ESCOLA SUPERIOR DE ENSINO ANÍSIO TEIXEIRA
PEDAGOGIA
LILIANE BARBOSA DOS SANTOS
MIRIAN GONZAGA DA SILVA
OLÍVIA DO ROSARIO PORTELA
BULLYING: A INTERVENÇÃO DO PEDAGOGO NO AMBIENTE ESCOLAR
SERRA
2011
1
LILIANE BARBOSA DOS SANTOS
MIRIAN GONZAGA DA SILVA
OLÍVIA DO ROSARIO PORTELA
BULLYING: A INTERVENÇÃO DO PEDAGOGO NO AMBIENTE ESCOLAR
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao
Programa de Graduação em Pedagogia da Escola de
Superior de Ensino Anísio Teixeira, como requisito
parcial para a obtenção do grau de Licenciatura Plena
em Pedagogia.
Orientador: Dr. Davis Moreira Alvim
SERRA
2011
2
LILIANE BARBOSA DOS SANTOS
MIRIAN GONZAGA DA SILVA
OLÍVIA DO ROSARIO PORTELA
BULLYING: A INTERVENÇÃO DO PEDAGOGO NO AMBIENTE ESCOLAR
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Programa de Graduação em Pedagogia da Escola
Superior de Ensino Anísio Teixeira, como requisito parcial para a obtenção do grau de Licenciatura
Plena em Pedagogia.
Aprovada em 11 de Julho de 2011
COMISSÃO EXAMINADORA
_________________________________________________
Prof° Dr. Davis Moreira Alvim
Escola Superior de Ensino Anísio Teixeira
Orientador
_________________________________________________
Prof° Mestre Rosimar Macedo
Escola Superior de Ensino Anísio Teixeira
Membro 1
_________________________________________________
Prof° Mestre Vânia Rosa Rodrigues
Escola Superior de Ensino Anísio Teixeira
Membro 2
3
Dedicamos a nossa família, com todo
amor.
4
A Deus, pela vida, pela capacidade de
aprendermos e pela persistência para
continuarmos acreditando nos nossos
desejos.
Aos nossos maridos e familiares pela
compreensão e a todos que acreditaram
direta e indiretamente em nosso sucesso.
Aos nossos mestres pelo ensino e
persistência durante todos os dias que
passamos juntos.
5
“Amor é a única força capaz
transformar um inimigo num amigo.”
(Martin Luther King)
de
6
RESUMO
Quando confrontados com situações que são humilhantes e constrangedoras no
ambiente estudantil, local, que em sua gênese, pressupõe aprendizagem, o
desconhecimento das pessoas, incluindo profissionais da educação, poderia
conduzir a uma abordagem insatisfatória para a questão do bullying. Bullying não é
o fruto de imaginação da vítima, tanto que vem ganhando os meios de comunicação
de maneira consistente, despertando a família e a sociedade, bem como
educadores, para discutirem o tema. Apontam os psicólogos que na sociedade
contemporânea, muitas crianças e jovens desconhecem as diferenças exatas entre
o bem e mal, o certo e errado. Os estudiosos, em suas várias conceituações sobre o
fenômeno bullying, não divergem ao afirmar que atos repetitivos, disfarçado de
"brincadeiras", que, pela sua repugnância, atinge a honra, o brio e a dignidade da
vítima, escolhida sempre, em razão de um diferencial que apresenta, sejam estes
físicos, intelectuais ou comportamentais, sendo assim, de fato, um modal de
violência que precisa ser abordada de maneira sistemática, envolvendo os principais
intervenientes desse contexto, como vítima, agressor, suas famílias, escola e
sociedade. Surge assim, a importância de entender o papel do pedagogo mediante a
esse fenômeno, por meio de observações diárias como um pesquisador de seu
ambiente escolar tendo sua principal característica conscientizar educadores, alunos
e pais como constatamos no trabalho de campo desenvolvido, sendo utilizadas
pesquisas bibliográficas e entrevistas com três pedagogas.
PALAVRAS-CHAVE: Vítima. Agressor. Escola. Família.
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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO..............................................................................................8
2. BULLYING: SERÁ SÓ IMAGINAÇÃO?...............................................11
3. BULLYING E SUAS ORIGENS.............................................................20
3.1
BULLYING: UMA VISÃO GERAL................................................................20
3.2
BULLYING E SUA HISTÓRIA NO BRASIL.................................................21
4. ESTUDO DE CASO: O ENCONTRO COM A REALIDADE......................25
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................31
6. REFERÊNCIAS..........................................................................................32
6.1
BIBLIOGRAFICA.........................................................................................32
6.2
WEBGRAFIA...............................................................................................32
6.3
MULTIMEIOS..............................................................................................32
7. APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO DE PESQUISA.....................................33
8
1 INTRODUÇÃO
Na busca de identificar e compreender as repercussões do bullying na vida dos
atores dessa relação de perversidade, este fenômeno vem sendo objeto de estudo
de diversos educadores.
Mas o que leva crianças e adolescentes a prática de atos de crueldade com seus
próprios colegas? Para Psicólogos e Psicanalistas estamos num momento em que a
adolescência, principalmente de classe média, vive um conflito grave sobre o certo e
errado. Surge então a escola, com seu papel fundamental na formação intelectual e
moral da pessoa, para fazer a interação com a família e sociedade e, juntos
construírem ferramentas para enfrentar essa barbárie que destrói pessoas ainda em
formação, as crianças e os adolescentes.
Importante destacar que o algoz dessa relação de perseguição nasce dentro da
família e, sendo assim, questiona-se os comportamentos e valores éticos das
crianças.
Com efeito, os ensinamentos dos valores iniciam-se no berço familiar estendendo-se
ao ambiente escolar, onde as crianças passam a maior parte de seu tempo.
A considerar o ambiente social dos atores desse cenário de perseguição, a escola,
temos que o bullying se inclui no conceito sociológico de fato social. Estudos
demonstram as repercussões desse fenômeno nas diversas áreas da vida da
pessoa, levando, inclusive a suicídios e homicídios, nos casos mais extremos.
Portanto, ao ponto que o tema ganha dimensão na imprensa, nas Secretarias de
Educação e até no âmbito escolar, eficientes serão os mecanismos de proteção às
vítimas a serem adotados pelos órgãos competentes.
Este trabalho foi edificado também para a busca de algumas respostas e, via de
conseqüência, cooperar de forma proficiente para erradicação do bullying nas
relações escolares.
O presente Trabalho de Conclusão de Curso, foi realizado na Região Metropolitana
da Grande Vitória, especificamente na cidade de Serra – ES, com pesquisa de
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campo em Escolas Estaduais de Ensino Fundamental e Médio, sendo a pesquisa
focada no campo pedagógico, priorizando a área de atuação do Pedagogo Escolar.
Estudos realizados sobre o bullying foram aprofundados com o intuito de analisar a
bibliografia que discute a diferença entre brincadeiras saudáveis das formas
pejorativas, cruéis e violentas praticadas pelo agressor que, “se divertindo” com tais
atitudes, põe em terra o respeito ao próximo.
Dessa maneira surgem algumas perguntas como:
•
O que é o Bullying?
•
Quais as características das pessoas que enfrentam esse problema?
•
Qual o papel do Pedagogo diante da prática do Bullying?
•
Quais medidas podem ser tomadas diante da detecção do Bullying?
O objetivo geral da pesquisa é conhecer como o Pedagogo pode atuar para
prevenir, minimizar e erradicar situações de bullying no ambiente escolar.
Os objetivos específicos são:
•
Conhecer o problema bullying por meio de referenciais teóricos;
•
Evidenciar quais posturas deve ser adotada pelos educadores, em
especial os Pedagogos, dentro das instituições de ensino;
•
Levantar ações e propostas pedagógicas no sentido de reconstruir as
relações interpessoais, rumo a um ambiente escolar mais salutar.
Estudos levam a crer que o bullying é um mal que acontece em todos os níveis
sociais, independente de qual seja o padrão cultural predominante naquele
ambiente.
Partindo do pressuposto de que vem a ser atos de violência repetitiva, muitas vezes
são confundidas por profissionais da área educacional, e até mesmo pelos
familiares, que tendem a compreender a situação como algo inocente e sem
relevância, mas que poderá repercutir na vida adulta do individuo, bem como na sua
vida profissional, sua saúde psicológica e relação social.
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Daí a importância do papel do Pedagogo para identificar, analisar, discutir e
pesquisar formas de prevenção ou amenização dos atos de violência dentro do
ambiente escolar.
A pesquisa de campo foi utilizada e, feito um levantamento objetivo, para tomar
conhecimento da dimensão do fenômeno bullying no ambiente escolar.
A par de todo o procedimento empírico adotado, bem como das leituras do material
bibliográfico, constata-se que esse fenômeno não escolhe cor, classe social nem tão
pouco cultural e econômica, sendo certo os prejuízos que ocasionam às relações
interpessoais e à sociedade como um todo.
Como fonte bibliográfica recorre-se a textos escritos em revistas como Nova Escola,
livros (Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a
paz; Bullying: Mentes Perigosas na Escola; Assédio moral: a violência perversa do
cotidiano), textos digitais como o de Cléo Fante em “O fenômeno Bullying e as suas
conseqüências psicológicas” e entrevista realizada com três pedagogas pós
graduadas de escolas estaduais localizadas no município de Serra, sendo utilizado o
modelo de perguntas e respostas.
As entrevistas foram desenvolvidas por meio de questionário com sete perguntas
com a finalidade de se compreender alguns questionamentos sobre suas práticas
pedagógicas frente ao bullying e, as respostas aconteceram de forma clara e direta.
Foi possível presenciarmos como que as Pedagogas lidam com o bullying, e ainda
conhecer as metodologias adotadas em relação a este fenômeno.
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2 BULLYING: SERÁ SÓ IMAGINAÇÃO?
Os comportamentos agressivos, psicológicos e físicos dos atores envolvidos em
situações de perseguição no ambiente escolar não é obra do imaginária da vítima. A
discussão conceitual que aqui se busca aprofundar evidenciará este aspecto, bem
como o próprio conceito do instituto objeto de investigação, o Bullying.
Esta relação de perversidade é um problema que existe em muitas escolas, no
entanto, nem todas têm consciência desse fenômeno, representadas por atitudes
agressivas, repetitivas, intencionais e travestidas de brincadeiras, mas que, na
verdade, trata-se de violência, que pode inclusive conduzir a vítima à morte. Neste
sentido, primorosa é a lição de Pereira (2002, p. 31), que define:
[...] Bullying é uma forma séria de comportamento antissocial que, pela sua
duração, pode prejudicar o desenvolvimento da criança, tanto
imediatamente como em longo prazo, sendo contribuinte para o maior
envolvimento dos “bullies activos” em comportamentos criminais na vida
adulta.
Portanto, essas práticas envolvem crianças e adolescentes, restando para estes
conseqüências que marcarão toda sua fase adulta; são os reflexos psicológicos que
suportam vítimas e algozes. Um estudo mais profundo sobre o bullying possibilitará
à família, educadores e sociedade entender e desenvolver um novo olhar sobre o
problema, inclusive ensinado-os a lidar com seus filhos, quando envolvido neste
cenário.
Todos os estudos e pesquisas convergem no sentido de que o bullying é uma
realidade, não devaneio ou sentimento de perseguição das vítimas; como querem
crer os menos informados ou como argumentam os agressores em suas frágeis
teses de defesa.
Beira a leviandade e aclaram acentuado grau de desinformação, as colocações que
o bullying encontra-se fora da realidade cotidiana. Tanto que os estudiosos
convergem no sentido de sua existência, sendo a negação de sua existência
incompatível com as pesquisas científicas, bem como com as matérias veiculadas
de forma ostensiva nos meios de comunicação hodiernamente.
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E diferente não foi nossa constatação na pesquisa de campo, que será tratado em
específico tópico adiante.
Importante destacar que Bullying é uma expressão proveniente do adjetivo em inglês
bully que, traduzido, significa tirano, valentão, ou seja, é um termo adotado por
pesquisadores, em diversos países para definir a utilização de apelidos maldosos e
formas cruéis para intimidar, afastar, perseguir os outros.
O fenômeno não escolhe etnia, raça, cor, classe social ou econômica. Ocorre em
escolas públicas ou privadas, áreas urbanas ou rurais, ensino infantil ou médio e
pode atingir a todos em diferentes culturas e países.
Sem correspondência no idioma português, o Brasil, utiliza o termo em inglês
bullying, na França é chamado de harcélement quotidien, na Itália prepotenza e/ou
bullismo, ijime no Japão, de agressionen unter schülern na Alemanha e em Portugal
de maus-tratos entre pares, e para alguns estudiosos o bullying é determinado como
violência moral que vem da adequação do francês assédio moral.
Pesquisadores de todo o mundo estão antenados para este fenômeno que se torna
cada dia mais preocupante, ante seu potencial crescimento.
Percebe-se que as consequências do bullying, acabam por ser um caso de saúde
pública, pois seus reflexos vão para além das Escolas, conduzindo as vítimas à
problemas que inspiram cuidados especializados, como médicos, psicólogos,
psiquiatras, assistentes sociais etc. Diante disso Ana Beatriz (2010, p. 25) comenta:
Alem de os bullies escolherem um aluno alvo que se encontra em franca
desigualdade de poder, geralmente este também já apresenta uma baixa
autoestima. A prática de Bullying agrava o problema preexistente, assim
como pode abrir quadros graves de transtornos psíquicos e/ou
comportamentais que, muitas vezes, trazem prejuízos irreversíveis.
Necessário ressaltar que o nome bullying foi designado para atos de violência que
ocorra dentro do ambiente escolar, o que não elimina o fato de algumas vezes
formas de violência estar presentes em outros lugares como condomínios
residenciais, famílias, asilos de idosos, locais de trabalho, mas fora da escola esses
atos não podem ser confundidos com bullying.
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Portanto, sendo um conceito peculiar definido, não há como confundi-lo com outras
formas de violência, ou seja, pela consequência grave que este fenômeno traz ao
psiquismo de suas vítimas e de seus envolvidos.
É neste diapasão que se pode afirmar, como fazem todos os pesquisadores, que o
perverso fenômeno bullying não se trata de mera imaginação das vítimas, sendo,
inegavelmente, uma triste realidade nas escolas de ensino fundamental e médio.
Sendo assim é preciso entender que na realidade do bullying tem vítimas,
agressores e expectadores, ou seja, nesse enredo de violência cada um tem seu
papel e isso é um fato importante para que o ciclo de maldades seja cada vez mais
cruel causando
marcas
profundas
em
todos
os
envolvidos.
Manter
em
funcionamento este processo vai depender de que cada um faça sua parte sem
questionamento, pois a partir do momento em que um deles quebrar esta corrente
de agressividade os caminhos para as mudanças acontecerá, dando alternativa para
que ressurja uma nova história para os envolvidos. Porém para que isso aconteça
precisamos conhecer de fato quem é vítima, agressor e espectador e qual a sua
função nesta história.
Logo, relevante é entender como cada um exerce seu papel dentro desse contexto,
começando pelas vítimas, que se divide em: vítima típica, vítima provocadora e
vítima agressora.
As vítimas típicas geralmente são pessoas acanhadas, não costuma ter muitos
amigos e tem características físicas marcantes como ser magro ou gordo, utilizam
óculos ou aparelhos ortodônticos ou até mesmo ser portador de algumas
deficiências físicas. Percebe-se que é importante para os estudantes esta engajado
na cultura escolar, como vestir-se de forma imposta por determinado grupo falar o
dialeto da moda, ouvir certas músicas, porém as vítimas típicas geralmente não se
encaixam nestes padrões e acabam se tornando alvos fáceis de chacotas,
agressões psicológicas e até físicas.
As vítimas provocadoras costumam não ser tão tímidas e caladas como as vítimas
típicas, geralmente elas atraem atenção dos agressores com suas atitudes
espontâneas, elas agem no impulso sem pensar nas conseqüências acarretando
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para si os ataques dos bullies, de forma camuflada que agem sem levantar
suspeitas de suas atitudes. Segundo Silva (2010) um exemplo típico de vítima
provocadora são os alunos hiperativos, agitados, explosivos que costumam deixar o
ambiente escolar agitado mesmo sem intenção previa por isso acabam chamando a
atenção dos agressores que por serem espertos incitam as ações impensadas dos
mesmos ocasionando a troca de papeis de vítima para um falso culpado.
Porém a vítimas agressoras costuma devolver os atos de violência que recebem
geralmente nas vítimas mais fracas do que elas para se vingar das atitudes de
violência sofrida. E assim o bullying não atinge apenas uma ou duas pessoas mais o
grupo, ou seja, estende a toda a escola. Fante (2005, p. 71) relata que as vitimas
tem tais características:
[...] ‘vítima típica’, como aquele que serve de bode expiatório para um grupo;
‘vítima provocadora’, como aquele que provoca determinadas reações
contra as quais não possui habilidades para lidar; ‘vítima agressora’, como
aquele que reproduz os maus-tratos sofridos.
O agressor tem a fama de ser popular dentro da escola, é um valentão nato, não
costuma seguir regras e normas e só consegui conviver bem com pessoas que
concordam com as suas atitudes, ou seja, o agressor precisa e gosta de ser
admirado. Ele pode agir só ou em grupo e geralmente ele é o líder e os outros fazem
tudo que ele manda. Os agressores têm uma personalidade forte o que faz dele um
ser obstinado, que não aceita ser contrariado.
Ainda pequeno pode vir a se envolver em pequenos delitos e arruaça fora do
ambiente escolar e muitos repetem esses comportamento em casa respondendo os
pais, maltratando irmãos e empregados. Mas estas atitudes acabam sendo
camufladas por que estes indivíduos costumam ter bom rendimento na escola,
geralmente tem boas notas, são inteligentes e antenados. Por isso que Silva
acredita que o que falta para eles é o afeto e respeito pelo próximo, sendo que hoje
eles estão dentro de uma sala de aula, mas já crescido eles poderão vir a ser o
marido tirano, atear fogo em mendigos ou índios.
Em vista disso entende-se que para haver a continuidade desse espetáculo de
violência é necessário haver platéia e ai entram os espectadores, eles observam as
agressões, mas não fazem nada para impedir, alguns não concordam com os
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agressores, mas também não defende os agredidos. Existem três tipos de
espectadores os passivos, ativos e os neutros.
Os espectadores passivos têm a postura de se calar diante das agressões sofridas
pelos colegas por medo de se tornarem as próximas vítimas eles até sofrem
ameaças para não delatar. Existe a vontade de reagir, de fazer algo para ajudar os
colegas e por não fazerem nada acabam sofrendo por arrependimento o que pode
ocasionar problemas emocionais.
Os espectadores ativos esses não participam dos atos de agressões, porém dão
apoio moral para os agressores e em alguns casos eles podem até ser os
articuladores para que aconteçam as agressões mas procuram ficar incógnitas,
apenas observando o circulo para ver o resultado sem se comprometer.
Já os espectadores neutros são indivíduos que não se sensibilizam com o bullying,
mediante os atos de violência conseguem ficar inertes sem se comoverem com as
vítimas e nem se unem aos agressores. Alguns deles podem vir de uma família
desestruturada ou conviver em comunidades violentas o que os deixam menos
sensíveis a situação e assim acabam por omitir o bullying.
E necessário ressaltar que os comportamentos abusivos são inúmeros e alternados,
tendo como causas a ausência afetiva, falta de limite no papel dos pais e o abuso de
domínio sobre os filhos. O que leva a crer que tais atitudes, tanto das vítimas quanto
dos agressores e espectadores, têm início no seio familiar, pois muitos são vitimas
de violência física ou psicológica.
Contudo, a identificação dessa forma de violência se torna complicada para a
família, escola e sociedade, pois, muitas vezes, as vítimas temem em delatar seus
algozes por receio de retaliações e por medo de “perder o moral” e ser
desacreditado e humilhado perante a sociedade, o que repercutiria em declaração
de temor, fraqueza e medo; com isso os carrascos se protegem na “lei do silêncio” e
do pavor que estabelecem sobre as suas vítimas, fazendo se calar os que assistem
aos atos de violência por temerem se tornar as próximas vítimas.
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Por isso que os profissionais que atuam nas escolas e os responsáveis devem estar
atentos a certos sinais que as vítimas, agressores e espectadores têm quando estão
envolvidos em situação de bullying.
As vítimas dentro da escola costumam se isolar, são abatidos, não costumam falar
muito e nem tem muitos amigos. E em momentos como recreio, educação física
onde estão fora de sala de aula procuram estar ao lado de um adulto para fugir dos
valentões. Em sala são calados e tem problemas de expressar suas opiniões e até
mesmo de tirar certas dúvidas relacionadas ao conteúdo escolar. Podem ter
problemas com a freqüência e se tornar desinteressada e descuidada pelos estudos.
Podendo chegar a apresentar ferimentos causados por agressões físicas.
Em casa há algumas mudanças de comportamentos no humor, hora estão muito
alegres hora estão tristes, sonolência, dores de cabeça constantes, náuseas, perda
ou aumento de apetite. Eles não costumam levar muitos amigos em casa e até
apresentam algumas desculpas para não irem à escola. Partindo dessa visão, os
pais detectando que a criança ou adolescente encontra-se em estado de isolamento,
devem escutá-los, dar atenção e, conforme o caso, procurar acompanhamento com
Especialistas, Psicólogos ou Psiquiatras.
Os agressores são os que costumam colocar apelidos nos colegas, expor as vítimas
por causa de sua aparência, são maldosos e cruéis quando fazem certas
”brincadeiras“, são brigões costumam intimidar, tomam os materiais escolares dos
colegas e se desentender com professores e até funcionários da escola. Em casa
são agressivos com os pais, não obedecem às regras e conseguem se livrar de
punições de maneira inteligente e esperta.
Os espectadores são mais difíceis de serem identificados e para isso é necessária
muita observação já que os mesmos costumam se manter em silêncio na escola e
em casa e os mesmos não expressam no seu dia a dia a pressão que tem vivido.
Alguns até relatam algumas coisas quando indagado, porém nem sempre de forma
clara.
O que justifica a afirmação da autora Cléo Fante (2005), de que “o Bullying tem
como característica principal a violência oculta” e por estar camuflado é que para
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sociedade pode parecer algo novo, e nos dias atuais está se tornando realidade na
vida de algumas pessoas, porém, este fato acontece há muito tempo, causado pela
intolerância e preconceito que existe na sociedade e que tem ultrapassado os muros
da escola. Portanto Rouanet define:
Intolerância e preconceito são, assim, conceitos muito próximos. Na
verdade, pode se pensar que o preconceito diz respeito às raízes psíquicas
de uma atitude que, quando manifestada, surge como intolerância. E não
obstante ser a manifestação do preconceito individual, isso não equivale a
dizer que suas raízes sejam puramente psicológicas – uma vez que ele
surge no processo de socialização de cada sujeito (ROUANET apud
ALBINO, 2010).
Segundo Silva, o contexto social em que estamos inseridos, hoje somos capazes de
chegar à conclusão de que o bullying já fez, ou faz, parte da vida de todos, ora como
vítimas, agressor ou espectador. Isso se dá por causa da necessidade humana de
viver em sociedade e essas relações interpessoais nos levam a procura de status,
liderança e poder. É necessário ressaltar que para as relações interpessoais tenham
um bom êxito, muitas vezes é imprescindível ter um líder que ajude a organizar
normas e regras que visem o bem estar de todos.
Porém o que constatamos com o decorrer do desenvolvimento da história da
humanidade é que muitos não conseguem lidar com o poder, visando o bem estar
do próximo o que induzem a atos de tirania, de abusos de autoridade.
Esses tipos podem ser encontrados em vários lugares, tais como nas escolas,
clubes, ambientes de trabalhos, repartições públicas, nas esferas religiosas e no
seio familiar.
Por isso, pode-se verificar que ação de agressividade, de violência e de humilhação
pode acontecer em vários ambientes e para esses atos existem denominações
especificas, que descriminaremos a seguir.
Mobbing é o termo usado para designar assédio moral no Brasil, sendo assim, é
classificado como abuso de poder entre adultos no ambiente de trabalho. Por isso,
esse tipo de comportamento é antigo, pois vem desde a época da escravidão, que
continuou na Revolução Industrial. E mesmo depois, de alguns direitos trabalhistas
conquistados, alguns atos de humilhações na jornada de trabalho ainda são
notórios.
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Logo, nada mais real, nada mais cotidiano na sociedade escolar contemporânea,
muito embora, o bullying não seja instituto novo, somente explorado – estudado com mais proficiência nas últimas décadas.
Importante destacar, dentro deste contexto de realidade, que os professores
também tem sido alvo de violência escolar, muitos têm vivido uma realidade de
medo e terror, sendo coagidos por alunos, colegas de trabalho e até por parte dos
responsáveis dos alunos. Esse fenômeno tem acarretado para o professor diversos
sintomas como tonturas, insônia dores de cabeça entre outros, impossibilitando o
seu desempenho profissional.
Silva (2010) descreve que pode ocorre dentro das escolas atos de violência contra
alunos ou professores que assumem a sua homossexualidade o que designa como
bullying homofóbico. A homossexualidade é vista na sociedade de forma
preconceituosa, basicamente, por causa da religião e da educação conservadora de
seio familiar, que passados de geração para geração traz valores negativos e
princípios morais distorcidos, tratados como comportamentos transgressores e
indecorosos.
Portanto, nesse grupo os alunos que, de alguma forma, fogem dos padrões ditos
normais para a sociedade sofrem de forma mais rigorosa a exclusão dos mais
diversos grupos de estudantes, assim como por parte dos professores e demais
funcionários da escola.
O despreparo e o preconceito dos adultos no ambiente escolar e/ou familiar
tendem a perpetuar e agravar o problema, além de contribuir para a
ocorrência de suas cruéis e indesejáveis conseqüências; sobretudo, um
desrespeito à liberdade e à individualidade de cada ser humano (SILVA,
2010, p. 149).
Sendo assim podemos entender que o bullying é um surto que tem atingido a todas
as esferas sociais, e que essas atitudes não são simples brincadeiras inocentes e as
implicações que estes atos produzem na sociedade são desastrosos, sendo
descabida qualquer ilação no sentido de comparar estes fatos com devaneio ou
imaginação das vítimas.
O bullying ainda é fomentador da evasão escolar, baixo rendimento, depressão,
baixa auto-estima e desestrutura familiar, social e outras conseqüências diversas.
19
Para algumas vitimas, mesmo após a interrupção do bullying, as
conseqüências advindas dessa violência tendem a se propagar por toda
uma existência, em decorrência das experiências traumáticas difíceis de
serem removidas da memória. Em casos mais graves, quando a violência é
intensa e continua, a vitima pode chegar a cometer suicídio ou praticar atos
desesperados de heteroagressão e autoagressão (homicídio, seguido de
suicídio) (SILVA, 2010, p156).
Desde modo e possível entender que o bullying é causado pela falta de tolerância
com as diferencias e que a sua existência tem criado uma geração de pessoas que
visa o estético, o belo e a igualdade que repudia as diferencias, e os menos
favorecidos. Portanto este fenômeno não é algo que esta apenas nas mentes das
pessoas, ou fatos que acontece com apenas pequenos grupos, mas sim tem estado
no dia a dia de cada um começando dentro das escolas e acompanhando suas
vitimas, agressores e expectadores por toda vida.
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3 BULLYING E SUAS ORIGENS
Analisa-se, neste capítulo, as diferentes abordagens dos autores sobre o conceito
de bullying, onde serão relatados diversos pontos, enfocando também o fenômeno
no Brasil.
3.1 BULLYING: UMA VISÃO GERAL
Dentre os autores é importante citar Cléo Fante, que define o bullying como qualquer
conduta abusiva, praticada de forma repetitiva no ambiente escolar por colegas ou
educadores.
Neste ponto, esse conceito se assemelha como o da autora Ana Beatriz Barbosa
Silva (2010, p. 22), que conceitua o bullying como “termo para explicar todo tipo de
comportamento agressivo, cruel, proposital e sistemático inerente as relações
interpessoais”.
No entanto, o bullying, na visão de Silva passa dos muros da escola. Em sua análise
ela afirma que este fenômeno acontece em todo espaço onde se dá as relações
sociais. E este ponto de vista também é citado por Marie-France Hirigoien (2002, p.
79) que define o bullying como:
Forma de descrever as humilhações, os vexames ou as ameaças que
certas crianças ou grupos de crianças infligem as outras. Depois o termo se
estendeu as agressões observadas no exército, nas atividades esportivas,
na vida familiar, em particular com relação à pessoa de idade, e
evidentemente, no mundo do trabalho.
Sendo assim, as autoras Silva e Hirigoien defendem que estes atos se vivenciam no
dia a dia nas nossas relações sociais, sendo que quem pratica nem sempre tem a
noção e nem enxerga que o ato praticado é um mal que causa estrago na vida das
pessoas em qualquer ambiente de envolvimento pessoal.
Esta análise nos leva ao conceito de Chalita (2008, p. 109), que define bullying como
uma violência que cresce com a cumplicidade de alguns, com a tolerância de outros
e com a omissão de muitos. Segundo alguns autores como Fante e Silva, em
meados de 1972 e 1973 se inicia estudos sobre os problemas de violência escolar.
21
No ano de 1982, “os jornais noruegueses noticiam o suicídio de três crianças com
grandes probabilidades de terem sido motivados por situações de maus-tratos a que
eram submetidas pelos seus companheiros de escola” (PEREIRA, 2009, p. 32), o
que se compara com Chalita (2008, p. 103) que relata um fato espantoso acontecido
em 1993 na Noruega, onde “três meninos, com idades entre 10 e 14 anos,
cometeram suicídio; tudo indicava que haviam sido pressionados por situações
graves de bullying”.
3.2 BULLYING E SUA HISTÓRIA NO BRASIL.
No Brasil esse fenômeno começou a ser estudado efetivamente a partir de 1997,
sendo que Marta Canfield, professora da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul, foi uma das primeiras a realizar pesquisas sobre esse tipo de comportamento
em algumas escolas na cidade de Santa Maria.
Mas, ao se analisar a história brasileira encontra se o espanto dos colonizadores
com os nativos que aqui existiam, por meio da carta de Pero Vaz de Caminha
enviada ao Rei Dom Manuel, 1500 se deixava claro tanto o receio e a aversão,
quanto à curiosidade e a estima.
A feição deles é serem pardos, maneira de avermelhados, de bons rostos e
bons narizes, bem-feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem
estimam de cobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm tanta
inocência como em mostrar o rosto. Ambos traziam os beiços de baixo
furados e metidos neles seus ossos brancos e verdadeiros, de comprimento
duma mão travessa, da grossura dum fuso de algodão, agudos na ponta
como um furador. Metem-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que
lhes fica entre o beiço e os dentes é feita como roque de xadrez, ali
encaixado de tal sorte que não os molesta, nem os estorva no falar, no
comer
e
beber.
Os cabelos seus são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta,
mais que de sobrepente, de boa grandura e rapados até por cima das
orelhas. E um deles trazia por baixo da solapa, de fonte a fonte para detrás,
uma espécie de cabeleira de penas de ave amarelas, que seria do
comprimento de um coto, mui basta e mui cerrada, que lhe cobria o toutiço
e as orelhas. E andava pegada aos cabelos, pena por pena, com uma
confeição branda como cera, de maneira tal que a cabeleira era mui
redonda e mui basta, e mui igual, e não fazia míngua mais lavagem para a
levantar (CAMINHA apud CORTESÃO, 1994, p.191).
Portanto, nesta questão histórica encontra-se a dificuldade dos colonizadores do
Brasil em conviver com as diferenças deparadas nos nativos da terra, o que leva a
prática de um genocídio, onde quem não se tornava como eles eram agredidos até a
morte.
22
Sendo assim, apesar de tanta admiração do que havia encontrado, a singularidade
de seus aspectos físicos foram a principal causa de tanta estranheza. Por isso, há
anos, a sociedade intitula o que deve ser certo ou errado, normal ou anormal, como
Chalita expressa em seu livro:
A diversidade humana é comumente enfatizada nos aspectos negativos do
outro, tendo como parâmetro o olhar de superioridade daquele que observa
e identifica o outro com base na diferença. Ser diferente não é um motivo,
mas um pretexto para que o autor do bullying satisfaça a sua necessidade
de agredir, de humilhar, de marginalizar (CHALITA, 2008. p.130).
Em uma sociedade onde homens são confundidos com mendigos e por esse
motivos são mortos queimados, mulheres são espancadas e saqueadas por serem
confundidas com travestis e prostitutas e por isso merecem esse fim, é retrato de
uma sociedade que admite e aceita que jovens e crianças sejam humilhadas e
excluídas, e assim, sofram por grupos que os acham diferentes dos padrões
estabelecidos por eles.
Contudo, por o bullying ser uma manifestação de rejeição de ordem social, privando
o indivíduo antes considerado inferior e diferente que passa a perder a dignidade e o
direito de participar e existir.
É neste contexto que Vera Maria Candau acredita que a existência de um pequeno
grupo dominante usufruiu de status social mais alto e maiores privilégios. Privilégios
esses que levam esta minoria a acreditar ser portador de uma cultura acertada
aqueles que não têm acesso devem se enquadrar ou será punido e excluído. O
bullying nasce dessas relações de desigualdades onde o agressor acredita ter em
suas mãos o direito de punir aqueles que não se enquadram em seus critérios.
Segundo Silva, os agressores têm uma personalidade maldosa que geralmente está
associada a um perigoso poder de liderança que é obtido por meio de força física ou
por assedio psicológico. Por isso ao se analisar o conceito de agressores temos um
grupo de pessoas envoltas em uma cultura de desigualdade ligadas a aparência,
ilusões, vaidade, egoísmo, arrogância, inveja e que, na maioria das vezes, são
padrões ditados pela sociedade em que se insere que aprisiona vítima,
expectadores e agressores. Isso nos leva a expor Platão que no “Mito da Caverna”
relata que as normas culturais de alguns podem levar cegueira e a escravidão.
23
Suponhamos uns homens numa habitação subterrânea em forma de
caverna, com uma entrada aberta para a luz, que se estende a todo o
comprimento dessa gruta. Estão lá dentro desde a infância, algemados de
pernas e pescoços, de tal maneira que só lhes é dado permanecer no
mesmo lugar e olhar em frente; são incapazes de voltar a cabeça, por causa
dos grilhões; serve-lhes de iluminação um fogo que se queima ao longe,
numa elevação, por detrás deles; entre a fogueira e os prisioneiros há um
caminho ascendente, ao longo do qual se construiu um pequeno muro, do
gênero dos tapumes que os homens dos "robertos" colocam diante do
público, para mostrarem as suas habilidades por cima deles.
(...)
Veja também ao longo deste muro homens que transportam toda espécie
de objetos, que o ultrapassam: estatuetas de homens e de animais, de
pedra e de madeira, de toda a espécie de lavor; como é natural, dos que os
transportam, uns falam, outros seguem calados.
(...) Pessoas nessas condições não pensavam que a realidade fosse senão
a sombras dos objetos.
(...) O que aconteceria se eles fossem soltos das cadeias e curados de sua
ignorância, para ver se, regressados à sua natureza, as coisas se
passavam deste modo. Logo que alguém soltasse um deles, e o forçasse a
endireitar-se de repente, a voltar o pescoço, a andar e a olhar para a luz, ao
fazer tudo isso, sentiria dor, e o deslumbramento impedi-lo-ia de fixar os
objetos cujas sombras via outrora. Que julgas tu que ele diria, se alguém lhe
afirmasse que até então ele só vira coisas vãs, ao passo que agora estava
mais perto da realidade e via de verdade, voltado para objetos mais reais?
E se ainda, mostrando-lhe cada um desses objetos que passavam, o
forçassem com perguntas a dizer o que era? Não te parece que ele se veria
em dificuldades e suporia que os objetos vistos outrora eram mais reais do
que os que agora lhe mostravam?
– Portanto, se alguém o forçasse a olhar para a própria luz, doer-lhe-iam os
olhos e voltar-se-ia, para buscar refúgio junto dos objetos para os quais
podia olhar, e julgaria ainda que estes eram na verdade mais nítidos do que
os que lhe mostravam?
(...) Precisava de se habituar, julgo eu, se quisesse ver o mundo superior.
Em primeiro lugar, olharia mais facilmente para as sombras, depois disso,
para as imagens dos homens e dos outros objetos, refletidas na água e, por
último, para os próprios objetos. A partir de então, seria capaz de
contemplar o que há no céu, e o próprio céu, durante a noite, olhando para
a luz das estrelas e da Lua, mais facilmente do que se fosse o Sol e o seu
brilho de dia.
(...) Se um homem nessas condições descesse de novo para o seu antigo
posto, não teria os olhos cheios de trevas, ao regressar subitamente da luz
do Sol?
(...) E se lhe fosse necessário julgar daquelas sombras em competição com
os que tinham estado sempre prisioneiros, no período em que ainda estava
ofuscado, antes de adaptar a vista – e o tempo de se habituar não seria
pouco – acaso não causaria o riso, e não diriam dele que, por ter subido ao
mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar a
ascensão? E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até cima, se
pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam? (PLATÃO, 1956, p. 287).
No mito da caverna pessoas vivem sobre a ilusão de falsas imagens, sombras, ou
seja, uma falsa realidade. Nos tempos atuais as pessoas têm vivido como no
exemplo de Platão, presas em suas cavernas que encobrem a verdade e as tornam
habituadas a viver de ilusões, o que leva a humanidade a se acostumar com a
24
exclusão, com as diferenças sociais gerando assim uma sociedade desigual e
violenta.
Sendo assim, geralmente, essa violência aumenta a passividade e a sociedade se
acostumou em ver apenas as sombras e a viver de ilusões dando total legalidade
para que essa violência continue a perpetuar nas relações interpessoais, mas toda
essa violência depende da cultura em que o individuo está inserido, pois o que pode
ser violência para um pode não representar um ato violento para o outro.
Portanto, com o decorrer dos anos, os atos violentos vêm se transformando, pois
hoje relações familiares, social e escolar, quando maus conduzidos podem gerar
violências, ou seja, crimes enquanto aspectos sociais, não somente crimes atos
como homicídios, roubos entre outros. Segundo Cléo Fante (2005. p. 157), violência
vem a ser “todo ato, praticado de forma consciente ou inconsciente, que fere,
magoa, constrange ou causa dano a qualquer membro da espécie humana”.
Contudo, é necessário ressaltar que nem todo ato de violência praticado dentro do
ambiente escolar pode ser considerado bullying, pois segundo Fante o grau de
violência simples ou pontual é aquela que ataca esporadicamente uma vítima, sendo
que ato de violência complexa e frequente que geralmente não há motivos prévios
vêm a ser denominado bullying.
25
4 ESTUDO DE CASO: O ENCONTRO COM A REALIDADE
Discuti-se, neste capítulo, de forma crítica a pesquisa realizada no município de
Serra – ES, em três instituições estaduais de ensino.
As escolas estão situadas em diferentes áreas da cidade de Serra – ES, na grande
Vitória, Estado do Espírito Santo, precisamente no bairro Pitanga, Bairro Residencial
Laranjeiras e Carapina.
Essas escolas atendem uma clientela, em geral, de classe média baixa, algumas
famílias migraram de outros Estados, como Bahia, Minas e Ceará a procura de
oportunidades no mercado de trabalho. A maioria dos pais de alunos trabalha nas
indústrias, no setor de construção civil e no comércio.
Essas instituições têm como meta a busca crescente de formação de cidadãos
críticos, autônomos preparados para conviver em uma sociedade competitiva e
Industrial, que é o caso do nosso Estado. O questionário foi respondido de forma
individual por três pedagogas, todas pós-graduadas (Especialização latu sensu), e
que terão suas identidades preservadas neste trabalho.
Nesta pesquisa verificamos que as três pedagogas já vivenciaram atos de violência,
algumas dentro das instituições citadas acima, outras no decorrer de sua
experiência profissional. Esses atos de violência se dividem em verbal: com
xingamentos, apelidos maldosos, “a relatos de agressão verbal aos pedagogos por
parte dos pais dos alunos por acreditarem que os mesmos são culpados do mau
comportamento dos filhos”; moral: denegrindo a imagem do outro (como inventar
situações envolvendo funcionários da escola de assedio sexual ou agressões
físicas); e a violência física: com socos, pontas-pé, ou até, como foi citado por uma
das entrevistadas, onde um “pai agrediu a aluna, que era sua filha, com o capacete
e quebrou sua clavícula, e alunos que ficam sem ir à escola por sofrerem agressão
dos pais em casa.
Percebe-se então que dentro das instituições de ensino pesquisadas é possível
identificar a prática de atos de violência verbal, moral e física, o que nos leva a
refletir, com ampara nos ensinamentos de Fante e outros autores que definem
26
violência por atitudes consciente ou inconsciente, que machuca, maltrata, aflige e
causa prejuízos ao homem.
Diante disso, pode-se perceber que atos de violência como esses, acontecem tanto
nas instituições de ensino como em suas próprias casas.
Segundo as pedagogas entrevistadas, quando atos de violência acontecem dentro
das instituições, os procedimentos tomados é seguir o que orienta o Regimento
Comum das Escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado do Espírito Santo, que
orienta em primeira mão aplicar uma advertência verbal e, caso continue os atos fazse o registro de até três ocorrências, para só então se não houver mudança de
comportamento, e se muito necessário, a suspensão das aulas por determinado
período.
As pedagogas relatam que antes de chegarem a este fator extremo, costuma
chamar as famílias para conversarem e aplicar ao aluno outras medidas educativas
como, por exemplo: o aluno que soltou uma bomba dentro da escola foi pedido a ele
para pesquisar e dar uma palestra sobre o assunto.
Essas atitudes nas instituições deixam claro que a violência pode ser contra atacada
com dialogo, com medidas que permitem o aluno refletir em seus atos e nas
conseqüências delas. Atos de violência podem marcar a vida do ser humano durante
toda a sua existência, contudo segundo Fante (2005, p. 157):
É comum que as vítimas do comportamento violento ou agressivo
vivenciem sentimentos de medo, vergonha, raiva e impotência que
rebaixam a auto–estima; e, sendo por um prolongado período de tempo
expostas à ação dos seus agressores e aos olhares indiferentes, omissos
ou desdenhosos dos seus “espectadores”, é natural que mobilizem cadeias
de construções de pensamentos, que estimulam reações como ansiedade,
irritação, angústia, tristeza, melancolia, além de pensamentos de vingança
e suicídio.
A violência em suas diversas formas está tão presente no cotidiano das pessoas,
que o bullying tem se tornado um termo conhecido. Tanto que a primeira pedagoga
entrevistada conceituou o bullying como uma violência contra o outro cidadão; uma
falta de respeito; que não leva em conta o ser humano como um todo, atingindo
principalmente o físico e o emocional.; levando a traumas, fazendo com que a vítima
seja coagida. Já a segunda afirma que sofremos bullying desde pequenos na escola,
27
e de forma não diferente das duas primeiras, a terceira pedagoga diz que é um mal
que sempre atingiu a sociedade, mas que somente agora foi classificada.
Por isso podemos ressaltar que o bullying já não é visto apenas como um fenômeno
que só acontece em países distantes, mais os pedagogos tem tido noção sobre o
assunto e como ele tem estado presente nas relações sociais.
Isso tem sido tão real que é pacífico entre as pedagogas a ocorrência desse
fenômeno maléfico, destacando os relatos de situações de “apelidamentos”
negativos, onde o aluno chama a pessoa de “baleia”, por serem gordos, os que
usam óculos são chamados de “jacaré de quatro olhos”, salientando a deficiência do
colega, como acontece com um aluno Z.N, especial visual. Uma das pedagogas
ainda nos relatou que no ano de 2010, houve uma briga na instituição onde trabalha,
por causa do preconceito contra os homossexuais; porém ela disse que neste ano
isso mudou, pois os homossexuais têm enfrentado esses tipos de preconceito, e
agora sem receio de se assumirem a opção sexual. Segundo Fante (2005, p. 155):
[...] há violência quando alguém, voluntariamente, usa da força para obrigar
uma pessoa ou grupo a agir de forma contrária à sua vontade, ou quando
alguém é impedido de agir de acordo com a sua própria intenção, ou, ainda,
quando é privado de um bem.
Na realidade essa situação tem estado presente na sociedade em todas as classes
sociais, o que tem feito com que as famílias se preocupem e procurem ajuda da
escola, e assim, o que tem acontecido nas três instituições visitadas são relatos de
pais que procuram as escolas, geralmente para relatar casos de bullying que estão
acontecendo com seus filhos.
Um exemplo é o pai do caso a acima. Outros casos são os de pais reclamando dos
apelidos maldosos que colegas costumam alocar, como no caso de pessoas negras
que são chamadas de macaco etc. Geralmente os pais procuram as instituições nas
reuniões de pais com tais questionamentos.
Assim, vimos que algumas famílias estão atentas às mudanças que vem acontecido
com os seus filhos e procurado criar um elo junto à escola, o que é de grande valia
para diagnosticar estes acontecimentos.
28
Porém sabemos que nem todas as famílias estão atentas ao cotidiano de seus
filhos, outras têm sido tolerantes para com as atitudes dos filhos, sem procurar
educar de forma correta.
Há também as que utilizam da agressividade como forma de ensinar valores, o que
geralmente é refletido nas escolas por meio de atos de violência.
Segundo Silva (2010, p. 62) “educar é confrontar os filhos com as regras e os
limites, alem de fornecer–lhes condições para que possam aprender a tolerar e
enfrentar as frustrações do cotidiano”.
Dessa maneira, com a tarefa de proporcionar condições para que os filhos
aprendam a lidar com as dificuldades do dia a dia e estar preparados para o convívio
em sociedade, as escolas visitadas demonstraram que estão buscando informações
sobre o bullying, realizando palestras junto com o Conselho Tutelar, abordagens de
conscientização em sala de aula e trabalhos de pesquisas com os alunos, que
segundo a pedagoga “é para que os mesmos estejam cientes das conseqüências,
caso um aluno que sofre de bullying faça um B.O (Boletim de Ocorrência Policial),
pois o aluno agressor terá que responder juntamente com a família perante as
autoridades”.
Uma das escolas está com um projeto de palestras, e no ano passado esse assunto
foi trabalhado nas disciplinas de sociologia e filosofia.
Assim percebemos que a escola tem abordado o assunto de forma clara e objetiva,
fazendo uma ponte entre família e aluno para juntos entenderem melhor o assunto e
procurar, por meio de medidas pedagógicas, a mudança para essa realidade,
rompendo com uma cultura de comportamento maldoso.
Segundo Chalita, a escola reproduz a sociedade em que está inserida e talvez por
isso temos vivido tempos de guerra dentro das escolas, porém temos vistos que
algumas tem entendido que o seu comprometimento é com uma educação que
promova a autonomia, liberdade e amor, e assim educando para uma convivência
em sociedade pautada na paz.
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As instituições de ensino pesquisadas têm buscado esclarecer o que é o bullying,
suas características e conseqüências para os alunos e, segundo as pedagogas
entrevistadas, a participação dos alunos tem sido grande, pois ficam bastante
durante a realização desses trabalhos. Alguns até tem compartilhado as noticias
sobre o bullying que vêem nas redes de comunicações.
No entanto, para uma das pedagogas, na prática não esta havendo muitas
mudanças significativas no seu cotidiano, pois suas atitudes continuam as mesmas,
mesmo com a intervenção dos educadores.
Contudo, segundo uma das educadoras entrevistadas o bullying acontece desde a
pré escola, então no ensino fundamental e médio as ações acontece de forma
cautelar, e é por isso que os alunos têm se preocupado, e quando eles tiverem
acesso à lei, os que sofrem com isso irão se revelar.
Segundo uma das pedagogas “eles têm começado a despertar que isso é bullying e
que existe uma legislação, mas até então para eles isso não é muito visível”.
Em virtude disso, a escola e a família têm um papel de provocar as mudanças no
comportamento dos alunos mesmo quando de primeira instancia não se vê
modificações, percebemos que as atitudes de muitos deles tem mudado.
Uma das pedagogas nos relatou que neste ano o município de Serra - ES está
trabalhando com um projeto que já vem sendo desenvolvido há três anos, que tem
como tema “Valores Humanos”, no qual o objetivo principal é trabalhar o amor, a
verdade, a paz e a não violência com as crianças, utilizando atividades em sala de
aula, palestra entre outros meios, pois a Serra tem o intuito de trabalhar esses
conceitos justamente para minimizar a violência, tanto na escola bem como na
família.
Portanto, assim como as pedagogas relataram, sabe-se que o bullying é um mal que
pode atingir a qualquer esfera da sociedade, independente de classe social, no
entanto medidas estão sendo tomadas e leis sendo criadas para proteger crianças e
adolescentes que sofrem e muitas vezes não têm o apoio da própria família.
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E assim foi o caso que uma das pedagogas contou e que foi citado acima, quando o
pai bateu com o capacete na filha, ou seja, ao invés de ajudar, há casos em que a
família acaba atrapalhando, pois ainda há entendimentos de que as coisas devem
ser resolvidas na base da violência.
Ora uma criança que sofre violência em seu próprio lar o que se pode esperar dela
senão mais violência? Pois segundo Chalita (2008, p. 213) “As relações toscas de
uma família doente geram pessoas doentes. E isso dificulta ainda mais o papel da
escola”.
Segundo Fante as escolas do Brasil têm começado a se preocupar com a questão
da violência e assim tem desenvolvido projetos para minimizar e até acabar com o
problema. Uma ação pioneira no Brasil é o projeto “Educar pela paz” que conseguiu
alcançar mudanças em relação a este fenômeno no estado do Rio de Janeiro o que
demonstra que para haver mudança é necessário ação, conscientização e
dedicação. Por meio de ações como essa é possível conscientizar, identificar, e
assim ampliar metas para combater o problema de forma inteligível. Aumentando
práticas que vão despertar em toda comunidade estudantil uma postura solidária, e
humanista.
“Todos devem reconhecer que a responsabilidade de controlar, dentro do possível, o
que se passa entre as crianças e os jovens em uma escola também é sua. Uma
forma de exercer essa responsabilidade é o compromisso e a ação” (FANTE, 2005,
p.97).
Enfim, deve haver também o compromisso e entender que não adianta conscientizar
apenas os alunos, como também a instituição precisam assumir de forma clara que
o problema existe e é necessário uma nova conduta frente a esse fenômeno.
O pedagogo precisa ser um investigador do fenômeno para descobrir as causas,
pois só assim poderão traçar metas que levem ao êxito.
Com efeito, o que torna o bullying cada vez mais comum e mais cruel é o silêncio,
mas para se ouvir a voz das vítimas, dos expectadores e até dos agressores, é
necessário que pedagogos, diretores, professores, pais, comunidade estudantil e a
sociedade estejam atentos, prontos para ouvir o grito de socorro.
31
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Importa-se frisar que o fenômeno objeto do presente trabalho é, na verdade, uma
forma de violência escolar, que desestabiliza de forma contumaz a vítima, com
atitudes irônicas.
Como percebido durante as pesquisas e trabalho de campo, o bullying é um fato
social que precisa ser enfrentado por toda a sociedade, seja por meio de políticas
públicas a serem desenvolvidas no ambiente escolar, seja por meio de constante
reciclagem de professores, pedagogo e educadores em geral, mas nada disso
surtirá o efeito esperado senão tiver como foco central a reorganização dos valores
das crianças e adolescentes na célula menor da sociedade.
Dessa forma, fácil a constatação da importância da família no processo de combate
ao fenômeno denominado bullying. Um problema nem sempre levado a sério, porém
com graves consequências. Muitos jovens perdem a vida, cometendo suicídio por
não aguentarem a barra.
É certo que, a vítima poderá desenvolver problemas de ordem médica, com
irradiação para toda sua vida adulta, do outro lado, o agressor estará colocando seu
futuro na incerteza, podendo, inclusive, descambar para a esfera jurídico-criminal.
Com efeito, é o bullying, ato atentatório à honra, imagem e dignidade da pessoa
humana, valores estes constitucionalmente protegidos, que como dito, poderá
ensejar ações de reparação por dano moral.
Do ponto de vista criminal, a conduta agressora poderá ser engradada nos crime
contra a honra, o que poderá conduzir o agressor à prisão.
As pesquisas de campo explicitaram certo grau de abandono da família na educação
dos filhos, como se a escola pudesse suprir a ausência e distanciamento dos pais,
um equívoco. Mas, Pedagogos têm enfrentados os casos concretos compelindo o
agressor a desenvolver pesquisas sobre o bullying, levando-o à reflexão, o que
denota que quanto mais se discute o problema, mas informa-se a sociedade com um
todo, construindo caminhos para minimização e/ou erradicação desse fenômeno
social.
32
6 REFERÊNCIAS
1. CANDAU, Vera Maria. Sociedade, Educação e Cultura(s). Rio de Janeiro:
Vozes, 2002.
2. CHALITA, Gabriel. Pedagogia da Amizade: Bullying o sofrimento das vítimas e
dos agressores. 3. ed. São Paulo: Gente, 2008.
3. CORTESÃO, Jaime. A Carta de Pero Vaz de Caminha. 3 ed. Lisboa: Imprensa
Nacional/Casa da Moeda, 1994.
4. FANTE, Cléo. Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e
educar para a paz. 2. ed. São Paulo: Verus, 2005.
5. HIRIGOYEN, Marie France. Assédio moral: a violência perversa do cotidiano.
São Paulo: Bertrand do Brasil, 2000.
6. PEREIRA, Sônia Maria de Souza. Bullying e suas implicações no ambiente
escolar. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2009.
7. PLATÃO. A República de Platão: Livro VII – O mito da caverna. 6. ed. São
Paulo: Atenas, 1956. (Biblioteca Clássica; 35).
8. SANTOMAURO, Beatriz. Violência Virtual. Nova Escola. São Paulo: n 233,
p.66-73, junho/julho. 2010.
9. SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Bullying: Mentes Perigosas na Escola. São Paulo:
Fontanar, 2010.
6.1 Webgrafia
1. ALBINO, Priscilla Linhares; TERÊNCIA, Marlos Gonçalves: Considerações
critica sobre o fenômeno do Bullying: do conceito ao combate e à prevenção.
Disponível
em:
<
http://www.pmf.sc.gov.br/arquivos/arquivos/pdf/18
_03_2010_15.21.10.2af5ca0c78153b8b4a47993d66a51436.pdf >. Acesso em: 09
abr.2011.
2. FANTE, Cleodelice Aparecida Zonato: O fenômeno Bullying e as suas
conseqüências psicológicas. Disponível em: < www.psicologia.org.br/
internacional/pscl84.htm >. Acesso em: 09 abr. 2011.
3. SIQUEIRA, Raquel de Arruda: A problemática do Bullying na prática docente.
Disponível em:< www.webartigos.com/articles/7301/.../Bullying/ pagina1.html >.
Acesso em: 09 abr. 2011.
6.2 Multimeios
1. BULLYING: Provocações sem limites. Direção: Josecho San Mateo. Produção:
Ágel Garcia Raldan. Espanha: Els Quatre Gats Audiovisuals, 2010. 1DVD (89 min).
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APÊNDICE A
34
QUESTIONÁRIO
a)
Você já presenciou algum tipo de violência dentro da escola? Descreva.
b)
Qual a sua atitude mediante a um ato de violência dentro da escola?
c)
Você sabe o que é o Bullying?
d)
Você já presenciou algum caso de Bullying? Descreva.
e)
Você já foi abordada por familiares para conversar sobre o Bullying?
f)
Você como educadora já fez algum tipo de projeto para prevenir que práticas
de violência entre alunos, como o Bullying, por exemplo, aconteça? Descreva.
g)
Como os alunos têm reagido em relação ao tema?
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bullying a intervenção do pedagogo no ambiente escolar