Universidade Federal de Ouro Preto
Programa de Pós-Graduação Engenharia Ambiental
Mestrado em Engenharia Ambiental
WELLINGTON LUIZ REZENDE GLÓRIA
“DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DO RIO CASCA – MG: CONTRIBUIÇÃO
PARA O DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO
DOCE - MG”
Orientador: Prof. Dr. Hubert Mathias Peter Roeser
Coorientadora: Dra. Adivane Terezinha Costa
Ouro Preto, MG
2014
ii
Universidade Federal de Ouro Preto
Programa de Pós-Graduação Engenharia Ambiental
Mestrado em Engenharia Ambiental
WELLINGTON LUIZ REZENDE GLÓRIA
“DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DO RIO CASCA – MG: CONTRIBUIÇÃO
PARA O DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO
DOCE - MG”
Dissertação apresentada ao Programa de Pós Graduação em Engenharia
Ambiental, Universidade Federal de Ouro Preto, como parte dos requisitos
necessários para a obtenção do título: “Mestre em Engenharia Ambiental – Área
de Concentração: Recursos Hídricos”
Trabalho realizado com o apoio do CNPq e da FAPEMIG.
Orientador: Prof. Dr. Hubert Mathias Peter Roeser
Coorientadora: Dra. Adivane Terezinha Costa
Ouro Preto, MG
2014
iii
iv
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus por me permitir concluir essa caminhada, me nutrindo
de força e coragem para vencer todas as dificuldades encontradas.
Aos meus pais, Adelan e Eurides, por todo ensinamento e pelo exemplo
de vida bem construída, estendendo às minhas irmãs Renata e Ana Paula, ao
meu irmão Júnior e meus sobrinhos, em especial meu grande parceiro João
Pedro, pela imensa alegria proporcionada todos os dias.
A todos os amigos que me incentivaram.
Aos grandes amigos que fiz no PROAmb, Cássia, Kelly, Marina, Francine,
Amanda, Frederico, Sara e André; vocês fizeram uma diferença significativa para
tornar mais interessante a estadia em Ouro Preto.
Ao Professor Dr. Hubert pela disposição em atender as minhas
necessidades, sobretudo pela disposição em atuar nos trabalhos de campo, pela
orientação, dedicação e transmissão gratuita de conhecimento que foi muito
importante para o meu desenvolvimento acadêmico.
A Professora Drª. Adivane, pela coorientação, conselhos significativos na
qualificação e direcionamento na busca por material de referência.
Aos voluntários que me ajudaram em campo ou no laboratório, Flaviane,
Deyse, Janaína, Fred, João.
Ao parceiro Everton pela agradável força na reta final.
Ao PROAMB, em especial à Secretária Vânia e à UFOP, por me
proporcionarem esta intensa experiência.
Aos funcionários dos laboratórios: LSA da Eng. Civil, LGqA do DEGEO e
LaQua da Escola de Farmácia, em especial ao Prof. Dr. Hermíno e Profª. Drª
Vera.
Ao CNPq, CAPES e FAPEMIG, pelo apoio financeiro essencial para
realização dessa pesquisa.
A todos que de alguma forma contribuíram e apostaram na realização
deste estudo.
ii
SUMÁRIO
AGRADECIMENTOS .......................................................................................... I
LISTAS TABELAS E GRÁFICOS .................................................................... IV
LISTAS DE FIGURAS ....................................................................................... V
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ......................................................... VIII
RESUMO........................................................................................................... XI
ABSTRACT...................................................................................................... XII
CAPÍTULO 1 .................................................................................................... 13
1. APRESENTAÇÃO ..................................................................................... 13
1.1.
OBJETIVO ............................................................................................. 17
1.2. LOCALIZAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA BACIA DO RIO DOCE..... 19
1.3. CARACTERIZAÇÃO DA BACIA DO RIO CASCA................................ 21
1.4. QUALIDADE DAS ÁGUAS DO RIO CASCA ........................................ 22
1.5. APARATO LEGAL DE REFERÊNCIA ................................................. 24
1.5.1. RESOLUÇÃO CONAMA 357/2005 .................................................. 25
1.5.2. RESOLUÇÃO CONAMA 430/2011 .................................................. 27
1.6. ASPECTOS LOCAIS: O MEIO NATURAL ........................................... 27
1.6.1. CLIMA .............................................................................................. 27
1.6.2. VEGETAÇÃO................................................................................... 28
1.6.3. RELEVO, GEOLOGIA E SOLOS ..................................................... 30
CAPÍTULO 2 .................................................................................................... 33
2. AMOSTRAGEM...................................................................................... 33
2.1. DETERMINAÇÃO DOS PONTOS AMOSTRAIS ................................. 33
2.2. AMOSTRAGEM DAS ÁGUAS ............................................................. 36
2.3. MEDIÇÕES IN SITU E ANÁLISES NO LABORATÓRIO...................... 38
CAPÍTULO 3 .................................................................................................... 44
3. SIGNIFICADO AMBIENTAL DOS PARÂMETROS E RESULTADOS DAS
ANÁLISES .................................................................................................... 44
3.1.
PARÂMETROS FÍSICOS ....................................................................... 44
3.1.1.
3.1.2.
3.1.3.
3.2.
TEMPERATURA .............................................................................. 44
TURBIDEZ ....................................................................................... 45
CONDUTIVIDADE ELÉTRICA E SÓLIDOS TOTAIS DISSOLVIDOS
46
PARÂMETROS QUÍMICOS ................................................................... 49
iii
3.2.1. ALCALINIDADE ............................................................................... 49
3.2.2. OXIGÊNIO DISSOLVIDO................................................................. 51
3.2.3. POTENCIAL HIDROGENIÔNICO .................................................... 52
3.2.4. SULFATO ........................................................................................ 53
3.2.5. CLORETO........................................................................................ 55
3.2.6. CONSTITUINTES IÔNICOS DA SUB BACIA DO RIO CASCA
(ANÁLISE POR ICP-OES) ............................................................................ 56
3.2.6.1. CÁLCIO (Ca) ................................................................................ 56
3.2.6.2. MAGNÉSIO (Mg) .......................................................................... 57
3.2.6.3. FERRO (Fe).................................................................................. 59
3.2.6.4. MANGANÊS (Mg) ......................................................................... 60
3.2.6.5. POTÁSSIO (K).............................................................................. 62
3.2.6.6. SÓDIO (Na) .................................................................................. 62
3.2.6.7. ALUMÍNIO (Al) .............................................................................. 65
3.2.6.8. BÁRIO (Ba) ................................................................................... 66
3.2.6.9. COBRE (Cu) ................................................................................. 67
3.2.6.10. FÓSFORO (P) ........................................................................... 67
3.2.6.11. ENXOFRE (S) ........................................................................... 69
3.2.6.12. SILÍCIO (Si) ............................................................................... 70
3.2.6.13. Estrôncio (Sr) ............................................................................ 70
3.2.6.14. ZINCO (Zn)................................................................................ 71
3.2.6.15. LÍTIO (Li) ................................................................................... 71
3.2.6.16. Escândio (Sc) ............................................................................ 72
3.2.6.17. TITÂNIO (Ti) .............................................................................. 72
3.2.6.18. CÁDMIO (Cd), COBALTO (Co), CROMO (Cr), MOLIBIDÊNIO
(Mo), NÍQUEL (Ni) e CHUMBO (Pb) .......................................................... 72
3.2.7. CONSTITUINTES IÔNICOS DA SUB BACIA DO RIO CASCA
(ANÁLISE POR TXRF) .................................................................................. 73
3.3.
PARÂMETROS BIOLÓGICOS .............................................................. 73
3.3.1.
3.3.2.
COLIFORMES TOTAIS.................................................................... 74
COLIFORMES TEMOTOLERANTES .............................................. 75
CAPÍTULO 4 .................................................................................................... 77
4. CONCLUSÕES ...................................................................................... 77
CAPÍTULO 5 .................................................................................................... 81
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................... 81
ANEXO 1: TABELAS DE RESULTADOS ...................................................... 84
ANEXO 2: REGISTRO FOTOGRÁFICO ..................................................... 116
iv
LISTAS TABELAS
Tabela 1: Identificação e localização dos pontos de amostragens (WGRC). ................. 34
Tabela 2: Concentração de Cu nos pontos detectados por ICP-OES ............................. 67
Tabela 3: Coliformes totais (Número mais provável). ....................................................... 74
Tabela 4: coliformes termotolerantes (Número mais provável) ........................................ 75
Tabela 5: Condutividade elétrica............................................................................................ 84
Tabela 6: Temperatura ............................................................................................................ 85
Tabela 7: Turbidez (UNT) ....................................................................................................... 86
Tabela 8: Sólidos Totais Dissolvidos (mg/L) ........................................................................ 87
Tabela 9: Concentração de oxigênio dissolvido (mg/L) ..................................................... 88
Tabela 10: Potencial de Oxidação-Redução (mg/) ............................................................. 89
Tabela 11: Resistividade ......................................................................................................... 90
Tabela 12: Potencial Hidrogeniônico (pH) ............................................................................ 91
Tabela 13: Alcalinidade (mg/L) ............................................................................................... 92
Tabela 14: Cloreto (mg/L) ....................................................................................................... 93
Tabela 15: Sulfato (mg/L) ........................................................................................................ 94
Tabela 16: Concentração de Cálcio (mg/L).......................................................................... 95
Tabela 17: Concentração de Cádmio (µg/L) ........................................................................ 96
Tabela 18: Concentração de Cobalto (ug/L) ........................................................................ 97
Tabela 19: Concentração de Cromo (µg/L) .......................................................................... 98
Tabela 20: Concentração de Lítio (µg/L) .............................................................................. 99
Tabela 21: Concentração de Magnésio (µg/L) .................................................................. 100
Tabela 22: Concentração de Manganês (µg/L) ................................................................. 101
Tabela 23: Concentração de Molibidênio (µg/L)................................................................ 102
Tabela 24: Concentração de Sódio (mg/L) ........................................................................ 103
Tabela 25: Concentração de Enxofre (mg/L) ..................................................................... 104
Tabela 26: Concentração de Escândio (µg/L) ................................................................... 105
Tabela 27: Concentração de Estrôncio (µg/L) ................................................................... 106
Tabela 28: Concentração de Titânio (µg/L) ........................................................................ 107
Tabela 29: Concentração de Vanádio (µg/L) ..................................................................... 108
Tabela 30: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 1º campo.
................................................................................................................................................... 109
Tabela 31: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 1º campo.
................................................................................................................................................... 110
Tabela 32: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 2º campo.
................................................................................................................................................... 111
Tabela 33: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 2º campo.
................................................................................................................................................... 112
Tabela 34: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 3º campo.
................................................................................................................................................... 113
Tabela 35: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 3º campo.
................................................................................................................................................... 114
v
LISTAS DE FIGURAS
Figura 1.1: Distribuição das Bacias Hidrográficas em Minas Gerais. ............... 16
Figura 1.2: Mapa das Sub-Bacias do rio Doce. Fonte: PIRH. .......................... 20
Figura 1.3: Representação da UPGRH do rio Piranga. Fonte: IGAM ............... 22
Figura 1.4: Mapa de qualidade das águas da bacia do rio Doce - 2º trimestre de
2013. ................................................................................................................ 23
Figura 1.5: Mapa de qualidade das águas da bacia do rio Doce - 3º trimestre de
2013. ................................................................................................................ 24
Figura 1.6: UPGRH DO1 – destaque das UC existentes na região e a estreita
relação com os pontos de amostragens. .......................................................... 29
Figura 1.7: Mapa de solos da bacia do rio Doce. Fonte: PIRH......................... 30
Figura 1.8: mapa de suscetibilidade à erosão na bacia do rio Doce (PIRH Bacia
do Rio Doce, 2010). ......................................................................................... 31
Figura 1.9: mapa de uso potencial e especial para mineração (PIRH Bacia do
Rio Doce, 2010). .............................................................................................. 32
Figura 2.1: Identificação e localização dos pontos de amostragens. ............... 35
Figura 2.2: coletor de balde. ............................................................................. 36
Figura 2.3: coletor de garrafa. .......................................................................... 37
Figura 2.4: utilização do multiparâmetro para determinação de parâmetros
variados in situ. ................................................................................................ 38
Figura 2.5: análise titulométrica de alcalinidade - LSA ..................................... 39
Figura 2.6: procedimento de análise de sulfatos - LSA. ................................... 40
Figura 2.7: amostras destinadas ao LsQA e Lab. de Espectrometria de massas.
......................................................................................................................... 41
Figura 2.8: Análise de coliformes termotolerantes. A presença de fluorescência
demonstra resultado positivo para a presença destes microorganismos –
LaQUA. ............................................................................................................ 42
Figura 3.1: Gráfico de temperatura (ºC) X ponto amostral, nas 3 campanhas de
coletas. ............................................................................................................. 45
Figura 3.2: Gráfico turbidez (NTU) X ponto amostral, nas 3 campanhas de
coletas. ............................................................................................................. 46
Figura 3.3 e 3.4: Esquerda – 1º campo; direita – 2º campo ............................. 47
Figura 3.5: Condutividade elétrica X ponto amostral, nas 3 campanhas de
coletas. ............................................................................................................. 48
Figura 3.6: STD X ponto amostral, nas 3 campanhas de coletas..................... 49
Figura 3.7: Alcalinidade X ponto amostral, nas 3 campanhas de coletas. ....... 50
Figura 3.8: Variação do nível de OD na bacia do rio Casca. ............................ 52
Figura 3.9: Variação do nível de pH na bacia do rio Casca. ............................ 53
Figura 3.10:Variação do nível de Sulfato na bacia do rio Casca. ..................... 54
Figura 3.11: Variação do nível de cloreto na bacia do rio Casca. ................... 55
Figura 3.12: Variação da concentração de Ca na bacia do rio Casca. ............. 57
Figura 3.13: Variação da concentração de Mg na bacia do rio Casca. ............ 58
vi
Figura 3.14: Correlação positiva entre Ca e Mg na bacia do rio Casca – 1º
campo. ............................................................................................................. 58
Figura 3.15: Correlação positiva entre Ca e Mg na bacia do rio Casca – 2º
campo. ............................................................................................................. 59
Figura 3.16: Correlação positiva entre Ca e Mg na bacia do rio Casca – 3º
campo. ............................................................................................................. 59
Figura 3.17: Concentração de Fe na sub bacia do rio Casca. ......................... 60
Figura 3.18: Concentração de Mn na sub bacia do rio Casca. ......................... 61
Figura 3.19: Correlação entre Mn e Fe na sub bacia do rio Casca – 2º campo.
......................................................................................................................... 61
Figura 3.20: Variação da concentração de K na sub bacia do rio Casca. ........ 62
Figura 3.21: Variação da concentração de Sódio na sub bacia do rio Casca. . 63
Figura 3.22: Correlação entre Na e K na sub bacia do rio Casca – 1º campo. 64
Figura 3.23: Correlação entre Na e K na sub bacia do rio Casca – 2º campo. 64
Figura 3.24: Correlação entre Na e K na sub bacia do rio Casca – 3º campo. 65
Figura 3.25: Concentração de Al na sub bacia do rio Casca. .......................... 66
Figura 3.26: Concentração de Ba na sub bacia do rio Casca. ......................... 66
Figura 3.27: Concentração de P sub bacia do rio Casca. ................................ 68
Figura 3.28: Concentração de S sub bacia do rio Casca. ................................ 69
Figura 3.29: Concentração de Sr sub bacia do rio Casca. ............................... 70
Figura 6.1: Vista do ponto WGRC01 – período chuvoso (campo 1)............... 116
Figura 6.2: Vista do rio Casca no período chuvoso (campo 1). ...................... 117
Figura 6.3: vista de tributário do rio Casca em período chuvoso.................... 117
Figura 6.4: Vista do rio Casca no período chuvoso (campo 1). ...................... 118
Figura 6.5: Vista do Ribeirão Piscamba no período chuvoso (campo 1). ...... 118
Figura 6.6: Vista do rio Casca no período chuvoso – ponto WGRC15 (campo
1). ................................................................................................................... 119
Figura 6.7: Vista do Córrego do Anta (WGRC29) no período chuvoso. ......... 119
Figura 6.8: Vista do rio Casca no período seco – ponto WGRC01 (campo 2).
....................................................................................................................... 120
Figura 6.9: Vista do rio Casca no período seco (campo 2). ........................... 120
Figura 6.10: Vista do Córrego do São Joãlo no período seco (campo 2). ...... 121
Figura 6.11: Vista do rio Casca no período seco (campo 1)........................... 121
Figura 6.12: Vista do rio Casca no período seco – Registro de dragagem para
extração de areia (campo 2)........................................................................... 122
Figura 6.13: Vista do Córrego do Jacaré no período seco (campo 2). ........... 122
Figura 6.14: Ponto WGRC15 – registro de criação de porcos às margens do rio
Casca. ............................................................................................................ 123
Figura 6.15: Realização de cultivo de cana nas proximidades do rio Casca. . 123
Figura 6.16.: registro de processos erosivos nas vias de acesso ao rio Casca.
....................................................................................................................... 124
Figura 6.17: registro de processos erosivos nas proximidades rio Casca. ..... 124
Figura 6.18: Ponto WGRC09 – próximo da Ponte Jacaré – período seco. .... 125
vii
Figura 6.19: Realização de criação de gado nas proximidades de tributário do
rio Casca. ....................................................................................................... 125
Figura 6.20: Vista do Ribeirão Piscamba no período seco (campo 2). ........... 126
Figura 6.21: Vista do Ribeirão Piscamba no período seco (campo 2)............ 126
Figura 6.22: Vista da ocupação das proximidades do rio Casca. ............... 12728
Figura 6.23: Ponto WGRC30 – região central do Município de Rio Casca. 12728
Figura 6.24: Ponto de análise sobre a ponte do Jacaré no período chuvoso.............129
viii
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
Al – Alumínio;
AMM – Associação Mineira de Municípios;
ANA – Agência Nacional de Águas;
As – Arsênio;
Ba – Bário;
Be – Berílio;
Bi – Bismuto;
Ca – Cálcio;
Cd – Cádmio;
CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental;
Cm – centímetro;
Co – Cobalto;
CO2 – Dióxido de Carbono;
CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente;
Cr – Cromo;
Cu – Cobre;
DBO – Demanda bioquímica de oxigênio;
DEGEO – Departamento de Geologia;
DQO – Demanda química de oxigênio;
Fe – Ferro;
WGRC – Wellington Glória Rio Casca;
GPS – Sistema de posicionamento global;
H – Hidrogênio;
Hg – Mercúrio;
IAP – Índice de Qualidade das Águas Brutas para Fins de Abastecimento
Público;
IB – Índice de Balneabilidade;
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística;
ICF – Índice de Comunidade Fitoplanctônica;
ICP-OES – Espectrometria de emissão óptica com plasma indutivamente
acoplado;
IET – Índice do Estado Trófico;
IGAM – Instituto Mineiro de Gestão das Águas;
IQA – Índice de Qualidade das Águas;
ix
ISTO – Índice de Substância Toxicas e Organolépticas;
IVA – Índices de Qualidade das Águas para Proteção da Vida Aquática e de
Comunidades Aquáticas;
K – Potássio;
Kg – Quilograma;
Km – Quilômetros;
L – Litro;
LaQua – Laboratório de Qualidade de Águas;
LGqA – Laboratório de Geoquímica Ambiental;
Li – Lítio;
LQ - Limite de Quantificação
M – Metros;
Mg – Magnésio;
MG – Minas Gerais;
mg – miligrama;
mL – mililitro;
Mm – milímetros;
MMA – Ministério do Meio Ambiente;
Mn – Manganês;
Mo – Molibdênio;
Na – Sódio;
Ni – Níquel;
NMP – Número mais provável;
OD – Oxigênio dissolvido;
OH – Hidróxido;
P – Fósforo;
Pb – Chumbo;
PFTHM – Potencial de Formação de Trihalometanos;
pH – Potencial hidrogeniônico;
PIB – Produto Interno Bruto;
PIRH – Plano Integrado de Recursos Hídricos;
POR – Potencial de oxidação e redução;
Ppm – Partes por milhão;
S – Enxofre;
Sb – Antimônio;
x
Sc – Escândio;
Si – Silício;
Sr – Estrôncio;
STD – Sólidos totais dissolvidos;
Ti – Tálio;
Th – Tório;
TXRF – Técnica de Fluorescência de Raios X por reflexão total;
V – Vanádio;
UFOP – Universidade Federal de Ouro Preto;
VI – Valor de Intervenção;
VP – Valor de Prevenção;
VRQ – Valor de Referência de Qualidade;
Y – Ítrio;
Zn – Zinco;
Zr – Zircônio;
μm – micrometro;
μg – micrograma;
µS – microSiemens;
ºC – grau Celsius;
xi
RESUMO
A avaliação da qualidade da água é um fator muito importante para a
implementação de uma gestão eficiente dos recursos hídricos disponíveis. No presente
caso, os resultados das investigações na bacia Rio Casca, um rio fonte de Alto Rio Doce
são apresentados. A área de estudo situa-se na parte oriental do estado brasileiro de
Minas Gerais. Entre março e dezembro de 2013, amostras de água foram coletadas em
30 pontos: dois na estação chuvosa (verão), e uma na estação seca (inverno). Os
parâmetros físico-químicos: pH, oxigênio dissolvido - OD, potencial de oxidação e
redução - ORP, sólidos totais dissolvidos - TDS, condutividade, resistividade,
temperatura e turbidez foram medidos in situ. Os valores de alcalinidade, sulfato e
cloreto foram determinados por meio de métodos químicos clássicos (titulação). Os
elementos químicos foram determinados por ICP-OES e TXRF. As bactérias coliformes
totais e (Escherichia coli) foram analisados por meio de ensaio imunossorvente de
enzima -linked - método Colilert 24 horas (IDEXX, USA).
De modo geral os parâmetros turbidez, OD, STD, ORP, cloreto e condutividade
elétrica, apresentaram valores superiores nos períodos chuvosos. Em contrapartida, no
período seco, os valores determinados de sulfeto e alcalinidade apresentaram poucas
variações superiores, obedecendo ao previsto em função da sazonalidade. Os
resultados analisados registram em maiores concentrações dos elementos químicos no
período chuvoso, que mostraram valores constantes de Al, Fe, Mn, Ca, K, Mg, Na, P, S,
Si, Ba e Sr, além da presença menos frequente de Cu e Ti, em variações mais
significantes nos pontos WGRC10 (10,87 µg/L) e WGRC5 (6,70 µg/L), respectivamente.
Estes elementos refletem as condições litológicas (Ortognaisse - Charnockito Enderbite - Tonalito) na região. Ainda não está claro se isso pode ser atribuído à
geologia local ou influências antropogênicas.
Outro aspecto de relevância é a presença constante de coliformes fecais,
indicando a estreita relação entre as atividades de ocupação do local e o uso das águas,
bem como a necessidade de controle local. Em conformidade com a legislação
ambiental, a bacia do rio Casca deve atender os preceitos aplicáveis ao enquadramento
Classe 2, de acordo com a Resolução CONAMA 357/05 e 430/11, devendo portanto,
receber medidas de controle, recuperação e conservação da qualidade das águas, para
que desta forma atenda as premissas estabelecidas para seus usos.
Palavras-Chave – Rio Casca, recursos hídricos, degradação ambiental,
hidroquímica.
xii
ABSTRACT
The assessment of water quality is a very important factor for the implementation
of an efficient management of available water resources. In the present case, the results
of investigations in River Casca basin, a source river of the upper River Doce are
presented. The study area is situated in the Eastern part of the Brazilian state of Minas
Gerais. Between March and December 2013, water samples were taken at 30 points:
two in the rainy season (summer), and one in the dry season (winter). The physicalchemical parameters: pH, dissolved oxygen - OD , oxidation and reduction potential ORP , total dissolved solids - TDS , conductivity, resistivity , temperature and turbidity
were measured in situ. The values of alkalinity, sulfate and chloride were determined by
classical chemical methods (titration). The chemical elements were determined by ICPOES. The coliform bacteria (total and Escherichia coli) were analyzed via enzyme -linked
immunosorbent assay - Colilert method 24 hours (IDEXX , USA).
In general the parameters turbidity, OD, STD, ORP, conductivity and chloride,
showed higher values during the rainy season, however in the dry season the values
determined sulfide and alkalinity showed small variations above, following the expected
due to seasonality. The chemicals analyzed were determined in highest concentration in
the rainy season, the constant presence of Al, Fe, Mn, Ca, K, Mg being checked, Na, P,
S, Si, Ba and Sr, in addition to less frequent presence of Cu and Ti, more significant
changes in WGRC10 (10,87 µg/L) and WGRC5 (6,70 µg/L), respectively points. These
elements reflect the lithological conditions (orthogneiss - Charnockite - Enderbite tonalite) in the region. Cu and Ti were significant differences in some points. It is not yet
clear whether this can be attributed to local mineralization or anthropogenic influences.
Another relevant aspect is the constant presence of fecal coliforms, indicating the
close relationship between the activities of occupation of the site and the use of water.
In accordance with environmental legislation, the Bark River basin must meet the
provisions applicable to Class 2 frame, according to CONAMA Resolution 430/11 and
357/05 and should therefore receive control measures, recovery and conservation of the
quality of waters, so this way meets the assumptions established for their use.
Keywords – River Casca, water resources, environmental sanitation, geochemistry.
13
CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO
1. APRESENTAÇÃO
A água é o recurso natural que representa maior influência sobre os
organismos vivos, atuando como um fator essencial para a garantia da vida em
nosso planeta. Quimicamente definida como um composto inorgânico, ela pode
representar, em alguns seres vivos, cerca de 98% de sua matéria.
Além de ser um dos principais constituintes da matéria viva, a água é
responsável pelo transporte de inúmeras substâncias através dos sistemas de
disponibilização de nutrientes, sais minerais, entre outros e pelo controle de
temperatura de ambientes, bem como dos organismos. Vários estudos apontam
que as águas em nosso planeta estão distribuídas nas seguintes proporções:
aproximadamente 97% de águas salgadas, 2,2% nas geleiras e 0,8% sob forma
consumível, água doce, sendo esta última forma subdividida em 97% de água
subterrânea e 3% de água superficial.
Com base nesse cenário podemos considerar o Brasil como um país
privilegiado. Porém, a distribuição da água não ocorre de forma homogênea,
uma vez que 73% dessa água doce disponível em território nacional encontrase no norte, região menos industrializada e menos povoada. Restando aos
demais habitantes e empreendimentos, encontrados nos demais centros apenas
27% da capacidade hídrica do país (BENEVIDES e BEEKMAN, 1995; SETTI e
LIMA, 2001).
O uso adequado dos recursos naturais, principalmente dos hídricos, vem
sendo considerado de grande importância, pois a água está presente em toda a
biosfera: nos corpos d’água, no ar, no solo, no subsolo e nos seres vivos e
desempenha importantíssima função em quase todas as atividades humanas,
econômicas, sociais, culturais e até religiosas (FELDMANN, 1992).
A qualidade da água é resultante de fenômenos naturais e da atuação do
homem. De maneira geral, pode-se dizer que a qualidade de uma determinada
14
água é função das condições naturais e do uso e da ocupação do solo na bacia
hidrográfica (VON SPERLING, 2008).
Sob condições naturais, a qualidade da água é influenciada, sobretudo,
pelos mecanismos e fluxos dos ciclos hidrogeoquímicos, destacando-se o
volume de precipitação, o escoamento superficial das águas (controlado por
fatores como a cobertura vegetal), as formas e quantidade de infiltração no solo,
além das características ainda mais específicas para cada região hidrográfica
em análise como a composição das rochas e dos solos, as influências climáticas
ou outros fatores físicos. Sob influência das condições antrópicas destaca-se a
alteração da qualidade das águas por fatores estreitamente relacionados ao uso
e ocupação das áreas, ou seja, as atividades desempenhadas em determinadas
regiões exercem considerável relação com a degradabilidade das condições
naturais locais, além de promoverem a alteração dos mecanismos e fluxos
naturais citados anteriormente.
Desta forma, considerando a pequena porção de água disponível para
uso, comparada à quantidade de água existente no planeta e considerando as
particularidades que podem resultar no comprometimento desta, conhecer a
qualidade da coleção hídrica torna-se um fator de extrema relevância, para o
planejamento e operação de um sistema eficiente de gerenciamento de recursos
disponíveis. Neste sentido a adoção uma unidade espacial para estudo e
aplicação de mecanismos de conservação e controle da qualidade das águas é
essencial. Sendo assim é de extrema relevância a definição/ delimitação das
bacias, sub-bacias, regiões e sub-regiões hidrográficas.
A definição da unidade espacial supracitada deve resultar em benefícios
significantes para o desenvolvimento social, ambiental e econômico de uma
região e sua integração com outras regiões dela dependentes (direta ou
indiretamente). Em 1997, a Política Nacional de Recursos Hídricos, instituída
pela Lei nº 9.433 em 8 de janeiro, incorpora princípios e normas para a gestão
de recursos hídricos, adotando a definição de bacias hidrográficas como unidade
de estudo e gestão. Assim, é de grande importância para gestores e
pesquisadores a compreensão do conceito de bacia hidrográfica e de suas
subdivisões (TEODORO et al, 2007).
15
Em uma concepção geral, entende-se por bacia hidrográfica a área da
superfície da terra, limitada pelos divisores topográficos de água, e que faz
convergir todo escoamento natural de água e materiais diversos para o rio
principal, que por sua vez leva-os para uma saída em comum. Ela é formada por
três elementos básicos: os divisores de água, as vertentes e a rede de drenagem
(COELHO NETO, 2001).
Considerando tais características, o Estado de Minas Gerais compreende
dez Bacias hidrográficas (figura 1.1), sendo a bacia hidrográfica do rio Doce a
unidade territorial foco dos estudos realizados neste trabalho, que integra a
sequência de trabalhos já realizados na própria UFOP como as pesquisas de
FUKUZAWA (2008), SILVA (2010), LIMA (2009), GOULART (2008) e LACERDA
(2013). Especificamente, verificam-se neste estudo as contribuições do rio
Casca, integrante da sub-bacia do rio Piranga – DO1, para as condições de
saúde ambiental da bacia do rio Doce.
Para tanto, foi realizado um estudo mais minucioso das condições
ambientais do rio Casca, sobretudo, no intuito de conhecer as interações
existentes neste que resultam em contribuições ambientalmente negativas para
a qualidade das águas da bacia do rio Doce. Desta forma, foram caracterizadas
possíveis degradações ambientais e identificados os fatores geradores de tal
condição, sempre que possível. Foram realizadas três amostragens de água,
sendo a primeira executada durante a estação chuvosa (verão), a segunda
durante a estação seca (inverno) e a terceira no início da estação chuvosa
subsequente, ao longo do rio Casca e em alguns de seus tributários.
16
Figura 1.1: Distribuição das Bacias Hidrográficas em Minas Gerais.
As amostragens foram realizadas garantindo-se a execução das análises
dos parâmetros físico-químicos in situ, pH, sólidos totais dissolvidos (STD),
condutividade, temperatura, resistividade, potencial de oxidação-redução (POR),
oxigênio dissolvido (OD) e turbidez e em laboratório, alcalinidade, sulfatos,
cloretos, coliformes totais, coliformes termotolerantes e elementos químicos, Al,
17
As, Ba, Be, Ca, Cd, Co, Cr, Cu, Fe, K, Li, Mg, Mn, Mo, Na, Ni, P, Pb, S, Sc, Si,
Sn, Sr, Ti, V, Y e Zn.
Os parâmetros analisados foram determinados em função daqueles
estabelecidos legalmente através da Portaria do Ministério da Saúde nº 2914, de
12 de dezembro de 2011, que dispõe sobre os procedimentos de controle e de
vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de
potabilidade; bem como pelas Resoluções CONAMA nº 357, de 17 de março de
2005 e CONAMA nº 430, de 13 de maio de 2011, que dispõem sobre as
condições e padrões de lançamento de efluentes.
A região estudada apresenta uma economia bem diversificada baseada
principalmente na mineração e na agropecuária. Dessa forma, uma
caracterização da bacia do rio Casca em seus aspectos demográficos,
geográficos, econômicos, políticos, sociais e ambientais torna-se importante,
pois através dela será possível obter uma melhor análise para os resultados
encontrados, distinguindo se os dados encontrados são de origens antrópicas
ou não.
Os resultados desse estudo proporcionam o conhecimento mais preciso
das condições a região da bacia do rio Casca sob os aspectos investigados e
geram dados e informações que permitem integrar ao diagnóstico da bacia do
rio Doce relevantes contribuições, atuando desta forma como importante
componente para o estabelecimento de procedimentos e mecanismos de gestão
das águas na região de influência da referida bacia.
1.1. OBJETIVO
OBJETIVO GERAL
Com base nas Resoluções CONAMA nº 357/2005 e nº 430/ 2011, este
estudo tem por finalidade realizar o diagnóstico ambiental da bacia do rio Casca,
através da caracterização da qualidade das água, bem como levantar as
18
possíveis fontes de contribuição para a degradabilidade das condições da
coleção hídrica analisada.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Para os fins de concretização do objetivo geral deste estudo, foram
estabelecidos os seguintes objetivos específicos:

Caracterização dos parâmetros físico-químicos das águas - pH,
temperatura, oxigênio dissolvido, condutividade elétrica, resistividade,
sólidos totais dissolvidos, potencial de oxidação-redução e turbidez in
situ.

Caracterização ânions predominantes nas das águas através da
alcalinidade, sulfato, cloreto em laboratório.

Caracterização os parâmetros biológicos (coliformes totais e coliformes
termotolerantes - Escherichia coli) das águas.

Determinação os elementos químicos: Al, As, Ba, Be, Ca, Cd, Co, Cr, Cu,
Fe, K, Li, Mg, Mn, Mo, Na, Ni, P, Pb, S, Sc, Si, Sn, Sr, Ti, V, Y e Zn nas
águas, por Espectrofotômetro de Emissão Atômica com Fonte de Plasma
– ICP-OES e por Fluorescência de Raios-X por Reflexão Total - TXRF.

Verificação das alterações espaciais e temporais, bem como seus efeitos
sobre a qualidade das águas, com o intuito de apontar as prováveis
tendências de surgimento e/ou intensificação dos efeitos negativos
adversos incidentes sobre a bacia do rio Casca.

Caracterização a bacia hidrográfica do rio Casca em seus aspectos
demográficos, geológicos, geográficos, econômicos, políticos, sociais e
ambientais;

Monitoramento hidroquímico sazonal dos parâmetros físico-químicos
acima citados e da qualidade de água.
Todos os objetivos foram
estabelecidos afim
de
produzir um
conhecimento abrangente sobre as condições da bacia do rio Casca, buscando
19
sobretudo a integralização dos estudos que já vem sendo realizados na bacia do
rio Doce, dando seguimento às pesquisas do projeto de avaliação da
contaminação e a inter-relação entre diversidade geoquímica/ geológica e
qualidade das águas da Bacia do rio Doce.
Este diagnóstico ambiental deverá servir de base para a realização de um
prognóstico sobre a região, permitindo a integração das análises ambientais, sob
diversas perspectivas que compõem um plano de gerenciamento em uma bacia
hidrográfica, ou seja, deverá permitir a compreensão das dinâmicas que
sustentam e garantem a sanidade ambiental da coleção hídrica em estudo.
1.2.
LOCALIZAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA BACIA DO RIO DOCE
A bacia do rio Doce situa-se na região Sudeste, entre os paralelos 17°45'
e 21°15' S e os meridianos 39°30' e 43°45' W, integrando a região hidrográfica
do Atlântico Sudeste. Tal bacia possui uma área de drenagem de
aproximadamente 86.715 km², dos quais 86% pertencem ao Estado de Minas
(figura 1.2). O rio Doce possui 879 km de extensão, intercepta 229 municípios e
atende as necessidades de aproximadamente 3.294.000 habitantes. As
principais atividades realizadas nas áreas de influência do rio Doce são
mineração, siderurgia, silvicultura e agropecuária.
O rio Doce tem sua nascente nas serras da Mantiqueira e do Espinhaço,
e percorre cerca de 850 Km até atingir o Estado do Espírito Santo. Em Minas
Gerais, os principais afluentes do rio Doce, são os rios do Carmo, Piracicaba,
Santo Antônio, Corrente Grande, Suaçuí Grande, Casca, Matipó, Caratinga e
Manhuaçu.
20
Figura 1.2: Mapa das sub-bacias do rio Doce. Fonte: PIRH.
Acesso em: <http://www.riodoce.cbh.gov.br>
No estado de Minas Gerais a bacia do rio Doce é dividida em seis
Unidades de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos (UPGRHs), com
Comitês de Bacia já estruturados (figura 1.1), conforme segue:
 DO1 – Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Piranga;
 DO2 – Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Piracicaba;
 DO3 – Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Santo Antônio;
 DO4 – Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Suaçuí;
 DO5 – Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Caratinga; e
 DO6 – Comitê de Bacia Hidrográfica Águas do rio Manhuaçu.
Sendo o rio Casca componente da DO1 – Comitê de Bacia Hidrográfica do
rio Piranga, juntamente com os rios Piranga, Carmo e Matipó.
21
1.3.
CARACTERIZAÇÃO DA BACIA DO RIO CASCA
A sub Bacia do rio Casca (figura 1.3) possui uma área de drenagem de
2.510,63 Km², integrando os 17.571,37 km² de área de drenagem da UPGRH
Piranga (DO1). Em tal bacia, assim como nas demais que compõem a DO1, são
predominantes as atividades de extração de argila de areia, agricultura e
pecuária, além de registros significativos de atividades de silvicultura.
Nas áreas que circundam os sítios de amostragem, com exceção dos sítios
localizados dentro dos Municípios de Rio Casca (na região central) e Pedra do
Anta, predominam as atividades de agricultura e pecuária, de forma intensa e
com estreita proximidade aos pontos de amostragens.
O Município de Rio Casca possui uma Pequena Central Hidroelétrica – PCH,
utilizando o rio Casca como fonte de geração de aproximadamente 18 MW, em
fase de outorga, além disso, sobre o rio Casca existem outras duas PCHs, em
fase de construção, que juntas fornecerão aproximadamente 32,40 MW, ambas
na cidade de Jequeri.
Este estudo foi realizado no trecho do rio Casca compreendido os municípios
de Águas Férreas, Jurumirim, Rio Casca, Santo Antônio do Grama, Piscamba,
Jequeri e São Miguel do Anta.
22
Figura 1.3: Representação da UPGRH do rio Piranga. Fonte: IGAM
Acesso: <http://www.igam.mg.gov.br/images/stories/mapoteca>
1.4.
QUALIDADE DAS ÁGUAS DO RIO CASCA
A população da região que compreende a bacia do rio Casca apresenta
significante estreitamento com o uso da coleção hídrica local. Tal condição é
facilmente percebida in situ, evidenciada principalmente pela proximidade de
áreas ocupadas às margens do rio Casca e de seus tributários.
Conforme relatório de áreas outorgadas disponibilizado pelo IGAM
(através do sítio eletrônico: <www.igam.mg.gov.br>), de 2003 a 2008 foram
concedidas 34 outorgas de uso das águas da sub bacia do rio Casca,
representando uma vazão total de 283,83 m³/h. Tal vazão, em sua maioria, é
destinada ao consumo humano e dessedentação de animais, sendo
23
aproximadamente 20% da vazão total destinada ao uso em atividades
industriais.
De acordo com os relatórios da trimestrais de qualidade das águas de
Minas Gerais emitidos pelo IGAM, no ano de 2013, ano das coletas realizadas
neste estudo, as águas do rio Casca (Estação RD018, localizada no município
de Águas Férreas) apresentaram IQA Ruim e Médio, no segundo e terceiro
trimestre respectivamente (figuras 1.4 e 1.5).
Figura 1.4: Mapa de qualidade das águas da bacia do rio Doce - 2º trimestre de
2013.
As águas do rio Casca são classificadas como Classe 2 e de acordo com
os relatórios supracitados, bem como com o histórico de análises Estação
RD018, estas águas não atenderam aos limites determinados pela DN
COPAM/CERH 01/08, no 2º trimestre de 2013 diante dos parâmetros E. colli,
fósforo total, Mg total, sólidos em suspensão totais e turbidez, excedendo os
limites em 15900%, 540%, 1149%, 3688% e 2464%, respectivamente. Tal
relatório apresenta histórico de descumprimento dos referidos padrões no
mesmo período dos dois anos anteriores e sugere como principais fontes de
poluição as atividades de agricultura, pecuária e o lançamento de esgotos,
realizados no município de Rio Casca e outros distritos.
24
Figura 1.5: Mapa de qualidade das águas da bacia do rio Doce - 3º trimestre de
2013.
1.5.
APARATO LEGAL DE REFERÊNCIA
De modo geral, com o aumento das demandas pelo uso das águas e
consequentemente acompanhando na necessidade recorrente de ser realizar o
controle dos processos de disponibilização deste recurso e compatibilização
como seu uso racional, vem crescendo também as preocupações com o
estabelecimento de normas, instruções e padrões que norteiam tal utilização. O
estudo da qualidade das águas tem se tornado cada vez mais relevante,
sobretudo a partir da instituição da Política Nacional dos Recursos Hídricos, Lei
Federal nº 9433, de 8 de janeiro de 1997.
Tal instituição legal deu início ao estabelecimento e implantação dos
instrumentos de gestão dos recursos, os quais devem estar sempre amparados
sobre o conhecimento e caracterização da coleção hídrica na qual estes serão
aplicados.
25
1.5.1. RESOLUÇÃO CONAMA 357/2005
A Resolução CONAMA nº 357, instituída em 17 de março de 2005, dispõe
sobre a classificação e diretrizes ambientais que possibilitam o enquadramento
de corpos de água superficiais, estabelecendo condições e padrões de
lançamento de efluentes.
Através do Art. 3º, Capítulo II, ficou estabelecido que as águas doces,
salobras e salinas do Território Nacional são classificadas, segundo a qualidade
requerida para os seus usos preponderantes, em treze classes de qualidade
(CONAMA Nº357/2005). Isso significa a classificação das águas é realizada em
função dos seus possíveis usos, sendo definido no parágrafo único do mesmo
artigo, que as águas de melhor qualidade podem ser aproveitadas em uso menos
exigente, desde que este não prejudique a qualidade da água, atendidos outros
requisitos pertinentes.
Às águas doces (foco deste estudo) são atribuídas as seguintes
classificações, conforme Art. 4º da Resolução CONAMA 357/2005:
I - classe especial: águas destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção;
b) a preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e,
c) a preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de
proteção integral.
II - classe 1: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;
b) a proteção das comunidades aquáticas;
c) a recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e
mergulho, conforme Resolução CONAMA nº 274, de 2000;
d) a irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se
desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de
película; e
26
e) a proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.
III - classe 2: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;
b) a proteção das comunidades aquáticas;
c) a recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e
mergulho, conforme Resolução CONAMA nº 274, de 2000;
d) a irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de
esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e
e) a aquicultura e a atividade de pesca.
IV - classe 3: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou
avançado;
b) a irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;
c) a pesca amadora;
d) a recreação de contato secundário; e
e) a dessedentação de animais.
V - classe 4: águas que podem ser destinadas:
a) a navegação; e
b) a harmonia paisagística.
Ainda de acordo com a Resolução CONAMA 357/2005, em seu Art. 42,
enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas doces serão
consideradas classe 2, [...], exceto se as condições de qualidade atuais forem
melhores,
o
que
determinara
a
aplicação
da
classe mais
rigorosa
correspondente. Desta forma, defini-se como classe 2 os sítios de amostragens,
para os fins de análises dos resultados obtidos.
A Portaria do Ministério da Saúde nº 2.914, instituída em 12 de dezembro
de 2001, dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade
da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, ou seja,
estabelece os padrões de potabilidade da água, o Índice de Qualidade das
27
Águas – IQA. Tal aparato legal nos servirá como base de avaliação das
condições de qualidade das águas investigadas a partir da segunda campanha
de amostragens, sendo, portanto atribuídos conceitos aos pontos investigados
em função dos parâmetros analisados, bem como sendo definido o conceito
geral do trecho do rio Casca foco do estudo.
1.5.2. RESOLUÇÃO CONAMA 430/2011
Dispõe sobre condições, parâmetros, padrões e diretrizes para gestão do
lançamento de efluentes em corpos de água receptores, alterando parcialmente
e complementando a Resolução nº 357, de 17 de março de 2005, do Conselho
Nacional do Meio Ambiente-CONAMA. Esta Resolução adota diversas
definições, em complementação àquelas contidas no art. 2 o da Resolução
CONAMA no 357, de 2005. Além de estabelecer novas condições e padrões de
lançamentos de efluentes.
1.6.
ASPECTOS LOCAIS: O MEIO NATURAL
1.6.1. CLIMA
Segundo a classificação de Köppen, identificam-se basicamente três
tiposclimáticos na bacia do rio Doce: tropical de altitude com chuvas de verão e
verões frescos, presente nas vertentes das serras da Mantiqueira e do
Espinhaço e nas nascentes do rio Doce; tropical de altitude com chuvas de verão
e verões quentes, presente nas nascentes de seus afluentes; e clima quente com
chuvas de verão presente nos trechos médio e baixo do rio Doce e de seus
afluentes.
O regime pluviométrico na bacia é caracterizado por dois períodos bem
distintos. O período chuvoso que se estende de outubro a março (período das
coletas 1 e 3), com maiores índices no mês de dezembro; e o período seco que
28
se estende de abril a setembro (período da coleta 2), com estiagem mais crítica
de junho a agosto.
1.6.2. VEGETAÇÃO
A 98% de área da bacia do Rio Doce está inserida no Bioma Brasileiro
denominado Mata Atlântica, sendo o restante pertencente ao Bioma Cerrado. A
Mata Atlântica compreende a cobertura florestal que se estende sobre a cadeia
montanhosa litorânea ao longo do Oceano Atlântico, nas regiões Nordeste,
Sudeste e Sul do Brasil, incluindo também o leste do Paraguai e Missiones, na
Argentina. Além de ser um dos maiores repositórios de biodiversidade do
planeta, o bioma Mata Atlântica é considerado um dos mais importantes e
ameaçados do mundo (IPEMA, 2005).
O Cerrado é uma unidade ecológica típica da zona tropical, caracterizado
por uma vegetação de fisionomia e flora próprias. Dentro do Bioma Cerrado,
cerca de 85% do terreno é coberto com a vegetação típica de savana,
apresentando vários graus de densidade. O restante é composto por áreas
florestadas de fundo de vale, ou por veredas, além de manchas de floresta em
terrenos de interflúvio (EITEN, 1994).
Conforme verificação in situ a área de estudo apresenta-se intensamente
ocupada nos pontos próximos aos centros urbanos, a exemplo, na região central
de Rio Casca (WGRC30), o que determinou a retirada significativa da cobertura
vegetal destas regiões. Também cabe destaque para os pontos determinados
nos municípios de Jequeri, Pedra do Anta e Canaã (figura 1.6), visto a
proximidades destes com Unidades de Conservação existentes na região.Tal
fator auxilia de forma significativa na promoção do comprometimento da
sanidade ambiental da coleção hídrica em estudo. Nos pontos localizados em
zonas rurais verificou-se a presença de cultivo de eucaliptos e atividades
canavieiras, dentre outras atividades, substituindo e intensificando a redução de
espécies vegetais naturais da região.
29
Figura 1.6: Destaque das UC existentes na região e a estreita relação com os
pontos de amostragens.
30
1.6.3. SOLOS
Na bacia do Rio Doce predominam Latossolos Vermelho Amarelos e
Argissolos Vermelhos perfazendo 77,2% da área da bacia, conforme pode ser
visualizado no mapa de solos da bacia do rio Doce da (figura 1.7) (IGAM, 2010).
Figura 1.7: Mapa de solos da bacia do rio Doce. Fonte: Plano Integrado de
Recursos Hídricos.
Acesso em, janeiro de 2013. <http://www.riodoce.cbh.gov.br>
Na região cortada pelo Rio Casca, predominam latossolos vermelhoamarelos são solos profundos ou muito profundos, com aparência relativamente
bem individualizada, devido à distinção de cor, especialmente entre os
horizontes A e B.
Solos como os supracitados são normalmente muito porosos, mesmo
aqueles com elevados teores de argila. A textura é muito variada, sendo
encontrados teores de argila de 15% a mais de 80%. São solos
predominantemente distróficos ou álicos, com alguns poucos eutróficos. São
solos bem a acentuadamente drenados, ocorrendo aqueles com drenagem
31
moderada e até com tendência a imperfeita. Tais características associadas às
formas de uso e ocupação inadequadas na região podem acarretar em formação
de processos erosivos de importante significância, contribuindo desta forma para
a degradabilidade da coleção hídrica da região.
A região da bacia do Rio Casca apresenta significativa susceptibilidade a
processos erosivos (figura 1.8). Esta sensibilidade é resultante, de modo geral,
de um conjunto de fatores, como as características da chuva, a topografia, e a
ocorrência de solos mais vulneráveis ao processo erosivo. Outros termos são
utilizados para exprimir essa fragilidade, como potencialidade erosiva (IGAM,
2010).
Figura 1.8: mapa de suscetibilidade à erosão na bacia do rio Doce (PIRH Bacia do
Rio Doce, 2010).
Tal susceptibilidade é resultante da combinação dos fatores gênicos da
região de estudo associados às práticas de utilização da mesma, ou seja, a
promoção de alterações de forma macro ou micro, das condições topográficas,
do escoamento de superfícies, do clima, entre outros fatores. No entanto, a
ocupação destas regiões é historicamente inevitável, cabendo atenção irrestrita
à compatibilização do uso com a região de ocupação.
32
Figura 1.9: mapa de uso potencial e especial para a mineração (PIRH Bacia do
Rio Doce, 2010).
33
CAPÍTULO 2
METODOLOGIA
2.
AMOSTRAGEM
Para a realização deste estudo foram executadas três amostragens na bacia
do rio Casca, sendo estas distribuídas da seguinte forma: a primeira no final do
período chuvoso, realizada entre os dias 18 e 20 de março de 2013, a segunda
no período seco, realizada entre os dias 23 e 25 de agosto de 2013 e a terceira
no início do período chuvoso, entre os dias 18 e 20 de agosto de 2013. Em todas
as campanhas de coleta de amostras foram realizadas análises in situ e em
laboratório.
2.1.
DETERMINAÇÃO DOS PONTOS AMOSTRAIS
Os pontos de amostragem foram determinados através dos estudos
cartográficos da área de estudo e análises in situ. Para tanto foram consideradas
características como a relevância dos pontos com relação à fatores de alteração
da qualidade das águas, proximidade com centros de maior ocupação antrópica
e acesso ao local. Cabe destacar que o acesso foi fator de extrema importância
para definição dos pontos visto que o local deveria permitir novas amostragens,
em outros períodos do ano em que possivelmente poderiam ter sido alteradas
algumas das condições físicas da região.
No total foram definidos trinta pontos de amostragens, identificados com as
iniciais WGRC, seguidos pelos numerais de 01 a 30 (tabela 1) (figura 2.1), sendo
12 pontos determinados sobre o rio Casca e 18 pontos em tributários.
Alguns dos tributários apresentam contribuição antrópica, aparentemente,
bem mais relevantes por se tratarem de coleção hídrica de escoando de bairros
e regiões com significativa ocupação antrópica, no entanto tributários com pouca
34
proximidade dessas ações também foram amostrados com o intuito de verificar
o comportamento das águas em áreas pouco antropizadas.
Tabela 1: Identificação e localização dos pontos de amostragens (WGRC).
Identificação
Coordenadas (UTM)
Nome do Local
Latitude
Longitude
WGRC01
746408
7781194
Rio Casca
WGRC02
748417
7776601
Rio Casca
WGRC03
746591
7775254
Córrego Espraiado
WGRC04
745835
7768164
Córrego Jacutinga
WGRC05
745699
7771073
Rio Casca
WGRC06
744940
7767088
Ribeirão Sela Funda
WGRC07
745260
7764513
Rio Casca
WGRC08
742997
7751087
Rio Casca
WGRC09
743130
7748696
Rio Casca
WGRC10
743172
7748363
Ribeirão Piscamba
WGRC11
744085
7748465
Córrego Jacaré
WGRC12
749598
7751768
Ribeirão Santo Antônio do Grama
WGRC13
741466
7753551
Ribeirão das Bandeiras
WGRC14
743986
7736348
Rio Casca
WGRC15
743196
7732288
Rio Casca
WGRC16
743567
7732055
Córrego Valão
WGRC17
743511
7732181
Córrego Cachoeira
WGRC18
744029
7736229
Córrego sem nome/ Lage
WGRC19
741712
7737676
Córrego das pedras
WGRC20
742493
7739286
Córrego Areião
WGRC21
746719
7744138
Rio Casca
WGRC22
745464
7764449
Córrego sem nome
WGRC23
741996
7725342
Rio Casca
WGRC24
741753
7724345
Córrego Lombriga
WGRC25
740651
7724565
Córrego Santo Aleixo
WGRC26
741936
7718233
Rio Casca
WGRC27
742867
7717677
Córrego São João
WGRC28
743020
7716456
Córrego Puaia
WGRC29
742142
7718656
Córrego do Anta
WGRC30
745515
7761793
Rio Casca
35
Figura 2.1: Identificação e localização dos pontos de amostragens.
36
2.2.
AMOSTRAGEM DAS ÁGUAS
As coletas das águas foram realizadas utilizando um coletor de balde
simples (figura 2.2), realizando-se o lançamento deste no sentido contracorrente,
sendo retirada uma primeira porção da água para a realização de ambiente do
balde coletor. Nos trechos de fácil acesso ao leito do rio, as coletas foram
realizadas com o auxílio de um coletor de garrafa, em haste de metal simples
(figura 2.3), neste caso também foi realizado o procedimento de ambiente.
Figura 2.2: coletor de balde.
37
Figura 102.3 coletor de garrafa.
Imediatamente após a coleta das águas foram realizadas as análises
previstas para execução in situ (pH, temperatura, condutividade elétrica,
oxigênio dissolvido, turbidez, resistividade, POR e STD) e posteriormente, foram
separadas as amostras para realização dos parâmetros em laboratório. Tais
amostras foram acondicionadas em caixas térmicas e sob refrigeração de forma
adequada e conduzidas para os laboratórios para a realização das análises.
Foram separados cerca 1 L de água para a realização dos parâmetros
alcalinidade, sulfatos e cloretos e 200 mL de cada amostra para a análise dos
elementos químicos; todas previamente filtradas com o auxílio de seringas e filtro
do tipo Syringe-Driven FPV-403-030, de 0,45µm de porosidade e colocadas nos
frascos âmbar (no 1º campo) e frasco plástico (no 2º e 3º campos). Estas
amostras receberam cerca de 2 a 3 gotas de HNO3 concentrado para permitir a
conservação dos elementos químicos analisados.
A partir do segundo campo foram coletadas amostras para a realização
das análises de coliformes totais e coliformes termotolerantes. As águas foram
coletaDAs com o auxílio de seringas e vertidas em sacos estéreis próprios para
o acondicionamento de amostras com tal finalidade de análise. Posteriormente
38
foram colocadas sob refrigeração e destinadas para análises que foram
realizadas em período inferior a 24h.
Todas as amostras foram devidamente identificadas, conforme pontos
amostras (WGRC nº do ponto).
2.3.
MEDIÇÕES IN SITU E ANÁLISES NO LABORATÓRIO
2.3.1. PARÂMETROS ANALISADOS IN SITU
No local da coleta foram determinados parâmetros, temperatura, pH,
condutividade elétrica, STD e POR utilizando um multiparâmetro da marca Myron
L Company / modelo Ultrameter II (figura 2.4). A turbidez foi determinada por
turbidímetro da marca Digimed / modelo Turbidimitro DM-TU e o OD foi
determinado usando um oxímetro da marca Hanna / modelo HI9146.
Figura 2.4: utilização do multiparâmetro para determinação de parâmetros
variados in situ.
39
2.3.2. ANÁLISES EM LABORATÓRIO
2.3.2.1.
ANÁLISES QUÍMICAS – LSA
A determinação dos parâmetros, Alcalinidade, Cloreto e Sulfato foram
realizadas no laboratório de Saneamento Ambiental da Escola de Minas da
UFOP, de acordo com a metodologia proposta por Greenberg et al. (1992), no
Standard Methods for examination of water and wastewater, sendo:
 Alcalinidade (figura 2.5): determinada por método titulométrico com
solução padronizada de Ácido Sulfúrico (H2SO4) 0,01 mol/L e calculada em
função da concentração de HCO3-.
CHCO3 -= [Volume H2SO4 (mL) x Concentração H2SO4(mol/L)] x 1220
Figura2.5: análise titulométrica de alcalinidade - LSA
 Cloreto: a concentração de cloreto foi determinada por método
titulométrico com solução padronizada de Nitrato de Prata (AgNO3) 0,0141 mol/L.
40
CCl- = [Volume de AgNO3 (mL) x Concentração de AgNO3(mol/L) x Massa
Atômica do Cloro (35,5g/mol)] / Volume da amostra (mL).
 Sulfato (figura 2.6): a concentração de sulfato foi determinada por método
turbidimétrico, utilizando a adição de solução tampão e Cloreto de Bário
(BaCl2.2H2O), para a formação de Sulfato de Bário (BaSO4).
Figura 2.6: procedimento de análise de sulfatos - LSA.
2.3.2.2.
ANÁLISES QUÍMICAS – LgQA
Os metais foram determinados no LGqA (Laboratório de Geoquímica do
DEGEO), por Espectrofotometria de Emissão Atômica com fonte de plasma
indutivamente acoplado (ICP-OES), marca SPECTRO, Ciros CCD. Em suma, o
método analítico por ICP-OES é uma técnica de espectrometria, que explora o
fato de que elétrons excitados emitem energia a um determinado comprimento
de onda quando retornam ao seu estado fundamental, sendo emitidos
comprimentos de ondas específicos para cada um dos elementos investigados.
41
Figura 2.7: amostras destinadas ao LsQA e Lab. de Espectrometria de massas.
2.3.2.3.
ANÁLISES QUÍMICAS – LABORATÓRIO DE CARACTERIZAÇÃO
MOLECULAR E ESPECTROMETRIA DE MASSAS
A técnica de TXRF se baseia na medição da fluorescência que é emitida
a partir de átomos irradiados com um feixe de raios – X. Estes feixes são dirigidos
para a superfície plana e lisa da amostra em um ângulo muito baixo. Isto reduz
a absorção e dispersão da radiação na superfície da amostra, resultando na
diminuição do ruído de fundo e aumento do sinal do elemento que se deseja
analisar (MEYER, 2012; MISRA, 2002).
A preparação da amostra para a análise no TXRF é simples, entretanto,
deve-se dar atenção a homogeneidade da amostra, isto é, todos os elementos
devem estar igualmente distribuídos no resíduo seco.
Homogeneidade é
necessário, pois devido ao ângulo de incidência extremamente baixo a radiação
primária é atenuada pela matriz da amostra ao longo do percurso (TAVARES,
2010).
As mesmas amostras analisadas pelo LsQA foram encaminhadas para
análise no Laboratório de Caracterização e Espectrometria de Massas, para a
verificação dos elementos químicos presentes, no intuito de detectar elementos
químicos presentes nas águas coletadas concentrações muito baixas,
42
propiciando desta forma o conhecimento mais minucioso da qualidade destas
águas.
2.3.2.4.
ANÁLISES BIOLÓGICAS - LaQUA
As análises de microbiologias (investigação de coliformes totais e
coliformes termotolerantes) foram realizadas utilizando o método de Colilert. Tal
análise realiza a determinação de coliformes através da utilização, por estes
organismos, da ß-galactosidase para metabolizar o indicador de nutriente ONPG
e alterá-lo de incolor para amarelo.
O Escherichia coli utiliza ß-glucuronidase para metabolizar MUG e criar
fluorescência (figura 2.8). Já que a maioria dos não coliformes não conta com
estas enzimas, eles não podem se reproduzir e interferir. Os poucos não
coliformes que têm estas enzimas são seletivamente suprimidos pela matriz do
Colilert. Esta abordagem diminui a incidência de falso-positivos e falsonegativos.
Figura 2.8: Análise de coliformes termotolerantes. A presença de fluorescência
demonstra resultado positivo para a presença destes microorganismos –
LaQUA.
43
As análises biológicas foram realizadas sob as condições de assepsia e
desinfecção do ambiente conforme determinações específicas para este tipo de
análise e todo o material foi devidamente descontaminado em autoclave e
descartado após a leitura dos resultados obtidos.
44
CAPÍTULO 3
RESULTADOS E DISCUSSÕES
3.
SIGNIFICADO AMBIENTAL DOS PARÂMETROS E RESULTADOS DAS
ANÁLISES
3.1.
PARÂMETROS FÍSICOS
3.1.1. TEMPERATURA
Segundo von Sperling (1996), a temperatura é a medida da intensidade de
calor, com origem natural na transferência de calor por radiação, condução e
convecção (atmosfera e solo) e origem antropogênica em águas de torres de
resfriamento e dejetos industriais. O aumento da temperatura aumenta as taxas
das reações físicas, químicas, biológicas e a taxa de transferência de gases,
diminuindo a solubilidades destes.
A alteração da temperatura pode promover redução do oxigênio dissolvido
nas águas, o que acarreta modificações importantes principalmente na
microbióta dos ambientes aquáticos. Estas implicações tendem a ser mais
expressivas nos tributários, cuja vazão é significativamente menor que no Rio
Casca.
A temperatura dos pontos analisados manteve-se aproximadamente
constante ao longo da bacia, apresentando variações mais significativas nos
períodos de amostragens. As temperaturas mínimas estiveram entre 18ºC e
26,6ºC no 2º campo e mais altas (entre 24ºC e 28ºC) no 1º e 3º campos conforme
(figura 3.1). Estes valores foram tomados em todos os trechos do Rio Casca e
de seus tributários.
45
Temperatura ºC
35
30
25
20
15
10
5
WGRC01
WGRC02
WGRC03
WGRC04
WGRC05
WGRC06
WGRC07
WGRC08
WGRC09
WGRC10
WGRC11
WGRC12
WGRC13
WGRC14
WGRC15
WGRC16
WGRC17
WGRC18
WGRC19
WGRC20
WGRC21
WGRC22
WGRC23
WGRC24
WGRC25
WGRC26
WGRC27
WGRC28
WGRC29
WGRC30
0
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.1: Gráfico de temperatura (ºC) X ponto amostral, nas 3 campanhas de
coletas.
3.1.2. TURBIDEZ
A
turbidez não
traz inconvenientes
sanitários
diretos.
Porém, é
estéticamente desagradável na água potável, e os sólidos em suspensão podem
servir de abrigo para microorganismos patogênicos. A turbidez pode estar
associada a compostos tóxicos e patogênicos, além de reduzir a penetração de
luz nas águas reduzindo a realização de fotossíntese (VON SPERLING 2008).
De acordo com a resolução CONAMA 357/2005 e 430/2011 o limite
estabelecido para turbidez em águas de Classe 2 (classe atribuída às aguas
analisadas), é de até 100 NTU. Portanto, de acordo com os resultados obtidos
(figura 3.2), os pontos WGRC04, WGRC05, WGRC06, WGRC07, WGRC12,
WGRC23 e WGRC26 excederam estes valores no período chuvoso (1º campo).
46
Turbidez (UNT)
900
800
700
600
500
400
300
200
100
WGRC01
WGRC02
WGRC03
WGRC04
WGRC05
WGRC06
WGRC07
WGRC08
WGRC09
WGRC10
WGRC11
WGRC12
WGRC13
WGRC14
WGRC15
WGRC16
WGRC17
WGRC18
WGRC19
WGRC20
WGRC21
WGRC22
WGRC23
WGRC24
WGRC25
WGRC26
WGRC27
WGRC28
WGRC29
WGRC30
0
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.2: Gráfico turbidez (NTU) X ponto amostral, nas 3 campanhas de
coletas.
Cabe destacar que os pontos WGRC05 e WGRC07 (pontos no rio Casca)
que apresentaram maior turbidez, sobretudo o segundo desses pontos, visto
que o limite de turbidez também foi excedido em dois períodos de análise.
O ponto WGRC30, apesar de exceder o limite apenas no período chuvoso,
apresentou resultados próximos ao limiar nos três períodos analisados. Tal
condição evidência a permanente contribuição para a alta turbidez encontrada
neste ponto; condição verificada in situ, visto que o referido localiza-se na área
com maior ocupação urbana – WLRG30 (região central do Município de Rio
Casca)
Os processos erosivos às margens da coleção hídrica em estudo podem ter
sido intensificados no período chuvoso comprometendo o desempenho das
águas em relação a tal parâmetro. Este fator possivelmente pode ser associado
ao uso e ocupação inadequado nas proximidades dos cursos d’água
amostrados, visto que tal ocupação faz-se sobre a redução da camada vegetal
que recobre estes trechos, propiciando e/ou intensificando o carreamento de
solos para o curso do rio.
3.1.3. CONDUTIVIDADE ELÉTRICA E SÓLIDOS TOTAIS DISSOLVIDOS
47
A condutividade elétrica é determinada em função da quantidade de
substâncias dissolvidas, capazes de se dissociarem formando íons.
A
condutividade elétrica de uma solução é a capacidade desta em conduzir a
corrente elétrica. Considera-se que a capacidade de uma solução em conduzir
a corrente elétrica é função da concentração dos íons presentes, é de se esperar
que em soluções de maior concentração iônica, maior será a condutividade
elétrica.
Por outro lado, em águas muito puras ocorre o fenômeno inverso: maior
será a resistência e menor a condutividade, (ESTEVES, 1998). Segundo Santos
(1997) a condutividade aumenta com a elevação da temperatura e está
relacionada com os sólidos totais dissolvidos sendo que à medida que a
concentração de sólidos aumenta a condutividade elétrica também aumenta
(figuras 3.3 e 3.4). Tal condição pode ser verificada através da comparação dos
resultados de análises dos dois parâmetros.
Relação entre STD e Condutividade
Elétrica - 1º Campo
Relação entre STD e Condutividade
Elétrica - 2º campo
STD
Condutividade
STD
WGRC29
WGRC27
WGRC25
WGRC23
WGRC21
WGRC19
WGRC17
WGRC15
WGRC13
WGRC29
WGRC27
WGRC25
WGRC23
WGRC21
WGRC19
WGRC17
WGRC15
WGRC13
WGRC11
WGRC09
WGRC07
WGRC05
WGRC03
WGRC01
0
WGRC11
50
WGRC09
100
WGRC07
150
WGRC05
200
WGRC03
250
450
400
350
300
250
200
150
100
50
0
WGRC01
300
Condutividade
Figura 3.3 e 3.4: Esquerda – 1º campo; direita – 2º campo
As variações de condutividade evidenciam a presença mais significante
de substâncias ionizadas no período seco (figura 3.5), principalmente nos pontos
WGRC10, WGRC13, WGRC18, WGRC19, e WGRC22 (todos tributários do rio
Casca). Tal presença pode ser explicada pela menor diluição ocorrida neste
período, ou seja, a menor quantidade de água denotaria numa maior
48
concentração destas substâncias, no entanto o comportamento apresentado
pelo ponto WGRC10 evidencia a significativa ocorrência destas substâncias no
período chuvoso. Tal fator pode ser parcialmente atribuído às contribuições
antrópicas da região.
Condutividade Elétirca
450
400
350
300
250
200
150
100
50
WGRC01
WGRC02
WGRC03
WGRC04
WGRC05
WGRC06
WGRC07
WGRC08
WGRC09
WGRC10
WGRC11
WGRC12
WGRC13
WGRC14
WGRC15
WGRC16
WGRC17
WGRC18
WGRC19
WGRC20
WGRC21
WGRC22
WGRC23
WGRC24
WGRC25
WGRC26
WGRC27
WGRC28
WGRC29
WGRC30
0
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.4: Condutividade elétrica X ponto amostral, nas 3 campanhas de coletas.
Observando os dados de condutividade elétrica e os de sólidos totais
dissolvidos, os pontos que demonstraram uma alta condutividade também
demonstraram uma alta concentração de sólidos totais, a exemplo os pontos
WGRC10, WGRC13, WGRC18 e WGRC22. Isso pode ser verificado tanto com
os tributários quanto com o rio (figura 3.5).
49
Sólidos Totais Dissolvidos (mg/L)
- STD
350
300
250
200
150
100
50
WGRC01
WGRC02
WGRC03
WGRC04
WGRC05
WGRC06
WGRC07
WGRC08
WGRC09
WGRC10
WGRC11
WGRC12
WGRC13
WGRC14
WGRC15
WGRC16
WGRC17
WGRC18
WGRC19
WGRC20
WGRC21
WGRC22
WGRC23
WGRC24
WGRC25
WGRC26
WGRC27
WGRC28
WGRC29
WGRC30
0
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.5: STD X ponto amostral, nas 3 campanhas de coletas.
3.2.
PARÂMETROS QUÍMICOS
3.2.1. ALCALINIDADE
A alcalinidade é a capacidade que a água tem de absorver ou neutralizar
ácidos devido à presença de hidróxidos, carbonatos e bicarbonatos que são os
principais íons responsáveis pela alcalinidade. Na água esses íons reagem
neutralizando os íons de hidrogênio, fazendo com que a água tenha capacidade
de resistir a mudanças de pH provocadas pelos ácidos (FERNANDES 2002).
As origens da alcalinidade podem estar relacionadas à dissolução de rochas,
reação do CO2, oriundo da atmosfera ou da decomposição da matéria orgânica,
com a água e disposição de dejetos doméstico e industriais.
As amostras analisadas tiveram sua alcalinidade calculada em função da
concentração de HCO3-. Os valores da alcalinidade (figura 3.7) variaram entre
13,66 mg/L a 111,26 mg/L (período chuvoso), 16,69 mg/L e 160,06 mg/L (período
50
seco) e 15,62 mg/L e 70,27 mg/L (início do período chuvoso) sendo o maior valor
encontrado na amostra WGRC10.
Alcalinidade (mg/L)
180,00
160,00
140,00
120,00
100,00
80,00
60,00
40,00
20,00
WGRC01
WGRC02
WGRC03
WGRC04
WGRC05
WGRC06
WGRC07
WGRC08
WGRC09
WGRC10
WGRC11
WGRC12
WGRC13
WGRC14
WGRC15
WGRC16
WGRC17
WGRC18
WGRC19
WGRC20
WGRC21
WGRC22
WGRC23
WGRC24
WGRC25
WGRC26
WGRC27
WGRC28
WGRC29
WGRC30
0,00
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.7: Alcalinidade X ponto amostral, nas 3 campanhas de coletas.
Novamente, assim como nos resultados de condutividade elétrica e STD,
o ponto WGRC10 foi o que apresentou maior alcalinidade, esta variando de
forma significativa entre os períodos amostrados (comportamento destoante dos
demais pontos, que apresentaram variações pouco significantes entre os
períodos de amostras). Tal resultado pode representar confirmação das
evidências de despejos de dejetos orgânicos na região.
O ponto WGRC30 foi o que apresentou menor variação dos resultados
entre os períodos amostrais. Por se tratar um ponto intensamente urbanizado,
conforme citado anteriormente, a falta de variação dos parâmetros pode ser
atribuída à constante carga de despejos destinadas à este trecho do rio Casca,
ou seja, pode ser a representação de uma intervenção antrópica da qualidade
da água consolidada neste ponto.
51
3.2.2. OXIGÊNIO DISSOLVIDO
Oxigênio Dissolvido é um fator limitante para manutenção da vida
aquática e de processos de autodepuração em sistemas aquáticos. Durante a
degradação da matéria orgânica, as bactérias fazem uso do oxigênio nos seus
processos respiratórios, podendo vir a causar uma redução de sua concentração
no meio.
A concentração do oxigênio dissolvido nas águas pode variar em função
da temperatura e da altitude, sendo sua introdução controlada pelo ar
atmosférico, pela fotossíntese e pela ação de aeradores. Em ambientes naturais,
as barreiras físicas podem desempenhar a função de aeradores, a exemplo, as
rochas no leito do rio podem fazer com que as águas deste realizem movimentos
que aumentam o contato com o ar atmosférico permitindo uma maior introdução
do oxigênio nestas.
De modo geral, águas com temperaturas mais baixas têm maior
capacidade de dissolver oxigênio, já em maiores altitudes, onde é menor a
pressão atmosférica, o oxigênio dissolvido apresenta menor solubilidade.
Uma das causas mais frequentes de mortandade em ambientes aquáticos
é a queda na concentração de oxigênio. O valor mínimo de oxigênio dissolvido
(OD) para a preservação da vida aquática, estabelecido pela Resolução
CONAMA 357/2005 é de 5,0 mg/L para águas de classe 2, mas existe uma
variação na tolerância de espécie para espécie. Os níveis de oxigênio dissolvido
também indicam a capacidade de um corpo natural em manter a vida aquática
(IGAM, 2008).
Os resultados da concentração de oxigênio dissolvido nas águas do rio
Casca demonstram que apenas o ponto WGRC01 (figura 3.8) apresentou valor
inferior ao determinado pela referida deliberação normativa. Tal situação ocorreu
no período de seca, no entanto sem representar influência direta sobre a
qualidade destas águas.
52
Oxigênio Dissolvido - OD (mg/L)
30
25
20
15
10
5
WGRC01
WGRC02
WGRC03
WGRC04
WGRC05
WGRC06
WGRC07
WGRC08
WGRC09
WGRC10
WGRC11
WGRC12
WGRC13
WGRC14
WGRC15
WGRC16
WGRC17
WGRC18
WGRC19
WGRC20
WGRC21
WGRC22
WGRC23
WGRC24
WGRC25
WGRC26
WGRC27
WGRC28
WGRC29
WGRC30
0
2º Campo
3º Campo
Figura 3.8: Variação do nível de OD na bacia do rio Casca.
Conforme verifica-se nos resultados acima, a concentração de oxigênio foi
significantemente maior no início do período chuvoso que no período seco. Os
níveis de OD não foram medidos no 1º campo por ausência do oxímetro, no
entanto os resultados obtidos nos campo em que este foi analisado retratam de
forma adequada o comportamento da concentração deste nas águas do Rio
casca.
3.2.3. POTENCIAL HIDROGENIÔNICO
O pH representa a concentração de íons hidrogênio, dando a condição de
acidez, alcalinidade ou neutralidade da água. Tal parâmetro tem como
constituintes responsáveis os sólidos e gases dissolvidos. Sua origem natural
está relacionada à dissolução de rochas, absorção de gases da atmosfera,
oxidação da matéria orgânica e fotossíntese, já sua origem antropogênica pode
ser relacionada à disposição de dejetos domésticos (degradação da matéria
orgânica) e dejetos industriais.
O pH não apresenta significativa importância à saúde pública a menos que
se apresente muito baixo. O problema de maior significância do pH é diante a
53
capitação e tratamento da água, visto que suas variações implicam em
modificações no sistema de tratamento aplicado.
Águas naturais de bacia com características próximas em pontos diferentes,
não devem apresentar grandes variações. Tal condição é evidenciada nos
resultados obtidos (figura 3.9), que demonstram uma variação de pH entre 6,07
a 7,30.
De acordo com a Resolução CONAMA 357/2005os valores de pH devem
ficar entre o limite de 6,0 e 9,0, logo, todos os pontos amostrados apresentamse dentro desta faixa, no entanto o ponto WGRC01 apresentou resultado
próximo ao limite inferior de pH.
Potencial Hidrogeniônico - pH
8
7
6
5
4
3
2
1
0
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.9: Variação do pH na bacia do rio Casca.
3.2.4. SULFATO
A distribuição do íon sulfato é fortemente influenciada pela formação
geológica da bacia de drenagem do sistema e por poluentes. As concentrações
de sulfato podem variar desde valores não detectáveis até valores de saturação
(ESTEVES, 1998).
54
O sulfato origina-se da oxidação do enxofre presente nas rochas, na maioria
dos casos na forma de minerais sulfetos, e da lixiviação de compostos sulfatados
(gipsita – CaSO4 * 2 H2O, e anidrita- CaSO4). São sais moderadamente solúveis
a muito solúveis, exceto os sulfatos de estrôncio (SrSO4) e os de bário (BaSO4),
satura a 1500mg/L e podem chegar até 7200mg/L em águas salinas. Em meio
redutor, com abundante matéria orgânica, pode sofrer uma redução bacteriana
a S ou S-2, porém em geral é estável (SANTOS 1997).
As concentrações de sulfato encontradas na água doce geralmente variam
entre 2 a 150ppm, podendo chegar a 5000 ppm em águas salinas se associados
a íons de Ca ou até mesmo a 20000 ppm quando associados com íons de Na e
Mg, em certas salmouras (CUSTÓDIO E LLAMAS, 1983).
As amostras analisadas apresentaram variação da concentração sulfato
entre valores inferiores a 0,5 mg/L e 14,1 mg/L (figura 3.10), sendo percebida
uma maior concentração destes nos pontos do rio Casca WGRC07 e WGRC11
no início do período chuvoso.
Sulfato (mg/L)
16,00
14,00
12,00
10,00
8,00
6,00
4,00
2,00
WGRC01
WGRC02
WGRC03
WGRC04
WGRC05
WGRC06
WGRC07
WGRC08
WGRC09
WGRC10
WGRC11
WGRC12
WGRC13
WGRC14
WGRC15
WGRC16
WGRC17
WGRC18
WGRC19
WGRC20
WGRC21
WGRC22
WGRC23
WGRC24
WGRC25
WGRC26
WGRC27
WGRC28
WGRC29
WGRC30
0,00
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.10:Variação do nível de Sulfato na bacia do rio Casca.
Todos os pontos apresentaram concentrações de sulfatos significantemente
inferiores à concentração máxima permitida pela Resolução CONAMA 357/2005,
55
que determina que estes valores deverão ser inferiores a 250mg/L para águas
de classe 2.
3.2.5. CLORETO
Segundo von Sperling (2008) todas as águas naturais, em maior ou menor
escala, contém íons resultantes da dissolução de minerais, como os cloretos. Tal
cloreto também pode ser oriundo da disposição de dejetos domésticos,
industriais e de águas de irrigação.
Conforme se observa nos resultados (figura 3.11) as águas amostradas
apresentaram teor de cloreto variando entre aproximadamente 10,00 mg/L e
160,00 mg/L. Os pontos com maior concentração de cloreto podem estar
relacionados à proximidade dos sítios amostrais com atividades antrópicas como
a disposição de esgotos domésticos diretamente sobre as águas superficiais e a
realização de cultivos agrícolas.
Os pontos WGRC04, WGRC10 e WGRC14 apresentaram concentrações
significativas de cloreto, no entanto, não é possível determinar a relação destas
com fontes antropogênicas, visto que todos os pontos apresentam nível de
cloreto bem abaixo do determinado pela Resolução CONAMA 357/2005, que
admite a concentração de até 250mg de Cl/L.
Cloreto (mg/L)
WGRC01
WGRC02
WGRC03
WGRC04
WGRC05
WGRC06
WGRC07
WGRC08
WGRC09
WGRC10
WGRC11
WGRC12
WGRC13
WGRC14
WGRC15
WGRC16
WGRC17
WGRC18
WGRC19
WGRC20
WGRC21
WGRC22
WGRC23
WGRC24
WGRC25
WGRC26
WGRC27
WGRC28
WGRC29
WGRC30
180
160
140
120
100
80
60
40
20
0
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.11: Variação do nível de cloreto na bacia do rio Casca.
56
Apesar de não ser possível atribuir uma fonte especifica para a presença de
cloretos nos pontos analisados, o ponto WGRC10 merece destaque por ter
apresentado significativa presença deste ânion, além de resultados anômalos
para outros parâmetros determinados neste estudo.
3.2.6. CONSTITUINTES IÔNICOS DA SUB BACIA DO RIO CASCA
(ANÁLISE POR ICP-OES)
A composição iônica dos corpos hídricos é um dos fatores mais complexos
de se estabelecer uma origem, no entanto, geralmente tal composição está
associada às condições naturais do ambiente, sobretudo aos componentes
geológicos da região em que o corpo d’água em análise está inserido. Diversos
fatores podem influenciar a variação das concentrações destes compostos na
água, dentre eles, as condições de drenagens dos tributários, a geologia da
bacia de acumulação, o regime de chuvas, a composição das rochas e
poluentes, dentre outros fatores.
Os efeitos destes compostos nas águas produzem efeitos de espectro
bastante variável, podendo figurar como elementos de efeitos benéficos ou
apresentar efeitos tóxicos, tanto em função da sua concentração como em
função das suas características particulares.
Entre os elementos analisados neste estudo, o Ca, S, Sc, Sr, Y, Mg, Mo, Li,
Si, Na e o Ti, não apresentam determinação legal específica de valores de
referência, no entanto estes foram analisados para os fins de caracterização da
bacia do rio Casca.
3.2.6.1.
CÁLCIO (Ca)
O cálcio é o quinto maior elemento em ordem de abundância na crosta
terrestre. A sua principal fonte natural são os minerais: carbonatos, sulfatos de
57
cálcio e também os minerais silicatados, como os feldspatos (VON SPERLING,
2005).
A presença de cálcio é determinante para a caracterização da condição de
dureza das águas e portanto, também é determinante para o estabelecimento da
melhor forma de tratamento desta.
Conforme resultados obtidos (figura 3.12) a concentração do Ca na sub
bacia do rio Casca varia de aproximadamente 1,80 mg/L a 10,60mg/L, sendo
percebida uma maior concentração no período chuvoso. Já no período seco e
inicio do chuvoso as concentrações de Ca não apresentam grandes variações
por ponto.
De modo geral a concentração de Ca por pontos, não apresentou
significativa variação, podendo ser atribuída tal presença às condições naturais
da região.
Cálcio (Ca) - mg/L
12,0000
10,0000
8,0000
6,0000
4,0000
2,0000
WGRC 1
WGRC 2
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 15
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 18
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 21
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
LQ
0,0000
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.12: Variação da concentração de Ca na bacia do rio Casca.
3.2.6.2.
MAGNÉSIO (Mg)
A presença do Mg apresenta grande similaridade com a presença do cálcio,
ou seja, a concentração de ambos nas águas está diretamente relacionada às
condições geológicas da região, ambos encontram-se em abundância na crosta
terrestre, produzindo efeitos muito parecidos sobre as condições das águas.
58
Conforme resultados obtidos (figura 3.13) a concentração de Mg apresenta
poucas variações entre em cada ponto e não se estabelece um período sazonal
com concentração muito superior que os demais.
Magnésio (Mg) - mg/L
8,00
7,00
6,00
5,00
4,00
3,00
2,00
1,00
WGRC 1
WGRC 2
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 15
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 18
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 21
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
LQ
0,00
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.13: Variação da concentração de Mg na bacia do rio Casca.
Os parâmetros Ca e Mg apresentam significativa similaridade conforme
supracitado e tal condições é evidenciada no gráfico de correlação positiva da
concentração destes cátions na sub bacia do rio Casca (figuras 3.14, 3.15 e
3.16).
Correlação positiva entre Ca e Mg - 1º Campo
12,00
10,00
8,00
6,00
4,00
2,00
WGRC 1
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
0,00
Ca (mg/L)
Mg (mg/L)
Figura 3.14: Correlação positiva entre Ca e Mg na bacia do rio Casca – 1º campo.
59
Correlação positiva entre Ca e Mg - 2º Campo
12,00
10,00
8,00
6,00
4,00
2,00
WGRC 1
WGRC 2
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 15
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 18
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 21
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
0,00
Ca (mg/L)
Mg (mg/L)
Figura 3.15: Correlação positiva entre Ca e Mg na bacia do rio Casca – 2º campo.
Correlação positiva entre Ca e Mg - 3º Campo
WGRC 1
WGRC 2
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 15
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 18
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 21
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
9,00
8,00
7,00
6,00
5,00
4,00
3,00
2,00
1,00
0,00
Ca (mg/L)
Mg (mg/L)
Figura 3.16: Correlação positiva entre Ca e Mg na bacia do rio Casca – 3º campo.
3.2.6.3.
FERRO (Fe)
O ferro é um elemento essencial ao sistema bioquímico dos organimos
dependentes das águas. Em altos teores, afeta a cor e a dureza tornado a água
inadequada para o consumo doméstico e uso industrial (IGAM, 2006). Apesar de
60
não apresentar-se como um componente tóxico, em altas concentrações pode
promover distúrbios significativos comprometendo o abastecimento público.
Presente, ainda que em baixíssimos teores, nas águas, o Fe pode
apresentar-se em várias formas e associados a vários elementos químicos,
sobretudo o Mg. De acordo com a Resolução CONAMA 357/2005, o limite da
concentração de Fe em águas doce, classe 2, é de 5mg/L.
Os resultados das análises (figura 3.17) demonstram que todos os pontos
apresentam concentração de Fe inferior à determinada para águas de classe 2.
É possível perceber que a concentração do ferro amenta de forma significativa
nos períodos de maior pluviosidade. Isso pode ser resultado dos processos de
lixiviação e carreamento do solo para o curso d’água.
Ferro (Fe) - µg/L
1400,00
1200,00
1000,00
800,00
600,00
400,00
200,00
WGRC 1
WGRC 2
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 15
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 18
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 21
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
LQ
0,00
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.17: Concentração de Fe na sub bacia do rio Casca.
3.2.6.4.
MANGANÊS (Mg)
O manganês é quimicamente semelhante ao ferro, encontrado em menor
abundancia no ambiente que o mesmo, portanto, apresenta-se menor
concentração nas águas naturais, no entanto, em função de suas formas iônicas
mais frequentes pode atribuir coloração escura ou alterar o sabor das águas.
61
Para controle da concentração de Mn nas águas classe 2, a Resolução
CONAMA 357/2005 determina o valor máximo de 0,5mg de Mn / L.
Manganês (Mn) - µg/L
WGRC 1
WGRC 2
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 15
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 18
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 21
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
LQ
400,00
350,00
300,00
250,00
200,00
150,00
100,00
50,00
0,00
1º Campo
Mn - 2º Campo
3º Campo
Figura 3.18: Concentração de Mn na sub bacia do rio Casca.
Os resultados obtidos (figura 3.18) demonstram que todas as amostras
apresentaram concentração de Mn inferior ao estabelecido pela Resolução
CONAMA 357/2005. Os pontos que apresentaram maior concentração de Mn
foram o WGRC03, WGRC11 e WGRC19, todos com concentração inferior a
aproximadamente 70% do valor permitido.
A figura 3.19 demonstra a correlação positiva existente entre Mn e Fe no
2º campo e tal correlação se aplica para os dois outros campos realizados.
Correlação Mn x Fe - 2º campo
600,000
500,000
400,000
300,000
200,000
100,000
WGRC 1
WGRC 2
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 15
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 18
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 21
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
LQ
0,000
Mn - 2º Campo
Fe - 2º Campo
Figura 3.19: Correlação entre Mn e Fe na sub bacia do rio Casca – 2º campo.
62
3.2.6.5.
POTÁSSIO (K)
Apesar de estar presente com abundância nos organismos vivos e fazer
parte de processos biológicos importantes, geralmente o K é encontrado nas
águas em menor concentração que outros elementos, visto que, assim como
outros cátions ele está associado à nutrição dos produtores, reduzindo portanto
sua disponibilização na forma livre nestes ambientes. Sua origem natural está
associada a minerais com os feldspatos potássicos, micas e leucitas.
Os resultados (figura 3.20) demonstram que todos os pontos apresentam
similaridade na concentração de K e esta condição não está intimamente
relacionada à sazonalidade, com exceção do WGRC10 (tributário – córrego
Piscamba), que conforme relatado anteriormente, é um ponto que merece
destaque por apresentar significativas concentrações quando analisados sob
aspectos que podem denotar a presença de atividades antropogênicas.
Potássio (k) - mg/L
35,00
30,00
25,00
20,00
15,00
10,00
5,00
WGRC 1
WGRC 2
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 15
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 18
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 21
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
0,00
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.20: Variação da concentração de K na sub bacia do rio Casca.
3.2.6.6.
SÓDIO (Na)
A crosta terrestre contém aproximadamente 2,6% de sódio, sendo o
quarto elemento mais abundante e o mais comum entre os metais alcalinos. As
concentrações de sódio em águas doce naturais variam entre 1mg/l e 150mg/l
63
(GREENBERG et al., 1992). As baixas estabilidades dos sais de sódio são
determinantes para a verificação de altas concentrações destes em ambientes
aquáticos, geralmente associado ao íon cloreto, o sódio também pode ser
provenientes de fontes antropogênicas, ele está diretamente relacionado às
descargas de efluentes domésticos e industriais.
Sódio (Na) - mg/L
WGRC 1
WGRC 2
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 15
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 18
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 21
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
LQ
14,00
12,00
10,00
8,00
6,00
4,00
2,00
0,00
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.21: Variação da concentração de Sódio na sub bacia do rio Casca.
Os resultados da determinação de Na (figura 3.21) apontam ligeira
presença mais significativa desse cátion nos períodos de maior pluviosidade.
Esta variação obedece um padrão similar entre todos os pontos, no entanto,
novamente o córrego Piscamba se destaca como o ponto de maior concentração
deste.
Muitos minerais, mesmo tendo uma composição definida, não são
compostos estequiométricos, ou seja, acontecem substituições de elementos
químicos nos seus retículos cristalinos. Tais minerais, quando submetidos a
processos de degradação de suas estruturas liberam seus constituintes
associados ou na forma iônica em concentrações similares, a exemplos algumas
rochas ou minerais podem liberar concentrações similares de Ca e Mg, conforme
os resultados das análises evidenciam no item 3.2.6.2 deste estudo, Fe e Mn,
Na e K.
Em análise das correlações entre Na e K (figuras 3.22, 3.23 e 3.24), não
é possivelmente atribuir a presença destes elementos às origens litológicas da
região, visto que estes não apresentam correlação positiva muito significativa,
64
no entanto, em grande parte dos pontos analisados esta correlação está
presente.
Correlação de Na e K - 1º campo
20,00
18,00
16,00
14,00
12,00
10,00
8,00
6,00
4,00
2,00
0,00
K
Na
Figura 3.22: Correlação entre Na e K na sub bacia do rio Casca – 1º campo.
Correlação de Na e K - 2º campo
35,000
30,000
25,000
20,000
15,000
10,000
5,000
WGRC 1
WGRC 2
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 15
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 18
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 21
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
LQ
0,000
K
Na
Figura 3.23: Correlação entre Na e K na sub bacia do rio Casca – 2º campo.
65
Correlação entre Na e K - 3º campo
14,000
12,000
10,000
8,000
6,000
4,000
2,000
WGRC 1
WGRC 2
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 15
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 18
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 21
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
LQ
0,000
K
Na
Figura 3.24: Correlação entre Na e K na sub bacia do rio Casca – 3º campo.
3.2.6.7.
ALUMÍNIO (Al)
O Al é um dos principais elementos presentes na crosta terrestre. Uma
das principais fontes de alumínio é a bauxita Al2O3 (oxido de alumínio),
acriolita Na3AlF6 (fluoretos de alumínio de sódio), ou ainda, granitos e outros sais
silicatados e oxigenados.
Apesar de possuir várias aplicações e usos, o alumínio é um dos poucos
elementos abundantes na natureza que parecem não apresentar nenhuma
função biológica significativa. O alumínio não é considerado tão tóxico como
os metais pesados, ainda que existam evidências de certa toxicidade quando
ingerido em grandes quantidades, no entanto, é um dos principais fatores que
reduzem o crescimento das plantas em solos ácidos. Embora seja geralmente
inofensivo para o crescimento das plantas em solos de pH neutro, a
concentração em solos ácidos de Al3+ aumenta o nível de cátions e perturba o
crescimento da raiz.
Todas as amostras analisadas apresentaram concentração de Al abaixo
do valor determinado pela Resolução 357/2005, cujo limite de alumínio
dissolvidos em águas de classe 2 é 100,00µg/L (figura3.25).
66
Alumínio (Al) - µg/L
450,00
400,00
350,00
300,00
250,00
200,00
150,00
100,00
50,00
WGRC 1
WGRC 2
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 15
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 18
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 21
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
LQ
0,00
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.25: Concentração de Al na sub bacia do rio Casca.
**Os pontos que não apresentam valores, não foram determinados ou tiveram resultado
abaixo do LQ.
3.2.6.8.
BÁRIO (Ba)
Os resultados das análises (figura 3.26) demonstram que todas as
amostras, nos três períodos, apresentaram concentração muito inferior à
determinada pela Resolução CONAMA 357/2005, que estabelece valor máximo
de 0,7mg de Ba / L.
Bário (Ba) - µg/L
WGRC 1
WGRC 2
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 15
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 18
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 21
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
LQ
80,000
70,000
60,000
50,000
40,000
30,000
20,000
10,000
0,000
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.26: Concentração de Ba na sub bacia do rio Casca.
67
3.2.6.9.
COBRE (Cu)
O cobre, geralmente, quando encontrado em águas naturais apresentase em concentrações muito baixas (abaixo de 0,02mg/L). Nesta quantidades, o
Cu pode atuar como substância benéfica aos organismos vivos, participando de
processos de catalização de outras substâncias durante as reações metabólicas.
Sua origem no ambiente varia bastante, podendo este ser oriundo da
corrosão de materiais por substâncias ácidas, de efluentes industriais, além de
fungicidas, algicidas e agroquímicos.
De acordo com a Resolução CONAMA 357/2005, a concentração máxima
de Cu nas águas de classe 2 é de 0,009mg/L.
Conforme observado nos resultados (tabela 2), apenas dois pontos
apresentaram Cu acima do limite detectável pelo ICP-OES (3,92 µg/L no 1º
campo e 5,37 µg/L nos campos posteriores). De acordo com tais resultados, o
ponto WGRC10 apresentou concentração de cobre acima do permitido pela
legislação nos campos 2 e 3, sendo respectivamente as concentrações de
0,0109 µg/L e 0,0119 µg/L.
Tabela 2: Concentração de Cu nos pontos detectados por ICP-OES
Amostras
WGRC 1
WGRC 10
LQ
Cobre (Cu) - µg/L
1º Campo
2º Campo
4,33
<LQ
5,99
10,870
5,37
3,92
3º Campo
<LQ
11,870
5,37
3.2.6.10. FÓSFORO (P)
O fósforo é um elemento essencial para a nutrição dos organismos vivos,
sobretudo os produtores, por este motivo sua concentração pode estar
associada à presença de microorganismos e consequentemente à fontes de
incrementos artificiais, que na maioria das vezes é representada por disposições
diretas de esgotos sanitários.
68
Suas principais fontes são o intemperismo de rochas e a decomposição
de matéria orgânica. As águas residuárias domésticas (particularmente contendo
detergentes), efluentes industriais e fertilizantes (escoamento superficial)
contribuem para a elevação dos níveis de fósforo nas águas superficiais
(ESTEVES, 1988).
A Resolução CONAMA 357/2005 fixa os valores para fósforo total em
águas de ambientes lóticos classe 2 em até 0,1mg/L, portanto, de acordo com
os resultados obtidos (figura 3.27), alguns pontos excederam tal recomendação
sendo estes: WGRC08 (campo 2), WGRC10 (todos os campos), WGRC17
(campo 3) e WGRC22 (campo 2).
No ponto WGRC10 é possível associar tal resultado à presença de fontes
antropogênicas de contaminação, considerando-se as observações em campo
e associando a outros parâmetros que podem denotar a presença de agentes
artificiais de contaminação. A concentração de fosforo neste ponto variou entre
aproximadamente duas a quinze vezes maior do que o valor permitido pela
legislação supracitada.
Fósforo (P) - mg/L
1,6
1,4
1,2
1
0,8
0,6
0,4
0,2
WGRC 1
WGRC 2
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 15
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 18
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 21
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
LQ
0
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.27: Concentração de P sub bacia do rio Casca.
69
3.2.6.11. ENXOFRE (S)
Na natureza o enxofre geralmente é encontrado em grandes quantidades
na forma de sulfetos e de sulfatos. O enxofre desempenha importante papel para
os seres vivos como um elemento constituinte dos aminoácidos (elementos
constituintes das proteínas). O enxofre é também utilizado de diferentes formas
por diferentes tipos de bactérias. Este elemento desempenha um importante
papel na indústria, em particular, na indústria química, uma vez que é constituinte
do ácido sulfúrico.
Apesar de importante, o enxofre pode atuar como agente tóxico, em
função da forma em que encontra-se disponível no ambiente e seu excesso pode
promover a incidência de chuva ácida. O sulfeto de hidrogênio, um dos
compostos comuns formados por enxofre, é muito fétido, mesmo em baixas
concentrações e geralmente está relacionado à presença em excesso de matéria
orgânica.
A Resolução CONAMA 357/2005 não determina valores limites para
enxofre, no entanto, este foi analisado e seus resultados, associado a outros
parâmetros analisados, podem contribuir para a atribuição de contaminação
antrópica em alguns pontos, sobretudo no ponto WGRC10, que chegou a
apresentar concentração de 0,90mg/L no período seco (figura3.28). A
concentração de enxofre nas amostras variou de 0,11mg/L a 0,90mg/L.
Enxofre (S) - mg/L
WGRC 1
WGRC 2
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 15
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 18
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 21
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
LQ
1
0,9
0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2
0,1
0
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.28: Concentração de S sub bacia do rio Casca.
70
3.2.6.12. SILÍCIO (Si)
Nas águas da sub bacia do rio Casca os teores de Si variaram entre
4,21µ/L a 10,42µ/L no período seco (pontos WGRC23 e WGRC19,
respectivamente) e 4,73µ/L e 10,25µ/L no início do período chuvoso (pontos
WGRC24 e WGRC19, respectivamente). Os valores se Si foram relativamente
baixos e só foram medidos nos dois últimos campos.
A Resolução CONAMA 357/2005 não determina valores limites para
silício.
3.2.6.13. Estrôncio (Sr)
O estrôncio é um elemento abundante na natureza, representando
aproximadamente 0,034% de todas as rochas ígneas e é encontrado
majoritariamente na forma de sulfato (celestita) e carbonato (estroncianita). A
similaridade dos raios iônicos do cálcio e estrôncio permitem que este substitua
o primeiro nas redes iônicas de suas espécies minerais, o que provoca a grande
distribuição do estrôncio. A celestita é encontrada em depósitos sedimentares
em quantidade suficiente para que a sua mineração seja rentável, razão pela
qual é a principal fonte de estrôncio.
Estrôncio (Sr) - µg/L
100
80
60
40
20
WGRC 1
WGRC 2
WGRC 3
WGRC 4
WGRC 5
WGRC 6
WGRC 7
WGRC 8
WGRC 9
WGRC 10
WGRC 11
WGRC 12
WGRC 13
WGRC 14
WGRC 15
WGRC 16
WGRC 17
WGRC 18
WGRC 19
WGRC 20
WGRC 21
WGRC 22
WGRC 23
WGRC 24
WGRC 25
WGRC 26
WGRC 27
WGRC 28
WGRC 29
WGRC 30
0
1º Campo
2º Campo
3º Campo
Figura 3.28: Concentração de Sr sub bacia do rio Casca.
71
De modo geral a sub bacia do rio Casca apresentou teores maiores de
estrôncio no período chuvoso e no início do período chuvoso, sobretudo nos
pontos WGRC10, WGRC18 e WGRC20 (figura 3.29). A Resolução CONAMA
357/2005 não apresenta valores de referência para a concentração de estrôncio.
3.2.6.14. ZINCO (Zn)
O zinco é considerado como um dos elementos essenciais à saúde
humana, mas dependendo da concentração pode chegar a ser tóxico (NAVASPEREIRA at al., 1985). A presença de zinco é comum nas águas naturais, no
entanto em concentrações baixas ou moderadamente baixas. Em águas
superficiais, normalmente as concentrações de Zn estão na faixa de <0,0020 a
0,10mg/L. É largamente utilizado na indústria e pode entrar ser inserido no meio
ambiente através de processos naturais e antropogênicos, entre os quais
destacam-se a produção de zinco primário, combustão de madeira, incineração
de resíduos, efluentes domésticos e produção de ferro e aço (CETESB, site
2013).
A Resolução CONAMA 357/2005 estabelece a concentração de zinco
total máxima de 5mg/L em águas de classe 2.
Os resultados apresentaram presença de Zn em algumas amostras
analisadas, referentes aos campo 2 e 3, no entanto em valores menores que o
branco analisado. Isso pode ter ocorrido em função de alguma contaminação
durante o processo analítico.
A amostra WGRC17 foi a única que apresentou resultado acima dos
valores do branco, 64,125µg/L, no entanto muito inferior ao determinado pela
legislação citada.
3.2.6.15. LÍTIO (Li)
As estimativas sobre a abundância desse elemento na crosta terrestre são
de 0,002%. O Li é um metal escasso na crosta terrestre, encontrado disperso em
certas rochas, porém nunca livre, dada a sua grande reatividade. É encontrado,
72
também, em sais naturais, águas salgadas e águas minerais. Os principais
minerais do qual é extraído são lepidolita KLi2Al(Al,Si)3O10(F,OH)2, petalita
LiAlSi4O10, espodúmena LiAlSi2O6 e ambligonita (Li,Na)Al(PO4)(F,OH).
Nas águas da sub bacia do rio Casca foram detectados valores de
concentração de Li somente no período chuvoso, 1º campo, variando em
concentrações de 0,853µg/L (WGRC14) a 1,235 µg/L (WGRC10).
3.2.6.16. Escândio (Sc)
A Resolução CONAMA 357/2005 não estabelece valores de referências
para a presença de escândio em águas.
A presença de Sc só foi detectada no 3º campo nas amostras WGRC03 e
WGRC07, nas concentrações de 1,042 µg/L e 1,044 µg/L, respectivamente.
3.2.6.17. TITÂNIO (Ti)
A Resolução CONAMA 357/2005 não estabelece valores de referências
para a presença de titânio em águas.
A presença de Ti só foi detectada no 3º campo na amostra WGRC05, na
concentração de 6,701µg/L.
3.2.6.18. CÁDMIO (Cd), COBALTO (Co), CROMO (Cr), MOLIBIDÊNIO (Mo),
NÍQUEL (Ni) e CHUMBO (Pb)
Todos os elementos citados ficaram abaixo do limite de quantificações
possíveis de serem detectadas pelo ICP-OES, conforme apresentado nos Anexo
1.
73
3.2.7. CONSTITUINTES IÔNICOS DA SUB BACIA DO RIO CASCA
(ANÁLISE POR TXRF)
Os elementos iônicos da sub bacia do rio Casca foram analisados por
TXRF, além do ICP-OES em função do menor limite de detecção apresentado
por esta técnica, visando desta forma confirmar os resultados obtidos pelo ICPOES, sobretudo os parâmetros não detectados por ele.
De acordo com as tabelas 30, 31, 32, 33, 34 e 35 (Anexo 1) os pontos que
excederam os limites permitidos pela Resolução CONAMA 357/2005 e os
respectivos parâmetros extrapolados são:
- WGRC01: Fe (período: I);
- WGRC02: Cu (período: III);
- WGRC03: Mn (período: I e III);
- WGRC04: Zn (período: I) e Mn (período I);
- WGRC06: Mn (período: I);
- WGRC09: Cu (período: I);
- WGRC10: Ni (período: I, II e III) e Mn (período: I);
- WGRC11: Mn (período: I, II e III);
- WGRC13: Mn (período: III);
- WGRC16: Mn (período: III);
- WGRC18: Ni (período: I) e Zn (período: I);
- WGRC19: Mn (período: III);
- WGRC21: Ni (período: I);
- WGRC22: Mn (período: I);
- WGRC28: Mn (período: III);
3.3.
PARÂMETROS BIOLÓGICOS
Os parâmetros biológicos representam grande interesse na verificação da
qualidade das águas, visto que estes estão diretamente relacionados com a
transmissão de doenças infecciosas. Segundo von Sperling (2008) a
determinação de microorganismos indicadores de contaminação fecal (do grupo
coliformes) é uma forma indireta de medir a potencialidade destas águas de
74
transmitir doenças infecciosas. Inúmeras doenças podem ser transmitidas por
veiculação hídrica, como gastroenterite, hepatite, poliomielite, cólera, doenças
fungicas e parasitárias (AGUILA et a.l, 200). A maioria destas doenças são
causadas por patógenos de origem fecal. Desta forma, é importante verificar a
presença de material fecal nas águas e isto é feito pela determinação de
coliformes termotolerantes, E. colli, visto que estes estão presentes em
significante concentração em fezes humanas e de animais.
É relevante destacar que presença destes microorganismos verificadas
nos resultados trimestrais de qualidade das águas de minas emitidos pelo IGAM.
Conforme apresentados nos relatórios emitidos de 2010 a 2013, a maior parte
dos pontos analisados apresentaram concentrações de E. colli superior àquelas
determinadas pela Resolução CONAMA 357/2005 e a CONAMA 274/00.
3.3.1. COLIFORMES TOTAIS
Tabela 3: Coliformes totais (Número mais provável).
Amostras
WGRC01
WGRC02
WGRC03
WGRC04
WGRC05
WGRC06
WGRC07
WGRC08
WGRC09
WGRC10
WGRC11
WGRC12
WGRC13
WGRC14
WGRC15
WGRC16
WGRC17
WGRC18
Coliformes Totais
2º Campo
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
686,7
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
461,1
73,3
> 2419,6
> 2419,6
3º Campo
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
98,3
> 2419,6
> 2419,6
158,6
2419,6
1553,1
1413,6
403,4
533,5
1986,3
> 2419,6
206,2
67,3
980,4
372,4
75
WGRC19
WGRC20
WGRC21
WGRC22
WGRC23
WGRC24
WGRC25
WGRC26
WGRC27
WGRC28
WGRC29
WGRC30
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
980,4
307,6
> 2419,6
613,1
960,6
>2419,6
>2419,6
1553,1
81,3
579,4
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
164,4
3.3.2. COLIFORMES TEMOTOLERANTES
Tabela 4: coliformes termotolerantes (Número mais provável)
Coliformes Termotolerantes (E. coli)
Amostras
2º Campo
3º Campo
WGRC01
WGRC02
WGRC03
WGRC04
WGRC05
WGRC06
WGRC07
WGRC08
WGRC09
WGRC10
WGRC11
WGRC12
WGRC13
WGRC14
WGRC15
WGRC16
WGRC17
WGRC18
WGRC19
WGRC20
WGRC21
WGRC22
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
98,3
> 2419,6
> 2419,6
158,6
2419,6
1553,1
1413,6
403,4
533,5
1986,3
> 2419,6
206,2
67,3
980,4
372,4
1553,1
81,3
579,4
> 2419,6
435,2
613,1
160,7
64,5
1986,3
387,3
170
365,4
137,6
727
93,3
25,4
163,3
> 2419,6
95,9
2
980,4
309,4
93,3
0
65,7
> 2419,6
76
WGRC23
WGRC24
WGRC25
WGRC26
WGRC27
WGRC28
WGRC29
WGRC30
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
> 2419,6
164,4
191,8
866,4
32,4
298,7
920,8
> 2419,6
> 2419,6
241,1
De acordo com a Resolução CONAMA 357/2005, o nível máximo permitido
de coliformes termotolerantes (E. colli) é de 1000 NMP/100 mL, desta forma,
verifica-se que alguns a maioria dos pontos extrapolou tal limite no período seco
e um número bem inferior de pontos apresentou o mesmo comportamento no
período chuvoso. Cabe destacar os pontos WGRC05, WGRC14, WGRC22,
WGRC28 E WGRC29 que apresentaram NMP de E. colli superior a 1000NMP
nos dois períodos.
Somente o ponto WGRC20 apresentou ausência de E. colli no período
chuvoso e o ponto WGRC16 apresentou concentração ínfima neste mesmo
período.
77
CAPÍTULO 4
CONCLUSÕES
4.
CONCLUSÕES
Os resultados apresentados neste estudo denotam as condições das
águas do rio casca e de alguns de seus tributários. Tais condições são
determinantes para estabelecer coeficientes indicadores da qualidade das águas
dessa sub bacia e assim atribuir valores para uma caracterização maior e mais
eficiente da bacia do Rio Doce.
A dinâmica dos resultados obtidos permite determinar o comportamento
da qualidade destas águas em função do período de sazonalidade, visto que a
maioria dos parâmetros analisados apresentou comportamento diferenciado nos
três períodos, chuvoso (1º campo) – período I, seco (2º campo) – período II e
início do período chuvoso (3º campo) – período III.
Diante dos resultados obtidos, observou-se que:
- em toda a sub bacia do Rio Doce os usos preponderantes são
abastecimento público, consumo humano, dessedentação de animais, irrigação,
captação industrial e geração de energia elétrica (IGAM, 2010). Todo o trecho
da sub bacia do rio Casca analisado é composto por corpos d’água de classe 2.
- os parâmetros turbidez, condutividade elétrica e STD apresentaram a
seguinte correlação de concentração I > III > II, nos trechos do rio Casca, já em
seus tributários a correlação de concentração apresentada para STD é II > I >
III. Conforme previsto o período chuvoso é o que representa maiores cargas de
matérias de origem orgânica e materiais suspensos, o que poderia reduzir de
forma significativa a incidência de luz, alterando processos naturais de
decomposição e produção de oxigênio. Cabe destaque para o comportamento
destes parâmetros nos tributários, visto que no período II apresentaram maiores
concentrações deste parâmetros e isso, associado a redução da vazão neste
78
período também pode propiciar a redução dos mesmos processos anteriormente
citados.
- a alcalidade das águas analisadas variou entre os períodos na relação II
> I > III e ocorrendo as oscilações significativas nos tributários. Tal relação pode
estar relacionada à dissolução de rochas, reação com CO2 atmosférico e
sobretudo a decomposição de matéria orgânica. Neste caso, associando os
resultados de turbidez, condutividade e STD, pode-se atribuir tal alcalidade à
decomposição de matéria orgânica nos tributários, visto que estes seguem
mesma tendência de concentração.
- diante das concentrações de OD, nota-se que somente o ponto
WGRC01 apresentou concentração inferior ao determinado pela legislação, no
entanto muito próximo do limiar de 5,0 mg/L.
- os pontos WGRC03, WGRC04, WGRC10, WGRC11, WGRC20
(tributários) e WGRC14 foram os que apresentaram maior concentração de
cloreto, variando as concentrações sazonais em I > II > III. Isso indica a
possibilidade da ocorrência de atividades antrópicas na região, sobretudo no
ponto WGRC10.
- os tributários WGRC03, WGRC10, WGRC18, WGRC19 e WGRC20
apresentaram maior dureza (concentração de Ca e Mg), principalmente no
período I, o que pode, ser determinante ao se estabelecer o tratamento destas
águas em função de seus usos.
- as concentrações de Fe e Mg foram significantemente menores que as
estabelecidas pela Resolução CONAMA 357/2005, e estabelecem entre si uma
correlação positiva, conforme previsto. Tais concentrações possivelmente estão
sendo determinadas pelas condições naturais da região.
- foi verificado o excesso de P (limite de 0,1mg/L) nos pontos WGRC08
(II), WGRC10 (I, II, e III), WGRC17 (III) e WGRC22 (II). O ponto WGRC10
apresentou concentração de Cu nos períodos II e III, acima do determinado pela
Resolução CONAMA 357/2005. Este fator associado aos demais resultados
observados, possivelmente caracteriza a presença de atividades antrópicas na
região e sua influência sobre o declínio da qualidade das águas neste ponto.
79
- os elementos Al e Ba quando detectados nas amostras apresentaram
sempre concentrações inferiores às previstas pela Resolução CONAMA
357/2005 e possivelmente a presença destes está associada às condições
naturais da região.
- apesar de não ser um parâmetro com limites estabelecidos pela
Resolução CONAMA 357/2005, o S nas águas pode ser determinante para
atribuição da sua degradabilidade às atividades antrópicas e isso pode ser
verificado no ponto WGRC10 (córrego Piscamba).
- somente os pontos WGRC04, WGRC07, WGRC11, WGRC12,
WGRC15, WGRC16, WGRC17, WGRC18, WGRC20, WGRC21 e WGRC30
apresentaram números mais prováveis (NMP) de coliformes termotolerantes
inferiores aos determinado pela Resolução CONAMA 357/2005 (> 1000NMP/
100 mL). O ponto WGRC20, mostrou a menor concentração destes
microoganismos. Tal resultado aponta a presença destes microorganismos em
todos os trechos em pelo menos um dos períodos medidos, o que indica a
influência de atividades antrópicas na região. Neste sentido, o ponto WGRC30
se destaca por apresentar baixa ou relativamente baixa, concentração de
coliformes termotolerantes mesmo sendo o ponto sob maior pressão antrópica
(ponto no centro do município de Rio Casca).
- de acordo com os resultados obtidos pelo TXRF, os pontos WGRC01,
WGRC02, WGRC03, WGRC04, WGRC06, WGRC09, WGRC10, WGRC11,
WGRC13, WGRC16, WGRC18, WGRC19, WGRC21, WGRC22 e WGRC28
apresentaram, pelo pelos um elemento iônico em concentração acima do
permitido pela Resolução CONAMA 357/2005.
- as concentrações significativas de coliformes totais e coliformes
termotolerantes indicam que a toda coleção hídrica da sub bacia do rio Casca
apresenta estreita relação com atividades antrópicas, sobretudo os pontos
WGRC10, WGRC17 e WGRC22 (tributários) em função dos resultados obtidos
e WGRC01, WGRC12 e WGRC30 em função das condições observadas in loco.
De modo geral, é possível apontar que a maioria dos parâmetros
analisados neste estudo tem intima relação com as condições naturais da região,
sejam elas abióticas (características geológicas) ou bióticas (vegetação). Tais
condições são diretamente influenciadas pelas modificações ambientais durante
80
as variações sazonais e/ou aquelas variações determinadas pela atividade
antrópica na região.
Os resultados demonstram, em alguns pontos, impactos das atividades
humanas sobre a qualidade da água. Deve-se destacar, entretanto, que eles
apresentam uma verificação inicial das condições locais, servindo de alerta para
a existência de contaminação em alguns pontos, nos quais, inclusive, os
resultados excederam as determinações da legislação vigente, no entanto, é
conveniente que se realize a proposição de valores de referência, ou seja,
valores orientadores baseados nas condições naturais da região, para que desta
forma a existência de contaminação seja efetivamente validada.
81
CAPÍTULO 5
REFERÊNCIAS
5.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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84
ANEXOS
ANEXO 1: TABELAS DE RESULTADOS
Tabela 5: Condutividade elétrica
Condutividade
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
WGRC01
118,8
55,71
60,93
WGRC02
59,54
60,63
68,57
WGRC03
133,3
101,4
112,9
WGRC04
72,65
63,03
65,95
WGRC05
71,89
57,12
62,53
WGRC06
58,07
67,42
78,85
WGRC07
53,37
56,14
61,21
WGRC08
68,87
83,13
50,21
WGRC09
63,61
60,92
45,85
WGRC10
275,7
418,9
114
WGRC11
151,7
135,4
88,7
WGRC12
46,48
78,82
54,7
WGRC13
89,4
224,3
144,7
WGRC14
60,95
62,67
43,43
WGRC15
51,75
38,96
42,76
WGRC16
68,81
75,28
81,25
WGRC17
80,64
70,48
86,21
WGRC18
111,3
216
126,5
WGRC19
89,2
228,7
88,46
WGRC20
111,2
121,9
102,8
WGRC21
40,21
38,14
43,08
WGRC22
74,26
224,3
78,09
WGRC23
31,44
63,24
39,88
WGRC24
41,58
48,34
44,79
WGRC25
40,6
25,5
42,5
WGRC26
26,32
49,43
41,53
WGRC27
48,84
35,5
54,47
WGRC28
62,02
68,61
65
85
WGRC29
45,98
44,28
50,8
WGRC30
43,82
52,76
72,98
Tabela 6: Temperatura
Temperatura
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
WGRC01
28,6
22,3
27,1
WGRC02
28,1
23,3
27,9
WGRC03
26,4
21,9
25,3
WGRC04
26,5
23,1
25,8
WGRC05
26,7
24
27,8
WGRC06
25,7
22,9
26,4
WGRC07
26,5
23,2
27,7
WGRC08
25
20,6
26,8
WGRC09
25,3
21,2
27,8
WGRC10
25,9
21,3
26,7
WGRC11
25,2
21
26,8
WGRC12
25,5
21,2
26,8
WGRC13
25,7
19,3
24,7
WGRC14
26
23,1
29
WGRC15
25,3
22,4
26,8
WGRC16
25,5
23,7
28,6
WGRC17
26,6
25,6
31,1
WGRC18
25,3
20,7
26,7
WGRC19
25,7
26,3
31
WGRC20
25,1
21,8
27,7
WGRC21
25,6
23,9
28,7
WGRC22
24,2
23,2
27,8
WGRC23
22,9
21,9
26,2
WGRC24
23,9
20,9
26,8
WGRC25
23,7
19,3
24,6
WGRC26
23,3
20,1
26,4
WGRC27
23,3
18
25,6
WGRC28
23,5
19,9
27,9
WGRC29
23,5
20,1
24,7
WGRC30
26
23,3
27,9
86
Tabela 7: Turbidez (UNT)
Turbidez
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
WGRC01
91,1
13,14
38,3
WGRC02
71,8
13,49
33,8
WGRC03
95,1
14,23
3,65
WGRC04
163
6,31
10,89
WGRC05
321
14,62
39,6
WGRC06
68,6
10,84
11,02
WGRC07
810
17,49
108
WGRC08
78,1
29,2
33,4
WGRC09
61,4
18,54
39,4
WGRC10
35,3
21,3
9,54
WGRC11
10,19
11,62
8,33
WGRC12
101
24
29,9
WGRC13
89,3
19,25
24,3
WGRC14
58,2
16,95
33,8
WGRC15
91,5
10,51
28,6
WGRC16
15,54
6,13
6,71
WGRC17
30,5
13,55
12,66
WGRC18
28,6
11,7
20,9
WGRC19
23,7
16,82
7,4
WGRC20
11,84
5,36
3,95
WGRC21
47,1
16,48
20,3
WGRC22
49
16,02
17,42
WGRC23
196
14,35
21,9
WGRC24
11,28
4,49
7,08
WGRC25
6,97
6,4
5,02
WGRC26
191
10,79
20,9
WGRC27
17,1
24,9
13,39
WGRC28
5,03
3,61
4,85
WGRC29
27,1
9,27
12,39
WGRC30
171
75,4
85,4
87
Tabela 8: Sólidos Totais Dissolvidos (mg/L)
Sólidos Totais Disolvidos - STD
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
WGRC01
77,08
37,06
40,45
WGRC02
38,22
40,32
43,42
WGRC03
85,29
67,24
74,38
WGRC04
46,75
41,76
43,8
WGRC05
46,22
37,87
41,62
WGRC06
58,07
44,53
52,28
WGRC07
34,31
37,02
40,64
WGRC08
44,39
55,12
37,95
WGRC09
41,14
39,52
30,41
WGRC10
180,9
294,4
75,39
WGRC11
97,76
90,08
58,22
WGRC12
29,93
52,27
35,87
WGRC13
57,5
151,5
96,14
WGRC14
39,24
41,56
28,76
WGRC15
33,35
25,63
28,32
WGRC16
44,94
50,57
26,37
WGRC17
51,57
46,84
56,94
WGRC18
71,6
142
83,84
WGRC19
57,36
150,1
58,53
WGRC20
71,55
80,78
68,03
WGRC21
25,8
25,19
28,56
WGRC22
47,26
148,2
51,75
WGRC23
20,11
42,7
26,37
WGRC24
26,14
31,72
29,76
WGRC25
26,07
16,72
28,2
WGRC26
16,77
32,84
32,06
WGRC27
31,75
23,37
36,21
WGRC28
40,08
45,54
43,36
WGRC29
30,09
29,33
33,67
WGRC30
28,2
34,93
48,37
88
Tabela 9: Concentração de oxigênio dissolvido (mg/L)
Oxigênio Dissolvido - OD
Amostras
2º Campo
3º Campo
WGRC01
4,5
22,15
WGRC02
5
16,85
WGRC03
5,3
16,5
WGRC04
5,7
18,68
WGRC05
5,2
23,59
WGRC06
5,6
21,2
WGRC07
5
17,76
WGRC08
9,3
18,88
WGRC09
6,3
19,78
WGRC10
6,7
19,59
WGRC11
8,1
20,17
WGRC12
7,9
19,79
WGRC13
5,8
14,8
WGRC14
7
22,9
WGRC15
7,77
22,81
WGRC16
6
26,69
WGRC17
7,2
21,68
WGRC18
6,2
21,9
WGRC19
8,5
22,7
WGRC20
8,7
22,21
WGRC21
7,9
20,74
WGRC22
5,4
14,41
WGRC23
8,2
22,86
WGRC24
8,4
22,43
WGRC25
7,7
22,03
WGRC26
8,3
21,89
WGRC27
7,2
19,4
WGRC28
8,4
15,11
WGRC29
8
21,13
WGRC30
5,2
18,81
89
Tabela 10: Potencial de Oxidaçã-Redução (mg/)
Potencial de Oxidação-Redução
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
WGRC01
235
198
232
WGRC02
213
199
175
WGRC03
232
142
140
WGRC04
115
153
182
WGRC05
222
187
202
WGRC06
195
171
154
WGRC07
182
176
178
WGRC08
211
167
182
WGRC09
213
182
197
WGRC10
169
157
160
WGRC11
77
87
43
WGRC12
147
156
102
WGRC13
181
204
197
WGRC14
170
175
152
WGRC15
186
175
151
WGRC16
168
138
169
WGRC17
168
159
163
WGRC18
174
178
188
WGRC19
174
172
127
WGRC20
189
169
135
WGRC21
194
174
138
WGRC22
175
109
156
WGRC23
203
176
169
WGRC24
84
181
170
WGRC25
119
186
153
WGRC26
132
182
167
WGRC27
77
122
138
WGRC28
136
177
116
WGRC29
175
182
181
WGRC30
202
172
155
90
Tabela 11: Resistividade
Resistividade
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
WGRC01
0
17,93
16,41
WGRC02
16,68
16,45
14,6
WGRC03
0
0
0
WGRC04
13,54
15,85
15,16
WGRC05
13,71
17,52
15,96
WGRC06
10,88
15,1
12,68
WGRC07
18,47
17,9
16,32
WGRC08
14,25
12,03
17,49
WGRC09
15,22
16,82
21,82
WGRC10
0
0
0
WGRC11
0
0
11,39
WGRC12
21,18
12,62
18,51
WGRC13
11,04
0
0
WGRC14
16,13
15,89
23,03
WGRC15
18,95
25,68
23,42
WGRC16
14,27
13,23
12,52
WGRC17
12,35
159
11,6
WGRC18
0
0
0
WGRC19
10,88
0
11,31
WGRC20
0
0
0
WGRC21
24,34
26,22
23,2
WGRC22
13,02
0
12,81
WGRC23
31,08
15,53
24,11
WGRC24
23,6
20,76
22,3
WGRC25
24,18
39,28
23,52
WGRC26
37,11
20,28
20,65
WGRC27
20,02
28,19
18,35
WGRC28
15,76
14,57
15,31
WGRC29
20,3
22,59
19,6
WGRC30
22,4
18,95
13,7
91
Tabela 12: Potencial Hidrogeniônico (pH)
Potencial Hidrogeniônico - pH
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
WGRC01
6,07
6,68
6,59
WGRC02
6,13
6,71
6,96
WGRC03
6,41
6,61
6,96
WGRC04
6,55
6,34
6,76
WGRC05
6,32
6,28
6,75
WGRC06
6,48
6,7
7,14
WGRC07
6,72
6,64
6,86
WGRC08
6,66
6,57
6,83
WGRC09
6,43
6,28
7,08
WGRC10
7,22
7,49
7,07
WGRC11
6,83
6,76
7,07
WGRC12
6,71
6,59
6,9
WGRC13
6,88
6,58
6,9
WGRC14
6,63
6,61
7,38
WGRC15
6,46
6,65
7,34
WGRC16
6,53
6,7
6,91
WGRC17
6,88
6,66
6,95
WGRC18
6,95
6,57
6,9
WGRC19
6,78
6,88
7,18
WGRC20
6,87
6,91
7,1
WGRC21
6,44
6,46
7,05
WGRC22
6,76
6,47
6,9
WGRC23
6,38
6,37
6,68
WGRC24
6,53
6,48
6,64
WGRC25
6,46
6,4
6,62
WGRC26
6,56
6,55
6,8
WGRC27
6,45
6,3
6,6
WGRC28
6,62
6,72
6,72
WGRC29
6,81
6,54
6,93
WGRC30
6,57
6,5
6,88
92
Tabela 13: Alcalinidade (mg/L)
Alcalinidade
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
WGRC01
21,47
23,42
22,45
WGRC02
23,42
23,42
24,40
WGRC03
55,63
55,63
57,58
WGRC04
31,23
20,50
26,35
WGRC05
21,47
21,47
21,47
WGRC06
30,26
24,89
35,14
WGRC07
19,52
20,49
21,47
WGRC08
26,35
24,89
25,38
WGRC09
19,52
18,54
25,38
WGRC10
111,26
160,06
53,68
WGRC11
46,85
45,87
44,90
WGRC12
26,35
21,47
26,35
WGRC13
32,21
28,30
33,18
WGRC14
20,50
26,35
21,47
WGRC15
17,57
16,59
19,52
WGRC16
41,97
26,35
43,92
WGRC17
23,42
35,14
35,14
WGRC18
65,39
49,77
70,27
WGRC19
45,87
36,11
47,82
WGRC20
58,56
50,75
60,51
WGRC21
26,35
18,54
18,54
WGRC22
37,09
40,02
40,99
WGRC23
14,64
16,59
19,52
WGRC24
25,38
17,56
24,40
WGRC25
22,45
17,56
15,62
WGRC26
13,66
18,54
24,40
WGRC27
20,50
17,56
29,28
WGRC28
34,16
31,23
36,11
WGRC29
25,38
17,57
24,40
WGRC30
20,50
20,50
20,50
93
Tabela 14: Cloreto (mg/L)
Colreto (mg/L)
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
WGRC01
10,011
24,62706
38,0418
WGRC02
39,0216
30,033
38,0418
WGRC03
117,0648
29,0319
26,0286
WGRC04
136,5756
24,0264
26,0286
WGRC05
78,0432
35,0385
32,0352
WGRC06
78,0432
33,0363
31,0341
WGRC07
97,554
33,0363
30,033
WGRC08
78,0432
34,0374
32,0352
WGRC09
58,5324
31,0341
30,033
WGRC10
156,0864
101,1111
33,0363
WGRC11
97,554
44,0484
38,0418
WGRC12
39,0216
33,0363
31,0341
WGRC13
117,0648
30,033
60,066
WGRC14
136,5756
59,0649
25,0275
WGRC15
97,554
30,033
26,0286
WGRC16
78,0432
40,044
24,0264
WGRC17
58,5324
40,044
28,0308
WGRC18
78,0432
50,055
28,0308
WGRC19
97,554
44,0484
32,0352
WGRC20
117,0648
40,044
20,022
WGRC21
97,554
34,0374
30,033
WGRC22
97,554
43,0473
30,033
WGRC23
78,0432
32,0352
28,0308
WGRC24
78,0432
32,0352
33,0363
WGRC25
78,0432
35,0385
24,0264
WGRC26
58,5324
31,0341
29,0319
WGRC27
78,0432
28,0308
37,0407
WGRC28
97,554
30,033
28,0308
WGRC29
78,0432
32,0352
24,0264
WGRC30
78,0432
36,0396
38,0418
94
Tabela 15: Sulfato (mg/L)
Sulfato
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
WGRC01
2,61
0,02
0,67
WGRC02
5,25
0,12
3,12
WGRC03
0,87
0,17
0,19
WGRC04
2,90
0,41
4,29
WGRC05
3,92
0,01
3,90
WGRC06
2,92
0,16
1,32
WGRC07
3,84
0,05
6,14
WGRC08
2,65
0,02
3,49
WGRC09
1,74
0,16
1,43
WGRC10
0,52
1,07
0,50
WGRC11
13,45
0,20
0,63
WGRC12
3,63
0,48
1,57
WGRC13
2,52
0,75
1,39
WGRC14
2,31
0,35
2,16
WGRC15
2,96
0,19
3,12
WGRC16
0,56
0,02
0,81
WGRC17
0,75
0,07
1,02
WGRC18
0,75
0,16
0,50
WGRC19
2,06
0,47
3,00
WGRC20
0,76
0,06
0,29
WGRC21
2,30
0,25
1,68
WGRC22
1,54
0,01
0,45
WGRC23
1,05
0,35
1,12
WGRC24
2,67
0,12
5,63
WGRC25
2,21
0,04
2,29
WGRC26
0,92
0,31
6,40
WGRC27
2,23
0,12
1,40
WGRC28
1,20
0,02
0,49
WGRC29
2,52
0,23
1,60
WGRC30
2,18
1,22
2,24
95
Tabela 16: Concentração de Cálcio (mg/L)
Cálcio (Ca) - mg/L
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
BRANCO
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 1
5,1500
2,8942
2,6895
WGRC 2
**
3,1396
2,6934
WGRC 3
10,3100
7,5808
7,8263
WGRC 4
5,5800
2,3611
4,1475
WGRC 5
6,1000
2,7982
2,6652
WGRC 6
6,7800
3,9390
4,9172
WGRC 7
5,0300
2,7566
2,6777
WGRC 8
4,9240
2,7484
2,5464
WGRC 9
4,6720
2,3340
2,3912
WGRC 10
10,5300
10,1065
8,0443
WGRC 11
8,2000
5,5696
5,1679
WGRC 12
4,7140
2,3092
2,8290
WGRC 13
7,0600
5,0616
6,0867
WGRC 14
4,3530
2,1750
2,4827
WGRC 15
**
1,9386
2,3427
WGRC 16
6,9000
3,8016
4,2227
WGRC 17
6,8500
3,9725
4,7666
WGRC 18
**
5,9411
7,6231
WGRC 19
7,0300
4,0428
4,5805
WGRC 20
9,9800
6,0844
6,7727
WGRC 21
**
2,2339
2,3677
WGRC 22
6,7200
4,4391
4,3288
WGRC 23
4,3980
1,9634
2,3134
WGRC 24
5,6500
1,3673
2,6153
WGRC 25
4,3320
1,3102
1,8230
WGRC 26
4,2330
2,2040
2,8095
WGRC 27
4,6390
1,3681
2,1758
WGRC 28
6,2700
3,5556
4,1637
WGRC 29
5,7000
2,2828
2,8516
WGRC 30
5,0600
2,6231
2,8879
LQ
0,01991
0,0217
0,0217
** Amostras não analisadas.
96
Tabela 17: Concentração de Cádmio (µg/L)
Cádmio (Cd) - µg/L
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
BRANCO
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 1
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC2
**
<LQ
<LQ
WGRC 3
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 4
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 5
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 6
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 7
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 8
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 9
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 10
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 11
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 12
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 13
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 14
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 15
**
<LQ
<LQ
WGRC 16
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 17
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 18
**
<LQ
<LQ
WGRC 19
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 20
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 21
**
<LQ
<LQ
WGRC 22
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 23
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 24
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 25
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 26
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 27
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 28
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 29
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 30
< LQ
<LQ
<LQ
LQ
4,83
6,64
6,64
** Amostras não analisadas.
97
Tabela 18: Concentração de Cobalto (ug/L)
Cobalto (Co) - µg/L
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
BRANCO
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 1
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 2
**
<LQ
<LQ
WGRC 3
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 4
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 5
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 6
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 7
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 8
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 9
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 10
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 11
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 12
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 13
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 14
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 15
**
<LQ
<LQ
WGRC 16
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 17
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 18
**
<LQ
<LQ
WGRC 19
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 20
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 21
**
<LQ
<LQ
WGRC 22
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 23
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 24
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 25
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 26
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 27
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 28
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 29
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 30
< LQ
<LQ
<LQ
LQ
124,7
26,3
26,3
** Amostras não analisadas.
98
Tabela 19: Concentração de Cromo (µg/L)
Cromo (Cr) - µg/L
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
BRANCO
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 1
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 2
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 3
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 4
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 5
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 6
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 7
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 8
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 9
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 10
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 11
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 12
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 13
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 14
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 15
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 16
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 17
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 18
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 19
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 20
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 21
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 22
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 23
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 24
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 25
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 26
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 27
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 28
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 29
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 30
<LQ
<LQ
<LQ
LQ
6,74
17,1
17,1
LQ= Limite de Quantificação
99
Tabela 20: Concentração de Lítio (µg/L)
Lítio (Li) - µg/L
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
BRANCO
<LQ
< LQ
< LQ
WGRC 1
1,04
< LQ
< LQ
WGRC 2
**
< LQ
< LQ
WGRC 3
1,43
< LQ
< LQ
WGRC 4
1,059
< LQ
< LQ
WGRC 5
1,34
< LQ
< LQ
WGRC 6
1,129
< LQ
< LQ
WGRC 7
1,17
< LQ
< LQ
WGRC 8
1,021
< LQ
< LQ
WGRC 9
1,15
< LQ
< LQ
WGRC 10
1,253
< LQ
< LQ
WGRC 11
1,20
< LQ
< LQ
WGRC 12
1,174
< LQ
< LQ
WGRC 13
1,45
< LQ
< LQ
WGRC 14
0,853
< LQ
< LQ
WGRC 15
**
< LQ
< LQ
WGRC 16
1,064
< LQ
< LQ
WGRC 17
1,02
< LQ
< LQ
WGRC 18
**
< LQ
< LQ
WGRC 19
1,17
< LQ
< LQ
WGRC 20
1,265
< LQ
< LQ
WGRC 21
**
< LQ
< LQ
WGRC 22
1,16
< LQ
< LQ
WGRC 23
1,21
< LQ
< LQ
WGRC 24
0,978
< LQ
< LQ
WGRC 25
1,18
< LQ
< LQ
WGRC 26
1,059
< LQ
< LQ
WGRC 27
1,20
< LQ
< LQ
WGRC 28
1,152
< LQ
< LQ
WGRC 29
0,945
< LQ
< LQ
WGRC 30
1,16
< LQ
< LQ
LQ
0,801
3,660
3,660
** Amostras não analisadas.
100
Tabela 21: Concentração de Magnésio (µg/L)
Magnésio (Mg) - mg/L
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
BRANCO
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 1
2,08
1,546
1,617
WGRC 2
**
1,616
1,551
WGRC 3
4,66
3,953
4,439
WGRC 4
2,376
1,203
1,923
WGRC 5
2,23
1,414
1,584
WGRC 6
2,7
1,833
2,214
WGRC 7
1,81
1,397
1,555
WGRC 8
1,825
1,382
1,403
WGRC 9
1,71
1,189
1,313
WGRC 10
5,31
6,952
3,727
WGRC 11
3,98
3,333
2,833
WGRC 12
1,955
1,310
1,614
WGRC 13
2,28
2,013
2,133
WGRC 14
1,566
1,071
1,203
WGRC 15
**
0,922
1,128
WGRC 16
3,135
2,244
2,437
WGRC 17
2,97
2,012
2,455
WGRC 18
**
3,230
4,038
WGRC 19
3,48
2,599
2,842
WGRC 20
4,922
3,795
4,170
WGRC 21
**
1,125
1,248
WGRC 22
3,035
2,435
2,617
WGRC 23
1,38
0,936
1,112
WGRC 24
1,95
0,617
1,035
WGRC 25
1,60
0,651
1,050
WGRC 26
1,326
1,061
1,293
WGRC 27
1,61
0,743
1,395
WGRC 28
2,362
1,739
1,918
WGRC 29
1,954
1,025
1,271
WGRC 30
1,77
1,355
1,700
LQ
0,00682
0,0197
0,0197
** Amostras não analisadas.
101
Tabela 22: Concentração de Manganês (µg/L)
Manganês (Mn) - µg/L
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
BRANCO
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 1
7,97
9,911
9,133
WGRC 2
**
5,751
7,258
WGRC 3
312,70
68,170
84,838
WGRC 4
214,8
19,430
18,883
WGRC 5
48,11
23,066
29,546
WGRC 6
111,4
27,165
30,140
WGRC 7
82,90
29,487
36,240
WGRC 8
12,08
12,000
16,263
WGRC 9
6,23
5,159
3,933
WGRC 10
112,3
91,189
73,017
WGRC 11
283,70
152,307
168,564
WGRC 12
62,9
47,395
60,554
WGRC 13
64,30
55,683
134,136
WGRC 14
13,46
6,084
7,563
WGRC 15
**
7,892
20,701
WGRC 16
30,47
62,173
70,504
WGRC 17
133,40
45,163
68,945
WGRC 18
**
67,104
82,133
WGRC 19
352,20
121,907
336,352
WGRC 20
37,77
11,381
15,391
WGRC 21
**
49,474
9,668
WGRC 22
102,9
117,256
41,661
WGRC 23
8,41
13,215
25,295
WGRC 24
139,4
4,284
27,049
WGRC 25
107,30
9,510
24,140
WGRC 26
17,58
11,283
24,556
WGRC 27
169,50
37,551
48,266
WGRC 28
56,4
23,840
145,677
WGRC 29
25,11
16,971
19,710
WGRC 30
24,10
16,021
23,840
LQ
1,145
2,28
2,28
** Amostras não analisadas.
102
Tabela 23: Concentração de Molibidênio (µg/L)
Molibidênio (Mo) - µg/L
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
BRANCO
<LQ
< LQ
< LQ
WGRC 1
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 2
**
< LQ
< LQ
WGRC 3
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 4
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 5
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 6
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 7
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 8
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 9
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 10
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 11
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 12
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 13
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 14
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 15
**
< LQ
< LQ
WGRC 16
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 17
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 18
**
< LQ
< LQ
WGRC 19
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 20
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 21
**
< LQ
< LQ
WGRC 22
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 23
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 24
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 25
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 26
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 27
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 28
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 29
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 30
< LQ
< LQ
< LQ
LQ
14,5
13,5
13,5
** Amostras não analisadas.
103
Tabela 24: Concentração de Sódio (mg/L)
Sódio (Na) - mg/L
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
BRANCO
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 1
5,47
3,595
3,687
WGRC 2
**
3,712
3,682
WGRC 3
7,61
5,582
5,539
WGRC 4
5,33
2,338
3,377
WGRC 5
6,22
3,368
3,558
WGRC 6
6,62
4,119
4,925
WGRC 7
5,40
3,422
3,882
WGRC 8
5,03
3,381
3,385
WGRC 9
5,01
2,804
2,887
WGRC 10
11,88
11,877
6,986
WGRC 11
7,19
5,382
6,236
WGRC 12
5,58
3,739
4,295
WGRC 13
8,32
5,942
7,418
WGRC 14
4,34
2,599
3,003
WGRC 15
**
2,338
2,663
WGRC 16
7,5
5,456
5,179
WGRC 17
7,96
5,587
6,282
WGRC 18
**
7,209
7,802
WGRC 19
8,13
5,865
6,445
WGRC 20
9,78
7,313
7,825
WGRC 21
**
2,766
2,838
WGRC 22
6,69
4,735
5,173
WGRC 23
4,31
2,381
2,604
WGRC 24
5,06
2,490
3,077
WGRC 25
5,16
2,581
2,796
WGRC 26
3,821
2,675
2,943
WGRC 27
4,79
2,310
3,033
WGRC 28
6,66
4,475
4,660
WGRC 29
5
2,842
2,836
WGRC 30
5,23
3,547
3,674
LQ
0,0226
0,0484
0,0484
** Amostras não analisadas.
104
Tabela 25: Concentração de Enxofre (mg/L)
Enxofre (S) - mg/L
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
BRANCO
<LQ
<LQ
<LQ
WGRC 1
0,281
0,228
0,463
WGRC 2
**
0,363
0,446
WGRC 3
0,4435
0,240
0,130
WGRC 4
0,2431
<LQ
<LQ
WGRC 5
0,4283
0,229
0,404
WGRC 6
0,2732
0,185
0,192
WGRC 7
0,514
0,257
0,445
WGRC 8
0,2739
0,254
0,268
WGRC 9
0,2647
0,189
0,258
WGRC 10
0,521
0,898
0,308
WGRC 11
0,1552
<LQ
<LQ
WGRC 12
0,272
0,243
0,296
WGRC 13
0,4377
0,731
0,586
WGRC 14
0,2541
0,186
0,262
WGRC 15
**
0,152
0,223
WGRC 16
0,1038
<LQ
<LQ
WGRC 17
0,1795
0,164
0,320
WGRC 18
**
<LQ
<LQ
WGRC 19
0,1685
0,130
0,124
WGRC 20
0,112
<LQ
<LQ
WGRC 21
**
0,171
0,219
WGRC 22
0,208
0,131
0,118
WGRC 23
0,2849
0,162
0,239
WGRC 24
< LQ
<LQ
0,314
WGRC 25
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 26
0,3053
0,189
0,297
WGRC 27
< LQ
<LQ
<LQ
WGRC 28
0,0928
<LQ
<LQ
WGRC 29
0,16
0,147
0,145
WGRC 30
0,2422
0,232
0,456
LQ
0,0763
0,115
0,115
** Amostras não analisadas.
105
Tabela 26: Concentração de Escândio (µg/L)
Escândio (Sc) - µg/L
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
BRANCO
<LQ
< LQ
<LQ
WGRC 1
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 2
**
< LQ
1,042
WGRC 3
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 4
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 5
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 6
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 7
< LQ
< LQ
1,044
WGRC 8
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 9
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 10
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 11
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 12
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 13
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 14
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 15
**
< LQ
<LQ
WGRC 16
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 17
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 18
**
< LQ
<LQ
WGRC 19
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 20
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 21
**
< LQ
<LQ
WGRC 22
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 23
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 24
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 25
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 26
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 27
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 28
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 29
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 30
< LQ
< LQ
<LQ
LQ
0,257
1,02
1,02
** Amostras não analisadas.
106
Tabela 27: Concentração de Estrôncio (µg/L)
Estrôncio (Sr) - µg/L
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
BRANCO
<LQ
0,86
0,776
WGRC 1
32,42
25,27
26,572
WGRC 2
**
27,09
25,648
WGRC 3
53,7
40,92
43,430
WGRC 4
28,65
13,74
22,573
WGRC 5
34,79
23,81
26,545
WGRC 6
35,27
22,13
27,408
WGRC 7
31,64
24,62
26,784
WGRC 8
31,54
24,59
24,143
WGRC 9
30,1
21,76
23,357
WGRC 10
77,7
66,15
61,834
WGRC 11
59,2
47,00
45,016
WGRC 12
35,09
24,29
28,997
WGRC 13
41,37
37,46
43,915
WGRC 14
27,43
20,14
22,349
WGRC 15
**
18,17
21,625
WGRC 16
62,3
41,61
46,695
WGRC 17
62,7
46,96
56,074
WGRC 18
**
70,38
91,229
WGRC 19
49,16
37,32
41,247
WGRC 20
78
63,72
70,138
WGRC 21
**
21,00
22,484
WGRC 22
45,83
38,78
39,070
WGRC 23
22,07
18,33
21,027
WGRC 24
38,45
18,08
31,861
WGRC 25
27,03
14,04
18,835
WGRC 26
20,48
19,95
23,781
WGRC 27
32,24
18,72
28,690
WGRC 28
46,25
37,77
44,274
WGRC 29
26,57
16,63
19,904
WGRC 30
27,56
23,76
29,348
LQ
0,109
0,294
0,294
** Amostras não analisadas.
107
Tabela 28: Concentração de Titânio (µg/L)
Titânio (Ti) - µg/L
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
BRANCO
<LQ
< LQ
<LQ
WGRC 1
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 2
**
< LQ
<LQ
WGRC 3
7,55
< LQ
<LQ
WGRC 4
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 5
< LQ
< LQ
6,701
WGRC 6
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 7
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 8
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 9
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 10
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 11
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 12
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 13
6,54
< LQ
<LQ
WGRC 14
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 15
**
< LQ
<LQ
WGRC 16
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 17
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 18
**
< LQ
<LQ
WGRC 19
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 20
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 21
**
< LQ
<LQ
WGRC 22
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 23
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 24
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 25
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 26
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 27
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 28
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 29
< LQ
< LQ
<LQ
WGRC 30
< LQ
< LQ
<LQ
LQ
4,89
5,64
5,64
** Amostras não analisadas.
108
Tabela 29: Concentração de Vanádio (µg/L)
Vanádio (V) - µg/L
Amostras
1º Campo
2º Campo
3º Campo
BRANCO
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 1
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 2
**
< LQ
< LQ
WGRC 3
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 4
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 5
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 6
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 7
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 8
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 9
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 10
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 11
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 12
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 13
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 14
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 15
**
< LQ
< LQ
WGRC 16
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 17
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 18
**
< LQ
< LQ
WGRC 19
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 20
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 21
**
< LQ
< LQ
WGRC 22
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 23
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 24
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 25
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 26
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 27
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 28
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 29
< LQ
< LQ
< LQ
WGRC 30
< LQ
< LQ
< LQ
LQ
5,12
19,2
19,2
** Amostras não analisadas.
109
Tabela 30: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 1º
campo.
Amostra
Ba
Br
Cl
Cr
Cu
Ni
Sr
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
WGRC - 1
7,70
650,00
WGRC - 2
9,35
1371,00
WGRC - 3
10,60
168,00
35,30
WGRC - 4
7,90
372,00
15,20
WGRC - 5
8,94
946,00
23,30
WGRC - 6
15,60
247,00
WGRC - 7
7,51
875,00
WGRC - 8
6,20
1357,00
WGRC - 9
11,59
523,00
WGRC - 10
28,95
182,00
WGRC - 11
14,80
255,00
44,50
WGRC - 12
5,10
310,00
18,40
WGRC - 13
13,90
429,00
20,80
WGRC - 14
7,99
507,00
13,70
WGRC - 16
11,50
368,00
47,80
WGRC - 17
6,70
262,00
40,30
WGRC - 18
4,01
1355,00
WGRC - 19
10,57
1505,00
14,24
233,00
2,60
10,50
75,20
WGRC - 21
8,60
1307,00
4,30
50,70
17,90
WGRC - 22
7,60
274,00
WGRC - 23
7,18
826,00
5,40
10,90
WGRC - 24
7,79
764,00
4,40
23,80
WGRC - 25
3,40
640,00
WGRC - 26
9,62
758,00
9,23
973,00
19,80
13,60
2,90
19,40
4,30
23,90
11,50
20,85
19,20
11,00
25,90
6,20
19,00
84,00
56,80
WGRC - 15
WGRC - 20
76,00
WGRC - 27
4,20
202,80
41,70
30,70
24,00
6,20
15,62
WGRC - 28
8,24
253,00
31,40
WGRC - 29
6,74
867,00
16,10
470,00
12,50
WGRC - 30
110
Tabela 31: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 1º
campo.
Amostra
Ti
Zn
As
Fe
Mn
Ca
K
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
5022
7240,00
WGRC - 1
25,50
WGRC - 2
98,70
WGRC - 3
576,00
3,23
358,80
23,70
5534
2655,00
18,30
468,00
305,00
11012
9530,00
WGRC - 4
180,40
475,00
185,10
5662
6690,00
WGRC - 5
20,60
340,90
35,70
6249
5557,00
WGRC - 6
26,20
693,00
104,00
7772
6096,00
WGRC - 7
143,90
260,90
69,50
4962
3467,00
WGRC - 8
15,30
417,00
4973
4593,00
WGRC - 9
40,10
1,70
4449,00
46,10
4560
7847,00
WGRC - 10
16,30
2,19
748,60
108,20
10382
16850,00
WGRC - 11
12,60
579,80
254,70
8702
4754,00
WGRC - 12
24,10
500,00
40,90
4660
3256,00
WGRC - 13
101,00
488,00
49,20
7212
8790,00
WGRC - 14
18,10
595,80
10,70
3893
7043,00
WGRC - 16
11,70
3983,00
33,50
7042
3822,00
WGRC - 17
30,50
822,00
111,60
6836
2358,00
WGRC - 18
325,40
351,60
61,90
8001
3125,00
WGRC - 19
20,30
622,60
291,20
6684
3289,00
2,90
WGRC - 15
WGRC - 20
12,90
47,50
2,14
621,40
49,70
14272
6425,00
WGRC - 21
145,80
2,70
556,10
26,30
7613
4424,00
WGRC - 22
12,00
560,00
74,90
6282
3533,00
WGRC - 23
18,50
395,10
4563
1749,00
WGRC - 24
32,90
582,50
114,10
5418
3136,00
WGRC - 25
10,13
356,10
90,40
4021
2530,00
WGRC - 26
15,80
471,90
15,40
3895
2207,00
WGRC - 27
24,20
1880,00
146,70
4702
2431,00
WGRC - 28
16,20
383,80
54,30
6907
1984,00
WGRC - 29
13,40
486,90
17,80
6143
2913,00
WGRC - 30
26,80
489,00
4842
3630,00
3,60
111
Tabela 32: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 2º
campo.
Amostra
Ba
Ag
Rb
Br
Cr
Cu
Ni
Sr
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
12270,00
2,61
9,97
160,00
1,43
7,18
WGRC - 1
WGRC - 2
25,00
WGRC - 3
WGRC - 4
WGRC - 5
160,00
10,20
2,50
171,00
24,10
6,30
5,30
4,40
26,30
7,57
38,20
3,38
10,50
5,67
1,84
20,57
WGRC - 6
2,30
3,91
18,20
WGRC - 7
2,52
6,92
25,60
9,30
25,40
WGRC - 8
WGRC - 9
WGRC - 10
1144,00
WGRC - 11
WGRC - 12
WGRC - 13
2,74
7,68
2,82
29,10
15,90
11,00
3,15
2,42
33,20
4,18
20,40
863,00
72,00
4,93
WGRC - 14
WGRC - 15
7,09
36,00
WGRC - 17
67,00
WGRC - 18
41,00
WGRC - 19
27,00
137,00
WGRC - 25
9,70
3,70
11,70
10,56
30,20
6,78
8,06
35,80
4,74
9,57
4,30
4,12
2,66
54,20
20,47
74,70
107,00
7,85
12,15
6,29
27,50
65,00
2,65
5,71
1,61
28,49
4,17
2,90
10,40
WGRC - 23
WGRC - 24
35,90
9,40
15,80
34,40
75,30
4,55
WGRC - 20
WGRC - 21
3,30
2,50
3,62
WGRC - 16
WGRC - 22
6,58
18,65
1,59
41,00
2,80
5,88
WGRC - 26
4,88
11,44
22,40
18,80
12,80
5,70
11,66
WGRC - 27
28,80
1,28
2,90
WGRC - 28
55,90
3,22
5,65
4,24
32,20
6,55
1,86
10,50
WGRC - 29
WGRC - 30
25,10
5,47
11,91
14,63
112
Tabela 33: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 2º
campo.
Amostra
Zn
As
Pb
Fe
Mn
Ca
K
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
µg/L
WGRC - 1
11,60
1684,00
2370,00
WGRC - 2
8,30
1906,00
3417,00
WGRC - 3
76,90
6766,00
4353,00
WGRC - 4
23,50
1350,00
2407,00
22,60
1342,00
4456,00
WGRC - 6
28,40
3456,00
3949,00
WGRC - 7
36,90
2398,00
4719,00
WGRC - 8
15,80
2077,00
6859,00
WGRC - 9
6,00
1211,00
4077,00
110,60
11460,00
37029,00
WGRC - 11
143,80
3847,00
4349,00
WGRC - 12 151,60
53,50
2076,00
3206,00
43,10
2695,00
WGRC - 5
0,88
WGRC - 10
170,00
WGRC - 13
30,00
WGRC - 14
888,00
3088,00
WGRC - 15
9,10
939,00
3010,00
WGRC - 16
62,60
2466,00
3963,00
42,80
2899,00
4488,00
68,90
4976,00
6366,00
95,10
2295,00
3067,00
WGRC - 20
22,80
8560,00
6959,00
WGRC - 21
61,70
3917,00
8189,00
102,30
2915,00
4271,00
11,60
510,00
2262,00
230,00
2531,00
41,90
835,00
3033,00
10,80
1005,00
2491,00
WGRC - 17
2,29
64,80
WGRC - 18
WGRC - 19
1,65
WGRC - 22
81,80
WGRC - 23
WGRC - 24
WGRC - 25
6,30 9088,00
WGRC - 26
WGRC - 27
1,93
38,90
3,00
2493,00
WGRC - 28
5,02
34,50
3098,00
2875,00
WGRC - 29
14,40
1014,00
2121,00
WGRC - 30
14,50
1350,00
3071,00
113
Tabela 34: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 3º
campo.
Amostra
Ba
Ag
Rb
Br
Cd
Cl
Cr
Cu
Ni
ug/L
ug/L
ug/L
ug/L
ug/L
ug/L
ug/L
ug/L
ug/L
WGRC - 1
WGRC - 2
1190,00
WGRC - 3
549,00
WGRC - 4
99,00
4,60
43,00
11,80
2,07
WGRC - 5
3,60
390,00
WGRC - 6
4,60
483,00
WGRC - 7
70,00 260,00 5,50
WGRC - 8
2,80
WGRC - 9
WGRC - 10
WGRC - 11
259,00 4,40
111,00
7,50 2,10
WGRC - 12
183,00
301,00
WGRC - 13
650,00 9,70 1,80
WGRC - 14
2,74
WGRC - 15
1,79
WGRC - 16
10,00
107,00
WGRC - 17
187,00
151,00
2,80
318,00 17,70 6,20
143,00 6,50
WGRC - 18
269,00
4,60
256,00
WGRC - 19
60,00
WGRC - 20
32,70
75,00
4,87
WGRC - 21
297,00
6,06 1,69
301,00
2,60
WGRC - 22
6,60
570,00
WGRC - 23
3,70
425,00
WGRC - 24
5,25
473,00
2,69
WGRC - 25
3,43
602,00
6,09
WGRC - 26
2,28
238,00 501,00
WGRC - 27
239,00 10,80
471,00
WGRC - 28
761,00
WGRC - 29
260,00
WGRC - 30
3,20
465,00
3,40 2,70
114
Tabela 35: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 3º
campo.
Amostra
Sr
Ti
Zn
As
Pb
Fe
Mn
ug/L
ug/L
ug/L
ug/L
ug/L
ug/L
ug/L
WGRC - 1
WGRC - 2
WGRC - 3
16,10
111,50
WGRC - 4
14,80
WGRC - 5
26,50
WGRC - 6
2,70
35,60
WGRC - 7
5,00 13,00
49,10
WGRC - 8
26,50
WGRC - 9
WGRC - 10
28,60
WGRC - 11
17,70
WGRC - 12
WGRC - 13
76,40
61,70
2582,00
31,00 49,30
229,60
57,20
4,70
839,00
WGRC - 14
143,70
6,40
WGRC - 15
5,50
28,10
WGRC - 16
13,00
62,80
13480,00
160,60
WGRC - 17
27,70
134,80
1292,00
89,50
WGRC - 18
49,30
WGRC - 19
13,30
80,70
82,10
803,00
WGRC - 20
2,13
WGRC - 21
WGRC - 22
25,10
7,60
8,80
WGRC - 23
WGRC - 24
381,00
2,50
2,80
19,90 71,20
1,79
WGRC - 25
57,20
36,20
26,60
73,40
28,80
WGRC - 26
24,20
WGRC - 27
50,60
WGRC - 28
WGRC - 29
WGRC - 30
1,70 16,00 55,30
19,70
146,80
15,20
18,80
115
Amostra
Ca
K
ug/L
ug/L
WGRC - 1
3227,00
5510,00
WGRC - 2
1377,00
1065,00
WGRC - 3
12140,00
4720,00
WGRC - 4
3268,00
2187,00
WGRC - 5
3700,00
4537,00
WGRC - 6
5179,00
WGRC - 7
5260,00
6980,00
WGRC - 8
3259,00
2554,00
WGRC - 9
3580,00
2580,00
WGRC - 10
8760,00
4298,00
WGRC - 11
7880,00
4934,00
WGRC - 12
3995,00
2203,00
WGRC - 13
7990,00
10670,00
WGRC - 14
3400,00
2210,00
WGRC - 15
3488,00
1861,00
WGRC - 16
6187,00
2265,00
WGRC - 17
6615,00
2932,00
WGRC - 18
9160,00
2956,00
WGRC - 19
5780,00
3070,00
WGRC - 20
3368,00
1989,00
WGRC - 21
3987,00
1904,00
WGRC - 22
6150,00
4142,00
WGRC - 23
4128,00
2726,00
WGRC - 24
3367,00
1566,00
WGRC - 25
3716,00
2089,00
WGRC - 26
3636,00
2681,00
WGRC - 27
3012,00
5014,00
WGRC - 28
6130,00
4180,00
WGRC - 29
6063,00
1169,00
WGRC - 30
3712,00
4373,00
116
ANEXO 2: REGISTRO FOTOGRÁFICO
Figura 6.1: Vista do ponto WGRC01 – período chuvoso (campo 1).
117
Figura 6.2: Vista do rio Casca no período chuvoso (campo 1).
Figura 6.3: vista de tributário do rio Casca em período chuvoso.
118
Figura 6.4: Vista do rio Casca no período chuvoso (campo 1).
Figura 6.5: Vista do Ribeirão Piscamba no período chuvoso (campo 1).
119
Figura 6.6: Vista do rio Casca no período chuvoso – ponto WGRC15 (campo 1).
Figura 6.7: Vista do Córrego do Anta (WGRC29) no período chuvoso.
120
Figura 6.8: Vista do rio Casca no período seco – ponto WGRC01 (campo 2).
Figura 6.9: Vista do rio Casca no período seco (campo 2).
121
Figura 6.10: Vista do Córrego do São João no período seco (campo 2).
Figura 6.11: Vista do rio Casca no período seco (campo 1).
122
Figura 6.12: Vista do rio Casca no período seco – Registro de dragagem para
extração de areia (campo 2).
Figura 6.13: Vista do Córrego do Jacaré no período seco (campo 2).
123
Figura 6.14: Ponto WGRC15 – registro de criação de porcos às margens do rio
Casca.
Figura 6.15: Realização de cultivo de cana nas proximidades do rio Casca.
124
Figura 6.16: registro de processos erosivos nas vias de acesso ao rio Casca.
Figura 6.17: registro de processos erosivos nas proximidades rio Casca.
125
Figura 6.18: Ponto WGRC09 – próximo da Ponte Jacaré – período seco.
Figura 6.19: Realização de criação de gado nas proximidades de tributário do rio
Casca.
126
Figura 6.20: Vista do Ribeirão Piscamba no período seco (campo 2).
Figura 6.21: Vista do Ribeirão Piscamba no período seco (campo 2).
127
Figura 6.22: Vista da ocupação das proximidades do rio Casca.
Figura 6.23: Ponto WGRC30 – região central do Município de Rio Casca.
128
Figura 6.24: Ponto de análise sobre a ponte do Jacaré no período chuvoso.
Figura 6.25: Contribuição tributária no período chuvoso.
129
Figura 6.26: Córrego Lombriga em período chuvoso.
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