UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU AVM FACULDADE INTEGRADA O PAPEL DO PEDAGOGO EMPRESARIAL NA FORMAÇÃO DE LÍDERES PARA A GESTÃO DE PESSOAS Por: William Duarte de Carvalho Orientador Prof. Dr. Vilson Sérgio de Carvalho Rio de Janeiro 2011 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU AVM FACULDADE INTEGRADA O PAPEL DO PEDAGOGO EMPRESARIAL NA FORMAÇÃO DE LÍDERES PARA A GESTÃO DE PESSOAS Apresentação Cândido de Mendes monografia como à requisito Universidade parcial para obtenção do grau de especialista em Pedagogia Empresarial. Por: William Duarte de Carvalho 3 AGRADECIMENTOS A Deus, que nunca me faltou, mesmo quando pensava que não iria conseguir e por ser a grande força que me motiva a lutar. Aos meus pais, Sebastião Duarte de Carvalho e Virginita Assis de Carvalho, meu obrigado pelo dom da vida e por sempre acreditar que seria capaz. Ao meu irmão Bruno Carvalho, por saber entender minha ausência. Aos amigos, em especial Ermínia, que sempre ouviram minhas reclamações e nunca deixaram de estender a mão quando precisei. A todos aqueles que direta ou indiretamente, contribuíram para a finalização deste trabalho. 4 DEDICATÓRIA Aos meus pais, Sebastião Carvalho e Virginita Carvalho, inesgotável incentivo. pela educação e 5 RESUMO RESUMO As características atuais do mercado dão ênfase ao processo de gestão de pessoas, e ressaltam a importância do capital humano na obtenção dos resultados. Com isso, o setor de Recursos Humanos tem se qualificado, através de profissionais de ponta, para o treinamento de seus colaboradores. Os líderes das equipes precisam incentivar a participação de seus membros e para isso contam com os pedagogos empresariais. Estes especialistas influenciam as pessoas a trabalharem entusiasticamente, e promovem o bem estar que auxilia na obtenção dos resultados exigidos pelas organizações. Ressaltar a importância do processo de liderança, e as atribuições do Pedagogo Empresarial são objetivos deste trabalho, bem como desvelar os papéis desempenhados por este profissional junto à qualificação e formação de novo líderes. Palavras-chave: Liderança. Gestão de pessoas. Pedagogia Empresarial. 6 METODOLOGIA O trabalho será elaborado através de uma pesquisa bibliográfica e exploratória sobre o tema: O papel do Pedagogo Empresarial na formação de líderes para a gestão de pessoas. O estudo bibliográfico e exploratório constará de uma seleção das teorias que envolvam o tema abordado que será estudado de modo analítico, explicitando o pensamento de seus diversos autores. Em auxílio à pesquisa serão usados ainda livros que abordem o tema, bem como internet, artigos, trabalhos acadêmicos, jornal e, qualquer outro meio necessário de mídia impressa (revistas e periódicos afins). 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 08 CAPÍTULO I - Liderança 10 1.1 Teoria e estilos 11 1.2 Definições 14 CAPÍTULO II - Pedagogia Empresarial 17 CAPÍTULO III - O papel do Pedagogo Empresarial na formação de líderes 24 3.1 Os líderes e o processo de liderança 24 3.2 O pedagogo empresarial e sua atuação junto aos líderes. 26 CONCLUSÃO 33 BIBLIOGRAFIA 35 WEBGRAFIA 36 ÍNDICE 38 8 INTRODUÇÃO Este trabalho tem como principal objetivo compreender como, em plena era da informação, surge para as organizações o desafio de criar as lideranças. De que modo, em um mercado exigente e competitivo, as empresas têm buscado meios para disseminar esse conhecimento de forma a qualificar e motivar o capital humano afim de que os objetivos determinados sejam alcançados em um ambiente de constante transformação. Como o sucesso de uma organização está diretamente ligado à forma pela qual as pessoas são conduzidas durante a realização de suas atividades? Que estratégias são necessárias para que esta mobilização traga bons resultados para as organizações? Quanto é necessário que bons líderes estejam à frente de suas equipes? Qual o verdadeiro papel de um líder na gestão de pessoas? Indagar como o líder não apenas administra pessoas, mas, delega atividades e assume as responsabilidades. De que maneira ele influencia diretamente os indivíduos a trabalharem entusiasticamente visando atingir objetivos comuns. Sobre todos esses pontos interessa a pesquisa refletir. Segundo Branco (2008) a formação das pessoas deve acompanhar o desenvolvimento de novos conhecimentos e, a partir deles, gerar novas competências técnicas que impliquem o conhecimento de novos processos e novas tecnologias. Deve também, levar as pessoas a adquirir e fortalecer atitudes éticas, humanizadoras e solidárias, acima de tudo. Entender este processo de aquisição de conhecimentos e, identificando o pedagogo como o profissional que tem o domínio de métodos e técnicas educacionais, avaliar o seu preparo para acompanhar a jornada da liderança. Questionar a atuação de pedagogos em espaços não escolares e as contribuições que têm trazido, segundo as pesquisas e procurar os resultados 9 significativos para as organizações. Pontuar ainda, as várias possibilidades de atuação para o Pedagogo Empresarial em cada empresa que torne viável o trabalho deste profissional conforme suas necessidades. Estudar a relação do Pedagogo Empresarial com o setor de Recursos Humanos (RH). Inquirir como esse setor tem despertado o interesse das organizações diante das necessidades advindas de um mercado altamente competitivo, investigar uma série de resultados decorrentes dessa parceria. Assim, indagar sobre o desafio imposto ao Pedagogo no desenvolvimento de seu trabalho junto ao RH. O primeiro capítulo pretende estabelecer o conceito de Liderança através de uma análise teórica dos fatos. Ao ressaltar os principais traços e estilos de liderança, busca destacar a importância deste processo para os resultados da organização. O segundo capítulo aborda a Pedagogia Empresarial de forma ampla, pretende caracterizá-la de modo a ressaltar a sua importância, trazendo também a figura do pedagogo e suas possíveis atribuições dentro das organizações. O terceiro capítulo trata do papel do pedagogo empresarial na formação das lideranças. Buscando uma correlação entre os capítulos anteriores, enfatiza a atuação pedagógica no processo. Destaca também as múltiplas possibilidades de atuação do profissional e a participação junto ao setor de Recursos Humanos, capacitando possíveis líderes e auxiliando na formação de novos. 10 CAPÍTULO I LIDERANÇA O termo Liderança, segundo afirma Sganzerla, em seu artigo tem sua origem na era cristã, aproximadamente no ano de 1300. Embora esteja sendo utilizado com mais frequencia há cerca de 200 anos, o estudo deste tema está diretamente relacionado à natureza humana, sendo por isso, considerado complexo e relativo. Ao longo do tempo alguns estudos buscam determinar modelos e métodos que levem ao sucesso das organizações. Surgem então, teorias diversificadas que, de modo breve, serão abordadas no decorrer deste trabalho, com maior enfoque na sociedade atual. Na pós-modernidade, o sucesso de uma organização está diretamente relacionado ao sucesso de uma equipe de alto desempenho. Toda equipe necessita de um líder, e uma equipe de sucesso necessita, portanto, de um líder de sucesso. A liderança envolve um processo de influências. O líder tem o papel de gerenciar o capital humano gerando grandes expectativas sobre o trabalho desenvolvido por ele. Algumas características e atitudes diferenciam o líder de um administrador, dentre elas, o processo de interação entre as pessoas envolvidas diretamente com o gestor. O líder precisa de um maior envolvimento com sua equipe a fim de obter maiores e mais significativos resultados nos trabalhos desenvolvidos com o grupo. Ele é considerado uma pessoa influente junto à sua equipe de trabalho, em contra partida ao administrador cabe apenas a organização e sistematização de processos, determinando os afazeres dos membros da equipe, não precisando necessariamente de um envolvimento maior com o grupo de trabalho. 11 1.1. Teorias e Estilos Ao longo do tempo vários estudos foram desenvolvidos sobre liderança. A primeira das teorias, denominada Teoria dos Traços destaca as qualidades pessoais do líder, onde Stogdill e Mann, citados por Bergamini (1994), serviram-se dos resultados das pesquisas disponíveis acerca de liderança. Ela parte da premissa de que o líder deve possuir algumas características pessoais que o diferencie dos demais no seu desempenho. Ou seja, os líderes deveriam possuir qualidades que os diferenciam de modo a colocá-los em posição de destaque mediante a equipe e também os mantendo em suas posições. Conclui-se, portanto, sob esse enfoque, que o líder nasce formado, não sendo possível sua formação através de técnicas e/ou métodos. Tal teoria predominou até a década de quarenta quando, revisão realizada pelo próprio Stogdill, um dos iniciadores da pesquisa, apontou a sua não universalidade. Aspectos não abordados indicavam que as características individuais do líder não seriam o único determinante para a sua eficácia, pois algumas circunstâncias poderiam influenciar nesse processo. O líder não é sempre o mesmo, há uma necessidade de comportamentos diversificados diante de algumas situações distintas na organização. Porém, a teoria identificou traços que podem diferenciar os possíveis líderes em uma organização, tais como desejo de liderar, honestidade e integridade, autoconfiança e ambição. No início da década de cinqüenta, os cientistas ao estudarem o comportamento humano passam a se preocupar com a abordagem situacional que o líder deveria enfatizar. O líder diante desta perspectiva necessitaria ser mais dinâmico em seu comportamento. Surge a Teoria Comportamental, onde os pesquisadores não se preocupavam em descobrir o que os líderes eficazes eram, mas procuravam determinar o que eles faziam. Enquanto no enfoque dos traços, o líder nasce como tal, na teoria comportamental passa-se a aceitar que conhecido o comportamento melhor do líder, as pessoas poderiam ser treinadas para se tornarem líderes melhores. 12 Os pesquisadores abordam então dois aspectos do comportamento de liderança: as funções e os estilos. Quanto as suas principais funções, a primeira estaria relacionada às tarefas e a segunda a manutenção do grupo. O líder eficaz seria aquele que realiza as funções de modo a favorecer o sucesso da organização. As tarefas estão relacionadas com as atividades desenvolvidas, enquanto a manutenção do grupo está diretamente ligada às relações interpessoais. Algumas pesquisas são então realizadas pelas Universidades de Ohio e Michigam e seu foco está em relacionar o líder a sua eficácia no contexto organizacional. Diante dos resultados obtidos, os pesquisadores de Ohio, Blake e Mounton (1989), planejaram inclusive um treinamento voltado aos gestores denominado “Grid Gerencial”, onde procuraram representar os vários modos de usar autoridade ao exercer a liderança. Este possuía duas dimensões: preocupação com a produção, onde o líder volta-se a mensuração de quantidade e qualidade apresentado pelos seus subordinados e preocupação com as pessoas, voltado a preocupação em assegurar a estima, respeito e confiança para garantir o desempenho em prol dos resultados. White e Lippit realizaram um estudo pioneiro sobre os estilos básicos de liderança: a autocrática, a democrática e a liberal, onde pesquisaram o impacto causado por estes diferentes modelos. Na liderança autocrática, também chamada de autoritária ou diretiva, o líder está focado nas tarefas. Ele toma decisões individuais, ordena e impõe sua vontade. Suas decisões são centralizadas, o que mostra um líder que julga como correta apenas a sua forma de fazer. O líder autocrata prefere realizar determinadas atividades ao invés de delegá-las a seus subordinados e de modo geral, toma decisões rápidas. Geralmente, o grupo torna-se dependente do líder autocrata, desestimulado à inovações e temerosos das ações do mesmo. Nas lideranças democráticas, chamadas também de participativas ou consultivas, o líder tem a função de orientador estimulando a participação do grupo no processo decisório. Todos trabalham com objetivos específicos e o 13 líder tem a função de organizar e dirigir as opiniões em prol dos objetivos do grupo. O líder democrata trabalha bem em equipe e compreende inclusive que seus liderados sejam melhores que ele em alguns aspectos. Apresenta-se um entrave pela dificuldade na demora das decisões. Por fim, na liderança liberal os liderados ficam livres para pôr seus projetos em prática. Neste tipo de liderança verifica-se a importância da maturidade do grupo para o êxito, pois não há a necessidade da supervisão de um líder. Este tem a função de manter o grupo como tal. Por vezes, ausente pode não apresentar as características principais da liderança, dentre elas a vontade e garra para liderar. Seu comportamento é evasivo e sem firmeza, pois este tipo de liderança enfatiza somente o grupo. Chiavenato (2005, p. 187) destaca no quadro a seguir os três estilo de liderança e algumas ações. Quadro 1 TOMADA DE DECISÕES PROGRAMAÇÃ O DOS TRABALHOS DIVISÃO DO TRABALHO PARTICIPAÇÃO OS TRÊS ESTILOS DE LIDERANÇA LIDERANÇA AUTOCRÁTICA LIDERANÇA DEMOCRÁTICA LIDERANÇA LIBERAL Apenas o líder decide e fixa as diretrizes, sem qualquer participação do grupo As diretrizes são debatidas e decididas pelo grupo que é estimulado e assistido pelo líder Total liberdade para tomada de decisões grupais ou individuais, com participação mínima do líder O líder determina O próprio grupo esboça A participação do líder no providências para a providências e técnicas debate é limitada, execução das tarefas, para garantir o alvo com o apresentando apenas uma por vez, na medida aconselhamento técnico alternativas ao grupo, em que são necessárias do líder. As tarefas esclarecendo que poderia e de modo imprevisível ganham novos contornos fornecer informações para o grupo com os debates desde que solicitadas O líder determina qual a tarefa que cada um deverá executar e qual seu companheiro de trabalho A divisão das tarefas fica Tanto a divisão das a critério do grupo e cada tarefas como a escolha membro tem liberdade de dos colegas ficam por escolher seus próprios conta do grupo. Absoluta colegas falta do líder O líder é pessoal e O líder procura ser um dominador nos elogios e membro normal do grupo. nas críticas ao trabalho É objetivo e estimula com de cada um fatos, elogios ou críticas O líder não faz nenhuma tentativa de avaliar ou regular o curso das coisas. Faz apenas comentários quando perguntado 14 Na prática, os três principais estilos de liderança são viáveis aos administradores. Devendo ser considerada a tarefa a ser executada, as pessoas envolvidas e a situação da organização. Apresentando pontos fortes e fracos a decisão do melhor estilo a ser utilizado nas diversas situações advém da necessidade pontual. Mesmo diante de tantos estudos e temas abordados definir liderança e conseqüentemente os papéis de um líder é algo abstrato devido às diversidades encontradas nas organizações. A realidade do dia-a-dia influencia diretamente nos interesses e comportamentos dos líderes. As teorias universais falham ao oferecer orientações que digam aos administradores como aplicar princípios gerais de maneira particular em diferentes situações. Aquilo que se precisa é de uma teoria que contenha ambos elementos, tanto universais como situacionais. A teoria deveria oferecer aos administradores princípios gerais facilmente aplicáveis, mas que deveriam ser mais concretos do que orientações irrealistas, tais como permitir participação e mostrar grande preocupação tanto com relação à tarefa como com relação às pessoas. (Yukl apud CESPEDES, 2009). Segundo Yukl, não é necessário apenas o reconhecimento do líder, seu surgimento e/ou formação, mas criar condições para que líderes se desenvolvam nas organizações e que sejam eficazes como tal. Tais teorias e estilos de liderança representam o passo inicial para a compreensão de um processo que, conforme afirma CESPEDES, p.9, há “falta de pesquisas empíricas que corroborem tais teorias” que exemplifiquem e sanem alguns questionamentos que se levantam quanto à liderança e seu surgimento. 1.2. Definições Liderança é um conceito escorregadio e ilusório, que deixa perplexos mesmo os cientistas sociais. Após estudar mais de 3.000 livros e artigos sobre liderança, escrito ao longo dos últimos quarenta anos, certo pesquisador concluiu que não se sabe muito mais a respeito desses assuntos hoje em dia do que se sabia quando toda a confusão teve início. (Clemens, J.K & Mayer, D.F, 1989, p. 13 e 14). 15 Da vasta conceituação acerca do tema, na pesquisa será considerada uma vertente fundamental na definição do termo liderança. Serão apresentadas, entretanto, algumas conceituações de autores que se destacaram fortemente durante a elaboração do trabalho. Para Vergara (2003), liderança é a capacidade de exercer influência sobre indivíduos e grupos. Hunter (2006, p. 18), define liderança como “habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente, visando atingir objetivos comuns, inspirando confiança por meio da força do caráter”. Liderança é uma função das necessidades existentes em uma determinada situação e consiste em uma relação entre um indivíduo e um grupo. Nesses termos, o conceito de liderança repousa em uma relação que existe quando um líder é percebido por um grupo como o possuidor ou controlador dos meios para a satisfação de suas necessidades. (Lee, T. W. et all) Segundo Chiavenato (1994, p. 137), liderança é "uma influência interpessoal exercida em uma dada situação e dirigida através do processo de comunicação humana, para consecução de um ou mais objetivos". Todos os autores acima citados apresentam traços comuns que englobam a liderança como um processo de influências, onde uma pessoa pode influenciar a outra através do relacionamento existente entre eles, estimulando assim o trabalho em equipe e consequentemente proporcionando o sucesso desta e da organização. Assim, o líder tem um papel de grande importância na organização e tem a função de ser o condutor, o guia de uma equipe, independente da posição hierárquica que ele ocupe. Hunter (2006) afirma que liderança não é sinônimo de gerência, mas de influência. Sua responsabilidade não é apenas administrar pessoas, delegar atividades ou assumir as responsabilidades. Ele influencia as pessoas de modo a trabalharem motivadas visando atingir objetivos comuns às organizações e também as equipes. As pessoas precisam ser incentivadas a 16 utilizar o melhor dos seus talentos, suas competências e seus esforços para a ampliação de seus recursos e desenvolvimento mediante a equipe. Atualmente, diante de um mercado competitivo e exigente, para as organizações, um bom líder é aquele que consegue atingir bons resultados, através do desempenho de sua equipe. O líder precisa possuir algumas características pessoais, virtudes, competências e habilidades que o diferenciem de um administrador tradicional. Identifica-se como uma das características principais de um líder o gerenciamento do que as grandes organizações denominam capital humano. Caberá ao líder a função de criar o sentido para uma equipe, determinando sua importância para a aquisição de resultados. Ele deve também criar desafios, estimular os membros da equipe, criar um ambiente favorável para o trabalho coletivo, de modo que o grupo sinta-se disposto e motivado a buscar os objetivos e as metas desejadas. Enfim, ele é responsável por gerar os meios que possibilitem o êxito de sua equipe e consequentemente da organização. 17 CAPÍTULO II PEDAGOGIA EMPRESARIAL Uma abordagem sobre a Pedagogia Empresarial requer uma análise breve sobre o conceito de Pedagogia. Durante muito tempo, os pedagogos eram vistos como profissionais voltados essencialmente à educação formal, realizada na escola. Ainda hoje, o educador encontra dificuldade em ser inserido em ambientes não-escolares. Holtz (2006) afirma que: A Pedagogia estuda e aplica doutrinas e princípios para um programa de ação, com os meios mais eficientes de formação, aperfeiçoamento e estímulo das faculdades da personalidade humana, de acordo com ideais e objetivos adequados a uma determinada concepção de vida. Como a pedagogia tem por objeto a educação, cabe ao pedagogo elaborar e disseminar planos de ação que propiciem o desenvolvimento de todos os envolvidos no processo em torno de um objetivo comum, oferecendo instrumentos para que o sujeito aprenda a desvendar a sua realidade. A função da Pedagogia é mostrar como agir de maneira mais construtiva e produtiva para si, para os outros e para a sociedade. A Pedagogia apresenta atividades práticas que levam a atingir o objetivo determinado. (HOLTZ, 2006, p.31) São muitas as possibilidades de atuação do pedagogo. Em 2006, houve uma ampliação das Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Pedagogia e esta, por sua vez, garantiu as principais atribuições do profissional de Pedagogia, através da Resolução CNE / CP Nº 1 de 15 de maio de 2006. Verifica-se no enunciado do artigo quarto, parágrafo único. Art. 4º, parágrafo único. As atividades docentes também compreendem participação na organização e gestão de sistemas e instituições englobando: I- Planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de tarefas próprias do setor da educação; 18 II- Planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de projetos e experiências educativas não-escolares; III- Produção e difusão do conhecimento científico-tecnológico do campo educacional, em contextos escolares e não-escolares. Essa resolução decorreu da necessidade de se ter profissionais voltados à educação atuando em diversos setores. Segundo Gonçalves (2009), essa perspectiva tem início na década de setenta. Com o crescimento de muitas organizações, a escolarização já não atendia aos anseios do mercado. Com isso, a educação deixou de se restringir ao processo de ensino aprendizagem em espaços escolares formais e as praticas pedagógicas, vêm, de forma gradativa sendo inseridas em ambientes empresariais. Tanto a Empresa como a Pedagogia agem em direção à realização de idéias e objetivos definidos. Holtz (2006) garante que: A Pedagogia e a Empresa fazem um casamento perfeito. Ambas têm o mesmo objetivo em relação às pessoas, especialmente nos tempos atuais. Uma Empresa sempre é a associação de pessoas, para explorar uma atividade com objetivo definido, liderada pelo Empresário, pessoa empreendedora, que dirige e lidera a atividade com o fim de atingir ideais e objetivos também definidos. As transformações ocorridas na sociedade contemporânea possibilitaram a atuação de pedagogos em diversos locais. Sua prática possibilita perspectivas de transformação em todos os locais onde haja a necessidade de uma ação educativa. A empresa, para garantir a competitividade no mercado global, na era da informação, precisa administrar o conhecimento de seus colaboradores, propiciando assim a inserção de aprendizagem e treinamento, diferenciais de qualidade e lucratividade, em um ambiente que seja altamente educativo. É, neste novo horizonte, que surge a Pedagogia Empresarial. Rosane Ribeiro, em um artigo com o título Pedagogia Empresarial e aprendizagem organizacional inserido no livro Pedagogia em conexão, de ZORZO (2004, p. 252) define que pedagogia empresarial “é um curso que visa formar educadores de adultos, que ocorre no ambiente organizacional”. No entanto, através da analise de algumas universidades, verifica-se que a pedagogia 19 empresarial não é um curso, e sim uma disciplina ministrada nos cursos de Pedagogia. Outras instituições de ensino possibilitam a formação deste profissional através de cursos de especializações. Para Ribeiro (2007) a pedagogia empresarial é definida como uma das possibilidades de formação e/ou atuação de pedagogo e, seu surgimento está relacionado às necessidades de formação e preparação de recursos humanos, entendidos pelas organizações como fator principal para o êxito empresarial. As empresas dependem diretamente de pessoas para a sua produção e serviços. Em plena era da informação as organizações enfrentam um desafio ao administrar o capital humano, uma vez que os indivíduos são diferentes e que as políticas de recursos humanos (RH) não garantem mudanças. O RH de uma empresa, diante das necessidades verificadas pelo mercado, passou a ser um departamento voltado ao enriquecimento de talentos, sem se apartar das atribuições de controle e fiscalização. Cabem ao RH, grande parte as transformações que ocorrem nas empresas, sendo assim, o setor passou a ser um diferencial para o êxito de algumas delas. O setor deixou de ser um departamento de contratação de pessoal, de trâmites burocráticos, que exigia de seu profissional apenas técnica e experiência, e passa a ser núcleo de formação continuada, incorporasse o conceito de Gestão de Pessoas a este departamento. A Gestão de Pessoas se caracteriza pela participação, capacitação, envolvimento e desenvolvimento do bem mais precioso de uma organização, o capital humano, as pessoas que a compõem. Devido a essa funcionalidade, o setor deve investir no capital intelectual e capacitar às pessoas possibilitando condições para que as mesmas possam desenvolver suas competências e sejam eficazes na realização de suas atividades. A organização que reconhece a importância do gerenciamento de seus colaboradores, possibilitando meios para seu desenvolvimento, reconhece consequentemente, a importância da educação no ambiente empresarial. 20 Desenvolver pessoas não é apenas dar-lhes informação para que elas aprendam novos conhecimentos, habilidades e destrezas e se tornem mais eficientes naquilo que fazem. É, sobretudo, dar-lhes a formação básica para que elas aprendam novas atitudes, soluções, idéias, conceitos e que modifiquem seus hábitos e comportamentos e se tornem mais eficazes naquilo que fazem. Formar é muito mais do que simplesmente informar, pois representa um enriquecimento da personalidade humana. (CHIAVENATO, 1999, p. 290). A educação consiste em um processo amplo, não é apenas a transmissão de informações e técnicas. A organização precisa possibilitar o desenvolvimento do indivíduo como um todo, não apenas fazer com que seus colaboradores sejam treinados para executar suas atividades com perfeição aplicando mecanicamente o que lhes foi repassado. Advem daí a demanda por um profissional qualificado, que seja especializado em planejar, coordenar, executar e divulgar projetos na área educacional. O pedagogo empresarial é um profissional de educação e, em geral, tem sua atuação diretamente relacionada à área de Recursos Humanos. As tarefas atribuídas a ele, somadas as experiências de profissionais de outras áreas, constituem a importância de sua atuação na gestão de pessoas para a melhoria dos resultados coletivos. Para Ferreira (2008), o Pedagogo na empresa produz e difunde o conhecimento, exercendo o seu papel de educador tem sua atuação aberta. Esta, por sua vez, é considerada ampla e extrapola a aplicação de técnicas. Ao atuar, deve modificar o comportamento dos colaboradores ensejando um melhor desempenho pessoal e profissional dos indivíduos. Atuando na área de gestão de pessoas, o pedagogo dá continuidade ao processo educacional dos envolvidos buscando atingir objetivos que atendam às necessidades da organização. Para isso, dispõe de instrumentos pedagógicos que visam identificar as necessidades tanto dos colaboradores quanto da empresa de modo a que ambas sejam atendidas satisfatoriamente. Dentre suas principais funções, esta o planejamento e execução de cursos, reuniões, rodízio de funções e workshop. Pode também coordenar equipes multidisciplinares no desenvolvimento de projetos, destacando formas educacionais para aprendizagem organizacional significativa e sustentável; 21 gerar mudanças culturais no ambiente de trabalho; na definição de políticas voltadas ao desenvolvimento humano permanente; prestar consultoria interna relacionada ao treinamento e desenvolvimento das pessoas nas organizações. Esse profissional enfrenta um desafio, ao ser reconhecido apenas como aquele que conduz os grupos, planeja atividades e materiais de treinamento, seu trabalho exige muito mais que isso. É necessária uma análise detalhada, a observação do comportamento humano no contexto organizacional, uma vez que sua atuação esta relacionada à dimensão humana. Precisa estar atento e envolvido neste processo para que todos os participantes tenham uma posição ativa e estejam motivados em suas equipes de trabalho. Necessita coragem, preparo técnico, desprendimento e criatividade para que possam ser diagnosticados os pontos de desequilíbrio das organizações para que sua atuação não seja vã. Quando o pedagogo entende sua função de condutor do comportamento humano, dirige todas as suas ações em busca dos objetivos da empresa, e se torna responsável pelas mudanças ocorridas entre os membros da equipe, fundamentais no processo de gestão do conhecimento. As organizações e seus colaboradores enfrentam dificuldades em aceitar, qualquer que seja um processo de mudança. É, portanto, natural que haja um desconforto devido às incertezas dos resultados há serem obtidos. A sobrevivência de uma organização depende da resposta a essas mudanças e aos desafios que têm como alternativa gerar novos conhecimentos por meio da sistematização de novas tecnologias. A aquisição de conhecimento começa no indivíduo e chega até a organização, quando seus colaboradores estão motivados e se sentem responsáveis pelos resultados. É o conhecimento deixando de ser pessoal e passando a ser organizacional. Com isso, fica claro que o papel das organizações e das pessoas são os pontos fundamentais da Gestão de Pessoas. São complementares por meio do cumprimento de suas missões e o alcance de seus objetivos. O conhecimento tornou-se uma das mais importantes fontes de vantagem para as organizações o que leva à criação de estruturas e 22 programas de educação corporativa. A gestão do conhecimento, no contexto empresarial, conta com as chamadas universidades corporativas, setor responsável pelo desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores de uma organização. Neste setor, o pedagogo empresarial intervém preparando seus colaboradores para a competitividade do mercado, estimulando assim a educação corporativa na organização. De posse de recursos tecnológicos, grandes organizações contam também com a possibilidade de educação à distância (EAD), onde programas de treinamento podem ser feitos via internet. Um treinamento ministrado em uma organização, seja online ou presencial, possui as características da educação formal, presentes principalmente nas escolas. Tanto o treinamento quanto a educação se complementam. O treinamento não pode ser visto pelas organizações como um programa cujo objetivo principal seja instruir pessoas a manusear determinados equipamentos e a exercer determinadas atividades. O programa realmente exige que os participantes adquiram competências técnicas, no entanto, algumas outras características necessitam estar presente neste programa que deverá ser desenvolvido pelo pedagogo empresarial. Um treinamento bem sucedido é aquele que além de proporcionar aos participantes práticas e técnicas de execução, proporciona também uma formação além do ambiente empresarial. Assim sendo, a função desenvolvida pelo pedagogo dentro de uma empresa está em constante movimento, por conta do desenvolvimento tecnológico, da competitividade e das exigências de mercado. Ao elaborar e consolidar planos de ação que visem a melhoria da atuação dos colaboradores, para que seu desempenho seja aperfeiçoado dentro da empresa, verifica-se um processo de influências e conseqüentemente, um processo de liderança. Um grupo eficaz e motivado deve ser liderado por um gestor que responda aos seguintes desafios estratégicos em sua atividade, segundo Fisher & Albuquerque (2001, p. 16): • atrair, capacitar e reter talentos; • gerir competências; 23 • gerir conhecimento; • formar novo perfil do profissional demandado pelo setor; • gerir novas relações trabalhistas; • manter motivação/clima organizacional; • desenvolver uma cultura gerencial voltada para a excelência; • RH reconhecido como contributivo para o negócio; • RH reconhecido como estratégico; • conciliar redução de custo e desempenho humano de qualidade; • equilíbrio com qualidade de vida no trabalho; • descentralizar gestão de RH. Existe uma gama de possibilidades de atuação para este profissional e cabem aos gestores explorar todas elas, de modo a propiciar o sucesso de suas atribuições, podendo assim trabalhar de forma cooperativa com todos os setores da organização e também com seus gestores. Para finalizar, Holtz (2006, p.13) enumera as principais responsabilidades atribuídas ao pedagogo empresarial. 1. Conhecer e encontrar as soluções práticas para as questões que envolvem a otimização da produtividade das pessoas humanas - o objetivo de toda Empresa. 2. Conhecer e trabalhar na direção dos objetivos particulares e sociais da Empresa onde trabalha. 3. Conduzir com atividades práticas, as pessoas que trabalham na Empresa - dirigentes e funcionários - na direção dos objetivos humanos, bem como os definidos pela Empresa. 4. Promover as condições e atividades práticas necessáriastreinamentos, eventos, reuniões, festas, feiras, exposições, excursões, etc... - ao desenvolvimento integral das pessoas, influenciando-as positivamente (processo educativo), com o objetivo de otimizar a produtividade pessoal. 5. Aconselhar, de preferência por escrito, sobre as condutas mais eficazes das chefias para com os funcionários e destes para com as chefias, a fim de favorecer o desenvolvimento da produtividade empresarial. 6. Conduzir o relacionamento humano na Empresa, através de ações pedagógicas, que garantam a manutenção do ambiente positivo e agradável, estimulador da produtividade. 24 CAPÍTULO III O PAPEL DO PEDAGOGO EMPRESARIAL NA FORMAÇÃO DE LÍDERES Ao longo deste capítulo, pretende-se esclarecer as principais atribuições dadas à pessoa do pedagogo empresarial e relacionar suas atividades ao processo de formação de um líder para a gestão de pessoas. Conforme já fora abordado nos capítulos anteriores, a forma como as pessoas estão sendo lideradas influencia diretamente no resultado obtido pelas organizações. Nesse processo de gestão de pessoas são inúmeras as possibilidades de atuação para o pedagogo empresarial e sua participação ativa junto ao líder pode trazer resultados significativos às equipes. De posse do conhecimento sobre a Teoria Comportamental que considera a importância das características inatas do líder, mas evidencia que o líder pode se tornar cada vez melhor à medida que se qualifica, através de métodos de aperfeiçoamento pode-se relacionar o processo de formação de um líder às funções estabelecidas ao pedagogo empresarial. 3.1. Os líderes e o processo de liderança Liderança não consiste apenas no cargo atribuído ao líder. Liderança é um processo que engloba também outras pessoas, como por exemplo, os membros da equipe. Este processo requer dos participantes muitos esforços e principalmente a cooperação de todos. Ao considerar liderança como um processo de influências, destaca-se o papel do líder neste contexto. Influenciar é algo mais do que mostrar com deve ser feito através de atitudes. Quando se influencia alguém, faz-se com que esta pessoa se conscientize de sua importância para a equipe e 25 consequentemente para a organização. Sendo assim, considerando sua importância, as pessoas mostram o seu melhor em prol de um objetivo comum. As organizações atualmente têm valorizado muito o capital humano, devido às pressões externas do mercado. Sendo assim, preocupa-se cada vez mais com a gestão de pessoas nestes ambientes para que todos possam crescer junto com as organizações. Para que haja um crescimento, todos os setores precisam se desenvolver e trabalhar focado nos objetivos estabelecidos. Cada setor, independente de questões hierárquicas, possui um líder. Asssim sendo, o processo de liderança é fundamental à gestão de pessoas. Segundo Nogueira (2005) tanto a administração quanto a liderança são importantes. Para ele existem diferenças entre as duas. Administrar significa ocasionar, realizar, assumir a responsabilidade e conduzir e liderar é influenciar, guiar em direção a curso, ação e opinião. A liderança precisa ser exercida por meio de influências e não de poder. Muitas vezes um administrador impõe e não possibilita que outros participem dos processos decisórios, estreitando assim o relacionamento entre os envolvidos. Todos cumprem as determinações, pois são obrigados a isso. Existem muitos casos onde há inclusive um abuso de poder. Já um líder precisa propiciar um ambiente favorável onde todos realizem suas atividades entusiasticamente, participem ativamente das ações e decisões, sem que para isso abuse de seu poderio. Neste caso, chamamos de autoridade, pois as pessoas fazem o que você solicita por meio de uma influência pessoal e de boa vontade. Chiavenato (1999) afirma que um bom administrador deve ser necessariamente um bom líder e nem sempre um bom líder é um bom administrador. No entanto, todas as organizações precisam de líderes em todos os seus níveis e em todas as suas áreas de atuação. Em geral, a liderança está relacionada aos resultados. A busca por estes resultados atravessa um longo processo de conhecimento. O líder precisa ter uma visão global dos membros de sua equipe e do seu ambiente de 26 trabalho para que assim possa conduzir as pessoas de modo a conseguir melhores resultados. Nogueira (2005) identifica dois tipos de líderes: diretos ou indiretos. Os líderes diretos têm que dar exemplo de liderança, ser ativo e atuante no trato das situações, absorvendo-as e transformando-as de acordo com sua conveniência. São considerados espelhos para seus seguidores e inovadores. Os líderes indiretos buscam reorientar os membros de suas equipes de modo que todos se sintam líderes através de sua maneira inclusiva de atuação. Um líder de sucesso é aquele que age de forma a atingir os resultados, e para isso consegue a cooperação de todos os envolvidos neste processo. Ele aprende com seus colaboradores e seus colaboradores aprendem com ele, articulando suas idéias com a dos outros. Ocorre assim a aquisição de conhecimento por ambas as partes. 3.2. O pedagogo empresarial e sua atuação junto aos líderes. O líder atua diretamente junto com as pessoas, sendo assim é necessário que desenvolva uma série de habilidades para que possam lidar com elas. A necessidade de desenvolver novas habilidades e atitudes em relação ao comportamento humano tem preocupado muitas organizações e estas têm investido em treinamentos para seus gestores, de modo que eles possam conduzir as pessoas de forma eficiente, respeitando os valores humanos e superando o desafio de liderar de forma motivada adquirindo de forma eficaz os resultados esperados pela organização. Por tratar do comportamento humano, o líder não possui um padrão a ser seguido para a obtenção de resultados. Existe uma série de variáveis que influenciam neste processo, tais como a cultura organizacional da empresa, as possibilidades de atuação, a diversificação das equipes, os problemas enfrentados pela empresa, dentre outros. 27 As atividades realizadas por um pedagogo empresarial, apesar de sua multiplicidade de atuações, são desenvolvidas geralmente junto ao setor de Recursos Humanos (RH). Uma das responsabilidades deste setor é desenvolver o potencial humano dentro das empresas, sendo assim, cabe ao pedagogo empresarial auxiliar os gestores no processo de desenvolvimento de pessoal, até mesmo no desenvolvimento de futuros líderes. A empresa que realmente deseja líderes precisa abrir espaços para que estes profissionais possam se desenvolver criando atividades ou situações que gerem a aquisição de novos conhecimentos. O pedagogo, atuando junto ao setor de RH, é o mediador e articulador de ações educacionais, onde administra as informações para que haja aquisição de conhecimentos. Dessa forma, direciona suas ações de modo a qualificar os resultados das organizações; desenvolver, planejar e executar projetos para treinamento e desenvolvimento; realizar pesquisas de clima organizacional e propor a implantação de novos projetos. Com o crescimento da capacitação dos profissionais, buscando altos níveis de desempenho, ocorre simultaneamente o aprimoramento das equipes de liderança. A busca pela excelência de suas equipes tem incentivado as organizações a fazerem investimentos de modo a qualificar seu capital humano através de projetos desenvolvidos pelos profissionais qualificados presentes no setor de RH, dentre eles o pedagogo empresarial. Estes treinamentos destacam as medidas que precisam ser tomadas, de modo a melhorar o desempenho de líderes e seus colaboradores, levando em consideração uma série de influências internas e externas. É um processo de mudanças, que exige muita organização, paciência, audácia e preparo técnico daquele que o desenvolve. O treinamento direcionado aos profissionais de liderança deve ser ministrado de forma diferenciada. Deve-se considerar que muitos possuem a liderança natural, mas isso não significa que seja necessário um acompanhamento para que esta liderança seja direcionada para a obtenção dos resultados almejados pela organização. A pessoa pode até apresentar características inatas de um líder, mas para que seja de qualidade precisa ser 28 um líder situacional, que se caracteriza pelas alternâncias entre os estilos de liderança de forma que alcance a eficácia de seus subordinados diante de situações diversificadas, e também motivacional, onde ele é flexível e dinâmico possibilitando maior envolvimento entre lideres e liderados. O acompanhamento de uma liderança pode ser desenvolvido nas organizações a partir de um processo interno de mentoring desenvolvido pelos gerentes de cada área em parceria com o setor de RH ou um processo externo de coaching. Em ambos os casos o RH precisa acompanhar o desenvolvimento do processo, no entanto no mentoring o RH é mais atuante e o pedagogo tem mais possibilidades para atuação. Estes processos são utilizados para que os líderes mantenham seu padrão de desenvolvimento e valorizam a troca de experiências como forma de aprendizagem organizacional. Coaching é um processo específico de desenvolvimento de competências, utilizado pelas organizações visando o desenvolvimento do capital humano e da qualidade de vida. Esse processo pode ser desenvolvido por pessoas da própria empresa ou por profissionais externos, os chamados coaches, que trabalham uma metodologia específica visando atender as mudanças solicitadas pelas organizações, atingindo assim metas estratégicas e mudanças comportamentais em curto e médio prazo. Porém, os líderes não devem ser substituídos pelos coaches externos, sendo papel dos líderes serem coaches diretos de seu pessoal. Chiavenato (2005 apud Vargas, 2009) afirma que “o mentoring é uma relação entre duas ou mais pessoas, da qual uma delas proporciona orientação, modelagem de papel, compartilhamento de contatos e redes de relacionamentos e apóio geral à outra.” Geralmente é utilizado para projetos de desenvolvimento ou planejamento de carreiras e o mentor é alguém da própria empresa com domínio na área a ser desenvolvida. A escolha do melhor processo dependerá dos objetivos estabelecidos pela organização ao planejar essas medidas e da verificação das necessidades dos profissionais. Nestes processos, segundo Zampieri (2008) o 29 profissional de RH levanta as necessidades da empresa, define os objetivos e orienta a gestão e os profissionais que serão desenvolvidos, além de identificar os profissionais mais qualificados, interna ou externamente, para o desenvolvimento do Coaching ou Mentoring. Assim sendo, Almeida (2009, p.19) diz que: Para que seja possível alcançar melhores resultados com a equipe, fazendo com que os princípios e valores sejam o guia para as ações de cada indivíduo, não só as pessoas de liderança devem amadurecer, é necessário um processo global que envolve a equipe, tornando-a, mas consciente de suas habilidades e capacitando-as a tomarem decisões assertivas, como o líder faria. As principais necessidades de treinamento são diagnosticadas pelo setor de Recursos Humanos que capacita a equipe de modo a proporcionar o desenvolvimento de competências necessárias. O líder precisa adquirir algumas habilidades de modo que trabalhe em consonância com o setor de RH, assumindo assim um papel de treinador que motiva sua equipe, utilizando práticas educacionais, sendo assim um educador. Um líder educador é aquele que se dedica à tarefa de ensinar, estimulando a troca de experiências entre os membros da equipe possibilitando a ela um estágio de maturidade, sendo responsável por seus atos e preocupada com os interesses do grupo. Assim sendo o líder tem a função de ser agente de mudanças, delegando poder à equipe. Isso se torna possível à medida que ele não se coloca em uma posição de poder, mas reconhece a importância dos seus colaboradores e permite que todos participem do processo decisório. Para Knowles (1978 apud ALMEIDA, 2009, p. 17) se uma equipe é imatura, o líder “deve aceitar o tempo de aprendizado de cada indivíduo e ser capaz de assumir que ela tem o direito de errar e assim aprender a assumir a responsabilidade pelas suas próprias decisões e ações”. Dessa forma, a equipe adquire novas atitudes e competências e o aprendizado é ampliado com o feedback, ou seja, o retorno à pessoa da equipe informando o quanto ela se aproximou do que era esperado. 30 Um líder para ser considerado educador precisa ter uma boa percepção de cada liderado, diagnosticando as necessidades de crescimento, subsidiando e monitorando propostas de ação para o desenvolvimento e produtividade de seus liderados. Este trabalho pode ser monitorado pelo pedagogo empresarial, validando o que se conhece por educação corporativa nas empresas. Branco (2008) afirma que: Várias iniciativas de caráter estrutural vêm sendo tomadas para que isso ocorra, por exemplo, a criação das chamadas Universidades Corporativas ou Business Schools, destinadas a melhorar a capacitação e a eficiência do departamento de pesquisa e desenvolvimento; dos treinamentos; do desenvolvimento do ensino a distância; da parceria entre empresa, fornecedores e clientes. As Universidades Corporativas visam amplificar a educação continuada nas organizações procurando atender a necessidade de desenvolvimento contínuo. É importante ressaltar que a educação corporativa não substitui a educação formal, ministrada em escolas. O ensino corporativo visa atender as necessidades da empresa cujo objetivo é a aquisição de conhecimentos específicos a setores ou segmentos organizacionais, de modo a estimular os colaboradores proporcionando a eles crescimento pessoal e profissional. Para Branco (2008) quando uma Universidade Corporativa está bem estruturada ela promove a transformação estratégica baseada num processo de mudança interna que visa readequar a organização ao novo ambiente externo extremamente competitivo. É papel do líder reforçar e fomentar esta disseminação, fomentar discussões, estimular a equipe a assumir compromissos e responsabilidades, preparando-os para tomarem decisões a fim de que estejam cada vez mais aptos a serem líderes, tornando mais efetivo o trabalho em grupo e conseguindo, assim, que os resultados individuais e organizacionais sejam atingidos de forma mais eficaz. Isto caracteriza muito mais que treinar, é o ato de ensinar, transmitir conhecimento, à equipe. Esta é uma séria lacuna na maioria das organizações, gerada pela falta de treinamento profissional adequada para o exercício das funções didáticas. (ALMEIDA, 2009, p. 11) Para que as funções didáticas possam ser bem desenvolvidas na empresa é necessário o acompanhamento de um pedagogo empresarial 31 atuando junto aos líderes, possibilitando assim a obtenção de resultados esperados e com isso, o crescimento das equipes e da organização. Sua atuação pode estar voltada a elaboração e organização de programas que facilitem a promoção de liderança e motivação. O pedagogo empresarial pode inclusive desenvolver a função de líder, atuando como motivador de equipes atendendo as necessidades de seus colaboradores e buscando melhorias nas relações interpessoais da equipe e o crescimento individual. Ribeiro (2007, p. 55) afirma que a motivação de cada elemento da organização é o ponto-chave para a efetivação/operacionalização de programas, projetos, atividades (na área de serviços, inclusive). Analisando todas as possibilidades de atuação do pedagogo, pode-se afirmar que são muitas as funções que lhe podem ser atribuídas. Logo, seu conhecimento precisa ser amplo de forma que atinja todos os setores da organização. É necessário que muitas competências e habilidades sejam desenvolvidas neste profissional para que possam apresentar estratégias e metodologias que garantam uma melhor aprendizagem na organização, capaz de provocar mudanças no comportamento das pessoas e melhorarem seus desempenhos profissionais e pessoais. Por fim, utilizamos as palavras de Branco (2008): O foco principal do trabalho do pedagogo empresarial estará direcionado a formação, qualificação e requalificação de profissionais; a interação com todos os níveis hierárquicos, promovendo ações de reciprocidade, de trocas mútuas, através de suas ações de ensino, aprendizagem e humanização. O pedagogo empresarial tem de ter a capacidade e conhecimentos necessários para identificar, selecionar e desenvolver pessoas para o âmbito empresarial. Este profissional deve possuir competências para trabalhar com Recursos Humanos, exercer a liderança e executar projetos. Não podemos esquecer que liderança é um comportamento diário com relacionamento humano constante. E para o relacionamento dar certo, deve haver muita comunicação, diálogo entre as partes para o líder ser um facilitador. A liderança empresarial deve, de forma decisiva, preparar nas organizações equipes de trabalho que sejam capazes de multiplicar um fator importantíssimo para a empresa: o bem estar coletivo, a política do ganha-ganha. Ganho eu, ganha você, ganhamos todos. Verifica-se, portanto, que há uma grande necessidade do pedagogo empresarial estar nas organizações contemporâneas de diversos portes e 32 segmentos, trabalhando ativamente, como agente colaborador indispensável ao desenvolvimento e crescimento das empresas. Os progressos adquiridos são muito maiores, crescem a estabilidade da empresa e de seus funcionários, pois essas estão investindo em conhecimento e acompanhando o avanço tecnológico que o mercado tem exigido hoje. 33 CONCLUSÃO Ao fazer uma abordagem sobre Liderança, constata-se a relatividade do assunto, devido à sua relação com o comportamento humano. São várias as formas e possibilidades para a atuação de um líder, mas as ações e medidas a serem tomadas dependerão de uma série de fatores, presentes no processo em si, como as pessoas envolvidas, as possibilidades para atuação, as condições da organização e as influências do meio externo. Apesar de sua relatividade, as organizações estão buscando meios para favorecer o desenvolvimento de uma boa liderança de modo a trazer resultados que a validem. Para que os resultados obtidos proporcionem efetivamente o êxito das organizações é necessário que todos os setores caminhem em prol dos objetivos definidos pela organização, e para que isso ocorra é necessário a intervenção de líderes ativos que motivem as suas equipes. O líder, apesar de suas características inatas, pode ser treinado de modo a se enriquecer e com isso, proporcionar o crescimento de seus colaboradores. Essas possibilidades de treinamento estão relacionadas ao setor de Recursos Humanos (RH), onde o pedagogo empresarial está inserido. O Pedagogo Empresarial, atualmente, possui uma multiplicidade de atuações, cabendo a cada organização a instrução para suas atividades de modo que ele haja conforme as suas necessidades. Dentre as possibilidades de atuação, está a intervenção no processo de formação e desenvolvimento de líderes. O líder pode ser treinado de diversas formas e o pedagogo empresarial deverá ter o domínio de técnicas e métodos de modo a qualificá-los. Antes disso, porém, é necessário que se faça uma análise da situação organizacional e das necessidades apresentadas pelas organizações. Salienta-se, portanto, as necessidades por parte das organizações em possuir uma mão-de-obra qualificada não apenas em questões técnicas, mas também comportamentais. Com isso, os resultados são decorrentes do 34 trabalho direcionado e em conjunto, onde lideres trabalham em consonância com profissionais de outras áreas, inclusive os pedagogos e também proporcionam aos seus colaboradores participação ativa, visando a aquisição de novos conhecimentos e o sucesso das organizações. É importante que o pedagogo empresarial faça com que seu trabalho seja reconhecido, pois seu trabalho é de suma importância em todas as áreas descritas nessa pesquisa. Para finalizar, utilizo as palavras de Torres & Silva (2009, p.396): A atuação do pedagogo em uma empresa atende eficazmente as necessidades correspondentes às expectativas que o sistema empresarial contemporâneo lhe atribui, pois promove a eficiência nos serviços dos colaboradores, ajudando a potencializar as habilidades que podem oferecer e desenvolver dentro da empresa. Além disso, ajuda a ajustar e/ou reformular a ideologia da empresas, a uma política de valorização do funcionário, se necessário. 35 BIBLIOGRAFIA ALBUQUERQUE, L. G. de, FISCHER, A. L. RH-2010 – tendências na gestão de pessoas. In: Encontro Nacional da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação, 25, 2001. Anais. Campinas: ANPAD, 2001, CD-ROM. BERGAMINI, C. W. Liderança: administração do sentido. 1. ed. São Paulo, Atlas S. A., 1994. CHIAVENATO, Idalberto. Comportamento Organizacional: a dinâmica do sucesso nas organizações. 2.e. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando pessoas. 2. ed. 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Definições 14 CAPÍTULO II - Pedagogia Empresarial 17 CAPÍTULO III - O papel do Pedagogo Empresarial na formação de líderes 24 3.1 Os líderes e o processo de liderança 24 3.2 O pedagogo empresarial e sua atuação junto aos líderes. 26 CONCLUSÃO 33 BIBLIOGRAFIA 35 WEBGRAFIA 36 ÍNDICE 38 FOLHA DE AVALIAÇÃO 39 39 FOLHA DE AVALIAÇÃO Nome da Instituição: Título da Monografia: Autor: Data da entrega: Avaliado por: Conceito: