FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
MECANISMO DE DESENVOLVIMENTO LIMPO
DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP)
Versão 03 – em vigor desde: 22 de dezembro de 2006
SUMÁRIO
A.
Descrição geral da atividade de projeto de pequena escala
B.
Aplicação da linha de base e metodologia de monitoramento
C.
Duração da atividade de projeto / período de créditos
D.
Impactos ambientais
E.
Comentários das partes interessadas
Anexos
Anexo 1: Informações de contato sobre os participantes na atividade de projeto de pequena
escala proposto
Anexo 2: Informações sobre financiamento público
Anexo 3: Informações da linha de base
Anexo 4: Informações do monitoramento
1
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Histórico de revisão deste documento
Número
da
versão
01
02
Data
Descrição e razão da revisão
21 de janeiro
de 2003
8 de julho de
2005
Adoção inicial
•
•
03
22 de
dezembro de
2006
•
O Conselho concordou em revisar o MDL SSC DCP para
refletir orientações e esclarecimentos fornecidos pelo
Conselho desde a versão 01 deste documento.
Como uma consequência, as orientações para preenchimento
do MDL SSC DCP foram revisadas de acordo com a versão
2. A versão mais recente pode ser encontrada em
<http://cdm.unfccc.int/Reference/Documents>.
O Conselho concordou em revisar o documento de
concepção de projeto MDL de atividades de pequena escala
(MDL-SSC-DCP), levando em consideração MDL-DCP e
MDL-NM.
2
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
SEÇÃO A.
A.1
Descrição geral da atividade de projeto de pequena escala
Título da atividade de projeto de pequena escala:
Título: Redução de emissões de GEE na produção de suínos através da instalação de sistemas de
compostagem.
Versão Atual:
Versão do documento: 001 – Data: 30/06/2011 – GSP do DCP.
A.2.
Descrição da atividade de projeto de pequena escala:
O Brasil é um dos maiores produtores de carne suína do mundo. Entre os fatores que colaboraram para
este desempenho podem ser citados investimentos no desenvolvimento de tecnologia, que refletiram em
unidades cada vez mais automatizadas. Infelizmente o mesmo avanço tecnológico observado na produção
não foi observado no manejo desses dejetos, o qual, na sua maioria, é baseado em lagoas anaeróbias para
o armazenamento e estabilização do dejeto e sua posterior aplicação no solo. Para os produtores de
suínos, as lagoas são consideradas sistemas simples, de baixo custo e que atendem à legislação
ambiental, porém possuem alta capacidade de produção de gases causadores de efeito estufa (GEE).
O objetivo do projeto é minimizar emissões dos gases de efeito estufa no tratamento de dejetos suínos. A
proposta para a atividade do projeto é instalar, em novas granjas produtoras de suínos, um sistema de
compostagem mecanizada ao invés de lagoas anaeróbias. A compostagem é um processo aeróbio com
baixa ou nenhuma produção de GEE. As reduções de emissões dos GEE ocorrerão devido à pequena
emissão de dióxido de carbono (CO2) produzido durante a compostagem em comparação com a grande
quantidade de metano (CH4) que seriam produzidos e emitidos para a atmosfera no caso da instalação de
lagoas anaeróbias.
O tratamento dos dejetos suínos se dará através de uma unidade mecanizada de compostagem, onde os
dejetos líquidos serão incorporados a um substrato sólido e submetidos a processos mecânicos de
revolvimento cujo objetivo é misturar a parte líquida à parte sólida bem como manter a taxa de oxigênio,
teor de umidade, temperatura em padrões adequados para assegurar o desenvolvimento do processo de
degradação da matéria orgânica em um meio aeróbio. O composto final obtido será utilizado para
fertilização do solo ou comercializado com empresas da região.
O projeto será desenvolvido em 9 granjas de suínos confinados, das quais 8 são de integrados ou
fornecedores de suínos à Seara Alimentos S.A. e uma à empresa Brasil Foods S.A. Todas as granjas estão
localizadas no Oeste do estado de Santa Catarina, região sul do Brasil. As granjas envolvidas no projeto
são granjas novas, tratando-se a atividade do projeto de um Greenfield Project. Para a realização do
projeto, todas as granjas envolvidas contrataram, em regime de parceria, a empresa Clean Consultoria
Ambiental para o desenvolvimento do projeto.
3
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
A linha de base do projeto para todas as granjas é a instalação de lagoas anaeróbias, uma vez que tratamse de sistemas menos onerosos e de mais fácil manutenção e operação.
Do ponto de vista das granjas do projeto, além do combate à emissão dos gases de efeito estufa, o projeto
proporcionará melhor tratamento e estabilização da matéria orgânica para posterior aplicação no solo,
redução dos riscos de escoamento superficial do dejeto e lixiviação do solo, diminuição de odores,
combate à proliferação de vetores, melhoria das condições de trabalho e geração líquida de empregos
(temporários e permanentes), distribuição de renda, acesso à tecnologia, capacitação dos envolvidos e
estímulo à integração regional e ao desenvolvimento de projetos semelhantes visando o desenvolvimento
sustentável.
A.3.
Participantes do projeto:
Nome da parte envolvida (*)
((anfitrião) indica o Anfitrião)
Entidade(s) privada(s) e/ou
pública(s) participante(s) do
projeto (*) (conforme aplicável)
Brasil (anfitrião)
Clean Consultoria Ambiental
Indique se a parte
envolvida deseja ser
considerada como
participante do
projeto
(Sim/Não)
Não
(*) De acordo com as modalidades e procedimentos de MDL, no momento da divulgação
pública do DCP-MDL, no estágio de validação, uma Parte envolvida pode ou não ter
fornecido sua aprovação. No momento da solicitação do registro, é exigida a aprovação da(s)
Parte(s) envolvida(s).
A.4.
Descrição técnica da atividade de projeto de pequena escala:
A.4.1. Localização da atividade de projeto de pequena escala:
A.4.1.1.
Parte(s) anfitriã(s):
A.4.1.2.
Região/Estado/Província etc.:
Brasil.
Todas as granjas incluídas nesta atividade de projeto estão localizadas no estado de Santa Catarina.
4
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
A.4.1.3.
Cidade/Município/Comunidade etc:
O projeto será desenvolvido nos municípios de Arvoredo, Capinzal, Concórdia, Faxinal dos Guedes,
Guatambú, Lindóia do Sul, Marema e Xavantina (FIGURA 1).
FIGURA 1 – LOCALIZAÇÃO DOS MUNICÍPIOS
5
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
A.4.1.4.
Detalhes da localização física, incluindo informação que permita a
identificação exclusiva dessa atividade de projeto de pequena escala:
(i) Detalhes das 9 granjas envolvidas no projeto
Detalhes das granjas
Granja Dal Bó: esta granja está localizada na Linha
Boa Esperança, município de Faxinal dos Guedes. O
proprietário é o Sr. Deonir Francisco Dal Bó. É uma
granja nova que opera em Unidade de Produção de
Leitões (UPL). A capacidade de alojamento da granja é
de 2.120 matrizes distribuídas em 4 confinamentos
próximos. A granja irá operar com capacidade máxima
durante os 365 dias do ano. A linha de base do projeto
é a instalação de lagoas anaeróbias. Na atividade do
projeto os dejetos passam por uma lagoa anaeróbia com
volume de 1.000 m³ (tempo de retenção máximo de 25
dias), e em seguida são enviados por bombeamento
para a composteira de dimensões 75 x 14 x 1,3 metros.
A lagoa anaeróbia será instalada apenas para
armazenamento em caso de falha no sistema de
compostagem, em situações normais os dejetos são
acumulados por no máximo 24 horas. Os créditos de
carbono são solicitados para todos os confinamentos. O
layout dos confinamentos e do sistema de tratamento de
dejetos é apresentado no Anexo 4. A cada 60 dias será
realizada a retirada de composto, que será utilizado
para a fertilização do solo ou comercializado com
empresas da região. A posição geográfica do
confinamento é Longitude -52,24925º, Latitude 26,86395º.
Agroter: esta granja está localizada na Linha
Despraiado, município de Marema. O proprietário é a
empresa Agroter Agropecuária e Ferragem Ltda. É uma
granja nova que opera em Unidade de Produção de
Leitões (UPL). A capacidade de alojamento da granja é
de 2.120 matrizes distribuídas em 5 confinamentos
próximos. A granja irá operar com capacidade máxima
durante os 365 dias do ano. A linha de base do projeto
é a instalação de lagoas anaeróbias. Na atividade do
projeto os dejetos são enviados para uma lagoa
anaeróbia de dimensões 22 x 18 x 3,8 metros e tempo
de retenção máximo de 38 dias, e em seguida são
enviados por bombeamento para a composteira de
dimensões 75x 14 x 1,3 metros. A lagoa anaeróbia foi
instalada apenas para armazenamento em caso de falha
no sistema de compostagem, em situações normais os
6
Foto
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
dejetos são acumulados por no máximo 24 horas. Os
créditos de carbono são solicitados para todos os
confinamentos. O layout dos confinamentos e do
sistema de tratamento de dejetos é apresentado no
Anexo 4. A cada 60 dias será realizada a retirada de
composto, que será utilizado para a fertilização do solo
ou comercializado com empresas da região. A posição
geográfica do confinamento é Longitude -52,61368º,
Latitude -26,83034º.
Rosalia Schmidt: esta granja está localizada na Linha
Rio Claro, município de Xavantina. A proprietária é a
Sra. Rosalia Schmidt. É uma granja nova que opera em
Unidade de Produção de Leitões (UPL). A capacidade
de alojamento da granja é de 2.120 matrizes
distribuídas em 4 confinamentos próximos. A granja irá
operar com capacidade máxima durante os 365 dias do
ano. A linha de base do projeto é a instalação de lagoas
anaeróbias. Na atividade do projeto os dejetos passam
por uma lagoa anaeróbia com volume de 420 m³ (tempo
de retenção máximo de 11 dias), e em seguida são
enviados por bombeamento para a composteira de
dimensões 75 x 14 x 1,3 metros. A lagoa anaeróbia será
instalada apenas para armazenamento em caso de falha
no sistema de compostagem, em situações normais os
dejetos são acumulados por no máximo 24 horas. Os
créditos de carbono são solicitados para todos os
confinamentos. O layout dos confinamentos e do
sistema de tratamento de dejetos é apresentado no
Anexo 4. A cada 60 dias será realizada a retirada de
composto, que será utilizado para a fertilização do solo
ou comercializado com empresas da região. A posição
geográfica do confinamento é Longitude -52,32025º,
Latitude -27,06619º.
Pecrismar: esta granja está localizada na Linha Alegre,
município de Arvoredo. O proprietário é o Sr. Gilmar
José Mocellini. É uma granja nova que opera em
Unidade de Produção de Leitões (UPL). A capacidade
de alojamento da granja é de 2.500 matrizes
distribuídas em 4 confinamentos próximos. A granja irá
operar com capacidade máxima durante os 365 dias do
ano. A linha de base do projeto é a instalação de lagoas
anaeróbias. Na atividade do projeto os dejetos de um
dos galpões de gestação passam por uma lagoa
anaeróbia de dimensões 10 x 6 x 3 metros e tempo de
retenção máximo de 11 dias, e em seguida são enviados
por bombeamento para a rede coletora de dejetos; o
restante dos dejetos é enviado diretamente para a
composteira de dimensões 100 x 14 x 1,3 metros. A
7
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
lagoa anaeróbia foi instalada apenas para
armazenamento em caso de falha no sistema de
compostagem, em situações normais os dejetos são
acumulados por no máximo 24 horas. Os créditos de
carbono são solicitados para todos os confinamentos. O
layout dos confinamentos e do sistema de tratamento de
dejetos é apresentado no Anexo 4. A cada 60 dias será
realizada a retirada de composto, que será utilizado
para a fertilização do solo ou comercializado com
empresas da região. A posição geográfica do
confinamento é Longitude -52,48916º, Latitude 27,09415º.
Granja Pizzatto: esta granja está localizada no distrito
Santo Antonio, município de Concórdia. O proprietário
é o Sr. Antônio Pizzatto. É uma granja nova que opera
em Unidade de Produção de Leitões (UPL). A
capacidade de alojamento da granja é de 2.200 matrizes
distribuídas em 4 confinamentos próximos. A granja irá
operar com capacidade máxima durante os 365 dias do
ano. A linha de base do projeto é a instalação de lagoas
anaeróbias. Na atividade do projeto todos os dejetos
são enviados diretamente para a composteira de
dimensões 95 x 14 x 1,3 metros. Os créditos de carbono
são solicitados para todos os confinamentos. O layout
dos confinamentos e do sistema de tratamento de
dejetos é apresentado no Anexo 4. A cada 60 dias será
realizada a retirada de composto, que será utilizado
para a fertilização do solo ou comercializado com
empresas da região. A posição geográfica do
confinamento é Longitude -52,12007º, Latitude 27,20976º.
Granja Betiolo: esta granja está localizada na Linha
Capitão Santo Antônio, município de Capinzal. A
proprietária é a Sra. Luci Maria Basquera Betiolo. É
uma granja nova que opera em Unidade de Terminação
(UT). A capacidade de alojamento da granja é de com
1.960 animais de 7 a 22 kg e mais 1.960 animais de 22
a 110 kg, todos distribuídos em 3 confinamentos
próximos. Anualmente a granja produzirá 5.880
animais até 22 kg (creche) e 3.920 animais até 110 kg
(terminação). O tempo de vida dos animais em creche é
de 30 dias e dos animais em terminação de 120 dias. A
linha de base do projeto é a instalação de lagoas
anaeróbias. Na atividade do projeto todos os dejetos
são enviados diretamente para a composteira de
dimensões 100 x 14 x 1,3 metros. Os créditos de
carbono são solicitados para todos os confinamentos. O
layout dos confinamentos e do sistema de tratamento de
8
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
dejetos é apresentado no Anexo 4. A cada 60 dias será
realizada a retirada de composto, que será utilizado
para a fertilização do solo ou comercializado com
empresas da região. A posição geográfica do
confinamento é Longitude -51,72110º, Latitude 27,37552º.
Granja Santa Madre Paulina: esta granja está localizada
na Linha Fazenda Zandavalli, município de Guatambu.
O proprietário é o Sr. Edilberto João Armanini. É uma
granja nova que opera em Unidade de Terminação
(UT). A capacidade de alojamento da granja é de 4.000
animais de 7 a 22 kg e mais 4.000 animais de 22 a 110
kg, todos distribuídos em 2 confinamentos próximos.
Anualmente a granja produzirá 12.000 animais até 22
kg (creche) e 8.000 animais até 110 kg (terminação). O
tempo de vida dos animais em creche é de 30 dias e dos
animais em terminação de 120 dias. A linha de base do
projeto é a instalação de lagoas anaeróbias. Na
atividade do projeto todos os dejetos são enviados
diretamente para a composteira de dimensões 65 x 14 x
1,3 metros. Os créditos de carbono são solicitados para
todos os confinamentos. O layout dos confinamentos e
do sistema de tratamento de dejetos é apresentado no
Anexo 4. A cada 60 dias será realizada a retirada de
composto, que será utilizado para a fertilização do solo
ou comercializado com empresas da região. A posição
geográfica do confinamento é Longitude -52,77551º,
Latitude -27,05667º.
Lauri Cherini: esta granja está localizada na Linha
Barra do Cotovelo, município de Lindóia do Sul. O
proprietário é o Sr. Lauri Cherini. É uma granja nova
que opera em Unidade de Terminação (UT). A
capacidade de alojamento da granja é de 4.000 animais
de 7 a 22 kg e mais 4.000 animais de 22 a 110 kg, todos
distribuídos
em
2
confinamentos
próximos.
Anualmente a granja produzirá 12.000 animais até 22
kg (creche) e 8.000 animais até 110 kg (terminação). O
tempo de vida dos animais em creche é de 30 dias e dos
animais em terminação de 120 dias. A linha de base do
projeto é a instalação de lagoas anaeróbias. Na
atividade do projeto todos os dejetos são enviados
diretamente para a composteira de dimensões 100 x 8 x
1,3 metros. Os créditos de carbono são solicitados para
todos os confinamentos. O layout dos confinamentos e
9
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
do sistema de tratamento de dejetos é apresentado no
Anexo 4. A cada 60 dias será realizada a retirada de
composto, que será utilizado para a fertilização do solo
ou comercializado com empresas da região. A posição
geográfica do confinamento é Longitude -52,10138º,
Latitude -27,04213º.
Jederson Vinicios Marchetti: esta granja está localizada
na Linha Nova União, município de Marema. O
proprietário é o Sr. Jederson Vinicios Marchetti. É uma
granja nova que opera em Unidade de Terminação
(UT). A capacidade de alojamento da granja é de 4.000
animais de 7 a 22 kg e mais 4.000 animais de 22 a 110
kg, todos distribuídos em 2 confinamentos próximos.
Anualmente a granja produzirá 12.000 animais até 22
kg (creche) e 8.000 animais até 110 kg (terminação). O
tempo de vida dos animais em creche é de 30 dias e dos
animais em terminação de 120 dias. A linha de base do
projeto é a instalação de lagoas anaeróbias. Na
atividade do projeto os dejetos dos animais em creche
são enviados para uma lagoa anaeróbia e os dejetos dos
animais em terminação passam por uma lagoa
anaeróbia de dimensões 16,5 x 6,6 x 2,5 metros e tempo
de retenção máximo de 12 dias e em seguida são
enviados para uma composteira de dimensões 50 x 14 x
1,3 metros. A lagoa anaeróbia para os animais em
terminação foi instalada apenas para armazenamento
em caso de falha no sistema de compostagem, em
situações normais os dejetos são acumulados por no
máximo 24 horas. Os créditos de carbono são
solicitados apenas para os animais em terminação. O
layout dos confinamentos e do sistema de tratamento de
dejetos é apresentado no Anexo 4. A cada 60 dias será
realizada a retirada de composto, que será utilizado
para a fertilização do solo ou comercializado com
empresas da região. A posição geográfica do
confinamento é Longitude -52,56543º, Latitude 26,82380º.
10
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
(ii) Localização geográfica das granjas
FIGURA 2 – LOCALIZAÇÃO DAS GRANJAS
A.4.2. Tipo e categoria(s) e tecnologia/medida da atividade de projeto de pequena escala:
(i) Tipo e Categoria
A metodologia aplicada para a atividade do projeto, de acordo com procedimentos simplificados para
projeto de pequena escala publicados pela UNFCCC é a AMS-III.F – “Emissões de metano evitadas
através de compostagem”, versão 10. O projeto se enquadra no escopo setorial 13, manejo e disposição
de resíduos.
(ii) Tecnologia
A tecnologia do projeto proposto compreende a instalação, em todas as granjas envolvidas no projeto, de
um sistema de compostagem para o tratamento de dejetos suínos utilizando uma unidade mecanizada de
compostagem.
11
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
A unidade de compostagem utilizada nas granjas envolvidas no projeto é do modelo FAST SC 6000,
comercializada
pela
empresa
brasileira
FAST
Industria
e
Comercio
Ltda
(http://www.fastindustria.com.br).
Sistema de compostagem mecanizada – FAST SC 6000
O sistema de tratamento completo utilizado nas granjas envolvidas no projeto é composto por: i. um
galpão com espaço para duas leiras de compostagem; ii. uma calha de recepção de dejetos; e iii. uma
unidade mecanizada de compostagem (FAST SC 6000).
O galpão é construído em concreto e possui 14 metros de largura e comprimento variando de 50 a 100
metros, em função da quantidade de dejetos presentes em cada granja. Cada uma das duas leiras de
compostagem possui 6 metros de largura e comprimento igual ao do galpão. No centro do galpão, entre
as leiras, encontra-se uma calha de recepção dos dejetos, com 1 metro de largura, 1,3 metros de
profundidade e o mesmo comprimento do galpão. Nas laterais das externas das leiras há uma parede com
1,3 metros de altura. O pé direito do galpão é de 4,0 metros de altura, de maneira a permitir uma melhor
ventilação sobre o material em compostagem.
O equipamento de compostagem FAST SC 6000 é instalado sobre as paredes da calha de recepção
central e a parede externa do galpão, deslizando sobre as mesmas ao longo do comprimento do galpão.
Este equipamento é construído com perfis de aço carbono e revestimento anti-corrosivo com pintura
epóxi. Possui sensores de posicionamento para os sentidos longitudinal e transversal, além de um painel
eletrônico dotado de CLP para operação automatizada. O deslocamento ida/volta do equipamento de
compostagem se dá por meio de sistema de roda acionada por um moto redutor que traciona um cabo de
aço possibilitando que a máquina desloque-se sobre os trilhos existentes nas paredes do galpão. O
equipamento possui potência total instalada de 8,37 kW. A energia máxima consumida anualmente neste
caso será de 73,3 MWh.
Tendo em vista que os dejetos suínos são ricos em nitrogênio, para atingir a relação carbono/ nitrogênio
(C/N) desejável para realização da compostagem é necessária a incorporação de algum material com
12
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
grande teor de carbono. Este material poderá ser maravalha ou serragem, materiais disponíveis na região
da atividade do projeto.
A operação do sistema inicia-se com os dejetos gerados sendo enviados para a calha central do galpão. A
incorporação do dejeto ao substrato ocorre através de uma bomba de rotor aberto, instalada no
equipamento de compostagem FAST SC 6000, que fica submersa na calha e é comandada pelo painel
eletrônico, responsável também pelos movimentos do equipamento. A incoroporação ocorre à medida em
que o equipamento se desloca ao longo da leira de compostagem. O equipamento de compostagem opera
em uma leira de cada vez. A primeira leira recebe dejetos durante 60 dias, período máximo de
incorporação do substrato. Após esse período, o equipamento inicia a incorporação de dejetos na segunda
leira. Durante este período, cuja duração também é de 60 dias, o material da primeira leira permanece em
processo de maturação, sem a incorporação de dejetos, apenas sendo revolvido pelo equipamento FAST
SC 6000 para assegurar que as condições aeróbias estarão sempre presentes. Quando a segunda leira
alcançar os 60 dias de incorporação, o material da primeira leira terá alcançado 120 dias de
compostagem, tempo em que o processo se concretiza, e será retirado para a aplicação no solo ou
comercialização com empresas da região. Esta leira receberá novo substrato e o processo de
compostagem é reiniciado. De acordo com o ciclo de compostagem apresentado, é esperado que a cada
60 dias ocorra a retirada de composto da primeira e segunda leira de forma alternada.
O sistema de bombeamento do dejeto no substrato é calibrado de tal modo que somente a quantidade
correta de dejetos é incorporada, não havendo possibilidade de ser lançada quantidades acima do volume
pré-estabelecido de acordo com a taxa adequada de incorporação do substrato. Além disso, pode-se
realizar a regulagem da bomba para possibilitar a distribuição dos dejetos em pontos distintos, de
maneira a corrigir variações de umidade, pois valores muito baixos podem inibir o processo biológico e
valores muito elevados podem promover condições de anaerobiose.
Ao mesmo tempo em que os dejetos são aspergidos os agitadores vão misturando e revolvendo os dejetos
junto ao substrato, promovendo a aeração necessária para fornecer oxigênio aos microrganismos
aeróbios, auxiliando a evaporação do excesso de umidade e realizando a homogeneização da
temperatura. O sistema de mistura é composto por 3 pás giratórias em formato helicoidal. O revolvimento
se dá em 3 tipos distintos de movimentos: a. movimento de rotação realizado pelos agitadores, que
movimentam o substrato do fundo para a superfície, permitindo a descompactação, homogeneização e
aeração da massa em compostagem; b. movimento de avanço e retorno dos agitadores, que permite
atingir toda a profundidade da leira; c. movimento de deslocamento lateral dos agitadores, que permite
atingir toda a extensão lateral da leira.
O grau de decomposição do material indica o estágio de estabilização do composto. O primeiro estágio,
bioestabilização, indica que o composto já pode ser empregado como fertilizante sem causar danos e o
segundo, humificação, indica que o composto está completamente degradado e estabilizado. O tempo
necessário para atingir esses estágios é em geral de 60 a 90 dias para atingir a bioestabilização e de 90 a
120 dias para a humificação (VILHENA; D’ALMEIDA, 2000). Na prática, isto significa que após 120
dias o material compostado não produz qualquer emissão adicional de GEE (KIEHL, 1998).
Durante o processo de compostagem resulta naturalmente a produção de calor, com temperaturas
superiores a 45ºC, o qual provoca o aquecimento da massa, colaborando para a evaporação da fração
líquida presente nos dejetos. A exposição do material a temperaturas elevadas também proporciona a
13
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
eliminação de praticamente todos os microrganismos patogênicos. A variação de temperatura juntamente
com a umidade da massa em compostagem são variáveis que auxiliam a monitorar a qualidade do
processo.
Para o monitoramento das reduções de emissões da atividade do projeto, será instalado na entrada do
sistema de tratamento, em todas as granjas do projeto, um medidor de vazão tipo calha Parshall de 3”
para monitorar a quantidade de dejetos enviados ao sistema de compostagem. A calha será dotada de um
sensor ultra-sônico ligado a um controlador digital, da empresa Ciasey. Todos os dados de vazão serão
armazenados em um data logger modelo Log Box, da Novus, ligado ao controlador permitindo a coleta e
armanezamento periódico de dados. Outros equipamentos presentes em todas as granjas envolvidas na
atividade do projeto são: detector do teor de oxigênio portátil modelo OX-415 fabricado pela empresa
Riken Keiki e um termohigrômetro digital modelo Delta OHM . Estes equipamentos serão utilizados para
monitorar a qualidade do processo de compostagem de modo a assegurar as condições aeróbias estarão
sempre presentes. O detector de oxigênio em especial também será utilizado para determinar o fator de
emissão da compostagem. Para determinar a quantidade de composto produzido nas granjas serão
utilizadas plataformas de pesagem.
Além dos equipamentos apresentados anteriomente, as granjas Granja Dal Bó, Agroter, Rosalia Schmidt
e Pecrismar também instalarão na atividade do projeto uma moto-bomba adicional para recalcar o dejeto
das lagoas anaeróbias para a entrada do sistema de compostagem. A potência instalada destas motobombas é de 2,24 kW cuja energia máxima consumida no ano será de 19,6 MWh.
Os equipamentos instalados no projeto são equipamentos fabricados nacionalmente e ambientalmente
seguros, pois já são usados com sucesso em outras atividades e não é esperado que os mesmos causem
qualquer dano ao meio ambiente. Quanto aos equipamentos de monitoramento, o medidor de vazão e o
data logger também são produtos nacionais. O detector de oxigênio portátil modelo OX-415 é um
equipamento importado do Japão e o termohigrômetro é um equipamento importado da Itália. Os
equipamentos utilizados no monitoramento do projeto também são ambientalmente seguros e não causam
qualquer dano ao meio ambiente. Todos os equipamentos aplicados na atividade de projeto são
apresentados no Anexo 4.
Os equipamentos de compostagem FAST SC 6000 estão previstos para serem instalados de acordo com o
cronograma a seguir (TABELA 1). No final da instalação dos equipamentos, cada um dos responsáveis
pelas granjas receberam instruções operacionais da empresa FAST sobre o equipamento de
compostagem. Em dezembro de 2012 será realizado um treinamento para instruí-los sobre os
procedimentos relacionados à geração de créditos de carbono.
14
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
TABELA 1 – CRONOGRAMA DE INSTALAÇÃO DO SISTEMA DE TRATAMENTO
EVENTO
ABR
MAI
JUN
JUL
2010
AGO
SET
OUT
NOV
DEZ
JAN
FEV
MAR
2011
ABR
MAI
JUN
JUL
Contato com a
Clean
Consultoria
Ambiental
Contrato com
a Clean
Consultoria
Ambiental
Compra do
equipamento
de
compostagem
da empresa
FAST
Início de
operação do
sistema de
tratamento de
dejetos
Treinamento e
início da
operação
O projeto proposto foi implementado na seguinte ordem: Granja Dal Bó, Agroter, Jederson Vinicios
Marchetti, Granja Betiolo, Pecrismar, e até o início do processo de validação as granjas Rosalia Schmidt
Granja Pizzatto, Granja Santa Madre Paulina e Lauri Cherini ainda não haviam adquirido o equipamento
de compostagem FAST SC 6000.
A.4.3
escolhido:
Quantidade estimada de reduções de emissões durante o período de créditos
As reduções de emissões estimada para atividade de projeto proposto são de 21.855 tCO2e por ano
durante o primeiro período de 7 anos.
Ano
2013
2014
2015
2016
2019
2018
2019
Reduções totais estimadas (toneladas de CO2e)
Número total de anos de obtenção de créditos
Média anual reduções de emissão no período
de obtenção de créditos (toneladas de CO2e)
15
Estimativa anual das reduções de
emissão em toneladas de CO2e
21.871
21.871
21.871
21.871
21.871
21.871
21.871
153.097
7
21.871
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
A.4.4. Financiamento público da atividade de projeto de pequena escala:
Não há financiamento público para o desenvolvimento do projeto.
A.4.5. Confirmação de que a atividade de projeto de pequena escala não é um componente
desmembrado de uma atividade de projeto de grande escala:
De acordo com o parágrafo 2 do “Apêndice C das modalidades e procedimentos simplificados para
atividades de projeto de MDL de pequena escala”, o projeto proposto não é considerado um componente
separado de um projeto de grande escala, uma vez que não existe outra atividade de projeto de pequena
escala registrada ou uma solicitação de registro:
i.
ii.
iii.
iv.
Com os mesmos participantes do projeto;
Na mesma categoria e com a mesma tecnologia;
Registrado nos últimos 2 anos; e
Cujo limite do projeto dista menos de 1 km do ponto mais perto do limite do projeto de pequena
escala proposto.
SEÇÃO B.
Aplicação da metodologia de linha de base e monitoramento
B.1.
Título e referência da linha de base e metodologia de monitoramento aplicados à atividade
de projeto de pequena escala:
A metodologia da linha de base e monitoramento aplicada para as atividades do projeto de pequena
escala é a versão 10 da AMS-III.F – “Emissões de metano evitadas através de compostagem”.
Além da AMS-III.F versão 10, conforme os parágrafo 14 e 17 desta metodologia, também são aplicados,
respectivamente, a metodologia AMS-III.D – “Recuperação de metano em sistemas de manejo de dejeto
animal”, versão 17, e os procedimentos para o cálculo das emissões provenientes do consumo de
eletricidade descritos na metodologia AMS-I.D – “Geração de eletricidade renovável concectada à
rede”, versão 16.
B.2
Justificativa da escolha da categoria do projeto:
A atividade do projeto se enquadra no tipo III porque concomitantemente reduz as emissões
antropogênicas na fonte e emite menos de 15.000 tCO2e por ano.
A metodologia AMS-III.F se aplica a atividade do projeto porque atende todos os critérios de
aplicabilidade:
16
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Nº
1
2
3
4
5
Critério de aplicabilidade
Esta metodologia compreende medidas para
evitar as emissões de metano para a
atmosfera a partir da biomassa ou outra
matéria orgânica que, de outra forma, teria
sido
deixada
para
se
decompor
anaerobicamente em um local de disposição
de resíduos sólidos (LDRS), ou em um
sistema de manejo de dejeto animal
(SMDA), ou em um sistema de tratamento de
efluente (STE). Na atividade do projeto,
tratamento aeróbio controlado através de
compostagem da biomassa é introduzido.
A atividade do projeto não recupera ou
queima gás de aterro do local de disposição
(ao contrário de AMS-III.G “Recuperação de
metano de aterro”), e não realiza combustão
controlada do resíduo que não é tratado
biologicamente em uma primeira etapa (ao
contrário de AMS-III.E “Combate a
produção de metano a partir da
decomposição de biomassa através de
combustão controlada, gaseificação ou
tratamento térmico/ mecânico”). Atividades
de projeto que recuperam biogás do
tratamento de efluente devem usar a
metodologia AMS-III.H “Recuperação de
metano em tratamento de efluente”.
Atividades de projeto envolvendo codigestão de matéria orgânica devem aplicar a
metodologia AMS-III.AO “Recuperação de
metano através de digestão anaeróbia
controlada”.
Medidas são limitadas àquelas que resultam
em reduções de emissões menores ou iguais
a 60 kt CO2 equivalente anualmente.
Esta metodologia é aplicável à compostagem
da fração orgânica de resíduos sólidos
municipais e biomassa residual de atividades
agrícolas ou agroindustriais incluindo
dejetos.
Esta metodologia inclui construção e
expansão de instalações de tratamento bem
como atividades que aumentam capacidade
de utilização em uma instalação existente.
Para atividades de projeto que aumentam
capacidade de utilização em instalações
17
Condições da atividade de projeto proposta
A atividade do projeto proposta compreende
medidas para evitar emissões de metano para a
atmosfera a partir de dejetos suínos que, na
ausência do projeto, seriam decompostos
anaerobicamente em lagoas. Na atividade do
projeto proposto é introduzido um tratamento
aeróbio controlado dos dejetos através de
instalação de um sistema de compostagem
mecanizada.
A atividade do projeto proposta não aproveita ou
queima gases de aterro sanitário e não realiza a
combustão controlada de resíduo que não é
tratado biologicamente em uma primeira etapa.
As reduções de emissões do projeto não
excederão 60 kt CO2e em nenhum ano do
período de créditos (ver B.6.4).
A compostagem é realizada em biomassa
residual
de
atividades
agrícolas
e
agroindustriais, especificamente dejetos suínos.
A atividade do projeto consiste na construção de
novos sistemas de compostagem mecanizada de
dejetos suínos.
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
6
7
8
existentes, o(s) participante(s) do projeto
deve demonstrar que esforços especiais são
feitos para aumentar a capacidade de
utilização, que a instalação existente atende
todas as leis e regulamentações aplicáveis e
que a instalação existente não está incluída
em uma atividade de projeto de MDL
separada. Os esforços especiais devem ser
identificados e descritos.
Esta metodologia também é aplicável para
co-compostagem de efluente e resíduo
sólido, onde o efluente de outro modo teria
sido tratado em um sistema de tratamento de
efluente anaeróbio sem recuperação de
biogás. O efluente no cenário do projeto é
usado como fonte de umidade e/ou nutrientes
para o processo biológico de tratamento, por
exemplo, compostagem de cachos de frutas
vazios, um resíduo da produção de óleo de
palma, com a adição de efluente da
fabricação de óleo de palma o qual é o
efluente co-produzido a partir da produção
do óleo de palma.
No caso de co-compostagem, se não puder
ser demonstrado que a matéria orgânica de
outro modo teria sido deixada para se
decompor anaerobicamente, as emissões da
linha de base relacionadas a essa matéria
orgânica devem ser consideradas como zero,
enquanto que as emissões do projeto devem
ser calculadas de acordo com os
procedimentos
apresentados
nesta
metodologia para todos os substratos cocompostados.
A localização e características do local de
disposição da biomassa, dejetos animais e
co-compostagem de efluente na condição da
linha de base devem ser conhecidas, de
maneira a permitir que a estimativa das
emissões de metano, usando as disposições
da AMS-III.G, AMS-III.E (quanto às pilhas
de estocagem), AMS-III.D “Recuperação de
metano em sistemas de manejo de dejetos
animais” ou AMS-III.H, respectivamente.
Não se aplica. A atividade do projeto consiste na
compostagem de dejetos suínos que na ausência
da atividade do projeto seriam tratados
anaerobicamente através de lagoas anaeróbias
sem a recuperação de metano.
Não se aplica. A atividade do projeto consiste na
compostagem de dejetos suínos que na ausência
da atividade do projeto seriam tratados
anaerobicamente através de lagoas anaeróbias
sem a recuperação de metano.
Nas condições da linha de base os dejetos seriam
todos dispostos em lagoas anaeróbias com mais
de 1 metro de profundidade, prática prevalecente
na região, exatamente nos locais onde estão
sendo construídos os sistemas de compostagem
mecanizada, ou seja, ao lado dos confinamentos.
A atividade do projeto, que envolve a
compostagem de dejetos animais, também: (i)
atende a todos os critérios dos parágrafos 1 e 2
(c) da AMS-III.D (ver em B.2 no final do quadro
Atividades de projeto para compostagem de de aplicabilidade da AMS.III-F); (ii) Não utiliza
dejetos animais devem também atender os nenhum material como cama nos confinamentos
18
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
9
requerimentos dos parágrafos 1 e 2 (c) da
AMS-III.D. Além disso, não é usado material
como cama nos confinamentos ou
intencionalmente adicionado no curso dos
dejetos na linha de base. Materiais de
mistura podem ser adicionados no cenário do
projeto para aumentar a eficiência do
processo de compostagem (ex. para alcançar
uma relação C/N desejável ou espaço de ar
livre), porém apenas a quantidade
monitorada de resíduo sólido ou dejeto ou
efluente desviada do sistema de tratamento
da linha de base é usada para os cálculos das
reduções de emissões.
Os participantes do projeto devem
claramente definir o limite geográfico da
região, e documentar isso no DCP. Na
definição do limite geográfico da região, os
participantes do projeto devem levar em
conta a fonte do resíduo, ou seja, se o resíduo
é transportado até 50 km, a região deve
abranger um raio de 50 km ao redor da
atividade do projeto. Além disso, também se
deve considerar a distância na qual o produto
final após a compostagem será transportado.
Em ambos os casos, a região deve abranger
um raio razoável ao redor da atividade do
projeto que pode ser justificado com
referência às circunstâncias do projeto, mas
em nenhum caso deve ser maior que 200 km.
Uma vez definido, a região não deve ser
modificada durante o (s) período (s) de
créditos.
No caso de o composto produzido ser
manejado aerobicamente e submetido a
aplicação no solo, as condições e
procedimentos apropriados (não resultando
em emissões de metano) devem ser
assegurados.
10
19
ou intencionalmente adiciona tal material aos
dejetos na linha de base e (iii) Adiciona material
(substrato) na atividade do projeto para
aumentar a eficiência do processo de
compostagem (relação C/N).
Na linha de base os dejetos não seriam
transportados para as lagoas, ou seja, a distância
percorrida da fonte dos dejetos (confinamento)
até as lagoas anaeróbias é zero. Ainda na linha
de base os dejetos seriam utilizados na forma
líquida para aplicação no solo na própria granja.
Na atividade do projeto também não haverá
transporte dos dejetos do confinamento para o
sistema de compostagem. O composto produzido
será aplicado no solo nas próprias granjas como
na linha de base ou será vendido para empresas
de adubo atuantes na região do projeto. As
empresas na região, que hoje já compram “cama
de aviário” para produção de adubo e que são os
compradores potenciais do composto produzido
através de dejetos suínos são: Agroverde
(Xanxerê-SC), Dambros (Capinzal-SC), Ferticel
(Guatambu-SC) e Terraplant (Chapecó-SC). Em
todos os casos, as distâncias das granjas a cada
uma das empresas, é inferior a 200 km (ver
tabela no final da seção B.2).
O composto produzido será utilizado para a
fertilização do solo. O composto será aplicado
no solo de forma semelhante à aplicação de
adubos químicos. A baixa aglutinação do
composto e o baixo tempo de aplicação
garantem que não haja tempo necessário para o
desenvolvimento de condições anaeróbias. Além
disso, segundo Kiehl (1998), após o tempo de
120 dias de compostagem, tempo aplicado na
atividade do projeto, o composto final se
encontra completamente estabilizado, de modo
não haver emissões de metano do composto
produzido.
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
11
12
No caso de o composto produzido ser tratado
termicamente/mecanicamente, as disposições
na AMS-III.E relacionadas ao tratamento
térmico/ mecânico devem ser aplicadas.
No caso de o composto produzido ser
armazenado sob condições anaeróbias e/ou
enviado para aterro sanitário, as emissões do
conteúdo orgânico residual devem ser
levadas em consideração e calculadas de
acordo com a última versão da “Ferramenta
para determinar emissões de metano evitadas
a partir da disposição de resíduos em local de
disposição de resíduos sólidos”.
Não se aplica. O composto produzido não é
tratado termicamente/ mecanicamente.
Não se aplica. O composto produzido não é
armazenado em condições anaeróbias e/ou
disposto em aterros sanitários.
Complementação do item (8)
A atividade do projeto também satisfaz os requisitos dos parágrafos 1 e 2 (c) da metodologia AMS-III.D
– “Recuperação de metano em sistemas de manejo de dejeto animal”, versão 17:
1. (a) Em todas as granjas a criação de suínos é realizada em condições confinadas; (b) Os dejetos
e o composto final obtido após o tratamento não são despejados em recursos hídricos naturais; (c)
A temperatura média anual da linha de base é superior a 5ºC (FIGURA 3 e 4); (d) Na linha de base
o tempo de retenção dos dejetos no sistema de tratamento anaeróbio seria superior a um mês, e no
caso de lagoas anaeróbias, sua profundidade seria maior de que 1 metro; (e) Na linha de base não
ocorreria recuperação, combustão ou aproveitamento de metano.
2. (c) O tempo de retenção dos dejetos após retirados dos confinamentos, incluindo transporte, não
excederia 45 dias antes de ser enviado ao sistema de tratamento. Nas atividade do projeto, nas
granjas Granja Pizzatto, Granja Betiolo, Granja Santa Madre Paulina e Lauri Cherini os dejetos
são enviados diretamente do confinamento para a unidade de compostagem. Nas granjas Granja
Dal Bó, Agroter, Rosalia Schmidt, Pecrismar e Jederson Vinicios Marchetti, os dejetos passam por
uma lagoa anaeróbia e em seguida são enviados à unidade de compostagem, no entanto em
nenhuma granja o tempo de retenção na lagoa excede 45 dias (ver A.4.1.4).
A FIGURA 3 a seguir apresenta a faixa de temperatura média anual no Brasil, com destaque para a
região onde o projeto está inserido, cuja temperatura média anual é de 18ºC.
20
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
FONTE: INMET1
FIGURA 3 – TEMPERATURA MÉDIA ANUAL NA REGIÃO DAS ATIVIDADES DO PROJETO
A FIGURA 4 a seguir, do Atlas Climatológico de Santa Catarina (2007), apresenta com mais detalhes a
faixa de temperatura na região do projeto, demonstrando que a temperatura média adotada é adequada.
1
Instituto Nacional de Meteorologia – http://www.inmet.gov.br/
21
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
FONTE: Atlas Climatológico do Estado de Santa Catarina
FIGURA 4 – TEMPERATURA MÉDIA ANUAL NO ESTADO DE SANTA CATARINA, LOCAL DA
ATIVIDADE DO PROJETO
Complementação do (9)
As distâncias de transporte do composto final tratado das granjas à cada uma das empresas
potencialmente compradoras é em todos os casos, conforme demonstrado na TABELA 2 a seguir,
inferior a 200 km.
TABELA 2 – DISTÂNCIAS DAS GRANJAS ÀS EMPRESAS COMPRADORAS DE ADUBO NA
REGIÃO DA ATIVIDADE DO PROJETO.
Propriedade
Granja Dal Bó
Agroter
Rosalia Schmidt
Pecrismar
Granja Pizzatto
Granja Betiolo
Granja Santa
Madre Paulina
Lauri Cherini
Jederson Vinicios
Marchetti
Agroverde
(Xanxerê-SC)
21
36
36
58
76
159
Distâncias (km)
Dambrós
Ferticel
(Capinzal-SC) (Guatambú-SC)
129
70
185
56
130
64
140
30
87
83
16
147
Terraplant
(Chapecó-SC)
72
58
61
27
80
143
53
173
4
27
61
114
107
103
32
181
52
54
22
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
B.3.
Descrição do limite do projeto:
De acordo com a metodologia AMS-III.F, versão 10, o limite do projeto aplicável a atividade de projeto
proposta é o local físico e geográfico:
i. Onde os dejetos têm sido dispostos e as emissões de metano ocorre na ausência da atividade do projeto
proposto;
ii. Onde o tratamento dos dejetos através da compostagem acontece;
iii. Onde o produto da compostagem (composto) é manejado, disposto, submetido à aplicação no solo ou
tratado termicamente/ mecanicamente;
iv. Os itinerários entre i, ii e iii, onde o transporte do dejeto e o produto do tratamento (composto) ocorre.
Considerando as definições da metodologia AMS-III.F, versão 10, o limite da atividade do projeto para
cada granja compreende o local onde está inserido: (i) e (ii) o sistema de tratamento de dejetos, contendo
o galpão e a unidade de compostagem; (iii) o (s) local (is) onde o composto produzido é aplicado no solo
ou comercializado; e (iv) o (s) itinerário (s) percorrido (s) para o transporte do composto entre (i), (ii) e
(iii).
Como a atividade do projeto é desenvolvida em granjas novas (Greenfield Project), o local onde os
dejetos seriam dispostos na linha de base na ausência da atividade do projeto, ou seja, o local das lagoas
anaeróbias da linha de base, é o mesmo local onde os dejetos são tratados através da compostagem. Os
itens (i) e (ii) ocorrem no mesmo lugar. Neste caso, não há distância incremental entre o local onde as
emissões ocorreriam na ausência da atividade do projeto e o local onde a compostagem ocorre. A
FIGURA 5 a seguir apresenta de maneira esquemática o limite do projeto para cada granja:
FIGURA 5 – LIMITE DAS ATIVIDADES DO PROJETO
A FIGURA 5 é genérica porque o produto da compostagem em cada granja poderá ser aplicado no solo
da prórpia granja e/ou comercializado com empresas da região. A distância entre o local onde a
compostagem ocorre e o local onde o composto é manejado/disposto ou aplicado no solo ou
23
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
comercializado é inferior a 200 km, não importando com a qual empresa a granja comercialize o
composto. As distâncias de transporte do composto serão monitoradas durante a atividade do projeto.
As emissões da linha de base no limite do projeto são as emissões de metano (CH4) das lagoas anaeróbias
que seriam instaladas no lugar do sistema de compostagem mecanizada caso os incentivos dos créditos de
carbono não fossem considerados.
As emissões do projeto são: (i) emissões de CO2 devido ao transporte do composto; (ii) emissões de CO2
provenientes do consumo de eletricidade para a operação das unidade mecanizadas de compostagem e
das moto-bombas de recalque no caso das granjas Granja Dal Bó, Agroter, Rosalia Schmidt e Pecrismar;
e (iii) emissões de metano durante a compostagem dos dejetos caso o teor de oxigênio no interior da
massa em compostagem seja inferior a 8%. As emissões devido ao escoamento de líquido e a disposição
final do composto não se aplicam à atividade do projeto. Em relação ao escoamento de líquido, as
unidades mecanizadas de compostagem são programdas de modo a não aplicar dejetos em excesso sobre
o substrato e os galpões são cobertos, evitando a percolação de água da chuva sobre o substrato. Sobre a
disposição final, o composto não será estocado em condições anaeróbias e nem será enviado para aterros
sanitários. Além disso, de acordo com Kiehl (1998), ao final dos 120 dias de compostagem o material
compostado está completamente estabilizado, não gerando emissões de metano para a atmosfera.
B.4.
Descrição da linha de base e seu desenvolvimento:
A linha de base é definida pela metodologia AMS-III.F, versão 10, como “a situação onde, na ausência
da atividade do projeto, biomassa e outra matéria orgânica (incluindo dejetos) são deixadas para
decomposição dentro do limite do projeto e o metano é emitido para a atmosfera”.
A atividade de projeto proposta consiste na instalação de um sistema de compostagem mecanizada em
novas granjas de produção de suínos, para a qual, de acordo com o parágrafo 19 das “Diretrizes gerais
para metodologias de MDL de projetos de pequena escala”, versão 16 (EB59, anexo 9), deve-se
demonstrar que o cenário mais plausível da linha de base para as atividades do projeto é a linha de base
determinada pela metodologia aplicada. A demonstração deve incluir a avaliação das alternativas de
projeto aplicando-se os seguintes passos:
Etapa 1: Identificar as várias alternativas disponíveis para o proponente do projeto que forneçam um
nível de serviço comparável, incluindo as atividades do projeto proposto realizado sem ser registrado
como um projeto de MDL.
Etapa 2: Listar as alternativas identificadas pela Etapa 1 que estão em conformidade com as
regulamentações locais.
Etapa 3: Eliminar e classificar as alternativas identificadas na Etapa 2 levando em consideração a análise
de barreiras especificada no “Anexo A do Apêndice B das modalidades e procedimentos simplificados
para atividades do projeto de MDL de pequena escala” e “Exemplos de melhores práticas não
obrigatórias para demonstrar adicionalidade para atividade de projeto de pequena escala” (EB35, anexo
34).
24
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Etapa 4: (A) Se apenas uma alternativa restar que: i. não for as atividades do projeto proposto realizado
sem ser registrado como um projeto de MDL; e ii. corresponder a um dos cenários linha de base
apresentados na metodologia; então a atividade de projeto proposta é elegível perante a metodologia. (B)
Se restar mais de uma alternativa que corresponda aos cenários linha de base apresentados pela
metodologia, deve-se escolher como linha de base a alternativa com menores emissões.
1.
Identificação das alternativas disponíveis
As alternativas identificadas como disponíveis para a atividade do projeto, de acordo com informações
do “Segundo Inventário Brasileiro de Emissões Antrópicas de Gases de Efeito Estufa – Relatórios de
Referência (2010)”2, são:
a. O produtor instalar biodigestores
b. O produtor instalar uma unidade mecanizada de compostagem sem o registro como um projeto de
MDL.
c. O produtor instalar lagoas anaeróbias
2.
Conformidade com regulamentações
De acordo com a Resolução nº 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA3 e a
Instrução Normativa nº 11 (IN 11) da Fundação do Meio Ambiente – FATMA4, órgão ambiental do
estado de Santa Catarina, todas as alternativas disponíveis estão em conformidade com a legislação
ambiental local.
3.
Análise de barreiras
A instalação de biodigestores não corresponde ao cenário da linha de base porque se trata de um sistema
que requer altos custos de instalação e que têm sido instalados somente no âmbito dos projetos de MDL
através de incentivos financeiros dos créditos de carbono. Além da barreira financeira, a instalação de
biodigestores também apresenta barreiras tecnológicas relacionadas à dificuldade de operação (corrosão
de peças, manutenção mais complexa e necessidade de monitoramento) e às baixas temperaturas durante
o inverno, responsáveis pela diminuição da atividade das bactérias metanogênicas e inibição da produção
de biogás. A instalação de uma unidade mecanizada de compostagem sem o registro como um projeto de
MDL também não deverá ocorrer. Conforme demonstrado na seção B.5, possui barreiras de investimento
porque requer investimentos elevados de instalação, e barreiras tecnológicas, pois é um sistema que
possui uma participação muito pequena no mercado. A instalação de lagoas anaeróbias é o cenário mais
plausível para a linha de base porque não possui barreiras. É a opção financeiramente mais viável e que
contempla a tecnologia mais conhecida e mais utlizada para o tratamento de dejetos suínos no estado de
Santa Catarina [Inventário Brasileiro de Emissões Antrópicas de Gases de Efeito Estufa – Relatórios de
Referência (2010)” (pág. 73-74 e 120)].
2
Segundo Inventário Brasileiro de Emissões Antrópicas de Gases de Efeito Estufa – Relatórios de Referência
http://www.mct.gov.br/upd_blob/0212/212137.pdf
3
CONAMA - http://www.mma.gov.br/conama/
4
FATMA - http://www.fatma.sc.gov.br/
25
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
4.
Linha de base
Conclui-se, desta forma, aplicando-se a Etapa 4 do parágrafo 19 das “Diretrizes gerais para metodologias
de MDL de projetos de pequena escala”, versão 16 (EB59, anexo 9), que o cenário mais plausível da
linha de base para as atividades do projeto é a instalação de lagoas anaeróbias, com metano sendo
emitido para a atmosfera. Esta é a alternativa que não possui barreiras, não é o projeto proposto sem o
registro como um projeto de MDL e corresponde ao cenário linha de base da metodologia AMS-III.F,
versão 10.
Cálculo das emissões da linha de base
As emissões da linha de base referem-se à quantidade de GEE que seria emitida para a atmosfera a partir
da instalação de lagoas anaeróbias para o tratamento de dejetos suínos nas granjas envolvidas no projeto.
As emissões da linha de base são calculadas usando a mais recente publicação do IPCC, método de
aproximação 2 (IPCC 2006 Guia para Inventários Nacionais de Gases do Efeito Estufa) e, conforme
preconiza a versão 10 da metodologia AMS-III.F, parágrafo 14, os procedimentos descritos na
metodologia AMS-III.D, versão 17.
As emissões da linha de base são calculadas pela Equação 1 a seguir:
BE y = GWPCH4 * DCH4 * UFb * ∑ MCFj * B0,LT * NLT,y * VSLT,y *MS%Bl, j
j,LT
Equação 1
Onde:
BE y
- emissões da linha de base no ano y (tCO2e)
GWPCH4 - potencial de aquecimento global do CH4 (21)
DCH4
- densidade do CH4 (0,00067 t/m³ à temperatura ambiente (20ºC) e 1 atm de pressão)
LT
- índice para todos os tipos de animais
j
- índice para o sistema de manejo de dejeto animal
MCF j - fator anual de conversão de metano para o sistema de manejo de dejetos j da linha de base
- máximo potencial de produção de metano dos sólidos voláteis gerados por animais do tipo LT
(m³ CH4/kg matéria seca)
N LT,y - número médio anual de animais do tipo LT no ano y (números)
B0 ,LT
VS LT,y
- sólidos voláteis por tipo de animal LT afluente no sistema de manejo de dejeto animal no ano y
(baseado no peso da matéria seca, kg matéria seca/animal/ano)
MS%Bl , j - fração de dejeto manejado no sistema de tratamento de dejeto animal j na linha de base
UFb
- fator de correção do modelo para considerar as incertezas do modelo (0,94)
26
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
O valor de VSLT,y é ajustado de acordo com o peso médio dos animais da atividade do projeto, através da
Equação 2, considerando o valor padrão do IPCC ( VS default ):
 Wsite
VS LT,y = 
 Wdefault

 * VS default * nd y

Equação 2
Onde:
Wsite
- peso médio animal de um determinado tipo de população animal no local do projeto (kg)
Wdefault - peso médio padrão de uma população determinada, este dado é fornecido de IPCC 2006 (kg)
VSdefault - valor padrão para a taxa de excreção de sólidos voláteis por dia em base de matéria seca de
para uma determinada população animal (kg matéria seca/animal/dia)
nd y
- número de dias no ano y em que o sistema de manejo de dejetos animal está operacional
O número médio de animais (NLT,y) é determinado pela Equação 3:
 Np,y 

NLT,y = Nda,y * 
 365 
Equação 3
Onde:
N da , y - número de dias de vida dos animais na propriedade no ano y (números)
N p , y - número de animais do tipo LT produzidos anualmente para o ano y (números)
Os valores dos parâmetros GWPCH4, DCH4, UFb, MCFj, B0,LT, MS%Bl,j, Wdefault, e VSdefault, utilizados para
calcular as emissões da linha de base estão listados na seção B.6.2. Os valores de ndy são listados na
seção B.7.1. O número de dias de vida dos animais (Nda,y), o número de animais produzidos no ano y
(Np,y) e o número médio anual de animais por categoria (Np,y), utilizados para o cálculo das reduções de
emissões ex-ante são apresentados na TABELA 3 a seguir:
27
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
TABELA 3 – NÚMERO MÉDIO ANUAL DE ANIMAIS POR CATEGORIA
Propriedade
Granja Dal Bó
Agroter
Rosalia Schmidt
Pecrismar
Granja Pizzatto
Granja Betiolo
Granja S. Madre Paulina
Lauri Cherini
Jederson V. Marchetti
Categoria (LT)
Matrizes
Machos
Matrizes
Machos
Matrizes
Machos
Matrizes
Machos
Matrizes
Machos
Creche
Terminação
Creche
Terminação
Creche
Terminação
Terminação
Nda,y
365
365
365
365
365
365
365
365
365
365
30
120
30
120
30
120
120
Np,y
2.120
8
2.120
27
2.120
20
2.500
30
2.200
20
5.880
3.920
12.000
8.000
12.000
8.000
8.000
NLT,y
2.120
8
2.120
27
2.120
20
2.500
30
2.200
20
483
1.289
986
2.630
986
2.630
2.630
Para o cálculo ex-ante das reduções de emissões, o peso médio dos animais no local do projeto (Wsite)
utilizado é igual ao peso médio de referência da empresa Seara Alimentos S.A., que possui contrato de
parceria e controle de qualidade com 8 das 9 granjas envolvidas no projeto. A granja Betiolo, que possui
contrato de parceria com a empresa Brasil Foods para a criação de suínos, possui o mesmo sistema e
estrutura de criação de animais das demais granjas, sendo aplicavél o mesmo peso médio dos animais
(Wsite) evidenciado pela Seara Alimentos S.A.
B.5.
Descrição de como as emissões antropogênicas de GEE por fontes são reduzidas abaixo
daquelas que teriam ocorrido na ausência da atividade de projeto de MDL de pequena escala
registrada:
De acordo com o “Anexo A do Apêndice B das modalidades e procedimentos simplificados para
atividades de projeto de MDL de pequena escala” e “Exemplos de melhores práticas não obrigatórias
para demonstrar adicionalidade para atividade de projeto de pequena escala” (EB35, anexo 34), a
atividade do projeto é adicional se for demonstrado que o mesmo não ocorreria de forma alguma devido
a pelo menos uma das seguintes barreiras:
a. Barreiras de investimento: uma alternativa financeiramente mais viável para a atividade do
projeto teria conduzido a maiores emissões;
b. Barreiras tecnológicas: uma alternativa tecnologicamente menos avançada para a atividade do
projeto envolve menores riscos devido à performance incerta ou à baixa participação no mercado
da nova tecnologia adotada para a atividade do projeto; teria conduzido a maiores emissões;
28
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
c. Barreiras devido a práticas prevalecentes: práticas prevalecentes ou regulamentações existentes e
exigências políticas teriam conduzido à implementação de uma tecnologia com maiores
emissões;
d. Outras barreiras: sem a atividade do projeto, por outra razão específica identificada pelo
participante do projeto, como barreiras institucionais ou informações limitadas, gestão de
recursos, capacidade organizacional, recursos finaceiros, ou capacidade para absorver novas
tecnologias, emissões teriam sido maiores.
Para demonstrar a adicionalidade da atividade do projeto são aplicadas as barreiras de investimento e
barreiras tecnológicas.
Barreiras de investimento: Através de uma análise de custo simples pode-se demonstrar que a
compostagem é um dos sistemas de tratamento de dejetos suínos mais caros entre os sistemas possíveis
de serem instalados. De acordo com Kunz et al. (2005), na publicação “Comparativo de custos de
implementação de diferentes tecnologias de armazenagem/ tratamento e distribuição de dejetos suínos”5,
o custo de instalação de um sistema de compostagem para uma granja com 350 animais em terminação é
de aproximadamente R$ 34.000,00 e o custo de instalação de uma lagoa anaeróbia, sistema de tratamento
de dejetos aplicável à linha de base, considerando o mesmo número de animais, é de cerca de R$
9.000,00. O custo mais elevado do sistema de compostagem também pode ser evidenciado a partir de
dados da empresa FAST, que comercializa as unidades mecanizadas de compostagem FAST SC 6000, e
de dados do Inventário Tecnológico da EMBRAPA6. De acordo com a empresa FAST, o custo de
instalação de um sistema de compostagem mecanizada com capacidade para absorção de dejetos por 120
dias é de R$ 40,00/m³, e o custo de uma lagoa anaeróbia, de acordo com o Inventário Tecnológico, é de
R$ 15,00/m³, 60% menor. Além do custo mais elevado para a instalação do sistema de compostagem,
Kunz et al. (2005) apresenta que o custo de distribuição do material compostado também é mais elevado
do que o custo do dejeto líquido retirado das lagoas, demonstrando assim que a instalação do sistema de
compostagem apresenta uma grande barreira de investimento. A hipótese de comercialização do
composto orgânico resultante da atividade do projeto como forma de amortização dos investimento não é
válida no momento da tomada de decisão para o início do projeto. Nenhuma granja envolvida na
atividade do projeto possui compradores para tal composto. Atualmente, o composto produzido a partir
de dejetos suínos concorre com o composto de origem de “cama de aviário”, sub-produto da produção de
aves utilizado para a fertilização do solo na região. O composto de “cama de aviário” é ofertado em
grande quantidade na região onde se desenvolve a atividade de projeto. Além disso, possui a preferência
entre as empresas compradoras de composto devido à maior concentração de nutrientes. Este cenário
pode ser evidenciado através do trabalho “Tecnologias de manejo e tratamento de dejetos suínos
estudadas no Brasil”7 de Kunz et al. (2005b) e das declarações das empresas da região, todas localizadas
na região oeste do estado de Santa Catarina. Caso ainda a comercialização fosse válida no momento da
tomada de decisão para o início da atividade do projeto, pode-se demonstrar a partir de uma análise
comparativa de benchmark que a instalação do sistema de compostagem mecanizada não é
financeiramente atrativa para nenhuma das granjas participantes do projeto. A análise de benchmark
consiste em comparar a Taxa Interna de Retorno (TIR) do projeto proposto com uma taxa de referência
5
Comparativo de custos de implementação de diferentes tecnologias de armazenagem/ tratamento e distribuição de
dejetos suínos - http://www.cnpsa.embrapa.br/sgc/sgc_publicacoes/publicacao_c6f75b0x.pdf
6
Sistemas de tratamento de dejetos suínos - Inventário tecnológico - http://www.cnpsa.embrapa.br/invtec
7
Tecnologias de manejo e tratamento de dejetos suínos estudadas no Brasil
http://webnotes.sct.embrapa.br/pdf/cct/v22/v22n3p651.pdf
29
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
(benchmark) disponível para o proponente do projeto. O benchmark aplicado para o projeto é a taxa
SELIC (www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS), taxa de referência do governo brasileiro para a remuneração
dos títulos públicos, na data da tomada de decisão de realizar o projeto, ou seja, na compra dos primeiros
equipamentos de compostagem mecanizada da empresa FAST. Na data de início do projeto, em junho de
2010, a taxa SELIC foi de 10,25% a.a., sofrendo um aumento até a data de início da validação para
12,00% a.a.. Para a realização da análise financeira foram considerados os custos do sistema de
compostagem, custos de operação e manutenção, custos de aquisição do substrato e preço de venda do
composto. De forma conservadora não foram considerados na análise financeira o custo da terra ocupada
pelo sistema de compostagem e o custo do capital. Os valores aplicados a cada uma das variáveis
consideradas são apresentados resumidamente na TABELA 4 a seguir.
TABELA 4 – VALORES APLICADOS NA ANÁLISE FINANCEIRA DO PROJETO PROPOSTO
Variáveis
Sistema de compostagem mecanizada
Operação e Manutenção
Aquisição de substrato
Comercialização do composto
Valores aplicados
(-) R$ 140.000,00
(-) R$ 2.013,00 a R$ 2.017,00
(-) R$ 12.500,00 a 64.800,00
(+) R$ 11.059,00 a 57.366,00
Os custos do sistema de compostagem mecanizada, operação e manutenção foram determinados de
acordo com dados fornecidos pela empresa FAST. O custo de aquisição do substrato foi determinado de
acordo com informações do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola do estado de Santa
Catarina (CEPA-SC). O preço de venda do composto foi determinado considerando a concentração de
nutrientes presente no composto sugerida pela empresa FAST e o preço destes nutrientes na região na
data de início do projeto, também obtidos junto ao CEPA-SC. Todos os valores foram evidenciados de
maneira transparente.
O período de avaliação adotado é igual a vida útil do equipamento de compostagem mecanizada, 15 anos.
De acordo com a análise realizada, para todas as granjas a TIR sem a receita dos créditos de carbono é
indefinida (TABELA 5).
TABELA 5 – DETERMINAÇÃO DA TIR DA ATIVIDADE DO PROJETO CONSIDERANDO A
COMERCIALIZAÇÃO DO COMPOSTO PRODUZIDO
Granjas
Sistema de
compostagem
mecanizada
ano 1
ano n-1
Granja Dal Bó
-140000
-2017
-2017
Agroter
-140000
-2017
Rosalia
Schmidt
-140000
Pecrismar
Operação e manutenção
Substrato
ano 1
Comercialização do composto
Total
TIR (%)
ano n-1
n
ano 1
ano n-1
n
ano 1
ano n
-2017 -54750
-54750
-54750
48451
48451
48451
-148315
-8315
indefinido
-2017
-2017 -55000
-55000
-55000
48664
48664
48664
-148353
-8353
indefinido
-2017
-2017
-2017 -54900
-54900
-54900
48586
48586
48586
-148331
-8331
indefinido
-140000
-2017
-2017
-2017 -64800
-64800
-64800
57366
57366
57366
-149450
-9450
indefinido
Granja Pizzatto
-140000
-2013
-2013
-2013 -56950
-56950
-56950
50411
50411
50411
-148552
-8552
indefinido
Granja Betiolo
-140000
-2013
-2013
-2013 -12500
-12500
-12500
11059
11059
11059
-143454
-3454
indefinido
Granja S.
Madre Paulina
-140000
-2013
-2013
-2013 -25500
-25500
-25500
22570
22570
22570
-144943
-4943
indefinido
Lauri Cherini
-140000
-2013
-2013
-2013 -25500
-25500
-25500
22570
22570
22570
-144943
-4943
indefinido
Jederson V.
Marchetti
-140000
-2013
-2013
-2013 -23700
-23700
-23700
20995
20995
20995
-144718
-4718
indefinido
n
30
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Com o objetivo de evidenciar que as considerações aplicadas no desenvolvimento da análise financeira
são adequadas, é realizada uma análise de sensibilidade de acordo com as premissas dos parágrafos 17 e
18 das “Diretrizes para avaliação das análises de investimento” versão 03.1 (EB51, anexo 58), que
orienta uma variação de +10% e -10% no valor dos principais elementos considerados na análise
financeira do projeto.
TABELA 6 – ANÁLISE DE SENSIBILIDADE DA TIR DO PROJETO
Granjas
Sistema de compostagem
mecanizada
Operação e manutenção
Substrato
Comercialização do composto
-10%
10%
-10%
10%
-10%
10%
-10%
10%
Granja Dal Bó
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
Agroter
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
Rosalia Schmidt
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
Pecrismar
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
Granja Pizzatto
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
Granja Betiolo
Granja S. Madre
Paulina
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
indefinido
Lauri Cherini
Jederson V.
Marchetti
Embora em nenhum dos cenários avaliados durante a análise de sensibilidade a TIR do projeto proposto
foi superior ao benchmark do projeto, é realizada uma avaliação da possibilidade de ocorrência de tais
cenários. O custo do sistema de compostagem mecanizada poderá sofrer variações somente maiores que
os valores aplicados, o que tornaria o desenvolvimento da atividade do projeto ainda mais restritivo. Isto
pode ser evidenciado através de propostas recentes da empresa FAST, cujo valor do sistema de
compostagem sofreu um reajuste maior que 10% desde o início da atividade do projeto. O custo da
eletricidade considerada nos custos de manutenção e operação também poderá sofrer apenas variações
positivas. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL
(http://www.aneel.gov.br/area.cfm?idArea=550), o aumento médio do preço da eletricidade nos últimos
três anos foi cerca de 10% ao ano e, em especial, entre dezembro de 2009 e dezembro de 2010 foi de
15%. O valor de compra do substrato é outro item da análise financeira que sofre apenas variações
positivas. De 2007 a 2010 a variação positiva do preço do substrato na região do projeto foi de 40% a
50%. A única variação negativa na séria foi observada em 2008, cujos preços são influenciados pela crise
econômica mundial do subprime. Com exceção a este evento, todas as demais variações foram positivas.
Em relação ao valor do composto produzido, considerando a variação dos preços de Uréia, Supertriplo e
Cloreto de Potássio na região do projeto nos últimos anos, pode se observar, também com exceção ao ano
de 2008, que nos demais anos entre 2007 e 2010 a variação dos preços em torno da média ficou próxima
a 10%, com exceção ao Cloreto de Potássio, para o qual observou-se variações de até 21%. Mesmo neste
último caso específico a TIR do projeto não se torna superior ao benchmark do projeto. É importante
observar que, conforme apresentado anteriormente, o preço de venda do composto produzido foi
determinado considerando a concentração de nutrientes no composto e o preço destes nutrientes na
região, porém, conforme também apresentado anteriormente, não há compradores para o composto
produzido na data da tomada de decisão para a realização do projeto. Caso os compradores de composto
de “cama de aviário” tivessem interesse de comprar o composto produzido com a compostagem de
dejetos suínos ao mesmo preço pago pelo composto de “cama de aviário”, o valor praticado pelo mercado
31
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
é cerca de 40% menor que o valor considerado na análise financeira realizada. Pode-se concluir, desta
maneira, que a atividade de projeto proposta considerando a comercialização do composto produzido não
é financeiramente atrativa e que neste caso o projeto também é adicional.
Descrição da SELIC
SELIC – Sistema Especial de Liquidação e de Custódia
SELIC é o sistema central dos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central do Brasil e
nessa condição processa a emissão, o resgate, o pagamento dos juros e a custódia. O sistema processa
também a liquidação das operações definitivas e compromissadas registradas em seu ambiente. O sistema
é operado pelo Banco Central do Brasil em parceria com a Associação Brasileira das Entidades de
Mercado (ANBIMA). A taxa que remunera os investidores na compra e venda dos títulos públicos,
dentro do sistema SELIC, é chamada de taxa SELIC. Esta taxa é estipulada pelo Comitê de Política
Monetária Nacional (COPOM). A compra e venda de títulos públicos é realizada no sistema SELIC por
instituições financeiras qualificadas, como bancos, bancos de investimento, sociedades de corretores de
títulos e valores mobiliários e sociedades distribuidoras de títulos. A compra e venda de títulos do
Tesouro Nacional por produtores rurais pode ser realizada através de bancos. Na prática, isto significa
que a compra e venda de títulos públicos por produtores rurais é uma alternativa real de investimento.
De acordo com a TABELA 7 abaixo, desde janeiro de 2010 até abril de 2011, período até o início da
validação do projeto proposto, a taxa SELIC cresceu de 8,75% a.a. até 12,00% a.a.. Na data de início do
projeto, em junho de 2010, a taxa SELIC registrada foi de 10,25% a.a..
TABELA 7 – TAXA SELIC NO PERÍODO DA TOMADA DE DECISÃO DO INÍCIO DO PROJETO
2010
2011
JAN MAR ABR JUN JUL SET OUT NOV DEZ JAN MAR ABR
8,75 8,75 9,5 10,25 10,75 10,75 10,75 10,75 10,75 11,25 11,75 12,00
As altas taxas de juros aplicadas pelo COPOM nos últimos meses reflete a política macroeconômica
atual do governo brasileiro que preconiza o aumento das taxas dos títulos públicos como forma de conter
a inflação. De acordo com especialistas econômicos é previsto que o governo mantenha ou aumente as
taxas praticadas atualmente 8.
De qualquer forma, independente do que o governo brasileiro decida para o futuro próximo, fica claro
que durante a decisão de investir no projeto, em junho de 2010 e atualmente, a taxa SELIC observada
sempre foi maior que a TIR do projeto para todos os cenários avaliados.
Barreiras de tecnológicas: A compostagem é um sistema de degradação da matéria orgânica conhecido a
muitos anos, porém seu uso para o tratamento de dejetos suínos no Brasil é considerado uma novidade,
utilizado em pouquíssimas propriedades rurais no país. A grande dificuldade da compostagem de dejetos
suínos diz respeito à necessidade de remoção da umidade do dejeto, normalmente maior que 95%. Dessa
8
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/883362-bc-eleva-taxa-basica-de-juros-para-1175-ao-ano.shtml
32
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
maneira, o manejo do processo deve ser distinto da compostagem convencional, pois a evaporação deve
ser privilegiada de tal forma que se consiga incorporar um grande volume de dejetos ao substrato. Esta
dificuldade pode ser evidenciada através do artigo “Tecnologias de manejo e tratamento de dejetos
suínos estudadas no Brasil” de Kunz et al. (2005b). A forma recentemente proposta pelo mercado aos
produtores para viabilizar tecnicamente a compostagem dos dejetos suínos consiste na instalação de uma
unidade mecanizada de compostagem, que possui um sistema de revolvimento automático e eficiente,
conforme explicado na seção A.4.2. Apesar da existência de uma solução tecnológica para a realização
de compostagem de dejetos suínos, o que se observa entre os produtores é uma resistência à instalação da
mesma, relacionada à eficiência do sistema, à operação e aos custos de manutenção quando comparado
com lagoas anaeróbias. Esta barreira tecnológica pode ser confirmada através do “Segundo Inventário
Brasileiro de Emissões Antrópicas de Gases de Efeito Estufa – Relatórios de Referência (2010)” (pág.
73-74 e 120), que, de acordo com o parágrafo 6 das “Diretrizes para demonstração objetiva e avaliação
de barreiras”, versão 01 (EB 50, anexo 13), demonstra que o uso de um sistema de compostagem é muito
baixo. De acordo com o Inventário de Emissões, as esterqueiras, lagoas anaeróbias e biodigestores
respresentam juntos cerca de 78% a 88% dos sistemas de tratamento de dejetos suínos presentes estado
de Santa Catarina entre grandes e pequenos produtores, respectivamente, enquanto a compostagem
mecanizada é incluída nos 12% restantes, que representam outros tipos de sistemas de tratamento de
dejetos suínos aplicados no estado. Finalmente, de acordo com o parágrafo 4 das “Diretrizes para
demonstração objetiva e avaliação de barreiras”, versão 01 (EB 50, anexo 13), cita-se que, as granjas
envolvidas no projeto são integradas ou fornecedoras de suínos para as empresas Seara Alimentos S.A. e
Brasil Foods S.A. O tamanho das propriedades varia entre 12 e 60 hectares. Algumas granjas, além da
criação de suínos, também produzem aves e grãos. Nenhum dos produtores nem as companhias que
compram os suínos possuem experiência na área de saneamento rural, com o desenvolvimento, instalação
e manutenção de sistemas de tratamento de dejetos e nem mesmo experiências anteriores com a
instalação de unidades mecanizadas de compostagem.
Conforme demonstrado anteriormente, é possível concluir que o projeto enfrenta barreiras de
investimento e tecnológica e que sem o incentivo dos créditos de carbono teriam levado os proprietários
das granjas envolvidas no projeto a instalar lagoas anaeróbias para o tratamento de dejetos suínos ao
invés do sistema de compostagem mecanizada, o que resultaria em maiores emissões. A principal
contribuição dos créditos de carbono para superar as barreiras do projeto é a contribuição financeira, que
para o produtor representa um recurso suficiente para amortizar a diferença de investimento entre o
sistema de compostagem mecanizada e as lagoas anaeróbias. O retorno financeiro com os créditos de
carbono também foi o principal incentivo para superar a barreira tecnológica, ou seja, para incentivar a
instalação de um sistema tecnicamente mais complexo, pouco utilizado no Brasil e na região do projeto,
que exigirá novas regras de manejo do dejeto. Fica claro, desta forma, que o projeto é adicional e o
registro do mesmo como uma atividade de MDL é um elemento decisivo para superar as barreiras
existentes. A tabela a seguir apresenta o timeline do projeto com a relação de datas, eventos e evidências
para demonstrar que os incentivos do MDL foram seriamente considerados na decisão de implementação
do projeto.
Índice
Data
1
16-04-2010
2
17-05-2010
Evento
Envio de informações sobre o desenvolvimento de
projeto de créditos de carbono a partir de sistema de
compostagem da ADD Consultoria para a Clean
Consultoria Ambiental
Lista dos produtores interessados no desenvolvimento
33
Evidências
E-mail
E-mail
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
3
22-06-2010
4
25-06-2010
5
10-08-2010
6
24-08-2010
7
10-09-2010
8
16-11-2010
9
13-12-2010
10
11
B.6.
De 25-01-2011
a 03-03-2011
27-04-2011
do projeto enviado pela Clean Consultoria Ambiental
para a ADD Consultoria.
Compra dos primeiros equipamentos de compostagem
(data de início de projeto) por parte de duas granjas
presentes na lista da Clean Consultoria Ambiental,
Granja Dal Bó e Agroter.
Apresentação pela ADD Consultoria do Project
Information Note – PIN do projeto ao banco KfW.
Reunião entre a Clean Consultoria Ambiental e os
produtores envolvidos no projeto de créditos de
carbono.
Contrato de parceria entre a Clean Consultoria
Ambiental e os produtores para desenvolvimento do
projeto de créditos de carbono.
Apresentação pela ADD Consultoria do Project
Information Note – PIN do projeto à empresa First
Climate.
Apresentação de proposta de compra dos créditos pela
empresa First Climate
Envio do “Formulário de considerações iniciais de
MDL” para a ONU e a CIMGC (AND brasileira).
Propostas de validação do projeto de empresas
competentes para a Clean Consultoria Ambiental.
Apresentação das atividades do projeto aos interessados.
Nota fiscal
PIN
E-mail
Contratos
PIN
E-mail
E-mails e outros
Propostas
Cartas Convite
Reduções de emissões:
B.6.1. Explicação das escolhas metodológicas:
As reduções de emissões foram determinadas de acordo com as orientações da metodologia AMS-III.F “Emissões de metano evitadas através de compostagem”, versão 10. Os cálculos das emissões da linha
de base, em especial, foram determinados de acordo com a metodologia AMS-III.D – “Recuperação de
metano em sistemas de manejo de dejeto animal”, versão 17, e podem ser consultados na seção B.4.
(1) Cálculo das emissões do projeto
De acordo com a metodologia AMS-III.F, versão 10, as emissões das atividades do projeto consitem em:
(i). emissões de CO2 devido a distâncias incrementais de transporte; (ii). emissões de CO2 do consumo de
eletricidade ou combustível fóssil pelas instalações das atividades do projeto; (iii). emissões de metano
durante o processo de compostagem; (iv). emissões de metano devido ao escoamento de líquido; e (v).
emissões de metano devido ao armazenamento do composto.
A equação para o cálculo das emissões do projeto é:
34
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
PE y = PE y,transp + PE y,power + PE y,comp + PE y,runoff + PE y,res waste
Equação 4
Onde:
PE y
- emissões da atividade do projeto no ano y (tCO2e)
PE y,transp - emissões do transporte incremental no ano y (tCO2e)
PE y,power - emissões do consumo de eletricidade ou combustível fóssil no ano y (tCO2e)
PE y,comp - emissões de metano durante o processo de compostagem no ano y (tCO2e)
PE y,runoff - emissões de metano devido escoamento de líquidos no ano y (tCO2e)
PE y,res waste - em caso onde o composto produzido é submetido a armazenamento anaeróbio ou disposto
em aterro: emissões de metano da decomposição anaeróbia do conteúdo orgânico residual (tCO2e)
Entre as emissões do projeto listadas pela metodologia AMS-III.F, versão 10, a atividade do projeto
proposta não produzirá emissões referentes ao consumo de combustível fóssil, emissões devido ao
escomanto de líquidos do processo de compostagem e emissões relacionado ao armazenamento do
composto, uma vez que, respectivamente: não haverá consumo de combustível fóssil por equipamentos;
as unidades mecanizadas de compostagem são automatizadas de modo a não aplicar dejetos em excesso
sobre o substrato e os galpões são cobertos, evitando a percolação de água da chuva sobre o substrato; e
por fim, o composto não será nem armazenado em condições anaeróbias nem enviado para aterros
sanitários. Assim sendo, a equação aplicável para determinação das emissões da atividade do projeto
assume a seguinte estrutura:
PE y = PE y ,transp + PE y , power + PE y ,comp
Equação 5
(i) Emissões do transporte incremental no ano y (tCO2e)
As emissões do projeto devido a distâncias incrementais de transporte (PEy,transp) da atividade de projeto
são calculadas através da Equação 6.
PE y ,transp = (Q y / CT y )* DAFw * EFCO 2 + (Q y ,treatment / CT y ,treatment )* DAFtreatment * EFCO 2
Equação 6
Onde:
Qy
- quantidade de dejetos tratados no ano y (toneladas)
CT y
- capacidade média do caminhão para o transporte (toneladas/caminhão)
DAFy
- distância média incremental para o transporte do dejeto (km/caminhão)
EFCO 2
- fator de emissão de CO2 do combustível utilizado no transporte (kgCO2/km).
35
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
- quantidade de composto produzido no ano y (toneladas)
Q y,treatment
CTy,treatment - capacidade média do caminhão para o transporte do composto (toneladas/caminhão)
DAFy,treatment - distância média para o transporte do composto (km/caminhão)
Como todo dejeto produzido pelas granjas é enviado para o sistema de compostagem por gravidade ou
bombeamento, não há transporte incremental do dejeto para a atividade do projeto e o primeiro termo da
Equação 6 pode ser desprezado, assumindo a estrutura seguinte, na qual é considerada somente o
transporte do composto.
PE y ,transp = (Q y ,treatment / CT y ,treatment )* DAFtreatment * EFCO 2
Equação 7
O fator de emissão de CO2 do combustível utilizado no transporte (EFCO2) é determinado de acordo com
a equação a seguir:
EFCO 2 = FCTruck * DDiesel * NCVDiesel *10 −6.EFCO 2, Diesel
Equação 8
Onde:
FCTruck
- Consumo de combustível por caminhões (0,45 l/km)
DDiesel
- Densidade do diesel (0,852 kg/l)
NCVDiesel
- Poder calorífico do diesel (43,0 TJ/Gg)
EFCO 2, Diesel
- Fator de emissão de CO2 do óleo diesel (74.100 kgCO2/TJ)
Para o cálculo ex-ante das emissões do transporte, a quantidade de composto produzido (Qy,treatment) foi
determinada de acordo com dados da FATMA (IN 11) a respeito da produção de dejetos por tipo de
suíno e informações da empresa FAST a respeito da capacidade de absorção de dejetos pelo substrato (1
tonelada de substrato para 13 toneladas de dejeto); a capacidade média do caminhão (CTy,treatment) foi
definida igual a 25 toneladas; e a distância média para o transporte do composto (DAFy,treatment) foi
considerada igual a 200 km, referente à distância máxima permitida pela metodologia AMS-III.F, versão
10.
Para o cálculo ex-post das emissões de transporte serão adotados os valores do monitoramento da
quantidade de composto produzido (Qy,treatment), da capacidade média do caminhão (CTy,treatment) e da
distância média para o transporte do composto (DAFy,treatment) conforme apresentado na seção B.7.2. O
fator de emissão do combustível utilizado para o transporte (EFCO2), aplicado tanto para o cálculo das
emissões ex-ante quanto ex-post, foi calculado com base em dados do IPCC 1996, IPCC 2006 e da
empresa brasileira Petrobrás, e é detalhado na seção B.6.2.
36
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
(ii) Emissões do consumo de eletricidade no ano y (tCO2e)
As emissões provenientes do consumo de eletricidade da rede são determinadas pela metodologia AMSI.D, conforme preconiza o parágrafo 17 da metodologia AMS-III.F versão 10, a partir do produto da
energia consumida pelo fator de emissão de CO2 da rede.
PE y,power = 1.1 * EGBL,y * EFCO 2,grid
Equação 9
Onde:
EGBL,y - quantidade de eletricidade fornecida pela rede como resultado da implementação da atividade
do projeto no ano y (kWh)
EFCO 2,grid - fator de emissão de CO2 da rede no ano y (t CO2/MWh)
O coeficiente “1.1” na Equação 9 é introduzido para considerar as perdas existentes durante a
distribuição, conforme definido na Tabela III.F.1, do parágrafo 27 da metodologia AMS-III.F versão 10.
A quantidade de eletricidade consumida pelas atividades do projeto (EGBL,y) em cada a granja envolvida
na atividade do projeto é determinada considerando a potência instalada da unidade mecanizada de
compostagem e a sua operação pelo período de 8.760 horas. Nas granjas Granja Dal Bó, Agroter, Rosalia
Schimdt e Pecrismar, além da unidade mecanizada de compostagem também foi considerado o consumo
de eletricidade da moto-bomba utilizada para bombear os dejetos das lagoas anaeróbias para a unidade de
compostagem. A quantidade de eletricidade total consumida por cada granja é apresentada nas seções
A.4.2 e B.6.2.
O fator de emissão da rede foi calculado pela AND brasileira (Comissão Interministerial de Mudança
Global do Clima – CIMGC, órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT) como a
combinação marginal (CM), a qual consiste na combinação da Margem de Operacional (OM) e Margem
de Construção (BM), seguindo os procedimentos descritos na metodologia AMS-I.D, versão 16 parágrafo
12 (a). O cálculo, disponível em: http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/307492.html, utilizou a
Análise de Dados Despachados para Margem Operacional. O fator de emissão da Margem de Construção
foi determinado a partir da média ponderada do fator de emissão da geração para todas as unidades de
geração durante o ano mais recente para o qual os dados de geração de energia estavam disponíveis.
Assim, o fator de emissão de 0,1635 tCO2/MWh, disponível no início da validação, foi adotado somente
para estimar o PEpower,y esperado para a atividade do projeto durante o período de créditos.
Consequentemente, este valor deverá ser verificado e atualizado de acordo com o mais recente dado
disponível no momento do processo de verificação.
(iii) Emissões de metano durante o processo de compostagem no ano y (tCO2e)
As esmissões de metano durante a compostagem (PEy,comp) são determinadas de acordo com a Equação 10
a seguir:
37
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
PE y,comp = Q y * EFcomposting * GWP _ CH4
Equação 10
Onde:
EFcomposting
- fator de emissão para compostagem de dejetos (t CH4/ton dejeto tratado). O fator de
emissão pode ser definido de acordo com medições realizadas no local, valores nacionais específicos ou
valores padrão do IPCC (tabela 4.1, capítulo 4, volume 5, IPCC 2006 Guia para Inventários Nacionais de
Gases do Efeito Estufa). Os valores padrão do IPCC são 10 g CH4/kg dejeto tratado em base seca e 4 g
CH4/kg dejeto tratado em base úmida. EFcomposting pode ser zero caso o teor de oxigênio monitorado
durante o processo de compostagem no interior da leira seja superior a 8%.
Para o cálculo das emissões ex-ante do processo de compostagem, a quantidade de dejeto bruto tratado
(Qy) foi determinada de acordo com dados da FATMA (IN 11) a respeito da produção de dejetos por tipo
de suíno; e o fator de emissão (EFcomposting) foi adotado igual 4 g CH4/kg para dejeto tratado em base
úmida. Para a cálculo ex-post, a quantidade de dejeto bruto tratado (Qy), será monitorada em cada granja
através da instalação de um medidor de vazão do tipo calha Parshal na entrada do sistema de
compostagem e o fator de emissão (EFcomposting) será determinado de acordo com amostragem do teor de
oxigênio no interior da massa em compostagem em cada granja conforme plano de amostragem
apresentado no Anexo 4. Se os resultados apontarem valores médios de teor de oxigênio no composto
superiores a 8%, o fator de emissão (EFcomposting) adotado será igual a zero, caso contrário, para valores
médios de teor de oxigênio inferiores a 8%, o fator de emissão (EFcomposting) adotado será igual a 4 g
CH4/kg.
(2) Cálculo das emissões fugitivas
Como a tecnologia do projeto não é um equipamento transferido de outra atividade e não há
equipamento existente para ser transferido para outra atividade, uma vez que a atividade do projeto é uma
atividade nova, a metodologia AMS-III.F, versão 10, não exige o cálculo de emissões fugitivas.
(3) Cálculo das reduções de emissões
De acordo com a metodologia AMS-III.F, versão 10, as reduções de emissões alcançadas pelas atividades
do projeto são calculadas como a diferença entre as emissões da linha de base e as emissões do projeto.
ER y = BE y - PE y
Equação 11
Onde:
ER y - reduções de emissões no ano y (tCO2e)
38
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
B.6.2. Dados e parâmetros estão disponíveis na validação:
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor aplicado:
Justificativa da escolha
do dado ou descrição
do método de medida e
procedimentos de fato
utilizado:
Comentários:
Temperatura média anual
ºC
Temperatura média anual na região do projeto
Instituto Nacional de Meteorologia – INMET e Empresa de Pesquisa
Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – Epagri.
18ºC
A temperatura média anual para a região do Oeste do estado de Santa Catarina
foi determinada segundo os dados disponíveis por INMET e Epagri, como
apresentado respectivamente nas FIGURA 3 e FIGURA 4.
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor aplicado:
Justificativa da escolha
do dado ou descrição
do método de medida e
procedimentos de fato
utilizado:
Comentários:
GWPCH4
tCO2e/tCH4
Potencial de aquecimento global do CH4
Metodologia AMS-III.D versão 17
Informações disponíveis no site http://www.inmet.gov.br/ e no Atlas
Climatológico do Estado de Santa Catarina.
21
21 para o primeiro período. Deverá ser atualizado de acordo com decisões
futuras da COP/MOP.
---
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor aplicado:
Justificativa da escolha
do dado ou descrição
do método de medida e
procedimentos de fato
utilizado:
Comentários:
DCH4
t/m³
Densidade do CH4
Metodologia AMS-III.D versão 17
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
UFb
Fração
Fator de correção do modelo para considerar as incertezas do modelo.
Metodologia AMS-III.D versão 17
0,00067 à temperatura ambiente (20ºC) e 1 atm de pressão
Valor proposto pela metodologia aplicada.
---
39
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Valor aplicado:
0,94
Justificativa da escolha Valor proposto pela metodologia aplicada.
do dado ou descrição
do método de medida e
procedimentos de fato
utilizado:
Comentários:
--Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
MCFj
Fração
Fator anual de conversão de metano para o sistema de manejo de dejetos j da
linha de base
Fonte do dado
IPCC 2006 - Guia para Inventários Nacionais de Gases do Efeito Estufa,
utilizado:
volume 4, capítulo 10, tabela 10.17
Valor aplicado:
Lagoas anaeróbias descobertas: 77%
Justificativa da escolha O valor do fator de conversão de metano de 77% para lagoas anaeróbias foi
do dado ou descrição determinado conforme a tabela 10.17 considerando a temperatura média anual
do método de medida e da região onde se desenvolvem as atividades do projeto de 18ºC (FIGURA 3 e
procedimentos de fato
FIGURA 4).
utilizado:
Comentários:
--Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
B0,LT
m3 CH4/kg matéria seca
Máximo potencial de produção de metano dos sólidos voláteis gerados por
animais do tipo LT
Fonte do dado
IPCC 2006 - Guia para Inventários Nacionais de Gases do Efeito Estufa,
utilizado:
volume 4, capítulo 10, tabelas 10A-7 e 10A-8
Valor aplicado:
0,29 (Suíno: unidade de produção de leitão e engorda - América Latina)
Justificativa da escolha O Brasil não possui dados publicados do potencial máximo de produção de
do dado ou descrição metano a partir de dejetos suínos, logo o valor para suínos criados na América
do método de medida e Latina, fornecido pelo IPCC 2006, foi aplicado.
procedimentos de fato
utilizado:
Comentários:
--Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor aplicado:
Justificativa da escolha
do dado ou descrição
do método de medida e
procedimentos de fato
MS%BL,j
%
Fração de dejeto manejado no sistema de tratamento de dejeto animal j na linha
de base
Proponente do projeto
100%
Na atividade do projeto, com exceção à granja Jederson Vinicios Marchetti,
onde os dejetos da creche são enviados para uma lagoa anaeróbia, todos os
dejetos são enviados para o sistema de compostagem. Esta é a mesma decisão
que seria tomada no cenário da linha de base, justificando a consideração de
40
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
utilizado:
Comentários:
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor aplicado:
Justificativa da escolha
do dado ou descrição
do método de medida e
procedimentos de fato
utilizado:
Comentários:
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor aplicado:
Justificativa da escolha
do dado ou descrição
do método de medida e
procedimentos de fato
utilizado:
Comentários:
100% para MS%BL,j para os animais considerados nos cálculos das reduções de
emissões.
Os créditos de carbono para os dejetos da creche da granja Jederson Vinicios
Marchetti não são solicitados.
Wsite
kg
Peso médio animal de um determinado tipo população animal no local do
projeto
Seara Alimentos S.A.
Matrizes: 180 kg; Machos: 160 kg; Creche: 16 kg e Terminação: 68 kg
O peso médio dos animais por tipo aplicados à atividade do projeto são os
pesos de referência da Seara Alimentos S.A., parceira e responsável por todo o
controle da qualidade da produção de suínos em 8 das 9 granjas envolvidas
neste projeto.
Apenas a Granja Betiolo não possui contrato de parceria com a Seara
Alimentos S.A., no entanto as instalações e o sistema de produção são iguais
aos das demais granjas, podendo ser aplicado o mesmo peso médio evidenciado
pela Seara Alimentos S.A.
Wdefault
kg
Peso médio padrão de uma população determinada
IPCC 2006 - Guia para Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa,
volume 4, capítulo 10, tabelas 10A-7 e 10A-8
28 (Suíno: unidade de produção de leitão e engorda - América Latina)
O valor do peso médio padrão dos animais para suínos criados na América
Latina, fornecido pelo IPCC 2006, foi aplicado.
---
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
VSdefault
kg matéria seca/animal/dia
Valor padrão para a taxa de excreção de sólidos voláteis por dia em base de
matéria seca de para uma determinada população animal
IPCC 2006 - Guia para Inventários Nacionais de Gases do Efeito Estufa,
Fonte do dado
utilizado:
volume 4, capítulo 10, tabelas 10A-7 e 10A-8
Valor aplicado:
0,3 (Suíno: unidade de produção de leitão e engorda - América Latina)
Justificativa da escolha O Brasil não possui dados publicados da taxa de excreção de sólidos voláteis
do dado ou descrição por tipo animal, logo o valor fornecido para suínos criados na América Latina,
do método de medida e fornecido pelo IPCC 2006, foi aplicado.
procedimentos de fato
utilizado:
41
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Comentários:
---
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor aplicado:
Justificativa da escolha
do dado ou descrição
do método de medida e
procedimentos de fato
utilizado:
EFCO2
kgCO2/km
Fator de emissão de CO2 do combustível utilizado no transporte
Calculado através da Equação 8 do DCP
Comentários:
1,22
O fator de emissão de CO2 do combustível utilizado no transporte, em
kgCO2/km, é calculado através da Equação 8 do DCP a partir dos valores
padrões do IPCC 1996 e IPCC 2006 de: (i) Consumo de combustíveis de
caminhões (FCtruck), (ii) Poder calorífico do diesel (NCVDiesel) e (iii) Fator de
emissão de CO2 do óleo diesel (EFCO2,Diesel); e do valor da densidade do diesel
(DDiesel) obtido junto à Petrobrás, empresa brasileira de extração e
beneficiamento de petróleo e distribuição de óleo diesel no Brasil.
A Equação 8 do DCP é aplicada para determinar o fator de emissão (EFCO2) na
unidade kgCO2/km.
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
FCtruck
l/km
Consumo de combustível por caminhões
Valor de consumo de combustível de veículos pesados com motores diesel sem
controle de emissões (Fuel economy for uncontrolled US heavy duty diesel
vehicles), obtido do IPCC 1996 Guia para inventários nacionais de gases de
efeito estufa, volume 3, tabela 1-32.
Valor aplicado:
0,45
Justificativa da escolha No IPCC 1996, veículos pesados com motores a diesel são definidos como
do dado ou descrição caminhões grandes, com peso bruto entre 10 e 40 toneladas, semelhante ao peso
do método de medida e dos caminhões que serão utilizados na atividade do projeto. Adicionalmente, o
procedimentos de fato
valor mais baixo de economia de combustível foi adotado para a atividade do
utilizado:
projeto para assegurar que o cálculo das reduções de emissões foi definido de
maneira conservadora.
Comentários:
FCtruck = 1/2,2 = 0,45 l/km
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor aplicado:
Justificativa da escolha
do dado ou descrição
do método de medida e
procedimentos de fato
utilizado:
Comentários:
DDiesel
kg/l
Densidade do diesel
Petrobrás
0,852
Valor obtido através do site da Petrobrás, empresa brasileira de extração e
beneficiamento de petróleo e distribuição de óleo diesel no Brasil.
Informações disponíveis no site http://www.petrobras.com.br
42
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor aplicado:
Justificativa da escolha
do dado ou descrição
do método de medida e
procedimentos de fato
utilizado:
Comentários:
NCVDiesel
TJ/Gg
Poder calorífico do diesel
IPCC 2006 - Guia para Inventários Nacionais de Gases do Efeito Estufa,
volume 2, capítulo 1, tabela 1.2.
43
Valor padrão fornecido pelo IPCC 2006 - Guia para Inventários Nacionais de
Gases de Efeito Estufa, volume 2, capítulo 1, tabela 1.2, para gasolina/ óleo
diesel.
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor aplicado:
Justificativa da escolha
do dado ou descrição
do método de medida e
procedimentos de fato
utilizado:
Comentários:
EFCO2,Diesel
kgCO2/TJ
Fator de emissão de CO2 do óleo diesel
IPCC 2006 - Guia para Inventários Nacionais de Gases de Efeito Estufa,
volume 2, capítulo 3, tabela 3.2.1
74.100
Valor padrão fornecido pelo IPCC 2006 - Guia para Inventários Nacionais de
Gases de Efeito Estufa, volume 2, capítulo 3, tabela 3.2.1, para gasolina/ óleo
diesel.
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
EGBL,y
MWh
Quantidade de eletricidade fornecida pela rede como resultado da
implementação da atividade do projeto
Valores fornecidos pelos fabricantes
Fonte do dado
utilizado:
Valor aplicado:
---
---
Unidade mecanizada de compostagem: 73,3 MWh/ano (potência total instalada:
8,37 kW).
Moto-bomba de recalque das granjas Granja Dal Bó, Agroter, Rosalia Schmidt
e Pecrismar: 19,6 MWh/ano (potência total instalada: 2,24 kW).
Justificativa da escolha Os valores foram calculados de acordo com a potência total instalada
do dado ou descrição especificada pelos fabricantes dos equipamentos, considerando o
do método de medida e funcionamento durante 8.760 horas por ano. Os valores apresentados são
procedimentos de fato
utilizados para calcular as emissões da atividade do projeto provenientes do
utilizado:
consumo de eletricidade como descrito pela metodologia AMS-I.D, conforme
preconiza o parágrafo 17 da metodologia AMS-III.F versão 10.
Comentários:
As emissões do consumo de eletricidade do projeto não serão monitoradas. De
acordo com a Tabela III.F.1, do parágrafo 27, da metodologia AMS-III.F,
versão 10, o monitoramento não é necessário desde que as emissões desta fonte
considerem todos os equipamentos ligados por 8.760 horas por ano,
acrescentando 10% para contabilizar perdas no sistema de distribuição.
43
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Anualmente a equipe de verificação poderá conferir a potência dos
equipamentos. Se ocorrer alguma mudança, a capacidade instalada atual
verificada no local será aplicada para definir o consumo anual de eletricidade e
consequentemente as reduções de emissões para o ano corrente.
B.6.3
Cálculo ex-ante das reduções de emissões:
(1) Emissões da linha de base
As emissões para a linha de base foram calculadas ex-ante usando as equações 1, 2 e 3 do DCP na seção
B.4. Os valores dos parâmetros GWPCH4, DCH4, UFb, MCFj, B0,LT, MS%Bl,j, Wsite, Wdefault, e VSdefault foram
obtidos da seção B.6.2. O valor de VSLT,y foi calculado considerando o valor de ndy apresentado na seção
B.7.1 e os valores de Wsite. Wdefault, e VSdefault. O número médio de animais (NLT,y) foi calculado
considerando o valor de Nda,y e Np,y apresentados da TABELA 3. As emissões calculadas da linha de base
são apresentadas na TABELA 8 a seguir.
TABELA 8 – EMISSÕES DA LINHA DE BASE
Propriedades
Granja Dal Bó
Agroter
Rosalia Schmidt
Pecrismar
Granja Pizzatto
Granja Betiolo
Granja Santa Madre Paulina
Lauri Cherini
Jederson Vinicios Marchetti
TOTAL
BEy
4.422
4.457
4.444
5.253
4.611
1.011
2.063
2.063
1.896
30.220
Durante as atividades do projeto, as emissões da linha de base serão calculadas ex-post através das
equações 1, 2 e 3 e dos dados calculados e monitorados de NLT,y (Nda,y, Np,y) e VSLT,y (ndy).
(2) Emissões da atividade do projeto
As emissões da atividade do projeto, conforme prevê a Equação 5 do DCP, são provenientes do
transporte do composto, do consumo de eletricidade pelos equipamentos do projeto e das emissões de
metano durante o processo de compostagem. Em relação aos arranjos do sistema de tratamento, as
granjas Granja Pizzatto, Granja Betiolo, Granja Santa Madre Paulina e Lauri Cherini instalaram somente
o sistema de tratamento baseado na unidade mecanizada, enquanto as granjas Granja Dal Bó, Agroter,
Rosalia Schmidt, Pecrismar e Jederson Vinicios Marchetti instalaram, além da unidade mecanizada de
compostagem, lagoas anaeróbias com o objetivo único de armazenamento do dejeto em caso de falha da
unidade mecanizada. As dimensões das lagoas anaeróbias em cada granja foram apresentadas na seção
A.4.1.4. Com tempo de retenção menor ou igual a 24 horas as emissões dessas lagoas na atividade do
projeto não são consideradas.
44
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
O cálculo das emissões da atividade do projeto foi realizado ex-ante através das equações 5, 7, 8, 9 e 10
do DCP apresentadas na seção B.6.1. Os valores dos parâmetros Qy,treatment, CTy,treatment, DAFtreatment,
EFCO2,grid, Qy e EFcomposting foram obtidos da seção B.7.1. O fator de emissão de CO2 do combustível
utilizado no transporte (EFCO2) é calculado através da Equação 8 do DCP cujas variáveis são
apresentadas em B.6.2. A quantidade de eletricidade fornecida pela rede (EGBL,y) aplicada também foi
obtido da seção B.6.2 As emissões das atividades do projeto são apresentadas na TABELA 9 a seguir.
TABELA 9 – EMISSÕES DAS ATIVIDADES DO PROJETO
Propriedades
Granja Dal Bó
Agroter
Rosalia Schmidt
Pecrismar
Granja Pizzatto
Granja Betiolo
Granja Santa Madre Paulina
Lauri Cherini
Jederson Vinicios Marchetti
TOTAL
PEy,transp
PEy,power
PEy,comp
PEy
10
10
10
12
11
2
4
4
4
67
16
16
16
16
13
13
13
13
13
129
1.195
1.200
1.198
1.415
1.243
272
556
556
518
8.153
1.221
1.226
1.224
1.443
1.267
287
573
573
535
8.349
Durante as atividades do projeto, as emissões ex-post da atividade do projeto serão calculadas através das
mesmas equações aplicando-se os valores monitorados dos parâmetros Qy,treatment, CTy,treatment, DAFtreatment,
EFCO2,grid, Qy e EFcomposting.
(3) Reduções de emissões
Por fim, as reduções de emissões do projeto foram calculadas ex-ante a partir da Equação 11 do DCP.
Durante a atividade do projeto as reduções serão calculadas ex-post a partir da mesma equação, porém
utilizando dados monitorados. As reduções de emissões ex-ante são apresenadas na TABELA 10 a
seguir.
TABELA 10 – REDUÇÕES DE EMISSÕES EX-ANTE
Propriedades
Granja Dal Bó
Agroter
Rosalia Schmidt
Pecrismar
Granja Pizzatto
Granja Betiolo
Granja Santa Madre Paulina
Lauri Cherini
Jederson Vinicios Marchetti
TOTAL
45
ERy
3.201
3.231
3.220
3.810
3.344
724
1.490
1.490
1.361
21.871
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
B.6.4
Resumo da estimativa ex-ante das reduções de emissões:
2013
2014
2015
2016
2017
2018
2019
Estimativa
das emissões
da atividade
do projeto
(tCO2e)
30.220
30.220
30.220
30.220
30.220
30.220
30.220
Estimativa
das emissões
da linha de
base
(tCO2e)
8.349
8.349
8.349
8.349
8.349
8.349
8.349
Total (toneladas de CO2e)
211.540
58.443
Ano
B.7
Estimativa de
fugas
Estimativa total
das reduções de
emissão
(tCO2e)
0
0
0
0
0
0
0
(tCO2e)
21.871
21.871
21.871
21.871
21.871
21.871
21.871
0
153.097
Aplicação de uma metodologia de monitoramento e descrição do plano de monitoramento:
B.7.1
Dados e parâmetros monitorados:
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte
do
utilizado:
Valor:
ndy
Dias
Número de dias no ano y em que o sistema de manejo de dejetos animal está
operacional
dado Proponente do projeto
Unidades de Produção de Leitões (UPL): 365 e Unidades de Terminação (UT):
335.
Descrição dos métodos O monitoramento do número de dias que o sistema esta operacional será
de
medida
e realizado pelo responsável de cada granja através do Formulário 1.A (para
procedimentos
para UPL) e do Formulário 1.B (para UT), documentando diariamente se houve ou
serem aplicados:
não paralisação da operação do sistema. Nos dias em que houver a interrupção
do sistema de tratamento deve-se especificar o que foi realizado com os dejetos.
Mensalmente os formulários preenchidos serão enviados para os técnicos da
Clean Consultoria Ambiental que ficarão responsáveis por conferir as
informações registradas, digitalizar e arquivar os dados em um banco de dados
único do projeto. Os dados monitorados serão arquivados eletronicamente
durante o período do projeto mais 2 anos.
Procedimentos de
Conferência do processo de digitalização e arquivamento dos formulários 1.A e
GQ/CQ que serão
1.B do controle individual de cada uma das granjas.
aplicados:
Comentários:
Para o cálculo ex-ante das reduções de emissões foi considerado que o sistema
opera por 335 dias para as granjas Unidades de Terminação (UT) porque duas
vezes por ano há um período de 15 dias de “vazio sanitário” (ausência de
animais) entre a saída de um lote de animais terminados e a entrada de novos
46
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
animais na creche. Nesse período, o sistema de tratamento de dejetos não
opera. Para as granjas Unidades de Produção de Leitões (UPL) não há
paralisação da produção e o sistema de tratamento de dejetos opera durante os
365 dias do ano. Durante a atividade do projeto, os dias em que o sistema
paralisar não serão considerados para o cálculo das reduções de emissões.
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor:
Descrição dos métodos
de medida e
procedimentos para
serem aplicados:
Procedimentos de
GQ/CQ que serão
aplicados:
Comentários:
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor:
Descrição dos métodos
de medida e
procedimentos para
serem aplicados:
VSLT,y
kg matéria seca/animal/ano
Sólidos voláteis por tipo de animal LT afluente no sistema de manejo de dejeto
animal no ano y
Metodologia AMS-III.D versão 17
Calculado através da Equação 2 do DCP
A quantidade de sólidos voláteis que entra no sistema de tratamento de dejetos
é calculada através da Equação 2 do DCP, considerando o peso médio dos
animais no local do projeto (Wsite), o peso médio padrão dos animais (Wdefault) de
acordo com o IPCC 2006, o valor padrão taxa de excreção de sólidos voláteis
(VSdefault) também de acordo com o IPCC 2006 e o número de dias que o sistema
opera durante o ano y (ndy). O cálculo dos sólidos voláteis será realizado por
técnicos da Clean Consultoria Ambiental. Os dados calculados serão
arquivados eletronicamente durante o período do projeto mais 2 anos.
Conferência do número de dias de operação.
Os valores de Wsite , Wdefault e VSdefault aplicados são apresentados na seção
B.6.2.
Nda,y
Dias
Número de dias de vida dos animais na propriedade no ano y
Seara Alimentos S.A.
Matrizes e cachaços: 365 dias, Creche: 30 dias e Terminação: 120 dias.
O número de dias de vida dos animais nas granjas Granja Dal Bó, Agroter,
Rosalia Schmidt, Pecrismar e Granja Pizzatto, será sempre igual a 365 dias.
Estas granjas operam como Unidades de Produção de Leitões (UPL), com
alojamento de um número de animais igual à capacidade máxima da granja
durante todos os dias do ano, justificando assim o valor de 365 dias para Nda,y.
Nas demais granjas, Unidades de Terminação (UT), o número de dias de vida
dos animais na propriedade no ano y será monitorado pelo responsável da
granja através do registro semanal no Formulário 1.B do tempo de alojamento
dos animais em creche (quando estes são transferidos para terminação) e do
tempo de alojamento dos animais na terminação (quando estes deixam a granja
para o abate). Mensalmente os formulários preenchidos serão enviados para os
técnicos da Clean Consultoria Ambiental, que ficarão responsáveis por conferir
as informações registradas, digitalizar e arquivar os dados em um banco de
dados único do projeto. Os dados monitorados serão arquivados
47
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Procedimentos de
GQ/CQ que serão
aplicados:
Comentários:
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor:
Descrição dos métodos
de medida e
procedimentos para
serem aplicados:
Procedimentos de
GQ/CQ que serão
aplicados:
Comentários:
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor:
Descrição dos métodos
de medida e
procedimentos para
serem aplicados:
eletronicamente durante o período do projeto mais 2 anos.
Conferência do processo de digitalização e arquivamento dos formulários
individuais de cada uma das granjas.
A Granja Betiolo recebe periodicamente o número de 1.960 animais com 7 kg e
as granjas Granja Santa Madre Paulina, Lauri Cherini e Jederson Marchetti
recebem periodicamente o número de 4.000 animais com 7 kg. Estes animais
são destinados para uma estrutura de creche dentro do confinamento, onde
permanecem pelo período de 30 dias até atingir 22 kg, quando são transferidos
para uma estrutura de engorda. Na terminação os animais permanecem durante
120 dias até alcançar 110 kg e deixar a granja para o abate.
Np,y
Número
Número de animais do tipo LT produzidos anualmente para o ano y
Proponente do projeto
TABELA 3 do DCP (seção B.4).
O número de animais produzidos nas granjas Granja Dal Bó, Agroter, Rosalia
Schmidt, Pecrismar e Granja Pizzatto (UPLs) será monitorado pelo responsável
da granja através do registro semanal no Formulário 1.A do número de animais
alojados no confinamento. O número de animais considerado para o cálculo das
reduções de emissões destas granjas será igual à média do número de animais
registrados no ano y. Nas demais granjas, UTs, o número de animais
produzidos no ano y será registrado semanalmente pelo responsável da granja
no Formulário 1.B. Neste caso, será registrado o número de animais
transferidos da creche para a terminação e o número de animais terminados que
deixam a granja para o abate. Mensalmente os formulários preenchidos serão
enviados para os técnicos da Clean Consultoria Ambiental que ficarão
responsáveis por conferir as informações registradas, digitalizar e arquivar os
dados em um banco de dados único do projeto. Os dados monitorados serão
arquivados eletronicamente durante o período do projeto mais 2 anos.
Conferência do processo de digitalização e arquivamento dos formulários 1.A e
1.B do controle individual de cada uma das granjas.
--NLT,y
Número
Número médio anual de animais do tipo LT no ano y
Calculado através da Equação 3 do DCP.
TABELA 3 do DCP (seção B.4.)
O número médio anual de animais por tipo LT será calculado através da
Equação 3 do DCP considerando o número de dias de vida dos animais na
propriedade (Nda,y) e número total de animais produzidos (Np,y) no ano y. O
cálculo do número médio anual de animais NLT,y será realizado por técnicos da
48
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Procedimentos de
GQ/CQ que serão
aplicados:
Comentários:
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor:
Descrição dos métodos
de medida e
procedimentos para
serem aplicados:
Procedimentos de
GQ/CQ que serão
aplicados:
Comentários:
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor:
Descrição dos métodos
Clean Consultoria Ambiental. Os valores calculados serão arquivados durante o
período do projeto mais 2 anos.
Conferência individual dos registros de Nda,y e Np,y.
--Qy,treatment
Toneladas
Quantidade de composto produzido no ano y
FAST Indústria e Comércio Ltda
Para cada 13 toneladas de dejeto foi considerado a produção de 1 tonelada de
composto.
A quantidade de composto produzido no ano y durante a atividade do projeto
será monitorada através da pesagem dos veículos utilizados para o transporte do
composto em plataformas de pesagem, antes e depois de carregados. A data de
carregamento, o peso do veículo vazio e o peso do veículo carregado com
composto serão registrados pelo responsável da granja no Formulário 2 toda
vez que houver a retirada de composto. Mensalmente os formulários
preenchidos serão enviados para os técnicos da Clean Consultoria Ambiental
que ficarão responsáveis por conferir as informações registradas, recalcular a
quantidade de composto produzido, digitalizar e arquivar os dados em um
banco de dados único do projeto. Os dados monitorados serão arquivados
eletronicamente durante o período do projeto mais 2 anos.
A plataforma de pesagem estará regularmente em manutenção/calibração
sujeito aos padrões industriais apropriados e/ou especificações do fabricante
para assegurar a precisão das medições. Além disso, a quantidade de composto
produzido no ano y será verificada a partir do recibo de pagamento para
distribuição do composto quando da aplicação do mesmo no solo ou a partir de
nota de venda do composto no caso de comercialização.
De acordo com a empresa FAST, que comercializa as unidades mecanizadas de
compostagem para o tratamento de dejetos suínos, cada tonelada de substrato é
capaz de absorver durante o processo de compostagem 13 toneladas de dejeto
líquido, e cada tonelada de substrato utilizado resulta em uma tonelada de
composto. Para o cálculo ex-ante das reduções de emissões, a quantidade de
composto produzido no ano y em cada granja foi determinada considerando a
produção de dejetos por tipo de suíno definido pela FATMA (IN 11) e a
informação da empresa FAST a respeito da produção de composto.
CTy,treatment
Toneladas/caminhão
Capacidade média do caminhão para o transporte do composto
Proponente do projeto
25
A capacidade média do caminhão para o transporte do composto será
49
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
de medida e
procedimentos para
serem aplicados:
Procedimentos de
GQ/CQ que serão
aplicados:
Comentários:
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor:
Descrição dos métodos
de medida e
procedimentos para
serem aplicados:
Procedimentos de
GQ/CQ que serão
aplicados:
Comentários:
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
monitorada pelo responsável da granja, que deverá registrar no Formulário 2,
toda vez que houver a retirada de composto no ano y, a data do carregamento, o
veículo utilizado e a capacidade de transporte do mesmo. A capacidade média
do caminhão será calculada a partir do registro da capacidade individual de
todos os caminhões utilizados para o transporte do composto. Mensalmente os
formulários preenchidos serão enviados para os técnicos da Clean Consultoria
Ambiental, que ficarão responsáveis por conferir as informações registradas,
calcular a capacidade média, digitalizar e arquivar os dados em um banco de
dados único do projeto. Os dados monitorados serão arquivados
eletronicamente durante o período do projeto mais 2 anos.
A capacidade média do veículo utilizado para transporte do composto será
verificado considerando a quantidade de composto produzido no ano y e o
número de vezes que o veículo foi carregado com composto.
Para o cálculo ex-ante das reduções de emissões é considerado o valor de 25
toneladas de capacidade média do caminhão, capacidade normalmente utilizada
na região do projeto.
DAFtreatment
Km/caminhão
Distância média para o transporte do composto
Proponente do projeto
200
A distância média para transporte do composto será monitorada pelo
responsável da granja que deverá registrar no Formulário 2, toda vez que
houver a retirada de composto no ano y, o destino final (aplicação no solo ou
comercialização) e a distância total percorrida pelo veículo de transporte entre a
unidade de compostagem e o destino final. A distância média para transporte do
composto será calculada a partir do registro da distância média percorrida em
cada transporte do composto. Mensalmente os formulários preenchidos serão
enviados para os técnicos da Clean Consultoria Ambiental, que ficarão
responsáveis por conferir as informações registradas, calcular a distância
média, digitalizar e arquivar os dados em um banco de dados único do projeto.
Os dados monitorados serão arquivados eletronicamente durante o período do
projeto mais 2 anos.
A distância média do transporte do composto será verificada a partir do recibo
de pagamento para distribuição do composto quando da aplicação do mesmo no
solo ou a partir de nota de venda do composto no caso de comercialização.
Para o cálculo ex-ante das reduções de emissões foi considerada, de maneira
conservadora, a distância média de transporte do composto de 200 km para
todas as granjas. Para a atividade do projeto a distância média para a aplicação
do composto no solo é de 5 km e para comercialização, de no máximo 185 km
(ver B.2).
EFCO2,grid
t CO2/MWh
Fator de emissão de CO2 da rede no ano y
50
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Fonte do dado
utilizado:
Valor:
Descrição dos métodos
de medida e
procedimentos para
serem aplicados:
Procedimentos de
GQ/CQ que serão
aplicados:
Comentários:
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor:
Descrição dos métodos
de medida e
procedimentos para
serem aplicados:
Procedimentos de
GQ/CQ que serão
aplicados:
Comentários:
http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/307492.html
0,1635
Coeficiente calculado pela Comissão Interministerial de Mudança Global do
Clima – CIMGC, AND brasileira, considerando o método de análise do
despacho apresentado pela Ferramenta para calcular o fator de emissão para um
sistema de eletricidade (“Tool to calculate the emission factor for an electricity
system”) conforme descreve a nota de esclarecimento da mesma instituição em
http://www.mct.gov.br/upd_blob/0024/24562.pdf. Os dados utilizados serão
arquivados eletronicamente durante o projeto mais 2 anos.
O coeficiente de emissão será obtido diretamente do site da CIMGC não
havendo para o participante do projeto meio de exercer GQ/CQ.
--Qy
Toneladas
Quantidade de dejeto tratado no ano y.
FATMA
A quantidade de dejetos em cada granja foi calculada considerando o número
de animais existentes em cada granja e a produção de dejetos por tipo de suíno
definido pela FATMA. Os valores da FATMA aplicados são: Porcas gestação:
0,0162 ton/dia; Porcas lactação: 0,027 ton/dia; Cachaço: 0,009 ton/dia; Creche:
0,0014 ton/dia e Terminação (25-100kg): 0,007 ton/dia.
O monitoramento da quantidade de dejeto enviado para o sistema de
compostagem mecanizada será realizado em cada granja através da instalação
de um medidor de vazão tipo calha Parshall 3” com sensor ultra-sônico, ligado
a um controlador. Os dados de vazão serão armazenados em um data logger
modelo Log Box ligado ao controlador, que permitirá a coleta e armanezamento
periódico de dados. Os dados armazenados serão semanalmente transferidos
para um PC em formato de relatório através de conexão USB. Além dos
registros do data logger, o responsável da granja deverá realizar semanalmente
o registro nos formulários 1.A (UPL) ou 1.B (UT) da vazão de dejetos
acumulada, especificando qual a leira que recebeu esses dejetos. Mensalmente
os todos os dados obtidos do data logger e os formulários com as vazões
acumuladas serão enviados para os técnicos da Clean Consultoria Ambiental,
que ficarão responsáveis por realizar uma verificação cruzada das informações
e arquivar os dados em um banco de dados único do projeto. Os dados serão
arquivados eletronicamente durante o período de crédito do projeto mais 2
anos.
O medidor de vazão e seus dispositivos estarão regularmente em
manutenção/calibração sujeito aos padrões industriais apropriados e/ou
especificações do fabricante para assegurar a precisão das medições.
Para o cálculo ex-ante das reduções de emissões, a quantidade de dejetos
enviados para o sistema de compostagem mecanizada no ano y, em cada granja,
foi determinado considerando a produção de dejetos por tipo de suíno definida
51
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
pela FATMA (IN 11). No caso especial das matrizes, conforme informações da
Seara Alimentos S.A., consideraram-se 20% dos animais em lactação e 80%
dos animais em gestação.
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor:
Descrição dos métodos
de medida e
procedimentos para
serem aplicados:
Procedimentos de
GQ/CQ que serão
aplicados:
Comentários:
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor:
Descrição dos métodos
de medida e
procedimentos para
serem aplicados:
Procedimentos de
GQ/CQ que serão
aplicados:
Teor de oxigênio
%
Teor médio de oxigênio dentro da massa em compostagem
Proponente do projeto
--O teor de oxigênio na massa em compostagem será monitorado pelo
responsável da granja através de campanhas de amostragem, conforme prevê o
plano de amostragem apresentado no Anexo 4. Em cada campanha serão
realizadas 3 medições em pontos distintos da leira. Todos os valores serão
registrados no Formulário 3 e o valor médio será adotado. O teor de oxigênio
será definido individualmente para cada leira de compostagem. O equipamento
utilizado é o medidor portátil modelo OX-415 da marca Riken Keiki e,
conforme preconizado pela metodologia aplicada, possui mangueira de 1 metro
para introdução no interior da massa. Mensalmente os formulários preenchidos
serão enviados para os técnicos da Clean Consultoria Ambiental, que ficarão
responsáveis por conferir as informações registradas, calcular o teor de
oxigênio médio, digitalizar e arquivar os dados em um banco de dados único do
projeto. Os dados monitorados serão arquivados eletronicamente durante o
período do projeto mais 2 anos.
O medidor portátil de teor de oxigênio estará regularmente em
manutenção/calibração sujeito aos padrões industriais apropriados e/ou
especificações do fabricante para assegurar a precisão das medições.
O teor de oxigênio será monitorado para observar a qualidade do processo de
compostagem e determinar o fator de emissão do processo (EFcomposting).
EFcomposting
g CH4/kg dejeto tratado em base úmida.
Fator de emissão para compostagem de dejetos
AMS-III.F, versão 10
4
O fator de emissão para a compostagem de dejetos será determinado de acordo
com o resultado do monitoramento do teor de oxigênio no interior da massa em
compostagem. Se o resultado do teor de oxigênio no interior da massa em
compostagem for inferior a 8%, o valor do fator de emissão (EFcomposting)
adotado será de 4 g CH4/kg de dejeto tratado. Se o teor de oxigênio no interior
da massa em compostagem for superior a 8%, o valor do fator de emissão
(EFcomposting) adotado será igual a zero. Os dados utilizados serão arquivados
eletronicamente durante o projeto mais 2 anos.
Conferência simples da determinação do fator de emissão a partir do teor de
oxigênio para evitar erros grosseiros.
52
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Comentários:
Para o cálculo ex-ante de reduções de emissões, de maneira conservadora é
adotado o valor de 4 g CH4/kg dejeto tratado em base úmida.
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor:
Descrição dos métodos
de medida e
procedimentos para
serem aplicados:
Temperatura do processo de compostagem
ºC
Temperatura durante a compostagem
Medidas no local
Procedimentos de
GQ/CQ que serão
aplicados:
Comentários:
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor:
Descrição dos métodos
de medida e
procedimentos para
serem aplicados:
De 18ºC a 70ºC
A temperatura da massa em compostagem será monitorada pelo responsável da
granja o qual deverá uma vez por semana medir a temperatura da massa em
compostagem em três pontos distintos utilizando um termohigrômetro digital
modelo HD 2301 com sonda do tipo HP 475ACR da Delta OHM, cuja haste
deverá ser introduzida na leira de compostagem. Todas a temperaturas medidas
e o valor médio deverão ser registradas no Formulário 1.A (UPL) ou
Formulário 1.B (UT). Mensalmente os formulários preenchidos serão enviados
para os técnicos da Clean Consultoria Ambiental, que ficarão responsáveis por
conferir as informações registradas, determinar o perfil de temperatura,
digitalizar e arquivar os dados em um banco de dados único do projeto. Os
dados monitorados serão arquivados eletronicamente durante o período do
projeto mais 2 anos.
O termohigrômetro digital estará regularmente em manutenção/calibração
sujeito aos padrões industriais apropriados e/ou especificações do fabricante
para assegurar a precisão das leituras de temperatura.
As leituras serão realizadas pelo menos 24 horas após a adição de dejetos ao
substrato e revolvimento da massa em compostagem pela unidade mecanizada.
As medidas de temperatura da massa em compostagem serão utilizadas para
determinação de um perfil de temperatura ao longo do processo de
compostagem o qual será considerado satisfatório caso o perfil indique um
aumento da temperatura ambiente (18ºC) até 50-70ºC, a permanência desta
temperatura por 4 a 7 semanas e o declínio até a temperatura ambiente. Caso
durante o processo se observe baixa variação de temperatura, o sistema
mecanizado será acionado para revolver a massa em compostagem para
assegurar que as condições aeróbias estarão presentes durante todo o tempo.
Umidade no processo de compostagem
%
Umidade durante a compostagem
Medidas no local
40% a 50%
A umidade da massa em compostagem será monitorada pelo responsável da
granja o qual deverá uma vez por semana realizar uma inspeção visual de modo
a verificar se a massa em compostagem está muito seca (desfazendo-se na mão)
ou muito úmida (com gotejamento de líquido) e medir a umidade em três
pontos distintos utilizando um termohigrômetro digital modelo HD 2301 com
sonda do tipo HP 475ACR da Delta OHM, cuja haste deverá ser introduzida na
53
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Procedimentos de
GQ/CQ que serão
aplicados:
Comentários:
Dado/Parâmetro:
Unidade do dado:
Descrição:
Fonte do dado
utilizado:
Valor:
Descrição dos métodos
de medida e
procedimentos para
serem aplicados:
Procedimentos de
GQ/CQ que serão
aplicados:
Comentários:
leira de compostagem. Todas as leituras de umidade realizadas e o valor médio
deverão ser registradas no Formulário 1.A (UPL) ou no Formulário 1.B (UT).
Mensalmente os formulários preenchidos serão enviados para os técnicos da
Clean Consultoria Ambiental, que ficarão responsáveis por conferir as
informações registradas, determinar a umidade média, digitalizar e arquivar os
dados em um banco de dados único do projeto. Os dados monitorados serão
arquivados eletronicamente durante o período do projeto mais 2 anos.
O termohigrômetro estará regularmente em manutenção/calibração sujeito aos
padrões industriais apropriados e/ou especificações do fabricante para
assegurar a precisão das leituras de umidade.
As leituras serão realizadas pelo menos 24 horas após a adição de dejetos ao
substrato e revolvimento da massa em compostagem pela unidade mecanizada.
Caso a umidade seja superior a 50% o sistema mecanizado será novamente
acionado para revolver a massa em compostagem para assegurar que as
condições aeróbias estarão presentes durante todo o tempo.
Aplicação do composto no solo para fins agrícolas
Frequência numérica
Contagem de remoção de composto do sistema de tratamento e descrição da
aplicação no solo.
Proponente do projeto
--Aplicação no composto no solo para fins agrícolas será monitorada pelo
responsável da granja, que deverá registrar no Formulário 2 a data de retirada
do composto do sistema de tratamento para aplicação no solo e as condições insitu de aplicação. O responsável da granja deverá fornecer algumas evidências
fotográficas da aplicação do composto no solo e anexar ao Formulário 2.
Mensalmente todos os formulários preenchidos e os documentos anexados
serão enviados para os técnicos da Clean Consultoria Ambiental, que ficarão
responsáveis por verificar todas as informações e arquivar os dados em um
banco de dados único do projeto. Os dados serão arquivados eletronicamente
durante o período de crédito do projeto mais 2 anos.
Verificação das fotos anexas ao Formulário 2.
O composto final será ou aplicado no solo em lavouras/pastagens próprias ou
comercializado com empresas da região. De acordo com Kiehl (1998), após 120
dias de compostagem, tempo adotado para a atividade do projeto, o composto é
considerado estabilizado e sua aplicação não resultará em emissões residuais de
metano.
54
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
B.7.2
Descrição do plano de monitoramento:
O monitoramento das variáveis do projeto será realizado através de dispositivos eletrônicos e pelos
responsáveis de cada granja. Ao total são 15 variáveis, da quais 12 são realmente monitoradas e 3 são
calculadas ou indiretamente determinadas. A FIGURA 6 a seguir apresenta as variáveis monitoradas e o
responsável por cada uma delas.
FIGURA 6 – ORGANOGRAMA DE MONITORAMENTO DAS VARIÁVES
O plano de monitoramento do projeto é descrito a seguir. No Anexo 4 são apresentados (i) um quadroresumo com os procedimentos detalhados do monitoramento e (ii) o plano de amostragem para o teor de
oxigênio na massa em compostagem.
Todos os dados monitorados serão gerenciados por técnicos da Clean Consultoria Ambiental. O número
de dias em que o sistema está operacional (ndy) será monitorado pelo responsável da granja através do
preenchimento diário do Formulário 1.A (para granjas em UPL) e Formulário 1.B (para granjas em UT).
O responsável da granja deverá registrar se houve paralisação do sistema de compostagem, e quando da
paralisação, o que foi realizado com os dejetos.
O número de dias de vida dos animais (Nda,y) nas granjas em Unidades de Produção de Leitões - UPLs
(Granja Dal Bó, Agroter, Rosalia Schmidt, Pecrismar e Granja Pizzatto), será sempre igual a 365 dias,
justificado pelo alojamento de um número de animais igual à capacidade máxima da granja durante todos
os dias do ano. Nas demais granjas, Unidades de Terminação – UTs (Granja Betiolo, Lauri Cherini,
Granja Santa Madre Paulina e Jederson Vinicios Marchetti), o número de dias de vida dos animais será
monitorado pelo responsável da granja através do registro semanal, no Formulário 1.B, do tempo de
alojamento dos animais em creche (quando estes são transferidos para terminação) e do tempo de
alojamento dos animais na terminação (quando estes deixam a granja para o abate).
55
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
O número de animais do tipo LT produzidos anualmente (Np,y) nas UPLs será monitorado pelo
responsável da granja através do registro semanal no Formulário 1.A do número de matrizes e cachaços
alojados no confinamento. O número de animais considerado para o cálculo das reduções de emissões
será igual à média do número de animais registrados durante o ano. Nas UTs o número de animais
produzidos será monitorado pelo responsável da granja através do registro semanal no Formulário 1.B do
número de animais transferidos da creche para a terminação e o número de animais terminados que saem
da granja para o abate.
A quantidade de composto produzido (Qy,treatment) será monitorada através da pesagem dos veículos
utilizados para o transporte do composto em plataformas de pesagem, antes e depois de carregados.
Conforme apresentado anteriormente, é esperado que haja a retirada de composto a cada 60 dias. A data
de carregamento, o peso do veículo vazio e o peso do veículo carregado com composto serão registrados
pelo responsável da granja no Formulário 2, toda vez que houver a retirada de composto. A capacidade
média do caminhão para transporte do composto (CTy,treatment) também será monitorada através do
Formulário 2, onde o responsável da granja deverá registrar toda vez que houver a retirada de composto,
o veículo utilizado e a capacidade de transporte do mesmo. A capacidade média do caminhão será
calculada a partir do registro da capacidade individual de todos os caminhões utilizados para o transporte
do composto. O Formulário 2 será utilizado ainda para registrar o destino final do composto (aplicação
no solo ou comercialização), a distância total percorrida pelo veículo de transporte entre a unidade de
compostagem e o destino final e as condições de aplicação do composto no solo. A distância média para
transporte do composto (DAFtreatment) será calculada a partir do registro da distância média em cada
transporte do composto. Para realizar uma verificação cruzada da quantidade de composto produzido e da
distânica percorrida pelo veículo de transporte, o responsável da granja deverá anexar ao Formulário 2 os
recibos de pagamento do transporte do composto, no caso de aplicação no solo, ou as notas de venda do
composto, no caso de comercialização. Por fim, durante a aplicação do composto produzido no solo,
deverá ser registrado as condições in-situ de aplicação e anexado evidências fotográficas.
A quantidade de dejetos enviados anualmente para o sistema de compostagem (Qy) será determinada em
cada granja através da instalação de um medidor de vazão tipo calha Parshall 3” com sensor ultra-sônico,
ligado a um controlador. Os dados de vazão serão armazenados em um data logger modelo Log Box,
ligado ao controlador, que permitirá a coleta e armazenamento periódico de dados. Semanalmente o
responsável da granja irá transfeirir os dados armazenados para um computador em formato de relatório
através de conexão USB. Além dos registros do data logger, o responsável da granja registrará
semanalmente, no Formulário 1.A (para UPL) ou no Formulário 1.B (para UT), a vazão de dejetos
acumulada, especificando qual a leira que recebeu esses dejetos. A quantidade de dejetos brutos tratados
anualmente será calculada a partir da soma das vazões medidas semanalmente, considerando, de maneira
conservadora, a densidade dos dejetos igual a 1 kg/l para determinar a quantidade em toneladas.
O teor de oxigênio na massa em compostagem, utilizado para determinar o fator de emissão de metano
para compostagem de dejetos (EFcomposting), será monitorado pelo responsável da granja através de
campanhas de amostragem com 90% de confiança e 10% de margem de erro, conforme apresentado no
plano de amostragem no Anexo 4. As campanhas serão realizadas individualmente em cada leira dos
galpões. Os resultados das medições serão registrados no Formulário 3 e o valor médio será adotado para
a leira em questão. As medições do teor de oxigênio serão realizadas utilizando-se o detector de oxigênio
portátil modelo OX-415 da marca Riken Keiki com uma mangueira de 1 metro de comprimento e uma
ponteira para permitir o acesso no interior da massa. O fator de emissão de metano aplicado durante o
processo de compostagem será determinado pelos técnicos da Clean Consultoria Ambiental a partir do
56
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
resultado do teor de oxigênio no interior da massa. Caso o teor de oxigênio seja inferior a 8%, o valor do
fator de emissão adotado será de 4 g CH4/kg de dejeto tratado, caso o teor de oxigênio no interior da
massa em compostagem seja superior a 8%, o valor do fator de emissão adotado será igual a zero.
A temperatura e a umidade da massa em compostagem serão monitoradas pelo responsável da granja
através de um termohigrômetro digital modelo HD 2301 com sonda do tipo HP 475ACR da Delta OHM,
introduzindo-o no interior da leira. Semanalmente serão realizadas três leituras em pontos distintos da
leira e determinado a temperatura e a umidade média. As leituras serão realizadas pelo menos 24 horas
após a adição de dejetos ao substrato e revolvimento da massa em compostagem pela unidade
mecanizada. Todos os valores observados e a média calculada serão registrados no Formulário 1.A
(UPL) ou no Formulário 1.B (UT). No caso da umidade, o responsável da granja deverá ainda verificar
através de inspeção visual se a massa em compostagem está muito seca (desfazendo-se na mão) ou muito
úmida (com gotejamento de líquido). Todas as informações serão enviadas mensalmente para os técnicos
da Clean Consultoria Ambiental que ficarão responsáveis por avaliar o perfil de temperatura ao longo do
tempo e o teor de umidade, os quais poderão orientar o acionamento do sistema de compostagem em
uma frequência maior de vezes de modo a garantir condições aeróbias do processo de compostagem
estejam sempre presentes.
Os sólidos voláteis efluentes no sistema de tratamento para animais do tipo LT (VSLT,y) e o número de
animais do tipo LT (NLT,y) serão calculados por técnicos da Clean Consutoria Ambiental.
O consumo de eletricidade devido à atividade do projeto não será monitorado. Os equipamentos
instalados serão considerados em pleno funcionamento (8.760 horas/ano). A potência das unidades
mecanizadas de compostagem e das moto-bombas foram apresentadas à EOD. Se ocorrer alguma
mudança na capacidade instalada durante o período de créditos a potência mais atual deverá ser aplicada
para definir o consumo anual de eletricidade e consequentemente as reduções de emissões para o ano
corrente. Além da eletricidade consumida pelos equipamentos é considerado um consumo adicional de
10% referente à perda no sistema de distribuição. O fator de emissão da rede (EFCO2,grid) foi calculado
pela AND brasileira como a combinação marginal (CM), a qual consiste na combinação da Margem de
Operacional (OM) e Margem de Construção (BM), seguindo os procedimentos descritos na metodologia
AMS-I.D,
parágrafo
12(a).
O
cálculo,
disponível
em:
http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/307492.html, usou a Análise de Dados Despachados para
Margem Operacional. O fator de emissão da Margem de Construção foi determinado utilizando a média
ponderada do fator de emissão da geração para todas as unidades de geração durante o ano mais recente
para o qual os dados de geração de energia estavam disponíveis. Assim, o fator de emissão de 0,1635
tCO2/MWh, disponível no início da validação, foi adotado somente para estimar as emissões do consumo
de eletricidade esperado para a atividade do projeto durante o período de créditos. Esse valor deverá ser
atualizado pelos técnicos da Clean Consultoria Ambiental através do site da AND brasileira de acordo
com os dados mais recentes disponibilizados no momento do processo de verificação.
Os modelos dos formulários utilizados (Formulário 1.A, Formulário 1.B, Formulário 2 e Formulário 3)
foram disponibilzados para a EOD durante a validação do projeto.
Os técnicos da Clean Consultoria Ambiental serão responsáveis por, mensalmente, receber conferir,
digitalizar e arquivar para um banco de dados único do projeto todos os formulários preenchidos e
documentos coletados (recibos, notas fiscais, fotos, etc.) de todas as granjas. Os técnicos da Clean
57
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Consultoria Ambiental também serão responsáveis por calcular a quantidade de composto produzido (Qy,
treatment), a capacidade média dos caminhões (CTy, treatment), a distância média (DAFtreatment); determinar o
perfil de temperatura do processo de compostagem; calcular a quantidade de sólidos voláteis dos animais
por tipo (VSLT,y) e o número médio de animais (NLT,y); atualizar o fator de emissão da rede (EFCO2,grid) a
partir de consulta junto à AND brasileira; determinar o fator de emissão para a compostagem
(EFcomposting); e, finalmente, calcular as reduções de emissões. Todos dados serão arquivados pelo período
de crédito mais 2 anos.
As emissões ex-post da linha de base (BE) e do projeto (PE) serão integradas em planilhas Excel a partir
dos dados monitorados. Conforme apresentado acima, as variáveis são monitoradas diariamente,
semanalmente e algumas integradas mensalmente. O teor de oxigênio na massa em compostagem será
monitorado de acordo com plano de amostragem. Mensalmente todos os dados monitorados serão
enviados para os técnicos da Clean Consultoria Ambiental os quais serão responsáveis por conferi-los e
digitá-los nas planilhas Excel. Tanto as emissões ex-post da linha de base quanto as emissões da
atividade do projeto serão integradas anualmente. Um arquivo Excel único com o modelo da planilha de
cálculo que será utilizado para integrar as emissões ex-post da linha de base e do projeto foi
disponibilizado para a EOD. O arquivo contém sete planilhas: três planilhas principais, para o cálculo das
emissões da linha de base, as emissões do projeto e as reduções de emissões, e quatro planilhas
auxiliares. As planilhas principais contêm uma estrutura semelhante à planilha de cálculo das reduções
de emissões ex-ante aplicada para o cálculo a partir dos dados monitorados. As planilhas auxiliares à
planilha principal para o cálculo das emissões da linha de base são utilizadas para calcular, auxiliar e/ou
determinar (i) do número de dias de operação do sistema de tratamento proposto (ndy) e (ii) o número
médio anual de animais (NLT,y). As planilhas auxiliares à planilha principal para o cálculo das emissões
do projeto são utilizadas para calcular, auxiliar e/ou determinar (i) as emissões do transporte incremental
(PEy,transp) e (ii) as emissões de metano durante o processo de compostagem (PEy,compo). Em cada granja,
para o cálculo das emissões ex-post da linha de base, diariamente será registrado se houve paralisação do
sistema, e semanalmente o número de animais produzidos e o número de dias de vida, este último apenas
no caso das Unidades de Terminação (UTs). Para o cálculo das emissões ex-post do projeto, toda vez que
houver retirada de composto das granja serão registradas a quantidade de composto produzido
(Qy,treatment), a capacidade média do veículo utilizado para transporte do composto (CTy,treatment) e a
distância média percorrida entre a unidade de compostagem e o local de destino final (DAF,treatment). Estes
dados serão integrados mensalmente e depois anualmente na planilha de emissões do transporte
incremental. Na última planilha do arquivo Excel será registrada a quantidade de dejetos tratados
mensalmente em cada uma das duas leiras de compostagem, determinada a partir dos dados armazenados
semanalmente no data logger e dos registros do responsável da granja. Nesta mesma planilha também
serão preenchidos os valores do fator de emissão para compostagem (EFcomposting) para cada leira, e
realizado automaticamente a determinação das emissões de metano durante o processo de compostagem.
Estas emissões serão integradas anualmente. Os processos de compostagem que iniciarem em um ano e
terminarem no ano seguinte serão todos integrados no ano seguinte.
Todos os equipamentos instalados e utilizados nas granjas para o monitoramento das variáveis passarão
por manutenção periódica conforme especificação dos fabricantes e serão calibrados a cada 3 anos, de
acordo com o parágrafo 17 (c) das “Diretrizes gerais para metodologias de MDL de projetos de pequena
escala”, versão 16 (EB59, anexo 9). As especificações técnicas de todos os equipamentos do projeto
encontram-se no Anexo 4.
58
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Inspeções no local, em cada granja individual, para cada período de verificação, também serão realizadas
para verificar se o plano de monitoramento esta sendo executado corretamente.
O treinamento sobre a operação do equipamento de compostagem será realizado em cada granja no final
de sua instalação. O monitoramento sobre os procedimentos de monitoramento e geração de créditos de
carbono será realizado em dezembro de 2012.
B.8
Data do término da aplicação da linha de base e metodologia de monitoramento e o nome
da(s) pessoa(s)/entidade(s) responsável:
Data de término da aplicação da linha de base e metodologia monitoramento:
29/04/2011
Nome da pessoa/ entidade responsável:
Fernando Weigert Machado
[email protected]
ADD Consultoria
Rua Capitão Souza Franco, 848 cj 133
Curitiba - PR - CEP: 80.730-420 - Brasil
+55 41 3339-0946
[email protected]
A ADD Consultoria não é participante da atividade do projeto proposto.
SEÇÃO C.
C.1
Duração da atividade de projeto/ período de créditos
Duração da atividade de projeto:
C.1.1. Data de início da atividade de projeto:
A data de início do projeto é 22/06/2010, quando ocorreu a compra das primeiras unidades mecanizadas
de compostagem da FAST (FAST SC 6000) por parte das granjas Granja Dal Bó e Agroter. Esta data foi
escolhida porque atende rigorosamente a definição da data de início do projeto conforme o Glossário de
termos do MDL, versão 05, ou seja, é a data mais cedo de que uma ação real da atividade do projeto
iniciou e é a data na qual os participantes do projeto se comprometem com despesas relacionadas com a
construção da atividade do projeto. Para evidenciar esta data foram fornecidos à EOD a nota fiscal de
compra dos equipamentos de compostagem das granjas citadas.
C.1.2. Expectativa da vida útil da atividade de projeto:
A vida útil esperada para a atividade do projeto é de 15 anos.
59
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
C.2
Escolha do período de créditos e informação relacionada:
C.2.1. Período de créditos renovável
C.2.1.1.
Data de início do primeiro período de créditos:
31/12/2012, na data de registro da atividade do projeto ou o que acontecer por último
C.2.1.2.
Duração do primeiro período de créditos:
7 anos e 0 meses .
C.2.2. Período de créditos fixo:
C.2.2.1.
Data de início:
C.2.2.2.
Duração:
Não se aplica.
Não se aplica.
SEÇÃO D.
Impactos ambientais
D.1.
Se exigido pela Parte anfitriã, documentação sobre análise dos impactos ambientais da
atividade de projeto:
De acordo com a Instrução Normativa nº 11 (IN 11) da Fundação do Meio Ambiente – FATMA, órgão
ambiental do estado de Santa Catarina, para obtenção de licenciamento ambiental é necessário apenas a
apresentação de projeto técnico com tempo de armazenamento de 120 dias (esterqueira, bioesterqueiras,
lagoas etc.), desenvolvido por profissional técnico habilitado. Não é necessário a realização de estudo de
impacto ambiental. Todas as granjas envolvidas na atividade do projeto já obtiveram da FATMA as
licenças de instalação.
D.2.
Se os impactos ambientais são considerados significativos pelos participantes do projeto ou
pela Parte anfitriã, favor fornecer conclusões e todas as referências para subsidiar a documentação
de uma avaliação de impacto ambiental realizada de acordo com os procedimentos exigidos pela
Parte anfitriã:
Os impactos ambientais da atividade do projeto são considerados positivos, uma vez que melhoram as
práticas de tratamentos de dejetos provenientes da atividade agro-industrial além das exigências dos
órgãos ambientais. A atividade do projeto não apresenta impactos transfronteiriços. Os principais
impactos positivos são a melhora no tratamento e estabilização da matéria orgânica para posterior
60
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
aplicação no solo, redução dos riscos de escoamento superficial do dejeto e lixiviação do solo,
diminuição de odores e combate à proliferação de vetores.
SEÇÃO E.
>>
Comentários das partes interessadas
E.1.
Breve descrição de como os comentários das partes interessadas locais foram convidados e
compilados:
As partes interessadas foram convidadas por escrito a partir de cartas-convite com pedido de aviso de
recebimento conforme determina a Resolução n º de 05 de março de 2008 da Comissão Interministerial
de Mudança Global do Clima (AND brasileira), publicada no Diário Oficial da República Federativa do
Brasil de 31 de março de 2008.
De acordo com a referida Resolução, a carta-convite esclarece às partes interessadas o nome do projeto, o
tipo e atividade do projeto, informa o endereço eletrônico para consulta do projeto e a sua contribuição
para a sustentabilidade ambiental e disponibiliza o endereço para solicitação por escrito de cópia
impressa do projeto.
Os convites foram realizados dia 27/04/2011. O DCP foi disponibilizado para consulta no site
www.addconsultoria.com na mesma data dos convites. As seguintes partes interessadas foram
convidadas:
Índice
Entidade
1
Prefeitura Municipal de Arvoredo
2
Câmara Municipal de Arvoredo
3
Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Arvoredo
4
Câmara de Dirigentes Lojistas de Arvoredo
5
Prefeitura Municipal de Capinzal
6
Câmara Municipal de Capinzal
7
Secretaria da Agricultura, Indústria, Comércio, Turismo e Meio Ambiente
de Capinzal
8
Associação Comercial e Industrial do Baixo Vale do Rio do Peixe
9
Prefeitura Municipal de Concórdia
10
Câmara Municipal de Concórdia
11
Secretaria Municipal de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Meio
61
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Ambiente de Concórdia
12
Associação Comercial e Industrial de Concórdia
13
Associação Catarinense de Criadores de Suínos
14
Prefeitura Municipal de Faxinal dos Guedes
15
Câmara Municipal de Faxinal dos Guedes
16
Secretaria da Agricultura de Faxinal dos Guedes
17
Sindicato Rural de Faxinal dos Guedes
18
Prefeitura Municipal de Guatambu
19
Câmara Municipal de Guatambu
20
Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Guatambu
21
Associação Comercial de Guatambu
22
Prefeitura Municipal de Lindóia do Sul
23
Câmara Municipal de Lindóia do Sul
24
Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Lindóia do Sul
25
Associação de Agricultores de Lageado dos Pinheiro
26
Prefeitura Municipal de Marema
27
Câmara Municipal de Marema
28
Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Marema
29
Prefeitura Municipal de Xavantina
30
Câmara Municipal de Xavantina
31
Secretaria da Agricultura, Industria e Comércio de Xavantina
32
Associação Comercial e Industrial de Xavantina
33
Fundação do Meio Ambiente – FATMA (Florianópolis)
34
Fundação do Meio Ambiente – FATMA (Chapecó)
35
Fórum Brasileiro de ONGs
36
Ministério Público de Santa Catarina
37
Ministério Público Federal
62
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
E.2.
>>
Resumo dos comentários recebidos:
E.3.
>>
Relatório de como foi considerado os comentários recebidos:
63
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Anexo 1
DADOS PARA CONTATO DOS PARTICIPANTES DA ATIVIDADE DE PROJETO
Organização:
Rua/Caixa postal:
Prédio:
Cidade:
Estado/Região:
CEP:
País:
Telefone:
FAX:
E-Mail:
URL:
Representado por:
Título:
Saudação:
Ùltimo nome:
Nome do meio:
Primeiro nome:
Departamento:
Celular:
FAX pessoal:
Tel pessoal:
E-Mail pessoal:
Clean Consultoria Ambiental
Rua Dona Linda Santos, 49
--Capinzal
Santa Catarina
89.665-000
Brasil
+ 55 49 3555-5152
+ 55 49 3555-5152
------Gerente
Sr.
Zanella
Soares
Etiberê
[email protected]
64
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Anexo 2
INFORMAÇÃO SOBRE FINANCIAMENTO PÚBLICO
Não há financiamento público para o desenvolvimento do projeto.
65
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Anexo 3
INFORMAÇÃO DA LINHA DE BASE
66
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Anexo 4
INFORMAÇÃO DO MONITORAMENTO
As variáveis monitoradas são apresentadas na seção B.7.1 e os procedimentos do plano de
monitoramento são descritos na seção B.7.2.
A seguir são apresentados (i) o quadro-resumo dos procedimentos para a realização do monitoramento;
(ii) os plano de amostragem para a determinação do teor de oxigênio no interior da massa em
compostagem; (iii) os layouts dos confinamentos de cada uma das granjas; e (iv) as especificações
técnicas dos equipamentos utilizados no projeto e no monitoramento.
67
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Procedimentos para o monitoramento:
ID
DADO
DESCRIÇÃO
UNIDADE
MEDIDO(M) OU
CALCULADO (C)
RESPONSÁVEL
1
ndy
Número de dias de
operação do sistema
Número
M
Responsável da
granja
2
Nda,y
Número de dias de vida
dos animais na
propriedade
Dias
M
Responsável da
granja
3
Np,y
Número de animais
produzidos
Número
M
Responsável da
granja
4
Qy,treatment
Quantidade de composto
produzido
Toneladas
M
Responsável da
granja
5
CTy,treatment
Capacidade média do
caminhão
Ton/
caminhão
M
Responsável da
granja
km
M
nt
Distância de transporte
do composto
Responsável da
granja
7
Aplicação
final do
composto
Contagem de remoção de
composto e descrição do
destino final do mesmo
Frequência
numérica
M
Responsável da
granja
8
Qy
Quantidade de dejeto
bruto tratado
Toneladas
M
Dispositivos
eletrônicos
9
Teor de
oxigênio
Teor de oxigênio na
massa em compostagem
%
M
Dispositivos
eletrônicos
6
DAFy,treatme
68
PROCEDIMENTOS
Documentar diariamente no Formulário 1.A (UPL) ou no Formulário 1.B (UT) se
a unidade de compostagem operou ou ficou paralisada, e nesse caso explicar o
que foi realizado com os dejetos.
O número de dias de vida dos animais para as Unidades de Produção de Leitões UPLs (Granja Dal Bó, Agroter, Rosalia Schmidt, Pecrismar e Granja Pizzatto)
será sempre igual a 365 dias. Nas Unidades de Terminação – UTs (Granja
Betiolo, Lauri Cherini, Granja Santa Madre Paulina e Jederson Vinicios
Marchetti), registrar semanalmente no Formulário 1.B o tempo de alojamento dos
animais em creche e o tempo de alojamento dos animais na terminação.
Nas granjas em UPL registrar semanalmente no Formulário 1.A o número de
animais alojados no confinamento. Para as granjas em UT registrar semanalmente
no Formulário 1.B o número de animais transferidos da creche para a terminação
e o número de animais terminados que saem da granja.
Registrar no Formulário 2, toda vez que houver a retirada de composto, a data de
carregamento, o peso do veículo vazio e o peso do veículo carregado com
composto. Calcular o peso do composto produzido. Anexar ao Formulário 2 os
recibos de pagamento do transporte do composto, no caso de aplicação no solo,
ou as notas de venda do composto, no caso de comercialização.
Registrar no Formulário 2, toda vez que houver a retirada de composto, o veículo
utilizado e a capacidade de transporte do mesmo.
Registrar no Formulário 2, toda vez que houver a retirada de composto, a
distância percorrida no transporte do composto da unidade de compostagem até
local de destino final do composto (aplicação no solo ou comercialização).
Documentar no Formulário 2, quando o composto produzido for destinado para a
aplicação no solo, as condições de aplicação do composto no solo. Anexar
evidências fotográficas.
Coletar semanalmente os dados de vazão acumulada no data logger ligado ao
sistema de medição de vazão, transferir para um computador em formato de
relatório através de conexão USB e registrar no Formulário 1.A (para UPL) ou no
Formulário 1.B (para UT), a vazão de dejetos acumulada, especificando qual das
duas leiras do galpão recebeu esses dejetos.
Medir o teor de oxigênio no interior da massa em compostagem de acordo com o
número de amostras e procedimentos determinados pelo plano de amostragem
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
apresentado no Anexo 4. Registrar os resultados das medições no Formulário 3..
Medir semanalmente a temperatura da massa em compostagem em três pontos
distintos utilizando um termohigrômetro digital cuja haste deverá ser introduzida
na leira de compostagem. Registrar todas as temperaturas medidas no Formulário
1.A (UPL) ou no Formulário 1.B (UT). Traçar o perfil da temperatura.
Realizar semanalmente uma inspeção visual de modo a verificar se a massa em
compostagem está muito seca (desfazendo-se na mão) ou muito úmida (com
gotejamento de líquido) e medir a umidade em três pontos distintos utilizando um
termohigrômetro digital cuja haste deverá ser introduzida na leira de
compostagem. Registrar todas as leituras realizadas no Formulário 1.A (UPL) ou
no Formulário 1.B (UT). Calcular a umidade média.
10
Temperatura
da
compostagem
Temperatura durante a
compostagem
ºC
M
Dispositivos
eletrônicos
11
Umidade da
compostagem
Umidade durante a
compostagem
%
M
Dispositivos
eletrônicos
12
VSLT,y
Sólidos voláteis efluente
no sistema de tratamento
kg matéria
seca/animal/an
o
C
Calculado
Calcular a partir da Equação 2 do DCP.
13
NLT,y
Número médio de
animais
Número
C
Calculado
Calcular a partir da Equação 3 do DCP.
14
EFCO2,grid
Fator de emissão da rede
tCO2/MWh
M
Técnicos da Clean
Consultoria
Ambiental
Atualizar a partir dos dados mais atuais fornecidos pela AND brasileira.
(http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/307492.html).
EFcomposting
Fator de emissão pela
compostagem
g CH4/ kg
dejeto tratado
M
Técnicos da Clean
Consultoria
Ambiental
Determinar a partir do resultado do teor de oxigênio no interior da massa em
compostagem. Se o teor de oxigênio no interior da massa for inferior a 8% adotar
o valor de 4 g CH4/ kg dejeto tratado. Se o teor de oxigênio no interior da massa
for superior a 8% adotar o valor zero.
15
69
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
PLANO DE AMOSTRAGEM PARA DETERMINAR O TEOR DE OXIGÊNIO NA MASSA EM
COMPOSTAGEM
i. Objetivo da amostragem: O objetivo da amostragem é determinar o teor médio de oxigênio na massa
em compostagem, utilizado para determinar o fator de emissão de metano para compostagem de dejetos
(EFcomposting) durante o período de créditos, com 90% de confiança e 10% de margem de erro de acordo
com o especificado na metodologia AMS-III.F versão 10. O grau de confiabilidade apresentado será
alcançado através da coleta exata do número de amostras calculadas conforme apresentado no item (v) do
plano de amostragem.
ii. Objetivo das medições de campo e dados para serem coletados: Para a determinação do fator de
emissão de metano para compostagem de dejetos (EFcomposting) serão coletados em campo os dados do teor
de oxigênio na massa em compostagem. O teor de oxigênio será medido de maneira aleatória simples.
Definido o tamanho da amostra, os responsáveis de cada granja, através de analisadores de gás, irão
realizar as medições. Os valores serão registrados em um formulário e o valor médio será utilizado para
determinar o fator de emissão de metano para compostagem de dejetos (EFcomposting). O teor de oxigênio
será definido individualmente em cada uma das leiras do galpão de compostagem e em cada uma das
granjas envolvidas no projeto.
iii. População alvo e base de amostragem: A população é o teor de oxigênio na massa em
compostagem. O tamanho da população é de 120 elementos, ou seja, sendo o teor de oxigênio
determinado por dia, são 120 dias de período total de compostagem, dos quais em alguns dias serão
coletadas amostras para determinação do teor de oxigênio na massa em compostagem. A perspectiva do
teor de oxigênio, de acordo com o Guia de Manejo de Resíduos Sólidos da Agência de Proteção
Ambiental Americana (US-EPA), devido à boa areação promovida pelo revolvimento mecânico, é de
10%. portanto, considerando 10% de margem de erro, o erro esperado deverá ser de 1%.
iv. Método de amostragem: Para determinação do teor médio de oxigênio será aplicado o método de
Amostragem Aleatória Simples. A amostragem aleatória simples consiste na amostragem de um
subconjunto de observações, neste caso o teor de oxigênio, escolhido de um grande conjunto
(população). Cada observação é escolhida aleatoriamente e totalmente por acaso, tal que cada observação
tenha a mesma probabilidade de ser escolhida. Como cada elemento da população tem a mesma
probabilidade de ser selecionado na amostragem, o valor médio do teor de oxigênio de uma amostragem
aleatória é uma estimativa não tendenciosa da verdadeira média da população. Conforme apresentado
anteriormente, a amostragem será realizada indivualmente em cada uma das leiras do galpão.
v. Precisão desejada/ Variância esperada e tamanho da amostra: Para os dois primeiros processos de
compostagem, ou seja, para as duas primeiras leiras de compostagem a partir da data de registro do
projeto, o número de análises do teor de oxigênio na massa em compostagem terá o tamanho de 31
elementos. De acordo com o Teorema do Limite Central, a média amostral para amostras com 30 ou mais
elementos observados possui a média igual à média da população, justificando-se a metodologia
proposta. A partir do terceiro processo de compostagem, ou seja, terceira leira, o tamanho das amostras
será definido de acordo com a equação a seguir:
70
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
 Zs 
n= 
 ε 
2
(01)
Onde:
n – tamanho da amostra
Z – valor correspondente ao grau de confiança desejado, no caso 1,64 para 90% de confiança.
s – desvio padrão da amostra
ε – margem de erro da amostra, no caso 10%.
O valor do desvio padrão adotado na equação (01) será igual ao valor do desvio padrão das amostras
coletadas no primeiro processo de compostagem.
vi. Procedimentos para administrar a coleta de dados e minimizar erro não amostrais: Para a
determinação do teor de oxigênio na massa em compostagem, após a determinação do tamanho da
amostra a coleta das mesmas deve proceder da seguinte forma: numerar todos os dias do período de
compostagem e sortear aleatoriamente os dias em que o teor de oxigênio deverá ser analisado. A
quantidade de dias sorteados deverá ser igual ao tamanho da amostra. Nos dias sorteados, o teor de
oxigênio da massa em compostagem deverá ser medido e registrado no Formulário 3. O sorteio dos dias
será realizado individualmente em cada granja e será registrado através de uma relatório do sorteio.
Amostras descartadas por qualquer motivo também deverão ser documentadas no mesmo formulário, no
espaço determinado como observações gerais.
Conforme apresentado anteriormente, para as duas primeiras leiras de compostagem, o tamanho da
amostra para a determinação do teor de oxigênio na massa em compostagem deverá ser de 31 amostras,
ou seja, 31 medições do teor de oxigênio em cada leira.
Para garantir que os procedimentos apresentados serão realizados corretamente, logo antes da data de
registro do projeto, os responsáveis de cada granja serão treinados em campo pelos desenvolvedores do
projeto.
A expectativa é que a taxa de resposta do projeto seja máxima Para garantir tal performance, cada granja
irá dispor de um analisador do teor de oxigênio e a Clean Consultoria Ambiental irá disponibilizar mais
dois analisadores de reserva para o projeto caso haja problema eventuais com qualquer equipamento.
Além disso, todos os equipamentos passarão por processo de manutenção constante de acordo com as
especificações do fabricante.
Para garantir a qualidade da coleta de dados realizada, todas as amostras serão observadas em 3 pontos
diferentes ao longo da leira de compostagem em análise. Todos os valores serão registrados no
Formulário 3 e o valor médio dessas medições será adotado para determinar o fator de emissão de
metano para compostagem de dejetos (EFcomposting) da leira. Os dados do Formulários 3 serão digitalizados
e os formulários arquivados pelo período do projeto mais dois anos para verificação.
Em relação ao teor de oxigênio, sempre que o teor analisado for menor que 5% ou maior que 15%, ou
seja, fora do intervalo definido como adequado pela Agência de Proteção Ambiental Americana (US-
71
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
EPA), os valores deverão ser descartados e uma nova análise um dia aleatoriamente determinado deverá
ser realizada. Caso o resultado da nova análise continue fora do intervalo definido, deverá ser justificado
tecnicamente porque o teor de oxigênio observado esta abaixo de 5% ou acima de 15% para poder ser
utilizado. Tal ocorrência deverá ser registrada no Formulário 3 no espaço de observações gerais.
vii. Implementação: O cronograma de implementação do plano de amostragem prevê o início das
atividades antes do registro do projeto. O DCP está previsto para ser registrado em dezembro de 2012.
Nesse mês será realizado um treinamento pelos desenvolvedores do projeto junto aos responsáveis de
cada granja, no qual serão apresentados detalhes de como proceder com a medição do teor de oxigênio.
Uma semana antes do registro serão sorteadas os dias para realização da amostragem do teor de oxigênio.
Os responsáveis pelas granjas são prestadores de serviço para os produtores, porém sem qualquer
participação direta nos créditos de carbono do projeto o que evita o conflito de interesse.
Durante o processo de verificação, caso haja qualquer erro de amostragem para alguma leira de
compostagem ou caso a EOD observe que esteja havendo algum conflito de interesse, o valor de 4 g CH4
por kg de dejeto úmido tratado será aplicado como fator de emissão da compostagem para a respectiva
leira onde o erro foi observado ou para o ano corrente em verificação no caso de conflito de interesse.
72
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
LAYOUT DOS CONFINAMENTOS
Granja Dal Bó
Agroter
Rosalia Schmidt
Pecrismar
73
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Granja Pizzatto
Granja Betiolo
Granja Santa Madre Paulina
Lauri Cherini
74
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Jederson Vinicios Marchetti
75
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DOS EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NO MONITORAMENTO
ID
Equipamento
Foto
Unidade mecanizada de compostagem FAST
1
Modelo FAST SC 6000, Peso do equipamento:
1750 kg, Potência total instalada: 8,37 kW.
http://www.fastindustria.com.br
Calha Parshal
2
Calha Parshal com largura da garganta de 3”.
Vazão máxima: 193,68 m³/h; Vazão mínima: 2,88
m³/h. Constituído de fibra de vidro (30%)
impregnada com resina ortoftálica (70%).
Fabricante Ciasey.
Sistema de medição de vazão para calha
Parshall
3
Sensor ultra-sônico com alcance de 2,00 m,
conexão ao processo 1” (rosca BSP externa), 5
metros de cabo para comunicação com o módulo.
Fornecedor Ciasey.
76
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Módulo controlador para indicação e totalização
de vazão
4
4
Display em LCD numérico com teclado com: 01
entrada para sensor ultra-sônico; 01 saída para
perda de eco; 01 saída de 04 a 20 mA para
indicação da vazão e 01 saída de pulso para
totalização da vazão. Consumo 10 W. Temperatura
de operação: -30ºC a +50ºC. Fabricante Ciasey
Data logger
Data logger para aquisição e armazenamento de
dados com 01 entrada de pulso e 01 entrada 4-20
mA, comunicação via infra-red. Bateria de lithium
de 3,6 V. Software para programação e transmissão
de dados por infravermelho. Fabricante Novus.
Detector de oxigênio portátil
5
Detector de oxigênio portátil modelo OX-415
Detecta oxigênio em gases inertes. Princípio de
detecção: célula galvânica. Temperatura de
operação: 20-50ºC. Umidade de operação: abaixo
de 90%. Mangueira em espiral com 1 metro e
ponteiro de amostragem. Fabricante Riken Keiki.
Termohigrômetro digital
6
Termohigrômetro digital HD 2301 com sonda
combinada HP 475ACR de inox com sensor de
temperatura tipo Pt100. Faixa de temperatura de 40ºC a 150ºC. Faixa de umidade de 5% a 98%.
Fabricante Delta OHM.
77
FORMULÁRIO DO DOCUMENTO DE CONCEPÇÃO DE PROJETO (MDL-SSC-DCP) - Versão 03
MDL – Conselho Executivo
Plataforma de pesagem
Capacidade 40 toneladas. Foto ilustrativa.
7
Moto-bomba
8
Moto-bomba submersível modelo FBS 40/20 com
potência de 2,24 kW (3 CV). Aplicada para o
bombeamento de águas servidas e brutas com areia
e sólidos em suspensão, na proporção de até 20%
em volume. Fabricante FAMAC.
78
Download

DCP - Clean Consultoria Ambiental