GESTÃO E FORMAÇÃO DE PROFESSORES: ARTICULAÇÃO ENTRE UNIVERSIDADE-ESCOLA Maria Geralda Oliver Rosa Programa de Pós-Graduação em Educação PUC/MG (doutoranda) Lúcio Mário de Souza Curso de Licenciatura em História da PUC/MG (7º período) FIP/PUC RESUMO: Este artigo apresenta a contribuição do Programa Institucional de Bolsas Iniciação à Docência - PIBID desenvolvido na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC/MG, unidade Coração Eucarístico e na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) na compreensão dos impactos positivos e limites da gestão desse Programa nesses respectivos contextos. Esse Programa tem como objetivo qualificar a educação básica brasileira e valorizar a formação docente. Assim, por meio de bolsas a licenciandos participantes de projetos de iniciação à docência, desenvolvidos por Instituições de Educação Superior em parceria com escolas de educação básica da rede pública de ensino propõe desenvolvimento de projetos para inserção destes licenciandos no contexto das escolas públicas. Assim, desde o início da sua formação acadêmica os licenciandos desenvolvem atividades didático-pedagógicas sob orientação de um docente da licenciatura e de um professor da escola parceira. Nessa pesquisa levantamos as seguintes questões: os relatórios de gestão do Programa PIBID nessas Instituições têm apresentado impactos positivos? Quais são os desafios deste Programa nas áreas analisadas? Quais cursos são comuns no início do programa em cada Instituição? Como têm sido realizadas as parcerias com as redes estaduais e municipais de ensino? Como estão sendo gestados esses cursos em suas áreas? Qual a produção científica de cada área? Nessa vertente, temos como objetivo verificar nesses contextos Institucionais a coerência/aderência dos subprojetos dos cursos comuns no início do PIBID analisando seus impactos positivos e limites. A gestão dos processos educacionais do PIBID pressupõe a descentralização dos processos decisórios e a ampliação de canais de participação direta da comunidade escolar. Segundo Bobbio (1992), nesta perspectiva a democracia constitui-se a partir de pilares de acesso, visibilidade e transparência. Qual a origem da palavra gestão? Gestão para Cury (2007), “[...] é um termo que provém do latim significa: levar sobre si, carregar, chamar a si, executar, exercer, gerar”. Assim, o autor afirma que o termo gestão tem sua “raiz etimológica em ger que significa fazer brotar, germinar, fazer nascer”. Desta forma, o autor associa o termo gestão aos termos que provêm da mesma raiz genitora, genitor, gérmen. Portanto, para Cury “a gestão neste sentido, pode, por analogia, ser comparável àquela pela qual a mulher se faz mãe ao dar a luz a uma nova pessoa humana”. (No processo de gestão deve estar à perspectiva do diálogo, do questionamento, como forma “superior de encontro das pessoas e solução de conflitos” CURY, 2007, p. 21). Já segundo Dalberio (2008, p.3) a palavra gestão [...] é a geração de um novo modo de administrar uma realidade, sendo, então, por si mesma, democrática, pois traduz a ideia de comunicação pelo envolvimento coletivo, por meio da discussão e do diálogo. A gestão nesta perspectiva é definida em lei por meio da Constituição Federal em seu art. 206, incisos VI e pela Lei 9.394/96 nos artigos 3º inciso VIII, e art. 14 e 15. Segundo Cury (2007), a gestão democrática da educação é um processo baseado [...] na participação e na deliberação pública, a gestão democrática expressa um anseio de crescimento dos indivíduos como cidadãos e dos crescimentos da sociedade enquanto sociedade democrática. Neste cenário, o caráter genitor de uma nova cidadania invade nossos sistemas de ensino e nossas instituições escolares. A gestão democrática da educação, portanto, “é ao mesmo tempo, por injunção da Constituição (art. 37): transparência e impessoalidade, autonomia e participação, liderança e trabalho coletivo, representatividade e competência”. Assim, a gestão democrática “expressa um anseio de crescimentos dos indivíduos como cidadãos e do crescimento da sociedade enquanto sociedade democrática” (CURY, 2007, p.22-23). Nessa perspectiva, esta pesquisa mapeou e analisou os relatórios de gestão dos projetos institucionais do PIBID na PUC/MG e na UFMG, a partir de 2008. A metodologia aplicada foi qualitativa. A pesquisa qualitativa é um processo de construção do conhecimento, e não apenas uma fornecedora de dados, principalmente quando parte-se do pressuposto de que o conhecimento não é algo acabado, mas uma construção que se faz e refaz constantemente (André, 2005). Isto significa que as questões e problemas que orientam uma pesquisa exigem um posicionamento teórico, levando o pesquisador a buscar novas respostas e novas indagações no decorrer de sua investigação. Como procedimento de coleta optamos pela análise de documento. Essa coleta foi realizada nas Coordenações Institucionais do Programa PIBID das instituições em questão, onde tivemos acesso a toda a documentação analisada; além do portal da CAPES. As fontes usadas para essa análise foram os projetos institucionais e os relatórios anuais do PIBID da PUC/MG e da UFMG; os subprojetos dos cursos de Ciências Biológicas, Física e Matemática; e os relatórios de gestão no período de 2009-2012 da DEB/CAPES. A pesquisa revela que tanto na UFMG quanto na PUC/MG a gestão do PIBID enfatiza, entre outras questões, a importância das articulações de parcerias entre universidade-escola como forma de buscar a excelência na formação inicial e continuada de professores. PALAVRAS-CHAVE: Formação de Professor; Parcerias Universidade-Escola; Gestão. 1. Introdução Em 2007, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID, financiado e apoiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) foi proposto como uma iniciativa para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica. A redefinição do papel da CAPES foi realizada pela Lei nº 11.502/2007 e pelo Decreto nº 7219/2010. Nessa perspectiva, a CAPES [...] dirigiu um processo constatável e considerável de consolidação e valorização de pós-graduação nacional, cujo sucesso é inegável, sendo reconhecido no país e no exterior. Para tal sucesso, três fatores convergentes foram fundamentais: a qualidade e continuidade das ações, o financiamento e o incentivo das e nas ações avaliadas sistematicamente e a assunção pela comunidade científica das ações por meio de uma participação ativa e crítica. Mais do que um programa de governo, a CAPES do Ensino Superior/Pós-Graduação tornou-se política de Estado. (CURY, 2013, p.3). O Programa concede bolsas a licenciandos vinculados aos projetos de iniciação à docência desenvolvidos por Universidades em parceria com escolas de educação básica da rede pública de ensino. Dessa forma, promove a inserção de licenciandos no contexto das escolas públicas desde o início da sua formação acadêmica propiciando condições de melhoria da qualidade da formação inicial de professores para a educação básica. Na mesma vertente do Programa PIBID, Nóvoa (2009) apresenta em seu livro “Professores: Imagens do futuro presente”, os grandes princípios necessários para assegurar a aprendizagem docente e o desenvolvimento profissional dos professores: [...] articulação da formação inicial, indução e formação em serviço numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida; atenção aos primeiros anos de exercício profissional e à inserção dos jovens professores nas escolas; valorização do professor reflexivo e de uma formação de professores baseada na investigação; importância das culturas colaborativas, do trabalho em equipa, do acompanhamento, da supervisão e da avaliação dos professores; etc. (NÓVOA, 2009, p.14). A necessidade de uma formação docente “[...] construída dentro da profissão" nos parece ser a concepção do PIBID que tem contribuído para antecipar o vínculo entre os futuros professores e as salas de aula da rede pública de educação básica. Entretanto, ainda não houve “[...] uma reflexão que permitisse transformar a prática em conhecimento". A formação de professores continua orientada mais por referências externas do que por referências internas ao trabalho docente, havendo necessidade de impor uma inversão nesta “[...] longa tradição e instituir as práticas profissionais como lugar de reflexão e de formação" (NÓVOA, 2009, p.33). Nessa vertente, o Programa PIBID necessita que a gestão dos processos educacionais perpasse pela descentralização dos processos decisórios e da ampliação dos canais de participação da comunidade escolar. Dessa forma, a democracia constitui-se a partir de pilares de acesso, visibilidade e transparência. (BOBBIO, 1992). Entretanto, Nóvoa (2009) diverge da perspectiva de encarar escola como comunidade, com os seguintes argumentos: [...] as pessoas não se escolhem entre si, estando reunidas naquele lugar, de forma mais ou menos arbitrária, com o objectivo de trabalharem juntas durante um período de tempo das suas vidas, independentemente de gostarem ou não das mesmas coisas, de terem ou não os mesmos interesses. Uma escola é uma sociedade, e não uma comunidade. (NÓVOA, 2009, p.6) Para falarmos de gestão vamos antes de tudo definir o que é gestão na concepção deste estudo. Qual a origem da palavra gestão? Gestão para Cury (2007), “[...] é um termo que provém do latim significa: levar sobre si, carregar, chamar a si, executar, exercer, gerar”. Assim, o autor afirma que o termo gestão tem sua “[...] raiz etimológica em ger que significa fazer brotar, germinar, fazer nascer”. Desta forma, o autor associa o termo gestão aos termos que provêm da mesma raiz genitora, genitor, germen. Portanto, para Cury “a gestão neste sentido, pode, por analogia, ser comparável àquela pela qual a mulher se faz mãe ao dar a luz a uma nova pessoa humana”. No processo de gestão deve estar a perspectiva do diálogo, do questionamento, como forma “superior de encontro das pessoas e solução de conflitos.” (CURY, 2007, p. 21). Já segundo Dalberio a palavra gestão advém [...] do verbo latino gero, gessi, gestum, gerere, cujo significado é levar sobre si, carregar, chamar a si, executar, exercer e gerar. Desse modo, gestão é a geração de um novo modo de administrar uma realidade, sendo, então, por si mesma, democrática, pois traduz a ideia de comunicação pelo envolvimento coletivo, por meio da discussão e do diálogo (DALBERIO, 2008, p. 3). A gestão nesta perspectiva é definida em lei por meio da Constituição Federal em seu art. 206, incisos VI e pela Lei 9.394/96 nos artigos 3º inciso VIII, e art. 14 e 15. Segundo Cury (2007), a gestão democrática da educação é um processo baseado [...] na participação e na deliberação pública, a gestão democrática expressa um anseio de crescimento dos indivíduos como cidadãos e do crescimento da sociedade enquanto sociedade democrática. Por isso a gestão democrática é a gestão de uma administração concreta. Por que concreta? Porque concreto (cum crescere, do latim é crescer com) é o nasce com e que cresce com o outro (CURY, 2007, p.22). Neste cenário, o caráter genitor de uma nova cidadania invade nossos sistemas de ensino e nossas instituições escolares. A gestão democrática da educação, portanto, “[...] é ao mesmo tempo, por injunção da Constituição (art. 37): transparência e impessoalidade, autonomia e participação, liderança e trabalho coletivo, representatividade e competência”. Assim, a gestão democrática “[...] expressa um anseio de crescimentos dos indivíduos como cidadãos e do crescimento da sociedade enquanto sociedade democrática.” (CURY, 2007, p.22-23). No programa PIBID a gestão dos processos educacionais cabe primeiramente ao Coordenador Institucional que deverá elaborar prestação de contas para a Diretoria de Formação de Professores da Educação Básica - DEB/CAPES, ao final de cada ano letivo, com o auxílio do Coordenador de Gestão de Processos Educacionais e Coordenadores de Área. Na verdade, todos participam deste processo de construção, coordenadores, professores supervisores e licenciandos. Mas antes de apresentar a estrutura da organização do PIBID vamos primeiramente enfatizar seus objetivos de acordo com o Decreto nº 7.219, de 24 de Junho de 2010, artigo 3º: I - Incentivar a formação de docentes em nível superior para a educação básica; II Contribuir para a valorização do magistério; III - Elevar a qualidade da formação inicial de professores nos cursos de licenciatura, promovendo a integração entre educação superior e educação básica; IV - Inserir os licenciandos no cotidiano de escolas da rede pública de educação, proporcionando-lhes oportunidades de criação e participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar que busquem a superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem; V - Incentivar escolas públicas de educação básica, mobilizando seus professores como coformadores dos futuros docentes e tornando-as protagonistas nos processos de formação inicial para o magistério; VI - Contribuir para a articulação entre teoria e prática necessárias à formação dos docentes, elevando a qualidade das ações acadêmicas nos cursos de licenciatura (BRASIL,Decreto nº 7.219/10, art. 3º). Nessa perspectiva, o programa propõe a seguinte estrutura para PIBID: coordenador institucional; coordenador de Gestão de Processos Educacionais; coordenador de área (um para cada subprojeto apresentado); professor supervisor de escola da rede pública estadual e/ou municipal (por área); licenciandos (por curso). Com essa estrutura o PIBID busca articular teoria-prática, universidade-escola e formadores-formandos, visando a excelência na formação inicial e continuada de professores da educação básica. Portanto, segundo a CAPES/DEB o PIBID é um programa que “[...] combina uma política de melhoria de formação de professores com a valorização da carreira docente.” (NEVES, p.364, 2012). Entretanto, a qualidade da educação exigirá em contrapartida uma qualidade no processo de formação inicial dos professores. Gatti (2012) acredita que a formação inicial para professores da educação básica, não pode ser [...] pensada apenas a partir das ciências e seus diversos campos disciplinares, como adendo destas áreas, mas, precisa ser pensada e realizada a partir da função social própria à educação básica e aos processos de escolarização - ensinar às novas gerações o conhecimento acumulado e consolidar valores e práticas coerentes com nossa vida civil. A forte tradição disciplinar que marca a identidade docente entre nós, e leva os futuros professores em sua formação a se afinarem mais com as demandas provenientes da sua área específica de conhecimento do que com as demandas da educação básica, leva não só as entidades profissionais como até as científicas a oporem resistências às soluções de caráter interdisciplinar para o currículo, o que já foi experimentado com sucesso em vários países e, também no Brasil, em experiências a que gestões governamentais puseram fim. A formação de profissionais professores para a educação básica tem que partir de seu campo de prática, com seus saberes, integrando-os com os conhecimentos necessários selecionados como valorosos, em seus fundamentos e com as mediações didáticas necessárias, sobretudo por se tratar de formação para o trabalho educacional com crianças e adolescentes. Há carência visível de políticas de ação que se volte para essa qualificação. (GATTI, 2012, p. 14). Diante do construto político do PIBID e das considerações apresentadas por Gatti (2012), acreditamos que esse Programa possa ser uma vertente política consistente para qualificar essa formação profissional. Esse Programa enfatiza e necessita para sua boa gestão da triangulação entre instituição formadora, os sistemas de educação e os estabelecimentos de ensino. Entretanto, segundo Cury (2013) é necessário um planejamento articulado “[...] com os sistemas de ensino e respectivos estabelecimentos e também não se concretiza sem uma articulação fecunda de ida/volta entre o estabelecimento em que estará o estagiário e a instituição formadora .” (CURY, 2013, p.22). Com esta estrutura a gestão do PIBID é desenvolvida como forma de buscar diálogos e vivências que possam melhorar o processo de ensino e aprendizagem da formação docente. Retomando o conceito de gestão apresentado por Dalberio (2008) é preciso verificar de que forma a administração desta realidade escolar está sendo eficaz e como o coletivo escolar está sendo chamado a se envolver nas questões da escola. Sabendo das dificuldades de conseguir as articulações necessárias entre os entes federados como propõe a Constituição Federal de 1988 pelo regime de colaboração, de acordo com Cury, precisamos fazer a passagem da existência para a consistência do Sistema Nacional de Educação. Nesta passagem é necessário estabelecer questões sobre os ônus financeiros e os imperativos dos currículos unificados em caráter nacional; sem deixar de lembrar na destinação dos royalties para a educação, entre outros. Segundo Cury (2010) o novo Plano Nacional de Educação - PNE precisa ter metas factíveis e recursos financeiros bem definidos que possibilitem uma boa gestão. Como a Emenda Constitucional 59/2009 prevê planos a cada dez anos, é preciso ver quais são as metas factíveis para 2020 e os recursos necessários para cumpri-las. É importante questionar a correlação que deve haver com o Produto Interno Bruto (PIB) e como será feita a distribuição desse dinheiro para que as metas sejam alcançadas. Temos recursos para isso, mas é preciso uma lei de responsabilidade educacional que comprometa os governantes a cumprir o que foi acordado (CURY, 2010, p.1) Nesta perspectiva, Cury (2010) afirma que só existirá qualidade na educação quando as políticas estiverem garantindo melhor desempenho dos estudantes, a qualificação de professores e melhores condições para o exercício da docência. De acordo com Gatti et al (2011) existe a “[...] necessidade de se destinar um percentual maior do Produto Interno Bruto (PIB) [...]” para a educação, pois sua importância é relevante em “[...] todos os aspectos da vida social: saúde, trabalho, exercício da cidadania, cuidados financeiros, planejamento de vida, enfim, sustentabilidade de uma existência digna em uma nação respeitável”. Dessa forma, “[...] uma convergência de recursos para a educação pública, garantindo a parte de seu emprego na melhoria da remuneração dos professores, com gestão e monitoramentos bem conduzidos”. (GATTI; BARRETO; ANDRÉ, 2011, p. 139). O PIBID como política de Estado tem propiciado as condições de qualificação da formação inicial e continuada de professores nas relações integradas nesse processo de gestão com foco na melhoria da qualidade da educação básica brasileira. A ampliação do Programa e sua manutenção qualificada exigirá uma participação cooperativa de todos os entes federados. Para o desenvolvimento da pesquisa sobre a gestão e a coerência/aderência dos projetos institucionais do Programa PIBID tanto na UFMG quanto na PUC/MG, analisamos os resultados apresentados nos documentos oficiais: relatórios de gestão anual dos subprojetos vinculados a cada uma destas Instituições, bem como relatórios de gestão da DEB/CAPES no período de 2009-2012 como forma de compreender estes cenários. Após a análise documental, selecionamos os subprojetos dos cursos comuns às duas Instituições vinculadas ao Programa: Ciências Biológicas, Física e Matemática. Entretanto, vale a pena destacar que a seleção das áreas propostas no primeiro Edital do Programa PIBID, foi mapeada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP, em detrimento do déficit detectado no número de docentes habitados no Brasil para atuarem nas áreas de Física, Química, Matemática e Biologia. De acordo com o Relatório de Gestão do Programa PIBID da PUC/MG, apresentado a CAPES pela Coordenadora Institucional do Programa, os [...] dados fornecidos pela Secretária Estadual de Educação de Minas Gerais também corroboraram para a definição das áreas, uma vez que estes revelam um contingente expressivo de professores sem habilitação específica atuando em áreas de formação em que a PUC Minas possui grande experiência. (SANTOS, 2010, p.7). Os relatórios de gestão do Programa PIBID nessas Instituições têm apresentado impactos positivos? Quais são os desafios deste programa nessas áreas? Quais cursos são comuns no início do programa em cada Instituição? Como têm sido realizadas as parcerias com as redes estaduais e municipais de ensino? O que têm produzido? 2. Percurso Metodológico 2.1. A Pesquisa Esta pesquisa mapeou e analisou os relatórios de gestão dos projetos institucionais do PIBID na PUC/MG e na UFMG, no período que varia entre 2008-2013. A metodologia aplicada foi qualitativa. Mazzotti & Gewandsznajder (2002) comentam sobre o cuidado que os pesquisadores das ciências sociais e educação devem ter para garantir confiabilidade e aplicabilidade dos conhecimentos produzidos nas pesquisas qualitativas. A investigação de natureza qualitativa pode ser entendida num sentido restrito como uma produção de estudos analíticos de práticas sociais. A partir desse significado, pode-se perceber a necessidade de maior aproximação com a realidade, vivenciando o contexto a ser estudado de forma a interagir com as pessoas que fazem parte dessa experiência. Sob essa ótica, a pesquisa qualitativa é um processo de construção do conhecimento, e não apenas uma fornecedora de dados, principalmente quando parte-se do pressuposto de que o conhecimento não é algo acabado, mas uma construção que se faz e refaz constantemente. Isto significa que as questões e problemas que orientam uma pesquisa exigem um posicionamento teórico, levando o pesquisador a buscar novas respostas e novas indagações no decorrer de sua investigação. (ANDRÉ, 2005). Como procedimento de coleta optamos pela análise de documento. Nossa opção se justifica pela necessidade de buscarmos relações dialógicas que “[...] podem dizer muita coisa sobre os princípios e normas que regem o comportamento de um grupo e sobre as relações que se estabelecem entre diferentes subgrupos [...].” (MAZZOTTI & GEWANDSZNAJDER, 2002, p. 169). Conforme nos lembra Le Goff (1994) é necessário transformar o documento em monumento por meio da crítica e da análise; as relações de forças (poder) influenciam no resultado daquilo que a sociedade produz quando gera um documento. A abordagem qualitativa utilizada nesta pesquisa será a análise documental, pois é uma técnica decisiva para a pesquisa em ciências sociais e humanas. Esta técnica é realizada em fontes como tabelas estatísticas, cartas, pareceres, fotografias, atas, relatórios, obras originais de qualquer natureza - pintura, escultura, desenho, etc.), notas, diários, projetos de lei, discursos, mapas, testamentos, inventários, informativos, depoimentos orais e escritos, certidões, correspondência pessoal ou comercial, documentos informativos arquivados em repartições públicas, associações, igrejas, hospitais, sindicatos. (SANTOS, 2000). Nesta pesquisa, utilizamos as seguintes fontes para análise comparativa do Programa PIBID: projeto institucional da PUC/MG e da UFMG; subprojetos que compõem os projetos institucionais; Relatório Anual dos programas institucionais da encaminhados à DEB/CAPES; Relatórios de Gestão no período de 2009-2012 da DEB/CAPES. 2.2. Local da pesquisa A pesquisa foi realizada na UFMG na Faculdade de Educação/Secretaria do PIBID e na PUC Coração Eucarístico, Coordenação do PIBID. 2.3.Coleta e análise dos dados Buscando informações nos documentos da PUC/MG e da UFMG sobre o PIBID, construímos a Tabela 1 para descrever o cenário evolutivo desse Programa nas duas Instituições a partir do primeiro Edital da CAPES publicado em 2007. Tabela 1 Evolução da adesão ao Programa PIBID ANO PUC/MG ANO/EDITAL 2008 Edital nº 001/07 CAPES 2009 Edital nº 02/09 CAPES 2010 Edital nº 018 CAPES Adesão de 5 cursos -Ciências Biológicas -Física -Letras (Port.) -Matemática -Filosofia 2011 Edital nº 01/11 CAPES 2012 Edital nº 011 CAPES UFMG Adesão de 4 cursos -Ciências Biológicas -Física -Matemática -Química Adesão de 10 cursos -Artes -Educação Infantil -Educação no Campo -Geografia -História -Pedagogia -Sociologia -Formação Intercultural de Educadores Indígenas: Ciências da Natureza e Matemática -Formação Intercultural de Educadores Indígenas: Língua e Pedagogia - Formação Intercultural de Educadores Indígenas: Sociologia e Humanidades. Adesão de 5 cursos -Ciências sociais -Educação Física -Geografia Adesão de 3 cursos -EJA Ciências Biológicas -Letras (Português) -Teatro 2013 Edital nº 061 CAPES -História -Pedagogia Adesão 1 curso Letras (Inglês) Total Geral: 11 Cursos Fonte: AUAREK; CONTADO, 2014. 2013 Edital nº 061/13 CAPES Adesão de 7 cursos -Filosofia -Interdisciplinar (Artes Plásticas e Visuais, Dança, Música, Teatro) -Dança -Música -Educação Física -Letras (Espanhol) -Letras (Inglês) Total Geral: 24 Cursos No início desse Programa na UFMG (2007/2008) as áreas de prioridade apresentadas no Edital da CAPES eram: Matemática, Física, Química e Biologia; áreas consideradas extremamente preocupantes pelo governo federal, pois os dados de pesquisa apontavam um déficit de número de professores nestas áreas para atuar na educação básica. Segundo Cury (2013) [...] Radiografia semelhante também povoa as reportagens de jornais e revistas. Eles, em base a outras agências de pesquisa, inclusive oficiais como o próprio MEC (Censo da Educação Superior, 2005-2009), IBGE e o IPEA, apresentam abertamente a desvalorização do magistério como é o caso da queda do número de formandos em cursos de pedagogia, normal superior e licenciaturas. Como causas, apontam-se o aviltamento dos salários e a ausência de planos estimulantes de carreira. Um novo complicador nasce dos riscos cada vez mais evidentes das várias formas de violência no entorno da escola, no ambiente escolar e até mesmo na sala de aula. Além disso, as já condições precárias de trabalho se avolumam em bairros pobres e de periferia. Outras pesquisas apontam a baixa procura por esses cursos, traduzindo uma real fuga do magistério e uma sedução por outros caminhos de inserção profissional. Alguns sistemas acabam aceitando como professores um pessoal não diplomado adequadamente até porque os diplomados terminam por buscar outras opções de mercado mais convidativas. (CURY, 2013, p.6). Diante desse cenário analisamos os projetos institucionais de adesão ao PIBID destas Instituições procurando conhecer os objetivos especificados em cada projeto institucional. No projeto institucional da PUC/MG o objetivo declarado era o de qualificar a formação inicial dos futuros professores, por meio de sua inserção imersão no cotidiano das escolas de educação básica; já o da UFMG era de realizar intercâmbio e a cooperação entre a Universidade e as escolas públicas de educação básica de Belo Horizonte, visando à formação docente inicial e continuada. Diante desta perspectiva, buscamos nos subprojetos dos cursos de Ciências Biológicas, Física e Matemática, cursos comuns às duas Instituições vinculadas ao Programa PIBID, descrever por meio dos objetivos propostos cenário(s) da gestão de cada curso (Tabela 2). Tabela 2 Objetivo do subprojeto vinculado ao PIBID por área (2008-2013) ÁREA CIÊNCIAS BIOLÓGICAS FÍSICA MATEMÁTICA PUC/MG Estabelecer, no diálogo entre professores e estudantes da licenciatura, condições para uma prática pedagógica do professor de biologia, com a elaboração de estratégias e a criação de produção de materiais alternativos para um ensino de biologia que se integre á vida cotidiana e cujo sentido ela se articule. Mostrar aos estudantes da licenciatura em Física que as suas intervenções podem ser bem sucedidas, ao implantar, desenvolver e aperfeiçoar uma metodologia de ensino teórico/experimental que contribuem para a sua formação e que aumente o interesse do professor e aluno. Estimular a permanência na profissão. UFMG Produzir recursos, materiais, estratégias de ensino relativo a tópicos de biologia em temas selecionados em comum acordo entre bolsistas e professores supervisores. Privilegiar temas e abordagens que potencializem a ocorrência da argumentação no ensino-aprendizagem de biologia. Possibilitar contato dos estudantes da licenciatura com a realidade da educação básica, em particular da escola pública; possibilitar a ampliação da formação, tomando a prática e a reflexão sobre ela como referência, com estudos e subsídios de boas práticas e Experiências positivas diante dos desafios da aprendizagem da convivência com a juventude; ampliar espaços de estudos e pesquisas sobre o ensino na educação básica e a formação de professores. Analisar e discutir a formação Articular os estagiários da inicial e o desenvolvimento licenciatura em matemática, em profissional de professores que todos os níveis de sua formação. ensinam Matemática na Educação Básica do nível médio de escolarização, possibilitados por um ambiente de comunicação de discussão e de trocas compartilhadas que visem transformação dos sujeitos envolvidos. Fonte: AUAREK; CONTADO, 2014. Percebe-se na Tabela 2 que os objetivos apresentados pelas Instituições diferem quanto à especificidade da ação. Os subprojetos do Programa PIBID da UFMG por serem os primeiros a realizar a adesão, ainda não tinham nenhuma referência, o que não é o caso da PUC/MG. A exceção existe somente no Curso de Ciências Biológicas que nas duas instituições apresentam a preocupação com a criação de materiais alternativos e estratégias de ensino. Diante desse cenário, iremos analisar os contextos onde esses cursos são/foram gestados nesse Programa, bem como as parcerias da Universidade com as escolas de educação básica de Belo Horizonte (Tabela 3). Tabela 3: Período de inserção dos Subprojetos PIBID nas Escolas de Educação Básica de Belo Horizonte (2008-2011) UFMG ESCOLA ANO PUC-MG Colégio Técnico da 2011 UFMG (COLTEC) E.E Instituto de 2008 CIÊNCIAS CIÊNCIAS Educação BIOLÓGICAS BIOLÓGICAS E.E Três Poderes 2011 E.M Governador 2008 Milton Campos Colégio Técnico da 2011 UFMG (COLTEC – UFMG) FÍSICA FÍSICA E.E Instituto de 2008 Educação MG E.E Santos Dumont 2008 2011 E.E Técnico 2008 Industrial Profº 2011 Fontes E.E Três Poderes 2011 E.E Governador 2008 Milton Campos Escola Estadual 2008 IEMG E.E Governador 2008 MATEMÁTICA MATEMÁTICA Milton Campos ESCOLA ANO E.E Lúcio dos Santos E.E Maestro Villa Lobos E.E Ordem e Progresso 2010 E.E Bernardo Monteiro 2010 E.E Maestro Villa Lobos E.E Ordem e Progresso 2010 E.E Bernardo Monteiro E.E Lúcio dos Santos 2010 2010 2010 2010 2010 E.E Técnico 2008 Industrial Profº -2011 Fontes E.E Santos Dumont 20082011 E.E Pedro II 2011 Fonte: AUAREK; CONTADO, 2014. E.E Maestro Villa Lobos 2010 E.E Ordem e Progresso 2010 Na Tabela 3 verificamos que as diversas parcerias estabelecidas com as escolas da educação básica de Belo Horizonte variam de acordo com os contextos universitários e as especificidades dos cursos de licenciatura. Enquanto o Curso de Ciências Biológicas da UFMG estabeleceu parceria com quatro escolas de ensino médio; nesse mesmo curso na PUC/MG somente três parcerias foram firmadas. Já no Curso de Física tivemos seis parcerias firmadas com a UFMG e três firmadas com a PUC/MG. Demonstrando o interesse no estabelecimento das articulações entre a escola básica e a universidade. E no Curso de Matemática cinco parcerias na UFMG e quatro na PUC/MG. Isso reflete que o interesse pelo estabelecimento formal do diálogo, a troca de experiências e a possibilidade de uma formação profissional qualificada e estabelecida no viés da teoria associada com a prática desde os primeiros anos do curso. É interessante notar que algumas escolas fecharam parceria com a Universidade em mais de um curso, refletindo a demanda por área e a capacidade de responder ao chamado para o diálogo. Assim, na UFMG tivemos a seguinte estruturação das parcerias: uma escola com parceria em três cursos (Ciências Biológicas, Física e Matemática); quatro escolas com parcerias em dois cursos (Ciências Biológicas, Física); duas escolas com parcerias em dois cursos (Física e Matemática); e duas escolas com parcerias em um curso (Matemática). Já na PUC/MG a estruturação ficou assim configurada: duas escolas com parceria em três cursos (Ciências Biológicas, Física e Matemática); uma escola com parceira em dois cursos (Física e Matemática); e uma escola com parceria em dois cursos (Ciências Biológicas e Matemática). Esses dados refletem que as maiores demandas das escolas nessas parcerias correspondem aos mesmos cursos, isso reflete o grau de dificuldade e de necessidade de uma formação continuada para os professores da educação básica para atuarem em sala de aula do ensino médio, são elas Ciências Biológicas, Física e Matemática. Ao analisarmos os Relatórios dos subprojetos dos cursos observamos uma relevante quantidade de produções científicas, que demonstram um movimento importante para a formação inicial de professores. Na Tabela 4 apresentamos algumas dessas produções. Tabela 4 Mostra de Produção Científica por Subprojeto PIBID (2011-2013) SUBPROJETOS PUC/MG UFMG Diagnóstico das Escolas Produção do livro “PIBID Parceiras. Criação de um Faz”. Semana de blog.Organização de Circuito conhecimento da UFMG CIÊNCIAS BIOLÓGICAS Cultural Artístico e Social. (pôster).Ciclo de palestras Criação de banco de em parceria com o grupo de materiais didáticos. pesquisa-Grupo de estudos sobre formação e condição docente - PRODOC. Diagnóstico das Escolas Projeto PIBID Faz Ciência. Parceiras. Seminário do Criação do Jornal “Física em PIBID (banner). Criação do Foco”. Criação de um Blog. jornal “Brantão News”- Realização de uma feira de FÍSICA envolvendo Física, Filosofia Física. Ciclo de palestras e Letras. Realização da 1ª com o grupo de Feira de Física. pesquisa-Grupo de estudos sobre formação e condição docente PRODOC. Produção de vídeos. Diagnóstico das Escolas Projeto PIBID Faz Ciência. Parceiras. Produção de Produção de Folder vídeos/fotos (trabalho Matemática Sustentável. interdisciplinar). Criação de Ciclo de palestras com o jogos matemáticos. grupo de pesquisa-Grupo de Exposição de pôster e estudos sobre formação e MATEMÁTICA comunicação oral no condição docente - PRODOC ENALIC, na cidade de Criação de um Blog. Uberaba (MG). Produção material didático. Produção de jogos interativos. Semana de conhecimento da UFMG pôster. Oficina experimental e investigação matemática. Elaboração de vídeos. Fonte: AUAREK; CONTADO, 2014. É interessante observar como a cultura da produção científica na formação inicial e continuada de professores é enfatizada neste Programa, pela quantidade e pela diversidade da produção científica nessas Instituições analisadas. A possibilidade de participar de eventos em diversas partes do Brasil para trocar ideias e conhecimentos, além da produção de material didático tem impulsionado positivamente tanto os jovens licenciandos quanto os professores da educação básica da rede pública de ensino, fermentando esse substrato que é a universidade-escola. 6. Considerações finais O Programa PIBID desenvolvido na PUC/MG e na UFMG confirma a importância desta política de Estado na formação inicial e continuada de professores para a educação básica brasileira. As parcerias realizadas por estas Instituições nas escolas de educação básica da rede pública de ensino demonstram um tímido mais consistente diálogo, que pode a médio e longo prazo fazer a diferença nessa formação. A gestão do Programa tanto na PUC/MG quanto na UFMG são realizadas conforme as orientações da CAPES/DEB, entretanto, percebe-se que cada equipe de trabalho conduz de sua forma o processo “gestatório”. Diante disso, acreditamos que a parceria Universidade-Escola Básica proposta pelo PIBID pode ser a ponte entre teoria e prática e formadores-formandos na busca pela qualidade da educação e pela valorização do profissional docente. Entretanto, não podemos dissociar uma da outra. 7. Referências ALVES-MAZZOTTI, A. J. & GEWANDSZNAJDER, F. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 2002. ANDRÉ, Marli E.D.A. O Papel da Pesquisa na Formação e na Prática do Professor. Campinas-SP: Papirus, 2005. AUAREK, Wagner Ahmad. 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