DF
Ano 7, edição 18, junho/julho de 2012
Cooperativo
O Jornal das cooperativas do Distrito Federal
Confira como as cooperativas do
Distrito Federal estão construindo
um mundo melhor.
Nídia Rios/Sussane Martins
págs.
14 de julho é dia de
integração cooperativista
pág.
7
4/5
Especial Ano Internacional das Cooperativas
Previdência privada do Sicoob
registra crescimento de 146%
pág.
8
Editorial
Especial Ano Internacional
As cooperativas do DF estão
construindo um mundo melhor
“Cooperativas constroem um mundo melhor”. A mensagem escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) para despertar
as importantes ações econômicas-sociais do
cooperativismo mundial abre a perspectiva de
o DF mostrar a realidade das mais de 180 cooperativas em Brasília.
Nesta edição o leitor poderá conhecer
histórias de pessoas comuns que acreditam
Roberto Marazi
Presidente do Sistema OCDF-Sescoop/DF
[email protected]
na força da cooperação, da ajuda mútua, dos
princípios do cooperativismo e que junto com
cooperativas de crédito, produção, habitação,
trabalho, saúde, agrícolas e outras tiveram a
oportunidade de promover mudanças e crescimento em suas vidas.
Não deixe de ler a história do servidor
público que recebeu instruções do presidente de uma cooperativa de crédito para
construir sua primeira casa própria. Confira,
também, a história de sucesso de um médico especialista em oftalmologia que vê na
cooperação e na gestão participativa a solução para os problemas financeiros de uma
cooperativa médica.
Conheça, ainda, a história de uma enfermeira que viu em uma cooperativa de trabalho
a grande oportunidade de alcançar novas metas e em menos de três anos, já ocupa o cargo
máximo na cooperativa.
A cidade de Águas Claras foi construída
praticamente por cooperativas habitacionais.
Nesta edição leia a história da cooperada que
Cooperativa de taxistas
oferece conforto e segurança
aos passageiros
O ano é 1978. No Distrito Federal, trabalhadores se juntam para constituir, à época,
a Cooperativa de Consumo de Condutores
Autônomos de Brasília – Coobrás. A ideia era
fornecer insumos e viabilizar a diminuição de
custos de operação do trabalho, comprando
conjuntamente pneus, combustível, óleo e
peças automotivas.
Diante do crescimento da Cooperativa
e do número de interessados, os associados
decidiram estender seus serviços, passando
a atuar no ramo de transporte individual, ou
seja, serviços de táxi. Atualmente, a Coobrás
possui uma frota superior a 125 veículos,
nacionais e importados, executivos e utilitários, todos com ar-condicionado, 4 portas,
com motoristas qualificados, garantindo,
dessa forma, maior segurança e conforto
aos usuários.
A Coobrás possui convênios com diversas
cooperativas e empresas da cidade, possibilitando a utilização dos serviços com maior
rapidez. Conheça mais em www.radiotaxicoobras.com.br
Daniel Costa
comprou seu apartamento e hoje mora bem
e se sente satisfeita com o trabalho exercido
pela cooperativa habitacional.
Enfim, em Brasília há diversos casos de
sucesso e geração de emprego em que, por
meio de cooperativas, muitos conseguiram e
estão conseguindo construir com suas famílias um mundo melhor!
OCDF
Arquivo Sescoop/DF
Sindicato e Organização das Cooperativas do
Distrito Federal
Presidente: Roberto Marazi
Vice-presidente: Benedito F. da Silva
Diretor Administrativo: Luis Carlos Terraço
Diretor Financeiro: Luiz Lesse
Diretora de Relações Sindicais: Vera Lêda
Conselheiros Natos: Roberto Coelho, Miguel
Ferreira, José Alves Sena, Manoel Messias,
Gilmar Braz, José Jocivânio Torres da Silva,
Priscyla Barreto, Tatiana Carvalho Lima de Alencar
Matos Rodrigues e Ronei Alves
Conselho Fiscal: Manoel Messias, José Jocivânio
e Paulo da Costa
Suplente: Antonio Edmilson, Elias Rosa e José
Maria Alves
Conselho de Ética: José Antônio D’Arrochela,
Paulo Roberto Gonçalves, Antonio Ruy Telles,
Pedro Inácio da Silva e Erasmo Antonio Porta
Suplente: Arcenio Chervinski e Eustaquio José
Ferreira
Superintendente: Remy Gorga Neto
Sescoop/DF
Serviço Nacional de Aprendizagem do
Cooperativismo do Distrito Federal
Conselho de Administração
Presidente: Roberto Marazi
Vice-presidente: Benedito F. da Silva
Conselheiros: Marcos Carlos, Derci Cenci,
Haroldo Toti e Lino Alves
Suplentes: Rutemberg César, José Maria de
Siqueira, Carlos Roberto e Mário Ernesto
Diretoria Executiva: Roberto Marazi e Remy
Gorga Neto
Conselho Fiscal: Israel Marcelo, José Maria Alves
e Luís Carlos Teixeira
Suplentes: Ana Cristina Araújo, Eustáquio
Ferreira e Sônia Maria
Conselho Editorial: Benedito F. da Silva, Líllian
Bushe, Nídia Rios e Eustáquio Ferreira
DF C o o p e r a t i v o
Uma publicação do Serviço Nacional de
Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/DF) e
do Sindicato e Organização das Cooperativas do
Distrito Federal (OCDF)
Periodicidade: bimestral
Produção de textos: Nídia Rios / Sussane Martins
Colaboração: Everton Lagares
Revisão de textos e imagens:
Assessoria de Comunicação do Sescoop/DF
Projeto gráfico e diagramação:
Duo Design Comunicação
OCDF-Sescoop/DF: EQS 102/103, bloco A, Sobreloja
200 - Centro Empresarial
São Francisco Brasília/DF, CEP 70330-400
Tel.: 61 3345-3036 / Fax: 61 3245-3121
[email protected]
www.dfcooperativo.coop.br
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DFcooperativo
Especial Ano Internacional
Destaques
Ano Internacional traz
reconhecimento ao cooperativismo
Em reconhecimento ao Cooperativismo e o
seu potencial em promover a cooperação entre as
pessoas a Organização das Nações Unida (ONU)
decretou este ano, 2012, como o Ano Internacional das Cooperativas.
O objetivo principal desta ação é buscar o
desenvolvimento econômico sustentado, a mitigação da pobreza e a intercooperação. Dessa
aproximação, resultou, em 2009, a Resolução A/
RES/64/136, que institui o ano comemorativo.
O slogan escolhido para nortear as ações de
2012 é “Cooperativas constroem um mundo
melhor”. A temática reflete não apenas o espírito
cooperativista, mas também o compromisso do
segmento com o desenvolvimento global.
Com isso, a ONU sugere ações ligadas ao empoderamento feminino, à inclusão de jovens no mercado
de trabalho e ao empreendedorismo, que mostram o
cooperativismo como instrumento para geração de
renda e, consequente, redução da pobreza.
Conheça mais sobre essa importante ação
acessando o site www.ano2012.coop.br. Abaixo
confira histórias de cooperativas que ajudam a
construir um mundo melhor.
Cootaquara produz
e exporta há mais de 10 anos
Na tentativa de fornecer alimentos com
qualidade, respeitar e satisfazer consumidores e auxiliar o desenvolvimento econômico e social da região do Núcleo Rural
Taquara, localizado em Planaltina/DF, a
Cooperativa Agrícola da Região de Planaltina/DF – Cootaquara vende suas hortaliças
em grandes redes de mercados do Distrito
Federal, Goiânia, Manaus, Belém, Palmas,
dentre outros.
Com média de 40 toneladas mensais, dos
60 produtos agrícolas cultivados por cooperados e produtores locais, a venda da produção
gera cerca de 70 milhões de reais por ano para
região. Com isso, a Cooperativa beneficia diretamente mais de 2.500 pessoas.
Atualmente, a Cootaquara conta com
150 cooperados e 40 funcionários. O fruto
do serviço prestado por estes trabalhadores é
reconhecido pela formação de um dos mais
importantes núcleos rurais do Brasil, em termos de produção de pimentão, caracterizada
pelo emprego de tecnologia de ponta.
A região em que a Cooperativa atua, possui
um dos maiores pólos de produção de pimentão em estufa do país, com cerca de 60 hectares. Com tamanha produção, a Cootaquara
busca controlar as saídas e ainda conta com
assistência técnica especializada aos produtores, visando o uso de boas práticas agrícolas na
produção de alimentos saudáveis, respeitando
o meio ambiente.
Semana do Pimentão
Promovida pela Cooperativa, a Semana
do Pimentão é um evento que comemora a
qualidade e a quantidade da produção comercializada anualmente. Neste ano, o evento
terá sua 14ª edição que normalmente conta
com exposições de produtos regionais da agricultura familiar, shows e cavalgada. Em 2011
a Cooperativa promoveu, ainda, a I Corrida
Rural do Pimentão e inaugurou a Casa Digital.
Conheça mais a Cootaquara no site:
www.cootaquara.com.br
Constituição: Janeiro de 2001
Quadro social: 150 cooperados
Funcionários: 40
Produtos: Hortaliças,
principalmente pimentão
Sicoob Executivo: juros menores, vantagens maiores
Nídia Rios
Fundamentado na ajuda mútua, no exercício da ética, na democracia, na igualdade, na
equidade, na solidariedade e na responsabilidade social, foi criado o Sicoob Executivo.
A Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Servidores do Poder Executivo Federal
no Distrito Federal é uma instituição financeira,
autorizada e fiscalizada pelo Banco Central.
O Sicoob Executivo é integrado ao Sistema
de Cooperativas de Crédito do Brasil - Sicoob,
formado por 14 cooperativas centrais e mais
de 700 cooperativas de crédito singulares no
segmento urbano e rural.
Enquanto cooperativa de crédito, o Sicoob
Executivo possui inúmeras vantagens que os
bancos não podem oferecer. Os juros
são menores, os rendimentos são
maiores, o atendimento é personalizado e toda a sobra obtida no ano é distribuída segundo a decisão da Assembleia Geral Ordinária (AGO), aberta à
participação de todos os cooperados.
Tudo isso é possível porque as cooperativas de crédito não visam o lucro e
sim prestar o melhor serviço financeiro,
agregando renda a cada um dos cooperados.
O Sicoob Executivo possui quadro social de 6.081 cooperados.
Conheça mais no site
www.sicoobexecutivo.com.br
DFcooperativo
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Especial Ano Internacional
Capa
Crédito
Confira como as cooperativas do Distrito Federal
estão construindo um mundo melhor.
Sussane Martins
Livan Rodrigues de Brito, funcionário do Ministério da Agricultura, é cooperado do Sicoob Executivo há 10 anos. Há três,
ele utilizou a linha de crédito disponível para construção. “Fiz
pesquisa em todos os bancos. Decidi pela Cooperativa, pois os
juros foram os menores que eu encontrei e a burocracia é pequena”, lembra. Rodrigues financiou R$ 35.000,00 em 72 meses.
Construiu sua casa nova e saiu, há 7 meses, do aluguel.
Nídia Rios
Trabalho
Saúde
Antônio Carvalho da Silva, natural do Rio Grande do Norte, chegou à Brasília
nos anos 60. Depois de sua formatura em medicina, em 1981, atuou em hospitais
e órgãos públicos da Capital. Após criação de uma clínica especializada em oftalmologia, Carvalho e seus colegas de profissão decidiram, há 20 anos, fazer parte
da Cooperativa Unimed Brasília. “Orgulho-me de trabalhar com a Cooperativa e
de estar fazendo parte de uma equipe que vai soerguer a Unimed Brasília”, afirma. Quanto ao momento difícil que a Cooperativa vem passando, Dr. Carvalho se
mostra entusiasmado com o futuro. “Estamos saindo de uma dificuldade muito
grande que nos assola desde 2005. De um balanço negativo feito em 2010, onde
fechamos com dívida de 7 milhões e meio, em 2011 conseguimos diminuir esse
déficit para 1 milhão e meio. Temos perspectivas de fechar 2012 no azul”, analisa.
Cooperada há três anos, Lúcia Maria
Soares já ocupa cargo de gerência na Cooperativa Unisaúde. A enfermeira, formada pela
UnB, iniciou seu trabalho como prestadora
de serviços. Com o tempo atuou como enfermeira visitadora. “Eu fazia visitas de rotina
aos clientes. Dava suporte ao profissional e a
família que nos contratava. Sempre primando
pela qualidade dos serviços prestados”, conta.
Segunda ela, a Cooperativa abriu-lhe portas.
“Comecei meu trabalho na Unisaúde sem experiência e cheguei ao cargo máximo da minha
profissão”, relata a profissional que também
é concursada da Secretaria de Saúde do DF.
“Quando passei no concurso nem pensei em
sair da Cooperativa, preferi conciliar”, finaliza
a profissional cooperativista.
Nídia Rios
Nídia Rios
Educacional
Para o professor de inglês, Marcelo Carmozine, a maior diferença em ser cooperado ao invés de empregado de uma empresa é a gestão
participativa. “Na empresa privada você tem que acatar decisões. Na cooperativa a administração é colegiada. Você faz parte do processo e da
tomada de decisões. O diálogo é de igual para igual com os cooperados, independente de cargos. Tudo é em prol do coletivo”, explica. Cooperado há 10 anos da Cooplem, Cooperativa de Ensino de Língua Estrangeira Moderna, o professor além de dar aulas também administra uma das
maiores unidades da Cooperativa, a unidade da Asa Norte, que possui hoje cerca de 1.800 alunos. “Como não visamos o lucro, todas as sobras
são rateadas entre os cooperados, o que tem proporcionado um salário digno, três vezes maior do que é pago pela iniciativa privada”, explica.
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DFcooperativo
Especial Ano Internacional
Nídia Rios
Agropecuário
Mãe de seis filhos, Maria Lucilene Martins
sempre trabalhou na roça ajudando seu esposo. Há cerca de quatro anos a produtora rural
recebeu um convite que mudaria os rumos
de sua vida. Ela foi convidada a fazer parte de
uma cooperativa de produção de flores. Desde
então a vida de Lucilene mudou para melhor.
“Antes eu ia para a roça de manhã e chegava
em casa a noite. Pegava sol o dia todo, o que
me cansava demais. Hoje trabalho para mim
mesma por 2h ou 3h por dia e ainda me sobra
tempo para cuidar da casa”, compara.
Lucilene, que participa de todas as feiras
botânicas do DF se prepara para mais uma
em Holambra, São Paulo. Com as vendas de
suas produções a agricultora conquistou a tão
sonhada independência financeira. “Hoje me
sinto mais independente para cuidar de mim
e dos meus filhos. Antes eu precisava pedir
dinheiro para meu marido para tudo o que
precisasse fazer. Hoje se eu preciso, eu pago”,
diverte-se a produtora que está construindo
uma nova estufa para aumentar sua produção.
Sussane Martins
Produção
Transporte
Há 30 anos na praça, Célio
Batista de Araújo, motorista
de táxi, é só alegria. Cooperado desde 1986, já sonhava em
trabalhar na Coobrás. “Meu
sonho era trabalhar em uma
cooperativa de táxi. Sempre
quis vir para a Coobrás, uma
cooperativa conceituada”,
analisa. Como motorista, Batista proporcionou à sua família muitas conquistas. Em
1995, a Coobrás enfrentou
alguns problemas financeiros
e teve que ser fechada. “Tive
a iniciativa de ir atrás para
descobrir e solucionar o problema e em 36h consegui juntar o dinheiro e quitamos as
dívidas da cooperativa”, lembra. Durante 14 anos, Batista
esteve à frente da Coobrás e
graças a este trabalho, focado
no crescimento conjunto, o
taxista conquistou sua primeira casa própria.
Nídia Rios
Mauro Campos passou por momentos difíceis na vida. Ficou recluso por 21 anos. Com
a progressão da pena para o regime semi-aberto, Mauro – que é cadeirante, se defrontou
com um grande problema social: o preconceito. Há um ano e meio conheceu a Cooperativa
Sonho de Liberdade e foi lá que encontrou uma nova oportunidade de vida. “Eu era rebelde.
Na Cooperativa eu encontrei a paz. Conheci pessoas que me disseram palavras de amor e
carinho que eu achei não merecer escutar”, emociona-se.
Mauro iniciou seu trabalho na Cooperativa costurando bolas de futebol. Hoje, atua no
corte de madeiras. A Sonho de Liberdade recebe madeiras de obras e a partir daí faz trabalhos artesanais. Além disso, a Cooperativa fabrica bolas e redes esportivas à mão. O cooperado recebe R$ 50,00 por dia e, com sua renda, sustenta mulher e seis filhos. Sua meta é
comprar uma nova cadeira de rodas para trabalhar melhor.
Nídia Rios
Habitacional
Gaúcha da cidade de Casca, Rio Grande do Sul,
Ivone Poleto é aposentada do Ministério da Educação.
Conheceu a Cooperativa Habitacional dos Profissionais
de Comunicação do DF – Coohaj por meio de um projeto
habitacional conduzidos por funcionários da empresa.
Em outubro de 2008 ela recebeu as chaves de seu tão
sonhado apartamento próprio, de 82m2, localizado em
Águas Claras. Ivone Poleto se diz feliz com sua moradia
própria e destaca que sempre foi grande admiradora do
cooperativismo. “Para mim o cooperativismo simboliza
uma aliança e uma união em prol de um objetivo comum.
Ele auxilia as pessoas”, comenta a simpática aposentada.
Acompanhe nas próximas edições mais histórias de sucesso!
DFcooperativo
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Ações Cooperativas
Especial Ano Internacional
Agrobrasília bate recorde e promove
cooperativas locais e internacionais
Nídia Rios
Gerente de Monitoramento do Sistema OCDF Gêane Ferreira faz atendimento durante a Feira de agronegócios.
Desde 2008 a Coopa/DF busca beneficiar
seus associados e demais produtores da região
dando-lhes condições de conhecer as mais novas tecnologias do setor para viabilizar a produção, reunindo em um único local empresas
de diferentes ramos do agronegócio.
A 5ª edição da Agrobrasília recebeu mais
de 70 mil visitantes durante os cinco dias de
evento. A Feira contou com a participação
de diversos empresários do setor de micro
e pequenas empresas e agricultura familiar,
além de grandes corporações do ramo que
demonstraram seus produtos. Este ano, a
Agrobrasília teve foco voltado para o uso
responsável dos recursos naturais por agricultores e pecuaristas no dever de produzir ali-
mento para o planeta e de manter a economia
brasileira forte.
A Feira superou todas as expectativas dos
organizadores e se firmou como palco de realização de grandes negócios, de difusão das tecnologias agrícolas mais modernas do mundo e
de disseminação do conhecimento. Em balanço parcial, os coordenadores do evento confirmam a movimentação de pelo menos R$ 400
milhões em negócios, resultado quase 88%
superior ao de 2011. O público também cresceu significativamente. Foram 77 mil visitantes
durante os cinco dias. Outro destaque foi o número de expositores. Foram 370 no total.
O Sistema OCDF participou da Agrobrasília com espaço especial nas quais interessados
em constituir cooperativas puderam buscar
informações a respeito das legislações que
regem o cooperativismo local.
Além disso, foram promovidas atividades
em conjunto com a Emater/DF, voltadas para
o público jovem, no Pavilhão da Agricultura
Familiar. O Pavilhão do Cooperativismo, uma
ação do Ministério da Agricultura, contou
com a participação de seis cooperativas do DF.
Também neste espaço expuseram seus produtos sete cooperativas do Mercosul. O Sistema
promoveu ainda durante a Feira a Cooperativa Saudável. Os visitantes puderam aferir a
pressão, receber orientação sobre qualidade
de vida, doenças sexualmente transmissíveis
e ainda receberam preservativos. Esta ação foi
conduzida pela Cooperativa Unisaúde.
Durante a Feira, o presidente do Sistema,
Roberto Marazi, participou do Fórum de
Intercooperação de Negócios das Cooperativas do Mercosul. Para ele, a declaração
da ONU constituindo 2012 como o Ano
Internacional das Cooperativas é um grande avanço para o cooperativismo. “O fato
mostra que é preciso chamar a atenção do
mundo para o Cooperativismo. Essa é a
mensagem da ONU. Considero de muita importância a mostra de cooperativas de Brasília, do Brasil e do Mercosul apresentada na
Agrobrasília. Representantes do cooperativismo de todo o mundo estão aqui presentes para mostrar o que fazem no ambiente
cooperativo. A Feira não poderia ser uma
vitrine melhor para mostrar a tecnologia e
para mostrar a importância das cooperativas
para a sociedade”, finaliza.
Cooperativismo é tema
de seminário contábil no Senac
Nídia Rios
O Ano Internacional das Cooperativas, decretado pela ONU,
tem como tema para 2012: O papel das cooperativas no desenvolvimento econômico e social do Brasil. Com isso, o Serviço Nacional
de Aprendizagem Comercial no Distrito Federal (Senac/DF) realizou o IV Seminário de Contabilidade para alunos do curso técnico
em contabilidade promovido pelo Senac. O Seminário também foi
aberto a estudantes de faculdades públicas e privadas da região.
O Sistema OCDF atuou no apoio e patrocínio do evento. Roberto Marazi, presidente do Sistema, ministrou palestra de tema
“Cooperativismo no Brasil e no Mundo”.
O seminário foi coordenado pelo prof. Márcio Portilho e
contou com a participação do debatedor Genilson Firmino. A
participação foi gratuita. Os alunos fizeram doações de alimentos não perecíveis.
Ao todo foram arrecadados 110 pacotes. Os alimentos foram
doados para o Núcleo de Cidadania e Inclusão, para a Paróquia
Nossa Senhora do Rosário de Fátima e para a Paróquia Imaculada
Conceição em Sobradinho.
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DFcooperativo
Alunos do curso técnico contábil assistem palestra sobre cooperativismo.
Especial Ano Internacional
Promoção Social
14 de julho é dia de integração cooperativista
Divulgação Sistema OCDF
No sábado, dia 14 de julho, o Sesi de Taguatinga Norte será palco de diversas competições. Durante o evento serão promovidas provas esportivas em 11 modalidades
como: futebol society, futsal, vôlei, atletismo, natação, cabo de guerra, xadrez, jogo
de dama, dominó, truco e sinuca, divididas
em 18 categorias – masculinas e femininas.
As equipes vencedoras receberão prêmios,
medalhas e troféus.
Devem participar do Cooperjogos aproximadamente 800 atletas. Espera-se com a
realização deste evento a presença em peso
dos cooperados das mais de 180 cooperativas
do Distrito Federal.
Na solenidade de encerramento do 12°
Cooperjogos, previsto para 21 de julho,
acontecerá o tradicional jantar dançante e, na
oportunidade, haverá o desfile de Miss e Mister
Cooperativismo do DF. A premiação da equipe
vencedora deste ano, também acontece durante o jantar de encerramento.
Mais informações sobre este tradicional
evento acesse :www.cooperjogos.coop.br
Sistema participa ativamente do Fórum de
Artesanato e Cooperativismo da Setrab
Lideranças e representantes que trabalham
ou vivenciam o artesanato, o cooperativismo
e o associativismo brasiliense participaram do
Fórum de Artesanato e Cooperativismo promovido pela Secretaria de Trabalho, em maio.
O encontro reuniu cerca de 200 pessoas. Cinco
Secretarias de Estado participaram da abertura;
foram elas: Secretaria de Cultura, Turismo,
Agricultura e Micro e Pequena-empresa e, ainda, representantes de associações de artesanato e de cooperativas. Roberto Marazi, presidente do Sistema OCDF, destacou a importância da
realização de um Fórum com participação da
sociedade civil. Para ele, o setor cooperativista
do DF ansiava por este momento.
O Fórum teve duração de três dias. Nos
dois primeiros foram promovidos debates
sobre políticas públicas voltadas para a produção/comercialização, educação/cultura, financiamento do artesanato, marco legal referente
à análise do atual modelo de classificação, registro e seleção dos diferentes segmentos do
artesanato, financiamento e crédito, educação, fomento e por fim comercialização apontada para o cooperativismo e associativismo.
Grupos de trabalho foram formados no decorrer do Fórum e várias dinâmicas promovidas.
Foi instituída por meio da Setrab, a Portaria nº 82, de 14 de junho de 2010, que
dispõe sobre o Plano Distrital do Cooperativismo e Associativismo; Decreto nº 31.770
que estabelece a composição do Conselho
Distrital de Cooperativismo e Associativismo
divididos em: 5 secretarias de governo, 4
entidades da Sociedade Civil (Sebrae, OCDF,
CDT e Senar/DF).
O Sistema OCDF será representado por
seu presidente Roberto Marazi (como titular)
e pelo superintendente Remy Gorga Neto
(como suplente). Ao final do Fórum, foi
promovida eleição para escolha dos representantes das associações (titular e suplente)
para composição do Conselho. Após a apuração, Maria de Fátima Oliveira, da Associação
Terra Viva da Estrutural, foi proclamada a
representante titular e Selma Botelho Ramos de Melo, da Associação dos Artesãos e
Culinaristas de Sobradinho foi proclamada a
representante suplente.
Sussane Martins
Presidente Roberto Marazi discursa durante abertura do evento para mais de 200 participantes.
DFcooperativo
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Ações Cooperativas
Especial Ano Internacional
Sistema OCDF divulga Modelo de Gestão da
Informação para as cooperativas
Em busca de melhores práticas no ciclo
de informações do Sistema OCDF, foi implementado o projeto Gestão da Informação. Ele
representa a revisão dos processos, métodos,
técnicas e instrumentos de gestão para a melhoria interna do sistema e a relação com as
cooperativas do Distrito Federal.
Com o objetivo de traçar um diagnóstico
da atual situação, o Sistema tem feito alinhamentos com a participação das cooperativas
no intuito de elaborar uma proposta de modelo de gestão da informação. Esses encontros,
que buscam discutir as formas de comunicação, estão sendo promovidos no formato de
workshop.
Face à necessidade de modernizar os processos de gestão institucional e aprimorar a
comunicação e o relacionamento com as cooperativas foi promovida uma reunião com os
dirigentes cooperativistas para apresentação
de detalhes do Projeto, no Espaço Óasis 300.
Na ocasião, diversos dirigentes dos mais diversos ramos puderam conhecer em detalhes
os objetivos do projeto além de opinar sobre a
atuação do Sistema.
Os primeiros Workshops de Capacitação
tiveram início em abril, sempre conduzidos
pelo representante da Acion Comunicação,
Dr. Aílton Feitosa. Os encontros foram fundamentais para disseminar as boas práticas de
organização das informações e de seus fluxos
com foco na melhoria da comunicação e qualidade dos serviços prestados pelo Sistema às
cooperativas.
O projeto consistiu em quatro etapas:
diagnóstico da situação atual da OCDF e do
Sescoop/DF, avaliação de perfis e grau de
maturidade organizacional, proposição de
um Modelo de Monitoramento e Gestão da
Informação e Divulgação do modelo para as
cooperativas filiadas. Ao final será proposto
um novo modelo de Gestão da Informação a
ser utilizado pelo Sistema.
Nídia Rios
Dirigentes de cooperativas participam da apresentação
do projeto promovido pelo Sistema OCDF.
Caravana da Regularização visita cooperativas
Com o intuito de regularizar terras públicas
rurais no DF, a Secretaria de Agricultura do Distrito Federal tem promovido a Caravana da Regularização. A Caravana percorrerá ao longo do
ano todos os Núcleos Rurais da Região e auxiliará
a população rural no processo de regularização
de suas terras. Durante as visitas, técnicos da
Subsecretaria de Regularização Fundiária (SAF/
Seagri-DF) esclarecem e orientam os produtores,
para que eles possam requerer e obter o título de
concessão das áreas rurais onde produzem. Roberto Marazi, presidente do Sistema OCDF atua
diretamente no Conselho de Administração e
Fiscalização de Áreas Rurais Regularizadas a fim
de examinar as atuais condições das diversas
regiões agrícolas locais.
A Caravana da Regularização já atingiu
9 regiões, no total foram feitos 626 atendi-
mentos e 452 novos processos foram abertos.
Faltam percorrer 4 áreas rurais do Distrito Federal. De acordo com Lúcio Valadão, secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do
Distrito Federal, esta ação já obteve resultados
“Já temos centenas de processos abertos em
vista dessa ação. As pessoas estão entendendo melhor e podendo participar inteiramente
do Processo de Regularização”, finaliza.
Previdência privada do Sicoob registra
crescimento de 146%
O volume de ativos da Sicoob Previ, previdência privada do Sicoob, alcançou a marca de
R$ 32 milhões no final de abril deste ano. O valor
é 146% superior ao montante acumulado de
abril de 2011, que foi de R$ 12,7 milhões. A rentabilidade do mês de abril também foi recorde,
chegando a 113% do CDI, com baixo risco na
gestão dos ativos.
De acordo com Ricardo de Amorim, gerente
de Captações do Bancoob, instituição financeira
provedora do plano de previdência para as cooperativas do Sistema, as condições oferecidas
são muito atrativas. “Como a Fundação Sicoob
Previ não visa lucro, as taxas são bastante competitivas. Não existe hoje, no mercado, nenhum
outro mecanismo financeiro que se compare
quando falamos de investimento de médio e
longo prazo”, afirma.
O plano de previdência privada do Sicoob
é oferecido nas cooperativas do sistema, e
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DFcooperativo
para ter acesso ao produto basta ser associado de uma delas. A taxa de administração do
investimento no Sicoob é de 0,25% ao ano,
enquanto a taxa média anual do mercado gira
em torno de 2,5 a 3%.
A taxa de carregamento na previdência do
Sicoob é de 2,5%. Segundo Amorim, o valor
cobrado pelo carregamento é a única fonte
de recurso da Fundação. “A taxa tem pouca
influência sobre os valores acumulados pelos
participantes. Tal valor, que é cobrado apenas
sobre as quantias depositadas mensalmente, é
recuperado com a rentabilidade no prazo médio de quatro meses, sendo a única forma de
custear o funcionamento da Fundação Sicoob
de Previdência Privada”, explica.
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