PROPOSTAS DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO ESPÍRITO SANTO, ATRAVÉS DAS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE E EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS Julho de 2010 Deputado Estadual Julho de 2010 PROPOSTAS DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO ESPÍRITO SANTO, ATRAVÉS DAS MICROEMPRESAS, EMPRESAS DE PEQUENO PORTE E EMPREENDEDORES INDIVIDUAIS 2 Apresentação A responsabilidade social é um princípio fundamental para o desenvolvimento humano, passando pelo indivíduo e se alojando no conjunto das pessoas em prol do bem comum, como condição primordial nas relações e interações sócioeconômicas, que garantem o crescimento sustentável. As micro e pequenas empresas (MPE) são estratégicas para a consecução do propósito de inclusão das pessoas, pois constituem-se como instrumentos eficientes de distribuição de renda e de igualdade coletiva. O conhecimento da filosofia do mundo globalizado e capitalista e suas ações, é sabido, nos dá a consciência da miséria gerada pelo capitalismo, incoerentemente, ao lado de uma riqueza exacerbada capaz de privilegiar uma minoria. Por princípio, devemos estar atentos a quaisquer possibilidades de reformas que possam reduzir as desigualdades sociais e, principalmente, atuar de forma efetiva na vida pessoal e política do indivíduo, cujo objetivo seja a promoção da dignidade e do respeito - condições fundamentais à existência e ao desenvolvimento humano. As complexidades na criação e manutenção de micro e pequenas empresas representam um enorme desafio para os brasileiros, pois perpassam por questões que põem em risco sua sobrevivência no dia-a-dia, como: dificuldades de gestão, falta de capital de giro, ausência de planejamento, justiça do trabalho, comercialização, inexistência de procedimentos administrativos e lacunas na formação profissional. Este quadro de vulnerabilidade das micro e pequenas empresas é confirmado por dados disponíveis em inúmeros países. Nos Estados Unidos, 40% dos pequenos empreendimentos fecham nos primeiros três anos, na França, são 38%, na Alemanha 30%, na Itália 36% e na Inglaterra 38%. No Brasil, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), a taxa de mortalidade das empresas nos primeiros três anos de funcionamento é ainda mais elevada, chegando a 56%. 3 Neste quadro, o debate em torno das micro e pequenas empresas tem se limitado a sua relevância social e à criação de programas para garantir sua sustentabilidade em um mercado cada vez mais competitivo e complexo para os pequenos empreendedores. No momento em que, nós capixabas, nos preparamos para eleger os próximos DEPUTADOS ESTADUAIS, entendemos que as micro e pequenas empresas sejam fundamentais para permitir um Estado mais justo e igualitário com seu povo, Para isso, estamos entregando ao ilustre candidato documento intitulado “Propostas de Políticas Públicas para Promoção do Desenvolvimento Sustentável do Espírito Santo, através das Microempresas, Empresas de Pequeno Porte e Empreendedores Individuais”, elaborado pela FEMICRO-ES, contendo sugestões a serem avaliadas, implementadas e colocadas como pauta prioritária para os próximos Deputados Estaduais. Na certeza da especial atenção às nossas propostas, antecipadamente agradecemos. Cordialmente, Pedro Gilson Rigo Presidente Federação das Associações de Microempresa e Empresas de Pequeno Porte do Estado do Espírito Santo – FEMICRO-ES 4 Sumário Pág. I. Justificativa 6 II. Contextualização 8 III. Temas e Propostas de Políticas Públicas 12 III. 1 – Legislação Estadual 12 III. 2 – Desburocratização e Desoneração Tributária 13 III. 3 – Comercialização, Importação e Exportação 15 III. 4 – Acesso ao Crédito 16 III. 5 – Inovação, Tecnologia e Capacitação 17 III. 6 – Empreendedor Individual 18 III. 7 – Associativismo e Entidades Representativas 17 IV. IV. Entidades Representativas Signatárias 19 V. Créditos na Elaboração deste Documento 21 VI. Contatos 22 IV. IV. 5 I. Justificativa O Brasil, embora esteja em crescimento, ainda não consegue gerar oportunidades de emprego suficiente para todos. Os índices de crescimento da economia brasileira nos últimos anos são insuficientes para absorver a mão-de-obra disponível no mercado de trabalho. Os dados da PNAD/IBGE 2008 indicam que: procuraram trabalho 15.372.000 pessoas, das quais 8 milhões estavam ocupadas e 7.106.000 estavam desocupadas, indicando que estavam desempregadas 7,1 milhões de pessoas em 2008. O desemprego recente é calculado apenas para 06 regiões metropolitanas do Brasil e indica desemprego de 7,0% da população economicamente ativa e, para atender essa população e em médio prazo, reduzir o enorme contingente de milhões de pobres, torna-se fundamental assegurar crescimento econômico sustentado em torno de 6% ao ano, e isso só será possível com a criação de condições para que as micro e pequenas empresas possam cumprir o seu papel de gerar emprego e distribuir renda. A representatividade do segmento é inquestionável, pois, conforme dados do Anuário Estatístico do DIEESE/SEBRAE representa 97,5% das empresas do País e considerando os dados do BNDES este percentual sobe para 98,3%; respondem por, aproximadamente, 12% das exportações nacionais e, por 51% da força de trabalho urbana formalizada, participando com 43% da renda total dos setores industrial, comercial e de serviços proporcionando ocupação para 60 milhões de pessoas. Por outro lado, deparamo-nos com números alarmantes e preocupantes como os apontados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre a economia informal - são 10,33 milhões de empreendimentos informais, enquanto que o Anuário Estatístico do DIEESE/SEBRAE aponta 5,9 milhões de empreendimentos formais, ou seja, para cada micro e pequena empresa formal, há duas na informalidade. Os números mostram que as micro e pequenas empresas têm participado de forma decisiva no desenvolvimento do nosso País e do Espírito Santo, portanto, se criarmos condições reais, podem ser o antídoto para problemas como o desemprego, a desigualdade social, a desestruturação familiar, a criminalidade, e 6 até a evasão escolar. O consenso que gira em torno do segmento, como caminho alternativo para amenizar a crise social, já é realidade na prática. As micro e pequenas empresas são um dos principais pilares de sustentação da economia nacional, tanto pelo número de estabelecimentos e desconcentração geográfica, quanto pela sua capacidade de gerar empregos e de distribuir renda, porém, ainda que reconhecida sua importância socioeconômica, o segmento das micro e pequenas empresas encontra sérios obstáculos ao seu crescimento, sustentabilidade e competitividade, haja vista terem sido parcialmente suprimidos pela Lei Geral e Lei do Empreendedor Individual. A economia brasileira acumulou, nas duas últimas décadas, um conjunto de distorções e ineficiências que compromete seriamente o desempenho e a sobrevivência dos pequenos negócios. Nesse quadro, os pequenos negócios são particularmente penalizados, encontrando inúmeras dificuldades para surgir e desenvolver-se, a despeito de suas indiscutíveis potencialidades e representatividade econômica e social. A capilaridade das MPE propicia a criação de milhares de postos de trabalho nos mais distantes dos 5.565 municípios, e no Espírito Santo não é diferente, criando oportunidades em todos os 78 municípios capixabas. Segundo o Ministério do Trabalho, de cada dez empregos nas indústrias, pelo menos cinco são em micro e pequenas empresas. Considerando apenas o segmento do comércio, este índice é ainda maior, segundo o IBGE, de cada dez trabalhadores, pelo menos sete estavam em micro e pequenas empresas comerciais. Estes dados são argumentos fortes que mostram a importância das micro e pequenas empresas na geração de emprego e renda no Estado do Espírito Santo e sua importância como prioridade na pauta dos próximos Deputados Estaduais. 7 II. Contextualização MICRO E PEQUENAS EMPRESAS NO BRASIL O Brasil, na última década registrou importantes avanços sociais e econômicos, como o controle da inflação e novas relações políticas que possibilitaram o acesso de uma significativa parcela da população brasileira a bens de consumo finais e duráveis, e a serviços em outros tempos, inalcançáveis. Permitiu uma crescente organização da sociedade civil que conquistou espaços importantes no exercício da cidadania. Os avanços foram significativos, 97,3% das crianças entre sete e quatorze anos estão matriculadas na escola e mais de 7 mil empresas possuem certificação de qualidade ISO 9000, cerca de dez vezes mais do que a soma de todos os demais países da América Latina. O País, por outro lado, possui um amplo parque industrial, com tecnologia de ponta nas mais diversas áreas, e o sistema financeiro nacional é um dos mais modernos do mundo. O desemprego representa mais de 7% da população economicamente ativa (M.T.E. – 2009) e a pobreza atinge a 53 milhões de brasileiros, dos quais 22 milhões estão abaixo da linha de indigência (FGV). Esta situação remete a uma realidade de degradação social e, portanto, à exclusão social e econômica de parcela expressiva da população brasileira. A má distribuição de renda - os 10% mais ricos da população apropriam-se de 46,7% da renda nacional enquanto os 10% mais pobres têm apenas 1% (Banco Mundial) - situa o Brasil entre os quatro países socialmente mais injustos do mundo. A carga tributária de aproximadamente 36,5% do PIB e as elevadas taxas de juros provocam a informalidade dos negócios e a sonegação fiscal, estrangulam a atividade econômica e reduzem o poder de compra dos cidadãos. 8 As medidas necessárias para a transformação deste cenário poderão significar grandes oportunidades para as MPE, pois o momento político atual possibilita a construção de condições favoráveis para a ampliação de sua contribuição para o desenvolvimento nacional, embora tenham que superar ainda relevantes problemas. No Brasil, de acordo com a Lei nº 123/2006, as MPE são classificadas de acordo com seu faturamento anual, sendo considerada microempresa aquela que tiver receita bruta anual igual ou inferior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais) e empresa de pequeno porte aquela que tiver receita bruta anual superior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais). O povo brasileiro, sabe-se, é um dos mais empreendedores do mundo. Um em cada quatro brasileiros economicamente produtivo é dono de uma empresa. Mas apenas três de cada dez novos empreendimentos chegam ao quinto ano de criação. A partir da ótica do desenvolvimento econômico e social, os pequenos negócios produzem a maioria dos empregos formais e informais existentes no País. O segmento das MPE é o que necessita de menores investimentos para a geração de postos de trabalho, se comparado a qualquer outro. É o que acontece, por exemplo, com relação ao artesanato, cuja cadeia produtiva absorve cerca de 8,5 milhões de pessoas. De acordo com a Organização Mundial de Turismo, enquanto a indústria automobilística brasileira precisa de R$ 170 mil para gerar um emprego, com apenas R$ 50 é possível garantir matéria-prima e trabalho para um artesão. Outrossim, os pequenos negócios formam o alicerce principal da estrutura de absorção de mão-de-obra do País, com grande flexibilidade e democratização de oportunidades. Em razão de sua presença em todo o território nacional, criam postos de trabalho nas mais distantes localidades do e oferecem oportunidades de ocupação a segmentos sociais vulneráveis. Começar pequeno é a forma mais adequada para transformar em realidade o desejo de empreender de milhões de brasileiros, aguçados pelo declínio do emprego formal. 9 A agilidade de respostas das MPE às mudanças de mercado, as tornam o agente econômico-social mais flexível e versátil, com grande capacidade de adaptação e de sobrevivência, proporcionando possibilidades de ascensão social aos indivíduos. A cadeia produtiva só alcança a grande massa de consumidores por meio das MPE, o que, deste modo, alavanca o crescimento econômico. Destaque também para o fato de que essa atividade econômica agrega valor e gera tributos, o que demonstra que as MPE são responsáveis indiretamente por grande parte da receita tributária nacional, fato não revelado nas estatísticas oficiais. A grande interação social existente entre o segmento dos pequenos negócios e a população em geral torna as MPE termômetro das relações sociais, humanizando e personalizando relações de trabalho, resgatando vários aspectos da cidadania nos extratos sociais mais baixos, minimizando desigualdades e combatendo a violência de forma preventiva e ampla. Essa força empreendedora nacional é parceira indispensável para o equilíbrio do crescimento econômico e para a democratização de oportunidades, que promova o desenvolvimento nacional e do nosso Estado com inclusão e responsabilidade social, comprovada na crise vivenciada no Brasil no último ano, onde as MPE ampliaram seus postos de trabalho, enquanto os grandes negócios tiveram que reduzir. 10 ENTIDADES REPRESENTATIVAS DAS MPE As micro e pequenas empresas brasileiras estão representadas no País por sindicatos e associações que, por sua vez, estão ligados a Federações, Confederações, a exemplo, a Confederação Nacional da Micro e Pequena Indústria (CONAMPI) e o Movimento Nacional da Micro e da Pequena Empresa (MONAMPE). Estas entidades representativas realizaram em 2010, cinco encontros nacionais com participação de lideranças empresariais do segmento de todos os Estados brasileiros e relacionaram propostas para o futuro Presidente da República, relatadas a seguir, objetivando a formulação de políticas públicas destinadas à construção de um ambiente favorável ao desenvolvimento das MPE e a empreendedores individuais, conseqüentemente, ao desenvolvimento da nação. No Estado, a FEMICRO-ES – Federação das Associações de Microempresa e Empresas de Pequeno Porte do Estado do Espírito Santo, em parceria com outras entidades, faz este papel de representatividade e multiplicador das discussões em torno do fortalecimento deste importante segmento da economia brasileira e estadual. 11 III. Temas e Propostas de Políticas Públicas Segue abaixo, contribuições para a priorização do plano de trabalho dos próximos Deputados Estaduais do Estado do Espírito Santo, referente às microempresas, empresas de pequeno porte e empreendedores individuais, visando à concretização de políticas públicas que possam promover o desenvolvimento, fomento e fortalecimento das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais. III.1 – Legislação Estadual 1. Propor a criação da Lei Estadual da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. 2. Apoiar a criação de Programa Estadual de recuperação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte em processo de falência. 3. Solicitar que sejam promovidos programas publicitários com abrangência estadual que dêem ao empresário de Microempresa e Empresa de Pequeno Porte conhecimento das leis existentes, seus deveres e direitos, bem como conscientizar a sociedade da importância destas empresas para o desenvolvimento de seu Município e Estado. 4. Fortalecer o Fórum Estadual Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. 12 III.2 – Desburocratização e Desoneração Tributária 1. Propor a reforma do sistema tributário estadual. 2. Apoiar a criação de programa que possibilite às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte condições diferenciadas quanto à quitação de dívidas. 3. Contribuir para que a Microempresa seja dispensada do Emissor de Cupom Fiscal e da Nota Fiscal Eletrônica. 4. Sugerir que seja adotado período de transição, programa de capacitação e subsídio para as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte sempre que forem instituídas novas obrigações acessórias que impliquem em investimentos, custeio, tecnologia e informações diferenciadas. 5. Apoiar o debate nacional de inclusão de outros segmentos no Simples Nacional. 6. Apoiar a criação da Secretaria da Microempresa, Empresa de Pequeno Porte e do Empreendedor Individual. 7. Atuar para que seja cumprida a cobrança diferenciada de taxas nos Cartórios e Juntas Comerciais conforme previsto na Lei Geral 123/2006. 8. Estimular a criação de Centros de Atendimento às Microempresas, Empresas de Pequeno Porte e Empreendedores Individuais nos Municípios. 9. Estimular os Municípios quanto à adequação dos Códigos Tributários Municipais para atendimento ao que determina a Lei Geral. 10. Sugerir que os Órgãos de Fiscalização adotem um comportamento orientativo e de dupla visita, ao invés de punitivo. 11. Apoiar e exigir que sejam instituídos mecanismo de desburocratização. 13 12. Apoiar e contribuir para que seja reduzida a tributação da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. 13. Atuar para acabar com o pagamento do ICMS antecipado. 14. Apoiar e contribuir para que as Microempresas sejam dispensadas do SINTEGRA. 14 III.3 – Comercialização, Importação e Exportação 1. Atuar para aperfeiçoar a legislação relativa às compras Governamentais 2. Contribuir com a construção de mecanismo que estimule as faculdades e universidades que tenham cursos de relações internacionais e comércio exterior a realizarem atividades com as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, a fim de ajudar as mesmas nos processos de importação e exportação. 3. Sugerir ao executivo que seja estabelecida uma base de dados de produtos e serviços das Microempresa e Empresa de Pequeno Porte Estaduais, atualizada regularmente, disponível na Internet e divulgada amplamente em nosso país e no exterior. III.4 – Acesso ao Crédito 1. Apoiar e contribuir para a ampliação das políticas de Microcrédito. 2. Apoiar a adequação das exigências de garantias, aval e documentais, a fim de melhorar o acesso ao crédito pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte no BANDES e BANESTES. 3. Propor a criação de fundo especial com dividendos do BANESTES para apoiar os programas de fortalecimento de Micro e Pequenas Empresas. 4. Sugerir que seja facilitado o repasse de recursos pelos bancos estaduais em condições favorecidas para cooperativas de crédito de Microempresa e Empresa de Pequeno Porte que façam parte de arranjos produtivos locais. 5. Atuar para o fortalecimento do Programa “Nossocrédito”. 15 III.5 – Inovação, Tecnologia e Capacitação 1. Contribuir para que seja estabelecida parceria com o SEBRAE, SENAI, SENAT e SENAC para desenvolvimento de consultorias e treinamentos gratuitos para as Microempresa e Empresa de Pequeno Porte nas áreas técnicas, de segurança e medicina do trabalho. 2. Atuar para que sejam disponibilizados recursos do FAT às entidades representativas para que estas possam ter programas de qualificação para gestores e empresários de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. 3. Apoiar a implementação pelas entidades de representação exclusiva das Microempresas, Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais de Programa Estadual de Capacitação dos empresários e empregados das Micro e Pequenas Empresas, principalmente em gestão, compras governamentais e nos processos de exportação, visando seu desenvolvimento e redução de mortalidade. 4. Atuar para que sejam aperfeiçoados e elaborados Programas de Elevação de Escolaridade para adequação às necessidades dos trabalhadores de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte no tocante ao ensino fundamental e médio. 5. Atuar para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de mecanismos de incentivo às empresas de base tecnológica, tais como fundos de apoio, incubadoras de empresa vinculadas a entidades de representação exclusiva de Microempresas, Empresas de Pequeno Porte e Empreendedores Individuais, redes de informação tecnológica, investimentos em pesquisas e transferência de tecnologia. 6. Atuar para o acesso das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte às novas tecnologias. 7. Apoiar a implantação da Escola de Empreendedorismo. 16 III.6 – Empreendedor Individual 1. Atuar para a regulamentação das atividades do Empreendedor Individual. 2. Apoiar as entidades representativas na divulgação das vantagens de ser Empreendedor Individual. 3. Contribuir para que sejam feitas parcerias para criação de Programas de Capacitação para Empreendedor Individual. III.7 – Associativismo e Entidades Representativas 1. Atuar para ter a presença das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte nos diversos conselhos estaduais, através das entidades de representação exclusiva das Microempresas, Empresas de Pequeno Porte e Empreendedores Individuais. 2. Sugerir para que o executivo realize pesquisas a fim de se consolidar banco de dados contendo indicadores estatísticos sobre as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte estaduais. 3. Atuar para a criação de programa de assessoramento para a Microempresa e Empresa de Pequeno Porte executado por universitários supervisionados por suas entidades de ensino, através de convênios a serem firmados com as entidades representativas do segmento. 4. Estimular para a formação e o desenvolvimento de sociedades de propósito específico, consórcios, cooperativas e associações de exportação, integrados às entidades representativas de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. 17 5. Apoiar a participação da representação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte no Conselho Deliberativo do SEBRAE estadual, atendendo o disposto na Lei 8154/1990. 6. Ampliar os instrumentos de relacionamento com o poder público, criando novos espaços para discussão dos problemas a serem enfrentados pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. 7. Contribuir com a promoção da economia local. 8. Apoiar as atividades da Economia Solidária e do Artesanato. 9. Estabelecer relação direta com as entidades de representação das Microempresas, Empresas de Pequeno Porte e Empreendedores Individuais. 18 IV. Entidades Representativas Signatárias Confederação Nacional da Micro e Pequena Indústria - CONAMPI (Brasília-DF) Federação das Associações de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado do Espírito Santo - FEMICRO-ES (Vitória-ES) Sindicato dos Empresários de Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo – SINDIMICRO (Vitória – ES) Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Espírito Santo – FACIAPES (Cachoeiro-ES) Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Espírito Santo – FCDL (Vitória-ES) Associação das Micro Empresas da Grande Goiabeiras – UNIGOIABEIRAS (Vitória-ES) Associação de Micro e Pequenas Empresas de Jacaraípe – AMPE JACARAÍPE (Serra-ES) Associação de Micro e Pequenas Empresas de Vila Nova de Colares – AMPE VILA NOVA DE COLARES (Serra-ES) Associação dos Artesãos do Norte do Espírito Santo – ARTEUNES (Aracruz-ES) Associação de Micro e Pequenas Empresas da Glória – UNIGLÓRIA (Vila Velha-ES) Associação de Micro e Pequenas Empresas da Região de Flexal – AMPE FLEXAL (Flexal-ES) Associação de Micro e Pequenas Empresas Associados da Terra – AMPE ASSOCIADOS DA TERRA (Vila Velha-ES) Rede de Economia Solidária – REDESOL (Cariacica-ES) Associação Comercial de Jardim América – ACJA (Cariacica-ES) Associação Comercial de Itacibá - (Cariacica-ES) Associação de Micro e Pequenas Empresas de Cachoeiro de Itapemirim – AMPE CACHOEIRO (Cachoeiro de Itapemirim-ES) Associação de Micro e Pequenas Empresas de Santa Leopoldina – APROMEF (Santa Leopoldina-ES) Associação das Oficinas de Reparação de Veículos – ASSORVES (Vitória-ES) Associação de Micro e Pequenas Empresas de Grande Santa Rita – AMPE GRANDE SANTA RITA (Vila Velha-ES) 19 Associação Comercial Industrial e Serviços de Cobilândia – ACISCO (Vila Velha-ES) Associação Comercial de Cariacica Sede - (Cariacica-ES) Associação Comercial de Santana - (Cariacica-ES) Associação Comercial de Bela Aurora - (Cariacica-ES) Associação de Micro e Pequenas Empresas de Nova Rosa da Penha – AMPE NOVA ROSA DA PENHA (Cariacica-ES) Sindicato dos Despachantes do Espírito Santo - SINDESPEES 20 V. Créditos na Elaboração deste Documento Coordenação: Alberto Farias Gavini Filho (FEMICRO-ES/SINDIMICRO-ES) Valdemar Fonseca dos Santos (FEMICRO-ES) Participantes: Ercílio Santinoni Pedro Gilson Rigo Carlos Alexandre da Silva Carlos Henrique Gomes Sebastião Fernandes de Araújo Eloyzio Cuzzol Jonas Gonçalves do Nascimento Milcon Gomes Junior Wagner Antônio Baraldi de Oliveira Plínio Barros Maldonado Waldemar Luiz Horbelt Coutinho Sérgio Murilo Lemos Maria da Penha Menegussi Rosa Evander Costa Venturim Jean Carlo Gratz Pedrini Manoel Wanderley de Oliveira Áureo Faé Shirley Pereira João Carlos Godinho José Vargas Iris Cesconeto Paulo Cézar Stelzer Henrique Caldas Douglas Pinheiro Azevedo de Souza Sérgio Brandão Wagner Luiz da Silva CONAMPI FEMICRO-ES FEMICRO-ES FEMICRO-ES FEMICRO-ES FEMICRO-ES SINDIMICRO-ES FEMICRO-ES FEMICRO-ES FEMICRO-ES FEMICRO-ES UNIGLÓRIA AMPE JACARAÍPE AMPE VILA NOVA DE COLARES FEMICRO-ES/ARTEUNES SINDIMICRO-ES UNIGLÓRIA AMPE FLEXAL AMPE ASSOCIADOS DA TERRA ACJA ASSOCIAÇÃO COMERCIAL ITACIBÁ AMPE CACHOEIRO ASSORVES AMPE GRANDE SANTA RITA ACISCO AMPE NRP 21 VI. Contatos Federação das Associações de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado do Espírito Santo – FEMICRO-ES Av. Marechal Campos,180 SL 101- Consolação - Vitoria - 29.045-460 Tel.: (27) 3026-1342 Pedro Gilson Rigo Presidente da FEMICRO-ES Federação das Associações de Microempresa e Empresas de Pequeno Porte do Estado do Espírito Santo Secretário Geral da CONAMPI Confederação Nacional da Micro e Pequena Indústria E-mail: [email protected] Telefones: (27) 3026-1342 (27) 8831-6011 Site www.femicro-es.com.br 22