UMA PROPOSTA INTERDISCIPLINAR ENTRE ARTE E MATEMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL LEIRIA, Rossana Daniela Cordeiro – FURG [email protected] LUZ, Vanessa Silva da – FURG [email protected] Eixo Temático: Didática: Teorias, Metodologias e Práticas Agência Financiadora: não contou com financiamento Resumo Nossas práticas de extensão harmonizam o encontro entre as diferentes áreas do saber, vinculando o Ensino de Matemática e Artes Visuais, motivados pelas reformulações que encaminham as práticas interdisciplinares, no sistema educativo do Brasil. Estas vivências são crescidas paralelamente aos projetos de pesquisa e ensino, participam 8 bolsistas (acadêmicos de Artes Visuais e Matemática) e 10 colaboradores ( de graduandos a pós-graduandos) através do IMEF - FURG. Almejamos o encontro de espaços onde a cooperação interdisciplinar transcenda a barreira das disciplinas nos espaços escolares e na construção das práticas educativas. Ainda objetivamos entender o processo interdisciplinar em sua fundamentação e prática nos contextos da rede pública, no ensino básico. Temos como referência bibliográfica Augusto Comte (1983) e Hilton Japiassu (1976), os quais nos proporcionaram discussões e confronto da teoria e prática. Neste trabalho, vivenciamos o encontro entre as diferentes áreas referidas, envolvendo a leitura de imagens, a alfabetização visual, criação de materiais concretos e transformação em mosaicos, nas quais são abordados conceitos de geometria, frações, reta numérica. No projeto são atendidos 300 educandos do 6º ao 9º ano, os quais vivenciam a aproximação com os conceitos abordados por seus educadores de forma diferenciada, contextualizada e lúdica. Ainda apontamos a importância de superar o ensino fragmentado despertando nos educadores e educandos a possibilidade de convívio com saberes que vão além das ciências em que são especialistas, vivenciando a possibilidade de aproximação entre as diferentes ciências e os diferentes sujeitos, envolvidos em todo processo de construção e abordagem dessas práticas. Assinalamos continuidade do projeto em 2012 com apoio do PROEXT/MEC. Palavras-chave: Matemática. Arte. Tangram. Introdução 14209 As mudanças que se configuram no sistema educativo brasileiro, convidam educadores a repensar suas práticas educativas, com a possibilidade de interação entre as diferentes ciências, através da interdisciplinaridade e contextualização no ensino. Nesse sentido vivenciamos na prática o encontro entre o ensino de Matemática e Artes, possibilitando transcender a barreira imposta pelas disciplinas, que limitam e tornam estanques os espaços em que atuamos. Nessa proposta foi possível agregar o uso de materiais de faço manuseio, o que ajustou o ensino e o aprendizado ligando o cotidiano à arte, assumindo a mesma como interdisciplinaridade auxiliar (Japiassu, 1976) explorando as diferentes obras de pintores brasileiros e conceitos da geometria. Outro enfoque que nos faz repensar e vivenciar as práticas interdisciplinares é a responsabilidade que temos com os nossos educandos, os quais têm meios atrativos de busca pelas informações, sendo a internet e as redes sociais, concorrentes natos a demostrarem o quanto estanque se encontram os espaços educativos. Surge a necessidade de vivenciar outras formas de educação, como mostrar aos nossos estudantes a possibilidade de aproximação entre os diferentes saberes com atividades distintas, favorecendo ao uso de materiais concretos e novas abordagens, fugindo da normalidade do ensino tradicional, aproximando as referidas áreas. Muitas são as discussões a cerca do tema interdisciplinaridade, dadas às mudanças que se configuram na educação brasileira. Buscamos com esta atividade perceber a possibilidade de aproximação das diferentes ciências através do ensino desfragmentado, por hora negando as heranças da Filosofia Positivista (COMTE, 1983) e caminhando a práticas voltadas para integração do conhecimento e emancipação dos sujeitos. A exigência interdisciplinar impõe a cada especialista que transcenda sua própria especialidade, tomando consciência de seus próprios limites para acolher as contribuições das outras disciplinas. Uma epistemologia da complementaridade, ou melhor, da convergência, deve, pois, substituir a da dissociação. À totalização incoerente de palavras não compatíveis entre si, deve suceder a busca de uma palavra de unidade, expressão da reconciliação do ser humano consigo mesmo e com o mundo. Bem entendido, essa unidade não é atualmente dada; não existe ainda se não na esperança, na perspectiva de um olhar escatológico, fixo sobre esse ponto do horizonte em que as paralelas se encontram. (JAPIASSU, 1976, p.26). Com este trabalho visamos relatar as experiências vividas durante a realização de nossas práticas pedagógica na qual buscamos desenvolver um trabalho em que educador e educandos pudessem interagir e constituir um espaço de reflexão e aprendizagens 14210 congruentes. A proposta da realização de uma oficina pedagógica a qual foi intitulada “Arte e Matemática nas sete peças do Tangram”, foi desenvolvida em uma Escola da educação básica da Rede Pública Municipal de Rio Grande/RS e envolveu 37(trinta e sete) educandos e 3(três) educadores ( 2 de Matemática e 1 de Artes). Esta atividade foi desenvolvida por graduandos e pós- graduandos vinculados ao Instituto de Matemática, Estatística e Física – IMEF e ao Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde da Universidade Federal do Rio Grande – FURG. Nos encontros de elaboração e discussão foi possível harmonizar um espaço de reflexão e discussão acerca do uso de materiais concretos e a possibilidade do desenvolvimento de práticas interdisciplinares entre as áreas de Arte e Matemática. É importante destacar que durante nossas discussões sobre o uso de materiais concreto, e também refletindo sobre o que Barco (2005) explicita ao dizer que “O homem fez Arte usando Matemática e construiu a Matemática observando as Artes”, surgiu a compreensão de termos a aproximação entre o ensino de Arte e Matemática em um trabalho interdisciplinar tendo como material concreto o Tangram1 para explorarmos as formas geométricas, uma vez que compreendemos que o ensino de geometria tem por finalidade o desenvolvimento de habilidades cognitivas no educando que vai além dos modelos axiomáticos, como a leitura da realidade que aproxima o cotidiano com o ensino da matemática através da releitura das formas e o espaço em seu contexto. O trabalho com o Espaço e Forma centra-se, ainda, na realização de atividades exploratórias do espaço. Assim, deslocando-se no espaço, observando o deslocamento de outras pessoas, antecipando seus próprios deslocamentos, observando e manipulando formas, os alunos percebem as relações dos objetos no espaço e utilizam o vocabulário correspondente (em cima, em baixo, ao lado, atrás, entre, esquerda, direita, no mesmo sentido, em direção contrária). (BRASIL, 1997, p.84). Nesse sentido, o uso do Tangram possibilita o encontro com tais preceitos, pois proporciona o manuseio das diferentes formas como: quadrado, triângulos e paralelogramo, podendo fazer com que os educandos despertem para a compreensão da geometria em seu 1 Tangram é um quebra-cabeça chinês formado por 7 peças (5 triângulos, 1 quadrado e 1 paralelogramo) Com essas peças podemos formar várias figuras, utilizando todas elas sem sobrepô-las. Esse quebra-cabeça, também conhecido como jogo das sete peças, é utilizado pelos professores de matemática como instrumento facilitador da compreensão das formas geométricas. Além de facilitar o estudo da geometria, ele desenvolve a criatividade e o raciocínio lógico, que também são fundamentais para o estudo da matemática. 14211 contexto, criando situações que favoreçam sistemas estruturais para todo o processo de construção dos conhecimentos, enfocados na ação da percepção, uma vez que, A faculdade de percepção ou do reconhecimento de formas é caracterizada por sua grande rapidez. O sistema cognitivo se estabiliza em uma fração de segundos na interpretação de uma determinada distribuição de excitação dos captadores sensoriais. Reconhecemos imediatamente uma situação ou um objeto, encontramos a solução de um problema simples, sem que para isso tenhamos que recorrer a uma cadeia de deduções conscientes. Nisto, somos exatamente como os outros animais. A percepção imediata é a habilidade cognitiva básica. (LÉVY, 1993, p.157) Outro fator relevante é que ao manusearem as sete peças do Tangram, como um simples quebra-cabeças, os educandos estavam com uma importante ferramenta que serviu para despertar o lado lúdico da aprendizagem matemática. Através deste simples jogo que consiste em montar as peças em diversas figuras, também exploraram a criatividade e conheceram um pouco mais sobre Arte. Ao jogar, o estudante aprende a respeitar regras, desenvolve a imaginação, cooperação, percebe a importância da concentração para organizar seu raciocínio lógico desenvolvendo o senso crítico. Além disso, salientamos que este tipo de dinâmica de ensino favorece não só o desenvolvimento das potencialidades e habilidades do trabalho individual, mas também, o trabalho coletivo implicando um aumento na autonomia dos educandos tornando-os sujeitos ativos do processo ensino aprendizado, desenvolvendo o sentimento de segurança em relação às suas próprias capacidades, interagindo de modo integrado num trabalho de equipe e, portanto, sendo capaz de atuar em níveis de interlocução mais complexos e diferenciados. Nesse sentido, fortalece a ideia da necessidade de atividades lúdicas na aprendizagem da Matemática no contexto escolar. [...] os jogos são as ações que elas repetem sistematicamente, mas que possuem um sentido funcional (jogos de exercício), isto é, são fontes de significados e, portanto, possibilitam compreensão, geram satisfação, formam hábitos que se estruturam num sistema. Essa repetição funcional também deve estar presente na atividade escolar, pois é importante no sentido de ajudar a criança a perceber regularidades. (BRASIL, 1997, p.48). Ainda foi possível explorar a criatividade e conhecer um pouco mais sobre Arte ao terem em mãos réplicas de obras de arte de artistas famosos como Tarsila do Amaral e Leonardo da Vinci. Além de conhecerem o contexto histórico e as denúncias sociais expostas 14212 pelas diferentes artistas, no qual foi oportunizada uma releitura dos fatos sociais através das obras apresentadas. Desenvolvimento Neste sentido, trabalhamos de modo interdisciplinar entre duas áreas do conhecimento, a Arte e a Matemática, tendo como objeto de manuseio o Tangram, que é um quebra-cabeça chinês de origem milenar, escolhido por ser um jogo e material concreto, que permite ao docente trabalhar diversos conteúdos matemáticos, desde a simples apresentação de formas geométricas, como a lógica, a teoria dos grafos, a criatividade, retas, segmentos e frações, bem como, a leitura visual, a identificação de imagens, a exploração visual e artística das figuras mosaicas obtidas em sua manipulação, tornando assim, a geometria mais atrativa, clara e eficiente em sua compreensão. É importante ressaltar o que Souza (1997) afirma sobre o Tangram, ao dizer que embora não haja nenhum registro que comprovem estas relações, a partir do momento que os ocidentais tiveram contato com o jogo, este vem demonstrando de forma atrativa por várias gerações um excelente passatempo e uma ótima manifestação artística. [...] o Tangram está cada vez mais presente nas aulas de Matemática. Sem dúvida as formas geométricas que o compõe permitem que os professores vejam neste material a possibilidade de inúmeras explorações, quer seja como apoio ao trabalho de alguns conteúdos específicos do currículo de Matemática, ou como forma de propiciar o desenvolvimento de habilidades de pensamento. (SOUZA, 1997, p. 3). Estudos mostram que a utilização de jogos e o uso de materiais concretos nos espaços educativos têm possibilitado que os estudantes estabeleçam relações entre as situações vivenciadas e a manipulação de tais materiais proporcionando abstração dos conceitos matemáticos estudados. Segundo PAIS (2006), o uso de material concreto torna as práticas educativas mais dinâmicas e desenvolve o pensamento abstrato por um processo de retificações sucessivas que possibilita a construção de diferentes níveis de elaboração do conceito. No entanto, não basta a utilização de materiais concretos se os mesmos ficarem limitados apenas à manipulação dos educandos de forma lúdica sem que haja uma ligação com os conceitos matemáticos que envolvem estas ferramentas. É imprescindível que a 14213 utilização destes materiais esteja conectada a objetivos bem definidos quanto ao aspecto de motivar a aprendizagem da matemática, ou seja, a um atento planejamento da ação. Para isto o educador precisa ter bem claro os objetivos que deseja alcançar com aquela atividade. Questões do tipo: Para quem ensinar? Como ensinar? E Para que ensinar? Devem fazer parte de seu planejamento. Fiorentini e Miorim (1990), alertam que o importante da ação é que ela seja reflexiva e que o estudante aprenda de modo significativo, desenvolvendo atividades nas quais raciocinem, compreendam, elaborem e reelaborem seu conhecimento. Neste sentido o uso de materiais concretos pode trazer uma grande contribuição, afinal o educando é um sujeito ativo na construção do seu conhecimento. A arte por sua vez, aparece de forma espontânea na relação entre as formas que constituem o estudo da Matemática, surgindo assim à necessidade de agregar estas duas áreas do conhecimento como uma possibilidade de promover aprendizagens mais contextualizadas e significativas para a vida de cada sujeito. Promove ainda, condições de explorar as potencialidades artísticas agregadas a situações de provocação e instigação na construção de conhecimentos matemáticos dos diferentes sujeitos. A utilização das formas geométricas nessas duas áreas tem como objetivo instigar o educando a perceber, compreender, contemplar, observar, descobrir, reconhecer, visualizar, examinar, ler e olhar, promovendo assim a identificação de objetos simples e a utilização dos símbolos para conceituar. Em outras palavras, transformando indivíduos visualmente alfabetizados, visto que a Arte não é apenas básica, mas fundamental e de grande importância no aprendizado e no desenvolvimento do pensamento visual e no conhecimento representativo que a caracterizam, assim como afirma Dondis (1997), ao expressar que a experiência visual humana é algo fundamental para o processo da aprendizagem, para que assim sejamos capazes de entender o meio em que vivemos com condições de reagir a ele, transformando assim a aprendizagem da matemática algo bem mais atrativo, dinâmico e contextualizado. Na oficina, abordamos as obras e a vida de quatro pintores brasileiros que acreditávamos que fossem bastante conhecidos, Tarsila do Amaral com os quadros “Abaporu (1928)” e “Operários (1933)”; Cândido Portinari com as telas “Retirantes (1944)” e “Despejados (1934)”; Di Cavalcante com as obras “Aldeia de Pescadores (1950)” e “Mulheres com Frutas (1932)” e Iberê Camargo com as telas “Mulher de bicicleta (1989)” e “A Idiota (1991)”. A escolha destes artistas foi baseada na repercussão de seus nomes no 14214 senso comum, bem como na exploração da brasilidade expressada por eles em suas obras. Exploramos também a tela “Monalisa (1508)” na qual a simetria e a geometria se fazem significativamente presentes. Entretanto, mesmo que para nós os artistas escolhidos fossem bem conhecidos, os excertos abaixo evidenciam o desconhecimento dos estudantes com as obras de arte além da necessidade de trabalhar com este tipo de material, como promoção da cultura no ambiente educativo. Eu não conhecia esses pintores, nas aulas de educação artística a gente só faz desenho quando o professor ta de bom humor, quando ele não tá nos põe a ler algum livro, mas isso aí eu nunca vi. (estudante a) Eu já tinha visto essa mulher com o pezão na tv e essa mulher feita de riscos também mostrou no jornal uma vez, mas na escola eu não vi não, mas essa da bicicleta feita de riscos eu já tinha visto. (estudante b) A prática foi estruturada em quatro etapas que compreenderam: a criação de dobraduras, exploração geométrica, exploração abstrata e artística. Na primeira etapa fizemos um breve levantamento com os participantes da oficina sobre o que os mesmos já conheciam sobre a relação entre a Arte e Matemática, bem como as dificuldades sobre a Matemática que os constituem, buscando compreender as necessidades específicas e coletivas de cada estudante, no sentido de trabalhar diretamente em cima destas necessidades. Na segunda etapa dividimos a turma em grupos para favorecer o processo de cooperação entre eles e distribuímos oito imagens de diferentes obras de arte, bem como pequenos textos que continham características das obras, os quais os educandos deveriam associar as imagens aos textos, trabalhando assim a leitura visual das obras. Que difícil encaixar isso, parece ser tudo a mesma coisas, essas aqui até que é mais fácil por causa das cores, mas essa desse tal de Iberê não tem como. (estudante c) Eu não sabia que a gente podia associar o texto a uma imagem, vou fazer isso no Orkut, colocar uma foto minha e pedir pro pessoal interpretar, vou ver se eles acertam. (estudante d) Após associarem todas as imagens com os textos, cada grupo escolheu uma imagem para mostrar aos demais grupos e explicar os motivos que os levaram a fazer a associação entre a imagem e o texto, socializando com os demais. Nesta parte da atividade, enfatizamos as obras, contando um pouco sobre a história e vida dos pintores que as produziram. 14215 Eu sabia que esse Iberê tem um museu em Porto Alegre, quando eu tava na 5ª série prometeram nos levar lá mas até agora a gente não foi, ano que vem saio da escola e duvido que a gente vá. (estudante e) Concluída esta etapa da oficina, partimos para a criação por meio de dobraduras dos Tangrans utilizando as imagens de obras de arte dos pintores famosos. Ao realizarmos esta etapa, fomos mostrando as características de cada peça do Tangram que surgia, explorando as diversas figuras geométricas que o constitui, bem como as imagens que podem ser formadas com a utilização de todas as suas sete peças. Foram abordados os conceitos de relações trigonométricas, teoria dos grafos, geometria plana, polinômios, frações, lógica, e etc. Nossa, que legal quer dizer que eu posso fazer todas as peças só com o triângulo pequeno, em casa vou fazer e vou cortar todas pra ver se dá certo. (estudante f) As falas dos estudantes “e” e “f” reafirmam a discussão que trouxemos ao longo do texto, reconhecendo a importância da interdisciplinaridade e o uso de materiais concretos vinculados no ensino de Matemática demonstrando a necessidade de aproximar os conceitos da ciência com o cotidiano dos estudantes. Ressaltamos aos educadores o uso de diversos materiais como: jornais, revistas, folhas de ofício, etc. na preparação de nossas práticas. Dessa forma, reforçando a ideia de não ser preciso grandes recursos financeiros para o desenvolvimento de atividades diferenciadas nos espaços educativos, refutando a ideia da falta de incentivo econômico. A quarta etapa constituiu na criação de mosaicos coletivos por meio da utilização dos diversos Tangrans criados pelos grupos (Figura 1). Nesta etapa vivenciamos um momento de reflexão sobre as influências artísticas contemporâneas na forma dos mosaicos, por meio das imagens criadas pelos participantes, exploração das cores e de todo processo artístico de criação das mesmas. O nosso vai ser o Ronaldinho, todo quadrado que nem ele ta jogando, embora esteja bem redondo!!!heheheheeh!!!!mas vamos por o chão se não a professora fica enchendo o saco. (estudante g) 14216 Figura 1 – Mosaico coletivo Resultados e discussão Com a realização desta prática foi possível vivenciarmos momentos intensos em nosso processo de formação, pois tivemos a oportunidade de entender conceitos de outras ciências que não a de nossa especialidade, assim como possibilidade de reflexão no que concerne o uso de materiais concretos e jogos no ensino de matemática. Ainda possibilitar aos nossos educandos desenvolver sua compreensão da realidade que o circunda de forma significativa, através do convívio com o outro e de atividades que lhe desperte para o mundo, seja por analogias, interpretações cognitivas ou discussões acerca de assuntos que surgem frente à atividade proposta. Vivenciamos um espaço de reflexão, no qual o compartilhamento de ideias poderá configurar um novo pensar metodológico por parte dos educadores. Acreditamos que a estas duas áreas do saber possam andar juntas no processo de aprendizagem fazendo da escola um espaço cooperativo entre educandos e educadores, bem como entre os educadores das diferentes ciências, os quais poderão assumir uma atitude investigativa e desafiadora sobre seus fazeres e saberes. Ao elaborarmos atividades com foco na interdisciplinaridade, tivemos a oportunidade de vivenciar na prática a quebra da barreira imposta pelas disciplinas, decorrente da fragmentação do conhecimento (COMTE, 1983). Ainda foi possível conviver com educadores 14217 de outras ciências o que nos oportunizou um espírito de coletividade que destoa das práticas estanques que isola cada especialista em sua realidade. Vivenciamos um espaço de reflexão, no qual o compartilhamento de ideias poderá configurar um novo pensar metodológico por parte dos educadores. Acreditamos que a estas duas áreas do saber possam andar juntas no processo de aprendizagem fazendo da escola um espaço cooperativo entre educandos e educadores, bem como entre os educadores das diferentes ciências, os quais poderão assumir uma atitude investigativa e desafiadora sobre seus fazeres e saberes. REFERÊNCIAS BARCO, L. Série: Arte e Matemática. TVE / Rede Brasil, 2005. BICUDO, M. A. V. Sobre a “Origem da Geometria. In: Reunião Sociedade de Estudos & Pesquisa Qualitativa. Set 1989. Disponível em: <http://www.sepq.org.br >. Acesso em 10 mai. 2010. BRASIL. Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Terceiro e Quarto ciclos do Ensino Fundamental: Matemática. 1 ed. Brasília: MEC / SEF, 1997. 148p. COMTE, A. Curso de filosofia positiva. São Paulo: Abril Cultural, 2ª edição 1983. (Os pensadores) DONDIS, D. A. Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo, Martins Fontes, 2ª ed.1997. FIORENTINI, D; MIORIM, M. A. Uma reflexão sobre o uso dos materiais concretos e jogos no ensino da matemática. In: Boletim SBEM-SP, 4(7): 5-10, 1990. JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade e Patologia do Saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976. LÉVY, P. As tecnologias da inteligência. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993. PAIS, L. C. Ensinar e Aprender Matemática. São Paulo: Autêntica, 1º ed. 2006. SOUZA, E. R. S. (org.) A matemática das sete peças do Tangram. IME- USP , 2ª ed. 1997 São Paulo. SP.