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Jornal Valor Econômico - CAD B - EMPRESAS - 17/7/2014 (19:55) - Página 6- Cor: BLACKCYANMAGENTAYELLOW
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Quinta-feira, 17 de julho de 2014
Empresas | Serviços&Tecnologia
CLAUDIO BELLI/VALOR
Saúde Hospital planeja ampliar
em 60% número de leitos até 2018
AC Camargo
vai investir
R$ 450 milhões
Beth Koike
De São Paulo
Referência na área de oncologia, o Hospital A.C. Camargo planeja investir R$ 450 milhões nos
próximos quatro anos para ampliar em 60% o número de leitos.
“Serão construídos três novos
prédios para atender a demanda
de pacientes que cresce 20% ao
ano. Hoje, temos 520 leitos e estamos no limite de nossa capacidade de atendimento”, disse Irlau Machado, CEO do A.C. Camargo, localizado no bairro da
Liberdade em São Paulo.
O projeto de expansão dos próximos quatro anos já está traçado,
mas não será liderado por Machado, que chegou ao A.C. Camargo
em 2005 e promoveu uma profunda reestruturação, tirando o hospital do prejuízo e do endividamento. O executivo, que tem passagens
pela Medial e Santander, será a
partir do dia 31 deste mês o novo
CEO da Intermédica, operadora de
planos de saúde vendida para o
fundo americano Bain Capital por
cerca de R$ 2 bilhões em março.
Ainda não há um nome definido
para substituí-lo no hospital.
“Deixo o A.C. Camargo com a casa organizada, uma ampliação de
170 para 520 leitos e um sentimento de dever cumprido. Agora, tenho outro grande desafio na Inter-
médica”, disse Machado, explicando que ainda não pode dar detalhes sobre a nova empreitada. Segundo fontes do setor, o fundo
americano Texas Pacific Group
(TPG), que por muito pouco não
levou a Intermédica, também havia escolhido Machado para comandar esta operadora.
Os recursos para a ampliação
virão de capital próprio do hospital filantrópico. No ano passado, 61,4% dos atendimentos no
A.C. Camargo foram destinados a
pacientes do Sistema Único de
Saúde (SUS). A legislação exige
que esse percentual seja de pelo
menos 60% para que o hospital
tenha isenção tributária.
Apesar do grande volume de pacientes SUS, o montante pago pelo
governo é insuficiente para cobrir
os custos. Para fechar as contas, o
A.C. Camargo trabalha também
com convênios médicos. Para efeito de comparação: o governo pagou R$ 41,7 milhões pelos 61,4%
dos atendimentos oncológicos. Já
os outros 38,6% dos atendimentos
vêm de pacientes com planos de
saúde e particulares que juntos geraram uma receita de R$ 770 milhões, no ano passado. A receita total do hospital foi de R$ 832,1 milhões em 2013, alta de 30,7% em
relação ao ano anterior.
Mesmo com a defasagem na tabela SUS, o superávit do A.C. Ca-
Queda na demanda
aérea durante a Copa
fica abaixo do previsto
Aviação
Cibelle Bouças e João José Oliveira
De São Paulo
Irlau Machado, do A.C. Camargo, vai assumir a Intermédica no fim do mês
margo cresceu 48,3% para R$ 201,4
milhões em 2013. O bom desempenho foi impulsionado por um
controle rigoroso nas despesas gerais e administrativas que aumentaram 5,7% — proporção bem inferior à receita. Além disso, o resultado financeiro avançou 35% para R$
24,4 milhões, impactando positivamente a última linha do balanço. “Mesmo atendendo SUS fechamos no azul, mas é preciso ter uma
austeridade nas contas e cobranças. Também é uma falácia a tese
de que instituições filantrópicas
não podem ter lucro. É preciso,
sim, ter superávit e planejamento”,
diz o executivo, que assumirá um
convênio médico que trabalha
com margens bem apertadas.
O desempenho do A.C. Camargo foi na contramão do setor. Os
55 hospitais ligados à Associação
Nacional dos Hospitais Privados
(Anahp) viram suas despesas
crescerem em proporção superior ao faturamento em 2013, pelo segundo ano consecutivo.
A demanda aérea doméstica
de passageiros durante a Copa
foi superior ao esperado, segundo a Associação Brasileira das
Empresas Aéreas (Abear), que representa as quatro maiores companhias do país, e também segundo a líder do setor, a TAM.
Conforme a Abear, a expectativa
era de uma queda entre 11% e 15%
para a demanda durante a Copa,
em função da redução de viagens
executivas, que representam doisterços do setor aéreo doméstico.
“Mas devido ao número maior de
turistas, e como a maioria deles
chegou às cidades-sede de avião, a
queda deve ter ficado próxima de
7% ou 8%”, disse Eduardo Sanovicz,
presidente da Abear.
O executivo disse que a expectativa original era de que o país
pudesse receber cerca de 600 mil
turistas estrangeiros no mundial, mas que o balanço final da
Copa revelou número maior de
visitantes, superior a 800 mil.
A TAM, que esperava queda da
demanda de até 10% na Copa, contabilizou baixa de 5%. “Nossa malha nos deu situação privilegiada
entre os estrangeiros. Os dados
mostram que o volume de turistas
de fora foi maior”, disse a presidente da empresa, Claudia Sender.
Entre 12 de junho e 13 de julho, as empresas associadas da
Abear operaram 77,2 mil voos.
As decolagens nas ligações entre
.
as cidades-sede — que responderam por 77% do total de operações no país nesse período — aumentaram 31,2%. O volume de
passageiros atingiu 8,8 milhões
de pessoas, com uma taxa de
ocupação nos voos de 80%.
Para atender à demanda da
Copa, o setor aéreo montou uma
malha aérea especial, que incluiu
aumento de 31,2% no número de
voos disponíveis para as cidadessede. Entre as ações para garantir
o bom funcionamento do setor,
as companhias anteciparam a
manutenção programada, para
garantir as 500 aeronaves da frota em operação durante esse período, e suspenderam férias de
parte do pessoal.
Segundo a Abear, o índice de
pontualidade dos voos, com tolerância de até 15 minutos, chegou
a 90,1% no período. Os atrasos,
segundo Sanovicz, ocorreram
em função de problemas meteorológicos, que causaram o fechamento dos aeroportos do Rio, de
Porto Alegre e de Curitiba.
No caso da TAM, a pontualidade ficou em 95% para o limite de
meia hora e a regularidade atingiu 99,8%. A presidente Claudia
Sender disse que a empresa
transportou no mercado doméstico 3 milhões de pessoas entre
12 de junho e 13 de julho. “O impacto da Copa no médio e no longo prazo para o Brasil é positivo”,
disse ela. A executiva vê no desempenho durante o mundial
um fator que vai trazer mais turistas para outros eventos, como
a Olimpíada de 2016, no Rio.
LEO PINHEIRO/VALOR
Para crescer,
Azul cria nova
diretoria
Gestão
João José Oliveira
De São Paulo
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CONFERÊNCIA MAGNA DE ENCERRAMENTO: MINISTRO MARCO AURÉLIO MELLO
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R$ 550,00 p/ inscr. pagas até 15/07
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A Azul Linhas Aéreas Brasileiras, terceira maior companhia da
aviação comercial do país, anunciou ontem mudanças em sua estrutura organizacional. A empresa criou um cargo de diretor de
estratégia a ser ocupado por Trey
Urbahn que, até então, era vice-presidente de receitas.
O executivo será responsável
pelos projetos voltados para o
crescimento da empresa como
voos internacionais, informou
em nota a Azul. A companhia terá também acesso a mais horários de decolagens (slots) em
Congonhas, segundo aeroporto
mais importante do país.
De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil
(Anac), referentes a maio, a Azul
aumentou em 31,5% a oferta —
medida em assentos quilômetros
disponíveis (ASK) ante igual mês
de 2013. Em termos de demanda,
apurada em passageiros-quilômetros transportados (RPK), a Azul
atingiu uma fatia de mercado de
17,1%, o que representa um aumento de 3,7 pontos percentuais
em relação a um ano antes.
Um dos fundadores da Azul,
Trey Urbahn integrou a equipe
que elaborou o plano de negócios da empresa, sendo responsável pelo desenho da malha aérea.
No lugar dele, Abhi Shah assume
o cargo de vice-presidente.
Shah será o responsável pelos
departamentos de planejamento, receita e comercial da companhia. Sob comando desse executivo estão os diretores Antonio
Américo (comercial) e Marcelo
Bento (planejamento).
Outra mudança na Azul é a
contratação de Elaine Alves, para
diretoria de recursos humanos.
Com passagens por Itaú, Serasa,
Citroën e Gol, Elaine vai cuidar
das áreas de desenvolvimento organizacional, recrutamento e seleção, segurança e medicina do
trabalho, e relações sindicais.
Guilherme Ribenboim, diretor-geral do Twitter no Brasil: resultado surpreende
Twitter eleva número
de anunciantes no país
Internet
Cibelle Bouças
De São Paulo
O Twitter, serviço de microblog
que possui mais de 255 milhões de
usuários no mundo, atraiu mais
anunciantes durante a Copa do
Mundo da Fifa. A companhia, que
opera diretamente no país desde
novembro de 2012, conquistou
135 dos 200 maiores anunciantes
no período dos jogos da Fifa. No
mesmo intervalo de 2013, o número de grandes anunciantes no
Twitter somava 20 empresas. No
primeiro trimestre deste ano, 90
grandes anunciantes desenvolviam campanhas no microblog.
“Muitos dos anunciantes novos
tentaram alavancar a estratégia de
publicidade digital aproveitando
a Copa”, disse Guilherme Ribenboim, diretor-geral do Twitter para
o Brasil. De acordo com o executivo, 85% dos patrocinadores da Copa do Mundo da Fifa e 80% dos patrocinadores da seleção brasileira
realizaram campanhas no Twitter.
O executivo acrescentou que
17 marcas realizaram campanhas em tempo real durante os
jogos da Copa — o mesmo número de marcas que fizeram campanhas em tempo real durante o
Super Bowl, nos Estados Unidos.
O campeonato de futebol americano é um dos eventos que mais
atraem anunciantes no mundo.
No caso brasileiro, as marcas
com campanhas mais citadas no
microblog foram Sadia, Coca-Cola, Claro, Sony, Visa, Garoto, Unilever e Itaú Unibanco. “O resultado
foi bem melhor que o esperado”,
disse Ribenboim. De acordo com o
Twitter, entre 12 de junho e 13 de
julho, o volume de comentários
publicados foi 30% superior à média dos 31 dias anteriores. Nos dias
de jogos do Brasil, o volume de comentários cresceu 130%. No mundo, a Copa da Fifa gerou 672 milhões de comentários no Twitter.
A expectativa de Ribenboim é
que o microblog atraia mais anunciantes no país ao longo do ano. O
Twitter fechou 2013 com receita
110% maior, para US$ 665 milhões, e prejuízo de US$ 645,3 milhões, ante um prejuízo de US$
79,3 milhões em 2012, por conta
de gastos operacionais elevados. O
microblog divulga os resultados
do segundo trimestre no dia 29.
A Copa do Mundo no Brasil
também foi o evento que mais movimentou o Facebook, com 350
milhões de usuários comentando
sobre o tema na rede social e 3 bilhões de publicações sobre o evento da Fifa. O SindiTelebrasil, que
reúne as operadoras de telefonia
móvel, também informou que a
Copa foi o evento que mais gerou
transmissão de dados no país. Ao
todo, foram feitas 4,5 milhões de
ligações telefônicas e enviadas
48,5 milhões de fotos dos estádios,
o equivalente a 26,7 terabytes (ou
26,7 mil gigabytes).
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AC Camargo vai investir R$ 450 milhões