INFORMATIVO Jahrgang 4 Nr. 1 / 2005 ���� ����������� ��� ����������������������� ������������� ���� ����������� c e p s E o ã ç a r g i M : l a i Brasilianer in Deutschland & Alemães no Brasil Com Calendário Cultural / Mit Veranstaltungskalender , , DBKV – QUEM SOMOS? Desde 1988 a Associação Cultural TeutoBrasileira em Munique divulga a cultura brasileira, incentivando o intercâmbio cultural entre brasileiros, alemães e pessoas de outras nacionalidades. Nossos eventos, além de abrangerem temas da cultura e da sociedade brasileira, mostram as tradições e o folclore das regiões de nosso país, assim como as festas que realizamos, que fazem parte do calendário anual da Associação, como carnaval, festa junina e festa de natal. Estes eventos oferecem aos brasileiros que vivem na Alemanha a oportunidade de aprofundar e transmitir seus conhecimentos sobre a cultura brasileira. Para os artistas brasileiros que aqui vivem, queremos ser uma plataforma para a promoção de seus trabalhos. A Associação tem objetivos exclusivamente de utilidade pública e não tem fins lucrativos. Todos que queiram participar de nosso trabalho, seja ajudando na organização de eventos, tornando-se membro ou oferecendo doações, são bem-vindos. DBKV – WER SIND WIR? Seit 1988 macht der Deutsch-Brasilianische Kulturverein e. V. in München die Kultur Brasiliens bekannt und fördert den kulturellen Austausch zwischen Brasilianern, Deutschen und Menschen anderer Nationalitäten. Wir organisieren Veranstaltungen, die sich mit der brasilianischen Gesellschaft und Kultur sowie den Traditionen aller Regionen Brasiliens befassen. Außerdem feiern wir Feste, die einen wichtigen Bestandteil unseres Jahresablaufs sind (wie Carnaval, „Festa Junina“ und Weihnachten). Bei diesen Veranstaltungen können die in Deutschland lebenden Brasilianer ihre Kenntnisse über die brasilianische Kultur erweitern und weiter geben. Ferner möchten wir brasilianische Künstler durch unsere Aktivitäten fördern. Der Verein verfolgt ausschließlich gemeinnützige Zwecke. Alle, die bei unserer Arbeit mitmachen wollen – sei es durch Mithilfe bei der Organisation von Veranstaltungen, durch Mitgliedschaft oder durch eine Spende – sind willkommen! Em primeiro lugar queremos expressar nossos agradecimentos ao Consulado Geral do Brasil em Munique, em especial ao Senhor Cônsul Geral Virgilio Moretzsohn de Andrade, ao Senhor Cônsul-Adjunto Roland Stille e à Senhora Vice-Cônsul Maria do Socorro Almeida Vale, pelo apoio que recebemos do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, para a edição do InformAtivo. Com o propósito de incentivar o diálogo intercultural é com prazer que lhes apresentamos nesta edição da revista, artigos e entrevistas abordando a temática „Migração Brasil-Alemanha”. O Brasil, que sempre foi um caldeirão cultural, comemorou em 2004 os 180 anos da imigração alemã. Sem dúvida, a lista de contribuições levadas pelos imigrantes alemães à cultura brasileira é bem ampla, assim como a comunidade brasileira na Alemanha, que vem aumentando cada vez mais, também vem enriquecendo a cultura alemã. Nessa edição lhes apresentamos a nova rúbrica do Consulado Geral do Brasil. Falaremos também sobre a nova Lei do Estrangeiro na Alemanha e sobre a opção de nacionalidade para filhos de brasileiros nascidos no exterior. Por fim, lhes informamos sobre as últimas atividades da Associação. Não só o InformAtivo, mas também os eventos do DBKV desse ano estão voltados para o tema „Migração Brasil-Alemanha”, como nas leituras de autores brasileiros e alemães. Esperando que apreciem mais uma edição do InformAtivo e nossos eventos, desejo a todos uma boa leitura e nos vemos então em breve! osanna Ferrarezi-Gebauer Presidente da Associação Cultural Teuto-Brasileira L, L, zunächst möchten wir uns beim Brasilianischen Generalkonsulat in München für die Unterstützung herzlich bedanken, die wir von der Kulturabteilung des Brasilianischen Außenministeriums erhalten haben. Insbesondere gilt unser Dank dem Generalkonsul Virgilio Moretzsohn de Andrade, dem Beigeordneten Konsul Roland Stille und der Vize-Konsulin Maria do Socorro Almeida Vale. Um weiterhin den interkulturellen Dialog zu fördern, freuen wir uns, Ihnen in dieser Ausgabe des InformAtivo Berichte und Interviews zum ema „Migration Brasilien-Deutschland“ zu bieten. Brasilien, von jeher ein Schmelztiegel der Kulturen, feierte im Jahr 2004 das 180-jährige Jubiläum der deutschen Migration. Ohne Zweifel, haben die deutschen Immigranten viel zur brasilianischen Kultur beigetragen und die wachsende brasilianische Gemeinde in Deutschland trägt ihrerseits zur kulturellen Vielfalt bei. Neu in dieser Ausgabe ist die Rubrik des Brasilianischen Generalkonsulats. In weiteren Beiträgen wollen wir Sie informieren über das neue Ausländergesetz und über die Anerkennung der Brasilianischen Staatsbürgerschaft für Kinder von Brasilianern, die im Ausland geboren wurden. Schließlich berichten wir über die letzten Veranstaltungen des DBKV. Neben dem InformAtivo widmen sich auch unsere Veranstaltungen wie Lesungen brasilianischer und deutscher Schriftsteller dem ema „Migration Brasilien-Deutschland“. Wir wünschen Ihnen viel Spaß bei der Lektüre des neuen InformAtivo und freuen uns, Sie bei unseren Veranstaltungen begrüßen zu dürfen! osanna Ferrarezi-Gebauer Vorsitzende des Deutsch-Brasilianischen Kulturvereins e.V. Índice / Inhalt Especial „Migração Alemanha – Brasil“ Titelthema „Migration Deutschland – Brasilien“ 4 Brasa. Trecho do romance de Frido Mann Brasa. Ausschnitt des Romans von Frido Mann 5 De Oberkaka até Tirol Brasileiro. Entrevista com Adriana Nunes e Zé do Rock sobre clichês Von Oberkaka bis Tirol Brasileiro. Interview mit Adriana Nunes und Zé do Rock über Klischees 9 Brasileiros na Alemanha Brasilianer in Deutschland 10 Sem tolerância não dá. Entrevista com dois casais binacionais Ohne Toleranz geht es nicht. Interview mit zwei binationalen Paaren 13 Ano do Brasil na França Brasilien-Jahr in Frankreich 13 Brasil – Manual para Emigrantes Brasilien – Handbuch für Auswanderer 14 Alemães no Brasil. Sinopse da imigração alemã Deutsche in Brasilien. Überblick über die Einwanderung 16 Meu Brasil. Dois Alemães contam da nova „terrinha“ Mein Brasilien. Zwei Deutsche erzählen aus der neuen Heimat 18 Diário de um imigrante. Uma história da imigração alemã em desenhos Diário de um imigrante. Eine Geschichte der deutschen Einwanderung in Bildern 10 Julia: A mãe brasileira de omas Mann. Entrevista com Frido Mann Julia: omas Manns brasilianische Mutter. Gespräch mit Frido Mann 22 Instituto Martius-Staden. Acentuação científica no intercâmbio entre culturas Martius-Staden-Institut. Wissenschaftliche Akzente im interkulturellen Austausch Página do Consulado 24 Notícias do Consulado Geral do Brasil em Munique Direito / Recht 25 Opção de nacionalidade. Entrevista com a advogada e economista Ana Clélia Ferrarezi Diga aí / Zur Sache 27 Dierk Schäfer sobre o novo direito dos estrangeiros Dierk Schäfer über das neue Ausländerrecht DBKV 28 Encontro da Seresta 28 Adventsessen und Weihnachtsbazar 29 Carnaval Infantil do Pica-Pau Amarelo „O circo chegou!” Rúbricas / Rubriken 2 Editorial / Vorwort 30 Expediente / Impressum 31 Calendário cultural / Veranstaltungen des DBKV 2004 Brasa B S B . U , I B, S B. L „B“ F M , , J C C E-B P. B S B E Gß O G. E T J I B. E , S Ä S B . I F S A R „B“ F M. E I S Uß J M A - K- B P S S. . “B erenice”, sagte er jetzt plötzlich mit veränderter Stimme, „willst du nicht mit mir mitkommen? Nach Brasilien? In das Land deiner Vorfahren?“ Bernice erschrak. Ihr wurde schlagartig deutlich, wie stark Ignácios Schauergeschichten ihr Interesse an Brasilien gedämpft und ihre farbigen Vorstellungen und Träume davon in ein wenig anziehendes Grau hatten tauchen lassen und wie sich der Schmelz der alten Schilderungen seitens ihres Großvaters und Onkels in Nichts aufzulösen drohte. „Ich habe dir wahrscheinlich noch zu wenig geschildert, wie wundervoll Brasilien sein kann“, sagte er, sie etwas hilflos anschauend. Plötzlich merkte sie, dass sie eine unbändige Lust übermannte, mit Ignácio zu schlafen, so leidenschaftlich und wild wie beim ersten Mal in ihrem Studentenappartement. Sie wollte ihn einfach haben, so, wie er war, mit Haut und Haar und mit allem, was sie an ihm so sehr liebte, und ihn mit allen ihren Sinnen und ihrem kleinen, gedrungenen Körper in sich aufnehmen, immer wieder mit demselben Staunen und derselben Fassungslosigkeit, als erlebe sie es zum ersten Mal. Sie musste ihm dies nicht sagen. Sie spürte voller Erleichterung, dass Ignácio es in ihren Augen las. Es war für die beiden nicht leicht zu der Übereinstimmung zu gelangen, die sie suchten. Die Bernice erinnerlichen nostalgischen Schilderungen Brasiliens seitens ihres Großvaters und Onkels hatten sich überwiegend auf die Natur und die paradiesischen Reichtümer Brasiliens bezogen, auf die Idylle und Schönheit einiger seiner Städte etwa bis zur Jahrhundertwende und auf die Lebensart weit zurückliegender Generationen dort. Aus eigener Anschauung kannte sich Ignácio nur in Rio de Janeiro aus. Bernices schwärmerische Erkundigungen nach dieser Stadt beantwortete er mit drastischen Schilderungen des Taxi-, Lastwagen- und Autobusverkehrslärms und des Gestanks der Abgase entlang der Praia do Botafogo, und er erwähnte den etwa in den zwanziger Jahren zwischen dem Morro da Babilonia und dem Morro de São João hindurchgebrochenen Tunnel nach Copacabana und Ipanema und die gigantischen und hässlichen Wolkenkratzer auf dem Largo de Carioca zwischen dem Antoniuskloster und dem Betonklotz von Petrobras. Frido Mann De Oberkaka até Tirol Brasileiro A N Z R C IATIVO . InformAtivo: Adriana e Zé, com quais clichês vocês se vêem confrontados como brasileiros? Adriana: Eu conheci muitos brasileiros que me contaram suas histórias e também minhas próprias experiências foram importantes: eu, como brasileira, fiquei chocada com o que acontecia comigo e com outros brasileiros: a questão da discriminação dos estrangeiros e os clichês, com os quais nós somos confrontados aqui. Achava horrível, volta e meia ler nos jornais alemães as associações: estrangeiro e criminalidade, estrangeiro e desemprego. Zé: No Brasil o sol sempre brilha, as mulheres sao todas bonitas e ficam dançando samba o dia inteiro e rebolando nas praias. De resto o pessoal mora em favela e assalta turista. Na Alemanha todo mundo é rico ou neonazista ou os dois. Os alemaes trabalham muito, sao pontuais e nunca riem. Eces sao os stereótipos. E chegou uma hora que eu pensei, eu tenho que fazer alguma coisa com eles, e acabei fazendo um filme. No momento eu tenho que transformar as 90 horas filmadas em 90 minutos de filme... Sao 80 entrevistas com brasileiros e alemaes e muitas cenas do dia-a-dia, e muitas delas vao ser usadas pra contradizer o que o pessoal ta dizendo. Tem tamem algumas experiencias, por exemplo a gente deixa uma carteira numa mesa num bar e ve cuanto tempo leva pra ela desaparecer. InformAtivo: Adriana, no seu trabalho como jornalista você já havia se deparado com o tema? Adriana: Exato. Me deparei com imagens do Brasil que eu achava absurdas. Relatos que reduziam a imagem ou só davam enfoque ao lado da pobreza, da corrupção, da criminalidade. Todas as outras coisas modernas, criativas e inovadoras do Brasil não eram focalizadas. O Brasil era o estereótipo do negativo. brasileiros rejeitam tudo que vem do seu país. Querem mostrar que são imigrantes, mas que são tão bons quanto os alemães. São aqueles do tipo: „Apesar de ser do terceiro mundo, sou melhor ”. InformAtivo: Muitos brasileiros reagem bem diferente... Adriana: Sim. Outros sublinham a sua identidade brasileira, o seu caráter exótico. Vestem a camisa do exotismo e começam, como o Zé do Rock, a tentar quebrar com com os clichês de maneira bem humorada, não „verbissen”, não amargurada, não insegura, não pedagógica. Outros no entanto, se perdem, ficam deprimidos, sofrem horrívelmente, e não conseguem se colocar nem em uma identidade e nem na outra. Nem mesmo nessa pluralidade. Já outras pessoas conseguem um certo distanciamento e atingem uma certa capacidade de rir sobre o assunto, como o Zé, que quebra com o convencional. Eu acho essa uma forma saudável de lidar com isso. InformAtivo: Zé, o teu filme é uma forma de quebrar convenções... ADRIANA NUNES A jornalista, autora e tradutora que vive em Colônia desde 1988 entrevistou mais de 50 brasileiros para seu livro „Nur die Edelsteine kommen aus Brasilien – Brasilianer in Deutschland” a fim de documentar suas experiências, dificuldades, seus sucessos e fracassos na Alemanha e com o país em si. A edição do livro em português está prevista Foto: Adriana Nunes para esse ano no Brasil. No dia 9 de outubro a autora estará em Munique para mais uma leitura (confira o calendário do DBKV na página 31). InformAtivo: Qual é o clichê que te incomoda mais? Adriana: Brasil e o turismo sexual. Cadê o lado da criatividade e da normalidade da vida das mulheres e dos homens no Brasil? Cheguei aqui e todos os clichês, os estereótipos já estavam aqui antes. Gente eu adoro samba! Acho lindo! Não sei dançar, mas gostaria de ter aprendido. E aqui na Alemanha, quando vi que o samba é associado ao sexo e à prostituição, como se toda mulher sambista brasileira fosse prostituta – e essa imagem não é só divulgada pelos alemães, mas por vários brasileiros preconceituosos aqui – fiquei tão chocada, que na época reagi de forma insegura: eu reneguei quase uma parte da minha identidade. Eu me distanciei do samba. Falei que não queria ter nada a ver com isso, e fui dançar tango, porque não queria que as pessoas pensassem que eu também era uma prostituta. Hoje eu não teria reagido assim. Você nega uma parte do seu país. Muitos InformAtivo _ ZÉ DO ROCK Depois de percorrer o mundo durante treze anos, o escritor e cineasta decidiu, há doze anos atrás, parar em Munique, onde começou a trabalhar como comediante e autor. Seus livros são escritos em „Ultradoitsh“ (ultra-alemão) e „brazilês”. Seu Filme mais recente „Schroeder fica no Brasil“, é uma „docu-média”: uma mistura de vídeoclipe Foto: Günther Eisele com roadmovie. Para sondar os preconceitos e clichês recíprocos entre alemães e brasileiros, ele viajou com sua „crew” pelo Brasil e pela Alemanha. O filme deve entrar em cartaz nos cinemas, ainda esse ano. Quem quiser dar um apoio até a largada e investir pelo menos 99,99 EUR entre em contato com [email protected]. Mais informações veja: www.schroederbrasil.com. Zé: Eu tenho uma intrevista com uma gaúcha negra qui fala um dialeto alemao misturado com palavras em portugueis, qui é como o pessoal daquelas bandas fala. Ela nasceu na cidadzinha di Westfalia mais cresceu na cidadzinha di Teutonia... Eu intrevistei muitos brasileros qui diceram qui o brasilero si distingui dos outros pelo fato di gostar di samba, mais cuando eu perguntei si elis gostam di samba, a maioria dici qui nao. I pra achar jent ki dança samba é bem mais dificil ainda. Tem brasilero ki odeia samba. I o ki mais tem neci filmi? Supermulata aleman a caminho da praia, neonazista brasilero, alemao ki ri i nao fica gritando ki nem sarjento alemao im filmi di guerra americano. Tem tamen brasilero ki fica reclamando do trabalho ki é limpar uma piscina, alemao morando embaxo da pont, etc. InformAtivo: Você quer dizer, que com humor as pessoas se abrem? E que ao quebrar o clichê, se descobre aquilo que antes não se reconhecia? Adriana: O Zé relativiza os clichês com uma única imagem. Essa é a forma mais engraçada e leve possível de se lidar com isso, que é ao mesmo tempo anárquica. InformAtivo: E você Zé, como é que você vê isso tudo? Zé: Muintos tipos di comportamento tem menos a ver com a nacionalidad ki com o país ond você mora. Por exemplo muito -A N ZE I G E - ���������������������� ����������������������� ������������������������������������������������������ ��������������������������������������������������������� ������������������������������������������������������������� ������������������������������������������������������������ ��������������������������������������������������������� ���������������������������������������������������������� ��������������������������������������������������������� ����������������������������������������������������� alemao passa um tempo no Brasil e comessa a passar no farol vermelho, o ki elis nunca fariam na Alemanha. I motorista brasilero na Alemanha si comporta exatament como cualker alemao. InformAtivo: Qual é o problema com os clichês, Adriana? Adriana: Há uns dias atrás, eu estava lendo um livro de uma socióloga espanhola sobre estereótipos entre brasileiros e espanhóis e ela chega à conclusão, que espanhóis e brasileiros falavam um do outro: „eles são assim .... mas também são assim”. Por mais que você tente, você não consegue reduzir a realidade a um estereótipo. Se usa conjunções como: mas, contudo, ao mesmo tempo. Por isso é que os nossos discursos são tão contraditórios, tão polifônicos, tão plurais. InformAtivo: Polifonia ... Adriana: No meu livro todos os entrevistados deveriam contar sua experiência, para que no final todas as contradições fossem vistas. Também é importante ver estas contradições dentro da gente mesmo, em uma só pessoa. É uma tentativa de explicar, mas no final não explica nada. A realidade é muito mais complexa e extrapola tudo aquilo que quero dizer. Me vejo sempre tentando explicar, mas nunca vou conseguir. E no final das contas fico sempre insatisfeita com aquilo que digo. Às vezes me pergunto se é um estereótipo ou um traço cultural. Zé: A maioria do pessoal nota tudo akilo ki confirma o stereotipo, mais eu tenho um prazer special im observar o ki CONTRADIZ o stereotipo. Eu ja conversei com muintu alemaum im festa ajitada, jent rindu, dansandu, i memu acin tinha alemaum dizendu ki alemaum num sab ri, num sab festejar - i num é só alemaum naum: tem muintu brazileru ki diz issu tamen, i nem olha im vouta. I eu tenhu ki dizer, a jent fiumou numa festa brazilera i numa festa aleman, na brazilera ningen dansou, na aleman dansarum a noit toda. Adriana: No fundo a gente vê aquilo que procuramos ver e que queremos ver, p. ex. se você procura o alemão mau humorado, então você também vai achá-lo. Entrevista: Monica Fauss / Silvia Vianna Nunes ������������������������������������������������������� �������������������������������������������������������� ���������������������������������� ���������������������� �������������������������������� ������������������������ ������������� �������������� ����������������������� ���������������������� ������������������������ Foto: Roswitha Schieb ������������� Von Oberkaka bis Tirol Brasileiro. I A N Z R K D B I G IATIVO A F E K R P S A . InformAtivo: Mit welchen Klischees werdet ihr als Brasilianer konfrontiert? Adriana: Ich habe viele Brasilianer kennengelernt, die mir ihre Geschichten erzählt haben. Wichtig waren aber auch meine eigenen Erfahrungen: Als Brasilianerin war ich schockiert von dem, was mir und anderen Brasilianern passierte. Ich meine die Diskriminierung von Ausländern und die Klischees, mit denen wir hier konfrontiert werden. Ich fand es schlimm, in den Zeitungen immer wieder auf Ausländer und Kriminalität, Ausländer und Arbeitslosigkeit zu stoßen. Zé : In Brasilien scheint immer die sonne und schöne frauen tanzen samba oder räkeln sich am strand. Drumherum leben die leute in slums und yberfallen ständig touristen. In Deutschland sind alle reich und es wimmelt nur so von neonazis. Die deutschen arbeiten viel, sind pünktlich und lachen nie. So die gängigen klischees. Irgendwie hab ich mir irgendwann gedacht, dass ich daraus was machen muss. Und daraus is ein film geworden. Neunzig stunden filmmaterial sind dabei entstanden. Interviews werden ergänzt von alltagsbildern und kleinen experimenten, zum beispiel wie lange bleibt ein geldbeutel in einer bar unbewacht herum stehen, bevor ihn jemand mitnimmt? InformAtivo: Adriana, hast du dich auch als Journalistin mit dem ema auseinander gesetzt? Adriana: Genau, dabei wurde ich mit Bildern über Brasilien konfrontiert, die ich völlig absurd fand. Es waren Berichte, die das Bild Brasiliens reduzierten und es nur mit Armut, Korruption oder Kriminalität in Verbindung brachten. Alles Moderne, Kreative und Innovative des Landes wurde gar nicht erst erwähnt. Brasilien musste für das Stereotyp des Negativen herhalten. InformAtivo: Welches Klischee stört dich denn am meisten? Adriana: Brasilien und der Sextourismus. Wo wird denn über die normale Seite des Lebens der Frauen und Männer in Brasilien berichtet? Ich kam her und die ganzen Klischees und Stereotypen waren schon vor mir da. Leute: Ich liebe Samba! Ich finde ihn wunderschön! Ich kann nicht Samba tanzen, hätte es gerne gelernt. Als ich aber sah, dass Samba mit Sex und Prostitution assoziiert wird, als ob jede Sambatänzerin eine Prostituierte wäre – denn das ist ja das Bild, das viele Deutsche und vorurteilsbeladene Brasilianer hier verbreiten –, habe ich auf eine sehr unsichere Weise reagiert. Ich habe diesen Teil meiner Identität abgelehnt. Ich habe mich vom Samba distanziert, wollte nichts mehr damit zu tun haben und bin Tango tanzen InformAtivo _ gegangen! Heute hätte ich nicht mehr so reagiert. Denn du lehnst damit ein Teil deines Landes ab. Viele Brasilianer lehnen alles ab, was mit ihrem Land zu tun hat. Sie wollen zeigen, dass sie Immigranten sind, aber besser als die Deutschen. Nach dem Motto: „Obwohl ich ein Dritte-Welt-Mensch bin, bin ich besser”. InformAtivo: Viele Brasilianer reagieren ganz anders... Adriana: Ja, andere betonen ihre brasilianische Identität, ihren exotischen Charakter. Sie ziehen sich die Maske des Exotischen an und versuchen wie Zé, Klischees humorvoll zu brechen. Also nicht verbissen, verbittert, unsicher oder pädagogisch. Andere wiederum verlieren sich, werden depressiv, leiden entsetzlich, schaffen es nicht, sich mit der einen oder anderen Identität zurecht zu finden. Auch nicht in der Pluralität. Andere wiederum nehmen eine gewisse Distanz ein und sind fähig, darüber zu lachen. Wie der Zé, der mit den Konventionen bricht. Ich finde, dass diese Art damit umzugehen, sehr wohltuend ist. InformAtivo: Zé, dein Film ist der Versuch, Konventionen zu brechen... ADRIANA NUNES: Die Journalistin, Autorin und Übersetzerin Adriana Nunes lebt seit 1988 in Köln. Für ihr Buch „Nur die Edelsteine kommen aus Brasilien – Brasilianer in Deutschland” interviewte sie über fünfzig Brasilianer und Brasilianerinnen und dokumentiert damit ihre Erfahrungen, ihre Schwierigkeiten, ihre Erfolge und Misserfolge in und mit Deutschland. Das Buch wird voraussichtlich im Jahr 2005 in portugiesischer Sprache in Brasilien erscheinen. Adriana Nunes liest aus ihrem Buch am 9.Oktober in München (siehe Veranstaltungskalender S. 31). ZÉ DO ROCK: Der Schriftsteller und Filmemacher Zé do Rock trampte dreizehn Jahre lang rund um die Welt und ließ sich vor zwölf Jahren in München nieder, wo er als Kabarettist und Autor tätig wurde. Seine Bücher sind im satirisch verfremdenden „Ultradoitsh“ und „brazilês”. Sein neuester Film „Schroeder liegt in Brasilien“, ein „Doku-Scherz-Film”, ist eine Mischung aus Videoclip und Roadmovie. Um die wechselseitigen Vorurteile der Deutschen und Brasilianer zu erkunden, bereiste er mit seiner Crew beide Länder. Der Film soll noch im diesem Jahr in die Kinos kommen. Wer den Film mit an den Start bringen und mindestens 99,99 Euro investieren will, kontaktiere: [email protected]. Mehr Infos: www.schroeder-brasil.com. Zé: Es gibt eine szene, in der ich eine schwarze frau aus dem süden Brasiliens interviewe und sie spricht mit mir auf deutsch - oder besser gesagt, hunsrücker dialekt gemischt mit brasilianischen wörtern, wie man halt da spricht. Sie is in der brasilianischen stadt Westfalia geboren, aber in der brasilianischen stadt Teutonia aufgewaxen... Ich hab 47 brasilianer interviewt, und fast alle haben gesagt, der brasilianer unterscheidet sich von andren völkern dadurch, das er samba mag. Aber als ich sie gefragt hab, ob sie selber samba mögen, waren sehr wenige dabei... und noch weniger waren es als ich gefragt hab, ob sie es tanzen können. Manche hassen samba. Was gibts sonst? Scharfe deutsche mulattinen auf dem weg zum strand (vom Feringasee bei München...), brasilianische neonazis, deutsche die lachen und gar nich wie ein feldwebel schreien, wenn sie sprechen. Und sogar brasilianer, deren grosze sorge es is, den swimming pul sauber zu halten (und sich als untere mittelschicht bezeichnen), dazu deutsche, die unter der brücke wohnen, usw. InformAtivo: Du meinst, durch Humor öffnet man sich? Und beim Brechen der Klischees nimmt man Dinge wahr, die man vorher nicht gesehen hat? Adriana: Der Zé relativiert die Klischees mit einem einzigen Bild. Dies ist die lustigste und leichteste Form damit umzugehen und gleichzeitig sehr anarchistisch. InformAtivo: Polyphonie... Adriana: In meinem Buch sollte jeder Interviewte etwas erzählen und am Ende würden die ganzen Widersprüche sichtbar werden. Es ist aber auch wichtig, die Widersprüche in sich selber, in einer einzigen Person wahrzunehmen. Es ist ein Versuch zu erklären, aber am Ende erklärt es nichts. Die Realität ist viel komplexer und führt das, was ich sage, ad Absurdum. Und am Ende bin ich immer mit dem unzufrieden, was ich sage. Manchmal frage ich mich, ob es Stereotypen oder Kulturelemente sind. Zé: Die meisten loite merken eer was, wenn ire klischees bestätigt werden. Mir macht es spass, genau das zu beobachten, was di klishees widerspricht, zum beispil wenn auf eim ausgelassenen fest, umringt fon tanzenden und lustigen loiten, mir aine doitshe sagt, das di doitshen missmutig sind. Wir waren zufellig auf aina brasilianishen parti und nimand hat getanzt, auf der doitshen parti ham di loite wi wild getanzt. Adriana: Am Ende sieht jeder nur das, was er sehen will. Wenn du missmutige Deutsche suchst, dann findest du sie auch. Interview: Monica Fauss / Silvia Vianna Nunes InformAtivo: Und du Zé, wie siehst du das? Zé: Viele verhaltensweisen ham weniger mit der nazionalität zu tun als mit dem land, in dem du grade bist. Zum beispiel fahren in Brasilien viele doitsche über die rote ampel, auch wenn sie’s in Doitschland nie tun würden. Dafür verhalten sich die brasilianer im doitschen verkehr nich anders als die doitschen. InformAtivo: Was ist das Problem mit Klischees, Adriana? ������� ����������� ������ ��� ���� Adriana: Vor einigen Tagen las ich das Buch einer spanischen Soziologin über Brasilianer und Spanier: Sie stellte fest, dass die Spanier und Brasilianer so voneinander sprachen: „Sie sind so... aber sie sind auch so...”. So sehr du es auch versuchst, du schaffst es nicht, die Realität auf ein Stereotyp zu reduzieren. Man benutzt Worte wie „aber, dennoch, gleichzeitig”. Deshalb sind unsere Diskurse so widersprüchlich, so polyphon, plural. �� ���� ������� ��� ������ ���� � �������������� �� ���� �� � ������ �� ���������� ������� �������� ���� ����� ����������� ����� ������������ �������� ����������� ����� ��������� ���� ��������������������������������� ���� ������������������������������ ���� �������� Kaiserstr. 13 80801 München www.adv-albuquerque.de Tel.: 089/ 3399 5690 Fax.: 089/ 3399 5691 [email protected] ���� ����� ��� ��� ����������� ���� ������������ ��� ������� ������� ������ �� ��� ���� ������� ������� ������ ����� ����������� ������ �������� ������� ������������� ��������� ����������� -A N ZE I G E - ���� ���� � ��� � ���� ���� ���� ���� ���� ���� A Brasileiros na Alemanha té a metade do século XX, o Brasil foi um importante país de imigração para muitos alemães. Por sua vez, a Alemanha, desde o final dos anos 80, tornou-se o país preferido de imigração para brasileiros na Europa. Dos 28.557 brasileiros registrados em 2003, dois terços são mulheres (20.958). Especialistas no assunto, como Dália Ferreira Bischof, que trabalha no Centro de Aconselhamento de Munique KOFIZA (Centro de Contato e Informação para mulheres africanas, asiáticas e latino-americanas) definem esta situação como „migração de mulheres“. A população alemã relaciona muitas vezes essa „migração de mulheres“ com o „comércio de mulheres“. Mas, os clichês existentes têm pouco a ver com a situação de vida e a imagem própria da maioria dos brasileiros e brasileiras. Nos últimos anos, não só o número de brasileiros que aqui vivem aumentou, mas também a manifestação do fortalecimento da consciência de seus valores, o que se percebe nos muitos eventos e iniciativas locais e de outras regiões. O número de fóruns na internet e de revistas, que incentivam o intercâmbio e fortalecem a rede de contatos, contribuem decisivamente para que, cada vez mais, brasileiros saiam de sua isolação e possam se orientar dentro do contexto alemão. Este ano será festejado, pela primeira vez, em todos os países com representações diplomáticas brasileiras, o “Dia da Comunidade Brasileira no Exterior”. Monica Fauss Tradução: Silvia Vianna Nunes ������� ���� ���� ���� ����� ��� ��� ����������� ��� ����� �� � �� ����� ������� �� ��� ���� �� �� ���� �� ������ Brasilianer in Deutschland W ar Brasilien bis Mitte des 20. Jahrhunderts für viele Deutsche ein wichtiges Einwanderungsland, so hat sich auch Deutschland seit dem Ende der 1980er Jahre zum bevorzugten Einwanderungsland für Brasilianer in Europa entwickelt. Von den 28.557 im Jahr 2003 registrierten Brasilianern sind rund Zweidrittel (20.958) Frauen. Von „Frauenmigration“ sprechen daher Experten wie Dália Ferreira Bischof, Mitarbeiterin der Münchner Beratungsstelle KOFIZA (Kontaktund Informationszentrum für Afrikanerinnen, Asiatinnen und Latein-Amerikanerinnen). Die deutsche Öffentlichkeit bringt diese „Frauenmigration“ oft mit dem „Frauenhandel“ in Zusammenhang. Die vorhandenen Klischees haben aber wenig mit der Lebenssituation und dem Selbstbild der meisten Brasilianer und Brasilianerinnen zu tun. In den letzten Jahren nahm nicht nur die Zahl der hier lebenden Brasilianer zu: In den zahlreichen örtlichen und überregionalen Veranstaltungen und Initiativen manifestiert sich auch ihr erstarkendes Selbstbewusstsein. Eine immer größere Zahl an Online-Foren und Zeitschriften fördert den Austausch und stärkt die Netzwerke – ein entscheidender Faktor, damit immer mehr Brasilianer aus ihrer Isolation herauskommen und sich im deutschen Umfeld (neu-)orientieren können. Dieses Jahr feiern die brasilianischen Landesvertretungen weltweit zum ersten Mal den „Tag der brasilianischen Auslandsgemeinden“. Monica Fauss ��� ��� ���� ���� ���� ��� ������ ��� ��������������� ��������� ���� �������� �� ��� �� ����� ���� ��������� �� ���� �� ������ ����� ����� ���� �� ����� ������ ����� � ���������� ����� ������� ������ ��� ���� ������� ���� �� ��� ��� ���� ���� �� ��� � ���� �� ��������� �� ���� ���� ���� �� ��� �� ����� ��� ��� ����� ������� ������������ ����� ��� ����� ������������������ ���������������� ��� ��� ������ ������ ���� ���� ��� ������ ��� ����������� ����� ������ ��� � ����� �� ������������ ��� ���� ������ ���� �� ������ ����������� ����� ����� ����� ���� ������� ������������� ��������� ���� InformAtivo _ ����� ���� ����� � �� ���� ��� ���� ����� ���� ��� � ���� ��� ������� ������������� ��������� Sem tolerância não dá O IATIVO . P , . A C J A . J B C O. A C J InformAtivo: Como é que vocês se conheceram? Ana Cláudia: Eu estudei em Munique em 1978. Pouco antes de voltar, um conhecido de uma amiga brasileira, tinha nos pedido para dar algumas dicas a um amigo dele que estava indo fazer uma viagem pelo Brasil. Fomos até a casa dele e lá fiquei conhecendo o Johannes. Passamos um dia inteiro juntos e nos despedimos sem qualquer interesse de uma das partes. Só em 1980, quando vim passar dois meses de férias aqui, foi que tudo se engrenou ... InformAtivo: O que é que vocês acham: quais seriam os grandes problemas de um casal binacional alemão-brasileiro? Ana Cláudia: Não posso falar que haja problemas entre nós, pelo fato de sermos um casal binacional. Os problemas que temos são problemas que qualquer casal teria, independente de ele ser alemão e eu brasileira. Johannes: Todavia ocorrem certos desentendimentos, interpretações diferentes. Por exemplo: preguiça. Em alemão ter preguiça quer dizer, não estar com vontade. Preguiça em português tem outro significado. Quer dizer moleza, lentidão. InformAtivo: E com amigos, socialmente, vocês perceberam alguma vez quaisquer dificuldades por serem um casal brasileiroalemão? Ana Claudia: Pelo contrário, temos amigos que adoram a nossa flexibilidade. Dizem que somos os únicos que eles podem ligar meia hora antes de um programa qualquer e nós participamos. Com a familia dele, no entanto, já houve problemas. Por exemplo, quando convido para uma festa tem que ser com grande antecedência, se por acaso tenho que mudar a data da festa, é um grande problema, etc. InformAtivo: Vocês já pensaram em morar no Brasil ou até em imigrarem para outro país? Ana Claudia: No começo, quando nos casamos, devido ao emprego que eu tinha no Brasil e ao desejo de minha familia que ficássemos perto deles (meus pais já estavam com uma certa idade), pensamos em mudar para o Brasil. Mas logo depois desistimos, principalmente pelo fato da instabilidade da economia no Brasil. Johannes: Nós fizemos alguns contatos com firmas. Cheguei até a visitá-las, mas não chegou a ser nada sério. Seria difícil se estabeler no Brasil, eu teria que começar do zero de novo. Hoje em dia não vejo mais possibilidade alguma. B C InformAtivo: Há quanto tempo vocês estão juntos e como se conheceram? Cristiano: Estamos juntos desde 1982. Birgit: Foi num bar na parte antiga da cidade de Olinda. Eu passei um ano no Brasil e estava viajando pelo Nordeste. Na época, Cristiano estudava na Universidade Católica. InformAtivo: Quais são os maiores problemas de um casal binacional alemão-brasileiro na opinião de vocês ? Cristiano: O maior problema é que sempre uma das partes está longe de sua familia. Isso influi para o aumento da saudade e pode muitas vezes causar problemas. Birgit: A mentalidade diferente também é um problema, que pode ser superado ou não. Aí é necessário, conforme a situação e com o tempo, ir criando mecanismos de tolerância e entendimento. Cristiano: É uma coisa que depende muito da formação pessoal de cada um. A língua sempre é uma desvantagem, principalmente no início. Com relação a conceitos religiosos e valores morais, a diferença não influi. Outras coisas também são menos complicadas. Brasileiro que gosta de futebol, por exemplo, ou vice-versa, não terá motivos para reclamar. A mudança climática, no caso de um brasileiro indo para a Alemanha, é um choque que, mesmo sendo atenuado com o tempo, nunca será completamente neutralizado. O principal para uma perfeita integração é ter a mente aberta para o novo e procurar sempre uma identificação com o povo e seus costumes. Positivos ou negativos. Isso vale para qualquer país onde se vá. InformAtivo: E o que há de peculiar em viver com uma pessoa que vem de outro país e assim de uma outra cultura? Birgit: O horizonte fica outro! É um outro mundo que se abre! Ele aumenta. E isso não influencia só a própria pessoa, mas a família inteira, os filhos, os pais e irmãos também. InformAtivo: Vocês já moraram no Brasil ou até pensaram em imigrarem para outro país? Birgit: Sim. Já fizemos isso duas vezes, por motivos profissionais. Moramos três anos em Olinda. Voltamos já faz algum tempo. Cristiano: Ou de ordem superior, somos unânimes neste ponto. Não há dúvidas ou discussão. Quem sai da terra natal, em outros cantos não pára... Entrevista: Silvia Vianna Nunes Ohne Toleranz geht es nicht D IATIVO E. D Z J . A C J D . B C O, N B. InformAtivo: Wie habt ihr euch kennengelernt? Ana Cláudia: 1978 habe ich in München studiert. Kurz vor meiner Abreise wollte der Bekannte einer brasilianischen ����������� �� �������� �� ���� ��� ��� �� ���������� ��� ���� � �� � ����� � �� �� � �� ��� ��� ���� ������ ������� ������������� ��������� ������ InformAtivo _ InformAtivo: Welche sind die größten Probleme eines deutsch-brasilianischen Paares? Ana Cláudia: Ich kann nicht sagen, dass es Probleme gibt, weil wir ein binationales Paar sind. Unsere Probleme hat jedes Paar, ganz unabhängig davon, ob es deutsch oder brasilianisch ist. Johannes: Dennoch gibt es Missverständnisse, unterschiedliche Interpretationsweisen. Zum Beispiel beim ema Faulheit. Auf Deutsch bedeutet faul zu sein, dass man keine Lust auf etwas hat. Faulheit hat auf portugiesisch eine andere Bedeutung. Es meint Schlappheit und Langsamkeit. InformAtivo: Und wie ist es mit Freunden, habt ihr irgendwelche Probleme, weil ihr ein deutsch-brasilianisches Paar seid? Ana Claudia: Im Gegenteil: Wir haben Freunde, die unsere Flexibilität lieben. Wir sind die einzigen, die mitkommen, wenn sie einfach eine halbe Stunde vor einer Veranstaltung anrufen. Mit der Familie von Johannes ist es schwieriger: Wenn ich sie zu einem Fest einlade, muss es rechtzeitig sein und wenn ein Termin geändert wird, gibt es Probleme. InformAtivo: Habt ihr schon mal erwogen, nach Brasilien zu ziehen oder in ein anderes Land? A C J ����� Freundin Tipps für eine Reise nach Brasilien. Ich besuchte ihn, und so lernte ich Johannes kennen. Wir waren zwar den ganzen Tag zusammen, aber es hat nicht gefunkt. Erst als ich 1980 in Deutschland zwei Monate Urlaub machte, haben wir plötzlich etwas füreinander empfunden. Damals fing alles an. Ana Claudia: Als wir geheiratet haben, gab es diesbezüglich Überlegungen – wegen meiner Anstellung in Brasilien und wegen meiner Familie, die wollte, dass wir in der Nähe bleiben, weil meine Eltern schon älter sind. Doch dann haben wir davon ��� ������ ����������� ����������� �� �������� �� ��� �� ����� ������ ��� �������� � ����� ������� � � �� �� ��� �� ������ ��� ��� �� ���������� ��� ���� ��� �� �� � ����� � �� �� � �� ��� ��� �� � ���� � ��� �� � � �� ������ �� ��� ����� � �� ��� �� � ��� ��� � ��� �� ��� �� �� Abstand genommen, ganz besonders wegen der wirtschaftlichen Unsicherheiten in Brasilien. Johannes: Wir haben einige Kontakte mit Firmen aufgebaut. Ich habe mich sogar bei ihnen vorgestellt, aber es ist nie was daraus geworden. Es wäre schwierig, sich in Brasilien niederzulassen und ganz von vorne zu beginnen. Heute sehe ich da keine Möglichkeit mehr. B C InformAtivo: Wie und wann habt ihr euch kennen gelernt? Cristiano: Wir sind seit 1982 zusammen. Birgit: Wir haben uns in einer Bar in der Altstadt von Olinda kennengelernt. Ich war ein Jahr in Brasilien und habe dabei auch den Nordosten bereist. Cristiano studierte damals an der katholischen Universität. InformAtivo: Was haltet ihr für die größten Probleme eines deutsch-brasilianischen Paares? Cristiano: Am schlimmsten ist es, dass einer weit weg von seiner eigenen Familie ist. Das fördert die Sehnsucht und das Heimweh, was wieder zu großen Problemen in der Beziehung führen kann. Birgit: Auch die unterschiedlichen Mentalitäten sind ein großes Problem, mit dem wir zu kämpfen haben. Deshalb ist es wichtig, für die einzelne Situationen eine Art Regelwerk der Toleranz und Veständigung zu entwickeln. Cristiano: Die Probleme hängen auch von der Bildung ab. Besonders am Anfang bereitet die fremde Sprache Schwierigkeiten. Für uns haben Unterschiede religiöser oder moralischer Art keine Bedeutung. Auch andere Dinge sind nicht sehr kompliziert: Ein Brasilianer, der beispielsweise Fußball mag, oder umgekehrt, wird sich nicht beschweren. Für einen Brasilianer ist das deutsche Wetter ein Schock. Man lernt damit zu leben, aber man gewöhnt sich nie daran. Wirklich integrieren kann man sich nur, wenn man offen für Neues ist und versucht, sich mit den Menschen und ihren positiven und negativen Gewohnheiten zu identifizieren. Das gilt für jedes Land, wo man hin geht. InformAtivo: Und was ist das Besondere daran, mit jemanden anderer Nationalität und damit anderer Kultur verheiratet zu sein? Birgit: Die Horizonte ändern sich! Die Welt vergrößert sich. Das gilt nicht nur für einen selber, aber auch für die eigene Familie, Kinder, Eltern, Geschwister. -A N ZE I G E - InformAtivo: Habt ihr schon mal erwogen, nach Brasilien zu ziehen oder sogar in ein anderes Land? Birgit: Ja, das haben wir schon zwei Mal aus beruflichen Gründen getan. Wir haben drei Jahre in Olinda gelebt. Das ist schon eine Weile her. Cristiano: Darauf hatten wir keinen Einfluß, aber da sind wir uns beide einig. Da gibt es keinen Zweifel oder Diskussion. Wer seine Heimat einmal verlassen hat, bleibt ein Reisender... Übersetzung : Monica Fauss / Silvia Vianna Nunes -A N ZE I G E - �������������������������� ����������������������� ���������������������� ������������������������ ��������������� Venham saborear pão de queijo, bolos brasileiros, cafézinho e outras gostosuras no barzinho de Heinz e Silvana Zoisl Lindwurmstrasse 79 (Goetheplatz) 80337 München ��������������� ������������������ ������������������ ����������� ��� ����� ����������������� ����������������� ���������������������������������������� Ano do Brasil na França O Brasil é o país-tema da „Saisons Culturelles“ (Temporadas Culturais) de 2005. Todo ano, a França convida um país para apresentar as diversas facetas de sua cultura com eventos por todo país. A proposta do Governo Brasileiro para a programação deste Ano Cultural é a de mostrar aos europeus o Brasil de hoje e a sua diversidade cultural. Ponto alto dos eventos é a exposição „Brésil Indien“ no „Grand Palais“ de Paris. Pela primeira vez será exposta a arte dos índios brasileiros em toda sua dimensão: desde pinturas préhistóricas até as formas de arte contemporânea. Para mais informações veja: www.bresilbresils.org ou www.bresil.org. Rosanna Ferrarezi-Gebauer Brasilien-Jahr in Frankreich Brasilien ist das ema der diesjährigen „Saisons Culturelles“. Jedes Jahr lädt Frankreich ein anderes Land ein, seine Kultur in einer Reihe von Veranstaltungen in ganz Frankreich vorzustellen. Die Brasilianische Regierung möchte den Europäern in dem „Brasilien-Kultur-Jahr“ das heutige Brasilien und seine kulturelle Vielfalt zeigen. Höhepunkt des Programms ist die Ausstellung „Brésil Indien“ im Pariser „Grand Palais“. Erstmals werden Kunstwerke der Ureinwohner Brasiliens in vollem Umfang gezeigt – von prähistorischen Malereien bis zu heutigen Kunstformen. Mehr unter: www.bresilbresils.org oder www.bresil.org. Rosanna Ferrarezi-Gebauer Brasil – Manual para Emig rantes Brasilien – Handbuch für Auswanderer Quando se pergunta aos alemães o que lhes vem à mente quando se fala em Brasil espontâneamente são citadas três coisas: carnaval, mulheres bonitas e caipirinha. Outros pensam também em criminalidade, pobreza, crianças de rua (veja página 5). Um panorama bem informativo, que transcede esses clichês, encontra-se no manual de Udo Hörl– Manual para Emigrantes. O autor, que não se limita ao „paraíso de férias Brasil”, descreve o dia-a-dia num país com uma vida completamente diferente da vida na Alemanha. Por este motivo, estrangeiros que intencionados em fundar uma existência, estão quase sempre ameaçados de fracassar; principalmente, quando não dominam bem o idioma, acabam sobrecarregados com as passagens pelas autoridades oficiais. Observando com maior precisão, constata-se também que a mentalidade e o sentimento de vida dos brasileiros são bem diferentes do que se conclui de primeira impressão. Conclusão: o manual de Hörl supre uma lacuna e oferece aos interessados em emigrar uma primeira ajuda sem ilusionismo, mas também sem dramatização, para que a meta desejada possa ser alcançada. Uma pequena falha: as ilustrações, fotografadas pelo próprio autor, apesar de charmosas, não retratam o alto nível do conteúdo, se igualam a fotos turísticas. Infelizmente faltam também os dados biográficos do autor, o que com certeza, interessaria a alguns leitores. Fragt man Deutsche, was ihnen zum ema Brasilien einfällt, nennen die meisten spontan drei Dinge: Karneval, schöne Frauen und Caipirinha. Andere denken an Kriminalität, Armut, Straßenkinder (siehe Seite 5). Ein rundum informatives Bild weit über diese Klischees hinaus gibt Udo Hörl in seinem Handbuch „Brasilien – Handbuch für Auswanderer“. Der Autor hält sich nicht beim Urlaubsparadies Brasilien auf, sondern schildert den Alltag in einem Land, das sich vom Leben in Deutschland völlig unterscheidet. Existenzgründungen von Ausländern in Brasilien sind deshalb fast immer vom Scheitern bedroht. Vor allem, wenn Auswanderer über zu geringe Sprachkenntnisse verfügen und schon dadurch von Behördengängen überfordert sind. Auch die Mentalität und das Lebensgefühl der Brasilianer ist beim näheren Hinsehen ein ganz anderes als der erste Eindruck glauben macht. Fazit: Hörls Handbuch schließt eine Lücke und gibt darüber hinaus Auswanderungswilligen ohne Schönfärberei, aber auch ohne Dramatisierungen erste Hilfestellung, um ihr Ziel umzusetzen. Kleines Manko: Die Bilder, zwar charmant, weil vom Autor selbst fotografiert, können dem hohen inhaltlichen Standard nicht genügen, sehen zu sehr nach Touristenbildern aus. Leider fehlen auch biografische Angaben zum Autor, über den mancher Leser sicher gern mehr erfahren hätte. Silvana Pasquavaglio Tradução: Rosanna Ferrarezi-Gebauer Silvana Pasquavaglio InformAtivo _ Alemães no Brasil S Desde a época do descobrimento do Brasil em 1500, já chegavam no país os primeiros alemães. Todavia a colonização se iniciou mesmo, no século XIX: „Fritz und Frida in Nova Petrópolis“, Foto: Frank Sputh •1818 – Imigrantes alemães compraram grande quantidade de terras perto de Vila Viçosa, hoje Estado da Bahia. •1824 – Fundação da colônia alemã de São Leopoldo, atual Rio Grande do Sul. Sendo uma imigração organizada, foi considerada por muitos, como a que deu início à „imigração em grupo”. Já no Paraná, ficou limitada à uma imigração individual. •1827 – Famílias alemãs, protestantes e católicas, formaram as colônias de Santo Amaro e Itapecerica da Serra, próximas à São Paulo. •De 1845 até 1850 – Fundação das colônias de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, Santa Isabel, no Espírito Santo e de Juiz de Fora, em Minas Gerais. •De 1850 até 1860 – Em Santa Catarina, em meio à selva, a colonização alemã chega ao seu auge. Ali surgiram três cidades, até hoje relevantes: Blumenau (1850), Joinville (1851) e Brusque (1860). EMPENHO ALEMÃO NO BRASIL O Brasil é tido como o parceiro mais importante da Alemanha na América Latina. Além das respresentações oficiais, muitas outras instituições e organizações estão lá representadas: os Institutos Goethe e as Câmaras do Comércio e Indústria TeutoBrasileiras, sobretudo, no Sudeste e Sul. A Sociedade de Cooperação Técnica (GTZ) oferece informações sobre o Brasil referentes aos projetos em desenvolvimento no país. Neste contexto se enquadra, também, a contribuição alemã de proteção às florestas tropicais. Entre as instituições alemãs engajadas em projetos brasileiros também estão: o Instituto de Brasilologia em Mettingen, a Iniciativa Pró-Brasil em Freiburg, a Rede de Proteção à Floresta Tropical Brasileira e a Cooperação Brasil (KoBra). Assim como o Instituto Martius-Staden em São Paulo (veja página 22) se dedica ao intercâmbio cultural, a Associação Teuto-Brasileira de Juristas (DBJV) contribui para o diálogo cultural entre as nações. No trabalho de cooperação para o desenvolvimento do Brasil estão, em primeiro plano, a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais e o combate à pobreza. As Fundações Konrad Adenauer, Friedrich Naumann, Friederich Ebert, Heinrich Böll e Rosa Luxemburg prestam, através de suas atividades culturais, uma importante contribuição para a consolidação das estruturas democráticas no país. Mary Kling Deutsche in Brasilien Ü E DEUTSCHES ENGAGEMENT IN BRASILIEN Brasilien gilt als wichtigster Partner Deutschlands in Lateinamerika. Neben den Landesvertretungen gibt es vor allem im Südosten und Süden des Landes zahlreiche Institutionen und Organisationen, wie die Goethe Institute und die DeutschBrasilianischen Industrie- und Handelskammern. Die Gesellschaft für Technische Zusammenarbeit (GTZ) informiert etwa über Entwicklungsprojekte in Brasilien, wie z.B. Deutschlands Beitrag zum Schutz der Regenwälder. Weitere engagierte Institutionen sind das Institut für Brasilienkunde in Mettingen, die Brasilieninitiative in Freiburg, das Tropenwaldnetzwerk Brasilien und die Kooperation Brasilien (KoBra). Das Martius-Staden Institut in São Paulo widmet sich dem deutsch-brasilianischen Kulturaustausch Bereits seit der Entdeckung Brasiliens im Jahr 1500 kamen Deutsche in das Land. Aber die eigentliche Kolonisierung begann erst im 19. Jahrhundert: •1818 – Deutsche Einwanderer kaufen große Ländereien in der Nähe von Vila Viçosa (Bundesstaat Bahia). •1824 – Deutsche Siedler gründen São Leopoldo im heutigen Bundesland Rio Grande do Sul. Dies ist der Beginn der „organisierten“ Einwanderung. In Paraná beschränkt sich die deutsche Immigration auf einzelne Einwanderer. •1827 Im heutigen Bundesland São Paulo gründen evange-lische und katholische Familien die Kolonien Santo Amaro und Itapecerica da Serra, beide in der Nähe der Hauptstadt. •Von 1845 bis 1850 – Gründung der Kolonien Petrópolis (im Bundesland Rio de Janeiro), Santa Isabel (in Espírito Santo) und Juiz de Fora (in Minas Gerais). •Von 1850 bis 1860 – Höhepunkt der deutschen Koloni-sierung. In Santa Catarina, mitten im dichten Urwald, entstehen die drei, bis heute bedeutenden Städte Blumenau (1850), Joinville (1851) und Brusque (1860). (siehe Seite 22). Die Deutsch-Brasilianische Juristenvereinigung (DBJV) liefert ebenso einen Beitrag zum interkulturellen Dialog. In der Zusammenarbeit beider Länder stehen der Umwelt- und Ressourcenschutz und die Armutsbekämpfung im Vordergrund. Die Konrad-Adenauer-Stiftung, Friedrich Naumann Stiftung, Friedrich Ebert Stiftung, Heinrich Böll Stiftung und die Rosa- Luxemburg-Stiftung unterstützen durch ihre Bildungsarbeit die Konsolidierung der demokratischen Strukturen im Land. Mary Kling Fontes/Quellen: A História Alemã do Brasil / Die Deutsche Geschichte Brasiliens (AHK São Paulo, Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha 2002) -A N ZE I G E - InformAtivo _ Meu Brasil D „“ Fotos: Frank Sputh, Norbert Suchanek O IATIVO , B , , . J D 46 anos, nascido em Augsburg, gerontólogo e professor na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em Porto Alegre. Moro no Brasil desde de maio de 1989. Minha esposa é brasileira e estudou na Alemanha, mas não quiz morar lá. Ela acha que por sua formação acadêmica em relação ao Brasil ser muito boa, ela pode realizar mais coisas no Brasil do que na Alemanha. Aqui se é confrontado muito mais direto com as injustiças do mundo do que na Alemanha. A pobreza não está em algum lugar, longe, na televisão, mas sim ali na esquina. Eu aconselho à quem queira emigrar, que se preocupe com uma boa formação profissional e que preste atenção, como é que ela possa ser empregada aqui no Brasil. Um dos meus professores me disse uma vez, que quem tem uma boa formação profissional e está disposto a usá-la, acha aqui o que fazer, mesmo que possa demorar um pouco. Muito importante são também bons conhecimentos em outros idiomas e estar aberto à outras culturas. C V S 33 anos, nasceu em Giessen, etnólogo, assistente de marketing em uma empresa da área de saúde em São Paulo. Moro em São Paulo desde abril de 2002. Em 1995, fiz minha primeira viagem pelo Brasil e aí começou uma grande fascinação, que é razão da minha mudança. Em suma: a franqueza, a cordialidade e a curiosidade das pessoas. Mistura quer dizer beleza e enriquecimento: a convivência de pessoas de todos os tipos de cor de cabelo, de pele e dos olhos como um só povo. A compreensão genial e lógica, de que brasileiro é aquele que nasce no Brasil. A diversidade cultural, a maravilhoa língua portuguesa com suas peculiaridades brasileiras, a natureza grandiosa, o clima agradável, a comida extraordinária. Minha biografia até a mudança : 1996/97 estudei na USP em São Paulo, me mudei para Berlim. O tema da minha dissertação da Faculdade de Etnologia foi: os meios de transportes e a distinção de espaço e tempo em São Paulo. Eu ficava para lá e para cá, entre semestre de aulas em Berlim e, nas férias, pesquisas em São Paulo. Com o passar dos anos foi crescendo a vontade de viver no Brasil, especialmente em São Paulo. Desde o ano em que estudei na USP, estou junto com uma brasileira e desde 2002, estamos casados, mais uma razão para a mudança. As grandes dificuldades: a burocracia exige muita perseverança e paciência. Comigo as dificuldades „interessantes“ apareceram com o tempo, quando a euforia dos primeiros tempos se viu confrontada com a realidade social e as banalidades do dia-a-dia. Em suma: a veemente injustiça e desigualdade social, o contraste entre uma pobreza visível e um consumo voráz, sem limites, da elite. Ignorância e arrogância em relação aos primeiros brasileiros, os índios. Corrupção às custas da população, nepotismo. Sutil, mas consequente preconceito em relação às pessoas de nível social mais baixo da sociedade. E em São Paulo: barulho, trânsito caótico, poluição do ar e estresse. Até hoje, nunca vi minha mudança como emigração, muito pelo contrário: não estou aqui por causa de um ímpeto de sair da Alemanha, mas por que algo me trouxe para o Brasil. Me agrada a idéia de ser cidadão do mundo. Vejo toda mudança como um projeto e uma fase em meu caminho. O que o futuro traz, deve continuar sendo surpresa. E eu aconselharia não subestimar a saudade e a falta sentida da Alemanha! De longe, muitas coisas bonitas são reconhecidas e sentidas de maneira nova e diferente. Entrevista: Monica Fauss Tradução: Silvia Vianna Nunes Mein Brasilien Z D H D IATIVO D, B , G, E A . J D 46 Jahre alt, geboren in Augsburg, Gerontologe und Professor an der Erziehungswissenschaftlichen Fakultät der Staatlichen Universität Rio Grande do Sul in Porto Alegre. Ich lebe seit Mai 1989 in Brasilien. Meine Frau ist Brasilianerin. Sie studierte in Deutschland, wollte aber dort nicht leben. Sie meint, mit ihrer für Brasilien sehr guten Ausbildung kann sie in Brasilien mehr bewirken als in Deutschland. Man wird hier mit den Ungerechtigkeiten der Welt direkter konfrontiert als in Deutschland, Armut ist nicht irgendwo weit weg im Fernsehen, sondern an der Straßenecke. Ich rate Auswanderungswilligen, sich um eine gute Ausbildung zu kümmern und zu schauen, wie diese hier in Brasilien eingesetzt werden kann. Einer meiner Professoren sagte mir einmal: Wer eine gute Ausbildung hat und einsatzwillig ist, der findet hier etwas zu tun, auch wenn es manchmal eine Zeitlang dauern kann. Besonders wichtig sind noch gute Sprachkenntnisse und kulturelle Aufgeschlossenheit. C V S 33 Jahre alt, geboren in Giessen, Ethnologe, Marketing-Assistent einer Firma im Gesundheitsbereich in São Paulo Seit April 2002 wohne ich in São Paulo. Meine erste Reise durch Brasilien machte ich 1995, da begann eine immense Faszination, die der Grund für den Umzug ist. In Stichworten: Die Offenheit, Herzlichkeit und Neugier der Menschen. Vermischung bedeutet Schönheit und Bereicherung. Das Zusammenleben von Menschen sämtlicher Haar-, Haut- und Augenfarben als ein Volk. Das geniale und logische Verständnis, dass Brasilianer ist, wer in Brasilien geboren wird. Vielfalt der Kultur, die wunderbare portugiesische Sprache mit ihren brasilianischen Details, die grandiose Natur, das angenehme Wetter, das unfassbar gute Essen. zusammen und seit 2002 sind wir verheiratet – auch ein Grund für den Umzug. Die größten Schwierigkeiten: Die Bürokratie erfordert viel Ausdauer und Geduld. Bei mir stellten sich die „interessanten“ Schwierigkeiten erst im Laufe der Zeit ein, in dem die Anfangsbegeisterung mit der gesellschaftlichen Realität und den Banalitäten des Alltags konfrontiert wurde. In Stichworten: Heftige soziale Ungerechtigkeit und Ungleichheit. Kontrast zwischen sichtbarer Armut und grenzenlosem Konsumrausch der Eliten. Ignoranz und Arroganz gegenüber den ersten Brasilianern, den Indianern. Korruption auf Kosten der Bevölkerung. Nepotismus. Subtile aber konsequente Benachteiligung der sozial Schwächeren. Und in São Paulo: Lärm, Verkehrschaos, Luftverschmutzung, Stress. Bis heute habe ich den Umzug nie als Auswanderung begriffen, im Gegenteil: Ich bin nicht hier, weil es mich aus Deutschland raus-drängte, sondern weil es mich nach Brasilien hin-zog. Mir gefällt die Idee, Weltbürger zu sein, ich sehe jeden Umzug als Projekt und Abschnitt auf dem Weg. Was die Zukunft bringt, soll Überraschung bleiben. Und ich würde dazu raten, Heimweh und saudades nach Deutschland nicht zu unterschätzen! Viele schöne Dinge werden aus der Ferne auf ganz neue Art und Weise spürbar. Interview: Monica Fauss -A N ZE I G E - PRECISA DE FÉRIAS? Taíba! A praia mais linda perto de Fortaleza POUSADA ARCO MUNDIAL c/ piscina e restaurante. Próxima a praia e dunas. Diversos passeios. Falamos alemão, holandês, inglês. Informações 089 - 178 1502 [email protected] InformAtivo _ Foto: Norbert Suchanek Meine biographische Kurzgeschichte bis zum Umzug: 1996/ 97 studierte ich an der USP in São Paulo. Dann zog ich nach Berlin. Meine ethnologische Magisterarbeit befasste sich mit öffentlichen Verkehrsmitteln und Raum / Zeit-Wahrnehmungen in São Paulo. Ich pendelte zwischen Semester in Berlin und Feldforschung in São Paulo in den Semesterferien. Im Laufe der Jahre wuchs mein Wunsch, in Brasilien und São Paulo zu leben. Seit dem Jahr an der USP bin ich mit einer Brasilianerin Diário de um imigrante E G E B Diário de um imig rante U „Desembarcamos car regando nossos pertences. Fomos conduzidos a um bar racão com chão de ter ra batida e telhado de folhas de palmeira. O calor, a areia quente, a falta de espaço e mobiliário desnortearam-nos. A população nos obser vava como se fôssemos animais exóticos, mas acho que nós fazíamos o mesmo olhando para neg ros e índios.” A autora e pintora brasileira, descendente de alemães, Rita Bromberg Brugger, nascida em 1928 em Porto Alegre / Rio Grande do Sul, havia planejado há muitos anos atrás, publicar uma história sobre a imigração alemã no sul do Brasil. Devido à inexistência de representações visuais dos alemães chegados ao sul do Brasil de 1824 em diante, ela decidiu ilustrar a história. O resultado foi o „Diário de um imigrante“: Johann Ludwig Bauer conta em forma de diário a saída de sua família da cidadezinha de Barmstedt em Holstein no ano de 1824, passando pelo Rio de Janeiro, até o seu estabelecimento no Rio Grande do Sul. Os personagens, com exceção dos membros da família Bauer, fazem parte da história real e os episódios apresentados baseiam-se em fatos verídicos. Com a linguagem da palavra e as ilustrações a autora relata as experiências vividas durante a viagem e nos primeiros anos no Brasil. No dia 9 de outubro Rita Bromberg Brugger apresentará seu livro „Diário de um imigrante“ e uma seleção de suas pinturas na Gemeindehaus der Lutherkirche, Weinbauernstr. 9, Munique / Giesing (mais informações no calendário cultural, página 31). Monica Fauss. Tradução: Rosanna Ferrarezi-Gebauer „Wir gingen an Land und nahmen unser ganzes Hab und Gut mit. Wir wurden zu einem Schuppen mit einem Lehmboden und einem Dach aus Palmenblättern geführt. Die Hitze, der heiße Sand und der Platzmangel desorienterten uns völlig. Die Leute starrten uns an, als ob wir wilde Tiere wären, aber auch wir starrten, glaube ich, die Schwar zen und Indianer an“. Die deutschstämmige Autorin und Malerin Rita Bromberg Brugger (1928 in Porto Alegre / Rio Grande do Sul geboren) plante bereits vor vielen Jahren, eine Geschichte der deutschen Einwanderung im Süden Brasiliens zu veröffentlichen. Da es kaum Bildmaterial über die seit 1824 dorthin eingewanderten Deutschen gibt, entschloss sie sich, ihre Geschichte zu zeichnen. Das Ergebnis ist das „Diário de um imigrante“: In Tagebuchform erzählt Johann Ludwig Bauer, wie seine Familie im Jahr 1824 das Holsteinische Städtchen Barmstedt verließ und sich nach einer Zwischenstation in Rio de Janeiro in Rio Grande do Sul niederließ. Basierend auf historischen Personen und Ereignissen – außer der fiktiven Hauptperson und ihrer Familie – berichtet die Autorin in Wort und Bild von den Erlebnissen auf der Überfahrt und während des ersten Jahres in Brasilien. Leider gibt es das „Diário de um imigrante“ bisher nur auf Portugiesisch. Am 09. Oktober kommt Rita Bromberg Brugger nach München. Sie stellt ihr Buch „Diário de um imigrante“ und eine Auswahl ihrer Bilder im Gemeindehaus der Lutherkirche, Weinbauernstr. 9, in München Giesing vor (siehe Veranstaltungskalender des DBKV, S. 31). Monica Fauss I „D “ R B B Julia: A mãe brasileira de Thomas Mann „E “. E F M E T H M. C, J M. S , , F M () C C E E-B J , P. J M Sua vida foi trágica: já com cinco anos de idade Julia MannBruhns-da Silva, que nasceu em 1851 em Angra dos Reis, perdeu sua mãe. O pai a levou para um internato na Alemanha. Ele voltou sem a filha para o Brasil, e Julia nunca mais veria sua pátria. Com 18 anos casou-se com omas Johann Heinrich Mann, homem de negócios de Lübeck. Teve com ele cinco filhos, entre eles, dois que se tornaram escritores: Heinrich e omas Mann*. Depois da morte do marido, J M . Julia, que então tinha 40 anos, F : J M. mudou-se com os filhos para H.: S/S, Munique. Lá fazia parte da L alta sociedade, fazendo salão aos representantes da arte e cultura. Mas o suicídio de sua filha a desnorteou completamente. Nos últimos anos da sua vida ela se mudava de um lugar para outro. Em 1923 Julia faleceu em um restaurante na cidadezinha de Wessling, na Baviera. InformAtivo: Qual é a importância que tem a sua bisavó brasileira Julia Mann para o Senhor? Frido Mann: Nela descobri uma parte da minha própria história e da história da minha família: sentir-se em casa no mundo inteiro e em lugar nenhum. Por muito tempo, não tive consciência disso. InformAtivo: O que é que a história da Familia Mann tem a ver com Paraty? Frido Mann: Minha bisavó Julia Mann nasceu perto de Paraty. Eu nem sabia que a casa dela existia em Paraty. Quando fui pela primeira vez ao Brasil em 1994, me levaram de surpresa para lá. Foi Marianne Krüll, que naquela época estava escrevendo o livro „Na rede dos Magos“ sobre a Familia Mann, que chamou minha atenção à casa. Ela estava ainda intacta e pertencia a um banco suíço. Fiquei muito impressionado: imaginei como Julia contemplava de lá a baía. Foi emocionante. Naquele lugar encontrei o meu próprio passado e minhas raízes. InformAtivo: Como é que surgiu a idéia de um Centro Cultural e de Encontros Euro-Brasileiro em Paraty? InformAtivo _ Frido Mann: Surgiu numa conversa com amigos europeus e brasileiros e especialmente com o então diretor do Instituto Goethe de São Paulo, Dieter Strauss. Mas não podíamos entrar na casa porque o banco a tinha alugado. Dois anos depois, ou seja, em 1997, decidimos organizar um Festival de dez dias em Paraty com uma exposição sobre Julia Mann, com música e leituras. Ismael Ivo apresentou lá a Dança Teatral „O Trauma da Infância” sobre a dilaceração dos afro-brasileiros, oriundos de três culturas. A Associação, chamada „Casa Mann”, já havia sido fundada em 1996 em Zurique, mas nós continuávamos sem acesso à casa e com isso foi impossível encontrar patrocinadores. InformAtivo: Como é que os planos para o Centro se concretizaram? Frido Mann: Há dois anos e meio a casa mudou de proprietário. O novo queria instalar um museu no estilo do Museu Hemingway de Havana, vinculando estreitamente arte e comércio com palacetes luxuosos e pousadas. Ele queria reformar a casa e integrar nela o Centro Cultural. Na verdade a reforma já deveria estar pronta há muito tempo e o Centro deveria ser inaugurado por ocasião da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), esse ano. Mas, estamos enfrentando problemas com as autoridades. Esperamos que a inauguração seja no mais tardar em 2007. InformAtivo: Qual é a idéia concreta? Frido Mann: A vida de Julia Mann serviria como símbolo para a vida atual, dilacerada entre os continentes. Ela já antecipou há 150 anos a procura de outras culturas e da própria identidade. Portanto, este Centro Cultural e de Encontros não deverá servir unicamente para um entendimento pragmático entre os povos, mas para fomentar valores fundamentais de ética e tolerância. Trata-se da procura de caminhos para sair da crise da globalização. Nesse Centro não se deve convidar unicamente bolsistas para projetos interculturais e realizar workshops e exposições. Eu penso também em trabalho cultural prático com crianças de camadas sociais subprivilegiadas e menores de idade (crianças de rua). Trabalhamos no mundo inteiro com toda a rede das Instituições omas Mann de Luebeck, Zurique, Lituânia e com o omas-Mann-Förderkreis de Munique e também recentemente com a fundação internacional de Tübingen, fundada pelo teólogo suíço Hans Küng, chamada „Weltethos”. InformAtivo: E como isso se reflete nas suas obras literárias? Frido Mann: Já em 1992 tive a idéia de escrever um romance sobre várias gerações entre várias culturas. Foi então que li a história da Famila Mann, escrita por Marianne Krüll, cuja figura central é minha bisavó. Transferi a idéia do romance para o Brasil e viajei para lá várias vezes para realizar pesquisas. Em „Brasa” o Paraty do século XIX é representado como um Portobelo brilhante. Quando eu estava em Paraty sempre andava com um borrador, onde anotava tudo. Nesse romance também integrei as recordações muito pessoais de Julia Mann, que apareceram em 1958 sob o título „Aus Dodos Kindheit” (Da Infância de Dodo). Mas eu não queria que minha bisavó continuasse a viver como uma personagem do romance, mas como princípio, como um padrão, um modelo, e portanto estar presente em todo o romance. No meu último romance, „Nachthorn”, continuei a desenvolver esta idéia: fui à Amazônia, a uma parte muito primordial do Brasil, a que tem as raízes mais indígenas e mestiças – minha bisavó era chamada na Alemanha de „Kreolin”**, já que tinha antepassados indígenas. O protagonista do meu romance vai para a Alemanha. O choque cultural que ele sofre provém ainda de um outro modelo: um amigo meu de Belém veio para a Alemanha e viveu aqui por muito tempo. A sua viagem de Belém a Kaliningrado*** inspirou o grande arco tenso entre o Amazonas e a região do Báltico – onde por sinal há um Centro omas Mann muito ativo, também no intercâmbio com o Brasil. InformAtivo: Qual é a idéia de de um intercâmbio eurobrasileiro? Frido Mann: Na verdade deveria chamar-se Centro Cultural e de Encontros Euro-Americano, já que não queremos excluir os outros países da América Latina e também porque a Familia Mann tinha fortes vínculos biográficos com a América do Norte. Não quero de maneira alguma me restringir ao Brasil. As condições para fundar um centro lá são bem mais complicadas do que eu pensava. No começo os alemães acham que os brasileiros são alegres, descontraídos, fáceis de abordar, e não tão amargos e sérios como nós. Mas, ao conhecê-los mais de perto, a comunicação e compreensão podem tornar-se muito mais complicadas, matizadas e difíceis. E quando isto afeta a construção e a organização de um Centro Cultural e de Encontros no Brasil, torna-se muito difícil explicar aos europeus os atrasos do projeto. São também essas diferenças culturais e mal-entendidos que queremos apontar e tornar reconhecíveis no nosso projeto. Ainda temos que aprender muito uns sobre os outros e uns com os outros, porque só se aprende a compreende os outros, quando se trabalha junto por bastante tempo. Monica Fauss Tradução: Haide Spaeth-Engling Frido Mann é músico, teólogo, psicólogo e autor. Os romances mais recentes do neto de Thomas Mann são: „Brasa” (1999), „Hexenkinder” (2000) e „Nachthorn” (2002). * Thomas Mann recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1929. ** Kreolin em alemão, como „créole” em francês, „criollo” em espanhol, não pode ser traduzido por crioulo em português, já que nessas outras línguas tem o significado de estrangeiro descendente de europeus ou de europeus com indígenas. *** Kaliningrado, hoje cidade russa, é o nome atual da cidade que nos tempos de Thomas Mann era alemã e se chamava Königsberg. Dica: Julia Mann. Brasilien – Lübeck – München. Das Leben der Mutter der Brüder Mann. Hrsg.: Dieter Strauss und Maria A. Sene. Lübeck DrägerDruck 1999. Na FLIP 2005, Festa Literária Internacional de Paraty, de 6 à 10 de julho, Frido Mann participará no dia 8 de julho com a leitura dos livros de Julia e Thomas Mann e de „Brasa”. No dia 9 de julho haverá um debate com o Secretário da Cultura Diuner Mello sobre a história e a literatura de Paraty. Mais informações www.flip.org.br ou [email protected]. O DBKV está planejando uma leitura com o escritor Frido Mann no segundo semestre de 2005. Data e local do evento ainda serão publicados. Consultem nosso newsletter ou a homepage do DBKV: www.dbkv.de. Julia: Thomas Manns brasilianische Mutter „N “. G F M S M A-S T H M. D J M . I U, A, P T F M () G P - K- B. J M F M. F: A. H. Ihr Leben verlief tragisch: Schon mit fünf Jahren verlor die 1851 in Angra dos Reis geborene Julia Mann-Bruhns-da Silva ihre Mutter. Der Vater brachte sie nach Deutschland, wo sie in einem Pensionat untergebracht wurde. Er kehrte ohne das Kind nach J M K J, H T . A: S/S, L Brasilien zurück und Julia sollte ihre Heimat nie wiedersehen. Als 18-Jährige heiratete sie den Lübecker Kaufmann omas Johann Heinrich Mann. Aus der Ehe gingen fünf Kinder hervor, darunter die späteren Schriftsteller Heinrich und omas Mann. Nach dem Tod ihres Gatten zog die nun 40-Jährige mit ihren Kindern nach München. Dort führte sie als Gastgeberin eines Salons ein mondänes Leben. Doch der Selbstmord ihrer Tochter warf Julia aus der Bahn. In ihren letzten Lebensjahren zog sie rastlos von Ort zu Ort und starb schließlich 1923 in einer Gaststätte im oberbayerischen Wessling. InformAtivo: Welche Bedeutung hat für Sie Ihre brasilianische Urgroßmutter Julia Mann? Frido Mann: Ich habe in ihr ein Stück meiner eigenen Geschichte und der Familiengeschichte entdeckt: Überall und nirgends zu Hause zu sein. Das war mir lange gar nicht bewusst. InformAtivo: Was hat die Geschichte der Familie Mann mit Paraty zu tun? Frido Mann: Meine Urgroßmutter Julia Mann wurde bei Paraty geboren. Ich wusste zuerst gar nicht, dass es ihr Haus dort noch gab. Als ich das erste Mal im Jahr 1994 in Brasilien war, bin ich ganz überraschend dorthin geführt worden. Marianne Krüll, die damals das Buch „Im Netz der Zauberer“ über die Familie Mann schrieb, hatte mich darauf aufmerksam gemacht. Das Haus war noch intakt und gehörte damals einer Schweizer Bank. Ich war sehr beeindruckt: Ich stellte mir vor, wie Julia von dort aus auf die Bucht geblickt hatte. Es war sehr bewegend. An diesem Ort fand ich meine eigene Vergangenheit und Wurzeln. InformAtivo: Wie entstand die Idee zu einem eurobrasilianischen Kultur- und Begegnungszentrum in Paraty? Frido Mann: Sie entstand im Gespräch mit europäischen und brasilianischen Freunden und insbesondere mit dem damaligen Leiter des Goethe Instituts in São Paulo Dieter Strauss. Zu dem Haus bekamen wir aber keinen Zugang, weil der Bankier es verpachtet hatte. Wir beschlossen dann zwei Jahre später, also 1997, ein zehntägiges Festival in Paraty zu machen, mit einer Ausstellung über Julia Mann, mit Musik und Lesungen. Ismael Ivo hat da das Tanztheater „Trauma der Kindheit“ über die Zerrissenheit der Afro-brasilianer zwischen drei Kulturen aufgeführt. Der Trägerverein Casa Mann wurde schon 1996 in Zürich gegründet, aber wir erhielten weiterhin keinen Zugang zum Haus und damit war es unmöglich Sponsoren zu bekommen. InformAtivo _ InformAtivo: Wie haben sich die Pläne für das Zentrum dann weiter konkretisiert? Frido Mann: Vor zweieinhalb Jahren wechselte der Besitzer des Hauses. Der neue Besitzer wollte ein Museum in der Art des Hemingway-Museums in Havanna einrichten, in einer engen Verbindung von Kunst und Kommerz mit Luxus-Villen und Pousadas. Er wollte das Haus umbauen und das Kulturzentrum darin integrieren. Eigentlich sollten die Umbauarbeiten schon längst fertig und das Zentrum zum diesjährigen FLIP-Festival in Paraty eröffnet sein. Es gibt aber Probleme mit den Behörden. Wir hoffen, dass es spätestens 2007 so weit ist. InformAtivo: Worin besteht denn das Konzept? Frido Mann: Das Leben von Julia Mann soll als Symbol für das heute zwischen Kontinenten zerrissene Leben dienen. Sie hat schon vor 150 Jahren die Suche nach anderen Kulturen und nach der eigenen Identität antizipiert. Bei dem Kultur- und Begegnungszentrum geht es daher nicht nur um eine pragmatische Völkerverständigung, sondern darum, demokratische und ethische Grundwerte und Toleranz zu fördern. Es geht um die Suche nach Wegen aus der Krise der Globalisierung. Es sollen in dieses Zentrum nicht nur Stipendiaten für interkulturelle Projekte eingeladen werden, Workshops und Ausstellungen stattfinden. Mir schwebt auch praktische Kulturarbeit mit sozial unterprivilegierte Kindern und Jugendlichen (Straßenkindern) vor. Wir arbeiten weltweit mit dem ganzen Netzwerk der omas-Mann-Institutionen in Lübeck, Zürich und Litauen und dem omas-MannFörderkreis in München zusammen. Neuerdings auch mit der vom Schweizer eologen Hans Küng gegründeten, internationalen Tübinger Stiftung „Weltethos“. InformAtivo: Inwiefern spiegelt sich das in Ihren literarischen Arbeiten wider? Frido Mann: Schon 1992 hatte ich die Idee eines Mehrgenerationenromans, der zwischen den Kulturen spielt. Dann habe ich Marianne Krülls Geschichte der Familie Mann gelesen, in dem meine Urgroßmutter im Mittelpunkt steht. Ich habe das Konzept des Romans nach Brasilien verlegt und reiste mehrmals für Recherchen dorthin. In „Brasa“ wird das Paraty des 19. Jahrhunderts als glänzendes Portobelo dargestellt. Als ich in Paraty war, lief ich überall mit einer Kladde herum und notierte alles ganz genau. Ich habe in dem Roman auch die sehr persönlichen Erinnerungen von Julia Mann integriert, die als „Aus Dodos Kindheit“ im Jahr 1958 erschienen sind. Doch meine Urgroßmutter sollte nicht in einer Person des Romans weiterleben, sondern vielmehr als Prinzip, als prägendes Muster existieren und daher im Roman allgegenwärtig sein. In meinem letzten Roman „Nachthorn“ habe ich den Grundgedanken weiter entwickelt: Ich bin nach Amazonien gereist, in einen ursprünglichen Teil Brasiliens, der am stärksten indianische bzw. kreolische Wurzeln hat – meine Urgroßmutter wurde in Deutschland ja immer als „Kreolin“ bezeichnet, da sie indianische Vorfahren hat. Der Held des Romans geht nach Deutschland. Der Schock, den er erleidet, hat aber noch ein anderes Vorbild: Ein Freund von mir aus Belém kam nach Deutschland und lebte hier sehr lange. Seine Reise von Belém nach Kaliningrad inspirierte den weiten Spannungsbogen vom Amazonas bis ins Baltikum – im Übrigen ist da ein omas-Mann-Zentrum sehr aktiv, auch im Austausch mit Brasilien. InformAtivo: Was steckt hinter der Vorstellung eines eurobrasilianischen Austausches? Frido Mann: Eigentlich müsste ja es euro-amerikanisches Kultur- und Begegnungszentrum heißen, weil das nicht-brasilianische Südamerika keinesfalls ausgegrenzt werden sollte und weil ja die Familie Mann starke biografische Bezüge auch zu Nordamerika hat. Ich will mich keinesfalls auf Brasilien fixieren. Die Bedingungen für eine Zentrumsgründung sind nun dort um einiges komplizierter als ursprünglich gedacht. Anfangs wirken Brasilianer auf Deutsche unkompliziert, fröhlich und leicht, nicht so verbittert und ernst. Aber wenn man sie näher kennen lernt, kann die Kommunikation und die Verständigung sehr viel komplizierter, vielschichtiger und schwieriger werden. Und wenn sich dies auf den Aufbau und die Organisation eines Kultur- und Begegnungszentrums in Brasilien auswirkt, ist es sehr schwer, die Verzögerungen eines solchen Projekts den Europäern hier klar zu machen. Solche interkulturellen Unterschiede und Missverständnisse wollen wir auch in unserem Projekt aufgreifen und erkennbar machen. Da gibt es noch viel übereinander und miteinander zu lernen. Denn verstehen lernt man sich erst, wenn man länger zusammen arbeitet. Frido Mann ist Musiker, Theologe, Psychologe und Autor. Der Enkel von Thomas Mann hat zuletzt die Romane „Brasa“ (1999), „Hexenkinder“ (2000) und „Nachthorn“ (2002) veröffentlicht. Literaturtipp: Julia Mann. Brasilien – Lübeck – München. Das Leben der Mutter der Brüder Mann. Hrsg.: Dieter Strauss und Maria A. Sene. Lübeck DrägerDruck 1999. Beim FLIP-Festival 2005 (Internationales Literaturfestival) in Paraty zwischen 6. und 10. Juli liest Frido Mann am 8. Juli aus den Büchern von Julia und Thomas Mann sowie aus „Brasa“. Am 9. Juli folgt ein Gespräch mit dem Kultursekretär Diuner Mello über Geschichte und Literatur in Paraty. Mehr Informationen: www.flip.org.br oder [email protected]. Der DBKV plant eine Lesung mit Frido Mann in der 2. Jahreshälfte in München. Näheres entnehmen Sie bitte dem Newsletter oder der Homepage des DBKV www.dbkv.de. Interview: Monica Fauss Instituto Martius-Staden A D , , I M-S B . O ano de 2005 será para o Instituto um ano de grandes mudanças e de marco na sua história. Sob a nova direção de Martina Merklinger (36) e Eckhard Kupfer (63) e com a contribuição de uma equipe de quatorze pessoas, o tradicional centro de pesquisas e documentação mudará de endereço. Assim que a digitalização da biblioteca e do arquivo, que começou no ano de 2003, estiver finalizada, descendentes de alemães que estão à procura de suas raízes, poderão fazer sua recherche também pela internet. suas obras em outros países ou cujos livros foram queimados pelos nazistas. Em cooperação com a editora universitária UNESPE o Instituto Martius-Staden está preparando a publicação e tradução do livro „Von Roroíma zum Orinoco“ de KochGrünbeck do ano de 1916. O livro inspirou o escritor brasileiro Mário de Andrade em sua principal obra, „Macunaíma”. O Instituto planeja lançar ainda nos próximos meses um novo Concurso de Publicações para cientistas novos. À nova sede será integrada a grande biblioteca do imigrante judeu, omas Durlacher, que foi legada pelo mesmo, nesse ano, ao Instituto. Ela é tida como uma das bibliotecas de exilados mais completas no Brasil. Seu acervo conta com livros de escritores alemães que deixaram a Alemanha e que tiveram que publicar Para mais informações confira: www.martiusstaden.org.br Monica Fauss Tradução: Silvia Vianna Nunes Martius-Staden-Institut W A A D J M-S-I S P G E B A L. F ür das traditionsreiche Institut ist das Jahr 2005 ein Jahr der Umbrüche und Höhepunkte. Unter der neuen Leitung von Martina Merklinger (36) und Eckhard Kupfer (63) zieht das Dokumentations- und Forschungszentrum mit seinen vierzehn Mitarbeitern um. Interessierte haben dann nicht nur im Dokumentations- und Forschungszentrum selbst die Möglichkeit zu recherchieren, sondern erhalten bald auch über das Internet Informationen beispielsweise über ihre deutschen Vorfahren: Seit 2003 findet die Digitalisierung der Bibliothek und des Archivs statt. In den neuen Sitz wird die große Exilbibliothek des jüdischen Immigranten omas Durlacher integriert, die er dem Institut in diesem Jahr vermacht hat. Sie gilt als eine der letzten, relativ geschlossenen Exilbibliotheken Brasiliens und versammelt O Instituto possui vários exemplares do primeiro relatório de viagens de uma alemão / Das Institut ist im Besitz mehrerer Exemplare des ersten Reiseberichts eines Deutschen in Brasilien: Hans Staden - Die wahrhaftige Historie der wilden, nackten und grimmigen Menschenfresser Leute, 1548-1555 (Erstausgabe 1557, Nachdruck: 1978 bei Thiele&Schwarz, Kassel-Wilhelmshöhe). InformAtivo _ Bücher deutscher Schriftsteller, die ihre Heimat verlassen und ihre Werke entweder in der Fremde veröffentlichen mussten, oder deren Bücher von den Nazis verbrannt wurden. In Kooperation mit dem Universitätsverlag UNESPE bereitet das Institut die Publikation und Übersetzung von Koch-Grünbecks „Von Roroíma zum Orinoco“ von 1916 vor. Es diente dem brasilianischen Schriftsteller Mário de Andrade als Quelle für sein Hauptwerk „Macunaíma“. Zudem plant das Institut, in den nächsten Monaten, einen Publikationspreis für junge Wissenschaftler auszuschreiben. Nähere Informationen: www.martiusstaden.org.br. Monica Fauss Martina Merklinger. Foto: Martius-Staden-Institut Página do Consulado Notícias do Consulado Geral do Brasil em Munique T D C B E A pedido do Juiz de Direito titular do „Cartório Eleitoral do Exterior/ZZ“ (nova denominação atribuída ao Cartório Eleitoral da 1ª Zona do Distrito Federal), o Consulado-Geral do Brasil em Munique solicita aos cidadãos brasileiros de sua jurisdição (Baviera e Baden-Württemberg) que ainda não retiraram seus títulos de eleitor emitidos até dezembro de 2004 que comparecem à sede da Chancelaria, à Widenmayerstraße 47, 80798 München. O Consulado-Geral do Brasil em Munique celebrará, em 9 de julho próximo, o Dia da Comunidade Brasileira no Exterior, instituído pelo Ministério das Relações Exteriores a partir deste ano. A comemoração, para a qual está convidada a comunidade brasileira da jurisdição (Baviera e Baden-Württemberg) será na sede da Evangelische Studentinnen- und Studentengemeinde an der LMU München, situada à Friedrichstraße 25, 80801 München. -A N ZE I G E - A programação, que será divulgada amplamente, incluirá atendimento consular especial – não voltado para o processamento de documentos, mas sim destinado a ouvir os brasileiros e fornecer-lhes orientações sobre casos específicos e sobre o modo de funcionamento do Consulado – apresentação de grupos musicais brasileiros, mostra de filmes, palestras sobre temas de interesse da comunidade e „buffet” de comidas típicas brasileiras. Com o propósito de receber o maior número possível de cidadãos brasileiros, o Consulado solicitará aos interessados que se inscrevam previamente e indiquem de que atividades desejarão participar. Os inscritos receberão então convite que garantirá o ingresso em uma ou mais atividades, de acordo com o número de pessoas interessadas em cada item do programa T B B A Das Generalkonsulat von Brasilien in München begeht am 9. Juli 2005 den „Tag des Brasilianischen Bürgers im Ausland“, den das Ministerium für Auswärtige Angelegenheiten ab diesem Jahr eingerichtet hat. Dieser Gedenktag, zu dem alle im Zuständigkeitsbereich des Konsulats (Bayern und Baden-Württemberg) wohnhaften brasilianischen Bürger geladen sind, findet in der Evangelischen Studentengemeinde, Friedrichstrasse 25, in 80801 München, statt. Der Programmablauf, der umfassend bekannt gegeben wird, sieht eine konsularische Dienstleistung besonderer Art vor – also nicht die übliche Bearbeitung bürokratischer Vorgänge, sondern das Anhören der Brasilianer in Sonderfällen und das Angebot von Lösungsvorschlägen seitens des Konsulats, sowie die Darstellung seines Wirkungsfeldes. Geboten wird: Die Präsentation brasilianischer Musikgruppen, Filmvorführungen, Vorträge über brasilianische Bürger interessierende emen und ein Büfett mit brasilianischen Speisen und Spezialitäten. Mit dem Ziel, eine möglichst große Anzahl von Brasilianern zum Kommen anzuregen, bittet das Konsulat um schriftliche Zusagen, mit dem Hinweis, an welchen Programmen sie teilzunehmen wünschen. Die sich anmeldenden Brasilianer erhalten dann eine Einladung, die die Teilnahme an einer oder mehreren Vorführungen des Programmangebots gewährleistet. Direito / Recht Opção de Nacionalidade Brasileira C Q S A C F* CQS: Em 1994, houve uma modificação na legislação sobre a aquisição da nacionalidade brasileira. Quais são as conseqüências legais para os filhos de brasileiros nascidos no exterior desde então? ACF: A opção de nacionalidade é um procedimento formal, que se processa, necessariamente, no Brasil, perante a Justiça Federal e exige do optante capacidade civil plena, que se adquire ao completar 18 anos, de acordo com o novo Código Civil. ACF: A partir de 09/06/1994, para adquirir a nacionalidade brasileira, os nascidos no exterior de pais brasileiros que não estiverem a serviço do governo, deverão, necessariamente, vir morar no Brasil e manifestar sua opção pela nacionalidade brasileira através de um procedimento judicial, a „opção de nacionalidade”. O registro consular deixou de ser requisito para o estabelecimento da nacionalidade brasileira, servindo apenas para fixar a condição inicial de brasileiro nato, que somente se efetivará com a residência no território nacional e a respectiva opção. CQS: E se, como é o caso de muitas crianças que aqui vivem, na Alemanha, filhos de um casal binacional brasileiro(a) com alemã(ão), a criança já possuir a nacionalidade alemã e quiser adquirir a nacionalidade brasileira mesmo antes dos 18 anos, é possível? Qual é o efeito legal do registro consular fora do Brasil? CQS: Até 1994 bastava o registro no Consulado ou Embaixada para que os filhos de brasileiros adquirissem a nacionalidade dos pais, i. é, o registro no exterior possuia efeito constitutivo. Isto mudou com a entrada em vigor da Emenda Constitucional de Revisão n° 3/94? ACF: O registro consular dispensava qualquer procedimento de confirmação da nacionalidade, ou seja, não dependia de opção, já que a nacionalidade surgia definitivamente com o registro, que valia e ainda vale para os registrados até 09/06/1994, data em que entrou em vigor o texto constitucional revisado. A certidão emitida pelo Consulado ou Embaixada do Brasil não é mais suficiente para se adquirir a nacionalidade brasileira, serve apenas como um documento que atesta a filiação de pai ou mãe brasileiros, valendo como prova da nacionalidade brasileira sob condição suspensiva, ou seja, até que se verifiquem as demais condições estipuladas pela Constituição: a residência no Brasil e a opção. CQS: Há um prazo determinado para entrar com o pedido ou realização de opção? ACF: Não mais. Duas alterações foram efetuadas com relação aos prazos para realização da opção. A Constituição Federal de 1988 deixou de fixar prazo para a opção, que era de quatro anos após a aquisição da maioridade civil; e a Emenda Revisional nº 3, retirou a exigência de prazo para a fixação da residência no Brasil, que devia ocorrer antes da maioridade. Assim, a fixação da residência e a opção podem ocorrer, agora, a qualquer tempo. CQS: Não havendo mais um prazo para a entrada do pedido de opção de nacionalidade, bem como o prazo para a fixação da residência no Brasil, o que é muito positivo e contribui para eximir a possibilidade de um filho tornar-se um apátrida, quais são as formalidades existentes para um filho de brasileiro(a) requerer o reconhecimento da nacionalidade brasileira? InformAtivo _ ACF: Isso só será possível se a criança vier a residir no Brasil. O momento da fixação da residência no Brasil constitui o fator gerador da nacionalidade, que ainda fica sujeita a uma condição confirmativa, qual seja, a opção. Essa opção somente pode ser manifestada depois de alcançada a maioridade. Esclareça-se, entretanto, que, vindo o menor a residir no Brasil, ele passa a ser considerado brasileiro nato até a maioridade. Atingida a maioridade, enquanto não manifestada a opção, esta passa a constituir-se em condição suspensiva da nacionalidade brasileira, ou seja, depois de completar 18 anos, enquanto não manifestar a opção, fica suspensa a sua condição de brasileiro nato. Importante salientar que a opção pela nacionalidade brasileira não significa abandonar outra nacionalidade, se esta for originária. No entanto, se for secundária, a regra é que não se admite acumular as duas nacionalidades. CQS: Quem reconhece, homologa, o pedido de opção do requerente? E quem entra com o pedido de registro no Cartório de Registro Civil, o requerente diretamente ou um órgão público especial? ACF: A opção de nacionalidade deve ser feita perante a Justiça Federal, através de um processo para o qual é necessário um advogado, pois não se trata apenas de preencher um requerimento e recolher uma taxa, como ocorre com o pedido de emissão de passaporte. Trata-se de processo judicial, que se inicia com um pedido formal, feito por advogado constituído, onde se expressa a manifestação de vontade do requerente em optar pela nacionalidade brasileira. Além disso, é necessário comprovar o preenchimento dos requisitos do art. 12, I, c, da Constituição: ter nascido no estrangeiro de pai ou mãe brasileiros e estar morando no Brasil. Se tudo estiver comprovado, o juiz homologa a opção e determina a transcrição da sentença no Cartório de Registro Civil das Pessoas Naturais, que vai, então, lavrar o registro como brasileiro nato. CQS: Qual é a diferença entre um apátrida (Heimatloser) e uma pessoa com direito à nacionalidade, mas sem um documento comprobatório da sua nacionalidade? -A N ZE I G E - www.alobrasil.com O portal brasileiro de serviços Das brasilianische Dienstleistungsportal O especialista dos brasileiros e dos amantes do Brasil. Der Spezialist der Brasilianer und der Brasilien-Liebhaber Haben Sie Lust, die brasilianische Kultur in Deutschland zu fördern? Werden Sie Mitglied beim Deutsch-Brasilianischen Kulturverein e.V.. Wir sind ein gemeinnütziger Verein und pflegen den kulturellen Austausch zwischen Brasilien und Deutschland. Kontakt: Rosanna Gebauer 089/890 06727, e-mail:[email protected] komplan anzeige ACF: Uma questão importante a ser esclarecida é que não existe documento específico que certifique a condição de brasileiro nato. A comprovação desse atributo é feita, em geral, com a certidão de nascimento, pela qual se comprova o local do nascimento, dando origem à nacionalidade pelo critério territorial – ius solis; ou a filiação, que atesta a origem sangüínea – ius sanguinis, valendo como prova da nacionalidade brasileira sob condição suspensiva, até que se verifique a opção. Com relação ao registro da criança fora do Brasil, podemos concluir que a previsão de registro consular como forma de aquisição da nacionalidade era uma providência que evitava que filho de brasileiro se tornasse apátrida. Com a sua supressão, essa condição indesejável é agora uma possibilidade real para os nascidos de pais brasileiros no exterior, antes de virem a residir no Brasil, caso em que não são considerados brasileiros e ficarão sem nacionalidade, se nascerem em país que adote o princípio do ius sanguinis. A pessoa sem nacionalidade pode possuir regularmente diversos documentos, o que ela não terá é vínculo jurídico com um Estado específico que lhe reconheça direitos civis e políticos e lhe garanta proteção além de suas fronteiras. O apátrida será considerado um estrangeiro onde quer que vá, ficando restrito ao gozo dos direitos privados que lhe forem facultados exercer como decorrência do acesso permitido no território do Estado em que se encontre. Mas, a principal conseqüência é não ter direitos políticos, cujo exercício é reconhecido apenas aos nacionais. CQS: Dra. Ana Clélia, muito obrigada pela entrevista. * Dados biográficos da Dra. Ana Clélia Ferrarezi: Formada em Economia pela Unicamp e em Direito pela PUC Campinas. É advogada inscrita na OAB/SP sob o nº 210.017 e trabalha como Técnica no Ministério Público Federal - Procuradoria da República em Campinas, estado de São Paulo. Bibliografia de apoio: GUIMARÃES, Francisco Xavier da Silva, Nacionalidade: aquisição, perda e reaquisição – Rio de Janeiro: Forense, 2002. MORAES, Alexandre de, Direito Constitucional – 13ª ed. – São Paulo: Atlas, 2003. SILVA, José Afonso da, Curso de Direito Constitucional Positivo – 17ª ed. – São Paulo: Malheiros Editores, 2000. -A N ZE I G E - Deutsch-brasilianischer Kindergarten München Estrelinha e.V. [email protected] www.estrelinha.de Diga aí / Zur Sache O que traz o novo direito dos estrangeiros para os brasileiros na Alemanha? E D S Ficou mais fácil vir para a Alemanha para trabalhar? A nova lei dos estrangeiros possibilita a imigração propositada de mão de obra qualificada. É tanto mais fácil, quanto melhor a formação profissional (do pretendente). Como anteriormente, alguns grupos profissionais como p . ex.: desportistas ou artistas são privilegiados. Muda alguma coisa para os brasileiros que têm uma autorização de residência / permanência por tempo determinado ou indeterminado ? Não. As denominações são novas. Por exemplo: a autorização de residência por tempo indeterminado (unbefristete Aufenthaltserlaubnis) chama-se agora autorização de domicílio (ou estabelecimento ) (Niederlassungserlaubnis), mas na questão em si não há nenhuma mudança relevante. Os registros já feitos no passaporte não precisam ser modificados . Was bringt das neue Ausländerrecht für Brasilianer in Deutschland? I R D S Ist es einfacher geworden, nach Deutschland zu kommen, um zu arbeiten? Das neue Ausländergesetz macht die gezielte Zuwanderung von qualifizierten Arbeitnehmern möglich. Je besser die Ausbildung, um so leichter ist es. Wie schon früher werden einige Berufsgruppen wie z.B. Sportler oder Künstler privilegiert. Ändert sich etwas für Brasilianer, die schon eine befristete oder unbefristete Aufenthaltserlaubnis haben? Nein. Die Namen sind neu, z.B. heißt die unbefristete Aufenthaltserlaubnis jetzt Niederlassungserlaubnis, aber in der Sache gibt es keine relevante Änderung. Die bisherigen Eintragungen im Pass müssen nicht extra geändert werden. InformAtivo _ Há alguma novidade para os estudantes? Sim. Os estudantes podem permanecer na Alemanha após terem concluído os estudos e procurar um emprego, que corresponda à formação profissional. Para isso eles têm o prazo de um ano. Quem tem que fazer um curso de integração? Para brasileiros, o curso é previsto só em poucos casos. Isso atinge apenas os brasileiros, que vieram para a Alemanha após 01/01/2005. Estão eximidos desta obrigação todavia aqueles , que por interesse próprio integram-se e aprendem o idioma (alunos, estudantes, profissionais qualificados e suas famílias). O mesmo vale para os brasileiros casados com alemães ou com cidadãos da União Européia. A que deve-se dar atenção e onde obtenho mais informações? Cada caso é diferente! Na Internet há muitas informações. P.ex.: www.zuwanderung.de ou www.aufenthaltstitel.de. A Colega Karla Rosado de Nebendahl e eu estaremos proferindo uma palestra sobre este tema num evento do Consulado Geral do Brasil em Munique em julho deste ano. Interview: Silvia Vianna Nunes Tradução: Cleire de Quadros Sambo Gibt es neues für Studenten? Ja. Studenten, können nach dem Studium in Deutschland bleiben und einen Job suchen, der der Ausbildung entspricht. Sie haben dafür ein Jahr Zeit. Wer muss einen Integrationskurs machen? Für Brasilianer ist der Kurs in wenigen Fällen vorgeschrieben. Betroffen sind zum einen nur die Brasilianer, die nach dem 01.01.2005 nach Deutschland kommen. Ausgenommen von der Kurspflicht sind aber die, die sich aus eigenem Interesse integrieren und die Sprache lernen (Schüler, Studenten, qualifizierte Arbeitnehmer und ihre Familien). Das gleiche gilt für Brasilianer, die mit Deutschen oder mit EU-Bürgern verheiratet sind. Worauf soll man achten und wo erfahre ich mehr? Jeder Fall ist anders! Im Internet gibt es viele Informationen z.B. www.zuwanderung.de oder www.aufenthaltstitel.de. Frau Kollegin Karla Rosado de Nebendahl und ich werden einen Vortrag im Rahmen einer Veranstaltung am Brasilianischen Generalkonsulat im Juli halten. Interview: Silvia Vianna Nunes DBKV E S O „batizado da seresta“, realizado em 25.11.04, marcou o início dos encontros mensais da Associação Cultural TeutoBrasileira. A idéia de reunir os sócios e amigos para bater papo e cantar à moda mineira, lembrando as noites seresteiras de Diamantina e Ouro Preto, foi bem aceita pelo público. Num ambiente familiar e descontraído, o encontro foi embalado pelos violões de Vitor Zaia, Ana Valéria Beninn, Angela Habermaier e de Henrique Köhler (Piu-Piu). Vitor Zaia fez a abertura, cantando músicas como o „Carinhoso“, de Pixinguinha e João de Barro, empolgando a formação de um coro entre os presentes. A revelação da noite, como cantora e compositora, foi Ana Valéria Beninn, que divertiu o público com seu „Sambinha do feijão em terra de alemão“. Foi comemorado, também, o aniversário dos membros da diretoria: Alexandre Mercanti, Rosanna Gebauer, Mary Kling, Marilda Mettenleiter e da redatora do InformAtivo, Monica Fauss. A A B N O DBKV comemorou o Natal com um „Almoço de Advento e Bazar de Natal“, no dia 28 de novembro de 2004, no salão da igreja „Königin des Friedens“. O cardápio ficou por conta do chefe de cozinha Günther Gebauer, que ofereceu legumes com carne de peru ao molho de côco com arroz e para os vegetarianos legumes ao molho de côco. Norma Sousa ofereceu gostosos salgadinhos caseiros e os bolos para o café da tarde foram doados por associados anota aí ! ������������������������������������������ �������������������������������������������� ������ ������������������������������������������� ����������������������������������������������� �������������������������������������������� ����������������������������������������� ��������������������������������������������� ������� ��������������������������������������� ���������������������������������������������� ������������������������������������������ ����������������������������� Pasmém: todos escorpioninos! Tiveram direito a bolo e „Parabéns pra você.“. Desde então, o „Encontro da Seresta“ vem acontecendo uma vez por mês, no Espressobar unopiù (Goetheplatz). Nossos agradecimentos à Silvana e Heinz Zoisl pelo caloroso acolhimento em seu barzinho. Confira a data dos próximos encontros na nossa página www.dbkv.de Mary Kling S-T Am 25.11.04 hoben wir die monatlichen Treffen des DBKV aus der Taufe. Die Idee war, ein Treffen für Mitglieder und Freunde zu machen – nach dem Vorbild der traditionellen Seresta-Nächte (Gesangsnächte) von Diamantina und Ouro Preto in Minas Gerais. Sie kam gut an. In familiärer Atmosphäre sorgten Vitor Zaia, Ana Valéria Beninn, Angela Habermeier und Henrique Köhler (Piu-Piu) für die Musik. Vitor Zaia e amigos do DBKV. Em barracas ornamentadas a caráter foram oferecidos trabalhos manuais. Em prol do projeto de Célia Cardoso Niedermeier, „Casa do Menor” em Lajedão (Bahia), foram vendidos trabalhos feitos pelas próprias crianças. Mary Kling fez uma pequena leitura sobre o significado do advento e Melissa uille declamou, com muita graça, a poesia „Advento“. Soraya Kaltner, mostrando sua profissionalidade e familiaridade com o palco, recitou a poesia „Meu Irmão“, ambas poesias escritas por Mary Kling. Melissa Faé, Bárbara Druschkowitsch, Isabela Kaltner e Valéria uille fizeram a encenação da música natalina „Botei meu sapatinho na janela do quintal“. O grupo „Teatro Ricardo Eche“ empolgou a garotada com o musical „O circo chegou!“. O DBKV fez uma retrospectiva do ano de 2004 com uma projeção de fotografias. O grupo „Dó Ré Mi Fá da Boa Vontade“, formado por Angela Habermaier no violão, Erica Seume, Marilda Mettenleider e Mary Kling cantou várias músicas natalinas. O ponto musical culminante da festa foi a apresentação do grupo de batucada do DBKV, BATUKEJÁ, eröffnete den Abend und sang Lieder wie „Carinhoso“ von Pixinguinha und João de Barro und animierte alle zum Mitsingen. Die Überraschung des Abends war Ana Valéria Beninn, die als Sängerin und Komponistin, das von ihr selbst komponierte Lied „Sambinha do feijão em terra de alemão“ (Bohnen-Samba im Land der Deutschen) vortrug. Wir feierten gleichzeitig die Geburtstage der Vorstandsmitglieder Alexandre Mercanti, Rosanna Gebauer, Mary Kling, Marilda Mettenleiter und der Redakteurin des InformAtivo, Monica Fauss. Siehe da: Lauter Skorpione! Seitdem findet das Seresta-Treffen einmal im Monat in der Espressobar unopiù (Goetheplatz) statt. Unser Dank geht an Silvana und Heinz Zoisl für die herzliche Gastfreundschaft im unopiù. Die nächsten Termine entnehmen Sie bitte unserer Homepage www.dbkv.de. Mary Kling que fez sua „première“. Liderado pelo baterista e percussionista Claudio Wilner, o grupo tocou e cantou até música natalina em ritmo de samba. Nesta ocasião, o DBKV apresentou a quarta edição „fresquinha”do InformAtivo, o Especial „450 Anos São Paulo“. Cleire Sambo ofereceu os livros „Brasileiros na Alemanha“, de Adriana Nunes e „Diário de um Imigrante“, de Rita Bromberg Brugger. Graça Estrela, pintora de Goiás, conhecida como a Graça das Araras, expôs suas pinturas. Em junho de 2005 realizaremos uma exposição da artista no Interim (confira o calendário cultural na página 31). Agradecemos a todos que contribuiram para o sucesso deste evento, em especial à Hilde Isemann, Günther Gebauer, Wolfgang uille e pelo apoio técnico de Silvia Vianna Nunes e Open Art Gallery. Mary Kling DBKV A W Der DBKV feierte das Weihnachtsfest mit einem Adventsessen und Weihnachtsbazar am 28.11.2004 im Saal der Kirche „Königin des Friedens”. Zuständig für das Menü war Chefkoch Günther Gebauer: Es gab Gemüse mit Putenfleisch in Kokosnusssauce mit Reis und für die Vegetarier Gemüse in Kokosnusssauce. Norma Sousa bot „Salgados“ an und für den Nachmittagskaffee haben die Mitglieder und Freunde Kuchen gespendet. In den geschmückten Ständen wurden Handarbeiten verkauft. Die Arbeiten der Kinder des Projektes „Casa do Menor“ in Lajedão (Bahia), die Célia Cardoso Niedermeier in Deutschland betreut, wurden zugunsten des Projektes verkauft. Mary Kling sprach über die Bedeutung des Advents. Melissa Faé trug ein „Adventsgedicht“ vor und Soraya Kaltner „Mein Bruder“, beide von Mary Kling. Melissa Faé, Bárbara Druschkowitsch, Isabela Kaltner und Valéria uille tanzten zum brasilianischen Weihnachtslied „Botei meu sapatinho na janela do quintal“. Die „eatergruppe Ricardo Eche“ bezauberte das Publikum mit dem Musical „O circo chegou!“ (Der Zirkus ist da!). In einer Fotoprojektion folgte die Retrospektive der Vereinsaktivitäten im Jahr 2004. Die Gruppe „Dó Ré Mi Fá da Boa Vontade“ mit Erica Seume, Marilda Mettenleider, Mary Kling und Angela Habermaier an der Gitarre sang Weihnachtslieder. Der musikalische Höhepunkt war die Batucada-Gruppe BATUKEJÁ. Vom Schlagzeuger und Perkussionisten Claudio Wilner geleitet, feierte sie ihre Premiere und spielte und sang Weihnachtsmusik im Sambarhythmus. C I P-P A „O Circo chegou! “ Foto: Helmut Gillitzer-Felber Pela quinta vez a Associação Cultural Teuto-Brasileira de Munique, DBKV, festejou em conjunto com a Companhia de Carnaval de Munique „Narrhalla“ o tradicional „Carnaval do Pica-Pau Amarelo“, tendo este ano como tema, „O circo chegou“. O DBKV que trabalhou com o grupo de crianças do „Sítio do Pica-Pau Amarelo“ e com o „Jardim de infância teutobrasileiro Estrelinha“, conseguiu lotar o salão de festas do Hotel Bayerischer Hof em Munique. O grupo de batucada da Associação, o BATUKEJÁ, sob a direção do músico Claudio Wilner, abriu o baile junto com a dançarina brasileira do grupo Tropical Dance, Marta Kaever, em uma imponente fantasia. Tivemos novamente o prazer de contar com a presença da escritora brasileira de livros infantis, Regina Drummond, que se apresentou como uma encantadora cigana, distribuindo mensagens de sorte pulverizadas com seu famoso pozinho mágico. Seu InformAtivo _ Bei diesem Anlass stellte der DBKV die druckfrische vierte Ausgabe des InformAtivo mit dem ema „450 Jahre São Paulo“ vor. Cleire Sambo bot die Bücher von Adriana Nunes „Brasilianer in Deutschland“ und von Rita Bromberg Brugger „Tagebuch eines Einwanderers“ zum Verkauf an. Die Künstlerin Graça Estrela aus dem Bundesstaat Goiás, bekannt als „Graça der Aras“, stellte ihre Bilder aus. Im Juni 2005 organisiert der DBKV eine Ausstellung mit ihr (siehe Veranstaltungskalender auf Seite 31). Wir bedanken uns herzlich bei allen, die mitgeholfen haben, speziell bei Günther Gebauer, Hilde Isemann, Wolfgang uille und auch für die technische Unterstützung von Silvia Vianna Nunes und Open Art Gallery. Mary Kling comentário: „Não apenas foi um carnaval fantástico, cheio de atrações super legais, mas foi, principalmente, e antes de tudo, um encontro delicioso com um pedacinho do Brasil!“ Os pequenos e grandes foliões dançaram ao som do grupo musical formado por Lygia Campos (vocal), Claudio Wilner (bateria) e Fabio Block (guitarra), que apresentaram sucessos carnavalescos inesquecíveis. Atração principal de nosso programa foram as apresentações „O Circo Chegou.“, do grupo de „Teatro Ricardo Eche“ com a participação das crianças do grupo „Pica-Pau“, e a performance „O Palhaço e a Marionete“, uma história de amor. Fantasias coloridas e suntuosas impressionaram os foliões. O ator e diretor, Ricardo Eche, muito satisfeito disse: „É um prazer participar de um evento onde as pessoas se divertem e vão para casa felizes“. Outras atrações foram: a apresentação de Vanessa uille e Charlotte von Sanden em seus monociclos, a dança de roda das crianças do Estrelinha e o grupo de capoeira da cidade de Poing, composto por crianças de várias nacionalidades, sob a direção de „Parafuso“ e „Touro“. A Companhia de Carnaval de Munique „Narrhalla“ marcou presença com a diretoria, princesa Iris I, príncipe DBKV Ali I e sua companhia de dança, condecorando, este ano, com a ordem do Narrhalla três integrantes da Associação Cultural: Ricardo Eche, Rosanna Gebauer e Claudio Wilner. À Claudia Klimm do Narrhalla e a todos que contribuiram para o sucesso deste evento, nosso muito obrigado e até o próximo ano! Rosanna Ferrarezi-Gebauer K C PP A „Der Zirkus ist da!“ Assine o InformAtivo ! Abonnieren Sie den InformAtivo! „Parafuso“ (Schraube) und „Touro“ (Stier) tanzte die Capoeira-Gruppe aus Poing bei München, eine Gruppe von Kindern verschiedener Nationalitäten. Die Narrhalla war mit seinem Vorstand und Showteam dabei. An drei Mitgliedern des DBKV verlieh die Faschingsgesellschaft den NarrhallaOrden: Ricardo Eche, Rosanna Gebauer und Claudio Wilner. Unser Dankeschön geht an Claudia Klimm von der Münchner Gesellschaft Narrhalla und allen, die zum Erfolg dieser Veranstaltung beigetragen haben. Bis zum nächsten Jahr! InformAtivo Expediente / Impressum Rosanna Ferrarezi-Gebauer – presidente Mary Lopes de Souza Kling – vice-presidente Marta Trondole Wanninger – tesoureira Alexandre Mercanti – 1. Secretário Marilda Mettenleiter – 2. Secretário Conselheiros Culturais: Ricardo Eche e Elisabeth Müller Linss (Sektion Ulm) Direção Editorial / Chefredaktion: Monica Fauss, Silvia Vianna Nunes Design gráfico / Layout und Grafik: Leonhard Schilde Autores / Autoren: Monica Fauss, Rosanna Ferrarezi-Gebauer, Mary Lopes de Souza Kling, Silvana Pasquavaglio, Cleire de Quadros Sambo, Silvia Vianna Nunes Tradução / Übersetzung: Monica Fauss, Günther Gebauer, Rosanna FerrareziGebauer, Mary Lopes de Souza Kling, Cleire de Quadros Sambo, Haide SpaethEngling, Silvia Vianna Nunes Fotos de divulgação / Fotonachweise: Titelbild: Leonhard Schilde unter Verwendung von Norbert Suchanek, Frank Sputh („Auch Tirol liegt in Brasilien“ und „Fritz und Frida in Nova Petrópolis“) Gráfica / Druck: Komplan München Veiculação / Jahrgang: 4 / Nr. 1 Grupo de mães e crianças Mutter-Kind-Gruppe Sítio Do Pica-Pau Amarelo Encontros todas as sexta-feiras das 15 às 17 h Comunidade Católica de Língua Portuguesa Landsbergerstr. 39, II andar, München Contato/ Kontakt: Rosimere Souza Thuille Tel. 121 25736 ou [email protected] [email protected] DBKV-Diretoria / Vorstand Endereço Postal / Postanschrift: Belfortstr. 4, 81667 München Contato / Kontakt: Rosanna Ferrarezi-Gebauer Tel.: 089/89006727 Fax: 089/89006725 E-mail: [email protected] Homepage: www.dbkv.de Rosanna Ferrarezi-Gebauer -A N ZE I G E - Zum fünften Mal feierte der DBKV in Zusammenarbeit mit der Münchner Gesellschaft Narrhalla e.V. den Kinderfasching „Carnaval do PicaPau Amarelo“ im Festsaal des Hotels Bayerischer Hof. ema dieses Jahres war der Zirkus. Zusammen mit der „Gruppe Sítio do Pica-Pau Amarelo“ und dem „Deutsch-Brasilianischen Kindergarten Estrelinha“ sorgte der DBKV für ein volles Haus. BATUKEJÁ, die Batucada-Gruppe des DBKV, geleitet von Claudio Wilner, eröffnete den Ball zusammen mit Marta Kaever von der Gruppe Tropical Dance, die in einem imposanten Kostüm auftrat. Die brasilianische Kinderbuchautorin Regina Drummond war wieder mit von der Partie. Sie bezauberte als Zirkuszigeunerin mit Glücksbotschaften, die mit ihrem berühmten Zauberpulver bestäubt waren. Regina zum Fest: „Es war nicht nur ein fantastischer Karneval, mit tollen Attraktionen, sondern hauptsächlich und vor allem eine Begegnung mit einem Stückchen Brasilien!“. Kleine und Große tanzten zur LiveMusik von Lygia Campos (Gesang), Claudio Wilner (Schlagzeug) und Fabio Block (Gitarre). Gespielt wurden die großen, unvergesslichen Karneval-Hits aus Brasilien. Die Hauptattraktionen waren die Präsentationen der eatergruppe Ricardo Eche: „Der Zirkus ist da!“ mit Teilnahme der Kinder vom „Sítio do Pica-Pau Amarelo“ und die Performance „Der Clown und die Marionette“, eine Liebesgeschichte. Bunte und große Kostüme beeindruckten das Publikum. Der Autor und Regisseur Ricardo Eche äußerte sich sehr zufrieden: „Es ist ein Vergnügen, an so einer Veranstaltung teilzunehmen, wo sich die Menschen freuen und glücklich nach Hause gehen“. Weitere Attraktionen waren: Auf dem Einrad Vanessa uille und Charlotte von Sanden und das Kreisspiel der Kinder des Estrelinha. Unter der Leitung von Periodicidade / Erscheinungsweise: 2 vezes ao ano / 2 Mal jährlich Tiragem / Auflage: 500 Dados técnicos / Mediadaten: Rosanna Ferrarezi-Gebauer Patrocínio / Unterstützung: Consulado Geral do Brasil de Munique e Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores do Brasil As opinões emitidas nas matérias não representam necessariamente a opinião oficial da redação. Nos reservamos o direito de reduzir textos que nos foram enviados para a publicação. Reproduções somente com licença especial do InformAtivo. Die in den Beiträgen geäußerten Meinungen entsprechen nicht unbedingt denen der Redaktion. Wir behalten uns vor, Artikel zu kürzen, die uns zur Veröffentlichung zugesandt wurden. Nachdruck und Vervielfältigung nur mit besonderer Erlaubnis. Calendário Cultural / Veranstaltungen des DBKV 17.06.2005, 19 :30 h, Exposição: „A graça das araras“ / Ausstellung: Die Anmut der Aras. Vernissage mit Vortrag und Bildershow der brasilianischen Künstlerin Graça Estrela über die Aras. Musikalische Eröffnung: Luiz de Simone (Piano). Até / Bis 30.06.05. Horário, consulte / Öffnung nach Vereinbarung: Tel. 089/89006727 – Interim, Agnes-BernauerStr. 97. 18.06.2005, 15 - 22 h, Festa Junina – Interim, Agnes-Bernauer-Str. 97. 19.06.2005, 11 h / 15 h, Konzert mit Luiz de Simone (Piano) und die Chorgruppe VOZ ATIVA. Luiz de Simone (Rio de Janeiro) um 11 Uhr und Voz Ativa (São Paulo) um 15 Uhr. Veranstalter: Musikinstrumentenmuseum im Münchner Stadtmuseum, Deutsch-Hispanische Gesellschaft e.V., Casa do Brasil e.V. und Deutsch-Brasilianischer Kulturverein e.V. – Musikinstrumentenmuseum im Münchner Stadtmuseum, St.-Jakobs-Platz 1. 22. / 23.06.2005, 15:00 - 18:00 h, Workshop de pintura para crianças com Graça Estrela / Kinder malen mit der Künstlerin Graça Estrela. Interessados contatem / Kontakt: Rosanna Gebauer, Tel.: 089/804045. Entrada livre. Doações bem-vindas – Local a ser confirmado. 24.06.2005, 20:00 h (Entrada), 20:30 h (início), A BABÁ. Leitura dramatizada adaptada (em português) apresentada pelo „Teatro Ricardo Eche”, Entrada gratuita, doações bem-vindas – Interim, Agnes-Bernauer-Str. 97. 02.07.2005, a partir das / ab 18 h, Encontro da Seresta com exposição „A graça das araras“ da artista plástica Graça Estrela / Treffen für Mitglieder und Freunde des DBKV mit Ausstellung „Die Anmut der Aras“ der Künstlerin Graça Estrela – Espressobar unopiù, Lindwurmstr. 79 (direkt am Goetheplatz). 08.07.2005, 19:30 h, Ezequiel Piaz: violonista e compositor brasileiro em turnê na Alemanha apresenta seu novo CD „Native Brasil Guitar” / Der brasilianische Gitarrist und Komponist präsentiert auf seiner Deutschlandtournee die neue CD “Native Brasil Guitar” – Espressobar unopiù, Lindwurmstr. 79. 09.07.2005, 14:00 - 19:00 h, Aniversário de 20 anos do Sítio do Pica-Pau Amarelo / 20- jähriges Jubiläum der Mutter-Kind-Gruppe Sítio do Pica-Pau Amarelo – Saal der Kirche Königin des Friedens, Werinherstr. 50. 22.07.05, 19:30 h, Verdade, metas e ajustes psíquicos – como lidar com os ajustes e depressão fora de seu país. Palestra em português com Eliane Maciel Paraná da Costa / Vortrag in portugiesischer Sprache, Entrada livre / Eintritt frei – Comunidade Católica de Língua Portuguesa, Landsberger Str. 39, II andar. 09.10.2005, 14:00 - 20:00 h, Migração – Brasileiros na Alemanha e Alemães no Brasil / Migration – BrasilianerInnen in Deutschland und Deutsche in Brasilien. Um dia de leituras, teatro, cinema e discussões em português e alemão. Leitura das escritoras Rita Bromberg Brugger („Diário de um Imigrante”) e Adriana Nunes („Brasileiros na Alemanha”). Mostra do trailer do novo filme de Zé do Rock „Brasilien fica na Alemanha”. Teatro infantil: „4 + 4 + 4 amiguinhos“ (direção e adaptação de Ricado Eche, baseado no livro infantil de Rita Bromberg Brugger) / Ein Tag mit Lesungen , eater, Kino und Diskussion auf Portugiesisch und Deutsch. Lesungen mit den Autorinnen Rita Bromberg Brugger („Tagebuch eines Einwanderers“) und Adriana Nunes („Brasilianer in Deutschland“). Zé do Rock zeigt einen Trailer seines neuen Films „Schroeder liegt in Brasilien“. Kindertheater „4+4+4 Kleine Freunde“ (Regie und Adaptation Ricardo Eche, nach der Geschichte von Rita Bromberg Brugger). Organizadores / Veranstalter: Migrationsdienste der Inneren Mission (Frau Schirlitz), Nachbarschaftshilfe Giesing (Frau Dannert), Deutsch-Brasilianischer Kulturverein e.V., Cleire de Quadros Sambo (agente literária). Patrocínio / Sponsoren: Consulado Geral do Brasil (Brasilianisches Generalkonsulat), Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores, Kulturreferat der Stadt München und Nachbarschaftshilfe Giesing – Gemeindehaus der Lutherkirche, Weinbauernstr. 9, München Giesing. Mais informações sobre os eventos no newsletter do DBKV e na homepage www.dbkv.de Nähere Informationen über die Veranstaltungen im Newsletter des DBKV und unter www.dbkv.de InformAtivo _