SOCIEDADE DE EDUCAÇÃO DO VALE DO IPOJUCA LTDA. FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA COORDENAÇÃO DE NUTRIÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM NUTRIÇÃO ESTADO NUTRICIONAL E PERFIL LIPÍDICO DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS DANIELY ROMERA ALVES LIMA CARUARU 2008 1 Prof. Vicente Jorge Espindola Rodrigues Diretor Presidente da FAVIP Profa. Ms.c. Mauricélia Bezerra Vidal Diretora Executiva da FAVIP Profa. Ms.c. Shirley Cristina de Lima e Silva Coordenadora do Curso de Nutrição 2 DANIELY ROMERA ALVES LIMA ESTADO NUTRICIONAL E PERFIL LIPÍDICO DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS Monografia apresentada ao Curso de graduação em Nutrição da Faculdade do Vale do Ipojuca, como parte dos requisitos para obtenção do grau de bacharel em Nutrição. ORIENTADORA: Profa. Adriana Monteiro Fernandes de Paula Lopes CARUARU 2008 3 Lima, Daniely Romera Alves. Estado nutricional e perfil lipídico de pacientes com diabetes Mellitus / Daniely Romera Alves Lima. – Caruaru : FAVIP, 2008. 34 f. Orientador (a): Adriana Monteiro Fernandes de Paula Lopes. Trabalho de conclusão de curso (Nutrição) -- Faculdade do Vale do Ipojuca. 1. Diabettes Mellitus. 2. IMC. 3. Alteração lipídica. I. Título. Elaborada pelo Bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367 4 DANIELY ROMERA ALVES LIMA ESTADO NUTRICIONAL E PERFIL LIPÍDICO DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS Monografia apresentada ao Curso de Nutrição da FAVIP, para obtenção do grau de Bacharel em Nutrição. Aprovada em 10/12/2008 BANCA EXAMINADORA ______________________________________________________________________ Profa. Adriana Monteiro Fernandes de Paula Lopes (Orientadora) ______________________________________________________________________ Profa. Simone do Nascimento Fraga ______________________________________________________________________ Profa. Márcia Virgínia Bezerra Ribeiro 5 “Uma mudança de atitudes é a atitude mais correta para se alcançar qualquer êxito nunca obtido antes, mesmo porque se não a fizer, estará fadado à derrota eminente.” Ivan Teorilang 6 Este trabalho é dedicado à Deus e aos meus pais: Moacir Valberto Alves Santos e Creuza Maria de Lima Santos, que sempre confiaram em mim e nunca pouparam esforços para apoiar minhas escolhas. 7 AGRADECIMENTOS À Deus, que sempre esteve presente na minha vida, me abençoando, me guiando e me dando motivação para realização deste trabalho; Aos meus pais e avô: Moacir Valberto Alves Santos, Creuza Maria de Lima Santos e José Ferreira de Lima, pelo incentivo, paciência e por sempre acreditarem em mim e em meus sonhos, fazendo o impossível para que eles se tornassem realidade. Por toda compreensão e apoio em todos os momentos de angustia e desespero, por sempre estarem junto quando preciso, por me ajudarem a enfrentar os obstáculos e vibrar com minhas vitórias como se fossem suas; Às professoras, Adriana Lopes; Taciana Fernandes; Wanessa Albuquerque; Shirley Silva e Larissa Viana, pelas orientações, dedicação, paciência e incentivo a mim prestada; Á todos os Professores, pela amizade, disponibilidade e esclarecimentos necessários no decorrer da graduação; Às amigas: Riselda Barbosa; Fernanda Rafaella; Jucivânia Valdenice; Juliana Oliveira e Érika Silva, pelas orientações, incentivo, por sempre estarem presentes quando necessitei e por tantos momentos bons vividos durante a graduação e tantos sonhos compartilhados nesses quatros anos; Aos amigos: Elyelson Santana; Estácio Luís; Josemar Silveira Rodrigues e Rui Luiz, pelas orientações, incentivo e orações; Por fim, agradeço a todos que direta ou indiretamente contribuíram para a elaboração deste trabalho. 8 APRESENTAÇÃO Trabalho apresentado sob a forma de um artigo de revisão, com o título “ESTADO NUTRICIONAL E PERFIL LIPÍDICO DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS” acerca de uma pesquisa de revisão bibliográfica, que objetivou descrever o estado nutricional e o perfil lipídico de pacientes com diabetes mellitus tipos 1 e 2, através da descrição da prevalência de obesidade e identificação das principais alterações lipídicas nos pacientes com diabetes mellitus. Este artigo será submetido para avaliação da Revista Discente de Ciência e Cultura Veredas da Faculdade do Vale do Ipojuca. 9 LISTA DE ABREVIATURAS CT: colesterol total DM 1: diabetes mellitus tipo 1 DM 2: diabetes mellitus tipo 2 HDL: lipoproteína de densidade alta IMC: Índice de Massa Corpórea LDL: lipoproteína de densidade baixa TG: triglicérides VLDL: lipoproteínas de densidade muito baixa 10 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...............................................................................................................12 METODOLOGIA............................................................................................................17 DESENVOLVIMENTO..................................................................................................18 PREVALÊNCIA DE OBESIDADE EM PACIENTES DIABÉTICOS.........................18 PRINCIPAIS ALTERAÇÕES LIPÍDICAS NOS PACIENTES DIABÉTICOS............23 CONCLUSÃO.................................................................................................................27 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................28 11 ESTADO NUTRICIONAL E PERFIL LIPÍDICO DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS Daniely Romera Alves Lima ¹ Adriana Monteiro Fernandes de Paula Lopes ² FAVIP – Faculdade do Vale do Ipojuca – FAVIP, Av. Adjair Case, 800. Indianópolis. Caruaru-PE. CEP: 55.6024-901 ¹ Graduanda do curso de nutrição da Faculdade do Vale do Ipojuca – FAVIP, Avenida Estácio Coimbra, nº 82, São Joaquim do Monte – PE. CEP: 55670-000. E-mail: [email protected] 2 Nutricionista pela UFPE; Especialista em Nutrição Clinica pelo HC/UFPE; Professora da FAVIP RESUMO O aumento da prevalência do diabetes está associado ao crescimento do número de pessoas obesas e fisicamente inativas. O objetivo deste trabalho foi revisar a literatura dos últimos dez anos com relação ao estado nutricional de pacientes com diabetes mellitus, descrevendo a prevalência de obesidade e identificando as principais alterações lipídicas ocorridas nos pacientes com diabetes mellitus tipo 1 e 2. Conclui-se que pacientes com diabetes mellitus tipo 1 possuem índice de massa corpórea (IMC) normal ou até abaixo da normalidade. Mas, o ganho excessivo de peso também pode ser observado em portadores em tratamento intensivo com insulina. Já no tipo 2, a prevalência de obesidade é elevada e mais comum. Também podem ser observados níveis elevados de colesterol total (CT), Lipoproteína de Densidade Baixa (LDL) e triglicérides (TG), além de valores abaixo da normalidade de Lipoproteína de Densidade Alta (HDL), mesmo com o controle glicêmico adequado. Palavras-chave: diabetes mellitus, IMC, alteração lipídica. ABSTRACT The increase in the prevalence of diabetes is associated with the growth in the number of obese people and inactive physically. The purpose of this study was to review the literature of the last ten years with respect to the nutritional status of patients with diabetes mellitus, describing the mayor lipid changes that occurred in patients with diabetes mellitus type 1 and 2. Concluded that patients with type 1 diabetes mellitus have normal body mass index (BMI) or even below the normal. But the gain excessive weight can also be observed in patients in intensive treatment with insulin. Already in type 2, the prevalence of obesity is high and more common. They can also be found elevaled levels of total cholesterol (TC), lipoproteins of densedade low (LDL) and triglycerides (TG) in the normal of high density lipoprotein (HDL), even with adequate glycemic control. Keywords: diabetes mellitus, BMI, lipid change. 12 INTRODUÇÃO O estado nutricional adequado é o reflexo do equilíbrio entre a ingestão balanceada de alimentos e o consumo de energia necessário para manter as funções diárias do organismo. Sempre que existir algum fator que interfira em qualquer uma das etapas desse equilíbrio, há riscos de o indivíduo desenvolver desnutrição ou obesidade. A desnutrição é um estado mórbido secundário a uma deficiência ou excesso, relativo ou absoluto, de um ou mais nutrientes essenciais (CORREIA, 2002, p. 159). Já a obesidade é definida como um acúmulo excessivo de tecido adiposo, que, na maioria das vezes, coincide com um aumento do peso corporal (FÉLIX; SILVA, 2002, p. 189). Segundo Kaufman & Francine (2008, p. 5), diabetes mellitus é uma desordem crônica caracterizada pela hiperglicemia; associada com as anomalias principais no hidrato de carbono, na gordura, e no metabolismo de proteína; e acompanhada de uma propensão em desenvolver formas específicas de doenças renais, ocular, neurológicas, e cardiovasculares. O diabetes abrange um espectro clínico largo. A maioria dos casos de diabetes tem duas categorias etiopatogenéticas: diabetes tipo 1, que é uma deficiência absoluta da secreção de insulina; diabetes tipo 2, causada pela combinação de resistência à ação da insulina (redução da capacidade da insulina de estimular a captação de glicose pelos músculos esqueléticos e de bloquear a síntese hepática de glicose) e a uma resposta a secreção de insulina compensatória inadequada (secreção de insulina inadequada relativamente aos níveis plasmáticos de glicose). A insulina é o produto da secreção endócrina do pâncreas sintetizada pelas células beta das ilhotas de Langerhans. É o principal hormônio anabolizante do organismo e atua a 13 nível hepático, muscular e adiposo. É responsável pela síntese e armazenamento hepático de glicogênio, triglicérides e colesterol VLDL e pela inibição da glicogenólise, gliconeogênese e cetogênese. A nível muscular, sintetiza e armazena proteínas e glicogênio. No tecido adiposo, é responsável pelo estímulo à lipogênese e ativação do sistema de transporte de glicose para dentro do músculo e células adiposas, armazenamento de TG e inibição da lipólise dos TG sintetizados (FERREIRA, 2002, p. 408). Os sintomas típicos conhecidos como tríade clássica do DM 1 são poliúria (urinar com freqüência), polidpsia (sede aumentada com aumento da ingesta de líquidos), polifagia (apetite aumentado), podendo ocorrer também perda de peso, decorrentes da hiperglicemia (CALLIARI; KOCHI, 2004, p. 1060). Já o DM 2 se caracteriza pela combinação de resistência à ação da insulina e à incapacidade da célula beta em manter uma adequada secreção de insulina (GABBAY et al., 2003, p. 202). Atualmente, o diabetes mellitus é um dos maiores e mais sérios problemas de saúde pública em países desenvolvidos e em desenvolvimento devido à sua elevada prevalência, morbidade e mortalidade. Estimativas recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) calculam que em 2030 existirão, aproximadamente, 333 milhões de pacientes diabéticos, sendo projetado para o nosso país um universo de 11 milhões de indivíduos. No Brasil, na década de 80, a prevalência média de diabetes mellitus era de 7,6% na faixa etária de 30 a 70 anos, com cerca de 30 a 50% dos casos não diagnosticados. Entretanto, dados recentes de Ribeirão Preto-SP, demonstram aumento de aproximadamente 79% nesta prevalência (OLIVEIRA et al., 2007, p. 269). 14 Um estudo recente da Organização Mundial de Saúde revelou que, em 2000, o diabetes causou 154.308 mortes e custou 6,7 bilhões de dólares em cuidados médicos e 37,7 bilhões em custos indiretos aos países da América do Sul, sendo para o Brasil da ordem de 3,9 e 18,6 bilhões, respectivamente (VOLTARELLI, 2004). O DM 1, responde por 10% a 20% dos casos de diabetes e ocorre mundialmente, com uma incidência bastante variável. Mostra-se mais comum na Finlândia (30/100.000/ano) e menos no Japão (30/100.000/ano). Nos Estados Unidos, a incidência anual é de aproximadamente 15/100.000 crianças, com uma prevalência de 2-3/1.000. No nosso meio, a incidência anual estimada é de 8,4/100.000 habitantes. A doença predomina em crianças e adolescentes e cerca de 80% dos casos surgem antes dos 18 anos (FORTI et al., 2006, p. 540). A incidência da DM 1 varia muito entre os diversos países, sendo 60 vezes maior na Finlândia com 42,9 por 100.000 nascimentos/ano em relação à China com 0,7 por 100.000 nascimentos/ano (1-3). No Brasil, estudo realizado em Londrina-PR sobre diabetes mellitus do tipo 1, mostrou incidência de 12,7/100.000 (RODRIGUES, 2001, p. 109). A prevalência mundial de diabetes já tomou proporções epidêmicas no mundo em desenvolvimento. O aumento da prevalência do diabetes está associado ao crescimento do número de pessoas obesas e fisicamente inativas. O custo financeiro do diabetes é enorme e está aumentando ao longo do tempo, sendo que aproximadamente 2/3 do custo é devido às complicações micro e macrovasculares. Além disto, o impacto na 15 qualidade de vida dos indivíduos portadores de diabetes relacionados às complicações crônicas e a redução da expectativa de vida causadas pela disfunção vascular determinada pela hiperglicemia crônica, motivam a discussão da forma mais efetiva em prevenir ou adiar o início do DM 2 (LEITE, 2008). Tanto nos países desenvolvidos como em desenvolvimento, o DM 2 tem sido considerado umas das grandes epidemias do século XXI e problema de saúde pública. As crescentes incidência e prevalência são atribuídas ao envelhecimento populacional, aos avanços terapêuticos no tratamento da doença, mas, especialmente, ao estilo de vida atual, caracterizado por inatividade física e hábitos alimentares que predispõem ao acúmulo de gordura corporal (FERREIRA, 2008). Na infância e adolescência, a prevalência da obesidade está crescendo intensamente, e tende a persistir na vida adulta. Cerca de 50% de crianças obesas aos seis meses de idade e 80% das crianças obesas aos cinco anos de idade permanecerão obesas (ABRANTES et al., 2002, p. 336). O aumento da obesidade e conseqüentemente do diabetes mellitus atingem níveis alarmantes. Na população geral a prevalência de diabetes mellitus tipo 2 é de 7-8% e em pronto-socorro ocorre em torno de 30-40% dos pacientes. A principal causa de morte em DM 2 é a doença arterial coronária. O infarto do miocárdio em DM 2 apresenta mortalidade duas vezes superior à dos não diabéticos. A hiperglicemia na fase aguda do infarto do miocárdio agrava o prognóstico, principalmente em pacientes não diabéticos (NERY; OLIVEIRA, 2007). 16 Diante do exposto, faz-se necessário ampliar o conhecimento relativo às desordens nutricionais que influenciam o metabolismo glicídico de pacientes com diabetes mellitus tipo 1 e 2, sendo o estudo realizado através da revisão da literatura, visando descrever o estado nutricional e o perfil lipídico dos pacientes diabéticos, a fim de possibilitar, melhor entendimento, atendimento e acompanhamento pelos profissionais da área da saúde a esses indivíduos que tem uma patologia tão comprometedora da saúde e bem-estar. O presente trabalho teve como objetivo descrever o perfil nutricional e lipídico de pacientes com diabetes mellitus tipos 1 e 2. Através da descrição da prevalência de obesidade em diabéticos tipo 1 e 2 e identificação das principais alterações lipídicas nesta patologia. 17 METODOLOGIA Este trabalho foi elaborado através da revisão de literatura, o qual se propõe a descrever o estado nutricional e o perfil lipídico de pacientes com diabetes mellitus tipo 1 e 2. As informações foram pesquisadas em livros, artigos e trabalhos apresentados em congressos, referente às publicações dos últimos dez anos. Também foram incluídas, pesquisas em sites científicos, tais como: www.bireme.br; www.diabetes.org.br, utilizando como palavras-chaves: diabetes mellitus, IMC, alteração lipídica. 18 DESENVOLVIMENTO Prevalência de obesidade em pacientes diabéticos. A obesidade já é considerada uma epidemia mundial independente das condições econômicas e sociais. No Brasil, as mudanças epidemiológicas, demográficas e socioeconômicas ao longo do tempo permitiram que ocorresse a denominada transição nos padrões nutricionais, com diminuição progressiva da desnutrição e aumento da obesidade (GOVEIA; VIGGIANO, 2008). As condições de vida que levam à obesidade nas sociedades desenvolvidas estão atuando também nos países em desenvolvimento como o Brasil, aumentando sua prevalência especialmente nas regiões mais ricas, como as regiões Sul e Sudeste (OLIVEIRA et al., 2000). Dados de uma Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada pelo IBGE em 2002/03, confirmaram essa tendência com a obesidade acometendo 8,9% dos homens e 13,1% das mulheres (IBGE, 2004). Esse fato merece destaque, já que o excesso de peso, localizado principalmente na região abdominal, está diretamente associado às alterações no perfil lipídico, ao aumento da pressão arterial e à hiperinsulinemia, fatores esses que aumentam o risco do DM 2 e das doenças cardiovasculares (OLIVEIRA et al., 2004, p. 237). A obesidade associa-se frequentemente a algumas condições patológicas tais como dislipidemia, diabetes mellitus e hipertensão arterial, que favorecem a ocorrência de eventos cardiovasculares. Souza et al. (2003, p. 672), em estudo de delineamento 19 transversal com 1039 adultos > 18 anos de Campos/RJ, registraram a prevalência de excesso de peso ajustada pela idade em 50,6% dos indivíduos, sendo que destes, 32,8% apresentaram sobrepeso e 17,8% eram obesos. Observaram também, que a prevalência de obesidade aumentou com a idade, sendo cerca de duas vezes mais elevada a partir dos 30 anos. O DM 2 é uma condição clínica que se caracteriza por um estado de resistência à insulina acompanhado por uma disfunção progressiva das células beta. Medidas como mudanças no estilo de vida, redução de peso e exercícios contribuem para reduzir a resistência insulínica, mas não impedem a perda progressiva da capacidade de secretar insulina que estes pacientes apresentam com a evolução da doença (FRANCO, 2008). O crescimento da prevalência do DM 2 está relacionado, principalmente ao aumento do sobrepeso e da obesidade, associado às alterações no consumo alimentar e na persistência de um estilo de vida sedentário (SARTORELII; FRANCO, 2003, p. 29). A distribuição da gordura corporal parece exercer grande influência nas anormalidades associadas à obesidade, e a resistência à insulina reflete um dos principais motivos para ocorrência desta. A resistência à insulina significa uma diminuição na capacidade da insulina em estimular a utilização de glicose, seja com deficiência no receptor de insulina ou com defeito em algum mecanismo pós- receptor durante sua utilização. Uma das explicações para o desenvolvimento da resistência periférica à ação da insulina nos indivíduos obesos estaria relacionada à maior ingestão de lipídios, comum na dieta de pessoas obesas, que não seria acompanhada por aumento imediato de sua oxidação, mas 20 o excesso de ácidos graxos livres seria estocado em diferentes tecidos, além das células adiposas (PEREIRA et al., 2003, p. 115; 116). A resistência à ação da insulina é uma anormalidade primária e precoce no curso da doença, DM 2. A resistência à ação da insulina no fígado leva ao aumento da produção hepática de glicose. Numa fase inicial, a elevação nos níveis de glicemia é compensada pelo aumento da secreção de insulina, mas, à medida que o processo persiste por períodos prolongados, associa-se um efeito glicotóxico. Entende-se como efeito glicotóxico o aumento da resistência à ação da insulina e diminuição da função da célula beta, devido à hiperglicemia crônica (GABBAY et al., 2003, p. 203). Em estudo, Gomes et al. (2006, p. 139), realizaram avaliação do IMC em 2.254 pacientes ambulatoriais com DM 2 em diferentes regiões do Brasil. Entre estes, 28 (1,2%) tinham baixo peso, 537 (23,8%) eram eutróficos, 948 (42,1%) tinham sobrepeso e 741 (32,9%) apresentavam obesidade. O estudo também permitiu uma avaliação em nível regional, na qual não foram observadas diferença de baixo peso entre as diferentes regiões do Brasil. Em contrapartida, a obesidade apresentou maior prevalência na região Sudeste e Sul quando comparada à região Nordeste. A região Nordeste apresentou maior freqüência de diabéticos com peso normal quando em comparação à região Sul e Sudeste. Os pacientes da região Nordeste apresentavam menor IMC, quando em comparação aos pacientes das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, respectivamente. Já os da região Sul e Sudeste tinham um maior IMC que os da região Centro-Oeste. Os resultados encontrados mostraram que os pacientes em tratamento com associação de duas ou mais drogas orais e associação de insulina e droga oral apresentavam maior 21 IMC do que os pacientes em tratamento com dieta, hipoglicemiante oral e insulina. Os pacientes em tratamento com insulina, apresentavam menor IMC do que os pacientes em tratamento com droga oral e tendência em comparação aos pacientes em tratamento apenas com dieta. Vasques et al. (2007, p. 1520), avaliando 145 pacientes com DM 2, encontraram maiores níveis glicêmicos e de triglicerídeos presentes nos pacientes com excesso de peso e adiposidade central e menores níveis de HDL associados ao excesso de peso. Conclui-se que há associação entre o inadequado perfil metabólico e excesso de peso e/ou adiposidade central, evidenciando a necessidade de intervenção nutricional e clínica em pacientes DM 2 de forma a reduzir o risco de complicações crônicas futuras. Embora não seja o mais comum, a obesidade se faz presente em pacientes DM 1. O estado nutricional de DM 1 é caracterizado pela eutrofia ou baixo peso, mas, a literatura aborda o aumento de peso, principalmente naqueles pacientes em tratamento intensivo com insulina (JUNIOR, 2008, p. 143). Em um estudo, Junior et al. (2008, p. 144), que consistiu na avaliação da prevalência de sobrepeso e obesidade em pacientes com DM 1, observaram que a prevalência de sobrepeso e obesidade neste grupo foi de, respectivamente, 8 e 8%, o que difere de estudos anteriores, como o de Moraes et al. (2003, p. 679), em que o risco de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes foi de 13,8 e 3%, respectivamente. Os erros alimentares, também, estão associados à obesidade em pacientes com DM 1, desta forma, a adoção de hábitos alimentares de acordo com as recomendações nutricionais é essencial na melhoria do controle glicêmico do diabético (PEREIRA, 2003, p. 120-121). 22 As flutuações de peso são bons preditores indiretos. As perdas de peso, agudas ou crônicas, são indicadores de doses insuficientes de insulina e o ganho é reflexo de insulinização excessiva. Castro et al. (2000, p. 508), confirmaram a extrema importância do controle metabólico adequado nestes pacientes, diante do efeito anabólico da insulina. Em seu estudo, observaram que cerca de metade das crianças e adolescentes diabéticos estavam com controle metabólico adequado, o que deve ter contribuído para que os índices antropométricos estivessem equivalentes em relação aos do grupo de controle. Andrade et al. (2004, p. 888), estudando a influência da gordura corporal em 64 pacientes adultos com DM 1, encontraram 14 (21,9%) pacientes acima do peso ideal. Desta forma, concluíram que alguns destes apresentaram características da síndrome metabólica, o que pode ser reflexo da prevalência da obesidade, o que torna a síndrome e suas conseqüências, complicações desencadeantes raras na faixa etária de crianças e adolescentes. O aumento desta prevalência reflete também no aumento da prevalência de patologias que até então não eram comuns nessa faixa etária. Moraes et al. (2003, p. 679-981), estudaram 170 pacientes com DM 1 para avaliar a prevalência de sobrepeso e obesidade. No IMC dos adultos, 25 (23,9%) estavam alterados, 22 (21%) com sobrepeso e 3 (2,9%) com obesidade. Já no grupo de crianças e adolescentes, havia 11 (16,9%) pacientes com IMC alterado, sendo 9 (13,8%) com risco de sobrepeso (3 crianças e 6 adolescentes) e 2 (3,0%) com sobrepeso (1 criança e 1 adolescente). A prevalência de sobrepeso e obesidade na população adulta foi de, respectivamente, 21% e 2,9%, enquanto a de risco de sobrepeso e sobrepeso em 23 crianças e adolescentes foi de 13,8% e 3,0%. Sendo assim, concluíram que a prevalência de sobrepeso e obesidade em DM 1 parece refletir a tendência mundial de aumento de peso, o que reforça a necessidade de um melhor controle de peso destes pacientes. Junior et al. (2008, p. 144-145), em estudo com 77 portadores de DM 1, com idade entre três e dezoito anos, observaram que 8% dos pacientes apresentavam obesidade e 8%, sobrepeso. Nesta casuística de pacientes diabéticos, a prevalência de sobrepeso e obesidade não se mostra diferente da população não diabética do estudo, parecendo, desta forma, refletir a tendência mundial de aumento de peso na população pediátrica em geral. Diante das possíveis conseqüências a curto e longo prazo que o diabetes e a obesidade podem trazer a esses pacientes, faz-se necessário um acompanhamento também nutricional de pacientes com DM 1, por ser de fundamental importância o controle de ganho de peso. Arcanjo et al. (2005, p. 952), perceberam que a intensificação do tratamento insulínico no DM 1 tem resultado na melhora do controle clínico e metabólico desses pacientes, entretanto, com aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade, o que contribuiria para um maior risco cardiovascular. Principais alterações lipídicas nos pacientes diabéticos. A anomalia lipídica mais observada em diabéticos é a elevação do conteúdo dos TG plasmáticos. É vista em aproximadamente 75% dos pacientes e, aparentemente, está 24 relacionada ao papel crítico da insulina tanto na produção quanto na remoção das VLDL plasmáticas. As hiperlipidemias podem aparecer em crianças, embora muitas formas genéticas só se expressem na vida adulta. Nestas crianças os níveis de CT e TG plasmáticos podem estar elevados e as principais conseqüências são as doenças cardiovasculares prematuras na vida adulta e episódios periódicos de pancreatite aguda (CISTERNAS; MONTE, 1998, p. 276-278). Moraes et al. (2003, p. 681), observaram que pacientes DM 1 que adquiriram excesso de peso com tratamento intensivo com insulina, apresentavam também níveis mais elevados de CT, TG, LDL e menores níveis de HDL, alterações estas que são similares às encontradas na síndrome metabólica e podem implicar no risco para doenças coronarianas. O aumento do risco é mais prevalente na mulher e em grupos mais jovens. Além disso, pacientes com diabetes tem um risco de mortalidade hospitalar 50% maior e um risco duas vezes maior de morte após um infarto agudo do miocárdio, em um período de 2 anos (WAJCHENBERG et al., 2008). Os dados de um outro estudo, Souza et al. (2003, p. 674), são, entretanto, semelhantes ao descrito, apresentando a frequência de dislipidemia substancialmente superior nos obesos (36,8%) do que nos não obesos (26,7%). A principal dislipidemia associada ao sobrepeso e à obesidade é caracterizada por elevações leves a moderadas nos TG e diminuição do HDL, caracterizando assim, as principais dislipidemias dos obesos em hipertrigliceridemia e redução do HDL. 25 Dentre os fatores de risco desencadeantes das doenças cardiovasculares, a dislipidemia se encontra em um patamar bem significativo. Estes quando desenvolvidos na infância tendem a persistir na vida adulta. Segundo Seki et al. (2001, p. 250), em estudo retrospectivo realizado em um laboratório privado de Londrina-PR, com 624 casos, de ambos os sexos, com idades variando de 3 a 19 anos, através da realização de exames do perfil lipídico, identificaram e distribuiu 183 casos conforme as situações das dislipidemias. A classificação destes revelou predomínio de HDL diminuído, isolado ou associado às elevações de LDL e/ou TG (49,7%). Associação esta que tende a ser mais aterogênica e, ao lado do tabagismo, está relacionada com precoce estágio de aterosclerose em jovens. Os níveis de TG mostraram resultados alterados com predomínio do grupo < 10 anos (37,1%) e tendência de equilíbrio entre os sexos. Silva et al. (2007, p. 100), mostraram em seu estudo que os níveis médios de CT, LDL e TG de pacientes obesos apresentaram-se superiores aos dos pacientes sem doença de base, além disso, foi observado que os níveis médios das frações lipídicas de pacientes diabéticos apresentavam-se mais elevados do que os dos pacientes sem doença de base também, e mais elevados do que os valores médios dos pacientes obesos. Voscaboinik et al. (2005, p. S715), estudando o perfil lipídico de escolares, registraram aumento de TG para faixa etária em 55,6% das crianças avaliadas. Há que se considerar, que as taxas de TG elevadas são mais freqüentes nas crianças com sobrepeso, no entanto, as magras não estão livres de sofrerem tais alterações. Com isso, seria necessária uma certa periodicidade na análise do perfil lipídico destes escolares, uma vez que a dislipidemia infantil constitui uma patologia silenciosa e, que muitas vezes não é de diagnóstico nos consultórios pediátricos. 26 Arcanjo et al. (2005, p. 955-956), estudando 72 pacientes com DM 1, observaram que na população adulta de pacientes com DM 1, além de apresentarem menor sobrepeso em relação a população não diabética do estudo, nestes também não foi encontrada diferença no perfil lipídico entre essas populações. Já as crianças e adolescentes diabéticas, apresentavam maior prevalência de CT e LDL alterados em comparação as não diabéticas. Grillo & Gorini (2007, p. 51), evidenciaram em seu estudo que níveis elevados de colesterol são um fator de risco muito forte, onde o aumento dos níveis de LDL e baixos de HDL, aliados as altas taxas de concentração de TG, indicam maior associação com doenças macrovasculares nos pacientes com DM 2. 27 CONCLUSÃO O diabetes mellitus é uma doença em ascensão. Sua prevalência no mundo deve continuar subindo, como tem acontecido nas últimas décadas, apesar de diversos avanços obtidos. Como se trata de uma doença progressiva e potencialmente debilitante, com suas diversas complicações circulatórias que atingem considerável parte da população economicamente ativa, tornou-se uma preocupação socioeconômica, mesmo para os países desenvolvidos. Fazer o diagnóstico precoce e trazer os níveis glicêmicos para valores próximos aos de um paciente não diabético, nem sempre é fácil, mas, ainda mais desafiador é manter estes níveis controlados com o passar do tempo. O estado nutricional de pacientes diabéticos tem se mostrado de extrema relevância e importância. Em geral, pacientes com DM 1 possuem IMC normal ou até abaixo da normalidade. Já o ganho excessivo de peso também pode ser observado quando os portadores fazem tratamento intensivo com insulina. No DM 2, a prevalência de obesidade é bem caracterizada. Também podem ser notados nestes pacientes níveis mais elevados de CT, LDL e TG, além de valores abaixo da normalidade de HDL, mesmo com níveis de glicose normais. Desta forma, faz-se necessário o bom controle do estado nutricional, uma vez que, poderá contribuir para a diminuição da prevalência de obesidade e conseqüente controle glicêmico e lipídico. 28 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRANTES, M. M.; LAMOUNIER, J. A.; COLOSIMO, E. A. Prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes das regiões Sudeste e Nordeste. J. Pediatr. Rio de Janeiro, v. 78, n. 4, mai. 2002, p. 336. ANDRADE, C. R. M. J.; CLEMENTE, E. L.; GOMES, M. de B. Influência da Gordura Corporal em Parâmetros de Controle Clínico e Metabólico de Paciente Com Diabetes Mellitus Tipo 1. Arq. Bras. Endócrinol. Metab. v. 48, n. 6, dez. 2004, p. 888. ARCANJO, C. L.; PICCIRILLO, L. J.; MACHADO, I. V.; JUNIOR, C. R. M. A.; CLEMENTE, E. L.; GOMES, M. B. Avaliação de dislipidemia e de índices antropométricos em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1. Arq Bras Endocrinol Metab. v. 49, n. 6, 2005, p. 952; 955-956. CALLIARI, L.; KOCHI, C. Diabetes Melito Tipo 1. 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