Universidade Federal de Ouro Preto Programa de Pós-Graduação Engenharia Ambiental Mestrado em Engenharia Ambiental WELLINGTON LUIZ REZENDE GLÓRIA “DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DO RIO CASCA – MG: CONTRIBUIÇÃO PARA O DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DOCE - MG” Orientador: Prof. Dr. Hubert Mathias Peter Roeser Coorientadora: Dra. Adivane Terezinha Costa Ouro Preto, MG 2014 ii Universidade Federal de Ouro Preto Programa de Pós-Graduação Engenharia Ambiental Mestrado em Engenharia Ambiental WELLINGTON LUIZ REZENDE GLÓRIA “DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DO RIO CASCA – MG: CONTRIBUIÇÃO PARA O DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DOCE - MG” Dissertação apresentada ao Programa de Pós Graduação em Engenharia Ambiental, Universidade Federal de Ouro Preto, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do título: “Mestre em Engenharia Ambiental – Área de Concentração: Recursos Hídricos” Trabalho realizado com o apoio do CNPq e da FAPEMIG. Orientador: Prof. Dr. Hubert Mathias Peter Roeser Coorientadora: Dra. Adivane Terezinha Costa Ouro Preto, MG 2014 iii iv AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus por me permitir concluir essa caminhada, me nutrindo de força e coragem para vencer todas as dificuldades encontradas. Aos meus pais, Adelan e Eurides, por todo ensinamento e pelo exemplo de vida bem construída, estendendo às minhas irmãs Renata e Ana Paula, ao meu irmão Júnior e meus sobrinhos, em especial meu grande parceiro João Pedro, pela imensa alegria proporcionada todos os dias. A todos os amigos que me incentivaram. Aos grandes amigos que fiz no PROAmb, Cássia, Kelly, Marina, Francine, Amanda, Frederico, Sara e André; vocês fizeram uma diferença significativa para tornar mais interessante a estadia em Ouro Preto. Ao Professor Dr. Hubert pela disposição em atender as minhas necessidades, sobretudo pela disposição em atuar nos trabalhos de campo, pela orientação, dedicação e transmissão gratuita de conhecimento que foi muito importante para o meu desenvolvimento acadêmico. A Professora Drª. Adivane, pela coorientação, conselhos significativos na qualificação e direcionamento na busca por material de referência. Aos voluntários que me ajudaram em campo ou no laboratório, Flaviane, Deyse, Janaína, Fred, João. Ao parceiro Everton pela agradável força na reta final. Ao PROAMB, em especial à Secretária Vânia e à UFOP, por me proporcionarem esta intensa experiência. Aos funcionários dos laboratórios: LSA da Eng. Civil, LGqA do DEGEO e LaQua da Escola de Farmácia, em especial ao Prof. Dr. Hermíno e Profª. Drª Vera. Ao CNPq, CAPES e FAPEMIG, pelo apoio financeiro essencial para realização dessa pesquisa. A todos que de alguma forma contribuíram e apostaram na realização deste estudo. ii SUMÁRIO AGRADECIMENTOS .......................................................................................... I LISTAS TABELAS E GRÁFICOS .................................................................... IV LISTAS DE FIGURAS ....................................................................................... V LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ......................................................... VIII RESUMO........................................................................................................... XI ABSTRACT...................................................................................................... XII CAPÍTULO 1 .................................................................................................... 13 1. APRESENTAÇÃO ..................................................................................... 13 1.1. OBJETIVO ............................................................................................. 17 1.2. LOCALIZAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA BACIA DO RIO DOCE..... 19 1.3. CARACTERIZAÇÃO DA BACIA DO RIO CASCA................................ 21 1.4. QUALIDADE DAS ÁGUAS DO RIO CASCA ........................................ 22 1.5. APARATO LEGAL DE REFERÊNCIA ................................................. 24 1.5.1. RESOLUÇÃO CONAMA 357/2005 .................................................. 25 1.5.2. RESOLUÇÃO CONAMA 430/2011 .................................................. 27 1.6. ASPECTOS LOCAIS: O MEIO NATURAL ........................................... 27 1.6.1. CLIMA .............................................................................................. 27 1.6.2. VEGETAÇÃO................................................................................... 28 1.6.3. RELEVO, GEOLOGIA E SOLOS ..................................................... 30 CAPÍTULO 2 .................................................................................................... 33 2. AMOSTRAGEM...................................................................................... 33 2.1. DETERMINAÇÃO DOS PONTOS AMOSTRAIS ................................. 33 2.2. AMOSTRAGEM DAS ÁGUAS ............................................................. 36 2.3. MEDIÇÕES IN SITU E ANÁLISES NO LABORATÓRIO...................... 38 CAPÍTULO 3 .................................................................................................... 44 3. SIGNIFICADO AMBIENTAL DOS PARÂMETROS E RESULTADOS DAS ANÁLISES .................................................................................................... 44 3.1. PARÂMETROS FÍSICOS ....................................................................... 44 3.1.1. 3.1.2. 3.1.3. 3.2. TEMPERATURA .............................................................................. 44 TURBIDEZ ....................................................................................... 45 CONDUTIVIDADE ELÉTRICA E SÓLIDOS TOTAIS DISSOLVIDOS 46 PARÂMETROS QUÍMICOS ................................................................... 49 iii 3.2.1. ALCALINIDADE ............................................................................... 49 3.2.2. OXIGÊNIO DISSOLVIDO................................................................. 51 3.2.3. POTENCIAL HIDROGENIÔNICO .................................................... 52 3.2.4. SULFATO ........................................................................................ 53 3.2.5. CLORETO........................................................................................ 55 3.2.6. CONSTITUINTES IÔNICOS DA SUB BACIA DO RIO CASCA (ANÁLISE POR ICP-OES) ............................................................................ 56 3.2.6.1. CÁLCIO (Ca) ................................................................................ 56 3.2.6.2. MAGNÉSIO (Mg) .......................................................................... 57 3.2.6.3. FERRO (Fe).................................................................................. 59 3.2.6.4. MANGANÊS (Mg) ......................................................................... 60 3.2.6.5. POTÁSSIO (K).............................................................................. 62 3.2.6.6. SÓDIO (Na) .................................................................................. 62 3.2.6.7. ALUMÍNIO (Al) .............................................................................. 65 3.2.6.8. BÁRIO (Ba) ................................................................................... 66 3.2.6.9. COBRE (Cu) ................................................................................. 67 3.2.6.10. FÓSFORO (P) ........................................................................... 67 3.2.6.11. ENXOFRE (S) ........................................................................... 69 3.2.6.12. SILÍCIO (Si) ............................................................................... 70 3.2.6.13. Estrôncio (Sr) ............................................................................ 70 3.2.6.14. ZINCO (Zn)................................................................................ 71 3.2.6.15. LÍTIO (Li) ................................................................................... 71 3.2.6.16. Escândio (Sc) ............................................................................ 72 3.2.6.17. TITÂNIO (Ti) .............................................................................. 72 3.2.6.18. CÁDMIO (Cd), COBALTO (Co), CROMO (Cr), MOLIBIDÊNIO (Mo), NÍQUEL (Ni) e CHUMBO (Pb) .......................................................... 72 3.2.7. CONSTITUINTES IÔNICOS DA SUB BACIA DO RIO CASCA (ANÁLISE POR TXRF) .................................................................................. 73 3.3. PARÂMETROS BIOLÓGICOS .............................................................. 73 3.3.1. 3.3.2. COLIFORMES TOTAIS.................................................................... 74 COLIFORMES TEMOTOLERANTES .............................................. 75 CAPÍTULO 4 .................................................................................................... 77 4. CONCLUSÕES ...................................................................................... 77 CAPÍTULO 5 .................................................................................................... 81 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................... 81 ANEXO 1: TABELAS DE RESULTADOS ...................................................... 84 ANEXO 2: REGISTRO FOTOGRÁFICO ..................................................... 116 iv LISTAS TABELAS Tabela 1: Identificação e localização dos pontos de amostragens (WGRC). ................. 34 Tabela 2: Concentração de Cu nos pontos detectados por ICP-OES ............................. 67 Tabela 3: Coliformes totais (Número mais provável). ....................................................... 74 Tabela 4: coliformes termotolerantes (Número mais provável) ........................................ 75 Tabela 5: Condutividade elétrica............................................................................................ 84 Tabela 6: Temperatura ............................................................................................................ 85 Tabela 7: Turbidez (UNT) ....................................................................................................... 86 Tabela 8: Sólidos Totais Dissolvidos (mg/L) ........................................................................ 87 Tabela 9: Concentração de oxigênio dissolvido (mg/L) ..................................................... 88 Tabela 10: Potencial de Oxidação-Redução (mg/) ............................................................. 89 Tabela 11: Resistividade ......................................................................................................... 90 Tabela 12: Potencial Hidrogeniônico (pH) ............................................................................ 91 Tabela 13: Alcalinidade (mg/L) ............................................................................................... 92 Tabela 14: Cloreto (mg/L) ....................................................................................................... 93 Tabela 15: Sulfato (mg/L) ........................................................................................................ 94 Tabela 16: Concentração de Cálcio (mg/L).......................................................................... 95 Tabela 17: Concentração de Cádmio (µg/L) ........................................................................ 96 Tabela 18: Concentração de Cobalto (ug/L) ........................................................................ 97 Tabela 19: Concentração de Cromo (µg/L) .......................................................................... 98 Tabela 20: Concentração de Lítio (µg/L) .............................................................................. 99 Tabela 21: Concentração de Magnésio (µg/L) .................................................................. 100 Tabela 22: Concentração de Manganês (µg/L) ................................................................. 101 Tabela 23: Concentração de Molibidênio (µg/L)................................................................ 102 Tabela 24: Concentração de Sódio (mg/L) ........................................................................ 103 Tabela 25: Concentração de Enxofre (mg/L) ..................................................................... 104 Tabela 26: Concentração de Escândio (µg/L) ................................................................... 105 Tabela 27: Concentração de Estrôncio (µg/L) ................................................................... 106 Tabela 28: Concentração de Titânio (µg/L) ........................................................................ 107 Tabela 29: Concentração de Vanádio (µg/L) ..................................................................... 108 Tabela 30: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 1º campo. ................................................................................................................................................... 109 Tabela 31: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 1º campo. ................................................................................................................................................... 110 Tabela 32: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 2º campo. ................................................................................................................................................... 111 Tabela 33: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 2º campo. ................................................................................................................................................... 112 Tabela 34: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 3º campo. ................................................................................................................................................... 113 Tabela 35: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 3º campo. ................................................................................................................................................... 114 v LISTAS DE FIGURAS Figura 1.1: Distribuição das Bacias Hidrográficas em Minas Gerais. ............... 16 Figura 1.2: Mapa das Sub-Bacias do rio Doce. Fonte: PIRH. .......................... 20 Figura 1.3: Representação da UPGRH do rio Piranga. Fonte: IGAM ............... 22 Figura 1.4: Mapa de qualidade das águas da bacia do rio Doce - 2º trimestre de 2013. ................................................................................................................ 23 Figura 1.5: Mapa de qualidade das águas da bacia do rio Doce - 3º trimestre de 2013. ................................................................................................................ 24 Figura 1.6: UPGRH DO1 – destaque das UC existentes na região e a estreita relação com os pontos de amostragens. .......................................................... 29 Figura 1.7: Mapa de solos da bacia do rio Doce. Fonte: PIRH......................... 30 Figura 1.8: mapa de suscetibilidade à erosão na bacia do rio Doce (PIRH Bacia do Rio Doce, 2010). ......................................................................................... 31 Figura 1.9: mapa de uso potencial e especial para mineração (PIRH Bacia do Rio Doce, 2010). .............................................................................................. 32 Figura 2.1: Identificação e localização dos pontos de amostragens. ............... 35 Figura 2.2: coletor de balde. ............................................................................. 36 Figura 2.3: coletor de garrafa. .......................................................................... 37 Figura 2.4: utilização do multiparâmetro para determinação de parâmetros variados in situ. ................................................................................................ 38 Figura 2.5: análise titulométrica de alcalinidade - LSA ..................................... 39 Figura 2.6: procedimento de análise de sulfatos - LSA. ................................... 40 Figura 2.7: amostras destinadas ao LsQA e Lab. de Espectrometria de massas. ......................................................................................................................... 41 Figura 2.8: Análise de coliformes termotolerantes. A presença de fluorescência demonstra resultado positivo para a presença destes microorganismos – LaQUA. ............................................................................................................ 42 Figura 3.1: Gráfico de temperatura (ºC) X ponto amostral, nas 3 campanhas de coletas. ............................................................................................................. 45 Figura 3.2: Gráfico turbidez (NTU) X ponto amostral, nas 3 campanhas de coletas. ............................................................................................................. 46 Figura 3.3 e 3.4: Esquerda – 1º campo; direita – 2º campo ............................. 47 Figura 3.5: Condutividade elétrica X ponto amostral, nas 3 campanhas de coletas. ............................................................................................................. 48 Figura 3.6: STD X ponto amostral, nas 3 campanhas de coletas..................... 49 Figura 3.7: Alcalinidade X ponto amostral, nas 3 campanhas de coletas. ....... 50 Figura 3.8: Variação do nível de OD na bacia do rio Casca. ............................ 52 Figura 3.9: Variação do nível de pH na bacia do rio Casca. ............................ 53 Figura 3.10:Variação do nível de Sulfato na bacia do rio Casca. ..................... 54 Figura 3.11: Variação do nível de cloreto na bacia do rio Casca. ................... 55 Figura 3.12: Variação da concentração de Ca na bacia do rio Casca. ............. 57 Figura 3.13: Variação da concentração de Mg na bacia do rio Casca. ............ 58 vi Figura 3.14: Correlação positiva entre Ca e Mg na bacia do rio Casca – 1º campo. ............................................................................................................. 58 Figura 3.15: Correlação positiva entre Ca e Mg na bacia do rio Casca – 2º campo. ............................................................................................................. 59 Figura 3.16: Correlação positiva entre Ca e Mg na bacia do rio Casca – 3º campo. ............................................................................................................. 59 Figura 3.17: Concentração de Fe na sub bacia do rio Casca. ......................... 60 Figura 3.18: Concentração de Mn na sub bacia do rio Casca. ......................... 61 Figura 3.19: Correlação entre Mn e Fe na sub bacia do rio Casca – 2º campo. ......................................................................................................................... 61 Figura 3.20: Variação da concentração de K na sub bacia do rio Casca. ........ 62 Figura 3.21: Variação da concentração de Sódio na sub bacia do rio Casca. . 63 Figura 3.22: Correlação entre Na e K na sub bacia do rio Casca – 1º campo. 64 Figura 3.23: Correlação entre Na e K na sub bacia do rio Casca – 2º campo. 64 Figura 3.24: Correlação entre Na e K na sub bacia do rio Casca – 3º campo. 65 Figura 3.25: Concentração de Al na sub bacia do rio Casca. .......................... 66 Figura 3.26: Concentração de Ba na sub bacia do rio Casca. ......................... 66 Figura 3.27: Concentração de P sub bacia do rio Casca. ................................ 68 Figura 3.28: Concentração de S sub bacia do rio Casca. ................................ 69 Figura 3.29: Concentração de Sr sub bacia do rio Casca. ............................... 70 Figura 6.1: Vista do ponto WGRC01 – período chuvoso (campo 1)............... 116 Figura 6.2: Vista do rio Casca no período chuvoso (campo 1). ...................... 117 Figura 6.3: vista de tributário do rio Casca em período chuvoso.................... 117 Figura 6.4: Vista do rio Casca no período chuvoso (campo 1). ...................... 118 Figura 6.5: Vista do Ribeirão Piscamba no período chuvoso (campo 1). ...... 118 Figura 6.6: Vista do rio Casca no período chuvoso – ponto WGRC15 (campo 1). ................................................................................................................... 119 Figura 6.7: Vista do Córrego do Anta (WGRC29) no período chuvoso. ......... 119 Figura 6.8: Vista do rio Casca no período seco – ponto WGRC01 (campo 2). ....................................................................................................................... 120 Figura 6.9: Vista do rio Casca no período seco (campo 2). ........................... 120 Figura 6.10: Vista do Córrego do São Joãlo no período seco (campo 2). ...... 121 Figura 6.11: Vista do rio Casca no período seco (campo 1)........................... 121 Figura 6.12: Vista do rio Casca no período seco – Registro de dragagem para extração de areia (campo 2)........................................................................... 122 Figura 6.13: Vista do Córrego do Jacaré no período seco (campo 2). ........... 122 Figura 6.14: Ponto WGRC15 – registro de criação de porcos às margens do rio Casca. ............................................................................................................ 123 Figura 6.15: Realização de cultivo de cana nas proximidades do rio Casca. . 123 Figura 6.16.: registro de processos erosivos nas vias de acesso ao rio Casca. ....................................................................................................................... 124 Figura 6.17: registro de processos erosivos nas proximidades rio Casca. ..... 124 Figura 6.18: Ponto WGRC09 – próximo da Ponte Jacaré – período seco. .... 125 vii Figura 6.19: Realização de criação de gado nas proximidades de tributário do rio Casca. ....................................................................................................... 125 Figura 6.20: Vista do Ribeirão Piscamba no período seco (campo 2). ........... 126 Figura 6.21: Vista do Ribeirão Piscamba no período seco (campo 2)............ 126 Figura 6.22: Vista da ocupação das proximidades do rio Casca. ............... 12728 Figura 6.23: Ponto WGRC30 – região central do Município de Rio Casca. 12728 Figura 6.24: Ponto de análise sobre a ponte do Jacaré no período chuvoso.............129 viii LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS Al – Alumínio; AMM – Associação Mineira de Municípios; ANA – Agência Nacional de Águas; As – Arsênio; Ba – Bário; Be – Berílio; Bi – Bismuto; Ca – Cálcio; Cd – Cádmio; CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental; Cm – centímetro; Co – Cobalto; CO2 – Dióxido de Carbono; CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente; Cr – Cromo; Cu – Cobre; DBO – Demanda bioquímica de oxigênio; DEGEO – Departamento de Geologia; DQO – Demanda química de oxigênio; Fe – Ferro; WGRC – Wellington Glória Rio Casca; GPS – Sistema de posicionamento global; H – Hidrogênio; Hg – Mercúrio; IAP – Índice de Qualidade das Águas Brutas para Fins de Abastecimento Público; IB – Índice de Balneabilidade; IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; ICF – Índice de Comunidade Fitoplanctônica; ICP-OES – Espectrometria de emissão óptica com plasma indutivamente acoplado; IET – Índice do Estado Trófico; IGAM – Instituto Mineiro de Gestão das Águas; IQA – Índice de Qualidade das Águas; ix ISTO – Índice de Substância Toxicas e Organolépticas; IVA – Índices de Qualidade das Águas para Proteção da Vida Aquática e de Comunidades Aquáticas; K – Potássio; Kg – Quilograma; Km – Quilômetros; L – Litro; LaQua – Laboratório de Qualidade de Águas; LGqA – Laboratório de Geoquímica Ambiental; Li – Lítio; LQ - Limite de Quantificação M – Metros; Mg – Magnésio; MG – Minas Gerais; mg – miligrama; mL – mililitro; Mm – milímetros; MMA – Ministério do Meio Ambiente; Mn – Manganês; Mo – Molibdênio; Na – Sódio; Ni – Níquel; NMP – Número mais provável; OD – Oxigênio dissolvido; OH – Hidróxido; P – Fósforo; Pb – Chumbo; PFTHM – Potencial de Formação de Trihalometanos; pH – Potencial hidrogeniônico; PIB – Produto Interno Bruto; PIRH – Plano Integrado de Recursos Hídricos; POR – Potencial de oxidação e redução; Ppm – Partes por milhão; S – Enxofre; Sb – Antimônio; x Sc – Escândio; Si – Silício; Sr – Estrôncio; STD – Sólidos totais dissolvidos; Ti – Tálio; Th – Tório; TXRF – Técnica de Fluorescência de Raios X por reflexão total; V – Vanádio; UFOP – Universidade Federal de Ouro Preto; VI – Valor de Intervenção; VP – Valor de Prevenção; VRQ – Valor de Referência de Qualidade; Y – Ítrio; Zn – Zinco; Zr – Zircônio; μm – micrometro; μg – micrograma; µS – microSiemens; ºC – grau Celsius; xi RESUMO A avaliação da qualidade da água é um fator muito importante para a implementação de uma gestão eficiente dos recursos hídricos disponíveis. No presente caso, os resultados das investigações na bacia Rio Casca, um rio fonte de Alto Rio Doce são apresentados. A área de estudo situa-se na parte oriental do estado brasileiro de Minas Gerais. Entre março e dezembro de 2013, amostras de água foram coletadas em 30 pontos: dois na estação chuvosa (verão), e uma na estação seca (inverno). Os parâmetros físico-químicos: pH, oxigênio dissolvido - OD, potencial de oxidação e redução - ORP, sólidos totais dissolvidos - TDS, condutividade, resistividade, temperatura e turbidez foram medidos in situ. Os valores de alcalinidade, sulfato e cloreto foram determinados por meio de métodos químicos clássicos (titulação). Os elementos químicos foram determinados por ICP-OES e TXRF. As bactérias coliformes totais e (Escherichia coli) foram analisados por meio de ensaio imunossorvente de enzima -linked - método Colilert 24 horas (IDEXX, USA). De modo geral os parâmetros turbidez, OD, STD, ORP, cloreto e condutividade elétrica, apresentaram valores superiores nos períodos chuvosos. Em contrapartida, no período seco, os valores determinados de sulfeto e alcalinidade apresentaram poucas variações superiores, obedecendo ao previsto em função da sazonalidade. Os resultados analisados registram em maiores concentrações dos elementos químicos no período chuvoso, que mostraram valores constantes de Al, Fe, Mn, Ca, K, Mg, Na, P, S, Si, Ba e Sr, além da presença menos frequente de Cu e Ti, em variações mais significantes nos pontos WGRC10 (10,87 µg/L) e WGRC5 (6,70 µg/L), respectivamente. Estes elementos refletem as condições litológicas (Ortognaisse - Charnockito Enderbite - Tonalito) na região. Ainda não está claro se isso pode ser atribuído à geologia local ou influências antropogênicas. Outro aspecto de relevância é a presença constante de coliformes fecais, indicando a estreita relação entre as atividades de ocupação do local e o uso das águas, bem como a necessidade de controle local. Em conformidade com a legislação ambiental, a bacia do rio Casca deve atender os preceitos aplicáveis ao enquadramento Classe 2, de acordo com a Resolução CONAMA 357/05 e 430/11, devendo portanto, receber medidas de controle, recuperação e conservação da qualidade das águas, para que desta forma atenda as premissas estabelecidas para seus usos. Palavras-Chave – Rio Casca, recursos hídricos, degradação ambiental, hidroquímica. xii ABSTRACT The assessment of water quality is a very important factor for the implementation of an efficient management of available water resources. In the present case, the results of investigations in River Casca basin, a source river of the upper River Doce are presented. The study area is situated in the Eastern part of the Brazilian state of Minas Gerais. Between March and December 2013, water samples were taken at 30 points: two in the rainy season (summer), and one in the dry season (winter). The physicalchemical parameters: pH, dissolved oxygen - OD , oxidation and reduction potential ORP , total dissolved solids - TDS , conductivity, resistivity , temperature and turbidity were measured in situ. The values of alkalinity, sulfate and chloride were determined by classical chemical methods (titration). The chemical elements were determined by ICPOES. The coliform bacteria (total and Escherichia coli) were analyzed via enzyme -linked immunosorbent assay - Colilert method 24 hours (IDEXX , USA). In general the parameters turbidity, OD, STD, ORP, conductivity and chloride, showed higher values during the rainy season, however in the dry season the values determined sulfide and alkalinity showed small variations above, following the expected due to seasonality. The chemicals analyzed were determined in highest concentration in the rainy season, the constant presence of Al, Fe, Mn, Ca, K, Mg being checked, Na, P, S, Si, Ba and Sr, in addition to less frequent presence of Cu and Ti, more significant changes in WGRC10 (10,87 µg/L) and WGRC5 (6,70 µg/L), respectively points. These elements reflect the lithological conditions (orthogneiss - Charnockite - Enderbite tonalite) in the region. Cu and Ti were significant differences in some points. It is not yet clear whether this can be attributed to local mineralization or anthropogenic influences. Another relevant aspect is the constant presence of fecal coliforms, indicating the close relationship between the activities of occupation of the site and the use of water. In accordance with environmental legislation, the Bark River basin must meet the provisions applicable to Class 2 frame, according to CONAMA Resolution 430/11 and 357/05 and should therefore receive control measures, recovery and conservation of the quality of waters, so this way meets the assumptions established for their use. Keywords – River Casca, water resources, environmental sanitation, geochemistry. 13 CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO 1. APRESENTAÇÃO A água é o recurso natural que representa maior influência sobre os organismos vivos, atuando como um fator essencial para a garantia da vida em nosso planeta. Quimicamente definida como um composto inorgânico, ela pode representar, em alguns seres vivos, cerca de 98% de sua matéria. Além de ser um dos principais constituintes da matéria viva, a água é responsável pelo transporte de inúmeras substâncias através dos sistemas de disponibilização de nutrientes, sais minerais, entre outros e pelo controle de temperatura de ambientes, bem como dos organismos. Vários estudos apontam que as águas em nosso planeta estão distribuídas nas seguintes proporções: aproximadamente 97% de águas salgadas, 2,2% nas geleiras e 0,8% sob forma consumível, água doce, sendo esta última forma subdividida em 97% de água subterrânea e 3% de água superficial. Com base nesse cenário podemos considerar o Brasil como um país privilegiado. Porém, a distribuição da água não ocorre de forma homogênea, uma vez que 73% dessa água doce disponível em território nacional encontrase no norte, região menos industrializada e menos povoada. Restando aos demais habitantes e empreendimentos, encontrados nos demais centros apenas 27% da capacidade hídrica do país (BENEVIDES e BEEKMAN, 1995; SETTI e LIMA, 2001). O uso adequado dos recursos naturais, principalmente dos hídricos, vem sendo considerado de grande importância, pois a água está presente em toda a biosfera: nos corpos d’água, no ar, no solo, no subsolo e nos seres vivos e desempenha importantíssima função em quase todas as atividades humanas, econômicas, sociais, culturais e até religiosas (FELDMANN, 1992). A qualidade da água é resultante de fenômenos naturais e da atuação do homem. De maneira geral, pode-se dizer que a qualidade de uma determinada 14 água é função das condições naturais e do uso e da ocupação do solo na bacia hidrográfica (VON SPERLING, 2008). Sob condições naturais, a qualidade da água é influenciada, sobretudo, pelos mecanismos e fluxos dos ciclos hidrogeoquímicos, destacando-se o volume de precipitação, o escoamento superficial das águas (controlado por fatores como a cobertura vegetal), as formas e quantidade de infiltração no solo, além das características ainda mais específicas para cada região hidrográfica em análise como a composição das rochas e dos solos, as influências climáticas ou outros fatores físicos. Sob influência das condições antrópicas destaca-se a alteração da qualidade das águas por fatores estreitamente relacionados ao uso e ocupação das áreas, ou seja, as atividades desempenhadas em determinadas regiões exercem considerável relação com a degradabilidade das condições naturais locais, além de promoverem a alteração dos mecanismos e fluxos naturais citados anteriormente. Desta forma, considerando a pequena porção de água disponível para uso, comparada à quantidade de água existente no planeta e considerando as particularidades que podem resultar no comprometimento desta, conhecer a qualidade da coleção hídrica torna-se um fator de extrema relevância, para o planejamento e operação de um sistema eficiente de gerenciamento de recursos disponíveis. Neste sentido a adoção uma unidade espacial para estudo e aplicação de mecanismos de conservação e controle da qualidade das águas é essencial. Sendo assim é de extrema relevância a definição/ delimitação das bacias, sub-bacias, regiões e sub-regiões hidrográficas. A definição da unidade espacial supracitada deve resultar em benefícios significantes para o desenvolvimento social, ambiental e econômico de uma região e sua integração com outras regiões dela dependentes (direta ou indiretamente). Em 1997, a Política Nacional de Recursos Hídricos, instituída pela Lei nº 9.433 em 8 de janeiro, incorpora princípios e normas para a gestão de recursos hídricos, adotando a definição de bacias hidrográficas como unidade de estudo e gestão. Assim, é de grande importância para gestores e pesquisadores a compreensão do conceito de bacia hidrográfica e de suas subdivisões (TEODORO et al, 2007). 15 Em uma concepção geral, entende-se por bacia hidrográfica a área da superfície da terra, limitada pelos divisores topográficos de água, e que faz convergir todo escoamento natural de água e materiais diversos para o rio principal, que por sua vez leva-os para uma saída em comum. Ela é formada por três elementos básicos: os divisores de água, as vertentes e a rede de drenagem (COELHO NETO, 2001). Considerando tais características, o Estado de Minas Gerais compreende dez Bacias hidrográficas (figura 1.1), sendo a bacia hidrográfica do rio Doce a unidade territorial foco dos estudos realizados neste trabalho, que integra a sequência de trabalhos já realizados na própria UFOP como as pesquisas de FUKUZAWA (2008), SILVA (2010), LIMA (2009), GOULART (2008) e LACERDA (2013). Especificamente, verificam-se neste estudo as contribuições do rio Casca, integrante da sub-bacia do rio Piranga – DO1, para as condições de saúde ambiental da bacia do rio Doce. Para tanto, foi realizado um estudo mais minucioso das condições ambientais do rio Casca, sobretudo, no intuito de conhecer as interações existentes neste que resultam em contribuições ambientalmente negativas para a qualidade das águas da bacia do rio Doce. Desta forma, foram caracterizadas possíveis degradações ambientais e identificados os fatores geradores de tal condição, sempre que possível. Foram realizadas três amostragens de água, sendo a primeira executada durante a estação chuvosa (verão), a segunda durante a estação seca (inverno) e a terceira no início da estação chuvosa subsequente, ao longo do rio Casca e em alguns de seus tributários. 16 Figura 1.1: Distribuição das Bacias Hidrográficas em Minas Gerais. As amostragens foram realizadas garantindo-se a execução das análises dos parâmetros físico-químicos in situ, pH, sólidos totais dissolvidos (STD), condutividade, temperatura, resistividade, potencial de oxidação-redução (POR), oxigênio dissolvido (OD) e turbidez e em laboratório, alcalinidade, sulfatos, cloretos, coliformes totais, coliformes termotolerantes e elementos químicos, Al, 17 As, Ba, Be, Ca, Cd, Co, Cr, Cu, Fe, K, Li, Mg, Mn, Mo, Na, Ni, P, Pb, S, Sc, Si, Sn, Sr, Ti, V, Y e Zn. Os parâmetros analisados foram determinados em função daqueles estabelecidos legalmente através da Portaria do Ministério da Saúde nº 2914, de 12 de dezembro de 2011, que dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade; bem como pelas Resoluções CONAMA nº 357, de 17 de março de 2005 e CONAMA nº 430, de 13 de maio de 2011, que dispõem sobre as condições e padrões de lançamento de efluentes. A região estudada apresenta uma economia bem diversificada baseada principalmente na mineração e na agropecuária. Dessa forma, uma caracterização da bacia do rio Casca em seus aspectos demográficos, geográficos, econômicos, políticos, sociais e ambientais torna-se importante, pois através dela será possível obter uma melhor análise para os resultados encontrados, distinguindo se os dados encontrados são de origens antrópicas ou não. Os resultados desse estudo proporcionam o conhecimento mais preciso das condições a região da bacia do rio Casca sob os aspectos investigados e geram dados e informações que permitem integrar ao diagnóstico da bacia do rio Doce relevantes contribuições, atuando desta forma como importante componente para o estabelecimento de procedimentos e mecanismos de gestão das águas na região de influência da referida bacia. 1.1. OBJETIVO OBJETIVO GERAL Com base nas Resoluções CONAMA nº 357/2005 e nº 430/ 2011, este estudo tem por finalidade realizar o diagnóstico ambiental da bacia do rio Casca, através da caracterização da qualidade das água, bem como levantar as 18 possíveis fontes de contribuição para a degradabilidade das condições da coleção hídrica analisada. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Para os fins de concretização do objetivo geral deste estudo, foram estabelecidos os seguintes objetivos específicos: Caracterização dos parâmetros físico-químicos das águas - pH, temperatura, oxigênio dissolvido, condutividade elétrica, resistividade, sólidos totais dissolvidos, potencial de oxidação-redução e turbidez in situ. Caracterização ânions predominantes nas das águas através da alcalinidade, sulfato, cloreto em laboratório. Caracterização os parâmetros biológicos (coliformes totais e coliformes termotolerantes - Escherichia coli) das águas. Determinação os elementos químicos: Al, As, Ba, Be, Ca, Cd, Co, Cr, Cu, Fe, K, Li, Mg, Mn, Mo, Na, Ni, P, Pb, S, Sc, Si, Sn, Sr, Ti, V, Y e Zn nas águas, por Espectrofotômetro de Emissão Atômica com Fonte de Plasma – ICP-OES e por Fluorescência de Raios-X por Reflexão Total - TXRF. Verificação das alterações espaciais e temporais, bem como seus efeitos sobre a qualidade das águas, com o intuito de apontar as prováveis tendências de surgimento e/ou intensificação dos efeitos negativos adversos incidentes sobre a bacia do rio Casca. Caracterização a bacia hidrográfica do rio Casca em seus aspectos demográficos, geológicos, geográficos, econômicos, políticos, sociais e ambientais; Monitoramento hidroquímico sazonal dos parâmetros físico-químicos acima citados e da qualidade de água. Todos os objetivos foram estabelecidos afim de produzir um conhecimento abrangente sobre as condições da bacia do rio Casca, buscando 19 sobretudo a integralização dos estudos que já vem sendo realizados na bacia do rio Doce, dando seguimento às pesquisas do projeto de avaliação da contaminação e a inter-relação entre diversidade geoquímica/ geológica e qualidade das águas da Bacia do rio Doce. Este diagnóstico ambiental deverá servir de base para a realização de um prognóstico sobre a região, permitindo a integração das análises ambientais, sob diversas perspectivas que compõem um plano de gerenciamento em uma bacia hidrográfica, ou seja, deverá permitir a compreensão das dinâmicas que sustentam e garantem a sanidade ambiental da coleção hídrica em estudo. 1.2. LOCALIZAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA BACIA DO RIO DOCE A bacia do rio Doce situa-se na região Sudeste, entre os paralelos 17°45' e 21°15' S e os meridianos 39°30' e 43°45' W, integrando a região hidrográfica do Atlântico Sudeste. Tal bacia possui uma área de drenagem de aproximadamente 86.715 km², dos quais 86% pertencem ao Estado de Minas (figura 1.2). O rio Doce possui 879 km de extensão, intercepta 229 municípios e atende as necessidades de aproximadamente 3.294.000 habitantes. As principais atividades realizadas nas áreas de influência do rio Doce são mineração, siderurgia, silvicultura e agropecuária. O rio Doce tem sua nascente nas serras da Mantiqueira e do Espinhaço, e percorre cerca de 850 Km até atingir o Estado do Espírito Santo. Em Minas Gerais, os principais afluentes do rio Doce, são os rios do Carmo, Piracicaba, Santo Antônio, Corrente Grande, Suaçuí Grande, Casca, Matipó, Caratinga e Manhuaçu. 20 Figura 1.2: Mapa das sub-bacias do rio Doce. Fonte: PIRH. Acesso em: <http://www.riodoce.cbh.gov.br> No estado de Minas Gerais a bacia do rio Doce é dividida em seis Unidades de Planejamento e Gestão dos Recursos Hídricos (UPGRHs), com Comitês de Bacia já estruturados (figura 1.1), conforme segue: DO1 – Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Piranga; DO2 – Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Piracicaba; DO3 – Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Santo Antônio; DO4 – Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Suaçuí; DO5 – Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Caratinga; e DO6 – Comitê de Bacia Hidrográfica Águas do rio Manhuaçu. Sendo o rio Casca componente da DO1 – Comitê de Bacia Hidrográfica do rio Piranga, juntamente com os rios Piranga, Carmo e Matipó. 21 1.3. CARACTERIZAÇÃO DA BACIA DO RIO CASCA A sub Bacia do rio Casca (figura 1.3) possui uma área de drenagem de 2.510,63 Km², integrando os 17.571,37 km² de área de drenagem da UPGRH Piranga (DO1). Em tal bacia, assim como nas demais que compõem a DO1, são predominantes as atividades de extração de argila de areia, agricultura e pecuária, além de registros significativos de atividades de silvicultura. Nas áreas que circundam os sítios de amostragem, com exceção dos sítios localizados dentro dos Municípios de Rio Casca (na região central) e Pedra do Anta, predominam as atividades de agricultura e pecuária, de forma intensa e com estreita proximidade aos pontos de amostragens. O Município de Rio Casca possui uma Pequena Central Hidroelétrica – PCH, utilizando o rio Casca como fonte de geração de aproximadamente 18 MW, em fase de outorga, além disso, sobre o rio Casca existem outras duas PCHs, em fase de construção, que juntas fornecerão aproximadamente 32,40 MW, ambas na cidade de Jequeri. Este estudo foi realizado no trecho do rio Casca compreendido os municípios de Águas Férreas, Jurumirim, Rio Casca, Santo Antônio do Grama, Piscamba, Jequeri e São Miguel do Anta. 22 Figura 1.3: Representação da UPGRH do rio Piranga. Fonte: IGAM Acesso: <http://www.igam.mg.gov.br/images/stories/mapoteca> 1.4. QUALIDADE DAS ÁGUAS DO RIO CASCA A população da região que compreende a bacia do rio Casca apresenta significante estreitamento com o uso da coleção hídrica local. Tal condição é facilmente percebida in situ, evidenciada principalmente pela proximidade de áreas ocupadas às margens do rio Casca e de seus tributários. Conforme relatório de áreas outorgadas disponibilizado pelo IGAM (através do sítio eletrônico: <www.igam.mg.gov.br>), de 2003 a 2008 foram concedidas 34 outorgas de uso das águas da sub bacia do rio Casca, representando uma vazão total de 283,83 m³/h. Tal vazão, em sua maioria, é destinada ao consumo humano e dessedentação de animais, sendo 23 aproximadamente 20% da vazão total destinada ao uso em atividades industriais. De acordo com os relatórios da trimestrais de qualidade das águas de Minas Gerais emitidos pelo IGAM, no ano de 2013, ano das coletas realizadas neste estudo, as águas do rio Casca (Estação RD018, localizada no município de Águas Férreas) apresentaram IQA Ruim e Médio, no segundo e terceiro trimestre respectivamente (figuras 1.4 e 1.5). Figura 1.4: Mapa de qualidade das águas da bacia do rio Doce - 2º trimestre de 2013. As águas do rio Casca são classificadas como Classe 2 e de acordo com os relatórios supracitados, bem como com o histórico de análises Estação RD018, estas águas não atenderam aos limites determinados pela DN COPAM/CERH 01/08, no 2º trimestre de 2013 diante dos parâmetros E. colli, fósforo total, Mg total, sólidos em suspensão totais e turbidez, excedendo os limites em 15900%, 540%, 1149%, 3688% e 2464%, respectivamente. Tal relatório apresenta histórico de descumprimento dos referidos padrões no mesmo período dos dois anos anteriores e sugere como principais fontes de poluição as atividades de agricultura, pecuária e o lançamento de esgotos, realizados no município de Rio Casca e outros distritos. 24 Figura 1.5: Mapa de qualidade das águas da bacia do rio Doce - 3º trimestre de 2013. 1.5. APARATO LEGAL DE REFERÊNCIA De modo geral, com o aumento das demandas pelo uso das águas e consequentemente acompanhando na necessidade recorrente de ser realizar o controle dos processos de disponibilização deste recurso e compatibilização como seu uso racional, vem crescendo também as preocupações com o estabelecimento de normas, instruções e padrões que norteiam tal utilização. O estudo da qualidade das águas tem se tornado cada vez mais relevante, sobretudo a partir da instituição da Política Nacional dos Recursos Hídricos, Lei Federal nº 9433, de 8 de janeiro de 1997. Tal instituição legal deu início ao estabelecimento e implantação dos instrumentos de gestão dos recursos, os quais devem estar sempre amparados sobre o conhecimento e caracterização da coleção hídrica na qual estes serão aplicados. 25 1.5.1. RESOLUÇÃO CONAMA 357/2005 A Resolução CONAMA nº 357, instituída em 17 de março de 2005, dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais que possibilitam o enquadramento de corpos de água superficiais, estabelecendo condições e padrões de lançamento de efluentes. Através do Art. 3º, Capítulo II, ficou estabelecido que as águas doces, salobras e salinas do Território Nacional são classificadas, segundo a qualidade requerida para os seus usos preponderantes, em treze classes de qualidade (CONAMA Nº357/2005). Isso significa a classificação das águas é realizada em função dos seus possíveis usos, sendo definido no parágrafo único do mesmo artigo, que as águas de melhor qualidade podem ser aproveitadas em uso menos exigente, desde que este não prejudique a qualidade da água, atendidos outros requisitos pertinentes. Às águas doces (foco deste estudo) são atribuídas as seguintes classificações, conforme Art. 4º da Resolução CONAMA 357/2005: I - classe especial: águas destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção; b) a preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e, c) a preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral. II - classe 1: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado; b) a proteção das comunidades aquáticas; c) a recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA nº 274, de 2000; d) a irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; e 26 e) a proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas. III - classe 2: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional; b) a proteção das comunidades aquáticas; c) a recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA nº 274, de 2000; d) a irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e e) a aquicultura e a atividade de pesca. IV - classe 3: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado; b) a irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras; c) a pesca amadora; d) a recreação de contato secundário; e e) a dessedentação de animais. V - classe 4: águas que podem ser destinadas: a) a navegação; e b) a harmonia paisagística. Ainda de acordo com a Resolução CONAMA 357/2005, em seu Art. 42, enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas doces serão consideradas classe 2, [...], exceto se as condições de qualidade atuais forem melhores, o que determinara a aplicação da classe mais rigorosa correspondente. Desta forma, defini-se como classe 2 os sítios de amostragens, para os fins de análises dos resultados obtidos. A Portaria do Ministério da Saúde nº 2.914, instituída em 12 de dezembro de 2001, dispõe sobre os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, ou seja, estabelece os padrões de potabilidade da água, o Índice de Qualidade das 27 Águas – IQA. Tal aparato legal nos servirá como base de avaliação das condições de qualidade das águas investigadas a partir da segunda campanha de amostragens, sendo, portanto atribuídos conceitos aos pontos investigados em função dos parâmetros analisados, bem como sendo definido o conceito geral do trecho do rio Casca foco do estudo. 1.5.2. RESOLUÇÃO CONAMA 430/2011 Dispõe sobre condições, parâmetros, padrões e diretrizes para gestão do lançamento de efluentes em corpos de água receptores, alterando parcialmente e complementando a Resolução nº 357, de 17 de março de 2005, do Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA. Esta Resolução adota diversas definições, em complementação àquelas contidas no art. 2 o da Resolução CONAMA no 357, de 2005. Além de estabelecer novas condições e padrões de lançamentos de efluentes. 1.6. ASPECTOS LOCAIS: O MEIO NATURAL 1.6.1. CLIMA Segundo a classificação de Köppen, identificam-se basicamente três tiposclimáticos na bacia do rio Doce: tropical de altitude com chuvas de verão e verões frescos, presente nas vertentes das serras da Mantiqueira e do Espinhaço e nas nascentes do rio Doce; tropical de altitude com chuvas de verão e verões quentes, presente nas nascentes de seus afluentes; e clima quente com chuvas de verão presente nos trechos médio e baixo do rio Doce e de seus afluentes. O regime pluviométrico na bacia é caracterizado por dois períodos bem distintos. O período chuvoso que se estende de outubro a março (período das coletas 1 e 3), com maiores índices no mês de dezembro; e o período seco que 28 se estende de abril a setembro (período da coleta 2), com estiagem mais crítica de junho a agosto. 1.6.2. VEGETAÇÃO A 98% de área da bacia do Rio Doce está inserida no Bioma Brasileiro denominado Mata Atlântica, sendo o restante pertencente ao Bioma Cerrado. A Mata Atlântica compreende a cobertura florestal que se estende sobre a cadeia montanhosa litorânea ao longo do Oceano Atlântico, nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil, incluindo também o leste do Paraguai e Missiones, na Argentina. Além de ser um dos maiores repositórios de biodiversidade do planeta, o bioma Mata Atlântica é considerado um dos mais importantes e ameaçados do mundo (IPEMA, 2005). O Cerrado é uma unidade ecológica típica da zona tropical, caracterizado por uma vegetação de fisionomia e flora próprias. Dentro do Bioma Cerrado, cerca de 85% do terreno é coberto com a vegetação típica de savana, apresentando vários graus de densidade. O restante é composto por áreas florestadas de fundo de vale, ou por veredas, além de manchas de floresta em terrenos de interflúvio (EITEN, 1994). Conforme verificação in situ a área de estudo apresenta-se intensamente ocupada nos pontos próximos aos centros urbanos, a exemplo, na região central de Rio Casca (WGRC30), o que determinou a retirada significativa da cobertura vegetal destas regiões. Também cabe destaque para os pontos determinados nos municípios de Jequeri, Pedra do Anta e Canaã (figura 1.6), visto a proximidades destes com Unidades de Conservação existentes na região.Tal fator auxilia de forma significativa na promoção do comprometimento da sanidade ambiental da coleção hídrica em estudo. Nos pontos localizados em zonas rurais verificou-se a presença de cultivo de eucaliptos e atividades canavieiras, dentre outras atividades, substituindo e intensificando a redução de espécies vegetais naturais da região. 29 Figura 1.6: Destaque das UC existentes na região e a estreita relação com os pontos de amostragens. 30 1.6.3. SOLOS Na bacia do Rio Doce predominam Latossolos Vermelho Amarelos e Argissolos Vermelhos perfazendo 77,2% da área da bacia, conforme pode ser visualizado no mapa de solos da bacia do rio Doce da (figura 1.7) (IGAM, 2010). Figura 1.7: Mapa de solos da bacia do rio Doce. Fonte: Plano Integrado de Recursos Hídricos. Acesso em, janeiro de 2013. <http://www.riodoce.cbh.gov.br> Na região cortada pelo Rio Casca, predominam latossolos vermelhoamarelos são solos profundos ou muito profundos, com aparência relativamente bem individualizada, devido à distinção de cor, especialmente entre os horizontes A e B. Solos como os supracitados são normalmente muito porosos, mesmo aqueles com elevados teores de argila. A textura é muito variada, sendo encontrados teores de argila de 15% a mais de 80%. São solos predominantemente distróficos ou álicos, com alguns poucos eutróficos. São solos bem a acentuadamente drenados, ocorrendo aqueles com drenagem 31 moderada e até com tendência a imperfeita. Tais características associadas às formas de uso e ocupação inadequadas na região podem acarretar em formação de processos erosivos de importante significância, contribuindo desta forma para a degradabilidade da coleção hídrica da região. A região da bacia do Rio Casca apresenta significativa susceptibilidade a processos erosivos (figura 1.8). Esta sensibilidade é resultante, de modo geral, de um conjunto de fatores, como as características da chuva, a topografia, e a ocorrência de solos mais vulneráveis ao processo erosivo. Outros termos são utilizados para exprimir essa fragilidade, como potencialidade erosiva (IGAM, 2010). Figura 1.8: mapa de suscetibilidade à erosão na bacia do rio Doce (PIRH Bacia do Rio Doce, 2010). Tal susceptibilidade é resultante da combinação dos fatores gênicos da região de estudo associados às práticas de utilização da mesma, ou seja, a promoção de alterações de forma macro ou micro, das condições topográficas, do escoamento de superfícies, do clima, entre outros fatores. No entanto, a ocupação destas regiões é historicamente inevitável, cabendo atenção irrestrita à compatibilização do uso com a região de ocupação. 32 Figura 1.9: mapa de uso potencial e especial para a mineração (PIRH Bacia do Rio Doce, 2010). 33 CAPÍTULO 2 METODOLOGIA 2. AMOSTRAGEM Para a realização deste estudo foram executadas três amostragens na bacia do rio Casca, sendo estas distribuídas da seguinte forma: a primeira no final do período chuvoso, realizada entre os dias 18 e 20 de março de 2013, a segunda no período seco, realizada entre os dias 23 e 25 de agosto de 2013 e a terceira no início do período chuvoso, entre os dias 18 e 20 de agosto de 2013. Em todas as campanhas de coleta de amostras foram realizadas análises in situ e em laboratório. 2.1. DETERMINAÇÃO DOS PONTOS AMOSTRAIS Os pontos de amostragem foram determinados através dos estudos cartográficos da área de estudo e análises in situ. Para tanto foram consideradas características como a relevância dos pontos com relação à fatores de alteração da qualidade das águas, proximidade com centros de maior ocupação antrópica e acesso ao local. Cabe destacar que o acesso foi fator de extrema importância para definição dos pontos visto que o local deveria permitir novas amostragens, em outros períodos do ano em que possivelmente poderiam ter sido alteradas algumas das condições físicas da região. No total foram definidos trinta pontos de amostragens, identificados com as iniciais WGRC, seguidos pelos numerais de 01 a 30 (tabela 1) (figura 2.1), sendo 12 pontos determinados sobre o rio Casca e 18 pontos em tributários. Alguns dos tributários apresentam contribuição antrópica, aparentemente, bem mais relevantes por se tratarem de coleção hídrica de escoando de bairros e regiões com significativa ocupação antrópica, no entanto tributários com pouca 34 proximidade dessas ações também foram amostrados com o intuito de verificar o comportamento das águas em áreas pouco antropizadas. Tabela 1: Identificação e localização dos pontos de amostragens (WGRC). Identificação Coordenadas (UTM) Nome do Local Latitude Longitude WGRC01 746408 7781194 Rio Casca WGRC02 748417 7776601 Rio Casca WGRC03 746591 7775254 Córrego Espraiado WGRC04 745835 7768164 Córrego Jacutinga WGRC05 745699 7771073 Rio Casca WGRC06 744940 7767088 Ribeirão Sela Funda WGRC07 745260 7764513 Rio Casca WGRC08 742997 7751087 Rio Casca WGRC09 743130 7748696 Rio Casca WGRC10 743172 7748363 Ribeirão Piscamba WGRC11 744085 7748465 Córrego Jacaré WGRC12 749598 7751768 Ribeirão Santo Antônio do Grama WGRC13 741466 7753551 Ribeirão das Bandeiras WGRC14 743986 7736348 Rio Casca WGRC15 743196 7732288 Rio Casca WGRC16 743567 7732055 Córrego Valão WGRC17 743511 7732181 Córrego Cachoeira WGRC18 744029 7736229 Córrego sem nome/ Lage WGRC19 741712 7737676 Córrego das pedras WGRC20 742493 7739286 Córrego Areião WGRC21 746719 7744138 Rio Casca WGRC22 745464 7764449 Córrego sem nome WGRC23 741996 7725342 Rio Casca WGRC24 741753 7724345 Córrego Lombriga WGRC25 740651 7724565 Córrego Santo Aleixo WGRC26 741936 7718233 Rio Casca WGRC27 742867 7717677 Córrego São João WGRC28 743020 7716456 Córrego Puaia WGRC29 742142 7718656 Córrego do Anta WGRC30 745515 7761793 Rio Casca 35 Figura 2.1: Identificação e localização dos pontos de amostragens. 36 2.2. AMOSTRAGEM DAS ÁGUAS As coletas das águas foram realizadas utilizando um coletor de balde simples (figura 2.2), realizando-se o lançamento deste no sentido contracorrente, sendo retirada uma primeira porção da água para a realização de ambiente do balde coletor. Nos trechos de fácil acesso ao leito do rio, as coletas foram realizadas com o auxílio de um coletor de garrafa, em haste de metal simples (figura 2.3), neste caso também foi realizado o procedimento de ambiente. Figura 2.2: coletor de balde. 37 Figura 102.3 coletor de garrafa. Imediatamente após a coleta das águas foram realizadas as análises previstas para execução in situ (pH, temperatura, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, turbidez, resistividade, POR e STD) e posteriormente, foram separadas as amostras para realização dos parâmetros em laboratório. Tais amostras foram acondicionadas em caixas térmicas e sob refrigeração de forma adequada e conduzidas para os laboratórios para a realização das análises. Foram separados cerca 1 L de água para a realização dos parâmetros alcalinidade, sulfatos e cloretos e 200 mL de cada amostra para a análise dos elementos químicos; todas previamente filtradas com o auxílio de seringas e filtro do tipo Syringe-Driven FPV-403-030, de 0,45µm de porosidade e colocadas nos frascos âmbar (no 1º campo) e frasco plástico (no 2º e 3º campos). Estas amostras receberam cerca de 2 a 3 gotas de HNO3 concentrado para permitir a conservação dos elementos químicos analisados. A partir do segundo campo foram coletadas amostras para a realização das análises de coliformes totais e coliformes termotolerantes. As águas foram coletaDAs com o auxílio de seringas e vertidas em sacos estéreis próprios para o acondicionamento de amostras com tal finalidade de análise. Posteriormente 38 foram colocadas sob refrigeração e destinadas para análises que foram realizadas em período inferior a 24h. Todas as amostras foram devidamente identificadas, conforme pontos amostras (WGRC nº do ponto). 2.3. MEDIÇÕES IN SITU E ANÁLISES NO LABORATÓRIO 2.3.1. PARÂMETROS ANALISADOS IN SITU No local da coleta foram determinados parâmetros, temperatura, pH, condutividade elétrica, STD e POR utilizando um multiparâmetro da marca Myron L Company / modelo Ultrameter II (figura 2.4). A turbidez foi determinada por turbidímetro da marca Digimed / modelo Turbidimitro DM-TU e o OD foi determinado usando um oxímetro da marca Hanna / modelo HI9146. Figura 2.4: utilização do multiparâmetro para determinação de parâmetros variados in situ. 39 2.3.2. ANÁLISES EM LABORATÓRIO 2.3.2.1. ANÁLISES QUÍMICAS – LSA A determinação dos parâmetros, Alcalinidade, Cloreto e Sulfato foram realizadas no laboratório de Saneamento Ambiental da Escola de Minas da UFOP, de acordo com a metodologia proposta por Greenberg et al. (1992), no Standard Methods for examination of water and wastewater, sendo: Alcalinidade (figura 2.5): determinada por método titulométrico com solução padronizada de Ácido Sulfúrico (H2SO4) 0,01 mol/L e calculada em função da concentração de HCO3-. CHCO3 -= [Volume H2SO4 (mL) x Concentração H2SO4(mol/L)] x 1220 Figura2.5: análise titulométrica de alcalinidade - LSA Cloreto: a concentração de cloreto foi determinada por método titulométrico com solução padronizada de Nitrato de Prata (AgNO3) 0,0141 mol/L. 40 CCl- = [Volume de AgNO3 (mL) x Concentração de AgNO3(mol/L) x Massa Atômica do Cloro (35,5g/mol)] / Volume da amostra (mL). Sulfato (figura 2.6): a concentração de sulfato foi determinada por método turbidimétrico, utilizando a adição de solução tampão e Cloreto de Bário (BaCl2.2H2O), para a formação de Sulfato de Bário (BaSO4). Figura 2.6: procedimento de análise de sulfatos - LSA. 2.3.2.2. ANÁLISES QUÍMICAS – LgQA Os metais foram determinados no LGqA (Laboratório de Geoquímica do DEGEO), por Espectrofotometria de Emissão Atômica com fonte de plasma indutivamente acoplado (ICP-OES), marca SPECTRO, Ciros CCD. Em suma, o método analítico por ICP-OES é uma técnica de espectrometria, que explora o fato de que elétrons excitados emitem energia a um determinado comprimento de onda quando retornam ao seu estado fundamental, sendo emitidos comprimentos de ondas específicos para cada um dos elementos investigados. 41 Figura 2.7: amostras destinadas ao LsQA e Lab. de Espectrometria de massas. 2.3.2.3. ANÁLISES QUÍMICAS – LABORATÓRIO DE CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR E ESPECTROMETRIA DE MASSAS A técnica de TXRF se baseia na medição da fluorescência que é emitida a partir de átomos irradiados com um feixe de raios – X. Estes feixes são dirigidos para a superfície plana e lisa da amostra em um ângulo muito baixo. Isto reduz a absorção e dispersão da radiação na superfície da amostra, resultando na diminuição do ruído de fundo e aumento do sinal do elemento que se deseja analisar (MEYER, 2012; MISRA, 2002). A preparação da amostra para a análise no TXRF é simples, entretanto, deve-se dar atenção a homogeneidade da amostra, isto é, todos os elementos devem estar igualmente distribuídos no resíduo seco. Homogeneidade é necessário, pois devido ao ângulo de incidência extremamente baixo a radiação primária é atenuada pela matriz da amostra ao longo do percurso (TAVARES, 2010). As mesmas amostras analisadas pelo LsQA foram encaminhadas para análise no Laboratório de Caracterização e Espectrometria de Massas, para a verificação dos elementos químicos presentes, no intuito de detectar elementos químicos presentes nas águas coletadas concentrações muito baixas, 42 propiciando desta forma o conhecimento mais minucioso da qualidade destas águas. 2.3.2.4. ANÁLISES BIOLÓGICAS - LaQUA As análises de microbiologias (investigação de coliformes totais e coliformes termotolerantes) foram realizadas utilizando o método de Colilert. Tal análise realiza a determinação de coliformes através da utilização, por estes organismos, da ß-galactosidase para metabolizar o indicador de nutriente ONPG e alterá-lo de incolor para amarelo. O Escherichia coli utiliza ß-glucuronidase para metabolizar MUG e criar fluorescência (figura 2.8). Já que a maioria dos não coliformes não conta com estas enzimas, eles não podem se reproduzir e interferir. Os poucos não coliformes que têm estas enzimas são seletivamente suprimidos pela matriz do Colilert. Esta abordagem diminui a incidência de falso-positivos e falsonegativos. Figura 2.8: Análise de coliformes termotolerantes. A presença de fluorescência demonstra resultado positivo para a presença destes microorganismos – LaQUA. 43 As análises biológicas foram realizadas sob as condições de assepsia e desinfecção do ambiente conforme determinações específicas para este tipo de análise e todo o material foi devidamente descontaminado em autoclave e descartado após a leitura dos resultados obtidos. 44 CAPÍTULO 3 RESULTADOS E DISCUSSÕES 3. SIGNIFICADO AMBIENTAL DOS PARÂMETROS E RESULTADOS DAS ANÁLISES 3.1. PARÂMETROS FÍSICOS 3.1.1. TEMPERATURA Segundo von Sperling (1996), a temperatura é a medida da intensidade de calor, com origem natural na transferência de calor por radiação, condução e convecção (atmosfera e solo) e origem antropogênica em águas de torres de resfriamento e dejetos industriais. O aumento da temperatura aumenta as taxas das reações físicas, químicas, biológicas e a taxa de transferência de gases, diminuindo a solubilidades destes. A alteração da temperatura pode promover redução do oxigênio dissolvido nas águas, o que acarreta modificações importantes principalmente na microbióta dos ambientes aquáticos. Estas implicações tendem a ser mais expressivas nos tributários, cuja vazão é significativamente menor que no Rio Casca. A temperatura dos pontos analisados manteve-se aproximadamente constante ao longo da bacia, apresentando variações mais significativas nos períodos de amostragens. As temperaturas mínimas estiveram entre 18ºC e 26,6ºC no 2º campo e mais altas (entre 24ºC e 28ºC) no 1º e 3º campos conforme (figura 3.1). Estes valores foram tomados em todos os trechos do Rio Casca e de seus tributários. 45 Temperatura ºC 35 30 25 20 15 10 5 WGRC01 WGRC02 WGRC03 WGRC04 WGRC05 WGRC06 WGRC07 WGRC08 WGRC09 WGRC10 WGRC11 WGRC12 WGRC13 WGRC14 WGRC15 WGRC16 WGRC17 WGRC18 WGRC19 WGRC20 WGRC21 WGRC22 WGRC23 WGRC24 WGRC25 WGRC26 WGRC27 WGRC28 WGRC29 WGRC30 0 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.1: Gráfico de temperatura (ºC) X ponto amostral, nas 3 campanhas de coletas. 3.1.2. TURBIDEZ A turbidez não traz inconvenientes sanitários diretos. Porém, é estéticamente desagradável na água potável, e os sólidos em suspensão podem servir de abrigo para microorganismos patogênicos. A turbidez pode estar associada a compostos tóxicos e patogênicos, além de reduzir a penetração de luz nas águas reduzindo a realização de fotossíntese (VON SPERLING 2008). De acordo com a resolução CONAMA 357/2005 e 430/2011 o limite estabelecido para turbidez em águas de Classe 2 (classe atribuída às aguas analisadas), é de até 100 NTU. Portanto, de acordo com os resultados obtidos (figura 3.2), os pontos WGRC04, WGRC05, WGRC06, WGRC07, WGRC12, WGRC23 e WGRC26 excederam estes valores no período chuvoso (1º campo). 46 Turbidez (UNT) 900 800 700 600 500 400 300 200 100 WGRC01 WGRC02 WGRC03 WGRC04 WGRC05 WGRC06 WGRC07 WGRC08 WGRC09 WGRC10 WGRC11 WGRC12 WGRC13 WGRC14 WGRC15 WGRC16 WGRC17 WGRC18 WGRC19 WGRC20 WGRC21 WGRC22 WGRC23 WGRC24 WGRC25 WGRC26 WGRC27 WGRC28 WGRC29 WGRC30 0 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.2: Gráfico turbidez (NTU) X ponto amostral, nas 3 campanhas de coletas. Cabe destacar que os pontos WGRC05 e WGRC07 (pontos no rio Casca) que apresentaram maior turbidez, sobretudo o segundo desses pontos, visto que o limite de turbidez também foi excedido em dois períodos de análise. O ponto WGRC30, apesar de exceder o limite apenas no período chuvoso, apresentou resultados próximos ao limiar nos três períodos analisados. Tal condição evidência a permanente contribuição para a alta turbidez encontrada neste ponto; condição verificada in situ, visto que o referido localiza-se na área com maior ocupação urbana – WLRG30 (região central do Município de Rio Casca) Os processos erosivos às margens da coleção hídrica em estudo podem ter sido intensificados no período chuvoso comprometendo o desempenho das águas em relação a tal parâmetro. Este fator possivelmente pode ser associado ao uso e ocupação inadequado nas proximidades dos cursos d’água amostrados, visto que tal ocupação faz-se sobre a redução da camada vegetal que recobre estes trechos, propiciando e/ou intensificando o carreamento de solos para o curso do rio. 3.1.3. CONDUTIVIDADE ELÉTRICA E SÓLIDOS TOTAIS DISSOLVIDOS 47 A condutividade elétrica é determinada em função da quantidade de substâncias dissolvidas, capazes de se dissociarem formando íons. A condutividade elétrica de uma solução é a capacidade desta em conduzir a corrente elétrica. Considera-se que a capacidade de uma solução em conduzir a corrente elétrica é função da concentração dos íons presentes, é de se esperar que em soluções de maior concentração iônica, maior será a condutividade elétrica. Por outro lado, em águas muito puras ocorre o fenômeno inverso: maior será a resistência e menor a condutividade, (ESTEVES, 1998). Segundo Santos (1997) a condutividade aumenta com a elevação da temperatura e está relacionada com os sólidos totais dissolvidos sendo que à medida que a concentração de sólidos aumenta a condutividade elétrica também aumenta (figuras 3.3 e 3.4). Tal condição pode ser verificada através da comparação dos resultados de análises dos dois parâmetros. Relação entre STD e Condutividade Elétrica - 1º Campo Relação entre STD e Condutividade Elétrica - 2º campo STD Condutividade STD WGRC29 WGRC27 WGRC25 WGRC23 WGRC21 WGRC19 WGRC17 WGRC15 WGRC13 WGRC29 WGRC27 WGRC25 WGRC23 WGRC21 WGRC19 WGRC17 WGRC15 WGRC13 WGRC11 WGRC09 WGRC07 WGRC05 WGRC03 WGRC01 0 WGRC11 50 WGRC09 100 WGRC07 150 WGRC05 200 WGRC03 250 450 400 350 300 250 200 150 100 50 0 WGRC01 300 Condutividade Figura 3.3 e 3.4: Esquerda – 1º campo; direita – 2º campo As variações de condutividade evidenciam a presença mais significante de substâncias ionizadas no período seco (figura 3.5), principalmente nos pontos WGRC10, WGRC13, WGRC18, WGRC19, e WGRC22 (todos tributários do rio Casca). Tal presença pode ser explicada pela menor diluição ocorrida neste período, ou seja, a menor quantidade de água denotaria numa maior 48 concentração destas substâncias, no entanto o comportamento apresentado pelo ponto WGRC10 evidencia a significativa ocorrência destas substâncias no período chuvoso. Tal fator pode ser parcialmente atribuído às contribuições antrópicas da região. Condutividade Elétirca 450 400 350 300 250 200 150 100 50 WGRC01 WGRC02 WGRC03 WGRC04 WGRC05 WGRC06 WGRC07 WGRC08 WGRC09 WGRC10 WGRC11 WGRC12 WGRC13 WGRC14 WGRC15 WGRC16 WGRC17 WGRC18 WGRC19 WGRC20 WGRC21 WGRC22 WGRC23 WGRC24 WGRC25 WGRC26 WGRC27 WGRC28 WGRC29 WGRC30 0 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.4: Condutividade elétrica X ponto amostral, nas 3 campanhas de coletas. Observando os dados de condutividade elétrica e os de sólidos totais dissolvidos, os pontos que demonstraram uma alta condutividade também demonstraram uma alta concentração de sólidos totais, a exemplo os pontos WGRC10, WGRC13, WGRC18 e WGRC22. Isso pode ser verificado tanto com os tributários quanto com o rio (figura 3.5). 49 Sólidos Totais Dissolvidos (mg/L) - STD 350 300 250 200 150 100 50 WGRC01 WGRC02 WGRC03 WGRC04 WGRC05 WGRC06 WGRC07 WGRC08 WGRC09 WGRC10 WGRC11 WGRC12 WGRC13 WGRC14 WGRC15 WGRC16 WGRC17 WGRC18 WGRC19 WGRC20 WGRC21 WGRC22 WGRC23 WGRC24 WGRC25 WGRC26 WGRC27 WGRC28 WGRC29 WGRC30 0 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.5: STD X ponto amostral, nas 3 campanhas de coletas. 3.2. PARÂMETROS QUÍMICOS 3.2.1. ALCALINIDADE A alcalinidade é a capacidade que a água tem de absorver ou neutralizar ácidos devido à presença de hidróxidos, carbonatos e bicarbonatos que são os principais íons responsáveis pela alcalinidade. Na água esses íons reagem neutralizando os íons de hidrogênio, fazendo com que a água tenha capacidade de resistir a mudanças de pH provocadas pelos ácidos (FERNANDES 2002). As origens da alcalinidade podem estar relacionadas à dissolução de rochas, reação do CO2, oriundo da atmosfera ou da decomposição da matéria orgânica, com a água e disposição de dejetos doméstico e industriais. As amostras analisadas tiveram sua alcalinidade calculada em função da concentração de HCO3-. Os valores da alcalinidade (figura 3.7) variaram entre 13,66 mg/L a 111,26 mg/L (período chuvoso), 16,69 mg/L e 160,06 mg/L (período 50 seco) e 15,62 mg/L e 70,27 mg/L (início do período chuvoso) sendo o maior valor encontrado na amostra WGRC10. Alcalinidade (mg/L) 180,00 160,00 140,00 120,00 100,00 80,00 60,00 40,00 20,00 WGRC01 WGRC02 WGRC03 WGRC04 WGRC05 WGRC06 WGRC07 WGRC08 WGRC09 WGRC10 WGRC11 WGRC12 WGRC13 WGRC14 WGRC15 WGRC16 WGRC17 WGRC18 WGRC19 WGRC20 WGRC21 WGRC22 WGRC23 WGRC24 WGRC25 WGRC26 WGRC27 WGRC28 WGRC29 WGRC30 0,00 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.7: Alcalinidade X ponto amostral, nas 3 campanhas de coletas. Novamente, assim como nos resultados de condutividade elétrica e STD, o ponto WGRC10 foi o que apresentou maior alcalinidade, esta variando de forma significativa entre os períodos amostrados (comportamento destoante dos demais pontos, que apresentaram variações pouco significantes entre os períodos de amostras). Tal resultado pode representar confirmação das evidências de despejos de dejetos orgânicos na região. O ponto WGRC30 foi o que apresentou menor variação dos resultados entre os períodos amostrais. Por se tratar um ponto intensamente urbanizado, conforme citado anteriormente, a falta de variação dos parâmetros pode ser atribuída à constante carga de despejos destinadas à este trecho do rio Casca, ou seja, pode ser a representação de uma intervenção antrópica da qualidade da água consolidada neste ponto. 51 3.2.2. OXIGÊNIO DISSOLVIDO Oxigênio Dissolvido é um fator limitante para manutenção da vida aquática e de processos de autodepuração em sistemas aquáticos. Durante a degradação da matéria orgânica, as bactérias fazem uso do oxigênio nos seus processos respiratórios, podendo vir a causar uma redução de sua concentração no meio. A concentração do oxigênio dissolvido nas águas pode variar em função da temperatura e da altitude, sendo sua introdução controlada pelo ar atmosférico, pela fotossíntese e pela ação de aeradores. Em ambientes naturais, as barreiras físicas podem desempenhar a função de aeradores, a exemplo, as rochas no leito do rio podem fazer com que as águas deste realizem movimentos que aumentam o contato com o ar atmosférico permitindo uma maior introdução do oxigênio nestas. De modo geral, águas com temperaturas mais baixas têm maior capacidade de dissolver oxigênio, já em maiores altitudes, onde é menor a pressão atmosférica, o oxigênio dissolvido apresenta menor solubilidade. Uma das causas mais frequentes de mortandade em ambientes aquáticos é a queda na concentração de oxigênio. O valor mínimo de oxigênio dissolvido (OD) para a preservação da vida aquática, estabelecido pela Resolução CONAMA 357/2005 é de 5,0 mg/L para águas de classe 2, mas existe uma variação na tolerância de espécie para espécie. Os níveis de oxigênio dissolvido também indicam a capacidade de um corpo natural em manter a vida aquática (IGAM, 2008). Os resultados da concentração de oxigênio dissolvido nas águas do rio Casca demonstram que apenas o ponto WGRC01 (figura 3.8) apresentou valor inferior ao determinado pela referida deliberação normativa. Tal situação ocorreu no período de seca, no entanto sem representar influência direta sobre a qualidade destas águas. 52 Oxigênio Dissolvido - OD (mg/L) 30 25 20 15 10 5 WGRC01 WGRC02 WGRC03 WGRC04 WGRC05 WGRC06 WGRC07 WGRC08 WGRC09 WGRC10 WGRC11 WGRC12 WGRC13 WGRC14 WGRC15 WGRC16 WGRC17 WGRC18 WGRC19 WGRC20 WGRC21 WGRC22 WGRC23 WGRC24 WGRC25 WGRC26 WGRC27 WGRC28 WGRC29 WGRC30 0 2º Campo 3º Campo Figura 3.8: Variação do nível de OD na bacia do rio Casca. Conforme verifica-se nos resultados acima, a concentração de oxigênio foi significantemente maior no início do período chuvoso que no período seco. Os níveis de OD não foram medidos no 1º campo por ausência do oxímetro, no entanto os resultados obtidos nos campo em que este foi analisado retratam de forma adequada o comportamento da concentração deste nas águas do Rio casca. 3.2.3. POTENCIAL HIDROGENIÔNICO O pH representa a concentração de íons hidrogênio, dando a condição de acidez, alcalinidade ou neutralidade da água. Tal parâmetro tem como constituintes responsáveis os sólidos e gases dissolvidos. Sua origem natural está relacionada à dissolução de rochas, absorção de gases da atmosfera, oxidação da matéria orgânica e fotossíntese, já sua origem antropogênica pode ser relacionada à disposição de dejetos domésticos (degradação da matéria orgânica) e dejetos industriais. O pH não apresenta significativa importância à saúde pública a menos que se apresente muito baixo. O problema de maior significância do pH é diante a 53 capitação e tratamento da água, visto que suas variações implicam em modificações no sistema de tratamento aplicado. Águas naturais de bacia com características próximas em pontos diferentes, não devem apresentar grandes variações. Tal condição é evidenciada nos resultados obtidos (figura 3.9), que demonstram uma variação de pH entre 6,07 a 7,30. De acordo com a Resolução CONAMA 357/2005os valores de pH devem ficar entre o limite de 6,0 e 9,0, logo, todos os pontos amostrados apresentamse dentro desta faixa, no entanto o ponto WGRC01 apresentou resultado próximo ao limite inferior de pH. Potencial Hidrogeniônico - pH 8 7 6 5 4 3 2 1 0 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.9: Variação do pH na bacia do rio Casca. 3.2.4. SULFATO A distribuição do íon sulfato é fortemente influenciada pela formação geológica da bacia de drenagem do sistema e por poluentes. As concentrações de sulfato podem variar desde valores não detectáveis até valores de saturação (ESTEVES, 1998). 54 O sulfato origina-se da oxidação do enxofre presente nas rochas, na maioria dos casos na forma de minerais sulfetos, e da lixiviação de compostos sulfatados (gipsita – CaSO4 * 2 H2O, e anidrita- CaSO4). São sais moderadamente solúveis a muito solúveis, exceto os sulfatos de estrôncio (SrSO4) e os de bário (BaSO4), satura a 1500mg/L e podem chegar até 7200mg/L em águas salinas. Em meio redutor, com abundante matéria orgânica, pode sofrer uma redução bacteriana a S ou S-2, porém em geral é estável (SANTOS 1997). As concentrações de sulfato encontradas na água doce geralmente variam entre 2 a 150ppm, podendo chegar a 5000 ppm em águas salinas se associados a íons de Ca ou até mesmo a 20000 ppm quando associados com íons de Na e Mg, em certas salmouras (CUSTÓDIO E LLAMAS, 1983). As amostras analisadas apresentaram variação da concentração sulfato entre valores inferiores a 0,5 mg/L e 14,1 mg/L (figura 3.10), sendo percebida uma maior concentração destes nos pontos do rio Casca WGRC07 e WGRC11 no início do período chuvoso. Sulfato (mg/L) 16,00 14,00 12,00 10,00 8,00 6,00 4,00 2,00 WGRC01 WGRC02 WGRC03 WGRC04 WGRC05 WGRC06 WGRC07 WGRC08 WGRC09 WGRC10 WGRC11 WGRC12 WGRC13 WGRC14 WGRC15 WGRC16 WGRC17 WGRC18 WGRC19 WGRC20 WGRC21 WGRC22 WGRC23 WGRC24 WGRC25 WGRC26 WGRC27 WGRC28 WGRC29 WGRC30 0,00 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.10:Variação do nível de Sulfato na bacia do rio Casca. Todos os pontos apresentaram concentrações de sulfatos significantemente inferiores à concentração máxima permitida pela Resolução CONAMA 357/2005, 55 que determina que estes valores deverão ser inferiores a 250mg/L para águas de classe 2. 3.2.5. CLORETO Segundo von Sperling (2008) todas as águas naturais, em maior ou menor escala, contém íons resultantes da dissolução de minerais, como os cloretos. Tal cloreto também pode ser oriundo da disposição de dejetos domésticos, industriais e de águas de irrigação. Conforme se observa nos resultados (figura 3.11) as águas amostradas apresentaram teor de cloreto variando entre aproximadamente 10,00 mg/L e 160,00 mg/L. Os pontos com maior concentração de cloreto podem estar relacionados à proximidade dos sítios amostrais com atividades antrópicas como a disposição de esgotos domésticos diretamente sobre as águas superficiais e a realização de cultivos agrícolas. Os pontos WGRC04, WGRC10 e WGRC14 apresentaram concentrações significativas de cloreto, no entanto, não é possível determinar a relação destas com fontes antropogênicas, visto que todos os pontos apresentam nível de cloreto bem abaixo do determinado pela Resolução CONAMA 357/2005, que admite a concentração de até 250mg de Cl/L. Cloreto (mg/L) WGRC01 WGRC02 WGRC03 WGRC04 WGRC05 WGRC06 WGRC07 WGRC08 WGRC09 WGRC10 WGRC11 WGRC12 WGRC13 WGRC14 WGRC15 WGRC16 WGRC17 WGRC18 WGRC19 WGRC20 WGRC21 WGRC22 WGRC23 WGRC24 WGRC25 WGRC26 WGRC27 WGRC28 WGRC29 WGRC30 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.11: Variação do nível de cloreto na bacia do rio Casca. 56 Apesar de não ser possível atribuir uma fonte especifica para a presença de cloretos nos pontos analisados, o ponto WGRC10 merece destaque por ter apresentado significativa presença deste ânion, além de resultados anômalos para outros parâmetros determinados neste estudo. 3.2.6. CONSTITUINTES IÔNICOS DA SUB BACIA DO RIO CASCA (ANÁLISE POR ICP-OES) A composição iônica dos corpos hídricos é um dos fatores mais complexos de se estabelecer uma origem, no entanto, geralmente tal composição está associada às condições naturais do ambiente, sobretudo aos componentes geológicos da região em que o corpo d’água em análise está inserido. Diversos fatores podem influenciar a variação das concentrações destes compostos na água, dentre eles, as condições de drenagens dos tributários, a geologia da bacia de acumulação, o regime de chuvas, a composição das rochas e poluentes, dentre outros fatores. Os efeitos destes compostos nas águas produzem efeitos de espectro bastante variável, podendo figurar como elementos de efeitos benéficos ou apresentar efeitos tóxicos, tanto em função da sua concentração como em função das suas características particulares. Entre os elementos analisados neste estudo, o Ca, S, Sc, Sr, Y, Mg, Mo, Li, Si, Na e o Ti, não apresentam determinação legal específica de valores de referência, no entanto estes foram analisados para os fins de caracterização da bacia do rio Casca. 3.2.6.1. CÁLCIO (Ca) O cálcio é o quinto maior elemento em ordem de abundância na crosta terrestre. A sua principal fonte natural são os minerais: carbonatos, sulfatos de 57 cálcio e também os minerais silicatados, como os feldspatos (VON SPERLING, 2005). A presença de cálcio é determinante para a caracterização da condição de dureza das águas e portanto, também é determinante para o estabelecimento da melhor forma de tratamento desta. Conforme resultados obtidos (figura 3.12) a concentração do Ca na sub bacia do rio Casca varia de aproximadamente 1,80 mg/L a 10,60mg/L, sendo percebida uma maior concentração no período chuvoso. Já no período seco e inicio do chuvoso as concentrações de Ca não apresentam grandes variações por ponto. De modo geral a concentração de Ca por pontos, não apresentou significativa variação, podendo ser atribuída tal presença às condições naturais da região. Cálcio (Ca) - mg/L 12,0000 10,0000 8,0000 6,0000 4,0000 2,0000 WGRC 1 WGRC 2 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 15 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 18 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 21 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 LQ 0,0000 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.12: Variação da concentração de Ca na bacia do rio Casca. 3.2.6.2. MAGNÉSIO (Mg) A presença do Mg apresenta grande similaridade com a presença do cálcio, ou seja, a concentração de ambos nas águas está diretamente relacionada às condições geológicas da região, ambos encontram-se em abundância na crosta terrestre, produzindo efeitos muito parecidos sobre as condições das águas. 58 Conforme resultados obtidos (figura 3.13) a concentração de Mg apresenta poucas variações entre em cada ponto e não se estabelece um período sazonal com concentração muito superior que os demais. Magnésio (Mg) - mg/L 8,00 7,00 6,00 5,00 4,00 3,00 2,00 1,00 WGRC 1 WGRC 2 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 15 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 18 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 21 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 LQ 0,00 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.13: Variação da concentração de Mg na bacia do rio Casca. Os parâmetros Ca e Mg apresentam significativa similaridade conforme supracitado e tal condições é evidenciada no gráfico de correlação positiva da concentração destes cátions na sub bacia do rio Casca (figuras 3.14, 3.15 e 3.16). Correlação positiva entre Ca e Mg - 1º Campo 12,00 10,00 8,00 6,00 4,00 2,00 WGRC 1 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 0,00 Ca (mg/L) Mg (mg/L) Figura 3.14: Correlação positiva entre Ca e Mg na bacia do rio Casca – 1º campo. 59 Correlação positiva entre Ca e Mg - 2º Campo 12,00 10,00 8,00 6,00 4,00 2,00 WGRC 1 WGRC 2 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 15 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 18 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 21 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 0,00 Ca (mg/L) Mg (mg/L) Figura 3.15: Correlação positiva entre Ca e Mg na bacia do rio Casca – 2º campo. Correlação positiva entre Ca e Mg - 3º Campo WGRC 1 WGRC 2 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 15 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 18 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 21 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 9,00 8,00 7,00 6,00 5,00 4,00 3,00 2,00 1,00 0,00 Ca (mg/L) Mg (mg/L) Figura 3.16: Correlação positiva entre Ca e Mg na bacia do rio Casca – 3º campo. 3.2.6.3. FERRO (Fe) O ferro é um elemento essencial ao sistema bioquímico dos organimos dependentes das águas. Em altos teores, afeta a cor e a dureza tornado a água inadequada para o consumo doméstico e uso industrial (IGAM, 2006). Apesar de 60 não apresentar-se como um componente tóxico, em altas concentrações pode promover distúrbios significativos comprometendo o abastecimento público. Presente, ainda que em baixíssimos teores, nas águas, o Fe pode apresentar-se em várias formas e associados a vários elementos químicos, sobretudo o Mg. De acordo com a Resolução CONAMA 357/2005, o limite da concentração de Fe em águas doce, classe 2, é de 5mg/L. Os resultados das análises (figura 3.17) demonstram que todos os pontos apresentam concentração de Fe inferior à determinada para águas de classe 2. É possível perceber que a concentração do ferro amenta de forma significativa nos períodos de maior pluviosidade. Isso pode ser resultado dos processos de lixiviação e carreamento do solo para o curso d’água. Ferro (Fe) - µg/L 1400,00 1200,00 1000,00 800,00 600,00 400,00 200,00 WGRC 1 WGRC 2 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 15 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 18 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 21 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 LQ 0,00 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.17: Concentração de Fe na sub bacia do rio Casca. 3.2.6.4. MANGANÊS (Mg) O manganês é quimicamente semelhante ao ferro, encontrado em menor abundancia no ambiente que o mesmo, portanto, apresenta-se menor concentração nas águas naturais, no entanto, em função de suas formas iônicas mais frequentes pode atribuir coloração escura ou alterar o sabor das águas. 61 Para controle da concentração de Mn nas águas classe 2, a Resolução CONAMA 357/2005 determina o valor máximo de 0,5mg de Mn / L. Manganês (Mn) - µg/L WGRC 1 WGRC 2 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 15 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 18 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 21 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 LQ 400,00 350,00 300,00 250,00 200,00 150,00 100,00 50,00 0,00 1º Campo Mn - 2º Campo 3º Campo Figura 3.18: Concentração de Mn na sub bacia do rio Casca. Os resultados obtidos (figura 3.18) demonstram que todas as amostras apresentaram concentração de Mn inferior ao estabelecido pela Resolução CONAMA 357/2005. Os pontos que apresentaram maior concentração de Mn foram o WGRC03, WGRC11 e WGRC19, todos com concentração inferior a aproximadamente 70% do valor permitido. A figura 3.19 demonstra a correlação positiva existente entre Mn e Fe no 2º campo e tal correlação se aplica para os dois outros campos realizados. Correlação Mn x Fe - 2º campo 600,000 500,000 400,000 300,000 200,000 100,000 WGRC 1 WGRC 2 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 15 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 18 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 21 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 LQ 0,000 Mn - 2º Campo Fe - 2º Campo Figura 3.19: Correlação entre Mn e Fe na sub bacia do rio Casca – 2º campo. 62 3.2.6.5. POTÁSSIO (K) Apesar de estar presente com abundância nos organismos vivos e fazer parte de processos biológicos importantes, geralmente o K é encontrado nas águas em menor concentração que outros elementos, visto que, assim como outros cátions ele está associado à nutrição dos produtores, reduzindo portanto sua disponibilização na forma livre nestes ambientes. Sua origem natural está associada a minerais com os feldspatos potássicos, micas e leucitas. Os resultados (figura 3.20) demonstram que todos os pontos apresentam similaridade na concentração de K e esta condição não está intimamente relacionada à sazonalidade, com exceção do WGRC10 (tributário – córrego Piscamba), que conforme relatado anteriormente, é um ponto que merece destaque por apresentar significativas concentrações quando analisados sob aspectos que podem denotar a presença de atividades antropogênicas. Potássio (k) - mg/L 35,00 30,00 25,00 20,00 15,00 10,00 5,00 WGRC 1 WGRC 2 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 15 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 18 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 21 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 0,00 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.20: Variação da concentração de K na sub bacia do rio Casca. 3.2.6.6. SÓDIO (Na) A crosta terrestre contém aproximadamente 2,6% de sódio, sendo o quarto elemento mais abundante e o mais comum entre os metais alcalinos. As concentrações de sódio em águas doce naturais variam entre 1mg/l e 150mg/l 63 (GREENBERG et al., 1992). As baixas estabilidades dos sais de sódio são determinantes para a verificação de altas concentrações destes em ambientes aquáticos, geralmente associado ao íon cloreto, o sódio também pode ser provenientes de fontes antropogênicas, ele está diretamente relacionado às descargas de efluentes domésticos e industriais. Sódio (Na) - mg/L WGRC 1 WGRC 2 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 15 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 18 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 21 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 LQ 14,00 12,00 10,00 8,00 6,00 4,00 2,00 0,00 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.21: Variação da concentração de Sódio na sub bacia do rio Casca. Os resultados da determinação de Na (figura 3.21) apontam ligeira presença mais significativa desse cátion nos períodos de maior pluviosidade. Esta variação obedece um padrão similar entre todos os pontos, no entanto, novamente o córrego Piscamba se destaca como o ponto de maior concentração deste. Muitos minerais, mesmo tendo uma composição definida, não são compostos estequiométricos, ou seja, acontecem substituições de elementos químicos nos seus retículos cristalinos. Tais minerais, quando submetidos a processos de degradação de suas estruturas liberam seus constituintes associados ou na forma iônica em concentrações similares, a exemplos algumas rochas ou minerais podem liberar concentrações similares de Ca e Mg, conforme os resultados das análises evidenciam no item 3.2.6.2 deste estudo, Fe e Mn, Na e K. Em análise das correlações entre Na e K (figuras 3.22, 3.23 e 3.24), não é possivelmente atribuir a presença destes elementos às origens litológicas da região, visto que estes não apresentam correlação positiva muito significativa, 64 no entanto, em grande parte dos pontos analisados esta correlação está presente. Correlação de Na e K - 1º campo 20,00 18,00 16,00 14,00 12,00 10,00 8,00 6,00 4,00 2,00 0,00 K Na Figura 3.22: Correlação entre Na e K na sub bacia do rio Casca – 1º campo. Correlação de Na e K - 2º campo 35,000 30,000 25,000 20,000 15,000 10,000 5,000 WGRC 1 WGRC 2 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 15 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 18 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 21 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 LQ 0,000 K Na Figura 3.23: Correlação entre Na e K na sub bacia do rio Casca – 2º campo. 65 Correlação entre Na e K - 3º campo 14,000 12,000 10,000 8,000 6,000 4,000 2,000 WGRC 1 WGRC 2 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 15 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 18 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 21 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 LQ 0,000 K Na Figura 3.24: Correlação entre Na e K na sub bacia do rio Casca – 3º campo. 3.2.6.7. ALUMÍNIO (Al) O Al é um dos principais elementos presentes na crosta terrestre. Uma das principais fontes de alumínio é a bauxita Al2O3 (oxido de alumínio), acriolita Na3AlF6 (fluoretos de alumínio de sódio), ou ainda, granitos e outros sais silicatados e oxigenados. Apesar de possuir várias aplicações e usos, o alumínio é um dos poucos elementos abundantes na natureza que parecem não apresentar nenhuma função biológica significativa. O alumínio não é considerado tão tóxico como os metais pesados, ainda que existam evidências de certa toxicidade quando ingerido em grandes quantidades, no entanto, é um dos principais fatores que reduzem o crescimento das plantas em solos ácidos. Embora seja geralmente inofensivo para o crescimento das plantas em solos de pH neutro, a concentração em solos ácidos de Al3+ aumenta o nível de cátions e perturba o crescimento da raiz. Todas as amostras analisadas apresentaram concentração de Al abaixo do valor determinado pela Resolução 357/2005, cujo limite de alumínio dissolvidos em águas de classe 2 é 100,00µg/L (figura3.25). 66 Alumínio (Al) - µg/L 450,00 400,00 350,00 300,00 250,00 200,00 150,00 100,00 50,00 WGRC 1 WGRC 2 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 15 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 18 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 21 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 LQ 0,00 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.25: Concentração de Al na sub bacia do rio Casca. **Os pontos que não apresentam valores, não foram determinados ou tiveram resultado abaixo do LQ. 3.2.6.8. BÁRIO (Ba) Os resultados das análises (figura 3.26) demonstram que todas as amostras, nos três períodos, apresentaram concentração muito inferior à determinada pela Resolução CONAMA 357/2005, que estabelece valor máximo de 0,7mg de Ba / L. Bário (Ba) - µg/L WGRC 1 WGRC 2 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 15 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 18 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 21 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 LQ 80,000 70,000 60,000 50,000 40,000 30,000 20,000 10,000 0,000 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.26: Concentração de Ba na sub bacia do rio Casca. 67 3.2.6.9. COBRE (Cu) O cobre, geralmente, quando encontrado em águas naturais apresentase em concentrações muito baixas (abaixo de 0,02mg/L). Nesta quantidades, o Cu pode atuar como substância benéfica aos organismos vivos, participando de processos de catalização de outras substâncias durante as reações metabólicas. Sua origem no ambiente varia bastante, podendo este ser oriundo da corrosão de materiais por substâncias ácidas, de efluentes industriais, além de fungicidas, algicidas e agroquímicos. De acordo com a Resolução CONAMA 357/2005, a concentração máxima de Cu nas águas de classe 2 é de 0,009mg/L. Conforme observado nos resultados (tabela 2), apenas dois pontos apresentaram Cu acima do limite detectável pelo ICP-OES (3,92 µg/L no 1º campo e 5,37 µg/L nos campos posteriores). De acordo com tais resultados, o ponto WGRC10 apresentou concentração de cobre acima do permitido pela legislação nos campos 2 e 3, sendo respectivamente as concentrações de 0,0109 µg/L e 0,0119 µg/L. Tabela 2: Concentração de Cu nos pontos detectados por ICP-OES Amostras WGRC 1 WGRC 10 LQ Cobre (Cu) - µg/L 1º Campo 2º Campo 4,33 <LQ 5,99 10,870 5,37 3,92 3º Campo <LQ 11,870 5,37 3.2.6.10. FÓSFORO (P) O fósforo é um elemento essencial para a nutrição dos organismos vivos, sobretudo os produtores, por este motivo sua concentração pode estar associada à presença de microorganismos e consequentemente à fontes de incrementos artificiais, que na maioria das vezes é representada por disposições diretas de esgotos sanitários. 68 Suas principais fontes são o intemperismo de rochas e a decomposição de matéria orgânica. As águas residuárias domésticas (particularmente contendo detergentes), efluentes industriais e fertilizantes (escoamento superficial) contribuem para a elevação dos níveis de fósforo nas águas superficiais (ESTEVES, 1988). A Resolução CONAMA 357/2005 fixa os valores para fósforo total em águas de ambientes lóticos classe 2 em até 0,1mg/L, portanto, de acordo com os resultados obtidos (figura 3.27), alguns pontos excederam tal recomendação sendo estes: WGRC08 (campo 2), WGRC10 (todos os campos), WGRC17 (campo 3) e WGRC22 (campo 2). No ponto WGRC10 é possível associar tal resultado à presença de fontes antropogênicas de contaminação, considerando-se as observações em campo e associando a outros parâmetros que podem denotar a presença de agentes artificiais de contaminação. A concentração de fosforo neste ponto variou entre aproximadamente duas a quinze vezes maior do que o valor permitido pela legislação supracitada. Fósforo (P) - mg/L 1,6 1,4 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 WGRC 1 WGRC 2 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 15 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 18 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 21 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 LQ 0 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.27: Concentração de P sub bacia do rio Casca. 69 3.2.6.11. ENXOFRE (S) Na natureza o enxofre geralmente é encontrado em grandes quantidades na forma de sulfetos e de sulfatos. O enxofre desempenha importante papel para os seres vivos como um elemento constituinte dos aminoácidos (elementos constituintes das proteínas). O enxofre é também utilizado de diferentes formas por diferentes tipos de bactérias. Este elemento desempenha um importante papel na indústria, em particular, na indústria química, uma vez que é constituinte do ácido sulfúrico. Apesar de importante, o enxofre pode atuar como agente tóxico, em função da forma em que encontra-se disponível no ambiente e seu excesso pode promover a incidência de chuva ácida. O sulfeto de hidrogênio, um dos compostos comuns formados por enxofre, é muito fétido, mesmo em baixas concentrações e geralmente está relacionado à presença em excesso de matéria orgânica. A Resolução CONAMA 357/2005 não determina valores limites para enxofre, no entanto, este foi analisado e seus resultados, associado a outros parâmetros analisados, podem contribuir para a atribuição de contaminação antrópica em alguns pontos, sobretudo no ponto WGRC10, que chegou a apresentar concentração de 0,90mg/L no período seco (figura3.28). A concentração de enxofre nas amostras variou de 0,11mg/L a 0,90mg/L. Enxofre (S) - mg/L WGRC 1 WGRC 2 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 15 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 18 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 21 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 LQ 1 0,9 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1 0 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.28: Concentração de S sub bacia do rio Casca. 70 3.2.6.12. SILÍCIO (Si) Nas águas da sub bacia do rio Casca os teores de Si variaram entre 4,21µ/L a 10,42µ/L no período seco (pontos WGRC23 e WGRC19, respectivamente) e 4,73µ/L e 10,25µ/L no início do período chuvoso (pontos WGRC24 e WGRC19, respectivamente). Os valores se Si foram relativamente baixos e só foram medidos nos dois últimos campos. A Resolução CONAMA 357/2005 não determina valores limites para silício. 3.2.6.13. Estrôncio (Sr) O estrôncio é um elemento abundante na natureza, representando aproximadamente 0,034% de todas as rochas ígneas e é encontrado majoritariamente na forma de sulfato (celestita) e carbonato (estroncianita). A similaridade dos raios iônicos do cálcio e estrôncio permitem que este substitua o primeiro nas redes iônicas de suas espécies minerais, o que provoca a grande distribuição do estrôncio. A celestita é encontrada em depósitos sedimentares em quantidade suficiente para que a sua mineração seja rentável, razão pela qual é a principal fonte de estrôncio. Estrôncio (Sr) - µg/L 100 80 60 40 20 WGRC 1 WGRC 2 WGRC 3 WGRC 4 WGRC 5 WGRC 6 WGRC 7 WGRC 8 WGRC 9 WGRC 10 WGRC 11 WGRC 12 WGRC 13 WGRC 14 WGRC 15 WGRC 16 WGRC 17 WGRC 18 WGRC 19 WGRC 20 WGRC 21 WGRC 22 WGRC 23 WGRC 24 WGRC 25 WGRC 26 WGRC 27 WGRC 28 WGRC 29 WGRC 30 0 1º Campo 2º Campo 3º Campo Figura 3.28: Concentração de Sr sub bacia do rio Casca. 71 De modo geral a sub bacia do rio Casca apresentou teores maiores de estrôncio no período chuvoso e no início do período chuvoso, sobretudo nos pontos WGRC10, WGRC18 e WGRC20 (figura 3.29). A Resolução CONAMA 357/2005 não apresenta valores de referência para a concentração de estrôncio. 3.2.6.14. ZINCO (Zn) O zinco é considerado como um dos elementos essenciais à saúde humana, mas dependendo da concentração pode chegar a ser tóxico (NAVASPEREIRA at al., 1985). A presença de zinco é comum nas águas naturais, no entanto em concentrações baixas ou moderadamente baixas. Em águas superficiais, normalmente as concentrações de Zn estão na faixa de <0,0020 a 0,10mg/L. É largamente utilizado na indústria e pode entrar ser inserido no meio ambiente através de processos naturais e antropogênicos, entre os quais destacam-se a produção de zinco primário, combustão de madeira, incineração de resíduos, efluentes domésticos e produção de ferro e aço (CETESB, site 2013). A Resolução CONAMA 357/2005 estabelece a concentração de zinco total máxima de 5mg/L em águas de classe 2. Os resultados apresentaram presença de Zn em algumas amostras analisadas, referentes aos campo 2 e 3, no entanto em valores menores que o branco analisado. Isso pode ter ocorrido em função de alguma contaminação durante o processo analítico. A amostra WGRC17 foi a única que apresentou resultado acima dos valores do branco, 64,125µg/L, no entanto muito inferior ao determinado pela legislação citada. 3.2.6.15. LÍTIO (Li) As estimativas sobre a abundância desse elemento na crosta terrestre são de 0,002%. O Li é um metal escasso na crosta terrestre, encontrado disperso em certas rochas, porém nunca livre, dada a sua grande reatividade. É encontrado, 72 também, em sais naturais, águas salgadas e águas minerais. Os principais minerais do qual é extraído são lepidolita KLi2Al(Al,Si)3O10(F,OH)2, petalita LiAlSi4O10, espodúmena LiAlSi2O6 e ambligonita (Li,Na)Al(PO4)(F,OH). Nas águas da sub bacia do rio Casca foram detectados valores de concentração de Li somente no período chuvoso, 1º campo, variando em concentrações de 0,853µg/L (WGRC14) a 1,235 µg/L (WGRC10). 3.2.6.16. Escândio (Sc) A Resolução CONAMA 357/2005 não estabelece valores de referências para a presença de escândio em águas. A presença de Sc só foi detectada no 3º campo nas amostras WGRC03 e WGRC07, nas concentrações de 1,042 µg/L e 1,044 µg/L, respectivamente. 3.2.6.17. TITÂNIO (Ti) A Resolução CONAMA 357/2005 não estabelece valores de referências para a presença de titânio em águas. A presença de Ti só foi detectada no 3º campo na amostra WGRC05, na concentração de 6,701µg/L. 3.2.6.18. CÁDMIO (Cd), COBALTO (Co), CROMO (Cr), MOLIBIDÊNIO (Mo), NÍQUEL (Ni) e CHUMBO (Pb) Todos os elementos citados ficaram abaixo do limite de quantificações possíveis de serem detectadas pelo ICP-OES, conforme apresentado nos Anexo 1. 73 3.2.7. CONSTITUINTES IÔNICOS DA SUB BACIA DO RIO CASCA (ANÁLISE POR TXRF) Os elementos iônicos da sub bacia do rio Casca foram analisados por TXRF, além do ICP-OES em função do menor limite de detecção apresentado por esta técnica, visando desta forma confirmar os resultados obtidos pelo ICPOES, sobretudo os parâmetros não detectados por ele. De acordo com as tabelas 30, 31, 32, 33, 34 e 35 (Anexo 1) os pontos que excederam os limites permitidos pela Resolução CONAMA 357/2005 e os respectivos parâmetros extrapolados são: - WGRC01: Fe (período: I); - WGRC02: Cu (período: III); - WGRC03: Mn (período: I e III); - WGRC04: Zn (período: I) e Mn (período I); - WGRC06: Mn (período: I); - WGRC09: Cu (período: I); - WGRC10: Ni (período: I, II e III) e Mn (período: I); - WGRC11: Mn (período: I, II e III); - WGRC13: Mn (período: III); - WGRC16: Mn (período: III); - WGRC18: Ni (período: I) e Zn (período: I); - WGRC19: Mn (período: III); - WGRC21: Ni (período: I); - WGRC22: Mn (período: I); - WGRC28: Mn (período: III); 3.3. PARÂMETROS BIOLÓGICOS Os parâmetros biológicos representam grande interesse na verificação da qualidade das águas, visto que estes estão diretamente relacionados com a transmissão de doenças infecciosas. Segundo von Sperling (2008) a determinação de microorganismos indicadores de contaminação fecal (do grupo coliformes) é uma forma indireta de medir a potencialidade destas águas de 74 transmitir doenças infecciosas. Inúmeras doenças podem ser transmitidas por veiculação hídrica, como gastroenterite, hepatite, poliomielite, cólera, doenças fungicas e parasitárias (AGUILA et a.l, 200). A maioria destas doenças são causadas por patógenos de origem fecal. Desta forma, é importante verificar a presença de material fecal nas águas e isto é feito pela determinação de coliformes termotolerantes, E. colli, visto que estes estão presentes em significante concentração em fezes humanas e de animais. É relevante destacar que presença destes microorganismos verificadas nos resultados trimestrais de qualidade das águas de minas emitidos pelo IGAM. Conforme apresentados nos relatórios emitidos de 2010 a 2013, a maior parte dos pontos analisados apresentaram concentrações de E. colli superior àquelas determinadas pela Resolução CONAMA 357/2005 e a CONAMA 274/00. 3.3.1. COLIFORMES TOTAIS Tabela 3: Coliformes totais (Número mais provável). Amostras WGRC01 WGRC02 WGRC03 WGRC04 WGRC05 WGRC06 WGRC07 WGRC08 WGRC09 WGRC10 WGRC11 WGRC12 WGRC13 WGRC14 WGRC15 WGRC16 WGRC17 WGRC18 Coliformes Totais 2º Campo > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 686,7 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 461,1 73,3 > 2419,6 > 2419,6 3º Campo > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 98,3 > 2419,6 > 2419,6 158,6 2419,6 1553,1 1413,6 403,4 533,5 1986,3 > 2419,6 206,2 67,3 980,4 372,4 75 WGRC19 WGRC20 WGRC21 WGRC22 WGRC23 WGRC24 WGRC25 WGRC26 WGRC27 WGRC28 WGRC29 WGRC30 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 980,4 307,6 > 2419,6 613,1 960,6 >2419,6 >2419,6 1553,1 81,3 579,4 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 164,4 3.3.2. COLIFORMES TEMOTOLERANTES Tabela 4: coliformes termotolerantes (Número mais provável) Coliformes Termotolerantes (E. coli) Amostras 2º Campo 3º Campo WGRC01 WGRC02 WGRC03 WGRC04 WGRC05 WGRC06 WGRC07 WGRC08 WGRC09 WGRC10 WGRC11 WGRC12 WGRC13 WGRC14 WGRC15 WGRC16 WGRC17 WGRC18 WGRC19 WGRC20 WGRC21 WGRC22 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 98,3 > 2419,6 > 2419,6 158,6 2419,6 1553,1 1413,6 403,4 533,5 1986,3 > 2419,6 206,2 67,3 980,4 372,4 1553,1 81,3 579,4 > 2419,6 435,2 613,1 160,7 64,5 1986,3 387,3 170 365,4 137,6 727 93,3 25,4 163,3 > 2419,6 95,9 2 980,4 309,4 93,3 0 65,7 > 2419,6 76 WGRC23 WGRC24 WGRC25 WGRC26 WGRC27 WGRC28 WGRC29 WGRC30 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 > 2419,6 164,4 191,8 866,4 32,4 298,7 920,8 > 2419,6 > 2419,6 241,1 De acordo com a Resolução CONAMA 357/2005, o nível máximo permitido de coliformes termotolerantes (E. colli) é de 1000 NMP/100 mL, desta forma, verifica-se que alguns a maioria dos pontos extrapolou tal limite no período seco e um número bem inferior de pontos apresentou o mesmo comportamento no período chuvoso. Cabe destacar os pontos WGRC05, WGRC14, WGRC22, WGRC28 E WGRC29 que apresentaram NMP de E. colli superior a 1000NMP nos dois períodos. Somente o ponto WGRC20 apresentou ausência de E. colli no período chuvoso e o ponto WGRC16 apresentou concentração ínfima neste mesmo período. 77 CAPÍTULO 4 CONCLUSÕES 4. CONCLUSÕES Os resultados apresentados neste estudo denotam as condições das águas do rio casca e de alguns de seus tributários. Tais condições são determinantes para estabelecer coeficientes indicadores da qualidade das águas dessa sub bacia e assim atribuir valores para uma caracterização maior e mais eficiente da bacia do Rio Doce. A dinâmica dos resultados obtidos permite determinar o comportamento da qualidade destas águas em função do período de sazonalidade, visto que a maioria dos parâmetros analisados apresentou comportamento diferenciado nos três períodos, chuvoso (1º campo) – período I, seco (2º campo) – período II e início do período chuvoso (3º campo) – período III. Diante dos resultados obtidos, observou-se que: - em toda a sub bacia do Rio Doce os usos preponderantes são abastecimento público, consumo humano, dessedentação de animais, irrigação, captação industrial e geração de energia elétrica (IGAM, 2010). Todo o trecho da sub bacia do rio Casca analisado é composto por corpos d’água de classe 2. - os parâmetros turbidez, condutividade elétrica e STD apresentaram a seguinte correlação de concentração I > III > II, nos trechos do rio Casca, já em seus tributários a correlação de concentração apresentada para STD é II > I > III. Conforme previsto o período chuvoso é o que representa maiores cargas de matérias de origem orgânica e materiais suspensos, o que poderia reduzir de forma significativa a incidência de luz, alterando processos naturais de decomposição e produção de oxigênio. Cabe destaque para o comportamento destes parâmetros nos tributários, visto que no período II apresentaram maiores concentrações deste parâmetros e isso, associado a redução da vazão neste 78 período também pode propiciar a redução dos mesmos processos anteriormente citados. - a alcalidade das águas analisadas variou entre os períodos na relação II > I > III e ocorrendo as oscilações significativas nos tributários. Tal relação pode estar relacionada à dissolução de rochas, reação com CO2 atmosférico e sobretudo a decomposição de matéria orgânica. Neste caso, associando os resultados de turbidez, condutividade e STD, pode-se atribuir tal alcalidade à decomposição de matéria orgânica nos tributários, visto que estes seguem mesma tendência de concentração. - diante das concentrações de OD, nota-se que somente o ponto WGRC01 apresentou concentração inferior ao determinado pela legislação, no entanto muito próximo do limiar de 5,0 mg/L. - os pontos WGRC03, WGRC04, WGRC10, WGRC11, WGRC20 (tributários) e WGRC14 foram os que apresentaram maior concentração de cloreto, variando as concentrações sazonais em I > II > III. Isso indica a possibilidade da ocorrência de atividades antrópicas na região, sobretudo no ponto WGRC10. - os tributários WGRC03, WGRC10, WGRC18, WGRC19 e WGRC20 apresentaram maior dureza (concentração de Ca e Mg), principalmente no período I, o que pode, ser determinante ao se estabelecer o tratamento destas águas em função de seus usos. - as concentrações de Fe e Mg foram significantemente menores que as estabelecidas pela Resolução CONAMA 357/2005, e estabelecem entre si uma correlação positiva, conforme previsto. Tais concentrações possivelmente estão sendo determinadas pelas condições naturais da região. - foi verificado o excesso de P (limite de 0,1mg/L) nos pontos WGRC08 (II), WGRC10 (I, II, e III), WGRC17 (III) e WGRC22 (II). O ponto WGRC10 apresentou concentração de Cu nos períodos II e III, acima do determinado pela Resolução CONAMA 357/2005. Este fator associado aos demais resultados observados, possivelmente caracteriza a presença de atividades antrópicas na região e sua influência sobre o declínio da qualidade das águas neste ponto. 79 - os elementos Al e Ba quando detectados nas amostras apresentaram sempre concentrações inferiores às previstas pela Resolução CONAMA 357/2005 e possivelmente a presença destes está associada às condições naturais da região. - apesar de não ser um parâmetro com limites estabelecidos pela Resolução CONAMA 357/2005, o S nas águas pode ser determinante para atribuição da sua degradabilidade às atividades antrópicas e isso pode ser verificado no ponto WGRC10 (córrego Piscamba). - somente os pontos WGRC04, WGRC07, WGRC11, WGRC12, WGRC15, WGRC16, WGRC17, WGRC18, WGRC20, WGRC21 e WGRC30 apresentaram números mais prováveis (NMP) de coliformes termotolerantes inferiores aos determinado pela Resolução CONAMA 357/2005 (> 1000NMP/ 100 mL). O ponto WGRC20, mostrou a menor concentração destes microoganismos. Tal resultado aponta a presença destes microorganismos em todos os trechos em pelo menos um dos períodos medidos, o que indica a influência de atividades antrópicas na região. Neste sentido, o ponto WGRC30 se destaca por apresentar baixa ou relativamente baixa, concentração de coliformes termotolerantes mesmo sendo o ponto sob maior pressão antrópica (ponto no centro do município de Rio Casca). - de acordo com os resultados obtidos pelo TXRF, os pontos WGRC01, WGRC02, WGRC03, WGRC04, WGRC06, WGRC09, WGRC10, WGRC11, WGRC13, WGRC16, WGRC18, WGRC19, WGRC21, WGRC22 e WGRC28 apresentaram, pelo pelos um elemento iônico em concentração acima do permitido pela Resolução CONAMA 357/2005. - as concentrações significativas de coliformes totais e coliformes termotolerantes indicam que a toda coleção hídrica da sub bacia do rio Casca apresenta estreita relação com atividades antrópicas, sobretudo os pontos WGRC10, WGRC17 e WGRC22 (tributários) em função dos resultados obtidos e WGRC01, WGRC12 e WGRC30 em função das condições observadas in loco. De modo geral, é possível apontar que a maioria dos parâmetros analisados neste estudo tem intima relação com as condições naturais da região, sejam elas abióticas (características geológicas) ou bióticas (vegetação). Tais condições são diretamente influenciadas pelas modificações ambientais durante 80 as variações sazonais e/ou aquelas variações determinadas pela atividade antrópica na região. Os resultados demonstram, em alguns pontos, impactos das atividades humanas sobre a qualidade da água. Deve-se destacar, entretanto, que eles apresentam uma verificação inicial das condições locais, servindo de alerta para a existência de contaminação em alguns pontos, nos quais, inclusive, os resultados excederam as determinações da legislação vigente, no entanto, é conveniente que se realize a proposição de valores de referência, ou seja, valores orientadores baseados nas condições naturais da região, para que desta forma a existência de contaminação seja efetivamente validada. 81 CAPÍTULO 5 REFERÊNCIAS 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGUDO, E.G. Guia de coleta e preservação de amostra de água. 1a ed. São Paulo: CETESB, 1987. 150 p. ANA – Agência Nacional de Águas (2012). Disponível em: <www.ana.gov.br>. Acesso em: setembro de 2012. BENEVIDES, V.F.S., BEEKMAN, G.B. Aspectos de sustentabilidade e vulnerabilidade dos recursos hídricos. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE RECURSOS HIDRICOS, Recife, PE, Anais. ABRH. 1995. p. 51-55. CBH-DOCE – Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Doce (2012). 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Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental; Universidade Federal de Minas Gerais. 2008. p. 452. 84 ANEXOS ANEXO 1: TABELAS DE RESULTADOS Tabela 5: Condutividade elétrica Condutividade Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo WGRC01 118,8 55,71 60,93 WGRC02 59,54 60,63 68,57 WGRC03 133,3 101,4 112,9 WGRC04 72,65 63,03 65,95 WGRC05 71,89 57,12 62,53 WGRC06 58,07 67,42 78,85 WGRC07 53,37 56,14 61,21 WGRC08 68,87 83,13 50,21 WGRC09 63,61 60,92 45,85 WGRC10 275,7 418,9 114 WGRC11 151,7 135,4 88,7 WGRC12 46,48 78,82 54,7 WGRC13 89,4 224,3 144,7 WGRC14 60,95 62,67 43,43 WGRC15 51,75 38,96 42,76 WGRC16 68,81 75,28 81,25 WGRC17 80,64 70,48 86,21 WGRC18 111,3 216 126,5 WGRC19 89,2 228,7 88,46 WGRC20 111,2 121,9 102,8 WGRC21 40,21 38,14 43,08 WGRC22 74,26 224,3 78,09 WGRC23 31,44 63,24 39,88 WGRC24 41,58 48,34 44,79 WGRC25 40,6 25,5 42,5 WGRC26 26,32 49,43 41,53 WGRC27 48,84 35,5 54,47 WGRC28 62,02 68,61 65 85 WGRC29 45,98 44,28 50,8 WGRC30 43,82 52,76 72,98 Tabela 6: Temperatura Temperatura Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo WGRC01 28,6 22,3 27,1 WGRC02 28,1 23,3 27,9 WGRC03 26,4 21,9 25,3 WGRC04 26,5 23,1 25,8 WGRC05 26,7 24 27,8 WGRC06 25,7 22,9 26,4 WGRC07 26,5 23,2 27,7 WGRC08 25 20,6 26,8 WGRC09 25,3 21,2 27,8 WGRC10 25,9 21,3 26,7 WGRC11 25,2 21 26,8 WGRC12 25,5 21,2 26,8 WGRC13 25,7 19,3 24,7 WGRC14 26 23,1 29 WGRC15 25,3 22,4 26,8 WGRC16 25,5 23,7 28,6 WGRC17 26,6 25,6 31,1 WGRC18 25,3 20,7 26,7 WGRC19 25,7 26,3 31 WGRC20 25,1 21,8 27,7 WGRC21 25,6 23,9 28,7 WGRC22 24,2 23,2 27,8 WGRC23 22,9 21,9 26,2 WGRC24 23,9 20,9 26,8 WGRC25 23,7 19,3 24,6 WGRC26 23,3 20,1 26,4 WGRC27 23,3 18 25,6 WGRC28 23,5 19,9 27,9 WGRC29 23,5 20,1 24,7 WGRC30 26 23,3 27,9 86 Tabela 7: Turbidez (UNT) Turbidez Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo WGRC01 91,1 13,14 38,3 WGRC02 71,8 13,49 33,8 WGRC03 95,1 14,23 3,65 WGRC04 163 6,31 10,89 WGRC05 321 14,62 39,6 WGRC06 68,6 10,84 11,02 WGRC07 810 17,49 108 WGRC08 78,1 29,2 33,4 WGRC09 61,4 18,54 39,4 WGRC10 35,3 21,3 9,54 WGRC11 10,19 11,62 8,33 WGRC12 101 24 29,9 WGRC13 89,3 19,25 24,3 WGRC14 58,2 16,95 33,8 WGRC15 91,5 10,51 28,6 WGRC16 15,54 6,13 6,71 WGRC17 30,5 13,55 12,66 WGRC18 28,6 11,7 20,9 WGRC19 23,7 16,82 7,4 WGRC20 11,84 5,36 3,95 WGRC21 47,1 16,48 20,3 WGRC22 49 16,02 17,42 WGRC23 196 14,35 21,9 WGRC24 11,28 4,49 7,08 WGRC25 6,97 6,4 5,02 WGRC26 191 10,79 20,9 WGRC27 17,1 24,9 13,39 WGRC28 5,03 3,61 4,85 WGRC29 27,1 9,27 12,39 WGRC30 171 75,4 85,4 87 Tabela 8: Sólidos Totais Dissolvidos (mg/L) Sólidos Totais Disolvidos - STD Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo WGRC01 77,08 37,06 40,45 WGRC02 38,22 40,32 43,42 WGRC03 85,29 67,24 74,38 WGRC04 46,75 41,76 43,8 WGRC05 46,22 37,87 41,62 WGRC06 58,07 44,53 52,28 WGRC07 34,31 37,02 40,64 WGRC08 44,39 55,12 37,95 WGRC09 41,14 39,52 30,41 WGRC10 180,9 294,4 75,39 WGRC11 97,76 90,08 58,22 WGRC12 29,93 52,27 35,87 WGRC13 57,5 151,5 96,14 WGRC14 39,24 41,56 28,76 WGRC15 33,35 25,63 28,32 WGRC16 44,94 50,57 26,37 WGRC17 51,57 46,84 56,94 WGRC18 71,6 142 83,84 WGRC19 57,36 150,1 58,53 WGRC20 71,55 80,78 68,03 WGRC21 25,8 25,19 28,56 WGRC22 47,26 148,2 51,75 WGRC23 20,11 42,7 26,37 WGRC24 26,14 31,72 29,76 WGRC25 26,07 16,72 28,2 WGRC26 16,77 32,84 32,06 WGRC27 31,75 23,37 36,21 WGRC28 40,08 45,54 43,36 WGRC29 30,09 29,33 33,67 WGRC30 28,2 34,93 48,37 88 Tabela 9: Concentração de oxigênio dissolvido (mg/L) Oxigênio Dissolvido - OD Amostras 2º Campo 3º Campo WGRC01 4,5 22,15 WGRC02 5 16,85 WGRC03 5,3 16,5 WGRC04 5,7 18,68 WGRC05 5,2 23,59 WGRC06 5,6 21,2 WGRC07 5 17,76 WGRC08 9,3 18,88 WGRC09 6,3 19,78 WGRC10 6,7 19,59 WGRC11 8,1 20,17 WGRC12 7,9 19,79 WGRC13 5,8 14,8 WGRC14 7 22,9 WGRC15 7,77 22,81 WGRC16 6 26,69 WGRC17 7,2 21,68 WGRC18 6,2 21,9 WGRC19 8,5 22,7 WGRC20 8,7 22,21 WGRC21 7,9 20,74 WGRC22 5,4 14,41 WGRC23 8,2 22,86 WGRC24 8,4 22,43 WGRC25 7,7 22,03 WGRC26 8,3 21,89 WGRC27 7,2 19,4 WGRC28 8,4 15,11 WGRC29 8 21,13 WGRC30 5,2 18,81 89 Tabela 10: Potencial de Oxidaçã-Redução (mg/) Potencial de Oxidação-Redução Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo WGRC01 235 198 232 WGRC02 213 199 175 WGRC03 232 142 140 WGRC04 115 153 182 WGRC05 222 187 202 WGRC06 195 171 154 WGRC07 182 176 178 WGRC08 211 167 182 WGRC09 213 182 197 WGRC10 169 157 160 WGRC11 77 87 43 WGRC12 147 156 102 WGRC13 181 204 197 WGRC14 170 175 152 WGRC15 186 175 151 WGRC16 168 138 169 WGRC17 168 159 163 WGRC18 174 178 188 WGRC19 174 172 127 WGRC20 189 169 135 WGRC21 194 174 138 WGRC22 175 109 156 WGRC23 203 176 169 WGRC24 84 181 170 WGRC25 119 186 153 WGRC26 132 182 167 WGRC27 77 122 138 WGRC28 136 177 116 WGRC29 175 182 181 WGRC30 202 172 155 90 Tabela 11: Resistividade Resistividade Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo WGRC01 0 17,93 16,41 WGRC02 16,68 16,45 14,6 WGRC03 0 0 0 WGRC04 13,54 15,85 15,16 WGRC05 13,71 17,52 15,96 WGRC06 10,88 15,1 12,68 WGRC07 18,47 17,9 16,32 WGRC08 14,25 12,03 17,49 WGRC09 15,22 16,82 21,82 WGRC10 0 0 0 WGRC11 0 0 11,39 WGRC12 21,18 12,62 18,51 WGRC13 11,04 0 0 WGRC14 16,13 15,89 23,03 WGRC15 18,95 25,68 23,42 WGRC16 14,27 13,23 12,52 WGRC17 12,35 159 11,6 WGRC18 0 0 0 WGRC19 10,88 0 11,31 WGRC20 0 0 0 WGRC21 24,34 26,22 23,2 WGRC22 13,02 0 12,81 WGRC23 31,08 15,53 24,11 WGRC24 23,6 20,76 22,3 WGRC25 24,18 39,28 23,52 WGRC26 37,11 20,28 20,65 WGRC27 20,02 28,19 18,35 WGRC28 15,76 14,57 15,31 WGRC29 20,3 22,59 19,6 WGRC30 22,4 18,95 13,7 91 Tabela 12: Potencial Hidrogeniônico (pH) Potencial Hidrogeniônico - pH Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo WGRC01 6,07 6,68 6,59 WGRC02 6,13 6,71 6,96 WGRC03 6,41 6,61 6,96 WGRC04 6,55 6,34 6,76 WGRC05 6,32 6,28 6,75 WGRC06 6,48 6,7 7,14 WGRC07 6,72 6,64 6,86 WGRC08 6,66 6,57 6,83 WGRC09 6,43 6,28 7,08 WGRC10 7,22 7,49 7,07 WGRC11 6,83 6,76 7,07 WGRC12 6,71 6,59 6,9 WGRC13 6,88 6,58 6,9 WGRC14 6,63 6,61 7,38 WGRC15 6,46 6,65 7,34 WGRC16 6,53 6,7 6,91 WGRC17 6,88 6,66 6,95 WGRC18 6,95 6,57 6,9 WGRC19 6,78 6,88 7,18 WGRC20 6,87 6,91 7,1 WGRC21 6,44 6,46 7,05 WGRC22 6,76 6,47 6,9 WGRC23 6,38 6,37 6,68 WGRC24 6,53 6,48 6,64 WGRC25 6,46 6,4 6,62 WGRC26 6,56 6,55 6,8 WGRC27 6,45 6,3 6,6 WGRC28 6,62 6,72 6,72 WGRC29 6,81 6,54 6,93 WGRC30 6,57 6,5 6,88 92 Tabela 13: Alcalinidade (mg/L) Alcalinidade Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo WGRC01 21,47 23,42 22,45 WGRC02 23,42 23,42 24,40 WGRC03 55,63 55,63 57,58 WGRC04 31,23 20,50 26,35 WGRC05 21,47 21,47 21,47 WGRC06 30,26 24,89 35,14 WGRC07 19,52 20,49 21,47 WGRC08 26,35 24,89 25,38 WGRC09 19,52 18,54 25,38 WGRC10 111,26 160,06 53,68 WGRC11 46,85 45,87 44,90 WGRC12 26,35 21,47 26,35 WGRC13 32,21 28,30 33,18 WGRC14 20,50 26,35 21,47 WGRC15 17,57 16,59 19,52 WGRC16 41,97 26,35 43,92 WGRC17 23,42 35,14 35,14 WGRC18 65,39 49,77 70,27 WGRC19 45,87 36,11 47,82 WGRC20 58,56 50,75 60,51 WGRC21 26,35 18,54 18,54 WGRC22 37,09 40,02 40,99 WGRC23 14,64 16,59 19,52 WGRC24 25,38 17,56 24,40 WGRC25 22,45 17,56 15,62 WGRC26 13,66 18,54 24,40 WGRC27 20,50 17,56 29,28 WGRC28 34,16 31,23 36,11 WGRC29 25,38 17,57 24,40 WGRC30 20,50 20,50 20,50 93 Tabela 14: Cloreto (mg/L) Colreto (mg/L) Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo WGRC01 10,011 24,62706 38,0418 WGRC02 39,0216 30,033 38,0418 WGRC03 117,0648 29,0319 26,0286 WGRC04 136,5756 24,0264 26,0286 WGRC05 78,0432 35,0385 32,0352 WGRC06 78,0432 33,0363 31,0341 WGRC07 97,554 33,0363 30,033 WGRC08 78,0432 34,0374 32,0352 WGRC09 58,5324 31,0341 30,033 WGRC10 156,0864 101,1111 33,0363 WGRC11 97,554 44,0484 38,0418 WGRC12 39,0216 33,0363 31,0341 WGRC13 117,0648 30,033 60,066 WGRC14 136,5756 59,0649 25,0275 WGRC15 97,554 30,033 26,0286 WGRC16 78,0432 40,044 24,0264 WGRC17 58,5324 40,044 28,0308 WGRC18 78,0432 50,055 28,0308 WGRC19 97,554 44,0484 32,0352 WGRC20 117,0648 40,044 20,022 WGRC21 97,554 34,0374 30,033 WGRC22 97,554 43,0473 30,033 WGRC23 78,0432 32,0352 28,0308 WGRC24 78,0432 32,0352 33,0363 WGRC25 78,0432 35,0385 24,0264 WGRC26 58,5324 31,0341 29,0319 WGRC27 78,0432 28,0308 37,0407 WGRC28 97,554 30,033 28,0308 WGRC29 78,0432 32,0352 24,0264 WGRC30 78,0432 36,0396 38,0418 94 Tabela 15: Sulfato (mg/L) Sulfato Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo WGRC01 2,61 0,02 0,67 WGRC02 5,25 0,12 3,12 WGRC03 0,87 0,17 0,19 WGRC04 2,90 0,41 4,29 WGRC05 3,92 0,01 3,90 WGRC06 2,92 0,16 1,32 WGRC07 3,84 0,05 6,14 WGRC08 2,65 0,02 3,49 WGRC09 1,74 0,16 1,43 WGRC10 0,52 1,07 0,50 WGRC11 13,45 0,20 0,63 WGRC12 3,63 0,48 1,57 WGRC13 2,52 0,75 1,39 WGRC14 2,31 0,35 2,16 WGRC15 2,96 0,19 3,12 WGRC16 0,56 0,02 0,81 WGRC17 0,75 0,07 1,02 WGRC18 0,75 0,16 0,50 WGRC19 2,06 0,47 3,00 WGRC20 0,76 0,06 0,29 WGRC21 2,30 0,25 1,68 WGRC22 1,54 0,01 0,45 WGRC23 1,05 0,35 1,12 WGRC24 2,67 0,12 5,63 WGRC25 2,21 0,04 2,29 WGRC26 0,92 0,31 6,40 WGRC27 2,23 0,12 1,40 WGRC28 1,20 0,02 0,49 WGRC29 2,52 0,23 1,60 WGRC30 2,18 1,22 2,24 95 Tabela 16: Concentração de Cálcio (mg/L) Cálcio (Ca) - mg/L Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo BRANCO <LQ <LQ <LQ WGRC 1 5,1500 2,8942 2,6895 WGRC 2 ** 3,1396 2,6934 WGRC 3 10,3100 7,5808 7,8263 WGRC 4 5,5800 2,3611 4,1475 WGRC 5 6,1000 2,7982 2,6652 WGRC 6 6,7800 3,9390 4,9172 WGRC 7 5,0300 2,7566 2,6777 WGRC 8 4,9240 2,7484 2,5464 WGRC 9 4,6720 2,3340 2,3912 WGRC 10 10,5300 10,1065 8,0443 WGRC 11 8,2000 5,5696 5,1679 WGRC 12 4,7140 2,3092 2,8290 WGRC 13 7,0600 5,0616 6,0867 WGRC 14 4,3530 2,1750 2,4827 WGRC 15 ** 1,9386 2,3427 WGRC 16 6,9000 3,8016 4,2227 WGRC 17 6,8500 3,9725 4,7666 WGRC 18 ** 5,9411 7,6231 WGRC 19 7,0300 4,0428 4,5805 WGRC 20 9,9800 6,0844 6,7727 WGRC 21 ** 2,2339 2,3677 WGRC 22 6,7200 4,4391 4,3288 WGRC 23 4,3980 1,9634 2,3134 WGRC 24 5,6500 1,3673 2,6153 WGRC 25 4,3320 1,3102 1,8230 WGRC 26 4,2330 2,2040 2,8095 WGRC 27 4,6390 1,3681 2,1758 WGRC 28 6,2700 3,5556 4,1637 WGRC 29 5,7000 2,2828 2,8516 WGRC 30 5,0600 2,6231 2,8879 LQ 0,01991 0,0217 0,0217 ** Amostras não analisadas. 96 Tabela 17: Concentração de Cádmio (µg/L) Cádmio (Cd) - µg/L Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo BRANCO <LQ <LQ <LQ WGRC 1 < LQ <LQ <LQ WGRC2 ** <LQ <LQ WGRC 3 < LQ <LQ <LQ WGRC 4 < LQ <LQ <LQ WGRC 5 < LQ <LQ <LQ WGRC 6 < LQ <LQ <LQ WGRC 7 < LQ <LQ <LQ WGRC 8 < LQ <LQ <LQ WGRC 9 < LQ <LQ <LQ WGRC 10 < LQ <LQ <LQ WGRC 11 < LQ <LQ <LQ WGRC 12 < LQ <LQ <LQ WGRC 13 < LQ <LQ <LQ WGRC 14 < LQ <LQ <LQ WGRC 15 ** <LQ <LQ WGRC 16 < LQ <LQ <LQ WGRC 17 < LQ <LQ <LQ WGRC 18 ** <LQ <LQ WGRC 19 < LQ <LQ <LQ WGRC 20 < LQ <LQ <LQ WGRC 21 ** <LQ <LQ WGRC 22 < LQ <LQ <LQ WGRC 23 < LQ <LQ <LQ WGRC 24 < LQ <LQ <LQ WGRC 25 < LQ <LQ <LQ WGRC 26 < LQ <LQ <LQ WGRC 27 < LQ <LQ <LQ WGRC 28 < LQ <LQ <LQ WGRC 29 < LQ <LQ <LQ WGRC 30 < LQ <LQ <LQ LQ 4,83 6,64 6,64 ** Amostras não analisadas. 97 Tabela 18: Concentração de Cobalto (ug/L) Cobalto (Co) - µg/L Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo BRANCO <LQ <LQ <LQ WGRC 1 < LQ <LQ <LQ WGRC 2 ** <LQ <LQ WGRC 3 < LQ <LQ <LQ WGRC 4 < LQ <LQ <LQ WGRC 5 < LQ <LQ <LQ WGRC 6 < LQ <LQ <LQ WGRC 7 < LQ <LQ <LQ WGRC 8 < LQ <LQ <LQ WGRC 9 < LQ <LQ <LQ WGRC 10 < LQ <LQ <LQ WGRC 11 < LQ <LQ <LQ WGRC 12 < LQ <LQ <LQ WGRC 13 < LQ <LQ <LQ WGRC 14 < LQ <LQ <LQ WGRC 15 ** <LQ <LQ WGRC 16 < LQ <LQ <LQ WGRC 17 < LQ <LQ <LQ WGRC 18 ** <LQ <LQ WGRC 19 < LQ <LQ <LQ WGRC 20 < LQ <LQ <LQ WGRC 21 ** <LQ <LQ WGRC 22 < LQ <LQ <LQ WGRC 23 < LQ <LQ <LQ WGRC 24 < LQ <LQ <LQ WGRC 25 < LQ <LQ <LQ WGRC 26 < LQ <LQ <LQ WGRC 27 < LQ <LQ <LQ WGRC 28 < LQ <LQ <LQ WGRC 29 < LQ <LQ <LQ WGRC 30 < LQ <LQ <LQ LQ 124,7 26,3 26,3 ** Amostras não analisadas. 98 Tabela 19: Concentração de Cromo (µg/L) Cromo (Cr) - µg/L Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo BRANCO <LQ <LQ <LQ WGRC 1 <LQ <LQ <LQ WGRC 2 <LQ <LQ <LQ WGRC 3 <LQ <LQ <LQ WGRC 4 <LQ <LQ <LQ WGRC 5 <LQ <LQ <LQ WGRC 6 <LQ <LQ <LQ WGRC 7 <LQ <LQ <LQ WGRC 8 <LQ <LQ <LQ WGRC 9 <LQ <LQ <LQ WGRC 10 <LQ <LQ <LQ WGRC 11 <LQ <LQ <LQ WGRC 12 <LQ <LQ <LQ WGRC 13 <LQ <LQ <LQ WGRC 14 <LQ <LQ <LQ WGRC 15 <LQ <LQ <LQ WGRC 16 <LQ <LQ <LQ WGRC 17 <LQ <LQ <LQ WGRC 18 <LQ <LQ <LQ WGRC 19 <LQ <LQ <LQ WGRC 20 <LQ <LQ <LQ WGRC 21 <LQ <LQ <LQ WGRC 22 <LQ <LQ <LQ WGRC 23 <LQ <LQ <LQ WGRC 24 <LQ <LQ <LQ WGRC 25 <LQ <LQ <LQ WGRC 26 <LQ <LQ <LQ WGRC 27 <LQ <LQ <LQ WGRC 28 <LQ <LQ <LQ WGRC 29 <LQ <LQ <LQ WGRC 30 <LQ <LQ <LQ LQ 6,74 17,1 17,1 LQ= Limite de Quantificação 99 Tabela 20: Concentração de Lítio (µg/L) Lítio (Li) - µg/L Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo BRANCO <LQ < LQ < LQ WGRC 1 1,04 < LQ < LQ WGRC 2 ** < LQ < LQ WGRC 3 1,43 < LQ < LQ WGRC 4 1,059 < LQ < LQ WGRC 5 1,34 < LQ < LQ WGRC 6 1,129 < LQ < LQ WGRC 7 1,17 < LQ < LQ WGRC 8 1,021 < LQ < LQ WGRC 9 1,15 < LQ < LQ WGRC 10 1,253 < LQ < LQ WGRC 11 1,20 < LQ < LQ WGRC 12 1,174 < LQ < LQ WGRC 13 1,45 < LQ < LQ WGRC 14 0,853 < LQ < LQ WGRC 15 ** < LQ < LQ WGRC 16 1,064 < LQ < LQ WGRC 17 1,02 < LQ < LQ WGRC 18 ** < LQ < LQ WGRC 19 1,17 < LQ < LQ WGRC 20 1,265 < LQ < LQ WGRC 21 ** < LQ < LQ WGRC 22 1,16 < LQ < LQ WGRC 23 1,21 < LQ < LQ WGRC 24 0,978 < LQ < LQ WGRC 25 1,18 < LQ < LQ WGRC 26 1,059 < LQ < LQ WGRC 27 1,20 < LQ < LQ WGRC 28 1,152 < LQ < LQ WGRC 29 0,945 < LQ < LQ WGRC 30 1,16 < LQ < LQ LQ 0,801 3,660 3,660 ** Amostras não analisadas. 100 Tabela 21: Concentração de Magnésio (µg/L) Magnésio (Mg) - mg/L Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo BRANCO <LQ <LQ <LQ WGRC 1 2,08 1,546 1,617 WGRC 2 ** 1,616 1,551 WGRC 3 4,66 3,953 4,439 WGRC 4 2,376 1,203 1,923 WGRC 5 2,23 1,414 1,584 WGRC 6 2,7 1,833 2,214 WGRC 7 1,81 1,397 1,555 WGRC 8 1,825 1,382 1,403 WGRC 9 1,71 1,189 1,313 WGRC 10 5,31 6,952 3,727 WGRC 11 3,98 3,333 2,833 WGRC 12 1,955 1,310 1,614 WGRC 13 2,28 2,013 2,133 WGRC 14 1,566 1,071 1,203 WGRC 15 ** 0,922 1,128 WGRC 16 3,135 2,244 2,437 WGRC 17 2,97 2,012 2,455 WGRC 18 ** 3,230 4,038 WGRC 19 3,48 2,599 2,842 WGRC 20 4,922 3,795 4,170 WGRC 21 ** 1,125 1,248 WGRC 22 3,035 2,435 2,617 WGRC 23 1,38 0,936 1,112 WGRC 24 1,95 0,617 1,035 WGRC 25 1,60 0,651 1,050 WGRC 26 1,326 1,061 1,293 WGRC 27 1,61 0,743 1,395 WGRC 28 2,362 1,739 1,918 WGRC 29 1,954 1,025 1,271 WGRC 30 1,77 1,355 1,700 LQ 0,00682 0,0197 0,0197 ** Amostras não analisadas. 101 Tabela 22: Concentração de Manganês (µg/L) Manganês (Mn) - µg/L Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo BRANCO <LQ <LQ <LQ WGRC 1 7,97 9,911 9,133 WGRC 2 ** 5,751 7,258 WGRC 3 312,70 68,170 84,838 WGRC 4 214,8 19,430 18,883 WGRC 5 48,11 23,066 29,546 WGRC 6 111,4 27,165 30,140 WGRC 7 82,90 29,487 36,240 WGRC 8 12,08 12,000 16,263 WGRC 9 6,23 5,159 3,933 WGRC 10 112,3 91,189 73,017 WGRC 11 283,70 152,307 168,564 WGRC 12 62,9 47,395 60,554 WGRC 13 64,30 55,683 134,136 WGRC 14 13,46 6,084 7,563 WGRC 15 ** 7,892 20,701 WGRC 16 30,47 62,173 70,504 WGRC 17 133,40 45,163 68,945 WGRC 18 ** 67,104 82,133 WGRC 19 352,20 121,907 336,352 WGRC 20 37,77 11,381 15,391 WGRC 21 ** 49,474 9,668 WGRC 22 102,9 117,256 41,661 WGRC 23 8,41 13,215 25,295 WGRC 24 139,4 4,284 27,049 WGRC 25 107,30 9,510 24,140 WGRC 26 17,58 11,283 24,556 WGRC 27 169,50 37,551 48,266 WGRC 28 56,4 23,840 145,677 WGRC 29 25,11 16,971 19,710 WGRC 30 24,10 16,021 23,840 LQ 1,145 2,28 2,28 ** Amostras não analisadas. 102 Tabela 23: Concentração de Molibidênio (µg/L) Molibidênio (Mo) - µg/L Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo BRANCO <LQ < LQ < LQ WGRC 1 < LQ < LQ < LQ WGRC 2 ** < LQ < LQ WGRC 3 < LQ < LQ < LQ WGRC 4 < LQ < LQ < LQ WGRC 5 < LQ < LQ < LQ WGRC 6 < LQ < LQ < LQ WGRC 7 < LQ < LQ < LQ WGRC 8 < LQ < LQ < LQ WGRC 9 < LQ < LQ < LQ WGRC 10 < LQ < LQ < LQ WGRC 11 < LQ < LQ < LQ WGRC 12 < LQ < LQ < LQ WGRC 13 < LQ < LQ < LQ WGRC 14 < LQ < LQ < LQ WGRC 15 ** < LQ < LQ WGRC 16 < LQ < LQ < LQ WGRC 17 < LQ < LQ < LQ WGRC 18 ** < LQ < LQ WGRC 19 < LQ < LQ < LQ WGRC 20 < LQ < LQ < LQ WGRC 21 ** < LQ < LQ WGRC 22 < LQ < LQ < LQ WGRC 23 < LQ < LQ < LQ WGRC 24 < LQ < LQ < LQ WGRC 25 < LQ < LQ < LQ WGRC 26 < LQ < LQ < LQ WGRC 27 < LQ < LQ < LQ WGRC 28 < LQ < LQ < LQ WGRC 29 < LQ < LQ < LQ WGRC 30 < LQ < LQ < LQ LQ 14,5 13,5 13,5 ** Amostras não analisadas. 103 Tabela 24: Concentração de Sódio (mg/L) Sódio (Na) - mg/L Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo BRANCO <LQ <LQ <LQ WGRC 1 5,47 3,595 3,687 WGRC 2 ** 3,712 3,682 WGRC 3 7,61 5,582 5,539 WGRC 4 5,33 2,338 3,377 WGRC 5 6,22 3,368 3,558 WGRC 6 6,62 4,119 4,925 WGRC 7 5,40 3,422 3,882 WGRC 8 5,03 3,381 3,385 WGRC 9 5,01 2,804 2,887 WGRC 10 11,88 11,877 6,986 WGRC 11 7,19 5,382 6,236 WGRC 12 5,58 3,739 4,295 WGRC 13 8,32 5,942 7,418 WGRC 14 4,34 2,599 3,003 WGRC 15 ** 2,338 2,663 WGRC 16 7,5 5,456 5,179 WGRC 17 7,96 5,587 6,282 WGRC 18 ** 7,209 7,802 WGRC 19 8,13 5,865 6,445 WGRC 20 9,78 7,313 7,825 WGRC 21 ** 2,766 2,838 WGRC 22 6,69 4,735 5,173 WGRC 23 4,31 2,381 2,604 WGRC 24 5,06 2,490 3,077 WGRC 25 5,16 2,581 2,796 WGRC 26 3,821 2,675 2,943 WGRC 27 4,79 2,310 3,033 WGRC 28 6,66 4,475 4,660 WGRC 29 5 2,842 2,836 WGRC 30 5,23 3,547 3,674 LQ 0,0226 0,0484 0,0484 ** Amostras não analisadas. 104 Tabela 25: Concentração de Enxofre (mg/L) Enxofre (S) - mg/L Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo BRANCO <LQ <LQ <LQ WGRC 1 0,281 0,228 0,463 WGRC 2 ** 0,363 0,446 WGRC 3 0,4435 0,240 0,130 WGRC 4 0,2431 <LQ <LQ WGRC 5 0,4283 0,229 0,404 WGRC 6 0,2732 0,185 0,192 WGRC 7 0,514 0,257 0,445 WGRC 8 0,2739 0,254 0,268 WGRC 9 0,2647 0,189 0,258 WGRC 10 0,521 0,898 0,308 WGRC 11 0,1552 <LQ <LQ WGRC 12 0,272 0,243 0,296 WGRC 13 0,4377 0,731 0,586 WGRC 14 0,2541 0,186 0,262 WGRC 15 ** 0,152 0,223 WGRC 16 0,1038 <LQ <LQ WGRC 17 0,1795 0,164 0,320 WGRC 18 ** <LQ <LQ WGRC 19 0,1685 0,130 0,124 WGRC 20 0,112 <LQ <LQ WGRC 21 ** 0,171 0,219 WGRC 22 0,208 0,131 0,118 WGRC 23 0,2849 0,162 0,239 WGRC 24 < LQ <LQ 0,314 WGRC 25 < LQ <LQ <LQ WGRC 26 0,3053 0,189 0,297 WGRC 27 < LQ <LQ <LQ WGRC 28 0,0928 <LQ <LQ WGRC 29 0,16 0,147 0,145 WGRC 30 0,2422 0,232 0,456 LQ 0,0763 0,115 0,115 ** Amostras não analisadas. 105 Tabela 26: Concentração de Escândio (µg/L) Escândio (Sc) - µg/L Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo BRANCO <LQ < LQ <LQ WGRC 1 < LQ < LQ <LQ WGRC 2 ** < LQ 1,042 WGRC 3 < LQ < LQ <LQ WGRC 4 < LQ < LQ <LQ WGRC 5 < LQ < LQ <LQ WGRC 6 < LQ < LQ <LQ WGRC 7 < LQ < LQ 1,044 WGRC 8 < LQ < LQ <LQ WGRC 9 < LQ < LQ <LQ WGRC 10 < LQ < LQ <LQ WGRC 11 < LQ < LQ <LQ WGRC 12 < LQ < LQ <LQ WGRC 13 < LQ < LQ <LQ WGRC 14 < LQ < LQ <LQ WGRC 15 ** < LQ <LQ WGRC 16 < LQ < LQ <LQ WGRC 17 < LQ < LQ <LQ WGRC 18 ** < LQ <LQ WGRC 19 < LQ < LQ <LQ WGRC 20 < LQ < LQ <LQ WGRC 21 ** < LQ <LQ WGRC 22 < LQ < LQ <LQ WGRC 23 < LQ < LQ <LQ WGRC 24 < LQ < LQ <LQ WGRC 25 < LQ < LQ <LQ WGRC 26 < LQ < LQ <LQ WGRC 27 < LQ < LQ <LQ WGRC 28 < LQ < LQ <LQ WGRC 29 < LQ < LQ <LQ WGRC 30 < LQ < LQ <LQ LQ 0,257 1,02 1,02 ** Amostras não analisadas. 106 Tabela 27: Concentração de Estrôncio (µg/L) Estrôncio (Sr) - µg/L Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo BRANCO <LQ 0,86 0,776 WGRC 1 32,42 25,27 26,572 WGRC 2 ** 27,09 25,648 WGRC 3 53,7 40,92 43,430 WGRC 4 28,65 13,74 22,573 WGRC 5 34,79 23,81 26,545 WGRC 6 35,27 22,13 27,408 WGRC 7 31,64 24,62 26,784 WGRC 8 31,54 24,59 24,143 WGRC 9 30,1 21,76 23,357 WGRC 10 77,7 66,15 61,834 WGRC 11 59,2 47,00 45,016 WGRC 12 35,09 24,29 28,997 WGRC 13 41,37 37,46 43,915 WGRC 14 27,43 20,14 22,349 WGRC 15 ** 18,17 21,625 WGRC 16 62,3 41,61 46,695 WGRC 17 62,7 46,96 56,074 WGRC 18 ** 70,38 91,229 WGRC 19 49,16 37,32 41,247 WGRC 20 78 63,72 70,138 WGRC 21 ** 21,00 22,484 WGRC 22 45,83 38,78 39,070 WGRC 23 22,07 18,33 21,027 WGRC 24 38,45 18,08 31,861 WGRC 25 27,03 14,04 18,835 WGRC 26 20,48 19,95 23,781 WGRC 27 32,24 18,72 28,690 WGRC 28 46,25 37,77 44,274 WGRC 29 26,57 16,63 19,904 WGRC 30 27,56 23,76 29,348 LQ 0,109 0,294 0,294 ** Amostras não analisadas. 107 Tabela 28: Concentração de Titânio (µg/L) Titânio (Ti) - µg/L Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo BRANCO <LQ < LQ <LQ WGRC 1 < LQ < LQ <LQ WGRC 2 ** < LQ <LQ WGRC 3 7,55 < LQ <LQ WGRC 4 < LQ < LQ <LQ WGRC 5 < LQ < LQ 6,701 WGRC 6 < LQ < LQ <LQ WGRC 7 < LQ < LQ <LQ WGRC 8 < LQ < LQ <LQ WGRC 9 < LQ < LQ <LQ WGRC 10 < LQ < LQ <LQ WGRC 11 < LQ < LQ <LQ WGRC 12 < LQ < LQ <LQ WGRC 13 6,54 < LQ <LQ WGRC 14 < LQ < LQ <LQ WGRC 15 ** < LQ <LQ WGRC 16 < LQ < LQ <LQ WGRC 17 < LQ < LQ <LQ WGRC 18 ** < LQ <LQ WGRC 19 < LQ < LQ <LQ WGRC 20 < LQ < LQ <LQ WGRC 21 ** < LQ <LQ WGRC 22 < LQ < LQ <LQ WGRC 23 < LQ < LQ <LQ WGRC 24 < LQ < LQ <LQ WGRC 25 < LQ < LQ <LQ WGRC 26 < LQ < LQ <LQ WGRC 27 < LQ < LQ <LQ WGRC 28 < LQ < LQ <LQ WGRC 29 < LQ < LQ <LQ WGRC 30 < LQ < LQ <LQ LQ 4,89 5,64 5,64 ** Amostras não analisadas. 108 Tabela 29: Concentração de Vanádio (µg/L) Vanádio (V) - µg/L Amostras 1º Campo 2º Campo 3º Campo BRANCO < LQ < LQ < LQ WGRC 1 < LQ < LQ < LQ WGRC 2 ** < LQ < LQ WGRC 3 < LQ < LQ < LQ WGRC 4 < LQ < LQ < LQ WGRC 5 < LQ < LQ < LQ WGRC 6 < LQ < LQ < LQ WGRC 7 < LQ < LQ < LQ WGRC 8 < LQ < LQ < LQ WGRC 9 < LQ < LQ < LQ WGRC 10 < LQ < LQ < LQ WGRC 11 < LQ < LQ < LQ WGRC 12 < LQ < LQ < LQ WGRC 13 < LQ < LQ < LQ WGRC 14 < LQ < LQ < LQ WGRC 15 ** < LQ < LQ WGRC 16 < LQ < LQ < LQ WGRC 17 < LQ < LQ < LQ WGRC 18 ** < LQ < LQ WGRC 19 < LQ < LQ < LQ WGRC 20 < LQ < LQ < LQ WGRC 21 ** < LQ < LQ WGRC 22 < LQ < LQ < LQ WGRC 23 < LQ < LQ < LQ WGRC 24 < LQ < LQ < LQ WGRC 25 < LQ < LQ < LQ WGRC 26 < LQ < LQ < LQ WGRC 27 < LQ < LQ < LQ WGRC 28 < LQ < LQ < LQ WGRC 29 < LQ < LQ < LQ WGRC 30 < LQ < LQ < LQ LQ 5,12 19,2 19,2 ** Amostras não analisadas. 109 Tabela 30: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 1º campo. Amostra Ba Br Cl Cr Cu Ni Sr µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L WGRC - 1 7,70 650,00 WGRC - 2 9,35 1371,00 WGRC - 3 10,60 168,00 35,30 WGRC - 4 7,90 372,00 15,20 WGRC - 5 8,94 946,00 23,30 WGRC - 6 15,60 247,00 WGRC - 7 7,51 875,00 WGRC - 8 6,20 1357,00 WGRC - 9 11,59 523,00 WGRC - 10 28,95 182,00 WGRC - 11 14,80 255,00 44,50 WGRC - 12 5,10 310,00 18,40 WGRC - 13 13,90 429,00 20,80 WGRC - 14 7,99 507,00 13,70 WGRC - 16 11,50 368,00 47,80 WGRC - 17 6,70 262,00 40,30 WGRC - 18 4,01 1355,00 WGRC - 19 10,57 1505,00 14,24 233,00 2,60 10,50 75,20 WGRC - 21 8,60 1307,00 4,30 50,70 17,90 WGRC - 22 7,60 274,00 WGRC - 23 7,18 826,00 5,40 10,90 WGRC - 24 7,79 764,00 4,40 23,80 WGRC - 25 3,40 640,00 WGRC - 26 9,62 758,00 9,23 973,00 19,80 13,60 2,90 19,40 4,30 23,90 11,50 20,85 19,20 11,00 25,90 6,20 19,00 84,00 56,80 WGRC - 15 WGRC - 20 76,00 WGRC - 27 4,20 202,80 41,70 30,70 24,00 6,20 15,62 WGRC - 28 8,24 253,00 31,40 WGRC - 29 6,74 867,00 16,10 470,00 12,50 WGRC - 30 110 Tabela 31: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 1º campo. Amostra Ti Zn As Fe Mn Ca K µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L 5022 7240,00 WGRC - 1 25,50 WGRC - 2 98,70 WGRC - 3 576,00 3,23 358,80 23,70 5534 2655,00 18,30 468,00 305,00 11012 9530,00 WGRC - 4 180,40 475,00 185,10 5662 6690,00 WGRC - 5 20,60 340,90 35,70 6249 5557,00 WGRC - 6 26,20 693,00 104,00 7772 6096,00 WGRC - 7 143,90 260,90 69,50 4962 3467,00 WGRC - 8 15,30 417,00 4973 4593,00 WGRC - 9 40,10 1,70 4449,00 46,10 4560 7847,00 WGRC - 10 16,30 2,19 748,60 108,20 10382 16850,00 WGRC - 11 12,60 579,80 254,70 8702 4754,00 WGRC - 12 24,10 500,00 40,90 4660 3256,00 WGRC - 13 101,00 488,00 49,20 7212 8790,00 WGRC - 14 18,10 595,80 10,70 3893 7043,00 WGRC - 16 11,70 3983,00 33,50 7042 3822,00 WGRC - 17 30,50 822,00 111,60 6836 2358,00 WGRC - 18 325,40 351,60 61,90 8001 3125,00 WGRC - 19 20,30 622,60 291,20 6684 3289,00 2,90 WGRC - 15 WGRC - 20 12,90 47,50 2,14 621,40 49,70 14272 6425,00 WGRC - 21 145,80 2,70 556,10 26,30 7613 4424,00 WGRC - 22 12,00 560,00 74,90 6282 3533,00 WGRC - 23 18,50 395,10 4563 1749,00 WGRC - 24 32,90 582,50 114,10 5418 3136,00 WGRC - 25 10,13 356,10 90,40 4021 2530,00 WGRC - 26 15,80 471,90 15,40 3895 2207,00 WGRC - 27 24,20 1880,00 146,70 4702 2431,00 WGRC - 28 16,20 383,80 54,30 6907 1984,00 WGRC - 29 13,40 486,90 17,80 6143 2913,00 WGRC - 30 26,80 489,00 4842 3630,00 3,60 111 Tabela 32: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 2º campo. Amostra Ba Ag Rb Br Cr Cu Ni Sr µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L 12270,00 2,61 9,97 160,00 1,43 7,18 WGRC - 1 WGRC - 2 25,00 WGRC - 3 WGRC - 4 WGRC - 5 160,00 10,20 2,50 171,00 24,10 6,30 5,30 4,40 26,30 7,57 38,20 3,38 10,50 5,67 1,84 20,57 WGRC - 6 2,30 3,91 18,20 WGRC - 7 2,52 6,92 25,60 9,30 25,40 WGRC - 8 WGRC - 9 WGRC - 10 1144,00 WGRC - 11 WGRC - 12 WGRC - 13 2,74 7,68 2,82 29,10 15,90 11,00 3,15 2,42 33,20 4,18 20,40 863,00 72,00 4,93 WGRC - 14 WGRC - 15 7,09 36,00 WGRC - 17 67,00 WGRC - 18 41,00 WGRC - 19 27,00 137,00 WGRC - 25 9,70 3,70 11,70 10,56 30,20 6,78 8,06 35,80 4,74 9,57 4,30 4,12 2,66 54,20 20,47 74,70 107,00 7,85 12,15 6,29 27,50 65,00 2,65 5,71 1,61 28,49 4,17 2,90 10,40 WGRC - 23 WGRC - 24 35,90 9,40 15,80 34,40 75,30 4,55 WGRC - 20 WGRC - 21 3,30 2,50 3,62 WGRC - 16 WGRC - 22 6,58 18,65 1,59 41,00 2,80 5,88 WGRC - 26 4,88 11,44 22,40 18,80 12,80 5,70 11,66 WGRC - 27 28,80 1,28 2,90 WGRC - 28 55,90 3,22 5,65 4,24 32,20 6,55 1,86 10,50 WGRC - 29 WGRC - 30 25,10 5,47 11,91 14,63 112 Tabela 33: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 2º campo. Amostra Zn As Pb Fe Mn Ca K µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L WGRC - 1 11,60 1684,00 2370,00 WGRC - 2 8,30 1906,00 3417,00 WGRC - 3 76,90 6766,00 4353,00 WGRC - 4 23,50 1350,00 2407,00 22,60 1342,00 4456,00 WGRC - 6 28,40 3456,00 3949,00 WGRC - 7 36,90 2398,00 4719,00 WGRC - 8 15,80 2077,00 6859,00 WGRC - 9 6,00 1211,00 4077,00 110,60 11460,00 37029,00 WGRC - 11 143,80 3847,00 4349,00 WGRC - 12 151,60 53,50 2076,00 3206,00 43,10 2695,00 WGRC - 5 0,88 WGRC - 10 170,00 WGRC - 13 30,00 WGRC - 14 888,00 3088,00 WGRC - 15 9,10 939,00 3010,00 WGRC - 16 62,60 2466,00 3963,00 42,80 2899,00 4488,00 68,90 4976,00 6366,00 95,10 2295,00 3067,00 WGRC - 20 22,80 8560,00 6959,00 WGRC - 21 61,70 3917,00 8189,00 102,30 2915,00 4271,00 11,60 510,00 2262,00 230,00 2531,00 41,90 835,00 3033,00 10,80 1005,00 2491,00 WGRC - 17 2,29 64,80 WGRC - 18 WGRC - 19 1,65 WGRC - 22 81,80 WGRC - 23 WGRC - 24 WGRC - 25 6,30 9088,00 WGRC - 26 WGRC - 27 1,93 38,90 3,00 2493,00 WGRC - 28 5,02 34,50 3098,00 2875,00 WGRC - 29 14,40 1014,00 2121,00 WGRC - 30 14,50 1350,00 3071,00 113 Tabela 34: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 3º campo. Amostra Ba Ag Rb Br Cd Cl Cr Cu Ni ug/L ug/L ug/L ug/L ug/L ug/L ug/L ug/L ug/L WGRC - 1 WGRC - 2 1190,00 WGRC - 3 549,00 WGRC - 4 99,00 4,60 43,00 11,80 2,07 WGRC - 5 3,60 390,00 WGRC - 6 4,60 483,00 WGRC - 7 70,00 260,00 5,50 WGRC - 8 2,80 WGRC - 9 WGRC - 10 WGRC - 11 259,00 4,40 111,00 7,50 2,10 WGRC - 12 183,00 301,00 WGRC - 13 650,00 9,70 1,80 WGRC - 14 2,74 WGRC - 15 1,79 WGRC - 16 10,00 107,00 WGRC - 17 187,00 151,00 2,80 318,00 17,70 6,20 143,00 6,50 WGRC - 18 269,00 4,60 256,00 WGRC - 19 60,00 WGRC - 20 32,70 75,00 4,87 WGRC - 21 297,00 6,06 1,69 301,00 2,60 WGRC - 22 6,60 570,00 WGRC - 23 3,70 425,00 WGRC - 24 5,25 473,00 2,69 WGRC - 25 3,43 602,00 6,09 WGRC - 26 2,28 238,00 501,00 WGRC - 27 239,00 10,80 471,00 WGRC - 28 761,00 WGRC - 29 260,00 WGRC - 30 3,20 465,00 3,40 2,70 114 Tabela 35: Concentração dos elementos químicos determinada por TXRF - 3º campo. Amostra Sr Ti Zn As Pb Fe Mn ug/L ug/L ug/L ug/L ug/L ug/L ug/L WGRC - 1 WGRC - 2 WGRC - 3 16,10 111,50 WGRC - 4 14,80 WGRC - 5 26,50 WGRC - 6 2,70 35,60 WGRC - 7 5,00 13,00 49,10 WGRC - 8 26,50 WGRC - 9 WGRC - 10 28,60 WGRC - 11 17,70 WGRC - 12 WGRC - 13 76,40 61,70 2582,00 31,00 49,30 229,60 57,20 4,70 839,00 WGRC - 14 143,70 6,40 WGRC - 15 5,50 28,10 WGRC - 16 13,00 62,80 13480,00 160,60 WGRC - 17 27,70 134,80 1292,00 89,50 WGRC - 18 49,30 WGRC - 19 13,30 80,70 82,10 803,00 WGRC - 20 2,13 WGRC - 21 WGRC - 22 25,10 7,60 8,80 WGRC - 23 WGRC - 24 381,00 2,50 2,80 19,90 71,20 1,79 WGRC - 25 57,20 36,20 26,60 73,40 28,80 WGRC - 26 24,20 WGRC - 27 50,60 WGRC - 28 WGRC - 29 WGRC - 30 1,70 16,00 55,30 19,70 146,80 15,20 18,80 115 Amostra Ca K ug/L ug/L WGRC - 1 3227,00 5510,00 WGRC - 2 1377,00 1065,00 WGRC - 3 12140,00 4720,00 WGRC - 4 3268,00 2187,00 WGRC - 5 3700,00 4537,00 WGRC - 6 5179,00 WGRC - 7 5260,00 6980,00 WGRC - 8 3259,00 2554,00 WGRC - 9 3580,00 2580,00 WGRC - 10 8760,00 4298,00 WGRC - 11 7880,00 4934,00 WGRC - 12 3995,00 2203,00 WGRC - 13 7990,00 10670,00 WGRC - 14 3400,00 2210,00 WGRC - 15 3488,00 1861,00 WGRC - 16 6187,00 2265,00 WGRC - 17 6615,00 2932,00 WGRC - 18 9160,00 2956,00 WGRC - 19 5780,00 3070,00 WGRC - 20 3368,00 1989,00 WGRC - 21 3987,00 1904,00 WGRC - 22 6150,00 4142,00 WGRC - 23 4128,00 2726,00 WGRC - 24 3367,00 1566,00 WGRC - 25 3716,00 2089,00 WGRC - 26 3636,00 2681,00 WGRC - 27 3012,00 5014,00 WGRC - 28 6130,00 4180,00 WGRC - 29 6063,00 1169,00 WGRC - 30 3712,00 4373,00 116 ANEXO 2: REGISTRO FOTOGRÁFICO Figura 6.1: Vista do ponto WGRC01 – período chuvoso (campo 1). 117 Figura 6.2: Vista do rio Casca no período chuvoso (campo 1). Figura 6.3: vista de tributário do rio Casca em período chuvoso. 118 Figura 6.4: Vista do rio Casca no período chuvoso (campo 1). Figura 6.5: Vista do Ribeirão Piscamba no período chuvoso (campo 1). 119 Figura 6.6: Vista do rio Casca no período chuvoso – ponto WGRC15 (campo 1). Figura 6.7: Vista do Córrego do Anta (WGRC29) no período chuvoso. 120 Figura 6.8: Vista do rio Casca no período seco – ponto WGRC01 (campo 2). Figura 6.9: Vista do rio Casca no período seco (campo 2). 121 Figura 6.10: Vista do Córrego do São João no período seco (campo 2). Figura 6.11: Vista do rio Casca no período seco (campo 1). 122 Figura 6.12: Vista do rio Casca no período seco – Registro de dragagem para extração de areia (campo 2). Figura 6.13: Vista do Córrego do Jacaré no período seco (campo 2). 123 Figura 6.14: Ponto WGRC15 – registro de criação de porcos às margens do rio Casca. Figura 6.15: Realização de cultivo de cana nas proximidades do rio Casca. 124 Figura 6.16: registro de processos erosivos nas vias de acesso ao rio Casca. Figura 6.17: registro de processos erosivos nas proximidades rio Casca. 125 Figura 6.18: Ponto WGRC09 – próximo da Ponte Jacaré – período seco. Figura 6.19: Realização de criação de gado nas proximidades de tributário do rio Casca. 126 Figura 6.20: Vista do Ribeirão Piscamba no período seco (campo 2). Figura 6.21: Vista do Ribeirão Piscamba no período seco (campo 2). 127 Figura 6.22: Vista da ocupação das proximidades do rio Casca. Figura 6.23: Ponto WGRC30 – região central do Município de Rio Casca. 128 Figura 6.24: Ponto de análise sobre a ponte do Jacaré no período chuvoso. Figura 6.25: Contribuição tributária no período chuvoso. 129 Figura 6.26: Córrego Lombriga em período chuvoso.