',r 7
■ I T , 'i . ) -
ppQTo .'j■ DZ- pcc - zP..'..yí.. 7.\
A P OSIÇ Ã O DO A D JE T IV O KA LOCUÇÃO i í c : i :: a l
EM PORTUGUÊS
Di 3 CSpt'H Cíl;C r ~ 6 i; j_d, c t, Y j ' i £1 ~i i C,C ■
? _ £'Õ£-ir£l ds
Santa
Catarins para a cbtenoao áo Grau ce I.ec -
tre eiü L etr as,
área de L i n g C í s t i c a ,
Esta dissertação fo i
jolgãõa adequada para a
obtenção de grau de
' LÍSSTRE
EL:
LETR â S
e aprovada em sua forma- f i n a l pelg:^orientador
e pelo Programa de PÓs-Graduação,
Profê D oloris iiatli Simões de Alm eida
- Coordenadora -
r.ar:Da
Uswu^.
)jü<jl0uud^jjc>
■p-^ofê U a r ia Marta j/'urlanetto
Profg -Tsresinha Oefinin^/M ieheis
0 P E H 2 C I K 3 I Í T 0
Ao
meu
mariao
Á G E A 3) E C I M E N T 0 S
Ao Programa de Pes-graduação em "Letras da UF3C,
sua coor -
denadcra, meus professores e colegas de curso,
1 universidade Estadual de Ivlaringá, por te r p o s s i b i l it a d o
a r e a liz a ç ã o do cujtso de pós-graduação e a elaboração des
te trabalho»
A meus colegas e alunos do curso de letra s
da Uriiversidade
Estadual de liaringá, pelo in t e re s se e incen tiv o demonstra
dos pelo meu trabalho.
Um agradecimento muito e s p a c i a l ao p rofesso r Dr. Paulino
Yandresen,
pelo estímulo constante e p ela sábia e paciente
orientação
, não só durante a elaboração deste trabalho,
como tambem durante todo o curso de pós-graduação.
V
Página
TTRODUCÃO
CJfflTüLO I
.....................................................................................................
- Á GHAI.1/TICA TRADICIOIIAL E 0 ESTRÜTURALISMO
l o l - A Gr.amática T r a d i c i o n a l
l ;l ;l
-■ S e n t i d o r e a l ,
1
..
....................... 5
m aterial /' Sentido fig u ra' V
do,
l .l ;2
iaaterial
- A entonação
formação
e
......................... ; . . . .
a
iiüportancia
- Objetividade
1 .1 .4
- A djetivos r e s t r it iv o s /
/
Subjetividade
oativoE
1.2
- Um s u b s t a n t i v o
I
............
A djetivos
- Casoa p a r t i c u l a r e s de colocação
- C Ertru turalÍ3n :o
DC
6
7
erpli -
.................................... ..
tivo .
l.l iD
in
...................................................................
1 .1 .3
1 ,1 ;5
da
5
.5
de a d je ~
............................................... 11
e n ais
de uir a d j e t i v e
......... ..................................... ..
.................................... ..............................................
"APÍTÜLO I I - A GRAí ;á ? I C ; i GERAIIYA T R v -SRCRIb^aiC^rAL
14
16
24
..
2 ;1
- üE-oiricisnc
e rte cio n■
F li “ 0 no Estuco da Lin'^ua—
•—
>
r-o-r
'*
~
r“
2 .2 - Con ce ixo s B s s i c o s d a ’ Grariática G e r a t iv a 'Trans —
fo r m s c io n a l
............................................... ..
9-
27
oc
2 .3 .1
-:.0 subcomponente de
base
................................
2^-
VI
2 .3 .2
2 ;4
- C subcompor.ente transiorinacional
- A T e o r i a Psd rão
líOTAS DO C A P IJU LC I I
................ ......................................... '................... ..
- PRii-IEiRA riiPOTSSE
: A An tep o siçã o do A d j e t i
vo é C o n d icio n a d a por T r a ç o ( s )
3 .1
3 .2 —
do Ad -
; ............................. ............................ ..
jetivo
CjIPTxü±.-0 I i ±
e o Problema da P o siçã o
do L é zi c o
- Argumentos a. Pavor Desta H i p 6 t e s e
Traços
..
......... 4-
Considerados p ara a A n tep o siçã o
3 .3
- 0 Traço
3 ;4
- J-nconvenientes desta H ip ó tese
liOTAS DO CAPITULO I I I
4^
...................................... .
CAPItuIíO I V - Si'C-ÜI7DA rij_PôfSSi:;
: A A nteposição do A d je t iv o
ê Condicionada p e la E st ru tu r a -P ro fu n da
da
CO
4.
^
0RAÇÕ35 R ü;íA T I Y A S RESTRITIVAS S RELATIVAS i:10-RESTRITIVAS - /lDJETIVO S RSS'TRITIV0S E ADJEITVOS ITÃ0-RESTRITIV'03
4 .1
~ C a r a c t e r í s t i c a s dos D o is
de A d j e t i v o s
Tíd o s
de R e l a t i v a s
e
..................................................................... ..
4 .1 il
- Caracxerísticas
4 .1 .2
— C a r a c t e r í s t i c a s l o n o l ó g ic a s
4 .1 .3
- Características
4 .1 .3 .1
4'
-
0
semânticas
sintáticas
...........................
.........................
' ; .................... ....
an teceden te
.................. ..
a)
f 0 determ inante da LIT a n teceden te
da sentença relativa^
b)
0
a n teceden te
é ua nòme Toróürio.
VXl
a)
S e n te n ç a s r e l a t i v a s não-restritivas
b)
...................................................
As se n te n ç as ãe a d j e t i v o s r e s tritivos
e n ã o - r e s t r it iv o s
c) P o s s í v e l v a l o r
4. 1 . 3; 3
- A
4. 1. 3; ^
- A
^;i.?. 5 - 0
...........
s u b j L<_n s.y
•••
- Sent ença s r e l a t i v a s ' r e s t r i t i v a s
f,, 2 ; 2 - Cent
^ ♦_T- — E v i d ê n c i a s
a ?‘2V'or c e s t a H ip d te se
•«
....
r e l a t i v a s não—r-estritiv'as
—
10
TC
7n
E s t r u t u r a P ro fu n da das S en ten ça s E e l a t i v s s
4 .2 .1
4 .4
...
circonstancisl
das sentenc.as r e l a t i v a s
4 .2
69
rrr
í
r7í"7
í/
70
i^
••«
84
; . ........... « • •
Q1
.esta Segunda H ip ó tes e
.... • • •
0
ZTOCDAd DG CilPXTÜLO I'
L'tP:T-I'JLO Y - T3RCEIRA Er?CíT'3S3
: A. Zísrcação no L é x i c o ,
E s t r u t u r a P rofunda da J r a s e
a.
e C' P a pel de Certa
Tr a n s I o27mação.
O bserv a ções Ss-oeciais e P o s s í v e i s A p lic a ç õ es
do T r a b a lh o
..........................................
5 i l - As Co n dições pora que
se A p liq u e a Transfor~a-
ção de S:-:trap0 GÍç Í 0 do A d j e t i v o
5.2
— Observ ações E s u e c i a i s
do T r a b a lh o
5 .2 .1
...........................
99
e P o s s í v e i s A.“ lic?'^ões
; .................... .................................. ............
— Um nor.ie tendo ccriO a d ju n to riais ie
adjetivo
99
1C4
'jc:
................................................................
1C4
5 .2 ;1 .1
- Os s ú j e t i v o s t i n a mesma origem.
1C4
5 .2 .1 .2
- Os a d j e t i v o s tem origens d i f e
rentes
...................................................
1C5
viii
5 .2 .2
- T'roble~'ar de cr-nciordancia
5. 2 . 2 . 1
- A d je t iv o s
que acoinpalihas
un su b sta n tiv o
a)
0 adjetivo
-nominal
b)
5 ;2 .2 .2
COIÍCIÍJSAO
e p o s iç ã o póc-
siléptica
................
5 .2 ;3
- Quando se p ro cessa a a n t e p o s i ç ã o
5 i 2 ,4
- A p l i c a ç õ e s p r á t i c a s deste t r a b a l h o
IíOr'AS DO CAPITULO V
1 C£>
........................................... ..
•* Concordância
lU]
103
109
; .
; . . . ......... ..............................................................
................................................. ...................................................
3IBLI0GRAPIA.
106
a p o siç ã o pré-
........................... ..
ocupa
10o
de
.................. ...............
ocupa
O adjetive
-nominal
...........................
i . . . ........................... ....................... ...............................
10 9
111
112
115
IX
S I : 3 0 L 0 S U3ADC3 ];0 TRA3.U.H0
íTas r e g r a s t r a n s f o r m a c i o n a i s , i n d i c a ç ã o
/
Sobre o v o c á b u lo ,
rp.arca de acen tu ac ao
Aiites da f r a s e s i g n i f i c a
que ela não
outra
Pode
frase
que não pode
considerada.
ser gerada p e la
de p a u s a .
enfática.
é sinônima da
significar
estrutura
tambén
que está
sendo c o n s i d e r a d a ;
*
Sinal
de a g r a m a t i c a l i d a d e ‘ da f r a s e ,
(2 )
0 elemento X é o p c i o n a l .
Sendo Y um traço l e x i c a l ,
+1
tem t a l
tem t a l
traço n e g a t i v o ;
Oa X ou Y v a i o c o r r e r .
Z é se guido
■^Y
de Y .
X se r e e s c r e v e
como Y
X se transform a
em Y
Adi et ÍYO
Auxiliar
Cóp
Cópula
Det
D eterm in an te
L ÁdD
Locução a d j e t i v a
hU
Locução nominal
Jj pJ^gT)
Locução p r e p o s i c i o n a l
LV
Locução v e rb a l
I'ome
Ired
assim marcado
o elemento
assim marcado
traço p o s i t i v o .
Sendo Y um traço l e x i c a l ,
-Y
o elemento
Predicativo
Prep
Prepociçao
Pres
Presente
Pret
Pretérito
Pro
Pronome
Rei
R elativo
S
Sent ença
T-apag
Tran sform ação
T-apo'
Transform ação de aposição
T-ext
Tran sfo rm ação
T-obr.
de apagamento
de e ^ l r a p o s iç ã o
. Tran sform a ça o o b r i g a t ó r i a
Tvop
T r a n s f ormação o p c io n a l
T-pausa
Transform ação de pausa
T-rel
Transform ação
V
Verbo
de r e l a t i v i z a ç a o
EESÜMO
P a rtin do da constatação de que a ocorrência pré-nominal
do adjetivo na função de adjunto adnoaiinal não e um protdeina pura mente e s t i l í s t i c o em português,
este trabalho procura apontar os
fatos gramaticais relacionados com a p o s s i b i l id a d e
de certas locu -
çoes iiom.inais terem o a d je tiv o antes do nome,
0
desenvolvimento do trabalho é f e i t o segundo a
-padrão" da Gramática G-erativa Transform acional,
Como se constata-
que os a d je tiv o s ocorrem antepostos ao nome devido a uma transforma
ção de extraposição, as hipóteses desenvolvidas nesta dissertação abordam os p ossxveis condicionamentos para que t a l transformação se
processe.
Considera-se a p o s s ib ilid a d e de haver traços lexicais, que
sejam esses condicionadores,
em especial o traço
g r a d a ç ã q j.
Con
sidera-se a p o s s i b i l i d a d e de ser a estrutura profunda da fr a s e que
contem o a d j e t i v o ,
- restritiva,
uma sentença r e l a t iv a r e s t r i t i v a ou r e l a t i v a não-
a responsável p ela im p o ssibilidad e ou p ela p o s s i b i l i d a
de da aplicação da transformação de extraposição.
Considera-se o
problema dos a d je t i v o s subcategorizados como + -- -Ij Jr'ren
denão ou não ocorrer antepostos,
apagamento ãa L Prep,
como po-
dependendo de uma transformação de
que é seu conplemento.
Conclui-se que para uid a d je tiv o possa ocorrer anteposto
é preciso que ele preencha os três r e q u i s i t o s :
1- S e ja marcado no léx ico com o traço |_+ g rad ação ],
2- Venha de uma sentença r e l a t i v a n ã o - re s tritiv a ,
3- ííao tenha complemento no momento da a p lica çã o da r e
gra de extraposição,
P a z .p a r t e
do trabalho ujn capítulo sobre as colocações
da gramática t r a d i c i o n a l e do estrutuj^lism o a r e s p e it o do problema.
Outros problemas relacionados com o da posição do a d j e t i
vo são rapidamente considerados,
por exemplo,
'
;. . . ■
como alguns casos de concordância,
.
.
AB3TSACT
Having as i t s point of departure th.e o^bservation that
tiie occurrence of the pre-noan a d je c t i v e ,
-noiHi adjanct,
as opposed to the post-
i s not laerely a s t y l i s t i c problem i n P o r t u g u e s e ,t h is
d isse rta tio n aims to p o in t out some grammatical facts
correlated .
v/itli ^his occurrence i n c e r t a in types of noun piirases*
Tiiis paper has been developed i n accordance w ith the
"pattern theory" of G-enerative Transfonaational Grammar.
Since i t
has been observed that the p lac in g of the a d jectiv e before the noun
is due to a transformation.,íiy extra-position}
the hypotheses deve -
loped in this work explore the possible conditioning factors through
which this transforinational process takes p la s e ,
Three p o ssib le con-
ditioners have been co nsidered:
1- The presence of l e x i c a l f e a t u r e s , e s p e c ia l l y
+
dation |,
2- The deep structuare
(D S) of the clause containing the
ad.iectivssvíhethsr i t i s part of a r e s t r ic t iv e or a non-restrictiVB
clause,
determiriing the i m p o s s ib ilit y of the occurrence of an extra-
p o sitio n a l transform ation,
3- The problein of the a d jective vrith the sub-.classifi.cation [+--- P P
the p o s s i b i l i t y of i t s placement before the noun,
depending op* the d e le t i o n of the prepositiorial phrase whJ.ch conplements i t ,
I t has been concluded that fQp an a d je c t i v e to occur in
a pre-noun p o s i t i o n ,
i t -must f u l f i i l three r e c u i s i t e s :
1- The l e x i c a l feature laast be _j g r a d a t i‘o:^
,
2- I t must C0J26 from a re la t iv e non-restrictive c la u se ,
3- I t must not have a coinplement, applying the rule of
extra-position,
This study also includ es a chapter on word order i n trad it io n a l grainmar anà structuTralism,
as i t relates to the p o s i t io n
XllX
01
adjective i n a noui: phrase,
b r i e f l y consiaered,
Cther pertirient proolens are also
nota-oly c er ta in cases of agreement.
IKTRODUÇÃO
0 problema que vamos abordar n eete t r a b a l h o
p o siçã o que o a d j e t i v o pode o c u p a r ,
adjujito adnonjinal,
Entendenioc a q u i por ad.jetivo
cionalmente tem sido
cluímos p o r t a n t o ,
neste
os deiTiOnstrativos,
da
na fu nçã o
de
o que
tradi
char.ado de adjetii-o q u a l i f i c a t i v o ;
entüdo,
c i o n a i s chamas de a d j e t i v o
o que as g ram áticas
determ inativo,
os p o s s e s s i v o s ,
Vamos p a r t i r
corz^s adjetivo s,
e.T; p o r t u g u ê s ,
é o
não i n
tradi
que i n c l u i
etc.
de maa s é r ie
constatando
classe
-
de e n u n c ia d o s em que'
que uití a d j e t i v o
está
o-
serapre r e —
la c io n a d o a um s u b s t a n t i v o :
1 ,a ,
João é educado,
2 ,a „
João estudou d o e n t e ,
3 , a,
V i as c r ia n ç a s a l e g r e s ,
4 , a;
João c o n s id e r a P edro i n t e l i g e n t e ;
5*a;
A, m e n in a ,
6 , a;
0 cen ário f l o r i d o
com ovida,
não se a fa s t a v a
da
sala,
da priiiíavera encanta os n o ss o s
d h o s;
X. f r en te do b a t a l h ã o .
7. £ « A band eira br a s i l ,eir a v i nha 0
Vnos o s .
P
w r3r Ci uT•01 essore s el ogi sraiú 0£ p."i unos es •T"í• /0 «»S * João comprou um. a Z'— L-L127c — i.'ç -L-Lana ren P •—r* er.t i s t a ,
- '5'
<
í T 'JJT5 it gl i 3 na bel iS
IC.
l!sao comprou
S ima c
11 . a. 0 030 co~;t;r ou c ua c:T*0 ^ 6 "v'i mb 00 2. ^ 'i an o s .
Sd todos e s s e s e n u n c ia d o s ver.os que os
tracusem q u a l i d a d e s
1 ,£ ,,
2 .a ,,
ser:
en 3 » s .
4 ,a .,
de se r e s noz:eacos p e lo s s u b s t a n t i v o s ;
5 .a .,
s 8 , a.
6 ; a.
e 7»a.
termos ima q u a l i d a d e para
temos uraa q u a li d a d e para m ais de um r,er
mesma e s p é c ie ;
em 9 . s .
ser;
am bígua: a q u a l i d a d e ta n to pode
ccmo
sac
1 1 . a,
ê
pertencendo
italianos
e
temos
duas q u a l i d a d e s
e s p é c ie s
os vinii.os também),
se r
diferentes
ccmo podem.
a~
ca
ur.
e n t e n d id a
( os quadros
ser
a miais de um ser da ultima
para
E~
entendi -
e s p é c ie m.en-
( apenas os vini‘jos são i t a l i a n o s ) .
-jírabora
vos
e 10. a.
a se re s de
c i o s fa s e n io r e f e r e n c i a
cicnada
adjetivos
em todas
ac f r a s e s acima
e substan tivo s r e l a c i o n a d o c , a r e l a ç a o
tenham.03 a d j e t i
entre e l e s nao é mesm.a
eni todas as f r a s e s .
De acordo com a líoraenclatura G ra m a tica l
Brasileira,
teríaraos o. a d j e t i v o
l .a ,,
2 ,a ;,
4 . a.
8 ,a .,
9 . a ;,
1 0 ,a;
e 5 . a ,;
n a s funções d e : p r e d i c a t i v o
de a d ju n t o
e 1 1 ,a ..
adnoininal em 6 . a '.,
Em l , a ,
o p r e d ic a d o
em
7 - a ,,
se d i z nom inal
e o a d je t iv o
é p r e d i c a t i v o do s u j e i t o ; em 2 , a ; , 4 , a , e 5 . a ;
o
p redica do é verbo-nominal e o a d j e t i v o é p r e d i c a t i v o do s u j e i
to em 2',a, e 5 i a , e é p r e d i c a t i v o do o b je to em 4 . a ,., A f r a s e
3 , a . é ambígua: pode ser e n te n d id a como de p r e d i c a d o v e r b a l
,
‘ sendo o a d j e t i v o um a d j u n t o adnom inal de c r i a n ç a s ,
entendida como de p r e d i c a d o verbo- nom inal,
e pode
ser
sendo a 1 e g res
um
p r e d i c a t i v o do o b j e t o ;
Vemos que f r a s e s aparentem ente
brem r e la ç õ e s d i f e r e n t e s
en tre
os s e r e s
afirmam ou negam a r e s p e i t o d e l e s ,
lho o problema dos a d j e t i v o s
mo depois do
enco
e as q u a l i d a d e s
P o c a liz a r e m o s n e s t e
-
que se
tr a b a -
que podem o co rrer ta n to a n t e s co
su b s t a n t iv o que acompanham como a d j u n t o s ,
rendo uma fo r m a liz a ç ã o de
nal.
sem elhantes
sua o c o r r ê n c ia
procu -
em p o s iç ã o pré-nomi -
Entendemos que deve h av er na mente do f a l a n t e n a t i v o
português uma s i s t e m a t i z a ç a o de t a l
ocorrência,
- de
j á que e le
nunca se equivoca a esse r e s p e i t o ;
A impressão
superficial
português com outra l í n g u a ,
p osição pré-nominal f i x a
nossa l í n g u a ,
tilística
em
la n te
0
que ele
substantivo
acompanhe;
seria
en tio
v ir o adjetivo
p e s s o a l do f a l a n t e ,
ou e s c r i t o da l í n g u a ,
3 f á c i l v er o engano dessa
~;Os dar ao a d j e t i v o
mo nao tendo o mesmo s i g n i f i c a d o
onde
0
adjetivo
Se t e n t a r acima
em
que q u a lq u e r fa
ou como mal fo rm a d a s,
ou co
que as f r a s e s a n t e r i o r e s c o r
aparecia
3 ,b ,
V i as a l e g r e s c r i a n ç a s .
6 .b ,
0 florido
olhos.
c e n á r io
-
ou da p o so osiçã o
s u p o siç ã o .
teremos f r a s e s
l a n t e nativo de p o rtu g u ê s apontará
r e s p o n d e n te s ,
o
a em otividade do fa
a p o siç ã o pré-nominal n as f r a s e s
que ele ocorre como a d j u n t o ,
e s
o grau de f o r m a lid a d e do d i s -
seriam os detern:inantes da a n t e ^ o s i ç a o
ão a d j e t i v o ,
an tes
uma questão Duramente
a preferência
ou c i e n t í f i c o ,
uso oral
em i n g l ê s
é de que a
ujiia completa l i b e r d a d e de p o siçã o do a d j e t i v o
em p o r t u g u ê s :
do a d j e t i v o
por exem plo,
em
estilo literá rio
cursD,
a inglesa,
o
corresponde,
relação ao s u b s t a n t i v o
ou dep o is do
que se tem ao comparar
em -posiçao páo-nom inal:
da D rim a v era
encanta
oc iiozocs
"-1
♦ 7 .b ,
A brasileira
band eira v in h a à f r e n t e
do bate -
lh ao,
*
8 ,b ,
Os p r o f e s s o r e s elogiaram os e s t u d i o s o s a lu n o s i
9»b,
Joao comprou uma i t a l i a n a p i n t u r a r e n a s c e n t i s t a ,
* 1 0 ,b ,
Joao
comprou uma r e n a s c e n t i s t a p i n t u r a
* 1 1 , b;
João comprou i t a l i a n o s
As f r a s e s
tanto apenas a f r a s e
3 .b .,
6 ,b .
de sua correspondente
6 ,b ,
italiana^
quadros e v i n h o s .
e 8 ,b ,
são g r a m a t i c a i s ;
entre
é que conserva a mesma i n t e r p r e t a ç ã o
com o a d j e t i v o p o s p o s t o ,
duas tem agora a p e n a s uma i n t e r p r e t a ç a o ,
p o i s as o u t r a s
enquanto com o ad.jeti-
vo posposto podiam r e c e b e r duas i n t e r p r e t a ç õ e s :
a d je t iv o pode se r entendid.o como se r e f e r i n d o
na f r a s e
3*a,
o
a to d a s as c r i a n
ças con sid erad as ou se r e f e r i n d o a um grupo de c r i a n ç a s a p e n a s ,
as a le g r e s ,
Com o a d j e t i v o
tende que e le
se r e f e r e
pode ser e n t e n d id o
adjetivo,
en
a um grupo d.e c r i a n ç a s
A mesma d i f e r e n ç a
visto
as f r a s e s 8 , a ,
de i n t e r p r e t a
à f r a s e 6 , b , tem a
mesma in t e r p r e t a ç ã o d.a f r a s e 6 , a , porque n as d.uas b 6 há uma i n
terpretação,
entre
se
a todas as c r i a n ç a s c o n s i d e r a d a s e não
como se r e f e r i n d o
particularizacio p e l o
ção se encontra
ale,g:res an teposto a c r i a n ç a s
que o a d j e t i v o
tipo de c en á r io d.a p rim a v e ra ,
e 8 ,b ,,
f l o r i d o não pode
se r e f e r i r a
p o is o c en á r io àa p rim a v era
é
suposto por todos sempre como f l o r i d o .
As f r a s e s 7 , b . ,
a g r a m a t ic a is ,
isto
çao do a d j e t i v o
é,
S .b ,,
1 0 , b,
e l l ;b ,
são d a d a s
como
n e s t a s f r a s e s nao é p o s s í v e l a anteposi-
ao s u b s t a n t i v o
Vemos qué r
1- há a d j e t i v o s
que nunca podem o c o r r e r ante -
p o s t o s ao s u b s t a n t i v o ,
to r n a a f r a s e
p o i s a a n te p o s iç ã o
agram aticel;
2- há a d j e t i v o s que podem se a n te p o r ao subs tantivo,
nao
o
mas a i n t e r p r e t a ç ã o da f r a s e
ser a mesma que a p r e s e n t a r i a
mesmo a d j e t i v o posposto
3- há a d j e t i v o s
a frase
com
ao s u b s t a n t i v o ;
que tanto podem o c o r r e r antes
como d e p o is do s u b s t a n t i v o ,
ra
pode
sem p r e j u í z o p a
£ g r a m a t ic a l i d a d e da f r a s e
terpretação d e la .
ou p ara
a in -
Como a •p o B s i b i l i d a d e de um a d j e t i v o o c o r r e r ajotes
do nome parece não o f e r e c e r q u a lq u e r d i f i c u l d a d e
tiv o de p o r t u g u ê s de q u a lq u er d i a l e t o
existem p r i n c í p i o s
eocial,
a cred itam os
que o orientem a este r e s p e i t o ,
c í p io s devem f a z e r parte da orgariização i n t e r n a
independem de uma d i s c i p l i n a
língua p o r t u g u e s a .
ao f a l a n t e
g r a m a t ic a l
que
Esses p r i n
de
sua* l í n g u a
imposta p o r a u l a s
Q u a is sao e s s e s p r r n c í p i o s ?
na
e
de
Como e le s atuam?
Serão estas as in d a g a ç õ e s p r i n c i p a i s a que procuraremos r e s p o n
der i
Além d e s ta intro d uç ã o
e da c o n c l u s ã o ,
o tr ab a lh o
consta de c in c o c a p í t u l o s :
No c a p í t u l o I fa zem o s prime ir* amente recen são das
l i ç õ e s de n o s s a s gram áticas t r a d i c i o n a i s
sobre o- a s s u n t o ,
de -
p o is tentamos dar ao problema uma abordagem e s t r u t u r a l i s t a nos
moldes do e s t r U t u r a lis m o ta x io n ô m ic o ;
mos as d i f i c u l d a d e s
N e s s e s e n fo q u e s mostra. -
a p r e s e n t a d a s por um e outro
t i p o de t r a t a
mento ( o da gramática t r a d i c i o n a l
e o do e s t r u t u r a l is m o taxio-
n o m ico ),
solução numa abordagem de o-
justificando
rientaçio gerativa
a procura de
transform acional.
Ho c a p í t u l o I I apresentam os os p r i n c i p a i s p o s t u l a
dos da t e o r i a
g e r a t iv a
t r a n s f o r m a c io n a l p a d r ã o ,
sob cuja
orien
tação desenvolverem os o t r a b a l h o ,
wos c a p í t u l o s I I I ,
ses,
1 7 e 7 desenv olv em o s as h i p ó t e
B procura da melhor s i s t e m a t i z a ç a o sobre a o c o r rê n c ia
do
a d je t i v o em p-osiçao pré- n om in al,
0 c a p ít u l o
possibilidade
III
des en v o lv e
a prim eira
de h a v e r um traço l e x i c a l
a ocorrência do a d j e t i v o
0 c a p í t u lo
h ipótese:
que p erm ite ou blo q ueia
a n te s do nome;
l Y des en v o lv e a segunda h i p ó t e s e :
trutura p ro fu n d a da f r a s e
a
que contém o a d j e t i v o pode
ponsável p e la p o s s i b i l i d a d e de
sua o c o r r ê n c i a
a es
ser a r e s
pre- nom inal,
0 c a p í t u l o V d e s e n v o lv e a t e r c e i r a h i p ó t e s e ,
que
con siste numa combinaçao das d u a s p r i m e i r a e e na a p r e c ia ç ã o
de
è
p ossibilidade
de a n te p o s iç a o de
na estrutura p r o f u n d a .
adjetivos
0 capítulo V trata
que tem complemento
a in d a de
blemas r e l a c i o n a d o s com o da p o siç ã o do a d j e t i v o
a p lic a ç õ e s do t r a b a l h o .
a lg un s nro-
e de p o s s í v e i s
CAPITULO I - A GRAI.IÁTICA TRADICIONAL E 0 ESTRUTüRALISMO.
A-oresentamos neste
c a p ít u lo a abordagem f e i t a ,
nossas gram áticas
t r a d ic io n a is e pelos e stud io so s
lis ta s a respeito
da p o siçã o do a d j e t i v o
por
estrutura
como a d j u n t o adnoini -
nali
l ; l - A Gramática T r a d i c i o n a l
Consultam os v á r i o s compêndios de e s t u d i o s o s
língua p o r t u g u e s a ,
de ensinamentos
da chamada gramática t r a d i c i o n a l ,
sobre o assunto que nos preocupa." .
nos quais encontramos observações mais p r e c i s a s
ção do a d j e t i v o f o r a m : Antenor F a s c e n t e s ^ ^ ^
da Rocha L i m a ^ ^ ^ ,
Celso
Cunlaa^^\
Eduardo
da-
a p rocura
Os a u to r e s
sobre
a posi
-
C a r l o s H e n r iq u e
C a r lo s P e r e i r a . ^ ,
Sv an ild o B e c h a r a ^ ^ \ P r a n c i s o da S i l v e i r a Bueno.^^"', J ú l i o R i / \
f8 )
beiro
, G la d s to n e Chaves de K e l l o
, JeronjTuo S o a r e s B arbo
sa
Manoel de R o d r ig u e s L a p a ^ '^ ^ ^ I.íanoèl de S a i d A l i ^ “ ^ '
ITapoleao de Alm eida
f12 )
,
.
Podemos der^reender algujiias normas g e r a i s
a-oresen -
tsdas por e s t e s gram áticos a r e s p e it o da a n t e p o s i o ã o do a dje tivo:
l ,l ;l -
Sentido r e a l ,
m aterial /
S e n t i d o figujrado,
imate-
rial
Pa ra
quando empregados
Silveira
os a d j e t i v o s
em seu se ntid o r e a l ,
depois do s u b s t a n t i v o ;
espiritual
Bueno,
ou m o r e i ,
qualificativos
"m aterial",
quando empregados
c:evem es ta r
em s e n t id o , f i g u r a d o -,
devem, prece d er o nome,
0 autor nao d e ix a
claro o que
entende por
se ntido
m a t e r i a l , mjas a j u l g a r -oelos exemplos dados riode-se en ten der
por t a is a d j e t i v o s os oue ex-ressam q u a l i d a d e s
r:ercebidas iieloE s e n t i d o s ;
,
que po-dem ser
A gerseralizacão p r e t e n d i d a
ser corcprovada p e l o s f a t o s .
i c r de que d esfrutam
figurado:
p e l o autor nao pcrece
0 que a c o n te c e
é. ujua l i b e r d a d e ma-
os a d j e t i v o s quando empregados em sentido
os a d j e t i v o s empregados em s e n t i d o
não devem antepor-se ao s u b s t a n t i v o .
exemplos de a d j e t i v o s
e
Encontram os a todo passo
com sentiido m a t e r i a l
ta n t iv o e de a d .jetivos com s e n t i d o
figu.rado podem
p recedendo o subs -
espiritual
d e p o i s do subs —
tantivo:
19ia;
Os v e r d e s m orros,
as g ra n d es
casas,
frias
casca
tas.
20 ;a i
Um gosto i n o c e n t e ,
p a p a g a i o s c iu m e n t o s ,
simpatia
poderosa;
Se o f a l a n t e
0
autor p r e c e i t u a ,
se d i s p u s e r a s e g u i r como norma o que
estará se a r r i s c a n d o
a dar a sua linguagem
ujaa r i g i d e z que não lhe
ê p r ó p r i a e , o que é p i o r , poderá c r i
ar f r a s e s a g r a m a t i c a i s ,
como:
2 1 .a ,
A moral p a r t e .
Outros a u t o r e s ^ ^ ^ ^
também propõem como re sp o nsá
v e i s p e la a n t e p o s iç a o ou p o s p o s iç a o
eB:pregado em s e n t i d o
figurado
tos e x t e r io r e s d os s e r e s ,
Bueno;
o f a t o de o a d j e t i v o
ou o f a t o de
ele
estar
i n d i c a r aspec -
porém sem o dogmatismo de
dizem s e r uma t e n d e n c i a ;
-
Silveira
IJo entanto há casos em que nos
defrontamos com v e r d a d e i r a s p r o i b i ç õ e s de a n te p o r o a d j e t i v o
,
como na fr a s e 7 , b , :
^
7 .b .
A brasileira
l ,i;2 -
A entonaçao
Said A l i
çao o r a cio n a l
b a n d e ir a
e a im p o rtâ n c ia
su bo rdin a a p o s iç ã o
do p o r t u g u ê s ;
ritm.o a s c e n d e n t e ,
p ortan te e d e p o i s ,
è frente
do batalhão.
da inform ação
do a d j e t i v o
à entoná—
Como o p o r t u g u ê s é ujna l í n g u a
de
deve-se e n u n c i a r p r i m e ir o o termo menos im. com acentuação s a i s
va e de r e l e v a n c i a para o o u v i n t e .
do a d j e t i v o
vinha
em linguagem u sual
una i n f o 2TTjaçao n o v a :
Por
forte,
s informação no
esse m o t i v o ,
depende de ele
a nosição
t r a z e r ou
Em s e r v i r -se de doce aciScar o a d j e t i v o
ccrre anteposto porque é d e c o r a t i v o ,
vem a cen a s r e c o r d a r
não
oao
ouvinte 8 q u a lid a d e e s s e n c i a l
dizer
do a ç ú c a r ;
s e r v i r -se de acúcar d o c e , p o i s
vago do s u b s t a n t i v o ;
deve
s e r i a pleonasm o.
Usa-se o a d j e t i v o p o sp o sto
•i n f ormação nova para o o u v i n t e ,
por is s o não se
ao s u b s t a n t i v o ,
ou como
ou como delijuitaçao do se n tid o
Os exemplos são de S a i d A l i :
" T r a z i a uma arg ola no braço e s q u e r d o " .
"T in h a os ca b elo s c o m p r i d o s " .
Tentaremos c o n c i l i a r
a-oresentado em 1 , 1 ;4
l,l;3 -
este
critério
com o que
será
^
O b je t iv id a d e /
Subjetividade
P a ra Celso Cunha,
sendo o a d j e t i v o um termo aces -
síSrio, de acordo com a seqüência p r o g r e s s i v a do enunciado
1<?-
gico,
d ia
vindo d e p o is do s u b s t a n t i v o p o s s u i v a l o r o b j e t i v o :
t r i s t e , homem bom, camT30S f l o r i d o s ; v in d o
assume,um v a l o r s u b j e t i v o : t r i s t e
dia,
a n te s do su b s t a n t iv o
bom homem, f l o r i d o s
campos;
Sobre alguns a d j e t i v o s
vação que,
lisar
embora não tenha
Celso
Cunha tr a z uma o b s e r
sid o u t i l i z a d a
este probléma de p o s i ç ã o ,
por ele para foca -
nos p a r e c e
interessante tran s
crever a q u i :
"Por v e z e s o a d j e t i v o marca aDsnas uma relação
de tempo, de e s p a ç o , de m a t é r i a , de f i n a l i d a d e ,
de
p ro p riedadej de p r o c e d ê n c i a , e t c , Assimj^ em "i:iota
m e n s a l " , "c a s a p a t e r n a " , "perfum e _^frances", r e la
~
cionamos as noçoes de " n o t a " e "m ê s" (nota r e l a t i v a
ao m e s ) , de " c a s a " e " p a i s " ( c a s a onde habitam
os
p a i s ) e de "p e r fu m e " e " P r s n ç a " (perfum e_p ro c eden te
da P r a n ç a ) ; De r e g r a , e s s e s a d j e t i v o s nao admitem
graus de i n t e n s i d a d e ü m a nota não pode ser mais
m e n s a l, nem^uma casa m uito p a t e r n a , nem um perfume
muito f r a n c ê s " , ( 1 4 )
Transcrevemos a q u i e s ta Dsssagem porque no desen volvimento deste trabalho nos preocuparem os com a d i s t i n ç ã o
entre a d je t i v o s que admitem a i d é i a
nao c admitem,
de grau e ^ 3_^ietivos oue
relaciorxando-a com a p o siç ã o
Pocba
Lima d i z
do a d j e t i v o ;
que o a d j e t i v o meramente d e s c r i t i v o
pospce-se ao s u b s t a n t i v o : honem g o r d o « 1 iv r o .grosso, ág;ua su ■ia. A anteposição do a d j e t i v o
se v e r i f i c a
quando se pretende
r e a l ç a r o su b stan tivo por meio de uma q u a l i d a d e
sobre a qual
se quer chamar a. a t e n ç ã o .
Cita ív;attoso Camara J á n i o r :
*’á p r e f e r i d a (a a n t e p o s i ç ã o ) com a d j e t i v o s que
er^priinem q u a l i d a d e s m o ra is ou f í s i c a s , d i g n a s de
adffiiração ou d esprezo ( b e l o , bom, e t c ; , mormente em
f r a s e s e x c l a m a t i v a s : "P e d r o ê um bom menino*', '* Que
b e la p a i s a g e m ! " ” Que m esquinha v i n g a n ç a í " ( 1 5 )
A n te n o r N as cen tes também d i z
posto d i s t i n g u e p e l a ra zã o
uje
que o a d j e t i v o pos
o b je to de o u t r o ,
j e t i v o anteposto a t r i b u i uma q u a li d a d e ao
-
enquanto o ad -
substantivo
sob
o
império do s e n t im e n t o ;
R o d r i g u e s lâpa d i z r
"Podemos tjois desde já e n u n c i a r esta r e g r a
de
e s t i l o p o rtu g u ê s r quando o a d j e t i v o está logo de
p o i s do s u b s t a n t i v o , ten de a p e r d e r o p r ó p r i o v a lo r
e a d q u i r i r um se n tid o a f e t i v o ; A s s i m , "uma r a p a r i g a
b e l a " pode não s e r "uma b ela r a p a r i ç a " , porque
a
p r i m e i r a se d i s t i n g u e p e l a b e le z a f í s i c a , a segunda
p e l a b e le z a m o r a l " , ( l 5 )
R o d r ig u e s
ção do a d j e t i v o ,
da observaçao
gra,
a anteposi-
e a posposiçio,
que resulta.
é que e x p l i c a o motivo de " n a s exclam ações ,
a m ágoa,
etc,
"S o b e r b o
em que se
c adjetivo
antes, do s u b s t a n t i v o .
parigal"
entre
e x a ta b im p a s s ív e l do homem comum, A s u b j e t i v i -
c r is e s de a f e t i v i d a d e ,
extase,
a oposição
prí5pria do p o e t a ,
dade da ex p re s sã o
nas
Lapa mostra
exprime a ad m iraç ão,
se c o l o c a r ,
E x e m p lo s :
"Linda f l o r i "
ainda
que
g r a d a s : grave a c i d e n t e , -Drüãente r e s e r v a ,
-
" B e l a ra -
(17)
o adjetivo
serve para e x p r i m i r q u a l i d a d e s p r i m i t i v a s ,
Snbora
por v ia de re
espetáculoí" ‘ "T riste v id a í "
0 mesmo autor d i z
o
anteposto
geralm ente
consa
sabio D r o í e s s o r » etc,
se reconheça intuiti\"amente uma s u b j e t i v i -
dade maior na a n t e p o s i ç a o do a d j e t i v o ,
é um c r i t á r i o bastante
vago para poder ser tomado como r e g r a ; Alám d i s s o , é p r e c i s o
nao esquecer que e x iste m o u tro s r e c u r s o s para
t iv id a d e da e x p r e s s ã o ,
prolongamento da s í l a b a
i n d i c a r a s u b je
conservando o a d j e t i v o p o s p o s t o .
tônica,
por ex e m p le :
como o
Çuge v in g a n ç a mes-
quiiiiinhai
0 fato
parece
ser d e i x a d o ,
portanto,
ao domínio da
estilística,
Como o problema
da p o s iç ã o do a d j e t i v o nao parece
ser apenas e s t i l í s t i c o , mas g ra m a õ ic al m u i t a s v e z e s ,
çao entre o b j e t i v i d a d e
e subjetividade
a. ot>osi -
não e x n l i c a todos
os
casos de p o sp o siçã o e a n teposição ;
Adjetivos r e s t r it iv o s /
A l g u n s auto res
em r e s t r i t i v o s
Adjetivos ex p lic a tiv o s
usam e c l a s e i f i c a ç a o
de a d j e t i v o s
e e:?q5licativos para- abo rdar o problema da p o s i
ção que o a d j e t i v o deve ocupar na locução n o m in a l,
explicação que encontramos para t a l
matica P h i lo s o p i ii c a ,
classificaçao
f o i na Gra- -
de So a res B a r b o s a . -
Explicativo ~ é o adjetivo
i d é i a e s s e n c i a l do s u b s t a n t i v o ,
Homem r a c i o n a l ; líão a c r e s c e n t a
tivo i d é ia alguma n o va ,
contém em sua n o ção,
A primeira-
i n c l u í d a na i d é i a do mesmo:
à significaçao
apenas desenv o lv e
a in da
R estritivo
já
que desenv o lv e uma.
de seu su bstan -
a que o s u b s t a n t i v o
que co n fu sa m ente;
- é o adjetivo
que a junta' à i d é i a
do
su bstantivo uma q u a lid ad e a c i d e n t a l que a mesma i d é i a não com
p reen dia e por
isso a lim ita
e r e d u z a uma c l a s s e m enor;
tor compara homens ra z o a d o s com homens r a c i o n a i s ;
vos acrescentam ao s u b s t a n t iv o
áa na sua s i g n i f i c a ç ã o ,
menor de i n d i v í d u o s .
hcmene j u s t o s
p e la
uma i d é i a n o v a ,
(restritivo )»
Os r e s t r i t i
nao compreendi-
qual f i c a r e s t r i n g i d a
Compara Deus é .justo
a ujn ndmero
(exp licativo )
A e s te r e s p e i t o
o au
f a z ain d a
com
as se -
g u in t e s c o n s i d e r a ç õ e s :
a)
Os a d j e t i v o s
que m odificam nomes p r ó p r io s j
já i n d i v id u a d o s por d e t e r m in a t i v o s p e s s o a i s . e
nunca podem ser r e s t r i t i v o s ;
.1usto casti.5:a os í m u i o s ; Esta t e r r a ,
ção r e l a t i v a
plicativo,
0 adjetivo
d em o n strativ o s
For exem plo : Deus
oue habitam os ^ é. r e d o n d a ;.
aposto a um nome e q ü iv a le
ou e x p l i c a t i v a ,
,
sao sempre e x p l i c a t i v o s de alguma
qualidade e x i s t e n t e nos mesmos i n d i v í d u o s ;
b)
ou
ou r e s t r i t i v a ;
a uma o ra
quando e l e
é ex
pode-se r e s o l v e r por uma p ro p o siçã o com a c a u sa i
T>orgue; quando é r e s t r i t i v o
pode-se r e s o l v e r oor outra propo -
s i ç a o , porém com as c o n ju nç õ es r e s t r i t i v a s
ju sto c a s t ig a
os maus - D e u s , -porpue é i u s t o ,
n u a n d o :. Deus
c a s t ig a
0 homem .1usto dá a_ cada um o cue _é seu - 0 homem,
i u s t o « dá e cada um o que é s e u .
os mau_s,
quando
é
IO
c)
se r e s o l v e ,
dade.
0 a d je t i v o
pode
explicativo,
ser t i r a d o ds oração
0 adjetivo re stritiv o
os m aus, mas nao
d)
substantivo,
Quanio à p o siç ã o
seiD p r e j u í z o de sua v e r
ser t i r a d o :
Deus c a s t ig a
do a d j e t i v o ,
d i a o s e g u in t e
enquanto os r e s t r i t i v o s
p o is a restriçã o
tan te fo rt u n a ou ^ f o r t u n a
devem ocorrer d e p o is
antes do nome o a d j e t i v o ,
rico;
do
supoe d ^ a n t e s a c o isa que se
LtSculo.
Li5culo o r i c o , a i n c o n s
i n c o n s t a n t e , p o i s os a d j e t i v o s
e ' inconstante- sao e x p l i c a t i v o s n e s s a s f r a s e s ;
tido i n d i v i d u a l ;
:
podem o c o r re r a n tes ou d e p o is dos
-restringe, Posso d i z e r £ r i c o
co
em que
0 homem dá a cada um o que _£ s e u ,
os a d j e t i v o s e x p l i c a t i v o s
substantivos,
não pode
ou a prop osição
o substantivo
Em _o homem r i c o
'ri
Ocorrendo
será tomado em um sen
entendemos todo homem que
em o r i c o homem entendemos que
se t r a t a da- um certo
é
ho
mem r i c o ;
Em Eduardo C a r lo s P e r e i r a
classificação
encontramos a mesma
de a d j e t i v o s de Soares Barbosa
usada para e x p l i
car a posição do a d j e t i v o na locução n o m i n a l ;
tiv o e x p l i c a t i v o
inerentem ente
i n d i c a uma q u a l i d a d e
que o a dje
já i n t r í n s e c a ,
-
própria
,
e x i s t e n t e no s u b s t a n t i v o : -pedra d u r a , brasa
o u e n t e . neve b r a n c a ,
que pode
D iz
existir
0 a d j e t i v o r e s t r i t i v o m enciona
ou d e i x a r de
b ra n c o , homem bom^ e t c .
se colocar o a d j e t i v o
existir
q u a lid a d e
no s u b s t a n t i v o : homem
Segnando o auto r há ujna t e n d ê n c ia
antes,
se ele
de
f o r e x p l i c a t i v o e d ep o is
,
se ele fo r r e s t r i t i v o ;
A d i s t i n ç ã o en tre
vos e x p l i c a t i v o s
Os exemplos dados são sempre d e c l a r a ç õ e s
verdades o n t o l ó g i c a s :
Deus £ .justo, A Terra
se p a ra r e s s e s exem plo s,
pelo adjetivo
e adjeti
é redonda.
em que a q u a l i d a d e
de
É ne
ex p r e s s a
é i n e r e n t e ao s e r nomeado p e l o s u b s t a n t i v o , de
outros exemplos de a d j e t i v o s
explicativos
em que esta
envolvi
do um conhecimento a n t e r i o r por p a r te dos i n t e r l o c u t o r e s
que a q u s liá a c e ex p res sa p e l o
su b sta n tiv o n om eia .
exemplo d i s s o
~
é v a l i o s a , mas não p a r e c e m uito c l a r a a d i f e
rença entre e l e s .
cessário
adjetivos r e str itiv o s
Aliás,
o p r ó p r io
quando c o n s i d e r a
ço em o r i c o homem
porque
adjetivo uertence
se
ao ser cue
o
S o a res Barbosa nos dá
um
como e x p l i c a t i v o
entende
enquanto c o n s id e r a r i c o r e s t r i t i v o
de
como
o adjetivo r i
certo homem r i c o ,
em o homem r i c o -oorque
aí
11
ee entende
como todo homem pue á r i c o .
de riquesB
essencial
deria
à idáia
ser e x p l i c a t i v o
classificação
nao
sendo a i d é i a
de homem, o a d j e t i v o r i c o
nao p o
ee apenas se c o n s id e r a s s e m p ara
conceitos on tológico s,
xemulo é que nao
Ora,
é o con ceito
0 que se
o n t o l ó g ic o
en vo lvido e sim o conhecimento
entende desse
de homem
que o f a l a n t e
tal
e-
que está
tem de certo ho -
mem e de sua r i q u e z a .
Observando as c o n s id e r a ç o e s
adjetivos r e s t r it iv o s e e x p lic a tiv o s ,
sobre
a oposição
entre
podemos chegar às se
-
guintes conclusões:
1- 0 a d j e t i v o não é r e s t r i t i v o
s i mesmo, mas na f r a s e ,
companha, p o i s essa
dependendo d.o s u b s t a n t i v o
classificação
q u a lid ad e a t r i b u í d a p e l o a d j e t i v o
cimento que o f a l a n t e
não t a l q u a l i d a d e .
e
envolve
Conpare-se o a d j e t i v o
em
que ele
a-
ou a i n e r ê n c i a da;
ao s u b s t a n t i v o ,
tem de determ inado
ou o conhe -
ser como p o ssu in d o ou
ju s t o
em homem ju s t o
justo; •
2- Podemos c o n c i l i a r
rio 1 . 1 ; 2
1 ,1 ;4
com o c r i t é
é o que t r a z informação nova e de r e l e v â n c i a para
ouvinte; p o rta n to ,
explicativo
deve v i r d e p o is do s u b s t a n t i v o ,
t r a z uma q u a lid a d e
do ser nomeado p e lo
que já
substantivo.
é que o p rim e ir o f o c a l i z a
n ic ac ã o j
o critério
sobre; o problema da p o s iç ã o do a d j e t i v o : -0 a d j e t i v o
restritivo
1 ,1 .4
ou e x p l i c a t i v o
é c o n h e c id a
A d iferen ç a entre
0 adjetivo
como sendo
1 ,1 .2
o asp ecto p s i c o l ó g i c o
enquanto c segundo f o c a l i z a
o
o a sp e c t o l ó g i c o
e
ds comuda l í n
-
entre a dje
-
gua.
3- Soares Barbosa mostra
tivos re str itiv o s
e adjetivos explicativos
vas e e xp licativ as,
volvimento d e s t e
ecuivalencia
Essa
equivalencia
trabalho,
quando
possível validade
da d i s t i n ç ã o
e x p l i c a t i v o s para
justificar
e o ra çõ es r e s t r i t i
será abordada no desen -
se p ro cu ra rá m o strar
entre
adjetivos re stritiv o s
a sua p o s iç ã o
a n t e s ou d e c o i s
substantivo;
1 .1 ,5 -
Casos p a r ú i c u l a r e s de colocação áo a d j e t i v o
Além das l i n h a s g e r a i s das o r i e n t a ç õ e s
ouanto
uma
e
do
1?
posição do a d j e t i v o , há a i n d a v á r i o s caso s p a r t i c u l a r e s de ar:teposição ou posposição de que
c o n s u lta d o s :
tratam
quase todos os a utores
(18)
Pospoem-se r
e- Os a d j e t i v o s
ú tei- S
que tem complemento:
Ensinam entos
^ m ocidade,
b- Os a d j e t i v o s
s a l i e n t e s do su bsta n tivo
que in d ic a m
como f o r m a ,
Mese r e d o n d a , r a p a z a l t o , c r i a n ç a
c- Os a d j e t i v o s
c a r a c t e r í s t i c a s muito
cor,
dimensão e estado
a n ê m ic a ,
gentílico s:
:
cabelos c a s t a n h o s ;
terra b r a s i l e i r a ;
d~ Os a d j e t i v o s d e r i v a d o s de nomes p r d p r i o s :
A
obra m achadiana;
e- Os a d j e t i v o s que in d ic a m uma c a t e g o r ia numa esp e c ie desáignada p e lo
substantivo:
a v e n id a
a s f a l t a d a , água--m i
n e r a l , deputado f e d e r a l ;
f- Alguns a d j e t i v o s ,
de acordo com o u s o : mão
di
r e i t a , c6digo c i v i l , de-putado f e d e r a l .
g— Os a d j e t i v o s que formam nomes compostos: c i r a r g ie o - á e n t is ta , c a r t s -e x p r e s s a ,
c a r n e -s e c a ;
An.tepoem-se:
a— Os a d j e t i v o s
crande
Gaaoes. Porám,
que acc-zipanhain nome prcSprio:
quando se q uer
de-se pospor o a d j e t i v o ,
v in d o
salientar o atributo,
0
po
geralm ente acompanhado de a rti-
g o : A l e x a n d r e , o G ra n de \ P e l i n e ^ o P e l o ;
b- Alguns a d j e t i v o s ,
m é r c io , alto £ baixo e s p i r i t i s m o ,
Carlos E e g n o ,
de acordo
g je n d e
com o u so :
a lt o
co
e peaueno c i r u r g i ã o
,
extrema-uncão;
c- Os s u p e r l a t i v o s r e l a t i v o s : _o m e l h o r ,
o_ p i o r ,
o^
m e n o r ;.
d- Os a d j e t i v o s m e r o , meio
e- Certos a d j e t i v o s m o n o s s i l á b i c o s que formam com
o substantivo exp ressões e q u i v a l e n t e s a s u b s t a n t i v o :
bom d i a
,
má h o ra .
Obser%'acoes ouanto
a esses caso s p a r t i c u l a r e s
1- Quanto a p o s p o s io a o doe
/
plemento nom inal: E p r e c i s o n o t a r q u e ,
adjetivos
aue
têm com -
se o complemento não
13
esta expresso na f r a s e ,
enibcra
se
saiba
que o a d j e t i v o
o admi
t e , podemos t e r a a n t e p o s i ç a o :
-12,3-.
Ouvimos os líteis ensinarnentosi
2- 0 caso £ de p o s p o s iç a o pode-se e n q ua dra r no caso e de p o s p o s i ç a o . Porém ,
qual o motivo de não se c o n s i d e r a r
certos a d j e t i v o s como f e i o , i n t e l i g e n t e , d e s ig n a n d o c a t e g o r i a s
de uma e-spécie,
em f r a s e s como:
1 3 , a . M en in o s f e i o s ,
a lu n o s i n t e l i g e n t e s ;
3- Quanto ao caso d de p o s p o s i ç a o :
quando o a d j e t i v o
só é v e r d a d e i r o
se r e f e r e d ireta m en te ao nome p r ó p r i o
todas as v e z e s que f o r d e r iv a d o de nome p r ó p r i o ,
p ró p rio s podem dar origem a a d j e t i v o s
c er ta s q u a l i d a d e s q u e ,
com o p a s s a r do tempo,
e 1 5 ;a .
não
os nomes
que passam a d e s i g n a r
pagada a sua m otivação no nome p ró p rio
Comparemos 1 4 ; a ;
pois
e.
podem até t e r a-
que lh e deu o rigem ;
,
1 4 ,a;
0 poema camoniano = . " 0 poema de Camões"
1 5 ,a;
Os o p e r á r io s a s s i s t i r a m a n g u s t ia d o s
às d a n t en ca s
cenas,
4- Quanto à j u s t i f i c a t i v a
do u s o :
r a r os exemplos em que reálm ente o h a b i t o
pré-nominal ou pós-no.minal, mas que
construção
(po r
exem plo:
determ ina
espiritism o
construção
a posição
a l t o , -pensador l i v r e , e t c )
(por
código c i v i l , deputado f e d e r a l , e t c , )
casos
a regra,
não
exem plo : mao d i r e i t a
.
0 mesno se observe nos
^ e £ de a n t e p o s iç a o e £ de p o s p o s i ç a o ;
5- Quanto è a n t e p o s iç a o
notar que o caso parece
mitem a p o sp o siç a o
ser mais
também,
com nomes p r ó p r i o s :
complexo,
quando se quer
Sendo um comportamento d i f e r e n t e
que se y e r i f i c a
comi outros nomes,
e x p lic a ç a o para
esses
casos,
volvimento d e s t e t r a b a l h o .
do
convém
p o i s os a u to r es a d
salientar
o atributo,
mas nesse caso tam*bém se pospõe ao s u b s t a n t i v o p r ó p r io
go;
serse -
admitem também a outra
dcs exemplos em que o uso simplesmente re p ete
sendo p o s s í v e l a outra
é preciso
o arti
da s im p le s p'Osposição
é preciso
buscar uma outra
o que tentarem os f a z e r no desen -
1 . 1 , 6 - Um su b sta n tiv o e m a is de um a d j e t i v o
AiM a
com r e s p e i t o à p o s i ç ã o do a d j e t i v o no grupo
n o m in a l, procuramos nas g ram áticas o b se rv a ç õ e s sobre os
em que um s u b s t a n t iv o
s<5 em Eduardo
casos
é acompanhado por m a is de um a d j e t i v o
C a r lo s P e r e i r a
e
é que encontramos a- s e g u i n t e n o r
ma :
" D o i s a d j e t i v o B _ r s f e r e n t e s e um s u b s t a n t i v o
admitem a i n t e r c a l a ç ã o do s u b s t a n t i v o , quando um de
l e s forma com o s u b s t a n t i v o um grupo n o m in a l, sobre
o q u a l r e c a i ou pode r e c a i r a m o d if i c a ç ã o do outroi
Por exemplor
•'Ilíistre e s c r i t o r p o r t u g u ê s ” = i l u s t r e + es
cr lto r português,
"Formoso cavalo t o r d i l h o " = formoso + cavalo
tordilho,
" V a l e n t e s so ld a d o s b r a s i l e i r o s * ', " b e l a másica
i t a l i a n a ,’ "sábias l e i s m a n u e lin a s ";
"A in t e r c a la ç ã o n e s s a s f r a s e s é de r i g o r . e
b6
d e i x a de ser quando a^ m o d i f i c a ç ã o do outro a d je t i v o
pode d e i x a r de r e c a i r sobre o g r u p o :
"A larga senda d o l o r o s a " ou "A senda larga:
e
d o lo ro sa *'.
"A bela cancão -oopular ou " A cançao bela e nop u l a r " . (19)
Yemos que não há m u ita c l a r e z a
tor:
ir
0 que s ig riific a
a significação
"um grupo n om inal
ne
sobre
exposição do au
o qual pode r e c a
do outro a d j e t i v o " ? P e l o s exemplos da d o s,
qualq uer d o s , a d j e t i v o s p oderia form a r com-o s u b s t a n t i v o o gru
po nominal e ,
de acordo com a r e g r a ,
se antepor ac s u b s t a n t i v o ,
*
l b ,a .
q ua lq uer um d e l e s p od eria
o que não é v e r d a d e :
P o rtu guê s e s c r i t o r i l u s t r e ,
tordilho
moso,
m a n u e lin a s l e i s
i t a l i a n a m ásica
bela,
cavalo f o r
sá^ -
bias,
Além d i s s o ,
parece nao h a v e r o r i g o r que o autor
p rete nde na i n t e r c a l a ç ã o do s u b s t a n t i v o ,
veis
sendo tambám a c e it a
-
e g r a m a t ic a is as c o n s t r u ç õ e s :
1 7 »a.
E s c r i t o r portu g uês i l u s t r e ,
cavalo t o r d i l h o
moso, música
l e i s m a n u e l in a s sa -
italiana
bela,
for
bias;
lícssos gramáticos
se preo cu p aram ,
o problema da posição ao a d j e t i v o
como a d ju n to
como vemos,
com
adnominal
e oro-
curaram a n r e s e n t a r re.srras de c a r a t e r norm-ativo a esse r e s n e i t o .
15
E n tr e ta n to ,
a p e sa r de lauitas o bse rv aç õ es i n t e r e s s a n t e s ,
luções a p r e se n ta d a s nao s a t i s fa z e m por
co c l a r a s ;
serem
parciais
Ivão acreditam os que um f a l a n t e possa
clusivam ente d e l a s para
sição do a d j e t i v o .
t a s em 1 . 1 , 2
as so
ou pou
se s e r v i r
ex -
se o r i e n t a r quanto ao problema da po -
Parecem-nos m ais f o r t e s as co lo c a ç õ e s f e i -
e 1 .1 .4 ,
j é tendo
t r á r i o s as c o lo ca çõ es f e i t a s
d i s c u t i r agora 1 . 1 ; 2
em 1 . 1 , 1
e 1 .1 ,4 »
e. alguns a sp ecto s de 1 , 1 . 5
e l .l ;3
e l .l ;4
o adjetivo
tem o mesmo s e n t id o p o r
que nao t r a z in fo m ia ç a o novaa
que d e l i m i t a
tajitivo a uma c la ss e d e l e ,
. Deixam os para
que no fundo tem o mesmo s e n t i d o ,
e por este m otivo pode o co rrer anteposto
re stritiv o o adjetivo
com exemplos con
.
Dizem os que 1 . 1 . 2
que e x p l i c a t i v o s e r i a
sido r e f u t a d a s
ao s u b s t a n t i v o ;
o significado
é
g e r a l do subs-
t r a z e n d o p o rta n to uma informação
■no va.
Já abordamos o problema de só se saber
tivo
é explicativo
frasei
a q u a lid a d e
ou n a o ,
se t r a z
ou nao i n f o r m a ç ã o .no va,
é ou nao é i n e r e n t e a. deter m in a d o s
t i v o s ; o conhecimento dos se re s nomeados p e l o
que pode t o r n a r um a d j e t i v o
podem v i r a n t e p o s t o s ;
1 8 ,a.
E ste
su bsta n
substantivo
Veja-se
brasileiro
embora^-: sejam e x p l i c a t i v o s ,
é
vo t r a z e r ou d e i x a r de t r a z e r
a a g r a m a t ic a l i c a d e
nao
a frase:cavalo
ganhou a c o r r i d a ,
Se considerarm os especialrcente o f a t o
nao e x p lic a
na-
explicativo;
Há a d j e t i v o s q u e,
*
se o a d je -
informação n o va ,
da a n te p o s iç ã o
de o a d j e t i
veremos cue ele
do a d j e t i v o
ng
fr a s e 19 ;b ., :
IS^a,
Compramos v e s t i d o s
b o n it o s e v e s t i d o s f e i o s ;
Os
v e s t i d o s f e i o s nos revendem os;
^
1 9 , b;
Compramos v e s t i d o s b o n it o s e v e s t i d o s f e i o s ;
Os
f e i o s v e s t i d o s nós revendem os.
inform açao nova n a rece não e x i s t i r
1 5 ,a ,:
sileiro
de acordo com S oa res B a r b o s a ,
e explicativo,
p o i s o s i g n i f i c a d o de
r e s t r i n g i d o p elo dem onstrativo
das duas f r a s e s
em 1 8 . a .
em
- *w ,
o adjetivo
bra—
cavalo j á está
e s t e . Entretanto,
em nenhuma
é possível a anteposição.
Quanto ao problema do uso como determ in an do a po ~
l6
sição do a d n e t i v o :
Já obssi^^-aaos e n e c e s s i d a d e de
do o uso apenss r e t r a t a ujr;a p r e f e r ê n c i a
se v e r q uan
consagrada,
sendo a
outra construção também a d m i s s í v e l ,
1- p r e c i s o c o n v i r , porém
oue existem realm ente a lg u n s poucos
a d j e t i v o s que tem a
p osição f i x a d a p e l o u s o ,
f i c a d o d iv e r s o
s u b s t a n t iv o ,
es p e c ia lm e n te
a q u e le s
sua
que têm s i g n i
conforme estejain a n t e p o s t o s ou. p o sp o sto s
como r n o b r e , £ r a n ^ s
sianles,
2 0 , a,
João é um homem p o b r e ,
2 0 ,b;
João é um pobre homem;
2 1 ,a;
João é ujn grande j o g a d o r ;
2 1 ; b , João
2 2 ';a ;
,
ao
etc.
e ujn jo g a d o r g r a n d e ,
Joao é um sim ples funcionário'^
2 2 ; b ; João
e um f ü n c i o n á r i o
sim ples;
3ÍC desenvolvim ento d e s te
colocação f e i t a
t r a b a l h o veremos como
sobre a d j e t i v o s r e s t r i t i v o s
a.
e explicativos
se~i
rá apro veitada numa abordagem g e r a t i v a t r a n s f o r m a c i o n a l ;
l;2 - 0 E st ru tu ralis ao
são poucos os t r a b a l h o s de
gem estrutüjTslista sobre o p o r t u g u ê s .
que dispomos de aborda
Dos a u t o r e s c o n su lta d o s
denreendeaos es observaçoes que apresentam os a s e g u i r ,
Kattoso
tá tico em seu l i v r o
portu g uesa.
Cãnara nao chega
a t r a t a r do problema
específico
a estrutura
lío verbete
sobre
C o n s t i t u i n t e s de
da- lín gu a
seu D i c i o n á r i o
l o l o g i a e Gramática chama a aten çao p ara a d i f e r e n ç a
sequencia de coordenaçao de d o i s
cuencis de a d j e t i v o s
sin
ou m ais a d j e t i v o s
de ?'i -
entre vsia
e uma se
-
em ordem s u c e s s i v a :
_^"Ã s v e z e s , d o i s ou m ais a d j e t i v o s nao sao
uma
se q ü en cia de coordenaçao ju n to ao s u b s t a n t i v o , mas
c o n s t i t u i n t e s _em ordem^ s u c e s s i v a ; isto se a s s i n a l a
p e l a f a l t a de pausa entre e l e s ( e na e s c r i t a fa l t a '
de v í r g u l a ) ou p e l a a n te p o s iç ã o de um. em f a c e
da
p c s p o s iç a o do outro ( e x : a) o lh o s fem-lninos encan t a d o r e s , b) e n c a n ta d o re s o lh o s f e m i n i n o s ) ; _^Daí r e
s u l t a um v a l o r graniatical para a a n te p o s iç ã o do a d
j e t i v o ao s u b s t a n t i v o em cer to s c a s o s , (2.Ò)'
Observamos que ele re c o n h e c e
nao puramente
estilístico,
um valor
I p o s iç ã o do a d j e t i v o
gram atical
em relação
,
ao
17
es c e r t a s f r a s e s ;
não e s c l a r e c e , e n t r e t a n t o , qual
0 v a l o r da a n t e p o s i ç ã o , i s t o é , q ual dos d o i s a d j e t i v o s é que
deve v i r anteposto'. P e l o seu ezemplo co n clu x co s que deve ser o
su b stan tiv o ,
á lt im o ,
sendo a a n á l i s e
em c o n s t i t u i n t e s f e i t a
assim t
o l h o s f e m i n i n o s en c a n ta d o re s
olhos fem ininos /
o lh o s /
e n ca n ta do res
fem ininos /
en can tado res
No caso de a d j e t i v o s em se qu en cia de coordenaçao ,
a a n á lis e
seria f e i t a
assim :
o lh o s f e m i n i n o s ,
e n ca n ta d o res
o lh o s // f e m i n i n ò s
olhos /
en can tado res
f e m i n i n o s Z'' e n ca n ta do res
Se c o n siderarm o s uma se qu en cia de d o i s a d j e t i v o s
nujna f r a s e ,
dois,
veremos que nem sempre que não há p ausa
podemos a n te p o r ao
mos as f r a s e s 2 3 i a .
substantii^o o líltimo a d j e t i v o ;
os
Ve ja ~
e 23',hl ;
2 3 .a;
Ele p r e fe r e
os o l h e s fe m in in o s c l a r o s ;
2 3 . b;
Ele p refere
os c l a r o s olhos f e m i n i n o s ;
A frase
entre:-
2 3 » b;
nio
é sinônima de 2 3 . a ,
, Sm 2 3 » a;
se entende que e n t r e o lh o s fem-ininoe c la r o s e o l h o s f e m in in o s
escuros há ujüa p r e f e r ê n c i a
p e lo s
h a v e r qualquer p reo cu p açao
em r e l a c i o n a r os olh o s c l a r o s
olhos e s c u r o s ,
sim plesm ente
se
c l a r o s . Sm 2 3 . b„ p a r e c e não
enuncia uma q u a l i d a d e ,
com
a de s e
rem cla ro s os o lh o s f e m i n i n o s ,
Com r e s p e i t o
lação ao s u b s t a n t i v o ,
pospostc-ao
des f a l d a s .
que a ordem d i r e t a
de acordo
es r a
é a do a d j e t i v o
do sin -
de uma colocação
com a colocação norm al,
de B i l a c :
"S o b r e
adjetivo
com a ordem d i r e t a
Aponta a p o s s i b i l i d a d e
em d e s a c o rd o
do com imia f r a s e
de um ánico
que d e te r m in a a colocação do determ in a n te
dep o is do d e t e r m in a d o .
estilística
diz
substantivo,
tagms em p o r t u g u ê s ,
è p o siç ã o
exem plifican
" A a su l Yupubaçu b e i j a - l h e a s ver ~
o problema da p o siç ã o do a d j e t i v o ,
diz ain
da:
"jim ^ r e f e r e n c i a ao nome adjunto a d j e t i v e , c r i ou-se a té uma oposição en tre a in t e n c s o a f e t i v a e a
- - d e s c r i t i v a , c orrespo n den do à colocação de cer to s
e , antes ou õ s p o i s de
seu
"•jb r ta n tiv o ( e x . :
l á s t i r g " , r.as —
C/Je32". ( ? 1 )
I-eoie.-^ário A,
de Azevedo F i l h o ,
cor-sidera a orden do
C o lo c B c ã o
nãi?te^
''pobrs r e p a z " ,
” r£-!az - obre” ,
sob o tó p ic o
r.'or^"2 l
6t. rsortucuss
t a r t i r o - a d j e t i v c . L'as d i z que é p o c s i v e l
lística
do a d j e t i v o ;
"d i g n o
òe
"sem
ri-
geral
sir;t£g:i.a d e t ermiiiadc-íeternii
r e s o e r :s á v e l ■C'Sla o r d s "
co-io
ic-to é ,
isto é,
v e r d e s -"a r e s .
subs
erteposicso
—
esti
2ri -renòe bomezi o adjeti-vo
tem v a lo r c o n o t a t i v o ,
sm oposição ao v a l o r d e n o t a t i v o do a d j e
tivo
(22)
es homem g r a n d e ,
Cidriar P a i s
(23)
deiza
a o p o s iç s o
entre
a antepo ~
ciç ã o e a p o sp o sicã o do a d j e t i v o p o r conta do r e a l c e
da ariteposiçao:
sua ve rec 01*àac3o. do B arnolye
s u b je t i v o
•oa ssa do sj
err; OpOSi-
çao è a d j e t i v a ç a o eA berna f m a is obj e "cj-V a da. « Un:la ru a cone- c i a l ,
0
clinig i n t e l e c t u ai *
José Kebouças Jj;a CBiT; DLra.
(24)
L'
:béa de ixa
o pro
e~: d i r eta é : subsdo e s t i l o s d ise n d o c u e a 0
t a n t iv o - a d j e t iv o 5 13as pod 0 ser queb■rada na £ si era do est:i l o ;
ble"a
oor conta
Zxe:::-olifi ca :
C:.C£ nto re cobrei
npi lho s e u . ne ste ?= 0 n n
a
fu
/e de 'fj-leu f i l h o 5
p e r d i da z-'é, di verso e s t i l i s t i ca —;a y.—V>*
rít.ar?«
'
n e s t e r eCS ü 0 a~;eno re c o b e
a
er di •w
r:~
TO
JL-i
^-^ ou tro s e. a o l o s , chamando
V3-T3. r^.
de c -porzs.^[ies a CLITIj_'iii’ s V Sr i a n t e p o s i c i on■Sl wo p ei to e■
sti
l:T=ticCj
0
que n ao S COÍj” 6 ce en. in~l ^ c; •
•*
v 1 ^ c s r u £3 ~
—y f e r i e £ i -'£ 3 3 u e c - c^~ o ,~
*>^iPC*
,
✓
'> \
sv el
o) líoite —n ‘t:er::::_na. V e _L C; U
o) l i v r o -rr e c i o s o c u or ^ 3 i c so r i v r o " ,
■
V
oce que £s
veses
a o 0 s o p pl £ I t er a a si
c a r a o r r, enino o o bre -Dobre TZe n i n o : ou e-pr e s T)S.
Reco
rio:
01 v e ;
XjTn ““
? vida hima na - a hu" 2 na v i d a .
^ C;~
~p'r*':r\çr vendo CU.0 0 SÍ!í6 S a u T. 0
iZ^ es
ujraiis T,a £ '-d
a bo rdaran o prob lema da a.li 1/ep o siç a o do a á-j et iv 0 do ponto
de
r
r
v i s t a e s t i l í t i c o , ç on e i c e ç 3 0 de :'a ttoso Ud—ar a , que apc nta
O
v a l o r graziatical da antepôs içao no
'• "JO 3
ÍHr*. ^ r*:Q•;*•= CjnadiDS,
?ii
■
a d r e t i v o pode cc! "p '
s r ant^
r
de S 9 Güênc:ia de adje caso ^
»O o r*ao de cu e cu alquer
-o S C 0~ :a inp: T
os to er; oor tu ru 9 £ > C0;r:0 uu recurso
e o t i l í s t i c c . ITao e (D que :7iO£tran cs fa t o 5 *da 1 J._í a . A-s f r a s e s
^V
^
______ ____ ' t 2-i^ P i ç: ni ido è an-tepos:i ç ,ao
CO
3'a 3 eva-
r
*.
2 4 . a*
O b r a s i l e i r o menino venceu a prova de n a t a ç ã o ,
*
2 5 , a< H a v ia uia menino alegre, e uin meriino t r i s t o n h o
c o o p e t i n d o , c a s o a l e g r e menino v en c eu a p ro v a;
D eix a n d o
tilístico,
E u r ic o
nos in t e r e s s a '.
tra^ivos,
o probleiDa no p la n o grainatical e não es ~
BacR
e Geraldo K a t t o s tratain do probleiTia que
Apresentam sete
possessivos,
especificativosj
tim as c l a e s e s ,
cardinais,
pátrios.
que
c l a s s e s de a d j e t i v o s ^
ordinais,
-
q ualificativos,
Vamos nos i n t e r e s s a r p e l a s t r e s líl -
correspondem ao que
traballio como a d j e t i v o s ,
demons
estamos tr a ta n d o neste.
os t r a d i c i o n a l m e n t e
chamados adj'eti -
vos q u a l i f i c a t i v o s ;
Especificativos—
são cs p r i m e ir o s apds o nucleo
E xem plo s: p o l í t i c o ,
financeiro,
riental,
universal,
ocidental,
econôm ico,
gentino,
carioca,
m ilitar,
que vêm em segundo lu -
Exemplosí b r a s i l e S r o , ■, c u r i t i b a n o ,
estudioso,
ar
etc.
Q u a l i f i c a t i v o s - ocorrem a n t e s do n ú cleo
último a d j e t i v o
o -
etc.
P á t r i o s — são os a d j e t i v o s
g a r d e p o is do n ú c l e o ,
civil,
;
d e p o i s do n ú c l e o .
grande,
verde,
E x e m p lo s :
bom,
ou como
alto,
útil
,
etc,
Há a d j e t i v e s d o I í v a l e n t e s ,
teh cer a m a is de uma c l s s s e ,
isto
é,
que podem per -
como o a d j e t i v o r o m â n t i c o , que
pode se a p r e s e n t a r como e s p e c i f i c s t i v o
ou q u a l i f i c a t i v o ,
como
ex em p lifica m as f r a s e s :
P o e s ia rom ântica
brasileira,
R a p a z b r a s i l e i r o rom.ântico
P a ra
,
( especificativo)
(qualificativo
)
classificaim aos ujn a d j e t i v o o o l i v a l e n t e
especifica_tivo- ou q u a l i f i c a t i v o nos o r ie n t a r í a m o s n s l a
como
sua po-
sição na l o c u ç ã o ''s u b s ta n tiv a ;: e-pela admissão da p r e s e n ç a m u i t o ^ com-pletamente, antes d e l e :
tivos
são q u a l i f i c a t i v o s
de
os a d je -
que admitem a presença de t a i s v o c á b u lo s e são e s p e c i f i -
c a t i v o s os que _nao a admitem,
A poesia
e rom ân tica ou não
é
(tretan dc- se da e s c o la r o m a n t i c a , n a literatur-a) , nao pode. ser
m uito ro m â n tic a ;
o r a p a z pode- ser muito ou pouco ro m â n tic o ;
2('
Rer>r0 duziiB0 3 a s e g u i r o quadro de o c o r r ê n c i a s a prese nta do jjelos
a u to r es
c o id
omissão de a lg u n s exem plo s,
para. s i a p l i f i c a r i
Qualificativo
líácleo
Esp ecificativ o
F a lsa
ex p erien cx a
h istórica
sólida:
cultuxa
literária:
Ousliixcativo
Kucleo
Qual i f i ca t i vo
Verdes
mares
b r a v io s
xüu ensa
colaboração
esparsa-
líúcleo
Esoecificativo
O ualificatívo
Bxpressao
-
v e e iB e n T - e
J_i J-'^C
Q u a l i f i c a t ivo
Kúcleo
Ivova
coEienclat ui'a
Paxrxo
Especificativo
brasileira
.s r a n a t ic a l
^Contudo, a su b c la s s e d o s q u a l i f i c a t i v o s pode
e x e r c e r duas fu nç ões d i s t i n t a s a s s i n a l a d a s p e la or~
denjt a n te s do n ú c l e o , será o a d j u n t o nom inativo exp l i e a t i v o , dep ois do núcleo será o a d ju n to noEinativo restr-iti^í-Q; mas a s u b c l a s s e do a d j e t i v o é a ines3:a.
0 emprego coso e x p l i c a t i v o ou r e s t r i t i v o se rege por
c r i t é r i o : s e s â n t i c o : o e x p l i c a t i v o não se r e f e r e
a
outr_o ou o u t r o s ; o r e s t r i t i v o a s s i n a l a a e x i s t e n c i a
de o u t r o s , d i f e r e n t e s . Exem plo : V e r d e s mares bravios
de g i n h a te r r a n s t a J I ITodos os inares lo. Ceará são
v e r d e s ; ou, na presença do e s c r i t o r , nao há outros
irares
os azi .3, iír-svios: o escrix-cr se a i r i e e
.Jc:res orav::osy aenao a err^encer c'je na veraí
lúares t r a n q ü i l o s " . ( 25 )
Obsern.'açoes a r e s p e it o da c l a s s i f i c a ç a o
;3 ch e Geraldo líattos ccm r e s o e i t o s r o s i c i o
1- 0
que d i f e r e n c i a
t r i t i v o de um a d j e t i v o
ujn a d j e t i v o
especificativo?
posição dos autores,- é a .posição,- p o i s
ti a o a d j e t i v o d e p o i s do n ú c l e o .
de i'urico
Go a d j e t i v o :
qualificativo
Segundo
res -
sa deduz da ex -
o qualificativo
Vejamos as f r a s e s 2 6 . a ,
é o líl ~
e 2 7 . a,
2 c ,a ,
S l è s :castigaram as c r i a n ç a s
2 7 .a.
E l e s castigaraiB. as c r i a n ç a s m a l c r i a d a s pequsnas;-
Quai
qualificativo
p equenas m a l c r i a d a s ,
dos d o is adj etiv o s, i s a l c r ia d a s e re o u e n a s^ é
e qual d e l e s á o e s p e c i f i c a t i v o ?
3e
o
nos orientar-
cx
-ele oos 3 Í b i l i â 2de ce o c o r r s n c i a de muito an tes ao a d j e t i v o pa
ra
c l 33 BÍiicá-lo
essa
C C T .0
cua 1 i 1 Í V D
ocorrêricia, P o r t s n t o j
5
v^:r-2-03 que
£ -bos cao q u a l i i i c a t i v o s ?
2- Ob a d j e t i v o s p á t r i o s .
ocorrer es segundo l u g s r
baixo,
seg;undo os a u to r eS f
d e p o i s do r-úcleo, Z n t a o ,
só Eeriani p o s s í '/e i s
2S*a,
ambos admitem
ss T r a s e s a
H s p a z roínântico
e
devem
dae f r e s e s a-
as f r e s e s
b
:
brasileiro»
2 8 , b, Raoas brasileiro- ro m â n tic o ,
♦
2 9 .a ,
Problesaa p o l í t ic o s
brasileiros;
29 , b ;
Problem as b r a s i l s i r o s p o l í t i c o s ,
?arece--nos f u g i r è r e a l i d a d e
e s p e c i a l dos a d j e t i v o s p á t r i o s ,
da l í n g u a
esta c l a s s e
forçando-os a ocupar a p e n a s uma
dada -oosição. A agrairsaticalidade das se n te n ç a s b
nem sempre
é
coEiprovada por l a l a m e s n a t i v o s , Yg-js-se a f r a s e 3 0 ;a ;, » onde
a
locução ocorre nuni contexto m a io r t
30 , a , 0
m in i s t r o
t r a t o u de problem as
brasileiros p o li -
■cxcos e nao ae ■orobj.einas D r a s x l e i r o s econoniiccs,
3- 0
tritivo.
adjetivo
q u a l i f i c a t i v o posp o sto é sempre r e s -
v i 08 de nilrilia ter ra n a t a l ,
I^ossa m i/U iç a o
2
0
segundo os a u t o r e s .
entretanto,
31»a,
não conprova o que e l e s
explicativo,
n inha t e r r a n a j e l ,
taçao as f r e s e s
bra ~
e a cis nu'..ijD3
bravios un s i g n i f i c a d o
conta de ^
e z e s p l o aador v e r d e s mares
3 1 » s ,j 3 1 . b
e
tanto
que ten a ~i?~:*a :■i:tr.!--re
~
31.
7 e r d e s i:.areE b r a v i o s de n i n h a
te r r a
n a t a l*,.
3 1 , b, 'Lares v e r d e s e b r a v io s de minha t e r r a n a t a l , . ,
3 1 ;c ;
Ve rdes e b r a v i o s s a r e s de lainha t e r r a = n a t a l , , ,
4- Só os a d j e t i v o s
res,
qualificativosj
poden te r a fu nç ã o de r e s t r i t i v o
go coao r e s t r i t i v o
ticos.
Ora,
ou e x p l i c a t i v o
segujado os a u t o
ou e x p l i c a t i v o
se r e g e oc-r c r i t é r i o s
de acordo com o c o n c e i t o cedo p elo s
r e s para r e s t r i t i v o e e x p l i c a t i v o ,
p á tr io s e e s c e c i f i c a t i v o s
e o enpresenân -
p r ó p r i o s auto ~
pod.-r.os tanbéni t e r a d j e t i v o s
cor: as duas fu^içõesi
3 2 ,a ,
Este p ro b len a
33»a,
Este
político
é de f á c i l .s o l u ç ã o , _
sa:rbe b r a s i l e i r o f a a muito
sucesso.
2?
Pere ce não r.sv^r áu vida
ro^ tea s i g r A ii c a à o
er^rp-licativo nas f r a s s s 32..a*
A e:rposiç30 áe
tisfatória
ce que p o l í t i c o
ao p r o b l e s a ,
33. a,
®
r-ch e T'attos nso dá u~:a solução
especiali;;ente
de e x p l i c a t i v o s « podea ocorrer
sa
se C0'isiderar-'n’0 3 :
1- 0 la to de que c e r t o s e á j s t i v c s ,
34 »a ,
e
e brasilei
que
e le s chaiaam
a a t e p o s t o s ou posr-ostos:
l^este recaríto areno p a s s e i .nuitas horas de EÍ.oha
v ida,
34 .be
líeste aireno re c a n to p a s s e i s u i t a s h o ra s de iniiiha'
v id a ^
2- 0 f a t o de c e r t o s a d j e t i v o s ,
que e l e s c l a s s i f i c a m
como e s p e c i f i c a t i v o s t também poderem ser e x p l i c a t i v o s
e,
no en
t a n t o , nao podereia o c o r re r a n t e p o s t o s :
*
35»a,
í-Jesta v ia
f é r r e a nao houve a c i d e n t e ;
3 5 .b e
?-3esta fé r r e a
v ia
não houve a c i d e n t e .
0 probler^a da p o siç ã o
do a d j e t i v o parece e n v o l v e r
aspectos bastan te co-nplexos de s i g n i f i c a d o .
estruturslista--,
Por isso
o enfoque
cue parte dos dado s l i n g ü í s t i c o s -ourauiente,
s c s t r a incapaz, de- e x p l i c a r a a n b i g ü i d a d e de f r a s e s
se
como 3S,a„f,
a qual admite duas i n t e r p r e t a ç õ s s ;
3 5 . a,
A:
0 p r o fe s s o r
e l o g i o u os a lu n o s e s t u d i o s o s desta
''Iodos os a l u n o s d e s t a
c la s s e
são e s t u d i o s o s e
o
p r o f e s s o r os e l o g i o u ” .
3r
'*0 p r o f e s s o r e l o g i o u a l g u n s alujios
desta c l a s s e ,
Una a n á l is e
os que sao e s t u d i o s o s " .
em c o n s t i t u i n t e s im e dia to s a p a r t i r do
enunciado nos l e v a r i a ao mesmo r e s u l t a d o ,
interoretacoes:
(nao t o d o s )
com q ua lq uer das duas
?3
0
prof e^Bor
elogiou
cs
S ?, ' ■.':0 S
.0
p ro fes so r
elogiou
os
alunos
0
p ro fe s so r
elogiou
os
0
; p ro fes so r
elogiou
0
p r o fe s s o r
0
p rofesso r
de s ta
classe
e st ü diosos
desta
classe
alunos
estudiosos
desta
classe
os
a lu n o s
estudiosos
desta.
classe
elogiou
os
a lunos
estudiosos
desta:
classe:
elogiou
os
a 1 mios
estudiosos
desta
classe
Ac red ita m o s que d i f i c i l n e n t e
lução
chegaríairios a uma so
s a t i s f a t ó r i a do problema da p o siç ã o do a d j e t i v o ,
na liniia
de tr ab a lb o e s t r u t u r a l i s t a , p e l o s p r ó p r i o s p o s t u l a d o s c i e n t í f i
cos en v o lv id o s n e s s a corren te l i n g ü í s t i c a *
essa solução nujsa a n á l i s e
s^erativa t r a n s i o r a a e i o n a l ;
T en ta re n o s en co n trar
baseada nos p r i n c í p i o s da gram ática
24
NOTAS
1
2
DO
CAPÍTULO
I
TTascentes, 1 9 6 4 , p . 15 0
Hocha lima, 1 9 6 2 , p , 286-287
3- Celso Cü.rma, 1 3 7 2 , p , 268-270
4- P ere ir a, 1 9 1 9 , p . 3 0 0; 1 9 2 7 , p , 8 2 , p . 246
5- Bechara, 1 9 7 3 , p . 88 ; p . 322-323
6 S i l v e i r a Bueno, 1 9 6 8 , p . 376-378
7- Jálio R i b e i r o , 1 9 1 0 , p . 245-246
8 Chaves de M e llo , 1 9 7 6 , p . 366-367
9- Soares Barbosa, 1 8 7 5 , p . 95-97; p . 123-125
10 -Lapa, 1 9 5 9 , p . 119-121
'
11 -Said Á l i , 1 9 6 4 , p . 198-200
12- -Mendes de Almeida, 1 9 6 3 , p . 1 2 7 ; p . 409
13--Bechara, Celso Cunha, JÚlio S i b e i r o
14--Celso Sonha, p , 251
15--J, láattoso Câmara Ju nior, Elementos de LÍngua p á t r i a , 3- s é r i e ,
p . 201
16- -Lapa, p , 119
17--Lapa, p . 12 1
18- -Sobre posposição: a ) Celso Cunha, N ascen tes, P e r e i r a , S i l v e i r a
Bueno.
b ) Ce lso,C u n ha , P e r e i r a .
' ‘ c) S i l v e i r a Bueno,
d) JÚlio R i b e i r o , S i l v e i r a Bueno.
e) Celso Cunha*
i ) Mendes de A lm eida, P e r e i r a , Rocha Lima,
g) S i l v e i r a Sueno.
Sobre anteDOsiçao: v ^
^
a ) Perexra.
b ) S i l v e i r a Bueno,
c) Celso Cunha.
d) S i l v e i r a Bueno.
e) Celso CurJia.
-Pe
1919 , p . 300
IS
20 -Câmara, 1 9 6 8 , p. 99
21 -Câmara, I 968 , p , 84
22 -Azevedo PilJio, 1 9 7 1 , p. 107
23 -Pottier, 1972 , p . 15
24' -LIacambira, 1 9 7 4 , p . 303-304
25- -Back e líattos,^1972, p .
-
-
-
-
-
-
CAI^ITÜLO I I
- Â GRAJaTICA GERATIVA TRA'^SPORl.LàCIOlíAL
2 ,1 - Em piricism o e Racionalisiao no 3s tu d o
0
da Linguagem
aspecto r e v o l u c io n á r io , da l i n g ü í s t i c a gerativ a'
tran^pfonnacional
se deve em p a r t e a uma re to m a da , por Chomsky
,
da v is ã o de linguagem de e s t u d i o s o s que tiniiam sido d e s a c r e d i t a
dos p e l a lirigUística e s t r u t u r a l i s t a
(1)»
P o n to s b á sico s de sua'
t e o r ia vamos en co n trar nas g ra m á tica s f i l o s d f i c a s dos
SYII
e Z l^ III,
de orientação c a r t e s i a n a ,
ca de Port Royal
(2)
e nos
sé culos
espec ia lm en te a Gram áti
es tu d o s de W ilh e lm von Eujnboldt,
co -
mot as observações sobre os u n i v e r s a i s l i n g ü í s t i c o s , o a sp ecto ■
c r i a t i v o da linguagem ,
lín g u a v is t a
o in a tism o da a q u i s i ç ã o l i n g ü í s t i c a ,
como um processo
e nao como ujn p ro d u to .
A orientação d i v e r s a
lingüísticos,
tas,
que
CSiomskjT- imprime aos estudos
em r e l a ç a o a o a e s tu d o s f e i t o s p e l o s e s t r u t u r a l i s -
se e x p lic a p ela f i l o s o f i a
p or e l e ,
a
racionalista
de c i ê n c i a
esposada
em oposição ao empiricismo. da l i n g ü í s t i c a taxonôm ica,
A concepção e m p i r i c i s t a de c i ê n c i a usa o método i n -
dutivo,
que c o n s i s t e
basicam ente
dados da e x p e r i ê n c i a ,
em segmentar e c l a s s i f i c a r
não se p e r m i t in d o ao e s t u d i o s o q ualq uer
conclusão que não s e ja fundamentada nos c a d o s ,
p a r t i r d e ,d a d ó s r e a i s ,
os
observados,
0
maior a v a l i d a d e de, uma t e o r i a .
a
vai fazendo generalizações
s u c e s s iv a s até chegar a p ro p o s iç õ e s m a ic g e r a i s ^
for a q uantidade de e v i d ê n c i a s
cientista,
'u a n to m aior
que a a te s te m como. v erd a d eira ::
Segundo Emmon Sach ( 3 ) ,
çoe.s b ásicas do método e s t r u t u j a l i s t a
sã o :
as
,
no~
v e rific a ç ã o , indução,
fundamentação,
0
procedimento r ig o ro s a m e n tè
estru tu.ralista
em l i n -
gUística s o se g u in t e : ,
1- R e g i s t r a r ujs corpu s o m ais r e p r e s e n t a t i v o p o s s í —
vel' da l í n g u a ,
2- Segmentar os e n u n c i a c o s do co rpu s nos d i f e r e n t e s
níveis,
3- I n v e n t a r i a r as f o n s a s o b t i d a s >
4“
C l a s s i f i c a r as formas e os enujsciados*
O cientista
ra quase m e c â n i c a ,
estraturalista
deve p r o c e d e r de sianei-
evitarido qualquer i n t e r v e n ç ã o
liada deve a p a r e c e r na sua d es criç ã o da l í n g u a
retamente i n d u z i d o
que nao
criadora- da d es co b erta c i e n t í f i c a .
pega dos dados p a r a
0
Popper.j
cita d o p o r Ruv/et
e propiciarao,
como a p r e v i s ã o
(4),
de uma t e o r i a ,
de
se desa
ser
nao
a
de novos fa to s,
do c i e n t i s t a
interna,
segundo K a r l
depende menos de ujna comprovação
p o r um m aior ou rnenor ni5mero de d a d o s ,
como: c o e r e n c ia
a na
de h i p ó t e s e s a p a r t i r de ujn niímero lim ita d o
ju lg a m e n t o de valor
com h i p ó t e s e s
cientista
é o d e d u t i v o ; Aceita- se a i n t u i ç ã o
para a f o r a u l a ç ã o
de dados;
e e le g a n c i a
de f a t o s conliecidos,
0 ruétodo usado
0
en fatisa
se a r r i s c a r a h ip ó t e s e s que deverão
f o r m a l i z a d a s com p r e c i s ã o
ex u lic a ç ã o
seja di-
dos d a d o s .
A concepção r a c i o n a l i s t a de c i ê n c i a
tu re z a
s u b je t i v a ',
que de o u t r o s c r i t é r i o s ,
seu v a l o r e x p l i c a t i v o ,
disciplinas afins,
sua
sua
coerência
sim plicidade
e elegan
cia;
Com Chomslcy, a l i n g ü i s t i c a
com a ca ta lo ga çã o de elem entos,
cacos da e x p e r i ê n c i a ,
deixa
de
se c o n te n ta r
a sim ples r e o r g a n i z a ç ã o
para^^ buscar o b j e t i v o s n a i s
dos
am biciosos:
a
e:-:plicaçao dos f a t c s l i n g ü í s t i c o s e a compreensão da p ró p ria
essência
coisa
da l i n g u a g e m ;
já p r o n t a ,
p ara
A lín gu a d e ix a
se ser v i s t a
se r en ten d ida como um n r o c e s s o ,
gü ísta deve b u s c a r a compreensão desse n r o c e s s c ,
se passa na mente do f a l a n t e :
f a z com que o f a l a n t e
ele nunca o u v i r a
a n t e r io r m e n t e .
-
como ele
que
elaborar h i
Z‘ss a s hinoteses-,
se f e
serão reform-uladas e se a c e i t a r á a
que f o r m ais e x p l i c a t i v a ;
o a sp e c to
a n o s,
lin
frases novas,
Cabe ao l i n g ü i s t a
esse n eca n is n o »
rem r e j e i t a d a s p e l o s f a t o s ,
tal
0
deve e n t e n d e r o mecanismo cue .
compreenda e produza
p ó t e s e s que e x p l i c i t e m
h ip ó t e s e
como uma
criativo ,
que p a r t i c u l a r m e n t e
linguagem ,
5 o a sp e c to
como nao podendo
já apontado n e l o s
cartesi
leva a uma abordagem r a c i o n a l i s t a
da
c r i a t i v o que f a z conceber, a linguagem
ser adquirida
apenas nor asso c i a ç õ e s . t i p o . es-
tím u lc- r esp csta. -4prender "uma lí n gu a 'não é mem.orizar . l i s t a s de
f r a s e s ou de m o rfem as, líuito m ais que I s s o ,
é dom inar urs com -
p lex o sistema de r e g r a s que oerniite Gemt)re a c r ia o ã o de f r a s e s
21
novas.
0
p ap el ce l i n g ü i s t a
sister^a l i n g ü í s t i c o
eo errjpreencer a descriç-ão de Uàu
e seiaelnante ao d o a p r e n d i z de msa l í n g u a ,
ouer seja a lín gu a m a t e r n s ,
quer s e la ujsa segunda l í n g u a t as ~
bos lornulam h i p ó t e s e s a r e s p e i t o da lí n gu a
C 0I2 os dados,
essas h ip ó te ses
e,
eis co n fro n to
serao a c e i t a s ou serso r e i o r a u —
ladas',
A c ria n ça ^
ao a p r en d er a l í n g u a ,
‘^''com admirável r a p i d e z e e f i c i e n c i a
nusa id a d e
incanaz- de ou tra s t a r e f a s menos co m p lesa s.
q u e,
coEso ser humano que éy a c r ia n ç a
c i a i para a ajprendiz.agexn l i n g í l í s t i c a .
da pouca ou m uita atenção
ensin o da l í n g u a ,
consegue fes e- lo
em que "é a i n d a
Isto
acon tece p o r
t r a z uma a p t id a o
Por i s s o ,
espe
independente-
que se d i s p e n s e em seu am biente
11a
e l a a pren d erá a f a l a r .
-
ao
fo ra u la h ipóteses
a re sp eito do sisteina l i n g ü í s t i c o p a r t i c u l a r ao q ual ela: será
ex p o sta , p o i s as e s t r u t u r a s b á s i c a s e la
Assini e n t e n d i d a
que as lí n g u a s t o d a s ,
s e n t a i muita^ c o isa
já t r a z i n a t a s ;
a' l i n g u a g e m ,
( 5')
devemos coffipj^eender
por tr á s de ujna grande d i v e r s i d a d e ,
em comum;
0
objetivo
apre
suprerac da l i n g ü í s t i c a
é alcançar esses u jiiv e r s a is i i n ^ x s t i c o s ;
Para- os estrutujralis-
t a s isto soa como iffiia h e r e s i a
Já que e l e s concebem
cada sistema l i n g ü f s t i c o
c ie n t í fic a ,'
como uma r e a l i d a d e unica'.
2,2-r Conceitos B á sic o s da Gramática .Ger-ativa Transfor-macional
Vejamos a lg u n s c o n c e i t o s básico s
da t e o r i a de
Chomslry.
Gramática
e e n t e n d id a
p az .de gerar -um número i n f i n i t o
como um mecanismo f i n i t o
de f r a s e s ;
ca-
à gram ática dev e ge
r a r todas e somente as f r a s e s g r a m a t ic a i s da l í n g u a ;
Comoetencia
gram ática.
é o d o m ín ic que o f a l a n t e
A competência .lhe p e r m i t e r
criar
tem de
sua
e entender f r a s e s
novas;' separar as fra.ses gram .aticais das f r a s e s a g r a m a t i c a i s
apontar d i f e r e n ç a s de s i g n i f i c a d o
iguais;
atribuir sig n ific a d o s
te d i v e r s a s .
;
e n t r e f r a s e s ; aparentemente-,
.semelhantes a ..frases apar.entemen
r-%
Í
ÍrOs
Desenoenho
p o sta em uso,
s a saneira
pela
qual a con)petencia
A coxTipetêncie d e t e r m in a o desempeniio, mas este
também i n f l u e n c i a d o p o r o u tros f a t o r e s ,
como:K!eT3(5r i a , g r a u
atenção,
etc,
estado de
0
e s p í r i t o do f a l a n t e ,
desBujpenho ten ta
explicar
quando e l e
( 6)
0
do hoiseis,
de
estudo
a lg u n s a sp e c t o s do cosportamento
f a z uso de gua conapetencia. A s s i s ,
uma gramática como ujn c o n ju n t o de h i p ó t e s e s
0
to que o f a l a n t e p o s s u i da. l í n g u a ^
é
de
estudo da coropetencia c o n s i s t e na e la b o r a ç a o
t e o r i a s sobre o c o n h ec in e n to l i n g ü í s t i c o
homem,
é
do
do
entende-se
sobre o' corihecimen-
lin g iiis ta deve
explicitar
a gramática i n t e r n a l i z a d a p e l o fa l a n t e ', Uma gram ática g e r a t i v a
só pode ser ujaa gram ática da co m p etên cia ;
ela não p r e t e n d e ser.
uma descrição do s comportamentos l i n g ü í s t i c o s r e a i s , m ú l t i p l o s
e v a r ia d o s como e l e s se a p r ese n ta m ;
As no ções de
g r a m a t ic a li d a d e
e aceitabilidade
a s s o c i a d a s aos c o n c e i t o s de com petência e desempenho,
estão
Uma f r a s e
é gram atical se e l a é bem fo rm ada, se ela está de a cordo com
que a 'competencia do f a l a n t e
sua gram ática,
c id a
como podendo
ser gerada p o r
U m a .f r a s e .é a g r a m a t ic a l se ela nao fo r reconhe -
como podendo
0
aponta
o
ser gerada p e l a
gramática da l í n g u a ,
c o n c e it o de g r a m a t ic a l i d a d e
mente à com p etência,
diz respeito
enquanto o de a c e i t a b i l i d a d e
direta
-
se r e l a c i o n a
com o de.sempenho,
Uma f r a s e
A s s im ,
uma f r a s e
g r a m a t ic a l pode
ser ou não
ser a c e i t á v e l .
g r a m a t ic a l pode nao ser a c e i t á v e l por
sua ex -
tensão ou c o m p le x id a d e . P o r exem plo:
3 7 . a,
A .s e n h o r a
que comprou a casa que era
comprou o ’ s í t i o
ano_ p assado
que era de meu t io
que morreu
. o
é sua prima,,
Uma f r a s e a g r a m a t i c a l pode
vel,-.Preqüentem ente,
do hcmem que
ser ou não ser
aceita
em s i t u a ç õ e s r e a i s de com unicação,
-
inicia
mos- f r a s e s que nao se completam porque f a t o r e s e x t r a l i n g í i í s t i ,COS,
como o co n te x to f í s i c o - s o c i a l , fazem com que e l a s
com preendidassão
frases a ceitá v eis
sejam
em co n textos d e t e r m in a d o s ,
mas a g r a m a t ic á is . ,
0
guística
l i v r o de -Chomsliy que causou impacto
e s t r u t u r a lis t a , pela
n h a ,, f o i S y n t a c t i c
sobre a l i n -
o r ie n t a ç ã o m e n t a l i s t a
S tr u c tu re s« publicado
em 1 3 5 7 .
que propu -
A .t e o r i a , en ~
29
tão proDOsta
uassou por v á r i a s r e f o r m u J a ç õ e s ,
neste trabalh o o que se convencioriou
A teo r ia paôj?ão
sendo edotsàa
chamar ce t e o r i a -padrao;
compreende a s re fo r m u la ç o e s p r o p o s t a s p or K a tz
e Postal
em ^ I n t e g r a t e â Theory of L l n g ü i s t i c Desori-ptionet
em 1 9 6 4 j e pelo prc5prlo' Choinsky em A s p e c t s o f th e Theory of
Syntas:, em lS65i
2v3-- Os CompoiiBntes da Gramática
A', gram atic a coiapreende t r e s co m p o n e n te s: o compo -
Dente s i n t á t i c o ,
tico;
vos,
0
o componente lo n o lo g ic o
e o componente
Os componentes semântico e f o n o l ó g i c o
enquanto o componente
componente s i n t á t i c o
sintático
nentesí
0
são i n t e r p r e t a t i -
é o componente g e r a t i v o ;
é que perm ite e s t a b e l e c e r a r e l a ç ã o en
tre o conteúdo semântico da f r a s e
0
semân
componente s i n t á t i c o
e sua lorma f o n é t i c a ;
compreende d o i s subcompo-
-
subcomponente -de'- base e o subcomponente .transforma -
cional;
'
2. 3 ; 1— 0
0
subcomponente de base
subcomponente de base compreende d u a s p a r t e s : as
r e g r a s de e s t r u t u r a fr-asal e o l e r i c o ;
As r e g r a s de
m^ento em
ujq
o u
estru tura f r a s a l
em m ais de um elem ento.
desenvolvem um ele -
São r e g r a s do t i p o :
( L e i a - s e : A se r e e s c r e v e
Cada -símbolo à esquerda da s e t a
ou m ais de uja símbolo à d i r e i t a
ból.õ 'â d i r e i t a
da
seta.
como B)
é reescrito
Em s e g u i d a
é colocado, è esquerda da seta
em
vsn
cada sím-
e ujna'nova re g ra
i n d i c a a sua r e e s c r i t u .r a ; As jr’e gras que usaremos n e s t e tra.baliio sao as se.
s-uintes:
-
/r
p 1
juTi + LV -f ( L yrei))
V
R.2,
liií—
í
iü:
-f s
(Det)
H'i3:
+ U +
(S)
V (Li'0
Aux.-f
Vw
(LFr.ep)
( L P rep )
C6p. +- P r e d
I
?reà-^,lj Adj
-tjiV
R . 6.
Jj Adj-^dj
(i. P r e p )
ü.V.
i ?ret>—^rpep + j^T
Os pa r e n t s s e s i n d i c a m que os eleirert:os sao o p c i o -fi' ^ ^ __—_ o * s x s E p l i f i C3 a- 'orcori edade re c u r s i v a ; , 0 EIlITj;D0—
r
ra —ic
-♦ A Tcígpa
lo Sí
que já f o i r s e s c r i t o
*1 t u i Bze ns T6esc r i t u r a
U—
ca r e g r a
1 ;,
a p a r ece cono um co::■
S-
de Llí.
Ls i^&ízras de e s t r u t u r a í r a s a l Dodes' se r re^reser;
ts d a s por d i a g r a s B E de a r v o r e s ,
cotdo
teses rotuladosj
2.
como na f i g u r a
na f i g u r a 1* ca por pare::-
31
P IS ü H Á '1 -
T,T
Os p o nto s de b i fu r c a ç a o na árvore
fo n n e o c o n s t i t u i n t e
frasal
são r o t u l s a o s con-
a que correspondem ;
Cada b i í u r c a ç a o
da árvore corresponda s una regra ; ija fiíTura 1 os sím bolos
Det da regra 2 ,
onde aparecetn como o p cio n a iS j
na r.rineira- LI-7; P o r t a n t o ,
acordo com a. r e g r a ’ 1 ,
resras;
_
loram e s c o l h i d o s
poderemos r e e s c r e v e r novamente S ,
e teremos um novo c i c l o
de a p i i c a ç a o
de
das
'
AUZ + Y -r m
I.:v
m
JjV
LY
•,p V7 r. T ^ c: o cr r o ” i;ii.ao.os,
r«Hr
cses
5 2 8 s r -3i:-res enz. a uma
As
regras
ções í u n c i o n a is de
de
estruture i r a sal compreendem as no
su jeito ' , predicado,
sao noções r e l a c io n a d a s * ' Assim ,
objeto,
e t c ;,
pois
mas como a z^elaçao
entre a sentença e a lo cu ção rominal cue é c se u p r i m e ir o
t i t u i n t e . P o r t a n t o ,~ a s r e g r a s de estrutura f r a s s l ,
e as funções,
r_hum outro,
tuídOj
reescritc,
é um símbolo com plexo,
ouando da In s e r ç ã o l é x i c a ,
cons -
alem de inãi-
indicam também a, ordem- dos
le~jentos, ja o-ue a ordem imr-lica -em função"^;
0 áltim o eleíTsento
e la s
a noçao de su.jeito nao deve ser
entendida como um dos c o n s t i t u i n t e s da f r a s e ,
caren^ as c a t e g o r ia s
-
e-
- "
o que não
. dom ina -ne-
0 símbolo complexo é s u b s t i —
por um elemento l e x i c a l
que
32
possua as c a r a c t e r í s t i c a s d e s c r i t a s p e l o
símbolo com plexo; Para
essa d e s c r iç ã o temos a s r e g r a s áe s u b c a t e g o r i z a ç a o
r e g r a s de s e l e ç ã o ;
'
As r e g r a s de
em r e l a ç ã o
e as
-
su b c a t e g o r iz a ç a o
estrita
de seleção i n t r o d u z e m os traços s i n t á t i c o s
goria
estrita
e as r e g r a s
e a n a l i s a m uma c a t e
ao contexto em que, e la o c o r r e ; As r e g r a s de
s u b c a t e g o r iz a ç a o
estrita
ind icam o c o n te x to
pode o c o r r e r ;' P o r exem plo,
v erbo t r a n s i t i v o ,
para um verbo
em que
um elemento
como s a b e r , que é
um
teremos a i n d i c a ç ã o :
M
^
As r e g r a s de; seleção dizem r e s p e i t o a- t r a ç o s lexi.
cais
e s p e c í f i c o s de outros elementos com os q u a i s o elemento
co n sid erado pode c o o c o r r e r ; Por e x em p lo : um v erbo
como' o d ia r
será marcado como
s u j e i t o animado
A l é m .d o s t r a ç o s s i n t á t i c o s ,
o èlemento l e x i c a l deve
a p r e s e n t a r uma m a t r i z íonoliígica com t o d a s as i n d i c a ç õ e s para
que possa a t u a r ,
lágico
d e p o i s da s t r a n s f o r m a ç õ e s ,
o componente fono -
e p e r m i t i r a s a íd a f o n é t i c a ;
P e l a a tu a ç a o do subcomponente de base
tr u t u r a p ro fu n d a da f r a s e ,
m â n t ic o ;
tar
Isto
significa
sobre a q ua l
que toda
atua
o componente
quanto ao s i g n i f i c a d o ,
Portanto,
as t r e n s f o r a a ç o e s
suprimem,
acrescentam ,
um marcador f r a s a l ,
.
se
inform ação sem ântica deve es -
co n tida na e s t r u t u r a ' p r o f u n d a , nada podendo
do ou a l t e r a d o ,
temos a es
ser a c r e s c e n t a
por t r an s fo rm a ç ã o
(7);
sao operações puramente fo rm a is que
substituem ou permútam c o n s t i t u i n t e s '
sem a l t e r a r o s i g n i f i c a d o
de
da f r a s e ;
2 ; 3 ; 2 - ” 0 subcomponente t r a n s f o r m a c io n a l
O subcomponente t r a n s f o r m a c io n a l .compreende' r e g r a s
t r a n s f o r m a c io n a i s
que vao- der iv a n d o m a rca d o res f r a s a i s -^sucessi-
vai-ente até a form a que r e c e b e r á a atuação do componente fono -
33
Id g ic o '.
0 p r i m e ir a n a r c a d o r f r a s a l ,
quer regra tr .a n sfo r m ac io n a l, r e f l e t e
f r a s e e o último m a r c a d o r ,
q u a l
a- estrutiira p ro fu n d a
da
d e p o i s de to d a s as transfo rm ações
terem sido a p l i c a d a s , r e f l e t e
a estru tura profunda
a n te s da s p l i c a ç a o de
a e s t r u t u r a de s u p e r f í c i e ;
opera o: componente
p re ta ç ã o semântica à f r a s e ;
Sobre-,
semântico, dando i n t e r
Sobre a es tr u tu r a de s u p e r f í c i e
p e r a o componente fonolcSgico, o qual dá saída fo n á t i c a
à frase;
à noção de-, e s t r u t u r a p ro fu n d a e de s u p e r f í c i e
se encontra na Gramática de P o rt R o y a l ,
Chomslcy em L i n g ü í s t i c a
Cartesiana
o-
já
conforme com entário
de
(8)-;
üma transform ação compreende uma a n á lis e e s t r u t u r a l
da
seqüência à qual e la
se a p l i c a
e a mudança e s t r u t u r a l
que -
e l a imprime a essa s e q U ê n c i a ; Além disso^, algujnas transforma?
-
çõ es exigem cer ta s c o n d iç õ e s para
A
figuj^a 3 i l u s t r a
que pt>ssam ser a p l i c a d a s ;
uma tran sfo rm ação de r e f l e x i v i z a ç a O r
PIC-URA. 3 -
É p o s s í v e l tr_ansformar o marcador .1 .no. m arcador ..
porque as locuções n o m in a is s u j e i t o
mos fo rm a lizar ( f i g u r a
p e l a fig u r a 3i
4)
e o bjeto são i g u a i s .
Fode -
s re g r a transforrsacional i l u s t r a d a
-
2
34
PIC-üRA 4 Descrição e s t r u t u r a l :
m
Y
Xiiv
L
Tr an si or".ac a o :
3.
pro
Conaição para a t r a n s f o r m a ç a o : 2 - 4
Há tr-ansformações o b r i g a t ó r i a s e transior-Eajões
o pcionais.
frase
Enquanto a s priiaeiras são n e c e s s á r i a s para. gue
se^ a p r e s e n t e g r a m a t i c a l ,
ou sem a a p l i c a ç ã o d a s u l t i r a s ;
de^transform ação
as f r a s e s
ITa f i g u r a
serão g r a m a t i c a i s
a:
com
5 temos uüi exeap lo
opcional:
PIGÍIRIA: 5 - -
1
CS
conTidados
cheearain
cnegaram ■
os
c o n v ida do s
K tr a n s fo rm a ç a o de r e f l e s i v i a a ç a o , que já v i s o s
nas f i g u r a s 3 e 4 ,
e ujiia transformação o b r i g a t ó r i a ,
0 lüodelo g ra m a t ic a l da.' t e o r i a padrão tem sido
questionado e v á r i a s a l t e r a ç õ e s têm -sido -pro-DOstas, no
de dar ao componente
terpretativo;
semântico um p g p el g e r a t i v o
Os l i n g ü i s t a s
que
se ntido
em vez- de in-
defendem essa colocação apro
ximam cada" v e z m a i s a s suas d e s c r i ç õ e s l i n g ü í s t i c a s d a s des
crições da l ó g i c a
te
(9),
-
s i m b ó l i c a , P a ra os p a r t i d á r i o s dessa' co r ren
chamada sem ântica
g e r a t i v a » a e s t r u t u r a p ro fu n d a da
fr a s e deve conter, e n t i d a d e s ,
t a i s como. p r o p o s i ç õ e s ,' predica.:: —
dcs,
srgunentoE,
t e r a o s u sa do s na l 6 g i c a
Uma abordagers que n u i t o
l i n g ü i s t a s á a de P i l l a o r e
(10),
teia m erecido a atenção dos
Segundo a sua t e o r ia
s o s , na estrutura pro fu nda há ujd v erb o
noniinais a ele a s s o c i a d a s ,
sim bólica;
dos ca -
e uma ou m ais lo c u ç õ e s
cada vxia por uaa r e l a ç a o p a r t i c u l a r
de. caso;
Embora a c e it a n d o
a possibilidade
problema da' p o siç ã o do a d j e t i v o
em p o r t u g u ê s p e la
g e r ^ t i v a , p r e fe r im o s t e n t a r dar a e l e
t e o r i a p ad rão,
p o i s a creditam o s
s u lta d o s s a t i s f a t ó r i o s ;
que
o
semântica
u m ' tratamento segundo
ela nos pode l e v a r a re
a
—
‘
2 ; 4 “ A l e o r ia Padrao
0 adjetivo
de se abordar
e o Problema
da P o s iç ã o do A d j e t i v o
que na estrutuira de s u p e r f í c i e aparece
fa z e n d o parte de uma locução n o m i n a l ,
no modelo
(Det)
H Ad.j,
é
o que r e s t a na s u p e r f í c i e de uma f r a s e da e s tr u tu r a profu nd a
onde ele é o:, p r e d i c a t i v o da lo c u ç ã o v e r b a l que se r e e s c r e v e :
Tj\T' ---- ■> Aux -h Cóp + P r e d
A LBÍ da. f r a s e que contém o ad.ietivo na estrutura^
p rofunda deve s e r i d ê n t i c a
à LU que contém o adjet-ivo na es'
trutuji^a de s u p e r f í c i e , p o i s
só assim se a p lic a m c e r t a s tr a n s —
foiciações que culminam com a s i m p l e s p resença
o que re stou da frase, na qual
ser uma S que ja
do a d j e t i v o
como
ele era um p r e d i c a t i v o ;
A f r a s e da qual o a d j e t i v o
profunda pode
-
f a a p a r te na
estrutura,
a p areo e na Eeescritujra da-, U J
conforme a r e g r a 2 ,
LH
---- > LIÍ ^
A frase 3 8 , a;
sentada na f i g u r a
6 (11),
S
tem a sua e s t r u t u r a profunda r e p r e --
3'-
3 3 , a;
0 aenino
obediente f e z o d it a d o ;
3 8 . b;
0 menino o usenino o b e d i e n t e fez o d i t a d o ;
J-IGÜRA’. 6
que ê uma se nte nç a dominada, por nraa U*» oca
rw ~
tI ^
*
sionará transforiaaçoes que darao saceEsivam ente a s seouenc^a:
abaixo:
(1 2 ) .
3 8 ,c;
O menino qu.e é o b e d i e n t e fez. o d i t a d o ;
37
3 3 ;a ;
0 menino o b e d i e n t e f e z
As f r a s e s 38 ,0*.
a tran sfo nn a ça o
de 3
8
transfcriaação de 3 8 . b ;
e 3 8 ,s;
em 3 8 , a»
em 3 8 , c ,
o ditadoi
sao g r a m a t i c a i s . P o r t a n t o ,
á opcional,
é
a
obrigatória;
A p o s iç ã o que o a d j e t i v o
fu nda é d e p o is do nome; Ifo e n t a n t o ,
enquanto
ocupa na e s t r u t u r a pro
na. e s t r u t u r a
de s u p e r fx
-
c i e , podemos e n c o n tr a r alguns a d j e t i v o s em p o s iç ã o pré-noiainal,
como: nas f r a s e s 3 9 . b ,
e 4 0 ,b ;:
A menina i n t e l i g e n t e a c e r t o u o d i t a d o ;
3 9 ;b ;
A i n t e l i g e n t e m en in a a c e r t o u o d i t a d o ;
4 0 ;a ;
Pizem os p a s s e i o s i n t e r e s s a n t e s na e x c u r s ã o ;
4 0 ; b’; Pizeraos i n t e r e s s a n t e s p a s s e i o s na
Em algu.iaas f r a s e s ,
a d j e t i v o a n tep o s to ao nome;
podes ocorrer a n t e p o s t o s ,
*
entretanto,
não podenos t e r ’
o
A lg u n s a d j e t i v o s p a r e c e que nunca
coino o a d j e t i v o
0 povo i t a l i a n o
41*b;
0 i t a l i a n o : povo a c e i t o u o d i t a d o r ;
Outros a d j e t i v o s ,
aceitou
italiano:
41»a;
p o sto s e em o u tr a s f r a s e s
eírcursão;
o ditador;
em algumas f r a s e s ,
ocorrem a n te
só podem o c o r r e r p o s p o s t o s :
4 2 ,8 .
Os quadros b o n it o s da ex p o siçã o foram v e n d i d o s ;
4 2 , b.
Os b o n it o s quadjcos da ex p o siçã o foram^ v e n d i d o s ,
4 3 ,s;
Comprei
d o is q u a d r o s ,
um b on ito
-
e um-feio, mas o
quadro bonito f o i r o u b a d o .
^
4 3 ; b.
Comprei õ_ois q u a d r o s ,
bonito
um bonito
quàdro f o i r o u b a d o ;
P a r t i n d o ' da' e s t r u t u r a p ro fu nda
adjetivo
está d e p o is
fcrm^ações,
e um f e i o , mas o
da frase,- onde ‘
,o
do s u b s t a n t i v o , d e p o i s d e 'v a r i a s ' trans..' -
como a de r e l a t i v i s a ç ã o ,■ a de apagamento de õue i-
ser + A u x ,~ e le c o n t in u a
em p o s iç ã o p ó s—n o m in a l;
só ocorrerá
an tes do nom^e se p a s s a r -por uma transform ação dé e x t r a p o s i ç ã o ;
Como o problema da p o siç ã o do a d j e t i v o nao pode ser tr ata d o ,
como uma questão puramente e s t i l í s t i c a ,
c o n d i ç õ e s ^ .o u a c o n d i ç ã o , para
de
cumpre-nos p r o c u r a r . a s
que se p r o c e s s e a transform açao
•
e x t r a p o s iç ã o ;
De acordo
com o p ro cedim en to r * a c i o n a l i s t a , ~±raba‘ -
lliarem.os com h i p ó t e s e s ,
Essas, h i p ó t e s e s apontarão a inform açao *
o
(ou ac i m o r m a ç õ e s ) . n e c e s s á r i a p a r a
teposto^
is t o
é , p a r a que
que
o adjetivo
ocorra
an~
se a p l i q u e a transfornLaçãc que
o
d esloca da p o e iç ã o pás-nominal p ara a p o s i ç ã o p ré- n o m in a l;
De acordo com a t e o r i a p a d r ã o ,
m ânticas estao na e s t r u t u r a p r c i o n d a ,
isto
as info r m aç õ es se e,
são ô a d a s p e l o
subcomponente de b a s e : p e l a s r e g r a s de e s t r u t u r a f r a s a l
lo léxico.
Sera a es tru tu r a i r s s a l
ou algum traço do lé^rico
que permite ou p r o í b e a a n tepo siça o do a d j e t i v o
v o? Que tipo: de e s t r u t u r a pro fu nda
ou p e
ao s u b s t a n t i -
ou que traço l e r i c a l p e rm i
te a transform ação de er tr a p o s iç ã o do adjeti"v-o? B a s i c a n e n t e
n o s s a s , M p ó t e s e s abordarao e s s e s a s p e c t o s que acabamos de a
presentar.
.
'
-
HOTAS DO CAFÍTOLO I I
1~ Snbora a l i n g ü í s t i c a g e r a t i v a t r a n s f o r m e c i o n a l também se ja
e s t r u t u r a l i s t a , p o i s não d e ix a de v e r a l í n g u a como uina__^
e s t r u t u r a , costusa- se cha::n3r nos, t r a b a l h o s de
orientaçao
t r a n s f o r s a c i o n a l e s tru tujra lista
a l i n g ü .í s t i c a e s t r u t u r a l
a r t e r i o r a CliomsKry, eBsencialiaente e z i p i r i c i s t a ♦ Dostuma-se
chamar também a^ essa l i n g ü í s t i c a e s t r u t u r a l i s t a de l i n
i güísfica taxonôm ica;
2- "Em m u ito s a"spectõs', parece-Be e x a t o , p o i s , c o n s i d e r a r
a
te o r ia da^. g ra m á tica g e r a t i v a t r s n s f o n s a c i o n a l , como é ex DOsta“ nos ,-^trabalhos a t u a i s , e s s e n c ia l m e n t e uma v isã o mo
d e m a e m ais e x p l í c i t a da t e o r ia de P o r t - H o y a l ” , Chomsky ,
1372, p; 50;
"
,
^
3- I n i'vovas P e r s p e c t i v a s L i n g f i í s f i c a s , 1 9 7 0 , p', 13l
4- Ruãvet, 1968 , p ; 1 3 .
5- Os e s tru tu jr a lis ta s enfatizam o p ap el d.a i m i t a ç a o e do re forço na a q u i s i ç ã o áa linguageia,
6- Os c o n c e ito s de com petência e desempenho ss, aproxiniam
dos
conceitos s a u ss u r e a n o s de langue e -parole; E n t r e t a n t o ,
o
àinamismo_ da co n c e iç ã o lingíilLstica ae (Jnomsky é que d i i e _ re n c ia as suas íioçoes das noções de Saussujrei Chomslry
nao
vê a l í n g u a como:;-um sistem a de.- elem.entos, uma re alid a d e^ '
e x ter io r ao i n d i v í d u o e siia como um sistem a d e r e g r a s i n t e r n a i i z a d a s p e l e f a l a n t e , Para: Saiissure. a criatividadee x is te na p a r o l é a p e n a s ; sendo a f r a s e uma r e a l i d a d e da.
p a r o le , ela-não s e r ia , de i n t e r e s s e p r i m o r d i a l no estudo
l i n g ü í s t i c o ', P a r a a l i n g ü í s t i c a t r a n s f o r m a c i o n a l , a f r a s e
é a r e a l i d a d e l i n g ü í s t i c a e s s e n c i a l , sendo o componente
s i n t á t i c o o componente c e n t r a l da g ra m á tica de Cãiomsky',
0
caráter c r i a t i v o da linguagem se. m a n i f e s t a na p r ó p r ia com
p e t ê n c i a , para: Chomsky.
7- CTnomskj', Deep S t r u c t u r e , Sur^face S t r u c t u r e and Semantic
I n t e r u r e t a t i o n , 1 9 7 1 , refo rm ula uia pouco essa p o s i ç ã o ,
a n a lisa n d o caso s em que a icter-oretação semântica pode e s
tar x*elacionaàa à estrutuira s u p e r f i c i a l , E s s e s aasos en
volvem os p ro b lem a s de foco (in form a çã o nova.) e ’ pressupo ~
siç ã o ;
8- "D esen vo lv en do a d i s t i n ç ã o fundam ental en tre o corpo e
o
e s p í r i t o ,' a l i n g ü .í s t ic a c a r t e s i a n a admite c a r a c t e r í s t i c a mente que a lin g u a g em -tem d o i s a s p e c t o s . Em p a r t i c u l a r , p o - de-se e s tu d a r lorn s i n a l ..lingüístico do ponto de v i s t a
dos
sons que o- constituem e dos caracter.es que represeiitam e s
tes sin a is., ..ou do-ponto de v i s t a d e _ s u a " s i g n i f i cação ” , i s
to é, " l á m a n ie r e dont l é s hommes s^ e n servent pour' s i g n i —fie r: l e u r s p e n s e e s " ( Grammaire g é n é r a le et r a i s o n n é e ^ p . 5 ) .
Chomsky, 1 9 7 2 , p , 44 .
'5- L a k o f f e R o s s ; 1 9 é 7 ;' KcCavrley, 1 9 6 8 ; S a c h , i 9 o 8 ,
10- F il lm o r e , I 96 B..
‘ ;
11- Deixamos de .apresentar algumas r e g r a s "de e s t r u t u r a í r a s a l
porque e l a s nao tem. i m p lic a ç a o d i r e t a com o a s s u n t o que
estamos a b o r d a n d o . A ssim também nrocederem-os com a s r e a j a s .
AO
transi orziacionais : alrunas r e r r a s traijsfor.-nacionais^j^
como
a de a i i r o , a de cor-cordancia, por e x e s p l o , não sera o EieijOs passos da t r a n s í o r s a ç ã o de r e l a t i v i s a ç a o
em -Dormeriores ao ca p ít u lo lY,
serão t r a t a d o s
C/í2 I t ü L 0 li-I - rRI:.'SI?i-4 rII?ôr'r.’3 B : A /Lnter.ociçao ó.o Aã'‘5t-ivo
e
Condiciorjais Tíor -"'rBcofs) do Lerico
líossa priz^elrs h i p ó t e s e
de â e t e r r a i n a d o (s )
atribuir
£
& x t r a j ; 0 £ i ç a 0 do a d j e t i v o
condição üara' a transfca^n^açao de
existêacia
oor:BÍ£te es
trapo(s)
s
:xaroando o a d j e t i v o
no
léxico;
3 . 1 - Argusientos a' Fa vo r d e s t a
1)
0 léxico
La item é d e s c r i t o
idiossincrasias
sira.
Hipótese..
por
traços
da l í n g u a
fonologicos
devein e s t a r
atribuij?~lne a r e s p o n s a b i l i d a d e
teposição
do a d j e t i v o ,
2'T Pa r a
una marcação
significa
alguns
especial
no
é ir:;a l i s t a
léxico
s sii:táticos,
Ae
c o n t i d a s no l é x i c o ; - a s
pela
possibilidade
sinipliiicaçao
adjetivos
e x a u s t i v a de it e n s
ca
Tacilmente
a respeito
-
de an~
base,
se reconiiece
da p o s i ç ã o ,
Sio
6lss t
)' Os S j e t i v o s
wepo s t o s
conior;L:e e W il’e J
aqui
os ca 30
Cl5 bo
oní'r i a
que
t jii-rr c:ig n i f i c a d o
di
ou pG 51T' O S T-C S 3 0 n DH 6;
de
ce r
L' 3 sdj et i v o s
T
coir: C.
U~ ^ ^ r
LL »^
•_T
<,~
w. -o
44 . b
t./ D S
v~
. ^o uir g r a n d e no:
C0ujp^3úi05 'iu.i.S C£ SH
45- b,
Compranos uma nova
4o^a-r B—e r c í c i o
4É-*.b;
b)
Certo
certs
dá r e s u l t a d o ,
exercício
dá r e s u l t a d o *
Os a d j e t i v o s
oue
snreeentsH]
cor.o p a r t i c u l a r i d a -
ae _iO--Oi-0
3 IV
os adj o ■
f
^ -r-, .
E c r ^“• ^• V
* c
I b e s a QP r"
s n;axor
j.j-oerG.ace ae
occr_ e n c ia ■ore ou i)cs~nc—
í-7
3 .2 - TracoB Co n cid ersã o " para
C p rim e ir o problema
lli£ de traços
capítulo I j
ou
2
cs nos a p r e se n ta
er-rtraposiçao.
é s esco -
Já vimoc..
que n ossas g r a n a t i c a s t r a d i c i o n a i s propoem
tornando
ser.antico
obrigatória
r i a l , " sentido r e a l ;
cor,
cpocirso,
que
que condiciorjarÍ3i3
p a r t i c u l s r i á a â e s do conteúdo
dindo
s
e sua
do a d j e t i v o
anteposiçao;
c a r a c t e r í s t i c a s muito
c o d o
ao
certas
impe
-
sentido rnate -
s a l i e n t e s con^o f o r s a ,
d i m e n s ã o j . e s t a d o , i n d i c a ç ã o de n a c i o n a l i d a d e ; der iv a ça o de
no a es p r í p r i o s i
S s t e s seriam t r a ç o s que impediriaia a a n t e p o s i -
cao d.o adje'íi'voi
D e ix a n d o de lado o s e n t id o r e a l .
nente üa traco
d er a ser propr
■DOü e
do adrietivo,
pois
esse nao
po-
U£Ba v e z oue s6
se
verificar
pod eriam atuar
dc a d j e t i v o :
S e n t i d o l:a te ria l
48y verenios que o T.raço
( 1 ; ; se observsrsios as i'rases 47
-f n a t e r i a l
não in p ed e a a n tepo siçã o
do a d / e t i v o ;
4 7 . a;
0 sabo
4 7 » b.
C am ar
;es à sa d d e;
4 3 » a , Os col
• Os Gur
^/O^ írU
U«
o—; 51- oc:*
1 CIO ! laterlal
cor
;p
nimen
ao.
erta
-r .iQ— i>í:.
-- L.OC
—lio
r~^
í——
.
^y D f
5C t —
94^
cus esses
5 4 f 5 5 .. v~:::ios
'
~ 4 S , :>c,
p XS:0I1 t e cons d e r a d o s . na o impe
1 a cnt eoosicso ãc a;
T
'
£._ guma s
s serão rr ama t ü ca’
^ u .a .
1'oal'na
4 9 . b.
He dond^ s toaliia s cobriam:
5 0 . a;
Os olh
s verdes
de Liaria
5 c> b .
j• o
—
c:
Os ver
es o1'jOs
de liaria
!>2,b.
panxar
re do nda s cob ri am
ún r i o
_/_ » C Um lar^
52.3. ^c* c £7^.:
As i r i ;
ri9cno
águas do r i a c h o
e
o
o r e a n in a r a m .
T 0 3 l b s 5 r e t s n f i u a r e s cobriam ae laesss;
33»b,
Retaiicrularee t o a l b a s cobriain as mesasi
54,^a;
O h o lh o s a s u i s de '."sr-is. ne agradam,
5 4 .b.
Os a z u i s
55»3.
? 2 Bse e s t a s roupas coa l e r r o
Passe
olhos de L-aria me agradaiD,
quente^
e s t a s rouuas com cuente f e r r o ;
0 trac o
f- g e n t í l ic o
o arece de f a t o
b lo o u ear
transforinaçao de ' a n tép o sição d o ' a d j e t i v o :
56,3-,
■
K- 5 ô , b ,
0 povo
b r a s i l e i r o gosta de f u t e b o l *
0 b r a s i l e i r o povo gosta de f u t e b o l .
A djetivos
d e r iv a d o s de noiaes -proDrios:
b i l i d a d e de a n t e p o s i ç a o
diretam ente
à p essoa
s6 e r i s t e
ou co isa
quando o a d j e t i v o
d esign a d a p e l o noDe^
a iispossise r e fe r e ,
isto
éf
quando e q ü iv a l e à locução de -r noae -próprio:
:>7. a , Ap reciam o s o poema c a a o n i a n o ,
(Apreciam os o poe~
lãa de CaiDoes);
5 7 , b,
Apreciam os o camoniano poema;
5 S ,a ,
0 coEportanento niaqüia'\rélico do d i r e t o r deu re sultado,
5S,b,:
0 m a q u ia v é lic o
comportamento do d i r e t o r
deu r e
-
su Itc q o ,
isrceüuando-se o Treoo
-f £:enT: x l ic o
traços c o n s ia e r a d o s nao r_mr'eae~ a snte-oosiçsó c
todas as f r a s e s .
E.
j os ouxros
adjetivo
como o traco
dos cs casos de a g r a m a t ic a l i d a d e
cs a n te p o s iç a o
tem;0 s que õ e i s a r de la d o a co n sid erac ã o
do a d j e t i v e
d esses t r a ç o s
e busca:
uma outra eirolicaoao que englobe os a d j e t i v o s g e n t í l i c o s
outros que tamibám nao podem v i r
3.3 -
em
e os
antes do s u b s t a n t iv o *
0 Traco
i-sxa emplxcaçao parece
traço no a d j e t i v o ,
o qual
e s t a r na e x i s t e n c i a
de
um
cham.eremos -redação i n t r í n s e c a «
gu_ns 3G|]ei;iLvos cevem ser marcacos no _Lexico com o “uraço
L
e so estes
a d j e t i v o s podem sofre
a transform. 3 -
ção de a n t e p o s i ç ã o .
Bs
bom/ â a u ,
de,
Vsncs e r p l i c a r >qual o s e n tid o
s d j e t i v o s que
se opãen' p e l o
o u e n te / f r l o , hibe essa
o p o sição
correspondem a uma só q u a l i d a d e ,
deste t r a ç o ►
significado,
é relativ a,
a qual,
como
lia verda -
substantivam ente,
se costuma e z p r e s s a r geralmente p e l o p o s i t i v o ( 2 ) ;
A s sim ,
bom,
Eisu são ponto s numa esca la de q u a l i d a d e que podemos denominar
bondade. A q u a l i d a d e p.ode ser r e p r e s e n t a d a por iscia .linh.a que
vai
de um extremo n eg a tiv o a um extremo p o s i t i v o
cada ponto depende da ap recia çã o
ser bonito para, uma pessoa
ser;
do f a l a n t e :
e feio
e o v alo r
um o b je to pode
para
o u t r a * Mesmo o que pode
o b je tiv a m e n te medido pode o f e r e c e r
essa v a r i a ç ã o : um^a casa.
de dez côm.odos pode. ser grande para. um c a s a l
uma f a m í l i a de dez p e s s o a s ;
mas f r i a para
água de 6 0 °
e p e q u e n a para-
e quente para- um bariho,
fazer café;
Estes adjetivos
têm uma s i g n i f i c a ç ã o r e l a t i v a .
cerram sempre uiDa gradacao i m p l í c i t a
dere a n orm alidade^
implicam em um r e f e r e n c i a l ;
Estes
adjeti
de alguma fo rm a ,
re ce f u g i r à n o i m i a l i d a d e s ã o
enujiciados porque o f a l a n t e
é indiferente
a q ua lidad e
e x is t e
em algum grau no
sempre
que e l e s
indicam ,
a q u a lid a d e pa
calor,
não
Como a qualidade
ser' d e s i g n a d o p elo s u b s t a n t iv r ^
se. esse grau está a b aix o ou acima do que o f a l a n t e
normal é que e l e
En
a p a r t i r do que se c o n s i
v os só são e n un cia do s p o rq u e,
za,
de
enuncia o a d j e t i v o .
bondade em algum g r a u ;
se
considera
Todas as c o i s a s têm b e l e
esse
grau está dentrt>
do
que considersm.os nozmial, ou subjetivam-ent e , ou em re laç ao a um
referencial,
nao
será
en'unciado a d j e t i v o
que fa ça r e f e r e n c i e
quali'dade que e le d e s i g n a ;
Geralm ente a s im p le s
desses a d j e t i v o s
que a q u a l i d a d e
significa
e considerada, p e lo f a l a n t e
baixo
com o üraco
a idéia
que e l e s
expressam
-
que t a i s a d j e t i v o s
ser. marcados no l e x i c c
4- graaaçao
que tem i m p l í c i t a
quàl ele
dize m o s
de grau e devem
podemos i l u s t r a r
tivo
enu_nciação
como e x i s t i n d o no' ser num grau a
ou acima do no rm al; Por i s s o
tem, i m p l í c i t a ,
a
a relaçao
b idéia
existente
de gjradação
se a p l i c a por um g r á f i c o
entre o a d j e
e o s u b sta n tiv o
como o da f i g u r a 1 .
ao
FIGuRA 1 -
seE nomeado d elo su b sta n tiv o
0 c í r c u lo m a io r ,
nomeado pelo. s u b s t a n t i v o
presenta a q u a l i d a d e
e o c í r c u lo menorj
ca lo r
percebida p e lo f a l a n t e
em liriha c h e i a ,
representa
em l i n h a
es seu grau norm al;
oualidade;
ser
c h e i a .r e -
no caso de
com esta i n t e n s i d a d e , , ele nao
sd ietivo cue f a c a r e f e r ê n c i a a t a l
o
ser
enujiciará
Os c í r c u l o s -Don-
tilhados representam B gradação para m ais ou -cara- menos em ^jue
a aualidade pode
caso,
será
ser aprec iacia como e x i s t i n d o no ser e ,
enunciado
o adj et ivo que f a s r e f e r ê n c i a
g essa
n e ste
c-:--
li d a d e ;
7^~ o o ^ò ,i eti vo £ tem uma relacão de artoním ia
os seus c o n t r a r i o e ( 3) .
t e , lento /
rar^ido,
Bom /
sao simplesmente meie:
çao mais oue ou menos o u e ,
fim açâo
'á c i l_ /
m au. ______
de um im p lic a
em r e l a ç a o
a negaçao do c u t r o , mas a negação
de 'om
Josá é um menino gordo;
59eb,
José nao é um menino magro,
6 0 ,a,
A &£ua
está q u e n t e ,
6 0 . b', A água nao
6 2 ,a;
? 6 2 . b;
está fria ;.
Jose nao é um menino go rdo;
Jose é um menino miagrc,
A água nao está
A águ^
.ericaiLs ae gra^a
A a -
5 5 .£ «
? 61 ; b ;
fri
à norma i m p l í c i t a .
não implica a a fir m ac ao do o u t r o :
6lea;
í ifíc il,,
c;-
q u en te,
está f r i a .
4b
Em 59 e 6 0 ,
b . i m p lic a
em ^
, mas em 6 l
e 62,
não
há essa i m p l i c a ç a o ,
Uma comprovação de que e s t e s a d j e t i v o s tem um va lo r r e l a t i v o
é a e x i s t ê n c i a de f r a s e s em que os antonim os
se
aplicam ao mesmo ser,, como em c-3.a. :
63- a.
üm pequeno e l e f a n t e
As f r a s e s 5 4 ,
é um grande a n i m a l ( 4 ) .
65 e 56 mostram a:^4)osHÍbilid3de
se proceder à a n te p o s iç a o
de a d j e t i v o s d e s t e tip o
de
ao s u b s t a n -
tivo:
64ia,
Os m eninos e s t u d i o s o s receberam o p r ê m i o ;
54ib;
Os e s t u d i o s o s m eninos re ceberam o prêm ioi
5 5 .a;
"vivemos momentos a g r a d á v e is
6 5 *b,
Yivemos a g r a d á v e is momentos em sua c a s a ,
6 6 ,a,
Joáo é ujn menino i n t e l i g e n t e .,
5 6 ;b.
Jo io é um i n t e l i g e n t e m e n in o .
Os a d j e t i v o s
admitem v a r ia ç ã o de g r a u .
estudiosos,
estudiosos, ag ra d á v e is, inteligen t e
Os m eninos podem se r m a is ou menos
estudiosíssim os, etc:
agradáveis que o u t r o s ,
em sua c a sa i
etc;
os momentos podem ser mais
o mesmo a c o n te c e
bom i n t e l i g e n t e ,
A i d é i a de grau que estamos abordando n io a b a r c a
somente a d j e t i v o s q ue,
como e s t u d i o s o s , a g r a d á v e i s ,
inteligen
te , podem a p a r e c e r com g r a u e x p l í c i t o , mas**também a q u e l e s
logicamente
admitem uma g ra d a çã o .
Estão n e s t e ca-so a d j e t i v o s
im D O s siv el ^ i n f a l i v e l , p o r exemplo,
t i r g_raàaçao.
gradação,
p l ic it a m e n t e
esta i d é i a ,
v e l cue um f a t o
b , _b
'aaaçao
as fr a s e s 6 7 » . 5 8
■
íf
67 . a .
67, b;
b
admitem
e le s também devem a d m i t i r im -
 medida
que um f a t o
oue
a é m ais p o s s í
estão marcados no l e x i c o
nao admitem a a n t e p o s i ç a o ,
Os a t l e t a s
b r a s i l e i r o s venceram a p r o v a .
Os b r a s i l e i r o s a t l e t a s venceram a prova*.
■
5Í 6 8 . b, José. f e r i u a d i r e i t a mão.
José e deputado
estadual;
com
como mostrar
69:
5 8 , a ; Jose f e r i u a mão d i r e i t a ;
59 . a ;
falfvel
-
é m ais im p o s s í v e l que
Os a d j e t i v o s
traco
cue parecem não aojTii-
Como seus c o n t r á r i o s -oossivel,
por questão de lí5gica
que
o
Al
* 65 . b. José é e s t a d u a l dep uta do .
Os a d j e t i v o s
brasileiro, d ireita,
se_ antepor porque estao laarcado-s no l é x i c o
com
Uma coisa não pode
ser' m a is
ser muito d i r e i t a ,
o deputado nao pode ser muito
d u a l ; .Os a t l e t a s
^
e s t a d u a l não podem
ou menos b r e c i l e i r a , a mão não pode
são brasileir-os ou não sao
. c i o n a l i d a d e ) , a mão ou é. d i r e i t a
tado ou ê es ta du a l
ou não é (
A relação
vos aos quais
r-\_
íT r
.
eles
entre
- gradaçao
ou nao é (
ou -pouco esta
( são de outra na
é esquerda),
-
o debu
é federal);
a d j e t i v o s d e s te
se a p lic a m pode
tipo
e os s u b s t a n t i
ser r e p r e s e n t a d a p e la
figura
■
PIGURA 2
argenxano
. ieaeral
sciueraa
0 ser d e s ig n a d o pelo s u b s t a n t i v o te r á uma
oualidr-
de que será d e s ig n a d a p o r um ou outro a d j e t i v o ,
completamente a p o s s i b i l i d a d e
do o u t r o ;
ra estes a d j e t i v o s numa e s c a la
os outros a d j e t i v o s ,
Segundo a t e o r i a
- gradaçao
marcados com
líao se pode p e n s a r p a
de g r a d a ç a o ,
como bom /
um e x c lu in d o
como f i z e m o s
mau , f á c i l /
dos c o n j u n t o s ,
com
difícil;
para
os a d j e t i v o s
teremos:
PIGURA 3 A
U Pi (i 1,
0 co n ju n to A ê i g u a l
entenâendo-se'
2,
como" cada
à união dos s u b c o n ju n t o s
su bco n jun to P - , P 2 , e t c *
teremos:, para' o co n ju n to m a o ,
direita apenas;
taduel
para
,
Sa figujra
os s u b c o n ju n t o s e s o u er a a
o c o n ju nto d e p u t a d o , os s u b c o n ju n to s
e
e_s -
e f e d e r a l ; para: o c o n ju n t o a t l e t a s , os su b c o n ju n to s
b r a s i l e i r o ^ ar-gentino. a l e a a o ♦ fr a n c ê s ^
c i o n a l i d a d e s e x i s t e n t e s ou as que
iTiO fasendo p a r t e do c o n ju n t o
0 im p ortan te
problema e que P^
‘j a b o n e s , to d a s as na -
estao sendo
c o n s i d e r a d a s cc-
atle ^ss.
a ressaltar
com
res'oeito
ao nosso
s
”
i s t o é, n io há i n t e r s e c ç ã o
são d i s j u n t o s ,
dos s u b c o n ju n t o s :
n
Pi
(i i , . . )
=
Quanto aos a d j e t i v o s marcados
n io se pode p e n s a r n ess a
buiçao de uma q u a l i d a d e
disjunção
como a l t o ,
com
f- gradaçao
em termos I c g i c o s .
A atri
-
belo e se us c o n t r á r i o s de -
pende de um r e f e r e n c i a l .
A relaçao
-
gradaçao
entre a d j e t i v o s m arcados
nao ê de a n t o n í m ia .
traço c a r a c t e r í s t i c o
5 um im plica
existente
da r e l a ç a o
a afir-maçao de
É uma r e l a ç a o
com
com plementar,
complementar é que a negaçao
outro,
assim como a a fir m aç ã o de
C
^9
um implica s negaçao de o u t r o ;
gação àe un não
na a n t o n i m ia ,
iiüplica a afirm ação de o u t r o ,
cao de um é que im p lica
a negaçao d e
a ne
apenas a sfixma-
seu c o n t r a r i o i
70. a;
70, b;
0 deputado não é f e d e r a l ;
7 l ;a ;
0
7 1 ; b,
72, a;
0 d.eputado é f e d i r s l ;
. 7 2 ;b ;
coroo v im o s,
0 deputado é e s t a d u a l ;
deputado não é esta-dual;
A mão que José f e r i u f o i
a d ir e it a .,
A mão que José f e r i u não f o i
a esquerda^
7 3 .a;
A mão que Josá f e r i u não f o i a d i r e i t a :;
7 3 ;b ;
A mão que Josá f e r i u f o i a- esquerdai
¥0 caso de re laç ã o complementar em co n ju nto
m ais de do is
p lica
elem en to s,
a negaçãc
de
a afirm ação so b r e.u m dos elem entos im
de cada um dos outros
elem entos do c o n j ^ t o
,
assim como' a negação de um dos elem entos im p lic a a afirm a ção
de um dos outros elementos e a p e n a s de um :
74ia;
Os a t l e t a s v e n c e d o r e s
são b r a s i l e i r o s .^
7 4 ; b;
Os a t l e t a s v e n c e d o r e s não sao j a p o n e s e s ;
alemaes
franceses
argentinos
ex c . » »
7 5 .a.
Os a t l e t a s v e n c e d o r e s não são b r a s i l e i r o s .
75rb;
Os a t l e t a s v e n c e d o r e s são ;iaponeses,
a lem ães,
d -1g e ssL
'iLno ^ ,
Os a d j e t i v o s marcados com
r e r em f r a s e s
gradação
- graaaçao
em. frases d esse t i p o :
Que m.enino gordoí
7 7 . a ; Que água quenteí
7 3 , a ; Como" este p r o je t o
^
ou
e i r C ...
podem o c o r
e x c la m a t iv a s em que a entonação e n f a t i z a
Os a d j e t i v e s marcados com
76, 3 ;
ou
ou
franceses,
tivo;
.
é i m p o r t /n t e I
7 9 » a . Que deputado e s t a d u a l í
* 8 0 , a . Que mão d i r / i t a l
o adie-
nao TDoaera oco rrer
50
/
* 8 1 . ai Como este a t l e t a é b r a s i l e i r o í
Poder-se-ie propor*
traço ;:raáacão, iriarcar
gradação
pelo
la r id a de s
sintáticas:
Tato de
coes
o
tr aç o
o
econômico o traço
en vo lvido c o f ; o u t r a s p a r t i c u
t i p o s de fr a s e s
oe
ezclainativas
com o traço p o s i t i v o
a possibilidade
e superlativas;
es ta r
àa m arcsçao cora
diretement e
parece-nos e s í s
ele
podeiB ocorrer a d j e t i v o s
gradação;
aàjetivos
oe
a n teD O sica o . Eritretanto,
en lu ga r
em que
ou n e g a t i v o
para
de oco rrên cia de f r a s e s co m p a r a tiv a s
o problema de r e la ç ã o
de entonímia
ou de r e l a
ção complementará
EetomenioB a frase. 3 8 , a .
tran sio raaçao
3 8 ,a.
de
e x tr a p o s iç ã o
e tentemos a p l i c a r - l h e
a
do a d j e t i v o :
0 . menino o b e d ie n te f e s o d i t a d o ,
Obedient e -é um a d j e t i v o marcado no l é x i c o
.CT.aciac3 0
, Portanto,
com
o
de acordo com n o s s a s h i p í t e
-
s e s , deve p o der s o f r e r a transformação de e x t r a p o s i ç a o , que
dará a fr a s e 3 8 ; d ,
3 8 ;d i
0 o b e d i e n t e menino f e s o d i t a d o .
3 ,4 - j- nconvenientes
1 “ S la nao
d e s t a Hipc5tese
explica
Dora merccaos com o xraco
de c e r to s a d j e t i v o s .
jf- graaaçao
antepostos em algum as f r a s e s j
*
o fa to
* nao pocerem ocorrei
enquanto em o u t r a s o co r rem :
8 2 ;a ,
0 mel doce das a b e l h a s é um f o r t e
alim ento;
8 2 , b;
0 doce mel das a b elh a s é um f o r t e
alim ento;
8 3 , a;
Gosto
8 3 . b,
Gosto de dece l a r a n j a
de l a r a n j a doce e não de l a r a n j a
Sla nao expilica c f a t o
T^Enl:?r.do um mesmo s u b s t a n t i v o .
arte-esto e em o u tra s f r a s e s
e~-
e não de a zed a
aseda;
laranja;
de um mesmo a d j e t i v o ,
acom-
e~- certas f r a s e s r^oder o c o r re r
sd poder o correr p o s p o s t o :
S'4.a.
Bstas la ra n ja s
azedae vieram, d a - c h a c a ra ,
84fbe
E s t a s a z e d a s l a r a n j a s vieram da c h á c a r a ;
8 5 .a,
I'3ao compro l a r a n j a s a z e d a s ,
compro l a r a n j a s do -
c es.
*
6 5 ;b ,
líão GoiTipi*o az-edas l a r a n j a s ,
compro doces l a r a n -
jas.
Patos
como esses só podem t e r uma ex p lic a ç a o
sic -
tática.
2o a d je t iv o
Ela não e x p l i c a
ocorre p o s p o s t o ,
4'0,ai
como a f r a s e
s ambigl3.iàade de frases-e
4 0 ,s ,
Fizemos p a s s e i o s i n t e r e s s a n t e s na ex cu rs ã o ,
A frass. 4-0,ai
A- ''Os p a s s e i o s
pode t e r duas i n t e r p r e t a ç õ e s :
que f i z e m o s na
 e E:
excursão foram i n t e r e s
s a n t e s ."
B- "A lg u n s dos p a s s e i o s que
f i z e m o s na excursão foram
i n t e r e s s a n t e s ; '*
Esta- ambigüidade não
tivo
existe
em A O . b ; ,
onde o a d j e
está a n t e p o s t o :
4'0»b,
Pisemos i n t e r e s s a n t e s p a s s e i o s na ex cu rs ã o ,
4 0 , b;
sc5 pode. re c e b e r
a. i n t e r p r e t a ç ã o A e nao a E.
Dada s ambigjAidade de. 4 C , a ; , podemos t i r a r tr e s
conclusões
:
P rim e ir a s
ela
é s superficializaçao
de duas e s t r u
tu r e s p r o f u n d a s d i f e r e n t e s .
Segunda- : apenas quando vem de uma determinada
es-
trutur’a é cue o a d j e t i v o pode s c f r e r
e
T erceira .:
transform ação
de
extraposição.
a e x t r a p o s ic a o
é uma transform acao
op
cional.
Em \d.sta d.os i n c o n v e n i e n t e s a p r ese n ta d o s nor
h.ipc5tese,
o traço
graaacao
nao
se mostra
es ta
como uma c o n d i
ção s u f i c i e n t e para p e r m i t i r a a n t e p o s i ç a o do a d j e t i v o ;
que procurar e x p l i c a r
frsse,
a p o s iç a o do a d j e t i v o -oela es tr u tu r a
É o cue faremos ns segunda hi-octese. cue a n alisa r em o s
no canítulo se g uinte
da
líOTÁS DO CÁPÍTÜLO I I I
1- Como já comentamos no capítulo I , sentido m aterial s i g n i f i c a
"que pode ser apreendido pelos s e n t i d o s ".
2 ” A l e it u r a de L e n z , 1 9 2 5 ( p . l 4 9 - 1 5 2 ) é que particularmente nos des
pertou para este v a lo r r e la t iv o de alguns a d je tiv o s e para o ;. /
prolDlema da gradação*
Também P o t t i e r , A u d u b e r t , P a i s , 1 9 7 2 ( p , 110-111) fazem observação
sobre a d je t iv o s que se distribuem ao longo de um eixo q u a n t it a
tivo* A mesma p a r tic u la r id a d e desses a d jetiv o s se encontra nos
substantivos que expressam qualidades» Sles também, como L e n z,
observam que no funcionamento da língua-optamos p e la co n sid er a
ção da qualidade em seu. lado p o s i t i v o . A mesma observação I f e i
ta por ly o n s , 1 9 7 0 ( p . 356 )■,
3 “ Valemo-nos para estas obsem/açoes especialmente das liç õ e s de
Lyons, 1 9 7 0 ( p . 3 5 2 - 35 9).
4- 0 exemplo é de l y o n s , 1 9 7 0 ( p , 3 5 6 ) : "Un p e tit éléphant est un
grand anim al. "Mostarando a r e la t iv id a d e desses a d j e t i v o s , Lyons
c ita Platão na colocação do problem aí"Si l ' o n affirm e de X
q u ' i l est "plu s grand que'-’ Y , mais ''plus p e t i t que" Z, on attribue, semble-t—i l , à l a même personne simultanément l e s deux qual i t é s "opposées" de la "grandeur" et de l a . " p e t i t e s s e " , impli quant donc que X est à l a f o i s grand et p e t i t . "
CAPITULO iV - SEGUrlDA H I P O T S S E : Á /inteposiçao do A d j e t i v o - á
C o n d ic io n a d a Dela E sxrutu ra P ro fu n da da P ra se
4.
ORAÇÕES RELATIVAS R E S T R IT IV A S E RELATIVAS ÍÍÃO-RESTRITIVAS ADJETIVOS R E S T R IT IV O S E ADJETIVOS rÃC-RE3TRITIVC3
0 adjetivo
transformação
é o que r e s t a
na s u p e r í í c i e
de
de apagamento aplicada- a uma sentença
ujna
relativa
.
há d o is t i p o s de s e n t e n ç a s r e l a t i v a s : as r;e str ã tiv a s e as nãorestritivas
poders
(1).
esta
segunda h i p ó t e s e ,
sofrer a transfor~iação de extrap o siçã o
oraçao r e l a t i v a
t iv o
Segando
que r e s u l t a
restritivo
não- restritiva.
que r e s u l t e
só
se v i e r de uraa
Chamaremos r e s t r i t i v o
de uria sentença r e l a t i v a
o adjetivo
o adjetivo
o a d je
restritiva,
-
nao-
de ojza sentença n io - r e s t r i-
t iva^
4 . 1 “ C a r a c t e r í s t i c a s dos D o is T ipo s de R e l a t i v a s
e de Adii
tiv o s
V e ra n o s a d i f e r e n ç a
s relativas
npc-s ae E C je T iv o S j
C3S e s i n t á t i c a s
de s i g n i f i c a d c
e consecüenten:ente
en tre
entre
de
dois
cs
fr:
oein co~o a.igj.ni£s caraczeriszxoa3 ronoj.og;
que distingueui os d o i s t i p o s de se n te n ç a s
de ad:ietivos.
4 .1 .1 -
Características
sesanticas
Ai d i s t i n ç ã o entre os d o is t i p o s de r e l a t i v a s
f e i t a por n o s s a s g ra m á tic a s t r a d i c i o n a i s de un:a iLaneira
senipre nuito
p ro v érb io s,
letiva
clara.
o ra ço es
é apenas uma
Os e:^íe3ploE dados
ou se a sentença r e l a t i v a
ne~
sao geralm ente máximas
em que é f á c i l p e r c e b e r
e x p l ic a ç ã o
~
se a sentença
re -
de um termo da sentença m a t r i s
restringe
o significado
,
de um termo
r/
da sentença n s t r i z .
S ô .a .
0 hoip.ein, que é m o r t a l ,
v iv e como se f o s s e
eter -
n o,
A sentença r e l a t i v a
•Dorcue não r e s t r i n g e
serve-lhe em toda
una qualidade
da
a extensão do tea:^o a n te c e d e n te nom em
a sua e x te n s ã o ;
que é p r ó p r i a
c e it o do a n te c e d e n te da
c la r a a d i f e r e n ç a
e l a 'e s t á
que já está c o n t i
quando nao esta
sentença r e l a t i v a ,
en tre a r e s t r i ç ã o
,
apenas recordan d o
do a n t e c e d e n t e ,
sua compr-eensio. Porém,
87ia,
oue £ m o rtal é não-r estr.it i v a ,
e n v o lv id o o con
nao é sempre
tão
e a não- restriçao:
0 meu amigo que c o n s t r u iu esta
casa nao
entende
de a r t e ,
8 8 ,3 ,
0 meu a m ig o ,q u e c o n s t r u iu esta
casa,
não entende
de a r t e .
As s e n t e n ç a s 8 7 , a .
mesmo an teceden te
e 8 3 , a. mostram que para
ujn
é p o s s í v e l o co r rer uma sentença r e s t r i t i v a
ou n ã o - r e s t r i t i v a , com os mesmos elem entos l e x i c a i s ,
8 9 .a ,
A água,
9 0 . a.
Deus,
9 1 . a,
A água
tritivas.
cuela
ciada
exprime
(2)
acidental
q u a li d a d e
critica
mântico ê i n e r e n t e
rencia,
e 9 0 ,a ;,
ccmo 9 1 , a . ,
dc
i n e r e n t e ao s e r .
e 8 8 , a.
formaçao nova na
são
ccmc s-
Em nota
de
m ostrando com exem-
Essa im n r c p r ie d a d e ,i,a f i c o u
eviden
,
se nte nç as r e l a t i v a s
ao seu a n teced en te
são
cujo conteúdo
se -
sempre n ã o - r e s t r it iessa
ine
são r e s t r i t i v a s ,
A diferença
tem sido colocada
que
que sao r e s
as s e n t e n ç a s r e l a t i v a s em que nao e x i s t e
nem sempre
suja.
ser e n a o ~ r e s t r i t i v a
essa d e f i n i ç ã o ,
em nossos exemplos 8 7 . a,
íía verdade.,
é muito
bom,
definem a sentença r e s t r i t i v a
a imT?roprieG_ade d e l a ,
v a s ; mas,
como 8 9 » a ,
em oposição a f r a s e s
que exr.rlm-e c u a l i d a d e
rodapé Bechara
d I os
de f r a s e s
que é d u r a ,
é infinitam ente
que s a i das t o r n e i r a s
alguns a u to r es
como aquela que
fu r a a p e d r a ,
que é o n ip o t e n t e ,
A partir
n a o - r e s t r it i'v a s ,
que é molej
entre r e s t r i t i v a s
e não- restritivas
também em termos de e x i s t e n c i a
sentença
relativa.
portadora de um s i g n i f i c a d o que
já
ou nao de in-
A n a o - r e s t r i t iv a
é,
ou já se supõe
seria
ser
de
conlrjeciuiento do o u v i n t e ,
asse:üelhar}ão-re, por
em que o s i g n i f i c a d o da r e l a t i v a
e s se a c t i v o ,
isso,
àq uelas
ê i n e r e n t e ao a n t e c e d e n t e .P o r
s n s o - r e s t r i t i v a pode
ser t i r a d a
da í r a s e
sem p r e
j u í z o do e n u n c ia d o .
Em termos l ó g i c o s .
n ã o - r e s t r it iv a pode
rsaln).ente a sentença r e l a t i v a
ser t i r a d s
da f r a s e ,
que ela
se c a r a c t e r i z a por nao t r a z e r
te.. ( 3 ) .
Vejanios a f r a s e 9 2 . a,
poréin nao é verdade
inform ação para o o u v in
e a frase
9 3 - s .,
nas q ua is
pode
h a v e r informaçao para o o u v i n t e :
92 . a .
0 cafá,
que é a maior r i q u e z a
da r e g i ã o , r e c e b i a
m uita atenção dae a u t o r i d a d e s .
9 3 . a,
E ste a lim o , .que é o m elh o r da c l a s s e ,
não acer -
to u o e x e r c í c i o ,
P a ra a lg u n s a u t o r e s a se n t e n ç a r e s t r i t i v a
ao antecedente
ta
um sentido p a r t i c u l a r
e a n ã o - r e s t r it iv a
ao a n teceden te mn se n tid o u n i v e r s a l ^
9 5. a.
são de Bechara
94»a,
9 5 .a,
(4)
empresta
emnres-
Os exemplos 9 4 . a.
e
:
”A d e s g r a ç a , que humiilha a u n s , e x a lta o r-rgulho
de outros.^' (Líarquês de 1 'a r i c á ) .
à desgraça que hum ilha a uns e x a l t a o orgulho de
outros.
Sm 9 5 . a ,
admite-se a e x i s t e n c i a
desgra ça e se está fa z e n d o r e f e r e n c i a
de mais
de uma
somente àquela cue hum,!-
Ih a
a u n s ; a sentença r e l a t i v a é r e s t r i t i v a . Em 9 4 . a . trata-se
da desgraça ce um: modo g e r a l : a se n t e n ç a r e l a t i v a é nio-resTri-
tiVE.
Entretanto,
tritiva
nao é semrore que a sentença nãc-res
empresta ao a n te c e d e n te um. s e n t i d o
universal,
como m;er.-
tr a 9 c . a , :
9 ê .a »
E ste a c i d e n t e , que é o t e r c e i x o
.^
conseG’i.encias f a t a i s ;
Ouando o a n tecece nte
propriedacie da ohservaçao
lar
e sentido u n i v e r s a l ,
e n a o - r e s t r it iv a j
9 7 ,a.
feita
d este mes,
teve
é p l u r a l ve-se m.elhor a im
a respeito
-
do se ntid o ~articu-
correspondendo a sentença
restritiva
re sp ectiva m .en te:
Os a lun o s desta c l a s s e
vados.
que estudarem foram aoro-
56
O 2 alunoc
9 8 , D.
92 . 5 .
It:
do nuTi s e n tid o
9 7 , a,
em
o Bc-ceáente
universal
£E a l u n o s
re lativa
que estudam aprenGeti,
e a relativa
já ests sendo
5 7 . a,
indica
of a l u n o s
o p a r t i c u l a r ! z a ; nias
p r e d ic a d o
da
a todos os alunos c o n s i d e r a d o s ,
cla ss e d e l e s ,
c s cue
a
mas apenas a uma
estudaram ,
Resumindo o que mostramos aqu i
1)
em
sentença m a t r i z
não se a p lic a
para d i s t i n g u i r
sendo toma
tcsado em s e n t i d o p a r t i c u l a r ;
0
que
está
como não
os do is tip o e de r e l a t i v a s ,
A inerência
teremosr
(não - restritiv a)
e
88 , ai
(re s tritiv a ).
Ás f r a s e s 8 7 . a .
distinguirmios
os do is t i p o s de r e l a t i v a s ,
servindo
/
n a o - in erê n c ia
mostram a d i f i c u l d a d e
a partir
de
d e s te c r i -
tério.
2)
e x is t ê n c ia
9 3 . ai
A existencia
de iriformaçao na r e s t r i t i v a /
não
de inform açao na n ã o - r e s t r i t i v a , As f r a s e s 9 2 . a ,
é
mostram a p r e c a r ie d a d e d e s te c r i t é r i o ,
3)
A restritiva particulariza
n a o - r e s t r it iv a
As fr a s e s
O' a n te c e d e n te /
empresta ao a n te c e d e n te ujn se n tid o
96 . 2 ,
a
universal.
e 9 7 i a . mostram que este c r i t é r i o nem sempre é
válido.
Ao
tá preocupado
e n u n c ia r uma sentença r e s t r i t i v a ,
em d_Í3tinsuir p e l a r e l a t i v a
de um conjunto de outro ou outros
r e n c ia ao co n ju n to
e s
um ou m ais elementos
elementos do m.esmo c o n ju n t o .
Ao enunciar ume sertenps n e o - r e s t r it iv a
preocupaçao de à i s t l n c a o :
o falante
o f a l a n t e não tem essa
a re lativ a não- restritiva f a z refe ~
considerado
em. sua t o t a l i d a d e .
I7a comunicaçao os nomes podem ser tom.ados como
conceitos ou como r e f e r ê n c i a s
conta quando
se f a l a
e i s s o tem^ que
em conjunto
delim itado
ser le v a d o em
ou nao por ujna sen
tença r e l a t i v a :
9 9 .a.
E s t a s t e r r a s produzem m i l h o ,
que é um otimo ali-
m.ento,
100 , a . 0
miilho que f o i p rod u zido n esta
fazenda
é de ó t i
ma q u a l i d a d e ,
Sm 9 9 . a,
m ilho
tem valor r e f e r e n c i a l ,
5m
é um c o n c e i t o ;
99 . a ,
a sentença
em 1 0 0 , a ,
o m^ilho
é não- restritiva
,
57
p o i s apenas d e s e n v o lv e o c o n c e it o eztjresso p e lo a n t e c e d e n t e .
Em 1 0 0 . a,
a sentença r e l a t i v a
deternjinado m i l h o ,
é restritiva,
o oue f o i n rod u sido nesta
poie
especifica
fazends
un-
e nao ou
tros.
1 0 1 . a,
Esta
fa z e n d a p r o d u z i u lauito s i l n o ,
0 m ilho,
que
é de ótinia q u a l i d a d e , f o i v e n d id o a 002: p r e ç o .
Em 1 0 1 , a . o lailho tem v a lo r r e f e r e n c i a l . A r e l a t i
va é n ã o - r e s t r i t i v a , p o i s
se r e f e r e
a um m ilho
3a
especificado
na sentença a n t e r i o r ;
Podemos i l u s t r a r
gura
o que f o i d i t o
acima p e la
1:
P I GIRA 1 1)
Conjunto c o n c e p t u a l : milho
Sen te n ç a 9 9 . a.
2)
Conjunto r e f e r e n c i a l : milho
Sentença
1 0 0 . a.
O
= m ilh o p r o d u zid o nesta fa z e n d a
CD
= m ilh o nao p ro d u zid o nesta f a z e n d a
fi
Do
3)
Conjunto r e f e r e n c i a l
u n i t á r i o : m ilh o
Sentence 1 0 1 , a .
-ITjilhO
-que e de otima q u a li dade
Observamos que só temos sentença r e s t r i t i v a
1 0 0 .a ,,
porque
se f a z r e f e r ê n c i a
ju nto considera-^o,
em
a ujn eleniento apenas âo con -
líos outros ca so s,
ceptual,
quer
ja r e f e r e n c i a l ,
p o is ela
se re;
re a todo o c o n ju nto ,
quer o co n ju nto
a sentença
que
s e ja
con-
é liiao-restritiva-
,
conjunto uni-'
í
rio *
9 3 ,a.
Os a lun o s que estudam aprendeiL^
1 0 2 , a . M o ç a s,
que trazia m grand_ss c e s t o s
..
^.s,
mostravani-se ale.gres,
1 0 3 , a.
Os a l u n o s d e s t e
e 03
classe
que
e s t u d a r a m a pre nd er am
que não e s t u d a r a m não a p r e n d e r a m .
Em S S , a ,
alunos tem v alo r c o n c e p t u a l
e a sentença
ê restriti\*B, p o i s im p licitam en te se es tá co n sid eran d o uns ou
tr a classe de a l u n o s ,
os que nao estudam ( e não spreridem),
CDserve-se cue , n o c io n a lm e n t e ,
o p l u r a l nao
sin g u la r em f r a s e s desse t i p o ;
poderí-
■
-^istincue
dc
r.o va -
lo r o s i n g u l a r .
Conjunto
Conceptual:
a 1 unos
@
= alunos
que estudem
O
= alujios que nao -estudam
Eid 1 0 2 . a , iDocaE tem v a lo r r e f e r e n c i a i
e a sentença
é n ã o - r e e t r i t i v a , p o i s ela se a p l i c a a todo o conjunto c o n s i d e
ra ào :
FIGURA 3 Conjunto
í i e r e n c i a i : niocas
moças que tr a z ia m
grandes ces to s
às
co stas
Sm 1 0 3 . a ,
ças
alujos
são r e s t r i t i v a s _ ,p o i s
ten v a l o r r e f e r e n c i a l
cada ujr^a d e l a s
se r e f e r e
e as s e n t e n
a a lg un s
ele
m entos do conjunto c o n s i d e r a d o ,
FIGURA 4 Conjujito r e f e r e n c i a l r a lunos
= a lun os
O
P a rec e
claro
que
esT-uaan
= a lu n o s que não estudsir;
que o s e n t i d o
da r e s t r i t i v a
é ,_p o is
,
d i s t i n g u i r eleõientos de um c o n j u n t o .
Correspondendo aos d o i s tip-os de r e l a t i v a s ^
nios a d je t i v o s r e s t r i t i v o s
h i ü ó t e s e que estamos
e n ã o - r e s t r i t i v o s , De acordo com a
estudando
só -c-odenj oco rrer an tepo stos
substantivo ad jetivo s n a o - r e s t r itiv o s .
frases
com a d j e t i v o s para
não - restricao do a d j e t i v o .
ter e -
ao
Vamos a n a l i s a r algumas
e s c l a r e c e r o s e n t id o
da r e s t r i ç ã o
e
60
^
1 0 4 .a.
0
médico h o ne sto
senpre tem c l i e n t e s ,
FIGÜRA 5 Conjunto c o n c e p t u a l :
nédico
= médico honesto
(3
0
con cep tu al
nestos,
dicos,
a d j e t i v o h o ne sto
é r e s t r i t i v o , Médico tem v a l o r
e o adjetivo d is t in g u e
ujna c l a s s e de m é d ico s,
Esta i m p l í c i t a a e x i s t e n c i a
os de s o n e s to s,
torns-la-ia
= medico desonesto
de uma outra
os h o
c l a s s e de mé -
A a n t e p o s i ç a o do adjetiv^-o nesta f r a s e
a g r a m a t ic a l .
Correspondendo ac co n ju n to re p r e s e n ta d o na f i g u r a
65
poderíamos t e r as f r a s e s
PIG IR I
6
105, a,
e
1 0 5 . b,
Conjunto r e f e r e n c i a l u n i t á r i o : médico
m e a i c o noneEõo
lC':;.a,
Dr,
Pelício
nunca
p rocurou e n riq u ec er as c u s ta s
dos males a l h e i o s ;
embora i d o s o ,
o médico hones-
to sempre tem c l i e n t e s .
105ib,
Dr.
Pelício
nunca p ro ca ro u e n riq u e c e r às c u s t a s
dos males a l h e i o s :
embora
idoso,
o honesto m é d i
co semipre tem c l i e n t e s .
As fr a s e 1 0 c , a .
conj into considerado
e 1 0 6 ,b ,
é um c o n ju n t o
sao p o s s í v e i s v"uando
conceptual
o
e o ad/letivo re —
7x3 o u s i ia a a e cue e consicieraaa como -Darte cesse
ul
to:
FIGURA 7 C o n ju n to s c o n c e p t u a i s :
Deus e rniindo
inun.do
©
= Deus i n v i s í v e l
0
= inundo v i s í v e l
lC6.a. D eus i n v i s í v e l c r io u o mundo v i s í v e l ,
1 0 6 , b.
I n v i s í v e l Deus c r io u o v i s í v e l mundo;
Vejamos exemplos com nomes no p l u r a l :
1 0 7 ,a.
Todos elogiaram os p r o f e s s o r e s d e d i c a d o s
deste
colégio,
10 7, b;
Todos elogiaram os d e d ic a d o s prof^ ■'sores deste
coléeio.
?'j.GüR-4 8 Conjunto r e f e r e n c i a l :
p r o f e s s o r e s deste
c o lé g io
P r a s e 1 0 7 ; a.
0
= proiessores
aeaicaao s
O
= p r o f e s s o r e s não d e d i c a
do s
Conjunto r e f e r e n c i a l :
p r o f e s s o r e s deste
co lé g io
Pr a s e s 1 0 7 í a , e l 0 7 . b ,
= p r o f e s s o r e s ã e á ic a d c s
Í2
0 T)riineiro conjunto
restritivos.
da f i g u r a
Ho conjunto p rof es .gores d este
que sao d e d i c a d o s
e os que não o sa o ,
enunciáda a f r a s e
1 0 7 .a.
não- restritivos,
adjetivos
c o lé g i o bá a q u eles
Tíeste caso
só p od eria
ser
,
0 segundo conjunto da f i g u r a
légio,
8 ilustra
8 ilustra
adjetivos
Ko conjunto c o n s id e r a d o t^roiessores deste
todos os elem entos são t i d o s por d e d i c a d o s ,
■Doderiam ser e n u n c ia d a s as f r a s e s l<J7.a,
e 1 0 7 . b.
co
líeste caso
,
Considerem os a f r a s e 1 0 3 . a ,
1 0 8 . a .. C r ia n ça s educadas re s p e it a m os m ais v e l h o s .
Em l C 8 . a .
se c a s o ‘o a d j e t i v o
de criança
podemos t e r um co n ju nto con cep tu al
ja
que não é e s s e n c i a l à i d é i a
ser e d u c a d a : há c r ia n ç a s
educadas e c r i a n ç a s que não
sao educadas.
é restritivo,
e nes
Sendo a s s im ,
o adjetivo
só pode v i r pospostoi
í.ías na locução cr ia n ca s e cluc a da s pode-se também tocom v alo r r e f e r e n c i a l .-Ivesse caso o a d j e t i v o p o de
rá ser n a o - r e s t r i t iv o
e entao
será possÍA'’el a sua
anteposiçao.
Imaginemos um contexto m s i o r :
lC Ç .a ;
A comemoração é ujb s u c e s s o :
re ce be m
as
l O S .b ;
as a u t o r i d a d e s ,
en q u a n t o
re ce be m
as a u t o r i d a d e s ,
de p o r tu g u ê s
ou n ã o - r e s t r it iv o
aoenas sobre a lo cu cao
£ m m eira
ccservaçao:
do a d j e t i v o ,
a p ergunta
res
sendo f e i t a
su b sta n tivo - a d i et ivo ou ad;ietivo-subs
resr;osxs
era
em con textos m a io r e s ,
n a o - r e s t r it iv o
semrre que
sobre o s i g n i f i c a d o
sem-ore oe aue o a a n e x iv o
csTo era nao-re s ürix:LV0 , enquanxo o Dosuosto
E n tr e ta n to ,
se p r o v i d e n c i a m
bebidas.
interrogávamos f a l a n t e s
ro.
se p r o v i d e n c i a m
educadas c r ia n ç a s
e n q u an t o
Achamos oportuna a s e g u in t e
tritivo
educadas
DeDidas.
A,com-emoracao é um s u c e s s o :
as
crianças
sempre
era r e s t r i t i v o
se o e r c e b i a
um v alor
também para o a d j e t i v o p'0 s u 0 s t 0 .
1 1 0 .a,
E le
1 1 1 .a;
As águas eram tão
se encantou com os olhos v e rd e s de Iv‘a r i a .
claras
que se v i a
a a r e i a al
víssimia no fundo do r i o .
1 1 2 .a.
a:
Que -oj-oblema d i f í c i l
vo ce
es tá
enfrentando!
-
-S3
1 1 3 .a.
Enfrentainoc cric.es t e r r í v e i s n e s s e s últiiâos
a n o s.
Entendemos que há uma t e n d ê n c i a
a se antepor o ad -
i e t i v o n a o - r e s t r i t i v o , mas ele pode também ocorrer posp ostoi
4,lí2 -
C aracterísticas fo n o ló gicas
Há uma c a r a c t e r í s t i c a
d o i s tÍDOS de r e l a t i v a s i
n ã o - r e s t r it iv a
a existencia
e seu a n te c e d e n te
se n io estiver, em posição f i n a l ;
tritiva
fonológica
e seu a n teced en te
os
de pausa en tre a r e l a t i v a
e e n t r e e la
e o que a s e g u e ,
não e x i s t e pausa en tre a r e s
e n e m .e n t r e
quando não está em posição 5 . n a l ,
que d i s t i n g u e
ela
-
e o que a seg ue,
A eriotencia
ou não das p au sa s
é complementada por uma entonação c a r a c t e r í s t i c a de umi e outro
tipo
de r e l a t i v a ,
lía e s c r i t a
ten ça n a o - r e s t r it iv a
as f r a s e s 8 6 , a ,
fra s e s 8 7 , a,
são m arcadas por v í r g u l a s ,
e 9 0 ,a ;
e 9 1 . a,
as p a u s a s que ca ra c t e risa m
a sen
RepetiEios aqu i
como exemplos de n ã o - r e s t r i t i v a s
e
as
como exem^plos de r e s t r i t i v a s :
8 6 ,a;
0 homem,
que é m o r t a l ,
8 7 , s»
0 homem que
v iv e
c o n s t r u i u ests
como se f o s s e
eterno,
casa não entende de
arte.
9 0 , a.
Deus,
que é o n i p o t e n t e ,
I infinitam ente
93-.a ,
A água que s a i das t o r n e i r a s
Ao c o n tr á rio do que o corre
vas,
nac e x i s t e
sempre um^a d i f e r e n ç a
t i p o s ce a d j e t i v o s ,
.jetivc r e s t r i t i v o , e a f r a s e I C Ç . a i
é muito s u j a .
com as
sentenças r e l a t i
fonológica
'vejam.os a f r a s e 1 0 8 . a ,
bom,
entre os dois
como exemiplo, de ad -
comio exemplo de a d j e t i v o
n a o —r í 5 T-ri 11 v c :
lO S .a ,
C r ia n ç a s educadas r e s p e it a m os mais v e l h o s ;
1 0 9 . a,
A comem.oração á umi s u c e s s o :
recebem as a u t o r i d a d e s ,
crianças
enquanto
educadas
se p ro v id en cia m
■ as b e b i d a s .
A inexistencia
ambígua muitas sentenças
do co n testo , m uita s v e s e s
de d i s t i n ç ã o f o n o l ó g ic a i>ode to rna r
em que ocorrem
adjetivos p o is ,
fora
é d i f í c i l se p r e c i s a r se um a d j e t i v o
é restritivo
ou n Í c - r e s t r i t i v o :
1 1 4 .a,
A polícia
prendeu os r a p a z e s a u d a c i o s o s neste
bairro,
1 1 5 .a.
õs f u n c i o n á r i o s corapetentes de s ta
repartiçã o
fo
ram e lo g ia d o s p e lo d i r e t o r .
As f r a s e s 1 1 4 . a .
e 1 1 5 . a.-são
am bíg u as:
os a d j e t i
-
vos a uda cio so s e~
-com petentes podem ser e n t e n d i d o s corao r e s t r i
-
tiv o s e como n ã o - r e s t r i t i v o s . Pode-se e n t e n d e r 1 1 4 . a ,
conjunto r e f e r e n c i a l de r a p a z e s
um co n ju nto r e f e r e n c i a l
tos são a u d a c i o s o s
de r a p a z e s
em que a l g u n s elemen
em que todos os elementos
tentes e todos foram e lo g ia d o s pelo d i r e t o r
t r i t i v o ) : um co n ju n to r e f e r e n c i a l
ticao em que
de fu n
-
são compe
( a d j e t i v o não-res -
de f u n c i o n á r i o s d e s t a re p a r -
elementos competentes
há
bairro.
como': um conjunto r e f e r e n c i a l
cio nários desta r e p a r t i ç ã o
são
b a i r r o Ç a d je t iv o n io - r e s tr i-
e e s t e s ‘;é que foram p res o s n e s t e
Pode-se entender: 1 1 5 . a ,
um
em que todos os elem entos
audaciosos e que foram p r e s o s n este
tivo );
como':
e inc o m p eten te s
primeiros é que foram e l o g i a d o s p e l o d i r e t o r
e
(ad je tiv o
sí5
os
restr-i -
oiv o ) ,
P a ra
que fr.ases como 1 1 4 * 3 .
e 1 1 5 .a.
bígu.as, há a escolha de ujã aos p r o c e d im e n t o s :
çao que c a r a c t e r i z a
restritivo;
o adjetivo
1 1 4 . b.
A polícia
u sar uma entona -
como sendo r e s t r i t i v o
a n te p o r o a d j e t i v o n ã o - r e s t r it iv o
confon^e as f r a s e s 1 1 4 . b,
não sejam am ou não-'
ao s u b s t a n t i v o
,
e 1 1 5 . b.
prendeu os a u d a c io s o s r a p a z e s neste
bairr.o,
1 1 5 . b.
Os competentes f u n c i o n á r i o s desta r e p a r t i ç ã o
fo
ram e l o g i a d o s p e lo d i r e t o r ,
A entonaçao c o n t r a s t i v a pode
ser,
portanto,
um re -
curso para que a f r a s e não se ja ambígua,. P a r e c e h a v e r neste caç:-o uma elevaçao da voz acompanhada de um. prolongam ento do a d j e
t iv o ,
quando ele
e n a o - r e s t r i t i v o ; quando o a d j e t i v o
t iv o , há um abaixam ento da voz d ep o is da
tivo ;
síla b a
é restri -
tônica
do a d j e
t-5
4 ,1 ,3 -
Características
4 ,1 ,3 ,1 -
sirstáticas
0 a n teceden te
Certas p articularidades
de \xm ou o u t r o
ter-Tiinar a o c o r r ê n c i a
a)
do
antecedente
tipo
p a r e c e n d.e -
üe r e l a t i v a .
0 determ inante da LIv a n t e c e d e n t e da
sentença r e
lativa.
Há d eterm in a n tes
relativas,
que ocorrem com os d o i s t i p o s de
enquanto a l g u n s só ocorrem com ujn determ inado tipo
de r e l a x i v a
(5).
.
Os dem onstrativos
locução nom inal
ocorrem como d e t e r o i n a n t e s numa
que só pode ser a n t e c e d e n t e de uma se n te n ç a r e
lativa n ã o - restritiva.
Entende-se
que s e j a
assim ,
pois
os de ' -
raonstrativos já
indicam p recisa m en te o ser ou os s e r e s aos
q uais o f a l a n t e
se r e f e r e ;
tença para e s p e c i f i c a r
não é n e c e s s á r i a ,
que se t r a t a
de
r e s nomeados p e l o su.bstant*ivo, como f a z
Estando j'e e s p e c i f i c a d o p e lo
seres,
a se n te n ç a r e l a t i v a
s a l t a r uma c a r a c t e r í s t i c a
l l f c .a .
a sentença
E s t a s m a ta s ,
restritiva.
o s e r ’ ou a c la ss e de
que ocorrer, sera
classe
uma sen
ce r ta c l a s s e de se -
ujd3
d em onstrativo
dessa
portanto,
somente para res ' -
de s e r e s ,
que s i o a r i q u e s a
da r e g i ã o ,
não
devem ser d e v a s t a d a s ,
■
ír 1 1 6 , b,
E s t a s matas que são a r i q u e s a
da r e g i ã o não de -
V em s er o. ev a s t a da s ,
Portanto,
o adjetivo
que ocorre numa locução nomi -
rjal que tem como d eter m in a n te um d e m o n s t r a t i v o ,
vc.
De acordo com nossa hipc5tese,
pode
é n a o - r e str iti-
o co rrer a n te p o s to
ao
substantivo:
117.Bm E s t a s
1 1 7 ,b,
m a ta s r i C a s
na o
devem
ser d e v as ta d as
,
E s t a s r i c a s matas não devem ser d e v a s t a d a s .
Os i n d e f i n i d o s
a lg u m , n enhum ,
t o d o , c u a lo u e r ocor -
rem como dete r m in a n te s nujna locução nom inal
que
e an teceden te
de. uma sentença r e l a t ã v a r e s t r i t i v a :
llS .a ,
I'erJ.iU_m obstáculo
que en con tre no camiriho desani-
TTia o vei-dadeiro l u t a d o r .
G6
*
'1 1 8 . b.
ITenhuin o b s t á c u l o ,
que
encontre no caminho,
àesa-
nima o v e ra a â e iro l u t a d o r .
*
*
1 1 9 ,a,
Toào honiem que
é co varde não é r e s p e it a d o i
1 1 9 . b,
Todo liomem,
1 2 0 ,a.
Qualquer pessoa
que v i e r
1 2 0 , b.
Qualquer p e s s o a ,
que v i e r è l e s t a ,
que
é covarde,
nao
é respeitado,
a f e s t a será r e c e b i d a ,
sera r e c e b i -
da,
*•
1 2 1 ,a.
Algum aluno que f o i
1 2 1 , b.
Algum a l u n o ,
à excujrsao fará o r e l a t ó r i o ,
que f o i
à excursão,
fa rá o r e l a t d -
rio,
Se o a n teced en te fo r p l u r a l ,
t r iç ã o
p a r e c e não h av er r-es -
quanto I o co r rên cia de s e n t e n ç a s r e l a t i v a s n a o - r e s t r it i-
v a s com determ inantes
1 2 2 , a.
indefinidos:
Todos os p r e s e n t e s
reunião a n t e r i o r
1 2 2 , b,
.
da
se le v a n t a r a m ,
Todos os p r e s e n t e s ,
reun iã o a n t e r i o r ,
1 2 3 ,a.
que haviam p a r t i c i p a d o
que haviam p a r t i c i p a d o
da
se le v a n t a r a m ,
Alguns p o l í t i c o s qué eram c o n t r á r i o s à q u ela s me
d ida s se c a la r a m ;
1 2 3 , b.
Alguns p o l í t i c o s ,
m e d id a s ,
r
que eram c o n t r á r i o s àq uela s
se c a la r a m ;
Com re la ç a o aos a d j e t i v o s ,
o co r rên cia s que vimos para
as
rem em locuções nom inais cu jo
restritivos;
se o i n d e f i n i d o
observam-se as mesmas
seritenças:
os a d j e t i v o s
d e te r m in a n te
que o c o r
é um i n d e f i n i d o
sio
fo r plujral podem ocorrer os do is
t i p o s de a d j e t i v o s :
*
1 2 4.3 »
i'
1 2 5 .a,
ITao e x i s t e
nenhum p e r f e i t o
crim e,
ITão e x i s t e nenhum crime -oerfeito.
Sncontram.os a l g u n s
ca ç a d o re s c o r ajo so s na
viagem ,
1 2 5 , b;- Encontramos a lg u n s c o r a j o s o s
caçadores
na
viagem.
*
1 2 o .a ,
Todo homem covarde não e r e s p e i t a d o .
1 2 o , b.
Todo covarde hom.em nao
1 2 7 .a,
Todos os s o ld a d o s v a l e n t e s foram condecorado s. -
1 2 7 . b.
Todos os v a l e n t e s
é respeitado,
s o l d a d o s foram condecoraaos.
67
■b) 0 antecedente £ noae próprio
Quando o antecedente da sentença r e l a t i v a é um nome
próprio , esta sentença é r e s t r i t i v a ,
temente e s p e c ifi c a d o ,
p o is o nome já está s u f i c i e n
não é possível uma
r e s t r iç ã o de seu s i g n i -
fic a d o :
1 2 8 ,a,
*
João,
que é morador deste p réd io , f e z o discu rso .
1 2 3 * ‘b, João ^ue I morador deste p réd io f e z o discurso*
Poderemos te r r e s t r i t i v a íjom nome próprio como antece
dente, cuando essa r e l a t i v a ser'v'-ir para d i s t i n g u i r pessoas ou coi sas que têm o mesmo nome;
129«a.
0 João que mora neste p réd io é que f e z o discurso e
não o João que mora na v i l a ,
1 3 0 ,a ,
Caxias que f i c a no Eio de Ja n e ir o é que é p alc o .de
muitos crimes;
Caxias que f i c a no Rio Grande do
Sul é que é a cidade do v in h o ,
lííerece maior atenção o proolema do a d je t iv o que aeom panha nomes p r ó p r io s . Dizem nossas gram áticas:
o a d ie t iv o que se
refere a um nome próprio deve sempre antecedê-lo ou, 'se o seguir ,
deve v i r separado do nome por v í r g u l a ,
de a uma pausa na f a l a ;
r^a e s c r i t a ,
o que correspon
o artigo que f a z parte da locução nominal
deve se d e s lo c a r ’ junto com o ad.jetix^-o p ara depois do nome:
j_i±,a.
0 famoso Camões eôcreveu Os Jjusíadas.
1 3 1 . D,
Canoesj
o famoso,
escreveu Os L u s í a d a s .
iSm f r a s e s como esta s,
o a d je t i v o não é propriamente um
adjunto do nome p ró p rio , mas de um nome comum que se apagou e do
qual o nome p roprio também é um a d jun to:
to r e s t r i t i v o
o nome próprio é um a d ju n
■ad^ejtixo^ « ^?iã‘o-restí:i:tá;yo-.'--A0Sict>
fra s es I J l ,
-têm na estrutura profunda o nome rjoeta , que tem como adjunto -res «
tr itiv o Camoes e como adjLmto não-restritivo famoso. 1 3 1 . c . repre senta a estrutura de 1 3 1 , a , antes do apagamento do nome poeta :
1 3 1 . c.
0 famoso poeta Camões escreveu Os Lu sía d a s,
A estru tura profunda das fr a s e s
1 3 1 está
represen -
tada na f i g u r a
PIGUILi
9 -
S
65
D i z e n o n que Carriões é r e s t r i t i v o porque
ir^ente coa se n tiã o
ves D ia s,
tritivo,
d i i e r e n c i a d o r : o p oeta
Fernando P ees o a
não tem e s t e
é Camões e nao G o n ça l
ou q u a lq u er o u t r o ;
s e n tid o
eaté n it id e -
famoso
é nao-ree -
d e l i x ii t a d o r ,
üm argumento para a efirm a ção de que em 1 3 1 . a ,
u:2 nome que f o i
apagado
é o esprego do a r t i g o . Ee lingu ag em
formal não se adm ite t a l
mum,
eiriprego sem a suposição de um nome co
já que o nome p ró p rio. Camões não se usa
se comprova p o r 1 3 1 . t>i» quando o a r t i g o
práprio,
há
com a r t i g o ,
o que
a p a r ece d e p o i s do nome
p rece d en d o o a d j e t i v o .
0 nome p r ó p r i o
restritivo
aparece acompanhado de um a d j e t i v o
quando se quer d i s t i n g u i r p e l o a d j e t i v o p e s s o a s
ou
c o i s a s que têm o mesmo nome:
1 3 2 .a.
-4 R e g in a loujra é que
é minha prima
e não a R e g i
na m orena.
4 .1 .3 .2 a)
i^arafrases
Sentenças r e l a t iv a s n ã o - r e s t r it iv a s ,
Podemos t e r p a r á f r a s e s
r e s t r it iv a s substituindo
de
se n te n ç a s r e l a t i v a s não -
c pronome r e l a t i v o -D-or um pronome p e s
soal:
S 6 .a .
0 homem,
que é m o r t a l ,
B 6 ,b ,
0 homem e m o rta l
v iv e
como se f o s s e
eternc.
e e l e v iv e
como se f o s s e
ete r n o .
E ste procedim ento não é p o s s í v e l
com as r e l a t i v a s
i^es'tpi'fcxv2s r
9 8 ,a;
? 98. b.
Os alujios que estudam aiorendeni.
Os a lu n o s estudam, e e l e s
A se n te n ç a 9 B . b ;
tambémi p o s s í v e l
tiva não- restritiva
da G u a l
ela
aprendem.
nao é sinônim a
de 9 8 , a ,
obter p a r á f r a s e
apresentando-a
.
da sentença r e l a
como coordenada à sentença
é de-oendente:
8 6 . c,
0 homem v iv e
como se f o s s e e te r n o
e e le
E ste Drocedim ento tam.bém não é D o s s í v e l
e m,ortal,
com as r e .-
70
la.tivas r e s t r i t i v a s :
?
9 8 , c'.
Os a lu n o s aprendem e e l e s
Observ e- se,
sinônima de 9 8 , a »
b) ^
novam ente,
,
estudam.
que a sentença
9 8 . ci não
é
’
s e n te n c a s de scinetivos r e s t r i t i v o s £ n s o -r e s -
tritivos.
A ”'S^entença de a d j e t i v o
seguintes p a r á fr a s e s ,q u e
n ã o - r e s t r i t i v o pode t e r
não são p o s s í v e i s
as
com se n te n ç a s de a d
jetivo r e s t r it i v o :
■
1 1 4 ',b ,
A p o líc ia ? p r e n d e u os a u d a c i o s o s r a p a z e s nestebairro;
1 1 4 , c;. A. p o l í c i a
p ren d eu os r a p a z e s n e s t e
b a ir r o
e eles
são a u d a c i o s o s .
1 1 5 . b;
Os competentes f u n c i o n á r i o s desta rep-artição f o
ram e lo g ia d o s p e l o d i r e t o r ;
1 1 5 .c.
Os f u n c i o n á r i o s d e s ta r e p a r t i ç ã o foram e l o g i a d o s
pelo diretor
e eles
sao com petentesi
As s e n t e n ç a s de a d j e t i v o
f r a s e s do tip o a b a i x o ,
restritivo
podem ter p a r á
as q u a is não eq üivalem às s e n t e n ç a s de
adjetivo nã o - restritivo :
114-;di
Os r a p a z e s
que a p o l í c i a p r e n d e u n e s t e
b a ir r o
são os a u d a c i o s o s .
1 1 5 . d.
Os f u n c i o n á r i o s d e s t a r e p a r t i ç ã o
giados pelo d ir e to r
c) P o s s í v e l v a l o r
que foram
elo -
sao os co m p etentes,
circunstanciei
das
se n te n ç a s re -
letivas.
As g ra m á tica s de S o a res Barbosa
neiro Ribeiro
v a s dizendo
(6)
diferenciam
que as segundas
as r e s t r i t i v a s
e de E rn es to
Car
-
das n ã o - r e s t r i t i —
eqüivalem, a o rações i n t r o d u z i d a s
p e l a s conjunções ou l o c u ç õ e s c o n j u n t i v a s -Dorpue, v i s t o
oue,
ou
o utras a n á l o g a s :
1 3 3 » H*
Os f u n c i o n á r i o s ,
firma,
1 3 3 «-b.
que coniiecem o re gulamento
o apoiaram na que la
Os f u n c i o n á r i o s ,
decisão;
como coriiecemi o regulam ento
firm a ,, o apoiaram n a q u e la
da
decisão;
de
71
1 3 4 .a.
Os c á b i o s ,
dos homens,
que sao m a is i n s t r u í d o s
que o comum
deveriam também excedê- los
em v i r t u
de,
1 34 . b .
Os s á b i o s ,
visto
que são m ais
comum dos homens,
i n s t r u í d o s que
o
deveriam também excedê-los em
v irtude,
^ Entretanto
esta c o r r e s p o n d ê n c ia
nao
e x i s t e para t o
dos os casos de r e l a t i v a s n ã o - r e s t r i t i v a s :
90 . a ;
Deus,
? 9 0 ;b ;
que é o n i p o t e n t e ,
é infinitam ente
D e u s , porque é o n i p o t e n t e ,
99 , a ;
bom;
é infinitam ente
E s t a s t e r r a s produzem m i l h o ,
què
bom;
é um 6timo a l i -
mento,
?
99 , b ;
E s t a s t e r r a s produzem m i l h o ,
porque
ê um ótimo
a lim e n t o ;
Esta d i f e r e n ç a
1 3 3 , a ; , 1 3 4 . a ; e as
que 1 3 3 , a ; e 1 34 ; a .
de comportamento
frases 9 0 .a ,
e 9 9 .s .,
en tre f r a s e s
como
nos levam a pensar
são ambas formas de s u p e r f í c i e
de duas es -
t r u t u r a s p r o f u n d a s d i v e r s a s e que somente a e s t r u t u r a não e q u i
v a l e n t e a uma oração a d v e r b i a l
é r e s p o n s á v e l p e lo a d j e t i v o
função de a d ju n t o a d n o m in al. P a r t i c u l a r i d a d e s
a possibilidade
valor
de
relativa
ao
e a im possibilidade
de a n t e p o s i ç a o
aue.,
com
ou
da sentença
seu a n t e c e d e n t e parecem, m ostrar cue uma sentença
como 1 3 3 . 2 .
é am bígua: pode re alm en te t e r um, v a l o r
circunstan -
OU ser uma r e l a t i v a :
133. c;
Como conliecem o regulam ento
nários
1 33 . c.
1 3 3 , a.
tiver
1 3 3 ;b ;
ou 1 3 3 ; c ;
O apoiaram n a q u ela
é possível pelo
da f i r m e ,
seu v a l o r
um *valor realm ente r e l a t i v o ,
isto
é,
correspondendo a 1 3 3 ; . b , ,
prova d i s s o
extraposição,
circunstancial;
não
Se
será p o s s í v e l
;
a reduzem a um sim ples a d j e t i v o ,
a dno m in al;
os f u n c i o
decisão.
Quando uma sentença como 1 3 3 ; a . ,
bial,
como
se antepor ao seu a n t e c e d e n t e a sentença
c irc u jista h c ia l com as co n ju n ç õ es -por.GUe., v i s t o
outr.as a n á l o g a s ,
ciai
sintáticas,
na-
sofre
com s e n t id o ad v er
tran sfo rm a çõ es que
este a d j e t i v o
é que se ele
não é um adjunto
s o f r e r uma transform ação de
f i c a r á a n teposto à locução nom inal i n t e i r a
e não
ao nome Bimplesmente.
135 ^^3 ,
Os m e n in o s ,
do
que estavam tem erosos,
se a fa sta ra m
barranco.
1 3 5 .a.
dominada um v a lo r
lativo,
Vejamos as f r a s e s 1 3 5 í
tem d ua s i n t e r p r e t a ç õ e s ,
circunstancial
Com s e n t id o
adverbial,
uma dá à sentença
e outra lh e
dá um s e n t id o r e
-
podemos s u b s t i t u i r o oue por
•porque e t r a z e r a sentenü,a p ara a n t e s de _o^ menino-s*:
1 3 5 . b ; Porque
estavam te m e r o s o s ,
os meninos se a f a s t a
-
ram do b a r r a n c o ;
Se a sentença
jetivo
somente,
adjetivo
dominada
c o n tin u a p r e s e n t e
em 1 3 5 . b,
o s e n t id o
se reduziir ao ad a d v e r b ia l porque
está anteposto à locução nom inal o_s meninos
e l e s e a locução nominal c o n tin u a
1 3 5 .c.
Tem erosos,
Os a d j e t i v o s
o
e en tre
a pausa:
os m eninos
se afa sta ra m do b a r r a n c o ;
que se o rig in a m de s e n t e n ç a s
com v a l o r
a d v e r b ia l gozam de ujma l i b e r d a d e m uito m aior de p osiçã o na f r a
se e a pausa
se mantém entre e l e s
e o r e s t o da frase.:.
135id;
Os m e n in o s ,
tem er o so s ,
1 3 5 . e.
Os m eninos se a f a s t a r a m do b a r r a n c o ,
Se dermos à f r a s e 1 3 5 . a .
v a , o adjetivo
nal
e,
que r e s u l t a r
como t a l ,
r-0 30s em 1 3 5 . e . ) ,
nao se
com temerosos em 1 3 5 . d ; )
será para
locução n o m in a l.
de sua redução
longe
d ela
de que f a s r>arte:
(como a c o n teceu com teme -
se s o f r e r
(como a c o n te c e u
uma transform açao
de an -
a n t e s do nome somente e nao p a r a 'a n t e s
135.f .
e 1 3 5 . g.
-
será a d jun to adnomi-
separa d e la por pausa
e,
tem erosos.
uma interx^retaçao r e l a t i
esta p reso à locução nominal
nao pode se ã e s l o c a r para
teposiçao,
se a fa s t a r a m do b a r r a n c o .
correspondem a
1 3 5 . a.
da
com sen
tido re lativ o :
135.f.
Os temerosos meninos se af astaram do b a rr an co .
1 3 5 . g.
Os meninos temerosos
Pelas
se a fa sta ram do ba rr anc o.
considerações f e i t a s
damos com I.íaria C e c í l i a P e r e z de Souza
acima
e que não concor -
e S ilva^'^^a
respeito
da
p o siç ã o do a d j e t i v o n ã o - r e s t r i t i v o na locução n o m in a l ; P a r a
a
autora,
na
o adjetivo
que vemi de uiaa sentença não- restriti\^a,
estru tura de s u p e r f í c i e
ou vem a n t e p o s t o
ao nome ou,
se f i c a r
p o sp o sto ,
será separado do nome por p a u s a .
n in a s as f r a s e s
( 3 1 ) t (31)
(s)
e (31)
(b)
Assirc seriam sin o (os
exemplos são
da
auto ra):
” (31)
"(3 1)
A h o s p i t a l e i r a c id a d e r e c e b i a m uito s v i s i t a n t e s " ;
( a ) a " c i d a d e , que era h o s p i t a l e i r a , r e c e b i a m u i
tos v i s i t a n t e s " »
( b ) A c i d a d e , h o s p i t a l e i r a , r e c e b i a m uitos v i s i
tan tes".
"(3 1)
A existencia
I k e dá um v a l o r
circunstancial,
pode ter ujna es tru tu r a
(30)
da pau sa
P ara n ó s ,
subjacente
A cid a d e h o s p i t a l e i r a
( 3 0 ) ’ (a)
A c id a d e
entre o a d j e t i v o
(30)
e o nome
uma f r a s e como (3 0 )'
(a)
ou ( 3 1 )
(a )':
r e c e b i a m uito s v i s i t a n t e s ;
que era h o s p i t a l e i r a r e c e b i a m uitos
v isitan tes;
1'Toesos gram áticos
ro ( 8 )
S oa res Barbosa
apontam UiP.a c o r r é s p o n d e n c ia
restritivas
e se n te n ç as a d v e r b i a i s
entre
e Carneiro R i b e i
se nte nç as r e l a t i v a s
i n i c i a d a s por
So sr es Barbosa dá como exemplo dessa
s e , puandop ) <
co r res p o n d en cia as f r a
ses;
" 0 homem ju sto dá a cada um o que é s e u " ;
" 0 homem, quando é j u s t o , dá a cada um o que é s e u " ;
Os exemplos de C a r n e i r o R i b e i r o
são os s e g u i n t e s :
"A g l o r i a que vem da v i r t u d e tem um b r i lh o i m m o r t a l".
"A g l o r i a , se vem da v i r t u d e , tem um b r i l h o imimortal;
quando vem da v i r t u d e , e t c . ”
Bntreta n to
para toáos
os c a s o s .
essa c o r r è s “ ondência nec
As f r s s e s l O O . b ,
e 1 0 0 , c;
ê vercadeira
não são sinôni-
mssdelOC.a.»
1 0 0 . a.
0 m.ilho que f o i p r o d u z id o n esta la sen da
é de 6~
tima q u a l i d a d e ,
*
1 0 0 , b.
0 milho
quando l o i
p ro d u zid o n esta
fazen da
e de
ótim.a q u a l i d a d e ;
?
1 0 0 . c,
0 m.ilho,
se f o i
ótima' o u a l i d a d e .
p ro d u zid o n e s ta l a s e n d a ,
é
de
74
4 . 1 . 3 . 3- A neg-açao
As se nte nç as r e l a t i v a e r e s t r i t i v a s
d ife re n te m e n te das n ã o - r e s t r i t i v a s
sentença n ã o - r e e t r it iv a
comportam-se
com r e s p e i t o
uma l i m i t a ç ã o
8 9 i a . A água,
lía
a negação d.a sentença m a t r i z a t i n g e
do o conjujito antecedent e -f se n te n ç a r e l a t i v a ,
va não s i g n i f i c a
à negação;
to
já que a r e l a t i
do a n t e c e d e n t e .
é dura;
8 9 ; b ; A água, que é m o l e , não fuxa a p e d r a , que é d u r a i
1 3 o ; a ; A p re c io
1 36 , b.
que é m o l e ,
feijoada,
fujr-a a p e d r a ,
que
íJao a p r e c io f e i 'j o a d a ,
Quando se t r a t a
que
é um p rato
brasileiro;
que é um p ra to
brasileiro;
de uma r e l a t i v a r e s t r i t i v a ,
ção a ting e apenas a sentença
relativa
e não
a nega
seu a n t e c e d e n t e ;
a
negaçao é sobre o suoconjujito d e l i m i t a d o p e la r e l a t i v a :
137. s;
1 3 7 . b,
0 professor
0 p r o f e s s o r nao
Em
elogiados,
e l o g i o u os alujios que
1 3 7 . b.
pode-se
os que não
estudaram .
e l o g i o u os aluaios que
e n te n d e r
estudaram .
estudaram .
que o u tro s a lun os foram,
Em 1 3 o ; b ,
não há p o s s i b i l i d a d e
de se su bentender a p r e c i a ç ã o a q u a l q u e r f e i j o a d a ; Podemos te r
1 3 7 . c , completando
do I 3 Ô , b , r
?
1 3 7 . b,
13-5.c.
A p re cio
1 3 7 . c,
0 p r o f e s s o r e l o g i o u os a lun o s
Portanto,
tritivo,
a tin g e
feijoada,
direta m en te
a d j e t i v o n ao —r e s t r i t i v o
dando-se a a ud acio so s
as f r a s e s 1 1 4 . f ,
115. e ;,
que não e uje p rsto
a negaçao,
d elim itad o pelo a d j e t i v o ,
va,
mas não podemos t e r 1 3 b . ” .
na
que não
sentença
o adjetivo,
isto
toda
brasileiro.
estudaram.
de ad.jetivo r e s
é,
enquanto a n eg a ç ã o ,
atinge
com pletan
-
o subconjunto
na sentença
a locução nom.inal.
de
A s s im ,
e com petentes uma i n t e r p r e t a ç ã o r e s t r i t i
e 1 1 5 .f .
podem ser continuação de 1 1 4 , e .
e
respectivam ente:
1 1 4 , e.
A p olícia
não p r e n d e u os r a p a z e s
au,isciosos n e s t e
b a ir ro
114 . f .
A p olícia
p re n d e u
cio so s n e ste
1 1 5 . e.
os r a p a a e s que nao
erarj auda
bairro,
Os f u n c i o n á r i o s
com.petentes desta r e p a r t i ç ã o não
foram e l o g i a d o s p e l o d i r e t o r .
-
1 1 5 . f*
0 diretor
e lo g io u
ção que nao
sao co m p eten tes.
As f r a s e s 1 1 4 » g .
1 1 4 .- ,
e 1 1 5 .e .,
cozp.uetentes forem
1 1 4 .g.
os f u n c i o n á r i o s desta r e p a r t i
e 1 1 5 . g.
r espectivaaeri t e , se
podem ser co n tin uaçao
de
os a d j e t i v o s a u d a c io s o s
e
e n t e n d id o s como n a c - r e s t r i t i v o s :
A polícia
p r e n d e u os -audaciosos r a p a s e s
em outro
bairro,
1 1 5 ,g.
0 diretor
e l o g i o u os competentes f u n c i o n á r i o s da
r e p a r t i ç ã o v iz in iia i
4 .1 ;3 ^ 4 - A interrogação
Quando a i n t e r r o g a t i v a
relativas
encerra
que têm o mesmo a n t e c e d e n t e ,
uma opçao entre duas
essa s r e l a t i v a s
são r e s
tritivas:
1 3 8 . a.
Os jo g a d o r e s que fumam ou os que não fujiiam. sen tem menos can saço ?
1 3 9 .a,
Você p r e f e r e
os rom ances que falam de amor ou os
romances que falam de crim es?
Quando a i n t e r r o g a t i v a
bciutídentes d i v e r s o s ,
1 4 0 . a,
Você gostou m ais
blusa
1 4 1 .a.
podem o co rrer
cue voce
Você p r e f e r e
carne,
que
an -
os d o is tip o s de r e l a t i v a s :
do v e s t i d o
cue eu f i z
ou da
comr-rou?
laranja,
é rica
A interrogativa
encerra uma opção entre
que contém v itam ina
C,
ou
em p r o t e í n a s ?
que pede uma opcao entre- d o i s a d j e
t iv o s que acomxpanliam ura mesmo nomie s6 pode conter a d j e t i v o s
restritivos:
1 4 2 ';a ,
Voce p r e f e r e
1 4 3 .a.
Voce gosta
laranjas
de f i l m e s
doces ou l a r a n j a s ' a z e d a s ?
a l e g r e s ou de f i l m e s t r i s
-
tes?
Às i n t e r r o g a t i v a s
responder como em
interrogação
145 . a . ,
e um a d j e t i v o
com a d j e t i v o r e s t r i t i v o pode-se,
em- cue ocorre o mesmiO su o s t a n tiv o da
de
sentido
c o n tr á rio ao a d j e t i v o
de
7o
pergunta.
As i n t e r r o g a t i v a s 'Com a d j e t i v o
TDode recponder
nao- restritivo
s6 se
s i a ou n ã o :
1 4 4 .a,
Você gosta de c a f é f o r t e ?
145»a,
íTao, p r e f i r o
146 . a ,
Todos aplau diram o severo regulaiBento? —
café fra c o ,
Síe /
líao,
10 i n t e r r o g a t i v o empregado nas s e n t e n ç a s de a d j e t i v o
restritivo
é oue ou q u a l « enquanto o i n t e r r o g a t i v o
nas sentenças de a d j e t i v o n ã o - r e s t r i t i v o
147. a.
empregado
é como:
Que m a l f e i t o r e s a p o l í c i a p re n d e u n e s t e
b a ir r o ?
Os p e r i g o s o s ;
1 4 8 .a;
Que fujicionários
desta r e p a r t i ç ã o
c ‘ diretor
elo
giou?
--
149 . a ,
Os com petentes,
Coao são os m a l f e i t o r e s
neste
que a p o l í c i a
prendeu
b a ir r o ?
-- P e r i g o s o s ,
150 . a ,
Como são os f u n c i o n á r i o s
diretor
--
4 .1 '.3 .^ As
que
o
elogiou?
Conr> et entes'.
0 subjujitivo
se n te n ç as r e l a t i v a s n ã o - r e s t r i t i v a s
£-?resentar o verbo no modo i n d i c a t i v o ,
a-cresentam* o verbo no i n d i c a t i v o
151. a;
desta repartiçã o
Das r e s t r i t i v a s ,
e o u tr a s no
P ro cu ro p e s s o a s que
só podem
algumas
sub juiativo: ( 1 0 )
entendem áe f l c r e s .
1 5 2 i a ; P r o c u r o p e s s o a s que entendam àe f l o r e s ,
*
1 5 3 . a»
Estas pessoas,
que entendam de f l c r e s ,
sao
os
donos da f l o r i c u l t u r a .
Vim.os em
4.I
as c a r a c t e r í s t i c a s
m a is que d istin gu e m os d o i s t i p o s
adjetivos re stritiv o s
s u lt a na
ss m a n tic a s
de s e n t e n ç a s r e l a t i v a s
e nao- restritivos,
os q u a i s
Essas d ife r e n ç a s
e os
são o que r e
s u p e r f í c i e de umis tran sform a ça o de apagamento.
da às sentenças r e l a t i v a s ;
e fo r
se m a n tica s
aplica
e fo r
-
77
iaaÍG entre a r e s t r i ç ã o
por
e a r;ao—r e s t r i ç ã o devem ser
ejiplicadas
e stru tura s p r o f u n d a s d i f e r e n t e s das f r a s e s de um e de outro
tÍ D O ,
Em 4 , 2
vamos a n a l i s a r
4i2- Estrutüjra P r o fu n d a
essas estruturas;
das Sentenças R e l a t i v a s
à exceção de Sandra Annear
tr u tu ra p ro fu nda p a r a
as n ã o - r e s t r i t i v a s
form ação),
que dá a mesma
as se n te n ç a s r e l a t i v a s r e s t r i t i v a s
os t r a b a l h o s de gramática g e r a t i v a
de um e de outro
e stru tura s p r o f u n d a s d i f e r e n t e s ,
Sandra Annear,
para
já
es
e para
( o r a ç õ e s in d e p e n d e n t e s i n s e r i d a s por t r a n s -
têm apresentado as r e l a t i v a s
posição,
(11),
que ela
diferenciar
t r a n s f o r m a c io n a l
tipo
Ivão d i s c u t i r e m o s
im p lic a
como t e n d o
a p o siç ã o
c o n c e it o s como f o c o ,
os d o i s t i p o s de r e l a t i v a s ,
tamos dando ao problem a um tratamento
de
pressu e n6s
e s
conforme a t e o r i a p a d r ã o ;
líão é n o ss o prop(5sito d i s c u t i r n e s t e
trabalho
as
d i v e r s a s p r o p o s t a s para um e outro tip o de r e l a t i v a s ( 1 2 ) , Ado taremos aqui a s
seguintes
estrutujras p r o f u n d a s :
A se n te n ç a r e l a t i v a r e s t r i t i v a
locução n o m in a l,
é um c o n s t i t u i n t e da
conforme a re g ra número 2 :
IIT-- 7 m
R .2,
^ S
As s e n t e n ç a s r e l a t i v a s n a o - r e s t r i t i v a s sao senten ca s coordenadas na
estrutura
e.
R .l;
A figura
114»a;
p r o fu n d a ,
n
1 0 representa
com o a d j e t i v o r e s t r i t i v o ,
senta a mesma s e n t e n ç a ,
?IGURA 1 0 -
a estrutura
da
sentença
enquanto a f i g u r a
11 re p r e
com o a d j e t i v o n a o - r e s t r i t i v o :
.
A -polícia p r e n d e u
os r a p a z e s
L!í
ciosos
conforme a r e s r a n'ámero
neste
^1 LíC
b a ir r o
os r a p a z e s
sao
auüa -
72
PIGUHA 11 -
A D o l í c i a -orendeu os rar-azes n e s t e
os ra-oa-
b a ir ro
Oi
aes sao a u a a c i o s o s
0
argumento b ásico p a r a . a t r i b u i r
ã sentença r e l a t i v a
não- restritiva
tençBB co o r d en ad a s.
Esta'' sin òn ím ia f o i c o n s t a t a d a por n6s
4 ,l ;3 ;2 ',
chama atençao a in da para o f a t o de ser im -
Larroff‘Cl3)
p o s s í v e l a o c o r r ê n c ia
de r e l a t i v a
nom inais oue tenham " n o "
ou " a n y "
é a sua
sinonxm ia
origem coor
não- restritiva
com sen
em
com locuções
como d e t e r m in a n t e .
Os exem
-
p io s que dá s a o :
(80)
l .a ;
lío stuõ_ent
T?as a f r i e n d oí" mine l e f t
early.
* b; i'JO s t u d e n t , vmo was a f r i e n d o f m in e , l e f t
early,
2 . a , Anj^ g i r l who cgn l i f t 5 0 0 pounds can beat up
■ H a r r y ;■
* b ; Any g i r l , vãio can l i f x d OO p o u n d s , can beat
up PIsrry,
Se derivarm os as n a o - r e s t r i t i v a s de c o o r a e n s d a s ,
a c r a m a t ic a lid a d e dos e x e m p l o s ( S l )
justifica
a
a a g ra m a t d c a lid a
-
de de ( 8 0 ) b .
(82)*- !.
*2»
Ivo student l e f t e a rly and he v;as a f r i e n d
m in e ,
Any g i r l can beat up Harry and she can l i f t
5 0 0 pouinds.
Vamos ton-jar um e outro t i p o
que contem a d j e t i v o s
e,
a p a r t i r de sua
-Dlicar as "cransicr-macoes necess£r*ias a
de se n te n ç as r e l a t i v a s
es tru tu r a
a n te s d.o nome,
plicará,
aos a d j e t i v o s
tenças r e l a t i v a s n a o - r e s t r i t i v a s .
p r o fu n d a ,
a_-
cue cneruemos a reerra
de e^rtraDOsiçao do a d j e t i v o para
segujfjdo nossa h i p ó t e s e ,
oi
a oual
s6
se a —
oue vêm de sen -
70
4 ,2 .1 -
Serjtencac r e l a t i v a s r e s t r i t i v a s
1 1 4 ,a.
A p o l í c i a p re n d e u d e r s p a z e s
a u d a c io so s neste
bairro.
Como já àisse~i0 sj 1 1 4 . a* e siDbírua : a u d a c io so s pode
ser ur; a d j e t i v o r e s t r i t i v o
ou. vjjí a d j e t i v o n a c - r e s t r i t i v o .
dar- lhe a inter-pretação S^estritiva
ectrutujT-a profu nd a de 1 1 4 . a , ,
e apresentar
confom e
e s t r u t u r a de s u p e r f í c i e de 1 1 4 . a .
O b s erv a ç a o :
constituintes,
Depois '
que terliamos
,
nao colocarem os no diagram a alguns
como o Auxj
nao hé im p lica ça o d i r e t a
o dia2i’£-^a
a i i g ’Jj’ a 1 2 ,
p l i c a r e D o s as tran sform aço es n e c e s s á r i a s para
VaraoB
para
sim plificar
a figujra,
já que
d e s s e s c o n s t i t u i n t e s no p-roblenia cue
estamos abordando.
GISA 12 -
irr o
as
aa
80
A sentença terá que so fr er uma transformação de re lativ i z a ç a o . Ji uma transformação oD rig ato r ia,
ja q^ue sem ela a fra s e s e
rá agram atical.
P ara que se aplique a transformação de r e l a t iv iz a ç ã o é
p re c iso que h a j a id e n t id a d e semantica>
s in t á t ic a e
tre a LíT da sentença m atriz e a LI'T da sentença
r e f e r e n c i a l en
dominada* Esta
transformação con siste em s u D s t i t u i r a LK da sentença domirxada por
um pi^onome relativ*o. Assim, tomando da f i g u r a 12 o qu^ nos i n t e r e s
sa para a aplicação desta transformação,
temos a seguinte descrição
es tru tu r a l, a qual p o s s i b i l i t a r á a aplicação da T-rel:
os rapazes
m
os rauazes
liri
m
T
sao auaaciosos
IT
L'
oi
1
Llí
AjJ
!
1
^
)0-D
ijri
Í-ú'í
1
AdoJ
S.
2
4
olDr
A
+ i-ro
+Rel
Condição : 3=2
Ap6~ e
e
p
l i c
T
^ n
o
o
d:
sre^o s
2 es-ruTur;
■oresentada "oela íiír-^rs 13*
FIGURA. 13 -
o
Dsdoís
ãe ar-licaàa a t
cao,
pode-se a p l i c a r
fará
COS q u e ,
da
-
r
.
à
e
relativisa
u:aa tri-nEicrnação âe apag-a^entoj
sentença
transiorraaçao é o p c i o n a l
sentença se rá
r
àoTninsca,
p o is ,
8C r e s t e
T^.esao que
a qual
o adjetivo,
ela nao
-
Esta
se a p l i q u e ,
a
grainatical,
Tr ans fo rm a ca o de a o a ü S " e n t o :
d
;e .
TiT;
que
Cóp
Aàj
T-aüas:
3
1
A figiira 14 r e n r e s e n t a
e aplicação
a estrutu
■entenca a'o6s
da. tran sfo rm ação de apagamento
FIGU3U 14 -
ZXTTO
2 U"acioeos
C3
A t r a n s f o r n a o a o . àe apaganento
mento àa Beratenoa â oainaãs p o i e ,
14, S-,
Adõ
;a s esTrurura aa
que não se r a m i f i q u e .
como c o n s t i t u i n t e
si jntenca
-
deve-se apagar q ua lq uer
se r e e s c r e v e apenas ccmo Adj , p o r t a n t o
se r e e s c r e v e
o desapareci
de acordo coin a re g ra de
” tr ee- pu n nin g” , p o s t u l a d a por R o s s ( 1 4 ) ,
nddulo da s e n te n ç a dominada
cauBa
da LH.
S-,
Na f i g u r a
se apaga
e
o
A fig uj'a 15 represen-
ands a a-olicacão de
:ree-r;unna_ng'
PiaURA 15 -
i'9mDs agora
accrao
c o í ::
a estruti^ira da
a nossa h i p ó t e s e ,
-laçao ce ext-raposiças
relativa r e s t r it i v a .
10
nso
scje^ivc.
sentença
1 1 4 ,a.
ser ai^licada
-nois ele
a
ue
transfor -
uma sen~enca
4 ,2 .2 -
Seiitenças r e l a t i v a s n ã o - r e s t r i t i v a s
lía e s t r u t u r a p r o f u n d e ,
tritiva
é coordenada a una outra
cucão nominal
idêntica
transfom acao
d e s lo c a
oue é i d ê n t i c a
a se n te n ç a r e l a t i v a nao-res-
se nte nç a
cue a p r e se n ta ujna lo-
a sua locução no^iinal s u j e i t o ,
a sentença para
à sua locução nom inal
iun to
Uma
da locução no~iinal
sujeito,
c r ia n d o assim
condições p ara a a p l i c a ç ã o da tran sfo rm ação de r e l a t i v i z a ç ã o i
Vaiaos exam inar a estrutujra profujnda
inações p e l a s q u a i s p a s se uina se n te n ç a
restritivo
nome,
até chegar à sentença
ToBeraos a sentença
re-oresentada na f i g u r a I o ,
PIGUT.A 1 d -
que contém a d j e t i v o não —
com o a d j e t i v o
1 1 4 . b , , . c u ja
e as t r a n s f o r -
anteposto .
estrutujra profunda
está
ao
eotruturs reyjreGentads p eis
í i g u r a 16 pode-se
c-
Tilicsr ou a trar.sfonraçao de prono;'ir;allzcrD3o, ou a transfor:naçao de a po s iç a o .
Aplicar:âo-3e a traiiSi or.r.a çao de p ron o m in alisação
tereaos a frase 1 1 4 . c,
1 1 4 . c,
,
.
Á polícia
prendeu
cz rapazes neste bairro e eles
sao a u d a c i o s o s .
Aplicando- se a t r a n s f o r ^ a ç a o de a posio ao teremos
estrutura
vizaçao.
qus p e r m i t ir á a a p l i c a ç ã o
da t r a n s i o m a ç a o
A transiorniação de a po siç ão c o n s i s t e :
de Sg para o domfnio da LIí de S-, que é i d ê n t i c a
S p ; no deslocaiaento da conjvjioão _e ju n t o
do presa a
ae r e l a t i -
no deslocaniento
à M
com S 2 , isto
sujeiro- de
é,
.
D ,E ,
—
T
—
Jj I:
7
JjÍJ
V
e
—
c
-1
SjL
2
3
-L'i
L7
q
4
r:?
6
4
í,
f
7
Z
_
8
'_-apo
\J
Ij
J-
C o n d iç ã o :
7 = 4
A fir-ira
E T jlic a c a o
de ‘l ' - a t ) 0 :
17 re p re s e n ta
a
■uruxura as irsse
fican
oz
?1GUHA 17
CO-
37
l e s t r u t u r a da f i g u r a 17
aDlica - ;
o ”tree—
ounrxiíig": S é uj3 n d dulo que não ce r a n ^ i ii c s , p o r t a n t o -deve ser
a-nasado, A fi.gura 18 reT^resenta a e s t r u t u r a
p l ic a ç a o de
PIGURA Ic
da f r a s e
” tree- punning",
-
LV
•OOllCli
L Prer>
an6s a a -
BS
A ertruturs r&Drersr-tsãa "oels íir u r a 1
a ia d e
ierTTiit e
a a- licscao àa trsn ricrr;a çeo de p r o D O D i n e l i s a c a o , cu jo
resultado
será a f r é s e
1 1 4 ,d,
1 1 4 -c,
A p o lícia
cioBDCy
-orendeu
neste
rapazes,
o ~
e eler
sao auda
bairro.
Zfc-; l u g a r da, tran efo rr.a "ã o de pr:-nc~inalir. 27 ã o ,
de-se a ü li c a r
a t r a n s f o r a a ç a o de r e la t iv is a ç .ã c
lig u ra 18, pois
e is
a p r e se n ta
forsaç-ão ss a p l i q u e :
-
po
à e s tru tu r a
as condi?.oes para
da
que t a l t r a n s -
uir;a lüí de ujria centença doniinada i d ê n t i c a
à
Lrí da sentença n ia tr iz.
Já v i n o s como se p r o c e s s a
t i v i s a ç ã o quando tratam os das
es 4 i 2 , l .
xenças
resi
, Sntretsr-to,
;xvas
a 'oreseiica
e nao-resüro-i: iv a s
lUncao
rara
e
a
a u s ê n c ia
des
que ujr;a u n ic a regra ce corita
dos d o i s t i p o s de se n te n ç a s b a sta c o lo c a r
(e )
Temos a?rora a r e e r a
■
■r-.I
nA.
transiorm acional
Ac;
“0
L
3
rr o
-
r-onxo ca a e r x v a c a o :
e nas n a c- res“ r i l i v a s
elemento e como o p c i o n a l ,
-
se n te n ç as r e l a t i v a s r e s t r it Í A ’-aB ,
há un elemento d i f e r e n c i a d o r das sen
sa conjunçao n a s r e s x r i T i v e s ,
da .r e la t i v is a ç a o
a transform ação de r e l a
6
o
í -''i£•,U
r'jIírca:
.rer^resenta
a ectruturs
. ^ orria^ão de r e l a t l v i s a c a o
ar^licacão da tr-nsi
FIGURA 19 -
o
5-i
'H
C0
O
^CD
n
4^
C
<D
àa f r a s e apÓB
s
on
O p asso
seguinte
tuindo-o por uias p a u s a i
será o apagamento ào _e ,
A pausa
será a i n d i c a ç a o para
nente lo n o ló g ic o m arcar a d i s t i n ç ã o
lativas,
entre os do is
substi
o compo
t i p o s de re
j á que e la não e x i s t e para as r e s t r i t i v a s .
D .S .
oue
•Adj
CÓB
T-T>ausa
7
3
o br
A
D
/
Esta
t r an s io r m a ç a o j i nós dá a f r a s e 1 1 4 * e . ,
_ que
e una f r a s e g ra n a ijic ã l,
1 1 4 . e;
A p o lícia
cicsDSj
A frase
prendeu os r a p a z e s ,
3uaa-
neste bairro .
1 1 4 . e,
ganento do oue + C ó n ,
que são
pode s o f r e r a tran sform açao de apa ~
da qual r e s u l t a r á apenas o a d j e t i v o
pausa como c o n s t i t u i n t e s
da f r a s e ,
conforme a f i g u r a
PIC-üRA 2 0 -
\'
\
I:'r ei
jjaz
l^S L
t
A poj-j-cia D rendeu
I
I
I
.-i___
i
!
I
!
cs rariases
I
_
ecte
a u a a cicso s
tairro
20.
e
a
De acordo com cossa
ao nonie os a d j e t i v o s
tepostoB
que vêm de uma
nao- restritiva
. A marca de pausa* é,
se
transform ação
processe
riza
a
b6 podes ocorrer an -
hipótese,
de
s condição
p ois,
extrapcsiçao,
os a d j e t i v o s n ã o - r e s t r i t i v
pois
para
ela
que
ca racte
-
205por
-
o s .
Sobre a es tr ut ura re p r e s e n t a d a
tanto,
relativa
sentença
pode-se a p l i c a r a transforziabao de
pela F ig u r a
ex tr ap cs iç ã o j
da qual
r e s u l t a r á a f r a s e 1 1 4 . b,
A transformaçao de. e x t r a p o s i ç a o
do a d j e t i v o
te em des locá-lo para i m e d i a t a n e n t e antes do noiae,
consis
ao mesmo
teiâpo õue se anaga a D a u s a ,
d
;e ;
(Det)
ri
/
I,i.
T-TT
1
1
Á
3
-X
■7
0
4
op
Temos entio a f r a s e 1,14»
1 1 4 . b;
d
.
A p o l í c i a p ren deu os a u d a c i o s o s rarisses neste
ba i r r o ,
A tr ans i o m a ç a o
nac
se a p l i c a r , a pli ca - se
da pau sa,
tica
pois,
de e^rtraposição é o p c i o n a l .
ol-rigatoriar.ente apenas o ar;aga~_ento
con-io' já vi-os
eir. 4 . 1 . 2 , ,
entre o a d j e t i v o r e s t r i t i v o
4 . 3 - E v i d e n c i a s a j/avor eesxa
ITeste c a p i t u l o
o fa t o
foné
e o adjetivo não-restritivo,
~2-ooxes$
que u:n a d j e t i v o
ãe ele r e s u l t a r
va n a o - r e s t r i t i v a . üsta h i p ó t e s e
sentenças como:
não há d i s t i n ç ã o
estariios tentando provar a h i p ó t e s e
de que a condição ne ce s sá r ia para
posto ao noZiS é
Se ela
e::pllca
de U3a
ocorra ante
sentença r e l a t :
a g r a n a t i c a l i d a d e de
92
L i n t e l i g e n t e rnenina a c e r t o u c d i t a d o .
4 0, b,
Fisemor int e r e " c s n t e c "osiiseioi r:s er curGao,
42 . b.
Os bo nit os quedros áa ex p o s i ç ã o f o r a s vei^didos,
4 7 . b.
0 ar]ar^,o sabor dscta
^S ,b ,
Oc ã'oro3 colchões de cr in a
4 9 . b.
Redondas to a l ba s
5C.b.
Os v er de s olhos de ü a r i a
51 , b,
Uni la rgo r i o
Entretanto,
fruta
nos
enioa:
fasers ben à saiíde.
cobriar. as rnesas de "jantar.
bania
r.e arradair;,
a cidade.
a hipótese
da marcação do a d j e t i v o no l é x i c o
estuda da no c a p í t u l o I T T ,
com o tr aç o
tan-ibeiTi e:?:plica a g r a m a t i c a l i d a d e d a s f r a s e s
-f ciraiacao
acrsa, ?o rex ,
a g r a m a t i c a l i d a d e das sentenças s e g u i n t e s não é e x p l i c a d a
ii>arca ae
*
j. cradacao
^3.b,
um bonito
£3.b;
Gosto de doce l a r a n j a
*
55»b.
i7ao coapro asedas l a r a n j a s ,
A origem r e s t r i t i v a
c5.b;
-
das f r a s e s 4 3 . b . ,
a- sua a n te po s i çã o ao norne ;
ocor rer a ante pos içã o
com
,
>no
“ arcaçao no x e x i c o ,
4 0 . aí
ou n a o - r e s t r i t i r a
4C.a. 5
o que
nao con seguia
Piz.euios D a s s e í o s
cono d e t e m i n a n d o
a an-
a pr
interessantes
^a
da e s t r u t u r a
s'^c urs ao ,
da ce.-.tença
a p o s s i b i i i d ad e de anter,osição do a d j e t i v o
noir.e esxa tas-bén; o fa to de qu e,
nio as de s e n t e n ç a s - r a l a t i v a s ,
v in d o
de o u tr a s
corx- p r e d i c a t i v o
d i c a t i v c nps cascs
GUe
Vejan-’os a ocorrência
em n r e d i c a d o s
que Leda 3 i s o l ( 1 5 )
sao chauados
es t r u t u r a s
ao
o a d j e t i v e pode ocupar p o s i ç õ e s
di ve r sa s dss que ele ocupa cono a d j u n t o .
os queia
exn^lioa
lazer;
A favor da co n sid er aç ão
plexos,
nas o
p o i s e l e s ’ sao n a r c a d o s no l é x i c o
origen r e s t ; ' i t i r a
•úo a a j e t i v o
e um f e i o ,
conpro doces l a r a n
De acordo cora a p r i s e i r a hipcStese p o d e r i a
f' gr-adaçao
pe la
e não de aseda l a r a n j a ,
dos a d j e t i v o s
é que torna ^ p o s s í v e l
daqu ele s a d j e t i v o s ,
a
quadro f o i r o u b a d o ,
*
S3.b.j
_
no l é x i c o :
Comprei dois qua dro s,
bonito
,
chana
de p r e d i c a d o s
sinules
e cono nre ~
de n r e d i c a d o s
ve rbo —nominais
con •oor
93
rrecicadcs:
~ir:T'2 e s , ou p r e d i c a d o s
noniinsiB,
seguj:!,âo
a lioDenclEtujr-a Grsristicsl B r a s i l e i r a í cono p r e à i c e t i v o na es
tr ut u ra de s u r e r f x c i e , o a d j e t i v o pode se antepo r à locução noEir^al s u j e i t o , mas não apenss ao riome,
pr e s e n t e ,
quer tenba
154 , a,
C acordo l o i
difícil,
Po i d i f í c i l
o ac ordo;
154 , c.
154 . d;
155 . a ;
155 . b;
155 . c ,
D ifí c il foi
o a co rd o ,
■ *•
es te ja
sido a p a g a d a :
;'154,b,
*
q’j e r a cópula
Foi õ d i f í c i l
.
a co rd o ;
A sa f r a f o i ruiiü,
os p re ço s b a i x o s ,
A sa fr a f o i r u i m ,
baÍ3:os os p r e ç o s ;
A safr a f o i r u i m ,
os b a ix o s p r e ç o s ;
P r e d i c a d o s A^^erbo-n o a i n a i e ; o a d j e t i v o
que,
na es
-
tr utu ra de s u p e r f í c i e , e ,' segundo a IToisenclatüjra G r a x a t i c a l B r a
sileira,
Dredicativo
do s u j e i t o
ocorrer anteposto ao none:
ou do o b j e t o ,
também nao pode
poderá v i r a n t e p o s t o
a locução noFii-
nal toda:
15b'. a .
0 menino chega
ca nsa do .
1 5 6 , b.
Chega D menino
cansado,
Chega cansado
f
156 , c ;
156 , d.
2_
j~00 •>e.
?
0
senino.
0 cansado meni no ch ega .
0
157 . a.
nuís julga
15T» b.
íjU Í s
ip7»c,
j_nocente.
157»d.
Luís julg a
i i^ac inocen-,e.
jU-LtTS ã.no ente
Ê ev ide nc ia
a d j e t i v e ao n o n e ,
0
nenino.
c im ao.
-uís ju l g a
c inocente
c irric.
im io;
da a g r a m a t i c a l i d a d e
quando ele n i o
da an te po s i ça o
ê seu a d j u n t o ,
dc
o f a t ó de o a d
j e t i v o nao poder f s z e r p a r te da i n t e r r o g a t i v a :
?
1 5 8 . a.
Quem Luís j u l g a ?
l^ S .b ,
õ inocente í r m a ò í ''
Taxnbén a ir.possibilidade ce negativas coso a frase
1 5 5 . a;,
?
evidencia que nao se pode antepor o -oredicativo ao no -
1 5 5 . a,
Luís não julga
o irjccente im :ã o ;
r.*/}.
A frase 1 5 9 . b. montra que a a n te po s i çã o do a d j e t i
-
VD deve zer à l o cu çac nomlr^al t o c a :
1 5 9 ; b.
Luí s nao j u l ê s
Inocente o i r n a o ( ju lg a - o culpa -
do),
líos casoc en cus
é facultativo
siçao antes do a d j e t i v o ,
se antepor
o adjetive,
o en^prego da prepo -
se :^;ostra a in-ipossibilidade
:ia furjçao de p r e d i c a t i v o ,
de
ao nome ape
na s :
?
l60,a.
Os amigos chamaiii o p r o f e s s o r
160 , b.
Os amigos chamaçi ( d e ) ’ sábio o p r o f e s s o r ;
iG O.c;
(de)
160 , d ;
Os amigos chamam o ( d e )
sábio,
(de)
sa b i o i
os amigos chamam o p r o f e s s o r , '
sábio p r o f e s s o r ;
As estrutur-as de s u p e r f í c i e
em que o a d j e t i v o
ê
p r e a i c a t i v o de uma locução
iiominal o bj eto podem ser homonimas
daquelas em que o a d j e t i v o
ê ujn adjujito adnomiiial, Ss ta am/oi
güidade pode
ser d e s f e i t a
- antepondo
de. ele
da
se g u i n t e form.a:
c adjetivo
è locução n o m i n a l ,
ser i;rediCH t l v o ;
- antepondo
ad ju n to
o adjetivo
ac nome,
no caso de ele
ele se r ad ju n to
Deus c r io u
0£
a)
Deus c r i o u
rs homens f r a c o s ,
02 £o
profunda
o adjetivo
interpretaçao
-restritivo,
funda
é
isto
isto
é,
0
é,
os rsomens e os hc::ess
adjetivo
f ra co s
ad
é
que
o_s home n s .
^-'spo-to ao reme.
sao f r a c o s ,
e adjun'.o a in cm i n al
vem de uma sentença
que na
néc-
;strJti.ira pro -
c r io u os homens,
heste
caso
se-deslooar para imediatamente antos do nome
mas G ; p o i s do a r t i g o :
l o l.b .
fracos
vem de ;m:a ':entenos
só ziO-'e o c o ' r e r
coordenada à .sentença Deus
o adj eti vo pode
o? f o r t e s não f^r^v
é suL or di n ad a è locu^.-o
b) Deus c r i o u
festc
homens f r c c c s .
intei^pretaçeo o a d j e t i v e
junto adnominal r e s t r i t i v O j
í:
161,a ;:
1 61 , a .
he sta
no caso
e ser um a d j e t i v o r e s t r i t i v o ;
Consideremos a f r a s e
ertrutura
ser
e ser um a d j e t i v o n s o - r e s t r i t i v o ;
- mjBntendo o a d j e t i v o po sposto ao nome,
criados por D eu s .
no caso
Deus criou, os i r c c o .s . ioom,ens.
,
95
c)
tesi
Deus c r io u
ITesta i n t e r p r e t a ç & o
objeto d i r e t o ,
o adjetivo
ireste ceso
cc h o" c-r;s í r a c o c ,
fr a c o s
é predicativo
o a d j e t i v o pode v i r
cução nominal _os homens ou oco rrer no i n í c i o
161, c.
16 1 , d ,
Deus c r io u
Ft.bcos D e u s
a n tep o s to à lo da
quando a d j u n t o ,
t a n t i v o , p e l a tr-ansioriQaoão;
separa, do nome, p e l a
161 , e.
l 6l ; f ;
sentença:
c r i o u os hoirens,
tarribém d e s f a z
entre o a d j e t i v o na funçao de a d ju n t o
predicativo:
do
f r a c o s cs homens,
A transforniação úara a p a s s iv a
bigü idade
nao o b
o adjetivo
a am-
e na fu n ç a o
de
se d esloca'coni o s u b s
quando p r e d i c a t i v o ,
o adjetivo
se
transiorm ação:
Os homens f r a c o s foram criado s por- Deusi
Os homens-foram c r ia d o s fra c o s por D e u s ;
4.4 - i n c o n v e n i e n c i a s d e s t a
Iveste c a n i t u l o
Segunda H ip ó te s e
estamos coinprovando que
da f r a s e é r e s p o n s á v e l p e l a p o s s i b i l i d a d e
rer anteposto ao n o o e .
a estrutura
de o a d j e t i v o
ocor -
E n t r e t a n t o , vemos que também esta h ip f-
tes e apresenta alg^uns i n c o n v e n i e n t e s :
1)
2Q je T IV
'
S l a não
> pode
explica
a a g r a m a t ic a l i d a d e de f r a s e s
ser n ã c - r e s t r i t i v o , ccmo as f r a s e s :
•K-
5 3 , 0
P .etan gu lares t o a l h a s ccbriam as r.esas,
■)r
5 6 . b .
0
*
*
5
7 ,» b, -Apreciamos o camoniano poema.
5 7
*
6 8 , b .
osé.
*
6 9 , b .
osé é e s t a d u a l
brasileiro
feriu
d o v o
gosta
a direita
de
futebol,
mao,
d ep uta d o .
Sabemos que a a g r a m a t ic a l i d a d e d e s t a s . f r a s e s
é ex
p lic a d a -pela- p r im e ir a hi^c-t-e-e j ' a-'da marcaçao -do-adjetivo
lexico
com o traço
2)
+ gradaçao
E la nao
como as s e g u i n c e s ,
e~
exrüca
a a g r a m a t ic a l i d a d e
de r r a s e s
onde os ad.ie^lvosJ podem se r xom^aaos como
nao- restritivos:
162 * 2 .- Estas-
. " ‘
reuniÕe-s' a g r a a í v e i s ’a todos t-erminam s-í
no
c
Ot
pre -taras.
162 . b ,
*
3stas
a^praááveis reujiiões a todos terminam
sen-
pre t a r d e ,
163 , a ,
E s t e s deputados
fieis
aos p r i n c í p i o s
dem ocráti
cos serão r e e l e i t o s .
1 6 3 . 0.
*
Estes f ié i s
deputados aos
p r i n c í p i o s dem ocrá ti
cos serao r e e l e i t o s .
*
l64»a.
As c r ia n ç a s a n s i o s a s por carinÍTo o procurarami
164 . b.
Ás a n s i o s a s c r i a n ç a s por carinl :!0
0
A a g r a m a t ic a l i d a d e das f r a s e s 1 6 2 . b , j
164 . b,
não é e x p l i c a d a nem p e l a p rim e ira h i p ó t e s e ,
segunda.
tuio;
l6 3 .b .
e
n ea pela
' .
Sn v i s t a
h ipó tese,
procuj^aram,
dos i n c o n v e n i e n t e s a p r e s e n t a d o s por
esta
vamos t e n t a r uma t e r c e i i ’a h i p ó t e s e no p r ó x i s o c a p í -
i:0TA3 DO C A PÍTruj I V
1- Usamos os termos r e s t r i t i v a e n ã o -r e s t r i t i v a , oorrespon
ãenão n ã o - r e s t r i t i v a a e x p l i c a t i v a de n o ssas g ram áticas
t r a d ic T õ n a is e a a o o s i t i v s ae a i r u n s trabalhos trans-foroiacionais.
2 - B ech ara ,
229.
3- A observaçao àe Sandra Ajinear a r e s p e i t o da informação
contida na sentença r e l a t i v a p ar ec e ser c o n tr á ria à de
nossos OTaciáticos:
" ( 4 8 ) The b o y , who works at the l i b r a r y , i s inajoring i n
• philosopüy,
' . ( 49 )
boy v/ho worlcs at the l i b r a r y i s m a jo r in g
in
p h i lo s o p h y ,
The r e p r e s e n t a t i o n u n d e r l y i n g both oí* th ese i s :
( 50 ) (Boys works i n l i b r a r y y (boy i s m ajo rin g i n p h i l o s o p h y ).
Por '(48) the spealrer has á e c iá e á that the hoy i s al
ready kno-.vn to the h e a r e r ; the speaher i s adding tuo
■nieces of inforrr.ation about the boy. ?or ( 49 ) the spesker assuiTies th a t the h e a r e r kno-.vs aiDout the boj" who
works at the librar-j': the can be used v.’ith t h i s IIP, and
the i n f o r s a t i o n v/hich t h e spesker assujr^es to be new spp e a rs at the c a i n p r e d i c a t e " , ( p . 8 7 )
4 - Eechara, p . 229 .
5- Garlota Smith r e e s c r e v e a sentença r e la t iv a ^ c o m o con sti
t u i n t e ' d o d e t e r m in a n t e , m ostrando ujja r e l a ç a o entre o t i p o
de r e l a t i v a e o g ra u de e s p e c i f i c a ç a o do d e te r m in a n te .
6- Soares- Barbosa, p , 2 5 6 ; S r n e s t o C a r n e ir o R i b e i r o , p . 647,
7- Tese de m e s t r a d o 'q u e c o n st a de no ssa b i b l i o g r a f i a .
8 - Soares B a r b o s a , p , 1 2 4 ; B r n e s t o Ca r ne ir o R i b e i r o , p , 6 4 ? .
9- Ssndra Annear (p:. S3- 84) di£ a'-’e se nte nç as r e l a t i v a s que
têm por a n te c e c e n te ncr.es g e n é r i c c s sao de um tipo espe
c i a i e S30 ce r sd a s de s r 3ri'.t'.•ra£ “ rr fu nía s d i f e r e n t e s
dar
outrasr sao d e r i v a d s r de e s t r u t u r a s profundas de sentenças
ão tipo G e . .« e n t ã o .
I C — Para o emprego qo s u b ^ u n t i v o em se n te n ç a s r e l a t i v a s re s
t r i t i v a s . ver h i l t o n A s e v e c o , p . 29-32. 0 autor p os tu la
a
su:bcategcrização ^do
su;ieito da seiitenca su-bor-dinada com.o
I definido_ e
1 determ inad o
P a r a a o c o r r ê n c i a do subju ntivo ê n e c e s s á r i o que o su^ i e t o da sen te nç a s u b o r d i n a d a
seja marcado como j - determinado"] , Apenas c e r to s verbos
podem ter como o b je t o ut ; s u b s t a n x iv o e s p e c i f i c a d o corio
I - determdnado^ .
^
^
'
0 autor nao t r a ta de o raçõ es r e l a t i v a s n ã o - r e s t r i t i v a s ,
11 - Tara a autora, a d i f e r e n ç a en tre os do is ti-oos de r e l a t i vas nao é ume d i f e r e n ç a estrutunr-al e som^ente uode ser
et r ib u í d a a d i s t i n ç õ e s que r e p r e s e n t a n u~a decisão do fa
l a n te de corrio a p r e s e n t a r ao o u v in t e a ini‘ cru:ação co n tid a
na estru tura s u b j a c e n t e comum, aos do is ti-oos de r e l a t i v a s .
LIar3' E a t o ( 1 9 7 3 ) co n te s ta a observação de Sancura Arn-jear.
12- Para uma d is c u s s ã o d e t a l k a d a do problema das e s t r u t u r a s
prcfujidas das s e n t e n ç a s r e l a t i v a s , v e r Stock\7e l l , -R.* et al
(1 9 5 ? ) s S i l v a , r.', C. Veroz ce S o u z a ( 1 9 X 3 ) , t r a b a l h o s que
conctam da b i b l i o g r a f i a d e s ta d i s s e r t a ç a o ,
1 3 - lalcoif ( 1968 ) , p , 3 7 .
14- Rocs ( 1965 ) . A e;cpressão "tre e - p u r m in g " tem s i d o t r a d u s i d a
em a lguns t r a b a l h o s em p o rtu g u ê s p o r ” poda da a r v o r e " ,
1 5 - Sni sua tes e de m e s tr a d o , que consta de Bossa b i b l i o g r a f i a ,
a autora a p r ese n ta as e s t r u t u r a s p ro fu n d a s para cada caso .
de -Dredicado complexo.
CAPÍTIILO V - TERCEIRA H IP Ó T E S E :
t u r a P r o fu n d a
A Marcação no L é r i c o ,
da Prase
a Estru
e o P a p e l de Certa Trans -
fo rm a çã o .
Observações E s p e c ia is
e Po ssíveis Aplicações
do
T r a b a lh o
5.1- As C o n d iç o es para que
se A p liq u e a T r a n s f o r a a ç a o
de
E x t r a p o s i ç ã o do A d j e t i v o
Como v im o s ,
a p r im e ir a h ip ó t e s e
sos de a n t e p o s i ç ã o do a d j e t i v o
outros c a s o s .
líenhujna porém,
dos os casos de o c o r r ê n c ia
Portanto,
explica
a lg u n s c a
e a segunda h i p d t e s e
isolada,
e x p l ic a
é cap az de e x p l i c a r to -
do a d j e t i v o
em p o s iç ã o p ré- n om in al.
a solução do problema deve estar numa t e r c e i r a h i p ó
tes e que compreenda as duas a n t e r i o r e s ,
isto
é,
que c o n s id e r e
tanto a marcação do a d j e t i v o no l é x i c o com o tr aç o -^gradaçao
quanto a origem do a d j e t i v o
de uma sentença r e l a t i v a não-res -
tritiva,
como r.esponsáveis p e l a p o s s i b i l i d a d e
a d je t iv o
em p o s i ç ã o p ré - n o m in sl.
Entretanto,
1 6 2 .b .,
1 6 3 . b . , 164 . b . ,
a a g r a m a t ic a l i d a d e
não é e x p lic a d a
das duas p r i m e i r a s . h i p ó t e s e s ,
condições e x i g i d a s p o r
*
162 , b,
1 6 3 . b,
164 , b.
apenas p e l a
como
combinação
essas f r a s e s preenchem
as
tarde,
deputados aos p r i n c í p i o s d em o crá ti
serão r e e l e i t o s ; '
As a n s i o s a s c r i a n c a s üor ca rin ho o -Drocuraram.
onsiderem os as f r a s e s
162 . c,
de f r a s e s
do
elas:
Estes f i é i s
cos
^
pois
de o c o r rê n c ia
E s t a s a g r a d á v e is - r e u n i õ e s a _todos terminam sem
pre
íi-
,
162 , c . ,
Estas agradáveis reuniões
l 63» c , /
164 . c . :
.
terminam sempre t a r .-
de,
163 . c,.-Estes f i é i s
164 , 0 , 'As a n s i o s a s
cep u tad os
crianças
Vemos que os a d j e t i v e s
se rio r e e l e i t o s »
o procuraram .
agrsdáveis:,
f i é i s , ansiosas
100
têm complementoE que poder, não oco rrer na
cie
e então é p o s s í v e l
pré-noijinal.
estrutura
Estes a d jetivo s
r ;6 .
:
são r e e s c r i t o s
1 5 5 ,a,
superfí
em p o siç ã o
segundo -a r e g r a
de
6:
L Ádj —
> Adj -f !■ Prep
Dma fra s e, como i G S . a ,
p resen tad a p e l a
de
o c o r r ê n c ia d e s s e s a d j e t i v o s
g
i r o s a l ni5jnero
estrutura
tem a es tr u tu r a p r o f u n d a r e
Figur*a 1 :
0
povo
e le g e u e s t e s deputados f i é i s
à deraocra
cia;
PIGURA 1 -
estes
o Bovo ejLsseu
depuõa áo s
sao-^^^D
I
I
_
esues
4
*
_
._., T,1,7,
Geputaaos
a aenocracia
IC I
0 adjetivo
uma S8i:tença r e l a t i v a
duas cor^dições p ara
s ic a o ,
fiel
d -arcado com
+ gradação
r;5c—rsr- tritiva; P ó r t a n t o ,
que se a p liq u e
como f i e l ,
p re e n c h e as
a tracsforitiação de
conforme as duas p r i m e i r a s h i p 6 t e s e r .
j e t i v o s que,
e vem de
extrapo -
Entretanto
sao s u b c a t e g o r iz a d o s
como
s(5 -Dodein s o f r e r a transform ação de e x tr a p o s iç ã o
+ --
oo ad L Prep
se a n t e s dela
houver a tr.ansforraação de apagarnento ds L P r e p i
A p a r t i r da e s t r u t u r a re p r e s e n ta d a p e l a
após as tr a n s fo rm a ç õ e s
de r e l a t i v i z a ç ã o
p ula e do pronome r e l a t i v o ,
Pigura 1
e de apagaraento da c6 -
teremos a f r a s e
l 6 5 '.a ;
; A plicando-
-se uma tran sfo rm ação de apagamento da L P rep que segue
jetivo,
teremos a f r a s e 1 6 5 i b ;
,
e então é p o s s í v e l
da transformação de e x t r a p o s i ç ã o do a d j e t i v o ,
o ad
a. a p l i c a ç ã o
da qual r e s u l t a
a
fr.ase 1 6 5 . c ; :
165 . b ,
165 . c ;
0 povo e l e g e u estes deputados f i é i s ;
0 povo
elegeu
estes f i é i s
deputados;
A f a v o r da ordem que propomos para
çoes (prim eiro a de apagamento da. L P r e p ,
as tran sform a
d e p o is
a
-
extraposi—
ção do a d je t i v o )' argumentamos com a g r a m a t i c a l i d a d e de l 6 5 ; b .
e
a a g r a m a t ic a lid a d e de l 6 5 ; d ; :
■ ^l65;d;
0 povo e le g e u
estes f i é i s
à dem ocracia' deputa
dos;
Vemos que há uma outra
Dossa ocorrer a n te p o s to
m.oiuento da a p l i c a ç g o
ao nome: n io a p r e s e n t a r
cue a cre d ita m o s
0 adjetivo
estrutura de s u p e r f í c i e
apagamento a p l i c a d a
que o a d j e t i v o
complemento
no
da transform ação de e^rtraposiçao;
Coloquemos agora
h ip ó te s e ,
condição p ara
te r
em term-os mais c l a r o s a t e r c e i r a
sido provada.:
que tem a fu nção dé adjujat o * adnom inal na
é o que r e s u l t a
de uma tran sform ação
a um.a sentença r e la t .iv a ;
formação de apagam.ento,
o adjetivo
sição que era ocupada p e la
continua
Após
essa t r a n s
de
-
d e p o is do nome, p o
sentença r e l a t i v a ,
Quando o a d j e t i v o
ocorre em p o siç ã o pré-nominal na es tru tu r a de s u p e r f í c i e
é p o r
que ele so fr e u uma tran sfo rm a çã o o p cio n a l de e x t r a p o s i ç ã o , Para
cue esta tran sfo rm a ça o
três c o n d i ç õ e s :
se a p l i q u e
é preciso
que se preencham
'
. 1)' 0 ad jetivo , ser marcado no l é x i c o
com
o
tr aç o
102
+ gradação
2 J’
0 adjetivo v ir
3)
0 a d j e t i v o nao a p r e s e n t a r complemento no momento
de uma sentença
relativa
não-ree-
tritiv a,
de se a p l i c a r a re gra t r a n s fo r m a c io n a l
A p r i m e ir a h i p ó t e s e
condição ,
d iç ã o ,
A segunda h i p ó t e s e
jetivo.
ainda
estudada
estudada
Cada uma das duas co n d iç õ es
in s u fic ie n t e para
exp licar
c o n d iç õ e s ,
caso de ser assim
as duas p r i m e i r a s
e
su bca tego riza do s.
como
a n teposto ao nome
L Prer>
como
subcategorizado,
f r i d o uma transform ação
de a n te p o s iç ã o do ad
p r e e n c h i d a s as duas p r i m e i r a s
só po derá ocorrer
s u b c a t e g o r iz a ü o
se a sue
0
0 adjetivo
te,
uma clas se de s e r e s
restritivo
é, p o i s ,
delim ita
ser ou se re s
que
portante,
já
:a i s
s e r e s nomeados pelo
são o b je t õ de ujaa outra
a
ísueix o
cio
dec la r a ç ã o m ais im
o imipreciso da linguagem.,
p ro p ried a d e de
e,
grsaacaí
dos a d j e t i v o s m arcados com
ver d i v e r g e n c ia
entre os f a l a n t e s
por su b je tiv o s ,
n io
melhor se prestam a o c o r r ê n c i a
a sua p r e c i s ã o ,
isto
rei i i
Ê '_‘''p o s s í v e l h a
quanto à -oro-rieisde ou im
deste
t ip o 'a
com
- graaaçao
da f r a s e .
sao os
erj se n te n ç a s r e s t r i t i v a s ,
com
-
um d e t e r m i
fazen. i:-:it2 | l ó g i c a
Quando a d j e t i v o s rirircaaos
correm como r e s x r i t i v o s ,
T?or sua V
- gradacaò
o pessoal,
se a t r i h u i r um a d j e t i v o
Os a d j e t i v o s marcados
em que já
ape
em termos de in fo r m aç ã o .
ao contrário
nado se r;
ac co nt rá ri o,
uma d e c l s r a c a o
Os a d j e t i v o s m arcados com
o fluido,
seu anteceden
i m p r e s c i n d í v e l à compreensão l ó
nas lembram uma propriedade do sér ou dos
apenas
+ graaaçao
e nao q u a lq u e r ser nome -
Os a d j e t i v o s na o -r es tr it iv o s,
substantivo,
so
como nec ess ári os ao conteddo ló -
gico da s e n t e n ç a ,
gica da f r a s e ;
no
comum aos a d j e t i
e aos a d j e t i v o s marcaaos com
ado Delo a n t e c e d e n t e ;
ou,
de apagam ento,
fa to de não se apresentarem
especificando
se
L P re p t i v e r
E s t a h i p ó t e s e mostra uma c a rá t e r
vos n a o - r e s t r i t i v o s
con
se mostrou n e c e s s á r i a mas
engloba
. Portanto,
o adjetivo
ele nao f o r
c o n s id e r o u a segunda
o problema dos a d j e t i v o s
Prep
.
c o n s id e r o u a p rim e ir a
tod os os casos
líossa t e r c e i r a h i p ó t e s e
c o n s id e r a
de e x t r a p o s i ç ã o
Qu ;
gra ca s
4- gradaçao
o
,j
se aeve a urr.a convenção a n t e r i o r
se p r e c i s o u a oposição
entre t a i s a d j e t i v o s
e seus
103
contrários,
ieto
r i o s uma r e la ç ã o
zer cue
é, p a s s e
a existir
en tre e l e s e seus contrá
complen:ientar e nao de a n toním ia;
se obscurece o tr aç o p o s i t i v o
inotivo que se pode c o n s i d e r a r
COJBO P é s s i n o , Percular, 3o:n,
isto
de r:radaçao.
Uina e s c a l a
nuer d i
por este
de a va lia çã o
C t im o , cono apresentando
e s c o la r
adjetivos
en relação cospleirjentar, d e s p i d o s do tr aç o p o s i t i v o de .grada
cão.
Outro exe-.nplo: o a d j e t i v o
+ gradação
, mas como que
diifcil
cor.
se des-ne d esse traço ao ocorrer
numa sentença r e l a t i v a r e s t r i t i v a ,
ção que se quer marcar entre
e marcado no l í r i c o
-
ele
p o i s aí ja
e x is t e uma o p o s i
e seu c o n t r á r i o . Veja-se a
frase 1 6 6 ,a , :
l6 c ,a .
A professora passou
c io s d i f í c e i s
férrea
de a d j e t i v o s marcados com^
pode c o n s i d e r a r p o s i t i v o
ante-cosição do a d j e t i v o .
torna
Assim-,
a gra m atica l
este traço,
p e rm itin d o
c
se a anteposiçã o do a d j e t i v o
s frase
l 6 7 .a ;,
a a n tepo siça o do mies-
30. adj et.Í3r.o„é. ,gramatical..na._fr,8.se. l68.-.a;.: .
*
e exerci -
e e l e s sd resolveram os d i f í c e i s ,
,C emprego f i g u r a d o
gradação
exercício s fáceis
. _____
1 6 7 , a.
Os d i r i g e n t e s p e rco r rer a m as f é r r e a s vias",
1 6 8 ,a,
0 d i r e t o r manteve uma f é r r e a
disciplina,
0 mesm.o acon tece com r e l a ç ã o às sentenças 1 6 5 , a»
1 7 0 ,a .:
em 1 7 0 , a ,
ga tiv o üara
*
o adjetivo
gradaçao,
165 . a .
brasileiro
p o d en d o ,
As 'r r a s i l s i r a s
aparece sem o traço n e
inclusive,
estradas
e
v i r no s u p e r l a t i v o :
foram reparadas após
as
chuvas,
1 70 . a,
A brasileiríssim a
feijoada
e um prato
cue conte::
m uitas c a l o r i a s ,
A an tep o s iça o do
adjetivo
sem que sejam p r e e n c h i d a s
a prim.eira e a t e r c e i r a c o n d i ç õ e s ou. apenas u_ma d.elas, causa, e s
t r an h eza
80
o u v in t e , mias nao p r e j u d i c a
A anteposiçao do a d j e t i v e ,
ção,
leva
nao
a u]iia i n t e r p r e t a ç a o
a com.-Dreensão da f r a s e ^
se -oreenchenio a segunda
errônea
da f r a s e .
condi
-
104
5.2 - Observações E s p e c i a i s
e P o c s í v e i s A p l i c a ç õ e s do T r a b a
lho
5 ; 2 ; l - Um nome tendo como a d ju n to m ais
de um a d j e t i v o
Quando um nome tem mele de um a d j e t i v o
to,
qual a p o s i ç ã o
ordem em que
eles
que e le s ocupam en r e l a ç a o ao nome e qual a
ocorrem? Vamos nos l i m i t a r
apenas d o is a d j e t i v o s ,
a c r e d it a n d o
mesmo quando há o c o r r ê n c ia
5 ;2 ,1 .1 -
como a d j u n
à o c o r r ê n c i a de a
que o. p r i n c í p i o
deve ser
de um niímero m aior de a d j e t i v o s ;
Os a d j e t i v o s tem a mesma origem
Se os a d j e t i v o s tiverem a. mesma o rig e m ,
forem ambos r e s t r i t i v o s ou ambos n ã o - r e s t r i t i v o s ,
a)
Os d o i s d e p o is do nome,
quer sejam n ã o - r e s t r i t i v o s ;
ção ou‘, na a u s ê n c i a
profujida,
sa p a to s f i n o s
João pro cu ra
as f r a s e s 1 7 2 . a.
os d o i s a d j e t i v o s
sao
e elegante;
elegante;
c o n fo r t á v e is ;(1)
e 1 7 2 , b.
coordenados na
será d i f e r e n t e
172, c;
será a de r e s t r i ç ã o :
b)
Os d o i s
conjunção ou p au sa
com ad -
a ordem de o c o r r ê n c ia
do c o n ju nto maior para
antes do nome,
h ipótese;
e le s
confortáveis.
dos
o menor;
se forem n ã o - r e s t r i t i v o s
e se preencherem as ou tra s duas co n diçoes para
■oresentadas na t e r c e i r a
entre
(2)
sapatos f i n o s
Em casos como 1 7 2 , c . ,
adjetivos
estrutujra
da entonaçao da sentença
co o r d e n a d o s .
João procura
36 sao pos -
corresponderem a s e n t e n
ças a u t o - e n c a i x a d a s , não h av erá conjunção ou pausa
jetivos r e s tr itiv o s
ocorrerão:
e confortáveis;
sa p a to s f i n o s ,
Se os a d j e t i v o s r e s t r i t i v o s
e a entonaçao
se
E n tre ambos p-odei^ o c o r r e r c o n ju n
João comprou este ca v alo v e l o z ,
Entretanto,
HÍveis quando
á,
d e l a , haverá p au sa :
1 7 2 ; a . João p ro cu ra
1 7 2 . b,
isto
quer sejam r e s t r i t i v o s ,
1 7 1 '. a ; João comprou este ca v alo v e l o z
1 7 1 , b,
o
anteposiçao,
a-
Ileste caso também, p ode haver
entre os a d j e t i v o s .
105
1 7 1 .c;
João comprou e s t e v e l o z ,
elega n te
1 7 1 , d,
João conprou e s te v e l o z
e elegante
cavalo;
cavalo,
^
c)
-
UiB a n te s do nome e outro à‘e p o is
d e l e s não -oreencher uma da s
co n diçõ es para' a n te p o s iç ã o
, no ca
exigidas
p e la t e r c e i r a h i p ó t e s e :
1 73, a.
João comprou e s t e v e l o z
5 *2 .1 ,2 -
Os a d j e t i v o s
Se os a d j e t i v o s
se um for r e s t r i t i v o
ca v alo u r u g u a io ,
tem o r i g e n s
diferentes
t iv e r e m .origens d ife r e n te s ,
isto
é,
e o outro n ã o - r e s t r i t i v o , poderemos t e r a s
seguintes oco rrências:
1)
Os do is em p o s i ç ã o p 6s- n o m in a l,
t r i t i v o m ais perto do nome, A ordem se j u s t i f i c a
profunda da f r a s e ,
da,
o restritivo
conforme a P ig u r a
PIGÜRA 2 -
.
p o is v in d o
estrutura
o n ã o - r e s t r i t i v o de uma c o o r d e n a
deve o c o r re r nas
2:
p ela
ficando
duas
sentenças
coo rden adas
,
106
Após as transform ações
mento,
de r e l a t i v i z a ç a o ,
de apaga -
podemos t e r a f r a s e 1 7 4 . a , :
1 7 4 .a;
João comprou um^carro moderno b e l o .
2)
Se o a d je t i v o n ã o - r e s t r i t i v o p r e e n c h e r
outras c o n d i ç õ e s para a a n t e p o s i ç ã o ,
posto,
ficando
e le p o derá o c o r re r ante
o a d je t i v o r e s t r i t i v o p o e p o s t o ,
tura r e p r e s e n t a d a pela
Pigura 2 pode
A c s im ,
a estru -
se s u p e r f i c i a l i z a r como
1 7 4 .b .:
,174’i b ;
Joio
comprou um belo ca rro m oderno.
5 . 2 . 2 - P rob lem a s de concordancia
5 .2 .2 .1 -
A d je t iv o s que
acompariinam m ais ds um subs
-
ta n tiv o
Em p o rtu guês o a d j e t i v o
concorda
com o s u b s t a n t i v o do qual ele é a d j u n t o .
tivo m o d i f i c a m ais de um s u b s t a n t i v o ,
algumas r e g r a s
Porém ,
Cunha(3)
blema da a n t e p o s iç ã o
Vamos s e g u i r os e n s i
a esse r e s p e i t o ,
cionar as r e g r a s de concordancia que
quando o a d j e
n o s s a s g ra m á tic a s trazem
e s p e c i a i s de c o n c o r d a n c i a .
namentos de C e l s o
em gênero e niímero
e le
procurando r e l a
apresenta
com o' pro
do a d j e t i v o .
A transformação dè c o n c o r d a n c i a a ü iic a - s e
tr an s io r m a ç io de
QO essa
e r t r a p o s ic io do a d j e t i v o ,
t r a n s f o r m a ç a o . Por este m o t i v o ,
havido a a n t e p o s iç ã o do a d j e t i v o ,
sentar de forma
a)
-
no caso
conforme
a c o n co r d an cia
diferente;
0 a d je t i v o
depois da
ae ter havi-
tenha
pode
ou não
se apre -
^
ocupa a p o s i ç ã o pré-nominal
Recnra sreral : ,0 a d j e t i v o
conccrãe
em gênero e niimero
com o s u b s t a n t i v o mais prdximo:
1 7 5 .a;
S egu ia por silejicio sa s m ontanhas e v a l e s ,
1 7 5 , b.
S e g u ia por s i l e n c i o s o s v a l e s
Em 1 7 5 , a , ,
e m o n ta n h a s.
depois das t r a n s fo r m a ç õ e s de r e l a t i v i z a -
çao e de apagamento do pronome r e l a t i v o
os s e g u i n t e s m arcadores f r a s a i s ,
e da c ó n u l a ,
sucessivam ente,
teríamos
de acordo
com
107
as tran sfo rm a ções o p e r a d a s :
1)
S e g u i a por montanhas s i l ê n c i o s - e v a l e s
silen
cios—
Após a transform ação de apagamento
doaijetivo
repe
tido:
2)
S e g u i a por montanhas s i l ê n c i o s —
A p 6 s .a
3)
transformação
de
e vales.
e x tr a p o siç ã o do a d j e t i v o :
S e g u ia por s i l ê n c i o s —
montanhas e v a l e s .
Após a transform açao de con co r dan cia
temos 1 7 5 . a,-
b)' 0 a d j e t i v o ocupa a p o s i ç i o pós-nominal
Há v á r i a s p o s s i b i l i d a d e s
1)
0 adjetivo
.
de c o n c o r d a n c i a :
concorda' em gênero-e número com
o
su b s t a n t iv o m ais p ró x im o :
1 7 6 ,a.
2)
Rapazes
e moças e s t u d i o s a s
0 a d j e t i v o v a i para
os nomes forem f e m i n i n o s :
177. 2;
o fe m in in o p l u r a l ,
C r ia n ç a s e moças e s t u d i o s a s saíam da c l a s s e ,
Rapazes
o m a scu lin o p l u r a l :
e moças e s t u d i o s o s
saíam da b i b l i o t e c a ,
4)' Se os nomes e s tiv e r e m no s i n g u l a r ,
poderá f i c a r no s i n g u l a r ,
tivo m ais próxim o,
ou pode i r para
o adjetivo
em genero com o su b sta n -
o p lural m asculino:
V e n d i um colar
17Scbc
V e nd i um c o la r e uma p u l s e i r a
mesmo g e n e r o ,
plural,
concordando
1 7 S .a ,
5)
se todos
,
3)' 0 a d j e t i v o v a i para
1 7 6 . b;
safam da b i b l i o t e c a .
e uma p u l s e i r a
dourada,
dourados,
Se os nom.es e stiv erem no s i n g u l a r
o a d j e t i v o pode f i c a r no
singular,
e forem
ou i r para
do
o
no gênero dos s u b s t a n t i v o s :
1 7 S ;a ,
Admiramos a l í n g u a
e a cultura
francesa,
179 , b ,
.Admiramos.a l í n g u a
e a c u lt u r a
francesas,
1 8 0 ,a;
C o s e r e i teu p a l e t ó
e t e u blusão r a s g a d o ,
180ib,
C o s e re i teu p a l e t ó
e teu blusão r a s g a d o s ;
Parece-nos que a e x p l i c a ç ã o para as p o s s i b i l i d a d e s
d i v e r s a s de c o n c o r d a n c i a ,
m inal,
estando o a d j e t i v o
em p o s iç ã o pós-no
é a ordem d i f e r e n t e na a p l i c a ç ã o das r e g r a s de apagamen-
108
to do a d j e t i v o
e de c o n c o r d s n c i a , A p licand o- se a transform ação
de concordância
antes da transfo rm ação de apagamento,
as f r a s e s 1 7 6 . a , ,
1 7 8 ,a .,
1 7 9 . a-;, 1 8 0 , a ,
teremos
, A p lic a n d o -se
a
transforiBação de apagamento a n t e s da transform açao de concor
d ã n c ia ,
teremos as f r a s e s 1 7 6 , b , ,
1 7 8 ,b ,,
os s u b s t a n t iv o s forem do mesmo gênero
como e x e m p li fi c a
V.
a frase
o resultado
Concordância
dancia
e 1 7 5 . b.
siléptica
de concordância
em ca so s como o da s e n t e n ç a
genero do a d j e t i v o não concorda
a s s o c ia d o à p o s i
1 8 1 .e .,
em que
A turbulenta Toledo:
nome comum que f o i
apagado,
um adjunto r e s t r i t i v o ,
Esta
a a g it a d a São P a u l o ,
nome do qual o nome p r ó p r io
seria
trsnsform açao de apagamento deve processar- se
resultando
daí a d i f e r e n ç a
do nome p r ó p r i o .
1 8 1 .s .,
um
conforme comentamos no c a p ít u lo I V ,
apüs £ transformação de c o n c o r d a n c is
mum,
o
com o do nome p r á p r i o ;
S s t e s casos parecem comprovar que na verda de h á
4 .1 .3 .1 .
^
é o que os n o s s o s gram ático s chamam de concor -
siléptica,
1 8 1 .a;
a p lic a -
antes da transform a -
conforme mostram as f r a s e s 1 7 5 . a ,
Um- outro problema
ção do a d j e t i v o
será o mes
em p o siç ã o p ré- nom inal,
se sempre' a transform ação de co n c o r d â n c ia
5 i 2 .2 ;2 -
Quando
1 7 7 .a,
Estando o a d j e t i v o
ção de apagamento,
1 8 0 , b,
e estiverem no p l u r a l ,
não importa a ordem das t r a n s f o r m a ç õ e s ,
mo,
1 7 9 .b .,
-
IJa r e a l i d a d e ,
de t u r b u l e n t a , a g i t a d a ,
do a d j e t i v o
entre
com o rior;e co
o gênero do a d j e t i v o
teríam o s a c o n c o r d â n c ia ,
com o su b sta n tiv o
e
o
eir.
que dep o is
f o i apagado'.
As e s t r u t u r a s a n t e r i o r e s a 1 8 1 . a',
1 8 1 ,b.
A c id a d e t u r b u l e n t a
são,
por ordem:
de- Toledo;
a cid a de a g it a d a
de T o le d o :
a a g it a d a
de são P a ulo .
IB l.c .
A t u r b u l e n t a , cidade
cid a de
de são P a u l o .
1 8 1 . d.
A tu r b u le n t a
Toledo:
0 que estamos d i z e n d o
bém para o número,
em
casos
a a g it a d a
São P a u l o .
sobre o gênero
como 1 3 2 . a . ,
é v á lid o tam -
onde se f a ” i-;rimeiro
109
a concordância do a d j e t i v o
com -poenia, nome que d e p o i s
do:
'
1 8 2 ,a;
5 .2 .3 -
Toqoe
Quando
»
ac3inirarn o e x c e l e n t e
se p ro ces sa
Os L u s í a d a s ;
a a n tepo siçã o
Vimos q u a is sio as c o n d iç õ e s para que
p l i c a r a tran sfo rm ação de e x t r a p o s i ç ã o
esta: transformação ê o p c i o n a l ,
optar por e l a ?
zem plo,
de ordem s o c i o l i n g ü í é f i c a
estilos
aos nom es,
o falante
a
p ortan te na e s co lh a da p o siç ã o
das o c o r r ê n c i a s -
em que se c o n s i d e r e ,
falada
de cada uma d e l a s ;
a anteposição p a r e c e
como
questão é p r e c i s o que se f a
as d i f e r e n ç a s entre l í n g u a
os diversos
lias,
a-
•
P a r a r e s p o n d e r a e s ta
de a d j e t i v o s a n t e p o s t o s
se p o ssa
do a d j e t i v o ,
o que. é que leva
\
ça um le v a n t a a e n t e
é apaga
e língua
Parece
do a d j e t i v o
ser um r e c u r s o
por e-
escrita
e
ser um f a t o r im
a fujação da l í n g u a :
e x p r e s s i v o do q u s l . o
fa
-
lante fez uso quando o seu d i s c u r s o não está v o ltad o a p e n a s ; para a info rm aç ã o ;
Além d i s s o ,
a anteposição do a d j e t i v o pode
como já dissemos a n t e r i o r m e n t e ,
ser também um meio de d e s f a z e r
a ambigüidade da fr.ase;
E ste levantam ento de o c o r r ê n c i a s de a d j e t i v o s a n t e p o s tc s aos nomes tem que s e r f e i t o
r ê n c i a s de a d j e t i v e s pospostos
param-ce os casos
falante,
isto,
condições para
e observando-se o s e g u i n t e :
em que o a d j e t i v o
em que ele p o d e r i a
dos casos em que o a d j e t i v o
comparando-se com ocor
fica
se-
f i c a posposto Dor opção do
também ocorrer a n t e p o s t o ,
posüosto por não r>reencher as
a anteposição;
5 . 2 . 4 - A p l i c a ç õ e s p r á t i c a s d e s t e trab a lh o
'Uma a p l i c a ç a o p r á t i c a
d este tr a b a lh o pode
ensino de portu g uês par_H e s t r a n g e i r o s .
se s u p e r fi c i a lm e n t e o i n g l e s
.0
a d je t iv o precede
Comumente,
e o p o rtu g u ê s se d i z
estar n o ■
comparandoq u e ,e n q u a n t o
s i s te m a tic a m e n te o nome em i n g l ê s , —em p.ort.UT
guês freqüentem ente o seg ue,m as pode preçedê--lo.-2Í cla ro
qualquer e s t r a n g e ir o
que. i n t e r p r e t a s s e este
que
"pode t:smb.ém-px;ece-^
110
dê-lo" como unicarr.ente c o n d ic io n a d o à escolha
truiria
do f a l a n t e ,
cons
f r a s e s a g r s m a t i c a i s em p o r tu g u ê s i
A r e s p e i t o da p o s i ç ã o do a d j e t i v o
v ers o s l i v r o s
que tratam do e n s i n o de p o r t u g u ê s para
g e ir o s e v e r i f i c a m o s
Dos l i v r o s
-
estran
que quase nenhum sequer toca no a s s u n t o ;
que consultamos
tado ao que
consultam os d i
apenas um t r a z
o problem a,
mas l i m i
segue:
"Pode v i r a n te s ou d e p o is do s u b s t a n t i v o ,
se
bem q u e , em a lg u n s c a s o s , i h e a l t e r e o s e n t i d o : Ho mem g r a n d e ( a l t o ) , grande homem( i l u s t r e , n o t á v e l ) l'(4)
Acred itam o s que a s c o n d iç õ e s a p r e s e n t a d a s n e s t e
tr ab a lh o
como c o n d ic io n a n d o a a n te p o s iç ã o do a d j e t i v o possam
ser t e s t a d a s
em o u tra s lín gu a si Além d i s s o ,
em. outros sis te m a s l i n g ü í s t i c o s o p a p e l
restriçã o,
da separação dos a d j e t i v o s
e os marcados
Qos com
lío ensino
de' lí n gu a
p ortuguês também s e r i a
sição do a d j e t i v o ,
estilos:
em d o i s t i p o s ,
com
uma v is ã o
clara
os marca -
do
do problema da po -
coloquial.
à v a l o r i z a ç ã o do a d j e t i v o
Freqüentem ente
A r e la ç a o
e se n te n ç as r e l a t i v a s nãoe a um emprego
se ouvem c r í t i c a s a o s a lunos p elo
usado s em suas r e d a ç õ e s ;
d i f e r e n ç a .entre os d o i s t i p o s de a d j e t i v o s ,
a fo r m a liz a ç ã o
restritivos
traço n e g a t i v o ,
de emprego 'de a d j e t i v o s .
facilita
da
e não -
e entre os que tem o traço p o s i t i v o pare gradação
os que apresentam t a l
problema
não-
- gradaçao
didá tico- científico,
excesso de a d j e t i v o s
- restritivos
e da
materna a f a l a n t e s n a t iv o s
que se podem antepor
r e s t r it iv a s levaria
correto d e l e ,
da r e s t r i ç ã o
especialm.ente na a p r e c ia ç ã o dos d i f e r e n t e s
literário,
entre a d j e t i v o s
útil
pode-se q u e s t io n a r
a exposição do
e
WOTAS DO C7iPlTUL0 V
1- Observemos que as f r a s e s 1 7 2 , a . e 1 7 2 . b, são am bíg u as; podese es ta r f a z e n d o r e f e r ê n c i a :
a) a um co n ju n to de sa p a to s que sejam ao mesmo tempo f i n o s e
confortáveis;
b) a d o i s c o n ju n to s de s a p a t o s , um de s a p a to s f i n o s -e outro
de s a p a to s c o n f o r t á v e i s .
Uma e v i d ê n c i a da a m bigüidad e dessas f r a s e s é q u e , c o r r e s
pondendo à i n t e r p r e t a ç ã o ^
podemos t e r d o i s a d j e t i v o s de
s e n t i d o s c o n t r á r i o s , o que não é p o s s í v e l com a i n t e r p r e
tação
?o ã o pro cu ra sap atos f i n o s _e g r o s s e i r o s .
2- Em 1 9 7 1 Chomsky a d m it e , contra a t e o r ia padriao, que a estrutwr-.a de s u p e r f í c i e também está s u j e i t a a. i n t e r p r e t a ç a o se
mantica em casos como o de foco e p r e s s u p o s i ç ã o , 0 centro da
entonação é o foco da- se nte nç a e se obtém a p r e s s u p o s iç ã o
su b s t it u in d c - s e o foco por uma v a r i á v e l . A s s im , n as se nte n ças 1 7 2 , a . e 1 7 2 . b. teríam os como foco f i n o s e c o n f o r t á v e i s ;
enquanto em 1 7 2 . c . o foco se r ia apenas coni^ortáveis;
Em
1 72 , a ; e 1 7 2 . b^ pressupõe- se que João p ro c u ra s a p a õ b s ;
em
1 Y 2 , c . pressupoe- se que João pr-ocu-ra sa p stos f i n o s . I;essa abordagem pode-se propor ujna mesma e s t r u t u r a ’ coordenada para
as d u a s . s e n te n ç a s r e s t r i t i v a s que contêm os a d j e t i v o s ,
em
1 7 2 ,a '., 1 7 2 . b; e 1 7 2 . c. .
3- Celso C u n h a , p ; 2 7 2 - 2 7 4 .
4- S l i B e h a r , p , 1 7 2 .
coKcnJsÃo
Partimos da: constatação de que a posição do
adje
tivo na locução nominal em português não ê de ordem ex c lu siv a
mente e s t i l í s t i c a , nem depende de um ensino gram atical p ro p i ciado por nossas gramáticas norm ativas e nossas
•de ensino, Procuramos,
in s t it u iç õ e s
segundo a t e o r ia gerativo - transforma-
cion al padrão., determinar os fa to s que orientam o fa la n te na tivo d e português sobrada posição que o'. adjetivo pode ou
deve
ocupar em relação ao nome do qual ele é • adjunto na estrutura:
de s u p e r fí c ie ;
Observamos que:
l;
Há a d je t iv o s que nunca podem ocorrer antepostos
aos nomes;
2'; Alguns ad jetiv o s em algumas fra se s podem
ocor
r e r antepostos aos nomes, enquanto ean outras fr a s e s t a l
ocor
rência não e p o s s í v e l;
3
■ ; ílrases com a d je t iv o s pospostos podem ser
ambí
g u a s: o adjetiv o pode in d ic a r uma q ualidade que pertence a t o
do. o üconjujito designado pelo Jiome ou d e l im it a r , pela
indicação
de uma qualidade,um subconjunto dos seres designados pelo no ae;
4.
Algumas fra se s conservam o mesmo s ig n ific a d o
,
quer apresentem o adjetivo antes ou depois do nome; outras
fra se s só admitem o ad je tiv o p o sp o sto, pois sua anteposição ao
nome dsria à frase uma outra in te rp re ta ç ã o ,
5;
A anteposição do a d je t iv o não é o b rig a tó ria ;
A. p a rtir destas co n sta ta ç õ e s , desenvolvemos a d i s
sertação trabalhando com h ip ó t e s e s , E stas hipóteses procuraram
explicar quando é possível a anteposição do a d je t iv o , já'
que
a posposiçao sempre e p o s s í v e l; P o r t a n t o , a anteposição do ad
jetiv o ao nome resulta da aplicação de uma transformação op
-
c io n a l, e nossas hipóteses procuraram as condições para que se
aplicasse a transforaaçao de ex tra p o siç ã o ;
113
A primeira h ip 6 t e e e ,
tratada no capítulo I I I ,
con
siderou a p o s s ib ilid a d e de ser um traço l e x i c a l o condiciona dor da transformação de extraposição do a d je t iv o ;
Concluiu- ce
que há um traço que pode ser esse co ndicio n ad or:
-
gradação
o
traço
. Os ad jetiv o s marcados positivam ente com
este.
traço permitem a aplicação de regra transform acional de extraposição; os a djetiv o s marcados negativamente com este
traço
im possibilitam a- aplicação de ta l r e g r a ;
A primeira hip dtese exp lico u alguns casos de anteposição, mas não todos; í) uma condição necessária', mas não suf i c i e n t e , a. existencia do traço,
+r gradaçao
para que se de
a
anteposição do adjetivo ao nome;
A segunda^hipátese, tratada no capítulo rv , co n si
derou a p o ssibilidade: de ser a estrutura profunda das frases
que contêm adjetiv o s a responsável p ela p o s s ib ilid a d e ou não
da aplicação da. regra de extraposição do a d j e t iv o ;
Os adjetivos que são adjuntos resultam de,
uma
transformação de apagamente a p licada a uma sentença r e la t iv a i
Se esta sentença re la tiv a for r e s t r it iv a não será possível
aplicação da regra de extraposição do a d je t iv o ;
a
s(5 será p o s s í
vel a aplicação da regra, de extraposição do a d jetiv o se
ele
v^ier de- uma sentença relativa- não- restritiva*
A segundai liipátese também explicou alguns casos de
anteposição do a d je t iv o , mas não explicou todos. Sobre a p ri —
meira. hipótese a segunda apresenta a vantagem de exp licar
casos de fra se s ambíguas com a d je t iv o s pospostos,
os
já que
eles
podem ser entendidos como r e s t r it iv o s ou n a o - restritivo s;
Como as duas prim eiras h ip d tese s explicaram ,
uma d elas, alguns casos de anteposição do a d je t iv o ,^ a
h ip á tese, tratada no capítulo V ,
cada.
t e r c e ir a
c o n s is t iu numa combinação
primeira e da segunda hipótese e na consideração de mais
da
uraa
condição: o adjetivo nao apresentar complemento no momento
aplicaçao da regra de e x tra p o siç a o , Assim ,
da.
só poderão ocorrer
antes do nome os adjetiv o s que, p reench idas as condições esta
belecidas p elas duas prim eiras h ip ó t e s e s , não forem marcados
como adjetivos que necessitam de complementos ou,
caso o aore-
sentem, esse complemento tenha sido apagado por transformação,
antes da transformaçao de extrapoáição;
114
Concluímos, entao,
mais e x p l i c a t iv a .
que a t e r c e ir a hipdtese
é
e
Segando a te r c e ir a h ip d t e s e , podem ocorrer
antepostos, graças à a p lic a ç ã o 'o p c io n a l de uma regra transformacional de ex tra p o siç ã o , os a d je t iv o s que preenchem os se
guintes r e q u i s i t o s :
1- são marcados no lé xico com o traço
+ gradação
2- vêm de uma sentença r e la t iv a n ã o - restritiv a ,
3- Wão apresentam complemento no momento da a p l i cação da regra de extrapo siçã o;
Po rta n to ,
embora h a ja problemas de e s t il o r e l a c io
nados à posição do a d je t iv o ,
esses problemas só podem ser en
tendidos observando-se as im plicações gram aticais apontadas
por este tra b a lh o .
Sendo o conhecimento da lin g u a g em uma das formas
de melhor se conhecer o se r humano,
pensam ento,
o prc5prio p r o c e s s a r de seu
a observaçao de que há uma m a n i f e s t a ç a o form al
na
língua: po rtu guesa de c e r t a s o p o siç õ e s m e n t a is como de r e s t r i ção / • 'n ã o - r e s t r i ç a o 7- g radaçaOj
p-ouco de l u z a este p ro b lem a ,
se,
do a n s e io
/\-~ g r a d a ç ã ^ , vem t r a z e r
que f a z p a r t e ,
em última
supremo do homem: conhecer-se a. s i mesmo;
um
análi -
BIBLIOGRAFIA
01. A L I, Manuel de S a id ;
C-raTiStica Secuj-idsria; Sso P a u lo ,
Bdi-
2
ções :.:elhoraiT;ento , 1 S 6 4 .
02i AIí-.IEIDA, I«apoleão Mendes de.
Po rtuguesa. 1 5 a ,
1963.
03 ; AIüíEAPl, S a n d r a .
edição.
Grsmética Metódica da Lfneua
São P a u lo ,
The Dee-p S t r u c t u r e o f R e l a t i v e
I n : P i l l m o r e and L a n g en do en ,
Seroantics. líe\7 Y o r k ,
04 i
A.ZEVEDO P IL H O ,
Edição S a r a iv a ,
eds.
Studies
H o lt and W i n s t o n ,
Leo de gá rio A .
de.
i n L in .^ u is t ic
1971 i
P a ra uma gram ática
t u r a l da ifn.gua portueruesa. Rio de J a n e i r o ,
Gernasa,
05.
estru
Edições
1971.
AZEVEDO, Ivlilton II. _0 Subpuntivo eiu Português t r a n s fo r n a c io n a l, P e t r ó p o lis ,
06;
Clauses.
estudo
Editora Voses L t d a .,
1976;
BACE, Símnon. ITauns and IJouns P h r a s e s .- In : B acn , E .e Harms,
R. T'. eds; ünii~ersals in Ling-uistic Theory; Uew York ,
H o lt, Rinehart and '.Vinston, 1 9 6 8 .
C7; ---------
A- L in g ü ís tic a Estrutu xal _e
ência . Tradução de Yonne L e it e ;
F i l o s o f ia
da C i
I n : ITovas PèrBD ectivas
L in g ü í s t ic a s ; P e t r ó p o l is , Editora Vozes L im ita d a , 1 9 7 0 .
0 6 . 3ACK,
Eu rico
e TIATTOS,
Geraldo,
Lír:£ua P o rtu g u e s a ; l a ,
c; i
1 07 p OÇ', BARBOSA, Jeronjrmo Soares.
Gramática
Construtural
edição, São P a u lo ,
da
Editora P .T .D ,
Granimatica Philoso-phica da Lín -
gua Portugueza ou P r in c ip io s da Gramaatica Geral A n il cada a ITossa Linguasrem, 6 a ,
ediçã o .
da Acadeaia- Real das S c ie n c ia s ,
10;
L isb o a ,
Typographia
1875;
BECHARA, B v a n ild o ; Moderna Gramática P o rtu g u e s a , 1 9 a .
ção. são-Paulo,
11;BEHAJ?j
Companliia Editora. K a c io n a l , 1 9 7 3 .
E l i . M il P a lav ras em Português para E s t r a n g e ir o s ; ^
são P aulo , líELIUS-Livr ar ia E ditora L t d a .,
1 2 ; BISOL,
e d i
1970.
Leda; Predicados Com-olexos em Portugruês, Tese
mestrado apresentada na U niversidade F e deral do Rio
Ja n eiro .
Imprensa da ÜPRGS, 1 9 7 5 .
de
de
116
13.
3uSi”0 , Francisco da 3 Í lv e ir a .
Portu-aesa -
cuteo
ção S a r a i r s ,
19^S. ■
14,
J r .,
ca;
15.
3a.
GHa:SI':Y,
J.
7c. e d i ç ã o ; São P a u l o , E d i
supsrior,
'
llattDso. ' D icio n á rio
edição. São P a u lo ,
Iloam.
'~-ra:.::Ltic3 "oi-^gtiva■da Lín.raa
J.
?llo lo - ia _e C-ramáti-
OZOI: + EDITOH,
S y n t a c t ic S tr u c t.u re s. P a r i s ,
I
968.
'lhe Hague-Uou ■-
t o n , ,1 5 5 7 ._
1 6 , —--------- Á Linguaf^rem _e a Tlente. Tradução de líiriam
•;
Lemlei
X n : Icovas P e r s p e c t i v a s L i n g ü .i s t i c s s . P e ü r d p o l i s ,
Editora V o ze s,
17;
lim itada,
--------- - As-pectos
1970;
la Teoria de la S i n t a x i s ; Intro du
ção, tradução e notas de C .P .
Qtero; Iladrid, A g u ila r ,
1971;
1 8 . ---------- Dee-p Stru c tu re, Surface Structure and Semantic
Int er-pr et a t io n . I n : S t e in b e r g , D , D ,
e Jakobovit s,. L ;A ;
eds. Senanticg r,ln In t e r d is c ip l in a r ? Reader in Pb.ilo
■phy, L in g u is t ic s and pGycholog^f;
London,
30
-
Canbridge Uni —
v e r sity P r e s s , 1 9 7 1 .
15^
20 ;
-------- —, LinTUsrem _e P en san en to . Tradução de Prancisco
11;
G-uimarães, P e t r d p o lis , Editora Yozes, Lim itada, 1 9 7 1 .
----------
LI ngfiística
Cartesiana: .
ui- c a p í t u l o
de. h i s t ó -■
r ia do pensamento r a c i o n a l i s t a ; Tradução De Pranciscò lã,.
6
Guim arães,-Petr p o l i s ,
lo ,
Editora V o zea JLimitsda, São P a u -
Editcra- da' üniv-ersidade de São P a u lo , 1 9 7 2 ;
21. Cl~£EÃ, Celso P . da. C-rainática d a ~Língua P o r t u ~ u e s a . l á .
dição.
Hio
de J a n e i r o ,
PE1TA1I3,
--
1972;
22. PILIZ.íOHE, C. J, The Case for Ca s e . I n : 3 a c h , E ; e Hanns,
R .T ;
eds; U niversais in L in e u is t ic T h e o r j. Tew Yorl:,.,
Holt', Rinehart and 'iVinston,
23.
JACOBS, R . A . ,
R0SEIT3ÂÜI.", P e t e r
19Ê8;
. Bnf^lish Transiorrnational
Gramnar; Welthani, I.íassachussets, Ssrox College P u b li
shing,
24 .
KATO,
I
96S .
H a r j Aizav;ã,
tur
.
'-A P r o p o s t a l
0 R e p re 3entation
tive C la u s e s , 1973
25 .
Conceriiing the Deep Struc -
of R e s t r ic t iv e and Appositive Rela (não p u b l i c a d o ).
A Semântica
P au lo ,
-
Bditorá .'t i c a ,
G er ativ a _e o Arti.go D e f i n i d o ; São
1974;
117
2 6 . KATZ,
J .J .
e POSTA L,
D e sc rip t i o n s .
27.
T, An Inte.-n-ateâ T h e o r y . o f Llj^.?:uistic
Carsbridge, Líassachussets, L U I í T ; P r e s s ,
1964 .
LAPA, Manuel pLodrigues, B s t i l í s t i c a da Língua Portu/::uesa.
3a;
ed içã o . Rio de J a n e ir o ,
2 8 . LAíCOPP, G'; e ROSS, J .R .
Liv ra ria Acadêmica, 1 9 7 0 .
.
l£ Beevj Structure ITecessary? K . I . T .
Reprodução, 19'67.
29;
------ ----
Deep Sufface Grainraar. Reproduced by the L in
g u is t ic C lub, In diana ü n iv e r s it y ,
30;
I
------ ---- On Generative Sem antics;
Jako.bovits, L ;
A.
-
968.
In :
S te in b e r g , D , D ,
e
eds'. Sem antic s: An I n t e r d is c ip l in a r j
Reader i n -P h ilo s o p h y , L in g u is t ic s and Psych ò lo gy; Lon
don,
31,
-
Cambridge U n iv e rsity P r e s s , 1 9 7 Ü
6
LSITZ, R o d o lfo ; ^
t ic a General
O ra c i n y sus P a r t e s ; Estúdios de Grama -
2.
C a s t e lla n a . 2 a .
6
e d i c i n ; LIadrid, .Publica-
ciones de ia Revista de F ilo lo g ia Ssp an o la, 1 9 2 5 .
32,
LUiA,
Carlos E .
da Rocha.
P o rtuguesa; 7 a .
edição. Rio de J a n e ir o , P ,
-Ciav," E d it o r e s ,
33.
Gramática I^ormativa da Língua
B riguiet
1 9 6 2 ,'
£;
---—
LYOíJS, Jolin, L in g u is t ig u e G'ánérale: In tro d u c tio n
Lin -
s u is t io u e 'l'héorique; Tradusido para o fra n c ês por P , Dubois- Charlier e D , R oDinson. P a r i s ,
34.
1 970 .
.
— --------veira
L ib r a i r ie Larousse.,
.
■^
Id é ia s de Cliomsky; Tradução ae Octanny S i l
da LZota e Lesnidas HegenLerg,
C u lt r ix L t d a .,
Sao P s u lo ,
Editora
1973.
3b. i’- A B I P J i , José Rebouças, A estrutujra H orfo-sin tá x ics do
P o rtu g u ê s,
to ra ,
36;
ilELLO,
2a .
edição.
São P a u lo ,
1974.
Gladstone Chaves de;
P o rtu g u esa, 2 a .
znica,
L iv ra ria P i o n e i r a -E d i
Gramática Fundamental da Línrua
edição. Rio de Ja n e ir o ,
1970,
. -
3 7 , KASCEITTES, iLntenor,
J a n e ir o ,
L iv ra ria Acs.àe -
0, Idioms ITacionel, 4 a .
L iv ra ria Acadêmica,
ediçã o . Rio
19'64.
3 3 ; ITIl^TTE, JoEeph. Princí- io s de Gramática G e r a t iv a ; Tradu
ç ao ,
adaptaçao
30 p o r t u g u ê s ,_glossário
e b ib l io g r a fia
d ic io n a l de IJilton Vasco da Gama, São P a u lo ,
P io n e ir a E d it o r a , 1 9 7 5 ;
de
L iv raria
a-
118
-
3 9 . FERSIRA, Eduardo Carlo s;
Gramática rliotórica, 2 a ,
edição;
são P a u lo , Seção de Obras d * 0 Estado de São P aulo , 191SÍ
4 0 ; ------ — • Grairaatica Ercpositiva; 2 2 a .
edição,
São P a u lo ,
Editora líacional, 1 9 2 7 ;
4 1 , P0T5IE H , B , ,
AUDÜ3ERT, A . ,
P A IS ,
Cidmar T . E struturas L in -
c:üísti cas do P o rtu gu ê s, São P a u lo , Difusã o Européia
do
L iv r o , 1 9 7 2 .
4 2 , PSHIIvI, LIário A ; A Gramática Gerativa - Iritroducão ao Es tudo da Sintaxe Portug;uesa. Belo H o rizo n t e , V ig í l ia
,
1976;
4 3 , RIBEIRO, Ernesto Carneiro; Estudos G ra n a tic a is e F i l o l 6 g i -'
B a h ia ,
COS.
4 4 , RIBEIRO,
Jd lio .
J a n e ir o ,
4 5 , ROSS,
L iv raria Progresso E d it o ra ,
Graisaatica P o rtu g u eza , 9 a ;
L iv r a r ia Francisco A lv e s , S ; C . ,
1957;
edição. Rio
1910;
J . R . A Proüosed Ruie of Tree-T unning:; I n : R e ib e l
D,A *
e Schane,
S .A ,
de
,
eds, Modern En.glish I n ‘T ransforma -
t io n a l Graxamar. Englewood C l i f f s , 37,J . P r e n tic e - H a ll,
«
_LilO
0f
"T «
■
X C>A O^ #
4Ô, HÜ7ST, I?icolas, In tro du ctio n _à 1_3 Grairiisaire G en árative.
Deuxièine é d it io n . P a r i s ,
47,
L ib r a ir e P l o n , 1 9 6 7 .
SILK 4, E .C , P e rsz de Sousa e, ^
Crec5 e£: R e la tiv a s Iníro -
düsidas pelo rrororr^e ” 3ue^', Dissertação de n^estrado a_ -•
■Dresentada à P o n t if í c ia U niversidade Católica de São
Paulo ,
C,
1973.
S,
Deteri-iners and Rela tive Clauses in a Genera-
tive Granriar of E n ~ lis h , I n :
D ;A . R e ib e l e S ,A ,
Schane
( e d s .) . Hodern Studies in En.glish in Transforma tio n a l
Gragmar; Englewood C l i f f s , Eew York; Prentice- Hall I n c ;
1969;