da
superação da subjetividade (e, conseqüentemente, da objetividade) em
busca de uma sondagem originária do ser, vivida com todos os conflitos
da (carnalidade) e da paixão: a esse caminho, contínuo e solitário o
escritor se entrega, no movimento de realização de sua obra, fazendo
dela a manifestação de uma luta existencial, cujo fim sabe ser
inalcançável. Se a angústia é o preço a ser pago por mergulho tão
intenso, há que se acatá-la como o destino irrefutável da experiência
humana ao se espantar diante dos mistérios da vida.
Uma das prosas mais poéticas da tradição brasileira, a ficção de Cornélio
Pena se caracteriza por uma construção a um só tempo unitária e
mosaical.
Dentre suas obras encontramos “Fronteira”, seu primeiro romance,
publicado em 1936; “Dois Romances de Nico Horta” (1939); “Repouso
(1948)”; “A menina morta” (1954). Todos de caráter intimista. Deixou
inacabado o romance “Alma Branca”, de que foram publicados
fragmentos na edição “Romances completos de Cornélio Pena” (1958).
Fontes de consulta: Enciclopédia Larousse Cultural e Site: Virtualbooks.terra.com.br
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - IX
Fogo Morto e Eurídice
Literatura Brasileira – Romances de José Lins do Rego (1943 e 1947)
JOSÉ LINS DO REGO CAVALCANTE (Pilar - PB 1901 – Rio Janeiro - RJ 1957)
Jornalista, romancista, cronista e memorialista brasileiro é considerado uma das
maiores figuras do romance regionalista nordestino e um dos principais
representantes do neo-realismo no Brasil. Desprezou o rigor formal, buscando
uma linguagem viva e espontânea, que retrata com fidelidade o falar da gente do
Nordeste. Desde a infância já revelava pendores literários e trazia consigo as
raízes do sangue e da terra, que vinham de seus pais, sempre ligados ao mundo
rural do Nordeste açucareiro, às senzalas e aos negros rebanhos que a
escravidão foi formando.
Formou-se em direito na Faculdade de Direito do Recife, onde ampliou seus
contatos com o meio literário pernambucano. Em 1925 ingressou no Ministério
Público como promotor em Manhuçu (MG) e em 1926 transferiu-se para Maceió
(AL), onde passou a exercer as funções de fiscal de bancos 1926/1930 e fiscal de
consumo 1931/1935. Tornou-se colaborador do Jornal de Alagoas e passou a
fazer parte do grupo de Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Aurélio Buarque de
Holanda e outros.
Seu primeiro livro, “Menino de Engenho” (1932), mereceu o prêmio da Fundação
Graça Aranha e se revelou de importância fundamental na história do moderno
romance brasileiro. Seus romances “Água-mãe” (1941) e “Eurídice” (1947)
também mereceram premiações.
Em 1935 passou a residir no Rio de Janeiro onde continuou a fazer jornalismo
com crônicas diárias em diversos jornais. Romancista da decadência dos
senhores de engenho, seus romances levantam todo um sistema econômico de
origem patriarcal, com o trabalho semi-escravo ao lado de outros aspectos
importantes da vida nordestina como o cangaço e o misticismo. Em setembro de
1955 foi eleito para a Cadeira nº 25 da Academia Brasileira de Letras.
Ele próprio dividiu sua obra em várias fases: a) ciclo da cana-de-açúcar: fim
da era dos engenhos e advento das usinas: “Menino de Engenho” (1932),
“Doidinho” (1933), “Bangüê" (1934), “Moleque Ricardo” (1935), “Usina” (1936),
e “Fogo Morto” (1943); b) ciclo do cangaço, misticismo e seca: “Pedra
Bonita” (1938); “Os Cangaceiros” (1953); c) obras vinculadas aos dois ciclos
anteriores: “Pureza” (1937), e “Riacho Doce” (1939); d) obras autônomas:
“Água mãe” (1941); “Eurídice” (1947).
Escreveu ainda: crônicas, memórias, ensaios e roteiros de filmes.
Fontes de Consultas: Enciclopédia Larousse Cultural e Site da Academia Brasileira de Letras
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - X
A Bagaceira
Literatura Brasileira – Romance de José Américo de Almeida (1928)
José Américo de Almeida (Areia - PB 1887 – João Pessoa - PB 1980)
José Américo de Almeida escritor e político brasileiro fez seus estudos no Seminário
da capital do Estado e no Liceu Paraibano. Órfão de pai aos 9 anos, foi entregue aos
cuidados do tio Padre Odilon Benvindo. Em 1903 ingressa na Faculdade de Direito
do Recife e é nomeado para o cargo de promotor público na comarca de Sousa. Em
1911 passa a ocupar as funções de Procurador Geral do Estado.
A publicação do seu romance “A Bagaceira”, em 1928, projetou-lhe o nome em todo
o país, com o destaque dado à literatura regionalista, e que foi considerado um
marco na literatura social nordestina. Em 1922 publica as “Reflexões de Uma
Cabra”, a que se seguiu “A Paraíba e seus Problemas”, em 1923, obra de grande
conteúdo social.
José Américo foi Secretário do Interior e Justiça durante o governo de João Pessoa,
na Paraíba e teve de enfrentar os conflitos políticos na região de Princesa. Com a
vitória da Revolução de 1930, para a qual trabalhou intensamente, foi designado
governador-geral do Norte e escolhido interventor na Paraíba. De 1930 a 1934
assume o Ministério da Viação e Obras Públicas, quando em 1932 fica seriamente
ferido em um desastre aéreo na cidade de Salvador.
Em 1934 Getúlio Vargas o nomeia para o cargo de Embaixador do Brasil junto à
Santa Sé. Em 1935 é eleito Senador e algum tempo depois, designado Ministro do
Tribunal de Contas da União.
Depois do êxito de “A Bagaceira” em 1928, ele publicou ainda os romances “O
Boqueirão” e “Coiteiros”, ambos de 1935, competindo, nessa época com os
nordestinos José Lins do Rego e Jorge Amado, bem como com Amando Fontes, este
nascido em Santos - SP, de família sergipana.
Em 1937, teve lançada sua candidatura à presidência da República, mas foi atingido
por um golpe de Estado, quando o Congresso Nacional foi dissolvido e foi
implantado no país o Estado Novo.
Em 1945, concede entrevista ao Correio da Manhã, rompendo a censura imposta à
imprensa do país e acusa Vargas de querer perpetuar-se no poder. Foi um dos
fundadores da UDN, que o elegeu senador (1947). Em 1950, foi eleito governador
da Paraíba e em 1952 passou a ocupar o Ministério da Viação e Obras Públicas, a
convite de Vargas.
Após a morte do presidente fixou residência na Paraíba. Foi membro da Academia
Brasileira de Letras em 1966 e em 1977 foi homenageado como “O Intelectual do
Ano” pela União Brasileira de Escritores.
Fontes de consulta: Enciclopédia Larousse Cultural e Site Academia Brasileira de Letras
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Nosso Bairro e Nossas Ruas – XI
Orestes Barbosa
Compositor, Escritor e Jornalista
Rio de Janeiro – RJ 1893 – Rio de Janeiro – RJ 1966
Compositor, escritor e jornalista brasileiro nasceu em Aldeia Campista, morou na
Ilha de Paquetá e aos sete anos foi para o bairro da Gávea. Aprendeu a ler nos
jornais e letreiros de bondes, com Clodoaldo Pereira de Morais, pai de Vinícius de
Moraes. Nessa época começou a se interessar por violão e com dez anos já sabia
tocar. Somente aos dez anos entrou para a escola (devido a dificuldades
financeiras da família), o Liceu de Artes e Ofícios, onde aprendeu o ofício de
revisor. Em 1907 já fazia alguns versos e conseguiu seu primeiro emprego como
revisor no jornal “O Século”, dirigido por Rui Barbosa. Depois de algum tempo
deu início a uma longa militância jornalística, que se estenderia ao “Diário de
Notícias”, “O Imparcial”, “A Folha”, “A Crítica”, “A Manhã”, “A Gazeta” e “A
Notícia”. Estreou como poeta em 1917 com o livro de versos “Penumbra
Sagrada”.
Como jornalista, incluía-se entre os que criticavam os acontecimentos e as
autoridades da época, com destemor e ironia. Seus artigos levaram-no várias
vezes à prisão.
Em 1921 publicou seu primeiro livro de crônicas-reportagens, “Na Prisão”, que
contava histórias de dentro do cárcere. Neste mesmo ano apareceu “ÁguaMarinha”, seu segundo livro de poesias.
Estreou como letrista em 1930, com a música “Bangalô”. Nesse mesmo ano duas
músicas suas, em parceria com J. Tomás, foram gravadas na RCA Victor: o fox
“Flor do Asfalto” e o samba “Carioca”, por Castro Barbosa. Em 1931 cantou pela
primeira vez em disco “Nega, Meu Bem”, de Heitor dos Prazeres e em 1933 sua
marchinha “As Lavadeiras”. Notabilizou-se como letrista do antológico “Chão de
Estrelas” (1937) além de “Quase que eu Disse” (1934), “Torturante Ironia”
(1935), todas em parceria com Sílvio Caldas. Com Francisco Alves escreveu “A
mulher que Ficou na Taça” (1934).
Foi influenciado por suas críticas que Noel Rosa compôs o samba “Não tem
Tradução” (1933), em que faz referência às particularidades próprias do idioma
falado no Brasil. Neste mesmo ano compôs com Noel Rosa o samba
“Positivismo”, gravado pelo próprio Noel e a Editora Educadora editou seu livro
de crônicas que, em estilo telegráfico, registra a ascensão do samba urbano.
Foi parceiro de grandes compositores como Custódio Mesquita, Nonô, Noel Rosa,
Francisco Alves, Wilson Batista e seu parceiro mais constante Sílvio Caldas.
Fontes de consulta: Enciclopédia Larousse Cultural e Site: Orestes Barbosa
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - XII
Caminhos de Pedras
Literatura Brasileira – Romance de Raquel de Queirós (1937)
Rachel de Queiroz – (Fortaleza-CE 1910 – Rio de Janeiro-RJ 2003).
Escritora brasileira descendente da estirpe dos Alencar, pelo lado materno, parente,
portanto, de José de Alencar, e pelo lado paterno, dos Queiroz, família de raízes
profundamente lançadas no Quixadá e Beberibe.
Em 1917, veio para o Rio de Janeiro em companhia dos pais que fugiam dos
horrores da terrível seca de 1915, que mais tarde a romancista iria aproveitar como
tema de “O Quinze”, seu livro de estréia. No Rio, a família Queiroz pouco se
demorou, regressando a Fortaleza em 1919 e em 1921 matriculou-se no Colégio da
Imaculada Conceição, onde fez o curso normal, diplomando-se em 1925, aos 15
anos de idade.
Ingressou na imprensa em 1926, assinando crônicas e poemas no jornal “O Ceará”
de que se tornou redatora efetiva, e com o pseudônimo de Rita de Queiroz, lançou
seu primeiro romance “História de um Nome” (1927), sob a forma de folhetim.
Publicou “O Quinze” (1930), romance que a tornou conhecida em todo o país e com
apenas vinte anos projetava-se na vida literária do país, agitando a bandeira do
romance de fundo social.
Consagrada como escritora, veio para o Rio de Janeiro onde fixou residência a partir
de 1939. Obteve vários prêmios literários: Felipe d'Oliveira (1939), com o romance
“As Três Marias”; Saci (1954), outorgado pelo Jornal “O Estado de São Paulo” ao
drama ”Lampião” (1953), Paula Brito, Roberto Boms e a láurea do Instituto Nacional
do Livro, conferidos em 1959 à sua peça “A Besta Maria do Egito” (1958).
Seus romances demonstram intensa preocupação social, embora também seja
significativa a análise psicológica que desenvolvem.
Cronista emérita publicou mais de duas mil crônicas, cuja seleta propiciou a edição
de diversos livros. No Rio, onde residiu desde 1939, colaborou no “Diário de
Notícias”, no “O Cruzeiro” e no “O Jornal”.
Outras obras: “João Miguel” (1932), “Caminhos de Pedras” (1937). “A Donzela e a
Moura Torta” (crônicas 1948), O Galo de Ouro (romance em folhetim 1950). “Cem
Crônicas Escolhidas” (1958), “O Brasileiro Perplexo – histórias e crônicas (1963)”,
“As Menininhas e Outras Crônicas” (1976). Seus três primeiros livros foram
reunidos em 1948, sob o título “Três Romances
Na sua mocidade teve tendências de esquerda, tendo no entanto apoiado a ditadura
militar (1964-1984). Rachel de Queiroz, em 1977, foi a primeira mulher a ingressar
na Academia Brasileira de Letras.
Fontes de consulta: Enciclopédia Larousse Cultural e Site: Academia Brasileira de Letras
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - XIII
Os Sinos
Literatura Brasileira – Poema de Manuel Bandeira (1924)
Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho - Recife - PE 1886 - Rio de Janeiro-RJ 1968
Professor, poeta, cronista, crítico e historiador literário é considerado um dos
mais importantes poetas da literatura nacional. Veio para o Rio de Janeiro onde
cursou o secundário, de 1897 a 1902, no Externato do Ginásio Nacional, hoje
Colégio Pedro II, bacharelando-se em letras. Em 1903 matriculou-se na Escola
Politécnica de São Paulo para o curso de engenheiro-arquiteto. Abandonou os
estudos em 1904 por motivo de doença. Fez estações de cura da tuberculose em
Campanha (MG), Teresópolis e Petrópolis (RJ) e por fim em Clavadel, na Suíça,
onde se demorou de jun/1913 a out/1914. Sua vida poderia ter sido breve, face
às lesões que tinha nos pulmões, mas viveu até os 82 anos.
De volta ao Brasil iniciou sua produção literária em periódicos. Estreou na poesia
com o livro “A Cinza das Horas” (1917), reunião de poemas compostos durante o
período de sua doença. Dois anos depois, “Carnaval”, seu segundo livro de
poemas, inaugurou um novo tipo de poesia no cenário brasileiro, provocando a
indignação dos críticos conservadores e o entusiasmo de João Ribeiro e José
Oiticica, que saudaram a obra como um marco renovador na literatura do país.
Em 1924, “Ritmo Dissoluto”, onde se encontra o poema “Os Sinos” firmou a
posição do poeta como um dos grandes nomes do Modernismo. Além dos livros
citados, sua obra poética está contida nos volumes: “Libertinagem” (1930),
“Estrela da Manhã” (1936), “Mafuá de Malungo” (versos de circunstância, 1948),
“Belo Belo” (1948), “Opus 10” (1952), “Estrela da Tarde” (1960), “Poesias
Escolhidas” (1937 e 1948), “Poesias Completas” (1940, 1944 e 1947), “Antologia
Poética” (1961) e “Estrela da Vida Inteira” (1965).
Embora marcada pelo Modernismo, sua produção abrange experiências que vão
do Simbolismo à Poesia Concreta, sempre valorizada pela maestria dos versos e
o grande poder de síntese. Tratou de temas como o amor, a morte, o cotidiano,
aliando freqüentemente o humor e a ironia amarga a uma profunda
sensibilidade. Manuel Bandeira destacou-se também como prosador nos ensaios
de análise literária “Apresentação da Poesia Brasileira”, 1946 e “Literatura
Hispano-Americana”, 1949; como cronista “A Flauta de Papel, 1957 e
“Andorinha, Andorinha”, 1965 e como memorialista “Itinerário de Pasárgada”
(1954).
Foi eleito em agosto de 1940 e recebido em novembro do mesmo ano para a
cadeira nº 24 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Luís Guimarães
Filho.
Fontes de consulta: Enciclopédia Larousse Cultural e Site da Academia Brasileira de Letras.
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - XIV
Serenata
Literatura Brasileira – Poema de Cecília Meireles (1937)
Cecília Meireles – (Rio de Janeiro - RJ 1901 – Rio de Janeiro - RJ 1964).
Poetisa, professora, pedagoga e jornalista, cuja poesia lírica e altamente
personalista, freqüentemente simples na forma mas contendo imagens e
simbolismos complexos, deu a ela importante posição na literatura brasileira
do século XX. Embora vivendo sob a influência do Modernismo, apresenta
ainda em sua obra heranças do simbolismo e técnicas do classicismo,
gongorismo, romantismo, parnasianismo, realismo e surrealismo, razão
pela qual a sua poesia é considerada intemporal.
Órfã desde tenra idade foi criada pela avó e desde cedo se habituou ao
exercício da solidão, tendo precocemente desenvolvido sua consciência e
sensibilidade. Começou a escrever poesia aos 9 anos e tornou-se professora
pública aos 16, destacando-se como aluna exemplar, merecendo a estima
dos mestres. Dois anos depois iniciou sua carreira literária com a publicação
de “Espectros” (1919), uma coleção de sonetos simbolistas.
A década de 20 foi uma época de revolução na literatura brasileira, mas o
trabalho de Cecília naquele período mostra pouca afinidade com as
tendências nacionalistas então em voga. Boa parte dos críticos, inclusive,
considera suas formas mais tradicionais de poema o ponto mais alto de sua
obra. Com “Nunca mais... os poemas dos poemas” (1923), adere ao
Modernismo. “Criança meu amor” (1924) e “Baladas para El-Rei” (1925) são
outras obras conhecidas de Cecília.
Entre 1925 e 1939 dedicou-se à sua carreira docente publicando vários livros
infantis e fundando, em 1934, a Biblioteca Infantil do Rio de Janeiro (1ª
biblioteca infantil do país). A partir deste ano ensinou literatura brasileira em
Lisboa e em Coimbra e em 1936 foi nomeada para a UFRJ.
Cecília reaparece com “Viagem” (1939), após 14 anos de silêncio, que é
considerado um marco de maturidade e individualidade na sua obra e recebe
o prêmio de poesia da Academia Brasileira de Letras. Daí em diante dedicouse à carreira literária, publicando regularmente até a morte.
Livros de poesia: “Vaga Música” (1942), “Mar Absoluto e Outros Poemas”
(1945), “Romanceiro da Inconfidência” (1953), “Poemas Escritos na Índia”
(1962), “Ou Isto ou Aquilo” (temática infantil, 1964) e outros;
Poemas: “O Eco”, “Canção”, “Murmúrio”, “Serenata”, “Retrato”, “Depois do
Sol...”, “Balada das dez bailarinas do cassino” e tantos outros.
Fontes de Consultas: Enciclopédia Larousse Cultural e Site da Wikipédia
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - XV
As ruas mencionadas em nossos boletins anteriores estavam ligadas à
Literatura Brasileira. A partir do próximo boletim o nome das ruas será
referente a personagem ou fatos da Mitologia Grega (Acrísio, Adamastor,
Medusa, Olímpia e Tróia).
Mitologia Grega
A mitologia Grega compreende o conjunto de mitos, lendas e entidades
divinas e/ou fantásticas (deuses, semi-deuses e heróis) presentes na
religião praticada na Grécia Antiga, criados e transmitidos originalmente
por tradição oral, muitas vezes com o intuito de explicar fenômenos
naturais, culturais ou religiosos – como os rituais – cuja explicação não era
evidente. As fontes remanescentes da mitologia grega ou são transcrições
dessa oralidade, ou trabalhos literários feitos em tempos posteriores à
criação dessa oralidade. Os historiadores da mitologia grega têm, muitas
vezes, de se basear em dados fragmentários, descontextualizados
(fragmentos de obras literárias, por exemplo) ou através de indícios
transmitidos na iconografia grega (principalmente, os vasos) para
tentarem reconstituir a riqueza narrativa e conceptual de uma das
mitologias mundiais que mais interesse desperta.
Em suas várias lendas, histórias e cânticos, os deuses da antiga Grécia são
descritos como quase humanos em aparência, porém imunes ao tempo e
praticamente imunes a doenças e feridas, e capazes de se tornarem
invisíveis, de viajarem grandes distâncias quase que instantaneamente e
de falarem através de seres humanos sem o conhecimento destes.
Cada um dos deuses tem sua própria forma física, genealogia, interesses,
personalidade e sua própria especialidade. Essas descrições, no entanto,
têm variantes locais que nem sempre estão de acordo com as descrições
usadas em outras partes do mundo grego da época. Quando esses deuses
eram nomeados em poesias ou orações, eles se referiam à uma
combinação de seus nomes e epítetos, com estes os identificando
distinguindo-os de outros deuses. Atualmente, apenas o povo Kalasha, do
Paquistão, mantém como religião viva o panteão grego.
Fontes de Consultas: Site da Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Nosso Bairro e Nossas Ruas – XVI
Tróia
A Illíada, um dos épicos de Homero, narra a guerra que causou a destruição da
Tróia lendária. A Tróia histórica constitui um dos mais ricos e extensos sítios
arqueológicos do mundo antigo. Tróia é uma cidade proto-histórica, atualmente
identificada com uma das nove cidades superposta descobertas na colina
Hissarlik, na Turquia. Foi erguida por colonos gregos por volta do ano 700 a.C.
num local que há havia sido ocupado por suces-sivas populações pré-helênicas.
Entre 1870 e 1890, Heinrich Schliemann identificou o local da antiga Tróia na
colina e ali descobriu sete cidades superpostas, destruídas por guerras ou
catástrofes. Wihelm Dörpfeld, que o auxiliava desde 1882, prosseguiu as
escavações e identificou restos de mais duas cidades. Entre 1932 e 1938,
estudos realizados pelo americano Carl William Blegen confirmaram a existência
das nove cidades.
Tróia I, o estrato mais antigo, data de 3000 a 2600 a.C., primeira fase do bronze
antigo, é um pequeno recinto fortificado. Tróia II, ainda bem pequena e
fortificada seria mais um castelo simples, porém rico, destruído pelo fogo por
volta de 2300 a.C. Tróia III, IV e V foram cidades de impor-tância local e
existiram no período de 2300 a 1900 a.C., quando terminou o bronze antigo.
Tróia VI, bem mais importante e rica surgiu antes de 1725 a.C. e foi destruída por
um terremoto. De suas ruínas ergueu-se Tróia VII, a verdadeira Tróia épica,
destruída por volta de 1200 a.C. Tróia VIII é da época clássica da Grécia e Tróia
IX pertence ao período helenístico-romano.
No século IV d.C. desapareceram completamente os vestígios históricos da
cidade. Nesta época Paris, filho de Príamo, rei de Tróia, raptou Helena, esposa de
Menelau, rei de Esparta e famosa por sua beleza, levando-a para Tróia e
desencadeando a Guerra de Tróia que foi o conflito entre a Grécia e Tróia, narrado
de forma lendária e poética por Homero, na Illíada. Conta-nos que os gregos,
chefiados por Agamenon, Menelau, Ulisses e outros heróis, juraram vingança. O
cerco de Tróia, de dez anos, foi marcado por feitos heróicos de ambos os lados,
até que sob inspiração de Ulisses, os gregos construíram um gigantesco cavalo
de madeira e o abandonaram perto das portas de Tróia, fingindo uma retirada.
Apesar dos presságios de Cassandra, os troianos levaram para dentro da cidade
o cavalo, que trazia em seu interior os guerreiros de Ulisses. Naquela noite os
soldados gregos abriram os portões de Tróia para seus companheiros que
saquearam e destruíram Tróia, matando a maioria dos troianos.
É quase certo que a lenda tenha um núcleo de verdade, mas é impossível provarlhe a historicidade.
Fontes de Consultas: Site da Wikipédia, a enciclopédia livre.
27
Nosso Bairro e Nossas Ruas XVII
Adamastor
Adamastor é um gigante mitológico cuja história contém acontecimentos que se
contradizem. Segundo algumas fontes ele seria mesmo um titã e não um gigante.
Não há, portanto uma única história, mas sim várias versões da mesma, sempre
diferentes umas das outras. A mais completa e coerente diz que um dia, do nada,
apare-ceu Geia (a Terra), que gerou um filho: Úrano (o Céu) e uniu-se com ele
formando o primeiro casal divino. Dessa união resultaram seis filhas, as “titânides” e
seis filhos, os “titãs”. Úrano tentou livrar-se deles precipitando-os no Tártaro (região
mais profunda do mundo, abaixo do inferno). Indignados, eles revoltaram-se contra o
pai, mutilaram-no e o mais jovem dos filhos, Crono, ocupou o lugar de deus dos Céus.
Crono uniu-se com a sua irmã, Reia, e teve muitos filhos, entre os quais se destacou
Zeus. Com medo que o destronassem, como ele fizera com seu pai, Crono resolveu
devorá-los. Mas com a ajuda da mãe, Zeus conseguiu escapar e castigou Crono pela
abominável sucessão de infanticídios. Com o sangue que escorria de uma das feridas
do mutilado Úrano, e com a ajuda de Geia, foram criados os gigantes. Entre eles
encontrava-se Adamastor. De tamanho imenso, eles possuíam um tronco terminando
em cauda de serpente. Extremamente bravos e indomáveis, os gigantes tentaram
subir ao Olimpo, onde se encontrava Zeus e seus irmãos com o intuito de vingar os
condenados titãs. Colocaram montanha sobre montanha para conseguir chegar ao
topo, convictos da sua invencibilidade, pois apenas podiam ser destruídos por um
deus e um mortal agindo juntos. Infelizmente para eles, um oráculo revelou aos
deuses este segredo. Então Zeus pediu ajuda a Prometeu, um dos titãs que
sobreviveram e que permanecera ao lado de Zeus, e a Hércules, um mortal
fortíssimo, que afastou as montanhas sobrepostas, fazendo-as cair sobre os gigantes
esmagando-os, enquanto Zeus os fulminava. Adamastor não participou da escalada
do Olimpo para destruir Zeus, mas tentou conquistar os mares e encontrar Neptuno
(deus das águas) e aliado de Zeus. Essa tentativa teve por motivo a paixão por Thétis,
uma das nereidas filhas de Nereu (deus do mar) e Dóris (rainha do mar).
Adamastor é também personagem de “Os Lusíadas”, de Luiz de Camões. Camões
serviu-se desta história mitológica de Adamastor, sepultado sob um monte,
apresentando-o como o mítico gigante que representava as forças da natureza contra
Vasco da Gama, ameaçando a ruína daquele que tentasse dobrar o Cabo das
Tormentas e penetrasse no Oceano Índico, os alegados domínios de Adamastor. Ele
permanecera invicto no seu posto, sem nunca deixar alguém passar além de si até
Bartolomeu Dias o ultrapassar e passou a chamar-se cabo da Boa Esperança (nome
dado por D. João II, depois que o cabo foi ultrapassado). Quando Vasco da Gama
repetiu a proeza, Adamastor não suportou este segundo ultraje e mostrou-se-lhe,
proferindo grandes ameaças para todos os futuros portugueses que tentassem
passar. Cerca de dois anos depois da viagem de Vasco da Gama, Adamastor vingou-se
de Bartolomeu Dias, quando a nau deste, integrante da armada de Cabral, naufragou
ao pé do Cabo.
Fontes: Dicionário de Mitologia, Enciclopédia Larrousse Cultural e Site: “Wikipédia”, a enciclopédia livre
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - XVIII
Acrísio
Acrísio é mais um personagem da Mitologia Grega. Filho de Abante e
Aglea, lutou com o seu irmão Pedro pela herança de seu pai, rei de Argos.
Despojado do trono pelo irmão, partiu para a Frígia, onde se casou com
Eurídice, a filha do rei Lacedêmon e teve uma filha Dânae.
Desgostoso por não ter um filho varão, consultou o Oráculo que lhe
afirmou que não teria um filho, mas um neto que o mataria. Para escapar
a esse destino, Acrísio mandou encerrar Dânae numa torre de bronze
onde ela permaneceu até ser visitada por Zeus, que dela se enamora. Na
forma de uma chuva de ouro Zeus entra na prisão de Dânae e dessa
união engravida e nasce Perseu.
Acrísio, furioso, mandou meter a filha e o neto numa grande arca que foi
levada pelo mar. Foram parar a uma das ilhas Cíclades, onde foram
encontrados por um pescador, Dictis, irmão do rei de Séfiro, Polidectes.
Perseu se tornou um grande guerreiro e protetor da mãe. Um
pretendente de sua mãe enviou Perseu para a impossível missão de
matar a Medusa. Perseu conseguiu seu intento derrotando-a e contando
a sua cabeça, com a ajuda de Atena e Hermes. Diz a lenda que quando
Medusa foi morta o cavalo alado Pégaso surgiu de seu ventre.
Na volta para casa Perseu Perseu matou um terrível monstro marinho e
libertou a linda Andrômeda, filha de Cassiopéia, com quem se casou e
voltou com ela e a mãe para Argos.
Ao saber da sua chegada, o velho rei Acrísio fugiu para a Tessália. Mas
Perseu acabou
matando o avô acidentalmente durante os jogos
fúnebres do rei de Larissa, Perseu, que não conhecia o avô nem este o
conhecia a ele, atirou um disco que se desviou e atingiu Acrísio, que se
encontrava entre os espectadores, matando-o, cumprindo-se assim a
profecia do Oráculo.
Fontes: Dicionário de Mitologia - Site: “Wikipédia”, a enciclopédia livre
29
Nosso Bairro e Nossas Ruas XIX
Medusa
Medusa é mais uma personagem da Mitologia Grega. Juntamente com Esteno e
Euríale eram conhecidas como “as Górgonas”. Filhas de Fórcis e Ceto (divindades
marinhas) elas eram seres monstruosos. Com aspecto de belas mulheres possuíam
cabeça com cabelos em forma de serpentes venenosas, presas de javali, mãos de
bronze e asas de ouro. Medusa era a única mortal das três e seu olhar transformava
em pedra aqueles que a fitavam.
Medusa é também símbolo da mulher rejeitada, e por sua rejeição incapaz de amar
e ser amada. Odeia os homens na figura do deus que a viola e a abandona e odeia as
mulheres pelo fato de ter deixado de ser mulher bela para ser monstro, por culpa de
um homem e de uma deusa. Medusa é a própria infelicidade. Seus filhos não são
deuses, são monstros.
Ela é solitária, trágica, não pode sequer olhar, pois tudo o que olha vira pedra. Ela
tira a vida, com um simples olhar e também não pode ser vista de frente, sem se
ficar paralisado.
Diz o mito que outrora Medusa fora uma belíssima donzela, orgulhosa de sua
beleza, principalmente dos seus cabelos. Resolveu disputar o amor de Zeus com
Minerva que enraivecida a teria transformado em monstro, com cabelos de
serpente. Outra versão diz que Zeus a teria seqüestrado e violado no interior do
templo de Minerva e esta, mesmo sabendo que Zeus a abandonara, não perdoou tal
ofensa, e o fim é o mesmo. Medusa é morta por Perseu, que também foi rejeitado e
com sua mãe Danae trancado em uma arca e atirado ao mar, de onde foi resgatado
por um pescador que os levou ao rei Polidectes que o criou com sabedoria e
bondade.
Quando Perseu ficou homem, Polidectes enviou-o para a trágica missão de destruir
a Medusa. Para isto ele receberia o auxílio dos deuses. Usando sandálias aladas
pode pairar sobre as Górgonas que dormiam. Usando um escudo mágico de metal
polido, refletiu a imagem de Medusa como num espelho e decapitou-a com a espada
de Hermes. Do pescoço cortado de Medusa saíram o cavalo Pégaso e o gigante
Crisaor, que a Medusa havia gerado com Netuno. Perseu recolheu o sangue saído do
ferimento que tinha propriedades mágicas: o da veia esquerda era um veneno
infalível e o da direita um remédio capaz de ressuscitar os mortos.
Ironicamente, Medusa trazia dentro de si o remédio da vida, mas sempre usou o
veneno da morte.
Fontes: Dicionário de Mitologia - Site: “Wikipédia”, a enciclopédia livre
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Nosso Bairro e Nossas Ruas XX
Olímpia
Olímpia é uma cidade da antiga Grécia. É famosa por ter sido o local onde
se realizavam os Jogos Olímpicos da antiguidade, tendo na época uma
importância comparável à de Delfos, onde se realizavam os Jogos Pítios.
Os vestígios mais remotos da realização dos Jogos em Olímpia datam de
ano 776 a.C., tendo-se repetido a cada quatro anos (uma Olimpíada) até
que foram abolidos, no século IV, pelo imperador Theodosius.
Olímpia também é conhecida pela gigantesca estátua de Zeus em
marfim e ouro, criada pelo escultor Phidias, e que foi uma das sete
maravilhas do mundo antigo. Escavações junto ao templo de Zeus,
durante a década de 1950, revelaram a existência de um estúdio que se
supõe ter pertencido a Phidias.
O estudo arqueológico de Olímpia começou com uma expedição francesa
que, em 1829, escavou o bairro dos templos e seus arredores. Mais
tarde, no final do século XIX, arqueólogos alemães continuaram o
trabalho, acabando por descobrir, intacta, a estátua de Hermes de
Praxiteles, entre outros artefatos. Em meados do século XX, o estádio
onde tinham lugar as competições de corrida foi escavado.
Atualmente com a reinstituição dos Jogos Olímpicos por Pierre de
Coubertin, a chama Olímpica acende-se de quatro em quatro anos no
restaurado estádio de Olímpia, utilizando a luz do sol refletida por um
espelho parabólico. Essa chama vai depois acender uma tocha que é
transportada por atletas até o local da realização dos Jogos dessa
Olimpíada.
Fonte: Site “Wikipédia”, a enciclopédia livre
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - XXI
Grão de Areia
Literatura Brasileira – Ensaio de Gilberto Amado (1919)
Gilberto de Lima Amado de Faria (Estância-SE 1887 – Rio de Janeiro-RJ 1969).
Gilberto foi jornalista, político, diplomata, ensaísta, cronista, romancista e
memorialista. Foi o primeiro dos 14 filhos do casal Melchisedech Amado e Ana
Amado. Iniciou seus estudos em Itaporanga, no interior do Sergipe, depois
estudou Farmácia na Bahia e diplomou-se pela Faculdade de Direito de Recife, da
qual tornou-se catedrático de Direito Penal.
Iniciou-se no jornalismo no “Diário de Pernambuco” (1906). Em 1910 transferiuse para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu sua colaboração na imprensa, no
“Jornal do Commercio”, na “A Imprensa” e mais tarde passou a ocupar uma
coluna semanal em “O País”.
Em 1915 foi eleito deputado federal por Sergipe e nos últimos anos da República
Velha exerceu mandato no Senado, até encerrar a sua carreira política com a
Revolução de 1930. Foi embaixador em vários países, foi delegado do Brasil na
ONU, foi representante do Brasil na Comissão Internacional de Jurisdição
Criminal (1951) e chefiou a delegação brasileira à conferência da ONU sobre
Direito do Mar (1960).
Suas publicações “História de Minha Infância” (1954), “Minha Forma-ção no
Recife” (1955), “Mocidade no Rio” e “Primeira Viagem à Europa” (1956),
“Presença na Política” (1958) e “Depois da Política” (1960), são todas no gênero
memorialista. Sua produção ensaística “Salomão”, “Grão de Areia” e “Estudo de
Nosso Tempo” (1919), “As Instituições Políticas e o Meio Social no Brasil” (1924),
“Eleição e Representação” (1932), entre outras, é vasta. Escreveu os romances
“Inocentes e Culpados” (1941), “Os Interesses da Companhia” (1942) e
escreveu, também, um livro de poesias, “Suave Ascensão” (1917).
Afastado do Brasil em missões oficiais no exterior, Gilberto Amado aos poucos foi
se tornando uma figura mítica. Periodicamente vinha ao Brasil, fazendo quase
sempre coincidir sua permanência com o lançamento de um novo livro. Como
toda figura mítica, tornou-se conhecido, sobretudo, pelas lendas e anedotas que
circulavam a seu respeito.
Em 1963 foi eleito para a cadeira nº 26, da Academia Brasileira de Letras, na
sucessão de Ribeiro Couto e foi recebido pelo acadêmico Alceu Amoroso Lima.
Fontes de Consultas: Enciclopédia Larousse Cultural,
Site da Academia Brasileira de Letras
Site da Wikipédia
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - XXII
Praça Lauro Corona
Lauro Corona - (Rio de Janeiro - RJ 1957 -1989)
Lauro Corona - Ator brasileiro
Garoto de classe média carioca começou a trabalhar aos 16 anos como vendedor
na butique de sua mãe. Um ano depois partiu para a carreira de modelo e fez
seus primeiros filmes publicitários fazendo propaganda para a “Coca-Cola” e
para o “Bob's”.
Mais tarde ao fazer a peça infantil “Simbad, o marujo”, no Rio de Janeiro, foi
descoberto pelos diretores e atores Ziembinsky e Paulo José, que o convidaram
para participar do especial de TV, “Ciranda, Cirandinha”. A partir dessa
experiência passou a participar de diversas telenovelas e filmes.
Destacou-se inicialmente na novela “Dancing' Days” (1978), de Gilberto Braga.
Posteriormente vieram “Marina”, “Baila Comigo”, “Elas por Elas”, “Louco Amor” e
“Corpo a Corpo”.
Estreou no cinema em “O Sonho não Acabou” (1982), e dois anos depois fez
“Bete Balanço”, como par romântico de Débora Bloch. Sua última novela foi “Vida
Nova” (1988), no papel de um imigrante português que namorava uma judia
brasileira.
Lauro Corona foi uma das primeiras personalidades brasileiras a morrer de
complicações decorrentes do vírus da AIDS e seu personagem na novela “Vida
Nova” teve um final apressado, com uma viagem para Israel, por causa da
doença do ator. Ao falecer foi enterrado no cemitério de São João Batista.
Pelo Decreto nº 10840, de 28/01/1992, o então prefeito da cidade do Rio de
Janeiro, Senhor Marcello Alencar, resolveu homenagear o ator ao renomear a
Praça Augusto Ruschi, no Jardim Guanabara, com o nome de Praça Lauro
Corona.
Fonte de Consulta: Site da Wikipédia – a enciclopédia livre
Nota da AMORQC:
A praça Lauro Corona está situada entre as ruas Joracy Camargo e Agostinho dos
Santos. Sem polêmica e sem desprestigiar o grande ator que foi Lauro Corona,
muitos moradores antigos participantes de movimentos em prol da urbanização
da praça escolheram o nome de Augusto Rushi, naturalista de reconhecimento
internacional, prevalecendo o decreto do governador.
Trata-se de uma praça de grandes dimensões, de certa forma abandonada pelo
poder publico e SUB UTILIZADA pela população; por isso foi criada a lei 4083, de
24 de maio de 2005, de autoria do Vereador Guaraná, definindo o uso e a
ocupação da mesma. Infelizmente esta lei ainda não foi cumprida pela Prefeitura
do Município do Rio de Janeiro.
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - XXIII
Praça Oswaldo Bouças
Oswaldo Fernandes Bouças – Nasceu em 10 de fevereiro no Estado do Rio
de Janeiro e residiu durante muitos anos no Jardim Guanabara, à Rua Alberto
Maranhão. Foi casado com Maria Emília, com quem teve duas filhas: Maria
Cristina e Maria José.
Era filho da tradicional família Bouças, que fundou a Cia. Imobiliária Santa Cruz
e loteou e vendeu muitas terras na Ilha do Governador.
Muito atuante e relacionado com autoridades, fez muitos trabalhos
comunitários. Na época da crise da água, abasteceu o bairro com carros-pipa.
Possuidor de grande biblioteca escreveu uma crônica aos Rotarianos: “Folhas
Secas”,
Foi um dos fundadores do Rotary Ilha do Governador e seu 2º presidente e,
também, conselheiro do Iate Clube Jardim Guanabara. Veio a falecer ainda
novo, aos 69 anos.
Justa, a homenagem que lhe foi prestada, pelo Prefeito Marcos Tamoyo, dando
seu nome a uma praça do nosso bairro.
Nota da AMORQC:
A praça Oswaldo Bouças está situada entre as ruas Repouso e Galo Branco.
Muito arborizada, dispõe ainda de estacionamento, duas quadras esportivas e
playground. Após a reurbanização tornou-se muito procurada pelos jovens e
demais moradores do Quebra Coco, além de pessoas de outros bairros da Ilha,
onde seus filhos desfrutam do prazer de brincarem e divertirem-se como é de
se esperar.
Infelizmente, como a maioria dos logradouros públicos, esta praça não tem a
manutenção necessária.
Sabe-se que em algumas ocasiões o conserto de algum balanço é realizado
pelos próprios moradores. O alambrado da quadra de futebol de salão necessita
ser recuperado. Preocupante o estado do solo do playground, com fina camada
de areia, provavelmente contaminada e com insuficiente volume para
amortecer as quedas das crianças. A AMORQC já solicitou de todas as maneiras
possíveis as providências necessárias junto à Sub Prefeitura da Ilha, sem
sucesso.
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - XXIV
Anísio Teixeira
(Escola Municipal Anísio Teixeira – Rua Serenata nº 40)
(Educador brasileiro)12/7/1900, Caetité (BA) 11/3/1971, Rio de Janeiro (RJ)
Anísio Spínola Teixeira fez seus primeiros estudos em colégios jesuítas em
Salvador. Com a mudança para o Rio de Janeiro, ingressou na faculdade de
direito, formando-se em 1922.
De volta à Bahia, a convite do governador, assumiu o cargo de Inspetor Geral
de Ensino, iniciando sua carreira de pedagogo e administrador público.
Em 1928, ingressou na Universidade de Columbia, em Nova York, onde obteve
o título de mestre e conheceu o educador John Dewey.
Tornou-se Secretário da Educação do Rio de Janeiro em 1931 e realizou uma
ampla reforma na rede de ensino, integrando o ensino da escola primária à
universidade. Em 1935, criou a Universidade do Distrito Federal, no Rio de
Janeiro. Nesse mesmo ano, perseguido pelo governo de Getúlio Vargas, Anísio
Teixeira mudou-se para sua cidade natal, na Bahia, onde viveu até 1945.
Anísio Teixeira assumiu o cargo de conselheiro geral da UNESCO em 1946. No
ano seguinte, foi convidado novamente a assumir o cargo de Secretário da
Educação da Bahia, onde foi muito bem-sucedido como administrador público.
Criou a Escola Parque, em Salvador, que se tornou um centro pioneiro de
educação integral.
Em 1951, assumiu a função de Secretário Geral da CAPES (Campanha de
Aperfeiçoamento do Ensino Superior), tornando-se, no ano seguinte, diretor
do INEP (Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos).
Em fins dos anos 1950, Anísio Teixeira participou dos debates para a
implantação da Lei Nacional de Diretrizes e Bases, sempre como árduo
defensor da educação pública. Ao lado de Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira foi um
dos fundadores da Universidade de Brasília, da qual tornou-se reitor em 1963.
Também são realizações de Anísio Teixeira O Instituto de Pesquisas
Educacionais, a Fundação Nacional da Ciência, O Instituto de Educação,
pioneiro no Brasil na formação superior de professores para a escola primária,
entre muitos outros.
No ano seguinte, com o golpe militar, afastou-se do cargo e foi para os Estados
Unidos, lecionando nas Universidades de Colúmbia e da Califórnia. De volta ao
Brasil em 1966, tornou-se consultor da Fundação Getúlio Vargas.
Anísio Teixeira morreu em 1971, em circunstâncias consideradas obscuras.
Pesquisa: Wikipedia, Bibliografias.
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Nosso Bairro e Nossas Ruas - XXV
Praia do Engenho Velho
É informação divulgada, que a Ilha – de Paranapuan, Pernapuem, do Gato ou dos
Maracajás (inimigos dos Tamoios, por estes rechaçados e tornados ao Rio,
acompanhando Estácio de Sá, em 1565) - fora dada em sesmaria ao segundo
Governador do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá, outro sobrinho de Mem de
Sá, nomeado pelo tio em 1568. Por isso ela passara a – do Governador.
Recebera-a Salvador, juntamente com o Almoxarife Régio, Rui Gonçalves,
doação confirmada em 1567. Em cem anos, a Ilha do Governador Salvador
Correia de Sá passara a seus descendentes e em Auto de Medição e Divisão
(1662), a ilha ia ser medida, demarcada e indicados seus arrendatários. O Auto
de Medição dá preciosas indicações, referindo-se, por exemplo, ao ENGENHO
VELHO, toponímia ainda existente na Ilha (Praia do Engenho Velho) e onde
subsistiam paredões de pedra indicando ruínas do engenho de Salvador.
Estaria aí, com muita probabilidade, a prova de se constituir a produção
açucareira da Ilha, através dos Sás, em uma das primeiras do Recôncavo da
Guanabara. Consta, certamente, de que Cristóvão de Barros, construtor de
engenho em Magepe (Magé), ao fundo da baía, recebeu sua sesmaria em 1566 e
a de Salvador, como vimos é de 67. Daí, não se afirmando ser a primeira, mas
uma das, o início daquela produção que ajudaria a suprir o comércio de açúcar,
quando da ocupação do nordeste pelos holandeses. Inicia-se uma tradição
agrícola, com a produção de açúcar e aguardente, que vai ampliar nos séculos à
frente, com legumes, frutas e verduras. Os Sás aparecem em transações
comerciais no Rio, como provam documentos do Cartório 1º Ofício concernentes
à venda de Salvador Correia de Sá e Benevides de seus engenhos na Ilha, em
meados do século XVII(1635).
Texto do Auto descreve terem as autoridades, que promoviam a medição e
demarcação, descido um outeiro e depois atravessado “por onde esteve ermida
que foi do Engenho Velho” e logo descido na praia. A Praia do Engenho Velho fica
a oeste da velha Igreja, de N.S. Conceição, esta, junto à praia, hoje, da Bica.
Entre os dois elementos, engenho e Igreja, um outeiro onde se acredita, se
erguesse o palácio do Governador. Isso faz frente para a entrada da barra e, que
melhor posição havia para controlar a entrada e saída de embarcações?
Esta praia, outrora limpa, sufocada pela poluição de suas águas e ar perdeu não
só a paz e a tranqüilidade, mas a segurança e o que representava de qualidade de
vida num local de praias outrora limpas, de peixe fresco e saudável, de
panoramas repousantes.
Fonte: História Regional – A Ilha do Governador
Observações metodológicas e de pesquisa. C
CYBELLE DE IPANEMA - 1982
36
Peças de Acessórios.
Especializada na Linha Chevrolet
Vêm parabenizar os moradores do
Quebra Coco pelos 10 anos da AMORQC.
Essa união fortalece a comunidade....
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a ousada missão de promover a transferência de tecnologia
entre nações de grande potencial de crescimento. Conquistou
neste período, exclusividade de comercialização de nobres
produtos como Caminhões Fora-de-estrada destinados a
mineração e Pneus de todas as linhas: Passeio, Carga, Agrícola,
Industrial e OTR (Fora-de-estrada). Seus valores são focados
não apenas em resultados para a empresa, mas para toda a
humanidade e principalmente ao Brasil. Com simplicidade,
humildade e criatividade, desenvolve ações fundamentadas na
honestidade, na austeridade e no respeito.
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